Curso: OAB X EXAME–PRESENCIAL–NOITE – Matéria: DireitoAdministrativo – Prof: Luis Eduardo – Aula:01

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Bloco:01-03



CURSO: OAB X EXAME – NOITE
DISCIPLINA: DIREITO ADMINISTRATIVO
PROFESSOR: LUIS EDUARDO DE JESUS
AULA 1 BLOCO: 01- 03
MATÉRIA: ATOS ADMINISTRATIVOS

Indicações de bibliográficas:
 Constituição Federal


Leis e artigos importantes:
 Art. 13 da Lei 9784/99
 Art. 53 da Lei 9784/99
 Art. 84, IV da CF

TEMA: ATOS ADMINISTRATIVOS

PROFESSOR: LUIS EDUARDO DE JESUS


I - ATOS ADMINISTRATIVOS.

1 – Conceito.

É toda manifestação de vontade do Estado – administração, que é capaz de criar,
modificar, extinguir ou declarar direito e obrigações. Esse ato é unilateral, tendo em vista
ser uma ordem que não pode ser descumprido, pois é imperativo = ordem.


Exceção: Existe um exemplo incontestável de ato administrativo onde a doutrina converge
entendendo ser um ato administrativo bilateral. De forma unânime na doutrina, qual a
única forma de ato administrativo bilateral? CONTRATO administrativo. O contrato
administrativo é um acordo de vontades.


Obs.: os verbos dos atos administrativos criar, declarar, modificar e extinguir direitos e
obrigações atingem tanto o particular quanto para o Estado. Na verdade esses verbos são
os objetos mediatos dos atos administrativos.






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PODERES FUNÇÃO TÍPICA FUNÇÕES ATÍPICAS
LEGISLATIVO Legislar Administrar e julgar (presidente da republica
e ministros do STF) art.52 da CF.
EXCUTIVO Administração Legislar (ex. Presidente edita medida
provisória).
JUDICIÁRIO Julgar Legislar, quando edita ordenamento interno e
administra.


2 - Elementos do ato administrativo (ou pressupostos de validade).

Obs.: antes de adentramos aos elementos dos atos administrativos cabem as seguintes
considerações.

- os mesmos correspondem a etapa de formação do ato administrativo.
- os mesmos também são requisitos dos atos administrativos.
- se violados, em regra o ato administrativo torna-se nulo, visto que os mesmos são
pressupostos de validade.


Feitas essas observações, passemos aos elementos ou requisitos dos atos
administrativos.

a) Objeto/Conteúdo: são efeitos jurídicos da prática de um ato administrativo. Quando
analisamos o objeto de forma mais detalhada, percebemos que o mesmo pode ser dividido
em objeto mediato e objeto imediato.

O objeto mediato como acima já adiantado são os verbos que se apresentam no conceito
do ato administrativo. Eles se apresentam como o desdobramento lógico e conseqüente
da pratica de qualquer ato administrativo.

Já o objeto imediato são os efeitos jurídicos da pratica de um ato administrativo só que de
forma específica. Assim num ato de desapropriação o objeto imediato é a desapropriação
com a transferência da propriedade privada para o domínio público.

Por fim, dependendo do caso, o objeto pode ser discricionário ou vinculado. A
discricionariedade ou escolha incide sobre o objeto e o motivo de um ato administrativo.
Assim se o ato for discricionário o objeto e o motivo serão discricionários. Se vinculados o
objeto e o motivo serão vinculados.

Obs.: a forma, finalidade e competência sempre serão vinculados, pouco importa se o ato
é vinculado ou discricionário.






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Assim, notemos os esquemas abaixo.


Estrutura dos elementos de um ato discricionário.

Objeto Discricionário
Motivo Discricionário
Forma Vinculado
Finalidade Vinculado
Competência Vinculado


Estrutura dos elementos de um ato vinculado.

Objeto Vinculado
Motivo Vinculado
Forma Vinculado
Finalidade Vinculado
Competência Vinculado


b) Motivo: é toda situação de fato e de direito que autoriza ou permite a prática de um ato
administrativo. A situação de fato é aquilo que vejo no dia-a-dia, já a situação de direito
tenho que folhear algumas normas jurídicas para achar (amparo jurídico em regra nas leis
ou na CF). O motivo pode ser discricionário ou vinculado (vide a explanação que acima
fizemos sobre o objeto).

Cuidado!!! Motivo é diferente de motivação. Primeiro motivo é um elemento do ato e a
motivação é a exposição dos motivos, seria a fundamentação do ato.


A motivação é obrigatória ou facultativa?

R: Nesse ponto temos três correntes. A primeira defendida Cretella Jr. Afirma que só os
atos vinculados é que deveriam ser motivados (isso de dá, porque nesses é necessário
saber se o administrador agiu como a lei determina). A segunda corrente defendia por
Celso Antonio B. de Mello diz que só os discricionários (isso se dá, porque nesses é
necessário saber se a liberdade de escolha foi feita nos limites legais). Por fim, temos a
corrente de Maria S. Z. De Pietro que defende a necessidade em todos os atos.





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Teoria dos motivos determinantes – Os motivos que determinam a prática do ato
administrativo vinculam a sua validade. Motivos, falsos, ato, nulo. Essa teoria ataca a
presunção de veracidade do ato, fulminando o ato quando o mesmo tiver motivos falsos.

c) Forma: modo como ato administrativo se exterioriza. Em regra, os atos administrativos
são de forma escrita em razão do princípio da publicidade e para facilitar o controle de
legalidade e mérito dos mesmos.

Apesar da regra temos as seguintes exceções:

Verbal = ordens administrativas em geral - voz de prisão em flagrante.

Sonoro = Apito do agente de trânsito e “sineres” de viaturas autorizadas.

Visual = Sinal de trânsito.

Obs: O inquérito é um procedimento administrativo escrito. No caso é a voz de prisão em
flagrante que é um ato administrativo verbal.

Obs: a forma sempre será vinculada. Ao contrário disso pensa a Professora Maria S ylvia
Zanella Di Pietro.


d) Finalidade: esse elemento para ser estudado corretamente também ser dividido em
dois: finalidade genérica e finalidade específica.

A finalidade genérica é aquilo que genericamente e em regra todo ato administrativo quer:
o interesse público. Já a finalidade especifica é aquilo que a Administração Pública
pretende especificamente com a pratica de determinado ato administrativo (assim no ato
de desapropriação para a construção de uma escola, a finalidade especifica desse ato é
desapropriar para construção de uma escola).

Questão: em relação a finalidade genérica e especifica explique o instituto da
tredestinação licita?

R: Na tredestinação licita a Administração Pública dá finalidade diversa ao bem
desapropriado. Contudo essa finalidade diversa só atinge a finalidade especifica (era pra
construir uma escola, constrói um hospital), pois a finalidade genérica (o interesse público)
permanece intacto.

Obs.: a finalidade sempre será vinculada!!!!


e) Competência: é o poder entregue ao agente para o desempenho legal de suas
atribuições.

A competência busca responder duas perguntas: Quem faz (critério funcional)? Onde faz
(critério territorial)?





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Competência:

Privativa – É aquela que pode ser delegada.

Exclusiva – É aquela indelegável.

OBS: LER ART. 13 DA LEI 9784/99 (COMPETÊNCIAS EXCLUSIVAS A
ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA FEDERAL).


3 - Abuso de Poder

Abuso de poder que não pode ser confundido com abuso de autoridade que é da lei
4898/65, que em regra responsabiliza o servidor penalmente.

O abuso de poder responsabiliza o servidor administrativamente e em regra pode ser
praticado em duas modalidades:

a) Desvio de poder: quando o agente atua fora da finalidade pública, ou seja, em razão
de seu interesse particular e não em interesse público. Ex: um ato motivado por vingança.

b) Excesso de poder: quando o agente atua fora de sua competência (por excesso). O
agente não é competente. Ex: inquérito instaurado por escrivão.

Sendo assim o abuso de poder atinge dois elementos do ato administrativo: finalidade e
competência.


4 - Atributos do ato administrativo.

Ao contrário dos elementos ou requisitos do ato administrativo que pode ser encarado
como pressuposto de validade, os atributos do ato administrativo são na verdade
características dos atos administrativos. Seguindo a doutrina majoritária abaixo colocamos
os atributos em si.

Obs: por serem características, se os atributos forem violados não há uma conseqüência
jurídica imediata.

a) Presunção: Em regra a presunção administrativa é relativa (iuris tantun), ou seja,
aquela que pode ser desconstituída em juízo. Nos atos administrativos essa presunção é
de legitimidade, legalidade e veracidade.

Presunção de veracidade: até que se prove em contrário todo ato administrativo está de
acordo com a verdade. Por isso que os atos administrativos têm fé-pública e os
documentos públicos não precisam ser autenticados.

Presunção de legalidade: afirma que até que prove em contrário todo ato administrativo
está de acordo com a lei.

Presunção de legitimidade: até que se prove em contrário todo ato administrativo está
em conformidade com o interesse público.


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Obs: essa divisão de legalidade e legitimidade é mais antenada com atual estágio do
Direito Constitucional. Sabemos que a lei goza de presunção de constitucionalidade e o ato
administrativo gaza de presunção de legalidade (isso deve ser diferenciado).


b) Auto-executoriedade: em regra, os atos produzem efeitos sem a necessidade de
intervenção do Poder Judiciário (sem a necessidade de ordem judicial). Isso é a regra, pois
temos algumas exceções:

A multa vencida ou resistida é uma exceção da auto-executoriedade, pois só pode ser
cobrada em juízo através de execução fiscal.

E desapropriação contenciosa.

c) Imperatividade ou coercibilidade: os atos administrativos são ordens e produzem
efeitos independentes da vontade do particular, ou seja, a administração em razão a
supremacia do interesse público, tem poder de cumpri o ato mesmo em casos de
resistência.

Isso é a regra, temos as seguintes exceções:

Atos declaratórios.

Atos de gestão.

d) Tipicidade: os atos administrativos devem estar previstos na lei. A importância desse
atributo relaciona-se com elemento da legalidade.


5– Espécies de ato administrativos.

Para facilitar o estudo em detalhes dos atos administrativos, a nossa doutrina resolveu
dividi-los em espécies. Dessa forma, podemos concluir que são espécies dos atos
administrativos:

- Atos normativos: os que visando a correta aplicação da lei, expressão um comando
geral do Poder Executivo (ou de outros Poderes quando no exercício da administração
pública). Têm fundamento no poder normativo (art. 84, IV da CF). Ex: decretos,
regulamentos e portarias.

- Atos ordinatórios: disciplinam o funcionamento da Administração e as condutas de seus
agentes. Tem respaldo no Poder Hierárquico. Ex: ordens, avisos, portarias e circulares.

- Atos negociais: São aqueles que visam concretizar negócios jurídicos, mas não são
negócios jurídicos.

- Atos enunciativos: São aqueles que certificam um fato ou emitem uma opinião da
Administração sobre determinado assunto. Ex: certidões, pareceres, atestados e o
apostilamento de direitos.



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Obs.: em regra seu enunciado não tem poder de vincular.
- Atos punitivos: os que contêm uma sanção contra àqueles que infringirem disposições
legais. Encontra fundamento no Poder Disciplinar. Ex: multas, advertências, cassações de
alvarás e interdição de estabelecimentos.


6 – Classificações de atos administrativos.

Da mesma forma que as espécies, a doutrina ainda classificou os atos administrativos.

a) Quanto ao alcance ou efeitos sob terceiros:

- Atos internos: são aqueles para efeito interno da Administração. Ex: edição de
pareceres e ordens de serviços.

- Atos externos: São aqueles que geram efeitos para terceiros. Ex: permissão, multas etc.


b) Quanto à composição interna:

- Atos simples: manifestação de vontade de um único órgão (singular, impessoal ou
colegiado). Ex: Demissão de um funcionário.
- Atos compostos: manifestação de vontade de um único órgão em situação seqüencial.
Ex: Nomeação do Procurador-Geral de Justiça.

- Atos complexos: conjugação de vontades de mais de um órgão no interior de uma
mesmo pessoa jurídica. Ex: Ato de investidura (nomeação e posse).

c) Quanto à sua formação:

- Atos unilaterais: São aqueles formados pela manifestação de vontade de uma única
pessoa. Ex: multa.

-Atos bilaterais: São aqueles formados pela manifestação de vontade de mais de uma
pessoa. Ex: Contrato administrativo.

d) Quanto à sua estrutura:

- Atos concretos: exaurem-se em uma aplicação. Ex: destruição de mercadorias.

- Atos abstratos: comportam reiteradas aplicações, sempre que se renove a hipótese nele
prevista. Ex: ato de punição.

e) Quanto aos destinatários:

- Atos gerais: não há um destinatário específico. Ex: publicação de edital para concurso
público.

- Atos individuais: editados com um destinatário específico. Ex: nomeação em concurso
público.



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f) Quanto à esfera jurídica de seus destinatários:

- Atos ampliativos: são os que agregam prerrogativas ao destinatário. Ex: concessão de
autorização.

- Atos restritivos: os que restringem a esfera jurídica do destinatário. Ex: uma cassação.

g) Quanto às prerrogativas da Administração para praticá-los:

- Atos de império: são aqueles praticados com imperatividade. Ex: multa.

- Atos de expediente: são andamento a máquina pública. Ex: ordem de serviço.

- Atos de gestão: aqueles que não têm imperatividade. São atos que a Administração tem
a mesma força que um particular. Ex: contrato de locação.

Obs: atos de gestão para uma parcela da doutrina não são atos administrativos, mas são
atos da Administração. Outros autores que consideram o ato administrativo de forma
ampla, os atos de gestão são atos administrativos.

h) Quanto ao grau de liberdade conferido ao administrador:

São os administrativos vinculados e discricionários. Em razão da importância dos mesmos
faremos a analise abaixo e em separado.


7 – Atenção em especial: ato administrativo discricionário e vinculado.

Indo direto ao assunto, analisemos.

- Ato discricionário : são aqueles em que a Administração pública pratica com liberdade
de escolha. Nesse ato, a escolha acontece no objeto e no motivo. Pelo exposto,
percebemos que o ato discricionário é aquele onde a Administração escolhe qual é o
melhor objeto e o melhor motivo.

Obs: a escolha do melhor objeto e motivo é realizada com o auxilio dos critérios de
conveniência e oportunidade. Essa escolha deve ser pautada na lei. Ex. autorização.

- Ato vinculado: são aqueles que não há liberdade de escolha. Aqui todos os elementos
(objeto, motivo, forma, finalidade e competência) estão vinculados, presos a lei. Aqui o
administrador não escolhe nada só lê e faz o que a lei manda. Ex: licenças.

8 – Formas de extinção dos atos administrativos.

Quanto a esse ponto, percebemos que existem várias formas de extinção do ato
administrativo (vide nota). Contudo, nesse momento varemos a analise das duas mais
cobradas em prova: anulação e revogação.

a) Revogação: é a extinção do ato legal, mas inconveniente e inoportuno. Somente os
atos discricionários podem ser revogados, pois, a revogação trata de matéria de mérito


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administrativo.

A competência para revogar ato é da própria Administração que o criou, em razão de
conveniência e oportunidade.

A revogação produz efeito ex-nunc , ou seja, prospectivo, não retroage. O procedimento
que causa a revogação é o procedimento administrativo.

Ainda sobre a anulação cabem as seguintes observações:

Qual ato pode ser revogado?
R: O discricionário.

Quem pode revogar?
R: Só a Administração Pública.

Como revogar?
R: Por meio de procedimento administrativo (art. 53 da Lei 9784/99).

Qual o efeito temporal da revogação?
R: Ex nunc – não retroage. Só produz efeitos prospectivos. Por isso respeita direitos
adquiridos.


Caducidade (extinção por ter sobrevindo norma superior que torna incompatível a
manutenção do ato). Contraposição ou derrubada (retirada do ato administrativo pela
edição de um outro ato jurídico - demissão impede os efeitos da nomeação). Cassação
(extinção quando o beneficiário descumprido condição indispensável para a manutenção
do ato. Ex: Cassação do alvará). Renúncia (quando o beneficiário não mais desejar a
continuidade do ato – ex: renúncia de permissão). Recusa (recusa dos efeitos de ato ainda
ineficaz).

b) Anulação: extinção do ato ilegal. Tanto os atos discricionários quanto os atos
vinculados podem contrariar a lei, por isso ambos são passiveis de anulação.

Tanto a administração como o Judiciário terão competência para anular atos ilegais. A
anulação produz efeitos ex-tunc, ou seja, retroage, pois ato nulo não produz efeitos.

O procedimento que causa a revogação é o procedimento administrativo, se for à
administração anulando o ato e se for o judiciário anulando o ato, será por processo
administrativo.

O Poder Judiciário por si só pode revogar ato administrativo?
R: Em regra não. Quando o próprio Poder Judiciário praticar o ato administrativo de forma
atípica, e este for discricionário, é perfeitamente possível que o poder judiciário revogue
esse ato.

O Poder Legislativo revoga ato administrativo?
R: Em regra não, salvo quando ele mesmo praticar esse ato e este for discricionário, é
possível que tal poder revogue o ato administrativo.



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Quanto a esse ato ainda cabem as seguintes considerações.

Qual ato pode ser anulado?
R: O discricionário e o vinculado.

Quem pode anular?
R: A Administração Pública e o Poder Judiciário.

Como anular?
R: Por meio de procedimento administrativo (art. 53 da Lei 9784/99) quando a
Administração agir, ou por meio de processo judicial quando o Poder Judiciário agir.

Qual o efeito temporal da revogação?
R: Ex tunc – retroage. Por isso não respeita direitos adquiridos.