Universidade Federal do Rio de Janeiro

Escola de Belas Artes
Curso de História da Arte
Professora Rogéria de Ipanema
Ornamentação e Antiguidade na arquitetura da cidade:
Arquitetura Parque Lage
Autores !ri"a #emos$ Juliana Figueira$ #et%cia &uerra e Raira Rolisola
'emestre(Ano )*+,(+
'um-rio
. Par/ue #age
Antigo Engen0o 1el Re2 de a34car na época do Brasil Colonial$ suas terras se
estendiam até as margens da atual lagoa Rodrigo de Freitas5 . engen0o
pertencia a Ant6nio 'alema$ governador do Rio de Janeiro no século 78I5
Após +99*$ passou a pertencer : fam%lia Rodrigo de Freitas ;ello5 Em meados
do século 7I7$ um no<re ingl=s compra parte das terras$ e contrata em +>,* o
paisagista ingl=s Jo0n ?2ndale para pro@etar um @ardim de estilo romAntico$ nos
moldes das /uintas europeias5
Em +>BC$ parte da faDenda passa a ser propriedade de Ant6nio ;artins #age$
denominandoEse FC0-cara dos #agesG5 . propriet-rio feD algumas reformas na
propriedade como a constru3Ho de uma represa$ reaproveitando as -guas
l%mpidas da cac0oeira5
.s anos se passam$ a c0-cara vai parar em outras mHos$ mas$ em +C)*$ um
neto de Ant6nio ;artins #age$ o empres-rio Henri/ue #age$ a compra5
Amante das artes$ Henri/ue #age apaiIonaEse e casaEse com a cantora l%rica
italiana$ &a<riela BesanDoni5 Para agradar a artista$ decidiu construir uma nova
mansHo5 . pro@eto$ realiDado pelo ar/uiteto italiano ;ario 8rodel$ so< a
influ=ncia de sua esposa$ imprimiu um ecletismo %mpar ao casarHo5
1ois grandes portJes se a<rem : Rua Jardim BotAnico$ nK ,+,$ para os
camin0os cercados de palmeiras imperiais /ue levam ao casarHo5 A fac0ada
principal tem pórtico saliente$ totalmente revestido de cantaria5 . casarHo$
constru%do em torno de uma piscina$ tem m-rmores$ aDule@os e ladril0os
importados da It-lia5 As pinturas decorativas dos seus salJes foram assinadas
por 'alvador Pa2los 'a<até5
.s @ardins /ue cercam a casa faDem parte do Par/ue Lacional da ?i@uca5 'Ho
organiDados de forma geométrica e o entorno compreende B) 0ectares de
floresta eIu<erante$ com variedade de espécies da ;ata AtlAntica$ nas
encostas do ;aci3o do Corcovado e ao lado do Jardim BotAnico5
. car-ter eclético de sua ar/uitetura aliado ao estilo de vida de seus
moradores$ registrada amplamente nas cr6nicas de seu tempo$ refletiam o
esp%rito de uma época$ onde a vida social da cidade tin0a lugar nos salJes
como o Palacete dos #age5 1estacavamEse os recitais da cantora$ /ue
aconteciam no salHo no<re$ plane@ado especialmente para esta finalidade5
1este per%odo ainda encontramEse no Par/ue #age algumas ru%nas do antigo
engen0o de a34car ali eIistente5 Estes valores tam<ém @ustificaram o
tom<amento da -rea verde$ e das constru3Jes ar/uitet6nicas ao seu redor pelo
IPHAL$ no ano de +CBM$ como patrim6nio paisag%stico$ am<iental e cultural5
Los dias atuais o con@unto ar/uitet6nico é utiliDado pela EA8 Nescola de artes
visuaisO e o par/ue$ /ue é administrado pelo IBA;A$ é a<erto : visita3Ho
p4<lica5
. estilo eclético
. estilo eclético Nou ecletismoO é aplicada na cr%tica de arte a um estilo /ue
com<ina carater%sticas provenientes de fontes diversas5 . termo ecletismo
denota a com<ina3Ho de diferentes estilos 0istóricos em uma 4nica o<ra sem
com isso produDir novo estilo5 ?al método <aseiaEse na convic3Ho de /ue a
<eleDa ou a perfei3Ho pode ser alcan3ada mediante a sele3Ho e com<ina3Ho
das mel0ores /ualidades das o<ras dos grandes mestres5
Além disso$ designa um movimento mais espec%fico relativo a uma corrente
ar/uitet6nica do século 7I75 Por volta de +>,*$ na Fran3a$ em rea3Ho :
0egemonia do estilo grecoEromano os ar/uitetos come3am a propor a retomada
de outros modelos 0istóricos como$ por eIemplo$ o gótico e o romAnico5 .
principal teórico do ecletismo ar/uitet6nico é o franc=s César 1enis 1al2 N+>++
E +>CPO$ /ue o entende como Qo uso livre do passadoQ5 LHo se trata de uma
atitude de simples copista$ mas da 0a<ilidade de com<inar as caracter%sticas
superiores desses estilos em constru3Jes /ue satisfa3am a demandas da
época por todo tipo de edifica3Ho5 La segunda metade do século 7I7$ o
ecletismo tem forte presen3a na Europa5
. ecletismo ar/uitet6nico difundeEse tam<ém pelas Américas$ marcando as
constru3Jes do mundo novo5 Lo Brasil$ no per%odo de transi3Ho para o século
77$ o ecletismo é a corrente dominante na ar/uitetura e nos planos de
reur<aniDa3Ho das grandes cidades$ como o realiDado no Rio de Janeiro pelo
engen0eiro Francisco Pereira Passos N+>P9 E +C+PO5 Prefeito da entHo capital
federal$ de +C*) a +C*9$ Passos empreende a reforma ur<an%stica /ue derru<a
antigas constru3Jes do per%odo colonial para a<rir a moderna Avenida Central$
atual Avenida Rio Branco$ e a Avenida BeiraE;ar$ eIpandindo a cidade em
dire3Ho : Dona sul5 La primeira encontramEse ainda 0o@e os maiores
eIemplares da ar/uitetura eclética no Brasil$ como ;useu Lacional de Belas
Artes E ;LBA N+C*>O$ o<ra de Adolfo ;orales de #os Rios N+>B> E +C)>O$ cu@a
faustosidade e pluralidade de estilos remetem :s constru3Jes francesas
ecléticas$ no caso diretamente : fac0ada do #ouvre5 . ?0eatro ;unicipal$
pro@etado por Francisco de .liveira Passos e edificado na Avenida Central$
entre +C*P e +C*C$ é claramente inspirado no Rpera de Paris e aparece como
o maior s%m<olo do ecletismo no Brasil5 1estacaEse tam<ém na época a
atua3Ho do engen0eiro militar 'ouDa Aguiar$ respons-vel pelo pro@eto da
Bi<lioteca Lacional N+C+*O na mesma avenida$ e de Heitor de ;ello$ em
atividade no Rio de Janeiro de +>C> a +C)*$ autor de diversos pro@etos de
edif%cios p4<licos e resid=ncias particulares$ como o 1er<2 Clu<e N+C+,O e o
prédio da prefeitura N+C)*O$ na pra3a Floriano5
.rnamentos
Bi<liografia
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)P(*B()*+, :s +B0,Mmin5
0ttp((SSS5itaucultural5org5<r(aplicEIternas(enciclopediaVic(indeI5cfmT
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;aterial informativo da secretaria da EA85