PAULO ROBERTO VÌLELA DÌAS

Dissertação apresentada ao Programa de
Pós-Graduação em Engenharia Civil da
Universidade Federal Fluminense, como
requisito parcial para obtenção do Grau de
Mestre. Área de Concentração: Produção
Civil
Orientador: Prof. CARLOS ALBERTO PEREÌRA SOARES, D.Sc.
Niterói
2002
PAULO ROBERTO VÌLELA DÌAS
Dissertação apresentada ao Programa de
Pós-Graduação em Engenharia Civil da
Universidade Federal Fluminense, como
requisito parcial para obtenção do Grau de
Mestre. Área de Concentração: Produção
Civil
Aprovada em
BANCA EXAMÌNADORA
Prof. Carlos Alberto Pereira Soares, D.Sc. (Orientador)
Universidade Federal Fluminense
Prof. Wainer da Silveira e Silva, Ph.D.
Universidade Federal Fluminense
____________________________________________________________
Prof. Orlando Celso Longo, M.Sc.
Universidade Federal Fluminense
Prof. Romeu e Silva Neto, D.Sc.
CEFET ÷ Centro Federal de Educação Tecnológica de Campos
Niterói
2002
3
AGRADECIMENTOS
Agradeço aos professores do mestrado em Engenharia Civil da UFF pela
dedicação demonstrada, especialmente, aos colegas prof. Vicente Custódio
Moreira de Souza ÷ Coordenador da pós-graduação, ao prof. Orlando Longo que
me incentivou a iniciar o curso e me apoiou durante todo o período do mesmo e
muito calorosamente ao orientador deste trabalho prof. Carlos Alberto Pereira
Soares pelos seus conselhos e incansável dedicação.
4
DEDICATÓRIA
Dedico aos meus anjos de guarda que muito bem me orientam nos
momentos de meditação que antecedem o ato de escrever.
Aos meus familiares, minha esposa Elizabeth, meus filhos Andreia, Pedro e
Julia, meu pai Carlos em memória, minha mãe Ìraide, meus irmãos Carlos e
Angela, meus sogros Lucio e Lucia e as tias Carmem, Marta e Narcisa pela
paciência e o amor a mim dedicados, que me confortam nos momentos difíceis e
me garante o ânimo necessário a vencer as barreiras da vida.
Sinto o prazer do dever cumprido pela alegria que ofereço aos meus
incentivadores e gostaria que servisse de exemplo para meus filhos, que vivem
neste momento a vida acadêmica, estando se graduando.
5
SUMÁRIO
AGRADECIMENTOS ................................................................................................ 4
DEDICATÓRIA ......................................................................................................... 5
SUMÁRIO ................................................................................................................. 6
LISTA DE TABELAS ................................................................................................ 9
LISTA DE QUADROS ............................................................................................ 0
INTRODU!"O# ....................................................................................................... 2
1.1 - CONSÌDERAÇÕES PRELÌMÌNARES ............................................................ 12
2$ ANÁLISE DAS METODOLOGIAS USUAIS DE OR!AMENTA!"O DE
OBRAS CI%IS ......................................................................................................... &
2.1 - ÌNTRODUÇÃO ................................................................................................ 17
2.2- DEFÌNÌÇÃO DE EMPREENDÌMENTO OU PROJETO .................................. 17
2.3- BASE DE CÁLCULO DO ORÇAMENTO NA CONSTRUÇÃO CÌVÌL ............. 19
2.4- FORMAÇÃO DO PREÇO DE VENDA DE SERVÌÇOS DE ENGENHARÌA,
SEGUNDO GOLDMAN(1999) ................................................................................ 25
2.4.5- PROJETO DE ÌNSTALAÇÕES, COMPLEMENTARES E ESPECÌAÌS ....... 28
2.4.6 - ESPECÌFÌCAÇÕES TÉCNÌCAS E DE ACABAMENTO DA OBRA ............. 28
2.5 ÷ MÉTODOS DE ORCAMENTAÇÃO ............................................................... 29
2.5.1- CLASSÌFÌCAÇÃO GERAL DOS CUSTOS, SEGUNDO TRAJANO ............ 31
2.6 ÷ CUSTO PADRÃO .......................................................................................... 36
2.7 ÷ DEFÌNÌÇAO DO PREÇO DE VENDA DE SERVÌÇOS .................................. 36
2.8- CONCEÌTO DE BDÌ DA CEF ........................................................................... 39
2.9 ÷ DEFÌNÌÇAO DE BDÌ DA AESBE ................................................................... 41
2.10 ÷ DEFÌNÌÇAO DE LDÌ SEGUNDO O DNER .................................................. 43
6
2.11-DEFÌNÌÇAO DE BDÌ SEGUNDO O DERSA ................................................... 50
2.12 ÷ DEFÌNÌÇAO DE BDÌ DO TCU ...................................................................... 55
2.13 ÷ COMPOSÌÇOES DE CUSTO, SEGUNDO GOLDMAN .............................. 59
"2.13.1- PLANEJAMENTO DAS COMPOSÌÇÕES DE CUSTOS ........................... 59
2.13.2- ASPECTOS RELEVANTES ....................................................................... 60
3- METODOLOGÌA PROPOSTA PARA ORÇAMENTAÇÃO DE OBRAS CÌVÌS ... 62
3.1- ÌNTRODUÇÃO ................................................................................................. 62
3.2- DESCRÌÇÃO SUMÁRÌA DA METODOLOGÌA ................................................ 65
3.3- DEFÌNÌÇÕES ADOTADAS ............................................................................. 66
3.3.1- CUSTO DÌRETO ........................................................................................... 66
3.3.2- MOBÌLÌZAÇÃO E DESMOBÌLÌZAÇÃO DA OBRA ...................................... 66
3.3.3- ÌNSTALAÇÃO PROVÌSÓRÌA DA OBRA ...................................................... 67
3.3.4- SONDAGENS, ESTUDOS E PROJETOS ................................................... 67
3.3.5- ADMÌNÌSTRAÇÃO LOCAL ........................................................................... 68
3.3.6- LACÌ ÷ LUCRO, ADMÌNÌSTRAÇÃO CENTRAL, ÌMPOSTOS SOBRE A
NOTA FÌSCAL. ........................................................................................................ 69
3.3.6.1- Definição .................................................................................................... 69
3.3.6.2- Fórmula de Cálculo .................................................................................... 70
3.4 - Fluxograma da Orçamentação ....................................................................... 89
3.5- LEVANTAMENTO DOS SERVÌÇOS E SEUS QUANTÌTATÌVOS − ................ 94
3.5.1- Levantamento dos serviços .......................................................................... 94
3.5.2- Planilha de serviços e quantidades e orçamento analítico .......................... 94
3.5.3 - Planilha de resumo do orçamento ou orçamento sintético ......................... 94
3.6 - ELABORAÇÃO DAS COMPOSÌÇÕES ANALÍTÌCAS DE CUSTOS DE
SERVÌÇOS .............................................................................................................. 95
3.6.1 - Definição de composição analítica de custos de serviços .......................... 95
3.6.1.1 - Desenvolvimento do preenchimento da composição analítica ................ 95
3.6.1.1.1 - Preenchimento da composição analítica por produção ........................ 96
QUADRO 10: Composição do Custo Unitário de Serviço por Produção ............. 100
3.6.1.1.1 - Preenchimento da composição analítica simplificada ......................... 101
QUADRO 11 : Composição Simplificada de Custo Unitário de Serviço .............. 103
3.7- PESQUÌSA DE MERCADO .......................................................................... 103
3.7.1 - Tabela de custo de mão-de-obra. Encargos sociais ................................. 104
3.7.1.1 - Tabela de custo de mão-de-obra ........................................................... 104
QUADRO 12 : Relação de Ìnsumos ..................................................................... 106
QUADRO 13 : Tabela de Mão-de-Obra (Data) ..................................................... 107
Fonte: O Autor ....................................................................................................... 107
3.7.1.2 - Encargos sociais ..................................................................................... 108
3.7.1.2.1- Metodologia de cálculo do percentual de encargos sociais ................ 109
3.7.2.1 - Materiais ................................................................................................. 119
QUADRO 14 : Mapa de Coleta de Preços de Materiais ....................................... 120
3.7.2.2- Sub-empreiteiros ...................................................................................... 121
3.7.2.3- Valores de aquisição de equipamentos e veículos ................................. 121
7
3.7.3 - Transportes ................................................................................................ 122
3.8- METODOLOGÌA DE CÁLCULO DO CUSTO HORÁRÌO DE UTÌLÌZAÇÃO DE
EQUÌPAMENTO .................................................................................................... 123
3.8.1- Definição ..................................................................................................... 123
3.8.2- Método de cálculo adotado ......................................................................... 123
QUADRO 15 : Custo Horário de Utilização de Equipamentos ............................. 139
3.9- METODOLOGÌA DE CÁLCULO DA PRODUÇÃO DAS EQUÌPES
MECÂNÌCAS ......................................................................................................... 140
3.9.1- Conceitos básicos ....................................................................................... 140
3.9.2- Produção das equipes ................................................................................ 140
3.9.3 - Empolamento e fator de conversão ........................................................... 141
3.9.4 - Modelo de planilha de produção das equipes mecânicas ........................ 141
3.10- METODOLOGÌA DE CÁLCULO DO CUSTO DE TRANSPORTE .............. 147
3.10.1- Ìntrodução ................................................................................................ 147
3.10.2 - Custo do transporte por hora ................................................................... 148
3.10.3 - Custo do transporte por quilômetro rodado ............................................. 148
3.10.4 - Método de cálculo do custo por quilômetro ............................................. 149
3.10.4.1 - Ìnstruções para preenchimento do formulário de cálculo do custo por
quilômetro .............................................................................................................. 149
3.10.5.1 - Ìnstruções para preenchimento do formulário de cálculo do custo por
mês ........................................................................................................................ 156
3.10.6.1.1 - Transporte local ................................................................................. 161
TABELA 16 : Velocidade em Transporte Local ................................................... 162
TABELA 17 : Velocidade em Transporte em Área Urbana ................................. 162
TABELA 18 : Velocidade em Transporte Comercial ........................................... 163
3.10.7 - Momento de transporte ............................................................................ 164
3.10.8- APRESENTAÇÃO DO CUSTO DO TRANSPORTE ................................ 165
CONCLUS"O ....................................................................................................... 66
5 ' BIBLIOGRA(IA .............................................................................................. 6)
8
LISTA DE TABELAS
T*+e,* $ -er.e/t0*i1 2e 3*,4re1 2e *50i1i674 *24t*241 8e,4 SICRO 8*r*
re8re1e/t*r 4 3*,4r re1i20*, 241 e50i8*9e/t41 :.............................................50
TABELA 2 # De8re.i*674 e ;0r41 E<8re114 .494 09 8er.e/t0*, 24 %*,4r 2e
A50i1i674 24 E50i8*9e/t4................................................................................26
TABELA 4 # %i2* =ti, 2e E50i8*9e/t41 .....................................................>
TABELA 6# C4e?i.ie/te1 2e -r484r.i4/*,i2*2e 2e M*/0te/674...................>>
TABELA &# Q0i,49etr*@e9 9A2i* 8er.4rri2* 84r 9B1..................................50
TABELA )# C4/1094 84r Litr4 2e C49+01tC3e,.............................................5
TABELA 9# C*8*.i2*2e 2e C*rter e %i2* =ti, 24 Ó,e4...................................5
TABELA 2# C*8*.i2*2e 24 Re1er3*tóri4 2e CD9+i4...................................52
e %i2* =ti, 24 Ó,e4.............................................................................................52
TABELA # -eri42i.i2*2e 2e ,*3*@e9..................................................5>
TABELA 2# C4/1094 2e -/e01 e ..................................................................5>
%i2* =ti, 241 -/e01.............................................................................................5>
TABELA ># C4e?i.ie/te1 2e 9*/0te/674 EFG.................................................54
TABELA 4# %i2* Hti, 241 *94rte.e24re1 EAMG..............................................55
9
LISTA DE QUADROS
QUADRO 0# C49841i674 24 C01t4 U/itIri4 2e Ser3i64 84r -r420674 ...... 00
QUADRO # C49841i674 Si98,i?i.*2* 2e C01t4 U/itIri4 2e Ser3i64 ....... 0>
QUADRO 2 # Re,*674 2e I/10941 ................................................................... 06
QUADRO > # T*+e,* 2e M74$2e$O+r* ED*t*G ................................................... 0&
QUADRO 4 # M*8* 2e C4,et* 2e -re641 2e M*teri*i1 ................................... 20
QUADRO 5 # C01t4 J4rIri4 2e Uti,iK*674 2e E50i8*9e/t41 ....................... >9
TABELA 6 # %e,4.i2*2e e9 Tr*/184rte L4.*, ............................................... 62
TABELA & # %e,4.i2*2e e9 Tr*/184rte e9 Áre* Ur+*/* ............................ 62
TABELA ) # %e,4.i2*2e e9 Tr*/184rte C49er.i*, ...................................... 6>

10
LISTA DE SIGLAS
NBR ÷ Norma Brasileira
PMÌ ÷ Project Management Ìnstitute
TCU ÷ Tribunal de Contas da União
BDÌ ÷ Benefícios e Despesas Ìndiretas
LDÌ ÷ Lucro e Despesas Ìndiretas
ÌSS ÷ Ìmposto Sobre Serviços
ÌSSQN ÷ Ìmposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza
COFÌNS ÷ Contribuição Financeira e Social
PÌS ÷ Programa de Ìntegração Social
ÌRPJ ÷ Ìmposto de Renda sobre Pessoa Jurídica
CSLL ÷ Contribuição Social sobre o Lucro Líquido
CPMF ÷ Contribuição provisória sobre a Movimentação Financeira
CEF ÷ Caixa Econômica Federal
DNER ÷ Departamento Nacional de Estradas e Rodagem
SÌCRO ÷ Sistema de Custos Rodoviários
DER ÷ Departamento Estadual de Estradas e Rodagem
LACÌ ÷ Lucro, Administração Central e Ìmpostos sobre a Nota Fiscal,
inclusive Despesas Financeiras
ÌCMS ÷ Ìmposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços
ÌPÌ ÷ Ìmposto sobre Produtos Ìndustrializados
ÌNSS ÷ Ìnstituto Nacional de Seguridade Social
SESÌ ÷ Serviço Social da Ìndústria
SESC ÷ Serviço Social do Comércio
SENAÌ ÷ Serviço Nacional de Aprendizagem Ìndustrial
SENAC ÷ Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial
ÌNCRA ÷ Ìnstituto Nacional de ColonizaçãO E Reforma Agrária
SEBRAE ÷ Serviço Brasileiro de Apoio a Pequena Empresa
ÌPVA ÷ Ìmposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores
11
INTRODU!"O#
. $ CONSIDERA!LES -RELIMINARES
O tema mais controvertido na engenharia civil é certamente preço de
serviços, uma vez que as técnicas a serem adotadas são bastante
desconhecidas. Soluções para problemas técnicos são normalmente encontradas,
porém, muitas vezes é difícil obter-se a solução quando o mesmo é de origem de
custo.
O orçamento de obra tem enfoques diferente para a construtora, para o
projetista, para o órgão contratante dos serviços e ainda, para a entidade
auditora, como é comum em nosso País.
Daí a necessidade que o orçamento de uma construção seja elaborado de
maneira clara, objetiva e transparente.
O tema escolhido para dissertação foi imaginado a partir de pesquisa
involuntária com mais de 6.000 profissionais que participaram do curso
"Orçamento de Obras¨ oferecido pelo autor, em todo o País, ao todo foram mais
de 90 repetições, bem como, outros 7.000 profissionais em seminários, palestras
e eventos realizados pelo ÌBEC ÷ Ìnstituto Brasileiro de Engenharia de Custos.
Participaram profissionais de toda as áreas envolvidas em construção, ou
seja:
. Empresas particulares (construtores, projetistas etc);
. Órgãos públicos contratantes e
. Órgãos auditores (Tribunais de Contas da União e Estaduais,
Procuradorias etc).
Observou-se que por desconhecimento ou pelo fato das empresas
prestadoras de serviço terem o vício de tentar ocultar a maneira como calculou o
orçamento e, principalmente, o BDÌ, tornou a metodologia atualmente empregada
pouco transparente e gerou seu descrédito perante os órgãos contratantes e
auditores públicos.
Assim, a proposta visa especificamente deixar totalmente transparente o
cálculo do orçamento permitindo análise eficaz dos contratos pelos interessados,
mesmo após sua conclusão.
.2 $ OB;ETI%O
O objetivo principal do método de orçamentação proposto é garantir total
transparência na apresentação de uma proposta de preços de serviços de
engenharia civil e, principalmente, garantir aos órgãos auditores, no decorrer da
construção ou após sua conclusão poderem realizar as auditagens de forma clara
e precisa.
.> $ ;USTI(ICATI%A
A presente dissertação beneficia todas as categorias interessadas no
orçamento de empreendimentos de engenharia, anteriormente citados, ou seja,
construtores, projetistas, órgãos contratantes e auditores, uma vez que permite
análise objetiva e transparente dos elementos do preço ofertado.
13
Embora mais direcionado para obras públicas, será de grande valia para
empresas particulares adotarem esta metodologia, com a mesma eficácia.
Empresas prestadoras de serviços de engenharia sem nenhum senso
crítico de suas atitudes permanecem vivas no mercado atual em função da
fragilidade da metodologia adotada para apresentação de proposta de preços.
Estas empresas convivem de maneira impune no mercado atual face as
grandes facilidades que encontram na gestão administrativa exigida.
Enquanto que, com o modelo proposto, exigir-se-á que as empresas
mantenham equipes capacitadas para elaboração de orçamento e
acompanhamento dos contratos.
.4 $ METODOLOGIA
Visando atingir os objetivos propostos adotamos a seguinte metodologia na
elaboração da dissertação:
a) Pesquisa
1- Ìdentificação e análise dos elementos essenciais necessários da
orçamentação em bibliografia existente sobre o assunto e nas
características das empresas de construção civil.
2- Realização de pesquisas informais em empresas particulares,
órgãos públicos e órgãos auditores visando levantar à forma como
atuam e como gostariam de atuar.
A pesquisa bibliográfica pautou-se no acesso ao acervo de diversas fontes
públicas e particulares, tais como, Biblioteca Nacional, Bibliotecas de
Universidades, Bibliotecas de Órgãos Públicos, Normas e Manuais Técnicos e
consulta a páginas da internet.
14
15
b) Desenvolvimento
Visando alcançar os objetivos propostos o trabalho foi estruturado da
seguinte maneira:
. Capítulo 1 ÷ Ìntrodução ÷ Faz a introdução ao tema e apresenta o objetivo, a
justificativa e a metodologia utilizada no trabalho;
. Capítulo 2 ÷ Análise das Metodologias Usuais de Orçamentação de Obras Civis
÷ Mostra as definições correntes das variáveis a serem adotadas por diferentes
entidades e autores e avalia os métodos atualmente empregados para
orçamentos na construção civil.
. Capítulo 3 ÷ Metodologia Proposta para Orçamentação de Obras Civis ÷
Apresenta a metodologia proposta para a elaboração de orçamentos de obras de
modo transparente e objetivo.
. Capítulo 4 ÷ Conclusão ÷ Apresenta as conclusões e faz as recomendações
necessárias ao emprego correto da metodologia proposta.
. Bibliografia ÷ Apresenta a bibliografia consultada durante a realização do
trabalho.
16
2$ ANÁLISE DAS METODOLOGIAS USUAIS DE OR!AMENTA!"O DE OBRAS
CI%IS
2. $ INTRODU!"O
Neste capítulo é apresentada a definição de orçamento de
empreendimentos de engenharia, o gerenciamento do custo de obras, suas
implicações legais no caso de obras públicas e seu engajamento na política de
elaboração de propostas de preços de prestação de serviços de engenharia,
também é feita uma análise de algumas premissas básicas fundamentais para
obter-se a acurácia no trabalho orçamentário, bem como avaliação dos métodos
usualmente empregados pelos profissionais e empresas de Construção Civil do
País.
Apesar de existirem pouquíssimas diferenças, trataremos, principalmente,
de obras públicas, porém as citações em quase toda sua totalidade servem para
os casos de autoconstrução (incorporação de empreendimentos etc).
2.2$ DE(INI!"O DE EM-REENDIMENTO OU -RO;ETO
A definição de projeto de engenharia que nos parece mais correta é a
apresentada pelo PMÌ - Project Management Ìnstitute em seu PMBOK - Project
Management Body of Knowledge (2000), que se tornou uma norma padrão ANSÌ
÷ American National Standards Ìnstitute, que é a seguinte:
Empreendimento temporário com o objetivo de criar um serviço único.
a) Temporário porque apresenta início e fim previsíveis;
b) Restringidos por recursos limitados:
. Dinheiro (orçamento)
. Tempo (apresenta início e fim) e
. Recursos materiais, humanos e equipamentos.
c) Executados por pessoas e;
d) Planejados, executados e controlados.
Assim, pode-se classificar uma obra de construção civil como um
empreendimento do ponto de vista do PMÌ, uma vez que ela se enquadra
exatamente nestas condições.
Além de ser item determinante da definição de empreendimento,
Gerenciamento de Custos, é também uma das nove áreas de conhecimento em
que se divide a gerência de um projeto, segundo o mesmo PMÌ.
O Gerenciamento de Custos dos projetos inclui os processos que visam
assegurar que o projeto será concluído dentro do orçamento aprovado e consta
de:
- Planejamento dos recursos ÷ tem por objetivo determinar quais os
recursos (pessoas, equipamentos e materiais) e em que quantidade
devem ser utilizados para executar as atividades do projeto;
- Estimativa de custo ÷ desenvolver uma aproximação dos custos dos
recursos necessários para executar as atividades do projetoM
- Orçamento de custos ÷ alocar as estimativas de custos globais aos
itens individuais de trabalho;
- Controle de custos e análise do progresso físico ÷ objetiva controlar as
mudanças no orçamento do projeto e acompanhar a evolução do
18
progresso financeiro, isto é, monitorar o previsto x realizado do
empreendimento.
Ìnteressa especialmente, neste trabalho, os itens referentes ao
planejamento dos recursos e a de orçamento de custos.
A gerência do custo do projeto consiste, fundamentalmente, nos custos dos
recursos necessários à implementação das atividades do projeto.
2.>$ BASE DE CÁLCULO DO OR!AMENTO NA CONSTRU!"O CI%IL
Uma base sólida para a elaboração do orçamento de uma construção é,
principalmente, o projeto executivo de todas etapas da obra (arquitetura,
fundações, estruturas, terraplenagem, pavimentação, instalações,
telecomunicações etc) e especificações rígidas dos serviços a serem executados.
Quanto ao projeto, a administração pública adota a Lei Nº 8.666/93, que
regulamenta o artigo 37, inciso XXÌ da Constituição Federal, institui normas para
licitações e contratos da Administração Pública e dá outras providências. Bem
como, as alterações posteriores devem ser adotadas como orientação básica de
licitações e contratos. As leis e decretos a serem seguidas são:
. Lei Nº 8.666/93 datada de 21/06/1993
. Lei Nº 8.883/94 datada de 08/06/1994
. Lei Nº 9.648/98 datada de 28/05/1998
. Lei Nº 9.854/99 datada de 27/10/1999
. Decreto Nº 3.555/2000 datado de 08/08/2000 e atualizado pelos Decretos
3.693 de 20/12/2000 e 3.784 de 06/04/2001
Na Seção ÌÌ ÷ DAS DEFÌNÌÇÕES, artigo 6º - Para os fins da Lei 8.666/93,
considera-se:
- obra ÷ toda construção, reforma, fabricação, recuperação
ou ampliação, realizada por execução direta ou indireta. No nosso
19
caso só interessa a execução indireta, que segundo o inciso VÌÌÌ deste
mesmo artigo define como: "a que o órgão ou entidade contrata com
terceiros, sob qualquer das seguintes modalidades: empreitada por
preço global, empreitada por preço unitário, tarefa e empreitada
integral¨.
- serviço - toda atividade destinada a obter determinada utilidade de
interesse para a Administração, tais como: demolição, conserto,
instalação, montagem, operação, conservação, reparação,
adaptação, manutenção, transporte, locação de bens, publicidade,
seguro ou trabalhos técnico-profissionais;
- obras, serviços e compras de grande vulto ÷ aquelas cujo valor
estimado seja superior a 25 (vinte e cinco) vezes o limite estabelecido
na alínea "c¨ do inciso Ì do artigo 23 desta Lei, ou seja, nesta data
este valor é acima de R$ 1.500.000,00.
Cabe ressaltar, que a Lei nº 8.666 de 21 de junho de 1993, que
regulamenta as licitações no país, define em seu artigo 7º, que as licitações para
execução de obras e para prestação de serviços obedecerão à seguinte
sequência executiva:
1º- elaboração do projeto básico;
2º- elaboração do projeto executivo e
3º- execução das obras e serviços.
E acrescenta, no parágrafo 1º deste artigo: "a execução de cada etapa será
obrigatoriamente precedida da conclusão e aprovação, pela autoridade
competente, dos trabalhos relativos às etapas anteriores, à exceção do projeto
executivo, o qual poderá ser desenvolvido concomitantemente com a execução
das obras e serviços, desde que também autorizado pela Administração¨.
20
Entretanto, como esta mesma Lei no parágrafo 1º deste artigo 7º
anteriormente descrito permite que o projeto executivo seja elaborado
simultaneamente com a execução das obras, abre um precedente perigoso e
simplista que define um péssimo ambiente para a gestão do contrato.
Enquanto que no parágrafo 2º deste mesmo artigo 7º define, entre outras
situações, principalmente que as obras e os serviços somente poderão ser
licitados quando:
Ì- Houver projeto básico aprovado pela autoridade competente e disponível
para exame dos interessados em participar do processo licitatório e
ÌÌ- Existir orçamento detalhado em planilhas que expressem a composição de
todos os seus custos unitários.
Apesar da lei se referir à possibilidade de se elaborar o edital apenas com
o projeto básico, é imperioso para a boa performance das empresas prestadoras
de serviços que seja apresentado o projeto executivo (vide seqüência desejada
na própria lei).
O item ÌÌ refere-se a detalhamento do orçamento que expressem os custos
unitários, logo temos que definir a existência de projeto básico (no mínimo) que
permita a elaboração dos custos dos serviços.
Cita-se com freqüência os termos projeto básico e executivo, assim
vejamos o que esta lei define em seu artigo 6º - Seção ÌÌ ÷ DAS DEFÌNÌÇÕES,
prevê:
ÌX ÷ Projeto Básico
Conjunto de elementos necessários e suficientes, com nível de precisão
adequado, para caracterizar a obra ou serviço, ou complexo de obras ou serviços
objeto da licitação, elaborado com base nas indicações dos estudos técnicos
preliminares, que assegurem a viabilidade técnica e o adequado tratamento do
21
impacto ambiental do empreendimento, e que possibilite a avaliação do custo da
obra e a definição dos métodos e do prazo de execução, devendo conter os
seguintes elementos:
a) Desenvolvimento da solução escolhida de forma a fornecer visão global
da obra e identificar todos os seus elementos construtivos com clareza;
b) Soluções técnicas globais e localizadas, suficientemente detalhadas, de
forma a minimizar a necessidade de reformulação ou de variantes
durante as fases de elaboração do projeto executivo e de realização das
obras e montagem;
c) Ìdentificação dos tipos de serviços a executar e de materiais e
equipamentos a incorporar à obra, bem como suas especificações que
assegurem os melhores resultados para o empreendimento, sem frustrar
o caráter competitivo para a execução;
d) Ìnformações que possibilitem o estudo e a dedução de métodos
construtivos, instalações provisórias e condições organizacionais para a
obra, sem frustrar o caráter competitivo para a sua execução;
e) Subsídios para a montagem do plano de licitação e gestão da obra,
compreendendo a sua programação, a estratégia de suprimentos, as
normas de fiscalização e outros dados necessários em cada caso;
f) O orçamento detalhado do custo global da obra, fundamentado em
quantitativos de serviços e fornecimentos propriamente avaliados;
X ÷ Projeto Executivo
O conjunto dos elementos necessários e suficientes à execução completa
da obra, de acordo com as normas pertinentes da ABNT ÷ Associação Brasileira
de Normas Técnicas.
Apesar da lei se referir à possibilidade de se elaborar o edital apenas com
o projeto básico, é imperioso para a boa performance das empresas prestadoras
de serviços que seja apresentado o projeto executivo (vide seqüência desejada
na própria lei).
22
Ao se analisar estas definições pode-se assegurar que a Lei nº 8.666 falha
ao definir de forma aparentemente clara o que é Projeto Básico, enquanto a
definição de Projeto Executivo é insuficiente, inclusive cita normas a serem
pesquisadas na ABNT. Entretanto, este órgão não tem qualquer norma sobre o
tema.
Tem-se conhecimento de manuais elaborados pela Administração Pública
Federal que não são utilizados e tampouco citados nas licitações governamentais,
nos três níveis do poder (federal, estadual e municipal). Entretanto, deveriam
fazer parte integrante dos editais, uma vez que definem, da melhor maneira oficial
existente, as especificações de projeto e de construção, são eles:
. Manual de Obras Públicas ÷ Edificações; Práticas da SEAP ÷ Secretaria de
Estado da Administração e Patrimônio ÷ Secretaria de Logística e Tecnologia da
Ìnformação, inclusive com aspecto bem assemelhado com o antigo Decreto
92100, também de âmbito federal.
. Manual de Projeto;
. Manual de Manutenção e
. manual de Construção.
Estes manuais apresentam como principal defeito não formular exigências
tais como: tolerância de erro topográfico, ou de acabamento de alvenaria ou de
revestimento etc.
C) AS FORMAS DE CONTRATAÇÃO DE SERVÌÇOS PÚBLÌCOS
As formas de contratação de acordo com o art. 10 da Lei 8.666/93 das
licitações são as seguintes:
a) Empreitada por preço global;
b) Empreitada por preço unitário;
23
c) Tarefa;
d) Empreitada integral.
Conforme previsto na SEÇÃO ÌÌ - DAS DEFÌNÌÇÕES da Lei 8.666/93, tem-
se para as formas mais comuns de contratação, o seguinte:
- Empreitada por preço global ÷ quando se contrata a execução da obra
ou serviço por preço certo ou total;
- Empreitada por preço unitário ÷ quando se contrata a execução da
obra ou serviço por preço certo de unidades determinadas.
A interpretação de cada uma destas modalidades de contratação de
serviços deve seguir o seguinte:
- PREÇO GLOBAL ÷ o escopo dos serviços e os produtos a serem
desenvolvidos deverão estar adequadamente definidos, devendo
existir projeto executivo de nível técnico compatível.
- PREÇO UNÌTÁRÌO - quando o escopo dos serviços não está
adequadamente definido ou não existe projeto executivo.
É inadequado, quando não exista projeto executivo, adotar a modalidade
de contratação do tipo preço global. Assim, por exemplo, em serviços de reformas
ou recuperação estrutural, tem-se o caso típico de contratação por preço unitário.
Pode-se, quando necessário adotar o sistema misto (preço global e unitário) em
um mesmo contrato, isto é, no caso uma fundação em estaca pode ser medido
em metros e o restante da construção, havendo projeto adequado, pode ser por
preço global.
Sabe-se que a grande maioria dos Tribunais de Contas Estaduais e o
próprio TCU (Tribunal de Contas da União), sempre que existe alteração no
escopo do projeto entende que o orçamento da construção deve ser revisado,
24
obrigando a existência de medição dos serviços executados, assim sendo invalida
a distinção entre contratação por preço unitário e global, em obras públicas.
Conclui-se que a forma única de contratação deveria ser por Preço
Unitário, pois, faz justiça a ambos os envolvidos com a efetivação de medições
físicas dos serviços e depende menos da qualidade das informações existentes
sobre o empreendimento no Edital e é aceito pelos órgãos auditores.
2.4$ (ORMA!"O DO -RE!O DE %ENDA DE SER%I!OS DE ENGENJARIAN
SEGUNDO GOLDMANE999G
De acordo com o exposto anteriormente, pode-se discutir a formação do
preço dos serviços de engenharia, sob a ótica da qualidade das informações da
construção.
Em análise realizada à dissertação apresentada por Goldman, na página
10, tem-se:
. "Projetos e Especificações para o Planejamento:
Para a perfeita execução do planejamento de custos de empreendimento é
necessário que se conheça o projeto em seus mínimos detalhes e que se tenha
acesso aos materiais necessários a este planejamento, entre outros , citou:
Projetos:
2.4.1- Projeto de Arquitetura
O projeto arquitetônico completo para o planejamento de custos é aquele
que não permite dúvidas com relação à execução seja do ponto de vista das
elevações seja dos acabamentos de cada compartimento.
É material básico para o adequado planejamento de custos o fornecimento
do projeto arquitetônico legal (para aprovação deste na Prefeitura) e o projeto
executivo com todos os detalhes necessários à boa execução.
2.4.2- Projeto Definitivo
É formado pelos seguintes elementos:
Plantas, cortes e elevações:
25
Plantas, cortes e elevações esclarecendo todos os pormenores de que se
constituirá a obra a ser executada. Determinação, com a assistência dos autores
dos projetos da estrutura e das instalações, da distribuição dos elementos do
sistema estrutural e dos pontos de distribuição de redes hidráulica, sanitária,
elétrica, telefônica, de ar condicionado, elevadores, etc.
Detalhes:
Desenhos de todos os pormenores necessários à execução da obra, em
escala adequada à sua interpretação exata: esquadrias, portas e armários (com
as respectivas quantidades), elementos de composição e proteção da fachada,
soleiras, peitoris, elementos divisórios especiais, elementos vazados, pisos
especiais, revestimentos especiais, cobertura (telhados, terraços, tipo de
impermeabilização, etc), forros, elementos decorativos, etc. No tocante à garagem
deve haver indicação do número de vagas e situação dos carros ou barcos.
Elementos Urbanísticos (inclusive paisagismo)
No caso em que a solução de problemas urbanísticos não demandar a
elaboração de projeto de urbanismo, as indicações dos elementos urbanísticos
relacionados com a construção de edificação devem fazer parte integrante do
projeto definitivo.
Os elementos relativos ao paisagismo devem constar de perfis transversais
das vias e praças, locação e detalhamento do arruamento e indicação da
arborização. Compreendem plantas, cortes, elevação, com indicação de lagos,
bancos, muretas, balaustradas, fontes, degraus, etc., assim como uma lista de
todas as espécies de vegetais e o local onde podem ser encontradas.
Plantas para Execução:
Conjunto de plantas resultante da coordenação do projeto definitivo de
arquitetura e dos projetos geotécnicos, de estrutura e instalações, inclusive
especiais, com indicação de especificações necessárias para execução. Estas
plantas devem conter sempre as áreas e perímetros dos diferentes
compartimentos.
Além do projeto arquitetônico, é usual que o arquiteto elabore o caderno de
especificações de acabamentos e equipamentos do empreendimento.
Na sua forma mais completa, deve ser apresentada como um caderno de
encargos, onde além da identificação das especificações de acabamentos dos
26
ambientes, fica caracterizada a metodologia e os processos de como serão
preparados e aplicados na obra (Guedes, 1982).

2.4.3- PROJETO GEOTÉCNÌCO
Segundo a NBR ÷ 12.722/1992, consiste na orientação (análise, cálculo e
indicação de métodos de execução) dos seguintes serviços:
Mecânica dos solos e obras de terra ÷ desmonte e escavação;
rebaixamento do lençol d' água subterrâneo; aterros; reaterros; estabilidade de
taludes naturais e artificiais; escoramento, arrimo e ancoragens (do próprio
terreno e/ou de terreno vizinho ou logradouro); drenagem superficial e profunda e
injeções no terreno.
Fundações: escolha do tipo, cota de assentamento (caso de fundação rasa
ou especial); comprimento dos elementos (caso de fundação profunda ou
especial); taxas e cargas admissíveis pelo terreno para fundação.
O projeto geotécnico consta de:
Plantas de localização das obras de terra, sistemas de rebaixamento de
lençol, drenagem superficial e profunda, arrimos e fundações e injeções;
Cortes e seções do terreno, mostrando as camadas do solo interessadas
por aquelas obras;
Detalhes de projeto das diversas obras de terra, sistemas de rebaixamento
de lençol, drenagem superficial e profunda, arrimos, fundações e injeções;
Esquemas de orientação da execução do projeto;
Memória justificativa e
Memória de cálculo (no caso de problemas excepcionalmente complexos
ou a pedido dos interessados).

2.4.4- PROJETO DE CÁLCULO ESTRUTURAL
É um projeto extremamente importante ao planejamento de custos uma vez
que será responsável pela obtenção dos custos de infra-estrutura e supra-
estrutura da obra. Segundo a NBR- 12.722/1992, no caso de se tratar de concreto
armado, o projeto estrutural deve compreender:
Locação e carga nos pilares da fundação;
Características dos materiais empregados;
27
Plantas de formas de todo o projeto estrutural nas quais devem constar as
seguintes indicações: Qualidade do concreto, e a qualidade dos aços
empregados; tipos de acabamentos especiais constantes do projeto arquitetônico
(concreto aparente, liso ou aplicado, etc); contra flecha e sobrecargas especiais;
qualquer outra indicação que torne mais claro o projeto estrutural e as limitações
de uso.
Desenhos de armação de todos os elementos do projeto estrutural;
Detalhes em escalas adequadas, para a correta interpretação do projeto
estrutural, de acordo com a NBR-7191.
2.4.5$ -RO;ETO DE INSTALA!LESN COM-LEMENTARES E ES-ECIAIS
Seguem o mesmo critério de qualidade e rigor técnico dos demais projetos
que não queremos nos alongar em maiores comentários sobre o tema. Não
adianta tecer comentários sobre outros projetos, até porque nossa visão do
orçamento vai além da dissertação em tela, que aborda apenas o subsetor de
edificações.
O importante é afirmar que a qualidade e acurácia dos orçamentos
dependem fundamentalmente dos projetos existentes.
2.4.6 $ ES-ECI(ICA!LES TOCNICAS E DE ACABAMENTO DA OBRA
As especificações técnicas e de acabamento são fatores importantes para
o planejamento e a execução do empreendimento.
Elas incidem diretamente em:
- Custos de construção (orçamento detalhado da obra);
- Métodos construtivos para execução dos serviços;
- Prazo técnico da obra e
- Padrão de acabamento do empreendimento.
28
As especificações técnicas devem ser definidas ainda na fase de
planejamento.
São aquelas que explicitam métodos e técnicas para a execução dos
serviços de construção, descritos ou não nos projetos.
Estas informações são primordiais para a elaboração do orçamento da
obra e para o acompanhamento físico-financeiro. A falta destas informações leva
o orçamentista a fazer considerações a respeito das características técnicas que,
muitas vezes, fogem bastante da realidade construtiva.¨
2.5 ' MOTODOS DE ORCAMENTA!"O
De acordo com o Trajano, 1985, "os orçamentos na construção civis têm
se mantido à distância dos métodos da Engenharia de Produção desenvolvida
pela Engenharia Fabril, tenha mais uma vez, desenvolvido métodos próprios de
apropriação e análise de custos, bem como de orçamentação; métodos esses
muito ligados ao processo de execução da obra, ao tipo de obra e ao estágio de
detalhamento do projeto, constituindo-se, por vezes, em métodos orçamentários
totalmente autônomos, isto é, absolutamente independentes mesmo quando
referentes a etapas diferentes da mesma obra¨.
Trajano, ainda cita, na página 4 da referida publicação, "a indústria da
construção civil se diferencia da indústria fabril, basicamente pela não
repetitividade de seus produtos.
Enquanto na indústria fabril os produtos são em grande quantidade,
relativamente de pequeno valor, de pequenas dimensões e estocáveis, na
construção civil eles são únicos (estrada, barragem, conjunto habitacional), de
grande valor relativo, de grandes dimensões e não estocáveis (a não ser, por
extensão de conceito, as habitações não vendidas).
29
Disso decorre que a empresa fabril tem uma fábrica imóvel onde os
materiais e a mão de obra entram sempre pelo mesmo lugar e percorrem sempre
os mesmos caminhos, e os produtos saem pelo mesmo lugar o que não ocorre
com a empresa de construção.¨
Ainda, segundo Trajano, "empresa de construção monta uma "fábrica¨
transitória (o canteiro de serviço) no local de cada produto (a obra), "fábrica¨ essa
que é basicamente uma montadora, recebendo uma enorme diversidade de
materiais e componentes que percorrem caminhos variados no espaço e no
tempo.
Essa "fábrica¨, inicialmente periférica ao produto, desloca-se
progressivamente para dentro deste à medida que é construído, fluindo através
da parte já executada do produto (obra), os materiais, a mão de obra, e os
equipamentos necessários à execução da parte restante.
Este fato ocasiona um "layout¨ de execução excessivamente mutável,
exigindo uma atividade de planejamento e controle da produção muito atenta e
atuante a fim de: obter boa produtividade da mão de obra e evitar todo tipo de
perda quer de materiais por aquisição em excesso ou manuseio inadequado, quer
de mão de obra por paralisações de serviço, ineficiência etc.
A palavra "custo¨ é o termo genérico utilizado para referir-se a qualquer
gasto, seja ou não monetário, aplicado na produção de um bem ou serviço. Pode-
se definir também custo como sendo um esforço econômico despendido na
consecução de um produto.
Como produção de qualquer bem ou serviço se faz através da utilização de
diversos insumos ÷ usualmente categorizados em matérias primas, mão de obra
direta e atividades indiretas ÷ o custo deste bem ou serviço será um somatório
dos custos de todos os insumos congregados em sua produção.¨
30
Trajano na página 7, considera ainda, "como características dos custos
industriais, de um modo geral as empresas de construção civil funcionam através
de dois grandes sistemas administrativos:
- O da Administração Central que concentra toda a infra-estrutura necessária
ao funcionamento da empresa, e.
- O da produção que atinge a todos os produtos (sejam eles projetos ou
construções).
Assim, o custo industrial pode ser dividido também nesses dois tipos de
custos:
- Custos Empresariais ÷ que são os formados nas atividades relativas à
administração central da empresa, de modo geral independente do volume
de produção.
- Custos de Produção ÷ que são formados no desenvolvimento das
atividades de produção dos produtos, envolvendo todos os materiais
necessários à execução dos produtos e todas as atividades necessárias ao
processamento dos mesmos.
Nesse sentido, apresenta-se abaixo um Quadro sintético com um esquema
geral de classificação de custos o qual analisa-se a seguir:
2.5.$ CLASSI(ICA!"O GERAL DOS CUSTOSN SEGUNDO TRA;ANO

CUSTOS EMPRESARÌAÌS
Administrativos
Comerciais
Tributários
Financeiros
CUSTOS DE PRODUÇÃO
Quanto à identificação
Com o produto ou parte dele
Diretos
Ìndiretos
Quanto ao volume de produção
Fixos
Variáveis
Semi-variáveis
Ìnteressa-nos em especial a definição do Professor Trajano quanto aos
Custos Diretos e Ìndiretos, ou seja:
31
"Custos Diretos ÷ são aqueles que podem ser identificados ou relacionados
direta e exclusivamente com o produto em execução, ou parte dele, podendo
desse modo, serem apropriados diretamente. São eles: materiais diretos e mão
de obra direta.
Custos Ìndiretos ÷ são aqueles que não se relacionam diretamente com um
produto ou parte dele, ou que não convém que sejam imputados diretamente, por
razões econômicas ou dificuldades práticas de apropriação. Desse modo devem
ser apropriados separadamente e imputados aos produtos através de métodos de
rateio.
O "Método Orçamentário dos Custos Unitários¨, cujo princípio é o da
constância do custo unitário ou o de sua independência do volume de produção
utiliza a idéia de Operações Unitárias.
Operações Unitárias, segundo Foust
1
, são as ações que geram mudanças
essencialmente físicas, produzidas nos materiais ao longo de um processo de
produção.
As ações que introduzem modificações no produto ou em suas partes
podem ser decompostas em Operações Unitárias, conceituadas como aquelas
que introduzem somente uma alteração em cada aplicação. Desse modo, são
operações unitárias:
- Cavar
- Serrar
- Furar
- Peneirar
- Cortar
1
Foust, A.S. et alii ÷ Princípios de Operações Unitárias ÷ 8
a
ed. ÷ México ÷ Continental ÷ 1975,
cap. 1.
32
Essas são operações típicas equivalentes às de usinagem mecânica.
Também se pode considerar como unitários os diversos tipos de operações de
"montagem¨, entendida como operação de juntar peças ou componentes sem
alteração dos mesmos, a qual é caracterizada por verbos tais como:
- Juntar
- Aplicar
- Unir
Assim, são operações de montagem:
- Colocação de armaduras e do concreto nas formas;
- Execução de alvenaria, revestimento e pavimentação;
- Colocação de esquadrias e vidros e
- Montagem de instalações elétricas e hidráulicas.
Cada uma das operações unitárias realizadas num material determinado,
por um certo método (manual ou mecânico), e através de determinada
ferramenta, pode ter seu custo avaliado com certo rigor, o qual guarda grande
semelhança da mesma operação quando realizada em peças diversas e em
ocasiões diferentes.
Assim, se um processo construtivo puder ser todo decomposto em ações
cujos custos foram perfeitamente quantificados, então o custo total do processo
será a soma dos custos de todas as ações envolvidas.
Esse método pode ser estendido às ações administrativas e de controle.
Entretanto, como essas ações são indiretas em relação ao produto sob sua
ação,a dificuldade reside no estabelecimento da maneira prática e econômica de
ratear seus custos de modo a imputá-los corretamente aos produtos a elas
submetidos.¨
Ainda, segundo Trajano, na página 100, "os métodos de orçamentação,
que são as maneiras de se estabelecer o custo de um produto, podem ser:
33

. Processo de Correlação e,
. Processo de Quantificação.
O Processo de Correlação baseia-se na estimação do custo por correlação
com um ou mais variáveis de mensuração da dimensão do produto em questão,
enquanto o Processo de Quantificação baseia-se na estimação do custo através
do levantamento das quantidades dos insumos necessários ao processo de
produção do produto.
O Processo de Quantificação, se desdobra no método de Quantificação de
Ìnsumos e de Composição de Custo Unitário.
O Método da Composição de Custo Unitário baseia-se primeiramente no
desdobramento do produto em conjuntos ou partes que seja o resultado de
serviços específicos, os quais resultem da ação de operários especializados
sobre certos materiais. Em segundo lugar, baseia-se na hipótese da
proporcionalidade constante entre o custo total de um serviço e a sua quantidade,
isto é, na constância do seu custo unitário ou, de outra maneira, supõe que o
custo total de um serviço seja igual ao produto de sua quantidade (medição ou
cubação) pelo custo de produção de uma unidade do serviço. Como essa função
linear não tem ordenada na origem, conclui-se que os custos fixos não estão
explicitados, isto é, se considerados, estão diluídos pela quantidade de referência
do intervalo de validade da correlação "custo total e quantidade total de serviço¨,
como se fossem custos variáveis.
Esse aspecto introduz um erro o qual, nos serviços em que há grande
incidência de custos fixos, faz com que os custos totais previstos sejam "menores
que os reais¨ para quantidades de serviço abaixo da quantidade de referência, ou
seja, abaixo daquela tomada como base para cálculo do custo unitário.
Em contraposição, para quantidades de serviços maiores que a quantidade
de referência, o custo orçado será maior que o real.
Há que se registrar ainda a necessidade de se incorporar ao custo de cada
unidade de produção ou serviço, não só o custo direto, como também todos os
indiretos necessários a essa produção, quer sejam materiais ou mão de obra
34
indireta, equipamentos ou transportes. Não se pode esquecer também de
considerar taxas adicionais sobre materiais e mão de obra para fazer face aos
diversos tipos de perdas.
Outro aspecto de suma importância a analisar é o da semelhança dos
modelos.
Evidentemente, quando se fala em custo unitário de um produto,
pressupõe-se a definição precisa desse modelo para que se possa aplicar o
método apenas a produtos que sejam caracterizados ou identificados como
semelhantes. Para isso é necessária a definição de uma série de parâmetros que
possibilitem uma rápida e simples identificação do modelo a ser adotado.
Assim, conclui Trajano, que os conceitos da Teoria da Produção podem e
devem ser aplicados na análise e apropriação dos custos na construção civil,
porém, essa aplicação levará em conta as características básicas da construção
civil de indústria que produz poucos produtos, não repetitivos e de grande porte; e
para cuja produção, a empresa monta uma fábrica (o canteiro de obras) em torno
de cada produto, canteiro esse que apresenta um "layout¨ extremamente mutável
ao longo da obra.
Disso decorre o desenvolvimento peculiar de técnicas de Engenharia de
Produção aplicáveis à construção civil, que temos denominado de Produção Civil.
Além do que, os autores de construção civil, regra geral, tratam os
orçamentos do ponto de vista casuístico, isto é, analisam e desenvolvem técnicas
para a geração de orçamentos de certo tipo de obra, executada por determinado
processo construtivo, e quase nunca se refere a orçamento de projeto.
Procuramos demonstrar que o orçamento de produto a partir de um fluxograma
de processo obedece a regras gerais e uniformes."
35
2.6 ' CUSTO -ADR"O
De acordo com o definido pelo engenheiro civil Ìvaldo M. Silva, em sua
página da internet PPP.*,ter/e<..49.+rQRi91i,3*, "custo padrão é o custo
unitário do produto, pré-determinado, obtido a partir de estudos pormenorizados
da utilização dos materiais, da mão de obra e dos equipamentos que são
imputados às unidades físicas produzidas.
Para se determinar o custo padrão é preciso ter conhecimento perfeito do
produto, do processo de utilização de cada recurso e demais custos indiretos.¨
2.& ' DE(INI!AO DO -RE!O DE %ENDA DE SER%I!OS
Segundo o livro "Uma Metodologia de Orçamentação para Obras Civis¨, de
autoria do engenheiro civil Paulo Roberto Vilela Dias-2001, página 13, o
orçamento das construções ou dos serviços de engenharia civil é igual à soma do
custo direto, do custo indireto e do resultado estimado do contrato (lucro previsto).
C01t4 2iret4
C01t4 i/2iret4
S L0.r4 -re3i1t4
$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$
-re64 2e %e/2*
Tem-se, ainda, que a soma do custo indireto e do resultado geram o
percentual de BDÌ ÷ Benefício e Despesas Ìndiretas (este termo originou-se do
inglês Budget Difference Ìncome), quando se divide esta adição pelo custo total
direto da obra.
T BDI U E C01t4 I/2iret4 T4t*, S Re10,t*24 E1ti9*24 G ÷ C01t4 Diret4
T4t*,
No BDÌ apenas o resultado estimado não é custo efetivo do contrato. Tanto
o custo direto quanto o custo indireto são sempre calculados por projeto ou
orçamento, enquanto que o lucro é estimado em função de características
36
próprias de cada empresa. Geralmente é representado por um percentual que
varia de 5 a 12% do faturamento.
Apesar de não ser clara esta definição pode-se dizer que custo direto é
aquele obtido pela soma dos insumos que ficam incorporados ao produto, isto é,
escavação, concreto, formas, armação, instalações (elétricas, hidro-sanitárias)
etc, através dos consumos dos itens de custo facilmente mensuráveis na unidade
de medição e pagamento de cada um destes custos unitários dos serviços.
Por exemplo, para o caso do concreto simples os insumos diretos são as
horas empregadas de pedreiro, servente, betoneira e vibrador de imersão e dos
materiais em função do traço exigido (m³ de areia, m³ de brita, kg de cimento e,
eventualmente, de algum aditivo).
Outra maneira de se definir o custo direto é considerar todos os serviços
constantes da planilha de quantidades e preços, se fornecida pelo cliente ou
mesmo quando formulada pelo orçamentista.
Enquanto que o custo indireto é representado pelos itens de custo que não
são facilmente mensuráveis nas unidades de medição dos serviços, isto é,
engenheiro, mestre de obra, outras categorias profissionais, veículos de passeio e
de carga de apoio, contas das concessionárias (energia, água, correio, telefone e
etc) e outros, que são normalmente considerados por mês ou aqueles calculados
sobre o custo total ou sobre o preço final (faturamento), ou seja, administração
central, impostos (ÌSS, COFÌNS, PÌS, CPMF, CSLL e ÌRPJ) ou juros sobre capital
investido.
C01t4 Diret4 T4t*, ............... CD
S C01t4 I/2iret4 T4t*, ............... CI
C01t4 T4t*, 2* O+r*
S L0.r4 .. ..................................... L
-re64 2e %e/2* (i/*, 2* O+r*
O custo direto total corresponde a:
37
C01t4 Diret4 T4t*, U ∑ E .01t4 2iret4 24 1er3i64 < 50*/ti2*2e 24 1er3i64 G
Assim, o BDÌ é calculado exclusivamente para permitir determinar o preço
unitário de venda de cada serviço que será considerado, conforme a composição
de custo apresentada posteriormente, como sendo:
-re64 U/itIri4 2e %e/2* 24 Ser3i64 U C01t4 U/itIri4 Diret4 24 Ser3i64 < T
BDI
onde: BDÌ é igual à percentagem calculada entre o (custo total indireto + resultado
estimado) dividido pelo custo total direto do contrato.
O BDÌ é calculado exclusivamente para permitir calcular o preço unitário de
venda a partir do custo unitário direto do serviço (conhecido a partir da
composição unitária de custo unitário).
Deve-se ressaltar, no cálculo do preço de venda dos serviços de
engenharia, que os itens de custo, impostos sobre o faturamento (i%) e o lucro
(l%), são percentuais conhecidos a partir do próprio preço de venda (ou
faturamento), assim temos :
C01t4 T4t*, 2* O+r*
S I9841t41 14+re 4 (*t0r*9e/t4
S Re10,t*24 E1ti9*24 E 40 L0.r4 G
-re64 2e %e/2* E -% G
Sendo que:
Ìmpostos s/ a Nota Fiscal = PV x i% e
Lucro Previsto = PV x l%
Assim, temos que:
PV = CUSTO TOTAL + Ìmpostos s/ a Nota Fiscal + Lucro Previsto
Também podemos escrever a fórmula da seguinte maneira:
PV = CUSTO TOTAL + PV x i% + PV x l% , ou:
PV = CUSTO TOTAL + PV x ( i% + l% ) ,ou ainda :
38
PV - PV x ( i% + l% ) = CUSTO TOTAL , e ainda:
PV ( 1 - ( i% + l% ) ) = CUSTO TOTAL , e :
Desta forma, existe a obrigação de se adotar a seguinte fórmula para
calcular corretamente o preço de venda do serviço:
-re64 2e %e/2* E -% G U CUSTO TOTAL ÷ E ' E iT S ,T GG
2.)$ CONCEITO DE BDI DA CE(
Segundo entendimento da CEF ÷ Caixa Econômica Federal, criadora do
sistema SÌNAPÌ - Sistema Nacional de Preços e Índices para a Construção Civil,
cabe salientar que este sistema tem por objetivo efetuar orçamento analítico e
análise orçamentária de projeto-tipo e projetos específicos na área de fomento
(habitação, saneamento e infra-estrutura urbana) e efetuar o acompanhamento de
preços, de custos e de índices da construção civil na área de fomento, e assim,
temos as seguintes definições:
"Nos orçamentos, dois componentes determinam o preço final de uma
obra: os custos diretos e o BDÌ (Benefícios e Despesas e Ìndiretas), onde:
• Custos diretos são aqueles que ocorrem especificamente por causa
da execução do serviço objeto do orçamento em análise e
• Despesas indiretas são gastos que não estão relacionados
exclusivamente com a realização da obra em questão.
BDÌ é o percentual correspondente às despesas indiretas e ao lucro,
aplicadas ao custo direto de um empreendimento (materiais, mão de obra e
equipamentos).
O Tribunal de Contas da União, no trabalho de André Luiz Mendes e
Patrícia Reis Leitão Bastos, adotado como fonte pela CEF nestas considerações,
39
considerou que, "conceitualmente, o BDÌ é definido como um percentual aplicado
sobre o custo direto para chegar ao preço de venda a ser apresentado ao cliente¨.
Como despesas indiretas definiu aquelas feitas pela construtora em função
da obra, que não estão diretamente relacionadas a ela. Devem ser computadas
no BDÌ, as seguintes:
. Despesas Financeiras ÷ remuneração do capital de giro;
. Administração Central ÷ toda a estrutura necessária para a execução de
atividades específicas de direção geral da empresa como um todo, de forma
que sejam alcançados os objetivos empresariais da construtora;
. COFÌNS e PÌS incidem sobre o faturamento da empresa;
. CPMF incide sobre o faturamento (pagamentos de mão de obra, materiais e
manutenção da estrutura da empresa);
. ÌSS ÷ sobre serviços prestados, considerando-se a mão de obra;
. Taxa de Seguros e Riscos e Ìmprevistos e
. Mobilização e desmobilização (em obras habitacionais deve ser lançada
como direta)- transportar pessoal e equipamentos até o local da obra e, ao
final dos trabalhos, retorná-los para o ponto de origem.
. Lucro ÷ TCU sugere "... que pode-se considerar que uma margem de lucro
entre 7,0% e 8,5% estaria perfeitamente adequada aos valores atualmente
praticados no mercado da construção civil¨.
No entendimento do TCU, são despesas incorretamente consideradas
como indiretas:
. ÌRPJ ÷ o imposto de renda incide sobre o lucro líquido. DNER e Governo de
São Paulo não mais adotam Ìmposto de Renda no BDÌ. Contribuição Social
Sobre o Lucro Líquido;
40
. Administração Local (despesa direta) ÷ somatório de salários e encargos dos
componentes da equipe técnica e de apoio não incidentes nos custos dos
serviços. Devem ser lançados na administração do canteiro e
. Taxas e emolumentos e ferramentas e equipamentos ÷ custo direto da obra.¨
A CEF conclui: "Em síntese o BDÌ deve contemplar tão somente os gastos
que contabilmente são classificados como despesas indiretas, quais sejam:
.administração central;
·ÌSS;
·PÌS;
·COFÌNS;
·CPMF;
·Despesas Financeiras e
·Seguros e Ìmprevistos.
Outros gastos devem ser incluídos analiticamente na planilha orçamentária
como custo direto.¨
2.9 ' DE(INI!AO DE BDI DA AESBE
A AESBE - Associação das Empresas de Saneamento Básico Estaduais,
no Manual para Orçamentação de Obras de Saneamento define:
· Preços ÷ Os preços das unidades definidas na relação quantitativa serão
aqueles orçados, e aprovados. Os mesmos cobrirão todos os custos
previstos na composição e regulamentação de preços e todas as despesas
diretas e indiretas.
A medição dos serviços será feita de acordo com os critérios pré-
estabelecidos na regulamentação de preços e especificações.
Benefícios e Despesas Ìndiretas ÷ É a taxa percentual determinada pela
contratante que incide sobre todos os preços unitários compostos pela mão de
41
obra, encargos sociais e trabalhistas, materiais e equipamentos incluindo os
tributos necessários e fretes.
Salvo condições contrárias expressas no contrato, remunera as despesas a
seguir relacionadas:
a) Equipe administrativa da sede da empresa composta por: diretoria,
engenheiro, chefe de escritório, encarregado de compras, auxiliar de
escritório, contador, datilógrafo, etc;
b) Equipe administrativa de campo, composta por: engenheiro, mestre de
obras, encarregados, apontador, vigia, fiscal de obras e etc.
c) Despesas na sede da empresa e no canteiro de obras com: aluguéis,
impostos, taxas, licenças, tarifas de energia elétrica e de água,
telecomunicações, materiais de consumo e limpeza, veículos para
transporte de pessoal na obra, provisão e suprimentos de água e
energia elétrica no canteiro, transporte local, manuseio, guarda e
administração na obra, ferramentas, equipamentos de transportes para
execução dos serviços, tais como, andaimes, equipamentos de
proteção individual e de segurança, higiene, sinalização contra
acidentes de trabalho e de trânsito, alojamento e alimentação de
pessoal e outras despesas não discriminadas e não remuneradas à
parte ou não remunerado como insumo na composição de preço
unitário.
d) Acompanhamento topográfico da obra, exceto se previsto na
composição de preços unitários e
e) Lucro, seguros e riscos.
A AESBE, ainda define, que o orçamento é a relação discriminada de
serviços com as respectivas unidades, quantidades, preços unitários e valores
parciais e totais, resultantes das somas dos produtos das quantidades pelos
preços unitários.
42
2.0 ' DE(INI!AO DE LDI SEGUNDO O DNER
Segundo o Manual de Custos Rodoviários e a adequação do sistema
informatizado SÌCRO do DNER, objeto do Contrato PG - 154/96-00, tem-se as
seguintes definições:
"A formação do preço de venda ou preço total de uma obra, em geral, e
das obras rodoviárias, em particular, apresentam, na sua origem, estrutura
assemelhada à seguinte:
Estrutura de Custos:
Custo Direto dos Serviços
Custo da Administração Local
Mobilização e Desmobilização
Canteiro e Acampamento
Eventuais
Despesas Financeiras
Administração Central
Margem
+ Ìmpostos sobre o faturamento
-----------------------------------------------
Preço de Venda
Onde:
· Custo Direto dos Serviços ÷ representa o somatório dos custos dos insumos
(equipamentos, materiais e mão de obra) necessários à realização dos
serviços de todos os itens da planilha;
· Custo da Administração Local ÷ representa todos os custos locais que não
são diretamente relacionados com os itens da planilha e, portanto, não são
considerados na composição dos custos diretos. Ìnclui itens como: Custo
da Estrutura Organizacional (pessoal), seguros e garantias de Obrigações
Contratuais e Despesas Diversas.
· Mobilização e Desmobilização ÷ a parcela de mobilização compreende as
despesas para transportar, desde sua origem até o local aonde se
43
implantará o canteiro de obra, os recursos humanos, bem como todos os
equipamentos e instalações (usinas de asfalto, centrais de britagem,
centrais de concreto, etc) necessários às operações que aí serão
realizadas. Estão, também, aí incluídas as despesas para execução das
bases e fundações requeridas pelas instalações fixas e para sua
montagem, colocando-as em condições de funcionamento. Como, de um
modo geral, a desmobilização de equipamentos e instalações se faz a fim
de transportá-los para uma nova obra, não será prevista parcela específica
para este fim, com vistas a evitar dupla remuneração;
· Canteiro e Acampamento ÷ esta rubrica tem por finalidade cobrir os custos
de construção das edificações e de suas instalações (hidráulicas, elétricas,
esgotamento) destinadas a abrigar o pessoal (casas, alojamentos,
refeitórios, sanitários, etc) e as dependências necessárias à obra,
(escritórios, laboratórios, oficinas, almoxarifados, balança, guarita, etc),
bem como dos arruamentos e caminhos de serviço.
· Eventuais ÷ é um percentual aplicado ao custo para cobertura de despesas
não previstas;
· Despesas Financeiras ÷ resultam da necessidade de financiamento da obra
por parte do executor. Esta necessidade ocorre sempre que os
desembolsos mensais acumulados forem superiores às receitas
acumuladas. As despesas financeiras decorrentes de inadimplência do
Contratante, por serem eventuais, não podem ser consideradas na
estimativa de custos;
· Administração Central ÷ é a parcela do Preço total que corresponde à quota
parte do custo da Administração Central do executor, a ser absorvido pela
obra em tela;
· Margem ÷ é uma parcela destinada a remunerar os fatores da produção do
executor que intervêm na obra, tais como: capital aplicado em
equipamento, capacidade administrativa, conhecimento tecnológico e risco
44
do negócio, bem como de prover recursos para o pagamento de impostos
sobre o resultado e
· Ìmpostos Ìncidentes sobre o Faturamento ÷ são, no ano de 1997: o
ÌSS(quando devido, e de acordo com as alíquotas estabelecidas pelas
Prefeituras Municipais), o PÌS, o COFÌNS e a CPMF.
Muitos dos itens de custo que, nas obras rodoviárias, são correntemente
classificados como indiretos não têm, a rigor, esta característica conceitual. De
fato, sob a ótica dos órgãos rodoviários, DNER e DER's, somente os custos
relativos à sua própria administração seriam indiretos. Todos os demais itens do
custo de construção poderiam ser perfeitamente apropriados a uma rodovia
específica ou a um de seus sub-trechos, caso assim se desejasse. Já, sob o
ponto de vista do Executor da obra, os custos indiretos, propriamente ditos, se
limitariam àqueles referentes à parcela da administração central da empresa a
serem absorvidos pela obra em questão, pois, como no caso precedente, todos
os demais podem ser a ela atribuídos sem ambigüidade.
Na prática, não é isso que ocorre. A classificação do custo de um serviço
como direto ou indireto está apenas relacionada à sua inclusão ou não na
respectiva planilha de preços a serem cotados por ocasião da licitação da obra.
Todos os itens da planilha de preços, para os quais são requeridas cotações
específicas e cujo pagamento se fará de acordo com alguma forma de medição,
são considerados como custos diretos. Os itens de serviços que não constarem
da planilha serão classificados como indiretos e, conseqüentemente, vão integrar
o LDÌ (Lucro e Despesas Ìndiretas) (BDÌ na linguagem mais comum), sendo,
portanto, rateados sobre os custos diretos.
Em termos da realidade concreta dos empreendimentos rodoviários, a
distinção entre custos diretos e indiretos está, portanto, vinculada à relação de
itens de serviço que o órgão rodoviário responsável pela obra esteja disposto a
fiscalizar e, conseqüentemente, a medir e pagar de forma individualizada.
45
Existe outro aspecto importante a considerar, decorrente das ponderações
acima: o fato que determinado item seja considerado como custo indireto não
impede que seu valor seja orçado de forma analítica. Ao contrário, sempre que
possível, devem ser buscados parâmetros que permitam chegar a seu valor
através de procedimentos analíticos para, então, verificar sua incidência
percentual. O procedimento corrente, que é justamente o oposto, em que se
busca chegar ao valor do item aplicando um percentual convencional sobre o total
dos custos diretos ou sobre o preço final da obra, pode levar a distorções, visto
que, dependendo das circunstâncias, essa incidência, para alguns dos itens
usualmente incluídos no LDÌ, pode ter flutuações importantes que não serão
percebidas. Assim sendo, a metodologia orçamentária deve ser independente da
forma adotada para o pagamento dos diferentes itens de serviço, a fim de que se
possam elaborar orçamentos consistentes e confiáveis.
O tratamento de itens de serviço, para efeito de pagamento, como se
fossem custos indiretos, deriva de certa comodidade do Contratante. Calculado
seu valor, transformado em percentual dos demais custos e incluído no LDÌ,
cessam, por parte deste, as preocupações com a medição efetiva dos
quantitativos realizados. Essa comodidade não ocorre, entretanto, sem
inconvenientes. Toda vez que a norma adotada para o pagamento de
determinado item se desvincula da lei de formação de seus custos, geram-se
possibilidades de distorções que podem conduzir a valores finais, pagos por esse
item, inteiramente inadequados, ou seja, inferiores ou superiores ao que
corresponderia à sua justa remuneração. Esse desajustamento é provocado,
basicamente, porque nem todos os itens de serviço têm a mesma lei de formação
de custos. Assim, sempre que se adotam formas de remuneração atreladas a
quantidades de trabalho realizado para itens cujos custos sejam fixos ou cresçam
com os prazos de execução da obra, está-se criando a possibilidade de uma
inadequação no valor pago em relação a seu custo. É o que ocorre, por exemplo,
quando se rateiam sobre os custos diretos - pagos segundo quantidades
realizadas - os custos de mobilização e desmobilização de equipamento ou de
46
construção de instalações de canteiros de obra que são itens que têm custos
fixos. O mesmo acontece com os custos da administração local do Executor, que
são proporcionais ao tempo de duração da obra. Se ocorrerem variações, em
relação ao inicialmente previsto, nos quantitativos de serviços arrolados como
itens do custo direto, a remuneração dos itens indiretos também variará, sem que
necessariamente seus custos tenham se alterado nas mesmas proporções.
Além disso, todo serviço cuja remuneração é incluída no LDÌ tem seu
retorno distribuído por todo o prazo de realização da obra, diferentemente dos
serviços que geram custos diretos, os quais são pagos na época em que são
realizados. Essa situação pode configurar um financiamento por parte do
Executor, o que obriga à estimativa e incorporação de ônus financeiro ao preço de
venda ou a ajustes nos preços dos itens da planilha.
A redução desses tipos de incertezas e, conseqüentemente, dos
contingenciamentos com que o executor se resguarda dos riscos que delas
decorrem, só poderá ocorrer se os contratantes das obras rodoviárias buscarem
retirar do LDÌ, e passarem a encarar como itens do custo direto, todos serviços
passíveis desse tratamento, e de formular normas para seu pagamento que sejam
compatíveis com suas respectivas estruturas de custos.
Conclui-se, portanto, que, por ocasião da elaboração do orçamento da obra
e, posteriormente, do preparo das planilhas de preço a serem incluídas nos
editais de licitação, todos os itens passíveis de serem considerados como custos
diretos deverão ser classificados como tais, cabendo, naturalmente, ao órgão
rodoviário estabelecer esse enquadramento em suas Normas de Medição e
Pagamento, em função de sua experiência, conveniência, capacidade de
fiscalização, características da obra e das condições de sua realização.¨
O Manual de Custo do DNER define, ainda o seu conceito de LDÌ:
47
"Com base nessas considerações foi construído o quadro a seguir, em que
são demonstrados os valores das incidências dos diferentes itens sobre o Preço
Total ou Preço de Venda da obra (PV), sobre seu Custo Direto (CD) e sobre o
próprio LDÌ. Além disso, procedeu-se, também, a abertura do valor considerado
como Margem, destacando a carga tributária sobre ela incidente.
A relação entre o Preço Total ou Preço de Venda (PV) e o Custo Direto
(CD) constitui o fator de LDÌ (Lucro e Despesas Ìndiretas), que é expresso por:
-T
fator de LDI U
CD
O LDÌ em percentagem, é dado pela expressão:
-T
LDI ETG U E $ G . 00
CD
Da aplicação do fator de LDÌ aos custos unitários diretos resultam os
preços unitários de venda.
Dos cálculos efetuados, resulta para LDÌ o percentual de 22,95% sobre o
Total de:
Custos Diretos, sendo conveniente lembrar que nestes devem ser incluídos
a Administração Local do Executor, as despesas com Canteiro e Acampamento, e
a Mobilização e Desmobilização de pessoal e equipamento que, no caso,
passariam a ser tratados como itens do Custo Direto e, sobre os quais também
incide o LDÌ.
48
Os custos relativos a uniformes, equipamentos de segurança, alimentação
e transporte de pessoal serão considerados como integrantes dos Adicionais
sobre Mão-de-Obra, por estarem diretamente relacionados com a força de
trabalho empregada e por serem previstos, em muitos casos, nas próprias
convenções coletivas de trabalho.¨
Ainda, segundo o Manual SÌCRO do DNER, "tem-se sobre a aplicação do
valor residual nos custos de propriedades dos equipamentos, o seguinte: ao se
pretender atribuir ao valor residual dos equipamentos um percentual de seu Valor
de Aquisição, verifica-se que o mercado de máquinas usadas distingue tipos de
equipamentos e marcas. Existem algumas de maior aceitação e procura, outras
menos procuradas e, mesmo, as de interesse imediato nulo. Há, também,
variação de valor, conforme a região em que se deseja negociar. Certos
equipamentos, principalmente de pequeno porte, ao final de sua vida útil, têm
apenas valor de sucata. A existência de mercado consumidor ativo, melhora o
valor residual do equipamento; aqueles que tiverem procura nesse mercado, terão
cotação mais elevada. Esses fatores são dinâmicos e variam ao longo do tempo.¨
Com apoio na pesquisa a seguir, o SÌCRO adotou os seguintes percentuais
do valor de Aquisição dos Equipamentos para a estimativa de seu Valor Residual:
49
T*+e,* $ -er.e/t0*i1 2e 3*,4re1 2e *50i1i674 *24t*241 8e,4 SICRO 8*r*
re8re1e/t*r 4 3*,4r re1i20*, 241 e50i8*9e/t41 :
TI-O DE EQUI-AMENTO
%*,4r
Re1i20*,
ETG
TI-O DE EQUI-AMENTO
%*,4r
Re1i20*,
ETG
Acabadora de concreto com forma deslizante 10,0 Máquina universal para corte de chapa 15,0
Aquecedor de fluido térmico 10,0 Martelete rompedor 28 a 33kg 5,0
Aquecedor de material termoplástico 15,0 Martelo perfurador rompedor 5,0
Bate estacas de gravidade 15,0 Microtrator com roçadeira 20,0
Betoneira 10,0 Moto-serra 5,0
Bomba para concreto ou argamassa 10,0 Motoniveladora 20,0
Caldeira de asfalto rebocável 10,0 Motoscraper 15,0
Caminhão basculante 20,0 Perfuratriz de esteira "Crawler-drill¨ 5,0
Caminhão basculante para rocha 20,0 Perfuratriz manual 5,0
Caminhão betoneira 20,0 Placa vibratória com motor diesel 5,0
Caminhão carroceria de madeira 20,0 Prensa excêntrica 15,0
Caminhão tanque 20,0 Recicladora de pavimento a quente 10,0
Campânula de ar comprimido 10,0 Régua vibratória 5,0
Carregadeira de pneus 20,0 Retroescavadeira 20,0
Carrinho de mão 5,0 Roçadeira em trator de pneus 20,0
Cavalo-mecânico com reboque 20,0 Roçadeira mecânica 5,0
Central de concreto 10,0 Rolo autopropulsor vibratório 10,0
Chata 25m
3
c/rebocador 15,0 Rolo compactador de pneus autopropulsor 15,0
Compressor de ar 15,0 Rolo compactador de pneus rebocável 10,0
Compressor de ar para pintura com filtro 15,0 Rolo compactador estático de 3 rodas 14t 15,0
Conjunto de britagem 10,0 Rolo compactador pé-de-carneiro "tamping¨ 15,0
Conjunto moto bomba 5,0 Rolo compactador pé-de-carneiro rebocável 10,0
Distribuidor de agregados 10,0 Rolo Tandem estático 15,0
Distribuidor de asfalto em caminhão 20,0 Rolo Tandem vibratório 10,0
Distribuidor de concreto 10,0 Seladora de juntas 10,0
Distribuidor de lama asfáltica montado em
caminhão
20,0 Serra circular 5,0
Equipamento distribuidor de LARC (Microflex) 20,0 Serra de juntas 10,0
Draga de sucção para extração de areia 15,0 Serra de disco diamantada para junta 10,0
Equipamento. para hidrosemeadura 20,0 Soquete vibratório 5,0
Escavadeira hidráulica 20,0 Talha de guincho manual 5,0
Esmerilhadeira de disco 5,0 Tanque de estocagem de asfalto 10,0
Espalhadora de concreto 10,0 Texturizadora e lançadora c/estação
meteorológica
10,0
Estabilizadora e recicladora a frio 20,0 Transformador de solda 5,0
Extrusora 10,0 Trator "uniloader¨ com vassoura 20,0
Fábrica de pré-moldados - guarda-corpo 10,0 Trator agrícola (de pneus) 20,0
Fábrica de pré-moldados ÷ mourão 10,0 Tratores de esteira acima de 200 kW 15,0
Fábrica de pré-moldados para pavimentação 10,0
2.$DE(INI!AO DE BDI SEGUNDO O DERSA
O DERSA ÷ DESENVOLVÌMENTO RODOVÌÁRÌO DE SÃO PAULO, assim
definiu a questão:
"Na formulação do preço final de um serviço, define-se que:
Pr = CD x BDÌ, Onde:
• Pr = valor a pagar-se pela execução de um serviço, dentro de
determinadas condições comerciais e especificação técnica.
50
• CD = Custo Direto é todo gasto envolvido na execução do serviço,
perfeitamente caracterizado, identificado e quantificado de forma a
poder ser diretamente apropriado como custo de fase específica do
serviço. Ex: Mão-de-obra operacional, materiais e equipamentos,
transportes e demais insumos utilizados, especificamente nos
serviços.
• BDÌ = Benefício e Despesas Ìndiretas correspondem a uma taxa
que incide sobre os custos diretos dos serviços, resultando no preço
final.
A metodologia de cálculo da taxa de BDÌ que incidirá sobre os custos do
serviço para que se obter o preço final de venda é tratada a seguir.
Para o presente trabalho, conceitua-se os seguintes componentes do BDÌ:
a) Custos e Despesas Ìndiretas
Os Custos Ìndiretos são todos os gastos envolvidos diretamente na
execução dos serviços, que podem ser caracterizados e quantificados, mas não
são passíveis de serem apropriados a uma fase específica, a exemplo de
supervisor, preposto para acompanhamento do contrato, etc..
As Despesas Ìndiretas, embora associadas à execução de serviços, não
estão relacionadas especificamente com o serviço e sim com a natureza da
empresa, ou seja, são gastos devidos à estrutura organizacional da empresa que
resultam no rateio entre os diversos contratos que a empresa detém, a exemplo
de gastos com a Administração Central, Local, despesas securitárias, que são
gastos com seguros legais, tais como seguro de responsabilidade civil, e outras
necessárias, de acordo com o escopo do serviço a ser executado.
51
Para o aprovisionamento dos custos e despesas indiretas adotou-se o
percentual de:
• 0,50% para cobrir o Seguro Responsabilidade Civil e
• 13,50% para remunerar os demais custos e despesas que, entre outros
compreendem:
Remuneração da estrutura administrativa central
• Funcionários administrativos
• Comunicações e transportes
• Depósitos / almoxarifados centrais
• Aluguel, manutenção e conservação da sede.
• Despesas com água, luz e telefones e impostos.
• Materiais de escritório
• Manutenção de equipamentos de escritório
Remuneração da estrutura administrativa local
• Supervisão técnica e administrativa
• Vigilância
• Topografia e medições
• Controle tecnológico
• Refeições e alojamentos
• Materiais de consumo de escritório
• Transporte de equipamentos, materiais e pessoas.
b) Lucro
O lucro no BDÌ é representado por uma taxa incidente sobre o total geral
dos custos e despesas, excluídas as despesas fiscais.
Tendo em vista as considerações anteriormente citadas, a taxa de lucro
que está sendo utilizada é de 7,0%.
52
c.1) Despesas Fiscais
As Despesas Fiscais são gastos relacionados com o recolhimento de
contribuições, impostos e taxas que incidem diretamente no faturamento, tais
como PÌS, COFÌNS, CSLL, ÌSSQN, etc.
Ì) PÌS/PASEP ÷ Programa de Ìntegração Social e de Formação do Patrimônio do
Servidor Público
Contribuintes: são contribuintes do PÌS segundo as regras vigentes as
pessoas jurídicas de direito privado de fins lucrativos e as que lhes são
equiparadas pela legislação do Ìmposto de Renda.
Base de Cálculo: relativamente aos fatos geradores ocorridos a partir de
01.02.99, a base de cálculo da contribuição é a receita bruta mensal, assim
entendida a totalidade das receitas auferidas pela pessoa jurídica, sendo
irrelevante o tipo de atividade por ela exercida e a classificação contábil adotada
para as receitas (art. 3º da Lei nº 9.718/98).
Alíquota: A alíquota do PÌS/PASEP é de 0,65% (art. 8º, inciso Ì, da Lei nº
9.715/98). Empreitadas ou fornecimentos contratados com entidades
governamentais:
No caso de construção por empreitada ou de fornecimento a preço pré-
determinado de bens ou serviços, contratados por pessoa jurídica de direito
público, empresa pública, sociedade de economia mista ou suas subsidiárias, o
pagamento da contribuição poderá ser diferido, pelo contratado, até a data do
recebimento do preço (art. 7º da Lei nº 9.718/98).
Ìsso significa que as receitas provenientes desses contratos podem ser
computadas na base de cálculo da contribuição no mês do efetivo recebimento.
53
ÌÌ) COFÌNS
Base de Cálculo: a base de cálculo da COFÌNS devida a partir do mês de
fevereiro de 99 (a ser paga a partir do mês de março de 99) é composta pela
totalidade das receitas auferidas pela pessoa jurídica, independentemente da
atividade exercida e da classificação contábil das receitas.
Alíquota: 3% (três por cento), para fatos geradores ocorridos a partir de
01.02.99 (contribuição mensal a ser paga a partir de março de 99).
d) ÌSSQN
Contribuintes: O ÌSSQN referente à prestação de serviços é o exigido pelo
Município do estabelecimento prestador ou na falta de estabelecimento, o do
domicílio do prestador.
Alíquota: Para o presente trabalho foi adotado a alíquota vigente no
Município de São Paulo, que é de 5%. É importante ressaltar que existem
Municípios que concedem incentivos fiscais; portanto a adoção da alíquota de 5%
é conservadora.
e) Fórmula para cálculo do BDÌ:

(1 + a/100) . (1 + b/100)
BDÌ = -----------------------------------, onde:
(c - T/100)
a: percentual dos custos e despesas indiretas;
b: percentual admitido do lucro.
c: percentual de despesas fiscais.¨
54
2.2 ' DE(INI!AO DE BDI DO TCU
Em recente estudo do TCU - Tribunal de Contas da União, de autoria dos
profissionais ANDRÉ LUÌZ MENDES e PATRÍCÌA REÌS LEÌTÃO BASTOS, sobre
BDÌ, tem-se o seguinte:
"Na elaboração dos orçamentos de obras, existem dois componentes que
juntos determinam o preço final de uma obra: os custos diretos e o BDÌ. O
primeiro é determinado em função das especificações dos materiais e das normas
de execução dos serviços constantes nos projetos, nos memoriais descritivos e
no caderno de encargos. O segundo é um componente aplicado sobre o custo
direto com vistas a contemplar as despesas indiretas e o lucro da construtora.
Segundo estudo apresentado pelo TCU, elaborado pelos profissionais
Conceitualmente, denomina-se Benefícios ou Bonificações e Despesas Ìndiretas
(BDÌ) a taxa correspondente às despesas indiretas e ao lucro que, aplicada ao
custo direto de um empreendimento (materiais, mão-de-obra, equipamentos),
eleva-o a seu valor final.
Esta taxa tanto pode ser inserida na composição dos custos unitários como
pode ser aplicada ao final do orçamento, sobre o custo total. Dessa forma, o
preço de execução de um serviço de construção civil (preço de venda ou valor
final) é igual ao custo da obra mais o percentual de BDÌ.
O tema BDÌ - Benefícios e Despesas Ìndiretas vem sendo alvo de
freqüentes questionamentos quando da análise dos orçamentos na construção
civil. Além de problemas com relação à duplicidade de contagem, ou seja, gastos
que são cobrados na planilha de custos e também incluídos no BDÌ, há a
dificuldade em se estabelecer quais despesas podem ser definidas como indiretas
e quais valores de cada componente do BDÌ são considerados aceitáveis.
A base de aplicação da taxa percentual de BDÌ é o custo direto orçado, e o preço
final da obra é obtido somando-se a esses custos diretos a parcela
correspondente ao BDÌ, ou seja, para se obter o valor total de um serviço de
construção civil deve ser aplicada a seguinte relação matemática:
55
PV = PC X ( 1 + BDÌ).
Onde, PV = Preço de Venda , PC = Custo Direto e BDÌ = Benefícios e
Despesas Ìndiretas.
Em artigo publicado pela revista Construção, n° 2168, de 18/08/89, o
engenheiro Maçahiko Tisaka, então Presidente do Ìnstituto de Engenharia,
esclarece que "o valor do BDÌ é, portanto, apresentado como uma fração do custo
direto e pode ser expresso em porcentagem ou em fração decimal¨.
Também segundo publicação da PÌNÌ sobre composição de BDÌ "a taxa de
BDÌ na construção informa o percentual de acréscimo em relação ao custo direto
para se obter o preço de venda da construção¨.
Na mesma linha, a Secretaria de Governo e Gestão Estratégica do Estado
de São Paulo, ao desenvolver estudo sobre BDÌ, embasou-se no seguinte
conceito "O BDÌ ÷ Benefícios e Despesas Ìndiretas, corresponde a uma taxa que
incide sobre os custos dos serviços, resultando no preço final¨.
O próprio Tribunal de Contas da União, ao apreciar a matéria no TC
006793/1999-1
2
, considerou que "conceitualmente, o BDÌ é definido como um
percentual aplicado sobre o custo direto para chegar ao preço de venda a ser
apresentado ao cliente¨.
Não resta dúvida, portanto, que a fórmula de cálculo aqui apresentada é a
que deve ser adotada.
Ao se elaborar um orçamento de uma obra civil, todos os serviços a serem
executados (fundações, paredes de alvenaria, revestimentos etc.) são
relacionados e seus custos apurados na denominada "planilha orçamentária¨. Há,
2
Dec. 255/1999 ÷ TCU ÷ 1ª Câmara
56
no entanto, despesas feitas pela construtora em função da obra, mas que não
estão diretamente relacionadas a ela. Essas são computadas no BDÌ como
"despesas indiretas¨.
Tem-se observado que, na prática dos orçamentos, não há consenso
quanto à classificação dos diversos dispêndios como custo direto ou despesa
indireta. O que se encontra são inúmeras proposições diferentes sobre o que
poderia ser considerado como despesa indireta.
Para dirimir essa polêmica sobre que espécie de gasto pode ser
classificada como despesa indireta, propõe-se a análise do tema À luz do livro
"Contabilidade de Custos¨
··
do conceituado Eliseu Martins.
Segundo os preceitos da contabilidade de custos, são custos de produção
aqueles gastos incorridos no processo de obtenção de bens e serviços destinados
à venda.
Não se incluem nesse grupo as despesas financeiras e as de
administração. Não são incluídos também como custos diretos os fatores de
produção eventualmente utilizados para outras finalidades que não a de
fabricação de bens (serviços) destinados à venda.
Essa definição contábil de despesa serve como critério para inclusão dos
gastos ou na planilha orçamentária ou na taxa de BDÌ, conforme sejam
considerados, respectivamente, custos diretos ou despesas indiretas.
Em resumo, custos diretos são aqueles que ocorrem especificamente por
causa da execução do serviço objeto do orçamento em análise, e despesas
indiretas são os gastos que não estão relacionados exclusivamente com a
realização da obra em questão.
Há que se considerar também que, para a análise de orçamentos da
construção civil, é melhor que a maior parte possível dos itens de despesas esteja
relacionada na planilha orçamentária, e não incluída no BDÌ.
57
Ìsso por dois motivos: o primeiro é que poucos são os órgãos que exigem,
nos editais de licitação, que os proponentes apresentem a composição analítica
do BDÌ, o que dificulta sua análise; segundo, porque a inserção de determinada
despesa no BDÌ pode gerar distorções de preços de eventuais aditivos
contratuais.
Tome-se o exemplo de uma obra em execução na qual o item
"administração local¨ foi incluído no BDÌ. Suponha-se que, por uma mudança da
especificação de algum material, o custo dessa obra seja acrescido em 12%, e
que tal alteração não tenha gerado qualquer dificuldade da execução (supervisão
técnica diferenciada ou dilatação do prazo da obra). Ora, se o BDÌ contempla, por
exemplo, 10% a título de "administração da obra¨, esse percentual irá incidir sobre
o custo adicional (12%) sem que tenha havido o correspondente incremento de
despesa para a construtora, ou seja, a obra irá custar, imotivadamente, 1,2% mais
caro para o contratante.
O ideal, portanto, é que só sejam incluídos no BDÌ aqueles itens que não
possam, de forma alguma, ser incluídos na planilha de custos, por não estarem
relacionados diretamente ao serviço que está sendo prestado.
O que acontece freqüentemente, contudo, é que devido à falta de um
critério técnico adequado na definição dos gastos que devem compor o BDÌ, os
mais diversos itens do orçamento são computados, indevidamente, como
despesas indiretas.
Tem-se observado que os orçamentos na construção civil têm incluído no
BDÌ, além da margem de lucro, os seguintes gastos: administração central,
despesas financeiras, tributação (ÌSS, CPMF, ÌRPJ, COFÌNS, CSSL, PÌS),
mobilização e desmobilização do canteiro, riscos, seguros, contingências,
administração local, taxas e emolumentos, dentre outros.
58
A análise feita a seguir de cada um desses gastos propõe-se a permitir a
classificação adequada do que seja realmente despesa indireta, bem como quais
os percentuais aceitáveis para cada item.¨
2.> ' COM-OSI!OES DE CUSTON SEGUNDO GOLDMAN
De acordo com Goldman, 1999, na página 32, temos o seguinte:
V2.>.$ -LANE;AMENTO DAS COM-OSI!LES DE CUSTOS
A composição de custos de um determinado serviço de construção é a
união de todos os insumos, ou seja, materiais, mão de obra e meios de produção
que atuam diretamente nesta atividade.
Nos orçamentos as composições de serviços são apresentadas sob a
forma de composições de custos, onde cada um de seus insumos apresenta um
índice de consumo por unidade de serviço, que multiplicado pelo respectivo custo
unitário resulta no valor unitário do insumo para a execução da unidade daquele
serviço.
As composições de custos foram desenvolvidas no sentido de facilitar e
agilizar o trabalho do orçamentista. As composições permitem calcular todas as
quantidades e custos dos insumos componentes de uma atividade, apenas com
base no levantamento das quantidades do serviço em projeto e nos preços
unitários dos insumos.
Para que essas composições possam espelhar a realidade e permitir um
planejamento de custos adequado, é necessária a adoção de composições que
se enquadrem à realidade do processo construtivo relativa a determinada
atividade.
As composições de custo adotadas pelo mercado da construção são
obtidas por:
59
- Apropriações de serviços feitas pelo empreendedor em diversas obras;
- Revistas técnicas especializadas;
- Livros técnicos sobre composições de custo;
- Cadastro de composições de empresas de consultoria especializada em
planejamento e gerenciamento de construção e
- Composições de fabricantes e fornecedores de materiais e empresas
especializadas prestadoras de serviços de construção.
2.>.2$ AS-ECTOS RELE%ANTES
Para uma montagem adequada das composições de custo das atividades
de construção considerou-se que o profissional responsável pela sua elaboração
deve levar em conta os seguintes aspectos:
1- Conhecimento profundo do processo executivo da atividade. Ìsto
ocorre através da experiência profissional e de consultas aos
materiais bibliográficos como cadernos de encargos;
2- O título da composição deve apresentar uma discriminação clara e
detalhada da atividade e sua respectiva unidade de medida,
enfatizando considerações importantes sobre o processo construtivo
e suas características, medidas, traços e espessura.
3- A relação completa dos materiais, ferramentas e equipamentos que
compõem o serviço, a sua unidade de medida e o consumo unitário
em relação à unidade desta atividade. Devem ser mencionadas
claramente as considerações de perdas de materiais.
4- A relação completa de mão de obra direta empregada, sua unidade
de apropriação e a respectiva produtividade. É importante enfocar
quais os serviços que compõem a atividade (transporte horizontal,
transporte vertical, preparo de materiais, aplicação dos materiais).
Deve ser destacada a taxa de encargos sociais considerada para
efeito do cálculo do custo total de mão de obra.
60
5- Ìnformações claras do processo de levantamento das quantidades e
dos critérios de medições adotadas para as obtenções dos índices
de consumos e produtividade da atividade apropriada.¨
61
>$ METODOLOGIA -RO-OSTA -ARA OR!AMENTA!"O DE OBRAS CI%IS
>.$ INTRODU!"O
Para a elaboração de orçamentos consistentes de serviços de engenharia,
entende-se que algumas premissas devam prevalecer. Assim, a proposta de
metodologia de elaboração de orçamentos de serviços de engenharia, considera
os seguintes elementos:
a) Seqüência Executiva da Prestação de Serviços de Engenharia
Deve-se obedecer a seqüência executiva para a prestação de serviços de
engenharia prevista no artigo 7 da Lei 8.666/93, ou seja:
- Elaboração do projeto básico;
- Elaboração do projeto executivo e
- Execução das obras e serviços.
Considera-se absolutamente correta esta seqüência executiva dos serviços
de engenharia, portanto, é inadmissível adotar o texto proposto no parágrafo 1 do
mesmo artigo, principalmente em contratações por preço global, isto é, executar o
projeto executivo concomitantemente com a execução dos serviços.
Desta forma, estamos levando em conta somente o estipulado no caput do
artigo 7, sendo exigida a apresentação no edital de licitações do projeto executivo
da construção.
b) Forma de Contratação de Serviços de Engenharia
Tendo em vista as restrições que os órgãos auditores de serviços de
engenharia tem feito ao emprego da contratação por preço global, exigindo a
alteração do escopo do contrato sempre que houver mudança física na execução
dos serviços, as próprias condições estipuladas nos editais de licitações públicas,
geralmente inadequadas, bem como, as características das obras no País, quase
sempre iniciadas com projetos incompletos ou em virtude das alterações
praticadas no escopo dos serviços durante a vigência do contrato, observa-se que
a maneira mais justa para as partes de contratação de obras públicas é por preço
unitário.
c) Especificações Técnicas Rígidas
As especificações técnicas devem considerar todos os serviços existentes
no projeto, ser claras e objetivas e incluir a forma de medição e pagamento de
cada serviço para garantir ao construtor totais condições de elaborar seu preço
unitário com base neste documento.
d) Método de Orçamentação a ser Adotado
A metodologia de elaboração do custo da obra a ser utilizado deve
continuar sendo o "Método Orçamentário dos Custos Unitários¨, em função das
composições dos custos unitários de todos os serviços constantes do projeto
executivo.
e) Formação do Preço de Venda de Serviços

Face às restrições impostas pelos órgãos públicos e entidades de
auditorias de obras públicas a atual sistemática de orçamentação adotada,
63
principalmente a falha na interpretação dos conceitos de custo indireto e de BDÌ,
optou-se pela seguinte formação do preço de venda de serviços de engenharia:
CUSTOS DÌRETOS
CUSTOS ÌNCÌDENTES SOBRE OS CUSTOS DÌRETOS
+ CUSTOS ÌNCÌDENTES SOBRE O PREÇO DE VENDA
-------------------------------------------------------------------------------------------
PREÇO DE VENDA
Neste caso serão definidos como "custos diretos¨ todos os serviços
constantes do projeto executivo a ser executado, e conseqüentemente
apresentados na planilha de quantidades do Edital de Licitação, além das
atividades de mobilização e desmobilização, da administração local e de qualquer
outro custo apresentado na planilha de orçamento da obra.
Alertamos que a mobilização e desmobilização deve ser considerada como
custo direto, uma vez que a Lei 8.666/93, das Licitações, em seu artigo 40 ¨o
edital indicará, obrigatoriamente, o seguinte:¨, o inciso XÌÌÌ, assim determina,
"limites para pagamento de instalação e mobilização para execução de obras ou
serviços que serão obrigatoriamente previsto em separado das demais parcelas,
etapas ou tarefas¨.
"Custos incidentes sobre os custos diretos¨ , corresponde aos custos
referentes às Despesas Financeiras, sempre expresso em valores percentuais.
"Custos incidentes sobre o preço de venda¨ , apesar de ser um recurso
indireto da obra será considerado item da planilha de quantidades, correspondem
aos custos referentes à Administração Central, aos Ìmpostos sobre a Nota Fiscal
(ou sobre o preço de venda ou faturamento) e, ainda, a margem de lucro previsto
da construtora, expressos em valores percentuais.
64
6- De acordo com análise realizada na pesquisa de valores residuais dos
equipamentos adotaremos o percentual fixo de 15% em nossa proposta para
orçamentação, porém, entende-se que cada construtora deve analisar
equipamento a equipamento e decidir sobre o percentual a adotar.
>.2$ DESCRI!"O SUMÁRIA DA METODOLOGIA
A metodologia adotada consiste em considerar os itens de custo da obra
em custos diretos, incluindo a mobilização e desmobilização da obra, a
implantação do canteiro de obras e a administração local e, também, criar um
item para os custos incidentes sobre o preço de venda que será incluído na
Planilha de Quantidades da obra e receberá o nome de LACÌ ÷ Lucro,
Administração Central, Ìmpostos sobre o Preço de Venda e, ainda, o custo
incidente sobre o custo direto denominado Despesas Financeiras, cujas unidades
de medição serão expressas em percentuais.
Estes custos indiretos, denominados LACÌ, englobam os itens referentes
aos custos incidentes sobre o preço de venda, que foram anteriormente definidos.
Todos os itens criados deverão ser apresentados no orçamento, na
Planilha de Quantidades, bem como em planilhas próprias e adiante mostradas.
65
>.>$ DE(INI!LES ADOTADAS
>.>.$ CUSTO DIRETO
Nesta metodologia definiu-se custo direto como sendo todos os serviços
constantes da planilha de quantidades e preços, se fornecida pelo cliente ou
mesmo quando formulada pelo orçamentista.
E ainda, adotou-se os termos: custos incidentes sobre o custo direto e
custos incidentes sobre o preço de venda, conforme descrito.
>.>.2$ MOBILIWA!"O E DESMOBILIWA!"O DA OBRA
Será considerada como custo direto, portanto fará parte integrante da
planilha de quantidades da obra.
Constará de custos de mobilização e desmobilização, isto é deslocamento
desde a origem até o destino (obra) e posterior retorno à origem ou retirada do
local da obra, dos seguintes itens:
- do pessoal a ser transferido
- dos equipamentos e utensílios de propriedade da empresa que serão
utilizados na obra.
Será adotada uma planilha, semelhante a Planilha de Quantidades da obra,
onde constarão todos os itens de custo que lhe são pertinentes. Esta planilha
deverá ser apresentada anexada à proposta de preços e seu preço global deverá
ser lançado na Planilha de Quantidades da obra.

66
O preço do item será definido em valor global, enquanto que o critério de
medição será definido em percentuais, sugerindo-se o seguinte:
- 60% para a mobilização (no início do contrato e após a chegada da mão de
obra e dos equipamentos ou início efetivo dos serviços) e
- 40% para a desmobilização (ao final do contrato, com a retirada de todos
equipamentos e a infra-estrutura construída).

Apresenta-se a seguir o modelo de planilha que poderá ser adotado.
>.>.>$ INSTALA!"O -RO%ISÓRIA DA OBRA
Consiste na construção do canteiro de obras provisório, que consistirá de:
- aluguel de terreno para implantação do canteiro;
- construções provisórias para escritório, alojamento, refeitório e etc, no
material apropriado e selecionado pelo construtor (madeirit, tijolo, casa pré-
fabricada ou container);
- implantação das unidades industriais (britador, central de concreto, canteiro
de pré-moldados de concreto e etc) e
- instalações provisórias de água, esgoto e etc.
A medição deste item será por preço global e o pagamento efetuado após
a efetiva execução dos serviços.
Apresenta-se a seguir o modelo de planilha que poderá ser adotado.
>.>.4$ SONDAGENSN ESTUDOS E -RO;ETOS
Sempre que for necessária a execução de sondagens do terreno ou a
elaboração de estudos e projetos, estes deverão constar como item de custo
67
direto, portanto, na Planilha de Quantidades. Deve-se, sempre que possível,
especificar cada estudo ou projeto a ser desenvolvido.
Este item é característico da fase anterior à construção, ou seja, é normal
constar do projeto básico e projeto executivo.
A medição do item será por preço global e o pagamento efetuado poderá
ser dividido em etapas, de acordo com critérios acordados ou conforme sugerido
a seguir:
- 50% de sinal, na contratação do serviço;
- 25% na entrega do relatório e;
- 25% restantes na aprovação do relatório final.
>.>.5$ ADMINISTRA!"O LOCAL
Será considerada como custo direto, portanto fará parte integrante da
planilha de quantidades da obra.
Define-se Administração Local (AL) como sendo os custos relativos à
administração do Canteiro de Obras.
Será adotada a planilha, semelhante à Planilha de Quantidades da obra,
onde constarão todos os itens de custo que lhe são pertinentes. Esta planilha
deverá ser apresentada anexada à proposta de preços e seu preço global deverá
ser lançado na Planilha de Quantidades da obra, da seguinte maneira:
A quantidade será sempre 100, enquanto o preço unitário será considerado
o valor global calculado dividido por 100. Assim, o preço global do serviço
corresponderá ao valor desejado.
O critério de medição será a quantidade que expressar o percentual
mensal dos serviços executados no período.

68
(ór90,* 2e CI,.0,4 2* Me2i674 Me/1*, 2* A29i/i1tr*674 L4.*,

%*,4r 2* Me2i674 24 MB1 E1e9 ALG
T AL E9e/1*,G U XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX < 00
%*,4r C4/tr*t0*,
>.>.6$ LACI ' LUCRON ADMINISTRA!"O CENTRALN IM-OSTOS SOBRE A
NOTA (ISCAL.
>.>.6.$ De?i/i674
Define-se LACÌ como sendo o percentual a ser acrescido aos custos
unitários diretos dos serviços constantes da planilha de quantidades do
orçamento ou apropria-se a parte com o intuito de apropriar os custos referentes
aos itens incidentes sobre o custo sobre o preço de venda da obra e, ainda, por
facilidade, acrescenta-se a fórmula o custo incidente sobre o custo direto, então,
são os seguintes:
Custos Ìncidentes sobre o Preço de Venda:
- Lucro (L);
- Administração Central (AC);
- Ìmpostos sobre a Nota Fiscal (Ì) e;
Custo Ìncidente sobre o Custo Direto:
- Despesas Financeiras (DF).
69
>.>.6.2$ (ór90,* 2e CI,.0,4
Uma vez que os itens de Lucro, Administração Central e Ìmpostos Sobre a
Nota Fiscal serão considerados sobre o preço de venda da obra, e expressos em
percentuais, é obrigatório o emprego da seguinte fórmula:
E S D( G
LACI ETG U E XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX $ G < 00
$ E AC S I S L G
isto é,
o item aplicável sobre o custo direto (DF) deve estar no numerador, enquanto
aqueles considerados sobre o preço de venda (AC, Ì e L) estarão no denominador
da fração.
a) ADMÌNÌSTRAÇÃO CENTRAL
Corresponderá ao rateio dos custos da sede da construtora pelo
faturamento da empresa, parcela essa, que deverá ser absorvida pelos contratos
em andamento da empresa.
Cada empresa deve estipular qual o valor percentual deste custo para
preparar as licitações, que representa a razão entre o custo da sede e o
faturamento mensal.
Constitui-se dos custos referentes à diretoria, departamentos (pessoal,
contábil, licitações, orçamento, compras, jurídico, financeiro e etc), aluguel de
imóveis, veículos, água, esgoto e telefone, entre muitos outros.
A Administração Central (AC) será adotada sobre o preço de venda, da
seguinte forma:
70
AC = custo mensal ou anual da sede ÷ faturamento mensal ou anual
b) ÌMPOSTOS SOBRE A NOTA FÌSCAL
Corresponde a apropriação aos custos unitários diretos dos tributos que
são exigidos seus pagamentos sobre a emissão da nota fiscal de prestação de
serviços.
Neste estudo, os impostos que consideraremos incidentes sobre a Nota
Fiscal, ou sobre o faturamento, ou ainda, sobre o preço de venda das pessoas
jurídicas são:
• ÌSS - ÌMPOSTO SOBRE SERVÌÇO
• COFÌNS ÷ CONTRÌBUÌÇÃO FÌNANCEÌRA E SOCÌAL
• PÌS ÷ PROGRAMA DE ÌNTEGRAÇÃO SOCÌAL
• CPMF ÷ CONTRÌBUÌÇÃO PROVÌSÓRÌA SOBRE A
MOVÌMENTAÇÃO FÌNANCEÌRA
• ÌRPJ ÷ ÌMPOSTO DE RENDA SOBRE PESSOA JURÍDÌCA
• CSLL - CONTRÌBUÌÇÃO SOCÌAL SOBRE O LUCRO LÍQUÌDO
IG ISS $ I9841t4 S4+re Ser3i64
O ÌSS é um imposto municipal devido no local de prestação dos serviços. A
alíquota varia em geral entre 1 e 5%.

Na Cidade do Rio de Janeiro a alíquota é de 3% sobre o valor da nota
fiscal. Outros municípios permitem deduzir os materiais do valor total da nota
fiscal.
71
Para projetos pode-se recolher o tributo no local de execução do mesmo,
isto é, município da sede da empresa, quando o serviço for realizado aí. A
alíquota varia de 0,5 a 5%.
IIG CO(INS
É um imposto federal, de acordo com a Lei 9.718 e é devido sobre a
Receita Operacional (faturamento + demais Receitas Operacionais (financeiras e
etc)). A alíquota neste momento é de 3% sobre o valor da nota fiscal.
IIIG -IS
É um imposto federal devido sobre a Receita Operacional (faturamento +
demais Receitas Operacionais (financeiras e etc)). A alíquota neste momento é de
0,65% sobre o valor da nota fiscal.
I%G C-M(
É um imposto federal devido na emissão de cheques bancários. Pode-se
supor que sua aplicação seja sobre o custo, entretanto, como o lucro é de
pequena monta e apenas previsão, podendo não se verificar, e ainda, o próprio
lucro deve sempre se converter em despesas de treinamento, evolução
tecnológica, reforma da infra-estrutura física da empresa e etc, optou-se por
facilidade de cálculo, uma vez que a diferença é insignificante no montante de
custos da obra, em considerar-se sobre o valor da nota fiscal. A alíquota neste
momento é de 0,38%, e é válida até 16/06/2007.
%G IR-; ' IM-OSTO DE RENDA SOBRE -ESSOA ;URYDICA
O Ìmposto de Renda e a Contribuição Social podem ser aplicados sobre a
nota fiscal das obras (lucro presumido ou arbitrado) ou sobre o balanço mensal da
empresa (lucro real) de acordo com o regime tributário escolhido pela construtora.
72
As pessoas jurídicas com fins lucrativos estão sujeitas ao pagamento do
Ìmposto de Renda por um dos seguintes regimes:
Lucro Real
Lucro Presumido
Lucro Arbitrado
Simples
. Si98,e1
Neste momento, não existe prerrogativa para que empresas de engenharia
se enquadrem nesta forma de tributação por força de interpretação da
Superintendência da Receita Federal.
. L0.r4 -re109i24 40 Ar+itr*24
Os percentuais fixados no artigo 15 da Lei 9249/95, para quem optar pelo
L0.r4 -re109i24 40 Ar+itr*24, são os seguintes:
A- 8% , Venda de mercadorias e produtos;
B- 1,6% , Revenda para consumo, de combustíveis derivados de petróleo,
álcool etílico carburante e gás natural;
C- 16% , Prestação de serviços de transporte, exceto o de carga que é de 8%;
D- 32% , Prestação de demais serviços;
E- 8% , Atividades imobiliárias;
F- 8% , Empreitada global;
G- 32% , Administração de obras.
Por exemplo, empresas de engenharia de construção que optem por esta
modalidade de tributação pagarão 1,2% de ÌRPJ sobre o valor da nota fiscal, da
seguinte maneira:
73
Considerando-se o percentual como igual a 8% (letra F, acima) e sendo a
alíquota do ÌR de 15%, temos:
IR .................... )T < 5T U N2T
Para empresas de engenharia consultiva o ÌRPJ é igual a 4,8%, quando
tributado sobre o lucro presumido (letra D = 32%).
. L0.r4 Re*,
Como o próprio título define a tributação incidirá para lucro efetivo da
empresa (ajustado pelas adições e exclusões permitidas e leis).
Alíquota
. 15% , para lucro da empresa até R$ 20.000,00 por mês;
. 25% , para lucro excedente à R$ 20.000,00 por mês.
Obs: A Lei define apenas o lucro anual R$ 240.000,00, a conversão para
mensal é nossa, uma vez que o cálculo do Ìmposto de Renda deve ser por mês.
O pagamento do Ìmposto de Renda é trimestral, seguindo os semestres
civis.
%IG CONTRIBUI!"O SOCIAL SOBRE O LUCRO
A base de cálculo da Contribuição Social sobre o lucro das pessoas
jurídicas com fins lucrativos é:
74
- Tributados pelo L0.r4 -re109i24 40 Ar+itr*24 é de 12% sobre a
Receita Bruta e de 100% sobre as demais receitas Operacionais
(Financeiras e etc).
- Tributados pelo L0.r4 Re*, é de 9% sobre o lucro, de acordo com a MP
1858-10 de 26/10/99, a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido não
pode mais ser deduzida do COFÌNS.
O pagamento da Contribuição Social é trimestral, seguindo os trimestres
civis, da mesma forma que o Ìmposto de Renda.
Não deverão ser aplicados nesta rubrica, isto é, Ìmpostos sobre a Nota
Fiscal, impostos incidentes sobre materiais, do tipo ÌCMS e ÌPÌ, uma vez que
estes deverão estar inclusos no preço dos materiais, bem como, os encargos
sociais que são aplicados sobre a folha de pagamento, que deverão estar
incorporados aos salários.
c) DESPESAS FÌNANCEÌRAS
Despesas financeiras são aquelas decorrentes do emprego de capital
próprio da empresa construtora para garantir a prestação de serviços.
Cabe ao construtor, principalmente em razão das condições de pagamento
preconizadas no edital de licitações, bem como seu programa de desembolso,
verificar a necessidade de incluir encargos referentes às despesas financeiras.
Se a obra for superavitária, por exemplo, não haverá necessidade de sua
inclusão, ao contrário, poder-se-á oferecer desconto ao contratante.
Entretanto, na maioria dos casos das obras públicas, haverá necessidade
de se apropriar o custo financeiro, assim, sugere-se a adoção da seguinte fórmula
para determinação da taxa de juros a ser adotada:
DF = [ ( 1 + t ÷ 100 )
n
÷
30
- 1 ] x 100
75
onde:
t é a taxa de juros de mercado ou de correção monetária, em porcentagem ao
mês,
/ é o número de dias decorrido entre o centro de gravidade dos desembolsos e
a efetivação do recebimento contratual
Como se sabe algumas despesas ocorrem no 1º mês (adiantamento
salarial, compra de materiais, combustíveis e etc), enquanto outras, acontecem no
início do 2º mês, ou seja, o restante do pagamento de salários, alguns impostos
(ÌNSS, COFÌNS, PÌS, ÌSS etc).
Portanto, é normal se considerar, em obras públicas, que o centro de
gravidade está concentrado no 15º dia do primeiro mês, assim, se o pagamento
contemplar prazo igual há 30 dias, considera-se n = 45 dias.
d) LUCRO
Lucro é a parcela referente à remuneração que cabe à empresa
construtora pela prestação do serviço.
É admitido um percentual a ser aplicado sobre o valor final do orçamento a
título de resultado projetado ou lucro líquido (uma vez que se apropriou o
pagamento do Ìmposto de Renda e da Contribuição Social nos Ìmpostos sobre o
Faturamento).
Cabe a direção da construtora determinar este valor em cada licitação.
É comum a adoção de percentuais na faixa entre 5 e 10% do valor global
do orçamento da obra.
76
Apresenta-se a seguir os modelos das planilhas que podem ser adotadas
em orçamentos de obras civis, eventualmente, com a inclusão de alguns outros
itens de custo.
- Planilha de Quantidades
- Planilha de Mobilização e desmobilização da Obra
- Planilha de Administração Local
. Pessoal e Encargos Sociais
. Despesas Gerais
. Aluguel de Equipamentos
. Ìmóveis, Móveis e Utensílios
. Operadores de Equipamentos e Encargos Sociais
- Planilha de Cálculo do LACÌ
77
Q0*2r4 # M42e,4 2e -,*/i,Z* 2e Q0*/ti2*2e1
OBRA #
-RE!O DE %ENDA
UNITÁRIO SER%I!O
C*1* E9+ri74
M4+i,iK*674 e De194+i,iK*674 2* O+r* E.4/?4r9e 8,*/i,Z* */e<*G G,
I/1t*,*674 -r43i1óri* 2* O+r* E.4/?4r9e 8,*/i,Z* */e<*G G,
A29i/i1tr*674 L4.*, E.4/?4r9e 8,*/i,Z* */e<*G G, 00
-r4[et4 2e Ur+*/iK*674 G,
-r4[et4 E1tr0t0r*, G,
03 Escavação
03.001.001-1 Escavação manual de vala em material de 1ª categoria até 1,50 m de profundi- m³ 2,91
dade, exclusive escoramento e esgotamento.
11 Fundações
11.001.005-1 Concreto dosado racionalmente p/uma resistência a compressão 15 MPa for - m³ 3,37
necimento materiais inclusive 5% de perdas
11.001.020-1 Concreto p/camadas preparatórias com 180 Kg de cimento p/m³, fornecimento
dos materiais e 5% de perdas m³ 1,46
11.004.021-1 Formas d/madeira p/ mold.peças conc.arm c/para.planos,lajes,vigas,paredes,
fornecimento materiais, servindo mad. 2 vezes m² 8,50
11.011.030-1 Corte dobragem montagem e colocação de ferragem nas formas aço CA-50B
ou CA-50A em barras redondas diâmetro 8 a 12,5 mm kg 32,00
11.013.012-0 Concreto armado c/concreto dosado 15 MPa, preparo 11.002.023, formas, es-
coram.11.004.005 e 11.004.035 , área 12m² , 80 kg aço CA-50B m³ 0,63
11.030.015-0 Laje pré-moldada beta 11 p/sobrecarga 1 KN/m² vão 4,40 m inclusive capeam.
2 cm espess. concreto FCK 15 MP a, fornec. mont. conj. m² 2,46
12 Alvenaria
12.003.075-1 Alvenaria de tijolo (10x20x20 cm) furos redondos e cimento e saibro 1:8 parede
meia vez ( 0,10 m ) superf. corrida até 3 m de altura m² 49,84
13 Revestimento
13.001.010-1 Chapisco de superfície de concreto ou alvenaria, com argamassa de cimento e
areia no traço 1 : 3 m² 5,32
13.001.030-1 Emboço com argamassa de cimento e areia no traço 1:4 com 1,5 cm de es -
pessura inclusive chapisco m² 125,64
LACI $ L0.r4N A29i/i1tr*674 Ce/tr*, e I9841t41 E.4/?4r9e 8,*/i,Z* */e<*G T
TOTAL DO OR!AMENTO ER\G
-LANILJA DE QUANTIDADES
-r4[et4 L4te*9e/t4 -480,*r $ C*1* E9+ri74 DATA #
ITEM DISCRIMINA!"O
UNIDADE QUANTIDADE

Fonte: O Autor
78
CATEGORIA UNID QUANT.
CUSTO
ER\G
CUSTO
TOTAL R\
MOBÌLÌZAÇÃO E DESMOBÌLÌZAÇÃO DE
PESSOAL
Transporte Terrestre unid
Transporte Aéreo unid
Despesas de Viagem (alimentação, taxi e etc) unid
MOBÌLÌZAÇÃO E DESMOBÌLÌZAÇÃO DE
EQUÌPAMENTOS
Carreta para Transporte de Equipamentos h
Veículos Rodando h
MOBÌLÌZAÇÃO E DESMOBÌLÌZAÇÃO DE
UTENSÍLÌOS
Caminhão de Carroceria Fixa h
Carreta tipo Carga Seca h


-LANILJA DE MOBILIWA!"O E DESMOBILIWA!"O DA OBRA
CUSTO TOTAL E R\ G #
Fonte: O Autor
79
CATEGORIA UNID QUANT. CUSTO ER\G
CUSTO TOTAL
R\
Ìnstalações Provisórias
Escritório (m²)
Almoxarifado (m²)
Oficinas (m²)
Fiscalização (m²)
Alojamento (m²)
Sanitários (m²)
Cantina ou refeitório (m²)
Laboratório (m²)
Enfermaria (m²)
Área de Lazer (m²)
Lavanderia (m²)
Vestiário (m²)
Galpão para Carpintaria ou Armação
Tapume ou Cerca e portões
Guarita
Caixa (Castelo ) de Água
Fossa Séptica
Sumidouro
Ìnstalações Ìndustriais
Usina de asfalto
Usina de Concreto
Britador
Areal
Pré-moldados
Paiol de explosivos
Sistema viário interno
Linha de transmissão
Sub-estação de Energia Elétrica
Abrigo para automóveis
Ìnstalações Proviórias
de Água
de Esgoto
de Telefone
de Energia Elétrica
Antena de Telefonia Celular
Bandeja de Proteção Salva Vidas
Tela de Proteção
Passarelas
-LANILJA DE INSTALA!"O DA OBRA
CUSTO TOTAL E R\ G #
Fonte: O Autor
80
Q0*2r4 4# A29i/i1tr*674 L4.*, ' -e114*, e E/.*r@41 S4.i*i1
ADMINISTRAÇÃOLOCAL
-ESSOAL E ENCARGOS SOCIAIS
C*te@4ri* Q0*/ti2*2e S*,Iri4QMB1 ER\G Me1e1 C01t4 T4t*,
ER\G
Engenheiros:
Supervisor
Residente ou Gerente de Contrato
Garantia de Qualidade
Planejamento ou Medição
Segurança do Trabalho
Mecânico de Produção
Engenheiro Trainee
Arquiteto Sênior
Arquiteto Trainee
Médico de Segurança do Trabalho
Enfermeiro
Ìnspetor de Garantia da Qualidade
Técnico de Segurança do Trabalho
Técnico de Nível Médio em Edificações, Estradas e etc.
Estagiário de Engenharia e Arquitetura
Encarregados:
Geral (Mestre de Obras)
Manutenção
Controle
Patrimônio
de Armação
de Concreto
de Formas
de Enfermagem
de Serviço (terraplenagem, Pavimentação, etc)
de Britagem
Arquivista
Chefe de Escritório
Auxiliar de Escritório
Chefe de Pessoal
Secretária
Telefonista
Almoxarife
Comprador
Auxiliar de:
.Técnico
.Serviços Gerais
.Almoxarife
ADMINISTRAÇÃOLOCAL
-ESSOAL E ENCARGOS SOCIAIS
C*te@4ri* Q0*/ti2*2e S*,Iri4QMB1 ER\G Me1e1 C01t4 T4t*,
ER\G
. de cozinha
Cozinheiro
Vigia ou Segurança
Serralheiro
Jardineiro
Apontador
Bandeirinha
Soldador
Mecânico:
Veículos Leves
Máquinas Leves
Máquinas Pesadas
Torneiro
Pintor de Veículos / Máquinas
Auxiliar de Mecânico
81
Borracheiro
Topógrafo
Auxiliar de Topografia
Nivelador
Laboratorista
Auxiliar de Laboratorista
Operador de Micro ou Digitador
Cadista
Motorista
Cabo (Encarregado) de Turma
CUSTO SUBTOTAL ER\G
Fonte: O Autor
Q0*2r4 5 # A29i/i1tr*674 L4.*, ' De18e1*1 Ger*i1
ADMINISTRAÇÃOLOCAL
DES-ESAS GERAIS
C*te@4ri* U/i2*2e Q0*/ti2*2e C01t4
0/itIri4
Me1e1 C01t4 T4t*,
ER\G
Licença de Obra GL
Licença para tapume GL
Alvará e Despesas Municipais GL
Alvará de Demolição GL
Cartórios GL
Placa de Obra M
2
Sinalização de Obra GL
Viagens UNÌD
Estadas UNÌD
Estadas UNÌD
Alimentação
Café da Manhã UNÌD
Almoço UNÌD
Jantar UNÌD
Medicamentos ou ambulatório Mês
Vale Transporte
Uniformes:
Macacão UNÌD
Botas de Borracha UNÌD
Botas de Borracha UNÌD
Material de Segurança:
82
Capacete
Luvas de raspa UNÌD
Cintos de Segurança UNÌD
Óculos de Segurança UNÌD
Óculos de Proteção UNÌD
Máscaras com Filtro UNÌD
Máscaras Completas de Polietileno UNÌD
Máscaras de Solda UNÌD
Protetor Auricular UNÌD
Sinalização Ìnterna da Obra GL
Sinalização para transeuntes da obra GL
Equipamento de combate a incêndio : Extintor, CO2 GL
Extintor, água GL
ADMINISTRAÇÃOLOCAL
DES-ESAS GERAIS
C*te@4ri* U/i2*2e Q0*/ti2
*2e
C01t4 0/itIri4 Me1e1 C01t4 T4t*,
ER\G
Relatórios de Eng. Segurança Trabalho
- PCMSO (NR-7) UNÌD
- PCMAT (NR-18) UNÌD
- Consultas e Exames Laboratoriais UNÌD
Ìnternet ou Provedor B2B Mês
Cópias A4 UNÌD
Cópias A1 UNÌD
Utilidades (Água, Energia, Telefone) Mês
Malote e Correio Mês
Seguros:
Acidentes Coletivo UNÌD
Contra Ìncêndio UNÌD
Responsabilidade Civil UNÌD
Riscos de Engenharia UNÌD
Performance Bond
Coletivo de Vida UNÌD
Anotação de Responsabilidade Técnica
(CREA)
UNÌD
Anúncio para Admissão de Pessoal
Ensaios Tecnológicos Mês
Fonte: O Autor
83
Q0*2r4 6# A29i/i1tr*674 L4.*, ' A,0@0e, 2e E50i8*9e/t41
ADMINISTRAÇÃOLOCAL
ALUGUEL DE EQUI-AMENTOS
Categoria Quantidade Custo / Mês ou Hora (R$) meses Custo Total (R$)
Veículos Leves:
Engenheiros
Encarregado Geral
Administração
Quilometragem de Funcionário
Outras Viaturas:
Kombi
Pick-up 4x4
Caminhão basculante 18 T ÷ hora produtiva
Caminhão basculante 18 T ÷ hora improdutiva
Caminhão tanque
Caminhão de carroceria com Munck
Caminhão de carroceria
Caminhão de Lubrificação
Ônibus
Carreta de Transporte de Equipamentos
Embarcação (barco, flutuante, balsa e etc)
Equipamentos de Apoio:
Betoneira
Vibrador de Ìmersão
Mangote para Vibrador
Retroescavadeira ÷ hora produtiva
Retroescavadeira ÷ hora improdutiva
Carregadeira de Pneus
Desbobinadeira Elétrica para Aço CA-60
Máquina de Cortar Ferro Elétrica (ou Manual)
Máquina de corte tipo Makita
Máquina de dobrar ferro
Máquina de solda
Rompedor Manual
Dumper
Grupo Gerador
Bomba de Água
Transformador
Torno Mecânico
Grua
Andaime Metálico
Jahu Pesado
Elevador de Obra
ADMINISTRAÇÃOLOCAL
ALUGUEL DE EQUI-AMENTOS
Categoria Quantidade Custo / Mês ou Hora (R$) meses Custo Total (R$)
Esteira Rolante
Furadeira Portátil
Guincho Monta Carga
Lixadeira Portátil
Serra Circular
Tesoura de Corte Ferro
Tirfor
Ferramenta para Construção:
Pá de bico com cabo
Pá quadrada
Pé de cabra
Picareta com cabo
Ponteiro
Enxada
84
Carrinho de Mão
Cavadeira
Trado
Alavanca
Arco de Serra
Chibanca
Corda de Sisal
Gerica
Lâmina de Serra
Lata para Argamassa
Mangueira de Nível
Máquina de Policorte
Marreta de 1Kg
Marreta de 2Kg
Marreta de 5 kg
Marreta de 10 Kg
Fonte: O Autor
Q0*2r4 &# A29i/i1tr*674 L4.*, ' I9ó3ei1N Mó3ei1 e Ute/1C,i41
ADMINISTRAÇÃOLOCAL
IMÓ%EISN MÓ%EIS E UTENSYLIOS
C*te@4ri* Q0*/ti2*2e
C01t4 Q MB1
40 J4r* ER\G Me1e1 C01t4 T4t*, ER\G
Aluguel de terreno para implantação de canteiro
Aluguel de residência para engenheiro ou outros
Aluguel de imóvel para escritório ou república da obra
Equipamentos de topografia (teodolito ou estação total)
Equipamentos de Laboratório Completo ou Parcial
Equipamentos de Comunicação
Equipamentos de Completo ou Parcial
Equipamentos de Comunicação (rádio transmissor)
Microcomputador
Notebook
Ìmpressora a jato de tinta ou laser
Plotter
Scanner
Software windows e office
Software específico de orçamento
Máquina de específicos de orçamento, planejamento e etc
Máquina de escrever
Máquina de calcular
Mesa 1,80 x 1,20m com gaveteiro
Mesa de reunião para 4 pessoas
85
Cadeira com braço e rodízios
Cadeira sem braço e sem rodízios
Prancheta
Arquivo de aço com 4 gavetas
Mapoteca ou cabide para plantas
Estante de Madeira fechado
Cofre
Geladeira
Máquina de Café
Quadro branco de avisos
Camas
Colchões
ADMINISTRAÇÃOLOCAL
IMÓ%EISN MÓ%EIS E UTENSYLIOS
Categoria Quantidade
Custo / Mês
ou Hora (R$) Meses Custo Total (R$)
Antena Parabólica
Filtro de água
Antena de telefone celular
Antena de rádio transmissor
Aparelho de ar condicionado 10.000 BTU's
Telefone
Aparelho de Fax
Copiadora
Freezer
Fogão Ìndustrial
Utensílios de cozinha industrial
Armário fechado para vestiário
CUSTO SUBTOTAL ER\G
Fonte: O Autor
86
Q0*2r4 )# O8er*24re1 2e E50i8*9e/t41 e E/.*r@41 S4.i*i1
O-ERADORES DE EQUI-AMENTOS E ENCARGOS SOCIAIS
C*te@4ri* Q0*/ti2*2e C01t4 Q MB1 40 J4r*ER\G 9e1e1 C01t4 T4t*, ER\G
Operador de motoniveladora
Operador de trator de esteira
Operador de retroescavadeira
Operador de escavadeira hidráulica
Operador de Betoneira
Operador de rolo compactor
Operador de vibroacabadora de asfalto
Motorista de caminhão
Motorista de carreta
Operador de trator de pneus
Operador de fresadora
Operador de carregadeira
Operador de Guindaste
Operador de draga flutuante
Motorista de veículo de passeio
Operador de usina de asfalto
Operador de central de concreto
Operador de compressor de ar
Operador de roçadeira
Operador de draga de sucção
Operador de embarcação
CUSTO SUBTOTAL ER\G
CUSTO TOTAL ER\G
Fonte : O Autor
Quadro 9: Cálculo do LACÌ ÷ Lucro, Administração Central,
Ìmpostos sobre a Nota Fiscal e Despesas
87
Financeiras
LACI
De1.ri674 T T
Despesas financeiras
Administração central
Ìmpostos
- ÌSS
- COFÌNS
- PÌS
- CPMF
- Ìmposto de Renda Pessoa Jurídica
- Contribuição Social ÷ CSLL
Lucro
T O T A L E]G
(*)T O T A L = (1+DF) / (1-(AC+Ì+L))
(4/te# O A0t4r
88
>.4 $ (,0<4@r*9* 2* Or6*9e/t*674
A Figura 1 segundo Dias-2001, página 17, apresenta o fluxograma
referente às fases da elaboração de um orçamento de obra para melhor
visualização dos eventos constituintes do trabalho.
O cumprimento fiel destas etapas garante maior responsabilidade e valor
justo ao orçamento dos serviços.
Abaixo, descrevemos cada uma das atividades apresentadas no referido
fluxograma.
Et*8* # A/I,i1e 2*1 C4/2i.i4/*/te1

De posse dos documentos recebidos do cliente (Edital de Licitações ou
Memorial Descritivo), o orçamentista fará um estudo detalhado deste material, a
fim de tomar ciência do serviço a ser executado, bem como, sua localização,
especificações técnicas, forma de medição e pagamento e tipo de fiscalização a
ser exercida pelo Contratante.
Após o encerramento da análise do projeto existente será procedida a
visita técnica ao local de realização dos serviços.
Entendemos ser impossível elaborar qualquer orçamento, por mais simples
que pareça a construção ou reforma, sem a realização da visita técnica.
O conhecimento adquirido nesta etapa é que permitirá ao orçamentista
elaborar adequadamente o custo das obras em questão.
Portanto, é de fundamental importância a acurácia na execução desta
etapa para a precisão do orçamento que será elaborado.
89
Et*8* 2# -,*/e[*9e/t4 2* -r4841t*
Nesta etapa será decidida a estratégia de execução dos serviços, assim,
após a consecução desta, incluindo a elaboração do cronograma físico das obras,
que é função dos recursos disponíveis em cada empresa, deverá ser iniciada a
Etapa 3.
O planejamento deverá constar da definição dos recursos físicos que serão
alocados à obra e a partir das produtividades de cada serviço calcular-se-á os
tempos de duração de cada atividade, permitindo a execução do cronograma
físico.

De posse destas informações será possível, entre outros, definir os custos
relativos a dimensionamento de canteiro (escritório, alojamento, refeitório,
sanitários etc), refeições, EPÌ - Equipamentos de Proteção Ìndividual, ferramentas
manuais e quando for o caso o vale transporte.
Et*8* ># Le3*/t*9e/t4 2e Q0*/ti2*2e1 e -re641
Et*8* >.# E1t*+e,e.i9e/t4 Q0*,it*ti34 e Q0*/tit*ti34 24 E1.484

Nesta etapa, com base nos projetos existentes, plantas e nas
especificações dos serviços, serão definidos os serviços a serem executados,
bem como, suas respectivas quantidades. Ìsto é, se elaborará a planilha de
quantidades e preços unitários da obra (planilha de quantidades).
Et*8* >.2# De?i/i674 241 Re.0r141 Diret41
A definição dos recursos diretos consiste na elaboração (ou seleção) de
uma composição de custo unitário para cada serviço constante da Planilha de
Quantidades. Portanto, serão tantas composições quantos serviços constarem da
planilha de orçamento.
90
A empresa deverá utilizar composições de custo unitário de serviços
próprias, obtidas a partir do controle de suas obras, levantadas por apropriação
de campo.
Et*8* >.># De?i/i674 241 Re.0r141 I/2iret41
Consiste na determinação dos insumos considerados indiretos, mesmo
quando discriminados na planilha de orçamento, necessários ao perfeito
acompanhamento da execução dos serviços.
Estes itens de custo são, entre outros:
• Mobilização e Desmobilização da obra;
• Ìnstalação Provisória da Obra;
• Administração Local (pessoal e encargos sociais, despesas gerais,
equipamentos e móveis e utensílios);
• Administração Central;
• Despesas Financeiras;
• Ìmpostos sobre o Faturamento e
• Lucro Previsto.
Et*8* >.4# -e150i1* 2e -re641 e C4/2i6^e1 2e (4r/e.i9e/t4
A partir de uma relação completa dos insumos básicos do orçamento,
proceder-se-á a pesquisa de preços e condições de fornecimento dos diferentes
itens de custo da obra.
Definem-se como condições de fornecimento o conhecimento, não só do
preço de aquisição do bem, mas também, se os impostos pertinentes a serem
aplicados sobre os mesmos estão inclusos (ÌPÌ e ÌCMS), se existe pagamento de
frete, embalagem e etc.
91
É muito importante nesta fase o emprego, também, de uma curva do tipo
ABC, onde os insumos são apresentados por ordem de importância e seus
percentuais sobre o montante do orçamento são declarados.
Agora, serão definidos os valores dos insumos básicos, mão de obra,
materiais, equipamentos, sub-contratados e transportes, de acordo com o
estabelecido nos demais itens deste trabalho.
Et*8* 4# CI,.0,4 24 Or6*9e/t4
Esta etapa compreende a valoração dos recursos diretos, do cálculo do
LACÌ, do preço unitário de venda dos serviços, se for o caso, e da montagem da
planilha de quantidades.

92
(IGURA # (,0<4@r*9* 2e Or6*9e/t*674
Edital de
Licitação
Plantas e
Especificações
Estudo dos dados
fornecidos pelo Cliente
Visita ao canteiro de
obra e consultas
técnicas ao Cliente
Definição da
cronogramação básica
e metas intermediárias
Concepção da
metodologia global de
execução
Estabelecimento
qualitativo e
quantitativo do escopo
Definição dos recursos
diretos
Definição dos recursos
indiretos
Valorização dos
recursos
diretos
Cálculo do Percentual
do BDÌ
Consultas internas
Pesquisa de preços e
condições de
fornecimento
Mão de Obra
Materiais e
Equipamentos
Subempreiteiras
Recursos
Humanos
Provedor de
Equipamentos/
Materiais
Produção
Análise das
Condicionantes
Planejamento
da Proposta
Levantamento de
quantidades e preços
Cálculo do
Orçamento
Valorização dos
Recursos Ìndiretos
(,0<4@r*9*
2*
Or6*9e/t*674
(,0<4@r*9*
2*
Or6*9e/t*674
-re64 2* O+r*

93
>.5$ LE%ANTAMENTO DOS SER%I!OS E SEUS QUANTITATI%OS −

>.5.$ Le3*/t*9e/t4 241 1er3i641
De posse do projeto executivo da obra em questão, caberá efetuar o
levantamento dos serviços a serem realizados, e ainda, suas quantidades.
O conhecimento dos serviços necessários à realização da obra dará
condições de estabelecer a lista dos custos unitários que deverão ser compostos
para a formação do orçamento. O levantamento das quantidades é efetuado a
partir da análise do projeto, especificações técnicas e suas plantas construtivas.
Esta atividade deverá ser realizada após análise minuciosa do edital, do
contrato e do projeto, de acordo com o estabelecido no Fluxograma da
Orçamentação.
>.5.2$ -,*/i,Z* 2e 1er3i641 e 50*/ti2*2e1 e 4r6*9e/t4 */*,Cti.4
Com a listagem dos serviços a serem executados e seus respectivos
quantitativos, deve-se preencher o formulário denominado Planilha de
Quantidades, podendo ser utilizado o modelo apresentado anteriormente.
>.5.> $ -,*/i,Z* 2e re1094 24 4r6*9e/t4 40 4r6*9e/t4 1i/tAti.4
Concluído o orçamento analítico, representado pela Planilha de
Quantidades e Preços Unitários, de acordo com o apresentado anteriormente,
deverá ser elaborada a planilha de Resumo do Orçamento, ou seja, o orçamento
sintético.

94
>.6 $ ELABORA!"O DAS COM-OSI!LES ANALYTICAS DE CUSTOS DE
SER%I!OS
>.6. $ De?i/i674 2e .49841i674 */*,Cti.* 2e .01t41 2e 1er3i641
Segundo Dias(2001), página 37, Entende-se como custo unitário de serviço
o somatório das despesas efetuadas e calculadas pelo construtor para a sua
execução, distribuídas pelos diferentes elementos constituintes, por unidade de
produção, obedecendo as especificações estabelecidas para os serviços no
projeto e/ou especificações.
A composição analítica compreende tão somente os itens de custo, isto é,
mão-de-obra, materiais, equipamentos, sub-empreiteiros, transportes e LACÌ, sem
nenhuma inclusão de preços destes insumos, que posteriormente servirão para
cálculo do custo unitário de serviço.
Não existem normas técnicas que definam os modelos de composição de
custo, portanto, quem assume essa responsabilidade são os Editais de Licitações.
Caso estes não exijam um padrão determinado de composição pode-se adotar
qualquer um.
Os modelos de formulários de composição de custo comumente adotados
são apresentados em anexo.
>.6.. $ De1e/34,3i9e/t4 24 8ree/.Zi9e/t4 2* .49841i674 */*,Cti.*
De acordo com o formulário anteriormente citado, descreve-se adiante a
sistemática de preenchimento de cada item, sempre em consonância com a
especificação particular de cada serviço, levando-se em conta a unidade de
pagamento deste serviço, que normalmente deve ser apresentado no projeto,
incluído nas especificações como MEDÌÇÃO E PAGAMENTO.
95
Ìnicialmente, ressalta-se que dois tipos distintos de composições de custo
podem ser adotados: uma simplificada e outra por produção.
>.6... $ -ree/.Zi9e/t4 2* .49841i674 */*,Cti.* 84r 8r420674
De acordo com o formulário de composição de custo por produção
apresentado, os itens referentes ao custo dos equipamentos e da mão-de-obra
são adotados por hora de trabalho da equipe, portanto, não se referem a uma
unidade de serviço, e sim a um múltiplo deste, função da produtividade estimada.
Os demais itens, ou seja, materiais, sub-empreiteiros e transportes referem-se
apenas a uma unidade de medição do serviço.
Foi adotada a seguinte subdivisão da composição analítica de custo por
produção:
• Equipamentos;
• Mão-de-obra suplementar;
• Produção da equipe;
• Materiais e sub-empreiteiros;
• Transportes;
• Custo unitário direto;
• LACÌ e
• Custo unitário total ou preço unitário de venda.
A metodologia de cálculo de cada classe é a seguinte:
a) Equipamentos
Para as composições onde existam equipamentos (ou equipes) deve-se
primeiramente listar os mesmos e a seguir efetuar o cálculo da Produção das
Equipes Mecânicas, conforme apresentado posteriormente.
De posse do formulário Produção das Equipes Mecânicas calculadas
transcrevem-se as descrições de todos os equipamentos a serem utilizados e
suas porcentagens de utilização para a composição analítica do serviço em
questão, conforme demonstrado nos formulários, a seguir.
96
b) Mão-de-obra suplementar
Serão discriminados os profissionais diretamente envolvidos no serviço e
suas respectivas quantidades de horas necessárias à produção prevista para a
equipe mecânica, excluindo-se, os operadores de equipamentos e dos
profissionais incluídos nos custos indiretos, ou seja, engenheiros, mestre de
obras, pessoal administrativo etc, de acordo com o apresentado na planilha do
LACÌ.
c) Produção da equipe
Nos casos em que previamente se calculou a Planilha de Produção das
Equipes Mecânicas deve-se adotar o valor encontrado, enquanto que, não
havendo esta planilha, a produção adotada deve ser pesquisada através das
apropriações de coeficientes físicos, ou ainda, na ausência de melhores
informações, pode-se recorrer a experiência de engenheiros ou aos manuais de
fabricantes de produtos a utilizar, não sendo esquecida a própria vivência do
orçamentista.
d) Materiais e sub-empreiteiros
Para a avaliação dos materiais a adotar, inclusive sua quantificação, deve-
se analisar profundamente as especificações dos serviços a executar, que
necessariamente, em cada projeto, devem ser claras e objetivas (inclusive suas
quantificações).
Na dúvida, ou impossibilidade de se levantar os materiais através do
projeto ou edital de licitação, cabe consultar ao órgão emitente a fim de serem
esclarecidas todas as incertezas.
No caso da utilização de sub-empreiteiros, o tratamento será análogo ao
dos materiais, devendo-se ter propostas claras e por escrito dos mesmos,
97
contendo especificações, prazos de execução, forma de pagamento e garantias,
além dos preços unitários e global.
e) Transportes
O transporte comercial dos materiais, isto é, do fornecedor ao canteiro de
obras, poderá estar incluído nos preços adotados para estes. Para tanto, é
necessário conhecer o material a transportar, à distância de transporte distribuído
por cada tipo de superfície de rolamento e o volume ou peso de cada material por
unidade de serviço.
f) Cálculo do custo unitário direto
Somente após a elaboração de todas as composições analíticas e do
desenvolvimento das demais etapas necessárias ao efetivo cálculo, pesquisa de
mercado, determinação do custo horário de equipamentos e definição das
produções das equipes mecânicas, é que se deve proceder ao cálculo do custo
unitário direto por serviço e total da obra, que corresponde ao produto dos custos
unitários diretos pelas respectivas quantidades.
O custo unitário direto corresponde à soma dos itens de custo unitário
(mão-de-obra e equipamentos), materiais e transportes.
g) Cálculo do LACÌ
O LACÌ a ser adotado em cada projeto deverá ser determinado segundo a
metodologia apresentada anteriormente e será transferida para a composição de
custo unitário como um percentual do custo direto.
O LACÌ, em valor monetário, é calculado como sendo o produto desta taxa
pelo custo unitário direto.
98
h) Cálculo do custo unitário total ou do preço de venda do serviço
O custo unitário total ou preço unitário de venda corresponde à soma do
custo unitário direto mais o valor absoluto do LACÌ.
OBS: No Quadro 9 a seguir apresentamos o modelo de composição de
custo unitário denominada por produção, que é aconselhada para serviços que
contenham uma grande quantidade de equipamentos mecânicos(caminhões,
tratores, usina de concreto etc) .
99
QUADRO 0# C49841i674 24 C01t4 U/itIri4 2e Ser3i64 84r -r420674
Ser3i64# U/i2*2e D*t*#
Có2i@4 E50i8*9e/t41 Q0*/ti2*2e
C4e?i.ie/te C01t4 Z4rIri4 C01t4 J4rIri4
-r420ti34 I98r420ti34 -r420ti34 I98r420ti34
E A G TOTAL#
Có2i@4 M74$2e$4+r* Q0*/ti2*2e C01t4 C01t4 J4rIri4
E B G TOTAL#
E C G -RODU!"O CUSTO JORÁRIO TOTAL E A S B G
E D G CUSTO UNITÁRIO E A S B G Q C
Có2i@4 M*teri*i1 U/i2 Q0*/ti2*2e C01t4 C01t4 U/itIri4
E E G TOTAL#
Có2i@4 Tr*/184rte1 Q0*/ti2*2e
DTM
EF9G
C01t4 C01t4 U/itIri4
E ( G TOTAL#
E G G CUSTO UNITÁRIO DIRETO E D S E S ( G
E I G LACI E G < E J ÷ 00 GG E J G T LACI
-RE!O UNITÁRIO DE %ENDA E G S I G
Observações: Calcular previamente a Produção da Equipe Mecânica do Serviço
Fonte: O Autor
100
>.6... $ -ree/.Zi9e/t4 2* .49841i674 */*,Cti.* 1i98,i?i.*2*
Esta composição é sempre apresentada para uma produção de serviço
igual a 1 (uma) unidade. No cabeçalho deve-se preencher o código, a descrição e
a unidade do serviço cujo custo unitário está sendo calculado, bem como, a data
de referência da pesquisa de mercado.
A seguir, procede-se o preenchimento dos custos de apropriação da
equipe, materiais, sub-empreiteiros e transportes.
Código - nesta coluna será escrito o código dos insumos intervenientes no
serviço, isto é, mão-de-obra, materiais, equipamentos, sub-empreiteiros e
transportes.
Componente - nesta coluna são colocadas às descrições dos componentes
do serviço, ou seja, categorias da mão-de-obra, nome dos equipamentos,
descrição de materiais, etc.
Unidade - nesta coluna são colocadas às unidades com que são definidos
os componentes, no caso da mão-de-obra e equipamentos, a unidade de tempo
(normalmente a hora), e ainda, as unidades métricas para o caso dos materiais.
Coeficiente - nesta coluna é colocada à quantidade com que cada
componente participa na composição analítica, sendo que no caso dos
equipamentos serão anotadas as horas produtivas e improdutivas, sempre por
unidade de serviço.
Preço do componente - nesta coluna são colocados os salários-hora dos
profissionais, encargos sociais embutidos ou, à parte, os custos horários,
produtivos e improdutivos, para os equipamentos e os preços unitários dos
materiais, sub-empreiteiros e transportes referidos às unidades indicadas na
coluna 3.
101
Custos unitários - nesta coluna será calculado o produto dos valores do
coeficiente pelo preço do componente, e representam os custos unitários dos
diferentes componentes necessários à execução do serviço. Este item só deverá
ser calculado após a compilação de todos os dados de custo do orçamento.
Custo unitário direto - da mesma forma que para a composição por
produção, corresponde à soma de todos os custos unitários dos componentes
intervenientes na composição.
LACÌ - igualmente para o caso da composição por produção, o percentual
de LACÌ encontrado é multiplicado pelo custo unitário direto e é obtido o seu valor
absoluto.
Custo unitário total ou preço de venda do serviço - é igual a soma do custo
unitário direto mais o valor absoluto do LACÌ.
Ressalta-se que em alguns casos pode ser exigida a aposição destacada
das leis sociais, o que corresponderá a se escrever o valor correspondente a esta
em uma das linhas da composição.
Ambas as composições analíticas satisfazem o cálculo do orçamento,
entretanto, normalmente, a escolha do tipo a ser adotada parte do próprio edital
de licitação. Não existindo definição a seleção será, principalmente, de acordo
com a própria característica da obra, isto é, a planilha por Produção deverá ser
adotada sempre que a incidência de equipamentos pesados for elevada (como
nos casos de obras de estradas, terraplenagem, barragens, infra-estrutura urbana
etc.).
Nas obras de edificações, construções novas ou reformas, admite-se a
utilização da planilha de composição de custo Simplificada.
OBS: No Quadro 10 a seguir apresenta-se o modelo de composição de
custo unitário denominada simplificada.
102
QUADRO # C49841i674 Si98,i?i.*2* 2e C01t4 U/itIri4 2e Ser3i64
Ser3i64# U/i2*2e# D*t*#
Có2i@4 C4984/e/te1 U/i2*2e C4e?i.ie/te1
-re64 24
C4984/e/te
C01t4
U/itIri4
CUSTO UNITÁRIO DIRETO
LACI %
CUSTO UNITÁRIO TOTAL OU -RE!O UNITÁRIO DE
%ENDA
OBSERVAÇÕES :

Fonte: O Autor
>.&$ -ESQUISA DE MERCADO
Após a elaboração de todas as composições de custo dos serviços do
projeto e da definição dos recursos indiretos, efetuar listagem contendo todos os
itens necessários à pesquisa de mercado de preços, abrangendo pessoal,
materiais, equipamentos, sub-empreiteiros e transportes.
103
Assim, segundo Dias(2001), página 45, deve-se elaborar uma Relação de
Ìnsumos ou de uma Curva ABC, uma listagem de insumos básicos que seja a
mais fiel possível em relação ao objeto da licitação ou da obra, que será utilizada
pelo órgão de compra ou de pesquisa de preços da empresa, de maneira a
garantir ao valor do orçamento a maior fidelidade possível ao seu custo final.
A pesquisa de mercado visando a determinação dos custos unitários dos
serviços abrange os seguintes itens:
>.&. $ T*+e,* 2e .01t4 2e 974$2e$4+r*. E/.*r@41 14.i*i1
>.&.. $ T*+e,* 2e .01t4 2e 974$2e$4+r*
Ao elaborar o orçamento de uma obra deve-se adotar para custo de mão-
de-obra, preferencialmente, a escala de salários comumente adotada por cada
construtora, ou ainda, se a mesma não se encontra executando obra nesta região
pode ser adotada a tabela do sindicato de profissionais da região, através de
pesquisa, ou outra forma de aferição desses valores.
Deve-se considerar, ainda, além do vale transporte que é previsto em lei,
quando não existir transporte próprio de pessoal, benefícios oferecidos pela
empresa, tais como, auxílio-alimentação, seguro saúde, etc.
A quantidade de horas de trabalho por semana depende, ainda, de acordo
coletivo entre patrões e empregados, entretanto, segundo a Constituição, e que
vale para a construção civil, é de 44.
A distribuição destas horas na semana deve ser acordada entre as partes,
em dissídio coletivo das categorias profissionais, entretanto, nas obras civis é
normal o seguinte:
- De 2ª a 5ª feira, das 7 às 17 horas, ou seja, 9 horas por dia ou 36 horas
por semana; na 6ª feira, das 7 às 16 horas, ou seja, 8 horas por dia, perfazendo o
total de 44 horas por semana.
104

Ìsto é, uma vez que o mês tem 4,345 semanas (365 dias por ano ÷ 12
meses por ano ÷ 7 dias por semana) aproximadamente, podemos calcular que o
número de horas de trabalho por mês é de 191. Entretanto é difícil atingir-se este
valor em função dos feriados existentes.
Não se pode esquecer para fins de planejamento e controle da produção
que o número efetivo de horas trabalhadas por mês é de 176 horas (20 dias úteis
x 8,8 horas por dia).
É importante, também, conhecer outras informações, tais como:
No. De Horas Trabalhadas Por Dia (outra maneira de raciocinar): 44 h por
semana ÷ 6 dias de trabalho por semana = 7,3333 horas de trabalho por dia.
Para pagamento, incluído o repouso semanal remunerado e os feriados, é
que temos o valor de aproximadamente 220 horas por mês (7,3333 x (365 ÷ 12 =
30,4167) = 223,0545), sendo que parte destas inclui-se no encargo social.
105
QUADRO 2 # Re,*674 2e I/10941
OBRA #
Código Descrição Unidade Quantidade
Materiais
Fonte: O Autor
106
QUADRO > # T*+e,* 2e M74$2e$O+r* ED*t*G
Código Categoria profissional
Salário sem
encargos
Salário com
encargos
Mensal Horário Mensal Horário
Engenheiro Supervisor
Engenheiro Residente
Engenheiro de Garantia da Qualidade
Engenheiro de Segurança do Trabalho
Engenheiro de Planejamento
Engenheiro médio
Engenheiro Junior
Encarregado Geral
Mestre de Obras
Encarregado de Obra
Encarregado de Terraplenagem
Técnico de Segurança do Trabalho
Enfermeiro
Ìnspetor de Garantia da Qualidade
Chefe de Escritório / Encarregado Adm.De Obra
Auxiliar de Escritório
Chefe de Pessoal
Almoxarife
Encarregado de Turma
Topógrafo
Laboratorista
Auxiliar de Topografia ou Laboratório
Cadista
Projetista
Auxiliar de Serviços Gerais
Segurança
Porteiro
Vigia
Encarregado de Concreto
Borracheiro
Eletricista de Automóveis
Soldador
Mecânico de Máquinas Leves
Mecânico de Máquinas Pesadas
Mecânico de Veículos
Código Categoria profissional
Salário sem
encargos
Salário com
encargos
Mensal Horário Mensal Horário
Motorista de Veículo de carga
Operador de Equipamento
Carpinteiro / Pedreiro / Armador
Ladrilheiro/ Pastilheiro / Carpinteiro Esquadria
Bombeiro Hidráulico/ Eletricista de obra
Operador Grua /Montador Torre Elevador
Calceteiro
½ Oficial
Servente
OBSERVAÇÕES: Encargos sociais sobre salário / hora:
Encargos sociais sobre salário / mês:
Considera-se 220 horas por mês para os profissionais que recebem por hora
Fonte: O Autor
107
>.&..2 $ E/.*r@41 14.i*i1
Define-se por encargos sociais todos os impostos incidentes sobre a folha
de pagamento de salários.
Na maioria das vezes o custo das leis sociais será embutido nos próprios
salários, devendo ser calculado como um percentual deste.
Uma vez que constantemente são alteradas algumas das leis que regem o
cálculo dos encargos sociais, cabe ao orçamentista acompanhar a evolução
destas leis, de modo a manter atualizado o percentual referente a este item de
custo, de suma importância por seu elevado peso no preço final de qualquer
empreendimento.
Atualmente a maior parte dos custos dos encargos sociais decorre da nova
Constituição do Brasil promulgada em outubro de 1988.
Face ao elevado percentual sobre o salário nominal pago aos empregados,
é de fundamental importância cada empresa avaliar periodicamente o valor de
encargos sociais a ser previsto nos orçamentos das obras.
Deverão ser consideradas algumas peculiaridades de cada empresa que
afetam o custo das leis sociais, isto é, rotatividade média da mão-de-obra,
percentual de funcionários que obtém o aviso prévio indenizado, etc.
A taxa de leis sociais deve ser calculada em função da forma de
contratação dos profissionais, o que pode ser atestado através da carteira de
trabalho do profissional, isto é:
• mensalistas - os valores dos próprios salários já incorporam alguns
itens de custo, ou seja, o repouso semanal remunerado e os
feriados considerados como leis sociais. Para este caso considera-
108
se um total de 176 horas de trabalho por mês (20 dias úteis por mês
x 8,8 horas de trabalho por dia).
• horistas - não existe nenhum encargo embutido no salário hora,
portanto, devendo ser considerado no percentual de encargos
sociais tanto o repouso semanal remunerado quanto os feriados que
são pagos aos empregados complementarmente. Por lei considera-
se 220 horas de trabalho por mês, sendo que 44 horas de trabalho
por semana mais 8 horas de repouso semanal remunerado
(domingo).
• Encargos sobre a hora normal - é função das horas ou dias
efetivamente trabalhadas, uma vez que o salário, também é
determinado pelas horas apropriadas mês a mês.
• Encargos sobre o salário mensal, este não tem a ver com horas
trabalhadas, já que o salário independe destas, isto é, é fixo e igual
nos doze meses do ano.
• Encargos sobre horas extras - são vários aspectos a adotar
conforme o tipo de hora extra considerado, isto é, dia normal,
noturna, sábado, domingo, feriado, etc. Os percentuais a serem
aplicados sobre o salário por hora deverão ser estabelecidos pelos
dissídios coletivos das categorias profissionais. Porém, para os
mensalistas, calcula-se o valor da hora extra, dividindo-se o salário
mensal por 220 horas.
Quanto às Leis Sociais, algumas empresas pesquisadas adotam o valor
igual ao da hora normal, enquanto outras chegam aproximadamente a 45%. Por
considerarmos correto, adotamos o mesmo percentual da hora normal.
>.&..2.$ Met424,4@i* 2e .I,.0,4 24 8er.e/t0*, 2e e/.*r@41 14.i*i1
A título de se fornecer noções básicas sobre procedimentos e roteiros do
cálculo utilizados na estimativa de encargos sociais, apresenta-se em planilha
anexa a metodologia atualizada a ser seguida. Entretanto, cabe ressaltar que
109
alguns tópicos são exclusivamente inerentes a cada empresa, e portanto, devem
motivar pesquisa própria. Entre esses itens estão, por exemplo, seguro contra
risco de acidentes no trabalho, aviso prévio remunerado ou não, e principalmente
rotatividade do pessoal de obra.
A apresentação da metodologia segue a classificação usual, a saber:
a) GRUPO A
Encargos básicos correspondentes às obrigações que por lei incidem
diretamente na folha de pagamento de salários, devendo, englobar entre outros
os seguintes encargos: ÌNSS, FGTS, SESÌ ou SESC, SENAÌ ou SENAC, ÌNCRA,
SEBRAE, SALÁRÌO EDUCAÇÃO e SEGURO DE ACÌDENTES DO TRABALHO.
b) GRUPO B
São considerados os direitos a recebimento de salários de dias em que há
prestação de serviços e, por conseguinte, sofrem a incidência de encargos
classificados no GRUPO A. São pagos diretamente ao empregado e para efetuar
seus cálculos é necessário que inicialmente se estabeleça a quantidade de dias
ou de horas efetivamente trabalhadas por ano.
O cálculo dos dias efetivamente trabalhados por ano considera, segundo a
rubrica 507 do ÌAPAS, para a construção civil, os seguintes dados:
• domingos por ano : são 52 ao todo, descontados os do período de
férias, e eventualmente algum feriado que caia domingo, portanto
temos a considerar apenas 48;
• feriados : para o Rio de Janeiro, o máximo de feriados e dias
santificados para o município é de 12 dias, considerando-se que um
coincidirá com um sábado ou Domingo ( Quadro 11C );
• enfermidade e faltas justificadas : em média, são 5 ( cinco) dias de
paralisação por ano por funcionário;
• férias : por lei são 30 dias, a cada ano de permanência na empresa;
• Assim temos, um total de 365 - (48 + 12 + 5 + 30) = 270 dias
efetivos de trabalho por ano.
110
O cálculo do número de horas efetivas de trabalho por ano considera além
dos dias anteriormente definidos, que a jornada de trabalho a ser empregada é de
44 horas semanais, sendo em média 8,8 horas diárias de 2ª a 6ª feira (pode-se
cumprir 4 horas no sábado, sendo este considerado dia útil mesmo não havendo
trabalho), ou seja, são 2.294 (44 horas por semana x 52,1429 semanas por ano)
horas efetivas de trabalho por ano.
c) GRUPO C
Os encargos deste grupo são pagos diretamente aos empregados, mas,
neste caso, não são onerados pelas leis do GRUPO A. São os casos do 13°
salário e FGTS sobre o 13° salário.
Cálculo da Taxa do GRUPO A:
a) Taxa única (legislação):
Ì) Lei n° 8.212, Art. 22 de 24/07/90, regulamentada pelo Art. 25 do Decreto
356 de 07/12/91.
ÌNSS - 20%
ÌÌ) Decreto n° 60.466 de 14/05/67, fixa as alíquotas para os seguintes itens:
Ìncra 0,2% (Art.3, 1 item Ì do decreto Lei 1.146/70, 15 , item ÌÌ da Lei
Complementar 11/71 DL 1.867/81 e Lei 7.787/89)
Salário Educação 2,5% (Art. 3, item 1 do Decreto 87.043 de 22/03/82 e
Lei 7.787/89)
Lei 5.107/66 art. 23 de 13/09/66 e art. 8 inciso ÌÌ da Lei 8.029/90 ÷ redação
dada pela Lei 8.154/90 de 28/12/90 e regulamentada pelo art. 1 e Decreto
99.570/90
111
SESÌ 1,5
Art. 1 DL 6.246/44, Lei 8.029 e Lei 8.154 de 28/12/90.
SENAÌ 1,0
Art. 8 parágrafo 3 Lei 8.29/90 modificada pela Lei 8.154/90 e
regulamentada pela Lei 99.570/90
SEBRAE 0,2
ÌÌÌ) SALÁRIO MATERNIDADE: De acordo com a Constituição de 1988, por
ocasião da promulgação do R.P.S. (Regulamento da Previdência Social), a
empresa deverá obrigatoriamente pagar os 120 dias após a maternidade.
Considerando-se que apenas 3% das mulheres estão na época de
reprodução e que apenas 3% dos funcionários são do sexo feminino, temos:
Salário Maternidade = (120 ÷ 270) x (0,03 ÷ 0,03) = 0,04%
ÌV) (GTS ÷ Lei 5.107 Art. 2 disciplinado pela Lei 8.036 de 11/05/90 e
regulamentada pelo Decreto 99.684 de 08/11/90.
FGTS - 8%
Ì) (GTS ÷ Lei Complementar 110
FGTS ÷ 0,5%
V) SEGURO DE ACIDENTES NO TRABALJO: Lei 8.212 de 24/07/91, Art. 26
regulamentado Art.22 item ÌÌ letra A e regulamentada pelo decreto 356 de
07/12/91 art. 26 item ÌÌÌ, instituiu o percentual de 3,0% sobre os empregados,
classificando a construção civil como Grau ÌÌÌ - Riscos Graves.
Acidentes de Trabalho - 3,0%
112
VÌ) Eventualmente, de acordo com o Artigo 577 da CLT, deverá constar deste
grupo a parcela referente ao pagamento pela Empresa de percentual de
contribuição à associação patronal de atendimento aos empregados, como por
exemplo no caso do Estado do Rio de Janeiro, os associados do Seconci - RJ
(Serviço Social da Construção Civil - Sindicato das Empresas de Construção Civil
- RJ) se obrigam a efetuar o pagamento de 1% (um por cento) sobre a folha de
pagamento em prol da manutenção destes serviços.
SECONCÌ / RJ - 1,0%
Cálculo da Taxa do GRUPO B:
a) (ORIAS: De acordo com o inciso XVÌÌ da Constituição Federal, são
considerados 30 dias corridos de férias por ano, e ainda, cabendo ao empregador
pagar abono de 1/3 do salário, conforme art.129 a 148 da CLT.
Férias = (30 + 10) / 270 = 14,8 %
b) RE-OUSO SEMANAL REMUNERADO: Artigos 66, 67, 70, 71, 72, 307, 382,
383 e 384 da C.L.T. e Lei de Regulamentação do Repouso Remunerado N. 605
de 05/01/49. O empregador deverá pagar ao empregado cujo salário é horário, o
domingo.
Repouso Semanal Remunerado = 48 ÷ 270 = 17,8 %
c) (ERIADOS: Art. 70 da CLT e art. 1 da Lei 605 de 05/01/49 e Decreto Lei 86 de
27/12/66. Considerou-se 12 (doze) feriados por ano.
Os feriados nacionais são:
• 1 de janeiro ÷ Dia da Confraternização Universal
• 21 de abril ÷ Dia de Tiradentes
113
• 1 de maio ÷ Dia do trabalho
• 7 de setembro ÷ Dia da Ìndependência do Brasil
• 12 de outubro ÷ Dia da Padroeira do Brasil
• 15 de novembro ÷ Proclamação da República
• 25 de dezembro - Natal
Devem ser considerados, ainda, os feriados municipais e estaduais.
Feriados = 12 ÷ 270 = 4,4 %
d) AU_YLIO EN(ERMIDADE: Lei n° 3.607/60 e 8.213 de 24/07/91. Os 15
primeiros dias de faltas justificadas cabem ao empregador pagar, admitindo-se
que apenas 30% dos empregados se beneficiam.
Auxílio Enfermidade = 4 ÷ 270 = 1,48 %
e) (ALTAS ;USTI(ICADAS ' Art. 473 e 822 da CLT, são permitidas faltas:
• 2 dias consecutivos por morte de ascendente, descendente ou
cônjuge;
• 3 dias consecutivos em caso de casamento;
• 2 dias a cada 12 meses para doação voluntária de sangue;
• 2 dias para alistamento eleitoral;
• período em que estiver cumprindo às exigências do serviço militar.
• Lei 1.060 de 05/03/1950:
• 1 dia por ano para internação de dependente;
• dias que estiver a serviço da justiça como testemunha.
• Por determinação de lei específica:
- dias de greve devidamente reconhecidas por determinação
judicial e
114
- dias reconhecidamente de calamidade pública (chuva,
inundações etc).
- Considerou-se de 1 (um) dia as Faltas Justificadas.
Faltas Justificadas = 1 ÷ 270 = 0,37%
f) A%ISO -RO%IO TRABALJADO: Art. 487 da CLT, inciso XXÌ da CF. Apesar da
legislação permitir às empresas manter o empregado trabalhando pelo prazo
correspondente ao aviso prévio, com redução das duas horas diárias estipuladas,
o que se observa no setor da construção é que, na prática, em apenas 40% dos
casos o operário recebe aviso prévio trabalhado. Sabemos ainda, que 80% dos
operários recebem aviso prévio e que o período de permanência no emprego é
inferior a 6 meses. Por fim, de acordo com a Constituição, garante-se o mínimo de
30 dias de aviso prévio e que ao empregado é dado o direito de optar por
ausentar-se duas horas diárias nesse período ou lhe é facultado faltar sete dias
corridos dentro do prazo.
Aviso Prévio = 7 ÷ 270 = 2,6 %
g) DOCIMO TERCEIRO SALÁRIO: Legislação: Lei n° 4.090/62 de 13/07/62,
regulamentada pelo Decreto n° 57.155 de 03/11/65, corresponde ao pagamento
de 30 dias adicionais por ano, incluído neste grupo de acordo com a Ordem de
Serviço ÌNSS/ DAF n° 73 de 07/04/93.
Décimo Terceiro Salário = (30 ÷ 270) = 11,1 %
h) ADICIONAL NOTURNO: De acordo com a C.L.T. (Consolidação das Leis do
Trabalho), a hora de trabalho noturno tem um adicional de 20%, enquanto a
Constituição estabelece acréscimo de 50% para as horas extras. A partir de
estatísticas do setor de construção que indicam uma representatividade de 3%
para os vigias noturnos sobre o total de empregados, e que essa atividade é
sistemática, portanto repercutindo, sobre férias e 13° salário. Não deve ser
considerado como encargo social.
115
i) LICEN!A -ATERNIDADE: Segue a mesma diretriz apresentada para o Salário
Maternidade, entretanto, ainda não se dispõe de uma definição precisa nem o
anteprojeto do R.P.S., acima citado, abordou a matéria. Segue a Disposição
provisória da Constituição federal de 1988 (art. 10, parágrafo 1).
Segundo estimativa baseada nos cinco dias de licença provisoriamente
fixados pela Constituição, em estatística (ÌBGE) de composição etária da
população (50% na faixa de 18 a 59 anos), taxa média de fecundidade de
aproximadamente 3% e na proporção de 97% de homens no total da mão-de-obra
direta empregada na construção civil será considerada o número de horas de
licença paternidade.
Licença Paternidade = (5 ÷ 270) x (0,03 ÷ 0,50) x 0,97 = 0,03%
j) A%ISO -RO%IO INDENIWADO: De acordo com a Lei 7787/89, incluir-se-á esta
parcela neste grupo, uma vez que existe jurisprudência que este pagamento é
considerado como salário, portanto recebe a incidência do Grupo A. Serão
adotados os princípios que regem ao Aviso Prévio Trabalhado, considerando-se
que todos operários são indenizados, uma vez que o construtor prefere pagar o
aviso-prévio, dispensando o funcionário da permanência no canteiro de obra.
Aviso Prévio Ìndenizado = (23 ÷ 270) = 8,5%
Cálculo da Taxa do GRUPO C:
a) DE-ÓSITO -OR RESCIS"O SEM ;USTA CAUSA# Art. 6 da Lei 5.107/66
alterada pelo Artigo 10, inciso Ì, das Disposições Transitórias da Constituição
Federal de 88, corresponde ao pagamento de 40% sobre o FGTS, sendo este no
valor anual de 8,8% ( incluindo a parcela referente ao 13º salário ), em caso de
demissão do emprego.
Depósito por Rescisão sem Justa Causa = 0,40 x 9,2 = 3,68%
116
b) DE-ÓSITO -OR RESCIS"O SEM ;USTA CAUSA: Lei Complementar n.
110/2001. Acréscimo de 10% sobre o saldo do Fundo de Garantia.
Depósito por Rescisão sem Justa Causa = 0,10 x 9,2 = 0,92%
c) (GTS SOBRE >` SALÁRIO# Corresponde ao pagamento de 8% sobre o 13º
Salário do funcionário.
FGTS sobre o 13° Salário = 0,085 x 11,1% = 0,9 %
d) INSS SOBRE >` SALÁRIO# Corresponde ao pagamento de 20%, em função
do valor do 13º salário do funcionário. Assim sendo, considerou-se para fins de
cálculo do encargo social o percentual de 20%.
ÌNSS sobre o 13° Salário = 0,20 x 11,1% = 2,2 %
e) I/2e/iK*674 A2i.i4/*,# Art. 9 da Lei 7.238/84, Ìnstrução Normativa 2 da SNT
de 12/03/92- multa por demissão sem justa causa nos 30 dias que antes da data
base da Convenção Coletiva de Trabalho da categoria profissional.
Será considerado no cálculo do encargo social aqui descrito, o pagamento
de equivalente ao salário de 30 dias para o empregado e que a ocorrência de
demissão nesta situação é de 10%.
Ìndenização Adicional = (30 ÷ 270 ) x 0,10 = 1,11%
5..4 ' E1.,*re.i9e/t41 A2i.i4/*i1

Adicionalmente esclarece-se que para a adoção destes ou quaisquer
outros valores encontrados em revistas e publicações especializadas, a empresa
deve fazer análise meticulosa do estudo em questão de maneira a compatibilizar
a mesma com seus próprios parâmetros.
117
Atentar para o fato de que a qualquer momento podem ser incorporados
novos itens a taxa de encargos sociais, assim, o engenheiro de custos deverá
acompanhar as modificações da legislação.
118
>.&.2 $ -e150i1* 2e 9er.*24 2e 9*teri*i1 e 10+$e98reiteir41
>.&.2. $ M*teri*i1
A pesquisa de mercado para conhecimento do valor de aquisição dos
materiais será feita na região em que se desenvolverão os serviços. Entretanto,
esta pesquisa deverá ser comparada com outras em regiões próximas que
tenham materiais suficientes ao vulto da obra.
É importante, ao se elaborar a pesquisa, que se disponha das quantidades
e das especificações corretas dos materiais a serem adquiridos de modo a se
obter proveito na negociação de preços.
Alguns materiais, entre outros, os betumes, e os explosivos, e mesmo,
cimento, ferro etc, em grande escala, muitas vezes com poucas possibilidades de
serem encontrados no local da obra, a pesquisa deverá ser desenvolvida,
também, junto às fontes produtoras ou em grandes centros urbanos.
Da pesquisa de mercado, com no mínimo três fornecedores, constarão os
seguintes dados:
- descrição detalhada do material, com unidade;
- quantidade de consumo;
- preço do material, incluindo todos os impostos por fornecedor;
- condições de pagamento.
No caso em que haja uma disparidade entre os três preços coletados,
deve-se efetuar a cotação junto a outros fornecedores, de modo a garantir que o
valor de aquisição pesquisado é válido.
O quadro a seguir apresenta o modelo do Mapa de Coleta de Preços de
Materiais.
119
QUADRO 4 # M*8* 2e C4,et* 2e -re641 2e M*teri*i1
COLETA DE -RE!OS DE MATERIAIS
Obra: Fornecedor:
Previsão de Entrega: Telefone:
Cliente: Vendedor:
Quant Um Descrição Preço Base Unitário Total Unitário Total Unitário Total
Endereço de Entrega Ìmpostos
(%):
Frete:
Desconto
(%):
Observações: Total
Compra:
Prazo
Entrega:
Condições
Pagamento
Data Coleta:
Fonte: O Autor
120
>.&.2.2$ S0+$e98reiteir41
Quando convier ao construtor sub-empreitar alguns serviços, mesmo
aqueles prestados por transportadores autônomos ou de empresas, deverá
proceder à pesquisa de mercado, preferencialmente, na região da obra, e de
posse de suas propostas de preços unitários para esses serviços efetuar a
negociação com os interessados na prestação do serviço.
Caberá a direção da empresa criar normas que orientem os engenheiros
de custos e de produção a gerenciarem seus sub-empreiteiros.
Deve-se agir de maneira semelhante ao caso dos materiais, escolhendo-se
sempre, empresas idôneas e conhecidas no mercado, e ainda, só aceitar
propostas de preços completas, ou seja, aquelas que, por escrito, constem os
dados anteriormente apresentados para a coleta de preços de materiais.
Nestes casos, a contratação deverá ser garantida por contrato entre as
partes, respeitando-se, ainda, o edital de licitação no que concerne à
aceitabilidade de sub-empreiteiros.
>.&.2.>$ %*,4re1 2e *50i1i674 2e e50i8*9e/t41 e 3eC.0,41
A pesquisa de mercado para determinação do valor de aquisição dos
equipamentos e veículos será feita nas principais praças do País, isto é, Rio de
Janeiro, São Paulo e principais capitais, entretanto, deverá ser respeitado o
sistema de vendas de alguns fabricantes que mantém exclusividade para o local
sede do comprador e abrangerá a relação de itens necessários a obtenção dos
custos unitários de serviços desejados.
Esta pesquisa será realizada de maneira a se conseguir:
• Valor de aquisição do equipamento sem peças trabalhantes, ou seja,
custo do caminhão sem pneus;
121
• Valor das peças trabalhantes;
• Ìncidência de impostos sobre circulação de mercadorias (ÌCMS) e
sobre produtos industrializados (ÌPÌ), tanto para os equipamentos
nacionais quanto para os importados. Para este último caso a
pesquisa deve abranger também os impostos e despesas de
importação, quando forem necessários e pagos pelo comprador.
Da pesquisa deverão constar as seguintes informações:
• Especificações do equipamento;
• Dados do fornecedor consultado (nome, endereço, telefone ou fax e
atendente);
• Preço do equipamento sem peças trabalhantes;
• Valor das peças trabalhantes;
• Valor e descrição dos impostos, atentar para o fato dos mesmos já
estarem incluídos ou não no preço ofertado;
• Condições de pagamento;
• Obter orientação quanto aos custos de embalagem e transporte,
quando convier.
O engenheiro de custos deve estar sempre atento às modificações
introduzidas na legislação, como também, na forma como as informações são
apresentadas pelos fornecedores a respeito da incidência de impostos.
Poderá ser adotado o mesmo Mapa de Coleta utilizado para o caso de
materiais.
>.&.> $ Tr*/184rte1

Os custos dos transportes podem ser encarados de duas maneiras, isto é,
para o caso do emprego de veículos próprios ou para a contratação a terceiros.
No caso de se adotar frota própria deve-se considerar os custos conforme
apresentado no Custo Horário de Utilização de Equipamentos. Enquanto, para a
122
contratação com terceiros deve ser considerada a metodologia definida no
subitem anterior ÷ Sub-empreiteiros.
Deve-se atentar para o fato de que em se tratando de transporte com
terceiros existirá, normalmente, por parte do carreteiro a cobrança de uma
distância mínima de transporte, usualmente 5 (cinco) quilômetros para o caso de
grandes obras e entre 15 e 20 km para aquelas localizadas em áreas urbanas,
bem como, à distância de transporte a ser considerada é somente a de ida, uma
vez que na própria fórmula de cálculo da produção do veículo transportador inclui-
se à volta.
>.)$ METODOLOGIA DE CÁLCULO DO CUSTO JORÁRIO DE UTILIWA!"O
DE EQUI-AMENTO
>.).$ De?i/i674
Custo de utilização de equipamentos é o gasto que decorre da posse e da
operação do mesmo. A unidade de tempo em que geralmente se mede o custo de
utilização dos equipamentos é a hora, daí ter-se desenvolvido uma metodologia
para determinação do custo horário de utilização do equipamento.
A partir da pesquisa de mercado do valor de aquisição e aplicando-se a
metodologia a seguir exposta, calcula-se o referido custo para todas as máquinas
constantes da lista efetuada, conforme orientado anteriormente em Elaboração
das Composições Analíticas de Custos de Serviços.
>.).2$ MAt424 2e .I,.0,4 *24t*24
Será adotado o método de cálculo do custo horário de equipamentos,
segundo Dias, página 66, a seguir resumido.
O custo horário é composto das seguintes parcelas:
123
• Depreciação e juros (DJ) - depreciação é a parcela referente à perda
de valor do equipamento em decorrência de uso ou obsolescência,
enquanto juro corresponde à remuneração do capital investido;
• Manutenção (M) - é a parcela por meio da qual se mantém o
equipamento em perfeitas condições de uso;
• Operação - é a utilização do equipamento, compreendendo duas
parcelas, isto é, materiais e mão-de-obra:
• Materiais (MAT) - é o conjunto de materiais necessários à operação
dos equipamentos;
• Mão-de-obra (MO) - é a mão-de-obra necessária à operação do
equipamento, ou seja, operador de máquinas e auxiliares, quando
for o caso. Este item será incluído na parcela do custo indireto
denominado de
• Administração Local.
Normalmente existe a necessidade de se atribuir ao custo horário dos
equipamentos, sua utilização em operação normal, denominado custo produtivo, e
ainda, o tempo de espera para entrar em operação na equipe, de motor ligado,
que representa o custo improdutivo.
A soma dos quatro componentes anteriormente expostos determina o custo
produtivo, enquanto que o custo improdutivo, é a soma dos itens de Depreciação
e Juros e Operação - Mão-de-obra, ou seja:
C01t4 -r420ti34 EC-G U D; S M S MAT S MO
C01t4 I98r420ti34 ECIG U D; S MO
A Mão de Obra (MO) será incluída na Administração Local.
Apresenta-se neste capítulo a metodologia aconselhada para o cálculo de
cada uma destas parcelas, que é utilizada nas composições de custo.
124
Existe, ainda, uma terceira classificação para o custo horário de
equipamentos, ou seja, sem operar e com motor desligado à disposição do
cliente. Neste caso, fatores independentes da vontade da construtora levaram a
máquina a estar paralisada aguardando alguma liberação para reiniciar suas
atividades. Normalmente, nestes casos, pode-se acertar a cobrança destas horas
por meio do custo improdutivo ou definir-se outro modo diretamente com o
contratante.
Metodologia para cálculo do custo horário de utilização de equipamentos
a) Depreciação e juros - depreciação é a perda de valor do
equipamento em decorrência de uso ou obsolescência. Juro é a
remuneração do capital investido na compra do bem.
O método a ser adotado para o cálculo da depreciação e juros será o
Fundo de Reserva (sinking fund). A expressão geral do valor desta parcela será:
p = Vo x i + [(Vo - R)i ÷ (1 + i )
n
- 1]
onde: Vo = valor de aquisição
R = valor residual
i = taxa de juros
n = vida útil em anos (ver tabela a seguir)
Considera-se o valor residual de 15%, por ser definido como valor
adequado, conforme apresentado anteriormente, correspondente a recente
pesquisa de campo efetuada pelo DNER. Com esta consideração pode-se
introduzir simplificações na fórmula que permite a apresentação de uma tabela da
taxa de depreciação e juros. Considerando-se o valor residual de 15%, a
expressão anterior assume a seguinte forma:
p = ( 0,85 x Vo ) x i [1 + (1 ÷ (1 + i)
n
- 1]
Fazendo-se (1 + i) = q, a expressão pode ser assim escrita:
125
p = [(q
n
(q - 1)) ÷ (q
n
- 1)] x 0,85 x
Vo
Sendo que a expressão [(q
n
(q - 1)) ÷ (q
n
- 1)], multiplicada pelo valor de
aquisição do equipamento resulta exatamente no valor de depreciação e juros.
Multiplicando-se a expressão anterior por 100, têm-se:
r = [ [(q
n
(q - 1)) x 100 ] ÷ (q
n
- 1) ] x n
A expressão que pode ser adotada para a determinação da parcela de
depreciação e juros, durante a vida útil dos equipamentos. Considerando-se de
10% ao ano a taxa de juros, que corresponde ao custo de oportunidade do
capital, obtém-se a Tabela 2 a seguir com os valores para r:
TABELA 2 # De8re.i*674 e ;0r41 E<8re114 .494 09 8er.e/t0*, 24 %*,4r 2e
A50i1i674 24 E50i8*9e/t4
Vida útil
(anos)
Juros durante a
vida útil
(%)
Depreciação e juros
durante a vida útil
(%)
1 10,00 110,00
2 15,24 115,24
3 20,63 120,63
4 26,19 126,19
5 31,90 131,90
6 37,77 137,77
7 43,78 143,78
8 49,96 149,96
Fonte: O Autor
Define-se por vida útil do equipamento o período de tempo que vai de sua
aquisição e início de funcionamento, até a data de sua retirada do serviço por
obsolescência ou por ter atingido custo de manutenção muito elevado.
A vida útil é baseada no tipo de equipamento e nas condições de serviço
em que é empregado.
Deve-se adotar para a vida útil dos equipamentos os valores em horas
trabalhadas por ano e em anos de trabalho, constantes da Tabela 3 a seguir,
126
onde são previstas também as três condições de serviço em que o equipamento
pode trabalhar.
Estas condições de trabalho são definidas conforme descrito a seguir no
manual SÌCRO do DNER.

127
T*+e,* ># C4/2i6^e1 2e Tr*+*,Z4 241 E50i8*9e/t41
C4/2i6^e1 ,e3e1
-*r* e1.*3*674 e .*r@*
• camada de solo superficial
• materiais de baixa densidade
• argila com baixo teor de umidade
• material retirado de pilhas
• operação de lâmina em aterro solto
• reboque de "scrapers¨ (trator de esteira)
• espalhamento e nivelamento de materiais
• valetamento em solo leve até 2m de profundidade (retro-
escavadeira)
-*r* tr*/184rte
• superfícies com apoio total as sapatas e baixo teor de areia.
• superfícies firmes, sem material solto.
• superfícies conservadas por motoniveladoras
• estradas de curvas moderadas
• resistência ao rolamento menor que 4% (*)
(*) Rr - Resistência ao rolamento
Rr = Kg de força necessário
Peso do veículo
Fonte: SÌCRO-DNER
128
T*+e,* ># C4/2i6^e1 2e Tr*+*,Z4 241 E50i8*9e/t41
C4/2i6^e1 9A2i*1
-*r* e1.*3*674 e .*r@*
• argila arenosa
• argila com alguma umidade
• mistura de solos diferentes como areia e cascalho fino
• produção de aterros (trator de esteiras)
• carregamento em rocha bem fragmentada
• valetamento em solo médio a pesado até 3,00m de profundidade
• Escavação em barranco de material facilmente penetrável
• Material bem escarificado
• desmatamentos
• Unidades carregando em terreno nivelado ("scrapers¨)
-*r* tr*/184rte
• Distâncias irregulares (longas e curtas)
• Aclives e declives constantes
• Resistência ao rolamento entre 4% a 7%
• Pouca patinagem do material rodante.
Fonte: SÌCRO-DNER
129
Tabela 3: Condições de Trabalho dos Equipamentos
C4/2i6^e1 8e1*2*1
-*r* e1.*3*674 e .*r@*
• Pedras freqüentes ou afloramento de rochas
• Cascalho grosso (sem finos)
• Escarificação pesada em rocha.
• Trabalho em pedreiras
• Carregamento contínuo em solos compactados como xisto
argiloso, cascalho consolidado, etc.
• Valetamento em profundidades superiores a 3m.
• Carregamento em rocha escarificada (para "scrapers¨)
• Restrições constantes no comprimento ou largura, de operação.
-*r* tr*/184rte
• Deslocamento contínuo em terreno rochoso
• Piso úmido ou irregular
• Freqüentes aclives
• Piso de areia frouxa e seca sem aglutinante
• Resistência ao rolamento maior que 7%
• Piso em pedras soltas e lamelares.
Fonte: SÌCRO-DNER
130
TABELA 4 # %i2* =ti, 2e E50i8*9e/t41
EQUÌPAMENTOS
CONDÌÇÕES DE SERVÌÇO
Leve Média Pesada
Anos Horas Anos Horas Anos Horas
Perfuratriz manual 3 2.000
Vibrador de imersão e bomba mecânica 4 1.250
Fresadora a frio 5 1.200
Betoneira 4 1.750
Tratores de esteira ou pneus, moto-escavo transportador,
motoniveladora, carregadeira de esteira ou pneus,
caminhões basculantes e retro-escavadeira e pá mecânica
de pneus. 6 2.000 5 2.000 4 2.000
Compressor de ar, usina de asfalto, usina de solo. 6 1.666
Distribuidor e espalhador de agregados 6 1.333
Caminhão tanque ou de carroceria fixa, dumper, gerador,
escavadeira e sonda a percussão. 6 2.000
Serra circular e bate estaca 7 2.000
Conjunto de britagem 6 1.500
Tanque pré-aquecedor e Transformador 6 2.333
Vassoura mecânica, carrinho de mão e grade de discos 8 1.000
Distribuidor de asfalto, régua vibratória, furadeira, lixadeira,
ponte rolante e elevador de obra.
8 1.250
Acabadora de asfalto, microtrator com roçadeira e grua. 8 1.500
Rolo pé-de-carneiro, rolo de pneus pressão variável, rolo
liso vibratório e rolo liso. 8 1.750
Fonte: Manual de Composição de Custos do DNER-1972
Baseado na metodologia indicada anteriormente e na vida útil apresentada
organizou-se a Tabela 4 onde se obtém, diretamente, a percentagem de depreciação e
juros, para todas as classes de equipamentos enumerados anteriormente:
A fórmula de cálculo da depreciação e juros por hora é a seguinte:
D; U %4 < 2[T
Onde:

Vo é o valor de aquisição do bem e
dj% é o percentual de depreciação e juros por hora, apresentado na Tabela
abaixo.
TABELA 5# De8re.i*674 e [0r41 84r Z4r* e<8re114 .494 09
8er.e/t0*, 24 3*,4r 2e *50i1i674 24 e50i8*9e/t4N e9 T.
EQUÌPAMENTOS
CONDÌÇÕES DE SERVÌÇO
Leve Média Pesada
Perfuratriz manual 0,01709
Vibrador de imersão e bomba mecânica 0,02145
131
Fresadora a frio 0,01788
Betoneira 0,01532
Tratores de esteira, moto-escavo transportador,
motoniveladora, carregadeira de esteira e pneus, caminhões
basculantes, trator de pneus e retro-escavadeira e pá
mecânica de pneus. 0,00976 0,01121 0,01341
Compressor de ar, usina de asfalto, usina de solo. 0,01171
Distribuidor e espalhador de agregados 0,01464
Caminhão tanque ou de carroceria fixa, dumper, gerador, es-
cavadeira e sonda a percussão.
0,00976
Serra circular e bate estaca 0,00873
Conjunto de britagem 0,01301
Tanque pré-aquecedor, carrinho de mão e transformador. 0,00836
Vassoura mecânica e grade de discos 0,01593
Distribuidor de asfalto, régua vibratória, furadeira, lixadeira,
ponte rolante e elevador de obra.
0,01274
Acabadora de asfalto, microtrator com roçadeira e grua. 0,01062
Rolo pé-de-carneiro, rolo de pneus pressão variável, rolo liso
vibratório e rolo liso. 0,00910
Fonte: Manual de Composição de Custos do DNER - 1972
b) MANUTENÇÃO
Manutenção engloba todos os gastos referentes a:
• reparos de pequeno ou grande valor, incluindo materiais, peças e
acessórios de reposição, gastos de oficina e mão-de-obra, com seus
respectivos encargos sociais;
• reapertos, regulagem, limpeza, pintura, lavagem, etc.
• pneus, câmaras de ar, lâminas, cantos, parafusos, correias, esteiras,
rodas motrizes e demais peças de desgaste efetivo durante a
operação.
Para quantificar os gastos de manutenção dos equipamentos é adotado o
método de vincular, para fins de previsão, as reservas destinadas à manutenção
com o valor de aquisição do equipamento.
Assim, o custo horário de manutenção dos equipamentos deve ser obtido
através da seguinte expressão:
Manutenção (M) = [Vo ÷ (n x h)] x k
132
onde: Vo = valor de aquisição do equipamento, sem material rodante;
• n = vida útil em anos, conforme Tabela de Vida Útil anteriormente
apresentada;
• h = horas trabalhadas por ano, conforme Tabela de Vida Útil
anteriormente apresentada;
• k = coeficiente de proporcionalidade, de acordo com a Tabela a
seguir:
TABELA 6# C4e?i.ie/te1 2e -r484r.i4/*,i2*2e 2e M*/0te/674
EQUÌPAMENTOS K
Caminhão basculante, fresadora e dumper. 1,00
Usina e distribuidor de asfalto e usina de solo 0,90
Acabadora de asfalto e rolos compactadores autopropulsores 0,90
Conjunto de britagem, considerar em separado o custo de reposição das
mandíbulas.
0,90
Trator de esteira, pá carregadeira, moto-escavo-transportador e retro-
escavdeira e pá mecânica.
1,00
Motoniveladora, escavadeira, trator de pneus, caminhão tanque, caminhão de
carroceria fixa, bate estaca e cavalo mecânico. 0,80
Compressor de ar, guindaste, régua vibratória, equipamento de sondagem a 0,80
133
percussão e microtrator com roçadeira.
Distribuidor e espalhador de agregados, grade de discos, vassoura mecânica
e tanque pré-aquecedor, ponte rolante, transformador, furadeira, carrinho de
mão e grua.
0,50
Perfuratriz manual, vibrador de imersão, bomba centrífuga, betoneira, serra
circular e gerador.
0,50
Rolos compressores rebocáveis e elevador de obra 0,50
Fonte: Manual de Composição de Custos do DNER - 1972
c) CUSTO DE OPERAÇÃO
c.1) MATERÌAÌS
Fazem parte desta parcela os custos referentes aos seguintes materiais:
• combustíveis
• óleo lubrificante de carter
• óleos lubrificantes para sistema hidráulico, transmissão e comandos
finais.
• graxa
• filtros para combustíveis e lubrificantes
A quantificação dos gastos com os materiais de operação será feita a partir
das seguintes hipóteses:
• preço médio único para todos os óleos lubrificantes utilizados pelos
equipamentos;
• o preço do óleo lubrificante é igual aproximadamente a 6 vezes o do
óleo diesel e 5 vezes o da gasolina, admitindo-se, inclusive, que esta
proporção se mantenha constante;
• o preço unitário da graxa equivale ao dobro do de óleo lubrificante;
• a despesa horária com filtros corresponde a 50% do valor total dos
óleos lubrificantes consumidos por hora, no caso de motores a
diesel.
134
Por outro lado, baseados em consumos médios horários de combustível e
lubrificantes, fornecidos por ábacos e tabelas, são encontrados os seguintes
resultados por HP (Horse Power) na barra de direção e por hora:
Ì) Para motores a óleo diesel
óleo diesel 0,150 litros por HP
óleos lubrificantes 0,002 litros por HP
filtro 0,002 unidades por HP
graxa 0,001 quilos por HP
Tomando-se o preço do litro de óleo diesel como parâmetro e operando-se
com base nas premissas, antes estabelecidas, tem-se:
óleo diesel 0,150 0,150
óleos lubrificantes 0,002 x 6 0,012
filtros 0,002 x 3 0,006
graxa 0,001 x 12 0,012

Total 0,180
O que justifica o critério seguinte, que deve ser adotado, para a
determinação do custo horário de materiais de operação, no caso de
equipamentos a óleo diesel: multiplica-se o fator 0,18 pela potência da máquina
em HP e este produto pelo preço do litro do óleo diesel, ou pela seguinte
expressão:
Custo horário de material (MAT) = 0,18 x HP x preço de 1 litro de óleo diesel
ÌÌ) Para motores a gasolina
gasolina 0,225 litros por HP
óleo lubrificante 0,002 litros por HP
graxa 0,001 quilos por HP
135
Tomando-se o preço da gasolina como parâmetro e operando-se com base
nas premissas antes estabelecidas, sendo que o preço da gasolina é cinco vezes
menor que o do óleo lubrificante e dez vezes menor do que a graxa, tem-se:
gasolina 0,225 0,225
óleo lubrificante 0,002 x 5 0,010
graxa 0,001 x 10 0,010

Total 0,245
O que justifica o seguinte critério, que deve ser adotado, para a
determinação do custo horário de materiais de operação, no caso de
equipamentos a gasolina: multiplica-se o fator 0,245 pela potência da máquina em
HP e este produto pelo preço do litro da gasolina. Ou traduzindo-se em fórmula:
Custo horário de material (MAT) = 0,245 x HP x preço de 1 litro de gasolina
ÌÌÌ) Para motores a álcool
álcool 0,300 litros por HP
óleo lubrificante 0,002 litros por HP
graxa 0,001 quilos por HP
Tomando-se o preço do álcool como parâmetro e operando-se com base
nas premissas de que o preço do álcool é sete vezes menor que o do óleo
lubrificante e doze vezes menor que o da graxa, tem-se:
álcool 0,300 0,300
óleo lubrificante 0,002 x 7 0,014
graxa 0,001 x 12 0,012

Total 0,326
136
O que justifica o seguinte critério, que deve ser adotado, para a
determinação do custo horário de materiais de operação, no caso de
equipamentos a álcool: multiplica-se o fator 0,326 pela potência do veículo em HP
e este produto pelo preço do litro do álcool. Ou traduzindo-se em fórmula:
Custo horário de material (MAT) = 0,326 x HP x preço de 1 litro de
álcool
ÌV) Para motores elétricos
Os motores elétricos poderão ter sua potência expressa em termos de
quilowatt (KW). O consumo horário em termos de KW será numericamente igual à
potência. Donde simplificando-se se tem:
Custo horário material (MAT) = KW x preço de 1 KW/h Ìndustrial
c.2) MÃO-DE-OBRA DE OPERAÇÃO
Para fins de determinação do custo da mão-de-obra de operação, deve-se
adotar a mesma incluída no Custo Ìndireto (Administração Local), de acordo com
a sistemática apresentada em Pesquisa de Mercado, referente a pessoal,
incluindo-se, também, as leis sociais.
Os profissionais incorporados ao custo da mão-de-obra de operação dos
equipamentos devem ser cobrados na Administração Local, uma vez que estes
recebem salários referentes há 220 horas por mês, enquanto os equipamentos
são alocados em menor quantidade de horas no orçamento das obras, no mesmo
período de tempo.
d) MODELO DE FORMULÁRÌO DE CÁLCULO DO CUSTO HORÁRÌO DE
UTÌLÌZAÇÃO DE EQUÌPAMENTOS
137
Caso não seja exigido nenhum padrão, a apresenta-se o formulário
adequado à apresentação do cálculo do custo horário de utilização de
equipamentos nos orçamentos de construções.
138
QUADRO 5 # C01t4 J4rIri4 2e Uti,iK*674 2e E50i8*9e/t41
Obra Data
C
Ó
D
Ì
G
O
Descrição
Potência
(HP)
Vida Útil
(anos)
Horas por
Ano
Valor de
Aquisição
Depreciação e
Juros
Manutenção
Operação Custo Horário
Material M.O. Ìmprodutivo Produtivo
Fonte: O Autor
139
>.9$ METODOLOGIA DE CÁLCULO DA -RODU!"O DAS EQUI-ES
MECaNICAS
>.9.$ C4/.eit41 +I1i.41
Para melhor se entender a metodologia exposta a seguir, de acordo com
Dias-2001, página 79, são fornecidas as definições abaixo:
• Equipe - é o grupo de equipamentos reunidos para execução
conjunta de um dado serviço;
• Produção - é a quantidade média de material movida na unidade de
tempo, comumente uma hora, e que pode ser expressa de vários
modos:
• volume de corte - é o volume do material no estado normal, na
natureza;
• Volume solto - é o volume do material escavado e que sofreu
empolamento devido ao processo de carregamento.
• Volume compactado - é o volume compactado no aterro, e
conseqüentemente, contraído.
• Fator de Conversão da carga - é a relação entre o volume de corte e
o volume solto.
>.9.2$ -r420674 2*1 e50i8e1
A determinação da produção das equipes é elemento fundamental na
formação dos custos unitários dos serviços. O custo unitário é a relação entre o
custo de execução e a produção estimada, ou seja:
CUSTO UNÌTÁRÌO = CUSTO HORÁRÌO ÷ PRODUÇÃO
140
A produção das equipes mecânicas deverá ser obtida com a utilização da
planilha de cálculo apresentada anexa, levando-se em conta, além das
especificações e condições especiais de cada projeto, os manuais dos fabricantes
dos equipamentos, e ainda a experiência do engenheiro de custo.
As planilhas de cálculo das produções das equipes mecânicas não devem
ser generalizadas sem maiores considerações, ou seja, devem ser analisadas
para cada projeto em orçamentação.
A experiência do engenheiro de custo na definição das condições locais do
projeto, e na fixação adequada das variáveis intervenientes na produção da
equipe é de capital importância para o nível de precisão do orçamento.
>.9.> $ E984,*9e/t4 e ?*t4r 2e .4/3er174
Empolamento é um conceito conhecido da Mecânica dos Solos. Define-se
Fator de Conversão da carga através da fórmula:
Fator de Conversão = 100 ÷ (100 + % de empolamento)
>.9.4 $ M42e,4 2e 8,*/i,Z* 2e 8r420674 2*1 e50i8e1 9e.D/i.*1
141
Q0*2r4 5# -r420674 2*1 E50i8*9e/t41 Me.D/i.41
U/i2*2e #
E50i8*9e/t41




* A?*1t*9e/t4
+ C*8*.i2*2e
. C4/1094
2 Di1tD/.i*
e E18*6*9e/t4
? E18e110r*
@ (*t4r 2e C*r@*
Z (*t4r 2e C4/3er174
i (*t4r 2e E?i.iB/.i*
[ L*r@0r* 2e O8er*674
F L*r@0r* 2e S08er841i674
, L*r@0r* =ti,
9 NH9er4 2e -*11*2*1
/ -r4?0/2i2*2e
8 Te984 (i<4E.*r@N2e1.N9*/G
5 Te984 2e -er.0r14 E I2* G
r Te984 2e Ret4r/4
1 Te984 T4t*, 2e Ci.,4
t %e,4.i2*2e E I2* G MA2i*
0 %e,4.i2*2e 2e Ret4r/4

OBSER%A!LES # (ÓRMULAS




-RODU!"O DA EQUI-E
-RODU!"O DAS EQUI-ES MECaNICAS
Variáveis Ìntervenientes
Unida
de
Ser3i64 #
-RODU!"O JORÁRIA
N=MERO DE UNIDADES
UTILIWA!"O
-RODUTI%A
IM-RODUTI%A
(ONTE# O A0t4r
142
>.9.5 $ -ree/.Zi9e/t4 24 ?4r90,Iri4 8*2r74
A sistemática de preenchimento da planilha de cálculo da Produção das
Equipes Mecânicas, é a seguinte:
Ì) Parte 1:
Coluna 1 ÷ Referência: Nesta coluna estão enumeradas alfabeticamente as
referências das variáveis intervenientes (coluna 2).
Coluna 2 - Variáveis Ìntervenientes: Nesta coluna estão discriminadas as
diversas variáveis que influenciam na produção da equipe; são elas:
- afastamento - é à distância entre furos nas minas no sentido transversal à
frente de ataque do serviço.Utilizado nas extrações a fogo.
- capacidade - é à medida que indica a dimensão do equipamento em
termos de produção. A capacidade teórica, indicada nas especificações do
equipamento; é chamada capacidade nominal.
- consumo (quantidade) - é o gasto que tem o equipamento para executar
um serviço (por exemplo: uma perfuratriz de determinado tipo consome 3,3 m
3
por
min de ar comprimido).
- distância - é o intervalo de lugar onde o equipamento está atuando.
- espaçamento - é à distância entre furos das minas no sentido da frente de
ataque do serviço.
- espessura - são as alturas com que são executadas as diversas camadas
de aterro em terraplenagem e da seção estrutural do pavimento.
- fator de carga - é a relação entre a capacidade efetiva e a capacidade
nominal.
- fator de conversão - é a relação entre o volume do material no corte e o
volume do material solto.
- fator de eficiência - é a relação entre a produção efetiva e a produção
nominal.
- largura de operação - é a dimensão lateral em que o equipamento atua.
- largura de superposição - é o recobrimento lateral necessário para se dar
continuidade à execução do serviço.
143
- largura útil - é a dimensão lateral útil de operação do equipamento. É
obtida subtraindo-se a largura da operação da largura de superposição.
- número de passadas - é o número de vezes que tem que atuar o
equipamento, num mesmo lugar, para executar o serviço.
- profundidade - é a penetração atingida pelo equipamento na execução
dos serviços.
- tempo fixo - é o intervalo de tempo gasto pelo veículo com carga,
descarga e manobra.
- tempo de percurso - é o intervalo de tempo gasto pelo veículo para ir
carregado, do ponto de carregamento até o ponto de descarga.
- tempo de retorno - é o intervalo de tempo gasto pelo veículo para retornar
vazio do ponto de descarga até o ponto de carga.
- tempo total de ciclo - é a soma dos tempos fixos, tempo de percurso e
tempo de retorno.
- velocidade (ida) média - é a relação da distância entre os locais de carga
e de descarga, e o tempo de percurso.
- velocidade de retorno - é a relação da distância entre os locais de carga e
de descarga, e o tempo de retorno.
Coluna 3 ÷ Unidade: Nesta coluna são transcritas as unidades em que as
variáveis intervenientes são medidas para sua apreciação no cálculo da produção
do equipamento.
Colunas 4, 5, 6, 7, 8 e 9 ÷ Equipamentos: Nestas colunas são colocadas as
variáveis intervenientes que afetam a produção, de todos os equipamentos que
compõem uma determinada equipe.
ÌÌ) Parte 2:
Coluna 1 ÷ Observações: Nesta coluna são colocadas as observações
necessárias ao bom entendimento dos cálculos efetuados.
Colunas 2, 3, 4, 5, 6 e 7 ÷ Fórmulas: Nestas colunas são colocadas as
fórmulas utilizadas na determinação da produção do equipamento.
ÌÌÌ) Parte 3 - Produção Horária:
144
Nesta célula é colocada a produção horária dos diversos equipamentos
que compõem a equipe, obtida através das fórmulas de cálculo e das variáveis
intervenientes.
ÌV) Parte 4 - Número de Unidades:
Nesta parte, baseado nas produções horárias dos diversos equipamentos,
dimensiona-se o número de unidades de cada equipamento, para compor a
equipe.
V) Parte 5 ÷ Utilização:
Nesta parte são colocados, em percentual horário, os termos produtivos e
improdutivos de cada equipamento da equipe. Os percentuais produtivos e
improdutivos são obtidos da seguinte maneira:
Percentual produtivo = (N
p
x P
p
) ÷ (N1 x P1)
onde:
N
p
= número de unidades do equipamento que comanda a produção da
equipe;
P
p
= produção do equipamento que comanda a equipe;
N1 = número de unidades do equipamento que se está calculando a
utilização;
P1 = produção do equipamento que se está calculando a utilização.
O percentual improdutivo é igual a (1 - percentual produtivo), isto é:
Percentual improdutivo = 1 - percentual produtivo
145
VÌ) Parte 6 - Produção da Equipe:
Nesta parte se transcreve a produção horária da equipe, que é obtida
fazendo-se coincidir esta produção com a produção do equipamento que
comanda a equipe.
146
>.0$ METODOLOGIA DE CÁLCULO DO CUSTO DE TRANS-ORTE
>.0.$ I/tr420674
A metodologia definida para cálculo do custo de transporte pode ser
aplicada para veículos de carga, ônibus e carros de passeio, pode ser a
apresentada por Dias-2001, página 100.
Para o cálculo do custo do transporte em grandes obras adota-se a
seguinte classificação:
- Transporte local - é aquele que se desenvolve dentro do canteiro de
serviço e decorre diretamente da execução do serviço. Considera-se neste caso,
por exemplo, o transporte de massa asfáltica da usina para a pista;
- Transporte comercial - é aquele que embora decorrente da execução
direta da obra, tem sua origem fora do canteiro de serviços. O transporte
comercial é o fornecimento de insumos de fora para o canteiro de serviços,
materiais para serem aplicados na obra (cimento, tijolo, ferro e etc);
A forma de cálculo do custo dos transportes adotados nos orçamentos das
obras pode ser definida como:
- custo por hora
- custo por quilômetro rodado
- custo mensal
- custo da tonelada ou do metro cúbico por quilômetro (m
3
/ km ou t / km)
- momento de transporte (m
3
x km ou t x km)
É importante frisar que nas obras executadas em grandes centros urbanos,
o custo do transporte é ainda mais elevado, exigindo do orçamentista muito
cuidado na escolha da velocidade de percurso do veículo transportador.
147
>.0.2 $ C01t4 24 tr*/184rte 84r Z4r*
Segue a metodologia apresentada no Cálculo do Custo Horário de
Utilização de Equipamentos e Veículos. Decidido o veículo que realizará o
transporte basta calcular o seu custo horário.
>.0.> $ C01t4 24 tr*/184rte 84r 50i,b9etr4 r42*24
Em alguns casos há a necessidade de se considerar no orçamento
determinado veículo rodando uma quantidade conhecida ou aproximada de
quilômetros por mês, principalmente nos custos indiretos. É mais adotado para os
veículos de passageiros ou de carga leves (pick-up, kombi, etc.), entretanto, em
certos casos é utilizado para o transporte por caminhões.
Pode-se adotar diversas sistemáticas de cálculo do custo por km, entre
eles, o apresentado no Manual de Operações do DNER, onde são consideradas
muitas variáveis de difícil obtenção, tais como, a quantidade de curvas fechadas,
inclinação de rampas, condições da superfície de rolamento, etc. Este processo é
bastante sofisticado, servindo de modo mais eficaz em estudos de viabilidade de
projetos rodoviários.
É mais adequado considerar-se uma metodologia simplificada para
composição do custo por quilômetro, conforme descrito a seguir:
Nas tabelas apresentadas nos métodos a seguir para o cálculo do custo
por km e do custo por mês são definidos 6(seis) tipos distintos de veículos, ou
seja, aqueles considerados os mais empregados, mas obras, entretanto, pode-se
calcular o custo para qualquer veículo que trafegue em nossas estradas,
efetuando-se pequenos ajustes nos índices sugeridos nestas tabelas.
148
>.0.4 $ MAt424 2e .I,.0,4 24 .01t4 84r 50i,b9etr4
O custo por km é normalmente aplicado para veículos de transporte de
carga de qualquer porte e passageiros, inclusive automóveis de passeio, porém,
não são adotados nos casos das máquinas pesadas.
Por simplicidade no entendimento do método de cálculo, foi confeccionado
o formulário correspondente que está apresentado apenso ao final do texto
explicativo, segundo Dias-2001, página 101.
Para sua melhor compreensão, a metodologia empregada é descrita
através de instruções para preenchimento do formulário.
>.0.4. $ I/1tr06^e1 8*r* 8ree/.Zi9e/t4 24 ?4r90,Iri4 2e .I,.0,4 24 .01t4
84r 50i,b9etr4
DESCRÌÇÃO
Trata-se da descrição do veículo a ser adotado, ou seja, marca, tipo e
eventualmente alguma outra característica adicional que sirva para identificar
melhor o veículo.
CÓDÌGO
Será adotada qualquer codificação existente na empresa ou aquela que
atenda ao órgão público origem do orçamento.
DEPRECÌAÇÃO POR QUÌLÔMETRO
A fórmula que aconselhamos é a seguinte:
D = (Va - Vr - Vp) ÷ Vu
onde: D = depreciação por quilômetro;
Va = valor de aquisição do veículo;
Vr = valor residual, adotamos 40% de Va, para veículos de passeio e
20% para veículos de carga;
149
Vp = valor dos pneus, este custo está incluído em item próprio, adiante
determinado;
Vu = vida útil do veículo, pode-se adotar o valor de 180.000 km ou 5 (cinco)
anos.
A fórmula anterior pode ser reduzida à seguinte:
D = [ 0,6 x (Va - Vp) ] ÷ 100.000
JUROS DE CAPÌTAL
J = (Va x i) ÷ (KMM x 12)
onde: J = Juros
Va = valor de aquisição do veículo
i = taxa anual de juros (pode-se adotar 12% ou qualquer outra que
efetivamente esteja sendo praticada pela construtora)
KMM = quilometragem média percorrida por mês, podendo ser
adotada a tabela apresentada a seguir. Preferencialmente, a construtora deverá
aplicar a quilometragem mais próxima da realidade de suas obras ou serviços,
que deve ser controlada pela administração:
TABELA &# Q0i,49etr*@e9 9A2i* 8er.4rri2* 84r 9B1
VEÍCULO KMM
GOL 1000 gasolina 3.000
SAVEÌRO gasolina 3.000
Pick-up gasolina 3.000
Caminhão 2 eixos 3.500
Caminhão 3 eixos 3.500
Cavalo Mecânico 3.500
Fonte: O Autor
COMBUSTÍVEL
150
É o resultado da divisão do preço de um litro de combustível pelo consumo
de combustível conhecido para o veículo, podendo ser adotada a tabela
apresentada a seguir.
C = (preço de um litro de combustível) ÷ (consumo por
litro)
TABELA )# C4/1094 84r Litr4 2e C49+01tC3e,
VEÍCULO km/l
GOL 1000 gasolina 11
SAVEÌRO gasolina 9
Pick-up gasolina 8
Caminhão 2 eixos 5
Caminhão 3 eixos 3,5
Cavalo Mecânico 2,5
FONTE: O Autor

ÓLEO DO CÁRTER
Corresponde a aplicação da fórmula apresentada a seguir, podendo ser
adotada a tabela de capacidade do Carter e vida útil do mesmo apresentada a
seguir:
OC = (litros Carter x preço de 1 litro de óleo) ÷ (vida útil por troca)
TABELA 9# C*8*.i2*2e 2e C*rter e %i2* =ti, 24 Ó,e4
VEÍCULO litros / vida útil
GOL 1000 gasolina 3 / 5.000
SAVEÌRO gasolina 3 / 5.000
Pick-up gasolina 7 / 7.000
Caminhão 2 eixos 12,8 / 10.000
Caminhão 3 eixos 16,5 / 10.000
Cavalo Mecânico 34,0 / 10.000

Fonte: O Autor
151
ÓLEO DO CÂMBÌO E DO DÌFERENCÌAL
Corresponde à aplicação da fórmula a seguir, função do preço do óleo, da
capacidade do tanque e da periodicidade de troca, podendo-se adotar a tabela
apresentada adiante.
OD = (capacidade tanque x preço de 1 litro de óleo) ÷ (vida útil
por troca)
TABELA 2# C*8*.i2*2e 24 Re1er3*tóri4 2e CD9+i4
e %i2* =ti, 24 Ó,e4
VEÍCULO litros / vida útil
GOL 1000 gasolina 0 / 0
SAVEÌRO gasolina 0 / 0
Pick-up gasolina 4,5 / 30.000
Caminhão 2 eixos 8,2 / 60.000
Caminhão 3 eixos 21,0 / 60.000
Cavalo Mecânico 23,0 / 60.000
Fonte: O Autor
LÌCENCÌAMENTO E SEGURO OBRÌGATÓRÌO
É obtido pelo resultado do valor efetivo do licenciamento anual do veículo,
atualmente corresponde a taxa denominada ÌPVA ÷ Ìmposto sobre Propriedade
de Veículo Automotor (cada Estado determina o valor a ser pago) mais o
SEGURO OBRÌGATÓRÌO ANUAL dividido por 12 meses multiplicado pela
quilometragem média percorrida por mês.
LÌC = (preço do ÌPVA + seguro obrigatório) ÷ (KMM x 12)
SEGURO TOTAL
152
É obtido pelo resultado da divisão do preço do prêmio do SEGURO TOTAL
ANUAL cobrado pelo mercado segurador dividido por 12 meses multiplicado pela
quilometragem média percorrida por mês.
ST = (preço do prêmio do seguro total) ÷ (KMM x 12)
LUBRÌFÌCAÇÃO E LAVAGEM
É obtido pelo resultado da divisão do preço de uma lavagem do veículo pela
periodicidade da mesma. Pode-se adotar a tabela de periodicidade de lavagem a
seguir.
LAV = preço de uma lavagem x quantidade por KMM
TABELA # -eri42i.i2*2e 2e ,*3*@e9
VEÍCULO Quantidade por KMM
GOL 1000 gasolina 1
SAVEÌRO gasolina 1
Pick-up gasolina 1
Caminhão 2 eixos 1,5
Caminhão 3 eixos 1,5
Cavalo Mecânico 1,5
Fonte: O Autor
PNEUS
Corresponde à aplicação da fórmula, onde se pode considerar o número de
pneus por veículo e a vida média dos pneus, como abaixo:
PN = (quantidade de pneus x preço de cada pneu) ÷ (vida útil por jogo de
pneus)
TABELA 2# C4/1094 2e -/e01 e
%i2* =ti, 241 -/e01
VEÍCULO Quantidade / km rodados
GOL 1000 gasolina 5 / 40.000
SAVEÌRO gasolina 5 / 40.000
153
Pick-up gasoline 5 / 30.000
Caminhão 2 eixos 6 / 35.000
Caminhão 3 eixos 10 / 35.000
Cavalo Mecânico 6 / 35.000
Fonte: O Autor
MANUTENÇÃO
Sob este título estão relacionados todos os gastos referentes a:
- reparos de pequeno e de grande valor, incluindo materiais, peças,
acessórios de reposição, gastos de oficina e mão-de-obra, com respectivos
encargos sociais.
- reapertos, regulagem, limpeza, pintura, etc.
- pneus, câmaras de ar, cantos, parafusos, correias e demais peças de
desgaste efetivo durante a operação.
Pode-se adotar para custo da manutenção o coeficiente apresentado na
tabela de coeficientes de manutenção a seguir, adotando-se desta forma, o custo
em função do valor de aquisição.
MAN = Va x k
TABELA ># C4e?i.ie/te1 2e 9*/0te/674 EFG
VEÍCULO K
GOL 1000 gasolina 0,0000048
SAVEÌRO gasolina 0,0000055
Pick-up gasolina 0,0000025
Caminhão 2 eixos 0,0000033
Caminhão 3 eixos 0,0000036
Cavalo Mecânico 0,0000028
Fonte: O Autor
TROCA DE AMORTECEDORES
Corresponde a necessidade dos veículos de efetuarem periodicamente a
troca dos amortecedores e peças afins, inclusive mão de obra especializada para
substituição, e consiste da aplicação da seguinte fórmula:
154
AM = (preço do conjunto de amortecedores) ÷ (vida útil)
Podendo ser adotada a tabela de vida útil a seguir apresentada:
TABELA 4# %i2* Hti, 241 *94rte.e24re1 EAMG
VEÍCULO vida útil em km
GOL 1000 gasolina 50.000
SAVEÌRO gasolina 50.000
Pick-up gasoline 40.000
Fonte: O Autor
MOTORÌSTA
Corresponde ao salário do motorista acrescido de encargos sociais,
dividido pela quilometragem média mensal (KMM), podendo esta ser adotada a
mesma tabela empregada para a DEPRECÌAÇÃO.
MOT = (salário do motorista x encargos sociais) ÷ (KMM)
CUSTO POR KM
O custo por km corresponde à soma de todas as parcelas anteriormente
expostas e pode ser resumida na seguinte expressão:
CUSTO POR KM = D + J + C + OC + OD + LÌC + ST + LAV + PN + MAN + AM +
MOT3.10.5 - Método de Cálculo do Custo do Transporte por Mês
O custo de transporte por mês, da mesma forma que para o custo por km,
é normalmente aplicado para veículos de transporte de carga de qualquer porte e
passageiros, inclusive automóveis de passageiros, porém, não são adotados nos
casos das máquinas pesadas.
Por simplicidade no entendimento do método de cálculo foi confeccionado
o formulário correspondente que está apresentado apenso ao final do texto
explicativo, segundo Dias(2001), página 108.
155
A metodologia descrita é bastante semelhante à apresentada para o
cálculo do custo por km exigindo, apenas a conversão de unidade de algumas
características adotadas.
>.0.5. $ I/1tr06^e1 8*r* 8ree/.Zi9e/t4 24 ?4r90,Iri4 2e .I,.0,4 24 .01t4
84r 9B1
DESCRÌÇÃO
Trata-se da descrição do veículo a ser adotado, ou seja, marca, tipo e
eventualmente alguma outra característica adicional que sirva para identificar
melhor o veículo.
CÓDÌGO
Será adotada qualquer codificação existente na empresa ou aquela que
atenda ao órgão público origem do orçamento.
DEPRECÌAÇÃO POR MÊS
A fórmula aconselhada é a seguinte:
D = (Va - Vr - Vp) ÷ (Vu)
onde: D = depreciação por mês;
Va = valor de aquisição do veículo;
Vr = valor residual, adotamos 40% de Va, para veículos de passeio e
20% para veículos de carga;
Vp = valor dos pneus, este custo está incluído em item próprio adiante
determinado;
156
Vu = vida útil do veículo, pode-se adotar o valor de 180.000 km ou 5 (cinco)
anos;
A fórmula anterior pode ser reduzida à seguinte:
D = [ 0,6 x (Va - Vp) ] ÷ (5 x 12)
JUROS DE CAPÌTAL
J = (Va x i) ÷ 12
onde: J = Juros
Va = valor de aquisição do veículo
i = taxa anual de juros, pode-se adotar 12% ou qualquer outra selecionada
pela empresa.
12 = número de meses por ano
COMBUSTÍVEL
É o resultado da divisão do preço de um litro de combustível pelo consumo
de combustível multiplicado pela quilometragem média percorrida por mês,
podendo ser adotadas as mesmas tabelas apresentadas para estes itens nas
instruções do cálculo por km.
C = [(preço de um litro de combustível) ÷ (consumo por litro)] x KMM
ÓLEO DO CÁRTER
Corresponde a aplicação da fórmula adiante apresentada, podendo ser
adotadas as tabelas de capacidade de Carter e de quilômetros rodados (KMM)
apresentados para o cálculo do custo por km.
OC = (litros do Carter x preço de 1 litro de óleo x KMM) ÷ (vida útil por
troca)
157
ÓLEO DO CÂMBÌO E DO DÌFERENCÌAL
Corresponde a aplicação da fórmula a seguir, função do preço do óleo, da
capacidade do tanque e da periodicidade de troca, podendo ser adotada a tabela
sugerida para o custo por km.
OD = (capacidade do tanque x preço do óleo x KMM) ÷ (vida útil por
troca)
LÌCENCÌAMENTO E SEGURO OBRÌGATÓRÌO
É obtido pelo resultado do valor efetivo do licenciamento, atualmente
corresponde a taxa denominada ÌPVA mais o SEGURO OBRÌGATÓRÌO dividido
por 12 meses.
LÌC = (preço do ÌPVA + seguro obrigatório) ÷
12
SEGURO TOTAL
É obtido pelo resultado da divisão do preço do SEGURO TOTAL cobrado
pelo mercado segurador dividido por 12 meses.
ST = preço do seguro total ÷ 12
LUBRÌFÌCAÇÃO E LAVAGEM
É obtido pelo produto do preço de uma lavagem do veículo pela
periodicidade da mesma em função da quilometragem média percorrida por mês.
Pode-se adotar a tabela de periodicidade de lavagem apresentada para o caso do
custo por km, aplicando-se a fórmula a seguir:
158
LAV = preço de uma lavagem x quantidade por KMM
PNEUS
Corresponde a aplicação da fórmula a seguir, podendo-se considerar o
número de pneus por veículo e a vida média dos pneus e de quilometragem
média mensal as apresentadas nas tabelas do cálculo do custo por km.
PN = [(quantidade de pneus x preço de cada pneu) ÷ (vida útil)]
x KMM
MANUTENÇÃO
Adotando-se a mesma sistemática apresentada para o custo por km e
multiplicando-se pela quilometragem média rodada mensal, conforme a tabela de
DEPRECÌAÇÃO, encontra-se o custo de MANUTENÇÃO.
MAN = Va x k x KMM
TROCA DE AMORTECEDORES
Corresponde a necessidade dos veículos de efetuarem periodicamente a
troca dos amortecedores e peças afins, inclusive mão de obra especializada para
substituição, e consiste da aplicação da seguinte fórmula:
AM = [(preço do conjunto de amortecedores) ÷ (vida útil)] x KMM
Podendo ser adotadas as mesmas tabelas de vida útil e quilometragem
média mensal apresentada para o custo por km.
MOTORÌSTA
159
Uma vez que estamos calculando o custo mensal, corresponde ao salário
do motorista acrescido de encargos sociais, devendo ser adotada a mesma tabela
de mão-de-obra empregada para pessoal da empresa.
MOT = salário do motorista x encargos sociais
CUSTO POR MÊS
Assim sendo, o custo por mês representa a soma das seguintes parcelas:
CUSTO POR MÊS = D + J + C + OC + OD + LÌC + ST + LAV + PN + MAN + AM +
MOT
>.0.6$ (ÓRMULAS DO CUSTO DE TRANS-ORTE EcG e9 T4/QF9 40 9dQF9
Segundo Dias-2001, página 113, o custo unitário do transporte local é
obtido dividindo-se o Custo Horário de Utilização do Veículo e pela Produção
Horária adiante exposta. Ìsto é, o custo do transporte (y) é igual a:
y = Custo Horário de Utilização de Equipamentos ÷ produção do
Veículo Transportador
A produção horária do veículo é função do tipo de rodovia e a distância de
transporte, e pode ser determinada pela fórmula geral.
1. Cálculo da produção dos veículos transportadores
P = (60 x c x E) ÷ [60 x (2X ÷ V) + T]
onde: P = produção em m
3
/h ou t/h;
c = capacidade de carga do veículo em m
3
ou t;
E = eficiência de operação, admite-se igual a 50/60 da hora;
V = velocidade em km/h;
160
T = tempo de espera, normalmente admite-se como sendo igual há 5
minutos e.
X = distância de transporte em km.
>.0.6.. $ Tr*/184rte ,4.*,
Define-se transporte local aquele realizado internamente ao canteiro de
obras, isto é, da jazida para a pista, do acampamento da obra para a pista, entre
outros.
Classificamos as rodovias conforme a Tabela 15 a seguir, admitindo-se a
seguinte variação de velocidade:
161
TABELA 6 # %e,4.i2*2e e9 Tr*/184rte L4.*,
TÌPO DE RODOVÌA VELOCÌDADE
Pavimentada 45 km/h
Revestimento
primário
30 km/h
Caminho de serviço 15 km/h
Fonte: O Autor
d) Transporte em Área Urbana
Como se pode notar ao analisar a fórmula geral de cálculo da produção
dos transportes, a variável de maior discussão é a velocidade de tráfego do
veículo. Nos exemplos anteriores para grandes obras, a velocidade de tráfego
não atende obras a serem executadas em regiões altamente urbanizadas, em
cidades, onde a velocidade é fator mais preponderante, devendo-se estudar caso
a caso e alterar as velocidades adotadas quantas vezes forem necessárias.
Apenas como exemplo, será realizado o cálculo da produção para a
velocidade média em vias urbanas igual a 25 km/h.
TABELA & # %e,4.i2*2e e9 Tr*/184rte e9 Áre* Ur+*/*
URBANÌZAÇÃO VELOCÌDADE
Muito Densa 25 km/h
Densa 30 km/h
Pouco Densa 35 km/h
Fonte: O Autor
e) Fórmula de Cálculo do Transporte Local
Em grandes orçamentos ou em obras de vulto é comum, por simplicidade
de elaboração, que o orçamentista determine a fórmula de cálculo do transporte
local, assim teremos:
y = aX + b , onde :
aX é a parcela em função da distância de transporte e
162

b é a parcela em função do tempo de manobra, carga e descarga do
veículo transportador.
Sabemos, ainda que:

* U
2 < C01t4 J4rIri4 ;
% < C < E
_ = distância de transporte, em km e;
+ U
T < C01t4 J4rIri4
60 < C < E
3.10.6.1.2- Transporte comercial
Transporte comercial é aquele realizado de fora para dentro do canteiro de
obras e é representado pelo fornecimento de materiais, que no caso de grandes
construções é normalmente efetuado pelo construtor.
Para efeito da determinação do custo do transporte comercial, admitiu-se a
classificação de rodovias apresentada anteriormente, bem como, a variação de
velocidade apresentada no quadro abaixo:
TABELA ) # %e,4.i2*2e e9 Tr*/184rte C49er.i*,
TÌPO DE RODOVÌA VELOCÌDADE
Pavimentada 50 km/h
Revestimento primário 35 km/h
Fonte: O Autor
A produção horária é calculada a partir da aplicação da fórmula geral
utilizada nos transportes locais; entretanto, considera-se pagamento sempre em
toneladas e o tempo de espera igual a zero.

a) Fórmula de Cálculo do Transporte Comercial
163
Em grandes orçamentos ou em obras de vulto é comum, por simplicidade
de elaboração, que o orçamentista determine a fórmula de cálculo do transporte
comercial, assim teremos:
c U *_ , onde:
*_ é a parcela em função da distância de transporte e

Obs: + , parcela em função do tempo de manobra, carga e descarga do
veículo transportador é zero, uma vez que se adota T = 0.
Sabemos, ainda que:

* U
2 < C01t4 J4rIri4 e
% < C < E
_ = distância de transporte, em km.
>.0.& $ M49e/t4 2e tr*/184rte
Consiste em se adotar como unidade de mensuração do transporte em m
3
x km ou ton x km, ou seja, a quantidade de serviço do transporte será medida
pelo produto da distância de transporte multiplicada pelo volume ou peso a
transportar, Enquanto o preço unitário é calculado para 1 km. Esta maneira de se
empregar o transporte é muito comum em grandes serviços de terraplenagem.
O custo unitário de serviço não tem sua sistemática alterada devendo-se
adotar o cálculo do modo anteriormente apresentado.
164
>.0.)$ A-RESENTA!"O DO CUSTO DO TRANS-ORTE
A apresentação do cálculo do transporte é feita a partir da composição de
custo unitário de serviço que foi padronizada para a obra.
165
CONCLUS"O
A metodologia de elaboração de orçamentos de obras, bem como, sua
apresentação nas licitações deve ser dinâmica acompanhando a evolução técnica
e tecnológica e dos processos construtivos.
Constata-se a falta de padronização pelos contratantes de serviços de
engenharia, quanto às exigências para sistemática de cálculo e ainda para sua
apresentação, dificultando desta maneira uma análise mais minuciosa por parte
de todos os interessados no processo.
Recomenda-se a normatização do cálculo e da apresentação da proposta
de preço dos serviços de engenharia através da metodologia aqui proposta, de tal
maneira que se reduza os custos de todos os interessados no setor. A
padronização pelos contratantes fará com que os prestadores de serviço possam
se organizar da forma mais econômica possível, a fim de atender às exigências
impostas pelos contratantes.
Cada construtora, projetista ou órgão contratante deve manter seu próprio
banco de dados de modo a lhe garantir confiabilidade nos preços obtidos. Cada
qual com seu objetivo.
A acurácia no levantamento de quantidades deve ser conquistada,
principalmente, através da utilização de mão de obra especializada, isto é,
engenheiros ou técnicos formados.
Ao órgão contratante caberá a função de proporcionar ao prestador de
serviços condições para execução de um orçamento correto, através de
apresentação de projetos da construção, garantir visita técnica em tempo hábil ao
licitante e não gerar empecilhos ou não engessar o trabalho de orçamentação dos
construtores, principalmente, não adotar critérios falhos, não determinar
previamente valor de variáveis de custo etc, para o cálculo do orçamento pelo
construtor.
Ao prestador de serviço cabe à luz dos dados existentes, de bom nível,
apresentar de maneira clara e transparente todo o desenvolvimento do cálculo do
orçamento da construção, inclusive suas variáveis, de tal modo que permita ao
contratante analisar adequadamente o trabalho.
Certamente, a utilização de uma sistemática de cálculo do orçamento como
a descrita levará o mercado a obter preços menores e mais competitivos, pois
diminui fortemente as incertezas geradas pelo padrão atualmente adotado.


167
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UFF pelo engenheiro Pedrinho Goldman, cujo título é "Sistema de Planejamento e
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MANUAL DE OBRAS PÚBLÌCAS ÷ EDÌFÌCAÇÕES ÷ PRÁTÌCAS DA SEAP,
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