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UNIVERSIDAD DE LA CUENCA DEL PLATA
FACULTAD DE CIENCIAS SOCIALES
CARRERA DE ABOGACIA









CUADERNILLO DE PORTUGUES NIVEL I


PRIMER CUATRIMESTRE - 2011


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SÍMBOLO DO DIREITO
Retrata a Deusa da Justiça Têmis o simbolo do Direito.
Não há que se confundir no entanto tais institutos, apesar de
terem traços bem semelhantes aponto de pensarmos que se
confundem. Dizia Ulpiano certa vez que justiça é dar a cada
um o que é seu. Trata-se na verdade de um juízo ético
valorativo em que cada ser humano pensa eu acho isso justo.
Entretanto há quem discorde e fale: Eu acho injusto. Nota-se
que o que é para um, não o é para o outro. Direito, no entanto,
não segue tal raciocíno. Num belíssimo pensamento, Calmon
de Passos um eminiente processualista civil baiano certa vez
disse: O Direito não é material, não é vegetal, não é mineral,
não tem estrutura molecular, nem atômica nem celular, não é
líquido, nem sólido, nem tampouco gasoso. Então o que é o
Direito? É força simplesmente, quer goste ou não goste, dever
ser aplicado sob pena de no mundo não haver controle social.
Têmis segura em uma de suas mãos (esquerda) um balança,
que representa o equilíbrio, e na mão direita a esparda,
significando a força. Os dois devem caminhar sempre juntos,
não sobrevivendo um isoladamente.





DIA DO ADVOGADO
Logo após a Independência do Brasil, já se realizavam debates na Assembléia Constituinte, e depois na
Assembléia Legislativa, em prol da criação dos cursos jurídicos. Em 11 de agosto de 1827 foram criados os
dois primeiros cursos, um em São Paulo, outro em Pernambuco (Olinda).
Somente após a Revolução de 1930, instalado o Governo Provisório, em 18 de novembro de 1930, foi criada a
Ordem dos Advogados do Brasil, OAB, numa época em que advogados e juristas já participavam ativamente
da movimentação em torno da renovação e das mudanças na política do país (era a época da chamada
República Velha).
A Ordem tem a missão de zelar pela ordem jurídica das instituições, pelo aperfeiçoamento da cultura e das
instituições jurídicas e pela ampliação dos direitos da sociedade, em geral.
Já que no dia 11 de agosto é a data da lei de criação dos cursos jurídicos no Brasil é também o Dia
do Advogado.
Esse dia é também conhecido como o "Dia do Pendura", uma tradição do início do século 20, quando
comerciantes costumavam homenagear os estudantes de Direito deixando-os comer de graça.
O dia é até hoje temido nos restaurantes, pois dizem que a tradição de comer sem pagar continuou a
ser seguida..
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INDICE


ATIVIDADES................................................................................................................ 4

ASPECTOS TEÓRICOS................................................................................................ 26

ASPECTOS FONÉTICOS............................................................................................. 32

ASPECTOS GRAMATICAIS....................................................................................... 33

ASPECTOS TEMÁTICOS............................................................................................ 42

VOCABULARIO........................................................................................................... 43

GLOSSARIO JURÍDICO............................................................................................... 50

EXPRESSõES EM LATIM........................................................................................... 55


















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PARA COMEÇO DE CONVERSA...

Eu não falo portugués
La diferencia de la mayoría de las personas - que entienden idiomas pero no los hablan - a mí me sucede con el
portugués que lo hablo pero no lo entiendo. Es decir, aprendí la música pero me falta la letra. Y como saben que me gusta Brasil,
aunque nos hayan secuestrado a Amparito Grisales, mis amigos me aconsejaban que tomara unas clases para aprenderlo como
―Deus manda‖. Yo pensé que era una pendejada pues español y portugués se parecen tanto que no precisaba tomar clases. Sin
embargo, para salir de las dudas, resolví preguntárselo a Norma Ramos, una buena amiga brasileña con la que me encontré cierto
día en que ambos almorzábamos en una churrasquería rodízio.
- Norma, dime la verdad. Siendo el portugués un dialecto derivado del español, tú crees que necesito tomar clases de portugués? -
le pregunté con el mejor portugués de que fui capaz.
- Al fondo a la derecha - me contestó Norma, y siguió comiendo. Fue una experiencia.
terrible. Allí mismo decidí que no sólo iba a tomar clases de portugués, sino que Norma tendría que ser mi profesora. Ella - que es
puro corazón y mechas rubias - aceptó con resignación misericordiosa. Y como yo le insistiera que me hablase en portugués todo
el tiempo, me dijo que desde el lunes nos sentaríamos a estudiar dentro de su escritório.
Me pareció bastante estrecho el lugar, pero llegué el lunes decidido a todo. Yo creía que el portugués era el idioma más
fácil del mundo. Pero la primera lección que saqué es que resulta peligrosísimo justamente por lo que uno cree que se trata tan
sólo de español deshuesado. Escritório no quiere decir escritorio, sino oficina; en cambio, oficina quiere decir taller y talher
significa cubiertos de mesa. No me atrevía a preguntar a Norma como se dice escritorio (nuestro tradicional escritorio de cajones y
bade en el caso de gerentes de medio pelo), pero ella, que es tan inteligente, lo adivinó en mis ojos aterrados. "Escritorio se dice
escrivaninha", observó Norma. "Escriba niña?", comenté desconcertado. "Así les decimos a las secretárias". Norma sonrió con
benevolencia. Le pedí que decretáramos un rato de descanso. "Un rato en portugués es un ratón", respondió inflexible. "Fíjate lo
que me pasa por hablar como un loro", traté de disculparme. "un louro en portugués es un rubio", dijo ella. "Y rubio seguramente
se dirá "papagayo", comenté yo tratando de hacer un chiste. Glacial, Norma aclaró:
- Ruivo es pelirrojo; y papagaio es loro.
- Perdóname, Norma, pero es que yo hablo mucha basura. - Vassoura no. Lixo. Vassoura quiere decir escoba.
- y escoba significa...
- Escova significa cepillo.
Era suficiente para el primer día. A la siguiente lección regresé dispuesto a cometer la menor cantidad posible de errores. Le rogué
a Norma que me regalara un tinto, a fin de empezar con la cabeza despejada. Me lo trajo un café brasileño, a pesar de lo cual
quise ser amable y dije que lo encontraba exquisito.
- No veo por qué te desagrada - me contestó ella.
- Al contrario: lo encuentro exquisito - insistí yo, sin saber que ya había cometido el primer error del día.
"Exquisito quiere decir, en portugués, desagradable, extraño", suspiró Norma. Confundido, le eché la culpa a la olla. "La panela",
corrigió Norma. "No lo noté endulzado", comenté yo. " "La panela, en portugués, es la olla", dijo Norma. " Y olla no quiere decir
nada?", pregunté yo.
"Olha, quiere decir mira", contestó ella. "Supongo que tendrán alguna palabra para panela", me atreví a decir."Ah... sí ,panela es
rapadura en portugués", me respondió.

Daniel Samper Pizano
Fonte: Anexo 8 do trabalho de MIYAKI, Nina Atuko Mabuchi. Humor e ironia no material didático para o ensino de português -
língua estrangeira. Cadernos do Centro de Línguas, n°1, p. 65-67.1997.

No texto que você leu, existem palavras que têm o mesmo som e escrita diferente que palavras que se chamam homófonas,
também há palavras com a mesma grafia e sons diferentes e se denominam homógrafas.

Essas palavras também são chamadas de falsos amigos, mas tenha cuidado porque esses vocábulos têm sentidos diferentes nas
duas línguas.

Atividades:

a) Sublinhe no texto as palavras que são falsos amigos e seus equivalentes na outra língua.
b) Qual é sua opinião com respeito ao texto? Concorda ou não com o autor? Justifique sua resposta.
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SUGESTÃO 1
Nas tiras a seguir a seguir identifique todas as palavras que você desconhece o
significado.
Procure no dicionário o significado dessas palavras.

Tira 1
a- Em qual dos quadrinhos está centrado o humor? Justifique.
b- Explique o uso do presente contínuos ―está fazendo‖ no primeiro quadrinho e ―estou traçando‖ segundo
quadrinho



a- Por que o primeiro quadrinho está em ―negrito‖ e com letras maiúsculas?
b- Na tira há um pronome possessivo que se repete. Identifique-o. Que importância tem o uso desse
pronome nessa tira?
c- Passe o pronome possessivo presente nos quadrinhos para o masculino.



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Tira 2

a - Transcreva os verbos no futuro imediato do segundo e terceiro quadrinhos.

a- Observe o uso do pronome possessivo ―seus‖ em ―seus caprichos‖ - no terceiro e no último quadrinho. A
quem está se referindo?


Tira 3


a- Que tempo verbal predomina na tira 3?
b- Qual é a marca temporal, presente no primeiro quadrinho, que determina o uso desse tempo?
c- Identifique os adjetivos no segundo e terceiro quadrinhos. Que importância tem o uso desses adjetivos
nessa tira



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Tira 4



a- Nessa tira usou-se três tempos verbais. Quais são?
b- No último quadrinho ―tava‖ está no sentido coloquial. Passe-o para a norma culta.


Tira 5


a- A quem se refere o pronome demonstrativo ―isso‖, segundo quadrinho, e ―isto‖ no último
quadrinho.

b- Que importância tem o uso desses pronomes (para formar o humor) nessa tira?


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Tira 6






a- Explique o uso dos pronomes demonstrativos ―este‖ , primeiro quadrinho, e ―aquele‖, segundo
quadrinho.


SUGESTÃO 2: Fonética
Cada professor escolherá uma música.
Sugestão: “É por você que canto” – Leandro e Leonardo

Proposta 1

a- Escutar o tema musical duas vezes.
b- Reconhecer os sons e as palavras repetidas e anotá-las.
c- Realizar a posta em comum com os demais integrantes do grupo.

Proposta 2

a- Escutar novamente a canção e estimar ou desestimar as palavras registradas;
b- Incluir outras percibidas individualmente ou modificar aquelas que causam dúvidas.
c- A partir das palavras que mais se usam na canção, propor um título para a mesma..
d- Realizar a posta em comum, compartindo os títulos selecionados pelos companheiros.
e- Registrar os títulos na lousa.
f- Discutir sobre o significado e pertinência. Justificar e defender as propostas.
g- Ler o texto completo e determinar qual se aproxima mais ao texto.

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Proposta 3

a- Partindo das palavras reconhecidas e dos títulos propostos, tente explicar por escrito, o conteúdo global
do texto.
b- Realizar a puesta em comum. Escutar o que dizem os demais. Registrar as ideias que cada um considere
significativas.
c- Reformular o texto produzido na questão a, resumindo-o a três ou quatro frases e pensando na
possibilidade de apresentá-lo em paleógrafos escritos nas duas línguas (Português- Castelhano).

SUGESTÃO 3:
1- Realizar a leitura do texto.
2- Reconstruir o sentido a partir do intercâmbio em grupos. Usar dicionários ou outras ferramentas que
possibiliten a compreensão.
3- Expor quais foram as dificultades que se apresentaram para a compreensão. Enumerá-las compartir com
o grupo.
4- Identificar casos que apresentam diferenças com a língua espanhola (acentos, finalización de palabras,
supresión de grafemas, sustitución de grafemas, alteración, otros fenómenos que llamen la atención).
5- Identificar marcas gramaticais.

TEXTO 1
O vexame das aposentadorias

Os benefícios concedidos a ex-governadores e a seus herdeiros são um roubo e desmoralizam os políticos.
Causam asco as aposentadorias inconstitucionais, milionárias e vitalícias de ex-governadores e seus herdeiros. Esses benefícios são
um roubo e desmoralizam a profissão de político. Em toda a sua vida ativa, o cidadão comum e assalariado é chamado de ―contribuinte‖.
O nome é correto. Contribuímos ao pagar impostos. No Brasil, infelizmente, os impostos são escorchantes e não servem para seu fim
mais nobre.

Em países civilizados, essa contribuição tem um sentido público claro. Medicina e educação costumam ter qualidade e ser gratuitas.
Quantos de nós pagaríamos impostos com mais alegria se o dinheiro descontado mensalmente do salário financiasse serviços para os
mais carentes e a classe média.

A aposentadoria máxima é de R$ 3.200 por mês para quem trabalha 35 anos. Mas os ex-governadores estão acima das regras. Mesmo
que governem um Estado por apenas alguns dias, podem ganhar aposentadoria de R$ 10 mil a R$ 24 mil. Para sempre, até morrer. E,
após a morte, as viúvas assumem integralmente o benefício.

O Supremo Tribunal Federal, em 2007, considerou inconstitucional a aposentadoria de Zeca do PT, ex-governador de Mato Grosso do
Sul. Mas o STF é mais lento quando a ação se destina a derrubar a mesma lei no Maranhão. Essa ação ―está tramitando‖ no Supremo. O
alvo é o clã Sarney: José e a filha Roseana ganham pensão vitalícia de R$ 24 mil. São tantos os penduricalhos na conta do magnata da
política José Sarney que, durante um ano, ele não percebeu que depositaram irregularmente o auxílio-moradia de R$ 3.800. Foram R$
45 mil de ―equívoco‖, que depois ele afirma ter devolvido.

O senador, ex-presidente e ex-governador do Maranhão ganha subsídio de R$ 26 mil, verba para passagens, casa, gasolina, e ainda por
cima uma pensão eterna. Como descobrir aquilo a que não tem direito? Sarney tem direito a tudo, mesmo que seu Maranhão tenha
indicadores sociais lamentáveis. Como disse o ex-presidente Lula, Sarney ―não pode ser julgado como um homem comum‖.
A OAB entrou no Supremo, na sexta-feira, com ações de inconstitucionalidade contra as aposentadorias de ex-governadores de dois
Estados: Sergipe e Paraná. As pensões são descritas como ―grave ofensa ao princípio republicano‖.

Os benefícios concedidos a ex-governadores e a seus herdeiros são um roubo e desmoralizam os políticos

O Paraná é um caso especial e curioso de hipocrisia. Não contente com os R$ 18 mil mensais que recebeu de pensão nos últimos
meses, o senador tucano Álvaro Dias pediu à Justiça mais de R$ 1,5 milhão de benefícios retroativos pelo período em que governou o
Paraná, de 1987 a 1991. Depois de flagrado, disse que a dinheirama seria para doar a uma instituição assistencial que mantém uma
creche em Curitiba. ―Centavo por centavo‖, diz ele. Você acredita?

Digamos que sim. Que Álvaro Dias seja um senador beneficente, em busca de uma vaga no reino dos céus. Mas o senador por acaso
sabe que caridade se faz com o próprio dinheiro, e não com o dinheiro de seus eleitores? Eles podem preferir doar para cegos, órfãos,
idosos. Ou simplesmente não doar o que não têm, porque ainda sonham com impostos menores e mais justos no Brasil. Como disse o
presidente da OAB, Ophir Cavalcante, ―queremos estancar essa sangria com dinheiro público‖.
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É estranho que uma imoralidade como essa seja praticada em vários Estados há anos, sem que ninguém se rebele. Ninguém sabia de
nada? Fala-se tanto de rombo na Previdência. Nós pagamos mais de R$ 30 milhões por ano de pensões para ex-governadores de todos
os partidos. São os mesmos políticos que, no Senado, querem a volta da CPMF porque a saúde está em frangalhos.
Por que o STF não cria uma regra para todo o país? Regrinha básica: ―Ex-governadores não podem violar a Constituição nem meter a
mão no bolso dos outros‖. Dá para entender?

Queria dar voz a um leitor de Belo Horizonte, Luiz Antonio Mendes Ribeiro: ―Pura safadeza! Esses políticos desrespeitam as leis,
engendram mutretas para se locupletar e não se envergonham de nada. Vamos dar um choque de decência nisso‖.
Vamos mesmo?

POR. RUTH DE AQUINO 27/01/2011 - 13:03 - ATUALIZADO EM 28/01/2011 - 17:13
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TEXTO 2
As diferenças de estilo entre Dilma Rousseff e Cristina Kirchner
Em sua primeira viagem ao exterior como presidenta, Dilma se encontra com a líder argentina
Elas foram eleitas com a ajuda de seus antecessores e iniciaram seus mandatos sob o desafio de imprimir a própria marca como
chefes de Estado. Nesta segunda-feira (31), as duas se reuniram, pela primeira vez, como comandantes dos países mais
importantes da América do Sul. Mas o momento vivido pela brasileira Dilma Rousseff é bem diferente que o da argentina Cristina
Kirchner. Em sua primeira viagem ao exterior como presidenta do Brasil, Dilma chegou a Buenos Aires embalada pela popularidade
recorde de seu padrinho, o ex-presidente Lula. Encontrou em Cristina Fernández de Kirchner uma presidenta em fim de mandato e
abalada pela morte recente do marido, o ex-presidente Néstor Kirchner, principal responsável por sua eleição. Entre elas há
também marcantes diferenças de personalidade e estilo de governo. As relações entre Brasil e Argentina dependem de como as
presidentas vão lidar com esse cenário.
Dilma tem a clara intenção de facilitar a convivência. Os argentinos temiam um mau começo causado pelo fato de Cristina não ter
ido à posse da brasileira. Ela passou o fim de ano com os filhos em Río Gallegos, ainda em luto pela morte do marido ocorrida dois
meses antes. A escolha da Argentina como primeiro destino internacional mostra que Dilma não ficou magoada e pôs os vizinhos
como prioridade em sua agenda externa. Da parte argentina, a impressão sobre Dilma é a melhor possível. ―Nunca se tinha visto
um momento tão pró-Brasil na Argentina. O kirchnerismo vê no Brasil um modelo de Estado desenvolvimentista com autonomia‖,
afirma Julio Burdman, do Observatório Eleitoral Latino-Americano.
Mesmo com vento favorável, Dilma terá de conviver com alguém que faz tudo ao contrário do que ela defende em termos de
administração (leia o quadro abaixo). Dilma se mostra preocupada com a gestão de recursos e a eficiência de seus ministros.
Cristina é criticada pela falta de planejamento e por se cercar de um pequeno grupo mais interessado em se agarrar ao poder que
em ajustar a economia do país. O PIB argentino deverá subir 7,5% em 2010, mas a inflação bate na casa dos 25% e bolsões de
pobreza crescem em torno da capital. Mesmo com a oposição fragmentada, a desconfiança sobre a capacidade de Cristina em
governar coloca em risco sua candidatura ao segundo mandato. Há eleições presidenciais em outubro
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OBS- PODE-SE TRABALHAR OUTROS TEXTOS – A CRITERIO DO PROFESSOR
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SUGESTÃO 4- COMPREENSÃO E INTERPRETACÃO DE TEXTOS
TEXTO 1 - Mitos e lendas
As lendas são estórias contadas por pessoas e transmitidas oralmente através dos tempos. Misturam fatos
reais e históricos com acontecimentos que são frutos da fantasia. As procuraram dar explicação a
acontecimentos misteriosos ou sobrenaturais.
Os mitos são narrativas que possuem um forte componente simbólico. Como os povos da antiguidade
não conseguiam explicar os fenômenos da natureza, através de explicações científicas, criavam mitos
com este objetivo: dar sentido as coisas do mundo. Os mitos também serviam como uma forma de passar
conhecimentos e alertar as pessoas sobre perigos ou defeitos e qualidades do ser humano. Deuses, heróis
e personagens sobrenaturais se misturam com fatos da realidade para dar sentido a vida e ao mundo
Lenda 1






O Negrinho do Pastoreio é uma lenda do folclore brasileiro, surgida no Rio Grande do Sul.
De origem africana, esta lenda surgiu no século XIX, período em que ainda havia
escravidão no Brasil. Esta lenda retrata muito bem a violência e injustiças impostas aos
escravos.

De acordo com a lenda, havia um menino negro escravo, de quatorze anos, que possuía a
tarefa de cuidar do pasto e dos cavalos de um rico fazendeiro. Porém, num determinado dia,
o menino voltou do trabalho e foi acusado pelo patrão de ter perdido um dos cavalos. O
fazendeiro mandou açoitar o menino, que teve que voltar ao pasto para recuperar o cavalo.
Após horas procurando, não conseguiu encontrar o tal cavalo. Ao retornar á fazenda foi
novamente castigado pelo fazendeiro. Desta vez, o patrão, para aumentar o castigo colocou
o menino pelado dentro de um formigueiro. No dia seguinte, o patrão foi ver a situação do
menino escravo e ficou surpreso.O garoto estava livre, sem nenhum ferimento e montado
no cavalo baio que havia sumido. Conta a lenda que foi um milagre que salvou o menino,
que foi transformado num anjo.
O Negrinho do Pastoreio é considerado, por aqueles que acreditam na lenda, como
o protetor das pessoas que perdem algo. De acordo com a crença, ao perder alguma coisa,
basta pedir para o menino do pastoreio que ele ajuda a encontrar. Em retribuição, a pessoa
deve acender uma vela ao menino ou comprar uma planta ou flor.




a- Identifique os verbos e o tempo em que foi usado.
b- Justifique o uso desses tempos verbais nesse tipo de texto.













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Lenda 2







SACI-PERERÊ: um dos mais populares personagens do folclore brasileiro
Você sabia que o Dia do Saci foi criado pelo governo do Brasil em 2005 com o objetivo de
resgatar figuras do folclore brasileiro, em contraposição ao "Dia das Bruxas", ou ―Halloween‖,
da cultura americana. Mas, você sabe quem é o saci? O Saci-Pererê é uma lenda do folclore
brasileiro que originou-se entre as tribos indígenas do sul do Brasil. Ele possui apenas uma
perna, usa um gorro vermelho e sempre está com um cachimbo na boca. Inicialmente, o saci
era retratado como um curumim endiabrado, com duas pernas, cor morena, além de possuir
um rabo típico. Com a influência da mitologia africana, o saci se transformou em um negrinho
que perdeu a perna lutando capoeira, além disso, herdou o pito, uma espécie de cachimbo e
ganhou da mitologia européia, um gorrinho vermelho. A principal característica do saci é a
travessura.
Muito brincalhão, ele se diverte com os animais e com as pessoas, muito moleque ele acaba
causando transtornos como: fazer o feijão queimar, esconder objetos, jogar os dedais das
costureiras em buracos e outras. Segundo a lenda, o Saci está nos redemoinhos de vento e
pode ser capturado jogando uma peneira sobre eles. Após a captura, deve-se retirar o capuz
da criatura para garantir sua obediência e prendê-lo em uma garrafa. Diz também a lenda,
que os Sacis nascem em brotos de bambus, onde vivem sete anos e após esse tempo, vivem
mais setenta e sete para atentar a vida dos humanos e animais, depois morrem e viram um
cogumelo venenoso ou uma orelha de pau.







a- Identifique no texto os adjetivos que caracterizam o Saci-Pererê.


Lenda 3







A VITÓRIA-RÉGIA

Os pajés tupis-guaranis, contavam que, no começo do mundo, toda vez que a Lua se
escondia no horizonte, parecendo descer por trás das serras, ia viver com suas virgens
prediletas. Diziam ainda que se a Lua gostava de uma jovem, a transformava em estrela do
Céu.

Naiá, filha de um chefe e princesa da tribo, ficou impressionada com a história. Então, à noite,
quando todos dormiam e a Lua andava pelo céu, Ela querendo ser transformada em estrela,
subia as colinas e perseguia a Lua na esperança que esta a visse.
E assim fazia todas as noites, durante muito tempo. Mas a Lua parecia não notá-la e dava
para ouvir seus soluços de tristeza ao longe. Em uma noite, a índia viu, nas águas límpidas de
um lago, a figura da lua. A pobre moça, imaginando que a lua havia chegado para buscá-la,
se atirou nas águas profundas do lago e nunca mais foi vista.
A lua, quis recompensar o sacrifício da bela jovem, e resolveu transformá-la em uma estrela
diferente,daquelasque brilham no céu. Transformou-a então numa "Estrela das Águas", que é
a planta Vitória Régia. Assim, nasceu uma planta cujas flores perfumadas e brancas só
abrem à noite, e ao nascer do sol ficam rosadas




b- Que lenda correntina corresponde à lenda acima?
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Lenda 4






O CURUPIRA (CAAPORA)

Entre os mitos indígenas, o Curupira é incontestavelmente o mais antigo, companheiro
inseparável das crenças populares, de onde se admite a possibilidade de ser
verdadeiramente indígena, senão antes legado pela população primitiva que habitou o Brasil
no período pré-colombiano e que descendia dos invasores asiáticos. Curupira, de ―curu‖,
abreviação de ―curumim‖ e ―pora‖, corpo ou corpo de menino. É a ―Mãe do Mato‖, o tutor da
floresta, que se torna benéfico ou maléfico aos freqüentadores desta, segundo as
circunstâncias e o seu procedimento. Ele possui várias formas apresentando-se através de
uma figura de um menino de cabelos vermelhos, peludo, com a particularidade de ter os pés
virados para trás, pode Ter os dentes azuis ou verdes e é orelhudo. Todos lhe celebraram as
manifestações como guardião das florestas.
Para crença em geral, ele o Senhor, a Mãe, o Guardião das florestas e da caça, que castiga
a todo aquele que a destrói, premiando a aqueles que não o contrariam no seu desejo de
manter a mata viva, e também para aqueles que se mostram solícitos e obedientes. O
Curupira, ora é imperioso e brutal, ora é delicado e compassivo, ora não admite desrespeito
ou desobediência, ora se deixa iludir como uma criança. Segundo uma crença generalizada,
é o responsável pelos estrondos da floresta. Assim, quando no meio da mata se ouve um
estrondo, que não seja uma trovoada, pode estar certo que o Curupira anda por ali… Sob
sua guarda direta está a caça que protege, mas entende o caçador e é sempre propício ao
homem que mate de acordo com suas necessidades, ou seja, para matar a fome dos seus
filhos. Mostra-se extremamente hostil ao caçador que persegue e mata as fêmeas quando
prenhas ou cause danos aos filhotes. Para estes o curupira vira uma fera e um é inimigo
terrível. Consegue iludi-los sob a feição de caça, levando-os longe… Também é capaz de
imitar a voz humana para atrair os caçadores, fazendo-os com que se percam dentro da
floresta deixando-os no mato abandonados à fome e ao desamparo. Além de ser protetor
dos animais, o Curupira é considerado o Senhor das Árvores. Ele cuida de todas, protege as
mudinhas, admira as grandes e bela árvores da floresta. Dizem que armado com um casco
de jabuti, bate nas árvores para ver se conservam-se fortes para resistir as tempestades.






a- Quem é o Curipira?
b- Que lenda correntina corresponde à lenda “Curupira”? (Tem as mesmas características? Em que se
diferenciam?)
c- Identifique os verbos no presente.
d- Sublinhe os pronomes possessivos.
e- Explique o uso do pronome demonstraitvo “desta” em destaque no texto.












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TEXTO 2 - MAR PORTUGUÊS
Ó Mar salgado, quanto do teu sal são
lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães
choraram!
Quantos filhos em vão rezaram!
5 Quantas noivas ficaram por casarpara
que tu fosses nosso, ó mar!
Valeu a pena? Tudo vale a pena se a
alma não é pequena.
Quem quer passar além do Bojador
10 tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
mas nele é que espelhou o céu!
(Fernando Pessoa, in Mensagem)

1) Segundo o poeta, o sofrimento do povo ocorreu:
a) apesar das conquistas portuguesas d) em virtude das conquistas portuguesas
b) para as conquistas portuguesas e) antes das conquistas portuguesas
c) após as conquistas portuguesas

2) A metáfora existente nos dois primeiros versos do poema estabelece:
a) a força moral de Portugal
b) a incoerência do sofrimento diante das conquistas
c) a importância do sofrimento para que o povo deixe de sofrer
d) a profunda união entre as conquistas e o sofrimento do povo
e) a inutilidade das conquistas portuguesas

3) Além da metáfora, os dois primeiros versos contêm:
a) prosopopéia, epíteto de natureza, eufemismo
b) antítese, pleonasmo, eufemismo
c) apóstrofe, epíteto de natureza, metonímia
d) prosopopéia, pleonasmo, antítese
e) apóstrofe, hipérbole, sinestesia

4) “Quantos filhos em vão rezaram!” Com este verso, entendemos que:
a) o sofrimento do povo foi inútil.
b) o povo português da época era muito religioso.
c) muita gente perdeu entes queridos por causa das conquistas portuguesas.
d) a força da fé contribuiu efetivamente para as conquistas do país.
e) a religiosidade do povo português era inútil.

5) As palavras que melhor definem o povo português, de acordo com as idéias contidas no texto, são:
a) fé e competência d) inteligência e maturidad
b) orgulho e religiosidade e) perseverança e ambição
c) grandeza e tenacidade

6) Segundo o texto, para se ir sempre adiante é necessário:
a) crer no destino d) aceitar a dor
b) viver com alegria e) vencer o sofrimento
c) objetivar sempre o progresso

7) Por um processo anafórico, a palavra nele (/. 12) tem como referente no texto:
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a) Mar (/. 1) b) Deus (/.11) c) perigo (/.11) d) abismo (/.11) e) céu (/.12)

TEXTO 3 - A anfitriã americana

Diretora da maior agência de intercâmbio de estudantes nos EUA pede a consulados no Brasil que facilitem
vistos para brasileiros

As empresas de intercâmbio de estudantes, que enviam 13 mil jovens todo ano aos Estados Unidos para
estudar, podem definhar por conta das dificuldades impostas para conceder vistos. Para evitar que isso aconteça,
a vice-presidente do American Institute for Foreign Study (Aifs), Marcie Schneider, veio ao Brasil conversar com
os responsáveis nas embaixadas americanas no Rio de Janeiro e em São Paulo. A idéia é divulgar os programas
de intercâmbio da empresa e de sua parceira no Brasil, a Experimento, além de entender como o processo de
obtenção de visto está correndo por aqui. Depois de deixar foto e impressões digitais no Aeroporto Internacional
do Rio de Janeiro, Marcie falou a ÉPOCA.
ÉPOCA – A dificuldade de conseguir visto para os EUA está prejudicando o intercâmbio?
Marcie Schneider – Ainda não quantificamos o problema, mas estamos preocupados. Há políticos americanos
receosos de que essas medidas afetem o turismo e o número de estrangeiros interessados em estudar em
universidades americanas, por exemplo. Temos de prevenir para que isso não aconteça.
ÉPOCA – Como?
Marcie – Estou me concentrando nos responsáveis pela concessão de visto a estudantes nas embaixadas.
Pretendo ver como esse processo está acontecendo por aqui. Não queremos que as novas regras de obtenção
de visto prejudiquem a procura de estudantes brasileiros pelo intercâmbio. Boa parte dos estudantes que
atendemos é do Brasil. O que fazemos é um lobby com o governo americano para que isso não se torne um
obstáculo grande demais para quem deseja estudar nos Estados Unidos.
ÉPOCA – Que tipo de lobby?
Marcie – Pressionamos para que não haja muitos entraves à obtenção do visto. Explicamos quão positiva pode
ser a experiência de intercâmbio, tanto para o estudante estrangeiro como para o americano que o recebe.
Nesse ponto, as embaixadas até têm nos ouvido bem. Elas também querem ter certeza de que, se o estudante
pega o visto de um ano, vai voltar para casa quando esse tempo passar.
ÉPOCA - Há um perfil específico do brasileiro que tem chances de conseguir o visto e do que não tem?
Marcie – As embaixadas americanas dão preferência aos que sabem realmente o que querem fazer. A maior
preocupação não é em relação a terrorismo vindo do Brasil. Um brasileiro que, na entrevista na embaixada, diz
que vai estudar nos Estados Unidos porque quer ser professor, aprimorar o inglês ou conseguir um emprego
melhor quando voltar tem maiores chances de conseguir o visto. A pessoa deve mostrar que possui objetivos
claros. Já quem tem muitos parentes nos Estados Unidos vai ter dificuldades.
ÉPOCA – A determinação do governo de Bush de exigir a identificação de brasileiros que pisam nos Estados
Unidos fez com que o Brasil passasse a exigir o mesmo dos americanos. O que você acha disso?
Marcie – O Brasil é o único país que está fazendo isso e acho justo. Se os brasileiros têm de ser identificados
quando vão para os Estados Unidos, é justo que façam o mesmo com os americanos.
(Época, 09 fev. 2004, p. 49.)
1- Leia o texto com atenção.
2- Destaque todas as palavras desconhecidas e procure no dicionário o significado de acordo com o
texto.
3. Qual é temática que se apresenta na entrevista?

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4- Assinale a alternativa que apresenta adequadamente o grupo defendido pela empresária norte-
americana no texto:

a) Embaixadas norte-americanas anti-terroristas.
b) Estudantes brasileiros em busca de intercâmbio nos Estados Unidos.
c) Estudantes estrangeiros que permanecem nos Estados Unidos após o fim da validade do visto.
d) Políticos norte-americanos preocupados com estudantes estrangeiros no Brasil.
e) Professores brasileiros que pretendem se aperfeiçoar nos Estados Unidos.

5. Com base no texto, assinale a alternativa correta quanto às causas e aos efeitos das exigências
norte-americanas para fins de entrada naquele país:

a) Estudantes estrangeiros entravam e continuam entrando nos Estados Unidos sem problemas.
b) Há pouca atenção quanto aos efeitos destas exigências sobre o turismo nos Estados Unidos.
c) O governo brasileiro determinou que norte-americanos sejam fotografados e deixem suas impressões digitais
quando chegam ao Brasil.
d) O intercâmbio escolar preocupou o governo norte-americano porque havia um fraco desempenho dos
estudantes estrangeiros nos Estados Unidos.
e) O risco de terrorismo nos Estados Unidos é um aspecto secundário para estas exigências.

TEXTO 4 - Burocratas cegos

A decisão, na sexta-feira, da juíza Adriana Barreto de Carvalho Rizzotto, da 7a Vara Federal do Rio,
determinando que a Light e a Cerj também paguem bônus aos consumidores de energia que reduziram o
consumo entre 100 kWh e 200 kWh fez justiça. A liminar vale para todos os brasileiros. Quando o Governo se
lançou nessa difícil tarefa do racionamento, não contou com tamanha solidariedade dos consumidores. Por isso,
deixou essa questão dos bônus em suspenso. Preocupada com os recursos que o Governo federal terá que
desembolsar com os prêmios, a Câmara de Gestão da Crise de Energia tem evitado encarar essa questão,
muito embora o próprio presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, já tenha dito que o bônus será
pago. Decididamente, os consumidores não precisavam ter lançado mão da Justiça para poder ter a
garantia desse direito. Infelizmente, o permanente desrespeito ao contribuinte ainda faz parte da cultura dos
burocratas brasileiros. Estão constantemente preocupados em preservar a máquina do Estado. Jamais pensam
na sociedade e nos cidadãos. Agem como se logo mais na frente não precisassem da população para vencer as
barreiras de mais essa crise. (Editorial de O Dia, 19/8/01
1) De acordo com o texto:
a) a juíza expediu a liminar porque as companhias de energia elétrica se negaram a pagar os bônus aos
consumidores.
b) a liminar fez justiça a todos os tipos de consumidores.
c) a Light e a Cerj ficarão desobrigadas de pagar os bônus se o Governo fizer a sua parte.
d) o excepcional retorno dado pelos consumidores de energia tomou de surpresa o Governo.
e) o Governo pagará os bônus, desde que as companhias de energia elétrica também o façam.
2) Só não se depreende do texto que:
a) os burocratas brasileiros desrespeitam sistematicamente o contribuinte.
b) o governo não se preparou para o pagamento dos bônus.
c) o chefe do executivo federal garante que os consumidores receberão o pagamento dos bônus.
d) a Câmara de Gestão está preocupada com os gastos que terá o Governo com o pagamento dos
bônus.
e) a única forma de os consumidores receberem o pagamento dos bônus é apelando para a Justiça.

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3) De acordo com o texto, a burocracia brasileira:
a) vem ultimamente desrespeitando o contribuinte.
b) sempre desrespeita o contribuinte.
c) jamais desrespeitou o contribuinte.
d) vai continuar desrespeitando o contribuinte.
e) deixará de desrespeitar o contribuinte.
4) A palavra que justifica a resposta ao item anterior é:
a) infelizmente b) constantemente c) cultura d) jamais e) permanente
5) Os burocratas brasileiros:
a) ignoram o passado. b) não valorizam o presente. c) subestimam o passado.
d) não pensam no futuro. e) superestimam o futuro.
6) Pode-se afirmar, com base nas idéias do texto:

a) A Câmara de Gestão defende os interesses da Light e da Cerj.
b) O presidente da República espera poder pagar os bônus aos consumidores.
c) Receber o pagamento dos bônus é um direito do contribuinte, desde que tenha reduzido o consumo
satisfatoriamente.
d) Os contribuintes não deveriam ter recorrido à Justiça, porque a Câmara de Gestão garantiu o pagamento dos
bônus.
e) A atuação dos burocratas brasileiros deixou a Câmara de Gestão preocupada.

TEXTO 5
Não faz muito tempo, a mata virgem, as ondas generosas e as areias brancas da Praia do Rosa, no sul
catarinense, despertaram a atenção de surfistas e viajantes em busca de lugares inexplorados. Era meados dos
anos 70, e este recanto permanecia exclusivo de poucas famílias de pescadores. O tempo passou e hoje
―felizmente‖, conforme se ouve em conversas com a gente local, o Rosa não mudou. Mesmo estando localizada
a apenas 70 quilômetros de Florianópolis e vizinha do badalado Balneário de Garopaba, a Praia do Rosa
preserva, de forma ainda bruta, suas belezas naturais. É claro que houve mudanças desde sua
descoberta pelos forasteiros. Mas, ao contrário de muitos lugarejos de nossa costa que tiveram a natureza
devastada pela especulação imobiliária, esta região resiste intacta graças a um pacto entre moradores e donos
de pousadas. Uma das medidas adotadas por eles, por exemplo, é que ninguém ocupe mais de 20% de seu
terreno com construção. Assim, o verde predomina sobre os morros de frente para o mar azul repleto de baleias.
Baleias? Sim, baleias francas, a mais robusta entre as espécies desses mamíferos marinhos, que chegam a
impressionantes 18 metros e até 60 toneladas. (Sérgio T. Caldas, na Os caminhos da Terra, dez./00) .

1) Quanto à Praia do Rosa, o autor se contradiz ao falar:
a) da localização b) dos moradores c) da mudança d) do tempo e) do valor

2) O texto só não nos permite afirmar, com relação à Praia do Rosa:

a) mantém intactas suas belezas naturais.
b) manteve-se imune à especulação imobiliária.
c) não fica distante da capital do Estado.
d) no início dos anos 70, surfistas e exploradores se encantaram com suas belezas naturais.
e) trata-se de um local tranqüilo, onde todos respeitam a natureza.

3) Pelo visto, o que mais impressionou o autor do texto foi a presença de:
a) moradores b) baleias c) surfistas d) donos de pousadas e) viajantes

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4) O fator determinante para a preservação do Rosa é:

a) a ausência da especulação imobiliária
b) o amor dos moradores pelo lugar
c) a consciência dos surfistas que freqüentam a região
d) o pacto entre moradores e donos de pensão
e) a proximidade de Florianópolis

5) O primeiro período do segundo parágrafo terá o seu sentido alterado se for iniciado por:

a) a despeito de estar localizada
b) não obstante estar localizada
c) ainda que esteja localizada
d) contanto que esteja localizada
e) posto que estivesse localizada

6) O adjetivo empregado com valor conotativo é:
a) generosas b) exclusivo c) bruta d) intacta e) azul

7) O adjetivo “badalado”:

a) pertence à língua literária e significa importante.
b) é linguagem jornalística e significa comentado.
c) pertence à língua popular e significa muito falado.
d) é linguagem científica e significa movimentado.
e) pertence à língua coloquial e significa valiosa.

TEXTO 6
A vida é difícil para todos nós. Saber disso nos ajuda porque nos poupa da autopiedade. Ter pena de si mesmo é
uma viagem que não leva a lugar nenhum. A autopiedade, para ser justificada, nos toma um tempo enorme na
construção de argumentos e motivos para nos entristecermos com uma coisa absolutamente natural:
nossas dificuldades. Não vale a pena perder tempo se queixando dos obstáculos que têm de ser superados para
sobreviver e para crescer. É melhor ter pena dos outros e tentar ajudar os que estão perto de você e precisam
de uma mão amiga, de um sorriso de encorajamento, de um abraço de conforto. Use sempre suas melhores
qualidades para resolver problemas, que são: capacidade de amar, de tolerar e de rir. Muitas pessoas vivem a
se queixar de suas condições desfavoráveis, culpando as circunstâncias por suas dificuldades ou fracassos.
As pessoas que se dão bem no mundo são aquelas que saem em busca de condições favoráveis e se não as
encontram se esforçam por criá-las. Enquanto você acreditar que a vida é um jogo de sorte vai perder sempre. A
questão não é receber boas cartas, mas usar bem as que lhe foram dadas. (Dr. Luiz Alberto Py, in O Dia,
30/4/00)

1) Segundo o texto, evitamos a autopiedade quando:
a) aprendemos a nos comportar em sociedade.
b) nos dispomos a ajudar os outros.
c) passamos a ignorar o sofrimento.
d) percebemos que não somos os únicos a sofrer.
e) buscamos o apoio adequado.

2) Para o autor, o mais importante para a pessoa é:
a) perceber o que ocorre à sua volta.
b) ter pena das pessoas que sofrem.
c) buscar conforto numa filosofia ou religião.
d) esforçar-se para vencer as dificuldades.
e) estar ciente de que, quando menos se espera, surge a dificuldade.


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3) A autopiedade, segundo o autor:
a) é uma doença. b) é problema psicológico. c) destrói a pessoa.
d) não pode ser evitada. e) não conduz a nada.

4) A vida é comparada a um jogo em que a pessoa:
a) precisa de sorte. b) deve saber jogar. c) fica desorientada,
e) geralmente perde. e) não pode fazer o que quer.

5) A superação das dificuldades da vida leva:
a) à paz b) à felicidade c) ao equilíbrio d) ao crescimento e) à auto-estima

6) Os sentimentos que levam à superação das dificuldade são:
a) fé, tolerância, abnegação b) amor, desapego, tolerância c) caridade, sensibilidade, otimismo
d) fé, tolerância, bom humor e) amor, tolerância, alegria

7) Para o autor:
a) não podemos vencer as dificuldades.
b) só temos dificuldades por causa da nossa imprevidência.
c) não podemos fugir das dificuldades.
d) devemos amar as dificuldades.
e) devemos procurar as dificuldades.

SUGESTÃO 4
1. Leitura e comentario do material que aborda questões relacionadas conm a política lingüística atual.

2. Establecer as causas que justificam esta política.
3. Seleccionar informação sobre o assunto, consultando diferentes fontes.
4. Socializar em aula. Debater e intercambiar ideias.

Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa
Muito se falou e se fala sobre a nova reforma na língua portuguesa. Alguns são a favor, mas pelo que se
vê, a maioria é contra. Há uma crise pessoal diante da mudança ortográfica: como vou escrever e ler de
forma diferente?,
Como vou aprender algo que já tenho como certo e que agora está errado? Como vou ensinar os meus
filhos a falar se a pronúncia está diferente?

Alguns desses pensamentos sobre o acordo ortográfico estão equivocados, principalmente o da última
pergunta! É importante saber que o modo como as palavras são pronunciadas continua da mesma
maneira, bem como o vocabulário e a sintaxe (a organização dos termos na oração).

A respeito do tempo para saber o que é certo e errado com a nova lei, foi assinado, em 29/09/08 pelo
presidente Luiz Inácio Lula da Silva, um decreto que estabelece algumas normas durante o período de
transitoriedade para a nova grafia, o qual iniciou-se em 1º de janeiro de 2009 e vai até 31 de dezembro
de 2012. Durante este tempo, conviverão as ortografias anterior e prevista.

Este decreto de nº 6583 contou com a participação daqueles que entraram em contato até setembro/08
com o Ministério da Educação através de um e-mail disponibilizado no site deste órgão federal. Por meio
deste contato, qualquer cidadão poderia dar sugestões para serem incorporadas no decreto de transição
e também esclarecer dúvidas sobre a nova lei na ortografia.

A reforma ortográfica era para entrar em vigor desde 1990, no entanto, somente três países tinham
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assinado o protocolo modificativo do Acordo Ortográfico: Brasil, Cabo Verde e Portugal. Em julho de 2004
houve uma ratificação do mesmo que regulamentou a concordância de apenas três países quanto à
reforma ortográfica para que a mesma pudesse vigorar.

De acordo com o Ministério da Educação, o acordo ortográfico visa simplificar e aprimorar a língua em
todos os países da comunidade lusitana. Além disso, o governo poderá reforçar acordos de cooperação
entre os países que falam português, como ampliar o acordo de ensino com o Timor Leste, por exemplo.
Segundo o ministro da educação Fernando Haddad, os livros didáticos serão substituídos por outros
atualizados com as novas regras ortográficas. A pretensão é de que em 2010 os alunos de 1º a 5º ano
estejam com os novos materiais didáticos, seguidos do 6º ao 9º ano em 2011 e o ensino médio em 2012.

Todo processo de mudança exige adaptação e há fatores positivos e negativos. Porém, este acordo, com
certeza, trará a unificação da CLP (Comunidade de países de Língua Portuguesa) e, portanto, mais
união. A cultura será valorizada por meio de novas bibliografias lusitanas que agora poderão ser
utilizadas, por exemplo.

Devemos pensar a reforma por um lado positivo, do sentido de unidade e cooperação que ela traz. Não
estamos nos privando de nosso dialeto, ao contrário, estamos nos aproximando de nossos irmãos de
língua e excluindo as barreiras culturais existentes entre os países que têm o português como idioma
oficial, os quais não são poucos: Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe,
Timor Leste, Brasil e Portugal.
Por Sabrina Vilarinho
Graduada em Letras
Equipe Brasil Escola
***************************************************************************************************
SUGESTÃO 5 – Tema: Trânsito
Cada professor elaborará as atividades correspondentes.
Texto 1 - A procuradora e a empregada

Era uma noite de segunda-feira. Há um mês, a procuradora do Trabalho Ana Luiza Fabero fechou um ônibus, entrou na contramão numa
rua de Ipanema, no Rio de Janeiro, atropelou e imprensou numa árvore a empregada doméstica Lucimar Andrade Ribeiro, de 27 anos. Não
socorreu a vítima, não soprou no bafômetro. Apesar da clara embriaguez, não foi indiciada nem multada. Riu para as câmeras. Ilesa, ela
está em licença médica. A empregada, com costelas quebradas e dentes afundados, voltou a fazer faxina.
Na hora do atropelamento, Ana Luiza tinha uma garrafa de vinho dentro da bolsa. Em vez de sair do carro, acelerava cada vez mais,
imprensando Lucimar. Uma testemunha precisou abrir o carro para que Ana Luiza saísse, trôpega, como mostrou o vídeo de um
cinegrafista amador.
Rindo, Ana Luiza disse, para justificar a barbeiragem: ―Tenho 10 graus de miopia, não enxergo nada‖. E, sem noção, tentou tirar os óculos
do rosto de um rapaz. A doutora fez caras e bocas na delegacia do Leblon. Fez ginástica também, curvando e erguendo a coluna. Dali, saiu
livre e cambaleante para sua casa, usando um privilégio previsto em lei: um procurador não pode ser indiciado em inquérito policial. Não
precisa depor. Não pode ser preso em flagrante delito. Não tem de pagar fiança. A mesma lei exige, porém, de procuradores um
―comportamento exemplar‖ na vida. Se Ana Luiza dirigia bêbada, precisa ser afastada. Se estava sóbria, também, pela falta de decoro.
Foi aberta uma investigação disciplinar e penal contra ela em Brasília, no Ministério Público Federal. Levará cerca de 120 dias. Enquanto
seus colegas juízes a julgam, Ana Luiza Fabero está em ―férias premiadas‖ no verão carioca. Ela não respondeu a vários e-mails e a
assessoria de imprensa da Procuradoria informou que o procurador-chefe não falaria nada sobre o assunto porque ―o processo está em
Brasília‖.
Lucimar está traumatizada, com medo de se expor, porque a atropeladora tem poder. Não procurou um advogado. Nasceu na Paraíba e
acha que nunca vai ganhar uma ação contra uma procuradora do Trabalho. Lucimar recebe R$ 700 por mês, trabalha em casa de família,
tem um filho de 6 anos e é casada com Aurélio Ferreira dos Santos, porteiro, de 28 anos. Aurélio me contou como Lucimar vive desde 10
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de janeiro, quando foi atropelada na calçada ao sair do trabalho: ―Minha mulher anda na rua completamente assustada e traumatizada.
Estou tentando ver um psicólogo, porque ela não dorme direito, acorda toda hora com dor. É difícil até para ela comer, porque os dentes
entraram, a boca afundou. Estamos pagando tudo do nosso bolso, particular mesmo, porque no hospital público tem muita fila‖.

A atropelada, traumatizada, nem procurou advogado. Acha que nunca ganharia uma ação contra a doutora

Lucimar quebrou duas costelas, o joelho ficou bastante machucado, o rosto ficou ―todo deformado e inchado‖, segundo o marido. Ela tirou
uma licença médica de dez dias, mas foi insuficiente. Recomeçou a trabalhar há duas semanas, ainda com muitas dores.
O encontro entre a procuradora e a empregada é uma fábula de nossa sociedade desigual. A história sumiu logo da imprensa. As
enchentes de janeiro na serra fluminense fizeram submergir esse caso particular e escabroso. Um mês seria tempo suficiente para Ana
Luiza Fabero ao menos telefonar para a moça que atropelou, desculpando-se e oferecendo ajuda. Nada. Além de falta de juízo, ela
demonstrou frieza e egoísmo. Vive na certeza da impunidade.
―Somos um país de senhoritos, não carregamos nem mala‖, diz o antropólogo Roberto DaMatta, autor do livro Fé em Deus e pé na tábua.
DaMatta associa a violência no trânsito brasileiro a nossa desigualdade. Usamos o carro como instrumento de poder e dominação social,
um símbolo do ―sabe com quem você está falando?‖.
―Dirigir um carro é na verdade uma concessão especial, porque a rua é do pedestre‖, diz DaMatta. Mas nós desrespeitamos o espaço
público. ―No caso da procuradora e da empregada, juntamos uma pessoa anônima com uma impunível‖, afirma. O Estado é usado para
fortalecer o personalismo, a leniência e para isentar as pessoas de responsabilidade física. Em sociedades como a nossa, onde uns poucos
têm muitos direitos e a grande massa muitos deveres, Lucimar nem sabe que pode e deve lutar.

Por: Ruth de Aquino - diretora da sucursal de ÉPOCA no Rio de Janeiro
raquino@edglobo.com.br
Em: www.revistaepoca.globo.br.

Assista ao vídeo em:
http://g1.globo.com/videos/rio-de-janeiro/v/procuradora-sera-investigada-por-atropelamento-em-ipanema/1408485/#/RJTV
2/20110111/page/1


Veja o que diz a lei

Lei seca
A nova Lei 11.705, de junho de 2008, que altera o Código de Trânsito Brasileiro, proíbe o consumo de praticamente qualquer quantidade de
bebida alcoólica por condutores de veículos.
A lei considera crime conduzir veículos com praticamente qualquer teor alcoólico no organismo. Quem for pego sofrerá punições que
variam da multa até a cadeia. O homicídio praticado por um motorista alcoolizado será considerado doloso (com intenção de matar). A lei
prevê também a proibição da venda de bebidas alcoólicas nas das rodovias federais em zonas rurais.
Quem for flagrado com uma dosagem superior a 0,2 gramas de álcool por litro de sangue (equivalente à ingestão de uma lata de cerveja ou
um cálice de vinho) pagará multa de 957 reais, receberá sete pontos na carteira de motorista e terá suspenso o direito de dirigir por um ano.
Aqueles cuja dosagem de álcool no sangue superar 0,6 g/l (duas latas de cerveja) deverão ser presos em flagrante. As penas poderão
variar de seis meses a três anos de cadeia, sendo afiançáveis por valores entre 300 e 1.200 reais. Os infratores também perderão o direito
de dirigir por um ano
Obs. Dois bombons com recheio de licor e anti-séptico bucal que contenha álcool, por exemplo, são suficientes para o resultado positivo.
Pode-se repetir o teste após um intervalo de cerca de 20 minutos – o resultado não acusará mais a presença de álcool.









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Texto 2
Detran registra uma média de três casos de racha por semana em Santa Catarina 02/02/11
Números de 2010 mostram 139 ocorrências em vias urbanas e rodovias estaduais
Pedro Rockenbach | pedro.rockenbach@diario.com.br
Para saciar o espírito da rivalidade, alguns motoristas transformam vias públicas em pistas de corridas.
Pelos menos 139 "pilotos" foram multados por praticar rachas em ruas urbanas e rodovias estaduais no
ano de 2010 em Santa Catarina, segundo registros do Departamento Estadual de Trânsito (Detran). Isso
representa, em média, três ocorrências por semana.
Chapecó, Blumenau e Joinville lideraram o número de casos, com 11 autuações em cada município. Na
semana passada, a cidade do Oeste catarinense fez o primeiro flagrante de 2011. Numa corrida ilegal, na
Avenida Getúlio Vargas, um Gol, pilotado por um jovem de 20 anos, acabou provocando um acidente. O
carro atingiu outro que estava parado no semáforo e capotou
O ano passado registrou crescimento de ocorrências de rachas em comparação com 2009, quando o
Detran contabilizou 121 multas por essa prática. Entre 2008 e 2010, Joinville foi o município com mais
casos, totalizando 31 autos de infração, seguido de Criciúma (25) e Chapecó (14).

— Mas isso representa ocorrências em que o policial teve certeza de que se tratava de um racha. Várias
vezes a disputa acontece, porém não é possível autuar porque um dos carros ou motos acaba
escapando — destacou Marcos Zanfra, assessor de comunicação do Detran.

Racha pode ter causado mortes em Braço do Norte

Em 2010, um dos casos mais graves, que pode estar envolvido com racha em rodovias estaduais,
aconteceu em Braço do Norte, no Sul de Santa Catarina. A batida frontal entre dois carros provocou a
morte de duas pessoas e deixou outras três feridas com gravidade, na SC-438, no dia 3 de
junho.Um Chevrolet Vectra atingiu um Renault Clio.

A motorista do Clio, Ligia Heidemann Schurroff, 23 anos, e a passageira, Simone Sebastião, 24 anos,
morreram no local. Segundo testemunhas, o Vectra estaria participando de um racha. O motorista do
veículo foi indiciado por homicídio doloso — quando há intenção de matar.

O que diz a lei

Os rachas são enquadrados no artigo 173 de Código de Trânsito Brasileiro e punidos como "disputa de
corrida por espírito de emulação" em vias públicas. Ou seja, correr por causa do estímulo de uma
rivalidade. Flagrado cometando a infração classificada como gravíssima, o motorista recebe uma multa
(três vezes), tem a carteira de habilitação apreendida e o veículo recolhido.

Quando acontece algum tipo de dano material a bens públicos ou terceiros, o racha pode ser
caracterizado como crime, de acordo com o artigo 308 do código. Detenção de seis meses a dois anos,
multa e suspensão ou proibição de se obter a permissão ou a habilitação para dirigir veículo automotor
são a punições previstas. Se a corrida ilegal resultar em morte, pode ser aberto um inquérito policial,
como no caso de Braço do Norte.








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Algumas medidas que foram tomadas no Brasil para reduzir os acidentes de trânsito.

Como funciona o rodízio de carros em São Paulo
Uma coisa que veio para ajudar no combate ao congestionamento é o rodízio de carros que foi implantado na
cidade de São Paulo, porem muita gente ainda tem duvida de como esta funcionando esta nova pratica. Uma
coisa que também foi implantada é a restrição para a circulação de caminhões e veículos em anéis rodoviários
das 7 as 10 horas da manhã e das 17 as 20 hortas da noite
Veja agora a tabela de rodízio.
Segundas feiras: placas com as finais 1 e 2
Terças feiras: placas com finais 3 e 4
Quarta feira: placas com finais 5 e 6
Quintas feiras: placas com finais 7 e 8
Sextas feiras: placas com finais 9 e 0

Para que não cumprir a regra levara uma multa de oitenta reais e ainda e ainda o motorista que for flagrado
dirigindo seu carro no dia que era para ele ficar na garagem poderá levar quatro pontos na carteira.

Fonte: www.google.com.br


Pontos carteira de habilitação
Uma coisa que você que já possui a sua carteira de habilitação é a pontuação das possíveis multas que você
ainda pode estar levando isso por conta de que se ultrapassar vinte pontos você pode facilmente ter a sua
carteira apreendia e terá que fazer uma longo processo de reciclagem de habilitação, que nada mais é do que
ter que fazer um cursinho próprio e também outros exames tanto teórico como pratico.
Desta forma é muito importante que você saiba qual o valor da pontuação que você pode estar tomando e
também quais são as infrações que você pode achar que não é uma infração e estando enganado nem ira saber.
Então preste atenção na lista a baixo.
Infração leve – 3 pontos Infração grave – 5 pontos
Multa – R$ 53,20 Multa – R$ 127.69
- Andar com luz alta em via publica -Estacionar irregularmente
- Dirigir sem a documentação obrigatória -Desrespeitar vias preferenciais
- Utilizar a buzina em local ou horário não permitido -Usar marcha ré em grande distancia
-Não usar cinto de segurança
Infração media – 4 pontos -Excesso de velocidade
Multa – R$ 85,13 -Conduzir crianças e animas na janela
-Ultrapassagem pela direita
-Dirigir de chinelo Infração gravíssima
-Usar cordas para rebocar o veiculo -Transitar na contramão – R$ 191,54
-Deixar de fazer transferência de propriedade de veiculo -Avançar no sinal vermelho – R$ 191,54
-Dirigir falando ao celular ou com o fone de ouvido -Não dar preferencia ao pedestre – R$ 191,54
-Transito com placas irregulares
-Se o veiculo pra em cima da faixa de pedestre
-Ultrapassagem perigosa

Fonte: www.google.com.b

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ALGUMAS PLACAS DE TRÂNSITO












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ASPECTOS TEÓRICOS

1- O QUE É COMPREENSÃO TEXTUAL?
Compreender um texto escrito significa extrair a informação necessária da maneira mais eficiente possível. Por exemplo, aplicamos
diferentes estratégias de leitura quando olhamos a página de classificados de um jornal à procura de um tipo particular de apartamento e
quando cuidadosamente lemos um artigo científico de especial interesse. Entretanto, localizar o classificado relevante e compreender a
nova informação contida no artigo demonstra que o objetivo de leitura foi alcançado com sucesso. No primeiro caso, um leitor competente
rapidamente rejeitará a informação irrelevante e encontrará o que está procurando. No segundo caso, não é suficiente entender a idéia geral
do texto: uma compreensão mais detalhada é necessária. É, portanto, essencial levar estes elementos em consideração.

Por que lemos (Grellet,1989:4)
* lemos por prazer;
* lemos por informação.
Como lemos (Grellet,1989:4)
* Leitura rápida para obter a idéia central do texto (Skimming).
* Leitura rápida para buscar uma informação específica (Scanning).
* Leitura extensiva: ler textos mais longos, geralmente por prazer.
* Leitura intensiva: ler textos mais curtos à procura de detalhes.
Esses modos de leitura muitas vezes acontecem simultaneamente.
Leitura com um objetivo específico
Nuttall (1996:3) diz que, excluindo-se a leitura que objetiva o aprendizado da língua, é muito improvável que se esteja interessado na
pronúncia do que se lê, e mais improvável ainda que se esteja interessado nas estruturas gramaticais usadas. Lemos porque queremos
obter algo do texto. A autora refere-se a esse ―algo‖ como ―mensagem‖. Sua visão de leitura é essencialmente relacionada ao significado,
especificamente como a transferência de significação de mente para mente: a transferência de uma mensagem do autor para o leitor. Sem
ser tão simples quanto se imagina, ela explora como se obtém o significado pela leitura, e como leitor, autor e texto contribuem para esse
processo (Nuttall, 1989:3).

Estratégias de Leitura segundo Nuttall
* Previsão (Prediction) para ativação dos esquemas
A experiência do leitor o ajuda a prever o que o autor vai dizer. Um leitor que compartilhe muitas das suposições do autor será capaz de
pensar junto com este e usar sua própria experiência para solucionar dificuldades.
A previsão é importante porque ela ativa a schemata, isto é, ela chama à mente quaisquer experiências e conhecimentos associados que
se tenha sobre o tópico do texto. Conforme já dito, nós fazemos uso de nossos esquemas para interpretar um texto. Se os esquemas
relevantes são ativados, prontos para uso, podemos entender um texto mais facilmente. Os esquemas ativados são também mais
prontamente disponíveis para serem modificados por idéias novas: em outras palavras, nós aprenderemos melhor.
A previsão começa no título. Pode-se determinar o tipo de texto a ser lido, em que o aluno ativa seus esquemas de tipos e gêneros
textuais, o que inclui expectativas sobre a maneira pela qual o texto é organizado, a formulação de hipóteses que serão confirmadas,
rejeitadas ou refinadas com a subseqüente leitura. Essas expectativas limitam o número de coisas a serem investigadas, por isso a leitura
é mais eficiente.
* Confirmação, rejeição ou acomodação das hipóteses levantadas;
* Estudo de títulos e cabeçalhos;
* Informação bibliográfica sobre o autor;
* Skimming (leitura global do texto)
* Scanning (leitura à busca de informação específica)
* Estudo das convenções gráficas (layout, margens, espaço entre palavras, fontes, maiúsculas eminúsculas,
* Pontuação;
* Análise de elementos não verbais (figuras, gráficos, tabelas, símbolos, palavras em negrito ou inclinadas etc.).
(Fonte: Estratégias de Leitura em Língua Estrangeira - A Teoria dos Esquemas - Por Sandra Kezen)
2- GÊNEROS DISCURSIVOS

Según "prácticas discursivas" se puede distinguir diferentes tipos de textos.
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De acuerdo con este criterio, una clasificación convencional de los textos es la siguiente:
 Textos científicos: son los que producen en el contexto de la comunidad científica, con la intención de presentar o demostrar
los avances producidos por la investigación. Géneros típicos de este tipo son la Tesis doctoral, la Memoria de Licenciatura, el
Artículo científico o la Monografía científica. También son textos científicos, aunque de transmisión oral, la Conferencia, la
Ponencia o la Comunicación (tipo de texto)
 Textos administrativos: son aquellos que se producen como medio de comunicación entre el individuo y determinada
institución, o entre instituciones, o entre las instituciones y los individuos. Se trata de textos altamente formalizados, con
estructuras rígidas y que frecuentemente tienen una enunciado función performativa. Géneros administrativos típicos son el
Certificado, el saludo, la Instancia o el Boletín Oficial.
 Textos jurídicos: son los textos producidos en el proceso de administración de justicia. Aunque son un subtipo de los textos
administrativos, por su importancia y sus peculiaridades los textos jurídicos suelen considerarse y estudiarse como un grupo
independiente. Ejemplos de textos jurídicos son la sentencia, el recurso o la ley.
 Textos periodísticos: todos los textos susceptibles de aparecer en el contexto de la comunicación periodística. Suelen
subdividirse en "géneros informativos" (que tienen por función transmitir una determinada información al lector) y "géneros de
opinión" (que valoran, comentan y enjuician las informaciones desde el punto de vista del periodista o de la publicación). Entre
los primeros los fundamentales son la noticia y el reportaje; entre los segundos, el editorial, el artículo de opinión, la crítica o la
columna.
 Textos humanísticos: aunque se trata de un tipo de texto difícilmente definible, se clasifica como "textos humanísticos" a
aquellos que tratan algún aspecto de las ciencias humanas Psicología, Sociología, Antropología, etc desde el punto de vista
propio del autor, sin el nivel de formalización de los textos científicos. El género típico de este tipo es el ensayo.
 Textos literarios: son todos aquellos en los que se manifiesta la función poética, ya sea como elemento fundamental (como en
la poesía) o secundario (como en determinados textos históricos o didácticos). Son géneros literarios la poesía, la novela, el
cuento o relato, el teatro y el ensayo literario (incluidos los mitos).Se clasifican en: narrativo, líricos, y dramáticos.
 Textos publicitarios: es un tipo de texto especial, cuya función es convencer al lector acerca de las cualidades de un artículo
de consumo, e incitarlo al consumo de dicho artículo. Esta necesidad de atraer la atención del lector hace que el texto
publicitario emplee generalmente recursos como la combinación de palabra e imagen, los juegos de palabras, los eslóganes o
las tipografía llamativas. El género publicitario fundamental es el anuncio
 Textos digitales: cuya aparición ha sido provocada por las nuevas tecnologías, dando lugar a textos inexistentes en el mundo
analógico y que presentan sus propias características. Algunos ejemplos de estos tipos de texto son los blogs, los SMS, los chat
o las páginas web.
Fonte. www.google.com.ar

3- GÊNERO TEXTUAL E TIPOLOGIA TEXTUAL

O autor Travaglia define Tipologia Textual como aquilo que pode instaurar um modo de interação, uma maneira de interlocução, segundo
perspectivas que podem variar. Essas perspectivas podem, segundo o autor, estar ligadas ao produtor do texto em relação ao objeto do
dizer quanto ao fazer/acontecer, ou conhecer/saber, e quanto à inserção destes no tempo ou no espaço.

São exemplos de tipologia textual: narração, descrição, argumentação, injunção e exposição.

a- Narração: é um relato organizado de acontecimentos reais ou imaginários. São seus elementos constitutivos: personagens,
circunstâncias, ação; o seu núcleo é o incidente, o episódio, e o que a distingue da descrição é a presença de personagens atuantes, que
estão quase sempre em conflito.

A narração envolve:
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 Quem? Personagem;
 Quê? Fatos, enredo;
 Quando? A época em que ocorreram os acontecimentos;
 Onde? O lugar da ocorrência;
 Como? O modo como se desenvolveram os acontecimentos;
 Por quê? A causa dos acontecimentos;

Exemplos de textos narrativos: novela, conto, crônica, fábula, parábola, anedota, lenda,...

b- Descrição: descrever é representar verbalmente um objeto, uma pessoal, um lugar, mediante a indicação de aspectos característicos,
de pormenores individualizantes. Requer observação cuidadosa, para tornar aquilo que vai ser descrito um modelo inconfundível. Não se
trata de enumerar uma série de elementos, mas de captar os traços capazes de transmitir uma impressão autêntica. Descrever é mais que
apontar, é muito mais que fotografar. É pintar, é criar. Por isso, impõe-se o uso de palavras específicas, exatas.

Exemplos de textos descritivos:
 Textos científicos: sua finalidade é mostrar o procedimento para realizar uma investigação ou uma experimentação.
 Textos técnicos: mostram os componentes, a forma e o funcionamento de qualquer tipo de objeto, criação artística ou
instrumental: pintura, escultura, mecânica, esportes, medicina, etc. Entre eles incluem-se os manuais de instruções de uso e
montagem de aparelhos; as receitas de cozinha e as bulas de medicamentos.
 Textos sociais: ofrecem dados sobre o comportamento das pessoas e instituções.
c- Argumentação (Dissertação): dissertar é apresentar idéias, analisá-las, é estabelecer um ponto de vista baseado em argumentos
lógicos; é estabelecer relações de causa e efeito. Aqui não basta expor, narrar ou descrever, é necessário explanar e explicar. O raciocínio
é que deve imperar neste tipo de composição, e quanto maior a fundamentação argumentativa, mais brilhante será o desempenho

d- Exposição (informação)-

O texto informativo-expositivo tem por finalidade a transmissão clara, ordenada e objetiva de informações e indicações que digam respeito
a fatos concretos e referências reais.
Uso de linguagem clara. Ex: ensaios, artigos cientificos, exposições,etc.
Existem dois tipos de textos Informativos:
1. Textos divulgativos ou informativos. Es el tipo de texto expositivo que va dirigido a un público amplio que usa información
poco específica y léxico formal, es decir no técnico ni especializado. Lo encontramos en apuntes, libros de texto, enciclopedias,
exámenes, conferencias, coleccionables, etc.

2. Textos especializados o argumentativos. Es el tipo de texto expositivo especializado que está dirigido a un público específico
de un área de conocimiento determinado que requiere o usa un léxico especializado e información técnica. Lo encontramos en
informes, leyes, artículos de investigación científica, etc.

Las características de los textos divulgativos son:
 Informa clara y objetivamente sobre un tema de interés general.
 Va dirigida a un público mayoritario.
 Es de fácil comprensión.
 Utiliza un vocabulario estándar.
 Posee objetividad.
Las características de los textos especializados:
 Informa sobre un tema muy concreto.
 Va dirigida a un receptor experto en el contenido tratado.
 Resulta de difícil comprensión para quien no conoce el tema.
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 Usa una terminología específica.
 Presenta gran objetividad.
Travaglia também diz que o Gênero Textual se caracteriza por exercer uma função social específica. Para ele, estas funções sociais são
pressentidas e vivenciadas pelos usuários. Isso equivale dizer que, intuitivamente, sabemos que gênero usar em momentos específicos de
interação, de acordo com a função social dele.
São exemplos de gênero textual: carta pessoal, comercial, bilhete, diário pessoal, agenda, anotações.

Entende-se como Tipologia textual a forma como o autor vai conduzir o texto e como Gênero Textual a função que o texto vai exercer:
Informar, Lembrar, contar...

3- COMO FAZER RESUMOS

Resumir é apresentar de forma breve, concisa e seletiva um certo conteúdo. Isto significa reduzir a termos breves e precisos a parte
essencial de um tema. Saber fazer um bom resumo é fundamental no percurso acadêmico de um estudante, em especial por lhe permitir
recuperar rapidamente idéias, conceitos e informações com as quais ele terá de lidar ao longo de seu curso.

Alguns passos devem ser observados para que o resultado final seja satisfatório:

- Uma primeira leitura atenta é indispensável para que você perceba o assunto em questão;
- Outras leituras devem ser feitas (tantas quantas forem necessárias para selecionar as idéias principais do texto); é importante anotar o
que for mais relevante;
- Todo texto possui palavras-chaves que encerram as idéias fundamentais; essas idéias devem ser grifadas para que possam servir de
ponto de partida para o resumo;

- Deve ser feito resumo de cada parágrafo; é importante fazer dois resumos: um do parágrafo e outro do próprio resumo para que as
idéias sejam bem sintetizadas;
- Durante todo o processo, a leitura atenta deve ser feita para verificar se está havendo coerência e seqüência lógica entre os parágrafos
resumidos, para fazer os ajustes necessários;
- O resumo não é comentário crítico; você deve ater-se às idéias do autor, sem emitir sua opinião, por isso as idéias do resumo devem ser
fiéis às expostas no texto original.

Em geral um bom resumo deve ser:

- Breve e conciso: no resumo de um texto, por exemplo, devemos deixar de lado os exemplos dados pelo autor, detalhes e dados
secundários.
- Pessoal: um resumo deve ser sempre feito com suas próprias palavras. Ele é o resultado da sua leitura de um texto.
- Logicamente estruturado: um resumo não é apenas um apanhado de frases soltas. Ele deve trazer as idéias centrais (o argumento)
daquilo que se está resumindo. Assim, as idéias devem ser apresentadas em ordem lógica, ou seja, como tendo uma relação entre elas.
O texto do resumo deve ser compreensível.

Tipos de Resumos

O resumo tem várias utilizações. Isto significa também que existem vários tipos de resumo. Você irá encontrar resumos como parte de
uma monografia, antes de um artigo, em catálogos de editoras, em revistas especializadas, em boletins bibliográficos, etc. Por isso, antes
de fazer um resumo você deve saber a que ele se destina, para saber como ele deve ser feito.
Em linhas gerais, costuma-se dizer que há 3 tipos usuais de resumo: o resumo indicativo, o resumo informativo e o resumo crítico (ou
resenha).

a- Resumo Indicativo

Também conhecido como abstract (resumo, em inglês), este tipo de resumo apenas indica os pontos principais de um texto, sem detalhar
aspectos como exemplos, dados qualitativos ou quantitativos, etc. Um bom exemplo deste tipo de resumo são as sinopses de filmes
publicadas nos jornais. Ali você tem apenas uma idéia do enredo de que trata o filme.

b- Resumo Informativo
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Também conhecido, em inglês, como summary, este tipo de resumo informa o leitor sobre outras características do texto. Se o texto é o
relatório de uma pesquisa, por exemplo, um resumo informativo não diz apenas do que trata a pesquisa (como seria o resumo indicativo),
mas informa as finalidades da pesquisa, a metodologia utilizada e os resultados atingidos. Um bom exemplo disto são os (resumos de
trabalhos científicos publicados nos anais de congressos, como os da SBPC). A principal utilidade dos resumos informativos é auxiliar
em suas pesquisas bibliográficas. Imagine-se procurando textos sobre sua pesquisa. Quais você deve realmente ler? Para saber isso,
procure um resumo informativo de cada texto.
PARÁFRASE
Paráfrase é a reprodução explicativa de um texto ou de unidade de um texto, por meio de uma linguagem mais longa. Na paráfrase
sempre se conserva basicamente as idéias do texto original. O que se inclui são comentários, idéias e impressões de quem faz a
paráfrase. Na escola, quando o professor, ao comentar um texto, inclui outras idéias, alongando-se em função do propósito de ser mais
didático, faz uma paráfrase.
Parafrasear consiste em transcrever, com novas palavras, as idéias centrais de um texto. O leitor deverá fazer uma leitura cuidadosa e
atenta e, a partir daí, reafirmar e/ou esclarecer o tema central do texto apresentado, acrescentando aspectos relevantes de uma opinião
pessoal ou acercando-se de críticas bem fundamentadas. Portanto, a paráfrase repousa sobre o texto-base, condensando-o de maneira
direta e imperativa. Consiste em um excelente exercício de redação, uma vez que desenvolve o poder de síntese, clareza e precisão
vocabular. Acrescenta-se o fato de possibilitar um diálogo intertextual, recurso muito utilizado para efeito estético na literatura moderna.

A INTERTEXTUALIDADE
O processo ensino/aprendizagem de Língua Portuguesa deve basear-se assim em propostas interativas a fim de promover o
desenvolvimento do indivíduo numa dimensão integral. Portanto, nessa perspectiva, o trabalho do professor é, dentre outros, desenvolver
no aluno a capacidade de identificar um intertexto. . A intertextualidade é ―um fenômeno constitutivo da produção do sentido e pode-se dar
entre textos expressos por diferentes linguagens‖ (Silva, 2002). O professor deve, então, investir na idéia de que todo texto é o resultado
de outros textos. Isso significa dizer que não são ―puros‖, pois a palavra é dialógica. Quando se diz algo num texto, é dito em resposta a
outro algo que já foi dito em outros textos. Dessa forma, um texto é sempre oriundo de outros textos orais ou escritos. Por isso, é
imprescindível que o professor leve o aluno a perceber isso.
Assim, a utilização da intertextualidade deve servir para o professor não só conscientizar os alunos quanto à existência desse recurso
como também utilizar um modo mais criativo de verificar a capacidade dos alunos de relacionarem textos.
A intertextualidade ocorre em diversas áreas do conhecimento. Eis abaixo algumas delas:
A literatura: por exemplo, entre Casimiro de Abreu ―Meus oito anos‖ e Oswald de Andrade ―Meus oito anos‖. Aquele foi escrito no século
XIX e este foi escrito no século XX. Portanto, o 2 texto cita o 1, estabelecendo com ele uma relação intertextual.
Meus oito anos Oh! Que saudade
que tenho Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida Que os
anos não trazem mais Que amor, que
sonhos, que flores Naquelas tardes
fagueiras À sombra das bananeiras
Debaixo dos laranjas! Casimiro de
Abreu
Meus oito anos Oh! Que saudade
que tenho Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida Que os
anos não trazem mais Naquele
quintal de terra Da rua São Antônio
Debaixo da bananeira Sem nenhum
laranjais! Oswald Andrade
A pintura: o quadro do pintor barroco italiano Caravaggio e a fotografia da americana Cindy Sherman, na qual quem posa é ela mesma. O
quadro de Caravaggio foi pintado no final do século XVI, já o trabalho fotográfico de Cindy Sherman foi produzido quase quatrocentos
anos depois do quadro. Na foto, ela recria o mesmo ambiente e a mesma atmosfera sensual da pintura, reunindo um conjunto de
elementos: a coroa de flores na cabeça, o contraste entre claro e o escuro, a sensualidade do ombro nu etc. A foto de Sherman é uma
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recriação do quadro de Caravaggio. Aquela, explícita e intencionalmente, cita este ao manter quase todos os elementos do quadro
original.

O jornalismo: - a publicidade - um dos anúncios do Bom Bril em que o ator se veste e se posiciona como se fosse a Mona Lisa de Da
Vinci e cujo enunciado-slogan é ―Mon Bijou deixa sua roupa uma perfeita obra-prima‖ Esse enunciado sugere ao leitor que o produto
anunciado deixa a roupa bem macia e perfumada, ou seja, uma verdadeira obra-prima (se referindo ao quadro de Da Vinci).

Quanto à intertextualidade na publicidade, pode-se dizer que ela assume a função não só de persuadir o leitor como também de difundir a
cultura, uma vez que se trata de uma relação com a arte (pintura, escultura, literatura etc). Assim, quando há a utilização deste recurso,
boa parte do efeito de uma propaganda ou do título de uma reportagem é proveniente da referência feita a textos pré-existentes. Esses
textos ora são retomados de forma direta, ora de forma indireta, levando o destinatário a reconhecer no enunciado o texto citado.
(Portanto, segundo Almeida, pode tratar-se da citação tanto de um enunciado cuja autoria é reconhecida (Os documentos são ―imexíveis)
usando o neologismo criado pelo ministro do trabalho Magri ―imexível‖); quanto de um enunciado anônimo pertencente ao patrimônio
social (um político) diz: “Se Lincoln fosse vivo, ele estaria rolando no túmulo”, fazendo alusão a este enunciado ―Fulano deve estar rolando
no túmulo‖ cujo valor é de descontentamento.
Por Renata da Silva de Barcellos
Em: http://www.filologia.org.br/viiicnlf/anais/caderno09-02.html







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APECTOS DE FONÉTICA

1-ALFABETO
Está composto por 26 letras: 5 vogais e 21 consoantes.
A (a) F (efe) K (ka) P (pê) U (u) Z (zê)
B (bê) G (gê) L (ele) Q (quê) V (vê)
C (cê) H (agá) M (eme) R (erre) W (dábliu),
D (dê) I (i) N (ene) S (esse) X (xis)
E (e) J (jota) O (o) T (tê) Y (ipsilon)

Acentos:
A sílaba tônica nem sempre está marcada com acento gráfico. Assim, tem-se:
a- Acento prosódico: é o acento da emissão verbal, da fala, que marca a intensidade da sílaba tônica.
b- Acento gráfico: é o sinal que indica esta intensidade na sílaba. Os acentos gráficos são:

 Acento agudo: indica vogal tônica aberta. Ex.: jacaré.
 Acento circunflexo: indica vogal tônica fechada. Ex.: bambolê.
 Acento grave: indica os casos de crase, ou seja, a fusão da preposição ―a‖ com o artigo ―a‖. Ex.:
Ele foi à praia.
* O til não é considerado acento. Sua função é indicar nasalidade. Ocorre somente sobre o ―a‖ e o ―o‖.
Ex.: não, maçã, intenções.

Considerações Gerais

 O ce cedilha: (Ç), não é uma nova letra, já que é a união do ―c‖ com o sinal gráfico chamado
―cedilha‖. Foneticamente, representa o som /s/. Exemplos: espaço, esperança, estação.

 Se comparamos com o alfabeto da Língua Espanhola, vemos que as letras ―ll‖ e ―ñ‖ não fazem
parte da língua portuguesa, mas há um correspondente fonético a elas:

- Ll = lh. Ex.: melhor. - Ñ = nh Ex.: casinha.
 Temos que considerar também que o nome das letras em português é masculino. Assim, é
correto dizer: o ―A‖, o ―B‖, o ―C‖. Muda para o gênero feminino quando acrescentarmos o
substantivo ―letra‖. Então diremos: a letra ―A‖, a letra ―B‖, a letra ―C‖, etc.

 Além do aspecto da pronúncia, existem letras que, como já se viu, possuem nomes diferentes do
utilizado em espanhol. São elas:

- H: agá (não ―hache‖); - X: xis (não ―equis‖)
- Q: quê (não ―cu‖); - Y: ipsilon (não ―i griega‖)
- W: dábliu (não ―doble v‖) - Z: zê (não ―zeta‖)



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ASPECTOS GRAMATICAIS


CLASSES DE PALAVRAS

1- ARTIGOS

São usados antes dos substantivos para determiná-los ou indeterminá-los. Dividem-se em:

a- Artigos definidos: (o, a, os, as): determinam aquilo ou aquela pessoa a quem nos referimos.
Ex.: Já comprei os livros. (Sabe-se quais são os livros).

b- Artigos Indefinidos: (um, uma, uns, umas): indicam imprecisão daquilo ou de quem estamos
falando. Ex.: Comprei uns livros. (Quaisquer livros).

Obs: Os artigos necessariamente concordam em gênero (masculino, feminino) e em número (singular,
plural) com o substantivo a que se referem.

2- PRONOMES PESSOAIS
Pronomes
Pessoais Retos Pronomes Pessoais Oblíquos
Eu maria já me avisou. isso é para mim. venha comigo.
Tu maria já te avisou. isso é para ti. leve contigo
Ele (Você) veste-se não o
reconheço
conte-lhe tudo. vou convidá-lo
Ela (Você) veste-se não a
reconheço
conte-lhe tudo. vou convidá-la
Nós não nos lembramos venha conosco (com
nós)

Eles (Vocês) veste-se não os
reconheço
conte-lhes tudo. vou convidá-los
Elas (Vocês) veste-se não as
reconheço
conte-lhes tudo. vou convidá-las

3- PRONOMES DEMONSTRATIVOS
Perto de 1° pessoa – (AQUI) Perto de 2° pessoa – (AI) Perto de 3° pessoa – (LÁ / ALI)
este(s) - (este / estos)
esta(s) - (esta/s)
esse(s) - (ese / esos)
essa(s ) - (esa/s)
aquele(s) - (aquel / aquellos)
aquela(s) - (aquella/s)
neste(s) - (en este/s)
nesta(s) - (en esta/s)
nesse(s) - (en ese / en
esos)
nessa(s) - (en esa/s)
naquele(s) - (en aquel / aquellos)
naquela(s) - (en aquella/s)
deste(s) - (de este/s)
desta(s) - (de esta/s)
desse(s) - (de ese / de
eso/s)
dessa(s) - (de esa/s)
daquele(s) - (de aquel / aquellos)
daquela(s) - (de aquella/s)
isto - (esto)
disto - (de esto)
nisto - (en esto)
isso - (eso)
nisso - (en eso)
disso - (de eso)
aquilo - (aquello)
daquilo - (de aquello)
naquilo - ( en aquello)


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4- PRONOMES POSSESSIVOS
Pronomes Pessoais Pronomes possessivos

Eu
Masculino Femenino
Meu amigo - Meus amigos Minha amiga - Minhas amigas
Ele / Ela Você Seu amigo - Seus amigos
A amiga dele
Sua amiga - Suas amigas
A amiga dela
Nós Nosso amigo - Nossos amigos Nossa amiga - Nossas amigas
Eles / Elas
Vocês
Seu amigo - Seus amigos
A amiga deles
Sua amiga - Suas amigas
A amiga delas

5- SUBSTANTIVOS + ADJETIVOS

Em português, normalmente os adjetivos vêm após os substantivos.
Exemplos: homem grande.
escola nova.
flores vermelhas.
carros velozes.

Os substantivos também podem ser colocados após os adjetivos. Muitas vezes, porém, há uma
mudança de significado.
Exemplos: grande homem. (homem honrado)
homem grande. (homem de alta estatura)
escola nova. (escola que acabou de ser construída)
nova escola. (escola que pode ter sofrido modificações, ter sido atualizada)

Os adjetivos concordam com os substantivos a que se referem.
Exemplos: bolo delicioso - torta deliciosa.
bolos deliciosos - tortas deliciosas.
O adjetivo delicioso concorda com os substantivos que acompanha: o substantivo bolo é masculino e
singular, assim como o adjetivo delicioso; o substantivo torta é feminino e singular, assim como o adjetivo
deliciosa.

6- PREPOSIÇÕES
Preposições Locuções Prepositivas
a – ante – até – após – com – contra – de -
desde – em – entre – para – por – perante
sem – sob – sobre – trás
em frente de embaixo de
atrás de no meio de
ao lado de em cima de
...

7- CONTRAÇÕES
Em De Por A
na(s) - (en la/s)
no(s) - (en los)
da(s) - (de la/s)
do(s) - (de los)
pelo/s - (por el /los)
pela/s - ( por la/s)
à - (a la)
às -(a las)
ao - (al)
aos - (a los)
em uma/s - numa/s
(en una/s)
em um / num (en un)
em uns / nuns (en unos)
de uma/s -duma/s
(de una/s)
de um (dum) (de un)
de uns (duns) (de unos)

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8- NÚMEROS
0 zero 11 onze 30 trinta 400 quatrocentos/as
1 um/a 12 doze 40 quarenta 500 quinhentos/as
2 dois / duas 13 treze 50 cinquenta 600 seiscentos/as
3 três 14 quatotze7catorze 60 sessenta 700 setecentos/as
4 quatro 15 quinze 70 setenta 800 oitocentos/as
5 cinco 16 dezesseis 80 oitenta 900 novecentos/as
6 seis 17 dezessete 90 noventa 1000 mil
7 sete 18 dezoito 100 cem 2000 dois/duas mil
8 oito 19 dezenove 102 cento e dois/duas 2009 dois mil e nove
9 nove 20 vinte 200 duzentos/as Um milhão
10 dez 21 vinte e um/a 300 trezentos/as
Que horas são?
08:00- (São) oito horas (em ponto) 08:15- (São) oito e quinze
08:30- (São) oito e trinta (e meia)
13:45- (São) treze e quarenta e cinco 14:50- (São) quatorze e cinqüenta
É uma e quarenta e cinco (da tarde). (São) duas e cinqüenta
(São) quinze para as duas. (São) dez para as três.


- O senhor poderia me dar as horas?
- São 10:45
- Quero todas. Passe o relógio que isso é um assalto.
10- VERBOS
FORMAS NOMINAIS:
Infinitivo Particípio Gerúndio
falar falado falando
vender vendido vendendo
dividir dividido dividindo

OBS. NOS DICIONÁRIOS, OS VERBOS SEMPRE APARECEM NO INFINITIVO: ESTAR, SENTIR,
VENTAR, COMER,...

MODO INDICATIVO
1- PRESENTE
a- Verbos Regulares

PRONOMES
PESSOAIS
CANTAR COMER PARTIR
Eu canto como parto
Ele/Ela canta come parte
Você canta come parte
Nós cantamos comemos partimos
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Eles/Elas cantam comem partem
Vocês cantam comem partem
OBS.: A gente canta = Nós cantamos


b- Verbos Irregulares

PRONOME SER ESTAR IR PODER FAZER DIZER TRAZER VER
Eu sou estou vou posso faço digo trago vejo
Ele/ Ela é está vai pode faz diz traz vê
Você é está vai pode faz diz traz vê
Nós somos estamos vamos podemos fazemos dizemos trazemos vemos
Eles/ Elas säo estäo vão podem fazem dizem trazem vêem
Vocês säo estäo vão podem fazem dizem trazem vêem
* a gente é está vai pode faz diz traz vê

Pronome ter sair dar vir saber pôr querer
Eu tenho saio dou venho sei ponho quero
Ele/ Ela tem sai dá vem sabe põe quer
Você tem sai dá vem sabe põe quer
Nós temos saímos damos vimos sabemos pomos queremos
Eles/ Elas têm saem dão vêm sabem põem querem
Vocês têm saem dão vêm sabem põem querem
* a gente tem sai dá vem sabe põe quer


A mulher fala para o marido:
- Querido, aconteceu um probleminha com o carro... Tem água no carburador.
- Ridículo! Você nem sabe o que é carburador. Onde está o carro?
- Lá na piscina.

VOCE SABIA QUE...

Amazonas, o maior rio do mundo
Estudos mais recentes demonstram que a nascente do Amazonas fica no Nevado do Mismi, urna
montanha no sul do Peru. O rio é o maior do mundo, não só em volume de água como também em
comprimento, pois o seu curso mede 6.850 quilômetros, ultrapassando o Nilo, com seus 6.671
quilômetros. O Amazonas lança no oceano 176 mil metros cúbicos de água por segundo. De urna
margem a outra o Rio Amazonas pode apresentar urna largura de até 15 km. E, durante as
enchentes, a diferença de nível pode oscilar entre 10 e 15 metros, de modo que as várzeas
inundadas dão ao Amazonas urna largura de 1O0km. O Rio Amazonas apresenta o fenômeno da
pororoca, isto é, o encontro das águas do rio, por ocasião das chuvas, com as águas do mar,
durante as marés altas. Com a eleva ao da maré, as águas do mar tentam penetrar no vale do rio.
Quando se rompe o equilíbrio entre as águas do rio e as do oceano, esse invade o vale fluvial com
grande fúria, provocando devastações. O fenômeno é acompanhado de estrondos e ruídos.

a- Que tempo verbal predomina no texto acima?
b- Por que usou-se esse tempo verbal nesse tipo de texto?
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2- PRESENTE CONTÍNUOS
Eu estou falando com o diretor. Eles estão fazendo um trabalho.
Ele está escrevendo uma carta. Vocês estão indo ao cinema.
Nós estamos discutindo o assunto.


Aluno de Direito ao fazer prova oral:
- O que é uma fraude?
- É o que o senhor professor está fazendo - responde o aluno.
O professor fica indignado:
- Ora essa, explique-se.
Então diz o aluno:
- Segundo o Código Penal, 'comete fraude todo aquele que se aproveita da ignorância do outro para
prejudicá-lo'.

3- PRETÉRITO PERFEITO
Verbos Regulares
Pronomes Pessoais estudar viver assistir
Eu estud ei viv i assist i
Ele/Ela/Você estud ou viv eu assist iu
Nós estud emos viv emos assist imos
Eles/Elas/Vocês estud aram viv eram assist iram
Verbos Irregulares
DAR DIZER TRAZER PÔR QUERER SABER
Eu dei disse trouxe pus quis soube
Ele/Ela deu disse trouxe pôs quis soube
Você deu disse trouxe pôs quis soube
Nós demos dissemos trouxemos pusemos quisemos soubemos
Eles/Elas deram disseram trouxeram puseram quiseram souberam
Vocês deram disseram trouxeram puseram quiseram souberam


O juiz perguntou irritado a um ladrão que tinha acabado de assaltar uma loja de roupas:
- Você por acaso não pensou na sua mulher e nas suas filhas?
- Para dizer a verdade, pensei sim. Mas a loja só tinha roupas para homens.

SER/I
R
FAZER ESTAR TER PODER VIR VER
Eu fui fiz estive tive pude vim vi
Ele/Ela foi fez esteve teve pôde veio viu
Você foi fez esteve teve pôde veio viu
Nós fomos fizemos estivemos tivemos pudemos viemos vimos
Eles/Elas foram fizeram estiveram tiveram puderam vieram viram
Vocês foram fizeram estiveram tiveram puderam vieram viram
38

4- PRETÉRITO IMPERFEITO
a- Verbos Regulares
PRONOMES ESTUDAR VIVER ASSISTIR
Eu estud ava viv ia assist ia
Ele/Ela /Você estud ava viv ia assist ia
Nós estud ávamos viv íamos assist íamos
Eles/Elas/Vocês estud avam viv iam assist iam

b- Verbos Irregulares
PRONOMES
PESSOAIS
SER TER VIR PÔR
Eu era tinha vinha punha
Ele/Ela era tinha vinha punha
Nós éramos tínhamos vínhamos púnhamos
Eles/Elas eram tinham vinham punham


NÃO ENTENDO PATAVINAS!

Os portugueses, conta a história, tinham dificuldades em entender o que
diziam os frades franciscanos patavinos, isto é, originários de Pádua, em italiano Padova.
Não entender patavina significa não entender nada.
“Não entendi patavina da explicação do professor.”



5- FUTURO IMEDIATO
FUTURO DO PRESENTE
















Há duas maneiras de expressar o futuro:
 Verbo Ir (presente indiativo) + verbo no infinitivo, que é usado mais coloquialmente.
 Verbo conjugado na forma do futuro do presente.

Espero que não esteja
vendo sabão,vassoura,
fralda,detergente...
vassoura,
panelas, fraldas ...
Hum... Pelas suas
mãos posso ver
o seu futuro!
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FUTURO IMEDIATO
Eu vou almoçar ao meio-dia. Nós vamos almoçar ao meio-dia.
Tu vais almoçar ao meio-dia. Eles vão almoçar ao meio-dia.
Ele vai almoçar ao meio-dia. Elas vão almoçar ao meio dia.
Ela vai almoçar ao meio-dia. Vocês vão almoçar ao meio dia.



- Essa avenida vai a Chaco?
- Olha, se ela vai, eu não sei; mas se for vamos sentir muita falta dela.

O condenado à morte esperava a hora da execução, quando chegou o padre:
- Meu filho, vim trazer a palavra de Deus para você.
- Perda de tempo, seu padre. Daqui a pouco vou falar com Ele, pessoalmente. Algum
recado?

FUTURO DO PRESENTE

Pronomes
Pessoais
Estudar Vender

Dividir
Eu estudarEI venderEI dividirEI
Tu estudarÁS venderÁS dividirÁS
Ele/Ela/Você estudarÁ venderÁ dividirÁ
Nós estudarEMOS venderEMOS dividirEMOS
Eles/Elas/Vocês estudarAO venderAO dividirAO

Verbos Irregulares
Pronomes
Pessoais
Dizer Fazer Trazer
Eu direi farei trarei
Tu dirás farás trarás
Ele/Ela/Você dirá fará trará
Nós diremos faremos traremos
Eles/Elas/Vocês dirão farão trarão


6- CONJUNÇÕES
Aditivas: dão idéia de adição, de
acrescentamento:
Adversativas: exprimem oposição, contraste
Portugués Espanhol Portugués Espanhol
e y mas pero
nem ni porém pero
mas também,
como também
(pero) también contudo todavia
entretanto mientras
no entanto sin embargo

Alternativas, que exprimem alternâncias: ou, ou...ou, (o, o...o)
Ou vai, ou fica ( o se vá, o se se queda)

Causais. Exprimem causa:
40

visto que já que
pois (después del verbo) - (pués) uma vez que
desde que.


Conclusivas, que indicam uma conclusão Explicativas: explicação, um motivo
Portugués Espanhol Portugués Espanhol
logo luego porque porque
portanto por lo tanto pois (anteposto ao
verbo)
pues
pois (posposto ao
verbo),
pues
por isso por eso


Comparativas: comparação Condicionais: exprimem condição ou hipótese
Portugués Espanhol Portugués Espanhol
como como se si
tal e qual tal cual/como caso caso
assim como así como contanto que, en tanto
(tanto) quanto tanto cuanto/como desde que desde que
que nem como salvo que,
mais que más que a não ser que a no ser que
menos que menos que a menos que a menos que
dado que dado que

Concessivas. um fato que se concede, que
se admite, em oposição a outro

Portugués Espanhol Portugués Espanhol
ainda quando
mesmo quando
aún cuando apesar de que a pesar de que
por mais que por más que embora
ainda que,
mesmo que
aunque
se bem que si bien nem que

Conformativas. Indicam conformidade de
um fato com outro
Consecutivas. exprimem consequência
Portugués Espanhol Portugués Espanhol
como como de modo que de modo que
conforme conforme de maneira que de manera que
segundo según

Finais. Exprimem finalidade Proporcionais. Exprimem proporcionalidade
41

Portugués Espanhol Portugués Espanhol
para que para que a medida que
a fim de que a fin de a proporção que


Temporais. Exprimem tempo:
Portugués Espanhol Portugués Espanhol
quando cuando assim que ni bien
enquanto mientras desde que desde que
logo que antes que antes que
sempre que Siempre que depois que después que
agora que ahora até que hasta que

7-ADVÉRBIOS: Classificam-se de acordo com a circunstância que expressam.

1- Lugar:
aqui: onde: donde em cima de: arriba de
lá: allá abaixo. debajo perto: cerca
ali: alli atrás: detrás longe: lejos

2- Tempo
ontem: ayer anteontem: antes de ayer amanhã: mañana
hoje. hoy sempre. siempre cedo. temprano
depois: después às vezes: a veces agora: ahora
então: entonces já. ya de manhã: a la mañana

3- Modo:
assim: así às pressas: de prisa à vontade: a gusto
à toa: de balde devagar. de espacio depressa: de prisa

4- Afirmação:
sim: sí
por certo: por cierto
certamente / com certeza : con certeza
seguramente: seguro
5- Negação:
não: no
de modo algun / de jeito nenhum: de ninguna
manera
tampouco: tan poco

6- Intensidade:
muito, pouco, bastante,
demais (demasiado), apenas, etc.
7- Dúvida:
talvez, quiçá, possivelmente, provavelmente,
eventualmente, etc.









42

ASPECTOS TEMÁTICOS


1- CUMPRIMENTOS E DESPEDIDAS.

No Brasil, as pessoas se cumprimentam de diferentes maneiras. As mulheres se cumprimentam com um ou dois
beijos na face. Em situações informais, as mulheres também dão um beijo para os homens.
Os homens dão tapinhas nas costas ou aperto de mão quando cumprimentam outros homens. Aperto de mão é
também para quando não é muito íntimo da pessoa que vai cumprimentar.
Quando os adultos cumprimentam uma criança, dão um beijinho.
O contato físico identifica o comportamento social do brasileiro, portanto, ele vai ficar muito próximo quando falar
com você.

Formalidade e informalidade no tratamento

Muitas vezes, definir o limite entre a formalidade e a informalidade é difícil.
Se você tiver dúvidas, é aconselhável usar o tratamento formal.
Mas se a outra pessoa falar ―pode me chamar de você‖ ou ―me chame de você‖, aí você deixa de tratar
de senhor ou senhora.

FORMAL INFORMAL DESPEDIDAS














(Livro ―Tudo bem – Vol. 1- pág


A: - Bom dia, como vai o senhor? C: - Oi, Diana, como vai você?
B: - Bem, obrigado. E a senhora? D: - Vou bem. E você, Carlos?
A: - Vou bem, obrigada. Sente-se, por favor. C: - Bem, origado. Esse é meu
B: - Obrigado. amigo João.
A: - Como a senhora se chama? D: - Oi, João, prazer em conhecê-lo.
B: - Beatriz Cardoso. E o senhor? J: - O prazer é meu.
A: - Antônio Moreira. C: - Vou indo. Vejo vocês depois.
B: - Muito prazer. D: - Até breve.
A; - Igualmente.



- Como você se chama?
- Eu não me chamo, não. Os outros é que me chamam Zeca.


Boa tarde!

Bom dia!
Boa noite!
Até mais (tarde)!

Tchau!
Até mais!
Até breve!

Até logo!
Vejo você(s) depois!
Bom fim de
Semana!
OI!

OLÁ!
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2- EXPRESSÕES DE CORTESIA
Agradecimen-tos Solicitações Cumprimentos (Parabéns) Votos
(Muito) Obrigado(a).
Agradecido(a).

De nada.
Não por isso.
Não tem de quê.
Não se preocupe.
Não seja por isso.
Por favor
Por gentileza.

Com licença
(Meus) parabéns.
(Muitas) felicidades
Boa sorte.
Feliz aniversário.
Boa sorte.
Boa viagem
Boas férias
Boas festas
Bom fim de semana.
Feliz ano-novo.
Feliz Natal!
Feliz Páscoa!
Tomara!
Cumprimentos (Pêsames)
Meus pêsames.
Sinto muito
Meus sentimentos.
Lamento muito.

3- EXPRESSÕES DE SENTIMENTOS
Admiração /
Alegria
Desagrado Aplauso Alívio
É mesmo?
Meu Deus!
Não diga!
Nossa!
Puxa!
Puxa vida!
Santo Deus!
Muito bem!
Essa não!
Puxa vida!
Ora (essa)!
Xi!
Meu Deus!
Nossa Senhora!
Que coisa!
Bis!!
Bravo!
Formidável!
Excelente!
Ufa!
Até que enfim!
Graças a Deus!

4- AO TELEFONE
1. ENGANO
A: Olá, gostaria de falar com Kátia.
B: Kátia? Não tem ninguém com esse nome aqui, não.
A: Não é da academia Ritmo?
B: Não. É uma residência.
A: Então, desculpe. Foi engano.

2. AUSÊNCIA
A: Olá, Casa dos Sousas!
B: O Mauro está, por favor?
A: Ele não está. Quem gostaria de falar com ele?
B: É o Luis, da classe dele.
A: Quer deixar recado?
B: Fala pra ele me ligar quando chegar, obrigado.
A: Pois não. Ele tem seu número de telefone?
B: Tem sim.

Vocabulário Relevante
Quem gostaria? Posso ajudá-lo (la)?
Pois não? Ligo mais tarde, obrigado(a).
Quer deixar algum recado? Quem fala? Só dá ocupado
Desculpe, foi engano. Um momento, por favor.
Obrigado(a) pela atenção
(Fonte: Livro Tudo Bem – volume 1 – pág. 116)
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VOCABULÁRIO
Como não vamos aprofundar a discussão teórica sobre semântica, restringimo-nos a uma lista de palavras que costumam
suscitar dúvidas de grafia ou sentido. Procuramos incluir palavras que com mais freqüência provocam dúvidas na
elaboração de textos oficiais ou à compreensão, com o cuidado de agregá-las em pares ou pequenos grupos formais.
Absolver: inocentar, relevar da culpa imputada: O júri absolveu o réu.
Absorver: embeber em si, esgotar: O solo absorveu lentamente a água da chuva.
Acender: atear (fogo), inflamar.
Ascender: subir, elevar-se.
Acento: sinal gráfico; inflexão vocal: Vocábulo sem acento.
Assento: banco, cadeira: Tomar assento num cargo.
Acerca de: sobre, a respeito de: No discurso, o Presidente falou acerca de seus planos.
A cerca de: a uma distância aproximada de: O anexo fica a cerca de trinta metros do prédio principal. Estamos a cerca de um mês ou (ano)
das eleições.
Há cerca de: faz aproximadamente (tanto tempo): Há cerca de um ano, tratamos de caso idêntico; existem aproximadamente: Há cerca de
mil títulos no catálogo.
Acidente: acontecimento casual; desastre: A derrota foi um acidente na sua vida profissional. O súbito temporal provocou terrível acidente
no parque.
Incidente: episódio; que incide, que ocorre: O incidente da demissão já foi superado.
Adotar: escolher, preferir; assumir; pôr em prática.
Dotar: dar em doação, beneficiar.
Afim: que apresenta afinidade, semelhança, relação (de parentesco): Se o assunto era afim, por que não foi tratado no mesmo parágrafo?
A fim de: para, com a finalidade de, com o fito de: O projeto foi encaminhado com quinze dias de antecedência a fim de permitir a
necessária reflexão sobre sua pertinência.
Alto: de grande extensão vertical; elevado, grande.
Auto: ato público, registro escrito de um ato, peça processual.
Aleatório: casual, fortuito, acidental.
Alheatório: que alheia, alienante, que desvia ou perturba.
Amoral: desprovido de moral, sem senso de moral.
Imoral: contrário à moral, aos bons costumes, devasso, indecente.
Ante (preposição): diante de, perante: Ante tal situação, não teve alternativa.
Ante- (prefixo): expressa anterioridade: antepor, antever, anteprojeto ante-diluviano.
Anti- (prefixo): expressa contrariedade; contra: anticientífico, antibiótico, anti-higiênico, anti-Marx.
Ao encontro de: para junto de; favorável a: Foi ao encontro dos colegas. O projeto salarial veio ao encontro dos anseios dos
trabalhadores.
De encontro a: contra; em prejuízo de: O carro foi de encontro a um muro. O governo não apoiou a medida, pois vinha de encontro aos
interesses dos menores.
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Ao invés de: ao contrário de: Ao invés de demitir dez funcionários, a empresa contratou mais vinte. (Inaceitável o cruzamento *ao em vez
de.)
Em vez de: em lugar de: Em vez de demitir dez funcionário, a empresa demitiu vinte.
A par: informado, ao corrente, ciente: O Ministro está a par (var.: ao par) do assunto; ao lado, junto; além de.
Ao par: de acordo com a convenção legal: Fez a troca de mil dólares ao par.
Aparte: interrupção, comentário à margem: O deputado concedeu ao colega um aparte em seu pronunciamento.
À parte: em separado, isoladamente, de lado: O anexo ao projeto foi encaminhado por expediente à parte.
Aresto: acórdão, caso jurídico julgado: Neste caso, o aresto é irrecorrível.
Arresto: apreensão judicial, embargo: Os bens do traficante preso foram todos arrestados.
Arrochar: apertar com arrocho, apertar muito.
Arroxar: ou arroxear, roxear: tornar roxo.
Ás: exímio em sua atividade; carta do baralho.
Az (p. us.): esquadrão, ala do exército.
Atuar: agir, pôr em ação; pressionar.
Autuar: lavrar um auto; processar.
Auferir: obter, receber: Auferir lucros, vantagens.
Aferir: avaliar, cotejar, medir, conferir: Aferir valores, resultados.
Augurar: prognosticar, prever, auspiciar: O Presidente augurou sucesso ao seu par americano.
Agourar: pressagiar, predizer (geralmente no mau sentido): Os técnicos agouram desastre na colheita.
Avocar: atribuir-se, chamar: Avocou a si competências de outrem.
Evocar: lembrar, invocar: Evocou no discurso o começo de sua carreira.
Invocar: pedir (a ajuda de); chamar; proferir: Ao final do discurso, invocou a ajuda de Deus.
Caçar: perseguir, procurar, apanhar (geralmente animais).
Cassar: tornar nulo ou sem efeito, suspender, invalidar.
Casual: fortuito, aleatório, ocasional.
Causal: causativo, relativo a causa.
Cavaleiro: que anda a cavalo, cavalariano.
Cavalheiro: indivíduo distinto, gentil, nobre.
Censo: alistamento, recenseamento, contagem.
Senso: entendimento, juízo, tino.
Cerrar: fechar, encerrar, unir, juntar.
Serrar: cortar com serra, separar, dividir.
Cessão: ato de ceder: A cessão do local pelo município tornou possível a realização da obra.
Seção: setor, subdivisão de um todo, repartição, divisão: Em qual seção do ministério ele trabalha?
Sessão: espaço de tempo que dura uma reunião, um congresso; reunião; espaço de tempo durante o qual se realiza uma tarefa: A próxima
sessão legislativa será iniciada em 1
o
de agosto.
Cível: relativo à jurisdição dos tribunais civis.
Civil: relativo ao cidadão; cortês, polido (daí civilidade); não militar nem, eclesiástico.
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Colidir: trombar, chocar; contrariar: A nova proposta colide frontalmente com o entendimento havido.
Coligir: colecionar, reunir, juntar: As leis foram coligidas pelo Ministério da Justiça.
Comprimento: medida, tamanho, extensão, altura.
Cumprimento: ato de cumprir, execução completa; saudação.
Concelho: circunscrição administrativa ou município (em Portugal).
Conselho: aviso, parecer, órgão colegiado.
Concerto: acerto, combinação, composição, harmonização (cp. concertar): O concerto das nações... O concerto de Guarnieri...
Conserto: reparo, remendo, restauração (cp. consertar): Certos problemas crônicos aparentemente não têm conserto.
Conje(c)tura: suspeita, hipótese, opinião.
Conjuntura: acontecimento, situação, ocasião, circunstância.
Contravenção: transgressão ou infração a normas estabelecidas.
Contraversão: versão contrária, inversão.
Costear: navegar junto à costa, contornar. A fragata costeou inúmeras praias do litoral baiano antes de partir para alto-mar.
Custear: pagar o custo de, prover, subsidiar. Qual a empresa disposta a custear tal projeto?
Custar: valer, necessitar, ser penoso. Quanto custa o projeto? Custa-me crer que funcionará.
Deferir: consentir, atender, despachar favoravelmente, conceder.
Diferir: ser diferente, discordar; adiar, retardar, dilatar.
Degradar: deteriorar, desgastar, diminuir, rebaixar.
Degredar: impor pena de degredo, desterrar, banir.
Delatar (delação): denunciar, revelar crime ou delito, acusar: Os traficantes foram delatados por membro de quadrilha rival.
Dilatar (dilação): alargar, estender; adiar, diferir: A dilação do prazo de entrega das declarações depende de decisão do Diretor da Receita
Federal.
Derrogar: revogar parcialmente (uma lei), anular.
Derrocar: destruir, arrasar, desmoronar.
Descrição: ato de descrever, representação, definição.
Discrição: discernimento, reserva, prudência, recato.
Descriminar: absolver de crime, tirar a culpa de.
Discriminar: diferençar, separar, discernir.
Despensa: local em que se guardam mantimentos, depósito de provisões.
Dispensa: licença ou permissão para deixar de fazer algo a que se estava obrigado; demissão.
Despercebido: que não se notou, para o que não se atentou: Apesar de sua importância, o projeto passou despercebido.
Desapercebido: desprevenido, desacautelado: Embarcou para a missão na Amazônia totalmente desapercebido dos desafios que lhe
aguardavam.
Dessecar: secar bem, enxugar, tornar seco.
Dissecar: analisar minuciosamente, dividir anatomicamente.
Destratar: insultar, maltratar com palavras.
Distratar: desfazer um trato, anular.
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Distensão: ato ou efeito de distender, torção violenta dos ligamentos de uma articulação.
Distinção: elegância, nobreza, boa educação: Todos devem portar-se com distinção.
Dissensão: desavença, diferença de opiniões ou interesses: A dissensão sobre a matéria impossibilitou o acordo.
Elidir: suprimir, eliminar.
Ilidir: contestar, refutar, desmentir.
Emenda: correção de falta ou defeito, regeneração, remendo: ao torná-lo mais claro e objetivo, a emenda melhorou o projeto.
Ementa: apontamento, súmula de decisão judicial ou do objeto de uma lei. Procuro uma lei cuja ementa é "dispõe sobre a propriedade
industrial".
Emergir: vir à tona, manifestar-se.
Imergir: mergulhar, afundar submergir), entrar.
Emigrar: deixar o país para residir em outro.
Imigrar: entrar em país estrangeiro para nele viver.
Eminente (eminência): alto, elevado, sublime.
Iminente (iminência): que está prestes a acontecer, pendente, próximo.
Emitir (emissão): produzir, expedir, publicar.
Imitir (imissão): fazer entrar, introduzir, investir.
Espectador: aquele que assiste qualquer ato ou espetáculo, testemunha.
Expectador: que tem expectativa, que espera.
Esperto: inteligente, vivo, ativo.
Experto: perito, especialista.
Espiar: espreitar, observar secretamente, olhar.
Expiar: cumprir pena, pagar, purgar.
Estada: ato de estar, permanência: Nossa estada em São Paulo foi muito agradável.
Estadia: prazo para carga e descarga de navio ancorado em porto: O "Rio de Janeiro" foi autorizado a uma estadia de três dias.
Estância: lugar onde se está, morada, recinto.
Instância: solicitação, pedido, rogo; foro, jurisdição, juízo.
Estrato: cada camada das rochas estratificadas.
Extrato: coisa que se extraiu de outra; pagamento, resumo, cópia; perfume.
Flagrante: ardente, acalorado; diz-se do ato que a pessoa é surpreendida a praticar (flagrante delito).
Fragrante: que tem fragrância ou perfume; cheiroso.
Incerto: não certo, indeterminado, duvidoso, variável.
Inserto: introduzido, incluído, inserido.
Incipiente: iniciante, principiante.
Insipiente: ignorante, insensato.
Incontinente: imoderado, que não se contém, descontrolado.
Incontinenti: imediatamente, sem demora, logo, sem interrupção.
48

Induzir: causar, sugerir, aconselhar, levar a: O réu declarou que havia sido induzido a cometer o delito.
Aduzir: expor, apresentar: A defesa, então, aduziu novas provas.
Inflação: ato ou efeito de inflar; emissão exagerada de moeda, aumento persistente de preços.
Infração: ato ou efeito de infringir ou violar uma norma.
Infligir: cominar, aplicar (pena, castigo, repreensão, derrota): O juiz infligiu pesada pena ao réu.
Infringir: transgredir, violar, desrespeitar (lei, regulamento, etc.) (cp. infração): A condenação decorreu de ter ele infringido um sem número
de artigos do Código Penal.
Inquerir: apertar (a carga de animais), encilhar.
Inquirir: procurar informações sobre, indagar, investigar, interrogar.
Intercessão: ato de interceder.
Interse(c)ção: ação de se(c)cionar, cortar; ponto em que se encontram duas linhas ou superfícies.
Inter- (prefixo): entre; preposição latina usada em locuções: inter alia (entre outros), inter pares (entre iguais).
Intra- (prefixo): interior, dentro de.
Judicial: que tem origem no Poder Judiciário ou que perante ele se realiza.
Judiciário: relativo ao direito processual ou à organização da Justiça.
Liberação: ato de liberar, quitação de dívida ou obrigação.
Libertação: ato de libertar ou libertar-se.
Magistrado: juiz, desembargador, ministro.
Magistral: relativo a mestre (latim: magister); perfeito, completo; exemplar.
Mandado: garantia constitucional para proteger direito individual líquido e certo; ato de mandar; ordem escrita expedida por autoridade
judicial ou administrativa: um mandado de segurança, mandado de prisão.
Mandato: autorização que alguém confere a outrem para praticar atos em seu nome; procuração; delegação: o mandato de um deputado,
senador, do Presidente.
Mandante: que manda; aquele que outorga um mandato.
Mandatário: aquele que recebe um mandato, executor de mandato, representante, procurador.
Mandatório: obrigatório.
Obcecação: ato ou efeito de obcecar, teimosia, cegueira.
Obsessão: impertinência, perseguição, idéia fixa.
Ordinal: numeral que indica ordem ou série (primeiro, segundo, milésimo, etc.).
Ordinário: comum, freqüente, trivial, vulgar.
Original: com caráter próprio; inicial, primordial.
Originário: que provém de, oriundo; inicial, primitivo.
Pleito: questão em juízo, demanda, litígio, discussão: O pleito por mais escolas na região foi muito bem formulado.
Preito: sujeição, respeito, homenagem: Os alunos renderam preito ao antigo reitor.
Preceder: ir ou estar adiante de, anteceder, adiantar-se.
Proceder: originar-se, derivar, provir; levar a efeito, executar.
49

Pós- (prefixo): posterior a, que sucede, atrás de, após: pós-moderno, pós-operatório.
Pré- (prefixo): anterior a, que precede, à frente de, antes de: pré-modernista, pré-primário.
Pró (advérbio): em favor de, em defesa de. A maioria manifestou-se contra, mas dei meu parecer pró.
Preeminente: que ocupa lugar elevado, nobre, distinto.
Proeminente: alto, saliente, que se alteia acima do que o circunda.
Preposição: ato de prepor, preferência; palavra invariável que liga constituintes da frase.
Proposição: ato de propor, proposta; máxima, sentença; afirmativa, asserção.
Presar: capturar, agarrar, apresar.
Prezar: respeitar, estimar muito, acatar.
Prescrever: fixar limites, ordenar de modo explícito, determinar; ficar sem efeito, anular-se: O prazo para entrada do processo prescreveu
há dois meses.
Proscrever: abolir, extinguir, proibir, terminar; desterrar. O uso de várias substâncias psicotrópicas foi proscrito por recente portaria do
Ministro.
Prever: ver antecipadamente, profetizar; calcular: A assessoria previu acertadamente o desfecho do caso.
Prover: providenciar, dotar, abastecer, nomear para cargo: O chefe do departamento de pessoal proveu os cargos vacantes.
Provir: originar-se, proceder; resultar: A dúvida provém (Os erros provêm) da falta de leitura.
Prolatar: proferir sentença, promulgar.
Protelar: adiar, prorrogar.
Ratificar: validar, confirmar, comprovar.
Retificar: corrigir, emendar, alterar: A diretoria ratificou a decisão após o texto ter sido retificado em suas passagens ambíguas.
Recrear: proporcionar recreio, divertir, alegrar.
Recriar: criar de novo.
Reincidir: tornar a incidir, recair, repetir.
Rescindir: dissolver, invalidar, romper, desfazer: Como ele reincidiu no erro, o contrato de trabalho foi rescindido.
Remição: ato de remir, resgate, quitação.
Remissão: ato de remitir, intermissão, intervalo; perdão, expiação.
Repressão: ato de reprimir, contenção, impedimento, proibição.
Repreensão: ato de repreender, enérgica admoestação, censura, advertência.
Sanção: confirmação, aprovação; pena imposta pela lei ou por contrato para punir sua infração.
Sansão: nome de personagem bíblico; certo tipo de guindaste.
Subentender: perceber o que não estava claramente exposto; supor.
Subintender: exercer função de subintendente, dirigir.
Subtender: estender por baixo.
Sustar: interromper, suspender; parar, interromper-se (sustar-se).
Suster: sustentar, manter; fazer parar, deter.
Tráfego: trânsito de veículos, percurso, transporte.
Tráfico: negócio ilícito, comércio, negociação.
50

Trás: atrás, detrás, em seguida, após (cf. em locuções: de trás, por trás).
Traz: 3
a
pessoa do singular do presente do indicativo do verbo trazer.

GLOSSÁRIO TERMOS JURÍDICO
jurisprudenciais e teóricos sobre os temais mais variados. Entre eles também o que chamamos de "enxertos", citações
para serem copiadas e inseridas em petições sobre temas relativos.
ABANDONO DA FAMÍLIA - Ato pelo qual a pessoa a quem cabe essa obrigação, deixa de prover à subsistência do cônjuge, dos filhos,
menores ou inválidos, ou de socorrer descendente ou ascendente, gravemente enfermo. Sem justa causa, é crime (art.244 do Código
Penal).
ABANDONO DO LAR - Afastamento do lar conjugal com a evidente intenção de não mais retornar a ele. Pode ser praticado pelo marido ou
pela mulher. Se o marido é quem abandonou, pode a mulher pedir que ele continue a lhe prestar assistência, a si e à seus filhos. Se é a
mulher quem se afasta do lar conjugal, a com a intenção de não mais se subordinar ao poder marital, dá ao marido o direito de pedir a ação
de separação
ABANDONO MATERIAL - É aquele que ocorre pela falta de assistência ou de fornecimento de recursos à subsistência da pessoa ou das
pessoas, a que se deva manter e alimentar. Possui o mesmo sentido de abandono pecuniário, o abandono caracterizado pelo não
pagamento de despesas de alimentação ou não suprimento do numerário necessário a fazer face a toda despesa com a manutenção de
outrem, a que se tem o dever de sustentar ou manter.
ABANDONO MORAL - É o que resulta da negligência ou da falta de cuidado com que se conduz o marido ou esposa, o pai ou mãe,
curador(a) ou tutor(a), na direção das pessoas que estão sob sua vigilância, possibilitando que se orientem, na prática de atos contrários à
moral e aos bons costumes.
ABUSO DE AUTORIDADE - Abuso de poder conferido a alguém, seja poder público (administrativo), como poder privado (pátrio poder,
poder conjugal). Emprego de violência para execução de um ato, que se efetiva sob proteção de um princípio de autoridade.
ABUSO DE INCAPAZ - Assim se entende a ação, pela qual se procura, em face da inexperiência, ou paixão do menor, por sugestão ou
corrupção, induzi-lo a praticar ato suscetível de produzir efeito jurídico, em prejuízo próprio ou de terceiro. É crime previsto pela lei penal
(art.173, CP).
ABUSO DO PÁTRIO PODER - Exercício exorbitante do direito de pátrio poder (pai ou mãe) sobre os filhos, ou desempenho desse direito
sem a devida atenção, no tocante à defesa dos interesses dos menores. O abuso do pátrio poder, quando se verifica a falha do
cumprimento dos deveres decorrentes do direito que o autoriza, ou a sua má aplicação, pode acarretar a sua perda ou supressão, mediante
decisão judicial (CC, art. 394 e 395)
AÇÃO - O direito que têm as pessoas (físicas ou jurídicas) de demandar ou pleitear em juízo, perante os tribunais, o que lhes pertence ou o
que lhes é devido. O termo ainda designa o próprio processo intentado em juízo para se pedir alguma coisa de que se julgue com direito,
seja o relacionamento de uma relação jurídica violada, seja para pedir o cumprimento de uma obrigação. É a própria demanda que se
confunde com o seu exercício.
AÇÃO CAUTELAR - Tem a finalidade de assegurar direito. Não dá razão a ninguém, pois qualquer das partes poderá ganhar o processo
subseqüente, chamado de ―principal‖. A cautelar pode ser nominada (arresto, seqüestro, busca e apreensão) e inominada, ou seja, a que o
código não atribui nome, mas, sim, o proponente da medida (cautelar inominada de sustação de protesto, por exemplo). Pode ser
preparatória quando antecede a propositura da ação principal e incidental, proposta no curso da ação principal, como incidente da própria
ação.
AÇÃO CÍVEL - É toda aquela em que se pleiteia em juízo o direito de natureza civil, ou seja, não criminal.
AÇÃO DE ALIMENTOS - Direito que assiste a uma pessoa para exigir de outra, diante de uma situação de parentesco, os alimentos ou
provisões de que necessita para garantia de sua sobrevivência. Desse modo, é ação que gera direito de exigir alimentos, diante do qual a
pessoa se vê na obrigação de prestá-los, consoante determinação da própria lei. Pode ser, segundo o ponto de vista processual:
- ação de alimentos vitalícios - também qualificada de definitivos, é a que se propõe em caráter autônomo para a exigência do cumprimento
da obrigação, que se firma num preceito legal, sem dependência de qualquer outra ação;
- ação de alimentos provisionais - segundo a regra processual, é a que se intenta dentro de outra ação, como processo acessório, ou
preventivamente, até que se julgue a ação principal já intentada ou a ser intentada.
AÇÃO RESCISÓRIA - É aquela que visa a rescindir (―abrir‖) uma decisão judicial transitada em julgado substituindo-a por outra, que
reapreciará o objeto da ação anterior, quando aquela for proferida com vício ou ilegalidade.
ACÓRDÃO - Resolução ou decisão tomada coletivamente pelos tribunais. A denominação vem do fato de nem todas as sentenças ou
decisões proferidas pelos tribunais, na sua conclusão definitiva e final, precedidas do verbo acordam, que bem representa a vontade
superior do poder, ditando o seu veredito.
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ACORDO - Ajuste, convenção ou contrato instituído entre duas ou mais pessoas que se acertam em estabelecê-lo.
ADITAMENTO - O mesmo que adição. Expressa aumento, ampliação.
AD JUDICIA - locução latina para indicar a cláusula que se comete em um mandado judicial.
ADMINISTRAÇÃO DOS BENS DOS MENORES - Enquanto sob o pátrio poder, aos pais compete a sua administração. Quando órfãos,
aos tutores, que ficam obrigados à prestação de contas de sua administração, nos períodos determinados pela lei civil, quando interditados,
aos curadores.
ADOLESCENTE - Nomina-se, de acordo com a lei 8.069, de 13.07.90 (Estatuto da Criança e do Adolescente) a pessoa entre 12 e 18 anos
de idade. Ver Constituição Federal, art.227, parágrafos 1º ao 7º.
ADULTÉRIO - Assim se designa o ato pelo qual o homem ou a mulher, legalmente casados, violam a fé conjugal, imposta aos esposos
(fidelidade conjugal). Constitui crime, A ação penal, no entanto, somente pode ser intentada pelo cônjuge ofendido e dentro de um mês
após o conhecimento do fato (Código Penal, art.240, parágrafo 2º). O adultério é motivo para separação
ADVOGADO CONSTiTUÍDO - Aquele que é contratado por alguém para defender seus interesses.
ADVOGADO DATIVO OU ASSISTENTE JUDICIÁRIO - Advogado nomeado pelo juiz para propor ou contestar ação civil, mediante pedido
formal da parte interessada que não tem condições de arcar com as custas do processo ou os honorários do advogado.
AGRAVADO - 1-Decisão ou despacho. 2- A parte recorrida no recurso de agravo.
AGRAVANTE - 1- A parte que recorre no recurso de agravo. 2- Circunstância acidental que, além da reincidência, contribui para maior
gravidade do delito, e que sempre majora a pena, quando não constitui ou qualifica o crime.
AGRAVO - Recurso contra decisão interlocutória ou contra despacho de juiz ou membro de tribunal agindo singularmente.
AGRAVO DE INSTRUMENTO - Recurso cabível para o Tribunal tanto das decisões interlocutórias propriamente ditas, quanto de
despachos de juízes de primeiro grau que causem gravame à parte, a terceiro ou a Ministério Público.
AGRAVO RETIDO - Recurso de decisão interlocutória que, a requerimento do agravante, fica retido nos autos, a fim de que dele conheça o
Tribunal, preliminarmente, por ocasião do julgamento da apelação.
ALIMENTOS - Sob o ponto de vista jurídico, não significa gênero alimentício para consumo via oral. Significa tudo aquilo de que
precisamos para sobreviver, atendendo às necessidades biológicas e sociais, tais como pão, leite, moradia, remédio, vestuário, cultura,
lazer, educação etc.
APELAÇÃO - Recurso contra sentença proferida em primeiro grau que extingue o processo, com ou sem julgamento do mérito, a fim de
submeter ao grau superior o reexame de todas as questões solicitadas na causa e nos limites do próprio recurso.
APELAÇÃO CÍVIL - É o recurso que se interpõe de decisão terminativa ou definitiva de primeira instância para a instância imediatamente
superior, a fim de pleitear a reforma, total ou parcial, da sentença de natureza cívil, com a qual a parte não se conformou.
APELADO - A parte que figura como recorrida na apelação.
APELANTE - Quem interpõe a apelação.
ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA GRATUITA - É o benefício prestado às pessoas desprovidas de recursos para custear o processo. Gozam
desse benefício os necessitados, nacionais ou estrangeiros, residentes no país que precisarem recorrer à justiça penal, civil, militar ou do
trabalho. Considera-se necessitado, para os fins legais, todo aquele cuja situação econômica não lhe permita pagar as custas processuais
e os honorários de advogado, sem prejuízo do sustento próprio ou de sua família. Também as pessoas jurídicas podem obter o benefício.
ASSISTENTE JUDICIÁRIO - Advogado nomeado pelo juiz para propor ou contestar ação civil, mediante pedido formal da parte
interessada.
AUDIÊNCIA - Reunião solene, presidida pelo juiz, para realização de atos processuais.
AUDIÊNCIA DE INSTRUÇÃO - Mais precisamente: audiência de instrução de julgamento. Momento culminante do processo de
conhecimento quando, em reunião pública e solene do juiz com as partes, produzem-se ou completam-se as provas, enseja-se a
conciliação, e é proferida a sentença.
AUTOS conjunto ordenado das peças de um processo judicial
BAIXA DOS AUTOS - Expressão simbólica significando a volta dos autos do grau superior para o juízo originário, depois o julgamento do
último recurso cabível e interposto ou medida administrativa, após solução da lide
BUSCA E APREENSÃO - medida preventiva ou preparatória que consiste no ato de investigar e procurar, seguida de apoderamento da
coisa ou pessoa que é objeto de diligência judicial ou policial.
CARTA PRECATÓRIA - é o expediente pelo qual o juiz se dirige ao titular de outra jurisdição que não a sua ,de categoria igual ou superior
à de que se reveste, para solicitar-lhe seja feita determinada diligência que só pode ter lugar no território cuja jurisdição lhe está afeta. O
juiz que expede a precatória é chamado de deprecante, e o que recebe denomina-se deprecado. A precatória ordinariamente é expedida
por carta. Mas, quando a parte o preferir, por telegrama, radiograma, telefone ou fax. Ou em mãos do procurador.
CARTA ROGATÓRIA - É o expediente pelo qual o juiz pede à justiça de outro país a realização de atos jurisdicionais que necessitarem de
ser praticados em território estrangeiro.
CARTÓRIO OU VARA JUDICIAL - É o local onde são praticados os atos judiciais relativos ao processamento e procedimento dos feitos
civis e criminais.
CASAMENTO PUTATIVO - Qualificado pelo vocábulo putativo, derivado do verbo latino putare (limpar, julgar, crer), bem se tem o exato
sentido da expressão. E, assim, casamento putativo se diz daquele que, mesmo nulo ou anulável, foi praticado com a crença de que
estavam sendo atendidas todas as formalidades e regras do Direito. E, por esta razão, mesmo quando anulado, produz seus efeitos, até
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que se pronuncie o decisório, que julga de sua nulidade ou anulação, em relação aos esposos de boa-fé e a seus filhos, havidos na
vigência do casamento.
CERTIDÃO DE CASAMENTO AVERBADA - Ao homologar a separação e o divórcio, o juiz expede um mandado ao Cartório do Registro
Civil onde os ex-cônjuges casaram-se. A sentença homologatória deste juiz será averbada ao casamento, sendo expedida uma nova
certidão de casamento, constando a separação ou o divórcio. Este é o documento hábil para comprovar o novo estado civil de separado
judicialmente ou divorciado
CITAÇÃO - ato pelo qual o réu é chamado a juízo para, querendo, defender-se da acusação contra ele proposta, chamamento a juízo de
alguém para reagir contra a postulação de alguém.
CÓDIGO - conjunto de disposições legais sistematizadas, relativas a um ramo do Direito.
COMARCA - O território ou circunscrição territorial em que exerce sua jurisdição o juiz de direito.
COMPETÊNCIA RECURSAL - É a competência para admitir o recurso no primeiro grau do juiz prolator da decisão e, no segundo grau, do
órgão julgador coletivo ou colegiado para conhecer, ou não, da matéria posta sub examine.
CULPA - Violação ou inobservância de uma regra de conduta que produz lesão do direito alheio. Elemento subjetivo da infração cometida,
compreendida pela negligência imprudência ou imperícia que pode existir em maior ou menor proporção (da culpa levíssima à cul pa grave)
obrigando sempre o infrator à reparação do dano.
DECISÃO - Denominação genérica dos fatos do juízo, provocada por petições das partes ou do julgamento do pedido. Em sentido estrito,
pronunciamento do juiz que resolve questão incidente.
DECLINAR DA COMPETÊNCIA - quando há o entendimento de que não há competência do órgão para decidir sobre o discutido no
processo
DESEMBARGADOR - Título tradicional dos membros dos Tribunais de Justiça dos Estados.
DESPACHO - Na definição legal, são todos os atos do juiz que não sejam sentença nem decisões interlocutórias, praticados no processo,
de ofício ou a requerimento da parte.
DECISÃO INTERLOCUTÓRIA - É o ato pelo qual o juiz, no curso do processo, decide questão incidente.
DESQUITE - Até 26 de dezembro de 1977, o casamento era indissolúvel. Assim, quando uma pessoa se casava, só poderia contrair outro
casamento, no futuro, em caso de viuvez. Caso não desejasse mais dar continuidade à vida conjugal, desquitava-se de seu cônjuge.
Tecnicamente, "desquite" é o mesmo que a atual "separação judicial". A legislação mudou o nome porque a palavra carrega o peso do
preconceito de uma época. O estado civil de desquitado, principalmente para a mulher, significava rejeição social. Havia escolas reli giosas
em São Paulo que não aceitavam filhos de desquitados.
DESTITUIÇÃO DE TUTELA - Ato pelo qual o juiz afasta o tutor da função, quando negligente, prevaricador ou incurso em incapacidade
DETENÇÃO - Pena privativa de liberdade, que deve ser cumprida em regime semi-aberto ou aberto. É menos rigorosa que a reclusão e
mais severa que a prisão simples, esta última reservada às contravenções.
DIÁRIO DA JUSTIÇA - Jornal onde são publicados os atos oficiais do poder judiciário, para que tenham efeitos legais.
DIREITO DE VISITAS - O genitor que não detém a guarda do filho pode exercer o direito de visita à criança, devendo ser regulamentada de
acordo com o interesse do menor.
DIREITO LÍQUIDO E CERTO - Locução empregada pela Constituição para qualificar o direito amparado por mandado de segurança que se
apresenta ao julgador pela documentação oferecida, independente de prova produzida em audiência
DIVÓRCIO - O divórcio e a morte são as formas de dissolução do vínculo matrimonial, sendo que a separação só dissolve o vínculo
conjugal. A palavra divórcio significa divergir, com acepções de separação, afastamento, desunião ou desligamento de marido e mulher.
Após o divórcio, os ex-cônjuges não voltam ao estado civil de solteiros, mas de divorciados. O efeito mais importante do divórcio é que os
divorciados voltam a ter o direito de contrair novo matrimônio. Em caso de arrependimento, o casal poderá reconstituir o vínculo matrimonial
por meio de outro casamento. No Brasil, o divórcio existe desde 26 de dezembro de 1977. Até essa data, o casamento era indissolúvel. O
divórcio pode ser direto, quando houver dois anos de separação de fato, ou indireto, a conversão da separação judicial em divórcio, o que
ocorre um ano após a sentença de separação
EFEITO SUSPENSIVO - Efeito normal de todo recurso, exceto se por disposição legal for dado unicamente efeito devolutivo, e cuja
conseqüência é tornar a sentença inexecutável até o julgamento do recurso ficando suspensos seus efeitos.
EMBARGOS - O termo tem várias conotações mas, em síntese, significa autorização legal para suspender um ato; defesa de um direito,
como embargos do executado ou do devedor, ou, ainda, como recurso (embargos de declaração ou embargos infringentes).
EMBAGOS DE DECLARAÇÃO - Recurso contra decisão que contém obscuridade, omissão ou contradição, tendo como finalidade
esclarecer a decisão. Em qualquer caso, a substância do julgado, em princípio, será mantida, visto que os embargos de declaração não
visam a modificar o conteúdo da decisão, embora precedentes autorizem efeito infringencial e modificação da questão de mérito, quando
flagrante equívoco.
EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA - Recurso cabível quando ocorre divergência de Turma ou Seções no STF, STJ e TRF
EMBARGOS INFRINGENTES - Recurso cabível quando não for unânime o julgamento proferido em apelação e em ação rescisória. Se o
desacordo for parcial, os embargos serão restritos à matéria objeto da divergência
EMOLUMENTOS - Ingressos eventuais de dinheiro em benefício do servidor da justiça, quando recebe remuneração fixada em lei,
diretamente da parte
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ESCRIVÃO - Auxiliar do juízo de primeiro grau, titular do Cartório ou Ofício, a quem cabe: organizar os autos, guardá-los e conservá-los,
assim como todos os papéis e documentos relativos aos feitos em geral; auxiliar nas audiências e praticar os atos determinados em lei ou
pelo juiz; manter contato com o Ministério Público e com os procuradores das partes.
EXECUÇÃO DA VERDADE - Defesa indireta de que se vale a pessoa acusada no sentido de, sem negar o que contra ela se argúi,
oferecer fato verdadeiro capaz, por si, de neutralizar a acusação.
EXECUÇÃO - A fase do processo judicial na qual se promove a efetivação das soluções, civis ou criminais, constantes de sentenças
condenatórias. Diz-se ‗execução da sentença‘.
EXTRA PETITA - Diz-se da decisão do juiz fora do pedido formulado na petição inicial, o que resulta em nulidade do julgamento
FAMÍLIA SUBSTITUTA - substituição do pátrio poder dos pais por outra família, nos casos determinados pela Justiça, nas formas de
guarda, tutela ou adoção.
FORO JUDICIAL - local público e oficialmente destinado a ouvir e atender às petições, às Postulações, às provas ou fatos alegados e
decidir o direito aplicável à relação litigiosa. Pode ser usado para designar o edifício público no qual funcionam os órgãos do Poder
Judiciário como também o juízo, Poder Jurisdicional, , compreendendo os Juizados, respectivos Cartórios e todo o aparelhamento
necessário ao seu funcionamento.
GUARDA - Em sentido genérico, exprime proteção, observação, vigilância ou administração.
GUARDA DE FILHOS - É locução indicativa, seja do direito ou do dever, que se compete aos pais ou a cada um dos cônjuges, de ter em
sua companhia ou de protegê-los, nas diversas circunstâncias indicadas na lei civil. E guarda, neste sentido, tanto significa custódia como a
proteção que é devida aos filhos pelos pais. Em regra, a guarda dos filhos compete ao cônjuge em que se conserva o pátrio poder. Na
separação consensual, cabe aos cônjuges deliberar a respeito. Na separação contenciosa, a guarda dos filhos se defere ao cônj uge
inocente, ou ao cônjuge a que pode lei assistir esse direito ou dever, quando ambos culpados.
HABILITAÇÃO INCIDENTE - é a substituição de qualquer das partes no processo, por motivo de falecimento, pelo seus sucessores ou
interessados na sucessão.
HOMOLOGAÇÃO DE SEPARAÇÃO E DIVÓRCIO - A separação judicial e o divórcio consensual pressupõem que os cônjuges chegaram a
um acordo, mutuamente aceito. Os termos deste acordo são levados ao juiz, que homologa aquele conteúdo para que passe a reger os
efeitos da dissolução da sociedade conjugal e do vínculo matrimonial.
IMPEDIMENTO - circunstância que impossibilita o juiz de exercer legalmente sua jurisdição em determinado momento ou em relação a
determinada causa.
IMPETRADO - 1- é a designação do réu num mandado de segurança. 2- parte adversa do recurso (vulgo).
IMPETRANTE - 1- é a designação do autor no mandado de segurança; 2- que ou quem recorre (vulgo)
IMPETRAR - 1- ajuizar algum remédio processual, em geral o mandado de segurança ou habeas corpus. 2- diz-se do ato de ajuizar
mandado de segurança.
IMPUTAÇÃO - acusação a alguém por meio de queixa>>crime ou denúncia do órgão público pela prática de um delito.
IMPUTÁVEL - suscetível de imputação, ou seja, que pode receber acusação por meio de queixa>>crime ou denúncia do órgão público pela
prática de um delito a partir dos 18 anos de idade.
INCIDENTE DE FALSIDADE - meio processual pelo qual se argúi falsidade de documento apresentado como prova.
ININPUTÁVEL - que não é suscetível de imputação, não pode ser responsabilizado por delitos cometidos. No Brasil são inimputáveis, por
exemplo, os menores de 18 anos.
INSTÂNCIA - grau de jurisdição na hierarquia judiciária.

INSTÂNCIA ÚNICA - é o juízo exclusivo de julgamento de uma causa, não podendo ser interposto recurso ordinário e sua decisão para
outra instância gradativa
.INTERDIÇÃO DE DIREITO - ato pelo qual se priva uma pessoa de praticar certos atos ou gozar de certos direitos civis ou políticos ou,
ainda, de os adquirir.
INTIMAÇÃO - ato pelo qual é dada ciência aos procuradores das partes, a elas próprias, ou a terceiros, para que seja feita ou deixe de ser
feita alguma coisa, dentro ou fora do processo.
JUIZ - é a pessoa investida de autoridade pública para administrar a Justiça.
JUIZ DE DIREITO - é o magistrado, isto é o juiz togado; aquele que integra a magistratura, por haver ingressado na respectiva carreira
segundo os preceitos da lei, constitucional e ordinária, por atender aos respectivos requisitos de habilitação, proferindo as decisões nas
demandas, nos respectivos grau de jurisdição.
JUIZADO - mais propriamente empregado para indicar a sede do juízo, isto é, a repartição em que está instalado o juízo, de onde o juiz dá
seus despachos e suas audiências. Designa também o cargo ou ofício do juiz….
JURISDIÇÃO - é uma das funções do Estado, mediante a qual terceiro imparcial resolve os conflitos entre os titulares de interesse tutelado
pelo direito.
JURISDIÇÃO CONTENCIOSA - é aquela em que há conflito caracterizado pela disputa entre duas ou mais partes, que pleiteiam
providências opostas do juiz.
LIDE - sinônimo de litígio, processo, pleito judicial. Conflito de interesses suscitados em juízo.
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LITIGANTE - aquele que propõe ou contesta demanda em juízo, ou seja, quem é parte de um processo judicial.
MAGISTRATURA - é o corpo de juízes que constitui o Poder Judiciário.
MANDADO - como vocábulo jurídico, significa ato escrito, ordem emanada de autoridade pública, judicial ou administrativa, em
cumprimento de diligência ou medida que é determinada (mandado de citação, de penhora, de prisão, de apreensão).
MANDADO DE CITAÇÃO - ato mediante o qual se chama a juízo, por meio de oficial de justiça, o réu ou o interessado, a fim de se
defender.
MANIFESTAÇÃO - em direito processual, opinião da parte em atos do processo.
MEDIAÇÃO - "É um procedimento estruturado de gestão de conflitos pelo qual a intervenção confidencial e imparcial de um profissional
qualificado, o mediador, visa restabelecer a comunicação e o diálogo entre as partes. Seu papel é o de leva-los a elaborar, por eles
próprios, acordos duráveis que levem em conta as necessidades de cada um e em particular das crianças em um espírito de co-
responsabilidade parental." (Daniéle Garcia - Juíza da Varade Familia do Trib. de Grande Instância de Nanterre -França)
MEDIADOR - É a pessoa que age por mediação ou serve de corretor ou intermediário de negócios.
MEDIDA CAUTELAR - é cabível quando houver fundado receio de que uma parte, dentro da propositura ou julgamento da lide, cause, ao
direito da outra, lesão grave e de difícil reparação
MÉRITO - questão ou questões fundamentais de fato ou de direito que constituem o principal objeto da lide.
NOTIFICAÇÃO - medida cautelar nominada, com a qual é dada ciência ao requerido para que pratique ou deixe de praticar determinado
ato, sob pena de poder sofrer ônus previstos na lei.
OFICIAL DE JUSTIÇA - é o auxiliar de justiça encarregado de proceder às diligências que se fizerem necessárias ao andamento do
julgamento da causa e ordenadas pela autoridade judiciária.
PACTO ANTENUPCIAL - É uma escritura lavrada em cartório, antes da celebração do casamento, quando os noivos escolhem o regime
da comunhão universal de bens, onde todos os bens passados e futuros unem-se num único patrimônio, ou da separação total de bens,
onde nenhum dos cônjuges tem direito sobre os bens do outro.
PARECER - 1- opinião manifestada por jurisconsulto em torno de questão jurídica sobre dúvidas de quem formula a consulta e que poderá
ou não ser aceita pelo consulente. 2- opinião expressa por assessor jurídico em orientação administrativa.
PARTILHA - é a divisão dos bens da herança entre os sucessores do falecido.
PÁTRIO PODER - Pátrio poder é um conjunto de direitos e de deveres que os pais exercem em relação aos filhos menores de 21 anos ou
aos portadores de incapacidade mental. Hoje se usa mais a expressão "autoridade parental", também tratado por "pátrio dever" para
melhor expressar o conteúdo desta figura jurídica. O pátrio poder é exercido por pai e por mãe, em igualdade de condições, tanto na
constância do casamento e da união estável, como depois da separação e do divórcio. Não se pode confundir pátrio poder e guarda de
filhos menores de 21 anos. A guarda é a responsabilidade pela organização do cotidiano da criança, horários de escola, alimentação, etc.
Trata-se de uma vigilância diária. Já o pátrio poder refere-se a questões mais importantes, como, por exemplo, a decisão de uma cirurgia,
casamento, etc. Enfim, trata-se do mais pleno exercício da paternidade e da maternidade.
PAUTA - Relação dos processos a serem julgados em órgão de primeiro e segundo grau, afixado no átrio da sede do juízo, para ciência
dos interessados.
PETIÇÃO - peça escrita dirigida pelo interessada ao juiz ou membro de tribunal, requerendo ato forense.
PETIÇÃO INICIAL - qualidade da petição com que se instaura o processo.
PRIMEIRA INSTÃNCIA - é a instância onde tem início os processos; equivale à jurisdição de primeiro grau.
PROLATOR - juiz que prolata ou profere uma sentença
PROPONENTE - pessoa que oferece a outrem um negócio
RECLAMAÇÃO - medida de natureza correicional, normalmente prevista nas leis de organização judiciária, mediante a qual a parte que
sofreu gravame por ato ou omissão judicial de que não caiba recurso, reclama ao órgão superior competente.
RECURSO - meio dentro da mesma relação processual de que pode servir-se a parte vencida ou quem se julgue prejudicado para obter a
anulação ou a reforma, total ou parcial, de uma decisão.
RECURSO ADESIVO - modalidade de recurso de natureza civil que se aplica aos casos em que o autor e réu sejam vencidos
parcialmente. É assim chamado porque, quando uma das partes o interpõe, a outra a ele adere.
RECURSO ORDINÁRIO - pode ser de competência recursal do Supremo Tribunal Federal ou do Superior Tribunal de Justiça.
REGIME LEGAL DE BENS - Todo casamento é regido por um regime de bens. Quando os noivos não discutem antes o que desejam para
a vida de casados, a lei presume que escolheram o regime da comunhão parcial de bens, isto é, o que tinham antes do casamento continua
sendo de cada um, e o que adquirem na constância do casamento é dos dois, em igualdade de condições.
RELATOR - membro de um tribunal a quem foi distribuído um feito, cabendo-lhe estudar o caso em suas minúcias e explaná-lo em relatório
na sucessão de sua Câmara, Turma ou outro órgão colegiado do tribunal ao qual pertença, em cuja pauta tiver sido incluído, e proferir
decisões isoladas no processo, quando a lei o autorize.
RELATÓRIO - exposição sintética daquilo que se viu, observou ou concluiu em torno de um determinado assunto.
SEGREDO DE JUSTIÇA - característica de certos atos processuais, desprovidos de publicidade, por exigência do decoro ou interesse
social. Nesses casos, o direito de consultar os atos e de pedir certidão fica restrito às partes e aos seus advogados.
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SEGUNDA INSTÂNCIA - designação do conjunto de órgãos do judiciário que julgam recursos. Tribunal.
SENTENÇA - 1-ato do juiz pelo qual põe termo ao processo, decidindo ou não o mérito da causa. 2- ato do juiz pelo qual, pondo fim ao
processo, decide pela condenação ou absolvição do acusado.
SEPARAÇÃO DE CORPOS - É uma proteção jurídica, requerida por um dos cônjuges, suspendendo os deveres do casamento, enquanto
corre uma ação de separação litigiosa. Pode ser requerida por ambos os cônjuges, pelo prazo necessário, para que possam requerer a
separação consensual. Pode ser requerida para autorizar o cônjuge a deixar o lar conjugal, evitando alegação de abandono do lar.
SEPARAÇÃO DE FATO - A separação de fato ocorre quando um dos cônjuges deixa o lar conjugal, seja de comum acordo, seja contra a
vontade daquele que permanece no lar. Após o decurso de um ano da separação, pode ser requerida a separação judicial litigiosa, sob
alegação de falência do casamento, e após dois anos da separação de fato, pode ser requerido o divórcio direto.
SEPARAÇÃO JUDICIAL - A separação judicial pode ser consensual, quando os cônjuges conseguem tomar as decisões concernentes à
dissolução da sociedade conjugal, e separação litigiosa, quando um dos cônjuges atribui culpa ao outro, cabendo ao juiz decidir se é caso
de decretação da separação e o modo de reorganização da família.
SUCUMBÊNCIA - situação da parte perdedora da ação, sobre quem recai o ônus das custas operacionais e honorário de advogado da
parte vencedora.
SUSPEIÇÃO - fato de se duvidar da imparcialidade de um juiz, promotor, testemunha, perito, assistente técnico, serventuário da justiça e
intérprete.
SUSPENSÃO DO PÁTRIO PODER - medida judicial, reclamada pela segurança da criança e do adolescente e de seus haveres, em que
incorre o pai ou a mãe por abuso de poder, falta aos deveres paternos, dissipação dos bens do filho, com condenação por sentença
irrecorrível.
TABELIÃO - o mesmo que notário.
TRÂNSITO EM JULGADO - situação da sentença que se tornou indiscutível, por não mais sujeita a recurso, originando a coisa julgada.
TURMA - divisão de um tribunal ou de qualquer órgão colegiado.
TUTOR - Pessoa a quem se cometem os encargos da tutela imposta sem o menor de 21 anos emancipado, a quem faltem os pais.
ÚLTIMA INSTÂNCIA - aquela que põe termo final a um processo e de cuja decisão não cabe mais recurso, salvo o extraordinário, na forma
da lei.
ÚNICA INSTÂNCIA - o juízo exclusivo de julgamento de uma causa, não podendo ser interposto recurso ordinário de sua decisão para
outra instância gradativa.
VALOR DA CAUSA - valor que o autor dá à causa. É menção obrigatória em todos os feitos civis.
VARA - cada uma das divisões de jurisdição de uma comarca, confiada a um juiz de direito.
VISTA - ato pelo qual alguém recebe os autos de um processo com o direito de tomar conhecimento de tudo o que nele se contém. Ex.
pedir vista, dar vista.

Fontes: www.tj.rs.gov.br/comsoc/entendendo.pdf e Vocabulário Jurídico


EXPRESSOES DE LATIM MAIS USADAS EM DIREITO
A
A beneplacito. Com a aprovação.A beneplacito. Com a aprovação.
A contrario sensu. Em sentido contrário.
A contrario sensu. Por razão contrária; ao contrário.
A facto ad jus non datur consequentia. O fato por si não constitui direito.
A fortiori. Com tanto mais razão.
A limine. Desde o limiar.
A matre. Pela mãe. (Refere-se aos filhos adulterinos oriundos de adultério por parte da mãe).
A non domino. Por parte de quem não é dono. (Expressão usada para indicar a transferência de bens imóveis por quem não é o
dono legítimo).
A contrario sensu. Em sentido contrário.
A contrario sensu. Por razão contrária; ao contrário.
A facto ad jus non datur consequentia. O fato por si não constitui direito.
A fortiori. Com tanto mais razão.
A limine. Desde o limiar.
A matre. Pela mãe. (Refere-se aos filhos adulterinos oriundos de adultério por parte da mãe).
A non domino. Por parte de quem não é dono. (Expressão usada para indicar a transferência de bens imóveis por quem não é o
dono legítimo).
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A novo. De novo; novamente.
A patre. Pelo pai. (Refere-se aos filhos adulterinos oriundos de adultério por parte do pai).
A posteriori. De trás para diante. (Argumentação que parte do efeito à causa).
A priori. De frente para trás. (Argumento que parte da causa para o efeito).
A quo. De que, do qual. (Dia a partir do qual se começa a con-tagem dos prazos da lei. Também designa juiz ou tribunal de
instância inferior).
A novo. De novo; novamente.
A patre. Pelo pai. (Refere-se aos filhos adulterinos oriundos de adultério por parte do pai).
A posteriori. De trás para diante. (Argumentação que parte do efeito à causa).
A priori. De frente para trás. (Argumento que parte da causa para o efeito)
Aberratio ictus - erro de alvo
Direito penal: quando o autor erra o alvo, de vítima. Quando atinge alguém, pensando ser outro.
Ab ovo - desde o ovo - Algo que se observa desde o início.
Abolitio criminis - Crime abolido—
Actio libera in causa - A ação livre na sua causa
Actio nondum nata non praescribitur (direito de) Ação não iniciado, não prescreve
Actore non probante, reus absolvitur
Se o autor não prova, o réu é absolvido - Direito processual (civil e criminal)
Actori incumbit onus probandi
Ao autor incumbe o ônus da prova
Direito processual (menos o trabalhista)
A Deo rex, a rege lex - O rei vem de Deus, a lei vem do rei
Ad hoc para isso, para esse fim. De propósito; perito designado para executar certa tarefa.

B

Beneficium juris nemini est denegandi - A ninguém deve ser negado o benefício do direito
Bis in idem - de novo outra vez
Indica repetição desnecessária: princípio "non bis in idem" (q.v.)
Bona fide - Boa-fé
Condição exigida, por exemplo, para se validar contratos.
Bona publica - Bens públicos
Boni mores - Bons costumes

C
Caput - Cabeça
"Cabeça" de um artigo ou enunciado: a parte primeira, antes de alíneas, parágrafos, itens.
Casus fortuitus - Caso fortuito
Condição não prevista, e que ocorre alheia às vontades das partes.
Causa mortis - Motivo da norte - Expressão usada em atestado de óbito.
Causa petendi - Causa do pedido - Direito Processual: o que leva o Autor a pedir algo em juízo.
Causidicus – Causídico - o Advogado
Citra petita - Aquém do pedido.
Consummatum est - Está consumado
Tanto para um ato jurídico, como para a vida ou qualquer ato que se encerra de modo peremptório.
Contra jus - Contra o direito
Algo que se torna inválido, por contrariar a lei ou o direito.
Contra legem - Contra a lei
Direito processual: diz-se quando uma sentença decide em sentido contrário ao que dispõe a lei.
Corpus delicti - Corpo de delito
Diz-se de prova de crime obtida no próprio corpo da vítima.
Cuique suum - A cada um o seu
Custas ex lege - Custas conforme a lei
Direito processual: determinação de pagamento de custas (despesas) de processo, feitas de acordo com o estabelecido pela lei.
Custos legis - Fiscal da Lei
Diz-se da função do Ministério Público, quando este atua fiscalizando a aplicação da lei.

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D
Data venia - Dada a licença. Usada para introduzir uma objeção ao que foi dito por alguém. Permissão para discordar do ponto de
vista de outrem.
De cujus - Do qual. Aquele de cuja herança se fala.
De facto - "De Facto(pt-PT) De fato(pt-BR). Na prática.
De jure - Pela lei. Na teoria. De acordo com a lei. De direito.
Dura lex sed lex - A lei é dura, mas é lei. A lei deve ser aplicada sempre, não importando se é dura (rigorosa).

E
Emptio non tollit locatum - A compra não leva ao cedimento de direitos
Erga omnes - Contra todos.
Error communis facit ius - O erro comum faz lei.
Error in judicando - Erro ao julgar.
Error in procedendo - Erro no procedimento.
Ex lege - Advindo da lei.
Ex nunc - A partir de agora. Significa que os efeitos da sentença ou da lei não retroagem, sendo aplicáveis somente a partir da
publicação da sentença.
Ex tunc - A partir de então. Os efeitos da sentença ou da lei retroagem, sendo aplicados aos fatos acontecidos antes da
publicação da sentença.
Ex vi - Através de ou aplicável por força de. Utiliza-se para referir que uma determinada norma é aplicável, numa determinada
situação concreta, por remissão de uma outra.

F
Ficta confessio - Confissão ficta
Fructus sine usu esse non potest - Fruto sem uso não se pode haver.
Fumus boni juris - Fumaça do bom direito.
Fumus comissi delicti - Fumaça do delito cometido.

H
Habeas corpus - Tenhas teu corpo.
Habeas data - Tenhas tua informação.

I

Incidenter tantum - apenas entre as partes. Quando o efeito não é para todos, mas somente entre as partes. Contrapõe-se a
principaliter, definitivo.
in malam partem - mal para a parte (oposto de in bonam partem)
Inter pars - Entre as partes.
In verbis - nestas palavras; textualmente
Iter criminis - Caminho do crime.
Iura novit curia - O juiz conhece o direito.
Ius primae noctis - Direito da primaira noite.

J
Juris et de jure - De direito e por direito.

L
Lato sensu - Em sentido amplo. Quando quer se dar o sentido mais amplo de determinada expressão..
Lex populi - Lei popular. Lei formalmente aprovada pelo legislador.
Lex scripta - Lei escrita. Lei positivada.
Lucrum cessans - Lucros cessantes. Lucro que se deveria obter de uma relação comercial que não se concretizou.

M

More uxorio - Convivência como marido e mulher.
Mortis causa - Em razão de morte. Sucessão de bens, direitos e obrigações que acontece devido ao falecimento de um indivíduo.
Sucessão hereditária.
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Mutatis mutandis - Mudando o que tem que ser mudado.

N

Novatio legis - Nova lei.
Nullum crimen sine culpa - Não (existe) crime sem culpa.
Nullum crimen, nulla poena sine praevia lege poenali - Não (existe) crime nem pena sem lei anterior. Princípio da legalidade.
Princípio da anterioridade da lei penal.

P
Pacta sunt servanda - Os pactos devem ser respeitados.
Pari passu - Ao passo de. Simultaneamente.
Periculum in mora - Perigo da demora.

Q
Qui iure suo utitur, neminem laedit - Quem usa seu direito, não prejudica ninguém.

R
Rebus sic stantibus - (Deixar) as coisas como estão.
Res judicata pro veritate accipitur - A coisa julgada é tida como verdadeira.
Res nullius - Coisa de ninguém.
Res perit domino - A coisa perece do dono.

S
Stricto sensu - Em sentido estrito. Quando quer se dar o sentido mais restrito de determinada expressão.

V
Vacatio legis - Lei vacante.
Vade mecum - Vai comigo.
Verbis - Às palavras.

Obtido em "http://pt.wikipedia.org/wiki/Anexo:Lista_de_express%C3%B5es_jur%C3%ADdicas_em_latim#D"
http://pt.shvoong.com/books/dictionary/1914385-express%C3%B5es-em-latim-para-uso/