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Li cenci atur a em Educação Básica Geometria, Grandezas e Medida

Docente: Nel son Mest r i nho


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Al guns apont ament os sobr e Sól i dos Geomét r i c os

Um sólido geométrico é entendido como sendo uma região do espaço limitada por superfícies
(planas e/ou curvas). Um sólido é, assim, constituído pela sua superfície (formada pelas superfícies
que o delimitam) e pela totalidade da porção de espaço que esta encerra. Algumas das grandes
famílias de sólidos são os poliedros e os sólidos de revolução.

Um poliedro (poli+edro=vários+planos) é um sólido geométrico cuja superfície é formada por um
número finito de polígonos
1
dos quais dois têm, quando muito, um lado em comum e de tal forma
que englobam uma porção limitada, e sem “buracos”, do espaço.
Elementos dos poliedros:
Faces: Superfícies planas poligonais
(polígonos) que limitam o poliedro.
Arestas: Segmentos de recta que limitam as
faces.
Vértices: Pontos de intersecção das arestas.
Ângulo Diedro: Ângulo formado por duas faces consecutivas.
Ângulo Sólido: Ângulo formado por três ou mais faces que concorrem num ponto (vértice).

Famílias notáveis de Sólidos Geométricos

Prismas: São poliedros com duas faces opostas (denominadas bases
do prisma), que são geometricamente iguais e paralelas
2
, e cujas
restantes faces (denominadas faces laterais do prisma) têm a forma
de paralelogramos
3
. Chama-se altura do prisma à distância entre os
planos das suas bases.
A forma destas bases (triângulo, quadrilátero, …) define o tipo de
prisma (triangular, quadrangular, …).


1
Um polígono é uma figura plana limitada por uma linha poligonal fechada, que se considera como fazendo parte do polígono. Uma linha
poligonal é formada por sucessivos segmentos de recta, tendo segmentos consecutivos um extremo comum, não existindo outros pontos
em comum entre segmentos. Uma linha poligonal é fechada quando os extremos da poligonal coincidem.
2
Dizer que duas faces são paralelas significa, em rigor, dizer que os planos a que estas pertencem são paralelos.
3
No caso dos prismas retos, esses paralelogramos são retângulos. A diferença entre prismas oblíquos e prismas retos é o fato de estes
últimos terem as arestas laterais perpendiculares à base.
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Chama-se paralelepípedo ao prisma cujas bases são paralelogramos.

Pirâmides: São poliedros em que uma das faces é um
polígono qualquer e as restantes são triângulos que
concorrem num vértice. À face não obrigatoriamente
triangular chama-se base da pirâmide e às restantes faces
chamam-se faces laterais. Ao vértice onde concorrem as
faces laterais chama-se ápex da pirâmide. Chama-se altura
da pirâmide à distância entre o plano da base e o ápex da
pirâmide.
A forma da base (triângulo, quadrilátero, …) define o tipo de pirâmide (triangular, quadrangular, …).

ATENÇÃO: A base de um prisma ou de uma pirâmide NÃO É “a face na qual o sólido se apoia”. Esta
é uma noção errada que muitos professores do 1.º e do 2.º Ciclos do Ensino Básico insistem em
fazer passar. Um poliedro apoia-se sobre qualquer face! O que faz com que uma determinada face
seja uma (ou a) base é a forma como estas se relacionam entre si e/ou com as restantes.

Sólidos de Revolução: São sólidos que resultam da rotação de uma figura geométrica. Por terem
parte, ou a totalidade, da sua superfície arredondada não consideramos que possuem faces ou
arestas (ou seja, não aplicaremos aqui a terminologia «face» ou «aresta»).
As superfícies destes sólidos são geradas pela
rotação de uma linha (reta ou curva),
designada geratriz, em torno de um eixo e
apoiada numa linha fechada, designada
diretriz. Nas superfícies cónicas a recta é
concorrente com o eixo. Este ponto de
intersecção chama-se ápex do cone.

À porção superfície plana delimitada pela diretriz (incluindo a própria) designa-se base do cone (ou
do cilindro). O cone possui uma base, o cilindro possui duas. À superfície (curva) gerada pela rotação
da geratriz chama-se superfície cónica (no caso do cone) ou superfície cilíndrica (no caso do cilindro).




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Podemos imaginar os sólidos de revolução como resultantes da rotação de figuras planas simples,
tais como retângulos, triângulos, círculos ou semicírculos, etc. Vejamos alguns exemplos simples:
Cilindro (reto): Sólido resultante da rotação
completa de um retângulo em torno de um dos
seus lados.







Cone (reto): Sólido resultante da rotação completa de
um triângulo retângulo em torno de um dos seus
catetos.







Esfera: Sólido resultante da rotação completa de
um semicírculo em torno do seu diâmetro.



As famílias de sólidos referidas acima constituem apenas uma pequena parte do universo das formas
tridimensionais. Existem muitas outras famílias notáveis de sólidos, apesar de menos conhecidas.
Vejamos alguns exemplos:

Sólidos platónicos: São poliedros convexos
4
cujas faces são polígonos regulares congruentes entre si
e em cada um dos seus vértices concorrem o mesmo número de faces/arestas
5
(ao núdiz-se assim
que todos os vértices têm a mesma ordem). Nos poliedros regulares os ângulos diedros são também
congruentes entre si.

4
Um poliedro diz-se convexo quando qualquer segmento de reta que una dois quaisquer dos seus pontos está contido no poliedro. Esta
noção é extensível a qualquer outro objeto no Plano ou no Espaço.
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Ao número de faces/arestas que concorrem num vértice chama-se ordem do vértice. Num sólido platónico, todos os vértices têm a
mesma ordem.
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(Extraído de www.cp2centro.net/disciplinas/desenho/arquivos/15__Sólidos_geométricos8.pdf)

Sólidos arquimedianos: Também conhecidos como poliedros semi-regulares, são poliedros convexos
cujas faces são polígonos regulares de mais de um tipo. Todos os seus vértices são congruentes, isto
é, existe o mesmo arranjo de polígonos em torno de cada vértice (e por consequência, todos os
vértices têm a mesma ordem). Além disso, todo o vértice pode ser transformado em outro vértice
por uma simetria do poliedro. Existem apenas treze poliedros arquimedianos e são todos obtidos por
operações sobre os sólidos platónicos.


Outros exemplos de famílias de poliedros convexos são os sólidos de Catalan ou os sólidos de
Johnson (ver referencias de internet).

Existem também famílias de poliedros
não convexos como por exemplos os
sólidos de Kepler–Poinsot
6
:



(extraída de http://www.daviddarling.info/encyclopedia/K/Kepler-
Poinsot_solids.html)




6
Os sólidos de Kepler-Poinsot são o equivalente não convexo dos sólidos platónicos.
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Podemos ainda considerar outros tipos de sólidos não convexos, como por
exemplo os poliedros compostos. Um poliedro composto resulta do arranjo de
um número de poliedros que se interpenetram. Na figura ao lado temos a stella
octangula, um sólido que resulta da composição de dois tetraedros.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Stella_octangula


Referências
Coxeter, H. (1969). Introduction to Geometry. Wiley. New York

Fernandes, A. Palma (1967). Elementos de Geometria. (pp. 307-363)
Palhares, P. (Coord.)(2004). Elementos de Matemática para Professores do Ensino Básico. Editora Lídel. Lisboa,
(cap. 8).

Veloso, E. (1998). Geometria – Temas Actuais. Instituto de Inovação Educacional. Lisboa. (pp. 231-249)
http://www2.ucg.br/design/da2/solidosgeometricos.pdf
http://mathworld.wolfram.com/PolyhedronCompound.html
http://pt.wikipedia.org/wiki/Poliedro
http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%B3lido_de_Arquimedes
http://pt.wikipedia.org/wiki/Poliedros_de_Kepler-Poinsot
http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%B3lidos_de_Catalan
http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%B3lidos_de_Johnson