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A VIDA EXTRATERRESTRE

por Reinaldo Pinto da Silva
"55. São habitados todos os globos que se movem no espaço?
Sim e o homem terreno está longe de ser, como supõe, o primeiro em inteligência, em bondade e em perfeição. Entretanto, há homens que se
tem por espíritos muito fortes e que imaginam pertencer a este pequenino globo o privilégio de conter seres racionais. Orgulho e vaidade!
Julgam que só para eles criou Deus o Universo."
O Livro dos Espíritos
A pluralidade dos mundos habitados é um dos princípios básicos da Doutrina Espírita. Mas a curiosidade
nos desperta o interesse de saber como seria a vida em outros planetas. Procurei então pesquisar em algumas
obras espíritas e não espíritas notícias sobre outros mundos habitados, e fiquei surpreso em saber, por essas
diversas fontes, que provavelmente não estamos sozinhos no Universo, nem mesmo em nosso sistema solar.
Informações nos chegaram sobre a vida em Marte (nosso vizinho), Júpiter e Saturno. Há mundos
intimamente relacionados com o nosso próprio planeta Terra, como um mundo pertencente ao sistema da
estrela de Capella, por exemplo. E há outras regiões do espaço da qual não temos senão vagas informações.
Espero que a apresentação dessas humildes notas não só aliviem a pura curiosidade, como estimulem
também a valorização do nosso mundo e a nossa melhoria moral, para que façamos jus a novos avanços e
promovamos a ascensão do nosso sofrido orbe a um grau superior.
CONSIDERAÇÕES GERAIS
Em "O Evangelho segundo o Espiritismo", Allan Kardec estabelece a seguinte classificação para os
diferentes mundos: mundos primitivos, destinados às primeiras encarnações da alma humana; mundos de
expiação e provas, onde domina o mal; mundos de regeneração, nos quais as almas que ainda tem o que
expiar haurem novas forças, repousando das fadigas da luta; mundos ditosos, onde o bem sobrepuja o mal;
mundos celestes ou divinos, habitações de Espíritos depurados, onde exclusivamente reina o bem. Com
certeza nosso mundo não é o único habitado, nem é o melhor ou o pior dos mundos. Apenas um mundo
classificado como de expiação e provas, mas em transição para um estágio mais avançado que é o de mundo
de regeneração.
Sobre mundos mais atrasados que a Terra, Emmanuel, em "O Consolador", nos revela o seguinte:
"Existem orbes que oferecem piores perspectivas de existência que o vosso e, no que se refere a
perspectivas, a Terra é um plano alegre e formoso, de aprendizado. O único elemento que aí destoa da
Natureza é justamente o homem, avassalado pelo egoísmo.
Conhecemos planetas onde os seres que os povoam são obrigados a um esforço contínuo e penoso para
aliciar os elementos essenciais à vida; outros, ainda, onde numerosas criaturas se encontram em doloroso
degredo. Entretanto, no vosso, sem que haja qualquer sacrifício de vossa parte, tendes gratuitamente céu
azul, fontes fartas, abundância de oxigênio, árvores amigas, frutos e flores, cor e luz, em santas
possibilidades de trabalho, que o homem há renegado em todos os tempos."
Que isto nos sirva ao mesmo tempo de consolo e de advertência. Que amemos a Terra como ela merece,
pelo que nos tem oferecido de bom para o nosso aprendizado, como uma escola bendita de Deus para as
nossas vidas. A maioria dos homens não tem sabido viver em harmonia com seus semelhantes e com a
Natureza, concorrendo para a destruição dos recursos naturais e criando inúmeras situações de grande
desequilíbrio. Devemos lembrar que, se não amarmos o suficiente, seremos degredados em mundos
inferiores, para que a evolução da Terra prossiga seu caminho.
Não encontrei revelações de nenhum mundo inferior em particular. O que constará aqui são revelações de
alguns mundos superiores, que estão disponíveis em diversas fontes espíritas e não espíritas.




A VIDA EM MARTE
As informações abaixo sobre Marte foram coletadas dos livros "Cartas de Uma Morta", de Maria João de
Deus, e "Novas Mensagens", de Humberto de Campos, ambos psicografados por Francisco Cândido
Xavier. Ei-las:
 Marte tem dois satélites muito menores que a Lua; o dia é de 24 horas e quase 40 minutos, e o
ano é de 668 dias, tornando as estações mais demoradas, sem transformações bruscas de
ordem climática.
 A densidade de Marte é mais leve, o que torna a atmosfera muito rarefeita. Há planícies
imensas e oceanos, apesar da água parecer menos densa e os mares muito pouco profundos.
 As águas são muito raras, pois grande parte desapareceu nas infiltrações do solo, combinando-
se com elementos químicos das rochas, excluindo-se da circulação ordinária. Quase não há
chuvas, mostrando-se o céu geralmente sem nuvens.
 A vegetação é de um colorido mais interessante e mais belo, com uma tonalidade avermelhada,
e uma variedade de cores e perfumes nas flores e nos frutos.
 Há cidades fantásticas, com edifícios que lembram a Torre Eiffel ou os altos arranha-céus de
Nova York e avenidas extensas e amplas, com construções análogas às da Terra, e numa das
cidades há um templo imponente onde se reúnem todos os credos religiosos.
 Máquinas poderosas e possantes flutuam ao pé das nuvens, cruzando os ares, em todas as
direções; algumas delas aglomeram vapor d'água em nuvens imensas, levemente azuladas,
para suprir as regiões mais pobres e afastadas do sistema de canais naturais que se ligam aos
oceanos polares.
 O corpo físico é mais ou menos semelhante ao do homem terrestre, porém com diferenças
apreciáveis. Possui ligeiras protuberâncias ao longo das espáduas que permitem algumas
faculdades volitivas.
 Os problemas do solo já foram solucionados; os países são departamentos econômicos e órgãos
administrativos, administrados por instituições justas e sábias. O problema da alimentação
essencial, através das forças atmosféricas (respiração), já foi resolvido.
 O Sol aparece bastante diferenciado. A Terra aparece no céu como uma estrela avermelhada;
o nosso planeta, pela sua inferioridade, incomoda com suas influências nocivas. Muitas
mensagens são enviadas à Terra através das ondas luminosas, mas não são claramente
percebidas.
 Os cientistas marcianos desenvolvem vastos estudos sobre a Terra; os telescópios marcianos
podem aumentar uma imagem da Terra em 100000 vezes, podendo examinar até as vibrações
de ordem psíquica; compreendem todos os fenômenos e a maior parte dos mistérios da
natureza do nosso planeta; há formidáveis aparelhos fotoelétricos que registram com
precisão as expressões fenomênicas dos mundos próximos.
 A Ciência em Marte é unida à Fé; os marcianos já despertaram os ardores divinos da intuição
sublime e pura, com as vibrações da fé, que os levaram da ciência transitória à sabedoria
imortal; já descobriram grande parte dos segredos das forças ocultas da natureza; conhecem
os profundos enigmas da eletricidade e sabem utilizá-la com maestria.
 Os marcianos são profundamente tranqüilos, não há guerra ou qualquer flagelo social,
evoluíram sem expiações coletivas terríveis, mais rapidamente que na Terra, e nunca
precisaram destruir ou se alimentar dos animais para viver; são caracterizados pela mais
profunda espiritualidade, amor fraterno e respeito ao Criador.
Há um outro livro que contém muito mais detalhes, intitulado "A Vida no Planeta Marte", de Ramatis,
psicografia de Hercílio Maes. Nesta obra todos os aspectos do planeta são abordados, desde o físico, o
familiar, o social, o político, o artístico, o científico, o tecnológico, o cultural, o espiritual, até as viagens
interplanetárias dos marcianos à Terra e a descrição dos discos voadores usados por eles. Fala em flores
fluorescentes; siderúrgicas controladas por computadores programados por ondas cerebrais e que fabricam
um metal ultra-resistente; um Governo central planetário encarregado de fornecer as necessidades mínimas
de alimentação, vestuário, educação e saúde para toda a população, tendo os beneficiados a única obrigação
de dedicar um número mínimo de horas de trabalho; ciência e arte unidas para fornecer o maior bem-estar,
prazer e desenvolvimento psíquico e espiritual a todos; aeronaves e espaçonaves que conseguem inverter a
gravidade e levitarem, podendo alcançar velocidades incríveis, além de usarem também o magnetismo
como força propulsora; cinemas com telas vítreas especiais para projeção tri-dimensional; e muito mais.
Os dados fornecidos concordam e expandem o que já foi exposto acima.
Uma questão resta para ser respondida: visto Marte ser tão próximo de nós, tendo sido largamente
observado por telescópios e até já visitado por sondas espaciais da Terra, por que não vemos os marcianos
e todas essas coisas descritas nos livros psicografados? Vejam o seguinte episódio relatado no livro "As
Vidas de Chico Xavier", de Marcel Souto Maior, que se passa durante a presença de Chico ao programa
"Pinga-fogo" de 28 de julho de 1971, na TV Tupi de São Paulo:
"Um telespectador mandou, pelo telefone, outra pergunta incômoda. No livro "Cartas de uma morta", Maria
João de Deus tinha descrito Marte como um planeta habitado, mas as sondas americanas desmentiram esta
notícia. O espírito da mãe de Chico Xavier teria se enganado?
Após destacar seu respeito pela ciência, Chico garantiu:
- Sabemos que o espaço não está vazio. Mas precisamos esperar o progresso científico na descoberta mais
ampla e na definição precisa daquilo que chamamos antimatéria. Então, devemos aguardar que a ciência
possa interpretar para nós a vida em outras dimensões, outros campos vibratórios."
Outra razão para a nossa cegueira é enumerada durante o discurso de um mensageiro celeste materializado
num templo marciano, conforme o relato de Humberto de Campos em "Novas Mensagens":
"- Irmãos, ainda é inútil toda tentativa de comunicação com a Terra rebelde e incompreensível! Debalde os
astrônomos terrenos vos procuram ansiosos, nos abismos do Infinito!... Seus telescópios estão frios, suas
máquinas geladas. Faltam-lhes os ardores divinos da intuição sublime e pura, com as vibrações da fé que
os levariam da ciência transitória à sabedoria imortal. (...) Todos os progressos científicos são patrimônio
do egoísmo utilitário ou elementos sinistros da ruína e da morte!... (...) A ciência de seres como esses não
poderiam entender as vibrações mais elevadas do espírito! (...) Oremos pelos nossos companheiros, iludidos
nas expressões animais de uma vida inferior, de modo que a luz se faça em seus corações e em suas
consciências, possibilitando as vibrações recíprocas de simpatia e comunicação, entre os dois mundos!..."
Parece ocorrer, também no mundo físico, o que ocorre no mundo astral, onde um benfeitor espiritual não
pode ser visto por um espírito rebelde no umbral sem que este eleve a sua vibração ou aquele a reduza.
Dado o nosso estado moral, estaríamos cegos para as expressões mais evoluídas da vida marciana. Além
disso a tecnologia de comunicação marciana seria, segundo Ramatis, muito avançada em relação à nossa;
eles estariam tentando reciclar a velha tecnologia das ondas hertzianas, abandonada há muito tempo, para
se fazerem entendidos. Mesmo assim ainda permanecemos surdos às suas mensagens de paz e fraternidade.
A VIDA EM SATURNO
O livro "Cartas de Uma Morta" também relata algo sobre o planeta Saturno. Eis um resumo:
 A atmosfera é densa.
 O Sol aparece como um novelo de luz, levemente azulada; a luz se espalha por todas as coisas,
mas o seu calor é menor, apresentando tonalidades de um rosa pálido e de um azul
indefinível; a claridade é conservada em suas vibrações pelos numerosos satélites que a
refletem, multiplicando os raios luminosos e caloríficos; ao anoitecer, aparecem as luas
fulgurantes e resplandecem os anéis luminosos no firmamento.
 O dia se compõe de dez horas e as estações duram mais de sete anos consecutivos. O clima é
eminentemente benéfico, em razão do equilíbrio da obliqüidade da eclíptica, propiciando aos
habitantes elementos de duradoura saúde.
 O solo é branco, às vezes brilhante, parecendo um amontoado de massas mais ou menos
análogas ao gelo, e contém matérias preciosíssimas, usadas somente na ornamentação dos
lares ou dos templos de sabedoria; os mares são como uma grande massa fluídica, um pouco
semelhante à água levemente rosada; há fontes encantadas e lagos róseos como se fossem
encravados em geleiras alvíssimas.
 A vegetação possui as folhagens e ramarias azuladas, contudo as flores eram de coloridos
variegados, apresentando as mais singulares tonalidades quando refletiam a luz circunstante.
 O corpo físico nada tem em comum com os tipos da humanidade terrena, tendo uma
organização animalesca e membranas à guisa de asas, que lhe facultam o poder de volitar à
vontade; ele consegue evolucionar nos ares, em gráceis movimentos, apesar de parecer
bizarro.
 Há várias habitações de estilo gracioso, onde predominam grandes colunatas artisticamente
dispostas, decoradas com uma substância que muda de cor, em lindíssimas nuanças, aos
reflexos da luz solar; bem no cume de um monte, que parece de neve, há certo palácio de
colunas preciosas emergindo de uma alcatifa de flores, onde grande multidão se reúne em
atitude de recolhimento e prece.
 Há aparelhos gigantescos, quais grandes nuvens multicores, onde os saturninos se reúnem para
estudos avançados; em cada aparelho se agrupa uma assembléia de espíritos sedentos de
sabedoria; todas as artes lhes merecem especial carinho; a preocupação máxima da sua
existência é a intensificação do poder intelectual.
 Os saturninos são altamente dotados de sabedoria, sensibilidade e inteligência; seus sentidos e
percepções são muito superiores às do homem; dominam todos os elementos da natureza e
aplicam sabiamente as suas leis; conhecem todas as combinações fluídicas ao seu bem estar;
a eletricidade e a mecânica não tem para eles segredos; estão a par do que ocorre nos outros
mundos e sabem calcular com precisão a posição dos satélites dos outros planetas; conhecem
a historia e os fenômenos relacionados com os cometas; sabem medir a paralaxe das estrelas
mais próximas; conservam, enfim, uma vasta ciência das coisas do céu.
 Os saturninos também formam famílias; não tem vícios nem maus costumes; não amontoam
riquezas; alimentam-se com frugalidade do que a natureza proporciona espontaneamente,
não tendo necessidade de sacrificar vidas; criaram uma organização política regulando com
absoluta eqüidade todas as questões econômicas, obtendo um equilíbrio que os torna imunes
às guerras.
 Existe entre os saturninos a mais poderosa mediunidade generalizada; a ciência está reunida à
fé; os trabalhos não precisam ser tão intensos, podendo se dedicarem com mais devoção à
espiritualidade; as moléstias incuráveis são desconhecidas; instituições sagradas recebem os
que se avizinham da morte; estão cientes de tudo o que ocorre ao espírito liberto.
A VIDA EM JÚPITER
Allan Kardec, em sua "Revista Espírita" dos meses de abril, maio e agosto de 1858, números republicados
pelo Instituto de Difusão Espírita de Araras respectivamente em janeiro, fevereiro e maio de 1989, nos traz
notícias de Júpiter. O Espírito de Bernard Palissy (um célebre oleiro do sexto seculo) responde a várias
questões sobre este planeta, o compositor Mozart nos dá informações sobre a sua música, e até os desenhos
de algumas habitações são apresentados, juntamente com uma descrição detalhada. Tentarei apresentar aqui
um esboço das condições deste orbe:
 A temperatura é branda e temperada, não variando com a latitude; há uma atmosfera, mas não
é formada dos mesmos elementos da atmosfera terrestre; há águas e mares, formados de
elementos mais etéreos.
 A natureza é mais calma; não há vulcões nem outras comoções geológicas; o dia é de 10 horas.
 As plantas são análogas às nossas, porém mais belas.
 A conformação do corpo físico é a mesma do homem terreno, porém é grande e bem
proporcionado, maior que o maior dos homens; há corpos opacos, diáfanos e translúcidos,
segundo sua destinação; o corpo envolve o Espírito sem escondê-lo; a densidade do corpo
difere tão pouco da atmosfera que permite-lhe transportar-se, de um lugar ao outro, sem
permanecer atado ao solo, podendo se mover, ir e vir, descer ou subir, ao capricho do Espírito
e sem outro esforço que o da sua vontade, sendo a locomoção tanto mais fácil quanto mais
esteja depurado; o corpo parece compacto e impenetrável para eles, mas não para nós da
Terra.
 A duração da vida é mais longa, cerca de 300 a 500 anos terrestres; o ser conserva a sua
superioridade; a infância não comprime a sua inteligência, a velhice não a extingue; não há
doenças.
 A comunicação entre si é feita pelo pensamento; não há linguagem articulada; a vidência e a
premonição são comuns.
 Os corpos dos animais são mais materiais; os animais não se despedaçam entre si; todos vivem
submissos ao homem, amando-se mutuamente; eles são os servidores e operários que
executam os trabalhos materiais; estão num estado de submissão; tem uma linguagem mais
precisa e mais caracterizada que a dos animais terrestres; todos são ligados a uma família
particular.
 As casas estão reunidas em cidades; os habitantes tem seus lares comuns e suas famílias,
grupos harmônicos de Espíritos simpáticos; as habitações são espaçosas, parecem palácios;
a decoração externa das casas usam ornamentos escavados nas pedras e coloridos em seguida
ou vegetais petrificados; há festas, cerimônias e reuniões públicas, havendo certos edifícios
especialmente destinados a esses usos.
 Há residências aéreas, móveis ao gosto do habitante, onde os Espíritos mais elevados habitam
a maior parte do tempo; as casas que estão no solo geralmente tem um térreo, destinado aos
Espíritos que agem sob a direção do senhor e acessível aos animais, e um andar reservado
só ao senhor, que nele mora ocasionalmente; a "cidade baixa" (composta das moradias
situadas no solo) é quase somente freqüentada por Espíritos de segunda ordem, encarregados
dos interesses planetários e da boa ordem a manter entre os servidores (os animais).
 Os Espíritos dos habitantes são de diferentes graus, mas de uma mesma ordem, todos bons,
todos superiores; a superioridade ou inferioridade relativa é dada pelo grau de conhecimento
e experiência; há, portanto, desigualdades de posições sociais, fundadas nas leis da
sociedade, visto que uns são mais ou menos avançados na perfeição; toda a organização
social repousa precisamente sobre essas variedades de inteligências e de aptidões; os
superiores tem, sobre os outros, uma espécie de autoridade, como um pai sobre os filhos; em
razão de leis harmoniosas, aos Espíritos mais elevados, os mais depurados, é que pertence a
alta direção do planeta.
 Os povos são governados por chefes, cuja autoridade consiste no grau superior de perfeição;
as guerras são desconhecidas; não há mais crime; os povos são regidos pela lei de Deus.
 Não há ricos e pobres; todos são irmãos; se um tiver mais do que o outro, ele partilhará; a
ninguém falta o necessário; ninguém tem o supérfluo; a fortuna de cada um está em relação
com a sua condição.
 Não há várias religiões; todos professam o bem, e todos adoram um único Deus.
 A música é divina; não há instrumentos musicais; são as plantas, os pássaros que são os
coristas; o pensamento compõe e os ouvintes desfrutam sem audição material, sem o recurso
da palavra, e isso a uma distância incomensurável.
Ramatis, no livro "A Missão do Espiritismo", capitulo X, "O Espiritismo e a Bíblia", fala que os gigantes
de grande estatura, citados na Bíblia em Gn 6.4 e Nm 13.33, eram "exilados de Júpiter". Esta informação é
compatível com a descrição dada acima para o corpo dos habitantes desse planeta.
UM MUNDO DE TRÊS SÓIS
Maria João de Deus, conforme relata em "Cartas de Uma Morta", também visitou um mundo do qual se
viam três sóis. Um sol era cor de rosa quase enrubescido, e uma estrela esverdeada brilhava no infinito;
quando esta estava no zênite e a primeira prestes a se por no horizonte, outro sol amarelo, cor de laranja
amadurecida, surgia. Essas tonalidades distintas causavam inconcebíveis efeitos da luz. Provavelmente
tratava-se de um mundo pertencente a um sistema estelar triplo, como tantos já detectados pela nossa
Astronomia. As cores das estrelas dependem do "tipo espectral", e este se relaciona com a temperatura da
superfície da estrela; porém não se registram estrelas de cor verde nos tipos espectrais existentes, sendo o
tom esverdeado da estrela mais distante provavelmente produzido por algum efeito da atmosfera. Outra
hipótese é que ela poderia não ser uma estrela, mas um planeta ou satélite esverdeado refletindo a luz dos
sóis. O interessante é que neste mundo não se conhece a noite, a sombra ou a escuridão.
O elemento sólido da crosta do orbe era formado por substâncias indescritíveis pela narradora; mas viu-se
oceanos, florestas, jardins, minerais, animais e muitas outras coisas equivalentes aos objetos e
manifestações da vida sobre a Terra.
Os seres pensantes eram muito superiores aos homens e cuidavam somente de trabalhos elevados e de
ordem divina. Eram criaturas altamente dotadas de sensibilidade e aguçada inteligência.
Quase todas as casas possuíam torres como se fossem agulhas, tão elevadas que eram, e ali a luz tinha
aplicações incompreensíveis para o nosso entendimento. A expedição a este mundo visava justamente os
estudos da luz e das suas vibrações no seio do éter.
OUTRO MUNDO DE TRÊS SÓIS
Emmanuel, no primeiro capítulo do livro "Renúncia", psicografia de Chico Xavier, também fala de outro
mundo de três sóis. Eis o trecho que relata suas impressões:
"Três sóis rutilantes despejavam no solo arminhoso oceanos de luz mirífica, em cambiâncias inéditas, como
lampadários celestes acesos para edênico festim de gênios imortais. Primorosas construções, engalanadas
de flores indescritíveis, tomavam a forma de castelos talhados em filigrana dourada, com irradiações de
efeitos policromos. Seres alados iam e vinham, obedecendo a objetivos santificados, num trabalho de
natureza superior, inacessível à compreensão dos terrícolas. (...)
Ao crepúsculo (...) se despediam no espaço os raios dos três sóis diferentes, em deslumbramento de cores.
(...) O firmamento enchia-se de claridades policrômicas e deslumbrantes. Satélites de prodigiosa beleza
começavam a surgir na imensidade, envolvendo a paisagem divina num oceano de luz."
A protagonista do romance, Alcíone, desenvolvia trabalhos juntamente com espíritos do sistema de Sirius,
cooperando com os benfeitores da Arte terrena. Porém, segundo a Astronomia, Sirius não é uma estrela
tripla, e sim uma estrela gigante branco-azulada acompanhada por uma estrela anã branca, muito menor.
No livro consta que ela aguardava uma expedição de Sirius, e portanto ela poderia estar à espera em outro
sistema, que seria o descrito acima. Cabe ressaltar que a visão de um Espírito pode ser um pouco diferente
da visão que teríamos com os olhos puramente físicos.
OS EXILADOS DE CAPELLA
Apresentarei inicialmente as informações astronômicas sobre a estrela de Capella, extraídas da revista
"Astronomy" de fevereiro de 1995, para depois tratar brevemente do assunto em questão.
Capella é uma estrela muito brilhante situada na constelação do Cocheiro ou Auriga, sendo a sexta estrela
mais brilhante no céu noturno. Ela situa-se a 43 anos-luz da Terra. É uma estrela amarela de tipo espectral
G, como o Sol.
Na verdade, Capella consiste de duas estrelas gigantes que revolucionam uma em torno da outra num
período de 104 dias. Ambas as estrelas são do tipo espectral G mas tem temperaturas ligeiramente
diferentes. A mais quente (tipo G1) tem uma temperatura de 5700 K (graus Kelvin), e a mais fria (tipo G9)
tem uma temperatura de 4900 K. O Sol (tipo G2) tem uma temperatura de 5770 K. Por serem gigantes,
cada estrela emite muito mais luz que o Sol. A estrela G1 emite cerca de 75 vezes mais luz, enquanto a
estrela G9 emite um pouco menos, cerca de 65 sóis. Ambas estrelas também tem massas similares, com a
mais fria (G9) tendo ligeiramente mais massa. A estrela G1 tem 2,6 massas solares, enquanto a G9 tem 2,7
massas solares. A estrela G1 é 9 vezes maior que o Sol, e a G9 é 12 vezes maior que o Sol. As duas estrelas
estão separadas de 110 milhões de quilômetros, tão longe quanto a distância de Vênus ao Sol.
Acompanhando as duas gigantes há uma outra estrela. Esta também é dupla, mas é um par de estrelas anãs
vermelhas fracas, que juntas geram apenas 1% da energia do Sol. Elas estão bem longe das estrelas mais
brilhantes (no mínimo 0.15 ano-luz ou cerca de 1.4 trilhão de quilômetros), mas parecem ligadas porque
tem movimentos similares no espaço. Sendo assim, Capella seria na realidade um sistema quádruplo,
contendo duas estrelas grandes e brilhantes e duas pequenas e fracas.
Emmanuel fala dos exilados de Capella no livro "A Caminho da Luz", psicografia de Francisco Cândido
Xavier. Diz ele que quase todos os mundos que são dependentes de Capella já se purificaram física e
moralmente, e que, há muitos milênios, um de seus orbes, que guardava muitas afinidades com o globo
terrestre, atingiu o fim de um de seus ciclos evolutivos. Alguns milhões de Espíritos rebeldes lá existiam,
dificultando o caminho da evolução geral, mas um saneamento geral expulsou-os daquela humanidade a
qual não faziam mais jus. Foi deliberado, então, que eles fossem exilados na Terra, para resgate dos seus
débitos, permitindo também que eles impulsionassem o progresso da humanidade terrena. Esse exílio é
relembrado na Bíblia como a "perda do paraíso".
Os exilados de Capella reuniram-se em quatro grandes grupos, em obediência às suas afinidades, formando
assim o grupo dos árias (dos quais descenderam a maioria dos povos da família indo-européia, incluindo
também os latinos, os celtas e os gregos, além dos germanos e dos eslavos), a civilização do Egito, o povo
de Israel e as castas da Índia.
Grande parte desses Espíritos, com muitas exceções, só puderam retornar ao mundo de origem após muitos
séculos de sofrimentos; outros, porém, aqui permanecem, infelizes e retrógrados. Os que constituíram a
civilização egípcia tiveram maior destaque na prática do Bem e no culto da Verdade. Eram eles os que
menos débitos possuíam. Trabalharam devotadamente para poderem retornar ao seu mundo de origem. Por
esse motivo, depois de perpetuarem nas pirâmides os seus avançados conhecimentos, a maioria dos
Espíritos daquela região regressaram à sua patria, mas grande número permanece, desempenhando diversas
missões na Terra, como forma de gratidão ao planeta que permitiu a sua redenção espiritual. Boa parte dos
demais grupos de exilados ainda permanece aqui, sofrendo as conseqüências de seus débitos clamorosos.
Allan Kardec também fala desses exilados no capitulo XI de "A Gênese", a partir do item 38, com o
subtítulo "Raças Adâmicas". Ramatis igualmente cita a vinda deles à Terra, no livro "A Missão do
Espiritismo", capitulo X, "O Espiritismo e a Bíblia":
"(...) já existiam outros povos na Terra, remanescentes dos próprios terrícolas, de exilados de Marte e do
satélite de Júpiter, todos provindos das civilizações desaparecidas da Atlântida. Em conseqüência, o
primeiro casal bíblico não passa de alegoria representando o núcleo central dos exilados de Capella. (...)
Adão e Eva representavam, na Terra, os "filhos de Deus", ou seja, os "exilados de Capella". Mas é preciso
distinguir (...) dos demais habitantes primitivos (...) conhecidos como os "filhos dos homens"!"
Ramatis não revela qual é o satélite de Júpiter. Talvez seja Ganimedes, o maior deles. Um brasileiro diz ter
contato com seres desse orbe. Pesquisas espaciais mais recentes revelam ser este um mundo com bastante
chance de se encontrar vida em sua superfície.
A ESTRELA "ZHORO"
Lobsang Rampa, no livro "Entre os Monges do Tibete", relata uma viagem astral a um planeta pertencente
a uma estrela que ele chamava de "Zhoro". Era uma estrela vermelha, muito velha, aproximando-se do final
de sua longa vida. O mundo visitado era vermelho e desolado, com rochas vermelhas, areia vermelha e um
mar vermelho e sem ondas, com uma espuma vermelha. À beira d'água havia criaturas estranhas, como
enormes caranguejos que se moviam letargicamente. Viu-se também surgir da água uma outra criatura
vermelha, de carapaça grossa e juntas notáveis, soltando um gemido e caindo na areia. No céu estava um
sol vermelho de brilho mortiço. Não havia outros sinais de vida. Era um mundo que morria, já sem rotação,
planeta de um sol agonizante prestes a entrar em colapso, tornando-se uma estrela anã sem vida e sem luz,
que mais tarde colidiria com outra.
Na superfície do planeta havia três enormes torres, cada uma com uma bola de cristal brilhando e pulsando
com luz amarelo-clara. Uma delas mudou para a cor azul elétrica. Na base daquela torre havia uma entrada
fortemente guarnecida com algum metal estranho e brilhante. Após longos corredores de rocha morta,
achou-se um salão enorme, com mapas, cartas, máquinas e instrumentos estranhos, em cujo centro estava
uma mesa comprida com nove homens, ou "humanóides", muito idosos sentados em torno dela. Eles eram
diferentes entre si: um era alto e magro, com cabeça em formato cônico; outro era baixo e atarracado; e
assim por diante. Vinham de planetas e raças diferentes. Todos eram humanos, mas devido aos ambientes
em que viviam, alteraram um pouco suas formas e estatura. Eram humanos nas moléculas de carbono. Eles
explicaram que, neste Universo (talvez querendo significar a nossa galáxia ou região da galáxia), tudo
depende das moléculas básicas de hidrogênio e carbono, que são os elementos formadores da estrutura do
mesmo. Em outros Universos, outros corpos utilizam componentes diferentes. Alguns usam o silício, outros
o gesso, mas se mostram muito diferentes dos habitantes do nosso Universo, e nossos pensamentos nem
sempre tem afinidade com os deles.
UMA EXTRATERRESTRE DAS PLÊIADES
As Plêiades, conhecidas como as "Sete Irmãs" e até citadas na Bíblia como o "Setestrelo", são um grupo de
estrelas que podem ser vistas na constelação de Touro na forma de um nó apertado. Elas formam um dos
aglomerados estelares abertos ou "galáticos" (isto é, que se situam no plano da Via Láctea, em
contraposição aos aglomerados globulares) mais próximos, parecendo estar a pouco mais de 3 vezes a
distância de outro aglomerado conhecido, as Híades. O melhor valor coloca esse grupo a 410 anos-luz de
nós.
As nove estrelas mais brilhantes são todas gigantes do tipo espectral B (branco-azuladas) e estão
concentradas numa região de cerca de 7 anos-luz de diâmetro. Fora dessa área, uns poucos membros podem
ser encontrados a distâncias de até 20 anos-luz a partir do centro. A estrela mais brilhante, "Alcyone", é
cerca de 1000 vezes mais luminosa que o Sol, e talvez 10 vezes maior; mas os membros mais fracos desse
aglomerado não chegam a ter um centésimo da luminosidade solar. Entre esses extremos encontramos todos
os tipos intermediários da Seqüência Principal, até as anãs vermelhas. Não há gigantes vermelhas, e é
evidentemente um grupo bem mais jovem que as Híades, sugerindo-se uma idade de aproximadamente 20
milhões de anos. Estrelas duplas e múltiplas também são comuns.
Um fato marcante das Plêiades é que o aglomerado estelar inteiro está envolto numa nebulosidade fraca e
difusa de grande extensão que parece brilhar pela luz refletida das estrelas. Essa nebulosidade é
aparentemente composta de poeira e talvez partículas sólidas maiores.
Todo esse preâmbulo astronômico é para se ter uma idéia do ambiente do qual é proveniente a personagem
que será citada aqui. Shirley MacLaine, em seu livro "Minhas Vidas" (título original em inglês: "Out on a
Limb"), relata todo o início de sua experiência espiritual, incluindo um período passado nos Andes peruanos
com seu amigo David. Segundo consta no livro, os habitantes de lá vêem muitos discos voadores, é do
conhecimento comum, e ninguém se perturba com isso. Eles deixam marcas quando pousam (Ramatis fala
numa espécie de radioatividade protetora nos disco marcianos), e se as pessoas chegam muito perto eles
vão embora. Aparecem à noite, quando se está muito frio para alguém observar. Muitos ficam voando de
um lado para outro do céu. Alguns viriam de Vênus e estariam estudando nosso planeta. São extraterrenos
que vivem no alto das montanhas e voam seus discos para baixo das montanhas, a fim de que ninguém
possa descobrí-los. Nunca fizeram mal a ninguém e preferem ficar a sós, extraindo minerais das montanhas.
Os vales entre os picos são inacessíveis por terra, e portanto mais seguros para eles. Provavelmente devem
conhecer a hostilidade da maioria dos seres humanos.
Mas o acontecimento a ser destacado aqui é o encontro de David com uma extraterrena das Plêiades,
chamada Mayan. Ela parecia quase translúcida; a pele brilhava, era maravilhosa, alva e transparente; era
pequena, do tipo "mignon", cabelos pretos compridos, olhos muito escuros, quase amendoados, que não
eram olhos orientais, apenas enviesados; a maneira como se movimentava era fluida. Estava com a sua
gente, efetuando estudos geológicos nas montanhas. E iniciou uma conversa de cunho espiritual com David
(que até então não se interessava por assuntos dessa natureza), falando do mundo, governos, atitudes
diferentes em países diferentes, Deus, línguas, etc. Falou sobre a energia negativa de alguns dos nossos
líderes mundiais e como as pessoas precisavam acreditar em si mesmas, que o relacionamento mais
importante era entre cada alma e Deus. Proferiu ensinamentos e explicações sobre a reencarnação da vida,
as leis e a justiça cósmica. Eis a seguir uma apresentação das suas idéias, como expressas no livro da Shirley
MacLaine:
 Os extraterrenos são superiores porque compreendem o processo do domínio espiritual da
vida. A ciência realmente avançada e a compreensão espiritual são a mesma coisa.
 Amemos a Deus, amemos ao próximo, amemos a nós mesmos e amemos a obra de Deus, pois
somos parte dessa obra.
 Há a necessidade de todas as mulheres acreditarem em si mesmas como mulheres, a
necessidade de se sentirem seguras nisso. As mulheres têm o direito de serem ainda mais
independentes e livres. Nenhuma sociedade pode funcionar democraticamente até que as
mulheres sejam consideradas iguais sob todos os aspectos, particularmente para si mesmas.
E jamais se chegará a isso por outro caminho que não o próprio esforço. As almas dos seres
humanos, especialmente as mulheres, estão acorrentadas à terra através dos confortos do lar,
terra e amor limitado. Continuarão a sofrer, até se aprender a romper esses grilhões por um
conhecimento superior. As mulheres são mais espertas do que os homens.
 A ciência é a criada de Deus. Mas ela possui uma tecnologia tão avançada na Terra que se
despojou de sua própria capacidade de controlá-la, a tal ponto que a tecnologia se tornou
totalmente ameaçadora à vida. Precisaríamos desmontar as usinas de fissão nuclear e
concentrar os recursos de pesquisa na solução dos problemas dos perigosos desperdícios
tecnológicos de todos os tipos. A tecnologia em si mesma não é nociva, o negativo era a
maneira como é usada e o propósito com que é usada. O Sol é uma fonte ilimitada de energia
que deveríamos aprender a acumular e utilizar. Assim, a ciência, através da tecnologia,
servirá tanto ao homem como à Terra.
 Em todo o cosmo nada tem um valor tão grande quanto uma única alma viva, e no valor dessa
única alma viva está o valor de todo o cosmo. A humanidade segue uma projeção em espiral
ascendente, que pode parecer que não estamos progredindo, mas isso não corresponde à
verdade. A cada renascimento e reflexão na vida posterior, a humanidade se descobre num
plano mais elevado, quer possamos ou não percebê-lo. A progressão de cada alma individual
afeta a mecânica e o movimento de todo o cosmo, porque cada alma individual é muito
importante.
 O homem tem o hábito de reduzir sua compreensão às percepções da própria mente, e lhe é
difícil romper as estruturas de referência e permitir que sua imaginação efetue saltos
quantitativos para outras dimensões, transcendendo aos limites que lhe são impostos por
vidas de pensamento estruturado.
 O próton é a carga positiva de energia e o elétron é a negativa. Cada uma dessas cargas encerra
uma energia equilibrada. Negativo e positivo se atraem, e cargas iguais se repelem. Os
elétrons giram em torno dos prótons constantemente e em alta velocidade. Na verdade, os
elétrons e neutrons giram em torno dos prótons relativamente da mesma forma como a Terra
e outros planetas do nosso sistema giram em torno do Sol. Em outras palavras, o átomo é um
sistema planetário em miniatura. Há uma força que funciona como o elemento coesivo,
permitindo os movimentos desse sistema. Essa energia é uma Força Divina, uma força que
é a organizadora de toda a matéria no cosmo. Organiza o átomo. Tudo o que é físico é
constituído de átomos. Pode-se dizer que essa Força é a suprema Fonte, o elemento pensante
da natureza. É uma espécie de oceano em que tudo flutua, que mantêm os átomos juntos, os
planetas, as galáxias, o Universo, tudo unido em harmonia. A Fonte ou "oceano é constituída
de polaridades equilibradas e contrastantes, polaridades de positivo e negativo, "yin" e
"yang", ou, como os cientistas dizem agora, "quarks". Alguns dos nossos cientistas
desconfiam que essa energia existe, mas não podem medí-la porque não é molecular. Dizem
que há uma energia que povoa o espaço interatômico, mas não sabem o que é. Até _eles_
chamam-na de elemento coesivo do átomo, dando o nome de "glúon". Sabem que não é
matéria, mas sim unidade de energia. É a energia subatômica que constitui a Fonte. Portanto,
a Fonte não é molecular. Essa energia é a energia que constitui a alma. Nossos corpos são
constituídos de átomos, nossas almas são feitas dessa energia-Fonte. Nossa ciência não
reconhece a existência da alma. Portanto, não pode reconhecer a constituição científica da
Fonte. Se e quando a ciência chegar a uma definição da Fonte, estará reconhecendo a
espiritualidade como uma realidade física. Ela não admite a existência de forças que parecem
estar no reino espiritual. É por isso que não sabemos realmente o que é a eletricidade. Só
sabemos que existe porque tem resultados físicos. A alma é uma força física. Mas é uma
espécie de força essencialmente diferente das forças físicas atômica e molecular que
abrangem o corpo. É uma força subatômica, a energia inteligente que organiza a vida. É parte
de cada célula, parte do DNA, está em nós, é nós e tudo o que existe... é o que chamamos
"Deus". Essa fonte povoa e organiza toda a vida. É o começo e o fim, Alfa e Ômega. É o
Deus da Criação. Quando Cristo disse que Deus está em toda parte de certa forma estava
sendo literal. O que ele estava querendo dizer era que essa energia espiritual orientadora da
vida está por toda parte. A vida, portanto, é a combinação da estrutura molecular, que é
matéria física, e a Fonte, que é energia espiritual. A forma física morre. A energia espiritual
vive para sempre. Tudo é energia. Mas a ciência só trata com o que pode ver e provar. As
propriedades moleculares são mais fáceis de se descobrir do que as unidades de energia. E a
alma é um acúmulo de unidades de energia. Possui o seu livre-arbítrio e, quando morre o
corpo que a encerra, simplesmente se individualiza, até tomar a sua decisão cármica sobre a
nova forma em que irá se alojar. Daí o que chamamos de reencarnação. Daí a vida depois da
morte. Daí a vida antes do nascimento.
CONCLUSÃO
Deixando de lado as particularidades de cada mundo superior exposto aqui, vemos que todos têm em
comum os sentimentos superiores do amor e da fraternidade universal, que lhes permitem também grandes
avanços tecnológicos. A espiritualidade é marca registrada desses povos, a mente encontra-se desenvolvida,
as virtudes estão já sedimentadas, e não há rastros das inferioridades e vícios que tanto nos atormentam.
Suas sociedades, portanto, são estruturadas no mais absoluto equilíbrio, de forma a que não haja
desfavorecimentos a ninguém, ao contrário da nossa, eivada de privilégios justificáveis apenas pelo
egoísmo dos mais poderosos. Oremos para que nós, os "terráqueos", obtenhamos a iluminação interior e
conquistemos o tão sonhado paraíso, que já é uma realidade nos mundos mais evoluídos.
Não podemos ainda ter a pretensão de visitarmos outros mundos. Emmanuel nos esclarece em "O
Consolador":
"Pelo menos, enquanto perdurar a sua atitude de confusão, de egoísmo e rebeldia, a humanidade terrestre
não deve alimentar qualquer projeto de viagem interplanetária.
Que dizermos do homem que, sem dispor a ordem na sua própria casa, quisesse invadir a residência dos
vizinhos? Se tantas vezes as criaturas terrestres tem menosprezado os bens que a Providência Divina lhes
colocou nas mãos, não seria justo circunscrevê-las ao seu âmbito acanhado e mesquinho?
O insulamento da Terra é um bem inapreciável.
Observemos as expressões do progresso humano, movimentadas para a guerra e para a destruição, nos
triunfos da força, e rendamos louvores ao Pai Celestial por não haver dilatado no orbe terreno os processos
de observação das suas vaidosas criaturas."
BIBLIOGRAFIA
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Federação Espírita Brasileira, Rio de Janeiro - RJ, 1939
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tradução de Affonso Blacheyre, 13ª edição, Editora Record, Rio de Janeiro - RJ, 1960
 Shirley MacLaine, "Minhas Vidas" (título original em inglês: "Out on a Limb"), tradução de
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 Marcel Souto Maior, "As Vidas de Chico Xavier", Editora Rocco, Rio de Janeiro - RJ, 1994
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 Robert Burnham Jr., "Burnham's Celestial Handbook", volumes I e III, Dover Publications
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