O que é termologia?

A termologia (termo = calor, logia = estudo) é o ramo da física que estuda o calor e
seus efeitos sobre a matéria. Ela estuda os tipos de energias que produzem mudanças de
temperatura aquecimento ou resfriamento, ou mesmo a mudança de estado físico da
matéria, quando ela recebe ou perde calor. É o resultado de um acúmulo de descobertas
que o homem vem fazendo desde a antiguidade sendo que no século XIX atinge o seu
clímax graças a cientistas como Joule, Carnot, Kelvin e muitos outros.

A termologia estuda de que forma esse calor pode ser trocado entre os corpos, e as
características de cada processo de troca de calor. Convecção, irradiação e condução são
formas de transferências de calor.
Convecção: A convecção térmica é a propagação que ocorre nos fluidos (líquidos, gases e
vapores) em virtude de uma diferença de densidades entre partes do sistema.
Irradiação: A irradiação é a transmissão de por intermédio de ondas eletromagnéticas.
Nesse processo, somente a energia se propaga, não sendo necessário nenhum meio
material.
Condução: Quando a troca de calor ocorre entre dois corpos sólidos em contato direto ou
que estejam unidos por um material condutor de calor, o processo é chamado condução
térmica.
A termologia trabalha com os principais conceitos; temperatura e calor.
Temperatura é o grau de agitação das moléculas. As partículas constituintes dos
corpos estão em contínuo movimento, no entanto, quanto mais quente estiver uma matéria,
mais agitadas estarão suas moléculas, é a temperatura o fator que mede a agitação dessas
moléculas dizendo se ela está quente, fria e etc.
Calor é a energia térmica em trânsito, é a energia que está sempre em constante
movimento, sempre sendo transferida de um corpo para outro. Provoca mudanças nos
corpos (na matéria) tais como mudanças de estados e dilatações.

Estabeleceu-se como unidade de quantidade de calor a caloria (cal). Denomina-se
caloria (cal) a quantidade de calor necessária para aumentar a temperatura de um grama de
água de 14,5ºC a 15,5ºC, sob pressão normal.
No Sistema Internacional de unidades a unidades de quantidade de calor é o Joule
(J). A relação entre a caloria e o Joule é: 1 cal = 4,186 J. Podemos utilizar também um
múltiplo de caloria chamado quilocaloria.

Equilíbrio térmico é o estado onde a temperatura de dois ou mais corpos são iguais.
Assim, quando um corpo está em equilíbrio térmico em relação a outro; cessam os fluxos de
troca de calor entre eles.
Exemplo: Quando uma xícara de café é deixada por certo tempo sobre uma mesa, ela
esfriará até entrar em equilíbrio térmico com o ambiente em que está.
A importância dessa ciência
O estudo da termologia, assim como os vários outros ramos de estudo da física,
possibilita entender muitos fenômenos que ocorrem no cotidiano, como, por exemplo, a
dilatação e contração dos materiais, bem como entender por que elas ocorrem e como
ocorrem. São essas as formas de dilatação que a termologia estuda (último texto):
 Dilatação linear;
 Dilatação superficial;
 Dilatação volumétrica;
A termologia, mais precisamente a termodinâmica, estuda também os gases,
adotando para isso um modelo de gás ideal denominado de gás perfeito, como também as
leis que os regem e as transformações termodinâmicas que se classificam em:
 Transformação isotérmica;
 Transformação isobárica;
 Transformação isocórica.
Medida de temperatura
O instrumento usual para monitorar variações na temperatura do ar é o termômetro
figura anterior. Talvez o mais comum seja o termômetro composto de um tubo graduado
com líquido, normalmente, mercúrio ou álcool colorido. O mercúrio é um metal líquido e sua
dilatação é bem maior do que outras substâncias e, por isso, é mais visível quando se dilata.
Quando a temperatura sobe, o mercúrio se expande e é forçado através do
afinamento. Quando a temperatura cai o filete de fluído não retorna através do afinamento,
sendo ali interrompido. Fica, assim, registrada a temperatura máxima. Para recompor o
instrumento é necessário sacudi-lo para que o fluído volte para o bulbo.

O termômetro de bulbo é o termômetro de vidro comum que você conhece desde
criança. Ele contém um tipo de líquido, geralmente, mercúrio.

Os termômetros de bulbo trabalham em cima de um princípio simples da
termologia: um líquido muda seu volume conforme sua temperatura é alterada. Os
líquidos ocupam menos espaço quando estão frios e ocupam mais espaços quando estão
quentes.
Escalas termométricas

Quando a temperatura do termômetro aumenta, as moléculas de mercúrio aumentam
sua agitação fazendo com que este se dilate, preenchendo o tubo capilar. Para cada altura
atingida pelo mercúrio está associada uma temperatura.
A escala de cada termômetro corresponde a este valor de altura atingida.

Escala Celsius
É a escala usada no Brasil e na maior parte dos países, oficializada em 1742 pelo
astrônomo e físico sueco Anders Celsius (1701-1744). Esta escala tem como pontos de
referência a temperatura de congelamento da água sob pressão normal de um atm (0°C) e a
temperatura de ebulição da água sob pressão normal (100°C).

Escala Fahrenheit
Outra escala bastante utilizada, principalmente nos países de língua inglesa, criada em 1708
pelo físico alemão Daniel Gabriel Fahrenheit (1686-1736), tendo como referência a
temperatura de uma mistura de gelo e cloreto de amônia (0°F) e a temperatura do corpo
humano (100°F).
Em comparação com a escala Celsius:
0°C=32°F
100°C=212°F
Escala Kelvin
Também conhecida como escala absoluta, foi verificada pelo físico inglês William Thompson
(1824-1907), também conhecido como Lorde Kelvin. Esta escala tem como referência a
temperatura do menor estado de agitação de qualquer molécula (0K) e é calculada a partir
da escala Celsius.
Por convenção, não se usa "grau" para esta escala, ou seja 0K, lê-se zero kelvin e não zero
grau kelvin. Em comparação com a escala Celsius:
-273°C=0K
0°C=273K
100°C=373K

Logo;
Escalas Celsius Fahrenheit Kelvin
Ponto de ebulição 100 212 373
Ponto de fusão 0 32 273

Conversão de escalas
C para F e vice versa: C / 5 = (F - 32) / 9
C para K e vice versa: C = K - 273
K para F e vice versa: (K - 273) / 5 = (F - 32) / 9
Estudo das dilatações térmicas
Dilatação térmica é o fenômeno no qual um corpo sofre variação em suas dimensões,
quando sua temperatura aumenta. Podemos dizer que todos os corpos, sólidos, líquidos ou
gasosos, quando aquecidos, podem sofrer dilatação térmica. Assim, o processo de dilatação
ocorre por conta do aumento da agitação.

Em física podemos dizer que dilatação térmica é o aumento das dimensões do corpo
a partir do aumento da temperatura. Ocorre com quase todos os materiais, no estado sólido,
líquido ou gasoso. Dizemos que a dilatação do corpo está relacionada à agitação térmica
das moléculas que compõem o corpo, pois sabemos que quanto mais quente estiver o corpo
maior será a agitação térmica de suas moléculas.
Quanto mais as moléculas de um corpo vibram (agitam), mais espaço elas precisam
para vibrar. Dessa forma, o aumento das dimensões do corpo se dá pelo aumento do
espaço entre as moléculas que compõem o corpo. Diante disso, se o aumento de
temperatura produz expansão térmica do corpo, uma redução de temperatura provocará
diminuição de volume, isto é, provocará a contração do corpo.
Nos estudos da termologia, levamos em consideração três tipos de dilatação térmica:
a dilatação linear, que está ligada ao aumento do comprimento do corpo quando ele é
aquecido; a dilatação superficial, que está ligada ao aumento do comprimento e da largura
do corpo, ou seja, há um aumento em duas dimensões; e a dilatação volumétrica, que está
ligada ao aumento do corpo em três dimensões, ou seja, com o aumento da temperatura o
corpo sofre variação no comprimento, na largura e na altura.
Em geral é difícil perceber a olho nu (isto é, sem o uso de instrumentos) a dilatação
térmica dos corpos. No nosso cotidiano nos deparamos com diversas situações nas quais é
necessário levar em conta a expansão térmica, por exemplo: os trilhos dos trens são
colocados de modo que sempre haja um pequeno espaço entre eles, para evitar as
deformações quando se aquecem; nas calçadas cimentadas são colocadas juntas de
dilatação entre as placas de cimento para evitar deformações pelo aumento de
temperatura, etc.
Assim como os sólidos, os líquidos também se dilatam com o aumento da
temperatura. Embora os líquidos não tenham forma própria (eles assumem a forma dos
recipientes que os contêm), não definimos para eles os coeficientes de dilatação linear e
superficial, definimos apenas o coeficiente de dilatação volumétrica.
Assim, para que possamos estudar a dilatação volumétrica dos líquidos, é necessário
que eles estejam contidos em um recipiente, que por sinal também se dilatará. Assim,
precisamos geralmente levar em consideração duas dilatações, a dilatação do líquido e
a dilatação do recipiente.
Os líquidos, assim como os sólidos, sofrem dilatação ao serem aquecidos. Para
determinar qual a dilatação sofrida pelos líquidos seguimos as mesmas regras estudadas
para os sólidos. É importante lembrar que os líquidos não apresentam forma própria, eles
adquirem a forma do recipiente. Sendo assim não faz sentido estudar dilatação linear ou
superficial, mas sim a dilatação volumétrica do recipiente no qual se encontra o líquido.
Ao ser aquecido, o conjunto recipiente + líquido vai dilatar. É evidente que o frasco
que contém o líquido vai dilatar assim como o líquido, contudo esse apresentará apenas
dilatação aparente. A dilatação real que o líquido sofre é maior que a dilatação aparente e é
igual à soma da dilatação do recipiente e da dilatação aparente.


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