Quais são seus livros sobre ateísmo preferidos?

Postado por Eli Vieira on quinta-feira, 1 de abril de 2010

"Carta a uma nação cristã", de Sam Harris, por ser sucinto, direto, e dizer tudo o que é relevante hoje no
assunto (é ótimo para um pregiçoso como eu encontrar quem argumenta sucintamente).
Não é exatamente sobre ateísmo, mas "No que acredito" de Bertrand Russell é meu favorito sobre o tema
geral das crenças.
Dos novos autores, só li Dawkins e Dennett, e gostei bastante. É difícil escolher quando não li tudo ainda.
"Deus, um delírio" de Richard Dawkins, é uma leitura de alto entretenimento e bastante informativo, como
todos os livros dele.
Dos outros autores que ainda não li, os que mais tenho vontade de ler é Victor Stenger, por ser um físico e
um pesquisador, e Michel Onfray, por ser um filósofo notável que está na tradição francesa, diferente da
maior parte dos autores anglófonos que li.
No momento estou lendo "Uma Gota de Sangue" de Demétrio Magnoli, que não trata de ateísmo, mas da
história do pensamento racial - o pensamento criador das famigeradas cotas para "negros" nas
universidades.
Ler sobre ateísmo é meio chover no molhado para mim... para quê vou ficar só lendo quem eu sei que diz o
que eu já penso?
Se eu me interessar por continuar debatendo teologia, vou ver os argumentos dos teístas direto na fonte.
Por exemplo, li Paul Tillich ("A dinâmica da fé"), comentei a respeito por aí.
Mas me recuso a ler livros de apologia teológica escritos por autores zé ninguém para tentar convencer
ignorantes do que os ignorantes já acreditam (como o livro escrito por um apologista cristão que se
aproveitou da senilidade de Antony Flew e o colocou como co-autor de uma obra que Flew sequer
conhece).
Tergiversei mas tanto faz, respondi.
Pergunte-me qualquer coisa.

Livros de interesse para o ateísta
Autor: Helder Sanches a 10 Jan, 2009 | 39 Comentários | 7.801 visualizações

Com este artigo damos início a mais uma secção aqui no Portal Ateu. Nela pretendemos divulgar obras de
divulgação ou ficção ligadas ao ateísmo ou que consideremos relevantes para a sua sustentação.
Poderemos também divulgar outros tipos de expressões artísticas relacionadas com o ateísmo ou que se
limitem simplesmente a interpretar o fenómeno religioso de formas alternativas.
Para iniciar esta secção optámos por listar uma série de livros importantes que recomendamos a qualquer
ateu que se preze. Nos emails que recebemos, esta é uma das questões que mais vezes nos é colocada:
Quais os livros que posso ler para melhor entender o ateísmo?
Esta lista poderá ir sendo actualizada ao longo do tempo e não está organizada por nenhum critério
específico. Alguns destes livros não são declaradamente sobre ateísmo, mas abordam questões
importantes para a sua interpretação como sendo a história das religiões, ética e moral, filosofia, etc…

Boas leituras!

História do Ateísmo
Autor: George Minois
Editora: Editorial Teorema

Quebrar o feitiço – A religião como fenómeno natural
Autor: Daniel C. Dennet
Editora: Esfera do Caos

Tratado de Ateologia
Autor: Michel Onfray
Editora: Edições Asa

A Desilusão de Deus
Autor: Richard Dawkins
Editora: Casa das Letras

O Anti-Cristo
Autor: Frederico Nietzsche
Editora: Guimarães Editores

O Fim da Fé – Religião, Terrorismo e o Futuro da Razão
Autor: Sam Harris
Editora: Tinta da China

Em que crê quem não crê? – Diálogo sobre a ética no final do milénio
Autores: Umberto Eco / Carlo Maria Martini
Editora: Gráfica de Coimbra

Deus não é Grande – Como a religião envenena tudo
Autor: Christopher Hitchens
Editora: Dom Quixote

Ética Prática
Autor: Peter Singer
Editora: Gradiva

Religião – Tudo o que é preciso saber
Autor: Karl-Heinz Ohlig
Editora: Casa das Letras

Elementos de Filosofia Moral
Autor: James Rachels
Editora: Gradiva

Deus e os Filósofos
Autor: Keith Ward
Editora: Estrela Polar

Mentiras Fundamentais da Igreja Católica
Autor: Pepe Rodríguez
Editora: Terramar

A Bíblia
Autor: Desconhecido
Editora: Várias

Essential Freethought Library
We contacted a more or less random sample of notable freethinkers–bloggers, podcasters,
authors, and leaders in the freethought/atheist/skeptic communities–and asked them to
send us their list of recommended works for the well-read freethinker. (Among those who
responded are Sam Harris, Neil deGrasse Tyson, Phil Plait, George Hrab and Massimo
Pigliucci.) From this long list of suggestions–over 250 works–we have compiled this
Essential Freethought Library. The list takes into account the frequency with which a work
was recommended, the frequency with which a particular writer was recommended, and
the dates of publication. Free free to send us your suggestions.
THE ESSENTIAL FREETHOUGHT LIBRARY (Updated July 11, 2010)
The Essential Ten
1. Why I Am Not a Christian by Bertrand Russell (1927) – A devastating critique of
Christianity by polymath Bertrand Russell (1872-1970) originally presented as a public
lecture and eventually published in a famous collection of essays.
2. The Demon-Haunted World: Science as a Candle in the Dark by Carl Sagan
(1995) – An indispensable resource for modern freethinkers, skeptics and science buffs.
3. The God Delusion by Richard Dawkins (2006) – Possibly the most inflammatory
work (with the possible exception of Hitchens’ god Is Not Great) by one the so-called Four
Horsemen.
4. The End of Faith by Sam Harris (2004) – The book that launched the “New Atheist”
movement.
5. The Bible (critically read with commentary) – One contributor pointed to Isaac
Asimov’s quote: “Properly read, the Bible is the most potent force for atheism ever
conceived.” Anyone who is considering entering the fray should know of what he speaks.
Reading the Bible sans commentary is pretty pointless, but a number of annotated editions
have been published. Asimov himself wrote a well-respected Guide to the Bible, but we’re
going with the New Oxford Annotated Bible (New Revised Standard Version with
Apocrypha). The fourth edition, with lots of new information, was just published in March
2010.
6. The Works of Robert G. Ingersoll – After seeing Ingersoll speak in public, Mark
Twain wrote, “I doubt if America has ever seen anything quite equal it. I am well satisfied
that I shall not live to see its equal again… Bob Ingersoll’s music will sing through my
memory always as the divinest that ever enchanted my ears.” Col. Robert G. Ingersoll
(1833-1899) was a Civil War veteran, attorney, lecturer, Republican kingmaker–and one of
the most famous-but-now-forgotten Americans of the 19th century. Called the “Great
Agnostic” by his intellectual admirers and “Royal Bob” by his political followers, Ingersoll
delivered such riveting speeches as “On the Gods,” “The Ghosts” and “Some Mistakes of
Moses.” Ingersoll wrote no one great single masterpiece, but collections and highlights of
his orations are readily available, as his work is now in the public domain. There’s also
anexcellent podcast featuring dramatic readings of his most famous lectures.
7. god Is Not Great: How Religion Poisons Everything by Christopher Hitchens
(2007) – Hitchens’ close friend Salman Rushdie has quipped that the title of this book is
exactly one word too long. You may disagree with his politics, but there’s no denying that
the Hitch is one of the most compelling writers in the English-speaking world.
8. Collected Writings by Thomas Paine (pub. from 1776 to 1806) – Paine (1736-1809)
is credited with coining the term “United States of America” and was one of the most
influential of the Founding Fathers. His writings include “Common Sense” “The American
Crisis,” “Rights of Man,” and “The Age of Reason.”
9. Letter to a Christian Nation by Sam Harris (2006) – Harris’s one-volley-fits-all
response to the firestorm of condemnation he received from religious Americans in the
wake of The End of Faith.
10. Why People Believe Weird Things by Michael Shermer (1997) – A book equally
useful to traditional skeptics as well as atheists.
Also Recommended:
11. The Bible According to Mark Twain – Novelist and social commentator Mark
Twain wrote several wickedly satirical pieces on religion, including “Letters from the
Earth” and “The Diaries of Adam and Eve.” Many participants in this survey mentioned
one of the other of these pieces, and luckily they’re collected–along with similarly themed
works–in this volume from the University of Georgia Press.
12. Breaking the Spell: Religion as a Natural Phenomenon by Daniel Dennett
(2006)
13. Flim-Flam! by James Randi (1982) – A classic work of skepticism by master
magician (and founder of the James Randi Educational Institute), with an introduction by
no less than Isaac Asimov.
14. Losing Faith in Faith by Dan Barker (1992) – The atheist movement features a
number of leaders who were former ministers or seminary students, but Dan Barker–
founder of the Freedom from Religion Foundation–is surely the most famous.
15. The Qur’an (critically read) – No one can doubt the rising influence of Islam in the
world today, and no one can creditably wade into the arena without at least a fair
understanding of Islam’s core text. As with the Bible, it’s nearly impossible to find a decent
objective study version of The Qur’an. Dedicated readers should supplement their
understanding by reading Reza Aslan, Irshad Manji and others. There’s also The
Cambridge Companion to the Qu’ran. For an interesting spin by reform-minded Muslims,
check out The Qur’an: A Reformist Translation.
16. On the Origin of Species by Charles Darwin (1859) – Arguably, no other book has
had a more profound impact on science, and no other book is more of a lightning rod for
21st century fundamentalists. (There are less expensive editions, but we can’t help
recommending The Illustrated Edition).
17. Godless by Dan Barker (2008)
18. Freethinkers: A History of American Secularism by Susan Jacoby (2004) –
From Thomas Paine to Madalyn Murray O’Hair.
19. Atheism: The Case Against God by George H. Smith (1980)
20. Forbidden Fruit: The Ethics of Secularism by Paul Kurtz (1988) – From the
founder of the Council for Secular Humanism, the Committee for Skeptical Inquiry, the
Center for Inquiry, and Prometheus Books (which published several of the suggestions
above). Kurtz has written many books, but this is the one most frequently mentioned by
participants in this survey.

Gostaria de dar uma sugestão, que tal mantermos um tópico fixo sobre conteúdo impresso,
principalmente livros, acerca do ateísmo e da descrença em deus(es) de uma forma geral. O tópico
seviria tanto como material de referência para interessados em conhecer mais sobre o assuntos, como
também em área de informação e de perguntas dos usuários sobre obras específicas.

De início, gostaria que alguém quem tivesse o livro "O Espírito do Ateísmo", de André Comte-Sponville
comentasse sobre o mesmo. É que estou interessado em adquiri-lo e gostaria de saber se vale a pena.
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"Acerca dos deuses não tenho como saber nem se eles existem nem se eles não
existem, nem qual sua aparência. Muitas coisas impedem meu conhecimento.
Entres elas, o fato de que eles nunca aparecem."
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Re: Livros sobre ateísmo ou descrença em deus(es)
« Resposta #1 Online: 27 de Agosto de 2010, 13:52:28 »
Eu li esse livro. Ele é dividido em três partes, uma fala sobre se podemos viver sem religião, outra trata
da questão da existência de Deus e a última fala sobre o que seria uma espiritualidade ateísta. Nessa
última parte eu acho que ele viajou um pouquinho, principalmente ao tratar de como experiências
místicas podem ser aproveitadas por ateus, mas no geral e principalmente pelas duas primeiras partes é
um livro bacana. Eu não diria que é um livro fantástico, porém, para falar a verdade eu ainda não achei
um livro sobre ateísmo assim - mesmo de Deus, um Delírio eu não gostei. Acho que O Espírito do
Ateísmo ainda ganha dele.
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Re: Livros sobre ateísmo ou descrença em deus(es)
« Resposta #2 Online: 27 de Agosto de 2010, 14:25:22 »
Boa ideia fixar o tópico.
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Re: Livros sobre ateísmo ou descrença em deus(es)
« Resposta #3 Online: 27 de Agosto de 2010, 15:16:15 »
Outro livro que sempre escuto falar é o Tratado de Ateologia, de Michel Onfray. Alguém já leu?
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Re: Livros sobre ateísmo ou descrença em deus(es)
« Resposta #4 Online: 27 de Agosto de 2010, 21:38:45 »
"Good Without God: What a Billion Nonreligious People Do Believe" de Greg Epstein.

Trata sobre o possível desenvolvimento da moral e da ética baseada em uma perspectiva humanista, e
que inclui indivíduos sem uma religião formal e sem a crença em qualquer tipo de deus.
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Re: Livros sobre ateísmo ou descrença em deus(es)
« Resposta #5 Online: 29 de Agosto de 2010, 12:23:24 »
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TRATADO DE ATEOLOGIA
Por Fábio de Oliveira Ribeiro 02/01/2008 às 09:16
Resenha do livro de Michel Onfray.

Foi realmente um prazer terminar 2007 lendo e resenhando o livro de Michel Onfray
( http://en.wikipedia.org/wiki/Michel_Onfray), publicado no Brasil pela MARTINS FONTES. No mínimo
fiquei alheio à todas aquelas lorotas que o religiosos dizem dos dias que antecedem o natal ao início do
novo ano fiscal. TRATADO DE ATEOLOGIA tem tudo para se tornar um clássico. Deveria ser leitura
obrigatória nas escolas brasileiras, inclusive nas religiosas. Afinal, como o próprio autor afirma na
introdução, uma ? ...introspecção bem conduzida obtém o recuo dos sonhos e dos delírios de que os
deuses se nutrem. O ateísmo não é uma terapia mas uma saúde mental recuperada.?


Na primeira parte do livro o autor se afasta deliberadamente da tradição nietzschiniana. ?...Deus não
está morto nem moribundo - ao contrário do que pensam Nietzsche e Heine. Nem morto nem moribundo
porque não mortal. Uma ficção não morre, uma ilusão não expira nunca, não se refuta um conto infantil.
Nem o hipogrifo nem o centauro estão submetidos à lei dos mamíferos.?


Um pouco adiante Onfray deixa claro que sua posição é bem parecida que a de alguns filósofos gregos,
que diziam que todas as religiões são igualmente válidas porque servem ao propósito de ajudar os fiéis a
suportarem seus males existenciais. ?...Deus criado pelos mortais à imagem deles hipostasiada só existe
para tornar possível a vida cotidiana apesar da trajetória de todos e cada um em direção ao nada.
Enquanto os homens tiverem que morrer, uma parte deles não poderá suportar essa idéia e inventará
subterfúgios. Não se assassina, não se mata um subterfúgio. Seria antes ele, até, a nos matar: pois Deus
mata tudo o que lhe resiste. Em primeiro lugar a Razão, a Inteligência, o Espírito Crítico.?


Uma das coisas mais curiosas em matéria religiosa é o silêncio divino. Os ateus nunca escutam as
palavras ditadas pelo altíssimo e sempre desconfiam daqueles que dizem que as escutaram. Afinal,
porque Deus falaria a uns e não a outros? Além disto, raramente dois fiéis inspirados pela divindade
escutam a mesma mensagem divina e raramente concordam quanto ao sentido do que foi dito a um
deles. ?O silêncio de Deus permite a tagarelice de sues ministros que usam e abusam do epíteto: quem
não crê no Deus deles, portanto, neles, torna-se imediatamente ateu. Portanto o pior dos homens: o
imoralista, o detestável, o imundo, a encarnação do mal. Deve ser preso imediatamente torturado, deve
ser morto.?


Outra curiosidade das religiões é a estupidez de alguns de seus ritos. ?Aos que ainda duvidam das
extravagâncias possíveis das religiões em matéria de suportes, lembremos a dança da urina entre os
zunis do Novo México, a confecção de amuletos com excrementos do grande lama do Tibet, a bosta e a
urina da vaca para as abluções de purificação entre os hinduístas, o culto de Stercorius, Crepitus e
Cloacine entre os romanos - respectivamente divindades dos lixos, do peido e dos esgotos - as oferendas
de estrume feitas a Siva, Vênus assíria, o consumo dos próprios excrementos por Suchiquecal, deusa
mexicana mãe dos deuses, determinada prescrição divina de utilizar matérias fecais humanas para cozer
alimentos no livro de Ezequiel e outros meios impenetráveis ou maneiras singulares de manter uma
relação com o divino e o sagrado...?


A referência ao deus romano Crepitus é importante. Quantos admitem a hipótese de que foi por piedade
religiosa que um soldado romano peidou no Templo dos judeus e provocou a revolta que resultou na
destruição de Jerusalém em 70 dC? Sabemos que os judeus se rebelaram por piedade religiosa, mas
nunca consideramos a hipótese de que os próprios romanos estavam a defender a honra de seu deus do
peido quando devastaram a Judéia. Os intolerantes filhos do Deus único não admitiam que Crepitus fosse
reverenciado por um romano dentro do Templo. O resultado não poderia ser mais danoso. Ao final da
revolta a casa do Deus judaico foi demolida. Prova que Crepitos era mais poderoso que o dono dela?


Fiz esta pequena digressão histórica para demonstrar como religião e política sempre andaram de mãos
dadas. O autor do TRATADO DE ATEOLOGIA admite expressamente isto. ?Embarcados numa empreitada
de justificação do poder, os deuses - ou Deus - passam por ser os interlocutores privilegiados dos chefes
de tribo, dos reis e dos príncipes. Essas figuras terrestres afirmam deter seu poder dos deuses que o
confirmariam com ajuda de sinais evidentemente decodificados pela casta dos sacerdotes também ela
interessada nos benefícios do exercício pretensamente legal da força. O ateísmo torna-se então uma
arma útil para lançar este ou aquele, bastando que ele resista ou refugue um pouco, nas prisões, nas
masmorras, até mesmo na fogueira.?


Voltemos à revolta judaica. Já vimos que os romanos tinham razões para considerar os judeus ateus
porque não admitiram que Crepitos fosse reverenciado no Templo. Os judeus, por sua vez, certamente
julgaram os romanos impiedosos (ou seja, ateus) justamente porque o soldado peidou na casa do Deus
judaico. O motivo da guerra que foi registrada pelo historiador Flávio Josefo não foi o peido, mas a
conseqüência política da interpretação religiosa do mesmo pelos contendores. Portanto, se judeus e
romanos fossem realmente ateus, Jerusalém não teria sido destruída em 70 dC e a moderna questão
árabe/israelense provavelmente não existiria.


Mas já que estamos falando das virtudes da ateologia, quem foi seu primeiro grande teórico? Onfray nos
deu uma resposta satisfatória. ?Cura de Etrépigny em Ardennes, discreto ao longo de todo o seu
ministério, salvo uma altercação com o senhor do povoado, Jean Meslier (1664/1729) escreveu um
volumoso Testamento no qual achincalha a Igreja, a Religião, Jesus, Deus, mas também a aristocracia, a
Monarquia, o Ancien Régime, denuncia com violência inominável a injustiça social, o pensamento
idealista, a moral cristã dolorista e professa ao mesmo tempo um comunalismo anarquista, uma filosofia
materialista autêntica e inaugural e um ateísmo hedonista de espantosa modernidade.?


O esquecimento de Meslier e de outros teóricos da ateologia é deliberado. A Universidade se concentra
em Rousseau, Diderot, Voltaire porque, segundo Onfray, eles constituem ?...um bando deísta
pretensamente esclarecido....?. Nenhum dos três representa um perigo genuíno para o edifício
judaico/cristão/estatal. ?Silêncio sobre Meslier, o imprecador (O testamento, 1729), silêncio sobre
Holbach o desmistificador (O contágio sagrado data de 1768), silêncio na historiografia igualmente sobre
Feuerbach o desconstrutor (A essência do cristianismo, 1841), terceiro grande momento do ateísmo
ocidental, pilar considerável de uma ateologia digna do nome: pois Ludwig Feuerbach propõe uma
explicação do que é Deus. Não nega sua existência, disseca a quimera. Não se trata de modo nenhum de
dizer Deus não existe, mas sim O que é esse Deus em que a maioria crê? E de responder: uma ficção,
uma criação dos homens, uma fabricação que obedece a leis particulares, no caso a projeção e a
hipostase - os homens criam Deus à imagem deles invertida.?


A retomada destes autores colocaria em evidência a necessidade de ensinar o fato ateu. E isto ?...suporia
uma arqueologia do sentimento religioso: o medo, o temor, a incapacidade de olhar a morte de frente, a
impossível consciência da incompletude e da finitude nos homens, o papel maior e motor da angústia
existencial. A religião, criação de ficções, exigiria uma desmontagem em boa e devida forma desses
placebos ontológicos - como em filosofia se aborda a questão da feitiçaria, da loucura e das margens
para produzir e circunscrever uma definição da razão.?


Onfray admite que desde moralidade judaico-cristã tem perdido sua influência nos últimos séculos. Ainda
assim acredita que isto ainda isto ?...não modifica em nada seu poder e seu império sobre os territórios
conquistados, conservados e administrados por elas há quase dois milênios. A terra é uma aquisição, a
geografia um testemunho de uma presença antiga e de uma infusão ideológica, mental, conceitual,
espiritual. Mesmo ausentes, os conquistadores continuam presentes pois conquistaram os corpos, as
almas, as carnes, os espíritos da maioria. Seu recuo estratégico não significa o fim de seu império
efetivo.? Portanto, segundo o autor é preciso persistir na tarefa de criar um mundo livre da domesticação
conceitual imposta pelos monoteísmos.


A maioria dos ocidentais vivem em Estados laicos, ou seja, desvinculados de qualquer religião. Contudo a
?...ausência da cruz na sala de audiências não garante a independência da justiça em relação à religião
dominante.? Uma das razões desta permanência seria o império do livre-arbítrio. Como podemos ser
livres de nossa herança genética? Como cada ser único pode se ajustar ao princípio geral definido pelo
legislador e imposto à força pelo Judiciário? ?Essa máquina da colônia penitenciária de Kafka produz seus
efeitos no cotidiano nos palácios ditos de justiça europeus e as prisões que lhes são adjacentes. Esse
conluio entre livre-arbítrio e preferência voluntária do Mal ao Bem que legitima a responsabilidade,
portanto a culpa, portanto a punição, supõe o funcionamento de um pensamento mágico que ignora o
que a diligência pós-cristã de Freud esclarece com a psicanálise e outros filósofos evidenciam o poder dos
determinismos inconscientes, psicológicos, culturais, sociais, familiares...?


No caso específico do Brasil o caráter laico do Judiciário é quase inexistente. Afinal, em cada sala de
audiência brasileira há uma cruz. Quando o Papa Bento XVI visitou São Paulo o Tribunal de Justiça
decretou feriado em sua homenagem. Nem George W. Bush, o Presidente da potência que venceu a
Guerra Fria, teve esta honra quando esteve em solo paulista.


Livrar o mundo da prisão conceitual judaico-cristã não significa a destruição das religiões. Onfray defende
a tese de que não é preciso ?...ajustar as Igrejas, nem as destruir, mas construir em outro lugar, de
maneira diferente, outra coisa para os que não queiram continuar a residir intelectualmente em locais já
muito usados.? A proposta dele é tentadora. Contudo, nunca é demais lembrar que todas as vezes que
quiseram afrontar o poder político e econômico da Igreja a reação dela foi firme, decidida, intolerante e
belicosa (Cruzada Albigense, Contra-Reforma, Guerra Civil Espanhola, etc). Para aceitar o risco da
empresa sugerida no TRATADO DE ATEOLOGIA é preciso encarar a morte como um fato da vida.


Pessoalmente acho que a proposta vale a pena. Afinal, já está mais do que na hora de desconstruir ?...os
monoteísmos, desmistificar o judeu-cristianismo - mas também o islã, sem dúvida -, depois desmontar a
teocracia, eis três empreendimentos inaugurais para a ateologia.? Onfray está rigorosamente certo ao
dizer que é necessário criar ?...uma nova ordem ética e produzir no Ocidente as condições de uma
verdadeira moral pós-cristã em que o corpo deixe de ser uma punição, a terra um vale de lágrimas, a
vida uma catástrofe, o prazer um pecado, as mulheres uma maldição, a inteligência uma presunção, a
volúpia uma danação.?


Apesar de seu estilo elegante, o autor da obra resenhada é um demolidor. Na segunda parte da obra
cada um dos monoteísmos (judaísmo, cristianismo e islamismo) foi detalhada e impiedosamente
submetido às luzes da razão e descartado por causa de suas contradições internas.

?Em terra de islã, a ciência não é praticada pela ciência em si mas pelo engrandecimento da prática
religiosa. Depois de séculos de cultura muçulmana não se aponta nenhuma invenção ou nenhuma
pesquisa, nenhuma descoberta notável no âmbito da ciência laica.?


?Em matéria de ciência, a Igreja se engana sobre tudo desde sempre: diante de uma verdade
epistemológica, ela persegue o descobridor. A história de sua relação com o cristianismo engendra uma
soma considerável de besteiras.?


Desde sempre a Igreja persegue os defensores do atomismo e do materialismo. ?Eis o perigo do
atomismo e do materialismo: torna metafisicamente impossíveis as lorotas teológicas da Igreja! Nas
aferições atômicas contemporâneas, encontra-se no pão e no vinho unicamente a predição de Epicuro:
matérias. As escamoteações possibilitadas pelas logorréias sobre as substâncias e as espécies sensíveis
tornam-se impossíveis com a teoria epicurista. Por isso é preciso abater os discípulos de Demócrito.
Especialmente desacreditando suas vidas, suas biografias, travestindo sua ética ascética em licença,
desvergonha e bestialidade.?


Nesta segunda parte o autor disseca o ódio que os monoteísmos devotam a tudo que é feminino (a única
função da mulher é procriar e cuidar dos filhos e do marido). ?A carne, o sangue, a libido, naturalmente
associados às mulheres, fornecem para o judaísmo, o cristianismo e islã ocasiões de decretar o ilícito, o
impuro, portanto de desencadear combates contra o corpo desejável, o sangue das mulheres liberadas
da maternidade, a energia hedonista.? O Papa não é contra o preservativo por causa da procriação, mas
porque o mesmo liberta na mulher sua melhor porção: a porção feminina.


A terceira parte do livro o autor dedicou à (des)construção do mito de Jesus. ?Nada do que subsiste é
confiável. O arquivo cristão decorre de uma fabricação ideológica, e mesmo Flávio Josefo, Suetônio ou
Tácito nos quais um punhado de palavras indica a existência de Cristo e de seus fiéis no século I de
nossa era obedecem à lei da falsificação intelectual. Quando um monge anônimo recopia as Antiguidades
do historiador judeu preso e que se tornou colaborador do poder romano, quando ele tem diante dos
olhos um original dos Anais de Tácito ou de A vida dos doze Césares de Suetônio e se surpreende com a
ausência no texto de uma menção à história na qual acredita, de boa-fé, sem complexo, sem imaginar
que está agindo mal ou fabricando uma falsificação, uma vez que na época não se aborda o livro com o
mesmo olhar contemporâneo obcecado pela verdade, pelo respeito à integridade do texto e ao direito do
autor...?


Para Onfray ?Jesus designa a recusa judaica da dominação romana.? Se considerarmos a tragédia
humana que se abateu sobre a Judéia quando da revolta que resultou na destruição de Jerusalém em 70
dC podemos dizer que Jesus designa uma recusa à intolerância judaica. Entretanto, sempre é bom frisar
que nas mãos de Paulo o cristianismo se tornou tão ou mais intolerante que o próprio judaísmo.


Segundo o autor ?...nascer de mãe virgem informada de sua sorte por uma figura celeste ou angélica,
realizar milagres, dispor de um carisma que gera discípulos apaixonados, ressuscitar os mortos, esses
são lugares-comuns que atravessam a literatura da Antiguidade. Evidentemente, considerar sagrados os
textos evangélicos dispensa de um estudo comparativo que relativize o maravilhoso testamentário para o
instalar na lógica do maravilhoso antigo, nem mais nem menos.? O Traité D' Athéologie foi publicado
originalmente na França em 2005. Antes disto fiz um estudo comparativo como o sugerido por Onfray:
http://www.revistacriacao.net/notas_sobre_o_mito_crucificado.htm


Ainda nesta terceira parte de seu TRATADO DE ATEOLOGIA o ateólogo faz uma análise detalhada da
contaminação paulina e do estado totalitário cristão. A quarta e última parte do livro é especialmente
esclarecedora. Contudo, serei obrigado a deixar o leitor com água na boca porque já me estendi muito.



Fábio de Oliveira Ribeiro
FONTE: http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2008/01/407306.shtml
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Re: Livros sobre ateísmo ou descrença em deus(es)
« Resposta #6 Online: 29 de Agosto de 2010, 12:27:55 »
Esse daí acabei de comprar. Peguei uma promoção no submarino. Aproveitei e inclui a coleção completa
do Guia do Mochileiro das Galáxias e mais um livro do Mario Novello - Do Big Bang ao Universo Eterno.
Considerando tudo, cada livro saiu em média por R$ 10,00 . Uma pechincha.
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Agora não se acham nem no céu."
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"Acerca dos deuses não tenho como saber nem se eles existem nem se eles não
existem, nem qual sua aparência. Muitas coisas impedem meu conhecimento.
Entres elas, o fato de que eles nunca aparecem."
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Re: Livros sobre ateísmo ou descrença em deus(es)
« Resposta #7 Online: 30 de Agosto de 2010, 20:32:11 »
Citação de: West em 29 de Agosto de 2010, 12:27:55
Esse daí acabei de comprar. Peguei uma promoção no submarino. Aproveitei e inclui a coleção completa
do Guia do Mochileiro das Galáxias e mais um livro do Mario Novello - Do Big Bang ao Universo Eterno.
Considerando tudo, cada livro saiu em média por R$ 10,00 . Uma pechincha.

Esse do Mário Novello eu achei muito interessante. Mas me pareceu, de certa forma, estranho. Parece
uma ideia um pouco simples para que não tenha sido refutada... E ele é claro em dizer que, pelo
contrário, é uma ideia que vem ganhando adeptos no meio científico. Alguém daqui já leu?
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Re: Livros sobre ateísmo ou descrença em deus(es)
« Resposta #8 Online: 30 de Agosto de 2010, 20:54:04 »
“Ateísmo & Liberdade” é bacana. http://ateismo.com.br/
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Um cristão encontra o Unicórnio Rosa Invisível --> http://www.youtube.com/watch?v=2vQKUBI9j7Y

Um ateu encontra Deus --> http://www.youtube.com/watch?v=a6je6g5VGoc

Contradições na Bíblia --> http://str.com.br/Atheos/contradicoes.htm /// http://www.bibliadocetico.net/contra1.html
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Re: Livros sobre ateísmo ou descrença em deus(es)
« Resposta #9 Online: 25 de Novembro de 2010, 20:34:26 »
Citação de: Lion em 30 de Agosto de 2010, 20:54:04
“Ateísmo & Liberdade” é bacana. http://ateismo.com.br/

Eu comprei esse, eu gostei.
Comprei também:
"O Vazio da Máquina"
Esse não li ainda!
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"Por que temer a morte? Enquanto eu sou, a morte não é; e, quando ela for, eu já não serei. Por que deveria temer o que não
pode ser enquanto sou?”.
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Re: Livros sobre ateísmo ou descrença em deus(es)
« Resposta #10 Online: 25 de Novembro de 2010, 20:42:10 »
Citação de: Shinigami-Ateu em 25 de Novembro de 2010, 20:34:26
"O Vazio da Máquina"
Esse não li ainda!
Ele é voltado para o niilismo, excelente. Eu gosto muito da escrita do André.
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Re: Livros sobre ateísmo ou descrença em deus(es)
« Resposta #11 Online: 25 de Novembro de 2010, 22:29:42 »
As vezes passo lá no site dele para ler alguma coisa. Muito bom!
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pode ser enquanto sou?”.
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Re: Livros sobre ateísmo ou descrença em deus(es)
« Resposta #12 Online: 26 de Novembro de 2010, 23:27:06 »
Citação de: Domiciano em 30 de Agosto de 2010, 20:32:11
Citação de: West em 29 de Agosto de 2010, 12:27:55
Esse daí acabei de comprar. Peguei uma promoção no submarino. Aproveitei e inclui a coleção completa
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Esse do Mário Novello eu achei muito interessante. Mas me pareceu, de certa forma, estranho. Parece
uma ideia um pouco simples para que não tenha sido refutada... E ele é claro em dizer que, pelo
contrário, é uma ideia que vem ganhando adeptos no meio científico. Alguém daqui já leu?

Dele, estou terminando de ler "O que é Cosmologia?". E estou gostando.
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Re: Livros sobre ateísmo ou descrença em deus(es)
« Resposta #13 Online: 30 de Novembro de 2010, 10:21:59 »
Alguém já leu "A Ilusão da Alma", de Eduardo Giannetti? Opiniões?
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Re: Livros sobre ateísmo ou descrença em deus(es)
« Resposta #14 Online: 01 de Dezembro de 2010, 09:45:36 »
Citação de: uiliníli em 30 de Novembro de 2010, 10:21:59
Alguém já leu "A Ilusão da Alma", de Eduardo Giannetti? Opiniões?
Não sei se já terminou, mas o Giga estava lendo....
Citação de: Gigaview em 19 de Setembro de 2010, 00:16:13
Estou lendo A Ilusão da Alma - Biografia de uma Idéia Fixa do Eduardo Giannetti (Companhia das Letras)

Trata-se de uma discussão filosófica do problema da relação mente-cérebro feita pelo personagem de um
professor de literatura especializado em Machado de Assis após a retirada de um tumor cerebral que o
deixa parcialmente surdo. O livro discute Sócrates e Demócrito, um pouco das descobertas recentes da
neurociência e algumas ilusões e crenças que já foram muito discutidas em vários tópicos aqui do fórum.
Interessante.
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Re: Livros sobre ateísmo ou descrença em deus(es)
« Resposta #15 Online: 01 de Dezembro de 2010, 10:25:24 »
Valeu
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Re: Livros sobre ateísmo ou descrença em deus(es)
« Resposta #16 Online: 06 de Dezembro de 2010, 14:18:20 »
Caro - West
Citar
"Como um grão de poeira suspenso num raio de sol"

Não é mesmo "uma espécie de einstein", cavalgando um raio de luz?

Citar
Outro livro que sempre escuto falar é o Tratado de Ateologia, de Michel Onfray. Alguém já leu?

Pode ler à vontade, que se vai divertir imenso
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Re: Livros sobre ateísmo ou descrença em deus(es)
« Resposta #17 Online: 08 de Dezembro de 2010, 20:19:28 »
O livro "Deus, Um Delírio" apesar de eu achar que ele abusa na citação de terceiros considero uma boa
leitura, aqueles que tiverem a oportunidade não deixem de ler o "Sonhos De Uma Teoria Final" que não é
exatamente sobre ateísmo mas dedica um capítulo do livro ao tema que é sensacional.
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Re: Livros sobre ateísmo ou descrença em deus(es)
« Resposta #18 Online: 08 de Dezembro de 2010, 20:46:26 »
Eu recomendo 'O Passeio do Cético, ou As Alamedas' de Diderot; embora fale em 'cético', se refere ao
filósofo agnóstico ou ateu, em contraposição ao católico e ao que não liga em filosofia nenhuma.
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Si hemos de salvar o no,
de esto naides nos responde;
derecho ande el sol se esconde
tierra adentro hay que tirar;
algun día hemos de llegar...
despues sabremos a dónde.

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Re: Livros sobre ateísmo ou descrença em deus(es)
« Resposta #19 Online: 18 de Dezembro de 2010, 08:23:06 »

Citar
O livro negro do cristianismo. Dois mil anos de crimes em nome de Deus. - Laura Malucelli, Jacopo Fo e
Sergio Tomat.

A história da religião monoteísta mais difundida no mundo passou, nos últimos 2000 anos, por muitos
desmandos e apresentou inúmeros atos de abuso de poder. Caça às bruxas e aos hereges, Inquisição,
escravidão, colonialismo, apoio a ditaduras européias e sul-americanas, pedofilia...Este é um livro que
não se cala e que percorre a história cristã por meio de seus atos mais sanguinários e repressivos.

Alguém conhece?
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Re: Livros sobre ateísmo ou descrença em deus(es)
« Resposta #20 Online: 18 de Dezembro de 2010, 08:51:36 »
Citação de: Adriano em 18 de Dezembro de 2010, 08:23:06

Citar
O livro negro do cristianismo. Dois mil anos de crimes em nome de Deus. - Laura Malucelli, Jacopo Fo e
Sergio Tomat.

A história da religião monoteísta mais difundida no mundo passou, nos últimos 2000 anos, por muitos
desmandos e apresentou inúmeros atos de abuso de poder. Caça às bruxas e aos hereges, Inquisição,
escravidão, colonialismo, apoio a ditaduras européias e sul-americanas, pedofilia...Este é um livro que
não se cala e que percorre a história cristã por meio de seus atos mais sanguinários e repressivos.

Alguém conhece?

Sim, muito bom, apesar de, em alguns momentos, abusar do tom anticlerical.
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Olha, do ponto de vista moral, as religiões (pelo menos em parte, e tirando os costumes delas) já fazem
seu papel de educar as pessoas. Mas o ponto aqui é que acho que moralidade não deveria ser sinônimo
de religião, ou seja, moralidade não deveria depender somente de ensinamentos religiosos (que estão
mais voltados à moral e crença). E não acho que moralidade tenha que depender de crenças também.

Não acho necessário eliminar as religiões por isso, só acho que deve-se ter a consciência de que
moralidade nunca deveria ser uma coisa imposta. Moralidade nunca deveria estar em função do interesse
de controlar populações, mas sim mais voltado para o crescimento individual e coletivo. Só assim é que a
moralidade seria realmente mais proveitosa, do que instrumento de controle.
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Citação de: Enio em 18 de Dezembro de 2010, 10:48:54
Olha, do ponto de vista moral, as religiões (pelo menos em parte, e tirando os costumes delas) já fazem
seu papel de educar as pessoas. Mas o ponto aqui é que acho que moralidade não deveria ser sinônimo
de religião, ou seja, moralidade não deveria depender somente de ensinamentos religiosos (que estão
mais voltados à moral e crença). E não acho que moralidade tenha que depender de crenças também.
A religião é entendida no ateísmo, geralmente, como uma doutrina imoral, devido principalmente ao seu
dogmatismo. A moralidade só tem o sentido de religião para os crentes e por isso estes discriminam os
ateus. Com base na descrença associam a falta de moralidade a esta.

Já a ciência é uma condição ética e democrática de busca da verdade devido ao ceticismo e a discussão
institucional entre as grandes universidades, através dos seus pesquisadores espalhados pelo mundo
todo.
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Citação de: Geotecton em 18 de Dezembro de 2010, 08:51:36
Citação de: Adriano em 18 de Dezembro de 2010, 08:23:06
http://t2.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcSSdXP7vHCAeuKxnNif6oxUILLC3PgsLBM9UI15N6zGB2PXec4
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Citar
O livro negro do cristianismo. Dois mil anos de crimes em nome de Deus. - Laura Malucelli, Jacopo Fo e
Sergio Tomat.

A história da religião monoteísta mais difundida no mundo passou, nos últimos 2000 anos, por muitos
desmandos e apresentou inúmeros atos de abuso de poder. Caça às bruxas e aos hereges, Inquisição,
escravidão, colonialismo, apoio a ditaduras européias e sul-americanas, pedofilia...Este é um livro que
não se cala e que percorre a história cristã por meio de seus atos mais sanguinários e repressivos.

Alguém conhece?

Sim, muito bom, apesar de, em alguns momentos, abusar do tom anticlerical.
Achei intessante a parte sobre a pornocracia. Que herança política perversa temos com o
cristianismo
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Caro - West

Citar
"Como um grão de poeira suspenso num raio de sol"

Ou um motor aviónico, alimentado a luz, é praticamente a mesma coisa, não?

Citar
Citar: TRATADO DE ATEOLOGIA

Por Fábio de Oliveira Ribeiro 02/01/2008 às 09:16

Resenha do livro de Michel Onfray.


Pura e simplesmente fabuloso
Caro - Lion

Citar
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Citar
Citação de: Shinigami-Ateu em 25 Nov 2010, 20:34:26" - O Vazio da Máquina"

* * * * * * * * * * * * *

Esse não li ainda!


* * * * * * * * * * * * * * * * * * * *

Ele é voltado para o niilismo, excelente. Eu gosto muito da escrita do André.

Admito, que o André, escreve muito bem... Mas prefiro partilhar da opinião do Adriano,
que venera o divino "ateismo": o niilismo é absolutamente patológico
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Re: Livros sobre ateísmo ou descrença em deus(es)
« Resposta #26 Online: 19 de Dezembro de 2010, 16:33:51 »
Citação de: lusitano em 19 de Dezembro de 2010, 08:12:10
o niilismo é absolutamente patológico
Por quê?



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Re: Livros sobre ateísmo ou descrença em deus(es)
« Resposta #27 Online: 19 de Dezembro de 2010, 17:55:47 »
Citação de: lusitano em 19 de Dezembro de 2010, 08:12:10
Admito, que o André, escreve muito bem... Mas prefiro partilhar da opinião do Adriano,
que venera o divino "ateismo": o niilismo é absolutamente patológico
Eu não diria exatamente patológico, mas ele fica preso na questão em que se destrói a ética teísta, com
a morte de deus, e fica permanentemente em luto numa visão da vida sem sentido. Este ainda fica
contaminado pelo vírus teísta, não atingindo a saúde ateísta que mostra um sentido maior da vida, a
evolução. São simplesmente fatos.
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Re: Livros sobre ateísmo ou descrença em deus(es)
« Resposta #28 Online: 19 de Dezembro de 2010, 18:02:25 »
E por acaso a vida tem algum sentido além dos subjetivos e efêmeros que tanto insistimos em atribuir a
ela?
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Re: Livros sobre ateísmo ou descrença em deus(es)
« Resposta #29 Online: 19 de Dezembro de 2010, 18:15:02 »
Sim, tem o sentido da discussão, da interação, do conhecimento, do querer questionar e aprendar mais.
Alguns teóricos chamam de biologia do conhecimento. O efêmero é a morte, a falta de vida.

Além da espécie humana objetivar a vida através das leis, dos direitos humanos. Isto considerando que o
subjetivo é apenas o particular de um indivíduo. Se você for mais longe e considerar isto o particular da
nossa espécie, então podemos considerar a evolução biológica mesmo.
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Re: Livros sobre ateísmo ou descrença em deus(es)
« Resposta #30 Online: 19 de Dezembro de 2010, 18:47:08 »
Por partes:

discussão: A vida de uma pessoa avessa aos debates não valeria a pena e não faria sentido então?

interação: A vida de um autista não vale a pena e não faz sentido segundo esse critério...

conhecimento: Já ouviu a frase "A ignorância é uma benção"? Ela tem um fundo de verdade pois é mais
fácil encontrar pessoas ignorantes que vivam com relativa felicidade em comparação com aquelas de
maior conhecimento principalmente se considerarmos as pessoas que tem conhecimento mediano que
não é capaz de promover grandes mudanças históricas, a vida dessas pessoas ignorantes não faz sentido
então...

Questionar e aprender: A curiosidade é presente em grande parte dos seres humanos, mas existem
pessoas que vivem vidas simples sem grandes descobertas ou aprendizado, a vida delas não tem sentido
portanto...

O que estou tentando lhe demonstrar que qualquer critério será subjetivo e tendencioso na tentativa de
atribuir a vida algum sentido, não está errado a busca por um sentido subjetivo e relativo na nossa única
experiência de vida, o erro é achar que algum desses critérios seriam suficientes para dar um sentido
absoluto (válido para todas as pessoas) a vida.
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Re: Livros sobre ateísmo ou descrença em deus(es)
« Resposta #31 Online: 19 de Dezembro de 2010, 19:05:34 »
Solipsismo de novo?

Sou totalmente avesso a esse subjetivismo que enaltece e diviniza o indivíduo, onde apenas este pode
reinar em decretar a verdade e assim cada um pode falar o que quizer como realidade.

Se a questão é sobre a consciência, está que dá sentido a vida, que é consciente de que se vive,
então Dennett é o melhor autor ateu e evolucionista para abordar de maneira científica e objetiva o
tema

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Re: Livros sobre ateísmo ou descrença em deus(es)
« Resposta #32 Online: 19 de Dezembro de 2010, 21:24:34 »
Citação de: Shinigami-Ateu em 25 de Novembro de 2010, 20:34:26
Citação de: Lion em 30 de Agosto de 2010, 20:54:04
“Ateísmo & Liberdade” é bacana. http://ateismo.com.br/

Eu comprei esse, eu gostei.
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Esse é muito bom mesmo, também recomendo!
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Re: Livros sobre ateísmo ou descrença em deus(es)
« Resposta #33 Online: 20 de Dezembro de 2010, 12:32:13 »
Citação de: Adriano em 19 de Dezembro de 2010, 19:05:34
Solipsismo de novo?
Nem de longe eu defendo tal linha de pensamento filosófico, na verdade eu devo ter gasto umas cinco
páginas a refutando no fórum Ateus.net.
Citar
Sou totalmente avesso a esse subjetivismo que enaltece e diviniza o indivíduo, onde apenas este pode
reinar em decretar a verdade e assim cada um pode falar o que quizer como realidade.
Você entendeu errado o que eu quis dizer, afirmar que a vida não tem um sentido absoluto (um que sirva
a todas as pessoas) e que deveriamos buscar sentidos subjetivos e pessoais é bem diferente de afirmar
que a realidade dependa de nossas abstrações pessoais.
Citar
Se a questão é sobre a consciência, está que dá sentido a vida, que é consciente de que se vive, então é
o melhor autor ateu e evolucionista para abordar de maneira científica e objetiva o tema
A consciência da vida pode nos dar uma idéia coerente enquanto seres vivos visto que para um ser vivo
ser coerente com sua condição basta ele continuar vivo, não confunda esse ponto com a idéia que as
pessoas em geral entendem por vida significativa ou sentido da vida.
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Re: Livros sobre ateísmo ou descrença em deus(es)
« Resposta #34 Online: 20 de Dezembro de 2010, 15:47:43 »
Tem algum livro sobre ateismo de linguagem bem clara que possa ser emprestado numa boa?

A maioria volta porque ninguem entende patavina
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Re: Livros sobre ateísmo ou descrença em deus(es)
« Resposta #35 Online: 20 de Dezembro de 2010, 19:53:24 »
Citação de: Lightman em 20 de Dezembro de 2010, 12:32:13
Citar
Sou totalmente avesso a esse subjetivismo que enaltece e diviniza o indivíduo, onde apenas este pode
reinar em decretar a verdade e assim cada um pode falar o que quizer como realidade.
Você entendeu errado o que eu quis dizer, afirmar que a vida não tem um sentido absoluto (um que sirva
a todas as pessoas) e que deveriamos buscar sentidos subjetivos e pessoais é bem diferente de afirmar
que a realidade dependa de nossas abstrações pessoais.
Não vejo diferença. Subjetividade é apenas um nome psicológico e pomposo para a realidade cognitiva
referente a existência de cada indivíduo humano. Na filosofia de Dennett ele utiliza o termo
intencionalidade para aprofundar a questão.
Citação de: Lightman em 20 de Dezembro de 2010, 12:32:13
Citar
Se a questão é sobre a consciência, está que dá sentido a vida, que é consciente de que se vive, então é
o melhor autor ateu e evolucionista para abordar de maneira científica e objetiva o tema
A consciência da vida pode nos dar uma idéia coerente enquanto seres vivos visto que para um ser vivo
ser coerente com sua condição basta ele continuar vivo, não confunda esse ponto com a idéia que as
pessoas em geral entendem por vida significativa ou sentido da vida.
Eu não confundo, apenas consiro algumas intencionalidades para o sentido de vida ruins e outras
melhores. Mesmo que não objetivadas e declaras. Considero que o sentido de vida ruim não caracteriza a
falta de sentido absoluta para a vida humana.

A literatura ateísta/cética já demonstra isso. O sentido de vida contagiante de Cagan através do amor a
ciência e ao universo é esplendoroso, sendo chamado até de religioso em Deus, um delírio. Dawkins
dedica um livro inteiro a comentar sobre a beleza da vida numa perspectiva científica.
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Re: Livros sobre ateísmo ou descrença em deus(es)
« Resposta #36 Online: 21 de Dezembro de 2010, 07:14:14 »
Citação de: Adriano em 20 de Dezembro de 2010, 19:53:24
A literatura ateísta/cética já demonstra isso. O sentido de vida contagiante de Cagan através do amor a
ciência e ao universo é esplendoroso, sendo chamado até de religioso em Deus, um delírio. Dawkins
dedica um livro inteiro a comentar sobre a beleza da vida numa perspectiva científica.

Cagan?

Não é Sagan?
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Re: Livros sobre ateísmo ou descrença em deus(es)
« Resposta #37 Online: 21 de Dezembro de 2010, 21:40:05 »
Citação de: Geotecton em 21 de Dezembro de 2010, 07:14:14
Citação de: Adriano em 20 de Dezembro de 2010, 19:53:24
A literatura ateísta/cética já demonstra isso. O sentido de vida contagiante de Cagan através do amor a
ciência e ao universo é esplendoroso, sendo chamado até de religioso em Deus, um delírio. Dawkins
dedica um livro inteiro a comentar sobre a beleza da vida numa perspectiva científica.

Cagan?

Não é Sagan?
O próprio.


Citação de: Deus, um delírio
Carl Sagan escreveu, em Pálido ponto azul:

Como é possível que praticamente nenhuma religião importante tenha olhado para a ciência e concluído:
"Isso é melhor do que imaginávamos! O universo é muito maior do que disseram nossos profetas, mais
grandioso, mais sutil, mais elegante"? Em vez disso, dizem: "Não, não, não! Meu deus é um deus
pequenininho, e quero que ele continue assim". Uma religião, antiga ou nova, que ressaltasse a
magnificência do universo como a ciência moderna o revelou poderia atrair reservas de reverência e
respeito que continuam quase intocadas pelas crenças convencionais.