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Série The Bad Boys

Depende de Mim


Livro 2


M. Leighton





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184 do código penal e lei 9.610/1998.”


Resumo



Felizes para sempre não é fácil. Mas por amor, vale sempre a pena à luta.

Olivia encontra a felicidade, ao contrário de tudo que já conhecera, nos
braços de Cash. Ele deixa sua pele em chamas e derrete seu coração dentro do
peito. Infelizmente, o seu ‘felizes para sempre’dura pouco quando uma sombra
do passado de Cash ameaça virar seu mundo de cabeça para baixo.
Pessoas perigosas, do mundo do pai de Cash, descobriram que ele tem
informações que poderiam colocá-los na prisão por muito tempo. E eles estão
dispostos a fazer qualquer coisa ― e ferir qualquer um― para recuperá-los.
Desistir significa que Cash deve escolher entre a vida de seu pai e a vida de
Olivia.
Tendo quase superado sua desconfiança no bad boys, a confiança de
Olivia é abalada quando esta nova ameaça surge. Agora ela acha que Cash não
é apenas um perigo para seu coração, mas sua família tem associações que são
um perigo para a sua vida também. Ela logo descobre que existem algumas
situações na vida em que a confiança é a única opção para uma garota. E está é
uma delas. Se for para ela sobreviver, ela deve confiar em Cash com sua vida.
Mas para Olivia, isto é muito, muito mais fácil do que confiar nele com o
coração.



Comentário da tradutora Clau Bell: LIVRO ÓTIMO!!!!Tão excitante quanto o
primeiro... Para entender esse livro vocês terão que ler o primeiro, pois este é a
continuação da história. Segredos são revelados, Mafiosos entram em ação...
Surpresa Inesperada... e muitas, muitas cenas quentes. O amor e a paixão já
existem no livro 01 e nesse só se solidifica, por qual irmão?... Ah vocês terão que
ler rsrs.



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Capítulo Um


Olivia


Com o canto do olho, eu vejo a luz piscar na parte de trás do Dual. A porta do
escritório de Cash abre e fecha quando ele sai para o clube. Ele olha para cima e nossos
olhos se travam instantaneamente. Sua expressão é cuidadosamente educada, a meu
pedido, mas isso não significa que meus dedos do pé não enrolaram dentro dos meus
sapatos. Seus olhos estão brilhando enquanto ele olha nos meus. Meu estômago dá
uma cambalhota e, em seguida, ele olha para o lado, o que é uma coisa muito boa. Caso
contrário, não seria Cash a denunciar nosso segredo, seria eu quando deixasse a minha
posição atrás do bar, indo direito para ele, plantando meus lábios nos dele e depois
arrastá-lo de volta para a cama.
Levando meus olhos para longe dele, eu forço minha mente de volta para o meu
trabalho.
Droga.
―Eu pego. ―disse Taryn, chegando à minha frente para pegar um copo sujo de
cima do bar.
Eu sorrio e aceno meus agradecimentos, mas por dentro eu estou escolhendo
seus motivos loucos, separando cada um deles. Ela esta sendo boa comigo a noite toda
e eu não sei por que. Ela nunca foi boa comigo. Abertamente hostil, sim.
Acintosamente desonesta, sim. Mas boa? Oh, não. Antes de hoje, eu teria certeza que
quem pediu para Taryn afiar sua faca em direção a mim, era quem estava agora mesmo
olhando para mim.
E, no entanto, aqui está ela, sorrindo para mim e limpando o meu lado do bar.
Hmmm.
Eu não sou uma pessoa naturalmente desconfiada, então...
Ok, então eu sou uma pessoa naturalmente desconfiada, mas eu tenho uma boa
razão para ser. Uma vida inteira com conspiradores, mentirosos, interesseiros, egoístas
e todo tipo de pessoas nojentas me deixou um pouco cansada. Mas eu estou tentando
mudar.
De qualquer forma, estou extremamente curiosa para saber o que Taryn guarda
na sua manga. E há algo acima de sua manga tatuada. Eu apostaria minha vida nisso.
Ou a vida dela.
Eu quase posso ver as rodas girando atrás do azul amendoado e delineado de
seus olhos.
A única coisa que eu posso fazer, no entanto, é olhar a minha volta e manter
meus olhos bem abertos. Eventualmente ela vai escorregar e mostrar a mão. Então eu
vou saber o que está acontecendo naquela mente distorcida dela. Até então, estou mais
do que feliz em deixá-la beijar a minha bunda fofa e ajudar tanto quanto ela quer.
―Então. ― ela começa casualmente, enquanto faz o seu caminho de volta para
mim. ―Tem planos para hoje à noite, depois do trabalho? Pensei que poderíamos sair e
tomar uma bebida, para nos conhecermos um pouco melhor.
Tudo bem, isso está ficando ridículo.
Olho para ela, trabalhando para manter meu queixo no lugar enquanto espero a
piada.
Só que não é uma piada. Ela está séria.
―Você está falando sério.
Ela sorri e acena com a cabeça.
―É claro que eu estou falando sério. Por que eu iria perguntar se eu não
estivesse?
―Um, porque você me odeia. ―eu digo.
Droga!Lá se vai manter meus olhos abertos e deixá-la continuar com seu ardil.
―Eu não odeio você. O que na terra lhe deu essa ideia?
Oh. Meu. Deus. Será que ela realmente acha que eu sou tão estúpida?
Eu me viro para Taryn e dobro os braços sobre o peito. Eu não estou e nem
deveria estar aqui. Cash e eu acabamos de voltar de Salt Springs a algumas horas atrás.
Gavin estava cobrindo o meu turno desde que Cash não sabia se eu ia voltar ou não. E,
no entanto, aqui estou eu, trabalhando para cobrir Marco, quando eu deveria estar nua e
enrolada nos braços de Cash. Eu não quero tenho paciência para joguinhos.
―Olha, eu não tenho certeza de quem você está tentando enganar, mas se sou
eu, você pode desistir. Estou de olho em você, Taryn.
Ela abre os lábios carnudos cor rubi, como se ela fosse discutir, mas depois ela
os fecha. Sua expressão inocentemente agradável se estabelece em algo um pouco mais
do normal para ela e ela suspira.
―Ok, eu admito que tinha um pouco de inveja de você quando começou a
trabalhar aqui. Eu não sei se você sabia disso ou não, mas Cash e eu ficamos juntos.
Até recentemente, nós ainda... temos que resolver algumas coisas. Achei que você
poderia estar tentando ficar no caminho disso. Mas agora eu sei que não está. Além
disso, eu sei que ele não está interessado em você. Ele tem outra pessoa no anzol, mas
isso não importa de qualquer maneira.
Isso desperta minha curiosidade.
―Por que você diz isso?
―O quê? Que ele tem outra pessoa no anzol? Porque eu o vi com uma garota
loira algumas vezes e ele tem estado muito, muito distraído ultimamente. E isso não é
do feitio dele. Ele não é o tipo de cara de uma garota só.
―Ele não é?
―Oh, o inferno não! Eu sabia quando me envolvi. Qualquer garota que entra
em uma relação com Cash com o pensamento de que ela vai mudá-lo ou de que ela vai
ser a única, é mais burra do que uma caixa de cabelo longos e loiro.
―Loiro? Por causa da garota que você acha que ele está vendo?
Taryn encolhe os ombros.
―Ela, também, mas Cash tem um 'tipo'. ―diz ela, arqueando uma sobrancelha
perfurada para mim e segurando uma mecha pálida de seu cabelo. ―Loiro.
Eu aceno com um sorriso, tentando o meu melhor para parecer afetada. Que eu
não estou é claro. Longe disso. Na verdade, eu estou tão afetada. Eu sinto que eu
poderia arremessar bem no rosto bonito de Taryn.
―O que faz você pensar que ele nunca vai pegar... umas dessas loiras e se
estabelecer?
Seu riso é amargo.
―Porque eu conheço Cash. Esse cara tem sangue selvagem. Caras como ele
nunca mudam. E as garotas não podem fazê-los. É apenas a maneira que são. É por
isso que eles são tão irresistíveis, também. Todas nós não queremos o que não podemos
ter?
Eu sorrio de novo, mas não digo nada. Depois de alguns segundos, ela pega a
minha toalha e passa em um anel de vidro molhado no bar.
―De qualquer forma, eu estou acima disso. Eu apenas queria que você
soubesse que eu estou enterrando o machado de guerra.
―Estou feliz. ― eu consigo dizer engolindo o caroço na minha garganta.
Eu me ocupo com os primeiros deveres da limpeza. Dual está a menos de uma
hora do fechamento. De que maneira eu vou fazer isso por tanto tempo está além de
mim, mas sei que o primeiro passo é me manter ocupada. Mas nenhuma quantidade de
trabalho pode silenciar as vozes conflitantes em minha cabeça.
Você sabia que ele era um bad boy. É por isso que você tentou ficar longe dele e
não se envolver.
Eu me sinto desanimada, a boca do meu estomago estava enrolada como uma
cobra, fria e sem coração. Mas, então, a voz da razão, ou é a voz de negação? Fala.
Depois de tudo que aconteceu ao longo das últimas semanas, como você pode
duvidar da forma como ele se sente sobre você? Cash não é o tipo de fingir. E o que ele
disse, o que você compartilhou não é falso. É real. E é profundo. E Taryn é uma cadela
psicótica que não tem ideia do que ela está falando. Talvez toda a tinta da sua tatuagem
foi para o seu cérebro.
Enquanto tudo isso é verdade, nada do que eu digo a mim mesma erradica a
sensação de mal-estar que se instalou em meus ossos. Em meu coração.
Uma parte de mim― a racional, lógica, sem envolvimento, machucada muitas
vezes ― aparece para piorar a situação.
Quantas vezes você vai cair nas mesmas linhas?O mesmo tipo de cara?
Mas Cash é diferente. Eu sei. No fundo. Lembro-me de que é completamente
injusto julgar um livro pela capa. Não importa o quanto de experiência que eu tenho
com capas semelhantes. A capa de Cash pode ser a de um Bad Boy, mas o livro, o
interior é muito mais.
Enquanto eu limpo a grade sob a torneira de cerveja, meus olhos vagueiam na
multidão no interior escuro do clube, à procura de Cash. Quando o encontro, uma loira
peituda está jogando os braços em volta do pescoço dele e esfregando seu pequeno
corpo curvilíneo por ele todo. Eu cerro os dentes contra a vontade de saltar por cima do
balcão, ir direto até lá e deixá-la careca.
Mas minha raiva se desvanece em angústia quando eu vejo o sorriso de Cash em
seu rosto. Eu vejo seus lábios se moverem quando ele fala com ela e em meu coração
brota um vazamento. Faz-me sentir um pouco melhor quando ele chega até os braços
em torno de seu pescoço os tira e depois da um passo para trás, mas vai demorar mais
para tirar as palavras indesejadas de Taryn fora da minha cabeça.
Droga.
Meu humor drena e circunda para a próxima hora e meia. Mesmo que Taryn
tenha adotado uma personalidade bastante simpática quando ela não está sendo uma
cadela total não ajuda. Eu até comecei a pensar comigo mesma que talvez fosse uma
boa ideia voltar ao meu apartamento está noite.
Uma hora mais tarde, enquanto eu lavo o recipiente de limões cortados que fica
no meu final do balcão, ainda estou ponderando minhas opções enquanto eu debato a
possibilidade de que eu tenho transtorno bipolar não diagnosticado. Um copo desliza
através do bar na minha frente. Eu olho para cima para ver Taryn à minha direita,
sorrindo, segurando um copo com ela.
―Shhh. ― diz ela com uma piscadela. ―Eu não vou dizer se você não disser.
É hora de fechar de qualquer maneira. ― Ela puxa uma nota de dez dólares do bolso e a
joga.
Pelo menos ela está pagando.
Normalmente, eu educadamente recusaria, mas um tiro para acalmar os nervos e
aliviar meus pensamentos conturbados soa como uma boa ideia. Eu limpo as minhas
mãos em uma toalha e pego o pequeno copo.
Taryn levanta o dela e sorri para mim.
―Salut. ―ela exclama com um aceno de cabeça.
Concordo com a cabeça e levanto o meu também, e nós duas nos atiramos de
volta o nosso tiro. Eu não preciso perguntar o que ela derramou. A vodka queima todo
o caminho.
Fazendo um profundo som. ―Ah.―Taryn sorri para mim.
―Venha comigo. Parece que você precisa de uma noite de diversão frívola.
Antes que eu possa responder, a voz de Cash nos interrompe.
―Olivia. ― ele chama da porta de seu escritório. ―Venha me ver antes de ir.
Há algumas coisas que eu preciso discutir com você.
―Tudo bem. ― eu respondo meu estômago apertando com uma mistura de
desejo, excitação e medo. Ele volta ao seu escritório e fecha a porta. Eu me viro para
Taryn. ―Da próxima vez?
―Claro. - ela responde agradavelmente. ―Eu só vou terminar e ir.
Ela vagueia de volta para o seu lado no final do bar e me ocorre que podemos
realmente fazer isso e sermos amigas um dia.
Vai entender.
Eu demoro um pouco, desacelero o suficiente para que Taryn pudesse terminar
antes de eu voltar para ‘encontrar’ com Cash.
―Pronto! ― ela exclama, jogando a toalha de molho no desinfetante. ―Tudo
bem, Liv, eu estou indo. Gostaria que você pudesse vir, mas o dever chama. ―Ela
indica com a cabeça a direção do escritório de Cash e revira os olhos. Agarrando a
bolsa da prateleira sob o balcão, Taryn rodeia para se aproximar de mim do outro lado
do bar, muito escuro. Ela plantando as mãos sobre a superfície brilhante, se inclina para
frente e me dá um beijinho no ar como se ela estivesse beijando cada bochecha. ―Boa
noite, boneca.
Eu ainda estou lutando com descrença enquanto eu a vejo caminhar através da
porta e sair para a noite, o medo me bloqueia balançando. Eu decido que uma mudança
de personalidade drástica como essa não pode ser saudável.
No instante em que soou a batida da porta dianteira fechada, Cash abriu a porta
do escritório. Ele emerge, sua expressão dura e determinada. Com efeito, ele atravessa
a sala vazia e tranca as portas duplas atrás de Taryn.
Por alguns segundos, tudo o que eu tinha me preocupado no último par de horas
desaparece com o espaço que seus passos longos percorriam. Estou hipnotizada apenas
por observá-lo, a maneira como ele se move. Suas pernas longas e musculosas flexíveis
em cada etapa. Sua bunda perfeita deslocava por trás dos bolsos de sua calça jeans.
Seus ombros largos estavam quadrados e retos acima de sua cintura.
E então ele se vira para mim.
Eu nunca poderia me acostumar com o quão bonito ele é. Ele nunca poderia
deixar de me tirar o fôlego. Seus olhos quase negros perfuravam quentes nos meus. Ele
não quebrou o contato enquanto ele atravessou a sala novamente, desta vez em direção a
mim.
Ele pulou por cima do balcão e aterrissou ao meu lado. Sem dizer uma palavra,
ele se inclinou, me jogou sobre seu ombro e me transportou para baixo do comprimento
da barra e através do recorte na outra extremidade.
Meu coração está batendo forte enquanto ele me leva através do escritório e em
seu apartamento do outro lado. Meu corpo está em chamas com o desejo e expectativa
pelo que está por vir, mas a minha mente ainda está abrigando alguma dúvida e
insegurança de mais cedo. Eu estou debatendo em dizer algo para ele e voltar para casa
esta noite ou simplesmente ignorar todos os fragmentos de pensamento racional e ficar,
quando ele me coloca de pé.
Imediatamente, seus lábios cobrem os meus e todas as outras considerações se
foram. Ele me empurra de volta contra a porta do apartamento. Eu sinto o clique que se
fechou atrás de mim.
Ele toma minhas mãos e traz meus braços acima da minha cabeça, prendendo
meus pulsos juntos nos longos dedos de uma mão. Sua mão livre arde um rastro de
fumaça no meu lado, seu polegar pastoreia meu mamilo já dolorido, em seguida, para o
meu estômago, onde ele desliza sob a barra da minha blusa.
Ele achata a palma da mão sobre minhas costelas e move-as para as costas e para
baixo no cós da calça. O ajuste está solto lá, por isso é fácil para ele deslizar por eles,
então para baixo em minha calcinha, na minha bunda nua.
Ele me puxa contra ele, rangendo os quadris nos meus quando suga meu lábio
inferior.
―Você sabe como foi difícil deixá-la trabalhar hoje à noite? Por saber que eu
não podia lhe tocar ou beijar ou até mesmo ver você. ― ele ofega contra a minha boca
aberta. ―Tudo o que eu conseguia pensar era em como você é nua e os pequenos ruídos
que faz quando eu enfio minha língua dentro de você.
Suas palavras fazem a parte mais baixa da minha barriga encher de calor e
apertar. Ele libera meus pulsos, mas ao invés de afastá-lo, eu enfio meus dedos em seus
cabelos e esmago os meus lábios nos dele. Eu o sinto trabalhando no botão e zíper da
minha calça jeans e a excitação inunda em mim.
―Faz apenas algumas horas e tudo o que posso pensar é a forma que gosto,
como sinto você em volta de mim. Quando você está tão quente, tão pronta. Tão
molhada. ― ele murmura contra a minha boca.
Assim quando a minha necessidade sobe para febril, uma voz nos interrompe.
―Nash? ― É Marissa e ela está batendo na porta da garagem interior. Cash
arrasta seus lábios longe dos meus e coloca o dedo sobre a boca para calar-me. ―Nash?
Ela bate de novo. ―Eu sei que você está ai. A garagem está aberta e seu carro está
aqui.
Eu ouço Cash rosnar.
―Merda! Que diabos ela está fazendo de volta? ― ele sussurra.
Minha mente corre solta. Embora eu saiba que Cash e Nash são a mesma
pessoa, e Marissa não poderia representar um problema nesse caso por não ter esse
conhecimento, não me acalmou, pois ela não sabe sobre Cash e eu.
―O que devemos fazer? Nós não podemos deixá-la nos descobrir!
Cash suspira e se inclina para trás para correr os dedos pelo cabelo despenteado.
Felizmente, seu estilo preferido é o tipo de espetado e despenteado, por isso não é
perceptível que os meus dedos estavam nele.
Meu corpo dói por querê-lo, mas minha mente já está em marcha para a
realidade.
―Bem, eu acho que a única coisa a fazer é fingir que você está fechando. Eu
vou pensar em algo para lhe contar sobre Nash.
―Tudo bem. ―eu digo, endireitando as minhas roupas e cabelos.
―Eu poderia me chutar por abrir a porta da garagem tão cedo. Eu ia puxar o
seu carro depois que Taryn saísse. ― Ele suspira de novo e balança a cabeça
ligeiramente. Quando olha para mim, seus olhos estão enfumaçados e quentes.
―Estamos longe de terminar. ― ele promete, inclinando-se levemente e mordendo meu
ombro. Um raio de eletricidade dispara através de mim e aterra entre as minhas pernas.
Ele sabe exatamente o que fazer e o que dizer para rasgar-me.
Droga.












Capítulo Dois


Cash

Levou tudo o que eu tenho para deixar Olivia ir para que eu possa atender
Marissa na porta. Estar com Olivia é como escapar em uma bolha de perfeição, em uma
bolha de vida longe de todos os problemas e decepção e... sujeira da minha dupla
existência. E é difícil como o inferno voltar para fora!
Corro os dedos pelo meu cabelo de novo. Meu tesão não é mais um problema, o
som da voz de Marissa cuidou disso. Na verdade, quase me deu uma condenada vagina.
Rangendo os dentes, eu abri à porta que dá para a garagem. Eu abri com um
empurrão, não fazendo caso omisso do meu desagrado. As juntas de Marissa quase
bateram no meu nariz, ela estava em processo de bater novamente.
―Oh. ― disse ela, saltando para trás, evidentemente assustada com a minha
aparência súbita. Ela limpa a garganta. ―Cash. Desculpe ser tão persistente, mas eu
preciso ver o seu irmão. Agora. Ele não retorna as minhas ligações e ele me deve uma
explicação.
Quanto mais ela fala, com mais raiva ela fica. Eu posso ouvi-la no tom de sua
voz e eu posso vê-la na linha fina de seus lábios.
―Desculpe Marissa. Ele não está. Ele deixou o carro dele aqui na noite
passada e não veio pegá-lo ainda.
―Por que ele faria isso? Onde ele estava indo? ― ela perguntou claramente
confusa.
―Ele não disse. Ele só perguntou se poderia deixá-lo aqui por um dia ou dois.
Isso é tudo que eu sei.
Um suspiro sai por sua boca. É diferente Marissa ficar tão chateada, ficar tão
emocional. Normalmente suas feições não variam muito. Ela vai de cadela fria para
quente e vice versa. Há muito pouco a acrescentar à sua personalidade.
―Eu acho que vou continuar tentando o celular. ― diz ela, olhando para o seu
carro. Quando se vira para mim, não há suspeita em seus olhos. ―Eu vou encontrá-lo.
De uma forma ou de outra. Desculpe incomodá-lo, Cash. ― Isso é uma mentira. Ela
não está nem um pouco arrependida de me incomodar. E essa ameaça? Ah, como eu
gostaria de enfrentá-la!
Ela começa a se afastar, mas para e volta.
―E Olivia ainda está aqui? Eu vi o carro dela lá na frente.
―Sim, ela está fechando. Por quê?
―Eu deixei um par de mensagens, mas ela não me ligou de volta ainda. Eu
dirigi do aeroporto direto para Nash e depois vim para cá.
―Você quer que eu dê algum recado para ela?
Ela franze a testa e os lábios enquanto pensa.
―Não, está tudo bem. Apenas diga que eu vou vê-la quando ela chegar em
casa. Ela não deve demorar muito mais, certo?
Eu não bato em mulheres. Nunca. Mas Marissa me faz desejar, por cerca de dez
segundos, que eu pesasse 45 quilos a menos e tivesse mamas. Não era só a interrupção
prematura, agora ela ia estragar o resto da minha noite, também.
―Uh, não. Ela não deve demorar muito. Vá em frente. Eu vou dar-lhe o
recado e ver se ela fica fora daqui logo.
O sorriso de Marissa é legal e satisfeito, que mostrou os dentes na borda. Ser
educado e não afetado, fingindo que eu sou um partido sem envolvimento, suga o
traseiro!
―Tudo bem. Obrigado, Cash.
Eu sorrio firmemente espero até que ela se afaste antes de fechar a porta. Eu
realmente gostaria de bater e xingar uma raia azul, mas não há nenhuma maneira.
Droga.
Olivia estava apenas colocando a capa sobre as garrafas de licor, a última tarefa
de cada noite, quando eu faço o meu caminho para ela. Ela se vira para olhar para mim.
Por uma fração de segundo, algo parece diferente. Desligado. Mas então ela sorri e eu
coloco fora da minha mente.
Aquele sorriso... Hum, faz o meu peito quase tão apertado quanto o meu jeans.
Eu ando mais, parando no bar em frente a ela. Eu vejo como envolve a última
garrafa e a coloca de volta na prateleira. Ela olha em volta, certificando-se que tudo
está feito, e o bar está limpo antes de se virar para mim.
―Eu já disse a você como é linda?
Timidamente, ela olha para o lado por um instante antes de trazer os olhos de
volta nos meus. Ela ainda não está completamente confortável com elogios, o que me
choca. Como alguém como ela poderia se sentir menos do que linda de morrer está
além de mim. No entanto, ela faz. De uma maneira, que a faz ainda mais atraente.
―Você pode ter mencionado isso uma ou duas vezes antes ― ela responde,
timidamente, mordendo o lábio dessa forma que eu amo. Ele me faz querer levá-la para
o quarto de volta. Mas teria que ser rápido. E uma rapidinha não é o que eu quero com
essa garota. A menos que possa ser seguido por algo muito mais... completo.
Olhando-me com o canto do olho, ela se vira e começa a caminhar lentamente
para o recorte. Com a barra entre nós, eu ando com ela.
―É isso mesmo. Eu mencionei antes. Lembro-me de lhe dizer o quão incrível
você é. Eu acho que nós estávamos na frente de um espelho. ― Meu pau dá espasmos
atrás do meu zíper só de pensar em correr atrás de Olivia e entrando com ela no
banheiro das senhoras no Tad. ―Será que isso soa familiar?
Enquanto ela caminha, olha para mim com o canto do olho. Eu vejo o brilho de
desejo quente. Eu sei que ela se lembra tão perfeitamente como eu.
Ela limpa a garganta.
―Hum, sim. Parece vagamente familiar. ― Seu sorriso é brincalhão.
Deus, o que é uma provocação!
―Vagamente? Talvez eu não tenha batido em você o suficiente.
―Ah, eu acho que você bateu duro e em abundância.
―Talvez eu devesse ter tido tempo para dar-lhe uma boa bronca, também, então.
―Ah, eu acho que a forma de comunicação que você usou foi muito eficaz.
―Então está tudo voltando para você agora?
―Sim, está tudo vindo de volta para mim.
―Se você estiver mentindo, eu poderia fazer você suar, você sabe.
―Eu não estou mentindo. Está gravado em minha memória. Permanentemente.
―Talvez devêssemos voltar a ele, só assim estará claro para você tudo que
discutimos. Eu quero ter certeza de que está lá. Legal e profundo. Por isso, nunca se
esqueça disso.
Finalmente seu sorriso se transforma em uma risadinha enquanto estamos nos
aproximando do final da barra. Quando ela contorna o canto, eu estou lá bloqueando
seu caminho com o meu corpo.
―Duvido que haja qualquer coisa que você poderia fazer para tê-lo mais
profundo.
―Oh, eu posso pensar em uma ou duas coisas. A única maneira que nós vamos
saber ao certo, porém, é tentando. E não sei quanto a você, mas eu estou comprometido
com isso. Investindo. E eu não sou nada se não completo.
Eu vejo algo cintilando em seus olhos antes de a luz apagar e ela esfriar. Antes
que eu possa pensar muito sobre isso, ela muda de assunto.
―Oh! Eu quase me esqueci. Marissa. O que ela queria?
Mais uma vez, tenho a sensação de que algo não está certo.
Aparentemente, agora não é a hora de falar sobre o que a está incomodando.
Mas eu sei que algo está acontecendo.
―Certo. Marissa. Ela estava procurando por Nash. Obviamente. Ela também
quer falar com você. Disse que lhe deixou algumas mensagens, mas que vai falar com
você esta noite. Ela vai esperar.
Ou eu estou louco ou há um pouco de alívio na expressão de Olivia.
―Sim, meu telefone está na minha bolsa. Eu não o verifiquei ainda. Acho que
é melhor eu ir então. Ver o que ela quer. Quer dizer, não podemos estragar isso. Seria
um desastre se ela descobrisse sobre... você.
―Olivia, eu disse que ia desistir dessa coisa com meu pai. E se isso significa...
―Absolutamente não! É importante, Cash! Ele é seu pai e está na prisão por
algo que ele não fez. Não, você não está desistindo de nada. Por mim ou por qualquer
outra pessoa. Só temos que ter cuidado.
Pelo menos ela ainda está dizendo ‘nós’ e contando-se como estando
envolvidos. Comigo e tudo mais.
―Você sabe que eu faria isso por você, no entanto. Para mantê-la segura.
―Mas eu não quero que você faça isso. Estou perfeitamente segura. Não há
nada para se preocupar. Nós vamos ter que levar as coisas como elas estão.
Tenho a sensação de que há um duplo sentido que eu não entendo exatamente.
Sim. Algo está definitivamente acontecendo com ela.
―Então, você pretende dizer a Marissa sobre nós? ― ela pergunta.
―Isso é com você. Eu? Eu não me importo com quem saiba, mas eu sei que
você se importa. Especialmente pelas pessoas daqui.
―Mas você sabe por que, não é?
―Sim, eu entendo. É por isso que fiquei a maior parte da noite. É difícil como
o inferno manter minhas mãos longe de você. E os meus olhos. Mas eu não quero fazer
você se sentir desconfortável.
As bochechas de Olivia focaram rosas.
―Realmente?
―Realmente o que?
―Você realmente não pode manter seus olhos longe de mim?
―Deus, é tão inteligente, e você esta sendo estúpida deliberadamente. Eu não
tornei a forma que me sinto em relação a você abundantemente claro?
Eu pensei que eu tinha, mas talvez o que está claro para mim, não é tão óbvio
para ela. Se for esse o caso, vou ter que fazer um ponto de ser mais... próximo.
Olivia dá de ombros e desloca os olhos para o lado. Eu passo mais perto e me
dobro até que ela olha para mim.
―Ei, eu sei que isto é tudo novo e sei como você se sente sobre caras como eu.
― Ela começa a interromper, mas a impedi com um dedo nos lábios. ―Mas espero que
você esteja começando a ver que há mais em mim do que você pensava. Do que aquilo
que assumiu primeiro. Você tem que lembrar que eu estou fazendo uma parte, também.
Uma que seria ainda mais complicada se eu não fizer cada uma de modo extremo. Você
sabe que de certa forma sou os dois rapazes e de certa forma eu também não sou.
―Como eu poderia conhecer o verdadeiro você, então?
Eu posso ver a preocupação em seus olhos, eu só não sei o que aconteceu nos
últimos tempos para colocá-la lá. Eu pensei que tínhamos passado por tudo isso.
Eu roço sua bochecha acetinada com as costas dos meus dedos. ―Você já faz.
Você apenas tem que olhar o passado de algumas das coisas que você vê quando
estamos perto de outras pessoas. Eu tenho que manter as aparências, se você quer que
eu prossiga com meus planos.
Ela me olha de perto. Eu adoraria saber o que está acontecendo em sua mente,
mas eu tenho a sensação de que, em mil anos, nunca iria me dizer.
Finalmente, ela balança a cabeça.
―Eu ainda quero que você vá até o fim. E eu vou fazer o meu melhor para
olhar... mais profundo do que o que eu vejo. Isso só pode levar algum tempo para me
acostumar.
―Eu entendo isso. Isso não é uma coisa fácil, a vida que eu levo. Tem sido o
meu foco, tudo o que eu vivi nos últimos sete anos. Mas é necessário.
―Eu sei disso. E eu estou tentando.
―Isso é tudo que peço.
Um silêncio constrangedor desliza entre nós e eu odeio isso. Eu sinto que há
coisas que não estão sendo ditas.
―Eu acho que eu preciso ir. De volta para o apartamento.
Não só não quero que ela vá, mas eu odeio que as coisas se sintam como elas
estão agora. Eu não gosto de questões não resolvidas. Eu já tenho o suficiente disso na
minha vida.
―Pelo menos me deixe levá-la.
―Isso parece estranho quando ela sabe que meu carro estava aqui.
―Sim, mas mais frequentemente do que não, que P.D.M não vai mesmo
começar.



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flexív
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―P.D.M
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―Ah. C
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Capítulo Três


Olivia

A moto roncando debaixo de mim quando eu enrolo meus braços mais apertados
ao redor da cintura de Cash. Devo admitir que me sinto um pouco melhor sobre as
coisas depois da nossa conversa. Eu acho que só o tempo vai eliminar o medo de que
eu estou caindo de volta na mesma armadilha com o mesmo tipo de cara. Mas, se eu já
conheci um homem que parece que vale a pena o risco, esse é Cash.
Eu sorrio só de pensar sobre ele andando para a garagem mais cedo, jogando
uma das velas de ignição do me meu carro para o ar. Ele a pegou, então piscou para
mim quando ele a enfiou no bolso.
Ele foi direto para sua moto e subiu. Com um sorriso diabólico e um aceno de
cabeça, ele deu um tapinha no banco de trás.
― Veja o que eu passo só para ficar entre suas pernas.
Eu ri. Eu não tive escolha. Seu sorriso era tão bonito e envolvente. Então, leve
e despreocupado. Todas as coisas que eu queria sentir naquele momento. Às vezes é
bom ser livre de problemas e preocupações. Mesmo que por apenas alguns minutos.
Cash me dá isso. Muitas vezes.
Agora, eu não estou nada satisfeita ao ver as visões familiares da minha rua
entram em vista. Eu estou gostando de estar perto de Cash, sentir-se segura em seu
cuidado. Eu não quero que o passeio termine.
Mas ele termina. Cash puxa para cima ao longo do meio-fio e rola para uma
parada. Espero para ver se ele vai virar para baixo o suporte de apoio. Quando ele não
faz, eu suspiro e deslizo para fora do assento.
Desato o capacete de Cash debaixo do meu queixo, o retiro e o entrego a ele.
Ele o pega, com um pequeno sorriso brincando nos cantos de sua boca. Ele não se
move para colocá-lo imediatamente. Tenho certeza de que ele está pensando o mesmo
que eu por ir embora sem um beijo.
Afinal o temos compartilhado ao longo das últimas semanas, depois de todas as
palavras, beijos, noites e manhãs, parece tão estranho simplesmente ir embora como
amigos. Na boca do meu estômago, isso se sente como um mau presságio, nos
separarmos dessa maneira.
―Bem, obrigada. ― eu disse desconfortavelmente, tentando não me incomodar.
Cash está carrancudo. Eu me vejo com a testa franzida, também. ―Hum, eu acho que
eu vou lhe ver amanhã?
―Você está trabalhando seu turno, certo?
Concordo com a cabeça. ―Sim.
―Eu vou chamá-la de manhã. Que tal isso?
―Parece bom. Pelo menos é alguma coisa.
O silêncio cresce tenso.
―Eu vou esperar até você entrar. Eu não sei por que ela não deixou as luzes
acesas.
Eu olho atrás de mim nas janelas do apartamento escuro. ―Você está realmente
surpreso como nada egoísta e imprudente ela é?
O sorriso de Cash é pequeno e torto. ―Eu não acho. Mas, caramba!
Eu suspiro. ―Eu sei. Mas isso é só o jeito que ela é. Algumas coisas nunca
mudam.
Silêncio novamente.
―Ok, bem, falarei com você amanhã. Obrigada pela carona. Tenha uma boa
noite.
―Você também.
Concordo com a cabeça e balanço para trás sobre os calcanhares antes de eu
virar a andar pela calçada até a porta da frente. Eu só dei alguns passos quando Cash
chama meu nome. Eu idiota viro, antecipação e ondulação no meu estômago.
Ele não aguentou tanto.
Eu ando rapidamente de volta a Cash. Eu me sinto mais do que um pouco vazia
quando ele me dá minha mochila de noite, que ele havia amarrado na parte de trás da
moto, atrás do banco.
―Não esqueça a sua mochila.
Eu sorrio educadamente e a pego de seus dedos, me virando mais uma vez em
direção ao apartamento. A antecipação em meu intestino esfria em uma sensação
desconfortável.
Como as coisas podem ter mudado tanto, tão rápido?
Os comentários de Taryn, a voz da minha mãe e uma enorme quantidade de más
escolhas vem bater em minha cabeça como um deslizamento de rochas.
Eu cavo em volta na minha bolsa procurando minha chave enquanto me
aproximo da porta da frente. Estou distraída enquanto a coloco na fechadura, me volto
para acenar para Cash. Mas ele não está em sua moto na calçada. Ela está descansando
na calçada, motor em marcha lenta. Ele está andando na calçada em direção a mim.
Antes que eu possa sequer piscar, minhas costas são pressionadas para o metal frio da
porta, os lábios de Cash estão nos meus e suas mãos estão no meu cabelo.
Eu derreto. Alívio que ele estava travando as mesmas batalhas pelo domínio,
com o desejo de arrastá-lo para o meu quarto, fechar a porta e fingir que nada e ninguém
existem fora dela.
Mas antes que eu possa dar a esse desejo, Cash está puxando para trás, dando-
me espaço para respirar e pensar racionalmente através da pequena rachadura em minha
mente.
Seus olhos, mais escuros do que a noite em torno de nós, suas mãos se movendo
do meu cabelo aos meus ombros e meus braços para um aperto.
―Faça-me um favor. ― ele sussurra, enrolando meus dedos sobre a palma de
sua mão e levando-os à boca.
―O que?
Seus olhos nunca deixando os meusquando ele roçava seus lábios sobre meus
dedos. ―Sonhe comigo esta noite. ― diz ele em voz baixa. Ele me olha, esperando por
uma resposta. Não tenho palavras, então eu simplesmente assenti. Ele não precisa
saber que ninguém ocupa os meus sonhos. Ninguém.
―Sonhe com meus lábios, brincando com você. ― Endireitou um dos meus
dedos, ele beijou a ponta. Sua voz é como veludo e suas palavras são como um
afrodisíaco. ―Sonhe com minha língua, sentindo seu gosto. ― Sua língua sai escondida
para lamber o fim do meu dedo. Uma onda de desejo cai como rochas em meu núcleo.
―E eu sonho com você. Com a sensação de estar dentro de seu corpo quente e
molhado. ― Como que para me mostrar o que ele sente, Cash chupa o dedo em sua
boca e o puxa dentro e fora de sua boca, e para trás sobre a língua. Eu mal posso
respirar.
Ele o puxa, mas antes de solta-lo, ele lhe dá uma mordida suave. Eusinto uma
queimadura na boca do meu estômago, uma gota de lava dentro de um vulcão em
ebulição.
―Boa noite, Olivia, diz ele calmamente. E então ele se vira e vai embora.
Minhas pernas de repente se sentem como geléia eu viro em direçãoa porta.
Concentro-me com toda a força do meu cérebro em colocá-lo fora da minha mente antes
de eu fazer algo estúpido, como pedir para ele ficar. Eu abro a porta e chego perto para
acender a luz antes de acenar de volta para Cash.
Mas o que vejo para meu pensamento e movimento.
A mesa estreita ao lado da porta está virada e a lâmpada que fica em cima dela
está quebrada. O estande de plantas no canto da sala de estar está derrubado e não há
sujeira e folhagem em todo o piso. Algumas almofadas do sofá estão espalhadas pelo
chão, duas tendo sido jogadas por todo o caminho até a porta.
Marissa esteve em casa 15 minutos, no máximo. O que no mundo poderia ter
acontecido em tão curto espaço de tempo?
Um tremor de apreensão trabalha o seu caminho na minha espinha. Quando
dedos enrolam em volta do meu braço e me empurram para trás, eu abro minha boca
para gritar, mas uma mão tampa a minha boca antes de qualquer som emergir.
Meu coração está em movimento selvagem atrás das minhas costelas e roçam
minha mente, voltando através de cada memória possível para qualquer autodefesa
aprendida. Tudo o que eu posso pensar, porém, é alvo para as bolas!Apontar para as
bolas!
―Shhhh. ― uma voz familiar sibila em meu ouvido.
Eu acalmo imediatamente. É Cash. É Cash que está atrás de mim, é Cash que
está me segurando.
Ele me libera e passa em frente de mim, me puxando contra suas costas. ―Fique
perto. ― ele sussurra de cima de seu ombro.
Eles vão ter que tirar meu traseiro, senhor!
Todos os meus sentidos são intensificados pelo medo. O estrondo profundo da
moto de Cash ronronando no meio-fio é um cenário assustador para o silêncio absoluto
no apartamento. Não há outros sons. Nem mesmo aqueles de Marissa.
Lentamente, nós fazemos o nosso caminho para a borda da sala de estar. Hiper
alerta, eu olho em volta, tendo no mesmo o menor dos detalhes. Eu vejo mais sinais de
luta, a posição torta do relógio caro na parede, um pequeno buraco no gesso não muito
longe disso.
Eu mal controlo um grito reflexivo quando ouço o toque do celular de Cash. Eu
o ouço rosnar quando ele se atrapalha para pega-lo no bolso. Ele olha para a tela e
depois começa a fazer o backup, empurrando-me em direção à porta da frente.
Ele segura o telefone e eu vejo o nome no identificador de chamadas. Meu
coração faz um flip pouco nervoso.
Ele lê ―Marissa.
―Olá, ele responde calmamente.
Sem dizer uma palavra, Cash escuta por alguns segundos, em seguida desliga o
celular e o coloca de volta no bolso.
―O quê? Por que você desligou? O que ela disse?
―Não era Marissa. Vamos, temos que sair daqui.
―Quem foi então? Cash, o que está acontecendo?
―Eu vou te dizer quando eu chegar a algum lugar seguro.
Com isso, ele praticamente me arrasta de volta para a sua moto e empurra o
capacete para mim. Eu mordo minha língua e empurro o capacete em minha cabeça
antes de subir por trás de Cash.
Pouco antes de montar, porém, eu mudo de ideia.
Ele não vai me manter no escuro sobre isso. Partilhamos tudo ou isso acaba
agora.
―Não. ― eu digo quando eu começava a subir na moto. Cash estica um braço
na frente de mim para me impedir de descer. ―Diga-me agora o que está acontecendo
ou eu não monto nessa moto.
No perfil, não há luz suficiente que eu possa ver os lábios Cash esticarem
comirritação, mas eu não me deixo intimidar. Minha determinação já está endurecida,
como uma casca espessa de gelo.
Eu me inclino para trás e cruzo os braços sobre o peito.
―Tudo bem. ― ele se encaixa. ―Eles levaram Marissa como barganha.
Eu suspiro. ―Quem são eles? E barganha para quê?
―Os livros.
―Os livros? Pensei que ninguém sabia que você tinha os livros.
―Eles não sabiam.
―Então, como é que eles descobriram?
―A única coisa que posso imaginar é que eles têm um homem dentro da prisão,
talvez alguém que pode ouvir minhas conversas com meu pai. Fomos cuidadosos,
mas... se eles estavam ouvindo por tempo suficiente, eles poderiam colocar os pedaços
juntos. E esta última vez que eu fui visitar meu pai, eu mencionei que eu disse a
alguém.
―Oh meu Deus! Mas, porque na terra eles levaram Marissa, então?
Sua pausa me deixa ainda mais ansiosa. ―Eu não acho que eles queriam levar
Marissa.
Quando o significado por trás de suas palavras afunda dentro de mim,
acompreensão cai fora do meu estômago.
―O que? ― Eu respiro.
―Se eles estão ouvindo ou observandoa muito tempo a todos, eles
provavelmente sabem quem eu sou. Ligaram no meu telefone celular, para me dizer
sobre Marissa. Se eles não sabem que eu sou a mesma pessoa, eles teriam ligado no
telefone de Nash. Desde que nós somos irmãos, ambos os números são programados
em seu telefone.
―Então, se eles sabem quem você é, por que ter Marissa?
―Eles provavelmente sabiam que Marissa viajou. E eles pensaram que seria o
único a voltar aqui. Mas por levá-la, eles também estão fazendo um ponto.
―Qual é?
―Que eles poderiam chegar até você. ― diz ele calmamente. ―E que eles
sabem.
Minhas entranhas nadam com náuseas. E medo. Tanto por Marissa como por
mim.
Eu luto contra as lágrimas. ―Mas por que eles querem qualquer uma de nós?
Nós não sabemos nada.
―Não é o que você sabe. Pelo menos não totalmente, eu acho. É quem você é.
―Isso faria sentido com Marissa. Ela é a única, bem sucedida, influente.
Aquela que vem do dinheiro. Eu sou uma ninguém, de nenhum lugar.
Cash se vira até que ele está olhando nos meus olhos.
―Não, para mim você não é.
Acima do medo que está obstruindo o meu peito, eu sinto um pouco de emoção
em suas palavras.
―Eles...
―Bebê. ― Cash começa, me interrompendo. ―Eu sei que você tem perguntas,
mas agora eu não tenho todas as respostas. E nós temos que sair daqui. Basta segurar
esse pensamento. Deixe-me levar-nos para um lugar seguro e vamos conversar mais.
Ele não esperar por minha resposta. Ele endireita a moto inclina para frente,
deixando-me agarradaàs suas costas pelo resto da vida.














Capítulo Quatro


Cash

Isso me faz sentir tanto tranquilo como culpado quando Olivia aperta minha
cintura. Eu estou tão feliz por ter esperado ela entrar em segurança. Se eu tivesse ido
apenas alguns minutos antes dela entrar ou se ela tivesse ido para casa sozinha...
O ar esfria o suor frio que saia na minha testa.
Eu libero o guidão tempo suficiente para estender a mão e roçar os dedos nas
costas de sua mão. Eu quero que ela saiba que eu sei e que eu estou aqui. Na verdade,
eu sou a razão por ela estar em perigo, que é onde a culpa vem.
Se eu não tivesse tido tal interesse nela, se eu tivesse deixado isso apenas em
uma aventura, como todas as outras, ninguém pensaria em ameaçá-la para chegar a
mim. Ao cuidar dela, eu errei. Agora eles estão atrás de mim e, como resultado, atrás
de Olivia.
Eu não desejo nada de ruim para Marissa. Eu quero dizer, ela é uma vadia fria,
mas ela não merece morrer por causa disso. E eu tenho certeza que é o que planejaram
para ela. O que eles tinham planejado para Olivia.
O pensamento faz o meu estômago revirar.
Eu acelero. Minha única preocupação agora é levá-la para algum lugar seguro.
E então eu posso trabalhar o resto. Eu não tenho um plano de contingência para isto,
depois de todo esse tempo, eu nunca pensei que iriam descobrir que eu tenho os livros.
Não até que seja tarde demais para eles fazer algo sobre isso.
Mas, eu sou um cara inteligente. E meu pai tem experiência real com esses tipos
de pessoas. Nós vamos descobrir algo. Nós temos que. É simples assim.
Eu tomo o caminho mais complicado que eu posso pensar para o centro, para o
hotel que eu tenho em mente. Constantemente, eu verifico em meus retrovisores por
qualquer sinal de que alguém está nos seguindo. Eu não posso tomar nada como
garantido agora.
Quando eu puxo até a entrada da frente do extravagante hotel, o manobrista
aparece. Ele é jovem e parece ansioso para dirigir minha moto.
Depois que descemos, dou as chaves a ele e vejo como ele conduz a moto para a
área fechada do estacionamento subterrâneo. Eu acho que minha moto não será
facilmente descoberta lá. Vou tomar todas as precauções que eu posso pensar em
tomar.
Eu agarro a mão de Olivia, levando-a para o saguão do hotel de luxo. Hospedar-
me aqui com ela vai me custar cada centavo, mas ela vale cada centavo. Além disso, ela
nunca poderia ter tido a oportunidade de ficar em um lugar como este antes. Se eu
posso conseguir fazer ela se sentir segura o suficiente, ela pode realmente apreciá-lo. O
fato de eu levá-la só para mim, em um ambiente como este, por um período de tempo
indefinido é um bônus enorme para mim.
Há uma morena atrás do balcão da recepção.
―Posso ajudar?
―Nós estamos só de passagem. Sem reservas. Você tem suítes disponíveis
para a semana?
―Um conjunto? Claro, senhor. Deixe-me verificar a disponibilidade para essas
datas.
Enquanto ela digita em seu computador, eu olho para Olivia. Parece que ela está
segurando muito bem, considerando todas as coisas. Ela está um pouco pálida, mas eu
tenho certeza que ela está se cagando de medo, de modo que é de se esperar.
Ela olha para mim e sorri. É um sorriso pequeno, apertado, mas um sorriso, no
entanto. Eu vou pegá-lo.
Eu aperto-lhe a mão e me curvo para beijar sua bochecha. Antes de me arrumar,
eu sussurro em seu ouvido:
―Eu prometo que não vou deixar nada acontecer com você.
Quando eu inclino para trás e olho em seus olhos grandes, verdes, eles estão
brilhando com lágrimas não derramadas. Seu queixo treme e meu coração aperta em
meu peito.
Eu fiz isso com ela.
Eu não sei se é medo por ela ou pela segurança de Marissa, ou apenas o choque
do que aconteceu sobre tudo o que aconteceu em sua vida nos últimos tempos, mas algo
a está sobrecarregando. Eu posso ver isso e me sinto responsável.
Ela aperta minha mão de volta. Eu tomo isso como um bom sinal de que talvez
ela não me culpe completamente. Bem, talvez ela não me odeie completamente.
Porque a culpa, sem dúvida, cabe a mim.
―Senhor, temos uma suíte disponível para próximo fim de semana. Você tem
um cartão de Fidelidade conosco?
―Não.
―Sim, senhor. Eu só preciso de sua carteira de motorista e o cartão de crédito
que você gostaria de usar para o pagamento.
Percebo que ela não menciona uma taxa para o quarto. Suponho que seja
entendido que, quando você perguntar para uma suíte em um hotel como este, vai ser
exorbitante. Eu entrego-lhe o cartão do Dual. É listado sob o nome da empresa, de
modo que ninguém deve ser capaz de controlar seu uso. Além disso, eu quero
especificar a reserva sob o mesmo nome, para o faturamento e para fins fiscais. Ela
acena com a cabeça em compreensão.
Para a maioria das pessoas, parece perfeitamente razoável. E ela não é nenhuma
exceção. Várias vezes, eu vejo seus olhos piscarem para Olivia. Sem dúvida, ela acha
que eu sou um homem de negócios tendo um caso ilícito com o dinheiro da empresa.
Eu não me importo o que ela pensa, porém, enquanto isso não chegue nem perto da
verdade.
―Aqui está às chaves, senhor. Sua suíte é no décimo quinto andar. Os
elevadores privados estão atrás da parede de água. Acene com a chave na frente da
porta de infravermelho uma vez e as portas do elevador se fecham. Vai levar ao seu
andar. Seu quarto estará a sua esquerda quando você sair do elevador. Se você precisar
de alguma coisa, meu nome é Ângela. Seria um prazer ajudá-lo.
―Obrigado, Ângela. Uma pergunta: você oferece serviço de quarto 24 horas?
―Sim, senhor. A sala de jantar está disponível a qualquer momento para os
nossos hóspedes privados.
―Tudo bem. Acho que está tudo pronto para a noite, então.
―Sim, senhor. Aproveite a sua estadia.
Depois de pegar as chaves e o pacote de informação das mãos de Ângela, eu
coloquei minha mão nas costas de Olivia e a oriento para os elevadores. Uma vez
dentro, o silêncio continua. Eu não tento incitá-la em conversa, porque eu sei que ela
tem apenas perguntas, perguntas sobre coisas que não devemos discutir em um elevador
público.
Quando o elevador chega a uma parada suave as portas abrem com um assobio
mudo. Eu levo Olivia para fora e para a esquerda. Abro a porta da suíte e a deixo entrar
antes de mim no quarto.
Posso dizer pela sua expressão que ela nunca viu acomodações como essa antes.
Apesar de seu choque e medo, ela ainda está claramente impressionada. E a suíte que
nos derem é muito chique. Isso me faz feliz por ter dinheiro para tratá-la com algo
como isso, mesmo que as circunstâncias sejam menos do que desejáveis.
A primeira coisa que eu avisto quando eu caminho através da porta é a parede do
chão ao teto, janelas que olham para fora sobre o impressionante horizonte de Atlanta.
Elas são o pano de fundo para a sala em frente, assim como a sala de jantar para a
esquerda. Ambos os quartos são feitos em uma cor bege e vermelha escuro. A
iluminação é suave, o que tem um efeito calmante. Como homem, eu totalmente
aprovo. Há uma enorme tela plana de um lado da sala de estar e, além disso, as portas
duplas que se abrem para o quarto.
Eu ando direto para o cardápio do hotelde capa de couro sobre a mesa de café.
Abrindo-o para o menu, e o entrego a Olivia.
―Eu tenho certeza que você está com fome. Por que você não solicita algo pelo
serviço de quarto. Vou esperar até que entreguem e sair.
―Sair? Onde você vai?
―Alguém vai me ligar de volta em 40 minutos. Eu quero estar no clube quando
o fizerem, apenas no caso de eles poderem acompanhar o meu GPS. Após a chamada,
eu vou pegar telefones descartáveis para usar até que eu possa cuidar disso.
―Cuidar disso? Cash me diga o que está acontecendo.
Eu suspiro. E eu penso, novamente, Droga, eu odeio tê-la arrastado para tudo
isso. Se eu pudesse ter apenas ficado longe dela...
―Eles têm Marissa. Eles querem que eu traga os livros. Eles vão chamar de
volta uma hora depois da primeira chamada.
―Você não pode entregar os livros sozinhos, Cash. Eles vão matar vocês dois!
Você precisa chamar a polícia. Meu tio é um homem muito influente. Ele vai ter
pessoas movendo céus e terra para conseguir sua filha de volta.
―É por isso que ele nunca pode saber. Até que eu acabe com isso. Vai ser um
risco maior se chamar a atenção para ele. Eles vão ter mais um motivo para limpar sua
bagunça. Se eu conseguir este feito discretamente, pegar Marissa de volta, eu posso
pensar em um novo plano.
―Você vai lá sozinho? Para dar-lhes o que eles querem e depois esperar que
deixem você ir? E levando Marissa com você? Cash, eu nem conheço essas pessoas e
eu sei que não é o que eles vão fazer. Os criminosos não funcionam assim.
Eu quero sorrir para ela. Como se ela tivesse muita experiência com criminosos.
Ha! Sem dúvida, isto é tudo baseado em alguns filmes clássicos mafiosos.
―Olivia, meu pai conhece essas pessoas. Melhor do que ninguém. Eu não
estou fazendo nada até que eu possa falar com ele. Os livros estão escondidos. Vou
dizer-lhes que eles estão em uma caixa de depósito de segurança e que eu não posso
pega-los até segunda-feira, quando os bancos abrem. Eu gostaria de já ter dito a eles,
mas eles apenas me disseram que tinham Marissa, para ir buscar os livros e eles me
chamariam em uma hora com um lugar para se encontrar.
―Então, você vai deixar Marissa com eles até segunda-feira?
O olhar no olho dela dizia claramente que ela pensava que é algo que um
monstro faria.
Meu peito se achatou, eu chego mais perto dela e toco seu rosto com a palma da
mão.
―Se eu tivesse outra escolha, eu não faria isso. Mas eu não tenho. Eu preciso
de tempo. Eles não vão fazer nada com ela até que eles consigam o que querem. E eu
tenho que ter certeza que tenho meus patos em uma fileira antes de eu dar-lhes a única
vantagem que eu tenho.
Ela procura meus olhos. E eu a deixo. Eu sei que ela tem problemas de
confiança de qualquer maneira, pensando que eu sou um bad boy por completo. A
realidade da minha situação só faz as coisas muito pior. Se ela pudesse apenas ficar
comigo mais um pouco...
―Você pode confiar em mim? Por favor! Eu sei que eu não te dei muitas
razões para isso, mas desta vez, basta ir com o seu coração. Eu prometo, prometo que
eu não vou deixar você cair.
Mesmo que eu diga as palavras, eu sei que não há nenhuma maneira que eu
possa fazer uma promessa assim. Mas o que posso prometer é que, se eu fizer, não vai
ser porque eu não fiz tudo ao meu alcance para ser o tipo de cara que ela merece. Eu
quero valer a pena o risco. Eu quero que ela finalmente caia pelo cara certo.
Ela não diz nada, apenas acena com a cabeça. Eu sei que é difícil para ela, mas
o fato de que ela está disposta a tentar me dá esperança. Talvez trazendo algumas
coisas familiares vá ajudar a aliviar sua mente. Eu sei que ela deixou cair à mochila
dentro da porta de seu apartamento e eu não a peguei quando estávamos saindo. Eu vou
pega-lo no meu caminho de volta. Talvez isso vai fazê-la se sentir melhor. Mas,
novamente, eu sou um homem. O que diabos eu sei?
―Diga-me o que você quer comer. Vou pedir. Enquantofica aqui, você pode
comer enquanto estou fora. Eu vou à sua casa pegar sua mala e algumas roupas mais, e
trancá-la. Há algo específico que você precisa?
Ela faz uma pausa para pensar e depois balança a cabeça. Eu não sei por que ela
está tão tranqüila, mas eu não quero pressioná-la.
―Além disso, vou precisar de seu telefone celular. Vou levá-lo para o clube e
deixá-lo na parte de trás, apenas no caso. Até então, você pode usar um dos telefones
descartáveis que eu vou trazer para nós. Ok?
Ela acena com a cabeça novamente.
―Você pode ligar para seu pai e Ginger de manhã. Basta dizer-lhes que seu
telefone está fora de serviço por alguns dias e que você vai ligar para eles. Vamos jogar
fora o telefone depois de falar com eles e você pode usar outro para ligar mais tarde na
semana.
Seu sorriso é agradável, mas muito apertado.
―Vai ficar tudo bem. Eu vou fazer isso bem.
Ela acena com a cabeça novamente, mas ela ainda não fala. Eu me recuso a
reconhecer a possibilidade de que eu possa já ter estragado tudo além do reparo. Não,
eu vou ter que encontrar uma maneira de fazê-la confiar em mim, para nos tirar dessa.
Talvez então...






Ol


estra
Eu g
funci
Ou t
muito

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tem u
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segur
coraç
sei o

fosse
amar
eu.

outro
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lado,
falar

é mu
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agora
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Eu nem
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talvez seja
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O que no
me envolver
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Obviame
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ção. Mas, e
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e algo difere
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Mas eu j
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ca coisa que
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a disso. Ma
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uita coisa.
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o que esperamos que seja muito em breve. E então eu posso decidir. Então eu posso
pensar.
Depois que eu termino parte da minha refeição, levanto-me e caminho inquieta
pela sala. Eu não gosto de não ter um telefone, não saber o que está acontecendo. Eu
não gosto de não saber se eu nunca mais vou ver Cash novamente, se Marissa vai ficar
bem, se um guaxinim fez o seu caminho em meu apartamento pela minha porta
escancarada e rasgou tudo em pedaços.
Sim, minha mente funciona de forma muito estranha e sem sentido. Eu acho que
está tão sobrecarregada, que ela continua voltando para ver se a porta da frente ficou
aberta. Como um disco quebrado, ele pula de volta para mais e mais e outra vez.
Tenho certeza de que provavelmente ficou. Quer dizer, eu estava um pouco
distraída. Para dizer o mínimo. Talvez Casha fechou e eu não estivesse prestando
atenção. Talvez eu fecheicomo de hábito e só não me lembro. Ou talvez nenhum de
nós o fez e tudo o que eu já tive estáno carrinho decompras de uma pessoa sem-teto.
Quem sabe? Eu acho que o tempo vai dizer.
E se isso acontecer de ser o caso, algumas coisas devem ser bastante fáceis de
encontrar. Um morador de rua que recentemente redecorou sua caixa de papelão com
um relógio de dois mil dólares pode se destacar um pouco, como seria uma andando
pelas ruas de sapatos Jimmy Choo e um vestido de noite Prada. É claro, quem queria
ter alguma coisa de volta a esse ponto? Eu não! Eu digo feliz caminho e espero que
você goste das tangas caras de Marissa.
A única coisa que eu poderia identificar seria minha camiseta do Tad. Como é
triste isso? Talvez eu devesse ter meu nome nas minhas calcinhasa partir de agora...
Eu reviro os olhos em meus próprios pensamentos retrógrados. Eu tenho
mecanismos de enfrentamento muito estranhos.
O banheiro elegante em nossa suíte tem uma banheira de mármore profunda
cercada por todos os tipos de apetrechos de banho. Na parte de trás da porta tem
pendurado um roupão espesso. Apesar de eu não ter roupas limpas, um banho é
tentador demais para resistir, então eu ligo a torneira e dispo-me enquanto o banheiro
espaçoso enche de vapor.
Trinta minutos mais tarde, eu estou examinando meus dedos enrugados,
pensando que provavelmente é hora de sair da banheira. O cheiro de produtos de banho
de alfazema permeou em minha pele, depois de tanto tempo de molho, poderia muito
bem ter invadido meu fígado. Mas valeu a pena. A água quente parece ter abafado uma
parte dos meus pensamentos e preocupações. Pelo menos por enquanto. Minha total
exaustão ajudou bastante, também. Tem sido uma semana muito séria e
emocionalmente desgastante!
Eu libero o ralo e deixo a água da banheira, me seco com as toalhas e me enrolo
no roupão suave e quente.
Com certeza para os ricos é mais fácil!
Mas eu anulei o pensamento quase imediatamente. Cash vem do dinheiro,
embora do tipo ilícitos, e ele pode argumentar que algumas riquezas não valem o preço.
Na verdade, eu garanto que ele faria. Ele perdeu muito por causa da perseguição do pai
pela riqueza. Concedido, começou como um esforço para alimentar a sua família, mas
logo se transformou em mais do que isso. Sim, ele queria sair, mas ele ainda se
beneficiou financeiramente de seus laços com o crime organizado. E olhe para eles
agora, sofrendo em todas as frentes!
Eu faço o meu caminho para o quarto e deslizo sob as cobertas para descansar
meus olhos até que Cash volte. Eu empurro a preocupação sobre quanto tempo ele se
foina parte de trás da minha mente. Eu me recuso a pensar nele se machucando, do que
seria a sensação e como isso afetaria a minha vida. Eu não posso pensar nesses termos.
Eu não vou. Cash e eu termos um futuro é uma coisa. Se ele vai quebrar meu coração é
outra coisa. Mas a sua morte? Isso é algo completamente diferente. Eu não posso
suportar a ideia de um mundo sem ele, mesmo que ele não seja meu.

********

Sento-me na cama quando ouço um barulho. Minha mente está
instantaneamente alerta. Estou chocada que eu consegui adormecer. Isso é uma prova
de como eu realmente estava cansada.
Eu vejo uma sombra passar através da sala de estar, eu deixei as luzes acessas lá
dentro. Meus batimentos cardíacos estavam quase dolorosamente contra minhas
costelas enquanto eu esperava e ouvia. Eu ouço a queda suave de passos contra o piso
de madeira e olho descontroladamente ao redor da sala por algum tipo de arma. A única
coisa que pode machucar era um vaso sobre a cômoda que eu poderia quebrar na cabeça
de alguém, uma caneta do hotel em cima da mesa de cabeceira que eu poderia usar para
apunhalar alguém no olho, e uma Bíblia que, sem dúvida reside na gaveta de cima,
embora eu não tenho certeza se eu poderia realmente prejudicar alguém com isso.
Deusabsolutamente poderia, mas eu não acho que ele trabalha sob uma demanda como
essa.
A presença enche a porta e meu coração pula na minha garganta. Dentro de uma
fração de segundos, no entanto, o reconhecimento me acalma.
―Eu não queria assustá-la. ― diz Cash no silêncio do outro lado da sala.
Eu chego para ligar a lâmpada, mas ele me para.
―Não faça isso. Eu quero que você seja capaz de voltar a dormir.
Sem chance de isso acontecer! Penso friamente, mas tão cansada quanto eu
ainda me sinto, talvez haja uma chance.
Meu pulso está apenas começando a voltar ao normal quando Cash vira para o
lado, chega à bainha de sua camisa e puxa-a sobre sua cabeça. A luz do quarto ao lado
lhe dá um contorno dourado que destaca todos os músculos ondulando quando ele se
move para jogar sua camisa em uma cadeira próxima.
Sangue canta em minhas veias e palpita em meu peito quando ele chega para o
seu cinto. Ele não diz nada enquanto ele desabotoa e abre o zíper de suas calças.
Prendo a respiração quando ele faz uma pausa com os dedos no cós. Eu vejo suas
pernas se moverem quando ele chuta os sapatos.
Estou hipnotizada. Eu não posso ajudar, mas vê-lo apertar o material para baixo
em suas pernas musculosas e depois sair deles. Meu coração para e minha boca fica
seca quando vejo que ele não está usando cueca. E ele está duro. Minha boca é a única
coisa no meu corpo que está seca, no entanto. Minha pele sente a umidade quente
reunindo entre minhas coxas.
Ofegante, eu o vejo colocar seu jeans sobre o encosto da cadeira e virar para a
cama, dobrando as cobertas e deitando ao meu lado.
Eu não movi um músculo. E, a princípio, nem ele. Depois de um minuto, ele
chega para mim. O toque de seus dedos deslizando sobre meu antebraço exposto é
como a eletricidade pura. Ele traz arrepios na minha pele. Eles correm até meus braços
e as minhas costas, meus mamilos estão duros em gomos apertados, doloridos.
Estou surpresa e um pouco decepcionada quando ele me vira de lado. Ele puxa-
me apertado contra a curva de seu corpo e fica como concha em mim por trás.
Eu posso sentir cada centímetro duro dele pressionando no meu lado das costas,
mesmo através do material do roupão. Antes que eu possa sequer pensar sobre a
sabedoria dele, eu mexo a minha bunda contra ele. É instinto. E desejo. Meu corpo
tem uma mente própria, aparentemente.
Ouço o chiado da respiração entre os dentes cerrados de Cash e ele fica
absolutamente imóvel. Para vários, longos, tensos segundos, ele não se move. Nem eu.
Eu quero que ele me toque, que coloque suas mãos e sua boca em mim e me faça
esquecer que o mundo existe, mesmo que por pouco tempo. Mas quando ele finalmente
o faz, quando esta me tocando, é para armar seu braço sobre minha cintura e dobrar as
pontas dos dedos contra a cama, debaixo do meu lado. Eu sinto os lábios fuçar meu
pescoço e meu coração derrete direto dentro do meu peito.
Ele me quer. Eu ainda posso sentir isso. Mas ele está mantendo-se em cheque
para mim, para meu conforto e minha estabilidade emocional. Sua reflexão me empurra
um passo mais perto de nunca ser capaz de me recuperar por tê-lo na minha vida, de tê-
lo conhecido e conhecido a profundidade do sentimento que eu tenho por ele.
Pela enésima vez desde que conheci Cash, percebo que estou muito
possivelmente com um problema grande, enorme.
Droga.
Mantemos-nos tranquilamente juntos, respirando profundamente e
uniformemente, ambos à espera de nossos corpos esfriarem. Eu nunca pensei que
poderia ser literalmente doloroso estar perto de alguém. Mas é. Eu sofro com querer,
com a necessidade. Há um lugar, um vazio que só Cash pode preencher. É físico, sim.
Oh cara, é físico! Apenas o pensamento dele penetrando-me, empurrando tão duro e tão
dentro de mim...
Eu aperto meus olhos fechados para banir os pensamentos da minha mente.
Tenho de começar a refrescar tudo de novo.
Grrrrr.
Mas há algo mais profundo sobre a maneira que Cash me faz sentir, também.
Ele preenche um vazio que só recentemente se tornou um abismo enorme na minha
alma. Desde a reunião de Cash, na verdade. É como se ele criasse, mas, ao mesmo
tempo, ele pode preenchê-lo, também.
Com um suspiro sincero, eu desligo esse canal do meu cérebro também. Nada
vai bem. Rápido.
―Então. ― eu começo quando o silêncio e a proximidade é muita. ―Como foi?
Eu me castigo. Era com a ligação que eu deveria estar mais preocupada sobre
qualquer maneira, não tentando manter minhas mãos nele. Ou desejando que Cash não
mantivesse suas mãos com ele mesmo.
O suspiro de Cash mexe o cabelo atrás da minha orelha e me dá arrepios no
braço.
―Eles foram por isso. Eu não acho que eles gostaram muito, mas eu acho que,
como eu mantive a calma, os convenci de que os livros estavam trancados no banco sob
custódia. Imbecis. ― ele sussurra no final.
―Eles permitiram que você falasse com Marissa?
―Sim.
―E? Como ela estava?
―Eu acho que há uma boa chance de que ela vai realmente matá-los por
acidente. Eu me sinto meio triste por eles.
Eu não posso deixar de sorrir.
―Então ela não estava levando o... cativeiro bem?
―Ela parecia ser educada com eles, mas ela mordeu minha bunda. Não há
dúvida de que ela me culpa por este cenário. O que é bom, a menos que digam que eu
sou os dois irmãos, ela pode apenas culpar-me e não arrastar Nash e todas as suas
realizações através da lama.
―Com a Marissa, eu não esperaria nada menos.
Eu me sinto mal falando assim sobre ela quando ela está sendo mantida refém.
Quer dizer, o que é um pesadelo! Mas Marissa é muito como um pesadelo, também.
Talvez a coisa toda vá de alguma forma fazer dela uma pessoa melhor. Ou talvez um
forte golpe na cabeça lhe dará uma epifania
1
. Ou talvez elesusaram clorofórmio sobre
ela que vai alterar a sua personalidade e torná-la agradável e decente. Tudo é possível,
certo?
―Então, qual é o plano?

1
Epifania pode ser conceituada no sentido filosófico, significando uma sensação profunda de
realização no sentido de compreender a essência das coisas, tudo que pode estar no âmago
das coisas ou das pessoas, isto é, poder considerar que a partir de agora sente como
solucionado, completado, aquilo que estava tão difícil de conseguir.
―Há algumas coisas que eu preciso fazer amanhã. E eu quero ir ver meu pai.
Não só ele precisa saber sobre isso, mas ele pode ser capaz de ajudar.
―Como? O homem está na prisão.
―Eu sei disso. ― Cash responde um pouco bruscamente. ―Mas ele sabe quem
são essas pessoas, sabe como eles pensam. Além disso, ele sempre foi bom com planos
e estratégias. Eu não quero correr o risco, com vista para alguma coisa. Há muita coisa
em jogo, diz ele, puxando-me mais apertado contra ele.
Caímos em silêncio. Tenho certeza de que a mente de Cash está produzindo
mais e mais rápido do que a minha, que é muito forte e rápida. Mas ele tem o peso
adicional da culpa, para não falar de toda a dor que isso estava enterrado e deve
desenterrar.
―Cash. ― eu começo suavemente.
―Sim, querida. ― ele sussurra perto da minha orelha, o carinho envolve em
torno de mim como um cobertor quente.
―Eu não culpo você.
Ele me aperta e pressiona seus lábios em meu ombro. Eu mal posso senti-los
através da lapela do meu roupão.
―Posso tirar isso de você? ― ele respira. ―Eu quero sentir sua pele contra a
minha.
Uma pontada de desejo passa por mim com o pensamento dele segurando meu
corpo nu contra o dele. Foi apenas algumas horas atrás que fizemos sexo pela quinta vez
hoje, mas parece que foi há uma eternidade. Tanta coisa aconteceu desde então, tantas
emoções vêm e vão, que ela se sentia... diferente.
―Sim. ― eu sussurro em resposta, respondendo-lhe antes de minha mente
poder me convencer disso.
Eu começo a sentar, mas Cash me para. Ele inclina-se sobre um cotovelo e puxa
meu cabelo longe do meu rosto e pescoço, curvando-se para pressionar seus lábios
contra a pele macia embaixo da minha orelha.
―Deixe-me.
Eu faço o meu melhor para relaxar quando eu sinto sua mão ir para o nó do
cintona minha cintura. Ele o solta com os dedos ágeis e depois, lentamente, puxa até
que se abra.
Em seguida, eu sinto sua pele roçando meu peito. Ele passa a mão ao longo do
interior da lapela do roupão, abrindo-o e puxando-o para longe do meu corpo todo o
caminho para o meu quadril.
Leve como o perfume de lavanda que emana dos meus poros, Cash atinge-se e
arrasta o material de pelúcia sobre a curva do meu ombro, pressionando suavemente os
lábios na pele lá.
―Você cheira tão bem.
Ainda que levemente, seus quadris roçam no meu. Desejo jorra baixo em minha
barriga quando eu sinto sua dureza contra mim.
Ele arrasta os dedos pela pele do meu braço, empurrando o manto longe. Eu
dobro o cotovelo e puxo o meu braço livre da manga. Cash o alcança e empurra o resto
pelas minhas pernas.
―Vire em direção a mim.
Emoção cantarola em minhas extremidades nervosas, eu faço o que ele pede e
viro as costas e continuo a rolar até que eu estou de frente para ele. Estou tão perto, que
se eu enrugasse meu lábio apenas certinho, eu poderia beijar seu queixo.
Na sala mal iluminada, eu posso ver seus olhos brilharem como diamantes
negros. A luz da sala de estar derrama suavemente pela porta e ilumina metade de seu
rosto, deixando a outra metade na sombra.
Eu posso ouvir sua respiração. Eu posso sentir o calor saindo de seu corpo. Eu
sei que ele está tão excitado como eu estou, que ele quer isso tanto quanto eu, e ele
ainda está disposto a adiar. Só por mim.
Mas e se eu não quero isso? E se, apesar das intermináveis dúvidas das
desconfianças e os horrores do dia, eu o quero? Isso é suficiente? Por agora? Isso seria
tão ruim assim?
É de certa forma. De outra forma, não é. Mas o fato da matéria é, agora eu
preciso Cash. Eu preciso dele para me abraçar, me beijar, me tocar. Eu preciso dele
dentro de mim, me enchendo com sua presença e sua segurança. Amanhã vai trazer
novas preocupações. Eu posso pensar mais em seguida.
Tão lentamente, Cash passa os dedos por cima da minha clavícula e empurra o
material do meu outro ombro. Ele trava na ponta do meu seio e eu vejo seus olhos
caírem para o meu seio. Eu chupo uma respiração e a seguro. Seu olhar queima como
um toque físico.
Deliberadamente, ele levanta a mão para o centro do meu seio e passa as costas
de seus dedos sobre meu mamilo, liberando o manto e expondo a minha carne para os
olhos famintos. Mais uma vez, ele não se move por alguns segundos. Mais uma vez,
nem eu. Quando seus olhos piscam nos meus, eles estão cheios de todos os tipos de
coisas, mas o mais evidente é resolução. Ele não vai ceder. Não esta noite. É tão
importante para ele. Por que, eu não sei. Talvez eu seja tão importante para ele. Eu só
posso esperar.
Inclinando-se ligeiramente para frente, Cash empurra o manto de cima de mim,
para as minhascostas, passando a mão sobre a minha bunda e depois para o lado da
minha coxa. Quando estou deitada na frente dele, nua como ele está, ele permite que
seus olhos vaguem sobre mim.
Eu os vejo de perto pouco antes de ele rolar de costas e levantar o braço por
sobre a minha cabeça. Ele me puxa para o seu peito. Eu deixei minha mão patinar
sobre os duros músculos de seu estômago e coloquei meu joelho sobre sua coxa.
Eu não posso ouvi-lo respirar. Eu me pergunto se ele está segurando a
respiração. Eu não sei, mas eu posso ouvir seu coração batendo contra suas costelas.
Ele está lutando contra mim, lutando contra nós, lutando contra isso.
Eu penso um segundo em provocá-lo um pouco, de mudar a sua mente, mas
respeito que o que ele está fazendo é para mim. Eu não quero fazer mais fora de sua
consideração do que o que é, mas que ainda me deixa com a pergunta: o que significa
isso?
Os lábios Cash roçam em meu cabelo antes que ele coaxe.
―Vá dormir, amor. Você está segura. Eu prometo.
Em algum nível, devo acreditar nele. Então eu dormi.

********

Algo se move em minhas costas. É suave e quente, e isso me leva menos de um
segundo para perceber que é Cash. Ele está atrás de mim. E ele está nu.
Seus quadris flexíveis, pressionando sua ereção no vinco da minha bunda. Sem
pensar nas consequências, eu arqueio minhas costas e empurro para ele.
Eu ouço-o sugar uma respiração e meu estômago vibra em resposta.
Ele está acordado.
Por favor, não deixe isso ser um sonho.
Sua mão patinamsobre meu quadril para o meu estômago então até meu seio.
Com as pontas dos dedos, ele brinca com o mamilo até que ela sofre por ele, por sua
boca. Chegando, eu coloco minha mão sobre a dele, apertando os dedos. Ele amassa
minha carne sensível até a aceleração de meu pulso ficar mais rápida.
Eu sinto seus lábios na curva do meu pescoço. Então a língua dele. Ela foge
para molhar um círculo na minha pele, então ele me belisca com os dentes. Calafrios
passam pelo meu peito e costas, minha barriga aperta em antecipação.
Eu quero que isso aconteça. Eu preciso que isso aconteça. Então eu vou com
ele. Eu o incentivo. Lanço-me para ele.
Chego com minha mão atrás de mim, agarro seu quadril e o puxo para dentro de
mim, moendo minha bunda contra ele. Eu o ouço gemer enquanto sua mão deixa meu
seio para viajar de volta pelo meu estômago para a junção das minhas coxas. Eu as
espalho um pouquinho para que ele me tocasse. E ele faz. Ele desliza um dedo longo
entre as minhas pregas, parando apenas brevemente para esvoaçar sobre o topo, antes de
cair dentro de mim.
― Mmm, o que é isso? ― diz ele, puxando o dedo para fora e, em seguida,
empurrando-o mais longe. Minhas unhas mordem seu quadril e ele flexiona contra mim
novamente. Ele está ainda mais duro. E maior. Se isso é possível.
―Você estava sonhando comigo? ― ele sussurra em meu ouvido. ―Parece que
você estava. ― Ele esfrega-me com a palma da mão e me penetra com os dedos.
―Você estava sonhando comigo lhe tocando assim? Ou você estava sonhando comigo
fazendo mais?
Eu não digo nada. Eu não posso pensar além do que ele está fazendo comigo,
com o que eu quero que ele faça comigo. Mais e mais e outra vez.
―Eu acho que você estava. Eu acho que você quer isso, mas você está com
medo. Mas não esta noite. Não esteja com medo esta noite. Apenas deixe-me lhe ter.
Deixe-me mostrar-lhe como é bom estarmos juntos.
Delicadamente, Cash se move atrás de mim. Eu começo a me virar, mas ele me
para. ―Não. ― ele afirma categoricamente. Quando eu ia começar a falar, ele me
corta. ―Shhh. ― ele murmura, rolando-me sobre o meu estômago. ―Fique de joelhos.
― Eu hesito só por um segundo, mas é tempo suficiente. ―Faça isso. ― ele ordena
suavemente. ―Eu prometo que você vai gostar.
Eu fico de joelhos. Eu sinto o corpo quente de Cash nas costas das minhas
pernas e minha bunda quando ele se move para mais perto de mim. Suas mãos quentes
encontram meus quadris. Seus dedos cavam e ele me puxa de volta para ele, sua dureza
pressionando contra mim. Um arrepio de pura luxúria treme através de mim.
Empurrando suavemente, ele me convida a ir para frente. Eu rastejo em direção
à cabeceira da cama até que eu estou pairando sobre meu travesseiro.
―Estique as mãos.
Eu faço isso, enrolando meus dedos ao redor do topo da cabeceira de madeira.
Lentamente, Cash se curva sobre mim até que eu possa sentir seu peito contra minhas
costas. Ele respira no meu ouvido.
―Abra suas pernas. ― Quando eu faço, uma de suas mãos se move entre eles
atrás de mim. Ele coloca o dedo dentro de mim enquanto as pontas de seus dedos
jogam com a pele escorregadia entre as minhas pregas. Se eu estivesse de pé, eu
entraria em colapso. Eu sinto seu toque por todo o caminho até meus joelhos. Eu não
posso parar o gemido que deixa meus lábios.
―Você gosta disso? ― Seu língua lambe minha orelha.
―Sim. ― eu digo com o pouco de fôlego que tenho.
Ele move meu cabelo de lado e beija o meu pescoço, então o centro das minhas
costas. Eu sinto o seu calor se afastando enquanto seus lábios fazem uma trilha até a
parte inferior das costas e sobre a minha bunda.
A cama se move quando ele se desloca atrás de mim. Sinto quando sua cabeça
desliza entre minhas pernas e fica imprensada no travesseiro entre elas. Eu olho para
baixo, assim como ele olha para cima e, em condições de pouca luz, eu vejo seus olhos
negros brilharem. O fogo em si é suficiente para me fazer lavar tudo de novo.
Ele não tira os olhos dos meus quando ele, por trás, coloca suas mãos ao redor
das minhas pernas e me puxa para baixo em sua boca.

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ceira. Meu
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Seu prim
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u tão cheia,
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eguida, leva
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óticas eu gr
mo aumenta
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tá inundand
im, eu estou
Segurando
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contra seus
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língua dent
minhas perna
o de mim.
lizando sob
ó vez e é qu
vem em raja
sobem e des
moía contra
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ro e fora de
so rápido le
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u sinto o m
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o sinto atrá
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meu corpo a
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inclina para
mbro. Não
orpo.
do tudo de n
do meu corp
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se movem s
heia de des
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e e para trá
o. Seus láb
o que posso
s. Minhas
e sua boca.
ando ouço
a ponta da s
ho os olho
parecerem d
ás de mim.
ntão eu sinto
respiração.
u orgasmo.
apertar firm
to em toda
e mais, ele
ndo mais pr
dentes cerra
ação. Eu se
meiro pulso
a frente e to
dói, não pe
novo. Desm
po.
Calor jorra
sobre mim.
sejo. Com
movimentos
ás eu monto
bios e rosto
suportar.
unhas cava
Meu pulso
seu gemid
sua língua.
os e dou o
do nada fel
Eu sinto o
o algo maior
Com um g
memente em
parte, como
retira o seu
rofundamen
ados. As p
ei o que está
de seu clím
orce a mão n
erfura a pel
moronando
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mo que par
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estimulam
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liz, sinto Ca
os dedos del
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gemido, ele
m torno dele
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á por vir. E
max. Ele ba
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ngua,
todas
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ora de
re as
s que
ash se
le me
puxa
e. Eu
ivesse
nto e,
vez.
ão tão
Eu sei
te em
belo e
enta o
da nos



Capítulo Seis

Cash

Os domingos são grandes dias de visita em presídios. É sempre triste ver o
número de famílias sentadas nas mesas separadas. Crianças conversando com pais que
mal conhecem. Esposas falando aos maridos que mal veem. Vidas vividas de uma
forma que é quase desumano. Em um lugar como este, é fácil ver que todos os tipos de
erros, grandes e pequenos, têm conseqüências. Quanto maior o erro mais pesado é a
conseqüência. Eu só espero que nada do que eu tenha feito ou tenha que fazer me
mande de imediato para cá. Eu acho que eu preferia estar morto.
No piloto automático, eu atravesso os caminhos familiares para visitar meu pai.
Estou sentado atrás do vidro, minhas mãos cruzadas sobre a mesa na minha frente,
quando ele o trazem. Embora não estou ciente de usar qualquer expressão
particularmente reveladora, algo que eu estou fazendo alerta meu pai.
Ele vai direto ao ponto, o instante em que ele pega o telefone preto na parede.
―O que aconteceu?
Eu encontro seus olhos, olhos preocupados apenas uma sombra ou duas mais
leves do que os meus, eu balanço a cabeça uma vez, casualmente chegando a tocar
minha orelha direita com o meu dedo. Ele me observa atentamente por vários segundos.
Eu sei que ele está processando tudo e que os planos de contingência estão sendo
formulados enquanto nós falamos. Ou não falamos, como se fosse.
Finalmente, ele acena. Só uma vez, um curto balançar de sua cabeça. Ele
entende. Eu posso ver isso em seus olhos.
―Nada aconteceu. Tem sido uma longa semana. O trabalho tem me mantido
ocupado.
A conversa deriva para assuntos mundanos, nada que seria totalmente fora do
comum em uma de minhas visitas. Falamos sobre pessoas e acontecimentos diários e
coisas da vida real, nada digno de qualquer atenção extra. Estou esperando que seja
apenas o suficiente para acalmar os ouvintes em um estado preguiçoso de tédio.
Finalmente, o pai dirige a conversa de volta para a coisa mais importante. Mas,
cara esperto que é, ele o faz de tal forma que não parece óbvio. Pelo menos eu espero
que não.
―Então, como foi à viagem de pesca? Pegou alguma coisa?
Eu não pesquei. Nash sim, mas eu nunca fiz. Meu pai sabe disso. E é assim que
eu sei que não estamos realmente falando de pesca.
―Nash não foi. Terminou por passar o fim de semana se escondendo. Você
sabe, trabalhando.
Ele balança a cabeça lentamente, de forma significativa. Eu sei que ele pegou o
meu uso do termo ‘se escondendo’.
―Isso pode ser perigoso. Trabalhar muito.
―Sim, eu sei que pode ser. ― eu digo, balançando a cabeça para dar ênfase.
Ainda assim, ele me observa de perto. É como nós mantemos uma conversa muito mais
profunda, sem dizer uma palavra.
―Vou ter que entregar alguns dos deveres importantes para alguém, eu acho. ―
Espero que ele entenda o que eu realmente vou ter que entregar.
―Às vezes você tem que fazer o que você tem a fazer, Cash. As coisas nem
sempre acabam como queremos. Ou como nós planejamos. Às vezes, você só tem que
ir com ele e fazer o que você acha que é o melhor. É tudo sobre como sobreviver nesta
vida.
―Eu sinto que estou de mãos atadas.
Ele acena com a cabeça novamente. ―Bem, desistir de tudo pode ter um
conjunto diferente de conseqüências. Você tem um plano B?
Eu balancei minha cabeça, levantando a mão, impotente. ―Não, mas estou
aberto para sugestões. Eu ainda tenho tempo. Apenas não muito. O clube está em
apuros. Ele coça o queixo, ainda me olhando. ―Qualquer coisa que você pode pensar
que possa ajudar? Qualquer outra coisa que eu possa fazer?
―Você é tão malditamente teimoso. ― ele murmura. ―Você tinha que ir em
tudo, não é? Com esse clube. E risco de um dia afundar como um navio.
Antes de o meu pai ser preso, ele não queria que eu tivesse os livros, não queria
me envolver. Eu o convenci que não só eles nos fornecem alguma influência, mas que
eles também me manteriam seguro. Enquanto o empregador do meu pai soubesse que
os livros estavam... em algum lugar, eles nunca poderiam arriscar fazer um movimento
até que eles confirmassem quem os tinha ou onde eles estavam.
Só agora que eles confirmaram com quem estava.
―Isso é o que eu estou tentando evitar. Você pode ter alguns conselhos. Você é
um homem muito inteligente, depois de tudo. ― Digo isso com um sorriso, de amor. E
o pai reconhece. Eu vejo isso em seus olhos, todo o carinho que tenho por ele refletido
ali.
―Você precisa de ajuda no clube.
―Estou aberto a isso. Alguma sugestão?
―Aqui está o que você vai fazer. Coloque dois anúncios no jornal.
―Será que alguém ainda usa um jornal de verdade? ― Eu provoco.
―Algumas pessoas fazem. ― ele diz com um encolher de ombros casual. Neste
caso, ‘algumas pessoas’ devem ser pessoas muito importantes. ―Mas há um lugar on-
line que você pode anunciar também. Não coloque o segundo anúncio lá. Apenas o
primeiro. Você pode obter uma resposta mais rápida a partir dele.
Ele continua a me dizer exatamente onde colocar os anúncios e como escrevê-
los. Faço anotações no telefone descartável de merda que eu estou levando.
―Você deve ouvir algo em alguns dias. O mais tardar. Talvez recebendo
alguma ajuda por aí vai libertar-se um pouco mais.
―É. Isso está realmente se tornando um problema para alguns de meus
funcionários, também.
Ele sabe que Olivia trabalha de bartender para mim.
―Bem, isso pode ser a resposta em seguida. Às vezes é preciso medidas
drásticas.
―Estou desesperado. Neste ponto, eu estaria disposto a tentar qualquer coisa.
Ele acena com a cabeça novamente, mas não diz nada. Em seus olhos, eu vejo
arrependimento. Lamento, profundamente doloroso e tristeza. Embora ele não tenha os
detalhes, ele sabe que as coisas estão começando a ir para outro lado. Vindo a tona. E
não um bom caminho, não em nosso caminho. Ter que entregar os livros nunca foi
parte do plano, nunca uma consideração. Depois de todo esse tempo, eu nunca pensei...
bem, eu nunca pensei. E não pensar me custou. E isso pode continuar me custando.
A não ser que eu possa descobrir algo mais. Talvez os anúncios e quem eles
estejam sinalizando será toda a resposta que eu preciso. Espero que sim.

********

Assim que eu voltei para a minha moto, eu verifico meu telefone. O sinal é
completamente perdido dentro da prisão. Olivia sabia que eu ia estar inacessível por
aqueles poucos minutos. Ela parecia bem com isso, muito mais do que eu. Corri com a
visita, tanto quanto me atrevi para que eu pudesse voltar para o mundo conectado.
Agora tenho quatro barras e nenhuma mensagem, que é uma coisa boa. Eu acho.
Nenhuma emergência. Não há razão para se preocupar.
Mas eu não teria me importado em encontrar um texto ou uma mensagem dela
de qualquer maneira, a razão ou não. Só para deixar-me saber que ela está bem. Ou
talvez que ela sentiu saudade.
Depois de alguns segundos de debate interno, eu me rendo ao impulso e aperto o
botão para discar o número temporário de telefone celular de Olívia. Não é que eu
tenha algo especial a dizer. Acho que é só isso, apesar do fato de que eu só saia um par
de horas, eu quero ter certeza que ela está bem. Basta verificar. É a coisa mais educada
e atenciosa a se fazer. Isto é tudo. Nada mais.
Continue a dizer isso, amigo.
Reviro os olhos para a voz na minha cabeça. Ele é um espertinho.
―Olá? ― Vem à resposta sonolenta.
―Acordei você?
―Tudo bem. Eu estava apenas sendo preguiçosa, mas eu preciso me levantar.
Onde você está?
―Eu ainda estou na prisão. Estou me preparando para sair. Apenas pensei em
me certificar.
―Sério? ― Há um sorriso em sua voz. E uma pitada de algo mais. Prazer,
talvez? Parece que ela está feliz que eu a estou verificando.
―Isso lhe surpreende?
Ela faz uma pausa.
―Talvez.
―Por quê?
Outra pausa.
―Eu não sei. Eu acho que eu continuo esperando que você...
Ela para o comentário, mas eu não tenho nenhum problema de terminar seu
pensamento. Ela ainda acha que eu sou um de seus típicos errados de bad boy.
Vagamente, eu me pergunto se eu nunca vou ser capaz de fazer o suficiente ou dizer o
suficiente ou mostrar-lhe o suficiente para ela ver que eu não sou assim. Pelo menos
não da maneira que conta. Ou será que ela sempre me compara a eles? Se isso
acontecer, ela vai sempre encontrar semelhanças. Mas será que ela vai ver as
diferenças? E elas vão ser o suficiente?
Às vezes soa como uma batalha que não se pode vencer. Depois de viver a vida
de duas pessoas separadas por todos estes anos, depois de ter que fingir ser coisas que
eu não sou por todos esses anos, o que eu realmente quero é alguém que vê o eu real e
me aceite. Tudo isso. O bom, o mau eo feio.
Mas, isso não pode ser a minha principal preocupação no momento. Há muitas
outras coisas mais importantes para se preocupar. Como manter todos vivos, seguros e
ilesos. Mesmo as pessoas que eu particularmente não cuido, como Marissa. Eu não
poderia viver com algo parecido como a sua morte na minha consciência. Ou até
mesmo ela ser ferida. Eu já me sinto como merda sobre toda essa confusão e nada
aconteceu realmente. Apenas o pensamento de que isso, Deus me livre, termine mal me
dá um pouco de conhecimento sobre o que meu pai deve sentir. A cada dia. Ele tem a
morte de dois entes queridos em suas mãos, para não falar de qualquer outra coisa que
ele fez durante o seu trabalho com a máfia russa.
Olivia limpa a garganta e me traz de volta ao presente.
―Como foi?
―Eu vou te contar tudo sobre isso quando eu chegar ai. Precisa de alguma coisa
da cidade?
―Ummm, nada que eu possa pensar. Com o que você trouxe ontem à noite, eu
acho que não preciso de nada.
―Ótimo. Ok, eu te vejo no almoço então. Nós podemos pedir algo no quarto.
Imediatamente, os meus pensamentos vão para a mesa da sala de jantar no
quarto do hotel, empurrando para o lado a porcelana e os copos de cristal jogados de
lado, rasgando o maldito roupãodela facilitando o meu corpo no dela.
Eu mordo meu lábio quando eu sinto o fluxo de sangue desviar o pensamento
longe de todos os meus órgãos vitais em favor da diversão. Eu tenho que parar de
pensar sobre coisas assim. Eu não posso andar muito bem de volta para Atlanta, em
uma moto, com um enorme tesão. Pelo menos não confortavelmente.
―Mmmm, isso parece bom. ― Parte do que me faz morder o lábio mais duro é
o que ela disse, é como se ela soubesse exatamente o que eu estava pensando. Mas a
maior parte da razão é a maneira como ela disse. Ela tem a voz mais sexy quando ela
fala baixo assim. Ele tem uma rouquidão, como um estrondo que eu posso sentir vibrar
através de mim. Acorda meu pau toda vez. E ele não precisa de ajuda hoje!
―Tudo bem então. Vejo você em breve. ― Eu desligo. Eu sei que
provavelmente parecia abrupto para ela, mas era isso ou levar alguns minutos extras
para acalmar um tesão furioso antes de viajar de volta para a cidade. E eu odeio
deixando-la sozinha por um segundo mais do que eu preciso. Eu tenho certeza que ela
está segura, mas eu não estou certo. E enquanto eu não posso ter certeza, não vou
tomar nenhuma chance desnecessária.












Capítulo Sete

Olivia

Eu viro minha cabeça para secar meu cabelo e olho para o meu reflexo. Eu
posso ver a preocupação em meus olhos. Eu não sei o que Cash pode ou não, isso é,
piorar as coisas ou não, mas uma coisa é certa.
Parece que a tensão entre nós crescente. E não em um bom caminho. A tensão
sexual ainda está lá. Com certeza. Mas está tomando o banco traseiro agora para
qualquer outra coisa que está acontecendo para incomodar as águas.
Poderia ser apenas um conjunto de coisas. Eu sei que eu estou me sentindo um
pouco incerta. Sobre ele, sobre a situação, sobre... tudo.
Droga, Taryn seus comentários estúpidos!
Eu sei que não deveria dar muita atenção a ela, mas parece que suas palavras me
tiraram de um transe, um em que eu estava ignorando tudo, a fim de me concentrar em
Cash. E veja onde isso me levou! Uma prima sequestrada e uma viagem com todas as
despesas pagas em um hotel de luxo que poderia muito bem ser uma prisão.
Isso não me pareceria tão bem como um cativeiro se Cash e eu não estivéssemos
tão tensos em torno nós. Eu sei quais são os meus problemas. É ele que me preocupa.
Por que ele está distante e inquieto? É apenas a situação com Marissa? Será que ele se
sente culpado? Ele está preocupado em entregar os livros e perder o único meio que ele
tinha de ajudar seu pai? Tenho certeza de que ele está sentindo todas essas coisas. Mas
a questão é: há mais? Será que isso tem alguma coisa a ver comigo?
Quando termino de ficar pronta para o trabalho, eu resmungo silenciosamente
sobre esta nova estranha situação e quão egoísta eu sou para estar tão focada quando há
coisas mais importantes em jogo. Eu enfio as argolas de ouro através do furo das
orelhas, desligo a luz do banheiro e faço o meu caminho para a sala de estar.
―Tudo bem. Eu estou pronta como você nunca estará. ― eu digo para Cash
onde ele está sentado no sofá, fingindo assistir televisão. Eu posso dizer isso pelo jeito
que ele ficou quando eu falei que sua mente estava em outro lugar. Fundo, no fundo, no
fundo de outro lugar.
Ele sorri. E o meu coração salta uma batida. Como sempre.
―Eu acho que está funcionando perfeitamente você querer trabalhar hoje à
noite, hein? Agora nós dois temos razão para estar lá. Você pode fazer algum dinheiro
e eu posso manter um olho em você.
―Você não tem que ficar de olho em mim. Na verdade, nós não precisamos
nem ficar aqui provavelmente. Eles têm Marissa. Você estará entregando os livros
amanhã. Isso tudo deve se resolver, certo?
Eu não tenho certeza do que fazer com a expressão de Cash. Mas, mesmo que
eu fizesse, eu não confiaria se estou interpretando corretamente. Eu acho que eu estou
muito sensível agora. Por tudo sobre ele.
Ele balança a cabeça e sorri, mas o sorriso é apertado. ―Deve ser, sim. Basta
ficar comigo um pouco mais. Por favor.
A última palavra é adicionada com uma sinceridade hesitante que me faz sentir
mal por... algo. Como se eu o ferisse de alguma forma. Mas eu não posso imaginar que
é verdade. Ainda assim, parece dessa forma.
―É claro. O que você achar que é melhor. Quero dizer, vamos lá. O serviço de
quarto e banheira de mármore? O que não é para amar, certo?
―Justamente. Seu sorriso ainda não alcançou seus olhos.
―Vamos fazer algum dinheiro.
Dez minutos mais tarde, passando pelas ruas de Atlanta em sua moto, me deleito
com a sensação de ter meus braços em volta da cintura de Cash. É o momento que eu
posso me pendurar nele sem pensar a respeito de porque eu estou me segurando ou se eu
estou me segurando muito apertado. Ou se eu deveria estar segurando em tudo.
Eu gostaria de ter um botão de retrocesso gigante. Para nos levar de volta alguns
dias atrás, até o dia que ele foi para Salt Springs para me encontrar, para o dia em que
eu senti que ele era meu e eu era dele, para o dia em que eu parei de pensar sobre tudo o
resto.
Para o dia antes de falar com Taryn. Ela me lembrou que os leopardos não
mudam frequentemente seus pontos. Eles são lindos como são, mas devem ser
admirados de longe. Onde não podem alcançá-lo com suas garras, garras que poderiam
facilmente rasgar o coração de uma garota.
Quando Cash contorna uma esquina o Dual vem à vista, meu coração afunda.
Taryn já está aqui. E ela está sentada em seu carro, sem dúvida à espera de alguém para
abrir as portas e deixá-la entrar. Ouvi Cash ligar para Gavin, o gerente de meio período,
e dizer-lhe para não se preocupar com a abertura, que ele abriria.
Macacos me mordam!Eu nem sequer pensei nisso!
Quando Cash passa pelo carro dela e ao redor do prédio para sua garagem, vejo
seus olhos nos seguir. Mesmo através da viseira do capacete, eu posso sentir as pontas
afiadas das adagas que ela está jogando no meu caminho. Eu suponho que isso vai
trazer um fim abrupto e provavelmente feio para nossa trégua.
Droga.
A porta da garagem se abre com o controle remoto fixado na moto de Cash e ele
nos guia dentro e desliga o motor. Eu desço rapidamente, esperando que Taryn não
viesse por aí e fazer uma grande cena.
―É melhor eu entrar e começar a trabalhar. ― eu digo, entregando a Cash meu
capacete. Lentamente, ele chega para pega-lo do meu lado, me olhando com
desconfiança. Depois de alguns segundos desconfortáveis, só quando eu acho que ele
vai fazer questão de manter a nossa relação (o que ele pode realmente ser) dos outros,
ele acena. Eu dou um rápido sorriso e corro no apartamento, através do escritório e saio
para o bar em si, arrumo minha bolsa com segurança atrás do balcão.
Eu não perco tempo para começar ao trabalho, destampo as garrafas de bebidas
alcoólicas, certifico se os refrigeradores estão estocados, em seguida, estou prestes a
começar a cortar limões, limas e laranjas. Eu vejo Cash atravessar a sala para abrir as
portas, mas ao invés de voltar para seu escritório, ele vai para fora. Demora uns bons 15
minutos antes que ele volte a entrar. E a coisa que mais me irrita? Cerca de sessenta
segundos depois que ele entra Taryn finalmente faz sua aparição.
E ela está sorrindo.
Amplamente.
Agora, o que diabos isso significa?
O caroço de náusea na boca do meu estômago me diz que isso não significa nada
bom. Pelo menos não para mim.
Eu pisco as lágrimas que ardem em meus olhos. Como eu pude estar tão errada?
Mais uma vez! Ele se sentia tão bem. Eu estava tão perto.
Taryn começa a assobiar quando ela vai para seu lado no bar. Assobiar, pelo
amor de Deus! Chamem-me de louca, mas eu acho que ela está exultante. O assobiar
pode soar como se regozijando? Hum, eu tenho certeza que ele pode. E eu tenho
certeza que isso faz.
Eu cerro os dentes e a ignoro da melhor forma possível. Eu sou grata quando
Cash liga a musica e abafa sua felicidade detestável. Com uma crueldade que parece
que está diretamente ligada à minha sobrevivência, eu coloquei cada grama do meu foco
no trabalho. Eu não posso estar dentro da minha própria cabeça por mais um segundo.











Capítulo Oito

Cash

Eu levanto e caminho até a estante em frente a minha mesa pela terceira vez. Eu
deixei minha porta do escritório entreaberta para que eu possa ver se Taryn está se
comportando.
Quando eu fui para fora depois de destravar as portas da frente, foi com a
intenção de admitir que Olivia e eu estamos vendo um ao outro e depois dar um
ultimato a Taryn. Eu não a queria entrando, desse um momento difícil para Olivia.
Mas eu acho que subestimei o quão grande o ego de Taryn iria jogar. Ela me deu um
soco antes de eu falar e, no processo, deu-me a saída perfeita. O segredo de Olivia
ainda está seguro.
―Essa garota realmente precisa de um carro novo. ― ela disse, alegremente,
olhando para trás no carro de Olivia enquanto ela caminhava pelo estacionamento em
direção a mim.
―Ela não pode pagar um agora. E você não precisa estar dando sua merda.
Essa garota está tendo um tempo difícil. Eu sinto muito por ela e se você soubesse tudo
que está acontecendo em sua vida e com sua família você, também sentiria. Então faça-
nos um favor a todos e mantenha as garras, ok?
Ela parou na minha frente. Olhando para o meu rosto duro, ela olhou por pelo
menos um ou dois minutos antes de ela dizer qualquer coisa. Mesmo agora, eu
pergunto se ela estava procurando a verdade. E o que ela acabou encontrando.
Fosse o que fosse, ela nunca contaria se ela não acreditou em mim. Ela riu e
balançou a cabeça.
―Então, o que foi dessa vez?
―As velas, eu acho.
―Eu acho que eu poderia começar a dar-lhe uma carona, já que vamos trabalhar
no mesmo turno por um tempo.
―Sim, porque isso não iria fazê-la sentir-se pior ou nada. ― eu disse
sarcasticamente.
―O quê? Eu posso ser boa.
―Você pode ser, mas você não foi. Isso seria como jogar sal em uma ferida, se
você lhe oferecer uma carona para o trabalho, porque seu carro é uma lata velha e ela
não pode pagar qualquer outra coisa agora. Especialmente depois da maneira como você
a tratou.
Eu tive que cerrar os dentes. Só de pensar em Taryn maltratando Olivia foi o
suficiente para me fazer ver vermelho. Mas eu não podia deixá-la ver isso. Então, eu
escondi tudo por trás da máscara que meu rosto se tornou.
―Você está brincando comigo? Comprei-lhe um tiro na noite passada e me
ofereci para levá-la depois do trabalho. O que mais você quer que eu faça? Doar meu
sangue para ajudá-la a pagar por um carro?
―Não seja espertinha. Eu não pedi para ser sua melhor amiga. O que deu em
você? Eu só estou dizendo para você não lhe dar tanta merda. Ela está tendo uma vida
difícil.
Taryn sorriu dessa forma que ela sorria, de maneira que é utilizado para acabar
com a gente ficando nu em algum lugar, mas agora não faz absolutamente nada para
mim. Eu esperava que ela visse isso, mas sua próxima ação assegurou-me que não.
―Qualquer coisa por você, chefe. ― Ela se inclinou para mim enquanto falava.
Não o suficiente para esfregar-se contra mim, mas o suficiente para que seu amplo peito
roçasse contra os meus.
―Agora, essa é a atitude que eu gosto que meus funcionários tenham. ― eu
disse calmamente, virando a cabeça de volta para o bar.
Eu propositalmente não olho para Olivia no meu caminho de volta. Eu não
quero que ela pense que eu tenha traído o nosso segredo. Bem, não é realmente o nosso
segredo, eu não me importo com quem sabe. É mais o seu segredo.
Agora, quando eu olho no bar, eu vejo Taryn sorrindo e atendendo seus clientes.
Eu não a vi antagonizar com Olivia. Claro, eu realmente não tenho a visto prestar muita
atenção a ela de qualquer maneira. Eu prefiro muito mais que ela simplesmente ignore
Olivia. Que seria o melhor a toda a volta.
Estou sentado na minha mesa, quando meu telefone emite um sinal acústico,
notificando uma mensagem de texto recebida.
‘ É este o número de ajuda que queria nas cidades gêmeas? ‘
Meu pulso acelera. É uma resposta ao anúncio.
‘ Sim. ’
Minha resposta é curta. Eu realmente não sei mais o que dizer.
‘ Você tem sorte que eu estou na cidade. Estarei ai em 3 horas. ’
Meu primeiro pensamento é me perguntar como um perfeito estranho saberia
onde me encontrar. A única coisa listada no anúncio online diferente do meu número de
telefone foram as duas frases curtas que meu pai tinha me mandado postar.

Queria ajuda urgente nas cidades gêmeas. Parar.
Não diz nada da minha localização. Talvez o código de área do meu telefone
possa ser usado para obter uma localização geral, mas nada específico o suficiente para
realmente me encontrar.
A menos que haja rastreamento envolvido.
‘ Você sabe onde eu estou?’
A resposta me deixa desconfortável.
‘ Claro. ’
Eu deduzi que as pessoas do passado do meu pai têm mantido um olho em nós,
mas parece que o grupo é muito maior e espero que muito mais amigável, em alguns
casos, do que eu inicialmente suspeitava.
Claro, eu tenho milhares de perguntas, coisas como quem diabos é você, como
você está associado com o meu pai e por que você vem me observando. Estou dividido
entre perguntar agora ou esperar. No final, eu acho que é melhor esperar. Papai tinha
me orientado a encontrá-los. Eu tenho que confiar que ele sabe o que está fazendo. Eu
sei que ele nunca me machucaria se ele pudesse ajudar. Ainda assim, a coisa toda me
deixa nervoso.
Colocando isso na minha mente, eu penso em como eu sou grato pela tecnologia.
O anúncio online alertou alguém. Rápido. Alguém que acha que pode ajudar meu pai.
E, a julgar pelo texto curto, áspero, ele provavelmente não é o tipo de pessoa que a
maioria das pessoas chamaria de uma associação ‘agradável’. Mas, isso é da natureza
do negócio que meu pai estava dentro. Eu já sabia disso há muito tempo. Eu nunca
esperei ter um impacto tão profundo e íntimo na minha vida.
Puxando os livros do clube, eu trabalho na contabilidade, na esperança de que vá
me ajudar a passar as próximas três horas. Eu realmente não posso sair e me misturar
no clube, não posso tirar meus olhos de Olivia, de modo que me deixo preso aqui.
Esperando.
Pouco mais de uma hora depois, algo que tem sido miudinho na parte de trás da
minha mente corre para frente. Ele tem os seus aspectos desagradáveis, o que
provavelmente é por isso que eu não tenha dado a minha atenção até agora. Ele faz
parecer que eu não confio em meu pai. O que eu faço. Mas eu acho que eu não confio
em ninguém cem por cento, especialmente com a segurança de Olivia na balança.
Eu pego meu telefone e disco para pessoa que eu sinto que posso confiar e faria
tudo o que podia para me ajudar. Na ausência do meu irmão de verdade, ele entrou em
cena para preencher o vazio. Ele é a coisa mais próxima da família que eu tenho do
lado de fora.
―Porra você está carente! ― Vem a voz familiar de Gavin Gibson, meu gerente
de bar por meio período e amigo. Suas palavras ainda carregam um pouco de uma
cadência de sua infância na Austrália.
―Isto não é sobre o trabalho, Gav. É outra coisa. Eu preciso de sua ajuda.
Há uma pausa. Quando Gavin fala de novo, todas as provocações desaparecem
de sua voz.
―Qualquer coisa. Você sabe disso.
―Você pode vir para o clube por algumas horas?
―Uh, sim. ― diz ele, hesitante. ―Só me deixe cuidar de algumas coisas e eu
vou para aí. Dê-me 45 minutos?
―Claro. Vejo você, então.
Depois que eu desliguei, eu percebo que isso foi uma boa decisão. Eu já me
sinto melhor com a situação. Eu preciso do meu povo, pessoas que eu possa confiar,
pessoas que eu conheço. Ficando sozinho seria louco e irresponsável, apesar de meu pai
dirigir o tráfego. Ainda assim, eu preciso cobrir todas as minhas bases. E Gavin pode
ser o ás na manga.

















Capítulo Nove

Olivia

Reboco em um sorriso, eu estou lutando para manter a minha luz de disposição
para os meus clientes. Eu ouço o que soa como um grito de guerra do outro lado do bar
e olho para ver Taryn alegremente comemorando... alguma coisa. Quando ela se vira
para mudar a música, eu sei pelas primeiras notas o que está acontecendo. Alguém está
recebendo um tiro de corpo.
A maioria do público do Dual está bastante familiarizada sabendo o que a
música significa e o que um tiro de corpo é, então eles rapidamente vão para o final do
bar de Taryn para ver o entretenimento. Eu acho que a única maneira mais eficaz para
limpar o espaço na sala seria começar a gritar, ‘Briga!’e apontar para a porta. O lugar
seria esvaziado em quatro segundos.
A garota que vai receber o tiro de corpo parece o tipo de voluntária para eles.
Muito. Eu estaria disposta a apostar que ela é feita de 80 por cento de materiais
recicláveis e que suas roupas pertencem a sua irmã menor. A massa de cabelo loiro-
branco no alto da cabeça completa o quadro de umaadolescente.
Ela requebrava e sacolejava antes de deitar sobre o balcão. Acho engraçado que
ninguém tem que ajustar sua roupa para o tiro de corpo. Uma grande quantidade de seu
estômago já estava exposta por sua roupa.
Taryn salpicava sal na barriga da moça, e vai um passo além, derramando a
tequila em seu umbigo, que só funciona para as pessoas que tem um umbigo bastante
profundo.
Oh Cara!Algum cara vai adorar chupar isso!
Eu olho para a multidão que está babando e salivando procurando o idiota
número um. Ele é fácil de detectar. Ele está com os olhos brilhantes e salivando com o
pensamento de lamber algo no corpo da garota. Todos os seus amigos estão batendo
nas costas dele e ele está, na verdade, esfregando as mãos em antecipação.
Tentar segurá-las juntas lá, tiro rápido.
Eu ri dos meus pensamentos. Ele não é tão ruim, mas alguns de seus amigos
parecem que poderiam ter uma ejaculação precoce. Minha aposta é que um par deles
correria para o banheiro depois de assistir a este show.
Credo!
Já que os meus clientes estão ocupados, eu uso o tempo para limpar minha
estação, fazendo qualquer coisa e tudo o que puder para manter minha mente no
trabalho. Periodicamente, eu olho para a comoção no final da estação de Taryn. A
multidão vai à loucura quando o cara começa a lamber o sal do estômago da menina.
Balanço a cabeça e sorrindo. Realmente não é preciso muito para despedir este grupo.
Assim que meus olhos estão voltando para a tarefa em mãos, vejo uma sombra
de movimento no raio de luz vindo do escritório de Cash. Meus sentidos estão
sintonizados com esse canto da sala, não importa o que eu estou fazendo, ou o quanto
eu tente ignorá-lo.
Cash está encostado no batente da porta, me olhando. Mesmo através da
distância, vejo o calor em seus olhos. Eu sinto isso. Ele não tem que me dizer o que ele
está pensando. Eu sei tão certo como eu posso vê-lo no fundo da minha mente. Ele está
se lembrando da noite que esta música foi tocada para nós.
Como um replay instantâneo, a cena os cheiros, as imagens, os sons, os
sentimentos, se desdobram em minha mente com uma nitidez perfeita. Uma
queimadura lenta começa em baixo na minha barriga quando penso em Cash estendido
sobre mim. Espalha-se como fogo quando eu revivo seus lábios e língua viajando sobre
meu estômago, mergulhando em meu umbigo e provocando a borda de minha camisa.
Eu sinto minha pulsaçãoacelerar quando eu me lembro do olhar em seus olhos
quando ele chupou o limão na minha boca. É o mesmo olhar que eu vi há mais de uma
dúzia de vezes desde então. Essa é a forma como eles olham quando ele me observa
gozar. É a maneira de olhar, quando ele está me observando despir. É a maneira que
olham agora. É um olhar faminto que diz o que ele quer de mim. Neste exato minuto,
com nada entre nós, somente hálito quente e pele úmida, ele me quer. Agora.
E não há como negar que eu o quero também. Tão mau.
A multidão está aplaudindo, mas eu não olho para ver o que está acontecendo.
Não posso tirar os olhos de Cash. Ele é como o sol que o meu mundo gira em torno,
não importa o quanto eu tente gravitar longe dele, para deixar o meu coração e meu
corpo livre dele, ele me atrai. Convincente. Inexplicavelmente. Inegavelmente.
Ele arqueia uma sobrancelha e eu sinto um tiro de desejo por mim. Ele quase
me tira o fôlego.
Oh Deus, como eu o quero!
Eu nunca quis alguém desta forma. Tão profundamente. Tão completamente.
Tão desesperadamente.
Mas essa é a parte que me deixa em apuros. É a parte que me assusta.
Um grupo de rapazes se afasta da ação, vindo entre nós e quebra o
desconcertante contato visual de Cash.
O momento se foi.
Mas não os efeitos.
Cada dia, cada hora, cada minuto que eu passo em sua presença, Cash está
ficando mais e mais, mais e mais fundo na minha pele.
―Você deve ser Olivia. ― uma voz levemente acentuada diz, chamando a
minha atenção para longe da porta.
Quando meus olhos fazem o seu caminho para o dono da voz, eu sei que a minha
boca cai aberta. Se na terra tem alguém que classifica qualquer lugar perto de Cash em
boa aparência, ele teria que ser esse cara.
Bolas peludas macacos me mordam!Ele é lindo!
Um pedaço grosso de cabelo preto espetado próximo ao corte de cabelo no estilo
que ficou o cabelo de Tom Cruise em Top Gun acima de um rosto muito bronzeado que
é o retrato de uma beleza clássica. Testa larga, maçãs do rosto salientes, nariz reto, boca
cinzelada, mandíbula forte, ele é apenas um homem do homem. Isso é tudo que existe
para ela. Mas é o seu grande sorriso e os olhos cintilantes do oceano azul que o
transformam em lindo.
Mesmo quando eu estou pensando nisso, enquanto eu estou catalogando seus
atributos, estou ciente da falta de qualquer lampejo de emoção, qualquer vislumbre de
atração. Ele é bonito, muito agradável de ver, parece ser um cara legal o suficiente, mas
ele não é Cash. Puro e simples. Meu palpite é que só há um cara para mim. Eu só
espero que eu seja a garota para ele.
O cara que eu estive examinando levanta as sobrancelhas em questão e eu me
lembro o que ele disse.
―Por que eu devo ser Olivia? ― Falo agradavelmente. Seu sorriso se alarga. É
contagioso e coloca-me imediatamente à vontade.
―Bem, para começar Olivia é um nome de uma garota bonita. E você é uma
garota bonita. Em segundo lugar, você é a única funcionária que eu não encontrei aqui,
o que significa que você deve ser Olivia. ― Agora, diz ele inclinando-se e olhando para
mim com o canto do olho. ―Seja honesta. Você está impressionada com os meus
poderes extraordinários de dedução, não é?
Seus olhos estão cheios de malícia e encontro-me rindo antes que eu possa
sequer raciocinar o que ele está dizendo.
―Ok, você me pegou. Eu não vou mentir. Estou muito impressionada com
seus poderes extraordinários de dedução.
Ele acena com a cabeça. ―Como eu suspeitava. Eu sou irresistível dessa
maneira. ― De repente, ele endireita e enfia a mão por todo o bar. ―Sou Gavin. Gavin
Gibson. Eu ajudo Cash com o Dual.
―Gavin Gibson? Isso soa como a identidade real de um super-herói. Você
esconde uma capa em algum lugar sob essa camisa? ― Eu digo.
―Não, eu escondo meu único super poder em minhas calças.
Ele pisca e eu sorrio.
―Você flerta assim com todos os funcionários aqui, Sr. Gibson?
―Sr. Gibson? ― Sua expressão mostra que ele está claramente chocado. ― Sr.
Gibson é o meu pai.
―Desculpe, Gavin.
―Muito melhor. E não, eu não sei. É muito pouco profissional para uma coisa.
Mas, muito mais importante, nenhum dos outros funcionários se parece como você. Se
eles parecessem, eu poderia ter um problema em minhas mãos.
―Eu nunca imaginei que você era o tipo de assédio sexual, Gavin. ― diz Cash,
chegando e parando no bar ao lado de Gavin.
Apesar de seu tom ser leve e brincalhão, a expressão de Cash não é. Gavin
inclina um cotovelo no balcão e se vira para Cash.
―Você nunca teve um empregado que valesse a pena assediar antes. ― ele
brinca, olha e piscar para mim. ―Mas, por isso pode ser uma pena perder o meu
trabalho.
―Oh, você pode perder mais do que seu trabalho, se você colocar as mãos sobre
ela. Confie em mim.
Gavin ainda está sorrindo enquanto olha para Cash. Eu vejo isso desaparecer
lentamente quando ele percebe a expressão muito séria de Cash. Gavin se endireita e
sua cabeça gira de Cash para mim e de volta novamente.
Ele acena com a cabeça e bate no ombro de Cash com uma mão grande. Eles
têm praticamente o mesmo tamanho, mas Cash ainda é um toque maior.
―Entendi, companheiro. Nenhum dano pretendido. ―Ele se vira para mim e
me dá outro sorriso encantador. ―Olivia foi um prazer. Se você me der licença, temos
alguns assuntos para discutir.
Cash não se move até Gavin deixar o bar e ir em direção do escritório. Ele olha
para mim, seus olhos profundos, piscinas insondáveis de tinta, em seguida, ele se vira e
segue Gavin, deixando-me perplexa com o que aconteceu.










Capítulo Dez

Cash

Tudo que eu posso fazer é não bater com a porta do escritório atrás de mim
quando eu sigo Gavin para dentro. Estou fervendo. E Gavin me conhece bem o
suficiente para saber isso.
―Eu não sabia que você estava saindo com ela, mano. Eu não quis ofender.
Eu sei que ele não quis. Mas isso não faz nada para apaziguar a minha raiva.
Ver Olivia sorrido para outra pessoa foi... foi...
―Você não pode agir assim em torno dos funcionários, Gavin. Você sabe o tipo
de tempestade de merda legal que você pode causar?
Ele ergue as mãos em sinal de rendição. ―Foi mau, Cash. Isso não vai
acontecer novamente. Eu não estava pensando.
―Não deixe que isso aconteça novamente. Eu quero dizer isso.
―Não vai. ― garantiu-me solenemente. Depois de alguns segundos de silêncio,
ele comete o erro número dois. ―Mas porra, isso é uma mulher quente!
Seu sotaque parece mais pronunciado, o que só me deixa mais irritado. É como
se ele estivesse deslizando para tentar ser mais atraente para as mulheres.
―Isso é o suficiente! ― Eu exclamo.
Gavin sorri e acena lentamente, como ele descobriu alguma coisa.
―Ahh, então você está saindo com ela.
―Não estou.
―Você não tem que dizer. Não se esqueça que eu conheço você, companheiro.
Por um tempo agora. Eu vi você com seu ‘sabor’ no mês anterior e você nunca deu a
mínima se eu flertasse com elas ou não.
―Você nunca...
―O inferno que eu não tenho! Você nunca notou antes.
Eu não posso nem limpar a minha mente o suficiente para pensar e determinar se
é verdade ou não. Mas eu decidi que não importa. O que importa é que ele tem que
manter suas mãos longe de Olivia. Seus olhos, também.
―Olivia é... ela é... é só...
―Não diga mais nada. A partir de agora, ela é minha irmãzinha.
Eu olho para ele. Realmente olho para ele. Em seus olhos, eu vejo meu melhor
amigo. Meu parceiro de negócios. Uma das poucas pessoas no planeta que eu
realmente confio. E eu sei que ele está dizendo a verdade.
Concordo com a cabeça, também. ―Bom o suficiente.
Gavin afunda em sua cadeira um pouco, apoiando um tornozelo sobre o joelho e
laça os dedos entrelaçados atrás da cabeça. Ele está de volta ao seu velho eu
confortável.
―Então, o que está acontecendo? Por que estamos nos reunindo, deve ser muito
importante.
Tenho certeza de que ele está se referindo ao meu temperamento. Pelo menos
em parte. Gavin é um cara muito perspicaz. Seu pai era militar, e mudava muito. A
família estava residindo na Austrália há vários anos quando Gavin era jovem, que é de
onde seu sotaque vem.
Quando Gavin era um adolescente, eles estavam vivendo na Irlanda. Seu pai de
alguma forma foi pego no meio de dois grupos desagradáveis de rebeldes, a mãe de
Gavin e irmã mais velha de Gavin foram mortas. Não foi muito tempo depois que
Gavin passou a servir em um tipo diferente de militar. O tipo que não aparece nos
currículos e as pessoas às vezes morrem após descobrir.
Ele foi um mercenário por vários anos. Ele é alguns anos mais velho do que eu,
em torno de 30, eu acho, mas ele tem algumas das melhores habilidades táticas que eu já
vi. Ele é muito mau eu estou feliz por ele ser meu amigo e estar do meu lado.
Além de seu intelecto afiado e... outra experiência, ele é um piloto. Ele pode
voar virtualmente qualquer coisa com asas, como pequenos jatos, e helicópteros. Na
verdade, agora que ele não é mais um mercenário, é o que ele faz quando não está me
ajudando com o clube, ele tem uma empresa de frete com o seu helicóptero.
Nós nos conhecemos através do meu pai. Meu pai costumava usar os serviços de
pilotagem de Gavin algumas vezes quando ele começou a fazer as coisas de modo para
quebrar os laços com o Bratva, a máfia russa. Gavin foi competente e discreto, e meu
pai aprendeu rapidamente que ele era um homem que se podia confiar, especialmente
quando se tratava de fazer a coisa certa, apesar das conseqüências.
Gavin manteve contato com meu pai, quando ele foi para a prisão, então, quando
a economia despencou e o negócio de Gavin começou a cair, meu pai o colocou em
contato comigo por algum trabalho extra. Nós nos demos bem imediatamente. Desde
aquele dia, Gavin se tornou meu melhor amigo ea coisa mais próxima de família
nãopresa que eu tive há anos.
E agora eu vou precisar de sua experiência e seu critério mais do que nunca
antes.
―Quanto meu pai te disse sobre o que aconteceu?
Gavin retransmite o que meu pai contou a ele e serviu para eu preencher os
espaços em branco. Bem, a maioria deles de qualquer maneira. Eu não disse a ele
sobre a morte de Nash, ou que eu estou vivendo como os dois irmãos por sete anos.
Essa é uma informação que eu gostaria de guardar para mim o maior tempo possível.
Esse é um nível de confiança que eu tenho em poucas pessoas. Na verdade, mais como
uma pessoa.
Olivia.
―Então, você não tem ideia de quem vai aparecer aqui no próximo... ―Gavin
olha para o relógio. ―Vinte minutos ou assim?
―Nenhuma pista. Meu pai deve pensar ou saber que eles têm algum tipo de
informação que possa me ajudar ou que têm alguma forma de nos tirar desta, sem dar os
livros valiosos ou a vida de alguém.
―Sim, fazer uma cópia está fora de questão. Esse é o tipo de coisa que
realmente faz com que as pessoas morram.
―Minha preocupação não é apenas com desistir da informação que poderia tirar
meu pai da cadeia. É tanto sobre como o trabalho dessas pessoas. Eles não deixam
testemunhas vivas. Nunca. Eu tenho que descobrir outra maneira de me certificar de
que Olivia estará segura. Completamente. Permanentemente. Ou eu tenho que me
livrar deles ou... eu não sei o que. Mas eu tenho que fazer alguma coisa. Eu tenho que
ter certeza que ela estará segura.
Gavin esfrega o queixo. ―Isso pode ser complicado. Estas são pessoas
perigosas para subestimar. Mas você é um grande estrategista. Um dos mais
inteligentes caras que eu já conheci. E isso é dizer muito. Eu trabalhei em todo o
mundo, com todos os tipos de pessoas. Você teria sido um mercenário excelente. Você
pode não tem muito aonde ir agora, mas quando a pessoa do plano B do seu pai chegar
aqui, você vai saber mais. Você é muito parecido com Greg. E, sabendo que tipo de
cara que seu pai é, esta pessoa misteriosa vai ser uma mudança no jogo.
Eu chego a apertar a ponta do meu nariz, na esperança de parar a pulsação
monótona que está batendo atrás dos meus olhos. ―Eu espero que você esteja certo. Se
não, eu vou ter que pensar em algo muito rápido. Eu só tenho até às nove e meia da
manhã. Eles estão me dando 30 minutos depois que o banco abre para entrar e pegar os
livros. Então eu vou conhecê-los.
―Mas os livros não estão no banco, certo?
―Não, eles não estão.
Eu confio em Gavin, mas ainda hesito em mostrar a minha mão.
―Você disse a eles que banco?
―Não. Por quê?
―Bem, isso pode jogar contra eles. Pode ajudá-lo com seu tempo. Além disso,
eles não serão capazes de encontrá-lo lá. Tente puxar qualquer um de seus truques
típicos.
―Sim, o mais que temos e quanto menos souber, melhor.
―Sempre.
Gavin e eu ficamos matando o tempo, enquanto esperamos. Isso me mantém no
ritmo, que é o que me apetece fazer. Eu não gosto de esperar. Eu não gosto de não ter
todos os fatos. Eu não gosto de ser o último, a saber. E, acima de tudo, eu não gosto de
me preocupar com a possibilidade de não manter Olivia segura. Há muitas incógnitas,
muitos jogadores, muitas variáveis. O que eu preciso é que o homem do pai ou pessoas
cheguem logo até aqui para que eu possa recuperar alguma quantidade de controle.
Por um tempo após o acidente, eu estava sedento de sangue. Tudo o que eu
conseguia pensar era em conseguir a vingança contra as pessoas que mataram minha
mãe e meu irmão, e que culpou meu pai por suas mortes. Mas, com o tempo, eu me
tornei Nash, percebi que havia uma maneira legal de ir sobre ele, uma forma que
poderia libertar o meu pai. Só isso já valeria a pena ir sobre ele, sem derramamento de
sangue. Então foi isso que eu fiz. Comecei a me formar em direito e aprender o
máximo que pude sobre casos semelhantes, para que um dia eu pudesse usar a evidência
de que o meu pai sacrificou tanto para ver a justiça servir.
Mas agora tudo isso está em perigo. A menos que o ás na manga do meu pai
seja danado de bom.
Quarenta e quatro minutos mais tarde, uma hora antes de o clube fechar, o ás
percorre a porta do meu escritório. E santo inferno o ás que é!
















Capítulo Onze

Olivia

Seria impossível não notá-lo. Perigo, confiança e negligencia grosseira para
praticamente qualquer pessoa e qualquer coisa que emana dele como um fedor. Ou,
para todas as mulheres, nas imediações, como um perfume.
Eu tenho certeza que a cócega na parte de trás da minha garganta é dos
feromônios de Taryn. Eles podem sufocar a todos nós. Eu nem sequer tenhoque olhar
para baixo da barra para saber que ela está sentando-se e tomando conhecimento. Eu
não ficaria surpresa se ela alisasse os pelos como um gato. Mas eu também poderia
entender. Ele é muito... interessante.
Ele é alto. Tão alto como Cash. O fato de que ele está usando uma jaqueta de
couro preta e óculos de sol em um clube no meio da noite só faz ele se destacar muito
mais. Mas não é só isso. Não é apenas uma coisa. Ou 10 coisas. É tudo sobre ele.
Não há nenhuma maneira a qualesse cara poderia se esconder. Nem na maior multidão
ele poderia passar despercebido.
Pessoas se afastavam dele enquanto ele caminhava pelo clube. Eu não sei se
erapor medo ou reverência, mas algo faz com que eles dêem espaço amplo para ele.
Eu acho que seu cabelo é na altura do queixo. Talvez na altura dos ombros, mas
puxado para trás em um rabo de cavalo, pois é, é difícil dizer. A cor é como palha clara,
mais leve em cima do que por baixo, que é o que me faz pensar que ele trabalha no sol.
Muitas vezes.
Seu queixo é coberto com um espesso e leve cavanhaque. Entre isso e os óculos
de sol, a maioria dos detalhes de seu rosto estão obscurecidos, mas há algo sobre ele que
parece vagamente familiar. Eu me pergunto se ele já esteve no clube antes. Não
vestido como estava, é claro, mas talvez em roupas normais.
Sem parar, ele vai direto para o escritório de Cash e desaparece dentro. É como
se houvesse uma pausa depois que ele se foi, como se a sua caminhada lenta e poderosa
em todo o espaço tivesse deixado uma concussão leve no espaço. Mas depois de cerca
de trinta segundos, todos retornam à última chamada, como se nada tivesse acontecido.
Mas eu estou mais curiosa do que nunca.
Capítulo Doze


Cash

Estou feliz por estar sentado quando ele entra. Eu também estou feliz por não
estar comendo ou bebendo, quando ele caminha dentro.Seria uma vergonha chegar até
aqui e, em seguida engasgar e morrer de ver o aguardado visitante caminhar em meu
escritório.
E reconheço que ele é meu irmão gêmeo.
Nash.
―Que porr...
Meu primeiro pensamento, meu primeiro sentimento é de alívio profundo.
Mesmo alegria. Meu irmão não está morto. Ele está muito vivo. E de pé na minha
frente.
Seu cabelo está mais longo. E loiro. Seu rosto é familiar. Eu reconheceria em
qualquer lugar, é claro. Mesmo com a metade inferior coberta com um cavanhaque
loiro escuro, ele se parece comigo. Apenas mais duro. Muito mais duro.
Eu sinto a presença dele de uma maneira que nenhuma outra pessoa na terra
sente. Nós somos parte um do outro de uma maneira que a maioria dos irmãos não
experimenta. É diferente ser um irmão gêmeo.
Eu acho que, em algum nível, eu sempre soube que ele não estava morto. Eu
nunca o senti ir, nunca o senti morrer. Eu nunca senti a sua ausência como se ele
estivesse realmente morrido.
Mas o que isso quer dizer? O que diabos está acontecendo? Só me leva alguns
segundos para colocar os pedaços juntos.
Pai.
―O pai sabia. Ele sabia o tempo todo e não me disse.
Um tapa na cara. Um chute nas bolas. A verificação de que a realidade me
lembra realmente que não há ninguém em quem eu possa confiar. Não completamente.
Confio em Gavin a maior parte, mas as duas pessoas que eu mais confiava são as
que me dão razão para questionar meu julgamento. Meu pai, obviamente, mentiu um
pouco para mim. Eu não sei por que, mas eu tenho a maldita certeza que vou descobrir
eventualmente. Uma vez que eu me certificar que Olivia estásegura...
Olivia.
Ela é a outra pessoa que confio muito. Ela não traiu essa confiança, mas ela foi
retirada durante o último dia ou dois e isso me preocupa. Eu sei que ela tem muito a
superar e lidar, mas agora não é o momento para isso. É muito perigoso para ela
decidir, de repente, que eu não sou digno de confiança. Isso pode custar sua vida.
O que isso significa para mim é que eu tenho que convencer Olívia que ela pode
confiar em mim, que eu nunca a machucaria, ou eu tenho que deixá-la sozinha. Ela não
pode estar segura se ela não confia em mim. E eu não posso confiar nela se ela não
confia em mim.
As palavras de Nash me trazem de volta para o seu reaparecimento misterioso.
―É. Nós todos tivemos nossas razões para fazer as escolhas que fizemos. Você
incluído. - diz ele incisivamente.
Ele está certo, mas que não leva o ferrão de ser o único mantido no escuro. Meu
temperamento se levanta, mas antes de eu estar em Nash, Gavin se move, lembrando-
me que eu não estou sozinho com meu irmão.
Eu olho para o meu gerente de bar e melhor amigo que está olhando para trás e
para frente entre Nash e eu. Sua expressão diz que ele está um pouco confuso, mas não
tanto quanto eu poderia ter esperado.
―Eu vou explicar tudo isso mais tarde, eu prometo.
Gavin estreita os olhos e depois começa lentamente a acenar.
―Não, eu não acho que haja qualquer razão para isso. Eu acho que sou rápido.
― Ele se levanta e caminha até Nash. ―Gavin Gibson. Eu não acho que nós já nos
conhecemos antes.
Eu vou ser condenado. Ele já descobriu.
Eu ‘conheci’ Gavin como Nash uma vez para adicionar alguma legitimidade à
farsa. Se Gavin já suspeitou alguma vez sobre a identidade, ele nunca tinha mencionado
isso. Mas, novamente, conhecendo Gavin, ele provavelmente manteria para si mesmo
no caso de ele precisar mais tarde. Eu acho que neste negócio ― bem, os negócios do
meu pai ―com todos os seus segredos. E suas armas.
Concordo com a cabeça ao meu amigo. Nenhum ponto em reter nada agora.
Eu volto para Nash, cruzando os braços sobre o peito.
―Então, você vai me trazer rápido?
Nash me observa. É neste momento, não quando o vi pela primeira vez e vi
como ele parecia diferente, que eu percebo que ele está mudado. Ele está mais parecido
comigo do que ele sempre foi, do jeito que eu costumava ser. Só que muito mais
perigoso.
―Eu não vim aqui para recuperar os últimos sete anos. Eu vim aqui porque
meu pai enviou a mensagem. Deve ser a hora de começar a trabalhar.
―O que é que isso quer dizer?
―Eu tenho o poder.
―Assim como eu. Mas eles sabem que eu tenho e que eles estão fazendo
ameaças, ameaças inaceitáveis que não posso arriscar ignorar.
Ele para e me observa de novo. É como se ele estivesse tentando entrar na
minha cabeça. E quando ele finalmente fala de novo, parece que ele poderia ter sido
bem sucedido.
―Quem é que eles têm?
―Uma garota que eu conheço. Alguém que acham que é importante para mim.
Um leve oscilar de expressão na testa, mas depois foi embora.
―Alguém que acham que é importante para você? ― Concordo com a cabeça.
―Mas ela não é?
Eu dou de ombros.
―Eu não sou particularmente apaixonado por ela. Mas há alguém que é
importante para mim. E eles sabem sobre ela, também.
Ele balança a cabeça lentamente, levando tudo dentro.
―Bem, eu tenho o suficiente para mudar tudo, se usá-lo bem.
―Então por que você não usou até agora?
―Papai. Ele queria esperar. Ele estava com medo de nos colocar em mais
perigo. Essa é a única razão porque ele concordou com tudo isso. Ele passou os
últimos sete anos na prisão para nos proteger, não porque ele não tinha uma saída. Ele
sabia o tempo todo que ele tem todas as cartas.
―Portanto, os livros...
―São apenas parte dela, sim. Mas manteve a salvo todo esse tempo, por isso
valeu a pena. Para ele.
Para ele.
Eu não sei o que fazer com a última parte. Nash não se ressentiu de mim? Eu
não vejo como ou por que ele faria. Ele sabia do negócio o tempo todo, enquanto eu
estava operando somente sob pedaços e peças de informação. Ele sabia a verdade.
Sabia onde a maioria se encontrava.
Meu temperamento racha um outro entalhe.
―Cara, se você tem algo a dizer, diga. Estou ficando muito cansado dessa
merda. Eu não aceito muito bem as pessoas brincando com a minha vida e só me
dizendo meias verdades e partes da história. Você pode jogar limpo ou você pode bater
a porta. Eu vou descobrir uma outra maneira. Sem você e... tudo o que você acha que
você tem.
Depois de alguns segundos, os lábios de Nash se transformam em um pequeno
sorriso frio.
―Pelo menos você não é uma buceta total.
Eu vejo vermelho. Eu tive o suficiente de tudo isso ― esta vida, este engano,
este jogo. Dou um passo em direção a Nash, com a intenção de plantar meu punho bem
no centro do seu rosto. Ele sorri como se quisesse acolhê-lo, como se ele desse as boas-
vindas à oportunidade de trocar alguns socos comigo. Mas Gavin fica entre nós.
―Se eu tivesse de adivinhar, diria que há coisas mais importantes do que o seu
concurso de mijo agora. Concentre-se, companheiro. Foco. Por ela, se nada mais.
Seus olhos estão tão calmos como as águas rasas azuis que tão de perto se
assemelham. Em poucos segundos, a sabedoria de suas palavras e a pessoa por trás
delas esfria meu temperamento.
Olivia.
―Isto não acabou. ― eu môo através dos meus dentes. Nash acena uma vez, o
seu sorriso ainda firmemente no lugar. Por uma fração de segundos, eu sinto outra onda
de desejo de vencer a presunção dele, mas se foi quase tão rapidamente quanto chegou.
―Nós vamos encontrar tempo mais tarde. Estou ansioso para isso.
Eu posso ver pelo olhar faminto em seu rosto que ele está. Eu não sei o que ele
tem para estar zangado, mas eu realmente não me importo tanto. Eu preciso dele para
uma coisa e apenas uma coisa. Então, ele pode levar o seu rabo de volta para onde ele
veio e nós nunca mais vamos ter de nos ver outra vez.
―Bem, se você acha que eu vou lá sem saber o que você tem, você não poderia
estar mais errado. Isto está sendo feito do meu jeito. Ponto final.
A risada de Nash é um latido curto. ―Eu não dou a mínima para salvar seus
amigos. Ou sua namorada. Eu estive esperando por sete anos para derrubar as pessoas
que mataram nossa mãe e roubaram minha vida. Eu posso esperar mais alguns dias. Eu
tenho a minha própria agenda.
―Eu não me importo com o que você faz, desde que não interfira com os meus
planos ou coloque alguém que me interessa em perigo.
Os lábios de Nash se afinam.
―Você não se importa, não é? Você não se importa com quem explodiu nossa
mãe? Você não se importa que alguém incriminou nosso pai? Você não se importa que
ele passou anos na prisão para nos proteger? Você não se importa que alguém levou
nossas vidas, pisotearam e em seguida, incendiaram-nas? ― Nash ri ironicamente.
―Oh, isso é certo. Você não faria isso. Você tem sido o beneficiário de toda a tristeza
da nossa família, não é mesmo, seu filho da puta?
―O que diabos você está falando? Como eu fui beneficiado? Quer dizer,
fingindo ser meu irmão perfeito, vivendo sua vida perfeita e ter que aturar os idiotas que
alguém como ele iria se associar? Você quer dizer com passar anos sofrendo a perda de
cada membro da minha família? Quer dizer, visitando meu único parente vivo em uma
sala vigiada com vidro entre nós duas vezes por mês, durante sete anos, e trabalhando
dia e noite para descobrir uma maneira de tirá-lo de lá? É isso que você quer dizer?
Nash dá um passo em minha direção. Eu vejo quando Gavin se mexe, ele está
pronto para intervir novamente, ele não se moveu para longe, para começar. Mas Nash
para.
―Isso parece um inferno de muito melhor do que passar os últimos sete anos em
fuga. Na clandestinidade. Eu desisti de tudo, quem eu era, o que eu queria, tudo que eu
já tive para honrar os desejos de meu pai. Para mantê-lo seguro, para manter você
seguro. Eu tenho que me a esgueirar para a cidade algumas vezes por ano para ver o
meu irmão vivendo a minha vida. Grátis. Feliz. Vivo. Enquanto eu tinha que ficar
morto. Correndo armas com traficantes. Preso em um navio. Todos os dias, durante
meses em um momento. Eu trocaria a vida com você em qualquer dia da semana.
―Você pode ter a sua vida! Eu nunca quis isso. Tudo o que eu fiz, eu fiz por
ele. Não pense que você é o único que sofreu, Nash.
Nós olhamos um ao outro. Nós estamos em um impasse. Eu nunca admitiria,
mas agora eu posso ver por que ele estava zangado. Nós dois sofremos, ambos
pagamos por erros que não foram nossos. Mas talvez o fim esteja à vista. Talvez seja a
hora de finalmente estar livre do passado. Finalmente.
―Eu sei que os meninos têm muito que falar, mas tem que esperar. Nós só
temos algumas horas para obter um plano em conjunto. O que você acha de colocar o
papo furado de lado e começar a trabalhar?
Eu olho para Gavin. Sua expressão não mudou desde o mais agradável que ele
sempre usa. Às vezes é difícil acreditar que ele é mortal. Mas ele é. Ele apenas
esconde bem. O que, provavelmente, o torna ainda mais perigoso.
―Você está certo. Não temos tempo para isso. Eu olho para o relógio na
parede. ―Vai ser hora de fechar em breve. Vou ter que levar Olivia de volta e contar
algumas coisas que estão acontecendo.
―Você acha que essa é realmente a única coisa inteligente a fazer? ― Nash
pergunta.
―Sim, como uma questão de fato. Ela precisa saber. Ela tem o direito de saber.
Sua vida está em perigo por minha causa. Por causa de nós. Inferno sim, eu acho que é
a coisa certa. Quanto mais cooperativa ela for, melhor.
Nash revira os olhos e balança a cabeça. Obviamente, ele discorda. Mas,
novamente, eu não poderia me importar menos. Ele não tem que concordar comigo, ele
só tem que me falar o que eu preciso fazer para ter certeza que Olivia estará segura.
Permanentemente. Então eu não dou a mínima para o que ele faz.


Capítulo Treze

Olivia

O estranho homem enorme continua desaparecido no escritório de Cash, de
modo que quando o bar fecha, eu estou um pouco nervosa em voltar lá. Mas eu vou.
Eu realmente não tenho muita escolha. Eu estou a caminho apesar de meus
pensamentos.
Quando eu abaixo no balcão para pegar minha bolsa, eu ouvi a porta do
escritório abrir. Um pedaço de luz derrama no chão e ouço vozes. Vozes baixas e
profundas. Meu estômago enrola em um nó apertado.
A porta se abre ainda mais e o corpo enorme de Cash bloqueia a maioria da luz.
Seus olhos me fitam imediatamente.
―Já acabou?
Concordo com a cabeça.
Ele se vira para trás e fala com alguém atrás dele, então anda pelo clube para
trancar as portas dianteiras. Eu observo, com medo de me mover. Sem o meu trabalho
e todos os clientes no bar, a tensão é palpável.
Como é que eu me meti nessa confusão?
Antes que eu possa formular algum tipo de resposta, Cash está andando em
minha direção, seu rosto duro e intenso.
―Vamos voltar para o meu escritório. Há algumas coisas que eu preciso lhe
dizer.
Meu pulso acelera e pavor corre nas minhas veias como água gelada. Cash me
encontra no entalhe na extremidade do balcão. Quando eu saio na frente dele, ele põe a
mão nas minhas costas e me guia ao seu escritório. Eu posso sentir o calor de sua palma
através de minha camisa e me conforta.
Eu caminho, passando pela porta, para encontrar Gavin na cadeira de Cash atrás
da mesa e o estranho alto com o rabo de cavalo sentado na cadeira em frente a ele, de
costas para mim. Gavin olha e sorri.
―Lá está ela.
Eu sorrio de volta, embora eu tenha certeza que é apertado. Meu rosto parece
que pode rachar a partir da tensão. Em apenas algumas horas, Cash estará indo para
resgatar Marissa. Quem sabe o que vai acontecer então?
Ácido espirra em minha barriga e derrama saliva em minha boca. Eu fecho
meus olhos e respiro lenta e profundamente.
Quando eu os abro, o estranho está de pé. Ele se vira para mim, recostando-se
contra a mesa e cruzando os braços sobre o peito largo. Ele tirou os óculos. E isso faz
toda a diferença no mundo.
Meu coração salta uma batida quando eu olho para o familiar preto-marrom dos
olhos de Cash. Só que eles não são de Cash. Não exatamente.
Cash caminha na minha frente para ficar ao lado do estranho. Quando eu olho
de um para o outro, eu não preciso perguntar quem é o estranho, mas eu preciso de
alguém para me explicar como ele está aqui, como ele está em pé na minha frente,
quando ele deveria estar morto.
Doce inferno!Isto é ainda pior do que eu pensava!
―Nash. ― eu digo baixinho, tentando parecer calma quando não sinto nada.
Ele sorri, um gesto que não chega a atingir os olhos.
―Muito bom. ― Ele olha para Cash. ―Pelo menos esta tem um cérebro.
Eu não sei o que isso quer dizer, mas eu não posso me preocupar com isso agora.
Eu só quero saber o que está acontecendo, o que é esperado de mim e como todos nós
podemos chegar com segurança a esse dilema louco e surpreendentemente perigoso.
Todo o resto vai ter que esperar.
―Você está muito bem para um homem morto.
―Meu irmão tem feito um grande trabalho em me manter vivo, você não acha?
Não há qualquer dúvida da amargura em seu tom.
―Acho que sim. Você não parece muito feliz com isso.
―Por que eu iria ficar feliz que alguém está fingindo ser eu?
Temperamento pisca em seus olhos. Isso me dá uma pausa, mas só um pouco.
Por alguma razão, perto de Cash, eu não tenho medo dele. Eu poderia ser de outra
forma, mas agora, eu me sinto corajosa.
―Por que você não seria? Você saiu fácil. Você é formado em direito e nem
teve que estudar para isso, um trabalho que você não tem que trabalhar e uma vida que
você não tem que ganhar. Soa como Cash fez a parte mais difícil.
Eu olho para Cash. Ele está me observando. Ele sorri. Um sorriso largo e
satisfeito. Quase metido. Ele pisca um olho brilhando para mim e eu sinto a adrenalina
de calor no meu rosto. Ele deve estar feliz por eu o estar defendendo.
Nash endireita e dá um passo a frente. Meu primeiro impulso é retroceder,
mesmo que ele não esteja tão perto de mim. Mas eu não recuo. Eu me mantenho no
lugar.
―Isso pode ser verdade, especialmente se você não tem uma pista mínima sobre
como a minha vida era. Como você não sabia que eu tive que dar a minha identidade
inteira e ir trabalhar para os criminosos em um barco de contrabando. Ou, se você não
sabe que eu só poderia vir para a praia uma vez a cada poucos meses. Ou, se você não
sabia que eu tinha que esgueirar-me para a cidade usando um disfarce, só para ver o
meu irmão vivendo a minha grande vida. Minha vida. Sim, eu posso ver onde você
acha que eu ficaria grato.
Culpa lava através de mim. Eu não sei o que dizer. Eu olho para Cash que esta
observando, seu rosto está em linhas duras. Eu olho para Gavin que parece entediado
com a conversa toda. Então eu olho para trás, para Nash, que de repente parece
quebrado e de luto por trás de sua máscara de pedra.
―Eu sinto muito. ― confesso sinceramente. ―E...eu não sabia. Eu apenas
presumi...
A risada de Nash é um estalo curto.
―Sim, bem, você sabe o que dizem sobre presumir.
Ele dá um passo para trás para retomar a sua posição contra a mesa. Eu não
tomo qualquer ofensa com suas palavras. Ele tem todo o direito a elas. Tanto ele como
Cash foram enganados e eu me sinto incrivelmente triste por ambos, pois o que eles
sofreram, o que perderam, o que eles tiveram que passar por um homem que tomou
todas as decisões erradas.
―Talvez depois disto, você não terá que se esconder. ― eu digo baixinho.
Nash olha nos meus olhos. Eu posso ver que ele quer acreditar que isso seja
verdade e meu coração aperta dolorosamente.
―Talvez. Talvez um dia eu possa ter a liberdade, o trabalho, a vida. A garota.
Eu não sei o que ele quis me dizer, por si só, mas seu olhar é tão intenso, que me
faz corar de qualquer maneira.
Santo Deus!Ele é tão parecido com seu irmão.
Cash move-se para ficar ao meu lado. Quando ele fala, sua voz é tensa.
―Se fizermos isso direito, talvez nós dois possamos ter nossas vidas de volta. E
você pode encontrar o seu próprio trabalho, sua vida e uma garota.
Cash passa um braço em volta da minha cintura. Eu quero sorrir para o gesto
possessivo. Homens e sua postura boba!
Obviamente, a conversa precisa de uma nova direção. A tensão está me
matando!
―Então, você já descobriu o que fazer amanhã?
Eu ouvi o suspiro de Cash.
Uh oh.
―Eu acho que sim.
Ele se move para longe de mim a anda para a porta do apartamento e para trás, a
cabeça inclinada em pensamento.
―Bem?
―Nash tem alguma informação... que podemos utilizar como alavanca depois de
entregar os livros por Marissa.
―Que tipo de informação?
Há uma pausa, durante a qual sinto como se todos na sala estivessem
debatendocom sabedoria para me responder. Eu os desiludi dessa noção de imediato.
―Se você está pensando em me manter no escuro quando eu estava antes em
sua mira, você realmente precisa pensar novamente. Você precisa da minha
colaboração, certo? Quer dizer, eu poderia ir direto para a polícia e mudar tudo, certo?
Eu odeio fazer tal ameaça. Acho que Cash sabe que eu estou apenas blefando,
mas os outros não. Não há nenhuma maneira que podiam saber.
É Gavin quem fala primeiro.
―Apenas diga a ela, companheiro. Você é o único que diz que ela pode ser
confiável.
Eu não vou mentir. Isso me deixa muito feliz saber Cash lhes disse tanto. Ele
também me faz sentir culpada pelas dúvidas que eu tive nos últimos dois dias.
―À tarde do acidente, Nash estava voltando da loja com suprimentos para a
viagem. Ele parou no cais da marina para filmar um casal de meninas deitadas em cima
de um iate, fazendo topless. Ele acidentalmente pegou o homem do gatilho na fita.
―Homem do gatilho?
―Sim, o cara que detonou a bomba.
Eu suspiro.
―Oh, merda!
―Exatamente. Eles teriam matado todos nós se soubessem que Nash tinha
filmado. Eu acho que meu pai estava certo de aguardar por um tempo. Algo assim é
muito perigoso.
―Então você está indo para entregar os livros e depois? Usar o vídeo para...
―Manter todos nós vivos.
―Mas como? Vai ser como os livros tudo de novo, só que vão saber quem o
tem, de quem ir atrás.
Estou doente. Eu só posso imaginar os tipos de tortura que eles empregam em
entes queridos para colocar suas mãos em evidência tão condenáveis como um vídeo.
―Não exatamente. Há algo mais em jogo. Papai me pediu para enviar duas
mensagens. Nash foi uma delas. Nós não ouvimos nada da outra ainda. Nash acha que
o vídeo usado em conjunto com este outro... jogador pode ser o suficiente para nos tirar
disso para sempre.
―Para sempre? Como exatamente?
―Ao eliminar a ameaça.
―O que é que isso quer dizer? Isso soa como se você pretendesse matar
alguém.
―Não. Não nós.
Eu olho entre os rostos dos três rapazes. Eles estão todos muito sérios.
―Certamente você está brincando.
Nenhum deles ainda se encolhe.
―Você não pode realmente considerar isso.
Ainda nada.
Minha cabeça gira. É como nos filmes. Mas é muito pior na vida real. Por
alguns segundos, parece surreal. Eu não posso envolver minha mente demodoa estar
envolvida em algo assim. Quer dizer, isso é... isso é...
Cash se movimenta e está em frente a mim e ele se curva até que seu rosto está a
centímetros do meu.
―Olivia, estes são os homens maus. E eu não quero dizer que eles roubaram
uma loja de bebidas. Esses homens são assassinos. Assassinos. E eles não vão parar
para pensar por um segundo que qualquer um de nós representa uma ameaça. Ou
poderia levá-los a algo que eles querem. Isso é real. E é sério.
Eu procuro seus olhos. Eu acho que, considerando a conversa, eu estou
procurando um monstro. Mas eu não encontrar um. Vejo apenas o cara que eu me
apaixonei. Eu me pergunto se é tarde demais para voltar atrás agora.
―O que você está me pedindo?
Com seus olhos nunca deixando os meus, Cash se endireita.
―Dê-nos um minuto, rapazes. ― diz ele para Gavin e Nash. Silenciosamente,
eles fazem o seu caminho para sair da sala. Cash pega a minha mão e me leva através
da porta na parte de trás do escritório, na cozinha do apartamento dele na parte de trás.
Quando ele solta a minha mão, eu me inclino contra os armários para não cair. Meu
coração está batendo tão alto. Eu me pergunto se Cash pode ouvi-lo.
Cash fica de costas para mim. Eu o vejo correr os dedos pelo cabelo e ouço
suspirar de novo.
―Estou pedindo para confiar em mim, Olivia. ― Ele se vira para mim.
―Confie no que você sabe sobre mim. Porque eu sei que, se você parar de ouvir o seu
medo, você saberá quem eu sou. No fundo. Você me conhece, Olivia. Você me
conhece.
Sua voz é sincera. Sua expressão é urgente. Eu fecho meus olhos contra seu
rosto, seu lindo rosto, o rosto que assombra tanto o meu acordar e dormir, o meu
mundo. Eu os abro novamente quando eu sinto as mãos quentes nas minhas bochechas.
O fôlego de Cash, seus olhos oceanos de meia-noite, puxando-me para águas mais
profundas.
―Sou eu. ― diz ele em voz baixa. ―Pare de ouvir todo o resto. Lembre-se da
maneira que você se sente quando eu estou beijando você e lhe tocando. Não pense
com a cabeça. Você me conhece. E quando meus lábios estão no seu, você confia em
mim. ― Como se para fazer seu ponto, ele mergulha a cabeça e roça sua boca sobre a
minha. Faíscas voam entre nós. Como sempre. ―Você confia em mim, quando minhas
mãos estão em sua pele. ― Ele corre as palmas das mãos para baixo em meus braços e,
em seguida, para a minha cintura, onde ele empurra sob a borda de minha camisa.
Calafrios passam pelas minhas costas. ―Você confia em mim quando você esta fora da
mente, quando você apenas sente.
Suas mãos se movem mais para cima, patinando sobre minhas costelas para
embalar meus seios. Seus polegares roçam meus mamilos então ele os aperta através do
material fino do meu sutiã. Eu recupero o fôlego.
―Vê? Você não está pensando. Você está apenas sentindo. Você está me
sentindo. Neste momento, você confia em mim. Você sabe que eu faria qualquer coisa
por você, que eu nunca lhe machucaria. Você sabe que você não é como as outras. Eu
sei que você sabe disso. E que você me quer. Assim como eu quero você.
Ele está certo. Ele está certo sobre tudo isso. Eu o quero. Eu sempre quis. De
certa forma, não faz sentido, eu quero agora considerar o que pode estar acontecendo
nas próximas horas. Mas de certa forma, faz todo o sentido. Se as coisas derem errado,
esta pode ser a última vez que eu vejo Cash, ou para estar com ele desta maneira.
Esse pensamento traz consigo tanto pânico e abandono. Eu engulo as palavras
que querem sair correndo, palavras sobre o amor e devoção, palavras que não têm lugar
neste momento. Elas merecem ser pronunciadas quando não há pressão e sem
desconforto. E isso não é agora.
Mas ainda temos esta noite. Então eu vou lhe mostrar. Vou dar-lhe tudo o que
eu tenho.
―Diga que me quer, ele comanda suavemente, sua voz um rosnado baixo.
Eu não hesito. Aproximando-me, eu arrasto o meu dedo ao longo de seu lábio
inferior perfeito.
―Eu quero você.
―Diga-me que você confia em mim.
―Eu confio em você.
Ele expira, seu hálito quente ventilameu rosto.
―Agora me diga que você quer que lhe toque.
Suas mãosainda estão imóveis sobre o meu sutiã. Mas eu não quero que elas
fiquem assim. Mais do que tudo, eu quero que elas se desloquem.
―Eu quero que você me toque.
Seus olhos são puro calor, queimando os meus. Ele me olha quando ele puxa as
taças de meu sutiã para baixo. Suas mãos são ásperas enquanto deslizam sobre meus
mamilos fazendo-os franzir. Ele os aperta entre os dedos e lava derrama em meu
âmago. Eu mordo um gemido.
―Diga que quer que eu lamba seus mamilos, para sugá-los em minha boca. ―
Sua voz é como veludo preto. Ele desliza sobre a minha pele como uma coisa tangível.
―Eu quero que você lamba meus mamilos. ― Eu já estou sem fôlego quando
ele puxa minha camisa sobre a minha cabeça. Seus olhos estão de volta nos meus
enquanto ele chega atrás de mim para soltar meu sutiã.
―Conclua. ― ele exige, recusando-se a me dar o que eu quero, até que eu
soletre.
―Eu quero que você os sugue em sua boca.
Inclinando a cabeça, Cash movimenta um mamilo com a língua em seguida, os
suga em sua boca quente. Eu enfio os dedos pelos cabelos, segurando-o para mim.
Ele suga um, mordendo-o levemente, antes de ele se mover para o outro para
dar-lhe o mesmo tratamento. Quando ele levanta a cabeça, há fogo em seus olhos.
―Diga-me para tirar sua calça.
Mesmo que eu mal posso falar, eu não hesito.
―Tire minhas calças.
Em um movimento rápido, ele vira para abrir o botão da minha calça.
―Diga-me você quer que eu coloque meus dedos dentro de você.
Sua voz é rouca e sua mão está descansando a apenas alguns centímetros de
onde eu o quero mais. A antecipação do sentimento dele é quase demais para suportar.
―Eu quero que você coloque os dedos dentro de mim.
Voltando a palma da mão em direção ao meu corpo, ele desliza a mão em minha
calcinha e empurra dois longos dedos dentro de mim. Meus joelhos ficam fracos e eu
chego atrás de mim para segurar a bancada de apoio.
Cash fecha os olhos e geme um pouco.
―Oh meu Deus, você está tão molhada. Você sabe o que isso faz comigo?
Concordo com a cabeça.
―Sim. Eu sei por que eu sinto isso também.
―Diga-me que você quer que eu tenha um gosto de você.
Lentamente, ele arrasta seu dedo dentro e fora de mim. Meus quadris movem-se
com ele.
―Prove-me.
Puxando a mão livre de mim, ele levanta o dedo brilhante e desliza-o na boca.
Estou hipnotizada.
―Esse é o melhor sabor do mundo. ― diz ele. ―Diga-me que você quer um
sabor também. Eu quero ver você lambendo o meu dedo.
Mais calor corre entre as minhas pernas.
―Eu quero um gosto, também. ― eu respiro obedientemente.
Cash se curva, com um puxão rápido, puxa a calça até meus tornozelos.
Enquanto ele sobe, ele faz uma pausa para pressionar os lábios para fora da minha
calcinha, me beijando. Eu quero pedir-lhe para parar lá, mas antes que eu possa falar,
ele está tomando meu fôlego com os dedos perversos.
Empurrando minha calcinha para o lado, Cash lança dois dedos dentro de mim,
enterrando-os profundamente e trazendo-me para os seus dedos. Ele os enfia dentro de
mim, enquanto ele massageia meu clitóris com o polegar. Ele olha para cima e seus
olhos encontram os meus novamente.
Lentamente, ele estica e traz um dedo em meus lábios. Seus olhos caem em
minha boca quando eu a abro. Ele arrasta a ponta do dedo molhado sobre meu lábio
inferior, em seguida, olha para trás para mim.
―Lamba. ― Eu lambo meu lábio inferior, saboreio a doçura salgada lá. ―Tão
bom. ― ele sussurra, antes de deslizar o dedo em minha boca, esfregando-o sobre a
minha língua. Eu fecho meus lábios em torno dele e chupo até ouvir o silvo do ar por
entre os dentes cerrados.
―Diga que me quer dentro de você.
―Eu quero você. Dentro de mim. Agora. ― Eu digo desesperadamente.
Eu não consigo tirar meus olhos dele. Mesmo quando ouço o som de seu zíper,
nosso olhar está bloqueado junto. Eu desço para empurrar a minha calcinha sobre meus
quadris, pouco antes de Cash agarrar-me sob os braços e me colocar em cima do balcão.
O granito está frio contra a minha bunda, fazendo muito bem para o calor do meu corpo.
Ainda me observando, sempre me observando, Cash puxa um sapato do meu pé,
então tira a minha calça e calcinha para baixo sobre ele, liberando uma perna.
―Abra suas pernas para mim.
Eu faço o que ele pede.
Seus olhos em minha carne, úmida, sensível me faz sentir ainda mais quente,
mesmo molhada. Cash envolve os dedos em torno de seu eixo, acariciando-o
lentamente da base à ponta, fazendo meus músculos apertarem em antecipação dele me
enchendo.
―Agora me diga o que você quer.
―Eu quero você dentro de mim.
―O que você quer que eu faça lá?
―Eu quero que você goze em mim, que goze comigo.
Eu ouço seu gemido pouco antes de ele permitir que seu desejo atrelasse. Parece
que em um momento, ele está a centímetros de distância, no próximo, ele está me
tocando. Todo, em todos os lugares ao mesmo tempo.
Suas mãos estão no meu cabelo, nos meus seios, nas minhas costas. Seus lábios
estão no meu, no meu ouvido, em meu pescoço. Sua língua está provocando a minha,
provocando meus mamilos, provocando meu umbigo.
Em seguida, suas mãos estão deslizando sob meus quadris. O mundo se inclina
quando ele me pega fora do balcão. Assim como minhas pernas envolvem em torno de
sua cintura, ele entra em mim, me puxando para baixo em cima dele, sentando-se até
agora dentro de mim que me rouba o fôlego.
Como a minha cabeça cai para trás em meus ombros, eu grito. Eu não posso
ajudá-lo. Eu estou perdida para tudo, somente Cash. Eu mal conseguia ouvir minha
própria voz. É como um eco suave do que está acontecendo entre nós, um tornado de
sensação e respiração pesada, um furacão de lábios, línguas, dentes e dedos.
Ouço a respiração de Cash no meu ouvido. Eu sinto seu corpo dentro do meu.
Eu sinto o ar correndo sobre minha pele quando ele me leva para a cama.
Depois, há um colchão firme em minhas costas e um corpo quente em cima do
meu. Ele está se movendo dentro de mim, duro e poderoso, cada estocada mais
profunda do que a última.
A construir um prazer muito forte. Meu corpo sente como ele está vindo, a
rebentar pelas costuras. Pouco antes de eu apertar meus olhos fechados, eu vejo Cash
subir de joelhos. Eu me dou até sentir quando ele espalha minhas pernas largas e
esfrega a minha parte mais sensível com o polegar, conduzindo dentro e fora de mim.
E então eu estou caindo sobre a borda. A primeira onda de meu orgasmo me
deixa tonta. Eu ouço Cash dizendo meu nome mais e mais. Abro os olhos para vê-lo
arquear as costas e se liberar em mim com uma imprudência que explode em meu
corpo, como uma chuva de fogos de artifício.
As paredes absorvem seu gemido quando o seu ritmo diminui para mais longos,
traços mais lânguidos. Seu corpo ainda pulsa dentro de mim. Então, com um impulso
final, ele cai em cima de mim.
Nós descansamos juntos, derivamos de volta à terra. Sua respiração é pesada no
meu ouvido. Quando ela se torna menos difícil, sinto os lábios dele pressionar contra
meu pescoço. É um dos mil beijos minúsculos como chuva que ele dá sobre a minha
garganta e meu rosto. Quando ele levanta a cabeça, seus olhos encontram os meus. Eu
não tenho certeza o que eles dizem, mas eu acho que meu coração entende.











Capítulo Quatorze

Cash

Com Olivia dobrada ao longo do meu lado, eu realmente não quero me mover.
Mas tenho que fazer. Realidade e perigo estão à espreita ao virar da esquina. No outro
lado da luz do dia, que está a apenas algumas horas de distância.
Olivia está traçando a tatuagem no lado esquerdo do meu peito, como ela sempre
faz quando nos mantemos nus juntos. Eu não sei se é calmante para ela, mas é para
mim.
Seus dedos começam a se movimentar mais e mais lentamente até parar. Sua
respiração se torna profunda e regular. Eu sei que ela está dormindo. Tenho certeza
que ela está exausta. Mas não há nada que eu possa fazer sobre isso ainda.
Eu deslizo para fora de debaixo dela tão suavemente como eu posso, mas eu
ainda a acordo.
―Descanse, bebê. Eu voltarei.
Eu posso ver que seus olhos estão abertos e focados nos meus, então eu sei que
ela me ouviu. Ela não responde, no entanto. Ela apenas sorri.
Depois de endireitar a minha roupa, eu coloco a cabeça para fora através do
escritório para o clube. Nash e Gavin estão sentados no bar, despejando tiros de uma
garrafa de uísque.
―Sintam-se em casa. ― eu digo inteligentemente quando me aproximo.
―Oh, não se preocupe. Nós estamos. ―Gavin responde com um sorriso
insolente.
Eu puxo um banquinho e um tiro, derrubando-o em um gole rápido. A
queimadura é bem-vinda. Isso me lembra de que não haverá muita dor e perda, se eu
não fizer isso apenas direito. Da primeira vez. Não há dúvida de que eu não vou ter
uma segunda chance.
―Eu estava pensando sobre isso e eu sinto que o único lugar que Olivia vai estar
realmente segura é com sua mãe.
―Isso é o que você estava fazendo lá? Pensando na mãe dela? ― Nash fala
disfarçadamente. ―Se ela mencionar a necessidade de um homem de verdade, a mande
para mim.
―Passou tanto tempo sozinho com um grupo de homens em um barco, eu tenho
certeza que você poderia recomendar um.
Gavin cospe whisky em todo o bar.
Nash está tão rapidamente em pé que seu banco cai.
―Que diabos é que isso quer dizer?
Eu estou em pé, também.
―Isso significa que se você sequer pensar em tocá-la, falar com ela, tanto como
olhar para ela nós vamos ter um grande, grande problema, mano.
Antes de Nash e eu consigamos estar peito a peito, Gavin está entre nós.
Novamente.
―Eu não vou ser capaz de deixar vocês dois sozinhos em tudo, vou?
Ele nos dá um pequeno empurrão, que, vindo de Gavin, é o suficiente para nos
enviar um passo para trás. Quase, mas não completamente.
Gavin derrama mais três tiros e desliza um para mim e um para Nash, pegando o
terceiro e o segurando entre nós.
―Para a segurança e sucesso. Salut!
Nash e eu ainda estamos olhando um para o outro, mas nós brindamos a Gavin.
É um sentimento bom, uma pena tomar um momento para reconhecer.
Após uma breve pausa, eu limpo minha garganta, dizendo incisivamente:
―Como eu estava dizendo, estava pensando que o único lugar que Olivia pode
realmente estar segura é com sua mãe. Desde que seus pais se divorciaram, Olivia não
ficou perto dela. Eles raramente se falam e eu duvido que alguém seria capaz de
encontrá-la muito facilmente. Na verdade, eu nem tenho certeza onde ela mora. Parece
que eu ouvi Olivia mencionar Savannah, mas não posso ter certeza. De qualquer forma,
eu vou descobrir.
―Então você a enviará para lá, esperando que eles não irão segui-la? E como
você vai voltar a tempo?―Nash fala bruscamente. Eu cerro os dentes e tento não tomar
exceção em seu tom.
―Não, eu estou enviando-a com Gavin. Você e eu vamos tomar conta do
comércio amanhã.
Nash sorri.
―Com medo de deixá-la a sós comigo, hein?
―Sim. Eu estou. Ela precisa de proteção. Proteção competente. É por isso que
eu estou enviando Gavin. Eu sei que ele é capaz de mantê-la segura.
Nash revira os olhos, mas não diz nada. Pelo menos ele está aprendendo a
manter a boca fechada.
Eu me viro para Gavin.
―Cara, eu estou confiando em você.
Ele me olha no olho e eu tento transmitir tudo o que eu quero dizer quando digo
isso. Eu estou confiando que ele me respeite, em não tocá-la. Eu estou confiando nele
para manter meus segredos, para manter Olivia segura, para fazer o que ele tem que
fazer, a fim de protegê-la. Este não é um simples pedido e ele sabe disso. O fato de que
ele faz uma pausa para considerar realmente o que eu estou pedindo me faz sentir um
pouco melhor, como se ele não estivesse levando-o levemente.
―Eu sei, cara. Você sabe que eu tenho suas costas. E as dela. Nós somos
irmãos. ― Gavin estende a mão o braço dobrado, na altura do cotovelo. Quando eu a
pego, nós dois estamos concordando em fazer o bem um pelo outro, não importa a que
custo. Este não é um jogo. Nós dois sabemos disso.
―Irmãos, repito.
―Espero que ele seja um irmão melhor para você do que ele foi para mim. ―
resmunga Nash, do outro lado de Gavin enquanto ele se serve de outra bebida.
Eu o ignoro.
―Eu vou descobrir exatamente onde você irá levá-la, onde sua mãe está vivendo
agora. Dê-me alguns minutos de vantagem e depois me encontre no hotel. Parece
bom?
Gavin concorda.
―Parece bom. E seguro. Apenas certifique-se que você não está sendo
seguido. ― Eu dou uma olhada em Gavin ele sorri e joga as mãos. ―Desculpe. Hábito.
Eu sei que você é tão cuidadoso quanto você pode ser.
―Especialmente quando é importante.
Ele acena com a cabeça novamente.
―E essa garota é obviamente muito importante.
Eu não respondo. Eu não sei o que dizer. É verdade, claro. Eu realmente não
tenho pensado nisso dessa forma de ela ser importante para mim ou o grau exato em
que ela é importante para mim.
Mas é muito. Não há nenhuma dúvida sobre isso.
―Basta ficar com o plano e fazer o que eu pedir e eu acho que nós podemos
conseguir isso. ― Eu olho para trás, de Gavin para Nash. Ele está fingindo me ignorar.
―Posso confiar em você para fazer o que precisa ser feito?
Lentamente, Nash vira seus olhos frios em mim.
―Sim, mas quando acabar, quando você e sua namorada estiverem todos sãos e
salvos, é a minha vez. Minha vez de conseguir o que eu quero.
Vingança está em seus olhos. Eu reconheço isso, porque eu lutei contra esse
impulso por uma série de anos. E eu perdi a maior parte. Eu encontrei menos...
maneiras exatamente violentas. Ou pelo menos tentei. Desistindo destes livros irá
colocar-me de volta a anos atrás, mas vale a pena para ter certeza da segurança de
Olivia. Eu posso começar de novo, talvez falar com Nash para ele me deixar usar o que
ele tem. Eu não sei, mas eu não posso me preocupar com tudo isso agora. Hoje à noite
a coisa mais importante é deixar Olivia em segurança. Amanhã virá em breve.
―É justo. Mas agora, é da minha maneira.
Ele olha para mim muito antes dele concordar.

























Capítulo Quinze

Olivia

Descansar? Enquanto ele está lá fora, conspirando e planejando com seu irmão
gêmeo não morto e com o gerente do clube que provavelmente parece mais do que não
é? Acho que não!
Quando Cash volta, estou de pé e vestida. Esperando.
Como sempre, apenas a visão dele acende um fogo na boca do meu estômago.
Sua presença me tocamuito. É inegável.
Eu respiro fundo, empurrando os sentimentos de lado para que eu possa pensar.
―Então, qual é o plano?
Cash parece voltar de seu escritório.
―Sente-se. Nós estaremos de volta. ― Ouço uma risada que, presumivelmente,
pertence ao Gavin, agradável e levemente coquete. Eu não posso imaginar Nash
risonho. Eu mal posso imaginá-lo sorrindo. Eu acho que seu modo padrão é ‘ameaça’.
Cash fecha a porta e se vira para mim. Eu posso ver por sua expressão que ele
acha que eu não vou gostar do que ele está prestes a dizer, o que me faz pensar que eu
não vou.
Eu suspiro.
―Esta deve ser uma danada.
Ele ri.
―O quê? Eu nem disse nada ainda.
―Você não precisa fazer isso. Esse olhar diz tudo. Faz minha bunda enrugar.
―Faz sua bunda enrugar? ― Concordo com a cabeça e ele ri sem rodeios.
Balançando a cabeça, uma expressão divertida ainda em seu rosto, Cash me alcança e
me puxa em seus braços, me aconchegando contra seu peito. ―Você é louca, você sabe
disso, não é?
―É claro. Era suposto ser um segredo?
―Não, eu acho que o navio já partiu.
Eu viro minha cabeça um pouco e mordo seu mamilo plano masculino.
―Ai! Continue fazendo isso e você vai ter a melhor surra maldita que você já
teve.
―Eu nunca tinha sido espancada antes, porém o balcão é muito baixo.
―Bem, isso vai ser a primeira coisa na agenda quando eu trouxer você de volta
para casa, em seguida.
Eu me inclino mais para trás.
―Trazer-me de volta para casa? Para onde vou?
Cash suspira.
―Para casa da sua mãe. É o lugar mais seguro para você agora.
Eu me empurro para fora de seus braços.
―O quê? Você não pode estar falando sério! Há uma dúzia de lugares que eu
posso pensar direito em cima da minha cabeça que seriam seguro se me dá uma
expectativa razoável de manter a minha sanidade mental. Porque no mundo você me
quer lá?
―Porque há uma fuga recente de quase todos os outros em sua vida. Todos,
exceto ela. Você não fala com ela há quanto tempo?
―Um par de anos, mas esse não é o ponto.
―Esse é exatamente o ponto. Onde mais você poderia ser menos esperada para
ir?
Minha mente fica completamente em branco, provavelmente porque ele está
certo.
Droga!
―Tudo bem, mas você vai ter que me deixar ir sozinha. Ela jamais entenderia
algo como isto.
Cash esta balançando a cabeça.
―Não. Desculpe. Gavin vai levar você e ficar com você até que seja hora de
trazê-la de volta.
―O quê? De jeito nenhum! Se eu tiver que ir com alguém, por que não pode
ser você? ― Quanto mais eu penso nisso, mais eu gosto desse cenário. Dessa forma, eu
teria certeza que Cash está seguro.
―Gavin é o mais capaz... de nós. Você estará segura com ele, não importa o
que venha à tona.
―Você está esperando um exército de bandidos da máfia me abordando na casa
de minha mãe?
―Eu não estou esperando nada. Mas eu vou estar preparado para... o que vier.
―Se Gavin é o mais capaz, talvez você devesse enviá-lo para fazer a troca com
Nash.
―Eu tenho que ir. Eu tenho que fazer isso. Eu não posso confiar em Nash com
ele. Eu preciso ter certeza de que ele fará isso direito. Eu não posso tê-los ameaçando
você, Olivia. Isto tem de parar.
―Mas... mas...
Eu não consigo pensar em um único argumento que quero ele comigo e que
esteja seguro. Nem do que é suficiente para mudar sua mente, no entanto.
―Este é o melhor caminho. A única maneira. Basta confiar em mim. Você
pode fazer isso?
Cash inclina a cabeça ligeiramente para o lado e ele está olhando profundamente
em meus olhos. Ele é tão sincero.
Eu sinto a picada de lágrimas nas costas dos meus olhos. Com um punho
depositado na minha garganta, eu nem tento falar. Eu apenas aceno e solto os meus
olhos para a boca de Cash.
Carinhosamente, ele me puxa de volta em seus braços. Ele acaricia o meu
cabelo e esfrega círculos nas minhas costas.
―Eu vou mantê-la segura. Eu prometo.
―Não é comigo que estou preocupada - murmuro contra seu peito.














Capítulo Dezesseis

Cash

O percurso até o hotel com Olivia é um tipo especial de tortura. Mesmo depois
de devorá-la há uma hora atrás, eu ainda sinto o tique familiar no meu pau quando suas
mãos estão muito baixo no meu estômago. Com os olhos bem abertos, eu ainda posso
imaginar suas pequenas mãos em volta de meu eixo, imaginar os lábios fechando sobre
a ponta brilhante.
E pensamentos como esse não estão ajudando.
A outra coisa que torna a tortura pior é saber que estou deixando-a nas mãos de
outra pessoa. Eu odeio isso. Eu disse a ela que Gavin é o mais capaz, o que
provavelmente é verdade do ponto de vista técnico. Mas eu sinto que não há ninguém
que se arriscaria mais por ela, ninguém que se importasse tanto por sua segurança como
eu faria. Como eu faço.
Mas isso tem que ser feito. Minha presença só traz perigo direto à sua porta. E
isso é inaceitável. Até eu ter tudo sob controle, esta é a melhor coisa para ela.
Mesmo que não se sinta como a melhor coisa para mim.

********

Olivia está calma todo o caminho até o saguão, no elevador e no quarto. Ela não
disse uma palavra enquanto ela embala as poucas coisas que ela tinha tirado da sua
bolsa que ele trouxe. Eu sinto a necessidade de clarear as coisas para ela. Eu não quero
que ela deixe esta nota. Eu não quero que qualquer um de nós deixe esta nota.
Antes que ela fecha a bolsa, eu puxo uma calcinha e a seguro.
―Posso ficar com isso? Eu prometo que não vou acabar enforcado no bar.
―Me de isso. ― diz ela sem entusiasmo, chegando para pegá-la.
Eu estico longe de seus dedos agarrando.
―Não. Eu acho que ganhei pelo menos uma.
―Então você gosta de roupas íntimas de garota, hein? Eu nunca teria
imaginado isso.
―Elas não são grandes o suficiente para que eu possa vesti-las, eu provoco.
Ela sorri para a resposta.
―Está bem. Fique com ela. Eu acho que tenho muitas para durar por um tempo.
Eu espio dentro de sua bolsa.
―Oh, sim. Isso é bom. Quero dizer, você não vai ter que trocá-las quase sempre
sem eu por perto. ― Dou-lhe o meu sorriso mais diabólico e me sinto gratificado
quando suas bochechas ficam rosadas.
―Isso é provavelmente verdade. Na verdade, agora que penso sobre o seu
efeito sobre minhas calcinhas, provavelmente você me deve várias. Eu me lembro de
uma sendo rasgada.
―Mmm, isso é certo. Como eu poderia esquecer? Estou surpreso que seu pai
não ouviu todos os gemidos que estava fazendo.
Sua boca cai aberta e suas bochechas queimam um pouco mais brilhante.
―Talvez tenha sido você. Eu me lembro de você estar muito animado.
―Bebê, eu estava muito animado. Você faz todos os tipos de coisas deliciosas
comigo. O que me faz querer fazer todos os tipos de coisas deliciosas com você.
―Hum, eu tenho certeza que você fez.
―Escuta, por que você não apenas― acidentalmente ―deixa tudo isso na casa
da sua mãe? Se você chegar em casa sem nenhuma, eu prometo que eu vou ter certeza
de que você não as perca por um segundo.
―Comando não é a minha praia. Agora Ginger por outro lado...
―Oh, Deus! ― exclamo, fechando os olhos e virando a cabeça.
―O quê? Ginger é linda!
―Se você estiver nesse tipo de coisa.
―O que é ‘esse tipo de coisa’?
―Bem, ela é tão... tão loira e... plástico e assim... felina.
Olivia ri.
―Eu pensei que vocês gostavam desse tipo de coisa.
―Alguns gostam.
―Bem, evidentemente você também. Taryn é todas essas coisas, também, só
que Ginger tem uma personalidade.
―Ok, então eu gostava desse tipo de coisa. Agora eu gosto do seu tipo de coisa.
É o melhor tipo de coisa. Faz todos os outros tipos de coisas parecerem uma merda.
―Bem, longe de mim fazer com que você conjure imagens mentais de merda
sem calcinha.
―Não podemos falar sobre merda e calcinha na mesma frase?
―Você é a pessoa que estava falando de calcinha e a falta dela.
―Oh meu Deus! Eu mal posso lembrar disso. Muitas coisas traumáticas têm
sido ditas desde então.
―Foi a 45 segundos atrás.
―Eu disse que foi traumático.
Ela ri de novo, e desta vez, o brilho nos olhos está de volta. Assim como eu
gosto.





















Capítulo Dezessete

Olivia

A provocação de Cash foi fácil de esquecer o que está para acontecer, mas a
batida forte na porta traz a realidade com ele.
―Quem é? ― eu pergunto.
―Gavin.
―Estamos saindo daqui?
―Sim. Eu pensei que seria mais seguro. Na chance que me seguirem até aqui,
eles não veriam Gavin, eles não conhecem Gavin. Ele deve ter estacionado na rua ao
lado. Desta forma, eu sei que ninguém vai vê-lo e ser capaz de segui-lo até sua mãe.
Eles ainda estão me observando.
―Então você estará sozinho. ― Medo belisca em meu interior, me fazendo
tremer.
―Só por um tempo. Nash e eu temos um plano para amanhã.
―Importa-se em me dizer o que é? Ou você prefere que eu não saiba?
Ele me olha com uma expressão estranha. Eu não tenho certeza do que fazer
com ele. Minha mente e meu coração estão em todo o lugar.
―Eu não me importo de você saber se você está interessada.
―É claro que estou interessada! Estou preocupada com você!
―Ei, eu só estou perguntando. Eu não quero assumir nada com você.
Isso acende a minha raiva. Como no mundo ele poderia pensar que eu não estou
interessada? Concedido, eu tive algumas dúvidas sobre ressurgir no último dia ou dois,
mas eu não acho que eu já lhe tenha dado a impressão de que eu não me importo.
Eu tenho?
A incerteza momentânea é como uma chamada de despertar. Eu não posso
deixar tudo isso ir para baixo, com Cash pensando que eu não me importo. Eu não
poderia viver com isso.
―Cash, eu estou muito interessada. E eu me importo muito com o que acontece
com você. Eu sei que eu tenho alguns problemas... para trabalhar, mas isso tem mais a
ver comigo do que você. Você é... você é... ― As palavras falham-me quando minha
garganta fecha em torno de um nó de agonia. Faço uma pausa para reagrupar antes de
eu continuar. ―Você é importante para mim. E eu sei que você é um cara bom. No
fundo, eu sei disso. E eu confio em você. Eu realmente confio. É muito difícil
descrever como me sinto às vezes. Mas por favor, por favor, não pense que eu não me
importo.
Ele sorri para mim, movendo-se para roçar os lábios nos meus.
―Ok, ok. Eu acredito em você. E eu sei o que você está dizendo. Eu me sinto
da mesma maneira. ― Sua expressão está sombria. ―Não é sempre fácil para mim
dizer o que eu sinto, mas eu quero que você saiba que eu...
―Você dois estão bem aí? ― Gavin chama da sala, batendo na porta novamente
e interrompendo Cash.
―Só um minuto, Cash responde rispidamente. ― Quando ele se vira para mim,
ele suspira. Ele não continua. O momento se perdeu.
Meu coração afunda. Eu daria qualquer coisa para ouvir onde essa frase estava
indo.
―Podemos discutir tudo isso quando você voltar. Posso dizer-lhe sobre como o
nosso plano foi sem problemas e como eu terminei o dia detonando meu irmão
arrogante, e você pode me dizer como você explicou sobre Gavin para a sua mãe e
como ela desmaiou no chão.
Ele sorri.
―Oh, merda!
―O que?
―O que eu vou dizer a ela?
Cash dá de ombros.
―Você vai ter que pensar em alguma coisa, porque Gavin não vai deixar a casa.
E você não vai deixar sua vista.
―Eu acho que eu poderia dizer-lhe que estamos vendo um ao outro. ― Quando
eu mastigo meu lábio com o pensamento, eu vejo o músculo salientar na mandíbula de
Cash. Eu franzi a testa. ―O que?
―Nada.
―Não, não é nada. O que?
―Você é criativa. Tenho certeza que você pode pensar em outra coisa para lhe
dizer.
―Que diferença faz?
―Se ela achar que vocês dois estão juntos, ela vai esperar para ver alguma
afeição.
―Então?
―Então, eu odeio ter que chutar o traseiro de Gavin. E depois chutar o seu.
Eu posso dizer que o último foi adicionado provocando. Eu não posso deixar de
sorrir.
―Chutar? Eu pensei que você queria espancá-lo. ― Eu não sou normalmente
tão descarada, mas nas circunstâncias, eu sinto que as luvas devem sair.
Eu vejo o brilho de desejo ganhar vida em seus olhos pecaminosamente escuros.
Ele acende fogo abaixo na minha barriga.
―Tudo o que eu posso fazer é isso, eu prometo que vou beijá-la e fazê-la se
sentir melhor depois. O que acha disso?
Seus dedos estão arrastando preguiçosamente para cima e para baixo em meus
braços. É um toque inocente, mas mais do que suficiente para me fazer desejar que suas
mãos estivessem na minha pele nua em outro lugar.
―Promessas, promessas. ― Eu ronrono em desafio.
―Eu acho que eu vou ter que mostrar a você quando você voltar. E se acontecer
de você estar usando calcinha, coloque uma que você odeia. Vai ser a última vez que
você vai vê-la intacta. Considere-se avisada.
A emoção sacode em antecipação na minha espinha. Quando Cash perde o
controle, sempre terminamos em nós deitados, exaustos, em um monte suado em algum
lugar. E eu não teria de outra maneira.
―Anotado.
Gavin bate, mais uma vez na porta. Cash da uma piscadela para mim antes dele
se virar e atravessar a sala para abri-la.
―Caramba, você é irritante.
O sorriso de Gavin está cheio de maldade.
―Aqui estava eu esperando para obter um vislumbre de algo bom, mas você a
deixou se vestir. ― Cash da um soco em seu braço que parece um pouco menos do que
gentil. Ainda sorrindo, Gavin olha para mim. ―Você está pronta?
Eu coloco minha bolsa por cima do meu ombro.
―Eu acho que sim.
Eu atravesso parando na frente de Cash.
―Gavin pode te contar os detalhes, uma vez que fomos tão rudemente
interrompidos. ― diz ele de forma significativa, olhando para o seu companheiro.
―Basta ter cuidado. Prometa-me que você não vai correr riscos desnecessários.
―Eu prometo.
Eu achei que ele ia me dar um pequeno beijinho na frente de seu amigo, Mas
Cash me puxa em seus braços e me beija. Realmente me beija. Meus dedos estão
enrolados e eu estou sem fôlego quando ele me deixa ir.
―Não se esqueça. ― diz ele em voz baixa, com os olhos movendo em meu
rosto como se o estivesse memorizando.
―Eu não vou.
Eu não sei o que ele está se referindo a não esquecer o que ele me disse, não se
esqueça de suas promessas. Não se esqueça dele. Não importa, porém. Ele ainda tem
um anel de finalidade com que me faz sentir como se fosse o fim.
Eu não consigo parar de tremer, meu queixo quando Gavin me leva do quarto.

********

Gavin está calmo quando ele me conduz para descer um zilhão de escadas, até
uma porta lateral. O ar da noite está mais frio do que a média. É como um tapa na cara,
quando eu sinto que atingiu as raias úmidas em minhas bochechas. Eu nem sabia que
eu estava chorando.
Talvez seja por isso que Gavin está tão tranquilo. Ele acha que eu estou prestes
a derreter.
O que eu poderia estar. Às vezes me sinto assim.
Quando nós chegamos à rua, Gavin pega minha mochila do meu ombro. Eu
ofereço-lhe um pequeno sorriso e o deixo levar.
―Ele vai ficar bem, você sabe. ― diz Gavin calmamente, seu sotaque
aparentemente mais pronunciado no escuro.
―Você não pode saber disso.
―Na verdade, eu posso. Ele é um cara afiado e ele tem um bom plano. Mas
mais do que isso, ele vai ao inferno e volta para se certificar de que você está segura. E
quando ele recebe um erro no rabo como esse, ele é como um Pit Bull. Simplesmente
não há como pará-lo.
Suas palavras são agridoces. Ela me emociona ao saber que ele pensa que eu
sou tão importante para Cash. Cash deve ter dito ou feito alguma coisa para fazê-lo
pensar isso. A menos, claro, que ele seria idiota o suficiente para mentir só para me
fazer sentir melhor. Mesmo assim, isso só me faz sentir triste e desolada que há uma
chance de que eu não poderia nunca chegar a contar a Cash que eu estou apaixonada por
ele.
Por que diabos você não disse a ele cinco minutos atrás?Quando você teve a
chance?Oh, espere. Eu sei.Porque você é uma idiota completa, orgulhosa, é por isso.
Meu peito fica apertado só de pensar sobre a minha oportunidade perdida. Eu
abrando até parar na rua, o desejo de voltar e me jogar nos braços Cash é quase
irresistível.
―Gavin, eu preciso voltar. Há algo que eu tenho que dizer antes que ele vá.
Urgência está correndo em minhas veias como heroína.
Oh Meu Deus, Oh Meu Deus, Oh Meu Deus o que eu fiz?
Pânico, puro pânico está trabalhando um bom brilho de suor no meu rosto,
apesar da temperatura fria.
―É tarde demais. ― diz Gavin gravemente. Eu olho para o seu rosto, bonito e
sóbrio, assim quando eu abri minha boca para argumentar, ouço o barulho de uma moto.
―Ele já foi.
Eu sinto as lágrimas começar de novo.
―Mas há algo que eu preciso lhe dizer, algo que eu preciso que ele saiba antes
de ir.
Gavin põe a mão no meu ombro e se inclina para olhar nos meus olhos.
―Ele sabe.
―Não, ele não sabe. Ele não poderia. Eu fui tão psicótica ultimamente, não há
como ele poderia saber.
Gavin sorri.
―A maioria das mulheres, mas isso não vem ao caso. Confie em mim, ele sabe.
Não há nenhuma maneira que ele estaria fazendo tudo isso por uma garota que não o
amasse.
Se Gavin sabe, talvez Cash também. Talvez ele estivesse indo confessar seu
amor por mim antes de Gavin interromper. Ah, se tivéssemos mais alguns minutos...
Por um segundo, eu quero dar um soco direto na boca bonita de Gavin.
―Maldito seja! ― Eu faço rampa, pisando no meu pé. ―A culpa é sua! Se
você não tivesse vindo e batido como você fez...
Gavin ri. Ri! O corajoso!
―Eu sinto muito, se os meus esforços para ajudar a salvar sua vida foram
prematuros.
Eu me sinto apertando meus lábios e meu temperamento ferver. Sua leveza não
está ajudando no assunto.
―Não mude de assunto. Não está ajudando. ― digo entre os dentes.
Ainda sorrindo, Gavin começa a caminhar para longe, até a rua.
―Tudo bem. Culpe-me porque estava com muito medo de lhe dizer como você
se sente. Mas você e eu sabemos que não é minha culpa.
Tão presunçoso. Tão exasperante, irritantemente presunçoso.
E tão certo.
Não é culpa de ninguém, somente minha.
Estou rígida e com raiva, observando Gavin de pé. Quanto mais ele anda, mais a
minha irritação irracional é drenada. Eu corro pela calçada para alcançá-lo.
―Pare de andar tão rápido, estrangeiro louco! ― Eu murmuro.
Na minha frente, Gavin joga a cabeça para trás e sussurra altos na noite. ― Anda
mais rápido, garota psicopata.
Eu não posso deixar de sorrir para isso.

********

Gavin dirige um HummerHT3, com uma cama de caminhão pequena na parte de
trás. É preto sólido, com janelas profundamente coloridas.
―Bom Deus, você roubou isso de um traficante de drogas?
―Cuidado. Este bebê poderia salvar o seu rabo doce antes que isso acabe. Ela
veio taticamente equipada.
―Então você roubou de um traficante de drogas?
Gavin revira os olhos e balança a cabeça.
―Mulheres. ―ele murmura.
―Eu espero que você não diga coisas como essa na frente de sua namorada.
―Namorada? ― Pelo olhar em seu rosto, parecia que eu sugeri que ele estava
fazendo sexo com animais. ―Isso é um problema que eu não preciso. Toda essa merda
emocional, preciso apenas de muito sexo e alguém para dar algumas risadas.
Claro, eu traço um paralelo.
―É a maneira que Cash pensa, também?
Gavin olhar para mim. Há cautela escrita em seus olhos.
―Talvez um pouco.
―Você não vai me dizer a verdade, mesmo se fosse esse o caso, não é?
―Olha, Olivia. Admito que Cash e eu somos muito semelhantes. E desde que
eu o conheço, ele nunca quis levar a sério. Que eu saiba, de qualquer maneira. Até
agora.
―Então você está dizendo que ele quer levar a sério comigo? Por que eu acho
que é difícil de acreditar em uma palavra do que ele está dizendo?
―Não, eu não estou dizendo isso.
―Isso é o que parecia.
―Eu não sei o que eu estou tentando dizer. ― Ele faz uma pausa e eu ouvi seu
suspiro de frustração. ―Deixe-me colocar desta forma. Eu nunca o vi agir assim por
uma mulher antes. Isso significa que ele quer levar a sério? Eu não sei. Eu acho que
ele quer, mas isso é apenas uma opinião. Caras não sentam e conversam sobre essa
merda, sabe?
―Não, eu imagino que não. ― Eu estou um pouco decepcionada. Eu estava
esperando que ele tentasse que me convencer ou que tivesse alguma evidência para
apoiar a sua conjectura. Mas ele não faz. Cash é tanto um mistério para ele como ele é
para todos os outros.
Hora de mudar de assunto antes que eu deixe as mãos desta foda deprimente me
puxar para baixo no esquecimento. Antes que eu possa pensar em alguma coisa para
dizer, Gavin fala.
―Então, onde é que sua mãe mora?
Na verdade, ela vive muito perto de Carrollton, onde eu vou para a escola.
―É apenas cerca de uma hora daqui.
―Tudo bem, então é oeste.
Quando ele guia o seu veículo em direção a enorme interestadual, eu penso em
outra coisa para falar.
―Então, uma das muitas coisas que você interrompeu com sua batida
persistente era sobre o plano. Cash estava se preparando para me dizer o que ele vai
fazer. Me de uma dica?
Gavin parece desconfiado.
―Uhhh...
―Para quem eu vou dizer? Minha mãe? Como se ela se preocupasse, mesmo
que eu contasse. O que eu não faria. Estou apenas preocupada. Isso é tudo.
Depois de mais uma longa pausa, Gavin fala.
―Ele vai fazer um par de cópias do vídeo e mantê-los com pessoas diferentes.
Ele comprará alguns livros que se parecem com os livros que eles querem trocar. Uma
vez que ele confirmar que a garota está viva e incólume, ele vai mostrar-lhes o vídeo.
Ele vai explicar que se não entregar agarota e garantir a sua segurança e de seu pai,
tanto o vídeo como os livros irão para as autoridades.
―Oh Deus! Isso soa perigoso.
Gavin encolhe os ombros.
―Ele tem todas as cartas agora.
―Não, ele não tem. Eles ainda têm Marissa.
―Ok, ele detém a maioria das cartas agora. Se eles não entregá-la, ele vai dar-
lhes os livros. Eles vão estar com Nash, que ele vai ligar no caso de as coisas ficarem
feias.
―Então, ele está esperando fugir com os livros, o vídeo e Marissa?
―Sim.
―E o pior cenário seria...?
―Que ele tem que dar-lhes os livros como um ato de boa fé para ficar com a
garota. Mas ele ainda vai ter o vídeo. E qualquer ajuda Greg chamara juntamente com
Nash.
―Greg? É o pai de Cash?
―É. Ele é um bom homem.
Eu não digo nada. Eu ainda não decidi se eu acho que o pai de Cash é um
homem bom ou não. No momento, eu estaria mais inclinada a dizernão. Ele é a razão
por que estamos todos nessa confusão, para começar. Tenho certeza que ele tem
algumas qualidades redentoras, agora eu só não as vejo.
―Você o conhece a muito tempo?
―Sim, vamos voltar a propósito.
―Acho difícil de acreditar. Você não pode ser tão velho.
―Eu sou muito quente para ficar velho. ― ele declara com um sorriso arrogante
e uma piscadela. Reviro os olhos e ele ri. ―Não, eu comecei muito, muito cedo.
―Começou o quê?
Ele dá de ombros, mas desta vez eu acho que é porque ele realmente não quer
responder, não porque ele é indiferente.
―Por alguns anos fui contratado para fazer todos os tipos de... biscates. Mas eu
também posso voar em aviões e helicópteros, que é como eu conheci Greg. E Cash,
então.
Concordo com a cabeça devagar.
―Biscates, hein? Então você está em um negócio semelhante...?
―Não realmente. O trabalho que eu fiz era perigoso e desagradável de uma
forma diferente. É por isso que eu saí.
É quase assustador pensar que tipo de pessoa que eu estou montando porque ele
é tão vago sobre o que ele faz. Ou o que ele fez. E a maneira que Cash falou sobre ele,
eu não posso ajudar, mas me pergunto se eu estou sentada ao lado de um criminoso ou
algo assim. Só porque ele não está na prisão não significa que ele não é culpado, só
quer dizer que ele nunca foi pego.
De repente, eu fico muito menos curiosa sobre... tudo! Parece que não há nada
além da escuridão e decepção em todos os lugares que eu olho. Pela primeira vez e
talvez nunca, o quarto de hospedes da minha mãe está parecendo um pequeno pedaço
do céu.

























Capítulo Dezoito

Cash

Deixar Olivia ir com Gavin foi muito mais difícil do que eu esperava. E agora,
enquanto eu guio minha moto de volta para o clube, eu continuo pensando em como ela
estava no meu espelho retrovisor enquanto eu dirigia passando na rua. Muito chateada.
Ela parecia muito, muito chateada.
Eu me lembro que Gavin é tanto confiável como capaz. Duvidar do meu
julgamento neste momento seria contraproducente, pois seria estúpido. Não há nada
que eu possa fazer sobre isso. É tarde demais para fazer grandes mudanças,
especialmente aquelas que arrisquem Olivia. Meu instinto foi o de ir com Gavin.
Agora eu tenho que confiar nele. Ponto.
Puxando para a minha garagem eu vejo a porta do meu apartamento aberta o que
me lembra que eu tenho mais problemas do que apenas me preocupar com o papel de
Gavin em tudo isso.
Nash.
Eu estaciono a moto e caminho para encontrar Nash se barbeando no banheiro.
Após enxaguar seu rosto, ele encontra os meus olhos no espelho. Fico feliz em ver o
seu cavanhaque intacto, eu não quero que ele procure ficar mais parecido comigo do
que o absolutamente necessário. Caso contrário, isso pode ficar muito embaraçoso.
Além disso, eu só não gosto do cara. Ele ficou ainda mais idiota do que ele era quando
éramos mais jovens.
―Sinta-se em casa. ― eu digo sarcasticamente.
―Oh, não se preocupe. Eu me sinto.
Eu não quero nem perguntar o que isso significa. Só vai me deixar louco, e nas
próximas doze horas ou mais, preciso me concentrar. E isso não significa o meu irmão.
―Se você precisa de um par de horas de sono ou fazer mais limpeza, posso dar-
lhe as chaves do apartamento da cidade e você pode dirigir o carro até lá.
―Tentando se livrar de mim tão cedo?
―Na verdade, sim. Eu estou.
―Isso não é muito fraternal de você.
―Olha cara, você vai ter que deixar a atitude na porta por um tempo. Eu não
tenho tempo para sua boca ou sua merda. Apenas mantenha o plano e me deixeem paz
ao contrário.
―Bem, o plano inclui a necessidade do vídeo, que eu tenho guardado em um
local seguro. Eu poderia dar um em troca do carro. Eu não tenho um desde que eu
estive no exílio por sete anos.
Novamente com a amargura. Eu quero virar meus olhos, mas eu cerro os dentes
e resisto ao impulso. Obviamente um de nós vai ter que ser o adulto de cabeça fria do
grupo. E com certeza não parece que vai ser Nash.
Eu ando para o quarto e abro a gaveta da caixa superior, pego meu conjunto de
chaves alternativo.
―Pegue o Beamer. A chave dourada é para o apartamento.
Eu lhe dou o endereço. Ele levanta as sobrancelhas e acena apreciativo, mas ele
mantém seu sarcasmo ao mínimo. Fico feliz com isso. Talvez eu tenha chegado até ele.
―Legal.
―Talvez para um advogado, mas eu prefiro esse lugar.
Ele me olha nos olhos, como se ele estivesse tentando determinar se eu estou
mentindo.
―Eu não acredito que você fez isso.
―Fiz o que?
―Concluiu a escola e foi para a faculdade. E, na verdade, se formou e se tornou
um advogado.
Eu peneiro suas palavras para um significado subjacente, para escárnio ou
malícia, mas acho que nenhuma. Ele apenas parece... surpreso.
―Não é como se eu tivesse gostado. Esse sempre foi o seu lugar, não o meu.
Mas é o que eu tinha que fazer para ajudar o pai. Ou pelo menos eu pensava que era.
Eu tenho que trabalhar para manter a amargura do meu próprio tom. Ela ainda
pica sabendo o quanto eles me mantiveram no escuro, lembrando-me de todos os
sacrifícios que fiz porque eu achava que meu pai precisava da minha ajuda.
―Eu acho que nenhum de nós saiu muito como o esperado.
―Eu não acho. Eu só espero que, de alguma forma, nós dois estejamos melhor
para o que temos feito e da maneira que as coisas correram. Talvez fosse bom para nós
dois. Eu precisava de um pouco de você, eu acho.
Nash dá de ombros.
―Talvez eu precisasse de um pouco de você, também. Só não tanto.
Seu sorriso parece genuíno e é mais fácil para eu voltar o que eu teria
imaginado, considerando como as coisas começaram entre nós.
Talvez haja esperança depois de tudo.
Vejo as poucas posses de Nash jogadas sobre a cama.
―Eu vou dar-lhe um minuto para pegar as suas coisas. Eu tenho que tirar algo
do carro.
Isso é uma mentira. Na verdade, eu tenho que pegar os livros do cofre e eu não
quero que ele veja onde guardo as coisas importantes. Eu ainda não confio totalmente
no meu irmão, então eu considero o cuidado prudente e necessário.
Ele balança a cabeça e volto para a garagem, fechando a porta atrás de mim.
Eu atravesso para as prateleiras de gancho e placas pregadas na parede em frente
do carro. Há uma pequena alavanca e dobradiças escondidas na segunda placa. Ele
abre para revelar um cofre interno, seguro na parede. Eu digito a combinação. O clique
permite-me saber que está aberto.
As únicas coisas que estão dentro do cofre, além dos livros são um arquivo
expansível cheio de trabalhos relacionados com o clube e uma pequena pilha de notas
de cem dólares. Odeio não ter algum dinheiro na mão.
Eu removo os livros e fecho a porta, em seguida, coloco a placapregada sobre
ele, escondendo sua presença perfeitamente. Eu recupero o meu casaco no banco de
trás da BMW e depois volto para o apartamento. Nash está colocando os óculos de sol
quando eu entro.
―Sério? À noite?
―Todos esses anos do sol refletindo na água fez meus olhos sensíveis à luz. O
brilho de semáforos à noite me incomoda. Além disso, eu pareço muito mau.
Seu sorriso torto me lembra o garoto feliz, afortunado, da nossa infância.
―Tudo o que você precisa é de algumas calças de couro e um sotaque austríaco
e você poderia assustar a merda fora de algumas crianças, estilo Exterminador do
Futuro.
―Nesse caso, pedirei sua moto emprestada para o Halloween.
Eu sorrio, mas não digo nada. Isso soa muito terrível, como se ele está
planejando ficar por aqui e eu não estou apenas certo de como me sinto sobre isso.
―Uma noite de susto de uma vez, cara. ― Eu digo levemente. ―Vamos receber
um presente saindo do caminho em primeiro lugar. Você pode estar de volta aqui por
volta das oito ou assim?
―Sim.
―E você se importaria de parar em uma loja de material de escritório em seu
caminho de volta e comprar alguns destes?
Eu ergo os livros para ele ver. Ele franze a testa e alcança e agarra um.
Folheando as páginas, ele diz em voz baixa: ―Então, isso é o que causou tantos
problemas?
―Não. A escolhas do paizinho foram as que causaram tantos problemas. ― eu
digo categoricamente.
Nash olha para mim. Seu olhar é duro, inflexível, mas ele não diz nada, apenas
me entregou o livro.
―Eu vou trazê-los.
―Vejo você daqui a pouco então.
E com isso, ele se vira e sai do apartamento.
























Capítulo Dezenove


Olivia

Com apenas cerca de vinte minutos restantes antes de chegarmos a casa dela, eu
debato algum tipo de razão crível por eu estar aparecendo na porta da casa da minha
mãe no meio da noite. Com um cara estranho a reboque.
Faz tanto tempo desde que eu a chamei, me levou três tentativas para conseguir
o número certo. Está programado no meu celular, mas o telefone está no apartamento
de Cash. Eu estou usando um dos celulares descartáveis que Cash quer que eu jogue no
lixo a cada um dia ou dois.
A voz sonolenta do meu padrasto soa do outro lado da linha. Eu respiro um
suspiro de alívio. Eu não sabia quaisquer outras combinações de número para tentar,
então eu teria ficado encalhada se este não fosse o certo.
―Lyle, é Olivia. Lamento ligar tão tarde. Posso falar com a mamãe?
Eu ouço um suspiro exasperado e alguns sons abafados quando ele cobre o bocal
com a mão. Alguns segundos depois, a voz de minha mãe vem na linha.
―Olivia, você sabe que horas são, mocinha?
Deixe isso para a minha mãe, estar mais preocupada com o decoro do que com o
fato da sua filha ligar tão tarde.
―Mãe, houve um vazamento de gás na minha casa na cidade. Posso ir passar a
noite com você?
Eu ouço uma variedade de ruídos antes dela falar, nenhum dos quais era um som
satisfeito. ―Por que você não fica com o seu pai? Você não tem a chave?
―Papai quebrou a perna. É difícil para ele se locomover. Chamá-lo no meio da
noite pode causar que ele se machuque. Então, seria apenas vergonhoso.
Tudo o que eu estou dizendo é verdade, exceto o vazamento de gás. ―E eu
estou trazendo alguém comigo. Ele é... bem, ele é um amigo. Espero que esteja tudo
bem.
É engraçado que eu não poderia mesmo forçar a mentira de que Gavin significa
algo mais para mim. Parece que até mesmo minha língua está ligada à Cash, o que é
malditamente ridículo. Mas, conhecendo a minha mãe, ela vai pensar outra coisa de
qualquer jeito. Ela vai ver e ouvir e perceber o que ela quer e fazer todas as suas
decisões com base no que está na sua cabeça. Esse é o jeito que sempre foi com ela.
―Se você acha que dormirá no mesmo quarto com este amigo, você pode
pensar de novo, Olivia.
Eu quase posso ver seus lábios em um franzir de justiça própria.
―Eu não ia perguntar, mãe. Só precisamos de um lugar seguro. Para esta noite.
― Gavin me cutuca, olhando significativamente para mim. ―Alguns dias, no máximo.
―Um par de dias? ― Ah, sim, ela está indignada agora. Incomodar minha mãe
é uma enorme falta.
―Nós não vamos interferir com os planos que você tem. Você não vai nem
saber que estamos aí.
―Eu duvido disso. ― ela murmura. ―Tudo bem. Quando você vai estar aqui?
―Estamos cerca de 15 minutos agora.
―Tudo bem.
Com um clique, a linha cai. Eu suspiro e desligo. Eu olho para Gavin e ele
sorri.
―Soa como uma jóia.
―Oh, ela é.
Cara perspicaz.
Pouco menos de vinte minutos depois, Gavin está carregando minha bolsa e me
seguindo, cruzandoa passarela iluminada frente à porta da frente da minha mãe. Eu
paro na varanda e respiro fundo, olhando para Gavin à minha esquerda. Ele está
olhando a casa, tendo no exterior tijolosextravagantes, a oferta sem fim de janelas e da
aldrava de bronze caro ligado à enorme porta de madeira.
―Isso deve ser interessante.
Eu sorrio.
―Oh, você não tem ideia.
Então, eu bato.
Em poucos segundos, a porta abre para revelar a minha mãe, de pé dentro,
envolto em um robe de seda caro. Seu cabelo negro perfeitamente penteado (sim,
mesmo no meio da noite), seus penetrantes olhos azuis e seus braços finos cruzados
sobre o peito, ela escorre desaprovação. Essencialmente, ela se parece muito como ela
se parecia da última vez que a vi um par de anos atrás. Ela estava quase sempre em
desaprovação. E ela está quase sempre na mesma idade. Sem dúvida, ela gasta
milhares de dólares em conservantes. Eventualmente eu vou alcançá-la e vamos ter a
mesma idade.
Eu me pergunto se eles fazem quaisquer cremes noturnos atado com
formaldeído, penso obtusamente quando vejo sua pele lisa, esticada.
―Oi, mãe. Desculpe lhe acordar.
Ela dá um passo para trás e nos deixa no foyer.
―Não pediu desculpas o suficiente, eu vejo.
Eu resisto à vontade de revirar os olhos. Minha mãe sempre foi do tipo que não
pode deixar passar uma coisa. Ela vai ter algo preso em sua cabeça ou se fixar com um
descuido particular e ela vai batê-lo para uma pasta de sangue.
―Acho que não. ― eu digo agradavelmente. ―Nós não vamos segurá-la. Este
é Gavin. Eu vou mostrar a ele a um dos quartos. Eu fico com o outro. Você não vai
nem saber que estamos aqui.
Ela bufa e fecha a porta atrás de nós.
―Você conhece as regras. ― avisa, olhando incisivamente para Gavin.
―Eu sei, mas eu disse que ele é apenas um amigo, mãe.
―Eu sei que o que você disse.
Desta vez eu rolo meus olhos.
―Bem, lhe vejo de manhã. Boa noite.
Eu alcanço a mão de Gavin e o puxo para frente.

********

Por estar tão exausta como eu estou, eu estou tendo um momento terrível para
dormir. Tudo o que posso pensar são as coisas que eu não disse. As coisas que eu não
fiz ou desfrutei por causa do medo, porque eu não confio em mim. Isso nunca foi sobre
Cash, em não confiar nele porque ele é um bad boy. Sim, ele é um bad boy. Em alguns
aspectos. Mas esse não é o problema. Ser um bad boy não faz dele uma pessoa má ou
uma má companhia. Mas eu não podia ver o meu próprio preconceito. Eu não confiava
em meu julgamento. Depois de ter feito tantas decisões erradas e deixar meus
sentimentos me cegar, eu finalmente encontrei alguém que vale a pena amar e eu
congelei.
E não poderia ter acontecido em pior hora.
Agora eu estou presa com todas as coisas não ditas, todos os lamentamos por ter
tido medo. Por não ter agido. Ou falado. Ou saltado.
Se, por algum milagre de Deus, eu receber outra chance antes de tudo isso ser
dito e feito, eu não serei tão covarde da próxima vez.







Capítulo Vinte

Cash

Estou muito cheio de adrenalina para dormir. Quanto mais perto do amanhecer
fica, mais ansioso eu fico sobre como tudo isso vai acabar.
Eu olho para o relógio. Sem janelas, não posso ver o sol nascendo, mas eu sei
que está. E isso me faz pensar em Olivia, espero que esteja dormindo pacificamente na
casa de sua mãe. Sozinha.
O pensamento de Gavin possivelmente enrolado ao seu lado me faz mal como o
inferno. Com um grunhido, eu jogo o meu braço sobre meus olhos e tento limpar a
minha mente.
Mas não funciona. Eu não consigo parar de pensar nela.
Talvez se eu ligar e deixar tocar apenas uma vez...
Ela não tem exatamente um sono leve. Um toque não deve acordá-la, se ela
estiver dormindo. Mas se ela estiver acordada...
Eu teclo uma tecla para o número de seu celular descartável eo telefone disca
automaticamente o dela.
Ele toca uma vez e eu paro. Pouco antes de apertar o botão para desligar, a voz
baixa Olivia vem na linha.
―Oi, ela diz simplesmente. ― Eu sorrio. Eu quase posso ver o olhar tímido em
seu rosto enquanto ela diz. E em somente uma palavra, eu posso ouvir que ela está
contente por eu ter ligado. Agora, eu quero dirigir para a casa de sua mãe, esgueirar-me
na janela e fazer sexo lento, tranquilo contra a parede.
―Você está acordado.
―Sim. Não consigo dormir. E você?
―Não. Minha cabeça não vai calar a boca.
―Eu conheço esse sentimento.
Há um longo silêncio, durante o qual eu tenho certeza que ela está se
perguntando o que é que eu quero. Antes que eu possa dizer, porém, ela diz.
―Estou feliz que você realmente ligou. Há algo que eu quero lhe dizer. É algo
que eu deveria ter dito antes, mas eu não fiz. Eu deveria. E agora eu lamento por não
ter feito. Quando estávamos frente a frente. Mas eu sou uma idiota, então...
Eu sorrio para o escuro. Eu estaria disposto a apostar mil dólares que ela está
brincando com seus cabelos. Ela faz isso quando ela fica nervosa. E é muito óbvio
agora, pela velocidade de suas palavras apressadas, que ela está nervosa.
―O que você quer dizer? ― Eu tenho certeza que eu já sei. Eu sei como ela se
sente sobre mim. Quando não está lutando contra isso e não se perdendo nas pilhas e
pilhas de merda do passado que entopem seus pensamentos às vezes. E eu espero que,
depois de tudo o que aconteceu, ela sabe como eu me sinto. Mas ela é uma maldita
mulher. Eu acho que elas gostam de ter as coisas escritas por elas. Ao contrário dos
homens, que precisam das palavras, a definitividade delas. Os homens não. Mas eu não
me importaria de ouvi-la dizê-las de qualquer maneira.
Eu ouço sua respiração profunda e imagino-a apertando os olhos fechados como
se estivesse pulando de uma ponte ou algo assim. Tomando o salto. E, para Olivia, ela
provavelmente se sente como praticamente a mesma coisa.
―Eu acho que estou apaixonada por você. ― ela deixa escapar. ―Por favor,
não diga nada! ―Ela se apressa a dizer antes que eu possa falar. ―Eu não quero que
você se sinta obrigado a dizer qualquer coisa em troca. Eu só não quero que você vá
para isso sem saber como me sinto, que eu realmente estou tentando deixar o passado
no passado e não deixá-lo entrar na minha cabeça e estragar as coisas entre nós.
―Eu não me sinto obrigado a dizer qualquer coisa.
―Oh. ― diz ela, impassível. ―Bem, bom. Porque eu não quero que você faça
isso.
―Eu não vou. Se eu te disser ‘eu te amo’ é porque eu quero dizer e não porque
é uma resposta esperada.
―Tudo bem. ― diz ela calmamente, então. ―Oh merda! Minha mãe está
subindo. Eu tenho que ir. Tenha cuidado hoje!
―Eu vou.
―Vejo você em breve?
―Assim que eu souber que você esta segura.
―Por favor, deixe que seja em breve.
Eu ri.
―Eu vou fazer o meu melhor para fazê-los dobrar a minha vontade.
―Isso não deve ser um problema. Você é muito bom nisso.
―Como você sabe?
―Você trabalhou o seu encanto para mim mais de uma vez.
―Bebê, eu ainda nem comecei a encantá-la ainda. Basta esperar até você voltar.
―Eu vou cobrar isso de você. ― ela murmura, o sorriso evidente em seu tom.
―Caramba. Você vai manter tudo o que eu disse para você, certo?
―Tudo o que você disse, coronel. ― ela brinca, referindo-se a nossa
brincadeira, quando ela pensava que eu era Nash.
―Isso é o que eu gosto de ouvir.
―Talvez eu até lhe saúde quando você me buscar.
―Eu vou ter a saudação e todos os cuidados. Tenho certeza de que haverá
partes de mim em perfeita atenção quando eu chegar para você.
―Você está tão mau.
―Mas só no bom caminho.
―Certo. ― ela diz baixinho. ―Somente no bom caminho.
―Tente descansar um pouco. Vou ligar quando eu voltar.
―Tudo bem. Falo com você depois.
Há uma pausa. Nenhum de nós quer dizer as palavras. Então, nós não dizemos.
Ela simplesmente desliga. E eu sigo o exemplo.

















Capítulo Vinte e Um

Olivia

Se alguma vez tive uma pequena esperança de dormir um pouco, se foi agora.
Macacos me mordam!Eu simplesmente disse a Cash que o amo!
Bem, mais ou menos. Era o que diria um policial? Era uma merda de uma
versão galinha? Provavelmente. Mas pelo menos foi um ponto antes de ele ir fazer
guerra com alguns mafiosos. E isso era o que eu mais queria que ele soubesse. Minha
execução apenas sugou a bunda.
Mas essa não é mesmo a parte mais emocional dos fogos de artifício. Foi o que
ele me disse depois.
―Se eu te disser‘ eu te amo’ é porque eu quero dizer, e não porque é uma
resposta esperada.
Ele disse que me ama? Ou ele disse que, se ele me amasse, o que isso
significava? Ou ele estava apenas me dando algumas informações sobre o seu eu te
amo?
Mas que diabos?
Quanto mais eu penso sobre isso, mais eu passo por cima de cada palavra, e mais
confuso se torna.
No piloto automático, eu me visto de forma rápida e passo uma escova no meu
cabelo antes de eu fechar a porta e descer as escadas. A casa está tranquila, por isso
tenho cuidado para não fazer muito barulho. Minha mãe é uma madrugadora. Levanta
muito cedo. Ela gosta que seu tempo da manhã seja tranquilo e eu estar aqui é um
ataque contra mim. Eu não preciso fazer mais nada para cutucar o urso.
―Quem vestiu você? Uma criança de seis anos? Sua camisa está para dentro
ou para fora.
Eu olho para baixo e, com certeza, a minha camisa está para dentro e para fora.
Piloto automático, você não presta!
Eu aceno para ela.
―Eu não acendi a luz. Vou corrigir isso antes que alguém levante.
Como se ela estivesse feliz em me fazer uma mentirosa, Gavin escolhe esse
exato momento para entrar na cozinha.
―Bom dia, senhoras. ―diz ele com seu charmoso sotaque, e seu sorriso largo e
agradável. Ninguém diz nada durante alguns segundos, o que não parece incomodá-lo
nem um pouco. ―Olivia, eu posso ver de onde você conseguiu esse visual. Você não
me disse que sua mãe é uma mulher bonita.
A vontade de revirar os olhos é forte. Mas depois eu começo a sentir pena de
Gavin. Ele está latindo para a árvore errada!
―Outro encantador. ―eu vejo, minha mãe diz ironicamente, olhando com
desdém para Gavin. ―Suas artimanhas podem funcionar com a minha filha, mas você
não precisa se preocupar comigo. Eu estou muito familiarizada com o seu tipo.
―Meu tipo? ― Gavin claramente não tem ideia do que ela está falando. Eu
provavelmente deveria ter avisado a ele sobre minha mãe.
―Gavin, por que você não vai tomar um banho primeiro? Não vai demorar
muito tempo para ficar pronto.
―Estamos com pressa?
―Bem, não realmente. Minha primeira aula não começa agora, mas...
―Primeira aula?
―Sim. ― Na sua expressão em branco, eu continuo. ―Classe. Sala de aula.
Colégio. Você sabe, a escola aonde eu vou para aprender.
Gavin faz uma carranca.
―Mas você não irá para a aula de hoje.
―Hum, sim, eu vou.
―Hum, não, você não vai.
―Hum, sim, eu vou. Por que não?
Ele olha intencionalmente para mim e depois indica ligeiramente com a cabeça
em direção a minha mãe. Ele não quer declarar seu raciocínio na frente dela, mas ela
interpreta totalmente sua ação.
―Ah, não se preocupe comigo. Ela não se importa com o que eu penso. Abuse
dela quanto quiser.
―Abusar dela?
―Você não acha que a impedir de melhorar a si mesma é abuso? Você não
acha que arruinar sua vida com a sua mera presença é abuso?
―Como eu sou...
―Mãe, não é isso que ele está fazendo. Olha, é uma longa história. Podemos
falar sobre isso mais tarde. ― Agora , eu digo, olhando incisivamente de volta para
Gavin, ele vai tomar banho enquanto preparamos o café da manhã.
Eu não acho que Gavin particularmente prefere o meu jeito de lidar com as
coisas, mas ele é inteligente o suficiente para não discutir na frente da minha mãe.
Acho que ele está pegando para o foguete pelo rabo muito rapidamente.
Ele balança a cabeça lentamente e começa a sair da cozinha.
―Sim, eu preciso de um banho. Eu tenho alguns telefonemas para fazer,
também.
Depois que Gavin faz sua desconfortável saída, mamãe e eu ficamos com um
silêncio igualmente desconfortável. Não é vazio, porém. Não, ele é preenchido com
todos os tipos de julgamento e condenação. Ela não tem que dizer uma palavra. Está
tudo bem lá no rosto, claro como o dia, para todo o mundo ver.
Eu suspiro.
―Mamãe, eu sei o que...
―Tome meu carro. ― ela me interrompe para dizer.
―O que?
―Tome meu carro. Vá para a escola. Não deixe que uma pessoa... fique em seu
caminho. Seja mais forte do que isso, Olivia.
Eu não vou nem abordar o fato de que ela pensa que eu sou fraca. Ela nunca
tentou esconder sua opinião de mim. Ou qualquer outra pessoa que possa estar
interessado em ouvir.
―Mãe, você não sabe nada sobre Gavin. Ele é um cara muito bom.
―Então, o que você diz sobre todos os outros perdedores que você desperdiçou
sua vida perseguindo.
―Eu não os perseguia, mamãe. E eu não perdi minha vida. Vou me formar em
breve.
―E depois vai voltar para ajudar seu pai, definhando na fazenda.
―Eu não considero que estou perdendo.
―Bem, isso é, obviamente, uma questão de opinião. Mas esses meninos a
mantém travada. Olivia... ― Ela balança a cabeça em desapontamento exasperado.
―Mãe, eu posso ter feito algumas escolhas erradas no passado, mas isso não
significa que todo cara poderia compartilhar algumas das mesmas características que eu
gosto... em um homem é exatamente o mesmo tipo de cara. É possível ser uma pessoa
divertida, carinhosa, mas continuar a ser bom, decente e amável.
―Eu tenho certeza que é. Mas você nunca parece encontrar esse tipo.
―Eu admito que eu não tive grande sucesso no passado, mas esse cara é
diferente,mãe. Eu posso sentir isso.
―Você está dizendo que nunca ‘sentiu’ antes? Porque eu lembro
especificamente nós tendo uma conversa semelhante sobre pelo menos duas de suas
causas anteriores.
―Eles não eram 'causas' Mãe.
Discutir com ela é desgastante.
―Você chamou um deles de um 'fixador superior’. O que é que é, se não uma
causa? Você quer corrigir estes Bad Boys, Olivia. Você quer mudá-los, transformá-los
em algo que você pode viver. Mas isso nunca vai acontecer. Garotos como que estes
não mudam nunca. E não, certamente, por uma menina.
―Alguns deles podem.
―Eu acreditarei quando ver. Quando um deles demonstrar o seu amor por você,
eu nunca vou discutir este ponto novamente. Mas até lá...
Até lá, eu sou apenas a idiota que continua caindo na mesma armadilha, mais e
mais e outra vez.
―Faça-me um favor. ― diz ela, percorrendo toda a ilha para colocar sua mão na
minha, um show muito raro de carinho e apoio.
―O que é isso?
―Tome meu carro. Vá para a escola. Prove-me que você é forte o suficiente
para fazer isso, forte o suficiente para assumir esse tipo de homem e não ceder. Não
ceder e deixá-lo arruinar a sua vida. Isso me faz sentir muito melhor.
Sua expressão é realmente sincera. Talvez até um pouco preocupada e
desesperada. Será que ela pensa seriamente que eu sou tão frágil e impressionável que
eu vou seguir qualquer perdedor direto para o precipício?
Se eu puder fazer alguma coisa para provar a ela que eu não sou a fraca que ela
acha que eu sou, então por que não? Talvez ajudasse as coisas entre nós, e entre ela e
Cash quando ela o conhecer.
Quando ela conhecê-lo, repito na minha cabeça, pendurada ao pensamento de
que um dia virá.
―Ok.
―Tudo bem o quê?
―Tudo bem. Vou levar o seu carro. Vou provar para você que eu sou mais
forte do que você pensa. Que eu sou mais inteligente do que você pensa.
Ela sorri, mas é mais satisfeita e convencida do que satisfeita e orgulhosa. Faz-
me lembrar de que, não importa o que eu faça, há provavelmente pouca chance de
nunca satisfazê-la. No entanto, sinto-me obrigada a tentar.
―Eu não vou nem fazer alarido sobre o que você está vestindo, mas eu quero
que você arrume o lado direito da camisa em primeiro lugar.
―Eu vou. Dê-me alguns minutos. Eu preciso escovar os dentes e me ajeitar um
pouco melhor.
―Isso é bom. Vou pegar as chaves e você pode sair quando quiser.
Eu aceno com um sorriso, tentando não pensar em quão furioso Gavin ficará
quando ele descobrir que o abandonei. Não é como se fosse um grande negócio, no
entanto. Quer dizer, eu vou estar na escola, cercado por centenas de testemunhas. A
única maneira de eu estar mais segura era estar escondendo um guarda-costas ninja na
minha bunda.
Minha mãe me entrega as chaves então se vira para a torradeira e um saco de
pão de trigo deitado à sua esquerda. Sem uma palavra para mim, ela começa a fazer
torradas, a mesma coisa que ela faz no café da manhã todos os dias durante os últimos
mil anos.
Silenciosamente, eu levanto do banco e faço o meu caminho de volta para cima.
Às vezes me pergunto por que ainda interessa o que ela pensa.
Faço uma pausa nos degraus quando percebo que o que estou fazendo tem muito
pouco a ver com o que mamãe pensa de mim, ou mudá-lo. As coisas têm sido assim
entre nós há anos. Não, isso tem tudo a ver com ela confiar em meu julgamento o
suficiente para ver que Cash é um cara bom, que eu finalmente encontrei alguém que é
digno em seus olhos. Eu quero que ela veja isso. Não por minha causa, mas por Cash.
Ele não merece o seu viés. Não tem nada a ver com ele e tudo a ver com os meus erros,
seus erros e sua incapacidade de perdoar ou esquecer também.
Minha determinação cresce com a minha epifania. Sim, vou fazer isso. E eu
vou mostrar-lhe que encontrar e namorar o Sr.Errado não significa que eu sou incapaz
de encontrar o Sr. Certo. Significa, simplesmente, que eu tive muita prática aprendendo
a trabalhar o meu detector de mentira. Se qualquer coisa, eu acho que isso me faz uma
profissional.
Eu rio abafado a minha lógica. E no uso do termo ‘profissional’. Mãe morreria
se ela pudesse ouvir meus pensamentos. Ela juraria que eu sou uma prostituta.
Estou olhando para tudo isso como uma coisa boa. E o fato de que eu estou
pensando em um futuro com Cash tem que serum bom sinal.Isso significa que ele vai
superar isso muito bem e nós vamos ter a chance de ver onde a vida leva a nossa
relação.Para mim, vale a pena explorar.Cah vale qualquer risco.
Quando eu passo no banheiro de hóspedes, eu ouço o chuveiro ligar. Gavin está
apenas começando. Rapidamente, corro para o meu quarto, pego minha mala e vou
para o banheiro no segundo quarto de hospedes. Eu esguicho creme dental na minha
escova de dente, coloco em minha boca e tiro a roupa antes de ligar o chuveiro. Eu
odeio ir a qualquer lugar sem um tomar banho. Eu posso estar dentro e fora em um
flash. Se eu me vestir na velocidade da luz, eu posso levar minha bolsa comigo e
colocar algum rímel e gloss no caminho. Eu sei que é desaprovado, mas as estradas
devem estar bastante vaziasa esta hora.
Explodo através de uma lavagem de cabelo apressada, esfregando meus dentes
enquanto lavo depois bato os pontos altos com a minha toalha e um sabonete caro da
minha mãe, eu estou pulando fora do chuveiro e toalhas fora antes que você possa dizer
espeto.
Corro para dar um golpe em minhas axilas com desodorante, aplico em meu
pescoço um spray de perfume e me visto com as mesmas roupas que eu usava por dez
segundos, esta manhã, só que desta vez eu as coloco certo.
―Não pode ser embaraçoso minha mãe apertar a boca agora, pode? ―
Murmuro para o espelho.
Coloco meus sapatos, jogo minha bolsa no ombro e arrasto os dedos através dos
emaranhados no meu cabelo passando nas pontas dos pés pelo banheiro de hospedes.
Faço uma pausa para ouvir e a água ainda correndo. Eu resisto à tentação de
bombear meu punho. Eu não sei por que, mas eu sinto como se tivesse acabado de
ganhar algum tipo de competição digna de manchetes.
― Ovários venceu testículos em jogo de velocidade no chuveiro.
Reviro os olhos no meu trem vazio do pensamento. Acho que minha mãe deve
ter usado drogas quando eu estava em seu útero. Essa é certamente a única explicação.
Eu desci as escadas e não parei até que eu estou puxando para fora da garagem o
Escalade da minha mãe. Menos de 30 minutos depois, eu estou puxando para uma vaga
de estacionamento fora da sala de minha primeira aula. Eu não quero ir muito cedo,
principalmente porque eu não tenho certeza do tempo que eles abrem as salas de aula no
período da manhã. Eu decidi esperar mais e chamar Ginger. Eu não falei com ela desde
que, tipo de... tudo explodiu.
Sua voz soa irregular e grogue quando ela responde.
―É melhor haver uma tira-o-grama em seu caminho para mim para uma
chamada tão cedo. Que diabos?
Eu sorrio.
―Acorde, cabeça sonolenta. Sou eu.
Ela desperta.
―Liv?
―Ele está vivo! Ele está vivo! - Eu provoco.
―Se você prometer não gostar muito, eu vou bater a merda fora de você na
próxima vez que eu ver você. Que horas são?
―É muito cedo para você levantar. Desculpe, mas eu não tenho muita escolha.
―Nunca é cedo demais para você, minha querida. ― Ela cobre parcialmente seu
bocejo. ―De quem é o telefone que você está ligando? Você encontrou um terceiro
pênis para adicionar à mistura?
―Oh, Deus, não! Ginger!
―O quê? Eu ia parabenizá-la por suas loucas habilidades de fornicação. Isso é
tudo.
―Uh-huh. Claro que era.
―Quem sou eu para julgar como você chega para sua aberração? Contanto que
você chegue lá.
―Eu não tenho uma aberração para chegar, Ginger.
―E isso é uma vergonha. Um desses gêmeos deveria ser capaz de lhe
apresentar a sua aberração. Claro, se eles precisam de uma professora, não esqueça meu
número.
―Falando dos gêmeos...
―Por favor, Deus, me diga que significa que você está prestes a me dardetalhes!
―Hum, não. Mas eu tenho algo que eu gostaria de contar para você.
―É sobre a seleção de vibrador? Porque essas coisas podem ser complicadasse
você nunca comprou um antes.
Eu suspiro.
―Não, não é sobre vibrador. Você acorda sempre assim?
―Claro! Por que não acordaria? Isto é como eu vou dormir. Só faz sentido eu
acordar desta forma. Impressionante não fazer uma pausa, Liv. E nunca dorme.
Eu sorrio para isso.
―E nem humildade, evidentemente.
―Hey, eu só disse como ele é.
―Em seguida, vire a sua honestidade brutal assim por um minuto.
―Tudo bem. Desembuche.
Eu nunca iria querer mentir para Ginger, então eu cuidadosamente evito
mencionar qualquer coisa que possa inspirar a curiosidade, especialmente sobre a coisa
toda dos gêmeos. Isso pode ficar feio rápido.
Eu dou-lhe a versão curta (ou devo dizer versão mais curta) da conversa
telefônica entre Cash e eu. Quando eu conto o que ele disse, sua única resposta é nada
mais do que um ruído, mas ainda me assusta.
―Ahhh.
―O que é que isso quer dizer? Ahhh.
―Nada. Não é verdade. Para mim, parece que ele foi saiu as presas tanto
quanto você fez. Não é uma declaração pura e simples, mas é muito provocante.
―Provocante?
―Sim, provocador. Como em provocar. Você sabe que eu sou uma estudante
em tanto provocar e em ser provocada, por isso eu sei.
―Então eu não deveria tomá-lo como ele me dizendo que me ama?
―Apenas para ser seguro, eu não faria. Além disso, você não quer que ele diga
nesse tipo de situação de qualquer maneira. Isso faz parecer que ele está apenas
refletindo seu sentimento. Certamente um cara quente pode ser um pouco mais original.
―Oh, ele é original tudo bem.
―Maldito seja! Não me provoque assim, a menos que você esteja trazendo um
desses pedaços de doces para a minha casa agora mesmo.
―Isso seria difícil num certo número de níveis.
―Difícil? Difícil é invasão de domicílio. Mas por um pedaço de pau como
esse, eu iria quebrar para que ele pudesse entrar. Eu cometeria um crime e duas
contravenções por uma hora com algo como isso.
―Só um crime? Eu acho que você vai ter que jogar um pouco mais por esses
caras, Ginger.
Um suspiro alto, dramático.
―Tudo bem. Três crimes, nada de contravenções, mas isso é a minha oferta
final.
―Vendido!
Nós duas rimos, mas depois Ginger se recupera.
―Falando sério, Liv, se você o ama, eu digo para correr o risco, mas eu quero
que você tenha certeza. Ele poderia rasgar o seu coração em mil pedaços minúsculos,
se você deixar.
―Eu sei.
―Mas, se ele é o único, vale a pena tentar.
―Eu sei disso, também. E eu acho que ele é.
―E você deve avisá-lo que, se ele lhe machucar, eu o chutarei nas bolas. Diga a
ele, ok? Diga-lhe isso. Porque eu quero dizer isso. Eu vou dar todos os tipos de Bruce
Lee em sua bunda gostosa.
―Eu espero que você não tenha qualquer razão para isso.
―Eu também, querida. Eu também.
―Bem, é...
Uma batida na minha janela me assusta e corta o meu pensamento seguinte.
Meu coração salta em minha garganta por um segundo até que, o que eu realmente eu
estou olhando afunda dentro É apenas um estudante. Um cara de aparência jovem
vestindo um boné dos Yankees e uma camiseta branca com a sua mochila pendurada no
ombro. Ele está sorrindo timidamente para que eu abaixe o vidro da minha janela para
ver o que ele quer.
―Posso ajudar?
Antes que eu possa mesmo terminar a frase, um trapo fedorento é apertado sobre
o meu nariz ea minha boca. Eu me esforço, mas não faz diferença. Em segundos, o
cara nojento na minha frente me olha direto antes que o mundo fica escuro.






Capitulo Vinte e Dois

Cash

Estou parado no estacionamento de um velho armazém abandonado no inferno-
se-eu-for-pego-aqui-depois-que-escurecer, uma parte de Atlanta. Minhas instruções
eram para vir sozinho para este endereço depois que peguei os livros do banco. Então
eu fiz.
No começo, eu fiz um show ao deixar meu apartamento e ir a um banco que eu
estou familiarizado na cidade. Fui para onde os cofres estão localizados. A ante-sala
não é visível a partir do resto do banco, então eu sabia que eu poderia retirar minha
artimanha de lá.
Havia um jovem, um cara muito ansioso lotando a recepção fora daquela sala.
Eu falei com ele sobre as taxas para alugar as caixas e como garantir que sejam, essas
merdas para perder algum tempo. Eu não tinha nenhuma dúvida de que eles enviariam
alguém para me acompanhar, então eu estava fazendo com que parecesse bom. Saí do
banco depois de cerca de 15 minutos, ainda carregando o saco com o qual eu entrei.
Quando eu entrei no carro, eu coloquei os livros falsos nele, apenas no caso de alguém
ter a sábia idéia de me seqüestrar a caminho. Mas não, o que me incentiva era que eles
realmente poderiam estar dispostos a jogar a bola.
Agora, enquanto eu espero... o que quer que aconteça, minha mente está nos
livros vazios no carro. Nash tem os reais. Ele está estacionado na moto atrás de um
velho gerador algumas centenas de metros de distância, observando.
Eu estou aqui por seis minutos e não vi uma alma. Há uma porta enferrujada ao
lado direito do hangar grande estilo armazém, mas eu não verifiquei. Eu não irei para
aquele edifício. Eles são loucos se eles pensam que eu sou burro o suficiente para fazer
isso. Eles podem trazer Marissa para mim.
Eu ouço o barulho de cascalho atrás de mim e eu me viro para ver uma van
branca dirigindo na minha direção.
Bom Deus, eles poderiam ser mais clichê?
Ele rola a uma parada perto do prédio e um rapaz, gordo careca, de terno, sai do
lado do motorista.
Aparentemente, a resposta é sim, elespodemser mais clichê.
Sua volta é para mim, mas eu não tenho nenhuma dúvida de que, sob a capa de
seu terno preto há uma arma de mira a lazer e, pelo menos, uma corrente de ouro no
pescoço. Evidentemente, o olhar mafioso clássico não é mais reservado para os
seguidores de O Poderoso Chefão ou Goodfellas.
Eu o assisti atravessar o cascalho para mim.
―Você tem os livros? ― Ele pergunta quando ele para em frente a mim. Seu
sotaque russo é grosso. Você tem os livros? Não seria nenhuma surpresa para quem
conhece o crime organizado que ele é Bratva. Máfia russa.
―Eu tenho certeza que você sabe que eu tenho.
De perto, posso ver como esse cara difere de mafiosos do cinema. Não é o seu
rosto. É marcado, mas não muito grotescamente. Não é o seu tamanho. Seu peso é
intimidante, mas não excessivamente muito desde que eu sou da mesma altura e,
obviamente, em muito melhor forma. Não são suas palavras. Elas são diretas e
inócuas.
Não, são seus olhos que fazem minhas palmar suar. Eles são frios e mortos. Se
eu tivesse que descrever a alguém como os olhos de um assassino parecem, eu
descreveria estes. Não a cor ou a forma, mas o que eles dizem. Eles dizem que ele não
se importa de fazer o seu trabalho e que ele provavelmente nunca se importaria. Eles
são os olhos de alguém que nunca teve uma alma, alguém que provavelmente nasceu
neste mundo fazendo coisas horríveis com pessoas inocentes dentro de sua cabeça até
que ele tivesse idade suficiente para fazê-lo em realidade.
Peço a Deus que estes olhos nunca toquem Olivia. Nem mesmo a distância.
―Me entregue-os e eu lhe entrego a menina.
―Deixe-me vê-la primeiro. Eu não vou lhe dar nada até que eu saiba que ela
está bem.
Aqueles olhos me olham por mais tempo, os dez segundos da minha vida, antes
que ele fale. Sem que se assuma seu olhar fora de mim, ele vira a cabeça e grita alguma
coisa em russo. Segundos depois, uma das portas da van se abre e Marissa é empurrada
para fora da van. Suas mãos e tornozelos estão amarrados, como está sua boca, e ela
está de olhos vendados. Ela cai sem vida no chão, caindo de lado. Eu a ouço gemer de
dor e a tirar as pernas em direção ao seu peito, como se sentisse dor. Em torno da
mordaça e venda, eu posso ver que seu rosto está machucado, como o seu ombro, que
está descoberto pela camisola que ela está usando. Espero que eles não tenham feito
nada pior com ela do que apenas a machucado. Seja como for, eu realmente gosto de
Marissa e a respeito como pessoa, eu não desejo o que aconteceu com ela, e certamente
nada pior, ao meu pior inimigo.
―Agora, me de os livros.
―Os terá, coloque-a no meu carro.
―Mostre-me os livros em primeiro lugar.
Eu tipo que imaginei que poderia ser assim, então me sinto preparado quando eu
viro e vou para o carro, recuperar os livros em branco. Deixo do lado do motorista a
porta aberta, que espero me salve valiosos segundos se eu precisar sair rapidamente. Eu
ando com os livros de volta para o grandalhão, parando onde eu estava antes. Quanto
maior a distância entre nós, melhor.
Eu ergo os livros brevemente em seguida, cai de volta para o meu lado.
―Agora, eles têm que colocá-la no meu carro.
O cara sorri o sorriso mais assustador que eu já vi. Isso me faz pensar se estou
de alguma forma, jogando direito em suas mãos. Eu não sei como eu poderia estar, mas
eu sou inteligente o suficiente para saber que subestimar pessoas como esta é um erro
fatal.
Então, eu não sei. Eu faço o meu melhor para não subestimá-lo.
Ele chama novamente atrás dele, para quem está na van.
―Duffy, a coloque no carro.
Eu vejo uma versão menor e de mais aparência americana do cara na minha
frente sair da van, pegou Marissa, jogou-a bruscamente sobre seu ombro e a levou para
a BMW. Ele abre a porta do passageiro atrás e atira-a para o banco de trás. Através do
lado do motorista ainda aberta, posso ouvir seus soluços abafados. Eu não sei se eles
são soluços de dor ou alívio.
―Agora, me de os livros. ― ele repete, como se eu fosse uma criança teimosa
que ele está perdendo a paciência com ela.
Meu coração tenta martelar sua maneira passando em minhas costelas quando eu
lhe entrego os livros em branco. Como eu suspeitava, ele vira através deles. Quando
ele levanta os olhos frios para mim, se possível, eles são ainda mais frio.
―Eu pensei que você ia ser mais esperto do que isso. Seu pai, não era tão
inteligente. Olha o que aconteceu com ele. Ele faz uma pausa significativa. ―E à sua
família.
Fogo corre ao longo de minhas veias em sua referência a minha mãe e sua morte
horrível.
―As coisas vão ser diferentes desta vez. Você vai nos deixar sair daqui com os
livros e você vai me garantir, em seu nome e de seu chefe e todos os seus associados de
merda, que ninguém nunca vai chegar perto de mim, minha família ou meus amigos de
novo. Porque se você fizer isso, os livros vão ser a menor de suas preocupações.
―O que faz você pensar que eu faria isso?
―Porque nós temos o vídeo. O vídeo muito condenatório do homem que
apertou o gatilho na doca aquele dia, há sete anos. Um homem que pode ser
diretamente ligado ao Slava. ― Slava é o líder da célula Bratva no sul. ―Agora eu
posso prometer-lhe que, enquanto todos que eu já conheci ou conheceu
continuamseguros, este vídeo nunca verá a luz do dia. Mas se...
O telefone celular toca no meu bolso. Meu coração salta uma batida. Não é um
problema. Um grande. Estava claro para todo mundo sobre quando usar esse número
somente se algo deu terrivelmente errado.
Meu estômago aperta em um nó apertado.
Olivia.
―Segure esse pensamento. Este deve ser o meu contato para obter uma pré-
visualização do vídeo.
É um blefe. Apenas Nash viu o vídeo e é apenas em seu telefone, não meu. Ele
fez uma cópia para um disco flash, mas não está com ele. Está em um local seguro, de
acordo com ele. Mas me compra um par de minutos, o que eu, aparentemente,
precisava.
―O que é isso? ― Eu respondo.
―Eles levaram Olivia. ― As palavras de aço na voz de Gavin faz meu peito
sentir apertado.
Puta merda, eles a tem!Puta merda, puta merda, puta merda!
É sem dúvida o meu pior medo até agora. E isso está acontecendo. Agora.
―Onde? ― Eu pergunto, consciente do executor de pé, não muito longe de
mim.
―Eu os segui para uma pequena casa de tijolos em Macon. Parece um
esconderijo.
―Você está preparado...?
―Cara, eu estou sempre preparado.
―Eu vou chamá-lo de volta.
Meus pensamentos estão correndo procurando maneiras de nos tirar dessa. Dar-
lhes outra negociação, uma barganha final, tanto quanto eu nunca estou preocupado, era
parte do plano.
Exteriormente casual, eu sorrio para o cara grande, virando apenas o suficiente para que
eu possa manter o menor cara, Duffy, na minha visão periférica.
―Mudança de planos. Eu vou dar-lhe os livros pela menina, mas eu estou
segurando o vídeo como um seguro.
―Eu não penso assim. Eu não acredito que você tem um vídeo.
Ele dá um passo lento para mim, um para ser intimidante. E é. Eu não vou
mentir.
Eu tomo um passo para trás.
―Você vai ter uma pré-visualização do vídeo quando você receber os livros,
mas o novo acordo é que você nos deixa ir e podemos organizar outra reunião para
negociar o vídeo.
―Outra negociação? Para quê?
―Eu sei que você a levou. ― Mesmo dizer as palavras me deixa furioso com
eles, por mim, por meu pai. Minha pulsaçãovibra em meus ouvidos e minhas mãos
tremem com o desejo de rasgar esse cara.
Seu lábio superior treme.
―Me de os livros e o vídeo ou ela está morta.
―Nada de negócio. É da minha maneira ou você nunca vai conseguir o que
você quer.
―Não, é meu jeito ou ela morre. ― Ele dá mais um passo em minha direção, só
que este não é lento. É agressivo. Eu o deixei com raiva. ―E, apenas para o
agravamento, eu vou fazer isso devagar. Eu poderia até deixar alguns desses meninos
se divertirem com ela antes de matá-la.
Uma combinação ofuscante de medo e raiva cai sobre mim. Eu não posso
pensar além da visão e suas palavras evocam a fúria e inspira pânico.
Antes que eu possa dar a sabedoria de um segundo pensamento, o meu punho
está voando pelo ar em direção ao Bratva grande. Ele se conecta com sua mandíbula de
aço e ouço um crunch. Se éa mandíbula ou a minha mão, eu não posso ter certeza. Eu
estou insensível a qualquer dor que eu poderia estar sentindo.
Ele está tão tomado pela surpresa por alguém disposto a realmente tocá-lo, ele
tropeça dois passos para trás, dando-me uma vantagem momentânea. E eu salto sobre
ele.
Deparo-me com o meu cotovelo esquerdo, quebrando-o em seu rosto tão duro
quanto eu posso. Eu empurro a minha posição e mantenho martelando-lhe esquerda,
direita, punho, punho esquerdo, direito, punho, cotovelo...
Eu mal conseguia ouvir o som da moto se aproximando e eu mal sinto o braço
que envolveu em torno de meu pescoço por trás e começa a apertar. É só quando o meu
ar é cortado que faço uma pausa no meu assalto ao russo. Duffy tem-me em um aperto
de estrangulamento.
Antes que eu possa me soltar, o russo grande planta um soco no meu estômago,
dobrando-me. Seu joelho encontra minha bochecha, batendo-me para um lado enquanto
explode luz atrás do meu olho.
Sangue está zumbindo em meus ouvidos enquanto eu me esforço para recuperar
o fôlego. Estou ofegante, olhando para o chão, eu vejo as pontas de asas no sapato do
russo recuar um passo. Minha cabeça está ficando confusa por falta de oxigênio ea
única coisa que posso pensar é que ninguém usa pontas de asa com um fato de treino.
Minha visão começa a borrar quando eu ouço o som de uma arma sendo
engatilhada. É um som sinistro, mas a voz de Nash é mais ainda.
―Deixe-o ir ou eu vou colocar uma bala em seu crânio.
Eu sei que esses dois caras têm armas. Meu ataque ao grande e o posterior
envolvimento do pequeno serviu como distração perfeita para Nash entrar e obter a
vantagem.
O aperto no meu pescoço facilita o suficiente para que eu possa recuperar o
fôlego. Eu inspiro e me endireito, expandindo meus pulmões e engolindo o ar. Depois
de duas respirações profundas, a minha visão limpa e vejo o russo olhando para mim.
Seus olhos não são mais frios. Eles estão furiosos. E mortais.
―Vocês, rapazes, cometeram um grande erro. - o grande diz, limpando o sangue
escorrendo do seu nariz e boca com as costas da mão. Em seguida, sem tirar os olhos
dos meus, ele cospe a meus pés. ―Nós não negociamos.
―Isso é engraçado, porque eu estava sob a impressão de que você me trouxe
aqui hoje para negociar.
―Eu lhe trouxe aqui hoje para lhe matar. ― diz ele, impassível.
―Não muito de um negociador, não é?
―Com um telefonema, ela estará morta. Além disso, se eu não chamo com
instruções dentro de uma hora, ela vai estar morta. ― Não importa o que você faça, ela
vai estar morta. Meu coração congela dentro do meu peito com a perspectiva. ―A
menos que você me dê o que eu quero.
―Você disse que não barganha.
O desprezo do russo não é nada menos de mal.
―Não importa. Se você sair daqui hoje, eu vou lhe encontrar amanhã. E ela. E
ele. ― diz ele, inclinando a cabeça para trás de mim, para Nash. ―Você não pode
correr o suficiente.
―Eu ia correr para seu chefe antes de tomar quaisquer decisões precipitadas.
Há mais do que uma cópia do vídeo. Algo acontece com qualquer pessoa que eu
conheço e ele vai direto para a polícia, juntamente com algumas dicas realmente úteis
sobre o homem do gatilho. E seus associados.
Um músculo na mandíbula do russo se contrai enquanto ele me ouve. Eu posso
ouvir a respiração pesada do pequeno Duffy nas minhas costas. Nash está atrás de nós
em algum lugar. Os olhos do russo piscaram para ele uma ou duas vezes. Eu me
pergunto se ele sabe quem ele é, se ele reconhece o meu irmão supostamente morto por
trás do cavanhaque.
―Eu ainda não acredito em você. Eu acho que vou matar todos vocês e me
arriscar.
De repente, Duffy me libera e se move para o lado russo. Virando-se para nós,
ele tira uma arma da cintura de suas calças e apontaem mim. Eu sei que deveria ter
medo, mas tudo parece tão surreal, eu apenas... não estou. Minhas emoções ainda não
se deram com o meu cérebro ainda. Minha adrenalina ainda está chutando a merda de
tudo, exceto o medo de que Olivia pode se machucar. Essa é a minha principal
preocupação agora.
Dou um passo para trás para me alinhar com Nash. Duas vezes quando eu olho
para ele. Ele está tão pálido como uma menina sob seu bronzeado, olhando para Duffy
como se ele viu um fantasma.
―O que?
―É ele, diz ele em voz baixa, quase muito calmamente, como se ele estivesse
em estado de choque ou algo assim. Eu só não sei por que.
―Isso é o que?
―Esse é o desgraçado que matou a mãe. Ele é o único no vídeo. ― Há cerca de
dez segundos de silêncio absoluto, enquanto todos digerem o que Nash disse. Ele é o
primeiro a se recuperar, é claro. Levando-nos a todos de surpresa, Nash solta um rugido
animalesco e avança para frente. ―Você matou minha mãe.
Com os meus reflexos ainda sob a influência de uma tonelada de adrenalina, eu
sou capaz de chegar a ele e o parar antes que ele possa chegar a Duffy.
―Nash não! Eles têm Olivia. ― Sinto os músculos de seu ombro flexionar
contra mim. Quando ele olha para mim, seus olhos estão em branco. É como se ele
estivesse tão furioso que não entende muito bem o que estou dizendo. Ou que ele
simplesmente não se importa. Eu dou-lhe um aperto para tirá-lo disso. ―Eles têm
Olivia, homem. Seja inteligente.
Seu olhar me assegura que ‘inteligente’ para mim é muito diferente do que
‘inteligente’ é para ele. Ele não tem jogo nisto, apenas sua fome de vingança. Isso é
tudo o que ele quer. E eu estou em pé no caminho disso. Mas eu vou ser amaldiçoado
se eu arriscar Olivia apenas para satisfazer suas necessidades. Haverá tempo para isso
mais tarde, quando pudemos pensar e planejar e estar preparados. Hoje não é esse dia.
Hoje é só sobre ter certeza que Olivia está segura. Nada mais. Nada mais importa
tanto. Não por um tiro longo.
Eu olho para o russo.
―Ainda acha que não temos um vídeo? Se não houvesse vídeo, Nash não teria
reconhecido o homem do gatilho.
Eu posso dizer pelo retorno do aperto na mandíbula do grande russo, que ele não
gosta de alguma coisa. E eu sei exatamente o que é. Ele está preso. Ele sabe que não
há como ele sair daqui com tudo e ele sabe que não pode nos matar e levá-la. Então, ele
tem que negociar. Mesmo ele dizendo que não faz negócio.
―Você não sairá daqui até eu receber os livros. Os livros de verdade.
Eu odeio dar-lhe os livros, mas a única razão de Nash estar aqui é para que eu
pudesse dar os livros sem estar na merda. E se este é o osso que eu tenho que jogar a
estes cães para obtê-los fora de minhas costas para que eu possa chegar a Olivia, que
assim seja.
―Tudo bem. Pegue os livros. A oferta de boa fé. ― Eu me viro e aceno para
Nash. Seus lábios finos e posso dizer que ele não quer dar a eles uma coisa de
maldição, mas uma bala entre os olhos. Eu quase posso ouvir os dentes de Nash moer.
Ele olha furioso. Mas ele não discute. Graças a Deus. Pelo menos ele não voltou um
bastardo total. Pelo menos ele pode estar atento às vidas em jogo aqui.
Nunca tirando os olhos dos outros dois homens, Nash chegaao compartimento
atrás do banco da moto e puxa os livros reais. Com um virar do pulso, ele lança os
livros no chão com um pé na frente do russo grande.
Ainda escorrendo sangue de seu nariz e boca, o russo diz um curto, a palavra
cortada estrangeira para Duffy, que imediatamente se move para obter os livros. Ele os
entrega para o grandalhão folheá-los, verificando que eles estão realmente preenchidos.
Ele abre cada livro e verifica a página, eu assumo para datas. Quando ele chega
ao terceiro, ele se volta para o meio do livro, em seguida, avança algumas páginas, a
digitalização as linhas de números para alguma coisa. Meu palpite é como ele está
autenticando que eles são os livros, não apenas quaisquer livros ou reproduções
inteligentes. É exatamente por isso que eu sabia melhor do que tentar enganá-los. Máfia
não chega ao nível de atividade criminosa sem ter alguns cérebros.
Quando ele parece satisfeito, ele olha para mim em zombaria.
―Leve a menina no carro, mas saiba que você já fez inimigos, inimigos que
você não deseja fazer. Este não é mais.
Com isso, ele acena para Duffy e se volta, nem um pouco preocupado com virar
as costas para nós. Tenho certeza que eles sabem que nós sabemos que seria suicídio
fazer qualquer coisa para eles neste momento, embora eu duvide que Nash veja dessa
forma.
Quando eles estão de volta na van, eu me volto para Nash.
―Tome Marissa. Eu estou indo para resgatar Olivia.
―Merda! Você não está me deixando com...
―Eu não tenho tempo para isso agora. Saia da minha moto antes de jogá-lo
fora. ― Uma sobrancelha atira-se que ele poderia considerar empurrar-me para o
inferno, mas em seguida, ele suspira e fica fora da moto. ―Mantenha o seu telefone.
Marissa vai lhe dizer para onde levá-la. O cascalho funda em todo o lugar que passo
com a moto. Assim que eu chego para uma rua mais povoada, eu encosto e chamo
Gavin.
―Onde diabos você está? ― Pergunta ele, sem preâmbulos.
―Eu estou no meu caminho. Dê-me as direções. ― Gavin me dá o caminho
que ele levou para chegar até a casa e descreve onde está. ―Você sabe quantas pessoas
há lá dentro?
―Do que eu posso dizer, só os dois que a levaram. Um cara jovem, um velho.
Agora que você está no seu caminho, eu vou fugir e ver se consigo chegar perto o
suficiente para dar uma olhada ao redor. Quando você chegar, pare no extremo norte da
rua existem algumas árvores que podem impedir alguém de ver um cara grande como
você.
―Eu estarei lá assim que eu puder.
―Tenha cuidado. Alguém vai ter que tirá-la do inferno fora de lá enquanto eu
limpo a bagunça.
Isso me diz tudo que eu preciso saber sobre as intenções de Gavin.







Capítulo Vinte e Três


Olivia

Não era um sonho. Eu percebo isso com um sentimento difuso de pânico
quando minha audição volta on-line como uma lâmpada fluorescente piscando. Eu
reconheço as vozes que eu estou ouvindo. Elas são as duas mesmas vozes que eu ouvi
antes. Quanto mais cedo, eu não sei. Perdi a noção do tempo completamente.
―Ela está acordando de novo, eu ouvi um dizer. ―Dê-lhe um pouco mais.
Eu tento sacudir a cabeça e dizer-lhes que não, mas o menor movimento envia
uma forte dor de punção através do meu crânio e saliva jorrando em minha boca. Eu
ouvi um gemido e percebo que sou eu. Isso deve ser um‘não’ que está na minha cabeça
soando como ao ar livre.
―Depressa, antes que a cadela comece a gritar de novo.
Tento novamente dissuadi-los, mas eu só ouço um ruído gorgolejante ilegível.
Minha cabeça gira e dá mergulhos, mesmo que meus olhos estejam fechados. O
jato lento de sangue nas minhas veias soa como um rio cansado dentro de meu crânio.
Eu tento falar de novo.
―Nããão maiiiiisssss. ―As palavras são atiradas em torno de um prolongado
gemido.
O que há de errado comigo?
―Coloque um pouco mais sobre o pano e o segure por mais tempo. Talvez
você não esteja dando a ela o suficiente.
Eu choramingo. Eu não posso ajudar. Eu sei instintivamente que não devem me
dar mais. Eu sinto que mal suporto como está.
―Muito. ― eu acuso.
Um abaixa a voz, mas eu ainda posso ouvi-lo.
―Será que ela deveria parecer como isso?
―Eu não sei.
―Você não acha que o cotovelo na cabeça fez alguma coisa para ela, não é?
Cotovelo na cabeça?
O medo traz apenas adrenalina suficiente com ele para limpar a minha cabeça da
neblina que atrapalha. Pelo menos, um pouco.
Eu acho que volto para o estacionamento da escola. Lembro-me de baixar
minha janela. Lembro-me do pano no rosto. Mas depois há um espaço em branco até
que eu estava sendo pega. Imagens como uns flashes desconexos surgem através de
minha mente e eu me lembro de acordar quando os dois caras estavam me transferindo
para outro veículo. Lembro-me de chutar e gritar, arranhando e mordendo até que um
segurando meu corpo me deixou. Eu gritei mais alto e chutei com meus pés até bater
em algo denso e pesado na cabeça. E então não há nada de novo até que eu acordei
amarrada a uma cama em um quarto vazio. Eu levantei minha cabeça e comecei a olhar
em volta, assim quando o mesmo cara jovem investiu contra mim com um pano na mão.
Ele sufocou meu rosto com ele até que a escuridão engoliu-me novamente.
Essa é a última coisa que eu lembro até agora.
―Não devemos matá-la ainda. Talvez apenas dar-lhe um pouco mais, no caso
da necessidade de acordá-la e deixar que alguém fale com ela ou o que for.
―Sim, vamos fazer isso.
Eu sinto as lágrimas escorrendo pelo meu rosto, mas é uma sensação estranha
individual, como eu estou sentindo as estrias quentes através de uma camada de tecido
esticado sobre a minha pele. Eu tento abrir os olhos para ver o que está acontecendo,
mas eles não vão cooperar. É uma luta apenas para tirar um fôlego após o outro. Meu
peito se sente tão pesado, a vontade de dormir muito forte.
A força para lutar escapa-me quando eu sinto o pano velho no meu rosto. Eu
tento virar a cabeça longe, mas a mão é persistente e eu estou muito fraca. Vagamente,
como a fumaça à deriva através de uma sala, ocorre-me que eles possam estar me dando
bastante de tudo o que está usando para causar danos permanentes no cérebro. Eu penso
em meu pai com o coração partido e como ele vai ficar. Eu penso em minha mãe e
como ela vai ser presunçosa. Mas acima de tudo, eu penso em Cash. De como seus
lábios se sentem, como seu sorriso parece. De todas as coisas que eu não disse, de todas
as coisas que eu nunca vou ter a chance de dizer agora. De quão covarde eu fui não
dizendo a ele antes sobre como eu o amo. Mais lágrimas rolam pelo meu rosto,
desaparecendo, sumindo, sumindo até que eu não as sinto.
E então todo o pensamento está desaparecido.









Capítulo Vinte e Quatro

Cash

Eu sei que, sobre as leis de trânsito, 20 ou mais eu quebrei. Eu não acho que eu
já corri assim em Atlanta e durante o horário agitado do dia, também. Tecendo dentro e
fora do fluxo, saindo para o acostamento e faixas de emergência da pista para contornar
pontos obstruídos, espremendo entre os carros para passar através de um lugar lento,
nada disso tem sido aconselhável. Conseguir me matar tentando chegar a Olivia não vai
fazer ninguém melhor. Mas ainda assim... isso não parece importar. Tudo o que posso
pensar é o que eles poderiam fazer com ela, o que poderiam ter feito com ela.
Eu cerro os dentes contra a raiva que inunda minha corrente sanguínea. Se eles
colocaram a mão em seu... Se eles prejudicaram tanto quanto um fio de cabelo na bonita
cabeça... Deus me livre, se eles fizeram coisas comela...
Apenas o pensamento das coisas torcidas que homens como estes fazem com as
mulheres me faz sentir tanto doente como furioso. Eu me consolo com o pensamento
de que eles não a tiveram muito tempo. No momento em que eu chegar lá, isso deve ser
um par de horas, no máximo. Maspara Olivia, no cativeiro, podia parecer como uma
vida.
E é tudo sua culpa por arrastá-la em sua bagunça para começar.
Eu torço o guidão e acelero ainda mais, como se fosse possível superar meus
erros, se eu dirigir rápido o suficiente. Não é, claro. Não há nada que eu possa fazer
para reverter os danos. Minha única esperança agora é corrigi-lo para o futuro. Para
fazer com que ela nunca esteja em perigo novamente. Mesmo que isso signifique me
tornar um criminoso para fazê-lo.
Vai contra tudo o que eu sou agora, tudo que eu acredito em transformar nessa
direção. Mas eu posso dizer que eu tenho uma melhor compreensão dos motivos do
meu pai agora. Tudo o que ele fez, ele fez por nós. Mesmo que fosse incrivelmente
estúpido. Eu acho que é apenas uma questão de encontrar algo ou alguém que vale a
pena para ir atais extremos.
Como Olivia.
Mais uma vez, como um pesadelo que você não pode esquecer mesmo depois
que seus olhos estão abertos, eu a imagino gritando quando homens sem rosto a
torturam, rasgando suas roupas, a tocando com as mãos sujas. É quando todas as
minhas convicções vão direto para fora da janela. Eu não teria problema algum em tirar
a vida de alguém que fizer mal a ela. Nenhum. Eu poderia viver para me arrepender,
mas se isso significasse mantê-la segura, meu pesar só se estende até agora.
A boca do meu estômago se agita com a raiva. Meus dentes batem de raiva.
Meu queixo dói de ser apertado com tanta força. Fúria, como um animal incontrolável,
garras no interior do meu peito, desesperados para sair e se vingar.
Acionando o acelerador ainda mais, eu acelero para Olivia.
O resto do curta se passa em um borrão de pensamentos violentos e imaginações
horríveis. Até o momento em que eu passo na rua que Gavin especificou, eu sinto que
eu poderia explodir se eu não colocar minhas mãos em alguém, bater meu punho em
alguém até que esteja sem vida debaixo de mim.
Estaciono minha moto atrás de uma minivan vermelha, eu ando casualmente na
rua até que eu volto para a intersecção apenas além de onde eles estão mantendo Olivia.
Eu paro no sinal e olho para os dois lados, tendo em detalhes, tanto quanto posso, sem
parecer suspeito.
A rua parece inocente o suficiente. É um bairro de baixa renda. Isso é óbvio
pelo tamanho e pela simplicidade das casas. Duas fileiras bastante organizadas de casas
de tijolo pequeno, quadrados. Os gramados estão limpos, mas funcionalmente assim.
Não há paisagismo fantasioso aqui. Existem poucas bicicletas em uma passarela
pequena, mas eu não vejo nenhum equipamento elaborado ao ar livre em qualquer um
dos quintais.
Enquanto eu faço o meu caminho ao longo da calçada rachada que serpenteia
entre as árvores cobertas de vegetação, eu percebo que é o lugar perfeito para ser
anônimo. Há alguns carros ao longo da rua, provavelmente aqueles que trabalham no
turno da noite e estão dormindo agora. O resto dos moradores está, provavelmente, no
trabalho ou na escola, deixando os criminosos com muita privacidade para fazer o que
eles gostam. Não há ninguém por perto para ouvir os gritos.
Vejo o Hummer de Gavin. Meus olhos digitalizam a área da esquerda para a
direita quando eu o abordo. Quando eu confirmo que parece que não está sendo
observado, eu abro a porta e entro.
Imediatamente, Gavin me entrega uma faca com uma lâmina de quatro
polegadas, perfeito para cortar gargantas ou dar facadas em tecidos profundos. Sem
questionar, eu levo-a e deslizo-a em minha bota enquanto Gavin coloca um silenciador
no final de uma Makarov.
―Ironia? Eu pergunto, me referindo a arma russa. Gavin sorri. ―Então, o que
você sabe?
―Não muito mais do que eu. Com casas como estas, e à luz do dia, torna-se
difícil esgueirar-se ao redor. Agora, se eu soubesse e pudesse vir preparado, eu estaria
verificando a cabo ou telefone. Mas como é, eu tenho sorte por ter minhas coisas
comigo.
―Graças a Deus que você é um bastardo paranoico.
―Certo? Caso contrário, sua namorada poderia estar na merda.
―Você quer dizer na mais profunda merda.
―Bem, eu acho que poderia ter sido pior. Os caras que a têm não devem ser um
grande desafio. Eu diria que nós tivemos sorte com a transação que você descendo ao
mesmo tempo. Se eu tivesse que adivinhar, eles fizeram todos os tipos de preparações
para isso. Não apenas fazendo a negociação, mas a eliminação de corpos também.
Afinal, eu acho que estamos em boa forma. Não faz mal que eles sejam Bratva.
Ninguém deve saber sobre o que vai acontecer na casa até que alguns dos meninos
grandes venham para checaraté quando as formigas mijonas não atenderem ao telefone.
E ajuda que este é provavelmente o tipo de bairro onde as pessoas cuidam de
seus negócios por medo de levar um tiro.
―Você já esteve aqui toda a manhã. Você não acha que isso é muito arriscado,
considerando que alguém pode ter anotado sua placa de licença?
―Não, eu circulei o bloco quando os vi parar e prendi um dos meus jogos
roubados. Eles são magnetizados, então eles apenas deslizam sobre as placas reais e
ninguém percebe. Se alguém anotar a minha placa e se a polícia de alguma forma, se
envolver, eles terão a placa de um pedófilo de idade que vive em Canton. ― Ele faz
uma pausa e franze a testa, balançando a cabeça. ―Na verdade, isso pode ser uma coisa
boa, se alguém anotar o número. Eu acho que o bastardo precisa de uma pequena visita
das autoridades agora mesmo.
―Então o que você está pensando?
No pensamento de agir, a adrenalina derrama em minha corrente sanguínea. Eu
me sinto como se eu pudesse erguer um maldito carro!
―Você não está ansioso para chegar lá, não é? ― Gavin brinca.
Eu penso em Olivia e cerro os dentes.
―Eu não posso esperar para chegar lá e quebrar alguns crânios. Se eles
colocaram um dedo sobre ela...
Meu coração bate em meu peito enquanto eu tento empurrar visões de uma
Olivia brutalizada da minha cabeça.
―Cash você só tem que ficar calmo. Nós temos que ter certeza de fazer as
coisas certas ou coisas ruinspoderiam acontecer.
Eu respiro fundo e aceno de cabeça. ―Eu sei, eu sei. Eu não estou preocupado
com eles me machucando. Eu só quero tirá-la com segurança. Eu não dou a mínima
para o que aconteça com eles, desde que eles nunca venham atrás dela novamente.
Eu olho para Gavin e ele está balançando a cabeça.
―Nunca. - ele diz com determinação. Não é uma coisa pequena, o que ele está
dizendo. Nós olhamos um para o outro por um segundo ou dois, então tenso eu aceno
de acordo.
―Nunca mais.
Outro jorro de adrenalina, possivelmente misturada com um pouco de medo do
que poderia estar à frente. Eu não tenho medo das próprias pessoas. Ou até mesmo
Olivia ficando em segurança. Vou tirá-la de lá. E vou ter certeza que ela esteja segura.
Não há outra opção.
São das consequências que eu tenho medo. Eu vi de perto e pessoalmente, o que
pode acontecer quando os planos dão errado no trato com pessoas assim. Não é bonito.
É feio! Na verdade, muitas vezes é feio para a melodia de 25 anos.
―Então, vamos conseguir este feito. Por que você não me leva ao redor do
quarteirão e me deixa voltar e estacionar em outro lugar. Você vai para a porta da frente
e eu vou para a parte de trás. Eu tenho certeza que há uma porta dos fundos.
―Você pode correr em alguma coisa lá atrás. Não se esqueça de que eles
provavelmente já foram avisados.
―Eles não devem ter nenhumaideia de que eu sei onde eles estão, no entanto.
―Não, mas eles provavelmente já receberam um telefonema que os planos
mudaram. Eles podem estar se preparando para movê-la ou fazer... algo com ela.
Eu sinto um nó de puro inferno alojado na minha garganta.
―Então, vamos chegar lá.
Gavin começa a mudar a marcha do Hummer.
―Levante o banco de trás. Eu coloquei um espaço de armazenamento sob ele.
Deve haver alguns chapéus, luvas e maquiagem. Não é como estar sob a cobertura da
noite, mas pelo menos podemos disfarçar nossas características um pouco. ― Eu chego
para trás e levanto, mas o banco não cede. ―Há uma pequena alavanca debaixo da
almofada.
Sentindo a alavanca, eu a encontro e a pressiono quando eu a levanto. A
almofada traseira dobra-se para revelar um pequeno espaço de armazenamento. Com
certeza, há um par de chapéus, luvas e pintura facial, entre todos os tipos de outras
coisas necessárias.
―Meu melhor amigo é um guerrilheiro. ― eu digo causticamente, tirando o que
precisamos.
―É melhor você ficar feliz, também.
Eu coloco o assento de volta no lugar e voltopara frente. Eu olho para Gavin,
ele olha para mim e eu aceno.
―Eu sou o homem. Eu agradeço mais do que você jamais saberá. ― Gavin
acena, também. Eu sei que ele sabe como eu sou sincero. Está lá em sua expressão. É
como uma espécie de irmandade que estamos dentro. Nós temos um passado que
estamos tentando escapar, nós dois estamos dispostos a ir para medidas extremas por
aqueles que nos preocupam, e nós dois vamos provavelmente conhecer uma morte
precoce. Isso é muitopara um par de caras amarrados juntos. É uma amizade mais forte
do que qualquer quantidade de partidas de futebol ou de fraternidade pode fazer.
Eu tiro fora a tampa plana do pote de pintura facial. O conteúdo é negroe parece
como graxa de sapato, apenas mais oleosa. Lançando abaixo a viseira, eu rapidamente
esfrego dois dedos através da graxa e então esfrego estrias dela no meu rosto. Repito a
ação até que meus traços estão esparsos e menos perceptíveis no espelho.
Enfio o boné na minha cabeça e puxo para baixo sobre meus olhos, então eu
empurro minhas mãos nas luvas. Gavin retarda uma parada na rua atrás da casa.
―Eu vou assobiar quando eu chegar até a varanda. Mantenha sua cabeça para
baixo e as mãos em seus bolsos. Não se esqueça de observar o seu flanco. Tenha
cuidado lá.
―Obrigado, cara. Você também.
―Eu vou deixar as chaves sob o tapete. Tire Olivia fora daqui o mais rápido
possível.
―Aqui. ― eu digo, pegando as chaves da minha moto no meu bolso e as
entregando a Gavin. ―Por trás da minivan vermelha, uma rua. Leve-a de volta para
minha casa. Eu alcanço a maçaneta da porta. ―Vejo você do outro lado. Gavin sorri e
ergue o punho. Dou-lhe uma colisão antes de sair do Hummer.
Mantendo meu queixo dobrado contra o meu peito e minhas mãos nos bolsos, eu
faço o meu caminho devagar pela calçada até a casa que fica atrás de onde eles estão
mantendo Olivia. Casualmente, eu ando pelo quintal e em todo o lado da casa, vindo a
me aproximar do meu destino.
Eu ouço a reclamação gutural do Hummer quando Gavin dirige pela casa para
estacionar na rua. Eu abrando o meu ritmo o suficiente para dar-lhe tempo para chegar
até a porta da frente. Eu paro e finjo que estou amarrando o meu sapato, o que não faz
sentido, porque eu estou usando botas. Mas parece bom, se alguém estiver olhando de
longe, e espero que eles não estejam.
Eu ouço o estrondo das botas de Gavin na calçada, seguido de perto por alguma
luz assobiando. Eu levanto e caminho até o pátio de trás, pisando nele e me
aproximando da porta. É velho e de madeira e parece fácil de chutar.
Eu ouço a campainha tocar, então um par de vozes abafadas seguidas por alguns
passos. Só por curiosidade, eu tento a maçaneta. Está trancado.
Não tive sorte. Essa merda só acontece nos filmes.
Quando ouço o primeiro sinal de que Gavin fez seu movimento, que neste caso é
um cara gritando que inferno, eu levanto a minha perna e chuto tão duro quanto eu
posso logo abaixo da maçaneta da porta.
Como eu suspeitava, este lugar é uma casa antiga, a moldura da porta sede
facilmente ea porta se abre. De pé na cozinha, observando com uma expressão
atordoada quando eu percorro os destroços que costumava ser a porta de trás, está um
dos captores de Olivia. Ele é um jovem, um cara em idade de faculdade, mas isso não
faz me sentir um pouco culpado por bater a merda fora dele.
Ele nem sequer viu o meu punho indo.
Dois socos no rosto e ele está inconsciente.
Isso foi fácil.
Eu passo sobre o seu corpo, poupando um olhar em direção à porta da frente,
onde Gavin está socando outro dos caras do Bratva. Vendo que ele está muito no
controle da situação, eu começo a procurar por Olivia.
Há um pequeno corredor à minha direita. É forrado com quatro portas fechadas.
Ela poderia estar em qualquer um deles. No final do corredor, temuma outra porta, um
armário de algum tipo, ou possivelmente escadas para um porão. Apressadamente, eu
abro a primeira porta e entro.
Eu só vejo um flash de movimento antes que ele está em mim. Eu tomo um
soco no estômago antes de eu recuperar o suficiente para esmagar o meu punho em suas
bolas. Eu ouço seu gemido e ele cai aos meus pés. Eu chuto suas costelas e depois me
ajoelho para socá-lo uma vez no rosto. Sua cabeça descansa sem vida para o lado. Eu
dou-lhe outra batida só para ter certeza que ele vai ficar para baixo.
Obviamente há mais aqui do que Gavin pensou.
Eu olho em volta do pequeno quarto. Está vazio, somente uma cadeira verde e
uma televisão em cima de uma caixa de plástico velha. Eu saio da sala e vou para a
próxima porta, usando um mais pouco de cautela.
Eu torço a maçaneta, abro a porta e passo por trás. Eu ouço a arma de fogo um
milésimo de segundo antes de eu sentir a bala atingir meu ombro. Não é o suficiente
para me parar. O próximo, no entanto, atinge minhas costelas do lado esquerdo. Ele
retarda-me e dói como um filho da puta, mas não é o suficiente para me impedir de me
lançar no outro lado da sala para o cara antes que ele de outro tiro.
Nós batemos no chão, meu chapéu voa quando eu uso todo o meu peso para
rolá-lo mais, o que não é fácil porque este bastardo de cicatrizes é muito maior do que
os outros que eu vi. Assim que eu tive a posição dominante, eu bato a coroa de minha
testa em seu nariz. Acima do barulho do meu pulso, eu ouço o barulho de ossos quando
o cara grita de dor e de surpresa.
Antes que ele possa lutar para trás, vejo as botas de Gavin aparecerem no topo
da cabeça do homem. Em seguida, ele se abaixando para embrulhar a dobra do
cotovelo sob o queixo do rapaz e o estrangula. As mãos do Bratva vão direto para o
braço grosso de Gavin para tentar libertar-se. Ineficaz, eu poderia acrescentar. Gavin é
forte como um touro e duas vezes como dizer, se você está do lado ruim. E esse cara?
Ele está no lado ruim.
Alavanco fora dele, eu aceno para Gavin e vou de cabeça para a porta. Restam
apenas mais dois quartos para encontrar Olivia. Ela tem que estar aqui em algum lugar.






Capítulo Vinte e Cinco


Olivia

Quando eu começo a acordar, eu ouço um estalo alto seguido por algo batendo
contra a parede. Eu sei onde eu estou, na medida em que eu estou sendo mantida em
cativeiro... em algum lugar. E de certa forma, confusa e desarticulada, lembro-me
imediatamente do medo que tomou conta de mim quando o pano foi colocado sobre o
meu rosto pela última vez.
Eu reconheço o ruído como tiros. Eu sei que é estranho, mas minha reação
inicial não é medo, é compensadora, eu possa colocar o som juntamente com sua fonte,
posso rapidamente fazer a associação.
Isso deve significar que o meu cérebro ainda está trabalhando em algum grau.
Eu não sou um pepino ainda.
Eu ouço um segundo tiro. Ele traz consigo uma resposta mais lógica. Medo.
Não, não é medo. Terror. Meu pulso corre com ele. A sensação só é agravada pelo
fato de que eu mal posso me mover, muito menos fazer qualquer coisa sobre o que está
acontecendo. Eu percebo que estou desamparada e que meu destino provavelmente será
decidido sem eu mesmo ser capaz de gerenciar um discurso coerente.
Onde está a Ginger, quando eu preciso dela?
Na minha cabeça, eu estou rindo. Como um espectador poderia, parte de mim
está preocupada que eu estou fazendo luz no meio de uma situação tão grave.
Estou perdendo isso?Alguma coisa disso é mesmo real?
Eu me esforço para abrir os olhos. Turvos, eu pisco minhas pálpebras relutantes.
Uma reflexão brilhante no teto nada em toda a minha visão, fazendo com que meu
estômago embrulhe. Eu fecho meus olhos para uma única respiração e depois luto para
abri-los novamente.
Ouço bater novamente e os sons de passos pesados. Meu coração bate forte
dentro do meu peito como pânico.
Eles estão vindo para mim!Oh doce Deus, eles estão vindo para mim!
Convocando todos os bits de força deixados no meu corpo sedado, eu levanto a
minha cabeça no travesseiro, plano e fedorento olho da esquerda para a direita. Eu
estou em um quarto pequeno, escassamente mobiliado. Sozinha. Com uma janela à
minha esquerda.
Eu não sinto as lágrimas tanto como vejo a minha visão turva por trás deles. Se
eu pudesse ir até a janela... e sair ... para a liberdade ...
Talvez alguém pudesse me ajudar...
Respirando fundo, eu dobro meus braços e deslizo os cotovelos debaixo de mim
para tentar empurrar-me em uma posição um pouco vertical. Como se eles fossem
feitos de gelatina, porém, eles derretem assim que eu tento suportar qualquer peso sobre
eles. Tento uma segunda vez, sem sucesso.
A inutilidade dos meus esforços, o desespero da minha situação me bate duro
novamente. Só que desta vez estou acordada sem o pano de drogas sendo empurrado no
meu rosto, mais clara se torna a minha cabeça. E quanto mais eu me sinto em pânico.
Eu estou dizendo a mim mesma que vou tentar de novo e de novo quando um
estrondo soa na porta do outro lado da sala. Lascas voam quando são arrancadas de suas
dobradiças por um corpo que está sendo lançado pela abertura. Minha mente se esforça
para aceitar o que eu estou vendo.
Um homem alto, magro, como uma bucha elástica de cachos castanhos em sua
cabeça aterra com um baque no chão na frente da cama. Eu olho para trás, para a porta,
meu coração alojado na minha garganta, e eu vejo a alucinação mais maravilhosa que eu
poderia imaginar.
É Cash, de pé, como uma nuvem de trovão, mesmo em frente a mim. Seu rosto
está manchado com listras pretas e seus lábios estão enroladosem fúria. Ele parece
feroz. Ele parece assassino.
Ele se parece com o céu.
Por uma fração de segundos, seus olhos travam com os meus. Eu vejo a raiva, a
determinação, o olhar de que estou-balançando-na-merda-do-limite-da-loucura. Mas
também vejo alívio e algo que faz meu coração inchar. Em seguida, move sua atenção
para o pé da cama.
Vejo-o cair de joelhos e ouço seu grunhido animal quando bombeia seu punho
para cima e para baixo e outra vez. O baque maçante de trituração faz jorrar saliva em
minha boca. A imagem que vem à mente é de um rosto, sendo socado sangrentamente e
mutilado nas tábuas pelo punho maciço de Cash. Mas eu mal posso sentir pena do cara.
Na verdade, se eu conseguisse me mover, eu poderia dar uma mão em bater a
porcariafora dele.
Apenas alguns segundos depois, Cash está ficando de pé e correndo para o lado
da cama. A cena toda tem uma qualidade surreal, até que ele se agacha, colocando o
seu rosto no nível com o meu, e estende a mão para tocar suavemente meu rosto com a
ponta dos dedos.
―Você está bem? ― Ele sussurra. Seu rosto é uma máscara de agonia. Eu
posso ver a culpa o corroendo. Ele acha que tudo isso é culpa dele.
―Eu estou agora.
Ele fecha os olhos por um instante. Quando ele os reabre, sua alma está lá para
me ver.
―Oh meu Deus, Olivia, eu não sei... Eu pensei... Se algo tivesse acontecido
com você...
―Eu estou bem, digo, realmente não sabendo se estou. Eu sinto a enorme
necessidade de acalmar Cash e tirar um pouco de sua dor.
Bem diante dos meus olhos, eu vejo a lógica varrendo-o e forçando-o a ação.
―Nós temos que tirá-la daqui.
Eu sei que ele está certo e eu posso sentir a medicação passando um pouco mais
a cada minuto, mas ainda assim, eu acho que não posso andar.
―Você pode me ajudar?
A expressão de sua testa treme.
―Lhe ajudar? ― Pergunta ele, quase como se ele estivesse insultado. Eu me
sinto confusa, mas ele não me dá tempo para fazer perguntas. Em vez disso, ele se
levanta e desliza as mãos debaixo de mim e me levanta em seus braços.
Como se eu tivesse sido administrada com um sedativo, uma droga de um tipo
diferente, estar nos braços de Cash tem em um instante um efeito intenso sobre mim.
Eu me sinto desintegrada e voando, como dançar e chorar, como viver e como morrer.
Embrulhada nele, em seus caminhos de bad boy e seu coração de bom rapaz, é o meu
mundo inteiro. De alguma forma, quando eu não estava olhando, eu caí. E eu caí duro.
Por minha alma gêmea. Pelo amor da minha vida. Pelo o meu herói.
Num piscar de olhos, eu percebo que eu nunca estive quebrada por um Bad Boy.
Eu nunca fui devastada por um trapaceiro. Eu nunca fui enganada por um jogador. Eu
nunca me importei o suficiente para eles me fazerem algum dano real, qualquer dano
duradouro. Meu orgulho foi ferido, meu coração foi chutado um pouco e minha
autoestima tem tido um sucesso ou dois, mas tudo isso é como brincadeira de criança à
luz do que a perda de Cash poderia fazer para mim.
O que eu aprendi com os fracassos dos meus relacionamentos, no entanto, é que
a confiança não vem fácil para mim. Eu culpava meus problemas sobre os homens em
minha vida. Eu risquei toda tentativa desastrosa sobre formas de amor perseguindo Bad
Boys o tempo todo. Inconscientemente, eu escolhi homens que provavam que estava
certa sobre a inutilidade de um menino mau, ao invés de trazer à luz os meus próprios
defeitos, meus próprios medos. E tem sido um desistir até conveniente até que apareceu
Cash. Cash quebrou todas as regras, quebrou todas as minhas regras. Ele não está me
dando razão para correr. Ele está me dando razão para ficar. E tudo o que tenho a fazer
é reunir a coragem para fazê-lo, para ter a chance que não pude trabalhar, ter a chance
de que eu poderia muito bem não me machucar. Ele está me dando algo para investir, e
tudo o que tenho que fazer é acreditar nele.
Para este tempo real.
Mas posso dar o salto? Posso dizer-lhe que eu o amo, e quero dizer, quando a
morte não está batendo na minha porta? Quando o desastre não está aparecendo? Posso
abrir o meu peito e deixar meu coração vulnerável a ele?
No espaço de um segundo, com Cash olhando para o meu rosto, eu trabalhei
minha mente confusa em um labirinto retorcido de confusão e incerteza. Com um
pequeno sorriso de gratidão, eu coloco minha cabeça no peito dele e o deixo levar-me
do quarto. Haverá tempo para pensamentos, reflexões e declarações mais tarde.
Espero.
Eu sinto seus lábios roçarem meu cabelo e eu ouço um sussurro de suspiro no
peito pouco antes de sairmos do quarto. Em três passos largos e poderosos, ele
atravessa a sala e me leva para o corredor. Ele faz uma pausa na primeira porta para
olhar para dentro, em seguida, faz o mesmo na segunda. Quando ele encontra vazio,
bem como ele se coloca de costas para a parede e se arrasta na direção da luz que brilha
no fim do pequeno corredor.
Gavin contorna o canto, que é uma surpreendente surpresa para mim. Seu rosto
está pintado como o de Cash, a tinta escura fazendo seus olhos azuis destacarem. Eles
não estãosexy, como os cintilantes olhos azuis que tinha vindo a esperar, no entanto.
Esses olhos são frios, grave-se... sinistros. É quase como ver outra personalidade viva
por trás do rosto familiar.
―Ela está bem? ― Gavin pergunta para Cash, inclinando a cabeça para mim.
―Eu acho que sim. Vou verificar se ela está quando eu chegar a sua casa.
―Eu não vou demorar. Eu só tenho alguma... limpeza para fazer.
Sem outra palavra, Gavin se move para a sala à minha direita e leva um homem
caído pelas mãos e começa a arrastá-lo em direção ao corredor. Cash caminha à frente
dele, apontando para a porta. Eu observo Gavin sobre seu ombro.
Ele puxa o homem inconsciente para a sala principal, o piso dos quais é
desprovido de qualquer tipo de mobiliário, somente por um único sofávelho, marrom.
Ele deposita o homem no final de uma fileira de corpos. Cada um está alinhado ao lado
do ombro do outro, como uma linha de tiro bizarro de bruços. Um tremor passa por
mim quando eu me pergunto sobre seu destino. É nesse momento que eu percebo que,
apesar da minha animosidade contra eles por me prenderem contra a minha vontade, eu
realmente não quero saber o que vai acontecer com eles. Eu tenho a sensação de que
vai ser melhor sem esse tipo de informação.
Lá fora, Cash pausa na varanda, olhando para a esquerda e para a direita.
Quando ele vê o que ele está procurando, ele começa a descer a rua em um ritmo rápido,
mesmo para suas longas pernas. Eu vejo o Hummer de Gavin entrar à vista pouco antes
de eu ouvir o sinal da entrada sem chave. Rapidamente, Cash abre a porta do lado do
passageiro e, com ternura insuportável que trás lágrimas no meu coração, me coloca
sobre o assento e coloca o sinto de segurança em mim e entra.
Ele levanta a cabeça e olha nos meus olhos. Ele parece cansado e ainda aliviado.
Ele me dá um sorriso torto.
―Acabou, bebe. Você está segura. - Com um roçar de lábios sobre os meus,
ele fecha a porta. Eu estou dormindo antes mesmo dele chegar ao volante.




Capítulo Vinte e Seis

Cash

Irritado, agarro o volante um pouco mais apertado.
Eu suo como uma mulher maldita!
Nós estamos na estrada por tanto tempo que a adrenalina desapareceu e os meus
pensamentos se voltaram completamente para Olivia. Eu aposto que eu olhei para seu
rosto adormecido 30 vezes desde que saímos. Talvez mais. Esse número pode ser um
pouco conservador.
É que ela parece tão bonita e a visão dela é tão... bem-vinda. Embora eu me
recusasse a pensar em não ser capaz de tirá-la dessa bagunça viva e bem, em algum
nível, eu deveria estar preocupado com isso. Agora, tudo o que eu estou fazendo é indo
e voltando entre ser grato por ela estar bem e prometendo que nunca vou deixar nada
acontecer a ela.
Hoje foi o primeiro passo para me assegurar disso. Com o vídeo de Nash, já
compramos algum tempo. Gavin vai cuidar das ameaças de nível inferior e enviar uma
muito eficaz mensagem perigosa. Em seguida vai cuidar das grandes armas e assegurar
que ninguém tenha motivo para vir atrás de Olivia de novo, a menos que eles estejam
dispostos a arriscar consequências graves.
Eu ainda estou esperando o segundo anúncio que eu coloquei, o ás na manga
segundo papai, poderia me dar algo a mais para trabalhar. Se não, eu vou ter que me
contentar com o que eu tenho até que eu possa chegar a um plano. Agora que Olivia
está segura, eu deveria ser capaz de me concentrar um pouco mais eficazmente.
Só de pensar nela chama minha atenção de volta para o banco do passageiro,
onde ela está descansando em paz ao meu lado. Eu estendo a mão para tocá-la, mas
puxo meus dedos de volta antes deles tocarem sua pele. Eu não quero acordá-la.
Mas, caramba, eu quero tocá-la!
Ela se sente quase como uma compulsão, tocá-la e ter certeza que ela está
realmente comigo e que ela está realmente segura. E isso é ridículo também.
Bom Deus!Eu vou acordar com ovários se esta merda não parar!
A coisa é, eu não sei como pará-lo. Eu nunca me quis sentir assim sobre uma
mulher. E mesmo agora, eu não tenho certeza que eu quero. Mas eu também não estou
certo que eu tenho uma escolha. É quase como se Olivia lançassealgum tipo de feitiço
em mim. E eu não gosto de me sentir assim, estar indefeso, estar...emocional. Eu não
quero nunca me perder em uma mulher.
Nunca.
Com os meus dentes cerrados em determinação, eu mantenho meus olhos
virados para frente. Na estrada. Não em Olivia.

********

Olivia está dormindo profundamente em minha cama quando Gavin retorna
quase duas horas depois. Nós saímos para conversar no escritório onde não vamos
incomodá-la.
―Como ela está?
―Ela está dormindo. Tenho certeza que ela está exausta.
―Nós todos estamos, companheiro. Você especialmente. Você parece uma
merda.
―Obrigado, Gav. Eu sempre posso contar com você para dizer coisas que me
ajudam em nada.
Seu sorriso está o mesmo calibre como qualquer outro dia sem preocupações. É
a sua capacidade de lidar com as coisas que ele fez (e ainda faz ocasionalmente) que faz
dele tão bom em seu trabalho. Ele vê o mundo em preto e branco, bom e mau, viver ou
morrer. Ele é um cara bom. Realmente, ele é. É que ele não tolera criminosos muito
bem, apesar de que é como todas as agências de aplicação da lei em todo o mundo iriam
rotulá-lo. Quer dizer, eu não estou indo para adoçá-lo. Gavin é um ex-mercenário, uma
arma contratada. Um assassino. É que ele é um assassino com uma consciência. E
Deus ajude sua alma se acontecer de você pisar de forma errada.
―Eu só as digo como eu as vejo, diz ele, deitado na impressão de espessura no
seu melhor do sotaque sulista.
―Como foi? Algum problema?
Ele encosta-se à cadeira atrás da mesa, repousa um tornozelo sobre o joelho e
cruza os dedos atrás da cabeça.
―Não. Dois para a cabeça de cada um. A mensagem deve ser bem clara.
Concordo com a cabeça. Eu realmente não sei o que dizer. O que ele fez por
mim, por nós, por Olivia era mais do que eu jamais poderia ter pedido a ele para fazer.
E, no entanto, ele fez isso de qualquer maneira. Ele estava lá quando precisei dele, sem
dúvida, sem reservas. Gavin é provavelmente uma das únicas pessoas do mundo que eu
posso confiar plenamente. A partir de agora, nós já passamos por muito juntos para ser
nada menos do que irmãos.
―Obrigado, cara. Eu não posso lhe dizer... Eu só...
―Eu sei, cara. Eu sei. ― diz ele sobriamente. Ele limpa a garganta, em
seguida, muda de assunto. ―Eu liguei para a mãe dela.
―O que?
―Eu tinha que fazer. Sua filha desapareceu. Em seu carro. Eu tive que dizer a
ela que Olivia estava em perigo, a fim de levá-la a dizer onde ela foi e o que ela estava
dirigindo.
―Oh, meu Deus. ― eu digo, arrastando uma mão sobre meu rosto. ―O que ela
disse?
―No começo eu não acho que ela acreditou em mim. Essa senhora é uma peça.
Eu acho que ela pensa que todos os homens a estão controlando e ela tenta jogar Olivia
contra qualquer pessoa que ela traz para casa. Ou pelo menos essa é a impressão que eu
tenho.
―Talvez tenha sido só você. Já pensou nisso?
―Você está brincando comigo? Com esta cara? As mães me amam. E eu
quero dizer realmente me amam, diz ele com um sorriso malicioso. E eu tenho certeza
que ele está certo. Pelos padrõesda maioria, Gavin é um cara de boa aparência.
Adicione a isso o seu charme e seu sotaque, e as senhoras vão à loucura. Mas eu
poderia me importar menos, contanto que Olivia não estivesse indo selvagem em cima
dele.
―O que você disse a ela?
―Eu disse a ela que Olivia estava segura e que o Escalade tinha sido
abandonado sob a ponte.
―Ótimo! Agora, ela vai direto para a polícia.
―Não, eu disse a ela que é a pior coisa que podia fazer, que seria apenas chamar
a atenção dessas pessoas em sua direção. Confie em mim, ela não quer isso. E eu acho
que ela entende isso. Ela tem um monte de vagabunda egoísta nela. Ela provavelmente
não teria me ouvido, se eu não tivesse colocado dessa maneira.
―Bem, desde que ela não faça nada estúpido.
―Você vai ter que...reiterar a importância de deixar a polícia de fora.
―Eu não vou reiterarnada. Por que eu preciso ligar para ela depois que você
fez? Eu nunca conheci a mulher.
―Você não precisa chamá-la. Ela estará aqui para verificar Olivia esta noite.
Ela arrumou tudo e já saiu com seu SUV.
―Ela está vindopara cá? Minha voz está anormalmente alta em meu choque.
Gavin sorri.
―Porra, será que alguém apenas socou você no saco? O que foi isso?
―Ainda não, mas se o que Olivia diz sobre a mulher é preciso, ela
provavelmente vai estar me agarrando um punhado enquanto ela está aqui. E não da
forma como você estava falando.
―Confie em mim, você não quer que a mulher toque qualquer coisa abaixo de
sua cintura. Nunca. Por qualquer motivo. Sheila poderia fazer parte do corpo de um
homem murchar e cair. Hipotermia.
―E ela está vindo para cá. Não que eu realmente não queira conhecer a mãe de
Olivia, mas eu percebi que, se tivesse que ser feito, seria em circunstâncias muito
melhores do que estas. ―Merda.
―Alguma noticia de Nash?
―Não, mas ele deve estar...
―Vindo à porta agora. ― diz Nash quando ele empurra a porta do escritório
mais aberta e entra. ―Eu vejo que você tem aprincesa inteira.
Eu cerro os dentes e ignoro seu comentário. Eu pensei que tinha chegado a uma
espécie de acordo para ser civil, mas parece que isso não durou muito tempo. Pergunto-
me, quando foi, exatamente, que o meu irmão se tornou um idiota. ―Você conseguiu
deixar Marissa com seu pai? ela está bem?
―Está. Mas deixe-me dizer-lhe, que vai ser uma bagunça feminina.
―Por quê? O que aconteceu?
―Deixei-a no banco de trás até que eu cheguei à casa do pai dela. Ela não falou
muito durante o percurso. Ela poderia ter desmaiado ou algo assim. Eu não sei, mas
quando eu a soltei e tirei a venda fora e ela me viu, eu acho que a empurrou sobre a
borda, cara. Ela simplesmente começou a chorar e jogou os braços em volta do meu
pescoço. Eu me senti meio mal por ela. Eu acho que uma vez que ela se recuperar de
estar cagando de medo, ela vai amaldiçoar o dia em que te conheceu.
Eu aperto meus dedos em punhos apertados, mas, novamente, eu o ignoro.
―O pai dela estava lá? Ele disse alguma coisa?
―Sim, mas eu não lhe dei a chance de dizer qualquer coisa. Ajudei-a até a porta
e ia levá-la até seu quarto, mas ele desceu os degraus, então eu só àdeixei.
―Nem um deles disse alguma coisa?
―Quando eu estava saindo pela porta, eu o ouvi perguntar a ela o que estava
acontecendo, mas diferente do que, eu não sei. Eu fechei a porta e sai.
―Bem, eu acho que é uma maneira de fazê-lo. Eu deveria ter pensado melhor
antes de esperar qualquer quantidade de tato e sensibilidade de tal idiota.
―Tão divertido como é sentar e esperar por vocês dois para ir para lá, eu preciso
dormir um pouco. ― diz Gavin de pé se alongando, movendo os ombros em um círculo.
―Eu acho que todos nós poderíamos fechar um pouco os olhos.
―Eu não vou dormir no sofá, então eu acho que eu vou emprestar seu carro
novamente para ir para o condomínio. ― diz Nash.
―Isso é bom. Tome seu tempo, sinta-se em casa. Eu realmente prefiro isso.
Qualquer coisa para tira-lo e a sua atitude de meu cabelo. Quando é assim, tenho a
sensação de que o cara é nada além de problemas.
―Obrigado, mano. ― O sarcasmo é inconfundível. Eu não sei o que aconteceu
nas últimas horas para obter seu pau todo fora de forma dobrada, mas algo aconteceu.
―Eu estarei de volta para passar por cima da agenda e trabalho por um tempo
antes de abrir. ― diz Gavin, antes de ele abrir a porta que conduz de volta para o
apartamento.
―Legal. Descanse um pouco, homem. E obrigado novamente. Gavin acena e
eu viro a contragosto para o meu irmão. ―Você também, Nash.
Para minha surpresa, ele não faz quaisquer comentários, ele apenas acena com a
cabeça também.
Pobre coitado provavelmente bipolar ou alguma merda assim. Ele é sombrio
como uma mulher maldita!
Eu os segui para trancar a porta. Assim que ouço o som do motor do BMW
quando Nash vai embora, eu ando de volta para o quarto. Eu fico na porta observando
Olivia. Vê-la relaxada durante o sono, tão calma e tão viva, me sinto começando a
acalmar. Dentro de alguns minutos, eu me torno mais e mais consciente dos efeitos das
últimas 12 horas. Meus músculos doem, uma combinação de tensão e batidas de merda
em um casal de pessoas. Minha cabeça dói, provavelmente pelas inúmeras cabeçadas
no capanga anônimo numero três. E o impacto das duas balas que eu não fui muito
capaz de me esquivar está começando a arder, especialmente o em minhas costelas.
Olivia choraminga em seu sono, causando uma pontada de culpa picando o meu
coração. Ele também me faz sentir algo mais, algo que eu realmente não sei o que fazer
e eu não tenho certeza se é totalmente bem-vindo. É como um lote terrível de fraqueza,
uma fraqueza por ela. E eu não quero que nada nem ninguém possa ser a minha
fraqueza. Fraqueza torna você vulnerável, lhe deixa abertoa dor e perda. Eu tive o
suficiente disso para durar uma vida. Não, eu vou continuar vendo Olivia, mas eu vou
estar mantendo-a em uma distância segura.
Viro-me e vou para o banheiro. Eu regulei o chuveiro para uma temperatura tão
quente quanto eu posso suportar então me despi e entrei. Eu deixei a água
pulverizandocair no meu rosto e no peito, em seguida, muitos minutos depois, volto-me
para deixá-la bater em meus ombros. Passando pela minha cabeça todas as maneiras
que eu posso evitar para ficar muito ligado em Olivia.
Eu mais que senti sua presença do que a ouvi. É como se em um minuto, ela
está na minha cabeça, o seguinte, eu abro os olhos e ela está de pé na minha frente.
Nua. Sonolenta. Sexy.
Eu começo a falar, mas ela coloca seu dedo sobre a minha boca. Ela esfrega
meu lábio inferior quase distraidamente. Eu estico minha língua para tocar a ponta do
dedo dela e sua boca abre um pouquinho. Seus olhos estão nos meus enquanto acaricia
a ponta da minha língua. Quando eu mordo, seus olhos se arregalam. Eu não mordo
forte. Apenas o suficiente para que ela possa sentir isso, espero que ela sinta todo o
caminho até esse ponto doce entre suas pernas. E pelo olhar em seus olhos, eu diria que
é exatamente onde ela sentiu.
Mesmo com o barulho do chuveiro, eu ouço seu suspiro. Eu sei que ela quer ser
a única no controle, mas eu sempre vou ser o único a empurrá-la. E ela sempre vai
amar.
Deixei o dedo ir e ela o arrasta para baixo do meu queixo e garganta, em seguida
para o meu ombro esquerdo. Suas sobrancelhas se unem em uma careta quando ela
traça pelo local onde a primeira bala roçou-me. Ela se inclina perto ea beija sempre tão
docemente.
Ela se ajeita e vejo seus olhos percorrem o meu peito. Quando ela vê onde a
segunda bala me atingiu, ela franze a testa para mim. ―Você foi baleado duas vezes.
Indo me salvar.
Eu dou de ombros.
―Não é como se eu tivesse levado um tiro no coração. - Olivia fecha os olhos
por um segundo. Quando ela abre, eu vejo o terror em si, o medo que as palavras
causaram. Eu me sinto à vontade para remover o medo, para substituí-lo com algo...
mais feliz.
―Você não é culpada. E você não da ao amor um nome ruim.
Eu vejo seu rosto enquanto a compreensão amanhece. Dei uma chance de que
ela saberia a música do Bon Jovi. E ela faz. Durante o fim de semana de maratona de
sexo na casa de seu pai, ela mencionou uma vez, enquanto estávamos deitados na cama
recuperando a nossa respiração, que o seu pai gosta de rock clássico. Disse que ela
cresceu ouvindo e sempre gostou. Só mais uma coisa que eu amo sobre ela.
―Estou feliz que a canção não se aplica a mim. ― Os cantos de sua boca
inclinam. Seu humor já está clareando com a brincadeira fácil.
―Oh, não. Se houver uma canção que se aplica a você, seria ‘Little Red
Corvette’.
―Eu não sou nada assim!
―Você não pensa assim, mas eu penso. Eu vejo isso. Eu vejo o fogo, o lado
atrevido e selvagem que você tenta ignorar, tenta esconder. É a minha missão na vida
fazer você levar essa coisa para dar uma volta.
―Sua missão na vida, é?
―Sim. ― Eu estendo e traço seu lábio inferior sedutor. Enquanto nós ficamos
tranquilos, eu posso ver o peso cair de volta em seus ombros. De repente, ela ainda
parece exausta. ―Aqui. ― eu digo, me movendo atrás dela, onde ela volta para o meu
peito e o spray do chuveiro está em cascata na frente de seu corpo. ―Deixe-me fazer
você se sentir melhor.
Ela não discute.


Capítulo Vinte e Sete

Olivia

Algum tipo de sino me puxa de um estado agradável de descanso alheio.
Quando eu abro meus olhos, eu sou saudada com a visão do corpo nu de Cash saindo da
cama e atravessando para o banheiro para pegar seu jeans do chão e colocá-los. Quando
ele volta através do quarto para ir para a porta, ele me vê olhando para ele. Ele sorri.
―Vê alguma coisa que você gosta?
Eu sorrio de volta e balanço minhas sobrancelhas para ele. Ele desvia de volta
para a cama. Tirando as cobertas, ele se curva para arrastar uma mão na minha coxa,
enquanto ele puxa um dos meus mamilos em sua boca. Eu perco o fôlego, de imediato,
pronta para ele. Ele para quando os dedos estão dolorosamente perto de onde eu mais
queria que ele me tocasse. Ele levanta a cabeça e me dá o sorriso mais perverso, o mais
cheio de promessas.
―Pense sobre isso até eu voltar. ― Ele me um beijo rápido em meus lábios e
corre em direção à porta da garagem.
Estou deitada na cama, sorrindo como uma gata Cheshire quando ouço Ginger.
―Ela está aqui?
―Sim. Gostaria de falar com ela? ― Eu ouço Cash responder.
―É claro. Eu não dirigi todo o caminho até aqui para fazer uma pergunta
simples. A menos que você queira fazer valer meu tempo. ― Eu sorrio e balanço a
cabeça. Eu quase posso ver o sorriso que ela está dando quando aguça as garras de
puma no peito de Cash. Antes de Cash que está, sem dúvida nenhuma sem palavras,
possa responder, ela continua. ―Como ela desapareceu? Ela me assustou!
Eu olho para o relógio. Não é de admirar que ela esteja chateada. É quase sete
horas da noite. Eu devo ter dormido mais tempo do que eu pensava.
Eu puxo as cobertas mais apertadas em torno de mim e me sento apenas quando
Ginger está vindo para o quarto.
―Aí está. - diz ela arremessando os braços. ―Assim como eu suspeitava. Eu
preocupada até a minha bunda e você ai tendo orgasmos múltiplos, com o pênis do deus
grego. Imagino.
―Sinto muito, Ginger. Eu não tive a intenção de lhe preocupar. É aquele
telefone estúpido que eu estava usando. Eu não podia esperar para voltar.
―Essa é uma história provável. Mas o inferno, eu mentiria também, se ele
estivesse esperando por mim aqui. ― Com um sorriso, ela senta na beira da cama, ao
meu lado. ―Não se preocupe. Eu estou muito feliz de ver o seu galinheiro sendo
cuidado por esse galo fabuloso. Ela se inclina e sussurra para mim. ―Ele é um galo
fabuloso, estou certa? Eu não digo nada, simplesmente sorrio. Ela se inclina para trás e
limpa a garganta. ―Eu não esperava nada menos. Deus não estraga com algo como
isso. ― diz ela, apontando com o polegar para Cash que está pairando na porta,
claramente já entediado com a presença de Ginger.
―Não, Ele não estraga em nada sobre isso! Eu tripudio.
―Você é uma vadia atrevida por me provocar dessa maneira. Onde está o
outro? Eles são gêmeos. Ele deve ser tão perfeito. Apenas um pouco menos... unido.
Ginger sorri para mim e eu reviro os olhos, quando eu ouvi a porta se abrir. Eu
vejo Cash ir em direção à garagem e então eu ouço outra voz.
―Espero que não seja um momento ruim. ― diz Nash em seu caminho áspero.
Ele dá um passo para a porta e olha para mim. ―Porra, você teve sorte. Eu amo uma
garota que não se importa com companhia.
Se a picada no meu rosto é qualquer indicação, meu rosto está vermelho cereja
com em sua insinuação. Antes que qualquer um possa responder, Ginger se vira para
mim, os olhos arregalados.
―Doce Mãe do sexo, eles são trigêmeos!
Ginger olha para trás em direção a Nash e meus olhos se encontram com os de
Cash. Eu estou bem, até que ele pisca. Então eu me perco. Todos nós explodimos em
gargalhada.
―O que? ― Ginger pergunta, virando-se para olhar para mim. Ela estreita os
olhos em mim e suspira. ―Você estava escondendo eles de mim de propósito! Você é
impertinente, pequena raposa desobediente! ―Ela faz uma pausa apenas um segundo
antes dela colocar seus braços em volta do meu pescoço. ―Nunca, em todos os meus
sonhos eu lhe veria em um quarteto. Com trigêmeos, muito menos! - Ela se inclina
para trás e sorri para mim. ―Você ganhou oficialmente suas garras. Não é do tipo
puma, claro. Você é muito jovem para isso. Mas você começa com garras honorárias
apenas por ser a única galinha em uma casa cheia de galos. Estou muito orgulhosa, diz
ela em tom melodramático, cobrindo a boca com as mãos. Eu sei que ela está apenas
provocando quando ela pisca para mim sobre as unhas polidas.
―Deus, você é incorrigível.
Ela desce as mãos e mata o drama.
―Eu sei. Mas é por isso que você me ama. Ela se levanta e puxa a barra da sua
saia curta. ―Bem, meninos, eu teria ficado feliz em participar desta pequena festa, mas
estou pensando que já está um pouco cheia. Eu não quero sobrecarregar ninguém com
meu fabuloso desempenho. Talvez da próxima vez. ― Com seu porte típico arrogante,
Ginger faz o seu caminho para sair do quarto, chegando por trás de Nash, ela para e da
um tapa no bumbum dele quando ela passa. Eu vejo que foi a vez dela em dar uma
piscadela atrevida quando ela sai.
―Que diabos foi isso? ― Nash pergunta.
―Você não quer saber. ― responde Cash.
―Ouvi isso. ― a voz de Ginger ecoa de volta para nós. Eu a ouço murmurar
algo mais alguns segundos antes de outra voz soar.
―Olá?
Marissa.
Oh merda!
Eu ouço uma batida de leve, como se ela batesse no batente da porta com os nós
dos dedos. Eu olho para Cash, ele suspira pesadamente com os lábios apertados.
―Droga! ― Eu o ouço murmurar. ―Você não poderia ter ligado para as
pessoas? ― Diz ele, irritado.
―Eu sinto muito. ― eu ouço Marissa dizer. ―Eu estava procurando... ele. Eu
imagino que ela esteja indicando Nash. Ele é o único ‘ele’ no quarto além de Cash.
―Tudo bem. ― diz Cash abruptamente. ―Você o encontrou. Por que vocês
dois não vão ficar sozinhos? Vocês podem ter um pouco de privacidade. Eu o vejo
tentando empurrar Nash para fora para fechar a porta, mas não antes de Marissa ficar no
apartamento tempo suficiente para ver o quarto. Para onde eu ainda estou deitada nua
na cama, coberta apenas em um lençol amarrotado.
Ela olha e eu vejo uma centelha de carranca em sua testa antes dela olhar para
Cash depois para mim. Ela se lança na cama, jogando os braços em volta do meu
pescoço. Estou atordoada, é claro, me perguntando o que está acontecendo enquanto eu
tento me manter coberta. O quarto está muito cheio para meu atual estado de nudez.
―Estou tão feliz por você estar bem, murmura contra o meu pescoço. ― Eu
sinto seu corpo tremer. Leva-me um minuto para perceber que ela está chorando em
silêncio.
―Marissa, o que há de errado? ― Pergunto isso mais por choque do que por
qualquer preocupação real. Minha prima tem sido uma cadela real desde o nascimento
e todo o amor entre nós morreu cerca de seis meses depois.
Ela se inclina para longe e olha para mim com enormes olhos azuis
lacrimejantes. A coisa mais intrigante é que eles parecem ser sinceros.
―Eu estava com tanto medo por você. Eu os ouvi falando em matar você. Nós
duas. Todos nós. ― diz ela, virando-se para olhar para trás, os gêmeos, em pé, parados
na porta. ―Eu nunca estive tão assustada em toda minha vida. E tudo que eu conseguia
pensar era em ter lhe enviado para aquela maldita exposição de arte com aquele vestido
vermelho estúpido.
Estou muda. E completamente desconfiada. Eu sou adulta o suficiente para
admitir isso. Esta mulher, que eu sempre fantasiei em escalpelar, de repente fica
boa?Hum, eu não penso assim.
―Eu sei que você provavelmente acha que eu estou louca. Ou mentindo. Mas
eu lhe juro, Liv, você era tudo que eu conseguia pensar. ― Seu lábio começa a tremer e
seus olhos se enchem de lágrimas. ―Você sempre foi boa para mim, sempre foi uma
pessoa tão doce e eu sempre lhe tratei como um nada. E eu sinto muito. Toda a minha
vida, eu fui cercada por pessoas iguais a mim. Pessoas que provavelmente não
poderiam se importar se eu desaparecesse. E isso inclui o papai. O que eu mais
precisava era estar cercada por pessoas como você. ― Ela faz uma pausa e engole
rígida, com lágrimas escorrendo pelo seu rosto. ―Eu não quero ser mais aquela pessoa,
Liv. Você pode me perdoar?
Santo primo de dano cerebral!Marissa teve um derrame.
Essa é a única explicação plausível. Apenas uma. Pessoas como ela não sofrem
crises de consciência. Pessoas como ela não tem mudanças no coração. Pessoas como
ela não tem coração.
Mas quando olho em seus olhos, estou impressionada novamente com o quão
sincero eles parecem. Ela parece estar genuinamente arrependida, genuinamente
angustiada com isso.
―Não é um grande negócio, Marissa. Não se estresse com isso. Eu acho que
você só precisa voltar para casa e descansar um pouco.
―Não, eu não. Eu não preciso de descanso. Eu preciso saber que você me
perdoa. E então eu preciso falar com ele. ― diz ela, olhando para trás por cima do
ombro para Nash. Eu não acho que ela poupou mesmo um olhar para Cash desde que
ela entrou.
Eu me pergunto o que ela pensa, o que ela sabe.
―Onde está a minha filha?
Meu coração afunda quando eu ouço essa voz. Eu olho para Cash. Mesmo do
outro lado da sala, eu o vejo endurecer.
Minha primeira inclinação é me esconder debaixo das cobertas. Que,
obviamente, não é uma opção. O melhor que posso fazer é me sentar reta e agradável e
agir como uma mulher, uma mulher que tem idade suficiente para tomar suas próprias
decisões.
Mamãe para na porta do quarto e olha para ambos, Cash e Nash. É um olhar
fulminante que faria minhas bolas encolherem. Isso é, se eu tivesse alguma. Eu acho
que eu estou tendo murchando a bola por simpatia. Não é uma boa sensação.
Nash passa ligeiramente para o lado, dando-lhe um amplo espaço para ela entrar
na sala. Cash não se move, mas estende a mão.
―Eu sou Cash Davenport. Você deve ser a mãe de Olivia.
―E por que eu devo ser? Tenho certeza que ela não lhe disse nada sobre mim.
Se tivesse, saberia melhor do que envolver minha filha em um golpe como este.
―É o suficiente para que eu saiba que é sua filha. Ela fala muito bem de você
que deu à luz e ajudou a criar alguém como ela.
―Se você pensa muito bem da minha filha, por que ela está nesta posição?
―Ela está nesta posição porque ela é uma pessoa boa que queria ajudar alguém.
Que queria me ajudar. Ela está aqui porque eu estou tentando mantê-la segura.
―Bem, você fez um ótimo trabalho até agora. ― minha mãe passa,
empurrando-o e fazendo seu caminho para mim. Eu vejo a mandíbula de Cash apertar
antes de o meu queixo estar na palma da minha mãe, meu rosto sendo examinado.
―Você está ferida?
―Não, mãe. Eu estou bem. Cash e Gavin me encontraram e tomaram conta de
tudo.
―Cash, Gavin, Gabe. Onde você encontra estes lixos? Eu pensei que sair de
Salt Springs seria bom para você, mas você só pode ser o tipo de garota que se apaixona
por esse... tipo, não importa onde você viver.
―Mãe, eu não...
―Eu vejo que a mãe de Olivia fez isso. ―Eu espio em volta da minha mãe.
Gavin aparece na porta do quarto também.
Da próxima vez, eu estarei tendo uma festa de toga improvisada para que eu
possa ser a única pessoa adequadamente vestida na sala.
―E você! Você é a única pessoa que iniciou essa confusão em primeiro lugar.
Se você simplesmente a conduzisse para a escola como ela lhe pediu para fazer...
Gavin abaixa a cabeça com isso, principalmente porque ela está certa.
―Você não pode culpá-lo por isso, mãe. Ele pensou que estava fazendo a coisa
certa. Que ele obviamente estava, já que é onde eu fui atacada.
Minha mãe vira seus olhos gelados para mim. ―Honestamente, você não tem
vergonha? Nenhum orgulho? Nenhum senso de auto-estima? Deixando pessoas como
estas lhe dizendo o que fazer, você vai ter problemas? Se prostituir em torno de homens
como estes?
―Isso é o suficiente! ― Cash está atrás dela. ―Ela pode ser sua filha, mas isso
não lhe dá o direito de falar assim com ela.
―Oh, tenho sim. A única pessoa fora de linha aqui é você. Eu suponho que
você é o único que está tendo um caso com ela? Você é o único profanando minha filha
em uma base regular? Não a respeita o suficiente para se casar com ela. Só a usa como
uma prostituta barata.
―Eu não a estou usando. E eu...
Minha mãe com sua mão imperiosamente interrompe Cash.
―Eu não estou interessada em suas desculpas. Estou aqui para levar a minha
filha e tirá-la de sua vida. Vou pedir que você gentilmente fique fora disso. ―Ela se
vira para mim e comanda. ―Agora se vista. Você vai voltar para casa comigo.
―Não, eu não vou. Eu vou ficar aqui. Eu sou uma mulher adulta. Você não
pode continuar me tratando desse jeito.
―Enquanto você continuar agindo assim, eu vou continuar lhe tratando dessa
forma.
―Agindo de que maneira? Então eu cometi alguns erros, tomei algumas
decisões ruins. É assim tão terrível? É assim tão anormal? Você cometeu erros e olha
para você. Você acha que eu ia tomar as mesmas decisões que você tomou, se isso
significa que eu vou acabar fria, miserável e sozinha?
―Eu não sou nenhuma dessas coisas, Olivia.
―Você é, você simplesmente não sabe. Você escolheu o homem perfeito que
lhe deu a casa perfeita e o carro perfeito e a vida perfeita, mas você é miserável. Você
amou papai, mas de alguma forma você meteu em sua cabeça que ele não era bom o
suficiente, que a vida em uma fazenda não era boa o suficiente. Bem, eu não sou você,
mãe. Eu prefiro ter uma vida cheia de amor e felicidade que todo o dinheiro do mundo.
―E isso foi bom para mim, mas se você acha que alguém assim. ― diz ela,
levantando o polegar por cima do ombro apontando para Cash. ―é o homem que pode
lhe dar nada além de dor de cabeça, pense de novo.
―Mãe, ele arriscou a vida para me salvar.
―Ele é o único que a colocou em perigo.
―Não, eu me coloquei em perigo. Eu sabia o risco, mas eu queria ajudar.
―O que poderia ser tão importante para você fazer algo tão tolo, Olivia?
―A vida de alguém, mãe.
―Alguém que você nem conhece. Estou certa?
Faço uma pausa. ―Sim, mas...
―Mas nada. Essa foi mais uma decisão que mostra que você é incapaz de
cuidar de si mesma. É por isso que eu vou fazer isso.
―Eu fiz isso mãe, por amor. Eu fiz isso por Cash. Porque eu o amo. Era
importante para ele, pois era importante para mim. Porque você não pode entender
isso?
―Oh, eu entendo que a multa é justa. Significa simplesmente que você
escolheu outro vagabundo que vai levar você para um mundo de dor e, em seguida,
deixá-la quando você não for mais uma diversão. Ele é inútil.
―Mãe para! ―Eu grito. Ela dá um passo para trás como se eu tivesse
fisicamente a esbofeteado. ―Nem todos os caras que parecem de uma determinada
maneira ou se vestem de uma determinada maneira ou agem de certa maneira são os
mesmos. Você já tentou toda a minha vida me levar para o tipo de cara que você queria
que eu tivesse. Você me fez sentir como se houvesse algo de errado comigo por gostar
de alguém que andava de moto ou dirigisse um carro velho ou tocava em uma banda.
Mas nunca houve nada de errado com eles, mãe. Eles simplesmente não eram para
mim. Eu não iria querer acabar com qualquer um deles. Não agora. Mas você não vê
isso. Você não vê agora e você não verá nunca. Você nunca poderia ser como uma mãe
normal, uma que segura a sua filha quando ela chora e diz a ela que um dia ela vai
encontrar o Sr. Certo, que um dia o amor vai valer a pena. Isso foi um pouco além de
você. Você tinha que fazer o seu melhor, em cada oportunidade possível, para me
convencer de que a única maneira que eu sempre seria feliz seria com um cara como
Lyle, um que é tão focado em seu trabalho e seu dinheiro que ele não tem tempo para o
amor. Mas mamãe, se apaixonar significa arriscar, se machucar, então eu estou bem
com isso. Porque, finalmente, por uma vez, eu encontrei alguém que vale a pena o
risco. Eu não teria perdido dinheiro para o mundo, mãe. Alguma vez lhe ocorreu que
tomou todas as mágoas, todas essas lágrimas, todas essas tentativas fracassadas de ser
capaz de reconhecer algo real quando eu descobri isso? Você não pode simplesmente
ser feliz por mim e nos deixar em paz?
Absoluto silêncio cai sobre o quarto. Minha mãe está me olhando como se eu
tivesse esfolado seu coelho de estimação para usar como um chapéu. Marissa está
franzindo a testa. Nash parece entediado. Gavin está sorrindo. Cash me olha...
enquanto ele está andando em minha direção.
Seus olhos estão presos nos meus quando ele se aproxima. Ele dá um passo em
frente da minha mãe e para. Ele me olha por alguns segundos antes de curvar os lábios
em um sorriso satisfeito. Ele fica mais amplo, quando ele se inclina para mim. Acho
que ele pode rir, mas ele fica sério quando ele chega para embalar meu rosto em suas
mãos.
E então ele me beija. Não apenas um beijo pequeno. Um bom beijo. Um beijo
muito bom. Um beijo que outras pessoas não deveriam estar testemunhando,
especialmente quando eu estou vestindo um lençol e nada mais.
―Eu adoro quando você começa do fogo. ― diz ele depois que ele puxa os
lábios dos meus. Seus olhos são chips espumantes de ônix quando procuram os meus.
Gentilmente, ele esfrega os polegares sobre minhas bochechas e sorri novamente. Ele
brilha no meu rosto como o sol quente, e cura. Lentamente, deliberadamente, ele se
abaixa para pegar minha mão livre e entrelaça seus dedos com os meus, então ele
endireita e se volta para a minha mãe. ―Ela vai ficar aqui, minha senhora. Você é
sempre bem vinda para visitá-la porque você é a mãe dela, mas agora, eu acho que seria
melhor você ir. Eu vou cuidar bem dela. Você tem a minha palavra. Isso pode não
significar muito para você, mas isso significa um inferno de um monte para mim. E o
mesmo acontece com sua filha.
Mamãe olha de Cash para mim e de volta antes dela se virar e encarar todos na
sala com seu olhar orgulhoso e frio. Com um sorriso apertado, ela fala comigo quando
chega à porta.
―Tudo bem. Se é assim que você quer Olivia, vá em frente e arruíne a sua vida.
Só não venha chorar para mim quando tudo desmoronar.
―Eu lhe amo, mamãe, mas eu parei de correr para você anos atrás. Isso nunca
me fez nenhum bem.
Ela acena com a cabeça uma vez, um mergulho arrogante de sua cabeça, antes
dela se virar e caminhar lentamente para fora da sala, deixando nada em seu rastro,
somente um perfume caro, ar frio e alívio.
Ninguém diz nada por alguns minutos, até que Gavin quebra o silêncio tenso.
―Porra, essa mulher é uma cadela poderosa. Eu acho que as minhas bolas
agora caíram.
Todos nós olhamos um para o outro e então explodimos em gargalhadas,
Marissa incluída. Encontro-me a observá-la acima de tudo. Ela não consegue manter
os olhos afastados de Nash. Eu não posso ajudar, mas me pergunto se ela é realmente
uma pessoa mudada, se esta nova Marissa prosperará por muito tempo ou se a bruxa má
vai persegui-la com sua vassoura de tristeza e melancolia. Só o tempo dirá, mas espero
que esta mulher que está aqui fique.
O toque de um telefone celular invade o momento. Está vindo da cômoda de
Cash. Ele solta minha mão para agarrá-lo. Eu o vejo pegar seu telefone celular pessoal,
não um dos descartáveis, e olha para a tela. Sua testa está enrugada quando ele
responde. Eu fico imediatamente desconfortável, quando ele sai do quarto. Ouço a
porta do escritório fechar atrás dele. Meu estômago enrola em um nó apertado de medo.
Por um momento, eu fui capaz de esquecer o perigo em que ainda estamos.

















Capítulo Vinte e Oito


Cash

Quando eu respondi e ouvi as palavras ‘você colocou o anúncio’, eu sabia que
era o segundo anuncio de defesa do pai. Supondo que, é claro, que o primeiro foi para
Nash. É inteiramente possível, no entanto, que este poderia ser ainda mais útil. Eu só
posso esperar que sim.
Depois que eu fecho a porta do escritório atrás de mim, eu respondo. ’Sim, eu
coloquei o anúncio. ’
‘Pegue outro telefone. Vá para a estrada nove hoje. Ligue para este número seis
minutos depois. Eu vou dar mais instruções. ’
A linha cai, deixando-me agravado. Eu poderia ter ao menos gostado de fazer
algumas perguntas. Claro que, quando eu penso sobre isso, provavelmente não é
inteligente dizer muita coisa através do meu telefone pessoal. Infelizmente, isso não faz
nada para acalmar minha irritação.
Minha mente vai direto para o modo de planejamento, em estratégias. A coisa
que mais me foca, no entanto, não é estar me protegendo, é o que fazer com Olivia
enquanto eu estiver fora. A melhor forma de mantê-la segura.
Gavin é um grande cara e ele fez o seu melhor, mas agora eu estou desconfiado
em deixá-la aos cuidados de outra pessoa. Eu penso em minhas únicas opções e
percebo que, além de levá-la comigo, o que me recuso a fazer porque pode ser muito
perigoso, o lugar que ela provavelmente estará mais segura é atrás do bar aqui no Dual.
Na frente de centenas de testemunhas. Nunca sozinha.
Agora falar isto para Olivia sem soar como um idiota insensível é a parte mais
difícil. Quer dizer, como abordá-la?
Sua vida foi transformada completamente de cabeça para baixo por causa de
mim e de minha família, seu apartamento foi destruído, foi sequestrada e drogada, você
teve uma corrida com sua prima cadela fria e sua mãe rainha do gelo, mas você
poderia trabalhar um turno no meu clube esta noite?
Sim, isso não vai acontecer.
No caminho de volta para o quarto, faço o que eu deveria ter feito quando a
campainha tocou primeiro.
―Todos direto para fora! Eu preciso falar com Olivia e vocês precisam dar-lhe
um pouco de privacidade para se vestir.
Ninguém discute é claro. Na verdade, Gavin parece um pouco envergonhado
por ele ter sido tão rude. Foi realmente impensado mantê-la nesta posição. Deixar
Olivia ser tão legal, tão composta, embora cercada por pessoas e tendo conversas
difíceis, tudo isso enquanto ela está envolta em roupas de cama. Debaixo de toda essa
beleza exuberante, ela tem uma espinha dorsal de aço. Espero que, depois de hoje, ela
se de conta disso.
―Obrigado por isso. ― diz ela, quando Gavin fecha a porta atrás do trio e sai.
―Eu sinto muito por não fazê-lo mais cedo.
―Bem, não é como se houvesse tempo. Era como um circo aqui! Tudo o que
faltava era uma mulher barbada e um engolidor de espadas, embora Ginger possa ser
capaz de engolir algo quase tão grande.
Ela ri e o som me faz querer abraçá-la. Eu não sei por que, realmente, mas faz.
―Bem, como o líder do anel do circo mais recente em torno de sua vida, peço
desculpas a você.
Um olhar suave cai sobre as feições de Olivia. Seus olhos verdes estão
perfurando, como uma dor doce, quando eles me observam. Seu olhar nunca deixando
o meu, ela permite que o lençol caia descobrindo seus seios e ela desliza para fora da
borda da cama, caminhando lentamente em direção a mim, nua como no dia em que ela
nasceu. Apenas mil vezes mais bonita.
Ela para quando as pontas de seus mamilos estão roçando meu peito. ―Você
não falhou. Você deu tanta vida para a minha existência. Nunca se desculpe por isso.
―Mas eu...
―Shhh, diz ela, colocando um dedo sobre minha boca. Ela gosta muito de fazer
isso. ―Não faça isso. Por favor.
Concordo com a cabeça e trabalho para controlar a reação do meu corpo
próximo do dela. Eu preciso aprender a tolerar estar ao seu redor, aprender a pensar em
outras coisas além de rasgar suas roupas com os meus dentes e afundá-la em uma cama
suave, coberta de pétalas de rosa.
Eu limpo minha garganta e foco a razão a que eu vim falar com ela para
começar.
―A chamada que recebi há poucos minutos...
Sua expressão fica séria, preocupada.
―É. O que foi aquilo?
―É sobre o segundo anúncio que eu coloquei. Eu preciso encontrar com ele
esta noite. Mas a coisa é que eu não me sinto confortável deixando você. Ao todo,
realmente, mas eu sei que não é uma boa idéia levá-la comigo, então eu não tenho muita
escolha.
―Não se preocupe comigo, diz ela docemente. ―Eu vou ficar bem.
―É claro que eu me preocupo com você. Mas eu acho que eu descobri uma
forma de garantir a sua segurança. Se você concordar com isso.
―O que é?
Ela parece suspeitar, que acho que é engraçado.
―Isso não envolve você estar trancada em um quarto em qualquer lugar, se é
isso que você está pensando. O olhar em seu rosto me diz que é exatamente o que ela
estava pensando. ―Na verdade, isso é algo que você fez antes.
―O que é...? ― ela pergunta, quando eu não termino.
―Que tal trabalhar um turno esta noite? Eu acho que por trás de um bar com
centenas de pessoas olhando você é apenas o lugar mais seguro que eu poderia mantê-
la.
―Isso é bom. Por que você só não disse? Você me deixou preocupada.
―Porque eu não quero que você pense que eu sou um idiota insensível. Você
teve um dia ruim. Um dia realmente de merda e...
―Nem todo tem sido uma merda. ― diz ela, olhando-me de debaixo de seus
cílios espessos. Leva-me de volta a ter que trabalhar para pensar em outras coisas do
que ela me montando como um garanhão de prêmio.
―Bem, muito ruim. Vamos colocar dessa maneira. De qualquer forma, pedir
para você trabalhar soa como algo que um bastardo egoísta faria e eu não quero que
você pense...
―Você não é um bastardo egoísta. Você não ouviu uma palavra do que eu disse
para a minha mãe?
―Sim, mas...
―Nada de, mas. Cash, eu te amo.
Como o imbecil que eu sou, que eu culpo exclusivamente por minha posse de
testículos, eu congelo. Eu não digo nada. Eu não digo a ela todas as coisas que eu
estou sentindo. Eu não digo todas as coisas que precisam ser ditas. Eu só olho para ela.
Como um idiota.
Eu posso ver a decepção em seu rosto e isso me mata por assistir a sua luta com
isso. Mas ela faz. Ela sai para o outro lado, sorrindo e balançando, apesar de seu
coração estar provavelmente vazio.
―Além disso, eu acho que o trabalho vai ser bom para mim. Manterá minha
mente ocupada.
―Você tem certeza?
―Eu tenho certeza. ―diz ela agradavelmente, mágoa escorrendo pelo exterior
agradável de sua expressão. ―Eu vou tomar um banho. Um de verdade desta vez, ela
brinca, tentando projetar sua leveza. Ela estende-se na ponta dos pés e roça os lábios
nos meus. ―Agradeça por Gavin trazer a minha bolsa.
―Será que ele trouxe suas coisas?
―Ele deve ter trazido. Eu notei isso no canto um minuto atrás.
―Hmmm. Ok, eu vou dizer a ele.
―Obrigada. ― diz ela com um sorriso antes de ela se mover em torno de mim e
ir para o banheiro. Enquanto isso, eu estou de pé no mesmo local, observando-a ir, me
sentindo como uma pilha fumegante de porcaria.

********

―Você não vai sem mim. ―Nash fala com firmeza.
―Ou eu, Gavin rebate.
―O inferno que eu não vou! Alguém tem que ficar aqui e manter um olho em
Olivia. E não pode ser eu.
―Então, vai ter que ser Gavin, porque eu não vou ficar aqui para ser interrogado
por algumas mulheres Johnny Cochran. Eu não vou responder as perguntas de Marissa
que você deveria estar respondendo. ―Nash fala.
Não foi fácil convencer Marissa em voltar para o clube em um momento
posterior. Eu prometi que ela poderia falar com Nash toda a noite se quisesse, mas que
agora não era apenas um bom momento. Ela foi, ainda que a contragosto. Eu não tenho
nenhuma dúvida de que ela estará de volta no instante que o clube abrir. Obviamente
Nash pensa a mesma coisa. Parece que ele ainda é um cara muito perspicaz. Tendo
apenas a conhecido, ele era capaz de dizer que Marissa era tenaz como um pit bull. Isso
é provavelmente uma das razões pelas quais ela é uma boa advogada.
Por alguns segundos, eu considero deixá-lo vir. Com exceção de um par de
desastrosos piores cenários (como esse cara misterioso colocando uma bala em nossas
cabeças), é provavelmente uma boa ideia ele vir, não importa como eu cortá-lo. Ter
alguma retaguarda nunca é uma coisa ruim.
―Tudo bem. Nash e eu iremos. Gavin, você fica aqui e atento em Olivia. ―
Posso dizer que ele não gosta, mas ele vai fazer isso. Ele acena com a cabeça
bruscamente. ―Cara, você sabe que eu não confio em mais ninguém para protegê-la. E
sabendo o que você já fez por ela...
Isso o suaviza um pouco. Todos nós homens temos os nossos egos, depois de
tudo. ―Eu sei, cara. Eu vou mantê-la segura.
―Espero que você faça um trabalho melhor do que o passado, Nash injeta
disfarçadamente. Gavin lhe dá um sorriso, mas é um sorriso frio. Nash não o conhece
suficientemente bem para saber que ele está pisando em terreno perigoso. Gavin pode
dar a uma pessoa o mesmo sorriso direito quando ele coloca uma arma na sua cabeça.
Meu pai costumava falar sobre o seu comportamento. Frio como o gelo’, ele diria sobre
Gavin. Mas em todos os outros, eu acho que ele é um cara legal. Ele é apenas um cara
legal que irá matá-lo se você cruzar o caminho dele ou de seus amigos e familiares. Isto
é tudo.
―Meu conselho. ―Nash, eu digo, olhando-o seriamente. Ele levanta as
sobrancelhas em questão. ―Não o irrite. Você realmente não quer fazer isso.
Ele acena casualmente quando ele olha de lado para Gavin ainda sorrindo.
―Tudo bem, então esse é o plano. Nash e eu vamos para o encontro, você fica
aqui com Olivia. Eu vou voltar assim que eu puder.
―Eu tenho tudo sob controle.

********

Nash e eu decidimos dirigir separadamente, apenas no caso. É impossível
prever tudo, mas eu não posso ajudar, somente ser um pouco suspeito de... bem, todo
mundo realmente. Eu estou tentando ser realista sobre a probabilidade de a pessoa que
eu estou a ponto de encontrar ser um criminoso. E os criminosos são muito
imprevisíveis. E se este decide puxar alguma coisa, ter um segundo meio de escape é
sábio.
Antes de sairmos, eu digitei o número do cara que ligou em um dos telefones
descartáveis que havia comprado. Eu estou no carro para que eu possa ouvi-lo
claramente. Nash está seguindo na minha moto.
Quando nós estamos na estrada por alguns minutos, eu disco o número.
Ele responde ao primeiro toque.
―Encontre-me no pátio da Companhia de Navegação Ronin em 20 minutos. Ele
desliga. Novamente.
Porra, isso irrita a merda fora de mim.
Eu cerro os dentes e engulo, no entanto. Eu não tenho muita escolha. Eu tento
manter um olho na estrada enquanto eu insiro as informações no GPS. Ele
redireciona-me de volta para o clube e para além, assim eu tenho que encontrar o
primeiro lugar para eu poder fazer uma inversão de marcha. Nash está colado em meus
calcanhares.
Pouco menos de 20 minutos mais tarde, eu estou puxando até o portão de
entrada do que parece ser um enorme cemitério de barcos comerciais. Eu posso ver
suas formas enormes como fantasmas negros no nevoeiro.
Eu fico olhando para o muro e o portão fechado de alto perímetro, perguntando
como no inferno é suposto entrar. Antes que eu possa sair para falar com Nash, no
entanto, o portão faz um click antes de ele deslizar lentamente para a esquerda.
Eu rolo minha janela para baixo. Em estado de alerta, os sentidos estendendo a
mão para tudo, desde o som ao movimento, eu enfio o carro no estacionamento lotado.
O nevoeiro só contribui para o sentimento sinistro do encontro. Meus faróis cortam por
ele, mas ainda só me dão visibilidade para alguns metros à minha frente. Adicione a
isso à sensação claustrofóbica criada pelos navios que pesam sobre cada lado de mim e
é absolutamente assustador.
Eu pisei nos freios quando minhas luzes brilham em uma pessoa de pé no meio
da estrada. Ele se encaixa perfeitamente com o cenário global da noite. Ele está usando
uma velha capa de chuva preta e um chapéu de cais, também em preto desvanecido.
Tudo o que ele não tem é um gancho em uma mão. Ou um exército de mortos. De
qualquer forma...
Eu paro e espero para ver o que ele vai fazer. Ele acena uma mão, o que,
felizmente, é uma mão e não um pedaço brilhante de metal curvado, e os movimenta
para frente. Eu o sigo. Atrás de mim, eu vejo o único farol da moto. Nash está
seguindo de perto.
Inteligente.
A figura encapuzada nos leva a uma pequena estrutura de barraco. Talvez um
lugar onde alguém fosse se sentar e se comunicar com os operadores de guindastes ou
algo parecido. O cara se vira para mim e ondeia a mão para eu entrar. Eu coloquei o
carro no parque e desliguei o motor. Eu saio de trás do volante, meus músculos estão
agrupados e prontos para chutar alguns traseiros se for necessário.
Nash vem até minha esquerda. Eu olho para ele. Ele parece sério e mortal. Se
eu não o conhecesse, eu poderia pensar que ele é intimidante. Bem, não, eu não faria.
É preciso muito para me intimidar. Mas eu posso ver que outras pessoas possam achá-
lo desconcertante. Isso me faz pensar no que aconteceu com ele que o deixou assim.
Ele está tão diferente do garoto que eu conhecia.
Eu acho que nós dois estamos.
Nós nos aproximamos da porta do barraco. O cara entra dentro e senta-se na
cadeira atrás de um console coberto de botões e alavancas. Ele tira seu chapéu e olha
diretamente para Nash.
Eu o reconheço instantaneamente, corado, rosto inchado, cabelo castanho
espesso e liso olhos azuis. Eu o vi hoje cedo.
Como o ataque de uma cobra, Nash tem uma arma no rosto do cara. E eu não o
culpo um pouco por colocá-la lá. Mas eu tenho que saber o que diabos está
acontecendo antes de eu deixar Nash colocar uma bala no crânio deste homem. Eu
tenho de saber por que meu pai iria trazer Duffy como alguém para ajudar.
Eu ouço o clique suave da segurança e percebo que Nash está perto de atirar.
―Nash, não! Precisamos conversar com ele primeiro.
―Nós não precisamos de nada desse cara, somente o sangue. Montes e montes
de sangue. ―Sua voz está estranhamente calma.
―Precisamos saber o que ele tem, que papai acha que precisamos e que
podemos usar.
Pela primeira vez, Duffy, que não parece nem um pouco incomodado com a
arma em seu rosto, fala.
―Eu era amigo de seu pai. Seu sotaque russo é tão leve, é quase imperceptível.
Mas, ainda assim, eu posso dizer que ele está lá. Ele deve estar nos Estados Unidos por
um bom tempo agora.
―Então você deve morrer por ser um traidor, assim como um assassino.
―Talvez por ser um assassino, mas nunca por ser um traidor. Eu era amigo de
ambos os seus pais. Um amigo leal. Eu sabia o quanto Greg queria sair. E não por
causa dele. Por vocês. E Lizzie.
Ouvindo-o falar o nome da minha mãe mostram os dentes na borda. É como
ouvir o próprio diabo sussurrar.
―Bem, você certamente provou, com o barco equipado com explosivos e, em
seguida, puxando o gatilho, não é?
―Você não deveria estar lá com os suprimentos mais cedo. Eu não tinha como
saber que ela estaria no barco.
―Talvez você não devesse ter explodido para começar. Eu acho que é algo
mais de acordo com o que um amigo faria, Nash rosna.
―Seu pai sabia que eu tinha que fazer isso, para manter as aparências. Ele sabia
que eu seria suspeito por todos os livros desaparecerem.
―Os livros? Foi você que pegou os livros?
Duffy balança a cabeça e me sinto um pouco mal do estômago. Quanto mais eu
descubro sobre minha família, sobre meu pai e suas relações, mais eu quero sair de tudo
isso, longe de tudo. Longe dele. E, provavelmente, Nash, também.
―Pergunte a si mesmo se o seu pai realmente não confia em mim, ele teria me
chamado, entre todas as pessoas, para ajudá-lo?
Ele tem um bom ponto, mas eu ainda não confio em uma palavra do que ele diz.
Para ser honesto, eu estou tendo um momento difícil em envolver minha cabeça em
torno de toda essa merda. Há muito poucas pessoas para confiar e demasiado
criminosos. Há muito poucas respostas e mentiras demais. Longe, longe, longe demais
de mentiras.
―Honestamente, eu realmente não sei. A única pessoa que eu confio agora está
comigo. Então eu acho que é o melhor que você tem a fazer é nos dizer como você
pode ajudar e dar o fora daqui. Porque eu posso lhe garantir, na próxima vez que
qualquer um de nós vê-lo, nós vamos ver seu cérebro também. Por todo o chão.
Duffy concorda.
―Tudo bem. Sua maneira dócil, na verdade, parece com as ações de alguém que
teve que conviver com a culpa por um monte de anos. Assim como o Nash irracional, o
comportamento despreparado parece que as ações de alguém que teve que conviver com
criminosos por um monte de anos. Criminosos e um insaciável desejo de vingança.
―Bem, então por que você está aqui?
―Eu irei chantagear Anatoli, a mão direita do Slava, para obter os livros de
volta. Ele é o único Slava em que realmente confiam.
―E você acha que o que você tem sobre ele é o suficiente para levá-lo a fazer
isso?
―Sim, eu acho. É o suficiente para me matar também. Mas eu devo a seu pai.
Ele poderia ter apontado o dedo para mim,o culpado, poderia ter dito a eles que eu fui o
único que pegou os livros, mas não o fez. E, para recompensá-lo, eu mato sua esposa.
Devo-lhe isso, aproveitarei esta oportunidade.
―Eu diria que você deve, seu bastardo miserável. ―Nash cospe.
―Mas uma vez que eu lhe dar os livros, você tem que estar preparado para se
mover rapidamente. Eu posso lhe dar uma pequena ajuda com isso, lhe fornecendo
algumas listas importantes que irão ajudar a amarrar o seu caso junto, mas o resto é com
você. Se você explodir essa chance, não há nada que eu possa fazer para ajudá-lo,
somente participar do seu funeral.
―Você tem que saber que não há chance, como uma bola de neve no inferno, de
que aceitaríamos sua palavra, certo?
Duffy acena uma vez.
―Vá ver seu pai. Basta ter cuidado com o que você diz. Eles têm pessoas em
todos os lugares. Como você foi descoberto.
Ele está certo. Eu sei. A maneira mais difícil.
―E depois?
―Então eu vou entrar em contato quando eu tiver os livros e as listas. Depois
disso, você nunca mais vai ouvir falar de mim de novo.
―Eu só posso esperar que isso signifique o que eu acho que significa, zomba
Nash.
―Isso significa que eu vou dar um jeito de desaparecer de um jeito ou outro.
Este país não estará seguro para mim. Minha família...
―Oh vou chorar um rio. Por causa de você, esta é toda a família que me resta,
Nash grita com raiva.
―Então nós vamos ser o mesmo. Eu não devo nada a sua família mais.
―Você sempre...
―Nash. ― eu digo cortando-o. Não tem sentido fazer ameaças até falar com
papai. Se nós podemos usar esse cara e ele mantiver Olivia segura, eu tenho que deixar
em aberto a possibilidade, não importa o quão desagradável ela é. Ela vale a pena.
―Nós precisamos falar com o papai.
Eu olho para ele, esperando que ele veja o que eu quero dizer com o meu olhar.
Quando ele respira fundo e cerra os dentes, eu vejo que ele faz. Ele sabe que é assim
que tem que ser, se ele vai se vingar.
―E você deve saber que eu não sabia que era sua namorada que me enviaram
depois. Eu sabia que estava pegando uma garota chamada Olivia Townsend e que seria
usada para obter alguns livros antes de ser... eliminada. Eu não sabia que era você, até
que eu o vi no armazém.
Agora eu posso simpatizar com Nash um pouco mais. Eu vejo vermelho. Ou
preto talvez. Tudo o que posso pensar é que esse cara tinha vindo para pegar Olivia. O
fato de que ele não era a pessoa que a levou, que ao invés ele levou Marissa, não faz
diferença. O fato da questão é que ele pretendia sequestrar e matar Olivia em seguida.
―Calma, irmão? Espere até falar com o papai, irmão? ― Há sarcasmo
presunçoso na voz de Nash. Eu deveria saber que ele iria gostar disso. Mas no
momento, eu não me importava nada. Eu estou lutando com cada grama de auto-
controle que eu possuo para não bater nesse homem até a morte com os meus punhos,
para ver o seu sangue pulverizando por todo o rosto e escorrendo em sua camisa como
litros e litros e batendo nele, não parando até eu me sentir melhor, até que eu não o
retrate mais segurando uma arma apontada para a cabeça de Olivia.
Viro-me e saio do barraco. Eu preciso de ar. Montes de ar e muito espaço.
Estando tão perto do homem que não só matou minha mãe, mas que estava pensando
em fazer a mesma coisa com Olivia é muito pouco para eu suportar, sem rasgar a
garganta de alguém. Eu sou inteligente o suficiente para saber quando meu controle
está escorregando, no entanto. Então, ficar fora é minha única opção. Vou deixar Nash
me seguir quando ele terminar. E, neste ponto, se ele matar o cara depois que eu sair,
então que assim seja. Nós vamos encontrar outra maneira.
Espero.













Capítulo Vinte e Nove


Olivia

Eu aposto que eu olhei para a porta do escritório dez mil vezes, na esperança de
cada vez ver o rosto de Cash lá. Estou em alfinetes e agulhas. É como uma faca afiada
no estômago cada vez que penso nele não retornando a minha confissão de amor. Mas,
eu o amo. Eu sou apaixonada por ele. Eu não posso imaginar viver o resto da minha
vida sabendo que ele morreu para me salvar. Se eu nunca chegar a ficar com ele, nunca
chegar a viver meus sonhos com ele, nunca ser todo o seu coração, isso nunca iria
mudar o fato de que eu o amo mais do que eu já amei alguém ou alguma coisa. E só o
pensamento dele deixar esta terra, esta vida, por minha causa é insuportável. Mesmo se
eu não puder tê-lo, bastar saber que ele está vivo... saudável... seguro... seria suficiente.
Só de saber que ele está lá fora em algum lugar...
Pela milésima vez, eu sinto a queimadura de lágrimas nas costas dos meus olhos.
Por favor, Deus, por favor, Deus, por favor, Deus.
Esse mantra passa por minha cabeça quase continuamente. Eu não sei como no
mundo eu fiz uma única bebida esta noite. Eu devo ter um piloto automático
incrivelmente bonito. Enquanto ele não está me vestindo, o que é.
Uma vez mais, eu olho para a porta. Quando meus olhos estão se afastando,
repleto de decepção, eles passam por Marco. Ele sorri. Não é um sorriso de paquera ou
um sorriso particularmente feliz. É mais um sorriso de simpatia. Eu me pergunto o que
ele está pensando, o que ele sabe.
Eu não sei por que eu ainda me importo. Se as coisas não funcionarem com
Cash eu não vou trabalhar aqui por mais tempo de qualquer maneira, então qual é o
problema?
Você é uma idiota. Esse é o grande problema.
Verdade. Muito verdadeira.
Eu vejo as luzes da casa enfraquecendo. É assim que eu sei uma música lenta
está chegando à rotação. Isso é exatamente o que eu preciso agora, uma canção de amor
sentimental para acabar rasgando meu coração.
Eu reconheço a música Kick-Saigon após os primeiros compassos. Meu pai me
ensinou bem.
Como eu suspeitava, ela se sente como uma faca no peito. A preocupação com
Cash junto com as letras é suficiente para tirar o fôlego. Literalmente. Por alguns
segundos, eu sinto que não posso respirar.
Mas então, de repente, eu posso.
Lá, de pé na porta do escritório, está Cash. Seus olhos travam com os meus e eu
os senti, realmente senti por todo o meu corpo. É como estar nua no meio da noite,
durante uma chuva de verão. Ele está em toda parte. Ele está na minha pele, sob a
minha pele, em meu coração, em minha alma.
Eu sinto que eu poderia estourar com o desejo de ir até ele. É preciso cada
grama de minha força de vontade para permanecer no posto, disciplinar minha
expressão. Para fingir. Mas eu faço isso. De alguma forma, eu faço isso.
Até que ele começa a vir para mim.
E então eu paro. Paro tudo. Paro de me mover, paro de respirar, paro de pensar.
Tudo o que posso fazer é olhar como as pernas longas de Cash comem a distância entre
nós. Sem uma única palavra, ele dá de ombros com as pessoas em seu caminho através
da multidão. Quando ele chega até mim, ele avança para o bar, atravessa-o e oferece-
me a sua mão.
Seus olhos ainda estão nos meus e o resto do mundo desapareceu. De repente,
não importa quem está assistindo. Nada importa somente Cash. Nunca mais. E jamais
novamente.
Eu deslizo meus dedos nos seus e ele puxa minha mão. Eu passo pelo trilho e
coloco um joelho no bar. Cash libera minha mão, chega para frente e me arrasta fora da
bancada lisa e em seus braços.
Eu posso sentir sua respiração, vindo quente e rápida, abanando minhas
bochechas. Eu posso sentir a sua necessidade, selvagem e faminta, queimando minha
alma. E, por apenas um segundo, eu acho que eu posso sentir seu amor, também. Ele
me queima, mas de uma forma completamente diferente. Como uma marca que diz que
eu vou ser sempre dele e ele sempre vai ser meu.
E então ele cai com a cabeça e os seus lábios cobrem os meus. Vagamente, eu
ouço gritos e gritos e palmas batendo, mas eu não me importo. Eu não me importo com
quem veja ou quem saiba ou como eles se sentem sobre isso. Eu me importo com o
homem me carregando. Sempre me carregando.
Quando Cash levanta a cabeça, sua boca está curvada em um sorriso travesso.
―Eu já lhe disse que te amo? ― Pergunta ele.
Meu coração faz um salto mortal triplo direto dentro do meu peito, eu sinto que
se reflete no meu sorriso radiante.
―Não. Eu tenho certeza que eu teria me lembrado disso.
Cash começa a caminhar em direção às escadas laterais, aquelas que levam para
a sala VIP, onde eu o conheci. Eu não me importo onde ele me leva, apenas contanto
que ele não me deixe ir.
Nunca.
―Bem, é sua própria culpa. Toda vez que eu tinha uma grande oportunidade de
lhe dizer, você me batia com um soco. E você sabe tão bem quanto eu que eu não sou o
tipo de cara que deixa alguém roubar seu trovão. Eu gosto do meu trovão grande. E
alto.
―Oh, eu sei que você gosta, eu brinco. ―E, desta vez, eu digo, inclinando a
cabeça para trás em direção a multidão. ―você tem isso. Em espadas.
―O engraçado é que, a única coisa que eu quero é você. Só você. Se
dependesse de mim, eu ia fazer o mundo desaparecer e seriamos apenas nós. Só você e
eu.
―Eu queria que você fosse um mágico.
―Bem, eu não sou mágico, mas eu tenho alguns truques na minha manga. ―
diz ele com uma piscadela.
―Tem?
―Eu tenho. Quer ver?
―É claro.
Descendo as escadas dois degraus de cada vez, Cash se curva para que eu possa
abrir a porta da sala VIP tempo suficiente para ele escorregar dentro. Ele fecha
automaticamente a aporta atrás de nós.
Ele me leva para o centro da sala e me coloca de pé. Olhando para o interior
lembrando o dia que minha vida mudaria para sempre. Ela não parece fisicamente
diferente, o tapete preto, paredes pretas, luzes loucas, uma parede inteira com dois
espelhos bidirecionais que se parecem com janelas, e do bar que fica em frente a elas,
mas a sensação é como noite e dia.
Como se alguém tossisse, Marco sabia que estávamos vindo para cá, as
manivelas de música mudam e uma música chamada Lick it Up toca. Eu ando para as
janelas e olho para baixo no bar. Marco está sorrindo para mim. Ele saúda como se
pudesse me ver e eu dou risada.
―Eu me lembro de alguns negócios inacabados aqui. Será que qualquer um
toca um sino?
―Ora, eu não posso imaginar o que você poderia estar se referindo. ― eu digo
com os olhos arregalados e meu sotaque mais inocente do sul.
―Eu acho que eu estou vestindo muitas roupas. E eu acho que você precisa
tomar cuidado com isso. Agora. Começando com esta camisa traquina.
Cash estende seus braços, assim como ele fez a primeira noite que eu o conheci.
Eu ando devagar em direção a ele e chego ao redor de sua cintura, puxando sua camisa,
assim como eu fiz a primeira noite que eu o conheci. Meus seios roçam seu peito e seus
olhos no meu corpo em chamas, exatamente como eles fizeram a primeira noite que eu
o conheci.
Puxo a camisa sobre a cabeça e a atiro de lado.
―Agora o jeans. ―ele ordena. Uma sobrancelha atirada para cima e ele
acrescenta. ―De joelhos.
Obediente, eu caio de joelhos na frente dele. Meus olhos nos seus, eu alcanço e
desabotôo a calça jeans. Eu posso sentir sua dureza impressionante lutando contra as
costuras quando meu pulso roça seu zíper. Eu começo a baixá-lo, mas ele me para com
suas palavras. ―Com os dentes.
Um pouco de emoção corre com excitação através de mim, mas eu cumpro.
Chego ao redor dele, planto minhas duas mãos em seu bumbum redondo e eu me
inclino para acariciar seus jeans até que eu possa chegar e puxar o minúsculo dourado
em seu zíper. Eu uso a minha língua para pegá-lo e agarrá-lo entre meus dentes, e eu
vejo Cash recuperar o fôlego. Eu sorrio quando eu puxo o zíper abrindo, libertando-o.
Entrando no seu joguinho de tortura, eu aperto seu bumbum e o puxo mais perto
da minha boca enquanto eu corro minha língua a partir da base de seu eixo da espessura
todo o caminho até a ponta. Eu ouço-o gemer quando eu fecho meus lábios em torno da
cabeça. Seus dedos mergulham no meu cabelo e apertam, segurando-me com ele por
apenas um segundo.
―Puxe para baixo. ― ele diz sua voz rouca. Estou satisfeita com o seu nível de
excitação. Dois podem jogar este jogo.
Eu não diria a ele o prazer que é correr minhas mãos dentro de sua cintura, por
deixar minhas mãos deslizam sobre suas nádegas perfeitamente lisas, arredondadas, por
deixar as costas dos dedos baixar em suas coxas poderosas. Eu não digo como ele é
impecável, que eu nunca tinha conhecido um homem mais impecavelmente construído.
Quando eu chego até os tornozelos, ele tira os sapatos e sai do seu jeans. Eu
subo lentamente para uma posição, deixando meus olhos e minha trilha de dedos sobre
cada centímetro duro dele.
Ele se inclina para frente, para me beijar, mas eu recuo rapidamente para longe,
fazendo o meu melhor para escorar no bar.
Se ele quer jogar, vamos jogar.
Eu empurro os sapatos dos meus pés e giro para me inclinar para trás contra o
bar antes de içar-me para ele. Meus olhos nunca deixando os dele, eu estou com meus
pés, me elevando sobre ele enquanto eu movo meus quadris ao ritmo do baixo pesado.
Eu sei pelo olhar em seu rosto que ele quer estar dentro de mim. Agora. Neste minuto.
E muito duro. Mas eu não vou deixar. Ainda não.
Se ele quer uma stripper, eu vou dar-lhe uma stripper.
Lentamente, cruzo os braços sobre o peito, enrolando meus dedos na barra da
minha blusa e eu a arrasto, centímetro por centímetro, pelo meu corpo e a deslizo
suavemente sobre a minha cabeça. Eu balancei meu cabelo solto do pescoço e joguei a
minúscula blusa em Cash. Ele a agarra e, com um sorriso malicioso, ela traz para o seu
rosto e inala.
Deixando o prazer que sinto em minha alma escorrer para fora, eu sorrio para
Cash enquanto eu desabotoo e abro o meu jeans, mexendo os quadris enquanto eu o
empurro para baixo das minhas pernas. Eu vejo seus olhos viajar com ele. Eu os sinto
como um urgente toque aquecido.
Eu saio do material e, com um movimento do meu pé, o chuto em Cash também.
Ele o pega e, assim como ele fez com a minha blusa, ele leva para o seu rosto e inala.
Seus olhos brilham em mim mais alto.
Eu deslizo primeiro uma alça do sutiã, em seguida a outra para baixo em meus
braços, revelando a maior parte dos topos dos meus seios, mas não os mamilos.
Timidamente, eu viro as costas para ele, olhando para ele por cima do meu ombro
enquanto eu deslizo a banda rendada e a retiro. Ele sorri e levanta uma sobrancelha
para mim. Eu pisco e atiro o meu sutiã nele.
Mais uma vez, ele leva o pano e enterra seu rosto nele, respirando
profundamente. Ele fecha os olhos como ele faz antes, como se ele estivesse respirando
uma parte de mim, uma parte de minha alma.
Espero ele abrir os olhos antes de eu deslizar as mãos pelo meu quadril sob a
banda da minha calcinha. Eu quase posso provar sua antecipação. Está espessa no ar.
Então, eu paro. Eu sorrio. Seus olhos estão perfeitos nos meus e seus dentes brancos
perfeitos estão mordendo o lábio inferior perfeito. Ele acena com a cabeça uma vez e
eu o vejo chegar para baixo a palma de sua mão em sua ereção, deslizando seus dedos
lentamente para cima e para baixo do comprimento.
Eu sinto uma dor no baixo do meu estômago que garante que sou muito mais
uma vítima deste jogo como ele é. Mas eu não posso parar agora.
Eu facilmente deslizo minha calcinha para baixo apenas uma fração. Os olhos
Cash caem em minha bunda e eu o vejo tomar um fôlego e segurá-lo. Balanço sempre
tão ligeiramente para o lado e, tão lentamente quanto eu posso para o outro, eu arrasto o
material pelas minhas pernas, dobrando fortemente na cintura. Eu ouço Cash fazer um
barulho que me diz que ele está curtindo muito o que eu estou fazendo, e o que ele está
vendo. Eu deixei minhas mãos trilharem até minhas pernas e nos meus quadris
enquanto eu me endireito.
Ele fala tão baixinho, tão bruscamente, que eu quase não o ouço quando ele diz.
―Não se mova.
Ele caminha em minha direção, parando em meus pés e olhando para o meu lado
de volta inteirinho. Seu olhar é escaldante. Ou é apenas a minha mente?
Ele se inclina e eu acho que ele vai me tocar, mas ele não faz. Ele se estende por
todo o bar e pega uma garrafa de Jack da prateleira.
Estou olhando para ele de cima, cada nervo do meu corpo vivo e esperando ele
me tocar. Mas ele ainda não toca. Em vez disso, seus olhos presos nos meus, ele
desenrosca a garrafa de Jack e derrama um tiro.
―Vire-se. ―ele ordena.
Com um formigamento de emoção, eu faço o que ele pede, parando e cruzando
os braços sobre o peito conscientemente. Eu estou com orgulho ante ele, muito ansiosa
para o que vem pela frente para me sentir excessivamente insegura.
―De joelhos.
Eu fico de joelhos no bar em frente a ele. Seus olhos escuros encaram tudo
impertinente, sexy, sujo e quente um tabu que eu posso pensar, eu sinto o calor deles
todo o caminho para o meu núcleo. Eu estou tão pronta para ele, sinto dor do pescoço
para baixo.
―Abra suas pernas.
Afasto meus joelhos, novamente eu faço o que ele pede. Eu vejo seus olhos
sobre meus seios, pelo meu estômago e param entre as minhas pernas. Eu juro que
posso realmente sentir-lo ali, sentir sua língua, sentir seus dedos, senti-lo se movendo
dentro de mim. Eu suspiro, pensando que eu não agüentaria mais um segundo, mas
depois seu olhar treme de volta para os meus.
Ele me entrega o copo. ―Não engula.
Eu tomo o líquido em minha boca e o mantenho lá, olhando para ele, esperando
que ele falasse, imaginando o que vem a seguir.
―Agora abra a boca. Lentamente. Deixe correr para fora. Pelo seu queixo.
Abro meus lábios e deixo o lodo de fogo líquido entre eles. Ele escorre pelo
meu queixo e garganta, virando para a esquerda e viajando sobre meu mamilo, em
seguida pingando na minha coxa esquerda. De lá, o fluxo começa a flutuar para dentro,
para o meu centro. Cash se dobra para frente e o para com a língua.
Começando apenas pelo lado do meu joelho, ele lambe o licor de dentro da
minha perna todo o caminho até a curva na minha coxa. Ele traça o vinco ali, vindo
perigosamente perto do pulsar que parece nunca cessar quando ele está por perto. Mas
ele para tímido, apenas tímido o suficiente para me fazer sentir vontade de gritar. Ele
volta seu caminho até meu estômago ao meu mamilo, onde ele lambe e suga até que
cada gota de álcool está em sua boca.
Ainda não colocando a mão em mim, Cash chega ao meu lado e derrama outro
tiro. Ele o entrega para mim. ―Mais uma vez.
Repito os passos, e o Jack escorre do meu queixo para baixo do centro do meu
peito, entre os seios e sobre o meu estômago.
A primeira gota que desliza através do cabelo curto entre as pernas atinge minha
carne quente, sensível como um formigamento de energia elétrica. Eu deixo o resto do
fluxo de líquido pelos meus lábios, hiper consciente do fluxo que está derramando entre
minhas pernas.
Chegando com a mão, Cash move um dedo entre as minhas pernas, molhando-o
no uísque que está coletando lá. Seus olhos levantam nos meus quando ele desliza o
dedo em sua boca.
―Mmm, isso é bom. ― ele ronrona. Ele inclina a cabeça e beija o interior da
minha coxa. ―Mas não tão bom quanto você. Com um curso longo, ele lambe a
abertura entre as pernas. ―Eu não queria nem pensar em nunca provar de novo, ele
sussurra. Sua boca está tão perto do meu corpo molhado, eu posso sentir seu hálito
quente. ―Oh, Deus! A maneira como você prova...
Plantando suas mãos nas minhas coxas internas, Cash as empurra ainda mais
além e pressiona sua boca contra mim. Com um movimento rápido, a língua está
dentro. Se eu estivesse em pé eu entraria em colapso. O uísque era como a eletricidade,
mas isso... isso é como um raio.
Eu chego e enfio meus dedos em seu cabelo curto, segurando quando ele move
seus lábios e língua, sugando e lambendo e penetrando-me uma e outra vez.
Estou lutando contra ele, movendo os quadris contra seu rosto. A tensão
familiar dolorida está construindo dentro de mim quando de repente ele para.
Eu poderia chorar. Ou gritar.
―Ainda não, bebê. ―diz ele baixinho, colocando a mão no centro do meu peito
e empurrando. Viro-me e deito no balcão. Cash pula para cima nele, estabelecendo-se
entre as minhas pernas. ―Eu quero que você goze em mim, enquanto eu estou lhe
enchendo, estendendo, apertado.
Ele inclina cada um dos meus joelhos até que meus pés estejam apoiados no bar
e então eu sinto sua língua novamente, sondando-me, fazendo círculos quentes sobre as
partes mais sensíveis, me dando estocadas lancinantes nos outros. Ele trabalha primeiro
um, depois dois dedos dentro de mim, entortando-os e esfregando-me quando ele puxa
para dentro e para fora de mim.
Em questão de segundos, eu estou de volta onde eu estava à beira de um
orgasmo iminente.
Mais uma vez, ele para. Pouco antes de eu virar a borda. Minha respiração está
irregular, então ele se move para frente, colocando seus joelhos sob meus quadris e
agarrando meus braços para me puxar para cima dele, minhas pernas o ladeando.
Como duas peças de um quebra-cabeça perfeitamente projetado, eu me encaixo
perfeitamente contra ele, seu comprimento duro deslizando entre minhas pregas, me
acariciando, provocando a minha abertura. Ele esmaga meus quadris no seu, descendo
entre nós para mover seus dedos ainda molhados sobre mim.
―O que você diria se eu lhe dissesse que podem nos ver?, Diz ele, inclinando a
cabeça para o lado, em direção ao banco de vidro à minha esquerda. Meu coração
martela no meu peito. ―E se eu lhe dissesse que o espelho só é eficaz quando as luzes
estão acesas aqui? E se eu lhe dissesse que podem nos ver, se se derem ao trabalho de
olhar para cima? Será que isso te excita? Ele empurra seus dedos dentro de mim e eu
sinto o meu corpo espremê-los, puxando-os, desejando a penetração. ―Oooo, você
gosta disso, não é? Você gosta da idéia de talvez ser pega, de talvez ser vista, não é?
Com as mãos sobre meus quadris, ele ainda me segura, com a cabeça pronta
direto na minha entrada.
―Diga-me que você gosta, ele instrui.
Respirando pesadamente, quase pronta para implorar, eu admito a emoção que
ele já sabe que eu sinto.
―Eu gosto disso.
Acentuadamente, ele me puxa para baixo e flexiona seus quadris, empurrando
para dentro de mim. Eu não posso parar o grito de puro prazer que irrompe de meus
lábios.
―Como você se sente sobre eles verem o seu corpo bonito? Eles me vendo
lamber você e lhe tocando? Como se para fazer seu ponto, Cash puxa meu mamilo em
sua boca e chupa. Duro.
Eu deslizo os dedos pelo cabelo e aperto, puxando-o para mais perto de mim,
enquanto ele insita meu corpo em um ritmo.
―Você gosta da idéia de alguém observando você transar comigo? Assistindo
você deslizar para cima e para baixo em mim? Vendo o seu rosto quando você goza
para mim? Assistindo o movimento da sua boca quando você diz o meu nome, uma e
outra vez?
Suas palavras! Maldito ele e suas palavras! Elas me fazem esquecer que eu me
preocupo com algo. Eu não posso pensar. Eu só posso sentir, sentir seus dedos moerem
meus quadris, sentir sua boca no meu queixo, os lábios na minha garganta, os dentes no
meu mamilo, sentir sua respiração, sentir seu corpo dirigindo para o meu.
―Você gosta disso, não é mesmo, querida? Você gostaria que eu falasse com
você, para fazer você me dizer as coisas?
―Sim. ― eu respondo sem fôlego.
Ele coloca minhas mãos em seu peito enquanto ele se inclina para trás,
flexionando os quadris debaixo de mim para eu montá-lo, permitindo que o meu corpo
deslize ainda mais sobre o dele.
―Oh, droga! Tão profundo, ele lamenta.
Eu me levanto e caio sobre ele, sentindo cada penetração batendo em mim.
Cash inclina para trás em um cotovelo e traz a outra mão entre nós para me tocar. Com
o polegar, ele esfrega em mim. O ar sai da sala e eu não consigo respirar. Estou
ofegante, dizendo coisas, todos os tipos de coisas. Eu nem sei que tipo de coisas, mas
eu sei que são coisas sujas e sei que Cash adora.
―Eu sei que se sente bem. Eu posso sentir você me chupando, ficando mais
apertada. Assim. Apertada. ― ele respira. ―Diga-me que você gosta.
―Oh Deus, eu amo isso.
―Diga-me o que você quer. Eu quero ouvir você dizer isso.
―Eu quero, eu começo incapaz até mesmo de terminar o pensamento.
―Diga isso, bebe. Diga-me.
―Eu não quero que você pare. Eu quero que você me faça gozar.
Cash geme e move os dedos mais rapidamente, em pequenos círculos apertados,
cada curso armando meu corpo mais e mais.
―Você quer que eu faça você gozar? Eu vou fazer você gozar tão duro, que
você não pode dizer nada, somente meu nome, ele força para fora através dos dentes
cerrados.
Cash senta-se, de repente, rolando para frente e me deslizando debaixo dele. Ele
pega uma de minhas pernas por trás do joelho e a empurra contra o peito. Com força,
ele empurra para dentro de mim. Uma vez, duas vezes, e então eu estou explodindo.
Espasmos chacoalham todo o meu corpo, trazendo com eles uma cascata de
sensação de onda após onda que eu nunca tinha experimentado antes. Eu não posso
abrir os olhos. Eu não consigo encontrar minha respiração. Não posso me mover. Eu
só posso sentir quando eu me escuto dizer o nome de Cash. Mais e mais e outra vez.




















Capítulo Trinta


Cash

Olivia está esparramada em cima de mim. Eu rolei sobre nós pouco depois que
recuperamos nossa respiração para não esmagá-la. Tenho certeza de que, para ela, eu
pareço pesar uma tonelada. Não é assim em tudo com ela. Se não fosse por seu calor,
eu quase esqueceria que ela estava lá. Ela é leve como uma pluma.
Como ela tem o hábito de fazer, ela está traçando minha tatuagem. Ela suspira.
―Você nunca vai me dizer do que tudo isso se trata? ― Ela parece contente,
satisfeita. Eu posso ouvir na sua voz. Ela poderia muito bem estar ronronando.
―Se você olhar bem de perto, você pode ver todos os elementos separados da
história. ―Eu tiro meu dedo e rastreio cada peça enquanto eu explico para ela o que
isso significa. ―Estas são as chamas que queimaram o barco. E a minha vida. Estas
são as asas que voaram com a família que eu conhecia. Este é o meu tipo de versão do
símbolo yin e yang, para mim e meu irmão gêmeo perdido. E essa rosa é para minha
mãe. Que ela sempre descanse em paz.
―O que é isso? ― Ela pergunta, correndo o dedo sobre as letras que os ventos
ao redor do meu bíceps, logo abaixo de onde as chamas começam. É incompreensível
agora. A bala atingiu de raspão parte dela.
―Ele costumava dizer 'nunca esquecido’.
―E esta ferida confunde tudo isso.
Eu coloquei um braço atrás da cabeça e olho para ela. Ela arrasta os olhos
líquidos para os meus. ―Está tudo bem. Valeu a pena.
Ela fecha os olhos, como se estivesse fechando algo doloroso. ―Você poderia
ter morrido, diz ela em voz baixa.
―Hey. ― eu disse, esperando até que ela abrisse os olhos para olhar para mim.
―Agora você sabe o que eu quero dizer quando digo que eu levaria um tiro por você.
Olivia, eu te amo. Eu ficaria feliz em levar um tiro ou uma facada ou um chute na
bunda ou... o que quer que fosse para mantê-la segura. Seus olhos de esmeralda brilham
com lágrimas não derramadas. ―Isso não é suposto para você ficar triste ou chateada.
―Não. ―disse ela em uma voz trêmula. ―Isso só me faz feliz, ouvir você dizer
essas palavras.
―É mesmo? ― Eu sorrio.
Ela sorri em troca. ―É. Talvez um pouco.
Corro os dedos para cima em seu lado para fazer cócegas e eu acho que ela está
pegajosa. ―Por mais que eu adoraria ficar aqui com você por mais alguns dias, eu acho
que seria melhor chegar ao térreo e deixar você se limpar. Você é uma bagunça
pegajosa.
―Eu me pergunto, por quê?
―Eu não sei exatamente, mas se você realmente precisa saber, poderíamos
tentar recriar diversos cenários até descobrirmos o que o levou a ficar tão pegajoso...
―Promessa?
―Claro que sim, eu prometo!
Eu a beijo nos lábios e dou um tapa na bunda dela, antes de eu desviar, ela pega
um mamilo meu e aperta. Eu faço o meu melhor para ignorar a forma como apertar os
mamilos estimula. Eu sinto uma indicação entre as minhas pernas, que diz que algumas
partes de mim não pode ignorá-lo. Seu comentário seguinte, no entanto, efetivamente
esmaga qualquer sinal de um tesão.
―Então qual o negócio com Nash e Marissa?
―Não sei. Não importa.
―Sério? Você não se importa sobre o que acontece com Nash?
Eu dou de ombros. ―Não é como se eu quisesse o cara morto ou qualquer coisa,
mas ele não é muito parecido com o irmão que eu me lembro.
―Talvez vocês dois só precisem de algum tempo para se readaptar com o outro,
com os homens que você se tornaram.
Eu dou de ombros novamente.
―Talvez.
Mas eu não estou fazendo nenhuma promessa!
Nós nos vestimos, descemos para fazer o caminho de volta para o meu
apartamento. Quando eu abro a porta do escritório, eu estou um pouco surpreso ao ver
Marissa sentada no sofá.
―O que você está fazendo aqui?
―Esperando... Nash. ― Ela tropeça seu nome, o que me permite saber sem
perguntar, que ela percebe o que está acontecendo. Bem, pelo menos a parte dele, e não
todos os outros detalhes.
―Ele não voltou ainda? Ele deveria estar logo atrás de mim.
―Eu não o vi. Nem Gavin.
Espinhos de suspeita levantam os cabelos na parte de trás do meu pescoço.
―Vou ligar para ele e saber onde ele está. ― eu digo para Marissa, puxando meu
celular. E descobrir o que diabos está acontecendo.
Escolho o seu número da lista marcada recentemente e espero por ele tocar na
outra extremidade. Quando isso acontece, eu ouço um toque abafado vindo do quarto
ao lado. Eu penso por um segundo, que deve ser um dos celulares descartáveis de
Olivia que tenho vindo a utilizar.
Provavelmente Ginger, que importa.
Mas então eu ouço o toque da linha contra o meu ouvido novamente seguido
diretamente por outro toque abafado na sala ao lado. Tomando o telefone comigo, eu
ando de volta para o meu apartamento. Eu ouço o toque de novo e parece que está
vindo do quarto. Eu vou nessa direção.
Quando estou na esquina, eu ouço o toque novamente. Parece muito mais claro.
O interior do meu quarto está um breu, pois não existem janelas para deixar a rua ou até
mesmo a luz da lua. Eu apertar o interruptor para acender a luz do teto e ali, deitado
inconsciente na minha cama, está um Nash sangrento.
Eu ouço o suspiro de alguém atrás de mim. Se eu tivesse que adivinhar, eu diria
que foi Marissa. Ela parece estar em algum tipo de estado alterado, provavelmente
relacionado a choque.
Mas não seria um milagre se todo este calvário fosse fingimento?
Viro-me para vê-la espreitar em torno de mim, com as mãos cobrindo a boca, os
olhos arregalados e aterrorizados.
―Oh meu Deus! O que eles fizeram com ele?
Para minha surpresa, ela passa por mim e corre para o seu lado. Ela fica ali
olhando para ele, sua cabeça indo e voltando enquanto ela o avalia da cabeça aos pés e
de volta. Mas ela não se move de outra forma. Tenho certeza de que, com sua
educação, Marissa não tem ideia do que fazer neste momento. Estou impressionado que
ela até tenta.
Eu ando até a cabeceira da cama e olho o meu irmão. Seu rosto está preto até
muito ruim. Ele vai parecer como um maldito arco-íris amanhã. Um arco-íris inchado,
é isso.
Seus dedos estão em má forma, também. Eu não posso deixar de sorrir que ele
provavelmente deu a alguém um inferno de uma briga. É quando eu chego ao seu
abdômen é que eu fico preocupado. Sua jaqueta de couro preta caiu longe de seu lado e
eu posso ver a umidade manchando sua camiseta preta. Eu também posso ver a barra
irregular no material, revelando pele sangrenta e uma fenda em seu lado por baixo.
―Olivia, leve Marissa e vá buscar Gavin. Ele está trabalhando em seu
apartamento.
Pelo canto do meu olho, eu vejo Olivia em ação. Marissa, no entanto, ainda está
de pé ao meu lado, olhando como um cervo travado nos faróis de alguém.
―Marissa! ― Grito severamente. Ela pula quando se assustou. Ela se vira seus
olhos confusos em mim. ―Vá com Olivia.
Ela acena com a cabeça quase roboticamente e se vira para deixar Olivia levá-la
do quarto. Percebo quando ela vai embora, ela continua olhando para a cama.
Isto irá empurrá-la sobre a borda, com certeza. Se ela não estiver louca, isso
deve cuidar dela.
Eu viro minha atenção para Nash. Eu verifico o pulso, que é forte. Eu sinto
uma onda de alívio. Eu não queria alarmar as mulheres, mas quando eu olhei para ele,
eu me perguntei se ele estava morto. Eu posso não ter muito carinho por este novo
Nash, mas ainda dói como uma cadela perdê-lo uma segunda vez.
Tão facilmente quanto eu posso, eu apalpo sobre os ossos ao redor dos olhos e
da mandíbula. Nada parece quebrado. É uma coisa boa os Davenports terem ossos
fortes.
Sinto em torno de seu cabelo para ver se eu posso sentir qualquer ferimento na
cabeça grande, pensando que pode ser por isso que ele está inconsciente. Eu sinto um
galo como do tamanho de um ovo de ganso na parte de trás de sua cabeça. Pelo que eu
sei de ferimentos na cabeça, porém, o inchaço fora é sempre melhor do que o inchaço
dentro
Eu faço o meu caminho para o seu lado. Eu subo a camisa de seu estômago e
examino o que se parece com uma facada. Felizmente está só escorrendo sangue
vermelho vivo agora, o que significa que provavelmente não perfurou nada de
importante, como uma artéria ou um órgão.
Eu apalpo suavemente seu estômago. Ele ainda se sente macio e sei que é um
bom sinal, também. Quando meus dedos chegam perto de seu lado, ele geme e rola sua
cabeça.
―Você está bem, cara? Eu pergunto.
Eu ouço os outros voltarem logo antes de Gavin aparecer ao meu lado.
―Caramba! Alguém bateu a merda fora dele!
Nash abre uma pálpebra e olha para Gavin. É engraçado que ele pode transmitir
tanto sentimento nesse gesto pequeno.
―Beije minha bunda. ― ele murmura através de seus lábios inchados.
―O que diabos aconteceu? ― Pergunto a ele.
―Alguém me pegou na moto. Eu acho que é seguro dizer que você vai precisar
de uma nova.
Merda, merda, merda!
―Você sabe quem era?
―Não. Eles vieram atrás de mim do nada. Me derrubaram e me bateram fu...
―abrindo sua pálpebra novamente e olhando para Marissa e Olivia. ―Desculpe.
Bateram a merda fora de mim enquanto eu estava no chão. Um desses bastardos russos
me esfaqueou e depois eles passaram por meus bolsos, acariciando-me.
―O que eles estavam procurando?
―Meu telefone, eu acho. Eu o mantenho na minha bota por isso não
encontraram.
Eu assobio através dos meus dentes.
―O que é isso? ― Olivia pergunta.
―Eu pensei que estaria seguro agora. Ou pelo menos seguros.
―Você vai estar. Por um tempo de qualquer maneira. Este foi apenas um
aviso. Temos três dias para obter-lhes o restante das cópias e eles disseram que vou
chamá-lo mesmo. Se não, eles estão vindo atrás de nós.
―Mas nós podemos ir até a polícia com ele. Ele poderia incriminar-los!
―Eu acho que isso não é o suficiente para assustá-los.
Parte de mim se perguntava se seria suficiente para ser eficaz em mantê-los
longe. Evidentemente não.
―Três dias, hein?
―Três dias.
―Hum, eu sei que o que vocês estão envolvidos é coisa muito séria, mas você
não acha que precisamos levá-lo para o hospital? ― Marissa interrompe.
―Não! ― Nash grita. ―Sem hospitais. Eles mantêm registros. E eles chamam
as autoridades.
―Bem, nós não podemos simplesmente deixá-lo ficar aqui e morrer.
―Não se preocupe, companheiro. Eu conheço um cara. ―Gavin oferece.
―Um cara? ―Nash pergunta. ―Eu não preciso ser medicado. Eu só preciso ser
remendado.
―Sim, esse cara pode fazer isso muito bem.
Eu não digo nada sobre a parte ‘muito’. Eu diria que as maiorias dos associados
de Gavin são... sombrios.
―Eu não sei se ele vai vir a esse lugar... este público, embora.
Eu penso por um segundo.
―Acha que você pode viajar? Pergunto para Nash.
Ele tenta esconder sua dor.
―Sim. Eu estou bem.
―Você pode ir para o apartamento. Podemos encontrá-lo lá.
―Por que não ir para o meu apartamento? Dessa forma, eu posso manter um
olho nele depois. ― sugere Marissa.
―É muito perigoso. ― diz Olivia.
―Concordo. ― Nash acrescenta.
―Eu vou ficar. ― também, Gavin oferece. ―Ele não é capaz de defender-se
muito bem neste estado. Eu posso ficar por um dia ou dois, cuidando dele.
―Não há necessidade para isso. Seja quem for essas pessoas já lhe deram um
ultimato, não seria altamente improvável que eles vão atacá-lo novamente? Se eles
quisessem matá-lo, eles poderiam ter feito isso. ― Marissa, de alguma forma, é a voz
calma da razão. ―Nós vamos ficar lá sozinhos.
―Eu pensei que você ia ficar com o seu pai. ― diz Olivia.
―Não. Eu não posso ficar lá. Não com ele. Eu sinto como se eu realmente não
conhecesse ninguém mais.
―Então eu vou e fico com você, diz Olivia.
―Absolutamente não, Eu digo.
―Por que não? Ela não pode ficar sozinha lá como sua proteção somente com
alguém que foi esfaqueado.
―Você precisa ficar aqui comigo.
―Não, eu não. Eu vou ficar bem. Eles nos deram três dias. Tenho certeza de
que eles vão nos deixar em paz até então.
―Olivia, eu não estou disposto a correr o risco. Fim da história.
―Fim da história, hein? Então, eu não tenho nada a dizer sobre o assunto?
Eu posso ver as faíscas em seus olhos. É uma situação tensa e a polêmica está
em alta. É uma espécie de um tesão, mas agora não é nem o momento nem o lugar para
estar pensando em coisas assim.
Eu me forço a respirar fundo antes de responder. ―Eu não estou tentando agir
como um ditador insensível, mas não é uma boa idéia você ir lá agora.
―Mas está tudo certo para Marissa?
―Mais do que você, sim.
―Mais ainda, mas não completamente?
―Completamente? Provavelmente não.
―Então está resolvido. Eu estou indo, também. Olivia se vira para Gavin.
―Eu posso ir com você?
Eu amo Olivia, mas neste momento, eu gostaria de estrangulá-la. ―Não, você
não pode. Ele vai ficar aqui e fechando enquanto levamos Nash para Marissa.
Olivia olha Gavin novamente e ele encolhe os ombros, dando-lhe o sorriso que
diz que ele vai ficar de fora.
―O seu cara pode nos encontrando lá?
―Eu acho que sim. Ele me deve.
―Tudo bem, então. ―Eu me viro para Nash. ―Você precisa de ajuda para
chegar até o carro?
―Não, eu posso. ―Ele diz casualmente, mas eu posso ver o suor aparecendo
em sua testa, enquanto ele tenta empurrar-se de pé. Quando ele consegue transportar-se
aos seus pés, Olivia fica de um lado e do outro Marissa ajudando-o a percorrer a curta
distância do quarto para o carro na garagem, onde está estacionado. Quando ele está
passando por mim, vejo o seu tique em seus lábios.
Esse bastardo está gostando disso!
Embora isso possa ser engraçado se fosse outra pessoa, com ele, eu não estou
rindo. Eu não quero que ele toque Olivia. Eu não o quero perto dela, na verdade. É
irracional e provavelmente mais do que um pouco relacionado com o ciúme, mas eu não
me importo. Ele é o que é. Não altera a forma como me sinto sobre isso.
Eu cerro os dentes até que elas o têm situado no banco de trás. Tudo o que ele
ganha é um beijo na testa de ambas.
Eu me sento xingando.
Marissa estacionou na rua lateral, então eu espero ela sair e a sigo. Ninguém no
carro diz uma palavra todo o caminho até o apartamento. Quando estaciono, ambas as
meninas lutam para bajular Nash novamente, o que me faz sentir revirando os olhos.
Mas eu não reviro. Eu não sou tão estúpido. Se for pego, só vai me fazer parecer um
idiota, que, neste momento, eu sou. Pelo menos para Nash. Eu sei que ele está
gostando disso. Ele provavelmente está apreciando arreganhar meus dentes na borda
quando ele se inclina em Olivia.
Caralho.
―Chaves. ― eu digo a Marissa quando eu passo por ela. Ela me entrega e eu
ando na frente para abrir a porta. Eu a empurro aberta e pauso um segundo para ouvir.
Quando eu não ouço nada, eu viro o interruptor de luz para a direita e olho ao redor.
Parece exatamente como ele estava algumas noites atrás, quando eu voltei para pegar as
coisas de Olivia. Isso é uma coisa boa.
Eu acho que eu poderia chutar merda fora do caminho, fazer um caminho mais
fácil para Nash caminhar. Mas, então, eu penso em torcer o presunçoso de seus lábios e
decido que poderia servir direito se ele cair sobre seu traseiro arrogante.
Eu olho para trás para a porta. Os três estão apenas ali.
―Bem, eu falo.
Eu vejo Nash e Olivia dar um passo adiante. Marissa não. Olivia olha para ela.
―Você sabe que você não tem que fazer isso. Você pode voltar para o seu pai.
Ou voltar para Cash. Ninguém iria culpar você se você nunca quiser voltar aqui
novamente.
Eu tenho que dar o braço a torcer a Olivia. Ela acertou em cheio. Marissa
parece assustada. Ela é normalmente pálida, mas ela parece quase morta na luz baixa.
Seus olhos passeiam da porta de entrada e de volta para Olivia. Ouço-a tomar
uma respiração instável. Eu vou admitir, se isto é uma atuação, Marissa é boa. Muito
boa. Melhor do que eu teria lhe dado crédito.
―Não, eu preciso fazer isso. Eu não posso viver com medo para sempre.
Voltar para o cavalo, certo? ― diz ela com um sorriso fraco.
―Vou levar Nash. Você leve o seu tempo.
Marissa respira fundo e balança a cabeça.
―Não, eu estou bem.
Talvez seja uma coisa de família, a capacidade de transmitir fisicamente a idéia
de escolher a si mesmo pelos cadarços, porque Marissa está fazendo o que eu vi Olivia
fazer algumas vezes. Ela está escolhendo por seus próprios esforços. Talvez ela tenha
o suficiente de Olivia nela para fazê-la um ser humano decente depois de tudo.
Os três fazem o seu caminho para o apartamento. Até o momento em que atingi
a sala de estar, acho que Nash está se apoiando em Marissa mais do que ela está
apoiando ele.
―Dessa forma. ―diz ela, dirigindo-os para o quarto dela. ―Ele pode ter o meu
quarto. Vou levar o sofá.
Ninguém discutiu, muito menos eu. Isso não foi idéia minha. Eu tenho certeza
como o inferno que não vou ficar no sofá. Meu lugar é com Olivia. Marissa está por
conta própria.
Quando as meninas começam a tirar o casaco e a camisa de Nash, eu dou uma
desculpa para ir esperar o homem de Gavin. Parece estúpido, mas me enfurece vê-la
tirar a camisa de outro homem, mesmo que esse outro homem seja meu irmão gêmeo.
Na verdade, isso pode torná-lo pior. É como se ela estivesse fazendo isso para mim. Só
que não.
Eu estou andando na frente da porta da frente aberta, me sentindo irritado como
o inferno na hora que um sedan escuro puxa para cima na calçada. Um homem baixo
sai, casualmente olha em volta, com algum tipo de bolsa por cima do ombro e caminha
lentamente até a calçada. Quando ele chega a mim, eu estou surpreso com sua
juventude.
―Onde está o machucado? ―Ele pergunta sem rodeios. Jovem ou não, esse
cara é todo negócio.
―E você é? Ele pode pensar que eu sou estúpido, mas ele estava enganado.
―Delaney. Gavin me pediu para vir.
―Você é um dos amigos que voam com ele?
―Não. Trabalhei com ele em Honduras.
Eu já ouvi Gavin falar deste lugar um par de vezes. Aparentemente, ele foi um
dos poucos... especialistas contratados para algum tipo de trabalho lá. Foi tudo para o
inferno. Apenas pelo pouco que ouvi dizer, por mercenários que era como estar nas
trincheiras durante a guerra. Se esse cara estava com ele, eu posso ver como eles
poderiam ter se endividado um com o outro.
―Por aqui. ― eu digo, levando-o de volta ao quarto de Marissa.
Todos nós nos encontramos parados como espectadores curiosos observando
como ele conserta Nash. Ele deve ter uma farmácia e um kit de emergência de algum
tipo no saco dele. Ele dá a Nash um par de comprimidos e limpa o ferimento com
algum tipo de solução que ele tem em um tudo aberto para se usar. Ele espeta uma
agulha cheia de outra coisa (meu palpite seria Lidocaína ou algo parecido) na facada de
Nash depois que acabou ele pega algumas luvas estéreis e suturas para costurá-lo.
Quando ele termina, ele coloca um frasco de comprimidos na mesinha de
cabeceira e diz a Nash para tomar uma três vezes ao dia por duas semanas, então ele
acena para ele e se levanta para sair.
Eu o levo até a porta, principalmente porque eu ainda não confio no cara. Ele dá
um passo para a varanda, vira-se para me dar um breve aceno de cabeça e depois
simplesmente vai embora. É isso aí.
Assassinos ― são uma raça diferente. Isso é certeza.
Eu espero até que as mulheres estão fazendo um reboliço sobre Nash antes de eu
fazer alguma sugestão.
―Bem, eu acho que é tempo de todos nós descansarmos um pouco.
―Marissa, você tem certeza que não vai ficar na minha cama? Você já passou
por tanta coisa...
Ela sorri para Olivia, obviamente, tocada por sua oferta. ―Não, eu acho que vou
ficar com ele mais um pouco. Vocês dois, vão em frente.
―Você tem certeza?
―Eu tenho sim. Esse sofá é muito confortável de qualquer maneira.
―Ele realmente é. ―Olivia concorda. Elas sorriem uma para a outra,
compartilhando algum tipo de piada interna ao que parece. Isso me faz respeitar Olivia
muito mais, como ela pode, tão facilmente e rapidamente, fazer as pazes com alguém
que a tratou tão mal. Mas isso é apenas quem ela é. É parte do que a torna tão incrível.
―Tudo bem, eu acho que nós vamos para a cama em seguida. Preciso de um
banho e então eu provavelmente vou estar fora como uma luz.
―Boa noite. ―diz Marissa, andando em volta da cama para pousar no lado
oposto de Nash. ―Ei, Liv?
Droga! Nós estávamos quase livres, eu penso quando Olivia para perto da porta.
Ela se vira para olhar para Marissa. Mais uma vez, parece mesmo que eu posso
ver a diferença em Marissa. Talvez esta era apenas a coisa que ela precisava, um idiota
dando um nó na bunda dela.
―Obrigada.
Elas compartilham outro olhar. Olivia sorri. Marissa sorri. ―Isso é para o que a
família serve.
Por fim, escapamos de Nash e Marissa. Olivia não diz muito, apenas reúne
algumas coisas e as leva para o banheiro. Poucos minutos depois, ouço o barulho do
chuveiro. Alguns minutos depois, eu o ouço desligar. Sendo o cara que eu sou, eu
estou um pouco chateado por não ter sido convidado. Claro, eu poderia ter ido e me
juntado a ela de qualquer maneira, mas se ela ainda está irritada comigo, não seria o
passo mais sábio.
Eu tiro a roupa, subo na cama e apago as luzes, fixando-me em esperar por ela.
Estamos indo para essa bagunça antes da manhã, de um jeito ou de outro.
Silenciosamente, a porta do banheiro se abre. Seu quarto está muito escuro e a
porta está fechada, por isso não posso vê-la, mas eu posso ouvir seus passos leves
quando ela se aproxima da cama. Gentilmente, ela levanta as cobertas e deita ao meu
lado. Eu espero até que ela fica confortável antes de eu falar.
―Há algo que eu quero que você entenda. ― eu começo. Ouço a inalação
afiada. ―O que?
―Você assustou a merda fora de mim.
―Você acha que eu iria apenas dormir direto, sabendo que você está chateado?
Eu fico um pouco incomodado com isso.
―Eu só não entendo como você pode se preocupar tão pouco sobre o que
acontece com a Marissa.
―Há várias razões, na verdade. Um, eu sei o que ela é. Dois, eu não posso
esquecer tão facilmente a maneira como ela tratava você. E três, ela não é você. Sinto
muito, mas você é minha prioridade.
―Mesmo assim, como você poderia ter deixado ela vir aqui sozinha, sabendo
que não é totalmente seguro?
―Olivia, ela é uma mulher adulta. Ela pode fazer o que ela quiser. E não é
como se ela não tivesse nenhum lugar seguro para ir. Ela poderia ter ficado com o pai
dela. Ela só não queria.
―Eu não vejo como você pode ser tão frio sobre isso.
―Eu posso dizer-lhe como. Não se trata de Marissa. Nunca foi. É sobre você.
Mantê-la segura. Eu não estou apaixonado por ela. Eu estou apaixonado por você.
Você não consegue entender que eu não quero viver sem você? Que eu não posso viver
sem você? O que diabos eu faria se algo acontecesse com você? Eu não poderia deixar
você vir aqui com ela sozinha. Eu não podia correr o risco. Eu nunca vou correr o
risco, se o risco é perder você. Nunca. Porque você não pode entender isso?
Eu falei mais alto em minha agitação, o que torna o silêncio quando eu terminei
muito mais pronunciado.
Ela não responde, mas eu sinto a mudança na cama, quando ela se move. Então,
sinto suas mãos no meu estômago, macias e quentes. ―Cash. ― ela sussurra.
―Sim?
Suas mãos deslizam para cima do meu peito e circula meu pescoço enquanto ela
se estende em cima de mim. Ela aperta seus lábios nos meus em um beijo de luz. ―É
tudo o que tinha a dizer.
―Você não me deu a chance de dizer isso. ― resmungo contra sua boca.
―Da próxima vez, lide com isso. ―diz ela. Eu sinto seus lábios espalharem
contra os meus. Eu sei que ela está sorrindo.
Rapidamente, coloco meus braços em torno dela e rolo ela de costas, me
estabelecendo entre suas pernas estendidas. Ela está nua e leva todo o meu autocontrole
para não mergulhar direto nela. Seu corpo me chama como um banho quente em uma
noite fria. Sua alma me chama como um oásis refrescante no deserto. E seu coração
me chama como um porto seguro acena para um navio perdido.
―Você quer dizer lidar com o fato de que eu estou apaixonado por você? Eu
digo enquanto eu brinco com a entrada dela com a cabeça já dura e latejante do meu
pau.
―Sim. Sempre, sempre lide com isso.
―Eu estou apaixonado por você, Olivia Townsend. ― eu sussurro quanto entro
com facilidade nela. Eu sinto seu suspiro.
―Eu estou apaixonada por você, Cash Davenport.
Eu retiro dela até apenas a ponta do meu pau descansa dentro dela, então eu
deslizo de volta, um pouco mais desta vez. ―Promete que nunca vai me deixar. Fica
comigo, Olivia. Vem comigo para casa amanhã e fique.
Ela faz uma pausa, mas só por um segundo. Quando ela fala, eu posso ouvir o
sorriso em sua voz.
―Eu vou ficar com você, desde que você me queira.
―Eu quero você comigo para sempre. Eu nunca mais quero passar outra noite
sem você. Nunca. Eu não posso suportar a idéia de algo acontecendo com você. Eu
não posso suportar a idéia de nós brigarmos. Eu não posso suportar a idéia de você ser
outra coisa que não delirantemente feliz. Comigo.
―Então, considere-me delirantemente feliz. Com você. Sempre.
―Sempre. ―repito, quando eu cubro a boca dela com a minha. Ela suspira de
novo quando eu me movo dentro dela. Desta vez, eu respiro sua respiração se tornando
uma parte de mim, tanto quanto ela própria se tornou uma parte de mim. E esse é o
jeito que eu gosto, porque eu não planejo voltar atrás em qualquer um deles. Não agora,
não, nunca.










Epílogo
Nash

Entre acordar em um lugar estranho e as drogas que maldito médico me deu,
estou um pouco desorientado quando eu abro meus olhos. A primeira coisa que noto é
que há uma mulher cheirosa enrolada contra meu lado. A segunda coisa que noto é que
a perna estendida sobre mim deu-me uma violenta ereção.
Detalhes do que aconteceu voltam gotejantes e lentos. Eu não estou com muita
dor, o que me surpreende. Eu percebi que o bastardo que provavelmente me deu a
facada não a mergulhou em bosta de cavalo ou algo assim. Mas eu me sinto muito
certo, tanto quanto isso vai.
Até que eu ouço a voz familiar de meu irmão do outro quarto. Ele está falando
baixinho ao telefone.
―Você fez isso?
Uma pausa.
―Você sabe exatamente quem é. ―ele rosna. ―Você. Fez. Isto?
Outra pausa.
―Confio em você? Você é mais louco do que...
Eu ouço um suspiro que se transforma em outro grunhido antes dele murmurar,
―O que diabos vamos fazer agora? Eu tenho que fazer ajustes para proteger as
pessoas que eu amo.
Não é preciso ser um gênio para descobrir do que ele está falando, meu pequeno
acidente de moto. Cash se preocupa muito com todos.
Mas eu não.
Eu tenho uma missão. Apenas uma. E isso está parecendo mais e mais com os
meus planos para destruir a organização que tirou a vida da minha mãe, e vai ser um
trabalho solo.
Se há uma coisa que eu aprendi na vida desde que eu saí de casa há sete anos, é
que eu não posso confiar em ninguém.


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