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presentar alguns conceitos relacionados ao processo saúde doença e sua repercussão no nosso dia a dia, além de definir o que

administração.
1.2 O CONCEITO DE SAÚDE

http://promocaolitoraljazz.blogspot.com/2011/08/dia-nacional-da-saude.html

http://casinhadamara.blogspot.com/2010/07/blog-post.html
Saúde Pública:
Partindo-se do conceito que "Saúde pública é a ciência e a arte de evitar doenças, prolongar a vida e desenvolver a saúde física e
mental e a eficiência, através de esforços organizados da comunidade para o saneamento do meio ambiente, o controle de infecções
na comunidade, a organização de serviços médicos e para-médicos para o diagnóstico precoce e o tratamento preventivo de doenças,
e o aperfeiçoamento da máquina social que irá assegurar a cada indivíduo, dentro da comunidade, um padrão de vida adequado à
manutenção da saúde" (apud Rouquayrol, 1994), reconhecem-se hoje, dentro do campo da saúde pública, objetivos cada vez mais
específicos, relacionados aos fatores que dizem respeito aos ambientes, biológico, físico e social e as maneiras pelas quais eles
poderiam representar riscos, traduzíveis em ameaças à saúde e à qualidade de vida (Forattini, 2000).

Nessa articulação entre saúde e condições/qualidade de vida, pode-se identificar o desenvolvimento de uma estratégia das mais
promissoras para enfrentar os problemas de saúde que afetam as populações humanas. Trata-se da promoção da saúde, que partindo
do conceito amplo sobre o processo saúde-doença e de seus determinantes, propõe a articulação de saberes técnicos e populares, e a
mobilização de recursos institucionais e comunitários, públicos e privados para seu enfrentamento e resolução (Buss, 2000).

Embora a expressão "promoção da saúde" tenha sido usada a princípio por Leavell e Clarck, para caracterizar um nível de atenção
da medicina preventiva, com um enfoque centrado no indivíduo, com uma projeção para a família ou grupos, posteriormente, com a
segunda revolução epidemiológica, a promoção da saúde passou a associar-se a medidas preventivas sobre o ambiente físico e
estilos de vida (Buss, 2000).
Administração:
A administração, também chamada gerenciamento ou gestão de empresas, supõe a existência de uma instituição a ser
administrada ou gerida, ou seja, uma Entidade Social de pessoas e recursos que se relacionem num determinado ambiente, físico ou
não, orientadas para um objetivo comum, estabelecido pela a empresa. Empresa, aqui significa o empreendimento, os esforços
humanos organizados, feitos em comum, com um fim específico, um objetivo. As instituições (empresas) podem ser públicas,
sociedades de economia mista ou privadas, com ou sem fins lucrativos.
Atualmente se utiliza esta palavra para designar os estabelecimentos comerciais, industriais, de serviços, etc., grandes ou pequenos,
o que não revela seu sentido no título da profissão.
A necessidade de organizar os estabelecimentos nascidos com a revolução industrial levou os profissionais de outras áreas mais
antigas e maduras a buscar soluções específicas para problemas que não existiam antes. Assim a aplicação de métodos de ciências
diversas para administrar estes empreendimentos deu origem aos rudimentos da ciência da administração.
Não se deve confundir a gerência de uma casa ou de nossa vida pessoal, que tem sua arte própria, porém empírica, com a gerência
de uma instituição. A gerência de instituições requer conhecimento e aplicação de diversos modelos e técnicas administrativas, ao
passo que a gerencia pessoal pode ser feita por pessoas sem qualificações adicionais.
Agora que já pudemos conceituar saúde pública e administração......
Vamos adiante!

A concepção de saúde e doença ao longo da história.
Passamos boa parte de nossas vidas questionando e procurando respostas para diversos aspectos do cotidiano. E não são poucas as
perguntas!
Podemos dizer que indagar faz parte da nossa existência. É com essa atitude – de perguntar a si mesmo – que propomos começar a
disciplina.
Então, aproveite e em seu caderno de anotações registre suas idéias sobre o que é saúde e o que é doença.
Agora, compare seus registros com a definição de saúde dado pela Organização Mundial de Saúde – OMS no inicio do texto.
Também compare seus registros com a definição de doença segundo a Biblioteca Virtual de Saúde – BVS

Será que podemos afirmar que o conceito de saúde sempre foi o mesmo, e que os homens sempre pensaram e agiram da mesma
forma em relação à saúde e à doença?
O modo de ver o mundo, as apreciações de ordem moral e mesmo posturas corporais são produtos de uma herança cultural, ou seja,
é o resultado da operação de uma determinada cultura.
É nessa perspectiva que viajaremos em ordem cronológica pela história, no intuito de conhecermos os entendimentos dos nossos
antepassados e percebemos as transformações de pensamentos e ações relativas à saúde e à doença.


Vamos começar a nossa Viagem...

http://www.conhecimentogeral.com/tag/viagem/
Até o século VI a.C. - predominava na Grécia uma concepção mística do mundo e as práticas médicas continuavam sendo baseadas
nas superstições e nos mitos.
Por volta do século V a.C.- alguns registros apontam que médicos gregos haviam desenvolvido teorias para explicar o
funcionamento do corpo humano e o mecanismo das doenças. Mas foi Hipócrates que imprimiu as mudanças mais significativas à
medicina.
Hipócrates rompeu com a superstição e a prática mágica da saúde primitiva e transformou o conhecimento médico numa ciência
sistemática. Ele transformou a prática médica, até então incapaz de conhecer e analisar os sintomas das doenças, em apta a
interpretar os diferentes quadros. Ele “via o homem como uma unidade organizada e entendia a doença como uma desorganização
deste estado”. Tentando explicar os fatores da enfermidade e saúde, desenvolveu a teoria dos humores corporais.
Hipócrates se preocupava também com a relação médico-paciente, e talvez, pela primeira vez na história da medicina, tenha sido
dada importância à qualidade dessa relação no processo de cura. Por 2.000 anos o trabalho de Hipócrates permaneceu praticamente
intacto.
Em 475 d.C., com a queda do Império Romano, uma série de transformações começou a ocorrer, dentre as quais, a submissão a uma
nova força espiritual: a Igreja Cristã.
Durante a Idade Média, a influência da Igreja ultrapassava a área espiritual e avançava sobre as questões políticas, morais,
educacionais e jurídicas da sociedade medieval. O pensamento religioso regulava a vida dos indivíduos e influenciava as concepções
sobre saúde e doença e as respectivas práticas médicas.
Século XIV - uma crise profunda instalou-se no solo da Europa Ocidental, palco de guerras, fome e muitas epidemias, das quais a
mais famosa foi a peste negra.
Esses fatores, dentre outros, contribuíram para o declínio do período feudal dando início a uma nova forma de organização da
sociedade e, conseqüentemente, a uma ressignificação da saúde.
A partir do século XV - com o Renascimento, a Europa passou a ter características sociais, econômicas e políticas bem diferentes do
período feudal. No campo econômico, a Europa interessava-se em conquistar novas terras e buscar mercadorias e metais preciosos,
frutos da política mercantilista mundial. Foi numa dessas explorações que os portugueses chegaram ao Brasil.
No campo da medicina, o estudo da anatomia teve grande contribuição de Vesálio, médico belga, que, desafiando a proibição
religiosa de dissecação de cadáveres, conseguiu desenvolver um estudo mais objetivo da anatomia humana, já Servet e Harvey
explicaram, mais especificamente, a circulação sanguínea.
Nunca antes, na história da humanidade, o saber havia sido tão fértil, nem desenvolvido semelhante capacidade de transformação da
realidade pela técnica. Apesar dos avanços, o quadro sanitário não modificava.
Mas, somente no Séc. XVII, com os pensadores da época – Francis Bacon, Galileu e Descartes, a medicina incorporou os conceitos
mecanicistas da ciência. Descartes fez uma ruptura entre mente e corpo e, para ele, o corpo era uma máquina perfeita; a mente, uma
expressão divina, estava fora do alcance da ciência e ficava aos cuidados da Igreja.
Miguel Servet (Michael Servetus em latim – 1511/1553) - Foi teólogo, médico e filósofo espanhol, humanista, homem de grande
cultura e conhecimento multidisciplinar, interessou-se por vários assuntos como: astronomia, meteorologia, geografia,
jurisprudência, matemática, anatomia, estudo da Bíblia e medicina. Mas os campos nos quais mais se destacou foram teologia e
medicina.
William Harvey (Folkestone, 1578/1657) - Foi um médico britânico que, pela primeira vez, descreveu corretamente os detalhes do
sistema circulatório do sangue ao ser bombeado por todo o corpo, pelo coração. Seus estudos inspiraram as idéias de René
Descartes, que em sua Descrição do Corpo Humano afirmou que as artérias e as veias eram canos que carregavam nutrientes pelo
corpo. Muitos acreditam que ele descobriu e expandiu as técnicas de medicina muçulmana, particularmente o trabalho de Ibn Nafis,
que lançou os primeiros estudos sobre a maioria das veias e artérias no século XIII.
Essa concepção levou o corpo humano a ser visto como uma máquina, composto por partes (órgãos) que podiam ser considerados
isoladamente. As doenças passaram a ser vistas como um “problema de funcionamento”, temporário ou permanente das partes, ou
de uma das partes.
A Revolução Industrial começou na Inglaterra e Alemanha, no século XVIII, e provocou a migração e aglomeração das pessoas nas
cidades, em condições insalubres, facilitando a difusão dos microorganismos em ambientes de trabalho, que eram fechados.
As questões urbanas de saneamento e de miséria se juntaram às péssimas condições de trabalho (e ambiente) alterando o perfil de
adoecimento dos trabalhadores, que passaram a sofrer acidentes e desenvolver doenças infecto-contagiosas.
Foi grande o número de mortes por tuberculose, sarampo, pneumonia, tifo, gripe, escarlatina e outras doenças.

http://usuarios.cultura.com.br/jmrezende/epidemias.htm



A maioria da mão-de-obra era composta de mulheres e crianças que sofriam a agressão de diversos agentes, oriundos do processo
e/ou ambiente de trabalho. A preocupação com a força de trabalho, com as perdas econômicas suscitou a intervenção dos governos
dentro das fábricas. O Estado tomou para si a responsabilidade do bem estar sanitário da população. Medidas de saúde pública
começaram a ser realizadas, como a construção de rede de esgotos e água.
Conhecer os princípios que orientam o SUS e a legislação que o ampara.

http://www.tribunadenoticias.net/ler.php?idnot=137

2.2 O Sistema Único de Saúde: Como Administrá - lo? - Princípios e Diretrizes do SUS
Os princípios estão divididos em dois temas:
Tema 1 - Princípios doutrinários do SUS.
Tema 2 - Princípios organizativos do SUS.
2.2.1 Princípios Doutrinários do SUS
Na Constituição, há um preceito que afirma: "todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza".
Porém, as desigualdades sociais no Brasil são muitas e envolvem muitas pessoas.
Aqui, a pobreza convive com a riqueza!

Neste momento, pare e reflita: como este preceito [igualdade] tem sido
exercido nas políticas públicas de saúde?
Falar em igualdade, principalmente se for no âmbito de uma política pública, é assunto polêmico se levarmos em conta a história da
saúde no país. Falamos sobre a época em que o sistema de saúde selecionava a clientela a ser atendida, que mantinha políticas
excludentes e direcionadas aos interesses políticos dos governantes.
Mas, após a criação do SUS pela Constituição Federal, em 1988, esse quadro mudou. O SUS trouxe, em sua essência, princípios
doutrinários que refletem o momento histórico vivido pela sociedade, em seus diversos setores, nas lutas pela criação de um Sistema
justo, que refletisse a igualdade de direitos desejada por todos.
Antes, porém, vamos pensar juntos: o que é um princípio?
A primeira idéia que nos ocorre é a do verbo principiar.
Veja o que nos diz o dicionário Aurélio:
Do Latim principiare – quer dizer “começar a falar”.
V.T d. 1- Dar princípio a; começar iniciar, abrir.
Já o substantivo “princípio”.
Do Latim – principiu - S.M.
Momento, local ou trecho em que algo tem origem; começo.
Causa primária. 3 - Preceito, regra, lei.
Agora, atenção: em filosofia - Princípio é fonte ou causa de uma ação. (página 1.393)
Acesse o sitio abaixo e leia um pouco mais sobre uma definição da palavra princípios.
Fonte: http://www.priberam.pt/dlpo/definir_resultados.aspx
Antes do SUS, o Estado Brasileiro só oferecia atendimento à saúde para trabalhadores com carteira assinada e suas famílias. As
outras pessoas tinham acesso a estes serviços como um favor e não como um direito. Essas pessoas que não eram contribuintes eram
chamadas de “indigentes”.
Com base nas idéias que afirmam princípio como fonte de uma ação, ao mesmo tempo em que tem por base uma norma
Constitucional, vamos, agora, visitar cada um dos princípios doutrinários do SUS:

2.3 A Universalidade, a Integralidade, e a Eqüidade

http://berzoini.org/site/?p=1834
Universalidade
Observe como a universalidade é descrita na Constituição:
Art. 196. A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do
risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e
recuperação.
A partir da criação do SUS, todos passam a ser atendidos, independente da sua condição de trabalho. Basta estar vivo para ter direito
ao SUS.
A Lei 8080/90 afirma que um dos princípios do SUS é a Universalidade que o acesso aos serviços de saúde em todos os níveis de
assistência.
É justamente o cidadão ter direito a todo tipo de atendimento, em postos de saúde, hospitais, programas de prevenção,
medicamentos, cirurgias de alto risco, etc., e o Estado é que tem a obrigação de criar condições para que tudo isso aconteça.
Isto quer dizer que todas as pessoas têm direito ao atendimento, independente de sexo, idade, cor, religião, raça, renda,
situação
sócio-econômica, etc. A saúde é um direito de todos.
Cabe aos governos federal, estadual, distrital, municipal, enfim, ao Estado brasileiro, garantir políticas públicas que viabilizem o que
está disposto na Constituição Federal e nas Leis que dão sustentação ao SUS.
Integralidade
É importante dizer que, em verdade, este princípio não aparece na Constituição de 1988 exatamente com esta palavra. A
Constituição fala em "atendimento integral, com prioridade para as atividades preventivas, sem prejuízo dos serviços
assistenciais" (Brasil, 1988, art. 198)
A integralidade na Lei Orgânica da Saúde – Lei 8080:
Art. 7º As ações e serviços públicos de saúde e os serviços privados contratados ou conveniados que integram o Sistema Único de
Saúde (SUS), são desenvolvidos de acordo com as diretrizes previstas no art. 198 da Constituição Federal, obedecendo ainda aos
seguintes princípios:
I I - integralidade de assistência, entendida como conjunto articulado e contínuo das ações e serviços preventivos e curativos,
individuais e coletivos exigidos para cada caso em todos os níveis de complexidade do sistema.

http://assoccmab.blogspot.com/2009/07/voce-pergunta-cmab-responde.html
O que você entende por Integralidade?
A - as ações de saúde devem ser combinadas e voltadas, ao mesmo tempo, para atingir a prevenção, a promoção, a proteção, os
cuidados, o tratamento, a reabilitação e a cura. O atendimento deve ser orientado para prevenir, diminuir e erradicar os fatores
geradores de agravos, para, deste modo, diminuir os riscos às doenças, além de tratar os danos gerados.
B - as políticas para o acesso aos serviços devem garantir que a pessoa seja atendida como um todo, e não apenas como um órgão
(fígado, baço, perna, pulmão etc.).
C - como somos seres que vivemos em sociedade, estamos sempre sujeitos aos vários fatores e riscos que interferem na qualidade
de vida e da saúde das pessoas, hábitos alimentares, fatores psicológicos e seus estados emocionais etc.
Responda então:

Promoção - trata-se de ações que possibilitam responder às necessidades sociais em saúde. A estratégia de promoção da saúde é
retomada como uma possibilidade de enfocar os aspectos que determinam o processo saúde - adoecimento em nosso país.
Dito de outro modo: são estratégias em política pública que favoreçam a adoção de comportamentos menos arriscados à saúde, que
valorize a diversificação e a ampliação da oferta de serviços de assistência e de prevenção, bem como àquelas que incentivem o
controle social. Um bom exemplo disto são as políticas do Programa Nacional de DST e AIDS.
Recuperação - desenvolvem ações/estratégias que envolvem o diagnóstico de doenças, acidentes e danos de toda natureza, a
limitação da invalidez e a reabilitação. Como agem sobre um dano à saúde que já se instalou, buscam evitar as mortes ou o
agravamento das seqüelas. Um bom exemplo são os atendimentos às urgências e emergências.
Prevenção - uma estratégia de prevenção é aquela voltada para o futuro. Busca a melhoria da qualidade de vida das pessoas com
relação a determinadas causas, comportamentos, procedimentos, etc.. Muitas vezes, incentiva as pessoas a deterem a propagação do
causador de uma patologia. A prevenção, por vezes, apresenta-se como a medida mais eficaz, porque não há outra forma de evitar o
contágio. A prevenção deve adotar ações
educativas sistemáticas e continuadas, junto da população em geral e dos grupos de maior vulnerabilidade (como vacinação,
prevenção às doenças sexualmente transmissíveis, saneamento e fluoretação da água).
Reabilitação - recuperação parcial ou total das capacidades no processo de doença e na reintegração do indivíduo ao seu ambiente
social e a sua atividade profissional. Para tal, atuam na reeducação e treinamento, ao reemprego do reabilitado ou à sua colocação
seletiva. São exemplos as ações de atendimento as lesões que geram deficiência física temporária (como nos casos de acidente de
trabalho). Todas estas ações precisam ser contínuas. As unidades prestadoras de serviço, com seus diversos graus de complexidade -
postos de saúde, hospitais, clínicas etc. - formam também
um todo indivisível, configurando um sistema capaz de prestar assistência integral.
Proteção - são estratégias que buscam conhecer e acompanhar, a todo momento - mediante a identificação, o controle ou a
eliminação de fatores de risco à saúde, neles eventualmente presentes -, o estado de saúde da comunidade. Estas estratégias buscam
desencadear, oportunamente, as medidas dirigidas à prevenção e ao controle das doenças e agravos. Vejamos alguns exemplos
destas ações:
-vigilância epidemiológica: vacinações, saneamento básico.
-vigilância sanitária: exames médicos e odontológicos periódicos.


Saiba Mais!
A vigilância sanitária busca garantir a quantidade de serviços, meio ambiente de trabalho e produtos (alimentos, medicamentos
cosméticos, agrotóxicos e outros); São exemplos de serviços sujeitos à vigilância sanitária: unidades de saúde, restaurantes,
academias de ginástica, institutos de beleza, piscinas públicas, etc. Nos locais de trabalho, a vigilância sanitária preocupa-se, por
exemplo, em assegurar condições ambientais satisfatórias (iluminação, temperatura, umidade, ventilação, nível sonoro), adequação
ergométrica de máquinas, equipamentos e móveis e eliminação de substâncias e produtos que podem provocar doenças
ocupacionais. Todos esses grupos de ações geralmente têm o suporte de legislação específica, na qual são inseridos os regulamentos
e as normas de proteção à saúde, com vistas à sua observância por todos.
O que é Equidade?
Provavelmente, todas as pessoas que você conhece não são iguais: não vivem do mesmo modo, não ganham os mesmos salários,
não sofrem das mesmas doenças

http://adelsonrafael.blogspot.com/2011/04/crescimento-economico-e-desigualdades.html
Ora, se é assim, o SUS precisa levar em conta as diferenças que existem entre as pessoas. Os serviços de saúde devem considerar
que em cada lugar existem pessoas que vivem de forma diferente, ou seja, cada um com seus problemas, suas dificuldades.
Cabe aos serviços entender quais são as diferenças, as especificidades estas pessoas, e disponibilizar condições que ajudem na
melhoria da qualidade de vida e da saúde. Por isso, o SUS deve tratar desigualmente os desiguais. Parece contraditório, mas não é.
Todas as pessoas são iguais para o SUS, porém deverá ser cuidada de acordo com a sua necessidade. Então, a eqüidade significa
tratar as diferenças, com o objetivo dealcançar a igualdade!
Princípios Organizativos do SUS
Os princípios que determinam a organização do SUS são: Descentralização, Regionalização e Hierarquização.
Descentralização
O Brasil é uma Republica Federativa cujos estados (são 26), muitos municípios (já são mais de 5.500) e o Distrito Federal, possuem
uma autonomia política, administrativa e financeira, com competências constitucionais e infraconstitucionais definidos. Outro
aspecto importante se refere à grande diferença de população, tamanho dos estados, geografia, desigualdades sócio-econômicas.
Todas estas situações exigem que se descentralize a divisão das responsabilidades – ações e serviços de saúde - entre os gestores
federal, estaduais, distrital e municipal. A lógica da descentralização é que quanto mais perto da realidade a decisão for tomada,
mais chance haverá de acerto. A idéia é garantir a capacidade decisória e com isto a responsabilização local, a integração das
políticas locais e o controle social.
Premissas da Descentralização
Buscando aprofundar o processo de descentralização, com ênfase numa descentralização compartilhada, são fixadas as seguintes
premissas, que devem orientar este processo:
a) Cabe ao Ministério da Saúde a proposição de políticas, participação no co-financiamento, cooperação técnica, avaliação,
regulação, controle e fiscalização, Além da mediação de conflitos;
b) Descentralização dos processos administrativos relativos à gestão para as Comissões Intergestores Bipartite;
c) As comissões intergestores Bipartite são instâncias de pactuação e deliberação de modelos organizacionais, a partir de diretrizes e
normas pactuadas na Comissão Intergestores Tripartite;
d) As deliberações das Comissões Intergestores Bipartite e Tripartite devem ser por consenso.
e) A Comissão Intergestores Tripartite e o Ministério da Saúde promoverão e apoiarão o processo de qualificação permanente para
as Comissões Intergestores Bipartite;
f) O detalhamento deste processo, no que se refere à descentralização de ações, realizadas hoje pelo Ministério da Saúde, será objeto
de portaria específica.
(documento das Diretrizes Operacionais dos Pactos Pela Vida, Em Defesa do SUS e de
Gestão)

Regionalização
Se buscarmos o termo principal e os correlatos no Dicionário do Houaiss, vamos encontrar:
a) região: “território cuja extensão é determinada seja por uma unidade administrativa ou econômica, seja pela similitude de....”
b) regionalizar: “organizar por regiões...”
c) regionalização: “ato ou efeito de regionalizar”.
Pelas definições desse Dicionário, podemos compreender que a rede de serviços deve se organizar em regiões de saúde2, que por
sua vez correspondem a espaços geográficos contínuos. Portanto, a regionalização é o eixo estruturante do Sistema Único de Saúde.
Já o artigo 198 da Constituição Federal/88 determina:
“As ações e os serviços públicos de saúde integram uma rede regionalizada e hierarquizada e constituem um sistema único”.
Objetivos da Regionalização
a) garantir acesso, resolutividade e qualidade às ações e serviços de saúde, cuja complexidade e contingente populacional transcenda
a escala local/municipal;
b) garantir o direito à saúde, reduzir desigualdades sociais territoriais e promover a eqüidade, ampliando a visão nacional dos
problemas, associada à capacidade de diagnóstico e decisão loco - regional, que possibilite os meios adequados para redução das
desigualdades no acesso às ações e serviços de saúde existentes no país;
c) garantir a integralidade na atenção à saúde, ampliando o conceito de cuidado à saúde no processo de reordenamento das ações de
promoção, prevenção, tratamento e reabilitação com garantia de acesso a todos os níveis de complexidade do sistema;
d) potencializar o processo de descentralização, fortalecendo estados e municípios para exercerem papel de gestores e para que as
demandas dos diferentes interesses loco - regionais possam ser organizadas e expressadas na região;
e) racionalizar os gastos e otimizar os recursos, possibilitando ganho em escala nas ações e serviços de saúde de abrangência
regional.
Lembre-se ...

Hierarquização
Este princípio determina que a rede de serviços do SUS seja estruturada de forma não só regionalizada, como acabamos de
comentar, como também hierarquizada – em níveis de assistência.
Para quê? Para possibilitar um maior e melhor conhecimento dos problemas de saúde da população de uma área delimitada, e, deste
modo, poder atendê-la com maior rapidez e eficiência. A hierarquização favorece, também, ações de vigilância epidemiológica e
ambiental, de educação em saúde e de controle social.
O acesso da população aos serviços de saúde será pelo nível básico de atenção que deve estar qualificado para atender e resolver os
principais problemas que demandam os serviços de saúde.
Os demais deverão ser referenciados para os serviços de maior complexidade tecnológica.
A rede de serviços, hierarquizada e regionalizada, permite maior conhecimento dos problemas de saúde da população da
área delimitada, o que favorece ações de vigilância epidemiológica, sanitária, controle de vetores, educação em saúde,
atenção ambulatorial e hospitalar em todos os níveis de complexidade.
Controle Social
O Controle Social é uma garantia constitucional de que a população, por meio das suas entidades representativas, participará do
processo de formulação das políticas de saúde e do controle da sua execução; isto em todas as esferas de governo – federal, estadual,
distrital e municipal. Para tal, existem os Conselhos de Saúde, com representação paritária de usuários, governo, profissionais de
saúde e prestadores de serviço.
Outra forma de participação são as Conferências de Saúde, para a definição das prioridades e linhas de ação sobre a saúde.
É importante você compreender que o SUS é uma conquista da sociedade brasileira. A garantia da manutenção destes princípios e
diretrizes depende da participação de todos nós!
Neste módulo, estudaremos os principais condicionantes do processo saúde e doença, bem como iniciaremos o estudo sobre o perfil
de saúde da população brasileira.

http://stravaganzastravaganza.blogspot.com/2011/10/alcool-na-dose-certa-faz-bem-saude.html

3.3 Saúde e Sociedade
A concepção abrangente de saúde aprovada no texto constitucional de 1998 aponta para uma mudança progressiva dos serviços de
saúde, passando de um modelo assistencial, centrado na doença e baseado no atendimento a quem procura, para um modelo de
atenção integrada à saúde, onde haja incorporação progressiva de ações de promoção e de proteção, ao lado daquelas propriamente
ditas de recuperação (Ministério da Saúde, 1990).
A promoção da saúde se faz através de educação, da adoção de estilos de vida saudáveis, do desenvolvimento de capacidades
individuais, da produção de um ambiente saudável. Está vinculada à implantação de políticas públicas voltadas para a qualidade de
vida e do desenvolvimento da capacidade de analisar criticamente a realidade e promover a transformação dos fatores determinantes
das condições de saúde.
Que se entende por determinantes sociais da saúde?
As diversas definições de determinantes sociais de saúde (DSS) expressam, com maior ou menor nível de detalhe, o conceito
atualmente bastante generalizado de que as condições de vida e trabalho dos indivíduos e de grupos da população estão relacionadas
com sua situação de saúde. Para a Comissão Nacional sobre os Determinantes Sociais da Saúde (CNDSS), os DSS são os fatores
sociais, econômicos, culturais, étnicos/raciais, psicológicos e comportamentais que influenciam a ocorrência de problemas de saúde
e seus fatores de risco na população. A comissão homônima da Organização Mundial da Saúde (OMS) adota uma definição mais
curta, segundo a qual os DSS são as condições sociais em que as pessoas vivem e trabalham. Nancy Krieger (2001) introduz um
elemento de intervenção, ao defini-los como os fatores e mecanismos através dos quais as condições sociais afetam a saúde e que
potencialmente podem ser alterados através de ações baseadas em informação.
Tarlov (1996) propõe, finalmente, uma definição bastante sintética, ao entendê-los como as características sociais dentro das quais a
vida transcorre.
Embora, como já mencionado, tenha-se hoje alcançado certo consenso sobre a importância dos DSS na situação de saúde, esse
consenso foi sendo construído ao longo da história. Entre os diversos paradigmas explicativos para os problemas de saúde, em
meados do século XIX predominava a teoria miasmática, que conseguia responder às importantes mudanças sociais e práticas
de saúde observadas no âmbito dos novos processos de urbanização e industrialização ocorridos naquele momento histórico.
Estudos sobre a contaminação da água e dos alimentos, assim como sobre riscos ocupacionais, trouxeram importante reforço para o
conceito de miasma e para as ações de saúde pública (SUSSER, 1998).
Virchow, um dos mais destacados cientistas vinculados a essa teoria, entendia que a “ciência médica é intrínseca e essencialmente
uma ciência social”, que as condições econômicas e sociais exercem um efeito importante sobre a saúde e a doença e que tais
relações devem ser submetidas à pesquisa científica.
Entendia também que o próprio termo “saúde pública” expressa seu caráter político e que sua prática implica necessariamente a
intervenção na vida política e social para identificar e eliminar os fatores que prejudicam a saúde da população (ROSEN, 1980).

http://s.socialesaude.zip.net/arch2008-07-27_2008-08-02.html
Como se pode ver, o conflito entre saúde pública e medicina e entre os enfoques biológico e social do processo saúde-doença
estiveram no centro do debate sobre a configuração desse novo campo de conhecimento, de prática e de educação. Ao final desse
processo, Hopkins foi escolhida pela excelência de sua escola de medicina, de seu hospital e de seu corpo de pesquisadores médicos.
Esta decisão representou o predomínio do conceito da saúde pública
orientada ao controle de doenças específicas, fundamentada no conhecimento científico baseado na bacteriologia e contribuiu para
“estreitar” o foco da saúde pública, que passa a distanciar-se das questões políticas e dos esforços por reformas sociais e sanitárias
de caráter mais amplo.
A Conferência de Alma-Ata, no final dos anos 70, e as atividades inspiradas no lema “Saúde para todos no ano 2000” recolocam em
destaque o tema dos determinantes sociais. Na década de 80, o predomínio do enfoque da saúde como um bem privado desloca
novamente o pêndulo para uma concepção centrada na assistência médica individual, a qual, na década seguinte, com o debate sobre
as Metas do Milênio, novamente dá lugar a uma ênfase nos determinantes sociais que se afirma com a criação da Comissão sobre
Determinantes Sociais da Saúde da OMS, em 2005.
Diversos são os modelos que procuram esquematizar a trama de relações entre os diversos fatores estudados através desses diversos
enfoques.
A seguir, analisaremos o modelo de Dahlgren e Whitehead (GUNNING-SCHEPERS, 1999)
O modelo de Dahlgren e Whitehead inclui os DSS dispostos em diferentes camadas, desde uma camada mais próxima dos
determinantes individuais até uma camada distal, onde se situam os macro determinantes.

Figura 1 - Determinantes sociais: modelo de Dahlgren e Whitehead
Apesar da facilidade da visualização gráfica dos DSS e sua distribuição em camadas, segundo seu nível de abrangência, o modelo
não pretende explicar com detalhes as relações e mediações entre os diversos níveis e a gênese das iniqüidades. Como se pode ver
na figura 1, os indivíduos estão na base do modelo, com suas características individuais de idade, sexo e fatores genéticos que,
evidentemente, exercem influência sobre seu potencial e suas condições de saúde. Na camada imediatamente externa aparecem o
comportamento e os estilos de vida individuais. Esta camada está situada no limiar entre os fatores individuais e os DSS, já que os
comportamentos, muitas vezes entendidos apenas
como de responsabilidade individual, dependentes de opções feitas pelo livre arbítrio das pessoas, na realidade podem também ser
considerados parte dos DSS, já que essas opções estão fortemente condicionadas por determinantes sociais - como informações,
propaganda, pressão dos pares, possibilidades de acesso a alimentos saudáveis e espaços de lazer etc.
A camada seguinte destaca a influência das redes comunitárias e de apoio, cuja maior ou menor riqueza expressa o nível de coesão
social que, como vimos, é de fundamental importância para a saúde da sociedade como um todo.
No próximo nível estão representados os fatores relacionados a condições de vida e de trabalho, disponibilidade de alimentos e
acesso a ambientes e serviços essenciais, como saúde e educação, indicando que as pessoas em desvantagem social correm um risco
diferenciado, criado por condições habitacionais mais humildes, exposição a condições mais perigosas ou estressantes de trabalho e
acesso menor aos serviços. Finalmente, no último nível estão situados os macro determinantes relacionados às condições
econômicas, culturais e ambientais da sociedade e que possuem grande influência sobre as demais camadas.
Necessário mencionar, pela crescente influência sobre as condições sociais, econômicas e culturais dos países, o fenômeno da
globalização.

http://nasentrelinhasdaminhavida.blogspot.com/2011/05/globalizacao-e-o-vizinho.html
Suas principais características, assim como a influência da globalização sobre a pobreza e as condições de saúde, e sobre as
condições de vida em geral foram analisadas por Buss (2006).
Na seqüência, iniciaremos o estudo sobre o perfil de saúde da população brasileira.

http://professorrobsoncosta.blogspot.com/2010/03/dica-do-blog-sala-de-situacao-em-saude.html
ANÁLISE DA SITUAÇÃO DE SAÚDE
Situação e tendências da evolução demográfica, social e econômica do país
O Brasil vem passando por grandes transformações econômicas, sociais e demográficas, particularmente nas quatro últimas décadas,
com significativas repercussões nas condições de vida e trabalho da população e conseqüentemente em sua situação de saúde. Aqui
traçaremos um esboço dessas transformações, destacando determinados processos, seus avanços, desafios e diferenciais segundo os
diversos grupos sociais.
1.1. Urbanização
Conforme podemos constatar, o censo demográfico de 1960 revelava que 55% da população economicamente ativa (PEA), portanto,
sua maioria dedicava-se à agricultura, enquanto os restantes 45% se dedicavam aos setores secundário e terciário. Já na década
seguinte essa proporção se inverte, com 54% da população empregada na indústria ou no setor serviços. Segundo o último censo de
2000, apenas 19% da população estava empregada no campo, ou seja, uma queda de 55% para 19% em quatro décadas. Nesse
mesmo período a população empregada pelo setor serviços passou de 27% a 60% enquanto que a dedicada à indústria, depois de
uma ascensão de 17 a 29% entre 1960 e 1980, caiu para 21% no censo de 2000.
Os processos de industrialização e urbanização acelerada foram responsáveis por importantes mudanças nos padrões de fecundidade
da população. Segundo dados do censo, a taxa média geométrica de crescimento anual da população passou de 2,89% no período
1960/70 para 1,64% no período 1991/2000. A taxa de fecundidade, que se mantinha estável desde 1940, passou a cair de maneira
acelerada a partir de 1960. Como pode ser observado no
gráfico 3, também com dados censitários, a taxa de fecundidade, que era de 6,3 filhos por mulher em idade fértil em 1960, caiu para
2,3 em 2000, devendo situar-se em 2,0 em 2006, segundo projeções do IBGE.
As quatro décadas entre 1960 e 2000 também foram marcadas por importantes transformações econômicas. Segundo o IPEADATA,
o PIB per capita passou de 2.060 dólares, em 1960, para 5.250 em 2000 e 5.720 em 2006 (em valores constantes do dólar de 2006),
com forte crescimento entre 60 e 80, cerca de 7,45% ao ano, e um crescimento menos intenso de cerca de 2,58 % ao ano entre 80 e
2000. A agropecuária, que era responsável por 25 % do PIB em 1960, teve sua participação reduzida para 8,9 % em 2004, enquanto
a indústria, que correspondia a 18% do PIB em 1960, passou a responder por 42% em 2004. Nesse período, a agropecuária teve um
crescimento de 209 % e a indústria cresceu 1.727%.
Entretanto, esse extraordinário aumento da riqueza produzida e a modernização da economia não significaram melhoria na
distribuição de renda. Segundo dados do censo, no ano 2000 cerca de 30% da população tinha uma renda familiar per capta menor
que meio salário mínimo e 75% uma renda familiar per capta menor que dois salários mínimos, situando-se no outro extremo 3% da
população com uma renda familiar per capta superior a 10 salários mínimos.
Na esfera do desenvolvimento social ocorreram também grandes mudanças nas últimas décadas, destacando-se entre elas as
ocorridas na educação. Podemos observar que em 1940, 56% da população brasileira era analfabeta, percentual que cai para 40% em
1960 e 13,6% no ano 2000.
Os importantes avanços e contradições no desenvolvimento econômico-social das últimas décadas são também observados na
situação de saúde. Segundo o IBGE, a taxa de mortalidade infantil (TMI) que era de 124 óbitos no primeiro ano de vida para cada
mil nascidos vivos em 1960, caiu para 48,3 em 1990, 35,26 em 2000 e 25,1 em 2006. O declínio médio anual da TMI, que se
mantinha em 1% ao ano (aa) desde 1940, cresce para 1,5% aa entre 1965/75, para 4,5% aa entre 1975/85 e se mantém em cerca de
2,6% aa, desde então, com ligeira queda nos últimos anos.
Os anos 60 também marcam uma inflexão importante nas causas de mortalidade, o que se convencionou chamar de transição
epidemiológica. Nas regiões Sudeste e Sul, pela primeira vez, a mortalidade por doenças cardiovasculares superou a mortalidade por
doenças infecciosas, o que viria a ocorrer nas Regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste duas décadas depois, durante os anos 80.
No próximo módulo daremos continuidade aos estudos ora iniciados.
Estudar o perfil de saúde da população brasileira.
4.2 O Perfil de Saúde da População Brasileira II

http://www.datasus.gov.br/rnis/saladesituacao.htm
A disponibilidade de informação apoiada em dados válidos e confiáveis é condição essencial para a análise objetiva da situação
sanitária, assim como para a tomada de decisões baseadas em evidências e para a programação de ações de saúde. A busca de
medidas do estado de saúde da população é uma atividade central em saúde pública, iniciada com o registro sistemático de dados de
mortalidade e de sobrevivência.
Com os avanços no controle das doenças infecciosas e a melhor compreensão do conceito de saúde e de seus determinantes sociais,
passou-se a analisar outras dimensões do estado de saúde, medidas por dados de morbidade, incapacidade, acesso a serviços,
qualidade da atenção, condições de vida e fatores ambientais, entre outros. Os indicadores de saúde foram desenvolvidos para
facilitar a quantificação e a avaliação das informações produzidas com tal finalidade.
Em termos gerais, os indicadores são medidas-síntese que contêm informação relevante sobre determinados atributos e dimensões
do estado de saúde, bem como do desempenho do sistema de saúde. Vistos em conjunto, devem refletir a situação sanitária de uma
população e servir para a vigilância das condições de saúde. A construção de um indicador é um processo cuja complexidade pode
variar desde a simples contagem direta de casos de determinada doença, até o cálculo de proporções, razões, taxas ou índices mais
sofisticados, como a esperança de vida ao nascer.
A qualidade de um indicador depende das propriedades dos componentes utilizados em sua formulação (freqüência de casos,
tamanho da população em risco) e da precisão dos sistemas de informação empregados (registro, coleta, transmissão dos dados). O
grau de excelência de um indicador deve ser definido por suavalidade (capacidade de medir o que se pretende)
e confiabilidade (reproduzir os mesmos resultados quando aplicado em condições similares). Em geral, a validade de um indicador é
determinada por sua sensibilidade(capacidade de detectar o fenômeno analisado) e especificidade (capacidade de detectar somente o
fenômeno analisado). Outros atributos de um indicador são: mensurabilidade (basear-se em dados disponíveis ou fáceis de
conseguir), relevância (responder a prioridades de saúde) e custo-efetividade (os resultados justificam o investimento de tempo e
recursos). Espera-se que os indicadores possam ser analisados e interpretados com facilidade, e que sejam compreensíveis pelos
usuários da informação, especialmente gerentes, gestores e os que atuam no controle social do sistema de saúde.
Para um conjunto de indicadores, são atributos de qualidade importantes a integridade ou completude (dados completos) e
a consistência interna (valores coerentes e não contraditórios). A qualidade e a comparabilidade dos indicadores de saúde dependem
da aplicação sistemática de definições operacionais e de procedimentos padronizados de medição e cálculo. A seleção do conjunto
básico de indicadores – e de seus níveis de desagregação – deve ajustar-se à disponibilidade de sistemas de informação, fontes de
dados, recursos, prioridades e necessidades específicas em cada região. A manutenção deste conjunto de indicadores deve depender
de instrumentos e métodos simples, para facilitar a sua extração regular dos sistemas de informação. Para assegurar a confiança dos
usuários na informação produzida, é preciso monitorar a qualidade dos indicadores, revisar periodicamente a consistência da série
histórica de dados, e disseminar a informação com oportunidade e regularidade.
Se gerados de forma regular e manejados em um sistema dinâmico, os indicadores são instrumentos valiosos para a gestão e
avaliação da situação de saúde, em todos os níveis. Um conjunto de indicadores se destina a produzir evidência sobre a situação
sanitária e suas tendências, como base empírica para identificar grupos humanos com maiores necessidades de saúde, estratificar o
risco epidemiológico e identificar áreas críticas. Constitui, assim, insumo para o estabelecimento de políticas e prioridades melhor
ajustadas às necessidades da população.
Além de prover matéria-prima essencial para a análise, a disponibilidade de um conjunto básico de indicadores tende a facilitar o
monitoramento de objetivos e metas em saúde, estimular o fortalecimento da capacidade analítica das equipes e promover o
desenvolvimento de sistemas de informação intercomunicados.
No Brasil, a produção e a utilização de informações sobre saúde se processam em um contexto complexo de relações institucionais,
compreendendo variados mecanismos de gestão e financiamento.
Além das estruturas governamentais nos três níveis de gestão do Sistema Único de Saúde (SUS), estão envolvidos outros setores de
governo que produzem informações relativas à saúde, instituições de ensino e pesquisa, associações técnico-científicas, agências não
governamentais, organismos internacionais e instâncias de controle social.
Nas últimas décadas, o Ministério da Saúde desenvolveu sistemas nacionais de informação sobre nascimentos, óbitos, doenças de
notificação, atenção hospitalar, ambulatorial e básica, orçamento público em saúde e outros. Há ampla disponibilidade eletrônica
desses dados, cada vez mais utilizados no ensino de saúde pública. O Ministério também promove investigações sobre temas
específicos, ainda que de forma assistemática. Outras fontes relevantes para a saúde são os censos e pesquisas de base populacional
do IBGE, que cobrem aspectos demográficos e socioeconômicos.
O mesmo se aplica aos estudos e análises do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), referentes a políticas públicas.
Subsídios adicionais provêm das informações produzidas por outros setores governamentais específicos. Por fim, grandes bases de
informação científica e técnica estão acessíveis na Biblioteca Virtual de Saúde (BVS), apoiada pelo Centro Latino-Americano e do
Caribe de Informação em Ciências da Saúde (Bireme).
Persiste o desafio de melhor aproveitar essas informações na gestão do SUS. A expansão da produção e do acesso aos dados não se
faz acompanhar pelo desenvolvimento qualitativo dos sistemas de informação, enquanto faltam análises orientadas para subsidiar
decisões de política. Há indiscutível necessidade de melhorar a articulação das instituições atuantes na área de informações e de
utilizar, de forma mais efetiva, a considerável massa crítica nacional de profissionais capacitados.
O contexto referido aplica-se a muitos países em desenvolvimento, o que motivou a Organização Pan-Americana da Saúde
(OPAS/OMS) a instituir, em 1995, a Iniciativa Regional de Dados Básicos em Saúde. A Opas tem a função de documentar e
difundir a situação de saúde e suas tendências nas Américas, o que implica melhorar a informação produzida nos países membros. A
Iniciativa da Regional de Dados Básicos em Saúde baseia-se em um conjunto de indicadores selecionados que visa oferecer um
panorama geral da situação de saúde na Região. O trabalho empreendido motivou gestores nacionais a aperfeiçoar seus sistemas e
bases de dados e a produzir e divulgar informações, segundo critérios comuns.
Alinhados com essa iniciativa, o Ministério da Saúde e a Opas acordaram em cooperar no aperfeiçoamento de informações para a
saúde no Brasil. Uma avaliação preliminar das experiências passadas indicou a necessidade de esforços interinstitucionais para
potencializar os recursos disponíveis e aperfeiçoar a capacidade de formulação, gestão e operacionalização do Sistema Nacional de
Informação em Saúde preconizado na Lei Orgânica do SUS.
A estratégia de cooperação centrou-se na criação da Rede Interagencial de Informações para a Saúde (Ripsa) , concebida por
grupo de trabalho ad hoc no qual estiveram representadas as principais estruturas do Ministério da Saúde, a Opas e instituições-
chave da política de informações em saúde no País (IBGE, Abrasco, Faculdade de Saúde Pública da USP, Ipea e Fundação Seade).
O Secretário-Executivo do Ministério coordenou o grupo, com o apoio de um secretariado técnico.
Formalizada em 1996, por Portaria Ministerial e Termo de Cooperação com a Opas/OMS, a Ripsa contribui para aperfeiçoar a
capacidade nacional de produção e uso de informações para políticas de saúde. Tais informações estão estruturadas em indicadores
específicos, que se referem ao estado de saúde da população e aos aspectos sociais, econômicos e organizacionais que influenciam e
determinam a situação de saúde.
O projeto se baseia na viabilização de parcerias entre entidades representativas dos segmentos técnicos e científicos nacionais
envolvidos na produção, análise e disseminação de dados, objetivando sistematizar informações úteis ao conhecimento e à
compreensão da realidade sanitária brasileira e de suas tendências. Pressupõe o consenso sobre conceitos, métodos e critérios de
utilização das bases de dados, tendo em vista subsidiar processos de formulação e avaliação de políticas e ações de interesse dos
poderes públicos, gestores, órgãos colegiados e de controle social do SUS, entidades técnico-científicas e organizações
internacionais.
Os produtos da Rede resultam de um processo de construção coletiva, no qual as instituições parceiras contribuem com a
própria expertise, por meio de seus profissionais e bases técnico-científicas.
Os mecanismos de trabalho conjunto são operados com recursos definidos em instrumento de cooperação entre o Ministério da
Saúde e a Opas. Esta, por intermédio de sua Representação no Brasil, catalisa iniciativas nacionais e internacionais pertinentes,
contribuindo para a continuidade dos processos de trabalho conjunto. Cada instituição arca com as atividades de sua rotina, podendo
a Ripsa participar do custeio de produtos previstos no plano de ação integrada, que são postos à disposição de todos os interessados.
Compõem a Ripsa cerca de 30 entidades representativas dos segmentos técnicos e científicos nacionais envolvidos na produção e
análise de dados (produtores de informações estrito senso, gestores do sistema de saúde e unidades de ciência e tecnologia), os quais
formalizaram sua concordância em estabelecer parcerias para aperfeiçoar informações de interesse comum.
Para iniciarmos o assunto perfil de saúde, nada mais natural do que conhecermos um pouco a composição da nossa população.

4.3 Pirâmides etárias dos grupos extremos, por faixa de renda familiar per capita em salários mínimos – Brasil – 2000 (%)

Um elemento importante a ser tomado em conta pelas políticas públicas se refere à evolução da razão de dependência em função das
mudanças na estrutura etária. Considerando que tanto a população de 0 a 14 anos como a de mais de 65 anos são dependentes da
população em idade ativa de 15 a 64 anos (PIA), define-se a razão de dependência total (RDT) como a proporção da soma de jovens
e idosos em relação à PIA. A RDT pode ser desdobrada em razão de dependência de jovens e razão de dependência de idosos, sendo
a primeira a proporção dos jovens em relação a PIA e a segunda a dos idosos. Como mostra a tabela 4, em 1960, a RDT era de cerca
de 83%, ou seja, havia 83 dependentes para cada 100 pessoas na PIA, sendo que desses 83 dependentes, 78 eram jovens e 5 idosos.
Entre 1960 e 2000, há uma queda importante da razão de dependência de jovens e um aumento da razão de dependência de idosos.
A RDT caiu para 54% em 2000, correspondendo a cerca de 46 jovens e 8 idosos para cada 100 pessoas da PIA. O índice de idosos,
ou seja, a razão de idosos em relação aos jovens, triplicou nesse período, passando de 6,4 para 18,3. As projeções indicam que, a
partir de 2000, a RDT deve manter-se relativamente estável até 2050, mas com uma importante mudança progressiva em sua
composição, praticamente igualando-se nesse ano a razão de dependência de idosos (29,7) e a de jovens (28,2).
Os demógrafos têm chamado a atenção para a necessidade de estabelecer políticas sociais e de emprego que aproveitem as
oportunidades demográficas relacionadas com a queda na RDT e sua estabilidade entre 2010 e 2030. Nesse período, para 100
pessoas da PIA teremos 50 jovens e idosos dependentes, com predomínio dos jovens, ou seja, uma relação de uma pessoa
dependente para cada duas potencialmente produtivas. Um vez mais, vale o alerta de que essas políticas devem levar em conta que
as oportunidades e desafios demográficos são diferentes segundo as condições econômicas e sociais dos diversos grupos da
população.
Os importantes avanços e contradições no desenvolvimento econômico-social das últimas décadas são também observados na
situação de saúde. Segundo o IBGE, a taxa de mortalidade infantil (TMI) que era de 124 óbitos no primeiro ano de vida para cada
mil nascidos vivos em 1960, caiu para 48,3 em 1990, 35,26 em 2000 e 25,1 em 2006. O declínio médio anual da TMI, que se
mantinha em 1% ao ano desde 1940, cresce para 1,5% ao ano entre 1965/75, para 4,5% ao ano entre 1975/85 e se mantém em cerca
de 2,6% ao ano, desde então, com ligeira queda nos últimos anos.

Conhecer os recursos organizacionais em saúde pública.
5.2 Recursos Organizacionais em Saúde Pública
Neste módulo, iremos nos familiarizar com o tema recursos organizacionais em saúde pública.

http://www.posgraduacaomontesclaros.blogspot.com/
No mundo globalizado de hoje, a criação e a sustentação de vantagens competitivas podem significar a diferença entre a vida e a
morte de uma organização. Tomemos como exemplo a Harley-Davidson. A beira da falência em 1985, esta fabrica sediada em
Milwakee agora controla mais de um quinto das vendas nos Estados Unidos. Resultado de investimentos em novas instalações, em
projetos inovadores e acima de tudo, nos projetos de capacitação da forca de trabalho.

5.3 Os Recursos Organizacionais
Os Recursos Organizacionais são os vários meios que as instituições possuem para atingirem seus objetivos. São os bens ou serviços
utilizados nas atividades organizacionais. Quando se fala em recursos não estamos nos referido apenas a dinheiro, mas nos referimos
às matérias primas utilizadas na produção, nos serviços prestados pelas organizações, matérias, equipamentos e colaboradores.

De modo geral, os recursos podem se divididos em cinco grupos:

• RECURSOS FISICOS OU MATERIAIS,
• RECURSOS FINANCEIROS,
• RECURSOS HUMANOS,
• RECURSOS MERCADOLOGICOS, E
• RECURSOS ADMINISTRATIVOS.
- Os RECURSOS FISICOS OU MATERIAIS, compreendem o espaço físico, os prédios e terrenos, o processo produtivo, a
tecnologia utilizada no processo de produção dos bens e serviços produzidos pela organização.
Orienta e controla as atividades de materiais da organização, conforme os planos estabelecidos e a política adotada. Elabora rotinas
de trabalho, tendo em vista a implantação de sistemas que devem conduzir a melhores resultados com menores custos, o que
demanda a utilização de organogramas, fluxogramas e outros instrumentos de trabalho.
- Os RECURSOS FINANCEIROS compreendem os recursos na forma de capital, fluxo de caixa, investimentos, aplicações,
empréstimos, financiamento etc.

http://www.academiaeconomica.com/2008/06/economistas-socialistas.html
- Os RECURSOS HUMANOS são as pessoas que compõe as organizações independentes do nível de hierárquico. Os recursos
humanos estão distribuídos nos diversos níveis institucionais (direção), no nível intermediário (gerencia e assessoria) e no nível
operacional (técnicos, colaboradores, alem dos supervisores de linha).

http://naoseexplicasesente.blogspot.com/p/recursos-humanos.html
- Os RECURSOS MERCADOLOGICOS, compreendem todos os métodos utilizados pelas organizações para análise de mercado
(de consumidor e concorrente), planejamento de venda, execução e controle de qualidade, promoções, propagandas pelos meios de
comunicação, lançamento de novos produtos no mercado com novas tecnologias necessárias para a demanda do mercado de acordo
com as exigências dos consumidores e assistência técnicas.

http://www.unilestemg.br/graduacao/tecnologo/processos-gerenciais
5.4 Os 10 Mandamentos dos Recursos Mercadológicos

http://rompendoemfe4.blogspot.com/2010/12/os-dez-mandamentos.html
1. Análise do mercado. Informações precisas sobre fornecedores, clientes, concorrentes e ambiente econômico auxiliam na
identificação de oportunidades;
2. Perfil do público. É preciso identificar as necessidades do consumidor para traçar os objetivos e as formas de atuação da empresa,
como estabelecimento de preços, canais de venda etc. ;
3. Compras e Estoques. É o ponto fundamental da gestão operacional da empresa. É preciso saber quanto comprar e qual o estoque
mínimo, para evitar a falta de capital de giro;
4. Custos e formação de preços. Pela análise dos custos,determina-se o preço ideal de venda do produto o qual deve ser comparado
com o mercado para avaliar a viabilidade do sucesso;
5. Fluxo de caixa. As informações sobre os movimentos de entrada, saída e saldo permitem projetar estouros ou sobras de recursos.
Vale a pena fazer este controle diariamente;
6. Ponto de equilíbrio. O empresário deve saber “o faturamento mínimo” capaz de pagar todos os seus custos e despesas. Com base
nisso, poderá estipular suas cotas mínimas;
7. Planejamento tributário: é preciso saber quantos e quais impostos e tributos serão recolhidos, quais os benefícios e seus efeitos
sobre o custo da mercadoria;
8. Estrutura comercial: é a estratégia de vendas adotada pelo empresário que definirá o grau de penetração do produto no mercado.
Ela deve ser estudada caso a caso;
9. Política de recursos humanos: mesmo as pequenas empresas devem ter visão das atividades, mas são necessários mecanismos de
motivação dos funcionários;
10. Informática: a informatização é uma condição exigida pelo mercado para que a pequena empresa tenha agilidade e dinamismo; é
preciso, porém, analisar com cuidado os sistemas disponíveis.
Os RECURSOS ADMINISTRATIVOS, são as coordenações utilizadas pelas organizações, compreende as atividades de
planejamento, organização e controle das tomadas de decisões é o setor responsável pela distribuição de informações dentro e fora
da organização.

http://www.noronhalicitacoes.com.br/site/page009.aspx
É importante mencionar alguns importantes avanços, com a logística, as técnicas de administração japonesa, o código de barras e a
informática e suas conseqüências para a administração de materiais, especialidade que, como se vê, proporciona constantes
evoluções, visando otimizar suas atividades. As técnicas de administração japonesas estão sendo assimiladas pela empresa
brasileira, tal o seu teor de inovação referente à produtividade, qualidade e envolvimento participativo. Estas técnicas também
aplicam se à área de materiais.
Toda organização existe para alcançar objetivos e produzir resultados. É em função dos objetivos e resultados que a organização
deve ser dimensionada, estruturada e orientada. Daí a ênfase colocada nos objetivos organizacionais e nos resultados pretendidos
como forma de avaliar o desempenho das organizações.
A rentabilidade de uma empresa poderia ser assegurada apenas pela descoberta da “melhor maneira” de executar cada trabalho, em
um mundo cada vez mais competitivo e em constante transformação, o processo administrativo se mostra flexível e adaptável às
situações variadas do mercado.
Entretanto na Administração pública isso não acontece tão facilmente. Na seqüencia verificaremos algumas definições sobre
administração pública.

http://wwwadmpublicaufjf.blogspot.com/
O gestor público é o responsável por planejar, assessorar processos deliberativos, coordenar ações e avaliar programas e políticas
públicas em organizações estatais e não estatais, nacionais ou internacionais. Sua atuação é vista em todos os níveis - União, estados
e municípios - em que há utilização de recursos empenhados para a produção de bens públicos.
No Brasil, em 1995 iniciou-se a Reforma da Gestão Pública ou reforma gerencial do Estado com a publicação do Plano Diretor da
Reforma do Estado, que tinha como objetivo a formação, no Brasil, de um aparelho de Estado forte e eficiente. Essa iniciativa
adotada pelo Brasil e comandada pelo então Ministro da Reforma Administrativa do Estado Bresser Pereira, seguiu o que fora feito
pela Inglaterra, Austrália e Nova Zelândia dez anos antes. Desde então, a Reforma da Gestão Pública vem avançando no país, tanto
nos estados, quanto nos municípios.
A presente reforma compreende três dimensões:
a) Uma dimensão institucional legal, voltada à descentralização da estrutura organizacional do aparelho do Estado através da criação
de novos formatos institucionais, como agencias executivas, regulatórias, e as organizações sociais;
b) Uma dimensão gestão, definida pela maior autonomia e a introdução de três novas formas de responsabilização dos gestores: a
administração por resultados, a competição administrada por excelência, e o controle social em substituição parcial dos
regulamentos rígidos, da supervisão e da auditoria, que caracterizam a administração burocrática;
c) Uma dimensão cultural, de mudança de mentalidade, visando passar da desconfiança generalizada que caracteriza a administração
burocrática para a confiança maior, ainda que limitada, própria da administração gerencial.
Um dos princípios fundamentais da Reforma de 1995 é o de que o Estado, embora conservando e se possível ampliando sua ação
na área social, só deve executar diretamente as tarefas que são exclusivas de Estado, que envolvem o emprego do poder de Estado,
ou que apliquem os recursos do Estado. Entre as tarefas exclusivas de Estado devem-se distinguir as tarefas centralizadas de
formulação e controle das políticas públicas e da lei, a serem executadas por secretarias ou departamentos do Estado, das tarefas de
execução, que devem ser descentralizadas para agências executivas e agências reguladoras autônomas.

5.5 A Administração/Gestão Pública pode ser dividida em duas grandes categorias: direta e indireta
Administração direta é aquela composta por órgãos ligados diretamente ao poder central, federal, estadual ou municipal. São os
próprios organismos dirigentes, seus ministérios e secretarias.
Administração indireta é aquela composta por entidades com personalidade jurídica própria, que foram criadas para realizar
atividades de Governo de forma descentralizada. São exemplos as Autarquias, Fundações, Empresas Públicas e Sociedades de
Economia Mista. São essas as características das entidades pertencentes à administração indireta: Autarquias: serviço autônomo,
criado por lei específica, com personalidade jurídica de direito público, patrimônio e receitas próprios, que requeiram, para seu
melhor funcionamento, gestão administrativa e financeira descentralizada (conf. art 5º, I, do Decreto-Lei 200/67); Fundação
pública: entidade dotada de personalidade jurídica de direito público, sem fins lucrativos, criada em virtude de lei autorizativa e
registro em órgão competente, com autonomia administrativa, patrimônio próprio e funcionamento custeado por recursos da União e
de outras fontes (conf. art 5º, IV, do Decreto-Lei 200/67);Empresa pública: entidade dotada de personalidade jurídica de direito
privado, com patrimônio próprio e capital exclusivo da União, se federal, criada para exploração de atividade econômica que o
Governo seja levado a exercer por força de contingência ou conveniência administrativa(conf. art 5º, II, do Decreto-Lei 200/67);
Conforme dispõe o art 5º do Decreto-Lei nº 900, de 1969: Desde que a maioria do capital votante permaneça de propriedade da
União, será admitida, no capital da Emprêsa Pública, a participação de outras pessoas jurídicas de direito público interno, bem como
de entidades da Administração Indireta da União, dos Estados, Distrito Federal e Municípios. Sociedades de economia mista:
entidade dotada de personalidade jurídica de direito privado, instituída mediante autorização legislativa e registro em órgão próprio
para exploração de atividade econômica, sob a forma de sociedade anônima, cujas ações com direito a voto pertençam, em sua
maioria, à União ou a entidade da Administração indireta (conf. art 5º, III, do Decreto-Lei 200/67). Empresas controladas pelo Poder
Público podem ou não compor a Administração Indireta, dependendo de sua criação ter sido ou não autorizada por lei. Existem
subsidiárias que são controladas pelo Estado, de forma indireta, e não são sociedades de economia mista, pois não decorreram de
autorização legislativa. No caso das que não foram criadas após autorização legislativa, elas só se submetem às derrogações do
direito privado quando seja expressamente previsto por lei ou pela Constituição Federal, como neste exemplo: "Art. 37. XII, CF - a
proibição de acumular estende-se a empregos e funções e abrange autarquias, fundações, empresas públicas, sociedades de
economia mista, suas subsidiárias, e sociedades controladas, direta ou indiretamente, pelo poder público"
Neste módulo, o objetivo específico será estudar alguns conceitos de gestão pública sua aplicação no setor saúde, com ênfase o
Sistema Único de Saúde - SUS
6.2 Gestão em Saúde Pública: princípios da administração em saúde pública, controle social e financiamento

http://www.vale.com/pt-br/sustentabilidade/relacionamento-com-comunidades/gestao-publica/paginas/default.aspx
As organizações públicas de saúde até a década de 70 caracterizaram-se por ser centralizadas e verticalizadas. Em período mais
recente esse perfil se alterou em função do movimento ocorrido nos setores sociais para tomar a gestão de suas organizações mais
eficazes.
É no bojo desse movimento e da crise das ditaduras militares latino-americanas que se deve situar as novas formas de gestão das
organizações de saúde, que têm na descentralização e na participação seus pressupostos.
A descentralização, incorporada no Sistema Único de Saúde - SUS permitiu que se alterasse a gestão do setor, tornando-a mais
democrática e participativa. Com a descentralização o poder de decidir sobre a gestão das organizações de saúde é levada para junto
dos usuários.
Esse novo perfil organizacional transformou o formato institucional do setor, de direito, mas não de fato, uma vez que essa mudança
depende da alteração de praticas e valores arraigados na cultura das organizações públicas, que determinam a maneira de gerenciar o
setor. Apesar de, muitas vezes, descentralizadas elas permanecem setorializadas, impedindo que as soluções sejam encaminhadas de
maneira integrada.
A proposta de descentralização é pois, uma possibilidade de alterar a gestão de uma política setorial, no caso a da saúde, mas não
garante a sua eficácia. O cidadão para resolver seus problemas necessita que eles sejam considerados na sua totalidade e não de
forma fragmentada por apenas uma política. Apesar dos serviços serem dirigidos aos mesmos grupos sociais, que ocupam o mesmo
espaço geográfico, eles são executados isoladamente por cada
política publica.
Essa dicotomia pode ser superada pela Intersetorialidade, pela ação integrada das políticas sociais. As políticas sociais, mesmo as de
caráter universal têm dificuldade em promover a equidade e a integralidade do atendimento. Apesar dos problemas sociais
manifestarem-se setorialmente, sua solução está na dependência da ação de mais de uma política. São parte de um todo complexo e
demandam uma maneira integrada para resolvê-los, daí a necessidade de ordenar as estruturas de poder das políticas públicas.

6.3 A Formação Profissional no Setor Saúde

http://www.gespublica.gov.br/folder_noticia/noticia.2010-10-04.9243002555/
A formação dos profissionais de saúde tem permanecido alheia à
organização da gestão setorial e ao debate crítico sobre os sistemas de estruturação do cuidado, mostrando-se absolutamente
impermeável ao controle social sobre o setor, fundante do modelo oficial de saúde brasileiro. As instituições formadoras têm
perpetuado modelos essencialmente conservadores, centrados em aparelhos e sistemas orgânicos e tecnologias altamente
especializadas, dependentes de procedimentos e equipamentos de apoio diagnóstico e terapêutico (Feuerwerker, 2002; Feuerwerker,
Llanos e Almeida,1999).
Merhy (1997, p. 71-72) coloca que justamente o modo como se estruturam e são gerenciados os processos de trabalho configuram
“um dos grandes nós críticos” das propostas que apostam na mudança do modelo tecnoassistencial em saúde no Brasil, “que se tem
mostrado comprometido com muitos tipos de interesse, exceto com a saúde dos cidadãos”. Uma das características que dá ao SUS
singularidade histórica e internacional é que, no Brasil, a participação popular não é para a avaliação do grau de satisfação com a
atenção, para a cooperação ou extensão comunitária, para a organização de programas de educação para a saúde ou consultiva. No
Brasil, a população tem assento nas instâncias máximas da tomada de decisões em saúde, por isso a denominação controle social
dada à participação da sociedade no SUS (Côrtes, 1996a; 1996b). Controle social, no sistema de saúde brasileiro, quer dizer direito e
dever da sociedade de participar do debate e da decisão sobre a formulação, execução e avaliação da política nacional de saúde.
Campos (2003, p. 9) coloca que o trabalho das equipes e das organizações de saúde “deve apoiar os usuários para que ampliem sua
capacidade de se pensar em um contexto social e cultural”. Para o autor, “isto poderia ser realizado tanto durante as práticas clínicas
quanto as de saúde coletiva”. O que Campos defende é que “caberia repensar modelos de atenção que reforçassem a educação em
saúde, objetivando com isso ampliar a autonomia e a capacidade de intervenção das pessoas sobre suas próprias vidas”.
No setor do ensino, entretanto, revela-se necessário e urgente semelhante movimento social por uma Reforma da Educação que
expresse o atendimento dos interesses públicos no cumprimento das responsabilidades de formação acadêmico-científica, ética e
humanística para o desempenho tecnoprofissional. Deve expressar ainda a produção de conhecimento e promoção de avanços nos
campos científico, tecnológico e cultural e prestação de serviços,
principalmente de cooperação e assessoramento técnicos, de retaguarda e avaliação tecnológica e de documentação e disseminação
dos saberes produzidos nos serviços, nos movimentos sociais e nas práticas populares.
O SUS tem assumido papel ativo na reorientação das estratégias e modos de cuidar, tratar e acompanhar a saúde individual e
coletiva. Tem sido capaz de provocar importantes repercussões nas estratégias e modos de ensinar e aprender sem que, entretanto, se
tenha formulado uma forte potência aos modos de fazer formação. No máximo se interpuseram fatores críticos, ao se revelar a
necessidade de re-formar os profissionais para atuar no SUS.
Formados estavam para atuar onde?
De fato, muitas iniciativas do setor propiciaram o desenvolvimento de um certo pensamento crítico e estimularam o fortalecimento
do movimento por mudanças no processo de formação. Programas como os de Interiorização do Trabalho em Saúde (Pits), de
Incentivo às Mudanças Curriculares nos Cursos de Medicina (Promed), de Capacitação e Formação em Saúde da Família, de
Profissionalização dos Trabalhadores da Área da Enfermagem (Profae), de Aperfeiçoamento ou Especialização de Equipes
Gestoras, de Formação de Conselheiros de Saúde, entre outros, caminharam nessa direção e possibilitaram a mobilização de pessoas
e instituições, no sentido de uma aproximação entre instituições formadoras e ações e serviços do SUS.

6.4 A participação Popular no SUS – Controle Social

http://pedrasverdes.blogspot.com/2011/06/controle-social-na-china-x-prestacao-de.html
A importância do reconhecimento de estratégias consolidadoras do Sistema Único de Saúde (SUS) vem crescendo paulatinamente
no Brasil, tanto sob a perspectiva constitucional, relativa à conquista de direitos individuais e coletivos; quanto ao campo das ações,
enfatizando-se a valorização das dimensões que envolvem a participação popular nos processos decisórios em saúde.
Inúmeras e constantes são as tentativas de ampliação de mecanismos que levem à otimização dos serviços públicos de saúde e ao
acesso dos usuários a todos os níveis de atenção do sistema, entretanto, a questão assume uma forte complexidade ao considerarem-
se as enormes desigualdades geográficas, culturais e socioeconômicas que há tempos permeiam o país.

O Controle Social é um instrumento democrático no qual há a participação dos cidadãos no exercício do poder colocando a vontade
social como fator de avaliação para a criação e metas a serem alcançadas no âmbito de algumas políticas publicas.