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“CASAMENTO NÃO VEM PRONTO SE CONSTRÓI”

(Mateus 7:24-27)
I) DEFININDO CASAMENTO

1. "Casamento é uma sociedade com autenticação divina" (Gn 2.24).
Depois que uma pessoa se casa, ela deve prestar contas de tudo aquilo que
envolve o sócio. Quem não gosta de prestar contas, não deve se casar.

2. "Casamento é um contrato social entre duas pessoas dispostas a
servir" (Lc 10.25-37).
Quem não serve, não serve para casar. Quem não serve, não serve para ser marido
e nem esposa. A felicidade de um casal depende do quanto os dois estão dispostos
a servir um ao outro.

3. "Casamento é a construção de uma nova cultura, a partir de duas
já existentes".
Todos nós, ao nos casarmos, trouxemos da família de origem uma bagagem
cultural; algumas coisas devem ser mantidas, outras devem ser tiradas da bagagem
porque não servem dentro da nova família que começa.

4. "Casamento é um pacto sagrado, social, público e monogâmico"
(Gn. 2:24).
Sagrado, pois Deus foi à testemunha principal; social, porque tem uma função
de responsabilidade perante a sociedade; público, porque é um compromisso
assumido diante de pessoas. E tudo aquilo que fazemos publicamente, tem um
peso de responsabilidade maior; monogâmico, porque esse é o ideal de Deus para
o homem.

5. "Casamento é uma construção" "O sucesso desta construção depende
de muita dedicação, paciência, tempo e trabalho".


“A Construção”
“Uma só carne” significa que assim como o nosso corpo é inteiro e não pode ser
dividido em pedaços, assim também Deus estabeleceu o relacionamento
matrimonial. Não há mais duas entidades (dois indivíduos), mas agora há apenas
uma entidade (um casal).
O casamento é uma aliança voluntária de amor entre um homem e uma mulher, na
qual os dois buscam a felicidade permanente, até que a morte os separe.

Para que este amor perdure, é necessário ser cultivado como uma planta. Assim
como a planta precisa de adubo, sol, água e cuidados especiais, o casamento
precisa estar alicerçado na pedra angular (Jesus), receber água viva e será
aquecido pelo sol da justiça.

Ao se casarem, os cônjuges acreditam que serão felizes para sempre, mas logo
concluem que o parceiro não é bem aquilo que esperavam. Acontece que os dois
vêm de famílias, às vezes até nações, diferentes; possuem temperamentos,
instrução, opiniões e outros pontos divergentes; por isso, casamento é uma viagem
para toda a vida, cheia de surpresas, das quais, nem todas são boas.

Sugere-se, então, que a convivência a dois não é fácil, mas lembrem-se que se não
houvesse diferenças, não haveria casamento, pois cada um precisa de sua cara-
metade para ser completo. Assim, ao longo dessa viagem, faz-se necessário
procurar conviver da melhor maneira possível, construir um relacionamento
sólido de amor, paz, harmonia, fidelidade, solidariedade, respeito, prontos para
resistirem aos vendavais da vida; usando a “armadura de Deus para resistir no dia
mau” – Ef. 6:13.
O casamento se constrói, à medida que os cônjuges se conhecem e cultivam o amor,
apesar das divergências e vendavais.

“Uma só carne, dois conjuntos de problemas”
Quando duas pessoas se casam, ambos trazem para o relacionamento os seus
problemas e questões pessoais. O que você não vê no convite de casamento são
coisas como:
“João - viciado em pornografia, sofreu muito com bullying quando criança,
extremamente inseguro – vai se casar com Maria – que foi abusada na infância,
uma bomba-relógio ambulante, disposta a qualquer coisa para sair da casa dos
pais.”
O histórico dos noivos não vem escrito no convite de casamento - aliás, em lugar
nenhum. Mas ninguém casa sem trazer a sua bagagem para dentro do
relacionamento. Por exemplo, no caso deste casal, João e Maria, dá para ter uma
idéia do provável futuro da união?
No dia do casamento você só conhece de 10% a 20% da pessoa com quem esta se
casando – na maioria das hipóteses, apenas o lado bom, isso porque a maioria de
nós sabe “esconder” muito bem nossos próprios defeitos quando está namorando.
Faz parte da arte da conquista dar uma boa impressão para o outro; você sempre
coloca a melhor roupa, mede as palavras, se afasta para soltar gases, convida para
sair....
Depois de casado, a cena muda um pouquinho. O jantar já é na mesa da cozinha, ele
comenta algo sobre o arroz, não estar do jeito que ele gosta. E, você pela primeira
vez, percebe que ele faz um barulho irritante quando, mastiga... sem contar outros
barulhos acompanhados de odores não tão agradáveis. É aí que você se pergunta:
“Como é que eu fui me casar com esta coisa?”
Bem-vindos ao casamento! Agora é que vocês começam a se conhecer de verdade.
E com os conhecimentos desse “novo lado” do casal, vêm os problemas.
Quando duas pessoas se casam, os passados de ambas também se juntam. É, são
eles, esses passados, que determinam o comportamento de cada um dentro do
relacionamento.
Imagine isto: noivo e a noiva estão no altar da igreja, vestidos a rigor diante dos
convidados. O oficiante conduz a cerimônia. Nas costas de cada um dos noivos, por
cima do vestido branco dela e do terno alugado dele, uma grande e pesada mochila.
Dentro da mochila de cada um está todo o seu passado, a bagagem que estão
levando para dentro do casamento, cujo conteúdo ambos os começarão a descobrir
muito em breve: a criação e os ensinamentos que absorveram dos pais, as
experiências antigas, os traumas, o medo, a rejeição, as inseguranças, as
expectativas...
A verdade é que nós fazemos somente o que aprendemos. No relacionamento nós
temos que desaprender coisas ruins para então aprender coisas boas. Temos que
identificar os maus hábitos, aquilo que não funciona, e eliminá-los do nosso
comportamento, desenvolvendo novos e melhores hábitos. Reconhecer isso é
muito doloroso, mas imprescindível para a mudança.
Quando duas pessoas se juntam pelo casamento, a maior parte de seus problemas
provém de coisas em suas bagagens que conflitam entre si.

AS CINCO FASES DO CASAMENTO

"O objetivo não está apenas colocado para ser atingido, mas também para servir de
ponto de mira" Joseph Joubert

II) AS CINCO FASES DO CASAMENTO.

Assim como a nossa vida tem suas fases, infância, pré-adolescência,
adolescência, adolescência final e fase adulta, o casamento não é diferente.
Conhecer as fases do casamento pode nos ajudar na solução de alguns pontos de
conflitos e trazer respostas esclarecendo muitas dúvidas. Segundo o escritor
Maggie Scarf, existem basicamente cinco fases no casamento:




Primeira: Fase do encantamento, quando está enamorado do outro.

Ocorre quando o casal se sente plenamente realizado e absolutamente
preenchido pelo outro. Nesta fase o amor é cego. Há uma nutrição constante do
vínculo. A sensação é de completude e totalidade. Nesta fase, nenhum dos dois
enxerga o "real", mas sim aquilo que foi idealizado, sonhado, desenhado no tempo
de namoro e noivado. Ela o vê como um "príncipe azul", ele a vê como uma
"princesa encantadora". Costumo dizer que nesta fase, até o ronco dele soa como
sinfonia; ela, mesmo despenteada quando acorda é linda e maravilhosa. E um
tempo em que tudo é motivo para poesia. Quanto tempo dura esta fase? Não
sabemos, só podemos afirmar que ela passa.


Segunda: Fase do desencantamento, de realização.

E a fase da confrontação das expectativas irreais do casamento, quando
começamos a ver as diferenças entre as imagens que construímos do outro e os
seus lados sombrios no cotidiano. Na fase da conquista, da sedução, a gente só
mostra o lado ensolarado de nossa personalidade. As sombras, as fraquezas, as
feridas emocionais, os medos ficam escondidos. Mas sempre chega o momento em
que as coisas que estavam debaixo do tapete aparecem à luz do dia. E nesta fase
que muitas pessoas se desesperam na tentativa de mudar o outro, a fim de que ele
corresponda à imagem idealizada. Você não aceita como ele é. Neste momento as
pessoas são capazes de qualquer coisa: sufocam, oprimem, chantageiam, ameaçam,
castigam-se mutuamente. Quando o casal é maduro e está aberto para aprender,
logo percebe que o casamento é a união de dois seres humanos limitados e
imperfeitos que podem crescer e se desenvolver com esta experiência conjugal.
Isso faz toda a diferença.


Terceira: Fase do "crescei e multiplicai- vos", quando a mulher
se dedica aos filhos pequenos e o homem está se afirmando
profissionalmente, consolidando sua carreira.

É a fase onde há o perigo de perder o parceiro de vista dentro do casamento. O
homem mergulha no trabalho e a mulher é engolida pelo cuidado com a casa e as
crianças e, muitas vezes, também com sua própria definição profissional. Essa
tensão drena todas as energias do casal. E uma época onde os dois engavetam
frustrações, mágoas e raivas do passado. Se o casal nesta fase, não buscar em Deus
saída, com certeza o fim será o aprofundamento de emoções negativas que já
estavam emergindo no fim da fase de encantamento. Sendo assim, o
relacionamento pode estagnar encalhar e virar uma prisão insuportável. Os
momentos de desencantamento são muito dolorosos porque envolvem doses
inevitáveis de frigidez emocional. Essa é a hora de buscar ajuda externa.


Quarta: Fase do questionamento e redefinições.

E a fase onde os parceiros questionam o vínculo, faz um balanço da ligação. Aqui
está a grande oportunidade de o casal se libertar dos ressentimentos e frustrações
em relação ao cônjuge. Para alcançar essas mudanças implica enfrentar um
processo trabalhoso que pode, em compensação, dar lugar a vitória de Deus na
relação, ternura, cuidado com o outro e à identificação.
Quando não há esforço e interesse em mudar a situação, o resultado final é o
divórcio emocional ou a convivência amarga em um casamento morto.

Quinta: Fase de reintegração quando os filhos já estão adultos
e o casal pode se redescobrir e se reaproximar.

Quando os dois, marido e mulher, conscientes do que significa "casamento",
conseguem superar as fases difíceis e seguir juntos, pode-se chegar a um momento
de integração. Podemos dizer que os dois atingiram o equilíbrio entre a
individualidade e a intimidade. Não existe mais disputa sobre o quanto é meu
quanto é seu e quanto é nosso, o que há é companheirismo, compromisso de
amizade e comunhão.
E claro que as fases não são rígidas, com tempos definidos e sequência
predeterminada, com uma, necessariamente seguindo outra. Mas são momentos
que todos os relacionamentos atravessam, com maior ou menor intensidade. Eu
chamaria essas fases de estações, primavera, verão, outono e inverno. Vamos ver
como o casal pode superar todas estas fases construindo um lindo projeto de vida a
prova de tempestades e vendavais.



EDIFICANDO O CASAMENTO SEGUNDO O QUE FOI
PROJETADO POR DEUS


III) EDIFICANDO O CASAMENTO SEGUNDO O QUE FOI PROJETADO POR DEUS.

"Todo aquele, pois, que escuta estas minhas palavras, e as pratica, assemelhá-lo-
ei ao homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha; E desceu a chuva, e
correram rios, e assopraram ventos, e combateram aquela casa, e não caiu, porque
estava edificada sobre a rocha. E aquele que ouve estas minhas palavras, e não as
cumpre, compará-lo- ei ao homem insensato, que edificou a sua casa sobre a areia;
E desceu a chuva, e correram rios, e assopraram ventos, e combateram aquela casa,
e caiu, e foi grande a sua queda". (Mt. 7:24-27)

Toda construção sem projeto é perigoso, inseguro e não tem garantia.
Casamento é projeto de Deus, quando se constrói segundo o que Ele planejou, o
resultado final é alegria, segurança e bênção.


1. CONSTRUINDO PARA NÃO CAIR.

(1) TODOS podem construir bem o seu projeto.

"Todo aquele..." Cada pessoa é responsável pela sua construção. O vizinho não
pode se responsabilizar por aquilo que você construiu ou está construindo.
Ninguém melhor do que o projetista para dizer como deve ser a construção.
Casamento é PROJETO de Deus, Ele pode ensinar como devemos construir uma
relação cheia de vida e alegria.

(2) Princípios que determinam o sucesso da construção do nosso
projeto de vida (Mt 5,6,7).

Tudo o que o homem precisa saber sobre relacionamento vertical e horizontal,
está no conteúdo do Sermão da Montanha ensinado por Jesus.
 As Bem- aventuranças, ser luz do mundo, sal da terra amor ao próximo, orar
e jejuar.


(3) O primeiro passo é OUVIR.

O segredo do sucesso de qualquer relacionamento está na capacidade em ouvir.
I- Quando alguém é incapaz de ouvir a Palavra, até sua oração não faz sentido para
Deus, (Pv. 28:9).
2- Jesus não violenta a mente, o coração das pessoas; é necessário ouvir e
responder "eu quero, pode entrar" (Ap. 3:20).
3- Ouvir é imprescindível, porque é ouvindo que a fé é gerada no coração, e não há
projeto de construção que seja segura sem aquilo que é imprescindível, que é a FÉ
(Rm. 10:18).
4- E impossível aprender sem que haja humildade para ouvir. Jesus disse:
"aprendei de mim..." (Mt. 11:29). Guarde estas palavras APRENDER - MANSO -
HUMILDE – DESCANSO - ALMA.

(4) O segundo passo é PRATICAR o que ouviu.

No texto de Mt. 7:24-27 se percebem que a grande diferença entre uma
construção e a outra está no PRATICAR. Os dois construtores ouvem, mas só o que
pratica é que usa O MELHOR MATERIAL na base.
1- Praticar implica em submeter-se ao Senhor do projeto (Mt. 6:9,10,24). "... faça-se
a tua vontade..."
2- Praticar exige fazer tudo conforme o que foi projetado.







2.1- JESUS OFERECE O MELHOR MATERIAL PARA A CONSTRUÇÃO DO NOSSO
PROJETO DE VIDA CONJUGAL E FAMILIAR.

(1) HUMILDADE (Mt. 5:3). A pedra principal do alicerce.

Por que Jesus começou o Sermão com humildade"? Porque humildade é a
raiz que alimenta todas as outras virtudes. O humilde é desprendido de
tudo e aberto para aprender sempre. Não se considera o dono de toda a
verdade final. O melhor termômetro para medir a humildade no coração de
uma pessoa, é saber se ela tem prazer em ouvir e servir, mesmo quem não
merece ser servido. (Jo 13) – Jesus lava os pés aos discípulos


(2) SENSIBILIDADE (Mt. 5:5). O piso.
“ Bem – aventurado os mansos porque herdarão a terra”

É a capacidade de chorar, de sentir e de se emocionar. Em qualquer área da vida, os
caminhos se acabam, quando acaba o poder do choro e do arrependimento. Quem
perdeu o poder do choro e do arrependimento perdeu a oportunidade de ter novos
caminhos para andar com segurança.
O sentimento mais criativo é o arrependimento.
O choro do arrependimento sincero leva a reconstrução daquilo que foi destruído.


(3) DISCIPLINA, MANSIDÃO (Mt.5:5). Cinta de amarração.

Auto-controle, disciplina. Ninguém tem a possibilidade de construir algo
duradouro com o coração absolutamente indisciplinado. Mansidão no NT, vem da
idéia de amansar uma fera. Mansidão é ter as rédeas do coração nas mãos.


(4) JUSTIÇA (Mt. 5:6). Coluna
“Bem- aventurados os que têm fome e sede de justiça porque serão fartos.”

A justiça é como a água para a nossa vida, quando estamos com sede.
Essencialidade.
1- A justiça faz do humilde um ser com espírito nobre, ao invés de um fraco.
2- A justiça faz do quebrantado um ser digno.
3- A justiça faz do manso um ser de coragem.
É a justiça que empresta a essas estruturas, aparentemente fracas, um
sentimento de nobreza, de grandeza e de dignidade. Em qualquer área da nossa
vida, a justiça tem que estar presente.







(5) SOLIDARIEDADE (Mt. 5:7). Tijolos.
“Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão a misericórdia.

É impossível viver bem em família sem uma atitude de solidariedade e
misericórdia. E com misericórdia que se lida todos os dias com as ambiquidades e
as incoerências do outro. O que fazer com um filho que não vai bem à escola? O que
fazer com a filha que errou, mas quer melhorar? Com o cônjuge que está com
dificuldade de ser o que Deus quer que ele seja?


(6) TRANSPARÊNCIA (Mt. 5:8). Cobertura.
“Bem-aventurados os limpos de coração porque verão a Deus”.

Coração limpo, uma consciência limpa que pode nos dar a visão de Deus em
família.


(7) PACIFICAÇÃO (Mt. 5.9). Cimento-cola.
“Bem-aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus.”

É aquilo que mantém as coisas juntas. E a atitude do pacificador que nos dá a
garantia de que o que está sendo construído não vai cair. Nossa vocação tem que
ser a de alguém que trabalha para ligar corações, promovendo a reconciliação e a
paz.



(8) RESISTÊNCIA JUBILOSA (Mt. 5:10-12). Portas e janelas.
“Bem-aventurados os perseguidos por causa da justiça, porque deles é o reino dos
céus. bem-aventurados sois quando, por minha causa, vos injuriarem, e vos
perseguirem, e, mentindo, disserem todo mal contra vós. Regozijai-vos e exultai,
porque é grande o vosso galardão nos céus; pois assim perseguiram aos profetas
que viera, antes de vós.”

Jesus sabia que haveria perseguição por causa da justiça, por essa razão ele diz: Eu
quero que apesar de toda tempestade em volta, toda perseguição, construa algo
que tenha janela aberta para o céu. Feliz é aquele que consegue apesar de tudo,
deixar as janelas e portas abertas. É capaz da alegria, da exultação, de olhar para as
coisas maiores do que a perda imediata; ver o galardão e continuar almejando.
Nivelar tudo por cima.









OS CINCO PILARES QUE SUSTENTAM O CASAMENTO.


IV) OS CINCO PILARES QUE SUSTENTAM O CASAMENTO.

1. FIDELIDADE-(Ct. 4:12; 8:10; 1 Co. 7:2-5)

"Jardim fechado... Eu sou um muro, e os meus seios como as suas torres; sendo
eu assim, fui tida por digna da confiança do meu amado" (Gn. 2:24,25). Quem ama
não trai. Com certeza não existe maior traição da confiança do que a infidelidade
conjugal. POR QUE PESSOAS TRAEM? Segundo o terapeuta norte-americano Alert
Ellis, existem causas neuróticas e as causas não neuróticas do adultério.

(1) Causas não-neuróticas:

l- Insatisfação sexual no casamento que pode levar a busca de compensação. A
perda de atração pelo companheiro (a).
2- O desejo sexual vai ficando reprimido e as fantasias vão se multiplicando até
levar ao adultério.
3- A excessiva absorção no trabalho pode produzir no outro uma sensação de
rejeição e abandono.
4- O tédio, que vem da repetição, da rotina e que gera indiferença sexual e
emocional. Extensos períodos de ausência.
5- A pressão do estar longe de casa durante longos períodos de tempo pode ser
esmagadora. Doenças físicas de vários tipos. Gestações sucessivas.

(2) Causas neuróticas:

1- Os "mimados" - são aqueles que acreditam que precisa de tudo o que desejam.
Encaram caprichos temporários com necessidades básicas. Os casos nunca
correspondem suas expectativas, que são, aliás, irreais (ex: a síndrome do fim de
semana perfeito, do sexo perfeito).
2- Os "narcisistas"- eles se consideram irresistíveis, têm uma necessidade
constante de reconhecimento e admiração, uma enorme preocupação consigo
mesmos e uma total incapacidade de corresponder. Adultério para eles é uma
experiência de auto - engrandecimento.
3- Os "fujões" — são aquelas pessoas que estão fugindo não apenas de si mesmas,
mas da própria vida.
4- Os "imaturos" — são os que através da infidelidade procuram afirmar, provar
eternamente sua masculinidade ou feminilidade. A vida se transforma num teste
contínuo de sedução. A mola propulsora desse comportamento é a ansiedade.
5- Os "inseguros" — são pessoas que se auto desvalorizam, não se respeitam e não
têm auto-estima. Usa o adultério como fuga.
6- Os "vazios" — são os que sofrem de um grande vazio existencial e se recusam a
dar um sentido para a própria vida. Estes vão tendo relacionamentos promíscuos
para encobrir a falta de nexo dentro de si mesma.
7- Os "vingativos"- São os que traem tendo como motivação um sentimento de
vingança. A fidelidade conjugal dá segurança ao casamento e garante a bênção de
Deus na vida do casal. Veja o a Palavra de Deus diz: "Digno de honra entre todos
seja o matrimônio, bem como o leito sem mácula; porque Deus julgará os impuros
e adúlteros". (H. 13:4) Na verdade, o adultério é a manifestação da necessidade de
cura, libertação interior.

2. AMIZADE - (Ct. 4:9,10,12; 5:1).

"Minha irmã..."
Amizade na perspectiva do tratamento. O relacionamento de casal só é sadio e
equilibrado, quando os dois, marido e mulher, conseguem ser mais do que
parceiros de cama, são amigos. Não basta ser fiel, é preciso ser amigo. Quando a
mulher não consegue por alguns motivos, ver o marido como seu "melhor amigo",
abre-se uma brecha e o casamento fica fragilizado. Muitos adultérios já
aconteceram, porque o cônjuge encontrou fora de casa, alguém que deu mais
atenção, ouviu com mais interesse, mostrou ser mais sensível, tratou com mais
respeito, foi mais amigo. E perigoso quando não há entre o casal amizade na
perspectiva do tratamento. Por que muitos casamentos se transformam em prisão?
Por que de repente os cônjuges se sentem escravizados, presos, subjugados?
Quando é que isso acontece?

(1) Quando há um sentimento de posse do outro. "Não consigo viver sem você".
Dependência doentia. No casamento onde os dois são "amigos", um ajuda o outro a
crescer.
(2) Quando há rejeição da própria individualidade. "Para viver juntos, os dois se
anulam, renunciam tudo o que gostam, mas com ressentimentos".
Na relação de amizade conjugal, cada um mantém sua identidade e, ao mesmo
tempo, cria condições para que o outro se desenvolva.
(3) Quando a grande preocupação é manter sempre a frente unida. "Viver sempre
mantendo as aparências. O casal não discute suas diferenças". Marido e mulher que
são amigos são capazes de discutirem as diferenças, repensá-las e quando
necessário negociam e estão abertos para fazer novas alianças, acordos e trocas.
(4) Quando o casal vive sempre com o conceito ideal de marido e mulher, cada um
na sua. "Cada um faz o seu papel sem se preocupar em se ajudar mutuamente". No
relacionamento onde os dois são amigos, marido e mulher não são atores
representando um papel, mas sim companheiros capazes de se ajudarem
mutuamente.
(5) Quando a felicidade absoluta é por coerção e não por livre escolha.
Onde há amizade conjugal, a fidelidade é uma opção consciente.
(6) Quando há um exclusivismo total
- "Unidade doentia". E a idéia de que ficando dia e noite juntos, preserva o
casamento. E o cônjuge que diz: eu só vou se você for. Isso acaba sufocando o
outro.
Na relação onde os dois são companheiros e amigos, a liberdade individual e
crescimento mútuo substituem a escravidão recíproca.
A pergunta que fica é essa: "Estou construindo uma prisão ou um lugar livre,
onde há respeito, direitos e responsabilidades e os dois são livres para crescer
juntos?"
3. SANTIDADE - (Ct. 2:14; 5:2; 6:9) "Pomba... imaculada..."

Fidelidade e amizade têm que desembocar em santidade. Na relação de casal,
onde reina o Senhor, é impossível não haver santificação. Quando Paulo escreve a
carta aos Efésios, convocando-nos a olhar para Cristo e a igreja, como modelo de
um relacionamento ideal, ele inclue "santidade". "Para santificá-la, purificando-a
com a lavagem da água, pela palavra. Para apresentá-la a si mesmo igreja gloriosa,
sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível. Assim
devem os maridos..." (Ef. 5:26,27). Na sua teologia sobre casamento, Paulo
entendia que o marido é o sacerdote que deve levar a esposa a viver uma vida de
santidade através da Palavra. Feliz é a esposa que tem um marido, que se preocupa
com sua vida de comunhão com Deus. A Palavra é essencial neste processo de
santificação do casal. (Jo. 15:3) Se muitos maridos se preocuparem com a vida
espiritual da esposa, como se preocupam com sua beleza estética, com certeza
teríamos casais melhores. É interessante que em alguns casos, é a mulher quem
cuida da santificação e espiritualidade do marido, quando deveria ser ao contrário.
O homem é o sacerdote do lar, estou me referindo aos casais onde os dois são
convertidos.

4. APRECIAÇÃO (Ct. 4:1; 5:10; 6:3;)

Não basta desejar o outro, é preciso apreciar, honrar e reconhecer. O amor faz o
comum ficar extraordinário. O casamento floresce quando existe apreciação
mútua, quando os dois se admiram e não tem medo de fazê-lo publicamente, à
semelhança do marido de Provérbios 31:29 que diz: "Muitas filhas têm procedido
virtuosamente, mas tu és de todas as mais excelente!". Apreciar o cônjuge é
investir na sua auto estima. Palavras de afirmação têm este poder de fazer o outro
crescer na sua auto-imagem e estima. Se muitos elogiassem mais e criticassem
menos, com certeza a qualidade do relacionamento seria melhor.

5. SUBMISSÃO DEVOCIONAL - (Ct. 1:4) "Leva-me após ti..."

O que é mais difícil, o marido amar sacrificialmente a esposa, como Cristo amou
e ama a igreja, ou a esposa submeter-se ao marido como a igreja se submete a
Cristo? Quando a mulher compreende o que significa submissão à luz da Bíblia, ela
não tem dificuldade em exercer sua missão como auxiliadora. Por outro lado,
muitas não fazem o seu papel como deveriam, porque os maridos erram na sua
maneira de agir e se comportar, o que desmotiva, bloqueia e inibe estas mulheres.
Quando o homem busca ser para esposa o que Cristo é para a igreja, ela é inspirada
e motivada a exercer sua missão de apoio ao lado deste com alegria (Ef. 5: 22-29).
Esta submissão devocional não escraviza, não anula a mulher na sua
individualidade, não a faz sentir-se diminuída; pelo contrário, a realiza como
esposa.
"Seria bom dizer as verdades se disséssemos em conjunto"
Joseph Joubert





COMO SAIR FORTALECIDO DA CRISE?

"E desceu a chuva, e correram rios, e assopraram ventos, e combateram aquela
casa,...."

Em nenhum momento Jesus disse que o fato de estarmos edificando sobre
fundamento sólido, com material de primeira e de acordo com o projeto original,
não teria problemas. Ele disse que o vento iria soprar, a chuva iria cair
torrencialmente e haveria combate contra a casa. Jesus não prometeu te livrar dos
problemas, mas sim no problema. Deus não livrou Daniel da cova, mas o livrou na
cova. Problemas existem, mas podem ser superados.
"Seu casamento é fortalecido à medida que os dois aprendem a transformar
tragédias em triunfos e tornam-se vencedores em vez de vítimas". (Barbara Russel
Chesser)

O que pode desencadear uma crise no relacionamento de casal?
Uma gravidez não planejada; A morte de um filho; O desemprego do marido
(desequilíbrio financeiro); Impotência sexual ou frigidez da mulher; O nascimento
do primeiro filho; A necessidade de acolher os pais em casa; Doenças; Um acidente
que colocou um dos cônjuges em uma cadeira de roda; Um filho que assume um
comportamento homossexual; Um filho que se envolve em drogas; Uma filha que
engravida do namorado e o mesmo não assume a criança; Uma mudança de casa e
de cidade contra a vontade de um dos cônjuges; Um filho com problema mental; A
necessidade de acolher um irmão; etc.
1. Saiba que o casamento é o único "jogo" em que os dois podem "ganhar". Em
artigo para a revista Seleções o psiquiatra Pittman disse: "Não há como ganhar
contra seu cônjuge. Ou vocês dois ganham, ou os dois perdem".
2. Não use o cônjuge como bode expiratório. Enfatize os sentimentos positivos de
uma para com o outro e não dê muita atenção aos sentimentos negativos. Focalize
as qualidades do (a) companheiro (a).
3. Mantenha os canais de comunicação aberto. E nestes momentos de turbulência
que o casal precisa conversar muito, dialogar e "discutir construtivamente".
4. Evite a todo custo que o "passado" seja o combustível que alimenta e torna a
crise mais intensa e prolongada.
Podemos até lembrar o passado para recapitular as lições aprendidas, mas é
necessário tirar o foco do passado e colocá-lo no futuro. (Fl. 3:13)
5. Mantenha-se aberto para receber ajuda e aprender com outras pessoas.
Sempre haverá pessoas com mais experiência que poderão ajudar, pode ser um
membro da família, um irmão, um amigo ou alguém da liderança da igreja que
trabalha na área de aconselhamento.
6. Lute contra a tempestade motivada por aquilo que gera esperança. Os chineses
talvez tenham sido os primeiros a reconhecer a natureza dupla da crise. Sua
palavra para crise é escrita com dois caracteres, um que significa perigo e outro
que significa oportunidade. A crise é de fato, mais do que apenas um problema - é
um momento decisivo, uma canalizadora de forças para quebrar velhos padrões,
evocar novas reações e determinar novas direções e novos inícios. Reflita nas
palavras deste verso: "Dois espiam pela grade; Um vê a lama, e as outras estrelas
de verdade" (Rm. 5:3-5).
7. Seja sensível para perceber a presença de Deus. Este é um recurso espiritual
muito poderoso. Concordo quando alguém diz que, sua razão para esperança e sua
fé em Deus lhe dá um senso de propósito e força. A percepção da presença de Deus
o faz mais paciente, perdoador, o leva a vencer mais depressa a raiva, a ser mais
positivo e a apoiar mais um ao outro.
8. Lute consciente de que as promessas de Deus não morrem. Morrem os profetas,
mas Deus é fiel no que prometeu. Quem tem promessas, tem razões para ter
esperança (Hb. 13:5; 6:18,19; SI. 46:1; SI. 23).
9. Faça uma leitura positiva da crise.
Paulo nos ensina sobre isso em Rm 5:3- 4 quando diz: a) nos gloriamos nas
tribulações; b) a tribulação produz a paciência; c) paciência a experiência; d)
experiência a esperança.
10. Faça da crise uma oportunidade para o Espírito Santo desenvolver em você o
seu fruto (Gl. 5:22). A crise pode adubar o terreno do nosso coração para a
produção do fruto do Espírito.
11. Administre o problema com inteligência emocional. Deixe a razão ir à frente da
emoção. Nunca se esqueça que os mansos herdarão a terra (Mt. 5:5).
Olhe para o casamento e suas dificuldades, como ferramenta de Deus para
libertar você de você mesmo. Uma das maiores vitórias de Deus em nossas vidas, é
quando Deus nos liberta de nós mesmos. O maior problema do homem é o próprio
homem.
13. É na crise que se mede a profundidade de caráter. Os problemas, as tensões, as
crises têm este papel: revelar quem verdadeiramente somos.
14. É na crise que mostramos ao diabo, que a gente serve a Deus pelo que Ele É e
não por aquilo que Ele nos dá. (Ex. Jó) Ao perder tudo, Jó disse: receberemos o bem
de Deus, e não receberíamos o mal? Em tudo isto não pecou Jó com os seus lábios
(Jó 2:10).
Ernest Hemingway escreveu: "A vida nos quebra a todos e depois muitos ficam
mais fortes nos lugares quebrados". Enquanto muitos casamentos fracassaram
depois de uma crise, os cônjuges que sobreviveram a catástrofes dizem
frequentemente, ao olhar para trás: - Saímos mais fortes agora.


CRESCENDO EM INTIMIDADE PARA AJUSTAR-SE SEXUALMENTE

"As vezes temos mais necessidade de modelos do que de críticas"
Joseph Joubert

VI) CRESCENDO EM INTIMIDADE PARA AJUSTAR-SE SEXUALMENTE (Gn. 2: 24)

É possível duas pessoas almoçarem, jantarem e dormirem juntas e não serem
íntimas? Por que muitos casais não crescem em intimidade? Muitos casais ainda
não sabem o significado de "os dois serão uma só carne". A vida a dois, é uma
caminhada num processo gradual, contínuo e crescente. Intimidade é um processo
gradual.
É necessário falar de intimidade antes de falar de sexo. Muitos casais estão
praticando o ato conjugal-sexo, sem intimidade. Barbara Russel Chesser no livro (O
mito do casamento perfeito) escreveu: "Quando os cônjuges são capazes de buscar
o outro e expressar-se com eficácia nas áreas não sexuais do casamento, que são
menos carregadas de emoção, essas aptidões fluem para dentro da área mais sutil,
mais emocionalmente explosiva da comunicação sexual".
1. Um bom casamento produz relacionamento sexual com qualidade e não ao
contrário. Antes de o marido aprender a abrir a porta do quarto para a esposa,
precisa abrir a porta do restaurante, puxar a cadeira e servi-la na mesa. Um bom
casamento não começa e nem termina no quarto.
2. Por que muitos casais não crescem em intimidade, e nem se ajustam
sexualmente?
(1) A influência negativa da mídia. As pessoas são bombardeadas com mensagens
que as levam a pensar que são doutoras no assunto e não precisam aprender
crescer e melhorar. Quando o casal não admite que tenham falhas, os dois acabam
sempre fingindo que são bons amantes.
(2) O conceito errado sobre sexo. Primeiro conceito errado — associar sexo com
pecado. (Hb. 13:4) Segundo conceito errado — é ver a prática do ato sexual como
um mal necessário (Gn. 1:27,31).
3. Removendo os obstáculos da felicidade sexual.
(1) Muita crítica e ausência de apreciação, elogio. Crítica excessiva bloqueia o
processo de crescimento da intimidade. O elogio faz florescer a intimidade entre o
casal (Pv. 31).
(2) Acúmulo de ressentimentos. O tédio conjugal é quase sempre a máscara que
esconde um mundo de ira e de ressentimentos que jamais foram expressos
abertamente, porque as pessoas não andam na luz. Só os que andam na luz são
capazes de dizer as coisas como elas são. "Muitas vezes uma discussão é melhor do
que o silêncio e a indiferença". O caminho para a cura dos ressentimentos é o
perdão.
(3) Falta de comunicação. Não há intimidade sem comunicação, e sexo sem
intimidade é um relacionamento meramente superficial. "A intimidade acontece
quando as diferenças são trabalhadas".
(4) Desconfiança mútua. Ciúmes é sinal de complexo de inferioridade e auto-
imagem deficiente. Quando a pessoa não é capaz de confiar em ninguém,
principalmente no cônjuge, é porque não possui autoconfiança e isso bloqueia a
intimidade sexual.
(5) Insegurança quanto à aparência física. Quando se tem um conceito negativo do
corpo, por causa dos padrões que se estabelecem na sociedade onde os valores
estão invertidos. A auto rejeição é um dos males mais comuns de nossos dias. Os
homens se preocupam com o tamanho do seu pênis e as mulheres com o tamanho
dos seios. Algumas pessoas se concentram durante o ato sexual nas próprias
imperfeições físicas, e por isso perdem o prazer. A cura para a insegurança quanto
à aparência física, pode estar no casal aprender a apreciar mais um ao outro
fisicamente (Ct. 7:1-10).
(6) Ser expectador durante o ato sexual. Quando a pessoa tenta observar o seu
próprio comportamento de uma forma ansiosa, por um bom desempenho. A
preocupação com o desempenho pode roubar da pessoa a oportunidade de atingir
a plenitude do orgasmo.
(7) Não dar o valor devido ao sexo. Desvalorizar o sexo é não ter consciência do
plano de Deus nesta área na vida do homem (Pv. 5:18; Ec. 9:9).
(8) O sexo mecânico. Um problema chamado rotina, é a pessoa que pratica o sexo
da mesma forma como escova o dente e vai ao correio. Sexo rotineiro, sem
criatividade, sem ternura, sem sensualidade. Quando o sexo acontece sem
nenhuma intimidade, leva o casal a sentir-se roubado e lesado, porque é tudo
muito mecânico.
(9) Falta de sensibilidade. A intimidade cresce, quando mostramos sensibilidade
para com as necessidades do outro. Ser sensível no amor, ser sensível às formas de
amar, ser sensível aos toques físicos. Todo homem deve se lembrar que a mulher
cresce no prazer sexual pelo toque, muito mais do que o homem que é pelo visual.
Lembre-se que o marido aumenta a sensualidade da esposa quando presta atenção
à geografia e às técnicas do ato sexual. Homem e mulher precisam se descobrir
sexualmente. O contato físico não deve ser um serviço, mas uma troca de emoções
íntimas entre duas pessoas que amam e valorizam uma à outra. Só o contato físico
pode eliminar a distância entre duas pessoas, neutralizar a solidão da vida dentro
de nossa própria pele e estabelecer um vínculo entre duas mentes, dois corações e
dois corpos.
(10) Quando há falta de toque. O contato físico não sexual é fundamental para a
intimidade. O toque tem que ser um sinal de intimidade e não apenas um gatilho
sexual. Às vezes penso que algumas pessoas são tão insensíveis, que nada além de
uma penetração é capaz de estimular. E de admirar que um número esmagador de
mulheres afirme que prefeririam que o homem as abraçasse com força e as
tratasse com ternura, esquecendo o ato em si.
(11) O excesso de TV. A TV tem hipnotizado muita gente que até perde a noção do
tempo dedicado a ela. Existem casamentos que acabaram literalmente por causa da
TV. Há cônjuges que assistem TV para fugir das carícias e do sexo (Jo. 10:10). Não
deixe que o ladrão da alegria use este instrumento para roubar, matar e destruir
seu Jardim do Edem (casamento).

Mil palavras, dizem. Um só olhar grita
Jouberr Raphaelian


VII) VOCÊ SABIA?

1. Que no casamento, agimos de acordo com a maneira pela qual fomos educados?
2. Que o casamento pode ajudar a curar as feridas emocionais do passado?
3. Que no casamento, é necessário expor ao cônjuge as carências e não esperar que
ele adivinhe?
4. Que é necessário pensar antes de agir, e não agir para depois pensar?
5. Que o grande problema é que alguns não assumindo seu lado ruim, projetam no
outro os seus defeitos?
6. Que todos nós temos necessidades de mamadeiras emocionais?
7. Que no amor as coisas mais simples são as mais importantes?
8. Que apenas 35% da comunicação entre as pessoas é verbal?
9. Que a tolerância é importante especialmente em épocas de crise? (Paciência...
principalmente quando o nervo está à flor da pele.)
10. Que os segredos mais bem guardados de qualquer casamento é o que acontece
na cama?
11. Que o desejo da mulher é muito mais contínuo e permanece após o orgasmo?
Infelizmente muitos homens após o ato, viram para o lado e dormem, deixando a
mulher falando sozinha.
12. Que a relação sexual é um espelho da relação a dois?
13. Que a crise é como cair no rio, ou nada ou morre?
14. Que algumas perdas na vida são necessárias, por mais que doam?
15. Que todo relacionamento interpessoal se ajusta na medida em que cada um
procura atender a necessidade do outro?
16. Que não são os conflitos que são ruins, mas sim a maneira como lidamos com
eles?
17. Que nós construímos e destruímos nossos relacionamentos? COMO O CASAL
PODE DESTRUIR SEU CASAMENTO. (Segundo George Bach e Peter Wyden, autores
do livro O inimigo íntimo.)
18. Ficam juntando mutilação, fazem listas mentais de injustiças e um dia
descarregam de uma só vez. Aí, então, ocorre uma explosão vulcânica ("você é isso,
é isso, é isso...").
19. Rotula o outro, deixa de percebê-lo como pessoa, e passa a vê-lo como um
símbolo ("você é um covarde, você é uma criança...").
20. Sistematicamente não corresponde às expectativas do outro ("eu já pedi 20
vezes para você não... mas não adianta").
21. Provoca o outro só para ver sua reação (eu já estava adivinhando, só não falei
para ver o que você ia dizer").
22. Faz uma aliança com uma terceira pessoa contra o outro ("você é idêntico ao
seu pai, bem que sua mãe me avisou).
23. Ataca alguém que o outro gosta muito ("sua irmã nunca prestou").
24. Nega que os motivos da briga sejam verdadeiros ou que algo esteja mesmo
acontecendo ("você não disse isso, se você disse, eu não ouvi").
25. Nunca dão o braço a torcer, recusam-se a mudar de opinião ("você tem que
gostar de mim como eu sou").
26. Fazem promessas e nunca cumprem ("no ano que vem nós vamos... eu
prometo").
27. Que uma das razões porque casais brigam é para saber quem ama mais e
melhor? Funciona mais ou menos assim: "Eu o amo, mas você nem sabe o que é
amor. Você não ama ninguém a não ser você mesmo. Você só toma e nunca dá.
28. Que a neurose é um comportamento repetitivo é não conseguir fazer diferente?
Por isso é preciso quebrar o círculo vicioso e criar um comportamento alternativo?
29. Que há pessoas que não brigam, mas sentem uma espécie de prazer sádico em
levar o outro a loucura, a explodir?
30. Que tem pessoas como a pomba: não brigam ou evitam as brigas no
relacionamento? Não atacam e não entram na rota de colisão com ninguém. Porque
essas pessoas não brigam e preferem fingir que está tudo bem. Talvez seja por
causa da violência que presenciaram no lar na infância. Fugir, disfarçar, não
confessar seus problemas pode levar a várias formas de agressão passiva, ou seja,
hostilidade indireta encoberta disfarçada, que reduz a intimidade e aumenta a
alienação.
31. Que existem táticas passivas de agressão? Isso acontece quando a pessoa foge
da briga; não reage; fica em silêncio ou concorda com tudo só para manter um
clima de paz. Às vezes pessoas assim vão acumulando queixas durante muito
tempo. Uma hora esse depósito de sentimentos negativos explode e os prejuízos
muitas vezes são irreparáveis.
32. Que quando uma briga é construtiva, não existe a intenção de matar o outro
psicologicamente, emocionalmente, etc.
33. Que se você não gosta do que está colhendo precisa avaliar o que foi plantado?
34. Que é preciso tomar cuidado ao dar permissão para alguém falar da sua vida?
Isso porque é perigoso receber conselhos das pessoas erradas?
35. Que amar o corpo não basta, a mente o espírito também precisam ser
cuidados? Para a esposa: "Que importa se o seu marido tem um físico atlético, se
não é capaz de te proteger na tempestade?"
36. Marido, você sabia que não basta ser um amante da noite, é preciso ser um
amante do dia?
37. Que um coração dolorido, grita mais alto do que os lombos doloridos.
38. Que o desprezo é o mais sofisticado de todas as manifestações de ódio.