Teorias do

Desenvolvimento
Econômico


















Felippe Cippiaciani
Laura Pupio Neves
Turma MA-7
Professor Flávio Mesquita Saraiva

Síntese


No texto, Todaro e Smith analisam o crescimento brasileiro de
forma mais ampla, levando em conta não somente indicadores
econômicos, mas também sociais, históricos e políticos.
Os autores evidenciam a desigualdade social enquanto a comparam
com o crescimento significativo nos últimos anos (e que devido a motivos
como ausência de guerras civis, poderia ter crescido mais).
O crescimento puxado pela alta do preço das commodities
exportadas majoritariamente para a China e a preocupação com as
prioridades brasileiras são preocupações expostas no fim da introdução.
Quanto ao produto brasileiro, o texto destaca que foi um dos
melhores da América Latina, mesmo com as “décadas perdidas” para o
crescimento e desenvolvimento. O crescimento, por si só, não é sinônimo
de desenvolvimento, como prova o caso brasileiro.
Os autores especulam que os altos impostos são um dos principais
empecilhos ao crescimento econômico do Brasil, e usam o argumento de
que cerca de metade dos trabalhadores brasileiros atuam na
informalidade, assim impostos são evitados, em detrimento dos direitos
trabalhistas.
Os indicadores sociais brasileiros merecem muita atenção: na área
da saúde, a mortalidade infantil teve expressiva queda e a expectativa de
vida aumentou; porem os indicadores educacionais permanecem
alarmantes. Universidades públicas e bolsas de estudo destinados à
minoria mais rica contrastam com a baixíssima escolaridade e grande
evasão escolar dos mais pobres; além de um índice de analfabetismo real
extremamente alto.
A pobreza no país ainda é alta ao compararmos com outros países
emergentes, porém vem diminuindo expressivamente com programas de
redução da pobreza extrema, como o Bolsa Família. Os mais pobres,
sofrem também com a violência, vivem sob a constante ameaça de
gangues.
Os autores, ao discorrerem sobre as diferenças sociais brasileiras,
mais uma vez citam o Bolsa Família, que somado aos aumentos do
salário mínimo, ajudaram, segundo o governo brasileiro, ajudou a reduzir
o Índice de Gini.
Outra faceta da desigualdade social, a falta de propriedade privada,
e a luta pela mesma, pelo Movimento Sem Terra, foi exposta pelos
autores, que falam da reforma agrária.
O desmatamento das matas nativas como a Amazônia e a ocupação
irregular de terras indígenas onde os nativos foram expulsos são grandes
questões enfrentadas pelo Brasil: mesmo com subsídios, rigorosas leis
ambientais, o desmatamento é um hábito de difícil abandono.
A inclusão social no Brasil ainda não é satisfatória: a maioria da
população mais pobre concentra-se no Nordeste (apesar de a maior parte
da população concentrar-se no Sudeste) e a maioria dos moradores de
favelas e outros lugares carentes são afrodescendentes. Os autores
afirmam que para que essa diferença diminua, há a necessidade de que os
socialmente excluídos lutem pelos seus direitos, assim como foi feito na
década de 1960 nos Estados Unidos.








Proposição


O Brasil tem grandes questões que permeiam sua ascensão ao
status de país desenvolvido: profundas desigualdades sociais, uma cultura
muito apegada às tradições e “jeitinhos”.
Como afirma Theodore Schultz (“1987 : 47), “parte integrante da
modernização das economias dos países de altas e baixas rendas é o
declínio da importância econômica das terras agricultáveis e uma
elevação da importância econômica do capital humano – aptidões e
conhecimentos” (p.19)1; e como os indicadores educacionais brasileiros
são de ótica negativa, como podemos depreender do texto de Todaro e
Smith, exemplifica que o crescimento do país, que tem atualmente a
“nova classe média” como seu maior símbolo, não foi acompanhado pelo
desenvolvimento.
Uma pesquisa coordenada por Marcelo Neri, em 2009 apresentou
dados muito pertinentes: o maior motivo de evasão escolar é o
desinteresse, cada ano de estudo leva à um incremento de 15% na renda e
95% das melhorias da saúde provém do incremento na educação.
Sendo assim, a cultura brasileira ainda é um grande empecilho ao
desenvolvimento social do país, mas não esperemos milagres, porque a
cultura é intrínseca ao povo, e assim como o desmatamento, mudar tal
realidade às vezes parece impossível.

1
SCHULTZ, T. Investindo no povo. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1987.
2
NERI, M. (coordenador) Motivos da evasão escolar. Rio de Janeiro: FGV/IBRE, CPS, 2009