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Dra.

Thaís Guimarães
ANTIMICROBIANOS
Produtos capazes de destruir microorganismos ou de
suprimir sua multiplicação ou crescimento.
Antibióticos = produzidos por microorganismos Antibióticos = produzidos por microorganismos
Quimioterápicos = sintetizados em laboratórios
ANTIMICROBIANOS
Segunda classe de medicamentos (analgésicos e anti-
inlamatórios!
"odas as especialidades
#$ - %$& uso inade'uado
(oco = paciente indi)idual
*uncan+ S,-A+ .//0
Efeitos
Paciente
Hospital
Comunidade
Ecossistema
USO RACIONAL DE ANTIMICROBIANOS
Por'ue azer o controle de A"1 2
Quem de)e azer o controle de A"1 2
3omo azer o controle de A"1 2
3omo azer a )igil4ncia 2 3omo azer a )igil4ncia 2
Qual o papel do laboratório 2
Qual o papel da administração 2
Qual o papel da armácia 2
USO RACIONAL DE ANTIMICROBIANOS
Por'ue azer o controle de A"1 2
Quem de)e azer o controle de A"1 2
3omo azer o controle de A"1 2
3omo azer a )igil4ncia 2
Qual o papel do laboratório 2
Qual o papel da administração 2
Qual o papel da armácia 2
Porque fazer o controle de ATM ?
Promo)er 'ualidade assistencial no 'ue concerne a
antibioticoterapia e a antibioticoproila5ia+ mel6orando
a atenção dispensada aos pacientes
Promo)er o uso racional de A"1+ de orma a reduzir a Promo)er o uso racional de A"1+ de orma a reduzir a
pressão seleti)a de A"1 espec7icos+ reduzindo desta
orma a seleção de microorganismos resistentes
1inimizar custos 6ospitalares direta ou indiretamente
ligados ao uso de A"1
Qualdade a!!!tencal
8ndicação precisa
*iagnóstico de inecção (cl7nico+ epidemiológico e9ou laboratorial!
:em toda inecção necessita A"1;
'uadros )irais
abscessos abscessos
bacteri<ria assintomática
(=8
diarréias
lebites
-scol6a do A"1
S7tio de inecção
Agente causal
>ra)idade
Qualdade a!!!tencal
Hospedeiro
8dade
,ipersensibilidade
Antimicrobiano
(armacocinética
-spectro ação
*ose
,ipersensibilidade
(unç?es 6epática e renal
>ra)idez
-stado imunológico
*oenças de base
*ose
@ia e inter)alo de
administração
*istribuição tecidual
8nteração
Potencial de resistAncia
-eitos ad)ersos
3ontra-indicaç?es
3ustos
Qualdade a!!!tencal
Antimicrobiano ade'uado;
Penetração em concentração eicaz no s7tio de
inecção inecção
Posologia ade'uada e cBmoda
@ia de administração ade'uada
1enor to5icidade
1enor indução de resistAncia
1enor custo
Redu"#o de re!!t$nca
Século XX = descoberta dos antimicrobianos
Emergência de resistência Emergência de resistência
Aumento da morbi-mortalidade
Aumento dos custos
Redu"#o da re!!t$nca
RESISTÊNIA
Aumento uso de antibióticos
Aumento :C 6ospedeiros suscept7)eis
(imunocomprometidos+ pós-cir<rgicos+ D"8!
Aumento procedimentos in)asi)os
Mcroor%an!&o! re!!tente!
1ESA @E- Pneumococo E
Pseudomonas E Acinetobacter E FP3 GGGGG
Mn&zando a Re!!t$nca
Pre)enir inecç?es
*iagnosticar e tratar eeti)amente
Dsar antimicrobianos de orma racional
Eealizar controle de inecção eicaz para pre)enir
transmissão
Con!eq'$nca! da Re!!t$nca
,ospitalização prolongada
Eisco aumentado de morte
:ecessidade de terapias mais tó5icas9caras :ecessidade de terapias mais tó5icas9caras
=portunidade de terapias inade'uadas
(ator de risco independente para aumento de
mortalidade
Aumento nos custos
Re!!t$nca( &)lca"*e! na tera)$utca
8niciar com terapia antibiótica emp7rica ade'uada nas
inecç?es 6ospitalares
Administrar antibióticos na dose correta+ por tempo
ade'uado
Se necessário+ mudar a dosagemdo antibiótico ou o Se necessário+ mudar a dosagemdo antibiótico ou o
es'uema terapAutico baseado nas inormaç?es sobre o
patógeno e o peril de resistAncia
Eecon6ecer 'ue a administração antimicrobiana pré)ia é
um ator de risco para a presença de patógenos resistentes
3on6ecer o peril de resistAncia da unidade para embasar a
escol6a dos antibióticos
+atore! de R!co( Re!!t$nca
Dso pré)io de A"1
@ancomicina = -E@
3ealo 888 = H>:
3arbapenens = Acinetobacter e Pseudomonas 3arbapenens = Acinetobacter e Pseudomonas
PermanAncia 6ospitalar prolongada
Procedimentos in)asi)os
*oença imunodebilitante
Cu!to!
Padronização de medicamentos;
Sal 5 marca registrada
8@ 5 @=
*uração do tratamento9 proila5ia *uração do tratamento9 proila5ia
8necç?es causadas por 1*E;
Aumento tempo internação 6ospitalar
Aumento da mortalidade
A!"ENT# !ST#S $IRET#S E IN$IRET#S
3usto estimado controle e tratamento inecç?es 1*E = DSI .$$
mil6?es e DSI J$ bil6?es
Ann Intern Med 134:289-314, 2001
USO RACIONAL DE ANTIMICROBIANOS
Por'ue azer o controle de A"1 2
Quem de)e azer o controle de A"1 2
3omo azer o controle de A"1 2
3omo azer a )igil4ncia 2 3omo azer a )igil4ncia 2
Qual o papel do laboratório 2
Qual o papel da administração 2
Qual o papel da armácia 2
Que& de,e fazer o controle de ATM ?
338,;
-5ecuti)o (>rupo ou Ser)iço!
3omissão multidisciplinar;
(armácia
Kaboratório Kaboratório
Administrador
-pidemiologista ,ospitalar;
1édico ('ualiicação e con6ecimento!
8nectologista
USO RACIONAL DE ANTIMICROBIANOS
Por'ue azer o controle de A"1 2
Quem de)e azer o controle de A"1 2
3omo azer o controle de A"1 2
3omo azer a )igil4ncia 2 3omo azer a )igil4ncia 2
Qual o papel do laboratório 2
Qual o papel da administração 2
Qual o papel da armácia 2
Co&o fazer o controle de ATM ?
=rigem e análise de dados;
3onsumo+ local+ tempo+ dose+ prescritor
Ee)isão de ormulário;
Selecionar e limitar esto'ues
Substituição por genéricos Substituição por genéricos
3ontrato competiti)o de drogas similares
Eod7zio
Eelatórios e análise do peril de sensibilidade das
bactérias
-ducação
"reinamento e reciclagem
Dtilização de LguidelinesM
Co&o fazer o controle de ATM ?
Pol7tica de restrição
-laboração de LNitsM proiláticos
3on6ecimento da administração do A"1;
(armacocinética (armacocinética
3ombinação de A"1
Aminoglicos7deo dose <nica diária
"erapia se'uencial
,ome-care
@igil4ncia
-liminação do uso de A"1 em ração animal
Pol-tca de re!tr"#o
3onsiste na utilização de determinados A"1 somente
após a)aliação9liberação pela 338,
Dso Eestrito;
3ealosporinas 888 (3etazidima! 3ealosporinas 888 (3etazidima!
3ealosporinas 8@ (3eepime!
Quinolonas (3iprolo5acina!
>licopept7deos (@ancomicina e "eicoplanina!
3arbapenens (8mipeneme 1eropeneme -rtapenem!
Alto custo (Anotericinas lip7dicas+ Kinezolida!
Passi)o (preenc6imento de ic6a!
Ati)o (discussão imediata com médico responsá)el!
.anco&cna
Recomenda%&es para pre'en%(o da resistência a )ancomicina
*HI+A - $ ,--./
Dso prudente de )ancomicina
Situaç?es 'ue seu uso de)e ser e)itado;
Proila5ia cir<rgica
"erapia emp7rica neutropenia ebril sem e)idAncias de inecção por "erapia emp7rica neutropenia ebril sem e)idAncias de inecção por
>ram(O!
"erapia de uma 6emocultura positi)a para -3:
Proila5ia local ou sistAmica de colonização cateteres )asculares
*escontaminação seleti)a do ">8
-rradicação de colonização por 1ESA
"ratamento da colite pseudomembranosa
Proila5ia de E: bai5o-peso e diálise
"ratamento de escol6a para pacientes com inecç?es por 1SSA
Car/a)enen!
A"1 de largo espectro = >ramO e >ram- e anaeróbios
"erapia de inecç?es gra)es
-scol6a;
-nterobactérias produtoras de -SHK -nterobactérias produtoras de -SHK
Produtores de H-lactamase Amp3 (está)eis!
H>: :(
:ão utilizar para tratamento de inecç?es ad'uiridas na
comunidade
:ão utilizar emproila5ia
:ão utilizar como primeira droga emneutropenia ebril
01t!2 )rofl3tco!
A"1 com uso em proila5ia cir<rgica;
3eazolina+ 3euro5ima+ 3eo5itina
*ispensados para o 3entro 3ir<rgico
Quantidade somente para proila5ia
Kiberados até #0 6s
:ormatizados em conPunto com ser)iços
cir<rgicos
USO RACIONAL DE ANTIMICROBIANOS
Por'ue azer o controle de A"1 2
Quem de)e azer o controle de A"1 2
3omo azer o controle de A"1 2
3omo azer a )igil4ncia 2 3omo azer a )igil4ncia 2
Qual o papel do laboratório 2
Qual o papel da administração 2
Qual o papel da armácia 2
Co&o fazer a ,%l4nca ?
Passi)a; ic6a preenc6ida pelo médico solicitante
'uando da prescrição de A"1 restrito =Q liberação
pela armácia =Q a)aliação da 338, =Q liberação
ou blo'ueio ou blo'ueio
Ati)a; a)aliar todas as solicitaç?es antes da
liberação pela armácia =Q contato direto com
médico responsá)el =Q disponibilidade R# 6s
.%l4nca
Auditorias em setores selecionados;
@isitas periódicas da 338,
3lassiicação do uso de A"1 em inade'uado ou
ade'uado ade'uado
8ndicação+ duração+ dose
3umprimento de protocolos
A)aliação do consumo
Propor soluç?es
USO RACIONAL DE ANTIMICROBIANOS
Por'ue azer o controle de A"1 2
Quem de)e azer o controle de A"1 2
3omo azer o controle de A"1 2
3omo azer a )igil4ncia 2 3omo azer a )igil4ncia 2
Qual o papel do laboratório 2
Qual o papel da administração 2
Qual o papel da armácia 2
Qual o )a)el do la/orat5ro ?
*i)ulgação da epidemiologia e do peril de
sensibilidade das bactérias
:otiicação rápida das bactérias multiresistentes
USO RACIONAL DE ANTIMICROBIANOS
Por'ue azer o controle de A"1 2
Quem de)e azer o controle de A"1 2
3omo azer o controle de A"1 2
3omo azer a )igil4ncia 2 3omo azer a )igil4ncia 2
Qual o papel do laboratório 2
Qual o papel da administração 2
Qual o papel da armácia 2
Qual o )a)el da ad&n!tra"#o ?
Apoio e cumprimento do programa
USO RACIONAL DE ANTIMICROBIANOS
Por'ue azer o controle de A"1 2
Quem de)e azer o controle de A"1 2
3omo azer o controle de A"1 2
3omo azer a )igil4ncia 2 3omo azer a )igil4ncia 2
Qual o papel do laboratório 2
Qual o papel da administração 2
Qual o papel da armácia 2
"rabal6ar com a 3omissão de (armácia e
"erapAutica
Promoção do uso adequado de antimicrobianos
"erapAutica
>rupo de monitoramento do uso de
antimicrobiano
-studos de armacoeconomia
"rabal6ar com o laboratório cl7nico - bacteriologia
Medication Therapy and Patient Care: Specific Practice Areas–Statements
2009, American Society of Health-System Pharmacists
E!trat6%a! )ara ot&zar o u!o de ant&cro/ano! no! 7o!)ta!
I. Otimizar o uso de ATM na profilaxia cirúrgica
II. Otimizar a escolha e duração da terapia
antimicrobiana empírica
III. Melhorar a forma de prescrever ATM por III. Melhorar a forma de prescrever ATM por
meio da educação
IV. Monitorar e promover feedback das taxas de
resistência antimicrobiana
V. Desenvolver protocolos para o uso de ATM
(guidelines)
oldman! "AMA #99$%2&':2()-)0
SH*A position paper! +nfect Control Hosp *pidemiol #99&%#,:2&'
-o./en "0! Clin +nfect 1is 200$:)2:&&$-&
A"*e! )ara o u!o correto de ant&cro/ano!
Conhecer a história do paciente – caso clínico
Conhecer os ATMs padronizados em seu hospital
Conhecer as doses e seus por quês
Orientar o ajuste de dose quando necessário
Participar ativamente da elaboração das padronizações
de profilaxia
Conhecer a prevalência de MR nas unidades e saber
orientar, quando necessário
Suspender a liberação do ATM, quando necessário
Erros de medicação, RAM – notificar e orientar
Interações medicamentosas
=brigada GG =brigada GG
tguimaraes@terra.com.br