Oficina Monográfica I

Aluno: Fábio Oliveira Paiva dos Santos , Matrícula : 141020.
Professora : Martina Korelc.
Análise de Teses e Argumentos no Texto de Francis Wolff: Dois destinos
possíveis da Ontologia: a via categorial e a via física.
O texto de Francis Wolff se inicia com o autor, estabelecendo as dua vias possíveis,
para se entender o problema do ser e do não-ser ontologia, em que medida o não-ser é? Pois a
doutrina de Parmênides parece levantar aporias, tais como a do não-ser absoluto. As duas vias
propostas são: a via categorial, que segundo o autor são tomadas por Platão, Aristóteles e
retomada mais a frente pelos estóicos: a segunda via, é a via física, defendida pelos atomistas,
Leucipo, Demócrito e pelos epicureus.No presente texto apenas nos interessa a via categorial,
pois assim á denominamos pois é tirada da teoria dos “grandes gêneros” de Platao, na obra o
Sofista, e depois arrematada nas “ categorias” de Aristóteles.
O propósito nesse texto é sublinhar as teses de Francis Wolff, sobre o Sofista de
Platão, e seus argumentos.
De acordo com Francis Wolff, existe uma diferença nas “ontologias” Platão e Aristóteles, a
primeira é uma ontologia dos “grande gêneros” ao passo que o segundo , com suas
“categorias” ,são segundo o autor uma realidade mais pobre, “Os “grandes gêneros” de Platão
são, ao contrário, as mais ricas realidades, as mais
reais; quanto mais se ascende às formas e na hierarquia das formas, mais realida-
de se ganha, pois todas as formas subordinadas participam daquelas de onde pro-
vêm, de modo que as formas (ou gêneros) que estão no ápice da hierarquia abar-
cam as outras e as penetram todas (Sofista 254b-c)”.
Fracis Wolff então cita Plotino é diz que é possível juntar “ os grandes gêneros”do Sofista de
Platão às “categorias de Aristóleles.
O autor argumenta: “Esta posição não deixa de ter fundamento; num caso como no outro,
rompe-se com a concepção rígida (parmenídica) de um ser único ao se repartir o ser numa
pluralidade finita de gêneros . Mas, pelo menos para nosso propósito, a legitimidade dessa
aproximação
está alhures: num caso como no outro, a ruptura com o Ser-Um permite afrontar
um mesmo problema, o da possibilidade do discurso atributivo e da contradição
e, mais abrangentemente, a própria possibilidade da linguagem e do diálogo; dito
de outro modo, num caso como no outro, a solução de um problema que diz res-
peito à relação do ser com a linguagem (o que devem ser as coisas para que se
possa falar delas?) deve ser buscada do lado da relação da linguagem com o ser:
como o ser é dito? “Segundo as categorias”, responde Aristóteles; “por entrelaces
das Formas” 22 , responde Platão.”
1ª Tese
Para Francis Wolff uma questão inicial do Sofista e não menos importante é definir o
“sofista”.
Argumentos: De 221c-226a, ao apresentadas 6 “pseudo-definições” sobre a práxis sofística,
muitas peculiares, Wolff diz que a arte do Sofista é uma arte de “aquisição” e neste sentido
durante todo o discurso é colocada as definições do Sofista diante de outras definições que
tem pretensão de verdade.
2ª Tese:
“ No diálogo O sofista, não se pretende abandonar radicalmente a doutrina de
Parmênides, mas sim refutar a aporia levantada pelo sofista, para o problema do falso.
Argumento: o falso é sim um não-ser, mas em que sentido de negação? Pois de certa forma o
falso é um tipo de não-ser, pois o falso existe.
Se tormarmos o conceito Parmenídico de não-ser, como não-ser absoluto, indizível,
imprescutável e que nem sequer pode ser apontado, pois sendo identificado, deixou de ser um
não-ser, e passou a ser um ser.
Entretanto diante do sentido de alteridade,uma forma de negação, o não-ser é uma
forma de ser, pois existe, assim como o falso. Platão então se utiliza das formas e dos grandes
gêneros, não para refutar Parmênides, mas para propor uma nova concepção ontológica sobre
o ser.