ELETROMAGNETISMO I 10

2.1 - A LEI DE GAUSS
FLUXO ELÉTRICO E LEI DE GAUSS
2
Esta lei é regida por princípios muito simples e de fácil entendimento. O conceito geral de fluxo como
sendo o escoamento de um campo vetorial que atravessa uma secção qualquer, pode ser estendido
para explicar o campo elétrico.

Conceito O fluxo elétrico que atravessa qualquer superfície fechada é igual à carga total
envolvida por essa superfície (Lei de Gauss)

O trabalho de Gauss consistiu na formulação matemática do enunciado acima, que já era conhecido
e entendido como óbvio. Em outras palavras, o fluxo total de qualquer escoamento é emanado por
uma fonte envolvida por uma superfície fechada, não importando sua forma geométrica. Gostaríamos
apenas de frisar aqui que a superfície tem que ser fechada para que possa envolver toda a fonte e se
deixe atravessar pelo fluxo total resultante.
Eletricamente, imagine uma distribuição de cargas envolvida por uma superfície fechada S (figura
2.1).


y
∆S
θ
D
Q



Figura 2.1 Distribuição de cargas no
interior de uma superfície gaussiana.



x

Vamos agora tomar um incremento vetorial de superfície ∆
r
S admitido como plana. Este vetor terá
uma orientação no espaço, perpendicular ao plano que tangencia a superfície S neste ponto (centro
de ∆
r
S ) apontando para fora da superfície fechada. A densidade de fluxo que atravessará a superfície
elementar ∆
r
S é dada pelo vetor
r
D
s
genericamente formando um ângulo θ com ∆
r
S em cada ponto
da superfície fechada em questão.

O fluxo elementar que atravessa ∆
r
S será então:


∆φ ∆ ∆ = =
r r
D S D S C
s s
. cosθ ( )
(2.1)

∆φ é uma grandeza (escalar), resultante do produto escalar entre os vetores
r
D
s
e ∆
r
S .

Nestas condições, o fluxo total que atravessa a superfície fechada S será então:


φ φ = =
∫ ∫
d D dS C
s
s
r r
. ( )
(2.2)

A integral resultante é realizada sobre uma superfície fechada (daí o símbolo

S
), fruto de uma
integral dupla. Esta superfície é freqüentemente chamada de superfície gaussiana.

Assim, a Lei de Gauss é então matematicamente formulada como:

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ELETROMAGNETISMO I 11

r r
D dS Q C
s
s
. (

= )
(2.3)

A carga envolvida pode ser de qualquer tipo: cargas pontuais discretas, linhas de cargas, distribuição
superficial de cargas ou uma distribuição volumétrica de cargas. Desta forma, a Lei de Gauss pode
ser generalizada em termos de cargas em distribuições uniformes respectivamente volumétricas,
superficiais ou lineares, conforme abaixo:


) C ( dv S d . D
) C ( dv S d . D
) C ( dv S d . D
L
L
s
s
S
S
s
s
v
v
s
s
∫ ∫
∫ ∫
∫ ∫
ρ =
ρ =
ρ =
r r
r r
r r

(2.4)

A integral realizada sobre o lado esquerdo da equação pode ter um domínio diferente daquela
realizada sobre o lado direito. Daí ressaltarmos na expressão intermediária o domínio S da superfície
fechada daquele S contendo a carga superficial.

Exemplo 2.1
Calcular o fluxo que atravessa a superfície de uma esfera de raio a metros, produzido por uma carga
elétrica Q coulombs, concentrada no centro dessa esfera.

Solução:

Sabemos que na superfície de uma esfera de raio
a, a densidade de fluxo elétrico é:

r
D
Q
a
a C m
s r
=
4
2
2
π
. $ ( / )

O elemento diferencial de área, conforme Fig.
2.2., em coordenadas esféricas é:

θ d φ d θ sen a θ d φ d θ sen r dS
2 2
= =



Figura 2.2 Elemento diferencial de área


O produto escalar S D
s
r r
∆ ⋅ é então dado por:

( ) θ φ θ
π
= θ φ θ ⋅ ⎟





π
d d sen
4
Q
aˆ . d d sen a aˆ .
a 4
Q
r
2
r
2


Os limites de integração foram escolhidos de
modo que a integração seja realizada sobre a
superfície uma única vez.

A integral de superfície será:

∫ ∫
π π
φ θ θ
π 0
2
0
d d sen
4
Q


Integrando primeiro em relação a φ e em seguida
em relação a θ

) C ( Q ) cos (
2
Q
d sen
2
Q
0 0
= θ − = θ θ
π

π


Ficando pois comprovado que:

r r
D dS Q C
s
s
. (

= )

Exemplo 2.2
Calcular o fluxo elétrico total que atravessa uma superfície esférica, de centro na origem, possuindo
raio r = 10 m, sendo que a distribuição de carga é composta por uma linha de cargas ao longo do
eixo z, definida por ρ
l
= 2e
2|z|
C/m na região –2 ≤ z ≤ 2 m e ρ
l
= 0 no restante.

Solução:
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ELETROMAGNETISMO I 12

Existem duas maneiras de se resolver este
problema:

Aqueles que adoram resolver integrais
complicadas podem encontrar uma expressão
para o campo elétrico em um ponto qualquer
da superfície de raio r, e integrá-la em toda a
superfície.

Aqueles um pouco mais espertos podem
simplesmente integrar a função de distribuição
de cargas ao longo de z, de -2 a 2 m. A lei de
Gauss garante que os resultados serão os
mesmos, para qualquer dos dois casos.

Então:
Q e dz
z
=


2
2
2
2
( ) C
C


Como a função módulo não é contínua, vamos
dividir a integral acima em duas integrais:

Q e dz e dz
z z
= +


∫ ∫
2 2
2
2
0
2
0
2
( )

Q e e
z z
= − +


2 2
2
0
0
2


Q e e C = − + + − = = 1 1 107 19
4 4
, ( ) φ

2.2 - A RELAÇÃO CONSTITUTIVA ENTRE O FLUXO E O CAMPO ELÉTRICO

Sabe-se que uma carga pontual cria um campo elétrico no vácuo expresso em coordenadas
esféricas pela equação vetorial (1.6). Por outro lado, o exemplo 2.1 define o fluxo que este mesmo
campo elétrico cria ao atravessar uma superfície esférica, portanto fechada. Uma análise imediata
mostra que existe uma relação entre a densidade de fluxo D e o campo elétrico correspondente E
definida pela permissividade ε
0
do meio, no caso, o espaço livre ou o vácuo. Vetorialmente esta
relação constitutiva pode ser dada por:


E D
0
r r
ε = (2.5)


Exemplo 2.3
Considere uma linha infinita de cargas. Utilizando a Lei de Gauss encontre a expressão para o
campo elétrico em um ponto do espaço, criado por esta distribuição linear.

Solução:

De discussões anteriores sobre o campo
elétrico de uma linha infinita de cargas, vimos
que o campo elétrico é radial e só varia com o
raio r.

Portanto:

r
D D a C m
r r
= . $ ( / )
2

∆S
















A superfície gaussiana selecionada é um
cilindro de raio r e comprimento L, com eixo
coincidente coma própria linha de cargas.

Aplicando a Lei de Gauss:

Q D dS D dS dS d
lado topo base
= = + +
∫ ∫ ∫ ∫
S
r r
. 0 0

L 2 Dr dz rd D Q
L
0
2
0
π = φ =
∫ ∫
π


D
Q
rL r
C m
l
= =
2 2
2
π
ρ
π
( / )

r
r
E
D
a
r
a N C
r
l
r
= =
ε
ρ
πε
0 0
2
. $ . $ ( / )
D
D
D
∆S
r
L
∆S
Figura 2.3 Superfície gaussiana em
torno de uma linha infinita de cargas
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APOSTILA DE ELETROMAGNETISMO I 13

Exemplo 2.4
Encontrar a expressão para o campo elétrico produzido por uma distribuição superficial infinita de
cargas.

Solução:













Da discussão do capítulo anterior, o campo
elétrico produzido por uma distribuição
superficial e plana de cargas terá a direção da
normal à superfície, no ponto onde se deseja
calcular o campo elétrico.
A superfície gaussiana utilizada será um
pequeno cilindro, de altura h e área de base
∆S. Uma das metades da superfície cilíndrica
(curva) estará acima da superfície carregada e
a outra metade abaixo dela.
Aplicando então a Lei de Gauss:

Q D dS dS D dS D dS
lado topo base
= = + +
∫ ∫ ∫ ∫
r r
. 0

ρ
s
S D S D S ∆ ∆ ∆ = +

D
s
=
ρ
2


n
S

2
ρ
D =
r
;
n
0
S

ε 2
ρ
E =
r





Por este exemplo chegamos à conclusão (em princípio absurda) de que o campo elétrico em um
ponto, provocado por uma distribuição superficial de cargas, não depende da distância entre o
ponto e a superfície. Não se esqueça de que este raciocínio foi feito para uma distribuição infinita de
cargas, que não existe na prática. Uma distribuição superficial finita de cargas pode ser considerada
como infinita se a distância do ponto de interesse à distribuição superficial de cargas for muito
pequena, comparada com as dimensões da mesma. Para pontos mais distantes, a distribuição não
exibe simetria especular e não pode ser considerada infinita, o que invalida a expressão acima.


Exemplo 2.5
Dois condutores cilíndricos coaxiais, para efeitos práticos são considerados como sendo infinitos. O
interno é maciço, de raio a. O cilindro externo, oco, possui raio interno b e raio externo c. Uma carga
de densidade superficial ρ
s
(C/m
2
) é colocada na superfície do condutor interno. Avaliar o campo
elétrico em todo o espaço, a partir do centro dos cilindros (r = 0) até o exterior onde r > c.

Solução:
















Quatro superfícies gaussianas cilíndricas
concêntricas de comprimento L são traçadas e
as fronteiras entre elas serão por enquanto
ignoradas.
A primeira delas S1 possui um raio r < a.
Portanto:
0 S d D Q
1 S
= ⋅ =

r r

Como a carga está distribuída na superfície
onde r = a, E
r
= 0 no interior do cilindro
interno.

S2
S3
S1
a
c
b
E
Figura 2.5 Superfícies gaussianas em um
cabo coaxial

r
S
r
D

r
S
r
D
Figura 2.4 Superfície gaussiana para
uma distribuição superficial de cargas.
S4
ELETROMAGNETISMO I 14
A segunda superfície gaussiana S2 possui um
raio a < r < b.
∫ ∫
ρ = ⋅
) a ( S
) a ( S
2 S
dS S d D
r r


A primeira integral é calculada sobre a
superfície gaussiana de raio r e a segunda
sobre a superfície do condutor interno com
raio a. Seguindo os exemplos anteriores,
observamos que a densidade de fluxo possui
o seu módulo constante em função da
distância radial r. Portanto para ρ
S(a)
= ρ
S
vem:

D rd dz ad dz
s
L L
φ ρ φ
π π
0
2
0
2
0 0
∫ ∫ ∫ ∫
=

D rL aL
s
2 2 π ρ π =

A carga total envolvida por S2 e a densidade
de fluxo nesta superfície fechada são
respectivamente:

S
aL 2 Q ρ π =

D
a
r
C m
s
=ρ ( / )
2


Se a carga for expressa por unidade de
comprimento, sua densidade linear ficará:

s l
a 2
L
Q
ρ π = = ρ

A correspondente densidade de fluxo será

) m / C (
r 2 r
a
a 2
D
2 l l
π
ρ
=
π
ρ
=

E o campo elétrico será expresso por

r
r
E
D
r
a N C
l
r
= =
ε
ρ
πε
0 0
2
. $ ( / )

semelhante à expressão obtida para uma linha
infinita eletricamente carregada.

A terceira superfície gaussiana S3 é um
cilindro com raio r, tal que b < r < c. A carga
interna ρ
s
induz uma carga oposta de igual
magnitude na superfície interna do condutor
externo de raio b, e a carga total envolvida por
esta superfície gaussiana é nula.

Portanto:

0 S d D
3 S
= ⋅

r r


O campo elétrico no interior do cilindro externo
também é nulo.

A quarta superfície gaussiana S4 é um cilindro
maior de raio r > c. A carga induzida na
superfície interna do condutor externo por sua
vez induz uma carga oposta a ela de mesma
magnitude na superfície externa do condutor
externo, com raio c. Portanto:

Q S d D
4 S
= ⋅

r r


∫ ∫
ρ = ⋅
) c ( S
) c ( S
4 S
dS S d D
r r


cL 2 rL 2 D
) c ( S
π ρ = π

) m / C (
r
c
D
2
) c ( S
ρ =

Como as cargas induzidas são iguais:

bL 2 aL 2
) b ( S ) a ( S
π ρ = π ρ

bL 2 cL 2
) b ( S ) c ( S
π ρ = π ρ

onde

a b c
) a ( S ) b ( S ) c ( S
ρ = ρ = ρ

Embora as cargas sejam iguais em
intensidade, as densidades superficiais não o
são.

Desta forma

) m / C (
r 2 r
a
D
2 l
) a ( S ext
π
ρ
= ρ =

Aplicando a relação constitutiva teremos o
campo elétrico externo dado por

r
r
E
D
r
a N C
ext
ext l
r
= =
ε
ρ
πε
0 0
2
. $ ( / )

Esta é a mesma expressão para o campo
produzido pelo condutor interno.

O condutor externo não exerce influência
sobre o campo elétrico produzido pela
distribuição de cargas do condutor interno.
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ELETROMAGNETISMO I 15
Em outras palavras, externamente tudo se
passa como se o campo fosse criado por uma
distribuição linear de cargas ao longo do eixo
do cabo coaxial.

Graficamente:















2.3 - COMENTÁRIOS

A lei de Gauss fornece o fluxo elétrico total que atravessa uma superfície envolvendo uma
distribuição de cargas, ou seja, determina o fluxo criado por um dado campo elétrico resultante. A
intensidade ou módulo deste campo elétrico pode ser obtida pela aplicação direta da lei de Gauss e
o emprego da relação constitutiva entre a densidade de fluxo e o correspondente campo elétrico.
Neste caso, para que o vetor do campo elétrico seja conhecido, torna-se necessário o conhecimento
da disposição geométrica das suas linhas de força.

Pelos exemplos que acabamos de resolver, podemos concluir que somente o conhecimento da
simetria do problema nos permite escolher superfícies gaussianas adequadas. O não conhecimento
dessa simetria torna a solução do problema pela Lei de Gauss extremamente complicada.

Problemas que não possuem simetria conhecida são resolvidos de uma forma um pouco diferente,
como será visto no próximo capítulo.
r (m)
E
(N/C)
a b c
Figura 2.6 Comportamento do campo elétrico em função de r.
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ELETROMAGNETISMO I 16
EXERCÍCIOS

1) Determine o fluxo através de uma superfície S envolvendo as cargas pontuais Q1 = 30 nC,
Q2 = 140 nC e Q3 = ─ 70 nC.
2) Uma superfície gaussiana qualquer envolve duas cargas iguais em módulo e polaridades
opostas. Há fluxo atravessando-a? Determine este fluxo em caso afirmativo.
3) O eixo x contém uma distribuição linear uniforme de carga ρ
L
= 50 nC/m. Qual o fluxo elétrico
por unidade de comprimento que passa através de uma fita definida pelo plano z = 3 m
limitado por y = ± 2 m?
4) Generalize para o problema anterior o caso de uma fita plana, paralela à linha carregada,
mas que não possui simetria em relação a ela.
5) Dado o vetor densidade de fluxo ou deslocamento elétrico
y x
aˆ 3 aˆ x 2 D + =
r
(C/m
2
), calcule o
fluxo total que atravessa um cubo de arestas com 2 m, centrado na origem de um sistema
cartesiano tri-ortogonal e com as arestas paralelas aos eixos das coordenadas.
6) O eixo z de um sistema coordenado contém uma distribuição uniforme de cargas, com
densidade ρ
l
= 50 nC/m. Calcule o campo Elétrico
r
E em (10,10,25) m, expressando-o em
coordenadas cartesianas e cilíndricas.
7) Existem duas configurações lineares de carga, com densidades iguais, ρ
l
= 6 nC/m, paralelas
ao eixo z, localizadas em x = 0 m , y = ±6 m. Determine o campo elétrico
r
em (–4,0,z) m. E
8) Uma superfície fechada S envolve uma distribuição linear finita de cargas definida pelo
intervalo 0 ≤ L ≤ π m, com densidade de cargas ρ
l
= –ρ
0
sen (L/2) C/m. Qual é o fluxo total
que atravessa a superfície S ?
9) Na origem de um sistema de coordenadas esféricas existe uma carga pontual Q C. Sobre
uma casca esférica de raio a uma carga (Q'- Q) C está uniformemente distribuída. Qual é o
fluxo elétrico que atravessa a superfície esférica de raio k m, para k < a e k > a ?
10) Uma área de 40,2 m
2
sobre a superfície de uma carga esférica de raio 4 m é atravessada por
um fluxo de 15 µC de dentro para fora. Quanto vale a carga pontual localizada na origem do
sistema relacionado a tal configuração esférica?
11) Uma carga pontual Q = 6 nC está localizada na origem de um sistema de coordenadas
cartesianas. Quanto vale o fluxo Ψ que atravessa a porção do plano z = 6 m limitada pelo
intervalo –6 ≤ y ≤ 6 m; –6 ≤ x ≤ 6 m ?
12) Dado que
r
D e a
z
b
a C m
r
b
r z
= −

30 2
2
( / ) em coordenadas cilíndricas, calcule o fluxo total que
sai da superfície de um cilindro circular reto descrito por r = 2b m, z = 0, z = 5b m.
13) Na origem de um sistema de coordenadas esféricas existe uma carga pontual Q = 1500 pC.
Uma distribuição esférica concêntrica de cargas elétricas de raio r = 2 m tem uma densidade
ρ
s
= 50π pC/m
2
. Qual a densidade de cargas de outra superfície esférica, com r = 3 m,
concêntrica com o sistema, para resultar D = 0 em r > 3 m?
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ELETROMAGNETISMO I 17
14) Um capacitor de placas paralelas, tendo o ar como dielétrico e permissividade ε
0
, contém
uma distribuição superficial de carga ρ
S
C/m
2
na armadura positiva. Por indução, existe uma
carga de mesma distribuição e polaridade oposta na armadura negativa. Desprezando o
efeito de borda (espraiamento do campo elétrico), use a lei de Gauss para calcular o campo
E para a região entre as placas e fora delas.
15) Uma película infinita com densidade uniforme ρ
s
= (10
-9
/6π) C/m
2
está localizada no plano
definido por z = – 5 m. Outra película com densidade ρ
s
= (–10
-9
/6π) C/m
2
está localizada
em outro plano z = 5 m . Calcule a densidade linear uniforme, ρ
l
, necessária para produzir o
mesmo valor de
r
E em (5,3,3) m, supondo que esta última se localize em z = 0, y = 3?
16) Certa configuração engloba as seguintes duas distribuições uniformes. Uma película
carregada com ρ
s = -60 nC/m
2
, uniforme, em y = 3 m, e uma reta uniformemente carregada
com ρ
l
= 0,5 µC/m, situada em z = –3 m, y = 2 m. Aonde o campo
r
E será nulo ?
17) Tem-se a seguinte distribuição volumétrica de cargas: – 2 µC/m
3
onde –2 < y < –1 m, 2 µC/m
3
para 1 < y < 2 m e ρ = 0 para todo o restante. Use a lei de Gauss para determinar D em todo
o espaço. Esboce o gráfico D
y
vs. y.

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