Caso Concreto Semana 1

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Conforme o caso Jarbas é o adquirente do imóvel (apart.) no qual responde pelos
débitos do alienante, em relação ao condomínio, inclusive multas e juros moratórios
conforme dispõe o art 1.345 do CC. Segundo o art 205 do CC a prescrição ocorre em
dez anos, quando a lei não lhe haja fixado prazo menor.
Questão objetiva 1.
D
Questão objetiva 2.
B
Jurisprudência: TJ-SE - APELAÇAO CÍVEL AC 2009200602 SE (TJ-SE)
Data de publicação: 25/05/2009
Ementa: apelação cível – ação de cobrança de taxas condominiais atrasadas-
julgamento procedente- recurso da requerida sucumbente- preliminar de ilegitimidade
passiva- rechaçada- inteligência ART. 1.345 , do código- obrigação de pagar as
despesas do condomínio constitui obrigação Propter Rem transmissão automática
para o novo titular da coisa a que se relaciona- precedentes- prejudicial de mérito :
prescrição das parcelas em atraso- inocorrência – contagem do prazo prescricional
de acordo com o novo código civil- mérito- insubsistência da defesa- obrigação de todo
condomínio em estar quites com as prestações ordinárias do condomínio—ART. 12,
da LEI 4.591/64- discriminação do valor devido- ausência de comprovação de
equivoco nos cálculos apresentados pelo condomínio. Recurso improvido-
Legitimidade Passiva. Com fuste no que dispõe o art. 1.345, do CC, e considerando
que a escritura pública de compra e venda acostada às fls. 112/113 dá conta de que a
apelante Gildete Vilar Sales é a atual proprietária do imóvel descrito na inicial, desde
08/10/2007, legítima a cobrança das cotas condominiais em face da recorrente; -
Inocorrência de Prescrição. Fazendo uso da contagem de prazo de acordo com o
calendário comum, considerando que a pretensão da autora teve seu março
prescricional iniciado em 11/01/2003, e que o ajuizamento da presente ação data de
29/07/2008, não há que se falar em prescrição da pretensão material do condomínio
requerente na presente demanda, pois que transcorreu apenas pouco mais da metade
do prazo de 10 anos previsto pelo art. 205, caput, do Código Civil; - Mérito.
Especificado pelo ente autor o montante devido na peça inicial, atualizado até a data
da propositura da ação, referente às parcelas atrasadas juntadas às fls. 09/63 dos
autos, sequer cuidou a apelante de comprovar que os cálculos apresentados são
equivocados, cingindo-se a afirmar a necessidade de discriminação. Recurso
improvido. Manutenção integral da sentença.

Doutrina – Livro Direito Civil Brasileiro - Vol. V - Direito das Coisas - Carlos
Roberto Gonçalves.
De acordo cm o Livro do Carlos Gonçalves as obrigações ônus reais são obrigações
que limitam o uso e gozo da propriedade, constituindo gravames ou direitos oponíveis
erga omnes, como, por exemplo, a renda constituída sobre imóvel. Aderem e
acompanham a coisa. Por isso se diz quem deve é esta e não a pessoa.
Para que haja, efetivamente, um ônus real e não um simples direito real de garantia
(com a hipoteca, ou privilegio creditório especial), conforme foi dito, é essência que o
titular da coisa seja realmente devedor, sujeito passivo de uma obrigação, e não
apenas proprietário ou possuidor de determinado bem cujo valor assegura o
cumprimento de divida alheia.
Embora controvertida a distinção entre ônus reais e obrigações Propter Rem ,
costumam os autores apontar as seguintes diferenças: a) a responsabilidade pelo
ônus real é limitada ao bem onerado, não respondendo o proprietário além dos limites
do respectivo valor, pois é a coisa que se encontra gravada; na obrigação Propter
Rem responde o devedor com todos os seus bens, ilimitadamente, pois é este que se
encontra vinculado; b) os primeiros desaparecem, perecendo o objeto, enquanto os
efeitos das obrigações Propter Rem podem permanecer, mesmo havendo perecimento
de coisa; c) os ônus reais implicam sempre uma prestação positiva, enquanto a
obrigação Propter Rem pode surgir como prestação negativa; d) nos ônus reais, a
ação cabível é de natureza real ( in rem scriptae ); nas obrigações Propter Rem, é de
índole pessoal.
Também se tem tido que, nas obrigações Propter Rem, o titular da coisa só se
responde, em principio, pelos vínculos constituídos na vigência do seu direito. No ônus
reais, porem, o titular da coisa responde mesmo pelo cumprimento de obrigações
constituídas antes da aquisição do seu direito. Tal critério, no entanto, tem sofrido
desvios, como se pode observar pela redação do art 4° da Lei n° 4.591, de 16 de
dezembro de 1964, responsabilizando o adquirente da fração autônoma do
condomínio pelos débitos do alienante, em relação ao condomínio.