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A FACE
REPULSIVA
AS ORGANIZAÇÕES COMO INSTRUMENTOS DE
DOMINAÇÃO

(GESTÃO EMPRESARIAL)





Docente: Antonio Faricelli Filho

NOME: CARLOS EDUARDO ZANCHETA PRONTUÁRIO: 117276X
NOME: DOUGLAS SANTOS DE ARAUJO PRONTUÁRIO: 1071572
NOME: ERICSON OLIVEIRA PRONTUÁRIO: 1064061
NOME: JORGE LUIZ PRONTUÁRIO: 1072366
NOME: JOSE FERNANDO PRONTUÁRIO: 1163175
NOME: VITOR MENDES PRONTUÁRIO: 1074679
NOME: VITOR YUKIO PRONTUÁRIO: 1274988

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PERSPECTIVA DA APRESENTAÇÃO
1. INTRODUÇÃO
2. ORGANIZAÇÕES COMO INSTRUMENTOS DE DOMINAÇÃO
3. NOSSAS ORGANIZAÇÕES ESTÃO NOS MATANDO
4. ORGANIZAÇÃO E DOMINAÇÃO
5. TEORIA ORGANIZACIONAL RADICAL: COMO AS ORGANIZACOES USAM E EXPLORAM SEUS
. EMPREGADOS
5.1. ORGANIZAÇÃO, CLASSE E CONTROLE
5.2. PERIGOS, DOENÇAS OCUPACIONAIS E ACIDENTES DE TRABALHOS
6. TEORIA ORGANIZACIONAL RADICAL: MULTINACIONAIS E A ECONOMIA MUNDIAL
7. VANTAGENS E LIMITAÇÕES DA METÁFORA DA DOMINAÇÃO



















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1. INTRODUÇÃO

Gareth Morgan, através de seu livro 'Images of Organization' (Imagens das Organizações nos faz o
convite a reflexão sobre o comportamento teórico e prático das organizações, através de seu
pensamento metafórico Morgan tem como objetivo mostrar um novo jeito de analisar, criar, pensar e
desenhar as organizações.
Durante o decorrer deste material poderá ser percebido como Morgan trata as organizações
metaforicamente como maquinas, organismos, culturas, prisões psíquicas, sistemas políticos dentre
outras formas que será apresentado.
Este material ressalta parte do livro que trata as organizações como ferramentas e/ou instrumentos de
dominação. Recorrendo à metáfora do instrumento de dominação, Morgan demonstra que até as
formas mais racionais e democráticas de organização podem resultar em modelos de dominação. Uma
maior rentabilidade pode significar maior esforço dos funcionários, sem que isso implique uma melhoria
salarial. O que é racional sob o ponto de vista da organização pode ser catastrófico na óptica do
funcionário. Aprender a lidar com a inconstância e complexidade da realidade organizacional é um
grande desafio e o método proposto por Morgan é apenas o início de uma caminhada.

2. AS ORGANIZAÇÕES COMO INSTRUMENTOS DE DOMINAÇÃO
Ao enxergar as atuais organizações como grupos que tem como objetivo utilizar métodos de
exploração tanto ambiental quanto de seus funcionários, para os próprios interesses, é de
rápida percepção fazer a comparação com os sistemas organizacionais dos tempos antigos.
Morgan relata que alguns aspectos como o excesso de trabalho, acidentes, exploração da
mão-de-obra, os stress gerados fazem são vistos como formas de dominação de alguns
grupos de pessoas para o favorecimento de outras.

3. NOSSAS ORGANIZAÇÕES ESTÃO MATANDO-NOS
É notável perceber como os alimentos vem sofrendo adulterações que acabam deixando a
naturalidade dos alimentos cada vez mais pobres, tornando-os sintéticos. A revista
Ramparts em uma de suas publicações compara os alimentos adulterados como bombas-
relógios de longo prazo, ela diz que essas adulterações podem se tornar prejudiciais à
saúde. Diariamente vemos o quanto é aplicado de capital em propagandas de produtos e
substancias prejudiciais à saúde, mas mesmo assim o oferecem o produto para o consumo
exaltando-o cada vez mais, um grande exemplo é o cigarro que apesar de ser claramente e
conscientemente um produto que traz um serie de agravantes à saúde.
Além das adulterações alimentícias e criação de substancias toxicas, as organizações
também contribuem com a poluição ambiental através de emissões de gases tóxicos na
atmosfera, contaminações de rios e solos. Muitas dessas organizações não pensam nisso e
sim no lucro acima do bem estar humano, sem contar que para se obter tais produtos ou
substâncias as organizações expõe seus funcionários a trabalhos perigosos, onde em muitos
casos os acidentes e as formas de exploração são consideráveis consequências inevitáveis
para tais fins, para se conseguir tais recursos muitas organizações se instalam em países de
terceiro mundo retirando legalmente e ilegalmente pessoas de suas moradias.
Morgan tenta mostrar neste tópico os impactos negativos que as organizações têm sobre o
meio ambiente e sobre as pessoas, assim é possível entender o que Morgan quer dizer
quando compara as organizações como instrumentos de dominação.





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4. ORGANIZACAO E DOMINACAO
Com o passar dos tempos, a organização ter sido associada com processos de dominação social, onde
indivíduos ou grupos encontram maneiras de impor sua vontade aos outros, consideremos um exemplo,
a pirâmide de Gisé, sua construção, do ponto de vista estético, agrada os olhares de todos até hoje, por
causa de sua grandiosidade, engenhosidade e a habilidade que os antigos egípcios tiveram em
organizar, planejar e controlar as mais de 10.000 pessoas, durante 20 anos, que participaram da
construção, os mais de 2,3 milhões de blocos de pedra que foram trazidos de muito longe, geralmente
transportados pelo rio Nilo.
De outro ponto de vista a pirâmide é uma metáfora de exploração, simbolizando o trabalho árduo de
milhares de pessoas que foram utilizadas em prol de uma elite privilegiada.
O aspecto de dominação da organização tornou-se objeto especial de estudo de radicais inspirados
pelos pontos de vista de Max Weber, Robert Michels e Karl Marx.
5. TEORIA ORGANIZACIONAL RADICAL: COMO AS ORGANIZACOES USAM E
EXPLORAM SEUS EMPREGADOS
Utilizando trecho da peça de Arthur Miller Morgan deixa evidente de como as organizações
veem seus empregados. Para muitas organizações somos apenas uma marionete que só
tem serventia enquanto estamos gerando algum lucro, a partir do momento que
percebemos que temos o direito a algum reconhecimento e vamos contestar somos
tratados pelas organizações como peões de um jogo de xadrez, onde simplesmente somos
descartados como uma máquina que não tem mais serventia e as organizações ainda
exaltam que tem muitas outras “maquinas” querendo ocupar o cargo.
5.1 ORGANIZAÇÃO, CLASSE E CONTROLE
As organizações sempre foram estruturadas em divisões de classe, milhares de anos
passaram-se entre o surgimento das primeiras organizações formais e as
corporações que nos cercam hoje em dia.
O trabalho assalariado gera um enfoque na eficiência e controle.
Surgem os mercados de trabalho primário e secundário.
Sistema de classes.
5.2 PERIGOS, DOENÇAS OCUPACIONAIS E ACIDENTES DE TRABALHO
Através do livro o Capital de Karl Marx, Morgan nos traz relatos dos perigo, doenças
e acidentes relacionados ao trabalho, através de vários exemplos é possível
perceber o quão é importante este assunto dentro das organizações.
As limitações da legislação.
Stress e vício de trabalhar.
Stress e riscos no trabalho

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6. TEORIA ORGANIZACIONAL RADICAL: MULTINACIONAIS E A ECONOMIA
MUNDIAL
A operação da economia mundial está dominada pelas atividades de empresas gigantes, geralmente
chamadas de "multinacionais", ou "globais ou "transnacionais". Elas hoje respondem por 70% do
comércio mundial.
O efeito das multinacionais sobre as economias dos países anfitriões é basicamente de exploração. As
multinacionais no Terceiro Mundo tradicionalmente têm estado profundamente envolvidas na extração
de matérias-primas e gêneros alimentícios. Mais recentemente, elas se envolveram na fabricação de
produtos. Em ambos os casos, o controle das operações, tecnologia e receitas está nas mãos das
multinacionais e de seus países de origem, e o resultado final é que os países do Terceiro Mundo estão
mais dependentes delas do que quando o processo teve início.

7. VANTAGENS E LIMITAÇÕES DA METÁFORA DA DOMINAÇÃO
- Vantagens
A metáfora mostra que a racionalidade é um modo de dominação.
Os aspectos ideológicos e éticos da organização tornam-se preocupações centrais.
Vemos que a dominação pode ser intrínseca à organização.
A metáfora oferece uma forma de virar a mesa em relação às estruturas de poder
existentes.

Passamos a entender melhor porque a história da organização tem sido marcada pelo
conflito e a polarização.
A perspectiva desafia os administradores a desenvolver uma compreensão mais
profunda da responsabilidade da empresa.
- limitações
A metáfora pode aumentar a polarização entre grupos sociais se a dominação for
interpretada como um objetivo e não como um resultado não intencional.

A metáfora pode nos levar a culpar tomadores de decisões individuais em vez de nos
ajudar a ver que é a "lógica " do sistema como um todo que deve ser criticada.
O enfoque nos padrões sistêmicos de dominação pode no levar a perder
oportunidades de criação de formas de organizações não dominadoras.
A metáfora às vezes é considerada como extremista demais.