You are on page 1of 27

Arquivologia p/ Escrivão da Polícia Federal

Teoria e exercícios comentados
Prof Roselene Candida – Aula 00

Prof. Roselene www.estrategiaconcursos.com.br 1 de 27


AULA 00: Aula Demonstrativa

SUMÁRIO PÁGINA
1. Apresentação 1 a 3
2. Cronograma 4
3. Conteúdo programático 5 a 19
4. Questões comentadas 19 a 23
5. Lista das questões apresentadas 23 a 29

APRESENTAÇÃO
Olá a todos! Espero que todos estejam bem dispostos a encarar uma
rotina puxada de estudos para alcançar a tão sonhada vaga no serviço
público, ainda mais na Polícia Federal.
Eu sou Roselene Candida, sou natural de Brasília – DF e graduada em
Arquivologia pela Universidade de Brasília – UnB. Tenho nove anos de
experiência na área e passei em vários concursos, mas apenas dois dentro
do número de vagas. Trabalhei em 2010 como arquivista concursada no
Ministério da Saúde e, em janeiro deste ano, assumi o mesmo cargo na
Comissão de Valores Mobiliários – CVM, em São Paulo.
A experiência que eu tenho em concursos é grande como candidata e
motivadora. Estudei em torno de dez anos para alcançar a tão sonhada
vaga em um concurso, atravessando o término da minha graduação e um
grave problema de saúde, o qual superei, graças a Deus. Comigo, não
havia feriados, fim de semana ou algo semelhante: todo o tempo
disponível era para estudar para o concurso, com disciplina similar a de
um militar.
Como motivadora, minha estrada também é longa, pois conheço pessoas
que, por minha causa, passaram em bons concursos e continuam na briga
para ter um lugar ao sol. Gosto de dar dicas de estudo e direcionamentos
nas disciplinas as quais meus amigos e familiares estudam. Gosto de citar
o exemplo do meu pai, que concluiu uma graduação aos 72 anos de
idade!!! Dois anos depois, ele deseja fazer uma pós-graduação. E não
quer parar. Dei-lhe apenas um empurrãozinho para que ele conclua o
nível superior em avançada idade.
A disciplina de Arquivologia requer muita atenção do candidato, pois as
bancas abandonaram as questões triviais há muito tempo. Cito, por
exemplo, as questões de Arquivologia para nível médio para a Abin e o
MPU, elaboradas pelo Cespe. Quem não tinha pleno domínio da matéria,
Arquivologia p/ Escrivão da Polícia Federal
Teoria e exercícios comentados
Prof Roselene Candida – Aula 00

Prof. Roselene www.estrategiaconcursos.com.br 2 de 27


iria ficar muito atrás dos candidatos, pois as duas provas foram muito
bem elaboradas.
O concurso para o cargo de Escrivão da Polícia Federal foi autorizado pela
Portaria nº 559, de 09 de dezembro de 2011. Foram abertas 350 vagas,
mas o número de convocados pode aumentar, pois a necessidade de
pessoal é muito grande. As principais atribuições de um escrivão, segundo
o edital recém lançado, são as seguintes: dar cumprimento às
formalidades processuais, lavrar termos, autos e mandados, observando
os prazos necessários ao preparo, à ultimação e à remessa de
procedimentos policiais de investigação; acompanhar a autoridade policial,
sempre que determinado, em diligências policiais, dirigir veículos policiais;
cumprir medidas de segurança orgânica; atuar nos procedimentos
policiais de investigação; desempenhar outras atividades de natureza
policial e administrativa, bem como executar outras tarefas que lhe forem
atribuídas.
Como eu sou cria da UnB, os autores aos quais recorro são renomados e
fazem parte também do cotidiano de um arquivista, assim como foram
fundamentais na minha graduação em Arquivologia. Além disso, durante o
curso vou recorrer da legislação arquivística, pois, como qualquer
atividade profissional, a Arquivologia é um campo do conhecimento que
possui ditames legais a serem observados. Não há espaço para
amadorismo. Assim como serviço público está com uma visão avançada e
profissional, a Arquivologia também age desta forma. Tanto é que não é à
toa que eles selecionarão os candidatos com conhecimento nesta
disciplina e o número de arquivistas nos quadros cresceu muito nos
últimos quinze anos.
Dança-se conforme a música e estuda-se conforme a tendência da banca.
Não adianta estudar apenas a teoria; a resolução dos exercícios da banca
organizadora auxilia o aluno a fixar a matéria, a medir o tempo de
resolução das questões fáceis e difíceis, e a reforçar os pontos fracos da
disciplina. Provavelmente, a banca a ser escolhida será o Cespe,
conhecida por abordagens bastante inteligentes e construções de itens
bem elaborados. Nos últimos dois anos, as questões de arquivologia têm
sido muito bem feitas e privilegiado os candidatos mais bem preparados.
Não quero também que o candidato pense na concorrência, muito menos
na quantidade de vagas disponíveis para o concurso. Você precisa de
apenas uma vaga e acertar o maior número de questões possíveis. A
quantidade de candidatos por vaga é um mero detalhe. A CVM ofereceu
apenas uma vaga para Arquivologia em São Paulo e fiquei com ela. Na
minha área, as notas finais dos concursos são altíssimas, mesmo que a
concorrência seja baixa.
Arquivologia p/ Escrivão da Polícia Federal
Teoria e exercícios comentados
Prof Roselene Candida – Aula 00

Prof. Roselene www.estrategiaconcursos.com.br 3 de 27


Então, pessoal, mãos à obra! Estudem o material com carinho, tirem
todas as dúvidas possíveis e impossíveis. Não tenham vergonha de
perguntar sobre qualquer coisa, pois estou aqui para isso mesmo. E
tentem resolver os exercícios propostos, além daqueles disponíveis nos
sites das bancas organizadoras e em outros materiais. Abaixo, está o
cronograma das aulas e tornarei disponível esta aula demonstrativa, para
que todos sintam que eu não brinco em serviço. O concurso promete ser
de alto nível. Boa sorte a todos!

CRONOGRAMA
Aula 0
(demonstrativa):
14/06/2012
Arquivística: Princípios e conceitos.
Aula 1
25/06/2012
Organização de Arquivos; Teoria das Três idades.
Diagnósticos. Gestão de Documentos.
Aula 2
06/07/2012
Arquivos correntes: Protocolo, Classificação de
documentos. Arquivamento e ordenação de
documentos. Acondicionamento e Armazenamento de
Documentos. Tabela de temporalidade de documentos
de arquivo.
Aula 3
13/07/2012
Arquivos intermediários. Arquivos permanentes:
arranjo e descrição. Tipologias documentais e suportes
físicos: microfilmagem; automação; preservação,
conservação e restauração de documento.

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO
AULA 0 – ARQUIVÍSTICA: PRINCÍPIOS E CONCEITOS
1. ARQUIVO E DOCUMENTO ARQUIVÍSTICO
Para começarmos o estudo da disciplina, devemos compreender
bem inicialmente o conceito de documento e arquivo. A princípio, aparece
em nossas cabeças a imagem de um documento em papel e uma
montanha de papéis em desordem, mas, na realidade, tais conceitos
possuem variantes que devem ser consideradas para o entendimento da
disciplina.
O termo “documento” possui um conceito muito amplo para a
nossa disciplina. Sozinho, pode ser considerado como qualquer
Arquivologia p/ Escrivão da Polícia Federal
Teoria e exercícios comentados
Prof Roselene Candida – Aula 00

Prof. Roselene www.estrategiaconcursos.com.br 4 de 27


demonstração de um dado ou sinal pelo qual o homem se expressa.
Praticamente, qualquer elemento ou objeto é um documento. Os
exemplos de documentos são variados e podem ser o livro, a moeda, a
pintura, uma fita, um jornal, um disco, uma escultura, um filme, qualquer
objeto pelo qual existe a expressão da atividade humana.
Entretanto, tal conceito possui certas noções específicas que
precisamos estar atentos. Ligado ao seu objeto, o arquivo, desta forma,
entraremos agora ao nosso objeto de estudo, sem que seja tão difícil
alcançar o nosso objetivo.
O conceito mais utilizado neste momento é o que está explícito na
Lei nº 8159, de 08 de janeiro de 1991, conhecida como a Política Nacional
de Arquivos Públicos e Privados:
“Art. 2º Consideram-se arquivos, para os fins desta lei, os
conjuntos de documentos produzidos e recebidos por órgãos públicos,
instituições de caráter público e entidades privadas, em decorrência do
exercício de atividades específicas, bem como por pessoa física, qualquer
que seja o suporte da informação ou a natureza dos documentos.”
Vamos analisar o conceito e extrair as considerações necessárias
para compreendê-lo. Desta forma, percebemos que o arquivo não reúne
quaisquer documentos, mas somente aqueles que foram
produzidos e recebidos, para o cumprimento de uma função ou
atividade exercida por pessoas físicas ou jurídicas, como as
instituições públicas ou privadas. Podemos citar os exemplos de um
memorando que altera as férias de um funcionário, de um relatório
estatístico para verificar a quantidade de usuários que frequentam um
museu, ou, até mesmo, de uma carta de recomendação escrita por um
candidato a uma vaga de mestrado. Todos estes documentos foram
criados para cumprir uma missão específica.
Para melhorarmos a nossa compreensão sobre o que é o arquivo
de maneira geral, vamos criar uma pequena história de uma situação que
envolve a criação e recebimento de documentos arquivísticos. Uma
faculdade conceituada e privada brasileira (vou citar a FGV, por exemplo)
seleciona seus alunos para um dos cursos de mestrado e ela coloca o rol
de documentos que o candidato precisa levar. Um deles é a carta de
recomendação, assinada por dois profissionais que trabalharam com
quem quer a vaga. Ele elabora este documento, colhendo as duas
assinaturas para este fim e as leva ao local.
Chegando até à faculdade, o candidato está com todos os
documentos necessários, além das cartas. Após o resultado, ele é
selecionado e retorna à instituição para sua matrícula. Lá, ele preenche
alguns documentos, entre eles, o formulário de cadastro de dados
Arquivologia p/ Escrivão da Polícia Federal
Teoria e exercícios comentados
Prof Roselene Candida – Aula 00

Prof. Roselene www.estrategiaconcursos.com.br 5 de 27


pessoais. Após o procedimento de cadastro, a faculdade elabora o
contrato, para dispor sobre o pagamento das mensalidades.
Após os procedimentos de cadastro, o candidato tirou uma foto
digital para a carteirinha de aluno, que servirá para ele ingressar nas
instalações da faculdade quando ele precisar, além de ser um instrumento
de segurança. A foto ficará na faculdade, até ele concluir o curso, pois há
a possiblidade de solicitar a segunda via da carteirinha.
Verificamos, neste percurso, que quatro documentos foram
criados e recebidos pela faculdade em questão: o formulário de dados
pessoais, as cartas de recomendação, o contrato feito entre a faculdade e
o aluno, e a foto digital para a carteirinha. Todos eles são documentos que
vão constar nos arquivos da instituição privada, na pasta ou assentamento
individual do aluno. E que a pessoa física (o candidato) também elaborou
os documentos necessários para participar da seleção de mestrado, que
foram as cartas de recomendação para entrar na seleção de mestrado.
Desta forma, o arquivo da instituição privada produz e recebe
documentos elaborados com fins específicos, como é a seleção de
candidatos para o mestrado, por exemplo. Independentemente do
suporte, eles são documentos de arquivo. A foto digital do candidato
(eletrônico), o contrato, as cartas e o formulário (papel) são documentos
arquivísticos por excelência.
Assim, verifica-se que os documentos possuem suportes
diferentes. O suporte é o material pelo qual o conteúdo do
documento está escrito. Então, a foto digital do aluno de mestrado não
vai deixar de ser arquivístico, simplesmente porque o suporte não é o
papel. Da mesma forma, pode-se dizer também do jingle (jingle é a
música das propagandas de rádio e TV), criado por uma agência de
propaganda. Para a empresa responsável, o jingle é um documento
arquivístico, pois foi criado em razão de um exercício de uma atividade
específica apesar do suporte.
A informação é o conteúdo de qualquer documento arquivístico,
que surge em função das atividades da pessoa física ou jurídica. O
Professor Arnaldo Malheiros, da Universidade do Minho, de Portugal,
coloca uma característica interessante da informação arquivística.
Segundo ele, a informação deve possuir ligação entre os meios
operacionais e a interação sistema com o processo de criação do conteúdo
informativo.
Desta forma, o documento arquivístico pode ser reunido por dois
elementos fundamentais:

Arquivologia p/ Escrivão da Polícia Federal
Teoria e exercícios comentados
Prof Roselene Candida – Aula 00

Prof. Roselene www.estrategiaconcursos.com.br 6 de 27


SUPORTE + INFORMAÇÃO (OU CONTEÚDO) = DOCUMENTO

Voltando ao conceito que está exposto na Lei 8159/91, o
documento de arquivo independe também da natureza do documento. E
como é definido este termo?
A natureza dos documentos é, segundo Marilena Leite Paes,
refere-se aos arquivos especiais e especializados. O arquivo especial
reúne documentos arquivísticos de suportes diferentes, como fitas, discos,
CD-ROM, fotografias, filmes, microfilmes, e outras formas que merecem
uma forma especial. Na história que criamos, a foto digital do aluno é um
arquivo especial, pois é uma fotografia digital, com um suporte
diferenciado.
O arquivo especializado, por sua vez, são documentos reunidos
por um campo específico de conhecimento ou função. No nosso cotidiano
de arquivista, verificamos a existência de vários deles, como os arquivos
médicos, os arquivos de engenharia e arquitetura, arquivos científicos,
entre outros existentes. Um exemplo interessante de arquivo especial e
especializado, ao mesmo tempo é o do Correio Braziliense, onde estão
reunidas inúmeras fotografias, utilizadas a qualquer momento pelos
repórteres do jornal. O conteúdo é específico (arquivo especializado) e o
suporte é especial (arquivo especial).
Agora, os arquivos podem ser também analisados sob a natureza
da entidade produtora, que pode ser pública ou privada. As pessoas
públicas são os órgãos e entidades públicas governamentais, distribuídas
nas esferas federal, estadual e municipal. As pessoas privadas podem
ser pessoas físicas ou jurídicas, que atuem também no âmbito destinado
às instituições públicas.
Os arquivos privados, segundo a Lei nº 8159, de 08 de janeiro
de 1991, podem ser considerados como de interesse público e social
pelo Conselho Nacional de Arquivos – CONARQ, órgão colegiado do
Arquivo Nacional. Caso eles sejam avaliados como conjuntos de fontes
relevantes para a história e o desenvolvimento científico nacional, o
acervo privado terá o acesso franqueado ao público e não poderão
sofrer objeto de alienação. Cito dois exemplos de acervos privados, do
antropólogo Darcy Ribeiro e do cineasta Glauber Rocha.
E também não podemos esquecer sobre a natureza do assunto.
Segundo Marilena Leite Paes, o assunto pode ser ostensivo e sigiloso. O
arquivo é ostensivo quando não impõe restrições de consulta e acesso
aos usuários, em razão do conteúdo. Já o sigiloso é uma classificação
atribuída pelo poder público, segundo a Lei nº 12.527, de 18 de novembro
de 2011, para que o acesso seja restrito a algumas pessoas de forma
Arquivologia p/ Escrivão da Polícia Federal
Teoria e exercícios comentados
Prof Roselene Candida – Aula 00

Prof. Roselene www.estrategiaconcursos.com.br 7 de 27


temporária. A lei passa o seguinte conceito de informação sigilosa: é
aquela submetida temporariamente à restrição de acesso público em
razão de sua imprescindibilidade para a segurança da sociedade e do
Estado.
Neste caso, foram estabelecidos os prazos de restrição ao acesso:
• Ultrassecreto: o prazo concedido é de 25 anos. As
autoridades classificadoras são o Presidente e o Vice-
Presidente da República, Ministros de Estado e autoridades
com as mesmas prerrogativas, Comandantes da Marinha, do
Exército e da Aeronáutica, e os Chefes de Missões
Diplomáticas e Consulares permanentes no exterior;
• Secreta: a lei dá o prazo de restrição de 15 anos e as
autoridades classificadoras são as mesmas do item anterior,
além dos titulares de autarquias, fundações ou empresas
públicas e sociedades de economia mista;
• Reservada: o prazo máximo aplicado a estes documentos é
de 5 anos. Além das autoridades elencadas nos dois itens
anteriores, poderão classificar a documentação como
reservada funções de direção, comando ou chefia, nível DAS
101.5, ou superior, do Grupo-Direção e Assessoramento
Superiores, ou de hierarquia equivalente, de acordo com
regulamentação específica de cada órgão ou entidade,
observado o disposto nesta Lei.
Ainda segundo o mesmo artigo, a classificação como ultrassecreta
e secreta, poderá ser delegada pela autoridade responsável a agente
público, inclusive em missão no exterior, vedada a subdelegação. Além
disso, o documento ultrassecreto deve ser ratificado pelo ministro de
Estado respectivo nos termos e prazos previstos em regulamento em
questão.
O documento tornar-se-á ostensivo automaticamente, quando o
respectivo prazo de sigilo terminar. Ou seja, assim que acabar o prazo de
restrição de acesso ao documento, não haverá uma renovação
automática, como havia antes aos documentos ultrassecretos. Então,
cuidado com esta observação, que já foi peguinha de algumas provas de
concurso.
Outra observação importante que eu faço para vocês é a de que a
iniciativa privada também pode impor prazos de restrição aos
documentos. A própria lei dá esta chance a estas instituições. Segundo a
redação fiel da lei: “a pessoa física ou entidade privada que, em razão de
qualquer vínculo com o poder público, executar atividades de tratamento
de informações sigilosas adotará as providências necessárias para que
Arquivologia p/ Escrivão da Polícia Federal
Teoria e exercícios comentados
Prof Roselene Candida – Aula 00

Prof. Roselene www.estrategiaconcursos.com.br 8 de 27


seus empregados, prepostos ou representantes observem as medidas e
procedimentos de segurança das informações resultantes da aplicação
desta Lei”.

(CESPE – ABIN 2010 - AGENTE DE
INTELIGÊNCIA – ÁREA ADMINISTRATIVA).
Julgue o item:

Os documentos de arquivo, em qualquer suporte, são produzidos ou
recebidos durante o desenvolvimento das atividades de pessoa física ou
jurídica.
Comentários:
Vamos pensar um pouquinho no item em questão? Quem leu os
conceitos iniciais, percebeu que eles estão de acordo com a questão e
foram introduzidos nesta aula mediante a legislação arquivística. O item
simplificou, de forma inteligente, toda a explicação dada a respeito.
RESPOSTA: VERDADEIRO.
1.1. DIFERENÇAS ENTRE DOCUMENTOS DE ARQUIVO,
BIBLIOTECA, MUSEU E CENTRO DE DOCUMENTAÇÃO
Já expliquei sobre a forma como as bancas organizadoras cobram a
nossa disciplina nos concursos para nível médio, não é? Então, vou
aprofundar mais ainda sobre a parte de documentação, ao explorar as
diferenças entre os documentos de arquivo, biblioteca, museu e
documentação.
Eu sou abordada por muitas pessoas que não conhecem a minha
profissão, como se eu trabalhasse numa biblioteca. Outros, já acharam
que eu trabalhasse em museus ou centros de documentação. Eu acho até
interessante o questionamento, mas preciso explicar que o meu objeto de
trabalho profissional é o arquivo, cujo conceito nós trabalhamos no item
anterior.
Então, quais as diferenças entre biblioteca, arquivo, museu ou
centro de documentação? Elas são grandes e precisam ser explicadas, de
forma que haja compreensão sobre cada uma delas. Vou fazer um
comparativo entre biblioteca e arquivo, para depois partir para explicar o
que é um museu e um centro de documentação. A base do meu trabalho,
Arquivologia p/ Escrivão da Polícia Federal
Teoria e exercícios comentados
Prof Roselene Candida – Aula 00

Prof. Roselene www.estrategiaconcursos.com.br 9 de 27


neste momento, será a explicação muito bem elaborada de Heloísa
Liberalli Bellotto, arquivista de São Paulo.
Em primeiro lugar, falo da biblioteca. Começo por ela, pois ela é
muito diferente do arquivo, ela é muito conhecida por todos e a confusão
é mais recorrente entre os dois órgãos de documentação. Em geral, todo
mundo acredita que eu fico atrás de um balcão de biblioteca...
Os documentos tratados pela biblioteca são exemplares
múltiplos, de vários suportes, produzidos em torno de uma produção
cultural, científica, técnica ou educativa. O arquivo trabalha com o
único exemplar de um documento, produzido para cumprir um fim ou
uma missão específica de uma pessoa física ou jurídica. A biblioteca
é um órgão colecionador e reúne a documentação por meio da compra,
permuta, doação, entre outras formas. O arquivo apenas acumula a
documentação criada ou recebida pelo órgão, que será considerado fundo
arquivístico.
Outro ponto diferencial entre a biblioteca e o arquivo é o
tratamento da documentação. A biblioteca trabalha com sistemas
padronizados e universais de classificação por assuntos, a partir das
atividades de catalogação, tombamento e classificação. No arquivo, o
tratamento da documentação é viável a partir de princípios
arquivísticos, em que as operações de classificação, avaliação, arranjo,
descrição e eliminação são analisados conforme a particularidade da
documentação acumulada pelo produtor. Dificilmente, no arquivo, um
sistema padronizado de classificação pode ser muito bem sucedido, pois
cada documento possui uma função específica do órgão produtor.
O fim da biblioteca é informar um público grande. Seus usuários
podem ser um público generalizado ou específico, caso o acervo seja
produzido com um campo ou um público diferenciado, como uma
biblioteca infantil. O arquivo possui o fim de prova e testemunho das
ações de uma pessoa física ou jurídica. Os usuários do arquivo são mais
restritos, conforme a idade documental dos documentos. Nas idades
corrente e intermediária, o usuário é o administrador, funcionário
da área que produziu o documento ou o cidadão atrás de direitos
contidos nos documentos de seu interesse. Na idade permanente ou
histórica, o pesquisador e o público em geral são os usuários mais
recorrentes.
Quais os exemplos de biblioteca para público em geral? As
bibliotecas públicas são um exemplo, como a Biblioteca Demonstrativa de
Brasília (sou brasiliense, mas se alguém se lembrar de outra com as
mesmas características, a lembrança é válida). Lá, o acesso é para todos
os visitantes. As bibliotecas infantis são para um público especializado, as
crianças.
Arquivologia p/ Escrivão da Polícia Federal
Teoria e exercícios comentados
Prof Roselene Candida – Aula 00

Prof. Roselene www.estrategiaconcursos.com.br 10 de 27


No caso dos arquivos, um arquivo para um público geral é o
Arquivo Nacional, com um acervo riquíssimo. Outro arquivo interessante
para o público e o pesquisador é o Arquivo do Estado de São Paulo, onde
a Bellotto trabalhou vários anos e contribuiu de forma positiva para a
implantação de políticas de acesso à informação, assim como outros
profissionais.
Após este comparativo, explicarei sobre o museu, outro órgão de
documentação. Os documentos tratados pelo museu são bidimensionais
ou tridimensionais e são exemplares únicos. Este órgão também é
colecionador e une os documentos, produzidos pela atividade humana
ou pela natureza, mediante o assunto ou a função os quais
representam. Assim, como o arquivo, o museu também trata a
documentação mediante princípios, devido à diversidade da
documentação. O público do museu é tão abrangente quanto o da
biblioteca; o órgão visa a entreter e informar seus usuários, a partir de
uma abordagem cultural, artística ou funcional. O MASP e o Museu da
República são exemplos os quais recorro.
O centro de documentação trabalha com documentos de vários
suportes, com exemplares múltiplos ou únicos, sobre um único
assunto. Ele é um órgão colecionador e os documentos são reunidos por
compra, doação ou pesquisa. Em geral, o público é o pesquisador,
mas pode ser também os funcionários internos da empresa que
mantém este órgão, como repórteres, diretores de TV, entre outros.
Neste caso, o tratamento é múltiplo; podem existir o arquivo, a
biblioteca e o museu dentro de um centro de documentação, então o
tratamento técnico de cada acervo pode existir ao mesmo tempo. Um
exemplo de um centro de documentação é o CEDOC da Rede Globo de
Televisão, que possui um material riquíssimo e muito utilizado por
repórteres, apresentadores, diretores, entre outros.


(CESPE – ABIN 2010 - AGENTE DE
INTELIGÊNCIA – ÁREA
ADMINISTRATIVA). Julgue o item:

O arquivo é uma instituição de interesse público criada com o
objetivo de conservar, estudar e colocar à disposição do público conjuntos
de peças e objetos de valor cultural.

Arquivologia p/ Escrivão da Polícia Federal
Teoria e exercícios comentados
Prof Roselene Candida – Aula 00

Prof. Roselene www.estrategiaconcursos.com.br 11 de 27


Comentário:
O que vocês acham desta alternativa? Verdadeiro ou falso? FALSO!!!
Vocês perceberam que não é mais cobrado o trivial pelas bancas
organizadoras, mas conceitos aprofundados na área de arquivologia.
O arquivo pode ser uma instituição pública ou privada. Lembram-se do
conceito do art. 1º da Lei 8159/1991? O arquivo pode ser uma pessoa
física ou jurídica, sendo pública ou privada. E a instituição que coloca
peças e objetos de valor cultural ao público em geral é o museu. Quando
falamos a respeito de peças e objetos, estamos direcionando a objetos
tridimensionais, objetos trabalhados geralmente por museus ou centros
de documentação. Entretanto, o museu tem uma característica mais
abrangente em relação ao público, que é mais geral. O pesquisador é o
público mais alcançado pelo centro de documentação.

As bancas organizadoras gostam
muito dos termos e conceitos
utilizados. Sugiro muito que vocês
prestem muita atenção a cada um
deles, pois o forte da nossa disciplina é
o uso constante de terminologias.
1.2. GÊNEROS DOS DOCUMENTOS ARQUIVÍSTICOS
O candidato precisa estar atento a outro assunto bastante cobrado
pelas bancas organizadoras. Geralmente ligados ao suporte pelo qual o
conteúdo é registrado, o gênero proporciona ao arquivista uma atenção
maior ao documento pelo qual está sendo tratado, especialmente nas
políticas de conservação e preservação.
Independentemente do suporte, os princípios relacionados ao
tratamento da documentação são os mesmos. Os gêneros podem ser
divididos em:
• Escritos ou textuais: documentos manuscritos,
datilografados ou impressos, em papel ou outro suporte;
• Iconográficos: documentos em suportes sintéticos, em papel
fotográfico ou não, com imagens estáticas. Em geral, são
gravuras, fotografias, desenhos, pinturas, entre outros;
• Cartográficos: são documentos com dimensões e formatos
variáveis, geralmente representados em escalas, com
Arquivologia p/ Escrivão da Polícia Federal
Teoria e exercícios comentados
Prof Roselene Candida – Aula 00

Prof. Roselene www.estrategiaconcursos.com.br 12 de 27


representações geográficas, arquitetônicas ou de engenharia.
Exemplos: mapas, plantas, entre outros.
• Filmográficos ou audiovisuais: documentos contidos em
fitas magnéticas, suporte digital ou cinematográfico, com
imagens em movimento. Podem conter bitolas, dimensões e
rotações variáveis. Os filmes, documentários e vídeos digitais
são exemplos deste tipo de gênero documental;
• Sonoros: documentos de registros sonoros, musicais ou não,
contidos em suportes variáveis, como vinil, digital, fita
magnética. Ultimamente, a extensão para o suporte digital
mais utilizada para o gênero sonoro tem sido o MP3, embora
existam outros, como wmv;
• Micrográficos: documentos contidos em microfilmes, em
dimensões variáveis, contidos em rolos e jaquetas. Tais
documentos são legíveis mediante leitora de microfilmes;
• Informáticos: documentos produzidos em ambiente
informático, armazenados em disquetes, pendrives, CD-ROM,
entre outros.
A diversidade da documentação arquivística é imensa e ela não
pode ser ignorada nem pelo arquivista, nem pelo candidato. E existem
dois termos que não podemos esquecer de maneira alguma, que são a
forma e o formato.
A forma é a transmissão do conteúdo documental, como original,
rascunho, minuta ou cópia. O original é o documento com o sinal de
subscrição (ou assinatura), que lhe dá autenticidade jurídica e
arquivística. O rascunho é o documento com rasuras ou anotações
suplementares, anterior à elaboração do original. A minuta, segundo a
Bellotto, não é rascunho e sim um pré-original, com um aspecto limpo,
elaborado, mas sem a assinatura da autoridade responsável. E a cópia é
o teor documental reproduzido na íntegra.
O formato é a apresentação física do documento arquivístico.
Podemos estar diante de documentos encadernados, em brochura, em
formato digital, entre outros. O formato é a disposição do conteúdo da
informação em elementos externos e internos, o que será estudado
adiante na aula de Diplomática.
Arquivologia p/ Escrivão da Polícia Federal
Teoria e exercícios comentados
Prof Roselene Candida – Aula 00

Prof. Roselene www.estrategiaconcursos.com.br 13 de 27



FCC – CÂMARA DOS DEPUTADOS, ARQUIVISTA – 2007)
ASSINALE A ALTERNATIVA CORRETA:
A título de homenagem, um deputado recebe placa de prata onde se lê a
seguinte inscrição: “Ao ilustre representante dos interesses da população
sul-riograndense, o tributo de admiração de seus correligionários. Porto
Alegre, 12 de setembro de 2003. Adalberto Flores. João Crispiniano. José
Castelo.” Trata-se, quanto ao gênero, de documento:
(A) textual.
(B) iconográfico.
(C) hagiográfico.
(D) figurado.
(E) encomiástico.
Cuidado com as cascas de banana, elas são inesquecíveis. O item correto
é a letra A. Pois é, mas a placa não é iconográfica? Não, pois o suporte
não limita o gênero documental. Apesar do suporte não ser usual, o
gênero do documento recebido pelo deputado é o textual, pois não
envolve a utilização de imagens.
Resposta: LETRA A.
1.3. CARACTERÍSTICAS DOS DOCUMENTOS ARQUIVÍSTICOS
Os documentos arquivísticos são peculiares em sua produção e
recepção por pessoas físicas e jurídicas. Já percebemos que existem
diferenças entre arquivo, biblioteca, museu e centro de documentação,
mas vejo que precisamos aprender um pouco mais sobre as

O gênero textual independe do
suporte documental! Assim, o
conteúdo do documento pode
estar escrito em qualquer material,
como metal, madeira, tecido, entre
outros.
Arquivologia p/ Escrivão da Polícia Federal
Teoria e exercícios comentados
Prof Roselene Candida – Aula 00

Prof. Roselene www.estrategiaconcursos.com.br 14 de 27


características do documento arquivístico em relação à atividade
probatória.
Um documento arquivístico possui os seguintes elementos:
• Autenticidade: a criação de um documento arquivístico é
relacionada a uma escala de procedimentos técnico-
administrativos para cumprir uma determinada função.
Se a produção do documento estiver relacionada a estas
rotinas, ficará fácil de comprovar a autenticidade do
documento. Por isso que o documento de arquivo é autêntico,
pois ele é elaborado para uma missão, independentemente
se o conteúdo for verídico ou não;
• Naturalidade: o arquivo não é um órgão colecionador, mas
acumulador. Os documentos são acumulados
naturalmente, em conformidade com as atividades da
pessoa física ou jurídica. Este acúmulo é progressivo e
contínuo. Lembram-se da pasta do aluno de mestrado, com
os documentos que foram criados para o seu ingresso? Esta
pasta ficará na faculdade e, ao longo do curso, novos
documentos serão criados e inseridos nesta unidade de
arquivamento;
• Organicidade: os documentos arquivísticos estão
intimamente ligados às atividades da pessoa física ou jurídica
que os produziu. Desta forma, o espelho da estrutura,
organização ou das atividades da pessoa física ou
jurídica está na documentação acumulada para fins
específicos;
• Inter-relacionamento: os documentos são ligados no
decorrer do trâmite e são intimamente ligados entre si.
Dispersar uma parte deste acervo torna a compreensão deles
muito difícil, pois há um elo relacionado à razão de um
documento ter sido criado, à capacidade de cumprir um
objetivo específico e à autenticidade da documentação. Eles
não são considerados de forma isolada, mas sempre em
conjunto. Se dividirmos a pasta do aluno do mestrado em
várias partes, cada uma delas será incompreensível, pois a
ligação entre os documentos é importante para
compreendermos a vida acadêmica dele e o cumprimento de
vários objetivos;
• Unicidade: o arquivo não admite exemplares múltiplos,
pois cada documento é criado ou recebido para cumprir uma
missão específica por uma pessoa física ou jurídica. Cada
Arquivologia p/ Escrivão da Polícia Federal
Teoria e exercícios comentados
Prof Roselene Candida – Aula 00

Prof. Roselene www.estrategiaconcursos.com.br 15 de 27


documento possui um lugar único ao grupo o qual pertence.
Existem as possibilidades de trabalharmos com vias ou cópias.
As vias são documentos originais, endereçados para vários
destinatários; as cópias são exemplares similares a um
documento original. Porém tomemos cuidado! As vias são
documentos originais, enquanto as cópias não são. Além
disso, as cópias não podem ser utilizadas de forma
indiscriminada, pois elas também possuem um lugar único
no grupo documental.
1.4. PRINCÍPIOS ARQUIVÍSTICOS
Anteriormente, expliquei que o direcionamento da organização dos
documentos arquivísticos é feito por meio de princípios. E isto é tão
importante para o arquivista, que, sem eles, não se consegue assegurar
qualidade do trabalho a ser realizado nos acervos, nem o acesso futuro à
informação desejada.
O Cespe é inovador e gosta de cobrar princípios arquivísticos tanto
para os cargos de nível médio, quanto para os de nível superior. Os
conceitos de cada um deles parecem ser difíceis, mas não são. A seguir,
explicarei todos os nossos princípios de forma detalhada.
Um dos nossos princípios aos quais somos fiéis e que devem nortear
os nossos estudos, a partir de então, é o Princípio de Respeito aos
Fundos. Segundo Bellotto, o fundo é o conjunto de documentos
produzidos e recebidos por pessoas físicas e jurídicas no curso de suas
atividades, com uma relação orgânica entre si e devem ser
preservados como prova, testemunho ou manifestação cultural, sem que
a documentação de um fundo seja misturada com a de outro.
E o que Princípio de Respeito aos Fundos significa? Muito simples: o
fundo documental não pode ser misturado a outro, mesmo que tais
documentos possuam afinidades. A relação orgânica é espelhada pelos
documentos, pois ela é o elo entre o acervo e a instituição, a entidade, o
órgão ou a pessoa física produtora.
Este princípio é subdivido em dois: o Princípio da Proveniência e o
Princípio de Respeito à Ordem Original. Meu Deus, o que eles significam
isto? Calma, tudo isto será detalhado em seus detalhes.
O Princípio da Proveniência é oriundo do Princípio do Respeito
aos Fundos, que significa não misturar os documentos entre dois ou mais
fundos de pessoas físicas ou jurídicas. Tal princípio é importante nas
Arquivologia p/ Escrivão da Polícia Federal
Teoria e exercícios comentados
Prof Roselene Candida – Aula 00

Prof. Roselene www.estrategiaconcursos.com.br 16 de 27


atividades de um arquivista, pois a integridade dos documentos é
preservada a partir da sua efetiva aplicação no acervo.
Já o Princípio de Respeito à Ordem Original possui dois graus. O
primeiro pretende manter a classificação dos documentos, mesmo
após a eliminação de alguns deles na tabela de temporalidade. Isto ocorre
em geral em acervos que são recebidos nos arquivos permanentes e que
já possuam um plano de classificação pré-estabelecido.
Porém tenhamos cuidado com este princípio. Tal princípio não
significa somente a manutenção da ordem física dos documentos, de
forma rigorosa. Não quer dizer que um acervo que tenha sofrido
problemas técnicos de organização tenha que ser mantido daquela forma.
O princípio deseja manter, na realidade, o respeito ao fluxo orgânico e
natural dos documentos, ou seja, a sua organicidade. Se já passou
por um tratamento técnico adequado, a ordem será mantida; caso
contrário, nada impede de receber a classificação mediante o quadro de
arranjo.
E o segundo grau deste, como foi explicado com abundância, é o
cuidado em não misturar dois ou mais fundos documentais
diferentes, mesmo estando nas fases corrente, intermediária ou
permanente.

Embora ainda não tenha sido explicado,
frisei os termos plano de classificação e
quadro de arranjo. Eles possuem a
mesma finalidade, a de classificar os
documentos segundo um assunto, função
ou estrutura. Porém, o primeiro é
realizado na fase corrente do arquivo e o
segundo, na fase permanente (ou
histórica).
Ainda existem outros princípios que norteiam o nosso trabalho e que
são interessantes para compreendermos bem o nosso curso de
arquivologia. Devemos citar os princípios da territorialidade e o da
pertinência.
O Princípio da Territorialidade é a conservação dos arquivos no
território em que foram produzidos. A aplicação deste norte está de
acordo com o Princípio da Proveniência, pois evita a dispersão dos
arquivos. Tal princípio possui três alcances. O nacional relaciona-se ao
país de criação dos documentos; o regional, restringe-se a estados,
Arquivologia p/ Escrivão da Polícia Federal
Teoria e exercícios comentados
Prof Roselene Candida – Aula 00

Prof. Roselene www.estrategiaconcursos.com.br 17 de 27


províncias ou municípios. E o institucional, está ligado à pessoa física ou
jurídica que os criou.
Este princípio foi criado a partir de 1983, pela Convenção de Viena
sobre as Sucessões de Estados em Matéria de Bens. Poucos países a
assinaram e o objetivo desta convenção é manter os bens culturais
íntegros de ações que podem torná-los dispersos, como guerras e
desastres naturais.
Em contraposição ao Princípio da Territorialidade, está o Princípio
da Pertinência Territorial. O conceito dele é a manutenção dos arquivos
no território cujo conteúdo faça menção a ele. Apesar de o princípio
ter sido elaborado, ele não é aplicado na área, pois vai contra ao
princípio de respeito ao fundo, ao da proveniência e desrespeita a
integridade documental.

Todos estes princípios são muito
utilizados pelos arquivistas no
cotidiano. A principal função deles é a
manutenção da integridade dos
acervos arquivísticos, do fluxo
natural de produção e
recebimento dos documentos e,
sobretudo, facilitar o acesso à
informação.


(TRE-PA, Técnico Administrativo –
FGV, 2011)
Em relação à terminologia aplicada em Arquivologia, analise os conceitos
a seguir:
I. Princípio da proveniência: o arquivo produzido por uma entidade
coletiva, pessoa ou família não deve ser misturado aos de outras
entidades produtoras. Também chamado princípio do respeito
aos fundos.
II. Princípio da pertinência: os documentos deveriam ser
reclassificados por assunto sem ter em conta a classificação
original. Também chamado princípio temático.
Arquivologia p/ Escrivão da Polícia Federal
Teoria e exercícios comentados
Prof Roselene Candida – Aula 00

Prof. Roselene www.estrategiaconcursos.com.br 18 de 27


III. Princípio do respeito à ordem original: o arquivo deveria
conservar o arranjo dado pela entidade coletiva, pessoa ou
família que o produziu.
Assinale
(A) se apenas os conceitos I e II estiverem corretos.
(B) se apenas os conceitos II e III estiverem corretos.
(C) se apenas os conceitos I e III estiverem corretos.
(D) se todos os conceitos estiverem corretos.
(E) se nenhum conceito estiver correto.
Comentários:
Pessoal, esta questão é de nível médio, por incrível que pareça. Vamos
analisar cada item?
I – Princípio da proveniência: item correto. Os documentos de uma pessoa
física ou jurídica não podem ser misturados por aqueles pertencentes a
outras. E tal princípio é chamado também de princípio de respeito aos
fundos.
II – Princípio da pertinência: item incorreto. Foi explicado ao longo do
texto que este princípio refere-se à manutenção do arquivo no local cujo
conteúdo faça menção a ele. E o que foi apresentado na prova é algo que
só é utilizado nos casos de acervos que não tenham recebido tratamento
técnico adequado.
III – Princípio de respeito à ordem original: correto. A ordem original deve
ser conservada pelo arquivo, de forma que seja respeitada a organicidade
do acervo.
Então, a alternativa correta desta questão é a letra C.

2. QUESTÕES COMENTADAS
1. (CESPE-UnB, TSE – Técnico Administrativo, 2007) Os
suportes dos documentos de arquivo incluem:
A. Papel, papel fotográfico, película videográfica.
Arquivologia p/ Escrivão da Polícia Federal
Teoria e exercícios comentados
Prof Roselene Candida – Aula 00

Prof. Roselene www.estrategiaconcursos.com.br 19 de 27


B .Plantas, mapas, fotografias.
C. Mídia eletrônica, película filmográfica, iconográfico.
D. Negativo fotográfico, diapositivo, audiovisual.
Comentários:
Estudamos, de forma exaustiva, a parte de gênero documental e o
conceito de suporte. Como já sabemos que o suporte é o material em que
o conteúdo documental está registrado, cabe ao candidato verificar os
item que contenha apenas tais opções. A letra A possui o papel, o
papel fotográfico e a película videográfica como suportes. E é a
alternativa correta para a questão. As outras letras estão erradas, por
quê? A letra B, pelo fato de conter os exemplos de documentos e não de
suportes. A alternativa C, por conter o iconográfico como suporte, mas é
gênero documental. A letra D pelo mesmo motivo, pois o audiovisual (ou
filmográfico) é considerado gênero.
Resposta: Letra A
1. (FCC – CÂMARA DOS DEPUTADOS, 2007) Os estágios de
preparação e de transmissão de documentos (rascunho, minuta,
original e cópia) definem:
(A) o formato.
(B) o formulário.
(C) a técnica de registro.
(D) a forma.
(E) a linguagem.
Comentários:
Este tipo de abordagem pode estar presente na nossa prova. Ela é
aparentemente simples, mas não é. Analisando bem as opções que foram
fornecidas para análise, verificamos a existência de termos bem
diferentes. Já estudamos bem os conceitos de formato e forma. E o
comando da questão refere-se aos estados de transmissão documental,
ou seja, ao rascunho, original, cópia e minuta. Tais estágios são
considerados como a forma em que o documento está sendo transmitido.
Desta forma o item correto é a letra D.
Arquivologia p/ Escrivão da Polícia Federal
Teoria e exercícios comentados
Prof Roselene Candida – Aula 00

Prof. Roselene www.estrategiaconcursos.com.br 20 de 27


Resposta: letra D.
2. (CESPE-UnB – Abin, Agente de Inteligência, 2010) Julgue o
item a seguir:
De acordo com o princípio da ordem original, todo procedimento ou
tratamento empreendido em arquivos pode ser revertido a sua
forma original.
Comentários:
O princípio da ordem original é o respeito da organização
estabelecida no acervo, mesmo após a eliminação de alguns deles
na tabela de temporalidade. Entretanto o item deve ser observado
com cuidado. Quando a documentação chega à fase permanente,
sem uma organização técnica, ela pode sofrer uma nova
classificação, a partir da aplicação de um quadro de arranjo. Então,
neste caso, é impossível retornar à ordem original, pois a
preocupação do arquivista deve ser, antes de tudo, respeitar o fluxo
natural da documentação. Neste caso, a alternativa é falsa.
Resposta: FALSA.
3. (FGV – SENADO FEDERAL – Arquivologia) Assinale a alternativa
correta:
Integridade arquivística é um objetivo decorrente:
(A) do sistema de arquivos.
(B) da teoria das três idades.
(C) do princípio da proveniência.
(D) da organicidade.
(E) da totalidade arquivística.


Comentários:
Não se assustem com a questão postada. Ela é de analista
legislativo, mas nós abordamos este assunto. E a FGV tem
aumentado nos últimos anos o nível das questões. Um dos princípios
que visa à integridade dos acervos arquivísticos é o princípio da
proveniência ou princípio de respeito aos fundos. Seu principal
conceito é não misturar dois ou mais fundos arquivísticos, com o
objetivo de manter a integridade do acervo. O restante dos itens
não correspondem ao comando da questão. Então, a alternativa
correta é a C.
Arquivologia p/ Escrivão da Polícia Federal
Teoria e exercícios comentados
Prof Roselene Candida – Aula 00

Prof. Roselene www.estrategiaconcursos.com.br 21 de 27


Resposta: Letra C.
4. (VUNESP – BNDES, Arquivista, 2002) Segundo Heloísa Bellotto,
a instituição voltada para o pesquisador, cujos documentos entram
por compra, pesquisa e doação e são produzidos com finalidade
científica, sendo seu acervo caracterizado por coleções (documentos
unidos pelo conteúdo) é:
(A) o museu.
(B) a biblioteca.
(C) o centro de documentação.
(D) o arquivo.
(E) o núcleo de pesquisa.

Comentários:
Este assunto foi bastante discutido nesta aula. Verificamos que cada
órgão de documentação é diferente, segundo a forma como
organiza e coleta os documentos. O comando da questão inicia o
conceito de um centro de documentação, por ser uma órgão
específico e colecionador, cujo público voltado é o pesquisador. A
finalidade do centro de documentação é a reunião de documentos
com finalidade científica ou cultural e o acervo é coletado via coleta,
doação ou compra. Então, neste caso, o item escolhido é a letra C.
Resposta: Letra C.
5. (CESPE – UnB, Antaq 2009) Julgue o item a seguir:
Os documentos de arquivo não são objeto de coleção, mas produtos e
subprodutos das funções e das atividades de uma organização pública ou
privada e das atividades de uma pessoa física.

Comentário:
Esta questão foi muito bem elaborada pelo Cespe e é para a área de
técnico administrativo da Antaq. Nós já estudamos que o arquivo é o
único órgão que não coleta, mas acumula de forma orgânica e natural os
documentos, de acordo com o exercício das atividades de pessoas físicas e
jurídicas. Então, desta maneira, o item é VERDADEIRO.
Resposta: VERDADEIRO.
Arquivologia p/ Escrivão da Polícia Federal
Teoria e exercícios comentados
Prof Roselene Candida – Aula 00

Prof. Roselene www.estrategiaconcursos.com.br 22 de 27


6. (CESPE – UnB, Ministério da Saúde, 2009). Julgue o item a
seguir:
Os documentos acumulados por órgãos públicos e entidades públicas,
em decorrência de suas funções e atividades, são considerados
arquivos públicos.
Comentário: Os arquivos podem ser considerados segundo a sua
entidade produtora. Neste caso, ela poderá ser pública ou privada.
Então, se a entidade ou órgão for público, consequentemente o arquivo
será público e o item, VERDADEIRO.
Resposta: VERDADEIRO.
7. (PF – ESCRIVÃO DE POLÍCIA – CESPE, 2009) Julgue os itens
a seguir:
As informações contidas nos documentos de arquivo são produzidas
no ambiente interno da organização ou são recebidas do ambiente
externo e têm uma relação direta ou indireta com a missão dessa
organização.

Comentário: o Cespe não brinca em serviço e lançou uma questão
muito interessante. No início da nossa aula, mostrei que a
informação é ligada aos processos operacionais da pessoa física e
jurídica e do processo de criação informativo. Em geral, esta criação
é relacionada à missão da pessoa física e jurídica, pública ou
privada. Neste caso o item é VERDADEIRO.

RESPOSTA: VERDADEIRA.



2. QUESTÕES PROPOSTAS
Julgue os itens que se seguem:
1. (Cespe – Unb, Abin 2010) De acordo com o princípio da
proveniência, ou de respeito aos fundos, os documentos acumulados
por diferentes pessoas jurídicas devem ser mantidos separados, pois
não podem ser misturados.
Arquivologia p/ Escrivão da Polícia Federal
Teoria e exercícios comentados
Prof Roselene Candida – Aula 00

Prof. Roselene www.estrategiaconcursos.com.br 23 de 27


2. (Cespe – Unb, Abin 2010) Carta, ofício, memorando, aviso, circular
e relatório são exemplos de formatos documentais existentes em
órgãos públicos.
3. (Cespe-UnB, Antaq 2009) Os documentos de arquivo não são objeto
de coleção, mas produtos e subprodutos das funções e das
atividades de uma organização pública ou privada e das atividades
de uma pessoa física.
4. (Cespe-UnB, MS 2008) Na situação em apreço, o acesso aos
documentos contidos no arquivo da unidade é público, embora
exista restrição de acesso apenas para os documentos considerados
permanentes.
5. (Cespe-UnB, MS 2010) Os arquivos, quando acumulados de maneira
a refletir estrutura, funções e atividades realizadas pelas
instituições, demonstram estruturação e coesão, dentro das quais se
percebe o inter-relacionamento dos documentos. Fruto da
naturalidade e da organicidade, tal condição é fundamental para a
compreensão do significado e para a garantia da autenticidade do
documento.
6. (Cespe-UnB, MS 2010) O termo suporte é utilizado em arquivologia
para denominar qualquer material que contém informações
registradas. Alguns exemplos, além do mais comum hoje, que é o
papel, são: papiro, pergaminho, filme de acetato, fita magnética,
disco magnético, disco ótico, entre outros.
7. (Cespe-UnB, MS 2010) A autenticidade é uma qualidade atribuída
aos documentos resultantes de rotinas processuais que visam ao
cumprimento de determinada função ou atividade, e estes
documentos correspondem às formalidades diplomáticas necessárias
para que cumpram tais procedimentos regulares,
independentemente da veracidade de seu conteúdo.
8. (Cespe-UnB, MS 2010) A unicidade é a característica segundo a
qual, independentemente de forma, gênero, tipo ou suporte, os
documentos de arquivo conservam seu caráter único, em função do
contexto em que foram produzidos. Ainda que se trate de cópias ou
exemplares múltiplos, cada documento assume um lugar único na
estrutura do conjunto ao qual pertence, definido pelo papel que
cumpriu dentro das funções da instituição que o acumulou.
9. (Cespe-UnB, Escrivão de Polícia, PF, 2009) A instabilidade
institucional, uma das principais características da administração
pública brasileira, geralmente motivada pela fusão, separação,
extinção e criação de órgãos públicos, enseja uma série de
problemas para a gestão dos arquivos desses órgãos. Para lidar com
esses problemas, o princípio da pertinência é o conceito adequado.
Arquivologia p/ Escrivão da Polícia Federal
Teoria e exercícios comentados
Prof Roselene Candida – Aula 00

Prof. Roselene www.estrategiaconcursos.com.br 24 de 27



10. (Cespe-UnB, Escrivão de Polícia, PF, 2009) O documento de
arquivo somente adquire sentido se relacionado ao meio que o
produziu, e o seu conjunto tem de retratar a estrutura e as funções
do órgão que acumulou esse documento.

Assinale a alternativa correta:
11. (FGV – MPE Amazonas, 2002). Os motivos que conduzem à
necessidade de preservar documentos em arquivos públicos devem ser:
(A) oficiais, para que se mantenham os serviços governamentais.
(B) culturais, para que se preserve a memória dos atos de governo.
(C) oficiais e culturais, pois os documentos servem para manter em
ordem o funcionamento do governo e registram a historicidade de seus
atos.
(D) derivados das características da produção e da acumulação dos
papéis públicos, independentemente dos motivos que levaram à criação
dos documentos.
(E) de ordem jurídica, relacionados às características governamentais de
uma época.

12. (ESAF – SRH 2006) Documento que, pela natureza de seu conteúdo,
requer medidas especiais de acesso. Essa definição corresponde a:
a) Documento público.
b) Documento oficial.
c) Documento sigiloso.
d) Documento vital.
e) Documento autêntico.

13. (FCC – Câmara dos Deputados, 2007) Segundo a arquivista espanhola
Antonia Heredia Herrera, o princípio de proveniência é que determina
a condição essencial do arquivo, que é sua:
(A) organicidade.
(B) perenidade.
(C) estabilidade.
(D) flexibilidade.
(E) complexidade.
Arquivologia p/ Escrivão da Polícia Federal
Teoria e exercícios comentados
Prof Roselene Candida – Aula 00

Prof. Roselene www.estrategiaconcursos.com.br 25 de 27



14. (CESGRANRIO – BNDES, 2008) Um arquivista de uma empresa
multinacional trabalhava identificando os documentos iconográficos,
filmográficos, textuais, informáticos etc. O trabalho que está sendo
desenvolvido relaciona-se com a(o):
(A) espécie documental.
(B) natureza do documento.
(C) tipologia documental.
(D) gênero do documento.
(E) sistema documental.

15. (CESPE – UnB TSE 2007) É possível estabelecer uma série de
diferenças entre arquivo e biblioteca. Acerca dessas diferenças,
assinale a opção correta.
A) Os documentos de arquivo são produzidos e conservados com objetivos
funcionais e os de biblioteca, com objetivos culturais.
B) Os documentos de arquivo são colecionados de fontes diversas e os de
biblioteca, por atividades organizacionais.
C) Os documentos de arquivo são classificados a partir de métodos
predeterminados e os de biblioteca, pelas particularidades das atividades
geradoras.
D) Os documentos de arquivo devem existir em numerosos exemplares e
os de biblioteca, em um único exemplar ou em limitado número de cópias.

16. (FGV – Fiocruz 2010) No plano teórico as razões que justificam o
princípio do respeito aos fundos são inúmeras e irrefutáveis. A esse
respeito analise as afirmativas a seguir.
I. Os documentos são reunidos orgânica e seletivamente.
II. Os documentos são reunidos em razão de suas funções e atividades.
III. Os documentos de arquivo possuem caráter utilitário.
IV. Os documentos de arquivos são concebidos como documentos
isolados.
V. Os documentos de arquivo são considerados na medida em que
pertençam a um conjunto.
Assinale:
(A) se apenas as afirmativas I, II e V estiverem corretas
(B) se apenas as afirmativas I, III e V estiverem corretas.
Arquivologia p/ Escrivão da Polícia Federal
Teoria e exercícios comentados
Prof Roselene Candida – Aula 00

Prof. Roselene www.estrategiaconcursos.com.br 26 de 27


(C) se apenas as afirmativas II, III e V estiverem corretas.
(D) se apenas as afirmativas I, IV e V estiverem corretas.
(E) se apenas as afirmativas II, IV e V estiverem corretas.

17. (ESAF – CVM – 2010) Acerca do conceito de arquivo, assinale a
opção correta.
a) Sua finalidade primeira é o registro da memória institucional.
b) São os conjuntos documentais produzidos por pessoa jurídica,
enquanto os produzidos pelas pessoas físicas são chamados de
manuscritos.
c) São coleções de documentos acumulados por interesse científico.
d) Coleção de manuscritos históricos, reunidos por uma pessoa jurídica
ou física.
e) São acumulados no curso das atividades, servindo de prova das
transações realizadas.

18. (ESAF – CVM – 2010) Sobre a aquisição ou custódia dos arquivos,
assinale a opção correta.
a) Os documentos são colecionados de fontes diversas.
b) Os documentos são adquiridos por compra ou doação.
c) Os documentos existem em numerosos exemplares.
d) Os documentos provêm das atividades públicas ou privadas do seu
acumulador.
e) A significação do acervo documental não depende da relação entre
os documentos.


19. (FCC – TRT 11ª região - 2012) Os arquivos originários de uma
instituição ou pessoa devem manter sua individualidade, sem
jamais se misturarem aos de origem diversa, conforme estabelece o
princípio da:
(A) integridade.
(B) inalienabilidade.
(C) proveniência.
(D) autonomia.
(E) reintegração.
Arquivologia p/ Escrivão da Polícia Federal
Teoria e exercícios comentados
Prof Roselene Candida – Aula 00

Prof. Roselene www.estrategiaconcursos.com.br 27 de 27



20. (FCC – TRT 11ª região – 2012) A ideia de que o arquivo é uma
formação espontânea, natural, progressiva e sedimentar, conforme
o caracterizou Elio Lodolini, fundamenta o princípio da
(A) procedência.
(B) unicidade.
(C) indivisibilidade.
(D) cumulatividade.
(E) imprescritibilidade.

Gabarito:
1. C
2. E
3. C
4. E
5. C
6. C
7. C
8. C
9. C
10. C
11. E
12. C
13. A
14. D
15. A
16. C
17. E
18. D
19. C
20. D