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Ministério da Fidelidade Cristã NORDESTE
Ministério da
Fidelidade Cristã
NORDESTE
Apresentação Amigo Ancião e/ou Diretor de Mordomia:
Apresentação
Amigo Ancião e/ou Diretor de Mordomia:

A Semana do Ministério da Fidelidade Cristã (Mordomia), acontecerá em seis Estados do Nordeste, de Alagoas ao Piauí. A ideia é chamarmos cada fiel adventista para uma vida de amor, compromisso e fé, inspirada na história dos pioneiros. Sonhamos com uma Igreja agindo com mais fidelidade e envolvi- mento nos setores da comunhão, saúde, missão e área financeira. Oito temas serão trabalhados, de sábado a sábado. Portanto, aconselhamos que os cultos desta semana especial, sejam reuniões diferenciadas dentro dos temas propostos. A sequência do culto deverá ser a mesma, mas sugiro que você inove nos detalhes. TUDO deve ser direcionado para o tema: músicas, momento infantil, louvor congregacional, testemunhos, momentos de oração, dinâmica (caso alguma igreja queira fazer) além da mensagem, claro! Prepare sua igreja com antecedência, escolha bem o pregador, divida as tarefas, não deixa nada para última hora. Sei que você tem muito potencial e vai dar o seu melhor. Afinal, não é por acaso que você lê estas palavras.

Servo de Deus, contamos com você!

Abraço forte

Equipe do Ministério da Fidelidade Cristã (Mordomia) Nordeste

Sábado Uma Vida de Sacrifício Tiago White Texto Bíblico: II Coríntios 8:1-5 INTRODUÇÃO:
Sábado
Uma Vida de Sacrifício
Tiago White
Texto Bíblico: II Coríntios 8:1-5
INTRODUÇÃO:

Alguns exemplos de vida no cristianismo brilham como um fa- rol na profunda escuridão do nosso mundo egoísta, nos dizendo:

podemos ser generosos, apesar das nossas provações. Tais exem- plos deveriam desafiar-nos a investir o nosso tesouro no céu onde a traça, ferrugem e os ladrões não podem chegar. Certo missionário havia desafiado os membros de sua igreja a fazerem um sacrifício em prol da causa de Deus, e ao visitar uma das famílias mais pobres da igreja, não podia acreditar em seus olhos. Quando ele se aproximou, percebeu que o filho mais velho esta- va puxando o arado, em vez de o boi forte que a família possuía. Quando o missionário perguntou: “Onde está o seu boi?”, ele ficou surpreso quando a família respondeu: “Nós vendemos, para que pu- déssemos dar uma oferta para o novo lugar de adoração a Deus.” O missionário chorou quando entendeu a enormidade do sa- crifício feito pela família. Eles estavam dispostos a suportar a po- breza de modo que pudessem contribuir para a obra de Deus.

Exemplos a serem seguidos

Em 2 Coríntios 8:1-5, Paulo incentiva os coríntios a crescer na graça de dar. Para incitá-los a dar generosamente, ele tem diante de si o exem- plo das igrejas da Macedônia. Paulo apresenta os macedônios como um exemplo digno de imitação, quando se trata da questão de dar a Deus.

Considere os macedônios

Macedônia era um país montanhoso ao norte da Grécia, na Pe- nínsula dos Balcãs. A primeira menção da Macedônia na Bíblia está em Atos 16, quando um homem aparece em uma visão a Paulo e suplica-lhe, dizendo: “Vem à Macedônia e ajuda-nos” (Atos 16:9).

Lucas dá um relato detalhado das jornadas de Paulo pela Ma- cedônia (Atos 16:11-17:14). Paulo pregou

Lucas dá um relato detalhado das jornadas de Paulo pela Ma- cedônia (Atos 16:11-17:14). Paulo pregou em Filipos, a principal cidade Macedônia. Em Filipos, Paulo fez sua primeira convertida na Europa, uma mulher chamada Lídia, que era uma vendedora de púrpura. Várias vezes, Paulo menciona o sacrifício que os cristãos da Macedônia suportaram para suprir as suas necessidades e as necessidades dos outros. (Rom. 15; 2 Cor. 8, Filip. 4). Os macedônios foram condenados ao ostracismo e perseguidos por acreditarem no Senhor Jesus, e ter abandonado os falsos deu- ses e sua maneira vazia de viver. Muitos, em condições similares operariam em um modo de autopreservação, mas não os mace- dônios. Eles estavam em profunda angústia, mas o amor a Deus e a fidelidade para com Ele falou mais alto. Tiraram do pouco que possuíam e contribuíram para o alívio dos outros. Os cristãos da Macedônia, apesar de toda a prova, são descritos como tendo uma abundância de alegria em meio à tribulação. Essa alegria abundava em sua generosidade. Um personagem da história do adventismo que mostrou essa disposição de doar-se pela causa foi Thiago White. Quando jovem, Thiago White era um professor escolar. Mais tarde ele se tornou um ministro cristão em Maine. Ele aceitou a visão de Guilherme Miller sobre o segundo advento, e teve êxito pregando a doutrina da breve vinda do Senhor Jesus. Ele era um bom líder, um missionário talentoso e capaz; pregava o evangelho com poder. Thiago White foi o editor do primeiro periódico emiti- do pelos adventistas; foi presidente mundial da Igreja Adventista por doze anos, entre 1865-1967, 1869-1871 e 1874-1880. Junto com a sua esposa, Ellen White, ele foi um árduo promo- tor do crescimento da igreja. Ele morreu em 6 de agosto de 1881, com apenas sessenta anos de idade. Literalmente trabalhou até a sua morte. Os irmãos apoiavam-se tanto na sua pessoa que senti- ram profundamente a sua morte. Seus sessenta anos de vida foram vividos abnegadamente e com muitos sacrifícios pessoais. Um dos melhores exemplos para descrever a grandiosidade da doação desse homem pela causa de Deus é descrito no livro A mão de Deus ao Leme (págs. 78 e 79), nas seguintes palavras:

Durante uma reunião, o Senhor revelou à Sra. White, então com 21 anos, que deveria começar a publicar um pequeno jornal. A princípio seria pequeno, mas depois teria êxito. Seria como tor-

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rentes de luz que circundaria o mundo. Ela chamou seu esposo e passou a mensagem de

rentes de luz que circundaria o mundo. Ela chamou seu esposo e passou a mensagem de Deus. Porém, como preparar e publicar este jornal, se não possuíam nenhum recurso? Sobrepondo-se ao desânimo, entretanto, Tiago White decidiu trabalhar em um campo de feno. Era então um jovem de 27 anos. Usando uma foice como ferramenta, trabalhava arduamente, rece- bendo por seu labor o salário de oitenta e sete e meio centavos de dólar por acre (meio hectare). Os recursos assim obtidos serviam- -lhe para sustentar frugalmente a família (os White tinham então dois filhos menores) e, pensava ele, para ajudá-lo a financiar a pro- dução de uma modesta revista que teria como título Present Truth (A Verdade Presente). Seria uma publicação de oito páginas e seu formato seria bem simples e modesto (15,5 por 24 cm). Com ânimo e determinação de gastar-se no serviço de Cristo, no dia 2 de julho de 1848, escreveu uma carta a um irmão dizendo:

“Hoje o dia está chuvoso, de modo que não vou cortar feno. [ ] ... Corto feno cinco dias para os incrédulos, e, aos domingos, para os crentes; e descanso no sétimo dia. Não tenho, portanto, senão muito pouco tempo para escrever. Deus me dá forças para traba- lhar arduamente o dia todo. Os irmãos Holt, João Belden e eu con- tratamos cem acres de pasto para cortar (uns quarenta hectares), ao preço de oitenta e sete e meio centavos de dólar o acre (uns quatro mil metros quadrados) a seco. Louvado seja Deus! Espero ganhar alguns dólares para empregar na causa de Deus.” Tiago White, infatigável em sua luta por publicar e difundir a verdade, costumava caminhar aproximadamente 25 quilômetros diários para por em marcha a edição da revista Present Truth. Quando os primeiros mil exemplares estavam prontos, ele os trou- xe para casa e um pequeno grupo de crentes ali se congregou para orar suplicando as bênçãos divinas sobre aquele humilde começo, descrito pela Sra. White nas seguintes palavras: “Ajoelhamo-nos em redor dos jornais e, com coração humilde e muitas lágrimas, rogamos ao Senhor que fizesse Sua bênção repassar sobre aqueles mensageiros da verdade. Depois de termos dobrado os jornais, e meu marido haver embrulhado e endereçado exemplares para to- dos os que ele julgava que os leriam, pô-los numa malinha e, a pé, levou-os ao correio de Middletown, a aproximadamente 13 quilô- metros de distância.

Nós precisamos aprender com eles, e imitar seu exemplo. Na verdade, sofremos provações, mas, a partir

Nós precisamos aprender com eles, e imitar seu exemplo. Na verdade, sofremos provações, mas, a partir do exemplo dos cris- tãos da Macedônia e do pioneiro Thiago White, devemos encon- trar força para não tornar-nos rancorosos e egoístas. Muitos de nós enfrentamos duras provas, mas, apesar de tristes condições que nos abatem, devemos seguir os exemplos mencio- nados e brilhar como um farol na escuridão profunda e provar que podemos ser fiéis, mesmo em meio a provações. O exemplo de Thiago White tira qualquer desculpa que podemos ter para não dar generosamente à causa de Deus. Como Thiago White, podemos permitir que nossas provações nos ensinem a preciosa lição de que este mundo não é a nossa casa, e tudo o que passa pelas nossas mãos é temporal. Mais do que tudo, o nosso julgamento iminente deve desafiar-nos a investir o nosso tesouro no céu.

Sua pobreza extrema

Paulo ressalta o fato de que os macedônios não eram apenas pobres, eles eram extremamente pobres. Era maravilhoso para Paulo observar que pessoas tão pobres poderiam ser fiéis e tão ge- nerosas. Como a generosidade poderia abundar em tamanha po- breza? Para Paulo isso era um milagre que ele só poderia atribuir a Deus. Paulo usa o exemplo dos Macedônios para fazer o seguinte desafio aos cristão de outras partes e épocas:

  • 1- Onde deve ser o nosso principal investimento

Paulo dá o seguinte conselho, através de Timóteo:

“Manda aos ricos deste mundo que não sejam altivos, nem po- nham a esperança na incerteza das riquezas, mas em Deus, que abundantemente nos dá todas as coisas para delas gozarmos; que façam bem, enriqueçam em boas obras, repartam de boa mente, e sejam comunicáveis; que entesourem para si mesmos um bom fun- damento para o futuro, para que possam alcançar a vida eterna.” (1 Timóteo 6:17-19)

  • 2- As limitações temporais não significam limitações espirituais

Os exemplos da Macedônia e de Thiago White falam de maneira eloquente para aqueles que, na igreja, têm que servir ao Senhor em uma posição de pobreza. Olhamos para a nossa situação e nos pergun- tamos: O que podemos dar ao Senhor quando estamos tão pobres?

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Os exemplos mencionados nos mostram de maneira convin- cente que apesar da nossa pobreza, podemos ser

Os exemplos mencionados nos mostram de maneira convin- cente que apesar da nossa pobreza, podemos ser fiéis e ofertar generosamente a Deus e à Sua causa, e ainda com grande alegria. “Ensinou Ele (Jesus) que o valor da oferta é estimado, não pela quantidade, mas pela proporção em que é dada e pelos motivos que moveram o doador.” (Atos dos Apóstolos, p. 342). Citando a grande disposição da viúva de Sarepta - que em meio a sua pobreza deu o primeiro bocado a Elias -, Ellen G. White faz o seguinte comentário: “A viúva de Sarepta repartiu seu bocado com Elias; e, em retribuição, sua vida e a de seu filho foram preserva- das. E a todos os que, em tempo de prova e carência, dão simpatia e assistência a outros mais necessitados, Deus prometeu grande bênção. Ele não mudou. Seu poder não é menor agora do que no tempo de Elias.” (Profetas e Reis, pág.131-132). Alguns do nosso povo podem estar passando por provas e desafios financeiros, mas o forte exemplo de Thiago White e dos Macedônios silenciam todos os nossos protestos para dar, e calam todas as nossas desculpas até que sejamos obrigados a confessar que é o nosso egoísmo e autopreservação que nos impedem de dar generosamente à causa de Deus.

  • 3- Como tornar-se generoso

Uma pergunta a ser respondida: O que fez dos cristãos mace- dônios uma igreja tão generosa e alegre, que não precisavam de coerção para dar? O que os fez pedir ao Apóstolo que lhes fosse dado o privilégio de participar no ministério de dar? O que tornou Thiago White um homem tão disposto a dar o que possuía e ainda deixar-se gastar pela causa? Qual era o segredo? O segredo é colocar-se cada dia no altar do Senhor. Colocar Deus em primeiro lugar em nosso coração e em nossa vida. Quando Je- sus, pelo Seu Espírito, toma conta do nosso coração, as coisas desta vida perdem o seu valor, e o Céu passa a ser o nosso maior anseio. O Deus eterno está desejoso de nos dar a vitória sobre o egoísmo.

Quatro aspectos se destacam na disposição de ofertar com ge- nerosidade

  • a- Eles haviam recebido a graça de Deus.

Por natureza, somos egocêntricos e não podemos dar gene- rosamente. E mesmo quando damos podemos ser motivados por

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razões egoístas. Para dar à causa de Deus livremente, temos de encontrar a graça dEle na

razões egoístas. Para dar à causa de Deus livremente, temos de encontrar a graça dEle na pessoa de Jesus Cristo. Compreender seu sacrifício na cruz por nós vai tocar as cordas invisíveis de nosso coração, eliminando o egoísmo e egocentrismo que residem lá. É somente quando vemos o Filho do Homem levantado por nós que somos atraídos para mais perto dEle. Quando nós olhamos para o Seu sacrifício custoso - feito apenas a nós, nosso coração será movido a retribuir: o amor desperta o amor. De fato, nós amamos porque Ele nos amou primeiro. Seu amor vai restringir e impulsio- nar-nos a dar.

  • b- Eles deram a si mesmos primeiro ao Senhor.

O segredo por trás da verdadeira fidelidade e generosidade encontra-se na doação de nós mesmos primeiro a Ele. A razão pela qual os macedônios deram além das expectativas e além de sua capacidade encontra-se no fato de que primeiro haviam-se dado ao Senhor. Quando Cristo, nosso Senhor, possui nossos corações, Ele também terá as nossas carteiras e bolsa. A verdade é que só podemos dar generosamente, seja rico ou pobre, quando dermos a nós mesmos primeiramente ao Senhor!

  • c- Eles se entregaram à Causa

Nós só investimos dinheiro em coisas que nos são importantes. É por esta razão que Jesus declara que o nosso coração segue o nos- so tesouro. Para Thiago White, dar generosamente à causa de Deus era evidência de que ele apreciava a missão da igreja, e queria que ela fosse vitoriosa a qualquer custo. Deus lhe havia dado paixão pelas almas perdidas.

Houve uma mãe que só embalou cinco pães e dois peixes peque- nos para seu filho que ia ouvir o pregador itinerante, Jesus Cristo. Quando chegou a hora de comer, Jesus decidiu usar esse lanche para dar uma festa à multidão. Mas como isso poderia alimentar um nú- mero estimado de 13 mil pessoas? No entanto, quando o almoço do menino foi trazido a Jesus, Ele o abençoou e alimentou a multidão. E ainda sobrou grande quantidade. A mensagem é clara: Tudo o que precisamos é dar a Jesus os nossos dízimos e ofertas, independente- mente de quão pequena possa ser a quantidade. Ele vai abençoá-la, multiplicá-la, e Ele vai apoiar e financiar a comissão evangélica.

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Apelo: Mesmo enfrentando provações ou limitações, podemos abraçar os exemplos de fidelidade, fé e generosidade apresentados

Apelo:

Mesmo enfrentando provações ou limitações, podemos abraçar os exemplos de fidelidade, fé e generosidade apresentados hoje e dar com alegria ao Senhor. Olhando para os exemplos citados, não podemos nos atrever a apresentar qualquer desculpa para não sermos féis, devolvendo a Deus o que Lhe pertence, os santos dízi- mos e ofertas. Os exemplos nos deixam expostos. Vamos abraçar de todo o coração os ensinos, e imitar estes servos do Senhor, os quais, mesmo dormindo no pó da terra, têm testemunhos que ain- da falam.

Domingo Uma Vida de Dedicação e Sabedoria John Nevins Andrews
Domingo
Uma Vida de Dedicação
e Sabedoria
John Nevins Andrews

INTRODUÇÃO - Nesta mensagem, colheremos preciosas li- ções que o Senhor deixou para Sua igreja, através da história de vida de um dos nossos pioneiros. Quando criança não tinha uma boa saúde e foi-lhe necessário deixar a escola. A partir de então, estudou sozinho. Ele tinha treze anos quando aceitou a Jesus como seu Salvador. Especialmente afeiçoado à Bíblia, aprendeu sozinho a lê-la em grego, latim e hebraico, foi eleito o terceiro presidente da Associação Geral dos Adventistas do Sétimo Dia. John Nevins Andrews foi eleito em 1867 e reeleito em1868. Antes de morrer lia a Bíblia em sete idiomas.

II – ENTREGA TOTAL NO ALTAR DO SENHOR

O seu tio Charles via futuro no sobrinho e tentou convencê-lo a tornar-se advogado ou político. Mas na realidade John Andrews amava a Jesus Cristo e seu maior desejo era levar Jesus ao coração das pessoas. Em Mateus 16:27 lemos: “Porque o Filho do Homem há de vir na glória de seu Pai, com os seus anjos, e, então, retribui- rá a cada um conforme as suas obras.” Não basta vivermos esta es- perança, temos que levá-la a outros. Este sempre foi o pensamento de J. N. Andrews. As pessoas precisavam ouvir, aceitar e crer nesta bendita esperança. J. N. Andrews literalmente se desgastou viajando de um lugar para outro, levando a mensagem de salvação aos pecadores caren- tes da graça de Jesus Cristo. Caminhou milhares de quilômetros, no calor e no frio, e se envolveu tanto na pregação da Palavra que pouca atenção dava a vestuário e alimento, ou ao lugar onde dor- miria. No evangelho de Mateus 28:19 e 20, Jesus nos ordena a fa- zer discípulos e ensinar todas as coisas do reino de Deus. “Ide, por- tanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas

as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até a

as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até a consumação dos séculos.” J. N. Andrews tinha um alvo – alcançar o maior número possível de pessoas com o evan- gelho de Cristo e transformá-las em discípulos. A princípio, foi sozinho pelas aldeias e vilas pregando, anunciando que é chegada a hora do “Seu juízo”. Posteriormente, na companhia de José Bates - pioneiro da verdade do sábado -, viajou a lugares mais distantes a fim de alcançar os corações sinceros para o Senhor Jesus Cristo. Depois fez outra dupla com Hiram Edson; e, usando uma charrete, percorreram perto de mil quilômetros em seis semanas. Durante esse tempo, Andrews contraiu uma tosse persistente e ficou muito magro, exigindo de si além do limite. De dia ele pregava; à noite, até tarde, escrevia artigos para a Review. Hiram Edson procura- va dissuadi-lo de trabalhar tanto, mas Andrews se sentia como o apostolo Paulo: “Ai de mim se não pregar o evangelho! Como pos- so descansar quando pessoas estão perecendo?” O compromisso com Deus e Sua igreja fala mais alto em seu coração que a sua própria vida. E você, e nós? Qual o seu nível de comprometimento com Deus? Este comprometimento tem levado você a uma vida de fi- delidade plena diante de Deus? Ou a sua fidelidade depende das circunstâncias? Deus requer dos Seus filhos entrega total e abso- luta, sem reservas.

III – UM ESTUDIOSO DA BÍBLIA PREOCUPADO COM A SALVAÇÃO DOS AMIGOS

Muitas foram as noites que Andrews orou por auxílio divino para enfrentar as crises diante de si. Preocupava-se especialmente por dois amigos, os quais foram instrumentos de Deus para lhe mostrar a verdade do sábado, e que agora haviam abanado a verdade. O. R. L. Crozier, que havia guardado o sábado e passara a ser um amargo inimigo, e T. M. Preble, cujo folheto que ele havia escrito convencera Andrews e sua família quanto ao sábado. Preble tinha renunciado à sua fé no sábado. Andrews se sentiu compelido a escrever: “Amei vocês dois, pelo testemunho que deram quanto à verdade de Deus. Meu coração tem sofrido ao testemunhar o estranho curso que estão seguindo desde então. Mas deixo-os aos cuidados da misericórdia de Deus, cujos mandamentos ousam combater.” O sentimento de

Tiago White com relação a Andrews era claro: “Graças a Deus por John Andrews! Ele se

Tiago White com relação a Andrews era claro: “Graças a Deus por John Andrews! Ele se tornou o nosso mais vigoroso campeão no que diz respeito ao verdadeiro sábado de Deus.” Andrews realizava reuniões em tendas falando sobre a guarda do santo sábado de Deus, quando o seu pai entrou nos últimos es- tágios da temível tuberculose. A sra. Andrews perguntou-lhe se de- via chamar Andrews para que viesse vê-lo pela última vez em casa. - Não há nada que ele possa fazer por mim – respondeu o pai. – Diga-lhe que morro na fé, e o encontrarei quando Jesus vier. Edward Andrews faleceu na bem-aventurada esperança no dia 14 de abril de 1865. Na manhã de 19 de março de 1872, Andrews perdeu a sua tão amada esposa Angeline. A respeito dela ele es- creveu: “Registro aqui o fato de que ela fez o máximo em seu po- der para ajudar-me a sair para o labor na causa de Deus, e nunca reclamou quando eu permanecia longo tempo ausente. Durante o período todo de nossa vida conjugal, nenhuma palavra indelicada se ouviu entre nós, e nenhum sentimento contrariado existiu em nosso coração.” Exemplo de um casal onde ambos buscam ao Senhor e vive no dia a dia o reflexo da presença de Cristo entre eles. O que dizer de nossas famílias? Tenha misericórdia de nossos lares ... Comentava-se que J. N. Andrews recitava a Bíblia toda de me- mória. Quando J. N. Loughborough lhe perguntou se era verda- de, ele respondeu que, se o Novo Testamento fosse destruído, que conseguiria reconstruir verso por verso. Mas não tinha tanta certe- za de fazer a mesma coisa com o Antigo Testamento. Ellen White posteriormente lembrou os irmãos na Europa, com as palavras:

“Nós lhes enviamos o homem mais capaz que tínhamos.” J. N. An- drews era um homem dedicado a espalhar o evangelho a toda na- ção, tribo, língua e povo. Ele fez o seu melhor para levar centenas de pessoas aos pés de Cristo. E você, o que tem feito? Tem estado em indiferença em relação às coisas de Deus? E o que dizer quanto à missão de salvar, que Deus confiou à Sua igreja? Em muitos lugares se vê uma igreja apá- tica. Igrejas frias. Membros que não vibram mais com a salvação, e sem nenhum interesse pela salvação de outras pessoas. Nada mais querem senão bonitas programações em cada culto e bons prega- dores. E quando não é assim, nem na igreja aparecem. É hora de buscarmos o Espírito Santo para que Ele nos desperte e coloque

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em cada um de nós o mesmo fervor, o mesmo amor por Deus, e Sua causa

em cada um de nós o mesmo fervor, o mesmo amor por Deus, e Sua causa e paixão pela salvação das pessoas. Um dos últimos atos de Jonh Andrews foi deixar em testamen- to toda a sua economia, tudo o que possuía: quinhentos dólares, para serem usados na obra do Senhor na Europa. Uma vida inteira de fidelidade e dedicação a Deus agora é so- mada com a entrega de toda a economia de uma vida inteira.

CONCLUSÃO – A MORTE DE JONH ANDREWS

No outono de 1883, foi realizada uma importante reunião em Basiléia, Suíça, com a presença de representantes de vários países europeus. Durante as reuniões, muitos dos pastores foram ao seu quarto para conversar e orar com ele; e no dia 21 de outubro vários pastores foram solicitados ao quarto dele para orar em seu favor, de maneira especial. Enquanto a mãe de Andrews ficava ao seu lado, abanando-lhe o rosto, eles se ajoelharam ao redor da cama e, uma vez mais, rogaram por seu amigo. Quando se ergueram da oração, os encantadores raios do sol poente enchiam o quarto com uma luz dourada, quase como uma bênção. Permaneceram em silêncio por alguns instantes, cada um perdido em suas próprias reflexões. Anjos celestiais pareciam estar bem perto, na quietude dourada do quarto. Então, Albert Vuillemier, parado ao pé da cama, colocou seus

óculos e olhou atentamente o semblante pacífico do seu irmão em Cristo. “Ora, ele está morto!” exclamou. Enquanto seus companheiros ministros oravam por ele, o pas- tor Andrews respirava pela última vez de modo tão sereno e tran- quilo que nenhum deles percebeu. Que maneira apropriada de um homem modesto e despretensioso entrar no descanso! Nos livros do Céu, cada um de nós está escrevendo uma histó- ria. E por estes livros seremos julgados. Qual a sentença que nos aguarda? O galardão por uma vida de consagração e fidelidade dedicada ao Senhor? Ou a condenação ao fogo eterno, por causa da indiferença aos apelos do Espírito Santo? Na verdade Jonh Nevins Andrews foi o homem mais capaz que tivemos. Agora ele dorme no pó da terra, porém, naquele dia tão longamente aguardado, ele será despertado para a vida com o Se- nhor Jesus para sempre.

“Aquele que dá testemunho dessas coisas diz: Certamente, ve- nho sem demora. Amém! Vem, Senhor Jesus!”

“Aquele que dá testemunho dessas coisas diz: Certamente, ve- nho sem demora. Amém! Vem, Senhor Jesus!” (Apoc. 22:20). Quantos gostariam, assim como foi John Nevins Andrews, de se tornarem os homens e mulheres mais capazes para abreviar a volta do nosso Senhor Jesus, e ir morar com Ele nas mansões ce- lestiais? Amém

Pr. Aroldo Mendes Dir. Mordomia Cristã Associação Costa Norte - Teresina, PI

Segunda-feira Uma Vida Propagando o Viver Saudável Ellen White UM ALERTA CONTRA O EXTREMISMO E A
Segunda-feira
Uma Vida Propagando
o Viver Saudável
Ellen White
UM ALERTA CONTRA O EXTREMISMO E A INDIFEREN-
ÇA EM RELAÇÃO AO CUIDADO DA SAÚDE

OBJETIVO:

Desde os tempos antigos, Deus demonstrou e deixou claro que

o Seu objetivo é proteger Seus servos das enfermidades e, através destes, trazer bênçãos à humanidade.

• “Deseja exercer Seu poder de curar por nosso intermédio”.

- Ellen G. White, DTN, pág. 613.

• “Diminuir o sofrimento do mundo e purificar Sua igreja”. -

Ellen G. White, CRA, pág. 77. • “Preparar um povo para a vinda do Senhor”. - Ellen G. Whi- te, CRA, pág. 69.

Os ensinamentos, dados através do Espírito de Profecia sobre o estilo de vida recomendado por Deus, apresentam basicamente dois aspectos que devem ser bem compreendidos:

I – Instruções que apresentam um ideal, aquilo que é mais po- sitivo, mais restrito, mais desejável. II – Instruções que reconhecem as exceções, o melhor que a pessoa possa fazer em algumas circunstâncias.

Esta visão traz ao tema da saúde um equilíbrio que necessita- mos urgentemente.

INTRODUÇÃO “Se diligentemente ouvires a voz do Senhor

teu Deus

nenhuma enfermidade virá sobre ti

pois eu sou o Se-

... nhor que te sara.” (Êxodo 15:26), “Sereis uma bênção.” (Zac. 8:13)

...

Veja a afirmação do Espírito de Profecia sobre a realidade do

mundo em que vivemos: “O mundo é um hospital repleto de en- fermidades, tanto físicas como espirituais. Por toda parte morrem

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pessoas a míngua de conhecimentos das verdades que nos foram confiadas.” – Ellen G. White, CSS,

pessoas a míngua de conhecimentos das verdades que nos foram

confiadas.” – Ellen G. White, CSS, pág. 425.

HERESIAS E A INTERVENÇÃO DE DEUS

A mensagem de saúde é uma bênção de Deus ao Seu povo,

com claras orientações sobre o estilo de vida que glorifique ao

Senhor; porém, assim como em qualquer outro aspecto de nossa

vida, é necessário o equilíbrio. A advertência de Deus, através do

Espírito de Profecia, é forte:

“Um só fanático de espírito forte e ideias radicais [

...

] fará

grande dano. A igreja precisa ser purificada de todas essas influ-

ências.” - Ellen G. White, ME II, pág. 319.

A reforma de saúde está baseada em grandes princípios que en-

volvem: TEMPERANÇA NO COMER / TEMPERANÇA NO TRA-

BALHAR / TEMPERANÇA NO VESTIR. Enfim, é a adoção de um

jeito de viver conforme as orientações de Deus, e o uso racional

dos remédios de Deus.

Grande prejuízo tem sido causado pela ideia de que a reforma

de saúde é basicamente mudança alimentar; e ainda pior quando

se pensa que essa mudança é:

De uma alimentação rica para uma alimentação pobre;

De uma alimentação barata para uma alimentação dispendiosa;

• De uma alimentação saborosa para uma alimentação sem

sabor, sem tempero e mal preparada.

O que leva as pessoas a terem este tipo de atitude mental? O

que podemos fazer para mudar este conceito?

“É dever religioso dos que cozinham, aprender como prepa-

rar alimentos saudáveis, de maneiras diversas

...

ao mesmo tempo

gostosos”. Ellen G. White, CSS, pág. 117.

ALGUNS CUIDADOS

• Erro alimentar

O maior erro alimentar cometido, inclusive por aqueles que ad-

vogam uma reforma alimentar, é sem dúvida o comer em excesso

e o comer nos intervalos. Os conselhos do Espírito de Profecia são

veementes quanto a esse aspecto.

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“Os que comem e trabalham intemperantemente falam e pro- cedem irracionalmente”. E. G. White, Temperança, pág.

“Os que comem e trabalham intemperantemente falam e pro-

cedem irracionalmente”. E. G. White, Temperança, pág. 138.

• Exercício físico

“Mais pessoas morrem por falta de exercício do que por exces-

so de cansaço. Dependemos mais do ar que respiramos do que do

alimento que ingerimos”. Ellen G. White, CSS, pág. 173.

MUDANÇAS BRUSCAS

Muitos gostariam de por em prática de uma vez, e com per-

feição, todas as orientações de saúde recebidas. Deve-se começar

com oração, buscando a direção e orientação do Espírito Santo;

clamando a Deus sabedoria, equilíbrio e até suplicando ao Senhor

que opere uma mudança no apetite e nos diversos hábitos que ain-

da precisam ser corrigidos.

Com que cuidado devem os que ensinam, falar sobre os temas

que exigem mudanças nos hábitos das pessoas! Toda mudança

deve ser progressiva, ponto por ponto.

“Ninguém deve ser solicitado a fazer abruptamente a mudan-

ça”. E.G.W., CSS, pág. 254.

COMBINAÇÕES DE ALIMENTOS

Foram introduzidas ideias que, para alguns, se tornaram uma

verdadeira doutrina sobre combinações de alimentos; o que tem

desanimado a muitos em seus esforços, e dificultado a prática dos

simples princípios de saúde. Condena-se combinações como: ar-

roz com feijão, frutas com leite, frutas ácidas com frutas doces,

verduras com frutas, etc. O conselho é: “Não tenhais à mesa,

numa mesma refeição, variedade muito grande de alimentos, três

ou quatro pratos são o bastante.” – Ellen G. White, CRA, pág. 109.

“O conhecimento sobre a conveniente combinação de alimen-

tos é de grande valor

...

Não se pode porém, estabelecer uma regra

fixa e “ninguém deve se considerar critério para todos”. E. G. Whi-

te, CRA, pág. 109.

O que é bom para uma pessoa, pode não ser para outra; e uma

combinação ótima para uns pode ser totalmente indigesta para outros.

AÇÚCAR – O prazer pelo sabor doce foi colocado por Deus logo na ponta da língua.

AÇÚCAR – O prazer pelo sabor doce foi colocado por Deus

logo na ponta da língua. A terra prometida nos é mostrada como

“terra que mana leite e mel”. O uso deste prazer ou qualquer outro

em detrimento da saúde é que o torna prejudicial. “O livre uso do

açúcar, em qualquer forma (mel, melado, rapadura, açúcar masca-

vo), tende a obstruir o organismo.” – E. G. White, CSS, pág. 154.

AÇÚCAR E LEITE “Grandes quantidades de leite e açúcar

ingeridos juntos são prejudiciais. Comunicam impurezas ao orga-

nismo.” – Ellen G. White, CRA, pág. 330.

Nada há que proíba seu uso moderado. Através dos conheci-

mentos médicos atuais, é recomendável que se use, com modera-

ção, o açúcar e derivados, mas mesmo assim, deve ele ser ingerido

junto com outros alimentos, para que não haja elevação nos níveis

sanguíneos de açúcar. “Temos sempre usado um pouco de leite e

algum açúcar”, disse Ellen White (CRA, pág. 330).

LEITE E OVOS – A contaminação dos ovos, seus altos índices

de colesterol (gordura presente na gema, que obstrui os vasos san-

guíneos), e as doenças transmitidas aos seres humanos através do

leite de vaca, devem nos alertar para o cuidado com o uso desses

produtos. Se possível, busque conhecer sua origem, e aprender a

substituí-lo, usando-os cada vez menos no dia-a-dia. O importante

é que não podemos nos enfraquecer ou adoecer por falta deles.

LÍQUIDO ÀS REFEIÇÕES “Quanto mais líquido se coloca

no estômago às refeições, mais difícil se torna a digestão do ali-

mento [

...

]

usai frutas às refeições e a irritação que tanto apela por

bebida deixará de existir” E. G. White, CSS, pág. 120.

Na prática:

Tomar água durante o período da manhã, até 30 minutos antes

da refeição; evitar temperos fortes e excesso de sal; ingerir verdu-

ras antes ou durante a refeição e frutas após a refeição.

CARNES – Mudar para um regime alimentar livre de carnes é

um alvo a ser alcançado progressivamente, e com muita sabedoria.

A própria Sra. White e família demoraram muitos anos para fazer

essa mudança. A sugestão é que se abandone primeiramente as carnes vermelhas, ao mesmo tempo em

essa mudança. A sugestão é que se abandone primeiramente as

carnes vermelhas, ao mesmo tempo em que se treina o paladar

com uma dieta variada de legumes, cereais, grãos e verduras. Cada

passo deve ser dado com oração e progressivamente.

Lembre-se: Quem quer ser vegetariano, deve aprender a comer

vegetais primeiro.

As carnes de aves de produção industrial contêm níveis de hor-

mônios elevadíssimos, em até mais de mil vezes o aceitável pela

lei, e têm trazido sérios problemas hormonais tanto em homens

quanto em mulheres. Por isso, deve-se usar com muita moderação,

e deve ser a próxima a ser eliminada.

Restam os peixes, que têm sido criados com dejetos de patos

e porcos, mas que, apesar de tudo, é considerada uma das carnes

menos prejudiciais. Quando você se sentir preparado e tiver cer-

teza de que sua falta não prejudicará seu estado nutricional, estará

apto a abandoná-lo. Mas lembre-se:

“As mudanças devem ser feitas com grande cuidado

...

cautelo-

sa e sabiamente”. Ellen G. White, CRA, pág. 330.

Há regiões em que nós não devemos nem sequer tocar no as-

sunto da carne, devido não haver condições para um regime ali-

mentar melhor. “Se a reforma pró-saúde, com todo o seu rigor,

for ensinada àqueles cujas circunstâncias não permitam a sua ado-

ção, ter-se-á produzido mais mal do que bem. Quando prego aos

pobres, sou instruída a dizer-lhes que tomem os alimentos mais

nutritivos.” – Ellen G. White, CSS, pág. 137.

CONCLUSÃO

Quando o apóstolo apela para apresentar o corpo em sacrifício vivo,

santo e agradável a Deus, expressa os princípios da verdadeira santifica-

ção. Não é uma teoria, mas um princípio vivo e ativo que entra na vida

diária. Claro, é a vida como um todo, não apenas um princípio.

Nem todos os apelos do mundo vos farão reformadores da saú-

de. O plano de iniciar pelo exterior e procurar operar interiormen-

te tem falhado e falhará sempre.

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• “O plano de Deus para nós é começar na própria sede das dificuldades – o

• “O plano de Deus para nós é começar na própria sede das

dificuldades – o coração – então, a reforma será tanto externa

como interna.

• As bênçãos do Senhor repousarão sobre todo o esforço no

sentido de despertar o interesse pela reforma da saúde.” – Ellen G.

White, CSS, pág. 261.

Embora a mensagem de saúde faça parte da mensagem do

terceiro anjo e que a nós, povo do advento, é dado a missão de

propagá-la, deve ser ensinada como um estilo de vida dos salvos

em Jesus que reconhecem que seu corpo é santuário do Espírito

Santo e que por esse motivo devem cuidar dele de acordo com as

instruções divinas e que só o Espírito Santo pode fazer a obra de

convencer e ajudar o crente a fazer as mudanças necessárias para

glorificar a Deus. Portanto, o conselho de Deus para nós continua

sendo: I Cor. 10:31.

Ore ao Senhor nesse momento pedindo forças e sabedoria para fa-

zer as mudanças necessárias para glorificar a Deus através de sua vida.

Terça-feira Uma Vida Andando Com Ousadia e Fé José Bates Isa. 58:13-14 I - INTRODUÇÃO -
Terça-feira
Uma Vida Andando
Com Ousadia e Fé
José Bates
Isa. 58:13-14
I - INTRODUÇÃO - Quando criança sonhava em ser marinhei-

ro! Aos 15 anos de idade realizou seu sonho como camareiro num

navio. Em sua primeira viagem, caiu do navio em pleno mar Atlân-

tico, mas foi salvo antes que um tubarão, que estava em busca de

comida do outro lado do navio, pudesse fazer dele uma refeição.

De mais idade que todos os jovens cooperadores, líder no mo-

vimento milerita, e depois um dos pioneiros adventistas do sétimo

dia, ele viajou mais e ficou doente muito menos do que qualquer

outro cooperador da Igreja Adventista do Sétimo Dia. Ele viveu

até aos 80 anos de idade. Seu nome, José Bates! Um capitão que

passou 21 anos trabalhando no mar.

II – Um Marinheiro e Defensor da Temperança

José Bates aprendeu a amar o mar e a vida de marinheiro até

que se tornou capitão e dono de seu próprio navio. Sua vida sem-

pre foi cheia de aventuras pelos mares.

Enquanto servia como prisioneiro nos navios ingleses, junta-

mente com outros amigos, ele observou os perniciosos efeitos do

álcool em outras pessoas. Resolveu abandonar o uso de bebidas

alcoólicas, e o fumo. A Reforma de saúde começou cedo na sua

vida. Depois, abandonou também o café por causa dos riscos para

a saúde, e adotou um regime alimentar mais saudável. Ele foi um

defensor da temperança.

Ele tornou-se mais preocupado com a salvação! Sua esposa,

Prudência, colocou o Novo Testamento em seu baú de viagem.

Profundamente impressionado pela leitura da Bíblia, entregou-se

a Cristo. Enquanto navegava, formou o hábito de, antes do desje-

jum, empregar seu tempo na oração, leitura das Escrituras e medi-

tação. Quando retornou pra casa, o capitão passou a fazer o culto

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familiar regularmente e começou a se congregar numa igreja. A influência de sua esposa fortaleceu os

familiar regularmente e começou a se congregar numa igreja. A

influência de sua esposa fortaleceu os laços familiares.

A vida do marinheiro mudou! Seus temores desapareceram de

uma vez e a alegria correu-lhe ao encontro. Ele testemunhou: “Mi-

nha língua estava solta para louvar a Deus [

...

]

Todas as dúvidas e

trevas, com respeito à minha conversão e aceitação para com Deus,

desapareceram como o orvalho da manhã, e paz como um rio ocu-

pou meu coração e mente por semanas e meses.” A paz do céu en-

cheu seu coração. II Cor. 5:17. Ele era uma nova criatura em Cristo.

A bordo do navio, em seus melhores dias, ele suplicava a Deus

por escrito: “Usa-me, Senhor, eu te imploro, como um instrumen-

to de Teu serviço; conta-me entre o Teu povo peculiar.” Com cer-

teza, essa oração foi atendida maravilhosamente por Deus quando

Bates se uniu ao movimento adventista.

Deus ouve toda oração sincera (Mat. 7:7-8).

III – Abraçando o Adventismo

Ao ouvir seu primeiro sermão sobre a segunda vinda de Cristo,

o capitão Bates exclamou para a esposa: “Esta é a verdade!” Lan-

çou-se com tudo quanto tinha no movimento adventista. Tornou-

-se um pregador ativo e bem sucedido ministro milerita por várias

cidades.

Bates experimentou o desapontamento, juntamente com ou-

tros irmãos esperançosos no advento de Cristo em 1844. Mas ele

não vacilou na fé; apegou-se à Bíblia e esperou iluminação de Deus.

Como resultado, um pequeno grupo de crentes foi confirmado em

sua conclusão de que o período de 2.300 anos (Dan. 8:14) termi-

nara em 22 de outubro de 1844, e que o santuário a ser purificado

estava no Céu (Heb. 8:1-5, 9:23).

Bates começou a guardar o sábado em março de 1845, sendo

assim o primeiro dos líderes pioneiros do povo adventista do sé-

timo dia a aceitar a verdade do sábado. Uma história ilustra isso.

Quando o capitão estava atravessando a ponte entre New Bedford

e Fairhaven, voltando para casa, Bates conseguiu seu primeiro con-

verso do seu círculo de amigos do movimento milerita:

  • - “Quais são as novas, capitão Bates?” – perguntou Tiago Hall.

  • - “As novas são que o sétimo dia é o sábado do Senhor, nosso

Deus.” – respondeu fervorosamente o idoso capitão. Tiago Hall

aceitou a mensagem e já guardou o próximo sábado.

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O capitão levou a mensagem do sábado a Tiago e Ellen White, a Hiran Edson e

O capitão levou a mensagem do sábado a Tiago e Ellen White, a

Hiran Edson e muitos outros. Bates viajou entre os grupos espalha-

dos de irmãos do advento, apresentando os ensinos recém-desco-

bertos: o sábado e o verdadeiro significado do santuário. Visitava

lares, realizava reuniões, animando os desalentados, e levava luz

aos que não tinham esperança. Um verdadeiro missionário e servo

de Deus. Fiel a Deus e ao Seu chamado.

IV – Andando pela Fé

Heb. 11:1 e 6 – Fé é confiar em Deus. As circunstâncias da vida,

as provações, as dificuldades e sofrimentos que Deus permite aos

Seus servos fiéis tornam-se oportunidades para o exercício da fé

em Deus e Sua Palavra. Bates sabia disso por experiência pessoal.

O capitão Bates era um homem de grande fé. Embora tivesse

pouco dinheiro, era seu costume dizer: “O Senhor Proverá.” Certa

ocasião, achou que devia ir a uma cidade (New Hampshire) apre-

sentar a mensagem. Não tendo recursos, estava prestes a iniciar

a viagem a pé, quando chegou inesperadamente um pouco de di-

nheiro - enviado por uma jovem senhora que se empregara por um

dólar por semana a fim de conseguir recursos para ajudar a causa

de Deus. Tendo trabalhado apenas duas semanas, ela sentiu tama-

nha impressão de que Bates necessitava de dinheiro que se dirigiu

ao patrão e pediu um adiantamento de cinco dólares, e imediata-

mente o enviou ao irmão Bates. O dinheiro chegou justamente a

tempo de permitir que Bates fizesse a viagem de trem. Mat. 6:33.

Bates, através das experiências da vida, aprendeu a confiar em

Deus e em Suas promessas - pois o Senhor cuida de Seus filhos!

Você pode confiar durante todo tempo no Senhor. Como disse o

salmista: “Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente

nas tribulações.” Salmo 46:1.

Fidelidade é um ato de fé; fé para colocar Deus em primeiro

lugar, acima dos nossos anseios, acima dos nossos sonhos, acima

das nossas necessidades. Fé para, mesmo perdendo o emprego, di-

zer: “eu não transgredirei o santo dia do Senhor”. Fé para, mesmo

em meio às dificuldades, contas para pagar, a família precisando

de tantas coisas, dizer: “primeiro o santo dízimo e o pacto que

pertence ao Senhor, depois todos os demais compromissos.” Isto é

fé; é confiar em Deus, não apenas quando tudo está bem, mas até

mesmo na provação; porque a verdadeira fidelidade é um ato de

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fé, um ato de adoração e reconhecimento de que Deus ocupa o pri- meiro lugar em

fé, um ato de adoração e reconhecimento de que Deus ocupa o pri-

meiro lugar em meu coração, e em minha vida. E isto só é possível

quando nós andamos com Deus. E quando andamos com Ele não

tem como não ser fiel ao Senhor.

V – CONCLUSÃO

José Bates foi um incansável bandeirante da fé, um líder pionei-

ro da igreja nas mãos do Senhor. Junto com outros pioneiros, ele

permitiu ser usado por Deus para a consolidação e organização da

igreja remanescente. Ele deixou uma lição de fé, fidelidade e con-

fiança em Deus. Ele sempre dizia: “O Senhor Proverá.” Que essa

seja a confiança de todos os que vivem em fidelidade diante de

Deus, testemunham do Seu amor pregando o evangelho e aguar-

dam a bendita Esperança da Volta de Jesus.

Pr. Nivaldo Julião - BA

Quarta-feira Uma Vida de Compromisso A. G. Daniels Texto: Neemias 6:3 “Enviei-lhe mensageiros a dizer: Estou
Quarta-feira
Uma Vida de Compromisso
A. G. Daniels
Texto: Neemias 6:3 “Enviei-lhe mensageiros a dizer: Estou fa-

zendo uma grande obra, de modo que não poderei descer; por que

cessaria a obra, enquanto eu a deixasse e fosse ter convosco?”

INTRODUÇÃO: A história de Neemias é um grande legado

para todo cristão! Exilado na Pérsia, copeiro real, gozando de mui-

tos privilégios junto ao monarca, não se esqueceu de seu povo e

sua terra natal. Cada vez que recebia notícias funestas de sua cida-

de, Jerusalém, ficava entristecido e punha-se a orar! Seu desejo era

tanto de ver a cidade edificada, que pediu ao rei para ir a Jerusalém

e edificá-la. A construção dos muros da cidade gerou além de todo

o trabalho, desgastes tremendos, e ferrenha oposição. Em uma de

suas tentativas, os inimigos de Neemias tramaram com o objetivo

de que a construção parasse e desse fim à vida deste valoroso ho-

mem de Deus. Impulsionado pelo compromisso que tinha com a

causa, enviou-lhes a resposta que acabamos de ler no texto acima,

“Estou fazendo uma grande obra”.

Nos primeiros anos da igreja adventista, Deus levantou também

muitos outros homens, com o espírito semelhante ao de Neemias.

Um destes santos de Deus, foi o Pr. Arthur Grosvenor Daniells.

I - Sua Origem

Arthur G. Daniells nasceu no dia 28 de setembro de 1858, na

cidade de Iowa, nos Estados Unidos, filho mais velho da família.

Ainda na tenra idade, passou por sofrimentos e provas, as mais

cruéis ...

Seu pai, Thomas G. Daniells, faleceu quando ele ainda

era criança, deixando sua esposa, e seus três filhos, Arthur, Jessie

e Carlos, ainda bem novos. Sem recursos que pudesse dar uma

boa educação, e mesmo alimentar seus filhos, sua mãe, a senhora

Daniells, foi forçada a confiar seus filhos a outros, a fim de sobre-

viverem. Com o coração em pedaços, levou Daniells e seus irmãos

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ao abrigo fundado pelo governo para abrigar os filhos dos militares que tinha perdido a vida

ao abrigo fundado pelo governo para abrigar os filhos dos militares

que tinha perdido a vida no combate. Com a voz embargada, com

lágrimas nos olhos, disse ela: “Crianças, agora haveremos de nos

separar, sentirei falta de vocês; tenho certeza de que nosso amorá-

vel Pai os guardará até o dia quando haveremos de nos reunir outra

vez”. Enoque de Oliveira, A Mão de Deus ao Leme, p.167.

Os dias vividos no abrigo foram de grande sofrimento e valia.

Sem o seu pai, já falecido, e sua mãe distante trabalhando, Arthur

passou longos dias ali, até que alguns anos depois a família se reu-

niu novamente.

II - Sua Conversão:

A sua mãe, mulher piedosa, se incomodava com o fato de não

ter maior conhecimento da Bíblia, e um dia em visita a um amigo,

que era adventista, pediu a sugestão de uma boa leitura, a fim de

obter melhor conhecimento das Escrituras. Este lhe emprestou um

livro escrito pelo pastor J. N. Andrews, intitulado, History of the

Sabbath (A História do Sábado). Com diligente estudo e exame da

Bíblia, ela se tornou adventista do sétimo dia, mediante o batismo.

Pouco tempo depois, seu filho mais velho, Arthur, com a idade

de dez anos, foi batizado. Com a chegada da adolescência, Daniells

se sentiu desambientado, a ponto de imaginar que não tinha nasci-

do para ser cristão. O sentimento de culpa e indignidade perturba-

va sua mente, e o impedia de crescer como um cristão fiel. Numa

manhã de sábado se sentia completamente deprimido e disse para

si mesmo: “não nasci para ser Cristão, devo desistir”. Estava cer-

to que iria abandonar a fé. Após o culto, enquanto aguardava sua

mãe, um bom homem cristão, que o observava, se aproximou com

amor paternal, e conversou com ele. O exortou a orar, e prometeu

que oraria também por este momento que o garoto estava passan-

do. Mais tarde, em se referindo aquela conversa, ele disse: “Deus

me visitou naquela semana

...

aquele ancião me ergueu do abismo

escuro que eu estava. E, desde então, jamais voltei a dizer: não ten-

tarei outra vez”. Aquele irmão causou profunda impressão na vida

de Arthur. Sua vida foi profundamente impactada, com a vida e o

exemplo daquele ancião. E, tempos depois, se referiu àquele ho-

mem nas palavras: “Tenho-o claramente em minha lembrança: um

bolso em seu palitó era seu, e o outro era consagrado ao senhor.

Segundo seu costume, sempre que recebia um dólar, dez centa-

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vos eram colocados no bolso que fora dedicado a Deus. Vendo-o em suas transações comerciais, separando

vos eram colocados no bolso que fora dedicado a Deus. Vendo-o

em suas transações comerciais, separando fielmente a parte que

pertencia ao Senhor, meu coração era alentado pela influência ex-

traordinária de sua vida.” O jovem Arthur queria ser um professor,

e, como um estudante voraz, aos dezesseis anos completou seus

estudos secundários. Externou seu desejo de ser um professor, e

com muito sacrifício, trabalhando nas fazendas vizinhas, ajuntou

dinheiro para custear seus estudos na escola de Battle Creek.

III - Seu ministério:

Casou-se, no dia 30 de novembro de 1876, com a professora

Maria Ellen Hoyt. Ambos, por um bom tempo, se dedicaram ao

magistério, lecionando numa escola pública. Certo dia, enquanto

se dirigia para a escola, refletindo sobre sua vida religiosa, sen-

tiu-se pressionado a orar. Enquanto orava, sentiu um irresistível

chamado para o ministério. Mas, o senso de indignidade se apo-

derou dele. Sua esposa o animou a levar perante Deus, em oração,

a questão. Um dia, enquanto orava fervorosamente, rendeu o cora-

ção a Deus e ao seu serviço.

Iniciou seu ministério no Texas, em 1878. Seu primeiro sermão

foi para ele uma experiência traumática. Passou horas preparando

o sermão a fim de que durasse uma hora, e logo após começar

já estava encerrando. Mas o pastor Daniells não desistiria do seu

chamado, e, através de exercícios vocais, superou suas deficiências

naturais. No primeiro ano de ministério, chegaram ao Texas o ca-

sal White, o Pr. Tiago e sua Esposa Ellen. Eles vieram presenciar

o sucesso da obra naquela geografia, a qual Deus estava fazendo

através do Pr. Kilgore e seus auxiliares.

Arthur e sua esposa ficaram incumbidos de assessorar o casal

White, dando início assim, a uma profunda e longa amizade. O

ano de 1886 marcou profundamente sua vida, ao aceitar o chama-

do para trabalhar na Nova Zelândia. Ali trabalhou por quatro anos,

e teve a alegria de, ao término deste período, ver 250 adventistas

naquele país. Em 1891 foi transferido para a Austrália, onde atuou

como presidente da Associação. Uma ocasião, em que líderes cri-

ticavam o Pr. Daniells, a irmã White falou: “Abandonai os vossos

sentimentos contra Daniells

...

Ele não é perfeito e comete erros;

mas, apesar disto, deveis manter-vos unidos. [

...

]

Os olhos do Se-

nhor estão sobre ele. O Senhor ama o pastor Daniells, e Ele o cor-

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rigirá e o instruirá, bem como a vós, onde estiverem equivocados”. Após oito anos de vitoriosa

rigirá e o instruirá, bem como a vós, onde estiverem equivocados”.

Após oito anos de vitoriosa experiência administrativa, embarcou

em 1901 rumo aos Estados Unidos, a fim de assistir a assembleia

da Associação Geral, em Battle Creek. Nesta assembleia, os de-

legados ouviram, com muita atenção, os relatórios apresentados

pela Sra White. Viram como a igreja tinha crescido na Austrália;

e, como resultado, um novo modo administrativo foi votado na as-

sembleia. Artur G. Daniells, aos quarenta e três anos de idade, em-

bora quase desconhecido nos Estados Unidos, foi elevado à cúpula

da administração da Igreja. Com grande dinamismo e incansável

dedicação, durante vinte e um anos conduziu os destinos do movi-

mento adventista. Sua influência e prestígio como administrador

e condutor de almas permanecem insuperados nos anais de nossa

história. Suas atividades administrativas gravitaram em torno de

quatro importantes áreas: (1) Reorganização da Igreja; (2) Evange-

lismo urbano; (3) Ampliação do programa de penetração mundial;

e (4) Grande empenho na proclamação da justificação pela fé. A

influência de sua liderança sobre a igreja foi incomparavelmente

maior que a dos demais presidentes que o precederam. Sob sua

inspiração, novos estatutos, praxes e esquemas administrativos

foram elaborados e postos em execução. Podemos afirmar, sem

risco de exageros, que a estrutura que hoje possuímos constitui um

precioso legado que ele nos transmitiu, orientado pelo Espírito de

Profecia, na pessoa da Sra. E. G. White.

IV – Um Homem Comprometido Com Deus e Sua Igreja

Desobrigado da presidência, em 1922, ocupou a secretaria da

recém-instituída Comissão Ministerial, pouco depois modificada

para Associação Ministerial (departamento que cuida dos pasto-

res). Em suas novas funções, esforçando-se por descobrir as razões

de suas próprias imperfeições e debilidades, bem como as razões

ocultas de nossa apatia espiritual como Igreja, começou a rever

o passado a fim de aprender as lições básicas como orientação para

o futuro. Estudando especialmente o grande tema da justificação

pela fé, se deparou com as mensagens apresentadas na histórica

assembleia de Minneápolis. Estas produziram um extraordinário

efeito sobre seu coração, levando-o, de forma compulsória, a parti-

lhar suas descobertas e convicções com o ministério e a Igreja em

geral. Como resultado, importantes reuniões foram celebradas, as

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quais produziram na Igreja uma transformadora experiência, um reavivamento da verdadeira piedade. Qual tem sido o

quais produziram na Igreja uma transformadora experiência, um

reavivamento da verdadeira piedade.

Qual tem sido o seu comprometimento com Deus? O nível de

comprometimento tem levado você cada vez mais à comunhão

com Deus? A uma vida de fidelidade? Estes pioneiros eram ho-

mens que não apenas doaram o que possuíam, mas doaram a vida.

Sacrificaram-se no sagrado altar por Deus e Sua causa. O que dizer

de nós hoje?

Conclusão:

Muito mais que naqueles dias, a igreja de hoje precisa desse

reavivamento e reforma pregado e defendido pelo Pr. Daniells ...

É o que tornará a igreja viva. Cada membro unido, buscando mais

ao Senhor, mediante o estudo e meditação na Palavra de Deus,

muita oração, jejum, estudo do Espírito de Profecia e da lição da

Escola Sabatina. Diz o Senhor à Sua igreja: “Precisa haver um re-

avivamento e uma reforma, sob a ministração do Espírito Santo.

Reavivamento e reforma são duas coisas diversas. Reavivamento

significa renovação da vida espiritual, um avivamento das faculda-

des da mente e do coração, uma ressurreição da morte espiritual.

Reforma significa uma reorganização, uma mudança nas ideias

e teorias, hábitos e práticas. A reforma não trará o bom fruto da

justiça, a menos que seja ligada com o reavivamento do Espírito.”

Mensagens Escolhidas, vol. I, p. 128.

Se não experimentarmos este reavivamento, a tendência é a

morte espiritual. Sem a busca à Palavra de Deus e oração perse-

verante, não suportaremos as provações, o mundanismo, ou o

egoísmo. Somente com Cristo em nós, é que haveremos de ser

vitoriosos.

O Pr. Arthur G. Daniells foi um homem dedicado e compro-

metido com a igreja de Deus! Sua administração, seu constante

trabalho serviram de marco na igreja adventista! A fim de ver a

igreja de Deus crescer, empenhou todo seu talento, recursos, e sua

vida. O legado deixado por este santo homem de Deus é muito

rico. Sua vida é um exemplo de comprometimento com Deus e

sua igreja organizada na terra. No dia 22 de março de 1935, seu

coração parou, seus lábios silenciaram, e suas mãos tornaram-se

inativas. Mas, com o testemunho admirável de sua vida, o vigor de

sua pregação e a influência de seus escritos, logrou avivar a chama

5
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nos altares adventistas, e inspirou a Igreja a renovar a determi- nação de conquistar o mundo

nos altares adventistas, e inspirou a Igreja a renovar a determi-

nação de conquistar o mundo para Cristo. Morria um incansável

baluarte da Fé Adventista.

Deste grande homem de Deus poderia ser dito: “Estou fazendo

uma grande obra, de forma que não poderei parar”.

Pr. Luiz Carlos Araújo Vieira - Mordomia Cristã - BA

(Pesquisa e adaptação)

Quinta-feira Uma Vida Crendo na Volta de Jesus Carlos Fitch Texto: “Aquele que dá testemunho destas
Quinta-feira
Uma Vida Crendo
na Volta de Jesus
Carlos Fitch
Texto: “Aquele que dá testemunho destas coisas diz: Certamen-
te, venho sem demora. Amém! Vem, Senhor Jesus!”. Apoc. 22:20.

Se há uma mensagem que quando endereçada aos nossos cora-

ções consegue nos encher de esperança, essa é a mensagem da breve

volta de Jesus.

Como igreja, como família e também como indivíduos, precisa-

mos que o nosso coração esteja sempre animado pela expectativa

deste tão glorioso evento.

E quando o assunto é a volta de Jesus, a história nos mostra que

o ano de 1844 marcou a vida dos Mileritas. Porque eles aguardavam

ansiosamente o retorno do Senhor Jesus e suas esperanças estavam

centralizadas, segundo criam, na vinda do Senhor para o dia 22 de

outubro de 1844.

Um dos textos prediletos que estavam constantemente no co-

ração dos mileritas era Mateus 25:6, que diz: “Aí vem o esposo!

Sai-lhe ao encontro”!

Essa mensagem conhecida como o Clamor da Meia Noite, foi

levada de cidade em cidade, de aldeia a aldeia, de rua em rua.

Atingiu os cultos e talentosos, bem como os simples e humildes.

Esse também era o tempo para a mensagem do segundo anjo

de apocalipse 14:8, que voando pelo meio do Céu, dizia em grande

voz: “Caiu, caiu Babilônia, aquela grande cidade”. Como resultado

da ligação destas e outras mensagens das Escrituras Sagradas, mi-

lhares de pessoas deixaram suas igrejas tradicionais e se uniram ao

Movimento Milerita. O desejo delas era assegurar que suas vidas

estivessem retas diante de Deus, e que aquele dia não os apanhas-

se de surpresa.

CARLOS FITCH

Dentre as pessoas que aceitaram as mensagens pregadas por

Guilherme Miller sobre a eminente volta de Jesus e se uniram ao

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Movimento Milerita, estava o pastor congregacionalista Carlos Fi- tch, um jovem pastor de trinta anos. Fitch

Movimento Milerita, estava o pastor congregacionalista Carlos Fi-

tch, um jovem pastor de trinta anos. Fitch concordava com a inter-

pretação de que Daniel 8:14 referia-se à purificação da Terra e com

a mensagem de que Jesus voltaria no dia 22 de outubro de 1844.

Fazia estudos minuciosos nas profecias de Daniel e Apocalipse,

o que o fez tornar-se um importante anunciador do advento e o

primeiro ministro milerita.

Como o número de pessoas que aceitavam a mensagem da vol-

ta de Jesus era muito grande, havia necessidade de realizar ceri-

mônias batismais o dia todo. Por isso, poucos dias antes de 22 de

outubro de 1844, Fitch batizou três grupos sucessivos de conversos

em um rio. As cerimônias eram realizadas ao ar livre. Fazia muito

frio naqueles dias e isso fez com que Fitch adoecesse gravemente.

Contraiu uma tuberculose que o levaria a morrer na segunda-feira,

dia 14 de outubro; portanto, uma semana antes da data em que ele

cria seria o retorno de Jesus.

Após o funeral, os dois filhos do pastor Fitch perguntam para a

mãe:

“Mamãe, nós veremos papai novamente?”

“Sim, queridos”, responde confiantemente a Sra. Fitch. “Em

poucos dias, quando Jesus voltar, Ele despertará papai e seus ir-

mãos adormecidos também, e então seremos uma família comple-

ta e feliz outra vez, para sempre”.

Faltavam oito dias para o dia 22 de outubro. Aqueles dias trans-

correram cheios de expectativas, e na noite de segunda-feira, 21 de

outubro, as crianças novamente perguntaram:

“Mamãe, amanhã vamos nos encontrar com o papai?”

“Sim queridos”. Diz ela olhando esperançosamente para o céu.

Havia muitas famílias como essa naqueles dias. Gente com

enorme expectativa de rever os pais, ou filhos, ou esposos e es-

posas, que tinham sido vítimas de doenças fatais. Eram milhares

de pessoas antecipando o alegre reencontro quando Jesus viesse

novamente.

Mas a manhã do dia 22 passou. A tarde, também.

Em Low Hampton, no estado de Nova Iorque, Miller, sua fa-

mília e muitos amigos, reuniram-se numa formação rochosa, nos

fundos de casa, para esperar Jesus.

O Sol já se havia escondido. A noite começara.

“Deve ser à meia-noite ... Só pode ser!” Faltam apenas minu- tos para as 24 horas.

“Deve ser à meia-noite

...

Só pode ser!” Faltam apenas minu-

tos para as 24 horas. Segundos, agora! Ao soarem as doze badala-

das no relógio da cozinha, todos os olhares se voltam para o céu,

aguardando o “sinal do Filho do homem” e

...

nada! Não é possível!

O que aconteceu? Lágrimas começaram a rolar pela face de mi-

lhares de pessoas. Vinte e dois de outubro havia terminado. Jesus

não viera.

Da varanda de sua casa, a Sra. Fitch ainda olha para o céu. A

lua ilumina os olhos cheios d’água. Ela quase não nota uma peque-

na mão tocar a sua:

– Mamãe, por que papai não veio?

“O Sol ergueu-se no oriente, ‘como um noivo que sai de seus

aposentos’. Mas o Noivo não apareceu. Permaneceu no meridiano,

quente e comunicador de vida, ‘trazendo salvação nas suas asas’.

Mas o Sol da Justiça não apareceu. Escondeu-se no ocidente, fla-

mejante, cruel, ‘terrível como um exército com bandeiras’. Aquele

que Se assenta sobre o cavalo branco não retornou como o Líder

das hostes celestiais.

As sombras do ocaso estendiam-se serena e friamente por so-

bre a terra. As horas da noite passavam vagarosamente. Em des-

consolados lares de mileritas, os relógios assinalaram doze horas

da meia-noite. Vinte e dois de outubro havia terminado. Jesus não

viera. Ele não voltara!” – História do Adventismo, pág.34.

CONSOLO EM MEIO AO DESAPONTAMENTO

Aquele dia ficou conhecido na história como o Grande Desa-

pontamento. E não foram dias fáceis. Mas eles não se entregaram

ao desânimo. Vejam o que Ellen White disse sobre esse momento:

“Encontrávamos em todos os lugares os escarnecedores sobre os

quais falou Pedro, dizendo que viriam nos últimos dias, andando se-

gundo suas próprias paixões e dizendo: ‘Onde está a promessa da

Sua vinda? Porque desde que os pais dormiram todas as coisas per-

manecem como desde o princípio da criação’. 2 Ped. 3:4. Mas aqueles

que tinham esperado a vinda do Senhor não estavam sem consolação.

Haviam obtido valioso conhecimento da pesquisa da Palavra. O plano

da salvação estava mais claro em sua compreensão. Cada dia desco-

briam novas belezas nas páginas sagradas, e uma maravilhosa har-

monia através delas todas, um texto explicando outro e não havendo

nenhuma palavra empregada em vão”. T, Vol.1, p.57.

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Compreenderam que: “Em vez de a profecia de Daniel 8:14 referir- -se à purificação da Terra,

Compreenderam que: “Em vez de a profecia de Daniel 8:14 referir-

-se à purificação da Terra, era então claro que se referia ao trabalho de

nosso Sumo Sacerdote a encerrar-se nos Céus, à conclusão da obra

expiatória, e ao preparo do povo para suportar o dia de Sua vinda”.

Idem, p.58.

A SEMELHANÇA COM OS DISCÍPULOS

“Os discípulos de Jesus também passaram por um desaponta-

mento. Quando o Filho do Homem cavalgava triunfantemente para

Jerusalém, esperavam que Ele fosse coroado Rei. O povo se ajun-

tava de toda a região em redor, e exclamava: “Hosana ao Filho de

Davi!”, Mat. 21:9. E quando os sacerdotes e anciãos pediram a Jesus

que silenciasse a multidão, Ele declarou que se eles se calassem, as

próprias pedras clamariam, pois a profecia deveria cumprir-se. Não

obstante dentro de poucos dias esses mesmos discípulos viram seu

amado Mestre – que, acreditavam, iria reinar no trono de Davi -

estendido na torturante cruz, por sobre os fariseus zombadores e

sarcásticos. Suas elevadas esperanças foram frustradas, e as trevas

da morte o cercaram. Cristo, porém, estava sendo fiel às Suas pro-

messas. Doce foi a consolação que proporcionou a Seu povo, e rica a

recompensa dos verdadeiros e fiéis”. Vida e Ensinos, pág. 56.

TRANSIÇÃO

Depois de recapitularmos rapidamente esse momento marcan-

te na vida dos mileritas, gostaria de levá-los a refletir nas seguintes

questões:

  • a) A aparente demora do Senhor

O apostolo Pedro nos esclarece em sua epístola:

“Não retarda o Senhor a Sua promessa, como alguns a julgam

demorada; pelo contrário, ele é longânimo para convosco, não que-

rendo que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrepen-

dimento” 2 Ped. 3:9.

Talvez nesse momento Jesus esteja esperando por uma decisão

sua. Ele está se dirigindo a você que já está batizado, mas que tal-

vez haja algumas questões que ainda necessitam de ajustes em sua

vida. Jesus está esperando seu arrependimento. Ele está esperando

por você. Ele deseja encontrá-lo preparado para recebê-Lo.

Mas Jesus também está falando para você que ainda não é ba-

tizado. Ele ama tanto você que está esperando a sua decisão. Os

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braços do Salvador estão abertos para receber todos aqueles que O aceitarem como Senhor e Salvador.

braços do Salvador estão abertos para receber todos aqueles que O

aceitarem como Senhor e Salvador.

  • b) Exortação à vigilância.

Na parábola da figueira, Jesus nos chama a observarmos aten-

tamente o que se passa ao nosso redor.

“Aprendei, pois, a parábola da figueira: quando já os seus ra-

mos se renovam e as folhas brotam, sabeis que está próximo o ve-

rão. Assim também vós: quando virdes todas estas coisas, sabei

que está próximo, às portas”. Mat. 24:32,33.

Não temos condições de apresentar aqui hoje aquelas grandes

listas dos sinais que identificam que Jesus está às portas. Mas gos-

taria de perguntar: você já se deu conta de que esse mundo não to-

lera mais tanto sofrimento? Você percebe que o mundo está moral-

mente destruído? Percebe também que a natureza geme e clama?

Percebe que algo sobrenatural está acontecendo em nosso planeta?

Ao mesmo tempo, você percebe uma letargia, um desinteresse

religioso pela verdade? Percebe a dificuldade que o ser humano

tem em manter a chama da expectativa do retorno eminente de

Jesus em seu coração? Percebe o grande interesse que estamos

dando às coisas materiais em detrimento das espirituais?

Independentemente da crise espiritual pela qual o mundo este-

ja passando, Jesus voltará a esta terra.

Sim, amigos, Jesus está às portas! Aquele que há de vir, virá e

não tardará!

Carlos Fitch desceu à sepultura, e dormindo no pó da terra

aguarda o dia glorioso em que o Senhor Jesus o chamará para a

vitória eterna ...

Um ardoroso pregador que viveu nesta bendita es-

perança e deu sua vida por Aquele que lhe deu a salvação.

CONCLUSÃO:

A expectativa que estava no coração dos nossos pioneiros, no

que diz respeito à volta de Jesus, nunca deveria sair do coração do

povo adventista. Almejar o retorno de Cristo e o preparo para esse

dia deveria ocupar nosso pensamento dia e noite.

Jesus virá, mas Ele quer encontrar um povo fiel. Um povo que

permitiu a lavagem do coração pelo Seu sangue. Um povo que,

pelo Espírito Santo no coração, não permitiu que o egoísmo, os

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questionamentos, ou as provações, impedissem de devolver-Lhe os santos dízimos e ofertas, os quais Lhe pertencem.

questionamentos, ou as provações, impedissem de devolver-Lhe os

santos dízimos e ofertas, os quais Lhe pertencem.

“Sua fé pode ver os amados e os que partiram, reunidos entre

os remidos da Terra. Se você for fiel, dentro em pouco estará cami-

nhado com eles pelas ruas da Nova Jerusalém cantando o cântico

de Moisés e do Cordeiro; na fronte a coroa adornada de joias”, fo-

ram as palavras de alento escritas por Ellen White ao pioneiro J. N.

Andrews, que havia perdido a sua filha. – Nos Lugares Celestiais

[MM 1968], p. 272.

A verdadeira fidelidade ao Senhor é resultado de um coração

que se abriu para que Cristo seja o Senhor absoluto, e não o “eu”

ou os interesses pessoais.

Se for por uma decisão sua que Jesus está esperando, penso que

chegou a hora de fazê-la.

Sexta-feira Uma Vida de Consagração e Estudos Hiran Edson Textos Bíblicos: Jeremias 15:16; João 5:39 INTRODUÇÃO
Sexta-feira
Uma Vida de
Consagração e Estudos
Hiran Edson
Textos Bíblicos: Jeremias 15:16; João 5:39
INTRODUÇÃO

Jorge, um jovem cristão, estava se preparando para uma via-

gem de férias. Seu amigo Alberto, que tinha ido buscá-lo, pergun-

tou-lhe:

  • - “Você já arrumou suas coisas? Está tudo pronto?”

  • - “Quase tudo”, respondeu Jorge. “Só falta pôr mais umas coi-

sinhas na mala”. E começou a ler a lista: “Mapa, lâmpada, bússola,

espelho, cesta de comida, livros de poesia, biografias, coletânea de

cartas antigas, livros de cânticos, livro de histórias, metro, prumo,

martelo, espada, capacete

...

”.

A esta altura, o amigo já estava apavorado:

  • - “Jorge, o carro já está lotado, não vai dar pra você levar tudo isso!”.

- “Acalme-se”, disse Jorge. “Está tudo aqui!”, e mostrou-lhe a

Bíblia.

De fato, a Bíblia é a concentração de diversos elementos ne-

cessários à vida humana. É um livro tão extraordinário que dificil-

mente conseguimos imaginar a história humana sem esse tesouro

imensurável.

Hoje conheceremos mais um personagem que contribuiu de

forma significativa na história da nossa igreja. O seu desejo de ver

Cristo voltar, e o seu compromisso com o estudo diligente da Pa-

lavra de Deus, fez dele uma verdadeira “VIDA DE ESPERANÇA”.

I – HIRAM EDSON: UM DILIGENTE ESTUDANTE DA BÍBLIA

Nascido em 1802, Hiram Edson era membro da Igreja Metodista.

Na década de 1840 ele viveu em uma fazenda perto de Port Gibson,

Nova York, quando ouviu pela primeira vez a mensagem da breve

volta de Jesus. Como homem que apreciava andar com o Senhor, seu

coração se abriu à voz do Espírito Santo e ele aceitou a mensagem da

volta de Jesus. Bom amigo e vizinho, partilhava esse conhecimento

recém-adquirido com todos os que se dispunham a ouvir.

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Muitas reuniões de oração e louvor se realizaram no espaçoso e convidativo lar de Hiram Edson

Muitas reuniões de oração e louvor se realizaram no espaçoso

e convidativo lar de Hiram Edson e família durante as semanas

anteriores a 22 de outubro de 1844. Tornara-se o principal lugar

de encontro para aqueles que, na região, esperavam a breve volta

de Jesus.

Mas o dia tão esperado passou e Jesus não voltou à terra. Fica-

ram todos arrasados. O que dera errado? Porque Jesus não viera?

Eram falsas as profecias da Bíblia? Escrevendo sobre a sua expe-

riência com o desapontamento de 22 de outubro de 1844, Hiram

Edson confessou: “choramos e choramos até o alvorecer”.

Mas, a despeito do desapontamento, a fé de Hiram Edson não

desfaleceu. Na manhã seguinte, ele sugeriu a alguns irmãos que

ainda se encontravam em sua casa que se dirigissem ao celeiro

para orar. Fecharam a porta e ajoelharam-se. Não sabemos o que

disseram ou como o Espírito Santo os consolou, mas, de alguma

forma, tiveram a certeza de que suas orações foram ouvidas e de

que havia uma explicação para o seu desapontamento.

Após aquele momento de oração, Hiram Edson, juntamente

com o irmão O. Crosier, um dos que estavam com ele, decidiram

visitar alguns outros crentes para encorajá-los. Evitando a estrada,

tomaram um atalho e em meio a um milharal, de súbito, Hiram

Edson sentiu como se a mão de alguém o tocasse fazendo-o parar

por um instante. Ele viu algo que lhe parecia uma visão. Viu que

Jesus, nosso Sumo Sacerdote, havia entrado naquele dia no Lugar

Santíssimo do Santuário Celestial para iniciar a última fase do Seu

juízo, antes do seu retorno a Terra.

Quando Hiram Edson parou no meio do milharal, Crosier con-

tinuou caminhando, perdido em seus próprios pensamentos. Foi só

quando chegou à cerca que percebeu que estava sozinho. Olhando

para trás, viu Edson simplesmente parado no meio do campo.

  • - “Irmão Edson” – chamou ele –, “por que está parado?”

  • - “Deus está respondendo à nossa oração da manhã, dando luz

acerca do nosso desapontamento” – respondeu Edson.

O Senhor mostrou e Hiram Edson compreendeu que a profecia

havia sido cumprida. Eles tinham se equivocado quanto ao evento.

Não era a Terra que deveria ser purificada com a volta de Jesus e

sim o Lugar Santíssimo do Santuário Celestial.

II – A BÍBLIA: BASE DA NOSSA DOUTRINA Esta nova compreensão, contudo, deveria ser submetida ao

II – A BÍBLIA: BASE DA NOSSA DOUTRINA

Esta nova compreensão, contudo, deveria ser submetida ao

crivo da Palavra de Deus; e aqui é que Hiram Edson se destaca

como um diligente estudante da Bíblia. Em sua própria casa, ele,

juntamente com alguns outros irmãos que experimentaram o de-

sapontamento em 22 de outubro de 1844, submeteu o assunto a

um completo exame através da Bíblia. Com o espírito de oração e

desfrutando do companheirismo do estudo em conjunto, absorve-

ram a luz que Deus lhes revelava sobre o santuário.

O princípio de estudar a Bíblia diligentemente para conhecer

a vontade de Deus já revelada, mas até então desconhecida, foi

determinante no período formativo da igreja. Ellen G. White des-

creveu aquelas experiências:

“Meu esposo, juntamente com os pastores José Bates, Stephen

Pierce, Hiram Edson, e outros que eram fervorosos, nobres e fi-

éis, estavam entre os que, depois da passagem do tempo em 1844,

buscaram a verdade como a um tesouro escondido. Reuníamo-nos

sentindo angústia de alma, a fim de orar para que fôssemos um na

fé e doutrina; pois sabíamos que Cristo não está dividido. Cada vez

tomávamos um ponto para assunto de nossa pesquisa. Abriam-se

as Escrituras com sentimento de temor. Jejuávamos frequentemen-

te, a fim de pôr-nos em melhor disposição para compreender a

verdade”. (Testemunhos para Ministros, pág. 24)

Por muitos anos após o desapontamento, tanto quanto a saúde

lhe permitia, Hiram Edson explorou a nova verdade, sacrificou-se

para publicá-la e viajou para difundi-la. Em 1870 foi-lhe concedida

uma credencial ministerial, e em 1882 faleceu.

III – A BÍBLIA E O REAVIVAMENTO

A vida de Hiram Edson, especialmente o seu zelo e o seu com-

promisso de “cavar a fundo” a Palavra de Deus para conhecer a

Sua vontade para a nossa vida, constitui um belo exemplo para a

igreja nos dias atuais.

Em João 5:39, Jesus disse: “Examinais as Escrituras porque jul-

gais ter nelas a vida eterna e são elas mesmas que testificam de

Mim”. O sentido dessas palavras de Cristo é que a Bíblia deve ser

examinada, investigada, estudada. O profeta Jeremias disse: “Acha-

das as Tuas palavras, logo as comi; as Tuas palavras me foram gozo e

alegria para o coração, pois pelo Teu nome sou chamado, ó Senhor

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Deus dos Exércitos”. (Jer. 15:16). O fato de terem sido achadas pres- supõe uma busca, um

Deus dos Exércitos”. (Jer. 15:16). O fato de terem sido achadas pres-

supõe uma busca, um anseio, um desejo pela Palavra de Deus.

Não podemos nos contentar com uma leitura superficial das

Sagradas Escrituras. O Espírito de Profecia nos assegura de que

“Os que desejam achar os tesouros da verdade, precisam cavar em

busca deles como o faz o mineiro, em busca do tesouro oculto na

terra. Não adiantará um trabalho de coração dobre e indiferente. É

essencial, tanto a velhos como a jovens, não somente ler a Palavra

de Deus, como também estudá-la com fervor sincero, oração e in-

vestigação da verdade como se buscassem um tesouro escondido.

Os que assim procederem serão recompensados; pois Cristo aviva-

rá o entendimento”. (Parábolas de Jesus, p.111).

Temos insistido na necessidade de um reavivamento espiritu-

al em nossa vida individual e na vida corporativa da Igreja, mas

precisamos compreender que sem o amor a Deus e sem o compro-

misso de estudar diligentemente e sistematicamente a Sua Palavra

essa ênfase logo desaparecerá. O estudo da Palavra de Deus, que

leva a uma experiência de mudança de vida com Jesus, não é op-

cional no reavivamento – é fundamental.

Se cremos que o reavivamento espiritual é a nossa maior neces-

sidade como indivíduos e como igreja, precisamos nos voltar para

a Bíblia. Necessitamos “cavar a fundo” as Escrituras, assim como

fizeram os pioneiros, pois ela é e sempre será o alicerce seguro so-

bre o qual devemos edificar a nossa vida espiritual. Contudo, tão

importante quanto conhecer as Escrituras, é praticá-la. Há pessoas

para quem a Bíblia é apenas uma fonte de curiosidade. O resul-

tado é que essas pessoas se tornam pecadoras esclarecidas, nada

mais do que isso. Já outras encaram a Palavra como normativa. O

resultado é que essas pessoas são edificadas espiritualmente. Diz o

Espírito de Profecia: “Necessita-se de um reavivamento no estudo

da Bíblia em todo o mundo. Cumpre chamar a atenção, não para

as afirmações dos homens, mas para a Palavra de Deus. À medida

que se fizer isso, poderosa obra será realizada”. (Evangelismo, 456)

CONCLUSÃO E APELO

Tem você, querido irmão, estudado a Bíblia de maneira diligen-

te, procurando a cada dia conhecer a vontade de Deus para a sua

vida? Reconhece a importância deste Livro Sagrado em sua vida e

tem procurado viver em harmonia com os seus princípios?

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Quero convidá-lo, nesta noite, a reafirmar ou assumir, de hoje em diante, o compromisso de separar

Quero convidá-lo, nesta noite, a reafirmar ou assumir, de hoje

em diante, o compromisso de separar a primeira hora do dia para

ouvir a voz de Deus através da Sua Palavra; e que, através do Espí-

rito Santo, as Sagradas Escrituras exerçam um poder santificador

em sua vida, reavivando-lhe e preparando-lhe para a volta de Je-

sus. Gostaria você de tomar esta decisão hoje?

Pr. Nadilson Lemos Santos

Dir. de Mordomia Cristã

Associação Costa Norte - Fortaleza, CE

Sábado Uma Vida de Entrega e Doação Ellen White “Os meus pensamentos não são os pensamentos
Sábado
Uma Vida de Entrega e Doação
Ellen White
“Os meus pensamentos não são os pensamentos de vocês, nem
os seus caminhos são os meus caminhos
...
Assim como os céus são
mais altos do que a terra, também os meus caminhos são mais

altos do que os seus caminhos, e os meus pensamentos, mais altos

do que os seus pensamentos” (Isaías 55:8,9).

INTRODUÇÃO

“A posição não dá santidade de caráter. É por honrar a Deus

e observar seus mandamentos que o homem se torna verdadeira-

mente grande.” E. G. White

Você já parou para refletir sobre a maneira pela qual Deus tem

conduzido seu povo e os guiado por toda a história? Não estou fa-

lando de uma nação em si, porque Deus se fez valer de pessoas de

todas as classes sociais e nações diversas. Mas falo daquele que o

ama, que estuda Sua palavra e é fiel a ela. Como sua vida foi trans-

formada, quais as consequências de um dia terem se entregado a

Ele por completo? Que lições podemos aplicar em nossa vida hoje,

em pleno século XXI? Deus não muda. Seu convite a nós ainda esta

em vigor. Relembre a história destes personagens, e permita que

Deus nos motive a ser inteiramente fiel.

I – DEUS SOBERANO EM TODOS OS MOMENTOS - Isa 41:10

Deus não muda por causa de nossas tempestades. Ele não re-

cua diante de nossos problemas. Histórias bíblicas nos lembram

disso muito bem; esses personagens vão reavivar nossa mente:

José estava na prisão, foi traído por seus irmãos, condenado a

um crime do qual era inocente. Mas, em todos os momentos, con-

fiou em Deus, foi fiel a Ele, e Deus o honrou.

Moisés tinha o trono do Egito diante de si. Fugiu para o deserto,

deixou o reino, deixou tudo para se unir a Deus e o Seu povo. Deus

estava com ele. Foi honrado como símbolo da ressurreição dos jus-

tos, e mais tarde estava com Jesus no monte da transfiguração.

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Daniel estava preso; escravo em uma terra distante. Resolveu ser fiel a Deus. Mesmo sob ameaça

Daniel estava preso; escravo em uma terra distante. Resolveu

ser fiel a Deus. Mesmo sob ameaça de morte, foi jogado aos leões.

Deus o salvou e lhe deu um lugar de honra.

Esses eram tempos tenebrosos. Quem poderia ver algo de bom

neles?

Quem poderia imaginar que a escravidão no Egito e a prisão de

José era Deus preparando para transformá-lo em primeiro-ministro?

Quem teria imaginado que Deus estava dando a Moisés um treina-

mento de quarenta anos no deserto ao final do qual ele lideraria o

povo do Senhor em direção a Canaã? E quem poderia ter imaginado

que Daniel, o prisioneiro, logo seria o conselheiro do rei?

Prédios podem cair, reinos e carreiras podem desmoronar, mas

Deus, não. Ele é o mesmo sempre e eternamente. Destroços e

escombros nunca o desanimaram. Deus sempre transformou a tra-

gédia em triunfo.

II – ELLEN WHITE E SUA BIOGRAFIA

A história de Ellen G. White não foi diferente. Ellen Gould Har-

mon e sua irmã gêmea, Elizabeth, nasceram em 26 de novembro

de 1827, filhas de Robert e Eunice Harmon. Em uma casa com oito

filhos, a vida era interessante e ocupada. A família vivia em uma

pequena fazenda próxima à vila de Gorham, Maine, ao norte dos

EUA. Entretanto, poucos anos após o nascimento das gêmeas, Ro-

bert Harmon, o pai, desistiu de ser fazendeiro e mudou-se com sua

família para a cidade de Portland, cerca de 12 milhas ao leste. Du-

rante sua infância, Ellen auxiliava a família, trabalhando com seu

pai na fabricação de chapéus. Aos nove anos de idade, ao retornar

da escola para sua casa em uma tarde, ela foi gravemente atingi-

da em sua face por uma pedra lançada por uma colega de classe.

Durante três semanas Ellen permaneceu inconsciente e, nos anos

posteriores, sofreu muito na recuperação da grave lesão que lhe

desfigurou o nariz. A educação formal de Ellen foi interrompida

abruptamente, e a todos parecia que a pequena jovem, até então

promissora, não viveria por muito tempo.

Quem poderia imaginar que além de sobreviver, essa menina

com um nível escolar tão simples seria uma grande escritora? Du-

rante sua vida, ela escreveu mais de cinco mil artigos e 46 livros,

totalizando mais de cem mil páginas.

Ou quem diria que uma simples adolescente seria escolhida

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por Deus para profetizar! Não é a toa que Isaias relata que os pla- nos de

por Deus para profetizar! Não é a toa que Isaias relata que os pla-

nos de Deus estão acima dos nossos.

A vida de Ellen G. White, foi uma vida de total entrega, ela

tinha como gratidão a Deus desenvolver o seu melhor para a pre-

gação do evangelho. Entregou-se por completo a Deus e ao cha-

mado que lhe foi feito. O histórico da sua vida é um dos pilares da

credibilidade dos seus escritos. Quando o Espírito Santo lhe deu a

luz para escrever sobre a fidelidade a Deus nos dízimos e nas ofer-

tas, primeiro ela vivia em sua vida pessoal e familiar, para então

escrever à igreja. Transmitia a mensagem de Deus, respaldada pela

experiência pessoal.

Comparando a fidelidade e generosidade do antigo Israel, atra-

vés de Sua mensageira, o Senhor diz:

“Deus não requer menos de nós do que requeria de Seu povo,

na antiguidade. Suas dádivas a nós não são menores, mas maio-

res que as concedidas ao antigo Israel. Seu serviço exige agora, e

sempre exigirá, recursos. A grande obra missionária para a salva-

ção de almas deve ser levada avante. Com o dízimo e as dádivas

e ofertas, Deus fez ampla provisão para essa obra. Deseja que o

ministério evangélico seja plenamente suprido. Reclama o dízimo

como Seu, e este deve ser sempre considerado uma reserva sagra-

da, a ser colocada no Seu tesouro para o bem de Sua causa, para o

avanço de Sua obra, para enviar Seus mensageiros às partes mais

distantes da Terra.” Administração Eficaz, Pág. 71.

III- O CHAMADO AOS CRISTÃOS DO SÉCULO XXI - II Crô-

nicas 20:20

Ellen foi uma mulher poderosamente usada por Deus. Ele a

inspirou para que seus escritos fossem uma motivação e instrução

aos cristãos de sua época e aos que hoje vivem seus dilemas, pro-

blemas e aflições nas mais diversas áreas de sua vida. Mesmo que

passemos por dificuldades isso não é desculpa para deixarmos de

adorar a Deus, confiar em sua palavra e ser fiel aos seus escritos.

“Não é devolver ao Senhor o que é Seu que torna o homem pobre;

reter é que leva à pobreza” – Cons. Sobre Mordomia, p. 36.

“Aquilo que, de acordo com as Escrituras, foi posto à parte,

como pertencendo ao Senhor, constitui a renda do evangelho, e não

mais nos pertence. Não é nada menos que sacrilégio, um homem

lançar mão do tesouro do Senhor a fim de se servir a si, ou a outros,

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3
em seus negócios temporais. Alguns são culpados de haver retirado do altar do Senhor aquilo que

em seus negócios temporais. Alguns são culpados de haver retirado

do altar do Senhor aquilo que Lhe foi especialmente consagrado.

Todos devem considerar esse assunto sob seu verdadeiro aspecto.

Ninguém, vendo-se em situação precária, tire dinheiro consagra-

do a fins religiosos, empregando-o para seu próprio proveito, e

acalmando a consciência com o dizer que o restituirá futuramente.

Prefira cortar as despesas segundo as rendas que tem, restringir as

necessidades e viver de acordo com os meios, a usar o dinheiro do

Senhor para fins seculares.” Administração Eficaz, pág. 79.

Deus nos conclama a tão somente sermos fiéis aos Seus en-

sinos, confiando em Sua palavra e permitindo que Ele seja Deus

em nós e através de nós. Ele deu claras instruções com respeito ao

emprego dos dízimos e Ellen White também confirmou isso em

seus escritos, onde diz:

“Deus deu orientação especial quanto ao emprego do dízimo.

Ele não quer que Sua obra seja entravada por falta de meios. Para

que não haja uma obra acidental, nem engano, Ele tornou bem cla-

ro o nosso dever sobre esses pontos. A porção que Deus reservou

para Si, não deve ser desviada para nenhum outro desígnio que não

aquele por Ele especificado. Ninguém se sinta na liberdade de reter

o dízimo, para empregá-lo segundo seu próprio juízo. Não devem

servir-se dele numa emergência, nem usá-lo segundo lhes pareça

justo, mesmo no que possam considerar como obra do Senhor.

O pastor deve, por preceito e exemplo, ensinar o povo a consi-

derar o dízimo como sagrado. Não deve pensar que o pode reter

e aplicar conforme o seu próprio juízo, por ser pastor. Não lhe

pertence. Ele não tem a liberdade de separar para si o que pense

pertencer-lhe. Não deve apoiar qualquer plano para desviar de seu

legítimo emprego os dízimos e ofertas dedicados a Deus. Eles de-

vem ser postos em Seu tesouro, e mantidos sagrados para o serviço

dEle, de acordo com o que designou.

Deus deseja que todos os Seus mordomos sejam exatos no seguir

os planos divinos. Eles não devem alterar os mesmos para praticar

alguns atos de caridade, ou dar algum donativo ou oferta quando e

como eles, os agentes humanos, acharem oportuno. É um lamentá-

vel método da parte dos homens, procurarem melhorar os planos

de Deus, inventando expedientes, tirando uma média de seus bons

impulsos, contrapondo-os às reivindicações divinas. Deus requer de

todos que ponham sua influência do lado de Seu próprio plano.

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Ele o tornou conhecido; e todos quantos quiserem cooperar com Ele, têm de levar avante este

Ele o tornou conhecido; e todos quantos quiserem cooperar

com Ele, têm de levar avante este plano, em vez de ousar tentar

melhorá-lo.

O Senhor instruiu a Moisés quanto a Israel: “Tu, pois, orde-

narás aos filhos de Israel que te tragam azeite puro de oliveiras,

batido, para o candeeiro, para fazer arder as lâmpadas continua-

mente.” Êxo. 27:20. Isso devia ser uma oferta contínua, para que

a casa de Deus fosse devidamente provida do que era necessário

para Seu serviço. Seu povo de hoje precisa lembrar que a casa de

culto é propriedade do Senhor, e que deve ser escrupulosamente

cuidada. Mas o fundo para essa obra não deve provir do dízimo.”

Administração Eficaz pág. 101 e 102.

Tão somente confiemos no Senhor, sejamos exatos em seguir

seu caminho.

“Crede no Senhor, vosso Deus, e estareis seguros; crede nos

seus profetas e prosperareis”. II Cron. 20:20

CONCLUSÃO - Dentro de pouco tempo, Jesus virá para salvar

Seus filhos e dar-lhes o toque final da imortalidade. Este corpo

corruptível se revestirá da incorruptibilidade, e este corpo mortal

se revestirá da imortalidade. As sepulturas se abrirão, e os mortos

em Cristo sairão vitoriosos, clamando: “Onde está, ó morte, o teu

aguilhão? Onde está, ó inferno, a tua vitória?” Os nossos queridos,

que dormem em Jesus, sairão revestidos da imortalidade.

“E, ao ascenderem os remidos aos Céus, abrir-se-ão os portais

da cidade de Deus de par em par, e neles entrarão os que observa-

ram a verdade. Ouvir-se-á uma voz mais bela que qualquer músi-

ca que já soou aos ouvidos mortais, dizendo: “Vinde, benditos de

Meu Pai, possuí por herança o reino que vos está preparado desde

a fundação do mundo.” Então os justos receberão sua recompensa.

Sua vida correrá paralela à vida de Jeová. Lançarão suas coroas

aos pés do Redentor, tangerão as harpas de ouro e encherão todo

o Céu de bela música.” Signs of the Times, 15 de abril de 1889,

Conselhos Sobre Mordomia, pág. 350.

Pr. Denill Morais

Associação Pernambucana Central - Caruaru, PE

NORDESTE
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