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ORGANIZAÇÃO

ADMINISTRATIVA


PROF. ELYESLEY SILVA



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Material atualizado até 17/05/2010

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Elyesley Silva, brasiliense, aprovado em oito concursos públicos, dentre os quais MPU, TSE, IBGE, DNIT, MTur,
Petrobras e CRN. Atualmente é servidor da Justiça Eleitoral. Ocupou seu primeiro cargo público aos 18 anos e
desde então vem atuando como palestrante motivacional e professor de Direito Administrativo em diversos
cursos preparatórios em Brasília. Participou de diversos seminários, simpósios e cursos com os mais renomados
autores administrativistas: Celso Antônio Bandeira de Mello, Maria Sylvia Zanella Di Pietro, José dos Santos
Carvalho Filho, Diogenes Gasparini entre outros. É autor das obras "Os Sete Hábitos do Concurseiro", pela Editora
Impetus, “Lei n° 8.112/90 em Mapas Mentais” e "Direito Administrativo em Mapas Mentais".


1. ENTIDADES POLÍTICAS
• Entidade = pessoa jurídica (capacidade de contrair direitos e obrigações na ordem jurídica);
• Entidades políticas (União, Estados, Distrito Federal e Municípios): são pessoas jurídicas de direito público que
receberam suas competências diretamente da Constituição;
• Autonomias:
a) Autoconstituição: elaborar suas próprias normas constitucionais com observância da Constituição Federal
(ex.: constituições estaduais, leis orgânicas).
b) Autolegislação: elaborar suas próprias leis no seu âmbito interno (leis federais, leis estaduais etc.).
c) Autogoverno: capacidade de eleger os membros dos próprios Poderes Legislativo e Executivo.
d) Autoadministração: capacidade para desempenhar as atividades administrativas (atividades-fim e
atividades-meio) que lhes foram cometidas pela Constituição.

2. CENTRALIZAÇÃO E DESCENTRALIZAÇÃO
• Quando o ente político opta desenvolver, ele mesmo, a atividade outorgada pela Constituição e para tanto cria
um órgão público, dizemos que há CENTRALIZAÇÃO, pois a atividade permanece no âmbito de uma mesma
pessoa jurídica. Quando, diversamente, resolve transferir a atividade para que outra pessoa (física ou jurídica) a
desempenhe, temos a DESCENTRALIZAÇÃO.

2.1. Modalidades de descentralização:












------------------ OUTORGA DELEGAÇÃO TERRITORIAL
Instrumento Lei específica Contrato ou ato administrativo Lei Complementar
Objeto Titularidade da competência Exercício da competência
Capacidade Administrativa
Genérica
Sujeito Passivo
Pessoa Jurídica
(Entidade administrativa)
Pessoa Física ou Jurídica
(Delegatário de Serviço Público)
Pessoa Jurídica de Direito
Público
(Território Federal)
Prazo de vigência
(via de regra)
Indeterminado Determinado Indeterminado

Descentralização
Administrativa
Outorga = entidades administrativas
Autarquias
Fundações Públicas
Empresas Públicas
Sociedade de Economia Mista
Delegação = delegatários de serviços públicos
Concessionários
Permissionários
Autorizatários
Territorial ou Geográfica = territórios federais
Por serviços, técnica ou funcional
Por colaboração

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3. DESCONCENTRAÇÃO
• É a mera distribuição de competências dentro da estrutura da mesma pessoa jurídica, sem quebra da estrutura
hierárquica;
• Não há a criação de outra pessoa jurídica, mas tão-somente a divisão de tarefas entre órgãos da mesma pessoa
jurídica;
• Há desconcentração tanto na centralização quanto na descentralização administrativa por outorga, pois tanto os
entes políticos (U, E, DF e M) quanto as entidades administrativas (autarquias, fundações públicas, empresas públicas
e sociedades de economia mista) distribuem tarefas internamente.

4. ADMINSTRAÇÃO DIRETA E INDIRETA
• Administração Direta: é o conjunto de órgãos públicos que compõem a estrutura de cada uma dos entes políticos
(U, E, DF e M).
• Administração Indireta: é o conjunto de entidades administrativas (autarquias, fundações públicas, empresas
públicas, sociedades de economia mista) vinculadas aos órgãos centrais da Administração Direta.

5. ÓRGÃOS PÚBLICOS

a) Conceito: “São centros de competência instituídos para o desempenho de funções estatais, através de seus agentes,
cuja atuação é imputada à pessoa jurídica a que pertencem”. (Hely Lopes Meirelles)

b) Características:
• Integram sempre a estrutura de uma pessoa jurídica (ente político ou administrativo);
• Não possuem personalidade jurídica, portanto não são titulares de direitos e obrigações;
• Não celebram contratos, exceto contratos de gestão, nos termos do art. 37, § 8°, CF/88;
• Não possuem capacidade processual;*
* Exceções:
I. Órgãos independentes e autônomos podem defender em juízo as suas prerrogativas quando
infringidas por outro órgão.
II. Órgãos que têm como finalidade essencial demandar em juízo: Ministério Público, Procuradorias, AGU,
Defensorias Públicas etc.
• Não possuem patrimônio próprio;
• São resultado de desconcentração administrativa;
• São criados e extintos por lei;
• Possuem autonomia gerencial, orçamentária e financeira;

c) Exemplos:

XXXXXXXXXXX PODER EXECUTIVO PODER LEGISLATIVO PODER JUDICIÁRIO
ÓRGÃOS
INDEPENDENTES
UNIÃO
Presidência da República e
seus órgãos de
assessoramento, Ministérios
de Estado, AGU, CGU, ABIN,
RFB, DPF, PRF, DPU entre
outros
Congresso Nacional, Senado
Federal e Câmara dos
Deputados
Supremo Tribunal Federal,
Tribunais Superiores,
Tribunais Regionais, TJDFT e
CNJ
MPU, MPDFT e TCU
ESTADOS
Governadoria de Estado e
seus órgãos de
assessoramento, Secretarias
de Estado, PM, PC, CBM
entre outros
Assembleia Legislativa Tribunal de Justiça do Estado
Ministério Público
Estadual e Tribunal de
Contas do Estado

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DISTRITO FEDERAL
Governadoria de Estado e
seus órgãos de
assessoramento, Secretarias
de Estado (Defensoria
Pública, PM, PC, CBM:
organizados e mantidos pela
União)
Câmara Legislativa
Organizado e mantido pela
União
Tribunal de Contas do
Distrito Federal
(MP: organizado e
mantido pela União)
MUNICÍPIOS
Prefeitura Municipal e órgãos
de assessoramento,
Secretárias Municipais entre
outros
Câmara Municipal Não possui Poder Judiciário
Não possui Ministério
Público
1



d) Classificação

• Quanto à atuação funcional
I. Singulares (unipessoais): decisões são tomadas pela manifestação de vontade de um único agente público. Ex.:
Ministério da Justiça em que as decisões são tomadas pelo Ministro de Estado de Justiça;
II. Colegiados (pluripessoais): decisões são tomadas pela maioria dos seus membros. Ex.: as decisões do STF são
tomadas mediante a aprovação da maioria de seus membros.

• Quanto à estrutura
I. Simples: é aquele em que há um único centro de competências. Não se verificam outros órgãos que integrem a
sua estrutura interna. Ex.: seção de protocolo do Tribunal Superior Eleitoral;
II. Composto: é aquele em que há um órgão central e diversos outros órgãos a ele subordinados. Ex.: Tribunal
Superior Eleitoral em cuja estrutura interna encontram-se secretarias, assessorias, coordenadorias, seções
etc.

• Quanto à posição estatal
I. Independentes: situados no ápice da pirâmide governamental, representativos dos Poderes, com atribuições
previstas diretamente na Constituição, sem qualquer vínculo de subordinação hierárquica em relação a
outros. Ex.: PR, SF, CD, STF, TSE, TCU, MPU etc.
II. Autônomos: são aqueles localizados no ápice da estrutura administrativa, porém subordinados aos órgãos
independentes. Possuem autonomia financeira, técnica e administrativa. Ex.: Ministérios e Secretarias de
Estado, AGU, ABIN, CGU.
III. Superiores: são aqueles que exercem funções de planejamento, direção e controle, possuindo somente
autonomia técnica. Ex.: Departamentos, secretarias-gerais, coordenadorias etc.
IV. Subalternos: exercem funções meramente de execução. Ex.: Seções, portarias etc.

6. ENTIDADES ADMINISTRATIVAS
• São pessoas jurídicas de direito público ou privado criadas (ou autorizada a sua criação) por lei específica
para o desempenho de atividade específica outorgada pela Constituição ao ente político;
• Não possuem capacidade legislativa, mas capacidade exclusivamente administrativa. Não obstante,
possuem competência para editar atos normativos técnicos dentro das suas respectivas áreas de atuação
(ex.: portarias da ANVISA, instruções normativas do BACEN);
• Podem existir sob a forma jurídica de autarquias, fundações públicas, empresas públicas e sociedades de
economia mista.



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A Constituição Federal vedou a criação de Tribunais Conselhos ou órgãos de Contas Municipais, mantendo os que já existiam à época da
promulgação do texto constitucional (art. 31, § 4°).

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6.1. Tutela, controle finalístico ou supervisão ministerial
• É o poder-dever de fiscalização e correção que os órgãos centrais da Administração Direta exercem sobre as
entidades da Administração Indireta a eles vinculadas.
• É exercido, no âmbito federal, pelo Ministério que atua na área afim da entidade administrativa.
• Difere-se do controle hierárquico em dois aspectos:
a) O controle hierárquico é exercido sempre na intimidade de uma pessoa jurídica, enquanto o controle
finalístico é exercido entre duas pessoas jurídicas distintas;
b) O controle hierárquico independe de lei que estabeleça os mecanismos de controle, enquanto o
controle finalístico é exercido nos exatos termos da lei;

6.2. Autarquias
• Personalidade jurídica: pessoas jurídicas de direito público;
• Regime jurídico a que se submetem: regime jurídico-administrativo;
• Criação e extinção: lei específica diretamente, sem necessidade de qualquer outro ato posterior;
• Regime de pessoal: estatutários (Lei 8.112/90);
• Objeto: atividades típicas, e normalmente exclusivas, de Estado (serviços públicos). Por isso são
chamadas, também, de serviço público personalizado ou serviço público autônomo;
• Classificação: ordinárias (não possuem nenhuma peculiaridade), especiais (possuem maior autonomia
em relação às ordinárias) e fundacionais (as fundações públicas de direito público são consideradas
como espécie de autarquia);
• Características especiais:
a. Têm os mesmos privilégios e sujeições que os órgãos da Administração Direta;
b. Privilégios Fiscais: imunidade tributária recíproca sobre o seu patrimônio, a renda ou os serviços
destas entidades, quando vinculados às suas finalidades essenciais (art. 150, § 2°, CF/88);
c. Privilégios Processuais: prazos dilatados em juízo, execução de dívidas pelo sistema de precatórios,
duplo grau de jurisdição, pagamento de custas judiciais somente ao final da ação, quando
vencidas;
d. Patrimônio: bens públicos (impenhorabilidade, não-onerabilidade, imprescritibilidade e
inalienabilidade relativa);
e. Falência: não se sujeitam à falência.

6.2.1. Autarquias em regime especial
• São aquelas que gozam de maior independência em relação às demais por se submeterem a regime
jurídico específico;
• Características:
a) Poder normativo técnico;
b) Autonomia decisória;
c) Independência administrativa; e
d) Autonomia econômico-financeira.

6.2.2. Agências reguladoras
• São autarquias em regime especial criadas para exercer poder de polícia sobre os delegatários de
serviços públicos e sobre a atividade econômica de modo geral;
• São entidades dotadas de elevado grau de independência em relação à Administração Direta, o que
fica evidenciado, dentre outras características, pela ausência de subordinação hierárquica a qualquer
outro órgão ou entidade, seus dirigentes terem mandato fixo, autonomia financeira;
Ex.: ANS, ANAC, ANVISA, ANATEL, ANEEL, ANP, Ancine entre outras.
• Características:
a) Detêm poder para elaborar atos normativos na área de suas competências técnicas (poder
normativo);

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b) Fiscalizam o cumprimento de seus regulamentos e demais leis que incidem sobre o setor pertinente
às suas competências;
c) Aplicam sanções decorrentes do descumprimento de tais normas;
d) Solucionam, de maneira definitiva, na via administrativa, conflitos oriundos das relações jurídicas
dos setores que fiscalizam (envolvem o Estado, setor regulado, usuários dos serviços e a sociedade
em geral);
e) Suas receitas podem ser obtidas por meio de fontes próprias de recursos decorrentes da atividade
de fiscalização (taxas de polícia);
f) Seus dirigentes são escolhidos por critérios técnicos, com a participação do Poder Legislativo;
g) Seus dirigentes cumprem mandatos de duração determinada e somente podem ser afastados antes
do término destes em caso de renúncia, condenação judicial transitada em julgado ou de processo
administrativo disciplinar, descumprimento da política legalmente definida para o setor ou quando
do encerramento do mandato do Chefe do Poder Executivo responsável por sua nomeação;

6.2.3. Agências executivas
• São qualificações dadas às autarquias ou às fundações públicas que celebrem contrato de gestão
com o respectivo ministério supervisor, nos termos do § 8° do art. 37 da Constituição Federal;
• Não são nova categoria de entidade administrativa, mas simplesmente uma qualificação especial
conferida à autarquia ou fundação pública, que, inclusive, não perde a sua natureza jurídica
autárquica ou fundacional;
• Requisitos para qualificação (art. 51 da Lei nº 9.649/98):
a) iniciativa do Ministério supervisor;
b) anuência do Ministério da Administração Federal e Reforma do Estado (atualmente Ministério
do Planejamento, Orçamento e Gestão - MPOG);
c) contrato de gestão com o respectivo Ministério supervisor; e
d) plano estratégico de reestruturação e de desenvolvimento institucional, voltado para a
melhoria da qualidade da gestão e para a redução de custos, em andamento.

6.3. Empresas Públicas e Sociedades de Economia Mista
• Personalidade jurídica: pessoas jurídicas de direito privado;
• Regime jurídico a que se submetem: regime jurídico híbrido (regime de direito privado parcialmente
derrogado pelo direito público);
• Criação e extinção: autorizada a criação por lei específica + decreto + registro do ato constitutivo no
órgão competente
• Regime de pessoal: celetistas (CLT);
• Objeto: prestadoras de serviços públicos ou exploradoras de atividade econômica;
• Características especiais:
a. Submetem-se ao regime próprio das empresas privadas, inclusive quanto às obrigações civis,
comerciais, tributárias e trabalhistas (art. 173, CF/88);
b. Privilégios Processuais: não gozam de privilégios processuais, salvo quando em regime de
monopólio, como é o caso da ECT (STF: pagamentos de dívidas mediante regime de precatórios);
c. Privilégios Fiscais: salvo quando desenvolvem atividades em regime de monopólio, não podem
gozar de privilégios fiscais não extensivos às demais empresas privadas (STF);
d. Patrimônio: bens privados, salvo quanto à impenhorabilidade dos bens afetados à prestação do
serviço público (ECT: todos os bens são impenhoráveis);
e. Falência: não se sujeitam à falência;






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6.4. Fundações Públicas
• Personalidade jurídica: pessoas jurídicas de direito público ou de direito privado;
• Regime jurídico a que se submetem: direito público (regime jurídico-administrativo) ou direito privado
(regime de direito privado);
• Criação e extinção: direito público (criadas diretamente por lei específica) e direito privado (autorizada
a criação por lei específica + decreto + registro do ato constitutivo no órgão competente);
• Regime de pessoal: direito público (estatutário – Lei n° 8.112/90) e direito privado (celestista – CLT);
• Objeto: atividades atípicas de Estado (atividades de natureza social);
• Também são chamadas de patrimônio personificado, uma vez que trata-se de parcela do patrimônio
estatal sendo empregado em atividades de caráter social;
• Características especiais:
a. Quando de direito público, têm os mesmos privilégios e sujeições que as autarquias, bem por isso
podem ser chamadas de autarquias fundacionais ou fundações autárquicas;
b. Privilégios Fiscais: idem às autarquias;
c. Privilégios Processuais: idem às autarquias;
d. Patrimônio: idem às autarquias;
e. Falência: idem às autarquias;


QUESTÕES DE CONCURSO

1. (CESPE Analista Judiciário – Área Judiciária TRE/MT 2010) A descentralização administrativa ocorre quando se distribuem
competências materiais entre unidades administrativas dotadas de personalidades jurídicas distintas.

2. (CESPE Analista Técnico-administrativo MS 2010) A delegação ocorre quando a entidade da administração, encarregada de
executar um ou mais serviços, distribui competências no âmbito da própria estrutura, a fim de tornar mais ágil e eficiente a
prestação dos serviços.

3. (CESPE Técnico Judiciário TRE/PR 2009) Ocorre a descentralização administrativa quando a administração pública distribui a
competência para o exercício da atividade administrativa por diversos órgãos que integram a mesma pessoa jurídica de direito
público.

4. (CESPE Técnico Judiciário do STF 2008) A divisão de determinado tribunal em departamentos visando otimizar o
desempenho, para, posteriormente, redistribuir as funções no âmbito dessa nova estrutura interna, é um exemplo de
descentralização.

5. (CESPE Analista Judiciário – Área Judiciária TRE/MT 2010) As secretarias de estado e as autarquias estaduais fazem parte da
administração direta.

6. (CESPE Técnico Judiciário – Área Administrativa 2010) A administração pública direta, na esfera federal, compreende os
órgãos e as entidades, ambos dotados de personalidade jurídica, que se inserem na estrutura administrativa da Presidência da
República e dos ministérios.

7. (CESPE Analista Judiciário – Área administrativa TRE/BA 2010) A administração indireta (ou descentralizada) é composta por
entidades sem personalidade jurídica.

8. (CESPE Advogado da SGA do Acre 2008) Considere que uma lei estadual do Acre institua, com caráter de autarquia, o
Instituto Academia de Polícia Civil, com o objetivo de oferecer formação e aperfeiçoamento aos servidores ligados à polícia civil
DIFERENÇAS

EP: admitem qualquer forma societária (S/A, LTDA, sociedade em comandita por ações, unipessoal etc);
SEM: sempre na forma de S/A;

EP: capital (100% de entes políticos ou administrativos);
SEM: capital (no mínimo, 50% + 1 das ações com direito a voto pertencente ao ente político que a criou);

EP: Justiça Federal, salvo as causas sobre falência e acidente de trabalho, ou aquelas de competência da Justiça Eleitoral
ou do Trabalho (art. 109, I, CF/88);
SEM: Justiça Estadual, salvo as causas de competência da Justiça Eleitoral ou do Trabalho;
* Este último critério diferenciador só é válido quando se trata em empresas públicas e sociedades de economia federais.

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do Acre. Nessa situação, a criação do instituto representaria um processo de descentralização administrativa, visto que implicaria
a criação de uma entidade da administração estadual indireta.

9. (CESPE Técnico do MPE RR 2008) As autarquias e fundações públicas fazem parte da administração indireta.

10. (CESPE Analista da HEMOBRAS 2008) Apesar de auxiliar o Poder Legislativo, o Tribunal de Contas da União (TCU) não integra
este poder, sendo considerado órgão independente.

11. (CESPE Técnico Judiciário TRE/PR 2009) A Secretaria de Estado da Educação do Paraná e o Ministério da Saúde são órgãos
públicos sem personalidade jurídica própria.

12. (CESPE Analista do MPE/RR 2008) Órgão público pode ser definido como pessoa jurídica de natureza pública, dotada de
personalidade jurídica própria e com atribuições para atuar em prol do interesse público.

13. (CESPE Auditor Federal de Controle Externo TCU 2009) Em regra, os órgãos, por não terem personalidade jurídica, não têm
capacidade processual, salvo nas hipóteses em que os órgãos são titulares de direitos subjetivos, o que lhes confere capacidade
processual para a defesa de suas prerrogativas e competências.

14. (CESPE Agente Administrativo do MMA 2009) As assembléias legislativas estaduais não possuem personalidade judiciária.

15. (CESPE Técnico Judiciário – Área Administrativa 2010) A criação de uma autarquia para executar determinado serviço público
representa uma descentralização das atividades estatais. Essa criação somente se promove por meio da edição de lei específica
para esse fim.

16. (CESPE Defensor Público de Alagoas 2009) A autarquia é pessoa jurídica de direito público destituída de capacidade política.

17. (CESPE Agente Penitenciário SEJUS/ES 2009) A autarquia, embora possua personalidade jurídica própria, sujeita-se ao
controle ou à tutela do ente que a criou.

18. (CESPE Administrador do DFTRANS 2008) Por ser uma autarquia diretamente vinculada à Secretaria de Estado de
Transportes do DF, o DFTRANS integra a administração pública direta.

19. (CESPE Técnico Administrativo ANVISA 2007) A ANVISA é imune ao pagamento de imposto sobre propriedade predial e
territorial urbana referente a imóveis utilizados para o exercício de suas competências legalmente definidas.

20. (CESPE Advogado da União 2004) Os bens da ANVISA não estão sujeitos a penhora.

21. (CESPE Especialista em Regulação de Aviação Civil ANAC 2009) Às agências reguladoras é atribuída a natureza jurídica de
autarquias de regime especial.

22. (CESPE Analista Judiciário – Área Judiciária TRE/MT 2010) Decorrente diretamente do denominado poder regulamentar, uma
das características inerentes às agências reguladoras é a competência normativa que possuem para dispor sobre serviços de
suas competências.

23. (CESPE Analista Judiciário – Área Judiciária TRE/MT 2010) A criação das autarquias é feita por lei, ao passo que as empresas
públicas e sociedades de economia mista são criadas por meio do registro dos atos de constituição no respectivo cartório.

24. (CESPE Analista Técnico-administrativo MS 2010) As sociedades de economia mista sob o controle da União devem ser
criadas por lei.

25. (CESPE Analista Judiciário – Área Judiciária TRE/MT 2010) As empresas públicas têm natureza jurídica de pessoas jurídicas de
direito público interno.

26. (CESPE Analista Técnico-administrativo MS 2010) As empresas públicas e as sociedades de economia mista são entidades
integrantes da administração indireta, portanto, aos seus funcionários aplica-se o regime jurídico dos servidores públicos civis da
União, das autarquias e das fundações públicas federais.

27. (CESPE Auditor do Estado ES 2009) As sociedades de economia mista são constituídas tão somente por capital público.

28. (CESPE Agente de Polícia Federal 2009) A empresa pública e a sociedade de economia mista podem ser estruturadas
mediante a adoção de qualquer uma das formas societárias admitidas em direito.

29. (CESPE Agente Técnico Jurídico MPE AM 2008) Uma demanda contra o Banco do Brasil, na qual se discuta um contrato de
cheque especial firmado entre o banco e o cliente, deve ser proposta na justiça federal, já que as sociedades de economia mista
federais foram contempladas com o foro processual da justiça federal.

30. (CESPE Advogado do SERPRO 2008) Uma empresa pública federal, exploradora de atividade econômica em regime de ampla
concorrência, possui um imóvel no Rio de Janeiro, o qual está alugado para uma concessionária de veículos. Nessa hipótese,
desde que a renda desse imóvel seja aplicável às atividades-fim da referida empresa, haverá imunidade em relação ao imposto
sobre propriedade territorial urbana (IPTU).

31. (CESPE Advogado do SERPRO 2008) Uma empresa pública prestadora de serviços públicos pode ter os seus bens penhorados,
mesmo que afetada a sua atividade-fim, já que ela se submete ao regime jurídico das empresas privadas.

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32. (CESPE Auditor Federal de Controle Externo TCU 2009) A criação de fundações públicas, pessoas jurídicas de direito público
ou privado, deve ser autorizada por lei específica, sendo a criação efetiva dessas entidades feita na forma da lei civil, com o
registro dos seus atos constitutivos, diferentemente do que ocorre com as autarquias.

33. (Advogado da HEMOBRAS 2008) As áreas em que poderão atuar as fundações públicas são definidas e estabelecidas por lei
complementar.

34. (CESPE Advogado IBRAM 2009) Uma autarquia pode ser qualificada como agência executiva desde que estabeleça contrato
de gestão com o ministério supervisor e tenha também plano estratégico de reestruturação e de desenvolvimento institucional
em andamento.

35. (CESPE Técnico Judiciário do STF 2008) Ter um plano estratégico de reestruturação e desenvolvimento institucional em
andamento é pré-requisito básico para a qualificação de uma instituição como agência executiva.




“Todos criamos em nossa vida uma zona de conforto. É difícil aprender ou fazer coisas
novas, é doloroso mudar de atitude porque isso está fora da zona de conforto. Aquilo que
não é familiar também não é confortável, e assim passa a ser inconveniente. No entanto, o
verdadeiro aprendizado sempre ocorre fora da zona de conforto. Não adianta achar que vai
passar em concurso sem sair da zona de conforto e acumular carga horária de estudo. Se
você quiser mesmo ser um vencedor, necessariamente irá passar por isso.”
(Trecho extraído do livro “Os Sete Hábitos do Concurseiro”, Elyesley Silva, Ed. Impetus)

Gabarito
1. C
2. E
3. E
4. E
5. E
6. E
7. E
8. C
9. C
10. C
11. C
12. E
13. C
14. E
15. C
16. C
17. C
18. E
19. C
20. C
21. C
22. C
23. E
24. E
25. E
26. E
27. E
28. E
29. E
30. E
31. E
32. E
33. C
34. C
35. C