INTRODUÇÃO AO ESTUDO DO DIREITO I

APRESENTAÇÃO
A presente apostila tem como função primordial, criar um roteiro para que o aluno de
Introdução consiga focar os principais pontos da matéria.
Baseado nessa premissa, não se pretende aqui substituir os livros indicados para a matéria.
Muito pelo contrário, conforme dito acima, a intenção é facilitar ao aluno, que, por falta de referencial,
acaba por despender esforços demasiados em pontos não tão fundamentais, em detrimento daquilo que
efetivamente deve ser assimilado no início do curso.
A Introdução, como sabemos, abre o curso de ireito com uma árdua função, pois l!e cabe
fa"er a #ponte$ entre a cultura leiga do aluno e o ensino %urídico. &rdua a missão, %á que a matéria é trans'
disciplinar e agrega conceitos de (ilsofia, )ociologia e *ist+ria, bem como trabal!a com valores
estritamente %urídicos ao passar noç,es de alguns ramos do ireito, notadamente, ireito -ivil e
-onstitucional.
.aralelamente a isso, some'se o fato de que o aluno do ensino médio não recebe formação
filos+fica e, lamentavelmente é treinado antes para a l+gica das ci/ncias e0atas, do que para a
interpretação, de forma que busca no ireito, respostas diretas, quando na verdade, a e0peri/ncia mostra
que cada caso e0ige uma interpretação pr+pria dentro do escopo legal a que está inserido.
.or fim, aos que #torcem o nari"$ 1s apostilas e proferem a famosa e0pressão #por que não
lança um livro2$, apenas ressalto que os autores descon!ecidos e, em especial, aqueles que vivem fora
dos grandes centros, não recebem qualquer acol!ida das editoras, independentemente da qualidade do
trabal!o.
Assim, a despeito das #caras feias$, apresento uma despretensiosa apostila que, repito, não tem
a intenção de ferir suscetibilidades, mas sim atender ao aluno, %á que os livros de I3 continuam a ser
escritos para mestres e outores de ireito e não para iniciantes na -i/ncia do ireito.
4
Marcelo -arneiro
SUMÁRIO
Aula 1
5 ireito. A import6ncia e o ob%eto da isciplina Introdução ao 3studo do ireito. Acepç,es da
palavra ireito. 5 Mundo 7atural e o Mundo -ultural. 8uí"o de 9ealidade e 8uí"o de :alor. 5 )er e o
ever ser.......................................................................p. ;<
Aula 2
)ociedade e ireito = 9elação de depend/ncia. A >ualificação do ireito como -i/ncia? @7ormativa,
)ocial, -ultural e *ist+ricaA. 5 ireito e sua (unção )ocial. (inalidades do ireito. 9elação entre o
ireito e a Moral @Beorias dos -írculosA. 7oç,es sobre a Beoria Bridimensional do
ireito. ...................................................p. 4C
Aula 3
ivis,es do ireito. 5 ireito 7atural. 5 ireito .ositivo. 5 ireito 5b%etivo. 5 ireito )ub%etivo.
iferenças entre o ireito .Dblico Interno e 30terno e o ireito .rivado Interno e
30terno. ....................................................................................................p. C;
Aula 4
.rincipais ramos do ireito .Dblico Interno? -onstitucional, Administrativo, Bributário, .enal, .rocessual
-ivil e .enal. A questão do ireito do Brabal!o. 9amos do ireito .rivado Interno? -ivil e 3mpresarial.
A Enificação do ireito .rivado. A >uestão da )uperação da icotomia do ireito .Dblico e do ireito
.rivado. ...........................p. CF
Aula 5
(ontes do ireito .ositivo. -onceito de (ontes do ireito e -lassificação. istinção entre fontes
materiais e formais do direito. A Gei. 5s -ostumes. 5 papel da doutrina e da %urisprud/ncia no sistema
%urídico brasileiro. )Dmula :inculante.........................p. H4
Ane0o I = )Dmulas :inculantes.................................................................................p. HI
Ane0o II = Bécnica Gegislativa...................................................................................p. F4
Aula 6
Aplicação e integração das leis. 5 problema das lacunas e recursos 1s fontes secundárias do ireito.
3lementos de Integração do ireito? analogia, costumes, princípios gerais do direito e
eqJidade. ...................................................................p. FH
C
Aula 7
Parte I
A 7orma 8urídica. -onceito. 3strutura da 7orma 8urídica. .rincipais -aracterísticas? abstração,
generalidade ou universalidade, imperatividade, !eteronomia, alteridade, coercibilidade, bilateralidade e
atributividade. ..........................................................p. FI
Parte II
A 7orma 8urídica. 5s diversos critérios de classificação das normas %urídicas? critério da destinação,
critério da e0ist/ncia, critério da e0tensão territorial, critério do conteDdo e critério da
imperatividade. ......................................................................p. KH
Aula 8
Parte I
A Gei e o 5rdenamento 8urídico 1 lu" da -onstituição Brasileira. A *ierarquia normativa. 5 processo de
elaboração legislativa. 3spécies legislativas. Bécnica
Gegislativa. ................................................................................................................p. KI
Parte II
:alidade das 7ormas @técnico'formal ou vig/ncia, social e éticaA. 5 início da vig/ncia da lei. A vac6ncia
da lei? conceito e cLmputo. 5 princípio da obrigatoriedade das leis. 5 princípio da continuidade das leis.
Bérmino da vig/ncia das leis? revogação @ab'rogação e derrogaçãoA. 9evogação e0pressa e tácita. A
questão da repristinação...p. <F
Aula 9
Parte I
-onflitos de leis no tempo. ireito Intertemporal. A questão da retroatividade e da irretroatividade das
leis. :isão sistemática do ordenamento %urídico? antinomia e critérios de
solução. ..................................................................................................p. <M
Parte II
5 ireito Adquirido @doutrinas de Nabba, 9oubier e GassalleA, o Ato 8urídico .erfeito e a -oisa 8ulgada
no conte0to da Gei de Introdução ao -+digo -ivil, da -onstituição da 9epDblica e do -+digo -ivil de
C;;C........................................................................p. O4
Aula 1
Parte I
*ermen/utica 8urídica e Interpretação do ireito numa abordagem -onstitucional. A Geitura do
5rdenamento 8urídico 1 lu" dos .rincípios -onstitucionais @implícitos e e0plícitosA. -onflitos
principiol+gicos no 6mbito -onstitucional. -ritério da ponderação de interesses e
valores. ............................................................................................p. O<
Parte II
Bipos de Interpretação? aut/ntica, %udicial, administrativa, doutrinária, literal, racional, l+gico'sistemática,
sociol+gica, !ist+rica, teleol+gica, declarativa, e0tensiva e restritiva.
..................................................................................................................................p. OM
Aula 11
Parte I
Apresentação da isciplina. Indicação da Bibliografia. A 9elação 8urídica? -onceito. 9elaç,es )ociais
comuns e 9elaç,es 8urídicas? -aracterísticas e distinç,es. 3lementos da 9elação 8urídica? )u%eito, 5b%eto,
H
:ínculo, Narantia. 5 (ato 8urídico como elemento da 9elação
8urídica. ......................... .............................................p. IF
Parte II
As 3spécies de relaç,es %urídicas? )imples e comple0asP abstratas e relativas. .rincipais e acess+rias.
.essoais, obrigacionais e reais. .Dblicas e privadas. ireito Material? -onstitucional, penal,
administrativas, tributárias, trabal!o, civil e comercial.
...................................................................................................................................p. II
Aula 12
.osição %urídica dos indivíduos. .osição %urídica ativa? ireito sub%etivo, direito potestativo, poder
%urídico e faculdade %urídica. .osiç,es %urídicas passivas? dever %urídico, su%eição, obrigação e
Lnus. ........................................................................p. MH
Aula 13
Parte I
ireito )ub%etivo. -lassificação? absolutos, relativos, patrimoniais, e0trapatrimoniais, originários,
derivados, principais, acess+rios, transmissíveis, intransmissíveis. A questão da inalienabilidade, da sub'
rogação e da sucessão..................................p. 4;H
Parte II
ireito Adquirido. istinção entre ireito Adquirido e 30pectativa de ireito. A tutela constitucional do
ireito Adquirido. A figura do Abuso do ireito. .........................p. 4;O
!"#l"$%ra&"a ............................................................................................................p. 444
F
INTRODUÇÃO AO DIREITO I

AU'A 1

A(re)e*ta+,$ -a D")."(l"*a
I*-".a+,$ -a !"#l"$%ra&"a
D"re"t$

5 ireito
5 Mundo 7atural e o Mundo -ulturalP
5 )er *umano como produtor de culturaP
-oncepção introdut+ria da palavra ireitoP
5 D"re"t$ e sua (unção )ocialP
(inalidade do ireito? controle social, prevenção, e composição de interesses, promoção de
ordem, segurança e /u)t"+aP
8uí"o de :alor e 8uí"o de 9ealidadeP


• 5 ireito?
5 ireito, na verdade, vem a ser um con%unto de normas que visa regular a vida em sociedade,
estabelecendo limites para as condutas individuais, de forma a !armoni"ar as mDltiplas
aspiraç,es dos indivíduos que a comp,e.
e todo modo, relacionamos alguns conceitos da palavra ireito, da lavra dos mais diversos e
renomados autores?
ireito é uma ordem de conduta !umana. Ema ordem é um sistema de regras. @*ans QelsenA
#ireito é um con%unto de normas de conduta social, imposto coercitivamente pelo 3stado, para
a reali"ação da segurança, segundo os critérios da %ustiça.$
4
#ireito é norma de conduta e organi"ação coativamente imposta.$
C
#ireito é o con%unto de normas gerais e positivas que regulam a vida social.$ 9adbruc! @-urso
de ireito -ivil,4R vol., H4a edição, página 4, 3ditora )araivaA
• #Ao con%unto de normas, gerais e positivas, ditadas por um poder soberano e que disciplinam a
vida social, se denomina direito$.
H
-oncepção introdut+ria da palavra ireitoP
4
NADER, Paulo. Introdução ao Estudo do Direito .14ª Ed. São Paulo: Forense. p. 90.
C
LIMA, er!es. Introdução à Ciência do Direito. "# ed. São Paulo: $%&l%o'e(a )ur*d%(a Fre%'as
$as'os. p "9.
H
M+N,EIR+.-as.%n/'on de $arros. Curso de direito civil – 1º volume. 01 ed. São Paulo:
Sara%1a. p.0 ".
K
“Onde a Lei é súdita dos governantes
e privada da autoridade, vejo pronta
a ruína da cidade (Estado); e onde,
ao contrário, a lei é senhora dos
governantes e os governantes seus
escravos, vejo a salvaço da cidade
e a acu!ulaço nela de todos os "ens
#ue os deuses costu!a! dar $s
cidades%&
'L()*O

A palavra ireito vem do latim directum e corresponde 1 idéia de regra, direção, sem
desvio.
7o 5cidente, em alemão recht, em italiano diritto, em franc/s droit, em espan!ol
derecho, possui o mesmo sentidoP
7o ireito 9omano denominava'se jus, que não se confunde com justitia, que
corresponde ao nosso sentido de 8ustiça.
• A coercibilidade como ponto basilar do ireito.
• 5 ireito tem como principal característica a coercibilidade. ifere da Moral, na medida
em que nesta não e0iste coação, %á que o conceito moral é opção do indivíduo, enquanto
que o ireito está intimamente relacionado 1 coercibilidade, ou se%a, é imposto.
• )e a busca da 8ustiça é o coração do ireito, a coercibilidade é o pulmão. S o medo da
força do 3stado que fa" com a maioria da sociedade acate as leis.
5 Mundo 7atural e o Mundo -ulturalP

Ema das finalidades da I3 consiste em locali"ar o ireito no mundo da cultura, no
universo do saber !umano. 5 ireito insere'se no mundo da cultura, típica criação cultural do
!omem. Gogo, a I3 vem a ser o elo entre a cultura geral e a %urídica.
30? 4. ado? S aquilo que a nature"a ofereceP
C. -onstruído? S aquilo que o !omem acrescenta ao que foi dado pela nature"a.
5 )er *umano como produtor de culturaP

• -ultura é o con%unto de tudo aquilo que, nos planos material e espiritual, o !omem
constr+i sobre a base da nature"a, quer para modifica'la, quer para modificar a si mesmo.
• 5b%eto cultural é qualquer ente criado pela e0peri/ncia do !omem. -ultura pode ser
definida como a e0pressão da criatividade !umana. Ao contrário do ob%eto natural que
e0iste por si pr+prio na nature"a, 5 ob%eto cultural é manufaturado. :ia de regra o !omem
transforma um ob%eto natural, cu%o produto final é invariavelmente um ob%eto cultural.
O ALUNO DEVE SE QUESTIONAR DESDE OS PRIMEIROS INSTANTES: POR QUE A
SOCIEDADE NECESSITA DO DIREITO?
O D"re"t$ e )ua 0u*+,$ S$."alP

• e todas as c!amadas -i/ncias )ociais, somente o ireito interfere de forma direta e drástica no
cotidiano da sociedade. 3nquanto as demais ci/ncias se e0teriori"am através de doutrinas, o
ireito funciona por intermédio de regras = as normas = e, destarte, tem o poder de submeter o
cidadão.
• .roduto cultural da mente !umana, o ireito surge da angDstia do mais fraco que busca 8ustiça e
do poder do mais forte que imp,e regras para perpetuar seu poder.
• Assim, podemos notar ambas as características nas principais finalidades do ireito? controle
social, prevenção, e composição de interesses, promoção de ordem, segurança e 1u)t"+aP
• -omo bem salienta a prof. 9aquel *oggeman?

<
9esolver os conflitos de interesse, reprimindo e penali"ando os
comportamentos socialmente inadequados, organi"ar a produção e uma %usta
distribuição de bens e serviços, e institucionali"ar os .oderes do 3stado e da
Administração .DblicaP tendo sempre como meta final e superior, a
reali"ação da %ustiça e o respeito aos direitos !umanos.
F
• )egundo )an Biago antas, são finalidades do direito a composição e a prevenção de
conflitos, com %ustiça, e a segurança nas relaç,es entre os indivíduos.
• 7o entender de .aulo 7ader, o direito se prop,e 1 reali"ação da segurança segundo os
critérios da %ustiça. ividiu os princípios de segurança em H grupos?
Pr"*.2("$) relat"3$) 4 $r%a*"5a+,$ -$ E)ta-$6
divisão dos poderes
poder %udiciário atuando de forma rápida
poder %udiciário dotado de aparato coercitivo
garantias da magistratura
Pr"*.2("$) -e -"re"t$ e)ta#ele."-$
positividade do ireito @manifestar'se em normas ou costumesA
segurança de orientação @normas claras, simples e coerentesA
irretroatividade da lei @garantia contra a arbitrariedadeA
estabilidade relativa do direito
Pr"*.2("$) -e -"re"t$ a(l".a-$
previsibilidade da sentença
respeito 1 coisa %ulgada
uniformidade e continuidade %urisprudencial
5utros autores sustentam que o direito visa 1 reali"ação do Bem comum, sendo este uma
resultante do somat+rio da %ustiça geral, distributiva e social.
5bservamos que os autores citados são unívocos ao afirmarem que a segurança e a %ustiça
constituem o fim precípuo do direito, neles incluídos a pa" social e o bem comum @sob a +tica do
desenvolvimento socialA.
.odemos assim concluir que a %ustiça deve ser entendida, ao menos até aonde camin!ou o
desenvolvimento da ci/ncia e da filosofia %urídica, como uma das finalidades do direito.
• 5 direito deve garantir o bem estar comum. Bem a função de conciliar e compor
interesses, pois @no entender de .aulo ourado NusmãoA sem a conciliação da %ustiça com
a segurança %urídica não !á direito %usto.
• segurança pressup,e a estabilidade ra"oável da ordem %urídica, enquanto a %ustiça
pretende reforma'la constantemente, para que atenda 1s suas e0ig/ncias fundamentais.
• -onsiderando que o ireito deve ser instrumento de ordem e pa" social, a 8ustiça !á de
prevalecer sobre a segurança como prioridade entre os fins do ireito.
• )e por um lado, consideramos que, sem segurança não !á %ustiçaP por outro, sabe'se que a
prefer/ncia da segurança indiferente 1 /u)t"+a proporciona meios para a instalação do
despotismo, tirania e abuso de poder.

F
*5NN3MA7, 9aquel. Plano de aula 01. 9io de 8aneiro? Enesa. C;4;.
O
/USTIÇA
#A %ustiça é o magno tema do ireito e, ao mesmo tempo, permanente desafio aos fil+sofos do
ireito, que pretendem conceituá'la, e ao pr+prio legislador que, movido por interesse de ordem
prática, pretende consagrá'la nos te0tos legislativos$.
K
• )egundo -!aim .erelman, a 8ustiça pode ser definida como #um princípio de ação segundo o
qual os seres de uma mesma categoria essencial devem ser tratados da mesma forma$.
<
• Muitos autores = para espanto dos alunos iniciantes = tratam a 8ustiça como utopia. 7a verdade,
nen!um 3stado !á de prover 8ustiça a todos, em igual quantidade e qualidade e, ao mesmo
tempo. 5 que se pretende di"er é que a cada ve" que se combate a in%ustiça, mais a sociedade se
apro0ima do conceito de 8ustiça, ainda que %amais se alcance a perfeição.
S comum o fato de os autores dividirem o conceito 8ustiça em?
/u)t"+a D")tr"#ut"3a 7 repartição dos bens e dos encargos aos membros da sociedade pelo
3stado. 5rienta'se pelo critério da igualdade proporcional.
30.? 3nsino gratuito, assist/ncia médico !ospitalar, %ustiça penal.
/u)t"+a 8$9utat"3a 7 preside a relação de troca entre os particulares. 5rienta'se pelo critério da
igualdade quantitativa e não aritmética? #5 valor de todas as coisas contratadas é medido pelo apetite
dos contratantes, portanto o valor %usto é aquele que eles ac!am conveniente oferecer.$ ' Hobbes.
30.? -ontrato de compra e venda.
/u)t"+a :eral ' contribuição dos membros da comunidade para o bem comum. Bambém
c!amada de 8ustiça Gegal, pois geralmente decorre da lei.
30.? )erviço militar, o e0ercício do voto, etc.
/u)t"+a S$."al ' proteção dos mais pobres e desamparados através da repartição mais equilibrada
das rique"as. .ode coincidir com outras espécies? 5 %usto salário é ao mesmo tempo %ustiça social e
comutativa.
30.? As naç,es mais ricas e poderosas devem favorecer as que se ac!am em fase de
desenvolvimento.
Alter*at"3a = 7ova tend/ncia, com a concepção de que o %ulgador pode e deve ignorar a lei,
quando incompatível com a noção de %ustiça. Aceitam a decisão #contra legem$. .ara tal, são
requisitos de validade a boa fé da parte e a e0tensão do poder de eqJidade do magistrado.T
O
8uí"o de :alor e 8uí"o de 9ealidadeP
I

A0iologia = S a parte da (ilosofia que estuda a teoria dos valores, ou se%a, estuda os
valores e seu caráter abstrato, sem considerar a sua pro%eção nas diferentes ci/ncias.
A idéia de valor, por sua ve", está vinculada 1s necessidades !umanas. )+ se atribui valor
a algo passível de ser Dtil.
.aulo 7ader assinala quatro caracteres fundamentais para os valores?
⇒ -orrespondem a uma necessidade !umanaP
⇒ )ão relativosP
⇒ BipolaridadeP
⇒ .ossuem !ierarquia.
K
NADER, Paulo. opus cit. p. 101.
<
+LI2EIRA. ).M. Leon% Lopes de. Introdução ao Direito, (ap 1 3 ".", p/. 0#.
O
No'a do pro4essor: ,ese re(en'e e (on'ro1ersa, 5ue per!%'e ao 6ul/ador a4as'ar a le% para
apl%(ar a )us'%7a, 5uando a5uela não a'ende a sua 4%nal%dade so(%al. $ase%a8se na 9&onae
4%de%: e na e5;%dade.
I
NADER, Paulo. Introdução ao Estudo do Direito .14ª Ed. São Paulo: Forense, H; = pg.<F a <<.
I
5 8uí"o de 9ealidade é a constatação dos fatos, como é o caso dos fatos naturais, enquanto que o
8uí"o de valor é estabelecer prioridade sobre algo que interessa ao ser !umano.
As normas éticas @moral, política, religiosaA geram %uí"os de valor. 3las elegem certos valores a
preservar e, a partir deles, imp,em condutas aos !omens.
As leis da nature"a retratam a pura realidade dos fatos. Ema fruta cai da árvore por força da lei
de gravidade, não !á %uí"o de valor, mas mera constatação de um fato natural.
>uando alguém pratica algum ato repudiado ou aceito pelo restante de sua coletividade, tal ato
recebe um %ulgamento, ou se%a as pessoas l!e atribuem um valor negativo ou positivo, conforme
o caso.
8ON8'USÃO6 5 ireito vem a ser um instrumento criado pela intelig/ncia !umana, visando 1
busca da 8ustiça. 5 ireito é meio, ao passo que a 8ustiça é fim.
as c!amadas -i/ncias )ociais, o ireito é o Dnico instrumento social com poder real de intervir no
cotidiano das pessoas, devido a sua capacidade coativa. 3nquanto ci/ncias como )ociologia,
(ilosofia, dentre outras, sugerem, o ireito imp,e.
7a medida em que as regras coletivas são impostas pelo 3stado, não cabe ao cidadão discutir ou optar,
mas sim cumpri'las sob pena de sofrer uma punição.
AU'A 2;

D"re"t$

ebate )obre a >ualificação do ireito como -i/ncia @*ist+rica, -ultural, )ocial e
7ormativaAP
M
7oç,es sobre a Beoria Bridimensional do ireito de Miguel 9ealeP
4;
Mecanismos de -ontrole )ocial @9eligião, Moral, 7ormas de Brato )ocial e o ireitoAP
44
9elação entre o ireito e a Moral
4C
@Beoria dos -írculosA.
4H

M
<=SM>+, Paulo Dourado de 8 In'rodu7ão ao Es'udo do D%re%'o, 1 3 p/. 0 a ?
4;
NADER, Paulo. Introdução ao Estudo do Direito .14ª Ed. São Paulo: Forense. p. 0#0 a 0#@.
44
NADER, Paulo. op cit p. "9 a 4".
4C
NADER, Paulo. ibid p. 00 a 09.
4H
NADER, Paulo. ibidem. p. 40 a 41.
M

ebate )obre a >ualificação do ireito como -i/ncia @*ist+rica, -ultural, )ocial e
7ormativaAP
.aulo . Nusmão define a -i/ncia do ireito como #conhecimentos,
metodicamente coordenados, resultantes do estudo ordenado das normas
jurídicas com o propósito de aprender o significado objetivo das mesmas e
construir o sistema jurídico, bem como de descobrir as suas raízes sociais e
históricas”.
iscute'se a nature"a da ci/ncia %urídica, o que não constitui surpresa, visto que,
como todo problema cultural, não comporta resposta definitiva.
A despeito das diverg/ncias quanto ao ob%eto, e0iste um consenso de que as
normas %urídicas constituem dado concreto, conquanto integrem a realidade
!ist+rico'social, ou mesmo a realidade cultural. (orçoso di"er que o ireito
integra o mundo da -ultura. A -i/ncia do ireito S -i/ncia -ultural.
7o entanto, não é pacífico o entendimento, %á que %uristas como Qirc!man
defenderam a tese de que o ireito não é ci/ncia, na medida em que a simples
alteração da lei é capa" de inviabili"ar todo um sistema %urídico.
-apograssi, no entanto, respondeu a essa clássica ob%eção, defendendo que o
ob%eto da -i/ncia do ireito é a #e0peri/ncia %urídica$ e não a #norma %urídica$.
)egundo .aulo . Nusmão #não é a norma que é mutável, mas sim o seu
conteDdo$.
N$+<e) )$#re a Te$r"a Tr"-"9e*)"$*al -$ D"re"t$ -e M"%uel Reale;

(ato, valor e norma. Bodas as teses tridimensionais concebem a trilogia fato valor e norma. 7o
entanto, é com o %usfil+sofo Miguel 9eale @4M4;UC;;<A que o conceito alcança a sua mel!or síntese.
3nquanto que nas f+rmulas @c!amadas por 9eale deA abstratas ou genéricas, os tr/s elementos se
somam, porém sempre com a preval/ncia de um deles, para 9eale, a realidade fático'a0iol+gico'
normativa se apresenta de forma unitária. )omente encontram sentido em con%unto, sob estreita
simbiose.
As notas dominantes do fato, valor e norma se refletem respectivamente na eficácia, fundamento
e vig/ncia. Boda e0peri/ncia %urídica pressup,e a e0ist/ncia dos tr/s elementos, ou se%a, #um
elemento de fato, ordenado valorativamente em um processo normativo$.
5 ireito pode ter as seguintes dimens,es?
ireito como valor @o que é %usto ou in%usto, certo ou errado,...A? apreciação da .olítica
8urídica @legisladorA, da eontologiaP
ireito como norma %urídica? ogmática 8urídica ou -i/ncia do ireitoP
ireito como fato social? )ociologia, *ist+ria.
3m sua concepção, o fenLmeno %urídico é uma realidade fático'a0iol+gico'normativa, que se
revela como produto !ist+rico'cultural, dirigido 1 reali"ação do bem'comum. S realidade cultural,
conquanto resultado da e0peri/ncia do !omem.
.ortanto, a norma seria o instrumento prático do ireito, regulando um fato em função de
determinado valor que se pretende adotar no meio social.
(inali"ando, .ara que !a%a um fenLmeno %urídico, é necessário que !a%a?
aA fato @social, econLmico, geográfico, demográfico, de ordem técnica, etc.A
bA valor @conferindo ao fato determinada significação que deve ser preservadaA
cA regra @relação ou medida que integra o fato ao valorA
Me.a*")9$) -e 8$*tr$le S$."al =Rel"%",$> M$ral> N$r9a) -e Trat$ S$."al e $ D"re"t$;
4;
5 ireito não vem a ser o Dnico instrumento responsável pela !armonia da vida social. Bambém
o são assim considerados a 9eligião, a Moral e o Brato )ocial.
ireito e 9eligião?
Aspectos *ist+ricos?
esde a mais remota antiguidade, a falta de con!ecimento %urídico era substituída
pela fé. 5 pr+prio ireito era considerado como e0pressão da vontade divina.
urante todo o @longoA tempo em que o ireito permaneceu mergul!ado na
9eligião, o con!ecimento %urídico ficou restrito 1 classe sacerdotal.
7a Idade Média @também con!ecida como a Idade das BrevasA ficaram con!ecidos
os ditos #8uí"os de eus$, baseados na crença de que eus interferia nos %ulgamentos e,
conseqJentemente, na 8ustiça.
7esse período era comum a aplicação dos #5rdálios$. )e uma pessoa era acusada de
crime era submetida a %ulgamento divino. Assim, dentre outras modalidades, uma barra de
ferro incandescente era colocada no braço do acusado, sendo que, se fosse inocente aos
ol!os de eus, a barra não dei0aria marcas.
8á sob -arlos Magno, provavelmente o Dnico grande legislador na Idade Média,
!ouve nítida preocupação com a separação do ireito -ivil e o ireito -anLnico. (oi
qualificado, posteriormente, como doutor #in utroque jure, #doutor em ambos os
direitos$, o que então é o título recebido pelos que acumularam um duplo doutorado, o do
direito civil e o do direito canLnico$.
4F
Bodavia, foi uma il!a de lucide" em um oceano de
ignor6ncia.
A laici"ação do ireito tomou força em meados do século V:II, com o !oland/s
*ugo Nr+cio @NrotiusA que desvinculou a idéia de ireito 7atural, de eus
4K
. 7o )éculo
V:III, principalmente na (rança 1 época da 9evolução (rancesa, a separação entre o
ireito e a 9eligião sofreu grande impulso.
7a sociedade atual, basicamente, sob o Islamismo é que o ireito ainda se encontra
enrai"ado 1 religião. )alvo a Burquia que adotou o 3stado Gaico, os demais países
isl6micos são @de formas variadasA teocracias.
.eculiaridades e converg/ncia?
*á vários pontos convergentes entre 9eligião e ireito, dentre os quais, o bem. A 8ustiça
como ob%eto final do ireito, integra a idéia do bem. 5 valor 8ustiça, portanto, não é privilégio
do ireito.
4F
(A:I39, 8ean. arlos magno. )ão .aulo? 3stação Giberdade, C;;F. p. H;O.
4K
-onsiderado o #pai do ireito 7atural$ proferiu a famosa frase? #5 ireito 7atural e0istiria mesmo
que eus não e0istisse ou que, e0istindo não cuidasse dos assuntos !umanos$.
44
uas diferenças estruturais separam o ireito da 9eligião. A umaA A alteridade, elemento
indissociável ao ireito, é desnecessário na 9eligião. A duasA 5 ireito tem por meta a
segurança, ao passo que esse conceito do ponto de vista religioso é inatingível.
ireito e Moral?
ireito e Moral são instrumentos de controle social que não se e0cluem, muito pelo contrário, se
complementam e se influenciam mutuamente.
5 ireito, a despeito de distinguir'se cientificamente da Moral, é enormemente influenciado por
ela, sugando grande dose de conteDdo.
A Moral, assim como a 9eligião, tem como finalidade o bem, confluindo, destarte com o
ireito.
A Moral pode ser categori"ada em tr/s esferas?
AutLnoma? -orresponde 1 noção de bem particular a cada consci/ncia, de caráter
individuali"ado e isenta que qualquer condicionamentoP
Stica superior? -onsiste na noção do Bem que as seitas religiosas consagram, transmitem e
mesmo imp,em aos seus seguidoresP
)ocial? -onstitui um con%unto predominante de critérios e princípios que, cada sociedade,
em dado lapso de tempo, orienta a conduta de seus membros.
3mbora os princípios da Moral e o ireito, ten!am berço na Nrécia Antiga, nem a sua sabedoria
soube dissocia'los. )omente em 9oma com a instituição do orpus !uris ivilis, é que os
fenLmenos %urídicos foram diferenciados da Moral.
a mesma forma que ocorreu com a 9eligião, durante a Idade Média, a Moral novamente não se
distinguiu do ireito. -arlos Magno, em suas capitulares
4<
dei0ou de forma e0pressa a sua
preocupação com valores morais. )egundo o !istoriador 8ean (avier, #3mbora o rigor de -arlos
se%a implacável, sua preocupação com a equidade e sua benevol/ncia com os !umildes não são
menos patentes$.
4O
5 mesmo autor cita, dentre o rol dos preceitos morais de -arlos Magno #aí esmolas aos
pobres...acol!ei os peregrinos...visitai os enfermos ...tende compai0ão dos encarcerados...pagai
as vossas dívidas ... resgatai os cativos...evitai a embriague" e os e0ageros 1 mesa$. .regava que
as multas não deviam arruinar o condenado e que os condes dessem prioridade aos !umildes e
não aos poderosos, dentre outras normas de cun!o essencialmente moral.
4I

.orém, foi com Bomasius, em 4O;K, que se deu a primeira diferenciação entre o ireito e a
Moral. 9adicali"ou, na medida em que re%eitava'a completamente. Bal corrente @ampliada por
Qant e (ic!teA gerou reaç,es futuras entre %usfil+sofos, que buscaram reapro0imar as duas
ordens. .osteriormente, Qelsen formularia sua pr+pria teoria sobre a total separação entre o
ireito e a Moral.
Bemos ainda critérios de distinção?
4<
Aap%'ular: (on6un'o de (ap*'ulos. E5u%1ale ao 5ue (on.e(e!os (o!o (Bd%/o. Aarlos Ma/no
de%Cou 1Dr%as (ap%'ulares, sendo, pra'%(a!en'e, o En%(o /rande /o1ernan'e !ed%e1al a se
preo(upar (o! a le/%sla7ão, (o!o 4or!a de un%4%(a7ão do re%no e, !a%s 'arde, do %!pFr%o.
4O
Fa1%er, )ean. Carlos magno. São Paulo: Es'a7ão L%&erdade, "004. p. 149.
4I
"bidem#
4C
eterminação do ireito e a (orma não -oncreta da Moral? 3nquanto o ireito se
manifesta em normas, a Moral, com suas tr/s esferas, estabelece uma diretiva mais geral, sem
particulari"aç,esP
Bilateralidade do ireito e Enilateralidade da Moral? .ara cada ireito e0iste um dever
correspondente, portanto, relação bilateral. A Moral e0ige apenas deveres, sendo, destarte,
unilateralP
30terioridade do ireito e Interioridade da Moral? 3nquanto a Moral se ocupa da vida
interior, caso típico da consci/ncia, o ireito se preocupa com das aç,es !umanas e, somente
quando necessário é que apura o #animus$ do agenteP
Autonomia e *eteronomia? Ao passo que a Moral é autLnoma e representam o querer
espont$neo, o ireito é !eterLnomo, na medida em !eteronomia nada mais é do que sujei%&o ao
querer alheio. As normas são impostas independentemente da vontade individual. 3 mesmo a
adesão espont6nea 1 lei, não descaracteri"a a !eteronomia.
-oercibilidade do ireito e Incoercibilidade da Moral? 3ntre os processos que regem a
conduta social, apenas o ireito é coercível. A Moral dispensa o caráter coativo, muito embora
e0erça função intimidativa.

5 ireito e as 9egras de Brato )ocial.
)egundo 7ader, #'e o homem observasse apenas os preceitos jurídicos, o relacionamento
humano, como j( vimos, se tornaria mais difícil, mais (spero e por isso, menos agrad(vel$.
3 daí profere #s&o padr)es de conduta social, elaboradas pela sociedade e que, n&o
resguardando os interesses de seguran%a do homem, visam tornar o ambiente social mais
ameno, sob press&o da própria sociedade.$
.odemos destacar facilmente algumas dessas condutas? 3ducação, etiqueta, moda, cortesia,
cerimonial, protocolo, ami"ade, gentile"a, compan!eirismo, linguagem, dentre outros.
.ode o ser !umano desrespeitar qualquer das condutas sociais acima mencionadas, sem que
!a%a qualquer espécie de sanção. 5u se%a, caso determinado morador de um condomínio não
costume cumprimentar os vi"in!os, por mais que se%a antipática sua conduta, a mesma não
ense%ará punição.
A título de compreensão, imp,e'se con!ecimento sobre aspectos !ist+ricos.
4M
-aracteres das 9egras de Brato )ocial?
4. aspecto socialP
C. e0terioridadeP
H. unilateralidadeP
F. !eteronomiaP
K. incoercibilidadeP
<. sanção difusaP
O. isonomia por classes e níveis de cultura.
Bodos os instrumentos de controle social buscam, portanto, o aprimoramento das
relaç,es sociais, com a diferenciação de que apenas o ireito detém a característica da
coercibilidade.
4M
NADER, Paulo. op cit p. 4".
4H
ireito Moral 9egras de .receitos
Brato )ocial 9eligiosos
Bilateral Enilateral Enilaterais Enilaterais
*eterLnomo AutLnoma T *eterLnomas AutLnomos
30terior Interior 30teriores Interiores
-oercível Incoercível Incoercíveis Incoercíveis
)anção .refi0ada )anção ifusa )anção ifusa )anção .refi0ada
@geralmenteA
T @ressalvas a Stica )uperior Moral )ocialA
A Beoria dos -írculos e o Mínimo Stico.
aA Beoria dos -írculos -onc/ntricos? 8eremW Bent!am @4OFI'4IHCA, concebeu a
relação entre o ireito e a Moral, recorrendo a figura geométrica dos círculos. 3m sua teoria, o ireito
está totalmente inserido no campo da Moral.

bA Beoria os -írculos )ecantes? u .asquier entendeu que a representação
geométrica da relação não seria de círculos conc/ntricos, porém, secantes. ireito e Moral teriam campos
em comum, mas, concomitantemente áreas diferentes.
cA :isão Qelseniana? Ao desvincular o ireito da Moral, pretendeu um sistema
de círculos independentes, visto entender que a norma é o Dnico elemento essencial do ireito.
4F
Moral ireito
Moral ireito
Moral
ireito
dA Beoria do Mínimo Stico? esenvolvida por 8ellineX. .retende que o ireito
representa o mínimo de preceitos morais necessários ao bem'estar comum. a forma posta por 8ellineX, o
ireito integraria, portanto, o campo da Moral dotado de garantias específicas. Bal situação convergiria
com a Beoria dos -írculos -onc/ntricos. Bem'se que essa teoria é equivocada.
Ao se adotar as teorias dos círculos, inevitavelmente, o mel!or !ip+tese recairá sobre a Beoria
dos -írculos )ecantes, visto que, como %á foi demonstrado, o ireito recebe valores morais, logo, da
Moral não está totalmente dissociado como pretende Qelsen, nem nela está inserido como pensou
Bent!am. .elo mesmo motivo, re%eita'se a teoria formulada por Neorg 8ellineX.
e todo modo, a despeito de facilitar o entendimento, as representaç,es gráficas carregam a
desvantagem de simplificar demasiadamente os problemas.
8ON8'USÃO6 5 ireito não atua so"in!o no que tange ao c!amado controle social. A religião, a
moral e as regras de trato social também o fa"em. -ontudo, o ireito deles se diferencia, pois possui
poder legal de punir.
.ara isso, cria regras, estabelece punição para os casos de descumprimento e, nesse caso, tem o dever
de aplicar as puniç,es previstas na norma %urídica.
Ainda que as religi,es ten!am normas internas e preve%am algumas sanç,es, tais puniç,es não são
absolutas, na medida em que o membro da congregação não está obrigado legalmente a acatá'las.
7ada impede que um fiel insatisfeito mude de seita.
7o caso do ireito, não !á como despre"ar a norma nem a punição por ela prevista. Ema ve"
estabelecida a norma, é dever de todos cumpri'la, sob pena de sofrer alguma punição.
AU'A 3

D"3")<e) -$ D"re"t$6 D"re"t$ Natural e D"re"t$ P$)"t"3$? D"re"t$ O#1et"3$ e D"re"t$
Su#1et"3$?
D"&ere*+a) e*tre D"re"t$ P@#l".$ I*ter*$ e EAter*$ e $ D"re"t$ Pr"3a-$ I*ter*$ e
EAter*$?
4K

Divisões e Dicotomias do Direito: Direito Natra! e Direito Positivo" Direito O#$etivo e Direito
S#$etivo"
A PEBUENA DI8OTOMIA6
Ema das peculiaridades do direito é a e0ist/ncia de divis,es e dicotomias. entre as c!amadas
dicotomias, eis a renomada #.equena icotomia$ que e0p,e de forma antagLnica as correntes do
jusnaturalismo e juspositivismo.
D"re"t$ Natural?
)egundo .aulo 7ader, #5 motivo fundamental que canali"a o ireito 7atural é a
permanente aspiração de 8ustiça que acompan!a o !omem$. Assevera, ainda, que o
ireito 7atural vem a ser o ei0o em torno do qual gira a (ilosofia do ireito.
:ia de regra, ou o %usfilosofo adota o %usnaturalismo ou cai no monismo %urídico
voltado apenas ao positivismo %urídico. .or sua ve", o %usnaturalismo é a corrente
%urídica que engloba todos pensamentos surgidos no decorrer da !ist+ria em torno do
ireito 7atural, ainda que, sob diferentes faces.
3m face do fortalecimento do positivismo na primeira metade do século VV, aliado aos
e0cessos praticados ao final do )éculo IV pela 3scola do ireito 7atural @que não se
confunde com o ireito 7atural, sendo apenas mais uma espécie do g/neroA, o
8usnaturalismo passou por momentos críticos, vivendo, contudo, uma fase de
renascimento.
efendem os 8usnaturalistas que a lei, para que atin%a a reali"ação da %ustiça, deve estar
irremediavelmente apoiada em princípios de ireito 7atural.

D"re"t$ P$)"t"3$

3nquanto o ireito 7atural reflete a uma ordem de %ustiça que a nature"a ensina ao !omem
através da ra"ão e da e0peri/ncia, o ireito .ositivo é aquele que o 3stado imp,e 1 sociedade.
-ontudo o entendimento correto é o de que o ireito .ositivo deve estar adaptado aos princípios
fundamentais do ireito 7atural, refletidos no respeito 1 vida, 1 liberdade e aos desdobramentos
filos+ficos que l!e são inerentes.
7o entender de .aulo 7ader #.ositivo é o ireito institucionali"ado pelo 3stado. S a ordem
%urídica obrigat+ria em determinado lugar e tempo$. -onquanto ten!a como característica a regra
escrita, admite normas costumeiras orais. aí ser o ireito -onsuetudinário @-ostumeiroA fonte do
ireito.
C;
Isto apenas como e0pressão da vontade do 3stado, é um instrumento que tanto pode servir 1
causa !umana e, dessa forma cumprir com a sua finalidade, como pode agir negativamente
consagrando valores nocivos 1 !umanidade.
C;
NADER, Paulo. Introdução ao Estudo do Direito .14ª Ed. São Paulo: Forense, HM = pg.OO.
4<
5 .ositivismo 8urídico, enquanto escola de pensamento, re%eita todos os elementos
abstratos na área do ireito, inclusive o ideário de ireito 7atural. A lei assume a condição de
valor Dnico. Bem como pr+ceres *ans Qelsen e Geon uguit, e no Brasil, Bobias Barreto, -lovis
Beviláqua, )ílvio 9omero, .edro Gessa e .ontes de Miranda.
7a definição de .aulo de ourado Nusmão, ireito .ositivo #é o direito vigente, !ist+rico,
efetivamente observado, passível de ser imposto coercitivamente,$. S o direito vigente,
estabelecido nas constituiç,es, c+digos, leis, decretos, resoluç,es, tratados internacionais,
costumes, decis,es de tribunais, dentre outros.
C4

.ossui dimensão temporal, pois é direito promulgado @legislaçãoA ou declarado @precedente
%udicialA, tendo vig/ncia a partir de determinado momento !ist+rico, perdendo'a quando revogado
em determinada época. 9eflete valores, necessidade e ideais !ist+ricos. S o direito que tem ou teve
vig/ncia.
CC
A 1u)t"+a C a#)$lutaD
CH
4. '"*Ea ($)"t"3")ta ' 7ão. S algo sub%etivo e as medidas do %usto são variáveis e variam de grupo para
grupo e até de pessoa para pessoa. #S um ideal irracional, um bonito son!o da !umanidade$. 8usto é
aquilo que o legislador disp,e.
C. '"*Ea 1u)*atural")ta ' )im. A medida do %usto deriva do ireito 7atural que é eterno, imutável e
universal.
D"re"t$ O#1et"3$ e D"re"t$ Su#1et"3$
Aqui não se trata de dicotomia, mas sim, de conceitos que se completam. S necessária
a e0ist/ncia da norma agendi @a normaA para que apareça a facultas agendi @o direito de
usufruir da normaA. 5u se%a, é preciso que e0ista o direito em sentido ob%etivo, para que o
agente possa invocar os direitos @sub%etivosA por ela concedidos.
D"re"t$ O#1et"3$

ireito 5b%etivo e )ub%etivo não são realidades díspares, muito pelo contrário, são como
duas faces da mesma moeda. 7ão são antagLnicos. )ob o aspecto ob%etivo, o ireito é regra
@normaA de organi"ação social.
7a visão de .aulo ourado de Nusmão #>uando consideramos o direito como norma
obrigat+ria, ou como con%unto de normas obrigat+rias, entendemo'lo como direito ob%etivo, ou
se%a, direito em sentido ob%etivo$. S ob%etivo, na medida em que decorre da norma, e0presso
em lei. Boda lei ou norma nela contida é e0emplo de direito ob%etivo.

D"re"t$ Su#1et"3$

5 ireito )ub%etivo corresponde 1s possibilidades ou poderes de agir que a ordem %urídica
garante ao indivíduo. >uando di"emos, por e0emplo? #(ulano tem direito de pedir uma
C4
<=SM>+, Paulo Dourado de. Introdução ao estudo do direito, 01 3 p/.@0.
CC
%de! 3 p/. @4.
CH
E-*5A, André. Apostila do professor.Eniv. 3stácio de )á.
4O
indeni"ação$ = podemos afirmar que esse indivíduo possui direito sub%etivo, identificado na
faculdade @garantida pela leiA de poder e0igir uma reparação.
3special a definição de .aulo ourado de Nusmão para quem #ireito )ub%etivo, de
modo geral, pode ser entendido como a prerrogativa ou faculdade outorgada, por lei ou por
contrato, a uma pessoa, para praticar certo ato$. Assevera ainda que #S sub%etivo por ser direito
de uma pessoa, opondo'se por isso ao direito ob%etivo$.
D"&ere*+a) e*tre D"re"t$ P@#l".$ I*ter*$ e EAter*$ e $ D"re"t$ Pr"3a-$ I*ter*$ e
EAter*$ F A :RANDE DI8OTOMIA;

I93IB5 .YBGI-5?
ireito .Dblico Interno? >uando o 3stado participa da relação %urídica com seu poder de mando
@imperiumA que l!e é inerente. 5correm quando são disciplinados os interesses gerais da
coletividade, nos quais o interesse pDblico se imp,e. 30emplo? 9elaç,es entre o (isco e o
contribuinte, relaç,es entre o 3stado e seus funcionários, relaç,es entre o 3stado e cidadão que
teve seu im+vel desapropriado, etcP
ireito .Dblico 30terno? 3stabelece as relaç,es entre países. 7esse caso, não !á poder de
#imperium$. As relaç,es entre as partes não são de subordinação, mas sim, de coordenação.

I93IB5 .9I:A5?
S o ireito em que predomina o interesse privado e em que as partes se apresentam em
condiç,es de igualdade, podendo nelas o 3stado participar, desde que não investido de sua autoridade
ius imperium. 30emplo? As relaç,es decorrentes de um contrato, se%a entre particulares, se%a entre o
3stado e uma pessoa física ou %urídica, é uma relação de direito regulada pelos instintos constantes
do ireito -ivil.
)egundo Bércio )ampaio (erra" 8r. #7o direito privado vige, supremamente, o princípio da
autonomia privada. 5s entes privados go"am dessa capacidade de estabelecer normas conforme seus
interesses.$
CF
8ON8'USÃO6 -om o fim da II Nrande Nuerra e o advento do .+s .ositivismo, de um lado os
$s%atra!istas compreendem que os c!amados ireitos 7aturais não são efetivos, se não constarem
da Gei, pois sem a sua e0ist/ncia legal, o cidadão não pode evocar a proteção do 3stado. .or outro
lado, os $s&ositivistas, compreendem que a Gei não pode ser um fim, em si mesma. .assam a
entender que ela s+ tem legitimidade se estiver imbuída de valores sociais, ou se%a, se representa uma
necessidade da sociedade.
AU'A 4
Pr"*."(a") ra9$) -$ D"re"t$ P@#l".$ I*ter*$?
Pr"*."(a") ra9$) -$ D"re"t$ Pr"3a-$ I*ter*$?
• U*"&".a+,$ -$ D"re"t$ Pr"3a-$?
CF
FERRAG )R. ,Fr(%o Sa!pa%o. In'rodu7ão ao Es'udo do D%re%'o 3,F(n%(a, De(%são e
Do!%na7ão, 4.".4.1 3 p. 109H140.
4I
• O D"re"t$ M")t$
A Bue)t,$ -$ D"re"t$ -$ Tra#alE$?
A Bue)t,$ -a )u(era+,$ -a D".$t$9"a -$ D"re"t$ P@#l".$ e Pr"3a-$

• Pr"*."(a") ra9$) -$ D"re"t$ P@#l".$ I*ter*$

ireito -onstitucional ' • 9egula a estrutura fundamental do estado e determina as funç,es dos respectivos
+rgãos. As suas normas referem'se 1 organi"ação fundamental do estado e regem a
estruturação e o funcionamento dos seus +rgãos, alem das relaç,es mantidas com os
cidadãos.
• As normas constitucionais disp,em sobre a auto'organi"ação do 3stado, limitando a
ação de governo ao estabelecer fai0as de compet/nciaP bem como consagram o
ireito de garantia das pessoas, sendo certo que as constituiç,es modernas
estabelecem todo um rol de garantias fundamentais do !omem.
CK
ireito Administrativo • 9egula não s+ a organi"ação como também o funcionamento da administração pDblica.
As suas normas referem'se 1s relaç,es dos +rgãos do estado entre si ou com os
particulares. 3sse direito, estabelece as bases para a reali"ação do serviço pDblico, isto é,
da atividade estatal dirigida 1 satisfação das necessidades coletivas consideradas de
fundamental import6ncia.
• 3stá profundamente inserida no nosso cotidiano, pois não apenas estabelece as regras
internas da administração pDblica, como tecem par6metros de conduta e0terna, tais como
os c+digos de postura, caça e pesca, e0tratividade mineral, e outros.
• Ainda em plena fase desenvolvimento no Brasil, busca dar 1 administração pDblica uma
#performance$ mais profissional de modo a dar mais efici/ncia no atendimento 1
demanda dos serviços pDblicos.
C<
ireito .enal • S o ramo do ireito .Dblico que define os crimes, estabelece as penalidades
correspondentes e disp,e sobre as medidas de segurança. Bambém recebe a denominação
de ireito -riminal. 5 ireito .enal é bastante influenciado pela Moral, sendo que na
definição das infraç,es, baseia'se em princípios morais relevantes e essenciais ao bem'
estar pDblico.
CO
• 5 ireito .enal visa garantir a segurança individual, a ordem pDblica e pa" social. Butela
bens e0istenciais @vida, saDde, !onra, liberdade, integridade física, etcA e bens
patrimoniais, bem como a ordem pDblica, bons costumes, funcionamento do 3stado, bens
e interesses do 3stado.
CI
ireito .rocessual
@ireito 8udiciárioA
• 9egula o e0ercício do direito de ação, assim como a organi"ação e funcionamento dos
+rgãos %udiciais. As suas normas disciplinam todos os atos %udiciais, tendo em vista a
aplicação do ireito ao caso concreto. S o ramo que se dedica 1 organi"ação e que regula
a atividade %urisdicional do 3stado para a aplicação das leis a cada caso.
ireito (inanceiro • 5 direito financeiro é uma disciplina que tem por ob%eto toda a atividade financeira do
3stado concernente 1 reali"ação da receita e despesa necessárias 1 e0ecução do interesse
da coletividade.
ireito Bributário • 5 direito tributário disciplina 1s relaç,es entre o (isco e os contribuintes, tendo como
ob%eto primordial o campo das receitas de caráter compuls+rio, isto é, as relativas 1
imposição, fiscali"ação e arrecadação de impostos, ta0as e contribuiç,es, determinando'
se, de maneira complementar os poderes do 3stado e a situação sub%etiva dos
contribuintes, como comple0o de direitos e deveres.
• )uas sanç,es são tanto patrimoniais @multa, correção monetária, etcA quanto pessoais
@prisãoA, nesse caso com o diferencial de que, a prisão pode ser atenuada caso o
contribuinte infrator quitar o débito fiscal, quando notificado para tal.
CM
CK
.aulo 7ader = Introdução ao 3studo do ireito, 4M< = pg HFC.
C<
.aulo 7ader = Introdução ao 3studo do ireito, 4MO = pg HFH, HFF.U .aulo ourado de Nusmão =
Introdução ao 3studo do ireito, 4;C = pg 4OH, 4OF.
CO
NADER, Paulo. Introdução ao Estudo do Direito .14ª Ed. São Paulo: Forense. p. 04#H0@0.
CI
<=SM>+, Paulo Dourado de. Introdução ao estudo do direito, 10@. p. 1I?81I9.
CM
.aulo ourado de Nusmão = Introdução ao 3studo do ireito, 4;H = pg 4OF.
4M
ireito -anLnico 5 que regula as relaç,es da Igre%a. -onsiste em um con%unto de normas disciplinares que
regulam a vida de uma comunidade religiosa ou as decis,es dos seus concílios.
ireito Internacional
.Dblico
9egula as relaç,es dos 3stados soberanos entre si. As normas tutelam as relaç,es dos titulares
de direitos sub%etivos no plano Internacional e estabelecem o regime %urídico da conviv/ncia
dos 3stados soberanos, regulando as relaç,es dos países considerados como su%eitos de direito
e de deveres, estabelecidos por acordo, ou por costume.
ireito do Menor 9egula todos os aspectos e medidas 1 assist/ncia, proteção e vigil6ncia a menores de de"oito
anos que se encontrem em situação irregular, segundo a definição legal, e a menores de
de"oito a vinte um anos de idade nos casos e0pressos em lei.
ireito de Minas 9egula as quest,es concernentes aos recursos minerais, sua industriali"ação e produção, assim
como a distribuição, o comércio e o consumo de produtos minerais.
ireito 3leitoral 9egula todos os aspectos pertinentes ao sufrágio. As suas normas destinam'se a assegurar a
organi"ação e o e0ercício do direito de votar a ser votado.
ireito .olítico 9egula os direitos e os deveres do estado no 6mbito interno, abrangendo a denominada Beoria
Neral do 3stado e a *ist+ria das Idéias .olíticas.
5bservaç,es sobre o ir. .rocessual?
5 ireito .rocessual -ivil regulamenta o processo que tem por ob%eto, matéria cível, ou
se%a, todo litígio não encampado na 6mbito penal. A iniciativa depende da vontade das
partes e seus efeitos alcançam somente os indivíduos que são parte no processo.
5 ireito .rocessual .enal disp,e sobre a ação penal, ou se%a, o e0ercício do poder
punitivo do 3stado e, ao contrário de que ocorre no cível, a ação pode sofrer alteração no
seu decorrer, atingindo indivíduos que inicialmente não integravam o processo.
Além das distinç,es clássicas, no Brasil, começa'se a discutir a e0ist/ncia de relação
processual administrativa, o que, num primeiro instante fa" bastante sentido, na medida em
que o processo administrativo segue ritualística bastante similar 1 do ireito .rocessual.
H;
Ra9$) -$ D"re"t$ Pr"3a-$ I*ter*$?
H4
ireito -ivil • 9egula os interesses fundamentais do !omem no que concerne 1s
relaç,es dos indivíduos com as pr+prias pessoas, com os seus bens,
com suas obrigaç,es e ainda no que di" respeito 1s sucess,es.
• S o con%unto de normas que regulam os interesses fundamentais do
!omem, pela simples condição de ente !umano. :in!a perdendo
prestígio, na medida em que suas subdivis,es se tornam autLnomas,
mas resgatou sua força com a tend/ncia unificadora atual do .
.rivado.
• -ertamente, o mais cotidiano dos direitos, trata do dia a dia do cidadão
em suas relaç,es particulares. 5 ireito -ivil %á era praticado no
ireito 9omano, ante a constatação de que os direitos individuais, em
nada interessavam ao 3stado.
ireito 3mpresarial • 9egula as relaç,es %urídicas inerentes ao comércio e 1s atividades
empresariais. 7ormas que disciplinam sob os mais variados aspectos a
atividade mercantil.
• e ap/ndice do ireito -ivil, tornou'se autLnomo na medida em que, a
partir da Idade Média, o comércio naval se agigantou e necessitou alto
grau de normati"ação. -om a unificação do ..rivado e a sua
assimilação pelo -+digo -ivil, di"em alguns autores que se tornou
H;
idem, 111 3 p/. 1#" e 1#0
H4
NADER, Paulo. Idem, (ap JJJ2I 3 p/ 0@@H0?".
C;
novamente um sub'ramo do . -ivil.
ireito Industrial • 9egula a propriedade industrial, envolvendo principalmente os
aspectos relacionados 1 concessão de privilégios e de registro, assim
como os concernentes 1 repressão a falsas indicaç,es de proced/ncia e
a concorr/ncia desleal.
ireito Internacional
.rivado
• edica'se 1 solução dos conflitos de leis no espaço.
• *ireito do +rabalho ,? S o corpo de princípios e normas %urídicas que ordenam a prestação do
trabal!o subordinado ou a este equivalente, bem como os riscos e as relaç,es que dela se
originam. 7ormati"a a conviv/ncia entre empregador e empregado dentro da empresa moderna.
Até meados do século VV, ainda se encontrava su%eito ao ireito -ivil.
• A posição do ireito Misto !á décadas desperta disson6ncia doutrinária, pois, quando de sua
aparição no Brasil era considerado . .Dblico. Mais tarde, por sua nature"a !íbrida, foi
considerada como ireito Misto @ver abai0oA. Atualmente, autores o identificam ora como
ireito .rivado, ora como ireito )ocial, conforme a corrente filos+fica do autor.
A U%i'ica()o do Direito Privado*
A unificação do ireito -ivil no Brasil partiu da idéia de Bei0eira de (reitas, que 1 época do
Império recebeu a incumb/ncia de elaborar um -+digo -ivil, concluindo seu trabal!o em F.;MI artigos no
monumental esboço de -+digo -ivil, declarou !aver c!egado 1 conclusão de que as obrigaç,es civis e
mercantis deviam ser disciplinadas num s+ -+digo.
HC
*o%e, com o novel -+digo -ivil essa tend/ncia retorna %á que o ireito (inanceiro, por
e0emplo, foi completamente assimilado por ele. 5 ireito do Brabal!o, como foi dito, grande parte dos
autores modernos o enquadra como ireito )ocial.
.or essa visão, tanto o ireito de (amília quanto o ireito empresarial, por e0emplo, estariam
subordinados ao ireito -ivil, o que %ustificaria essa tend/ncia de unificação.
• .rincipais teorias contrárias 1 divisão clássica?
Te$r"a M$*")ta =Ga*) Hel)e*I = )uprime a bipartição do ireito .ositivo em .Dblico e
.rivado. .artindo de sua Beoria .ura do ireito, desenvolveu a tese de que toda a produção %urídica
emana do 3stado, de forma que todo ireito é, em ess/ncia, pDblico. 8ellineX, com menos rigor,
limitou'se a declarar a depend/ncia do ireito .rivado ao .Dblico.
Tr"al")9$ = Admite a e0ist/ncia do ireito Misto, como pretende .aulo ourado de Nusmão,
entendendo que o mesmo tutela, tanto o interesse pDblico ou social, como o interesse privado. .aulo
7ader discorda, na medida em que a sua admissão implicaria na supressão dos demais, pois em todos
os ramos do ireito !á normas de um ou outro g/nero.
A Bue)t,$ -$ D"re"t$ -$ Tra#alE$?
Inicialmente classificado como ramo do ireito .Dblico, em ra"ão da presença de normas
pDblicas, autores como .aulo 7ader evoluíram para o conceito de que o ireito do Brabal!o está
mel!or classificado dentro do ireito .rivado, %á que as suas relaç,es %urídicas não são de
HC
*5N3MA7, 9aquel. .lano de Aula C;4;.C. Aula H.
C4
subordinação. 5 3stado interfere criando normas, mas não é su%eito da relação e, mesmo quando
é, não detém o #imperium$.
• 8á .aulo ourado de Nusmão, defende que, %ustamente por possuir tanto características de
ireito .Dblico e .rivado deve ser categori"ado como I93IB5 MI)B5. 5utros autores, como
a .rof. 9aquel *ogeman acreditam pertencer ao novo ramo denominado ireito )ocial.
• O DIREITO MISTO
• 7o Brasil, .aulo ourado de Nusmão, conforme indicado acima é o pr+cer da corrente que
defende a figura do I93IB5 MI)B5. 3ntende'se por ireito Misto ramo ou instituto %urídico
que ten!a tanto características de ireito .Dblico e .rivado.
• Assim, a questão da propriedade no Brasil !á de ser analisada sob um prisma diferenciado. -om
base no ireito 9omano, o ireito Brasileiro sempre teve a propriedade como um direito
privado de nature"a absoluta. 5corre que a -onstituição Brasileira optou pelo modelo de
propriedade social, impondo ao proprietário dar função social ao seu im+vel, sob pena de perd/'
lo. Assim, o 3stado gan!a um poder interventivo efetivo sobre a propriedade privada,
equilibrando as relaç,es de nature"a pDblica e privada. Bem'se, portanto que a propriedade no
Brasil é tipicamente de ireito Misto.
• 9amos como o ireito Marítimo, o ireito aeroespacial, dentre outros, igualmente são norteados
tanto pelo ireito .Dblico quanto pelo .rivado, de forma que seriam categori"ados como ireito
Misto.
• -abe mencionar que a corrente do ireito Misto é ma%oritária no ireito Brasileiro
• O DIREITO SO8IA'
Bend/ncia nova na outrina Brasileira, cu%os principais autores defendem que alguns ramos do
ireito, por sua nature"a são estritamente sociais. -om o Advento da -onstituição de 4MII, com efeito,
alguns institutos %urídicos receberam maior proteção %urídica, por estarem adstritos a quest,es de nature"a
social. 5 ireito de .ropriedade, por e0emplo, é caso emblemático %á que o mau uso da propriedade pode
acarretar na sua perda.
HH
• A Beoria do ireito )ocial é sustentada pelos doutrinadores que recon!ecem a e0ist/ncia de um
terceiro g/nero na 3nciclopédia 8urídica, ao lado do ireito .Dblico e do ireito .rivado,
c!amado Zireito )ocialZ. )eu principal representante é -3)A9I75 8Y7I59.
• .ara os adeptos desta teoria, o ireito )ocial abrange todas as normas de proteção 1s pessoas
economicamente fracas. Assim, seriam ramos do ireito )ocial, o ireito do Brabal!o e o
ireito da )eguridade )ocial.
I93IB5 )5-IAG
ireito do Brabal!o 9egula as relaç,es trabal!istas. )uas normas referem'se 1 organi"ação do
trabal!o, privado e subordinado, sob os mais variados aspectos, inclusive
acerca dos direitos e interesses legítimos dos trabal!adores.
ireito da .revid/ncia e
Assist/ncia )ocial
isciplina precipuamente a garantia dos meios indispensáveis 1 manutenção,
por idade avançada, incapacidade, tempo de serviço, encargos familiares,
prisão ou morte, dos trabal!adores, 1 manutenção dos seus beneficiários, assim
como a organi"ação dos serviços destinados 1 proteção da saDde e bem'estar
deles.
HH
,a!&F! a5u%, (on4or!e o(orr%a (o! o D%re%'o do ,ra&al.o, de1%do a sua na'ureKa 'an'o
pE&l%(a 5uan'o pr%1ada, F (ons%derado por !u%'os (o!o D%re%'o M%s'o.
CC
7a visão deste autor, lamentavelmente, em que pese a -onstituição Brasileira tratar o ireito
.revidenciário como ireito )ocial, na prática é ireito (inanceiro. 3nquanto a doutrina e a legislação se
importam com o lado social, os governos basicamente se ocupam das quest,es atuariais e a sua
capacidade de custeio.
• Te$r"a -$ D"re"t$ U*"tJr"$ $u -$ D"re"t$ M")t$ .$9 U*"."-a-e 8$*.e"tual
• 3sta teoria é sustentada por 3:A9I)B5 3 M59A3) (IG*5 e A97AG5 )E))3QI7. 5
primeiro utili"a o termo? Zireito EnitárioZ, o segundo prefere Zireito Misto com Enicidade
-onceitualZ. 5s demais defensores desta teoria adotam uma ou outra denominação.
• )egundo esta orientação doutrinária, o ireito do Brabal!o é resultado da fusão de ramos do ireito
.Dblico e de ireito .rivado que origina um todo org6nico, totalmente distinto dos dois ramos que
l!e deram origem.
• A teoria do ireito Enitário difere'se da Beoria do ireito Misto por entender o ireito do Brabal!o
como um amálgama e não uma mera mistura de subst6ncias dos dois g/neros clássicos. o ponto de
vista científico, é, indubitavelmente, mais coerente$.
HF
• A Bue)t,$ Da Su(era+,$ Da D".$t$9"a D$ D"re"t$ P@#l".$ e Pr"3a-$
DI8OTOMIA? ivisão l+gica de um conceito em dois outros conceitos.
5 estudo do ireito está dividido em duas grandes dicotomias?
ireito 7atural 0 ireito .ositivo
ireito .Dblico 0 ireito .rivado
-omo é comum no ireito, o debate de idéias é freqJente e muito se aplica na questão da
icotomia entre o ireito .Dblico e o .rivado. 5 tema ainda é motivos de acaloradas discuss,es
acad/micas, %á que muitos autores e professores modernos adotam a tese do ireito Misto e,
destarte, consideram superada tal dicotomia. 5utros, como .aulo 7ader, re%eitam tal superação e
continuam adotando a divisão clássica.
A icotomia entre o ireito .Dblico e o .rivado é !ist+rica, servindo a prop+sitos ideol+gicos.
-om início em 9oma, a divisão foi praticamente abandonada na Idade Média e resgatada pelo
ireito liberal burgu/s, que pretendia o afastamento do 3stado nas relaç,es %urídicas, sobretudo,
no que se referia a direitos trabal!istas.
-omo bem salienta 8.M.Geoni Gopes de 5liveira, partindo dos ensinamentos de 7orberto
Bobbio, o simples fato de o estudo das diferenças entre o ireito .Dblico e .rivado, ser
fundamental para a compreensão futura do ireito -ivil, o estudo de tal dicotomia se torna
essencial.
35

8ON8'USÃO6 As novas teorias trialistas, em especial, a do ireito Misto, muito difundida entre os
doutrinadores brasileiros, por e0emplo, fa" que reste superada a vel!a contenda entre ireito .Dblico e
.rivado. 7a medida em que uma dicotomia é a divisão antagLnica de dois conceitos, o surgimento de
um terceiro, acaba por fulminar a vel!a questão.
AU'A 5

(ontes do ireito
H<
-onceito e -lassificação
istinção entre (ontes Materiais e (ormais do ireito
A Gei
5s -ostumes
HF
N+R+NA NE,+, Fran(%s(o ,a1ares. Noçes !undamentais de Direito do "rabal#o$ ,eC'o
eC'ra*do do )us Na1%/and% .''p:HH6us".uol.(o!.&rHdou'r%naH'eC'o.aspL%dMI?#?N
HK
+LI2EIRA, ).M.Leon% Lopes De. Introdução ao direito 3 Aap. " H p. @@H@I
H<
NADER, Paulo. Introdução ao estudo do direito. R%o de )ane%ro: Forense. I0 3 p. 10I
CH
5 .apel da outrina e 8urisprud/ncia no )istema 8urídico Brasileiro


0$*te) -$ D"re"t$6

A)(e.t$) :era")?
)egundo .aulo 7ader, #A doutrina %urídica não se apresenta uniforme quanto ao estudo das
fontes do ireito$. A diverg/ncia se dá, sobretudo, em relação ao elenco das fontes.
5 termo #(onte do ireito$ é sempre utili"ado de forma metaf+rica, %á que em sentido estrito,
fonte vem a ser uma nascente donde brota uma corrente de água.
8$*.e"t$?
A fonte do direito é o seu elemento formador. onde o ireito vai buscar sua ess/ncia. )ignifica
a origem do direito, é de onde provém o ireito.
8la))"&".a+,$?
As fontes do ireito, via de regra, são classificadas em materiais e formais. 7o entanto, .aulo
7ader defende que apesar das mutaç,es do direito no tempo e no espaço, ele contém idéias
permanentes que se conservam presentes da ordem %urídica, pelo que, defende a e0ist/ncia de (ontes
*ist+ricas.
(ontes Materiais.
A fonte material ou real aponta a origem do direito, configurando sua g/nese, daí ser fonte de
produção, aludindo a fatores éticos, sociol+gicos, !ist+ricos, políticos, etc., que produ"em o direito,
condicionam o seu desenvolvimento e determinam o conteDdo das normas.
HO
(ontes (ormais.
A (onte (ormal dá forma 1s fontes materiais. 9efere'se ao modo de manifestação do direito
mediante os quais o %urista con!ece e descreve o fenLmeno %urídico, sendo, portanto, fonte de
cognição. .odem ser 3statais e 7ão estatais.
HI
.aulo . Nusmão admite ainda a subdivisão normas
)upra'estatais.
(ontes 3statais? Gei, regulamento, decreto, medida provis+riaP
(ontes Infra'3statais? -ostume, contrato coletivo de trabal!o, %urisprud/ncia, doutrinaP
(ontes )upra'3statais? Bratados Internacionais, costumes internacionais, princípios gerais do
direito dos povos civili"ados.

→ materiais ou reais? apontam a origem do ireitoP são as forças sociais
criadoras do ireito.
(ontes
→ formais? são os modos ou formas de manutenção do ireito.

D")t"*+,$ e*tre 0$*te) Mater"a") e 0$r9a") -$ D"re"t$
HO
DINIG, Mar%a elena 8 Compêndio de introdução à ciência do direito. Sara%1a. "8A 3 p.
"I9H"#0
HI
%de!.
CF
(ontes Materiais? As fontes materiais são o con%unto de valores ou circunst6ncias sociais que,
constituindo o antecedente do direito, contribuem para a formação do conteDdo das normas %urídicas.
-onsistem no con%unto de fatos sociais determinantes do conteDdo do direito nos valores que ele
busca reali"ar fundamentalmente sinteti"ados no conceito amplo de %ustiça.
)egundo .aulo ourado de Nusmão, as fontes materiais #)ão as constituídas por fenLmenos
sociais e por dados e0traídos da realidade social, das tradiç,es e dos ideais dominantes, com as quais
o legislador resolvendo quest,es que dele e0igem solução, dá conteDdo ou matéria 1s regras %urídicas,
isto é, 1s fontes formais do direito @lei, regulamento etcA$.
HM
.or sua ve", define as fontes formais como os #meios ou as formas pelas quais o direito positivo
se apresenta na *ist+ria$ ou ainda #os meios pelos quais o direito positivo pode ser con!ecido.
)ão os meios ou formas @lei, costume
F;
, decreto, etcA pelos quais a matéria @econLmica, moral,
técnica, etcA, que não é %urídica, mas que necessita de disciplina %urídica, transforma'se em %urídica.
A 'e"
A Gei é a principal fonte do ireito Moderno. *istoricamente, a primeira legislação de que se
tem notícia é o -+digo de *amurabi, da BabilLnia, que depois se apurou não ser o mais antigo,
mas o mais completo que se con!ece.
Gei? 7orma escrita, geral e abstrata, garantida pelo poder pDblico, aplicável por +rgãos do
3stado, enquanto não revogada.
F4
.ara .aulo 7ader #A lei é a forma moderna de produção do ireito .ositivo. S ato do .oder
Gegislativo, que estabelece normas de acordo com os interesses sociais. 7ão constitui, como
outrora, a e0pressão de uma vontade individual @G[Stat c[est moiA, pois tradu" as aspiraç,es
coletivas$.
Apesar de ser uma elaboração intelectual que e0ige técnica específica, não tem por base os
artifícios da ra"ão, pois se estrutura na realidade social. )ua fonte material é representada pelos
pr+prios fatos e valores que a sociedade oferece.
FC
-omo obra !umana, o processo legislativo apresenta pontos vulneráveis e críticos. *ervat!
indica dois aspectos negativos das leis, como fatores da crise do ireito escrito? aA o ecretismo,
isto é, e0cesso de leisP bA vícios do parlamentarismo, quando o legislativo se perde em discuss,es
estéreis sem se atentar para as e0ig/ncias atuais da sociedade.
5 que *ervat! aponta como ecretismo, denomino fDria legiferante. (osse a %ustiça medida pelo
nDmero de leis e0istentes, seria o Brasil, provavelmente, o mais %usto dos países. 7um período
e0tremamente curto do ponto de vista !ist+rico, ou se%a, em pouco mais de 4;; anos de
repDblica, %á convivemos com nada menos que seis -onstituiç,es.
FH
)e a lei deve corresponder a uma determinada necessidade social, não pode, evidentemente, ser
um fim em si mesma. 5u se%a, o legislador não tem legitimidade para criar leis ao seu alvedrio,
apenas para ilustrar o seu currículo eleitoral.
A lei não é mero pedaço de papel. 7ão é vaga teoria. .elo contrário, recai sobre si uma das mais
relevantes funç,es sociais e, como tal, deve merecer todo o cuidado inerente, sob pena de recair
sobre si, o estigma da leviandade.
FF
HM
Paulo Dourado de <us!ão 3 In'rodu7ão ao Es'udo do D%re%'o, ?? 3 p. 10"
F;
Mu%'os au'ores (ons%dera! os (os'u!es (o!o 4on'es 4or!a%s, por5uan'o (ons'e! da LIAA,
(o!o ele!en'o de %n'e/ra7ão. Para es'e au'or, são 4on'es !a'er%a%s.
F4
<=SM>+, Paulo Dourado de 3 In'rodu7ão ao Es'udo do D%re%'o, I1 3 p. 11".
FC
NADER, Paulo. Introdução ao estudo do direito. R%o de )ane%ro: Forense., I4 3 p. 109H140.
FH
AARNEIR+, Mar(elo 3 % &rasil e a '(ria )egi!erante 3 Aa!p%nas: Re1%s'a Ouoru! nP 1, p/
"#H04.
FF
AARNEIR+, Mar(elo 3 *spectos &+sicos da '(ria )egi!erante 3 R%o de )ane%ro: =nesa. p 0@.
CK
G3I 3M )37BI5 AM.G5? 3m sentido amplo, emprega'se o vocábulo lei para indicar o jus
scriptum @direito escritoA.
G3I 3M )37BI5 3)B9IB5? 7esse sentido, lei é o preceito comum e obrigat+rio, emanado do
.oder Gegislativo, no 6mbito de sua compet/ncia.
0$r9a+,$ -a 'e"
IniciativaP
30ame pelas -omiss,es Bécnicas, iscussão e AprovaçãoP
9evisão do .ro%etoP
)ançãoP
.romulgaçãoP
.ublicação.
O) 8$)tu9e)
FK
Através dos tempos, o ireito .ositivo sempre manteve uma íntima cone0ão com os fatos sociais
que constituem, na realidade, a sua fonte material.
5 -ostume é o uso implantado numa coletividade e considerado por ela como %uridicamente
obrigat+rio, provém da prática reiterada e uniforme de um certo procedimento.
5 ireito -ostumeiro ou -onsuetudinário pode ser definido como um con%unto de normas de
conduta social, criadas espontaneamente pelo povo, utili"adas reiteradamente, e que geram certe"a de
obrigatoriedade, recon!ecidas e impostas pelo 3stado.
3nquanto a lei é um processo intelectual que se baseia em fatos e e0pressa a opinião do 3stado, o
costume é uma prática gerada espontaneamente pelas forças sociais. A lei é ireito que aspira 1
efetividade e o costume é a norma efetiva que aspira 1 validade.
F<
-efer.ncias /ei ostume
Autor .oder Gegislativo .ovo
(orma 3scrita 5ral
5brigatoriedade Início da :ig/ncia A partir da efetividade
-riação 9efle0iva 3spont6nea
.ositividade :alidade que aspira 1 3fetividade que aspira 1
3fetividade validade
-ondiç,es de validade -umprimento de formas e respeito )er admitido como fonte e respeito
1 !ierarquia das fontes 1 !ierarquia das fontes
>uanto 1 legitimidadade >uando tradu" os costumes e valo' .resumida
res sociais
Mesmo em países, como a Inglaterra, onde a %urisprud/ncia é fonte essencial, a lei votada pelo
Gegislativo vem gan!ando espaço no sistema %urídico.
O Pa(el -a D$utr"*a e /ur")(ru-K*."a *$ S")te9a /ur2-".$ !ra)"le"r$
D$utr"*a
FK
NADER, Paulo. Introdução ao estudo do direito. R%o de )ane%ro: Forense, p. 49H1@@.
F<
ibidem, Aap J2 3 p. 1@1.
C<
A outrina ou ireito -ientífico comp,e'se de estudos e teorias, desenvolvidos pelos %uristas,
com o ob%etivo de sistemati"ar e interpretar normas vigentes e de conceber novos institutos,
reclamados pelo momento !ist+rico.
FO
.aulo 7ader ensina que a doutrina se revela em tr/s direç,es? 7a formação das leis, no processo
de interpretação do ireito .ositivo e na crítica aos institutos vigentes.
Atividade -riadora? A fim de acompan!ar a din6mica da sociedade, deve o ireito evoluir sob a
criação de novos princípios e formas. Ao %urista cabe captar as necessidades sociais e converte'
las em novos conceitos %urídicos. A doutrina, portanto, introdu" novos ensinamentos, conceitos e
teorias no mundo %urídico.
(unção .rática? Ao estudar o ireito .ositivo, tende o %urista a lidar com vasta gama de normas
%urídicas dispersas, devendo, portanto, sistemati"a'las, pois somente tal organi"ação permitirá
con!ecer o alcance da pesquisa. 5 resultado dessa seleção e interpretação do ireito :igente
vem a ser Dtil não apenas para os profissionais do ireito, como para aquele que está su%eito 1s
normas e que a elas estão obrigados a cumprir.
Atividade -rítica? 5 papel dos %uristas não deve se limitar a interpretar a mensagem contida nas
normas. S fundamental que ten!a visão a0iol+gica, avaliando a legislação sob vários prismas.
eve acusar suas fal!as conceituais. *á de gerar diverg/ncias, sendo que o embate no campo das
idéias é que germina em novas f+rmulas que irão se refletir nas futuras leis.
-om relação 1 doutrina, no sistema continental ou ivil /a0 é utili"ada apenas como fonte de
consulta, na medida que este se baseia na lei, como principal fonte formal. S a doutrina, portanto,
fonte material e au0ilia na formação de norma %urídica ou de decis,es %udiciais, despida de caráter
obrigat+rio.
.ara efeitos práticos ao aluno. outrina é sinLnimo de ensinamento.
/ur")(ru-K*."a
5 conceito atual de 8E9I).9E\7-IA serve para indicar os precedentes %udiciais, ou se%a, a
reunião de decis,es %udiciais, interpretadoras do ireito :igente.
FI
A 8urisprud/ncia vem a ser, no
entender de .aulo 7ader, a definição do ireito elaborada pelos tribunais.
A 8urisprud/ncia se apresenta sob tr/s espécies?
 secundum legem?
 praeter legem?
 contra legem?
Becnicamente, a 8urisprud/ncia situa'se entra a lei e o costume. 3nquanto carrega um processo
de refle0ão na sua formação, tal como ocorre com a lei, necessita de uma pluralidade de atos,
conforme o costume.
FO
5p. cit. p. 4OK.
FI
NADER, Paulo 8 Introdução ao estudo do direito., 90 3 p/. 1?@.
CO
3m relação ao costume, possui similaridades e distinç,es. Ambos tem como elemento formador
a prática reiterada, de um lado a repetição de determinada prática pelo povo, o -ostumeP e de outro, a
8urisprud/ncia que requer uma série de decis,es %udiciais sobre determinada questão legal.
istinguem'se, sobretudo, em tr/s aspectos?
FM
4. 3nquanto a norma costumeira é obra de uma coletividade de indivíduos que
integram a sociedade, a %urisprud/ncia é produto de um setor da organi"ação
socialP
C. norma costumeira é criada no relacionamento comum dos indivíduos, no
e0ercício natural direitos e de cumprimento de deveresP a %urisprud/ncia
forma'se, geralmente, diante de conflitos e é produto dos tribunaisP
H. a norma costumeira é criação espont6nea, enquanto a %urisprud/ncia é
elaboração intelectual, refle0iva.
A despeito de correntes doutrinárias divergentes, prevalece o entendimento de que são a doutrina
e a %urisprud/ncia, fontes do ireito. 7o entanto, ao contrário do que ocorre nos países de origem
anglo'sa0Lnica, onde os costumes podem ser recon!ecidos pelos tribunais e, destarte, constituir
norma %urídica, no Brasil é apenas fonte de consulta.
5 Brasil adota o -ivil1/a0, também denominado sistema continental ou 'istema -omano
2erm$nico, com base no direito romano e no direito consuetudinário germ6nico. 7esse sistema, a Gei é a
principal fonte do ireito.
K;
7os países que adotam a ommom /a0 ou 'istema 3nglo1'a45nico, via de regra, o ireito é
declarado pelo %ui" e tem no precedente %udicial a sua fonte principal. 7esse sistema, a lei ocupa papel
secundário, provocada por situaç,es e0cepcionais. 7o entanto, a lei confeccionada pelo Gegislativo vem
alçando cada ve" mais espaço naquele sistema legal.
-abe mencionar, porém que com o advento da = malfadada = 3menda -onstitucional FK,
passamos a adotar a sDmula vinculante, através da qual uma decisão %udicial pode em deteminados casos,
ter força de lei, conforme ocorre nos países que adotam o -ommon /a0.
#S preciso, portanto, ponderar o fato de que ao introdu"ir instrumento alienígena incompatível
com nosso sistema %urídico, a despeito de engessar o direito, atribui ao .oder 8udiciário verdadeiro poder
legiferante. ei0a, de ser legislador atípico negativo para ser criador de norma %urídica com força de lei.
.assa a positivar norma %urídica com o mesmo alcance daquela produ"ida pelo .oder Gegislativo. Borna'
se legislador$.
K4
essa forma, a %urisprud/ncia como fonte de direito, em nosso ordenamento %urídico deve ser
apreciada com cautela. 3m se tratando apenas de precedente %udicial ordinário, ainda que sumulado, é
mera fonte de consulta, ou se%a, fonte material. Em ve" transformada uma sDmula, pelo )B( em )Dmula
:inculante, é norma em sentido ob%etivo, ou se%a, fonte formal...lamentavelmente]
8ON8'USÃO? S importante lembrar que e0istem sistemas %urídicos diferentes, em virtude do
processo !ist+rico em que se desenvolveram.
FM
ibidem p. 1?I.
K;
<=SM>+, Paulo Dourado de. Introdução ao Estudo do Direito, 1?? 3 p/. 00?H00I
K4
AARNEIR+, Mar(elo. *spectos b+sicos da !(ria legi!erante 3 R%o de )ane%ro: =nesa. p 01
CI
7a medida em que !erdou de .ortugal o -ivil Ga^, o Brasil tem na 'EI @stricto sensuA a sua
principal fonte formal. A outrina e a 8urisprud/ncia são fontes de consulta, logo, fontes materiais, pois
não são de uso obrigat+rio.
-ontudo, com o advento das )Dmulas :inculantes, essa espécie de %urisprusd/ncia é considerada
fonte formal, %á que tem força de lei e, assim, se constitui em norma %urídica.
ANELO I AU'A M
• Abai0o, a demonstração de como tal produção tende a ser rápida e abundante?
KC
SNMU'A MIN8U'ANTE NO 1
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SNMU'A MIN8U'ANTE NO 2
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SNMU'A MIN8U'ANTE NO 3
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SNMU'A MIN8U'ANTE NO 4
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SNMU'A MIN8U'ANTE NO 5
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SNMU'A MIN8U'ANTE NO 6
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I7(39I59 A5 )AG&9I5 M_7IM5 .A9A A) .9AdA) .93)BA59A) 3 )39:Id5
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SNMU'A MIN8U'ANTE NO 7
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3M37A -57)BIBE-I57AG 7R F;UC;;H, >E3 GIMIBA:A A BAVA 3 8E95)
KC
S,F. A'ual%Ka7ão e! 0# 4e1 "010.
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G3I -5M.G3M37BA9.
SNMU'A MIN8U'ANTE NO 8
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SNMU'A MIN8U'ANTE NO 9
5 I).5)B5 75 A9BIN5 4CO A G3I 7R O.C4;U4MIF @G3I 3 3V3-Ed`5 .37AGA
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A.GI-A 5 GIMIB3 B3M.59AG .93:I)B5 75 -A.EB 5 A9BIN5 KI.
SNMU'A MIN8U'ANTE NO 1
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5 .539 .YBGI-5, A(A)BA )EA I7-I\7-IA, 75 B55 5E 3M .A9B3.
SNMU'A MIN8U'ANTE NO 11
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.938E_b5 A 93).57)ABIGIA3 -I:IG 5 3)BA5.
SNMU'A MIN8U'ANTE NO 12
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:I5GA 5 I).5)B5 75 A9B. C;<, I:, A -57)BIBEId`5 (339AG.
SNMU'A MIN8U'ANTE NO 13
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3)IN7Adi3) 93-_.95-A), :I5GA A -57)BIBEId`5 (339AG.
SNMU'A MIN8U'ANTE NO 14
S I93IB5 5 3(37)59, 75 I7B393))3 5 93.93)37BA5, B39 A-3))5
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SNMU'A MIN8U'ANTE NO 15
5 -&G-EG5 3 N9ABI(I-Adi3) 3 5EB9A) :A7BAN37) 5 )39:I59
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SNMU'A MIN8U'ANTE NO 16
5) A9BIN5) OR, I:, 3 HM, e HR @93Ad`5 A 3- 4MUMIA, A -57)BIBEId`5,
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SNMU'A MIN8U'ANTE NO 17
E9A7B3 5 .39_55 .93:I)B5 75 .A9&N9A(5 4R 5 A9BIN5 4;; A
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SNMU'A MIN8U'ANTE NO 18
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4F A -57)BIBEId`5 (339AG.
SNMU'A MIN8U'ANTE NO 19
A BAVA -5B9AA 3V-GE)I:AM37B3 3M 9Ab`5 5) )39:Id5) .YBGI-5)
3 -5G3BA, 93M5d`5 3 B9ABAM37B5 5E 3)BI7Ad`5 3 GIV5 5E
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-57)BIBEId`5 (339AG.
SNMU'A MIN8U'ANTE NO 2
A N9ABI(I-Ad`5 3 3)3M.37*5 3 ABI:IA3 BS-7I-5'
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75 .39_55 3 8E7*5 3 C;;C ABS A -57-GE)`5 5) 3(3IB5) 5 YGBIM5
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.95:I)c9IA 75 4MIUC;;F, A .A9BI9 A >EAG .A))A A )39 3 <; @)3))37BAA
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SNMU'A MIN8U'ANTE NO 21
S I7-57)BIBE-I57AG A 3VIN\7-IA 3 3.c)IB5 5E A995GAM37B5
.9S:I5) 3 I7*3I95 5E B37) .A9A AMI))IBIGIA3 3 93-E9)5
AMI7I)B9ABI:5.
SNMU'A MIN8U'ANTE NO 22
A 8E)BIdA 5 B9ABAG*5 S -5M.3B37B3 .A9A .95-3))A9 3 8EGNA9 A)
Adi3) 3 I737IbAd`5 .59 A75) M59AI) 3 .AB9IM57IAI)
3-59937B3) 3 A-I37B3 3 B9ABAG*5 .95.5)BA) .59 3M.93NA5
-57B9A 3M.93NA59, I7-GE)I:3 A>E3GA) >E3 AI7A 7`5 .5))E_AM
)37B37dA 3 MS9IB5 3M .9IM3I95 N9AE >EA75 A .95MEGNAd`5 A
3M37A -57)BIBE-I57AG 7R FKU;F.
SNMU'A MIN8U'ANTE NO 23
A 8E)BIdA 5 B9ABAG*5 S -5M.3B37B3 .A9A .95-3))A9 3 8EGNA9 Ad`5
.5))3))c9IA A8EIbAA 3M 3-599\7-IA 5 3V39-_-I5 5 I93IB5 3
N93:3 .3G5) B9ABAG*A593) A I7I-IABI:A .9I:AA.
SNMU'A MIN8U'ANTE NO 24
7`5 )3 BI.I(I-A -9IM3 MAB39IAG -57B9A A 593M B9IBEB&9IA,
.93:I)B5 75 A9B. 4R, I7-I)5) I A I:, A G3I 7R I.4HOUM;, A7B3) 5
GA7dAM37B5 3(I7IBI:5 5 B9IBEB5.
SNMU'A MIN8U'ANTE NO 25
S IG_-IBA A .9I)`5 -I:IG 3 3.5)IB&9I5 I7(I3G, >EAG>E39 >E3 )38A A
M5AGIA3 5 3.c)IB5.
SNMU'A MIN8U'ANTE NO 26
.A9A 3(3IB5 3 .95N93))`5 3 93NIM3 75 -EM.9IM37B5 3 .37A .59
-9IM3 *3I575, 5E 3>EI.A9A5, 5 8E_b5 A 3V3-Ed`5 5B)39:A9& A
I7-57)BIBE-I57AGIA3 5 A9B. C5 A G3I 7. I.;OC, 3 CK 3 8EG*5 3
4MM;, )3M .938E_b5 3 A:AGIA9 )3 5 -5737A5 .9337-*3, 5E 7`5, 5)
H4
93>EI)IB5) 5B83BI:5) 3 )EB83BI:5) 5 B373(_-I5, .5375
3B39MI7A9, .A9A BAG (IM, 3 M55 (E7AM37BA5, A 93AGIbAd`5
3 3VAM3 -9IMI75GcNI-5.
SNMU'A MIN8U'ANTE NO 27
-5M.3B3 g 8E)BIdA 3)BAEAG 8EGNA9 -AE)A) 37B93 -57)EMI59 3
-57-3))I57&9IA 3 )39:Id5 .YBGI-5 3 B3G3(57IA, >EA75 A A7AB3G
7`5 )38A GIBI)-57)59B3 .A))I:A 73-3))&9IA, A))I)B37B3, 73M
5.537B3.
ANELO II 7 AU'A M
TP8NI8A 'E:IS'ATIMA
#Bécnica Gegislativa é o con%unto de procedimentos e normas redacionais específicas, que visam 1
elaboração de um te0to que terá repercussão no mundo %urídico$.
INTRODUÇÃO
A elaboração legislativa e0ige, acima de tudo, bom senso e responsabilidade, pois as leis interferem,
direta ou indiretamente, na vida das pessoas.
S preciso que ten!amos ci/ncia de que nem todos os problemas podem ser resolvidos através de lei.
.or outro lado, uma lei mal feita pode surtir o efeito contrário do esperado, tra"endo ainda mais dDvidas 1
questão que se pretendia esclarecer, e dando margem a desnecessárias batal!as %urídicas.
Além disso, a lei tem que levar em conta o interesse do con%unto da sociedade, e nunca privilegiar
interesses particulares.
.ara que ten!a validade e não macule o ordenamento %urídico, a lei deve ser elaborada com a observ6ncia
das seguintes normas, além da legislação específica do tema que se pretende tratar?
aA -onstituição (ederal @arts. CR, C4, CC, CH, CF, CK, H;, FI, FM, K4, KC, <4, e 4R, IF, M< e 4<KA
bA -onstituição do 3stado
cA 9egimento Interno da Assembléia Gegislativa do 3stado
ETAPAS DA E'A!ORAÇÃO 'E:IS'ATIMA
aA efinição da matéria a ser normati"ada
bA :erificação da possibilidade %urídica
cA 3studo da matéria, pesquisa da legislação e %urisprud/ncia @verificar )3M.93 se e0iste lei pré'
e0istente ou consolidação acerca da matériaA
HC
dA 3laboração de antepro%eto
eA 9evisão do antepro%eto
fA 9edação final
PARTES DAS PROPOSIÇÃO 'E:IS'ATIMA
1; PARTE PRE'IMINAR
aA 3pígrafe ' indica o tipo da proposição? .ro%eto de lei, .ro%eto de lei complementar, .ro%eto de
resolução, .roposta de emenda 1 -onstituição, .ro%eto de decreto legislativo @artigo C4 da -onstituição do
3stado e artigo 4FK do 9egimento Interno da AG3). = VIII -9IA.
bA 3menta = deve resumir com clare"a o conteDdo do ato, para efeito de arquivo e, principalmente,
pesquisa, devendo, caso altere norma em vigor, fa"er refer/ncia ao nDmero e ao ob%eto desta.
cA (+rmula de promulgação = deve indicar a autoridade ou o +rgão legiferante @e0? A Assembléia
Gegislativa$A e descrever a ordem de e0ecução, tradu"ida pelas formas verbais ZdecretaZ, ZresolveZ e
ZpromulgaZ.
30emplos
A Mesa da Assembléia Gegislativa do 3stado de )ão .aulo, nos termos do e HR do artigo CC da
-onstituição do 3stado, promulga a seguinte 3menda ao te0to constitucional?
5u 5 N5:397A59 5 3)BA5 3 )`5 .AEG5?(aço saber que a Assembléia Gegislativa decreta
e eu promulgo a seguinte lei complementar?
2; PARTE NORMATIMA 7 ORDENAÇÃO DO TELTO 'E:A'
aA Art"%$ = frase que encerra um comando normativo.
j Bem numeração ordinal até o MR e cardinal a partir do 4;.
j >uando se tratar de um s+ artigo, deve ser grafado como #Artigo Dnico$.
j eve conter um Dnico comando normativo, fi0ado em seu caput
j As e0ceç,es ou os complementos devem ser fi0adas em suas divis,es @parágrafos e incisosA
j As palavras em língua estrangeira devem ser destacadas @itálico, negrito, aspasA
j )uas frases iniciam'se com letras maiDsculas e terminam com ponto final
bA ParJ%ra&$ = é a f+rmula de umas das divis,es do artigo.
j eve completar o sentido ou abrir e0ceç,es 1 norma contemplada no caput do artigo
j S representado com numeração ordinal, ap+s o símbolo e
j )e !ouver um s+ parágrafo, será grafado como #.arágrafo Dnico$.
j .ode desdobrar'se em incisos.
cA I*.")$ = é usado para e0primir enumeraç,es relacionadas ao caput do artigo ou ao parágrafo.
j S e0presso em algarismo romano
j S iniciado com letra minDscula e termina com ponto e vírgulaP salvo o Dltimo inciso do artigo, que
termina com ponto final
j .ode desdobrar'se em alíneas
dA Al2*ea = é usada para enumeraç,es relativas ao te0to do inciso.
j S grafada em letra minDscula, seguida de par/nteses
j )eu te0to inicia'se com letra minDscula e termina com ponto e vírgula, com e0ceção da Dltima alínea
do inciso
j .ode desdobrar'se em item @e0? art. 4C -(A
eA Ite9 = é usado para enumeraç,es relativas ao te0to da alínea.
j S grafado por algarismos arábicos, na forma cardinal, seguido de ponto
j 5 te0to do item inicia'se com letra minDscula e termina em ponto e vírgula, com e0ceção do Dltimo
item da alínea @e0? art. 4FK da -(A
3; PARTE 0INA'
aA -láusula orçamentária ' 5 art. CK da -onstituição 3stadual dita que nen!um pro%eto de lei que
implique a criação ou o aumento de despesa pDblica será sancionado sem que dele conste a indicação dos
recursos disponíveis, pr+prios para atender aos novos encargos.
bA -láusula de vig/ncia? # esta lei entra em vigor na data de sua publicação$ ou #... entra em vigor #0$
dias ap+s sua publicação$. 7a aus/ncia da cláusula revogat+ria, vale a regra da Gei de Introdução ao
-+digo -ivil, ou se%a, entra em vigor FK dias ap+s sua publicação. S errado di"er que a lei #entrará$ em
vigor.
cA -láusula revogat+ria? deve indicar e0pressamente as leis ou os dispositivos legais revogados. 3m caso
de consolidação de leis, utili"a'se a f+rmula? Zsão formalmente revogados, por consolidação e sem
interrupção de sua força normativa...#.
dA isposiç,es transit+rias? possui numeração pr+pria, iniciando'se por artigo 4R, no final do te0to legal.
RE:RAS PARA REDAÇÃO DAS NORMAS
j Esar frases impositivas
j construir as oraç,es na ordem direta, evitando ad%etivaç,es dispensáveis
j buscar a uniformidade do tempo verbal @prefer/ncia tempo presente ou futuro simples do presenteA
HH
j 5bservar regras de pontuação
j articular a linguagem, técnica ou comum, de modo a ense%ar perfeita compreensão do ob%etivo da lei
j evitar o emprego de e0pressão ou palavra que possibilite duplo sentido ao te0to
j usar apenas siglas consagradas pelo uso, observado o princípio de que a primeira refer/ncia no te0to
se%a acompan!ada de e0plicitação de seu significado
j grafar por e0tenso quaisquer refer/ncias a nDmeros e percentuais, e0ceto data, nDmero de lei e nos
casos em que !ouver pre%uí"o para a compreensão do te0to
j indicar, e0pressamente, o dispositivo ob%eto de remissão, preterindo o uso das e0press,es ZanteriorZ,
ZseguinteZ ou equivalentes
AU'A 6

0$*te) -$ D"re"t$ =.$*t"*ua+,$I $u ele9e*t$) -e "*te%ra+,$ -a 'e"6 A A*al$%"a> $)
.$)tu9e) e $) (r"*.2("$) %era") -$ D"re"t$ =*$ .$*teAt$ -$ art; 4O -a 'e" -e I*tr$-u+,$
a$ 88 e -$ art; 126 -$ 8P8I;
A EQR"-a-e =art; 127 -$ 8P8I

N$+<e) -e "*te%ra+,$ e -e la.u*a);
KH
A integração vem a ser o processo de preenc!imento das lacunas da lei. 5 preenc!imento dar'se'
á por elementos que a pr+pria legislação oferece ou ainda por princípios de ordem %urídica, por
intermédio de operação l+gica e %uí"os de valor. )egundo .aulo 7ader, a integração se processa
pela analogia e princípios gerais de ireito.
KH
.aulo 7ader = Introdução ao 3studo do ireito, 4;F = p. 4IKU4I<.
HF
7esse aspecto, o ireito recon!ece que as leis, por mel!or elaboradas que se%am, nem sempre
contemplam toda a variedade de acontecimentos de ordem social. A esses lapsos na lei c!ama'se
lacunas da lei e nem sempre ocorrem por incompet/ncia do legislador. .or ve"es a sociedade
muda sem que a lei alcance tais modificaç,es em um primeiro momento, por falta de percepção.
)omente a repetição do fato é levará o legislador a perceber que a lei carece de mudanças.
A integração da lei não se confunde com as fontes formais, nem com os processos de
interpretação do ireito. 5s elementos de integração não constituem fontes formais porque não
formulam diretamente a norma %urídica, apenas orientam o aplicador para locali"á'las.
O POSTU'ADO DA P'ENITUDE DA ORDEM /URSDI8A?
-onquanto e0istam diverg/ncias doutrinárias relativas 1s lacunas da lei, na prática prevalece o
postulado da plenitude da ordem jurídica, que consiste no pressuposto de que o ireito .ositivo
é capa" de prover a sociedade de todas as respostas e soluç,es para seus problemas.
Isso importa di"er que, por mais que pareça inusitada ou inédita determinada questão, deverá ser
%ulgada pelo ireito vigente, ou se%a, vale a má0ima universal de que os magistrados não podem
se escusar de %ulgar, sob a alegação de que não e0iste dispositivo legal inerente.
5 art. 4C< do -.- disp,e sobre a matéria?
#Art. 4C<. 5 %ui" não se e0ime de sentenciar ou despac!ar alegando lacuna
ou obscuridade da lei...$.
7a mesma esteira passeia o art. FR da Gei de Introdução ao -+digo -ivil.
#Art. FR. >uando a lei for omissa, o %ui" decidirá o caso de acordo com a
analogia, os costumes e os princípios gerais de direito$.
A ANA'O:IA?
A Analogia é um recurso técnico que consiste em se aplicar, a uma !ip+tese não'prevista pelo
legislador, a solução por ele apresentada para um outro caso fundamentalmente semel!ante 1 não'
prevista.
KF
)egundo .aulo 7ader, #a analogia não é fonte formal, por que não cria normas %urídicas,
apenas condu" o intérprete ao seu encontro$.
A analogia legal decorre das lacunas da lei e cabe e0atamente no instante que o %ulgador se
depara com um caso onde a ordem %urídica não oferece regra específica para aquela matéria a ser %ulgada.
A Analogia é um procedimento quase l+gico, que envolve duas fases? a constatação empírica,
por comparação, de que !á uma semel!ança entre fatos'tipos diferentes e um %uí"o de valor que mostra a
relev6ncia das semel!anças sobre as diferenças, tendo em vista uma decisão %urídica procurada.
KK
.or ve"es, a lacuna da lei surge do desencontro cronol+gico entre as mudanças sociais e a
criação de regras que deveriam acompan!ar'na. e todo modo, uma ve" constatada a lacuna da lei,
deverá ser devidamente preenc!ida, no primeiro momento, pelo procedimento anal+gico.
Mesmo constituindo uma operação l+gica, a analogia não fa" do %ulgador um mero aplicador
de normas, muito pelo contrário, e0ige profunda percepção aliada a sentimento ético de sua parte, %á que
deverá buscar fundamento filos+fico similar em outro dispositivo para aplica'lo no caso omisso. )omente
uma análise profunda e acurada do ponto de vista a0iol+gico levará 1 conclusão de que entre a lacuna e o
paradigma, e0iste real semel!ança e, sobretudo, identidade. -!ama'se paradigma a !ip+tese definida em
lei encontrada pelo %ulgador para ser utili"ada como analogia.
KF
.aulo 7ader = Introdução ao 3studo do ireito, 4;F = p. 4IIU4IM.
KK
Maria *elena ini" = -omp/ndio de Introdução 1 -i/ncia do ireito = -.H.C.4 = p. FFO.
HK
7ão devemos confundir, contudo, Analogia e Interpretação 30tensiva. 3nquanto a Analogia
vai buscar um paradigma em outro dispositivo legal para aplicá'lo em uma situação que a lei não previu, a
Interpretação 30tensiva consiste na !ip+tese em que o dispositivo e0iste, mas com insufici/ncia verbal.
7esse caso, a má redação da lei e0ige uma interpretação mais aprofundada para que o aplicador possa
alcançar a mens legis, visto que o legislador se e0pressou mal na sua confecção.
OS 8OSTUMES?
K<
5 -ostume é outra fonte supletiva, independentemente, de ser ele decorrente da prática dos
interessados, dos tribunais e dos %urisconsultos. 5 art. FR da Gei de introdução ao -+digo -ivil situa'o
logo ap+s a Analogia, visto que o magistrado somente poderá dele se valer, quando esgotadas as
possibilidades legais.
Assim, na !ip+tese da lei não prever solução para o caso concreto, deve o %ui", portanto, buscar
dispositivo similar para aplicá'lo. 3m caso de ine0ist/ncia, deverá se valer dos costumes para dar solução
ao caso.
PRIN8SPIOS :ERAIS DE DIREITO?
KO

-omo bem ensina .aulo 7ader #5 postulado da plenitude da ordem %urídica, pelo qual o
ireito .ositivo não apresenta lacunas, sendo pleno de modelos para reger os fatos sociais e solucionar os
litígios, torna'se possível no plano prático em face dos princípios gerais de ireito$.
-omo a maioria dos c+digos estrangeiros, o ireito Brasileiro dispLs os princípios gerais de
ireito como o derradeiro porto seguro a que o %ulgador deverá se agarrar para decidir sua #questio$.
Afinal, são esses princípios que garantem, em Dltima inst6ncia, o critério de %ulgamento e a conseqJente
aplicação do ireito.
iante do caso concreto, deve o %ulgador aplicar a lei. )e não !ouver dispositivo compatível,
!á de aplicar a analogia e buscar um paradigma que mel!or se encai0e. Ainda sem solução, deve buscá'la
nos costumes. 7a aus/ncia de lei, analogia ou costume compatível, ainda assim, o %ui" não pode dei0ar
de decidir. *á de buscar nos princípios gerais de ireito a solução para o caso.
.ara se c!egar a mens legis, o %ulgador se valerá do método indutivo. Assim, bebendo da fonte
de -arlos Ma0imiliano, quando se busca descobrir o princípio adotado pelo legislador, o pesquisador
deve obedecer a seguinte ordem?
aA no instituto que aborda a matériaP
bA em vários institutos afinsP
cA no ramo %urídico como um todoP
dA no ireito .Dblico ou .rivado @de acordo com a matériaAP
eA em todo o ireito .ositivoP
fA no ireito em sua plenitude.
3ntende o ilustre %urista que partindo do específico para o geral, maior será a c!ance de
alcançar o paradigma necessário.
EBTIDADE?
KI
K<
Maria *elena ini" = -omp/ndio de Introdução 1 -i/ncia do ireito = -.H.C.C = p. FKKUFK<.
KO
.aulo 7ader = Introdução ao 3studo do ireito, -ap VV = p. 4MHU4MI.
KI
Maria *elena ini" = -omp/ndio de Introdução 1 -i/ncia do ireito = -.H.C.F = p. F<HUF<I.
.aulo 7ader = Introdução ao 3studo do ireito, <; = p. 4;MU444.
H<
+A e,-idade. mas do ,e m i%strme%to t/c%ico. / m verdadeiro
se%time%to*0
)egundo Arist+teles 3quidade é #uma correção da lei quando ela é deficiente em ra"ão da sua
universalidade$. Algumas normas se a%ustam perfeitamente ao caso concreto, outras não. Algumas, caso
aplicadas friamente, tornam'se por demais rigorosas ante o caso concreto. )aí surge a finalidade da
eqJidade, que consiste em adaptar a norma %urídica ao caso concreto. -omo ensina .aulo 7ader
#3quidade é a %ustiça do caso particular$. 5u como prefere Icílio :anni #não é mais do que um modo
particular de aplicar a norma %urídica aos casos concretosP um critério de aplicação, pelo qual se leva em
conta o que !á de particular em cada relação.$
:/'se que o conceito de 3qJidade é bastante antigo. Mesmo na Idade Média, a despeito da
preval/ncia do direito canLnico e da neglig/ncia com os valores e necessidades !umanas, o imperador
-arlos Magno, recon!ecido como guerreiro, mas esquecido como legislador %á defendia a idéia de
equidade entre seus sDditos, recon!ecendo as diferenças, sobretudo, entre as classes sociais.
.onto fundamental em relação 1 equidade é que o %ui" detém autori"ação legal %ulgar o caso
com plena liberdade. 5 art. 4CO do -.- disp,e?
UArt; 127; O 1u"5 -e."-"rJ ($r eQR"-a-e *$) .a)$) (re3")t$) e9 le";V
Agostin!o Alvim subdivide a equidade em legal e %udicial, ao passo que .aulo 7ader contesta
tal divisão. Importa citar o ensinamento do autor de que o pressuposto da eqJidade legal ou %udicial é a
fle0ibilidade da lei.
.ercebe'se, pois, que a eqJidade consagra'se como elemento de adaptação da norma ao caso
concreto. S a capacidade da norma em poder atenuar o seu rigor, adaptando'se ao caso concreto.
5 art. KR da Gei de introdução ao -+digo -ivil tra" a seguinte disposição?

UArt; 5O; Na a(l".a+,$ -a le"> $ 1u"5 ate*-erJ a$) &"*) )$."a") a Que ela )e
-"r"%e e 4) eA"%K*."a) -$ #e9 .$9u9;V;
Bal dispositivo permite corrigir a inadequação da norma ao caso concreto. -omo lembra Maria
*elena ini" #a eQR"-a-e )er"a u9a 3Jl3ula -e )e%ura*+a Que ($))"#"l"ta al"3"ar a te*),$ e a
a*t"*$9"aW e*tre a *$r9a e a real"-a-e> a re3$lta -$) &at$) .$*tra $) .X-"%$)$.
3vidente, pois, que a eqJidade é elemento de integração, %á que esgotados os recursos previsto
no art. FR da GI--, pode restituir 1 norma a fle0ibilidade necessária para que alcance sua finalidade
social, sem risco de se tornar mera letra fria e iníqua.
iante da imprecisão do te0to legal, ou mesmo da imprevisão de certa circunst6ncia fática que
importe na avaliação correta, na !ip+tese de preservação da dignidade da pessoa !umana e nos conflitos
de nature"a econLmica em que !ouver imperativo de %ustiça social, deve o %ui" valer'se da eqJidade.
ANTINOMIA6 S a presença de duas normas conflitantes, sem que se possa saber qual delas
deve ser aplicada ao caso singular. -onflito de normas ou de princípios, ou mesmo de normas e
princípios gerais do ireito em sua aplicação prática diante de um caso concreto.
8ON8'USÃO6 5 ireito %amais conseguirá criar normas a tempo de sanar todos os problemas
sociais, pois esses ocorrem antes que o legislador possa dar conta. Apenas com a sua repetição é que
HO
tais problemas se tornarão visíveis e o legislador poderá editar uma norma que l!e corresponda. aí
que em caso de lacuna, esse papel de preenc!er o ireito cabe ao 8ui".
Assim, diante de uma lacuna, mediante os procedimentos de integração do art. FR, da GI--, o %ui"
poderá dar uma decisão que atenda ao caso concreto.
a mesma forma, o art. KR, da GI--, permite ao %ui" %ulgar com equidade, ou se%a, aplicar a lei caso a
caso, compatibili"ando'os individualmente. 5 8ui" deve partir do caso para a norma, de forma a aferir
as suas peculiaridades e aí sim, aplicá'la.
.ara muitos autores, a equidade é a 8ustiça do caso concreto. Balve", se%a mais do que isso, quiçá um
verdadeiro sentimento de interpretação social e não apenas um mero instrumento %urídico.
AU'A 7

N$r9a /ur2-".a6 8$*.e"t$
E)trutura -a N$r9a /ur2-".a
Pr"*."(a") 8ara.ter2)t".a)6 a#)tra+,$> %e*eral"-a-e $u u*"3er)al"-a-e>
"9(erat"3"-a-e> Eeter$*$9"a> alter"-a-e> .$er."#"l"-a-e> #"lateral"-a-e7
atr"#ut"3a;

8$*.e"t$6
7a medida em que %á situamos o !omem como um ser gregário, que, via de regra, vive em
comunidade, obviamente, necessita criar regras de conduta visando a !armonia, a segurança e o bem
comum. A transformação da necessidade ou realidade social em relação %urídica gera a regra, a norma.
-omo ensina M. *elena ini" #A vida em sociedade e0ige o estabelecimento de normas
%urídicas que regulem os atos de seus componentes$P #As normas de direito visam delimitar a atividade
!umana, preestabelecendo o campo dentro do qual pode agir.$
KM
A norma %urídica é a #coluna vertebral$ do corpo social. As normas ou regras %urídicas estão
para o ireito de um povo, assim como as células para um organismo vivo.
Importante diferenciar norma %urídica e lei, %á que a lei é apenas uma de suas e0press,es. Ema
é g/nero, a outra, espécie. Banto podem se manifestar através do costume, quanto pela %urisprud/ncia
@como ocorre nos países que adotam a common la0A.
S o preceito de ireito. 7ela está contida a regra a ser obedecida, a forma a ser seguida, ou o
preceito a ser respeitado.
.or fim, a definição de .aulo de ourado Nusmão onde a norma %urídica #S a proposição
normativa inserida em uma f+rmula %urídica @lei, regulamento, tratado internacional etcA, garantida pelo
poder pDblico @direito internoA ou pelas organi"aç,es internacionais @direito internacionalA. .roposição
que pode disciplinar aç,es ou atos @regras de condutaA, como pode prescrever tipos de organi"aç,es,
impostos, de forma coercitiva, provida de sanção. Bem por ob%etivo principal a ordem, a pa" social e
internacional$.
<;
KM
Maria *elena ini" = -omp/ndio de Introdução 1 -i/ncia do ireito, HUA = HCOUHHO
<;
.aulo de ourado Nusmão = Introdução ao 3studo do ireito, FI = p. OM
HI

E)trutura -a N$r9a /ur2-".a
A visão moderna da estrutura das normas %urídicas, baseia'se no antigo conceito Qantiano
sobre os imperativos. .ara ele, a norma %urídica é %uí"o !ipotético e distingue'se do imperativo categ+rico,
que imp,e dever sem qualquer condição @norma moralA. 7o imperativo !ipotético a conduta imposta é
meio para se atingir uma finalidade.
Qelsen adotou o pensamento de Qant afirmando que a norma %urídica é %uí"o !ipotético por
depender a sua conseqJ/ncia @pena, rep. de dano, etc.A da ocorr/ncia de uma condição, que, se ocorrer,
deve ser aplicada uma sanção. )ua definição da estrutura da norma %urídica é a seguinte? #em
determinadas circunst6ncias, determinado su%eito deve observar determinada condutaP se não a observar,
outro su%eito, +rgão do 3stado, deve aplicar ao infrator uma sanção$.
<4
3m resumo, ap+s apontar a origem !ist+rica, .. Nusmão partindo de premissa Xelseniana
finali"a definindo a estrutura da norma %urídica com o binLmio preceito'sanção, ou se%a, toda norma
%urídica contém seu ob%eto principal @preceitoA, seguido da previsão de uma punição @sançãoA estabelecida
para o caso de descumprimento do preceito nela estabelecido.
Em entendimento simplista da visão Xelseniana aponta para a estrutura da norma, dividindo'a
em norma primária e secundária, onde a primeira é o preceito em si e a segunda é a sanção estabelecida
para o caso de o indivíduo desrespeitar o que foi prescrito.
Pr"*."(a") 8ara.ter2)t".a)6
5 ireito, como %á vimos, possui características peculiares que o distinguem, por e0emplo, da
moral, da religião e das normas de trato social. Bais características, via de regra, são definidas da
mesma forma, embora não !a%a nen!um traço de unanimidade entre os %uristas.
-omo bem lembra 8.M. Geoni Gopes de 5liveira
<C
#7ão !á uniformidade entre os autores, ao
apresentarem a estrutura das normas %urídicas?
!rutau6 !eteronomia, bilateralidade, coercitividade e generalidade.
R".ar-$ A*%el Ya%ue56 necessidade, proced/ncia estatal, coercibilidade, generalidade, abstração e
bilateralidadeP
A&$*)$ -e 8$))"$? Imperatividade, coercibilidade, generalidadeP
A).e*+,$6 generalidade, abstração, bilateralidade e alteridade.
:al3,$ Telle)6 generalidade, bilateralidade, Imperatividade e coercibilidade.
/;M; 'e$*" '$(e) -e Ol"3e"ra? generalidade, bilateralidade, Imperatividade e coercibilidade.
Paul$ D$ura-$ -e :u)9,$? generalidade, bilateralidade, Imperatividade e coercibilidade.
A#)tra+,$
<4
.aulo de ourado Nusmão = Introdução ao 3studo do ireito, FI = p. OM @nota 4A
<C
8.M.Geoni de 5liveira = Introdução ao ireito = p. C;H , @H.C A
HM
Abstratividade. :isando a atingir o maior nDmero de situaç,es, a norma %urídica é abstrata, de
modo a agir de modo amplo, dentro de um denominador comum. -omo bem ensina .aulo 7ader, se o
legislador pretendesse alcançar todas as situaç,es possíveis, não lograria /0ito, %á que a vida real é
efetivamente mais ampla que a imaginação !umana criando fatos inéditos a todo momento, e, de todo
modo, os c+digos e as leis !averiam de ser muito mais e0tensos, sem garantia de que abrangeriam todas
as situaç,es possíveis.
A conseqJ/ncia da abstração é a fle0ibilidade da norma. 3sse caráter abstrato somado 1
fle0ibilidade permite que o aplicador da lei se val!a da interpretação, sem a necessidade de alterar a
norma a cada situação inédita.
Alguns autores não diferenciam abstração de generalidade, o que se constitui em grave perigo,
pois enquanto a primeira visa impedir o casuísmo, fa"endo com que a lei se%a fle0ível, a segunda carrega
a intenção de ser universal, ou se%a, de efeito #erga omnes$.
:e*eral"-a-e $u u*"3er)al"-a-e

A norma %urídica não nasce para regular coisas individuais, mas sim, abrange a todos de modo
geral.
5 princípio da generalidade revela que a norma %urídica é um preceito de ordem geral, que
obriga a todos que se ac!am em igual situação %urídica. a generalidade da norma %urídica dedu"imos o
princípio da isonomia da lei, segundo o qual, todos s&o iguais perante a lei.
<H
etém, portanto, a idéia de universalidade na qual todos os iguais devem ser tratados de forma
igualitária perante a lei. Atinge a todos.

I9(erat"3"-a-e
A e0pressão do direito se fa" através de normas que assumem a forma de imperativas. 5 direito
não solicita, não sugere nem aconsel!aP ordena. A norma %urídica é bilateral, pois em seu mecanismo,
alguém disp,e, os demais obedecem.
5 su%eito não opina nem aquiesce. A relação entre norma e conduta é de subordinação, não de
causalidade. A imperatividade da norma e0pressa'se sobre o comportamento !umano sem a preocupação
de ser aceitaP é lei.
A norma %urídica é imperativa não s+ quando comanda, imp,e ou proíbe uma conduta, como,
também, imp,e ou estabelece forma de organi"ação de ente %urídico, situação %urídica, etc.

Geter$*$9"a
)ubmissão 1 vontade de terceiros. >uando se di" que o ireito e !eterLnomo, é porque o
cidadão está submetido 1 vontade do legislador, sob pena de se su%eitar ao poder de coerção da lei.
.assa, portanto, a idéia de su%eição, submissão. .artindo da premissa de que a lei é universal,
coercitiva e impositiva, ela submete o cidadão 1 sua vontade.
Alter"-a-e

.luralidade de pessoas. A %ustiça consiste fundamentalmente na disposição permanente de
respeitar a pessoa do pr+0imo. .or isso, para que ela se reali"e é necessário a e0ist/ncia de uma
pluralidade de pessoas ou pelo menos uma outra pessoa @alteritasA. 7inguém pode ser %usto ou in%usto
consigo mesmo.
3ssa pluralidade é que distingue a %ustiça das outras virtudes morais, caracteri"ando'a como
uma virtude social. As demais podem ser e0ercidas pelo !omem, individualmente. A %ustiça é uma
<H
.aulo 7ader = Introdução ao 3studo do ireito, FF = p. IK
F;
virtude moral e como tal não pode ser e0ercida pelos animais, pois sua reali"ação sup,e con!ecimento de
princípios e liberdade de decisão. Gogo, não e0istem relaç,es de %ustiça entre o !omem e os animais.
8$er."#"l"-a-e
A coerção, segundo define Miguel 9eale, é a ($))"#"l"-a-e l+gica de interfer/ncia da força, no
cumprimento de uma regra de direito.
)egundo Bércio )ampaio (erra" 8Dnior Za coercibilidade seria uma característica que di"
respeito a suscetibilidade de aplicação da coação$.
A coerção e0erce uma (re)),$ ()".$lX%".a no sentido de nos obrigar a cumprir a lei. Assim,
ocorre ve" que o poder estatal deve engendrar nos destinatários da norma o 9e-$ -e )$&rer )$#re )" uma
sanção
>ualidade da norma de e0ercer coerção. Ação de reprimir, de refrear. S usada para indicar a
punição imposta aos delinqJentes, como um atributo da %ustiça. S a força que emana da soberania do
3stado e é capa" de impor o respeito 1 norma legal. .ara Qelsen Zo equilíbrio é mantido pelo 3stado que
tem o poder coercitivo, poder que força o !omem a obedecer 1 norma$.

!"lateral"-a-e7atr"#ut"3a

A norma %urídica, através de suas disposiç,es, sempre vincula duas partes, dando a uma, direitos
e a outra, obrigaç,es. 30emplo? 5 empregado tem o dever de trabal!ar, em contrapartida, este
tem o direito de receber o salário do empregador.
8ON8'USÃO6 A norma %urídica, de forma genérica, a fim de que cumpra as suas funç,es, deve
conter uma parte destinada 1quilo que cabe ao seu destinatário fa"er ou dei0ar de fa"er @parte primária
' preceitoAP e outra parte que estabeleça puniç,es para eventuais casos de descumprimento @parte
secundária = sançãoA.
Ainda que os autores naturalmente discordem sobre as principais características, nen!um deles dei0a
de citar a coercibilidade como fundamental. 7em poderia ser diferente, pois como costuma di"er este
autor, enquanto a 8ustiça é o coração do ireito, a coecibilidade é o pulmão.
5 que fa" o cidadão respeitar o ireito não é a consci/ncia de que ele busca o bem estar geral, a
8ustiça. )omente o temor é que fa" o cidadão respeitar as normas, com medo de sofrer uma punição ao
não fa"/'lo.
F4
AU'A 7 F PARTE II

N$r9a /ur2-".a6 8$*t"*ua+,$
O) -"3er)$) .r"tCr"$) -e .la))"&".a+,$ -a) *$r9a) 1ur2-".a)6 8r"tCr"$ -a
-e)t"*a+,$? .r"tCr"$ -a eA")tK*."a> .r"tCr"$ -a eAte*),$ terr"t$r"al> .r"tCr"$ -$
.$*te@-$> .r"tCr"$ -a "9(erat"3"-a-e> .r"tCr"$ -a )a*+,$;

8$*.e"t$

-omo %á pudemos depreender, A sanção é então, o elemento que distingue a norma %urídica das
outras normas, morais e costumeiras.
8la))"&".a+,$ -a) *$r9a) 1ur2-".a)6
<F
4. >uanto ao sistema a que pertencemP
<K
C. >uanto 1 fonteP
<<
H. >uanto aos diversos 6mbitos de valide"P
<O
F. >uanto 1 !ierarquiaP
<I
K. >uanto 1 sanção @.r"tCr"$ -a )a*+,$AP
<M
<. >uanto 1 qualidadeP
O;
O. >uanto 1s relaç,es de complementaçãoP
O4
I. >uanto 1s relaç,es com a vontade das partes.
OC
9. >uanto 1 forma.
OH
<F
I7Ib, Maria *elena= omp.ndio de "ntrodu%&o 6 i.ncia do *ireito = 3, p. HIHU 7A39, .aulo =
Introdução ao 3studo do ireito, FK = p. IOUM;.
<K
.aulo 7ader = Introdução ao 3studo do ireito, FK = p. IO
<<
idem, FK = p. IOUII
<O
ibidem, FK = p. II
<I
Maria *elena ini" = -omp/ndio de Introdução 1 -i/ncia do ireito = 3, p. HIC.U .aulo 7ader =
Introdução ao 3studo do ireito, FK = p. II.
<M
Maria *elena ini" = -omp/ndio de Introdução 1 -i/ncia do ireito = 3, p. HOO'HOI.U .aulo 7ader =
Introdução ao 3studo do ireito, FK = p. IM.U .aulo . de Nusmão ' Introdução ao 3studo do ireito, KF =
p. I<UIO.
O;
.aulo 7ader = Introdução ao 3studo do ireito, FK = p. IM.
O4
.aulo 7ader = Introdução ao 3studo do ireito, FK = p. IM
OC
.aulo 7ader = Introdução ao 3studo do ireito, FK = p. IM
OH
.aulo 7ader = Introdução ao 3studo do ireito, FK = p. IMUM;.
FC
1;1; Bua*t$ a$ )")te9a a Que (erte*.e9? e acordo com o presente critério, as regras %urídicas
podem ser?
1;1;1; Na."$*a") = As que, obrigat+rias no 6mbito de um 3stado, fa"em parte do 5rdenamento
%urídico deste.
1;1;2; E)tra*%e"ra) = Ber'se'á norma %urídica estrangeira, quando determinado país aplicar norma
%urídica pr+pria de outro 3stado. 5corre nas relaç,es de direito internacional privado
OF
, em
que determinadas normas possuem aplicação além do territ+rio que a gerou.
1;1;3; U*"&$r9e) = >uando dois ou mais 3stados, mediante tratado, resolvem pela adoção de uma
legislação padrão sobre determinado assunto.
2;2; Bua*t$ 4 &$*te? e acordo com sistema %urídico, as normas podem ser legislativas,
consuetudinárias e %urisprudenciais.
2;2;1; 'e%")lat"3a)6 Bípicas do civil la0, as normas %urídicas escritas, corporificadas nas leis, medidas
provis+rias, decretos, dentre outras, são denominadas legislativas.
2;2;2; 8$*)uetu-"*Jr"a)6 )ão as normas não'escritas, elaboradas espontaneamente pela sociedade.
.ara uma prática se caracteri"e costumeira, necessita ser reiterada, constante e uniforme, além de
ac!ar'se enrai"ada na consci/ncia popular como regra obrigat+ria. 9eunindo tais elementos, a
prática é costume com valor %urídico.
2;2;3; /ur")(ru-e*."a")? As normas %urisprudenciais são aquelas criadas pelos tribunais. -omo %á foi
visto, no civil la0 a %urisprud/ncia é mera fonte de consulta, enquanto que nos países que adotam
o common la0, os precedentes %udiciais t/m força normativa.
3;1; Bua*t$ a$) -"3er)$) Z9#"t$) -e 3al"-e56
H.4.4. [9#"t$ e)(a."al -e 3al"-e5? Gocais e Nerais
H.4.4.4. :era")6 )ão as normas que se aplciam a todo o territ+rio nacional. )erão sempre federais,
ou mais especificamente, leis federais de 6mbito nacional.
H.4.4.C. '$.a")6 As normas locais são aquelas que se destinam apenas 1 parte do territ+rio do
3stado. .oderão ser federais, estaduais ou municipais.
H.C. [9#"t$ Te9($ral -e Mal"-e56 de vig/ncia por pra"o indeterminado e de vig/ncia por pra"o
determinado
H.C.4. De 3"%K*."a ($r (ra5$ "*-eter9"*a-$? >uando a norma %urídica não define o pra"o de
vig/ncia.
OF
.aulo . de Nusmão ' Introdução ao 3studo do ireito, 44C = p. 4IF.
FH
H.C.C. De 3"%K*."a ($r (ra5$ -eter9"*a-$? >uando a norma %urídica prev/ pra"o de duração. -aso
pouco freqJente, porém, não é tão raro. 30? A -.M( inicialmente fora criada para vigorar
somente por pra"o determinado.
H.H. [9#"t$ 9ater"al6 7ormas de direito pDblico e privado;
H.H.4. N$r9a) -e D"re"t$ P@#l".$6 )ão aquelas em o 3stado age com poder de #imperium$. 7esse
caso, a relação %urídica é de subordinação.
H.H.C. N$r9a) -e D"re"t$ Pr"3a-$6 7esse caso, a relação %urídica é de coordenação. 5 3stado pode
participar, porém, não estará revestido da condição imperativa.
H.F. [9#"t$ (e))$al -e 3al"-e56 .odem ser genéricas ou individuali"adas.
H.F.4. :e*Cr".a)6 Assim como a generalidade é característica do direito, também o é das normas
%urídicas. Isso quer di"er que as normas se aplicam a todos os que se encontram na mesma
situação %urídica.
H.F.C. I*-"3"-ual"5a-a)6 estinam'se a atender a um ou vários membros de uma mesma classe.
F.4 Bua*t$ 4 E"erarQu"a6 7o que tange 1 !ierarquia, dividem'se em constitucionais,
complementares, ordinárias, regulamentares e individuali"adas. As normas possuem entre si uma
certa ordem de subordinação, ou se%a, !ierarquia.
F.4.4 8$*)t"tu."$*a")6 )ão as normas essenciais que se encontram no primeiro plano. )ão as normas
originais da -onstituição @.oder 5riginárioA e as 3mendas -onstitucionais @.oder erivadoA.
-ondicionam todas as normas e possuem o poder de revoga'las. 7ão e0iste direito adquirido que
suplante uma norma constitucional.
F.4.C 8$9(le9e*tare)6 )ituadas entre as normas constitucionais e as ordinárias, destinam'se a
regulamentar direitos previstos na -onstituição, mas que possuem eficácia contida.
F.4.H Or-"*Jr"a)6 Gogo abai0o das normas complementares, v/m as normas ordinárias, via de regra,
materiali"adas nas leis ordinárias, medidas provis+rias, leis delegadas, ecretos Gegislativos e
9esoluç,es.
F.4.F Re%ula9e*tare)6 Neralmente destinam'se a regulamentar as leis ordinárias, via de regra,
materiali"adas no ecreto.
F.4.K I*-"3"-ual"5a-a)6 -omo ensina .aulo 7ader, sua conceituação formulada por MerXel, abrange a
grande variedade de atos %urídicos, tais como? )entenças, testamentos, contratos. :ale di"er que
s+ tem validade pois decorrem de pré'e0ist/ncia legal.
5;1; Bua*t$ 4 )a*+,$ =.r"tCr"$ -a )a*+,$I6 ividem'se em normas perfeitas @leges perfectaeA, mais que
perfeitas @leges plus quam perfectaeA, menos que perfeitas @leges minus quam perfectaeA e imperfeitas
@leges imperfectaeA.
5;1;1; Per&e"ta)6 Bem'se como norma perfeita aquela que, do ponto de vista da sanção, prev/ a
nulidade do ato como punição, em caso de violação.
5;1;2; Ma") Que (er&e"ta)6 Além da nulidade do ato, prev/ uma pena, em caso de violação.
5;1;3; Me*$) Que (er&e"ta)6 S a norma que prev/ apenas a penalidade, quando descumprida, porém,
não prev/ a nulidade do ato.
5;1;4; I9(er&e"ta)6 )ão imperfeitas sob o aspecto da sanção, as normas que nem acarretam em
punição, nem consideram o ato nulo ou anulável. -aso típico das leis estruturais, como por e0emplo as
leis que simplesmente criam a estrutura de um +rgão administrativo.
6;1; Bua*t$ 4 Qual"-a-e6 )ob os aspecto da qualidade, podem ser positivas @permissivasA ou negativas
@proibitivasA.
6;1;1; ($)"t"3a)6 .ositivas ou permissivas são as normas que e0pressamente permitem ação ou
omissão.
FF
6;1;2; *e%at"3a)6 7egativas ou proibitivas, são as normas que proíbem e0pressamente ação ou
omissão.
7;1; Bua*t$ 4) Rela+<e) -e 8$9(le9e*ta+,$6 )ob o ponto de vista das relaç,es de complementação,
podem ser primárias e secundárias. enominam'se normas &rim1rias aquelas que cu%o sentido é
complementado por outras, denominadas sec%d1rias.
8;1; Bua*t$ 4 3$*ta-e -a) (arte) =$u Se%u*-$ a "*te*)"-a-e -e atua+,$ -e $#r"%at$r"e-a-eI ' se a
norma vai ser obrigat+ria pelo seu pr+prio te0to ou não.
8;1;1; 8$%e*te)6 Bambém denominadas ta0ativas, coercitivas ou impositivas, são aquelas que
estabelecem limites 1 liberdade. 30.? normas penais.
)ão denominadas ta0ativas ou cogentes, por resguardarem interesses afeitos a toda coletividade e, em
ra"ão disso, obrigam ao seu cumprimento, independentemente da vontade das partes.
8;1;2; D")($)"t"3a) $u )u(let"3a)6 )ão aquelas alteráveis pelas partes, de acordo com a vontade. 30?
contratos ' desde que se%am lícitos, e que as partes se%am capa"es, ou se%a, que atendam aos requisitos
previstos em lei.
9;1; Bua*t$ 4 &$r9a6 7o que tange 1 forma, as normas %urídicas podem ser?
9;1;1; R2%"-a)6 As normas são denominadas rígidas, quando independem do arbítrio %udicial, ou se%a, não
admitem a !ip+tese da aplicação da eqJidade. 30? 7orma %urídica que determine a aposentadoria
compuls+ria de servidor pDblico. 7ão !á margem para interpretação, pois, completando a idade limite,
será o servidor aposentado automati'camente, devendo abstrair'se de retornar ao trabal!o.
9;1;2; 0leA23e")6 aquelas que conferem ao %ulgador a solução do litígio pelo seu arbítrio. )empre que a
norma admitir a aplicação da eqJidade, tratar'se'á de norma fle0ível.
8ON8'USÃO6 As classificaç,es são sempre um estorvo na vida do estudante, %á que e0igem o
famoso #decoreba$ antes mesmo do aprendi"ado. .ior, cada autor usa sua pr+pria classificação de
modo a se diferenciar, de modo que, por ve"es, tempos diversas nomenclaturas para as mesmas
classificaç,es.
7ão !á muito o que fa"er para o aluno, salvo tentar fa"er com que compreenda as classificaç,es, a
despeito de como se c!amem, salvo no caso @do critérioA da sanção, onde quase todos os autores
convergem.
AU'A 8

FK
9A le% F a 4or!a !oderna de produ7ão do
D%re%'o Pos%'%1o. Q a'o do Poder Le/%sla'%1o, 5ue
es'a&ele(e nor!as de a(ordo (o! os
%n'eresses so(%a%s. Não (ons'%'u%, (o!o ou'rora,
a eCpressão de u!a 1on'ade %nd%1%dual RLSQ'a'
(Ses' !o%N, po%s 'raduK as asp%ra7Tes (ole'%1as:.
Paulo Nader

A 'e" e $ Or-e*a9e*t$ /ur2-".$; O Pr$.e))$ -e ela#$ra+,$ le%")lat"3a; A
E"erarQu"a e a .$*)t"tu."$*al"-a-e -a) le"); EA")tK*."a> 3al"-a-e> e&".J."a e e&et"3"-a-e
-a le"; 'e%"t"9"-a-e -a N$r9a /ur2-".a;

A 'e" e $ Or-e*a9e*t$ /ur2-".$
5 5rdenamento 8urídico, também denominado )istema 8urídico consiste na unificação l+gica
das normas e princípios %urídicos vigentes em um .aís. -ada .aís tem seu sistema %urídico. )e o
5rdenamento 8urídico consiste em unidade l+gica do ireito, resta impossibilitada a !ip+tese de
!aver mais de um ordenamento %urídico dentro de um mesmo .aís.
*á autores, contudo que apontam no modelo americano, onde os 3stados (ederados tem plena
autonomia constitucional, a e0ist/ncia de vários ordenamentos %urídicos.
O Pr$.e))$ -e ela#$ra+,$ le%")lat"3a;
-omo %á pudemos estudar, o processo legislativo é que prev/ critérios adotados para a formação
da lei.
OK
aA Iniciativa
bA iscussão
cA :otação
dA 9evisão @na esfera federalA
eA )anção ou veto
fA .romulgação
fA .ublicação em +rgão oficial
5 art. KM da -( prev/ os instrumentos legislativos aplicáveis em nosso ordenamento %urídico.
O<
Art* 23* O &rocesso !e4is!ativo com&ree%de a e!a#ora()o de:
I 5 eme%das 6 Co%stiti()o"
II 5 !eis com&!eme%tares"
III 5 !eis ordi%1rias"
IV 5 !eis de!e4adas"
V 5 medidas &rovis7rias"
VI 5 decretos !e4is!ativos"
VII 5 reso!(ões*
Par14ra'o 8%ico* Lei com&!eme%tar dis&or1 so#re a e!a#ora()o. reda()o. a!tera()o e
co%so!ida()o das !eis*
A aus/ncia do controle de constitucionalidade preventivo tem como conseqJ/ncia, o inc!aço no
%udiciário. .aralelo entre a )uprema -orte da Aleman!a e do Brasil demonstra que enquanto a
OK
:er aula ;F.
O<
Aons'%'u%7ão Federal 3 Ar'. @9.
F<
primeira %ulga cerca de C;; aç,es de inconstitucionalidadeUano, a nossa %ulga mil!ares de aç,es
anualmente.
A E"erarQu"a e a .$*)t"tu."$*al"-a-e -a) le");
P"rZ9"-e -a) *$r9a) )e%u*-$ Ga*) Hel)e*

7orma (undamental
-onstituição (ederal e 3mendas -onstitucionais
Geis -omplementares
Geis 5rdinárias
M...
Geis delegadas.
ecretos Gegislativos
9esoluç,es
ecretos regulamentares
.ortaria, -ircular, etc.
N$r9a 0u*-a9e*tal? Bambém denominada 7orma *ipotética ou Nrande 7orma, trata'se de
um dos pontos mais obscuros da Beoria .ura de Qelsen. Incongruente com o seu radicalismo
positivista, na medida em que a 7orma (undamental é um elemento ine0istente, fictício que
legitima o ordenamento %urídico. .aulo . Nusmão interpreta a 7orma (undamental como
#!ip+tese necessária para se fundar uma teoria %urídica$.
OO
8$*)t"tu"+,$ 0e-eral? A Gei Maior. S a pedra angular de toda ordem %urídica estatal. ela
emana todo o ordenamento %urídico de uma nação. As normas constitucionais advindas do te0to original
@origináriasA e as 3mendas constitucionais @derivadasA condicionam todas as demais normas e0istentes.
Mais do isso, as 7ormas -onstitucionais (ederais prevalecem sobre todas as categorias de 7ormas
-omplementares ou 5rdinárias vigente no .aís.
A -onstituição @-arta Magna, Gei (undamentalA disp,e sobre a estrutura e organi"ação do
3stadoP e prescreve os ireitos (undamentais do cidadão a serem respeitados pelo .oder .Dblico.
OI
E9e*-a) 8$*)t"tu."$*a")? 30plicar .oder -onstituinte 5riginário e erivado e citar a
e0ist/ncia de -ontrole de -onstitucionalidade.
'e") 8$9(le9e*tare)? )ituadas entre as normas constitucionais e as ordinárias, destinam'se a
regulamentar direitos previstos na -onstituição, mas que possuem eficácia contida.
'e") Or-"*Jr"a)? )ituadas logo abai0o das Geis -omplementares, podem ser federais,
estaduais ou municipais, de acordo com a compet/ncia estabelecida pela -( para cada ente da (ederação.
)ão as leis comuns que regulam o dia a dia da sociedade, mas que, mesmo subordinadas 1 Gei Maior não
possuem ligação diretamente atrelada, como é o caso das Geis -omplementares. 30? Gei que e0ige e0ame
auditivo nas escolas pDblicas.
Me-"-a) Pr$3")Xr"a)? )ituadas !ierarquicamente no mesmo patamar das leis ordinárias, sem,
contudo, possuir o #status$ de lei, na medida em que se constituem em instrumento atípico, pois tem força
de lei, mas não passam pelo processo legislativo. )ão apenas ratificadas pelo -ongresso em pra"o de <;
dias, sob pena de perderem a validade. @art. <C, e HR, -(A.
OM
OO
Maria *elena ini" = -omp/ndio de Introdução 1 -i/ncia do ireito ' 4 (, pg. 4CM.
OI
.aulo ourado de Nusmão = Introdução ao 3studo do ireito, O; = p. 44;U44C.
OM
.aulo ourado de Nusmão = Introdução ao 3studo do ireito, OF = p. 44<.
FO

Art* 9:* Em caso de re!ev;%cia e r4<%cia. o Preside%te da Re&8#!ica
&oder1 adotar medidas &rovis7rias. com 'or(a de !ei. deve%do s#met<5!as
de imediato ao Co%4resso Nacio%a!* =Reda()o dada &e!a Eme%da
Co%stitcio%a! %> ?:. de :@@AB
'e") Dele%a-a)? 3ncontrando'se no mesmo patamar da lei ordinária, deriva de e0ceção. @art.
KM, I: da -(UIIA ' elaboradas pelo .residente da 9epDblica, com a devida autori"ação do -ongresso
7acional, ou por -omissão .ermanente do .oder Gegislativo, desde que respeitadas as limitaç,es
previamente impostas. Ap+s aprovada está su%eita a apreciação do -ongresso para verificar se o resultado
se encontra nos limites permitidos.
De.ret$) 'e%")lat"3$)? )ão normas de iniciativa e0clusiva do .oder Gegislativo e, a despeito
de produ"irem efeito e0terno ao .arlamento, não estão su%eitas 1 sanção do -!efe do .oder 30ecutivo.
30? -assação, licença e remuneração de .refeito, Novernador e .residente da 9epDblica. )ão matérias de
compet/ncia e0clusiva do .oder Gegislativo, sem qualquer possibilidade de intervenção legislativa do
30ecutivo.
I;
Re)$lu+<e)? )ão as c!amadas normas #interna corporis$. )ão de iniciativa e0clusiva do .ode
Gegislativo e destinam'se 1 regulação de matérias de interesse pr+prio dos parlamentos. Gogo, também
não se su%eitam 1 sanção do -!efe do 30ecutivo. 30? -riação e e0tinção de cargos da -6mara MunicipalP
Alteração do 9egimento Interno da -6mara dos eputados, etc.
I4
De.ret$) Re%ula9e*tare)? 7orma de !ierarquia secundária. estina'se a complementação da
lei, minudenciando particularidades com vistas a sua aplicação e operacionalidade. Instrumento restrito ao
.oder 30ecutivo. 7a medida em que se trata de um ato regulamentar, não pode geram novos direitos e
obrigaç,es, nem ampliar ou redu"ir os comandos legais que se prestam regulamentar.
IC
P$rtar"a> 8"r.ular> I*)tru+,$ M"*")ter"al> At$)> et..? )ão normas regulamentares #interna
corporis$ de !ierarquia restrita, destinadas a regulação de serviços internos dos +rgãos pDblicos.
IH
M"%K*."a
IF

A :ig/ncia significa a validade formal da lei. .ara que a norma produ"a efeitos %urídicos é
mister que cumpra todos os requisitos do processo legislativo. A aus/ncia de qualquer dos requisitos
formadores impede que a lei entre efetivamente em vigor.
Maria *. ini", com muita propriedade, amplia a gama de requisitos?
IK
3laboração por +rgão competenteP
)e o +rgão que produ"iu a lei possui compet/ncia para legislar sobre a matériaP
5bserv6ncia ao processo legislativo.
3fetuada a publicação a lei passa a e0istir. 7o entanto, o início de sua vig/ncia, ou se%a o
momento onde começa a produ"ir efeitos está condicionado a #vacatio legis$. 7o sistema brasileiro, a
regra geral se dá no sentido de que a lei entra em vigor quarenta e cinco dias de sua publicação, salvo
quando a norma em questão definir pra"o específico. 7a prática, tal pra"o é comumente suprimido ou
alterado.
I;
Mar%a elena D%n%K 3 Ao!pUnd%o de In'rodu7ão V A%Un(%a do D%re%'o 8 A, p/. "#I.
I4
%de!.
IC
Mar%a elena D%n%K 3 Ao!pUnd%o de In'rodu7ão V A%Un(%a do D%re%'o 8 A, p/. "##.
IH
Ide!.
IF
Paulo Nader 3 In'rodu7ão ao Es'udo do D%re%'o, 4? 3 p. 90.
IK
Mar%a elena D%n%K 3 Ao!pUnd%o de In'rodu7ão V A%Un(%a do D%re%'o 8 F, p/. 0#@.
FI
(altando disposição específica adota'se a #vacatio legis$. Bal princípio destina'se a dar tempo
de maturação 1 norma aprovada, de modo a aferir se 1 mesma cabem reparos. *avendo necessidade de
reparos, os pra"os para que alcancem vig/ncia se renovam.

E&et"3"-a-e
I<

A efetividade consiste no fato de a norma %urídica ser observada tanto pelos seus destinatários
quanto pelos aplicadores do ireito.
-abe, portanto, aos destinatários da lei cumprirem o seu ordenamento e, caso não o façam,
deve o governo obrigá'los a cumprir. 3spontaneamente ou obrigados, os cidadãos ao cumprirem a lei,
estarão dando efetividade. 5 mesmo ocorre quando o governo cumpre o seu papel estabelecido em lei.
7o di"er de .aulo 7ader, #as normas são feitas para serem cumpridas, pois desempen!am o
papel de meio para a consecução de fins que a sociedade colima$.
30? .lano -ru"ado. Beve efetividade pois foi cumprido tanto pela população quanto pelo
governo. -ontudo, não obteve eficácia, visto que não alcançou seus ob%etivos, quais fossem debelar a
inflação.
E&".J."a
IO
Aqui adentramos ponto controverso. 3nquanto a maioria dos autores tratam eficácia e
efetividade como sinLnimos, .aulo 7ader distingue'os, ainda que a diferença se faça de difícil
compreensão.
*á casos de normas legais, que, por contrariarem as tend/ncias e inclinaç,es dominantes no
seio da coletividade, s+ logram ser cumpridas de maneira compuls+ria, possuindo, desse modo, validade
formal, mas não eficácia espont6nea no seio da comunidade.
A eficácia se refere, pois, 1 aplicação ou e0ecução da norma %urídica, ou por outras palavras, é
a regra %urídica enquanto momento da conduta !umana. direito aut/ntico não é apenas declarado mas
recon!ecido, é vivido pela sociedade, como algo que se incorpora e se integra na sua maneira de
condu"ir'se. A regra de direito deve, por conseguinte, ser formalmente 3Jl"-a e )$."al9e*te e&".a5;
3nquanto a efetividade se atém ao mero cumprimento da lei, a eficácia vai mais longe pois
ocorre quando o ob%eto da lei foi efetivamente cumprido.

'e%"t"9"-a-e
Gegitimidade é um valor intrinsecamente unido ao conceito de fundamento. Boda regra
%urídica, além de eficácia e validade, deve ter um fundamento.
(E7AM37B5? é o valor ou fim ob%etivado pela regra de direito. S a ra"ão de ser da norma.
Impossível é conceber'se uma regra %urídica desvinculada da finalidade que legitima sua vig/ncia e
eficácia.
.aulo 7ader aponta que o ponto de refer/ncia no conceito de legitimidade está atrelado 1 fonte,
ou se%a, se a norma foi emanada por ente que possui legitimidade para tal, em ra"ão de sua compet/ncia.
3ssa +tica restrita, inibe um conceito mais amplo, %á que a legitimidade deve se ater a um aspecto mais
sub%etivo e profundo atinente ao fundamento e 1 motivação.
I<
Paulo Dourado de <us!ão 3 In'rodu7ão ao Es'udo do D%re%'o, 09 3 p. ?"H?0H Paulo Nader 3
In'rodu7ão ao Es'udo do D%re%'o, 4? 3 p. 91.
IO
I&%d, 09 3 p. ?"H?0.H Paulo Nader 3 In'rodu7ão ao Es'udo do D%re%'o, 4? 3 p. 91.
FM
7a verdade, praticamente, confunde o conceito de legitimidade com legalidade, na forma
esplanada por Maria *elena ini". A legalidade é o cumprimento dos requisitos legais, ao passo que a
legitimidade é sub%etiva e está atrelada 1 motivação da norma e aos fins a que se destina.
8ON8'USÃO6 Ema norma %urídica somente pode ser denominada G3I, se passar pelo c!amado
processo legislativo. >ualquer fal!a em seu processo constitutivo leva 1 sua ilegalidade.
A legalidade, portanto, é um conceito formalP di" respeito ao cumprimento dos requisitos legais para a
formação da G3I.
A legitimidade carrega significado bem mais profundo, %á que está atrelada 1 necessidade social da
G3I. .ode a lei cumprir todos os requisitos legais e ser uma norma legal, porém ilegítima. Mesmo não
!avendo nen!um problema em seu processo genético, pode não atender a nen!um fim social, ou pior,
atender a fins espDrios ou lesivos 1 sociedade. 7esse caso, aidna que se%a legal é ilegítima.
AU'A 8 F PARTE II

A 'e" e $ Or-e*a9e*t$ /ur2-".$ =.$*t"*ua+,$I; I*2."$ -a 3"%K*."a -a le"; A Ma.Z*."a
-a le"6 .$*.e"t$ e .\9(ut$; Pr"*.2("$ -a O#r"%at$r"e-a-e -a) le"); A .e))a+,$ -a
$#r"%at$r"e-a-e -a) le")6 a#7r$%a+,$ e -err$%a+,$? re3$%a+,$ eA(re))a e tJ."ta; A Que)t,$
-a re(r")t"*a+,$; A 3"),$ )")te9Jt".a -$ D"re"t$6 U*"-a-e> .$erK*."a e .$9(letu-e;


I*2."$ -a 3"%K*."a -a le"

-onforme visto na aula anterior, efetuada a publicação a lei passa a e0istir. 7o entanto, o início
de sua vig/ncia, ou se%a o momento onde começa a produ"ir efeitos está condicionado a #vacatio legis$.
7o sistema brasileiro, a regra geral se dá no sentido de que a lei entra em vigor quarenta e cinco dias de
sua publicação, salvo quando a norma em questão definir pra"o específico. 7a prática, tal pra"o é
comumente suprimido ou alterado. @art 4
R
, da GI--A
(altando disposição específica adota'se a #vacatio legis$. Bal princípio destina'se a dar
tempo de maturação 1 norma aprovada, de modo a aferir se 1 mesma cabem reparos. *avendo
necessidade de reparos, os pra"os para que alcancem vig/ncia se renovam. @art 4
R
, e 4R da GI--A
II
A vac6ncia da lei UVacatio !e4is0 é, portanto, o interregno de tempo entre a publicação da lei e
o dia em que ela entra em vig/ncia.
S preciso, portanto, analisar a #questio$ sob o prisma do Pr"*.2("$ -a 8$*t"*u"-a-e -a) 'e"),
que consiste no fato de que a continuidade é a persist/ncia e a perman/ncia da lei até o surgimento de
outra que a modifique ou a revogue, não se destinando 1 vig/ncia temporária @art. C° da GI--A.
.or sua ve", a perda da vig/ncia se dá nos seguintes casos?
aA revogação por intermédio de outra leiP
bA decurso de pra"o @decurso de tempoAP
cA desuso.T
IM
T Bese controvertida, na medida em que muitos autores entendem que em nome da
)egurança 8urídica e em decorr/ncia da organi"ação %urídica do 3stado a lei não pode
acabar pelo desuso, %á que a força coativa da norma não depende da vontade ou do
arbítrio dos indivíduos.

Pr"*.2("$ -a O#r"%at$r"e-a-e -a) le")

II
Paulo Nader 3 In'rodu7ão ao Es'udo do D%re%'o, 4? 3 p. 90.
IM
Paulo Nader 3 In'rodu7ão ao Es'udo do D%re%'o, Aap*'ulo J2I.
K;
#A -onseqJ/ncia natural da vig/ncia da lei é a sua obrigatoriedade, que dimana do caráter
imperativo do ireito$.
M;kCl
-om efeito, o art. HR da GI-- consagra o princípio #ignorantia legis neminem
e4cusat$, ou se%a, ninguém pode descumprir a lei alegando seu descon!ecimento.

Art. HR. 7inguém se escusa de cumprir a lei, alegando que não a con!ece.

5bviamente, dada a impossibilidade fática, muitos autores tem'no como ficção. 7o entanto, o
ireito Brasileiro adota tal princípio apoiado pela doutrina, %ustificando'se na necessidade social, visto
que a possibilidade de se alegar descon!ecimento da lei para evitá'la !á de levar a sociedade ao caos
%urídico e, evidentemente, não !averá c!ance de alcançar a segurança necessária 1 alme%ada 8ustiça.

Te$r"a -a Re3$%a+,$6
A lei, via de regra, salvo nos casos de lei com pra"o de vig/ncia determinado, subsiste no
tempo até que outra a revogue.

Art. CR. 7ão se destinando 1 vig/ncia temporária, a lei terá vigor até que outra
a modifique ou revogue.
e 4R. A lei posterior revoga a lei anterior quando e0pressamente o declare,
quando se%a com ela incompatível ou quando regule inteiramente a matéria
de que tratava a lei anterior.
e CR. A lei nova, que estabeleça disposiç,es gerais ou especiais a par das %á
e0istentes, não revoga nem modifica a anterior.
E)(C."e) -e re3$%a+,$ -e le"6
5 fenLmeno da revogação consiste no fato de uma lei posterior substituir no ireito .ositivo,
uma lei e0istente em determinado momento, eliminando'a do ordenamento %urídico. A Beoria da
9evogação admite duas espécies de revogação, que por sua ve", dividem'se de duas formas? 9evogação
(ormal e Material.
M4
Re3$%a+,$ 0$r9al
7o caso da revogação formal, a preocupação é com a forma, ou se%a, como a revogação se
manifesta no te0to legalP podendo aparecer e0pressamente ou apenas sugerir que posiç,es contrárias serão
automaticamente revogadas.

Re3$%a+,$ eA(re))a -a le"6 5corre quando a lei nova e0pressamente declara que revoga a
anterior.
Re3$%a+,$ tJ."ta6 >uando a lei nova é incompatível com a lei anterior ou regule inteiramente
a matéria de que essa Dltima cuidava. @:ide parágrafo 4
R
, art C
R
, GI--A.
Re3$%a+,$ Mater"al
7o caso da revogação material, a preocupação é com o conteDdo, ou se%a, se a revogação
atinge a lei anterior no todo ou em parte.
A#7r$%a+,$6 7a ab'rogação, uma lei é substituída por outra, que a revoga inteiramente.
Derr$%a+,$6 5corre uma revogação apenas parcial da lei antiga pela lei nova, que altera
alguns de seus artigos ou dispositivos.
A facilidade em separar em revogação formal e material está no fato de que é mais fácil
demonstrar como ocorrem na prática. Assim, uma mesma revogação será ao mesmo tempo formal e
material @e0pressa e ab'rogação, por e0emploA, mas nunca, poderá admitir duas formas de uma mesma
M;
.aulo 7ader = Introdução ao 3studo do ireito, O< = p. 4FFU4FK.
M4
Pos%7ão de4end%da pelo prBpr%o au'or e (o!pro1ada e! sala de aula.
K4
espécie. 5u se%a, não pode a revogação ser e0pressa e tácita amo mesmo tempo, nem tampouco, ab'
rogação e derrogação.
EAe9(l$)6
A#7r$%a+,$ EA(re))a
Art L; (ica revogada a Gei nR H.;;;U;<. = 5 te0to além de e0plicitar o que está sendo revogado @Gei
H<;;A, revoga'a por inteiro.
Derr$%a+,$ EA(re))a
Art L. (icam revogados os capítulos III e I:, da Gei nR H.;;;U;<. = 5 te0to além de e0plicitar o que
está sendo revogado @Gei H<;;A, revoga apenas parte da lei.
A#7r$%a+,$ TJ."ta
Art L; (icam revogadas as disposiç,es em contrário. = 5 te0to não e0plicita o que está sendo
revogado. 3m caso de uma lei anterior conflitar totalmente com a nova lei, estará totalmente
revogada.
Derr$%a+,$ TJ."ta
Art L; (icam revogadas as disposiç,es em contrário. = 5 te0to não e0plicita o que está sendo
revogado. 3m caso de uma lei anterior conflitar parcialmente com a nova lei, estará parcialmente
revogada.
Art C* Dica revo4ada a !ei ?@@@. #em como as dis&osi(ões em co%tr1rio# 7 8ruto de p9ssima
t9cnica legislativa, 9 desnecess(ria a e4press&o :disposi%)es em contr(rio” pois a /" j(
determina que toda norma antiga que conflitar com a posterior est( revogada# /ogo, 9 revoga%&o
e4pressa#
Beoria da 9ecepção? A norma %urídica positivada no ordenamento %urídico anterior, não sendo
conflitante com o novo ordenamento constitucional, será recepcionada, ainda que a sua forma %urídica não
mais e0ista. Gogo, poderá !aver inconstitucionalidade material em caso de conflito, %amais, contudo,
poderá !aver inconstitucionalidade formal.

A Bue)t,$ -a Re(r")t"*a+,$6

Art. CR. m
e HR. )alvo por disposiç,es em contrário, a lei revogada não se restaura por
ter a lei revogadora perdido a vig/ncia.

9enovação. 9estabelecimento ou restituição do #status quo$, ou se%a, do estado anterior.
9eposição em vig/ncia ou atividade. 9econstituição. @.alavra que é uma tradução do italiano
ZripristinareZ, mas que ainda não figura nos nossos dicionários do idioma. )ignifica restaurar,
restabelecer, renovar, recolocar no estado anteriorA.
'e" re(r")t"*atXr"a; Gei que revoga uma lei revogadora, isto é, uma lei que, por sua ve", %á
!avia revogado uma outra. iscute'se muito para saber se a primeira lei revogada volta a ter vig/ncia @se
restaura, repristinaA automa'ticamente. .elo par. H
R
, do art C
R
da GI--, a lei revogada não se restaura por
ter a lei revogadora perdido a vig/ncia> salvo disposição em contrário.
MC
7ão obstante a distinção etmol+gica e a conceituação básica, fa"'se necessário maior
detal!amento sobre a repristinação. Boda lei, em tese, deve conter revogação e0pressa, e a c!amada
cláusula revogat+ria deverá @)e9(re Que ($))23elA enumerar e0pressamente os dispositivos legais que
pretende revogar @art. MR da Gei -omplementar MKUMIA. >uando uma lei nova revoga lei anterior que, por
sua ve", revoga outra lei mais antiga, a revogação da lei @anteriorA não restaura os efeitos daquela mais
antiga.
-omo bem lembra .aulo 7ader, com um ol!o na doutrina e outro no parágrafo H
R
, do art
C
R
da GI--, acima transcrito assevera que #;sse fen5meno de retorno 6 vig.ncia, tecnicamente designado
por repristina%&o, 9 condenado do ponto de vista teórico e por nosso sistema$.
MH
MC
S%'e =nesa 3 ,eC'o Pro4.ª AFl%a $ar&osa A&reu SlaW%nsX%
MH
NADER, Paulo. Introdução ao Estudo do Direito. 10@ 3 p. "4@.
KC
D"&ere*+a e*tre Re(r")t"*a+,$ e E&e"t$ Re(r")t"*atXr"$6
A 9epristinação, praticamente banida do ireito Brasileiro, volta a gan!ar relev6ncia em ra"ão
da Medida -autelar em sede de Ação ireta de Inconstitucionalidade, em ra"ão dos ee 4R e CR,
do art. 44, da Gei MI<IUMM, que positivou fonte subsidiária decorrente de %urisprud/ncia do )B(.
Autores como Guis 9oberto Barroso, defendem a tese que tal instituto difere da repristinação
clássica, do modo que a denominam #3(3IB5 93.9I)BI7ABc9I5$. 5utros como )Wlvio
Motta, discordam, por entender que a sem6ntica não esconde o fato de que é apenas uma outra
forma de 93.9I)BI7Ad`5.
MF

8ON8'USÃO6 A lei, como vimos, pode nascer e não produ"ir efeitos de imediato. 3sse período de
maturação ou prud/ncia, entre a sua publicação e a validade efetiva, c!ama'se vacatio legis. 7o
Brasil, em que pese a GI-- recomendar a vacatio legis de FK dias, na prática, o legislador ' por
descon!ecimento técnico, sobretudo = acaba por abolir o pra"o prudencial e as leis entram em vigor
%á na data da publicação.
e acordo com o princípio da continuidade das leis, no Brasil a Gei, ou tem pra"o determinado, ou
vai e0istir até que no futuro outra lei a modifique ou e0tinga. e modo algum se admite o desuso das
leis como forma de revogação.
A revogação, por sua ve", pode ser vistas sob os prismas material e formal. >uanto 1 forma, pode
ser e0pressa, quando o te0to legal indica de forma clara o que se revogaP e, tácita, quando a norma
não aponta o que pretende revogar. o ponto de vista material, imposta saber se a norma anterior foi
revogada no todo ou em parte. )e foi completamente revogada, temos a ab rogação e, se for em
parte, ocorre a derrogação.
.or fim, é importante ressaltar a diferença entre repristinação e efeito repristinat+rio. 3nquanto o
primeiro decorre de um processo legislativo, o outro advém de decisão %udicial. Assim, embora
ambos ressuscitem uma norma %á revogada, diferem em sua nature"a constitutiva.
AU'A 9


8$*&l"t$) -e 'e" *$ Te9($; D"re"t$ I*terte9($ral;
A Que)t,$ -a retr$at"3"-a-e e -a "rretr$at"3"-a-e -a) le"); O D"re"t$ a-Qu"r"-$> $ At$
/ur2-".$ Per&e"t$ e a 8$")a /ul%a-a *$ .$*teAt$ -a 'I88 e -a 80;


8$*&l"t$) -e 'e" *$ Te9($ e D"re"t$ I*terte9($ral
MK

A lei, em ra"ão do .rincípio da -ontinuidade, mantém sua vig/ncia até que outra a revogue. )e
determinado fato %urídico ocorre dentro da vig/ncia da lei e produ" seus efeitos nesse espaço de tempo,
não !averá problema em sua aplicação. -ontudo, em determinados casos, os efeitos do fato %urídico
transcendem a revogação da lei. 7esse caso, não sabemos que lei deverá ser aplicada, se a atual ou a
revogada. Bemos aí, 8$*&l"t$ -e le") *$ te9($.
5 conflito das leis no tempo nasce %ustamente da colisão da lei nova com a anterior. Muitas
ve"es permanecem conseqJ/ncias da lei antiga, sob a vig/ncia da lei nova. 3, muitas ve"es, situaç,es que
foram criadas pela lei antiga %á não encontrarão apoio na lei nova. 3ntão !á que se estudar até que ponto a
lei antiga pode gerar efeitos e até que ponto a lei nova não pode impedir esses efeitos da lei antiga.
MF
No'a de aula 3 pBs /radua7ão e! D%re%'o PE&l%(o "004 3 Aula SYl1%o Mo''a RAon'role de
Aons'%'u(%onal%dade
MK
NADER, Paulo. Introdução ao Estudo do Direito., 4H< = p. CFK.
KH
)egundo .aulo 7ader #os princípios que regem essa matéria constituem o c!amado D"re"t$
I*terte9($ral$. 3sse, por sua ve", vem a ser o estudo dos efeitos das leis no tempo, dos problemas
causados pela retroatividade das leis ou pela aplicação imediata das leis.
5 ireito intertemporal, via de regra, é norteado por dois princípios %urídicos, quais se%am o da
retroatividade e da irretroatividade das leis.
A Que)t,$ -a retr$at"3"-a-e e -a "rretr$at"3"-a-e -a) le");
-om relação aos fatos ocorridos anteriormente 1 edição da nova lei, a lei antiga poderá
continuar produ"indo efeitos. Bal fenLmeno é c!amado de ultrat"3"-a-e da lei. 3ssa ultratividade poderá
gerar conflito de leis no tempo e daí a dDvida, qual lei a ser aplicada, a antiga ou a nova2 A nova lei
retroage sobre a antiga2
7a definição de .aulo ourado de Nusmão, #3ntende'se por retroatividade a incid/ncia dos
efeitos %urídicos da lei nova sobre fatos ou atos ocorridos anteriormente a ela. iscute'se, então, se a nova
lei é aplicável a situaç,es %urídicas constituídas sob o império da lei anterior @revogadaA$.
M<
Muito embora alguns autores defendam a retroação das leis = como )ílvio 9odrigues =, e0iste
toda uma corrente ma%oritária = dentre eles .aulo . Nusmão e .aulo 7ader = que aponta no sentido de
que a retroatividade como regra constitui fator de insegurança %urídica, pois permitiria a modificação do
passado legalmente estabelecido. (osse admitida a retroatividade como princípio absoluto ao invés da
e4ceptio #não !averia o 3stado de ireito, mas o império da desordem$.
MO
5 direito brasileiro admite em alguns casos a retroatividade, prevalecendo, contudo o .rincípio
da Irretroatividade ou da 7ão'9etroatividade. 30? 5 ireito .enal admite a retroatividade quando a lei
nova for mais favorável ao criminoso @art. K, VG, -(A. Gembra .. 7ader que a irretroatividade como regra
geral é princípio consagrado na doutrina e adotado pela generalidade das legislaç,es.
A retroatividade, no entanto, em nosso ireito, é limitada. 5 art. <R da GI-- disp,e que #a lei
em vigor ter( efeito imediato e geral, respeitados o ato $rEdico &er'eito. o direito ad,irido e a coisa
$!4ada”. 7a mesma esteira camin!a o inciso VVV:I do art. KR da -arta Magna :a lei n&o prejudicar(
o direito adquirido, o ato jurídico perfeito e a coisa julgada”.
8ON8'USÃO6 5 Brasil adota, em regra, o .rincípio da Irretroatividade das Geis, salvo no ireito
.enal, em que a pr+pria -onstituição determina que a lei nova deve retroagir sempre que beneficiar o
réu.
AU'A 9 F PARTE II
• O D"re"t$ A-Qu"r"-$ =-$utr"*a) -e :a##a> R$u#"er e 'a))alleI>
• O At$ /ur2-".$ Per&e"t$ e a 8$")a /ul%a-a *$ .$*teAt$ -a 'e" -e I*tr$-u+,$ a$ 8X-"%$
8"3"l> -a 8$*)t"tu"+,$ -a Re(@#l".a e -$ 8X-"%$ 8"3"l -e 22;
• M"),$ )")te9Jt".a -$ $r-e*a9e*t$ 1ur2-".$6 a*t"*$9"a e .r"tCr"$) -e )$lu+,$.
• O (r$#le9a -a) la.u*a) e re.ur)$) 4) &$*te) )e.u*-Jr"a) -$ D"re"t$;
M<
.aulo ourado de Nusmão ' Introdução ao 3studo do ireito, 4FC = p. CFH.
MO
NADER, Paulo. Introdução ao Estudo do Direito. 4H< = p. CF<.
KF
O D"re"t$ a-Qu"r"-$> $ At$ /ur2-".$ Per&e"t$ e a 8$")a /ul%a-a *$ .$*teAt$ -a 'I88 e
-a 80;
MI
.ara que possamos, portanto, compreender o disposto no art. <R, da GI-- e do inciso VVV:I,
da -arta Maior, é mister o con!ecimento dos conceitos de ireito Adquirido, Ato 8urídico .erfeito e
-oisa 8ulgada.
5 artigo <R, da Gei de Introdução ao -+digo -ivil, %amais alterado desde sua promulgação, e
imune 1s mutaç,es constitucionais e ao novo -+digo -ivil, disp,e o seguinte?
Art. <R. A lei em vigor terá efeito imediato e geral, respeitados o ato %urídico
perfeito, o direito adquirido e a coisa %ulgada.
e 4R. 9eputa'se ato %urídico perfeito o %á consumado segundo a lei vigente ao
tempo em que se efetuou.
e CR. -onsideram'se adquiridos assim os direitos que o seu titular, ou alguém
por ele, possa e0ercer, com aqueles cu%o começo do e0ercício ten!a termo
pré'fi0o, ou condição preestabelecida inalterável, a arbítrio de outrem.
e HR. -!ama'se coisa %ulgada ou caso %ulgado a decisão %udicial de que %á não
caiba recurso.
D"re"t$ a-Qu"r"-$ é aquele que, na vig/ncia de determinada lei, incorporou'se ao patrimLnio
de seu titular. .ode ser de nature"a patrimonial ou personalíssimo.
30? 5 servidor pDblico de carreira lotado em cargo de confiança por mais de cinco anos tem direito
a incorporar o salário do cargo ao seu salário baseP ao final de cinco anos o servidor A completou o tempo
e adquiriu o direito. A lei nova e0tingue esse instituto %urídico. 7o caso do servidor A, ainda que o
governo não ten!a apostilado suas vantagens, não poderá negar'l!e o direito 1 incorporação, pois o direito
se aperfeiçoou na vig/ncia da lei anterior.
8$")a /ul%a-a = Ema ve" decidida determinada questão pelo 8udiciário, transitada em
%ulgado, ou se%a, não mais !avendo possibilidade de recurso, gera norma entre as partes, estabelecendo
obrigaç,es e direitos entre as mesmas. 7esse caso, a nova lei não poderá alcançar e desfa"er o efeito da
sentença definitiva.
At$ /ur2-".$ Per&e"t$ ' S aquele que se reali"ou inteiramente sob a vig/ncia de determinada
lei. Assim, se alguém comprou alguma coisa, pagando na !ora o respectivo preço total, o direito daquela
pessoa sobre tal coisa está consumado, não podendo ser atingido por lei nova. 9essalte'se que se o ato
não tiver sido aperfeiçoado durante a vig/ncia da lei anterior, poderá ser atingido pela lei nova.
*á que se diferenciar, entretanto, ireito Adquirido de 30pectativa de ireito e (aculdade
8urídica,sendo certo que os conceitos são similares e, decerto, costumam tra"er grande confusão.
EA(e.tat"3a -e D"re"t$? 3nquanto o direito adquirido %á se integrou ao patrimLnio ou 1
personalidade do indivíduo, a e0pectativa de direito é apenas direito em formação e que depende de uma
condição futura para gerar direito sub%etivo. -aso essa condição não se reali"e a e0pectativa não se
converterá em direito. -omo bem salienta .aulo ourado de Nusmão, a e0pectativa de direito é o nada
%urídico.
A 0a.ul-a-e /ur2-".a, por sua ve", consiste em um poder conferido a determinada pessoa
para reali"ar determinada ação. 7ão c!ega a se constituir necessariamente em um direito, mas :um modo
pelo qual o direito se manifesta em dadas circunst$ncias”, como di" -l+vis Bevilacqua.
7esse caso a facultas agendi antecede o pr+prio ireito )ub%etivo, visto que o indivíduo possui
a prerrogativa de agir, mas não necessariamente para e0ercer um direito garantido pelo ireito 5b%etivo.
S o poder conferido pelo direito de praticar certo ato sem que !a%a um dever %urídico no contraponto.
30? (aculdade de contratar, faculdade de casar, a faculdade de alterar um contrato, a
faculdade de alienar um ob%eto seu.
MI
.aulo ourado de Nusmão ' Introdução ao 3studo do ireito, 4FC = p. CFHUCFK.
KK
3m ambos os casos a lei nova !á de prevalecer, pois não !á direito adquirido a ser respeitado.
8ON8'USÃO6 A lei nova pode retroagir, desde que não atin%a o Ato 8urídico .erfeito, a -oisa
8ulgada e o ireito Adquirido, se%a por força do art. <R da GI--, como pelo art. KR, VVV:I, da -9.
5 ireito adquirido pode nascer da pr+pria lei, porém pode ser decorr/ncia tanto do Ato 8urídico
.erfeito, quanto da -oisa 8ulgada.
A 3"),$ )")te9Jt".a -$ D"re"t$6 U*"-a-e> .$erK*."a e .$9(letu-e

U*"-a-e6
5 ordenamento %urídico brasileiro, conforme %á foi visto é vítima constante da #fDria
legiferante$, ou #decretismo$ como preferem alguns autores. 3m ra"ão disso, a doutrina atual aponta no
sentido de que cabe 1 -arta Magna assegurar a unidade do ordenamento, visto que todos os elementos do
ordenamento %urídico deverão buscar seu fundamento de validade %ustamente no te0to constitucional.
8$erK*."a6

5 ireito não pode conviver com antinomia. 5 ordenamento %urídico deve, portanto, repelir as
antinomias evitando, destarte, as contradiç,es decorrentes de normas incompatíveis que versem sobre a
mesma matéria. Assim, uma ve" constatada a antinomia, deve a mesma ser afastada mediante processo de
interpretação.
A%ti%omia? 'itua%&o que se verifica entre duas normas incompatíveis, pertencentes ao mesmo
ordenamento e tendo o mesmo $mbito de validade. @7orberto BobbioA. 7a :isão de Maria *elena ini"
#Antinomia é o conflito entre duas normas, dois princípios, ou de uma norma e um princípio geral de
direito em sua aplicação prática a um caso particular. S a presença de duas normas conflitantes, sem que
se possa saber qual delas deverá ser aplicada ao caso singular$.
MM
30istem, no entanto, critérios ob%etivos no sentido de eliminar antinomia?

Crit/rios C!1ssicos &ara a e!imi%a()o das a%ti%omias
4;;

aA -ronol+gico? 7orma posterior prevalece sobre a precedente @le4 posterior derogat priori<
bA *ierárquico? 7orma de grau superior prevalece sobre a de grau inferior @le4 superior derogat
inferioriA
cA 3specialidade? 7orma especial prevalece sobre a geral @le4 specialis derogat generaliA

7o caso específico de quest,es referentes a constitucionalidade, uma ve" repudiada a
possibilidade da e0ist/ncia de norma constitucional inconstitucional, os critérios !ermen/uticos clássicos
não são suficientes para e0purgar a antinomia. 5utras técnicas como ponderação de interesses,
interpretação conforme, dentre outros serão apropriadamente estudados em ireito -onstitucional.

8$9(letu-e?

Aqui nos remetemos ao c!amado .ostulado da .lenitude da 5rdem 8urídica. )egundo 7orberto
Bobbio completude #S a propriedade pela qual um ordenamento %urídico tem uma norma para regular
qualquer caso. Ema ve" que a falta de uma norma se c!ama geralmente #lacuna$, #completude significa
#falta de lacunas$$.
7o Brasil, como %á foi ensinado, de acordo com o art F
R
, da Gei de Introdução ao -+digo -ivil,
não poderá o %ui" se e0imir de despac!ar ou sentenciar sob prete0to de lacuna ou obscuridade da lei,
estando autori"ado pela em caso de omissão da lei, a decidir @pela ordemA de acordo com a analogia, os
costumes e os princípios gerais do direito.
MM
Maria *elena ini" = -omp/ndio de Introdução 1 -i/ncia do ireito ' F , pg. F<M.
4;;
Maria *elena ini" = -omp/ndio de Introdução 1 -i/ncia do ireito ' F , pg. FOCUFOF.
K<
Muito pelo contrário, o artigo 4C< do -.- determina e0pressamente que o %ui" não pode dei0ar
de sentenciar ou despac!ar alegando lacuna ou obscuridade da lei.
4;4
3m suma, o conceito de completude associa'se e com a ess/ncia do .ostulado da .lenitude da
5rdem 8urídica, ou se%a, enquanto esse disp,e sobre o conceito de que o ireito .ositivo deve ser capa"
de preenc!er as lacunas da lei, a completude é o conceito pleno da #aus/ncia de lacuna$.
• O (r$#le9a -a) la.u*a) e re.ur)$) 4) &$*te) )e.u*-Jr"a) -$ D"re"t$;
• -onforme abordado na aula ;<, as lacunas são inerentes 1 pr+pria din6mica do ireito, %á que o
legislador, se%a no civil la0 ou no commom la0, não !á de acompan!ar as mutaç,es sociais a tempo de
combat/'las de imediato por meio de normas positivadas.
• 7o caso específico do civil la0, os parlamentos de forma geral, são lentos no processo
legislativo. )ome'se que esse processo dar'se'á depois da constatação do fato social = que, conven!amos
pode levar anos até preocupar as autoridades estatais = é inevitável que o ireito fique defasado em
relação ás mudanças sociais.
• aí é certo que na ocorr/ncia de conflitos, o seu encamin!amento trará maior grau de
dificuldade ao 8udiciário, pela aus/ncia de norma. Gogo, o problema das lacunas é real e permanente.
• Gogo, não !á meio efetivo de se alcançar completude e coer/ncia no sistema %urídico, sem que se
lance mão das c!amadas fontes secundárias do ireito, ou se%a, os procedimentos de integração
preconi"ados no art. FR, da GI--.
• A rigor, as lacunas são imanentes 1 pr+pria ess/ncia do ireito e, o problema !á de ser
permanente. A missão do ireito, logo, não é buscar editar normas 1 mesma velocidade, pois isso,
sabemos, é impossívelP mas sim, criar meios para que o 8udiciário possa e0ercer bem a sua função
praeter legem e, destarte, lutar pela @inatingível e ut+picaA completude.
8ON8'USÃO6 Em sistema %urídico somente será eficiente se provido dos quesitos? Enidade,
-oer/ncia e -ompletude.
7o Brasil, a -onstituição propicia a Enidade, por seu poder centrali"ador e !ierárquico.
As lacunas são imanentes ao ireito, 1 sociedade, porém a %urisprud/ncia praeter legem deve ser
capa" de suprir a falta de percepção do legislador, dando, assim, o má0imo de completude.
.or coer/ncia, entendemos um sistema %urídico sem antinomias, pois para %ui" tanto a aus/ncia de
norma @lacunaA quanto a e0ist/ncia de duas normas para o mesmo caso @antinomiaA fragili"am o seu
%ulgamento. aí a necessidade de critérios para afastar as antinomias.
S fundamental lembrar que em caso de conflito de normas ou princípios constitucionais, não
funcionam os critérios clássicos, de forma que outras técnicas são aplicadas, sendo a mais relevante a
.5739Ad`5 3 I7B393))3).
AU'A 1


Ger9e*Kut".a /ur2-".a e I*ter(reta+,$ -$ D"re"t$;
4;C
• A 'e"tura -$ $r-e*a9e*t$ 1ur2-".$ 4 lu5 -$) Mal$re)
e Pr"*.2("$) 8$*)t"tu."$*a");
• 8$*&l"t$) Pr"*."("$lX%".$) *$ Z9#"t$
4;4
NADER, Paulo. Introdução ao Estudo do Direito. 10@ 3 p. 1##.
KO
+o!o nos ensinara! ,ans-.eorge
.ada!er e /o )o!ás de (#uino, ao
jurista é i!prescindível, !uito !ais
#ue aplicar a lei ao caso concreto,
sa"er interpretá-la de !odo a
alcançar o justo% Essa interpretaço
deve considerar, essencial!ente, a
causa do ho!e! 0 visto co!o ser
hu!ano #ue vive e! sociedade, #ue
aspira ao "e! co!u!% ( lei deve
e1istir para servir ao ho!e! e no o
ho!e! $ lei *
8$*)t"tu."$*al e a P$*-era+,$ -e I*tere))e) e
Mal$re);
T"($) -e I*ter(reta+,$6 autK*t".a> 1u-"."al>
-$utr"*Jr"a; I*ter(reta+,$ l"teral> ra."$*al>
)")te9Jt".a> E")tXr".a e tele$lX%".a; I*ter(reta+,$ -e.larat"3a> eAte*)"3a e re)tr"t"3a;


Ger9e*Kut".a /ur2-".a e I*ter(reta+,$ -$ D"re"t$
Muitos doutrinadores não fa"em distinção entre esses conceitos. Bodavia, -arlos Ma0imiliano
na obra *ermen/utica e Aplicação do ireito ensina que?
4;H
A *ermen/utica é a -i/ncia da Interpretação, ou se%a, #tem por ob%eto o estudo e a
sistemati"ação dos processos aplicáveis para determinar o sentido e o alcance das e0press,es do ireito$.
3ntende, ainda que a interpretação é a aplicação prática dessa Dltima @a atividade de interpretar
propriamente ditaA, em suas pr+prias palavras #A Interpretação, como as artes em geral, possui a técnica,
os meios para c!egar aos fins colimados$.
.or fim, ressalta o equívoco em apontar *ermen/utica como sinLnimo de interpretação. A
*ermen/utica #é a teoria científica da arte de interpretar$. A Interpretação #é a aplicação daquelaP a
primeira descobre e fi0a os princípios que regem a segunda$.
7a mesma lin!a de raciocínio navega .aulo 7ader, para quem #a !ermen/utica é te+rica e visa
a estabelecer princípios, critérios, métodos, orientação geral$, enquanto que #a interpretação é de cun!o
prático, aplicando os ensinamentos da !ermen/utica$.
4;F
3nsina ainda que não pode o magistrado %ulgar um processo sem interpretar as normas
reguladoras do caso concreto. eve, para tanto, con!ecer o ireito para obter o sentido e o alcance das
normas aplicáveis.
.ara fins de efetividade, depende o ireito, de um lado, do técnico que confecciona as leis,
resoluç,es, decretosP de outro, da qualidade da interpretação por parte do aplicador da norma. >uanto
mais claro, simples e conciso o te0to legal maior será a qualidade da interpretação, ou se%a, sendo o te0to
bem elaborado, menos comple0a será a tarefa do intérprete.
Ao interpretar, o intérprete busca o sentido ob%etivo da norma, o que costuma'se c!amar me%s
!e4is @a finalidade da leiA, e não a intenção do legislador, denominada essa de me%s !e4is!atoris*
5bs? Maria *elena ini", ao discorrer sobre as teorias sub%etivas @defende a mens
legislatorisA e ob%etivas @defende a mens legisA, ressalta que a mens legislatoris é pura
ficção, pois, na prática, é impossível recon!ecer o legislador, quanto mais, a sua intenção.
A figura do legislador não se com'funde com o autor da lei, pois o processo passa por
discuss,es, alteraç,es e revis,es que acabam por alterar ou fulminar a idéia inicial. .ior, via
de regra, os agentes políticos não t/m con!ecimento profundo sobre o que estão votando e
tem como pra0e seguir o voto do relator da -omissão Bécnica. A vontade do legislador,
finali"a, é vontade de minoria eliti"ada. 3m ra"ão disso, a mens legis !á de prevalecer sobre
a mens legislatoris, pois a se buscar a finalidade da lei, poder'se'á adaptá'la ao caso
concreto ainda que o fato a ser analisado ainda não e0istisse 1 época da confecção da lei.
4;K
Interpretar é descobrir o sentido de determinada norma %urídica ao aplicá'la ao caso concreto.
5 te0to ambíguo, vago, imperfeito, onde impera a falta da terminologia técnica, ou mesmo, má redação,
4;C
.aulo 7ader = Introdução ao 3studo do ireito, -apítulo VV:.
4;H
-arlos Ma0imiliano ' *ermen/utica e Aplicação do ireito, Introdução = pg. ;4.
T ME)3BBI, 9odrigo Andreotti. 'ite do conselho de justi%a federal.
4;F
.aulo 7ader = Introdução ao 3studo do ireito, 4FF = pg. CK<.
4;K
Maria *elena ni" ' -omp/ndio de Introdução 1 -i/ncia do ireito = pág. F4IUFC4.
KI
via de regra, obrigam o operador do direito, a interpretar a norma %urídica visando a encontrar o seu real
significado, antes de aplicá'la a caso sub judice.
4;<
A 'e"tura -$ $r-e*a9e*t$ 1ur2-".$ 4 lu5 -$) Mal$re) e Pr"*.2("$) 8$*)t"tu."$*a")
5 art K
R
, GI-- disp,e que aplicação da lei pressup,e sempre a prévia interpretação, de forma a
assegurar os seus fins sociais e as e0ig/ncias do bem comum. S ele que legitima a eqJidade, que, por sua
ve", permite ao %ui" dar elasticidade 1 norma no ato da sua interpretação.
7ote'se que o art K
R
da GI-- é visto em nossos dias como a porta aberta para os preceitos
fundamentais da -arta Magna. 7o Bítulo I, arts. 4
R
a F
R
do Be0to -onstitucional, onde estão consagrados
os princípios fundamentais, está a c!amada #tábua a0iol+gica$ instituída pelo -onstituinte, que deve ser
observada por toda a ordem social. @Nustavo Bepedino, Bemas de ireito -ivil, 9enovar, C
n
ed.A
4;O
.
.aulo 7ader reforça que a nova Gei de Introdução ao -+digo -ivil @4MFCA rompeu com a antiga
escola que impedia o intérprete de conciliar os te0tos com as e0ig/ncias peculiares do caso concreto.
-57(GIB5) A.A937B3) 37B93 759MA) -57)BIBE-I57AI)?
7ão e0iste no Brasil, norma constitucional originária inconstitucional. 7o entanto, vale para
norma constitucional derivada, @ver Bese de Bac!offA.
7em mesmo o ireito 1 vida é absoluto, na medida em que a pr+pria -9 admite a Gegítima
efesa e o 3stado de 7ecessidade.
• A *ermen/utica tradicional não tra" solução para a interpretação constitucional, carecendo de
métodos de interpretação específicos.
• A )istemati"ação deveria ter minimi"ado os conflitos aparentes. 7a prática, o %udiciário dirime
tais interesses mediante, por e0emplo, ponderação de interesses @ver aniel )armentoA e o
.rincípio da 9a"oabilidadeU.roporcionalidade @ver Guís 9oberto BarrosoA.
A P$*-era+,$ -e I*tere))e)
• .artindo da premissa de que o ireito -onstitucional Brasileiro não aceita a antinomia em face
de normas constitucionais originárias, a colisão entre duas normas, uma norma e um princípio ou entre
dois princípios constitucionais, como vimos acima, são denominados conflitos aparentes.
• a mesma forma, ciente de que os métodos tradicionais para afastar as antinomias não são
suficientes para dirimir os conflitos aparentes, outras técnicas !ermen/uticas são aplicadas, em especial a
c!amada #.onderação de Interesses$.
AU'A 1 F PARTE II
I*ter(reta+,$ .$*&$r9e a 8$*)t"tu"+,$;
As normas %urídicas devem ser sempre interpretadas em conformidade com a -onstituição.
7ão podem ser aceitas interpretaç,es que contrariem a determinação normativa do Be0to
-onstitucional.
Brata'se de princípio originário do Bribunal -onstitucional (ederal Alemão.
A interpretação em conformidade com a constituição é também uma forma de controle da
constitucionalidade.
4;I

T"($) -e I*ter(reta+,$
Mediante a interpretação das e0press,es %urídicas, sob a Xt".a -$ re)ulta-$ pode'se c!egar a
tr/s resultados distintos?
4;<
Maria *elena ini" = -omp/ndio de Introdução 1 -i/ncia do ireito = pág. F4K.
4;O
"E,EDIN% apud SLA-INSZI, AFl%a A&reu. R%o de )ane%ro: Apos'%la =nesa 3 ,e!as de
D%re%'o A%1%l.
4;I
NADER, Paulo. Curso de Direito Civil. ,arte -eral. R%o de )ane%ro: Forense, "000.
KM
4. I*ter(reta+,$ De.larat"3a6
4;M
5 legislador, por ve"es, se e0pressa mal ao confeccionar o te0to legal, valendo'se de
terminologia indevida ou inadequada. A interpretação é declarativa quando o legislador consegue dar o
e0ato significado ao te0to. 7esse caso, pode o intérprete constatar que aquelas palavras retratam fielmente
o espírito da lei.
C. I*ter(reta+,$ Re)tr"t"3a6
44;
7esse caso, a infelicidade do legislador se dá no fato de que ao elaborar a norma disse mais do
que pretendia ou deveria. A interpretação !á de ser restritiva para que a norma possa fa"er sentido.
EA6 A Gei di" frota de veículos prestadores de serviços urbanos, quando queria legislar sobre
Lnibus. A sua aplicação literal abrangeria outros transportes coletivos como tá0is, alternativos,
fretamentos, etc.
H. I*ter(reta+,$ EAte*)"3a6
444
Aqui ocorre o inverso, %á que o intérprete constata que o legislador disse menos do que deveria.
5 intérprete deverá alargar o campo de abrang/ncia da norma a fim de que produ"a os efeitos necessários.
EA6 A Gei di" Lnibus quando queria legislar sobre toda frota de veículos prestadores de serviços
urbanos. A sua aplicação literal abrangeria somente os Lnibus urbanos, dei0ando de abranger os
outros transportes coletivos como tá0is, alternativos, fretamentos, etc.
>uanto 1s &$*te) $u $r"%e9, os métodos de interpretação classificam'se em?
1; I*ter(reta+,$ autK*t".a6
• (eita pelo pr+prio legislador que, recon!ecendo a ambigJidade da norma, vota uma nova lei,
destinada a esclarecer sua intenção. iscute'se, se o 5rdenamento 8urídico Brasileiro admite essa
modalidade, %á que, via de regra, a interpretação do caso concreto compete constitucionalmente ao .oder
8udiciário.
• 3m verdade, nem fa" sentido tal e0pediente, pois na medida em que o legislador se presta a criar
uma nova norma e0plicando a anterior, mel!or fará consertando'a.
2; I*ter(reta+,$ /ur")(ru-e*."al6
é a fi0ada pelos tribunais que, embora não ten!a força vinculante, influencia grandemente os
%ulgamentos em inst6ncias inferiores.
3; I*ter(reta+,$ D$utr"*Jr"a6
• S a interpretação feita pelos estudiosos e comentaristas do direito.
• A interpretação doutrinária, na verdade, se considerarmos que doutrina é ensinamento, é a leitura
de todo te0to %urídico com o animus de compreender o que quis ensinar o autor em foco.
>uanto aos 9e"$), a interpretação pode ser feita pelos seguintes métodos?
I*ter(reta+,$ :ra9at".al $u '"teral6
44C
]
113
-onsiste em e0ame do te0to normativo sob o ponto de vista lingJístico, analisando a
pontuação, a colocação das palavras na frase, a sua origem etimol+gica, etc.
4;M
NADER, Paulo. Introdução ao estudo do direito, 149 3 p/. "?0.
44;
I&%d.
444
I&%de!.
44C
NADER, Paulo. Introdução ao estudo do direito. 1@0 3 p. "?9H"I0.
44H
FERRAG )R. ,Fr(%o Sa!pa%o. Introdução ao estudo do direito, @.".1.1. p. "#? a "#9.
<;
A principal crítica decorre do fato de que a sua aplicação pura e simples submete o aplicador
ao rigor da norma, sem a possibilidade de avaliar os princípios a0iol+gicos nela contidos.
.aulo 7ader cita, dentre outros, Ma0 Nmur para quem o processo meramente literal é
#maliciosa pervers&o da lei$P ou o famoso %urisconsulto romano -elso, que afirmava que #saber as leis é
con!ecer'l!es, não as palavras, mas a força e o poder$.
I*ter(reta+,$ 'X%".a6
44F
A interpretação l+gica procura apurar o sentido e o alcance da norma, a intenção do legislador,
por meio de raciocínios l+gicos, com abandono dos elementos puramente verbais.
.aulo 7ader aponta a distinção, na !ermen/utica, entre G+gica Interna ' que se limita ao estudo
do te0toP G+gica 30terna = que investiga as ra",es socials que ditaram a criação da leiP e a atual G+gica do
ra"oável, desenvolvida pelo %urista guatemalteco 9ecaséns )ic!es, para quem a #interpretação do ireito
deve levar em consideração as finalidades das normas %urídicas. A solução satisfat+ria, e0traída da lei e da
realidade dos fatos, não pode ser contra legem$.
A interpretação l+gica vem a ser um elo de ligação entre a literal e a sociol+gica, pois, ao se
desprender do te0to literal para reali"ar uma crítica ao te0to, o intérprete está se valendo da interpretação
l+gica. 3ssa crítica é que permitirá uma análise mais profunda e dessa forma, o camin!o para a
interpretação sociol+gica, ou teleol+gica.
I*ter(reta+,$ S")te9Jt".a6
44K
.arte do pressuposto de que uma lei não e0iste isoladamente e deve ser interpretada em
con%unto com outras pertencentes 1 mesma província do direito. Assim, uma norma tributária deve ser
interpretada de acordo com os princípios que regem o sistema tributário.
9eflete a pr+pria ess/ncia da idéia de ordenamento %urídico, em especial, no que concerne 1
unidade ou unicidade. esse modo, pode o intérprete aferir, por e0emplo, se a norma é geral ou local,
principal ou acess+ria, como pode distinguir a regra da e0ceção, o geral do particular, etc.
Ao se fa"er uma analogia, grande a%uda terá o intérprete na interpretação sistemática, pois
assim permite'se uma busca mais organi"ada no sistema %urídico.
I*ter(reta+,$ G")tXr".a6
44<
]
117
Baseia'se na investigação dos antecedentes da norma, do processo legislativo, a fim de
descobrir o seu e0ato significado. S o mel!or método para se apurar a vontade do legislador @mens
legislatorisA e os ob%etivos que visava atingir @ratio legisA.
Bodavia, tem como principal crítica o fato de que, !odiernamente, o que se busca é a mens
legis e não a mens legislatoris. .ortanto, não se deve atribuir grande relev6ncia ao método !ist+rico de
interpretação.
I*ter(reta+,$ S$."$lX%".a $u Tele$lX%".a6
44I
]
119
]
12
Bem por ob%etivo adaptar a sentido ou finalidade da norma 1s novas e0ig/ncias sociais, com
abandono do individualismo que preponderou no período anterior 1 edição da Gei de Interpretação do
-+digo -ivil. A lei disciplina relaç,es que se estendem no tempo e que florescerão em condiç,es
descon!ecidas do legislador.
44F
NADER, Paulo. Introdução ao estudo do direito. 1@4 3 pD/. "I0H"I"..
44K
%&%d, 1@@ 3 pD/. "I"H"I0.H%de!.
44<
%&%de!, 1@? 3 pD/. "I0.
44O
FERRAG )R. ,Fr(%o Sa!pa%o. Introdução ao estudo do direito, @.".1." 3 pD/. "#9 a "9".
44I
NADER, Paulo. Introdução ao estudo do direito., 1@I 3 pD/. "I0H"I4.
119
MAJIMILIAN+, Aarlos. .ermenêutica e aplicação do direito. R%o de )ane%ro: Forense. "001.
p. 1"4H1"#.
4C;
FERRAG )R. ,Fr(%o Sa!pa%o. Introdução ao estudo do direito, @.".1.0 3 pD/. "9" a "94.
<4
aí a idéia de se procurar interpretar a lei de acordo com o fim a que ela se destina. 5
intérprete, na procura do sentido na norma, deve inquirir qual o efeito que ela busca, qual o problema que
ela alme%a resolver. )+ assim é que se pode compreender a regra do Art. Ko da lei de Introdução ao
-+digo -ivil, quando disp,e que, Zna aplicação da lei, o %ui" atenderá aos fins sociais a que ela se dirige e
1s e0ig/ncias do bem comumZ.
)ob a +tica do ireito Moderno, onde a 8ustiça )ocial tem muita relev6ncia, a interpretação
teleol+gica assume papel fundamental, pois indica ao 8ui" o camin!o da equidade, sem o qual,
dificilmente conseguirá espargir %ustiça no seu dia'a'dia. 7ão sem ra"ão é também denominada
interpretação sociol+gica.
8ON8'USÃO6 Muitos autores não afeitos 1 área da Introdução e filosofia do ireito acabam por se
afastar de estudos basilares e, com isso, lamentavelmente, confundem *ermen/utica e Interpretação
como se fossem um Dnico elemento, quando, na verdade, um é conseqJ/ncia do outro.
A *ermen/utica é a ci/ncia %urídica que estuda a interpretação, seus métodos e mecanismos, ao passo
que a Interpretação é a prática cotidiana da análise de te0tos %urídicos pelos estudiosos, fil+sofos e
operadores do ireito em geral.
5s mecanismos de Interpretação são fundamentais 1 prática do ireito. Ai daquele que negligencia
tal aprendi"ado, pois será escravo da interpretação literal e de pouco servirá todo o con!ecimento
técnico adquirido durante a graduação e quiçá durante toda a vida.
)ob a +tica do resultado podem ser? eclarativa, 9estritiva e 30tensiva.
)ob a +tica das fontes podem ser? Aut/nticas, outrinárias ou %urisprudenciais.
>uanto aos meios? Giteral ou gramatical, l+gica, sistemática, !ist+rica e sociol+gica ou teleol+gica.
AU'A 11
Introdução
-onceito e conteDdo.
<C
9elaç,es )ociais -omuns e 9elação 8urídica? -aracterísticas e distinç,es.
3lementos da relação %urídica? su%eitos, ob%eto, vínculo, garantia e fato %urídico = noç,es gerais.
4C4
Introdução
Ap+s esmiuçarmos a Beoria da 7orma em I3 I, passamos a trabal!ar com a 9elação 8urídica,
ou se%a, ap+s o devido aprofundamento no ireito 5b%etivo, começamos a nos aprofundar no
c!amado ireito )ub%etivo, o direito que tem o su%eito de se valer da norma.
-omo bem ensina o .rof. )érgio -avalieri #5 ireito nasce do fato$. S necessário, pois,
compreender que o ireito )ub%etivo vem a ver a prerrogativa de se valer do direito posto, em
decorr/ncia de algum fato causado por terceiros que l!e acarrete algum tipo de dano.
-onceito e conteDdo?
A doutrina da 9elação 8urídica tem origem em )avignW, para quem a 9elação 8urídica é? #um
vínculo entre pessoas, em virtude do qual uma delas pode pretender algo a que a outra está
obrigada$. Bal definição encontrou amparo no nosso ireito, principalmente através de grandes
%uristas como .ontes de Miranda e Miguel 9eale.
*ans Qelsen discorda, na medida em não en0erga a relação entre pessoas, mas sim, o vínculo
entre fatos entrelaçados por normas %urídicas. 5 posicionamento de Qelsen, contudo sempre
encontrou acol!ida, visto ser originária do pr+cer da corrente normativista. 7a verdade, Qelsen
simplesmente re%eita a e0ist/ncia do ireito )ub%etivo, pois, para ele, s+ e0iste a norma e a
obrigação de cumpri'la.
A 9elação 8urídica integra o elenco dos conceitos %urídicos fundamentais e vem a ser o ponto
de converg/ncia de diversos componentes do ireito. Aliás, segundo .aulo 7ader, #)ão as
relaç,es %urídicas que dão movimento ao ireito. 3m cada uma ocorre a incid/ncia de normas
%urídicas, que definem os direitos e os deveres dos su%eitos$.
9elaç,es )ociais -omuns e 9elação %urídica? -aracterísticas e distinç,es
-onsiderando que o !omem é um ser social por nature"a, a necessidade de suprir suas car/ncias
o leva = salvo raras distorç,es = a conviver em sociedade. a conviv/ncia surgem as relaç,es
sociais.
>uando as relaç,es de vida passam a repercutir no equilíbrio social, não podem permanecer no
seio da sociedade de forma aleat+ria. S nesse momento, quando as relaç,es sociais se tornam
negativas ou pre%udiciais ao interesse coletivo, que o 3stado tem o dever de intervir e
normati"ar as relaç,es sociais, transmutando'as em norma %urídica.
.ode ainda o 3stado fa"/'lo de forma positiva, quando determinada relação social beneficia
esse mesmo interesse comum. 9econ!ecendo a sua licitude, pode discipliná'la e até mesmo
fornecer au0ílio estatal.
Gogo, as relaç,es %urídicas estão intimamente ligadas 1 .olítica 8urídica. S ela que indica ao
legislador as relaç,es sociais que se su%eitam a normati"ação.
3lementos?
4A )u%eito?
a. AtivoP
4C4
NADER, Paulo. Introdução ao estudo do direito. R%o de )ane%ro: Sara%1a. p. "91H"9I.
<H
b. .assivo.
CA :ínculo
HA 5b%etoP
FA NarantiaP
@N (ato %urídico
4CC
)u%eito?
.ara se tratar dos su%eitos, conquanto elementos da 9elação 8urídica, é mister que se ten!a a
compreensão do conceito da c!amada #alteridade$, que significa a relação de !omem para !omem.
)u%eito Ativo = detém o direito sub%etivo. S a pessoa que, na relação %urídica ocupa a situação
%urídica ativa, ou se%a, é o portador do direito sub%etivo que tem o poder de e0igir do su%eito
passivo o cumprimento do dever %urídico.
)u%eito passivo = possui o dever %urídico. 3ncontra'se no p+lo oposto. S o indivíduo que
integra a relação %urídica passiva, ou se%a, com a obrigação de uma conduta ou prestação em
favor do su%eito ativo.
S impossível a relação %urídica sem a bilateralidade de su%eitos, %á que não e0iste direito onde
não !á dever.
:ínculo?
:ínculo de Atributividade, na denominação de .aulo 7ader, pode ter origem tanto na lei, quanto
no contrato.
7o entender de Miguel 9eale, #S o vínculo que confere a cada um dos participantes da relação o
poder de pretender ou e0igir algo determinado ou determinável$.
• 5b%eto?
5 :ínculo e0istente na relação %urídica está sempre em função de um ob%eto. As relaç,es
%urídicas são estabelecidas visando a um fim específico.
1""
Paulo Nader des(ons%dera 4a'o 6ur*d%(o (o!o ele!en'o, po%s (ons%dera8o !a%s u!
pressupos'o das rela7Tes 6ur*d%(as. SerD es'udado apropr%ada!en'e na Aula 10.
<F
)u%eito Ativo )u%eito .assivo
:ínculo
5b%eto
Narantia
5 ob%eto da relação %urídica recai sempre sobre determinado bem, que tanto pode ser patrimonial
ou não.
30? em um contrato onde se prev/ a construção de uma casa, o ob%eto é a prestação de serviçoP o
su%eito ativo é o contratante, e o passivo o contratadoP o vínculo se origina no contrato.
• Narantia?
A partir do conceito de que cada relação %urídica possui su%eito ativo e passivo, vínculo e ob%eto,
!á que se pensar necessariamente em um quarto elemento que vem aperfeiçoá'la, qual se%a a
garantia.
.odemos, afirmar, portanto, que a garantia decorre %ustamente do poder de coerção da lei. )e%a o
vínculo a pr+pria lei ou o contrato = que e0iste, pois a lei prev/ a sua e0ist/ncia = é o fator de
coerção que irá propiciar a garantia, visto que o descumprimento por parte do su%eito passivo em
cumprir sua obrigação acarretar'l!e'á sanção como forma de punição.
(ato 8urídico?
-onforme comentado acima, na visão de .aulo 7ader, o fato %urídico antecede a relação %urídica,
ra"ão pela qual não pode ser um de seus elementos. 7a verdade, tem fundamento sua assertiva %á
que, para que possa e0istir uma relação %urídica, a mesma deve advir de fato pré'e0istente.
3m uma visão mais global, repetindo a lição de -avalieri, o ireito nasce do fato. )e não e0istir
um elemento causador @fatoA, não !averá nada a ser avaliado @valorA, nem a necessidade de uma
regra @normaA para regular eventual direito.
-omo bem define o .rof. 8osé Acir Gessa, #(ato é todo acontecimento que ocorre no meio
social$.
4CH
AU'A 11 F PARTE II

Rela+,$ /ur2-".a
124
E)(C."e)
125126
9elaç,es 8urídicas quanto ao su%eito?
)IM.G3)? >uando as relaç,es cont/m apenas u9 -"re"t$ )u#1et"3$, ou se%a, um dos su%eitos
ocupa a posição ativa e o outro a posição passiva. Aquele que se coloca do lado ativo é o titular
do direito sub%etivo. Aquele que se coloca do lado passivo é o que tem o dever %urídico para com
o outro. 30emplo? relação em que se configure um empréstimo de din!eiro.
-5M.G3VA)? >uando encerram 3Jr"$) -"re"t$) )u#1et"3$) em cada lado, figurando como
su%eito ativo e passivo os seus titulares. 30emplo? contrato de trabal!o, contrato de locação de
im+vel, dentre outros.
AB)5GEBA)? >uando a coletividade figura como su%eito passivo da relação %urídica. )eus
efeitos vinculam todas e quaisquer pessoas do universo e não apenas aquelas diretamente
envolvidas. 7as relaç,es dessa nature"a está implícita a obrigação de respeito ao direito de
4CH
<I+RDAN+, )osF A(%r Lessa. Direito civil. p 1?9.
4CF
<=SM>+, Paulo Dourado de. Introdução ao estudo do direito. Aap. JJ2II.
4CK
NADER, Paulo. Introdução ao Estudo do Direito. R%o de )ane%ro: Sara%1a, Aaps. JJJ2 e JJ.
4C<
<=SM>+, Paulo Dourado de. op. cit. Aaps, J2II e J2III.
<K
outrem que se%a o respectivo titular do direito. .or isso, di"'se que operam erga omnes @contra
todos, para todos, que atinge a todosA. 30emplo? 5corre com o direito de propriedade ao qual
todos devem respeito.
93GABI:A)? >uando uma pessoa ou um grupo de pessoas figura no p+lo passivo da relação
%urídica. 3nvolvem somente as partes relacionadas entre si. A obrigação ou dever recais somente
sobre determinada@sA pessoa@sA, perfeitamente identificada@sA ou identificável@eisA, não tendo
qualquer inger/ncia quanto 1s demais pessoas não envolvidas. )ão denominadas, ainda, como
rela+<e) (e))$a"). 30emplo? S o caso das relaç,es da família, em que os direitos e deveres
circunscrevem'se, e0clusivamente 1s pessoas dos cLn%uges, dos pais e dos fil!osP ou, nas
relaç,es sucess+rias, cu%os direitos e obrigaç,es restringem'se 1s pessoas ligadas 1 !erança, tais
como os !erdeiros legítimos e testamentários, legatários, credores do de cujus, dentre outros.
9elaç,es 8urídicas quanto ao ob%eto? .odem ser pessoais, obrigacionais e reais, conquanto
direitos da pessoa, de uma prestação ou de uma coisa.
.3))5AI)? >uando relativas aos direitos das pessoas. A conduta de uma parte depende da
conduta da outra parte. 5correm nas relaç,es estabelecidas no ireito de (amília. 30emplo? .átrio'
poder, casamento, etc...P
5B9INA-I57AI)? >uando relativas 1s prestaç,es, !avendo liberdade de disposição. A conduta
de uma parte é o meio de satisfa"er o interesse da outra parte. 5correm nos contratos, de modo geral.
30emplo? 5 contrato de compra e venda, ao credor, gera a obrigação de entregar a coisaP ao devedor
gera a obrigação de pagar a coisa.
93AI)? >uando relativas 1s coisas. 7essas relaç,es, sobressaem os poderes e as faculdades que
t/m o titular em relação 1 coisa, colocando'se as demais pessoas do universo na situação %urídica de
não impedir que ele os e0erça. 30emplo? A transfer/ncia da propriedade de um titular para outro.
9elaç,es 8urídicas quanto 1s normas? 7o que tange 1 disciplina normativa, podem ser tratados
em várias subdivis,es.
• -I:I)? )ão aquelas estabelecidas pela lei aos particulares e reguladas pelos direito privado. :ia
de regra, são relaç,es %urídicas relativas. 30emplo? 5 art. 4I< do -.-. determina? Aquele que, por
ação ou omissão voluntária, neglig/ncia ou imprud/ncia, violar direito e causar dano a outrem ainda
que e0clusivamente moral, comete ato ilícitoP
4CO
.37AI)? são aquelas que decorrem da infring/ncia de um dever %urídico estabelecido na lei
penal. 30emplo? 5 art. 4C4 -... proíbe matar. )e ocorre o !omicídio, surge a relação %urídica entre o
3stado e o agente, da qual pode resultar aplicação da sanção prevista em lei.
-5M39-IAI)? )ão aquelas que di"em respeito 1s atividades dos comerciantes em geral.
30emplo? 5 art. 4.4OM, do novo -+digo -ivil, di"? 5 empresário e a sociedade empresária são
obrigados a seguir um sistema de contabilidade, mecani"ado ou não, com base na escrituração
uniforme de seus livros, em correspond/ncia com a documentação respectiva, e a levantar
anualmente o balanço patrimonial e o de resultado econLmico.
4CO
A sanção inerente aparece no art. MCO? #Art. MCO ' Aquele que por ato ilícito @art. 4I< e 4IOA causar dano a outrem, fica obrigado
a repará'lo$ .
<<
B9ABAG*I)BA)? )ão aquelas que di"em respeito 1 conviv/ncia entre empregador e
empregado dentro da empresa moderna. 30emplo? 5 art. HM4 da -GB afirma não constituir %usto
motivo para a rescisão do contrato de trabal!o da mul!er, o fato de !aver contraído matrimLnio ou de
se encontrar em estado de gravide". 5correndo o contrário, estabelece'se uma relação %urídica
trabal!ista entre empregada e empregador.
-57)BIBE-I57AI)? )ão aquelas que disp,em sobre a estrutura do 3stado, definem a função
de seus +rgãos e estabelecem as garantias fundamentais da pessoa. As normas constitucionais
disp,em sobre a auto'organi"ação do 3stado, limitando a ação de governo ao estabelecer fai0as de
compet/nciaP bem como consagram o ireito de garantia das pessoas, sendo certo que as
constituiç,es modernas estabelecem todo um rol de garantias fundamentais do !omem.
4CI
AMI7I)B9ABI:A)? )ão aquelas que buscam a regulação dos serviços pDblicos.
-onsideramos serviço pDblico, a atividade estatal voltada para a satisfação das necessidades coletivas
essenciais, dentre as quais, podemos citar os serviços de correios, fornecimento de água e energia
elétrica, seguranças, obras pDblicas, etc. 3stá profundamente inserida no nosso cotidiano, pois não
apenas estabelece as regras internas da administração pDblica, como tecem par6metros de conduta
e0terna, tais como os c+digos de postura, caça e pesca, e0tratividade mineral, e outros. Ainda em
plena fase desenvolvimento no Brasil, busca dar 1 administração pDblica uma #performance$ mais
profissional de modo a dar mais efici/ncia no atendimento 1 demanda dos serviços pDblicos.
4CM

4H;
B9IBEB&9IA)? ecorrentes das relaç,es financeiras. S o braço que rege impostos e ta0as,
impondo sanç,es para o não pagamento dos mesmos. )uas sanç,es são tanto patrimoniais @multa,
correção monetária, etcA quanto pessoais @prisãoA, nesse caso com o diferencial de que, a prisão pode
ser atenuada caso o contribuinte infrator quitar o débito fiscal, quando notificado para tal.
4H4
.95-3))EAI)? )ão aquelas que disciplinam o processo %udicial, ou se%a, a seqJ/ncia de atos
destinados a obter a sentença definitiva. 3m termos mais claros, propiciam os meios necessários para
fa"er valer o direito material. )ua distinção do ireito Material é recente e divide'se em .rocesso
-ivil e .rocesso .enal. )ão c!amadas triangulares ou trilaterais, pois além dos su%eitos está vinculada
1 atuação do %ui".
4. 5 ireito .rocesso -ivil regulamenta o processo que tem por ob%eto, matéria cível, ou
se%a, todo litígio não encampado na 6mbito penal. A iniciativa depende da vontade das
partes e seus efeitos alcançam somente os indivíduos que são parte no processo.
C. 5 ireito .rocessual .enal disp,e sobre a ação penal, ou se%a, o e0ercício do poder
punitivo do 3stado e, ao contrário de que ocorre no cível, a ação pode sofrer alteração
no seu decorrer, atingindo indivíduos que inicialmente não integravam o processo.
0. Além das distinç,es clássicas, no Brasil, começa'se a discutir a e0ist/ncia de relação
processual administrativa, o que, num primeiro instante fa" bastante sentido, na medida
em que o processo administrativo segue ritualística bastante similar 1 do ireito
.rocessual.
4HC
9elaç,es 8urídicas podem ser ainda? ireito .Dblico @de subordinaçãoA ireito .rivado @de
coordenaçãoA
4CI
NADER, Paulo. op.cit. p. 04".
4CM
ibid. p. 040H044.
4H;
<=SM>+, Paulo Dourado de. op. cit. p.1I0, 1I4.
4H4
ibid. p. 100 e 1I4.
4HC
<=SM>+, Paulo Dourado de. op. cit. p. 1#" e 1#0.
<O
I93IB5 .YBGI-5? >uando o 3stado participa da relação %urídica com seu poder de mando
@imperiumA que l!e é inerente. 5correm quando são disciplinados os interesses gerais da
coletividade, nos quais o interesse pDblico se imp,e. 30emplo? 9elaç,es entre o (isco e o
contribuinte, relaç,es entre o 3stado e seus funcionários, relaç,es entre o 3stado e cidadão que teve
seu im+vel desapropriado, etcP
I93IB5 .9I:A5? >uando integradas por particulares em plano de igualdade, podendo nelas
o 3stado participar, desde que não investido de sua autoridade ius imperium. 30emplo? As relaç,es
decorrentes de um contrato, se%a entre particulares, se%a entre o 3stado e uma pessoa física ou
%urídica, é uma relação de direito regulada pelos instintos constantes do ireito -ivil.
• 5utras espécies?
• 93GAdi3) 8E9_I-A) AB)B9ABA)? ecorrem da abstração da lei. Bais relaç,es não
individuali"am os titulares dos direitos e obrigaç,es. )ão as relaç,es %urídicas tal como colocadas na
lei, genéricas.
30? A relação entre o governo e o eleitor em face ao dever de votar é abstrata. S a previsão do fato'
tipo no corpo da lei. >uando ocorre o fato se concreti"a.
• 93GAdi3) 8E9_I-A) -57-93BA)? 5s su%eitos são individuali"ados.
30? A bateu no carro de B. )ua conduta amoldou'se a regra do art.4I<--, uma ve" que causou
pre%uí"o a outrem. Agora, está ele obrigado a reparar o dano a B.
Ta lei aplicada ao caso concreto. S o abstrato tornando'se concreto pela ocorr/ncia de um fato.
4HH
• 93GAdi3) 8E9_I-A) .9I7-I.AI)? Bem vida autLnoma, não dependem de nen!uma outra relação
%urídica para sobreviver.
• 93GAdi3) 8E9_I-A) A-3))c9IA)? -omo regra, no ireito o acess+rio segue o principal.
ependem de uma outra relação %urídica, não tem autonomia.
30.? o contrato de sublocação gera uma relação %urídica acess+ria 1 da locação, que é a principal.
3feito disto é que, uma ve" rescindido o contrato de locação, rescindido estará automaticamente o de
sublocação, uma ve" que a relação acess+ria sempre seguirá a principal, pois a relação acess+ria não
tem vida autLnoma .
4HF
4HH
+<EMAN, Ra5uel. /aterial de consulta ied II "00#8". R%o de )ane%ro: =nesa.
4HF
Idem.
<I
AU'A 12

P$)"+,$ /ur2-".a -$) I*-"32-u$); P$)"+,$ 1ur2-".a at"3a6
D"re"t$ Su#1et"3$; 8$*.e"t$ e Ele9e*t$);
D"re"t$ P$te)tat"3$6 .$*)t"tut"3$) e eAt"*t"3$);
.$-er 1ur2-".$ e &a.ul-a-e 1ur2-".a;
P$)"+<e) /ur2-".a) (a))"3a)6 -e3er 1ur2-".$> )u1e"+,$> $#r"%a+,$ e \*u);

P$)"+,$ /ur2-".a -$) I*-"32-u$)6
5s su%eitos @indivíduosA colocam'se ativa e passivamente nas relaç,es %urídicas. 3m regra
geral, ocupam posiç,es unitárias contrárias, isto é, um su%eito ativo e um su%eito passivo. -ontudo, não se
pode ignorar que, em determinadas relaç,es, podem os su%eitos, eventualmente, figurar ao mesmo tempo
na posição ativa e passiva, dependendo da nature"a ou do neg+cio %urídico que os vinculam. :eremos a
seguir, particularmente, cada uma dessas situaç,es.
P$)"+,$ 1ur2-".a at"3a6
A pessoa que ocupa a posição %urídica ativa é o t"tular -$ DIREITO SU!/ETIMO, o )u1e"t$
at"3$ da relação %urídica, o credor da relação obrigacional principal, ou se%a, aquele que tem o poder de
e0igir do su%eito passivo o cumprimento do dever %urídico. Assim, para o e0ercício de seus direitos, o
su%eito que está na posição at"3a tem ($-ere) ou &a.ul-a-e) que utili"ará ou não, dependendo de sua
vontade ou de seu interesse.
Assim, os PODERES e as 0A8U'DADES /URSDI8AS formam o 8ONTENDO dos
DIREITOS SU!/ETIMOS que, por sua ve", ora se %untam em um s+ titular e constituem um -"re"t$
(le*$, obrigacional ou real, ora formam um -"re"t$ l"9"ta-$ quando um dos poderes l!es são retirados
pela lei @e0.? a indisponibilidade dos bens dotaisA, ou pelo respectivo título originário unilateral @e0.? a
indisponibilidade imposta pelo testadorA ou convencional @e0.? pelo doadorA. 3 outras ve"es, o pr+prio
titular do direito o desmembra e atribui a outrem uma ou alguma de suas faculdades, com elas &$r9a*-$
u9 -"re"t$ *$3$ @e0.? os direitos reais sobre coisa al!eia, como o usufruto, a enfiteuse, etc.A
D"re"t$ O#1et"3$ e Su#1et"3$
Bebendo na fonte de )ilvio 9odrigues, temos a seguinte distinção? #5 fenLmeno %urídico,
embora se%a um s+, pode ser encarado sob mais de um 6ngulo. :endo'o como um con%unto de normas que
a todos dirige e a todos vincula, temos o direito ob%etivo. S a norma da ação !umana, isto é, a norma
agendi.
<M
P &$r+$)$ le9#rar Que u9a -eter9"*a-a
.la))"&".a+,$ *,$ el"9"*a $utra> -e &$r9a
Que u9a rela+,$ 1ur2-".a ($-e )er
)u#9et"-a a -"3er)a) .la))"&".a+<e)
)"9ulta7*ea9e*te6 S"9(le)> -e D"re"t$
P@#l".$> Relat"3a> .$*.reta e
$#r"%a."$*al;
EA6 Pa%a9e*t$ -e I9($)t$;
)e, entretanto, o observador encara o fenLmeno através da prerrogativa que para o indivíduo
decorre da norma, tem'se o direito sub%etivo. Brata'se da faculdade conferida ao indivíduo de invocar a
norma em seu favor, ou se%a, a faculdade de agir sob a sombra da regra, isto é, a facultas agendi.
4HK
7a visão de .aulo ourado de Nusmão #>uando consideramos o direito como norma
obrigat+ria, ou como con%unto de normas obrigat+rias, entendemo'lo como direito ob%etivo, ou se%a,
direito em sentido ob%etivo$. S ob%etivo, na medida em que decorre da norma, e0presso em lei. Boda lei
ou norma nela contida é e0emplo de direito ob%etivo.
5 direito sub%etivo nasce através do fato %urídico, do direito ob%etivo @norma agendiA. A
norma %urídica @direito ob%etivo'norma agendiA antecede ao direito sub%etivo.

D"re"t$ Su#1et"3$
5 ireito )ub%etivo corresponde 1s possibilidades ou poderes de agir que a ordem %urídica
garante ao indivíduo. >uando di"emos, por e0emplo? #(ulano tem direito de pedir uma indeni"ação$ =
podemos afirmar que esse indivíduo possui direito sub%etivo, identificado na faculdade @garantida pela leiA
de poder e0igir uma reparação.
3special a definição de .aulo . de Nusmão para quem #ireito )ub%etivo, de modo geral,
pode ser entendido como a prerrogativa ou faculdade outorgada, por lei ou por contrato, a uma pessoa,
para praticar certo ato$.
.ara .aulo 7ader #5 ireito ob%etivo consiste, assim, na possibilidade de agir e de e0igir
aquilo que as normas de ireito atribuem a alguém como pr+prio$. 5u mais especificamente #5 direito
sub%etivo apresenta'se sempre em relação %urídica. Apesar de relacionar'se com o ireito 5b%etivo, ele se
op,e correlativamente é ao dever %urídico. Em não e0iste sem o outro. 5 su%eito ativo da relação %urídica
é o portador de direito sub%etivo, enquanto o su%eito passivo é o titular do dever %urídico.
4H<
ireito )ub%etivo é, em Dltima análise, o poder de submeter alguém a um direito seu
preestabelecido pela norma %urídica. 3nse%a em um dever %urídico e 1 su%eição da outra parte.
Ele9e*t$)6
.ara que se ten!a direito sub%etivo é necessário que !a%a tr/s elementos @doutrina de )antiago
antasA?
4HO

4. S necessária a e0ist/ncia de um dever correspondente. 7a balança da 8ustiça, para cada
direito, um dever correspondente.
C. 5 direito é passível de ser violadoP
H. .ode o titular do direito ter iniciativa de coerção. 3m caso de descumprimento do dever
%urídico inerente, o su%eito ativo poderá acionar a tutela %urisdicional para a mantença de
seus direitos.
Te$r"a) -e Hel)e* e Du%u"t =Te$r"a) Ne%at"3")ta)I 7 7egam a e0ist/ncia do direito
sub%etivo dentro da ordem %urídico'positiva. 30pressão do pensamento positivista, afastando
conceitos a0iol+gicos, restando o conceito de que o que e0iste de fato é o dever de cumprir a
norma positivada.
D"re"t$ P$te)tat"3$6
S o poder conferido ao respectivo titular de produ"ir um efeito %urídico mediante uma
declaração unilateral de vontade, s+ de per si, com ou sem formalidade, ou integrada por uma ulterior
decisão %udicial. )ão su%eitos a uma modificação %urídica.
4HK
S%l1%o Rodr%/ues 3 D%re%'o A%1%l RPar'e <eralN, " 3 p. 0?H0I.
4H<
Paulo Nader 3 In'rodu7ão ao Es'udo do D%re%'o, 1?9 3 p. 000H001.
4HO
Paulo Nader 3 In'rodu7ão ao Es'udo do D%re%'o, 1?9 3 p. 00".
O;
30emplos? 5 direito de o locador denunciar a locaçãoP ou o direito do condLmino de e0tinguir
o condomínio.
.ode'se di"er que os -"re"t$) ($te)tat"3$) são ($-ere) que o respectivo titular tem de &$r9ar
-"re"t$), mediante a simples reali"ação de um ato voluntário e sem que isso corresponda em relação ao
obrigado o cumprimento de uma prestação.
iferentemente das demais espécies de direitos sub%etivos, no caso dos -"re"t$) ($te)tat"3$), o
su%eito passivo da relação %urídica, ao invés de prestar, satisfa"endo a obrigação, apenas submete'se 1
vontade do titular do direito @)u1e"+,$A.
Medidas as proporç,es, é como se uma das partes na relação %urídica detivesse o #ius
imperium$, ou se%a, somente a sua vontade prevalece, não cabendo 1 outra qualquer oposição.
As diferenças fundamentais, portanto, são?
7o direito sub%etivo? !á um dever %urídico pree0istente, o que não ocorre no potestativoP
5 direito sub%etivo pode ser violado, o potestativo não.
D"re"t$) ($te)tat"3$) .$*)t"tut"3$)?
)ão aqueles em que o seu titular tem o poder de criar uma relação %urídica por sua e0clusiva
manifestação de vontade.
30emplo? A servidão de constituição de passagem, a aceitação de !erança, o direito de prefer/ncia.
D"re"t$) ($te)tat"3$) eAt"*t"3$)?
)ão aqueles em que seu titular tem o poder de e0tinguir uma relação %urídica, por sua e0clusiva
manifestação de vontade.
EAe9(l$6 A re3$%a+,$ -$ 9a*-at$> $ r$9("9e*t$ -$ 32*.ul$ -$ .a)a9e*t$ (el$ -"3Xr."$> a
a*ula+,$ -e *e%X."$ 1ur2-".$;
D"re"t$) ($te)tat"3$) 9$-"&".at"3$)?
Alguns = poucos, diga'se = autores sustentam, ainda, a e0ist/ncia de direitos potestativos
modificativos. )ão aqueles que produ"em uma modificação de uma relação %urídica pree0istente, que
continua a e0istir?
30emplo? casal que contrai matrimLnio e, uma das partes pede o div+rcio, mas continua em união
estável.
3ntretanto, especialistas em ireito .otestativo, como o prof. (lávio .imentel, a !ip+tese real é
até possível, mas absolutamente despre"ível como figura %urídica, não !avendo motivo para sua
categori"ação.
4HI
Outra) )"tua+<e) 1ur2-".a) )u#1et"3a)6
5 direito sub%etivo é apenas uma das categorias possíveis de situação %urídica sub%etiva, assim
como o interesse legítimo, a faculdade e o poder.
P$-er /ur2-".$ e 0a.ul-a-e /ur2-".a são e0press,es semel!antes, mas, com significados
diferentes.
• 5 PODER /URSDI8O nasce da norma e deve ser e0ercido pelo respectivo titular, em caráter
quase obrigat+rio. Assim, por e0emplo, o pátrio poder que t/m os pais em relação aos fil!os.
D"&ere*+a -"re"t$ )u#1et"3$ e ($-er
7o direito sub%etivo estamos diante de uma pretensão, a ser e0ercida em seu pr+prio
benefício e a qual corresponde um dever %urídico. 8á na situação de poder é conferida uma função
normativa atribuída a um titular, que não pode dei0ar de praticá'la, em ra"ão de sua indisponibilidade. Ao
poder corresponderá uma forma, maior ou menor, de su%eição.
4HI
.IM37B3G, (lávio. ;ntrevista. 9esende? Enesa, maio C;;K.
O4
30emplos de poder? poder familiar @poder dever instituído aos pais em função do interesse dos
fil!osAP formas de poder e0ercidas pelos +rgãos do 3stado @não no interesse da 9epartição .Dblica, mas
da coletividadeA. @Miguel 9eale, Giç,es .reliminares de ireitoA.
0a.ul-a-e 1ur2-".a6
-omo %á pudemos aferir em aulas anteriores, a (aculdade 8urídica vem a ser o poder conferido
pelo direito de praticar certo ato sem que !a%a um dever %urídico em contrapartida. 30? faculdade de
contratar, faculdade de adquirir, faculdade de casar, a faculdade de alterar um contrato, a faculdade de
alienar um ob%eto seu.
A (aculdade 8urídica como uma e0pressão do .oder 8urídico consiste na possibilidade da
pessoa praticar atos %urídicos em sentido amplo, como o de adquirir uma casa. 3sta prática, como as
demais que decorrem do princípio da autonomia da vontade, não constitui um direito sub%etivo, porque
não se op,e a qualquer dever %urídico. A possibilidade de contrair matrimLnio, emancipar o fil!o menor,
doar bens é simples faculdade !umana decorrente de permissibilidade legal.
4HM
A 0a.ul-a-e /ur2-".a consiste no poder de agir conforme a norma, podendo dei0ar de ser
e0ercida sem afetar a e0ist/ncia do direito. ecorre da vontade do titular do direito sub%etivo, que pode ou
não e0ercitar os pr+prios direitos em face do su%eito passivo, dele e0igindo ou não a sua satisfação, para o
que disp,e do -"re"t$ -e a+,$.
5 e0ercício de um direito, em princípio, é &a.ultat"3$, como no caso dos direitos reais
@consistem nas faculdades de uso, go"o ou fruição e disposição da coisaA ou obrigacionais @consistem em
e0igir do devedor a prestação de dar, de fa"er ou de não fa"erA. -ontudo, !á direitos que devem ser
e0ercidos obrigatoriamente, porque são outorgados em proveito de outras pessoas, como os do pai em
relação aos fil!os. 7esse caso estaremos mais no campo do poder %urídico do que da faculdade %urídica.
7o entender de Maria *elena ini" #S comum di"er'se que o direito sub%etivo é facultas
agendi. .orém as faculdades !umanas não são direitos, e sim qualidades pr+prias do ser !umano que
independem de norma %urídica para sua e0ist/ncia$.
3ntende, ainda, que #-ompete a norma %urídica ordenar tais faculdades !umanasP logo, o uso
dessas faculdades é lícito ou ilícito, conforme for permitido ou proibido. .ortanto, o direito sub%etivo é a
permissão para o uso das faculdades !umanas$. #A facultas agendi é anterior ao direito sub%etivo.
.rimeiro, a faculdade de agir, e, depois, a permissão de usar essa aptidão.
4F;
30? Bodos n+s temos o direito
de ser proprietários @facultas agendiA, porém a norma @direito ob%etivoA é que garante o direito de
propriedade.
S importante diferenciar a faculdade !umana do direito sub%etivo. 3nquanto a primeira não está
condicionada a um dever %urídico correlato o ireito )ub%etivo decorre de disposição legal e,
conseqJentemente, está condicionado a um dever %urídico, a uma obrigação. 3m suma, a faculdade
!umana, quando autori"ada por lei, torna'se faculdade %urídica e a facultas agendi, nesse caso, equivale ao
ireito )ub%etivo.
-omo .ara.ter2)t".a) -a) &a.ul-a-e) 1ur2-".a) podemos apontar?
7ão t/m vida pr+pria. )ubmetem'se, no e0ercício, 1s normas que disciplinam o direito que as
integramP
)ão conseqJ/ncias naturais do direito. Antes de o direito ser adquirido, quem tem a e0pectativa
de adquiri'lo não pode e0ercer qualquer de suas faculdadesP
A faculdade pode dei0ar de ser e0ercida sem afetar a e0ist/ncia do direito que integra. 5
conteDdo de um direito pode ser desfalcado de uma de suas faculdades que o comp,e, sem que
o direito dei0e de e0istirP
5 direito sub%etivo não perde a subst6ncia por não ser e0ercida qualquer uma das suas
faculdades, a menos que outra pessoa, por equívoco ou de modo consciente, passe a e0erc/'las
ostensivamente, prolongando a sua ação por tempo que o ordenamento %urídico considere
suficiente para que adquira o direito que corresponde 1 faculdade %urídica e0ercida.
4HM
Idem = @cit. 9ecaséns )ic!es, Bratado Neneral de (ilosofia el erec!oA.
4F;
Maria *elena ini" = -omp/ndio de Introdução 1 -i/ncia do ireito. -ap H = 4 -, p. CF<
OC
30emplo? é o que pode acontecer ao proprietário que não e0erce a faculdade de usar ou go"ar
@receber os frutosA, dei0ando inerte o seu direito até que alguém adquira o direito de propriedade
através do u)u.a(",$P
)ão as faculdades que dinami"am os direitos, impossibilitando sua cristali"ação. Em direito
cu%o titular não usa as faculdades correspondentes, conserva'se estático e pode prescrever ou
gerar a decad/ncia.
-omo ensina .aulo ourado de Nusmão, #5 direito sub%etivo não se confunde com o estado
pessoal @statusA, com a e0pectativa de direito, com a faculdade %urídica, com o lícito %urídico e com a
posição %urídica$.
4F4
P$)"+,$ 1ur2-".a =S"tua+,$ /ur2-".aI6 .ode ser definida como a situação do su%eito em uma
relação %urídica, por força da qual é c!amado a agir na esfera %urídica do outro.
Statu) $u e)ta-$ (e))$al6 S um dos pressupostos do direito sub%etivo, consistindo em uma
situação %urídica da qual decorrem, ou podem decorrer direitos sub%etivos, tal como o estado de
casado.
4FC
EA(e.tat"3a -e -"re"t$6 -!amada por arlos 3lberto =ittar de situação %urídica preliminar, é o
direito sub%etivo ainda em formação, que pode vir a ser direito. Ainda não foi incorporado ao
patrimLnio ou 1 personalidade de um titular. @30emplo? 5 funcionário pDblico a ser promovido
por antiguidade e que está em primeiro lugar na lista da Administração .Dblica para a promoção.
)ua e0pectativa s+ se consolida em direito quando ocorrer a vaga.A
4FH
'2."t$ 1ur2-".$6 S a esfera de ação social dei0ada 1 livre decisão do indivíduo, não
regulamentada %uridicamente. A norma %urídica não ordena, nem proíbe, dei0a no campo da
licitude, não no direito sub%etivo. @30emplos? art I
o
, : e 4O;, e Dnico da -(A.
P$)"+<e) /ur2-".a) (a))"3a)6
3ncontra'se na posição %urídica passiva, o su%eito passivo da relação %urídica, isto é, quem tem
o -e3er 1ur2-".$ imposto pela norma ou decorrente de um ato de vontade. 30emplo? o contrato. S a
posição em que se encontra aquele contra quem é dirigida a vontade do su%eito ativo. 3m qualquer
circunst6ncia, estará o devedor num ESTADO DE SU/EIÇÃO ao credor @titular do direitoA, visto caber
a este a faculdade de e0igir a satisfação de seu direito, no caso de inobserv6ncia do mesmo.
De3er /ur2-".$6
.ode'se di"er que o ever 8urídico equivale 1 posição %urídica daquele su%eito que, em
decorr/ncia da norma, está obrigado a praticar um ato ou se omitir, sob pena de ser penali"ado. )+ !á
dever %urídico quando !á possibilidade de violação da regra social. ever %urídico é a conduta e0igida.
4FF
5 dever %urídico decorre do pr+prio ordenamento %urídico, que !á de prever obrigaç,es para
cada direito e0istente, independentemente, do tipo da norma ou da espécie da relação %urídica. 30?
-ontrato, onde as partes contraem obrigaç,esP 7orma tributária que e0ige do contribuinte o pagamento de
determinado imposto.
3nsina .aulo 7ader que e0istem duas correntes divergentes sobre o dever %urídico. 3nquanto a
mais antiga o identifica como dever moral, prevalece a corrente positivista de Qelsen que identifica'o
como com as e0press,es normativas do direito ob%etivo. #o dever %urídico não é mais que a
4F4
Paulo D. <us!ão 3 In'rodu7ão ao Es'udo do D%re%'o, 1@0 3 p. "?IH"?#.
4FC
ibid 1@0 3 p. "?I.
4FH
Idem.
4FF
.aulo 7ader = Introdução ao 3studo do ireito, 4O< = p. H4CUH4F.
OH
individuali"ação, a particulari"ação de uma norma %urídica aplicada a um su%eito$, #um indivíduo tem o
dever de se condu"ir de determinada maneira quando essa conduta é prescrita pela ordem social$.
4FK

entre as várias espécies de obrigaç,es %urídicas, destacam'se?
ever positivo? 5brigação de dar e fa"erP
ever negativo? 30ige omissão. -aso específico da obrigação de não'fa"er.
ever contratual? tem origem nos contratosP
ever e0tracontratual ou aquiliano? dever legal decorrente da lei. )ão deveres %urídicos
e0tracontratuais, também denominados obrigaç,es aquilianas, os que se originam de uma
norma %urídica. 30emplo? o dano em um veículo, provocado por colisão, gera direito e dever
para as partes conflitantes.
ever %urídico permanente? S aquele que não se esgota com o seu cumprimento. 30emplo? os
%urídico'penais, que são ininterruptos.
ever %urídico transit+rio ou instant6neo? S aquele que se e0tingue com o cumprimento da
obrigação. 30emplo? o pagamento de uma dívida fa" cessar o dever %urídico.
Su1e"+,$6
)ão elementos fundamentais da relação %urídica, o direito e o dever, que coe0istem num plano
de igualdade dentro do ireito, sem preval/ncia de um sobre o outro.
Bodavia, o dever %urídico imposto pelo contrato ou por lei, su%eita'se ao poder do titular do
direito, pois cabe a este e0igir a prestação de dar, de fa"er ou de não fa"er.
30emplo? o devedor de uma import6ncia a outrem tem o dever %urídico de pagá'la na data do
vencimento. 5 credor tem o poder de e0igir, %udicial ou e0tra%udicialmente, o pagamento da
dívida. (ica, assim, o devedor, em ra"ão do inadimplemento da obrigação, su%eito 1 e0ecução de
seus bens pessoais, decorrente do descumprimento do dever %urídico.
3ssa su%eição pode c!egar alcançar um patamar mais grave, atingindo até mesmo a liberdade
do indivíduo. 7o direito civil são e0emplos, a prisão no caso de não pagamento da pensão alimentíciaP na
prisão do depositário infiel ou ainda nos casos de sonegação fiscal. 7o direito penal, a su%eição pelo
descumprimento do dever %urídico imposto pela lei é mais grave, pois acumula penas corporais com a
interdição de direitos, obrigação de indeni"ar as vítimas ou seus parentes, a perda de bens, entre outras.
O#r"%a+,$6
>uando o dever %urídico consiste em uma (re)ta+,$ -e *ature5a (atr"9$*"al temos a
O!RI:AÇÃO. A (re)ta+,$, que forma $ .$*te@-$ -$) -e3ere) 1ur2-".$), di"'se fungível ou
infungível, conforme pode ou não ser substituída por outra do mesmo g/nero, qualidade e
quantidade. Bodas as prestaç,es de coisas são fungíveis. .ara a intenção das partes, se a
individualidade da pessoa é essencial ou não para caracteri"ar a prestação. 7os deveres pDblicos,
a regra é que a prestação não pode ser transferida para outrem? o dever de votar, de prestar
serviço militar são intransferíveis.
5 cumprimento do dever assegura'se no direito por meio de coação direta ou por meios indiretos
de coação, como decad/ncia de direitos, incapacidade, etc. 8uridicamente onde !á obrigação, !á
sanção que a garante e assegura. 30istem, contudo, as c!amadas $#r"%a+<e) *atura") que são
4FK
ZELSEN, ans, ,eor%a Pura do D%re%'o 2ol. I, ""@ R(%'. Paulo Nader 3 In'rodu7ão ao Es'udo
do D%re%'o, 1I? 3 p. 010N
OF
voluntárias, mas, uma ve" reali"adas, não podem ser ob%eto de pedido de restituição. 30emplo? o
pagamento de dívida de %ogo, ou de dívida prescrita.
>uando o dever %urídico consiste em uma prestação de *ature5a (atr"9$*"al;
4F<
5 cumprimento
dela promove a circulação de bens. .ode se di"er que é o vínculo que une dois indivíduos, no
qual uma delas @o devedorA está obrigada a uma prestação de nature"a econLmica 1 outra @o
credorA.
^*u)6
-ompreende a necessidade que o agente tem de comportar'se de determinado modo para reali"ar
um interesse pr+prio. @art KH;, I do -+digo -ivil de 4M4< U dispositivo correspondente no 7ovo
-+digo -ivil, art 4CFKA.
S, portanto, a necessidade que o agente tem de comportar'se de determinado modo para reali"ar
interesse pr+prio, como, por e0emplo, o Lnus da prova para quem dese%a defender %udicialmente
um direito seu.
Bambém pode ser um encargo imposto ao beneficiário de um neg+cio %urídico gratuito, como por
e0emplo, a doação ou legado, favorecendo o pr+prio instituidor, terceiro, ou a coletividade
anLnima.
)ão facilmente encontrados nas doaç,es aos Municípios, com o encargo de que se%am
construídos !ospitais, escolas ou crec!es, em benefício da comunidade. Apresenta'se, o encargo
@LnusA, como um dever imposto ao beneficiário da liberalidade, cu%o descumprimento poderá dar
ense%o 1 revogação da mesma. Mas a sua reali"ação não pode ser e0igida compulsoriamente,
nem constitui contra prestação do benefício recebido, consistindo numa recomendação ou um
consel!o ao beneficiário, sabendo esse que, caso aceite a liberalidade, deverá cumprir o Lnus.
D"&ere*+a) e*tre -e3er 1ur2-".$ e \*u) 1ur2-".$
7o dever %urídico, o comportamento do agente é necessário para satisfa"er interesse do titular do
direito sub%etivo, enquanto no caso do Lnus o interesse é do pr+prio agenteP
7o dever %urídico, o comportamento do agente vincula'se ao interesse do titular do direito,
enquanto no Lnus esse comportamento é livre, embora necessário, por ser condição de
reali"ação do pr+prio interesse.
• 5 Lnus é, pelas ra",es acima, o comportamento necessário para conseguir'se certo resultado que
a lei não imp,e, apenas faculta.
• 7o caso do dever !á uma alternativa de comportamento, um lícito @o pagamento, por e0emploA
e outro ilícito @o não'pagamentoAP no caso do Lnus, também !á uma alternativa de conduta,
ambas lícitas, mas de resultados diversos, como se verifica, por e0emplo, da necessidade do
adquirente de um im+vel registrar seu título.
D"&ere*+a) e*tre $#r"%a+,$ 1ur2-".a e \*u) 1ur2-".$
5brigação é prestaçãoP Lnus é encargoP
A obrigação deve ser satisfeita pelo devedorP o Lnus deve ser satisfeito pelo beneficiário da
liberalidadeP
A obrigação tem nature"a coercitivaP o Lnus não pode ser e0igido compulsoriamente.
4F<
.aulo . Nusmão = Introdução ao 3studo do ireito, 4K4 = p. C<I.
OK
AU'A 13

D"re"t$ Su#1et"3$; 8la))"&".a+,$6 a#)$lut$)> relat"3$)> (atr"9$*"a")> eAtra(atr"9$*"a")>
$r"%"*Jr"$)> -er"3a-$)> (r"*."(a")> a.e))Xr"$)> tra*)9"))23e")> "*tra*)9"))23e");
A Que)t,$ -a "*al"e*a#"l"-a-e> -a )u#7r$%a+,$ e -a )u.e)),$;
8la))"&".a+,$ -$) D"re"t$) Su#1et"3$)
)ão inDmeras as classificaç,es dos direitos, dependendo do 6ngulo da análise. Inicialmente,
divide'se em I93IB5) )EB83BI:5) .YBGI-5) e a dos I93IB5) )EB83BI:5)
.9I:A5).

DIREITOS SU!/ETIMOS PRIMADOS
5s ireitos )ub%etivos .rivados são ma%oritários dentre os direitos sub%etivos em geral. .rov/m
de normas de caráter privado, ou se%a, que tratam das pessoas em uma relação de igualdade. 7ão
!á preval/ncia do 3stado com o poder de #imperium$.
S importante frisar que, na prática, essas classificaç,es estão su%eitas a críticas, pois, tendo em
vista as constantes modificaç,es sofridas pela sociedade, muitas das categorias abai0o não mais
subsistem em sua integralidade.
8la))"&".a+,$ -$) D"re"t$) Su#1et"3$) Pr"3a-$) )$# $ A)(e.t$ e.$*\9".$ 8la))"&".a+,$ -$) D"re"t$) Su#1et"3$) Pr"3a-$) )$# $ A)(e.t$ e.$*\9".$
D"re"t$) Su#1et"3$) Patr"9$*"a") e EAtra(atr"9$*"a")
Patr"9$*"a")6
)ão aqueles que possuem conteDdo econLmico, isto é, aqueles em que o !omem procura atender
1s suas necessidades econLmicas. 3m regra, são transmissíveis e alienáveis, ao contrário do que
ocorre com os direitos personalíssimos.
7a concepção de .aulo 7ader, subdividem'se em reais, obrigacionais, sucess+rios e
intelectuais.
4FO
9eais? )ão aqueles que t/m por ob%eto um bem m+vel ou im+velP
5brigacionais? -on!ecidos ainda como de crédito ou pessoais t/m por ob%eto uma prestação
pessoal. 30? contrato de trabal!oP
)ucess+rios? )ão aqueles direitos decorrentes do falecimento de seu titular e são transmitidos aos
seus !erdeirosP
Intelectuais? i"em respeito aos autores e inventores, que t/m o privilégio de e0plorar sua obra,
com e0clusão de outras pessoas.
EAtra(atr"9$*"a") $u N,$7Patr"9$*"a")6
148
4FO
Paulo Nader 3 In'rodu7ão ao Es'udo do D%re%'o, 1I"H" 3 p. 00?.
4FI
.aulo 7ader = Introdução ao 3studo do ireito, 4OCUC = p. H;<.
O<
30istem direitos pessoais e0trapatrimoniais, também c!amados inatos, porque tutelam o ser
!umano a partir do seu nascimento, como é o caso dos direitos de família puros. Aqui também
estão compreendidos os direitos personalíssimos. 30emplo típico no que se refere ao ireito de
(amília é o disposto no e K
R
, do art CC< da -(, cu%a redação disp,e que #5s direitos e deveres
referentes 1 sociedade con%ugal são e0ercidos igualmente pelo !omem e pela mul!er$.
Bais direitos são dotados de valor moral, caso típico do direito 1 filiação, o direito ao pátrio
poder, o direito 1 !onra. .odem ser direitos personalíssimos ou direitos familiares propriamente
ditos. e todo modo, são inalienáveis, intransmissíveis, sendo alguns adquiridos pelo
nascimento. 30tinguem'se com a morte do titular. :ale como e4ceptio lembrar que, um direito
personalíssimo pode ser e0plorado economicamente, embora não possa ser transferido a outrem,
como é o caso do direito 1 imagem.
8la))"&".a+,$ -$) D"re"t$) Su#1et"3$) Pr"3a-$) Bua*t$ 4 E&".J."a 8la))"&".a+,$ -$) D"re"t$) Su#1et"3$) Pr"3a-$) Bua*t$ 4 E&".J."a

D"re"t$) Su#1et"3$) A#)$lut$) e Relat"3$)6
149
D"re"t$) Su#1et"3$) A#)$lut$)6
)ão aqueles em que o titular pode e0igir um comportamento negativo @abstençãoA de toda a
sociedade, sendo, portanto, e0ercidos er%a $9*e). -aso típico do direito de propriedade, onde
toda a coletividade é obrigada a respeitar.
A principal característica dos direitos absolutos é o dever geral de abstenção de todos os
membros da comunidade no sentido de não lesionar referido direito.
D"re"t$) Su#1et"3$) Relat"3$)6
)ão aqueles em que está na situação %urídica passiva uma pessoa ou pessoas determinadas. 30iste
uma relação %urídica entre as partes, se%a decorrente de contrato, de ato ilícito ou de imposição
legal. )ua eficácia é circunscrita a determinadas pessoas. )ão relativos aos direitos de crédito, in
personam.
9efle0o das relaç,es %urídicas relativas. 7os ireitos )ub%etivos 9elativos está na situação
%urídica passiva uma pessoa ou pessoas determinadas. 30iste uma relação %urídica entre as partes
@inter parsA, se%a decorrente de contrato, de ato ilícito ou de imposição legal.
30? 5s direitos de crédito em face de alguém, como os decorrentes de uma locação, de alimentos
@direitos obrigacionais ou de créditoAP e os pessoais, como aqueles decorrentes do casamento, do pátrio
poder, etc. @direitos de família purosA.
D"re"t$) Su#1et"3$) Or"%"*Jr"$) e Der"3a-$)
D"re"t$) Su#1et"3$) Or"%"*Jr"$) 6
)ão direitos que se adquirem diretamente, sem interposição de titular anterior.
30? A personalidade civil, o direito ao nome dos pais, direito a alimentos, os direitos
personalíssimos, o usucapião, a ocupação, etc.
D"re"t$) Su#1et"3$) Der"3a-$) 6
)ão os direitos que nos são transmitidos por alguém.
30? ireito 1 sucessão aberta, de uma compra e venda @direito de propriedadeA, direito de crédito, etc.
D"re"t$) Su#1et"3$) Pr"*."(a") e A.e))Xr"$)
15
D"re"t$) Su#1et"3$) Pr"*."(a") ?
)ão os c!amados direitos independentes, autLnomos.
30? ireito de propriedade, direito de crédito oriundo de contrato, o pátrio poder, direito a
alimentos.
4FM
I&ID. 4OCU4 = p. H;<.
4K;
+p. A%'. 1I"H0 3 p. 00I.
OO
D"re"t$) Su#1et"3$) A.e))Xr"$) 6
)ão aqueles que dependem do principal, não possuindo e0ist/ncia autLnoma.
30? ireitos decorrentes do contrato de fiança, direto a percepção de %uros, os resultantes de uma
cláusula penal, etc.
D"re"t$) )u#1et"3$) tra*)9"))23e") e "*tra*)9"))23e")
151
D"re"t$) Su#1et"3$) Tra*)9"))23e") ? 5s direitos sub%etivos são em regra tra*)9"))23e"), isto é,
podem ser transferidos para outros su%eitos.
D"re"t$) Su#1et"3$) I*tra*)9"))23e") ? Mas nem sempre é assim. Bambém temos os direitos
sub%etivos, que não estão su%eitos 1 transmissão. )ão os denominados personalíssimos> que di"em
respeito, normalmente, aos direitos da personalidade.
30? ireito 1 !onra, 1 vida, ao nome, 1 imagem.
Da I*al"e*a#"l"-a-e
A questão da inalienabilidade versa primordialmente sobre a indisponibilidade de uma coisa ou
de um direito. 7a esfera do ireito 9omano, as coisas inalienáveis eram coisas fora do comércio,
que não podem ser ob%eto de apropriação individual e que não podem também ser vendidas ou
compor o patrimLnio de uma pessoa.
.elo nosso ireito, !á tr/s categorias de bens inalienáveis?
NATURA'MENTE "*-")($*23e"), como, por e0emplo, o ar atmosférico, a água, o mar,
considerados como bens não'econLmicos, em face de sua grande quantidadeP
'E:A'MENTE "*al"e*J3e"), como, por e0emplo, os bens pDblicos de uso comum do povo ou
de uso especial, os bens dotais, os bens de incapa"es, o corpo, a vida, etc.
I*al"e*J3e") (ela MONTADE GUMANA, isto é, resultante de manifestação de vontade que
não pode ser arbitrária, somente pode ocorrer nos casos previstos em lei. .ode ser temporária ou
vitalícia. .ode resultar de doação, de testamento ou da instituição do bem de família.
Su#7r$%a+,$
)ignifica, em sentido amplo, substituição de um titular de direito por outro, ou de uma coisa por
outra. istingue'se, portanto, sub'rogação .3))5AG da sub'rogação 93AG.
)EB'95NAd`5 .3))5AG ? quando uma pessoa, natural ou %urídica, substitui outra na relação
%urídica, se%a por ato "*ter 3"3$), se%a .au)a 9$rt");
)EB'95NAd`5 93AG ? quando um bem toma lugar de outro como ob%eto do direito.
Su.e)),$
7a !ip+tese de transmiss&o derivada, o novo titular adquire o direito do seu anterior titular.
7esse caso, temos o fenLmeno da )E-3))`5.
á'se a sucessão quando alguém assume o lugar do outro su%eito em um determinado direito
sub%etivo. .ode ocorrer "*ter 3"3$), como no caso da compra e venda, ou .au)a 9$rt"), como no
caso da sucessão !ereditária.
A sucessão é presidida por certos princípios gerais, como, por e0emplo, o de que ninguém poder
transmitir mais direitos do que possui ou de que não se pode adquirir mais direitos do que
possuía o seu titular anterior.
AU'A 13 F PARTE II
4K4
.aulo 7ader = Introdução ao 3studo do ireito, 4OCUC = p. H;O.
OI
A &"%ura -$ A#u)$ -$ D"re"t$
D"re"t$ A-Qu"r"-$;
D")t"*+,$ e*tre D"re"t$ A-Qu"r"-$ e EA(e.tat"3a -e D"re"t$
A tutela .$*)t"tu."$*al -$ D"re"t$ A-Qu"r"-$


EAer.2."$ verss a#u)$ -e -"re"t$
152
5s AB5) 3 3V39-_-I5 dos direitos sub%etivos estão su%eitos a determinados requisitos de
duas ordens?
requisitos sub%etivosP
requisitos ob%etivos.
5s reQu")"t$) )u#1et"3$) di"em respeito aos )u1e"t$) -$ -"re"t$ )u#1et"3$, isto é, o su%eito que o
e0ercita @su%eito ativoA e o su%eito em face de quem se e0ercita @su%eito passivoA. evem ambos os su%eitos
ter legitimação, isto é, idoneidade para praticar atos de e0ercício de um determinado direito sub%etivo
@legitimação ativaA ou para suportar o e0ercício do direito @legitimação passivaA.
7um ou noutro caso, a legitimação pode ser direta ou indireta, ocorrendo a primeira quando
e0iste plena coincid/ncia entre o titular do direito ou o su%eito passivo e aquele que pratica os atos de
e0ercício do direito sub%etivo @capacidade de go"o e de e0ercícioA ou de defesaP e a segunda, quando não
coincidem na mesma pessoa a capacidade de go"o e a de e0ercício, como no caso dos absolutamente
incapa"es, que são representados @na verdade, substituídosA em todos os atos da vida civil por seus tutores
ou curadores ou são por eles assistidos em certos atos, no caso de incapacidade relativa.
5s reQu")"t$) $#1et"3$) di"em respeito ao eAer.2."$ $($rtu*$ e te9(e)t"3$ -$ -"re"t$
)u#1et"3$, isto é, não podem ser e0ercitados nem antes de adquiridos, nem depois da época devida, posto
que, no primeiro caso, faltaria legitimação e interesse ilegítimo, e, no Dltimo, porque, passado o limite
temporal para o e0ercício do direito, não teria mais ação para proteg/'lo, em virtude da prescrição, ou até
o perderia em definitivo, nos casos de decad/ncia.
• >uanto ao ABE)5 5 I93IB5, ao contrário da legislação dos outros países @-+digo -ivil
alemão, espan!ol, suiço, etc.A, o ordenamento %urídico brasileiro não contém regra genérica, mas
o repele em várias passagens.
• 30istem par6metros dentro dos quais os direitos podem e devem ser e0ercidos. Isto significa
di"er que os direitos, na verdade, são relativosP eles não são absolutos, como podem a princípio
parecer, salvo no tocante aos c!amados direitos personalíssimos @direito 1 vida, 1 liberdade, 1
!onra, 1 imagem, ao nome, etc.A. )e os demais direitos fossem absolutos, não sofreriam qualquer
restrição ou limitação ao seu e0ercício. )endo relativos, como de fato o são, o e0ercício de um
direito anormal pelo seu titular, causando pre%uí"o a outrem, é considerado abusivo.
.ortanto, o ABE)5 3 I93IB5 C $ eAer.2."$ a*$r9al -e u9 -"re"t$ (el$ t"tular, isto é, sem
que !a%a interesse legítimo ou além desse interesse, por mera rivalidade, concorr/ncia, imoralidade ou
para pre%udicar a outrem, sem que o agente se beneficie do resultado, causando, ainda, dano in%ustificado
a terceiro. esse conceito podemos e0trair alguns requisitos essenciais?
que !a%a de fato um direito e o seu e0ercício pelo titular do mesmoP
que tal e0ercício se faça sem qualquer interesse legítimo ou além desse interesseP
que o e0ercício do direito ocorra por mera rivalidade, concorr/ncia ou ainda para causar pre%uí"o
a outremP
que o agente não se beneficie do resultadoP
que cause dano a terceiros.
S importante ressaltar que no ABE)5 5 I93IB5 não !á manifestamente uma ilicitude ou
um ato in%urídico. )e assim fosse, estaríamos ou diante de um ilícito civil ou de uma ação típica
4KC
.aulo ourado de Nusmão = Introdução ao 3studo do ireito, 4KC = p. C<M.
OM
configurativa de crime, !ip+teses que não poderiam ser consideradas simplesmente como abusivas, mas
sim de nature"a muito mais grave. .ara !aver abuso de direito !á que e0istir como pressuposto básico um
direito do qual se fará uso imoderado. 30emplo? emissão de som, barul!o, gases nocivos ou fumaça de
forma e0cessiva, causando incLmodo ou pre%uí"o aos vi"in!os.
5 ABE)5 3 I93IB5 é, na verdade, um ato recon!ecidamente lícito, embora praticado
desmedidamente, vindo tra"er pre%uí"os a outrem, -omo di" Mac!ado .aupério? #7o abuso do direito não
!á violação direta da lei, como poderá parecer a muitos, mas apenas a violação do princípio geral de que
os direitos devem e0ercer'se dentro de certos limites.$
Moda!idade im&!Ecita de ato i!Ecito. o a#so de direito. &or/m. com e!e %)o se co%'%de. &ois o a#so
decorre do eFercEcio de m direito. rea!iGado. &or/m. de 'orma imoderada. eFcessiva. i%$sti'icada.
casa%do. assim &re$EGo a otrem*
5s e&e"t$) -$ a#u)$ -e -"re"t$, desde que configurado este, dão margem ao pedido de interdição
ou cessação do mesmo, além do de indeni"ação a fim de reparar os danos sofridos. )e o abuso consiste na
ameaça do e0ercício normal de um direito para e0torquir do ameaçado certa declaração de vontade, o seu
efeito consiste na anulabilidade do neg+cio %urídico, podendo até configurar crime de ameaça, se coação
!ouver.
D"re"t$ A-Qu"r"-$;
D"re"t$ a-Qu"r"-$ é aquele que, na vig/ncia de determinada lei, incorporou'se ao patrimLnio
de seu titular. .ode ser de nature"a patrimonial ou personalíssimo.
30? 5 servidor pDblico de carreira lotado em cargo de confiança por mais de cinco
anos tem direito a incorporar o salário do cargo ao seu salário baseP ao final de
cinco anos o servidor A completou o tempo e adquiriu o direito. A lei nova
e0tingue esse instituto %urídico. 7o caso do servidor A, ainda que o governo
não ten!a apostilado suas vantagens, não poderá negar'l!e o direito 1
incorporação, pois o direito se aperfeiçoou na vig/ncia da lei anterior.
5 art. <R da GI-- disp,e que #a lei em vigor ter( efeito imediato e geral, respeitados o ato
$rEdico &er'eito. o direito ad,irido e a coisa $!4ada”. 7a mesma esteira camin!a o inciso VVV:I do
art. KR da -arta Magna :a lei n&o prejudicar( o direito adquirido, o ato jurídico perfeito e a coisa
julgada”.
3rt# >?# 3 lei em vigor ter( efeito imediato e geral, respeitados o ato jurídico
perfeito, o direito adquirido e a coisa julgada#
@ 1?# -eputa1se ato jurídico perfeito o j( consumado segundo a lei vigente ao
tempo em que se efetuou#
@ A?# onsideram1se adquiridos assim os direitos que o seu titular, ou
algu9m por ele, possa e4ercer, com aqueles cujo come%o do e4ercício tenha
termo pr91fi4o, ou condi%&o preestabelecida inalter(vel, a arbítrio de
outrem#
@ B?# hama1se coisa julgada ou caso julgado a decis&o judicial de que j(
n&o caiba recurso#
EA(e.tat"3a -e -"re"t$6
-!amada por arlos 3lberto =ittar de situação %urídica preliminar, é o direito sub%etivo ainda
em formação, que pode vir a ser direito. Ainda não foi incorporado ao patrimLnio ou 1 personalidade de
um titular. @30emplo? 5 funcionário pDblico a ser promovido por antiguidade e que está em primeiro
I;
lugar na lista da Administração .Dblica para a promoção. )ua e0pectativa s+ se consolida em direito
quando ocorrer a vaga.A
4KH
EA(e.tat"3a -e D"re"t$? 3nquanto o direito adquirido %á se integrou ao patrimLnio ou 1
personalidade do indivíduo, a e0pectativa de direito é apenas direito em formação e que depende de uma
condição futura para gerar direito sub%etivo. -aso essa condição não se reali"e a e0pectativa não se
converterá em direito. -omo bem salienta .aulo ourado de Nusmão, a e0pectativa de direito é o *a-a
1ur2-".$.
A eA(e.tat"3a -e -"re"t$ é a mera esperança de vir adquirir um direito, ou se%a, o direito s+
surge e se adquire ao se verificar o fato ou o ato capa" de produ"i'lo ou de l!e conferir aperfeiçoamento e
vida. 30emplo? alguém promete a outrem instituí'lo !erdeiro em testamento.
P$)"+,$ -$ ST/ )$#re D"re"t$ A-Qu"r"-$ e9 8$*.ur)$ P@#l".$6
• 9ecentemente, em fevereiro de C;;I o )B8 mudou o entendimento sobre a questão do ireito
adquirido em concurso pDblico. *istoricamente, a posição do Bribunal se dava no sentido de que o
candidato aprovado em concurso pDblico, ainda que estivesse classificado no nDmero de vagas, teria mera
e0pectativa de ireito, %á que poderia ser c!amado ou não, de acordo com a conveni/ncia e necessidade
da administração.
• -om o %ulgamento do processo 9M) C;O4I, a corte decidiu que o candidato aprovado no
nDmero de vagas e0istente, detém direito adquirido 1 vaga, tendo assim, direito 1 nomeação.
154
• Bal posição tende a desfa"er não apenas os problemas na seara %urisprudencial como na doutrina,
%á que !á autores que v/em na situação elencada apenas e0pectativa de direito, ao passo que outros tantos
defendem tratar'se de direito eventual. .revalece, logo, a corrente que defende se tratar de direito
adquirido.
A tutela .$*)t"tu."$*al -$ D"re"t$ A-Qu"r"-$
A 'e" -e I*tr$-u+,$ a$ 8X-"%$ 8"3"l não era eficiente apenas 1 sua época. Basta salientar
que o legislador entendeu não ser pertinente a sua alteração por ocasião da promulgação do 7ovo -+digo
-ivil. Mais do que isso, no caso do art. <R, por e0emplo, o legislador constituinte, recon!ecendo o seu
papel fundamental no ireito Brasileiro, constitucionali"ou'o, inserindo'o no rol de direitos fundamentais
do artigo KR.
3rt# C? +odos s&o iguais perante a lei, sem distin%&o de qualquer
natureza, garantindo1se aos brasileiros e aos estrangeiros
residentes no País a inviolabilidade do direito 6 vida, 6 liberdade, 6
igualdade, 6 seguran%a e 6 propriedade, nos termos seguintesD
EEEF" 1 a lei n&o prejudicar( o direito adquirido, o ato jurídico
perfeito e a coisa julgadaG
!"#l"$%ra&"a6
B5BBI5, 7orberto. 3 +eoria do Hrdenamento !urídico. Brasília? 3d. Eniversidade de Brasília, 4MM<.
-A973I95, Marcelo. 3spectos b(sicos da fIria legiferante = 9io de 8aneiro? Enesa. C;;K.
ppppppP H =rasil e a 8Iria /egiferante = -ampinas? 9evista >uorum nR 4.
ppppppP H =rasil e o direito que queremos. no prelo, C;;O
I7Ib, Maria *elena. omp.ndio de "ntrodu%&o 6 i.ncia do *ireito. )ão .aulo? )araiva, C;;4.
3).I75GA, 3duardoP 3).I75GA (IG*5, 3duardo. 3 /ei de "ntrodu%&o ao ódigo ivil =rasileiro.
9io de 8aneiro? 9enovar. 4MMM.
(A9IA), -ristiano -!aves de. *ireito civil 7 teoria geral. C ed. 9io de 8aneiro? Gumen 8uris.
(A:I39, 8ean. arlos magno. )ão .aulo? 3stação Giberdade, C;;F.
(399Ab 89., Bércio )ampaio. "ntrodu%&o ao ;studo do *ireito# )ão .aulo? Atlas. C;;4.
4KH
.aulo . Nusmão = Introdução ao 3studo do ireito, 4K; = p. C<O.
4KF
S,)8 o 'r%&unal da (%dadan%a. D%spon*1el e!:
[.''p:HHWWW.s'6./o1.&rHpor'al\s'6Ho&6e'oH'eC'o.WspL'!p.es'%loM]'!p.areaM09#]'...^
I4
NI59A75, 8osé Acir Gessa. *ireito civil.
NE)M`5, .aulo ourado de. "ntrodu%&o ao ;studo do *ireito. 9io de 8aneiro? (orense, C;;4.
*5N3MA7, 9aquel. Jaterial de consulta ied "" C;;I'C. 9io de 8aneiro? Enesa.
*9q73IrI-b, )evero. Para 8ilosofar. 9io de 8aneiro? 3ditora )antelena, C;;4.
GIMA, *ermes. "ntrodu%&o 6 i.ncia do *ireito# CI ed. )ão .aulo? Biblioteca 8urídica (reitas Bastos.
MAVIMIGIA75, -arlos. Hermen.utica e aplica%&o do direito# 9io de 8aneiro? (orense. C;;4.
M3GG5, -leWson e (9ANA, B!elma. *ireito civil 7 introdu%&o e parte geral. 9io de 8aneiro?
Impetus. C;;K, p. CHI.
MIAIGG3, Mic!ael. "ntrodu%&o rítica ao *ireito# Gisboa?
M57B3I95.ras!ington de Barros. urso de direito civil 7 1? volume. H4 ed. )ão .aulo? )araiva.
ME)3BBI, 9odrigo Andreotti. 'ite do conselho de justi%a federal.
7A39, .aulo. "ntrodu%&o ao ;studo do *ireito. 9io de 8aneiro? (orense, C;;;.
KKKKK urso de *ireito ivil# Parte 2eral. 9io de 8aneiro? (orense, C;;H.
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