O APELO

Pr. Roberto Motta
A Validade do apelo evangelístico
É válido ou legítimo fazer um apelo para que as pessoas venham a Cristo?
Sim! Os métodos podem variar, mas o apelo evangelístico é válido pelo menos
por trs raz!es" #rimeira, ele é válido porque o $vangelho e%ige decis&o"
Segunda, ele é válido porque ele é repetidamente ilustrado na 'í(lia" )erceira,
ele é referendado pelo $spírito de #rofecia"
1- O Evangelho de Jesus Cristo exige decisão. $le n&o é meramente uma
série de fatos aos quais uma pessoa pode prestar concord*ncia intelectual+ é
um chamado para o indivíduo sair do seu pecado e da sua negligncia de
,eus, em arrependimento, e voltar-se para Cristo em fé, aceitando-O como
Senhor e Salvador" .uando isto acontece, a pessoa e%perimenta a convers&o"
Os te/logos tm de(atido durante séculos a rela0&o entre a so(erania de ,eus
e a responsa(ilidade do homem, todavia, as duas coisas s&o ensinadas nas
$scrituras, e am(as agem na convers&o" 1&o podemos e%plicar nem entender
inteiramente, mas a 'í(lia diz enfaticamente que na convers&o ,eus está em
opera0&o e o homem precisa responder afirmativamente"
,eus está em opera0&o na convers&o" #recisamos lem(rar sempre que o
$spírito Santo é o grande Comunicador e o grande 2gente de consolida0&o
dos convertidos" Sem a o(ra so(renatural do $spírito n&o haverá o que
chamamos de convers&o" É o $spírito Santo que ocasiona convic0&o de
pecado" $le aplica a verdade do $vangelho" 3esus disse4 5.uando ele vier,
convencerá o mundo do pecado, da 6usti0a e do 6uízo5 73o&o 894:;" É o $spírito
Santo quem propicia novo nascimento e nova vída" 3esus disse a 1icodemos
que quem n&o nascer 5do $spírito5 5n&o pode entrar no reino de ,eus5
73o&o<4=;" 2 'í(lia diz que 5n&o por o(ras de 6usti0a praticadas por n/s, mas
segundo sua miseric/rdia, ele nos salvou mediante o lavar regenerador e
renovador do $spírito Santo5 7)ito <4=;" $sta grande verdade deveria nos tornar
cada vez mais dependentes de ,eus em nosso tra(alho de evangeliza0&o,
sa(endo que, em >ltima análise, é ,eus quem transforma as vidas, e que sem
$le somos totalmente ineficientes"
?as tam(ém precisamos nos lem(rar de que a 'í(lia enfatiza a necessidade
da resposta positiva do homem ao $vangelho" 2 convers&o é mais do que um
fen@meno psicol/gico - é a volta de todo o homem para ,eus" É uma entrega
consciente a Cristo, incluindo arrependimento e fé" 1o $vangelho, homens e
mulheres s&o chamados para a(andonar todas as outras lealdades e seguir
3esus Cristo em discipulado" $sse discipulado n&o é um apelo emocional para
a pessoa se sentir triste por causa dos pecados, e voltar-se para a 6usti0a" 1&o
é um apelo intelectual para aceitar os ensinamentos de 3esus e imitar os Seus
e%emplos" 1&o é um apelo religioso para se su(meter a certos rituais ou atos
de penitncia" É essencialmente um apelo pessoal de auto-entrega
incondicional A pessoa de 3esus Cristo"
,eus agiu em 3esus Cristo - e esse ato demanda uma resposta da parte do
homem pecador"
B" 3" Bish em seu livro Civing a Cood Dnvitation, menciona a solidez psicol/gica
do apelo4 E#ara converter-se, o homem necessita da oportunidade de
responder ao evangelho" ,isse alguém com propriedade que a impress&o sem
a e%press&o pode conduzir A depress&o" #regar com o o(6etivo de o(ter uma
resposta e n&o dar oportunidade para um comprometimento, pode frustrar os
ouvintes da #alavra e aprofundar-lhes o há(ito da procrastina0&o"F
- ! por isso "ue por toda a #í$lia repetida%ente encontra%os a
concla%a&ão a u%a decisão" #or essa raz&o o chamado para a decis&o é
uma parte importante da nossa prega0&o evangelística"
,esde 2d&o -5Onde estás?5 em Cnesis < - até o apelo final do $spírito e da
1oiva em 2pocalipse GG, a 'í(lia é um convite s/ ecoando e ressoando para
que a humanidade perdida se volte para ,eus"
?oisés fez um apelo quando disse4 5.uem é do Senhor, venha até mim5
7H%odo <G4G9;"
3osué apelou para que Dsrael fizesse uma entrega definida4 5$scolhei ho6e a
quem sirvais5 73osué GI4 8=;" .uando o povo disse que se decidia por ,eus e
O serviria, 3osué o escreveu, e esta(eleceu uma grande pedra como
testemunha da decis&o popular"
$lias defrontou-se com os falsos profetas de 'aal e a incredulidade do povo, no
?onte Carmelo" 5$nt&o $lias disse a todo o povo4 Chegai-vos a mim" $ todo o
povo se chegou a $le+ $lias restaurou o altar do Senhor, que estava em ruínas5
7D Beis 8:4<J;" .uando ,eus consumiu miraculosamente o sacrifício que estava
so(re o altar, o povo reagiu4 5O Senhor é ,eus! O Senhor é ,eus!5 7D Beis
8:4<K;"
3o&o 'atista pregou no deserto, e multid!es foram lá para ouvi-lo e atender ao
seu apelo ao arrependimento 7?arcos 84=;"
3esus disse a #edro e 2ndré4 5Linde ap/s mim, e eu vos farei pescadores de
homens5 7?ateus I48K;"
$m Suas instru0!es aos Seus discípulos, $le declarou a(ertamente que
quando eles fossem pregar o $vangelho, deveriam faz-lo claramente, para
que os homens atendessem" 5#ortanto, todo aquele que me confessar diante
dos homens, tam(ém eu o confessarei diante de meu #ai que está nos céus+
mas aquele que me negar diante dos homens, tam(ém eu o negarei diante de
meu #ai que está nos céus5 7?ateus 8J4<G,<<;" )oda pessoa que 3esus
chamou, $le chamou para declarar pu(licamente a sua entrega, ou $le lhe
falou diante dos outros" .uando 3esus estava indo de 3erusalém para 3eric/,
um cego chamado 'artimeu clamou-lhe" Memos4 5$nt&o parou 3esus e mandou
que lho trou%essem5 7Mucas 8:4IJ+ ve6a tam(ém ?arcos 8J4I9ss";" 3esus
poderia ter-se dirigido silenciosamente Aquele homem, levá-lo a um lado, mas
ao contrário, chamou-o pu(licamente, A frente da multid&o"
,iante de grande n>mero de pessoas, 3esus olhou para cima, viu Naqueu em
uma árvore, e o chamou para descer pu(licamente 7Mucas 8K4=;"
Os ap/stolos seguiram o mesmo e%emplo" 1o dia de #entecostes, #edro
recomendou ao povo que se arrependesse e cresse em 3esus, e trs mil
pessoas aceitaram a Cristo" .uando #aulo recordou o seu ministério em Éfeso,
p@de dizer4 5#or trs anos, noite e dia, n&o cessei de admoestar, com lágrimas,
a cada um5 72tos GJ4<8 ;" Como resultado, uma forte igre6a foi esta(elecida,
pois o povo atendeu com arrependimento e fé" $m DD Coríntios =4GJ #aulo
declara4 E,e sorte que somos em(ai%adores em nome de Cristo, como se ,eus
e%ortasse por nosso intermédio" $m nome de Cristo, pois, rogamos que vos
reconcilieis com ,eus5" ?uitos outros e%emplos poderiam ser dados, pois o
$vangelho sempre requer decis&o" $ é por isso que o apelo por uma decis&o é
t&o importante na o(ra de evangeliza0&o"
O apelo por uma decis&o - o convite - n&o é, por conseguinte, algo que
simplesmente se acrescenta ao fim de um serm&o evangelístico, como um
5post-scriptum5" #elo contrário, todo o serm&o leva a ele" $ n&o é apenas válido
fazer um apelo 7quer se6a p>(lico ou na quietude do lar de alguém;, ele é
essencial" $le pode assumir muitas formas, mas se as pessoas ouvem a
mensagem e saem sem se confrontar com um apelo claro e insofismável
OE.ue pensais v/s do Cristo?5 7?ateus GG4IG; ent&o falhamos em nossa
proclama0&o do $vangelho"
'e(erendado pelo Espírito de Pro(ecia
Palando do movimento do advento de 8:I< e 8:II, $llen C" Qhite descreve o
tipo de apelos que levavam pecadores A verdadeira convers&o4
EPreqRentemente um apelo era feito para os que criam nas verdades que
haviam sido provadas pela #alavra para que se levantassem, e grande n>mero
atendia"F $vangelismo, p"G:I"
E$%istem em toda congrega0&o almas hesitantes, quase persuadidas a se
dedicarem inteiramente a ,eus" 2 decis&o está sendo feita para o presente e
para a eternidade+ mas muito freqRentemente acontece que o pastor n&o
possui no pr/prio cora0&o o espírito e o poder da mensagem da verdade, pelo
que n&o faz apelos diretos As almas que tremem na (alan0a" O resultado é que
as impress!es n&o se aprofundam no cora0&o dos convictos+ e saem da
reuni&o sentindo-se menos inclinados a aceitar o servi0o de Cristo, do que
quando chegaram" ,ecidem esperar oportunidade mais favorável+ A qual,
porém, nunca chega"F )estimonies, vol" I, pág" IIS"
ECom a un0&o do $spírito Santo, que lhe incuta responsa(ilidade pelas almas,
n&o despedirá a congrega0&o sem apresentar-lhe a 3esus Cristo, >nico ref>gio
do pecador, fazendo apelos veementes que cheguem ao cora0&o dos ouvintes"
,eve ele ter a conscincia de que talvez nunca mais se encontre com esses
ouvintes antes do grande dia de ,eus"F )estimonies, vol" I, pág" <89"
E$m todo discurso, deve-se fazer fervoroso apelo ao povo, para que dei%em
seus pecados e se voltem para Cristo"F )estemunhos Seletos, vol" 8, págs" =G9
e =GS"
$m nossas reuni!es campais fazem-se demasiado poucos esfor0os de
reavivamento" Tá demasiado pouca (usca do Senhor" Cultos de reavivamento
devem ser realizados desde o come0o até ao fim das reuni!es" Os mais
decididos esfor0os devem ser feitos para despertar as pessoas" Le6am todos
que sois fervorosos porque tendes uma mensagem maravilhosa do Céu" ,izei-
lhes que o Senhor vem 6ulgar, e que nem reis, nem governantes, nem riqueza
nem influncia, ser&o de a6uda para evitar os 6uízos que logo h&o de cair" 1o
fim de cada reuni&o devem ser pedidas decis!es" )estimonies, vol" 9, págs" 9I
e 9="
E2 o(ra do $spírito Santo é convencer as almas de sua necessidade de Cristo"
?uitos est&o convencidos do pecado, e sentem sua necessidade de um
Salvador que perdoa o pecado+ mas est&o meramente insatisfeitos com seu
procedimento e o(6etivos, e se n&o há uma aplica0&o resoluta da verdade para
o seu cora0&o, se n&o s&o proferidas palavras no momento oportuno,
convidando-as para a decis&o ante o peso da evidncia 6á apresentada, os
convictos prosseguem sem identificar-se com Cristo, passa a oportunidade
áurea, e n&o se entregaram, e apartam-se mais e mais da verdade, mais
distantes de 3esus e nunca fazem sua decis&o em prol do Senhor"
Ora, o pastor n&o deve meramente apresentar a #alavra de ,eus de maneira
tal que conven0a do pecado de forma geral, mas terá que e%altar a Cristo
perante seus ouvintes" O que Cristo deles requer tem que ser esclarecido" 2s
pessoas devem ser instadas a decidirem-se, precisamente agora, a colocar-se
do lado do Senhor" Carta GK, 8:KJ"
E2(andonai toda aparncia de apatia, e levai as pessoas a pensar que há vida
ou morte nestes assuntos solenes, segundo os rece(am ou re6eitem" 2o
apresentar verdades decisivas, perguntai freqRentemente quem, depois de
terem escutado as palavras de ,eus, que lhes aponta o dever, está disposto a
consagrar a Cristo 3esus o cora0&o e a mente com todos os seus afetos"F Carta
:, 8:K="
E,eus e Seu amado Pilho tm que ser apresentados ao povo na e%u(er*ncia
do amor que manifestaram para com o homem" Com o fito de desfazer as
(arreiras de preconceito e impenitncia, o amor de Cristo tem que ter uma
parte em cada discurso" Pazei com que os homens sai(am quanto 3esus os
ama, e que provas lhes deu de Seu amor" .ue amor pode equivaler ao que
,eus manifestou pelo homem por meio da morte de Cristo na cruz! 2o estar o
cora0&o cheio do amor de 3esus, isto pode ser apresentado ao p>(lico, e
tocará os cora0!es"F Carta I:, 8::9"
Princípios co% respeito ) %aneira de se (a*er u% apelo evangelístico+
1. O nosso apelo precisa ter integridade teol,gica"
2o fazer um apelo, voc precisa estar pessoalmente convencido de que está
preenchendo uma fun0&o (í(lica" Le6amos novamente H%odo <G4G9, onde
?oisés clama4 5.uem é do Senhor, venha até mim5, - e note tam(ém o
resultado4 5$nt&o se a6untaram a ele todos os filhos de Mevi5" 3esus, no
decorrer de todo o Seu ministério, chamou pessoas para segui-
lo pu(licamente" 2 grande confiss&o de #edro foi feita pu(licamente" #or seu
turno, ele, em 2tos G4<:,<K, clamou pu(licamente por arrependimento e
(atismo4 5Com muitas outras palavras deu testemunho, e e%ortava-os, dizendo4
Salvai-vos desta gera0&o perversa5 72tos G4IJ;" J seu apelo foi tanto p>(lico
quanto intenso"
#aulo diz4 5,e sorte que somos em(ai%adores em nome de Cristo, como se
,eus e%ortasse por nosso intermédio" $m nome de Cristo, pois, rogamos que
vos reconcilieis com ,eus5 7DD Coríntios =4GJ;"
Clifton 3" 2llen disse4 "O apelo não é um truque para caçar almas. Não é um
amuleto para conseguir resultados. Não é um ritual para confirmar a ortodoxia.
É simplesmente o camado de !risto para confrontar o po"o com a oferta da
#ua redenção$ as demandas do #eu senorio e os pri"ilégios do #eu ser"iço".
. O nosso apelo precisa ter integridade pessoal
1&o podemos enganar" O apelo n&o é a minha tentativa de manipular uma
rea0&o positiva" Como representante de Cristo, preciso dei%ar claro o chamado
a Cristo, o chamado de Cristo, e o pre0o desse chamado para mim" ?uitos
oponentes do apelo evangelístico est&o reagindo ao mau uso emocional que
tem sido feito de um grande privilégio (í(lico"
Benovemos a nossa dedica0&o a uma integridade pessoal ao realizar essa
conclama0&o a uma decis&o e discipulado"
-. O nosso apelo precisa ser reconhecido co%o u%a o$ra do Espírito
.anto.
$stá claro em D Coríntios G4K-89 que nenhum homem rece(e ou entende as
coisas de ,eus sem a a6uda e assistncia do $spírito Santo de ,eus" Sem $le,
as minhas palavras s&o da carne"
#orém, da mesma forma como eu preciso que $le me capacite para 5pregar a
#alavra5, o meu audit/rio de uma ou de mil pessoas precisa que $le 5ilumine
as mentes dos que n&o crem"""5" O meu papel, como evangelista, é o de
confrontar homens e mulheres com todo o evangelho de 3esus Cristo, no poder
do $spírito""" mas é ,eus quem salva""" n&o eu"
/. #ene(ícios do apelo"
a- )ornamos claro para os nossos ouvintes que o $vangelho e%ige decis&o"
$les n&o podem permanecer neutros em rela0&o a Cristo
(- Pazer uma decis&o, especialmente de maneira p>(lica, refor0a a decis&o
mental" O dr" BoU Pish disse4 5$la finca uma estaca que permanecerá como
recorda0&o da lealdade que prometi a 3esus Cristo5" Sem d>vida, isto estava
por trás das instru0!es de ,eus A na0&o de Dsrael para tirar doze pedras do
?ar Lermelho e levantá-las como um monumento A gra0a salvadora de ,eus"
Paris O" Qhitesell diz4 E2s emo0!es e%citadas e os dese6os agu0ados logo
passar&o, a n&o ser que se tome uma atitude imediata em rela0&o a eles+ os
(ons impulsos s&o mais difíceis de gerar da segunda vez do que da primeira,
se a primeira n&o resultou em nenhuma a0&o5
c- O apelo pode ser um veículo de seguran0a e certeza para a pessoa" $m
anos futuros esta pessoa poderá lem(rar-se deste momento importante,
quando fez uma decis&o p>(lica por 3esus" $ a lem(ran0a desse momento
sempre a fará recordar o compromisso, o voto de seguir a Cristo"
d- Ddentificamos e a6udamos a conservar os resultados da prega0&o do
$vangelho"
0. Co%o deve ser (eito o apelo1
VoUd #errU diz que há seis características o(rigat/rias do apelo4 Pa0a-o com
clareza""" com cuidado""" com compai%&o""" com convic0&o""" com cortesia""" e
com confian0a"
Spurgeon diz que o elemento mais importante em um apelo é a .23CE'24A4E
daquele que o faz" 2 audincia deve captar que voc cr que o apelo é
significativo, que voc tem convic0&o dele, que ,eus lhe entregou uma
mensagem urgente"
1&o apenas o apelo deve ser sincero e piedoso, deve ser CLA'O. Meighton
Pord diz4 E.uando pe0o As pessoas para virem A frente, no encerramento de
uma reuni&o evangelística, tento tornar claro o que estou pedindo que fa0am"
1o início do serm&o digo algo assim como, W1esta noite, no final de minha
apresenta0&o, estarei pedindo a vocs que se levantem e venham aqui A
frente" $sta é uma demonstra0&o e%terior de m&os, querendo significar o seu
cumprimento+ assim como um 6ovem casal que se ama e que quer entregar-se
um ao outro e%pressam a(ertamente este compromisso na cerim@nia
matrimonial, de igual modo pe0o a vocs que manifestem seu compromisso ao
virem A frente" 1&o há nada mágico ao aqui virem" Dsto n&o os torna em
crist&os" Locs poderiam vir aqui mil vezes com os seus pés e n&o fazer
nenhuma diferen0a afinal se isso for tudo" ?as, ao aqui virem com seus pés,
est&o dizendo em seu cora0&o, W,eus, estou vindo ao Senhor e dei%ando para
trás as coisas erradas e pecaminosas" $stou confiando em Cristo como meu
Salvador e estou vindo para segui-Mo nesta igre6a, a partir desta
noite"F7Meadership, outono 8K:I;
2s pessoas necessitam entender o que significa e o que n&o significa o apelo"
O chamado deve ser claro" Se está convidando as pessoas a se prepararem
para a Segunda Linda de 3esus, ao a(andonarem algum há(ito pecaminoso,
diga-o" $stá convidando as pessoas que uma vez conheceram a Cristo para
retornarem a $le? $ so(re os e%-adventistas+ est&o sendo convidados a
voltarem? Se está convidando as pessoas para guardarem o sá(ado, para
dei%arem os alimentos imundos, para serem (atizadas, dei%e isto (em claro"
2ssegure-se, naturalmente, de n&o incluir muitos grupos em um >nico apelo"
Vm apelo típico é mais ou menos assim4 ESe voc nunca aceitou a Cristo,
convido-o a fazer esta decis&o nesta noite" Se alguma vez O aceitou e se
distanciou d$le ou permitiu que algum pecado controlasse sua vida, venhaF"
$ste tipo de apelo é eficaz no início de uma série de evangelismo" 1o final da
série o apelo poderia ser4 ESe cr que esteve ouvindo a verdade de ,eus e
está convencido de que $le dese6a que O siga e se quer dizer, Wsim, 3esus, a
todo lugar irei com o Senhor seguindo a Sua vontadeX, convido-o agora a p@r-
se em pé e vir A frenteF"
#ara que o apelo se6a eficaz, o evangelista deve ter um senso de 5'673C2A"
Tá um senso de urgncia no evangelista que ,eus pode usar para capacitar o
audit/rio a dar uma resposta"
E)alvez alguns este6am escutando o >ltimo serm&o que lhes é dado ouvir, e
outros n&o ter&o nunca mais a oportunidade de ouvir uma e%posi0&o da cadeia
da verdade, com uma aplica0&o prática da mesma a seu pr/prio cora0&o"
#erdida essa áurea oportunidade, fica perdida para sempre" Touvesse Cristo,
com Seu amor redentor, sido e%altado em liga0&o com a teoria da verdade, e
isso os poderia haver feito pender para o lado d$leF" )estemunhos Seletos, vol"
8 , pág" =GI"
$m : de outu(ro de 8:S8, ,Yight ?oodU pregou um serm&o titulado E.ue farei
com 3esus?F 1o fim do serm&o ?oodU disse, E.uero que levem com vocs
esta mensagem nesta noite e pensem so(re ela" 1a pr/%ima semana, quando
retornarem, vou convidá-los a uma decis&o por Cristo"F $nt&o Dra SanZeU
come0ou a cantar, ETo6e o Salvador convida, apressa-te para o ref>gio+ a
tempestade da 6usti0a se precipita e a morte esta As portasF"
SanZeU nunca terminou o hino" $nquanto estava cantando, ouviu-se as sirenes
dos carros de (om(eiro em disparada pela rua" 2ntes do amanhecer Chicago
estava em cinzas" $m seu dia de agonia ?oodU arrependeu-se por haver dito A
congrega0&o para vir na pr/%ima semana e decidir o que fazer com 3esus" $le
disse4 E1unca mais ousarei dar A audincia uma semana para pensar em sua
salva0&o" Se eles se perderem podem levantar-se no 6ulgamento contra mim"
1unca mais verei esta congrega0&o" 1unca mais encontrarei essas pessoas
até que as encontre no outro mundo" ?as quero dizer-lhe uma li0&o que
aprendi naquela noite, a qual n&o me esquecerei 6amais, ou se6a, quando prego
eu insisto com as pessoas para aceitarem a Cristo naquele momento e local, e
procuro levá-las a uma decis&o imediata" #refiro ter minha m&o direita cortada
a dar a audincia uma semana para se decidir so(re o que fazer com 3esus"F
7Citado por BoU 2llen 2nderson, O #astor $vangelista, pág" 8SG,8S<;
8. 9:todos de se (a*er o apelo para "ue as pessoas responda% de %odo
positivo4
a" Pazendo silenciosamente, uma ora0&o de entrega, frase por frase, repetindo
o que o orador diz" $ssa ora0&o deve ser e%plicada antes que o povo se6a
convidado a repeti-la, de forma que sintam que é uma ora0&o da sua pr/pria
vida para ,eus"
(" #edindo aos que querem fazer a decis&o que permane0am depois que o
restante da congrega0&o sair" Seria (om ter conselheiros de antem&o, e
anunciar que eles tam(ém permanecer&o"
c" ,istri(uindo cart!es a todos os presentes, e pedindo para que todos o
preencham com nome e endere0o" Dmprima nele, tam(ém, uma declara0&o de
decis&o como 5$u gostaria de discutir mais detalhadamente o que significa ser
crist&o5, ou 5)enho necessidades pessoais, e gostaria de rece(er uma visita do
pastor,5 e dei%e um espa0o ou quadrado para ser marcado" 2qui tam(ém,
e%plique claramente o que é esse cart&o, e qual é a atitude que voc está
esperando dos ouvintes"
d" Chamando as pessoas a irem A frente durante o c*ntico de um hino final"
S" Preparo pessoal. 2 prepara0&o mais importante que podemos fazer para o
apelo é nossa prepara0&o espiritual" Dsto é verdade para tudo que fazemos
como evangelistas" Se nossa vida n&o estiver em conformidade com a #alavra
de ,eus n&o podemos esperar que $le a(en0oe nosso ministério" Dsto é
verdade especialmente em rela0&o ao apelo"
ESe (uscardes o Senhor, ali6ando toda a maledicncia e todo o egoísmo, e
perseverardes em ora0&o, o Senhor Se apro%imará de v/s" O poder do $spírito
Santo é que concede eficácia aos vossos esfor0os e aos vossos apelos"
Tumilhai-vos perante ,eus para que em Sua for0a possais al0ar-vos a mais
elevada norma"F ?anuscrito GJ, 8KJ="
:" O 4r. 'avi ;acharias sugeriu as seguintes ra*<es pelas "uais u%a
pessoa pode atender ao apelo+
7i; Sensa0&o de pecado
7ii; ?edo de for0as impessoais
7iii; Seguran0a perdida
7iv; 2nsiedade
7v; $nfado
7vi; 2uto-perple%idade
7vii; ?orte
7viii; Solid&o
7i%; 2lgo que lhe falta
7%; Pome da verdade
7%i; #erda do significado de ,eus
7%ii; ,esconfian0a da vida e das pessoas
7%iii; Conflitos no lar
7%iv; Bessentimento contra domina0&o material
7%v; ,ese6o de mudan0a
7%vi; 2tra0&o do heroísmo
7%vii; 2nseio por maternidade
7%viii; 2tra0&o da vida de Cristo
7%i%; O poder da cruz
PranZlin Craham, escrevendo recentemente na revista 5,$CDSDO15, disse4 51o
1ovo )estamento todos os que se achegaram a 3esus o fizeram porque tinham
necessidade5"
K" As pessoas deve% ser levadas a to%ar u%a decisão tão logo+
8; tenham conhecimento suficiente para faz-lo"
G; todas as suas principais o(6e0!es tenham sido respondidas"
<; creiam que esta é a vontade de ,eus e este6am convictas que $le as está
conduzindo na tomada da respectiva decis&o"
=3ada : %ais cruel e pre>udicial para aturdir religiosa%ente a u%a
pessoa do "ue predisp?-la a u%a decisão e deixar de (a*er o convite para
expri%i-la.@ 7Citado por 2lan Street, )he $ffective Dnvitation, pág" 8I9;