Trabalho de

Instituições de
Direito


Profº. Gustavo Vieira Silva

Alunos:
Maycon
Eduardo
Silvan
Rauel
Igor
João Alvaro
SUMÁRIO
Contrato de doação
1. Conceitos e características.............................................................................................2
2. Objeto da doação...........................................................................................................3
3. Promessa da doação.......................................................................................................4
4. Espécies de doação........................................................................................................4
5. Restrições legais............................................................................................................6
6. Revogação da doação....................................................................................................6
6.1. Casos comuns a todos os contratos......................................................................6
6.2. Revogação dos descumprimento do encargo.......................................................7
6.3. Revogação por ingratidão do donatário...............................................................7
7. Modelo de contrato de doação entre pai e filho.............................................................9














CONTRATO DE DOAÇÃO
Conceitos e características
Doação, define o Código Civil no art. 538, é o “contrato em que uma pessoa,
por liberdade, transfere do seu patrimônio bens ou vantagens para a outra”.
Do conceito legal ressaltam os seus traços característicos: a) a natureza
contratual; b) o animus donandi, ou seja, a intenção de fazer uma liberalidade; c) a
transferência de bens para o patrimônio do donatário; e d) a aceitação deste. O primeiro
não necessitaria de ser mencionado, pois pela doação estar regulada no capítulo dos
contratos em espécie já evidencia a sua natureza contratual. Mas o legislador o incluiu,
para demonstrar ter optado pela corrente que a considera um contrato.
Na realidade, são dois os elementos característicos à doação: a) o animus
donandi (elemento subjetivo), que é a intenção de praticar uma liberalidade; e b) a
transferência de bens, acarretando a diminuição do patrimônio do doador (elemento
objetivo).
Predomina, na moderna dogmática, a concepção contratualista, tendo em vista
que a doação requer a intervenção de duas partes, o doador e o donatário, cujas vontades
hão de se completar para que se aperfeiçoe o negócio jurídico. Exige-se a mesma
capacidade ativa que a requerida para os contratos em geral. Todavia, não vigora a
restrição imposta aos ascendentes, no caso de permuta ou venda a descendentes. Não
necessitam eles da anuência dos demais, nem do cônjuge, para doar a um descendente,
importando adiantamento de legítima a doação de pai para filho ou de um cônjuge a
outro (CC, art.544).
A liberalidade ou animus donandi é elemento essencial para a configuração da
doação, tendo o significado de ação desinteressada de dar a outrem, sem estar obrigado,
parte do próprio patrimônio.
Clóvis Beviláqua, em comentário ao art. 1.165 do Código Civil de 1916, afirma
que o animus donandi “não está na intenção de enriquecer o donatário (Savigny), nem
nos motivos finalísticos do ato (Becker), mas na liberdade, elemento subjetivo pessoal
do agente. Para Savigny, não há o animus donandi “quando o enriquecimento do
donatário só secundariamente está na intenção do doador”.
Assinala Agostinho Alvim que é possível haver doação mesmo que o animus
donandi inexista anteriormente, por essa razão, dizem alguns que a verdadeira
característica da doação é a gratuidade, e não a liberalidade.
O elemento objeto da doação é a transferência de bens ou vantagens de um
patrimônio para outro. A vantagem deve ser de natureza patrimonial, sendo o aumento
de um patrimônio à custa de outro. Deve existir uma relação de causalidade entre o
empobrecimento, por liberalidade, e o enriquecimento.
A aceitação é indispensável para o aperfeiçoamento da doação e pode ser
expressa, tácita, presumida ou ficta. Em geral vem expressa no próprio documento. É
tácita quando revelada pelo comportamento do donatário que, por exemplo, embora não
declare aceitara doação de um veículo, passa a usá-lo e providencia a regularização da
documentação, em seu nome.
A aceitação é presumida pela lei: a) quando o doador fixa o prazo ao donatário,
para declarar de aceita, ou não, a liberalidade. Desde que o donatário, ciente do prazo,
não faça, dentro dele, a declaração, entender-se-á que aceitou (CC, art.539); b) quando a
doação é feita em contemplação de casamento futuro cm certa e determinada pessoa e o
casamento se realiza.
Ficta é o consentimento para a doação ao incapaz. Dispensa-se a aceitação,”
desde que se trate de doação pura, se o donatário dor absolutamente incapaz”.
A doação é contrato, em regra, gratuito, unilateral e formal ou solene. Gratuito
porque não será imposto qualquer ônus ou encargo ao beneficiário. Unilateral, porque
cria obrigação para somente uma das partes. Formal, porque se aperfeiçoa com o acordo
de vontades entre doador e donatário e a observância da forma escrita. Mas a doação
manual é de natureza real, por que o seu aperfeiçoamento depende incontinenti da
tradição destes (CC, art. 541, parágrafo único). A doação é, portanto, em geral, formal
ou solene, por que a lei empoe a forma escrita, por instrumento público ou particular
(art. 541, caput), salvo a de bens móveis de pequeno valor, que pode ser verbal
(parágrafo único).
A doação constitui ato inter vivos. O nosso ordenamento jurídico desconhece
doações causa mortis, a não ser se observarem as normas próprias das declarações de
última vontade, não se enquadrando nessa hipótese.
Objeto da doação
O Objeto da doação é a prestação de dar coisa ou vantagens. Pode ser objeto de
doação qualquer coisa que tenha expressão econômica e possa ser alienada. A coisa
alheia não pode ser objeto de doação. Entende Paulo Lobo que a doação “não pode
abranger bens futuros, por sua natureza real, salvo na hipótese de subvenções periódicas
(art. 545 do Código Civil). Orlando Gomes, na mesma linha, sustenta que a doação de
coisa futura é proibida,” pois ninguém pode transferir do seu patrimônio o que neste não
está”.
A razão está, porém, com aqueles que se afastam da interpretação literal e
conseguem uma conclusão oposta, é o caso de Agostinho Alvim, por exemplo, que
afirma que a “coisa futura” pode ser objeto de doação quando ela não é uma promessa
de doar, e sim, uma doação condicional.


Promessa de doação
Assim como há promessa (ou compromisso) de compra e venda, pode haver,
promessa de doação. Há controvérsias, no entanto, a respeito da exigibilidade de seu
cumprimento. Na jurisprudência, algumas decisões acolhem o fato de que a promessa
não contraria qualquer princípio de ordem pública e que dispositivo algum a proíbe.
Outras, porém, exigem que a promessa convencionada em separação consensual tenha
caráter retributivo, havendo ainda manifestações no sentido de que a promessa enseja a
possibilidade de arrependimento entre a vontade manifestada e o ato de doar, podendo
então de forma alguma ser utilizada uma execução forçada.
Espécies de doação
A doação pode ser classificada em vários tipos:
a) Pura e simples ou típica - Quando o doador não impõe nenhuma restrição ou
encargo ao beneficiário.O ato constitui uma liberalidade plena.
b) Onerosa, modal, com encargo ou gravada – Aquela em que o doador impõe ao
donatário uma incumbência ou dever. Assim, há doação onerosa.O encargo não
suspende a aquisição, nem o exercício do direito. O encargo pode ser imposto a
benefício do doador, de terceiro, ou do interesse geral. O seu cumprimento, em
cãs de mora, pode ser exigido judicialmente, salvo quando instituído em favor
do próprio donatário.
c) Remuneratória – É a feita em retribuição a serviços prestados, cujo pagamento
não pode ser exigido pelo donatário. Se a dívida for exigível, a retribuição
chama-se pagamento; se não era, denomina-se doação remuneratória. Se o valor
pago exceder o dos serviços prestados, o excesso” não perde o caráter de
liberalidade”.
d) Mista – é aquela em que se procura beneficiar por meio de um contrato de
caráter oneroso. Decorre da inserção de liberalidade em alguma modalidade
diversa do contrato.Embora haja a intenção de doar, existe um preço fixado,
caracterizando a venda.
e) Em contemplação do merecimento do donatário(contemplativa ou meritória) –
Configura-se quando o doador menciona, expressamente, o motivo da
liberalidade. Não tem como pressuposto a recompensa de uma favor ou de um
serviço recebido. A doação é pura e como tal se rege, não exigindo que o
donatário faça por merecer remuneração.
f) Feita ao nascituro – Tal espécie de doação”valerá, sendo aceita pelo seu
representante legal”. A aceitação será manifestada pelos pais. O contrato de
doação só será definitivamente válido se condicionado ao nascimento com vida.
g) Em forma de subvenção periódica – Trata-se de uma pensão, como favor
pessoal ao donatário, cujo pagamento termina coma morte do doador, não se
transferindo a obrigação a seus herdeiros, salvo se o contrato houver, ele
próprio, estipulado.
h) Em contemplação de casamento futuro – Constitui liberalidade realizada em
consideração ás núpcias próximas do donatário com certa e determinada pessoa.
Segundo o art. 546 do Código Civil, “só ficará sem efeito se o casamento não se
realizar”.
i) Entre cônjuges – O art. 544 do novo Código Civil estatui que a doação “de um
cônjuge a outro importa adiantamento do que lhes cabe por direito”. Conclui-
se, portanto, que podem ser doados por um cônjuge ao outro: no regime de
separação absoluta, convencional ou legal, todos os bens, em virtude da
inexistência de bens comuns; no regime da comunhão parcial a doação de bens
particulares; no regime da comunhão universal, os excluídos da comunhão; no
regime de participação final dos aquestos os bens próprios de cada cônjuge,
excluídos os aquestos.
j) Em comum a mais de uma pessoa(conjuntiva) – quando a doação é feita em
comum a várias pessoas, entende-se distribuída entre os beneficiados, “por
igual”. Estabelece-se, assim, uma obrigação divisível.
k) De ascendentes e descendentes – A doação de ascendentes e descendentes”
importa adiantamento do que lhes cabe por herança”. Estes estão obrigados a
conferir, no inventário do doador, por meio de colação, os bens recebidos, pelo
valor que lhes atribuir o ato da liberalidade ou a estimativa feita na época, para
que sejam igualados os quinhões dos herdeiros necessários.
l) Inoficiosa – é a que excede o limite que o doador,” no momento da liberalidade,
poderia dispor em testamento. O art. 549 do Código Civil declara “nula”
somente a parte que exceder tal limite, e não toda a doação. Havendo herdeiros
necessários, o testador só poderá dispor da metade de seus bens, pois a outra
“pertence a pleno direito” aos referidos herdeiros.
m) Com cláusula de retorno ou reversão – Permite que o doador estipule o
retorno,” ao seu patrimônio”, dos bens doados,” se sobreviver ao donatário”.
Não fosse essa cláusula, que configura condição resolutiva expressa, os referidos
bens passariam aos herdeiros do último.Revela o propósito do doador de
beneficiar somente o donatário e não os herdeiros deste, sendo, portanto, intuitu
personae. A cláusula de reversão só terá eficácia se o doador sobreviver ao
donatário.
n) Manual – É a doação verbal de “bens móveis de pequeno valor”. Será válida”se
lhe seguir incontinenti a tradição”. A doação é contrato formal, porque a lei
exige a forma pública, quando tem por objeto bens imóveis, e o instrumento
particular. Entretanto a manual constitui exceção à regra, porque pode ser feita
verbalmente, desde que se lhe siga, incontinenti, a tradição.
o) Feita a entidade futura – Dispõe o art. 554 do Código Civil que a doação a
“entidade futura”, portanto inexistente,” caducará se, em dois anos, esta não
estiver constituída regularmente”. Presume-se a aceitação coma existência da
entidade donatária.

Restrições legais
A lei impõe algumas limitações à liberdade de doar, visando preservar o interesse
social, o interesse das partes e de terceiros. Proíbe, assim:
a) Doação pelo devedor já insolvente, ou por ela reduzido à insolvência, por
configurar fraude contra credores, podendo a sua validade ser impugnada por
meio da ação pauliana, sem a necessidade de comprovar conluio entre doador e
donatário.

b) Doação da parte inoficiosa. O art.549 do Código Civil proclama ser nula “a
doação quanto à parte que exceder à de que o doador, no momento da
liberalidade, poderia dispor em testamento.

c) Doação de todos os bens do doador. Considera “nula a doação de todos os bens
sem reserva de parte, ou renda suficiente para a subsistência do doador”.
Tendo alguma fonte de renda ou reservando para si o usufruto dos referidos
bens, não haverá restrição.

d) Doação do cônjuge adúltero a seu cúmplice. Tal “doação pode ser anulada pelo
outro cônjuge, ou por seus herdeiros necessários, até dois anos depois de
dissolvida a sociedade conjugal”. Tal proibição tem o propósito de proteger a
família e repelir o adúltero, que constitui afronta à moral e aos bons costumes.
Prescreve também, que tanto o marido quanto a mulher podem “reivindicar os
bens comuns, móveis ou imóveis, doados ou transferidos pelo outro cônjuge ao
concubino, desde que provado que os bens não foram adquiridos pelo esforço
comum destes, se o casal estiver separado de fato por mais de cinco anos”,
ainda que a doação se dissimule em venda ou outro contrato.

Da revogação da doação
A doação pode ser revogada “por ingratidão do donatário, ou por inexecução do
encargo” (CC, art. 555), bem como pelos modos comuns a todos os contratos.

1) Casos comuns a todos os contratos: Tendo natureza contratual, a doação
pode contaminar-se de todos os vícios do negócio jurídico, como erro, dolo,
coação, estado de perigo, lesão ou fraude contra credores, sendo desfeita por
ação anulatória (CC, art.171, II). A sua natureza contratual torna dispensável
qualquer menção à hipótese, no Código, dada a sua evidência.
Se o agente for absolutamente incapaz, o objeto ilícito, impossível ou
indeterminável, ou não for observada a forma prescrita no art.541 parágrafo
único (CC, art. 166, I a IV), pode também ser declarada nula.
2) Revogação por descumprimento do encargo: A expressão revogação é
inadequada, pois ocorre, na verdade, anulação, rescisão ou resolução.Não se
opera pela simples vontade do doador, mas somente se houver “ingratidão do
donatário” ou “inexecução do encargo”, feita a prova em juízo do doador. Na
última hipótese, é necessário que o donatário tenha incorrido “em mora”.
A força maior afasta a mora, porque exclui a culpa, que lhe é elementar. A
revogação será de toda a doação, visto que a lei não distingue entre a parte que é
liberalidade e a que é negócio oneroso.
O encargo pode ser imposto “a benefício do doador, de terceiro, ou de interesse
geral”.
Se vários forem os donatários, e indivisível o encargo, o inadimplente será
considerado total, e assim também a revogação, mesmo que somente um deles
não o tenha cumprido. Se o ônus é divisível, não é justo que a revogação alcance
a todos, devendo ser excluídos os que o cumpriram, bem como aqueles a quem o
doador quiser perdoar a falta.

3) Revogação por ingratidão do donatário: Só se dá se for somente pura e
simples. Ao aceitar o benefício, o donatário assume, tacitamente, obrigação
moral de ser grato ao benfeitor e de se abster da prática de atos que demonstrem
ingratidão e desapreço. O rol das causas, supervenientes à liberalidade, que
autorizam tal espécie de revogação encontra-se nos artigos 557 e 558 do Código
Civil e é taxativo. Assim, ainda que determinado comportamento do donatário
possa parecer um gesto de ingratidão, não poderá ser invocado como causa para
a revogação. Se “o donatário atentou contra a vida do doador”, não ensejará a
revogação o atentado praticado pelo filho ou cônjuge do donatário.
Não são prejudicados pela revogação os “direitos adquiridos por terceiros”. O
donatário é tratado como possuidor de boa-fé, “antes da citação válida”, sendo
dele, por esse motivo, os frutos percebidos. Mas, após esse momento, presume-
se a sua má-fé, ficando “sujeito a pagar os posteriores”, respondendo ainda
pelos que, culposamente, deixou de perceber.
Atentado contra a vida do doador ou o cometimento de crime de homicídio
doloso é a primeira causa de revogação. Abrange a tentativa e o homicídio
consumado, praticados dolosamente. O homicídio culposo fica excluído e
também se a absolvição criminal se der por ausência de imputabilidade.
Ofensa física cometida pelo donatário contra o doador, também é causa para
revogação.
Injúria grave e calúnia figuram em terceiro lugar, no rol das causas de
revogação. Estão previstas no Código Penal e na Lei de Imprensa, como crimes
contra a honra. A injúria deve revestir-se de certa gravidade, exigindo-se a
perfeita caracterização do animus injuriandi. Em caso de calúnia, deve-se
admitir a exceção da verdade.


Por último, pode ser revogada a doação se o donatário,” podendo ministrá-los,
recusou ao doador os alimentos de que este necessitava”. Não se exige que o
doador seja parente do donatário, mas é necessário que não possa prover à
própria mantença e não tenha parentes obrigados à prestação de alimentos. Esta
indicação de parentes pode ser feita pelo donatário, em defesa, para elidir a
revogação. Este, por sua vez, deve ter condições de prestar tal auxílio.
O art. 558 possibilita também a revogação quando o “ofendido for o “cônjuge,
ascendente, descendente, ainda que adotivo, ou irmão do doador”.
As revogações, por qualquer desses motivos, deve ser postulada “dentro de um
ano, a contar de quando chegue ao conhecimento do doador o fato que a
autorizar, e de ter sido o donatário o seu autor” (CC, art. 559).
A iniciativa da ação pertence exclusivamente ao doador injuriado, e só pode ser
dirigida contra o ingrato donatário. Mas, se o primeiro falecer depois de tê-la
ajuizado, podem os herdeiros nela prosseguir, assim como pode ser continuada
“contra os herdeiros do donatário, se este falecer depois de ajuizada a
lide”(CC, art. 560).
Malgrado o caráter personalíssimo, a ação de revogação poderá ser intentada
pelos herdeiros “no caso de homicídio doloso do doador”, “exceto se ele houver
perdoado”.
Só se admite a revogação por ingratidão do donatário, por exclusão, nas doações
puras. Com efeito, proclama o art. 564 do Código Civil que “não se revogam
por ingratidão: I- as doações puramente remuneratórias; II- as aneradas com
encargo já cumprido; III- as que se fizerem em cumprimento de obrigação
natural; IV- as feitas para determinado casamento”.



















CONTRATO DE DOAÇÃO DE PAI PARA FILHO


IDENTIFICAÇÃO DAS PARTES CONTRATANTES


DOADOR: (Nome do Doador), (Nacionalidade), (Estado Civil), (Profissão), Carteira
de Identidade nº................. , C.P.F. nº...................... , residente e domiciliado na
Rua......................................................................... , nº..., bairro............ , Cep....................
, Cidade.................. , no Estado (...);


DONATÁRIO: (Nome do Donatário), (Nacionalidade), (Estado Civil), (Profissão),
Carteira de Identidade nº.............., C.P.F. nº .................. , residente e domiciliado na
Rua......................................................... , nº...., bairro ..........., Cep ...................., Cidade
................., no Estado (....)

As partes acima identificadas têm, entre si, justo e acertado o presente Contrato de
Doação de Pai para Filho, que se regerá pelas cláusulas e pelas condições descritas a
seguir.


DO OBJETO DO CONTRATO

Cláusula 1ª. É OBJETO deste instrumento o bem imóvel de propriedade do DOADOR,
situado na Rua...................................................................., nº(...), bairro (................),
Cep (..............), Cidade (.............), no Estado (....), livre de qualquer ônus ou defeito que
possa inutilizá-lo, possuindo as seguintes descrições:

........................................................................(Descrever o objeto).

Cláusula 2ª. O bem está sendo doado, espontaneamente e gratuitamente, sem coação ou
vício de consentimento.


DA DOAÇÃO

Cláusula 3ª. O bem, objeto da presente doação realizada entre pai e filho, pertence à
metade da herança disponível do DOADOR - pai, vez que este possui outros herdeiros
necessários.

Cláusula 4ª. Em virtude do especificado na cláusula acima, a doação em questão não
implica antecipação de legítima, continuando apto o DONATÁRIO a receber herança
de seu pai - DOADOR quando for aberta a sucessão deste, juntamente com outros
herdeiros necessários.





CONDIÇÕES GERAIS

Cláusula 5ª. Este instrumento passa a vigorar entre as partes a partir de sua assinatura.

Cláusula 6ª. O presente contrato deve ser registrado no Cartório de Títulos e
Documentos.

DO FORO

Cláusula 7ª. As partes elegem o foro da comarca de............... para dirimir quaisquer
dúvidas referentes ao contrato.

Por estarem assim justos e contratados, firmam o presente instrumento, em duas vias de
igual teor, juntamente com 2 (duas) testemunhas.
Local......................., data ....../....../........

(Nome e assinatura do Doador)

(Nome e assinatura do Donatário)

(Nome, RG e assinatura da Testemunha 1)

(Nome, RG e assinatura da Testemunha 2)


FONTE:
GONÇALVES, Carlos Alberto. Direito civil Brasileiro Volume 3 – Contratos e Atos
Unilaterias
9 ed. São Paulo, Saraiva, 2012.

Site Consultado:
http://www.sitecontabil.com.br/modelos_contrato/0347.htm