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PRODUTOS PERIGOSOS

Produtos perigosos são os de origem química, biológica ou radiológica que apresentam
um risco potencial à vida, à saúde e ao meio ambiente, em caso de vazamento.
O grande avanço tecnológico, cada vez mais rápido, tem aumentado a quantidade e a
variedade de produtos químicos em uso o que, por sua vez, aumenta a possibilidade e a
gravidade dos acidentes. Os acidentes podem acontecer durante o fabrico e o
processamento, o transporte, a estocagem e o descarte.

CLASSIFICAÇÃO
A classificação adotada para os produtos considerados perigosos no Brasil, é feita com
base no tipo de risco que apresentam e conforme as Recomendações para o Transporte
de Produtos Perigosos das Nações Unidas, 11ª Edição com atualizações da 12ª Edição,
compõe-se das seguintes classes:
Classe 1 - EXPLOSIVOS
Classe 2 - GASES, com as seguintes subclasses:
Subclasse 2.1 - Gases inflamáveis;
Classe 3 - LÍQUIDOS INFLAMÁVEIS
Classe 4 - Esta classe se subdivide em:
Subclasse 4.1 - Sólidos inflamáveis;
Subclasse 4.2 - Substâncias sujeitas a combustão espontânea;
Subclasse 4.3 - Substâncias que, em contato com a água, emitem gases inflamáveis.
Classe 5 - Esta classe se subdivide em:
Subclasse 5.1 - Substâncias oxidantes;
Subclasse 5.2 - Peróxidos orgânicos.
Classe 6 - Esta classe se subdivide em:
Subclasse 6.1 - Substâncias tóxicas (venenosas);
Subclasse 6.2 - Substâncias infectantes.
Classe 7 - MATERIAIS RADIOATIVOS
Classe 8 - CORROSIVOS
Classe 9 - SUBSTÂNCIAS PERIGOSAS DIVERSAS

Riscos no transporte rodoviário

Durante o transporte de produtos perigosos, estes encontram-se sujeitos a uma forte
combinação de factores adversos, os quais se denominam de riscos. Aquando do
transporte nas vias de circulação esses fatores podem ser:

• Estado da via: traçado, estado, manutenção, volume de tráfego, acidentes e
sinalização;

• Condições atmosféricas;

• Estado do veículo (falhas nos mecanismos de transporte da mercadoria):
mecanismos de contenção (embalagem ou tanque) ou de vedação (válvulas ou
conexões);

• Experiência do condutor;

• Fogo ou explosão;

Da exposição a um ou mais destes fatores, o transporte de produtos perigosos sujeita-se
ao que se denomina de Incidente Rodoviário com Produtos Perigosos (IRPP). Um IRPP é
qualquer acontecimento, durante o transporte, que resulte num derrame ou vazamento de
um material considerado perigoso no eixo rodoviário.

De forma a evitar estes incidentes, devemo-nos concentrar em medidas de precaução que
diminuam os riscos. Os riscos dependem tanto das fontes de perigo como dos
mecanismos de controlo (também conhecidos por medidas de protecção, salvaguarda ou
simplesmente protecção), sendo directamente proporcionais aos primeiros e inversamente
proporcionais aos últimos. Assim sendo, quanto maiores e melhores forem os mecanismos
de controlo aplicados sobre uma fonte de perigo, menor será a intensidade do risco.
Contudo, embora se consiga atingir altos níveis de minimização do risco adjacente ao
transporte de matérias perigosas, este é impossível de eliminar por completo.

Segurança no transporte:
Com vista à optimização da segurança na movimentação de cargas perigosas, devemos
ter em conta os seguintes aspectos (Ruriani, 2008):

Classificação do materia:l antes de o transportar: Conhecer o material que está a ser
transportado é crucial. Saber quais as suas propriedades físicas, vulnerabilidades e riscos
associados ao seu transporte. Estas informações devem ser guardadas de forma a
permitir o rápido acesso da equipa da cadeia de abastecimento às mesmas, em caso de
necessidade.
Ambiente de distribuição: As circunstâncias e a zona por onde o transporte será realizado
envolvem cuidados e prevenção de riscos adicionais, que devem ser tomados em conta
na preparação do transporte.
Regulamentação: O transporte de produtos perigosos pode envolver a necessidade de
requerimentos especiais, podendo o regulamento mudar consoante a localidade.
Conhecer e cumprir a regulamentação não só ajuda na prevenção de riscos como evita
severas multas.
Embalagem: Uma embalagem apropriada é essencial para o transporte seguro de uma
mercadoria perigosa. Embalagens rachadas ou danificadas põem em risco não só quem
as transporta como o meio ambiente envolvente. A utilização de recipientes apropriados,
material de amortecimento e absorvente e trancas seguras, farão com que o material não
se desloque durante o transporte.
Documentação: Deve-se ter tudo documentado. Documentos com os detalhes do
conteúdo e características do material a ser transportado facilita todo o processo na
cadeia logística.
Marcação e identificação: Todos os embarques devem ser marcados e identificados. Os
envolvidos no transporte e movimentação dos materiais perigosos devem ter condições de
identificar com clareza o tipo de material com que actuam e os riscos aos quais estão
expostos. A informação suplementar ou as marcações devem ser retiradas de forma a não
causar confusões.
Treino: Há que investir no treino das actividades específicas de cada operador, antes do
manuseamento de cargas perigosas. Este treino, pode ser conseguido através de
seminários sobre as regras de manuseamento de cargas perigosas.
Alterações: Mudanças nas leis, propriedades dos materiais ou condições ambientais, são
inevitáveis. Associando-se isto às alterações de operação e fornecimento por parte das
transportadoras e fornecedores, é fundamental que o cenário seja permanentemente
monitorizado e tomadas acções preventivas e correctivas em caso de necessidade.
Transportadora: Algumas transportadoras possuem requerimentos específicos e/ou
limitações quanto ao transporte de materiais perigosos. Antes de se dar o transporte,
deve-se estar familiarizado com a transportadora e o método como esta actua, assim
como com as capacidades tecnológicas da mesma.
Conexão: A ligação entre os diferentes elos da cadeia de abastecimento deve ser clara e
eficiente. Situações imprevistas, variações e problemas, fora do planeado, devem sofrer
intervenção de imediato. Alterações nos produtos ou condições atmosféricas imprevistas
devem ser comunicadas a todos os envolvidos no transporte.

A classificação adotada para os produtos considerados perigosos no Brasil, é feita com
base no tipo de risco que apresentam e conforme as Recomendações para o Transporte
de Produtos Perigosos das Nações Unidas, 11ª Edição com atualizações da 12ª Edição,
compõe-se das seguintes classes:
Classe 1 - EXPLOSIVOS
Classe 2 - GASES, com as seguintes subclasses:
Subclasse 2.1 - Gases inflamáveis;
Subclasse 2.2 - Gases não-inflamáveis, não-tóxicos;
Subclasse 2.3 - Gases tóxicos.
Classe 3 - LÍQUIDOS INFLAMÁVEIS
Classe 4 - Esta classe se subdivide em:
Subclasse 4.1 - Sólidos inflamáveis;
Subclasse 4.2 - Substâncias sujeitas a combustão espontânea;
Subclasse 4.3 - Substâncias que, em contato com a água, emitem gases inflamáveis.
Classe 5 - Esta classe se subdivide em:
Subclasse 5.1 - Substâncias oxidantes;
Subclasse 5.2 - Peróxidos orgânicos.
Classe 6 - Esta classe se subdivide em:
Subclasse 6.1 - Substâncias tóxicas (venenosas);
Subclasse 6.2 - Substâncias infectantes.
Classe 7 - MATERIAIS RADIOATIVOS
Classe 8 - CORROSIVOS
Classe 9 - SUBSTÂNCIAS PERIGOSAS DIVERSAS

A classificação adotada para os produtos considerados perigosos no Brasil, é feita com
base no tipo de risco que apresentam e conforme as Recomendações para o Transporte
de Produtos Perigosos das Nações Unidas, 11ª Edição com atualizações da 12ª Edição,
compõe-se das seguintes classes:
Classe 1 - EXPLOSIVOS
Classe 2 - GASES, com as seguintes subclasses:
Subclasse 2.1 - Gases inflamáveis;
Subclasse 2.2 - Gases não-inflamáveis, não-tóxicos;
Subclasse 2.3 - Gases tóxicos.
Classe 3 - LÍQUIDOS INFLAMÁVEIS
Classe 4 - Esta classe se subdivide em:
Subclasse 4.1 - Sólidos inflamáveis;
Subclasse 4.2 - Substâncias sujeitas a combustão espontânea;
Subclasse 4.3 - Substâncias que, em contato com a água, emitem gases inflamáveis.
Classe 5 - Esta classe se subdivide em:
Subclasse 5.1 - Substâncias oxidantes;
Subclasse 5.2 - Peróxidos orgânicos.
Classe 6 - Esta classe se subdivide em:
Subclasse 6.1 - Substâncias tóxicas (venenosas);
Subclasse 6.2 - Substâncias infectantes.
Classe 7 - MATERIAIS RADIOATIVOS
Classe 8 - CORROSIVOS
Classe 9 - SUBSTÂNCIAS PERIGOSAS DIVERSAS