ATIVO

=
Débito
PASSIVO =
Crédito
B
e
n
s
D
ir
ei
t
o
s

(+)
(+)
ObrigaçõesPatri
mônio Líquido
(-)
(+)

DÌSCÌPLÌNA: Estrutura das Demonstrações Contábeis FASE: 4 e 5º Semestre de Ciências
Contábeis TURNO: Noturno SEMESTRE: 2010/1 PROFESSOR (A): Alex Charles Silva de
Aguiar E-mail: alexcsaguiar@yahoo.com.br AUNO(A):
MACETES PARA CONTA!IIDADE Patrim"#io ÷ é conjunto de
bens, direitos e obrigações de uma pessoa ou de uma empresa: Ati$o = Bens e Direitos
(Aplicação de Recursos); Pa%%i$o = Obrigações (Origens dos Recursos); Patrim"#io
&'(ido = é a diferença entre bens + direitos ÷ obrigações;
1. Contas Patrimoniais
Ati$o '(a#do )#tra %) d)bita *o#%)'+)#t)m)#t) a(m)#ta#do,
Ati$o '(a#do %ai %) *r)dita *o#%)'+)#t)m)#t) dimi#(i#do,
Pa%%i$o '(a#do )#tra %) *r)dita *o#%)'+)#t)m)#t) a(m)#ta#do,
1.1. Passivo quando sai se debita conseqüentemente diminuindo. Quando o
Ativo for maior que o Passivo no Patrimônio Liquido teremos Lucro;
Quando o Ativo for menor que o Passivo no Patrimônio Liquido teremos Prejuízo; Quando o Ativo for
igual ao Passivo no Patrimônio Liquido teremos uma situação nula. Débito = dívida, situação
negativa, estar em débito com alguém e estar devendo para alguém, etc... Crédito = ter crédito com
alguém, em uma loja, situação positiva, poder comprar a prazo e etc...
2. Contas de Resultado
São nas contas de resultado que se apura o Lucro ou Prejuízo, ou seja, diferença entre as Receitas ÷
Despesas = Lucro ou Prejuízo.
E%tr(t(ra do !ala#
-
o Patrimo#ial %).(#do a )i /,01023/ *2alt)ra
-4
)% da )i 55,/672138 ) a MP 009
ANTES DEPOIS
ATÌVO
CÌRCULANTE
ATÌVO NÃO
CÌRCULANTE
·REALÌZÁVEL A
LONGO PRAZO
·ÌNVESTÌMENTO·ÌM
OBÌLÌZADO·ÌNTAN
GÍVEL ·DÌFERÌDO
ATÌVO CÌRCULANTE ATÌVO
NÃO CÌRCULANTE
·REALÌZÁVEL A LONGO
PRAZO ·ÌNVESTÌMENTO
·ÌMOBÌLÌZADO ·ÌNTANGÍVEL
PASSÌVO
CÌRCULANTE
PASSÌVO CÌRCULANTE
PASSÌVO NÃO
CÌRCULANTE
PASSÌVO NÃO CÌRCULANTE
·EXÌGÍVEL A
LONGO PRAZO
·RESULTADO DE
EXERCÍCÌOS
FUTUROS
PATRÌMÔNÌO
LÍQUÌDO
PATRÌMÔNÌO LÍQUÌDO
·CAPÌTAL SOCÌAL ·CAPÌTAL SOCÌAL
·RESERVA DE
CAPÌTAL
·RESERVA DE CAPÌTAL
·A:USTE DE
AVAIA;<O
·A:USTE DE AVAIA;<O
PATRIMONIA
PATRIMONIA
·RESERVAS DE
LUCROS ·RESERVAS DE LUCROS
·A;=ES EM
TESOURARIA
·A;=ES EM TESOURARIA
- PREJUÌZOS
ACUMULADOS
- PREJUÌZOS
ACUMULADOS
A Medida Provisória (MP) 449/08, editada em 03 de dezembro, alterou a estrutura do Balanço
Patrimonial (BP) prevista na Lei das S/A - que já tinha sido alterada há pouco mais de um ano
pela Lei 11.638/07 de dezembro de 2007 - apresentando mudanças significativas na sua forma
de apresentação.
Embora outras mudanças tenham ocorridas na estrutura da Contabilidade com a publicação
desta MP, iremos destacar hoje somente as alterações no BP, pois por ser uma medida
provisória, tais alterações podem sofrer ainda modificações no congresso.
Para os estudantes da disciplina, esta demonstração além de ser básica é uma das mais
importantes dentro das Demonstrações Financeiras. Fiquem atentos, principalmente aqueles
que irão prestar concurso público nos próximos meses!
Ìremos primeiramente fazer uma comparação como era a estrutura anterior (Lei 6404/76,
alterada pela Lei 11.638/07) com a atual estrutura, de acordo coma a MP 449/08 e depois fazer
um comentário sobre as mudanças:
Como podemos observar acima, o Ativo passou a ter somente dos grupos de Contas: Ativo
Circulante e não-circulante. O grupo Permanente deixou de existir. O ARLP de grupo, virou
subgrupo do Ativo Não- Circulante!
A mudança mais significativa foi à extinção do subgrupo Diferido, que tinha a finalidade de
contabilizar as despesas iniciais na implantação das empresas, e diluir em exercícios
posteriores, os gastos necessários nas suas reorganizações.
Caso as empresas tenham ainda classificadas tais despesas no Diferido, após a edição da MP,
podem deixa ÷ lá no Ativo Não-Circulante, até que sejam totalmente amortizadas.
Com relação ao Passivo, o grupo do PELP foi substituído pelo Passivo Não- Circulante,
portanto todas as obrigações das empresas cujo vencimento seja após o exercício seguinte,
deverão ser classificadas como não-circulantes.
A segunda e última mudança no Passivo foi a mais lógica! O grupo extinto Resultado dos
Exercícios Futuro, famoso "REF¨, era previsto na Lei das S/A para classificar as contas que
representavam recebimentos de receitas que ainda seriam realizadas (receitas antecipadas),
atendendo o princípio da Competência; entretanto a doutrina contábil interpretava que naquele
grupo, somente deveriam ser classificadas as receitas antecipadas que a empresa não teria a
obrigação de devolução, casos raríssimos na Contabilidade, o exemplo clássico eram os
"Aluguéis Recebidos Antecipadamente deduzidos de seus custos de locação¨. Na prática
pouquíssimas empresas utilizavam esse grupo, basta observar os balanços publicados na
mídia.
Com a saída do REF, toda e qualquer receita antecipada deverá ser classificada no Passivo
Circulante ou Passivo Não-Circulante, conforme o prazo de realização. Se houver saldo
remanescente no REF de receitas antecipadas, após a edição da MP, estas deverão ser
remanejadas para o grupo do Passivo Não-Circulante.
Estas foram as modificações ocorridas no Balanço Patrimonial, que passam a vigorar com a
edição da MP 499/08, brevemente comentaremos as outras alterações.
5, VIS<O DA >IST?RIA RECENTE DA CONTA!IIDADE E DA AN@ISE DAS -
DEMONSTRA;=ES CONT@!EIS,
Um breve relato sobre a evolução da Análise das Demonstrações Contábeis e da contabilidade
a partir do final do século XÌX, período em que muitos eventos determinaram a valorização da
contabilidade e das informações que dela podem ser extraídas, evidencia a importância desta
ferramenta.
Como a contabilidade nacional é fortemente influenciada pela escola americana, é feita
inicialmente uma cronologia dos principais fatos que marcaram a contabilidade nos Estados
Unidos e em seguida daqueles que marcaram a contabilidade nacional nos últimos 150 anos.
ESTADOS UNIDOS
!RASI

Fi#a
l do
%é*,
AIA
Os banqueiros americanos solicitam
das empresas que desejam contrair
empréstimo a apresentação do
balanço patrimonial.
579B
-
O Conselho Executivo da Associação
de Bancos de New York (NYBA ÷ New
York Bankers Association) recomenda
aos seus membros que solicitem
balanços dos tomadores de
empréstimos.
5911
-
A NYBA divulga um formulário de
proposta de crédito que inclui espaço
para o balanço patrimonial.
591/
-
William Prost escreve sobre a prática
dos bancos em solicitar o Balanço
Patrimonial dos clientes. Lei Hepburn,
permitindo à ÌCC (interstate Commerce
Commission), primeira agência
reguladora americana responsável por
todos os serviços de transporte
interestadual, estabelecer regras
uniformes de contabilidade para as
companhias por ela reguladas. Em
1995 este órgão foi sucedido pela STB
(Surface Transportations Board).
595B
-
Federal Reserve Board (BC dos EUA)
determina que só podem ser
redescontados os títulos negociados
por empresas que apresentem seu
balanço patriminial ao banco.
5957
-
Federal Reserve Board publica o
livreto Métodos aproximados para a
preparação de Relatórios de Balanço,
que inclui: formulários padronizados
para o Balanço e Demonstração de
Lucros e Perdas: esboço de
procedimentos de auditoria e princípios
para a elaboração de demonstrações
financeiras.
5959
-
Alexander Wall desenvolve um modelo
de análise de índices, em especial a
relação entre Ativo e o Passivo
Circulante, através de publicação de
artigo no Federal Reserve Bulletin.
59C6
-
James H. Biss sugere a criação da
análise através de indicadores-padrão
por segmento de atividade.
59CB
-
Stephen Gilman, ao criticar o sistema
de análise por coeficientes, propôs a
análise horizontal, com o objetivo de
indicar as variações ocorridas nos
vários elementos do patrimônio.
59C9
-
Crise no mercado de ações, com a
"queda¨ a Bolsa de New York. Neste
mesmo ano os procedimentos
apresentados em 1918 pelo Federal
Reserve são revistos pelo American
Ìnstitute of Certified Public Accountants
÷ AÌCPA (Ìnstituto Americano de
Contadores Públicos Certificados) - ,
que também faz novas revisões da
publicação em 1936 e 1950.
5961
-
Surgiu na Companhia DuPont um
modelo de análise de rentabilidade
(ROÌ ÷ Return on Investiment), que
decompõe a taxa de retorno em taxas
de margem de lucro e giro dos
negócios.
5965
-
A agência de risco Dun & Bradstreet
passa a elaborar e divulgar índices-
padões para os diversos ramos de
atividade dos EUA, oferecendo este
tipo de serviço até os dias atuais, não
apenas nos EUA, mas também em
vários países, inclusive Brasil.
5966
-
A Bolsa de Valores de New York passa
a exigir relatórios anuais com parecer
de auditoria.
5960
-
Criação da SEC (Securities and
Excan!e "ommission) em virtude da
crise de 1929 (órgão equivalente à
CVM no Brasil).
5967
-
A SEC cria o Comitê de Procedimentos
Contábeis (APB), sucedido pela FASB.
593C
-
Surge nos Estados Unidos a
Demonstração das Origens e
aplicação de Recursos (DOAR),
lançando assim uma visão de análise
mais detalhada sobre as variações
ocorridas no capital circulante líquido
da empresa de um ano para outro.
5936
-
Criada a FASB (Financial Accounting
Foundation Board), organização
designada para estabelecer padrões
da contabilidade financeira e relatórios
do setor privado.
C11C
-
Lei Sarbanes-Oxley (SOX) ÷ Em razão
dos muitos escândalos financeiros
envolvendo grandes corporações e
empresas de auditoria, esta lei impõe
severas obrigações aos diretores
executivos e diretores financeiros das
companhias americanas, que passam
a ser explicitamente responsável por
estabelecer, avaliar e monitorar a
eficácia dos controles internos sobre
relatóriosfinanceiros e divulgações. Às
empresas de auditoria também são
feitas algumas restrições, como, por
exemplo, a vedação de uma mesma
empresa de auditoria prestar serviços
simultâneos de auditoria e consultoria
contábil e tributária para seus clientes.
57B1
-
Lei nº 556 (Código Comercial
Brasileiro) ÷ apesar de não trazer
normas de escrituração contábeis,
determinava que todos os
comerciantes fossem obrigados a
seguir uma ordem uniforme de
contabilidade e escrituração e ter os
livros para esse fim específico. O
capítulo relativo às sociedades
comerciais foi revogado pela lei nº
10.406/2002, que instituiu o novo
Código Civil.
596C
-
Publicação do livro Ensaio so#re
an$lise de #alanços, de autoria de
João Luiz de Souza. De acordo com
comentários de FRANCO (1992, p.
13), não obstante tratar-se apenas de
um ensaio, sem o aprofundamento das
obras atuais, tem grande valor pelo
seu pioneirismo no Brasil.
5901
-
Decreto ÷ Lei nº 2.627 ÷ instituiu a
primeira Lei das Sociedades
Anônimas, trazendo algumas regras
para avaliação de ativos e distribuição
de lucros, revogada mais tarde pela Lei
nº 6.404/1976.
590/
-
Decreto nº 9.250 ÷ criou o Conselho
Federal de Contabilidade (CFC), e
regulamentou as profissões de
Contador e de Técnico de
Contabilidade.
59/B
-
Lei nº 4.728 ÷ regulamenta o mercado
de capitais e, dentre outras
disposições, estabelece que cabe ao
Conselho Monetário Nacional expandir
normas quanto à organização do
Balanço e das Demonstrações de
Resultado, padrões de organização
contábil, relatórios e pareceres de
auditores independentes registrados
no Banco Central relativas à empresa
com ações negociadas em Bolsa de
Valores.
593C
-
Resolução CFC nº 321 ÷ estabelece
normas e procedimentos de auditoria.
As normas atualmente em vigor foram
aprovadas pela Resolução CFC nº
820/97.
5930
-
Primeira edição de M)lDor)% )
Maior)% da revista Exame, uma
publicação anual que traz reportagens
e tabelas com os principais números e
indicadores extraídos das
demonstrações contábeis das 500
maiores e melhores companhias que
operam no Brasil, agrupadas por
segmento econômico.
5930
-
Stephen C. Kanitz (USP) publica na
revista Exame Como Er)$)r a
FalG#*ia da% )mEr)%a%, o chamado
"Termômetro da insolvência¨,
metodologia que até hoje desperta a
atenção dos estudiosos da Análise de
Demonstrações Contábeis.
593/
-
Lei nº 6.385 ÷ cria a CVM (Comissão
de valores Mobiliários), com a principal
função de assegurar o funcionamento
eficiente e regular dos mercados de
bolsa e de balcão.
593/
-
Lei nº 6.404 ÷ a nova Lei das
Sociedades Anônimas estabelece,
dentre outras normas, as principais
práticas contábeis a serem seguidas
pelas S.A. Revoga o Decreto ÷Lei nº
2.627/1940.
5939
-
Publicada a 1ª edição do Ma#(al d)
*o#tabilidad) da% %o*i)dad)% Eor
a-4)%8 de Sérgio de Ìudícibus, Eliseu
Martins e Ernesto Rubens Gelbcke,
carinhosamente chamado por muitos
de a Bíblia do contador.
5975
-
Resolução CFC nº 530 ÷ aprova a
NBC T-1, estabelecendo os Princípios
Fundamentais de Contabilidade, mais
tarde atualizados pela Resolução CFC
nº 750/93.
5991
-
Resolução CFC nº 686 ÷ aprova a
NBC T-3, trazendo conceito Conteúdo
e Nomenclatura das Demonstrações
Contábeis.
5996
-
Resolução CFC nº 750 ÷ aprova os
Princípios Fundamentais de
Contabilidade.
5993
-
Resolução CFC nº 820 ÷ aprova a
NBC T-11 ÷ Normas de Auditoria
Ìndependente das Demonstrações
Contábeis
C11C
-
Lei nº 10.406 ÷ institui o novo Código
Civil. Esta Lei revogou o capítulo
relativo às Sociedades Comerciais
constante na Lei nº 556/1850 (Código
Comercial),
estabelecendo novas normas quanto à
organização das empresas e suas
obrigações, incluindo aspectos
relacionados à escrituração contábil.
C11B
-
Deliberação nº 488 da CVM ÷ aprova o
Pronunciamento do ÌBRACON NPC nº
27 ÷ Demonstrações contábeis ÷
apresentação e divulgações.
C, INTRODU;<O
A divulgação das demonstrações contábeis constitui uma das principais atribuições dos
profissionais da Contabilidade; poderíamos dizer que é o ponto máximo da realização
profissional.
As demonstrações contábeis são representações monetárias estruturada da posição
patrimonial e financeira em determinada data e das transações realizadas por uma entidade no
período findo nessa data. O objetivo de uso geral é fornecer informações sobre a posição
patrimonial e financeira, o resultado e o fluxo financeiro de uma entidade, que são úteis para
uma ampla variedade de usuários na tomada de decisões, tais como acionistas,
administradores, governos, credores e funcionários. Também mostram os resultados do
gerenciamento, pela Administração, dos recursos que lhe são confiados. Para atingir esse
objetivo, as demonstrações contábeis fornecem informações sobre os ativos, passivos,
patrimônio líquido, receitas, despesas, ganhos e perdas; e fluxo financeiro (fluxos de caixa ou
das origens e aplicações de recursos). Essas informações, juntamente com outras constantes
das notas explicativas, auxiliam os usuários a estimar os resultados futuros e os fluxos
financeiros futuros da entidade.
As demonstrações contábeis devem ser elaboradas de acordo com as práticas contábeis
adotadas no Brasil, terminologia que se configura em uma generalização das diretrizes
contábeis emanadas da legislação societária brasileira, bem como das Normas Brasileiras de
Contabilidade, editadas pelo Conselho Federal de Contabilidade e que são adotadas por todo o
tipo de entidade no Brasil. Há que se considerar, ainda, os aspectos contábeis que são
específicos para os diferentes segmentos do mercado, conforme disciplinado pelos órgãos
reguladores (Banco Central do Brasil, Comissão de Valores Mobiliários, Superintendência de
Seguros Privados, etc.). Nestes casos específicos, a utilização de procedimentos diversos
daqueles estabelecidos na NBC T 3 deverá ser mencionada em destaque na demonstração
contábil ou em nota explicativa.
A aplicação apropriada dessas normas, incluindo a divulgação de informações requeridas,
resulta, em praticamente todas as circunstâncias, em demonstrações contábeis que atingem
uma apresentação adequada. Atualmente, o profissional da Contabilidade está inserido em um
mercado dinâmico e de constantes mudanças, o que exige atualização em todas as áreas de
conhecimento, visão genérica para atuar em segmentos diferenciados, tendo sempre presente
a conduta ética em suas ações como base para o exercício da profissão contábil.
6 , O!RIHATORIEDADE DA ESCRITURA;<O CONT@!I
A escrituração contábil e a emissão de relatórios, peças, análises e mapas gerenciais e
demonstrações contábeis são de atribuição e responsabilidade exclusiva de Contadores e
Técnicos em Contabilidade legalmente habilitados, ou seja, inscritos no CRC e em situação
regular.
A empresa, independentemente de seu porte ou natureza jurídica, tem de manter escrituração
contábil completa, no Livro-Diário, para controlar o seu patrimônio e gerenciar adequadamente
os seus negócios. Não se trata exclusivamente de uma
necessidade gerencial, o que j
á
seria uma importante justificativa. A escritura
çã
o cont
á
bil consta como exig
ê
ncia expressa em diversas legisla
çõ
es.
A Lei das Sociedades por Ações (Lei nº. 6.404-76, de 15-12-76) estabelece que, ao final de
cada exercício social, a Diretoria fará elaborar, com base na escrituração mercantil da
companhia, as seguintes demonstrações: 1 ÷ Balanço Patrimonia (BP); 2 ÷ Demonstração do
Resultado do Exercício (DRE); 3 ÷ Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados (DLPA);
4 ÷ Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos (DOAR) Facultativa; 5 ÷
Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido (DMPL); 6 ÷ Demonstrativo do Fluxo de
Caixa (DFC); 7 ÷ Demonstração do Valor Adicionado (DVA) 8 ÷ Notas Explicativas ÷
Complemento que integra o conjunto das Demonstrações.
As demonstrações de cada exercício serão apresentadas e/ou publicadas de forma
comparativa com as demonstrações do exercício anterior. Todos os modelos das
demonstrações exemplificados nesta publicação apresentam a estrutura relativa a um
exercício.
O Código Civil, em vigor desde janeiro de 2003, também menciona a obrigatoriedade de seguir
um sistema de Contabilidade, conforme o disposto nos artigos abaixo citados:
%rt. &.&'(. ) empres$rio e a sociedade empres$ria são o#ri!ados a se!uir um sistema de
conta#ilidade, mecani*ado ou não, com #ase na escrituração uni+orme de seus livros, em
correspond,ncia com a documentação respectiva, e a levantar anualmente o #alanço
patrimonial e o de resultado econ-mico.
. &/ Salvo o disposto no art. &.&01, o n2mero e a espécie de livros +icam a critério dos
interessados.
. 3/ 4 dispensado das exi!,ncias deste arti!o o pe5ueno empres$rio a 5ue se re+ere o art.
('1.
%rt. &.&01. %lém dos demais livros exi!idos por lei, é indispens$vel o 6i$rio, 5ue pode ser
su#stitu7do por +icas no caso de escrituração mecani*ada ou eletr-nica.
8ar$!ra+o 2nico. % adoção de +icas não dispensa o uso de livro apropriado para o lançamento
do #alanço patrimonial e do de resultado econ-mico.
A Lei Complementar nº. 123, de 14-12-2006, em seu art. 68, trouxe a definição de pequeno
empresário, conforme segue:
%rt. 90. "onsidera pe5ueno empres$rio, para e+eito da aplicação do disposto nos arts. ('1 e
&.&'( da :ei n/ &1.;19, de &1 de <aneiro de 3113, o empres$rio individual caracteri*ado como
microempres$rio na +orma desta :ei "omplementar 5ue au+ira receita #ruta anual de até R=
>9.111,11 ?trinta e seis mil reais).
%rt. &.&0&. Salvo disposição especial de lei, os livros o#ri!atórios e, se +or o caso, as +icas,
antes de postos em uso, devem ser autenticados no Re!istro 82#lico de Empresas Mercantis.
8ar$!ra+o 2nico. % autenticação não se +ar$ sem 5ue este<a inscrito o empres$rio, ou a
sociedade empres$ria, 5ue poder$ +a*er autenticar livros não@o#ri!atórios.
%rt. &.&03. Sem pre<u7*o do disposto no art. &.&';, a escrituração +icar$ so# a responsa#ilidade
de conta#ilista le!almente a#ilitado, salvo se nenum ouver na localidade.
Os arts. 1.183 a 1.195 contêm outras disposições relativas à forma de escrituração.
Hoje, a Contabilidade encontra-se inserida no processo de gest
ã
o, n
ã
o sendo mais vista somente como cumprimento das formalidades tribut
á
rias. O empres
á
rio que cuida de seu patrim
ô
nio, que planeja suas tomadas de decis
õ
es, o faz com base em dados concretos, confi
á
veis. E somente a Contabilidade oferece dados formais e cient
í
ficos, que permitem atender essa necessidade.
A decisão de investir, de reduzir custos, ou de praticar outros atos gerenciais deve basear-se
em dados técnicos extraídos dos registros contábeis, sob pena de se pôr em risco o patrimônio
da empresa.
A escrituração contábil é necessária à empresa de qualquer porte, como principal instrumento
de defesa, controle e gestão do seu patrimônio, e isto vale para qualquer empresa: pequena,
média ou grande, todas possuem investimentos e um patrimônio inicial, que devem ser
adequadamente mantidos.
O profissional não deve induzir o seu cliente a dispensar a escrituração contábil. Essa indução
poderá acarretar prejuízos ao cliente, em função de operações financeiras não aprovadas, pela
falta das demonstrações contábeis ou por demonstrações contábeis emitidas sem base, pela
inexistência de escrituração contábil.
As demonstrações contábeis são uma conseqüência da escrituração, devendo nela estar
respaldada. Não há demonstração se não existir escrituração. Qualquer demonstração contábil
elaborada sem que a empresa possua contabilidade formal é falsa, sendo o profissional
envolvido passível de punição pelos Conselhos Regionais de Contabilidade e pela Justiça.
A Classe Contábil e, principalmente, os Escritórios de Contabilidade devem estar conscientes
da importância da Contabilidade e saber informar, assessorar, enfim, esclarecer o empresário
dessa importância. Recomenda-se a leitura da NBC T 2 ÷ Da Escrituração Contábil, aprovada
pelo Conselho Federal de Contabilidade.
ObservaçãoA ) "onselo Federal de "onta#ilidade, por meio do )+7cio@"ircular n/ ;B, de &0@
1B@0&, aprovou parecer no sentido de 5ue devem ser autuados por in+ração ao "ódi!o de 4tica
8ro+issional do "onta#ilista os pro+issionais 5ue indu*irem seus clientes a prestar suas
declaraçCes de rendimentos pelo lucro presumido, com a +inalidade de se eximirem da
escrituração cont$#il determinada pelo "ódi!o "ivil #rasileiro.
0, APRESENTA;<O E DIVUHA;<O DAS DEMONSTRA;=ES CONT@!EIS
As demonstrações contábeis devem apresentar adequadamente a posição patrimonial e
financeira, o resultado das operações e o fluxo de caixa (ou origens e aplicações de recursos)
de uma entidade. Ou seja, devem retratar adequadamente os efeitos de transações e outros
eventos, observando as definições e os critérios para registro de ativos, passivos, receitas e
despesas, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, terminologia que se
configura em uma generalização das diretrizes contábeis emanadas da legislação societária
brasileira, bem como das Normas Brasileiras de Contabilidade, editadas pelo CFC, e que são
adotadas por todo o tipo de entidade no Brasil. Há que se considerar, ainda, os aspectos
contábeis que são específicos para os diferentes segmentos do mercado, conforme disciplinado
pelos órgãos reguladores (Banco Central do Brasil, Comissão de Valores Mobiliários,
Superintendência de Seguros Privados, etc.) A aplicação apropriada dessas normas, incluindo a
divulgação das informações requeridas, resulta em praticamente todas as circunstâncias, em
demonstrações contábeis que atingem uma apresentação adequada.
Em geral, uma apresentação adequada exige divulgações adicionais suficientes para permitir
que os usuários entendam o impacto de transações ou eventos específicos sobre a posição
patrimonial e financeira, o resultado das operações e os fluxos de caixa (ou origens e
aplicações de recursos) da entidade, considerando sua essência econômica.
A divulgação das práticas contábeis usadas e as informações incluídas em notas explicativas
não devem ser utilizadas para retificar ÷ como de fato não retificam ÷ a aplicação de práticas
contábeis inadequadas.
A análise quanto ao efeito de omissões ou erros nas decisões econômicas de usuários das
demonstrações contábeis exige conhecimento das características de cada usuário. Presume-
se que o usuário tenha um razoável conhecimento da linha de negócios e atividades da
entidade, conhecimento contábil e seja diligente na leitura e análise da informação.
0,5 ENTIDADE EM SITUA;<O DE CONTINUIDADE OPERACIONA
Ao elaborar as demonstrações contábeis, a Administração deve fazer uma avaliação sobre a
continuidade operacional da entidade. A continuidade influencia o valor econômico dos ativos e,
em muitos casos, o valor ou o vencimento dos passivos, especialmente quando a extinção da
entidade tem prazo determinado, previsto ou previsível. As demonstrações contábeis devem ser
preparadas com base no pressuposto da continuidade de suas operações, a menos que a
Administração pretenda liquidar a entidade ou cessar as operações ou não tenha alternativa
para continuar adotando o pressuposto da continuidade operacional. Quando a Administração
está ciente, ao fazer sua avaliação, de incertezas significativas relacionadas a eventos ou
condições que podem lançar dúvida substancial sobre a capacidade de a entidade manter-se
em situação de continuidade operacional, estas devem ser divulgadas em notas explicativas às
demonstrações contábeis.
Quando as demonstrações contábeis não forem preparadas no pressuposto de entidade em
continuidade operacional, esse fato deve ser divulgado juntamente com a base em que as
demonstrações contábeis foram elaboradas e a razão pela qual ela não é considerada uma
entidade em continuidade operacional.
Ao avaliar se a premissa de entidade em continuidade operacional é adequada, a
Administração deve levar em consideração todas as informações disponíveis para um futuro de
no mínimo 12 meses, a contar da data do balanço. O grau de consideração depende dos fatos
em cada caso. Quando uma entidade tem um histórico de operações lucrativas e pronto acesso
a recursos financeiros, pode-se chegar a conclusão que a premissa da entidade em
continuidade operacional é apropriada, sem uma análise detalhada. Em outros casos, a
Administração pode necessitar levar em consideração ampla variedade de fatores que cercam
a lucratividade atual e a esperada, programações de pagamento de 11 dívidas e fontes
potenciais de refinanciamentos, antes de poder concluir que a premissa da entidade em
continuidade operacional é apropriada.
0,C REHIME DE COMPETINCIA
As entidades devem elaborar suas demonstrações contábeis em conformidade com o regime
de competência. No regime de competência, os elementos das
demonstra
çõ
es cont
á
beis s
ã
o reconhecidos quando satisfizerem as defini
çõ
es e os crit
é
rios de reconhecimento para essas transa
çõ
es, ou seja, as receitas e as despesas devem ser inclu
í
das na apura
çã
o do resultado do per
í
odo em que ocorreram, sempre simultaneamente quando se correlacionarem,
independentemente de recebimento ou pagamento.
U%(Jri
o%
I#t)r#
o%
Sócios
e
gestor
es
» Aumentar ou
reduzir investimentos
» Aumentar o capital
ou emprestar recurso
» Expandir ou reduzir
as operações »
Comprar/vender a
vista ou a prazo
0,6 MATERIAIDADE E AHREHA;<O
Cada item ou grupos similares de itens materiais deve ser apresentado separadamente nas
demonstrações contábeis. Valores não-materiais podem ser agregados a valores de natureza
semelhante e não precisam ser apresentados separadamente.
As demonstrações contábeis decorrem do processamento de grandes quantidades de
transações e outros eventos que são estruturados para serem agregados em grupos, de acordo
com sua natureza ou função. O estágio final no processo de agregação e classificação é a
apresentação de dados condensados e classificados em rubricas para comporem tanto as
próprias demonstrações contábeis quanto as notas explicativas. Se uma rubrica não for material
por si só, esta é agregada a outros itens, tanto nas próprias demonstrações contábeis quanto
nas notas explicativas. Um item que não seja suficientemente material para requerer
apresentação separada nas próprias demonstrações contábeis pode, não obstante, ser
suficientemente material para divulgação nas notas explicativas.
A aplicação do conceito de materialidade significa que uma exigência específica de divulgação
contida em uma norma não necessita ser adotada se a informação for imaterial.
B, USU@RIOS DA AN@ISE DE DEMONSTRA;=ES CONT@!EIS
Por sua relevância, os resultados obtidos na Análise das Demonstrações Contábeis se
destinam a um grupo muito abrangente de usuários, os quais podem ser internos e externos,
que a utilizarão principalmente como instrumento de decisões de financiamento e investimento.
Ìnicialmente, a Análise das Demonstrações Contábeis foi um instrumento utilizado
preponderantemente pelas instituições financeiras com objetivo de avaliar os riscos de crédito;
mais tarde, porém, se firmou como instrumento de apoio gerencial e fornecedora de
informações para investidores.
Os usuários sejam eles internos ou externos, têm diferentes necessidades a serem satisfeitas,
conforme demonstrado no K(adro 5,5, Quadro 5,5 Dsu$rios da %n$lise das 6emonstraçCes
"ont$#eis.
U%(Jrio%
ELt)r#o%
Ìnstituições
financeiras
· Conceder ou não
empréstimos · Estabelecer
termos do empréstimo
(volume, taxa, prazo e
garantias)
Fornecedore
s em geral
· Conceder ou não crédito, em
que valor e a que prazo
Ìnvestidores · Adquirir ou não o controle
acionário · Ìnvestir ou não em
ações na bolsa de valores
Comissão de
Valores
Mobiliários
· Observar se as
demonstrações contábeis de
uma empresa de capital aberto
respondem aos requisitos
legais do mercado de valores
mobiliários, como
periodicidade de
apresentação, padronização e
transparência.
Poder
Judiciário
· Solicitação e apreciação
objetiva de perícia
Fiscalização
tributária
· Buscar indícios de
sonegação de impostos
Comissões
de licitação
· Avaliar o vulto dos
equipamentos e instalações,
do capital de giro próprio, da
solidez econômico-financeira,
buscando identificar se há
garantia acessória para o início
ou continuidade no
fornecimento dos bens ou
serviços.
A Análise das Demonstrações Contábeis, quando realizada por analistas internos, deve ser
efetuada com uma visão pro ativa, de forma a extrair informações para que a alta
administração possa adotar as medidas corretivas quando houver a sinalização de desvio das
metas e diretrizes estabelecidas, sob pena da análise ser apenas a "autópsia¨, quando poderia
se revestir deste elemento sinalizador. MENDES (2005) observa que o erro comum dos
dirigentes de uma empresa é "tentar gerir a organização com um conjunto de indicadores de
resultados finais medidos quase sempre na perspectiva econômica ou financeira do negócio¨.
Segundo ele, isto será baseado no fato de que "as empresas têm se dedicado muito pouco à
criação de uma estrutura eficaz de controle que suporte a gestão dos processos no dia-a-dia¨.
Neste contexto, o acompanhamento periódico ÷ seja ele mensal, trimestral ou semestral ÷
permitirá que as decisões sejam tomadas de forma mais tempestiva e precisa.
B,5 IMITA;=ES DA AN@ISE DE DEMONSTRA;=ES CONT@!EIS
Em que pese sua utilidade no fornecimento de informações úteis para interpretação da
situação econômica, financeira e patrimonial da empresa por todos os interessados (K(adro
5,5), a análise por meio de índices deve ser realizada com muito cuidado e critério técnico
rigoroso, haja vista as suas limitações.
Veja a seguir algumas destas limitações mais significativas e respectivos cuidados a serem
tomados.
· Existem empresas que operam simultaneamente em vários ramos de atividade,
o que pode levar à não-existência de concorrentes com o mesmo perfil econômico.
Nestas situações, o trabalho do analista externo se torna muito mais complexo, em
razão de não se ter acesso às informações contábeis separadas de cada um das
atividades exploradas pela empresa.
Por outro lado, quando a multiplicidade de atividades é explorada por um
conglomerado de empresas, no qual cada uma desempenha uma atividade específica,
a análise fica mais objetiva, pois o analista poderá analisar não somente a empresa
oldin!, mas também cada empresa do grupo de per si.
· Os efeitos da inflação e do câmbio distorcem os resultados das empresas
quando comparamos os resultados de um exercício com dos períodos
anteriores.
Um exemplo
é
o caso de uma empresa com d
í
vidas de longo prazo contratadas em moeda estrangeira, que pode apresentar um alto
lucro final de um exerc
í
cio anterior. Neste caso, devemos atentar para o volume de lucros estritamente
operacional
versus
lucro financeiro. Distor
çõ
es poder
ã
o surgir, quando comparamos esta empresa com outra do mesmo segmento que n
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o tenha contra
í
do empr
é
stimos em moeda estrangeira. O analista poder
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trabalhar com
so+tEares
ou modelos de planilhas que fa
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am os ajustes necess
á
rios, de forma a expurgar os efeitos da infla
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o, ou trabalhar com demonstrativos j
á
corrigidos pelo m
é
todo de corre
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o integral.
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A possibilidade da exist
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uma triste realidade. Nos
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ltimos anos, a m
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dia amplamente divulgou esc
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ndalos envolvendo grandes corpora
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es, que desencadearam um amplo movimento pela transpar
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ncia e imposi
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gidos controles, culminando com a edi
·
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o, nos Estados Unidos, da Lei Sarbanes-Oxley, com reflexos diretos nas companhias
brasileiras que negociam suas a
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es em bolsas de valores americanas.
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beis diferentes entre as diversas empresas de um mesmo segmento sem d
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distorcer os indicadores apurados. Crit
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rios na avalia
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o dos estoques, taxas de deprecia
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o utilizada e forma de contabiliza
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·
o dos contratos de
·
leasin!
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·
o apenas alguns exemplos. O analista desempenhar
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·
melhor o seu papel na medida em que conhe
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í
·
pios e conven
·
çõ
·
es cont
·
á
·
beis, j
·
á
·
que esta falta de conhecimento pode ser um limitador para sua capacidade de
julgamento dos
·
í
·
ndices e quocientes obtidos.
·
As notas explicativas devem trazer informações sobre os princípios contábeis adotados
pela empresa, devendo o analista se debruçar sobre as mesmas para identificar
possíveis distorções caso a empresa adote práticas não condizentes com a melhor
técnica contábil, além de identificarem se as práticas adotadas estão em sintonia com as
dos concorrentes.
/, ATERA;=ES DA EI 55/672C113
O '() m(do( #a Co#tabilidad)M
Recomendo para leitura, deste resumo, ter em mãos a Lei 6404/76 já alterada, mas
com indicação do que foi alterado pela Lei 11638/2007, ou ter em mãos o texto da Lei
11638/2007 e o texto antigo da Lei 6404/76.
/,5, D)mo#%tra-4)% Fi#a#*)ira% Não existe mais a
DOAR na lei da contabilidade.
Agora as demonstrações financeiras obrigatórias são:
-BP (Balanço Patrimonial).
-DLPA (Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados).
-DRE (Demonstração do Resultado do Exercício).
-DFC (Demonstração de Fluxos de Caixa).
-DVA (Demonstração de Valor Adicionado) Æ para companhia aberta.
Observação: A companhia fechada não será obrigada a apresentar a DFC se na data do
balanço apresentar um Patrimônio Líquido inferior a dois milhões de reais.
/,C, E%*rit(ra-No
As disposições da lei tributária ou de legislação especial sobre atividades que constitui objeto
da companhia que conduzam à utilização de métodos ou critérios contábeis diferentes ou à
elaboração de outras demonstrações não desobrigam a obrigação de elaborar as
demonstrações financeiras em consonância com o artigo 177 (caput) da Lei 6404/76 que diz: "A
escrituração da companhia será mantida em registros permanentes, com obediência aos
preceitos da legislação comercial e desta Lei e aos princípios de contabilidade geralmente
aceitos, devendo observar métodos ou critérios contábeis uniformes no tempo e registrar as
mutações patrimoniais segundo o regime de competência¨.
As disposições da lei tributária ou de legislação especial deverão ser observadas mediante
registro: -em livros auxiliares, sem modificação da escrituração mercantil; ou -no caso da
elaboração das demonstrações para fins tributários, na escrituração mercantil, desde que sejam
efetuados em seguida lançamentos contábeis adicionais que assegurem a preparação e a
divulgação de demonstrações financeiras com observância do disposto no artigo 177 (caput) da
Lei 6404/76, devendo ser essas demonstrações auditadas por auditor independente registrado
na CVM.
Os lançamentos de ajustes efetuados exclusivamente para harmonização das normas
contábeis com as disposições de lei tributária ou especial não poderão ser base de incidência
de impostos e contribuições nem ter quaisquer outros efeitos tributários.
/,6, Norma% da CVM
A lei 6404/76 diz em seu artigo 177 § 3
o
que as demonstrações financeiras deverão observar
as normas da CVM sendo obrigatoriamente auditadas por auditores independentes
registrados na CVM. Agora essas normas deverão ser elaboradas em consonância com os
padrões internacionais de contabilidade adotados nos principais mercados de valores
mobiliários. As companhias fechadas poderão optar por observar as normas sobre as
demonstrações financeiras expedidas pela CVM.
/,0, Ati$o P)rma#)#t)
O Ativo Permanente era dividido em: Ìnvestimentos, Ìmobilizado e Diferido. Agora
o Ativo Permanente passou a ser dividido em: -Ìnvestimentos. -Ìmobilizado.
-Ìntangível. -Diferido.
/,B, Ati$o P)rma#)#t) ImobiliOado
Agora serão classificados no Ativo Permanente Ìmobilizado apenas os bens corpóreos.
Serão classificados no Ativo Permanente Ìmobilizado os direitos que tenham por objeto
bens corpóreos destinados à manutenção das atividades da companhia ou da empresa ou
exercidos com essa finalidade, inclusive os decorrentes de operações que transfiram para a
companhia os benefícios, riscos e controle desses bens.
/,/,
Ati$o P)rma#)#t) DiF)rido
Serão classificados no Ativo Permanente Diferido as despesas pré-operacionais e os
gastos de reestruturação que contribuirão, efetivamente, para o aumento do resultado de
mais de um exercício social e que não configurem tão-somente uma redução de custos ou
acréscimo na eficiência operacional.
/,3, Ati$o P)rma#)#t) I#ta#.&$)l
Aqui é que agora serão classificados os bens incorpóreos.
Serão classificados no Ativo Permanente Ìntangível os direitos que tenham por objeto bens
incorpóreos destinados à manutenção da companhia ou exercidos com essa finalidade,
inclusive o fundo de comércio adquirido.
/,7, Patrim"#io &'(ido
O Patrimônio Líquido era dividido em: capital social reservas de capital, reservas de
reavaliação, reservas de lucros e lucros ou prejuízos acumulados.
Agora o Patrimônio Líquido é dividido em:
-Capital Social. -Reservas de Capital.
-Ajustes de Avaliação Patrimonial.
-Reservas de Lucros. -Ações em
Tesouraria. -Prejuízos Acumulados.
/,7,5, R)%)r$a% d) CaEital
Antes das alterações o que era classificado como reserva de capital? A resposta estava no
artigo 182 da Lei 6404/76. Mas houve uma alteração quase não notada no final da Lei
11638/2007.
O artigo 182 era assim em seu parágrafo primeiro: "§ 1º Serão classificadas como reservas
de capital as contas que registrarem: a) a contribuição do subscritor de ações que
ultrapassar o valor nominal e a parte do preço de emissão das ações sem valor nominal
que ultrapassar a importância destinada à formação do capital social, inclusive nos casos
de conversão em ações de debêntures ou partes beneficiárias; b) o produto da alienação
de partes beneficiárias e bônus de subscrição; c) o prêmio recebido na emissão de
debêntures; d) as doações e as subvenções para investimento.¨
Agora ficou assim: "§ 1º Serão classificadas como reservas de capital as contas que
registrarem: a) a contribuição do subscritor de ações que ultrapassar o valor nominal e a
parte do preço de emissão das ações sem valor nominal que ultrapassar a importância
destinada à formação do capital social, inclusive nos casos de conversão em ações de
debêntures ou partes beneficiárias; b) o produto da alienação de partes beneficiárias e
bônus de subscrição.¨ O que mudou? Não são mais classificados como reservas de capital
o prêmio na emissão de debêntures e as doações e as subvenções para investimento.
/,9, AP(%t) d) A$alia-No Patrimo#ial
Serão classificados como Ajustes de Avaliação Patrimonial, enquanto não computadas no
resultado do exercício em obediência ao regime de competência, as contrapartidas dos
aumentos ou diminuições de valor atribuído a elementos do ativo e do passivo em
decorrência da sua avaliação a preço de mercado. A CVM deverá divulgar normas para
esses ajustes.
/,9,5, R)%)r$a% d) R)a$alia-No
Você notou que pela lei não existe mais as Reservas de Reavaliação. De acordo com as
mudanças os saldos existentes na reservas de reavaliação serão mantidos até a sua
efetiva realização ou deverão ser estornados até o final de 2008.
/,51, Critério% d) A$alia-No do Ati$o Cir*(la#t) ) do R)aliOJ$)l a o#.o PraOo Eara
Dir)ito% ) T&t(lo% d) Crédito%
Antes tínhamos para avaliação apenas os direitos e títulos de créditos. Agora, além deles,
temos que avaliar também as aplicações em instrumentos financeiros, inclusive os
derivativos. [Derivativos, no mercado financeiro, são ativos financeiros que derivam de um
outro ativo financeiro.]
A redação anterior da Lei 6404/76 era: "Ì - os direitos e títulos de crédito, e quaisquer
valores mobiliários não classificados como investimentos, pelo custo de aquisição ou pelo
valor do mercado, se este for menor; serão excluídos os já prescritos e feitas as provisões
adequadas para ajustá-lo ao valor provável de realização, e será admitido o aumento do
custo de aquisição, até o limite do valor do mercado, para registro de correção monetária,
variação cambial ou juros acrescidos;¨
Agora temos a seguinte orientação quanto aos direitos e títulos de créditos para a sua
avaliação: Ì ÷ As aplicações em instrumentos financeiros, inclusive derivativos, e em
direitos e títulos de créditos, classificados no ativo circulante ou no realizável a longo prazo:
a) Pelo seu valor de mercado ou valor equivalente, quando se tratar de aplicações
destinadas à negociação ou disponíveis para venda; e b) Pelo valor do custo de aquisição
ou valor da emissão, atualizado conforme disposições legais ou contratuais, ajustado ao
valor provável de realização, quando este for inferior, no caso das demais aplicações e os
direitos e títulos de créditos. Considera-se valor de mercado para instrumentos financeiros:
o valor que pode se obter em um mercado ativo, decorrente de transação não compulsória
realizada entre partes independentes. Considera-se valor de mercado para instrumentos
financeiros quando ausência de um mercado ativo para um determinado instrumento
financeiro: a) O valor que se pode obter em um mercado ativo com a negociação de outro
instrumento financeiro de natureza, prazo e riscos similares, b) O valor presente líquido dos
fluxos de caixa futuros para instrumentos financeiros de natureza, traz e riscos simulares,
c) O valor obtido por meio de modelos matemático-estatísticos de precificação de
instrumentos financeiros.
/,55,
Crit
é
rio% d) A$alia
-N
o do Ati$o P)rma#)#t) I#ta#.
&
$)l
Os direitos classificados no Ativo Permanente Ìntangível serão avaliados pelo custo de
aquisição deduzido do saldo da respectiva conta de amortização.
Nota: Amortização do intangível? Quem não ler as mudanças não considerará como conta
redutora do ativo uma conta chamada digamos de "Amortização de Software¨.
/,5C, Critério% d) A$alia-No do Ati$o Eara oE)ra-4)% d) o#.o PraOo
Os elementos do ativo decorrentes de operações de longo prazo serão ajustados a valor
presente, sendo os demais ajustados quando houver efeito relevante.
/,56, D)Er)*ia-No8 AmortiOa-No ) ELa(%tNo,
Anteriormente a mudança a Lei 6404/76 fazia menção à diminuição dos elementos do ativo
imobilizado assim: "§ 2º A diminuição de valor dos elementos do ativo imobilizado será
registrada periodicamente nas contas de:¨. Agora com a mudança temos a seguinte
redação: "§ 2
o
A diminuição do valor dos elementos dos ativos imobilizado, intangível e
diferido será registrada periodicamente nas contas de¨. Note que a lei citava apenas o
ativo imobilizado, hoje fala em ativo imobilizado, intangível e diferido.
/,50, AmortiOa-No do Ati$o P)rma#)#t) DiF)rido
Antes o prazo para amortização do Diferido era de até 10 anos. Pela nova disposição legal
esse prazo não existe mais. Veja o que a lei dizia: "Art. 183... § 3º Os recursos aplicados no
ativo diferido serão amortizados periodicamente, em prazo não superior a 10 (dez) anos, a
partir do início da operação normal ou do exercício em que passem a ser usufruídos os
benefícios deles decorrentes, devendo ser registrada a perda do capital aplicado quando
abandonados os empreendimentos ou atividades a que se destinavam, ou comprovado que
essas atividades não poderão produzir resultados suficientes para amortizá-los¨.
Veja o que diz a lei agora: "Art. 183 ... § 3º A companhia deverá efetuar, periodicamente,
análise sobre a recuperação dos valores registrados no imobilizado, no intangível e no
diferido, a fim de que sejam: Ì ÷ registrados perdas de valor do capital aplicado quando
houver decisão de interromper os empreendimentos ou atividades a que se destinavam ou
quando comprovado que não poderão produzir resultados suficientes para a recuperação
desse valor; ou ÌÌ ÷ revisados e ajustados os critérios utilizados para determinação da vida
útil econômica estimada e para cálculo da depreciação, exaustão e amortização¨.
/,5B, Critério% d) A$alia-No do Pa%%i$o d) o#.o PraOo
Antes da modificação a lei falava que as obrigações sujeitas à correção monetária seriam
atualizadas até a data do balanço. Agora as obrigações, encargos e riscos classificados no
Passível Exigível a Longo Prazo serão ajustadas ao seu valor presente e as demais
quando houver efeito relevante.
/,5/, DRE Q Part)% !)#)Fi*iJria%
Anteriormente na DRE eram discriminadas as participações de debêntures, empregados,
administradores e partes beneficiárias e as contribuições para instituições financeiras ou
fundos de assistência ou previdência dos empregados. Pela nova norma não deve mais ser
discriminado na DRE as partes beneficiárias. Veja como ficou a norma nesse ponto: "Art.
187 ... VÌ ÷ as participações de debêntures, de empregados e administradores, mesmo na
forma de instrumentos financeiros, e de instituições ou fundos de assistência ou previdência
de empregados, que não se caracterizem como despesa;¨.
/,53, D)mo#%tra-No do Fl(Lo d) CaiLa
Esta demonstração não era obrigatória. Agora é. Segundo a nova orientação a DFC
indicará no mínimo as alterações ocorridas, durante o exercício, no saldo de caixa e
equivalentes de caixa, separando essas alterações em 3 fluxos (no mínimo), a saber:
-fluxos das operações, -fluxos dos financiamentos, -fluxos dos investimentos.
Veja que a nova normatização diz no mínimo, então nada impede que a DFC tenha mais
informações que as citadas na norma. Vamos esperar um modelo ou orientação da CVM
quanto a forma da DFC.
No link que segue tem algumas informações interessantes a respeito da DFC:
http://www.cvm.gov.br/port/atos/oficios/OFÌCÌO-CÌRCULAR-CVM-SNC-SEP -
01_2007.asp#1.12
/,57, D)mo#%tra-No do Valor Adi*io#ado
Esta declaração não existia no texto da Lei 6404/76. Com as mudanças agora ela é como
disse anteriormente há grande chance de uma questão sobre quais demonstrações
financeiras são obrigatórias.
A DVA indicará no mínimo o valor da riqueza gerada pela companhia, a sua distribuição
entre os elementos que contribuíram para a geração dessa riqueza, tais como empregados,
financiadores, acionistas, governo e outros, bem como a parcela da riqueza não distribuída.
Consulte o link que segue que possui algumas informações sobre a DVA:
http://www.cvm.gov.br/port/atos/oficios/OFÌCÌO-CÌRCULAR-CVM-SNC-
SEP 01_2007.asp#1.12
/,59, R)%)r$a% d) (*ro% a R)aliOar
Aqui pouca coisa mudou. A mudança diz respeito a forma que se considera realizada a
parcela do lucro líquido do exercício. Veja como era a norma: "... Art. 197. No exercício em
que o montante do dividendo obrigatório, calculado nos termos do estatuto ou do art. 202,
ultrapassar a parcela realizada do lucro líquido do exercício, a assembléia-geral poderá,
por proposta dos órgãos de administração, destinar o excesso à constituição de reserva de
lucros a realizar.
§
1
o
Para os efeitos deste artigo, considera-se realizada a parcela do lucro líquido do
exercício que exceder da soma dos seguintes valores: Ì - o resultado líquido positivo da
equivalência patrimonial (art. 248); e ÌÌ - o lucro, ganho ou rendimento em operações cujo
prazo de realização financeira ocorra após o término do exercício social seguinte. ...¨
Preste atenção, pois só mudou alguns trechos do item ÌÌ acima. Veja como ficou (vou
negritar e grifar as mudanças para facilitar): "ÌÌ ÷ o lucro, rendimento o( .a#Do l&'(ido%
em operações o( *o#tabiliOa-No d) ati$o ) Ea%%i$o E)lo $alor d) m)r*ado, cujo prazo
de realização financeira ocorra após o término do exercício social seguinte¨.
/,C1, R)%)r$a% d) (*ro% Q Saldo
Veja como era o antigo artigo 199 da Lei 6404/76: " Art. 199. O saldo das reservas de
lucros, exceto as para contingências e de lucros a realizar, não poderá ultrapassar o capital
social; atingido esse limite, a assembléia deliberará sobre a aplicação do excesso na
integralização ou no aumento do capital social, ou na distribuição de dividendos¨.
Novo artigo 199 da Lei 6404/76 (vou grifar e negritar as mudanças): "Art. 199. O saldo das
reservas de lucros, exceto as para contingências, d) i#*)#ti$o% Fi%*ai% e de lucros a
realizar, não poderá ultrapassar o capital social. Atingindo esse limite, a assembléia
deliberará sobre a aplicação do excesso na integralização ou no aumento do capital social
ou na distribuição de dividendos¨.
O que mudou? A lei dizia que o saldo das reservas de lucros não poderia ultrapassar o
valor do capital social, mas a lei retirava dessa soma duas reservas: -a reserva de
contingências e -a reserva de lucros a realizar.
Com a mudança agora temos três reservas que ficam de fora dessa soma:
-a reserva de contingências, -a reserva de lucros a realizar e -a reserva de
incentivos fiscais.
/,C5, R)%)r$a% d) I#*)#ti$o% Fi%*ai%
A nova orientação normatizou a formação da Reserva de Ìncentivos Fiscais. A norma diz
que a Assembléia Geral poderá, por proposta dos órgãos de administração, destinar para a
reserva de incentivos fiscais a parcela do lucro líquido decorrente de doações e
subvenções governamentais para investimentos. Feito isso poderá essa reserva ser
excluída do cálculo do dividendo obrigatório.
/,CC, Tra#%Forma-No8 I#*orEora-No8 F(%No ) Ci%No
A Lei 6404/76 antes das alterações trazia como título "Formação do Capital¨ antes do
artigo 226. Esse título mudou para: "Transformação, Ìncorporação, Fusão e Cisão¨.
Além da alteração acima foi incluído um terceiro parágrafo nesse artigo que diz que nas
operações referidas no caput deste artigo, realizadas entre as partes independentes e
vinculadas
à
efetiva transfer
ê
ncia de controle, os ativos e passivos da sociedade a ser incorporada ou decorrente de fus
ã
o ou cis
ã
o ser
ã
o contabilizadas pelo seu
$alor d) m)r*ado
.
Duas coisas importantes:
1. Note que no caput não houve alteração e as operações referidas nele são:
incorporação, fusão e cisão. Não fala em transformação. Mas o título do artigo fala em
transformação.
2. Os valores de ativos e passivos nessas operações serão contabilizados pelo valor de
mercado.
/,C6, I#$)%tim)#to% )m Coli.ada% ) Co#trolada%
Essa alteração é interessante. Veja o que dizia o artigo 248 da Lei .6404/76 antes das
alterações: " Art. 248. No balanço patrimonial da companhia, os investimentos relevantes
(artigo 247, parágrafo único) em sociedades coligadas sobre cuja administração tenha
influência, ou de que participe com 20% (vinte por cento) ou mais do capital social, e em
sociedades controladas, serão avaliados pelo valor de patrimônio líquido, de acordo com
as seguintes normas:
"Art. 247 ... Parágrafo único. Considera-se relevante o investimento: a) em cada sociedade
coligada ou controlada, se o valor contábil é igual ou superior a 10% (dez por cento) do
valor do patrimônio líquido da companhia; b) no conjunto das sociedades coligadas e
controladas, se o valor contábil é igual ou superior a 15% (quinze por cento) do valor do
patrimônio líquido da companhia.
Com as alterações o artigo 248 passou a legislar diferente. Agora temos que serão
avaliados pelo MEP:
Ì. Coligadas Serão avaliadas pelo MEP as coligadas sobre cuja administração tenha
influência significativa.
ÌÌ. Controladas Serão avaliadas pelo MEP quando a investidora participe com 20% ou mais
do capital votante.
ÌÌÌ. Sociedades que façam parte do mesmo grupo. Serão avaliadas pelo MEP quando a
investidora participe com 20% ou mais do capital votante.
ÌV. Sociedades que estejam sobre controle comum. Serão avaliadas pelo MEP quando a
investidora participe com 20% ou mais do capital votante.
Quais foram às alterações? Veja que o artigo 248 não fala mais em investimento relevante
para coligadas, mas fala em influência significativa no corpo administrativo da coligada.
Veja que al
é
m das coligadas de influ
ê
ncia significativa e controladas, agora tamb
é
m ser
ã
o avaliadas pelo MEP as sociedades que fa
ç
am parte do mesmo grupo e sociedade que estejam sobre controle comum. Aqui
especificamente vou aguardar orienta
çã
o da CVM sobre o que s
ã
o essas sociedades.
/,C0, ComEa#Dia% d) Hra#d) Port) '() #No é S2A
A companhia de grande porte que não é S/A deve seguir a Lei 6404/76 sobre: -a
escrituração, -elaboração das demonstrações financeiras, -obrigatoriedade de
auditoria independente por auditor registrado na CVM.
O que é uma sociedade de grande porte? Para a Lei 69404/76, de grande porte, será uma
sociedade ou conjunto de sociedade sob controle comum que tiver, no exercício social
anterior: -ativo total superior a R$ 240.000.000,00, -receita bruta anual superior a R$
300.000.000,00.
3, DEMONSTRA;<O DOS UCROS OU PRE:URSOS ACUMUADOS
A D)mo#%tra-No do% (*ro% o( Pr)P(&Oo% A*(m(lado% (DPA) possibilita a
evidenciação clara do resultado do período, sua distribuição e a movimentação ocorrida no
saldo da conta de Lucros ou Prejuízos Acumulados.
Este demonstrativo evidencia ainda a segregação das parcelas do lucro do exercício
destinado para a formação de reservas de lucros a realizar e reservas para contingências,
reservas essas que estarão sujeitas à incidência do dividendo obrigatório no futuro, quando
tais reservas reverterem para a conta de Lucros Acumulados ou reverterem diretamente
para a conta de dividendos a pagar do passivo circulante, no caso da Reserva de Lucros a
Realizar. Nelas são demonstrados todos os acréscimos e decréscimos de saldos que
influenciam tais dividendos. Serve ainda como elo entre a demonstração do Resultado do
Exercício e o Balanço Patrimonial.
A DPA é também obrigatória para as empresas constituídas como limitadas e outros tipos
de sociedades, que apurem o Ìmposto de Renda pe Lucro Real conforme artigo 274 do
RÌR/1999.
A Lei das S/A, em seu artigo 186, estabelece que a Demonstração de Lucros ou Prejuízos
Acumulados deverá discriminar:
· o saldo do início do período, os ajustes de exercícios anteriores e
a correção monetária do saldo inicial;
· as reversões de reservas e o lucro líquido do exercício;
· as transferências para reservas, os dividendos, a parcela dos
lucros incorporada ao capital e o saldo ao fim do período.
O texto legal determina ainda que como ajustes de exercícios anteriores serão
considerados apenas os decorrentes de efeitos da mudança de critério contábil, ou da
retificação de erro imputável a determinado exercício anterior, e que não possam ser
atribuídos a fatos subseqüentes. A empresa deve ainda indicar o montante do dividendo
por ação do capital social. A DPA poderá ser incluída na Demonstração das Mutações
do Patrim
ô
nio L
í
quido (DMPL), se elaborada e publicada pela companhia (art. 186,
§
2
°
da LSA).
MODEO DE DEMONSTRA;<O DE UCROS OU PRE:URSOS ACUMUADOS
Saldo Ìnicial da Conta Lucro/ Prejuízos Acumulados (final do Exercício Anterior)
(+/-) Ajustes de Exercícios Anteriores
Efeitos da Mudança de Critério Contábil
Retificação de Erro de Exercícios Anteriores
Parcela de Lucros Ìncorporados ao Capital
( + ) Reversões de Reservas Reserva de Contingências
Reserva de Lucros a Realizar Reserva de Reavaliação (
- ) Tributos sobre a reserva de reavaliação ( - )
Participações sobre a reserva de reavaliação
( + ) Lucro Líquido do Exercício (Prejuízo)
( = ) Saldo à disposição da Assembléia Geral Ordinária/Extraordinária
( - ) Destinações: Reserva Legal
Dividendo Preferencial Reserva lucros
a realizar Reserva de Contingências
Dividendo Ordinário Reserva
Estatutária Reserva de Retenção de
Lucros
( = ) Saldo no Final do período
Dividendos por ação Ação
preferencial Ação Ordinária
3,C- AP(%t) d) )L)r*
&
*io% a#t)rior)% - Co#*)ito
A Lei das Sociedades por Ações estabeleceu o critério de que o lucro líquido do ano não
deve estar influenciado por efeitos que, na verdade, não pertencem ao exercício, para que
o resultado do ano reflita um valor que possa ser comparado com o de outros anos em
bases similares. Daí decorre a importância da consistência na aplicação dos critérios
contábeis. Dessa forma, os valores relativos a ajustes de exercícios anteriores seriam
lançados diretamente na conta de Lucros ou Prejuízos Acumulados, sem afetar as receitas
ou despesas do ano, o que é definido pelo § 1º. Do art. 186 da Lei 6.404/76, reproduzido a
seguir: F . &/. "omo a<ustes de exerc7cios anteriores serão considerados apenas os
decorrentes de e+eitos de mudança de critério cont$#il, ou da reti+icação de erro imput$vel
a determinado exerc7cio anterior, e 5ue não possam ser atri#u7dos a +atos su#se5Gentes.H
Como constatamos, a Lei das Sociedades por Ações deixa bem claro que os ajustes de
exercícios anteriores não devem afetar o resultado normal do presente exercício,
determinando que seus efeitos sejam registrados diretamente na conta integrante do
Patrimônio Líquido, Lucros (Prejuízos) Acumulados. Também determinam que sejam
tratados como ajustes de exercícios anteriores somente os casos de:
-Efeitos de mudança de critério contábil;
-Retificação de erro.
Conforme estabelece o art. 177, a escrituração deve ser mantida observando-se métodos
ou critérios contábeis uniformes no tempo, ou seja, se adotamos um critério de avaliação
de determinado ativo ou de registro de passivo em determinado ano, tal critério deve ser
também observado nos de mais anos seguintes. Logicamente, isso não significa que não
se possa alterá-lo em determinado exercício. Toda vez que essa alteração for para um
critério que melhor reflita a situação da empresa, deve ser posta em prática; todavia, no
exercício em que houver tal modificação, deveremos apurar seu efeito em moeda e indicá-
lo em nota explicativa, como exigida pelo § 1º. Do mesmo art.1767, que estabelece: F %s
demonstraçCes +inanceiras do exerc7cio em 5ue ouver modi+icação de métodos ou
critérios cont$#eis, de e+eitos relevantes, deverão indic$@la em nota e ressaltar tal e+eito.H
Alterações de critérios contábeis podem gerar efeitos diversos, influenciando ou não a
apuração do lucro. Quando a alteração afetar a apuração dos resultados, tal efeito deverá
ser lançado diretamente na conta de Lucros ou Prejuízos Acumulados e aparecerá em sua
Demonstração. Como, por exemplo, no caso de alteração do método de avaliação dos
estoques (do custeio direto para o *(%t)io Eor ab%or-No ou do PEPS (FiFo) para o preço
médio, etc...), ou na passagem do regime de caixa para o de competência, na
contabilização do Ìmposto de renda (e outros passivos), na mudança de método de
avaliação dos investimentos (do método de custo para o da equivalência patrimonial) etc.
Um exemplo de mudança de critério que não afeta o resultado e, portanto, não é lançada
em Lucros Acumulados, é a alteração do prazo de segregação dos ativos e passivos entre
curto e longo, de 180 dias para 360 (1ano). Essa alteração pode ter efeito relevante na
posição financeira da empresa, devendo ser mencionada em nota explicativa, bem como
seu efeito no capital Circulante Líquido. Por não afetar o lucro do exercício ou o dos
exercícios anteriores, essa mudança não é tratada na Demonstração de Lucros ou
Prejuízos Acumulados.
Devemos ter em conta, também que é correto fazer a apropriação da despesa de Ìmposto
de Renda, correspondente aos ajustes de anos anteriores, na conta de Lucros
Acumulados. Assim, o ajuste de anos anteriores deve figurar pelo valor líquido do Ìmposto
de Renda correspondente, quando o ajuste propiciar efeito fiscal. Na apresentação, pode-
se mostrar o valor bruto do ajuste e, imediatamente a seguir, como parte integrante sua, a
parcela que, positiva ou negativamente, influenciar tributariamente o ajuste, como é
previsto no art.11 da Ìnstrução CVM nº. 59/86.
Nesse caso, a Nota Explicativa deve evidenciar a alteração feita, seu efeito no início do
exercício da mudança e se tal efeito foi lançado em Lucros Acumulados, como é
determinado.
Certas alterações de critério, por sua natureza ou impraticabilidade, não permitem, às
vezes, identificar o valor do efeito da mudança. Seria o caso, por exemplo, de alterar o
critério de avaliação de todos os estoques do preço das últimas compras ( Fifo ) para o
preço médio, ou vice-versa. Nesse caso, poderá ser impraticável recomputar o valor de
todos os estoques do início do exercício dentro do critério que se passou a adotar neste
ano. Nessa situação, devemos indicar em Nota Explicativa qual foi a mudança feita e a
impraticabilidade da apuração de seu efeito. Se conhecermos tal efeito ao final do
exercício, deve ser mencionado. Em alguns desses casos, é pelo menos viável apurar se
tal alteração tem ou não efeito significativo, conclusão que deve ser expressa na nota.
Outro aspecto importante a considerar é que não devemos confundir mudança de critério
cont$#il com mudança de situação. De fato, certas mudanças de base de contabilização
nem sempre representam mudança de critério contábil.
3,C,5- EF)ito% d) m(da#-a d) *ritério *o#tJbil
Conforme estabelece o art. 177, a escrituração deve ser mantida observando-se métodos
ou critérios contábeis uniformes no tempo, ou seja, se adotamos um critério de avaliação
de determinado ativo ou de registro de passivo em determinado ano, tal critério deve ser
também observado nos de mais anos seguintes. Logicamente, isso não significa que não
se possa alterá-lo em determinado exercício.
Toda vez que essa alteração for para um critério que melhor reflita a situação da empresa,
deve ser posta em prática; todavia, no exercício em que houver tal modificação,
deveremos apurar seu efeito em moeda e indicá-lo em nota explicativa, como exigido pelo
§ 1º. Do mesmo art.1767, que estabelece: F %s demonstraçCes +inanceiras do exerc7cio em
5ue ouver modi+icação de métodos ou critérios cont$#eis, de e+eitos relevantes, deverão
indic$@la em nota e ressaltar tal e+eito.H
3,C,C - R)tiFi*a-No D) Erro% D) EL)r*&*io% A#t)rior)%
Esse é outro caso cujo valor é registrado diretamente na conta de Lucros e Prejuízos
Acumulados, para não influenciar indevidamente o lucro do ano. Conforme menciona a Lei
das Sociedades por Ações em seu art. 186 ( § 1. ), somente a retificação de erro imputável
a determinado exercício anterior, e que não possa ser atribuída a fatos subseqüentes, é
que deve ser lançada em Lucros Acumulados.
O importante é ter a noção de que erro existe quando a empresa tinha os dados e as
condições para fazer o certo e não o fez. É preciso algo grosseiro, normalmente não
admissível, para que se possa conceituar como erro. Não é erro o fato de a empresa não
dispor de informa
çõ
es ou condi
çõ
es suficientes para um c
á
lculo correto, sendo que s
ó
posteriormente venha a ter a possibilidade do c
á
lculo perfeito.
Exemplos:
Um erro grosseiro de soma ou de cálculo na apuração dos estoques de determinado
exercício somente foi constatado no ano seguinte, após o encerramento e a publicação do
Balanço anterior.
Para não afetar o Custo das Mercadorias Vendidas desse ano e por não ser atribuível a
fatos subseqüentes, o valor apurado do erro deve ser registrado na conta Lucros
Acumulados. Nesse caso, devemos ainda considerar o efeito do Ìmposto de Renda
corresponde a esse ajuste e lançar tal imposto como redução do ajuste de estoques, na
própria conta de Lucros Acumulados. Essa forma tem também o objetivo de não influenciar
indevidamente à despesa de Ìmposto de Renda do ano em que o erro foi apurado e
ajustado.
Ao contabilizar a Provisão para Ìmposto de Renda no final do ano, comete-se um erro
grosseiro no programa do computador. Quando da elaboração da declaração
correspondente, no ano seguinte, identifica-se o erro, constatando-se o registro da Provisão
por R$ 10.000,00 a mais que o devido.
Esse ajuste deve ser feito creditando-se a conta de Lucros Acumulados a débito da
Provisão para Ìmposto de Renda, por não se referir as diferenças que são normais em
qualquer estimativa. Esses ajustes apareceriam na Demonstração de Lucros Acumulados
destacadamente, como indicado anteriormente, e com Nota Explicativa identificando sua
origem.
A retificação de erros não deve ser confundida com variações de estimativas na
constituição de provisões e outras similares sempre sujeitas a uma margem normal de
diferenças, as quais devem ser lançadas nos resultados dos exercícios seguintes. Ou com
pequenos problemas de cálculo, que normalmente ocorrem sempre e que chegam a ser
normais.
Devemos ter bastante cautela e prudência para registrar ajustes por erros de exercícios
anteriores diretamente na conta de Lucros Acumulados, e não devemos dar esse
tratamento a pequenos valores. Logicamente, é necessário o máximo cuidado para evitar a
ocorrência de erros dessa natureza, que, em princípio, não devem existir.
Ajuste de exercício anterior é sempre, quando em virtude de retificação de erro, fruto de
inépcia. Não são ajustes de exercícios anteriores acertos na Provisão para o Ìmposto de
Renda que sejam normais, já que, por ocasião do Balanço, o valor provisionado é
normalmente estimado e sempre contém imperfeições. Também não são ajustes de
exercícios anteriores os ajustes normais na Provisão para Devedores Duvidosos, já que ela
é normalmente sujeita a falhas de estimativa.
Por outro lado, podemos ter ajustes de saldos ativos ou passivos de anos anteriores não
decorrentes de erros, mas atribuíveis a fatos subseqüentes á data de seu registro.
3,6 - RESERVA
São acréscimos ao Patrimônio Líquido que, quase sempre, são utilizados para aumento de
Capital.
As reservas não têm qualquer característica de Passivo, ou seja, não há nenhum indício de
que se tornem exigibilidades, pois, se assim fosse, deveríamos classificá-las como
Passivo. Normalmente, as reservas originam-se de contribuições dos acionistas, de
doações, de lucros não distribuídos aos proprietários etc.
3,6,5 R)%)r$a% d) CaEital
Representam acréscimos efetivos aos ativos da companhia que não foram originados dos
lucros auferidos em suas operações, por não representarem efeitos de seus próprios
esforços, mas assim de contribuições de acionistas ou de terceiros para o patrimônio
líquido da companhia com o fim de propiciar recursos para o capital (em sentido amplo),
inclusive contribuições governamentais sob a forma de subvenções por incentivos fiscais.
O § 1º do artigo 182 da Lei enumera os acréscimos que se classificam como reserva de
capital: ágio na subscrição de ações, prêmios na emissão de debêntures, produto da
alienação de partes beneficiárias e bônus de subscrição, doações e subvenções para
investimento.
O § 2º do artigo menciona que será registrado (e não classificado) como "reserva de
capital" o resultado da correção monetária do capital realizado, enquanto não capitalizado,
isto é, enquanto não se formalizar, através de alteração estatutária votada pelos acionistas
em assembléia geral, a atualização da expressão monetária do capital.
É o reconhecimento que tal parcela faz parte do capital, apenas não integrado a ele em
decorrência da necessária formalidade legal. Por isso, na demonstração das mutações do
patrimônio líquido, esta parcela integrará o grupamento do capital realizado atualizado.
Quanto às doações e subvenções, fazem-se necessários alguns comentários adicionais.
As doa-4)% r)*)bida% E)la *omEa#Dia poderão ser em bens (imóveis, móveis) ou
direitos. A contabilização de bens doados, tendo como contrapartida uma conta de reserva
de capital, deve ser feita a valor de mercado pelo valor que custaria adquirir o bem
recebido em doação.
Em relação às subvenções recebidas pela companhia, elas podem ser classificadas em
dois tipos diferentes: subvenções para investimento e subvenções para custeio.
As %(b$)#-4)% Eara i#$)%tim)#to são registradas contabilmente como reserva de
capital. Normalmente, referem-se a valores de que a companhia se beneficia a título de
devolução, isenção ou redução de impostos devidos, ou de valores recebidos destinados à
expansão de suas atividades, sob a forma de investimentos para capital fixoou capital de
giro. É o caso, por exemplo, de devolução de ÌPÌ ou ÌCM e de isenção temporária de
imposto de renda como incentivo regional ou setorial.
As %(b$)#-4)% Eara *(%t)io são constituídas por auxílio financeiro comumente recebido
de forma periódica pela companhia para fazer face às suas despesas, insuficientemente
cobertas pelas receitas de suas operações (tarifas). São, contabilmente, classificadas como
receita extraordinária. É exemplo típico o caso das ferrovias brasileiras.
De acordo com a Lei: %rt. 311. %s reservas de capital somente
poderão ser utili*adas paraA
I @ a#sorção de pre<u7*os 5ue ultrapassarem os lucros acumulados e as reservas de
lucros ?arti!o &0(, par$!ra+o 2nico)I
II @ res!ate, reem#olso ou compra de a
çC
esI
III @ res!ate de partes #ene+ici$riasI
IJ @ incorporação ao capital socialI
J @ pa!amento de dividendo a açCes pre+erenciais, 5uando essa vanta!em les +or
asse!urada ?arti!o &', . B/).
8ar$!ra+o 2nico. % reserva constitu7da com o produto da venda de partes #ene+ici$rias
poder$ ser destinada ao res!ate desses t7tulos.
3,6,C R)%)r$a% Eara Co#ti#.G#*ia%
Tem como objetivo compensar, em período futuro, a diminuição do lucro proveniente de
perda provável, cujo valor possa ser estimado. Contingências: situação ou condição que
pode surgir para a companhia, na qual há possibilidade de ocorrência de despesas ou
perdas, cuja certeza de acontecimento é futura e discutível, tais como:
a) perdas futuras pela expectativa de diminuição nos preços dos produtos da empresa,
gerando prejuízos;
b) pela previsão de lançamento de produtos concorrentes com qualidade superior a
menores preços;
c) pela previsão de perdas em função de ação da natureza como: geadas, cheias,
enchentes, secas, que gerarão perdas para a empresa.
A constituição da reserva é opcional e a proposta da administração deverá indicar a causa
da perda prevista e justificar, com as razões de prudência que recomendem a sua
constituição.
De acordo com a lei:
%rt. &(B. % assem#léia@!eral poder$, por proposta dos ór!ãos da administração, destinar
parte do lucro l75uido K +ormação de reserva com a +inalidade de compensar, em exerc7cio
+uturo, a diminuição do lucro decorrente de perda <ul!ada prov$vel, cu<o valor possa ser
estimado.
. &/ % proposta dos ór!ãos da administração dever$ indicar a causa da perda prevista e
<usti+icar, com as ra*Ces de prud,ncia 5ue a recomendem, a constituição da reserva.
. 3/ % reserva ser$ revertida no exerc7cio em 5ue deixarem de existir as ra*Ces 5ue
<usti+icaram a sua constituição ou em 5ue ocorrer a perda.
3,6,6 R)%)r$a% D) (*ro% A R)aliOar
Tendo em vista que a contabilidade adota o regime de competência, para registrar suas
operações, pode ocorrer que a empresa venha a apurar um lucro líquido, sem a o
correspondente acréscimo em disponibilidade. Tais lucros, apesar de econômica e
contabilmente realizados estão financeiramente por realizar.
De acordo com a lei:
%rt. &('. Lo exerc7cio em 5ue o montante do dividendo o#ri!atório, calculado nos termos
do estatuto ou do art. 313, ultrapassar a parcela reali*ada do lucro l75uido do exerc7cio, a
assem#léia@!eral poder$, por proposta dos ór!ãos de administração, destinar
o excesso K constituição de reserva de lucros a reali*ar. (Redação dada pela Lei nº 10.303,
de 31.10.2001).
. &
o
8ara os e+eitos deste arti!o, considera@se reali*ada a parcela do lucro l75uido do
exerc7cio 5ue exceder da soma dos se!uintes valoresA (Redação dada pela Lei nº. 10.303,
de 31.10.2001).
I @o resultado l75uido positivo da e5uival,ncia patrimonial ?art. 3;0)I e (Redação dada pela
Lei nº. 10.303, de 31.10.2001)
II @ o lucro, !ano ou rendimento em operaçCes cu<o pra*o de reali*ação +inanceira ocorra
após o término do exerc7cio social se!uinte. (Redação dada pela Lei nº. 10.303, de
31.10.2001)
. 3
o
% reserva de lucros a reali*ar somente poder$ ser utili*ada para pa!amento do
dividendo o#ri!atório e, para e+eito do inciso III do art. 313, serão considerados como
inte!rantes da reserva os lucros a reali*ar de cada exerc7cio 5ue +orem os primeiros a
serem reali*ados em dineiro. ?Redação dada pela :ei n/. &1.>1>, de >&.&1.311&)
%rt. &(0. % destinação dos lucros para constituição das reservas de 5ue trata o arti!o &(;
e a retenção nos termos do arti!o &(9 não poderão ser aprovadas, em cada exerc7cio, em
pre<u7*o da distri#uição do dividendo o#ri!atório ?arti!o 313).
imit) do Saldo da% R)%)r$a% d) (*ro%
%rt. &((. ) saldo das reservas de lucros, exceto as para contin!,ncias e de lucros a
reali*ar, não poder$ ultrapassar o capital socialI atin!ido esse limite, a assem#léia
deli#erar$ so#re a aplicação do excesso na inte!rali*ação ou no aumento do capital social,
ou na distri#uição de dividendos.
3,6,0 R)%)r$a% D) R)a$alia-No
A Lei das Sociedades Anônimas e o Regulamento do Ìmposto de Renda admitem a
modificação do valor contábil do Ativo Permanente, nas seguintes hipóteses:
a) para diminuir: mediante depreciação, amortização acumuladas.
b) Para aumentar: mediante reavaliação.
Correção Monetária: atualiza o custo de aquisição de bens, tendo como parâmetro as
variações do poder aquisitivo da moeda.
Reavaliação: representa a complementação, até o valor de mercado, pela diferença entre
este valor e o do custo contábil do bem, corrigido monetariamente.
3,6,B R)%)r$a% ).al
Tem a finalidade de assegurar a integridade do Capital Social. É utilizado para aumentar o
Capital Social ou absorver prejuízos contábeis. E calculado tendo como base de calculo
5% sobre o Lucro líquido do Exercício, e deve ser constituída antes da formação de
qualquer outra reserva ou da distribuição de dividendos. Limitado a 20% do valor do Capital
Social (corrigido).
De acordo com Lei: %rt. &(>. 6o lucro l75uido do exerc7cio, BM ?cinco por cento) serão
aplicados, antes de 5ual5uer outra destinação, na constituição da reserva le!al, 5ue não
exceder$ de 31M ?vinte por cento) do capital social.
. &/ % compania poder$ deixar de constituir a reserva le!al no exerc7cio em 5ue o saldo
dessa reserva, acrescido do montante das reservas de capital de 5ue trata o . &/ do arti!o
&03, exceder de >1M ?trinta por cento) do capital social.
. 3/ % reserva le!al tem por +im asse!urar a inte!ridade do capital social e somente
poder$ ser utili*ada para compensar pre<u7*os ou aumentar o capital.
3,6,/
R)%)r$a% E%tat(t
J
ria%
Devem estar previstas no estatuto da companhia, o qual deverá:
a) indicar, de modo claro, completo e preciso, a sua finalidade;
b) fixar os critérios para sua determinação com base do lucro do período base;
c) estabelecer seu limite máximo.
De acordo com a Lei:
Art. 194. O estatuto poderá criar reservas desde que, para cada uma:
Ì - indique, de modo preciso e completo, a sua finalidade;
ÌÌ - fixe os critérios para determinar a parcela anual dos lucros líquidos que serão
destinados à sua constituição; e
ÌÌÌ - estabeleça o limite máximo da reserva.
3,6,3 R)%)r$a% E%tat(tJria% E R)t)#-No D) (*ro%
As reservas estatutárias e suas reversões e as reservas de retenção de lucros (para
planos de investimentos) e suas reversões não podem afetar o cálculo do dividendo
mínimo obrigatório (art. 198).
De acordo com a Lei:
%rt. &(9. % assem#léia@!eral poder$, por proposta dos ór!ãos da administração, deli#erar
reter parcela do lucro l75uido do exerc7cio prevista em orçamento de capital por ela
previamente aprovado.
. &/ ) orçamento, su#metido pelos ór!ãos da administração com a <usti+icação da retenção
de lucros proposta, dever$ compreender todas as +ontes de recursos e aplicaçCes de
capital, +ixo ou circulante, e poder$ ter a duração de até B ?cinco) exerc7cios, salvo no caso
de execução, por pra*o maior, de pro<eto de investimento.
. 3
o
) orçamento poder$ ser aprovado pela assem#léia@!eral ordin$ria 5ue deli#erar
so#re o #alanço do exerc7cio e revisado anualmente, 5uando tiver duração superior a um
exerc7cio social. (Redação dada pela Lei nº 10.303, de 31.10.2001).
3,0, DIVIDENDOS
De acordo com o art. 202 da Lei das Sociedades por Ações, os acionistas têm direito de
receber como dividendo obrigatório, em cada exercício, a parcela dos lucros estabelecida
no estatuto. Cabe ao estatuto (ou contrato social, no caso das sociedades por cotas) a
determinação da parcela dos lucros a ser distribuída aos acionistas, observadas as
restrições estabelecidas na lei.
O dividendo pode ser pago com base no lucro líquido do exercício, lucros acumulados ou
reservas de lucros.
a) DIREITO DE REEM!OSO NA REDU;<O DO DIVIDENDO
Se o dividendo estiver fixado no estatuto, sua redução pela assembléia dá ao acionista
dissidente o direito de retirada da companhia, mediante reembolso do valor de suas ações
(art. 45), nas condi
çõ
es que a lei estabelece, no prazo de 30 dias, contados da publica
çã
o da ata da assembl
é
ia geral (art. 137, com a reda
çã
o dada pela Lei n
°
9.457/97).
b) C@CUO DO DIVIDENDO NA >IP?TESE DE OMISS<O DO ESTATUTO
A princípio, os acionistas têm o direito de receber como dividendo mínimo obrigatório, em
cada exercício, a parcela dos lucros estabelecida no estatuto. Todavia, a Lei n° 6.404/76,
art. 202, Ì, com a redação dada pela Lei n° 10.303, de 31 de outubro de 2001, estabelece
que, se houver omissão estatutária, os acionistas têm o direito de receber como dividendo
mínimo obrigatório, em cada exercício, metade do lucro líquido do exercício ajustado da
seguinte forma:
- lucro líquido do exercício ( - ) importância destinada à constituição
da reserva legal ( - ) importância destinada à formação da reserva
para contingências
+ reversão da reserva para contingências formada em exercícios anteriores
Com base nas informações abaixo:
1 lucro líquido de exercício R$ 1.000,00
2 reserva legal do exercício R$ 50,00
3 reversão de reserva para contingências R$
100,00 -reserva para contingências do exercício R$ 150,00
Se o estatuto desta companhia for omisso a respeito do cálculo do dividendo mínimo
obrigatório, ele será calculado da seguinte forma:
- lucro líquido do exercício R$ 1.000,00 ( - ) reserva legal
do exercício (R$ 50,00) ( - ) reserva para contingências
do exercício (R$ 150,00)
+ reversão de reserva para contingências R$ 100,00
lucro líquido ajustado R$ 900,00 x 50% dividendo
mínimo obrigatório R$ 450,00
Segundo a Lei n° 6.404/76, art. 202, ÌÌ, com a redação dada pela Lei n° 10.303/2001, o
pagamento do dividendo, calculado com base no critério visto anteriormente, pode ser
limitado ao montante do lucro líquido do exercício que tiver sido realizado, desde que a
diferença entre o dividendo mínimo obrigatório e o montante do lucro líquido realizado seja
registrada como reserva de lucros a realizar.
Para esses efeitos, a Lei n° 6.404/76, art. 197, § 1°, com a renumeração dada pela Lei n°
10.303/2001, considera realizada a parcela do lucro líquido do exercício que exceder da
soma dos seguintes valores: 1 - o resultado líquido positivo da equivalência patrimonial (art.
248); 2 - o lucro, ganho ou rendimento em operações cujo prazo de realização financeira
ocorra após o término do exercício social seguinte.
A redação atual do item acima é mais ampla. A redação anterior fazia menção apenas ao
lucro em vendas a prazo realizável após o término do exercício seguinte.
Desse modo, se o lucro líquido do exercício foi de R$ 1.000,00; o resultado líquido positivo
da equivalência patrimonial, de R$ 300,00; e os lucros, ganhos e rendimentos em
operações de longo prazo, de R$ 380,00 a parcela realizada do lucro líquido do exercício
será de:
-lucro l
í
quido de exerc
í
cio R$ 1.000,0
0
resultado l
í
quido positivo da equival
ê
ncia (R$ 300,00
)
lucros, ganhos e rendimentos realiz
á
veis a longo prazo (R$ 380,00
)
parcela realizada do lucro l
í
quido do exerc
í
cio R$ 320,0
0
As informações seguintes serão consideradas no cálculo do dividendo mínimo obrigatório
de uma companhia:
1 lucro líquido de exercício R$ 1.000,00
2 reserva legal do exercício R$ 50,00
3 reversão de reserva para contingências R$
100,00 -reserva para contingências do exercício R$ 150,00 Com base
nessas informações, sendo o estatuto omisso, teríamos: lucro
líquido do exercício R$ 1.000,00 ( - ) reserva legal do exercício (R$
50,00) ( - ) reserva para contingências do exercício (R$ 150,00)
+ reversão de reserva para contingências R$ 100,00
lucro líquido ajustado R$ 900,00 x 50% dividendo
mínimo obrigatório R$ 450,00
Consideremos, porém, que o montante realizado do lucro líquido do exercício, como vimos
anteriormente, tenha sido de apenas R$ 320,00. A companhia poderá limitar
o pagamento do dividendo a essa parcela realizada do lucro líquido do exercício, desde
que a diferença entre o dividendo mínimo calculado e o montante realizado do lucro líquido
do exercício (R$ 450,00 ÷ R$ 320,00 = R$ 130,00) seja registrada como reserva de lucros
a realizar. Assim, a companhia poderia pagar como dividendo o valor de R$ 320,00 e
registrar os R$ 130,00 restantes em reserva de lucros a realizar.
Nessa hipótese, conforme a Lei n° 6.404/76, art. 202, ÌÌÌ, com a redação dada pela Lei n°
10.303/2001, os lucros registrados na reserva de lucros a realizar, quando realizados e se
não forem absorvidos por prejuízos em exercícios subseqüentes, d)$)rNo %)r a*r)%*ido%
ao Erim)iro di$id)#do d)*larado aET% a r)aliOa-No do% l(*ro%. Ou seja, a parcela
realizada da reserva de lucros a realizar em cada exercício deve ser somada ao primeiro
dividendo declarado e o total deve ser pago aos acionistas. Para esses efeitos, serão
considerados integrantes da reserva de lucros a realizar os lucros a realizar de cada
exercício que forem os primeiros a serem realizados em dinheiro. À medida que os lucros a
realizar forem sendo recebidos, a reserva de lucros a realizar será considerada
proporcionalmente realizada.
Exemplificando, se o primeiro dividendo declarado em determinado exercício teve valor de
R$ 2.000,00 e houve a realização de R$ 500,00 dos lucros a realizar que estavam
lançados como reserva, a companhia deverá pagar aos acionistas o total de R$ 2.500,00.
*) ATERA;<O DO ESTATUTO OMISSO SO!RE O C@CUO DOS DIVIDENDOS
De acordo com a Lei n° 6.404/76, art. 202, § 2°, com a redação dada pela Lei n°
10.303/2001, quando o estatuto for omisso e a assembléia geral deliberar alterá-lo para
introduzir a sua forma de cálculo, o dividendo não pode ser fixado em percentual inferior a
25% do lucro líquido ajustado nos termos do art. 202, Ì. Na constituição da sociedade, o
estatuto pode fixar o dividendo em percentual inferior a 25%, desde que não conte com a
oposi
çã
o dos acionistas n
ã
o controladores, que seriam os principais prejudicados. Entretanto, se no momento da
constitui
çã
o da companhia, o estatuto for omisso quanto
à
forma de c
á
lculo do dividendo, prevalecer
á
o dividendo m
í
nimo de 50% do lucro l
í
quido do exerc
í
cio ajustado, enquanto o estatuto n
ã
o for alterado. Nesse caso, havendo assembl
é
ia geral extraordin
á
ria para fazer constar do estatuto, at
é
ent
ã
o omisso, o crit
é
rio para c
á
lculo do dividendo m
í
nimo obrigat
ó
rio, ele n
ã
o poder
á
ser fixado em percentual inferior a 25%, considerando os ajustes previstos no art. 202, Ì, da
Lei n
°
6.404/76, com a reda
çã
o dada pela Lei n
°
10.303/2001:
lucro líquido do exercício ( - ) importância destinada à constituição da
reserva legal ( - ) importância destinada à formação da reserva para
contingências
+ reversão da reserva para contingências formada em exercícios anteriores Para
esses efeitos, a reserva de lucros a realizar não deve ser considerada no cálculo.
d) RETEN;<O DOS DIVIDENDOS NA COMPAN>IA FEC>ADA
De acordo com a Lei n° 6.404/76, art. 202, § 3°, com a redação dada pela Lei n°
10.303/2001, a assembléia geral pode, desde que não haja oposição de qualquer acionista
presente, deliberar a distribuição de dividendo inferior ao mínimo obrigatório ou a retenção
de todo o lucro, nas seguintes sociedades:
1 companhias abertas exclusivamente para a captação de recursos por debêntures
não conversíveis em ações (companhias abertas, mas que não negociam ações com o
público, apenas debêntures);
2 companhias fechadas, exceto nas controladas por companhias abertas que não se
enquadrem na condição prevista no item anterior.
)) RESERVA ESPECIA - DIVIDENDOS O!RIHAT?RIOS N<O DISTRI!URDOS
O dividendo mínimo deixa de ser obrigatório no exercício social em que os órgãos da
administração informar em à assembléia geral ordinária ser ele incompatível com a
situação financeira da companhia. O conselho fiscal, se em funcionamento, deverá dar
parecer sobre essa informação e, na companhia aberta, seus administradores devem
encaminhar à Comissão de Valores Mobiliários, dentro de 5 dias da realização da
assembléia geral, exposição justificativa da informação transmitida à assembléia. Os lucros
que não forem distribuídos neste caso devem ser registrados como reserva especial para
dividendos obrigatórios não distribuídos, que é reserva de lucros, e, se não absorvidos por
prejuízos em exercícios subseqüentes, deverão ser pagos assim que o permitir a situação
financeira da companhia:
D - Lucros Acumulados C - Reserva Especial para Dividendos
Obrigatórios não Distribuídos (PL)
F) DIVIDENDOS INTERMEDI@RIOS
A companhia que, por força de lei ou de disposição estatutária, levantar balanço semestral,
pode declarar, por deliberação dos órgãos de administração, se autorizados pelo estatuto,
dividendo à conta do lucro apurado nesse balanço semestral. A companhia pode, nos
termos de disposição estatutária, levantar balanço e distribuir dividendos em
per
í
odos menores, desde que o total dos dividendos pagos em cada semestre do exerc
í
cio social n
ã
o exceda do montante das reservas de capital (art. 204,
§
1
°
).
O estatuto pode autorizar os órgãos de administração a declarar dividendos intermediários,
à conta de lucros acumulados ou de reservas de lucros existentes no último balanço anual
ou semestral. Os lucros ou dividendos pagos ou distribuídos antecipadamente devem ser
registrados como conta redutora do patrimônio líquido e apresentados em conta retificadora
da conta Lucros ou Prejuízos Acumulados ou da reserva usada como origem:
D - Lucros ou Dividendos Antecipados (retif. do PL)
C - Caixa ou Dividendos a Pagar
.) PAHAMENTO DOS DIVIDENDOS
O dividendo deve ser pago, salvo deliberação em contrário da assembléia geral, no prazo
de 60 dias da data em que for declarado e, em qualquer caso, dentro do exercício social
(art. 205, § 3°).
D) DESTINA;<O DO UCRO REMANESCENTE
De acordo com a Lei n° 6.404/76, art. 202, § 6°, com a redação dada pela Lei n°
10.303/2001, os lucros não destinados nos termos dos artigos 193 a 197 devem ser
distribuídos como dividendos. As destinações previstas nos artigos citados são: 1 - reserva
legal (art. 193); 2 - reservas estatutárias (art. 194); 3 - reservas para contingências (art.
195); 4 - retenção de lucros (art. 196); 5 - reserva de lucros a realizar (art. 197).
A companhia não pode reter os lucros para os quais não haja destinação específica. A partir
da Lei n° 10.303/2001, é vedado manter na conta Lucros Acumulados os lucros sem
destinação. Após a constituição das reservas de lucros e do cálculo do dividendo mínimo
obrigatório, se houver lucro remanescente, ele deverá ser distribuído como dividendo
complementar.
No caso das companhias abertas, a Ìnstrução CVM n° 59/86 já determinava que fosse
adotado esse procedimento.
A partir da Lei n° 10.303/2001, as companhias fechadas também estão obrigadas a
distribuir o lucro remanescente.
7, DEMONSTRA;<O DAS MUTA;=ES DO PATRIMUNIO IKUIDO
A D)mo#%tra-No da% M(ta-4)% do Patrim"#io &'(ido (DMP) tem por objetivo
detalhar as modificações ocorridas durante um exercício social nas contas do Patrimônio
Líquido (Capital Social, Lucros ou Prejuízos Acumulados e Reservas), partindo do saldo
inicial e chagando ao saldo final (aquele que aparece no balanço patrimonial). Ela traz a
informação que complementa os demais dados constante no Balanço Patrimonial e na
Demonstração do Resultado do Exercício.
Para as companhias abertas, sua publicação é obrigatória em substituição a Demonstração
de Lucros e Perdas, conforme estabelece a Ìnstrução CVM nº 59/86.
Muitas companhias, mesmo não obrigadas, têm optado pela elaboração da DMPL em
substituição à DLPA, pois ela indica claramente a formação e a utilização de todas as
reservas, e não apenas das originadas por lucros. Ìsto possibilita uma melhor compreensão
dos fatos ocorridos durante o exercício que repercutiram no Patrimônio Líquido da empresa,
inclusive quanto ao cálculo dos dividendos obrigatórios.
A DMPL é útil e necessária na elaboração da Demonstração das Origens e Aplicações de
Recursos (DOAR), já que parte das mutações no Patrimônio Líquido representa parcelas
que refletem origens ou aplicações de recursos.
Finalmente, para as empresas que avaliam seus investimentos permanentes em coligadas
e controladas pelo Método da Equivalência Patrimonial, torna-se de muita utilidade receber
dessas empresas investidas tal demonstração, para permitir adequado tratamento contábil
das variações da equivalência patrimonial no exercício.
Essa demonstração não é obrigatória pela Lei n. º 6.404/76, mas sua publicação é exigida
pela CVM em sua Ìnstrução n. º 59 para as companhias abertas.
A DMPL é de muita utilidade, pois fornece a movimentação ocorrida durante o exercício nas
diversas contas do Patrimônio Líquido; faz clara indicação do fluxo de uma conta para outra
e indica a origem e o valor de cada acréscimo ou diminuição no Patrimônio Líquido durante
o exercício. Trata-se, portanto de informação que complementa os demais dados constante
no Balanço e na Demonstração do Resultado do Exercício; é particularmente importante
para as empresas que tenham seu Patrimônio Líquido formado por diversas contas e
mantenham com elas inúmeras transações.
Sua importância torna-se mais acentuada em face dos critérios da Lei, pois a
demonstração indicará claramente a formação e a utilização de todas as reservas, e não
apenas das originárias dos lucros, servirá também para a melhor compreensão, inclusive
quanto ao cálculo dos dividendos obrigatórios.
Finalmente para as empresas que avaliam seus investimentos permanentes em coligadas
e controladas pelo método patrimonial, torna-se de muita utilidade receber dessas
empresas investidas tal demonstração, para permitir adequado tratamento contábil das
variações da equivalência patrimonial no exercício.
7,5Fi#alidad) ) $a#ta.)#%
A demonstração de que falamos tem por objetivo demonstrar as modificações
ocorridas durante o exercício em todas as contas que compõem o grupo do Patrimônio
Líquido.
Tratando-se de empresa que possui investimentos avaliados pelo método da equivalência
patrimonial, é importante que suas coligadas ou controladas elaborem a Demonstração das
Mutações do Patrimônio Líquido porque isso tornará bem mais simples o trabalho de
apuração do resultado da equivalência patrimonial.
Além de outras vantagens que ela proporciona, essa demonstração fornece elementos que
facilitam a elaboração da Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos ÷ DOAR.
7,CM(ta-4)% #a% *o#ta% Eatrimo#iai%
As contas que formam o Patrimônio Líquido podem sofrer variações por inúmeros motivos,
tais como:
a
)
itens que afetam o patrim
ô
nio total:
· acréscimo pelas correções monetárias das contas do patrimônio;
· acréscimo pelo lucro ou redução pelo prejuízo líquido do exercício;
· redução por dividendos;
· acréscimo por reavaliação de ativos;
· acréscimo por doações e subvenções para investimentos
recebidos;
· acréscimo por subscrição e integralização de capital;
· acréscimo pelo recebimento de valor que exceda o valor nominal
das ações integralizadas ou o preço de emissão das ações sem valor
nominal;
· acréscimo pelo valor da alienação de partes beneficiárias e bônus
de subscrição;
· acréscimo por prêmio recebido na emissão de debêntures;
· redução por ações próprias adquiridas ou acréscimo por sua
venda;
· acréscimo ou redução por ajustes de exercícios anteriores; b) itens
que não afetam o total do patrimônio:
. aumento de capital com utilização de lucros e reservas; . apropriações
do lucro líquido do exercício reduzindo a conta de Lucros Acumulados
para formação de reservas; . compensação de prejuízos com reservas.
Forma d) Er)Eara-No
A técnica é fazer um papel de trabalho, utilizando uma coluna para cada uma das contas
do patrimônio da empresa e abrindo uma coluna TOTAL, que representa a soma dos
saldos ou transações de todas as contas individuais.
As transações e seus valores são transcritos nas colunas respectivas, mas de forma
coordenada. Por exemplo, se temos um aumento de capital com lucros e reservas, na linha
correspondente a essa transação, transcreve-se o acréscimo na coluna de Capital pelo do
aumento, e, na mesma linha, as reduções nas contas de reservas e lucros utilizadas no
aumento de capital pelos valores correspondentes.
Dessa forma, a preparação consiste no seguinte:
a) abrir um papel de trabalho colunado, no qual se transcreve, no topo de cada coluna, os
nomes das contas, reservando espaço nas primeiras colunas para descrição da natureza
das transações, e uma coluna final para o total;
b) saldo de abertura - transcrever os saldos de cada conta na data do Balanço final do
exercício anterior. Somar os saldos por conta para preencher a coluna TOTAL;
D M P L Ca
pita
lRe
aliz
ado

Res
erv
as
de
Ca
pita
l
Res
erv
as
de
Luc
ros
Lucr
os
Acu
mul
ado
s
Tot
al
SADOS EM
65-5C-A5
511
,11
181
1
C1,
111
811
51,
111
811
B1,1
1181
1

571
,11
181
1
AUMENTO
DE CAPÌTAL
Com lucros e
reservas
Com
subscrição de
novas ações
LUCRO LÍQ.
DO
EXERCÍCÌO
TRANSF.
PARA
RESERVAS
Reservas de
lucros a
realizar
DÌVÌDENDO
S
40.
000
,00
10.
000
,00
0,0
0
0,0
0
0,0
0
(20.
000
,00)
0,0
0
0,0
0
0,0
0
0,0
0
(10.
000
,00)
0,0
0
0,0
0
15.
000
,00
0,0
0
(10.
000,
00)
0,00
25.0
00,0
0
(15.
000,
00)
(2.5
00,0
0)
0,0
0
10.
000
,00
25.
000
,00
0,0
0
(2.5
00,
00)
SADOS EM
65-5C-AC
5B1
,11
181
1
181
1
5B,
111
811
03,B
1181
1

C5C
,B1
181
1
c) Adicionar ou subtrair os movimentos ocorridos nas referidas contas, no período, abrindo
linha para cada natureza de transação, como: correção monetária, aumento de capital,
lucro do exercício, dividendos distribuídos, etc.
d) totalizar, ao final, as colunas, cujos saldos devem coincidir com os saldos do Balanço, e
totalizar também as linhas.
Forma% d) aEr)%)#ta-No
A DMPL pode ser apresentada das seguintes formas, conforme exemplificado abaixo:
a) detalhada, ou seja, mostrando o movimento em cada conta do patrimônio como na
forma do modelo apresentado na seção anterior;
b) sumariada, nesse caso, as reservas de capital e as reservas de lucros são
apresentadas pelo seu total, em vez de por conta.
Note-se que ambos os modelos apresentam a utilidade requerida. O modelo
detalhado tem a vantagem de ser mais completo, por apresentar todas as alterações nas
contas patrimoniais. Todavia, o modelo sumariado apresenta a vantagem de permitir uma
melhor compreensão das mutações patrimoniais, por ser mais objetivo.
Objetivando o aprimoramento e padronização na elaboração e publicação da DMPL, para
as companhias abertas, a CVM, por sua Ìnstrução n.º 59, de 22.12.86, estabeleceu a
obrigatoriedade de divulgação desta demonstração, prescrevendo os critérios a serem
utilizados e o modelo de sugestão para apresentação, também exemplificado abaixo.
As mutações do patrimônio líquido poderão ser informadas alternativamente em uma Nota
Explicativa às Demonstrações Financeiras, neste caso a empresa terá de publicar a
Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados, já que esta não estará sendo
substituída.
Mod)lo %imEliFi*ado
9,
DEMONSTRA
;<
O DAS ORIHENS E APICA
;=
ES DE RECURSOS (DOAR)
1
MARION, José Carlos. Contabilidade Empresarial. 1998, p.40.
2
MA!ARA""O, #ante Carmine.
#emonstra$%o das Ori&ens e Apli'a$(es de Re')rsos* +)ndamentos,
aspe'tos le&ais, elabora$%o e an,lise. 1980. #isserta$%o -Mestrado., p. 8. 9,5INTRODU;<O
Pesquisadores do assunto têm procurado conceituar a DOAR de forma acadêmica e evidenciar
sua importância e riqueza de informações. Contudo, os conceitos apresentados têm sido
insuficientes para o perfeito entendimento das transações a serem consideradas, e muitos
contadores e outros profissionais com atividades relacionadas à área financeira das empresas
encontram dificuldades de interpretações, acarretando assim algumas distorções na elaboração
e análise desta demonstração.
A DOAR tornou-se obrigatória no Brasil, pela Lei nº. 6.404/76, no ano de 1978, quando da
entrada em vigor desta Lei, sendo obrigatória para todas as Companhias, conforme disposto
nos seu artigo 176, item ÌV. Todavia, o parágrafo 6º do mesmo artigo elimina a obrigatoriedade
da elaboração e publicação para as companhias fechadas com patrimônio líquido inferior a
20.000 ORTN - atualmente este valor alterado pela Lei 9.457/97 corresponde a R$
1.000.000,00 (um milhão de reais).
9,C O!:ETIVOS E IMPORTVNCIA DA DOAR
Do ponto de vista de Marion
1
"Explica a variação do Capital Circulante Líquido (Capital de
Giro Próprio ou Capital de Giro Líquido) ocorrida de um ano para outro. Ajuda-nos a
compreender como e por que a Posição Financeira mudou de um exercício para outro.¨.
A Demonstração de Origens e Aplicações de Recursos, também conhecida por
Demonstração de Mudanças na Posição Financeira ou ainda Demonstração do Fluxo de
Fundos, tem por objetivo mostrar de forma organizada e sumariada as informações
relativas às operações de financiamento e investimento da empresa durante o exercício,
evidenciar as alterações na posição financeira da empresa, e ainda:
. Ìdentificar, resumidamente, as fontes de recursos responsáveis pelas alterações no
capital de giro e onde esses recursos foram aplicados durante determinado período de
tempo;
. Completar a divulgação sobre a posição financeira e sobre os resultados das
operações durante o mesmo período de tempo;
. Orientar os que dela se utilizam, incluindo administradores e investidores, na
tomada de decisões de ordem econômica e financeira referentes ao empreendimento.
Segundo Matarazzo
2
temos o seguinte:
"Com essa demonstração os usuários das demonstrações financeiras podem
conhecer como fluíram os recursos ao longo de um exercício: quais foram os
recursos gerados, face às aplicações já comprometidas e programadas, qual a
participação das transações comerciais nos recursos totais gerados e aplicados,
como foram administrados esses novos recursos e muitas outras. Enfim, a
Demonstração do Fluxo de Fundos visa a permitir análise do aspecto financeiro
dinâmico da empresa, tanto no que diz respeito ao movimento de
investimentos e financiamentos, quanto relativamente à administração imprimida
à empresa, sob o ângulo de obter e aplicar compativelmente os recursos.¨
Pela natureza das informações que contém, a Demonstração de Origens e Aplicações de
Recursos ÷ DOAR ÷ é de muita utilidade, pois fornece informações que não constam nas
demais demonstrações financeiras; está relacionada tanto com o Balanço Patrimonial como
com a Demonstração do Resultado do Exercício, sendo complementar a ambas,
fornecendo as modificações na posição financeira da empresa pelo fluxo de recursos.
Assim essa demonstração é muito importante para o conhecimento e análise da empresa e
seu comportamento no tempo.
A Doar auxilia em importantes aspectos, evidenciados a seguir:
. Conhecimento da política de inversões permanentes da empresa e fontes dos
recursos correspondentes;
. Constatação dos recursos gerados pelas operações próprias, ou seja, o lucro do
exercício ajustado pelos itens que o integram, mas não afetam o CCL;
. Verificação de como foram aplicados os recursos obtidos com os novos
empréstimos a longo prazo;
. Constatação de se e como a empresa está mantendo, reduzindo ou aumentando o
seu Capital Circulante Líquido (CCL);
. Verificação da compatibilidade entre os dividendos e a posição financeira da empresa;
A DOAR é utilizada pelos analistas financeiros, para avaliar as empresas em sua gestão
de recursos no passado e suas tendências futuras. Conforme explica Gitman
3
:
"A Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos possibilita ao
administrador financeiro analisar as origens e aplicações históricas de recursos
da empresa. Sua maior vantagem está na avaliação das origens e aplicações. O
conhecimento dos padrões históricos da utilização dos recursos dá ao
administrador financeiro melhores condições de planejar as necessidades futuras
de recursos em prazos intermediários e longos...¨
Ìsso tudo faz da DOAR uma demonstração essencial para os usuários interessados numa
análise financeira aprofundada, em especial para os credores e investidores.
9,6 VARIA;<O DO CAPITA CIRCUANTE RKUIDO (CC)
Na elaboração da DOAR a preocupação é evidenciar os itens que alteram o CCL, portanto
não há necessidade de mostrar os itens que se trocam dentro do próprio Ativo ou Passivo
Circulantes, pois estes itens não provocam modificações no Capital Circulante Líquido.
Assim consideramos que todas as origens e/ou aplicações de recursos são encontradas
nos itens não correntes.
Os financiamentos estão representados pelas ori!ens de recursos, e os investimentos pelas
aplicaçCes de recursos, sendo que o significado de recursos aqui não é simplesmente o de
dinheiro, ou de disponibilidades, pois abrange um conceito muito mais amplo; representa
capital de giro líquido que, na denominação da Lei, é "apital
"irculante :
7
5uido
. Sendo que, o Capital Circulante L
í
quido (CCL)
é
representado pelo Ativo Circulante (AC) menos o Passivo Circulante (PC), ou seja, CCL =
AC - PC.
A diferença entre o Ativo Circulante e o Passivo Circulante representa os recursos
financeiros à disposição da sociedade, que serão utilizados para atender as operações do
próximo exercício. Essa diferença tanto poderá ser positiva como negativa. . CCL positivo:
ocorrerá quando o valor do AC for superior ao do PC - (AC > PC); . CCL negativo:
ocorrerá quando o valor do AC for menor que o PC - (AC < PC); . CCL nulo: ocorrerá
quando o valor do AC for igual ao do PC - (AC = PC).
Mostrado como excesso do Ativo Circulante sobre Passivo Circulante, é a forma mais
direta de obter-se o Capital Circulante Líquido.
Capital Circulante Líquido = Ativo Circulante - Passivo Circulante
(CCL) (AC) (PC)
Mostrado pelo excesso de recursos não correntes sobre aplicações não correntes,
o Capital Circulante Líquido é representado pela parcela de recursos de longo prazo
aplicados em itens de curto prazo, ou seja, identificando-se os valores de financiamento
total (próprios ou de terceiros) de longo prazo que excede as aplicações também de longo
prazo.
Capital Circulante Líquido=(Patr. Líq. + Ex. L. Prazo) - (Ativo Perm. + Real. L.
Prazo)
(CCL) (PL) (ELP) (AP) (RLP) Recursos não Correntes Aplicações não
Correntes
O CCL é importante para análise financeira de uma empresa, considerando que:
. Dentro de algum tempo, quanto maior o CCL, maior será a capacidade da empresa
em sair das dificuldades e voltar ao equilíbrio, ou seja, em construir o Fluxo de Caixa, esse
tempo dependerá dos prazos de pagamentos, recebimentos e estocagem;
. Quanto menor o CCL menor será a capacidade de enfrentar adversidades e de
recompor o Fluxo de Caixa, bem como, maior a dependência de empréstimos bancários ou
equivalentes;
. O CCL é importante medida de estabilidade financeira.
O CCL é um elemento chave que resulta do confronto de recursos não corrente, e
aplicações não correntes. A sua alteração decorre das alterações dos itens não correntes,
os quais, por si só, são também de alta relevância.
9,0 ASPECTOS EHAIS DA DOAR,
A Lei nº. 6.404/76 tornou obrigatória essa demonstração para todas as companhias,
conforme já comentado anteriormente, e em seu Art. 176 determina que:
F%o +im de cada exerc7cio social, a 6iretoria +ar$ ela#orar, com #ase na escrituração
mercantil da compania, as se!uintes demonstraçCes +inanceiras, 5ue deverão exprimir
com clare*a a situação do patrim-nio da compania e as mutaçCes ocorridas no exerc7cioA
?...) IJ N demonstração das ori!ens e aplicaçCes de recursos.H
O Art. 188 da Lei nº. 6.404 reconhece os critérios de apresentação e o conteúdo dessa
demonstração como segue:
WA d)mo#%tra-No da% ori.)#% ) aEli*a-4)% d) r)*(r%o% i#di*arJ a%
modiFi*a-4)% #a Eo%i-No Fi#a#*)ira da *omEa#Dia8 di%*rimi#a#doX:
I N as ori!ens de recursos, a!rupadas emA
a) lucro do exerc7cio, acrescido de depreciação, amorti*ação ou exaustão e
a<ustado pela variação nos resultados de exerc7cios +uturosI
#) reali*ação do capital social e contri#uiçCes para reservas de capitalI
c) recursos de terceiros, ori!in$rios do aumento do passivo exi!7vel a lon!o
pra*o, da redução do ativo reali*$vel a lon!o pra*o e da alienação de
investimentos e direitos do ativo imo#ili*ado.
II N as aplicaçCes de recursos, a!rupados emA
a) dividendos distri#u7dosI
#) a5uisição de direitos do ativo imo#ili*adoI
c) aumento do ativo reali*$vel a lon!o pra*o, dos investimentos e do ativo
di+eridoI
d) redução do passivo exi!7vel a lon!o pra*o.
III N o excesso ou insu+ici,ncia das ori!ens de recursos em relação Ks aplicaçCes,
representando aumento ou redução do capital circulante l75uido.
IJ N os saldos no in7cio e no +im do exerc7cio, do ativo e passivo circulantes, o
montante do capital circulante l75uido e o seu aumento ou redução durante o
exerc7cio.H
Segundo Santos
4
, esta Lei, apesar de trazer grandes benefícios para a contabilidade
brasileira deixou de contemplar, no que se refere a DOAR, alguns aspectos importantes,
como os ajustes do lucro líquido correspondentes a ganho ou perda na venda de itens do
ativo permanente, resultado apurado pelo método de equivalência patrimonial, saldo da
correção monetária e outros itens desta natureza.
9,B DESCRI;<O DAS ORIHENS
As origens de recursos são representadas pelos aumentos no Capital Circulante Líquido, e
as mais comuns são:
9,B,5 a) Da% ErTEria% oE)ra-4)%:
Quando as receitas (que geram ingressos de capital circulante líquido) do exercício são
maiores que as despesas (que geram aplicações ou reduções de capital circulante líquido).
Assim, ignorando as despesas ou receitas que não afetam o capital circulante líquido,
temos simplesmente que: se houver lucro, teremos uma origem de recursos e, se houver
prejuízo, teremos uma aplicação de recursos.
Em caso de a entidade obter prejuízo no exercício, esse deve ser apresentado no grupo
de Aplicações, como primeiro item do grupo. Entretanto, se a empresa está com prejuízo,
mas, como decorrência dos ajustes, as operações apresentam uma origem de recursos, a
apresentação do prejuízo e de seus ajustes deve ser no agrupamento das Origens. Por
outro lado, se a empresa está com lucro, mas os ajustes evidenciam
finalmente uma aplica
çã
o de recursos, deve ent
ã
o ser apresentado o lucro e seus ajustes no agrupamento de Aplica
çõ
es.
Na seqüência apresentaremos algumas operações que devem ser ajustadas ao lucro ou
prejuízo do exercício na elaboração da DOAR:
. Depreciação, Amortização e Exaustão.
Estes itens constam como despesa do exercício, diminuindo o resultado, mas não reduzem
o CCL; pois representam redução do Ativo Permanente (Ìmobilizado ou Diferido) e redução
no Patrimônio Líquido (Resultado), não alterando os valores de Ativo e Passivo Circulantes.
Portanto, o valor desses itens registrados no ano deve ser adicionado ao lucro líquido para
apuração do valor efetivo dos recursos gerados pelas próprias operações.
. Variação nos Resultados de Exercícios Futuros - REF
Essa conta representa lucro que, pelo regime de competência, pertence a exercícios
futuros, porém já afetou o CCL. Portanto, se o saldo de REF tem um aumento no exercício,
significa que a empresa já o recebeu, aumentando o CCL, mas sem que o tenha registrado
como receita, ou seja, não fez parte do lucro do ano; entretanto, como se trata de
recebimento originado pelas operações da empresa, deve ser agregado ao resultado do
exercício. Se, por outro lado, houver redução do saldo desse grupo, este montante deve ser
diminuído do lucro líquido.
. Lucro ou Prejuízo Registrado pelo Método da Equivalência Patrimonial para
Ìnvestimentos em Coligadas e Controladas.
Quando é utilizado este método na contabilização de investimentos, faz-se anualmente o
registro de receita ou despesa proporcional ao lucro ou prejuízo das investidas no período.
Esse resultado, que afeta o lucro da investidora, não afeta o seu
CCL. Por isso, na apuração das origens de recursos das operações esse valor deve ser
diminuído do lucro líquido, se for receita, ou a ele acrescentado, se for despesa.
. Ajustes de Exercícios Anteriores
A melhor forma de tratamento desse item é ajustá-lo nos saldos iniciais do balanço, na
conta de Lucros ou Prejuízos Acumulados, como se já houvesse sido registrado nos anos
anteriores. Dessa forma as origens e aplicações de recursos do ano já ficarão expurgadas
desse efeito.
. Variações Monetárias de Dívidas de Longo Prazo
Essas despesas afetam o lucro, mas, por reduzirem o Patrimônio Líquido e aumentarem o
Exigível a Longo Prazo, não alteram o CCL. Não devem, por isso, aparecer como origem
de recursos junto com o acréscimo do exigível a longo prazo, mas como ajuste ao lucro
líquido do exercício.
. Outros
Além dos itens acima, pode haver outros que afetam o lucro, mas não afetam o CCL,
devendo ter o mesmo tratamento.
9,B,C b) Do% A*io#i%ta%:
Pelos aumentos de capital integralizados pelos mesmos no exercício, já que tais recursos
aumentaram as disponibilidades da empresa (capital circulante líquido).
Co#trib(i-4)% Eara R)%)r$a% d) CaEital
Esses recursos podem ser recebidos dos próprios acionistas ou de terceiros, como segue:
. O!io na emissão de açCes, pelo valor efetivamente integralizado no exercício.
. 8roduto da alienação de partes #ene+ici$rias e de #-nus de su#scrição, são também
reservas de capital constituídas pelo ingresso de recursos que aumentam o CCL.
. 6oaçCes e Su#venções
Outro tipo de reserva de capital. Uma doação recebida pode ser em dinheiro, afetando
diretamente o CCL, e também pode ser recebido um bem do imobilizado (terreno) não
alterando o CCL, mas se faz necessário evidenciar a modificação na posição financeira,
registrando o valor atribuído como origem e também como aplicação.
9,B,6 *) D) T)r*)iro%
Por empréstimos obtidos pela empresa, pagáveis a longo prazo, bem como dos recursos
oriundos da venda a terceiros de bens do Ativo Permanente, ou de transformação do
Realizável a Longo Prazo em Ativo Circulante.
. Aumento do Passivo Exigível a Longo Prazo
Pelo valor dos novos empréstimos recebidos no exercício e que geraram acréscimo no
Ativo Circulante. O valor dos novos empréstimos deve figurar pelo valor total como
Origens, e as reduções por pagamentos ou transferência para Passivo Circulante devem
ser apresentadas como Aplicações.
. Redução do Realizável a Longo Prazo
Decréscimo no saldo do Ativo Realizável a Longo Prazo representa normalmente origem
de recursos, pois geralmente é transferido para o Ativo Circulante através do recebimento
ou da venda desse Ativo, com conseqüente acréscimo no CCL. Da mesma forma, um
acréscimo nesse saldo representa uma aplicação de recursos.
. Alteração e Baixas de Ìnvestimentos e Bens e Direitos do Ativo Ìmobilizado
Na venda de um bem do Ìmobilizado, a alteração do CCL é pelo valor da venda. Como o
lucro (ou prejuízo) na transação está computado no resultado do exercício e, por outro
lado, há uma redução no imobilizado pelo seu valor líquido contábil, basta somá-los para
se ter o valor da venda. Porém, para melhor evidenciação na DOAR, reduz-se do lucro
líquido o valor do lucro ou prejuízo da venda do imobilizado e, ao mesmo tempo, registra-
se como origem o valor total produzido por essa transação.
9,/ DESCRI;<O DAS APICA;=ES
As aplicações de recursos são representadas pelas diminuições do Capital Circulante
Líquido, e as mais comuns são:
9,/,5 a) I#$)r%4)% P)rma#)#t)% D)ri$ada% d):
. Aquisição de bens do Ativo Ìmobilizado;
. Aquisição de novos investimentos permanentes em outras sociedades;
. Aplicação de recursos no Ativo Diferido.
9,/,C
b) Pa.am)#to d) EmEr
é
%timo% a o#.o PraOo:
Pois, assim como a obtenção de um novo financiamento representa uma origem, a sua
liquidação significa uma aplicação.
Na verdade, como o conceito de Recursos é o Capital Circulante Líquido, a mera
transferência de um saldo de empréstimo do Exigível a Longo Prazo para o Passivo
Circulante, por vencer no exercício seguinte, representa uma aplicação de recursos, pois
reduziu o Capital Circulante Líquido. *) R)m(#)ra-No d) A*io#i%ta%:
Derivada dos dividendos e/ou juros sobre capital próprio propostos e/ou distribuídos.
9,3 ORIHENS E APICA;=ES KUE N<O AFETAM O CAPITA
CIRCUANTERKUIDO8 MAS APARECEM NA DEMONSTRA;<O
Além das origens e aplicações já relacionadas, há vários tipos de transações efetuadas
que não afetam o CCL, mas são representadas como Ori!ens e %plicaçCes
simultaneamente, como apresentado a seguir:
. %5uisição de #ens do %tivo 8ermanente ?Investimentos ou Imo#ili*ado) pa!$veis a
:on!o 8ra*o. Neste caso, há uma aplicação pelo aumento do Ativo Permanente e ao
mesmo tempo uma origem pelo financiamento obtido pelo aumento no Exigível a Longo
Prazo.
. "onversão de Empréstimos de :on!o 8ra*o em "apital. Neste caso há uma origem
pelo aumento de capital e, simultaneamente, uma aplicação pela redução do Exigível a
Longo Prazo.
. Inte!rali*ação de "apital em #ens do %tivo 8ermanente. Situação também sem
efeito sobre o CCL, mas representa origem com aumento de Capital e aplicação no
recebimento dos bens do Ativo Permanente.
. Jenda de #ens do %tivo 8ermanente rece#7vel a :on!o 8ra*o. Operação que
também deve ser demonstrada na origem, como se fosse recebido o valor da venda, e na
aplicação, como se houvesse o empréstimo sido feito para recebimento a Longo Prazo.
9,3 VANTAHENS DA DOAR
A DOAR mostra à rota ou rumos que vem sendo seguida pela administração financeira, as
fontes utilizadas para financiar as atividades, a velocidade e as modificações sofridas e as
tendências futuras das condições da empresa, complementando tanto as informações do
Balanço quanto da Demonstração de Resultado, pois o Balanço apresenta uma posição
financeira estática, a Demonstração de Resultado demonstra o lucro líquido e a DOAR
ajusta-o demonstrando o que isto representou em termos de recursos financeiros, e ainda:
. Possibilita um melhor conhecimento da política de investimentos e de financiamento da
empresa; . A DOAR é uma demonstração de mesmo nível e importância do que o Balanço
e a Demonstração de Resultado; . O CCL é um elemento importante na administração
financeira da empresa. Quanto maior o CCL maior a possibilidade de a empresa manter
uma boa liquidez;
. A DOAR responde questões fundamentais sobre a situação financeira da empresa,
suas alterações, tendências bem como sobre a habilidade da gerência;
. A DOAR é muito útil como instrumento gerencial;
. É imprescindível para análise externa à empresa e deve fazer parte do conjunto de
demonstrações a serem analisadas;
. Mostra além da variação do CCL as mudanças na posição financeira como um todo,
ou seja, nos itens não correntes que alteram o quadro de financiamentos e investimentos.
.
9,7, ESTRUTURA !@SICA DA DOAR
I Q ORIHENS DE RECURSOS
· DAS OPERAÇÕES Lucro Líquido do Exercício (+) Depreciação,
Amortização e Exaustão. (+) Variações Monetárias de Empréstimos e
Financiamentos a Longo Prazo (+) Perda por Equivalência Patrimonial (+)
Prejuízo na Venda de Bens e Direitos do Ativo Permanente (+) Recebimentos
no Período classificados como REF (-) Ganhos por Equivalência Patrimonial (-)
Lucro na Venda de Bens e Direitos do Ativo Permanente (-) Transferência de
REF para o Resultado do Exercício (±) Outras Despesas e Receitas que não
afetam o CCL
· DOS PROPRÌETÁRÌOS (+) Realização do Capital Social e Contribuições
para Reservas de Capital
· DE TERCEÌROS (+) Redução de Bens e Direitos do Ativo Realizável a
Longo Prazo (+) Valor de alienação de Bens ou Direitos do Ativo Permanente (+)
Aumento do Passivo Exigível a Longo Prazo
II Q APICA;=ES DE RECURSOS
- Dividendos pagos, creditados ou propostos
- Aumento do Ativo Realizável a Longo Prazo
- Aquisição de Bens e Direitos do Ativo Permanente
- Redução do Passivo Exigível a Longo Prazo
ÌÌÌ - VARÌAÇÃO DO CAPÌTAL CÌRCULANTE LÍQUÌDO
ÌV ÷ DEMONSTRTAÇÃO DA VARÌAÇÃO DO CCL
10 A DEMONSTRA
ÇÃ
O DO FLUXO DE CAÌXA (DFC)
Elementos Ìnicial Final Vari
açõ
es
Ativo Circulante
(AC) (-) Passivo
Circulante (PC)
X X X X X X
(=) Capital
Circulante
Líquido (CCL)
X X X
A partir desse ponto iremos discorrer sobre a DFC, destacando os seus aspectos mais
relevantes tais como: objetivos, formas de apresentação, conteúdo, relação com as demais
demonstrações contábeis, etc.
O objetivo é evidenciar pontos importantes para a compreensão dessa demonstração contábil,
que a partir de 2008 com a lei 11638/2007 prevê a substituição da DOAR pela DFC), revela-se
como relevante para a análise financeira da empresa, principalmente a curto prazo.
Em linhas gerais podemos entender a DFC como sendo o demonstrativo contábil que procura
evidenciar o fluxo de recebimentos e pagamentos, para um determinado período de tempo,
feitos por uma entidade. O fluxo de caixa compreende a movimentação das contas que
representam as disponibilidades imediatas da empresa, ou seja, caixa, propriamente dito,
depósitos bancários à vista, numerários em transito e aplicações de liquidez imediata.
No sentido de procurar uma melhor compreensão do que significa uma DFC podemos nos valer
de alguns conceitos que o Ì.A.S.B (Ìnternational Accounting standards Board) e o Ì.A.S.C
(Ìnternational Accounting Standards Committee) utiliza na sua NÌC 7, dentre os quais se
destacam: Î CAIAA: compreende numerários em mãos e depósitos bancários disponíveis; Î
EKUIVAENTE A CAIAA: são investimentos a curto prazo, de alta liquidez, que são
prontamente conversíveis em valores conhecidos de caixa e que estão sujeitos a insignificantes
riscos de mudanças de valor;Î FUAOS DE CAIAA: são entradas e saídas de caixa e
equivalentes a caixa.
Por esta linha o Comitê diz que: "A Demonstração do Fluxo de Caixa deve reportar os fluxos de
caixa durante o período, classificados por atividades operacionais de investimentos ou
financeiras¨. No entendimento do Comitê, a definição de cada uma dessas atividades é como se
segue:Î ATIVIDADES OPERACIONAIS - são as principais atividades geradoras de receitas da
empresa e outras atividades diferentes de investimento e financeiras. Os fluxos de caixa
decorrentes dessas atividades derivam basicamente das seguintes operações: recebimentos de
vendas de mercadorias ou serviços, comissões, etc., e pagamentos a fornecedores,
empregados, impostos e outros desta natureza.
Para o Comitê, as informações sobre os componentes específicos dos fluxos de caixa
operacionais históricos, em conjunto com outras informações, são úteis, porquanto possibilitam
a projeção de fluxos futuros de caixa operacionais. Este mesmo fluxo indica a capacidade que
as operações da empresa têm de gerar fluxos de caixa para amortização e empréstimo,
manutenção da capacidade operacional da empresa, pagamento de dividendos e realizações
de novos investimentos.
Î ATIVIDADES DE INVESTIMENTO - são as aquisições e vendas de ativos de longo prazo e
outros investimentos não inclusos nos equivalentes a caixa. No entendimento do
Ì.A.S.C a divulgação segregada dos fluxos de caixa decorrentes das atividades de
investimentos tem sua importância à medida que revelam a abrangência dos dispêndios feitos
com recursos destinados a gerar futuras receitas e fluxos de caixa. Como exemplos de fluxos
de caixas decorrentes desse tipo de atividade têm-se: . Desembolso para aquisição de ativos
imobilizados, intangíveis e outros ativos de longo
prazo; . Recebimentos decorrentes da venda de ativo imobilizado, intangíveis e outros ativos
de longo prazo; . Recebimentos em função da venda e desembolsos decorrentes de aquisição
de: ações ou instrumentos de dívida de outras empresas e interesses em joint ventores;
. Adiantamento de caixa e empréstimos feitos a terceiros e seus respectivos recebimentos
e/ou amortização, com exceção daqueles feitos por uma instituição financeira;
. Desembolsos/recebimentos por contratos de futuros, contratos a termo, contratos de
opção e swap, com exceção daqueles que se destinam para intermediação ou transação
própria, ou os pagamentos/recebimentos são classificados como atividade financeira;
Î ATIVIDADES DE FINANCIAMENTO: são atividades que resultam em mudanças no tamanho
e na composição do capital e empréstimos a pagar da empresa. O Ì.A.S.C considera que a
divulgação separada dos fluxos de caixa decorrentes das atividades financeiras é importante
em função da sua utilidade na predição das exigências impostas a futuros fluxos de caixa pelos
fornecedores de capital à empresa. Como exemplo de fluxos de caixa decorrente desse tipo de
atividade tem-se: . Numerários recebidos provenientes da emissão de ações ou outros
instrumentos de
capital; . Pagamentos de investidores para adquirir ou resgatar ações da empresa; .
Numerários recebidos provenientes da emissão de debêntures, empréstimos, títulos e
valores, hipotecas e outras modalidades de captação de empréstimos a curto e longo
prazo; . Amortização de empréstimos a pagar; e . Pagamentos por um arrendatário pela
redução do passivo pendente relativo a um
arrendamento financeiro.
Através da NÌC 7, O Ì.A.S.C destaca ainda que: "As informações sobre os fluxos de caixa de
uma empresa, são úteis para proporcionar aos usuários das demonstrações contábeis uma
base para avaliar a capacidade de a empresa gerar caixa e valores equivalentes à caixa e as
necessidades da empresa para utilizar esses fluxos de caixa. As decisões econômicas que são
tomadas pelos usuários exigem uma avaliação da capacidade de a empresa gerar caixa e valor
equivalente à caixa, bem como da época e certeza na geração de tais recursos.¨
Pelo exposto nota-se que a DFC é um relatório contábil importante para entendimento da
situação financeira de curto prazo da empresa, bem como para predição da sua capacidade
futura de geração de caixa, que em última análise é um dos objetivos da empresa.
Para uma análise mais completa, portanto, tanto o FASB quanto o Ì.A.S.C entendem que esta
demonstração deve compreender as informações referentes aos
fluxos de caixa gerados pelas atividades operacionais, de investimentos e financeiras da
empresa.
51,5 O!:ETIVOS DA DEMONSTRA;<O DO FUAO DE CAIAA
Segundo Barbieri "a demonstração do Fluxo de caixa tem como objetivo principal fornecer
informações relevantes sobre os recebimentos e pagamentos de caixa de uma entidade,
durante certo período¨.
Nesta mesma linha Pinho comenta que "A função primordial da preparação de uma
demonstração dos fluxos de caixa é a de propiciar informações relevantes sobre as
movimentações de entradas e saídas de caixa de uma entidade para um determinado período
de tempo.¨
Note-se que o autor referenciado usa o termo "Fluxos de "aixa¨. Cabe aqui comentar que,
como bem afirma Barbieri
i
, toda bibliografia existente no Brasil usa a denominação "Fluxo de
Caixa¨, contudo no Boletim n.º 95 do FASB o título dado é Demonstração de Fluxos de
Caixa (em inglês seria Statement o+ "as FloEs). Consideramos não ser relevante a
discussão de qual seria denominação mais correta, portanto no decorrer deste trabalho
utilizaremos a denominação mais comum: "Fluxo de Caixa¨.
Ainda segundo Pinho, as informações contidas na DFC, quando são utilizadas
conjuntamente com as informações contidas nas outras demonstrações contábeis, poderão
auxiliar aos usuários na avaliação da capacidade da entidade de gerar fluxos de caixa
líquidos positivos decorrentes de suas atividades, visando atender às suas obrigações bem
como pagar dividendos aos seus acionistas.
Seguindo ainda o raciocínio deste autor, ele chama atenção para o fato de que o
atingimento dos objetivos da DFC só será possível à medida que esta demonstração esteja
refletindo as transações de caixa das atividades operacionais, das atividades de
investimento e das atividades de financiamento, bem como a apresentação de uma
conciliação de um resultado e um fluxo de caixa líquido gerado pelas atividades
operacionais, visando fornecer informações sobre os efeitos líquidos das transações
operacionais e demais eventos que afetam o resultado.
O Ì.A.S.C, na norma já referenciada, destaca alguns benefícios das informações sobre os
Fluxos de Caixa, quais sejam: . Quando utilizado em conjunto com as demais
demonstrações contábeis, proporciona
informações que habilitam os usuários a avaliar as mudanças nos ativos líquidos de
uma empresa, sua estrutura financeira e sua habilidade para afetar as importâncias e
prazos dos fluxos de caixa a fim de adaptá-los às mudanças nas circunstâncias e às
oportunidades;
. São úteis para avaliar a capacidade de a empresa produzir recursos de caixa e
valores equivalentes e habilitar os usuários a desenvolver modelos para avaliar e
comparar o valor presente e futuro de caixa de diferentes empresas;
. Aumenta a comparabilidade dos relatórios do desempenho operacional por
diferentes empresas, por que elimina os efeitos decorrentes do uso de diferentes
tratamentos contábeis, para as mesmas transações e eventos;
. Possibilidade de uso das informações históricas sobre o fluxo de caixa como
indicador da importância, época e certeza de futuros fluxos de caixa;
. Utilidade para conferir a exatidão de avaliações anteriormente feitas de futuros
fluxos de caixa e examinar a relação entre a lucratividade e o fluxo de caixa líquido, e o
impacto de variações de preço.
Ainda sobre os objetivos da DFC, Matarazzo, de um ponto de vista mais voltado para a
análise de demonstrações contábeis e não apenas da divulgação da informação contábil,
identifica outros objetivos da DFC, quais sejam: . Avaliar alternativas de investimentos; .
Avaliar e controlar ao longo do tempo as decisões importantes que são tomadas na
empresa, com reflexo monetário; . Avaliar as situações presente e futura do caixa na
empresa, posicionando-a para que não chegue a situações de liquidez; . Certificar que os
excessos momentâneos de caixa estão sendo devidamente aplicados;
Sobre a capacidade informativa do Fluxo de Caixa, Ìudícibus destaca que
comparativamente a Demonstração de Origens e Aplicação de Recursos, a superioridade
daquela normalmente está vinculada às análises de curto prazo e à gerência financeira do
dia-a-dia, enquanto que esta está voltada principalmente para análise a médio e longo
prazo.
51,C FORMAS DE APRESENTA;<O DO FUAO DE CAIAA
São duas as formas de apresentação do fluxo de caixa. A forma decorrente do método
direto e o método indireto. Ambas são previstas pelo FASB através de sua FAS
95. Por outro lado o Ì.A.S.C na sua NÌC 7 não faz nenhuma referência à forma de
apresentação da DFC. Em relação às formas de elaboração da DFC, no que tange à
identificação do caixa
gerado pelas operações da empresa Campos Filho, destaca que: "O FAS 95 recomenda às
empresas relatar os fluxos de caixa diretamente...¨ As empresas que decidirem não mostrar
os recebimentos e pagamentos operacionais deverão relatar à mesma importância de fluxo
de caixa líquido das atividades operacionais indiretas, ajustando o lucro líquido para
reconciliá-los ao fluxo de caixa líquido das atividades operacionais. . . eliminando os
efeitos: a) De todos os deferimentos de recebimentos e pagamentos operacionais
passados e de todas as provisões de recebimentos e pagamentos operacionais
futuros; e b) De "todos os itens que são incluídos no lucro líquido que não afetam
recebimentos e pagamentos operacionais.¨.
Como se percebe, a orientação do FASB é para que as empresas americanas adotem,
preferencialmente, o método direto para divulgação dos fluxos de caixa da empresa, sem,
no entanto estabelecer uma obrigatoriedade de sua utilização.
Cabe destacar que quando se fala no método de apresentação de fluxo de caixa, estamos
nos referindo à parte relativa às atividades operacionais, já que as atividades de
investimento e financiamentos não possuem distinção tanto no método direto quanto no
indireto, como será mostrado a seguir:
51,6 O MYTODO DIRETO
Por este método, a DFC evidencia todos os pagamentos e recebimentos decorrentes das
atividades operacionais da empresa, devendo apresentar os componentes do fluxo por seus
valores brutos.
Como bem afirma Pinho, a opção para este método deve apresentar no mínimo os
seguintes tipos de pagamentos e recebimentos relacionados às operações:
.

Recebimentos de clientes
;
.

Juros e dividendos recebidos
;
.

Pagamentos de fornecedores e empregados
;
.
Juros pagos
;
.

Ìmposto de renda pago
;
.

Outros recebimentos e pagamentos
.
Fl(Lo d) CaiLa
Das Atividades Operacionais
(+) Recebimentos de Clientes e
outros (-) Pagamentos a
Fornecedores (-)
Pagamentos a Funcionários
(-) Recolhimentos ao Governo
(-) Pagamentos a Credores
Diversos (=) Disponibilidades
geradas pelas (aplicadas nas)
Atividades Operacionais
Das Atividades de
Ìnvestimentos (+) Recebimento
de Venda de Ìmobilizado (-)
Aquisição de Ativo Permanente
(+) Recebimento de Dividendos
(=) Disponibilidades geradas
pelas (aplicadas nas)
Atividades de Ìnvestimentos
Das Atividades de
Financiamentos (+) Novos
Empréstimos (-) Amortização
de Empréstimos (+) Emissão
de Debêntures (+)
Ìntegralização de Capital (-)
Pagamento de Dividendos (=)
Disponibilidades geradas pelas
(aplicadas nas) Atividades de
Financiamento
Aumento/Diminuição Nas
Disponibilidades
DÌSPONÌBÌLÌDADES- no início
do período
DÌSPONÌBÌLÌDADES- no final
do período
Segundo Campos Filho este método também é conhecido como a abordagem das contas
T (T Account Approuach), e consiste em classificar os recebimentos e pagamentos
utilizando as partidas dobradas e tem como vantagem permitir a geração de informações
com base em critérios técnicos livres de qualquer interferência da legislação fiscal. Neste
método começa-se a explicação dos caixas gerados pelas operações da empresa pelo
recebimento das vendas.
A seguir mostraremos um modelo simplificado de DFC pelo método direto, baseado no
modelo FAS 95, ou seja, fazendo uma segregação dos tipos de atividades:
Fl(Lo d) CaiLa
Lucro Líquido (-) Aumento de
Estoques (+) Depreciação (-)
Aumento de Clientes (+)
Pagamento a Funcionários (+)
Contas a Pagar (+)
Pagamentos de Ìmpostos e
Tributos (+) Aumentos de
Fornecedores (=) Fluxo de
Caixa Operacional Líquido
Das Atividades de
Ìnvestimentos (+) Recebimento
de Venda de Ìmobilizado (-)
Aquisição de Ativo Permanente
(+) Recebimento de Dividendos
(=) Disponibilidades geradas
pelas (aplicadas nas)
Atividades de Ìnvestimentos
Das Atividades de
Financiamentos (+) Novos
Empréstimos (-) Amortização
de Empréstimos (+) Emissão
de Debêntures (+)
Ìntegralização de Capital (-)
Pagamento de Dividendos (=)
Disponibilidades geradas pelas
(aplicadas nas) Atividades de
Financiamento
Aumento/Diminuição nas
Disponibilidades
DÌSPONÌBÌLÌDADES - no início
do período
DÌSPONÌBÌLÌDADES - no final
do período
O Manual de Contabilidade das Sociedades por Ações apresenta um modelo semelhante a este
embora, não considere a segregação na DFC em atividades operacional, de investimento e de
financiamento.
Martins em seu artigo denominado "Um novo fluxo de caixa (FASB 95)¨, publicado no boletim
ÌOB n.º 13/88, dá uma outra nomenclatura ao método direto, denominando-o de fluxo no
sentido restrito ou completo.
Fazendo comentários ao modelo proposto pelo FASB, Martins destaca a inegável capacidade
informativa que este modelo tem. Ao permitir a análise segregada por itens operacionais, de
investimento e financiamento, contudo, chama atenção para o fato de que o fluxo de caixa
sozinho, apesar de mostrar o que ocorreu, não concilia déficits financeiros que possam ocorrer
com o lucro do período, apesar de, na opinião do autor isso ser perfeitamente possível.
51,0 O MYTODO INDIRETO
De acordo com Barbieri, o método indireto consiste na demonstração dos recursos
provenientes das atividades operacionais a partir do lucro líquido, ajustados pelos itens que
afetam o resultado (tais como depreciação, amortização e exaustão), mas que não modificam
o caixa da empresa.
Como bem destaca o Manual de Contabilidade das Sociedades por Ações, o método indireto,
principalmente pela sua parte inicial (lucro líquido ajustado), é semelhante a DOAR, contudo
Ìudícibus, apesar de seguir a mesma linha dos autores já referenciados, comenta que no
método indireto parte-se do lucro líquido para, após os ajustes necessários chegar-se ao valor
das disponibilidades produzidas no período pelas operações registradas na DRE, contudo no
que se refere à semelhança com a DOAR, o autor destaca que as comparações se estendem
apenas às contas circulantes.
Martins, no artigo já referenciado, contudo, considera que a possibilidade de utilização dos dois
métodos para a elaboração da DFC seja algo negativo. Para o autor, pelo fato de não existir
proibição de utilização do método indireto, este passará a ser mais utilizado pelas companhias
por ser de mais fácil montagem, apesar de ser mais difícil a sua compreensão por parte dos
usuários.
A seguir mostramos um modelo genérico de DFC pelo método indireto, também baseado no
modelo adotado pelo FASB:
O Manual das Sociedades por Ações, em seu modelo proposto, os quais não apresentarão
neste trabalho, apenas faz a segregação da atividade operacional, sem identificação das
demais atividades.
A este método indireto Martins, denomina-o de método simplificado ou conceito amplo de fluxo
de caixa.
Neste ponto chamamos a atenção para o destaque que Ìudícibus faz em relação ao fato de que
o método indireto, apesar de ser tecnicamente correto, não é a forma mais adequada de
elaboração de DFC, em função de que trabalha com conceitos abstratos, o que acaba afetando
a clareza das informações divulgadas. O melhor procedimento seria evidenciar a DFC pelo
método direto e em quadro a parte, ou nota explicativa, a conciliação entre o lucro líquido e o
valor do caixa gerado pelas operações.
Em relação aos modelos de DFC propostos pelo FASB, achamos pertinente destacar alguns
pontos críticos levantados por Santos e Lustosa sobre a objetividade ou não desta
demonstração de fluxo. Os autores destacam que o modelo do FASB de DFC é amplamente
utilizado em diversos Países do mundo inclusive o Brasil, e que existe uma série de aspectos
controversos sobre os quais ainda não há consenso. Os pontos críticos levantados pelos
autores são os seguintes: . Tratamento das transações sem efeito no caixa (transações virtuais
do caixa); . Tratamento dos investimentos de curto prazo de altíssima liquidez (equivalente-
caixa); . Método direto ou indireto para apurar o fluxo de caixa das atividades operacionais;
. Classificação de certas movimentações (juros e dividendos, pagos e recebidos,
liquidação das compras a prazo) pelos três grupos de atividades; .
Tratamento das entradas e saídas de caixa.
Os autores na obra citada acabam por fazer algumas considerações a respeito da relação
umbilical existente entre DFC e as demonstrações contábeis, e destacam algumas incoerências
que existem na forma de elaboração da mesma, com base no FAS 95, porém com objetivo de
contribuírem para a discussão sobre o modelo será utilizado no Brasil a partir de 2008
obrigatoriamente.
51,B COMPARA;<O ENTRE A DOAR E A DFC
A DOAR possui alguns pontos comuns com a DFC, porém é muito mais rica em informações. A
DOAR é mais analítica, mostram a posição financeira, suas tendências futuras. A DFC propicia
informações concretas, se houve ou haverá dinheiro, quanto se deve tomar de empréstimos. A
DFC é um instrumento com característica de curto prazo, voltada para o usuário interno, já ao
usuário externo deixa a desejar. Já a DOAR tem característica de médios e longos prazos,
permite os seus usuários perceberem a política e a tendência das empresas no futuro.
Enquanto a DFC compreende o movimento de fluxo de dinheiro, a DOAR volta-se para a
movimentação havida nos recursos e aplicações permanentes, ou de longo prazo e, como
conseqüência disto, o impacto na situação financeira, espelhada pela variação do
CCL.
A DOAR forma com outras demonstrações contábeis uma base de dados sobre situação
econômico-financeira e o de desempenho da empresa. Não substitui e nem deveria ser
substituída pelas demais demonstrações pela importância das informações que o conjunto
propicia aos usuários. Pelo que se recomenda seja a DOAR divulgada sempre que forem as
outras demonstrações.
A DFC utiliza o conceito de caixa, que é de mais fácil entendimento pelos usuários das
informações contábeis, principalmente pelos que não têm conhecimento apurado sobre
contabilidade. O método direto é de mais fácil compreensão, enquanto que o método indireto
se aproxima mais da própria DOAR e apresenta informações mais apuradas da posição
financeira da empresa.
51,/ VANTAHENS DA DFC
A DFC evidencia o confronto entre as entradas e saídas de caixa, se haverá sobras ou faltas
de dinheiro, permitindo à administração da empresa decidir com antecedência se a empresa
deve tomar recursos ou aplicá-los, e ainda, avalia e controla ao longo do tempo as decisões
importantes que são tomadas na empresa e seus reflexos monetários, e ainda;
. Mostra a real condição de pagamento das dívidas;
. Ìnforma sobre os problemas de insolvência e liquidez, podendo prevenir da falência;
. Segundo alguns autores a DFC é muito mais fácil de se entender do que a DOAR;
. Evidencia como a empresa gerou caixa e como ela o gastou;
. A DFC é um instrumento com utilização de nível mundial, assim é importante a sua
utilização;
.

A DFC
é
um importante instrumento gerencial, principalmente a curto prazo, mostrando a necessidade
de caixa da empresa;
. Mostra o montante de recursos financeiros disponíveis na empresa, evitando que
fiquem ociosos e auxiliando em suas aplicações;
. Busca o equilíbrio entre os ingressos e desembolsos de caixa da empresa,
desenvolvendo um controle nas contas do ativo e passivo circulante;
55 ORHANISA;=ES MUNDIAIS
Î I,A,S,! (I#t)r#atio#al A**o(#ti#. %ta#dard% !oard) é um organismo independente que
emite Normas Contábeis, com base em Londres - Reino Unido.
A estrutura do ÌASB é a seguinte: a Fundação ÌASC (Comitê de Normas Contábeis
Ìnternacionais) é uma organização independente com dois principais órgãos, os Trustees e o
ÌASB, bem como o Conselho Consultivo de Normas e Comitê Ìnternacional de Ìnterpretações de
Ìnformes Financeiros. Os Trustees do ÌASC Foundation são responsáveis pela indicação dos
membros do ÌASB, bem como arrecadar fundos necessários, porém o ÌASB tem a
responsabilidade na edição de padrões contábeis.
ÎI,A,S,C (I#t)r#atio#al A**o(#ti#. Sta#dard% Committ))) a criação de um comitê de
pronunciamentos contábeis internacionais foi sugerida em 1972 durante o 10° congresso
mundial dos contadores. O comitê de pronunciamentos contábil internacional chamado ÌASC
em inglês (Ìnternational Accounting Standards Committee), foi criado em 1973 pelos
organismos profissionais de contabilidade de 10 países: Alemanha, Austrália, Canadá, Estados
Unidos, França, Ìrlanda, Japão, México, Países baixos e Reino Unido. A nova entidade foi
criada com o objetivo de formular e publicar de forma totalmente independente um novo padrão
de normas contábeis internacionais que possa ser universalmente aceitado no mundo.
Î A,I,C (A%%o*ia-No I#t)ram)ri*a#a d) Co#tabilidad)) tem como missão principal integrar
todos os contadores da América, para a busca de sua valorização e desenvolvimento
profissional. Constitui seu objetivo principal a busca de uma profissão forte e coerente com todo
o Continente Americano, que cumpra com sua responsabilidade na sociedade, por meio do
exercício ético e transparente, e que garanta a confiança pública, mantendo um intercambio de
fraternal convivência.
Conforme a Portaria CFC nº. 116/06, o Conselho Federal de Contabilidade mantém
representatividade na Comissão Técnica Ìnteramericana de Administração e Finanças da AÌC,
pela indicação do Vice-presidente Técnico do CFC, Contador Luiz Carlos Vaini e, em sua
diretoria, representado pelo Contador Alcedino Gomes Barbosa.
Î I,F,A,C (I#t)r#atio#al F)d)ratio# oF A**o(#ta#t%) é uma organização mundial da
profissão de auditoria engajada no atendimento ao interesse público, fortificando a profissão e
contribuindo para o desenvolvimento de sólidas economias internacionais. Seus atuais
credenciados englobam mais de 160 entidades de auditoria profissional em 120 países,
representando mais de 2,5 milhões de auditores na prática pública, educação, serviço ao
governo, indústria e comércio. Além de estabelecer normas internacionais de auditoria e
segurança através do ÌAASB, a ÌFAC estabelece normas de ética, instrução e que visam o
setor público prestando ainda orientação para encorajar um desempenho de alta qualidade nos
auditores profissionais em ativa.
Î F,A,S,! (Fi#a#*ial A**o(#ti#. Sta#dard% !oard) e as regras de contabilidade
organizadas por iniciativa da ONU. A contabilidade estadunidense deve ser conhecida
para fins de padroniza
çã
o com a contabilidade das corpora
çõ
es holdings daquele pa
í
s, a serem seguidas pelas filiais no exterior,por exemplo. Tamb
é
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é
exigida para o balan
ç
o (convertido em moeda estrangeira) das empresas de fora dos EUA que quiserem lan
ç
ar t
í
tulos nas bolsas americanas. A SEC (
ó
rg
ã
o similar
à
CVM do Brasil), designou o FASB como respons
á
vel pela padroniza
çã
o cont
á
bil das companhias americanas.
SANTOS dos, José Luiz; SCHMÌDT, Paulo; MARTÌNS, Marco Antonio. F(#dam)#to% d) A#Jli%) da%
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