Comércio Internacional em Teoria e Exercícios para AFRFB

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AULA 2
6. Práticas desleais de comércio. 6.1. Defesa comercial. Medidas Antidumping, medidas
compensatórias e salaguardas comerciais.
! a" pessoal, alguma d#ida da #ltima aula$
%o&e ent'o amos aprofundar os acordos multilaterais de comércio
inculados ao procedimento de defesa comercial. (o )rasil, atualmente temos os
seguintes instrumentos *clássicos+ de defesa comercial,
- Medidas antidmpin" . com/atem as e0porta12es a/ai0o do
alor de enda no mercado interno do pa"s e0portador, 3ue causem
dano 4 ind#stria nacional.
- Medidas compensat#rias 56u/s"dios7 . com/atem e0porta12es
de um pa"s a pre1os su/sidiados 3ue causam dano 4 ind#stria
nacional.
- Medidas de sal$a"ardas "erais . com/atem importa12es
mundiais em tais 3uantidades 3ue podem causar *pre&u"8o grae+ 4
ind#stria nacional.
- Medidas de sal$a"ardas preferenciais . com/atem
importa12es de um só pa"s 3ue causem *desorgani8a1'o de
mercado+ para os produtores nacionais. !sse item &á caiu
Além disso, podemos citar, num conceito elástico de defesa comercial 5latu
sensu7, os instrumentos recentemente criados no )rasil,
- Medidas anti%elis&o 5anticircumvention7 9 com/atem importa12es
de partes de pe1as de um produto em 3ue &á recai uma medida de
defesa comercial.
- Medidas de certifica'&o de ori"em n&o%preferencial .
com/atem a triangula1'o de um produto produ8ido num pa"s so/ o
3ual &á recai uma medida de defesa comercial.
(o entanto, esses dois #ltimos instrumentos n'o fa8em parte do nosso
edital de A:;:) 2<12, o=$
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Apenas os > primeiros s'o acordos multilaterais resultantes do
compromisso #nico 5single undertaking), o acordo antidumping, su/s"dios e
medidas compensatórias e o acordo de salaguardas 5gerais7. ?á as salaguardas
transitórias, tais como as preistas no protocolo de acess'o da c@ina, s'o
pass"eis de solu1'o de controérsias na AMB.
As demais regras antielis'o e de certifica1'o de origem n'o fa8em parte dos
acordos multilaterais e, portanto, n'o se en3uadram no edital de 2<12.
Camos ao nosso sumário da semana ent'oD
6umário 9 Aula <2
A 6istema )rasileiro de Defesa Bomercial . ............................................................. >
A ABA;DA A(EFDUMPF(G . ................................................................................ 6
Calor (ormal . ............................................................................................... H
Pre1o de !0porta1'o . .................................................................................... 1<
Dano . ......................................................................................................... 1<
(e0o Bausal . ............................................................................................... 12
Bondu1'o da Fnestiga1'o . ........................................................................... 1>
Da aplica1'o de direitos . ............................................................................... 1I
Medidas Proisórias . ..................................................................................... 1I
Bompromissos de Pre1o ................................................................................ 16
!ncerramento da Fnestiga1'o . ..................................................................... 1J
!ncerramento com aplica1'o de direito antidumping . ........................................ 1H
;eis'o dos Direitos Antidumping . .................................................................. 1K
ABA;DA6 6A);! 6U)6LDFA6 ! M!DFDA6 BAMP!(6AEM;FA6 5A6MB7 . .................. 2<
Eipos de su/s"dios a/rangidos pelas A6MB . ..................................................... 21
6u/s"dios proi/idos . ...................................................................................... 21
Procedimento de inestiga1'o de su/s"dios ....................................................... 2>
ABA;DA6 6A);! 6ALCAGUA;DA6 .................................................................... 2I
Bondi12es para sua aplica1'o ......................................................................... 26
Aumento de importa12es ............................................................................... 2J
Pre&u"8o grae 4 ind#stria doméstica . ............................................................. 2J
(e0o causal entre aumento das importa12es e dano . ........................................ 2K
Da dura1'o das salaguardas aplicadas ........................................................... ><
Das compensa12es . ...................................................................................... >1
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6ALCAGUA;DA6 P;!:!;!(BFAF6 ! E;A(6FEM;FA6 . ............................................ >1
Nuest2es . ......................................................................................................... >O
Nuest2es Bomentadas . ....................................................................................... O>
A 6istema )rasileiro de Defesa Bomercial
Bomo dissemos, @o&e além dos tradicionais instrumentos de defesa
comercial 5antidumping, medidas compensatórias e salaguardas gerais e
preferenciais7, temos agora procedimentos para com/ater mecanismos 3ue isam
/urlar a aplica1'o de medidas antidumping e compensatórias, mais
especificamente regras antielis'o e certifica1'o de origem n'o preferencial.
Antes de adentrarmos nesses procedimentos propriamente, precisamos
entender a seguinte 3uest'o,
Como estão estruturadas as competências para as investigações e tomada
de decisões nesses processos
Bomo &á dissemos, para entendermos a estrutura desses procedimentos,
deemos diidir os instrumentos de defesa comercial clássica 5tam/ém entendida
como defesa comercial stricto sensu7 dos procedimentos de antielis'o e
certifica1'o de origem n'o preferencial 5entendida como defesa comercial lato
sensu7.
(a defesa comercial tradicional, temos inestiga12es de dumping 5Decreto
nP 1.6<2QKI7, su/s"dios 5Decreto nP 1.JI1QKI7 e salaguardas 5Decreto nP
1.OHHQKI7. !sses decretos isam t'o somente regulamentar os respectios
acordos resultantes da ;odada Uruguai, 3ue como sa/emos, todos foram
internali8ados pelo Decreto nP 1.>IIQKO.
Desde o processo de a/ertura de uma inestiga1'o até a efetia aplica1'o
de uma medida, podemos, /asicamente, diidir a aplica1'o dessas medidas em
dois n"eis, 5a7 n"el técnicoR e, 5/7 n"el pol"tico.
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A ní$el técnico cuida da condu1'o da inestiga1'o em si, tratando de toda
a parte procedimental, determinando se @á prática desleal de comércio ou surto
de importa12es e seu conse3uente dano aos produtores nacionais. Ao final do
procedimento 5ou em sede proisória7, o (EC)*+,ECE- 5tam/ém con@ecido
como atoridade in$esti"adora7 ela/ora um parecer recomendando ao
órg'o decisório 5BAM!S7 a aplica1'o ou n'o de uma medida de defesa comercial.
!ssas inestiga12es tTm in"cio no Departamento de Defesa Bomercial
5D!BAM7, órg'o da estrutura da 6ecretaria de Bomércio !0terior 56!B!S7 do
Ministério do Desenolimento Fnd#stria e Bomércio !0terior,
!ncerrada ent'o a inestiga1'o, o Bonsel@o de Ministros da BUmara de
Bomércio !0terior 5CA*E-7, 3ue é a inst.ncia política com competTncia para
decidir, nos limites do parecer do D!BAM e mediante aalia1'o do interesse
nacional, pela coneniTncia ou n'o da aplica1'o da medida.
!ssa atri/ui1'o está esta/elecida no Decreto nP O.J>2Q2<<>, art. 2P, inc.
SC, 3ue dá a competTncia ao Bonsel@o de Ministros da BAM!S *fi!ar direitos
antidumping e compensat"rios# provis"rios ou definitivos# e salvaguardas+.
!sse Bonsel@o é composto por / *inistérios, a sa/er, Ministério das
;ela12es !0teriores 5M;!7R Ministério do Desenolimento, Fnd#stria e Bomércio
!0terior 5MDFB7R Ministério do Desenolimento Agrário 5MDA7R Basa BiilR
Ministério do Plane&amento, Ar1amento e Gest'o 5MPAG7R Ministério da
Agricultura, Pecuária e A/astecimento 5MAPA7 e Ministério da :a8enda 5M:7.
Ce&amos sua ilustra1'o,
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(a tomada dessa decis'o, o Bonsel@o de Ministros da BUmara de Bomércio
!0terior 5BAM!S7, poderá, por e0emplo,
a7 Adotar integralmente o alor da medida recomendada pelo
D!BAM
/7 Adotar parcialmente 5redu8ir7 o alor da medida recomendada
pelo D!BAM
c7 ('o aplicar a medida recomendada pelo D!BAM
$ão aplicar a medida recomendada pelo %&C'( )sso pode
Pode sim. Perce/am 3ue a BAM!S n'o pode é e0trapolar o alor da medida
recomendada, deendo se ater aos limites máximos indicados no parecer
técnico do D!BAM. (o entanto, como &á dissemos, a BAM!S pode suspender a
aplica1'o de um direito igente, aplicar uma medida menor 3ue a recomendada
ou ainda nem se3uer aplicar a medida recomendada pelo D!BAM.
!ntendido onde se situam essas duas instUncias 5processo de inestiga1'o e
processo decisório7 meus caros$
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Camos ent'o ao primeiro e mais importante mecanismo de defesa
comercial...
A ABA;DA A(EFDUMPF(G
Depois de analisada a estrutura e o sistema /rasileiro de inestiga1'o e
aplica1'o das medidas de defesa comercial, iniciaremos agora o procedimento
mais utili8ado 5VKIW dos casos7 na defesa comercial e, portanto, o mais
importante. Diante de sua asta utili8a1'o, tem sido a forma mais fre3uente de
*neoprotecionismo+ e a AMB tem demonstrado preocupa12es no tocante a sua
prolifera1'o.
As direitos antidumping tTm como o/&etio eitar 3ue os produtores
nacionais se&am pre&udicados por importa12es reali8adas a pre1os de dumping,
prática esta considerada como desleal em termos de comércio em acordos
internacionais.
Para tanto, re3uer a instaura1'o de um processo administratio
inestigatio impulsionado pela ind#stria nacional e condu8ido pelo Departamento
de Defesa Bomercial . D!BAM, tam/ém con@ecido como autoridade inestigadora
., com a o/rigatória notifica1'o de todas as partes interessadas 5importadores,
e0portadores, goernos, fa/ricantes estrangeiros e nacionais7 para 3ue
apresentem suas informa12es e argumentos, sendo todos eles analisados e
confrontados. Ao final, o Departamento ela/ora um parecer e recomenda a
aplica1'o de uma medida ou o encerramento de uma inestiga1'o sem imposi1'o
da mesma. Fsso por3ue conforme &á ressaltamos, a BUmara de Bomércio !0terior
5BAM!S7 é 3ue tomará a decis'o final pela sua aplica1'o até o limite
recomendado.
Bomo &á dissemos em nosso primeiro contato, para a aplica1'o de medidas
antidumping dee @aer, no curso desse processo inestigatio, a constata1'o de
dmpin", de dano 4 produ1'o doméstica e rela1'o de casalidade entre
am/os.
!ssa inestiga1'o deerá ser condu8ida de acordo com as regras
esta/elecidas nos Acordos da AMB e na legisla1'o /rasileira 5atualmente é o
Decreto nP 1.6<2QKI . em /ree dee ser pu/licado noo decreto7, garantindo9se
a ampla oportunidade de defesa a todas as partes interessadas e a transparTncia
na condu1'o do processo.
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!m caso de descumprimento dos procedimentos esta/elecidos pelo Acordo
Antidumping, em especial os relatios 4 garantia de oportunidade de defesa das
partes, eentual medida aplicada pode ser contestada no &udiciário /rasileiro ou
ainda perante a AMB.
(as afinal# o *ue + esse tal de dumping
Meus amigos, *dumping+ é um termo 3ue significa &ogar alguma coisa fora.
Erata9se de e0press'o usada para representar redu1'o de pre1os de alguma
forma. Por e0emplo, temos *dumping social+ 3uando a enda de produtos a
/ai0os pre1os é decorrente de um mercado de tra/al@o doméstico ailtado 5e0.
tra/al@o escrao7. ?á *dumping cam/ial+ se utili8a para designar enda a /ai0os
pre1os em ra8'o de desalori8a1'o de moedas. %á ainda o dumping deriado da
economia 3ue se caracteri8a como enda a/ai0o do pre1o de custo 5n'o
confundam este conceito com o dumping no comércio internacional @ein$7
A 3ue nos interessa a3ui é o dmpin" no comércio internacional. !sse
dumping ocorre 3uando uma empresa e0porta para o )rasil um produto a pre1o
5pre1o de e0porta1'o7 inferior 43uele 3ue pratica para o produto similar nas
endas para o seu mercado interno 5alor normal7. Desta forma, a diferencia1'o
de pre1os &á é por si só considerada como prática desleal de comércio, n&o
ha$endo necessidade de 0e se1a inferior ao pre'o de csto de fa/rica1'o,
por e0emplo. A /anca geralmente tenta confundir os candidatos apontando 3ue o
dumping no comércio internacional só ocorre 3uando é a/ai0o do pre1o de custo.
Eal afirmatia está errada, o=$
Ce&am o conceito sinteti8ado,
Margem de dumping 5a!solta7 X Calor (ormal 9 Pre1o de e0porta1'o
Por e0emplo, se uma empresa indiana ende plásticos neste pa"s por U6Y
1<<Qt e os e0porta para o )rasil, em condi12es comparáeis de comerciali8a1'o
5olume, estágio de comerciali8a1'o, pra8o de pagamento7, por U6Y H<Qt,
considera9se 3ue @á prática de dumping com uma margem a/soluta de U6Y 2<Qt.
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Para encontramos a mar"em relati$a 5ou percentual7 /asta diidirmos o
resultado pelo pre1o de e0porta1'o, ou se&a,
Margem de dumping 5relatia7 X 5C( 9 P07 , P0
Assim temos...
51<< . H<7 , H<
Fsso representa uma mar"em relati$a de dumping de 2IW.
(as como fa,emos essa comparação
Primeiramente, é preciso identificar o Prodto ,imilar nacional 3ue
concorre com o importado. (este caso @ipotético, o plástico nacional será
considerado similar ao produto o/&eto de dumping importado 3uando for idêntico#
igual so- todos os aspectos# ou# na ausência de tal produto# outro produto *ue#
em-ora não e!atamente igual so- todos os aspectos# apresente caracter.sticas
muito pr"!imas /s do produto *ue se está considerando.
:eita essa identifica1'o, é poss"el esta/elecer pre1o de endas no mercado
interno do pa"s e0portador, o 3ue nos remete a outro conceito, o 2alor 3ormal.
Calor (ormal
A alor normal, em princ"pio, é o pre'o, normalmente e! fa-rica, sem
impostos, e 4 ista, pelo 3ual a o produto similar é endido no mercado interno
do país exportador, em olume significatio e em opera12es comerci9
ais
normais, isto é, endas a compradores independentes e nas 3uais se&a auferido
lucro.
Bonstatada diferen1a de pre1os de enda do plástico e0portado pela Lndia
ao )rasil e o plástico endido no mercado indiano, teremos a margem de
dumping.
Para o cálculo desse alor normal s'o o/serados diersos critérios
como
olume significatio de endas, compradores independentes, o/ten1'o de lucro.
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6e n'o e0istirem endas no mercado interno do pa"s e0portador ou 3uando as
endas n'o se&am reali8adas em olume significatio ou em opera12es comerciais
normais, pode9se utili8ar como alor normal,
1. o pre1o de e0porta1'o do produto similar para terceiros pa"sesR
ou
2. constru1'o do alor normal, considerando as condi12es de
produ1'o e as práticas contá/eis adotadas no pa"s e0portador.
Baso a e0porta1'o se&a proeniente de um país n&o considerado como
de economia de mercado 5como é o caso fre3uente da B@ina, Cietn' entre
outros pa"ses asiáticos7, o alor normal poderá ser determinado com /ase no,
1. pre1o de enda praticado no mercado interno de um terceiro
país de economia de mercado4
2. alor constru"do do produto similar em um terceiro pa"s de
economia de mercadoR e
>. pre1o praticado por terceiro pa"s de economia de mercado na
e0porta1'o para outros pa"ses, e0ceto para o )rasil.
Por e0emplo, para ocTs terem uma ideia, no caso de cal1ados originários
da B@ina, como os pre1os internos desse pa"s n'o s'o de mercado 5e0. B@ina
manipula cUm/io, !stado controla as terras, etc.7, a autoridade inestigadora
usou os pre1os de enda no mercado interno da Ftália 5>P pa"s7 para atri/ui o
alor normal da B@inaD
Z claro 3ue ocTs podem estar se perguntando, mas na Ftália os pre1os n'o
s'o /em altos$
6'o, mas o artigo CF do GAEE permite essa fórmula. Portanto, se o pa"s, no
caso o )rasil n'o recon@eceu a B@ina como economia de mercado, pode /uscar
outro pa"s de mercado 3ue enda o produto similar e usar este pre1o para se
apurar a margem de dumping.
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Pre1o de !0porta1'o
A pre'o de exporta'&o será o pre1o efetiamente pago ou a pagar pelo
produto e0portado ao )rasil. Eal pre1o, preferencialmente, deerá ser e! fa-rica
5significa lire na porta da fá/rica do e0portador7# sem impostos e 4 ista.
A margem de dumping, como &á dissemos, constitui9se na diferen1a entre o
alor normal e o pre1o de e0porta1'o. (o entanto, para 3ue essa diferen1a se&a
calculada é necessário 3ue @a&a 1sta compara'&o entre o pre1o de e0porta1'o
e o alor normal, igentes durante o per"odo esta/elecido para inestiga1'o de
e0istTncia dumping. Para tanto, dee9se e3uili/rar as endas para o mesmo n"el
de comércio, e3uili/rando9se os *F(BAE!;M6+ 5e0. se @á frete interno ou n'o,
seguro ou n'o, etc.7.
Além disso, diferen1as na tri/uta1'o, nos n"eis de comércio, nas
3uantidades, nas caracter"sticas f"sicas, nas condi12es de comerciali8a1'o e
3uais3uer outras 3ue afetem a compara1'o de pre1os deem ser consideradas e,
na medida do poss"el, eliminadas por meio de a&ustes. As compara12es dessas
endas deem, ainda, ser reali8adas t'o simultaneamente 3uanto poss"el.
Cerificados os conceitos 3ue comp2em a margem de dumping, amos ao
segundo re3uisito...
Dano
Nuando analisamos o dano, estamos falando do pre&u"8o e0perimentado
pela ind5stria doméstica. !ssa ind#stria é entendida como a totalidade dos
produtores nacionais de produto similar ao importado, ou o con&unto de
produtores cu&a produ1'o do produto doméstico similar constitua parcela
significatia da produ1'o nacional.
A dano propriamente dito é entendido no sentido de dano material ou
amea'a de dano material 4 ind#stria doméstica &á esta/elecida, ou ainda
retardamento na implanta1'o de uma ind#stria.
Para a determina1'o de dano, deerá ser aaliada a eolu1'o dos seguintes
indicadores,
a7 importa12es,
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9 alor e 3uantidadeR
9 participa1'o das importa12es o/&eto de dumping no total
importado e no consumo aparenteR
9 pre1os.
/7 ind#stria doméstica,
9 endas e participa1'o no consumo aparenteR
9 lucrosR
9 produ1'o, capacidade produtia e grau de ocupa1'oR
9 esto3uesR
9 produtiidade, emprego e saláriosR
9 retorno dos inestimentosR
9 amplitude da margem de dumpingR
9 crescimento e capacidade de captar recursos ou
inestimentosR
9 flu0o de cai0a, /alan1o patrimonial e demonstratios de
resultadoR
9 pre1os domésticos e margem de su/cota1'o 5diferen1a entre
o pre1o do produto doméstico e o pre1o do produto importado
internado7.
Para 3ue se&a configurada a e0istTncia de amea1a de dano material, ser'o
considerados, além dos indicadores acima arrolados, os seguintes fatores,
9 ta0a de crescimento significatia das importa12es do produto
o/&eto de dumpingR
9 suficiente capacidade ociosa ou iminente aumento su/stancial
na capacidade produtia do produtor estrangeiroR
9 importa12es reali8adas a pre1os 3ue ter'o efeito significatio
em redu8ir pre1os domésticos ou impedir o aumento dos
mesmosR
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9 esto3ues do produto so/ inestiga1'o.
Ce&amos uma 3uest'o aplicada ao assunto,
6E,AF+ACE%*(IC+7897: A acordo so/re a implementa1'o do artigo CF, do Acordo
Geral 6o/re Earifas e Bomércio de 1KKO, denominado Acordo Antidumping, estipula
regras para a aplica1'o dessa medida entre os Mem/ros da AMB. 6o/re o Acordo
Antidumping, pode9se afirmar 3ue a determina1'o de dano deerá incluir e0ame do
olume das importa12es a pre1os de dumping e do conse3uente impacto de tais
importa12es so/re os produtores nacionais dos produtos inestigados.
Comentário, A item está correto e tra8 a reda1'o do art. 1OP, [ 1P do Decreto
1.6<2QKI, onde 0a determinação de dano será -aseada em provas positivas e incluirá
e!ame o-1etivo2 a) volume das importações o-1eto de dumping3 -) seu efeito so-re os
preços do produto similar no 4rasil3 e c) conse*uente impacto de tais importações so-re
a ind5stria dom+stica6.
Por #ltimo, é preciso er se o alegado dumping é o fator causador do
alegado dano. Fsso se fa8 por meio da análise de causalidade ou ne0o causal...
(e0o Bausal
(a análise de causalidade, procura9se erificar em 3ue medida as
importa12es o/&eto de dumping s'o responsáeis pelo dano causado 4 ind#stria
doméstica, aaliando9se, inclusie, outros fatores con@ecidos 3ue possam estar
causando dano no mesmo per"odo.
As fatores releantes nessas condi12es incluem, entre outros, olume e
pre1o de importa1'o 3ue n'o se endam a pre1os de dumping, impacto do
processo de li/erali8a1'o das importa12es so/re os pre1os domésticos, contra1'o
na demanda ou mudan1as nos padr2es de consumo, práticas restritias ao
comércio pelos produtores domésticos e estrangeiros, e a concorrTncia entre eles,
progresso tecnológico, desempen@o e0portador e produtiidade da ind#stria
doméstica.
Nuando o dano for proocado por motios al@eios 4s importa12es o/&eto de
dumping, o mesmo n'o será imputado 43uelas importa12es e n'o ser'o aplicados
direitos antidumping 5análise de outros fatores7.
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Bondu1'o da Fnestiga1'o
Para podermos impor medidas 3ue com/atam o dumping, além de sua
comproa1'o, é preciso demonstrar 3ue sua ocorrTncia tem causalidade com um
dano e0perimentado pela ind#stria doméstica. A comproa1'o desses >
elementos, portanto, se dá no Um/ito de um processo administratio condu8ido
de acordo com as regras esta/elecidas pela AMB, mais especificamente o Acordo
Antidumping. Eais regras /uscam garantir ampla oportunidade de defesa a todos
os interessados 5importadores, produtores domésticos, e0portadores7 e a
transparTncia na condu1'o do processo.
A descumprimento dos procedimentos esta/elecidos pelo Acordo
Antidumping da AMB, 5tais como ampla defesa, metodologia de cálculo da
margem, etc.7, podem implicar a contesta1'o da medida 3ue ier a ser adotada
ao final da inestiga1'o e a conse3uente reoga1'o da mesma por determina1'o
da AMB.
Para instaura1'o do processo administratio, os produtores nacionais ou
entidades de classe poder'o solicitar a a/ertura de inestiga1'o com istas 4
aplica1'o de medida antidumping. Cale destacar 3ue a autoridade inestigadora
56!B!SQD!BAM7 tam/ém pode a/rir a inestiga1'o por conta própria 5e! officio7.
(essa peti1'o, deem ser apresentados ind"cios de proa de dumping, de
dano e de ne0o causal entre as importa12es o/&eto de dumping e o dano alegado.
Ao rece/er a peti1'o, a autoridade inestigadora fa8 uma análise preliminar,
erificando se está deidamente instru"da ou se s'o necessárias informa12es
complementares.
Ce&amos uma 3uest'o recente 3ue se insere neste assunto,
6E,AF+ACE%*(IC+7897: A Acordo so/re a Fmplementa1'o do Artigo CF do Acordo
Geral so/re Earifas e Bomércio 1KKO preconi8a 3ue uma inestiga1'o para determinar a
e0istTncia, o grau e o efeito de 3ual3uer dumping será iniciada pelo goerno do pa"s
cu&as e0porta12es ten@am sido afetadas pela prática do dumping mediante peti1'o da
ind#stria doméstica.
Comentário; (o 3ue toca 4 a/ertura da inestiga1'o, temos ainda outra possi/ilidade. A
art. 62 do Decreto nP 1.6<2QKI permite 3ue *terceiro pa"s, por suas autoridades, poderá
apresentar peti1'o para aplica1'o de medidas antidumping+. Para o uso dessa @ipótese,
o motio para tanto é 3ue o goerno de *B+ pode estar tendo suas e0porta12es
deslocadas em ra8'o da prática de dumping de outro e0portador *)+. (este caso, as
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autoridades do e0portador *B+ 5afetado pelo deslocamento das e0porta12es de *)+ 3ue
pratica o dumping7 é 3ue solicita 3ue o pa"s importador *A+ a/ra a inestiga1'o.
Ce&a 3ue a peti1'o de *B+ n'o é feita pela sua ind#stria doméstica, pois em princ"pio, ela
nada tem a er com o dumping. A pedido é feito pelo goerno de *B+D
Analisando esses argumentos, a !6A: acatou as ra82es de recurso e afastou essa
assertia 5letra *D+7, inicialmente indicada como a resposta da 3uest'o. !m seu parecer,
a /anca disse 3ue a alternatia possui erro ao afirmar 3ue uma inestiga1'o para
determina1'o de dumping é iniciada *pelo goerno do pa"s cu&as e0porta12es ten@am
sido afetadas pela prática do dumping 5...7+. !fetiamente, a reda1'o peca, pois a
entrada de importa12es com margem de dumping afeta a produ1'o doméstica no setor
ou do produto considerado e n'o as suas e0porta12es.
Assim, a ind#stria doméstica pre&udicada 3ue pleiteia uma inestiga1'o 4 autoridade de
seu pa"s, é a3uela 3ue sofre com as importa12es.
Por essas ra82es a 3uest'o foi anulada.
Ao longo do curso da inestiga1'o, os elementos de proa da e0istTncia de
dumping e de dano por ele causado ser'o considerados simultaneamente. Para
tanto, o per"odo de inestiga1'o de e0istTncia de dumping deerá compreender
os do<e meses mais pr#ximos possí$eis anteriores = data da a!ertra da
in$esti"a'&o.
?á o per"odo da inestiga1'o da e0istTncia de dano deerá ser
representatio 9 a fim de permitir uma mel@or análise e n&o de$erá ser inferior
a tr>s anos, incluindo, necessariamente, o per"odo de inestiga1'o de dumping.
A análise de dano contempla um per"odo mais amplo 3ue o do dumping, uma e8
3ue esta é uma análise comparatia da situa1'o da ind#stria. Z releante a
demonstra1'o da ocorrTncia do dano no per"odo de dumping. (o )rasil, o rigor da
autoridade inestigadora é maior, pois sua análise de dano toma
costumeiramente os #ltimos 8? anos.
Eodas as informa12es re3ueridas em uma inestiga1'o de dumping ser'o
comunicadas 4s partes interessadas con@ecidas por meio de 3uestionários
espec"ficos para cada espécie de parte interessada 5e0. 3uestionário do
importador, da ind#stria doméstica, do produtorQe0portador7, 3ue ter'o ampla
oportunidade de apresentar . por escrito . os elementos de proa 3ue
considerarem pertinentes. 6er'o leadas em conta as dificuldades encontradas
pelos interessados no fornecimento dessas informa12es e, na medida do poss"el,
l@es será prestada assistTncia.
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Da aplica1'o de direitos
Após um parecer de determina1'o positia de dumping, a aplica1'o de
direitos pode se dar de forma pro$is#ria 5na @ipótese de determina'&o
preliminar7, ou de modo definiti$o 5na @ipótese de determina'&o final7, ou
ainda se aplicar um compromisso de pre1os na e0porta1'o. Ce&amos as
possi/ilidades de sua aplica1'o antes do encerramento da inestiga1'o.
Medidas Proisórias
(o caso das Medidas Proisórias, elas somente ser'o aplicadas se,
9 a inestiga1'o tier sido a/erta em conformidade com os
procedimentos anteriormente citadosR o ato 3ue conten@a a
determina1'o de a/ertura tier sido pu/licado e tier sido dada
oportunidade para 3ue os interessados se manifestemR
9 uma determina'&o preliminar positi$a da e0istTncia de
dumping e conse3uente dano 4 ind#stria doméstica tier sido
alcan1adaR
9 as autoridades competentes &ulgarem 3ue tais medidas s'o
necessárias para impedir 3ue ocorra um dano maior 4 ind#stria
durante o per"odo de inestiga1'oR e,
9 @ouer decorrido pelo menos @8 dias da data da
a!ertra da inestiga1'o.
A alor da medida antidumping proisória n'o poderá e0ceder 4 margem de
dumping e ser'o aplicadas na forma de direito proisório.
As medidas antidumping proisórias 6A a @ meses: poder'o igorar por
um per"odo de até 3uatro meses. !ste per"odo poderá ser de até seis meses,
3uando as autoridades competentes 9 a pedido dos e0portadores 3ue ten@am
representatiidade do comércio em 3uest'o e 3ue poder'o apresentar noos
fatos 3ue modifi3uem a decis'o final 9 decidirem pela dila1'o do pra8o. Nuando
as autoridades, no curso de uma inestiga1'o, considerarem suficiente para
e0tinguir o dano a aplica1'o de uma medida antidumping inferior 4 margem de
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dumping erificada, os pra8os preistos anteriormente passam a ser de seis e
noe meses 56 e Km7, respectiamente.
Ce&amos 3uest'o so/re o tema,
6E,AF+ACE%*(IC+7897: Bonsiderando a aplica1'o de medidas compensatórias em
resposta a práticas de su/s"dios 3ue distorcem as condi12es de concorrTncia, é correto
afirmar 3ue ter'o caráter retroatio 3uando n'o tierem sido aplicadas medidas
proisórias ou concedida oferta de garantias, pelo e0portador, so/ a forma de depósito
em espécie ou fian1a.
Comentário, A item está errado, pois a co/ran1a retroatia &ustamente 3uando @á
aplica1'o de medidas proisórias. A co/ran1a retroatia ocorre, segundo o art. 6O do
Decreto 1JI1QKI, 3uando, 0%ireitos definitivos poderão ser co-rados so-re produtos
importados su-sidiados# *ue tenham sido despachados para consumo# at+ noventa dias
antes da data de aplicação das medidas compensatórias provisórias# sempre *ue
se determine# com relação ao produto em *uestão# *ue o dano + causado por
importações volumosas# em per.odo relativamente curto# o *ue levará provavelmente a
pre1udicar seriamente o efeito dos direitos compensat"rios definitivos aplicáveis6.
Bompromissos de Pre1o
Autra possi/ilidade é o esta/elecimento de um compromisso com os
exportadores 0e praticam dmpin". (esse caso, a in$esti"a'&o poderá ser
sspensa, sem a aplica'&o de medidas antidmpin" pro$is#rias o
direitos antidmpin" definiti$os, se o e0portador assumir 9 oluntariamente 9
compromissos de reis'o de pre1os ou de cessa1'o das e0porta12es a pre1os de
dumping, destinadas ao )rasil, desde 3ue as autoridades enolidas &ulguem 3ue
tal compromisso elimine os efeitos pre&udiciais decorrentes do dumping.
6e a oferta for aceita pela ,ECE-, ca/erá 4 CA*E- homolo"ar o
compromisso, pu/licando ;esolu1'o BAM!S no Diário Aficial da Uni'o e 9
conforme o caso 9 da decis'o 3uanto ao prosseguimento ou suspens'o da
inestiga1'o, notificando9se as partes interessadas. A inestiga1'o so/re dumping
e dano poderá prosseguir se for uma decis'o das autoridades enolidas ou do
interesse do e0portador.
A e0portador com o 3ual se firmou um compromisso de pre1os dee estar
ciente 3ue as autoridades competentes poder'o solicitar, a 3ual3uer tempo,
dados 3ue permitam erificar o fiel cumprimento do compromisso de pre1os.
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!ncerramento da Fnestiga1'o
Bonforme imos anteriormente, após toda a análise das informa12es
apresentadas, a autoridade pode concluir 3ue os ind"cios de dumping, dano e
ne0o causal n'o se comproaram de fato, n'o @aendo aplica1'o de direitosR ou,
confirmar a e0istTncia desses elementos, recomendando a aplica1'o de uma
medida.
Ce&amos com mais detal@es essas situa12es...
A inestiga1'o será encerrada sem aplica'&o de direitos antidmpin"
nos casos em 3ue,
9 n'o @ouer comproa1'o suficiente da e0istTncia de dumping
ou de dano dele decorrenteR
9 a mar"em de dumping for "de minimis"; ou
9 o olume de importa12es o/&eto de dumping real ou
potencial, ou o dano causado for insignificante.
9 a 6!B!S deferir pedido de ar3uiamento formulado pelo
peticionário.
A ausTncia de dumping ou dano afasta a aplica1'o de uma medida. Cale
destacar 3ue a grande maioria das inestiga12es 3ue n'o possuem direitos
aplicados se deem em ra8'o da ausTncia de dano. Au se&a, n'o é relatiamente
dif"cil encontrar dumping, mas relacionar sua ocorrTncia a um dano material é
algo mais dif"cil.
Mesmo diante da e0istTncia de dumping, se essa margem for um percentual
do pre1o de e0porta1'o, for inferior a 7B 6dois por cento:, a inestiga1'o
dee ser encerrada sem aplica1'o de direitos, pois a margem é toleráel,
con@ecida como “de minimis”.
Da mesma forma, a inestiga1'o dee ser encerrada sem aplica1'o de
direitos para determinado pa"s e0portador se o $olme de importa12es
proenientes desse pa"s for inferior a CB 6tr>s por cento: do total das
importa12es /rasileiras de produto similar. Fsso só n'o ai ocorrer se os pa"ses
3ue, indiidualmente, respondem por menos de >W 5trTs por cento7 das
importa12es de produto similar importado pelo )rasil, forem . coletiamente .
responsáeis por mais de /B 6sete por cento: das importa12es do produto.
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Portanto, o olume das importa12es dee ser si"nificanteR do contrário, a
inestiga1'o dee ser encerrada sem aplica1'o de direitos.
!ncerramento com aplica1'o de direito antidumping
Bomo &á imos, o direito antidumping é a medida imposta 4s importa12es
reali8adas a pre1os de dumping, com o o/&etio de netrali<ar seus efeitos
danosos 4 ind#stria nacional. !ste direito deerá ser i"al o inferior 4
mar"em de dumping aprada.
A inestiga1'o será encerrada com aplica1'o de direitos, 3uando o D!BAM
c@egar a uma determina1'o final da e0istTncia de dumping, de dano e de ne0o
causal entre eles.
A direito antidumping será calculado mediante a aplica1'o de al"3uotas ad
valorem 9 um percentual so/re o $alor adaneiro da mercadoria em !ase CIF
. ou espec"ficas . fi0ada em dólares dos !stados Unidos da América e conertida
em moeda nacional . fi0as ou ariáeis, ou pela con&uga1'o de am/as.
(essa aplica1'o, podemos ter os direitos antidumping calculados
indiidualmente.
A dra'&o dos direitos antidumping e compromissos de pre1os dee se dar
en3uanto @ouer a necessidade de neutrali8ar o dumping causado.
!m princ"pio, @á um pra8o má0imo para isso, pois todo direito antidumping
definitio ou compromissos de pre1os ser'o e0tintos no máximo em cinco anos
ap#s a sa aplica'&o, ou cinco anos a contar da data da conclus'o da mais
recente reis'o, 3ue ten@a a/rangido dumping e dano dele decorrente. Bontudo,
este pra8o poderá ser prorrogado mediante re3uerimento 9 deidamente
fundamentado 9 formulado pela ind#stria doméstica ou em seu nome, ou por
iniciatia de órg'os ou entidades da Administra1'o P#/lica :ederal, ou da 6!B!S,
desde 3ue demonstrado 3ue a e0tin1'o dos direitos poderia lear 4 continua1'o
ou retomada do dumping e do dano dele decorrente.
As interessados ter'o ent'o cinco meses . antes da data do término da
igTncia do direito ou do compromisso de pre1os . para se manifestarem, por
escrito, so/re a coneniTncia de uma reis'o e para solicitarem audiTncia, se
necessário.
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Autra 3uest'o importante se refere 4 retroati$idade. As direitos
antidumping definitios poder'o ser co/rados so/re produtos 3ue ten@am sido
despac@ados para consumo até K< 5noenta7 dias antes da data de aplica1'o das
medidas antidumping proisórias, sempre 3ue,
9 @a&a antecedentes de dumping causador de dano, ou 3ue o
importador estaa ou deeria estar ciente de 3ue o produtor
ou e0portador pratica dumping e de 3ue este causaria danoR e
9 o dano se&a causado por olumosas importa12es de um
produto a pre1os de dumping em per"odo relatiamente curto,
o 3ue, leando em conta o per"odo em 3ue foram efetuadas e
o olume das importa12es o/&eto de dumping e tam/ém o
rápido crescimento dos esto3ues do produto importado,
proaelmente pre&udicaria seriamente o efeito corretio dos
direitos antidumping definitios aplicáeis, desde 3ue ten@a
sido dada oportunidade aos importadores enolidos para se
manifestarem.
;eis'o dos Direitos Antidumping
A pedido de parte interessada ou por iniciatia das autoridades enolidas,
poderá ser feita a reis'o . no todo ou em parte . das decis2es so/re a aplica1'o
do direito antidumping, desde 3ue @a&a decorrido, pelo menos, m ano da
imposi'&o de direitos antidumping definitios e 3ue se&am apresentados
elementos de proa suficientes de 3ue,
9 a aplica1'o do direito dei0ou de ser necessária para
neutrali8ar o dumpingR
9 seria improáel 3ue o dano su/sistisse ou se reprodu8isse
caso o direito fosse reogado ou alteradoR ou
9 o direito e0istente n'o é ou dei0ou de ser suficiente para
neutrali8ar o dumping causador do dano.
Bonstatada a e0istTncia de elementos de proa 3ue &ustifi3uem a reis'o,
esta será a/erta. A reis'o deerá ser conclu"da no pra8o de 12 5do8e7 meses
contado a partir da data de sua a/ertura, deendo, igualmente, ;esolu1'o BAM!S
decidir pela prorroga1'o do direito por mais I anos.
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Passamos agora para alguns detal@es do acordo de su/s"dios, outro
instrumento para com/ate dessa prática desleal de comércio.
ABA;DA6 6A);! 6U)6LDFA6 ! M!DFDA6 BAMP!(6AEM;FA6 5A6MB7
Um aspecto interessante desse acordo de defesa comercial em rela1'o aos
demais é a possi/ilidade n'o somente de um mem/ro iniciar unilateralmente uma
inestiga1'o 5unilateral track7 e aplicar uma medida compensatória 5anti9
su/s"dios7, mas tam/ém, permitir 3ue o mem/ro condu8a a inestiga1'o da
e0istTncia de um su/s"dio no Um/ito do próprio órg'o de solu1'o de controérsias
da AMB 5multilateral track7. Z, portanto, considerado *dois acordos em um+.
(a ia unilateral, tal 3ual o antidumping, as medidas compensatórias ter'o
lugar 3uando @ouer re3uer a préia inestiga1'o da prática desleal de su/s"dio,
determinando9se 3ue as importa12es su/sidiadas este&am causando dano 4
ind#stria doméstica fa/ricante do produto similar.
(a ia multilateral, um mem/ro e0portador afetado pelas medidas entenda
3ue o mem/ro 3ue as aplicou ten@a cometido alguma inconsistTncia no
procedimento, pode acionar o A6B da AMB para reerter a aplica1'o da medida.
(as afinal# o *ue + su-s.dio
6egundo o A6MB, o s!sídio é uma contri!i'&o financeira, reali8ada
pelo "o$erno ou órg'o p#/lico 3ue confira uma $anta"em para o produtor.
Destrinc@ando esse conceito, a defini1'o de su/s"dio possui > elementos,
a7 ser uma contri/ui1'o financeiraR
/7 reali8ado por goerno ou entidade p#/lica do território de
um mem/roR e,
c7 3ue confira um /enef"cio.
A su/s"dio só pode e0istir 3uando tomar a forma de contri!i'&o
financeira, ou represente 3ual3uer forma de sustenta1'o de renda ou de pre1os
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3ue, direta ou indiretamente, contri/ua para aumentar e0porta12es ou redu8ir
importa12es de 3ual3uer produto.
A segundo re3uisito para se su/s"dio é 3ue a contri!i'&o se1a feita pelo
"o$erno ou entidade p#/lica do território de um mem/ro. Fsso significa 3ue o
A6MB se aplica n'o somente 4s medidas dos goernos nacionais, mas tam/ém a
medidas de outras entidades com participa1'o do goerno tais como empresas
p#/licas e sociedades de economia mista.
:inalmente, essa contri/ui1'o financeira de um goerno n'o é entendida
como su/s"dio se n'o for capa8 de conferir um */enef"cio+.
Além desses trTs elementos, podemos inserir um OP re3uisito 3ue é a
especificidade, ou se&a, 3uando a autoridade outorgante, ou a legisla1'o pela
3ual essa autoridade dee reger9se, e0plicitamente luminar o acesso ao su/s"dio
a uma empresa ou ind#stria, ou a um grupo de empresas ou ind#strias, dentro da
&urisdi1'o da3uela autoridade.
Eipos de su/s"dios a/rangidos pelas A6MB
Atualmente, o A6MB diide os su/s"dios nas categorias proi!idos e
acioná$eis. Cale lem/rar 3ue o acordo originalmente contin@a uma terceira
categoria c@amada de n&o acioná$eis. !ssa categoria e0istiu por I anos,
encerrando%se em C9 de (e<em!ro de 9DDD. Portanto, @o&e todos os
su/s"dios espec"ficos s'o proi/idos ou acionáeis.
6u/s"dios proi/idos
A artigo > do A6MB caracteri8a como s!sídios proi!idos 5cai0a
ermel@a7,
a7 ,!sídios = exporta'&o, s'o a3ueles cu&a concess'o ocorre .
se&a ia legisla1'o ou situa1'o de fato . inculada 4 performance
e0portadora. (o entanto, o simples fato de um su/s"dio ser
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garantido 4s empresas 3ue e0portam, n'o pode isoladamente ser
considerado um su/s"dio 4 e0porta1'o.
/7 ,!sídios = s!stiti'&o de importa'Ees, s'o a3ueles cu&a
concess'o ocorre pela predile1'o dos produtos domésticos em
detrimento dos importados.
!ssas duas @ipóteses s'o de plano reputadas proi/idas, pois se presume
3ue distor1am o comércio internacional, e ent'o s'o mais suscet"eis a causar
efeitos adersos a outros mem/ros. !les podem ent'o serem contestados ia
solu1'o de controérsias na AMB 5multilateral track7 com /ase num procedimento
mais acelerado e, se ficar constatado 3ue se trata de su/s"dio proi/ido, ele dee
ser retirado sem demora. (esses casos, os mem/ros n'o precisam demonstrar a
e0istTncia de efeitos comerciais, pois o foco é na nature8a do su/s"dio em si.
As su/s"dios podem ainda estarem su&eitos a medidas compensatórias de
algum mem/ro 5unilateral or domestic track7 se as importa12es su/sidiadas est'o
causando dano 4 ind#stria doméstica.
6u/s"dios acionáeis
A maioria dos su/s"dios, tais como in#meros su/s"dios 4 produ1'o, s'o
reputados de Fs!sídios acioná$eisG 5cai0a amarela7.
!n3uanto os su/s"dios proi/idos n'o podem ser concedidos em @ipótese
alguma, os su/s"dios acionáeis somente ser'o reputados como inconsistentes se
causarem efeitos adersos aos interesses de outro mem/ro. Portanto, além da
comproa1'o da especificidade do su/s"dio, o mem/ro reclamante dee
demonstrar 3ue o su/s"dio espec"fico causa efeitos ad$ersos, podendo esses
efeitos assumir trTs formas, dano, pre1í<o "ra$e e anula1'o ou dimini'&o
de !enefícios.
A caso de dano ocorre 3uando as importa12es su/sidiadas deterioram os
indicadores da ind#stria doméstica no território de um mem/ro reclamante. Da
mesma forma 3ue os su/s"dios proi/idos, esse efeito aderso dos su/s"dios
acionáeis pode ser contestado na ia multilateral ou unilateral (o entanto,
somente uma forma de defesa dee ser aplicada.
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A pre1í<o "ra$e, por sua e8, geralmente ocorre 3uando o efeito de um
su/s"dio é,
a7 deslocar ou impedir a importa1'o de produto similar produ8ido
por outro Mem/ro no mercado do Mem/ro outorgante do su/s"dio,
ou no mercado de terceiro pa"sR ou,
/7 significante redu1'o de pre1os do produto su/sidiado em
rela1'o ao pre1o do produto similar de outro Mem/ro no mesmo
mercado ou significatia conten1'o de aumento de pre1os,
redu1'o de pre1os ou perda de endas no mesmo mercadoR ou,
c7 aumentar a participa1'o no mercado mundial de determinado
produto primário ou commodit7 su/sidiado pelo Mem/ro
outorgante, 3uando se compara com a participa1'o média 3ue o
Mem/ro detin@a no per"odo de trTs anos anteriores e 3uando tal
aumento se mantém como firme tendTncia durante algum tempo
após a concess'o dos su/s"dios.
!ssas trTs @ipóteses de pre&u"8o grae somente podem ser contestadas na
ia multilateral.
?á a anla'&o o dimini'&o dos !enefícios ocorre 3uando @á anula1'o
ou pre&u"8o de antagens resultantes para outros Mem/ros, direta ou
indiretamente, do GAEE 1KKO, em especial as tarifas consolidadas so/ o Artigo FF
do GAEE 1KKO. !sse su/s"dio somente pode ser contestado na ia multilateral.
Procedimento de inestiga1'o de su/s"dios
As inestiga12es de su/s"dios tem trUmite muito similar 4 inestiga1'o de
dumping de 3ue falamos /astantes nos artigos anteriores. Para n'o *c@oer no
mol@ado+ e&amos a3ui somente os aspectos 3ue diferencia esse procedimento
do antidumping.
6egundo o A6MB, um mem/ro pode aplicar medidas compensatórias
somente depois de determinar na inestiga1'o, a e0istTncia cumulatia dos
seguintes re3uisitos,
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a7 importa'Ees s!sidiadasR
/7 dano material 4 ind#stria doméstica fa/ricante do
produto similar, amea1a de dano material ou atraso na
implanta1'o de uma ind#stria domésticaR e
c7 nexo casal entre as importa12es su/sidiadas e o dano.
A dano e ne0o causal tem praticamente o mesmo sentido do disposto no
acordo antidumping. A principal diferen1a é 3ue na aplica1'o de medidas
compensatórias se e0ige *importa12es su/sidiadas+ ao inés de importa12es
*dumpeadas+.
Bonforme &á dissemos, para 3ue e0ista su/s"dio deemos ter uma
contri/ui1'o financeira, feita pelo goerno ou entidade p#/lica dentro do território
de um mem/ro, e 3ue confira um /enef"cio. ;eunindo esses trTs elementos,
temos identificado o su/s"dio no sentido do A6MB, deendo ele ainda ser
espec"fico.
A e0emplo das regras procedimentais do acordo antidumping, o A6MB
contém regras detal@adas so/re a inestiga1'o de su/s"dios, a imposi1'o de
medidas proisórias ou definitias, a dura1'o das medidas, regras 3ue asseguram
transparTncia, contraditório, etc.
Após a inestiga1'o, ocorre a ela/ora1'o do parecer da autoridade
inestigadora recomendando ou n'o a aplica1'o de medidas compensatórias para
neutrali8ar esses su/s"dios.
A decis'o final ocTs &á sa/em...
Ba/e 4 CA*E- por meio de resol'&o decidir pela aplica'&o o n&o.
('o se es3ue1am 3ue todo o procedimento segue praticamente o mesmo
rito 3ue a inestiga1'o antidumping.
Passemos ent'o ao #ltimo instrumento de defesa comercial regulado pela
AMB, as salaguardas gerais.
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ABA;DA6 6A);! 6ALCAGUA;DA6
!m irtude de os mem/ros terem firmado compromissos tarifários /em
como de n'o aplicarem 3uotas 4s importa12es, os mem/ros da AMB tam/ém
recon@eceram 3ue, em determinadas situa12es, a li/erali8a1'o poderia acarretar
sérios pre&u"8os 4 ind#stria doméstica.
(esse conte0to, a salaguarda em como uma possi/ilidade leg"tima de
e0cepcionar os compromissos pactuados no Um/ito da AMB, de forma a proteger
sua ind#stria doméstica, em caráter temporário, com a o/serUncia de certos
re3uisitos, para circnst.ncias econHmicas inesperadas.
Autras prois2es so/re salaguardas podem ser encontradas em diersos
acordos, por e0emplo,
a7 Art. SFS do GAEEQ1KOJ, contém regra geral so/re salaguarda a
3ual foi clarificada pelo Acordo de 6alaguardasR
/7 Arts. SFF e SCFFF), contém prois2es so/re /alan1a de
pagamentosR
c7 Art. C do Acordo de AgriculturaR
A salaguarda pode ser aplicada por um mem/ro da AMB como forma de
proteger uma ind#stria doméstica espec"fica do aumento de importa12es do
produto 3ue este&a causando ou amea1ando causar pre&u"8o grae 4 ind#stria,
além de facilitar o seu a&ustamento. (o )rasil, segundo o art. HP, incisos F e FF do
Decreto 1.OHHQKI, as salaguardas definitias podem assumir a seguinte forma.
F 9 elea1'o do imposto de importa1'o, por meio de adicional =
Tarifa Externa Comm % TECI so/ a forma de al"3uota ad
$alorem, de al"3uota específica ou da com/ina1'o de am/asR
FF 9 restri'Ees 0antitati$as.
(o caso de restri12es 3uantitatias, tais medidas n'o redu8ir'o o olume
das importa12es a/ai0o do n"el de um per"odo recente, como tal considerado a
média das importa'Ees nos 5ltimos tr>s anos representati$os para os
3uais se dispon@a de dados estat"sticos, a n'o ser 3ue e0ista uma &ustificatia
clara de 3ue é necessário um n"el diferente para preenir a amea1a de pre&u"8o
grae ou reparar o pre&u"8o grae.
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Para cotas, o Goerno /rasileiro tam/ém poderá cele/rar acordo com os
Goernos dos pa"ses diretamente interessados no fornecimento do produto, so/re
sua distri/ui1'o entre os mesmos. ('o sendo iáel o acordo, será fi0ada 3uota
para cada pa"s diretamente interessado, tomando por /ase a participa1'o relatia
de cada um, em termos de alor ou de 3uantidade, na importa1'o do produto,
considerando um per"odo representatio anterior e leando em conta fatores
especiais 3ue possam estar afetando o comércio deste produto.
:oi 3uest'o recente da !6A:,
6E,AF+ACE%*(IC+7897: A medida de defesa comercial 3ue n'o representa rea1'o a
práticas desleais de comércio corresponde a salaguardas comerciais.
Comentário, !ssa 3uest'o foi *mel na c@upeta+. Dentre os > instrumentos de defesa
comercial preistos nos acordos multilaterais da AMB 5salaguarda, antidumping e
acordo de su/s"dios e medidas compensatórias7, o #nico em 3ue n'o se inestiga prática
desleal de comércio é a salaguarda. (o entanto, neste se analisa apenas o surto de
importa12es, ne0o causal e pre1í<o "ra$e 53ue é diferente de dano7D
A aplica1'o de salaguardas dee ser precedida de uma inestiga1'o 5tal
3ual a inestiga1'o de dumping ou de su/s"dios7, desnecessitandoI no
entantoI 0e ha1a ma prática desleal de comércio. Erata9se, portanto, de
mecanismo 3ue isa dar f\lego 4 ind#stria afetada pelo incremento da
competi1'o inesperada decorrente da li/erali8a1'o comercial. Eodaia, caso o
procedimento de aplica1'o de salaguarda n'o o/ede1a aos re3uisitos do Acordo
de salaguardas, os mem/ros pre&udicados com sua aplica1'o podem acionar o
órg'o de solu1'o de controérsias.
Até agosto de 2<12 t"n@amos apenas uma salaguarda igente no )rasil
3ue era a do coco ralado. Depois dessa data, como a salaguarda é por per"odo
determinado, ela n'o pode mais ser prorrogada.
Bondi12es para sua aplica1'o
Bonforme &á mencionado, uma medida de salaguarda se aplica a todas as
origens indistintamente, ou se&a, se aplica numa /ase de n'o discrimina1'o entre
os mem/ros da AMB 6n&o seleti$idade:.
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!m simples termos, sua aplica1'o e0ige a o/serUncia das seguintes
condi12es,
a7 aumento do olume de importa12es em termos a!soltos
e
relati$os 5percentual7R
/7 pre&u"8o grae causado ou sua amea1a 4 ind#stria doméstica
fa/ricante do produto similar ou diretamente concorrenteR e,
c7 ne0o causal entre o aumento de importa12es e o pre&u"8o grae.
Ce&amos o significado de cada re3uisito.
Aumento de importa12es
(o 3ue di8 respeito ao aumento das importa12es, o Acordo so/re
6alaguardas sugere 3ue o aumento do olume de importa12es em ter%
mos
a!soltos e relati$os ten@a sido recente, repentinoI e si"nificati$o tanto
0antitati$amente como 0alitati$amente, de forma a causar ou amea1ar
causar pre&u"8o.
Dessa forma, pode se di8er 3ue, apesar de n'o ser necessária a
identifica1'o de uma prática desleal de comércio, o aumento de importa12es
considerado para as salaguardas de$e ser mais rele$ante 3ue o aumento de
importa12es sugeridos pelos Acordos Antidumping e de 6u/s"dios e Medidas
Bompensatórias.
Perce/am 3ue a3ui n'o @á prática de dumping ou su/s"dios, mas t'o
somente aumento de a/rupto de importa12es 3ue causam ou amea1am causar
um pre&u"8o grae. Ce&amos o 3ue é isso...
Pre&u"8o grae 4 ind#stria doméstica
A ind#stria doméstica no Acordo de 6alaguardas é conce/ida como
con&unto dos produtores de /ens similares ou diretamente concorrentes,
esta/elecidos no território /rasileiro, ou a3ueles, cu&a produ1'o con&unta de /ens
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similares ou diretamente concorrentes constitua uma propor1'o su/stancial da
produ1'o nacional de tais /ens.
!ssa defini'&o é mais ampla 3ue a preista para o Acordo Antidumping e
de 6u/s"dios e Medidas Bompensatórias, pois inclui os fa/ricantes do produto
similar, /em como dos produtos diretamente competitios.
Uma e8 definida sua ind#stria, a autoridade inestigadora dee, mediante
processo regular, fa8er uma determina1'o de pre&u"8o grae ou sua amea1a. !sse
pre&u"8o grae é definido pelo Acordo como,
F 9 pre&u"8o grae, a deteriora1'o geral significatia da situa1'o de
uma determinada ind#stria domésticaR
FF 9 amea1a de pre&u"8o grae, o pre&u"8o grae claramente
iminente, determinado com /ase nos fatos e n'o apenas em
alega12es, con&ecturas ou possi/ilidades remotasR
A n'o caracteri8a1'o de pre&u"8o grae 5fato passado7, n'o afasta a
possi/ilidade de aplica1'o de salaguarda com /ase na configura1'o da amea1a
de pre&u"8o grae 5presente ou futuro pró0imo7.
A caracteri8a1'o do pre&u"8o passa pela aalia1'o de todos os fatores
o/&etios e 3uantificáeis relacionados 4 situa1'o da ind#stria doméstica afetada,
particularmente os seguintes,
F 9 o olume e a ta0a de crescimento das importa12es do produto,
em termos a/solutos e relatiosR
FF 9 a parcela do mercado interno a/sorida por importa12es
crescentesR
FFF 9 o pre1o das importa12es, so/retudo para determinar se @oue
su/cota1'o significatia em rela1'o ao pre1o do produto doméstico
similarR
FC 9 o conse3uente impacto so/re a ind#stria doméstica dos
produtos similares ou diretamente concorrentes, eidenciado pelas
altera12es de fatores econ\micos tais como, produ1'o, capacidade
utili8ada, esto3ues, endas, participa1'o no mercado, pre1os
53uedas ou sua n'o elea1'o, 3ue poderia ter ocorrido na ausTncia
de importa12es7, lucros e perdas, rendimento de capital inestido,
flu0o de cai0a e empregoR
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C 9 outros fatores 3ue, em/ora n'o relacionados com a eolu1'o
das importa12es, possuam rela1'o de causalidade com o pre&u"8o
ou amea1a de pre&u"8o 4 ind#stria doméstica em causa.
Podemos di8er 3ue o re3uisito de 0e!istência ou ameaça de pre1u.,o grave6
para aplica1'o de medidas de salaguardas é mais ri"oroso 3ue a 0e!istência ou
ameaça de dano material6 esta/elecido no Acordo Antidumping e no Acordo de
6u/s"dios e Medidas Bompensatórias. Fsso por3ue o propósito do Acordo de
6alaguardas n'o é com/ater prática desleal de comércio, mais sim um aumento
inesperado de importa12es. Além do mais, a palara pre&u"8oQdano é 3ualificada
pelo ad&etio *grae+, 3ue enfati8a a e0tens'o e profundidade do pre&u"8o 3ue a
ind#stria doméstica este&a sofrendo ou possa sofrer.
Podemos adicionar a essa conclus'o o fato de 3ue a salaguarda o/edece
ao princ"pio da n&o seleti$idade, ou se&a, n'o se destina a esse ou a3uele
mem/ro e0portador, restringindo o comércio com todos os mem/ros 3ue
e0portam determinado produto para o pa"s.
(e0o causal entre aumento das importa12es e dano
A determina1'o de pre&u"8o grae dee ser decorrente do aumento das
importa12es. 6e outros fatores, diferentes do aumento das importa12es,
estierem causando pre&u"8o 4 ind#stria doméstica ao mesmo tempo, o pre&u"8o
n'o dee ser atri/u"do ao aumento das importa12es. ('o significa di8er 3ue o
aumento de importa12es se&a suficiente para causar ou amea1ar causar pre&u"8o
grae. Eampouco significa 3ue somente o aumento de importa12es será capa8 de
causar ou amea1ar causar pre&u"8o grae 4 ind#stria doméstica.
Portanto, o ne0o causal entre aumento de importa12es e pre&u"8o grae
pode e0istir mesmo 3ue outros fatores este&am contri/uindo para isso ao mesmo
tempo. Erata9se, simplesmente, do esta/elecimento de um 0genu.no e su-stancial
relacionamento de causa e efeito6 entre aumento de importa12es e pre&u"8o
grae.
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Da dura1'o das salaguardas aplicadas
A medida de sal$a"arda pro$is#ria terá dura1'o má0ima de 6788:
d<entos dias, podendo ser suspensa por decis'o interministerial antes do pra8o
final esta/elecido. Nuando se decidir pela ado1'o de medida de salaguarda
definitia, o pra8o de sua aplica1'o em caráter proisório será computado para
efeito da igTncia total da mesma.
A medida de sal$a"arda definiti$a será aplicada somente durante o
per"odo necessário para preenir ou reparar o pre&u"8o grae e para facilitar o
a&ustamento. Dee, nessa medida, o/serar o pra<o máximo de 0atro anosI
a menos 3ue, por meio de noa inestiga1'o, sua aplica1'o continue necessária
para preenir ou reparar um pre&u"8o grae, e 3ue @a&a proas de 3ue a ind#stria
está em processo de a&ustamento, nos termos do compromisso firmado com o
Goerno, o/seradas as disposi12es no Um/ito da AMB, com respeito a consultas
e notifica12es.
A per"odo total geralmente n&o pode exceder oito anosI em/ora para
países em desen$ol$imento possa se estender até 98 anos.
(as temos algum e!emplo de salvaguarda
6im meus caros. Até agosto de 2<12 igoraa no )rasil a salaguarda para
coco ralado, aplicada na forma de aumento da Earifa !0terna Bomum 5E!B7 3ue
saia dos atuais 1IW para IIW. (o entanto, ela atingiu o pra8o má0imo de 1<
anos e tee 3ue ser remoida.
As medidas de salaguarda, cu&o per"odo de aplica1'o se&a superior a um
ano, ser'o li/erali8adas progressiamente, a interalos regulares, durante o
per"odo de aplica1'o.
(o caso /rasileiro, 3uando uma salaguarda e0ceder 5>7 trTs anos, a 6!B!S
fará uma reis'o de meio de per"odo, no má0imo até a metade do per"odo de
aplica1'o nela fi0ado. Au se&a, se a salaguarda durar O anos, a reis'o dee se
encerrar no má0imo até o segundo ano de igTncia. (ela ser'o e0aminados os
efeitos concretos produ8idos pela medida e, se for o caso, será ela/orado parecer
fundamentado, 3ue propon@a reoga1'o da medida ou a acelera1'o do processo
de li/erali8a1'o 5mid term revie87.
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Poder'o ser noamente aplicadas medidas de salaguarda contra as
importa12es de um mesmo produto por um pra8o má0imo de 1H< dias, se,
a7 @ouer transcorrido pelo menos um ano desde a data de
aplica1'o da medida de salaguarda contra a importa1'o desse
produtoR
/7 nos cinco anos imediatamente anteriores 4 data de introdu1'o da
medida de salaguarda, n'o se ten@a aplicado tal medida mais de
duas e8es ao mesmo produto.
Das compensa12es
Ao aplicar medidas de salaguarda ou estender seu pra8o de igTncia, o
Goerno /rasileiro procurará manter o e3uil"/rio das concess2es tarifárias e
outras o/riga12es assumidas no Um/ito do GAEE 9 1KKO. (este caso, poder'o ser
cele/rados acordos com rela1'o a 3ual3uer forma ade3uada de compensa1'o
comercial pelos efeitos adersos da medida de salaguarda so/re o comércio.
(a tomada de decis'o so/re a introdu1'o de uma medida de salaguarda, o
Goerno /rasileiro leará igualmente em conta o fato de 3ue, nos casos em 3ue
n'o @a&a acordo so/re compensa1'o ade3uada, os Goernos interessados podem,
nos termos do Acordo de 6alaguarda 9 GAEE 9 1KKO, suspender concess2es
su/stancialmente e3uialentes, desde 3ue tal suspens'o n'o se&a desaproada
pelo Bonsel@o para o Bomércio de )ens da AMB.
A direito de suspens'o de concess2es e3uialentes n'o será e0ercido
durante os trTs primeiros anos de igTncia de uma medida de salaguarda, desde
3ue esta ten@a sido adotada como resultado de um aumento das importa12es em
termos a/solutos.
6ALCAGUA;DA6 P;!:!;!(BFAF6 ! E;A(6FEM;FA6
As sal$a"ardas preferenciais s'o a3uelas aplicadas em rela1'o a
apenas um determinado 6seleti$idade: pa"s e geralmente decorre de preis'o
esta/elecida em um acordo regional espec"fico.
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As salaguardas tam/ém podem ser em caráter seletio 3uando forem
oriundas de outros mecanismos como, no caso da B@ina, @á possi/ilidade de
aplica1'o de salaguardas preferenciais em irtude da disposi1'o constante no
protocolo de acess'o da B@ina 4 AMB. (esse caso, c@amamos de sal$a"arda
transit#ria, pois o mecanismo tem pra<o para expirar.
6o/re essa #ltima, o Decreto nP I.II6, de I de outu/ro de 2<<I
regulamentou o art. 16 do Protocolo de Acess'o da ;ep#/lica Popular da B@ina 4
Argani8a1'o Mundial de Bomércio 9 AMB.
(este procedimento, a salaguarda transitória pode ser aplicada nos casos
em 3ue as importa12es de produtos da ;ep#/lica Popular da B@ina este&am
aumentando em 3uantidades e em condi12es tais 3ue causem ou ameacem
causar desor"ani<a'&o do mercado para os produtores nacionais de produtos
similares ou diretamente concorrentes aos importados.
Bomo os demais instrumentos de defesa comercial, a ,ECE- in$esti"a e
ela/ora parecer recomendando ou n'o a aplica1'o. Por sua e8, a CA*E- decide
pela sua aplica1'o, modifica1'o, prorroga1'o, suspens'o ou reoga1'o.
Admitida a peti1'o e antes da pu/lica1'o da Bircular 6!B!S dando in"cio a
inestiga1'o, o Goerno da ;ep#/lica Popular da B@ina será conidado a manter
consultas preliminares /ilaterais, com o o/&etio de esclarecer os fatos e
eidTncias apresentadas na peti1'o ou o/tidas de of"cio pela autoridade
inestigadora e de se c@egar a uma solu1'o mutuamente satisfatória.
(o 3ue tange 4 proa de desorgani8a1'o de mercado, o regulamento
esta/elece 3ue ela ocorrerá sempre 3ue as importa12es de um produto da
;ep#/lica Popular da B@ina este&am aumentando rapidamente, em termos
a/solutos ou relatios, de forma 3ue se&am uma causa significatia de dano
material ou amea1a de dano material 4 ind#stria doméstica do produto similar ou
diretamente concorrente.
A aalia1'o dessa desorgani8a1'o de mercado dee considerar,
) 9 o volume e a ta!a de crescimento das importações do produto
o-1eto de análise# em termos a-solutos e relativos3
)) 9 a parcela do mercado interno atendida pelas importações3
))) 9 o conse*uente impacto so-re a ind5stria dom+stica dos
produtos similares ou diretamente concorrentes evidenciado pelas
alterações de fatores econ:micos tais como2 produção# capacidade
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utili,ada# esto*ues# vendas# participação de mercado# preços# lucros
e perdas.
As inestiga12es deem ser conclu"das no pra8o de até oito meses. Ba/e
tam/ém medida proisória, 3ue dee drar no má0imo 788 dias. Eanto a
medida de salaguarda em caráter proisório ou definitio dee ser aplicada pela
imposi1'o de adicional 4 Earifa !0terna Bomum 9 E!B, so/ a forma de al"3uota ad
alorem, de al"3uota espec"fica ou da com/ina1'o de am/as.
A pra8o de igTncia desse mecanismo e0tinguir9se9á em 99 de de<em!ro
de 789C.
Até pouco tempo o )rasil nunca @aia utili8ado esse instrumento contra a
B@ina. (o entanto, em 2<11 a 6!B!S a/riu inestiga12es contra importa12es de
*tecidos denim+ e *c@aes de fenda+. Logicamente, am/os os produtos s'o
originários da B@ina.
Cale lem/rar 3ue o instrumento, como integra o Protocolo de Acesso da
B@ina 4 AMB, é um acordo a/arcado pela organi8a1'o e, portanto, pass"el de
solu1'o de controérsias na AMB.
Eran3uilo pessoal$
('o dei0em fa8er os e0erc"cios propostos.
Nuais3uer d#idas entrem em contato conoscoD
A3uele a/ra1oD
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Nuest2es
9. 6inédita: A conceito de *dumping+ 5&ogar fora7 é empregado em diersos
conte0tos diferentes do caráter comercial, como fiscal e cam/ial. 6o/re essas
noas defini12es, relacione o item 3ue se refere ao *dumping social+,
a7 antagens no custo de produ1'o decorrente de e0cesso de m'o9de9o/ra
/7 migra1'o de e0cedentes de m'o9de9o/ra para pa"ses com mel@ores
oportunidades de tra/al@o
c7 uso de su/s"dios aos produtos e0portados como /ens agr"colas de eleado
custo social
d7 diante da falta de garantias m"nimas aos direitos tra/al@istas, produtos s'o
endidos internacionalmente a pre1os muito /ai0os.
e7 emprego de su/s"dios 4 produ1'o 3ue implicam /arateamento dos produtos
7. 6inédita: 6o/re dumping, n'o podemos afirmar
a7 Z uma prática desleal de comércio.
/7 !mpresas nacionais 3ue se sentirem pre&udicadas com sua prática podem
peticionar 4 6ecretaria de Bomércio !0terior 56!B!S7 para 3ue apure esta prática,
podendo o goerno, por conta própria, a/rir esse tipo de inestiga12es
c7 ('o /asta proar a e0istTncia do dumping, é necessário proar 3ue ele tem
rela1'o com deteriora1'o dos indicadores da ind#stria nacional.
d7 Dumping é a enda de um /em no mercado de outro pa"s por um pre1o de
e0porta1'o inferior ao alor normal, isto é, ao seu pre1o de custo.
e7 Baso o parecer da inestiga1'o conclua pela e0istTncia da sua prática e
configura1'o dos seus re3uisitos, a BAM!S n'o necessariamente fi0ará uma
medida antidumping.
C. 6inédita: Acerca do Dumping n'o é correto afirmar,
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a7 A AMB n'o condena o dumping se ele estier dentro de uma margem m"nima
regulamentada.
/7 Para 3ue se&a poss"el a aplica1'o de so/reta0a antidumping é imprescindiel
uma inestiga1'o de acordo com o Acordo AntiDumping.
c7 Um produto é e0portado com pre1o de dumping se é introdu8ido no comércio
e0terior de outro pa"s por um alor inferior ao endido no mercado doméstico do
pa"s e0portador.
d7 Baso n'o @a&a a enda de nen@um produto similar no mercado doméstico 3ue
sofre com o importado, dee9se comparar com endas de produtos similares em
outros mercados.
e7 A alor das importa12es s'o calculados com /ase nos registros de Declara1'o
de Fmporta1'o feitos &unto 4 ;:).
A. 6inédita: 6o/re os Direitos Bompensatórios, pode9se fa8er todas as
afirmatias a/ai0o, e0ceto 3ue,
a7 A imposi1'o de direitos compensatórios incidentes so/re o produto su/sidiado
importado para dentro de seu território este&a de acordo com o Artigo CF do
Acordo Geral.
/7 Direitos compensatórios ca/em depois 3ue recomendados por parecer
decorrente de inestiga1'o condu8ida pela 6!B!S de acordo com os dispositios
do Acordo so/re 6u/s"dios e Medidas Bompensatórias.
c7 Nuando for o caso de su/s"dios acionáeis 3ue este&am causando dano
material 4 ind#stria doméstica, o mem/ro pode aplicar anti9su/s"dios para
neutrali8ar os efeitos nocios destas importa12es.
d7 A inestiga1'o só tem in"cio com a peti1'o da empresa afetada.
e7 A inestiga1'o dee ser encerrada se as autoridades enolidas estierem
satisfeitas de 3ue n'o e0iste eidTncia suficiente de su/s"dio ou de dano.
?. 6inédita: ('o se pode afirmar so/re a determina1'o de dano,
a7 A dano dee estar /aseado em eidTncia material positia.
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/7 A termo *dano+ pode ser de > formas, dano material a uma ind#stria
doméstica, amea1a de dano material ou o retardamento material do
esta/elecimento de uma ind#stria.
c7 Uma dos elementos da análise do 3uadro de dano é 3ue sua determina1'o
dee implicar e0ame o/&etio de olume de importa12es su/sidiadas e o efeito
destas so/re os pre1os no mercado doméstico para produtos similares 5e0.
supress'o de pre1os na ind#stria doméstica ou depress'o de pre1os7.
d7 Para se configurar um 3uadro de dano, n'o necessariamente preciso a
deteriora1'o de todos os indicadores, mas é preciso a análise de todos eles.
e7 A configura1'o do dano e seu ne0o causal com aumento a/rupto de
improta12es permite aplica1'o de salaguardas.
@. 6inédita: !0portar uma mercadoria a pre1os inferiores aos normalmente
praticados no mercado de origem configura,
a7 dumping
/7 dra]/ac=
c7 direito compensatório
d7 *clearance+
e7 su/s"dio
/. 6inédita: ,o!re direitos compensat#rios é correto afirmar%se 0e;
a7 o/&etiam neutrali8ar o aumento s#/ito de importa12es 3ue causa pre&u"8o
grae 4 ind#stria doméstica.
/7 s'o aplicados pelo mem/ro importador 3uando comproada a prática de enda
a pre1os de e0porta1'o a/ai0o do alor normal.
c7 s'o aplicados pelo pa"s e0portador para corrigir danos causados por medidas
restritias e outras práticas desleais de comércio impostas pelo pa"s importador
sempre 3ue caracteri8ado o dano 4 produ1'o nacional deste #ltimo.
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d7 associam9se 4 neutrali8a1'o de medidas restritias ao comércio como normas
sanitárias, /arreiras técnicas e regras de origem 3uando n'o compat"eis com
acordos multilaterais.
e7 6'o graames incidentes so/re as importa12es recol@idos pela aduana de um
pa"s importador com o propósito de neutrali8ar efeitos distorcios so/re o
comércio decorrentes da a&uda goernamental dada pelo pa"s de origem 4s
mercadorias por ele e0portadas e 3ue ferem as regras da AMB.
J. 6inédita: As salaguardas comerciais o/&etiam,
a7 impedir danos aos setores produtios nacionais causados pela prática de
dumping.
/7 compensar pre&u"8os causados 4 ind#stria nacional por importa12es
su/sidiadas.
c7 retaliar pa"ses 3ue imp2em em/argos a produtos de outros pa"ses.
d7 proteger por tempo determinado a ind#stria doméstica fa/ricante do produto
similar com/alida por pre&u"8os graes decorrentes do aumento a/rupto das
importa12es em termos a/solutos ou relatios.
e7 anular /enef"cios fiscais ligados aos produtos importados 3ue afetam a
ind#stria doméstica.
D. 6inédita: 6o/re o dumping é correto afirmar,
a7 é prática desleal de comércio e sua margem é apurada mediante cote&o de
pre1os de e0porta1'o de uma mercadoria e diferen1as de custos de produ1'o no
mercado doméstico do pa"s e0portador.
/7 n'o é admiss"el na normatia da Argani8a1'o Mundial do Bomércio, em
nen@uma @ipótese.
c7 a medida antidumping é ilegal frente 4 normatia da AMB 3uando implica em
prote1'o para produtor nacional 3ue detém monopólio, pois neste caso, a
e0itsTncia da medida incentiaria ainda mais a concentra1'o do mercado e
aumento de pre1os por parte da empresa protegida.
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d7 é prática de forma1'o de pre1os 3ue implica deslocamento de competidores
em mercados de e0porta1'o, sendo por isso desleal.
e7 Bonsiste num pre1o de e0porta1'o para um determinado /em menor 3ue
a3uele praticado no mercado em 3ue este mesmo /em é produ8ido.
98. 6inédita: Assinale a op1'o correta.
a7 A medida de salaguarda pode e0cluir alguns pa"ses de sua aplica1'o desde
3ue estes pa"ses ten@am participa1'o no mercado do pa"s importador igual ou
menor a ><W 5trinta por cento7 em rela1'o ao produto inestigado.
/7 A amea1a de pre&u"8o grae n'o é suficiente para dar ense&o 4 aplica1'o de
uma medida de salaguarda.
c7 A B@ina, 3ue fa8 parte da Argani8a1'o Mundial do Bomércio, está su&eita 4
incidTncia de salaguardas transitórias, preistas somente para ela, por for1a do
seu Protocolo de Acess'o 4 AMB, tra8endo em seu /o&o o 3uesito da ocorrTncia
ou amea1a de desorgani8a1'o de mercado proocada pelo surto de importa12es
c@inesas.
d7 A salaguarda transitória contra a B@ina é tam/ém uma restri1'o n'o9seletia.
e7 A surto de importa12es, para 3ue possa &ustificar a salaguarda, precisa ser
erificado em termos a/solutos 5crescimento do n#mero de importa12es7. (esse
sentido, n'o /asta 3ue o aumento significatio das importa12es se erifi3ue
apenas em compara1'o com o crescimento das endas da ind#stria nacional
5termos relatios7.
99. 6inédita: A respeito de defesa comercial, assinale o item correto.
a7 Nuando n'o for poss"el calcular o Pre1o de !0porta1'o 5PS7, ou se este for
duidoso, o PS do produto inestigado pode ser reconstru"do.
/7 Para neutrali8ar o dumping, o pa"s pre&udicado pode aplicar uma medida
antidumping, respeitando o princ"pio da n'o9seletiidade, ou se&a, a aplica1'o da
medida deerá atingir importa12es do produto em 3uest'o adindas de 3ual3uer
origem.
c7 6egundo as normas da AMB, pratica dumping a empresa 3ue ende no
mercado de outro pa"s a/ai0o do seu pre1o de custo.
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d7 Para a aplica1'o da medida antidumping é necessária a comproa1'o do
elemento su/&etio *inten1'o do agente e0portador+ 5dolo espec"fico7.
e7 A aplica1'o da medida antidumping pode ser feita de modo tanto 3ualitatio,
5e0. medida *ad alorem+ ou espec"fica7, ou de modo 3uantitatio 5e0. cota
f"sica7.
97. 6inédita: A medida de defesa comercial 3ue a&uda a ini/ir as importa12es de
um determinado produto, podendo inclusie proi/ir sua entrada e é aplicada de
forma n'o seletia é denominada,
a7 so/reta0a antidumping.
/7 direitos anti9su/s"dios.
c7 salaguarda.
d7 licenciamento 4s importa12es.
e7 cota 4s importa12es.
9C. 6E,AF+AFRFB+788D: Acerca das práticas desleais de comércio e
respecti$as medidas de defesaI e tomando por !ase a normati$a da
)r"ani<a'&o *ndial do ComércioI é correto afirmar 0e;
a7 a prática do dumping consiste na enda de um produto por pre1o inferior ao
custo de produ1'o de seu similar no mercado de e0porta1'o e ense&a, de parte do
pa"s importador, como forma de defesa, a imposi1'o de salaguardas comerciais.
/7 a ado1'o de restri12es 3uantitatias 4s importa12es, em/ora proi/ida pelo
Acordo Geral de Earifas e Bomércio 5GAEE7, é l"cita como medida préia de defesa
4 prática do dumping, igorando proisoriamente até o in"cio de inestiga1'o por
parte do Mrg'o de 6olu1'o de Bontroérsias da Argani8a1'o Mundial do
Bomércio.
c7 a imposi1'o de salaguardas comerciais é &ustificada 3uando comproada a
concess'o, pelo pa"s e0portador, de su/s"dios espec"ficos em faor da produ1'o
de um /em a ser e0portado, mas é condicionada 4 efetia comproa1'o e
determina1'o do dano causado pelos su/s"dios 4 produ1'o doméstica no pa"s
importador.
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d7 o aumento a/rupto de importa12es proocando grae pre&u"8o 4 ind#stria
doméstica faculta a ado1'o, pelo pa"s importador, de direitos compensatórios,
enolendo a implementa1'o de restri12es 3uantitatias eQou a redu1'o de
direitos aduaneiros aplicados 4s suas e0porta12es na medida e no tempo
necessários para sanar o dano original.
e7 a concess'o de su/s"dios 3ue se&am inculados diretamente ao desempen@o
das e0porta12es ou ao uso preferencial de insumos e /ens domésticos 43ueles
importados pode ense&ar a a/ertura de inestiga1'o no marco da AMB e a
su/se3uente aplica1'o de direitos compensatórios.
9A. 6,imlado+ACE%*(IC+7897: ,o!re (efesa ComercialI assinale a
op'&o correta.
a7 Por ra82es de interesse nacional, a medida antidumping a ser aplicada pela
BAM!S poderá ser em alor diferente ao do recomendado pela autoridade
inestigadora, inclusie maior 3ue a margem de dumping apurada.
/7 A salaguarda pode dar ense&o 4 compensa1'o comercial para os pa"ses 3ue
ierem a ser pre&udicados por sua aplica1'o.
c7 A B@ina, 3ue fa8 parte da Argani8a1'o Mundial do Bomércio, está su&eita 4
incidTncia de salaguardas transitórias, reistas no Protocolo de Acess'o do pa"s
4 Argani8a1'o, deendo este mecanismo se encerrar 1I anos após a sua acess'o
4 AMB, 3uando a B@ina será recon@ecida como economia de mercado.
d7 Podemos afirmar 3ue o dumping n'o é tolerado pela AMB, de modo 3ue o
mesmo, ainda em percentuais pouco representatios como 1W, pode ser
com/atido por medidas antidumping.
e7 A surto de importa12es, para 3ue possa &ustificar a salaguarda, precisa ser
erificado em termos a/solutos. (esse sentido, /asta 3ue o aumento significatio
das importa12es se erifi3ue apenas em compara1'o com a produ1'o nacional.
9?. 6E,AF+AFRFB+7897: ,o!re práticas desleais de comércio e medidas
de defesa comercialI é correto afirmar 0e;
a7 a medidas antidumping se materiali8am na co/ran1a de alores adicionais
3uando da importa1'o do produto o/&eto da medida.
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/7 para aplicar uma medida antidumping, é suficiente comproar a prática de
discrimina1'o de pre1os em mercados nacionais distintos.
c7 o su/s"dio espec"fico n'o ense&a a aplica1'o de medidas compensatórias, pois
apenas o su/s"dio geral é considerado ilegal com /ase nas regras da AMB.
d7 as medidas de salaguarda, destinadas a proteger a ind#stria nacional 3ue
este&am sendo afetadas por surtos repentinos de importa12es de produtos
concorrentes, deem igorar pelo pra8o má0imo de seis anos.
e7 por se tratar de uma medida 3ue imp2e e0ce1'o a um comércio 3ue está
sendo praticado de forma leal, a medida de salaguarda prescinde de processo
préio de inestiga1'o.
9@. 6E,AF+*(IC+7897: A medida de defesa comercial 3ue n'o representa
rea1'o a práticas desleais de comércio corresponde,
a7 salaguardas comerciais.
/7 medidas anti9dumping.
c7 /arreiras tarifárias.
d7 regras de origem.
e7 medidas compensatórias.
9/. 6E,AF+*(IC+7897: A Acordo so/re a Fmplementa1'o do Artigo CF do
Acordo Geral so/re Earifas e Bomércio 1KKO preconi8a 3ue uma inestiga1'o para
determinar a e0istTncia, o grau e o efeito de 3ual3uer dumping será iniciada
a7 pelo Bonsel@o de Bomércio de )ens da AMB, por recomenda1'o e0pressa do
Mecanismo de ;eis'o de Pol"ticas Bomerciais.
/7 pela ind#stria doméstica, em estrita o/serUncia dos critérios para determinar
a margem de dumping praticada e o dano causado, encamin@ando peti1'o
diretamente ao Mrg'o de 6olu1'o de Bontroérsias da AMB.
c7 pelo goerno do pa"s e0portador, com propósito preentio, 3uando e0istirem
ind"cios da prática de dumping.
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d7 pelo goerno do pa"s cu&as e0porta12es ten@am sido afetadas pela prática do
dumping mediante peti1'o da ind#stria doméstica.
e7 3uando se constatar 3ue o pre1o do produto e0portado é inferior ao pre1o
normal do mesmo produto ou de seus similares no mercado de destino.
9J. 6E,AF+*(IC+7897: Bonsiderando a aplica1'o de medidas compensatórias
em resposta a práticas de su/s"dios 3ue distorcem as condi12es de concorrTncia,
é correto afirmar 3ue,
a7 é de caráter facultatio, ca/endo 4s autoridades do pa"s importador optar pela
aplica1'o ou n'o de tais medidas assim como determinar se o montante do
direito compensatório dee ser igual ou menor 3ue a totalidade do su/s"dio.
/7 é o/rigatória, uma e8 3ue ten@a sido erificada a aplica1'o de su/s"dios
proi/idos, o 3ue garante a cessa1'o de iola1'o das regras multilaterais.
c7 ter'o caráter retroatio 3uando n'o tierem sido aplicadas medidas proisórias
ou concedida oferta de garantias, pelo e0portador, so/ a forma de depósito em
espécie ou fian1a.
d7 deem ter dura1'o semel@ante 43uela em 3ue foram aplicados os su/s"dios,
de forma a compensar integralmente os danos causados.
e7 dee ocorrer, nos montantes apropriados a cada caso, so/re todas as
importa12es do produto 3ue se /eneficiou do su/s"dio, com sentido n'o
discriminatório, isto é, desconsiderando9se a procedTncia das mesmas.
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Nuest2es Bomentadas
9. 6inédita: A conceito de dumping 5&ogar fora7 é empregado em diersos
conte0tos diferentes do caráter comercial, como fiscal e cam/ial. 6o/re essas
noas defini12es, relacione o item 3ue se refere ao *dumping social+,
a7 antagens no custo de produ1'o decorrente de e0cesso de m'o9de9o/ra
/7 migra1'o de e0cedentes de m'o9de9o/ra para pa"ses com mel@ores
oportunidades de tra/al@o
c7 uso de su/s"dios aos produtos e0portados como /ens agr"colas de eleado
custo social
d7 diante da falta de garantias m"nimas aos direitos tra/al@istas, produtos s'o
endidos internacionalmente a pre1os muito /ai0os.
e7 emprego de su/s"dios 4 produ1'o 3ue implicam /arateamento dos produtos
Comentário; Ga/arito *D+. !sse conceito é interessante e cuida de se produ8ir /ens sem
respeitar um padr'o 5standard7 m"nimo de direitos tra/al@istas, conseguindo9se um
/ai0o custo de produ1'o 5e0. B@ina7. Perce/am 3ue esse conceito pode ser aplicado
tam/ém para *dumping fiscal+, ou se&a, onde @á carga tri/utária redu8ida ou ainda, num
conte0to mais recente, a e0press'o *dumping cam/ial+, 3ue se tradu8 nas e0porta12es
de /ens 3ue se aproeitam da desalori8a1'o artifical da moeda 5e0. B@ina7
7. 6inédita: 6o/re dumping, n'o podemos afirmar
a7 Z uma prática desleal de comércio.
/7 !mpresas nacionais 3ue se sentirem pre&udicadas com sua prática podem
peticionar 4 6ecretaria de Bomércio !0terior 56!B!S7 para 3ue apure esta prática,
podendo o goerno, por conta própria, a/rir esse tipo de inestiga12es
c7 ('o /asta proar a e0istTncia do dumping, é necessário proar 3ue ele tem
rela1'o com deteriora1'o dos indicadores da ind#stria nacional.
d7 Dumping é a enda de um /em no mercado de outro pa"s por um pre1o de
e0porta1'o inferior ao alor normal, isto é, ao seu pre1o de custo.
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e7 Baso o parecer da inestiga1'o conclua pela e0istTncia da sua prática e
configura1'o dos seus re3uisitos, a BAM!S n'o necessariamente fi0ará uma
medida antidumping.
Comentário; Ga/arito *D+. A !6A: adora este tipo de enunciado.
Para aplica1'o de medidas antidumping precisamos comproa1'o de dumping, dano e
ne0o causal entre eles. Um afirma1'o 3ue gera muitos e3u"ocos é 3ue o dumping, no
Um/ito dos acordos multilaterais de comércio, se trata apenas de discrimina1'o de
pre1os, ou se&a, pre1o de e0porta1'o inferior ao de enda no mercado doméstico do pa"s
e0portador 5alor normal7. De modo algum se e0ige 3ue se&a a/ai0o de custo. Aliás, a
grande maioria é acima do pre1o de custo.
Cale lem/rar 3ue a 6!B!S só inestiga. Nuem aplica é a BAM!S.
6o/re a letra *!+, ale lem/rar 3ue a BAM!S pode aplicar um direito inferior ao
recomendado pelo D!BAMQ6!B!S, podendo inclusie suspender este direito ou nem o
aplicar. Portanto, n'o necessariamente fi0a uma medida antidumping de acordo com o
parecer formulado.
C. 6inédita: Acerca do Dumping n'o é correto afirmar,
a7 A AMB n'o condena o dumping se ele estier dentro de uma margem m"nima
regulamentada.
/7 Para 3ue se&a poss"el a aplica1'o de so/reta0a antidumping é imprescindiel
uma inestiga1'o de acordo com o Acordo AntiDumping.
c7 Um produto é e0portado com pre1o de dumping se é introdu8ido no comércio
e0terior de outro pa"s por um alor inferior ao endido no mercado doméstico do
pa"s e0portador.
d7 Baso n'o @a&a a enda de nen@um produto similar no mercado doméstico 3ue
sofre com o importado, dee9se comparar com endas de produtos similares em
outros mercados.
e7 A alor das importa12es s'o calculados com /ase nos registros de Declara1'o
de Fmporta1'o feitos &unto 4 ;:).
Comentário; Ga/arito *D+.
Lem/ro 3ue a AMB só condena o dumping se este for acima da margem m"nima de 2W
5margem de minimis7.
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Muita aten1'o na letra *D+.
De fato, se n'o @ouer endas do produto similar nas opera12es mercantis normais no
mercado interno ou 3uando, em ra8'o das condi12es especiais de mercado ou do /ai0o
olume de endas, n'o for poss"el compara1'o ade3uada, o alor normal será /aseado
no pre1o do produto similar praticado nas opera12es de e0porta1'o para um terceiro
pa"s.
(o entanto, o acordo só permite essa possi/ilidade se esse pre1o for representatio.
Baso essa @ipótese n'o se&a poss"el, pode9se ainda reconstruir o alor no pa"s de
origem, como tal considerado o custo de produ1'o no pa"s de origem acrescido de
ra8oáel montante a t"tulo de custos administratios e de comerciali8a1'o, além da
margem de lucro.
A fato é 3ue se a ind#stria /rasileira n'o fa/ricar nen@um produto, n'o @á o 3ue
proteger, concordam comigo$ (este caso, n'o ca/e medida antidumping, pois n'o será
poss"el apurar dano contra a ind#stria doméstica.
6o/re a *!+, muitos dos custos de importa1'o s'o apurados pelos registros de
importa1'o feitos no pa"s da autoridade inestigadora. (o )rasil, o D!BAM se ale dos
registros de importa1'o no 6F6BAM!S para identificar o pre1o de e0porta1'o, o pre1o
3ue o produto concorre com o similar nacional no pa"s, o alor do frete, seguro, etc.
A. 6inédita: 6o/re os Direitos Bompensatórios, pode9se fa8er todas as
afirmatias a/ai0o, e0ceto 3ue,
a7 A imposi1'o de direitos compensatórios incidentes so/re o produto su/sidiado
importado para dentro de seu território este&a de acordo com o Artigo CF do
Acordo Geral.
/7 Direitos compensatórios ca/em depois 3ue recomendados por parecer
decorrente de inestiga1'o condu8ida pela 6!B!S de acordo com os dispositios
do Acordo so/re 6u/s"dios e Medidas Bompensatórias.
c7 Nuando for o caso de su/s"dios acionáeis 3ue este&am causando dano
material 4 ind#stria doméstica, o mem/ro pode aplicar anti9su/s"dios para
neutrali8ar os efeitos nocios destas importa12es.
d7 A inestiga1'o só tem in"cio com a peti1'o da empresa afetada.
e7 A inestiga1'o dee ser encerrada se as autoridades enolidas estierem
satisfeitas de 3ue n'o e0iste eidTncia suficiente de su/s"dio ou de dano.
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Comentário; Ga/arito *D+. A inestiga1'o só tem in"cio de fato com a determina1'o da
autoridade inestigadora. (o )rasil, é com a pu/lica1'o da circular de a/ertura pela
6!B!S. Ademais, nem sempre é necessário a peti1'o, pois, como sa/emos, a 6!B!S
pode a/rir de of"cio a inestiga1'o.
A letra *B+ fi8 3uest'o de re/uscar, pois a !6A: usou o termo antisu/s"dios como
sin\nimo de medidas compensatórias. !sse é o remédio para com/ater os produtos
importados a pre1os su/sidiados, assim como no com/ate ao dumping temos o
direitoQmedida antidumping.
A *!+ está correta, pois n'o @aendo ind"cios de su/s"dios, dano e ne0o causal, o
D!BAM pode dar parecer n'o recomendando a aplica1'o de medidas compensatórias.
?. 6inédita: ('o se pode afirmar so/re a determina1'o de dano,
a7 A dano dee estar /aseado em eidTncia material positia.
/7 A termo *dano+ pode ser de > formas, dano material a uma ind#stria
doméstica, amea1a de dano material ou o retardamento material do
esta/elecimento de uma ind#stria.
c7 Uma dos elementos da análise do 3uadro de dano é 3ue sua determina1'o
dee implicar e0ame o/&etio de olume de importa12es su/sidiadas e o
efeito
destas so/re os pre1os no mercado doméstico para produtos similares 5e0.
supress'o de pre1os na ind#stria doméstica ou depress'o de pre1os7.
d7 Para se configurar um 3uadro de dano, n'o necessariamente preciso a
deteriora1'o de todos os indicadores, mas é preciso a análise de todos eles.
e7 A configura1'o do dano e seu ne0o causal com aumento a/rupto de
improta12es permite aplica1'o de salaguardas.
Comentário; Ga/arito *!+.
Nuest'o importante 3ue co/ra detal@e importante. ^ primeira ista o item *!+ parece
correto, mas no acordo de salaguardas n'o encontramos o termo *dano+, mas *pre&u"8o
grae+. Aliás, segundo os &ulgados da AMB, o termo *pre&u"8o grae+ é mais graoso 3ue
*dano+. Portanto, atentem so/re esta diferen1a. R7
@. 6inédita: !0portar uma mercadoria a pre1os inferiores aos normalmente
praticados no mercado de origem configura,
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a7 dumping
/7 dra]/ac=
c7 direito compensatório
d7 *clearance+
e7 su/s"dio
Comentário; Ga/arito *A+.
Nuest'o fácil 3ue /em e0plica o 3ue é dumping. Lem/ramos 3ue o su/s"dio é uma
contri/ui1'o financeira, reali8ada pelo goerno ou órg'o p#/lico 3ue confira uma
antagem para o produtor. ?á *clearance+, é e0press'o em inglTs 3ue significa
desem/ara1o aduaneiro.
6o/re o item *)+, Dra]/ac= é regime aduaneiro especial e eremos ele com detal@es em
nossa #ltima aula.
/. 6inédita: ,o!re direitos compensat#rios é correto afirmar%se 0e;
a7 o/&etiam neutrali8ar o aumento s#/ito de importa12es 3ue causa pre&u"8o
grae 4 ind#stria doméstica.
/7 s'o aplicados pelo mem/ro importador 3uando comproada a prática de enda
a pre1os de e0porta1'o a/ai0o do alor normal.
c7 s'o aplicados pelo pa"s e0portador para corrigir danos causados por medidas
restritias e outras práticas desleais de comércio impostas pelo pa"s importador
sempre 3ue caracteri8ado o dano 4 produ1'o nacional deste #ltimo.
d7 associam9se 4 neutrali8a1'o de medidas restritias ao comércio como normas
sanitárias, /arreiras técnicas e regras de origem 3uando n'o compat"eis com
acordos multilaterais.
e7 6'o graames incidentes so/re as importa12es recol@idos pela aduana de um
pa"s importador com o propósito de neutrali8ar efeitos distorcios so/re o
comércio decorrentes da a&uda goernamental dada pelo pa"s de origem 4s
mercadorias por ele e0portadas e 3ue ferem as regras da AMB.
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Comentário; Ga/arito *!+. Medidas compensatórias s'o aplicadas pelo pa"s importador e
com/atem a entrada de produtos a pre1os su/sidiados, de forma a neutrali8ar essa
prática desleal de comércio, o su/s"dio.
A letra *A+ é relatia a medidas salaguardas.
A letra *)+ se refere a dumping.
A erro da *B+ é 3ue a medida compensatória é aplicada pelo importador e n'o pelo
e0portador.
A erro da *D+ é 3ue n'o tem rela1'o com /arreiras técnicas.
J. 6inédita: As salaguardas comerciais o/&etiam,
a7 impedir danos aos setores produtios nacionais causados pela prática de
dumping.
/7 compensar pre&u"8os causados 4 ind#stria nacional por importa12es
su/sidiadas.
c7 retaliar pa"ses 3ue imp2em em/argos a produtos de outros pa"ses.
d7 proteger por tempo determinado a ind#stria doméstica fa/ricante do produto
similar com/alida por pre&u"8os graes decorrentes do aumento a/rupto das
importa12es em termos a/solutos ou relatios.
e7 anular /enef"cios fiscais ligados aos produtos importados 3ue afetam a
ind#stria doméstica.
Comentário; Ga/arito *D+. Nuest'o tran3uila
6alaguarda n'o com/ate prática desleal de comércio 5e0. dumping e su/s"dios7, mas
sim, t'o somente aumento a/rupto de importa12es. !rrada *A+ e *)+.
Eam/ém n'o isa retaliar outros pa"ses. Z instrumento regulamentado pela AMB.
Por fim, tam/ém n'o isa anular /enef"cios fiscais.
D. 6inédita: 6o/re o dumping é correto afirmar,
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a7 é prática desleal de comércio e sua margem é apurada mediante cote&o de
pre1os de e0porta1'o de uma mercadoria e diferen1as de custos de produ1'o no
mercado doméstico do pa"s e0portador.
/7 n'o é admiss"el na normatia da Argani8a1'o Mundial do Bomércio, em
nen@uma @ipótese.
c7 a medida antidumping é ilegal frente 4 normatia da AMB 3uando implica em
prote1'o para produtor nacional 3ue detém monopólio, pois neste caso, a
e0itsTncia da medida incentiaria ainda mais a concentra1'o do mercado e
aumento de pre1os por parte da empresa protegida.
d7 é prática de forma1'o de pre1os 3ue implica deslocamento de competidores
em mercados de e0porta1'o, sendo por isso desleal.
e7 consiste num pre1o de e0porta1'o para um determinado /em menor 3ue
a3uele praticado no mercado em 3ue este mesmo /em é produ8ido.
Comentário; Ga/arito *!+.
Dumping n'o guarda rela1'o com custos, mas sim com discrimina1'o de pre1os entre o
produto e0portado e o endido no mercado interno. !rrada a letra *A+.
A erro de *)+ é 3ue o dumping é tolerado até 2W 5margem de minimis7, @ipótese em
3ue a inestiga1'o dee ser encerrada de plano.
(a letra *B+, apesar das premissas fa8erem sentido, na normatia da AMB a aplica1'o de
medida antidumping n'o tem a er com direito da concorrTncia, mas sim, defesa
comercial. Por isso, 3uest2es de concentra1'o de mercado 5e0. cartel, truste, monopólio,
oligopólio7 n'o precisam ser tecnicamente o/seradas pela autoridade inestigadora
3uando de sua aplica1'o.
Eam/ém n'o tem a er com a prática de forma1'o de pre1os, pois isso seria mai afeto ao
direito da concorrTncia e n'o 4 defesa comercial. !le é aferido o/&etiamente.
!entualmente pode até deslocar competidores, no entanto, a *deslealdade+ dessa
prática adém da discrimina1'o de pre1os de e0porta1'o e alor normal. !rrada a letra
*D+.
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98. 6inédita: Assinale a op1'o correta.
a7 A medida de salaguarda pode e0cluir alguns pa"ses de sua aplica1'o desde
3ue estes pa"ses ten@am participa1'o no mercado do pa"s importador igual ou
menor a ><W 5trinta por cento7 em rela1'o ao produto inestigado.
/7 A amea1a de pre&u"8o grae n'o é suficiente para dar ense&o 4 aplica1'o de
uma medida de salaguarda.
c7 A B@ina, 3ue fa8 parte da Argani8a1'o Mundial do Bomércio, está su&eita 4
incidTncia de salaguardas transitórias, preistas somente para ela, por for1a do
seu Protocolo de Acess'o 4 AMB, tra8endo em seu /o&o o 3uesito da ocorrTncia
ou amea1a de desorgani8a1'o de mercado proocada pelo surto de importa12es
c@inesas.
d7 A salaguarda transitória contra a B@ina é tam/ém uma restri1'o n'o9seletia.
e7 A surto de importa12es, para 3ue possa &ustificar a salaguarda, precisa ser
erificado em termos a/solutos 5crescimento do n#mero de importa12es7. (esse
sentido, n'o /asta 3ue o aumento significatio das importa12es se erifi3ue
apenas em compara1'o com o crescimento das endas da ind#stria nacional
5termos relatios7.
Comentário; Ga/arito *B+.
A medida de salaguarda 5geral7 segue o critério da n'o seletiidade, ou se&a, atinge
todas as origens 3ue e0portam o produto, salo se algumas origens 3ue e0portam n'o o
fi8erem em olume significante 5participa1'o de pelo menos >W do olume das
importa12es7. !rrada a letra *A+.
A amea1a de pre&u"8o grae tam/ém ense&a salaguardas, lem/rando tam/ém 3ue elas
podem se dar de forma proisória. !rrada a letra *)+.
Bomo a salaguarda é decorrente do protocolo de acess'o de um determinado pa"s
5B@ina7, sua aplica1'o é seletia, ou se&a, só contra a B@ina. !rrada a letra *D+.
Por fim, o surto de importa12es dee ser erificado tanto em termos a/solutos como em
termos relatios 5em rela1'o 4 produ1'o nacional7. !rrada a letra *!+.
99. 6inédita: A respeito de defesa comercial, assinale o item correto.
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a7 Nuando n'o for poss"el calcular o Pre1o de !0porta1'o 5PS7, ou se este for
duidoso, o PS do produto inestigado pode ser reconstru"do.
/7 Para neutrali8ar o dumping, o pa"s pre&udicado pode aplicar uma medida
antidumping, respeitando o princ"pio da n'o9seletiidade, ou se&a, a aplica1'o da
medida deerá atingir importa12es do produto em 3uest'o adindas de 3ual3uer
origem.
c7 6egundo as normas da AMB, pratica dumping a empresa 3ue ende no
mercado de outro pa"s a/ai0o do seu pre1o de custo.
d7 Para a aplica1'o da medida antidumping é necessária a comproa1'o do
elemento su/&etio *inten1'o do agente e0portador+ 5dolo espec"fico7.
e7 A aplica1'o da medida antidumping pode ser feita de modo tanto 3ualitatio,
5e0. medida *ad alorem+ ou espec"fica7, ou de modo 3uantitatio 5e0. cota
f"sica7.
Comentário; Ga/arito *A+. Erata9se de disposi1'o do art. HP, par. #nico do Decreto nP
1.6<2QKI, 3ue regulamenta o Acordo Antidumping no )rasil,
0$os casos em *ue não e!ista preço de e!portação ou *ue este pareça duvidoso# por motivo de
associação ou acordo compensat"rio entre o e!portador e o importador ou uma terceira parte# o
preço de e!portação poderá ser constru.do a partir2
a) do preço pelo *ual os produtos importados foram revendidos pela primeira ve, a um comprador
independente3 ou
-) de uma -ase ra,oável# no caso de os produtos não serem revendidos a compra9
dor independente# ou não serem revendidos na mesma condição em *ue foram importados6.
A erro da *)+ é 3ue Dumping e 6u/s"dios, diferente das salaguardas, usa a seletiidade.
Au se&a, a medida só se aplica ao pa"s 3ue e0porta a pre1os desleais e n'o a todas
origens.
A erro da *B+ é 3ue n'o se e0ige 3ue se&a a/ai0o do pre1o de custo.
A erro da *D+ é 3ue o dumping n'o e0ige dolo 5inten1'o do agente7, ou se&a, n'o se
aprecia circunstUncia su/&etia. !le é aferido o/&etiamente.
A erro da *!+ é 3ue o antidumping e medidas compensatórias, diferente da salaguarda,
n'o permitem aplica1'o por meio de restri1'o 3uantitatia 5e0. cotas7, mas somente
so/reta0as *ad alorem+ ou *ad mensuram+ 5espec"ficas7.
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97. 6inédita: A medida de defesa comercial 3ue a&uda a ini/ir as importa12es de
um determinado produto, podendo inclusie proi/ir sua entrada e é aplicada de
forma n'o seletia é denominada,
a7 so/reta0a antidumping.
/7 direitos anti9su/s"dios.
c7 salaguarda.
d7 licenciamento 4s importa12es.
e7 cota 4s importa12es.
Comentário; Ga/arito *B+. Nuest'o tran3uila 3ue a/orda conceitualmente o 3ue é
salaguarda.
Antidumping e medidas compensatórias 5!6A: &á c@amou de antisu/s"dios7 s'o seletias.
Ademais, lem/rem 3ue apesar da salaguarda poder ser implementada por meio de
cotas f"sicas 5restri1'o 4 importa1'o7, as cotas em si n'o s'o medidas de defesa
comercial na acep1'o 3ue con@ecemos, tampouco o licenciamento de importa1'o pode
ser assim entendido.
9C. 6E,AF+AFRFB+788D: Acerca das práticas desleais de comércio e
respecti$as medidas de defesaI e tomando por !ase a normati$a da
)r"ani<a'&o *ndial do ComércioI é correto afirmar 0e;
a7 a prática do dumping consiste na enda de um produto por pre1o inferior ao
custo de produ1'o de seu similar no mercado de e0porta1'o e ense&a, de parte do
pa"s importador, como forma de defesa, a imposi1'o de salaguardas comerciais.
/7 a ado1'o de restri12es 3uantitatias 4s importa12es, em/ora proi/ida pelo
Acordo Geral de Earifas e Bomércio 5GAEE7, é l"cita como medida préia de defesa
4 prática do dumping, igorando proisoriamente até o in"cio de inestiga1'o por
parte do Mrg'o de 6olu1'o de Bontroérsias da Argani8a1'o Mundial do
Bomércio.
c7 a imposi1'o de salaguardas comerciais é &ustificada 3uando comproada a
concess'o, pelo pa"s e0portador, de su/s"dios espec"ficos em faor da produ1'o
de um /em a ser e0portado, mas é condicionada 4 efetia comproa1'o e
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determina1'o do dano causado pelos su/s"dios 4 produ1'o doméstica no pa"s
importador.
d7 o aumento a/rupto de importa12es proocando grae pre&u"8o 4 ind#stria
doméstica faculta a ado1'o, pelo pa"s importador, de direitos compensatórios,
enolendo a implementa1'o de restri12es 3uantitatias eQou a redu1'o de
direitos aduaneiros aplicados 4s suas e0porta12es na medida e no tempo
necessários para sanar o dano original.
e7 a concess'o de su/s"dios 3ue se&am inculados diretamente ao desempen@o
das e0porta12es ou ao uso preferencial de insumos e /ens domésticos 43ueles
importados pode ense&ar a a/ertura de inestiga1'o no marco da AMB e a
su/se3uente aplica1'o de direitos compensatórios.
Comentário; Ga/arito *!+. As dois e0emplos da letra *!+ s'o os casos de su/s"dios
proi/idos. Fnteressante lem/rar 3ue essa inestiga1'o pode ser feita pelo próprio pa"s
importador 5unilateral trac=7 ou pode ser condu8ida na AMB 5multilateral trac=7. Nuanto
4s demais alternatias, a !6A: insiste em co/rar 3ue dumping é a/ai0o do pre1o de
custo 5o 3ue n'o é erdade7.
Eam/ém n'o @á preis'o de restri1'o 3uantitatia como defesa préia ao dumping.
!ssas restri12es se aplicam 3uando um pa"s tem pro/lemas de /alan1o de pagamentos,
por e0emplo. Ademais, o dumping n'o admite cotas no seu com/ate.
Adiante, salaguardas n'o tem rela1'o com su/s"dios, mas sim com aumento s#/ito de
importa12es, 3ue ense&a aplica1'o de medidas de salaguardas.
9A. 6,imlado+ACE%*(IC+7897: ,o!re (efesa ComercialI assinale a
op'&o correta.
a7 Por ra82es de interesse nacional, a medida antidumping a ser aplicada pela
BAM!S poderá ser em alor diferente ao do recomendado pela autoridade
inestigadora, inclusie maior 3ue a margem de dumping apurada.
/7 A salaguarda pode dar ense&o 4 compensa1'o comercial para os pa"ses 3ue
ierem a ser pre&udicados por sua aplica1'o.
c7 A B@ina, 3ue fa8 parte da Argani8a1'o Mundial do Bomércio, está su&eita 4
incidTncia de salaguardas transitórias, reistas no Protocolo de Acess'o do pa"s
4 Argani8a1'o, deendo este mecanismo se encerrar 1I anos após a sua acess'o
4 AMB, 3uando a B@ina será recon@ecida como economia de mercado.
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d7 Podemos afirmar 3ue o dumping n'o é tolerado pela AMB, de modo 3ue o
mesmo, ainda em percentuais pouco representatios como 1W, pode ser
com/atido por medidas antidumping.
e7 A surto de importa12es, para 3ue possa &ustificar a salaguarda, precisa ser
erificado em termos a/solutos. (esse sentido, /asta 3ue o aumento significatio
das importa12es se erifi3ue apenas em compara1'o com a produ1'o nacional.
Comentário; Ga/arito *)+.
A erro da letra *A+ é 3ue, por ra82es de interesse nacional, a medida antidumping a ser
aplicada pela BAM!S poderá ser em alor diferente ao do recomendado pela autoridade
inestigadora, limitada ao teto da margem de dumping apurada.
A erro da *B+ é 3ue a B@ina, 3ue fa8 parte da Argani8a1'o Mundial do Bomércio, está
su&eita 4 incidTncia de salaguardas transitórias, reistas no Protocolo de Acess'o do
pa"s 4 Argani8a1'o. (o entanto, seu recon@ecimento como economia de mercado n'o
guarda rela1'o com o pra8o de uso dessas salaguardas, pois estas ir'o e0pirar em 11
de de8em/ro de 2<1> 5art. >> do Decreto I.II6Q2<<I7, &á a 3uest'o do recon@ecimento
está preista no protocolo de acess'o e dee ocorrer 1I anos após sua acess'o 4 AMB
5noem/ro de 2<167.
A erro da *D+ é 3ue o dumping é tolerado pela AMB até um percentual de 2W 5margem
de minimis7, @ipótese em 3ue a inestiga1'o deerá ser encerrada sem aplica1'o de
direitos.
A erro da *!+, por seu turno, é 3ue o surto de importa12es, para 3ue possa &ustificar a
salaguarda, precisa ser erificado em termos a/solutos ou relatios. !ste #ltimo é 3ue
compara com a produ1'o nacional.
9?. 6E,AF+AFRFB+7897: ,o!re práticas desleais de comércio e medidas
de defesa comercialI é correto afirmar 0e;
a7 a medidas antidumping se materiali8am na co/ran1a de alores adicionais
3uando da importa1'o do produto o/&eto da medida.
/7 para aplicar uma medida antidumping, é suficiente comproar a prática de
discrimina1'o de pre1os em mercados nacionais distintos.
c7 o su/s"dio espec"fico n'o ense&a a aplica1'o de medidas compensatórias, pois
apenas o su/s"dio geral é considerado ilegal com /ase nas regras da AMB.
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d7 as medidas de salaguarda, destinadas a proteger a ind#stria nacional 3ue
este&am sendo afetadas por surtos repentinos de importa12es de produtos
concorrentes, deem igorar pelo pra8o má0imo de seis anos.
e7 por se tratar de uma medida 3ue imp2e e0ce1'o a um comércio 3ue está
sendo praticado de forma leal, a medida de salaguarda prescinde de processo
préio de inestiga1'o.
Comentários; Ga/arito A. A item *A+ está perfeito. A medida de defesa comercial é
&ustamente o *plus+ financeiro a ser pago na importa1'o de mercadorias su&eitas a estas
medidas, encarecendo9as 3uando de sua internali8a1'o no mercado doméstico.
A item *)+ está errado, pois dumping é discrimina1'o de pre1os no mesmo mercado, ou
se&a, a diferen1a entre o pre1o das e0porta12es do pa"s em face das suas endas no
mercado interno. Ademais, para aplicar o antidumping, sempre preciso da comproa1'o
do dano e do ne0o causal tam/ém.
A item *B+ está errado, pois su/s"dio espec"fico é 3ue pode ser o/&eto da medida
compensatória. A geral é 3ue n'o pode, como por e0emplo, uma redu1'o generali8ada
de tri/utos na economia.
A item *D+ está errado, pois a salaguarda possui pode se dar em até 1< anos 5O _ O _
27. !0emplo disso é a salaguarda do coco ralado aplicada pelo )rasil em 2<<2 e 3ue
aca/ou em 2<12D
A item *!+ tam/ém está errado, pois nen@uma medida de defesa comercial dispensa o
préio processo de inestiga1'o. Ainda 3ue aplicada em caráter proisório, o processo
administratio dee estar instaurado. Diferente dos processos de inestiga1'o de
dumping e su/s"dios, o 3ue n'o temos na medida de salaguarda é pra8o para conclus'o
deste processoD
9@. 6E,AF+*(IC+7897: A medida de defesa comercial 3ue n'o representa
rea1'o a práticas desleais de comércio corresponde,
a7 salaguardas comerciais.
/7 medidas anti9dumping.
c7 /arreiras tarifárias.
d7 regras de origem.
e7 medidas compensatórias.
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Comentário; Ga/arito *A+.
Nuest'o fácil.
Dentre os > instrumentos de defesa comercial preistos nos acordos multilaterais da AMB
5salaguarda, antidumping e acordo de su/s"dios e medidas compensatórias7, o #nico em
3ue n'o se inestiga prática desleal de comércio é a salaguarda, mas analisa9se apenas
o surto de importa12es, ne0o causal e pre&u"8o grae.
9/. 6E,AF+*(IC+7897: A Acordo so/re a Fmplementa1'o do Artigo CF do
Acordo Geral so/re Earifas e Bomércio 1KKO preconi8a 3ue uma inestiga1'o para
determinar a e0istTncia, o grau e o efeito de 3ual3uer dumping será iniciada
a7 pelo Bonsel@o de Bomércio de )ens da AMB, por recomenda1'o e0pressa do
Mecanismo de ;eis'o de Pol"ticas Bomerciais.
/7 pela ind#stria doméstica, em estrita o/serUncia dos critérios para determinar
a margem de dumping praticada e o dano causado, encamin@ando peti1'o
diretamente ao Mrg'o de 6olu1'o de Bontroérsias da AMB.
c7 pelo goerno do pa"s e0portador, com propósito preentio, 3uando e0istirem
ind"cios da prática de dumping.
d7 pelo goerno do pa"s cu&as e0porta12es ten@am sido afetadas pela prática do
dumping mediante peti1'o da ind#stria doméstica.
e7 3uando se constatar 3ue o pre1o do produto e0portado é inferior ao pre1o
normal do mesmo produto ou de seus similares no mercado de destino.
Comentário; Ga/arito inicialmente correto *D+. Ao final, a !6A: anulou.
A erro das letras *A+ e *)+ é 3ue a AMB n'o rece/e inestiga12es de dumping, mas sim o
pa"s importador.
A erro da *B+ é 3ue n'o é iniciada pelo e0portador, mas pode por ele ser re3uisitada.
A erro da *!+ é 3ue o dumping é pre1o de e0porta1'o menor 3ue o alor normal 5e n'o
pre1o normal7.
Agora e&amos a op1'o *D+, dada como correta inicialmente. 6egundo a própria !6A:,
a
reda1'o peca, pois a entrada de importa12es com margem de dumping afeta a produ1'o
doméstica no setor ou do produto considerado e n'o as suas *e0porta12es+.
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9J. 6E,AF+*(IC+7897: Bonsiderando a aplica1'o de medidas compensatórias
em resposta a práticas de su/s"dios 3ue distorcem as condi12es de concorrTncia,
é correto afirmar 3ue,
a7 é de caráter facultatio, ca/endo 4s autoridades do pa"s importador optar pela
aplica1'o ou n'o de tais medidas assim como determinar se o montante do
direito compensatório dee ser igual ou menor 3ue a totalidade do su/s"dio.
/7 é o/rigatória, uma e8 3ue ten@a sido erificada a aplica1'o de su/s"dios
proi/idos, o 3ue garante a cessa1'o de iola1'o das regras multilaterais.
c7 ter'o caráter retroatio 3uando n'o tierem sido aplicadas medidas proisórias
ou concedida oferta de garantias, pelo e0portador, so/ a forma de depósito em
espécie ou fian1a.
d7 deem ter dura1'o semel@ante 43uela em 3ue foram aplicados os su/s"dios,
de forma a compensar integralmente os danos causados.
e7 dee ocorrer, nos montantes apropriados a cada caso, so/re todas as
importa12es do produto 3ue se /eneficiou do su/s"dio, com sentido n'o
discriminatório, isto é, desconsiderando9se a procedTncia das mesmas.
Comentário; Ga/arito *A+.
De fato, a medida compensatória fica limitada ao montante do su/s"dio apurado,
podendo se aplicar medida compensatória menor 3ue este montante 5art. II do Decreto
1JI1QKI7.
A erro da *)+ é 3ue a aplica1'o de medidas compensatórias 4s importa12es su/sidiadas é
uma faculdade dos pa"ses importadores e n'o o/riga1'o.
A erro da *B+ é 3ue co/ran1a retroatia ocorre, segundo o art. 6O do Decreto 1JI1QKI,
3uando, 0%ireitos definitivos poderão ser co-rados so-re produtos importados
su-sidiados# *ue tenham sido despachados para consumo# at+ noventa dias antes da
data de aplicação das medidas compensat"rias provis"rias# sempre *ue se determine#
com relação ao produto em *uestão# *ue o dano + causado por importações volumosas#
em per.odo relativamente curto# o *ue levará provavelmente a pre1udicar seriamente o
efeito dos direitos compensat"rios definitivos aplicáveis6.
A erro da *D+ é 3ue seu pra8o de dura1'o é de I anos, prorrogáeis. Fndepende do
per"odo de concess'o do su/s"dio.
A erro da *!+ é 3ue dee ser aplicada somente em rela1'o 4 origem inestigada 5n'o
seletiidade7
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Ga/arito
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