FRANCO, FERNANDA MARIA (2007). Dissertação de mestrado ; mana!

NEO "I#R
1.3. O Modelo dos Cinco Grandes Fatores
Os cinco grandes fatores são definidos como agrupamentos de traços relacionados, que
sintetizam o estilo emocional dos indivíduos. Este modelo tem recebido um amplo suporte nas
últimas décadas, devido a evidências fornecidas pela anlise fatorial e!plorat"ria de con#untos
de termos ling$ísticos relacionados aos traços, de pesquisas de universalidade destas
dimens%es, e da relação de inventrios de traços com outros questionrios e avaliaç%es &'ervin
( )o*n, +,,-.. Entretanto, a anlise fatorial confirmat"ria tem re#eitado a estrutura simples
proposta por este modelo &/lu#a et al., +,,0.. 'or outro lado, 1osta e 2c1rae &344+b. afirmam
que os cinco fatores representam as dimens%es mais bsicas identificadas tanto na linguagem
natural quanto em questionrios psicol"gicos.
/ estrutura do modelo consiste de cinco grandes fatores, supostamente independentes &5e
6aad, +,,,., cada um deles subdividido em seis subfatores inter7relacionados que au!iliam na
compreensão dos resultados. /s definiç%es abai!o se referem 8s descriç%es dadas por 1osta e
2c1rae &344+b. no manual original do 9EO ':76 e reproduzidas no manual português do teste
&1osta ( 2c1rae, +,,,.. /s denominaç%es dos fatores e das facetas foram retiradas do manual
brasileiro do teste &1osta ( 2c1rae, +,,;..
a) Neuroticismo (Neuroticism – N)
O 9euroticismo avalia a adaptação e a instabilidade emocional, isto é, identifica características
de preocupação, ansiedade, insegurança e stress. / tendência geral a e!perimentar afetos
negativos, como medo, tristeza, vergon*a, raiva, culpa e desgosto é o núcleo deste fator. 'or
outro lado, pessoas com bai!o 9 são normalmente calmas, sensatas e tranq$ilas, além de
capazes de encarar situaç%es estressantes sem se entristecerem ou enraivecerem. Embora a
palavra 9euroticismo se#a um título bastante utilizado no meio clínico para este fator, o termo
Estabilidade Emocional é mais comumente usado # que denota uma qualidade positiva do
indivíduo.
b) Extroversão (Extraversion – E)
/ E!troversão, #untamente com seu outro p"lo, a introversão, certamente é o fator mais
discutido e analisado nos registros da 'sicologia 5iferencial, pois tem sido estudado desde )ung
&3443.. 'ara este autor, a E!troversão se refere a um flu!o de energia direcionada para o
mundo e!terno, enquanto a introversão se direciona para a psique, isto é, o íntimo. Embora as
teorias atuais se e!pressem de maneira menos sub#etiva e mais científica, o fator não perdeu
suas características principais, que são o direcionamento das aç%es do indivíduo e as relaç%es
interpessoais, estando presente em quase todos os modelos e inventrios de personalidade de
natureza multidimensional. /lém de gostar das pessoas e preferir grupos amplos e encontros,
os e!trovertidos são também assertivos, ativos, otimistas e falantes. <ostam de e!citação e
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estimulação e tendem a ser alegres e dispostos. 2uitas vezes, a introversão deve ser vista
como uma falta de E!troversão = mais do que seu oposto = pois não são pessoas
necessariamente tristes, infelizes e solitrias, mas sim pessoas que não possuem a e!uber>ncia
dos e!trovertidos.
c) bertura ! Ex"eri#ncia (Openness – O)
/ /bertura 8 E!periência é a menos con*ecida e mais controversa das cinco dimens%es, pois
possui altas correlaç%es com inteligência. /lguns autores inclusive consideram a capacidade
intelectual como #ustaposta 8 personalidade. Este fator caracteriza su#eitos que apreciam novas
e!periências e estão predispostos a mudanças, novas idéias, valores e concepç%es. 'or outro
lado, pessoas ?fec*adas@ simplesmente possuem um escopo mais estreito e uma intensidade de
interesses menor. Os elementos, ou facetas, de O têm um importante papel nas medidas de
personalidade, mas sua coerência em um único e amplo fator raramente é recon*ecida.
d) mabilidade (Agreeableness – )
/ /mabilidade é uma dimensão que diz respeito 8s tendências interpessoais, caracterizando
pessoas cooperativas, cordiais e simpticas com as outrasA anseiam em a#udar e acreditam que
os outros serão igualmente simpticos em troca. Em seu p"lo oposto estão pessoas
egocêntricas, irritveis e manipuladoras, céticas sobre as intenç%es al*eias, e mais competitivas
que cooperativas. /ssim como a E!troversão, este fator leva em conta, primariamente, as
tendências interpessoais. B o fator de personalidade com menor *ist"ria e possuiu um papel
ambíguo devido a sua alta carga de dese#abilidade social.
e) Conscienciosidade (Conscientiousness $ C)
O último dos cinco fatores é a 1onscienciosidade, que # foi denominada 1arter e contém
aspectos pr"7ativos e inibidores do comportamento. Ela avalia o grau de organização,
persistência e motivação, contrastando com a preguiça e o descuido. B importante na avaliação
laboral e educacional, pois representa a vontade de realizar e c*egar ao fim de algo. 'essoas
com alto 1 são escrupulosas, pontuais e confiveis. Cai!os escores não necessariamente
representam falta de princípios morais, mas essas pessoas são menos e!atas ao aplic7los,
assim como são mais displicentes no trabal*o rumo a seus ob#etivos.
O modelo Big Five não deve ser identificado diretamente com suas operacionalizaç%esA ele é um
construto científico, não um instrumento. Entretanto, o instrumento mais representativo deste
modelo, atualmente, é o NEO Personality Inventory Revised &9EO ':76A 1osta ( 2c1rae,
344+bA +,,,A +,,;., desenvolvido nas vers%es de auto7relato &Dorma E = self-report. e *etero7
observação &Dorma 6 = observer rating., para avaliar as F, facetas organizadas pelo modelo em
cinco grandes domínios. 1ada faceta é medida por oito itens e conseq$entemente cada fator é
formado por -G itens. O inventrio total é constituído por +-, itens em Escala HiIert de cinco
+
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pontos, variando de ?discordo fortemente@ a ?concordo fortemente@, sobre comportamentos,
pensamentos e sentimentos do pr"prio respondente.
O 9EO ':76 tem sido amplamente correlacionado a outros instrumentos fatoriais, como o E'J e
o 3K'D &'ervin ( )o*n, +,,-. e se tornou uma boa alternativa para a avaliação da
personalidade adulta &1osta, 2c1rae ( 2artin, +,,0.. Os cinco fatores representados são
bipolares, isto é, em um p"lo determinada característica é e!tremamente alta e no outro ela é
e!tremamente bai!a. Entre os p"los pressup%e7se *aver variação dentro de um contínuo. 9ão
e!istem pontos de corte que separem as pessoas que ?têm@ das que ?não têm@ determinado
traço, # que, teoricamente, todas as pessoas apresentam todos os traços em determinada
intensidade &1osta ( 2c1rae, 344+b.. Euas escalas são recomendadas para a avaliação de
pessoas do grupo não clínico, embora e!istam indícios de que resultados e!tremos possam ser
correspondentes a tendências psicopatol"gicas &por e!emplo, 2iller et al., +,,3A 6eLnolds (
1larI, +,,3A MeinstocI ( M*isman, +,,K..
5evido 8s constantes quei!as citadas na literatura quanto 8 bai!a precisão e validade dos
questionrios de auto7relato &<riffin, NesIet* ( <raLson, +,,-., assim como 8 pequena
convergência encontrada na aplicação de questionrios para observadores &2irels et al., 344G.,
o 9EO7':76 forma 6 vem sendo preenc*ido por pais e cOn#uges, de acordo com a situação, pois
se espera que ten*am mais con*ecimento sobre seus fil*os &Haidra et al., +,,K. e parceiros
&'ervin ( )o*n, +,,-.. Entretanto, 1osta e 2c1rae &344+a. relatam que os cinco fatores são
invariantes com relação ao método de administração do instrumento. Este modelo também tem
sido considerado invariante em seu número de fatores em estudos entre culturas, isto é, os
traços de personalidade e!istem e funcionam apro!imadamente da mesma forma em vrias
culturas &por e!emplo, 1osta et al., +,,-A 2c1rae et al., 344GA Perracciano, +,,F..
:nterpretação dos perfis segundo os cinco domínios
9euroticismo &9 7 Neuroticism)
Eegundo 1osta e 2c1rae &344+a., a tendência a vivenciar estados emocionais negativos que
interferem na adaptação é, provavelmente, um dos determinantes de que *omens e mul*eres
com altos escores em 9 se#am propensos a apresentar idéias irracionais, a serem pouco *beis
em controlar seus impulsos e a lidar pobremente com o estresse.
1omo o pr"prio nome sugere, pacientes com neuroses tendem a apresentar altos escores neste
fator &ELsencI, N. ( ELsencI, E., 34;0. e alguns deles podem vir a apresentar problemas
psiquitricos. 2as a escala 9 do 9EO ':76, assim como as outras escalas, mede a dimensão
normal da personalidade e, portanto, 9 não pode ser considerada uma medida de
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psicopatologia. B possível obter altos escores em 9 e, entretanto, não apresentar nen*um tipo
de transtorno psiquitrico. E, ao contrrio, nem todas as categorias psiquitricas implicam altos
níveis de 9. 'or e!emplo, um indivíduo pode apresentar um transtorno de personalidade anti7
social sem apresentar alto 9.
:ndivíduos que apresentam resultados bai!os em 9 são emocionalmente estveis, normalmente
calmos, moderados, tranq$ilos e são capazes de encarar situaç%es estressantes sem aborrece7
rem7se ou perturbarem7se.
E!troversão &E 7 Extraversion)
E!trovertidos são sociveis, preferem grupos amplos e reuni%es de pessoas, são também
assertivos, ativos e falantes. <ostam de e!citação e estimulação, e tendem a ser alegres e bem
dispostos. Eão positivos, enérgicos e otimistas. Qendedores representam o prot"tipo de
e!trovertidos na cultura ocidental. Os bai!os escores em e!troversão, ou introvertidos, são mais
reservados do que Rpouco amigveisR, são mais independentes do que seguidores, Rmedem
seus passosR mais do que são apticos. :ntrovertidos podem dizer que são tímidos quando
preferem ficar sozin*os. 9a realidade, eles não sofrem, necessariamente, como os tímidos, de
ansiedade social. Dinalmente, embora não consigam ter o espírito altamente e!uberante dos
e!trovertidos, introvertidos não são infelizes ou pessimistas. Essas distinç%es são fortemente
amparadas por pesquisas e formam um dos avanços conceituais mais importantes no modelo
dos 1<D &1osta ( 2c1rae, 34G,A 2c1rae ( 1osta, 34G;.. Eegundo 1osta e 2c1rae &344+a..
quebraiS os paradigmas mentais que ligam os pares Rfeliz7infelizR, Ramigvel7*ostilR, Rsocivel7
tímidoR permite novos e importantes esclarecimentos sobre a personalidade.
/bertura a e!periências &O 7 Openness)
:ndivíduos RabertosR são curiosos sobre seus mundos tanto interno quanto e!terno, e suas vidas
são ricas em e!periências. Eles são dispostos a se divertir com novas idéias e valores não
convencionais e e!perienciam tanto emoç%es positivas quanto negativas mais fortemente que
os indivíduos Rfec*adosR. Entretanto, não se deve confundir a valorização da novidade dos
indivíduos altamente abertos com a busca de sensaç%es dos altamente e!trovertidos. Tm
cientista, por e!emplo, pode apresentar uma alta abertura a novos conceitos e idéias, mas não
necessariamente realiza atividades para provocar sensaç%es ou e!citação.
'essoas com escores bai!os em O tendem a apresentar comportamento convencional e ponto
de vista conservador. Elas preferem o familiar ao novo, e suas respostas emocionais não se
apresentam de forma descomedida. Embora, segundo 1osta e 2c1rae &344+a., escores altos
ou bai!os em O possam influenciar na forma de defesa psicol"gica utilizada, não * evidências
de que Rse fec*arR se#a uma reação de defesa generalizada. 9a realidade, é provvel que
pessoas Rfec*adasR simplesmente possuam um estreito escopo de interesses. Eimilarmente,
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embora tendam a ser social e politicamente conservadoras, pessoas Rfec*adasR não devem ser
vistas como autoritrias. Dalta de abertura não implica intoler>ncia *ostil ou agressão autoritria.
Essas características são mais comuns em pessoas com escores muito bai!os em /.
Tma outra distinção deve ser feita no p"lo da abertura. :ndivíduos abertos são não convencio7
nais, dispostos a questionar autoridades e preparados para se entreter com novas idéias éticas,
sociais e políticas. Essas tendências, entretanto, não significam que eles se#am Rsem princípiosR.
Tma pessoa aberta pode aplicar seu sistema de valores de forma conscienciosa da mesma
forma que faria um tradicionalista. Tma pessoa aberta pode parecer mais saudvel ou mais
madura para muitos psic"logos. 9o entanto, o valor de escores altos ou bai!os em O depende
do que é requerido em cada situação, e tanto indivíduos com escores altos quanto aqueles com
escores bai!os são úteis 8 sociedade.
/mabilidade &/ 7 greeableness)
Eegundo 1osta e 2c1rae &344+a., a pessoa amvel é fundamentalmente altruísta. Ela é
simptica com os outros e anseia por a#ud7los. /credita que, em contrapartida, os outros serão
igualmente amveis. Em contraste, a pessoa antagonista, ou não cordial, é egocêntrica, cética
sobre as intenç%es dos outros e mais competitiva do que cooperativa.
Pambém é o caso de que as pessoas amveis se#am mais populares que os indivíduos antago7
nistas, mas, em contrapartida, podem ser mais vulnerveis em situaç%es de competição. 1omo
nen*um p"lo dessa dimensão é intrinsecamente mel*or do ponto de vista da sociedade,
nen*um é necessariamente mel*or em termos de saúde mental dos indivíduos. NorneL &34-0.
apresentou duas tendências neur"ticas 7 movimentar7se contra as pessoas ou movimentar7se
em direção 8s pessoas 7 que se assemel*am 8s formas patol"gicas de amabilidade e
antagonismo. Tm escore bai!o em / é associado com Pranstornos de 'ersonalidade 9arcisista,
/nti7social e 'aran"ide, enquanto um escore alto é associado com Pranstorno de 'ersonalidade
5ependente &1osta ( 2c1rae, 344,..
1onscienciosidade &1 7 !onscientiousness)
O indivíduo consciencioso é, descrito por 1osta e 2c1rae &344+a. como uma pessoa propo7
sitada, com força de vontade, determinada. 'rovavelmente poucas pessoas se tornam grandes
músicos ou atletas sem um nível razoavelmente alto nesse traço. 5igman e PaIemoto71*ocI
&34G3. se referem a esse domínio como Rdisposição para a realizaçãoR "#ill to c$ievement)% 5o
lado positivo, alto 1 é associado com realização acadêmica e ocupacionalA do lado negativo,
pode induzir a um estado de alta e!igência, limpeza compulsiva ou compulsão pelo trabal*o.
1 alto é associado a pessoas escrupulosas, pontuais e confiveis. Escores bai!os não são
necessariamente desprovidos de princípios morais, mas indicam pessoas menos e!igentes ao
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aplic7los ou simplesmente mais distraídas. N alguma evidência de que são mais *edonistas e
interessadas em se!o &2c1rae, 1osta ( Cusc*, 34GK..
%om&nios
9euroticismo
E!troversão
/bertura
/mabilidade
1onscienciosidade
Facetas de Neuroticismo
/nsiedade
6aivaUNostilidade
5epressão
EmbaraçoU1onstrangimento
:mpulsividade
Qulnerabilidade
Facetas de Extroversão
/col*imento
<regarismo
/ssertividade
/tividade
Cusca de Eensaç%es
Emoç%es 'ositivas
Facetas de bertura
Dantasia
Estética
Eentimentos
/ç%es variadas
:déias
Qalores
Facetas de mabilidade
1onfiança
Dranqueza
/ltruísmo
1omplacência
2odéstia
Eensibilidade
Facetas de Conscienciosidade
1ompetência
Ordem
Eenso do dever
Esforço por realizaç%es
/utodisciplina
'onderação
K
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'ub(atores
&93. /nsiedade
&9+. 6aivaUNostilidade
&9F. 5epressão
&9-. 1onstrangimento
&90. :mpulsividade
&9K. Qulnerabilidade

&E3. /col*imento
&E+. <regarismo
&EF. /ssertividade
&E-. /tividade
&E0. Cusca de emoç%es
&EK. Emoç%es positivas

&O3. Dantasia
&O+. Estética
&OF. Eentimentos
&O-. /ç%es
&O0. :déias
&OK. Qalores

&/3. 1onfiança
&/+. Dranqueza
&/F. /ltruísmo
&/-. 1omplacência
&/0. 2odéstia
&/K. Eensibilidade

&13. 1ompetência
&1+. Ordem
&1F. 1umprimento do dever
&1-. Esforço por realizaç%es
&10. /utodisciplina
&1K. 5eliberação
/E D/1EP/E
N uma série de vantagens na estratégia de avaliar uma variedade de facetas. 'rimeiro, as7
segura que os itens usados para medir o domínio cubram um espectro de pensamentos,
sentimentos e aç%es tão amplo quanto possível. / escala 9, por e!emplo, inclui itens que
medem *ostilidade, depressão, autocontrole, impulsividade e vulnerabilidade ao estresse, bem
como ansiedade. /s facetas são, portanto, delineadas para refletir as maiores dimens%es de
personalidade.
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Em segundo lugar, dispor de uma série de facetas independentes para cada domínio per mite a
replicação interna dos resultados. 'or e!emplo, cada uma das facetas de 9 é signifi cativamente
relacionada ao afeto negativo e 8 bai!a satisfação na vida &1osta ( 2c1rae, 34G-., o que
permite assegurar que 9 est, de fato, relacionado ao bem7estar psicol"gico. 5a mesma forma,
os clínicos que percebem que um paciente é alto em ansiedade, *ostilidade e constrangimento,
bem como depressão, podem estar seguros de que aquele apresenta profundo estresse
psicol"gico.
/ terceira e crucial vantagem da abordagem multifacetada para a medida dos cinco fatores
surgiu do fato de que diferenças individuais podem ser encontradas dentro dos domínios.
/bertura a fantasia, estética, sentimentos, aç%es, idéias e valores co7variam para formar o
domínio /bertura &O.. :ndivíduos com escores altos em uma das facetas apresentam escores
altos também nas outras. 2as isso é somente uma e!pressão de probabilidade. /lguns indi 7
víduos, por e!emplo, são abertos para novas idéias mas não para valores ou são abertos para
sentimentos mas não para estética. Essas diferenças individuais dentro do domínio são estveis
ao longo do tempo e confirmadas por *eteroavaliaç%es &2c1rae ( 1osta, 344,., de tal forma
que elas podem ser consideradas como fatos reais de personalidade e não apenas como
variação aleat"ria.
Tm e!ame das facetas pode promover uma anlise mais refinada das pessoas ou dos grupos.
:sso pode ser particularmente esclarecedor quando o escore do domínio geral est na fai!a
média. 'or e!emplo, um indivíduo cu#o escore médio / inclui /ltruísmo muito bai!o e 1om7
placência muito alta reagir diferentemente do indivíduo que apresenta um igual escore em /,
mas com um padrão de alto /ltruísmo e bai!a 1omplacência.
Dinalmente, uma informação detal*ada a partir da consideração dos escores das facetas pode
ser útil na interpretação de construtos e formulação de teorias. / E!troversão é sabidamente
relacionada com bem7estar psicol"gico &1osta ( 2c1rae, 34G-., mas um ol*ar mais detal*ado
mostra que duas das facetas, /col*imento e Emoç%es 'ositivas, são as principais responsveis
por esta associação. 'or outro lado, a faceta Cusca de Eensaç%es não est relacionada com o
bem7estar. Pais resultados têm importante implicaç%es para a teoria da personalidade.
Dacetas de 9euroticismo
"N - Neuroticism)
9:V /nsiedade
:ndivíduos ansiosos são apreensivos, medrosos, nervosos, tensos, propensos a preocupaç%es,
agitados. / escala não mede condutas f"bicas e medos específicos, mas escores mais altos são
provveis de apresentar tais medos, assim como ansiedade flutuante. Escores bai!os são
G
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calmos e rela!ados, não remoem coisas que poderiam dar errado, não antecipam catstrofes e,
portanto, são menos provveis de apresentar estados emocionais negativos.
9+V 6aivaUNostilidade
Essa escala mede a prontidão do indivíduo para e!perimentar a raivaA a e!pressão da raiva,
contudo, depender do nível de /mabilidade do indivíduo. Entretanto, pessoas não cordiais
freq$entemente têm escores altos nesta escala. Escores bai!os são pessoas fceis de lidar,
além de apresentarem bai!a reatividade 8 raiva.
9FV 5epressão
/ltos escores estão predispostos a sentimentos de culpa, tristeza, desesperança e solidão. Eles
são facilmente desencora#ados e freq$entemente desanimados. Cai!os escores raramente
e!perienciam tais emoç%es, mas não são necessariamente alegres e despreocupados, pois
essas características estão associadas com E!troversão.
9-V EmbaraçoU1onstrangimento
:ndivíduos que se constrangem facilmente, ficam desconfortveis ante outras pessoas, são
sensíveis ao ridículo e tendem a se sentir inferiores. Essa faceta apro!ima7se da timidez. Os
bai!os escores não necessariamente são seguros de si ou têm boas *abilidades sociaisA eles
simplesmente são menos perturbados por situaç%es sociais incOmodas.
90V :mpulsividade
5ese#os &p. e!.V comida, tabaco, possess%es. são percebidos como sendo tão fortes que o
indivíduo com alto escore não consegue resistir a eles, apesar de poder se arrepender posterior7
mente de seu comportamento. Cai!os escores ac*am fcil resistir a tais tentaç%es, tendo uma
alta toler>ncia 8 frustração.
9KV Qulnerabilidade
/ faceta final de 9 é a vulnerabilidade ao estresse. :ndivíduos que têm altos escores nessa
escala sentem7se incapazes de lidar com o estresse, tornando7se dependentes,
desesperançosos ou entram em p>nico quando enfrentam situaç%es de emergência. Os bai!os
escores se percebem como sendo capazes de conduzir7se em situaç%es difíceis.
Dacetas de E!troversão &E 7 Extmversion)
E3V /col*imento
/s pessoas acol*edoras são afetuosas e amigveis. Elas genuinamente gostam das pessoas e
facilmente formam vínculos pr"!imos com os outros. Escores bai!os não são *ostis nem
necessariamente sem compai!ão, mas são mais formais, reservados e distantes que os escores
altos. Essa faceta é a que mais se apro!ima de /.
E+V <regarismo
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'essoas gregrias desfrutam da compan*ia dos outros, e quanto mais mel*or. Escores bai!os
nessa escala tendem a ser pessoas solitrias que não procuram 7 ou mesmo evitam ativamente
7 a estimulação social.
EFV /ssertividade
/ltos escores nesta escala são dominantes, vigorosos e ascendentes socialmente. Dalam sem
e!citação e freq$entemente se tornam líderes de grupos. Os escores bai!os preferem se manter
em segundo plano e dei!ar os outros aparecerem e falarem.
E-V /tividade
Tm alto escore é visto em pessoas agitadas, geis e din>micas, no sentido de energia e vigor e
com uma necessidade de se manterem ocupadas. 'essoas ativas levam vidas de ritmo rpido.
Os bai!os escores são mais vagarosos e calmos, apesar de não serem necessariamente lerdos
ou preguiçosos.
E0V Cusca de sensaç%es
/ltos escores nessa escala anseiam por e!citação e estimulação. <ostam de cores bril*antes e
ambientes barul*entos. Escores bai!os sentem pouca necessidade de emoç%esUe!citaç%es
fortes e preferem um estilo de vida considerado pelos altos escores como RentedianteR.
EKV Emoç%es positivas
/ltos escores nessa escala riem com facilidade e freq$entemente são alegres e otimistas.
Cai!os escores não são necessariamente infelizesA eles são apenas menos e!uberantes e
menos bem *umorados.
Dacetas de /bertura &O 7 Openness)
Eegundo 1osta e 2c1rae &344+a., convencionalmente as facetas de O são designadas a cobrir
aspectos ou reas de e!periências para as quais o indivíduo est aberto. 'ortanto, uma pessoa
com alto escore na escala de Dantasia deleita7se com novas, ricas e variadas e!periências em
seu mundo de fantasias, ou um alto escore na escala de idéias desfruta de novas e!periências,
ricas e variadas, em sua vida intelectual. 9as publicaç%es, o termo &abertura a%%%& '
freq$entemente e!presso. 'or e!emplo, 2c1rae e 1osta &34G4a, p. F+. escreveram que Ro
2CP: &2Lers7Criggs PLpe :ndicator. escala PD... foi diretamente relacionado a /bertura a
EentimentosR.
O3V Dantasia
:ndivíduos que têm abertura 8 fantasia deva7neiam não apenas como uma forma de escape,
mas como uma maneira de criar para si mesmos um mundo interno interessante. Eles elaboram
e desenvolvem suas fantasias e acreditam que a imaginação contribui para uma vida rica e
criativa. Cai!os escores são mais prosaicos e preferem manter suas mentes em tarefa
concretas.
3,
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O+V Estética
/ltos escores nessa escala são movidos pela poesia, absorvidos pela música e intrigados pela
arte. 9ão necessariamente possuem talentos artísticos, nem sempre são aquelas a quem as
pessoas consideram de Rbom gostoRA mas, para muitos deles, seu interesse nas artes os leva a
desenvolver um con*ecimento e uma apreciação mais amplos do que o indivíduo médio. Cai!os
escores são relativamente insensíveis e desinteressados em arte e beleza.
OFV Eentimentos
/ltos escores e!perienciam estados emocionais mais profundos e diferenciados assim como
sentem felicidade e infelicidade mais intensamente que outras pessoas. Cai!os escores são um
tanto embotados afetivamente e não acreditam que estados emocionais possuam muita
import>ncia.
O-V /ç%es variadas
/ltos escores nesta escala preferem novidade e variedade 8 familiaridade e rotina. 1om o tem7
po, podem se enga#ar em uma série de atividades diferentes. Escores bai!os ac*am difícil
mudar e preferem se manter com a segurança do # con*ecido.
O0V :déias
/ltos escores apreciam tanto argumentos filos"ficos quanto desafios mentais. /bertura a idéias
não implica necessariamente inteligência alta, apesar de que ela pode contribuir para o
desenvolvimento de potencial intelectual. Cai!os escores na escala têm curiosidade limitada e,
se altamente inteligentes, focam seus recursos estritamente em t"picos limitados.
OKV Qalores
:ndivíduos fec*ados tendem a aceitar a autoridade e *onrar tradiç%es e, como conseq$ência,
são geralmente conservadores, independentemente do partido político a que pertençam.
/bertura a valores pode ser considerada oposta ao dogmatismo.
Dacetas de /mabilidade
/3V 1onfiança
'essoas com altos escores estão dispostas a acreditar que os outros são *onestos e bem in7
tencionados. Cai!os escores nessa escala tendem a ser cínicos e céticos e assumem que os
outros podem ser desonestos e perigosos.
/+V Dranqueza
:ndivíduos com altos escores são francos, sinceros e ingênuos. Cai!os escores estão mais
dispostos a manipular e enganar os outros por meio de adulação ou astúcia. Eles vêem essas
tticas como *abilidades sociais necessrias e podem considerar as pessoas francas como in7
gênuas. Juando se interpreta essa escala &assim como também as outras facetas de / e 1., é
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de especial import>ncia lembrar que os escores refletem uma posição relativa a outros
indivíduos. Tm bai!o escore nessa escala é mais provvel de adaptar a verdade ou ser
comedido em e!pressar seus sentimentos verdadeiros, mas não se deve interpretar que a
pessoa é desonesta ou manipuladora. 'articularmente, essa escala não deve ser considerada
como uma escala de avaliação da mentira, se#a para fins de validar o pr"prio teste ou para fazer
prediç%es a respeito da *onestidade no emprego ou em outros locais.
/FV /ltruísmo
/ltos escores nessa escala dão import>ncia ao bem7estar dos outros e assim demonstram
espontaneamente generosidade, consideração e disposição para assistir aqueles que precisam
de a#uda. Cai!o escores nessa escala são autocentra7dos e relutantes em se envolver nos
problemas al*eios.
/-V 1omplacência
/ltos escores tendem a deferir, inibir a agressão, perdoar e esquecer. <eralmente as pessoas
são d"ceis e meigas. Escores bai!os são agressivos, preferem competir a cooperar e não
relutam em e!pressar raiva quando necessrio.
/0V 2odéstia
/ltos escores nessa escala são *umildes e apagados, apesar de não necessariamente l*es
faltar autoconfiança e auto7estima. Cai!os escores acreditam que são pessoas superiores e
podem ser consideradas presunçosas e arrogantes pelos outros. / falta patol"gica de modéstia
é parte da concepção clínica de narcisismo.
/KV Eensibilidade
/ltos escores agem sempre considerando as necessidades al*eias e enfatizam o lado *umano
das políticas sociais. Cai!os escores são mais impiedosos e menos movidos pela compai!ão.
Eles considerariam a si mesmos realistas por tomar decis%es racionais baseadas em uma l"gica
fria.
Dacetas de 1onscienciosidade
&1 7 !onscientiousness)
13V 1ompetência
/ltos escores nessa escala se sentem bem preparados para lidar com a vida. Cai!os escores
têm uma opinião mais desfavorvel sobre suas *abilidades e admitem que muitas vezes são
despreparados e inaptos.
1+V Ordem
/ltos escores nessa escala são arrumados e bem organizados. Eles mantêm as coisas em seus
pr"prios lugares. Cai!os escores são incapazes de serem organizados e se descrevem como
3+
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não met"dicos. Hevada aos e!tremos, alta Ordem pode contribuir para um Pranstorno de
'ersonalidade 1ompulsiva.
1FV Eenso do dever
/ltos escores nessa escala mantêm7se fiéis estritamente aos seus princípios éticos e
escrupulosamente cumprem suas obrigaç%es morais. Cai!os escores são mais casuais quanto a
esses aspectos e podem ser menos confiveis.
1-V Esforço por realizaç%es
/ltos escores nessa faceta têm níveis de aspiração mais altos e trabal*am duro para alcançar
seus ob#etivos. Eão diligentes e determinados e têm um senso de direção na vida. Escores
muito altos, contudo, podem investir muito em suas carreiras e tornar7se viciados em trabal*o.
Cai!os escores são distraídos e talvez preguiçosos. 9ão são motivados para o sucesso. Dalta7
l*es ambição e podem parecer sem rumo, mas muitas vezes estão perfeitamente contentes com
seus bai!os níveis de realização.
10V /utodisciplina
/ltos escores têm a *abilidade de motivarem a si mesmos para terminar um trabal*o. Cai!o
escores procrastinam o começo de uma tarefa doméstica, são facilmente desencora#ados e
anseiam por desistir. Essa faceta não deve ser confundida com a :mpulsividade. /s pessoas
altas em :mpulsividade não conseguem resistir a fazer aquilo que não dese#am fazerA enquanto
pessoas com bai!a autodisciplina não podem se forçar a fazer aquilo que gostariam de fazer. /
primeira requer estabilidade emocional e a segunda necessita um grau maior de motivação.
1KV 'onderação
Pendência a pensar cuidadosamente antes de agir. /ltos escores nessa faceta são cuidadosos
e deliberadores. Cai!os escores são apressados e freq$entemente falam ou agem sem
considerar as conseq$ências. 9a mel*or das *ip"teses, escores bai!os são espont>neos e
capazes de tomar decis%es súbitas quando necessrio.
/dministração
O 9EO ':76 pode ser administrado em grupos ou individualmente. O ambiente de aplicação
deve ser confortvel e livre de distraç%es, com iluminação adequada, uma mesa com cadeira e
um lpis. Ee o respondente usa "culos, o aplicador deve certificar7se de que ele o este#a usando
enquanto responde ao teste. O e!aminador deve motivar o avaliando na tarefa de responder a
todos os itens do teste. 1om isso, ob#etiva7se reduzir a possibilidade de respostas em uma
mesma direção ou respostas aleat"rias aos itens. Ee isso ocorrer, poder *aver anulação do
protocolo.
Orientaç%es para aplicação
3F
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5isponibilize ao respondente o livreto de e!ercício com os itens, a fol*a de respostas e um lpis.
Eolicite que leia as instruç%es para responder ao 9EO ':76 e que preenc*a os dados de identifi 7
cação requeridos na fol*a de respostas.
/p"s o respondente ter preenc*ido os dados de identificação e lido as instruç%es, pergunte se
ele tem alguma dúvida. Juando todas as dúvidas tiverem sido respondidas, peça ao
respondente que v para a pr"!ima pgina e comece. N(o existe limite de tempo para o
preenc$imento do teste% / maioria dos respondentes, na amostra brasileira, demorou por volta
de -0 a K, minutos. Em geral, observou7se que quanto maior era o nível de instrução, menor era
o tempo de leitura e resposta.
'rocedimentos alternativos de administração
9a versão americana, é permitido que os respondentes preenc*am o questionrio em casa.
Essa prtica não é encora#ada no Crasil, pois é de con*ecimento dos pesquisadores, e dos
clínicos em geral, o bai!o índice de devolução de questionrios ou a devolução de questionrios
incorretamente respondidos. 9o entanto, pode acontecer de algum respondente solicitar o
preenc*imento fora da visão do aplicador &p. e!.V dificuldade do paciente em locomover7se até o
local do avaliador.. 9esse caso, o profissional é responsvel pela proteção da integridade do
teste.
Pambém é possível ocorrer que algum respondente ten*a bai!a visão ou, por alguma razão, ter
problemas de leitura &p. e!.V disle!ia.. 9esses casos, permite7se que o e!aminador leia os itens
do instrumento em voz alta e marque as respostas na fol*a pelo e!aminando. 9o entanto, o
aplicador deve estar atento a qualquer evidência de desconforto, dese#abilidade social ou
aquiescência do respondente.
Orientaç%es para pontuação e correção
/. 6espostas perdidas
E!amine a fol*a de respostas e este#a certo de que apenas uma resposta foi dada a cada item.
Ee encontrar itens não respondidos, peça ao respondente que complete o teste. Em situaç%es
de aplicação coletiva, se o respondente não compreendeu o significado do item ou não est
certo quanto 8 resposta, sugira que ele marque a opção Neutro%
Ee o respondente dei!ou de responder a algum item e não est disponível ao e!aminador, este
deve determinar se os dados são vlidos para pontuação e interpretação. 9esse sentido, ' mui-
to importante que o avaliador leve em conta os seguintes critérios para considerar um protocolo
como invlidoV
1. -3 ou mais dos itens sem resposta, mesmo que alternadamente. Ee estiverem sem resposta
menos de -3 itens, eles devem ser marcados como neutros.
3-
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2. 9a ausência de mais de F respostas em cada escala, as facetas individuais devem ser
interpretadas com ressalvas. Em caso de pesquisas com amostras amplas, a média do grupo
para um item pode ser acrescentada ao item perdido.
C. Qerificação da validade das respostas :tens de lembrete
Os itens / e C apresentados na fol*a de respostas servem para c*ecar a validade e a#udam a
certificar7se de que o respondente fez o teste completo e acuradamente.
Os itens / e C, perguntam se o su#eito respondeu a todos os itens e se respondeu nos locais
corretos. O ob#etivo é lembr7lo de completar os itens dei!ados em branco e de c*ecar se as
suas respostas foram marcadas corretamente. Ee o respondente respondeu R9ãoR ao item /, o
e!aminador deve e!plorar as raz%es para ter dei!ado as respostas em branco e ver as
instruç%es para respostas perdidas. / resposta R9ãoR ao item C indica distração ao fazer o teste
e normalmente invalida os resultados. O e!aminador pode discutir com o respondente os
motivos da resposta para determinar se os dados são vlidos.
/quiescência
Podas as escalas do 9EO ':76 foram construídas de forma a controlar o efeito da Raquies7
cênciaR &tendência 8 anuência.. 'ara controlar a aquiescência, conte o número de R1oncordoR e
R1oncordo DortementeR. Em uma ampla amostra de voluntrios americanos &1osta, 2c1rae (
5Le, 3443., 44W dos respondentes concordaram com até 30, itens. 9o Crasil, observou7se que
4-,GW da amostra concordaram com até 30, itens. 'ortanto, se aparecerem mais de 30,
R1oncordoR eUou R1oncordo DortementeR, o teste deve ser interpretado com cautela, pois uma
forte aquiescência pode ter influenciado os resultados.
Pendência a discordar
B contrria 8 aquiescência e é indicada por um pequeno número de respostas R1oncordoR e
R1oncordo DortementeR. 'ara identificar essa tendência, deve7se contar o número de respostas
afirmativas. /pro!imadamente 3W de uma amostra de voluntrios americanos &1osta, 2c1rae (
5Le, 3443. concordou com até 0, itens. 9o Crasil, somente ,,+W da amostra concordou com
até 0, itens. 'ortanto, se o respondente concordar com menos de 0, itens, o teste dever ser
interpretado com cautela.
6espostas aleat"rias
Ocasionalmente, os respondentes podem não ser cooperativos e responder aos itens de forma
descuidada e aleat"ria, principalmente quando a aplicação é feita de forma coletiva e fora do
conte!to de avaliação &p. e!.V durante o ensino do instrumento a alunos de psicologia.. :sso
acontece mais comumente quando o e!aminador não oferece uma e!planação suficiente acerca
da proposta da testagem. Eu#eitos pouco interessados podem responder ao acaso para
30
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terminarem mais rpido o teste. O e!aminador pode evitar esse problema certificando7se de que
o teste se#a apresentado de forma a motivar o respondente.
/s respostas aleat"rias podem ser avaliadas visualmente. 'ara tanto, verifica7se se e!iste uma
mesma opção de resposta ao longo de vrios itens consecutivos. 1osta e 2c1rae &344+a.
relacionam os crit'rios para invalidar a pontua)(o e a interpreta)(o formal do 9EO ':76. Eles
sãoV
3. K ou mais respostas consecutivas R5iscordo DortementeR &na amostra brasileira apenas ,.KW
da amostra apresentou essa situação.A
2. 4 ou mais respostas consecutivas R5iscordoR &na amostra brasileira apenas ,.;W da amostra
apresentou essa situação.A
3. 3, ou mais respostas consecutivas R9eutroR &na amostra brasileira apenas ,.GW da amostra
apresentou essa situação.A
4. 3- ou mais respostas consecutivas R1oncordoR &na amostra brasileira apenas ,.3W da
amostra apresentou essa situação.A
5. 4 ou mais respostas consecutivas R1oncordo DortementeR &na amostra brasileira apenas ,.+W
da amostra apresentou essa situação..
)*+,-O %O .E'.E
'ara avaliar o teste proceda da seguinte maneiraV
1. :nstale o 1rivo de 1orreção :nformatizado no computador.
2. 1oloque a c*ave que acompan*a o softXare do 1rivo de 1orreção :nformatizado em uma
porta TEC do computador.
1. :nicialize o 1rivo de 1orreção :nformatizado.
3. Qerifique as licenças disponíveis, escol*a a opção 9EO ':76 e clique em EYE1TP/6.
2. /parece a tela de 1adastro do 1andidato.
4. 'reenc*a os dados solicitados e clique em E/HQ/6.
5. Eelecione o nome da pessoa a ser avaliada e clique em 5:<:P/6.
6. Tma tela com a fol*a para transcrever as respostas ser aberta.
7. /o finalizar a transcrição clique em 6EETHP/5OE.
8. O sistema pede a confirmação dos dados &verifique se não * nada a ser corrigido, caso
este#a tudo correto clique em E:2..
9. O sistema mostra a tela de 1onfiguração do 6elat"rio.
10. 1lique em Pabela, depois em <rfico para selecionar as opç%es de visualização.
11. 1lique em Qisualiza 6elat"rio e depois em imprimir. 'ara maiores informaç%es sobre o 1rivo
:nformatizado, consulte o 2anual do softXare que acompan*a o produto.
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O avaliador não deve esquecer nunca de verificar a validade das respostas. 5eve consultar
antes de transpor para a fol*a de avaliação informatizada o item Orientaç%es para pontuação e
correção.
Estabelecimento de perfis
Juando você avalia o 9eo7':76, utilizando o 1rivo de 1orreção :nformatizado, depois de
preenc*er a fol*a de avaliação que aparece na tela, basta você clicar no botão 6esultado e
a#ustar as configuraç%es do relat"rio &tipo de tabela e grfico., que ter um perfil miniaturizado
do teste, # com os escores P.
Orientação para elaboração dos perfis
Ee o perfil fornecido pela avaliação através do 1rivo de 1orreção :nformatizado e miniaturizado
não l*e agradar visualmente, você poder obter um perfil de mais fcil visualização
transportando os dados para as fol*as de perfil comercializadas opcionalmente pela Qetor. ,
E!istem quatro tipos de fol*as opcionaisV três de perfis, além de uma de síntese dos resultados.
/s fol*as de perfis, nas quais # estão impressos os escores P, percentil e zona de classificação,
estão dispostas em 9ormas para /dultos do Ee!o Deminino, 9ormas para /dultos do Ee!o
2asculino e 9ormas <erais para /dultos.
O perfil miniaturizado obtido através da impressão dos resultados do teste mostra7se mais útil
quando você trabal*a na rea de 6N avaliando pessoas, cu#os resultados precisam ser mais
rpidos.
Orientaç%es para interpretação
'ara interpretar os resultados do 9EO ':76, o profissional precisa estar familiarizado com os
fundamentos da testagem psicol"gica, con*ecer as raz%es te"ricas e empíricas do modelo 1<D
&sugerem7se as leituras nacionais listadas nas referências bibliogrficas., saber o que a escala
mede e as implicaç%es para o funcionamento psicol"gico do indivíduo, além de ser competente
em integrar os escores das escalas dentro de um perfil significativo.
3;