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PROGRAMADE GERENCIAMENTO DE RISCOS

PROGRAMA DE GESTÃO

Emissão: 13.09.2012

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Nº Doc. PG 002

HSE / QSMS
Gestor de Segurança Eng. Segurança do Trabalho

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Marcio Alves / CREA 1993102194 RJ Paulo Coelho


MODELO – SO-002


SG/SSO
Documento
Programa de
Gerenciamento de Riscos
Programa (s) PGR
HSE – HIGIENYST SAFETY ENVIROMENNT


INDICE

1. INTRODUÇÃO ................................................................................................................................................................ 5
2. OBJETIVO ....................................................................................................................................................................... 5
3. ABRANGÊNCIA ............................................................................................................................................................. 5
4. APLICABILIDADE .......................................................................................................................................................... 5
5. METAS............................................................................................................................................................................. 6
6. PRIORIDADES................................................................................................................................................................ 8
7. REFERÊNCIAS ............................................................................................................................................................... 9
8. CONCEITOS E DEFINIÇÕES...................................................................................................................................... 10
9. METODOLOGIA ........................................................................................................................................................... 13
10. TÉCNICAS APLICADAS ......................................................................................................................................... 41
11. MONITORAMENTO E CONTROLE DOS RISCOS .............................................................................................. 62
12. RESPONSABILIDADE DO PGR ............................................................................................................................ 64
13. ANEXOS ................................................................................................................................................................... 66
14. CONTROLE DE REVISÕES ................................................................................................................................... 67


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MODELO – SO-002


SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO ................................................................................................................................................................ 5
2. OBJETIVO ....................................................................................................................................................................... 5
3. ABRANGÊNCIA ............................................................................................................................................................. 5
4. APLICABILIDADE .......................................................................................................................................................... 5
5. METAS............................................................................................................................................................................. 6
6. PRIORIDADES................................................................................................................................................................ 8
7. REFERÊNCIAS ............................................................................................................................................................... 9
8. CONCEITOS E DEFINIÇÕES...................................................................................................................................... 10
9. METODOLOGIA ........................................................................................................................................................... 13
9.1. CONSIDERAÇÕES INICIAIS ........................................................................................................................................ 13
9.2. PLANEJAMENTO PARA GERENCIAMENTO DE RISCOS ............................................................................................... 13
9.2.1. Metodologia .................................................................................................................................................. 13
9.2.2. Funções e Responsabilidades .................................................................................................................. 13
9.2.3. Orçamento .................................................................................................................................................... 13
9.3. RECONHECIMENTO DOS RISCOS .............................................................................................................................. 14
9.3.1. Conhecimento da Produção ...................................................................................................................... 14
9.3.2. Conhecimento do Processo ...................................................................................................................... 14
9.3.3. Conhecimento das Condições Climáticas .............................................................................................. 15
9.3.4. Conhecimento das Propriedades Físico-Químicas dos Produtos Envolvidos ................................ 15
9.3.5. Conhecimento da Toxicologia dos Produtos em Uso .......................................................................... 15
9.3.6. Conhecimento das Atividades do Trabalhador ..................................................................................... 15
9.3.7. Conhecimento dos Programas de Manutenção .................................................................................... 16
9.3.8. Conhecer a Natureza e Resultados de Avaliações Existentes ........................................................... 16
9.3.9. Conhecer as Proteções Adotadas............................................................................................................ 16
9.3.10. Conhecer a Empresa do Ponto de Vista de Suas Ações ..................................................................... 16
9.3.11. Utilização de Índices Sensoriais .............................................................................................................. 16
9.4. AVALIAÇÕES DOS RISCOS ....................................................................................................................................... 17
NESTA FASE DE AVALIAÇÃO, É PRIMORDIAL CARACTERIZAR, ATRAVÉS DE METODOLOGIAS TÉCNICAS, À EXPOSIÇÃO DE
TRABALHADORES Á AGENTES DE RISCO, CONSIDERANDO-SE OS LIMITES DE TOLERÂNCIA E O TEMPO DE EXPOSIÇÃO. ....... 17
9.4.1. Avaliação Qualitativa .................................................................................................................................. 17
9.4.2. Avaliação Quantitativa ............................................................................................................................... 18
9.5. ESTRATÉGIA DE AMOSTRAGEM................................................................................................................................ 18
9.5.1. Estratégia de amostragem Aplicada á Higiene Ocupacional .............................................................. 19
9.5.1.1. Atitudes de Segurança por Volta de 1990 ............................................................................................................19
9.5.1.2. Suas Etapas............................................................................................................................................................19
9.5.1.3. Estratégia de Amostragem ....................................................................................................................................19
9.5.1.4. Conceitos Básicos ..................................................................................................................................................19
9.6. AVALIAÇÃO A EXPOSIÇÃO ....................................................................................................................................... 20
9.6.1. Avaliação de Higiene Ocupacional .......................................................................................................... 20
9.6.1.1. Lembre-se ...............................................................................................................................................................20
9.6.1.2. Definição da Amostragem ......................................................................................................................................20
9.6.1.3. Caracterização Básica ...........................................................................................................................................20


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9.6.1.4. Caracterização do Ambiente..................................................................................................................................20
9.6.1.5. Caracterização da População Exposta .................................................................................................................20
9.6.1.6. Caracterização dos Agentes ..................................................................................................................................21
9.6.1.7. Grupos Homogêneos de Exposição ......................................................................................................................21
9.6.1.8. GHS São á Base da Higiene Industrial Quantitativa ............................................................................................21
9.6.1.9. Exposto de Maior Risco (maximum risk employee – MRE) .................................................................................22
9.6.1.10. Necessidade de Abordagem Estatística na Avaliação ocupacional ....................................................................22
9.6.1.11. Conhecimento do Higienista ..................................................................................................................................22
9.6.1.12. Fatores de Evidenciamento do MRE .....................................................................................................................23
9.6.2. Importância da Observação da Operação da Experiência do Higienista.......................................... 23
9.7. AVALIAÇÃO AMBIENTAL .......................................................................................................................................... 23
9.8. PLANEJAMENTO DA AMOSTRAGEM .......................................................................................................................... 23
9.9. ONDE AMOSTRAR .................................................................................................................................................... 24
9.9.1. Amostragem na Zona de Respiração ...................................................................................................... 26
9.9.2. Amostras no Ambiente de Trabalho ........................................................................................................ 27
9.10. TIPOS DE AMOSTRAGEM ...................................................................................................................................... 27
9.11. TEMPO DE AMOSTRAGEM .................................................................................................................................... 28
9.11.1. Agentes de Ação Rápida no Organismo ................................................................................................. 28
9.11.2. Agentes com Efeitos Crônicos e Cumulativos ...................................................................................... 30
9.11.3. Volume Mínimo de AR Amostrado ........................................................................................................... 31
9.11.4. Volume Máximo Possível de Ar Amostrado ........................................................................................... 31
9.12. QUANDO AMOSTRAR ........................................................................................................................................... 32
9.12.1. Quando a Exposição á Agentes de Ação Rápida no Organismo ....................................................... 32
9.12.2. Quando a Exposição á Agentes com Efeitos Crônicos ....................................................................... 33
9.12.3. Quando Amostrar Novamente .................................................................................................................. 34
9.13. NÚMERO DE AMOSTRAGEM ................................................................................................................................. 34
9.13.1. Grau de Confiabilidade Necessário ......................................................................................................... 35
9.13.2. Número de Amostras Relacionadas ao Nível de Confiabilidade Possível........................................ 36
9.14. TRATAMENTO ESTATÍSTICO DOS RESULTADOS ................................................................................................... 36
9.14.1. Diferenças Devidas ás Técnicas de amostragem ................................................................................. 37
9.14.2. Diferenças Devidas a Flutuações Ambientais das concentrações .................................................... 38
9.15. INSTRUMENTOS .................................................................................................................................................... 39
9.16. NÍVEL DE AÇÃO ................................................................................................................................................... 39
10. TÉCNICAS APLICADAS ......................................................................................................................................... 41
10.1. INSPEÇÃO DE SEGURANÇA .................................................................................................................................. 41
10.1.1. MODALIDADES DE INSPEÇÃO ............................................................................................................................... 41
10.1.1.1. INSPEÇÃO GERAL ............................................................................................................................................ 41
10.1.1.2. INSPEÇÃO PARCIAL ......................................................................................................................................... 42
10.1.2. FASES DA INSPEÇÃO ........................................................................................................................................... 42
10.1.3. FOLHA GUIA DE INSPEÇÃO DE SEGURANÇA (CHECK-LISTA OU LISTA DE VERIFICAÇÃO) ........................ 43
10.1.3.1. ORDEM E LIMPEZA........................................................................................................................................... 43
10.1.3.2. PREVENÇÃO A INCÊNDIOS ............................................................................................................................... 43
10.1.3.3. MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS .......................................................................................................................... 44
10.1.3.4. CONDIÇÕES AMBIENTAIS ................................................................................................................................. 45
10.1.3.5. EQUIPAMENTO MÓVEL ..................................................................................................................................... 45
10.1.3.6. EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL E COLETIVO ................................................................................... 46
10.1.3.7. INFLAMÁVEIS ................................................................................................................................................... 46
10.1.4. LISTA DE VERIFICAÇÃO PARA INSPEÇÃO DE SEGURANÇA ................................................................................... 46
10.2. IDENTIFICAÇÃO DOS RISCOS ................................................................................................................................ 47
10.2.1. FERRAMENTAS E TÉCNICAS ................................................................................................................................. 47
10.2.2. LISTA DE RISCOS ................................................................................................................................................. 47
10.3. ANÁLISE DE RISCO .............................................................................................................................................. 47
10.3.1. MATRIZ DE RISCO ................................................................................................................................................ 47
10.3.2. MATRIZ DE CLASSIFICAÇÃO DE POTENCIAL DE GRAVIDADE ................................................................................ 47


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10.3.3. MATRIZ DE PROBABILIDADE E IMPACTO .............................................................................................................. 49
10.3.3.1. AVALIAÇÃO DOS RISCOS POR ÁREAS.............................................................................................................. 49
10.3.4. MATRIZ DE CLASSIFICAÇÃO DE POTENCIAL DE GRAVIDADE ................................................................................ 50
10.3.5. AVALIAÇÃO PRELIMINAR DE RISCOS ................................................................................................................... 50
10.4. AVALIAÇÃO DOS RISCOS ..................................................................................................................................... 53
10.4.1. PROBABILIDADE DE OCORRÊNCIA DO DANO - P .................................................................................................. 54
10.4.2. GRAVIDADE DO DANO - G .................................................................................................................................... 55
10.4.3. CATEGORIA DO RISCOS ....................................................................................................................................... 56
10.5. ANÁLISE QUALITATIVA DE RISCOS ...................................................................................................................... 57
10.6. ANÁLISE QUANTITATIVA DE RISCOS .................................................................................................................... 58
10.7. PLANEJAMENTO DE RESPOSTAS A RISCOS ......................................................................................................... 58
10.8. ANÁLISE, AVALIAÇÃO E MONITORAMENTO DOS FATORES DE RISCOS ................................................................. 59
10.8.1. POR CARGO E OU FUNÇÃO .................................................................................................................................. 59
10.8.2. POR POSTO DE TRABALHO .................................................................................................................................. 59
10.8.3. POR AMBIENTE DE TRABALHO – LOCAL ÁREA OU SETOR ................................................................................... 59
10.8.4. POR GRUPO HOMOGÊNEO DE EXPOSIÇÃO .......................................................................................................... 59
10.9. MECANISMOS DE PREVENÇÃO E CONTROLE ........................................................................................................ 60
11. MONITORAMENTO E CONTROLE DOS RISCOS .............................................................................................. 62
11.1. RELATÓRIO DE MONITORAMENTO DOS RISCOS .................................................................................................... 62
11.2. RESERVA DE CONTINGÊNCIA ............................................................................................................................... 62
11.3. LIÇÕES APRENDIDAS ........................................................................................................................................... 63
12. RESPONSABILIDADE DO PGR ............................................................................................................................ 64
12.1. DO EMPREGADOR - DA EMPRESA, DIRETORIA E GERÊNCIA ................................................................................ 64
12.2. DO SESMT – SEGURANÇA DO TRABALHO, HIGIENE OCUPACIONAL, SAÚDE OCUPACIONAL E MEIO AMBIENTE . 64
12.3. DOS EMPREGADOS – COLABORADORES E/OU FUNCIONÁRIOS ............................................................................ 64
13. ANEXOS ................................................................................................................................................................... 66
14. CONTROLE DE REVISÕES ................................................................................................................................... 67

__________


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1. INTRODUÇÃO

A empresa monitora os riscos ambientais através de um conjunto de programas, procedimentos que tem
por objetivo disciplinar os preceitos a serem observados na organização e no ambiente de trabalho, de
forma a tornar compatível o planejamento e o desenvolvimento da atividade mineira com a busca
permanente da segurança e saúde dos trabalhadores, através da antecipação, reconhecimento, avaliação
e consequente controle dos riscos ambientais existentes ou que venham a ocorrer no ambiente de
trabalho.
O PGR é especifico para as atividades empresa é parte integrante do conjunto mais amplo das iniciativas
da empresa na preservação da saúde, estando integrado com os Programas de Segurança e Meio
Ambiente.
2. OBJETIVO

Este documento é aplicável aos serviços de projeto básico e executivo, fornecimento de materiais e
equipamentos, construção civil, montagem eletromecânica, instrumentação / automação, testes,
condicionamento, partida, testes de aceitação, apoio à operação assistida (Stand-By) e "As Built" de todos
os documentos de projeto, das Subestações Elétricas e das Interligações de Processo e Utilidades ("off-
site") das unidades e instalações, tem por objetivo orientar as áreas e setores (Gerencia, administrativo,
RH e Departamento Pessoal) da empresa, assim como estabelecer os pré-requisitos e requisitos para a
preservação da saúde e proteção da integridade física dos trabalhadores, bem como o patrimônio da
empresa, através de ações que proporcionem melhorias nas condições dos ambientes, nos métodos e
organização do trabalho, processos e sub-processos construtivos.

3. ABRANGÊNCIA

Está especificação técnica abrange á todos os locais de trabalho, áreas e setores, obras e serviços da
empresa, sendo de responsabilidade legal dos representantes legais, prepostos e da administração em
cumprir e fazer com que se cumpram os requisitos e pré-requisitos e diretrizes estabelecidas neste
instrumento.
4. APLICABILIDADE

Esta especificação técnica tem aplicação em toda e qualquer instalação e prédios, obra e serviços,
empreendimento e/ou escritório da empresa.



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5. METAS

Nossas metas para atendimento ao presente instrumento de elaborar e implementar um sistema de gestão
contemplando os requisitos nos prazos estipulados:
 Em curto prazo de seis a oito meses (6 a 8 meses) de 30%;
 Em médio prazo de dose a 18 meses (12 a 18 meses) de 60%;
 Em longo prazo de vinte e quatro a trinta meses (24 a 30 meses) em 100% para toda a empresa.
Visando a redução e/ou neutralização dos riscos, até mesmo a eliminação sempre que possível, dos riscos
ocupacionais e/ou ambientais, assim como de doenças ocupacionais, bem como a melhoria das condições
do ambiente de trabalho, devendo contemplar:
 Desenvolvimento de Politica, Diretrizes e Normas Internas de Segurança do Trabalho, Saúde
Ocupacional e Meio Ambiente;
 Enquadrar e estruturar para atender:
o ISO 9000 – Gestão da Qualidade
o ISO 14000 – Gestão Ambiental
o OSHAS 18000 – Gestão em Saúde e Segurança
o NBR 16000 – Responsabilidade Social
o SGI – Sistema de Gestão Integrada
 Programas e Planos de Segurança do Trabalho, Saúde Ocupacional e Meio Ambiente;
 Especificações Técnicas e Procedimentos (técnicos, operacionais e executivos) Segurança do
Trabalho, Saúde Ocupacional e Meio Ambiente;
 Ordens de Serviços e Instruções de Serviço de Segurança do Trabalho, Saúde Ocupacional e Meio
Ambiente;
 Medidas e Ações Mitigadoras;
 Análise e Matriz de Riscos Ambientais e Ocupacionais.
Temos como principais temas e assuntos para cumprir nossos objetivos e metas:
 Documentos de Segurança do Trabalho
o PPRA – Programa de Riscos Ambientais
o PCMAT – Programa de Conservação do Meio Ambiente de Trabalho
o LTCAT – Laudo Técnico das Condições Ambientais do Trabalho
o PCA – Programa de Conservação Auditiva
o PPR – Programa de Proteção Auditiva
o PAE - Plano de atendimento a Emergência
o Programa e/ou Plano de Capacitação e/ou Educação em Segurança do Trabalho
o E outros
 Documentos de Meio Ambiente
o Licenças Ambientais


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o Programa e/ou Plano de Capacitação e/ou Educação em Meio Ambiente
o Programa de Gerenciamento de Resíduos Sólidos
o Plano Diretor de Gerenciamento de Resíduos e Efluentes
o Programa de Controle Ambiental
o Plano de Recuperação de Áreas Degradas
o Plano de Emergência Ambiental
o Plano de Supressão Vegetal
o Plano de Processos Erosivos
o E outros
 Mapeamento e Registro dos Riscos:
o Ocupacionais
o Ambientais
 Redução e/ou Neutralizar os riscos ocupacionais através:
o Medidas e ações gerenciais e organizacionais;
o Medidas e Ações Mitigadoras:
 Preventivas
 Corretivas
 Preditivas
o Medidas e Ações de Engenharia – Alteração e/ou Mudança de Processo
 Capacitação, Qualificação e Habilitação
 E outros




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6. PRIORIDADES

As ações e medidas de controles a serem implementadas terão as seguintes prioridades:
 Quando a situação na fase de antecipação ou reconhecimento estiver gerando risco grave e
iminente para a segurança e saúde dos trabalhadores.
 Quando a situação na fase de avaliação apresentar índices superiores os limites de tolerância
estabelecidos pela NR-15 da Portaria 3214/78, ou da ACGIH na ausência destes;
 Quando a situação na fase de avaliação apresentar índices entre o nível de ação e os limites de
tolerância.



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7. REFERÊNCIAS

 Normas Regulamentadoras do ministério do Trabalho e Emprego
 Plano de Emergência – PAE
 Plano Ambiental de Emergência – PEA
 Programa de Gerenciamento de Resíduo Solido b- PGRS
 Designação de Equipamentos de Proteção Individual
 Designação de Equipamentos de Proteção Coletiva
 Especificação de Equipamentos de Proteção Individual
 Especificação de Equipamentos de Proteção Coletiva
 Guia PMBOK ® – Um Guia do Conjunto de Conhecimentos em Gerenciamento de Projetos - 3ª
Edição -2004
 Especificações Técnicas do Contratante e Diretrizes de Contrato
 OSHAS 18000 – Gestão de Saúde e Segurança
 ISO 9000 – Gestão da Qualidade
 ISO 14000 – Gestão Ambiental



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8. CONCEITOS E DEFINIÇÕES

“O gerenciamento de riscos do projeto inclui os processos que tratam da realização de identificação,
análise, respostas, monitoramento, controle e planejamento do gerenciamento de riscos em um projeto.”
“Os objetivos do gerenciamento de riscos do projeto são aumentar a probabilidade e o impacto dos
eventos positivos e diminuir a probabilidade e o impacto dos eventos adversos ao projeto.”.

Categoria de risco / Risk
Category
Um grupo de possíveis causas de riscos. As causas de riscos podem ser
agrupadas em categorias como técnica, externa, organizacional, ambiental
ou de gerenciamento de projetos. Uma categoria pode incluir subcategorias,
como maturidade técnica, clima ou estimativa agressiva.
Contratada Organização que presta serviço para a EMPRESA mediante contrato e que
seja obrigada, através de instrumento contratual, a seguir os padrões,
métodos ou processos estabelecidos pela empresa.
EPC Equipamento de Proteção Coletiva.
EPI Equipamento de Proteção Individual
Estrutura Analítica de Riscos
(EAR) / Risk Breakdown
Structure (RBS) [Ferramenta]
uma representação organizada hierarquicamente dos riscos identificados
por projeto ordenados por categoria e subcategoria de risco que identifica
as diversas áreas e causas de riscos potenciais. A estrutura analítica de
riscos é geralmente adaptada para tipos específicos de projetos.
Evacuação de Área Ato de retirar de forma ordenada todos os empregados próprios,
contratados e visitantes que não estejam envolvidas no controle de uma
emergência.
FISPQ Ficha de Informação de Segurança de Produtos Químicos.
GAE– Grupo de Atendimento a
Emergências
Grupo formado por colaboradores, para o atendimento imediato de
acidentes ambientais e do trabalho. Após receber a comunicação de
emergência para evacuação o componente do GAE deve:
 Tornar-se um agente multiplicador da mensagem de emergência,
acionando outros setores previamente definidos;
 Identificar a direção e sentido do vento;
 Reunir as pessoas sob seu comando;
 Orientar quanto à rota de fuga mais adequada;
 Encaminhar o pessoal pela rota de fuga, de forma calma e ordenada
até o ponto de encontro;
 Coordenar o pessoal no ponto de encontro, aguardando com
tranquilidade o desenrolar da emergência e na ocupação de veículos
para evacuação de área, se for o caso;
 Orientar os funcionários de volta aos seus locais de trabalho ao final
da emergência;
 Realizar os procedimentos de primeiros socorros, em caso de
acidentes pessoais;
 Realizar os procedimentos para contenção de vazamentos em caso de
danos ambientais;
 Realizar isolamentos das áreas para reduzir o risco de acidentes nas


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emergências;
 Realizar os processos de comunicação para as situações de
emergência.
Gatilhos / Alarmes / Triggers Indicações de que um risco ocorreu ou está para ocorrer. Os gatilhos
podem ser descobertos no processo de identificação de riscos e
observados no processo de monitoramento e controle de riscos. Os gatilhos
às vezes são chamados de sintomas de risco ou sinais de alerta.
HSE – Higienyst Safety
Enveromennt
Setor de Higiene Ocupacional, Segurança do Trabalho e Saúde.
Planejamento de respostas a
riscos / Risk Response Planning

O processo de desenvolvimento de opções e ações para aumentar as
oportunidades e reduzir as ameaças aos objetivos do projeto. Elas podem
ser:
 Aceitação dos riscos / Risk Acceptance: Uma técnica de
planejamento de respostas a riscos que indica que a equipe do
projeto decidiu não alterar o plano de gerenciamento do projeto
para lidar com um risco ou que não consegue identificar uma outra
estratégia de resposta adequada;
 Mitigação de riscos / Risk Mitigation: Uma técnica de planejamento
de respostas a riscos associada às ameaças que busca reduzir a
probabilidade de ocorrência ou o impacto de um risco a um nível
abaixo do limite aceitável;
 Prevenção de riscos / Risk Avoidance: Uma técnica de
planejamento de respostas a riscos para uma ameaça que cria
mudanças no plano de gerenciamento do projeto destinadas a
eliminar o risco ou proteger os objetivos do projeto de seu impacto.
Em geral, a prevenção de riscos envolve o relaxamento dos
objetivos de tempo, custo, escopo ou qualidade;
 Transferência de riscos / Risk Transference: Uma técnica de
planejamento de respostas a riscos que transfere o impacto de uma
ameaça para terceiros juntamente com a propriedade da resposta.
Plano de gerenciamento de
riscos / Risk Management Plan
O documento que descreve como o gerenciamento de riscos do projeto
deverá ser estruturado e realizado no projeto. Ele faz parte ou é um plano
auxiliar do plano de gerenciamento do projeto. O plano de gerenciamento
de riscos pode ser informal e genérico ou formal e bem detalhado,
dependendo das necessidades do projeto. As informações no plano de
gerenciamento de riscos variam de acordo com a área de aplicação e o
tamanho do projeto. O plano de gerenciamento de riscos é diferente do
registro de riscos, que contém a lista de riscos do projeto, os resultados da
análise de risco e as respostas a riscos.


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QSMS Qualidade, Segurança, Meio Ambiente e Saúde.
Registro de riscos / Risk
Register [Saídas/Entradas]
O documento que contém os resultados da análise qualitativa de riscos, da
análise quantitativa de riscos e do planejamento de respostas a riscos. O
registro de riscos detalha todos os riscos identificados, incluindo descrição,
categoria, causa, probabilidade de ocorrência, impacto(s) nos objetivos,
respostas sugeridas, responsáveis e andamento atual. O registro de riscos
é um componente do plano de gerenciamento do projeto.
RENP Relatório de evento não planejado.
Reserva / Reserve Uma cláusula no plano de gerenciamento do projeto para mitigar os riscos
de custos e/ou de cronograma. Muitas vezes usada com um modificador
(por exemplo, reserva de gerenciamento, reserva para contingências) para
fornecer mais detalhes sobre que tipos de risco devem ser mitigados. O
significado específico do termo modificado varia de acordo com a área de
aplicação.
Reserva para contingências /
Contingency Reserve
Os fundos, o orçamento ou o tempo necessário, além da estimativa, para
reduzir o risco de ultrapassar os objetivos do projeto a um nível aceitável
para a organização.
Risco / Risk Um evento ou condição incerta que, se ocorrer, provocará um efeito positivo
ou negativo nos objetivos de um projeto.
Risco residual / Residual Risk Um risco que continua após as respostas a riscos terem sido
implementadas.
Risco secundário / Secondary
Risk
Um risco que surge como resultado direto da implementação de uma
resposta a riscos.
SESMT Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do
Trabalho.
Sistema de Alarme Sirenes de som intermitente que sinalizam uma situação de emergência e
alertam para o abandono das áreas de trabalho.
Situações de Emergência Qualquer situação que exija a interrupção imediata das rotinas de trabalho
tais como: acidentes, explosão, incêndio, vazamento de gases e produtos
químicos, inundações e incidência de raios.
Vias de Circulação Principal e
Alternativa (ou Rotas de Fuga)
Compreende os caminhos, corredores, escadas e rampas que os
colaboradores deverão utilizar para o abandono das áreas de trabalho no
momento da emergência. Estas vias deverão ser identificadas com
sinalização, permanecendo limpas e desobstruídas.






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9. METODOLOGIA

9.1. Considerações Iniciais

Os processos de Gerenciamento de Riscos são os seguintes:
 Planejamento do Gerenciamento de Riscos – define como o processo de risco deverá ser estruturado
e conduzido no projeto;
 Identificação de Riscos – processo de identificação de riscos do projeto;
 Análise Qualitativa de Riscos – processo de análise subjetiva que visa hierarquizar os riscos
identificados;
 Análise Quantitativa de Riscos – processo de análise numérica que verifica os efeitos dos eventos de
riscos de mais alta prioridade, valorizando o impacto financeiro no Empreendimento;
 Planejamento de Respostas a Riscos – processo de planejamento do que deverá ser feito a respeito
dos riscos prioritários;
Monitoramento e Controle de Riscos – processo de acompanhamento e controle dos riscos identificados e
avaliados.

9.2. Planejamento para Gerenciamento de Riscos

9.2.1. Metodologia

Para o gerenciamento de riscos deverão ser utilizados os conhecimentos disponíveis no Consórcio e
técnicas tais como workshops, reuniões, dinâmicas de grupo e entrevistas. O processo deverá ser
realizado com a participação dos representantes das diversas áreas de conhecimento do
Empreendimento.

9.2.2. Funções e Responsabilidades

A atividade deverá ser liderada pelo Gerente de Administração Contratual & Riscos, com o apoio dos
demais gerentes do Empreendimento.

9.2.3. Orçamento

O orçamento para as atividades de administração do processo de gerenciamento de riscos deverá ser
incluído nos custos do Empreendimento.


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9.3. Reconhecimento dos Riscos

Requer o conhecimento detalhado dos métodos de produção, operações e processos, matérias primas e
produtos finais e secundários.

9.3.1. Conhecimento da Produção

Tecnologia de produção
 Processos usados
 Fluxogramas
 Parâmetros (pressão, temperatura, etc.)
 Sistemas manuais ou automáticos

Lay-out das instalações industriais
 Dimensões dos locais de trabalho
 Áreas sob influencia potencial dos contaminantes

Inventário das matérias - primas
 Produtos intermediários
 Produtos de decomposição
 Produtos de combustão
 Produtos finais
 Aditivos e catalisadores

9.3.2. Conhecimento do Processo

Organização do processo (fluxos)
 Características (continuo ou descontinuo)
 Tipos de equipamentos (fechado, aberto, ou periodicamente aberto)

Fatores potenciais de contaminantes
 Circunstâncias que podem originar vazamento de contaminantes


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 Possibilidades de se criarem condições perigosas
 Disposição de máquinas

9.3.3. Conhecimento das Condições Climáticas

 Direção e intensidade das correntes de ar
 Temperatura
 Umidade
 Pressão atmosférica

9.3.4. Conhecimento das Propriedades Físico-Químicas dos Produtos Envolvidos

 Pressão de vapor
 Densidade
 Reatividade

9.3.5. Conhecimento da Toxicologia dos Produtos em Uso

 Vias de penetração no organismo
 Meia – vida biológica
 Limites de exposição
 Estabilidade das matérias – primas, produtos intermediários, finais e auxiliares

9.3.6. Conhecimento das Atividades do Trabalhador

 Tipo de exposição (continua, intermitente ou esporádica)
 Exigências fiscais do trabalho realizado
 Tipo de jornada (turno, ciclo de trabalho)
 Número de trabalhadores em relação ás máquinas
 Número de trabalhadores por operação







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9.3.7. Conhecimento dos Programas de Manutenção

 Preventiva
 Corretiva
 Procedimentos adotados

9.3.8. Conhecer a Natureza e Resultados de Avaliações Existentes

 Avaliação ambiental
 Avaliação biológica
 Avaliação clinica

9.3.9. Conhecer as Proteções Adotadas

 Coletivas (aplicadas na fonte ou na propagação do agente)
 Individuais (EPI)
 Procedimentos (métodos de trabalho para minimizar exposições)

9.3.10. Conhecer a Empresa do Ponto de Vista de Suas Ações

 CIPA
 SESMT
 Fiscais
 Judiciais
 Medidas e Ações Reativas
 Medidas e Ações Proativas

9.3.11. Utilização de Índices Sensoriais

 Índices olfativos
 Índices auditivos
 Índices visuais





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9.4. Avaliações dos Riscos

Envolve o monitoramento dos riscos ambientais para determinação da intensidade dos agentes físicos, a
concentração dos agentes químicos e biológicos, visando o dimensionamento da exposição dos
trabalhadores.

A avaliação quantitativa deverá ser realizada sempre que necessária para comprovar o controle da
exposição ou inexistência dos riscos identificados.

Na etapa de reconhecimento, dimensionar a exposição dos trabalhadores e substituir o equipamento das
medidas de controle.

A avaliação deverá considerar as seguintes atividades:

a) Definir e planejar a estratégia de quantificação dos riscos, baseando-se nos dados e informações
coletados na etapa anterior;
b) Quantificar a concentração ou intensidade através de equipamentos e instrumentos compatíveis
aos riscos identificados e utilizando-se de técnicas indicadas a seguir;
c) Verificar se os valores encontrados estão em conformidade com os Limites de Tolerância
estabelecidos e o tempo de exposição dos trabalhadores;
d) Verificar se as medidas de controle implantadas são eficientes.

Nesta fase de avaliação, é primordial caracterizar, através de metodologias técnicas, à exposição
de trabalhadores á agentes de risco, considerando-se os Limites de Tolerância e o tempo de
exposição.

Deverá ser transcrita a conclusão quanto à caracterização de dano à saúde do trabalhador.

9.4.1. Avaliação Qualitativa

Os riscos ambientais foram avaliados qualitativamente no ARRA – Antecipação e Reconhecimento de
Riscos Ambientais, segundo o método proposto pela AIHA- AMERICAN INDUSTRIAL HYGIENE
ASSOCIATION.




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9.4.2. Avaliação Quantitativa

A avaliação quantitativa deverá ser realizada sempre que necessária para:

a) Comprovar o controle da exposição ou a inexistência riscos identificados na etapa de
reconhecimento;
b) Dimensionar a exposição dos trabalhadores;
c) Subsidiar o equacionamento das medidas de controle.

Quando os resultados das avaliações quantitativas da exposição dos trabalhadores excederem os valores
dos limites previstos na NR 15 ou, na ausência destes os valores limites de exposição ocupacionais
adotados pela American Conference of Governmental Industrial Higyenists-ACGIH, ou aqueles que
venham a ser estabelecidos em negociação coletiva de trabalho, desde que mais rigorosos do que os
critérios técnico-legais estabelecidos.

9.5. Estratégia de Amostragem

A estratégia de amostragem tem sua importância baseada nas garantias que ela possibilita para que
obtenhamos resultados de avaliações ambientais, mais próximas da realidade. Para que isso ocorra, todos
os fatores que de alguma forma afetam os resultados de uma avaliação quantitativa, devem ser
considerados ao ser planejada uma estratégia de amostragem, de modo que as amostras ou medições,
sejam verdadeiramente “representativas” da exposição e que os dados obtidos sejam “confiáveis”,
garantindo assim sua avaliação, pois a ocorrência de contaminantes atmosféricos no local de trabalho
varia com o tempo e lugar, dependendo da hora do dia, da semana, mês ou ano, podendo existir
diferenças significativas nas exposições a estes contaminantes e portanto nos seus efeitos resultantes.

O seguinte exemplo demonstra uma estratégia de amostragem inadequada:

Um reator de polimerização é aberto uma vez em cada turno, com o máximo de concentração de um
agente tóxico (do tipo que tem ação rápida no organismo) da ordem de 4 vezes o limite de exposição
ocupacional (em termos de valor “teto”) ocorrendo próximo de 10h e próximo de 16h. Entre estes períodos
a concentração cai a valores muito baixos. Sem levar em consideração o fato de que há um valor “teto”,
uma avaliação de exposição foi feita a partir de resultados obtidos com duas amostras contí nuas de 4
horas de duração cada uma, ou seja, com uma estratégia incapaz de detectar picos de exposição. O
resultado, representando uma exposição média ao longo de 4 horas (mas não dando indicação quanto a
valores máximos), está dentro do limite de exposição ocupacional aplicável. No entanto, neste caso, uma


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conclusão de que não há risco para a saúde seria errônea, pois o limite de concentração “teto” foi
excedido duas vezes, podendo ter havido dano para a saúde dos trabalhadores expostos.

9.5.1. Estratégia de amostragem Aplicada á Higiene Ocupacional

9.5.1.1. Atitudes de Segurança por Volta de 1990

 Qual ou quais trabalhadores deverão ter sua exposição avaliada?
 Onde o dispositivo de amostragem deve ser colocado em relação ao trabalhador avaliado?
 Quantas amostras dever ser tomadas em cada dia de trabalho, para definir a exposição de um
trabalhador?
 Qual o tamanho do período de amostragem para cada amostra?
 Quais períodos da jornada devem ser amostrados?
 Quantas jornadas devem ser amostradas ao longo do ano, e quando?

9.5.1.2. Suas Etapas

 Antecipação
 Reconhecimento

9.5.1.3. Estratégia de Amostragem

 Avaliação
 Controle

9.5.1.4. Conceitos Básicos

 Limite de Tolerância
 Nível de Ação
 Grupo Homogêneo de Exposição
 Exposto de Maior Risco





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9.6. Avaliação a Exposição

9.6.1. Avaliação de Higiene Ocupacional

É o processo de tomada de decisões que resulta em uma opinião acerca do grau de perigo para a saúde,
proveniente opinião acerca do grau de perigo para a saúde, proveniente de um agente agressivo
produzido em situações laborais.

9.6.1.1. Lembre-se

Medir um agente é distinto de avaliar a exposição (de alguém) ao agente.

9.6.1.2. Definição da Amostragem

 Representatividade
 Exatidão

9.6.1.3. Caracterização Básica

 É o passo inicial em um processo de avaliação de exposições ocupacionais
 É a abordagem do ambiente e dos expostos, capaz de definir, ao final do processo, os grupos
homogêneos de exposição.

9.6.1.4. Caracterização do Ambiente

Envolve o conhecimento do ambiente, a descrição dos processos e dos Envolve o conhecimento do
ambiente, a descrição dos processos e dos agentes existentes, as atividades desenvolvidas. Agentes
existentes, as atividades desenvolvidas.

9.6.1.5. Caracterização da População Exposta

Envolve o conhecimento das funções, atividades e tarefas realizadas, com suas variações, relacionadas
com a força de trabalho (quantidade de pessoas, características da população).



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9.6.1.6. Caracterização dos Agentes

Envolve a determinação dos agentes ligados ao local de trabalho e suas atividades e tarefas, decorrentes
dos processos. Agrega o conhecimento dos efeitos a saúde dos agentes, normas relacionadas e o estudo
dos limites de tolerância aplicáveis.

9.6.1.7. Grupos Homogêneos de Exposição

 O objetivo é determinar homogeneidade de exposição a agentes específicos, dentre os grupos de
trabalhadores.
 Um grupo homogêneo de exposição é um grupo de trabalhadores com idênticas probabilidades de
exposição a um dado agente.
 O grupo é homogêneo no sentido em que a distribuição de probabilidades de exposição é a mesma
para todos os seus membros.
 Não há necessidade de que todos os membros do grupo tenham a Não há necessi dade de que
todos os membros do grupo tenham a mesma exposição em um dia sequer. Mesma exposição em
um dia sequer.
 Dada a homogeneidade estatística, um pequeno número de amostras aleatórias pode ser usado
para definir as exposições e tendências dentro do grupo.

9.6.1.8. GHS São á Base da Higiene Industrial Quantitativa

 A determinação dos GHEs envolve estudo e observação, a partir do processo, função tarefas e
ambiente.
 Os grupos são evidenciados dentro de uma matriz de função, áreas de trabalho, agentes e
atividades. Pode ser necessário subdividir grupos até a homogeneidade adequada.

Qualquer resultado de Um GHE permite inferências estatísticas. Qualquer resultado de um trabalhador do
grupo fornece presumivelmente informação um trabalhador do grupo fornece presumivelmente informação
representativa das exposições dos outros trabalhadores daquele grupo.






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Tabela 1 – Número de trabalhadores a serem amostrados em função do grupo homogêneo e grau de
confiança de ter-se pelo menos um nos 10% superiores de níveis de exposição.


CONFIANÇA DE 90% CONFIANÇA DE 95%
GRUPO
HOMOGÊNEO
GRUPO
AMOSTRAL
GRUPO
HOMOGÊNEO
GRUPO
AMOSTRAL
8 7 12 11
9 8 13 - 14 12
10 9 15 – 16 13
11 – 12 10 17 – 18 14
13 - 14 11 19 - 21 15
15 - 17 12 22 - 24 16
18 - 28 13 25 - 27 17
21 – 24 14 28 - 31 18
25 - 29 15 32 - 35 19
30 - 37 16 36 - 41 20
38 - 49 17 42 - 50 21
50 18 51e> 29
51e> 22

9.6.1.9. Exposto de Maior Risco (maximum risk employee – MRE)

Havendo evidência de possível exposição do indivíduo supostamente mais exposto. É o conceito do
“exposto de maior risco” / MRE.

9.6.1.10. Necessidade de Abordagem Estatística na Avaliação ocupacional

 Assim, a exposição média avaliada não passa de uma estimativa da exposição média real;
 Embora não conheçamos a exposição média real, podemos definir intervalos onde se pode afirmar
que ela se situa (comum grau de certeza definido);
 O uso de técnicas adequadas permite fazermos afirmações estatísticas sobre a situação de
trabalho, partindo-se de uma estratégia bem delineada.

9.6.1.11. Conhecimento do Higienista

 O conhecimento do ambiente
 A visão conceitual e de campo do higienista
 Recursos instrumentais adequados Recursos instrumentais adequados
 Uso correto da ferramenta estatística dentro da higiene ocupacional


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9.6.1.12. Fatores de Evidenciamento do MRE

 Proximidade da fonte de contaminantes
 Mobilidade no ambiente mobilidade no ambiente
 Linhas de corrente de ar no recinto linhas de corrente de ar no recinto
 Diferenças em hábitos operacionais diferenças em hábitos operacionais

9.6.2. Importância da Observação da Operação da Experiência do Higienista

Se não for possível evidenciar o MRE com adequada confiabilidade técnica, seleciona-se uma amostra
estatisticamente, confiabilidade técnica, seleciona-se uma amostra estatisticamente, do grupo homogêneo
de exposição, aleatoriamente, que do grupo homogêneo de exposição, aleatoriamente, que conterá, com
certo grau de confiança.

9.7. Avaliação Ambiental

Consiste em avaliar quantitativamente os riscos a curto e longo prazo através de medições das
concentrações dos produtos químicos e comparar estes valores com os limites de tolerância. Para isto
será necessário aplicar técnicas de amostragem e análise das amostras em laboratórios competentes ou
efetuar medições com aparelhos de leitura direta.




9.8. Planejamento da Amostragem

Antes de realizar qualquer monitoramento é necessário o estabelecimento de uma estratégia de
amostragem; e seu planejamento é de fundamental importância para que possamos obter o resultado que
desejamos. Para planejarmos a estratégia de amostragem devemos observar os seguintes pontos:
AVALIAÇÃO AMBIENTAL
Interpretação
dos Resultados
Análise das amostras Amostragem


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 Onde amostrar;
 Tempo de amostragem;
 Quando Amostrar;
 Número de Amostras;
 Tratamento Estatístico dos Resultados;

As amostragens estão relacionadas com o risco e subdividem-se em:

 Amostragens de campo (relacionada com o ambiente)
 Amostragens pessoais (relacionada com o trabalhador)


9.9. Onde Amostrar

Devem ser feito preliminarmente o levantamento e identificação de pontos de amostragem (contínuas e
instantâneas) nas unidades industriais.

Este estudo deve ser baseado em informações de:

 Processo
 Operação
 Manutenção
 Observação das atividades de trabalho

A escolha adequada do ponto de coleta de amostra, ou de medição, é de grande importância,
particularmente quando houver um gradiente de concentração apreciável. Isto pode ser ilustrado por um
estudo de Kost e Saitsman (1977), que demonstrou grandes diferenças em resultados obtidos com
amostras coletadas em diversos pontos ao redor de um mineiro do carvão. Por exemplo: a uma distância
AMOSTRAGEM
Número de
Amostras
Quando
Amostrar
Tipos de
Amostragem
Onde
Amostrar
Instrumentos
de Campo
Amostras de Ar Aparelhos de
Leitura Direta
Instantâneas Contínuas


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de 90 cm na frente do mineiro, o resultado obtido para a concentração de “poeira respirável” foi duas
vezes maior que o resultado obtido na sua zona de respiração, ao passo que a menos de 1 metro atrás do
trabalhador, o resultado foi a metade. O gradiente de concentração depende de fatores, tais como: tipo de
operação, práticas de trabalho, ventilação, etc. Instrumentos de leitura direta podem auxiliar nestas
determinações.

Para que possamos determinar onde realmente avaliar ou a melhor localização (pior exposição) para a
coleta, alguns fatores devem ser observados. Embora a verdadeira exposição só possa ser conhecida
após a amostragem e análise do ar, é possível determinar qual ou quais as piores situações, através da
observação cuidadosa das tarefas e da maneira como são realizadas.

Os fatores considerados para escolha de onde avaliar, são: Localização dos trabalhadores em relação às
fontes de contaminantes; Natureza dos processos e importância relativa das várias fontes; Mobilidade dos
trabalhadores; Práticas de trabalho (Ex: localização do empregado em relação às tarefas); Tempo em
locais mais poluídos; Condições de movimentação do ar e de ventilação dos locais.

Podem ser utilizados também instrumentos de leitura direta, mesmo pouco precisos, podem ser muito
úteis para determinar postos de trabalho onde a exposição é maior. Se for estimado que todos os
trabalhadores estão nas mesmas condições quanto ao risco, aqueles, cuja exposição será avaliada,
podem ser escolhidos aleatoriamente.

Um outro procedimento é o de agrupar trabalhadores em “zonas de exposição“ (Corn & Esmen, 1979) não
necessariamente definidas geometricamente, mas que devem ser perfeitamente identificáveis e devem
conter trabalhadores com similaridades quanto a exposição potencial a agentes que oferecem risco, e
também quanto a seu ambiente físico. A fim de identificar trabalhadores que pertencem à mesma “zona de
exposição” (nem sempre fisicamente próximos uns dos outros), devem-se observar cuidadosamente o
ambiente e posto de trabalho, as descrições de tarefas, as práticas de trabalho, bem como características
individuais. Pode ocorrer que trabalhadores com a mesma descrição de tarefas tenham exposições
diferentes devido a diferenças nas práticas de trabalho, ventilação do posto de trabalho, etc.

Quando um número suficiente de trabalhadores numa determinada “zona de exposição” tiver sido
avaliado, ter-se-á informação suficiente para descrever a exposição de todos os trabalhadores
considerados como na mesma “zona de exposição”. Esta descrição pode ser por meio de uma estimativa
de intervalo (faixa de concentrações) dentro de um certo grau de confiança.



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Na maioria dos casos há necessidade de avaliar a exposição de um grupo de trabalhadores, e não de um
só. Por razões práticas, não é possível avaliar a exposição de cada um e, portanto, deve ser tomada ainda
outra decisão quanto a “onde amostrar”, ou seja, qual trabalhador (ou quais trabalhadores) deve(m) levar o
amostrador pessoal, de modo que as conclusões alcançadas sejam representativas e válidas para t odo o
grupo. Uma maneira é avaliar a exposição do(s) trabalhador (es) com a pior exposição, se esta estiver
dentro do aceitável (nível de ação), pode-se concluir que assim estará a exposição dos outros
trabalhadores no mesmo grupo. Caso contrário, mais avaliações serão necessárias.

Após considerado os fatores para a escolha de onde avaliar, teremos:

 Avaliação ser na zona de respiração do empregado;
 Avaliação no ambiente de trabalho.

9.9.1. Amostragem na Zona de Respiração

Para avaliar a exposição de um trabalhador, por via respiratória, é necessário coletar amostras na “zona
de respiração” que pode ser definida como uma região hemisférica, com um raio de aproximadamente 30
cm à frente da cabeça.

A melhor maneira de coletar tais amostras é com um amostrador pessoal, ou seja, uma unidade portátil de
amostragem que pode ser carregada pelo trabalhador (sem impedir sua movimentação), com o elemento
coletor na zona de respiração. Um procedimento usual para amostragem ativa é colocar a bomba de
sucção num cinturão e o elemento coletor na lapela da roupa do trabalhador.

Se o trabalhador permanece sempre num determinado local, pode ser utilizado um amostrador
estacionário, com a entrada (de ar contaminado) localizada na altura da zona de respiração. Isto pode ser
necessário, por exemplo, quando não houver disponibilidade de amostradores pessoais, ou quando for
utilizado um elemento coletor difícil de colocar na lapela (ex.: frasco com reagente líquido). Porém, sempre
que possível, devem ser utilizados os amostradores pessoais, pois permitem uma amostragem mais
representativa, além de serem mais práticos. Os amostradores pessoais são indispensáveis quando os
trabalhadores se movimentam através de ambientes com níveis de concentração diferentes.






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9.9.2. Amostras no Ambiente de Trabalho

Quando existirem muitas fontes de contaminantes atmosféricos espalhadas pelo ambiente de trabalho,
diversos amostradores poderão ser utilizados simultaneamente, ou um mesmo amostrador, em diferentes
localizações. Se as fontes de poluição forem localizadas e os trabalhadores permanecerem mais ou
menos no mesmo local, será possível avaliar o risco para a saúde (e, portanto a necessidade de
implementar medidas de controle), a partir de amostras coletadas com amostradores estacionários
convenientemente localizados, mesmo se não for possível determinar a exposição individual dos
trabalhadores.

Por exemplo, uma amostra coletada entre uma fonte de poluição e os trabalhadores pode indicar se a
situação é aceitável ou se medidas de controle são necessárias. Neste tipo de avaliação é importante
verificar se o ar sendo amostrado não é menos poluído do que o ar que está sendo respirado pelos
trabalhadores. Há casos em que uma primeira impressão pode enganar, pois pode ocorrer que fatores
como sistemas de ventilação, entradas de ar, correntes de ar, etc., nem sempre muito evidentes, tenham
uma influência apreciável nas concentrações.

Após a implementação de medidas de controle, é recomendável coletar amostras no mesmo ponto de
amostragem a fim de avaliar a eficiência das medidas. Aliás, quando o objetivo for a avaliação de métodos
de controle, os pontos de amostragem podem ser escolhidos exclusivamente em relação às fontes de
poluição que estão sendo estudadas.

9.10. Tipos de Amostragem

a) Amostragens contínuas: Tempo  30 minutos
 Não registra pico
 Substâncias com L.T. média ponderada

b) Amostragens instantâneas: Tempo  30 minutos
 Registra pico
 Substância com média ponderada ou valor teto.

As monitorações instantâneas devem ser realizadas nas seguintes situações:

 Coletas de amostras;


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 Parada de unidades;
 Limpeza de equipamentos;
 Inspeções visuais;
 Manutenção de equipamentos;
 Pintura a pistola;
 Selagem de tanques de estocagem;
 Carregamento e descarregamento de caminhões TQs;
 Chatas e navios;
 Demais momentos críticos dos processos;
 Operação e manutenção.

9.11. Tempo de Amostragem

Do ponto de vista de duração, a amostragem pode ser: Instantânea (coleta de uma amostra de ar em
menos de 5 minutos) ou Integrada (de curta duração – 15 min, a longa duração – 4h).

Fatores considerados para determinação da duração da amostragem:

Tempo de ação do agente no organismo humano, particularmente se existir a possibilidade de apreciáveis
flutuações na concentração (picos de concentração máxima). Ou seja:

 Agente de ação rápida no organismo;
 Agentes com efeitos crônicos e cumulativos;
 Volume ar amostrado, necessário para a coleta;
 Volume mínimo de ar amostrado;
 Volume máximo de ar amostrado.

9.11.1. Agentes de Ação Rápida no Organismo

Numa situação hipotética em que a concentração do contaminante atmosférico fosse invariável durante
todo o dia de trabalho, a duração da amostragem não teria importância, pois tanto uma concentração
instantânea, como a concentração média durante todo o dia, teriam o mesmo valor.
No entanto, concentrações variam com o tempo e, dependendo da natureza do processo e das condições
do ambiente, estas variações podem ser apreciáveis. É o que ocorre, por exemplo, quando são abertos


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reatores de polimerização, ou portas de fornos de secagem, tampas de tanques, portas de máquinas de
lavagem a seco, etc.

Isto tem grande importância quando é avaliada a exposição a agentes de ação rápida no organismo, ou
seja, que causam irritação, intoxicação aguda, narcose acentuada. Em tais casos, exposições breves a
concentrações muito elevadas, podem causar danos, às vezes irreversíveis, mesmo se a concentração
média ao longo do dia de trabalho estiver abaixo do limite de exposição ocupacional.

Para avaliar exposição a este tipo de agente, é necessário detectar todos os máximos de concentração e a
estratégia de amostragem deve ser planejada de modo a não deixar “escapar” nenhum. Devemos lembrar
ainda que, quando a amostragem for de longa duração, períodos curtos de exposição a concentrações
muito elevadas podem permanecer escondidos, se forem precedidos ou seguidos por períodos com
concentrações muito baixas.

Para detectar máximos de concentrações, a duração de amostragem deve ser suficientemente curta para
não exceder a duração do pico de concentração, visto que a inclusão de concentrações mais baixas,
ocorrendo antes ou depois do valor máximo, afetariam o seu cálculo. Portanto, nestes casos, a
amostragem dever ser de curta duração, não mais de 15 minutos. Deve ser dito que, quando se trata de
agentes de ação muito rápida, mesmo 15 minutos pode ser um tempo muito longo para amostragem, pois
ainda poderia “esconder” valores máximos prejudiciais. Por este motivo, alguns agentes são avaliados em
termos de valores tetos de concentração, como aliás já foi discutido. Para estes casos são recomendadas
amostragens instantâneas com instrumentos de leitura direta.

Instrumentos de leitura direta, particularmente aqueles que proporcionam uma leitura contínua das
concentrações, podem ser extremamente úteis para a determinação de valores máximos de concentração.
Na experiência da autora, houve um caso em que, devido a queixas de alguns trabalhadores, numa fábrica
de espuma de borracha, foram feitas avaliações de exposição à disocianato de tolueno (TDI).

Os resultados obtidos através de amostragem e análise de ar foram sempre negativos, até que foram
feitas as medições com um instrumento de leitura direta do tipo “real-time”, com representação contínua
das concentrações o que demonstrou máximos de concentração extremamente elevados e de curtíssima
duração. Devido ao tipo de ação do TDI no organismo, uma exposição desta natureza é o suficiente para
desencadear sintomas nos trabalhadores, particularmente naqueles já sensibilizados pelo agente.



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A detecção de picos máximos de concentração não é apenas importante no caso da avaliação de
exposição a agentes de ação rápida, mas também ao planejar uma estratégia de controle, quando
concentrações muito elevadas, ocorrendo por muito pouco tempo, contribuem apreciavelmente para uma
concentração média elevada. Em tais casos, e sendo tecnicamente possível, é mais eficiente e econômico
dirigir medidas de controle à fase do processo responsável pelas concentrações máximas.

9.11.2. Agentes com Efeitos Crônicos e Cumulativos

A fim de avaliar a exposição á agentes com efeitos crônicos e cumulativos, deve-se fazer uma estimativa
da concentração média ponderada durante longo tempo de exposição. Portanto, é recomendada a
amostragem contínua ao longo ou de todo o dia de trabalho ou a cada turno. Por razões práticas, o mais
recomendável são duas amostras contínuas de 4 horas de duração. Pode acontecer que o procedimento
utilizado não permita a amostragem por 4 horas e que períodos mais curtos devam ser utilizados, por
exemplo, amostras consecutivas e contínuas de 2 horas. Nestes casos, deve ser evitada a amostragem
seletiva em fases de maior ou de menor concentração.

Quando se trata de diferentes níveis de exposição por períodos definidos de tempo, por exemplo, se o
trabalhador troca de posto de trabalho, o Limite de Exposição - Média Ponderada TLV-TWA (*) de
concentração pode ser calculada a partir de resultados de amostragem contínua ao longo de cada um
destes períodos.

Se a média ao longo de um dia de trabalho for calculada a partir de amostras de curta duração, ou de
leituras diretas, uma fonte de erro será introduzida e a confiabilidade dos resultados decresce.

Flutuações em concentração não são críticas na avaliação de exposição á agentes com efeitos crônicos
(para os quais se utilizam concentrações TLV-TWA). No entanto, mesmo nestes casos, flutuações que
forem de grande magnitude deverão ser consideradas, pois há um limite máximo aceitável acima do limite
de exposição ocupacional.

Finalizando, vale lembrar que o tipo de efeito causado pelo agente em questão já deve ser tomado em
consideração quando um limite de exposição ocupacional é estabelecido.

(*) TLV-TWA: Este limite de exposição é estabelecido pela ACGIH, e representa a concentração média
ponderada pelo tempo para uma jornada normal de 8 horas diárias e 40 horas semanais, para a qual a


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maioria dos trabalhadores pode estar repetidamente exposta, dia após dia, sem sofrer efeitos adversos à
sua saúde.

9.11.3. Volume Mínimo de AR Amostrado

Um volume mínimo de ar é necessário para permitir a coleta de uma quantidade de amostra suficiente
para ser analisada quimicamente ou para deduzir resposta num instrumento de leitura direta. Isto se
relaciona com a sensibilidade do método analítico utilizado (ou do instrumento de leitura direta) e da faixa
de concentrações esperadas. Se as concentrações forem muito baixas, a amostragem de um volume de ar
muito pequeno não será suficiente, a menos que o método disponível seja muito sensível.

Amostras muito pequenas podem levar a uma conclusão errônea quanto à ausência de um certo
contaminante, em verdade presente no ar amostrado, mas não em quantidade suficiente para ser
detectado em vista da sensibilidade do sistema de medição utilizado. Isto tem importância particularmente
quando se avaliam exposições a baixas concentrações de agentes altamente tóxicos, cancerígenos ou
teratogênicos.

9.11.4. Volume Máximo Possível de Ar Amostrado

Dependendo do tipo de meio coletor utilizado, há um limite superior para o volume total de ar amostrado. A
quantidade total de amostra que pode ser retida, por exemplo, por absorção em carvão ativado, é limitada,
pois este meio coletor eventualmente atinge um ponto de saturação após o qual há passagem da amostra.

Quanto maior a concentração do contaminante atmosférico, mais cedo ocorrerá este fenômeno, o que
pode ser verificado colocando duas seções de carvão ativado em série e analisando-as separadamente.

O volume máximo de ar que pode ser amostrado e a duração de amostragem (para que a estratégia seja
correta) determinam a vazão necessária para a coleta da amostra.

Deve ser lembrado que a umidade do ar afeta o ponto de saturação, para adsorventes sólidos, como o
carvão ativado ou os filtros utilizados em cassetes. Em condições de umidade do ar elevada, a saturação
ocorre antes do que ocorreria numa atmosfera seca.



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Poderá ser necessário reduzir o volume da amostra de até 50% em atmosferas muito úmidas. Isto afeta a
estratégia de amostragem, com um mesmo sistema, a duração de amostragem não pode ser a mesma
para uma situação com umidade relativa de 80% e, outra, com umidade relativa de 10%.

Existem curvas de saturação para diferentes adsorventes sólidos e para diferentes contaminantes
atmosféricos, levando em conta diversas umidades relativas. Estas curvas devem ser consultadas ao
planejar uma estratégia de amostragem, principalmente em climas úmidos.

9.12. Quando Amostrar

 As amostragens devem ser feitas em condições normais de trabalho;
 Deve cobrir, no mínimo, um ciclo de trabalho;
 Observar as variações das condições físicas: temperatura do ar (T aumenta liberação de agentes
químicos voláteis).

Para detectar picos máximos de concentração, não é suficiente estabelecer que a amostragem deve ser
de curta duração, deve-se também estabelecer “quando” efetuá-la, a fim de que seja representativa da
exposição dos trabalhadores.

Fatores considerados para o fator “Quando Amostrar”:

 Quando a exposição é a agente de ação rápida no organismo;
 Quando a exposição é á agentes com efeitos crônicos;
 Com estimativa a partir de amostras contínuas de longa duração;
 Com estimativa a partir de amostras curtas ou instantâneas;
 Quando amostrar novamente.

9.12.1. Quando a Exposição á Agentes de Ação Rápida no Organismo

Como já mencionado, nestes casos é imprescindível detectar picos de concentração, o que requer
amostragem instantânea ou de curta duração. A fim de estabelecer “quando” amostrar, é necessário
observar cuidadosamente o processo de trabalho para determinar quando é possível que ocorram os picos
de concentração. Nestes casos a amostragem deve ser feita quando ocorrem as concentrações máximas.




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9.12.2. Quando a Exposição á Agentes com Efeitos Crônicos

Nestes casos deve-se estimar uma concentração média ponderada em função do tempo e existem as
seguintes possibilidades:

Com estimativa a partir de amostras contínuas de longa duração

Se a amostragem for feita ao longo de todo o dia ou turno, a consideração de “quando” amostrar se refere
a seleção do dia ou turno. As concentrações podem variar, dia a dia, semana a semana, ou de mês a mês,
devido a fatores tais como mudanças climáticas, mudanças nas operações ou materiais utilizados,
realização de operações esporádicas, etc.

O significado de uma exposição a risco para a saúde é avaliado em termos de uma longa exposição, de
modo que os dias de amostragem devem ser selecionados adequadamente para representar todas as
situações possíveis.

Com estimativa a partir de amostras curtas ou instantâneas

Nestes casos a estratégia é de grande importância e a consideração de “quando” coletar as amostras de
curta duração, ou fazer as medições, é crítica.

Se as concentrações do agente (resultante de um certo processo) apresentarem flutuações muito
pequenas, as amostras podem ser coletadas aleatoriamente, ou a intervalos de tempo iguais, por
exemplo, ao fim de cada hora.

No entanto, se o processo der origem a concentrações que flutuam apreciavelmente, deve ser tomado
muito cuidado para evitar amostragem seletiva feita exclusivamente em períodos de alta concentração, ou
em períodos de baixa concentração. Quando o processo for cíclico, o ideal será amostrar durante todo o
ciclo, o que porém, não será possível se a amostragem for de curta duração ou instantânea.

Os fatores a serem observados para estabelecer “quando” amostrar incluem: natureza do processo ou
operação, possibilidade de operações esporádicas, ocorrência de variações em condições físicas do
ambiente (ex.: temperatura, movimentação do ar, etc.), possibilidade de mudanças na localização dos
trabalhadores e de mudanças de postos de trabalho.



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9.12.3. Quando Amostrar Novamente

Quando medidas preventivas são recomendadas, é necessário fazer nova avaliação após sua
implementação, a fim de verificar sua eficiência. Mesmo quando a situação for satisfatória, haverá
necessidade de exercer vigilância. As condições podem variar, por exemplo, sistemas existentes de
prevenção (ex. ventilação local exaustora) podem deteriorar, se não forem bem mantidos.

Além disso, existem processos que podem eventualmente sofrer alterações, por exemplo, na temperatura
de operação ou nos materiais e produtos químicos utilizados. Em conseqüência, poderá haver a formação
ou liberação de contaminantes atmosféricos que diferem daqueles que eram produzidos quando foi feita a
primeira avaliação, quanto ao tipo de agente, quanto a quantidade formada, ou ainda quanto ao estado
físico do agente.

Um solvente utilizado a uma temperatura mais elevada, ou a mudança para um solvente com pressão de
vapor mais elevada, resultará numa maior produção de vapor; a utilização de uma rocha diferente, num
processo que inclua subdivisão (como, por exemplo, moagem), poderá modificar a distribuição de
tamanhos de partícula na poeira resultante, ou a porcentagem de sílica livre e cristalina nesta mesma
poeira.

A fim de planejar quando deverá ser feita uma nova avaliação, todas as possibilidades de alterações, que
possam levar a mudanças nas exposições dos trabalhadores, devem ser cuidadosamente investigadas.

9.13. Número de Amostragem

As amostras devem ser realizadas 2 a 3 dias aleatórios na semana/mês em horários alternados.

As concentrações de contaminantes atmosféricos variam com o tempo e lugar. Além disso, ainda que as
amostras sejam colhidas no mesmo lugar e ao mesmo tempo, os resultados obtidos através de
amostragem e análise do ar podem variar dependendo da precisão do sistema de medição utilizado. A
concentração “verdadeira” não é realmente medida; o que se faz é uma estimativa, a partir de análise do
ar amostrado durante parte do tempo total de exposição, num número limitado de locais (ou de
trabalhadores), um número limitado de vezes. A confiabilidade nesta estimativa será maior ou menor
dependendo do método utilizado, da duração da amostragem e do número de amostras (utilizadas para a
mesma estimativa).



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A fim de conhecer o grau de incerteza com o qual são tiradas conclusões a partir de dados relativamente
limitados, devem ser utilizados métodos estatísticos.

Fatores considerados para a determinação dos Números de Amostras:

 Grau de Confiabilidade Necessário;
 Número de amostras relacionados ao nível de confiabilidade possível.

9.13.1. Grau de Confiabilidade Necessário

Este fator inclui considerações quanto à gravidade dos riscos em questão, magnitude das concentrações
esperadas, número de trabalhadores expostos, impacto sócio econômico da decisão, etc.

A confiabilidade nos resultados obtidos depende do tipo de amostragem (duração, número de amostras e
número de trabalhadores cuja exposição é avaliada) e da “qualidade” do sistema de medição utilizado
(sensibilidade, precisão). Deve-se ter a maior confiança possível nas avaliações feitas, porém, não se
deve esquecer que há um custo associado a cada nível de confiança e que, para otimizar os recursos
disponíveis, deve-se estabelecer qual o grau de confiabilidade factível e aceitável, em função do objetivo
da avaliação. Se a avaliação de exposição tiver como objetivo a obtenção de dados para o
estabelecimento de relações “dose-resposta”, técnicas mais confiáveis e precisas serão necessárias, do
que se o objetivo for apenas terem uma idéia da situação.

Sempre que o objetivo da avaliação for o de determinar se há ou não necessidade de implementar
Medidas de Controle, um enfoque realista deve ser adotado. Se as concentrações esperadas forem muito
elevadas, ou muito baixas, em relação ao Limite de Tolerância (LT) ou ao Limite de Exposição
Ocupacional (TLV-TWA), a precisão de avaliação não é tão crítica para uma decisão correta quanto à
necessidade de medidas preventivas. Por exemplo, numa situação em que os trabalhadores estão
expostos continuamente a concentrações altíssimas, da ordem de 20 vezes o limite de exposição
ocupacional, a precisão da avaliação não alterará de maneira apreciável a decisão de adotar medidas
preventivas para controlar a exposição; a decisão será a mesma quer a avaliação seja feita com base
numa concentração estimada a 30% ou a 5% do seu valor real. Por outro lado, quando as concentrações
são extremamente baixas em relação ao limite de exposição ocupacional, o nível de precisão também não
é tão crítico do ponto de vista da sua influência no processo de decisão relativo à necessidade de medidas
preventivas.



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No entanto, quando as concentrações do contaminante atmosférico estão ao redor do limite entre
“aceitável e não aceitável”, as avaliações quantitativas tornam-se mais críticas e um nível mais elevado de
confiabilidade é necessário, o que significa maior número de amostras e/ou maior precisão no sistema de
medição utilizado.

9.13.2. Número de Amostras Relacionadas ao Nível de Confiabilidade Possível

Os fatores que influenciam o nível de confiabilidade que é possível alcançar com os procedimentos de
avaliação disponíveis, num certo ambiente incluem: erros inerentes aos métodos de amostragem e de
análise ou aos instrumentos de leitura direta, cuja magnitude depende da qualidade do sistema de
medição (considerando que estes sejam calibrados e operados corretamente); e flutuações ambientais de
concentração. Por exemplo, para um mesmo sistema de medição, há maior confiabilidade com um número
maior de amostras; com um sistema de medição mais preciso, é possível ter o mesmo nível de
confiabilidade com um número menor de amostras. Quanto às flutuações ambientais, quanto mais
acentuadas, maior o número de amostras necessárias para uma estimativa da mesma ordem.

9.14. Tratamento Estatístico dos Resultados

Medições repetidas de um mesmo objeto com o mesmo método dão resultados que seguem uma certa
distribuição de frequência. Uma distribuição é geralmente descrita por uma medida do seu valor central
(média) a uma medida da dispersão dos resultados obtidos (desvio padrão). Distribuições frequentemente
utilizadas no tratamento de dados ambientais são a “Normal e a Lognormal”.

As aplicações mais comuns de estatística na prática da higiene do trabalho são:

 Estimativa da concentração média verdadeira, ou melhor, do intervalo de concentrações que deve
conter a concentração média verdadeira (estimativa de intervalo), a fim de caracterizar uma
exposição ocupacional;
 Teste de cumprimento ou não de normas e regulamentos;
 Extrapolação dos dados de exposição obtidos através de amostragem pessoal num trabalhador
para um grupo maior;
 Determinação da probabilidade de ocorrência de certos picos de concentração.

A estimativa pontual da concentração verdadeira é geralmente feita pela média aritmética dos resultados
obtidos, se estes forem normalmente distribuídos. Este tipo de estimativa, porém, não dá nenhuma idéia


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da dispersão dos resultados. Estimativas de intervalo são melhores, pois fornecem uma indicação quanto
à precisão das técnicas de avaliação utilizadas, e/ou quanto à magnitude das flutuações ambientais de
concentração.

Intervalos de confiança com limites em ambas extremidades são utilizados para estabelecer estimativas de
intervalo, ou seja, uma faixa de valores que provavelmente contém o valor real de concentração, com um
certo nível de confiança. Por exemplo, um intervalo de confiança de 95% numa estimativa quer dizer que
95% das vezes, a verdadeira concentração média está dentro dos limites deste intervalo, que são
chamados de “limites de confiança”.

Intervalos de confiança com limite superior ou com limite inferior são utilizados para testar hipóteses de
cumprimento ou não cumprimento de uma norma ou regulamento. Isto é feito por comparação da
concentração especificada na norma com o limite superior - para estabelecer o cumprimento, e com o
limite inferior - para estabelecer o não cumprimento da norma.

Para condições e métodos de avaliação já conhecidos (cujos erros já foram estabelecidos), é possível
estabelecer, através de métodos estatísticos, quantas amostras são necessárias para estar, por exemplo,
com 95% de confiança e tomar a decisão correta quanto ao cumprimento ou não de uma norma.

A seleção do tipo de distribuição a ser utilizada para estabelecer tais intervalos depende de como variam
os resultados, o que é relacionado com o “por que” das variações ou, melhor, com as fontes de erro.

As diferenças entre as estimativas da concentração e seu valor real resultam de:

 Diferenças devidas às técnicas de amostragem;
 Diferenças devidas às flutuações ambientais das concentrações.

9.14.1. Diferenças Devidas ás Técnicas de amostragem

Quando a precisão da avaliação é muito importante, não se pode considerar que “todo o período de
interesse” seja coberto com uma amostra de 8 horas (ou 2 amostras de 4 horas), porque as conclusões
que serão tiradas, quanto ao significado da exposição para a saúde, referem-se a um período muito mais
longo, provavelmente a anos de exposição.



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Portanto, devem ser colhidas tantas amostras quanto necessárias, em dias diferentes, adequadamente
escolhidos (considerando as variações que ocorrem de dia para dia, ou de mês para mês), a fim de que a
estimativa tenha um nível de confiança compatível com a importância das conclusões. Além disso, o
“sistema de medição” deve ser o mais preciso possível.

9.14.2. Diferenças Devidas a Flutuações Ambientais das concentrações

Uma amostragem de longa duração nem sempre é possível, por exemplo, devido à falta de equipamento
adequado. Então, uma concentração média ponderada em função do tempo, ao longo de um dia de
trabalho de 8 horas, deverá ser estimada a partir de amostras curtas ou de leituras diretas. Nestes casos
uma nova fonte de variação, devida às flutuações ambientais de concentração, é introduzida nos
resultados e deve ser considerada quando se determina o número de amostras necessário para o
determinado nível de confiança nas estimativas. Quanto menor o tempo de amostragem, maior a
possibilidade de influência das flutuações ambientais de concentração na dispersão dos resultados e,
portanto menor a confiança na estimativa da concentração média verdadeira, feita a partir destes
resultados.

Para cada situação particular, o número necessário de amostras, para se ter certo nível de confiança nas
estimativas, pode ser determinado por métodos estatísticos.

Entretanto, para a prática rotineira da higiene do trabalho, muitos autores recomendam:

 Para amostragem contínua: 2 amostras consecutivas de 4h de duração (para média ponderada ao
longo de 8h).
 Para amostras instantâneas ou leituras diretas: De 4 a 7amostras ou medições (para cada ponto de
medição).

Obs.: Quando a amostragem for contínua ao longo de todo o período de interesse, por exemplo:

1 hora para avaliar um processo cíclico que se repete, ou 8 horas, para determinar uma média ponderada
de 8 horas – não haverá erro resultante das flutuações ambientais. Deve ser lembrando, porém, que,
mesmo nesse caso, ainda existam os erros aleatórios inerentes às técnicas de amostragem e análise do
ar.




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9.15. Instrumentos

Para que tenhamos um equipamento de campo confiável devem ser feitas as seguintes perguntas:

 Métodos de avaliação possíveis
 Tipo de informação desejada
 Portabilidade e facilidade de operação
 Confiabilidade de aparelho sob diferentes condições de uso
 Tipo de informação desejada
 Mínima alteração da amostra
 Disponibilidade no comércio

Além disto, os equipamentos ou instrumentos de medição utilizados nos monitoramentos e avaliação dos
riscos ambientais e de seus respectivos agentes agressivos e nocivos à saúde devem possuir: calibração
e certificado anual, aferição do equipamento sempre que necessário, manutenção preventiva, fabricante
idôneo e atender as normas procedimentos metodologias e legislação vigente.

9.16. Nível de Ação

As ações incluem o monitoramento periódico da exposição, a informação aos trabalhadores e o controle
médico sempre que necessário.

Considera-se nível de ação o valor acima do qual devem ser iniciadas ações preventivas de forma a
minimizar a probabilidade de que as exposições a agentes ambientais ultrapassem os limites de
exposição. As ações devem incluir o monitoramento periódico da exposição, a informação aos
trabalhadores e o controle médico.

Deverão ser objeto de controle sistemático as situações que apresentem exposição ocupacional acima dos
níveis de ação, conforme indicado:

a) para agentes químicos, a metade dos limites de exposição ocupacional considerado de acordo com a
alínea "c" do subitem 9.3.5.1 da NR-9;


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Priorização das Medidas de Controle
GRAU DE
RISCO
PRIORIDADE DESCRIÇÃO
0 e 1 Baixa A implantação da medida de controle não é necessária ou manter as medidas já existentes.
2 Média
A implantação de medida de controle é necessária, porém a prioridade é baixa. Manter as
medidas já existentes.
3 Alta
A implantação de medida de controle é necessária e a prioridade é média, ou a melhoria
das medidas já existe
4
Baixa
Alta
Medida de controle é necessária e a prioridade é alta. Devem ser adotadas medidas
provisórias imediatamente.

Categoria de Risco das Normas de Higiene Ocupacional da Fundacentro
CONSIDERAÇÃO
TÉCNICA DA EXPOSIÇÃO
SITUAÇÃO DA EXPOSIÇÃO
Abaixo de 50% do L.T.
Aceitável
50% > L.T. < 100% De atenção
Acima de 100% do L.T. Crítica
Muito acima do L.T ou IPVS De emergência

b) para o ruído, a dose de 0,5 (dose superior a 50%), conforme critério estabelecido na NR 15, Anexo I,
item 6.



Nível de Ação é o valor acima do qual deverão ser iniciadas as medidas preventivas de forma a minimizar
a probabilidade de que as exposições a agentes ambientais ultrapassem os limites de exposição tais
como:

 Medições periódicas da exposição ocupacional;
 Treinamento dos trabalhadores;
 Acompanhamento médico com monitoramento biológicos apropriados.


Pode-se também usar a Categoria de
Risco das Normas de Higiene do
Trabalho – NHT’s (NHO´s) da
FUNDACENTRO, conforme tabela ao
lado.




__________
/INST. E EQUIP. DE AVALIAÇÃO E MONITORAMENTO


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10. TÉCNICAS APLICADAS

10.1. Inspeção de Segurança

Uma inspeção de segurança consiste na observação cuidadosa dos ambientes de trabalho, com finalidade
de detectar e identificar riscos que poderão transformar-se em CAUSAS DE ACIDENTES.
Quando bem processada e envolvendo todos os que devem assumir sua parte de responsabilidade, a
inspeção proporciona resultados compensadores e atinge os seguintes objetivos:
a) Possibilita a determinação de meios preventivos, antes da ocorrência de acidentes;
b) Ajuda a desenvolver e fixar uma consciência preventiva nos agentes da inspeção.
c) Colabora com a administração, indicando medidas a serem tomadas para evitar prejuízos e tornar o
local, bem como as condições de trabalho, o melhor possível.
Boa parte da consolidação das Leis do Trabalho, Decretos-Lei, Portarias e livros técnicos sobre Segurança
do Trabalho, servem de base para todos que realizam inspeções em busca de possíveis causas de
acidentes, com a finalidade de eliminá-las.
Numa inspeção de segurança podem participar, isoladamente ou em equipe, pessoas com funções e
responsabilidades diferentes.
Exemplo: Membros da CIPA, técnicos, engenheiros, supervisores, assistentes sociais, enfermeiros, dentre
outros.

10.1.1. Modalidades de Inspeção

10.1.1.1. Inspeção Geral

É quando atinge área geograficamente definida na empresa ou toda a empresa, onde são observados
todos os problemas relativos a segurança, higiene e medicina do trabalho. A periodicidade dessa inspeção
fica a critério de cada área responsável.






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10.1.1.2. Inspeção Parcial

Limita-se à parte da área total determinada, a certos equipamentos ou máquinas, realizadas em intervalos
regulares, dividindo-se em:
a) Inspeção de rotina - Procura os riscos que se manifestam, com maior frequência e que constituem as
causas comuns de acidentes, cabe a todo trabalhador, fazê-la de forma rotineira, em seu ambiente de
trabalho.
b) Inspeção periódica - Procura descobrir riscos que o uso de ferramentas, máquinas, instalações
elétricas podem provocar. São marcadas com regularidade, devido a desgastes sofridos por esses
materiais. Por lei, nos equipamentos perigosos tais como: caldeiras, vasos sob pressão, elevadores.
extintores de incêndio e outros que carecem de inspeções periódicas.
c) Inspeção Eventual - Não tem data ou época programada. São realizadas em situações emergenciais,
como troca de máquina, instalação de equipamentos novos, mudanças em método de trabalho,
destina-se ao controle de situações novas ou em fase de implantação.
d) Inspeção especial - Destina-se a fazer controles técnicos que exigem profissionais especializados e
aparelhos de teste e medição. Pode medir, por exemplo, o ruído ambiental, a quantidade de partículas
tóxicas em suspensão no ar, luminosidade e outros.
e) Inspeção oficial - São realizadas por agentes dos órgãos oficiais e das empresas de seguro. Daí a
necessidade de que os agentes de inspeção da empresa registrem as inspeções, mantendo-as em
arquivo para eventuais esclarecimentos dos órgãos interessados. Tais inspeções, podem ser de
ordem geral ou parcial.

10.1.2. Fases da Inspeção

Durante uma inspeção de segurança deve-se obedecer a cinco fases a saber:
1ª Fase - Observar os atos das pessoas, as condições de máquinas, equipamentos, ferramentas e o
ambiente de trabalho.
2ª Fase - Registrar o que foi observado e o que deve ser feito, contendo, entre outros, os dados do local
da realização, dos riscos encontrados, de pontos positivos, dos problemas ou das propostas feitas pelos
inspecionados, colocando-se data e assinatura. Existem formulários denominados “Relatórios de
Inspeção” especiais para o registro dos dados observados.
3ª Fase - Analisar e Recomendar medidas que visem a eliminar, isolar ou, no mínimo sinalizar riscos em
potencial advindos de condições ambientais ou atos e procedimentos inseguros.
4ª Fase - Encaminhar para os responsáveis para providenciar as medidas corretivas, necessárias.


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5ª Fase - Acompanhar as providências até que ocorra a solução final.
Todas as fases da inspeção deverão ser registrados, inclusive o acompanhamento das providências.
Os riscos com grande potencial deverão ser informados de imediato ao responsável e, quando possível,
corrigidos no ato. Caso a solução seja mediata, recomenda-se uma análise de risco em busca da melhor
solução.

10.1.3. Folha Guia de Inspeção de Segurança (CHECK-LISTA OU LISTA DE VERIFICAÇÃO)

Esta lista tem como objetivo servir de guia para os pontos que devem ser verificados durante a inspeção.

10.1.3.1. Ordem e Limpeza

 Existem área de circulação demarcadas no piso?
 As áreas de circulação estão desobstruídas?
 O material em estoque está armazenado adequadamente?
 Existe local apropriado para o refugo?
 Existe local apropriado para a guarda de ferramenta?
 A limpeza é feita regularmente?

10.1.3.2. Prevenção a Incêndios

 Existem extintores e hidrantes no local?
 Os extintores são adequados às possíveis classes de fogo?
 Há funcionários habilitados no seu uso?
 Os extintores estão carregados?
 Há extintores obstruídos?
 A localização do extintor está sinalizado?
 Os extintores e hidrantes são revisados periodicamente?


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 Os Extintores e equipamentos de prevenção e combate a incêndio possuem etiqueta individual de
inspeção?
 Existem alarmes de incêndio no local?
 Há saídas de emergência?
 O pessoal é treinado em como agir em caso de incêndio?
 Os funcionários no uso de equipamentos de combate a incêndio são reciclados periodicamente?

10.1.3.3. Máquinas e Equipamentos

A Contratada deve estar ciente de que todo equipamento deve ter um Plano de Manutenção, que deve
estar devidamente atualizado e disponível para consulta.
O Plano de Manutenção deve determinar a periodicidade de inspeção e testes, de acordo com as
características de cada máquina.
Os operadores de equipamentos de elevação de carga e transporte devem possuir habilitação específica
para tal atividade.
Esta habilidade deve ser comprovada por meio de treinamento e testes específicos, e com identificação
por crachá com fotografia em local de fácil visualização.
Os equipamentos de carga transportados em partes e montados no canteiro precisam ser testados antes
de entrar em operação.
Independentemente do Plano de Manutenção, os equipamentos devem ser permanentemente observados.
Qualquer desvio identificado deve ser imediatamente comunicado ao operador e ao responsável pela
manutenção.

 Desvios considerados como de alto potencial de risco são motivos de parada imediata do
equipamento.
 As máquinas estão providas de dispositivos de segurança?
 Os dispositivos de segurança estão funcionando?
 Existe um programa de manutenção?
 As ferramentas elétricas portáteis e as máquinas estão aterrados?
 As máquinas estão em locais adequados?
 As ferramentas estão em bom estado de conservação?


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 As ferramentas estão sendo usadas corretamente?
 Existe pessoal treinado para operação das máquinas?

10.1.3.4. Condições Ambientais

 As portas e janelas estão em bom estado de conservação?
 A iluminação é adequada?
 A ventilação é adequada?
 O piso é adequado?
 A instalação elétrica está em bom estado?
 A canalização, os dutos, as válvulas estão em bom estado?
 Há ruído em excesso?
 Existe concentração de poluentes na atmosfera?

10.1.3.5. Equipamento Móvel

De Ferramentas

As ferramentas devem ser sistematicamente inspecionadas pelo responsável pela Ferramentaria e pelo
usuário.
Ferramentas consideradas de maior potencial de risco (rotativas, de corte, de impacto, etc) devem ter além
da inspeção sistemática, um controle mais rigoroso com registro da inspeção, em intervalos definidos pela
empresa.
Esta inspeção deve ser feita por profissional específico (mecânico, eletricista, etc), e devidamente
chancelada por um engenheiro da área.
É recomendável que estas ferramentas tenham um código de cores para cada inspeção trimestral, de
modo a favorecer o controle visual.
 Há vazamento de combustível, óleo, e água?
 As peças defeituosas, são imediatamente substituídas?
 As luzes, os freios e a buzina estão funcionando perfeitamente?


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 O operador de empilhadeira está habilitado de acordo com a legislação?

10.1.3.6. Equipamento de Proteção Individual e Coletivo
 O pessoal está usando o EPI adequado?
 Os funcionários foram conscientizados quanto ao uso correto do EPI?
 O EPI está em bom estado de conservação?
 Existe local apropriado para guardar o EPI?
 Existe EPI adequado ao local?

10.1.3.7. Inflamáveis
 O inflamável está armazenado em local apropriado?
 O recipiente usado é adequado?
 O local está sinalizado?
 Há equipamento de proteção e combate a incêndio?
 A área de armazenamento e protegida pôr para raios?
 A iluminação artificial e apropriada?

10.1.4. Lista de Verificação para Inspeção de Segurança

A lista de verificação deve ser previamente estuda e elaborada de acordo com a necessidade, atentando-
se para a especificidade de cada local a ser inspecionado, assim como, o que vai ser inspecionado e qual
o objetivo desta inspeção.
Caso seja para analise de um documento, verificar os requisitos mínimos e se atendem a legislação
pertinente “vigente”, metodologia “técnica e cientifica”, embasamento jurídico, dados e informações,
instrumentos, recomendações, sugestões, responsáveis, conclusão, bibliografia e anexos, e outros que
sejam necessários.
Caso seja para uma determinada tarefa, verificar as medidas preventivas, APP ou APR e AST, Avaliação e
Monitoramento dos riscos, organização, arranjo físico, EPI, EPC, medidas e ações preventivas e ou
corretivas, responsáveis, ordem de serviço e PT, e outros requisitos que sejam necessários de acordo com
a tarefa.


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10.2. Identificação dos Riscos

A Identificação de Riscos é o processo utilizado para determinar os riscos que podem afetar positiva ou
negativamente o Empreendimento, documentando suas características.

10.2.1. Ferramentas e Técnicas

Para identificação dos riscos deverão ser realizados workshops, técnicas de dinâmica de grupo e
entrevistas. O processo deverá ser realizado com a colaboração dos representantes das diversas áreas de
conhecimento do Empreendimento

10.2.2. Lista de Riscos

A lista de riscos deverá ser a mais completa possível e usar como base uma estrutura abrangente de
projeto, tomando especial atenção para que sua descrição seja clara o suficiente para poder ser entendida
por todos os envolvidos no gerenciamento de riscos e que seja contemplada sua causa raiz e seu efeito
sobre o projeto.
Posteriormente, as listas de riscos identificados deverão ser consolidadas em uma lista única, utilizando o
Modelo de Identificação e Análise Qualitativa de Riscos- Anexo I.

10.3. Análise de Risco

10.3.1. Matriz de Risco

É a matriz utilizada para a classificação dos riscos para definição de prioridades de ações preventivas e
corretivas. Esta matriz com variáveis de entrada o potencial de gravidade e a probabilidade de ocorrência,
e como variável de saída á classificação do risco como tolerável, moderado, substancial ou intolerável.

10.3.2. Matriz de Classificação de Potencial de Gravidade

O PG é uma avaliação da gravidade que um risco tem potencial de causar. O PG deve ser avaliado não
somente por lesões pessoais, mas, também para danos matérias, ao meio ambiente e á imagem da
empresa, conforme matriz da tabela a seguir. O PG pode ser 0, 1, 2, 3 ou 4 de acordo com os conceitos
da matriz.


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O PG deve ser avaliado de acordo com o efeito potencial do risco: se houver vários efeitos possíveis, deve
ser considerado o mais grave.

TABELA DE MATRIZ DE CLASSIFICAÇÃO DE POTENCIAL DE GRAVIDADE
POTENCIAL DE
GRAVIDADE - PG
PESSOAS MATERIAIS MAIO AMBIENTE IMAGEM
0 SEM LESÃO SEM DANOS SEM EFEITO SEM IMPACTO
1
LESÃO LEVE SEM
AFASTAMENTO
DANOS MÍNIMOS EFEITOS MÍNIMOS IMPACTO MÍNIMO
2
LESÃO COM
AFASTAMENTO
DANOS LEVES
EFEITOS
MODERADOS E
COMPENSÁVEIS
IMPACTO SENSÍVEL,
PORÉM LIMITADO
3
LESÃO PERMANENTE
OU DOENÇA
DANOS SUBSTÂNCIAIS
LOCALIZADOS
EFEITOS
SUBSTÂNCIAIS
LOCALIZADOS
IMPACTOS
CONSIDERÁVEIS BEM
CARACTERIZADOS
4 FATALIDADE
DANOS
CATASTRÓFICOS
EFEITOS
CATASTRÓFICOS
IMPACTO SEVERO
NACIONAL OU
INTERNACIONAL


TABELA DE DETERMINA DA PROBABILIDADE DE OCORRÊNCIA
GRAU DESCRIÇÃO PROBABILIDADE FREQUÊNCIA
A MUITO REMOTO
 Extremamente remoto, mas possível
 Não há notícia de ocorrência anterior na
indústria
 Ocorre esporadicamente
B REMOTO
 Evento Remoto
 Há registro de ocorrência na vida empresa ou
de outra
 Ocorre freqüentemente
(semanalmente, mensalmente)
C POUCO PROVÁVEL
 Evento razoavelmente provável
 Ocorre eventualmente na empresa
 Ocorre diariamente
D PROVÁVEL
 Evento provável
 Grande histórico de ocorrência na empresa
 Ocorre continuamente

Enquanto o PG é ligado ao efeito, a probabilidade deve ser avaliada de acordo com o risco. Deve se levar
em consideração o histórico da empresa, mas é necessário considerar também a ocorrência de eventos
inéditos.
A avaliação da probabilidade do risco pode ser de acordo com a freqüência de ocorrência do risco na
empresa, para situações rotineiras, consideradas normais inerentes ao processo produtivo, tais como:
quedas ou pequenos danos materiais ou de produtos.


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TABELA DE AÇÕES DE PREVENÇÃO E CORREÇÃO
AVALIAÇÃO AÇÕES DE PREVENÇÃO E CORREÇÃO
TOLERÁVEL  Considerar ações rotineiras dentro do principio de melhoria continua
MODERADO
 Considerações específicas dentro do plano de melhorias da área
 Risco controlável reforçando se procedimentos padrão, treinamento, Analise Preliminar de Tarefa e
outros
SUBSTÂNCIAL
 Considerar ações especificas de controle, risco prioritário dentro do plano de melhoria
 Rever ou criar procedimentos, estabelecer responsabilidades claras de prevenção, implementar
sistemas e equipamentos de controle
 Risco nesta categoria deve ser de ciência do supervisor e do gerente
 É responsabilidade do supervisor e do gerente baixar o potencial e ou probabilidade do risco
INTOLERÁVEL
 Considerar a interrupção da atividade até que medidas especificas possam reduzir o potencial e ou a
probabilidade do risco
 Rever ou criar procedimentos, estabelecer responsabilidades claras de prevenção, implementar
sistemas e equipamentos de controle
 É responsabilidade do supervisor e do gerente baixar o potencial e ou probabilidade do risco


TABELA DA MATRIZ DE AVALIAÇÃO DE RISCOS
PG PESSOAS MATERIAIS M. AMBIENTE IMAGEM

0 SEM LESÃO SEM DANOS SEM EFEITO SEM IMPACTO TOLERÁVEL
1
LESÃO LEVE SEM
AFASTAMENTO
DANOS MÍNIMOS EFEITOS MÍNIMOS IMPACTO MÍNIMO MODERADO
2
LESÃO COM
AFASTAMENTO
DANOS LEVES
EFEITOS
MODERADOS E
COMPENSÁVEIS
IMPACTO SENSÍVEL,
PORÉM LIMITADO
SUBSTÂNCIAL
3
LESÃO PERMANENTE
OU DOENÇA
DANOS
SUBSTÂNCIAIS
LOCALIZADOS
EFEITOS
SUBSTÂNCIAIS
LOCALIZADOS
IMPACTOS
CONSIDERÁVEIS BEM
CARACTERIZADOS
INTOLERÁVEL
4 FATALIDADE
DANOS
CATASTRÓFICOS
EFEITOS
CATASTRÓFICOS
IMPACTO SEVERO
NACIONAL OU
INTERNACIONAL
NTOLERÁVEL
A B C D

PROBABILIDADE
MUITO REMOTO REMOTO POUCO PROVÁVEL PROVAVEL


10.3.3. Matriz de Probabilidade e Impacto

10.3.3.1. Avaliação dos Riscos por Áreas


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Os riscos deverão ser avaliados individualmente para cada um dos objetivos gerais definidos para o
Empreendimento (Escopo, Tempo, Custos e Qualidade), de acordo com os seguintes critérios:
GRAU DE RISCO
% DE IMPACTO 0,05 0,10 0,20 0,40 0,80
10% 0,005 0,010 0,020 0,040 0,080
30% 0,015 0,030 0,060 0,120 0,240
50% 0,025 0,050 0,100 0,200 0,400
70% 0,035 0,070 0,140 0,280 0,560
90% 0,045 0,090 0,180 0,360 0,720
MUITO
BAIXO
BAIXO MODERADO ALTO MUITO ALTO

ALTO GRAU DE
RISCO
SPONSOR DEVER SER IMEDIATAMENTE AVISADO E
PARTICIPAR DA AÇÃO DE RESPOSTA AO RISCO
MÉDIO GRAU DE
RISCO
GERENTE DE PROJETO E GERENTES FUNCIONAIS
BAIXO GRAU DE
RISCO
GERENTE DE PROJETO E GERENTES FUNCIONAIS
As avaliações individuais deverão ser lançadas em planilha, seguindo o Modelo de Identificação e Análise
Qualitativa de Riscos- Anexo I.

10.3.4. Matriz de Classificação de Potencial de Gravidade


10.3.5. Avaliação Preliminar de Riscos



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A APR será emitida antes de se iniciar as atividades caracterizadas como de “grau de risco significativo”. A
análise do Grau de Risco é feita levando-se em consideração a Gravidade do Dano e a Freqüência ou
Probabilidade de Ocorrência de Danos, como segue:
Classificação da Gravidade de Danos

GRAVIDADE DO DANO
GRAU NATUREZA CONSEQÜÊNCIA
1 POUCO PREJUDICIAL
Lesões superficiais (pequenas queimaduras, pequenos cortes e contusões, irritação
dos olhos, desconforto acústico, etc).
Impacto de magnitude desprezível, restrito ao local da ocorrência, totalmente
reversível com ações imediatas.
2 PREJUDICIAL
Lacerações, queimaduras, torção, deslocamentos sérios, pequenas fraturas, lesões
oculares, LER/DORT, etc.
Impacto de magnitude considerável, reversível com ações mitigadoras.
3
EXTREMAMENTE
PREJUDICIAL
Amputações, grandes fraturas, lesões múltiplas, lesões fatais (choque, grandes
queimaduras, embolia gasosa, lesões por esmagamento, asfixia, etc).
Impacto de grande magnitude / de grande extensão (além dos limites da obra) de
conseqüências irreversíveis mesmo com ações mitigadoras.


Classificação da Frequência ou Probabilidade de Ocorrência de Danos

GRAU
FREQÜÊNCIA OU PROBABILIDADE DE
OCORRÊNCIA DE DANOS
1 BAIXA FREQÜÊNCIA / POUCO PROVÁVEL
2 MÉDIA FREQÜÊNCIA / PROVÁVEL
3 ALTA FREQÜÊNCIA / BASTANTE PROVÁVEL






Classificação do Grau de Risco



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MODELO – SO-002
FREQÜÊNCIA /
PROBABILIDADE
GRAVIDADE /
SEVERIDADE
GRAU DE RISCO

(1) (2) (3)
POUCO
PREJUDICIAL
PREJUDICIAL
EXTREMAMENTE
PREJUDICIAL
1
BAIXA
Pouco provável de ocorrer
RISCO
DESPREZÍVEL 2
RISCO
TOLERÁVEL 3
RISCO
MODERADO 4
2
MÉDIA
Provável de ocorrer
RISCO
TOLERÁVEL 3
RISCO
MODERADO 3
RISCO
SUBSTANCIAL 5
3
ALTA
Bastante provável de ocorrer
RISCO
MODERADO 4
RISCO
SUBSTANCIAL 5
RISCO
INTOLERÁVEL 6


Notas:
1. Os riscos “Moderado”, “Substancial” e “Intolerável” são considerados significativos;
2. O grau de risco será ainda considerado significativo sempre que incidir sobre a atividade alguma
regulamentação federal, estadual ou municipal;
3. As atividades com risco “Intolerável” não devem ser iniciadas até que o risco tenha sido reduzido no
mínimo ao nível de “Substancial”.
A caracterização do grau de risco deve considerar também:
 Nº de pessoas expostas;
 Duração da exposição;
 Falhas das utilidades (energia, água, ar ou vapor);
 Falhas dos componentes de máquina e dos dispositivos de segurança;
 Proteção proporcionada pelos EPI’s.
A reavaliação dos riscos se faz necessária sempre que houver alterações significativas dos serviços ou
modificação das atividades.
Ex.: tubulação sendo montada em elevação próxima do piso e posteriormente em elevação superior a 2
metros.


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A APR, por ser uma análise global dos riscos envolvidos na atividade, deve ser coordenada pelo
Engenheiro ou Supervisor responsável pela atividade, com envolvimento do Encarregado de Turma,
Técnico de SMS do estaleiro / Contratada / Sub-Contratada, e Fiscalização de SMS e de Construção e
Montagem.
A APR deve ser impressa em modelo próprio da Contratada, assinada pelos responsáveis e
envolvidos, fixada e mantida na frente de serviço em local de fácil visualização.
Os serviços só podem ser iniciados após os executantes tomarem conhecimento das condições contidas
na APR e certificarem-se que as condições nela estabelecidas estão atendidas.
Após o início do trabalho, no caso de ocorrência de evento que provoque alteração nas condições iniciais,
os serviços devem ser paralisados até que se consiga o restabelecimento das condições seguras iniciais.
A APR deve ser periodicamente revisada e ter sua emissão controlada.
Análise de Segurança da Tarefa – AST
Em complemento à APR, utiliza-se ainda a AST – Análise de Segurança da Tarefa – para tarefas
específicas (de maior complexidade e/ou maior risco). A metodologia da AST é idêntica à de APR.

10.4. Avaliação dos Riscos

Em cada setor foi feita a caracterização de todos os trabalhadores determinando, os cargos, funções e a
descrição das atividades realizadas. Na sequência, caracterizou-se o ambiente de trabalho, verificando-se
suas principais máquinas / equipamentos, os produtos químicos utilizados e a identificação dos perigos e
avaliação dos riscos.
De posse dessas informações, foi elaborado um plano de ação, voltado para a real necessidade da
empresa, o que proporcionará a redução dos seus principais riscos.
O reconhecimento dos riscos foi feito com base em entrevistas com trabalhadores (pelo menos um
ocupante de cada cargo / GHE) e seus respectivos supervisores. Também foi consultada bibliografia a
respeito dos riscos ocupacionais específicos existentes no tipo de atividade desenvolvida pela empresa.
As avaliações da exposição aos riscos ocupacionais, foram feitas tomando-se por base a combinação de
duas variáveis: probabilidade de ocorrência do dano e gravidade do dano.
A categoria ou importância de um risco é determinada pela expressão:


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Risco = Probabilidade de ocorrência do dano X Gravidade do dano
Com base nessa expressão, é possível estimar o risco a partir da combinação da gradação da
probabilidade de que o dano venha a se efetivar (ao longo da vida profissional dos expostos) e da
gradação da gravidade desse dano, utilizando-se a matriz de risco que define categorias de risco, as quais
representam sua grandeza ou importância.
Observação: A combinação da ProbabilidadeXGravidade, utiliza uma matriz elaborada a partir da
combinação das matrizes apresentadas por MULHAUSEN & DAMIANO (1998) e pelo apêndice D da BS
8800 (BSI, 1996).

10.4.1. Probabilidade de Ocorrência do Dano - P

A gradação da probabilidade da ocorrência do dano (efeito crítico) é feita atribuindo-se um índice de
probabilidade (P) variando de 1 a 5, cujo significado está relacionado no quadro abaixo:
1 - Possível, mas altamente improvável;
2 - Improvável;
3 - Pouco provável;
4 - Provável ou quase certo
5 – Irá ocorrer se nenhuma ação for tomada
O índice (P) pode ser definido utilizando-se várias abordagens ou critérios. Para cada caso, em função da
categoria do perigo e das informações disponíveis, deve-se usar abordagem ou critério mais adequado e a
seguinte pergunta guia “Qual a chance (probabilidade) que o trabalhador exposto tem de vir a sofrer um
dano se as condições de trabalho permanecerem iguais ao presente momento?”
O processo de hierarquização de riscos deverá ser realizado por meio da avaliação e combinação da
probabilidade de ocorrência e do impacto considerando como objetivos gerais para os Empreendimentos o
Escopo, o Tempo, o Custo e a Qualidade. Esta análise deverá ser realizada internamente.
Os riscos deverão ser pontuados individualmente de acordo com a probabilidade de ocorrência e impacto,
considerando todos os objetivos gerais para o Empreendimento (Escopo, Tempo, Custo e Qualidade),
utilizando os seguintes critérios:
Avaliação de Probabilidade
Classificação Probabilidade Definição
1 10% Muito provável que não irá ocorrer
2 30% Provavelmente não irá ocorrer


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3 50% Provavelmente irá ocorrer
4 70% Muito provavelmente irá ocorrer
5 90% Irá ocorrer se nenhuma ação for tomada

Avaliação dos Impactos
Objetivos
Classificação
1 2 3 4 5
0,05 0,1 0,2 0,4 0,8
(Muito Baixo) (Baixo) (Moderado) (Alto) (Muito Alto)
Escopo
Diminuição quase
que imperceptível
do escopo
Áreas de pouca
importância do
escopo são
afetadas
Áreas
importantes do
escopo são
afetadas
Redução do
Escopo
inaceitável para
o cliente
Produto final do
projeto
inaceitável
Tempo
Desvio
insignificante do
cronograma
Desvio do
cronograma < 5%
Desvio total do
projeto 5% - 10%
Desvio total do
projeto 10% -
20%
Desvio total do
projeto > 20%
Custo
Aumento
insignificante de
custo
Aumento de
custo < 5%
Aumento de
custo 5% - 10%
Aumento de
custo 10% -
20%
Desvio total >
20%
Qualidade
Degradação
quase
imperceptível da
qualidade
Apenas
aplicações mais
exigentes são
afetadas
Redução da
qualidade requer
a aprovação do
cliente
Redução da
qualidade
inaceitável para
o cliente
Produto final do
projeto inutilizável

Abordagens para atribuir o valor a P:
 P definido com base em dados estatísticos de acidentes ou doenças relacionados ao trabalho obtidos
ou fornecidos pela empresa ou do setor de atividade quando predominam situações similares.
 P definido a partir do perfil de exposição qualitativo, quando não forem possíveis ou disponíveis dados
quantitativos. Quanto maior intensidade, duração e freqüência da exposição maior será a probabilidade
de ocorrência do dano e maior será o valor atribuído a P.
 P definido a partir do perfil de exposição quantitativo baseado na estimativa da média aritmética do
perfil de exposição ou baseado na estimativa do percentil 95% e comparando-se com o valor do limite
de exposição ocupacional.
 P definido em função do fator de proteção considerando a existência e a adequação de medidas de
controle. Quanto mais adequadas e eficazes forem às medidas de controle, menor será o valor
atribuído a P.

10.4.2. Gravidade do Dano - G

A gradação da gravidade do dano também pode ser definida utilizando-se várias abordagens ou critérios.
Para cada caso, e em função do potencial de gravidade do dano, atribui-se um índice de gravidade (G)
variando de 1 a 4, cujo significado está relacionado abaixo:


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MODELO – SO-002
1 - Lesão ou doença leves, com efeitos reversíveis levemente prejudiciais.
2 - Lesão ou doença sérias, com efeitos reversíveis severos e prejudiciais.
3 - Lesão ou doença críticas, com efeitos irreversíveis severos e prejudiciais que podem limitar a
capacidade funcional.
4 - Lesão ou doença incapacitante ou fatal.
O índice (G), também pode ser feito utilizando critérios especiais relacionados com o potencial do perigo
em causar danos, como por exemplo:

 O potencial carcinogênico, mutagênico e teratogênico de agentes químicos e físicos tendo por base a
classificação da ACGIH;
 O potencial de agentes químicos causarem danos locais quando em contato com olhos e pele;
 O valor do TLV (LT proposto pela ACGIH) para contaminantes atmosféricos, pois quanto menor for o
valor do TLV maior será o potencial do agente em causar danos;
 A classificação em grupos de riscos para Agentes Biológicos – Microorganismos patogênicos –
definidos por comitês de Biossegurança.

10.4.3. Categoria do Riscos

De forma a contribuir com a qualidade e eficácia da identificação dos riscos e sua posterior avaliação
qualitativa e quantitativa, eles deverão ser categorizados conforme descrito a seguir:

CATEGORIAS DIRETAS / CATEGORIAS DE RISCOS: Engenharia, Projetos, Administração Contratual &
Riscos, Planejamento, Suprimento, Administração & Finanças, Construção Civil, Montagem e Manutenção,
Contatados & Recursos Humanos / Depº Pessoal e Sub-Contratadas / Tercerizados.
CATEGORIAS IN DIRETAS / SUB-CATEGORIAS DOS RISCOS: Interno e Externo.
A partir da combinação dos valores atribuídos para probabilidade (P) e gravidade (G) do dano, obteremos
a CATEGORIA DO RISCO resultante dessa combinação, podendo ser:
 Risco Irrelevante;
 Risco Baixo;
 Risco Médio;
 Risco Alto;
 Risco Crítico.


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MODELO – SO-002
NOTA IMPORTANTE:
O conteúdo do presente levantamento técnico não tem a pretensão de esgotar o assunto, principalmente
os relacionados com doenças ocupacionais e com acidentes graves e iminentes. Todavia, como
informações podem ter sido omitidas, mesmo que involuntariamente, durante a fase de reconhecimento
(entrevistas com trabalhadores e chefias), é de se supor alguma eventual omissão de risco e respectiva
medida de controle.
Havendo a detecção de algum risco potencial que não tenha sido informado e observado, solicitamos
imediato contato com nosso departamento técnico e ou com setor de segurança e medicina do trabalho da
empresa, para que possamos dar o tratamento adequado ao assunto.

10.5. Análise Qualitativa de Riscos

Os riscos identificados e categorizados deverão ser avaliados individualmente a partir da utilização da
ferramenta em planilha Excel.
Esta análise deverá ser realizada internamente. A Equipe de Planejamento de Riscos deverá ser a
responsável pela análise qualitativa de riscos e os resultados da análise deverão ser registrados na
planilha de Identificação e Análise Qualitativa de Riscos.
Para a classificação dos riscos deve-se seguir a tabela abaixo:

Classificação final do Risco
Total da soma de (PxI) para Escopo,
Tempo, Custo e Qualidade.
Baixo 0,00 a 0,18
Médio 0,19 a 0,42
Alto 0,43 a 2,16
Para os riscos classificados como “Alto”, deverão ser estabelecidas ações para respostas aos mesmos e
registrados em planilha de acordo com o “Modelo de Planejamento de Respostas” - Anexo III.
Os riscos que não se encontram priorizados (classificados como “Médio”) poderão ser incluídos na lista de
riscos prioritários através de uma avaliação complementar entre a Gerência de Administração Contratual &
Riscos e as gerências do Empreendimento.
Os riscos avaliados individualmente para cada um dos objetivos gerais definidos para o Empreendimento
(Escopo, Tempo, Custo e Qualidade), com Impacto “Alto”, de acordo com o subitem 1.4.1, podem receber
ações para respostas aos riscos e serem incluídos na planilha do Anexo III, a critério da Gerência de
Administração Contratual & Riscos.
De maneira geral, os riscos classificados como “Baixo” deverão somente ser registrados e observados
durante o processo de Monitoramento e Controle de riscos.


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Durante o processo de Qualificação dos Riscos também deverá ser identificada a urgência para a
implementação das ações de respostas aos riscos, considerando os seguintes critérios:

Urgência do Risco
Muito Alto 5 Requer ações imediatas
Alto 4 Requer ações no máximo em quinze dias (quinzena)
Moderado 3 Requer ações no máximo em trinta dias (mês)
Baixo 2 Requer ações no máximo em 180 dias (semestre)
Muito Baixo 1 Requer ações no máximo em 365 dias (ano)

Nesta fase deverão ser também designados gestores e proprietários para todos os riscos identificados,
independente da classificação final destes riscos.

10.6. Análise Quantitativa de Riscos

O processo de análise quantitativa verifica os efeitos dos eventos de risco valorizando o impacto financeiro
no Empreendimento. Os impactos que forem classificados como “Alto” e aqueles indicados pela Gerência
de Administração Contratual & Riscos, deverão passar por uma análise quantitativa, sempre que possível,
em função da disponibilidade de dados confiáveis, através da utilização de técnicas de árvore de decisão.
Esta análise deverá ser realizada internamente. A Equipe de Planejamento de Riscos deverá ser a
responsável pela análise quantitativa de riscos e os resultados da análise deverão ser registrados na
planilha “Modelo de Análise Quantitativa” - Anexo II.
Nota: Os riscos residuais e secundários não deverão ser contemplados, podendo ser tratados na fase de
monitoramento e controle, a critério dos Gestores dos Riscos.

10.7. Planejamento de Respostas a Riscos

Uma vez identificados e dimensionados os riscos, um plano de ação deverá ser estabeleci do com o
objetivo de minimizar as ameaças aos objetivos do Empreendimento.
As ações de respostas aos riscos podem ser classificadas da seguinte forma:


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Prevenir – Eliminar uma ameaça específica, normalmente através da eliminação da sua causa.
Mitigar – Reduzir o impacto esperado de um evento de risco através da redução de sua possibilidade
de ocorrência.
Aceitar – Aceitar as conseqüências quer seja pelo desenvolvimento de um plano de contingência a ser
executado ou, caso o evento de risco ocorra, aceitar um menor resultado.
Transferir – Transferir o risco a terceiros.
Depois de identificadas as melhores estratégias e estabelecidas às respostas aos riscos identificados,
deverá ser preenchida a planilha “Planejamento de Respostas” – Anexo III, onde deverá ser detalhado o
plano de resposta aos riscos.
Nesse processo deverão ser calculados, dependendo de cada caso, os custos de reação aos riscos e a
reserva de contingência, que é a quantidade de tempo, dinheiro ou recursos para cobrir os riscos
abordados.

10.8. Análise, Avaliação e Monitoramento dos Fatores de Riscos

10.8.1. Por Cargo e ou Função

Através da análise do descritivo da função pelo CBO, e com o descritivo real das atividades laborais
desenvolvidas, com monitoramento IN-LOCO. Avaliação individual dos riscos inerentes a cada função
(cargo) em conformidade com a atividade desenvolvida durante a execução das tarefas no dia de trabalho.

10.8.2. Por Posto de Trabalho

Através da analise parcial do ambiente de trabalho, segregando apenas o local onde o colaborador atua
para realizar suas tarefas durante a execução dos serviços. Avaliação parcial dos riscos inerentes ao local.


10.8.3. Por Ambiente de Trabalho – Local Área ou Setor

Através da analise do ambiente de trabalho, onde os colaboradores atuam para realizar suas tarefas
durante a execução dos serviços. Avaliação e monitoramento IN-LOCO dos riscos inerentes ao ambiente
em conformidade com as atividades desenvolvidas durante a execução das tarefas.


10.8.4. Por Grupo Homogêneo de Exposição



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Através da analise de um grupo de colaboradores “pessoas” em determinado ambiente de trabalho
expostos ao mesmo riscos e condições laborais. Avaliação e monitoramento IN-LOCO dos riscos inerentes
ao ambiente em conformidade com as atividades desenvolvidas durante a execução das tarefas.


10.9. Mecanismos de Prevenção e Controle

Os principais mecanismos de prevenção e controle de riscos a serem utilizados são:

a) Segurança do Trabalho e Higiene Ocupacional: PPRA – Programa de Prevenção de Riscos
Ambientais, Programa Bienal, PCMAT – Programa de Condições do Meio Ambiente de Trabalho na
Indústria da Construção, LTCAT – Laudo Técnico das Condições Ambientais do Trabalho, PCA –
Programa de Conservação Auditiva, Designação de Equipamentos de Proteção, Especificação de
Equipamentos de Proteção, DDS – Dialogo Diário de Segurança;
b) Saúde Ocupacional: PCMSO – Programa de Controle Médico da Saúde Ocupacional, ASO –
Atestado Médio de Saúde Ocupacional, PPR – Programa de Proteção Respiratória;
c) Meio Ambiente: Diagnostico Ambiental, Programa de Eco-Eficiência (P+L), Programa de
Gerenciamento de Resíduos Sólidos e/ou de Efluentes, Programa de Gerenciamento de Resíduos
da Área de Saúde, Programa de Controle Ambiental, Plano de Recuperação de Áreas Degradadas,
Plano de Controle de Processos Erosivos, Plano de Supressão Vegetal, DDMA – Dialogo Diário de
Meio Ambiente;
d) Procedimentos: Padrão, Operacionais, Técnicos, Executivos e Especificações;
e) Planos: Plano de Atendimento a Emergência, Plano de Inspeção de Maquinas e Equipamentos,
Plano de Manutenção, Plano de Contingência;
f) Antecipação e Identificação dos Riscos: Avaliações Qualitativas, Inspeções, APP, APR, Hazop,
FMEA, Matriz de Risco e Outros;
g) Análises e Reconhecimento dos Riscos: Análise de Riscos, Matriz de Risco, Adoção de Medidas
Preventivas e/ou Corretivas (na origem e/ou fonte);
h) Monitoramento: Avaliações Quantitativas
i) Controle das Atividades de Riscos: Análise Preliminar de Perigo, Análise Preliminar de Riscos
(de segurança, de saúde e de meio ambiente), ART – Análise de Risco da Tarefa e de AST –
Análise de Segurança da Tarefa;
j) Permissão de Serviço e/ou Trabalho: Trabalhos a Frio ou a Quente (Solda e Corte), Trabalhos
em Espaço Confinado, Trabalho em Altura, Escavações e Serviços Elétricos;


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MODELO – SO-002
k) Medidas e Ações Mitigadoras: Administrativa (organização do trabalho), Engenharia
(operacional), Preditiva (manutenção e lubrificação), Preventiva (Adoção de Equipamentos de
Proteção e Corretiva DDSMS – Diálogo Diário de Segurança, Meio Ambiente e Saúde;
l) Chek List (LV’s – Listas de Verificação): Saúde Ocupacional, Meio Ambiente e Segurança do
trabalho;
m) Programa de Prevenção de Riscos Ambientais – PPRA, e de Controle Médico da Saúde
Ocupacional – PCMSO;
n) Inspeções e Auditorias de SMS.
o) Não Conformidades:
 Identificação e Registro de não conformidades (desvios de conduta, atos e condições
inseguras).
 Tratamento de não conformidades (desvios de relevante gravidade e maior frequência), e dos
incidentes de maior potencial de risco.

Nota: Na fase de detalhamento de projeto são feitos pelo menos três tipos de análise de riscos.





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11. MONITORAMENTO E CONTROLE DOS RISCOS

O processo de acompanhamento dos riscos identificados e avaliados, o monitoramento dos riscos
residuais e dos secundários, a identificação de novos riscos, a execução de planos de ação para
respostas aos riscos e a avaliação da eficiência e eficácia dessas ações durante todo o ciclo de vida do
projeto, deverá ocorrer em reuniões periódicas de coordenação promovidas pela Gerência de
Administração Contratual & Riscos.

11.1. Relatório de monitoramento dos Riscos

O Relatório de Monitoramento dos Riscos deve ter o seguinte conteúdo:
 Registro dos principais riscos;
 As evoluções dos riscos e suas justificativas;
 Inclusão de novos riscos e suas pontuações;
 Atualização do status das ações de tratamento;
 Novas ações;
 Outras informações importantes relativas a gerenciamento DE RISCOS.
Para a elaboração do Relatório de Monitoramento dos Riscos, deverá ser observado o “Modelo de
Monitoramento dos Riscos” - Anexo IV

11.2. Reserva de Contingência

A aceitação do risco é uma estratégia adotada porque é impossível eliminar todos os riscos do projeto.
Esta estratégia indica que a equipe do projeto decidiu não mudar o plano de gerenciamento do projeto
para tratar um risco ou que não consegue identificar qualquer outra estratégia de resposta adequada.
Esta estratégia pode ser:
 Aceitação passiva - não exige nenhuma ação, deixando a equipe do projeto tratar as ameaças
conforme ocorrem.
 Aceitação ativa - com o estabelecimento de reservas para contingências, inclusive as quantidades
de tempo, dinheiro ou recursos para tratar os riscos conhecidos.
A reserva de contingência deverá ser definida a partir da soma dos valores necessários para implantação
dos planos de contingência aprovados para os riscos conhecidos, com respostas definidas como aceitação
ativa.


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O modelo para o acompanhamento de utilização da reserva autorizada encontra-se no Anexo V - Modelo
de Acompanhamento das Reservas de Contingência.
Esta análise deverá ser realizada internamente

11.3. Lições Aprendidas

Ao final de projeto deverá ser elaborado pela Gerência de Administração Contratual & Riscos um relatório
interno das lições aprendidas no processo de gerenciamento de riscos






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12. RESPONSABILIDADE DO PGR

12.1. Do Empregador - Da Empresa, Diretoria e Gerência

 Estabelecer, implantar e, principalmente, assegurar o cumprimento do PGR como parte integrante
da atividade da empresa.
 Informar aos trabalhadores os riscos ambientais que possam originar-se nos locais de trabalho, os
meios necessários para prevenir ou limitar tais riscos e para proteger-se dos mesmos.
 Considerar o conhecimento e percepção que os trabalhadores têm do processo de trabalho.
 Permitir aos empregados interromperem, imediatamente, suas atividades em caso de ocorrência de
riscos ambientais, tais que os coloquem em situação de risco grave e iminente para sua saúde e
segurança.
 Garantir a interrupção das tarefas, quando proposta pelos empregados, em função da existência de
risco grave e iminente, desde que confirmado o fato pelo superior hierárquico e Segurança do
Trabalho, que diligenciará as medidas cabíveis.
 Fornecer às empresas subcontratadas as informações sobre os riscos potenciais nas áreas em que
desenvolverão suas atividades.
 Programar e aplicar treinamentos com objetivo de instruir os empregados expostos.
 Propor soluções para eliminar / reduzir a exposição aos riscos.
 Acompanhar o desenvolvimento do PCMSO.
 Contribuir com informações técnicas e de organização do trabalho sobre os riscos à saúde dos
trabalhadores que podem ser causados por exposição aos agentes de risco;
 Cumprir e fazer cumprir as normas internas de segurança e saúde ocupacional da Cia Vale do Rio
Doce, de todas as ferramentas de SSO aplicáveis e procedimentos específicos das gerências
inerentes para execução das atividades.

12.2. Do SESMT – Segurança do Trabalho, Higiene Ocupacional, Saúde Ocupacional e meio
Ambiente

12.3. Dos Empregados – Colaboradores e/ou Funcionários



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 Colaborar e participar na implantação e execução do PGR inclusive de normas internas de
segurança e saúde, principalmente as relacionadas ao SSO.
 Cumprir as normas e orientações recebidas nos treinamentos oferecidos dentro do PGR.
 Informar ao seu superior hierárquico direto ocorrências que, ao seu julgamento possam implicar em
riscos à sua saúde ou de subcontratados;
 Aplicar e cumprir o Programa de Segurança e Saúde Ocupacional da TRIA CONSTRIÇÕES LTDAe
todas as suas ferramentas aplicáveis e procedimentos específicos da gerência gestora do contrato
inerentes à execução das atividades.
 Colaborar na avaliação e identificação dos riscos gerados em seu posto de trabalho;
 Inter-relacionar-se com as áreas de segurança e medicina do Trabalho da Cia Vale do Rio Doce no
sentido de estarem estudando e analisando soluções que reduzam, eliminem ou neutralizem os
riscos.
 Participar dos treinamentos programados.




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13. ANEXOS




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14. CONTROLE DE REVISÕES

REV. DATA DESCRIÇÃO DA ALTERAÇÃO EXECUÇÂO APROVAÇÃO
A 06.11.2012 M.ALVES P.COELHO
B
C
D
E
F
G
H
I
J
L
K


Requisito Mandatório: Prescrição estabelecida como a mais adequada e que deve ser utilizada
estritamente em conformidade com este documento (Normas, Procedimentos e Legislações Pertinentes).
Uma eventual resolução de não segui-la "não-conformidade" deve ter fundamentos técnicos gerenciais e
deve ser aprovada e registrada pelo usuário deste documento. É caracterizada pelos verbos: “dever”,
“ser”, “exigir”, “determinar” e outros verbos de caráter impositivo.

Prática Recomendada (não-mandatória): Prescrição que pode ser utilizada nas condições previstas por
este documento, mas que admite (e adverte sobre) a possibilidade de alternativa (não escrita neste
documento) mais adequada à aplicação específica. A alternativa adotada deve ser aprovada e registrada
pelo usuário deste documento, e atender aos requisitos técnicos e legais pertinentes. É caracterizada
pelos verbos: “recomendar”, “poder”, “sugerir” e “aconselhar” (verbos de caráter não-impositivo). É
indicada pela expressão: [Prática Recomendada].

As propostas, comentários e sugestões para revisão deste documento devem ser encaminhados ao
CNT – Comissão de Normas Técnicas, setor responsável pela laboração e implementação de
normas e procedimentos operacionais, bem como da elaboração de documentos técnicos e
científicos pertinentes a QSMS - Qualidade, Segurança do Trabalho, Higiene Ocupacional, Meio
Ambiente e Saúde Ocupacional, indicando o item a ser revisado, a proposta e a justificativa.
Indicando a sua identificação alfanumérica e revisão, o item a ser revisado, a proposta de redação e a
justificativa técnico-econômica. As propostas são apreciadas durante os trabalhos para alteração desta
Norma.