GRACIELA BATTICUORE

LA MUJER ROMÁNTICA
Lectoras, autoras y escritores
en la Argentina: 1830-1870
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5/2959 - 9 cop.
(Lit. Argentina I)
5 1G R A C I E L A B A T T I C U O R E5 0 L A M U J E R R O M Á N T I C A
t e , e l d r a m a q u e v i e n e a i l u s t r a r m e j o r q u e n i n g u n a o t r a f i c c i ó n d e é p o c a l a
n o v e l a d e J o s é M á r m o l .
I I . A m a l i a . I l u s i o n e s y f r a c a s o s e n l a n o v e l a r o m á n t i c a
P u b l i c a d a c o m o f o l l e t í n e n L a S e m a n a d e M o n t e v i d e o e n 1 8 5 1 , A m a l i a d e
J o s é M á r m o l r e ú n e e n s u s p á g i n a s l a s i l u s i o n e s , l o s c o n f l i c t o s y l o s f r a c a s o s d e
l a g e n e r a c i ó n r o m á n t i c a – c u e s t i o n e s é s t a s , q u e h e m o s v e n i d o t r a t a n d o c o n
m á s o m e n o s d e t e n i m i e n t o e n l a s p á g i n a s a n t e r i o r e s y q u e m e r e c e n a h o r a u n
a c e r c a m i e n t o a t r a v é s d e l o s i m a g i n a r i o s q u e d e s p l i e g a l a f i c c i ó n – . E n l a “ e x p l i -
c a c i ó n ” p r e l i m i n a r a l l i b r o , e d i t a d o p a r c i a l m e n t e e n m a y o d e 1 8 5 1 t r a s e l t r i u n f o
d e U r q u i z a e n C a s e r o s , e l a u t o r d e A m a l i a e x p l i c i t a s u p r o p ó s i t o d e q u e l a
n o v e l a s i r v a n o s ó l o p a r a a l e c c i o n a r ( e i n f l u e n c i a r ) a l p ú b l i c o c o n t e m p o r á n e o
s o b r e u n p a s a d o i n m e d i a t o s i n o t a m b i é n p a r a “ a s e g u r a r e l p o r v e n i r d e l a o b r a ”
y g u a r d a r l a m e m o r i a d e l o s h e c h o s p a r a l o s l e c t o r e s d e l f u t u r o . D e a l l í , s o s t i e -
n e M á r m o l , l a d e c i s i ó n d e c o n t a r l a h i s t o r i a c o m o s i p e r t e n e c i e r a a u n a é p o c a
r e m o t a y t a m b i é n , p o d r í a m o s a g r e g a r , e l e s f u e r z o p o r r e c u p e r a r e n c l a v e f i c c i o n a l
n o s ó l o l o s s u c e s o s h i s t ó r i c o s r e l e v a n t e s s i n o e l a m b i e n t e q u e c o n f o r m a l a v i d a
c o t i d i a n a d e l a é p o c a . E n e s t e s e n t i d o , A m a l i a p o d r í a l e e r s e c o m o u n a s u e r t e
d e e n c i c l o p e d i a n o v e l a d a d e l p e r í o d o r o s i s t a , d o n d e s e n a r r a c o n i g u a l
d e t e n i m i e n t o l a e s p e r a i n t e r m i n a b l e d e l e j é r c i t o d e L a v a l l e p o r p a r t e d e l o s e n e -
m i g o s s i l e n c i o s o s d e l a m a z o r c a o l a s i m a g i n a r i a s a n d a n z a s d e l o s j ó v e n e s q u e
r e s i s t e n y c o n s p i r a n c o n t r a e l r é g i m e n d e s d e l a l u c h a c l a n d e s t i n a , m i e n t r a s s u -
f r e n l o s p e l i g r o s y s o b r e s a l t o s q u e a m e n a z a n s u s v i d a s e n e l i n t e r i o r d e l h o g a r .
E s c e n a s , d i á l o g o s , s i t u a c i o n e s d e d i s t i n t o t i p o s e h a c e n e c o e n l a n o v e l a d e
l o s t e m o r e s y r e f l e x i o n e s q u e o c u p a n o p r e o c u p a n a l o s j ó v e n e s d e c a r n e y
h u e s o , d e n t r o o f u e r a d e l a p a t r i a ; d e m o d o q u e c a s i n a d a d e l o q u e o c u r r e r e a l
o i m a g i n a r i a m e n t e e n l a v i d a d e l o s p r o t a g o n i s t a s d e l a é p o c a q u e d a r á s i n s u
c o r r e l a t o f i c c i o n a l . P o r e s o A m a l i a s u e l e s e r u n r e f e r e n t e , u n p u n t o d e c o m p a -
r a c i ó n i n e l u d i b l e p a r a p e n s a r e l r e s t o d e l a l i t e r a t u r a d e l p e r í o d o y t a m b i é n
p a r a c o n s i d e r a r c ó m o l a f i c c i ó n i n c o r p o r a , r e p r e s e n t a y s e h a c e c a r g o d e l a s
e x p e r i e n c i a s d e é p o c a , n a r r a d a s t a m b i é n ( a u n q u e d e s d e o t r o á n g u l o ) e n l o s
e p i s t o l a r i o s p r i v a d o s , l a p r e n s a y l o s t e x t o s a u t o b i o g r á f i c o s . P r e c i s a m e n t e , e n
e s t a a p r o x i m a c i ó n q u e a h o r a p r o p o n g o m e i n t e r e s a l e e r e n A m a l i a l a e x p r e s i ó n
t a l v e z m á s a c a b a d a d e c ó m o l a l i t e r a t u r a h a l o g r a d o p l a s m a r l o s s u e ñ o s y
f r a c a s o s d e l a “ j o v e n g e n e r a c i ó n ” . E s o s s u e ñ o s i m p l i c a n , d e s d e l u e g o , l a p r o -
m e s a d e r e a l i z a c i ó n d e u n p r o y e c t o p o l í t i c o n a c i o n a l p e r o t a m b i é n s u c o n v i -
v e n c i a c o n e l i d e a l d e u n a f a m i l i a i l u s t r a d a y r o m á n t i c a , e n c u y o s e n o l a m u j e r
r e p u b l i c a n a y ( m á s p r e c i s a m e n t e l a l e c t o r a ) a d q u i e r e u n r o l p r o t a g ó n i c o .
E l h é r o e d e e s t a h i s t o r i a p r o n u n c i a e n l a n o v e l a u n a f r a s e q u e s i n t e t i z a e n
u n a s u e r t e d e f ó r m u l a e l i d e a l d e l a f e l i c i d a d r o m á n t i c a : “ l a f e l i c i d a d l a b u s c a -
r e m o s e n n u e s t r a f a m i l i a , l a g l o r i a l a b u s c a r e m o s e n l a p a t r i a ” ,
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a f i r m a D a n i e l
B e l l o e n e l m a r c o d e u n a c o n v e r s a c i ó n a n i m a d a y e s t i m u l a n t e e n l a q u e l o s
j ó v e n e s i m a g i n a n s u f u t u r o t r a s l a c a í d a d e R o s a s . L a f e l i c i d a d y l a g l o r i a , e s
d e c i r e s o s d o s c o n c e p t o s f u n d a m e n t a l e s q u e a l i e n t a n e n l o s j ó v e n e s l a e s p e r a n -
z a d e l p o r v e n i r , s e r e p a r t e n e l é x i t o e n t r e e l h o g a r y l a p o l í t i c a , r e s p e c t i v a m e n -
t e . L a d i s t r i b u c i ó n s u p o n e u n s a b i o e q u i l i b r i o d e r o l e s y f u n c i o n e s q u e s e e j e r -
c e n e n e l á m b i t o d o m é s t i c o y e n l a v i d a p ú b l i c a . S e t r a t a d e d o s e s f e r a s q u e ,
d e s d e l a p e r s p e c t i v a d e l a j u v e n t u d , d e b e r í a n e s t a r s e p a r a d a s p e r o a l a v e z c o -
m u n i c a d a s g r a c i a s a l a c a m a r a d e r í a y l a s o l i d a r i d a d d e l a p a r e j a r o m á n t i c a , l a
c u a l u n e s u s f u e r z a s e n p o s d e u n m i s m o i d e a l . E l d r a m a c e n t r a l q u e p l a n t e a l a
n o v e l a e s l a d i f i c u l t a d p a r a m a n t e n e r s e p a r a d o s e s o s d o s p l a n o s y , p o r l o t a n t o ,
l a i m p o s i b i l i d a d d e s o s t e n e r e l e q u i l i b r i o n e c e s a r i o e n m e d i o d e u n a c o y u n t u r a
h o s t i l , s i g n a d a p o r l a g u e r r a c i v i l y e l d e s t i e r r o . P u e s t o q u e e n e s a c o y u n t u r a s e
h a c e p r e c i s o d e s a r r o l l a r e s t r a t e g i a s d e e m e r g e n c i a , l o p r i v a d o y l o p ú b l i c o s e
s u p e r p o n e n y s e e n t r e m e z c l a n i n e v i t a b l e m e n t e . E n e s e c r u c e n o s ó l o s e p o n e e n
j u e g o e l é x i t o o e l f r a c a s o d e l o s i d e a l e s p o l í t i c o s s i n o q u e s e a r r i e s g a t a m b i é n l a
f e l i c i d a d i n d i v i d u a l y d o m é s t i c a , e s d e c i r , s e a r r i e s g a l a f a m i l i a . E s t e e s p a r t e d e l
d i l e m a q u e e n f r e n t a n l o s p e r s o n a j e s d e l a n o v e l a c u a n d o s u e ñ a n c o n u n a
i n t e r l o c u t o r a a m o r o s a y s o l i d a r i a , e n t r e g a d a c o m o e l l o s a s u s m á s p r e c i a d o s
i d e a l e s . C o m o e n l o s e n s a y o s p e r i o d í s t i c o s d e l a é p o c a , l a i l u s t r a c i ó n y l a s e n s i -
b i l i d a d r o m á n t i c a d e l a s m u j e r e s s e p r e s e n t a a q u í t a m b i é n c o m o u n a i l u s i ó n a
l a v e z b u s c a d a y t e m i d a p o r l o s j ó v e n e s .
L a f a m i l i a r o m á n t i c a
R e c o r d e m o s b r e v e m e n t e e l a r g u m e n t o p r i n c i p a l d e e s t a n o v e l a : A m a l i a , E d u a r d o
y D a n i e l s o n s u s p r o t a g o n i s t a s . S e t r a t a d e d o s c o n s p i r a d o r e s a l g o b i e r n o d e
R o s a s q u e h a c e n s u i r r u p c i ó n e n l a s p r i m e r a s p á g i n a s d e l l i b r o , c u a n d o u n o d e
e l l o s e s t á s i e n d o p e r s e g u i d o y a c o s a d o p o r l a m a z o r c a e n e l m o m e n t o e n q u e
i n t e n t a b a f u g a r s e h a c i a e l e x i l i o . D a n i e l B e l l o l l e g a o p o r t u n a m e n t e p a r a s a l v a r
a l a m i g o y l l e v a r l o a c a s a d e A m a l i a , s u p r i m a , u n a j o v e n v i u d a t u c u m a n a q u e
v i v e h o l g a d a m e n t e e n u n a r e c o l e t a m a n s i ó n d e B u e n o s A i r e s . E n e s e á m b i t o
n a c e y s e d e s p l i e g a n , m á s t a r d e , t o d o s l o s r i t o s d e u n a m o r r o m á n t i c o . E n t r e
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53 GRACIELA BATTICUORE 52 LA MUJER ROMÁNTICA
ellos, la ceremonia de la lectura compartida de dos enamorados acechados por
la persecución se escenifica varias veces a lo largo del libro, delineando uno de
los capítulos más importantes (el octavo, de la primera parte) que marca un
punto de inflexión en la historia. Porque, por un lado, ese capítulo ilustra y
realiza nítidamente el ideal de la felicidad amorosa tal como estos protagonis-
tas la conciben; por el otro, precede el momento crítico en que Josefa Ezcurra
(cuñada de Rosas y audaz perseguidora de los opositores al régimen) llega
sorpresivamente a casa de Amalia donde se asila el fugitivo: Eduardo Belgrano.
Las consecuencias de este hecho se dejarán sentir a lo largo de muchas páginas.
Pero me interesa detenerme por ahora en los momentos inmediatamente pre-
vios a la llegada de Josefa, cuando el narrador se encarga de ilustrar con detalles
(y complacencia) cómo es esa felicidad soñada por los jóvenes o cómo podría ser
en el futuro si la suerte política se los permitiera.
Daniel acaba de llegar de un viaje furtivo y secreto a Montevideo, entra a
la casa de su prima junto con su prometida y su suegra: Florencia y la Señora
Dupasquier, respectivamente, y encuentra a los enamorados leyendo. A partir
de entonces surge entre ellos una suerte de conversación literaria marcada por
finas chanzas y sutiles ironías que los personajes se endilgan unos a otros tra-
tando de adivinar cuál es el libro que leen los amantes y cuyo autor, según
Eduardo, se parece bastante al amigo: “–¿Qué obra es ésa, Eduardo? –preguntó
Daniel–. La de uno que en ciertas cosas tenía tanto juicio como tú”, responde
su amigo.
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Como ha señalado Alejandra Laera, el diálogo completo entre los
protagonistas pone al descubierto cuáles son, o mejor, de dónde provienen los
imaginarios diversos de estos dos jóvenes.
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Mientras trata de adivinar quién es
el autor en cuestión, Daniel arriesga algunos nombres: Voltaire primero, luego
Rousseau y finalmente Napoleón son las propuestas. No se le ocurre compa-
rarse con Byron, aunque lo reconoce como una de las dos grandes “glorias” del
siglo XIX. La otra es Bonaparte, que según Daniel hubiera preferido la exclusi-
vidad, es decir, no tener que compartir su gloria con el poeta.
El diálogo es interesante porque si bien el texto reconoce –y no es la pri-
mera vez– a Eduardo y a Daniel como héroes contrapuestos y distintos (uno es
romántico como Byron, el otro práctico como Napoleón) también los legitima
a ambos como figuras complementarias. La novela ratifica de este modo que
son dos los héroes de esta historia y también son dos las figuras emblemáticas,
los modelos pretendidamente “gloriosos” (uno político, otro literario) que ani-
man la prosa del autor a través de sus personajes. Pero además, y es sobre todo
esto último lo que deseo enfocar, esta escena monta el cuadro de una felicidad
culta y familiar, donde los hombres y las mujeres integran una sociabilidad
impregnada de saberes librescos. Las mujeres participan ágilmente de la re-
unión: son sagaces y animadas interlocutoras de los hombres y comparten con
ellos su curiosidad y su gusto por las obras literarias. Mientras conversan y se
divierten Eduardo le muestra a Florencia las ilustraciones del libro que leía con
Amalia momentos atrás (se trata de unos grabados del Manfredo y del retrato
de la hija de Byron). Las diversas escenas de este capítulo conforman unidas
una de las imágenes más acabadas del ideal de la familia romántica, cuya felici-
dad se realiza aquí de manera breve y efímera pero no menos intensa.
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En tal
sentido puede decirse que estas secuencias tienen su continuidad en un capítu-
lo posterior donde el peligro, los miedos y las amenazas ya han tomado la casa
e incluso han obligado a sus miembros a desplazarse a otra residencia alejada
de la ciudad, derruida, casi en ruinas pero que se transforma de pronto en un
lugar habitable y finamente arreglado. Me refiero a la estadía de los jóvenes en
la “casa sola”, donde a pesar de la precariedad de muebles y utensilios domésti-
cos Amalia logra recrear un cuadro amable y romántico: otra vez flores, otra
vez una mesa servida con toda civilización. La rápida adaptación de la casa a la
presencia de sus nuevos habitantes no es un hecho menor; por el contrario,
pretende ser la prueba de una distinción de clase (definida aquí menos por el
dinero o el abolengo que por la educación) que sabe sacar lustre de la escasez y
recomponer (aun con poquísimos recursos) el marco habitable para las gentes
finas.
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Mármol aprovecha la ocasión para exaltar un rasgo presente en todo el
argumento: el peligro, que embellece la casa y a sus ocasionales residentes.
Entre esas paredes –dice el narrador– “todo era soledad y poesía”. Y más tarde
se refiere a la casa como “aquél lugar poético”.
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El peligro poetiza la situación,
más aún si ella está impregnada de la belleza que le otorga la presencia de gente
culta y distinguida como Amalia.
En esta novela la domesticidad se presenta siempre como un paraíso ame-
nazado por las contingencias del presente pero cuyo ideal se asienta sobre bases
que están fuertemente codificadas por los rituales de la civilización. Por eso la
lectura y la conversación forman el centro, la estrella del cuadro, representan
mejor que ninguna otra cosa el ejercicio de una sociabilidad culta, ilustrada y
romántica, que asienta sus vínculos en las afinidades intelectuales y la sensibi-
lidad espiritual. Puede decirse así que las escenas familiares de Amalia ofrecen
el revés de las tertulias frívolas y las conversaciones banales que denuncian en
La Moda las crónicas costumbristas de Alberdi. En aquellos cuadros de la vida
social porteña de la época las mujeres suelen ser tontas y artificiosas, están
preocupadas sólo por la coquetería y son dignas interlocutoras de otros hom-
bres que siguen apegados a las costumbres del pasado. Los personajes de Amalia
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e s t á n m u y l e j o s d e p a r e c é r s e l e s ( a u n q u e M á r m o l s u b r a y a l a e x c e p c i o n a l i d a d d e
l a p r o t a g o n i s t a r e s p e c t o d e l r e s t o d e l a s o c i e d a d : b a s t a r e c o r d a r q u e l a m á s
c e r c a n a a A m a l i a e n l a r e u n i ó n e n c a s a d e l G o b e r n a d o r e s l a S e ñ o r a d e N . , u n a
u n i t a r i a q u e l a r e c o n o c e d e i n m e d i a t o c o m o “ u n a d e l o s s u y o s ” , p e r o d e q u i e n
A m a l i a s e s i e n t e d i f e r e n t e ) . P o r e l c o n t r a r i o , e n e s c e n a s c o m o é s t a s l a n o v e l a
o f r e c e u n a s u e r t e d e m u e s t r e o d e l a f e l i c i d a d c u l t a , d o n d e e l a m o r , l a l i t e r a t u r a y
l a p o l í t i c a s e j u n t a n i n e v i t a b l e m e n t e e n l a s c o n v e r s a c i o n e s f a m i l i a r e s .
L e y e n d o a L a m a r t i n e
V a y a m o s a h o r a a l g u n a s p á g i n a s a t r á s e n l a n o v e l a , d o n d e o t r a s e s c e n a s y e s c e -
n a r i o s d e l a m o r s i t ú a n m o m e n t o s d e c i s i v o s p a r a c o n o c e r i n t e r i o r m e n t e a l o s
p e r s o n a j e s . P a r a e n t e n d e r p o r q u é e n e s t a h i s t o r i a e l a m o r n o r e s p o n d e s i n m á s
a l i m p u l s o d e l a p a s i ó n ( c o m o s u c e d e p o r e j e m p l o c o n l o s p e r s o n a j e s d e G o r r i t i ,
q u e t a n b i e n d i a l o g a n s i n e m b a r g o c o n l a n o v e l a d e M á r m o l ) s i n o q u e s e a p o y a
e n r a z o n e s i n t e l e c t u a l e s q u e s o s t i e n e n a s u v e z l o s r a s g o s e s p i r i t u a l e s q u e u n e n
a l o s a m a n t e s .
E n e l c a p í t u l o d o s s e n a r r a a s í e l e n c u e n t r o d e l o s p r o t a g o n i s t a s :
C u a n d o D a n i e l c o l o c ó a E d u a r d o s o b r e e l s o f á , A m a l i a , p u e s y a d i s -
t i n g u i r e m o s p o r s u n o m b r e a l a j o v e n p r i m a d e D a n i e l , p a s ó c o r r i e n -
d o a u n p e q u e ñ o g a b i n e t e c o n t i g u o a l a s a l a , s e p a r a d o p o r u n t a b i q u e
d e c r i s t a l e s , y t o m ó d e u n a m e s a d e m á r m o l n e g r o u n a p e q u e ñ a l á m -
p a r a d e a l a b a s t r o , a c u y a l u z l a j o v e n l e í a l a s M e d i t a c i o n e s d e M .
L a m a r t i n e , c u a n d o D a n i e l l l a m ó a l o s v i d r i o s d e l a v e n t a n a y , v o l v i e n -
d o a l a s a l a , p u s o l a l á m p a r a s o b r e u n a m e s a r e d o n d a d e c a o b a , c u -
b i e r t a d e l i b r o s y d e v a s o s d e f l o r e s .
7 4
E s t e p a s a j e c a r g a d o d e i n f o r m a c i o n e s s o b r e l a h e r o í n a y s u m u n d o c o n f o r m a u n
c u a d r o r e a l i s t a y r o m á n t i c o e n e l q u e l o s l i b r o s , l a s f l o r e s , l o s c r i s t a l e s y l o s m á r -
m o l e s c o n v i v e n d e i m p r o v i s o c o n l a s a n g r e d e u n h e r i d o q u e u n p o c o a n t e s h a b í a
t o c a d o l a s m a n o s d e A m a l i a y a m e n a z a b a c o n m a n c h a r l a s t e l a s d e l s o f á . E l
c u a d r o e s p o r d e m á s e l o c u e n t e r e s p e c t o d e l a m b i e n t e y l a c l a s e a l a q u e p e r t e n e c e
l a p r o t a g o n i s t a ( y s o b r e e s t o s e h a d e t e n i d o e s p e c i a l m e n t e l a c r í t i c a ) .
7 5
P e r o d e s d e
m i p e r s p e c t i v a , l o m á s s i g n i f i c a t i v o e n e s t a d e s c r i p c i ó n – t a n t o o m á s q u e l a p r e -
s e n c i a d e l a s l u c e s y l o s c r i s t a l e s q u e r e s p l a n d e c e n – e s e l l i b r o q u e l e í a A m a l i a
c u a n d o l l e g a r o n l o s j ó v e n e s . D e h e c h o , t o d a l a e s c e n a p a r e c e m o n t a d a p a r a d e s -
t a c a r e s a r e f e r e n c i a ; a t a l p u n t o q u e l a m e n c i ó n d e l l i b r o i n t r o d u c e e n e l f r a g m e n -
t o d e l q u e f o r m a p a r t e u n a l i g e r a d i s o n a n c i a , m á s e x a c t a m e n t e , u n f o r z a m i e n t o
s i n t á c t i c o q u e a p r i m e r a v i s t a p u e d e e n t o r p e c e r s u c o m p r e n s i ó n . P o r q u e l a a c l a -
r a c i ó n s o b r e l a l e c t u r a d e L a m a r t i n e s e r e f i e r e a l a a c t i v i d a d q u e r e a l i z a b a A m a l i a
u n m o m e n t o a n t e s d e l a l l e g a d a d e l o s j ó v e n e s a l a c a s a , c u a n d o s u p r i m o g o l p e a -
b a l a v e n t a n a p a r a q u e l e a b r i e r a n . E s d e c i r , e s é s t a u n a a c l a r a c i ó n s o b r e e l p a s a d o
r e c i e n t e d e l o s p e r s o n a j e s , q u e s e i n t e r p o n e e n m e d i o d e o t r a d e s c r i p c i ó n
p o r m e n o r i z a d a d e l p r e s e n t e y c h o c a c o n e l l a . P o d r í a p e n s a r s e e n t o n c e s q u e e l
a u t o r l a a g r e g ó c o n p o s t e r i o r i d a d a l a e s c r i t u r a d e l p á r r a f o , l o c u a l r e s u l t a
i n c o m p r o b a b l e ; e n c a m b i o , l o q u e s í p a r e c e e v i d e n t e e s e l e f e c t o q u e b u s c a p r o -
d u c i r e n l o s l e c t o r e s . A m a l i a n o l e e c u a l q u i e r c o s a ; l e e a L a m a r t i n e . E s d e c i r , n o
l e e n o v e l a s i n o q u e e s l e c t o r a d e p o e s í a e i n c l u s o , d e u n o d e l o s p o e t a s p r e f e r i d o s
d e l a g e n e r a c i ó n d e l 3 7 e n A r g e n t i n a . Y e s e s t a a c l a r a c i ó n r e f e r i d a a l a e x p e r i e n c i a
c o t i d i a n a d e l a p r o t a g o n i s t a , l a q u e e l a u t o r b u s c a r e s a l t a r e n m e d i o d e l a a g i t a -
c i ó n p r o d u c i d a p o r l a l l e g a d a d e E d u a r d o y D a n i e l a l a c a s a .
A c o m i e n z o s d e l X I X L a m a r t i n e m a r c a e l a d v e n i m i e n t o d e u n a n u e v a
s e n s i b i l i d a d r e l i g i o s a q u e r i n d e c u l t o a l a n a t u r a l e z a y b u s c a e n e l l a l a e x p r e s i ó n
d e l o d i v i n o . C a r g a d a d e s i m b o l i s m o s y m a r c a d a m e n t e m e l a n c ó l i c a , e s t a p o e -
s í a c e l e b r a e l a m o r c o m o s i g n o d e l o i n f i n i t o . P e r o c o m o h a s e ñ a l a d o P a u l
B é n i c h o u , l a o r i g i n a l i d a d d e L a m a r t i n e r a d i c ó s o b r e t o d o e n l a r e n o v a c i ó n d e
l a s f o r m a s l i t e r a r i a s , m á s e x a c t a m e n t e , e n e l h a l l a z g o d e l g é n e r o f l e x i b l e y m u l -
t i f o r m e d e l a “ m e d i t a c i ó n ” .
7 6
A l l í r e s i d e s u n o v e d a d . E l p o e t a m e d i t a , e s d e c i r
p i e n s a y p o r l o t a n t o , d i r á B é n i c h o u , e s e l h e r e d e r o d e l f i l ó s o f o y e l é m u l o d e l
t e ó l o g o . S e r á e n t o n c e s u n p r o f e t a .
T a l v e z p o r e s o E c h e v e r r í a , q u e l e e a L a m a r t i n e d u r a n t e s u e s t a d í a e n
P a r í s , c o n s i d e r a a l a p o e s í a c o m o u n g é n e r o s u p e r i o r y d i f í c i l m e n t e a c c e s i b l e
p a r a e l p u e b l o . U n g é n e r o s o l a m e n t e a p t o p a r a l e c t o r e s y l e c t o r a s c u l t o s , e n -
t e n d i d o s , a b i e r t o s a l a r a z ó n , l a i m a g i n a c i ó n y l a s e n s i b i l i d a d r o m á n t i c a . E n
e s t e s e n t i d o , c a b e a c l a r a r q u e h a s t a e n t r a d o s l o s a ñ o s 5 0 e n A r g e n t i n a s e r á l a
p o e s í a , p r e c i s a m e n t e , y n o l a n o v e l a , e l g é n e r o q u e d i s t i n g a y v a l i d e c o m o t a l e s
a l o s “ b u e n o s ” l e c t o r e s y l o s e s c r i t o r e s r o m á n t i c o s .
7 7
R e c i é n a m e d i a d o s d e
s i g l o l a f i c c i ó n , y e n g e n e r a l l a p r o s a , a d q u i e r e n u n r e c o n o c i m i e n t o c r e c i e n t e
d e b i d o a s u p o p u l a r i d a d . A s í l o c o n f i r m a e l p r o p i o M á r m o l e n u n a c a r t a d e l 5 4
a s u a m i g o J u a n M a r í a G u t i é r r e z ( e n c a r g a d o d e v e n d e r y d i s t r i b u i r s u s o b r a s ) ,
e n d o n d e l e p i d e q u e b a j e e l p r e c i o d e E l P e r e g r i n o y s u b a e l d e A m a l i a , p a r a
a g i l i z a r l a s v e n t a s d e l a o b r a : “ L o s p r e c i o s a q u í s o n 1 5 $ l o s v o l ú m e n e s e n v e r s o
y 2 0 e n p r o s a p o r q u e h a d e s a b e r U . q u e p o r e s t a t i e r r a l a p r o s a t i e n e u n
a u m e n t o d e v a l o r c o n s i d e r a b l e ” .
7 8
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57 GRACIELA BATTICUORE 56 LA MUJER ROMÁNTICA
Ya algunos años antes, en otras cartas de los exiliados se deslizaba la re-
flexión acerca del alza de la prosa por encima de la poesía, lo que es interpreta-
do por estos interlocutores no sólo como una consecuencia de las dificultades
del pueblo por acceder a la “buena literatura”: la que proviene de la pluma de
autores que se consideran entendidos en la materia, sino también como la
necesidad de los lectores bien formados (y comprometidos con la vida pública)
de obtener las últimas noticias y opiniones de sus pares sobre la situación que
atraviesan, ya sea dentro o fuera de su patria. Así lo expresa el propio Juan
María Gutiérrez en una carta dirigida a Echeverría desde Valparaíso, en enero
de 1847:
Tengo su última carta, traída por Mitre, y los ejemplares del Dogma
socialista, de cuya venta me ocupo con empeño de amigo. Ha tenido
aceptación y me parece que más pronto sabré de los ejemplares del
Dogma de U. que los del Peregrino de Mármol, no porque no tenga
mérito esta obra de poesía, sino porque los espíritus están preocupa-
dos de ideas más serias que las que comporta un canto. Nunca será,
por otra parte, la poesía la mejor manifestación del pensamiento po-
lítico, y hoy es político el momento para los argentinos emigrados,
que serán los consumidores de una y otra producción.
79
Claramente, la prosa y el verso se distribuyen funciones (y a veces públicos)
complementarios pero disímiles, aun cuando ambas estén al servicio de la tan
mentada revolución. Lo cierto es que como lo prueban éstas y otras misivas de
época, hacia mediados del siglo XIX la novela y en general la prosa se expande,
se populariza y se cotiza a mejor precio. Pero al menos hasta entrados los años
40 (época en que se ambienta Amalia) la poesía seguirá siendo la forma de la
escritura elevada a la que aspiran o se ven tentados aunque sea ocasionalmente
los autores y autoras románticas que se precian. Desde las que no se animan a
publicar, como Mariquita Sánchez (quien sin embargo en ocasiones escribe
versos para referirse aunque sea satíricamente a algunos asuntos relativos a la
vida cultural y cotidiana del momento), hasta las que ejercitan una prosa
marcadamente partidaria y panfletaria como lo hace Juana Manso.
80
En este marco no resulta casual que Mármol presente a Amalia como
lectora de Lamartine. Así la connota de entrada como una lectora calificada y
distinguida, alejándonos por completo de cualquier posible asociación con aquel
otro público femenino invocado y a menudo maltratado por Alberdi en las
páginas de La Moda (ése que apenas sabe leer y “repite como loro”). O bien de
las otras lectoras y escritoras en el interior de esta misma novela, como la pro-
pia Marcelina –dueña de un burdel y silenciosa colaboradora de los jóvenes en
su lucha contra Rosas–, quien ha leído a Rousseau y recibe clandestinamente la
prensa de los exiliados pero gusta del neoclásico. Daniel se ríe de ella y el narra-
dor la ridiculiza y en cierto modo la condena por sus gustos en materia litera-
ria. Amalia también se aleja de una lectora/escritora como Mercedes Rosas de
Rivera, hermana menor del Restaurador, quien en la vida real publicaría más
tarde una novela (María de Montiel, 1861) firmada bajo seudónimo (con el
anagrama M. Sasor). En la historia de Mármol es juzgada como una escritora
de versos malos y sin métrica que exaltan los ánimos de los federales y produ-
cen risas y desdén entre las unitarias y los unitarios que asisten al baile en casa
del Gobernador, donde se lee uno de sus sonetos. Desde luego, la mirada del
narrador sobre “la Safo Federal” es completamente negativa, aunque no es su
vocación literaria la que estaría siendo censurada desde la ficción sino la falta
de talento, así como su formación precaria y obsoleta. En cambio el gusto de
Amalia en materia de libros la distingue, de entrada, de cualquier confusión
con estos otros personajes femeninos que también leen o escriben pero no
comparten su sensibilidad. Amalia no lee novelas “malas” o baratas sino a los
poetas laureados por la joven generación. A través suyo Mármol abre paso en la
novela a la representación de la lectora romántica, con todas sus bondades,
inquietudes y peligros.
Conviene aclarar que Amalia emerge plenamente como una mujer lecto-
ra, nunca como escritora (es decir, nunca escribe versos, nunca tiene ese impul-
so que suelen experimentar los lectores y lectoras que consumen literatura ro-
mántica, aun cuando estén lejos de convertirse en poetizas: así sucede a Mariquita
Sánchez o a Juana Manso –aunque no sean poetas– en la vida real), porque el
pasaje de la lectura a la escritura femenina es un asunto más complejo que no
entra en los planes de la generación del 37 sino excepcionalmente. Y por eso las
escenas de mujeres escribiendo son escasas o conflictivas en Amalia.
81
Pero esta
muchacha que antes de la llegada de los jóvenes a su casa practica a solas y en
silencio el ritual sagrado de la lectura de poesía encaja con soltura en el perfil
de aquélla mujer instruida y romántica que Jacinto Peña imaginaba conmovi-
do en las páginas de La Moda o, todavía mejor, en el otro perfil de la mujer
valiente y patriota que proyectaban algunos años atrás las páginas de El Inicia-
dor. Con Amalia sobreviene a la ficción el modelo de la mujer republicana y
romántica que sueñan los jóvenes del 37.
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5 9G R A C I E L A B A T T I C U O R E5 8 L A M U J E R R O M Á N T I C A
E s p e r a y l l e g a d a d e l a m o r
H a y q u e d e c i r t o d a v í a a l g o m á s s o b r e L a m a r t i n e . Y e s q u e e s t e n o m b r e q u e s e
i n t e r c a l a s u g e r e n t e m e n t e e n l o s c o m i e n z o s d e l a n o v e l a p r e a n u n c i a y g u í a e l
e n c u e n t r o d e l o s e n a m o r a d o s , c u y a r e l a c i ó n e s t a r á s i g n a d a i r r e m e d i a b l e m e n t e
p o r l a s a m e n a z a s y l o s p e l i g r o s q u e a c e c h a n d e n t r o y f u e r a d e l a c a s a . P u e d e
d e c i r s e q u e L a m a r t i n e h a p r e p a r a d o a A m a l i a p a r a l a l l e g a d a d e l a m o r y t a m -
b i é n d e l a p o l í t i c a , y p o r e s o r e s u l t a i n e l u d i b l e s u m e n c i ó n e n l a s e s c e n a s d e
a p e r t u r a d e l a o b r a . N o h a y q u e o l v i d a r q u e h a c i a 1 8 5 1 , c u a n d o M á r m o l e s c r i -
b e e l f o l l e t í n , L a m a r t i n e e s n o s ó l o e l a u t o r d e l a s M e d i t a c i o n e s s i n o t a m b i é n
d e l a H i s t o r i a d e l o s g i r o n d i n o s , y e s n o s ó l o u n p o e t a r o m á n t i c o s i n o u n
p a r t i d a r i o d e l a r e v o l u c i ó n p a c í f i c a d e 1 8 4 8 e n P a r í s . E n e l i n t e r i o r d e l a
n o v e l a , s u n o m b r e e v o c a e n t o n c e s e l d i f í c i l e n t r e c r u z a m i e n t o e n t r e e s o s d o s
ó r d e n e s c o m p l e m e n t a r i o s p e r o q u e d e b e r í a n m a r c h a r p o r c a r r i l e s s e p a r a d o s :
l a d o m e s t i c i d a d y l a p o l í t i c a . P o r q u e A m a l i a n o s e e n a m o r a s ó l o d e u n h o m -
b r e a p u e s t o , c u l t o , a m a b l e ; E d u a r d o n o s e e n a m o r a ú n i c a m e n t e d e u n a m u -
j e r b u e n a y h e r m o s a . L a b i b l i o t e c a c o m p a r t i d a d e l o s j ó v e n e s ( q u e s e a d i v i n a
y a e n e s t a s p r i m e r a s e s c e n a s y s e c o n f i r m a m á s a d e l a n t e ) , e l c l i m a d e v a l o r e s
m o r a l e s y e s t é t i c o s q u e e l l a p r o v e e a s u s d u e ñ o s e s l a c a u s a d e l a u n i ó n a m o -
r o s a y p o l í t i c a e n t r e a m b o s , a s í c o m o d e t o d a s s u s a c c i o n e s y e l e c c i o n e s . E n e l
u n i v e r s o d e M á r m o l n o e x i s t e o t r o m o d o d e c o n c e b i r e l a m o r q u e n o s e a e l
d e l a c a m a r a d e r í a p o l í t i c a y e l e n t e n d i m i e n t o i n t e l e c t u a l d e l a p a r e j a . L a
p r e s e n c i a d e L a m a r t i n e e n e l p r i m e r e n c u e n t r o d e l o s j ó v e n e s a u g u r a o v a t i c i n a
e s t a p r e m i s a .
E l c a p í t u l o s e g u n d o , q u e t r a n s c u r r e p o r c o m p l e t o e n e l i n t e r i o r d e l a c a s a ,
d e s c r i b e m o r o s a m e n t e l a l l e g a d a d e l a m o r y s u b r a y a d e t o d a s l a s m a n e r a s p o s i -
b l e s s u í n t i m a c o n e x i ó n c o n l o s i d e a l e s p a r t i d a r i o s d e l o s p r o t a g o n i s t a s , m o s -
t r a n d o c ó m o e s l a c l a s e d e v í n c u l o q u e u n e d e s d e a h o r a a l a p a r e j a . U n a s e r i e d e
a c o n t e c i m i e n t o s b r e v e s p e r o i n t e n s o s m a r c a n e l r e c o n o c i m i e n t o m u t u o y p r o -
g r e s i v o d e l o s e n a m o r a d o s : p r i m e r o A m a l i a “ s i e n t e e n s u s m a n o s l a h u m e d a d
d e l a s a n g r e d e E d u a r d o ” y s e e s t r e m e c e . S a b e , d e e n t r a d a , q u e “ s u s h e r i d a s s o n
o f i c i a l e s ” .
8 2
D e s p u é s e l c o n t a c t o f l u y e ( c o m o e n e l u n i v e r s o d e l a p a s i ó n
s t e n d h a l i a n a d e s c r i p t o p o r K r i s t e v a )
8 3
a t r a v é s d e l a s m i r a d a s :
A m a l i a t u v o t i e m p o d e c o n t e m p l a r p o r p r i m e r a v e z a E d u a r d o , c u y a
p a l i d e z y e x p r e s i ó n d o l o r i d a d e l s e m b l a n t e l e d a b a n u n n o s é q u é d e
m á s i m p r e s i o n a b l e , v a r o n i l y n o b l e ; y a l m i s m o t i e m p o , p a r a f i j a r s e
e n q u e , t a n t o E d u a r d o c o m o D a n i e l , o f r e c í a n d o s f i g u r a s c o m o n o
h a b í a i m a g i n á n d o s e j a m á s : e r a n d o s h o m b r e s c o m p l e t a m e n t e c u b i e r -
t o s d e b a r r o y d e s a n g r e .
8 4
E n é s t e y o t r o s p á r r a f o s l a d e s c r i p c i ó n d e l n a r r a d o r s u b r a y a e l r e c o n o c i m i e n t o
p r o g r e s i v o d e l a m o r , a s í c o m o l a s o r p r e s a d e l a p r o t a g o n i s t a f r e n t e a u n h e c h o :
l o s h é r o e s v i e n e n d e l c o m b a t e y e s t a s i t u a c i ó n , l e j o s d e e s p a n t a r l a , l a c o n m u e v e
p o s i t i v a m e n t e . E l p r i m e r c a p í t u l o d e l a n o v e l a n o s h a b í a m o s t r a d o y a a e s e
E d u a r d o d i e s t r o y d e c i d i d o , p u r a p a s i ó n e i n t e l i g e n c i a , c a p a z d e e n f r e n t a r s e
c o m o u n D ’ A r t a g n a n a m e r i c a n o c o n t r a l a s f u e r z a s o f i c i a l e s d e l a m a z o r c a . P o r
e s o a u n q u e e n e l r e s t o d e l a o b r a e l c u e r p o d e l h é r o e p e r m a n e c e q u i e t o y p r o -
t e g i d o e n t r e l a s p a r e d e s d e l a c a s a d e s u n o v i a , y a e s t á c l a r o p a r a e l l a y p a r a l o s
l e c t o r e s q u e é l s e e n f r e n t ó v a l i e n t e m e n t e a l e n e m i g o y e s t u v o d i s p u e s t o a m o r i r
p o r s u c a u s a . A m a l i a s e e n a m o r a d e e s t e h o m b r e q u e s a b e l u c h a r a r r i e s g a d a -
m e n t e c o n t r a e l a d v e r s a r i o , q u e y a h a d e m o s t r a d o v a l o r e n e l c o m b a t e y q u e
d e m o s t r a r á , t a m b i é n , s e n s i b i l i d a d p a r a l a v i d a a f e c t i v a y f a m i l i a r .
8 5
E n e s t o s p r i m e r o s c a p í t u l o s e l a m o r s e f u n d a y s e a f i a n z a p o r c o m p l e t o e n
l a c o n m o c i ó n y l a z o z o b r a q u e s a c u d e n a l a p r o t a g o n i s t a t r a s l a l l e g a d a d e l o s
h é r o e s : “ h o s p i t a l i d a d , p e l i g r o s , s a n g r e , a b n e g a c i ó n , t r a b a j o , c o m p a s i ó n , a d m i -
r a c i ó n , t o d o e s t o h a b í a p a s a d o p o r s u e s p í r i t u e n e l e s p a c i o d e u n a h o r a ” ,
8 6
a f i r m a e l n a r r a d o r t r a t a n d o d e e x p l i c a r l a p a l i d e z y e l á n i m o e x a l t a d o d e A m a l i a .
E n t r e t a n t o s s e n t i m i e n t o s q u e d e s p i e r t a s u e n c u e n t r o c o n E d u a r d o , l a s i t u a -
c i ó n d e r i e s g o a l a q u e l a e x p o n e s u p r e s e n c i a e n l a c a s a s e r á d e c i s i v a p a r a e l
a m o r : “ T u s i t u a c i ó n d r a m á t i c a h a s i d o u n i n c e n t i v o p a r a s u c o r a z ó n ” , a s e g u r a
D a n i e l a s u a m i g o t r a t a n d o d e c o n v e n c e r l o ( e n u n m o m e n t o d e d u d a s y t e m o -
r e s ) d e l o q u e s u p r i m a s i e n t e p o r é l . N o s e t r a t a d e l á s t i m a s i n o d e u n a p a s i ó n
m u c h o m á s i n t e n s a y v a l i o s a p a r a E d u a r d o . A m a l i a a d m i r a ( y s ó l o a m a p o r q u e
a d m i r a ) a e s e h o m b r e q u e h a s a b i d o a r r i e s g a r s e p o r l o s i d e a l e s q u e e l l a t a m b i é n
c o m p a r t e , y q u e c o n s u s o l a p r e s e n c i a t r a e a s u v i d a e l s e n t i d o q u e l e e s t a b a
f a l t a n d o . “ P a r a v i v i r m e n o s d e s g r a c i a d a , h e v i v i d o s o l a d e s p u é s q u e q u e d é l i -
b r e ; y a c o m p a ñ a d a d e m i s l i b r o s , d e m i p i a n o , d e m i s f l o r e s , d e t o d a s e s a s c o s a s
q u e o t r o s l l a m a n p u e r i l i d a d e s , y q u e s o n p a r a m í n e c e s i d a d e s c o m o e l a i r e y
c o m o l a l u z , h e v i v i d o t r a n q u i l a y . . . t r a n q u i l a s o l a m e n t e . M e f a l t a b a a l g o . . . , s í ,
a l g o ”
8 7
c o n f i e s a A m a l i a a s u n o v i o t r a s h a b e r s e d e c l a r a d o m u t u a m e n t e l o q u e
s i e n t e n .
C o m o e l l a m i s m a l o e x p l i c a a l g u n a s l í n e a s a r r i b a , s u d e s g r a c i a e s s e r d e -
m a s i a d o “ d i f e r e n t e ” a l r e s t o d e l a s m u j e r e s y , e n g e n e r a l , a e s a “ s o c i e d a d a m e r i -
c a n a ” a l a q u e p e r t e n e c e y a l a q u e e n c u e n t r a g r o s e r a y v u l g a r . A m a l i a y E d u a r -
d o s e a m a n , p r e c i s a m e n t e , p o r q u e s e r e c o n o c e n d i s t i n t o s a l r e s t o y p a r e c i d o s
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61 GRACIELA BATTICUORE 60 LA MUJER ROMÁNTICA
entre sí (es su “sensibilidad” lo que los une y asemeja). Pero además, podría
decirse que lo que faltaba a Amalia antes de conocer a Eduardo era no sólo el
amor sino también la ilusión de la lucha compartida. Por esto mismo es que
ella no rehuye el peligro cuando los jóvenes llegan a su casa sino que, por el
contrario, en la novela el amor se concibe sólo gracias a él. Como ya señalamos,
el peligro aparece como una condición exaltada, ética e incluso estéticamente
por el narrador, que al intentar definir la situación riesgosa y desgraciada de
dos héroes que yacen escondidos en el fondo de una zanja esperando que los
mazorqueros se retiren para poder salir de su escondite, califica la escena como
una “posición terriblemente poética”.
88
En este mismo sentido habrá que in-
terpretar entonces cada uno de los encuentros de los enamorados y, todavía, la
valentía de la protagonista cada vez que se expone para resguardar a su amante
(Amalia hablando con Josefa, simulando que no sabe nada de los prófugos, o
mostrando a Salomón una carta con la firma de Rosas falsificada por Daniel
son algunos ejemplos). Desde el momento en que Eduardo entra a la casa, su
mundo se conmueve y ella se involucra decididamente en la causa.
Son interesantes los argumentos que ofrece Amalia para convencer a Eduar-
do de que puede ayudarlo sin arriesgarse demasiado: ella vive sola, por lo tanto,
no tiene que dar explicaciones a nadie de sus actos. En más de una ocasión la
novela recalca la libertad y la independencia de la protagonista, porque lo que se
desea subrayar es que lejos de los supersticiosos pensamientos que la invaden a
menudo, su destino no es producto de la fatalidad sino el resultado de una o
varias elecciones personales que, desde luego, son positivamente valoradas por
parte del narrador y la novela. Desde un comienzo está claro para todos que la
decisión de esconder a Eduardo en su casa la une a su suerte: “mañana sabrá
Rosas dónde estoy, y el destino de esta joven se confundirá con el mío”,
89
advierte el joven a su amigo, preocupado por el futuro de Amalia.
Significativamente, aquí los destinos de los protagonistas se acercan y se en-
samblan en el plano de las complicidades políticas, antes, incluso, que en la
vida amorosa. La frase pronunciada por Eduardo recuerda otras que circulan
por la prensa romántica de la época (como aquélla en la que Frías imaginaba a
ese “uno en dos tiernamente unidos”). Aunque también confirma en los temo-
res de quien la enuncia, cuáles son los peligros que acechan no sólo contra el
amor sino también contra la supervivencia de la familia romántica. Sin dudas
Amalia encarna el ideal de la lectora imaginada en los ensayos más entusiastas
de la prensa del exilio, aun cuando ese talento no alcance para evitar la tragedia
y el fracaso final.
Leyendo a Byron
¿Tú piensas que la vida /
pende sólo del tiempo? Nuestros actos, /
ésas son nuestras épocas [...].
Manfredo, 1817
Ella y él representaban allí el cuadro vivo y acabado de la felicidad más
completa [...]. El mundo se cerraba, para ellos, en ellos solos.
Amalia, 1851
Volvamos ahora al capítulo ocho para detenernos en el momento previo a la socia-
bilidad familiar y la llegada de Josefa a casa de Amalia, cuando ella y Eduardo leen
juntos un poema de Byron: se trata del Manfredo, cuya trama parece evocar en los
enamorados algunos ecos y resonancias con su propia historia. El poema narra la
historia de un amor prohibido, marcado por una transgresión que no se explicita
del todo pero que se adivina en las sospechas y murmuraciones que corren de boca
en boca entre los allegados al héroe, y que se desliza a medias en sus propias lamen-
taciones: “Cual te amé, tú me amaste con exceso:/ para así atormentarnos uno al
otro/ no fuimos hechos; aunque fue el pecado/ más mortal el amar como lo hici-
mos”, dice Manfredo en un soliloquio durante el Acto II.
90
Como lo ha señalado
Harold Bloom,
91
el incesto parece ser la causa y el motivo de ese amor tan sublime
como tormentoso, que no obstante se mantiene intacto tras la muerte de Astarté.
Pero además, este poema de Byron viene a contar la historia de un hombre que se
distingue del resto de los humanos por su “naturaleza indómita”. Una naturaleza
que no se doblega frente al destino y que se resiste por igual a la fuerza de los
espíritus del bien o del mal que lo tientan con su auxilio.
Solo, con sus dolores terrenales, sus pasiones y sus pensamientos
existenciales, Manfredo defiende fervorosamente y con orgullo su apego a la
libertad y a la voluntad individual, rechazando una y otra vez la ayuda de los
dioses y la de los humanos. Aun en los momentos más desoladores Manfredo
los rehúsa y prefiere morir antes que renunciar a la libertad de labrar su propio
destino. Hacia el final del poema su voz se pronuncia así contra los Espíritus:
“Ni me tentaste, ni podrás tentarme;/ ni tu juguete fui, ni soy tu presa.../ Yo fui
mi propio destructor; yo mismo/ mi futuro he de ser: ¡atrás, demonios/ burla-
dos! Ya la mano de la muerte se extiende sobre mí; mas no la vuestra” (el subra-
yado es mío). La muerte es aquí la gloria de partir siendo fiel a sí mismo y de
morir sin rendirse a los poderosos que pueden darle vida a cambio de arrancar-
le su bien más preciado: la rebeldía.
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6 3G R A C I E L A B A T T I C U O R E6 2 L A M U J E R R O M Á N T I C A
E n l a s a n t í p o d a s d e l F a u s t o q u e p a c t a c o n e l d i a b l o p a r a c o n s e g u i r e l a m o r
d e u n a m u j e r , M a n f r e d o p r e f i e r e u n a v i d a d o l o r o s a o u n a m u e r t e c r u e l a n t e s q u e
u n a a l i a n z a c o n l o s d i o s e s . Y e s e n e s e c o r a j e d o n d e r a d i c a s u m á x i m a f u e r z a y s u
v i r t u d ; u n a f u e r z a q u e t i ñ e e l p o e m a d e b e l l e z a y d e p a i s a j e s s u b l i m e s q u e s e
p r e s e n t a n c o m o l a p r o l o n g a c i ó n y e x p r e s i ó n d e l a l m a h e r o i c a d e M a n f r e d o . P e r o
a d e m á s d e s u a m o r p o r l a l i b e r t a d , o t r a c a r a c t e r í s t i c a v u e l v e a e s t e p e r s o n a j e
a d m i r a b l e p a r a l o s h é r o e s d e M á r m o l : s e t r a t a d e l “ s a b e r ” , d e l a “ c i e n c i a ” q u e l o
d i f e r e n c i a d e l r e s t o d e l o s m o r t a l e s y l o v u e l v e i n d ó m i t o , i n g o b e r n a b l e o i n d o b l e -
g a b l e f r e n t e a l p r ó j i m o . E s t e s a b e r e s , s i n e m b a r g o , l a c a u s a p r i m e r a d e s u d o l o r .
Y a a l c o m i e n z o , e l p o e m a r e c a l c a q u e e n u n m u n d o d e a l m a s s i m p l e s e i g n o r a n -
t e s , e l s a b e r r e s u l t a u n a c o n d e n a , u n e s t i g m a p a r a q u i e n l o p o s e e .
9 2
N o e s c a s u a l q u e l o s h é r o e s d e M á r m o l l e a n j u n t o s e s t e p o e m a e n u n a e s c e n a
m a r c a d a m e n t e r o m á n t i c a , p r e c i s a m e n t e c u a n d o e l a m o r s e e r i g e c o m o u n a o s a -
d í a , c o m o u n d e s a f í o f r e n t e a l a s l e y e s i m p u e s t a s , e n e s t e c a s o , p o r u n t i r a n o q u e
f u n c i o n a t a m b i é n c o m o u n a s u e r t e d e d i o s d e l m a l q u e p i d e d e v o c i ó n y s u b o r d i -
n a c i ó n a c a m b i o d e l a v i d a . L a l e c t u r a c o m p a r t i d a d e e s t o s a m a n t e s s e y e r g u e
e n t o n c e s c o m o u n a e s p e c i e d e c e l e b r a c i ó n , d e r i t u a l s a g r a d o e n e l q u e n o s ó l o
r a t i f i c a n s u a m o r s i n o s u d e r e c h o a d e f e n d e r l o s p r o p i o s c r e d o s , e n c o n t r a d e l a
v o l u n t a d a j e n a . C o m o M a n f r e d o , E d u a r d o e s “ d i f e r e n t e ” a l r e s t o y l u c h a c o n
t o d a s s u s f u e r z a s p o r e s c a p a r d e l a s g a r r a s d e l t i r a n o . S ó l o e n a p a r i e n c i a l a p o l í t i c a
q u e d a a f u e r a d e e s t a e s c e n a d e l e c t u r a c o m p a r t i d a q u e v i e n e a p l a s m a r e l r e c o n o -
c i m i e n t o d e l a s l e y e s m o r a l e s , i n t e r n a s d e l o s s u j e t o s , m á s a l l á d e l a a d v e r s i d a d
q u e l o s a s e d i a .
9 3
D e m o d o q u e l e j o s d e s e r i n o c e n t e , i n g e n u a o m e r a m e n t e s e n -
t i m e n t a l , l a e s c e n a e n c u e s t i ó n e s t á c a r g a d a d e r e b e l d í a : v i e n e a r e c o r d a r n o s q u e
e s t o s j ó v e n e s c u l t i v a n s u a m o r e n l a s p á g i n a s d e u n l i b r o d o n d e s e c e l e b r a e l
o r g u l l o d e l a c o n d i c i ó n h u m a n a , e l o r g u l l o d e s e r l i b r e s y r e b e l d e s , d e q u e l o s
h o m b r e s s e e r i j a n c o m o j u e c e s y h a c e d o r e s d e s u p r o p i o d e s t i n o , m á s a l l á d e
c u a l q u i e r i m p o s i c i ó n t e r r e n a l o d i v i n a . A l l e e r e l M a n f r e d o e s t o s a m a n t e s n o s ó l o
c o n f i r m a n y r e a v i v a n e l s e n t i m i e n t o q u e l o s u n e ( c o n t e m p l á n d o s e e n e l d e s t i n o
d e e s o s o t r o s e n a m o r a d o s d e f i c c i ó n ) s i n o q u e n u t r e n e n l a l e c t u r a s u v o l u n t a d d e
s e r d i s t i n t o s y d e s a f i a r a s í l a f u e r z a b r u t a l d e l e n e m i g o .
L a c a s a h e c h a t r i z a s
P e r o e s t o s d e s a f í o s – l o s a b e m o s , l o i n t u i m o s d e s d e u n c o m i e n z o – t i e n e n c o s t o s
e l e v a d o s . L a f e l i c i d a d a l c a n z a d a c u a n d o a m i g o s y e n a m o r a d o s d e p a r t e n a n i -
m a d a m e n t e e n l a t e r t u l i a f a m i l i a r e s e f í m e r a y , e n v e r d a d , n o e s s i n o e l a u g u r i o
d e u n a t o r m e n t a a r r a s a d o r a . L a l l e g a d a i n e s p e r a d a d e M a r í a J o s e f a a c a s a d e
A m a l i a e n c u e n t r a a l o s j ó v e n e s e n s i m i s m a d o s e n l a c o n v e r s a c i ó n . E l c l i m a e s
a m e n o , f e s t i v o y r e l a j a d o . D a n i e l e s t á d e b u e n h u m o r y s e h a p u e s t o a n a r r a r
c ó m o f u e q u e s a l v ó a s u a m i g o d e s e r a t r a p a d o p o r l a m a z o r c a e l d í a 4 d e m a y o ,
c u a n d o a q u é l s e d i s p o n í a a e x i l i a r s e . E s l a p r i m e r a v e z q u e s e h a b l a d e l a s u n t o
e n l a n o v e l a . E s d e c i r q u e e l r e l a t o v i e n e a o f r e c e r a l o s l e c t o r e s u n s a b e r r e t r o s -
p e c t i v o , a u n q u e i n n e c e s a r i o p a r a e n t e n d e r l o s s u c e s o s d e l m o m e n t o q u e t r a n s -
c u r r e ( n o h a c e f a l t a s a b e r c ó m o s e e n t e r ó D a n i e l d e q u e E d u a r d o e s t a b a e n
p e l i g r o , l o i m p o r t a n t e y a h a s i d o n a r r a d o c o n d e t a l l e s e n e l c a p í t u l o d e a p e r t u -
r a ) . Y s i n e m b a r g o e s t a e s c e n a c o n l a q u e s e c i e r r a e l c a p í t u l o o c h o l o g r a e x p l i -
c a r m u y b i e n p o r q u é l a l l e g a d a d e J o s e f a l o s t o m a a t o d o s p o r s o r p r e s a . E l
g r u p o n o s e p e r c a t a d e s u p r e s e n c i a e n l a c a s a h a s t a q u e v e a l a m u j e r e n t r a n d o
p o r l a s a l a , p o r q u e e l r e l a t o d e D a n i e l l o s d i s t r a e d e c u a l q u i e r o t r o h e c h o .
E l d i á l o g o a m e n o , q u e e s t a v e z n o g i r a e n t o r n o a u n a s u n t o l i t e r a r i o s i n o
a c e r c a d e u n h e c h o p o l í t i c o r e c i e n t e m e n t e a c a e c i d o y d e l c u a l l a s m u j e r e s p a r -
t i c i p a n c o m o c ó m p l i c e s , l e s h a h e c h o o l v i d a r l a s c o n t i n g e n c i a s y p e l i g r o s a l o s
q u e e s t á n e x p u e s t o s a c a d a m o m e n t o , i n c l u s o d e n t r o d e l a c a s a . E s t e e r r o r
c r u c i a l d e D a n i e l y l o s s u y o s m u e s t r a a l a s c l a r a s c u á l e s e l p u n t o m á s d é b i l y
v u l n e r a b l e d e l o s p e r s o n a j e s : e l e n t u s i a s m o p o r l a v i d a e n f a m i l i a , l a i l u s i ó n d e
q u e l o s i d e a l e s r o m á n t i c o s p u e d a n r e a l i z a r s e a l m e n o s p o r a l g u n o s b r e v e s m o -
m e n t o s o a t r a v é s d e a l g u n a s a c c i o n e s t a n t r a s c e n d e n t a l e s c o m o e l m a t r i m o n i o
p o r a m o r e s u n s u e ñ o e r r a d o , u n s u e ñ o i n o p o r t u n o , q u e d e s a t a p o c o a p o c o l a
t r a g e d i a f i n a l . A u n q u e l a f e l i c i d a d q u e d i s f r u t a n e s t o s s e r e s p o r u n r a t o s i g u e
a n i m a n d o e n e l l o s l a s e s p e r a n z a s d e u n f u t u r o d e s e a b l e y c e r c a n o , l o c i e r t o e s
q u e l a f a m i l i a d i s t r a e y h a c e b a j a r l a g u a r d a , l a f a m i l i a d e b i l i t a y v u l n e r a l o s
c á l c u l o s f r í o s d e e s t o s h o m b r e s q u e d e b e r í a n m a n t e n e r s e s i e m p r e a l e r t a s s o b r e
c u a l q u i e r s u c e s o i m p r e v i s t o .
E r r o r e s d e e s t e t i p o s e r e i t e r a n a l o l a r g o d e l a n o v e l a y b a j o o t r a s m o d a l i -
d a d e s v u e l v e n a h a c e r s e p r e s e n t e s f a t a l m e n t e e n l a s e s c e n a s f i n a l e s , c u a n d o
A m a l i a , d e s e s p e r a d a p o r s a l v a r l a v i d a d e E d u a r d o , l e i m p i d e l u c h a r y d e f e n -
d e r s e d e l o s m a z o r q u e r o s q u e e s t á n y a a d e n t r o d e l a c a s a : “ M e p i e r d e s , A m a l i a ,
d é j a m e p a s a r a l a s a l a ” , p i d e E d u a r d o a s u e s p o s a , “ a s i d a d e s u b r a z o y d e s u
c i n t u r a ”
9 4
m i e n t r a s L u i s a , p o r s u p a r t e , n o l o g r a r e s p o n d e r a l g r i t o d e l c r i a d o
q u e l e o r d e n a a p a g a r l a l u z d e l a l á m p a r a p a r a d e s p i s t a r a l e n e m i g o . E n e l
m o m e n t o d e l c o m b a t e c u e r p o a c u e r p o l a s m u j e r e s a l e t a r g a n l a s a c c i o n e s d e
l o s h o m b r e s y e n t o r p e c e n l a l u c h a .
N o o b s t a n t e , e n e s t a e s c e n a d e c i s i v a d e l f i n a l E d u a r d o y D a n i e l v u e l v e n a
m o s t r a r s e c o m o a l c o m i e n z o : d o s á g i l e s y v a l i e n t e s c a m a r a d a s , c u a n d o e l p r i -
8 / 9
65 GRACIELA BATTICUORE 64 LA MUJER ROMÁNTICA
mero de ellos apela al francés para planear con su amigo una coartada que les
permita salir a todos de la casa (“sálvala por la puerta de la sala; sal al camino,
gana las zanjas de enfrente; y en cinco minutos yo habré roto todas las lámpa-
ras, pasaré por en medio de esta canalla y te alcanzaré”).
95
Pero Amalia abando-
na aquí toda la racionalidad que la había singularizado en los capítulos anterio-
res y se vuelve puro sentimiento y arrebato, interponiendo su cuerpo delante
del de Eduardo y obligándolo, de tal modo, a enfrentarse con la partida para
salvarla. El amor obstaculiza los cálculos una vez más y les juega, al fin, una
mala pasada. Amalia es aquí como cualquier mujer valiente y enamorada; Eduar-
do es un héroe romántico que en el momento cúlmine exhibe su máximo gesto
protector: pone el pecho para evitar la muerte de su esposa y deja su vida en ese
gesto. En más de un sentido estos pasajes retoman el comienzo y revierten la
mirada amable y empática del narrador sobre el mundo íntimo de los persona-
jes, así como la connotación positiva y protectora con la que eran descriptos
ciertos objetos e imágenes en los primeros capítulos. Justo antes de hablar a su
amigo en francés, Eduardo desliza una de sus últimas miradas a su esposa:
Ninguno de los dos jóvenes estaba herido, y Eduardo, en el momen-
to en que su brazo descansaba un segundo, dio vuelta la cabeza para
ver a su Amalia, al través de los vidrios del gabinete, contenida por un
moribundo y una niña, y volviéndose a su amigo, le dijo en fran-
cés...
96
No casualmente la novela elige otra vez un ángulo privilegiado del comienzo
(“los vidrios del gabinete”) para narrar ahora el horror, el desastre, la violencia
que arrasa con el mundo hermoso y distinguido donde habita la protagonista.
Y también para confirmar que este amor impregnado de romanticismo guarda
la transparencia perfecta pero también la fragilidad de esos vidrios que al fin se
quiebran o de las lámparas fastuosas que se rompen al caer, de los muebles
ajados y las mesas que yacen tumbadas en la escena final. Entonces ni las pala-
bras ni las imágenes bellas sirven ya para recrear un mundo feliz. La casa está
hecha trizas y dada vuelta. Y el narrador se encarga de subrayar la ferocidad, la
“barbarie” cruel de aquéllos a los que descalifica de todas las maneras posibles,
nombrándolos en estas páginas finales con todos los sinónimos de la delin-
cuencia: “forajidos”, “bandidos”, “demonios” son los términos con los que se
denomina a las fuerzas oficiales que han ingresado a la casa.
Pero nada más elocuente para representar la caída y el fracaso de la ilusión
de la familia romántica que la mesa arrojada al piso y colocada en barricada
entre la puerta abierta del comedor y el gabinete. Las flores yacen en el piso y el
agua está derramada. Creo que con este final Mármol vuelve a poner de relieve
que el delito mayor de Rosas y la mazorca no debe ser buscado en la persecu-
ción atroz a los enemigos políticos sino en la destrucción encarnizada de sus
familias (y, desde luego, es este un tópico de la literatura antirrosista). No im-
porta entonces si Amalia y Daniel están muertos o heridos, es decir, si han
logrado o no sobrevivir a este episodio (la protagonista ha quedado “tendida en
un lecho de sangre junto al cadáver de su esposo”
97
dice el narrador en las
líneas finales, pero esa sangre es la de Belgrano y la muerte de Amalia no es
segura). Lo importante es que Eduardo muere, y con él la felicidad de la fami-
lia queda trunca para siempre.
98
Mármol no sólo logra subrayar así la imposibilidad de concretar los sue-
ños de la familia romántica, sino que también cuestiona o se plantea la inope-
rancia de los recursos y principios morales (y estéticos) de la generación a la
que pertenece, a la hora de enfrentar los conflictos políticos que les toca vivir.
Porque tienen valores éticos y estéticos que responden no sólo a los ideales
públicos sino a la vida familiar y privada es que los personajes de Amalia pier-
den toda ventaja respecto de sus enemigos. Lo hemos dicho: la familia distrae
y debilita en la lucha concreta. Y el final de la novela muestra ese dilema, es
decir, la necesidad de contar con una familia solidaria a la causa patriota pero
cuyos valores la tornan extremadamente vulnerable en tiempos de lucha. Por
otra parte, este final se presenta como una muestra aleccionadora y didáctica
para los lectores futuros: recordemos que Mármol lo escribe después del triun-
fo de Caseros (cuando el éxito militar lo decide a abandonar la pluma, dejando
inconcluso el folletín) pero la muerte de Eduardo, su trágico desenlace en casa
de Amalia, resulta mucho más efectivo para la memoria popular y colectiva
que el éxito político y la felicidad amorosa. En otras palabras, la inmolación del
héroe sirve para recordar en la literatura lo que significaron para los protago-
nistas de la vida real los años de la tiranía. El final de la novela busca resaltar así,
por una parte, esa barbarización de la política en manos de Rosas y a la vez el
riesgo de que la familia romántica sea capaz de sobrevivir con sus valores e
ideales en medio de la lucha.
9/9

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