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UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ

CENTRO DE EDUCAÇÃO - BIGUAÇU
CURSO DE PEDAGOGIA
EDUCAÇÃO INFANTIL E SÉRIES INICIAIS DO ENSINO
FUNDAMENTAL
ELIANY VIEIRA
LITERATURA INFANTIL INCENTIVANDO O DESENVOLVIMENTO
DA IMAGINAÇÃO E FANTASIA
Biguaçu
11
UNIVALI
2004
ELIANY VIEIRA
LITERATURA INFANTIL INCENTIVANDO O DESENVOLVIMENTO
DA IMAGINAÇÃO E FANTASIA
Monografia apresentada para a obtenção do grau de Licenciatura em
Pedagogia – ni!ersidade do Va"e do Ita#a$ – %entro de Educação de
&iguaçu – %urso de Pedagogia – 'abi"itação em Educação Infanti" e
()ries Iniciais do Ensino *undamenta"+
Professora ,rientadora- M.rcia de ,"i!eira Andriani+
Biguaçu
2004
1/
A 0eus pe"o dom da !ida1 por te me dado força nesta camin2ada1 a
mim mesmo pe"a min2a persist3ncia1 a min2a fam$"ia1 a meu
namorado pe"o seu carin2o1 sua compreensão1 seu #eito de fa"ar e de
me ou!ir1 amigos 4ue de a"guma maneira ou de outra
comparti"2aram comigo e de modo especia" a todas as crianças 4ue
estão na esco"a ou fora de"a1 4ue fre45entam crec2e ou não+
AGRADECIMENTOS
16
7 ni!ersidade do Va"e do Ita#a$+
A orientadora professora M.rcia de ,"i!eira Andriani1 pe"o acompan2amento
pontua" e competente+
As colegas de turma Rosiane, Sidéria e Patrícia, pela amizade e
companheirismo demonstrados durante todo o curso.
A todos os professores do curso de pedagogia1 e de modo especia" aos professores
I8abe"1 9oane81 Lidnei e &asi"icia pe"o incenti!o demonstrado+
E a todos 4ue direta ou indiretamente contribu$ram para essa pes4uisa+
1:
;A "iteratura infanti" )1 antes de tudo1 "iteratura1 ou me"2or1 ) arte-
fen<meno de criati!idade 4ue representa o mundo1 o 2omem a
!ida1 atra!)s da pa"a!ra+ *unde os son2os e a !ida pr.tica1 o
imagin.rio e o rea"1 os ideais e sua poss$!e"=imposs$!e"
rea"i8ação>+
Ne! N"#ae$ C"e%"
1?
(M@RI,
RESUMO.................................................................................................. 7
ABSTRACT.............................................................................................. 8
LISTA DE SIGLAS E ABREVIATURAS ................................................. 9
LISTA DE TABELAS..............................................................................
10
1 INTRODUÇÃO.....................................................................................
11
. !"S#$%$&A#$'A................................................................................................... 2
.2 ()%$*$+,- (- PR-B.)/A.............................................................................. 0
.0 PR)SS"P-S#-................................................................................................. 1
1.3.1 Cate!"#a$ %e A$$&'t!................................................................................... 1(
.4 -B!)#$'-S......................................................................................................... 2
1.).1 O*+et#,! Ge"a-................................................................................................. 1.
1.4.1.1 Objetivos Específicos.................................................................................... 16
.1 /)#-(-.-3$A "#$.$4A(A PARA A $*#)R')*+,-..................................... 2
/ REVISÃO DA LITERATURA............................................................... 18
2. 5$S#6R$A &-/)+A ASS$/.............................................................................. 7
2.2 A .$#)RA#"RA $*%A*#$. &-*#R$B"$*(- PARA - ()S)*'-.'$/)*#-
(A $/A3$*A+,- ) %A*#AS$A *- PR-&)SS- () )*S$*- APR)*($4A3)/. 2
2.0 A 5$S#6R$A .$(A ) &-*#A(A &-/- )S#RA#83$A PARA A
APR)*($4A3)/ (A
&R$A*+A...............................................................................
22
2.4 A $/P-R#,*&$A (A /)($A+,- (-
PR-%)SS-R........................................
27
3 METODOLOGIA...............................................................................................
04
0. P-P".A+,- A.'-............................................................................................ 01
3.1.1 Se-e01! %a A2!$t"a....................................................................................... )0
0.2 &-.)#A () (A(-S........................................................................................... 40
0.0 A*9.$S) (-S (A(-S....................................................................................... 4
0.4 PR-&)($/)*#-S............................................................................................. 4
) AN3LISE E INTER4RETAÇÃO DOS DADOS................................... )(
( CONSIDERAÇ5ES FINAIS................................................................ (1
REFER6NCIAS ..................................................................................... (3
BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA....................................................... ()
A46NDICES........................................................................................... ((
1A
ANE7O................................................................................................... (.
1B
RESUMO
VIEIRA1 E"ianC+ Li&e'a&u'a i()a(&i i(*e(&i#a(+" " +e$e(#"#i,e(&" +a i,agi(aç-" e
)a(&a$ia. /DD:+ 11A f+ Monografia EFraduação em Pedagogia – 'abi"itação em Educação
Infanti" e ()ries Iniciais do Ensino *undamenta"G H ni!ersidade do Va"e do Ita#a$1
&iguaçu1 /DD:+
A presente monografia propIeHse a discutir o pape" 4ue a "iteratura infanti" eJerce
sobre a aprendi8agem da criança1 partindo de sua tra#etKria ao "ongo dos tempos para
enfati8ar a necessidade de sua uti"i8ação efica8 na esco"a+ 'o#e sabemos 4ue a "iteratura
infanti" ) um camin2o 4ue "e!a a criança a desen!o"!er a imaginação1 a fantasia1 a emoção
e o sentimento de forma pra8erosa e significati!a+ Esta pes4uisa uti"i8ouHse de refer3ncias
pedagKgicas 4ue forneceram a orientação necess.ria para a busca de um a discussão e
ref"eJão acerca da "iteratura infanti" nas instituiçIes de educação+ 0entre os autores
uti"i8ados destacaHse- Abramo!ic21 Li"berman e Meire""es1 para 4uem a "iteratura infanti" )
e"emento fundamenta" da pr.tica pedagKgica 4ue pretende desen!o"!er a fantasia e
imaginação das crianças+ E!idenciaHse 4ue nesse processo estão en!o"!idos dois eiJos 4ue
merecem ser ana"isados- o professor e a criança+ Estes estão sob inf"u3ncia de ambos e
merecem grande atenção1 por4ue da re"ação professor e criança nasce a aprendi8agem+
%abe ressa"tar tamb)m 4ue esta pes4uisa desen!o"!euHse por meio de pes4uisa–ação1
obser!andoHse o campo de est.gio1 p"ane#andoHse açIes para inter!ir no processo ensinoH
aprendi8agem+ Ma" !isão permitiu1 no per$odo de inter!enção1 despertar a imaginação e
fantasia das crianças1 fa8endoHas son2ar e !i!enciar a magia contida nos "i!ros1
contribuindo para o desen!o"!imento infanti"+
Paa#'a$ / *%a#e- "iteratura infanti"1 criança1 imaginação1 fantasia e esco"a+
1N
ABSTRACT
VIEIRA1 E"ianC+ Li&e'a&u'a i()a(&i i(*e(&i#a(+" " +e$e(#"#i,e(&" +a i,agi(aç-" e
)a(&a$ia. /DD:+ 11A f+ Monografia EFraduação em Pedagogia – 'abi"itação em Educação
Infanti" e ()ries Iniciais do Ensino *undamenta"G H ni!ersidade do Va"e do Ita#a$1
&iguaçu1 /DD:+
#he present monograph proposes to argue the paper that in:antile
literature e;erts on the learning o: the child, lea<ing o: its tra=ector> to
the long o: the time to emphasize the necessit> o: its use in the
school. #oda> ?e @no? that in:antile literature is a ?a> that ta@es the
child to de<elop the imagination, the :ana>, the emotion and the
:eeling o: pleasant and signi:icant :orm. #his research ?as used o:
pedagogical re:erence that had supplied to the necessar> orientation
the search o: a Auarrel and re:lection aBout in:antile literature in the
education institution. Amongst the used authors the> are
distinguishedC ABamo<ich, 4ilBerman and /eirelles, ?ho in:antile
literature is the :undamental element o: pedagogical pratical that
intended de<elop the :ana> and children imagination. #he> are
pro<en that in this process t?o a;les are in<ol<ed that the> deser<e
to Be anal>sed that the> deser<e to Be anal>sedC the pro:essor and
the child. #hese are on in:luence o: Both and deser<e grat attention,
Because in the relation pro:essor and child the learning is Born. $t :its
to stand out also that this research ?as de<eloped B> mean o:
researchDaction, Beig oBser<ed itsel: the period o: training :ield,
planning itsel: acion to inter<ine in the process teachDlearning. Such
<ision allo?s, in the period o: inter<ention, to despert the imagination
and :ancies o: the children, Being made to dream them and li< dupl>
the magic contained in Boo@s, contriButing :or the in:antile
de<elopment.
8e9:;!"%< in:antile literature, child, imagination, :ana>, school.
1O
LISTA DE SIGLAS E ABREVIATURAS
F VI – Frupo seis
*(% – ni!ersidade *edera" de (anta %atarina
NI(L – ni!ersidade do (u" de (anta %atarina
PPP – Pro#eto Po"$tico PedagKgico
PM* – Prefeitura Municipa" de *"orianKpo"is
NIVALI – ni!ersidade do Va"e do Ita#a$
NIVEL – ni!ersidade de %i3ncias Ap"icadas de %asca!e"
/D
LISTA DE TABELAS
Tabela 1 – Número de crianças da
instituição...........................................................................36
Mabe"a / – Rotina da instituição
educaciona"++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++6A
Mabe"a 6 – Per$odo em 4ue as crianças permanecem na
instituição++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++6N
Mabe"a : – Frau de esco"aridade dos pais das
crianças+++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++6N
Mabe"a ? – Profissão dos
pais+++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++6O
Mabe"a A – Re"igião das
crianças++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++6O
/1
1 INTRODUÇÃO
A "iteratura infanti" constituiHse num dos momentos mais ricos e significati!os
dentro das instituiçIes de ensino1 e não se entende uma proposta pedagKgica 4ue não
inc"ua em seu curr$cu"o o contato das crianças com os mara!i"2osos "i!ros da "iteratura
infanti"+ Este ) o tema 4ue procura enfati8ar a "iteratura infanti" como e"emento
fundamenta" para o desen!o"!imento da imaginação e fantasia+
A "iteratura infanti" na educação infanti" de!e ser compreendida como uma
possibi"idade de construção de espaços significati!os1 não mais numa !isão assistencia"ista1
mas1 sim1 educati!a+ Por esse !i)s ad4uire no!o significado e possibi"ita a criança o acesso
ao mundo da "iteratura aproJimandoHa de diferentes "inguagens1 #. 4ue o contar 2istKrias
pode se constituir em- corpora"1 p".stica1 musica"1 ora" e escritaP em interaçIes no grupo+ Q
ou!indo 2istKrias 4ue as crianças constroem o mundo das id)ias abstratas1 !i!enciam
eJperi3ncias 4ue enri4uecem o seu con2ecimento rea" e po!oam a sua imaginação como
e"ementos da fantasia+ Ruando possibi"itamos Ss crianças um contato agrad.!e" com os
"i!ros infantis1 estamos amp"iando seu "e4ue de id)ias e con2ecimento1 fa8endo f"uir sua
criati!idade e promo!endo a formu"ação de id)ias prKprias1 estimu"ando a atenção1 a
obser!ação1 a memKria1 a ref"eJão e o desen!o"!imento das "inguagens+
PercebeHse o 4uanto Ss crianças gostam de 2istKrias "idas e contadas1 mergu"2ando
de corpo e a"ma nos encantos 4ue podem proporcionar1 por)m1 esta re"ação com os "i!ros1
a")m de desen!o"!er a imaginação1 poder. fa8er destas crianças futuros "eitores1 amp"iando
e permitindo con2ecer cada !e8 mais as di!ersidades cu"turais e sociais1 aproJimando as
situaçIes do mundo imagin.rio para o mundo rea"+
Assim1 para 4ue este processo ocorra1 ) necess.ria tanto a instituição educaciona"
como a fam$"ia1 permitir1 incenti!ar1 proporcionar e desen!o"!er o 2.bito da "eitura1
considerar como uma das ati!idades mais importantes para o desen!o"!imento da
sensibi"idade1 da memKria1 da fantasia e da imaginação+ Q por meio deste contato 4ue a
criança ad4uire !ocabu".rio e con2ecimento para fa8er sua prKpria "eitura do mundo+
Portanto1 foi no espaço da educação infanti"1 4ue se buscou compreender a
ap"icabi"idade da "iteratura infanti" como ati!idade comp"ementar para o desen!o"!imento
//
infanti"+ Neste sentido1 obser!ouHse e ana"isouHse no ambiente educaciona"1 de 4ue forma
as crianças agiam e interagiam na 2ora de um conto+ In!estigouHse tamb)m1 a pr.tica dos
professores e suas concepçIes a cerca da "iteratura infanti"+
%abe ressa"tar1 a re"e!Tncia 4ue o tema tem para se pensar a construção de uma
ação pedagKgica mais 4ua"itati!a1 fa8endo da instituição esco"ar um "ugar onde as crianças
passam a !i!enciar e apreciar suas di!ersas formas de criação e eJpressão1 pois educar e
aprender não cessam1 são momentos fascinantes1 infinitos e c2eios de magia e pra8er+
Este traba"2o di!idiuHse em cinco momentos estruturados em forma de cap$tu"os+ ,
primeiro re"ata1 a #ustificati!a 4ue trata da rea"i8ação do estudo e suas poss$!eis
contribuiçIes+ Neste cap$tu"o enfati8aHse tamb)m a definição do prob"ema 4ue ob#eti!a
indicar as dificu"dades e necessidade do tema proposto+ , pressuposto responde o
prob"ema da pes4uisa e as categorias de assunto e"encam os temas traba"2ados na re!isão
de "iteratura+ ,s ob#eti!os pontuam como a pes4uisadora pretende rea"i8ar a pes4uisa e
seus poss$!eis resu"tados+ A metodo"ogia uti"i8ada para a inter!enção1 tem o propKsito de
indicar 4uais m)todos foram uti"i8ados no desen!o"!imento da pr.tica de ensino+
, segundo cap$tu"o refereHse S re!isão de "iteratura e tem a função de fundamentar
teoricamente a pes4uisa1 sustentada por autores como- Abramo!ic21 Meire""es e Li"berman+
No terceiro cap$tu"o de"imitaHse a metodo"ogia uti"i8ada na pes4uisa1 bem como
enfoca a popu"ação a"!o1 se"eção de amostra1 co"eta de dados1 como se a"cançou a an."ise
dos dados e 4uais os procedimentos foram uti"i8ados+
, 4uarto cap$tu"o tra8 a an."ise e interpretação dos dados1 indicando os resu"tados
obtidos pe"a pes4uisadora1 4uanto ao ob#eto de estudo #unto com as crianças da instituição
de educação+
, 4uinto e U"timo cap$tu"o eJp"ana as consideraçIes finais1 contendo o a"cance dos
ob#eti!os da pes4uisa1 a resposta do prob"ema e recomendaçIes sobre o assunto+ *ina"i8aH
se a in!estigação com as refer3ncias1 bib"iografias recomendadas1 ap3ndices e aneJos+
. !"S#$%$&A#$'A
Muito se tem comentado sobre a importTncia da Literatura Infanti" como um dos
fundamentos da educação de crianças+ Atra!)s da min2a pr.tica como professora na rede
pUb"ica de ensino1 ) 4ue muitas !e8es ten2o ref"etido sobre a "iteratura dentro do cotidiano
/6
das instituiçIes de ensino+ 0entro das ati!idades 4ue procurei e procuro rea"i8ar com a
turma com a 4ua" traba"2o p<de perceber 4ue as crianças1 capa8es de eJpressarHse por
mU"tip"as "inguagens1 não apenas reprodu8em o comportamento dos adu"tos ou de outras
crianças de forma imitati!a1 mas tamb)m são capa8es de criar situaçIes de #ogo em 4ue o
brin4uedo1 a fantasia e a imaginação são e"ementos sempre presentes+ Por essas
constataçIes1 !e#o 4ue a Literatura Infanti" ) um recurso importante no traba"2o educati!o
#unto Ss crianças1 principa"mente por4ue e"as t3m uma sensibi"idade bastante aguçada e
sentemHse en!o"!idas com tudo o 4ue di8 respeito S fantasia1 emoção e #ogo+ As 2istKrias
infantis gera"mente cati!am as crianças pe"o fato de possu$rem uma "inguagem permeada
por e"ementos inusitados e enredos carregados de possibi"idades1 para os 4uais não 2.
"imite entre o son2o e a rea"idade+
Q ou!indo 2istKrias 4ue as crianças constroem o mundo das id)ias abstratas1
!i!enciam eJperi3ncias 4ue enri4uecem o seu con2ecimento rea" e po!oam a sua
imaginação com e"ementos da fantasia+ Ao contar uma 2istKria1 o professor tanto da
Educação Infanti" como nas ()ries Iniciais1 precisa ter sensibi"idade e empatia com o
pUb"ico+ , contador de 2istKrias de!e transmitir o seu sentimento1 de!e estar tota"mente
en!o"!ido pe"a 2istKria para eJpressar toda a sua profundidade+
Ana"isando a Literatura Infanti" de modo gera"1 obser!ei a sua importTncia por
!.rias ra8Ies1 entre e"as destaco-
 ,s "i!ros instigam a imaginação infanti"1 transportando as crianças para ;mundos
imagin.rios>1 em 4ue a fantasia ) o e"emento fundamenta"P
 Ler e ou!ir 2istKrias distrai e descarrega as tensIesP
 A Literatura contribui para o enri4uecimento do !ocabu".rio infanti"1 acrescentando
no!os termos ao !ocabu".rio cotidiano das criançasP
 A Literatura oferece momentos de recreação1 brincadeiras e di!ertimento1
atendendo ao interesse infanti"P
 , "i!ro amp"ia o "e4ue de id)ias e con2ecimentos das crianças1 fa8endo f"uir a
criati!idade1 promo!endo a formu"ação de id)ias prKprias+ Mamb)m estimu"a a atenção1 a
obser!ação1 a memKria1 a ref"eJão e a "inguagem+
Estas ref"eJIes fa8em acreditar 4ue uma pes4uisa sobre este assunto ) oportuna e
re"e!ante1 pois permite aprofundar os con2ecimentos pedagKgicos a respeito de
desen!o"!er a imaginação e fantasia das crianças a partir da Literatura Infanti"+
/:
.2 ()%$*$+,- (- PR-B.)/A
A "eitura ) um dos e"ementos fundamentais para a4uisição do con2ecimento1 por
isso esta pes4uisa cu#o tema ) a Literatura Infanti"1 foca"i8a mais especificamente os contos
de fadas os 4uais podem ser decisi!os para a formação da criança em re"ação a si mesma e
ao mundo a sua !o"ta+ , mani4ue$smo 4ue di!ide os personagem em boas e m.s1 be"as ou
feias1 poderosas ou fracas1 etc1 faci"itar. a criança a compreensão de certos !a"ores b.sicos
da conduta 2umana ou con!$!io socia"+ Q importante ressa"tar a postura cr$tica e ref"eJi!a
4ue se fa8 necess.ria para a formação cogniti!a da criança+ , professor precisa despertar
em seus a"unos a "eitura ref"eJi!a+ 0esta forma1 a criati!idade e a ref"eJão estarão
presentes nas au"as de "iteratura sem 4ue se perca a fantasia e a imaginação dos contos+
PercebeHse 4ue 4uanto mais di!ersificada for a forma de contar as 2istKrias1 mais
pra8erosas e"as se tornam+ A "iteratura de!e estar presente1 f"uindo Tnimos dentro do
ambiente cu"tura"1 e os "i!ros de!erão atender os gostos e curiosidades1 proporcionando
uma aproJimação entre o autor e o "eitor o 4ue possibi"itar. a apreensão da "inguagem1
permitindo a criança 4ue con2eça o mara!i"2oso mundo da "iteratura+ Portanto1 )
importante 4ue as crianças ten2am oportunidade de manusear "i!ros1 re!istas1 #ornais1
desde muito cedo ir fami"iari8andoHse com materiais de "eitura1 pois isso contribui para a
amp"iação de seus saberes+ A "eitura de 2istKrias infantis ) um momento m.gico1 em 4ue a
criança tem oportunidade de !i!er1 pensar e agir em outros tempos e "ugares+ Atra!)s da
"eitura a criança !ia#a para o mundo da imaginação1 criando assim !.rias situaçIes de
aprendi8agem+
, ato de ou!ir e contar 2istKrias podem estar presentes nas nossas !idas1 desde 4ue
nascemos1 por4ue aprendemos por meio das eJperi3ncias 4ue ou!imos1 atra!)s do 4ue os
outros nos contam e a partir de"as amp"iamos nossos con2ecimentos+
0estas pr.ticas de ou!ir e contar 2istKrias surge a nossa re"ação com a "eitura e a
"iteratura+ Portanto1 4uanto mais acentuarmos no diaHaHdia estes momentos se#a na sa"a1 no
par4ue1 debaiJo de uma .r!ore1 antes de dormir ou numa outra ati!idade podeHse fornecer
S criança um repertKrio rico em ora"idade e em sua re"ação com a escrita e com a prKpria
!ida+
/?
;Literatura ) arte e1 como ta"1 as re"açIes de aprendi8agem e
!i!3ncias 4ue se estabe"ecem entre e"a e o indi!$duo1 são
fundamentais para 4ue este a"cance sua formação integra" Esua
consci3ncia do eu V o outro V o mundo em 2armonia dinTmicaG>+
E%,EL',1 /DD61 p+ NHOG+
(egundo a mesma autora1 somente iremos formar crianças 4ue gostem de "er e
ten2am uma re"ação pra8erosa com a "iteratura se propiciarmos a e"as desde muito cedo1
um contato fre45ente e agrad.!e" com o "i!ro e com o ato de ou!ir e contar 2istKrias+ Isso
e4ui!a"e a1 tornar o "i!ro parte integrante do diaHaHdia das nossas crianças e este ) o
primeiro passo para iniciarmos o processo de sua formação de "eitores+ &aseado no eJposto
formu"aHse a seguinte pergunta- Rua" a importTncia da Literatura Infanti" no
desen!o"!imento da fantasia e imaginação das crianças de Educação Infanti"W
.0 PR)SS"P-S#-
AcreditaHse 4ue a importTncia da "iteratura infanti"1 destacandoHse os contos
fa!orece o processo de aprendi8agem1 #. 4ue contar 2istKrias costuma ser uma pr.tica
di.ria nas instituiçIes de educação+ Este ) o momento em 4ue a criança pode estabe"ecer
re"açIes com a sua forma de pensar e o modo de interagir com o grupo socia" ao 4ua"
pertence+ m simp"es ato de contar 2istKria pode ser para o desen!o"!imento da criança1
muito mais do 4ue apenas um di!ertimento1 os contos podem amp"iar gradati!amente as
possibi"idades de comunicação e eJpressão da criança1 fa8endo com 4ue !en2a me"2orar a
sua forma de fa"ar principa"mente na frente a um grupo de crianças1 ou at) mesmo de
adu"tos+ A")m disso1 contar 2istKrias pode despertar na criança o gosto pe"a "eitura 4ue
conse45entemente ir. desen!o"!er1 entre outras1 a sua capacidade de fantasiar e imaginar1
fa8endo com 4ue e"a imagine e con2eça "ugares1 situaçIes1 personagens1 etc1
possibi"itandoH"2e ;sair> do mundo em 4ue !i!e atra!)s do uni!erso da "iteratura+
1.3.1 Cate!"#a$ %e A$$&'t!
/A
 Literatura Infanti"
 Imaginação e fantasia
 'istKria "ida e contada
 Mediação do professor
.4 -B!)#$'-S
1.).1 O*+et#,! Ge"a-
In!estigar a importTncia da Literatura Infanti" como um e"emento fundamenta" no
desen!o"!imento da imaginação e fantasia da criança+
1.4.1.1 Objetivos Específicos
 %ontribuir para 4ue os professores repensem a uti"i8ação da "iteratura infanti" em
suas au"asP
 ti"i8ar a Literatura Infanti" de uma maneira pra8erosa na pr.tica pedagKgicaP
 *ornecer informaçIes e enredos1 buscando amp"iar o mundo m.gico das crianças1
a"imentando suas brincadeiras1 instigando a curiosidade1 fantasia e a imaginaçãoP
 ti"i8ar a "iteratura fornecendo subs$dios para 4ue a criança possa enri4uecer o seu
!ocabu".rio1 passando a eJpressar suas id)ias de forma mais e"aborada+
1+? /)#-(-.-3$A ".#$.$4A(A PARA A $*#)R')*+,-
A proposta de inter!enção #unto Ss crianças do F VI1 com /? crianças com faiJa
et.ria de : a ? anos1 foi pautada na obser!ação e con!ersação com a professora de sa"a
/B
sobre a rotina do grupo+ A")m disso1 buscouHse saber 4ue traba"2o pedagKgico a professora
regente empreendia com as crianças na4ue"e momento e o 4ue1 segundo seu p"ane#amento1
seria traba"2ado no per$odo em 4ue a pes4uisadora co"ocaria em pr.tica o pro#eto de
traba"2o+ A pes4uisadora traçou um p"ane#amento 4ue possibi"itasse encontrar resposta ao
seu pro#eto de pes4uisa- Literatura Infanti" Incenti!ando o 0esen!o"!imento da Imaginação
e *antasia+ A ação pedagKgica organi8ada a partir da$ pretendia incenti!ar o 2.bito da
"eitura1 desen!o"!endo assim a imaginação e fantasia das crianças+ *oram propostas
ati!idades en!o"!endo di!ersas situaçIes com o intuito de promo!er uma re"ação pra8erosa
e significati!a da criança com a Literatura Infanti"+
, p"ane#amento destas ati!idades foi preciso ade4uarHse ao cotidiano das crianças+
Nesta interação1 preocupouHse em ref"etir sobre os seus saberes e suas !i!3ncias das
crianças demonstradas durante as /D 2+ de obser!ação sistem.tica de seu ob#eto de
pes4uisa no conteJto rea" da pr.tica pedagKgica1 respeitando as di!ersidades de cada uma e
percebendo a criança como um su#eito de mU"tip"as dimensIes+
(egundo *usari Eapud ,stetto1 /DDD1 p+ :6G+
;, p"ane#amento educati!o de!e ser assumido no cotidiano como
um processo de ref"eJão1 pois1 mas do 4ue ser um pape"
preenc2ido1 ) ati!idade e en!o"!e todas as açIes e situaçIes do
educador no cotidiano do seu traba"2o pedagKgico>+
Q necess.rio ressa"tar 4ue o p"ane#amento educati!o ) um processo de ref"eJão1 )
atitude cr$tica e en!o"!e todas as açIes e situaçIes do professor em sua ação pr.tica+
%omo um processo ref"eJi!o1 no processo de e"aboração do p"ane#amento o
educador !ai aprendendo e eJercitando sua capacidade de perceber as necessidades do
grupo de crianças1 "oca"i8ando manifestaçIes de prob"emas e indo a busca das causas+
P"ane#ar significa entrar na re"ação com as crianças1 mergu"2ar na a!entura em busca do
descon2ecido1 construir a identidade de grupo #unto com as crianças+
/N
/ REVISÃO DA LITERATURA
2. 5$S#6R$A &-/)+A ASS$/. . .
'o#e1 4uando se fa"a em criança1 podeHse perceber 4ue a "iteratura infanti" )
indispens.!e" tanto na esco"a1 como em outros meios institucionais 4ue traba"2am para o
desen!o"!imento inte"ectua" e emociona" da criança+ Mas1 podeHse sa"ientar1 4ue a
"iteratura infanti" não fe8 parte das !i!3ncias e aprendi8agens das crianças de a"guns
s)cu"os anteriores+ (omente no fina" do s)cu"o XVII e durante o s)cu"o XVIII1 foram
produ8idos os primeiros "i!ros para as crianças+ Antes disto1 não se escre!ia para e"as1 pois
não eJistia a ;infTncia>+
;Esta faiJa et.ria não era percebida como um tempo diferente1
nem o mundo da criança como um espaço separado+ Pe4uenos e
grandes comparti"2a!am dos mesmos e!entos1 por)m nen2um "aço
amoroso especia" os aproJima!a>+ ELIL&ERMAN1 1ON?1 p+ 16G+
(omente na Idade Moderna ) 4ue se empregou S infTncia uma concepção
diferenciada da fase adu"ta1 com interesses prKprios e necessitando de uma formação
espec$fica+ Isso aconteceu de!ido a uma no!a noção de fam$"ia1 centrada não nas re"açIes
de parentesco1 mas num nUc"eo unice"u"ar 4ue se preocupa!a em manter a pri!acidade e
estimu"ar o afeto entre seus membros+ A !a"ori8ação da fam$"ia gerou um contro"e no
desen!o"!imento inte"ectua" da criança e a manipu"ação das suas emoçIes+ A esco"a e a
"iteratura infanti" foram encarregadas de cumprir esta missão+ Ambas surgem #untamente
com id)ias de contro"e do desen!o"!imento inte"ectua" e emociona" das crianças+
%onforme Li"berman1 E1ON?1 p+ 1?G
;Q necess.rio !er a criança como um tipo de indi!$duo 4ue merece
consideraçIes especiais contendoHo no eiJo a partir do 4ua" se
/O
organi8a a fam$"ia cu#a responsabi"idade maior ) permitir 4ue seus
fi"2os atin#am a idade adu"ta de maneira saud.!e" e madura>+
Q nesse conteJto 4ue a esco"a e a "iteratura passaram a entender as m$nimas
necessidades das crianças1 ambas portadoras de um car.ter educati!o+ Esses primeiros
escritos eram dirigidos por pedagogos e professores sem ter o intuito de despertar
imaginaçIes1 a criati!idade e muito mesmo a ficção1 não permitindo 4ue a "iteratura fosse
aceita como arte+ Essas ati!idades eram uma forma de dominação era de cun2o mora"ista+
0itadores de regras 4ue prega!am o indi!idua"ismo e a obedi3ncia1 4ue empun2a!am as
crianças !a"ores1 padrIes e id)ias #. consagrados+ Essa dominação ) incorporada pe"a a
esco"a 4ue omite o socia"+ A "iteratura passa a ser o !e$cu"o mais poderoso para a
imp"antação das id)ias1 e!itando 4ue essa criança 4uestionasse 4ua"4uer fato 4ue ocorresse
ao seu redor1 uma forma de proteção ao mundo eJterior+
Mas nos tempo de 2o#e1 a criança de!e ter um contato precioso com o teJto1 pois
atra!)s de"e absor!e um mundo imagin.rio+ Q necess.rio 4ue as crianças compreendam o
4ue acontece ao seu redor e 4ue se#am capa8es de interpretar e esco"2er os camin2os com
os 4uais se identificam+
Por isso ) necess.rio 4ue o professor saiba fa8er uma boa re"ação entre a esco"a1 a
"iteratura e os "i!ros1 procurando "i!ros 4ue d3em oportunidades Ss crianças de perceberem
as mudanças sociais 4ue ocorrem no mundo1 para 4ue e"as percebam o 4ue acontece a sua
!o"ta+
Q muito importante tamb)m 4ue as uni!ersidades d3em oportunidades para os
acad3micos con2ecerem as obras "iter.rias infantis estimu"ando a "iteratura como forma de
fruição+ Nesta1 se obser!a uma grande 4uantidade de teJtos uti"i8ados apenas por seu
cun2o pedagKgico+ Em !irtude desta1 a "iteratura ainda 2o#e ) !ista como uma simp"es
"eitura1 deiJando de ser aceita como eJpressão de arte e tamb)m como uma manifestação
de espontaneidade1 ref"eJão1 fantasia e imaginação da criança+
As 2istKrias de contos de fadas perpetuam formas idea"i8adas1 e são mora"i8antes+
Mas e"as tamb)m desen!o"!em o "ado imagin.rio1 a fantasia1 contribuindo para o
desen!o"!imento a criati!idade da criança1 permitindoHa criar1 isto )1 ir a")m1 aberta para a
imaginação+ Não podemos sK optar por "i!ros 4ue ten2am essas formas+ Q necess.rio
di!ersificar as obras de educação infanti"1 para 4ue a criança perceba as !astas
6D
possibi"idades do con2ecimento+ Assim1 o "i!ro pode contribuir para o desen!o"!imento
pessoa" e inte"ectua" das crianças+
A "eitura permite ao "eitor manipu"ar o prKprio tempo1 en!o"!endoHo em id)ias1
acontecimentos e fa8endoHo interagir com o mundo de forma mais atraente+ %ada !e8 mais o
"i!ro a"arga suas funçIes+ 'o#e1 a necessidade de "er ) fato presente no cotidiano de todos os
po!os+ Mas não 2. "iteratura sem "eitor e o teJto nunca ) o mesmo1 por4ue pro!oca cada um
de modo diferente+ Portanto contar 2istKrias de!e ser uma ati!idade obrigatKria na
programação di.ria da sa"a de au"a endereçadas as crianças+ (aber ou!ir ) um dos aspectos
fundamentais na aprendi8agem+ A 2istKria ) uma ati!idade 4ue se presta muito para
desen!o"!er na criança a capacidade de ou!ir1 ao acompan2ar a se453ncia "Kgica dos fatos da
narrati!a1 procurando compreender o enredo+ Q uma ati!idade 4ue e"e!a1 atrai1 d. a"egria e
atende1 ainda1 a necessidade infanti" de fantasia1 encantamento1 e at) mesmo de repouso e
re"aJamento1 a")m de enri4uecer o !ocabu".rio1 pe"o contato com a moda"idade cu"ta e
sofisticada do idioma1 de forma agrad.!e"+ Moda 2istKria apresentada em sa"a de!e ser um
pra8er para 4uem conta e um pra8er para 4uem ou!e+ Por isso o professor precisa esco"2er
bem a 2istKria 4ue ir. "e!ar para a sa"a+ 0e!e procurar a4ue"a de 4ue gosta1 penetrar bem em
seu conteUdo+ Isso o a#uda a se entusiasmar e se emocionar com os episKdios+ , conteUdo
de!er. estar "igado Ss coisas 4ue a criança con2ece1 respeitando a cu"tura1 "oca" e ao mesmo
tempo1 enri4uecendo suas eJperi3ncias+ 0e!er. estimu"ar a fantasia e imaginação1 tão
importantes na !ida das crianças+
A")m disso1 o teJto "iter.rio abre !.rias possibi"idades de "eitura1 proporcionando ao
"eitor condiçIes de perceber o rea" S medida 4ue e"e interage com a "eitura+ Assim1 o
professor como mediador de!e saber como introdu8ir um teJto aos seus a"unos e perceber as
formas de con2ecimento+ A sua !i!3ncia socia" ou at) mesmo esco"ar poder. inf"uenciar
muito na sua interpretação do teJto+
Q nesta constante manc2a a "iteratura não pode ser tratada como uma ati!idade
educati!a1 mas como uma ati!idade 4ue auJi"ia na difusão do con2ecimento para 4ue o
indi!$duo possa ref"etir sobre o mundo 4ue o rodeia1 com propKsito de construção do ser e do
saber+
Ambos1 a esco"a e o professore de!em camin2ar #untos para 4ue possam ref"etir e
construir no!as 2ipKteses sobre a introdução da "eitura no ambiente esco"ar1 oportuni8ando Ss
crianças a capacidade de pensar1 criar e recriar suas prKprias "eituras+
61
(endo assim ) necess.rio ressa"tar 4ue a "eitura ) um processo cont$nuo de
aprendi8agem e a esco"a de!er. traba"2ar com o intuito de despertar o interesse pe"a "eitura1
incenti!andoHos para a "iberdade de esco"2a de suas prKprias "eituras+
2.2 A .$#)RA#"RA $*%A*#$. &-*#R$B"$*(- PARA - ()S)*'-.'$/)*#-
(A $/A3$*A+,- ) %A*#AS$A *- PR-&)SS- () )*S$*- APR)*($4A3)/
, ato de ou!ir e contar 2istKrias est. 4uase sempre presente nas nossas !idas+
0esde 4ue nascemos aprendemos por meio das eJperi3ncias concretas das 4uais
participamos1 mas tamb)m atra!)s da4ue"as eJperi3ncias das 4uais tomamos
con2ecimentos por meio do 4ue os outros nos contam+ 0essa necessidade 2umana surgiu a
Literatura1 do dese#o de ou!ir e contar para atra!)s desta pr.tica comparti"2ar+
E ) destas pr.ticas de ou!ir e contar 2istKrias 4ue surge a nossa re"ação com a
"iteratura+ (e acentuarmos no diaHaHdia estes momentos1 mais estaremos contribuindo para
formar crianças 4ue gostem de "er e !e#am na "eitura uma fonte de pra8er e di!ertimento+
Ao traba"2ar com crianças pe4uenas1 4ue não sabem "er1 ou "3em pouco1 o desen2o
das pa"a!ras ) desagrad.!e"1 eJatamente por4ue não significa nada para e"as+ m "i!ro sem
i"ustraçIes nada "2es di81 e as impressiona muito ma"+ Para essas crianças1 em 4ue
4ueremos desen!o"!er o interesse pe"as 2istKrias1 em gera" "idas para e"as1 ) importante a
gra!ura1 ou me"2or1 neste caso de!e pre!a"ecer a i"ustração+ , teJto de!e ser pe4ueno para
condu8ir 4uase a obser!ação das figuras+ Mas o "i!ro sK ser. interessante e desafiador se1
de a"gum modo1 puder atender a essa forma de compreender o mundo de seu "eitor+Logo1
terão muito mais sentido para as crianças desta idade1 "i!ros de borrac2a ou "i!ro de pano
4ue possam1 por eJemp"o1 ser manuseados pe"a prKpria criança1 ou o 4ue ) mais pro!.!e"1
"e!ados S boca sem riscos+
(urge então a possibi"idade de nKs adu"tos construirmos "i!ros feitos de sacos
p".sticos1 fa8endoHos mais atraentes com di!ersas imagens ou gra!uras de ob#etos ou
animais1 do con2ecimento da criança+ PodeHse costurar um sa4uin2o no outro1 formando
p.ginas resistentes1 4ue faci"itam o manuseio por parte das crianças+ Podemos confeccionar
"i!ros de tecido1 com sacos de açUcar ou reta"2os co"oridos feitos a m.4uina ou S mão+
Na medida em 4ue a criança !ai crescendo e tornandoHse fa"ante p"eno da "$ngua
portuguesa1 as i"ustraçIes do teJto !ãoHse redu8indo "e!andoHas a se interessar mais pe"a
6/
escrita1 cu#a "etra tamb)m diminuem at) o formato e o taman2o normais1 o mesmo
acontecendo com o prKprio "i!ro+
Mudo o 4ue escre!emos sobre a i"ustração sK ) !a"ido a partir de uma condição1
!a"or art$stico+ Portanto1 se 4ueremos criar nas crianças o bom gosto1 as gra!uras não
podem ser descuidadas+ Não basta ter uma boa i"ustração para agradar a criança e sim ser
bem sugesti!a1 dar as e"as oportunidade de recriar1 imaginar1 fantasiar1 ir a")m do prKprio
desen2o+
A participação das crianças nesses momentos de "eitura permite 4ue !ão
construindo seu prKprio mode"o1 !i!enciando essa eJperi3ncia1 permitindo 4ue cada uma
encontre o seu #eito de imaginar+ (endo 4ue a imaginação de"as se desen!o"!e a partir do
seu con2ecimento+ Ruanto mais e"ementos concretos o professor1 a esco"a e o meio
oferecem1 mais rica se tornar. S imaginação da criança+ , professor de!e dar condiçIes
para 4ue a imaginação da criança se desen!o"!a1 não a inibindo em suas descobertas1 mas
"e!andoHa a 4uestion.H"as de forma 4ue e"a possa1 por si mesma1 !erificar suas contradiçIes
e refa8er seus conceitos+ (e o professor acertar suas respostas e ref"eJIes1 estimu"andoHa
com perguntas e comparaçIes a criança passar. a ref"etir e a usar sua imaginação com mais
"iberdade+ Imaginar uma situação e conseguir concreti8.H"a na sa"a de au"a1 tem um
significado muito profundo para a criança1 inf"uindo de maneira positi!a na sua postura
diante de no!as propostas e ape"os do cotidiano+
%a"!ino1 1OO11 p+ :N1 reforma esta id)ia ao apontar 4ue- 0A "iteratura como criadora
de imagens ) capa8 de desen!o"!er a capacidade de imaginar1 fantasiar e criar a partir das
imagens !is$!eis do teJto>+
Inicia"mente o "i!ro ) sK um brin4uedo+ Q a presença de adu"tos1 no momento em
4ue a criança tem re"acionamento com e"e1 ) 4ue a "e!ar. a descobrir o seu !erdadeiro
sentido e suas mU"tip"as possibi"idades+
"timamente tem aparecido di!erso "i!ro de diferentes materiais para os ;pe4uenos
"eitores>1 "i!ros de p".stico1 "i!ros de tecido e "i!ros de pape"ão+ , adu"to de!e acompan2.H
"a na "eitura de imagens1 se"ecionando "i!ros em função de suas necessidades perspecti!as
e afeti!idade+
(ão os "i!ros de imagem 4ue apresentam i"ustraçIes de forma iso"ada+ Esse fato
permite 4ue a criança possa formar conceitos1 fa8er genera"i8açIes e enumeraçIes e o 4ue
) mais importante1 e"aborar uma primeira associação entre a percepção !isua" e a pa"a!ra+
Mais adiante se pode uti"i8ar "i!ros 4ue apresentem imagens não somente de ob#etos mais
tamb)m de situaçIes onde se re"acionam di!ersos personagens+ A criança a identifica com
66
e"a mesma1 se recon2ece e se en!o"!e afeti!amente com os personagens+ Nos primeiros
"i!ros de imagens os personagens mais apreciados eram os animais1 os 4uais as crianças se
identifica!am com e"es como se fossem seus seme"2antes+
%onscientes de 4ue a imagem ) a forma concreta de "inguagem mais ade4uada a
etapa de pr)Haprendi8agem da "eitura1 de!eHse cuidar da se"eção dos "i!ros com 4ua"idade
de i"ustraçIes+ Não se trata de ana"isar a 4ua"idade dos desen2os de nossos "i!ros infantis1
mesmo por4ue1 temos indiscuti!e"mente i"ustradores de primeira 4ua"idade+ Muito menos
de "utar por desen2os do tipo rea"ista ou retirar a magia e o encantamento das p.ginas1 mas
sim ficar a tento aos estereKtipos da !isão das pessoas e de sua forma de agir e de ser1
a#udando assim a criança "eitora a perceber isto+ , resu"tado !isua" at) pode ser bonito1
mas podem transmitir tamb)m preconceitos1 afina" preconceitos não se passam apenas
atra!)s de pa"a!ras1 mas tamb)m de imagem+
Ruanto aos ;maiores "eitores> as i"ustraçIes de!em apresentar a rea"idade
!i!enciada pe"o "eitor infanti"+ A criança passa1 a uma autonomia de ati!idade1 mediante o
con2ecimento progressi!o do ambiente+ Nesse começo de atitude referencia" e na formação
da inte"ig3ncia1 busca resposta na imagem+ Por isso1 os ob#etos e as i"ustraçIes de!em
ref"etir o !i!ido+
%ontudo1 ) importante 4ue a criança o"2e ou ouça 2istKrias1 imagine os "ugares e os
personagens de modo 4ue perceba uma atitude positi!a em torno do "i!ro e da "eitura+ Q
importante tamb)m potenciar uma criança ati!a1 curiosa1 para 4ue !. construindo sua
imagem do mundo em interação com a rea"idade1 fa8endo com 4ue a mesma descubra no
"i!ro 4ue não sK a imagem1 mas tamb)m as pa"a!ras escritas constituem uma fonte de
informaçIes+
Ao "er uma 2istKria a e"a tamb)m ) poss$!e" 4ue desen!o"!a todo um potencia"
cr$tico+ A partir da$ a mesma pode pensar1 du!idar1 perguntarHse1 4uestionarHse+ Pode se
sentir in4uieta1 cutucada1 4uerendo saber mais e me"2or ou percebendo 4ue pode mudar de
opinião+ Isso não de!e ser feito somente uma !e8 ao ano1 mas fa8er parte da rotina esco"ar1
sendo sistematicamente1 sempre presente+ Q preciso saber se gostou ou não do 4ue foi
contado1 se concordou ou não com o 4ue foi contado+ Perceber se ficou en!o"!ido1
4uerendo "er de no!o mi" !e8es ou saber se detestou e não 4uis mais nen2uma aproJimação
com a4ue"a 2istKria tão c2ata1 tão boba ou tão sem graça+ Q formar opinião prKpria e ir
formu"ando os prKprios crit)rios1 começando a amar a id)ia e o assunto+
6:
;A21 como ) importante para a formação de 4ua"4uer criança ou!ir
muitas1 muitas 2istKrias+++ EscutaH"as ) o inicio da aprendi8agem
para ser um "eitor1 e ser um "eitor ) ter um camin2o abso"utamente
infinito de descobertas e compreensão do mundo>+
EA&RAM,VI%'1 1OO61 p+ 1AG+
A importTncia 4ue este ob#eto1 o "i!ro1 tem em nossa !i!3ncia sK ser. compreendida
pe"a criança muito mais tarde1 se o adu"to for um contador de 2istKrias e 2ou!er
personagens1 comparti"2ando suas emoçIes+ Para formar crianças 4ue gostem de "er e
!e#am na "eitura uma possibi"idade de di!ertimento e aprendi8agem1 precisamos ter1 nos
adu"tos1 uma re"ação especia" com a "iteratura1 precisamos gostar de "er procurando fa83H"o
com a"egria1 por di!ersão1 dese#ando mudar o fina" da 2istKria1 enfim1 costurando cada
"eitura como reta"2o co"orido1 significati!o+
InUmeras são as 2istKrias 4ue podem ser contadas Ss crianças1 se#a e"a mais "onga1
curta1 antiga ou dos dias atuais+ Para 4ue o "i!ro possa desencadear eJperi3ncias de pra8er
e saber em nossas crianças1 ) essencia" dar maior atenção ao primeiro contato das mesmas
com o "i!ro1 pois isto pode ser decisi!o+ A "eitura de 2istKria ) um momento em 4ue e"a
pode con2ecer a forma de !i!er1 pensar1 agir e o uni!erso de !a"ores1 costumes e
comportamentos de outras cu"turas situadas em outros tempos e "ugares 4ue não o seu+ A
partir da$1 e"a pode tamb)m estabe"ecer re"açIes com a sua forma de pensar e o modo de
ser do grupo socia" ao 4ua" pertence+
As instituiçIes podem resgatar1 o repertKrio de 2istKrias 4ue as crianças ou!em em
casa e nos ambientes 4ue fre45entam1 uma !e8 4ue essas 2istKrias se constituem em uma
rica fonte de informação sobre as di!ersas formas cu"turais de "idar com as emoçIes e com
as 4uestIes )ticas1 contribuindo com a construção da sensibi"idade das crianças+
Mer acesso S boa "iteratura ) dispor de uma informação cu"tura" 4ue a"imenta a
fantasia1 imaginação e desperta o pra8er pe"a "eitura+ A intenção de fa8er com 4ue as
crianças1 desde cedo1 apreciem o momento de sentar para ou!ir 2istKria eJige 4ue o adu"to1
como "eitor1 preocupaHse em t3H"a com interesse1 criando um ambiente agrad.!e" e
con!idati!o S escuta atenta1 mobi"i8ando a eJpectati!a das crianças1 permitindo 4ue e"as
o"2em o teJto e as i"ustraçIes en4uanto a 2istKria ) "ida+
Ruem con!i!e com crianças sabe o 4uanto e"as gostam de escutar a mesma 2istKria
!.rias !e8es1 pe"o pra8er de recon2ec3H"a1 de aprend3H"a em seus deta"2es1 de cobrar a
mesma se453ncia e de antecipar as emoçIes 4ue te!e da primeira !e8 4ue foi "ida+ Isso
6?
e!id3ncia 4ue as crianças 4ue escutam muitas e muitas 2istKrias1 podem construir um saber
sobre a "inguagem escrita1 corpora"1 gestua"1 !erba"1 musica" e p".stica+
Q ou!indo 2istKrias 4ue se pode sentir tamb)m emoçIes importantes1 como a
triste8a1 a rai!a1 o bemHestar1 o medo1 a a"egria e tantas outras mais e !i!er profundamente
tudo o 4ue as narrati!as pro!ocam a 4uem as ou!e1 com toda a amp"itude1 significTncia e
!erdade 4ue cada uma de"a fa8 ou não brotar+
;Para 4ue uma 2istKria rea"mente prenda a atenção da criança1 essa
2istKria de!e de fato entret3H"a e despertar sua curiosidade+ Mas1
para enri4uecer sua !ida1 de!e estimu"arH"2e a imaginação- a#ud.H
"a a desen!o"!er seu inte"ecto e a tornar c"aras suas aspiraçIes>+
E&EMMEL'EIN1 1OND1 p+ O:G+
Ao contar uma 2istKria de!eHse fa"ar com entonação e descre!er a"gumas
caracter$sticas dos personagens e o "ugar onde se passa a 2istKria1 para 4ue as crianças
ten2am e"ementos para usar a sua imaginação+ Q poder sorrir1 rir e garga"2ar com as
situaçIes !i!idas pe"os personagens1 ) tamb)m dar "ugar ao imagin.rio1 fantasiar e ter
curiosidade saciada sobre as mais di!ersas 4uestIes+
Para 4ue isso ocorra1 ) bom 4ue 4uem este#a contando crie todo um c"ima de
en!o"!imento1 4ue saiba dar pausas1 criar os inter!a"os1 respeitando o tempo necess.rio
para 4ue o imagin.rio de cada criança possa construir seu cen.rio1 !isua"i8ar seus
monstros1 criar seus dragIes1 sentir o ga"ope do ca!a"o1 imaginar o taman2o do caste"o e
muitas outras coisas+
Q importante tamb)m 4ue o contador saiba uti"i8ar as moda"idades e
potencia"idades de sua !o81 sussurrando 4uando o personagem fa"a baiJin2o1 "e!antar a !o8
4uando uma a"ga8arra esti!er acontecendo ou fa"ar de mansin2o 4uando a ação for ca"ma+
Q nessas oportunidades 4ue as crianças rea"mente se en!o"!em com as 2istKrias e ne"as
buscam e"ementos para enri4uecer ainda mais a sua imaginação e fantasia1 bem como
no!os subs$dios para as suas brincadeiras+
A 2istKria ) uma oportunidade de brincadeira1 pois por meio do enredo e do
personagem1 as crianças podem fantasiar e imaginar1 ser e"a na 2istKria1 brincar de ser1
enfim1 ) fundamenta" para o desen!o"!imento de seu pensamento+
6A
A 2istKria possibi"ita Ss crianças infinitas sensaçIes e representaçIes nas
brincadeiras1 nos gestos1 nas fa"as1 nas eJpressIes no momento de recont.H"as ou !i!enci.H
"as1 em 4ue as crianças possuem seu mundo prKprio po!oado de fantasias e son2os+
Resumidamente1 ) ou!indo 2istKria 4ue a criança constrKi o mundo das id)ias
abstratas1 !i!encia eJperi3ncias 4ue enri4uecem seu con2ecimento rea" e po!oam a sua
imaginação com e"ementos da sua fantasia e do #ogo simbK"ico+
2.0 A 5$S#6R$A .$(A ) &-*#A(A &-/- )S#RA#83$A PARA A
APR)*($4A3)/ (A &R$A*+A
A Literatura Infanti"1 "ida ou contada ) um !asto camin2o no 4ua" as crianças se
en!o"!em e contribuem para o desen!o"!imento afeti!o1 cogniti!o1 imaginati!o1 fantasioso
e escrito+ E estas possibi"idades1 eng"obam o direito da criança ser criança1 son2adora e
4uestionadora na sua tota"idade+
;%onta1 conta1 contadorY %onta a 2istKria 4ue eu pedi+ Ruando as
crianças tem proJimidade com as 2istKrias e os contadores1 os
pedidos !em+ E o educador de!e receber esses pedidos com
a"egria1 mergu"2ando na paiJão do redescobrir os contos+ , #eito
de contar ser. uma conse453ncia do dese#o de "er 2istKria para as
crianças+ No in$cio pode ser at) t$mido1 mas depois tende a
crescer+> E,(MEMM,1 /DDD1 p+ OBG+
%ontemp"ar a Literatura Infanti" no cotidiano esco"ar ) permitir S criança
di!ertimento e possibi"idade de !ia#ar num ;tapete m.gico> para no!as descobertas e
a!enturas1 ad4uirindo eJperi3ncias popu"ares nas di!ersas "inguagens+
Assim a Literatura Infanti" ) um forte subs$dio a ser uti"i8ado na pr.tica
pedagKgica1 uma !e8 4ue e"a permite na criança o pu"sar das !ias imagin.rias para
aproJim.H"a da rea"idade ob#eti!a e sub#eti!a em forma de be"e8a1 a"egria e emoção+ E"a
atende as eJig3ncias da a"ma e o dese#o da criança1 bem como permite 4ue e"a eJpresse seu
$ntimo e obten2a recreação e aprendi8agem+
6B
, professor então precisa contar 2istKrias e tornar estes momentos uma pr.tica
di.ria nas instituiçIes+ E nesses momentos1 a")m de contar1 ) necess.rio "er as 2istKrias e
possibi"itar 4ue a criança re"embre a 2istKria contando Ha no!amente com seus co"egas+Pois
) com este resgate 4ue estaremos incenti!ando nossas crianças a fa"arem e eJercitarem sua
memKria+ 0esse modo1 a 2ora de contar e ou!ir 2istKrias ) sim um momento de interação
entre o professor e a criança+ Esta coneJão entre a "iteratura e a pr.tica pedagKgica1
portanto1 ) re"e!ante1 acess$!e" e importante para o desen!o"!imento da imaginação e
fantasia1 pois a Literatura Infanti" ) a"go 4ue atra$ as crianças e dão pra8er tanto ou!ir como
contar+
Ler "i!ros para as crianças não de!e e"iminar comp"etamente as 2istKrias contadas
ora"mente+ ,s professores podem fami"iari8arHse com 2istKrias tiradas de "i!ros para
recont.H"as em suas prKprias pa"a!ras+ A importTncia do contar 2istKrias sem o "i!ro est.
no fato de o contador ter mais disponibi"idade para acentuar a emoção pro!ocada pe"a
2istKria e estabe"ecer uma comunicação mais direta com as crianças1 tendo a possibi"idade
de ir modificando a 2istKria de acordo com as reaçIes das crianças+A criança e o contador
sem "i!ro t3m uma interação mais simp.tica e o contador fica mais dispon$!e" para
traba"2ar sua !o8 e seu gestua"+
As crianças de!em ser encora#adas a contar 2istKrias criadas por e"as mesmas ou
2istKrias 4ue e"as #. ten2am ou!ido+ ,s professores podem fa8er perguntas para faci"itar a
narrati!a ou "er parte de um conto e pedir 4ue as crianças comp"etem ou acrescentem
outras partes+ As crianças tamb)m podem ser estimu"adas a re"atarem e!entos importantes
como suas f)rias ou passeios 4ue ten2am feito+
Ler em !o8 a"ta para as crianças tamb)m ) importante1 por)m de!eHse ter um bom
esto4ue de "i!ros infantis bem escritos e i"ustrados+ ,s professores de!em se"ecionar
cuidadosamente os "i!ros 4ue são de interesse das crianças+ ,s "i!ros informati!os de!em
ser precisos e bem fundamentados1 pois ne"es a precisão da informação ) mais importante
do 4ue o esti"o "iter.rio+
A boa Literatura Infanti" tra8 temas 4ue interessam as crianças e proporcionam um
meio de aprendi8agem sobre coisas 4ue estão fora do tempo imediato1 eJpandindo seus
2ori8ontes+ Pessoas diferentes em costumes e !estimentas podem ser apresentadas Ss
crianças por meio dos "i!ros1 e certamente o mundo da imaginação e fantasia de!e fa8er
parte de suas eJperi3ncias "iter.rias+
Ler teJtos em !o8 a"ta enri4uece o di!ertimento e o entendimento da "iteratura1
desen!o"!e o !ocabu".rio ora"1 promo!e o conceito da "eitura1 desen!o"!e 2abi"idades da
6N
pr)H"eitura1 promo!e o entendimento das con!ençIes do teJto1 d. Ss crianças uma id)ia da
"inguagem dos "i!ros1 desen!o"!e a discriminação !isua" e o recon2ecimento das "etras e
pa"a!ras e d. a oportunidade para ati!idades 4ue promo!em as 2abi"idades de pensamento
cr$tico e criati!o+
%onforme Meire"es1 E1ON:1 p+ BBG a Literatura Infanti"1 tanto ora" como escrita
possui um camin2ão de comunicação 2umana1 nos permite uma identidade de formação e
ensinamento1 o mundo tornaHse f.ci" permiss$!e" a uma sociedade 4ue tanto discute+ E"a
possui todas as 4ua"idades necess.rias a formação 2umana+
A Literatura Infanti" ) uma produção 2istoricamente constru$da1 ) a arte 4ue
transcende as di!ersas geraçIes enri4uecendo e transmitindo as !ariedades cu"turais e
sociais+ Q uma comunicação1 !e$cu"o de con2ecimento1 4ue possui uma ri4ue8a profunda
de eJperi3ncias !i!idas e contadas+
Enfim1 a esco"a ) a instTncia pri!i"egiada para ad4uirir instrumentos necess.rios
para a aprendi8agem significati!a+ Ruando aguçamos na criança possibi"idades e
2abi"idades de eJpressar seus sentimentos1 pensamentos1 dU!idas1 criati!idade1
contribu$mos com a formação da cidadania1 pois a criança a")m de ad4uirir con2ecimentos
espec$ficos nas mais diferentes .reas do con2ecimento 2umano desen!o"!er. 2abi"idades
4ue a instrumenta"i8ar. com as mais amp"as condiçIes cu"turais1 po"$ticas e sociais para
sua interação com o mundo sempre e potencia"mente me"2or+
2.4 A $/P-R#,*&$A (A /)($A+,- (- PR-%)SS-R
Q comum escutar educadores apontando a necessidade de moti!ar as crianças para
a "eitura+ Mas1 o 4ue se entende por moti!açãoW %omo se aprende a gostar da "eituraW A
moti!ação para a "eitura1 nas instituiçIes1 est. condicionada ao entusiasmo do prKprio
professor+ Q e!idente 4ue um professor 4ue estimu"a as crianças para ou!ir uma 2istKria
uti"i8ando diferentes recursos1 estar. com uma p"at)ia muito mais atenciosa do 4ue um
outro 4ue "3 pe"o simp"es fato de "er+
%omo educadoras não podemos deiJar acabar a arte de contar 2istKrias+ Precisamos
restituir seu espaço+ Vi!emos numa corrida contra o tempo1 os pais muitas !e8es tão
ocupados com seus afa8eres pessoais e profissionais ou at) mesmo despreparados e a
instituição preocupaHse com um curr$cu"o pragm.tico e não pri!i"egia o contar 2istKrias+
6O
Mas sempre 2. ;espaço> para o ;contar 2istKrias> e fa8er com 4ue esta arte não se perca no
tempo+ A 2ora da 2istKria não pode ser tratada como subterfUgio para cobrir o espaço de
tempo entre uma ati!idade e a outra1 muito menos como ca"mante para contro"ar o
agitamento das crianças+ A Literatura Infanti" de!e ser !a"ori8ada en4uanto momento
espec$fico na !ida esco"ar da criança+
, en!o"!imento dos pais no traba"2o com a "iteratura tem por fina"idade1 dentre
outras1 a !a"ori8ação do "i!ro pe"a fam$"ia1 e conse45entemente1 por seus fi"2os+ *a8er dos
"i!ros um amigo da fam$"ia ) uma forma de "e!ar diferentes moda"idades de "inguagem
para o con!$!io di.rio da criança e de oportuni8ar a esta um contato fora da esco"a1 com o
be"o1 com o imagin.rio1 com a arte da pa"a!ra+ ,s pais poderão ser fortes a"iados e
co"aboradores da esco"a1 se "2es forem esc"arecidos os ob#eti!os e a importTncia da
"iteratura na !ida de seus fi"2os+ Este esc"arecimento ) da compet3ncia do educador1 um
desafio para a esco"a1 4ue poder. fa8er com 4ue1 tamb)m os pais descubram a "eitura como
fonte de pra8er+ Por outro "ado1 ) sempre gratificante e produti!o ter os pais como
participantes neste traba"2o educati!o+
Q muito importante o professor !ariar o "oca" das suas au"as1 sempre 4ue poss$!e"+
Rua"4uer "ugar tran45i"o e si"encioso1 onde a "eitura do professor não se#a interrompida e
onde as crianças sintamHse S !ontade+ , professor contador de 2istKrias precisa procurar
desen!o"!er em si a"gumas 4ua"idades 4ue irão garantirH"2e sucesso- precisa !ibrar1 sentir1
!i!er a 2istKria1 ter a eJpressão !i!a1 sugesti!a1 narrar com natura"idade1 sem afetação1
saber dominar a !o8 sem eJageros+ A entonação de !o8 ) muito importante e determina1
em grande parte1 o sucesso da ati!idade+ A !o8 de!er. ade4uarHse a narrati!a1 com boa
dicção1 eJpressão correta e agrad.!e" em a"tura conforme o acUstico do ambiente+ , gesto
) um dos recursos mais preciosos1 mais precisa ser usado com moderação1 sem eJagero+
0e!e ser simp"es1 eJpressi!o1 !ariado1 espontTneo e ade4uado S passagem narrada+
, contar 2istKria pode inf"uir diretamente na aprendi8agem da "eitura e da escrita1
pois por meio da narrati!a a criança entra em contato com no!os !ocabu".rios1 com
estrat)gias de "inguagem1 #. 4ue a estrutura in$cio1 meio e fim das narrati!as auJi"ia a
criança na e"aboração de suas prKprias 2istKrias+ , "eitorHou!inte começa a ser eJposto
natura"mente ao mundo ficciona"1 o 4ue "2e desperta a sensibi"idade e criati!idade+
, professor não de!e ocupar o pape" de ;animador> e acreditar na sua capacidade
de impro!isar1 afina" somos respons.!eis pe"a mediação do con2ecimento+ 0e!emos1
portanto1 assumir nossa aprendi8agem nessa arte+
:D
A esco"2a da 2istKria não pode ser feita S re!e"ia+ , professor precisa con2ecer com
abso"uta segurança o enredo1 isto "2e eJigir. um bom preparo antes de apresentar a 2istKria
em c"asse+ En4uanto se prepara1 e"e far. com acerto a ade4uação do !ocabu".rio S
capacidade de compreensão dos ou!intes1 então descobrir. meios 4ue o farão se en!o"!er
com os fatos1 penetrando no significado de cada acontecimento1 at) o desfec2o+ Isso ir.
capacit.H"o a imprimir um pouco de si S ati!idade1 fa8endoHo com imaginação e simpatia1 a
fim de contagiar os ou!intes com o prKprio en!o"!imento da 2istKria+ Q tamb)m neste
momento 4ue ir. !erificar se ) necess.rio a"gum recurso !isua"1 e prepar.H"o com a de!ida
anteced3ncia+
%abe ao professor em sua esco"2a "e!ar em conta a conteJtua"i8ação 2istKrica e
socia" da criança1 inc"uindo a4ui seu repertKrio "iter.rio1 "ing5$stico e ideo"Kgico+
Entendendo a aprendi8agem como um processo de construção do con2ecimento1 não
podemos nos apegar sobremaneira Ss etapas do desen!o"!imento infanti" e se"ecionar as
2istKrias por faiJa et.ria+ No caso das crianças de D a A anos1 os crit)rios adotados pe"os
cat."ogos editoriais são inade4uados1 #. 4ue "idam com o pressuposto da nãoH"eitura1
indicando somente "i!ros de imagens ou com teJtos curtos1 es4uecendoHse da figura
mediadora do educador+
Ao transportar um teJto escrito para a ora"idade1 o contador de!e seguir a estrutura
da 2istKria1 "oca"i8ar a 2istKria no tempo e no espaço1 apresentar ao personagem e suas
caracter$sticas1 se"ecionar os pontos essenciais da 2istKria1 dar 3nfase ao ponto cu"minante
e1 por fim c2egar ao desfec2o+
, primeiro contato com a "eitura ) o pa"p.!e"1 "eitor com o "i!ro1 isto )1 a re"ação
mesmo inconsciente de 4uem "3 com o ob#eto "ido Eo "i!roG1 a descoberta da materia"idade
do impresso+
Assim1 ao uti"i8armos o "i!ro para contar a 2istKria1 a"gumas ref"eJIes de!em ser
feitas com o ou!inteH"eitor1 a")m de apresentar o t$tu"o1 o autor e o i"ustrador da 2istKria1
de!eHse discutir sobre a capa1 a encadernação1 o formato do "i!ro1 o tipo e o taman2o das
"etras1 a edição e a editora respons.!e" pe"a pub"icação+ Essas ref"eJIes imp"icam na
construção do sentido de autoria por parte da criança+
Para isso ) necess.rio con2ecer um nUmero significati!o de "i!ros infantis e
#u!enis+ , professor comprometido com o 4ue fa8 de!e integrarHse com editoriais e
"i!rarias "ocais1 4ue poderão fa!orecer o acesso do professor aos "ançamentos1 faci"itando
assim sua atua"i8ação+
:1
Para contar uma 2istKria1 se#a 4ua" for1 ) bom saber como se fa81 afina"1 ne"a se
descobrem pa"a!ras no!as1 se entra em contato com a mUsica e com a sonoridade das
frases+ Nestes momentos o professor precisa co"ocarHse no "ugar da criança1 priori8ando
seus con2ecimentos pr)!ios e com isso !a"ori8ando as co"ocaçIes da criança na4ue"a
determinada 2istKria+ (endo assim a criança passar. a desinibirHse e se sentir. con!eniente
4uanto a sua eJpressão+
, momento da 2istKria1 não ) uma 2ora de ou!ir o professor e sim o momento
pra8eroso em 4ue a criança tem oportunidade para fa8er comparaçIes da 2istKria narrada
com sua con!i!3ncia+
;Q por meio de uma 2istKria 4ue se podem descobrir outros
"ugares1 outros tempos1 outros #eitos de agir e de ser+ Por isso o
cotidiano educati!o de!e contemp"ar essa pr.tica de contar
2istKrias1 aumentando muitos pontos para a !ida 2umana>+
E,(MEMM,1 /DDD1 p+ ?1G+
, professor poder. contribuir com a ;!ida 2umana> se for um professor mediador1
pois ) dando oportunidade para a criança fo"2ear "i!ros1 participar das 2istKrias1 4ue poder.
ter crianças participati!as e apaiJonadas por 2istKrias+
As pr.ticas pedagKgicas de!em a#ustarHse ao pra8er1 transformando a aprendi8agem
numa eJperi3ncia agrad.!e"1 ameni8ando a simp"es obrigatoriedade de absor!er
informaçIes+ m aprender como auto descoberta1 em 4ue o pra8er ser. a moti!ação para as
açIes em re"ação ao con2ecimento e1 mais especificamente no nosso caso1 a 2istKria+
%ontar 2istKrias ) um poderoso instrumento de interfer3ncia na pr.tica esco"ar1 4ue
gera"mente constituiHse em e"emento cerceador da "iberdade e da criati!idade infanti"+ As
2istKrias1 contrariamente contribuem !igorosamente para estimu"ar o imagin.rio da
criança1 fonte de autoHrea"i8ação1 espaço a ser desen!o"!ido e preser!ado1 condu8indoHa ao
recon2ecimento de si prKpria e da rea"idade circundante+ A con!i!3ncia de forma "Udica e
pra8erosa com os teJtos "iter.rios fa!orece a formação do esp$rito cr$tico do "eitor1 aguça o
seu dese#o de transformar a rea"idade1 inserindo outras formas de ser e estar no mundo+
,s professores 4ue traba"2am ou traba"2aram na instituição sabem 4ue importTncia
dar S ;2ora de contar 2istKrias>1 com as crianças pe4uenas e con2ecem o fasc$nio 4ue
podem eJercer sobre e"as atra!)s dessa ati!idade+
:/
, contador ) um artista da !o8 e do gesto1 traba"2ando so"it.rio diante de um
pUb"ico1 com o 4ua" de!e criar uma con!i!3ncia em torno de uma narrati!a+ %ontar Ss
crianças1 e não apenas na educação infanti"1 permanece da compet3ncia do professor e
sempre est. em atua"idade na instituição1 desde 4ue bus4ue aperfeiçoarHse nesse dom$nio e
não a considere uma simp"es ati!idade de descontração para ocupar um tempo morto 4ue
se resumiria em tomar um "i!ro dentre outros e "3H"o as crianças+ Na !erdade o contar
2istKrias não se impro!isa e eJige um !erdadeiro con2ecimento do ritua"1 sobretudo por4ue
o professor contador )1 Ss !e8es1 a Unica pessoa 4ue mant)m !i!a a "iteratura #unto S
criança+
Q importante 4ue o professor con2eça a teoria e a pr.tica de contar 2istKria1
buscando a informação 4ue ainda "2e fa"ta+ , professor comp"etar. sua informação sobre
as possibi"idades do repertKrio atua" consu"tando regu"armente os cat."ogos dos editores
especia"i8ados+ , me"2or camin2o ainda ) ir informarHse #unto Ss bib"iotecas especia"i8adas
para crianças e reser!ar tempo para ". estudar e esco"2er o 4ue con!)m1 assim como se fa8
diante das prate"eiras das "i!rarias+ Q preciso tamb)m passar a um "ento traba"2o de
assimi"ação1 "endo metodicamente as 2istKrias e estudandoHas primeiro para si mesmo1 para
ad4uirir uma cu"tura pr)!ia pessoa" da 2istKria+
A permanente atua"i8ação da bib"ioteca1 acompan2andoHse no setor1 mas
aprimorandoHse pe"a se"eção de boas obras1 de modo a atender ao interesse e a fase do
desen!o"!imento de seus usu.rios+ , professor empen2ado na formação do 2.bito de "er
poder. rea"i8ar em con#unto com a bib"iotec.ria1 !isitas di!ersas a "i!rarias e outras
bib"iotecas com o ob#eti!o de !a"ori8ar e en!o"!er o a"uno com o "i!ro+ Ruanto S !isita das
crianças nas bib"iotecas1 o mesmo de!e ser um "ugar agrad.!e"1 aco"2edor e informa"1 para
4ue a criança ao fre45ent.H"o1 sintaHse S !ontade1 de modo a a"i permanecer com
tran45i"idade e boa disposição para se entregar S "eitura com pra8er e fami"ari8arHse com o
"i!ro+ A bib"ioteca poder. contar com a"guns a"mofadIes dispon$!eis para a criança sentarH
se comodamente en4uanto "3+
%ontar sem o apoio do "i!ro não ) simp"esmente recitar de cor um teJto
memori8ado1 tampouco interpret.H"o1 diferentemente da dec"aração de poemas1 mas )
arriscar1 impro!isar a partir de um es4uema 4ue se domina1 pe"o menos o ponto de partida1
a passagem1 as pro!a e o ponto de c2egada+ Em suma1 tudo o 4ue se descobriu atra!)s da
an."ise estrutura" e funciona"+
m bom contador não se constrange com o "i!ro de 2istKrias+ Ao contr.rio1 se sua
arte de contar 2istKria for bem dominada e se a preparação esti!er suficientemente apoiada
:6
no teJto1 o mesmo saber. uti"i8ar o "i!ro de 2istKria como um acessKrio integrado S t)cnica
da !o8 e do gesto+
;0e!emos mostrar o "i!ro para c"asse1 !irando "entamente as
p.ginas com a mão direita1 en4uanto a es4uerda sustenta a parte
inferior do "i!ro aberto de frente para o pUb"ico+ Narrar com o
"i!ro não )1 propriamente1 "er a 2istKria+ , narrador o con2ece1 #. a
estuda e !ai contando com suas prKprias pa"a!ras1 sem titubeios1
!aci"açIes ou consu"tas com o teJto1 o 4ue pre#udicaria a
integridade da narrati!a>+ E%,EL',1 1OO11 p+ BNG+
A 2istKria sendo "ida da maneira como &ettC %oe"2o E1OO1G1 re"ata1 satisfa8 o
dese#o1 os o"2ares e a impaci3ncia das crianças1 pois as mesmas ou!indo a 2istKria sem
o"2ar as gra!uras do "i!ro agem de forma desassossegada+ Assim o mediador conta a
2istKria1 4ue por 2ora #. a con2ece1 moti!andoHa com as gra!uras da 2istKria e
principa"mente com a entonação da !o8+
, bom contador nunca es4uece de !irar o "i!ro1 em a"gum momento1 para o seu
pUb"ico1 para 4ue as crianças fi4uem ainda mais mara!i"2adas com as imagens1 4uem em
nada se opIem a !o8 e ao gesto+ Ao contr.rio1 constataHse 4ue ao t)rmino de contar uma
2istKria para as crianças1 e"as no fim da sessão1 dese#am abso"utamente o"2ar e manipu"ar o
"i!ro+
ti"i8ar o "i!ro de 2istKria como um ob#eto preciso1 promo!e um encontro e uma
re"ação entre a criança e o ob#eto "i!ro+ Essa re"ação baseada no pra8er de dese#ar ) muito
importante1 at) mesmo fundamenta" para a"gumas crianças1 na perspecti!a de ser!irHse do
conto para abrir não apenas as portas do imagin.rio1 mas tamb)m a da cu"tura+
As crianças podem ser estimu"adas a uma re"ação pra8erosa com a Literatura
Infanti"1 #. 4ue esta possibi"ita Ss crianças ingressarem num mundo imagin.rio deiJando
f"uir seus anseios1 dU!idas e sensaçIes1 desen!o"!endo assim di!ersas eJpressIes+ Ruando
possibi"itamos Ss crianças a eJpressão de seus sentimentos interiores e de suas açIes
eJteriores permitindo a criati!idade e a faci"idade de comunicação1 sendo estas
imprescind$!eis ao processo educati!o a")m de desen!o"!er a eJpressão1 poder. fa8er
dessas crianças futuros "eitores amp"iando e permitindo con2ecer cada !e8 mais as
di!ersidades cu"turais e sociais1 aproJimando assim as situaçIes concretas do mundo
imagin.rio+
::
, professor ser. o e"o entre o mundo da fantasia e o desen!o"!imento cogniti!o1
pois o mundo "iter.rio não ) "inear1 ) muito mais do 4ue "eitura ) um mundo de fantasia
"igado S rea"idade1 com possibi"idades de eJpandir o con2ecimento1 4ue o professor e o
a"uno podem apropriarHse+
Ruando o professor permite o contato direto com as 2istKrias infantis1 e"e
proporciona S criança momentos de di!ersão1 ref"eJão e ação com seu mundo interno no
camin2ar do processo ensinoHaprendi8agem+
3 METODOLOGIA
Esta in!estigação foi rea"i8ada com o intuito de fa8er um diagnKstico no campo de
estudo1 sobre o ob#eto de pes4uisa- Literatura Infanti" Incenti!ando o 0esen!o"!imento da
Imaginação e *antasia+ %ontando com a participação da %rec2e Maria Nair da (i"!a+
A corrente 4ue nortear. a pes4uisa ser. o Materia"ismo 'istKrico 0ia")tico1 pois
considera o 2omem como ser 2istKrico e socia"1 ressa"tando a 2istKria como um fator
importante para o desen!o"!imento dos fen<menos+
(egundo (i"!a1 (c2appo E/DD11 p+ /BG-
;A concepção dia")tica são estudos da rea"idade com base na
pr.Jis educati!a1 priori8ando a re"ação teoria=pr.tica no conteJto
educaciona"1 com re"e!Tncia ao estudo dos aspectos teKricos e
pr.ticos rea"i8ados>+
%onsideraHse 4ue atra!)s da uti"i8ação de materiais concretos1 a criança apropriaHse
com mais faci"idade dos conceitos 4ue "2e são atribu$dos no processo ensinoH
aprendi8agem+ E como ser 2istKrico possui con2ecimentos pr)!ios e especificidades 4ue
de!em ser respeitados dentro da rea"idade 4ue se encontra+
RecorreuHse a uma abordagem 4ua"itati!a1 pretendendoHse a"cançar uma
compreensão deta"2ada dos significados e caracter$sticas situacionais1 fundamentadas nas
:?
interaçIes interHpessoais1 em 4ue o pes4uisador participa1 compreende e interpreta1
buscando eJemp"ares da cu"tura em 4ue estão inseridos+
, tipo de pes4uisa ) descriti!a=eJp"oratKria1 pois !isa proporcionar uma maior
fami"iaridade com os prob"emas amp"iando o con2ecimento sobre o assunto pes4uisado1
informando o pes4uisador sobre situaçIes1 fatos1 opiniIes ou comportamentos 4ue t3m
"ugar na popu"ação estudada1 ou se#a1 uma situação rea" e espec$fica+ No entendimento de
(i"!a1 (c2appo E/DD11 p+ ?:G+
;A pes4uisa descriti!a possibi"ita a composição de um
diagnKstico da situação in!estigada1 a")m de permitir a
uti"i8ação de m)todos como "e!antamentos de eJperi3ncias
#unto dos profissionais 4ue apresentam eJperi3ncia pr.tica
sobe o prob"ema a ser estudado>+
Visa obser!ar1 registrar1 ana"isar e corre"acionar fen<menos ou fatos em um
conteJto1 procurando descobrir como ocorrem sua re"ação e sua coneJão com outros
fen<menos+
, tipo de resu"tado uti"i8ado para responder a 4uestão 4ue se propIe esta
in!estigação ) a pes4uisaHação1 ou se#a1 ) uma pes4uisa socia" 4ue busca a"ternati!as de
so"ução para o ob#eto de estudo poss$!eis de serem desen!o"!idas na pr.tica+
(ILVA1 (%'APP, E/DD11 p+ 6AG-
;%o"ocam 4ue o pes4uisador desempen2a um pape" ati!o na
rea"idade dos fatos obser!ados1 "e!ando em conta o 4ue os
imp"icados t3m a di8er e a fa8er1 numa posição tanto de
p"ane#amento das açIes e de escuta1 4uanto de esc"arecer os !.rios
aspectos da situação1 sem impor suas prKprias concepçIes>+
Este tipo de pes4uisa supIe uma forma de ação p"ane#ada1 de car.ter socia"1
educaciona"1 etc+ 0essa interação ) 4ue resu"ta a ordem priorit.ria dos prob"emas
encontrados nas açIes e em todas as ati!idades intencionais das participantes da situação+
:A
0. P-P".A+,- A.'-
No dia 1A de abri" de /DD:1 a pes4uisadora apresentouHse na %rec2e Maria Nair da
(i"!a+ *oi bem recebida pe"o grupo de professores e tamb)m pe"a gestora1 co"ocando os
resu"tados 4ue pretendia a"cançar1 com o ob#eto de pes4uisa 4ue refereHse a Literatura
Infanti" Incenti!ando o 0esen!o"!imento da Imaginação e *antasia+
A crec2e Maria Nair da (i"!a est. "oca"i8ada no bairro *a8endo do Rio Ma!ares1 no
su" do munic$pio de *"orianKpo"is+
A instituição iniciou suas ati!idades com crianças no dia 1/ de fe!ereiro de /DD:1 e
sendo 4ue esta ) uma unidade no!a1 inaugurada oficia"mente no dia D/ de abri" do mesmo
ano+ Esta instituição foi criada de!ido S necessidade de atender as fam$"ias da comunidade+
A respeito do nome dado a crec2e1 refereHse a uma moradora do bairro1 #. fa"ecida
4ue en!o"!iaHse com os assuntos desta comunidade+
A infraHestrutura da unidade segue os padrIes das crec2es do munic$pio+ Possui A
sa"as1 1 2a""1 1 "a!anderia1 1 co8in2a1 / ban2eiros adu"tos1 1 sa"a de professores e 1 sa"a de
direção+ Memos um espaço eJterno onde est. insta"ado um par4ue com ba"anço1 gangorra1
casin2a1 pneus1 ponte com obst.cu"os e escorregador+
A instituição atende atua"mente 1:: crianças em per$odo integra" ou parcia"+ As
crianças estão di!ididas nos seguintes grupos-
FII FIII FIVa FIVb FV FVI F Misto
1B 1B 1N 1? 1N 6D /?
Mabe"a 1 – NUmero de crianças da instituição+
, 2or.rio de funcionamento ) das B2 Ss 1O2+ ,s materiais did.ticos dispon$!eis
são- #ogos1 brin4uedos1 pap)is de di!ersos tipos1 etc+++
As re"açIes dos profissionais apresentamHse ser boas+ Apresentam estar bem
comprometidos com o desen!o"!imento das crianças e conse45entemente da instituição+
A instituição est. !incu"ada S (ecretaria Municipa" da Educação e tem no seu corpo
docente1 na maioria1 profissiona" efeti!o e com n$!e" superior comp"eto e os 4ue não o
conc"u$ram ainda estão cursando+ Apesar disto1 2. um nUmero consider.!e" de professores
substitutos #. formados en4uanto outros estão cursando+
A %rec2e Maria Nair da (i"!a segue uma rotina instituciona" di.ria-
%2egada Lanc2e da
man2ã
A"moço (ono Lanc2e da
tarde
9anta (a$da
:B
0as B2 Ss
N2 e 1?
min+
DN2 e 1?
min+
11 2 0as 1/2 as
16 2
162 e 6D
min+
1A 2 0as 1B2 as
1O 2
Mabe"a / – Rotina da Instituição educaciona"+
A diretora da instituição ) formada na *(%1 no curso de Pedagogia com
2abi"itação em Educação Infanti"+ Em /DD6 especia"i8ouHse em Educação Infanti" e ()ries
Iniciais pe"a NI(L+
Em setembro de /DD61 foi con!idada a assumir a direção da crec2e pe"a
coordenadora da 0i!isão de Educação Infanti"+
A diretora entende 4ue administrar uma esco"a ) fa8er a coordenação1 articu"ação1
organi8ação do traba"2o administrati!o da unidade+ Neste caso1 o administrador tem a
função de organi8ar encamin2ar aspectos administrati!os1 o 4ue não ) o caso da %rec2e
Maria Nair da (i"!a1 pois como não possui super!isora 2. um acUmu"o de função por parte
da diretora+
Ruanto ao PPP EPro#eto Po"$tico PedagKgicoG est. em fase de e"aboração e
imp"antação1 portando não se sa"ienta e não se descrimina o mesmo+
As dificu"dades de ordem administrati!as encontradas referemHse S fa"ta de
articu"ação com a Prefeitura Municipa" de *"orianKpo"is EPM*G1 não 2. orientação
espec$fica para os professores 4ue não possuem formação em administração esco"ar+
Ruanto Ss dificu"dades de ordem pedagKgica encontrada referemHse articu"ação de
profissionais Emuitos de /D e 6D 2orasG1 fa"ta de super!isora esco"ar e pouca assessoria da
PM*+
A professora regente da turma do FVI ) substituta nesta instituição de educação e
traba"2a 4uarenta 2oras semanais+
A professora ) formada em Pedagogia Educação Infanti" e ()ries Iniciais na
NIVALI de &iguaçu+ Atua"mente est. cursando a pKsHgraduação+
Ruando a PM* oferece cursos de formação1 participa ati!amente1 gosta de estar
sempre se atua"i8ando para 4ue sua pr.tica pedagKgica não fi4ue u"trapassada+
Mem como base teKrica 4ue fundamenta seu pensamento as id)ias de VCgostsZC de
orientação sKcioH2istKrica1 pois apro!eita o con2ecimento pr)!io das crianças1 entendendo
4ue o con2ecimento est. em constante transformação e !3 a criança como um ser cr$tico
com direitos e de!eres+
Ruanto ao PPP1 est. sendo iniciado1 pois a instituição ) no!a1 mas este ) fruto de
discussIes1 ref"eJIes1 estudos1 cursos de aperfeiçoamento1 assessorias e da pr.tica
:N
pedagKgica de todos os funcion.rios da crec2e Maria Nair da (i"!a1 bem como de pais e
das crianças 4ue 2o#e fa8em parte dessa rea"idade1 como tamb)m as 4ue por a4ui passarem+
Esta professora uti"i8a como recurso para seu traba"2o materiais dispon$!eis na
crec2e1 como "i!ros de 2istKrias infantis1 re!istas1 som com di!ersas mUsicas1 brin4uedos1
massa de mode"ar e outros+ Mraba"2a muito a partir da "udicidade1 atra!)s de 2istKrias 4ue
desen!o"!em a imaginação e criati!idade das crianças+
(endo uma professora ;aberta> a no!os con2ecimentos1 não se restringe ao espaço
f$sico da sa"a de au"a1 uti"i8a todos os cantos da crec2e- corredores1 refeitKrio1 par4ue+
Nesses espaços dãoHse interaçIes e mediaçIes+
A a!a"iação ) feita num processo cont$nuo1 feito diariamente atra!)s de obser!ação
e registros num processo indi!idua" e co"eti!o+
A professora demonstrou uma grande aceitabi"idade para cada proposta da
pes4uisadora e se p<s S disposição para o 4ue fosse necess.rio para 4ue a pes4uisa se
rea"i8e com sucesso+
A turma obser!ada pe"a pes4uisadora ) composta por /? crianças1 sendo 4ue //
permanecem o per$odo integra" e 6 em meio per$odo1 com faiJa et.ria de D: a D? anos+
22
0
$ntegral /eio período
Mabe"a 6 – Per$odo em 4ue as crianças permanecem na instituição+
As turmas desta instituição estão di!ididas de acordo com a faiJa et.ria não
u"trapassando o nUmero "imite pre!isto pe"a PM* Epara essa faiJa et.ria ) de /? crianças
por turnoG+ Essas crianças são em sua tota"idade moradores do bairro Rio Ma!ares+
,s mesmos dados apresentam 4ue todos os pais t3m a"guma formação esco"ar1
todos sabem "er e escre!er-
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Mabe"a : – Frau de esco"aridade dos pais das crianças+
'. tamb)m informaçIes sobre as profissIes 4ue os pais eJercem-
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Mabe"a ? – Profissão dos pais+
, 4ue impressionou a pes4uisadora foi 4ue a maioria dos pais desta turma são
%atK"icos e poucos são adeptos de outra re"igião+
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&atKlicos )<angélicos #estemunha de
!eo<H
Mabe"a A – Re"igião das crianças+
0iante dos conteUdos traba"2os obser!ouHse o 4uanto as crianças en!o"!emHse com
2istorias "idas ou contadas1 são 4uestionadoras e participam das ati!idades propostas com
entusiasmo1 2. poucas crianças 4ue ta"!e8 pe"a sua timide81 não se en!o"!em+ Nos
conteUdos traba"2ados a professora regente uti"i8a uma "inguagem acess$!e" para faiJa
et.ria+
As interaçIes professorHcriança e criançaHcriança são muito satisfatKrias1 eJiste um
e"o pra8eroso e de respeito+
Ruanto ao materia" did.tico uti"i8ado pe"a professora regente1 na maioria das !e8es1
são- som1 #ogos de memKria1 "i!ros de 2istKrias1 fantasias e a")m dos brin4uedos
dispon$!eis na sa"a+ Esta instituição de educação oferece aos profissionais muitos materiais
e recursos para 4ue o traba"2o possa desen!o"!erHse com sucesso+
,bser!ouHse 4ue as crianças desta sa"a t3m uma boa socia"i8ação1 todos brincam1 por)m
suas brincadeiras muitas !e8es são espontTneas e isto fa!orece o enri4uecimento do
imagin.rio infanti"+
3.1.1 Se-e01! %e A2!$t"a
A amostragem da pes4uisa rea"i8ada no F VI foi uni!ersa"1 pois o ob#eto de estudo
Literatura Infanti"1 eJigiu o desen!o"!imento de todo o grupo1 considerando 4ue o tema em
4uestão tem grande re"e!Tncia no processo ensinoHaprendi8agem1 sendo assim o grupo
en!o"!ido nesta pes4uisa tota"i8ouHse em /? crianças1 sendo 11 meninas e 1: meninos1 na
?1
faiJa et.ria entre : a ? anos+ A esco"2a desta instituição e em especia" deste grupo de
crianças deuHse em função de atenderHse a crit)rios de acessibi"idade e tamb)m por tratarH
se de professores #. con2ecidos desta pes4uisadora1 o 4ue faci"itou enormemente o acesso a
informaçIes fundamentais ao bom andamento da pes4uisa+
0.2 &-.)#A () (A(-S
,s dados desta pes4uisa foram !a"idados mediantes os seguintes instrumentos-
obser!ação do conteJto em 4ue ocorre a pr.tica pedagKgica e das interaçIes professorH
criança+ A obser!ação das crianças no conteJto da pr.tica pedagKgica permitiu confirmar
as informaçIes fornecidas pe"a professora regente a respeito dos interesses das crianças1 o
tempo 4ue se mantin2am concentrados e moti!ados durante uma ati!idade dentre outros
dados re"e!antes 4ue subsidiariam a inter!enção pedagKgica 4ue se seguiu e entre!istas
informais com a professora regente especia"mente sobre o traba"2o 4ue desen!o"!ia com
uni!erso da Literatura Infanti"1 com ob#eti!o de subsidiar a inter!enção da pr.tica de
ensino+
0.0 A*9.$S) (-S (A(-S
,s dados foram ana"isados mediante os seguintes instrumentos- re"ação teoriaH
pr.tica1 obser!ação do professor regente e do processo de aprendi8agem da criança1
inter!enção comparti"2ada1 en!o"!imento e participação das crianças no decorrer da
pes4uisaHação+ ,utro fator importante de an."ise1 foram as ref"eJIes sobre a ação1
sustentada por a"guns autores em desta4ue- A&RAM,VI%[ E1OO6G1 LIL&ERMAN
E1ON?G1 MEIRELLE( E1ON:G e ,(MEMM, E/DDDG+
0.4 PR-&)($/)*#-S
?/
*oram rea"i8adas duas inter!ençIes com o ob#eti!o de atender Ss eJig3ncias do
curso de Pedagogia da NIVALI1 4ue 2abi"ita em Educação Infanti" e ()ries Iniciais+ A
inter!enção rea"i8ada no F VI da Educação Infanti" ) ob#eto de an."ise dessa monografia+
Portanto a metodo"ogia uti"i8ada para a inter!enção refereHse a pro#eto de traba"2o1 4ue
encontraHse no ap3ndice A+ Ruanto a inter!enção das ()ries Iniciais1 est. "oca"i8ada no
ap3ndice & e ap3ndices % e 0 retorno para a confirmação dos dados desta monografia+
A pes4uisadora iniciou o est.gio de obser!ação e inter!enção no dia 1O=D: a DB=D?1
a fim de proceder a obser!ação1 4ue subsidiaria a proposta de traba"2o na turma do F VI+
%2egando S crec2e1 a pes4uisadora foi bem recebida pe"a diretora e encamin2ada
at) o ambiente onde seria feita a obser!ação+
Este ambiente ) aco"2edor1 pois ne"e eJistem !.rios espaços- ;o cantin2o da
casin2a>1 com brin4uedos 4ue imitam uma casa de adu"to1 ;o cantin2o da pintura>1 com
esma"te1 batom1 sapatos de sa"to a"to1 !estido1 bo"sas1 cintos e fantasias1 ;o cantin2o do
supermercado>1 com caiJas de sucatas como- caiJa de "eite1 creme denta"1 caiJa de creme
de "eite1 "eite condensado1 etc+1 e ainda o ;cantin2o da "eitura> 4ue ) um espaço
aconc2egante1 com prate"eira 4ue cont)m di!ersos "i!ros infantis e re!istas1 formando
assim uma mini bib"ioteca1 com o conforto de tapete e a"mofadas #ogadas pe"o c2ão+
(egundo a professora regente1 as ati!idades desta turma seguem uma rotina di.ria1
por)m 4uando ) preciso tornaHse f"eJ$!e"+
N2 as DN2 e 6D min H ati!idades "i!res
N2 e 6D min as O2 H "anc2e
O2 H 2ora da roda e encamin2amentos das ati!idades
O2 e 6Dmin H ati!idades dirigidas
1D2 e 1?min H ati!idade no p.tio
112 H a"moço = 2igiene
112 e :?min H descanso
Assim 4ue as crianças c2egam S instituição de educação1 aproJimamHse dos
;cantin2os> da sa"a preferidos e começam a brincar+
,bser!aHse 4ue por meio das brincadeiras as crianças eJperimentam as condiçIes
de !ida a 4ue estão submetidas e seus anseios e dese#os+ No processo de construção do
con2ecimento1 as crianças se uti"i8am das mais diferentes "inguagens e eJercem a
capacidade 4ue possuem de ter id)ias e 2ipKteses originais sobre a4ui"o 4ue buscam
?6
des!endar1 construindo o con2ecimento a partir das interaçIes 4ue estabe"ecem com as
outras pessoas e com o meio em 4ue !i!em+ , interessante ) presenciar a participação da
professora regente nas brincadeiras 2a!endo muitas con!ersas e fa8HdeHconta+
Na 2ora do caf) da man2ã1 as crianças encamin2amHse para o refeitKrio1 eJiste um
card.pio cu#os "anc2es e a"moços são !ariados+ Na 2ora de ser!ir1 as prKprias crianças se
ser!em1 estimu"ando assim sua autonomia+
No par4ue1 notaHse 4ue 2. um espaço ade4uado e !.rios brin4uedos para as
crianças+ ns preferem brincar no ba"anço1 outros na casin2a e outros nos obst.cu"os+ Q
admir.!e" !er as crianças brincando1 correndo1 pu"ando1 enfim sorrindo1 pois esse ) um
momento do cotidiano de uma criança nas instituiçIes de educação1 mas do 4ue isso1
de!emos "embrar 4ue brincar ) a me"2or eJpressão de !ida de uma criança+
Ruanto Ss ati!idades dirigidas1 ocorreram da seguinte maneira- No primeiro dia de
obser!ação a turmin2a recebeu uma !isita do dentista+ , mesmo con!ersou com as
crianças sobre a maneira correta de esco!armos os dentes+ E"e tamb)m mencionou a
importTncia dos a"imentos tanto para os dentes 4uanto para a saUde+ Assim 4ue o dentista
se retirou1 a professora regente comp"etou a fa"a do dentista contando a 2istKria- ;Em cima1
embaiJo>1 teJto e i"ustração de 9anet (te!ens1 a 2istKria contada trata da importTncia das
frutas1 !erduras e "egumes+ Ao terminar a 2istKria1 a criança ;A> ressa"tou-
H A2Y (e comermos ba"as1 c2oco"ates1 cria bic2in2os nos dentes+
No segundo dia1 as crianças sentadas no tapete 4ue est. "oca"i8ado no ;cantin2o da
"eitura>1 a professora regente continuou a con!ersa sobre o assunto do dia anterior
EALIMENM,(G+ No fim da con!ersa o grupo construiu um teJto co"eti!o fa"ando da !isita
do dentista e da importTncia dos a"imentos1 foi 4uando uma criança retirouHse do grupo e
des"ocouHse at) a prate"eira onde se encontram os "i!ros1 retirou um e pediu para a
professora "er+ %omo esta!a fina"i8ando o traba"2o1 sentados a"i no tapete1 a professora
contou a 2istKria ;A No!a Professora>1 com seu #eito de estimu"ar1 despertou a curiosidade
e atenção de todos+
No terceiro dia1 a professora trouJe uma caiJa1 mais con2ecida como ;caiJa
surpresa>+ As crianças sentadas no tapete em forma de um c$rcu"o1 esta caiJa passa!a de
mão em mão pe"as crianças1 e e"as de!eriam descobrir o 4ue tin2a dentro+ A"guns fa"aram
4ue era uma f"or1 outros um carro e outros ainda 4ue eram bo"as+ ApKs muito suspense por
parte da professora e curiosidade das crianças1 a caiJa foi aberta+ 0entro de"a contin2a um
"i!ro infanti" ;A &erin#e"a1 o ga8eteiro>1 a 2istKria trata de uma &erin#e"a 4ue não se
importa!a muito em assistir au"a1 mas na4ue"e dia era obrigada a ir1 pois 2a!ia uma pro!a1
?:
sK 4ue esta!a atrasada+ Antes de terminar a 2istKria1 a professora regente perguntou para as
crianças o 4ue iria acontecer com a &erin#e"a1 foi então as crianças se manifestaram-
;L> – Rue at) c2egar ".1 #. acabou a pro!a+
;%> – Ruando a &erin#e"a c2egar na esco"a1 a professora ir. con!ersar com e"a+
ApKs a fa"a das crianças a professora regente conc"uiu a 2istKria- di8endo 4ue a
berin#e"a ao c2egar S esco"a te!e uma con!ersa com sua professora a 4ua" fa"ou sobre a
importTncia de estar fre45entando as au"as e da importTncia de se estudar+ 0epois da
con!ersa a professora deiJou 4ue a berin#e"a fi8esse a pro!a+
No 4uanto dia1 o grupo se aproJimou do ;cantin2o da "eitura>1 sentaram no tapete
em forma de c$rcu"o1 a professora regente retirou os "i!ros infantis da prate"eira e co"ocou
no centro do c$rcu"o+
A professora regente o"2ou "i!ro por "i!ro com as crianças1 pegou a4ue"es 4ue
esta!am rasgados e disse- ;Este ir. para o 2ospita" dos "i!ros>+ Este ;2ospita"> surgiu1
4uando a professora percebeu 4ue os "i!ros esta!am sendo rasgados pe"as crianças1 ou se#a1
e"as esta!am ;mac2ucando> os "i!ros1 então estes "i!ros ;mac2ucados> de!eriam ser
des"ocados para o ;'ospita" dos Li!ros> para 4ue e"es fossem cuidados+ (egundo a
professora regente o processo est. dando resu"tado1 #. 4ue as crianças estão !a"ori8ando e
tendo mais cuidados com os "i!ros+ ApKs retirar os "i!ros 4ue esta!am rasgados1 a
professora regente pediu para 4ue cada criança esco"2esse um "i!ro 4ue fosse de sua
prefer3ncia+ , "i!ro esco"2ido pe"a criança de!er. ser "e!ado para sua casa1 mas antes de
guard.H"os em suas moc2i"as1 a professora regente anota!a o nome da criança e o "i!ro 4ue
e"a esco"2eu+ Esta anotação ser!e como fic2amento de empr)stimo1 pois os "i!ros seriam
"a!ados pe"as crianças para casa1 por)m de!eriam ser de!o"!idos no prKJimo dia+ Isto
acontece todas as seJtasHfeiras+
No 4uinto dia1 a professora regente recebeu das crianças os "i!ros emprestados+ Ao
receber e"a perguntou para cada criança1 4uem tin2a "ido o "i!ro+ ns disseram 4ue foi a
mãe1 outros a irmã1 outros o pai e outros os a!Ks+ A"gumas crianças "embra!am da ;cena>
da 2istKria e conta!am para o resto do grupo+
??
) AN3LISE DOS DADOS1
Neste cap$tu"o1 os dados co"2idos durante a obser!ação e inter!enção serão
ana"isados por meio de ref"eJIes a partir dos autores estudados e re"acionados no cap$tu"o
/1 pois a an."ise e interpretação dos dados t3m como fina"idade compreender os
significados dos conteUdos estudados em re"ação aos dados co"etados1 estabe"ecendoHse
uma rede de re"açIes entre o referencia" teKrico1 os dados do re"atKrio de obser!ação e de
inter!enção1 tendo como pano de fundo as categorias de assunto 4ue permearão toda a
an."ise+ , resu"tado ) fruto da re"ação teoria e pr.tica1 sendo 4ue todas estas discussIes
referemHse ao grupo seis da educação infanti" da %rec2e Maria Nair da (i"!a+ Mais
discussIes estão permeadas e inter"igadas pe"as categorias de assunto- "iteratura infanti"1
imaginação e fantasia1 2istKria "ida e contada e mediação do professor+ ProcuraHse ressa"tar
a importTncia da "iteratura infanti" como desen!o"!imento 4ue estimu"a a atenção1 a
imaginação1 a obser!ação1 a fantasia1 a memKria1 a ref"eJão e a "inguagem+ A "iteratura
infanti" ) o instrumento pra8eroso1 capa8 e efica8 de ensinar a criança a decodificar o teJto1
como tamb)m formar cidadão cr$tico1 capa8 de transformar o mundo S sua !o"ta+
Ao iniciar as obser!açIes deste grupo1 p<deHse perceber 4ue a "iteratura infanti" )
traba"2ada com dedicação e carin2o pe"a instituição1 pois entendemHna como um camin2o
poss$!e" para desen!o"!er be"$ssimos traba"2os pedagKgicos1 no sentido de abrir fronteira
do imagin.rio1 do brincar com as pa"a!ras1 da fantasia1 da criação e o de sentir um imenso
pra8er de "er+
PercebeHse 4ue a instituição tem uma boa estrutura e aconc2ego para o conforto das
crianças1 portanto cabe ressa"tar 4ue as sa"as amp"as cont3m1 um espaço reser!ado para a
"eitura1 este 4ue educa a atenção da criança1 a"imenta suas brincadeiras1 instiga sua
curiosidade1 enri4uece o seu !ocabu".rio e sua capacidade de argumentação+
%onforme LIL&ERMAN E1ON?1 p+ /BG ;A criança ) !ista como um ser em
formação1 cu#o potencia" de!eHse desen!o"!er a formação em "iberdade1 orientando no
sentido de a"cance de tota" p"enitude em sua rea"i8ação>+
A criança de!e ter um contado precioso com o "i!ro1 pois atra!)s de"e obser!a um
mundo imagin.rio+ A")m disso1 o teJto "iter.rio abre !.rias possibi"idades de "eitura1
proporcionando ao "eitor condiçIes de perceber o rea" S medida 4ue interage com a "eitura+
E ) por isso 4ue a "iteratura não pode ser tratada como uma ati!idade educati!a1 mas como
?A
uma ati!idade 4ue auJi"ia na difusão do con2ecimento para 4ue o indi!$duo possa ref"etir
sobre o mundo 4ue o rodeia1 com propKsito de construção do ser e do saber+ Assim1 !a"e
ressa"tar 4ue a "eitura ) um processo cont$nuo de aprendi8agem e a esco"a de!er. traba"2ar
com o intuito de despertar o interesse pe"a "eitura1 incenti!andoHas para a "iberdade de
esco"2a de suas prKprias "eituras+
PercebeHse 4ue as crianças do F VI #. t3m um certo gosto pe"a "eitura1 manuseiam
"i!ros com faci"idade e criam sua prKpria 2istKria atra!)s do seu imagin.rio+ A sa"a
fa!orece a eJist3ncia do ;cantin2o da "eitura>1 um espaço aconc2egante1 com prate"eiras
4ue cont)m di!ersos "i!ros e re!istas1 formando assim uma mini bib"ioteca1 com o conforto
de tapete e a"mofadas pe"o c2ão1 "oca" aco"2edor e informa" 4ue estimu"a a "eitura e
desperta emoçIes+ ,s "i!ros infantis são dispostos de forma a permitir S criança f.ci"
manuseio1 não constitui barreiras para e"as+
ApKs uma contação de 2istKria eJiste entre o grupo obser!ado a con!ersa e
sabemos como ) importante con!ersar com as crianças sobre o 4ue foi "ido+ Q fundamenta"
dar condiçIes para 4ue a imaginação da criança se desen!o"!a1 não a inibindo em suas
descobertas1 mas "e!andoHas a 4uestion.H"as1 de forma 4ue e"a possa1 por si mesma
!erificar suas contradiçIes e refa8er seus conceitos+
m aspecto re"e!ante na inter!enção di8 respeito S 2istKria ;, Fato> contada pe"a
a estagi.ria com a a#uda do retropro#etor+ 7 medida 4ue conta!a a 2istKria1 as partes do
desen2o apareciam na "Tmina+ Neste momento percebeuHse 4ue a imaginação das crianças
foi a")m1 imaginando 4ue atra!)s dos riscos poderia estar surgindo outros ob#etos+
;A "iteratura como criadora de imagens ) capa8 de desen!o"!er a capacidade de
imaginar1 fantasiar e criar a partir das imagens !is$!eis do teJto>+ E%ALVIN,1 1OO11 p+
:NG+
%ontudo1 ) importante 4ue a criança o"2e ou ouça 2istKria1 imagine os "ugares e os
personagens de modo 4ue perceba uma ati!idade positi!a em torno do "i!ro e da "eitura+ \
importante tamb)m potenciar uma criança ati!a1 curiosa1 para 4ue !. construindo sua
imagem do mundo em interação com a rea"idade1 fa8endo com 4ue a mesma descubra do
"i!ro 4ue não sK as imagens1 mas tamb)m as pa"a!ras escritas constituem uma fonte de
informaçIes+ Portanto1 se 4ueremos criar nas crianças o bom gosto1 as gra!uras não podem
ser descuidadas+ Não basta ter uma boa i"ustração para agradar a criança e sim ser bem
sugesti!a1 dar a e"as oportunidade de recriar1 imaginar1 fantasiar1 ir a")m do prKprio
desen2o+
?B
,utro ponto de desta4ue durante o per$odo de inter!enção1 4ue o grupo deiJou
transparecer o 4uanto foi significati!o1 foi a dramati8ação da 2istKria- A (opa da Pedra1
4ue a estagi.ria fe81 caracteri8ada como um caipira+ ,"2ares atentos e curiosos surgiram
neste momento1 o interessante foi !er ao t)rmino da 2istKria1 onde a estagi.ria retirou a
roupa 4ue a caracteri8a!a e p<s no tapete1 "ogo as crianças co"ocaram a roupa e imita!am o
personagem1 nas suas fa"as1 gestos entre outros+
;A21 como ) importante para cada formação de 4ua"4uer criança
ou!ir muitas1 muitas 2istKrias+++ EscutaH"as ) o in$cio da
aprendi8agem para ser um "eitor1 e ser "eitor ) ter um camin2o
abso"utamente infinito de descobertas e compreensão do mundo>+
EA&RAM,VI%[1 1OO61 p+ 1AG+
Para formar crianças 4ue gostem de "er e !e#am na "eitura uma possibi"idade de
di!ertimento e aprendi8agem1 precisamos ter1 nos adu"tos1 uma re"ação especia" com a
"eitura1 precisamos gostar de "er procurando fa83H"o com a"egria1 por di!ersão+ A "eitura de
2istKria ) um momento em 4ue e"a pode con2ecer a forma de !i!er1 pensar1 agir o uni!erso
de !a"ores1 costumes e comportamentos de outras cu"turas situadas em outros tempos e
"ugares 4ue não o seu+ A partir da$1 e"a pode tamb)m estabe"ecer re"açIes com a sua forma
de pensar e o modo de ser do grupo socia" ao 4ua" pertence+
Mer acesso S boa "iteratura ) dispor de uma informação cu"tura" 4ue a"imenta a
fantasia1 imaginação e desperta o pra8er pe"a "eitura+ A intenção de fa8er com 4ue as
crianças1 desde cedo1 apreciem o momento de sentar para ou!ir uma 2istKria eJige 4ue o
adu"to1 como "eitor1 preocupeHse em t3H"a com interesse1 criando um ambiente agrad.!e" e
con!idati!o a escu"ta atenta1 mobi"i8ando a eJpectati!a das crianças+
0iante dos conteUdos traba"2ados1 obser!ouHse o 4uanto as crianças en!o"!emHse
com 2istKrias "idas ou contadas1 são 4uestionadoras e participam das ati!idades propostas
com entusiasmo+ '. poucas crianças 4ue ta"!e8 pe"a sua timide81 não se en!o"!em+
PercebeHse 4ue as crianças ao ou!ir uma 2istKria ficam encantadas1 transportamHse para o
mundo da fantasia1 imaginandoHse como personagens+ ,s coment.rios das crianças sobre
as partes de 4ue mais gostaram apontarão ao professor um "e4ue de opçIes para apro!eitar
o entusiasmo das crianças para com a 2istKria e fa8er surgir inUmeras outras ati!idades
ricas e "Udicas na sa"a+ ,bser!ouHse tamb)m 4ue o entusiasmo por parte das crianças ao
?N
ou!ir uma 2istKria era tanta1 4ue pediam 4ue repetissem1 então eram atendidos estes
pedidos com a"egria+
;%onta1 conta1 contadorY %onta a 2istKria 4ue eu pedi+ Ruando as
crianças tem proJimidade com as 2istKrias e os contadores1 os
pedidos !em+ E o educador de!e receber esses pedidos com
a"egria1 mergu"2ando na paiJão de redescobrir os contos+ , #eito
de contar ser. uma conse453ncia do dese#o de "er 2istKrias para as
crianças+ No in$cio pode ser t$mido1 mas depois tende a crescer>+
E,(MEMM,1 /DDD1 p+ /OBG+
A "iteratura infanti"1 "ida ou contada1 ) um !asto camin2o no 4ua" as crianças se
en!o"!em e contribuem para o desen!o"!imento afeti!o1 cogniti!o1 imagin.rio1 fantasioso
e escrito+ (ão estas possibi"idades1 4ue eng"obam o direito da criança ser crianças1
son2adora e 4uestionadora de sua tota"idade+ Q necess.rio possibi"itar 4ue a criança
re"embre a 2istKria contandoHa no!amente com seus co"egas1 pois ) com este resgate da
2istKria 4ue estaremos incenti!ando nossas crianças a fa"arem e eJercitarem sua memKria+
%ontar 2istKrias de!e ser uma ati!idade obrigatKria na programação di.ria das
c"asses da educação infanti"+ (aber ou!ir ) um dos aspectos fundamentais na
aprendi8agem+ A 2istKria ) uma ati!idade 4ue se presta muito para desen!o"!er na criança
a capacidade de ou!ir1 e acompan2ar a se453ncia "Kgica dos fatos da narrati!a1 procurando
compreender o enredo+ Q uma ati!idade 4ue e"e!a1 atrai1 d. energia e atende1 ainda1 S
necessidade infanti" de fantasia1 encantamento e at) mesmo de repouso e re"aJamento1
a")m de enri4uecer o !ocabu".rio+
A professora regente !em traba"2ando a "iteratura infanti" no cotidiano1 sendo a
proposta de grande aceitação do grupo de crianças+ ,s materiais uti"i8ados são fornecidos
pe"a instituição1 traba"2a muito a partir da "udicidade1 atra!)s de 2istKrias 4ue en!o"!em a
imaginação e criati!idade das crianças+ 0urante o per$odo de obser!açIes podeHse com
c"are8a obser!ar 4ue e"a trouJe muito significado para o grupo1 a professora1 muito
dinTmica1 orienta!a as crianças na eJecução das ati!idades e ao ser so"icitada1 sempre 4ue
poss$!e" atendia+ A professora não se restringe ao espaço f$sico da sa"a de au"a1 uti"i8a
todos os cantos da crec2e- corredor1 refeitKrio e par4ue+ PercebeuHse tamb)m 4ue a
professora regente ao contar uma 2istKria apresenta!aHse segura1 por)m o conteUdo esta!a
interiori8ado1 con2ecendo com abso"uta segurança o enredo+ 0esen!o"!ia em si a"gumas
?O
4ua"idades 4ue garantiam sucesso ao contar a 2istKria- narra!a com natura"idade1 sem
afetação1 domina!a a !o81 sem eJageros+ , importante de tudo ) 4ue se interessa bastante
pe"a "iteratura e suas obras+
%omo educadoras não podemos deiJar acabar a arte de contar 2istKrias+ A 2ora de
contar 2istKrias não pode ser tratada como subterfUgio para cobrir o espaço de tempo entre
uma ati!idade e outra1 muita menos como ca"mante para contro"ar o agitamento das
crianças+ A "iteratura infanti" de!e ser !a"ori8ada en4uanto momento espec$fico na !ida
esco"ar da criança+
;Q por meio de uma 2istKria 4ue podem descobrir outros "ugares1
outros tempos1 outros #eitos de agir e de ser+ Por isso o cotidiano
educati!o de!e contemp"ar essa pr.tica de contar 2istKrias1
aumentando muitos pontos para a !ida 2umana>+E,(MEMM,1
/DDD1 p+ ?1G+
%ontar 2istKrias ) um poderoso instrumento de interfer3ncia na pr.tica esco"ar1 4ue
gera"mente constituiHse em e"emento cerceador da "iberdade e da criati!idade infanti"+ As
2istKrias contribuem !igorosamente para estimu"ar o imagin.rio da criança+ A con!i!3ncia
de forma "Udica e pra8erosa com os teJtos "iter.rios fa!orece a formação do esp$rito cr$tico
do "eitor1 aguça o seu dese#o de transformar a rea"idade1 inserindo outras formas de ser e
estar no mundo+
Na !erdade contar 2istKrias não se impro!isa1 eJige um !erdadeiro con2ecimento
de ritua"1 sobretudo por4ue o professor contador )1 Ss !e8es1 a Unica pessoa 4ue mant)m
!i!a a "iteratura #unto Ss crianças+ \ importante 4ue o professor con2eça a teoria e a pr.tica
de contar 2istKrias1 buscando informaçIes 4ue ainda "2e fa"tam+ , professor comp"etar.
sua informação sobre as possibi"idades do repertKrio atua" consu"tando regu"armente os
cat."ogos dos editores especia"i8ados+ \ preciso saber um pouco mais sobre o 4ue est.
en!o"!ido na apropriação do processo de "er e con2ecer os aspectos fundamentais do ato da
"eitura1 aspectos "ing5$sticos1 fisio"Kgicos1 psico"Kgicos e sociais+ (K se ensina bem o 4ue se
con2ece bem+
0epois de todo o processo de obser!ação1 inter!enção e fina"i8ando a an."ise dos
dados1 foi poss$!e" !erificar 4ue para esses acontecimentos a"gumas consideraçIes de!em
ser bem frisadas+
AD
As crianças precisam1 antes de tudo ser !a"ori8adas pe"os seus ta"entos1 recon2ecer
4ue são capa8es de agir+ 0ar condiçIes para "idarem com as pro!ocaçIes e fracassos 4ue
surgem natura"mente ao "ongo de sua !ida+
Estimu"ar a criança a eJpor suas id)ias1 a medida em 4ue sentirem 4ue podem
eJp<H"as suas id)ias1 sem 4ua"4uer tipo de barreira1 e"as se sentirão moti!adas a ponto de
superar obst.cu"os+
%abe ao professor estar sempre se aperfeiçoando1 permitindo au"as mais a"egres1
fa8endo com 4ue as crianças intera#am+ %omo educadores1 precisamos forta"ecer o
indi!$duo para "idar com desafios+ 0esafios 4ue não acontecem no futuro1 mas todos os
dias1 os conf"itos 4ue nos rodeiam1 portanto1 são permanentes fontes de curiosidade+ \
preciso apro!eitar essa curiosidade permanente para introdu8ir o "i!ro e a "iteratura na !ida
das nossas crianças+
A1
( CONSIDERAÇ5ES FINAIS<
As id)ias a4ui contidas são ref"eJIes1 não acabadas1 mas com possibi"idades1 dentre
muitas eJistentes de se pensar com mais carin2o nas produçIes da "iteratura infanti" e a
contribuição 4ue e"a est. tra8endo para o processo de desen!o"!imento da pr.tica
pedagKgica dentro das instituiçIes de educação+ A in!estigação re!e"ou 4ue o pressuposto
foi confirmado1 considerando 4ue o conto fa!orece o processo de aprendi8agem1 #. 4ue
contar 2istKrias costuma ser uma pr.tica di.ria nas instituiçIes de educação infanti"+ Este )
o momento em 4ue a criança pode estabe"ecer re"açIes com a sua forma de pensar e o
modo de interagir com o grupo socia" ao 4ua" pertence+ m simp"es ato de contar 2istKria
pode ser para o desen!o"!imento da criança1 muito mais do 4ue apenas um di!ertimento+
,s contos podem amp"iar gradati!amente as possibi"idades de comunicação e eJpressão da
criança1 fa8endo com 4ue !en2a me"2orar a sua forma de fa"ar principa"mente na frente de
um de um grupo de crianças1 ou at) mesmo de adu"tos+ A")m disso1 contar 2istKrias pode
despertar na criança o gosto pe"a "eitura 4ue conse45entemente ir. desen!o"!er1 a sua
capacidade de fantasiar e imaginar1 entre outras1 fa8endo com 4ue e"a imagine e con2eça
"ugares1 situaçIes1 personagens1 etc1 possibi"itandoH"2e ;sair> do mundo em 4ue !i!e
atra!)s do uni!erso da "iteratura+
A "iteratura infanti" ) um e"emento ri4u$ssimo1 e1 portanto não de!e ser deiJado de
"ado pe"os professores1 nem uti"i8ado sem p"ane#amento pr)!io1 muito menos como
preteJto para ensinar conteUdo+ E"a ) um amp"o campo de estudos 4ue eJige do professor
con2ecimentos para saber ade4uar os "i!ros Ss suas crianças1 gerando um momento
prop$cio de pra8er e estimu"ação para "eitura+
Modas as crianças en!o"!idas na pes4uisaHação demonstraram profundo interesse
pe"os "i!ros e conse45entemente pe"as 2istKrias contidas ne"es+ Este recurso pedagKgico
abriu camin2o para a uti"i8ação de estrat)gias di!ersificadas durante as narrati!as1 ponto
fundamenta" para 4ue os ob#eti!os traçados durante a inter!enção fossem a"cançados+
Portanto1 para o profissiona" da educação1 a oportunidade de ref"etir sobre a
"iteratura infanti" na esco"a contribuir. para abrir camin2o S concreti8ação do ob#eto de
educação1 da esco"a e da prKpria "iteratura1 possibi"itar. formar "eitores1 "eitores cr$ticos
4ue façam acontecer a transformação da nossa sociedade+ A pr.tica pedagKgica esco"ar
necessita inc"uir a "iteratura como fundamento de suas açIes1 pois esta possibi"ita 4ue se
A/
faça cumprir o ide.rio de educação tão comentado na atua"idade- a transformação+ A esco"a
necessita de instrumento 4ue faça cumprir este idea"+ (endo assim pode contar com a
principa" função da "iteratura infanti"1 ref"etir sobre a rea"idade1 demonstrandoHa e
remontadoHa na busca de formação de opiniIes cr$ticas 4ue 4uestionem a situação rea" em
4ue !i!e+
%ompro!ouHse 4ue o traba"2o intenso com a "iteratura infanti" obte!e resu"tados
positi!os na ação educati!a1 pois as crianças gostam de manusear "i!ros1 ou!ir e !i!enciar
as 2istKrias+ AcreditaHse 4ue esse contato com os "i!ros foi essencia" para despertar em
cada uma de"as o interesse por um recurso tão rico e importante para a a4uisição do
con2ecimento+
Este traba"2o de pes4uisa1 por)m não se caracteri8a e nem tem a pretensão de ser
um ponto fina" sobre o tema in!estigado1 pois nen2uma pes4uisa se esgota em si mesma1
mas constitui–se em uma contribuição1 abrindo espaço para 4ue no!as pes4uisas se#am
e"aboradas tendo como principa" função- a transformação socia" da esco"a+
%onc"uiHse1 portanto1 4ue as 2istKrias apresentam uma !isão de mundo1 com seus
conf"itos 2umanos e sociais1 suas "içIes de !ida1 as 4uais o ou!inte "igar.1 S situação da sua
prKpria eJist3ncia1 tornandoHse a "iteratura como um recurso para o enri4uecimento
2umano+
A6
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