Estratégias de plantio de igrejas – Parte Dois

Por Ronaldo Lidório
Neste capítulo continuaremos a pensar sobre as estratégicas para plantio de igrejas e
assim estarei propondo algumas estratégias que poderão ser aplicadas nos mais diversos
contextos (urbano, rural e tribal de !orma relevante"
#stratégia $
Pesquisa e compreensão da sociedade local
%entar alcan&ar pessoas, evangeli'()las e agrup()las em comunidades cristãs, sem antes
compreend*)las, é demonstra&ão de soberba e !alta de sabedoria" + preciso compreender
a popula&ão local antes de abord()la com o evangel,o"
#m seu livro -#les gostam de .esus mas não da /greja01$2 3an identi!ica uma gera&ão
jovem, globali'ada, pos)moderna e pós igreja, na 4mérica do Norte, que admira .esus
mas nutre repulsa pela /greja" %al identi!ica&ão !oi crucial para o processo de plantio de
igrejas que se espal,ou por v(rias partes da 4mérica" 5ma prega&ão a partir da igreja)
povo e não igreja)institui&ão" Programa&6es evangelísticas sempre !ora do templo"
/ntencional proclama&ão de 7risto, sua pure'a e verdade" 3urante o discipulado, porém,
a introdu&ão dos conceitos bíblicos da /greja" 8ua nature'a, valor e limita&6es"
8em uma pesquisa e compreensão da sociedade local 3an certamente não teria
alcan&ado mil,ares e mil,ares de jovens que normalmente jamais entrariam em um
templo e possuíam uma clara barreira contra uma mensagem com a !ace da /greja" 9as
eram simp(ticos a .esus"
4lgumas perguntas devem ser respondidas inicialmente em uma pesquisa para
compreensão da sociedade com a qual iremos ou j( estamos trabal,ando" :uantos eles
são, onde se locali'am, quais os seus meios de subsist*ncia, de onde vem, como se
dividem, como se relacionam, qual a religião predominante, quais outras religi6es
minorit(rias mais in!luentes, como se organi'am e quais são seus grupos de
a!inidade1;2"
/niciativas como a 8epal (8ervindo Pastores e Líderes1<2 colaboram de !orma
expressiva para compreendermos a cidade e região onde somos direcionados a plantar
uma igreja dando assim passos mais seguros no desenvolvimento de estratégias" Rubens
9u'io1=2 nos di' que -o >rasil ;$ tem a pesquisa como um dos elementos c,aves para o
cumprimento dos seus objetivos" 8e desejarmos ver o >rasil in!luenciado pelo
evangel,o, com igrejas locali'adas estrategicamente ao alcance de todo brasileiro,
necessitamos tomar con,ecimento de quem somos, onde estamos, qual o nosso
potencial, até onde temos avan&ado, para onde estamos indo, e assim por diante"
#nquanto não tivermos a in!orma&ão qualitativa e quantitativa, o risco de tomarmos
uma decisão errada é muito maior0"
#m seu artigo -/mplanta&ão de igrejas saud(veis ? a mel,or estratégia01@2 9u'io
prop6e alguns passos para uma pesquisa do contexto sócio)cultural e ,istórico de uma
cidadeA
a 7oletar dados disponíveis e previamente compilados que apontem para as di!erentes
realidades religiosas, ,istóricas, sociais, e culturais da cidade ou bairro"
b 4dquirir um mapa estratégico de miss6es urbanas que conten,a as divis6es sócio)
econBmicas, geopolíticas e urbanas da cidade ou região"
c Responder algumas perguntas b(sicas para cada bairro ou região da cidade visitando
os centros religiosos, associa&6es de moradores, projetos sociais, ,ospitais e outros
locais importantes"
d 4plicar pesquisa quantitativa de igrejas visando locali'ar as igrejas e templos
evangélicos da cidade a !im de con,ecer onde estão locali'adas e perceber os ,iatos
ainda não alcan&ados pelas igrejas"1C2
Ricardo 4greste, com a iniciativa do 7entro de %reinamento de Plantadores de
/grejas1D2 juntamente com outros preciosos consultores tem sido um estímulo no
preparo e capacita&ão de plantadores de igrejas" 8eus cursos !ocam não apenas o
desenvolvimento da compreensão da /greja (nature'a e missão e o per!il do plantador
de igrejas (car(ter e compet*ncia como também aborda a importEncia e metodologia
para pesquisa urbana e social com !inalidade de compreender a sociedade em um
momento prévio F evangeli'a&ão"
5ma pesquisa demogr(!ica é !undamental para o processo de plantio de igrejas"
4lgumas sugest6es"
$" Gbserve o índice e ocorr*ncia de diversidade social em uma (rea alvo para o plantio
de igrejas"
8e uma cidade no interior de 8ão Paulo possui uma popula&ão de @H"HHH pessoas,
próxima a outra com apenas $H"HHH pessoas, um plantador de igrejas observar( o
conceito de iniciar pelos epicentros, ou centros de aglutina&ão" 3evemos iniciar pelos
centros populacionalmente maiores com a !inalidade de, assim, abrangermos um
nImero maior de pessoas que podem in!luenciar diversas outras em centros menores"
Porém é necess(rio observar e con,ecer as popula&6es destas duas cidades, de @H"HHH e
$H"HHH pessoas antes de !ocarmos nossa aten&ão em um lugar de !orma de!inida pois ,(
muitas vari(veis" %alve' a cidade menor, povoada por $H"HHH pessoas, seja altamente
,omog*nea em rela&ão a classe social, língua, proced*ncia cultural e estilo de vida" Por
outro lado iremos aqui supor, para e!eito do nosso estudo, que a cidade povoada por
@H"HHH pessoas possui J di!erentes !ortes agrupamentos de diversidade" 4lguns étnicos
(proced*ncia cultural, outros sociais (classes econBmicas e sociais, outros ligados a
estilo de vida, em decorr*ncia dos primeiros" 4ssim, enquanto uma !orte igreja plantada
e nutrida poderia ser su!iciente para alcan&ar uma popula&ão ,omog*nea de $H"HHH
pessoas, necessitaríamos plantar de'enas a !im de alcan&ar a popula&ão diversi!icada de
@H"HHH" #sta considera&ão a partir de uma observa&ão demogr(!ica é de boa relevEncia
para o plantador de igrejas"
5m estudo demogr(!ico não deve se concentrar no mapa mas na distribui&ão ,umana"
5m mapa l,e mostrar( as ruas, bairros e centros comerciais" Passeando por estes
ambientes é que serão notadas as nuances ,umanas relevantes" Perceba que, apesar de
ser possível plantar uma só igreja que abrace diversos e distintos segmentos sociais e
culturais, é pouco prov(vel que isto aconte&a devido F maneira como,
antropologicamente, tendemos a nos associar aos que se assemel,am a nós" /greja
multiculturais estão em ascend*ncia na metodologia missiológica mundial, porém, na
pr(tica mission(ria, sua implementa&ão e continuidade é complexa"
4ssim, perceba e registre quais são os segmentos culturais, sociais e econBmicos ao seu
redor ou na (rea alvo para o plantio da igreja" #stime a popula&ão de cada um destes
segmentos" /denti!ique aquele que seja o seu alvo principal, com maior potencial para
in!luenciar outros"
;" Gbserve se a popula&ão na qual atuar( é urbana, suburbana, rural ou tribal"
Popula&6es urbanas são normalmente mais cautelosas em rela&ão Fqueles que não
pertencem ao meio" Kormam agrupamentos com *n!ase na privacidade, trabal,o e
eventos seletivos, a pequenos grupos" Gs símbolos de status são de extrema relevEncia e
identi!icam as classes sociais e econBmicas de !orma linear e ,ier(rquica" 4s tribos
urbanas !ormadas normalmente por jovens entre os $@ a ;@ anos seguem tend*ncias
próprias e geram grupos !ec,ados, por a!inidade" G ponto de a!inidade pode ser a moda,
ou a atitude rebelde ou ainda o interesse pelo mesmo estilo musical" Plantadores de
igrejas devem observar que sua penetra&ão em tais grupos se d( apenas a partir de uma
base relacional com um ou alguns de seus membros" #s!or&os evangelísticos devem ser
direcionados, especí!icos e não gerais, visto o per!il distinto entre os diversos
segmentos" 5m ponto de apoio, uma !amília ou membro do grupo social alvo, deve ser
utili'ado para que o evangel,o seja apresentado em um ambiente de maior con!ian&a e
aceita&ão"
Popula&6es suburbanas são normalmente estruturadas com base na !amília e mais
abertas ao relacionamento com os de !ora" G nível de privacidade é menor e tendem a se
encontrar e relacionar de maneira mais in!ormal nas pra&as, ruas e comércio" 8ão
abertas F presen&a de igrejas que se envolvam com a comunidade na tentativa de
minimi'ar suas necessidades sociais" G plantador de igrejas deve morar entre eles e
tornar)se um deles" #nvolver)se nos programas sociais e comunit(rios" G es!or&o
evangelístico pode ser mais geral, a todo o grupo, a partir de um ambiente central que
crie uma atmos!era de aconc,ego"
Popula&6es rurais normalmente demonstram maior amabilidade com o de !ora de seu
meio, porém maior descon!ian&a" 4o passo que a ,ospitalidade é um valor precioso e
aplic(vel, que insere o outro em seu meio, a descon!ian&a os mantém interiormente
distantes" 8ão mais tradicionais e apegados a seus valores comunit(rios e religiosos, o
que deve gerar barreiras evidentes F evangeli'a&ão" G es!or&o evangelístico deve
ocorrer a partir das !amílias c,aves que !a'em parte da tradi&ão comunit(ria" +
necess(rio se estabelecer entre eles e participar dos eventos rurais"
Popula&6es tribais são exclusivistas impondo maior restri&6es quanto aos de !ora de seu
meio" Possuem normalmente barreiras étnicas como língua e cultura distintas e assim o
critério para inser&ão e aceita&ão do outro na sociedade local é mais lento e complexo"
#ste processo envolve adapta&ão pessoal, envolvimento comunit(rio, !lu*ncia
lingLística e aptidão cultural" #les são tradicionais e identi!icarão, em um primeiro
momento, qualquer expressão religiosa evangelística como sendo alienígena ao seu
ambiente e cosmovisão1J2" G es!or&o evangelístico deve ocorrer a partir da inser&ão no
grupo, do aprendi'ado da língua, da cultura e da compreensão de sua cosmovisão
quanto aos valores e elementos vitais para a exposi&ão do evangel,o como pecado,
perdão e salva&ão"
Portanto, o estudo demogr(!ico pode ser visto como uma primeira estratégia para a
evangeli'a&ão de uma comunidade objetivando o plantio de uma igreja entre eles"
3esenvolva uma !orma de pesquisa, seja através de um question(rio direcionador,
entrevistas representativas ou observa&ão participativa" 8eu alvo é dimensionar o grupo
com o qual trabal,a, compreend*)lo social e culturalmente, identi!icar seus segmentos
distintos e iniciar o evangelismo com uma abordagem que seja receptiva, !uncional e
clara"
#stratégia ;
4bundante evangeli'a&ão
/grejas não são plantadas em gabinetes pastorais ou centros de re!lexão missiológica"
8ão plantadas nas ruas" # neste cen(rio a quantidade e constEncia da evangeli'a&ão
torna)se uma a&ão !undamental em um processo de plantio de igrejas" #m um campo
mission(rio, seja culturalmente distinto ou geogra!icamente próximo, a abundEncia na
evangeli'a&ão deve ser uma pr(tica constante" 4lguns campos não !ruti!icam porque
investem mais tempo na estrutura&ão eclesi(stica ou mission(ria e menos na
evangeli'a&ão e este é um perigo que envolve as nossas igrejas locais bem como nossos
campos mission(rios mais distantes"
#stive estudando, durante um trabal,o de consultoria mission(ria, alguns campos no
oeste a!ricano (Mana, 7osta do 9ar!im, Nigéria e na 4mérica do 8ul (Norte do >rasil,
Peru e 7olBmbia onde di!erentes processos de plantio de igrejas estavam em
andamento" 3ividi os campos mission(rios em duas categoriasA
a Nível de estrutura&ãoA observando a presen&a de postos mission(rios bem
estabelecidos, boa mobilidade com transporte próprio, sistema de comunica&ão
!uncional entre as equipes mission(rias e supervisão cultural e lingLística"
b Nível de evangeli'a&ãoA observando a presen&a de iniciativas evangelísticas pessoais,
mIltiplas tentativas de comunica&ão comunal do evangel,o, uso da literatura, !ilmes etc"
4s conclus6es j( eram esperadas" /grejas nasciam em maior quantidade e maturidade
nos campos onde ,avia abundante evangeli'a&ão mesmo em detrimento de baixa
estrutura mission(ria" 4penas os campos com abundante evangeli'a&ão !oram
visivelmente !rutí!eros e lidamos aqui com um valor interessante" 4pesar de termos
plena consci*ncia de que somente a evangeli'a&ão levar( pessoas a 7risto, podemos nos
ater a diversas e mIltiplas atividades di(rias no a!ã do plantio de uma igreja que nos
disperse do !oco principalA apresentar 7risto"
Neste processo de plantio de igrejas é preciso ,aver um equilíbrio entre a capacita&ão e
o car(ter" 7on,e&o alguns P,3s em missiologia que atuam como mission(rios ao redor
do mundo os quais, ten,o a impressão, não passaram ainda por uma real e pessoal
experi*ncia de novo nascimento" Por outro lado con,e&o mission(rios c,eios de 3eus e
apaixonados por .esus os quais não tiveram uma oportunidade de preparo que pudesse
maximi'ar seus dons e ,abilidades, e pagam por ve'es um alto pre&o devido a isto"
4pós tr*s anos entre os NonOombas, quando a /greja crescia rapidamente e o evangel,o
alcan&ava lugares remotos, perguntei aos líderes locais sobre a ra'ão principal pela qual
éramos aceitos entre elesA a ,abilidade de !alar no dialeto local e ser entendido com
!acilidadeP b compreensão da cultura, costumes e !orma de vida NonOombaP c
envolvimento pessoal com a sociedade tribal"
#les então responderamA -G que leva o nosso povo a parar para ouvi)lo é porque voc*
sempre sorri quando nos v*, parando para nos cumprimentar0" Nesta sociedade
relacional a intera&ão in!ormal com o grupo era, portanto, o !ator de liga&ão e
credibilidade que gerava o ambiente propício para parar e ouvir" #sta deve ser uma
pergunta a ser respondida em nossa (rea de a&ão" :ue postura, abordagem ou atividade
!a' com que o povo pare e ou&a, em meu meio Q :uais são os ambientes em que posso
ouvir, aprender, e também !alar Q
8e desejamos plantar igrejas, a macro)estrutura para subsist*ncia mission(ria como
transporte, mobilidade, comunica&ão, moradia e capacita&ão ser( de grande coopera&ão
para o processo !inal" #ntretanto o !ator determinante ser( a presen&a de abundante
evangeli'a&ão"
3avid >rainerd ($D$J)$D=D na evangeli'a&ão dos indígenas na 4mérica do norte
registra, para sua surpresa, o maior resultado evangelístico em sua reunião com menor
estrutura mission(ria quando, na aus*ncia do seu intérprete que adoecera, !icou em seu
lugar um índio alcooli'ado e com pouca !lu*ncia no /ngl*s, o qual mal conseguia se
sentar sem cair" #m seu di(rio, após impactante experi*ncia com os e!eitos da
evangeli'a&ão mesmo na aus*ncia de uma estrutura ideal, >rainerd escreveu que a
mensagem vai além do mensageiro" Não importa o que um plantador de igrejas !a&a,
priori'e a abundante evangeli'a&ão"
#stratégia <
7omunica&ão de um evangel,o 7ristoc*ntrico
4bundante evangeli'a&ão, por outro lado, é um elemento estratégico e !uncional
somente se o conteIdo da evangeli'a&ão !or a Palavra de 3eus"
Precisamos aqui nos lembrar que um dos maiores erros no plantio de igrejas é tratar o
evangel,o como um projeto" G evangel,o não é um projeto" + 7risto" #, portanto, é a
Palavra de 3eus, anIncio da pessoa de 7risto, sua vida e missão, que converte os
cora&6es" 4pesar de crer que é necess(rio a um plantador de igrejas se disciplinado e
organi'ado não podemos cair no erro de tratar o evangel,o e sua proclama&ão de !orma
gerencial e logística"
KreqLentemente percebo iniciativas evangelísticas que possuem uma ótima abordagem
,umana, clara comunica&ão, relevante apelo social" Porém peca onde não podemos
errarA na aus*ncia da Palavra no ato evangelístico" Precisamos revisar o conteIdo das
nossas a&6es evangelísticas pois temos migrado da centralidade de 7risto para a
exposi&ão da igreja" Percebo que muitas iniciativas evangelísticas promovem a igreja,
seu ambiente de seguran&a, moralidade e comun,ão" #specialmente seu servi&o" # não a
7risto" 7orremos o risco de abarrotarmos nossas igrejas de associados a um servi&o que
valori'a a !amília e morali'a o ,omem, nada mais"
R( muitas estratégias de movimento de massa que são !uncionais entretanto não são
bíblicas" 3avid Resselgrave alerta)nos di'endo que -nem todo novo pensamento é
dirigido pelo #spírito" Nem tudo o que é novo é necessariamente bom" 4 >íblia é
antiga, o evangel,o é antigo e a Mrande 7omissão é antiga"""0" Na verdade ele de!ende
que neste imenso mar de necessidades no mundo não alcan&ado precisamos entender
que -o evangel,o d( a dire&ão""" pois a Palavra precede a nossa visão0"
Lembremo)nos do que centrali'a a missiologia neotestament(ria" G ponto central da
9issiologia do N"%" é o evangelismo e evangelismo é o ato de proclamar o
evangel,o1S2" Tamos, portanto analisar e entender mel,or este evangel,o, j( que ele é o
conteIdo do nosso evangelismo"
Toltemos ,( cerca de ;"HHH anos no tempo, especi!icamente na região da Palestina, nos
lugares onde 7risto passaria" /maginem um ,omem !orte, vestido de peles de camelo,
sand(lia gasta, barbas sujas, cabelos longos, carregando em sua bolsa apenas um pouco
de mel" 8eu nome era .oão >atista e ele prega ao povo" 8eus serm6es eram durosP ele
!alava sobre o -!ogo consumidor0, o -mac,ado posto F rai' das (rvores0 e da -pal,a
queimada em !ogo inextinguível0, e durante seus apelos ele usava termos !ortes como
-ra&a de víboras0"
3e repente aparece perante o povo um outro ,omem, vestido simplesmente, rodeado por
um grupo de ,omens também simples e com uma vo' suave" #ra .esus" #le, ao contr(rio
de .oão, vem !alando sobre -boas novas0 (evangel,o e -boas novas do reino0" 8ua
mensagem é estran,a" #le vem !alando sobre uma !orma di!erente de viver, uma !orma
evangélica, moldada pelo evangel,o" 5ma vida onde o marido não domina sua esposa,
ama)a" Gnde o perseguido não odeia aquele que o persegue, antes ora por ele" Gnde o
líder cristão não exerce domínio sobre o seu reban,o, mas serve)o" Gnde a comunidade
dos santos não organi'a revolu&6es contra as m(s autoridades, porém intercede por elas"
Gnde o menor é o maior, morrer é um gan,o, só se tornam !ortes os que recon,ecem a
!raque'a" Gnde se anda duas mil,as com quem te obriga a andar uma, vira)se a outra
!ace a quem te !ere, não ,( apego a este mundo pois todos são peregrinos e a terra natal
é descon,ecida" 4 garantia que se tem é uma promessa e só se alcan&a a vida quem
primeiro morre" /sto é evangel,o, um recipiente de valores a um povo, os -do camin,o0"
G evangel,o nos primeiros séculos era um recipiente dos valores de 3eus os quais
reivindicavam um modo trans!ormado de vida" #ra pr(tico, visível, existencial e
contagiante"
Romens ricos paravam de roubar para devolverem o din,eiro até quatro ve'es mais aos
que !oram por eles ludibriados" 9ul,eres adIlteras largavam suas vidas de
promiscuidade e trans!ormavam)se instantaneamente em testemun,as" Pescadores
largavam suas redes para seguirem um carpinteiro de Na'aré" 9uitos vendiam tudo o
que tin,am para distribuírem entre os que nada possuíam" 9il,ares morriam
cruci!icados ou queimados por se recusarem a negar o seu 8en,or o qual nunca ,aviam
visto !ace a !ace" #ra o evangel,o sendo proclamado e vivido"
/n!eli'mente, após os séculos, ser evangélico passou a signi!icar apenas um estado
denominacional" Mostaria, portanto que entend*ssemos que o evangel,o, desta !orma,
não era apenas boas novas, boas notícias, mas boas novas que reivindicavam um modo
de vida trans!ormado, segundo os valores de 3eus"
R( duas verdades que necessitamos compreender sobre o evangel,oA sua proced*ncia e
seu conteIdo" No N"%" con!rontamo)nos repetidas ve'es com a apresenta&ão do
evangel,o como -evangel,o de 3eus0, apontando para a proced*ncia do evangel,o, ou
seja, ele não é uma inven&ão ,umana, e sim uma revela&ão divina" #m $ 7o SA$J,
quando Paulo expressa que -evangeli'ando propon,a""" o evangel,o0 entendemos a
princípio que o conteIdo do evangelismo é o evangel,o" 9ais adiante, no capítulo $@ da
mesma carta, Paulo !ala F /greja sobre o -evangel,o que vos anunciei0 (v"$ e no verso
< ele come&a a narrar sobre este evangel,o di'endoA
-""" :ue 7risto morreu pelos nossos pecados, segundo as #scrituras, e que !oi sepultado,
e ressuscitou ao terceiro dia"""0
ou seja, .esus 7risto é o próprio evangel,o" 3esta !orma, come&amos a entender que o
conteIdo do evangelismo é o evangel,o e o conteIdo do evangel,o é .esus 7risto"
Portanto podemos a!irmar que não ,( verdadeira e bíblica evangeli'a&ão sem a
apresenta&ão do 8en,or .esus" Ristóricas cativantes, testemun,os empolgantes,
maravil,as e sinais, encena&6es e boa vontade não substituem o elemento central da
evangeli'a&ãoA o 8en,or .esus" Não ,( evangelismo sem a cru' de 7risto" Não ,(
salva&ão sem o 8eu sangue" Não ,( salva&ão em outro Nome" Não ,( ,istória maior que
a 8ua ,istória"
3evemos nos acautelar de não con!undirmos a apresenta&ão da ética cristã com a
apresenta&ão de .esus 7risto" Gu&o pregadores e evangelistas que, no a!ã de se
aproximarem do povo e l,es transmitir uma mensagem que l,es soe palat(vel, nada
mais !a'em do que de!enderem os bene!ícios da ética cristã, do comportamento cristão,
dos valores ,istóricos do cristianismo" %al apresenta&ão poderia ser !eita, porém, por
qualquer descrente ao expor a ,istória do cristianismo em uma sala de aula" + preciso
apresentar a 7ristoU #xpor sua vida como o cumprimento da promessa do Pai" 8eu
nascimento maravil,oso que inseriu esperan&a na ,istória ,umana" 8eu car(ter e vida"
8ua morte e ressurrei&ão" 8eu sangue resgatador" 8eu amor incondicional" 8eu car(ter
de 8ervo e poder de Rei" G que ele !e' em min,a vida" 7omo me trans!ormou" 7omo o
!e' em muitas e muitas pessoas" G que !ar( também por voc*" + preciso crer na
mensagem, compreender seu valor e segui)Lo" G evangelismo sem 7risto é um palco
com palavras soltas, nada mais do que interessantes, que poderão convencer alguns do
valor do cristianismo mas jamais os levarão a salva&ão de 3eus, pois a salva&ão de 3eus
é 7risto"

#stratégia =
Gra&ão
PatricO .o,nstone, um dos maiores missiólogos dos nossos dias a!irma que quando o
,omem trabal,a, o ,omem trabal,a" :uando o ,omem ora, 3eus trabal,a" 9issiólogos
e pesquisadores como 3avid Marrison, PatricO .o,nstone, 3avid >arrett, >ruce 7arlton,
." .o,nson e 3avid Vatson tem mencionado a clara liga&ão entre a ora&ão e o plantio de
igrejas" Gs grupos étnicos, bairros, ruas e cidades que são alvo de ora&ão são justamente
os povos e lugares onde o evangel,o tem se enrai'ado com mais a!inco" Não deveria
ser, para nós, uma surpresa pois cremos que 3eus responde as ora&6es"
G 8en,or .esus nos ensinou que a ora&ão, associada F !é promove uma resposta do Pai
(9t ;$A;;" %ambém nos lembrou que nos embates mais di!íceis no Reino de 3eus
devemos nos preparar com ora&ão e jejum (9t $DA;$" G 9estre também associou a
ora&ão F vida di(ria com 3eus, necessidade de todo ,omem (Lc CA$;, e se entristeceu
porque os seus discípulos dormiam quando precisavam vigiar (Lc ;;A=@" 3epois da sua
morte vemos estes discípulos unEnimes na ora&ão (4t" $A$=" Pedro e .oão saíam juntos
para orar (4t" <A$ e os apóstolos se reservaram ao ensino da Palavra e ora&ão (4t CA=
para a edi!ica&ão da /greja" Paulo nos di' que ora pelas igrejas plantadas (#!" CA$J e
Pedro nos exorta a vigiar em ora&ão ($ Pedro =AD" 4 ora&ão permeia a Palavra como
ensino para nós, para a /greja e para a sinali'a&ão do Reino na terra" R( uma clara
associa&ão entre a ora&ão e as respostas de 3eus"
7reio que ,( possivelmente no mundo ,oje mais de ;HH grandes movimentos de plantio
de igrejas em pleno andamento" #m todos eles seus líderes testi!icaram a presen&a de
ora&ão intencional, volunt(ria e abundante" %anto pela equipe que evangeli'a e planta
igrejas quanto pelo povo que recebe o evangel,o" 8e desejamos plantar igrejas
precisamos orar"
4 ora&ão !oi uma atividade constante entre os primeiros convertidos do povo N,mer no
7ambodja" 4li <"< mil,6es de pessoas ,aviam sido mortas no regime autorit(rio de Pol
PotWs entre $SD@)$SDS" T(rios cristãos também ,aviam sido mortos e em $SJ@ não
,avia mais do que =@H evangélicos entre o povo N,mer" Porém o povo orava, e o !a'ia
pedindo ao Pai para que o evangel,o entrasse em cada casa" 4 partir de $SSS o nImero
de evangélicos cresceu de CHH para mais de CH"HHH divididos em DHH igrejas" Roje se
registram mais de $HH"HHH evangélicos e mais de JHH templos entre eles"
3urante anos cristãos c,ineses oraram por uma das cidades mais duras para o
evangel,o" 4ssim a cidade de Nana,, na 7,ina, come&ou a experimentar um r(pido
crescimento evangélico mudando o cen(rio de < igrejas recon,ecidas pelo #stado para
@D novas igrejas dentro de dois anos" #m novembro de $SSD contabili'ou)se mais de
=@H igrejas em tr*s províncias e mais de $J"HHH pessoas entregaram)se ao 8en,or .esus"
Roje Nana, é uma das mais in!luentes regi6es cristãs na 7,ina com mais de @HH igrejas
recon,ecidas"
4 ora&ão perseverante por parte dos poucos crentes também !oi uma marca constante
entre os NeOc,i na Muatemala onde este grupo com cerca de =HH"HHH pessoas vivendo
na região de 4lta Terapa' !oi impactada pelo evangel,o" #ntre $SS< e $SSD mais de
;H"HHH pessoas aceitaram ao 8en,or .esus e ;=@ congrega&6es nasceram" #ntre $SSD e
;HHH outras $H"HHH pessoas aceitaram ao 8en,or .esus e ,( entre eles ,oje mais de =HH
igrejas registradas"
4 8out,ern >aptist 9ission, nos #stados 5nidos da 4mérica, orou durante anos pelos
Nui na Xndia, um grupo com $"D mil,6es de ,abitantes na região de Grissa, estado na
costa leste da Xndia" Gs primeiros convertidos ,aviam vindo a 7risto em $S$= com
mission(rios ingleses" Nos anos ;H algumas poucas igrejas nasceram" Rouve um
despertar de ora&ão por aquele lugar, a partir da 4mérica" 4pós $SJJ, nos anos
seguintes, mais de $HH igrejas surgiram, especialmente ligadas a mission(rios da
8out,ern >aptist 9ission" #ntre $SJJ e $SS$ as igrejas aumentaram para mais de ;HH"
#ntretanto entre $SS< e $SSD ,ouve um crescimento ainda maior e mais de SHH igrejas
!oram registradas entre os Nui com cerca de JH"HHH convertidos"
#ntre os 9i'o, na Xndia, o evangel,o c,egou em $JS= através de mission(rios
britEnicos" #ram con,ecidos com uma !or&a mission(ria que -pregava e orava0 para o
povo 9i'o com uma popula&ão de CJC"HHH pessoas" #m $SHH contavam com $;H
cristãos" 7omo resultado do avivamento no país de Males em $SH=, um nImero
expressivo de mission(rios !oi enviado para esta etnia" 8eguiu)se a isto uma vasta
cobertura de ora&ão" 8omente a partir dos anos @H os resultados passaram a ser mais
visíveis e convers6es eram noti!icadas em grande nImero" Roje J@Y de todos os 9i'o
na Xndia consideram)se cristãos"
Rossana e eu experimentamos momentos aben&oados no plantio de igrejas entre os
NonOombas" 5m !ato que guardamos com carin,o em nossos cora&6es é a convic&ão
que o nascer destas igrejas !oi resposta de 3eus F ora&ão do 8eu povo" 9in,a mãe, #u'a
Lidório, coordena um ministério volunt(rio que iniciou tempo atr(s, quando !omos para
a Z!rica" 8ão os vigilantes de ora&ão" #la produ' calend(rios mensais com pedidos de
ora&ão de mission(rios de todos os cantos da terra e os distribui gratuitamente para
irmãos que desejam !ormar grupos que orem por estes motivos semanal ou mesmo
diariamente" Roje este ministério conta com mais de CHH grupos espal,ados por todo o
>rasil, dois deles em penitenci(rias onde crentes se reInem para interceder pela obra
mission(ria" 7onvictos estamos que a conversão do povo NonOomba seguiu)se ao
movimento de ora&ão" 3eus responde as ora&6es"
9obili'e pessoas para orar pelo seu projeto de plantio de igrejas" 8eja o primeiro
também a interceder diariamente perante o Pai por ele" 7reia que 3eus ,( de responder
as ora&6es"
#stratégia @
Grgani'a&ão de igrejas locais

G ajuntamento dos convertidos em uma comunidade local para comun,ão, estudo da
Palavra, ora&ão e mItuo encorajamento era a estratégia paulina" 4 elei&ão de
presbíteros, líderes locais, liberava o apóstolo para o plantio de outras igrejas e
contribuía para o amadurecimento da comunidade local (4t" $=A;$);<" G apóstolo
Paulo, portanto, não apenas investia sua vida e !or&as na evangeli'a&ão mas
concentrava)se também na conclusão deste processo que envolvia discipulado e
organi'a&ão de igrejas locais" 3evemos observar uma clara di!eren&a, portanto, entre o
evangelismo e o plantio de igrejas" #nquanto o evangelismo se atém F comunica&ão do
evangel,o a um indivíduo ou grupo, visando lev()lo ao con,ecimento de 7risto, o
plantio de igrejas deseja investir no discipulado, ajuntamento dos santos, ensino da
Palavra, desenvolvimento de lideran&a local, momentos de comun,ão, adora&ão e
ora&ão além do enrai'amento de um senso mission(rio"
9ic,ael Mreen c,ama a nossa aten&ão para a dinEmica da /greja no Novo %estamento"
4 comun,ão entre os irmãos (4t" ;A==)=D era a marca do povo de 3eus" :uando o
,istoriador relata que -todos os que creram estavam juntos0 ele nos leva a re!letirmos
sobre a própria nature'a da igreja" G ajuntamento dos santos não é uma simples
estratégia de plantio de igrejas mas sim uma !undamental necessidade que temos,
enquanto seguidores de 7risto, se partil,armos com o irmão a nossa !é, louvor,
testemun,o, encorajamento, ora&ão e estudo da Palavra"
Na organi'a&ão de igrejas locais precisamos observar algumas orienta&6es bíblicasA
$" #vangelismo e discipulado são dois elementos que precisam camin,ar em
equilíbrio" 8e ,ouver uma *n!ase no primeiro em detrimento do segundo teremos igrejas
superlotadas de pessoas interessadas na Palavra mas com poucos convertidos e
amadurecidos em 7risto" Na *n!ase oposta teríamos um grupo pequeno de crentes,
maduros e !irmes, porém vivendo em uma congrega&ão est(tica sem o acréscimo de
novos F !é cristã"
;" G discipulado é o mel,or momento para a identi!ica&ão da !utura lideran&a local"
5m plantador de igrejas deve identi!icar entre seus discípulos aqueles que são líderes"
Nestes investir com o objetivo de capacit()los" 4lém do estudo da Palavra permita que
seus discípulos o acompan,em nas visitas, no evangelismo e na solu&ão de con!litos"
<" 4juntamento para o culto pIblico a 3eus é um ato que deve ser central na
organi'a&ão de igrejas locais" Nós nos reunimos para 3eus e por 3eus e o culto pIblico
nos lembra disto"
=" 4 elei&ão ou apontamento de líderes locais é um passo importante e deve ser dado
com seguran&a a partir de crentes que sejam !iéis a 3eus, con,ecedores da Palavra e j(
ten,am sido testados na !é"
@" 4 7eia do 8en,or e o >atismo promovem a comun,ão e compromisso"
C" 4 exposi&ão da Palavra, seja em um pIlpito de maneira !ormal ou o ensino de casa
em casa em contexto in!ormal deve ser central na vida da /greja" 8ua maturidade
depender( do con,ecimento, amor e compromisso que tem com a Palavra de 3eus"
D" 4 responsabilidade mission(ria não deve esperar" .( no discipulado e primeiras
reuni6es a igreja deve ser levada a reprodu'ir aquilo que aprendeu do 8en,or perante
outros, seja perto, seja longe" Lembre)se que a igreja, ainda incipiente, somente
aprender( se voc* a condu'ir no evangelismo, levando os novos contigo para o alcance
de outros"


3evemos nos lembrar que todo amplo movimento de plantio de igrejas que tornou)se
regionalmente duradouro contou com um !orte envolvimento de pessoas locais desde a
primeira !ase" G investimento em pessoas locais, passando)l,es a visão, paixão e
estratégias garantir( um processo de plantio de igrejas que v( além do mission(rio ou
evangelista" /r( além de sua gera&ão" Não devemos medir o quão sólido é um projeto de
plantio de igrejas pelo nImero de pessoas envolvidas ou a estrutura construída para tal"
3evemos medi)lo pela quantidade e qualidade de pessoas locais que estão sendo
discipuladas e preparadas para a lideran&a"
4 reprodu&ão de igrejas plantadas em uma segunda !ase idealisticamente deve ser !eita
através dos !rutos e não da rai' do movimento" Nesta etapa os mission(rios devem estar
j( assumindo uma posi&ão de supervisão da visão e encorajamento, e não de lin,a de
!rente" /grejas devem plantar igrejas" G modelo mission(rio que sugiro éA inicie,
discipule, reprodu'a, assista, encoraja, parta e supervisione"
4 !im de termos igrejas com o 3N4 mission(rio é preciso investir no ensino e na
experi*ncia" 4pelos mission(rios, estatísticas quanto aos perdidos e ,istórias
desa!iadoras não constroem um 3N4 mission(rio em uma igreja local" + preciso
mesclar dois elementos trans!ormadoresA o ensino da Palavra e a experi*ncia
evangelística" + preciso pregar sobre o mandato bíblico da evangeli'a&ão" #xpor com
clare'a qual é nossa missão" 9ostrar com evid*ncias bíblicas nossa responsabilidade
perante o mundo" + preciso também levar a igreja a experimentar a missão" Lev()los
para as ruas, para as esquinas, para as pra&as e condomínios onde poderão !alar
abertamente de .esus, compartil,ar sua !é, evangeli'ar o que est( perdido" G ensino da
Palavra associado F experi*ncia evangelística são dois elementos construtores de um
3N4 mission(rio em uma igreja local embrion(ria"

#stratégia C
3iscipulado e treinamento de líderes locais
Gs crentes no Novo %estamento eram não apenas rapidamente incorporados F igreja
mas também eram discipulados e treinados como líderes locais" 4 multiplica&ão de
lideran&a local é proporcional F multiplica&ão de igrejas" 5ma igreja local, sob o critério
de crescimento, deve ser analisada pela quantidade e qualidade de líderes em
treinamento e não quantidade de membros1$H2"
9ic,ael Mreen observa que o discipulado na /greja Primitiva era intencional no preparo
de ,omens e mul,eres que pudessem evangeli'ar e plantar novas comunidades cristãs"
Ribbert1$$2 avalia que o discipulado é algo a ser reali'ado de maneira intencional,
porém in!ormal e que envolva testemun,o pessoal" #nvolveA a camin,ar com o
discípulo ? incorpor()lo em sua vida di(ria de maneira que ,aja constante comunica&ãoP
b testemun,ar ao discípulo ? evidenciar com sua vida como é seguir a .esusP c ensinar
o discípulo ? estudar com ele a Palavra de maneira sistem(ticaP d dar oportunidades ao
discípulo ? para que ele possa, assim que possível, desenvolver atividades em conjunto
com seu discipuladorP e permitir que o discípulo discipule"
#ntre os NonOombas em Mana, identi!icamos dentre os novos convertidos aqueles que
desejavam aprender mais e com maior continuidade" 7om estes C camin,amos de !orma
próxima durante cerca de < anos" 7onvidava)os para me acompan,ar em cada visita ou
viagem" #stavam presentes no evangelismo pIblico" 4compan,avam)me nas visitas aos
en!ermos e necessitados bem como na solu&ão de con!litos" #ste grupin,o inicial ,oje
lidera todas as ;< igrejas" 8ão os @ pastores e 9aOanda, um dos presbíteros de maior
expressão na /greja dentre os NonOombas"
4o evangeli'ar identi!ique aqueles que desejam aprender mais" 4queles que possuem
cora&ão ensin(vel, sede da Palavra e disposi&ão para estar ao seu lado" 7om estes,
camin,e de !orma sistem(tica por pelo menos ; anos" #stude com eles a Palavra
semanalmente" Tisite)os no trabal,o e em casa" 3esenvolva ami'ade para que ten,am
abertura para abrir seus cora&6es" /ncorpore)os a algumas de suas atividades ministeriais
como visita&ão e evangelismo pIblico" /nsira)os na vida di(ria da igreja dando)l,es
responsabilidades" 4compan,e)os de perto e l,es d* também desa!iosA dar publicamente
seu testemun,o, cooperar com algum ministério da igreja, expor sobre um texto bíblico
em um grupo menor" Perceba quando estarão prontos para assumir responsabilidades
maiores" 8olte)o para que possam camin,ar sem voc* e incentive)os a discipulador
outros"


#stratégia D
#nvolvimento social que promova a&6es sociais
Lucas $H, ao relatar sobre um sacerdote, um levita e um samaritano perante um ,omem
caído ao longo do camin,o nos !ala sobre !alsa religiosidade e verdadeiro cristianismo"
G sacerdote, con,ecedor da Palavra, e o levita, ministro da adora&ão a 3eus, !ormavam
o clero religioso da época" 8ua relutEncia em parar perante um ,omem caído ao lado
demonstra muito mais que insensibilidade" 9ostra que é possível ser /greja, con,ecer a
Palavra, se envolver com a adora&ão a 3eus e ao mesmo tempo despre'ar o desespero
,umano"
4ssim também podemos plantar igrejas que !alam de 7risto e amam a Palavra de 3eus
ao mesmo tempo em que despre'amos o desespero daqueles que estão ao nosso redor" +
possível ,aver ajuntamento dos santos em meio F miséria ,umana sem que estes sequer
a observem, e isto ocorre todos os dias"
No estudo demogr(!ico é preciso observar a comunidade onde voc* vive e prega a
Palavra" :uais seus anseios e reais necessidades" :uais os elementos de desespero" G
que é preciso ser !eito" :uais são as causas ,umanamente perdidas para que com elas
nos envolvamos" Gnde estão os caídos ao longo do camin,o"
+ certo que 7alvino de!endia uma escola para cada igreja na Menebra re!ormada" Porém
sua in!lu*ncia social !oi bem além da educa&ão" RarOness menciona que 7alvino nutria
o desejo de trans!ormar Menebra na 7ivit 3ei ? cidade de 3eus" Manoc'[ complementa
expondo que esta -cidade de 3eus0 consistia no !ato de ver a Palavra pregada
in!luenciando todos os aspectos da sociedadeA a moral, ética, comportamental,
educacional e social" 7alvino não planejou simplesmente plantar uma igreja em
Menebra" #le planejou in!luenciar Menebra ao ponto dela re!letir os valores de 7risto"
4o ol,armos para uma (rea, bairro, cidade, segmento social ou etnia, devemos nos
perguntar como podemos comunicar 7risto e a Palavra de !orma que os valores do
Reino produ'am salva&ão e trans!orma&ão"
/grejas plantadas que ao longo dos anos não !omentem trans!orma&ão ,umana e social
são redutos espirituais que, mesmo na busca cIltica pelos valores do Reino, deixam de
ser sal da terra e lu' do mundo" 4lguns passos podem ser dadosA
$" Pe&a ao 8en,or para sensibili'ar seu cora&ão, para que voc* seja levado a se
importar e observar as demandas ,umanas e sociais" Gl,e para onde est( o so!rimento
,umano"
;" Pregue de !orma incon!ormada com o pecado e suas conseqL*ncias, como a
injusti&a ,umana, crendo que 7risto ,( de salvar a alma e dar senso de justi&a ao corpo"
<" 3esenvolva uma lin,a de a&ão a partir do per!il da sua igreja" 8e ,( um corpo
presente de médicos e en!ermeiros promova clínicas volantes" 8e ,( mães e mul,eres
dispostas inicie uma crec,e de auxílio F comunidade carente" 8e ,( um corpo de
psicólogos desenvolva um programa de auxílio Fs doen&as emocionais"
=" /nicie um projeto pequeno e experimental" #nvolva)se pessoalmente neste projeto"
@" #nvolva a igreja com a sociedade" 3eixe que ela sinta o so!rimento ,umano e passe
a se importar" Leve)os a transitar na sociedade local"
C" #xpon,a na Palavra a di!eren&a que 7risto !a' em uma sociedade trans!ormando o
so!rimento em esperan&a"
D" Não se deixe corromper pela revolta contra a miséria e injusti&a pois um espírito
revoltado não possui equilíbrio para a batal,a" %en,a em mente que a Palavra é o
mel,or instrumento e o maior bem que voc* pode usar e entregar a uma sociedade"
8omente o evangel,o produ'ir( trans!orma&ão dur(vel e permanente"

#stratégia J
3esenvolvimento do per!il de plantador de igrejas
#ste é, sem dIvida, um dos assuntos mais complexos quando lidamos com projetos de
plantio de igrejas" R( vasto material escrito sobre o assunto, !óruns e consultorias que
tentam padroni'ar o per!il de ,omens e mul,eres que plantam igrejas analisando seus
pontos !ortes, suas características pessoais e ministeriais e suas limita&6es"
7reio que, certamente, ,( um per!il geral que deve ser observado e citaremos a seguir
algumas destas características, ou atitudes, necess(rias" Porém, após alguns anos de
observa&ão ten,o concluído que o plantio de igrejas não est( necessariamente associado
ao temperamento ou carisma mas sim a convic&6es e postura" %en,o visto um sem
nImero de ,omens e mul,eres com todas as características ,umanas imagin(veis para
um bom plantio de igrejas, como senso evangelístico, carisma pessoal, pessoalidade,
in!ormalidade e dinamismo parando ao longo do camin,o após tentar sem sucesso levar
adiante um projeto local" Por outro lado percebo ,omens e mul,eres com características
,umanas que, em uma primeira an(lise, pesariam negativamente na balan&a, como uma
!orte introversão, !alta de carisma pessoal, di!iculdade de se comunicar e transitar com
!reqL*ncia na sociedade, pouco dinamismo e assim por diante, mas plantam igrejas que
parecem brotar com naturalidade"
Resselgrave1$;2 em seu livro -Plantar /grejas0 trata do per!il do plantador de igrejas
destacando sua integridade com 3eus, a missão e o povo" Retira, de certa !orma, a
*n!ase na metodologia e a coloca no cora&ão íntegro daquele que ouve o c,amado de
3eus e deseja obedecer" G !ato é que um plantador de igrejas não pode ser identi!icado
apenas por características externas mas sim pela postura do cora&ão" %alve' !osse até
mesmo redundante a!irmar quantos ,omens e mul,eres preparados para o plantio de
igrejas, tendo os recursos, a capacita&ão, o envio da igreja local e o pastoreio e apoio da
organi'a&ão mission(ria, mas que não vão longe pela !alta de integridade" 8eja com seu
cora&ão, o de outro ou o de 3eus"
Portanto podemos re!letir, nesta altura, que as convic&6es e c,amado do plantador de
igrejas é muito mais !undamental para tal ministério do que seu per!il ,umano" 8uas
atitudes e disposi&ão !arão mais di!eren&a no processo de plantar igrejas do que suas
(reas de !acilidade e ,abilidade"
:uando procuro por um plantador de igrejas que junte !or&as conosco, ou em algum
projeto com o qual estejamos associados, ten,o em mente @ características que não
devem !altarA
Korte convic&ão do c,amado ? a certe'a de que ele ali est( porque o 8en,or assim quer,
e o convocou para o servi&o"
/ntegridade ? para com o c,amado do 8en,or, os colegas com os quais trabal,ar( e o
povo com quem conviver("
#spírito ensin(vel ? disposi&ão e ,umildade para ouvir, ponderar, aprender, !a'er
escol,as sinceras e também ensinar"
4rdor evangelístico ? desejo de !a'er .esus con,ecido, e com iniciativa para tal"
%emor ao 8en,or ? relaciona)se com 3eus como servo disposto a servir"
4lguns erros mais comuns ao plantador de igrejasA
$" %ratar o plantio de uma igreja de !orma puramente gerencial" G plantio de uma igreja
é uma atividade espiritual que demanda vida com 3eus e a Palavra de 3eus" G trato
gerencial compromete a espiritualidade e !oca as atividades promotoras das aglutina&6es
,umanas" G resultado, comum em diversas situa&6es, é o plantio de igrejas grandes mas
rasas" 4 gera&ão de movimentos com grande mobili'a&ão social mas pouco
compromisso com 3eus"
;" Plantar a -igreja dos seus son,os0, ou seja, uma igreja para si, que possa acomod()lo
e satis!a'*)lo ao longo dos anos" 5m local que l,e d* seguran&a ministerial" #sta atitude
compromete seu ministério ao submet*)lo a um son,o puramente pessoal" 7ompromete
também a vida e gera incrível !rustra&ão caso seja dirigido por 3eus para um outro
local" Plante igrejas para 3eus e 8ua glória" Não se sinta tutor da mesma" 7oncentre)se
no ministério e c,amado do 8en,or e ten,a em mente que #le pode l,e dirigir para !ora
da 'ona de con!orto"
<" Plantar igrejas a partir de outras igrejas" G plantador de igrejas deve estar nas ruas e
não nos p(tios de outras igrejas" 8alvo em caso deste desmembramento ser uma
estratégia para o plantio de novas igrejas, em comum acordo com a igreja mãe, como
tem sido !eito com ótimos resultados em diversos lugares" Plantar igrejas a partir de
divis6es ou atra&6es de outros reban,os gerar( uma igreja tendente F divis6es no !uturo"
%ambém en!raquecer( e desmotivar( outras igrejas e impedir( a comun,ão tranqLila
entre as comunidades e ministros" 5m plantador de igrejas deve come&ar nas ruas e
pra&as, r(dios e tvs, universidades e escolas prim(rias, nos abrigos e condomínios de
luxo" Gnde ,( gente que ainda não se entregou a .esus"
9anoel de Gliveira .unior1$<2, plantador de igrejas e atual pastor da /greja Nova Tida
em Kraming,am, #54, possui uma clara visão sobre as característica de um plantador
de igrejas" #le iniciou a /greja Nova Tida em Kraming,am em ;D de jun,o de $SSS com
@ pessoas" 4pós J anos de ministério a igreja conta ,oje com <;H membros tendo
também contribuído para o plantio de outras < novas igrejas também entre imigrantes
brasileiros" Nos primeiros anos DHY dos membros eram pessoas que ,aviam se
entregado a 7risto naquele lugar" Recentemente adquiriram um templo construído em
$JD; pertencente F 5nited 7,urc, o! 7,rist" #m $S;H esta igreja contava com $";HH
membros, porém após um processo de liberalismo teológico não passa ,oje de uma
pequeníssima comunidade com menos de ;@ membros" 4 /greja Tida Nova adquiriu
este templo, marco ,istórico da presen&a do evangel,o na cidade e a partir dali tem !eito
di!eren&a na Mrande >oston"

#le exp6e @ principais características para um plantador de igrejasA ter uma boa teologia,
cultivar um cora&ão apaixonado pelos perdidos, encarnar seu projeto ministerial,
identi!icar)se com o povo e aproveitar as oportunidades"
5ma boa teologia condu' a uma boa metodologia, com seguran&a bíblica e valores do
Reino" 3esta !orma a Nova Tida compreende que a missão da igreja na Mrande >oston
envolve participar e minimi'ar dos con!litos ,umanos entre imigrantes que ali c,egam e
se estabelecem" 4 /greja, assim, desenvolveu diversos cursos e grupos de apoio para
esta comunidade como o curso de treinamento !inanceiro para imigrantes, assessoria aos
alcoólatras anBnimos para atingir este grupo, uma escola de /ngl*s em parceria com o
governo e pre!eitura para os imigrantes brasileiros, com $JH alunos, grupo de apoio para
mul,eres vítimas de viol*ncia doméstica e outros mais" %ambém desenvolvem um apoio
Fs necessidades emocionais através de aconsel,amento sistem(tico, após terem
identi!icado as !ontes de estresse do imigrante na região" Pode)se perceber que estas
atividades estão diretamente associadas F teologia, compreensão da missão, nature'a e
propósito da igreja neste lugar"
9anoel exp6e que o plantador de igrejas não deve observar seu ministério como uma
oportunidade ministerial mas como uma proposta de vida" 3eve, assim, encarnar seu
projeto ministerial" 4o !a'er isto ele ir( investir sua vida, envolver sua !amília e também
comunicar sua visão para aqueles que estão ao seu redor" 7ita também a necessidade de
aproveitar as oportunidades evangelísticas e de discipulado" Plantar uma igreja entre
imigrantes nos #stados 5nidos implica em lidar com pessoas que trabal,am, muitas
ve'es, de $; a $C ,oras por dia em dois ou mesmo tr*s empregos e não raramente C ou D
dias por semana" G evangelismo e discipulado precisam ser desenvolvidos de maneira
planejada e com aproveitamento de oportunidades" #le narra que evangeli'ava e
discipulava os recém convertidos nos intervalos do trabal,o, nos p(tios de
estacionamento e, muitas ve'es, ao levar e tra'er pessoas para seus empregos"
3entre v(rias característica de um plantador de igrejas gostaria de pensar um pouco em
duas essenciaisA ser um vision(rio e alguém identi!icado com o povo"
4 visão determina nossas atitudes e iniciativas" /niciar um projeto de plantio de igrejas
sem visão de!inida é como uma viagem sem rumo" 4 aus*ncia de uma visão de!inida
não apenas compromete o trabal,o do plantador de igrejas como também o impede de
gerar aliados F sua visão" :uando iniciamos nosso trabal,o entre os NonOombas em
Mana na Z!rica nossa visão era -plantar uma igreja nativa, autóctone, bíblica,
contextuali'ada e mission(ria que promova o treinamento de lideran&a local e !a&a
di!eren&a na sociedade tribal NonOomba)>imonOpeln0" 4lém de ter nascido de uma
convic&ão espiritual esta visão era algo de!inido que nos norteava, !iltrava nossas
prioridades e nos dava critérios de avalia&ão de nosso ministério"
5ma visão de!inida ir( eventualmente sugerir metas, planos, estratégias e abordagens
porém manter a visão é o elemento !undamental sem o qual nen,um ministério poder(
se sustentar por muito tempo" 3evemos, assim, buscar a visão de 3eus a seguir" >em
sabemos que nem toda visão de um ,omem de 3eus, ou da /greja de 3eus é
necessariamente visão de 3eus" Portanto importa)nos buscar e seguir a visão de 3eus" #
quando o 8en,or a transmite aos nossos cora&6es somos levados a encarn()la, viv*)la,
lutar por ela e in!luenciar pessoas com tal visão"

4 identi!ica&ão com o povo não é meramente conseqL*ncia de empatia sociológica a
partir da compreensão do segmento ,umano com o qual voc* trabal,a, mas sim
passional, com envolvimento de alma e cora&ão" Não creio em plantadores de igrejas
que não possuem um envolvimento pessoal com o povo alvo" :ue não transite entre
eles, não sinta suas alegrias e angIstias, que não se transtorne ao perceber o e!eito do
pecado em suas vidas" Não con,e&a seus son,os e não son,e"
4 identi!ica&ão com o povo alvo é um processo decorrente da viv*ncia" Gu seja, por não
termos nascido ali, não possuirmos de maneira natural os sentimentos, impress6es e
padr6es comportamentais do povo com o qual passamos a trabal,ar, é necess(rio ,aver
conviv*ncia a !im de que ,aja identi!ica&ão"
9agno e K(tima são plantadores da igreja batista em >rasília %eimosa, Reci!e, um
bairro desa!iador com grave pobre'a e todas as ma'elas advindas da mesma" .amais
con,eci um casal tão identi!icado com o povo" #m $SJC, quando iniciava meu curso de
teologia no Reci!e e tive o privilégio de assessorar e aprender com este casal, percebi o
quanto alguém poderia se envolver com uma visão" K(tima entrava nos prostíbulos para
evangeli'ar as mul,eres e saber de sua saIde com a naturalidade de alguém que senta)se
em um banco no parque" 7on,ecia cada uma pelo nome, preocupava)se com a
inseguran&a das mesmas e não raramente, ao sair do lugar, orava por elas e
objetivamente as desa!iava a abandonar aquela vida e seguir a 7risto" T(rias se
converteram e seguiram a .esus"
Porém tal identi!ica&ão !oi resultado de conviv*ncia" 9agno e K(tima, sentindo a
dire&ão de 3eus para evangeli'ar aquele di!ícil bairro decidiram deixar um local
con!ort(vel para ali comprar uma casa e morar com o povo" 4li também criaram seus
!il,os, do outro lado da rua construíram a igreja, em todas as esquinas cultivaram
amigos e se tornaram não apenas moradores mas membros daquele bairro" Não ,(
identi!ica&ão sem conviv*ncia"

8amuel Tieira1$=2 em seu artigo -9otiva&6es para a planta&ão de igrejaA buscando as
ra'6es concretas0 ele destaca inicialmente as principais ra'6es equivocadas para o
envolvimento no plantio de uma igreja localA a auto)promo&ão ? que tenciona tão
somente projet()lo perante outros ministros e pastoresP b resolu&ão de con!litos ?
quando sua experi*ncia pastoral !oi negativa e procura, portanto, -algo novo0P c busca
de emprego ? quando muitos se envolvem no plantio de igrejas sem voca&ão mas
apenas por oportunidade"
#xpondo as motiva&6es corretas 8amuel Tieira en!ati'aA a a glória de 3eus ? o
investimento naquilo que é desejo de 3eus e apenas para 3eusP b paixão interna ? não
deseja estar em outro lugar !a'endo qualquer outra coisaP c o entendimento de que a
igreja é a !orma mais e!iciente de evangeli'a&ão"
Por !im a!irma que -o c,amado para planta&ão de igrejas pode ser uma estratégia que
3eus coloca em nossos cora&6es e que nos !a' consumir com tal pensamento" Por isto, é
necess(rio que o !ogo de 3eus acenda mais !ortemente em nossos cora&6es" :ue
sejamos consumidos por tal idéia" 4ntes de decidirmos que vamos plantar uma nova
igreja, deveríamos con!irmar nosso c,amado, c,ecando nossas motiva&6es, para a
re!erida tare!a0"
+ necess(rio também re!letirmos sobre o plantador de igrejas do ponto de vista bíblico)
teológico do c,amado ministerial" #m #!ésios =A$$ o apóstolo Paulo nos ensina que o
8en,or c,amou1$@2, em sua /greja, ,omens para !un&6es ministeriais de!inidas, para a
edi!ica&ão do 7orpo, utili'ando aqui @ categoriasA apóstolos, pastores, evangelistas,
mestres e pro!etas" 4lgumas conclus6es textuais são importantes para nós neste
momento"
Primeiramente entendermos que todos os santos !a'em parte do 7orpo, da /greja de
7risto, porém alguns !oram c,amados para exercer !un&ão especí!ica na edi!ica&ão
desta /greja" #m segundo lugar percebermos que o c,amado ministerial é !uncional, ou
seja, precisamos con,ecer o nosso c,amado para mel,or servirmos assim ao 8en,or"
%ambém entendermos que, desta !orma, muitos podem estar tentando servir a 3eus,
atuando ministerialmente em algo distinto do seu c,amado"
:uando utili'amos um título eclesi(stico, seja pastor, evangelista, reverendo ou bispo
estamos recon,ecendo um padrão de tratamento, em decorr*ncia de posi&ão ministerial,
utili'ado por uma denomina&ão" Nem todo -pastor0 tem um c,amado pastoral" 9uitos
são de !ato mestres" Nem todo -evangelista0 é realmente um evangelista" 9uitos são
pastores" # assim por diante"
7reio que identi!icarmos o nosso c,amado ministerial de maneira !uncional F lu' de
#!ésios = é !undamental para servirmos a 3eus" Não se preocupe demasiadamente para
onde voc* vai, mesmo porque a dire&ão geogr(!ica que 3eus nos d( muda com
!reqL*ncia" Preocupe)se em saber quem voc* é ministerialmente" 8e um apóstolo,
pastor, evangelista, pro!eta ou mestre"
G apóstolo, do verbo apostelo indica aquele que é enviado" Re!ere)se ,istoricamente aos
que !oram enviados por 7risto para a expansão de 8ua /greja" .o,n Nnox entendia que o
apóstolo era a pedrin,a lan&ada bem longe, aqueles que são enviados aonde ainda a
mensagem não c,egou, a /greja não est( presente" 9ax\ell se re!ere a estes como os
abridores de camin,o e na tradi&ão cristã os apóstolos !oram usados por 3eus para
inserir a mensagem do evangel,o em lugares ermos e remotos" Podemos entender que
um apóstolo, no sentido !uncional do c,amado, seja alguém atraído pelos perdidos" 8eu
desejo é anunciar a 7risto e ele o !a' com alegria de cora&ão" 4o c,egar em um campo
lan&a o evangel,o por toda parte" :uando nasce a /greja seu cora&ão j( come&a a
despertar interesse para lugares mais distantes e menos alcan&ados" 5m apóstolo,
!uncionalmente, é um plantador de igrejas, atraído pelas massas não alcan&adas, sempre
pensando em um lugar novo para ir, em um campo novo a semear"
G pro!eta, ou pro!etes no texto original, se re!ere Fquele que !ala da parte de 3eus" G
pro!eta não possui compromisso enrai'ado com a /greja mas sim com a mensagem de
3eus" 8eu pra'er est( em anunci()la e quando o !a' entende que cumpriu a missão" +
incon!ormado com o mundo e com a /greja" Não precisa de títulos ou palcos para
apresentar a mensagem" G !a' com um grupo de @ pessoas com a mesma intrepide' que
o !aria para @"HHH" 8ua mensagem é incon!ormada, trans!ormadora, questionadora" Kala
ao povo de 3eus e !ala ao povo sem 3eus"
G pastor, poimenos, é um apascentado do reban,o" 8eu pra'er est( em condu'ir o
reban,o ao 8en,or .esus" 7on,ece a comunidade que apascenta, se envolve com ela,
enraí'a)se onde est(" 8ua alegria é saber como est( cada membro da igreja local, quais
são suas dores, visit()los de casa em casa, abra&()los na porta da igreja" G pastor,
poimenos, é pessoal, pastoral, cuidadoso, envolvido com o grupo"
G evangelista, ou euaggelistes, não é o que entendemos por evangelista" G euanggelistes
no Novo %estamento era mais um discipulador" Kalava de 7risto mas seu desejo
primordial era levar ,omens e mul,eres a serem trans!ormados -ao molde do
evangel,o0" G evangelista reali'a um trabal,o silencioso, pessoal, apaixonado" Reali'a)
se quando ,( amadurecimento dos novos convertidos" :uando passam a amar a 7risto e
a se parecer com ele" 4ma o trabal,o um a um" 8entar com um interessado no
evangel,o, ou recém convertido, e acompan,()lo discipulando)o" + envolvido com o
grupo mas ainda mais envolvido com indivíduos"
G mestre, ou didasOalos, ama a Palavra" 8eu pra'er est( em expor a >íblia de !orma
clara" :uando a mesma é compreendida e aplicada ele se reali'a" Não se apega
demasiadamente a um grupo, podendo transitar entre v(rios visto que a transmissão da
Palavra é seu amor maior" 3edica)se a estud()la, compreend*)la" 7ada nova li&ão é um
ato de amor de 3eus para ele e dele para o povo que o ouve"
R(, certamente, irmãos que possuem um c,amado ministerial para mais de uma destas
!un&6es no 7orpo" 7omo Paulo, podemos ter apóstolos)pro!etas)mestres porém quero
crer que a maioria de nós possui um c,amado primordial, principal, que l,e enc,e o
cora&ão" 4quilo que !a'emos com motiva&ão total e também maior !acilidade" # o
recon,ecimento da /greja também o atesta"
#nviar um poimenos, pastor, para plantar uma igreja onde a Palavra ainda não é
con,ecida e não ,( convertidos é uma temeridade" 3a mesma !orma que indicar um
apostolos, plantador de igrejas, para pastorear um reban,o" Precisamos saber quem
somos, em rela&ão a nosso c,amado ministerial, e mantermos o !oco do mesmo"
Plantadores de igrejas são pessoas c,amadas por 3eus para expor o evangel,o aonde ele
ainda não c,egou, ou ainda não !loresceu" 8eria ideal pensar que em um projeto de
plantio de igrejas ,ouvesse uma equipe com irmãos nestas @ di!erentes !un&6es" #m
termos pr(ticos percebo que muitos ministros são mal direcionados em seus ministérios,
e também o permitem" 4s ve'es por !alta de oportunidade ideal" 4s ve'es por !alta de
orienta&ão" %en,o visto irmãos com claro c,amado ministerial atuando em (rea distante
deste seu per!il ministerial, e pagando por isto um alto pre&o de desanimo e
descontentamento" 8e um consel,o pudesse ser dado seria esteA cumpra o seu ministério
para o qual 3eus o c,amou" Não se contente com nada menos que isto" Não negocie o
seu c,amado perante convites interessantes e propostas tentadoras" Nem mesmo o
desejo do cora&ão de entrar em uma 'ona de con!orto" Lembre)se do seu compromisso
com 3eus"
4os seminaristas e estudantes ten,o sugerido que se testem no campo da igreja local ou
da rua, dos povoados ou dos condomínios nas metrópoles" .ovens que son,am em
plantar igrejas devem ir para onde a /greja não est(" %ransitar pelas ruas, conversar com
incrédulos, se expor a um projeto (ou coopera&ão com um projeto que vise plantar uma
igreja onde a Palavra ainda não germinou" #m C meses poderão compreender se este é
realmente o c,amado de 3eus" 8e esta é a dire&ão e o que enc,e o cora&ão" 7on,e&o
irmãos aben&oados por 3eus, com claro c,amado ministerial, dons e talentos, mas que
tem desanimado da camin,ada porque permanecem !a'endo aquilo para o qual outro !oi
c,amado" Responda F esta perguntaA F lu' de #!ésios =, para que voc* !oi c,amado Q
9eu pai, Medeon Lidório, era pastor poimenos, ou pastor)pastor como gosto de !alar"
8eu amor estava em acompan,ar o reban,o" 7on,ec*)lo, andar com ele" 4té o dia da
sua morte seu programa predileto era visitar os irmãos, saber de suas dores e ajud()los"
#u era ainda seminarista e lembro)me que ele constantemente me c,amava para !icar
postado F porta da igreja após o culto dominical" 8eu sorriso largo ao ver cada crente
passando" 5m abra&o e uma pergunta pessoal" 4s ve'es sobre alguém da !amília, uma
situa&ão no emprego ou algo mais particular" 8eu pra'er era con,ecer o reban,o e
camin,ar com ele" 8ua maior dor era partir para outro lugar"
8aber quem voc* é, qual o seu c,amado, ir( cooperar para o avan&o do Reino e também
alegria do seu cora&ão