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INSTRUÇÃO: Leia o texto para responder às
questões de números 01 a 05. Questão 1
No texto, fala-se em aparente liberdade se-
Os jovens e os dilemas da sexualidade
Atualmente, os jovens estão iniciando a xual, que deve ser entendida como
vida sexual mais cedo. A sexualidade tem a) a maneira incisiva e proibitiva como a socie-
sido discutida de forma mais “aberta”, nos dade hoje, muito mais que em anos passados,
discursos pessoais, nos meios de comunica- tem agido no que diz respeito à sexualidade
ção, na literatura e artes. Entretanto, essa dos jovens.
b) a nova postura dos jovens de hoje, que têm
aparente “liberdade sexual” não torna as pes-
mais liberdade em suas escolhas, porém as
soas mais “livres”, pois ainda há bastante re-
práticas sociais, de certa forma, influenciam
pressão e preconceito sobre o assunto. Além
de forma coercitiva seus valores.
disso, as regras de como devemos nos com-
c) a banalização da sexualidade, que faz com
portar sexualmente prevalecem em todos os
que os grupos sociais, nos dias de hoje, dei-
discursos, o que se torna uma questão velada
xem de se importar com questões dessa natu-
de repressão. reza.
O jovem do século XXI é visto como livre, d) o total descaso da sociedade em relação à
bem informado, “antenado” com os aconteci- vida sexual dos jovens, apesar dos perigos a
mentos, mas as pesquisas mostram que, que eles estão expostos, como as doenças se-
quando o assunto é sexo, há muitas dúvidas e xualmente transmissíveis.
conflitos. Desde dúvidas específicas sobre e) a liberação sexual que incomoda a socieda-
questões biológicas, como as doenças sexual- de e faz com que se cobre muito mais dos jo-
mente transmissíveis, até conflitos sobre os vens, evitando-se, desse modo, a banalização
valores e as atitudes que devem tomar em de- da sexualidade.
terminadas situações.
Apesar de iniciarem a vida sexual mais
cedo, os jovens não têm informações e orien- alternativa B
tações suficientes. A mídia, salvo exceções,
O último parágrafo fundamenta a resposta: “hoje
contribui para a desinformação sobre sexo e a existe uma aparente liberdade sexual”, as pessoas
deturpação de valores. A superbanalização de são “mais livres para fazer escolhas no campo
assuntos relacionados à sexualidade e das re- afetivo e sexual”, mas “ainda há muita cobrança
lações afetivas gera dúvidas e atitudes preci- por parte da sociedade” e esta acaba agindo de
pitadas. Isso pode levar muitos jovens a se forma coercitiva, impondo, de certa forma, “com-
portamentos e valores adotados pela maioria”.
relacionarem de forma conflituosa com os ou-
tros e também com a própria sexualidade.
Enfim, hoje existe uma aparente liberda- Questão 2
de sexual. Ao mesmo tempo em que as pes-
soas são, em comparação a anos anteriores, De acordo com o texto, é correto afirmar que
mais livres para fazer escolhas no campo afe- a) os jovens modernos trabalham muito me-
tivo e sexual, ainda há muita cobrança por lhor sua sexualidade, pois têm iniciado sua
parte da sociedade, e essa cobrança acaba vida sexual mais cedo.
sendo internalizada; assim, as pessoas aca- b) a mídia tem um papel efetivo na conscien-
bam assumindo comportamentos e valores tização dos jovens, pois freqüentemente re-
adotados pela maioria. chaça valores deturpados.
(www.faac.unesp.br/pesquisa/nos/sexualidade, ba- c) a sexualidade dos jovens é analisada, so-
seado nos estudos de Ana Cláudia Bertolozzi Maia. bretudo, pela ótica dos aspectos físicos e dos
Adaptado.) valores afetivos.

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quinta-feira, 14 de dezembro de 2006 23:04:42
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português/redação 2

d) a liberdade do jovem do século XXI não o c) a sexualidade do jovem está isenta de pre-
exime de vivências problemáticas quanto à conceito.
sua própria sexualidade. d) a repressão sexual é mais explícita que no
e) a relação entre sexo e afetividade faz com passado.
que questões ligadas à saúde fiquem em pri- e) as mudanças sexuais têm sido cada vez
meiro plano para os jovens. mais proteladas.

alternativa D alternativa A
De acordo com o texto, “Apesar de iniciarem a Segundo o texto: “A superdivulgação de assuntos
vida sexual mais cedo, os jovens não têm infor- relacionados à sexualidade e às relações afetivas
mações e orientações suficientes. (...) Isso pode gera dúvidas e atitudes precipitadas”.
levar muitos jovens a se relacionarem de forma
conflituosa com os outros e também com a pró- Questão 5
pria sexualidade”. Portanto, apesar de uma maior
liberdade, o jovem do século XXI também possui Considerando os aspectos de concordância e
problemas quanto à sexualidade.
de crase, assinale a alternativa correta.
a) Os jovens, da adolescência à vida adulta,
Questão 3 muitas vezes se depara com conflitos referen-
Quanto aos sentidos que encerra, a frase — te à sua sexualidade.
Apesar de iniciarem a vida sexual mais cedo, b) O mundo atual oferece muitas informações
os jovens não têm informações e orientações à seus jovens que, para falar em sexo, encon-
tram bastante dúvidas.
suficientes. — equivale a
c) Dúvidas freqüentes e conflito pode fazer
a) Os jovens iniciam a vida sexual mais cedo,
com que o jovem não chegue à uma exata di-
uma vez que não têm informações e orienta-
mensão da sua sexualidade.
ções suficientes.
d) Com informações à disposição, ainda existe
b) Como os jovens iniciam a vida sexual mais
dúvidas sobre sexo para o jovem moderno.
cedo, não têm informações e orientações sufi-
e) Hoje, assiste-se a uma transformação dos
cientes.
valores relativos à sexualidade do jovem.
c) Os jovens iniciam a vida sexual mais cedo,
mas não têm informações e orientações sufi-
cientes. alternativa E
d) Tanto os jovens iniciam a vida sexual mais Corrigindo as demais:
cedo, que não têm informações e orientações a) “se deparam”;
suficientes. b) “aos/a seus jovens”, “bastantes”;
e) Os jovens iniciam a vida sexual mais cedo, c) “podem”, “chegue a uma”;
portanto não têm informações e orientações d) “existem dúvidas”.
suficientes.

INSTRUÇÃO: Para responder às questões de
alternativa C números 06 a 10, leia versos da primeira e da
O fato de os jovens iniciarem a vida sexual mais quarta estrofe de poema de Hilda Hilst, pu-
cedo não implica terem informações suficientes. blicados no livro Do desejo em 1992.

Questão 4 I
Porque há desejo em mim, é tudo cintilância.
De acordo com o texto, é correto afirmar que Antes, o cotidiano era um pensar alturas
hoje Buscando Aquele Outro decantado
a) é flagrante a banalização das relações afe- Surdo à minha humana ladradura.
tivas e do sexo. Visgo e suor, pois nunca se faziam.
b) o jovem tem, na realidade, menos liberda- Hoje, de carne e osso, laborioso, lascivo
de sexual. Tomas-me o corpo. E que descanso me dás

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quinta-feira, 14 de dezembro de 2006 23:04:43
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português/redação 3

Depois das lidas. Sonhei penhascos II. O termo lidas pode ser considerado como
Quando havia o jardim aqui ao lado. um eufemismo para indicar a prática sexual.
Pensei subidas onde não havia rastros. III. O desejo é algo que se realiza apenas nos
sonhos do eu-lírico.
IV Está correto o que se afirma apenas em
... Por que não posso a) I. b) II. c) III.
Pontilhar de inocência e poesia d) I e II. e) II e III.
Ossos, sangue, carne, o agora
E tudo isso em nós que se fará disforme?
alternativa D
Questão 6 III. Incorreta. O texto de Hilda Hilst trata o tema de
forma erotizada, referindo-se à realização concre-
No primeiro texto, afirma-se que a sexualida- ta do amor.
de tem sido discutida de forma mais “aberta”,
nos discursos pessoais, nos meios de comuni-
cação, na literatura e artes. Comparando os INSTRUÇÃO: O verso – Tomas-me o corpo. E
trechos do poema de Hilda Hilst àquele texto, que descanso me dás – é base para as ques-
é correto afirmar que seus versos tões de números 08 e 09.
a) se apresentam numa linguagem pouco
acessível ao leitor comum, negando a idéia de Questão 8
que a sexualidade, na literatura, é tratada de
forma mais aberta. No poema, a informação é dada do ponto de
b) degradam a literatura, banalizando, como vista do eu-lírico em relação à pessoa amada.
se propõe no texto, temas universais ligados Caso se invertessem os papéis, o verso assu-
à sexualidade. miria a seguinte forma:
c) confirmam as informações do texto, pois a) Tomo-te o corpo. E que descanso lhe dou.
trazem, de forma menos idealizada, o sexo à b) Tomo-lhe o corpo. E que descanso dou a ti.
poesia, elaborando-a numa linguagem mais c) Tomo o teu corpo. E que descanso me dás.
erotizada. d) Tomo-te o corpo. E que descanso te dou.
d) concebem o sexo de forma bastante dife- e) Tomo o meu corpo. E que descanso te dá.
rente da apontada no texto, pois a sexualida-
de é sublimada e idealizada.
alternativa D
e) comprovam a idéia exposta no texto de ha-
ver muita repressão e preconceito, mas não a A correta transposição da 1ª para a 2ª pessoa
de ser discutida de forma mais aberta. deve manter a correlação dos pronomes:
“tomo-te” e “ te dou”.

alternativa C Questão 9
Hilda Hilst traz o sexo para a poesia, conceben-
do-o de forma menos idealizada, posto que ela o No contexto, o termo que pode ser substituído
mostra como algo físico, carnal: “Ossos, sangue, por
carne...”. A linguagem possui claro teor erótico, a) quanto.
como se observa em “... lascivo / Tomas-me o b) pouco.
corpo. E que descanso me dás / Depois das li- c) algum.
das...”. d) qual.
e) tal.
Questão 7
Leia as afirmações: alternativa A
I. Os termos laborioso e lascivo sugerem a “E que descanso me dás” o termo grifado pode
freqüência, a intensidade e o desejo da práti- ser substituído, sem perda de sentido, por quanto,
ca amorosa. tanto, muito.

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quinta-feira, 14 de dezembro de 2006 23:04:44
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português/redação 4

INSTRUÇÃO: Leia a Entrevista de Adélia
Prado, em O coração disparado, para respon- Questão 12
der às questões de números 10 a 12. Em discurso indireto, os dois primeiros ver-
Um homem do mundo me perguntou:
sos assumem a seguinte forma:
O que você pensa de sexo?
a) Um homem do mundo me perguntou o que
Uma das maravilhas da criação, eu respondi.
eu pensaria de sexo?
Ele ficou atrapalhado, porque confunde as
b) Um homem do mundo me perguntou o que
[coisas
você pensava de sexo.
E esperava que eu dissesse maldição,
c) Um homem do mundo me perguntou o que
Só porque antes lhe confiara: o destino do
eu penso de sexo?
[homem é a santidade.
d) Um homem do mundo me perguntou o que
você pensa de sexo.
Questão 10 e) Um homem do mundo me perguntou o que
eu pensava de sexo.
Comparando os poemas de Adélia Prado e de
Hilda Hilst, pode-se afirmar que sexo, para o alternativa E
eu-lírico de cada um deles, representa, res-
Na transposição do discurso direto para o indireto,
pectivamente,
o pronome de tratamento “você” é substituído por
a) maldição e inocência. “eu”, e o verbo no presente do indicativo (“pensa”)
b) confusão e poesia. deve ser conjugado no pretérito (pensava) acom-
c) santidade e poesia. panhando o verbo dicendi “perguntou”.
d) maldição e poesia.
e) poesia e santidade. INSTRUÇÃO: As questões de números 13 e
14 baseiam-se na tirinha.
alternativa C
Para Adélia Prado, o sexo é “Uma das maravilhas
da criação”, ou seja, uma forma de santificar o ho-
mem. Para Hilda Hilst, é “Pontilhar de inocência e
poesia / Ossos, sangue, carne, o agora”.

Questão 11
O homem do mundo atrapalha-se, porque
a) entende que sexo, mesmo sendo uma das
maravilhas da criação, é uma maldição.
b) sua concepção de santidade exclui o sexo,
concebido em harmonia a ela no ponto de vis-
ta do eu-lírico.
c) prefere que todo homem siga o caminho da
santidade, da mesma forma que o eu-lírico.
d) exclui das suas práticas de vida o sexo, as-
sim como propõe o eu-lírico.
e) se delicia com as maravilhas da criação, o
(Laerte. Folha de S.Paulo, s/d.)
que evidentemente inclui o sexo.

Questão 13
alternativa B
A leitura da tirinha deixa evidente que os se-
O homem do mundo concebe o sexo como maldi-
ção, mas o eu-lírico o concebe como “Uma das res humanos genéricos
maravilhas da criação”, uma das formas de o ho- a) estão preocupados em definir-se para que, des-
mem seguir a Deus. sa maneira, possa “rolar algum sexo” entre eles.

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quinta-feira, 14 de dezembro de 2006 23:04:48
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português/redação 5

b) não conseguem definir “quem vai ser o Jerônimo, ao senti-la inteira nos seus bra-
que”, porque priorizam o sexo. ços; ao sentir na sua pele a carne quente da-
c) não estão preocupados em definir-se, pois quela brasileira; ao sentir inundar-se o rosto
acham que “a natureza vai decidir”. e as espáduas, num eflúvio de baunilha e cu-
d) acham sexo bem complicado, por isso pre- maru, a onda negra e fria da cabeleira da
ferem “tomar aspirina” a praticá-lo. mulata; ao sentir esmagarem-se no seu largo
e) não têm vontade de saber “quem vai ser o e peludo colo de cavouqueiro os dois globos
que”, porque entre eles não há sexo. túmidos e macios, e nas suas coxas as coxas
dela; sua alma derreteu-se, fervendo e borbu-
alternativa A lhando como um metal ao fogo, e saiu-lhe
pela boca, pelos olhos, por todos os poros do
De acordo com o primeiro quadrinho, as persona-
corpo, escandescente, em brasa, queiman-
gens querem definir seus papéis para “rolar algum
sexo”. do-lhe as próprias carnes e arrancando-lhe
gemidos surdos, soluços irreprimíveis, que
lhe sacudiam os membros, fibra por fibra,
Questão 14 numa agonia extrema, sobrenatural, uma
Assinale a alternativa em que a frase do se- agonia de anjos violentados por diabos, entre
gundo quadrinho está corretamente expressa a vermelhidão cruenta das labaredas do in-
na primeira pessoa do plural. ferno.
a) E se nós se concentrarmos em sexo e vir-
mos como o organismo reage?! Questão 15
b) E se nós nos concentrar em sexo e vir como
o organismo reage?! Pode-se afirmar que o enlace amoroso entre
c) E se nós nos concentrarmos em sexo e vir- Jerônimo e Rita, próprio à visão naturalista,
mos como o organismo reage?! consiste
d) E se nós nos concentrarmos em sexo e ver- a) na condenação do sexo e conseqüente rea-
mos como o organismo reage?! firmação dos preceitos morais.
e) E se nós se concentrarmos em sexo e ver- b) na apresentação dos instintos contidos,
mos como o organismo reage?! sem exploração da plena sexualidade.
c) na apresentação do amor idealizado e re-
alternativa C vestido de certo erotismo.
Fazendo as alterações necessárias: d) na descrição do ser humano sob a ótica do
• a gente deve ser substituído por nós; erótico e animalesco.
• os verbos concentrar e ver devem ser flexiona- e) na concepção de sexo como prática humana
dos em concentrarmos e virmos respectivamente, nobre e sublime.
ambos no futuro do subjuntivo.

alternativa D
INSTRUÇÃO: Para responder às questões de
números 15 a 19, leia o trecho de O cortiço, Os naturalistas concebem o homem como um ani-
de Aluísio Azevedo. mal e que, como tal, tem instintos. O texto, de ca-
ráter narrativo-descritivo, revela a lascívia do ca-
Jerônimo bebeu um bom trago de parati, sal Jerônimo e Rita Baiana.
mudou de roupa e deitou-se na cama de Rita.
– Vem pra cá... disse, um pouco rouco. Questão 16
– Espera! espera! O café está quase pronto!
E ela só foi ter com ele, levando-lhe a chá- O enlace amoroso, seja na perspectiva de
vena fumegante da perfumosa bebida que ti- Rita, seja na de Jerônimo,
nha sido a mensageira dos seus amores (...) a) é sublimado, o que lhe confere caráter gro-
Depois, atirou fora a saia e, só de camisa, tesco na obra.
lançou-se contra o seu amado, num frenesi de b) é desejado com intensidade e lhes aguça os
desejo doído. ânimos.

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português/redação 6

c) reproduz certo incômodo pelo tom de ritual
que impõe. Questão 19
d) representa-lhes o pecado e a degradação
O cortiço, obra naturalista,
como pessoa.
a) traduziu a sensualidade humana na ótica
e) é de sensualidade suave, pela não explici-
do objetivismo científico, o que se alinha à
tação do ato.
grande preocupação espiritual.
b) fez análises muito subjetivas da realidade,
alternativa B pouco alinhadas ao cientificismo predominan-
Enquanto ela “atirou fora a saia e, só de camisa, te na época.
lançou-se contra o seu amado, num frenesi de de- c) explorou as mazelas humanas de forma a
sejo doído” ele, irremediavelmente seduzido, sen- incitar a busca por valores éticos e morais.
tiu-se “escandescente, em brasa”, consumido por d) não pôde ser considerado um romance en-
um amor “sobrenatural”.
gajado, pois deixou de lado a análise da reali-
dade.
Questão 17 e) tratou de temas de patologia social, pouco
explorados nas escolas literárias que o prece-
A atração inicial entre Rita e Jerônimo não
deram.
acontece na cena descrita. Segundo o texto,
pode-se inferir que ela se relaciona com
a) uma dose de parati. alternativa E
b) a cama de Rita. O sexo (retratado de forma realista e erótica), ta-
c) uma xícara de café. ras sexuais, prostituição, etc. foram temas funda-
d) o perfume de Rita. mentais da literatura naturalista, os quais não fo-
e) o olhar de Rita. ram desenvolvidos com a mesma intensidade e
tão abertamente pelas escolas anteriores.
alternativa C
Segundo o texto: “(...) a chávena fumegante da INSTRUÇÃO: O trecho do conto Uns braços,
perfumosa bebida que tinha sido a mensageira de Machado de Assis, é base para responder
dos seus amores (...)”. às questões de números 20 a 26.

Questão 18 Havia cinco semanas que ali morava, e a
vida era sempre a mesma, sair de manhã com
É correto afirmar que em – e nas suas coxas
o Borges, andar por audiências e cartórios, cor-
as coxas dela – o emprego de dela justifica-se
rendo, levando papéis ao selo, ao distribuidor,
pelo fato de
aos escrivães, aos oficiais de justiça. (...) Cin-
a) evitar uma ambigüidade e uma redação
co semanas de solidão, de trabalho sem gosto,
confusa, caso se usasse suas em seu lugar. longe da mãe e das irmãs; cinco semanas de
b) exprimir valor possessivo, o que não acon- silêncio, porque ele só falava uma ou outra
teceria com o emprego do pronome suas. vez na rua; em casa, nada.
c) ser uma forma culta, ao contrário do prono- “Deixe estar, – pensou ele um dia – fujo
me suas. daqui e não volto mais.”
d) essa forma ser a única possível, uma vez Não foi; sentiu-se agarrado e acorrentado
que esse termo é complemento do verbo. pelos braços de D. Severina. Nunca vira ou-
e) pretender-se evitar o valor possessivo, o tros tão bonitos e tão frescos. A educação que
que aconteceria com o emprego de suas. tivera não lhe permitira encará-los logo aber-
tamente, parece até que a princípio afastava
alternativa A os olhos, vexado. Encarou-os pouco a pouco,
Caso fosse “nas suas coxas as suas coxas” em ao ver que eles não tinham outras mangas, e
vez de “nas coxas dela”, geraria ambigüidade, assim os foi descobrindo, mirando e amando.
pois poderia referir-se tanto às coxas de Jerônimo No fim de três semanas eram eles, moral-
quanto às de Rita, o que tornaria o texto confuso. mente falando, as suas tendas de repouso.

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quinta-feira, 14 de dezembro de 2006 23:04:49
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português/redação 7

Agüentava toda a trabalheira de fora, toda a ainda muito jovem para se dar às questões do
melancolia da solidão e do silêncio, toda a amor.
grosseria do patrão, pela única paga de ver, b) havia duas vozes na consciência de D. Se-
três vezes por dia, o famoso par de braços. verina: uma lhe proibia o desejo; outra o mos-
Naquele dia, enquanto a noite ia caindo e trava como possibilidade.
Inácio estirava-se na rede (não tinha ali ou- c) D. Severina via Inácio como uma criança
tra cama), D. Severina, na sala da frente, re- apenas, o que a perturbava muito, por sen-
capitulava o episódio do jantar e, pela primei- tir-se atraída por ele.
ra vez, desconfiou alguma cousa. Rejeitou a d) D. Severina rejeitava qualquer possibilida-
idéia logo, uma criança! Mas há idéias que de de uma relação com Inácio, já que não nu-
são da família das moscas teimosas: por mais tria nenhum sentimento pelo rapaz.
que a gente as sacuda, elas tornam e pousam. e) havia um embate entre a consciência e a
Criança? Tinha quinze anos; e ela advertiu educação de D. Severina, o qual a impedia de
que entre o nariz e a boca do rapaz havia um aceitar o amor do rapaz.
princípio de rascunho de buço. Que admira
que começasse a amar? E não era ela bonita? alternativa B
Esta outra idéia não foi rejeitada, antes afa-
Na primeira ocorrência, “... uma criança!”, ela
gada e beijada. E recordou então os modos
(D. Severina) “rejeitou a idéia logo”. Na segun-
dele, os esquecimentos, as distrações, e mais da, já procura ver uma possibilidade do amor:
um incidente, e mais outro, tudo eram sinto- “(...) ela advertiu que entre o nariz e a boca do
mas, e concluiu que sim. rapaz havia um princípio de rascunho de buço.
Que admira que começasse a amar?”.
Questão 20
Questão 22
De início, morar na casa de Borges era solitá-
rio e tedioso, o que levou Inácio a pensar em Ao conceber-se bonita, D. Severina entendeu
ir embora. Todavia, isso não aconteceu, so- que
bretudo porque o rapaz a) era possível Inácio estar apaixonado por ela.
a) passou a ser mais bem tratado pelo casal b) sua beleza não era para ser desfrutada por
após três semanas. uma criança.
b) teve uma educação que não lhe permitiria c) a traição a Borges seria um grande equívoco.
tal rebeldia. d) Inácio, de fato, desejava vingar-se de Bor-
c) se pegou atraído por D. Severina, com o ges.
passar do tempo. e) o marido não a via assim, ao contrário de
d) gostava, na realidade, do trabalho que rea- Inácio.
lizava com Borges.
e) sentia que D. Severina se mostrava mais alternativa A
atenciosa com ele.
O último parágrafo é todo composto por reflexões
da personagem Dona Severina sobre a possibili-
alternativa C dade de Inácio estar amando e, quem sabe,
amando-a. Em busca de argumentos para a con-
De acordo com o texto, Inácio “sentiu-se agarrado firmação de suas suspeitas, ela lembra que é bo-
e acorrentado pelos braços de D. Severina”. nita, e isso é um fator concreto para a sua conclu-
são.
Questão 21
Questão 23
Analise as duas ocorrências:
... uma criança! Quando se diz, ao final do texto, que D. Seve-
Criança? rina concluiu que sim, significa que ela reco-
Essas duas passagens mostram que nheceu que
a) tanto os sentimentos de D. Severina como a) deveria contar tudo a Borges.
a sua razão mostravam-lhe que Inácio era b) Inácio era um desastrado, de fato.

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quinta-feira, 14 de dezembro de 2006 23:04:50
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português/redação 8

c) estava enganada sobre o amor de Inácio. a) no comportamento grosseiro de Borges,
d) Inácio deveria ser advertido. que impõe medo a D. Severina e desperta
e) Inácio começava a amá-la. ódio em Inácio.
b) nas vivências interiores de Inácio e de
alternativa E D. Severina, que revelam seus sentimentos
D. Severina, após se perguntar “Que admira que
e conflitos.
começasse a amar?”, recorda os “modos”, os “es- c) na forma solitária como Inácio se submete
quecimentos”, as “distrações” e os “incidentes” do no trabalho com Borges, sem que pudesse es-
rapaz, o que a faz chegar à conclusão de que tar com sua mãe e irmãs.
eram “sintomas” de amor. d) nas reflexões de D. Severina, que vê Inácio
como uma criança que merece carinho e não o
Questão 24 silêncio e a reclusão.
e) na forma como o contato é estabelecido en-
No discurso indireto livre, há uma mistura tre as personagens, já que a falta de diálogo é
das falas do narrador e da personagem, de tal
uma constante em suas vidas.
modo que se torna difícil precisar os limites
da fala de um e de outro. Esse tipo de discur-
so ocorre em alternativa B
a) No fim de três semanas eram eles, moral-
mente falando, as suas tendas de repouso. O realismo psicológico de Machado de Assis con-
centra-se nos pensamentos das personagens, os
b) Voltava à tarde, jantava e recolhia-se ao
quais são reveladores de seus interesses, senti-
quarto, até a hora da ceia; ceava e ia dormir. mentos e conflitos.
c) “Deixe estar, — pensou ele um dia — fujo
daqui e não volto mais.”
d) Que admira que começasse a amar? E não
INSTRUÇÃO: Leia o poema de Bocage para
era ela bonita?
e) Nunca vira outros tão bonitos e tão frescos. responder às questões de números 27 a 30.

alternativa D Olha, Marília, as flautas dos pastores
Que bem que soam, como estão cadentes!
A voz no discurso “Que admira que começasse a Olha o Tejo a sorrir-se! Olha, não sentes
amar? E não era ela bonita?” pode tanto ser atri-
Os Zéfiros brincar por entre flores?
buída ao narrador quanto à personagem (D. Se-
verina), o que caracteriza o discurso indireto livre.
Vê como ali, beijando-se, os Amores
Incitam nossos ósculos ardentes!
Questão 25 Ei-las de planta em planta as inocentes,
A expressão – um princípio de rascunho de As vagas borboletas de mil cores.
buço – indica que o buço de Inácio
a) mostrava-o homem formado. Naquele arbusto o rouxinol suspira,
b) não podia ser visto. Ora nas folhas a abelhinha pára,
c) já estava bem evidente. Ora nos ares, sussurrando, gira:
d) era ainda incipiente.
e) chamava muito a atenção. Que alegre campo! Que manhã tão clara!
Mas ah! Tudo o que vês, se eu te não vira,
alternativa D Mais tristeza que a morte me causara.
Incipiente quer dizer “que inicia, que está no co-
meço, inicial”. Questão 27
Questão 26 A descrição que o eu-lírico faz do ambiente é
uma forma de mostrar à amada que o amor
Uma das características do Realismo é a in- a) acaba quando a morte chega.
trospecção psicológica. No conto, ela se mani- b) tem pouca relação com a natureza.
festa, sobretudo, c) deve ser idealizado, mas não realizado.

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português/redação 9

d) traz as tristezas e a morte. d) I e II. e) I e III.
e) é inspirado por tudo o que os rodeia.
alternativa B
alternativa E I. Incorreta. O imperativo afirmativo da segunda
Os doze versos iniciais do soneto descrevem a pessoa do singular do verbo ouvir é ouve.
natureza. O poeta usa de bucolismo e simplicida- III. Incorreta. “vês” é presente do indicativo da se-
de para retratar o ambiente. E, apenas nos dois gunda pessoa do singular do verbo ver.
últimos decassílabos, revela que sobretudo o
amor é o sentimento a que o campo mais incita. Questão 30
Questão 28 O soneto de Bocage é uma obra do Arcadismo
português, que apresenta, dentre suas carac-
O emprego de Mas, na última estrofe do poe- terísticas, o bucolismo e a valorização da cul-
ma, permite entender que tura greco-romana, que estão exemplificados,
a) todo o belo cenário só tem tais qualidades respectivamente, em
se a mulher amada fizer parte dele. a) Tudo o que vês, se eu te não vira/Olha,
b) a ausência da mulher amada pode levar o Marília, as flautas dos pastores.
eu-lírico à morte. b) Ei-las de planta em planta as inocen-
c) a morte é uma forma de o eu-lírico deixar tes/Naquele arbusto o rouxinol suspira.
de sofrer pela mulher amada. c) Que bem que soam, como estão caden-
d) a mulher amada morreu e, por essa razão, tes!/Os Zéfiros brincar por entre flores?
o eu-lírico sofre. d) Mais tristeza que a morte me causa-
ra./Olha o Tejo a sorrir-se! Olha, não sentes.
e) o eu-lírico sofre toda manhã pela ausência
e) Que alegre campo! Que manhã tão cla-
da mulher amada.
ra!/Vê como ali, beijando-se, os Amores.
alternativa A
alternativa E
Os dois versos finais do poema (introduzidos pela
conjunção adversativa “mas”), contrastados com A exaltação da natureza fica evidente em “Que
os outros doze, revelam que a ausência da ama- alegre campo! Que manhã tão clara!”. A referên-
da causaria profunda tristeza no poeta, mais que cia à cultura greco-romana aparece em Amores
a própria morte. Portanto, a beleza do cenário só (observe-se a grafia com maiúscula), alusão a
tem sentido irmanada à presença da pastora Ma- cada uma das divindades infantis subordinadas a
rília. Vênus e a Cupido.

Questão 29 REDAÇÃO
Leia os textos a seguir, auxiliares ao desen-
Leia os versos e analise as considerações so- volvimento de sua redação.
bre as formas verbais neles destacadas.
I. Olha, Marília, as flautas dos pastores... – TEXTO 1
Como o eu-lírico faz um convite à audição das A Mão da Filha
flautas dos pastores, poderia ser empregada
a forma Ouça, no lugar de Olha.
II. Vê como ali, beijando-se, os Amores... – A
forma verbal, no imperativo, expressa um
convite do eu-lírico para que a amada se deli-
cie, junto a ele, com o belo cenário.
III. Mas ah! Tudo o que vês... – A forma ver-
bal, também no imperativo, sugere que, neste
ponto do poema, a amada já viu tudo o que o
seu amado lhe mostrou.
– Muito bem, rapaz! Quais as suas intenções em
Está correto o que se afirma apenas em
relação à minha filha?
a) I. b) II. c) III. (www2.uol.com.br/angeli)

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português/redação 10

TEXTO 2 Não dispúnhamos dos equipamentos que hoje
O jovem e a sexualidade estão ao nosso alcance: sexo por telefone, sexo
Flavio Gikovate e internet, fartura de material erótico e por-
nográfico para estimular a fantasia de jovens
Sabemos que ainda é grande o número de e adultos, etc. Não vejo como possamos ver
moças que engravidam contra sua vontade qualquer malefício associado ao sexo virtual,
apenas porque pensam que “com elas nada de uma vez que o sexo sempre foi fundado antes
mau irá acontecer”. Sabemos também que o de tudo em fantasias. Não prejudica e nem
nível de informação acerca das práticas se- impede o estabelecimento de elos amorosos
xuais poderia ser mais completo nas classes de boa qualidade, condição em que as trocas
sociais mais baixas. De todo o modo, os moços eróticas ganham um real significado inter-
estão muito mais bem informados do que pessoal não por causa do sexo e sim por força
quando eu comecei a trabalhar o tema da se- do amor que une aquele par.
xualidade, isso ainda no fim dos anos 1960. (www.psicopedagogia.com.br/entrevistas/
Por outro lado, se pensarmos na questão se- entrevista. Adaptado.)
xual, nas importantes diferenças que existem
entre os sexos, na homossexualidade, nas TEXTO 3
relações entre sexo e amor e principalmente Deixa ele dormir em casa?
nas questões relativas ao amor, penso que o
Dormir com o namorado no mesmo quarto
nível de ignorância é enorme. O mais grave é
pode parecer privilégio de pessoas mais ve-
que a grande maioria dos adultos não dispõe
lhas, independentes, que moram sozinhas.
de informação mínima a respeito, de modo que
Mas não é. Muitos adolescentes já conquista-
não podem sequer tentar orientar os moços so-
ram esse direito e levam seus namorados e
bre os quais teriam alguma influência. Assim,
namoradas para dormir na casa dos pais.
no que diz respeito às trocas de carícias, à li-
No começo, quartos separados. Depois de
berdade com que elas são exercidas e como
algum tempo, quando os pais se acostumam
agir com o intuito de agradar e satisfazer o
com o novo “membro” da família, liberam o
parceiro, temos caminhado bastante. Agora,
casal para dormir no mesmo quarto.
sobre as relações entre sexo e agressividade,
A primeira vez pode ser por acaso. André
sobre o jogo de poder que se estabelece entre
(nome fictício), 18, por exemplo, pediu para
os sexos, sobre as questões amorosas e sobre a
sua mãe deixar sua namorada dormir em
importância da amizade entre homens e mu-
casa numa noite em que o casal estava vol-
lheres, ainda estamos engatinhando.
tando tarde de uma festa. A garota percebeu
O maior problema dos adolescentes, que
que tinha esquecido a chave de casa. “Per-
hoje se iniciam sexualmente antes mesmo
guntei para minha mãe se ela poderia ficar
dos 16 anos de idade, é que essa fase da vida
em casa e ela topou.”
se caracteriza por uma onipotência difícil de
Naquela noite, eles dormiram em quartos
ser quebrada, mas sobre a qual deveríamos separados. Hoje, no entanto, dormem juntos.
agir o mais cedo possível. Nossos jovens de- “Quando minha mãe pegou confiança e viu
vem ser esclarecidos desde cedo de que eles que o namoro era para valer, ela liberou”, diz
não são criaturas privilegiadas e que carre- André, que namora há um ano e nove meses.
gam uma estrela na testa que lhes protegeria (...)
contra as catástrofes ou todas as dores a que Já Ana Paula, 45, mãe de Ana Carolina,
todos estamos sujeitos. Isso depende de uma 16, não encarou tão numa boa quando a filha
educação responsável desde os primeiros resolveu dormir com o namorado, Gabriel, em
anos da infância, educação realista, pois as casa. “Fui vencida pelo cansaço. No começo,
ilusões e as falsas idéias devem ser combati- pedia para eles dormirem em quartos separa-
das desde o início. dos, mas, quando acordava, via os dois saindo
(...) juntos do mesmo quarto. Tentei resistir, mas
Um importante ingrediente da nossa se- chegou uma hora em que não tinha mais o
xualidade sempre se deu de forma virtual. que fazer e eu tive que liberar. Se ela já tem

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português/redação 11

vida sexual ativa, melhor que seja em casa, Amor é cristão – Sexo é pagão
com segurança, sem correr riscos”, diz a mãe. Amor é latifúndio – Sexo é invasão
(Folhateen, Folha de S.Paulo, 04.09.06. Adaptado.) Amor é divino – Sexo é animal
Amor é bossa nova – Sexo é carnaval
TEXTO 4 Amor é para sempre – Sexo também
A sexualidade do adolescente Sexo é do bom – Amor é do bem
Amor sem sexo é amizade
Na ética adolescente, ficar significa não
Sexo sem amor é vontade
ficar, não ter compromisso com amanhã, não
Amor é um – Sexo é dois
criar vínculos definitivos. É, pois, não ficando
Sexo antes – Amor depois
quando ficam, que eles ensaiam, descobrem,
Sexo vem dos outros e vai embora
experimentam, conhecem sensações, sem os
‘pudores’ de outras gerações. Em pesquisa Amor vem de nós e demora
com estudantes dos diversos cursos, identifi- Amor é isso – Sexo é aquilo
camos vários sentidos para o ficar: ora ele re- E coisa e tal – E tal e coisa...
(Rita Lee, Roberto de Carvalho, Arnaldo Jabor.
presenta uma marca do tempo, como a super-
In www.ritalee.com.br. Adaptado.)
ficialização típica da pós modernidade, ora
pode significar um caminho de conhecimento
A partir das informações apresentadas, de
para se chegar ao namoro, ora pode represen-
outras de seu conhecimento e das múltiplas
tar um exercício de liberdade, ou ainda é algo
implicações da sexualidade na vida dos jo-
visto como muito relativo por deixar quase
vens, elabore um texto dissertativo, em pro-
sempre uma experiência de vazio depois da
sa, analisando e discutindo criticamente:
ficada. O que se observou é que o ficar ex-
pressa uma nova forma de relação, uma ética
para os relacionamentos provisórios, típicos A QUESTÃO DA SEXUALIDADE PARA O
dos tempos de rapidez. Faz parte da regra, JOVEM MODERNO
que nada fique depois do ficar.
(Cadernos, juventude saúde e desenvolvimento, v.1. Comentário
Ministério da Saúde. Adaptado.)
Acompanhando o restante da prova, o tema da
TEXTO 5 redação exigiu que os candidatos escrevessem
sobre a relação do jovem com a sua sexualidade
Amor e Sexo
no século XXI.
Amor é um livro – Sexo é esporte Com base nos textos oferecidos, fez-se um pano-
Sexo é escolha – Amor é sorte rama do comportamento que os adolescentes
Amor é pensamento, teorema vêm apresentando e do choque que provocam,
Amor é novela – Sexo é cinema com casos de gravidez aos 16, 17 anos, ou mes-
mo pelo fato de terem vida sexual ativa na casa
Sexo é imaginação, fantasia dos pais, por exemplo.
Amor é prosa – Sexo é poesia Tema oportuno e polêmico, principalmente quan-
O amor nos torna patéticos do muitos adultos sequer possuem esclarecimen-
Sexo é uma selva de epiléticos to suficiente para informar e educar esses jovens.

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