GFP – PROTEÍNA VERDE FLUORESCENTE- SÍNTESE

A proteína verde fluorescente, mais conhecida por GFP (abreviatura do inglês green fluorescent protein) é
uma proteína, composta por cerca de 238 aminoácidos, que quando exposta a radiações na gama do
ultravioleta (200-400 nm) emite uma luz verde fluorescente. Existem outros seres vivos que emitem luzes
de cor verde similar, mas por norma, quando se utiliza o termo GFP pressupõe-se que esteja a ser
mencionado a proteína produzida pelo cnidário Aequora victoria devido ao trabalho realizado pelo
cientista japonês Osamu Shimomura na década de 60. Shimomura foi o primeiro cientista que conseguiu
isolar o gene responsável pela codificação da GFP, sendo este o primeiro passo para futuras investigações.
O facto de as proteínas serem extremamente ínfimas e não poderem ser vistas quer à vista desarmada,
quer pela utilização da maioria dos microscópios, era algo que dificultava a investigação a nível celular. O
potencial da GFP como “gene repórter” foi reconhecido no ano de 1987 pelo cientista norte-americano
Douglas Prasher. Este cientista procedeu então a uma fusão de proteínas. Prasher sintetizou o cDNA tanto
do gene cuja expressão se pretende estudar (gene X) como também do gene da GFP e recorreu à utilização
de um plasmídeo bacteriano, com a função de vetor. Seguidamente adicionou a mesma endonuclease de
restrição tanto no vetor como no gene X, de modo a terem extremidades coesivas complementares.
Procedeu-se à adição da respetiva enzima ligase do DNA. Repetiu-se o processo com o gene da GFP.
Aquando a transcrição, a cadeia mRNA irá conter a informação do gene da GFP e do gene X e após esta
fase, a tradução da cadeia de mRNA será realizada normalmente, tendo como produto final uma proteína
de fusão entre a proteína X e a GFP. Esta fusão será útil, pois se aquando a investigação microscópica da
célula incidirmos luz ultravioleta poderemos acompanhar toda a dinâmica da proteína, estudando a sua
funcionalidade in vivo, ou seja a proteína encontrar-se-á iluminada e fácil de localizar.
Recentemente, outras proteínas fluorescentes foram já identificadas, como por exemplo, a proteína
fluorescente amarela (YFP) e vermelha (RFP), entre outras. Para além disso, estas proteínas originais foram
também modificadas, de modo a melhorar o seu desempenho em sistemas vivos. Um dos resultados deste
tipo de engenharia é a proteína verde fluorescente melhorada, em inglês enhanced green fluorescent
protein ou EGPF. Devido ao facto de a atividade da GFP poder ser monitorizada in vivo, a expressão dos
genes em estudo pode ser acompanhada ao longo do tempo e desenvolvimento do organismo em causa.
As proteínas fluorescentes são utilizadas não só para determinar a localização e dinâmica de proteínas,
como também para determinar a localização e dinâmica organitos e outros compartimentos celulares e
para avaliar a capacidade de expressão de diversos genes promotores. Assim sendo, pode-se dizer que a
descoberta e investigação da proteína verde fluorescente foi uma mais-valia para a evolução científica
contribuindo para um melhor conhecimento de processos biomoleculares.
WEBGRAFIA:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Prote%C3%ADna_verde_fluorescente;
http://en.wikipedia.org/wiki/Green_fluorescent_protein;
http://dwb.unl.edu/Teacher/NSF/C08/C08Links/pps99.cryst.bbk.ac.uk/projects/gmocz/gfp.htm;
http://www.dnaftb.org/34/problem.html