INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DA PARAÍBA

DIRETORIA GERAL DO CAMPUS DE JOÃO PESSOA
DEPARTAMENTO DE ENSINO SUPERIOR
CURSO DE TECNOLOGIA EM DESIGN DE INTERIORES
TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO - TCC
1
Anteprojeto de design de interiores de um home
theater utilizando a automação residencial para
integração dos sistemas de áudio e iluminação.

Mateus dos Prazeres Ferreira
Matrícula: 20102270281

Profª. M. Sc. Debora Pires Xavier de Andrade
Orientadora

Profª. M. Sc. Mônica Maria Souto Maior
Examinadora

Profª. M. Sc. Vera Regina Silva Wanderley
Examinadora

Resumo: A diversidade tecnológica existente na sociedade contemporânea integra o profissional designer
de interiores a uma equipe multidisciplinar em busca de levar melhores condições de vida aos usuários de
espaços de interiores, através do uso da domótica. Nessa perspectiva esse artigo busca apresentar a
temática domótica voltada para o ambiente residencial, bem como os problemas e desafios para sua
utilização, tendo como objetivo elaborar anteprojeto de design de interiores de um home theater utilizando a
automação residencial para integrar os sistemas de áudio e iluminação, sendo seguida as cinco etapas para
o seu desenvolvimento, pesquisa bibliográfica e documental, levantamento de dados físicos do local,
entrevista direcionada aos proprietários para levantamento do perfil, elaboração do programa de
necessidades e a elaboração do anteprojeto, obtendo como resultado que o avanço da tecnologia aplicada
ao ambiente residencial vem crescendo a passos largos, tornando possível a criação de soluções complexas
de forma cada vez mais simples.

Palavras chave: design de interiores, domótica, automação residencial, home teather.


1. Introdução

1.1 Delimitação do tema e problema

A tecnologia faz parte da evolução humana.
Seus avanços trazem vantagens inestimáveis em
todos os campos do conhecimento, desde a simples
integração com o mundo, que a internet propicia, até
as descobertas científicas que ganham novas
dimensões.
Neste cenário, observa-se que culturas sofreram
a sua influência; O acesso a informação foi
democratizado; O lazer e o entretenimento se
diversificaram. Neste sentido, ela deixa de ser um
diferencial e aos poucos vem se popularizando e se
transformando em necessidade.
Deste modo, a tecnologia aplicada ao ambiente
residencial, a domótica, também conhecida como
automação residencial, pode ser conceituada como a

automatização e o controle aplicados à residência,
sendo um conjunto de serviços proporcionados por
sistemas tecnológicos integrados como o meio mais
eficaz de satisfazer as necessidades de segurança,
comunicação, gestão energética e conforto de uma
habitação. (MANGA, 2012).
Segundo a AURESIDE (2013), o termo
“Domótica” resulta da junção da palavra “Domus”
(casa) com “Robótica” (controle automatizado de
algo). Os sistemas domóticos podem incluir o
controle centralizado de segurança, iluminação,
climatização, audiovisuais, comunicação de voz, e
até mesmo de telefonia e outros aparelhos.
Sendo assim, a domótica se utiliza de vários
elementos, e de forma sistêmica, alia as vantagens
dos meios mecatrônicos aos informáticos, de modo a
obter uma utilização e uma gestão integrada dos
diversos equipamentos de uma habitação.
2
Apesar de ainda pouco difundida, mas pelo
conforto, comodidade e economia que pode
proporcionar, a domótica é uma opção para o dia a
dia de um número cada vez maior de pessoas,
desmistificando a ideia de ser algo distante da
realidade.
A National Association of Home Builders dos
Estados Unidos prevê que o uso de sistemas de
automação residencial triplique nos próximos anos e
menciona que a união entre as principais soluções
como segurança residencial, gerenciamento de
energia, cuidados domésticos com a saúde e uso de
mídia centers, devem contribuir para este
crescimento.
Neste sentido, este crescimento demandará um
número cada vez maior de profissionais capacitados
para atender a esse nicho de mercado. Atualmente
este é um grande desafio para os profissionais da
construção civil e áreas relacionadas, que tem o
papel importante de difundir e desmistificar o uso
desses sistemas com o domínio na forma de
interpretá-los e implantá-los, fazendo com que
correspondam exatamente ao que é esperado pelos
seus usuários.
No Brasil, observa-se uma rápida absorção de
outras tecnologias pelos usuários na sua vida
cotidiana. No entanto, esta tendência ainda não se
transferiu para o mercado de construção civil na
mesma intensidade. Observa-se que os automóveis
utilizam muito mais tecnologia do que as residências
brasileiras, mesmo porque nessas últimas tem preços
ainda muito elevado, mas aos poucos a automação
residencial está superando esse desafio, um dos
fatores é o desenvolvimento de equipamentos
nacionais fundamentais para implantação desses
sistemas que se destacam pela eficiência e pelos
custos abaixo dos similares importados.
Como um sistema complexo e caro, a
automação residencial requer um bom planejamento;
conhecimento das normas técnicas aplicáveis; das
tipologias dos diversos subsistemas a serem
instalados; utilização de produtos de qualidade e
desempenho comprovados; assim como
profissionais especializados para projetar e
implementar o sistema.
O projeto de automação prevê os pontos de
comunicação (Internet, telefone e TV), pontos de
áudio (som ambiente e home theater), as cargas
elétricas que deverão ser controladas (luzes,
cortinas, etc.), a posição dos quadros de controle,
lógicos e de automação, a posição das tomadas e da
central de aspiração, entre muitos outros itens que
são estabelecidos com base na pesquisa de interesses
realizada com os usuários antes da execução do
projeto.
Diante deste contexto, este trabalho apresenta
como problema a seguinte questão: Como criar um
ambiente automatizado que seja de fácil implantação
e interação com o usuário otimizando o ambiente do
home theater?

1.2 Justificativa e relevância

Segundo Dias (2011), A incorporação da
tecnologia ao ambiente residencial oferece novas
oportunidades na concepção de espaços interiores,
aumentando a qualidade de vida de seus ocupantes,
respondendo a suas necessidades de comunicação,
segurança, controle e gerenciamento das instalações
e, ainda, racionalizando o consumo de energia e
água, contribuindo assim com a preservação do meio
ambiente.
Em Pesquisa realizada nos Estados Unidos pela
National Association of Home Builders (2012),
podemos extrair alguns dados importantes:
• 84% dos construtores entendem que
incorporar tecnologia às residências que
constroem é um importante diferencial
mercadológico;
• Existe a constatação de que os consumidores
na faixa etária que estão entrando no
mercado, adquirindo seu primeiro imóvel, já
convivem com naturalidade com a
tecnologia e, portanto, estão sendo exigentes
com relação ao seu uso nas residências que
lhes são oferecidas;
• Sistemas automatizados que contenham
apelo pela sustentabilidade, economia de
energia e preservação de recursos naturais
estão sendo cada vez mais requisitados;
• Entre as tecnologias emergentes que devem
alcançar elevados patamares de crescimento
nos próximos anos, estão os media centers
(central de mídias), o monitoramento a
distância, o controle de iluminação e o home
care (domótica aplicada a saúde extra-
hospitalar).
Neste sentido, observa-se que a automação
residencial oferece aos designers e integradores de
sistemas melhores condições de tornar as habitações
mais adaptadas aos desejos e necessidades de seus
usuários.
Para o ambiente do home theater a domótica
pode trazer benefícios como um melhor
gerenciamento da energia, reduzindo seu consumo; o
controle das luzes, tomadas e dos equipamentos
eletrônicos e a possibilidade de programar vários
cenários de iluminação, acionando um conjunto de
dispositivos através de uma tela de toque ou de um
tablete ou celular de forma a montar um ambiente
agravável e propício para cada ocasião.



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1.3 Objetivos

1.3.1 Objetivo Geral

Elaborar anteprojeto de design de interiores de
um home theater utilizando a automação residencial
para integrar os sistemas de áudio e iluminação.

1.3.2 Objetivos Específicos

• Identificar os sistemas tecnológicos necessários
aos usuários e a tecnologia mais adequada para
ser utilizada como controlador de sistema;
• Propor a adaptação de uma sala para um home
theater;
• Criar cenas lumínicas de acordo com as
atividades que serão realizadas no local.

2. Referencial teórico

2.1 Domótica

A domótica permite a gestão dos recursos
habitacionais tendo como objetivo básico melhorar a
qualidade de vida, reduzindo o trabalho doméstico,
aumentando o bem estar e a segurança de seus
habitantes e visando uma utilização racional e
planejada desses recursos (ANGEL, 2010).
Segundo a Asociación Española de Domótica
(2013) a domótica é a automatização e o controle
aplicados à residência. Esta automatização e controle
se realizam mediante o uso de equipamentos que
dispõem de capacidade para se comunicar
interativamente entre eles e com capacidade de
seguir as instruções de um programa previamente
estabelecido pelo usuário da residência e com
possibilidades de alterações conforme seus
interesses.
Teza (2002) afirma que o termo automação
residencial designa e referencia a utilização de
processos automatizados em casas, apartamentos e
escritórios, podendo ser utilizado outras
denominações sinônimas, tais como, automação
doméstica, automatização residencial ou domótica.

2.1.1 Aplicabilidade

Segundo Teza (2002), os principais sistemas
que estão em evidência sendo estudados,
aprimorados e utilizados mundialmente são:
• Segurança: alarmes, monitoramento, circuito
fechado de TV, controle de acesso,
reconhecimento facial, alarme de vazamentos e
incêndio, check-up humano remoto;
• Entretenimento: home theater, áudio e vídeo
distribuídos, TV por assinatura e internet.
• Controladores e centrais de automação:
hardware e softwares de controle de integração.
• Controle de iluminação: controle de
acendimento de luzes e economia de energia.
• Home office: telefonia e redes domésticas.
• Ar condicionado e aquecimento: controle de
temperatura do ambiente.
• Serviços inteligentes: portas e cortinas
automáticas, centrais de vácuo, reconhecimento
de voz.
• Eletrodomésticos inteligentes: forno, geladeira,
máquina de lavar inteligentes.
• Funcionalidades auxiliares: energia solar,
estações climáticas, irrigação de jardins e
hortas.

Figura 1: Automação Residencial

Fonte: http://ticmastersct.com.br/os-beneficios-da-
domotica

Para Dias (2011), o mercado entrou em outra
fase da modernidade, ganhando um novo aspecto,
deixando para trás a ostentação, para preocupar-se
mais com a qualidade de vida, o que o autor
denomina de “luxo emocional”, em que cada pessoa
procura investir naquilo que lhe oferece prazer.

2.1.2 A tecnologia Z-Wave

O Z-Wave é um padrão de rede roteada e sem
fio desenvolvida pela empresa dinamarquesa ZenSys
AS e foi concebida para aplicações de controle de
dispositivos residenciais (MURATORI,2011).
Segunda Teza (2002), é uma tecnologia que
mantém seu foco no desenvolvimento de
dispositivos de baixo custo, fáceis de instalar,
confiáveis, que possuam baixo consumo de energia.






4
Figura 2: Tecnologia Z-Wave

Fonte: www.z-wavealliance.org-technology

Cada módulo Z-wave é considerado um nó da
rede, sendo que a topologia formada é de uma única
rede mesh (malha), ou seja, qualquer nó da rede
consegue se comunicar com outro, pois há um
processo de roteamento das mensagens pelas demais
nós da rede. À medida que a quantidade de nós da
rede aumenta, naturalmente, o tempo de latência da
comunicação pode aumentar. Contudo, com novos
nós na rede, há a possibilidade de serem
estabelecidas novas rotas, que poderão propiciar
valores de atrasos iguais ou até mesmo menores (Z-
WAVE, 2013).

2.1.3 Sistema Fibaro

O sistema fibaro utiliza a tecnologia Z-Wave
como rede de comunicação sem fio usada em
sistemas de automação residencial. Esta tecnologia é
usada em dispositivos eletrônicos domésticos, tais
como termostatos, alarmes, iluminação, ar-
condicionado e unidades de ventilação, ou áudio
eletrônico e equipamentos de vídeo onde cada
dispositivo na rede é capaz de enviar e receber
comandos de controle (FIBAR GROUP, 2012).
Esses dispositivos também são capazes de
controlar e monitorar o desempenho dos módulos
específicos, continuamente informando a unidade
central fig. (3) sobre o seu status, podendo trabalhar
individualmente ou em grupo, comunicar-se um com
o outro, proporcionando inúmeras possibilidades de
gerenciamento de automação (FIBAR GROUP,
2012).









Figura 3: Sistema fibaro.

Fonte: http://fibaro.com.br

Esse sistema oferece um processo de
instalação não invasiva, que elimina a necessidade
de utilização de cabos específicos. Para instação, são
colocados módulos miniaturizados fig. (4,5) nos
interruptores de parede, atrás de qualquer interruptor
de luz, interruptor de rolo cego, tomadas elétricas e
são compatíveis com todos os sistemas elétricos.
Esses módulos se comunição com uma central sem
fio e são controlados por tablets e celulares (DIAS,
2011)

Figura 4: Módulo fibaro.

Fonte: http://fibaro.com.br

Figura 5: Instalação módulo

Fonte: http://domoticawireless.it
5
Esse modo de instalação facilita a possibilidade
de expanção do sistema. Em caso de reforma é
apenas necessário tirar um determinado módulo da
parede e instalá-lo em um novo local, o
módulo atualiza sua localização e retomar a
cooperação com os componentes do
sistema restantes (DIAS, 2011).

2.1.4 Sistema de Iluminação

Os sistemas inteligentes de iluminação são
utilizados para destacar os detalhes arquitetônicos de
um ambiente ou criar uma atmosfera agradável a
ocasião, seja ela romântica ou festiva; Ligar ou
desligar as luzes automaticamente para proteger a
casa de intrusos, fazendo-a parecer ocupada na
ausência de seus proprietários; Economizar
eletricidade, entre outros. Esse processo também dá
apoio a outros dispositivos instalados na residência
como por exemplo ao home theater, propiciando a
iluminação correta para sua utilização.
Os sistemas mais simples de controle de
iluminação utilizam a própria rede elétrica existente
para acionar os pontos de iluminação e tomadas,
através da conexão de módulos externos sobre as
atuais tomadas ou substituição das tomadas por
outras especiais. Estes módulos possuem um
endereço digital que será utilizado pelos
controladores para identificá-los e para que possa
haver comunicação independente. Os controladores
centrais poderão ser constituídos de botões simples
ou controladores mais complexos que poderão
ligar/desligar, aumentar/diminuir intensidade e
temporizar o acendimento do equipamento
(MURATORI, 2011)
Segundo Dias (2011), Os mais recentes
sistemas de controle de iluminação não utilizam fio,
os interruptores se comunicam com as lâmpadas por
rádio frequência e podem ser instalados e
expandidos com mais facilidade.

2.2 Iluminação artificial

Segundo Guerrini (2012) A luz artificial surge
da necessidade do ser humano se proteger dos
perigos noturnos e prolongar o tempo dedicado as
suas atividades após o pôr do sol.
Com o passar do tempo, essa necessidade foi se
tornando cada vez mais constante. Antes a
iluminação era procurada para satisfazer uma
necessidade pessoal, posteriormente passa a
satisfazer a necessidade coletiva de iluminar o
interior de um espaço arquitetônico por exemplo, e
hoje a iluminação está em função da atividade
desenvolvida no local, destacando objetos,
mobiliários e até detalhes arquitetônico
(BANZATO, 2002).
2.2.1 NBR 5413

A NBR 5413 estabelece os valores de
iluminâncias médias mínimas em serviço para
iluminação artificial em interiores, onde se realizem
atividades de comércio, indústria, ensino, esporte,
entre outras.
De acordo com a norma, cada ambiente requer
um determinado nível de iluminância (E) ideal,
estabelecido de acordo com as atividades a serem
desenvolvidas tab. (1).
Para cada tipo de local ou atividade, três
iluminâncias são indicadas, sendo a seleção do valor
recomendado feita da seguinte forma:

• Das três iluminâncias, consideramos o valor
do meio, devendo este ser utilizado em
todos os casos;
• O valor mais alto, das três iluminâncias,
deve ser usado quando nos casos em que a
tarefa se apresenta com refletâncias e
contrastes bastante baixos; alta
produtividade ou precisão são de grande
importância.
• O valor mais baixo, pode ser usado nos
casos em que as refletâncias ou contrastes
são relativamente alto; a velocidade e / ou
precisão não são importantes; a tarefa é
executada ocasionalmente.

ATIVIDADE

ILUMINÂNCIA
(LUX)
Salas de leitura 300 – 500 – 750
Salas de espetáculo/cinema:
durante o espetáculo
(luz de guia)
1
Salas de espetáculo/cinema:
durante o intervalo
30 – 50 - 75
Sala de reuniões 150 – 200 - 300
Tabela 1: Iluminâncias por tipo de atividade
Fonte: Adaptado da norma NBR 5413

2.2.2 Tipos de Lâmpadas

2.2.2.1 Lâmpadas Fluorescentes

Sendo atualmente as mais populares do
mercado por serem as mais indicadas para o uso
residencial e comercial, pois apresentam alta
eficiência e baixo consumo de energia. Seu índice de
reprodução de cor fica em aproximadamente 85%
(GUERRINI, 2012).


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Figura 6: Exemplos de lâmpadas fluorecentes

Fonte: http://bp.com/lampadas_fluorescentes

Essas Lâmpadas são comercializadas em três
modelos: As tubulares que são as mais comuns e
mais antigas das fluorescentes. Neste caso é
necessário o uso de reatores eletrônicos externos; As
compactas eletrônicas, onde seu acendimento é
automático devido ao reator que já faz parte da
própria lâmpada; As compactas não integrada
que não apresentam o reator acoplado à lâmpada
(LUZ, 2011).

2.2.2.2 LED´s

As LED´s – Lighting Emitted Diodes são
consideradas as lâmpadas mais modernas. Elas
convertem a energia elétrica diretamente em energia
luminosa através de pequenos chips. Seu consumo
de energia é muito baixo e apresenta uma vida longa
por esse motivo são consideradas ecologicamente
corretas (LUZ, 2011).

Figura 7: Exemplos de lâmpadas LED

Fontes: http://bimbolux.com.br/

2.2.2.3 Fibra Ótica

A iluminação por fibra ótica é considerada ideal
para iluminação de efeito, em detalhes
arquitetônicos, forro de gesso, painéis, móveis,
jardins, piscinas e em vitrines de lojas. Utilizando
um filamento de vidro ou de elementos
poliméricos, lança-se um feixe de luz em umas das
extremidades desse filamento e a luz produzida
percorre por toda a fibra por meio de reflexões
sucessivas até chegar a outra extremidade
(GUERRINI, 2012).



Figura 8: Ambiente iluminado com fibra ótica

Fonte: http://bimg2.mlstatic.com/iluminacao

Neste caso é necessária apenas uma fonte
geradora de luz para que esta possa percorrer o(s)
cabo(s) de fibra óptica e assim iluminar vários
outros pontos. Por isto, a iluminação com fibra
óptica é considerada econômica, de baixa
manutenção e segura, pois os filamentos transmitem
a luz e não a energia elétrica, não transmite calor e
nem emite ruídos (GUERRINI, 2012).

2.3 Home Theater
2.3.1 THX
Segundo Angel (2010), A certificação THX
surgiu nos EUA na década de 80 quando se começou
a perceber que todo o empenho técnico para a
captação de áudio e de vídeo se perdia na hora de
reproduzir os efeitos nas salas de exibição.
A fim de combater essas deficiências, George
Lucas a frente da empresa Lucasfilm passou a criar
normas para garantir a qualidade das salas,
reproduzindo os filmes com o máximo de fidelidade
o som e a imagem captados pelos diretores.
Com o crescimento das salas de exibições
residenciais, a Lucasfilm adaptou as exigências das
salas de cinema para os lares dos usuários com o
objetivo de proporcionar o máximo realismo dos
filmes nas residências. Para isso criou o selo THX
para equipamentos como receivers (receptores),
caixas acústicas, DVD players e até acessórios como
cabos e conexões (THX, 2013).
2.3.2 Áudio
A THX (2013) define como canais de áudio as
fontes sonoras independentes em um sistema de
som. O padrão monofônico, abreviado para mono,
conta com apenas um canal, embora seja possível ter
diversas caixas acústicas atuando nele, todas as
caixas emitem as mesmas frequências.
Já no sistema estéreo, a percepção sonora muda.
É possível dividir os diferentes sons pelas caixas,
tornando a experiência mais próxima do que
presenciamos em nossa realidade. É uma
reprodução sonora baseada em dois canais de som
7
(esquerdo e direito) que são sincronizados no tempo.
O estéreo localiza a distância, a origem e o sentido
do som, que faz com que possa trazer uma sensação
de que o áudio vai de um lado para o outro. Esse tipo
de reprodução sonora foi baseada em nossos ouvidos
onde podemos identificar de qual lado está vindo o
som e qual a sua distância.
A evolução dos sistemas de distribuição
espacial do som partiu de um único fato: os dois
ouvidos não ocupam a mesma posição no espaço.
Sendo assim, as ondas sonoras chegam até eles em
instantes diferentes. Essa diferença é de milésimos
de segundo, mas é percebida pelo cérebro. Com o
objetivo é fazer com que o espectador de um filme
perceba seus efeitos sonoros como se estivesse
dentro da própria cena. Procurou-se, forjar uma
massa sonora tridimensional. Para isso, as salas de
cinemas mais modernas, assim como os home
theaters, aumentaram o número de canais da
mixagem final (ANGEL, 2010).
Um sistema de som 5.1 conta com cinco canais
de áudio e um subwoofer. Para elevar o grau de
realidade do som em uma sala de exibição a THX
(2013) criou parâmetros para o posicionamento das
caixas acústicas fig. (9):

• Caixas frontais direito e esquerdo (R e
L): Devem ser instalados ao lado da tela
produzindo um ângulo de 45 °, como visto a
partir da posição de assento principal.
• Caixa Central (C): Este caixa deve ser instalado
de frente para o espectador podendo ser
localizado acima ou abaixo da tela.
• Caixas traseiros direito e esquerdo (SL e
SR): Devem ser instalados ao lado dos
espectadores com ângulos entre 90 ° a 110 °
para cada.
• Subwoofer (Sub): O subwoofer, responsável
pelas frequências sonoras mais graves, deve ser
instalado sob a tela, geralmente no chão.

Figura 9: Posição das caixas acústicas.

Fonte: http://www.tecmundo.com.br/

O objetivo de dispor as caixas acústicas dessa
forma é proporcionar um ambiente sonoro mais
realista ao assistir a um filme. Tomando como
exemplo um avião atravessa o céu, é possível
perceber a sua trajetória, passando pelas caixas de
trás e indo até a frente do sistema, de modo que
mesmo se estivesse de olhos fechados durante a
cena, saberia de onde ele veio e para onde foi
(ANGEL, 2010).

2.3.3 Vídeo

Para o padrão THX (2013), o mais importante é
preservar o maior ângulo de visão frontal, a fim de
criar uma experiência de visualização mais imersiva.
Neste caso, sugere-se um ângulo mínimo de 26º e
um máximo de 40° fig. (10).

Figura 10: Distância da tela.

Fonte: http://www.thx.com

Por esse motivo, muitos especialistas não
indicam TVs menores que 40 polegadas para uma
sala de home theater, pela dificuldade de ter uma
boa sensação de interação com a imagem (THX,
2013).

2.4 Acústica

Na montagem de um home theater, se faz
necessário uma escolha criteriosa do equipamento
que acaba sendo a única preocupação do usuário.
Com isso, se esquece o fato de que um sistema de
som, por melhor que seja, só proporciona ao usuário
escutar o que a sala permitir ou o que estiver
preparada para reproduzir.
Estudar a acústica do ambiente é, portanto, uma
etapa importantes para a concepção do sistema
garantindo uma alta performance. O bom resultado
acústico depende de vários aspectos, como a área
total do ambiente (em m²), o volume (em m³), as
dimensões de cada plano (altura, largura e
comprimento) o isolamento acústico e o tempo de
reverberação.
8
Acústica é a área da física que estuda o som. O
som é toda vibração ou onda mecânica gerada por
um corpo vibrante, passível de ser detectada pelo
ouvido humano. (CARVALHO, 2006).
O som pode ser definido como uma alteração
de pressão que se propaga através de um meio
elástico capaz de impressionar o sistema auditivo.
Ele é produzido quando este meio é posto em
movimento através de uma perturbação podendo ser
originada de um corpo em vibração, como por
exemplo, o diafragma de um alto-falante
(CARVALHO, 2006).
Além da definição física, o som é entendido
como a sensação produzida pelo sistema auditivo,
que entende-se não somente as orelhas, mas toda a
complexa cadeia que recebe e transmite a sensação
até o cérebro (SOUZA, 2006).
Um projeto acústico bem elaborado, propicia
aos usuários a utilização do ambiente de forma
confortável, sem a interrupção de ruídos, sejam eles
internos ou externos. Para esse objetivo alguns
parâmetros devem ser seguidos.
A NBR 10152/1987 da ABNT determina os
níveis de ruído compatíveis com o conforto acústico
em ambientes diversos. De acordo com essa norma
tomaremos como base o nível aceitável de ruído
para salas de conferência, cinemas e de múltiplos
usos que é de 35 à 45 dB.
Para a realização do projeto de um home
theater, este é analisado na condição de estúdios de
música. Sendo menos rigoroso no nas questões do
isolamento acústico.
Carvalho (2006) ressalta que um home theater é
um espaço, um volume e não apenas o equipamento
eletrônico em si. Neste sentido, se o ambiente não
estiver acusticamente bem preparado, nenhum
equipamento de alta qualidade conseguirá alcançar
sua melhor performance.

2.4.1 O som e suas propriedades

O som é capaz de se propagar em todas as
direções, através de meios líquidos, sólidos e
gasosos. Essa propagação se dá em velocidade
diretamente proporcional à densidade do meio, à
temperatura e à umidade. Ela não sofre influência da
pressão atmosférica e não varia com a frequência
(CARVALHO, 2006).









Figura 11: Frequência do som

Fonte: http://uol.com.br/educacao

Souza (2006) classifica o som em sons graves e
sons agudos, que está relacionado com a frequência
de vibração das ondas sonoras, ou seja, quanto maior
for a frequência dessa onda sonora mais agudo, ou
genericamente falando, mais alto será o som e
quando essa frequência for menor mais grave ou
mais baixo esse som será.

2.4.1.1 Decibel

O bel, representado pela letra “B” é a unidade
de medida relativa ao som, porém o mais comum é a
utilização do decibel (dB) que é igual a 0,1 B.
(SOUZA, 2006).

2.4.1.2 Refração

Segundo Carvalho (2006) refração é a mudança
de direção que uma onda sonora sofre quando passa
de um meio de propagação para outro. Essa
alteração de direção é causada pela brusca variação
da velocidade de propagação que a onda sofre.

2.4.1.3 Reflexão

É quando uma determinada onda sonora bate
numa superfície e é rebatida de volta, ou seja, a
reflexão de uma onda sonora acontece quando ela
encontra um obstáculo e retorna para o meio de
origem de propagação. Este fenômeno pode dar
origem a dois outros fenômenos conhecidos como
eco e reverberação (SOUZA, 2006).

2.4.1.4 Eco

É um fenômeno que acontece quando o som,
refletido por uma ou mais superfícies, retorna a um
mesmo receptor num intervalo de tempo maior que
1/15 do segundo. Com isso, ele é percebido
separadamente. (CARVALHO, 2006)





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2.4.1.5 Reverberação

Segundo Carvalho (2006), reverberação é o
nome dado ao prolongamento necessário de um som
produzido, para garantir sua inteligibilidade, em
locais mais afastados da fonte que o produziu.
Carvalho (2006), afirma que esse
prolongamento deverá ser maior quanto maior for a
distância ou o volume entre a fonte e o receptor.

2.4.1.6 Tempo de Reverberação (Tr)

É o intervalo de tempo necessário para que o
nível da intensidade de um determinado som
decresça 60 decibéis (dB) após o término da emissão
da sua fonte (CARVALHO, 2006).
Para o cálculo do tempo de reverberação é
necessário a utilização de uma equação. A formula
clássica para esse tipo de cálculo foi criada pelo
professor de física Wallace Clement Sabine (Escola
Americana) que recebeu seu próprio nome para
identifica-la. A fórmula de Sabine é dada por: TR =
0, 161 x V / A. Onde V = o volume do recinto (em
m³) e A = é absorção total do recinto, obtido através
da seguinte equação A = Σ αi x Si onde α =
coeficiente de absorção sonora de cada elemento
construtivo e Si = a área do mesmo.
Para cada tipo de ambiente, existe um tempo de
reverberação ideal levando em consideração o
volume e a finalidade para qual o ambiente está
destinado.

Figura 12: Tabela tempo ótimo de reverberação.

Fonte: http://www.htforum.com

Para achar o Tor (tempo ótimo de reverberação)
de um ambiente, é preciso saber o volume do
recinto, esse dado é levado a um gráfico fig. (19)
onde se busca o Tor (500Hz) de acordo com cada
atividade específica (CARVALHO, 2006).



2.4.1.7 Mascaramento

È o fenômeno que ocorre quando dois sons com
intensidades sonoras distintas são disparamos ao
mesmo tempo o de maior intensidade camufla o de
menor intensidade (SOUZA, 2006).

2.4.1.8 Inteligibilidade

Genericamente, a inteligibilidade pode ser
definida como a razão pela qual se entendem os
sons. Ela pode ser aplicada a linguagem (palavra
articulada), ao canto, às notas musicais, ou até
mesmo a outros sons. Sendo a voz o som ouvido no
dia-a-dia de uma pessoa, a inteligibilidade da
linguagem é a mais usual (CARVALHO, 2006).
Segundo Carvalho (2006) quando se refere à
comunicação em um determinado ambiente, a
inteligibilidade é definida como “inteligibilidade
acústica da linguagem”. Essa é a principal
característica acústica, pois reflete o grau de
entendimento das palavras em locais onde a
comunicação é primordial.

2.5 Projetos Correlatos

Os projetos correlatos servem com inspiração e
referência para elaboração do anteprojeto.

Figura 13: Ambiente rústico moderno

Fonte: www.cliquearquitetura.com.br/salas

A fig. (13) mostra a utilização de contrastes
utilizando materiais e texturas rústicas como
madeiras e pedras contrastando com os materiais e
acabamentos modernos mais avançados
tecnicamente, assim, como os equipamentos
eletrônicos sofisticados.







10
Figura 14: Ambiente com cores neutras

Fonte: http://dagbrasil.com.br

A utilização de tons terrosos como demonstra a
fig. (14), deixa o ambiente neutro com cores que
rementem a natureza e ao rústico. O projeto tem
como ideia central a utilização de equipamento de
exibição de produtos áudio visuais, neste sentido a
utilização de cores vivas com tons vibrantes no
ambiente seria inadequada podendo chamar mais a
atenção dos usuários do que a própria atividade
principal.

Figura 15: Iluminação de destaque.

Fonte: www.anualdesign.com.br

Na fig. (15) demostra a utilização de
iluminação que destaca objetos de decoração e
detalhes arquitetônicos do ambiente.
A iluminação de destaque, tem o objetivo é
tornar o ambiente aconchegante além de facilitar a
criação das cenas lumínicas, destacando e
dimerizando pontos de luzes específicos em
determinadas ocasiões.










Figura 16: Céu estrelado com fibra ótica.

Fonte: http://inovvainteriores.com.br

Como referência para o projeto de iluminação
foi utilizada a técnica de céu estrelado fig. (16) com
fibra ótica. Deste modo, a ideia é potencializar a
experiência do usuário no ambiente do home theater.

Figura 17: Tela projeção motorizada

Fonte: www.fnac.com.br/tela/gaia/gbh-95

Observamos na fig. (17) a utilização da tela de
projeção motorizada com película matte white
(tecido branco fosco) e tensionamento lateral que
matem a tela sempre esticada quando em uso,
evitando rugas.

Figura 18: Caixa acústica de embutir.

Fonte: http://revistahometheater.uol.com.br


11
Na fig. (18) mostra caixas acústicas de embutir.
Esse tipo de caixa acústica conta com um pequeno
motor para que seja acionado sempre que o
equipamento de vídeo é ligado. Assim, quando
estão desligadas elas permanecem embutidas no
gesso, mas quando sistema é ligado elas descem,
formando um ângulo de cerca de 45 graus, para que
os falantes sejam direcionados para os
ouvintes/espectadores.

Figura 19: Lift

Fonte: http://notecom.com.br

O lift, fig. (19), é um elevador para projetor
embutido no teto. Motorizado, o lift é acionado junto
com o equipamento do home theater. Esse sistema
embuti o projetor quando não está em uso e agrega
valor estético e funcional ao anteprojeto de
interiores.

3. Metodologia

O Estudo de caso caracteriza o método adotado
nesse trabalho. Os dados coletados foram de
natureza qualitativa, cujo método foi aplicado por
adequar-se melhor aos objetivos deste estudo. Para
um bom desenvolvimento desse projeto, a
metodologia foi dividida em cinco etapas:
• 1ª ETAPA: Nesta etapa foi realizada pesquisa
bibliográfica e documental. Desenvolvida
através da consulta em livros, revistas, sites,
artigos científicos, monografias, material
normativo e técnico, projetos correlatos,
necessárias ao embasamento teórico e técnico
acerca da domótica, assim, como iluminação,
acústica, cor, materiais, para então relacioná-lo
a parâmetros normativos que norteiam a
concepção de um projeto de design de
interiores.
• 2ª ETAPA: Nesta etapa foi feito o levantamento
de dados físicos do local. Incluiu o
levantamento de medidas da residência
utilizando uma trena manual de 8m; O registro
fotográfico do ambiente, utilizando uma câmera
digital de 12Mp.
• 3ª ETAPA: Nesta etapa foi realizada entrevista
direcionada ao proprietário da residência, com o
propósito de conhecer melhor seu perfil, sua
rotina e principalmente suas necessidades
funcionais e de mobiliário.
• 4ª ETAPA: Avaliação dos dados. Esta etapa
concentrou-se em elaborar o programa de
necessidades para o ambiente a partir dos dados
levantados.
• 5ª ETAPA: Elaboração do anteprojeto, esta
etapa concentrou-se em gerar alternativas para
atender o programa de necessidades, atendendo
aos objetivos. Foi definido um zoneamento das
funções básicas do home theater, tais como as
áreas: de exibição, de receber, de leitura, de
exposição de premiações e coffee break.
Os desenhos técnicos foram desenvolvidos em
programa computacional específico AutoCAD
versão 2014, em inglês. Os desenhos em perspectiva
foram desenvolvidos em programa computacional
Sketchup Pro 8 e renderizados com plugin V-Ray
para Sketchup versão 2.0.

4. Resultados

4.1 Diagnóstico e situação atual

4.1.1 Levantamento físico e registro
fotográfico

O ambiente residencial que será adaptado em
um home theater está situado na zona norte do
município de Recife – PE, no bairro de Casa
Amarela, ao seu redor, encontrasse os bairros de
Casa Forte e Parnamirim.
Na Fig. (20) podemos observar a delimitação
do terreno e a localização da residência. A fachada
frontal está posicionada à sudoeste.

Figura 20: Localização da residência.

Fonte: https://maps.google.com


12
O ambiente em questão está no pavimento
superior da residência, atualmente separado por uma
divisória de gesso em uma sala fig. (21) e um
pequeno estúdio de música fig. (22). A área total é
de 39,75 m².

Figura 21: Sala

Fonte: Arquivo pessoal, 2013.

Figura 22: Estúdio caseiro

Fonte: Arquivo pessoal, 2013.

Na sala há dois pontos de luz para iluminação
geral e 3 pontos com tomadas elétricas. O piso é
revestido com porcelanato 50X50, as paredes são
rebocadas com acabamento em massa corrida branca
e no teto forro de gesso sem detalhes. No ambiente
há apenas uma janela fig. (23) com uma esquadria
em madeira e vidro sem tratamento acústico.

Figura 23: Janela

Fonte: Arquivo pessoal, 2013.

No estúdio de música também encontramos
dois pontos de luz no teto para iluminação geral e 12
pontos com tomadas elétricas. O piso é revestido
com material emborrachado e as paredes foi
aplicado placas de madeira aglomerada. No teto
encontra-se aplicado espuma para isolamento do
som. No ambiente encontra-se alguns equipamentos
de som e instrumentos musicais.
4.2 Caracterização dos usuários
Após apresentado a situação atual do objeto de
estudo, é necessário conhecer o perfil dos usuários
para conhecer sua personalidade, seus hobbys e
preferências.
Trata-se de um jovem casal que tem em comum
a profissão, os dois são cineastas. Atualmente
trabalham com produções independentes, sendo
sócios em uma micro empresa cinematográfica. O
jovem casal não tem filhos e estão continuamente
envolvidos em grupos de pesquisas.
Os usuários tem como hobby, viajar, assistir
filmes, receber amigos e familiares, além de
colecionar cartazes e peças gráficas
cinematográficas. Tem preferência por cores suaves,
neutras e tons terrosos.
Quanto ao estilo, preferem ambientes clean,
com referência rústica e materiais naturais.

4.3 Programa de necessidades

Com o objetivo de definir as atividades que irão
ser desenvolvidas foi criado um programa de
necessidades levando em consideração a
singularidade e as preferências dos usuários.
Para cada atividade, define-se quais os
acessórios, equipamentos, mobiliários necessários,
assim como, as suas dimensões e a quantidade dos
mesmos. Tab. (02).
Desta forma, foram identificadas 5 atividades
descritas da seguinte forma:
• Exibir: Sendo a exibição de filmes a atividade
primária planejada para esse ambiente, é
necessário o tratamento acústico e o controle da
iluminação. Para o mobiliário, planeja-se a
utilização de um sofá em “L” de 7 lugares, um
aparador e um rack para apoio do equipamento
eletrônico. O equipamento de vídeo é composto
de um projetor, tendo como acessório um lift,
uma tela de projeção, um aparelho de dvd e um
receiver. O equipamento de som é composto por
um subwoofer, um caixa de som acústico central
e 4 caixas acústicas de embutir.
• Receber: Atividade secundária, sendo necessário
uma iluminação aconchegante e a utilização de
som ambiente para recepção dos usuários. Essa
atividade também faz uso do sofá no formato de
“L” de 7 lugares para acomodação confortável
13
dos usuários e seus convidados e do aparador que
serve de apoio à objetos e utensílios.
• Expor: Atividade secundária que trás como
mobiliário estante e nichos para expor as
premiações adquiridas pelos usuários. Para essa
atividade a necessidade de iluminação focal e de
destaque para as peças expostas.
• Ler: Considerada como atividade secundária, a
área destinada a leitura necessita uma boa
iluminação, de preferência luz natural. Essa
atividade trás como mobiliário uma mesa e três
cadeiras, além de estante para armazenamento de
livros.
• Pequenos Lanches: Atividade caracterizada como
secundária e complementar as atividade de exibir
e receber. O mobiliário necessário e uma mesa de
canto que serve para apoio para um coffee break
onde os usuários possam se servir.























PROGRAMA DE NECESSIDADES

ATIVIDADE ACESSÓRIOS EQUIPAMENTOS MOBILIÁRIO QUANT
.
DIMENSÕES ( m)
LARG. PROF. ALT.
Receber --x-- --x-- Sofá em “L” 01 3,55 0,75 0,60
--x-- --x-- Aparador 01 0,98 0,35 0,55
Exibir --x-- Tela de Projeção --x-- 01 2,65 -- 1,90
--x-- Projetor --x-- 01 0,46 0,39 0,15
lift --x-- --x-- 01 0,62 0,62 0,25
--x-- Receiver --x-- 01 0,47 0,44 0,20
--x-- Reprodutor DVD --x-- 01 0,43 0,42 0,05
--x-- Caixas de Som --x-- 04 0,20 0,32 0,10
--x-- Caixa frontal --x-- 01 0,60 0,35 0,20
--x-- Subwoofer --x-- 01 0,32 0,35 0,35
--x-- --x-- Rack 01 4,00 0,55 0,50
Expor --x-- --x-- Nicho 04 0,45 0,35 1,50
--x-- --x-- Mobiliário 01 5,95 0,42 0,50
Ler --x-- --x-- Mesa 01 -- -- --
--x-- --x-- Cadeiras 03 -- -- --
--x-- --x-- Estante 01 2,00 0,35 1,10
Pequenos
lanches
--x-- --x-- Mesa de
canto
01 1,20 0,50 0,95

Tabela 2: Programa de Necessidades
Fonte: Arquivo pessoal, 2013.














14
4.4 Estudo Preliminar

Neste tópico é apresentado o estudo preliminar
necessário a fim de se obter a melhor proposta de
zoneamento e layout para o anteprojeto de interiores.
Serão apresentados três planos de massa e seus
respectivos layouts.

4.4.1 Plano de Massa

O plano de massas é determinado com base no
programa de necessidade. Através das atividades
descritas pelos proprietários.
Após apresentado o dimensionamento do
mobiliário, e a área necessária para o
desenvolvimento de cada atividade, são elaboradas
propostas de planos de massa, com o objetivo de
definir o melhor dimensionamento e disposição no
ambiente, eliminando os conflitos de circulação.
Antes da criação dos planos de massa, foi
sugerido uma alteração estrutural, optando pela
demolição da divisória de gesso que dividia o
ambiente entre a sala e o estúdio de música
resultando no aumento da área fig. (24)






Figura 24: Planta de Reforma.

Fonte: Arquivo pessoal, 2013.


















15
As três propostas apresentam a mesma
distribuição para área de leitura, localizada próxima
a janela para aproveitamento da luz natural.
No plano de massa 01 fig. (25) a área proposta
para posicionamento da tela e equipamentos para
exibição está localizada próximo a entrada do
ambiente tendo o sofá da área de receber alinhado a
sua frente. Os armários e expositores foram
posicionados na parede ao fundo contemplando
também uma parte da parede lateral, formando um
“L” seguido do mobiliário de apoio para pequenos
lanches.
Analisando essa proposta, percebe-se que ela
não é adequada pois, para acessar as áreas de leitura
e exposição os usuários precisam passar em frente a
tela de projeção, o que em algumas ocasiões, pode
gerar conflito.




Figura 25: Plano de Massa 01.

Fonte: Arquivo pessoal, 2013.














16
No plano de massa 02 fig (26) foi resolvido o
conflito existente na proposta anterior. A área de
exposição distribuída linearmente próxima a entrada
deixa os usuários mais livres para apreciação das
obras sem interferir em outras áreas. O que o torna
inviável é o fato da tela está muito perto dos
expectadores, tornando impossível a utilização dos
parâmetros recomendados pelo padrão THX, além
do mobiliário de apoio para pequenos lanches está
em local pouco funcional aos usuários.



Figura 26: Plano de Massa 02.

Fonte: Arquivo pessoal, 2013.
















17
O plano de massa 03 fig. (27), escolhido por
apresentar o melhor dimensionamento e organização
espacial, onde a área de exibição foi localizada ao
fundo protegida da incidência de luz natural direta
proveniente da janela. A área de receber, alinhada de
frente para a tela, oferece uma melhor circulação em
todos os lados. A disposição do mobiliário de apoio
a pequenos lanches facilita o acessos aos usuários e
também quando necessite reabastecer ou substituir o
buffet.



Figura 27: Plano de Massa 03.

Fonte: Arquivo pessoal, 2013.

















18
4.4.2 Estudo de layouts

O estudo de layouts tem como objetivo criar
propostas que possam atingir de forma satisfatória,
uma boa circulação dos usuários em um ambiente
agradável, harmonizando suas atividades e
distribuindo seus mobiliários adequadamente.
Foram desenvolvidas 03 propostas de layout
nesse estudo, uma para cada plano de massa como
citado anteriormente.
A proposta de layout 01 fig. (28), apresenta na
área de exibir um rack localizado abaixo da tela de
projeção para instalação dos equipamentos de vídeo
e imagem, assim como o caixa central do sistema de
som e o subwoofer. Na parede próximo a entrada,
encontra-se uma mesa lateral para servir de apoio a
pequenos lanches e ao seu lado no meio da sala o
sofá de 7 lugares para acomodação dos usuários em
momentos de exibição e também de descontração.
Nota-se que a circulação lateral do sofá é precário.
Do lado próximo a mesa de leitura, há um
espaçamento para acesso ao mobiliário expositor
que nesse layout ocupa a parte de trás, formando um
“L”. Entre o sofá e o mobiliário ao fundo, há uma
área mal aproveitada onde em boa parte do tempo
não haveria circulação alguma.



Figura 28: Estudo de layout 01.

Fonte: Arquivo pessoal, 2013.





19

Na proposta de layout 02 fig. (29), foi seguido a
mesma ideia de áreas e mobiliários do layout 01,
modificando apenas a disposição – de acordo com o
plano de massa 02 – e o dimensionamento como no
caso do mobiliário expositor que ao ser transferido
para parede oposta foi redimensionado e agora não
mais em “L”, essa disposição se torna mais
interessante pelo fato de estar no caminho de que se
dirige ao sofá, sendo a sua apreciação pelos usuários
um movimento natural.
Todo mobiliário e equipamento para exibição
foi redirecionado para a parede oposta a janela,
podemos não ser muito conveniente em alguns
horários.
A mesa de canto para apoia à pequenos lanches,
como podemos observar melhor no layout,
reforçando o que foi explicitado no plano de massas,
dificulta o acesso dos usuários por não está em um
local estratégico no ambiente.


Figura 29: Estudo de layout 02.

Fonte: Arquivo pessoal, 2013.









20
Partindo do princípio do mobiliário das
propostas de layouts anteriores, o layout 03 fig. (30)
apresenta a melhor disposição do mobiliário, estando
de acordo ao programa de necessidades solicitado
pelos proprietários. Por esse motivo ele foi o
escolhido e utilizado nesse anteprojeto de interiores.
O equipamento e mobiliário de exibição foi
disposto na parede ao fundo garantindo a
profundidade ideal em relação a distância da tela
para os expectadores, potencializando a experiência
vivenciada no ambiente.

A área de exibição foi estendida para toda a
parede. Desta forma, pretende-se reservar uma área
próxima a mesa de leitura para acomodação de
livros. Neste caso essa parede exerce três funções: A
função original de exibição de premiações; a
integração com a área de leitura; e a composição
estética do ambiente.
Neste layout foi possível acrescentar na área de
receber, um aparador, servindo de apoio para os
usuários do ambiente colocar copos e outros objetos
que estejam a mão sem a necessidade de se levantar
para descartá-los.



Figura 30: Estudo de layout 03.

Fonte: Arquivo pessoal, 2013.











21
4.5 Proposta de Anteprojeto

4.5.1 Proposta acústica.

Com um tratamento acústico adequado, o
ambiente pode ter excelente qualidade sonora sem
incomodar quem mora ao lado.
No ambiente do home theater a fonte de ruído é
interna, necessitando o isolamento acústico para que
não haja vazamento excessivo do som. Como base,
foi utilizado a intensidade sonora de 80 dB praticada
no interior do ambiente. Os cálculos apresentados
foram realizados utilizando como referência os
métodos fornecidos por Carvalho (2006).
O ambiente possui uma área total de 39.75 m² e
um volume de 99,38 m³. A figura (31) ilustra a área
de superfície das paredes em “m²” enumeradas de
forma a obter o índice de isolamento acústico
calculado de acordo com a densidade do material e
sua composição. Tabela (3).
Para o tratamento acústico do ambiente, foi
especificado lã de rocha nas paredes em alvenaria
composta por tijolos de seis furos e argamassa. Com
essa medida corretiva, segundo as projeções
realizada, o ambiente demostrou desempenho
satisfatório com isolamento superior aos 35 dB nas
frequências de 500Hz e 2000Hz e um desempenho
menor para a frequência de 125Hz porém estando
ainda dentro do estabelecido pela norma.



Figura 31: Área de superfície das paredes.

Fonte: Arquivo pessoal, 2013.





22
Tabela 3: Tabela de Isolamento acústico.
Item Especificação Índice de isolamento (IA) Isolamento Acústico (dB)
125Hz 500Hz 2000Hz 125Hz 500Hz 2000Hz
01 Parede 01 – Alvenaria e lã de rocha. 39,6 51,6 63,6 40,40 28,40 16,40
02 Parede 02 – Alvenaria e lã de rocha. 39,6 51,6 63,6 40,40 28,40 16,40
03 Parede 03 – Alvenaria e lã de rocha. 39,6 51,6 63,6 40,40 28,40 16,40
04 Parede 04 – Alvenaria e lã de rocha. 39,6 51,6 63,6 40,40 28,40 16,40
05 Parede 05 – Alvenaria e lã de rocha. 39,6 51,6 63,6 40,17 28,17 16,17
06 Parede 05 – Porta com bordas seladas. 40,0 52,0 64,0
07 Parede 06 – Alvenaria e lã de rocha. 39,6 51,6 63,6 40,40 28,40 16,40
08 Parede 07 – Alvenaria e lã de rocha. 39,6 51,6 63,6 40,40 28,40 16,40
09 Parede 08 – Alvenaria e lã de rocha. 39,6 51,6 63,6 40,28 28,28 16,28
10 Parede 08 – Janela com vedação. 40,0 52,0 64,0
11 Parede 09 – Alvenaria e lã de rocha. 39,6 51,6 63,6 40,40 28,40 16,40
12 Parede 10 – Alvenaria e lã de rocha. 39,6 51,6 63,6 40,40 28,40 16,40
13 Laje - Concreto rebocado, acabado no
piso.
38,0 50,0 62,0 42,00 30,00 18,00
Fonte: Arquivo pessoal, 2013.


Em um home theater, o som precisa ser
equilibrado, sem ecos e sem reverberações
prolongadas. Neste sentido, o tempo de reverberação
calculado para o ambiente foi 0,52 segundo.
Um ambiente equilibrado proporciona boas
experiências sonoras sem que se tenha de exagerar
no volume. Para conseguir esse resultado, foi
especificado para o ambiente materiais absorventes
de ondas sonoras, como tecidos, tapetes, madeira e
materiais reflexivos, como paredes de alvenaria,
gesso, vidro.
De acordo com os materiais especificados
observamos que o tempo de reverberação foi
trabalhado de forma satisfatória, já que não
ultrapassa o limite de 10% do tempo ótimo de
reverberação. Como observado na tabela (4).



Tabela 4: Calculo de reverberação

Fonte: Arquivo pessoal, 2013.








23
4.5.2 Proposta de Automação

Para automação do home theater foi
especificado a instalação dos módulos sem fio para o
controle as luzes e equipamentos. Cada módulo
possui 40mm de comprimento, 36mm de largura e
15mm de altura, desenvolvidos para serem
instalados dentro das caixas elétricas.
• Módulo RBG para controle e dimerização da
fita de led RGB da sanca no centro do
ambiente.
• O módulo dimmer para controle e dimerização
da iluminação geral e de destaque do home
theater.
• O módulo relé controla diversos aparelhos do
tipo liga/desliga, desta forma controla os
equipamentos eletrônicos de áudio e vídeo,
como o acionamento das caixas acústicas e da
tela de projeção, do aparelho de dvd, receiver,
projetor e lift.
Todos os módulos são acessados e configurados
por uma central, a Home Center 2 que é o integrador
do sistema.
Através da Central, pode-se configurar os
cenários ou as cenas lumínicas que farão parte do
ambiente. Para o projeto do home theater foi
definido 4 cenas como mostra a tabela (5).




QUADRO GERAL DAS CENAS CENAS LUMÍNICAS

Cena Atividade Descrição
Geral Receber, fazer
pequenos
lanches.
Nesta cena, os pontos de luzes para iluminação geral estará
funcionando com 100% de sua intensidade; a sanca
iluminada com fita de led RGB nesta ocasião estará
emitindo luz branca com 100% da sua intensidade.
Efeito Expor Nesta cena os pontos de luzes para iluminação de efeito e
focal estará funcionando com 100% de sua intensidade; a
sanca iluminada com fita de led RGB nesta ocasião estará
emitindo luz morna, amarelada, com 60% da sua
intensidade.
Home theater Exibir Nesta cena, a fita de led RGB na sanca funcionará emitindo
uma luz azulada com a intensidade de 40%, assim como
estará em funcionamento os pontos de luzes com fibra ótica
com o efeito de céu estrelado.
Leitura Ler Nesta cena, o ponto de luz central para iluminação geral
funcionará com intensidade de 50% e o ponto de luz da área
de leitura com 100% de sua intensidade.
Tabela 5: Quadro geral das cenas lumínicas.
Fonte: Arquivo pessoal, 2013.



















24
4.5.3 Anteprojeto de interiores

Após a concepção do anteprojeto criado a partir
do layout três foi feito perspectivas em software 3D
a qual foi gerada as perspectivas do ambiente
apresentadas nesse tópico.

Para área de exibição a figura (32) mostra o
ambiente com cena de iluminação com efeito céu
estrelado, ativo quando os usuários estão assistindo
ao que está sendo exibido na tela de projeção. Na
figura (33) o ambiente está com a cena de
iluminação decorativa ativa para momentos de pausa
e descontração.

Figura 32: Imagem perspectiva da aréa do home theater com efeito céu estrelado.

Fonte: Arquivo pessoal, 2013.

Figura 33: Imagem perspectiva da aréa do home theater com iluminação decorativa.

Fonte: Arquivo pessoal, 2013.





25
Figura 34: Imagem perspectiva da área de exposição.

Fonte: Arquivo pessoal, 2013.



Figura 35: Imagem perspectiva da área de leitura.

Fonte: Arquivo pessoal, 2013.









26
Figura 36: Imagem perspectiva do sofá, área de recepção.

Fonte: Arquivo pessoal, 2013.


5. Memorial descritivo – Justificativo

Esse memorial descritivo apresenta, de forma
mais específica, as principais informações da
proposta de anteprojeto, das características do
ambiente, sua finalidade e a descrição de materiais.

• Piso

Para o piso foi especificado revestimento
vinílico essence rústico candeia da marca fademac
no dimensionamento de 18,4cmx95,0cm. Esse tipo
de piso é de fácil instalação, apresenta boa
resistência e estética. Sua instalação deve ser feita de
acordo com as recomendações do catálogo do
fabricante, garantindo, assim, uma melhor qualidade
e durabilidade.

Figura 37: Piso vinílico

Fonte: www.sopiso.com.br

• Paredes

Nas paredes do hall de entrada foi aplicado
lambri de madeira a uma altura de 55cm tendo as
demais áreas do hall aplicado tecido para parede
linho terra da marca Celina Dias.


Figura 37: Tecido linho terra

Fonte: http://celinadias.com.br

Nas paredes das áreas de leitura e exibição, foi
especificado revestimento de pedra reconstruída
Laja Pizarra 20cmx5cm da marca Ecopiedra no
centro, tendo como acabamento uma moldura em
gesso liso branco.

Figura 38: Revestimento ecopiedra.

Fonte: http://ecopiedra.com
27

Na área de exibição foi especificado tinta
acrílica standard marrom copper mountain da marca
Sherwin Williams na parede onde está localizado a
tela e nas paredes laterais tinta acrílica standard na
cor bege sequin da mesma marca.

Figura 39: Tinta acrílica copper.

Fonte: www.sherwin-williams.com.br


Figura 40: tinta acrílica sequin.

Fonte: www.sherwin-williams.com.br

• Teto

No teto foi especificado chapa especial de
drywall cleaneo aleatório da knauf para conforto
térmico e acústico. Apenas a área acima do sofá, no
desnível do forro de gesso, foi aplicado gesso
acartonado simples.

Figura 41: drywall especial.

Fonte: http://knauf.com.br

• Equipamentos e acessórios

Os equipamentos e acessórios foram
especificado de acordo com as recomendações da
certificação THX para áudio e vídeo apresentados
nas imagens a seguir:

Imagem: Tela de projeção motorizada com película
matte white (tecido branco fosco) e tensionamento
lateral Retrátil Parede 95" Gaia.

Fonte: www.lojazcomtec.com.br/produto=1315453

Imagem: Projetor powerlite pro cinema 6020UB
Epson.

Fonte: www.revistahometheater.com.br/foto=479

Imagem: Receiver RX-A3020 Yamaha.

www.eventeditora.com.br/best/yamahha

Imagem: Aparelho de DVD BDP-S490 Sony.

Fonte: www.buscape.com.br/sony-bdp


28
Imagem: Caixa acústica de embutir Caixa
motorizada CXMOT-XT AMCP Eletrônica.

Fonte: http://revistahometheater.uol.com.br

Imagem: Caixa acústica central Polk Audio CSi A6.

Fonte: www.cweletro.com.br/audio-e-video

Imagem: Subwoofer ativo cube 8 advanced audio
Technologies.

Fonte: www.y2audio.com.br/cube8

Imagem: lift

Fonte: vivibright.en.alibaba.com


• Mobiliário

Os mobiliários especificados para o home
theater foram um sofá em “L” de 7 lugares em
couro, uma mesa de canto e um aparador em MDF
revestidos com laminado brando. Os nichos,
armários e o rack são de madeira de demolição
confeccionados sob medida de acordo com a
preferência dos usuários.
Para um melhor conforto na área de leitura, foi
especificado cadeiras giroflex e mesa em mdf
laqueado Agatha Designer.

6. Considerações finais

A domótica se apresenta como uma tecnologia
revolucionária nos ambientes domésticos. Ela
incorpora os novos conceitos de integração entre os
diversos equipamentos e dispositivos de uma casa
numa única central de comando.
Percebe-se que cada vez mais os usuários
demandam por soluções de automação em suas
residências visando à automatização de pequenas
tarefas diárias e repetitivas, aumento da segurança e
para o entretenimento. Dessa forma, podemos
perceber um crescente mercado consumidor dando
passos largos no Brasil.
Ao final deste trabalho, considera-se que o
presente estudo cumpre seu papel na resolução do
problema proposto, assim, como responde à sua
questão central de como pode ser composto um
sistema domótico prático, que facilite a vida
cotidiana das pessoas possibilitando melhor
autonomia e gerenciamento de tarefas, ao mesmo
tempo, em que cumpre os seus objetivos geral e
específico.
O sistema proposto mostra-se viável por ser
simplificado e aplicável a residências já construídas,
sem a necessidade de reformas e grandes
transtornos.
O presente estudo abre possibilidades para
realização de novos estudos específicos sobre a
utilização da domótica, apontando caminhos para
criação de soluções inovadoras que facilite a vida de
idosos ou portadores de deficiência.

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