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Universidade de Ribeirão Preto

UNAERP
Curso de Engenharia Química






Ana Paula dos Santos Bomfim Cód.: 790918
Mayara Santiago do Nascimento Cód.: 790939
Renata Junqueira Barrot Cód. 790944
Ricardo Augusto Prodóssimo Cód.: 794643


PROJETO DE SISTEMA DE PENEIRAMENTO






Ribeirão Preto, 2012
2

Ana Paula dos Santos Bomfim
Mayara Santiago do Nascimento
Renata Junqueira Barrot
Ricardo Augusto Prodóssimo






PROJETO DE SISTEMA DE PENEIRAMENTO

Relatório técnico de projeto apresentado como
requisito para aprovação na disciplina de
Operações Unitárias IV, no Curso de
Engenharia Química, na Universidade de
Ribeirão Preto.

Prof. Dr. Murilo D. M. Innocentini








Ribeirão Preto, 2012
3

RESUMO

Este trabalho apresenta as etapas para dimensionamento de um sistema de
peneiramento para encontrar um modelo comercial de equipamento que atenda as
especificações calculadas em projeto para o material escolhido, levando em consideração suas
características físico-químicas e distribuição granulométrica.

4

SUMÁRIO


1. INTRODUÇÃO 5
2. PROPRIEDADES FISICO-QUÍMICAS 6
3. DIMENSIONAMENTO DE PENEIRA 7
3.1. DISTRIBUIÇÃO GRANULOMÉTRICA 7
3.2. DETERMINAÇÃO DA ÁREA DE PENEIRAMENTO 9
3.2.1. MÉTODO DA METSO 9
3.2.2. FÓRMULA EMPÍRICA DE BAUMAN 12
3.3. DETERMINAÇÃO DA ESPESSURA DA CAMADA NO OVERSIZE 13
3.3.1. MÉTODO DA METSO 14
3.3.2. MÉTODO DO LIVRO 17
4. ESCOLHA DA PENEIRA 18
5. CONCLUSÃO 21
6. BALANÇO MATERIAL 22
ANEXO A – TABELAS DA METSO 23
ANEXO B – TEMA DO PROJETO 25
REFERÊNCIAS 26


5

1. INTRODUÇÃO

O sal é uma substância muito importante no mundo desde a antiguidade, onde era
utilizado como parte do salário de soldados romanos, dando origem ao nome “salário”.
Também era utilizado para melhorar o sabor dos alimentos ou conservá-los, já que foi
observado que ao salgar um alimento ele perdurava mais do que se fosse mantido abandonado
em contato com o ar.
O sal é formado pelos elementos sódio (Na) e cloro (Cl), na proporção de 40% e 60%,
respectivamente (Em: <http://pt.encydia.com/es/Sal#Propiedades_de_la_sal>. Acesso em: 08
de abril 2012). Ele pode ser extraído de duas formas principais: através da evaporação da água
marinha ou por meio de extração mineral de uma rocha denominada halita (Figura 1). Nos
oceanos se encontra a maior concentração de sal, pois se estima que para cada 1 km³ de água
do mar sejam encontrada 73 toneladas de cloreto de sódio (MELO; CARVALHO; PINTO,
2008).

Figura 1. Halita em sua forma mineral (Fonte:
<http://casimirobarbado.co.cc/galeria%20rocas/sedimetarias/target10.html>)

Atualmente, sua utilização na conservação de alimentos vem diminuindo devido ao
aparecimento de equipamentos como refrigeradores e substâncias conservantes que
desempenham melhor trabalho do que o sal. Na alimentação seu consumo também caiu
devido a sua ligação com o aparecimento da hipertensão. Hoje, sua utilização para consumo
humano não representa 25% do uso dessa substância, sendo a maior parte da produção (60%)
destinada à indústria (Em: <http://pt.encydia.com/es/Sal#Propiedades_de_la_sal>. Acesso
em: 08 de abril 2012).
O sal possui mais de 14000 usos conhecidos que derivam das propriedades químicas
do sódio (MELO; CARVALHO; PINTO, 2008). Entre suas utilizações, pode-se destacar:
6

 Uso na produção do PVC (Cloreto de Polivinila);
 Produção da soda cáustica (NaOH), usada na separação da polpa celulósica e
obtenção da alumina através do beneficiamento da bauxita;
 Produção de clorato de sódio e sódio metálico;
 Fabricação de sabão;
 Indústria de queijos, panificação (controlar taxa de fermentação), enlatados
(conservar sabor) e indústria frigorífica (desenvolver cor em toucinhos);
 Indústria têxtil, na precipitação de corantes;
 Formação do óxido de urânio;
 Inibição da ação microbiana na indústria de couros;
 Fabricação de borracha sintética.

2. PROPRIEDADES FISICO-QUÍMICAS

O sal mineral obtido pelo processo de mineração é extraído da halita. A Tabela 1
apresenta as propriedades desse mineral.

Tabela 1. Principais propriedades físico-químicas da halita (Fonte: Rochas e Minerais
Industriais – CETEM/2008, 2ª ed, p. 553)
Propriedade Descrição
Brilho
Vítreo, normalmente incolor para branco,
podendo exibir tonalidades amarela,
vermelho, azul e púrpura quando impuro
Cor Incolor a ligeiramente colorida
Transparência Transparente a translúcido
Sistema cristalino Isométrico, hexaoctaédrica, 4/m 32/m
Hábito
Usualmente cúbico, raramente octaédrica,
alguns cristais possuem configuração
afunilada, maciço, granular e compacto
Fratura Conchoidal, brilhante
Dureza (Mohs) 2,0 a 2,5
Densidade (g/cm³) 2,168
Índice de refração 1,554
Ponto de fusão 840°C
Ponto de ebulição 1413°C
Solubilidade
0ºC 35,7 partes por 100 partes de água
100°C 39,8 partes por 100 parte de água


7

3. DIMENSIONAMENTO DE PENEIRA
3.1. DISTRIBUIÇÃO GRANULOMÉTRICA

Deverá ser dimensionada uma peneira para a classificação do sal mineral em três
frações:

 Material maior ou igual a 10 mm;
 Material menor que 10 mm e maior ou igual a 4 mm;
 Material menor que 4 mm.

Para isso, é necessário conhecer a distribuição granulométrica do material. Através
dessa distribuição, determinou-se a massa de material retida em cada malha da peneira,
diâmetro de partícula, distribuição acumulada passante e distribuição acumulada retida. Os
resultados são apresentados na Figura 2, considerando a vazão mássica de 110 t/h, proposta
pelo problema.


Figura 2. Distribuição granulométrica do material analisado e frações acumulada e passante

Através dos resultados da Figura 2, construíram-se os gráficos das Figuras 3 e 4,
representando a distribuição acumulada passante e retida, respectivamente.

Peneira (ASTM) Abertura (mm) w
i
(-) Massa retida (t/h)
dpi (mm)
w
i acumulada passante
(-) w
i acumulada retida
(-)
3" 75,000 0,0100 1,10 75,0000 0,9900 0,0100
2" 50,000 0,0400 4,40 62,5000 0,9500 0,0500
1" 25,000 0,1000 11,00 37,5000 0,8500 0,1500
3/8" 9,500 0,1500 16,50 17,2500 0,7000 0,3000
4 4,750 0,2000 22,00 7,1250 0,5000 0,5000
5 4,000 0,2500 27,50 4,3750 0,2500 0,7500
6 3,350 0,1500 16,50 3,6750 0,1000 0,9000
10 2,000 0,1000 11,00 2,6750 0,0000 1,0000
1,0000 110,0 SOMA
8


Figura 3. Distribuição acumulada passante


Figura 4. Distribuição acumulada retida

De acordo com pesquisa feita, a densidade aparente do material a ser peneirado é
1,154 t/m³ (Em: <http://pt.encydia.com/es/Sal#Propiedades_de_la_sal>. Acesso em: 08 de
abril 2012).
Para a separação do material nas frações dadas, será necessária uma peneira com dois
decks, assim a primeira fração (material > 10 mm) fica retida no primeiro deck, a segunda
9

fração (4 mm < material 10 mm) passa pelo primeiro deck e fica retida no segundo e a
terceira fração é coletada no fundo da peneira.
O primeiro passo é determinar a área de peneiramento para cada fração desejada,
assunto que será tratado no Item 3.2. Posteriormente, deverá ser verificado o modelo de
peneira mais adequado que forneça a área de peneiramento requerida e a largura adequada
para a espessura de material não exceder os valores máximos especificados, assunto que será
tratado no Item 3.3.

3.2. DETERMINAÇÃO DA ÁREA DE PENEIRAMENTO

A área de peneiramento pode ser determinada por vários métodos diferentes, cada um
com suas particularidades, pois para cada fabricante existem características que julgam ser
importantes ou relevantes nos cálculos e para outros não têm tanta importância.
Para o presente trabalho foram escolhidos dois métodos distintos: o método fornecido
pelo material da METSO, importante fabricante de peneiras e outros equipamentos para
mineração; e a fórmula de Bauman (PERES; CHAVES – Teoria e Prática do Tratamento de
Minérios, p. 535).

3.2.1. MÉTODO DA METSO
1


a) Área de peneiramento no primeiro Deck (material 10 mm)

Para essa separação será utilizada uma peneira com malha de 10 mm.
Segundo o material fornecido pela Metso, a área de uma peneira é dada por:

n
(1)

Sendo
A a área superficial da peneira (m²)
T a alimentação do deck da peneira (m³/h)
C a capacidade básica para separação ((m³/h)/m² de peneira)
M o fator dependente da porcentagem de material retido (-)

1
Retirado de METSO, Peneiras e Grelhas, p. 5-21 – 5-22
10

K o fator relativo à porcentagem de material da alimentação inferior à metade de tamanho da
separação (-)
Qn o fator de correção, produto de
P é um fator dependente do conhecimento e certeza que se tem dos dados do material a ser
peneirado (varia de 1,0 a 1,4)
A alimentação da peneira no primeiro deck foi determinada por:

(2)

Sendo
W a vazão mássica do material na alimentação (110 t/h)
γ a densidade aparente do material (, t/m³)

O parâmetro Qn foi determinado por:

n (3)

A quantidade de oversize (retido) e undersize (passante) no primeiro deck foram
retirados do gráfico da Figura 3, obtendo-se valores aproximados de 42% e 58%,
respectivamente.
Os valores dos parâmetros utilizados na Equação (1) são dados na Tabela 2.

Tabela 2. Parâmetros para determinação da área da peneira segundo a Equação (1)
Parâmetro Valor
T (m³/h) 95,32 (Equação 2)
P (-) 1,2 (valor intermediário da escala)
C ((m³/h)/m²) 19,0 (Figura A1 do ANEXO A para separação de 10 mm)
M (-) 1,10 (Figura A2 do ANEXO A 42% de oversize)
K (-) 0,85 (Figura A3 do ANEXO A para partículas de 5 mm)
Q
n (-)
1,1 (Equação 3)
Q1 (-) 1,00 (Primeiro deck)
Q2 (-) 1,00 (Partículas cúbicas)
Q3 (-) 1,00 (Peneiramento seco)
Q4 (-) 1,00 (Material seco)
Q5 (-) 1,00 (Tela de arame abertura quadrada)
Q6 (-) 1,00 (Peneira inclinada)
11

Através dos resultados da Tabela 2 e a aplicação da Equação (1), obteve-se que a área
de peneiramento requerida no primeiro deck é 6,439 m² para peneira inclinada.

b) Área de peneiramento do segundo deck (4 mm material < 10 mm)

Para a separação no segundo deck será utilizada uma peneira com malha de 4 mm.
Pelo gráfico da Figura 3 verificou-se que o percentual de oversize é de aproximadamente
15%, entretanto, esse valor corresponde a uma alimentação de 110 t/h.
Como apenas 58% do material passou para o segundo deck, esse percentual representa
100% da alimentação no segundo deck e os 15% de oversize devem ser proporcionais a essa
nova alimentação.

de passante dec de alimentao dec
de passante dec , de passante dec

Por regra de três simples temos que 58% representa 100% da alimentação e 15%
corresponde a 25,86% do oversize no segundo deck.
A vazão de alimentação nesse caso também muda, correspondendo a 58% da vazão no
primeiro deck, ou seja, 55,29 m³/h.
Os valores dos parâmetros utilizados na Equação (1) para o segundo deck são
mostrados na Tabela 3.

Tabela 3. Parâmetros para determinação da área da peneira segundo a Equação (1)
Parâmetro Valor
T (m³/h) 55,29
P (-) 1,2 (valor intermediário da escala)
C
((m³/h)/m²)
10,0 (Figura A1 do ANEXO A para
separação de 4 mm)
M (-)
1,68 (Figura A2 do ANEXO A 74% de
oversize)
K (-)
0,40 (Figura A3 do ANEXO A para
partículas de 2 mm)
Q
n (-)
0,99 (Equação 3)
Q1 (-) 0,90 (segundo deck)
Q2 (-) 1,00 (Partículas cúbicas)
Q3 (-) 1,00 (Peneiramento seco)
Q4 (-) 1,00 (Material seco)
Q5 (-) 1,00 (Tela de arame abertura quadrada)
Q6 (-) 1,00 (Peneira inclinada)
12


Através dos resultados da Tabela 3 e a aplicação da Equação (1), obteve-se que a área
de peneiramento requerida no segundo deck é de 10,970 m² para peneira inclinada. O material
passante por essa peneira corresponde à fração menor que 4 mm e não precisa de novo
peneiramento.

3.2.2. FÓRMULA EMPÍRICA DE BAUMAN
2


A determinação da área para peneiramento é dada por Bauman por:

(4)

Sendo
V a alimentação em m³/h
V
1
a capacidade unitária de produção
k
1
, k
2
, k
3
e k
4
os coeficientes de correção (-)

a) Área de peneiramento no primeiro Deck (material > 10 mm)

A alimentação V foi calculada no item 3.2.1, letra a, e corresponde a 95,32 m³/h.
A capacidade unitária de produção V
1
depende da abertura da malha utilizada, que no
primeiro deck é 10 mm. Seu valor é determinado pela Figura 5 e vale 19.

Figura 5. Capacidade unitária de produção (Teoria e Prática do Tratamento de Minérios, v.3,
p. 535)

O coeficiente k
1
é relativo à proporção de passante na alimentação que, pelo gráfico da
Figura 3 verificamos que é 58%. Desse modo, encontramos que k
1
vale 1,00 pela Figura 6.
Foi feita uma aproximação conveniente da fração de 58% para 60% devido às limitações da
tabela da figura.

2
Retirado do livro Teoria e Prática do Tratamento de Minérios, v.3, p. 535
13


Figura 6. Tabela para determinação de k
1
(Teoria e Prática do Tratamento de
Minérios, v.3, p. 535)

O coeficiente k
2
é proporcional à umidade da alimentação e é equivalente a 1,00 para
material seco. Para peneiramento via seca o valor de k
3
também é 1,00.
O valor de k
4
depende da forma dos grãos e equivale a 0,8 para grãos cúbicos.
Através dos valores encontrados e da Equação (4) determinou-se a área de
peneiramento no primeiro deck segundo o método de Bauman. O resultado encontrado foi de
6,271 m².

b) Área de peneiramento do segundo deck (4 mm material < 10 mm)

A alimentação V foi calculada no item 3.2.1, letra b, e corresponde a 55,29 m³/h.
A capacidade unitária de produção V
1
depende da abertura da malha utilizada, que no
segundo deck é 4 mm. Seu valor é determinado pela Figura 5 e vale 9 (Considerou-se a média
entre os valores 7 e 11 para malhas de 3 e 5 mm, pois não há valor referente a malha de 4
mm).
Pelo item 3.2.1, letra a, verificamos que o passante no segundo deck corresponde a
25,86% (~30%). Portanto, determinou-se pela Figura 6 que k
1
vale 0,75.
Como ao passar pelo primeiro deck as características físicas do material não são
alteradas os coeficientes k
2
, k
3
e k
4
continuam valendo, respectivamente, 1, 1 e 0,8.
Através dos valores encontrados e da Equação (4) determinou-se a área de
peneiramento no segundo deck segundo o método de Bauman. O resultado encontrado foi de
10,238 m².

3.3. DETERMINAÇÃO DA ESPESSURA DA CAMADA NO OVERSIZE

A espessura de material retido na peneira pode ser determinada por:

(-,)
(5)
14

Sendo
D a espessura de camada de material em mm
T a alimentação em m³/h (Também pode ser encontrado a nomenclatura Tf dependendo da
literatura)
S a velocidade de transporte de material em m/min
W a largura nominal da peneira em m

A Equação (5) pode ser utilizada tanto com o material da Metso quanto com a fórmula
de Bauman, assim como em outros métodos propostos. Entretanto, cada método possui suas
singularidades e determinou-se a espessura D através do material da Metso e da descrição
fornecida no livro Teoria e Prática do Tratamento de Minérios (v. 3, p. 543).

3.3.1. MÉTODO DA METSO
3


Pelo material da Metso, primeiramente determinou-se a velocidade de transporte de
material através da Figura 7.

Figura 7. Velocidade de transporte em função do tipo de peneira

Considerou-se a velocidade de 30,0 m/min para peneira com inclinação de 20 graus e
de movimento circular, utilizada em classificação final, pois a maior parte do material tem
diâmetro menor que 10 mm, conforme se observa na Figura 8.


3
Retirado de METSO, Peneiras e Grelhas, p. 5-21 – 5-22
15


Figura 8. Distribuição granulométrica discreta do material analisado

A vazão de alimentação já foi calculada nos itens anteriores e vale 95,32 m³/h no
primeiro deck e 55,29 m³/h no segundo deck.
Pelo material da Metso, se determinou as espessuras mínima e máxima da camada de
oversize no deck utilizando os gráficos das Figuras 9 e 10 de acordo com a malha de
separação utilizada em cada deck.

Figura 9. Espessura recomendada na camada de alimentação no primeiro deck (METSO,
Peneiras e Grelhas)
16


Figura 10. Espessura de camada recomendada na saída do deck (METSO, Peneiras e
Grelhas)

Os valores máximos e mínimos para espessura de camada no primeiro e segundo deck
são mostrados na Tabela 4.

Tabela 4. Limite de espessura de material nos decks da peneira
Decks
Espessura na alimentação
(mm)
Espessura na descarga
(mm)
1º Deck
Máximo 50,00 30,00
Mínimo 21,25 10,00
2º Deck
Máximo - 15,00
Mínimo - 5,00

De acordo com os dados oferecidos pelo material da Metso, foram encontrados
modelos de peneiras que atendem as especificações necessárias. Os modelos encontrados são
mostrados na Tabela 5.

17

Tabela 5. Modelos de peneira pesquisados
Modelo Fabricante
Maior área
da peneira
(m²)
Espessura
alimentação
(mm), 1º deck
apenas
4

Espessura
descarga
(mm), 1º
deck¹
Espessura
descarga
(mm), 2º
deck¹
Valores de projeto
10,970 21,3 – 50,0 10,0 – 30,0 5,0 – 15,0
Especificação do fabricante
RF 2,4x4,8 DD
SH
METSO 11,52 23,54 23,54 13,65
MF 2,4x6,1 DD METSO 14,64 23,54 23,54 13,65
PV-6024/2A INCOMEQ 14,40 23,54 23,54 13,65
RMS720*2 Gator 12,99 26,75 26,75 15,51

3.3.2. MÉTODO DO LIVRO
5


A metodologia utilizada pelo livro não é muito diferente da aplicada pela Metso. As
principais diferenças estão na adoção da altura máxima de material na peneira, que depende
da densidade aparente do material. Por esse método, não existe um valor mínimo especificado
para a altura D, apenas um valor máximo.
Esse valor máximo é determinado de acordo com a tabela da Figura 11.

Figura 11. Altura máxima da camada de material em função da densidade aparente

Para o material analisado, a altura máxima da camada deve ser o triplo da abertura da
malha da peneira. Para o deck de alimentação essa espessura é igual a 30 mm, visto que a
malha utilizada tem 10 mm. Para o segundo deck o valor calculado é 12 mm, pois a abertura
da tela é 4 mm.
A velocidade S de transporte do material pode ser determinada pela Figura 12.


4
As espessuras foram calculadas segundo a Equação (5) de acordo com as larguras das peneiras fornecidas
pelos fabricantes
5
Retirado do livro Teoria e Prática do Tratamento de Minérios, v. 3. ed. 3, p. 543
18


Figura 12. Velocidade de transporte de material em função do modelo da peneira

ara peneiras inclinadas e com aberturas de malha menores que ” (, mm), a
velocidade recomendada é de 30 m/min.
Substituindo os valores encontrados na Equação (5) e de acordo com as informações
fornecidas pelos fabricantes de peneira foram selecionados os modelos mostrados na Tabela
6.
Tabela 6. Modelos de peneira pesquisados
Modelo Fabricante
Maior área
da peneira
(m²)
Espessura
máxima de
material (mm),
1º deck
6

Espessura
máxima de
material (mm),
2º deck
6

Valores de projeto
10,238 30,00 12,00
Especificação do fabricante
RF 2,4x4,8 DD
SH
METSO 11,52 9,89 10,12
LH 2,4x4,8 DD METSO 11,52 9,89 10,12
60024 DD Odebraz 14,40 9,89 10,12
PV-6024/2A INCOMEQ 14,40 9,89 10,12
RMS720*2 Gator 12,99 11,23 11,50
MF 2,4x6,1 DD METSO 14,64 9,89 10,12


4. ESCOLHA DA PENEIRA

Como pode ser observado dependendo do método de dimensionamento empregado
para determinação da área de peneiramento, podem-se encontrar resultados diferentes que
implicam em análises diferentes dos equipamentos fornecidos pelos fabricantes.
Analisando os resultados nas Tabelas 5 e 6, verificamos que a peneira RF fornecida
pela Metso é a que mais se aproxima da área requerida com as especificações de altura de
material dentro dos limites especificados. O modelo fornecido pela Gator também poderia ser

6
As espessuras foram calculadas segundo a Equação (5) de acordo com as larguras das peneiras fornecidas
pelos fabricantes
19

utilizado, mesmo apresentando um pequeno desvio segundo o método da Metso. Os modelos
escolhidos são: RF 2,4x4,8 DD SH e RMS720*2 (Gator).

a) Modelo RF 2,4x4,8 DD SH (METSO)

As peneiras desse modelo (Figura 13) possuem decks com inclinações múltiplas. São
acionadas por mecanismos de eixo longo da série V-100, com contrapesos externos,
lubrificação a óleo, fornecendo movimento circular e aceleração necessária para
estratificação.

Fabricante: Metso
Área de peneiramento (cada deck): 11,5 m²
Comprimento/Largura: 4,8 m/2,4 m
Número de Decks: 2
Potência: 30 kW
Peso total: 13750 kg
Inclinação alimentação/descarga: 25°/15°


Figura 13. Peneira modelo RF 2,4x4,8 DD SH da METSO (Fonte: <www.metso.com.br>)

b) Modelo RMS720*2 (Gator)

Esse modelo de peneira (Figura 14) possui um nível baixo de ruído e facilidade de
manutenção. Pode ser utilizada para peneiramento seco ou molhado e tem capacidade de
20

processar até 350 t/h de material. O tamanho máximo de partícula na alimentação deve ser de
400 mm.

Fabricante: Gator
Área de peneiramento (cada deck): 12,99 m²
Comprimento/Largura: 6,1 m/2,13 m
Número de decks: 2
Potência: 18,5 kW
Velocidade do eixo: 850 rpm
Peso: 5650 kg


Figura 14. Peneira modelo RMS720*2 da Gator (Fonte:
<http://www.shgatormachinery.com.br/vibrating-screen.html>)
21

5. CONCLUSÃO

As peneiras RF 2,4x4,8 DD SH, da METSO, e RMS720*2, da Gator, foram os
modelos de peneira escolhidos por atenderem todas as especificações previstas no cálculo do
projeto e possuírem área de peneiramento próxima do valor calculado. Embora os outros
modelos de peneira pesquisados também atendam os requisitos necessários, suas áreas de
peneiramento são exageradas quando comparadas com os modelos escolhidos, o que
certamente encareceria o investimento na compra do equipamento, além de investir em um
equipamento que possuiria uma área que não seria utilizada durante o peneiramento.


22

6. BALANÇO MATERIAL

O balanço material para cada peneira é mostrado na Figura 15.


Figura 15. Balanço material em cada deck da peneira

95,32 m³/h
55,29 m³/h
40,03 m³/h
Alimentação
Descarga
Passante

14,29 m³/h
40,99 m³/h
Descarga
Passante
Descarga
Material ≥ 10mm
10 mm > Material ≥ 4 mm
Material < 4 mm
23

ANEXO A – TABELAS DA METSO

Figura A1. Gráfico para determinação do parâmetro C (Fonte: METSO, Peneiras e Grelhas,
p. 5-17, Gráfico B)

Figura A2. Gráfico para determinação do parâmetro M (Fonte: METSO, Peneiras e Grelhas,
p. 5-17, Gráfico C)
24


Figura A3. Gráfico para determinação do parâmetro K (Fonte: METSO, Peneiras e Grelhas,
p. 5-17, Gráfico D)

25

ANEXO B – TEMA DO PROJETO


26

REFERÊNCIAS


CHAVES, Arthur Pinto; PERES, Antonio Eduardo Clark. Peneiramento. In:_____. Teoria e
Prático do Tratamento de Minérios. 2 ed, 2003. v. 3, p. 511 – 546.


ENCYDIA. Sal. Disponível em: <http://pt.encydia.com/es/Sal>. Acesso em 8 abril 2012.


GATOR. Peneira Vibratória RMS/RMSB/RMSH. Disponível em:
<http://www.shgatormachinery.com.br/vibrating-screen.html>. Acesso em 8 abril 2012.


MELO, Paulo Roberto C. de; CARVALHO, Renato Senna; PINTO, Dorival de Carvalho.
HALITA. Rio de Janeiro, 2008. 35 p. Comunicação Técnica elaborada para o Livro Rochas
Minerais Industriais: Usos e especificações Parte 2, cap. 25, p. 551 – 584.


METSO. Peneiras e Grelhas, [S.l.:s.n] . 68 p.


METSO. Peneiras RF. Disponível em: <www.metso.com.br>. Acesso em 8 abril 2012.