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Teoria da Deriva dos Continentes

Teoria da Tectónica de Placas


O Raciocínio no Período Pré-
Wegeriano
 Para A. Werner (século XVII) a superfície
terrestre sofreu uma grande catástrofe, sendo
responsável por grandes mudanças.

 Assim, admite-se uma certa articulação com o


pensamento da Igreja, que dominava o
conhecimento da altura.

 Francis Bacon (século XVII) constatou que


existia uma certa concordância entre as linhas
de costa de África e da América do Sul.
O Raciocínio no Período Pré-
Wegeriano

 No final do Século XVIII, James Hutton propõe


a teoria do Uniformitarismo – “ O Presente é a
chave do Passado”.
 James Hutton considerava que os fenómenos
ocorridos no passado são os mesmos que
actuam no presente.
 Os fenómenos tectónicos actuariam de uma de
forma gradual, contrariando as ideias do
Catastrofismo.
O Raciocínio no Período Pré-
Wegeriano
 Pelligrini (1859) baseando-se nas ideias defendidas por
Bacon, defendeu a fragmentação e a deriva dos
continentes vizinhos do Atlântico.

 E. Suess (1888) apresentou uma teoria que explicava a


mobilidade da Litosfera.

 Considerou que os actuais continentes eram


fragmentos de um paleocontinente e os oceanos
apareceram e desenvolveram-se à custa do afastamento
dos continentes.
O Raciocínio no Período Pré-
Wegeriano

 Charles Darwin a partir dos seus trabalhos de


pesquisa realizados a nível mundial propôs uma
ligação dos continentes - “ A Teoria das Pontes
Continentais.”

 Taylor (1910) ao dedicar-se ao estudo das


cinturas orogénicas da Eurásia, avançou com a
teoria que os continentes já estiveram juntos.
Teoria da Deriva dos Continentes
 A ideia da deriva continental foi proposta
pela primeira vez por Alfred Wegener.

 Em 1912 , ele propôs a teoria, com base


nas formas dos continentes de cada lado
do Oceano Atlântico, que pareciam se
encaixar.
Teoria da Deriva dos Continentes
•A ideia da deriva continental
surgiu pela primeira vez no final do
século XVI, com o trabalho do
cartógrafo Abraham Ortelius.

•Sugeriu que os continentes


estivessem unidos no passado.

•Essa sugestão teve origem apenas


na similaridade geométrica das
costas actuais da Europa e África
com as costas da América do
Norte e do Sul;
Teoria da Deriva dos Continentes
 Outro geógrafo, Antonio Snider-Pellegrini,
utilizou o mesmo método de Ortelius para
desenhar o seu mapa com os continentes
encaixados, em 1858.

 Como nenhuma prova adicional fosse


apresentada, além da consideração geométrica,
a ideia foi novamente esquecida.
Alfred Wegener
 A formação inicial de Wegener
foi feita na área da astronomia,
concluindo um doutoramento
em 1904 na Universidade de
Berlim.

 Contudo, sempre teve


interesse pela geofísica e
tornou-se também
interessado nos campos
emergentes da meteorologia e
climatologia.
Alfred Wegener
 Wegener fez parte de varias expedições
à Gronelândia . A sua última expedição à
Gronelândia ocorreu em 1930.

 Nela, ao regressar de uma expedição de


salvamento ao levar alimentos a um grupo
de colegas acampados num local remoto,
morreu de hipotermia.
“A ciência é um processo social. Decorre numa
escala temporal mais longa do que a vida
humana. Caso eu morra, alguém ocupará o
meu lugar. Se tu morreres, alguém ocupará o
teu. O que realmente é importante é que
alguém faça o trabalho “
Teoria da Deriva dos Continentes
 Foi em 1912 que o meteorologista alemão Alfred
Wegener apresentou uma teoria sobre a mobilidade
dos continentes, denominada de “Teoria da Deriva
dos Continentes”.

 Segundo Wegener, há 225 milhões de anos, os


continentes estavam reunidos num único super-
continente, a Pangeia ,rodeado pelo oceano
Pantalassa.

 A Pangeia começou depois a fragmentar-se,


individualizando continentes que se movimentaram
ate à posição que actualmente ocupam.
Teoria da Deriva dos Continentes
Teoria da Deriva dos Continentes
Teoria da Deriva dos Continentes

Para fundamentar a Teoria da Deriva dos


Continentes,Wegener baseou-se em diversos
argumentos:

 Morfológicos - a semelhança de encaixe entre as


costas de diversos continentes, em particular
entre a América do Sul e a África;
 Paleontológicos - a ocorrência de fósseis
idênticos em zonas continentais hoje separadas
por oceanos;
Teoria da Deriva dos Continentes
 Litológicos - a ocorrência de rochas
idênticas em continentes hoje distantes.
Wegener provou que as rochas das costas
atlânticas da América do Sul e da africana
tinham a mesma origem;
 Paleontológicos - a existência de marcas
de depósitos glaciários em zonas onde
actualmente existem climas tropicais,
como em África.
Teoria da Deriva dos Continentes
Teoria da Tectónica de Placas

 Estas novas descobertas, aliadas à Teoria da


Deriva dos Continentes de Wegener, levaram ao
aparecimento, na década de 60 do século XX, da
Teoria da Tectónica de Placas.

 Para a formulação desta teoria foi também


essencial o conhecimento da distribuição dos
sismos e erupções vulcânicas no planeta, já que a
distribuição destes são reflexo da posição e
movimentação das placas tectónicas.
Teoria da Tectónica de Placas
 A Teoria da Tectónica de Placas parte do pressuposto
de que a camada mais superficial da Terra - a litosfera
- está fragmentada em várias placas de diversas
dimensões que se movem relativamente umas às
outras
 Estas placas denominam-se placas litosféricas ou
tectónicas e as zonas de contacto entre elas são
geralmente regiões geologicamente activas,
designadas por fronteiras ou limites de placa
Teoria da Tectónica de Placas

 A Teoria da Tectónica de Placas estabelece


que, ao contrário do que pensava
Wegener, não são os continentes que se
movem mas sim as placas litosféricas.
Teoria da Tectónica de Placas
 Nas fronteiras das placas denominadas
por cristas ou dorsais, é criada nova
litosfera oceânica que depois pode ser
consumida nas zonas de subducção, no
limite oposto dessas placas.
 O motor do movimento relativo das
placas é o calor interno da Terra que é
transferido até à superfície através de
células de convecção que se situam na
astenosfera.
As críticas ou pontos fracos da Teoria
de Wegener

 Wegener sustentou a
sua teoria com
argumentos de diversas
áreas científicas, mas o
facto de ele não ser um
especialista nessas áreas
foi uma das fortes
críticas de que foi alvo.
As críticas ou pontos fracos da
Teoria de Wegener
 A principal crítica á deriva dos
continentes foi a forma encontrada para
explicar o movimento dos continentes.
Wegener não conseguiu responder a
pergunta:
 “Que tipo de forças seriam
suficientemente poderosas para mover
enormes massas de rocha sólida, como os
continentes, ao longo de distâncias tão
grandes?”
As críticas ou pontos fracos da
Teoria de Wegener

 Através da reconstituição do movimento


de deriva de continentes notava-se que
estes tinham vindo a afastar-se rumo ao
Equador numa translação em direcção a
oeste. Tendo em conta isto Wegener
propôs dois tipos de forças responsáveis
por estes movimentos:
As críticas ou pontos fracos da Teoria
de Wegener
 Movimento de rotação da Terra - Origina
uma força centrífuga que, em conjugação
com a força de atracção gravítica, origina
uma força (polflucht) dirigida para o
Equador, responsável pela deslocação,
nesta direcção, dos continentes);

 Força de atracção exercida pelo Sol e


pela Lua – Justificava o movimento
continental na direcção oeste.
As críticas ou pontos fracos da
Teoria de Wegener

 Existiria ainda um substrato de cima


(continentes assentavam). Esse substrato
era como um liquido viscoso que permitia
a sua deriva continental por acção das
forças já referenciadas.
As críticas ou pontos fracos da Teoria
de Wegener
As críticas ou pontos fracos da
Teoria de Wegener
No entanto, a quantificação destas forças revelou
magnitudes insuficientes para accionar a deriva
dos continentes.

 Harold Jeffreys (físico e matemático)


demonstrou matematicamente que as forças
sugeridas por Wegener como responsáveis pela
deslocação dos continentes teriam de ser
multiplicadas por 10 a fim de poderem
desempenhar tal papel.
As críticas ou pontos fracos da Teoria
de Wegener
Os outros argumentos apresentados por
Wegener também foram contestados.
Argumentos paleontológicos:
 deveriam ser encontrados mais exemplos
de fósseis de ambos os lados do Atlântico
 A flora de Glossopteris (Wegener usou
para justificar a união dos continentes no
hemisfério sul) foi encontrada na Sibéria
(hemisfério Norte).
As críticas ou pontos fracos da
Teoria de Wegener
Argumentos geológicos
 a correspondência entre as costas do
Atlântico não era tão efectiva como
Wegener referia.
 Alguns também diziam poder haver uma
deformação na forma dos continentes e
das formações montanhosas do Atlântico
(justificar o que aconteceu no passado).
As críticas ou pontos fracos da Teoria
de Wegener

 Uma questão frequentemente colocada


“Por que razão a Pangea iniciou
subitamente um processo de
fragmentação?”
As críticas ou pontos fracos da Teoria
de Wegener
 Argumentos geofísicos

 A teoria da isostasia,
utilizada por Wegener
para justificar os
movimentos laterais
dos continentes, só se
aplicava a movimentos
verticais.
As críticas ou pontos fracos da Teoria
de Wegener
 Argumentos geodésicos
 a velocidade das ondas rádio, utilizadas
por Wegener para medir a velocidade de
afastamento entre algumas ilhas, era
afectada pelas condições meteorológicas.
 Wegener pensava que os fundos
oceânicos eram planos, assemelhando-se
a extensas bacias oceânicas.
As críticas ou pontos fracos da
Teoria de Wegener
 Wegener voltou à Gronelândia em 1930 com o
objectivo de esclarecer estas ambiguidades e de
confirmar o deslocamento horizontal; porém, veio a
morrer durante esta expedição.
 Para alem disso Wegener era alemão e foi nessa língua
(língua pouco dominada) que lançou a sua teoria.
 Tinha pouca divulgação a nível científico, devido ao seu
estatuto de meteorologista.
 O momento da apresentação ter coincidido com uma
época de tremenda instabilidade (períodos antecessores
da primeira guerra mundial).
Trabalho realizado por:
 Elsa Cristina nº

 Rui Caiado nº19

 Tiago Cunha nº26