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CAPÍTULO 2

GÊNESIS
INTRODUÇÃO
1. Título: O nome Gênesis vem da Septuaginta (Versão dos Setenta), antiga
versão grega. Significa "princípio", "origem" ou "nascimento". Os hebreus he
chamavam "!o princípio", pois designavam os ivros da ei de acordo com sua primeira
paavra ou frase.
2. Propó!to: a) O ivro do Gênesis " a introdu#ão $ %íbia toda. & o ivro dos
princípios, pois narra os come#os da cria#ão, do homem, do pecado, da reden#ão e da
ra#a eeita. 'em sido chamado de "viveiro ou sementeiro da %íbia" por(ue nee estão
as sementes de todas as grandes doutrinas.
b) O Gênesis narra como )eus estabeeceu para si um povo. *eata a inf+ncia
da humanidade, por"m o autor não pretende apresentar a hist,ria da ra#a toda-
destaca apenas os personagens e sucessos (ue se reacionam com o pano de
reden#ão atrav"s da hist,ria. 'ra#a a inhagem piedosa, (ue transmite a promessa de
./01, e vai descartando as inhas coaterais, não hes dando import+ncia. 2 hist,ria da
humanidade vai3se restringindo, cada ve4 mais, at" (ue o interesse se concentra em
2braão, pai do povo escohido.
". Au#to: O assunto gera " "o princípio de todas as coisas". 5or"m $ u4 do
tema da %íbia toda "/ )67S 8O96:2 2 *6)6!:;O 6S8O<=6!)O 79 5OVO.
$. Co#t%&'o: O ivro do Gênesis abrange uma "poca muito onga- desde as
primeiras origens das coisas at" ao estabeecimento de >srae no 6gito. )ivide3se em
duas se#?es caramente distintas/ a hist,ria primitiva (0300), (ue " como um "p@tio
anterior" para a hist,ria da reden#ão, e a hist,ria patriarca (0A31B), (ue evoca a figura
dos grandes antepassados de >srae.
I. (IST)RIA PRI*ITI+A C,pítulo I -11
A. A .r!,/0o. C,pítulo I % 2
1. O Cr!,'or:
2 figura de )eus domina o primeiro capítuo da %íbia. Seu nome aparece trinta
e cinco ve4es nos trinta e (uatro versícuos. O termo tradu4ido por )eus " Elohim,
forma pura. !ão obstante, (uando se fa4 referência a )eus, sempre se usa o verbo
no singuar, o (ue nos indica (ue )eus " uno. !o idioma hebraico, a forma pura $s
ve4es eCpressa intensidade ou penitude. 5or isso, a paavra Elohim indica sua
maDestade, poder infinito e eCceência. 6e possui competamente todas as perfei#?es
divinas.
2 segunda parte do reato da cria#ão insiste no fato de (ue )eus " um ser
pessoa, pois essa se#ão mostra o homem como seu obDetivo. 6mprega3se o títuo
Yahvéh-Elohim (Eeov@ )eus). 9uito embora o nome Yahvéh

signifi(ue (ue )eus "
eterno e tem eCistência iimitada em si mesmo, tamb"m seu uso indica (ue " o )eus
do pacto, da gra#a e miseric,rdia.
2. O r%l,to 1í1l!.o % , .!2#.!, 3o'%r#,: Fuantos anos tem a 'erraG Os
cientistas têm encontrado evidências de grandes mudan#as geo,gicas, estratifica#ão
de massas de pedras, e outros indícios (ue os têm feito chegar $ concusão de (ue a
'erra " anti(Híssima. 8ria3se um confito entre ees e certos cristãos (ue acreditam
(ue a %íbia di4 caramente (ue fa4 somente seis mi anos (ue )eus criou o universo.
8omo se pode resover este confitoG
Segundo aguns estudiosos da %íbia, o probema não reside tanto na
contradi#ão entre o reato bíbico e o (ue a ciência descobriu, mas entre a ciência e o
reato ma interpretado. 2"m disso, " preciso distinguir entre o (ue a ciência descobriu
reamente e o (ue " mera especua#ão ou teoria (ue ainda não foi comprovada (por
eCempo/ a teoria da evou#ão). 2 ciência pura não consiste em teoria, mas em fatos
demonstrados e concretos.
5or outro ado, podemos descansar na confian#a de (ue os futuros
descobrimentos, bem interpretados, eiminarão muitas das supostas contradi#?es de
hoDe e an#arão mais u4 sobre o testemunho bíbico.
". A .r!,/0o 'o u#!4%ro: 8apítuo 0/03A1.
Os dias sucessivos da cria#ão foram/
5rimeiro dia/ apari#ão da u4 (dia e noite).
Segundo dia/ c"u, atmosfera e mares.
'erceiro dia/ surgimento dos continentes e aparecimento da vegeta#ão.
Fuarto dia/ aparecem os corpos ceestes (ue aumiam a terra.
Fuinto dia/ os animais do mar e as aves.
SeCto dia/ os mamíferos e o homem.
S"timo dia/ terminada a atividade criadora, )eus descansa.
8ada fase da cria#ão preparou o caminho para a seguinte, e todas tinham o
prop,sito de preparar o cen@rio para o ponto cuminante/ a cria#ão do homem.
2o finai4ar o seCto dia da cria#ão, )eus observou (ue sua obra criadora era
sobremaneira boa. ")emonstrava e(uiíbrio, ordem, e estava perfeitamente adaptada
para o desenvovimento físico, menta e espiritua do homem."
$. A .r!,/0o 'o 5o3%3: )eus fe4 o homem como coroa da cria#ão.
O fato de (ue os membros da 'rindade faaram entre si, indica (ue este foi o
ato transcendenta e a consuma#ão da obra criadora.
)eus criou o homem para ser tanto do mundo espiritua como do terrena, pois
tem corpo e espírito.
O homem foi feito $ imagem de )eus, portanto tem grande dignidade. Fue
significa "a imagem de )eus" no homemG !ão se refere a seu aspecto físico, D@ (ue
)eus " espírito, e não tem corpo. 2 imagem de )eus no homem tem (uatro aspectos/
a) somente o homem recebeu o sopro de )eus, e, portanto tem um espírito imorta,
por meio do (ua pode ter comunhão com )eus- b) " um ser mora, não obrigado a
obedecer a seus instintos, como os animais, por"m possui ivre3arbítrio e consciência-
c) " um ser raciona, com capacidade para pensar no abstrato e formar id"ias- d) $
semehan#a de )eus, tem domínio sobre a nature4a e sobre os seres vivos. "=avia de
ser o representante de )eus, investido de autoridade e domínio, como visíve monarca
e cabe#a do mundo". 2gu"m observou (ue o homem tem espírito para ter comunhão
com )eus- vontade para a ee obedecer, e corpo para servi3o.
O !ovo 'estamento acentua os aspectos espirituais e morais da imagem de
)eus no homem, tais como conhecimento espiritua, Dusti#a e santidade. O grande
prop,sito (ue )eus deseDa reai4ar mediante a reden#ão " restaurar esta imagem no
homem, at" (ue seDa perfeita, como se observa em 8risto.
6. O 5o3%3 #o 7'%#: 8apítuo A/I3A1.
O comentarista 9attheJ =enrK observa (ue a muher não foi formada da
cabe#a do homem, para (ue não eCer#a domínio sobre ee- nem de seus p"s, para
(ue não seDa pisada, mas de seu ado, para ser igua a ee, e de perto de seu cora#ão,
para ser amada por ee. 2 muher deve ser uma companheira (ue compartihe a
responsabiidade de seu marido, reaDa com compreensão e amor $ nature4a dee, e
coabore com ee para evar a cabo os panos de )eus.
a) )eus concedeu a 2dão ampa inteigência, pois ee podia dar nomes a todos
os animais. >sto demonstra o fato de (ue tinha poderes de percep#ão para
compreender suas características.
b) )eus mantinha comunhão com o homem, e assim o homem podia cumprir
seu mais eevado fim. 5ossivemente )eus tomava a forma de um anDo para andar no
Dardim com o primeiro casa. 2 essência da vida eterna consiste em conhecer
pessoamente a )eus, e o privi"gio mais gorioso desse conhecimento " desfrutar da
comunhão com ee.
c) )eus pLs o casa $ prova (uanto $ @rvore da ciência do bem e do ma. 9as,
em (ue forma isto nos revea (ue )eus tinha soicitude peos primeiros homensG 5ara
os fihos de )eus as provas são oportunidades de demonstrar3he amor, obedecendo a
ee. 'amb"m constituem um meio de desenvover seu car@ter e santidade. 2dão e 6va
foram criados inocentes, por"m a santidade " mais do (ue a inocência/ " a pure4a
mantida na hora da tenta#ão.
8. A 9u%', % u, .o#%9:2#.!,. 8apítuos . e I
O capítuo A do Gênesis apresenta3nos um beo (uadro da vida do homem no
&den. 'udo era bom- não obstante, a cena se atera radicamente no capítuo I, pois
agora os homens conhecem a inveDa, o ,dio e a vioência. 8omo come#ou a madade
e todo o sofrimento no mundoG 2 Mnica resposta satisfat,ria da origem do ma se
encontra no capítuo . do Gênesis. *eata como o pecado entrou no mundo e como
tem produ4ido conse(Hências tr@gicas e universais.
1. O t%#t,'or % , t%#t,/0o: 8apítuo ./03N.
2 atua forma repusiva da serpente e seu veneno fa4em dea um bom símboo
do inimigo do homem. 'amb"m seus movimentos sinuosos sugerem as insinua#?es
insidiosas (ue o maigno empregou para tentar a muher.
5arece (ue Satan@s se apossou da serpente e faou por meio dea reai4ando
um miagre diab,ico. Geramente ee opera por meio de outros, e " mais perigoso
(uando aparece como anDo de u4.
2 tenta#ão observou o seguinte processo/
a) 8ome#ou com a insinua#ão de (ue )eus era demasiado severo. "6 assim
(ue" (./0) " uma frase (ue indica surpresa ante o fato de (ue um )eus soícito hes
tivesse proibido desfrutar do produto de (ua(uer das @rvores do Dardim.
(b) 2 seguir, Satan@s evou a muher para o terreno da increduidade negando
panamente (ue houvesse perigo em comer do fruto.
Fuando agu"m duvida de (ue a desobediência produ4 conse(Hências
funestas, D@ est@ no caminho da derrota.
c) Oinamente, o tentador acusou a )eus de motivos egoístas. >nsinuou (ue
)eus os privava de ago bom, isto ", de serem s@bios como ee. )essa maneira,
cauniou ao Senhor.
6n(uanto 6va não duvidava da paavra de )eus e de sua bondade, não sentia
fascina#ão peo proibido. Ooi $ increduidade (ue he tirou suas defesas. 6ntão viu (ue
"a(uea @rvore era boa. . . agrad@ve. . . deseD@ve", e "comeu".
2. Co#%9:2#.!, 'o pr!3%!ro p%.,'o: 8apítuo ./P3AI.
São as seguintes as conse(Hências teo,gicas da (ueda/
a) 2dão e 6va conheceram pessoamente o ma/ seus ohos "foram abertos".
2s mentiras de Satan@s estavam entrea#adas com um fio de verdade. 2dão e 6va
chegaram a assemehar3se a )eus, distinguindo entre o bem e o ma, por"m seu
conhecimento se diferencia do conhecimento de )eus em (ue o conhecimento dees
foi o da eCperiência pecaminosa e contaminada.
b) >nterrompeu3se a comunhão com )eus, e então fugiram de sua presen#a. O
pecado sempre despoDa a ama da pure4a e do go4o da comunhão com )eus. 6ssa "
a morte espiritua e cumpre, num sentido mais profundo, a advertência de (ue o
homem morreria no dia em (ue comesse do fruto proibido.
c) 2 nature4a humana corrompeu3se e o homem ad(uiriu a tendência para
pecar. E@ não era inocente como uma crian#a, mas sua mente se havia suDado e ee
sentia vergonha de seu corpo. Outra prova foi (ue an#ou a cupa sobre outros- pois
2dão chegou a insinuar (ue )eus era o cupado. 6ste " o pecado origina ou a
nature4a decaída do homem.
d) )eus castigou o pecado com dor, suDei#ão e sofrimento. 7m )eus santo não
pode passar por ato a rebeião de suas criaturas. 2 muher sofreria dores no parto e
estaria suDeita a seu marido.
". A pr!3%!r, pro3%, '% r%'%#/0o: 8apítuo ./01.
6m Gênesis ./0I encontramos a madi#ão sobre a serpente. )eus come#a por
amadi#o@3a, mas em ./01 " evidente (ue se dirige ao pr,prio diabo. 5rovocaria
inimi4ade entre a semente da serpente e a semente da muher (a descendência
piedosa de 6va). 6sta inimi4ade tem sido e ser@ perp"tua, desde a "poca de 2be at"
a segunda vinda de 8risto. 7m dos descendentes piedosos daria um gope morta ao
inimigo, por"m sairia ferido (considera3se (ue um ferimento na cabe#a " fata, por"m
no cacanhar não o "). 6 uma promessa messi+nica (ue se cumpriu no 8av@rio. 2
reden#ão prometida em Gênesis ./01 chegou a ser o assunto da %íbia.
6 prov@ve (ue 6va tenha pensado (ue 8aim seria o *edentor prometido por
)eus. O Senhor respondeu $ f" do casa, provendo3os de tMnicas de pee para cobrir3
hes a nude4. 5ode ser (ue isso indi(ue a origem divina do sacrifício, e prefigure o
manto de Dusti#a provido mediante a morte de EesusG 5odemos concuir deste reato
(ue a f" nas promessas de )eus ", desde o princípio, o Mnico meio de sermos aceitos
peo Senhor.
$. O '%%#4ol4!3%#to 'o p%.,'o: 8apítuo I.
5or (ue )eus reDeitou a 8aim e sua oferta e ohou com agrado para 2be e sua
ofertaG =avia pecado no cora#ão de 8aim/ "5or(ue as suas obras eram m@s e o de
seu irmão DustaQ. )eus oha a atitude do ofertante, a (ua " mais importante do (ue sua
oferta. "5ea f" 2be ofereceu a )eus maior sacrifício", não de sua pr,pria id"ia, como
8aim, mas um anima degoado, (ue cumpria o re(uisito de )eus.
8aim tem de escoher entre dominar sua inveDa, ou ser dominado e consumido
por ea. !ega3se a defrontar3se com o pecado e " evado pea vioência. Vê3se o
desenvovimento do ma. 2tr@s do fratricídio est@ o ,dio, atr@s do ,dio a inveDa, e atr@s
da inveDa o orguho ferido.
2 rea#ão divina ante o primeiro homicídio demonstra (ue )eus
ineCoravemente castiga o pecado, mas ao mesmo tempo " misericordioso.
Oigurativamente, o sangue de 2be cama por Dusti#a. 6mbora )eus dê a 8aim a
oportunidade de confessar sua fata, ee não o fa4. 5ortanto, o Senhor o sentencia a
sofrer uma madi#ão. 'em de ausentar3se de sua casa, seus trabahos aumentam, e "
condenado a perambuar sem cessar. 2pesar do cora#ão impenitente de 8aim, )eus
he mostra miseric,rdia respondendo a seus rogos e dando3he um sina para sua
prote#ão.
6. A pr!3%!r, .!4!l!;,/0o: 8apítuo I/0P3AN. Os descendentes de 8aim
desenvoveram a primeira civii4a#ão/ Eaba ad(uiriu gado e " chamado pai da
agricutura. Euba inventou instrumentos de mMsica, e " considerado o fundador das
beas artes- 'ubacaim inventou ferramentas e armas, come#ando assim a indMstria
em embrião. !ão obstante, era uma civii4a#ão (ue eCcuía a )eus. <ame(ue foi o
primeiro poígamo, manchando a institui#ão divina do casamento. Sua impiedade
chegou ao auge (uando se vangoriou de sua vioência no c+ntico da espada. &
evidente a ferocidade crescente da inhagem de 8aim. 8om isto, desaparecem da
%íbia todos os seus descendentes, pois D@ não ocupam ugar no pano divino.
C. O D!l&4!o. C,pítulo 6-<
1. A =%r,/>% 'o ,#t%'!lu4!,#o: 8apítuo 1.
Os antediuvianos viviam de .N1 at" RNR anos, possivemente por(ue a ra#a
era Dovem e o pecado não havia debiitado tanto o corpo. )eit4sch acrescenta outra
eCpica#ão/ tave4 o cima e outras condi#?es naturais fossem diferentes das (ue
eCistiram na "poca posterior ao diMvio.
!ão obstante, na ista dos mortais encontra3se a esperan#a de imortaidade/ "6
andou 6no(ue com )eus- e não se viu mais- por(uanto )eus para si o tomou."
2 vida de 6no(ue destaca3se por três característicos/ a) Sua vida " mais curta
(ue a dos outros de sua gera#ão, uma ve4 (ue foi de .N1 anos. 6mbora uma vida
onga possa apresentar maiores oportunidades de encontrar a gra#a savadora, o fiho
de )eus não deve apegar33se demasiado a este mundo (ue foi amadi#oado,
carregado de pecados e dor.
b) 2nda com )eus num ambiente de madade e de infideidade. 6no(ue tem
comunhão com )eus evando uma vida de f" e pure4a, não separado dos seus mas
como chefe de uma famíia.
c) )esaparece repentinamente, arrebatado ao c"u como 6ias. 2 vida de
comunhão com )eus não finai4a, pois h@ de continuar reai4ando3a e aperfei#oando3a
no c"u. Fue outro acontecimento prefigura o arrebatamento de 6no(ueG
2. A .orrup/0o ', 5u3,#!','% % , 'or '!4!#,: 8apítuo N/03S.
8om o transcorrer do tempo, a separa#ão entre os descendentes de Sete e os
de 8aim cessou por causa do casamento das duas inhagens (N/A). 2 união dos
piedosos com muheres incr"duas foi motivada pea atra#ão física de tais muheres.
Os fihos dos casamentos mistos eram "gigantes" (pessoas eCtraordin@rias) e
parece (ue se destacavam pea vioência. 6Catavam3se a si mesmos, cada um
procurando ser "vaente" ("her,i", %íbia de Eerusa"m) e tamb"m varão de renome.
8orromperam a terra com sua imoraidade. 8hegou o momento (uando a famíia de
!o" foi $ Mnica (ue cumpria as normas morais e espirituais de )eus. 5arece (ue
Satan@s, ao ver (ue não pLde destruir a inha messi+nica pea for#a bruta no caso de
2be, agora procura eCtingui3a mediante casamentos mistos- e por pouco não teve
êCito.
O prop,sito do diMvio era tanto destrutivo como construtivo. 2 inhagem da
muher corria o perigo de desaparecer competamente pea madade. 5or isso )eus
eCterminou a incorrigíve ra#a veha para estabeecer uma nova. O diMvio foi tamb"m
o Duí4o contra uma gera#ão (ue havia reDeitado totamente a Dusti#a e a verdade. >sto
nos ensina (ue a paciência de )eus tem imites.
". No? .o#tró! , ,r.,: 8apítuo N/R3AA.
!o" destaca3se na %íbia como um dos mais competos var?es de )eus.
Somente ee, entre seus contempor+neos, achou a gra#a e o favor de )eus em forma
pessoa. )eus reveou a !o" seu pano de destruir a ra#a corrupta e de sav@3o Dunto
com sua famíia e, por ee, a humanidade inteira. !o" viria a ser o segundo pai da
ra#a. *ecebeu diretri4es para a constru#ão de uma nave futuante bem proporcionada
(ue seria o veícuo de escape. Segundo certos c@cuos, a arca teria 0.1 m de
comprimento, AA,1B m de argura e 0.,1B m de atura e corresponderia em tamanho a
um transat+ntico moderno. 8onstava de três pavimentos divididos em compartimentos
e uma abertura de I1 cm de atura em vota, ocai4ada entre espa#os de parede na
parte superior- acredita3se (ue tinha a forma de um caiCão aongado. 2guns
estudiosos cacuam (ue a arca teria capacidade para P.BBB esp"cies de animais.
$. D%u l!3p, , t%rr, .o3 o '!l&4!o: 8apítuos P/0TS/0I.
Sete dias antes de come#ar o diMvio, )eus mandou (ue !o", sua famíia e os
animais entrassem na arca. 5ossivemente )eus tenha feito (ue os animais
pressentissem a iminente cat@strofe e se tornassem mansos. !o" devia evar na arca
um casa de animais de cada esp"cie (N/0R) e sete casais dos animais impos (P/A)- os
adicionais provavemente eram para fornecer carne e animais para o sacrifício. Sup?e3
se (ue grande parte dos animais estavam invernando en(uanto permaneciam na arca.
Ooi um Duí4o caba contra o mundo pecaminoso. )epois, )eus enviou um vento
para fa4er baiCar as @guas. 8inco meses ap,s o come#o do diMvio, a arca pousou
sobre o monte 2rarate, por"m !o" não saiu em seguida por(ue obedientemente
esperou at" receber a permissão divina. 6e e sua famíia permaneceram na arca
aproCimadamente um ano soar.
6. Uo #%ot%t,3%#t@r!o 'o '!l&4!o:
O car@ter repentino e inesperado do diMvio eCempifica a maneira pea (ua
ocorrer@ a segunda vinda de 8risto e mostra (ue o crente deve estar preparado em
todos os momentos para a(uee dia.
'amb"m o ap,stoo 5edro viu um paraeo entre o batismo em @gua e a
sava#ão de !o" e sua famíia no meio das @guas. 2 @gua simboi4a tanto o Duí4o de
)eus sobre o pecado como seu resutado (o do pecado), a morte. O batismo significa
(ue o crente se une espirituamente a Eesus em sua morte e ressurrei#ão. U
semehan#a de !o" na arca, o crente em 8risto passa ieso peas @guas do Duí4o e
morte a fim de habitar em uma nova cria#ão. !o 8av@rio todas as fontes do grande
abismo foram rompidas, e as @guas do Duí4o subiram sobre 8risto, por"m nenhuma
gota acan#a o crente por(ue )eus fechou a porta.
A. Et,1%l%.%B% , #o4, or'%3 'o 3u#'o: 8apítuos S/01TR/0P. )eus
estabeeceu a nova ordem dando provis?es b@sicas peas (uais a vida do
homem se regeria na terra depois do diMvio/
a) 5ara dar seguran#a ao homem prometeu (ue as esta#?es ficariam
restabeecidas para sempre.
b) *eiterou o mandamento de (ue o homem se mutipicasse.
c) 8onfirmou o domínio sobre os animais dando3he permissão para comer sua
carne por"m não o seu sangue.
d) 6stabeeceu a pena capita.
e) Oe4 aian#a com o homem prometendo3he (ue Damais votaria a destruir a
terra por meio de um diMvio.
2 aian#a com !o" " a primeira (ue se encontra na %íbia. 2 rea#ão de )eus
com seu povo mediante aian#as veio a ser assunto importantíssimo. )eus
estabeeceu sua aian#a sucessivamente com !o", com 2braão, com >srae (por meio
de 9ois"s) e com )avi.
)eus eCige como contrapartida a fideidade de seu povo. 2 desobediência de
>srae podia romper o víncuo da aian#a, peo menos temporariamente. 2s aian#as se
reacionam entre si e cada uma se enri(ueceu progressivamente em sua promessa at"
(ue 8risto veio e inaugurou a nova aian#a.
C. No? ,1%#/o, , S%3 % , D,E?: 8apítuo R/0S3AR. !o", o homem Dusto
perante o mundo, caiu no pecado de embriague4 em seu pr,prio ar. Os ongos anos
de fideidade não garantem (ue o homem seDa imune a tenta#?es novas. 2s diferentes
rea#?es dos fihos deram3>he ocasião de amadi#oar a 8anaã (pode ser (ue estivesse
seguindo os passos de seu pai, 4ombando dee) e aben#oar a Eaf" e a Sem.
!ota3se (ue a madi#ão se apica a 8anaã e aos cananeus somente e não aos
outros fihos de 8ão. 2parentemente, 8anaã era o Mnico fiho (ue compartihava a
atitude desrespeitosa de seu pai. 2 madi#ão, portanto, não pode apicar3se aos
egípcios ou a outros camitas africanos.
D. D!p%r0o ', #,/>%. 8apítuos 0B e 00
1. Rol ', #,/>%: 8apítuo 0B.
Se a promessa de reden#ão havia de ser reai4ada pea inhagem de Sem, por
(ue o escritor sagrado dedicou tanto espa#o tra#ando a origem das outras na#?esG
5ara demonstrar (ue a humanidade " uma/ )eus "de um s, fe4 toda a gera#ão dos
homens" (2tos 0P/AN). 'amb"m o escritor insinua (ue no pano de )eus as na#?es
não seriam eCcuídas para sempre de sua miseric,rdia. 9ediante o povo escohido
seriam benditas e viriam a ser participantes da "comum sava#ão" (sava#ão para
todos).
9encionam3se a !inrode como o fundador do imp"rio babiLnico e construtor
de !ínive e outras cidades. 2guns pensam (ue figurativamente significa (ue era
"ca#ador de homens". %abe (%abiLnia) veio a ser o símboo do opressor do povo de
)eus ap,s o cativeiro babiLnico. !o 2pocaipse usa3se o termo "%abiLnia" para
designar uma confedera#ão ímpia, cuDa (ueda marca a vit,ria fina de 8risto. 2guns
estudiosos Dugam (ue !inrode prefigura o homem "iní(uo" (ue ser@ o Mtimo e pior
inimigo do povo de )eus.
2. A torr% '% 8,1%l: 8apítuo 00/03R.
2 cidade de %abe foi edificada na panície (ue se encontra entre os rios 'igre
e 6ufrates. 5or (ue desagradou a )eus a constru#ão da torre de %abeG
a) Os homens passaram por ato o mandamento de (ue deviam espahar3se e
encher a terra (R/0- 00/I)- um dos motivos (ue os impusionavam e peo (ua evaram
a cabo a constru#ão era (ue deseDavam permanecer unidos. Sabiam (ue os edifícios
permanentes e uma coetividade firmemente estabeecida produ4iriam um modeo
comum de vida (ue os aDudaria a permanecer Duntos.
b) Ooram motivados pea inten#ão de eCata#ão pessoa ("fa#amo3nos um
nome" TdisseramT) e de cuto ao poder (ue posteriormente caracteri4ou a %abiLnia.
7ma torre eevada e assim visíve para todas as na#?es seria um símboo de sua
grande4a e de seu poder para dominar os habitantes da terra.
c) 6Ccuíam a )eus de seus panos- ao gorificar seu pr,prio nome, es(ueciam3
se do nome de )eus, nome por eCceência/ o Senhor.
)eus desbaratou seus panos não s, para frustrar3hes o orguho e
independência, mas tamb"m para espah@3os, a fim de (ue povoassem a terra. 8om
esc@rnio se chama %abe (confusão) a cidade- originamente (ueria di4er "5orta de
)eus". 5or meio deste reato evidencia3se a insensate4 de edificar sem )eus.
II. (IST)RIA PATRIARCAL. C,pítulo 12-6F
Ap%.to ', 5!tór!, p,tr!,r.,l: 2o come#ar a hist,ria de 2braão, o escritor
inspirado deiCa para tr@s a hist,ria primitiva da ra#a em gera para reatar a de uma
famíia. *eMne as embran#as (ue se conservam dos grandes antepassados de >srae/
2braão, >sa(ue, Eac, e Eos". 'odos ees se destacam como homens (ue ouvem a vo4
de )eus e a ea obedecem. 'odos os seus momentos estão assinaados pea
interven#ão divina. O grande prop,sito de )eus ao escoher essas pessoas " formar
um povo (ue reai4e a sua vontade na terra e seDa um meio de cumprir o pano da
sava#ão.
O período patriarca come#a por vota do ano A.BBB a. 8. e dura mais ou
menos três s"cuos.
A. A1r,0o. C,pítulo 12:1-26:1G
2braão " o personagem mais importante do Gênesis, e um dos mais
importantes de toda a %íbia. 9ois"s dedicou meramente on4e capítuos ao (ue
aconteceu antes de 2braão, en(uanto tre4e capítuos se referem (uase
eCcusivamente $ vida pessoa do patriarca. )eus usou a 2braão para fundar tanto a
famíia de >srae como a f" dos hebreus. 2s três grandes reigi?es monoteístas/ o
Eudaísmo, o 8ristianismo e o >samismo, reverenciam3no como o pai de sua f". 6m
reaidade, a %íbia decara (ue o "povo escohido" não se refere somente $
descendência carna do patriarca, mas a todos (uantos têm a mesma f" (ue 2braão
tinha. >sto ", ee " o pai espiritua de todos os crentes. Somente a 2braão se chama
"amigo de )eus".
1. D%u .5,3, , A1r,0o: pr!3%!r, pro4,: 8apítuo 0A/03R.
2 famíia de 2braão e, provavemente, o pr,prio 2braão prestavam cuto a
v@rios deuses. Seu motivo era reigioso- (ueria ter uma nora (ue adorasse ao Senhor.
5or isso, em meio da idoatria universa, )eus se manifestou a 2braão, chamando3o
para uma vida de f" e separa#ão.
2 primeira prova $ (ua )eus submeteu a 2braão foi $ separa#ão de sua p@tria
e de sua famíia. 'inha de votar $s costas para a idoatria a fim de poder ter
comunhão com )eus. 5arece (ue no princípio a obediência foi apenas parcia. Ooi
com 'er@, seu pai, at" =arã, centro de reunião de caravanas e tamb"m do impuro
cuto a Sin, a deusa da <ua. 'er@ havia renunciado a seu país, mas aparentemente
não havia abandonado de todo sua idoatria.
5or fim, chegou $ terra (ue )eus he havia indicado. 2gora vivia como
estrangeiro e peregrino, viaDando de um ugar para outro. !unca foi dono de um metro
(uadrado de terra, a não ser o oca de sua seputura. 2i )eus apareceu a 2braão,
assegurando3he de novo sua presen#a e confirmando3he (ue sua descendência
herdaria 8anaã.
2. A Eo3%: %=u#', pro4,: 8apítuo 0A/0B3AB.
5or fata de f", 2braão foi para o 6gito. )eus não he havia ordenado sair da
5aestina. *ecorreu $ mentira para escapar do perigo. V!ão duvidou por increduidadeQ
das grandes promessas, por"m trope#ou nas pe(uenas coisas. & de surpreender (ue
Sara tenha sido considerada muher atraente, D@ (ue tinha sessenta e cinco anos- mas
como viveu 0AP anos, na(uea atura seria como outra muher aos (uarenta.
2braão não edificou nenhum atar no 6gito. Saiu humihado, reconhecendo (ue
)eus " santo. 2t" a escrava egípcia =agar e o aumento de gados obtidos no 6gito he
causaram probemas mais tarde. 2prendeu (uão perigoso " afastar3se de )eus. U
semehan#a do acontecido no epis,dio de Gênesis AB, )eus demonstrou sua
fideidade. 'rouCe seu Duí4o sobre os (ue amea#avam o pano divino de (ue Sarai
fosse $ antecessora de >srae.
". Co#t%#', o1r% p,t,=%#: t%r.%!r, pro4,: 8apítuo 0.. <,, sobrinho de
2braão, acompanhava3o desde sua partida de 7r. 8omo seu tio, <, havia ad(uirido
grande soma de gado e servos. Surgiu uma contenda entre os pastores dos dois
senhores, por(ue se tornava difíci encontrar @gua e pastos suficientes para os
rebanhos de ambos. 5areceu a 2braão mehor separar3se antes (ue brigar.
2presentou seu argumento/ "por(ue irmãos somos." 5or direito de antigHidade,
2braão poderia ter escohido sua parte do terreno- não obstante, permitiu (ue seu
sobrinho escohesse, demonstrando assim a generosidade do homem (ue vivia pea
f". <, escoheu egoisticamente, guiando3se peas aparências, e teve de sofrer as
conse(Hências mais tarde. Fuanto mehor foi para 2braão haver ocupado o segundo
ugar deiCando seu futuro nas mãos de )eusW
$. A1r,0o l!1%rt, , Ló: 8apítuo 0I.
2o ser avisado do desastre miitar (ue haviam sofrido as cidades do vae,
2braão armou seus .0S servos, conseguiu a aDuda de seus aiados amorreus e
perseguiu os invasores. *ecuperou os cativos e o despoDo, mediante um ata(ue de
surpresa $ noite. 6m parte a eCcessiva confian#a (ue os vencedores tinham em si
mesmos, nascida de seus f@ceis triunfos anteriores e a resou#ão inesperada de
2braão e seus aiados, infuíram na vit,ria sobre o formid@ve eC"rcito. !ão obstante, o
eemento mais importante foi $ interven#ão de )eus (0I/AB).
!ota3se (ue 2braão, o homem separado do mundo, não era indiferente aos
sofrimentos dos (ue se encontravam ao seu derredor. 6stava disposto a proteger seu
indigno sobrinho e os de Sodoma. >sto demonstra (ue os (ue mantêm uma vida
separada da pecaminosidade são os (ue atuam com mais prontidão e êCito em favor
de outros no momento de crise.
6. D%u E,; ,l!,#/, .o3 A1r,0o: 8apítuo 01.
)eus confirmou sua promessa fa4endo uma aian#a soene com 2braão.
8onfirmou3se, segundo o costume da "poca. 2s partes contratantes se punham cada
uma $ eCtremidade do anima dividido e passavam por entre as metades. 2ssim
eCpressavam (ue "se não cumprir minha parte do pacto, posso ser cortado em
peda#os como este sacrifício". !este caso, por"m, somente o Senhor passou, em
forma de um forno fumegante e uma tocha, pois sua aian#a era uniatera, uma
iniciativa divina, e somente ee poderia cumpri3a.
O cumprimento da aian#a não come#aria at" (ue os descendentes de 2braão
tivessem vivido IBB anos em terra aheia, onde seriam oprimidos e escravi4ados. Seus
opressores, por"m, seriam Dugados e os hebreus sairiam com grande ri(ue4a. 2ssim
)eus preparou seu povo para suportar os padecimentos antes de apossar3se de
8anaã. "5or muitas tribua#?es nos importa entrar no reino de )eus." O !ovo
'estamento tamb"m anima os crentes com a esperan#a de (ue )eus Dugar@ os maus
para ivrar os seus a tempo.
A. (,=,r % I3,%l: 8apítuo 0N.
2o passar de4 anos em 8anaã sem ter fihos, Sara procurou aDudar a )eus a
fim de (ue se cumprisse a promessa. Segundo a ei mesopot+mica da(uea "poca,
uma esposa est"ri podia dar a seu marido uma serva como muher e reconhecer
como seus os fihos nascidos dessa união. 2braão, em um momento de increduidade,
cedeu ao pano de Sara, por"m as conse(Hências foram tristes. =avia inveDa e
confitos no ar. =agar reagiu ante o tratamento duro de Sara conforme a seu nome,
pois a paavra =agar significa "foge" (errante).
2 promessa de um fiho e uma descendência numerosa deve ter sido motivo de
grande DMbio. =agar havia orado ao Senhor e o nome de seu fiho, >smae ()eus
ouve), far3he3ia recordar (ue )eus a ouvira. Ooi ocasião de formuar um novo títuo
para )eus/ El Roi, ")eus (ue vê" (0N/0.). Significa (ue )eus vê a afi#ão de suas
criaturas e atua com o intuito de aDud@3as.
2 descri#ão de >smae como "homem bravo" (iteramente Dumento sevagem) "
uma compara#ão muito apropriada para caracteri4ar a >smae e seus descendentes,
os @rabes. 2trav"s dos s"cuos têm sido nLmades do deserto, amantes de sua
iberdade, evitando toda suDei#ão, dispostos a peeDar contra (uem (uer (ue seDa e
prontos para an#ar3se sobre os viaDantes incautos.
C. S%l,', , ,l!,#/, .o3 , .!r.u#.!0o: 8apítuos 0P/0T0S/01.
)eus deu a 2braão dois sinais para confirmar a aian#a/ a mudan#a de nomes
e a circuncisão. E@ não se chamaria 2brão (pai enatecido) mas 2braão (pai de uma
mutidão). 2parentemente, a mudan#a de Sarai para Sara era simpesmente mudar de
uma forma para outra paavras (ue têm o mesmo significado. !ão obstante, a
mudan#a eevou3a a uma posi#ão de ata dignidade no pacto. 7ma mudan#a de
nomes " sina do favor divino, mas como escarneceriam os cananeus das pretens?es
inerentes aos novos nomes deste veho casaW )eus denomina o (ue ainda não "
como se D@ o fosse.
6mbora a circuncisão fosse praticada por outros povos, a(ui " dada como sina
da aian#a entre o Senhor e seu povo. 'amb"m tinha grande significado simb,ico. Os
profetas faaram da circuncisão do cora#ão e dos ouvidos, referindo3se $ obediência $
ei divina. *epresentava purifica#ão e renova#ão do cora#ão. )e nada servia se não
fosse acompanhada de f" e obediência. 2ssim como a circuncisão era o sina no
antigo pacto de ser membro do povo de )eus, assim o batismo " o sina eCterno do
novo pacto.
G. D%tru!/0o '% So'o3, % l!4r,3%#to '% Ló: 8apítuos 0S/0NT 0R/.S. O
pecado dos sodomitas havia chegado ao m@Cimo e )eus estava prestes a castig@3os.
O Senhor reveou a 2braão (ue havia resovido destruir Sodoma e Gomorra.
5or (ue )eus comunicou seu pano a 2braãoG 6m virtude de 2braão haver3se
feito amigo de )eus e de manter comunhão com ee, foi (ue he deu uma antecipa#ão
de seu prop,sito. Os amigos compartiham os segredos entre si e "O segredo do
Senhor " para os (ue o temem". 'amb"m era necess@rio (ue 2braão compreendesse
(ue a destrui#ão das cidades não era um acidente natura, mas o Duí4o divino sobre a
repugnante imundícia dos pecadores (ue neas habitavam para poder incucar em
seus descendentes o temor de )eus, pois "o sa@rio do pecado " a morte".
2 intercessão de 2braão p?e em reevo (ue o amigo de )eus era3o tamb"m
dos homens. >ndiscutivemente he daria asco $ impure4a dos habitantes destas
cidades ao su do mar 9orto e se sentiria como um estranho entre ees- não obstante,
a comunhão com )eus havia despertado nee um profundo amor ao pr,Cimo.
<. A1r,0o % A1!3%l%9u%: 8apítuo AB.
1F. N,.!3%#to '% I,9u%H %Ipul0o '% I3,%l: 8apítuo A0.
12. *ort% % %pultur, '% S,r,: 8apítuo A..
1". A1r,0o pro.ur, %po, p,r, I,9u%: 8apítuo AI.
1$. *ort% '% A1r,0o: 8apítuo A1/0300.
2braão morreu aos 0P1 anos. )i4 =aeK/ "6m termos gerais, 2braão foi o
maior, o mais puro e o mais vener@ve dos patriarcas. 6ra Xamigo de )eusX e Xpai dos
crentesX- generoso, desprendido, um car@ter magnífico e um homem cuDa f" em )eus
não tinha imites- e tudo isto, na vi4inhan#a e ambiente de Sodoma e Gomorra."
6mbora tecnicamente faando, >sa(ue não " uma figura prof"tica

de Eesus
8risto, h@ pontos not@veis de compara#ão entre as duas pessoas. 8omo Eesus,
>sa(ue tinha certos característicos/
(0) 6ra o fiho da promessa cuDo nascimento foi miracuoso.
(A) Ooi chamado "Mnico" e fiho "a (uem amas", de seu pai.
(.) Ooi apresentado como sacrifício por seu pai.
(I) Ooi um fiho obediente e submisso.
(1) Ooi ressuscitado em sentido figurativo.
(N) Ooi feito herdeiro de tudo o (ue seu pai possuía.
8. I,9u% % D,.ó. 8apítuos A1/0RT.N/I. >sa(ue passou a maior parte de sua
vida no su da 5aestina, nas cercanias de Gerar, *eobote e %erseba. 6ra homem
dado $ medita#ão, reconciiador, tran(Hio e at" passivo. Sua vida parece ser "apenas
um da de seu pai". 8ometeu seus mesmos erros, por"m buscou a )eus. 8om a
eCce#ão do capítuo AN, >sa(ue sempre ocupa ugar secund@rio no reato do Gênesis.
!ão obstante, foi homem de f" e obediência. 8umpriu o prop,sito de )eus para sua
vida sendo guardião de suas promessas e transmitindo3as a Eac,. Ooi "um eo
necess@rio" para cumprir o pacto feito com 2braão.
1. N,.!3%#to '% D,.ó % E,&J % , r!4,l!','% %#tr% ,31o: 8apítuo A130R3
.I.
2. I,9u% ,1%#/o,'o %3 G%r,r/ 8apítuo AN.
". D,.ó upl,#t, , E,&: 8apítuo AP/03IB. foi o herdeiro da aian#a.
$. D,.ó 4,! p,r, , *%opotK3!,: 8apítuos AP/I0TAS/AA.
6. D,.ó #, .,, '% L,10o: 8apítuos AR e .B.
2 rivaidade entre <eia e *a(ue eCpica os nomes de seus fihos, D@ (ue estes
foram dados de acordo com as circunst+ncias ou sentimentos das mães/
R&1%# L !=#!E!., M%! u3 E!l5oN
S!3%0o L !=#!E!., Mou4!uN
L%4! L !=#!E!., Mu#!'oN
Du'@ L !=#!E!., Mlou4orN
D0 L !=#!E!., MOu!; ou Oul=ouN
N,Et,l! L !=#!E!., M3!#5, lut,N
G,'% L !=#!E!., M,Eortu#,'oN
A%r L !=#!E!., “1%3B,4%#tur,#/, ou E%l!;N
I,.,r L !=#!E!., M=,l,r'0oN
P%1ulo3 L !=#!E!., “3or,',N
Do? L !=#!E!., M,.r?.!3oN
8%#O,3!3 L !=#!E!., “E!l5o ', 30o '!r%!t,N
)urante os (uator4e anos (ue Eac, serviu a <abão para conseguir a *a(ue,
)eus aben#oou a <abão por causa de seu genro. Eac, (uis votar a 8anaã, por"m seu
sogro instou com ee para (ue ficasse, prometendo pagar3he como ee (uisesse.
>mpressionou3o o fato de (ue o Senhor estava com Eac,, por"m ee pr,prio não
buscou a )eus, antes pensou em beneficiar3se da rea#ão entre seu genro e o Senhor.
Eac, pediu para si o gado anorma (ovehas negras e cabras mahadas), pois a cor
norma das ovehas era branca e a das cabras, preta. <abão acreditou estar fa4endo
um bom neg,cio e agiu com astMcia e prontidão mandando para onge os animais (ue
proporcionariam a Eac, um aumento de sa@rio. !os anos seguintes mudou
repetidamente a forma de pagamento (.0/P), mas com a aDuda do Senhor Eac, ia
tomando o pagamento de seu sogro. Eac, atribuiu a um sonho divino a ciência de
como fecundar o gado para produ4ir mais com o (ua <abão he havia atribuído, por"m
" mehor considerar (ue )eus operou um miagre para frustrar a esperte4a de <abão e
aben#oar a Eac,. 2ssim foi (ue Eac, prosperou grandemente a eCpensas de seu
sogro e este minguou.
A. D,.ó 4olt, Q t%rr, pro3%t!',: 8apítuos .0/0T../0P.
C. D,.ó % u, E,3íl!, #, t%rr, pro3%t!',: 8apítuos ../0ST.N/I..
G A !3portK#.!, '% D,.ó:
2s i#?es (ue tiramos da vida de Eac, são se seguintes/
a) 6Cempifica magnificamente a gra#a de )eus. 2 eei#ão de Eac, para
continuar a inhagem messi+nica e o concerto abra+mico não dependia do m"rito
humano, mas da vontade de )eus. 6ra fiho mais novo e tinha graves fahas de
car@ter. )eus operou na vida de Eac, reveando3se a ee, guiando3o na casa de
<abão, protegendo3o de <abão, e por fim transformando3o em 5enie. 'udo foi feito por
gra#a.
b) 9ostra (ue )eus usa os homens, tais (uais ees são, para cumprir seus
prop,sitos. 5arece (ue )eus tem de fa4er o mehor possíve com o materia (ue usa.
<an#ou mão de Eac, com todas as imperfei#?es deste, e fe4 dee um de seus grandes
servos.
c) 2 uta com o anDo em 5enie ensina3nos (ue as vit,rias espirituais não são
ganhas por meios duvidosos tais como a for#a e a astMcia, mas aceitando a pr,pria
impotência e an#ando3se nas mãos de )eus.
d) >ustra a ei ineCor@ve da semeadura e coheita. Eac, enganou a seu veho e
cego pai, por"m ee foi enganado por <abão e, depois, cruemente, por seus fihos,
(uando fi4eram Eos" desaparecer.
e) )emonstra a grande4a do pano messi+nico. 9ediante a poigamia de Eac,
com muitos incidentes vergonhosos, )eus formaria a na#ão messi+nica e escohida
pea (ua viria o Savador do mundo. 'odos os fihos eram herdeiros da promessa e
vieram a ser pais das do4e tribos.
C. Do?. 8apítuos .PT1B
1. I#tro'u/0o: Eos" " um dos mais atraentes personagens da %íbia.
2. Do? 4%#'!'o por %u !r30o: 8apítuo .P.
". Do? #, .,, '% Pot!E,r: 8apítuo .R/03AB.
$. Do? #, pr!0o: 8apítuos .R/ATIB/A..
6. Do? .5%=, ,o poto '% pr!3%!roB3!#!tro: 8apítuo I0.
A. Do? p>% %u !r30o Q pro4,: 8apítuos IATI1.
C. D,.ó e u, E,3íl!, '%.%3 ,o E=!to: 8apítuos IN/0TIP/AN.
G. D,.ó .o#t%3pl, o Euturo ,1%#/o,#'o o %u '%.%#'%#t% %
proE%t!;,#'o: 8apítuos IP/APT1B/AN.
<. L!/>% ', 4!', '% Do?:
5odemos aprender muito estudando a hist,ria de Eos". 6is agumas das i#?es
(ue *oss eCtrai dessa vida/
a) 5ure4a pessoa. Se não fosse a vida reigiosa de Eos" e sua convic#ão
(uanto $ import+ncia da pure4a, teria sido arrastado por paiC?es carnais e teria cedido
$ tenta#ão. 9as resovera evar uma vida pura e se conservou imacuado.
b) 2 prosperidade nos neg,cios " possíve para o fie servo de )eus. )eus fe4
Eos" prosperar e ee " um eCempo para n,s.
c) 2 import+ncia de cuidar de nossos pais.
d) 5or meio da cru4, obter a coroa. Eos" sofreu como escravo e depois como
preso durante os anos de sua Duventude. Ooi perseguido 5eos irmãos, cauniado pea
muher de 5otifar e es(uecido peo copeiro. 'udo sofreu com paciência. 9as seus
sofrimentos foram meios (ue o evaram a acan#ar a coroa de autoridade no 6gito.
e) 'oda a vida de Eos" " um eCempo da providência divina. )eus guiou todos
os passos de Eos" encaminhando a madade dos homens e os contratempos da vida
para sua meta divina.