Bomba de Hidrogênio

1º Slide: Também chamada de “bomba H” ou “bomba de fusão”, a bomba de hidrogênio é o
mais potente explosivo inventado pelo homem. A sua força pode chegar a 50 vezes a de
uma bomba atômica como as que foram lançadas sobre o Japão e a reação é a mesma que
ocorre espontaneamente no interior de estrelas como o sol.
Ao contrário do que ocorre na fissão nuclear, quando átomos pesados de urânio se “quebram”
liberando grandes quantidades de energia, na fusão nuclear os átomos
de hidrogênio (deutério e trítio) se unem para liberar energia.
A diferença é que enquanto a fissão nuclear libera cerca de 10% da energia contida no núcleo
dos átomos, a fusão pode liberar cerca de 40% dessa energia.
Mas para que isso ocorra são necessárias temperaturas muito altas a fim de iniciar o processo
de fusão. Por isso, a reação de fissão nuclear é usada como um “gatilho” gerando grandes
quantidades de energia que irão desencadear a reação de fusão.
Curiosidade referente ao 1º slide: O Sol é movido a hidrogênio, que se funde no calor do seu
núcleo numa reação parecida com um reator atômico. Ele transforma hidrogênio em hélio.
“A estrela produz 40 trilhões de megatons de energia por segundo“, diz o astrônomo Augusto
Damineli, do Instituto Astronômico e Geofísico da Universidade de São Paulo.
Tudo isso é emitido em raios gama, uma radiação invisível e quentíssima. Esses raios
queimariam o sistema solar, mas, ao atravessar as várias camadas do astro, são convertidos
em raios de luz, mais suportáveis.
Assim, a temperatura de 10 milhões de graus Celsius da radiação do núcleo é reduzida a 6 000
graus Celsius.
2º Slide: A ideia da construção de uma bomba por fusão termonuclear veio do físico Edward
Teller (também chamado de Dr. Morte), que na época deixava de trabalhar no famoso Projeto
Manhattan (responsável pelas bombas de Hiroshima e Nagazaki) para investir em um artefato
que ele sabia ter um potencial destruidor várias vezes maior que o das bombas lançadas sobre
o Japão.
Em 1º de novembro de 1952 foi feita a primeira detonação de uma bomba H da história no atol
de Eniwetok (Ilhas Marshall). Nesse experimento a bomba H teve um poder de explosão de 10
milhões de toneladas de TNT, algo como 700 vezes o poder da bomba de Hiroshima.
3º Slide: Nas décadas seguintes a possibilidade de conseguir a fusão a temperaturas
muito baixas (o que simplificaria e muito o processo da fusão nuclear), a
chamada fusão a frio, causou um estardalhaço entre os cientistas do mundo todo. No
entanto, as experiências realizadas pelos químicos Martin Fleischmann e Stanley Pons,
da Universidade de Utah, e reproduzidas por diversos cientistas em todo o mundo
ainda não tiveram resultados satisfatórios.

4º Slide: A Tsar Bomba foi desenvolvida durante a Guerra Fria, e seu principal propósito foi o
de demonstrar ao mundo — e especialmente aos EUA — o poder bélico e tecnológico
soviético. O artefato era tão absurdamente grande que, em termos práticos, seria muito difícil
transportá-lo para que fosse detonado durante uma batalha, e mais complicado ainda levá-lo
até os Estados Unidos.
Além disso, a bomba era tão poderosa que, mesmo depois que os soviéticos reduziram a sua
força pela metade, o índice de sobrevivência da tripulação responsável por transportá-la foi
estimado em 50%, considerando que todos estivessem a 10 quilômetros de altura e 45
quilômetros de distância no momento da detonação, que deveria ocorrer 4 quilômetros antes
de a bomba atingir o solo!
Desenvolvimento e testes

Originalmente, a Tsar contava com 100 megatons, que foram reduzidos para um poder
explosivo entre os 50 e 57 megatons com o intuito de minimizar a dimensão da destruição.
Ainda assim, só para que você tenha uma ideia, o dispositivo era 3 mil vezes mais potente do
que a bomba de Hiroshima. E sabe quanto tempo a equipe responsável pela Tsar — composta
por apenas cinco físicos soviéticos — demorou em construí-la? Entre 14 e 16 semanas!
No final de outubro de 1961, os soviéticos decidiram realizar um teste com a Big Ivan e mostrar
ao mundo inteiro o que acontece quando se explode um dispositivo de 50 megatons. Para isso,
uma equipe de engenheiros teve que remodelar uma aeronave e retirar parte de sua fuselagem
para que a Tsar, que pesava 25 toneladas e media mais de 8 metros, pudesse ser
transportada.
5º Slide: Detonação histórica

O local escolhido para o teste foi uma ilha localizada no Ártico chamada Nova Zembla, e uma
vez detonada, a Tsar Bomba provocou uma onda de choque poderosa o suficiente para
circular o nosso planeta três vezes e quebrar as janelas de um edifício a 900 quilômetros de
distância na Finlândia. Além disso, a explosão pôde ser vista a mil quilômetros do local do
teste, e o raio de destruição chegou a 35 quilômetros.
Todas as casas e edifícios localizados em um vilarejo abandonado da ilha — a 55 quilômetros
do local da explosão — foram completamente varridos e a superfície do local ficou
completamente plana. Além disso, a nuvem de cogumelo produzida pela detonação chegou a
60 mil metros de altura, e o calor gerado pela bomba poderia provocar queimaduras graves
a quem estivesse a 100 quilômetros de lá.
Felizmente, a Tsar Bomba serviu apenas como demonstração de poder e, até onde se sabe,
nenhum dispositivo semelhante foi construído no mundo.
Hiroshima bomb
Hiroshima: 7.590 mortes 16.540 feridos
 schools/educational facilities: 4
 places of worship: 1

Tsar bomb
Tsar Bomb: 1.354.800 mortes feridos 1.260.550
 hospitals/medical facilities: 23
 fire stations: 6
 schools/educational facilities: 377
 places of worship: 279