ANÁLISE E TRATAMENTO DE ÁGUAS E EFLUENTES

Prof. MSc. Cristián Velásquez
ÁGUA:
CARACTERÍSTICAS FÍSICAS
INTRODUÇÃO
ÁGUA
• Substância mais abundante na Terra;
• Cobre 70% do planeta;
• 3% da água total é doce (4,0 x 10
21
Litros);
• 2% - calota glacial;
• 1% - portanto na forma líquida (rios, lagos e subterrâneas);
• estimativa: apenas 0,02% prontamente disponível.
• 13% território brasileiro;
• 250 L – consumo médio estimado (por pessoa)
INTRODUÇÃO
ÁGUA
OMS: mínimo 100 L per capita/dia
CARACTERÍSTICAS FÍSICAS DA ÁGUA
PRINCIPAIS PARÂMETROS UTILIZADOS:
• COR;
• TURBIDEZ;
• NÍVEIS DE SÓLIDOS (Diversas frações);
• TEMPERATURA;
• SABOR;
• ODOR.
Indicativos PRELIMINARES quanto à qualidade da água
 COLÓIDES ORGÂNICOS:
- Poluição Natural (ácido húmico, ácido fúlvico);
- Efluentes Industriais
- Indústrias de Celulose e Papel – lignina e celulose;
- Indústrias Têxteis – anilinas;
- Curtumes – taninos
 COLÓIDES INORGÂNICOS: Ferro e Manganês
DEFINIÇÃO:
Cor de uma amostra de água está associada ao grau
de redução de intensidade que a luz sofre ao
atravessá-la, devido à presença de sólidos
dissolvidos, tais como:
• Abastecimento Público de Água:
Prejuízo Estético da Água. Padrão de Potabilidade (Portaria
2914/2011 do Ministério da Saúde: 15 mg Pt-Co/L ou 15 uH);
• Estações de Tratamento de Água:
Controle da coagulação e floculação, sedimentação, filtração,
etc.;
• Poluição das Águas Naturais:
Redução na penetração de luz com desequilíbrios ecológicos.
Cor é padrão de classificação de águas naturais (0 a 200 uC -
RESOLUÇÃO 357/2005 CONAMA).;
• Cor é pouco usada nas Estações de Tratamento de Esgotos
IMPORTÂNCIA NO CONTROLE DA QUALIDADE
DA ÁGUA
DETERMINAÇÃO DA COR:
- Comparação Visual: Método Pt-Co (cloroplatinato de potássio +
cloreto de cobalto)

- Aparelho Comparador de Cor: Absorção de Luz

- Disco de Cor: Escala de 0 a 100 mg Pt-Co/L

- Espectrofotometria na faixa UV–Vis: Efluentes Industriais

- Cor Real ou Verdadeira e Cor Aparente:
- Cor Verdadeira: Eliminação prévia da Turbidez por
sedimentação, filtração ou centrifugação

- Remoção de Cor: Processos físico-químicos à base de coagulação
e floculação
- águas com cor acima de 15 uH* podem ser detectadas
visualmente por consumidores;

- valores < 5 uC dispensam a coagulação química;


- valores > 25 uC geralmente requerem a coagulação química
seguida por filtração.

* uH – Unidades Hazen = uC

INTERPRETAÇÃO DE RESULTADOS
COLORÍMETRO
A turbidez das águas naturais superficiais é decorrente do
carreamento de solos (processos erosivos em estações
chuvosas), esgotos sanitários e efluentes industriais, além de
fontes difusas (áreas urbanas e rurais)
DEFINIÇÃO:
Turbidez de uma amostra de água é o grau de redução
de intensidade que a luz sofre ao atravessá-la (sólidos
em suspensão)
Materiais que conferem turbidez:
areia, silte, argila, detritos orgânicos, bactérias e algas.
 Abastecimento Público de Água: Prejuízo Estético da Água;
 Padrão de Potabilidade:
(Portaria 2914/2011 do Ministério da Saúde: 5 UT);

 Estações de Tratamento de Água: Controle da coagulação e
floculação, sedimentação, filtração, desinfecção (abrigo para
microrganismos);

 Poluição das Águas Naturais: Redução na penetração de luz
com desequilíbrios ecológicos;

 Turbidez é pouco usada nas Estações de Tratamento de Esgotos
IMPORTÂNCIA NO CONTROLE DA QUALIDADE
DA ÁGUA

Determinação da Turbidez

- Turbidimetria: Turbidímetro de Vela de Jackson
(UJT)

- Nefelometria: Turbidímetros atuais detectam raios
dispersos segundo ângulo de 90
o
(UNT).

Remoção de Turbidez: Operações unitárias tais
como sedimentação, filtração e flotação com ar
dissolvido.
 valores = 10 UNT (ligeira nebulosidade pode ser observada)
 valores > 500 UNT (água opaca)
 valores < 20 UNT filtração lenta (sem coagulação)
 valores > 50 UNT requerem uma etapa anterior a filtração
(pode ser coagulação ou pré-filtro)
INTERPRETAÇÃO DE RESULTADOS DA
TURBIDEZ
Correspondem a toda matéria que permanece como resíduo,
após evaporação, secagem da amostra a uma temperatura pré-
estabelecida durante um tempo fixado.

Em linhas gerais, as operações de secagem, calcinação e
filtração são as que definem as diversas frações de sólidos
presentes na água (sólidos totais, em suspensão, dissolvidos,
fixos e voláteis).

Os métodos empregados - são gravimétricos e volumétrico (uso
do cone Imhoff para determinação de Sólidos Sedimentados).
a) SÓLIDOS TOTAIS (ST): Resíduo que resta na cápsula
após a evaporação em BM de uma porção de amostra e
sua posterior secagem em estufa a 103-105°C até peso
constante. Também denominado resíduo total.

b) SÓLIDOS EM SUSPENSÃO (OU SÓLIDOS SUSPENSOS)
(SS): É a porção dos sólidos totais que fica retida em um
filtro que propicia a retenção de partículas de diâmetro
maior ou igual a 1,2 µm.
SÓLIDOS EM ÁGUAS
DEFINIÇÕES DAS DIVERSAS FRAÇÕES
C) SÓLIDOS VOLÁTEIS (SV):
É a porção dos sólidos (sólidos totais, suspensos ou
dissolvidos) que se perde após a ignição ou calcinação
da amostra a 550-600°C, durante uma hora para sólidos
totais ou dissolvidos voláteis ou 15 minutos para sólidos
em suspensão voláteis, em forno mufla.
SÓLIDOS EM ÁGUAS
DEFINIÇÕES DAS DIVERSAS FRAÇÕES
d) SÓLIDOS FIXOS (SF): É a porção dos sólidos (totais,
suspensos ou dissolvidos) que resta após a ignição ou
calcinação a 550-600°C após uma hora (para sólidos totais ou
dissolvidos fixos) ou 15 minutos (para sólidos em suspensão
fixos) em forno (mufla).Também denominado resíduo fixo.

e) SÓLIDOS SEDIMENTÁVEIS (SSed): É a porção dos sólidos
em suspensão que se sedimenta sob a ação da gravidade
durante um período de uma hora, a partir de um litro de
amostra mantida em repouso em um cone Imhoff.

SÓLIDOS EM ÁGUAS
DEFINIÇÕES DAS DIVERSAS FRAÇÕES
 CONJUNTO DAS FRAÇÕES:
Programas de caracterização de esgotos sanitários,
efluentes industriais e lodos de ETAs, ETEs, etc.

 SÓLIDOS EM SUSPENSÃO:
Controle de unidades de separação de sólidos
(decantadores, filtros, flotadores), eficiências de
processos de tratamento de efluentes
IMPORTÂNCIA NO CONTROLE DA
QUALIDADE DA ÁGUA

 SÓLIDOS EM SUSPENSÃO VOLÁTEIS:
Associado à concentração de biomassa (microrganismos) nos
reatores biológicos para tratamento de esgotos

 A portaria n° 2914/2011 do Ministério da Saúde estabelece
como padrão de potabilidade 1.000 mg/L de Sólidos Totais
dissolvidos (agua potável).

 CONAMA- Resolução nº 357, o valor máximo é de 500 mg/L.
A presença de sólidos dissolvidos relaciona-se também com
a condutividade elétrica da água.
IMPORTÂNCIA NO CONTROLE DA
QUALIDADE DA ÁGUA

A) SÓLIDOS TOTAIS, FIXOS E VOLÁTEIS:
Cápsula de
porcelana
Lavagem
Mufla 1h
(550
o
C)
Dessecador
sílica-gel
Balança
analítica
P
o
100 mL
Amostra
Banho-
Maria
Estufa 1h
(104
o
C)
Dessecador
Sílica-Gel
Balança
Analítica
P
1
Mufla 1h
550
o
C
Dessec.
Síl-Gel
Balança
Analítica
P
2
ST = (P
1
-P
o
)/V
SF = (P
2
-P
o
)/V
BANHO - MARIA
EQUIPAMENTOS
ESTUFA
FORNO MUFLA
EQUIPAMENTOS
B) SÓLIDOS EM SUSPENSÃO TOTAIS, FIXOS E
VOLÁTEIS


Filtro-membrana de
fibra de vidro
Conjunto de
filtração à vácuo
Água
Destilada
Forno-Mufla 15
min (550
o
C)
Dessecador
Sílica-Gel
Balança
Analítica
Estufa 1h
104
o
C
P
o
Filtração
da
Amostra
B) SÓLIDOS EM SUSPENSÃO TOTAIS, FIXOS E
VOLÁTEIS
Dessecador
Sílica-Gel
Balança
Analítica
Forno-Mufla
15 min 550
o
C
P
1
Dessecador
Sílica-Gel
Balança
Analítica
P
2
SST = (P
1
– P
o
)/V
SSF = (P
2
– P
o
)/V
SSV = (P
1
– P
2
)/V
c) Sólidos Sedimentáveis
Cone
Imhoff
Lavagem
com água
1000 mL
Amostra
Girar o
Cone aos
45 min
Leitura
após 1 h
Cones Imhoff em uso
EQUIPAMENTOS
 Sólidos Sedimentáveis: Decantadores
 Sólidos em Suspensão: decantadores /flotadores/ filtros.
 Sólidos Dissolvidos:
a) Coloidais: Coagulação e floculação
b) Solução verdadeira: Processos especiais: Processos
de membrana, troca iônica, entre outros.
 Sólidos Voláteis: Processos biológicos aeróbios e
anaeróbios.
 Conceito: Medição da intensidade de calor.

 A transferência de calor ocorre por radiação,
condução e convecção (atmosfera e solo)

 Unidade:
°
C


 Influência na velocidade das reações, especialmente nas
reações lentas (reações bioquímicas – enzimáticas)

“A velocidade das reações dobra para um aumento de 10
o
C
na temperatura”

 diminui a solubilidade de gases dissolvidos na água
(oxigênio) base para a decomposição aeróbia.

 MESES QUENTES DE VERÃO:
Mínimos níveis de oxigênio dissolvido nas águas poluídas:
mortandade de peixes e consequente decomposição
anaeróbia dos compostos orgânicos sulfatados,
produzindo o gás H
2
S.
Condutividade
(mho/cm)
Tipo de água
1,0 - 2,0 água bidestilada
10 – 30 água da chuva
50 - 40 000 águas superficiais e subterrâneas

50 000 - ..... água do mar

- Alguns valores de Condutividade:
Representa a propriedade de conduzir a corrente elétrica,
apresentada por um sistema aquoso contendo íons.
Propriedade física

 Constituintes Responsáveis:
sólidos em suspensão, sólidos dissolvidos e gases dissolvidos.

 Fontes nas Águas:
- Decomposição de matéria orgânica ou atividade biológica de
microrganismos (Anaeróbia: H
2
S – ovo podre);

- Cianobactérias (águas eutrofizadas) – Mofo;

- Fenol: Águas cloradas – clorofenóis (peixe podre).

DETERMINAÇÃO:
painel de odor, odor limite e cromatografia gasosa
o sabor é a interação entre o gosto (salgado, doce, azedo e
amargo) e o odor (sensação olfativa).
 Adsorção em Carvão Ativado

 H
2
S:
- Oxidação (cloro, peróxido de hidrogênio, ozonização);
- Precipitação Química - sais de Ferro);
- Elevação de pH