You are on page 1of 4

EXMO. SR. DR.

JUIZ DE DIREITO DA QUARTA VARA CÍVIL DE BRASILITA-
DF
AUTOS Nº 2008.01.1.047788-3

AUTOR: KELLY CRISTINA GUIMARÃES SANTOS
RÉ: SANTO ANTÔNIO TRANSPORTE E TURISMO LTDA.
KELLY CRISTINA GUIMARÃES SANTOS, devidamente qualificado nos autos em
epígrafe, vem tempestivamente, perante V.Exa., irresignado data venia com a decisão de
fls. 999, interpor com espeque no art. 513 do CPC a presente
A P E L A Ç Ã O
para egrégia instância superior, para o que solicita que V.Exa. a receba e determine seu
processamento, remetendo-se o processo, oportunamente, ao Tribunal ad quem, tudo
segundo a exposição e as razões que adiante seguem.


TERMOS
P. E. DEFERIMENTO

Brasília, 07 de maio de 2014
Advogado Fulano de tal OAB Nº 999




EXMO. SR. DR. JUIZ FEDERAL - PRESIDENTE DO TRIBUNAL REGIONAL
FEDERAL DA 1ª REGIÃO



APELANTE: KELLY CRISTINA GUIMARÃES SANTOS

APELADA: SANTO ANTÔNIO TRANSPORTE E TURISMO LTDA


RAZÕES DA APELAÇÃO
O apelante irresignado com a sentença do douto magistrado a quo vem apresentar suas
razões, entendo que a mesma deve ser reformada pelos fatos e fundamentos a seguir
argüidos:


1. DOS DANOS MORAIS E SUA CONFIGURAÇÃO
Atualmente é pacífico na legislação brasileira, na doutrina dominante e segundo o
entendimento dos tribunais o que é a indenização por danos morais.
Na concepção moderna da teoria da reparação de danos morais prevalece, a orientação
de que a responsabilização do agente se opera por força do simples fato da violação,
onde neste prisma decorrem duas consequências práticas: a dispensa da análise da
subjetividade do agente e a desnecessidade de prova de prejuízo em concreto.

O magistrado ao sentenciar coloca um valor que entende ser razoável e pífio à pretensão
deduzida, haja vista vislumbrar o porte da empresa e a conduta culposa da ré no
acidente.

Do exposto vemos que o Exmo. Magistrado de 1º grau entende que o dano moral aqui é
um dano sofrido pela autora que tem o condão de atingir sua honra, personalidade e
imagem, causando sofrimento e lesões à sua pessoa, que merecem reparação. Conforme
o princípio da razoabilidade e observadas a gravidade e repercussão do dano, bem como
a intensidade, os efeitos do sofrimento e o grau de culpa ou dolo. A finalidade
compensatória, por sua vez, deve ter caráter punitivo-pedagógico evitando o valor
excessivo ou ínfimo, mas objetivando, sempre desencorajar a conduta lesiva.
Sinceramente não sei em qual doutrina o douto magistrado a quo encontrou este
entendimento, pois sendo o dano moral da forma como foi, não há do que se medir a
repercussão do dano, bem como a intensidade, e os efeitos do sofrimento. Falar, ainda,
em caráter punitivo-pedagógico é pior ainda, pois essa empresa deveria acabar, pois é
muito fácil uma pessoa em seu juízo perfeito, trocar toda sua empresa por mais grande
que ela seja, por uma vida normal. Aplicar uma indenização tão baixa, baseada nesses
motivos é o cumulo do absurdo.

"A reparação do dano moral e estético põe em causa a delicada questão da quantificação
do valor da indenização. A jurisprudência tem se inclinado no sentido de que a
indenização por dano moral tem caráter sancionatório, de forma que o teor econômico
da condenação desestimule, pelo seu efeito intimidativo, a reincidência em nova
conduta lesiva aos valores da personalidade.

Sendo assim, compete ao juiz, com seu prudente arbítrio, avaliar com cautela e precisão,
os elementos probatórios, a fim de pronunciar-se sobre a liquidação do quantum
indenizável à vítima, devendo ser economicamente significativa, em razão das
potencialidades do patrimônio do lesante, que no caso especifico vai muito além dos R$
200.000,00, pois só um dos vários os ônibus da empresa, custa a metade disso. As
angústias, as dores, os constrangimentos e, enfim, as situações o autor passará pelo resto
de sua vida não pode ser paga, mas pode ser melhorada um pouco.



2. DO PEDIDO

Diante do exposto e por tudo quanto aludido, requero o conhecimento da presente
apelação e a reforma da sentença a quo condenando a apelada em danos morais e
estéticos no valor de R$ 2.000,000,00.



TERMOS
P. E. DEFERIMENTO

Brasília, 07 de maio de 2014
Advogado Fulano de tal OAB Nº 999