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UNIVERSIDADE DO ESTADO DO AMAPÁ

COLEGIADO DE ENGENHARIA QUIMICA
FENÔMENOS DE TRASPORTE I








CÁLCULO DA PERDA DE CARGA EM UMA DAS TUBULAÇÕES NA CAIXA
D’ÁGUA NO NTEP.














MACAPÁ-ÁP
2010
AMÉRICO PINHEIRO DOS SANTOS
CARLY KATHLEEN PIRES MOREIRA
GABRIELA CARVALHO TRINDADE
LETICIA PEREIRA ALMEIDA
RENAN TEXEIRA BAIA
SCHILIENE DE OLIVEIRA MORENO
YURE ALENCAR







CÁLCULO DA PERDA DE CARGA EM UMA DAS TUBULAÇÕES NA CAIXA
D’ÁGUA NO NTEP.





Trabalho apresentado para avaliação final
da disciplina Fenômenos de Transporte,
ministrada pelo Professor Marcos Danilo,
vinculado ao colegiado de Bacharelado
em Engenharia Química da Universidade
do Estado do Amapá – UEAP.






MACAPÁ – AP
2012
SUMÁRIO


INTRODUÇÃO ............................................................................................................04

1 PERDA DE CARGA..................................................................................................05

1.1 PERDA DE CARGA DISTRIBUÍDAS....................................................................05

1.2 PERDA DE CARGA LOCALIZADA......................................................................05

2 CÁLCULO DAS PERDAS..........................................................................................06

2.1 CÁLCULO DE PERDA DE CARGA LOCALIZADA............................................08

2.2 COMPRIMENTO EQUIVALENTE.........................................................................08

2.3 COEFICIENTE DE PERDA EM FUNÇÃO DA CARGA CINÉTICA...................09

3 CÁLCULO DA PERDA DE CARGA EM UMA DAS TUBULAÇÕES NA CAIXA
D’ÁGUA NO NTEP........................................................................................................14

3.1 ANALISE DE DADOS.............................................................................................15

4 CONSIDERAÇÕES FINAIS.......................................................................................18

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA..............................................................................19







INTRODUÇÃO.

Perda de carga é a energia perdida pela unidade de peso do fluido quando este
escoa. Vários fatores podem afetar este escoamento, como por exemplo: densidade do
fluido, velocidade do fluido, diâmetro da tubulação, rugosidade do material, etc.
O presente trabalho considerou o escoamento de um dos canos ligados na
bomba da caixa d’ água do núcleo tecnológico de produção (NTEP).
Para a realização dos cálculos foi necessário o trabalho em campo para
medidas de comprimento e vazão, especificação dos matérias das tubulações, planta da
área com identificação dos joelhos e “T”s e entre outros, diâmetro em cada trecho da
tubulação. Após pode-se então realizar os cálculos, conforme demostrados nesse
trabalho.




















1- PERDA DE CARGA.

As paredes das tubulações influenciam no escoamento interno, dissipando
energia em razão do atrito viscoso das partículas fluidas. As partículas em contato com
a parede adquirem a velocidade da parede e passam a influir nas partículas vizinhas por
meio da viscosidade da turbulência, dissipando energia. Essa dissipação de energia
provoca redução de pressão total do fluido ao longo do escoamento, denominada perda
de carga. Perda de carga é a energia perdida pela unidade de peso do fluido quando este
escoa.
Nos escoamentos sob pressão a perda de carga tem duas causas distintas. A
primeira é a perda de carga distribuída onde a parede dos dutos retilíneos leva a uma
perda de pressão distribuída ao longo do comprimento do tubo, fazendo com que a
pressão total diminua gradativamente ao longo do comprimento, e a segunda, perdas de
carga localizadas causa perda de carga pelos acessórios de canalização, isto é, as
diversas peças necessárias para montagem da tubulação e para o controle do fluxo do
escoamento, as quais provocam variação brusca da velocidade, em modulo e direção,
intensificando a perda de energia nos pontos onde estão localizados.
Quanto maior as perdas de cargas em uma instalação de bombeamento, maior
será o consumo de energia da bomba, esse é um dos motivos que no cotidiano a perda
de carga é muito utilizada, principalmente em instalações hidráulicas.

1.1- PERDA DE CARGA DISTRIBUÍDA.

A parede dos dutos retilíneos causa uma perda de pressão distribuída ao longo
do comprimento do tubo, fazendo com que a pressão total vá diminuindo
gradativamente ao longo do comprimento.
Julius Weisbach (1806-1871) e Darcy (1803-1858), após inúmeras
experiências estabeleceram uma das melhores equações empíricas para o cálculo da
perda de carga distribuída ao longo das tubulações. A equação de Darcy-Weisbach é
também conhecida por fórmula Universal para cálculo da perda de carga distribuída.




1.2- PERDA DE CARGA LOCALIZADA.

Quando ocorre algum tipo de perturbação, causada, por exemplo, por
modificações na seção do conduto ou em sua direção, ocorre este tipo de perda de carga.
Tais perturbações causam o aparecimento ou o aumento de turbulências, responsáveis
pela dissipação adicional de energia. As perdas de carga nesses locais são chamadas de
perdas de carga localizadas, ou perdas de cargas acidentais, ou perdas de carga locais.
Em suma, pode-se dizer que este tipo de perda é causado pelos acessórios de
canalização isto é, as diversas peças necessárias para a montagem da tubulação e para o
controle do fluxo do escoamento, que provocam variação brusca da velocidade, em
módulo ou direção, intensificando a perda de energia nos pontos onde estão localizadas.
O escoamento sofre perturbações bruscas em pontos da instalação tais como em
válvulas, curvas, reduções, expansões, emendas entre outros.

FIGURA 1: Tubulações compostas por varias conexões apresentam uma perda
de carga relativamente alta.

Fonte: BRAGA, 2009.

2- CÁLCULO DAS PERDAS.
As formulas recomendadas para cálculos de perda de carga pela Associação
Brasileira de Normas e Técnicas (ABNT) é a Fórmula Universal ou de Darcy-Weisbach
(ROMA, 2006):

(

)

Onde:
Variação de pressão
Coeficiente de perda de carga
Densidade
Velocidade
L= comprimento
D= diâmetro
Rugosidade

Um escoamento pode ser classificado de duas formas, turbulento ou laminar.
No escoamento. No escoamento laminar há um caminhamento disciplinado das
partículas fluidas, seguindo trajetórias regulares, sendo que as trajetórias de duas
partículas vizinhas não se cruzam. Já no escoamento turbulento a velocidade num dado
ponto varia constantemente em grandeza e direção, com trajetórias irregulares, e
podendo uma mesma partícula ora localizar-se próxima do eixo do tubo, ora próxima da
parede do tubo.
Em geral, o regime de escoamento na condução de fluidos no interior de
tubulações é turbulento, exceto em situações especiais, tais como escoamento a
baixíssimas vazões e velocidades. Os valores do coeficiente são apresentados em
forma gráfica, conhecida como diagrama de Moody, amplamente utilizado nos cálculos
de perda de carga (ROMA, 2006). Diagrama de Moody, apresenta para um número de
Reynolds menor que 2000, uma curva única para qualquer rugosidade relativa, que
aparece no gráfico logaritmo com uma reta. Para valores do número de Reynolds acima
de 2000, o valor de depende da rugosidade relativa e são apresentadas diversas curvas
tendo a rugosidade relativa como parâmetro. Segundo Roma (2006), pode-se notar que,
quanto maior a rugosidade relativa, menor a dependência do fator de atrito em relação
ao número de Reynolds.








FIGURA 2: Diagrama de Moody.

Fonte: http://raulsmtz.wordpress.com/2011/03/30/diagrama-de-moody/
TABELA 1: rugosidade médias absolutas de alguns materiais

Fonte: http://mspc.eng.br/fldetc/fluid_0550.shtml#tab_rugosid_abs.
2.1- CÁLCULO DE PERDA DE CARGA LOCALIZADA.

A perda localizada ocorre sempre que um acessório é inserido na tubulação,
seja para promover a junção de dois tubos, para mudar a direção do escoamento, ou,
ainda para controlar a vazão. Nos acessórios, alteração na organização das linhas de
corrente provocam perdas adicionais na posição em que ele se encontra.
Em razão desse caráter localizado da ocorrência da perda de carga ela é
considerada concentração do ponto, provocando uma queda acentuada da pressão no
curto espaço compreendido pelo acessório.
O calculo da perda localizada depende de coeficientes experimentais,
estabelecidos com o auxílio da análise dimensional e medidos a partir de uma amostra
estatística retirada de uma partida de fabricação dos acessórios. A perda no acessório
pode ser quantificada por dois critérios distintos, mas intimamente relacionados.

2.2- COMPRIMENTO EQUIVALENTE.

É definido como comprimento de tubulação (

) que causa a mesma perda de
carga que o acessório. Os comprimentos equivalentes dos acessórios presentes na
tubulação são adicionados ao comprimento físico da tubulação, fornecendo um
comprimento equivalente,

. Matematicamente, comprimento equivalente pode ser
calculado pela expressão da equação abaixo:

Esse comprimento equivalente permite tratar o sistema de transporte de fluidos
como se fosse constituído apenas por perdas distribuídas.
O comprimento equivalente de cada tipo de acessório é determinado
experimentalmente e o valor obtido é válido somente para o tubo usado no ensaio. Para
tubos diferentes, os valores devem ser corrigidos em função das características do novo
tubo.

Tabela 02 : comprimentos equivalentes em conexões
Fonte: Manual técnico, Motobombas Schineider


2.3- COEFICIENTE DE PERDA EM FUNÇÃO DA CARGA CINÉTICA.
O acessório tem sua perda de carga localizada pelo produto de um coeficiente
característico pela carga cinética que o atravessa. Cada tipo de acessório tem um
coeficiente de perda de carga característico, normalmente indicado pela letra k. a perda
causada pelo acessório, em Pa, é chamada pela expressão (ROMA, 2006).

A perda de carga total do sistema é dado pela somatória das perdas de cargas
dos acessórios mais a perda distribuída do tubo, resultando na expressão indicada na
equação abaixo, na qual a carga cinética foi colocada em evidencia (ROMA, 2006):
(

)

O método de cálculo pela carga cinética é mais geral, pois o valor do
coeficiente k não depende do tubo usado no ensaio, como ocorre com o comprimento
equivalente.
TABELA 03: Coeficiente k para acessórios de tubulação escolhida:






Fonte: http://www.mspc.eng.br/fldetc/fluid_06A1.shtml




TABELA 04: Valores de

de válvulas e acessórios.


Fonte: www.unicamp.br/fea/ortega/aulas/aula09_perdasAcessorios.ppt.

TABELA 05: Coeficiente de perdas de carga localizada (kf) para escoamento
laminar através de válvulas e acessórios.

Fonte: www.unicamp.br/fea/ortega/aulas/aula09_perdasAcessorios.ppt.
3- CÁLCULO DA PERDA DE CARGA EM UMA DAS TUBULAÇÕES
NA CAIXA D’ÁGUA NO NTEP.


Por teste experimental obtivemos a vazão de 500 L em 4 minutos




Obtivemos a velocidade pela formula


Temos o diâmetro do tubo que é 27,8 mm

Logo temos

Características da água

Com isso podemos obter a o número de Reynolds, pela formula.

Adotando a rugosidade do PVC como 0,0015 mm, podemos calcular;

Com o número de Reynolds e o

, e utilizando o diagrama de moody obtemos o
valor do coeficiente de atrito ( com o valor de aproximado de 0,032.
3.1- ANALISE DE DADOS.

Antes de efetuarmos os cálculos de perda de carga da tubulação, levamos
algumas considerações:
 Adotamos toda a tubulação com 1 pol (1”)
 O comprimento equivalente da cruzeta, adotamos como tê de
passagem direta.
 A válvula de segurança como válvula de retenção
 Não adotamos a bomba
 Dividimos a analise da tubulação em duas: antes e depois da
bomba.
 Utilizamos a perda de carga localizada com método dos
comprimentos equivalentes
 Utilizando a tabela 02 para obtenção dos comprimentos
equivalentes.
ANTES DA BOMBA
O comprimento da tubulação é 7,8 m
Tabela 06: comprimentos equivalentes antes da bomba
Qtd. Acessório
comprimentos
equivalentes (m)
Total l
eq
(m)
5 Joelhos de 90º 1,5 7,5
2 Tê de passagem direta 0,9 1,8
2 Registro de gaveta 0,3 0,6
1 Luva de redução 0,2 0,2
1 Válvula de retenção 2,1 2,1

12,2
Logo

Para calcularmos a perda de carga antes da bomba utilizamos a formula:

DEPOIS DA BOMBA
O comprimento da tubulação é 1,2 m
Tabela 07: comprimentos equivalentes despois da bomba
Qtd. Acessório
comprimentos
equivalentes (m)
Total l
eq
(m)
2 Joelhos de 90º 1,5 3
1 União 0,1 0,1
1 Luva de redução 0,2 0,2
1 Válvula de pé 13,3 13,3

16,6

Logo

Para calcularmos a perda de carga antes da bomba utilizamos a formula:

Logo a perda de carga total, temos;

4- CONSIDERAÇÕES FINAIS.

O trabalho foi de grande importância, pois observamos na prática como se
processo a perda de carga em uma tubulação. Este estudo foi de grande valia para
melhor aprendermos a utilizar as tabelas e aplicar os valores de coeficientes,
comprimentos equivalentes e tabelas, além de tomarmos melhor conhecimento das
fórmulas. Entretanto nos cálculos podemos ter um pouco de discrepância isso graça
vários fatores, entre a falta de técnica nas medições e nos nomes das tubulações, e
também a falta de apoio técnico por parte da universidade e por falta de material de
apoio especifico. Isso e traduzido nas considerações observadas nesse trabalho. Isso
enriquece nossa vida como acadêmicos e futuramente como profissionais.




















REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

BRAGA, Camila Cantuária. Perda de carga. Disponível em:
http://www.ebah.com.br: acesso em 03 julho 2012.

ROMA, Woodrow Nelson Lopes. Fenômenos de Transporte para Engenharia.
2.ed. São Carlos: RiMa, 2006.

FOX, Robert W. et al. Introdução à mecânica dos fluídos. Rio de Janeiro:
Anthares, 2006.

WHITE, Frank M. Mecanica dos fluidos. 6.ed. Porto Alegra: AMGH, 2011.