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Sobre - Camillo Sitte ( 1843 —1903

)
• Arquiteto e historiador vienense.
• Diretor da Escola Imperial e Real de Artes Industriais.
• Estudioso da arqueologia medieval e renascentista.
• Pioneiro do Urbanismo Culturalista – Qualidade de vida e
desenho da cidade.
• Primeiro “esteta” – quem analise a cidade do passado sob o
ponto de vista estético.
• Grande influenciador em muitas teorias urbanísticas
europeias, soviéticas e americanas – Século XX




• Objetivo : não é contar a história da origem o urbanismo, ou
estabelecer regras, mas sim instigar e trazer contribuições criticas aos
responsáveis pelo planejamento urbano.
• O sucesso deu-se não apenas pelo conteúdo de uma forma geral ,
mas da forma com o arquiteto vê a cidade, da maneira em que um
cidadão qualquer a enxerga.
• Comparação: Cidade moderna x Cidade Antiga (antiguidade ,
medievais, renascentitas ).
• Cidade: obra de arte e funcionalidade .
• Defende a preservação dos pontos Históricos.
• Critica os princípios para a criação de novos bairros e cidades.
• Com um lugar a se admirar, seria muito mais fácil suportar as
dificuldades.

O livro “A construção das Cidades Segundo seus Princípios Artisticos.”
Camillo Sitte
Capa do Livro
• A racionalidade, os excessos de geometrização e princípios puramente métricos , são
fatores da idade moderna que ferem muito aos princípios entendidos por Sitte.
• Neste capitulo , aborda principalmente sobre as praças, mercados e posicionamento das
esculturas e sua integração o entorno.

As Praças e seus Monumentos:

• Praças + adornos = sensação de satisfação
• Usadas principalmente para movimento, festas, cerimonias, além da manifestação da
diferença entre autoridade secular e eclesiástica.
• Hoje podemos constatar que boa parte das nossas atuais praças, quase não são mais
utilizadas com essa finalidade. São pouco usufruídas, com poucos elementos artísticos ,e
quando ocupada , geralmente são por motivos como atividade física, equipamentos de
playground , ou como Sitte afirma, como mero estacionamento e sem relação com o
edifício.
• Ressalta que apesar de antigos, alguns países da Europa preservaram alguns desses
espaços, assim como costumes e significados e a vivacidade da vida pública , como no caso
da Itália.
A Relação entre Construções, Monumentos e Praças
• De uma forma mais resumidas , Sitte enxerga a praça moderna como pobre de vivencia, de
arte , e de certa forma de conforto.
• Boa parte tem grandes dimensões e são vazias, quando muito uma escultura é implantada,
geralmente é disposta no centro, causando insatisfação , neutralizando seu efeito, e em
alguns casos levando a transferência para praças menores.











• Exemplifica a escultura “Menina dos gansos” que por muito tempo ficou exposta em uma
praça de esquina.
A Relação entre Construções, Monumentos e Praças
Fontes: Street View Fontes: Street View
Praça em Campo Grande – Esquina Rua da Assembleia com Rua Junquilhos
• Antigamente , os monumentos eram dispostos em locais que os deixavam em evidencia,
não necessariamente sendo no centro , mas ao longo de muros e paredes.
• Podemos entender conforme a analise de Sitte, que cada escultura foi pensada
juntamente com o local em que seria disposta, estabelecendo uma harmonia em seu
conjunto.

A Relação entre Construções, Monumentos e Praças
Representação da Piazza della Signoria ( Florença)
Fonte:Vitico de Vagamundo
A Relação entre Construções, Monumentos e Praças
Loggia dei Lanzi ( Florença)
Fonte: “A construção das Cidades Segundo seus Princípios
Artisticos.” Fig,7 , Pág.28
Fonte: Visit Florence
• Apesar do passar dos séculos, através da comparação entre as imagens do livro - publicadas
no século XIX- e as fotografias do século XXI , que a essência do local prevaleceu.
Exemplo 01
A Relação entre Construções, Monumentos e Praças
Esculturas da Piazza della Signoria
Fonte : “A construção das Cidades Segundo seus Princípios Artisticos.” Fig.6, Pág.26 Fontes: Escalada Planetária
Exemplo 02
A Relação entre Construções, Monumentos e Praças
Esculturas da Piazza della Signoria
Fonte:Sweerlittletips
Fontes: Noticias do Planeta
A Relação entre Construções, Monumentos e Praças
• Com indignação e insatisfação , Sitte conta a grande perda de valor que tivermos, em
ralação a relocação da estatua de Davi , de Michelangelo , a qual havia sido colocada na
entrada principal de Palazzo Vecchio , por escolha do próprio artista, contribuindo para seu
efeito prodigioso.
• Hoje esta dentro de uma cúpula de vidro em uma sala de academia.
• ” Encerrado nos cárceres da arte chamados de museus”- Camillo Sitte
Fonte: Viajarpelomundo Fonte: Desenho Online
Estatua de Davi – Replica no Palazzo Vecchio e Original na Academia ( Florença)
• Apesar dessa intensa comparação até então realizada , o arquiteto defende que seu
objetivo não gira em torno de promover a beleza pitoresca nas propostas modernas, mas
resgatar o que pode vir a ser resgatado em nosso beneficio, nem que seja ao menos
como patrimônio.

A Relação entre Construções, Monumentos e Praças
Plaza Mayor Madrid , Espanha
Fonte : Ihdwal
Fonte : Gothereguide
A Relação entre Construções, Monumentos e Praças
• Aborda com entusiasmo sobre essa praça de Pisa , na Itália, afirmando que esta é
possuidora de uma grande arte monumental e extrema pureza , difícil de ser repetida
atualmente.
• Percebemos então a harmonia entre as construções e o espaço, sem edificações
conflitantes , e concordando entre si , formando um conjunto fabuloso.

Piazza dei Duomo – Pisa, Italia
Fonte : Msteker
Fonte : Msteker
• Assim , como praças , alguns outros locais, com o tempo acabaram perdendo suas
características como por exemplo :

- Mercado:
Espaço aberto x Gaiola de ferro e vidro

A Relação entre Construções, Monumentos e Praças
Fonte : Historia Digital - Comércio em praça medieval, séculos XII e XIII Fonte : Ancarivanhoe – Shooping El Dorado - SP
A Relação entre Construções, Monumentos e Praças
• Apesar desse aspecto , essa combinação de praças de mercado , chafariz e a prefeitura, se
mantiveram por mais tempo.
Praça da Prefeitura de Breslau
Fonte: Cidade Medieval
Fonte: : “A construção das Cidades Segundo seus Princípios
Artisticos.” figura 8 , pagina 31
Moradia:

• Outro fator que acaba por instigar o arquiteto , é também a perda da singularidade dos
edifícios, tais como palácios e residências , que acabam tendo grandes variações nos
tempos modernos, com a concretização de diferentes preferencias.













• Porém contrapondo de certa forma com a visão de Sitte , podemos ver essa diversidade
de gostos , como uma forma da cidade manter-se viva, e se expressando.
A Relação entre Construções, Monumentos e Praças
Fonte: Marcelo Martel
Fonte: Marcelo Martel
Fonte: Marcelo Martel
Pallazzo Médici (Florença) , Pallazzo Del Te (Mântua) e Pallazzo de Valmarana (Vicenza)
• Na idade média e na renascença a disposição de chafarizes e monumentos não se manifesta
com a mesma nitidez que na antiguidade.
• Quanto mais próximo ao nosso tempo mais frequente é a disposição de monumentos nos
centros das praças.
• A composição variada das cidades e das praças, dependem de todo seu desenvolvimento
histórico.
• Há obras que a técnica e a geometria não podem transmitir, tem que haver sensibilidade para
entende-la, sendo impossível analisa-las racionalmente, através de teorias e regularidades
rígidas e geométricas..




Chafariz na praça
do mercado de
Rothenburg ob der
Tauber- Baviera,
Alemanha.
http://deiatatu.wordpress.com/2007/07/25/rothenburg-ob-der-tauber/
Fonte: A Construção das Cidades Segundo seus
Princípios Artísiticos. Fig.10, Pág.38
O Centro Livre
• Os monumentos e chafariz, não poderiam obstruir a vista sobre pórticos ou partes de um
edifício, por isso são deslocados dos eixos centrais.
• O chafariz algumas vezes servia de bebedouro para animais de tração.











O Centro Livre
• Schöne Brunnen e Catedral Frauenkirche, na praça do
mercado em Nurembergue, na região administrativa
da Média Francónia- Alemanha.
Fonte: http://www.oplanob.com.br
Fonte: A Construção das Cidades Segundo seus
Princípios Artísiticos. Fig.9, Pág.37
O Centro Livre
• Na Itália as igrejas não era construídas isoladas, as praças(irregulares) resultaram das igrejas
encostadas em outras estruturas.

• Basílica de S. Giustina- Pádua,
Itália.
Fonte: A Construção das Cidades Segundo seus
Princípios Artísiticos. Fig.11, Pág.39
Fonte: Google Maps.
Fonte: www.panoramio.com
O Centro Livre
• Praça da Catedral- Florença, Itália.
Fonte: A Construção das Cidades Segundo seus
Princípios Artísiticos. Fig.16, Pág.42
Fonte: Google
Maps.
Fonte: www.liberta.it
• Em Verona , as igrejas se empenham em abrir-se para uma praça ampla, frente ao pórtico
principal.

O Centro Livre
• Praça da Catedral S. Maria Assunta- Verona, Itália.
Fonte: A Construção das Cidades Segundo seus
Princípios Artísiticos. Fig.12, Pág.40
Fonte: Google Maps.
Fonte:
www.bellitalie.org/italia/veron
a-duomo.html
O Centro Livre
• San Fermo Maggiore- Verona, Itália.
Fonte: A Construção das Cidades Segundo seus
Princípios Artísiticos. Fig.13, Pág.40
Fonte: Google Maps.
Fonte: Google Maps.
O Centro Livre
• Piazza Santa Anastasia- Verona, Itália.
Fonte: A Construção das Cidades Segundo seus
Princípios Artísiticos. Fig.14, Pág.40
Fonte: Google Maps.
Fonte: Google Maps.
O Centro Livre
• Em Roma, dentre suas 255 igrejas, 41 são encostadas em outros edifícios em um lado, 96 são
encostadas em dois lados, 110 em três lados, 2 são obstruídas em quatro lados e 6 isoladas.
• Dentro as 6 igrejas isoladas, possuem duas modernas, a protestante e a anglicana,
enquanto as outras 4 são recuadas para borda e esquina da praça.
• Piazza San Michele- Lucca, Itália.
Fonte: Google Maps.
Fonte: Wikipedia.org
Fonte: A Construção das Cidades Segundo seus
Princípios Artísiticos. Fig.18, Pág.43
O Centro Livre
• Em Pavia, Vicenza e Palermo, Veneza, apenas a catedral é isolada, as igrejas são encaixadas
em outro edifício..
Fonte: A Construção das Cidades Segundo seus
Princípios Artísiticos. Fig.20, Pág.44
• Piazza del Duomo- Palermo, Veneza.
Fonte:
Google Maps.
Fonte: Wikipedia.org
O Centro Livre
• Fachada da catedral é o limite da praça.
• Piazza Paolo VI, Catedral de Brescia- Brescia, Itália.
Fonte: Google Maps.
Fonte: A Construção das Cidades Segundo seus
Princípios Artísiticos. Fig.21, Pág.44
O Centro Livre
http://www.movingitalia.it/brescia/turismo/duomo.html
• Piazza Paolo VI, Catedral de Brescia- Brescia, Itália.
Fonte: www.visual-italy.it/IT/lombardia/brescia/piazza-paolo-sesto/
O Centro Livre
Disposições antigas:
• Permite economia de faixadas principais e o
uso de mármore de cima a baixo, restando
mais capital para ornamentação figural.
• Funcionalmente possibilita passagens
fechadas entre a igreja e um convento, escola
ou uma casa paroquial, sendo útil no inverno
ou em épocas de tempo ruim.
Disposições modernas:
• Anula qualquer possibilidade de
harmonia viva e orgânica entre o
edifício e seus arredores
• para o construtor essa disposição
resulta em uma composição
arquitetônica ornamental mais
vultuosa e cara.
Fonte: A Construção das Cidades Segundo seus
Princípios Artísiticos. Fig.20, Pág.44
Fonte: A Construção das Cidades Segundo seus
Princípios Artísiticos. Fig.11, Pág.39
O Centro Livre
http://www.maneirissimo.net/2013/04/24/a-beleza-de-karlskirche/

• Igreja de Karlskirche em Viena, Fischer Von
Erlanch, ao projetá-la, deixa claro que se tirar
os fundamentos essenciais da obra, seria
privar o artista de sua autoria.
Fonte: A Construção das Cidades Segundo seus
Princípios Artísiticos. Fig.22, Pág.45
• Os muros de pedra dos palácios
florentinos evidenciam os palácios,
vistos de uma praça livre e possui outro
efeito quando visto dos fundos das
vielas estreitas.
O Centro Livre
• Essa ideia dos centros livre
também eram validas para
edifícios e igrejas que hoje são
colocadas nos centros das praças
contrastando radicalmente com o
costume antigo.
• Padrões modernos de igreja
isolada: o centro do plano da igreja
tem que coincidir com o centro da
praça.
• As igrejas atuais ainda são feitas com essa disposição moderna, pois assim como teatros e
prefeituras, seguindo o conceito de que devem ser visto por todos os lados, por isso é
correto um espaço vazio e uniforme em torno da construção, anulando qualquer variação
de efeitos e integração com o meio circundante.
• Reinhard Baumeister, em seu manual da construção urbana tomou esses padrões
modernos como uma norma: ”construções antigas devem ser preservadas, mas
desimpedidas e restauradas”. Portanto através de reformas, as obras devem ser isoladas e
alinhadas aos eixos das ruas.
Fonte: A Construção das Cidades Segundo seus
Princípios Artísiticos. Fig.18, Pág.43
A Coesão das Praças
A condição essencial para um espaço ser considerado praça, é que ele seja fechado, utilizando
as mais diversas formas de fechamento, assim como os antigos faziam.
Praça Del Palio – Siena, Itália
Fonte: Camper Life
Praça do Japão – Curitiba, Brasil.
Fonte: Viaje Curitiba
A Coesão das Praças
Formas de fechamentos
Cercamento contínuo por edifícios: É feito um recorte em uma massa de casas diante
de um edifício monumental
Praça de S. Giovanini - Brescia, Itália
Fonte: “A construção das Cidades Segundo seus
Princípios Artisticos.” Fig 23, Pág.48
Fonte: Google Street View
A Coesão das Praças
Formas de fechamentos
Fechamento com desembocadura única em cada canto: Um tipo de fechamento
onde só existe uma pequena rua em cada canto da praça, de forma que a visão não
seja muito ampla e não atrapalhe a coesão da continuidade com os edifícios ao redor
do espaço.
Praça da Catedral de Ravena, Itália
Fonte: “A construção das Cidades Segundo
seus Princípios Artisticos.” Fig 25, Pág.49
Fonte: Ravenna e Dintorni
A Coesão das Praças
Formas de fechamentos
Fechamento por pórtico com arcadas amplas encimado por edifícios: Possibilita coesão
da vista e aberturas variadas, de acordo com o tráfego necessário.
Pórtico Degli Uffizi – Florença, Itália
Fonte: “A construção das Cidades Segundo seus
Princípios Artisticos.” Fig 30, Pág.52
Fonte: Dovolená.eu
A Coesão das Praças
Formas de fechamentos
Fechamento por colunatas: Usado para o preenchimento de lacunas, muitas vezes
combinadas com pórticos encimados por edifícios ou usados como muros articulados
e muralhas cercando a praça.
Fonte: O Globo
Fonte: El país
Praça da Basílica de São Pedro – Roma, Itália
Dimensão e forma das praças
As praças podem se diferenciar em duas categorias, definidas pelo seu formato e
relação com os edifícios principais ao seu redor.
Fonte: Panorâmio.com
Praça de Santa Croce – Florença, Itália
Praças de Profundidade: Praças onde o edifício principal se localiza na parte mais
estreita, sendo este maior em altura do que em largura, possibilitando assim uma
melhor observação do edifício.
Fonte: “A construção das Cidades Segundo
seus Princípios Artisticos.” Fig 32, Pág.55
Dimensão e forma das praças
Fonte: Commons
Praça Real – Módena, Itália
Praças de Largura: Praças onde o edifício se localiza na parte mais longa, sendo que a
largura do edifício é maior que a altura, dessa maneira campo visual para observação
do edifício é maior.
Fonte: “A construção das Cidades Segundo
seus Princípios Artisticos.” Fig 33, Pág.56
Dimensão e forma das praças
Campo de Marte – Paris, França
Uma praça pequena
demais impede a apreciação da
construção, em compensação uma
praça grande demais ofusca a
grandeza do edifício, por ter
dimensões muito maiores que ele.

Praças extremamente
grandes não causam efeitos
expressivos sobre a percepção
humana, pois já são tão grandes
que impedem a percepção da
relação com os edifícios ao redor.
Praças assim fazem seus
elementos parecerem menores:
edifícios, monumentos, espaços de
uso específico, etc.
Fonte: Paris.es
Irregularidades das Praças Antigas
• Na modernidade, o uso das linhas retas das praças e o alinhamento da rua
• Preocupação inútil, esforço mal empregado
• Na antiguidade, a irregularidade das praças vinha do seu desenvolvimento
histórico
Siracusa, atualmente
Fonte: Google Maps
Siracusa, na antiguidade
Fonte: A Construção das cidades segundo seus
princípios artísticos. SITTE, Camillo
• A irregularidade não traz um efeito ruim
• Traz naturalidade, chama atenção pela beleza e estimula o interesse
• Desconsidera-se o natural, idealizando uma regularidade exata

Piazza S. Francesco, atualmente
Fonte: Google Maps
Piazza S. Francesco, na antiguidade
Fonte: A Construção das cidades segundo seus
princípios artísticos. SITTE, Camillo
Irregularidades das Praças Antigas
Verona, atualmente | Fonte: Google Maps
Verona, na antiguidade
Fonte: A Construção das cidades segundo seus
princípios artísticos. SITTE, Camillo
• Ao examinar a própria cidade, a procura de praças
irregulares, podemos perceber que na memória, temos
uma imagem reta, retilínea.
• Refazer o traçado das praças a partir de suas
perspectivas.
• Alguns pontos das praças ficam atrás do observador,
passando despercebidos.
Irregularidades das Praças Antigas
Piazza S. Maria Novella, atualmente | Fonte: Google Maps
Piazza S. Maria Novella, na antiguidade
Fonte: A Construção das cidades segundo seus princípios
artísticos. SITTE, Camillo
• Piazza S. Maria Novella, é um exemplo claro da
confusão de ângulos.
• As pessoas guardam uma imagem quadrada da praça,
por serem observados apenas três pontos
simultaneamente, de cinco pontos existentes.
• Dificuldade em diferenciar ângulos retos
e obtusos.
• Avaliação baseada somente na
perspectiva.

Irregularidades das Praças Antigas
• Praças muito irregulares, não mostram isso no contexto físico. São irregulares apenas nas
plantas.
• Desenvolvimento “in natura”
• Olhar atraído por coisas “in natura”, assim o irregular passa despercebido.
S. Pietro alle Scale, atualmente | Fonte: Google Maps
S. Pietro alle Scale, na antiguidade | Fonte: A Construção
das cidades segundo seus princípios artísticos. SITTE,
Camillo
Irregularidades das Praças Antigas
S. Vigilio, atualmente | Fonte: Google Maps
S. Virgilio, na antiguidade | Fonte: A
Construção das cidades segundo seus
princípios artísticos. SITTE, Camillo
• A pouca importância da regularidade era discutida desde os castelos antigos.
• A construção urbana era ampla e diversificada, devendo ter um tratamento livre.
• O termo simetria, na modernidade passa adquirir um significado novo.
• Para os antigos, simetria e proporção eram a mesma coisa.
• Na arquitetura, proporção era qualidade geral e benéfica das relações pela sensação, e
simetria era expressa por números.
• Conceito durou toda a Idade Média

Irregularidades das Praças Antigas
Praça S. Siro, na antiguidade | Fonte: A
Construção das cidades segundo seus
princípios artísticos. SITTE, Camillo
Praça S. Siro, atualmente | Fonte: Google Maps
• Somente com os mestres góticos, que o significado de simetria, adquiriu o sentido
moderno.
• A partir da Renascença, esse significado e os eixos simétricos tomaram o mundo
• Pobreza espiritual x Necessidade de regras nas relações estéticas
• As praças triangulares são as praças irregulares da modernidade.

Irregularidades das Praças Antigas
Conjunto de Praças
• Centro da cidade constituído por conjuntos
de praças, principalmente na Itália.

Módena, na antiguidade |
Fonte: A Construção das
cidades segundo seus
princípios artísticos. SITTE,
Camillo
Módena, atualmente | Fonte: Google Maps
Piazza della Legna
Piazza Grande
Piazza Torre
• Piazza Grande, função de realçar a fachada lateral da igreja.
• Piazza Torre, função de causar melhor efeito a torre, como um palco.
• Cada fachada do edifício motivou as praças ao redor
• Três praças e três imagens urbanas formando imagens urbanas coesas
• Método de melhor aproveitamento das construções monumentais
• Cada fachada uma praça
Piazza d’Erbe, na antiguidade | Fonte: A
Construção das cidades segundo seus
princípios artísticos. SITTE, Camillo
Piazza d’Erbe, atualmente | Fonte: Google Maps
Conjunto de Praças
Perúgia, na antiguidade | Fonte: A
Construção das cidades segundo seus
princípios artísticos. SITTE, Camillo
Perúgia, atualmente | Fonte: Google Maps
• Cada praça recebe uma fachada de mármore
• Sistema moderno não aceita esse tipo de método
• Cada elemento da praça tem seu espaço, sutilmente protegido
Conjunto de Praças
• Praça de S. Marcos e Piazzetta:
• Sede do poder de espírito, da arte e da indústria
• Disposição adequada
• Efeito coeso
• Inimaginável dentro de um contexto moderno
• Conveniente a todas as regras já conhecidas.
• Capaz de se obter inúmeras fotos diferentes, de
diferentes ângulos.
• As praças modernas com
sua rigidez e formato
quadrado, não é possível
ter várias maneiras de
enxergar a praça.
Praça S. Marcos, atualmente | Fonte: Google Maps
Praça S. Marcos, na antiguidade | Fonte: A Construção das
cidades segundo seus princípios artísticos. SITTE, Camillo
Conjunto de Praças

As Igrejas Isoladas:

• A disposição da implantação de igrejas em praças e a complexidade dessas é o principal
destaque do Norte e o maior contraste entre o Sul.
• As igrejas eram dispostas de forma isolada, totalmente ou rodeadas por vielas, na praça de
acordo com seu grau de importância ou quando eram catedrais góticas;
• A disposição ideal de uma catedral gótica se dá em uma abertura única em frente ao
pórtico principal que exalte a concepção arquitetônica da obra;
• Esta disposição isolada é decorrente da existência de cemitérios, outrora, que rodeavam os
monumentos;
• Em nossa cidade as praças existentes deixam nítida a diferença de objetivo se comparadas
com as praças antigas, onde nestas há nada mais além de bancos, alguns caminhos
concretados, academias da terceira idade e áreas verdes consideráveis, porém nada
monumental ou de arquitetura exaltante.
• Sitte criticava o modelo moderno de se projetar alegando que os modernos não estudavam
o lugar para projetar, diferente dos antigos, e por isso muitas vezes a disposição dos
monumentos pareciam ser desvantajosos.



As Praças do Norte da Europa
Exemplos de Praças com Igrejas Isoladas:

• Comparando a imagem da praça publicada no século XIX (esquerda) com a praça na
atualidade, podemos perceber que embora o entorno esteja mais desenvolvido, a Catedral
não deixa de estar no centro e ser o foco principal desta.













Praça da Catedral de Freiburg – Freiburg, Alemanha

Fonte: Livro ‘ A Construção das Cidades Segundo Seus Princípios Artísticos’
Fonte: Google Earth’
As Praças do Norte da Europa
Exemplos de Praças com Igrejas Isoladas:











Fonte: sobrealemania.com
Praça da Catedral de
Freiburg – Freiburg,
Alemanha

As Praças do Norte da Europa
Exemplos de Praças com Igrejas Isoladas:

• Já nesta comparação podemos inferir que o espaço ao redor da Catedral não possui mais a
dimensão de liberdade como antes.











Fonte: Livro ‘ A Construção das Cidades Segundo Seus Princípios Artísticos’
Fonte: Google Earth’
Praça da Catedral de Nossa Senhora de
Munique – Munique, Alemanha

As Praças do Norte da Europa
Exemplos de Praças com Igrejas Isoladas:











Fonte: Livro ‘ A Construção das Cidades Segundo Seus Princípios Artísticos’
Fonte: Google Earth’
Praça da Catedral de Ulm – Ulm,
Alemanha

As Praças do Norte da Europa
Exemplos de Praças com Igrejas Isoladas:











Fonte: minube.com
Catedral de Ulm – Ulm, Alemanha

As Praças do Norte da Europa

As Igrejas Encostadas:

• As igrejas consideradas de menor importância eram encostadas em outros edifícios, fato
muito decorrente no Renascimento e no Barroco.
• Há, também, as igrejas que eram tão recuadas para um dos cantos que pareciam estar
encostadas em outro edifício, perdendo assim a característica de isolada.
• As praças que continham as prefeituras e os mercados não possuíam regra de isolamento.
• Essas praças continham um maior número de monumentos arquitetônicos e todos obtinham
sua exaltação, diferentemente das praças com catedrais isoladas que tinham a atenção e a
entrada principal voltada inteira e exclusivamente para as igrejas.
• Algumas destas praças possuíam ruas largas convenientes à fachada principal da catedral e
da profundidade da praça. Isto gerava um bom aproveitamento dos três lados do edifício
monumental e, consequentemente, a formação de três praças. Esta formação remetia ao
estilo italiano.












As Praças do Norte da Europa
Exemplos de Praças com Igrejas Encostadas:

• Podemos inferir, de acordo com a comparação da imagem do séc. XIX com a imagem do séc.
XX, do mesmo local, que a disposição da Catedral quanto ao prédio em que estava
encostada prevaleceu, e o que houve de mudança foi o desenvolvimento do entorno.














Fonte: Google Earth’
Fonte: Livro ‘ A Construção das Cidades Segundo Seus Princípios Artísticos’
Praça da Catedral de Regesnburg –
Regensburg, Alemanha

As Praças do Norte da Europa
Exemplos de Praças com Igrejas Encostadas:

• Outro fator que assemelha o modelo desta praça ao modelo italiano são as irregularidades
quanto à organização













Fonte: Livro ‘ A Construção das Cidades Segundo Seus Princípios Artísticos’
Fonte: Google Earth’
Praça da Igreja de Würzburg –
Würzburg, Alemanha

As Praças do Norte da Europa
Exemplos de Praças com Igrejas Encostadas:

• Nesta comparação com as imagens de diferentes séculos podemos perceber que houve uma
transformação bastante significante quanto a organização e divisões da praça.













Fonte: Livro ‘ A Construção das Cidades Segundo Seus Princípios Artísticos’
Fonte: Google Earth’
Praça da Igreja de São Nicolau – Kiel,
Alemanha

As Praças do Norte da Europa

Novos Modelos de Praças:

• O modelo romano deixa de ser seguido.
• Surge um novo modelo.
• Esse novo modelo se dava pelo velho modelo juntamente do ressurgimento das colunas e
travejamentos.
• Este desenvolvimento passou a possuir artefatos artísticos que interferiam na definição da
forma de praças.
• Surge um novo modelo de praças, onde eram fechadas em três lados e um lado aberto.
• A perspectiva passa a possuir um grande destaque nesta época e a arquitetura, escultura e
pintura competem entre si.
• Esses fatores são característicos de uma arquitetura Barroca, onde mais do que na
arquitetura urbana, o Barroco destacou-se em palácios e mosteiros.














As Praças do Norte da Europa
Exemplo dos Novos Modelos de Praças:















Fonte: Google Earth’
Átrio do Palácio Pitti –
Florença, Itália

As Praças do Norte da Europa















Exemplo dos Novos Modelos de Praças:
Fonte: Livro ‘ A Construção das Cidades Segundo Seus Princípios Artísticos’
Fonte: Google Earth’
Praça do Capitólio –
Roma, Itália

As Praças do Norte da Europa














Exemplo dos Novos Modelos de Praças:
Fonte: virtualandmemories.blogspot.com.br
Fonte: roma.ociogo.com

Praça do Capitólio –
Roma, Itália

• A Praça do Capitólio deixa bem
visível a implantação do novo
modelo, onde a praça está
fechada em três lados e um lado
aberto voltado para a entrada
principal e monumental
As Praças do Norte da Europa
Exemplo dos Novos Modelos de Praças:















Fonte: http://fbirnotes.blogspot.com.br/
Castelo de Schönbrunn –
Viena, Áustria

Fonte: Livro ‘ A Construção das Cidades Segundo Seus Princípios Artísticos’
• Exemplo de castelo com
jardins geométricos,
uma das inovações do
novo modelo.
As Praças do Norte da Europa