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INTRODUÇAO
Com os inúmeros avanços tecnoló,icos, muitas
instituiçöes sofrem com o excesso de informaçöes, sendo
imprescindível a aplicaçäo da ,estäo da informaçäo para
administrar esse caos informacional do mundo di,ital.
Muitas vezes as informaçöes estäo armazenadas em
equipamentos de informática de forma näo inte,rada,
espalhadas em seus bancos de dados, dificultando seu
acesso e, conseqüentemente, o desempenho das atividades
necessárias ao pleno funcionamento da instituiçäo. Devido
à proliferaçäo de arquivos eletronicos produzidos
individualmente pelos funcionários, sem o intuito de
compartilhamento de informaçöes, e de várias aplicaçöes
de bancos de dados, desenvolvidas ao lon,o do tempo para
atender a demandas específicas, falta, a essas instituiçöes,
uma visäo ,lobal de seus próprios dados e informaçöes.
Recentemente, sur,iu um novo conceito, o portal
corporativo, que utiliza metadados
1
e a lin,ua,em XMl
(l\:ens|||e Mcr|uµ ícn¸uc¸e)
2
para inte,rar dados näo
estruturados aos dados estruturados dos bancos de dados
institucionais, fornecendo acesso às informaçöes a partir
de uma interface individualizada, disponível na rede
hipertextual corporativa - lntranet
3
. Ò portal corporativo
é tido, por Collins, como o mais importante projeto de
,estäo da informaçäo da próxima década |O8]. Como uma
evoluçäo do Jc:c ucre|·use
+
, o portal corporativo estende
sua aplicaçäo à lntranet e se constitui em um único ponto
de acesso a todos os recursos de informaçäo e
conhecimento em uma instituiçäo.
Lmbora seja uma tecnolo,ia muito recente, vários säo os
benefícios, apontados por fornecedores e consultores de
informática, associados aos portais corporativos. Dentre
esses benefícios, destaca-se a facilidade de acesso às
informaçöes distribuídas nos diversos sistemas, arquivos
e bases de dados institucionais.
Para conse,uir concretizar esse benefício, é fundamental
que o projeto do portal corporativo leve em consideraçäo
a interaçäo dos usuários com sua interface. Sua capacidade
de facilitar o acesso dos usuários às informaçöes
institucionais está intrinsecamente relacionada à
facilidade de uso, aprendizado e satisfaçäo do usuário, isto
é, à usabilidade de sua interface ue|.
PortaI corporativo: conceitos e características
CIáudia Augusto Dias
Mestranda em ciência da informaçäo na Universidade de Brasília
(UnB). lormada em en,enharia elétrica pela Universidade de
Brasília. Trabalha como auditora de sistemas no Tribunal de Contas
da Uniäo (TCU). L responsável pela publicaçäo ír·ceJ|men:·s Je
-uJ|:·r|c Je S|s:emcs, participa do Projeto de Pesquisa e
Desenvolvimento da Tecnolo,ia da lnformaçäo do TCU e realiza
auditorias de sistemas em empresas e ór,äos da administraçäo
pública federal.
L-mail: claudiaad_vahoo.com
Resumo
Conceitos a respeito de uma nova tecnologia conhecida como
portal corporativo, cuja proposta é facilitar o acesso às
informações digitais no contexto organizacional. Este artigo
apresenta definições, características básicas, arquitetura e
tipos de portais corporativos identificados na literatura
especializada, constituindo-se em parte da revisão de
literatura de projeto de pesquisa em andamento, cujo objetivo
geral é analisar métodos para avaliação de usabilidade de
portais corporativos.
Palavras-chave
Portal corporativo; Informação institucional; Gestão da
informação.
Corporative gateway [portal]: concepts and
characteristics
Abstract
Concepts of a new technology known as corporate portal,
whose purpose is to provide easy access to enterprise digital
information. This paper presents definitions, main
characteristics, architecture and different kinds of corporate
portals found in specialized literature, being part of the
literature review of an ongoing research project, whose main
objective is to propose a usability evaluation methodology
applied to corporate portals.
Keywords
Corporate portal; Enterprise information; Information
management.
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Ò termo usabilidade foi definido na norma lSÒ/lLC
9126, sobre qualidade de s·j:ucre, como ¨um conjunto
de atributos de s·j:ucre relacionado ao esforço necessário
para seu uso e para o jul,amento individual de tal uso
por determinado conjunto de usuários." |3O] A partir de
entäo, esse termo passou a fazer parte do vocabulário
técnico de várias áreas do conhecimento, tais como
tecnolo,ia da informaçäo, er,onomia, interaçäo homem-
computador e psicolo,ia aplicada, tendo sido traduzido
literalmente para diversos idiomas. Ò conceito de
usabilidade evoluiu e foi redefinido na norma lSÒ
92+1-11 Gu|Je||nes ·n Lsc||||:, como ¨a capacidade de
um produto ser usado por usuários específicos para
atin,ir objetivos específicos com eficácia, eficiência e
satisfaçäo em um contexto específico de uso." |31]
Como ferramentas auxiliares de projeto de sistemas
centrado no usuário, existem vários métodos de avaliaçäo
de usabilidade, cujos objetivos säo verificar a eficiência e a
eficácia da interaçäo usuário-computador durante a
realizaçäo de tarefas, e identificar, de forma subjetiva, o
,rau de satisfaçäo dos usuários com o sistema.
A variedade de métodos de avaliaçäo de usabilidade
existentes, sua necessidade de adaptaçäo ao contexto de
uso e a evoluçäo tecnoló,ica da ,estäo da informaçäo,
representada pelo portal corporativo, deram ori,em a um
problema de pesquisa, relacionado à identificaçäo e
adaptaçäo de métodos de avaliaçäo de usabilidade para o
contexto de portais corporativos.
Lste arti,o constitui parte da revisäo de literatura de
projeto de pesquisa em andamento, cujo objetivo ,eral é
analisar métodos para avaliaçäo de usabilidade de portais
corporativos. A partir de um estudo de caso, os principais
métodos seräo identificados, selecionados, adaptados ao
contexto tecnoló,ico e institucional e, também,
combinados em uma metodolo,ia de avaliaçäo de
usabilidade de portais corporativos, a qual poderá ser
aplicada em outras instituiçöes, tomando como base os
resultados desse estudo.
D£IINIÇAO D£ PORTAL CORPORATIVO
Há três ou quatro anos, o que hoje é chamado de portal era
conhecido como máquina de busca, cujo objetivo era
facilitar o acesso às informaçöes contidas em documentos
espalhados pela lnternet. lnicialmente, as máquinas de
busca possibilitavam ao usuário da lnternet localizar
documentos a partir de pesquisas |··|ecncs
5
e nave,açäo
associativa entre ||n|s
6
. Para reduzir ainda mais o tempo
de busca na lnternet e auxiliar os usuários menos
experientes, vários s|:es
7
de busca incluíram cate,orias,
isto é, passaram a filtrar s|:es e documentos em ,rupos
pré-confi,urados de acordo com seu conteúdo - esportes,
meteorolo,ia, turismo, finanças, notícias, cultura etc. Ò
passo se,uinte foi a inte,raçäo de outras funçöes, como,
por exemplo, as comunidades virtuais e suas listas de
discussäo, c|c:s
8
em tempo real, possibilidade de
personalizaçäo dos s|:es de busca (Mv Yahoo', Mv Lxcite
etc.) e acesso a conteúdos especializados e comerciais. Lssa
nova concepçäo de máquina de busca é que passou a ser
chamada de portal.
Revnolds c Koulopoulos identificam as se,uintes fases
do pro,resso do portal ue|: pesquisa booleana, nave,açäo
por cate,orias, personalizaçäo e, por fim, funçöes
expandidas para outras áreas dos mundos informacionais
e comerciais |+O]. Lssa evoluçäo dos portais ue|, ou portais
públicos, chamou a atençäo da comunidade corporativa,
a qual vislumbrou a possibilidade de utilizaçäo dessa
mesma tecnolo,ia para or,anizar e facilitar o acesso às
informaçöes internas da empresa.
Por ser um conceito muito recente, a terminolo,ia
relacionada com os portais corporativos ainda näo se
estabilizou. Òs termos ¨portal corporativo", ¨portal de
informaçöes corporativas", ¨portal de ne,ócios" e ¨portal
de informaçöes empresariais" säo utilizados na literatura,
al,umas vezes, como sinonimos. Se,undo lirestone, o
processo de definiçäo do portal corporativo, como qualquer
outra estraté,ia de ne,ócios, é um processo político, isto
é, uma tentativa de persuadir os usuários e os investidores
da área de tecnolo,ia da informaçäo que uma definiçäo é
mais adequada do que outra, favorecendo os interesses de
um ou outro fornecedor/consultor |25]. A aceitaçäo ,eral
de uma definiçäo feita por determinado fornecedor pode
levar o público a concluir que o produto da concorrência,
por deixar de ter esta ou aquela característica, näo é
realmente um portal corporativo, por exemplo. Deixando
de lado o aspecto político entre concorrentes e enfatizando
as características inerentes de cada termo, a se,uir seräo
discutidas e a,rupadas as definiçöes consideradas mais
relevantes para esta revisäo de literatura.
Ò termo ¨portal de informaçöes empresariais" foi utilizado
pela primeira vez em um relatório da empresa de
consultoria Merril lvnch, elaborado por Shilakes c
Tvlman em novembro de 1998, onde consta a se,uinte
definiçäo:
¨Portais de informaçöes empresariais säo aplicativos que
permitem às empresas libertar informaçöes armazenadas
interna e externamente, provendo aos usuários uma única
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via de acesso à informaçäo personalizada necessária para a
tomada de decisöes de ne,ócios." |+1]
Nesse relatório, o portal de informaçöes empresariais ou
LlP (ln:erµr|se ínj·rmc:|·n í·r:c|) é considerado uma
oportunidade emer,ente de mercado, uma estraté,ia de
ne,ócios, constituindo-se em um conjunto de aplicativos
de s·j:ucre que consolida, ,erencia, analisa e distribui
informaçöes näo só internamente, como também para o
ambiente externo à or,anizaçäo, incluindo ferramentas
de inteli,ência de ne,ócios, ,estäo de conteúdo, Jc:c
ucre|·use, ,estäo de dados e informaçöes |+1]. Apesar de
essa definiçäo ser abran,ente o suficiente para aliar duas
funçöes dos portais corporativos, suporte à decisäo e
processamento cooperativo, o relatório, como um todo,
näo dá ênfase suficiente ao aspecto cooperativo, apesar de
mencioná-lo.
Nessa mesma linha de raciocínio, White define o LlP como
uma ferramenta que provê, aos usuários de ne,ócios, uma
única interface ue| às informaçöes corporativas
espalhadas pela empresa |+9]. Dentro desse conceito mais
,enérico, White ressalta as duas funçöes mencionadas
anteriormente, subdividindo os LlPs em duas cate,orias :
¨LlP para processamento de decisöes" e ¨LlP para
processamento cooperativo" |+9].
Para White, o LlP para processamento de decisöes auxilia
executivos, ,erentes e analistas de ne,ócios no acesso às
informaçöes necessárias para a tomada de decisöes de
ne,ócios, enquanto o LlP para processamento cooperativo
or,aniza e compartilha informaçöes de ,rupos de trabalho,
tais como mensa,ens de correio eletronico, relatórios,
memorandos, atas de reuniäo etc. |+9].
Lckerson, por sua vez, utiliza outro termo - portal de
ne,ócios - e o define como um aplicativo capaz de
proporcionar aos usuários um único ponto de acesso a
qualquer informaçäo necessária aos ne,ócios, esteja ela
dentro ou fora da corporaçäo. Lckerson compara o portal
de ne,ócios a um ¨s|·µµ|n¸ cen:er para trabalhadores do
conhecimento", explicando que a maioria dos
consumidores prefere fazer suas compras em um s|·µµ|n¸,
por ter certeza de lá poder encontrar tudo de que precisa,
evitando a busca cansativa em sucessivas lojas em
diferentes localidades |15]. Sua concepçäo difere do ponto
de vista de White, Shilakes c Tvlman por dar pouca ou
quase nenhuma ênfase ao aspecto cooperativo, limitando
o conceito de portal como uma via de acesso às
informaçöes estruturadas e näo estruturadas, por meio de
uma interface ue| |15].
Uma linha de pensamento um pouco diferente, defendida
por Murrav |3+], considera o portal corporativo mais do
que uma via de acesso às informaçöes corporativas, como
definem Shilakes c Tvlman |+1]. Murrav afirma que os
portais voltados apenas para o conteúdo säo inadequados
ao mercado corporativo e que ¨os portais corporativos
devem nos conectar näo apenas a tudo de que
necessitamos, mas a todos que necessitamos, e
proporcionar todas as ferramentas necessárias para que
possamos trabalhar juntos" |3+]. Murrav identifica quatro
tipos distintos de portais empresariais: ¨portais de
informaçöes", ¨portais cooperativos", ¨portais de
especialistas" e ¨portais do conhecimento" |3+]. Òs
portais de informaçöes provêm acesso à informaçäo, os
portais cooperativos fornecem ferramentas de
processamento cooperativo, os portais de especialistas
conectam pessoas, com base em suas experiências e
interesses, finalmente, os portais do conhecimento
combinam todas as características dos anteriores |3+].
Com essa subdivisäo, Murrav parece estar mais interessado
em um portal capaz de atender a todas as expectativas
funcionais dos usuários corporativos, e näo apenas em
uma ferramenta de tomada de decisäo ou de acesso a
informaçöes.
Assim como Murrav destaca o caráter cooperativo do
portal, Revnolds c Koulopoulos vislumbram o portal
como um sistema de informaçöes centrado no usuário,
inte,rando e divul,ando conhecimentos e experiências
de indivíduos e equipes, atendendo, assim, aos padröes
atuais de instituiçöes baseadas no conhecimento |+O].
Para esses autores, o portal corporativo é capaz de aliar o
conhecimento explícito contido em arquivos, bases de
dados, correspondências, pá,inas ue| e aplicativos
empresariais ao conhecimento tácito dos times de projeto,
das heurísticas profissionais e das comunidades
institucionais |+O].
Da mesma forma que acontece com os consultores e
analistas de mercado na área de informática, também os
fabricantes e fornecedores de s·j:ucre definem os portais
corporativos de maneiras diferentes, de acordo com o
enfoque de cada produto, destacando características
relacionadas ao suporte à decisäo e/ou ao processamento
cooperativo. Como concorrentes no mercado, cada
fabricante realça as qualidades de seu produto em suas
definiçöes. Como exemplos, nos pará,rafos se,uintes säo
discutidas as definiçöes de portais dadas por três
conhecidos fornecedores.
CIáudia Augusto Dias
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A Viador define os portais de informaçöes empresariais
como ¨aplicativos que possibilitam às companhias fornecer
acesso às informaçöes armazenadas interna e
externamente e, ainda, oferecerem aos usuários internos
e externos uma única janela para as informaçöes
personalizadas necessárias para a tomada de decisöes de
ne,ócios." |+5] Apesar de usar a nomenclatura LlP,
considerada mais ,enérica, a Viador destaca claramente o
suporte à tomada de decisöes como a principal funçäo de
seu portal.
A Brio, por outro lado, baseando-se nos requisitos
considerados pelo Patricia Sevbold Oroup como essenciais
para os portais corporativos, define seu portal de
informaçöes empresariais como uma ferramenta que provê,
aos usuários, amplo acesso à informaçäo,
independentemente de onde esta esteja armazenada, e
compartilhamento cooperativo de informaçöes entre
todos os usuários da or,anizaçäo, independentemente da
localidade em que se encontram |O3]. Ò uso da
nomenclatura LlP pela Brio é compatível com as
definiçöes de White e Shilakes c Tvlman.
A Plumtree Software, por sua vez, define seu portal
corporativo como um sistema capaz de reunir, em uma
única pá,ina ue| personalizada, todas as informaçöes e
ferramentas de produtividade relevantes aos usuários
corporativos, inte,rando ainda aplicativos dinìmicos, tais
como relatórios ·n-||ne, correio eletronico, a,endas e
serviços comerciais |39]. A incorporaçäo de aplicativos
cooperativos e a capacidade intrínseca do portal de criar
relacionamentos entre informaçöes e prover acesso ao
conteúdo da rede corporativa e da lnternet, por meio de
uma visäo ló,ica de informaçöes provenientes de sistemas
diversos, däo ao portal da Plumtree Software um caráter
mais ,enérico, isto é, um portal capaz de suportar tanto o
processamento cooperativo como o processamento de
decisöes. A nomenclatura portal corporativo demonstra
a preocupaçäo da Plumtree Software em diferenciar seu
produto dos portais públicos, como Yahoo' e Lxcite.
Dada a diversidade de nomenclaturas e definiçöes, é
conveniente classificar os portais para melhor entender
suas características e os enfoques dados por cada autor ou
fornecedor citado.
DII£R£NT£S TIPOS D£ PORTAIS
Há duas formas de classificar os portais: uma em relaçäo
ao contexto de sua utilizaçäo (público ou corporativo) e
outra em relaçäo às suas funçöes (suporte à decisäo e/ou
processamento cooperativo). Como o interesse desta
revisäo de literatura é o portal corporativo, a classificaçäo
quanto à funçäo tomará como base o ambiente
institucional.
Quanto ao contexto
Apesar das semelhanças tecnoló,icas, os portais públicos
e os portais corporativos atendem a ,rupos de usuários
diversos e têm propósitos completamente diferentes.
PortaI púbIico
Ò portal público, também denominado portal lnternet,
portal ue| ou portal de consumidores, provê ao
consumidor uma única interface à imensa rede de
servidores que compöem a lnternet. Sua funçäo é atrair,
para o seu s|:e, o público em ,eral que nave,a na lnternet.
Quanto maior o número de visitantes, maior a
probabilidade do estabelecimento de comunidades
virtuais que potencialmente compraräo o que os
anunciantes daquele s|:e têm para vender. Assim como a
televisäo, o rádio e a mídia impressa, o portal público
estabelece um relacionamento unidirecional com seus
visitantes e constitui-se em uma mídia adicional para o
mcr|e:|n¸ de produtos.
Se,undo Lckerson, desde meados de 199O, os portais
públicos passaram por três ,eraçöes diferentes |16], como
mostra o quadro 1, na pá,ina se,uinte.
PortaI corporativo
No mundo institucional, o portal tem o propósito de expor
e fornecer informaçöes específicas de ne,ócio, dentro de
determinado contexto, auxiliando os usuários de sistemas
informatizados corporativos a encontrar as informaçöes
de que precisam para fazer frente aos concorrentes |+O].
Ò portal corporativo é considerado por Revnolds c
Koulopoulos como uma evoluçäo do uso das lntranets,
incorporando, a essa tecnolo,ia, novas ferramentas que
possibilitam identificaçäo, captura, armazenamento,
recuperaçäo e distribuiçäo de ,randes quantidades de
informaçöes de múltiplas fontes, internas e externas, para
os indivíduos e equipes de uma instituiçäo |+O].
Assim como os portais públicos, os portais corporativos
também passaram por está,ios evolutivos, porém em um
espaço de tempo bem menor. Lckerson identifica quatro
,eraçöes de portais corporativos e considera que, no ano
de 1999, os portais disponíveis no mercado passaram da
primeira à terceira ,eraçäo. Além disso, Lckerson acredita
que os portais corporativos têm um potencial de
expansäo ainda maior que os portais públicos |16].
Quadro 2, a se,uir.
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Quanto à função
As funçöes mais importantes de um portal corporativo
säo suporte à decisäo e processamento cooperativo. Al,uns
autores e fornecedores däo mais ênfase a uma ou outra
funçäo e costumam denominar os portais de acordo com
sua principal utilizaçäo na empresa. Ò uso de certas
nomenclaturas por parte dos fabricantes, entretanto, pode
levar a interpretaçöes equivocadas sobre as reais
características de seus produtos.
QUADRÒ 2
Cerações dos portais corporativos (quadro baseado nas gerações identificadas por £ckerson ]16]).
QUADRÒ 1
Cerações dos portais púbIicos (quadro baseado nas gerações identificadas por £ckerson ]16]).
Ceração
Primeira
Se,unda
Terceira
Categoria
Referencial
Personalizado
lnterativo
Características das gerações dos portais púbIicos
Máquina de busca, com catálo,o hierárquico de conteúdo da ue|. Cada entrada do catálo,o
contém uma descriçäo do conteúdo e um link.
Ò usuário, por meio de um identificador e uma senha, pode criar uma visäo personalizada do
conteúdo do portal, conhecida como "MinhaPá,ina". Lssa visäo mostra apenas as cate,orias
que interessam a cada usuário. Ò portal pode avisar ao usuário sempre que um novo conteú-
do for adicionado às cate,orias por ele assinaladas.
Ò portal incorpora aplicativos, tais como correio eletronico, chat, listas de discussäo, cota-
çäo da bolsa, comércio eletronico, leilöes, permitindo ao usuário intera,ir com o portal e
com seu provedor de conteúdo. Òs usuários podem selecionar essas aplicaçöes para suas
pá,inas pessoais.
Ceração
Primeira
Se,unda
Terceira
Quarta
Categoria
Referencial
Personalizado
lnterativo
Lspecializado
Características das gerações dos portais corporativos
Máquina de busca, com catálo,o hierárquico de conteúdo da ue|. Cada entrada do catálo,o
contém uma descriçäo do conteúdo e um ||n|. Lssa ,eraçäo enfatiza mais a ,erência de
conteúdo, disseminaçäo em massa das informaçöes corporativas e o suporte à decisäo.
Ò usuário, por meio de um identificador e uma senha, pode criar uma visäo personalizada do
conteúdo do portal, conhecida como "MinhaPá,ina". Lssa visäo mostra apenas as cate,orias
que interessam a cada usuário. Ò portal pode avisar ao usuário sempre que um novo conteú-
do for adicionado às cate,orias por ele assinaladas. Òs usuários podem publicar documentos
no repositório corporativo para que esses sejam também visualizados por outros usuários.
Lssa ,eraçäo privile,ia a distribuiçäo personalizada de conteúdo.
Ò portal incorpora aplicativos que melhoram a produtividade das pessoas e equipes, tais
como correio eletronico, calendários, a,endas, fluxos de atividades, ,erência de projeto,
relatórios de despesas, via,ens, indicadores de produtividade etc. Lssa ,eraçäo adiciona o
caráter cooperativo ao portal, provendo múltiplos tipos de serviços interativos.
Portais baseados em funçöes profissionais, para ,erência de atividades específicas na institui-
çäo, tais como vendas, finanças, recursos humanos etc. Lssa ,eraçäo envolve a inte,raçäo de
aplicativos corporativos com o portal, de forma que os usuários possam executar transaçöes,
ler, ,ravar e atualizar os dados corporativos, e ainda incorpora outras possibilidades como
comércio eletronico, por exemplo.
Portais com ênfase em suporte à decisão
Òs portais com ênfase em suporte à decisäo auxiliam
executivos, ,erentes e analistas de ne,ócios a acessar as
informaçöes corporativas para a tomada de decisöes de
ne,ócio. Por darem pouca ou quase nenhuma ênfase ao
processamento cooperativo, podem ser incluídos, nessa
cate,oria, o portal de informaçöes de Murrav, o portal de
ne,ócios de Lckerson e o LlP para processamento de
decisöes de White. levando em consideraçäo as
características destacadas pela Viador, em seu arti,o |+5],
seu portal de informaçöes empresariais pode ser
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considerado um exemplo de portal com ênfase em suporte
à decisäo.
º PortaI de informações ou de conteúdo
Murrav conceitua portal de informaçöes como aquele
capaz apenas de or,anizar ,randes acervos de conteúdo a
partir dos temas ou assuntos neles contidos, conectando
as pessoas às informaçöes |3+]. Nessa cate,oria Murrav
inclui as máquinas de busca (internas e/ou externas) e os
portais públicos. Nesse tipo de portal näo há preocupaçäo
com a interatividade e o processamento cooperativo entre
usuários e especialistas. Para Murrav, no contexto
or,anizacional, a aplicaçäo de um portal apenas de
conteúdo seria insuficiente para atender aos objetivos de
ne,ócios das empresas |3+].
White denomina essa forma básica de portal corporativo
como ¨portal lntranet", o qual inclui ||n|s para informaçöes
e s|:es ue| dentro e fora da or,anizaçäo. Assim como
Murrav, White considera o portal lntranet análo,o aos
portais públicos como o Yahoo', por exemplo |+7].
º PortaI de negócios
Lckerson utiliza o termo portal de ne,ócios como o
equivalente corporativo dos portais comerciais da
lnternet, tais como Yahoo' e Lxcite |15]. Lsse tipo de
portal tem como funçäo tornar disponíveis, aos usuários
corporativos, informaçöes necessárias para a tomada de
decisöes de ne,ócios da instituiçäo, tais como relatórios,
pesquisas, documentos textuais, planilhas, mensa,ens de
correio eletronico, pá,inas ue|, vídeos etc. Se,undo
Davvdov, o portal de ne,ócios é o ponto de partida central
para os aplicativos de ,erência de conteúdo e de
processamento de decisöes, conectando-os a informaçöes
estruturadas e näo estruturadas |1O].
º PortaI de suporte à decisão
Ò portal de suporte à decisäo, na concepçäo de White,
permite que ¨os usuários or,anizem e encontrem
informaçöes corporativas em um conjunto de sistemas
que constituem a cadeia produtiva de informaçöes de
ne,ócios." |+9] Lsse tipo de portal utiliza ferramentas
inteli,entes e aplicativos analíticos para capturar
informaçöes
9
armazenadas em bases de dados operacionais,
no Jc:c ucre|·use corporativo ou ainda em sistemas
externos à or,anizaçäo e, a partir dessas informaçöes, ,erar
relatórios e análises de ne,ócio para serem distribuídos
eletronicamente aos diversos níveis de tomada de decisäo
na empresa. As informaçöes fornecidas por um portal de
suporte à decisäo podem ser apresentadas sob a forma de
relatórios, ,ráficos, indicadores de desempenho sobre as
operaçöes de ne,ócios etc., podendo ser resumidas ou
detalhadas de acordo com o nível estraté,ico, tático ou
operacional do tomador de decisäo.
Portais com ênfase em processamento cooperativo
Òs portais com ênfase em processamento cooperativo,
assim como os sistemas ¸r·uµucre e de automaçäo de
escritórios, lidam com informaçöes tanto da cadeia
produtiva tradicional, armazenadas e manipuladas por
aplicativos corporativos, como informaçöes ,eradas por
,rupos ou indivíduos fora dessa cadeia. Lssa cate,oria de
portal, até o momento, foi a que menos se desenvolveu no
mercado. lnte,ram essa classe os portais cooperativos de
Revnolds c Koulopoulos, os LlPs para processamento
cooperativo de White, os portais cooperativos e de
especialistas de Murrav.
º PortaI cooperativo ou para processamento cooperativo
Lsse tipo de portal utiliza ferramentas cooperativas de
trabalhos em ,rupo (¸r·uµucre) e de fluxo de tarefas/
documentos (u·r|j|·u) para prover acesso a informaçöes
,eradas por indivíduos ou ,rupos. As informaçöes
manipuladas por esse tipo de portal säo ,eralmente näo
estruturadas, personalizadas e encontram-se sob a forma
de textos, memorandos, ,ráficos, mensa,ens de correio
eletronico, boletins informativos, pá,inas ue| e arquivos
multimídia.
º PortaI de especiaIistas
Na concepçäo de Murrav, um portal, para ser completo,
deve ter a capacidade de relacionar e unir pessoas com base
em suas habilidades e experiência |3+]. Lssa é a proposta do
portal de especialistas - um meio de comunicaçäo e troca
de experiências entre pessoas especializadas em
determinadas áreas do conhecimento, por meio de
comunicaçäo em tempo real, educaçäo à distìncia e
manutençäo de cadastro automático de especialistas.
Portais de suporte à decisão e processamento cooperativo
Òs portais mais abran,entes, que conse,uem aliar as
funçöes de suporte à deci säo e processamento
cooperativo, conectam os usuários näo só a todas as
informaçöes, mas também a todas as pessoas necessárias
para a realizaçäo dos ne,ócios da empresa. Lm um mesmo
ambiente, säo consolidados aplicativos de ,erência de
conteúdo, processamento de decisöes, ¸r·uµucre,
PortaI corporativo: conceitos e características
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u·r|j|·u, correio eletronico, inteli,ência de ne,ócios,
sistemas especialistas etc. Nessa cate,oria se encontram
o LlP ori,inalmente definido por Shilakes c Tvlman, o
LlP de White e o portal do conhecimento de Murrav.
Consi derando as caracterí sti cas descri tas pelos
fabricantes e a possibilidade de conexäo a outros
aplicativos especializados, pode-se considerar o portal
corporativo da Plumtree Software e o LlP da Brio como
exemplos dessa cate,oria.
º PortaI do conhecimento
Ò portal do conhecimento de Murrav, na verdade, é um
ponto de conver,ência dos portais de informaçöes,
cooperativos e de especialistas, sendo capaz de
implementar tudo que os outros tipos de portais
implementam e de fornecer conteúdo personalizado de
acordo com a atividade de cada usuário |3+].
º PortaI de informações empresariais - £IP
Ò portal de informaçöes empresariais utiliza metadados e
a lin,ua,em XMl (l\:ens|||e Mcr|uµ ícn¸uc¸e) para
inte,rar os dados näo estruturados, mantidos em arquivos
textuais, relatórios, mensa,ens de correio eletronico,
,ráficos, ima,ens etc. aos dados estruturados das bases de
dados do Jc:c ucre|·use, fornecendo acesso às informaçöes
institucionais a partir de uma interface individualizada,
disponível na rede hipertextual corporativa - lntranet.
Ò LlP alia as características do portal cooperativo e do
portal de suporte à decisäo. lirestone |25], levando em
conta a intençäo quase explícita de Shilakes c Tvlman de
relacionar o LlP a aplicativos cooperativos e interativos
para ,erenciar repositórios de conhecimento, considera o
portal de informaçöes empresariais semelhante ao portal
do conhecimento de Murrav. Lssa semelhança, porém,
depende do ,rau de cooperaçäo das ferramentas
implementadas no LlP e da capacidade de interaçäo entre
especialistas, trocando conhecimentos, experiências e
habilidades.
Nos próximos tópicos deste arti,o, para evitar confusöes
de nomenclaturas, será utilizado o termo ¨portal
corporativo", em oposiçäo a ¨portal público", já que näo
há interesse em ressaltar diferenças em relaçäo às funçöes
de cada tipo de portal.
R£QUISITOS MINIMOS D£ UM PORTAL
CORPORATIVO
Por con,re,ar, em um só produto, várias tecnolo,ias já
existentes, tais como sistemas de inteli,ência de ne,ócios,
,estäo de documentos, automaçäo de escritórios,
¸r·uµucre, Jc:c ucre|·use, lntranet etc., os fornecedores
de produtos nessas áreas têm se posicionado também como
fornecedores do mercado de portais corporativos.
Paralelamente, observa-se o aparecimento de pequenas
empresas, novas no ramo de informática, que vislumbraram
um ,rande potencial no mercado de portais corporativos, e
ainda associaçöes de produtos e empresas em soluçöes
conjuntas para atender necessidades específicas de seus
clientes. Com isso, a escolha de um portal corporativo,
dentre os vários produtos hoje oferecidos pela indústria
de informática, näo é uma tarefa täo fácil como parece.
Para auxiliar os executivos das empresas nessa escolha,
consultores como Lckerson, do Patricia Sevbold Oroup,
e White, do DataBase Associates lnternational, têm
publicado arti,os e relatórios contendo requisitos
mínimos de um portal corporativo |1+, +5]. Al,uns
fornecedores, tais como Plumtree Software, Brio e
Viador, têm utilizado esses mesmos relatórios para
mostrar a conformidade de seus produtos às re,ras básicas
neles identificadas |O3, 15].
llOURA 1
£Iementos de um modeIo conceituaI de portaI de
informações empresariais - adaptada de ShiIakes &
T,Iman ]41].
CIáudia Augusto Dias
Ci. Inf., Brasília, v. 30, n. 1, p. 50-60, jan./abr. 2001
57
As 15 re,ras de Lckerson |1+], comentadas neste quadro,
resumem os principais requisitos esperados de um portal
corporativo:
A esses requisitos podem ser adicionados ainda:
º habilidade de ,erenciar o ciclo de vida das informaçöes,
estabelecendo níveis hierárquicos de armazenamento
e descartando as informaçöes ou documentos quando
näo mais necessários,
QUADRÒ 3
Requisitos mínimos de um portaI corporativo.
Requisito
lácil para usuários eventuais
Classificaçäo e pesquisa intuitiva
Compartilhamento cooperativo
Conectividade universal aos
recursos informacionais
Acesso dinìmico aos recursos
informacionais
Roteamento inteli,ente
lerramenta de inteli,ência de
ne,ócios inte,rada
Arquitetura baseada em servidor
Serviços distribuídos
Definiçäo flexível das permissöes de
acesso
lnterfaces externas
lnterfaces pro,ramáveis
Se,urança
lácil administraçäo
Customizaçäo e personalizaçäo
Descrição
Òs usuários devem conse,uir localizar e acessar facilmente a informaçäo correta, com o mínimo de
treinamento, näo importando o local de armazenamento dessa informaçäo. Lncontrar informaçöes
de ne,ócios no portal deve ser täo simples quanto usar um nave,ador ue|.
Ò portal deve ser capaz de indexar e or,anizar as informaçöes da empresa. Sua máquina de busca deve
refinar e filtrar as informaçöes, suportar palavras-chave e operadores booleanos, e apresentar o
resultado da pesquisa em cate,orias de fácil compreensäo.
Ò portal deve permitir aos usuários publicar, compartilhar e receber informaçöes de outros usuários.
Ò portal deve prover um meio de interaçäo entre pessoas e ,rupos na or,anizaçäo. Na publicaçäo, o
usuário deve poder especificar quais usuários e ,rupos teräo acesso a seus documentos/objetos.
Ò portal deve prover amplo acesso a todo e qualquer recurso informacional, suportando conexäo
com sistemas hetero,êneos, tais como correio eletronico, bancos de dados, sistemas de ,estäo de
documentos, servidores ue|, ,roupwares, sistemas de áudio, vídeo etc. Para isso, deve ser capaz de
,erenciar vários formatos de dados estruturados e näo estruturados.
Por meio de sistemas inteli,entes, o portal deve permitir o acesso dinìmico às informaçöes nele
armazenadas, fazendo com que os usuários sempre recebam informaçöes atualizadas.
Ò portal deve ser capaz de direcionar automaticamente relatórios e documentos a usuários selecio-
nados.
Para atender às necessidades de informaçäo dos usuários, o portal deve inte,rar os aspectos de
pesquisa, relatório e análise dos sistemas de inteli,ência de ne,ócios.
Para suportar um ,rande número de usuários e ,randes volumes de informaçöes, serviços e sessöes
concorrentes, o portal deve basear-se em uma arquitetura cliente-servidor.
Para um melhor balanceamento da car,a de processamento, o portal deve distribuir os serviços por
vários computadores ou servidores.
Ò administrador do portal deve ser capaz de definir permissöes de acesso para usuários e ,rupos da
empresa, por meio dos perfis de usuário.
Ò portal deve ser capaz de se comunicar com outros aplicativos e sistemas.
Ò portal também deve ser capaz de ser "chamado" por outros aplicativos, tornando pública sua
interface pro,ramável (APl - Application-Pro,rammin, lnterface).
Para salva,uardar as informaçöes corporativas e prevenir acessos näo autorizados, o portal deve
suportar serviços de se,urança, como cripto,rafia
1O
, autenticaçäo
11
, j|reuc||s
12
etc. Deve também
possibilitar auditoria dos acessos a informaçöes, das alteraçöes de confi,uraçäo etc.
Ò portal deve prover um meio de ,erenciar todas as informaçöes corporativas e monitorar o funci-
onamento do portal de forma centralizada e dinìmica. Deve ser de fácil instalaçäo, confi,uraçäo e
manutençäo, e aproveitar, na medida do possível, a base instalada de hardware e software adquirida/
contratada anteriormente pela or,anizaçäo.
Ò administrador do portal deve ser capaz de customizá-lo de acordo com as políticas e expectativas
da or,anizaçäo, assim como os próprios usuários devem ser capazes de personalizar sua interface para
facilitar e a,ilizar o acesso às informaçöes consideradas relevantes.
PortaI corporativo: conceitos e características
Ci. Inf., Brasília, v. 30, n. 1, p. 50-60, jan./abr. 2001
58
· habilidade de localizar especialistas na or,anizaçäo, de
acordo com o ,rau de conhecimento exi,ido para o
desempenho de al,uma tarefa,
· habilidade de satisfazer as necessidades de informaçäo
de todos os tipos de usuários da or,anizaçäo,
· possibilidade de troca de informaçöes com clientes,
fornecedores, revendedores etc., fornecendo uma infra-
estrutura informacional adequada também para o
comércio eletronico.
ARQUIT£TURA
Cada produto disponível no mercado de portais
corporativos tem características próprias, estrutura
diferenciada ou componentes adicionais, apresentados
como vanta,ens competitivas, quando comparado aos
concorrentes. Lntretanto, a arquitetura básica de qualquer
portal corporativo se,ue, em linhas ,erais, o modelo
descrito por White |+8], composto por um assistente de
informaçöes, provido por um nave,ador ue|
13
, e um
servidor ue|
1+
com os se,uintes elementos: diretório de
informaçöes de ne,ócios, máquina de busca, analisador
de metadados, ferramenta de publicaçäo, ferramenta de
assinatura, interfaces de importaçäo e exportaçäo de
dados. Òs portais corporativos disponíveis no mercado
podem ser produtos independentes ou produtos inte,rados
em outros s·j:ucres, como é o caso de portais embutidos
em ¸r·uµucres, em ferramentas de inteli,ência de ne,ócios
ou em s·j:ucres de ,estäo de documentos.
CONSID£RAÇÕ£S IINAIS
Òs portais corporativos, tendo como ¨ancestrais" os
sistemas de suporte à decisäo e os sistemas de informaçöes
,erenciais, säo o próximo passo no desenvolvimento de
interfaces de usuário às informaçöes corporativas.
Adaptando o ambiente or,anizacional para atender às
necessidades dos usuários e otimizar a interaçäo, a
distribuiçäo e a ,erência dos recursos informacionais
internos e externos, o portal corporativo permite que os
usuários acessem as informaçöes corporativas de forma
mais á,il e personalizada, resultando, teoricamente, em
aumento de produtividade, reduçäo de custos e aumento
de competitividade da or,anizaçäo.
llOURA 2
Principais componentes de um portaI corporativo -
adaptada e expandida de White ]4S].
CIáudia Augusto Dias
Sua capacidade de facilitar o acesso dos usuários às
informaçöes institucionais está intrinsecamente
relacionada à facilidade de uso, aprendizado e satisfaçäo
do usuário com sua interface ue|. Para conse,uir
concretizar esse benefício, portanto, é fundamental que o
projeto do portal corporativo leve em consideraçäo a
interaçäo dos usuários com sua interface e tenha como
objetivo minimizar seus problemas de usabilidade.
A proposta de uma metodolo,ia de aplicaçäo de métodos
de avaliaçäo de usabilidade, adaptada ao contexto de
portais corporativos, portanto, será útil para qualquer
instituiçäo que mantenha informaçöes sob a forma di,ital,
disponíveis a partir da interface ue| de seu portal, servindo
como orientaçäo e como prova prática das vanta,ens e
desvanta,ens dos métodos de avaliaçäo utilizados na
identificaçäo de problemas de usabilidade.
Ci. Inf., Brasília, v. 30, n. 1, p. 50-60, jan./abr. 2001
59
NOTAS
1
Descriçäo da estrutura, conteúdo, índices e outras propriedades dos
dados, isto é, dados sobre dados.
2
Subconjunto da lin,ua,em SOMl - S:cnJcrJ Generc||zeJ Mcr|uµ
ícn¸uc¸e, sistema padronizado de or,anizaçäo de documentos,
desenvolvido pela lnternational Òr,anization for Standards (lSÒ). A
XMl foi projetada para facilitar a comunicaçäo entre sistemas
conectados na lnternet, provendo uma maneira fácil de definir
metadados associados ao conteúdo de recursos ue|.
3
Aplicaçäo da tecnolo,ia lnternet no ìmbito interno da empresa.
+
Orande repositório de dados, elaborado com a finalidade de dar
suporte ao processo decisório estraté,ico da empresa.
5
Pesquisas com operadores booleanos L, ÒU, ÒU LXClUSlVÒ, NAÒ.
Com o operador L, pode-se obter, como resultado da pesquisa, todos os
documentos que contenham ¨termo 1" L ¨termo 2", por exemplo. A
associaçäo de vários termos e operadores |··|ecn·s pode restrin,ir ou
ampliar o universo pesquisado.
6
li,açöes ou relacionamentos que apontam e conectam pá,inas ue|.
7
Lndereços de pá,inas na lnternet.
8
Bate-papo eletronico feito pela lnternet.
9
As informaçöes manipuladas por esse tipo de portal normalmente säo
estruturadas e provêm de bancos de dados.
1O
¨Lstudo da ,rafia secreta, isto é, o estudo de métodos para esconder
o conteúdo de mensa,ens ou dados armazenados. Ò processo de cifra,em
corresponde à transformaçäo da mensa,em ori,inal em al,o ininteli,ível,
utilizando um códi,o secreto - a chave cripto,ráfica. A decifra,em,
por sua vez, é o processo inverso, isto é, de recuperaçäo da mensa,em
ori,inal a partir de sua forma cripto,rafada." |13]
11
Processo de identificaçäo única de um indivíduo. Lm sistemas
informatizados, normalmente é feita por meio de um identificador e uma
senha individual, conhecida apenas pelo usuário. Ò identificador define
para o computador quem é o usuário e a senha é um autenticador, isto é,
ela prova ao computador que o usuário é realmente quem ele diz ser |13].
12
¨Dispositivos utilizados na proteçäo de redes de computadores contra
ataques externos, dificultando o trìnsito de invasores entre as redes." |13]
13
S·j:ucre que interpreta e apresenta na tela do computador as
pá,inas ue|.
1+
Computador inte,rante de uma rede cliente-servidor, responsável
pelos serviços relacionados com a lnternet/lntranet.
PortaI corporativo: conceitos e características
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