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REVISÃO DE MICROECONOMIA I

:
CAP.1 O MERCADO:
A microeconomia é baseada em pressupostos comportamentais:
• princípio de otimização : as pessoas tentam escolher o melhor padrão de consumo ao seu alcance.
• princípio de equilíbrio : os preços se ajustam até a demanda se igualar a oferta.
Preço de reserva é o preço o qual é indiferente comprar ou não um bem.
Mercado Competitivo é formado por muitos agentes independentes.
EQ!"#$%!& 'E (E%)A'&:


&*%A+ ,&%(A+ 'E '!+*%!$!% $E-+:
& (onop.lio 'iscriminador:
m /nico ofertante0 ou um conjunto de ofertantes agindo como um0 que resol1em leiloar seus
bens pelos maiores preços. &s compradores serão os mesmos do mercado competiti1o0 porém pagaram
1alores diferentes.
& (onopolista )omum:
& monopolista de1e ofertar ao preço que ma2imize sua renda.
)ontrole de Aluguéis:
!mposição de um pm320 nossa hip.tese é de que pm324 p5. &casionando um e2cesso de demanda.
-essa situação não podemos afirmar quem ficar3 com os bens 6em relação a antes do controle de
aluguéis7.
E,!)!8-)!A 'E 9A%E*&:
Eficiente de 9areto é não e2istir outra alocação que dei2e todo mundo ao menos tão bem quanto
antes e torne alguma pessoa estritamente melhor. : o critério de efici;ncia utilizada pela microeconomia.
)&(9A%A-'& ,&%(A+ 'E '!+*%!$!% $E-+:

<. (ercado competiti1o: é eficiente de 9areto0 nenhuma transição ser3 realizada 6melhorando a
situação de alguém7depois da alocação.
=. (onop.lio discriminador: é eficiente de 9areto0 pois distribui seus bens para as mesmas
pessoas que o sistema de mercado competiti1o. & preço pago por elas é que ser3 diferente.
>. (onop.lio comum: como 1imos0 nem todos os bens foram 1endidos0 logo não é eficiente de
9areto.
?. )ontrole de preços: os bens são distribuídos0 alguns consumidores que adquiriram o bem não
pagariam o 1alor de mercado por ele. Assim0 não é eficiente de 9areto.
CAP. 16 EQUILÍBRIO:

Curvas de Mercado: podemos agregar as cur1as de oferta e demanda indi1iduais para termos as
cur1as de oferta de mercado e demanda de mercado.
Mercado competitivo: cada consumidor ou produtor é s. uma pequena parte do mercado como
um todo e0 por conseguinte0 tem um efeito desprezí1el sobre o preço do mercado.
Equilíbrio Econ@mico é uma situação onde todos os agentes estão escolhendo a melhor ação
possí1el seguindo seus pr.prios interesses0 e onde o comportamento de cada pessoa é coerente
com o comportamento dos outros.
'6p57A+6p57
)A+&+ E+9E)!A!+:

)%BA+ 'E &,E%*A E 'E(A-'A !-BE%+A:
As cur1as de mercado representam quantidades .timas em razão do preço. As cur1as in1ersas
6(arshall7 representam o preço que alguém estaria disposto a pagar ou receber0 por uma quantidade.
9s6q57A9d6q57
E+*C*!)A )&(9A%A*!BA0 & EDE(9"& '&+ !(9&+*&+:
E2aminaremos dois tipos de impostos: impostos sobre quantidade (específicos), imposto sobre o
valor (ad valorem).
<.!mposto ad 1alorem: é uma ta2a 6π7 em unidades percentuais.
( )
Pd Ps t
Pd Ps
= +
= + < π
9rimeiro caso0 o ofertante de1e pagar 6imposto incluso7:
( ) ( )
( ) ( )
( ) ( )
D Pd S Ps
Ps Pd t
D Pd S Pd t
D Ps t S Ps
=
= −
= −
+ =
+e o demandante for quem paga 6preço acrescido ao do bem70 então:
( ) ( ) D Pd S Pd t = −
Esta é a mesma equação do caso do ofertante0 para o preço de equilíbrio tanto faz quem paga.
Queremos encontrar a quantidade para a qual 9d6q7Et se cruza com a cur1a 9s6q7 9ara localizar este ponto0
simplesmente deslocamos para bai2o a cur1a de demanda na magnitude t e 1emos onde essa intercepta a
cur1a de oferta. &u encontramos a 9d6q7A9s6q7Ft0 assim deslocamos a cur1a de oferta para cima.
Analisemos algebricamente0 suponhamos cur1as lineares:
( )
α β
α β
α β
β
α β
β
α
β
− = +
= +
− + = +
=
= + =
− −
+
− −
+
− +
+
Pd c dPs
Pd Ps t
Ps t c dPs
Ps
Pd t
c t
d
c t
d
c dt
d
5
5
-ote que o preço pago pelo demandante aumenta e o preço recebido pelo ofertante diminui.
%E9A++A-'& ( !(9&+*&:
A 9E%'A 'E 9E+& (&%*& 'E ( !(9&+*&:
& produto perdido em decorr;ncia de um imposto0 é o custo social do imposto.
&$+: a perda do e2cedente do consumidor ou do produtor0 representa o quanto cada um est3 disposto G
pagar para e1itar o imposto 6AF$F)F'7.
A perda no e2cedente do consumidor
6AF$70 e as perdas no e2cedente dos
produtores 6)F'70 AF) é a receita do
go1erno pelo imposto. "ogo $F' é o
peso morto 6ou carga e2cessi1a7.
EFICIÊNCIA DE PARETO:
ma situação econ@mica é dita eficiente de 9areto se não e2istir nenhuma forma de melhorar a
situação de alguma pessoa sem piorar a de alguma outra.
CAP.2 RESTRIÇÃO ORÇAMENTÁRIA:
Equação da restrição orçament3ria:
p x p x m < < = = + ≥
Conunto !rçament"rio: as cestas de bens que o consumidor pode adquirir são aquelas cujo o custo não é
maior que m.
2.1 A re! "r#!$e%&r'!:

p x p x m < < = = + =

x m p p p x = = < = < = − 6 H 7 6 H 7 equação de uma linha reta com intercepto 1ertical mHp= 6quanto do bem =
o consumidor poderia comprar se gastasse com ele todo seu orçamento7 e decli1idade igual a Ep<Hp=. A
decli1idade da reta orçament3ria mede a ta2a G qual o mercado est3 disposto a IsubstituirJ o bem < pelo =.


x
x
p
p
=
<
<
=
= −
0 mede o custo de oportunidade de consumir o bem <.
2.2 C"$" ! re! "r#!$e%&r'! (!r'!:
&$+: se multiplicarmos ambos os preços e a renda por t0 a reta orçament3ria não 1ariar3 em absoluto.
2.) O N*$er&r'":
Pre#" !*$e%!%+": se o bem <
tornaEse mais caro0 a reta
orçament3ria tornarEseE3 mais
inclinada.
A qualquer quantidade menor que q
5

ha1er3 alguém desejando oferecer uma
unidade a mais por um preço menor do
que alguém esta disposto a pagar por
uma unidade adicional.
V!r'!#," +! re%+!: um acréscimo na
renda causa um deslocamento da reta
orçament3ria paralelo e para cima.
p x p x m
p
p
x x
m
p
p
m
x
p
m
x
< < = =
<
=
< =
=
<
<
=
=
<
+ =
+ =
+ =
Ao fi2ar um dos preços igual a <0 este passa ser o numer3rio. & preço numer3rio é o preço em
relação ao qual a renda e o outro preço são medidos.
2.- I$."/"/0 /*1/2+'"/ e r!3'"%!$e%":
)omo um imposto sobre a quantidade afeta a reta orçament3ria do consumidorK m imposto
sobre a quantidade igual a t simplesmente altera o preço do bem < de p< para 6p<Ft7. m outro tipo de
imposto é sobre o 1alor0 se o bem < tem um preço p<0 mas sobre ele é colocado um imposto sobre as 1endas
a uma ta2a τ0 o preço efeti1o para o consumidor é 6<Fτ7p<.
m subsídio é o oposto do imposto. -o caso de um subsídio de quantidades0 o go1erno d3 ao
consumidor uma certa quantia de dinheiro dependendo da quantidade comprada do bem. +e o subsídio é
de s0 então0 do ponto de 1ista do consumidor0 o preço do bem < seria p<Es.
+e o preço do bem < é p< e o bem < esta submetido a um subsídio ad 1alorem G ta2a σ0 o preço
efeti1o do bem < para o consumidor ser3 6<Eσ7p<.
&utro tipo de imposto ou subsídio que o go1erno pode usar é o imposto ou subsídio de montante
fi2o. m imposto de montante fi2o significa que a reta orçament3ria do consumidor deslocaEse para
dentro.
Algumas 1ezes o go1erno também impLe racionamentos ao consumo. !sso significa que o ní1el
de consumo de algum bem é limitado a uma determinada quantidade.
-.s de1eríamos considerar uma situação onde o consumidor possa consumir o bem < ao preço p< até
algum ní1el determinado 2< e uma decli1idade E6p<Ft7Hp= G direita de 2<.
#xemplo$ ! Pro%rama de Cupons de &limentaç'o.
: um subsídio ao consumo de alimentos G população pobre. ma família de ? pessoas podia
receber <M> d.lares mensais em cupons ao participar do programa.
& preço desses cupons para a unidade familiar dependia da renda dessa unidade. ma família
com uma renda mensal de >NN d.lares paga1a O> por seu recebimento mensal de cupons de alimentação.
+e uma família tinha uma renda mensal de <NN d.lares0 o custo mensal total dos cupons recebidos era
igual a =M d.lares.
)ada d.lar que a família gastar em alimentos0 até <M> d.lares0 reduz seu consumo de outros bens
em apro2imadamente <P centa1os 6=MH<M>A*(+7. 'epois que a família ti1er gasto <M> em alimentos0 a
reta orçament3ria 1olta a ser uma decli1idade igual a E<.
Em <QRQ0 os cupons de alimentação passaram a ser entregues Gs famílias que satisfazem certas
condiçLes. +uponha que uma família receba cada m;s uma doação de =NN d.lares em cupons de
alimentação0 o que implica que a reta orçament3ria se deslocar3 =NN d.lares G direita.

C"%4*%" "r#!$e%&r'" 3"$ r!3'"%!$e%": se
o bem < é racionado0 a região do conjunto
orçament3rio além da quantidade racionada ser3
eliminada.
m imposto sobre o consumo
superior a 2<.
2.5 V!r'!#6e/ %! re! "r#!$e%&r'!:
'ado que o conjunto orçament3rio não muda quando multiplicamos todos os preços e a renda por
um n/mero positi1o0 a escolha .tima do consumidor a partir do conjunto orçament3rio também não
mudar3. Assim0 uma inflação perfeitamente est31el0 não muda em nada o conjunto orçament3rio e0 por
conseguinte0 também não altera a escolha .tima de ninguém.
+uponha que a renda do consumidor aumente e que todos os preços permaneçam fi2os. +abemos
que isso implica um deslocamento da reta orçament3ria em paralelo e para fora. 9or conseguinte0 cada
cesta que o consumidor esti1er consumindo anteriormente é também uma escolha possí1el com a renda
maior. Então0 com a renda maior0 o consumidor de1e estar tão bem quanto esta1a com a renda menor.
'e maneira similar0 se um preço bai2a enquanto a renda e os outros preços permanecem fi2os0 o
consumidor de1e estar tão bem quanto antes.
CAP. 7) PREFERÊNCIAS.
).1 Pre8er9%3'!/ +" C"%/*$'+"r:
+uporemos que dadas duas cestas de consumo quaisquer0 62<02=7 e 6S<0S=70 o consumidor pode
classific3Elas segundo os seus ní1eis de desejabilidade.
tilizaremos o símbolo  para indicar que uma cesta é estritamente preferida a uma outra. +e o
consumidor é indiferente entre duas cestas de bens0 n.s usamos o símbolo T. +e o consumidor prefere ou
é indiferente entre duas cestas0 dizemos que ele prefere fracamente 62<02=7 a 6S<0S=7 e escre1eremos 62<02=7

6S<0S=7.
).2 :'.;e/e /"1re !/ Pre8er9%3'!/:
,aremos usualmente algumas hip.teses sobre como as relaçLes de prefer;ncias funcionam
6Ia2iomasJ da teoria do consumidor7.
← C"$.<e!: n.s suporemos que duas cestas quaisquer podem ser comparadas.
← Re8<e='(!: suporemos que qualquer cesta é ao menos tão boa quanto ela pr.pria
6 0 7 6 0 7 x x x x
< = < =
 .
← Tr!%/''(!: se 6 0 7 6 0 7 x x x x
< = < =
 e 6 0 7 6 0 7 ( ( ) )
< = < =
 0 então n.s suporemos que
6 0 7 6 0 7 x x ) )
< = < =
 .
).) C*r(!/ +e I%+'8ere%#!:
)onsideramos con1eniente descre1er prefer;ncias graficamente0 usando cur1as de indiferença.
& conjunto de todas essas cestas é chamado de conjunto fracamente preferido. As cestas na
fronteira desse conjunto0 para as quais o consumidor é e2atamente indiferente a 62<02=70 formam a cur1a de
indiferença.
9odemos enunciar um importante princípio sobre as cur1as de indiferença: cur1as de indiferença
representando distintos ní1eis de prefer;ncia não podem cruzarEse. 9ara pro1ar essa afirmação0 1amos
escolher tr;s cestas de bens0 D0 U e V0 de forma que D esteja somente em uma cur1a de indiferença0 U
esteja somente na outra cur1a de indiferença e que V esteja na intercepção das duas cur1as. 9or definição0
as cur1as de indiferença representam distintos ní1eis de prefer;nciasW daí0 uma das cestas0 digamos0 por
e2emplo0 D0 é estritamente preferida G outra cesta0 U. -.s sabemos que DTV e que VTU0 e o a2ioma da
transiti1idade implica então que DTU. -o entanto0 isso contradiz a hip.tese de que * +  . Essa
contradição estabelece o resultado0 cur1as de indiferença representando distintos ní1eis de prefer;ncia não
podem cruzarEse.
A/ 3*r(!/ +e '%+'8ere%#! %," ."+e$ 3r*>!r?/e: se isso
ocorre0 D0 U e V teriam que ser indiferentes uns em
relação aos outros e0 portanto0 não poderiam se localizar
sobre cur1as de indiferença distintas.
C"%4*%" 8r!3!$e%e .re8er'+": a 3rea
sombreada consiste em todas as cestas ao
menos tão boas quanto a cesta 62<02=7.
).- E=e$.<"/ +e Pre8er9%3'!/:
+$+*!**&+ 9E%,E!*&+:
'ois bens são substitutos perfeitos se o consumidor est3 disposto a substituir um bem pelo outro a
uma ta2a constante.
)&(9"E(E-*A%E+ 9E%,E!*&+:
&s complementares perfeitos são bens sempre consumidos juntos0 em proporçLes fi2as.
(A"E+:
m mal é uma mercadoria da qual o consumidor não gosta.
-E*%&+:
m bem é neutro se o consumidor não se interessa por ele de nenhuma forma.
+A)!E'A'E:
Algumas 1ezes0 é bom considerar uma situação en1ol1endo saciedade0 na qual e2iste alguma
cesta melhor que qualquer outra e com a propriedade de que quanto mais IpertoJ dela o consumidor se
encontrar0 melhor estar30 segundo suas pr.prias prefer;ncias.
-esse caso0 as cur1as de indiferença t;m uma decli1idade negati1a quando o consumidor possui
Imuito poucoJ ou IdemaisJ de ambos os bens0 e uma decli1idade positi1a quando o consumidor possui
IdemaisJ de um dos dois bens.
$E-+ '!+)%E*&+:
).5 Pre8er9%3'!/ Be$?C"$."r!+!/:
m bem discreto: neste caso0 o bem < est3 disponí1el apenas em quantidades discretas.
-o painel A0 as linhas pontilhadas ligam as cestas indiferentes e0 no painel $0 as linhas
1erticais representam as cestas ao menos tão boas quanto a cesta indicada.
Pre8er9%3'!/ S!3'!+!/: a cesta 6 0 7 x x < =
é o
ponto de saciedade ou ponto de satisfação
plena0 e as cur1as de indiferença circundam
esse ponto.
9rimeiro0 suporemos que mais é melhor0 isto é0 que estamos falando em bens0 não em males.
Essa hip.tese é algumas 1ezes chamada de monotonicidade das prefer;ncias. A monotonicidade implica
que as cur1as de indiferença de1em ter uma decli1idade ne%ativa.
+egundo0 suporemos que as médias são preferí1eis aos e2tremos. Ela significa que o conjunto de
cestas francamente preferidas a 62<02=7 é um conjunto con1e2o.
,inalmente0 uma e2tensão da hip.tese de con1e2idade é a de con1e2idade estrita. +ignifica que a
média ponderada de duas cestas indiferentes é estritamente preferida Gs duas cestas e2tremas.
).6 A T!=! M!r@'%!< +e S*1/'*'#,".
A decli1idade de uma cur1a de indiferença é chamada de ta2a marginal de substituição 6*(+7.
Esse nome resulta do fato de esta medir a ta2a e2ata G qual o consumidor est3 disposto a substituir um
bem por outro.
A razão que define a ta2a marginal de substituição descre1er3 sempre a decli1idade da cur1a de
indiferença: a ta2a G qual o consumidor est3 disposto a substituir um pouco mais de consumo do bem = em
troca de um pouco menos de consumo do bem <. *a2a marginal de substituição é um n/mero ne%ativo.
+e o consumidor abrir mão de ∆2< unidades do bem <0 ele poder3 receber em troca E∆2< unidades
do bem =. &u0 in1ersamente0 se ele abrir mão de ∆2= unidades do bem =0 poder3 obter então ∆2=HE
unidades do bem <. Xeometricamente0 a ta2a de troca E corresponde G decli1idade de EE.
).A O*r!/ I%er.re!#6e/ +! TMS.
& consumidor se encontra justamente na margem de estar disposto a IpagarJ algo do bem < a fim
de comprar algo a mais do bem =. A decli1idade da cur1a de indiferença mede a .r".e%/," $!r@'%!< !
.!@!r.
+e 1oc; utilizar a *(+ segundo a interpretação da propensão marginal a pagar0 de1e ter o
cuidado de enfatizar tanto o ImarginalJ quanto a IpropensãoJ . A *(+ mede a quantidade do bem = que
estamos dispostos a pagar por uma quantidade mar%inal de consumo adicional do bem <. !sso pode ser
diferente da quantidade que 1oc; de1e pagar realmente. Quanto 1oc; de1e pagar depende do preço do
bem considerado. Quanto 1oc; est3 disposto depende somente de suas prefer;ncias.
).B C"$."r!$e%" +! T!=! M!r@'%!< +e S*1/'*'#,".
A *(+ diminui a medida que 2< aumenta. 9ortanto0 as cur1as de indiferença e2ibem uma ta2a
marginal decrescente. & que significa que a ta2a G qual uma pessoa est3 e2atamente disposta a trocar 2<
por 2= decresce G medida que aumenta a quantidade de 2<.
#xemplos$
• +ubstitutos perfeitos : são caracterizados pelo fato de que a ta2a marginal de substituição é constante e
igual a E<.
• )omplementares perfeitos : possui uma *(+ que apresenta os 1alores de N ou infinito0 mas nunca um
1alor intermedi3rio.
• -eutros : sua ta2a marginal de substituição é infinita em qualquer ponto.
CAP. 7- UTILIDADE.
Pre8er9%3'!/ $"%"C%'3!/: mais de ambos os
bens é uma cesta melhor para este
consumidorW menos dos dois bens representa
uma cesta pior.
A TMS $e+e ! '%3<'%!#," +! !=! +e
'%+'8ere%#!. A esta ta2a o consumidor se
encontra na fronteira entre negociar ou não
negociar. A qualquer outra ta2a o consumidor
gostaria de trocar um bem por outro.
A utilidade é 1ista somente como um modo de descre1er as prefer;ncias. A função de utilidade é
uma forma de atribuir um n/mero a cada cesta de consumo possí1el de modo tal que Gs cestas preferidas
sejam atribuídas n/meros maiores que Gs cestas menos preferidas. A /nica propriedade que interessa em
uma atribuição de utilidade é a ordem das cestas de bens 6*'<'+!+e "r+'%!<7.
ma transformação monot@nica é uma forma de transformar um conjunto de n/meros em outro0
porém preser1ando a ordem dos n/meros originais.
+e f6u7 é uma transformação monot@nica qualquer de uma função de utilidade que representa
algumas prefer;ncias particulares0 então fYu62<02=7Z é também uma função utilidade que representa aquelas
mesmas prefer;ncias. 9or qu;K
<. 'izer que u62<02=7 representa algumas prefer;ncias particulares significa que u62<02=7[u6S<0S=7 se e
somente se u x x u ( ( 6 0 7 6 0 7
< = < =
 .
=. (as0 se f6u7 é uma transformação monot@nica0 então u62<02=7[u6S<0S=7se0 e somente se0
fYu62<02=7Z[fYu6S<0S=7Z.
>. 9ortanto0 fYu62<02=7Z[fYu6S<0S=7Z se0 e somente se0 u x x u ( ( 6 0 7 6 0 7
< = < =
 0 de forma que a função f6u7
representa as prefer;ncias da mesma forma que a função utilidade original u62<02=7.
-.1 U'<'+!+e C!r+'%!<.
E2istem algumas teorias da utilidade que atribuem um significado G magnitude da utilidade0
conhecidas como utilidade cardinal.
-.2 C"%/r*'%+" *$! F*%#," +e U'<'+!+e.
ma forma f3cil consiste em traçar a linha diagonal ilustrada e rotular cada cur1a de indiferença
com a sua dist\ncia desde a origem0 medida ao longo da linha.
-.) A<@*$!/ F*%#6e/ +e U'<'+!+e.
+uponha u62<02=7A2<2=. Qual ser3 a apar;ncia das cur1as de indiferençaK ma cur1a de
indiferença é o conjunto de todos os 2< e 2= tais que ] A2<2=. 62=A]H2<7.
• Substitutos perfeitos: medir utilidade pelo n/mero total dos bens u62<02=7A2<F2=. Essa função é
constante ao longo da cur1a de indiferença e atribui um ní1el maior Gs cestas preferidas.
u x x ax bx 6 0 7
< = < =
= + 0 a e b são n/meros positi1os que medem o I1alorJ dos bens < e = do
ponto de 1ista do consumidor.
• Complementares perfeitos: a função de utilidade para complementares perfeitos possui a forma
u62<02=7Amin^2<02=_.
u x u min ax bx 6 0 7 ^ 0 _
< = < =
= 0 onde a e b são n/meros positi1os que indicam as proporçLes nas
quais os bens são consumidos.
• Prefer,ncias quaselineares: a equação para uma cur1a de indiferença possui a forma 2=A]E162<70 onde
] é uma constante distinta para cada cur1a de indiferença. Essa equação diz que a altura de cada cur1a
de indiferença é alguma função de 2<0 162<70 mais uma constante ].
u x x v x x - 6 0 7 6 7
< = < =
= + =
• 9refer;ncias )obbE'ouglas: são representadas por uma função utilidade do tipo:
u x x x x
c d
6 0 7
< = < =
= 0 c e d são n/meros positi1os.
Essa função de utilidade produz cur1as de indiferença bem comportadas.
.MS
u x x x
u x x x
cx x
dx x
cx
dx
c d
c d
= = − = −


∂ ∂
∂ ∂
6 0 7
6 0 7 H
< = <
< = =
<
<
=
< =
<
=
<
&$+: podemos sempre aplicar uma transformação monot@nica G função de utilidade )obbE'ouglas de
forma que a soma dos e2poentes da função resultante seja igual a <.
-.- U'<'+!+e M!r@'%!<.
: a ta2a de 1ariação da utilidade de um consumidor G medida que ele recebe uma quantidade um
pouco maior de um dos dois bens.
/M
/
x
u x x x u x x
x
<
<
< < = < =
<
= =
+ − ∆



Y 6 0 7 6 0 7Z
0 outra maneira de encarar a utilidade marginal é:

/M
u x x
x
du
u x x
x
dx
u x x
x
dx
<
< =
<
< =
<
<
< =
=
=
N
=
= + =






6 0 7
6 0 7 6 0 7

dx
dx
u x x x
u x x x
=
<
< = <
< = =
=
∂ ∂
∂ ∂
6 0 7
6 0 7 H
-.5 U'<'+!+e M!r@'%!< e TMS.
)onsidere uma 1ariação no consumo de cada bem a qual mantenha constante a utilidade.
/M x /M x /
.MS
x
x
/M
/M
< < = =
=
<
<
=
N ∆ ∆ ∆


+ = =
= = −
A razão das utilidades marginais independe da forma particular escolhida para representar as
prefer;ncias.
-.6 U'<'+!+e +" Tr!%/."re.
+e0 por e2emplo0 62<02=0...02n7representa os 1alores de n característica distintas de dirigir o
pr.prio carro e 6S<0S=0...0Sn7 representa os 1alores correspondentes ao usar um @nibus0 podemos considerar
um modelo onde o consumidor decide dirigir ou usar um @nibus dependendo de se ele prefere uma ou
outra cesta de características.
/ x x x x x
n n n
6 0 0 ... 0 7 ...
< = < <
= + + β β
'ada uma função de utilidade e uma amostra de consumidores0 podemos pre1er quais
consumidores 1ão dirigir e quais escolherão andar de @nibus. !sso d3 uma idéia de se a receita ser3
suficiente para cobrir o custo adicional.
C!..5 ESCOL:A.
M.< Escolha `tima.
ma escolha .tima é o ponto de tang;ncia da cur1a de indiferença com a restrição orçament3ria.
Essa condição de tang;ncia não 1ale para todos os casos0 o que é sempre 1erdadeiro é que0 no
ponto .timo0 a cur1a de indiferença não pode se cruzar com a reta orçament3ria.
E/3"<D! ;'$!: a posição de consumo
.tima se acha onde a cur1a de indiferença
é tangente G reta orçament3ria
E"/"/ F*e1r!+"/: neste caso0 temos a
cesta de consumo .tima 0 onde a cur1a de
indiferença não possui uma tangente.
Em geral a condição de tang;ncia é uma condição necess"ria para o .timo0 mas não suficiente.
+empre que a ta2a marginal de substituição 6*(+AEp<Hp=7 for diferente da razão dos preços0 o
consumidor não pode estar no seu ponto de escolha .tima.
5.2 De$!%+! +" C"%/*$'+"r.
A função de demanda é a função que relaciona a escolha .tima0 ou seja0 as quantidades
demandadas0 com os di1ersos 1alores de preço e renda.
#xemplos:
• +ubstitutos perfeitos : se p<4p=0 então a decli1idade da reta orçament3ria é mais horizontal do que as
cur1as de indiferença. A cesta .tima é aquela onde o consumidor gasta todo o seu dinheiro no bem <.
+e p<[p=0 então o consumidor s. compra o bem =W se p<Ap=0 h3 um segmento completo de escolhas
.timas.
• )omplementares perfeitos :

x x x
m
p p
< =
< =
= = =
+ 6 7
• -eutros e (ales : no caso de um bem neutro0 o consumidor gasta todo o seu dinheiro no bem do qual
ele gosta e não compra nada do bem neutro. & mesmo acontece se uma mercadoria é um mal.
• 9refer;ncias c@nca1as : a escolha .tima para estas prefer;ncias ser3 sempre uma escolha de fronteira.
E/3"<D! ;'$! 3"$ 3"$.<e$e%!re/
.er8e'"/: as quantidades demandadas sempre
estarão localizadas na diagonal0 j3 que as
escolha .tima ocorre onde 2< se iguala a 2=.
G'$" +e 8r"%e'r!: o consumo .timo
acarreta o consumo de N unidades do bem
=. A cur1a de indiferença não é tangente G
reta orçament3ria.
M!'/ +e *$! !%@9%3'!: neste gr3fico0 h3
tr;s tang;ncia0 mas apenas dois pontos de
.timos0 de modo que a condição de tang;ncia
é necess3ria mas não suficiente.
E/3"<D! ;'$! 3"$ /*1/'*"/
.er8e'"/: a escolha .tima estar3
sempre na fronteira.
• 9refer;ncias )obbE'ouglas : as escolhas .timas são dadas pela ma2imização da função de utilidade.
u x x x x
u x x c x d x
c d
6 0 7
ln 6 0 7 ln ln
< = < =
< = < =
=
= +
Aplicando "agrange:
0 c x d x p x p x m
0
x
c
x
p
0
x
d
x
p
0
p x p x m
c p x
d p x
c d p x p x m
c d
m
x
c
c d
m
p
x
d
c d
m
p
= + − + −
= − =
= − =
= + − =
=
=
+ = + = → =
+
=
+
=
+
ln ln 6 7
6 7
< = < < = =
< <
<
= =
=
< < = =
< <
= =
< < = =
<
<
=
=
N
N
N
λ


λ


λ

∂λ
λ
λ
λ λ λ
& consumidor )obbE'ouglas sempre consome uma fração fi2a da sua renda em cada bem. &
tamanho da fração é determinado pelo e2poente da função )obbE'ouglas.
5.) I$.<'3!#6e/ +! 3"%+'#," +! TMS.
Em mercados bemEorganizados0 é um fato característico que todo mundo se defronta com
apro2imadamente os mesmos preços dos bens. *odos aqueles que esti1erem consumindo os dois bens
de1erão ter a mesma ta2a marginal de substituição.
& fato de que as razLes de preços medem as ta2as marginais de substituição é muito importante0
sendo que isso significa que temos uma forma de a1aliar possí1eis mudanças nas cestas de consumo. A
idéia de que os preços não são n/meros arbitr3rios0 mas sim indicadores do 1alor marginal que as pessoas
atribuem Gs coisas0 é fundamental para a economia.
5.- M!='$'>!#," +! U'<'+!+e.
ma escolha .tima 62<02=70 de1e satisfazer G condição: *(+62<02=7A Ep<Hp=.




u x x
x
u x x
x
p
p
6 0 7
6 0 7
< =
<
< =
=
<
=
= 0 aplicando o "agrangeano:
0 u x x p x p x m = − + − 6 0 7 6 7
< = < < = =
λ




λ
0
x
u x x
x
p
<
< =
<
<
N = − =
6 0 7
5 5




λ
0
x
u x x
x
p
=
< =
=
=
N = − =
6 0 7
5 5

∂λ
0
p x p x m = + − =
< < = =
N
5 5
5.5 E/3"<De%+" *$ '$."/".
Analisemos a imposição de um imposto sobre as quantidades0 como por e2emplo0 o consumo do
bem < é ta2a com uma alíquota t.
6 7 p x p x m t
< = = <
+ + = 0 aplicando a cesta .tima 6 0 7
5 5
x x
< =
6 7
5 5
p x p x m t
< = < =
+ + = 0 a receita coletada pelo imposto é %
5
At2<
5
)onsideremos agora um imposto sobre a renda que colete a mesma quantia de receita.
p x p x m 1
< < = =
+ = −
5
p x p x m tx
< < = = <
5 5
+ = −
Esta reta orçament3ria de1e ter a mesma decli1idade da reta orçament3ria original0 Ep<Hp=.
Acontece também que a reta orçament3ria com imposto sobre a renda de1e passar atra1és do ponto
62<
5
02=
5
7. -o ponto 62<
5
02=
5
7 a *(+0 da reta original é E6p<Ft7Hp=. 9orém0 o imposto sobre a renda nos
permite interc\mbios a uma ta2a Ep<Hp=. 9ortanto0 a reta orçament3ria cruza a cur1a de indiferença em
62<
5
02=
5
70 o que implica que ha1er3 algum ponto na reta orçament3ria que ser3 preferido a 62<
5
02=
5
7. "ogo0
não h3 du1idas de que o imposto sobre a renda é superior ao imposto sobre quantidades0 no sentido de que
1oc; pode obter a mesma receita de um consumidor e0 ainda0 dei23Elo melhor do que no caso do imposto
sobre as quantidades.
As limitaçLes deste modelo são:
<. Ele somente 1ale para um consumidor0 porque depende da quantidades consumidas do bem <. 'e
modo que um imposto sobre a renda uniforme não é necessariamente melhor do que um imposto sobre
as quantidades uniforme.
=. +upusemos que0 ao estabelecer o imposto sobre a renda0 a renda do consumidor não se altera: n.s
supomos ainda que o imposto sobre a renda é basicamente um imposto de montante fi2o0 ou seja0 um
imposto que s. altera a quantidade de dinheiro que um consumidor tem para gastar0 mas não altera
nenhuma das escolhas que o consumidor tem que fazer.
>. -.s ignoramos a resposta da oferta G fi2ação de um imposto.
CAP.76 DEMANDA.
As funçLes de demandaW
x x p p m
< < < =
= 6 0 0 7
x x p p m
= = < =
= 6 0 0 7
6.1 Be%/ N"r$!'/ e I%8er'"re/.
A demanda por cada bem aumente quando a renda aumenta 6bens normais7


x
m
<
N > .
Quando um acréscimo da renda produz uma redução no consumo de um dos bens0 esse bem é
chamado de bem inferior.
+e um bem é ou não inferior depende do ní1el de renda que estamos considerando.
6.2 C*r(!/ +e Re%+! C"%/*$" e C*r(!/ +e E%@e<.
9odemos unir as cestas demandadas obtidas G medida que deslocamos a reta orçament3ria para
fora0 construindo assim a cur1a rendaEconsumo0 ou caminho de e2pansão da renda.
+e os preços dos bens < e = são mantidos fi2os0 e se n.s olharmos como a demanda 1aria G
medida que a renda 1aria0 geraremos uma cur1a chamada de cur1a de Engel. A cur1a de Engel é um
gr3fico da demanda de um bem como função da renda0 com preços constantes.
Be%/ %"r$!'/: a
demanda por ambos os
bens aumenta quando
a renda aumenta.
Be$ '%8er'"r: o bem < é
um bem inferior0 o que
significa que a demanda
por ele diminui quando
a renda aumenta.
#xemplos$
• +ubstitutos perfeitos : se p<4p=0 então o consumidor s. consome o bem <. 9ortanto0 um aumento da
renda significa que o consumidor aumentar3 o seu consumo do bem <. 'ado que0 a demanda do bem <
é 2<AmHp<0 a cur1a de Engel ser3 uma linha reta com decli1idade igual a p<.
• )omplementares perfeitos : dado que o consumidor desejar3 sempre consumir a mesma quantidade de
cada bem0 a cur1a renda consumo é a linha diagonal que parte da origem. A demanda pelo bem < é
x
m
p p
<
< =
=
+ 6 7
0 razão pela qual a cur1a de Engel é uma linha reta com decli1idade 6p<Fp=7.
• 9refer;ncia )obbE'ouglas : se u x x x x
a a
6 0 7
< = < =
<
=

0 a demanda )obbE'ouglas pelo bem < tem a
forma 2<A amHp<. 9ara um 1alor fi2o de p<0 esta é uma função linear de m. A demanda pelo bem = é
2=A 6<Ea7mHp= e0 ob1iamente0 também esta função é linear. A cur1a de Engel para o bem < ser3 uma
linha reta com decli1idade igual a p<Ha.
• 9refer;ncias homotéticas : se a demanda por um bem aumenta em uma proporção maior do que a
renda0 dizEse que este é um 1e$ +e <*="0 e se a demanda pelo bem aumenta em uma proporção menor
do que a renda0 dizEse que ele é um 1e$ %e3e//&r'".
+uponha que as prefer;ncias do consumidor dependam unicamente da razão entre o bem < e =.
As prefer;ncias com essa propriedade são chamadas de prefer;ncias homotéticas. -ão é difícil mostrar
que as prefer;ncias dos tr;s e2emplos 1istos acima 6substitutos e complementares perfeitos e )obbE
'ouglas7 são prefer;ncias homotéticas.
+e as prefer;ncias são homotéticas0 isto implica que0 quando a renda é multiplicada ou di1idida
por um n/mero positi1o t0 também a cesta demandada é multiplicada ou di1idida pelo mesmo n/mero.
• 9refer;ncias quaselineares : este é o caso onde todas as cur1as de indiferença são 1ersLes IdeslocadasJ
de uma cur1a de indiferença0 equi1alentemente0 a função de utilidade para estas prefer;ncias tem a
forma u62<02=7A 162<7F2=. m aumento da renda não altera absolutamente em nada a demanda pelo
bem <0 e toda renda adicional é dedicada inteiramente ao consumo do bem =. +e as prefer;ncias são0
quaselineares0 n.s dizemos Gs 1ezes que e2iste um Iefeito renda nuloJ para o bem <.
Quando é analisada uma escolha entre todos os outros bens e algum bem indi1idual que não
representa uma fatia muito grande do orçamento do consumidor0 a hip.tese de quaselinearidade poderia
ser bastante plausí1el.
C"11?D"*@<!/: a primeira é uma
curva renda consumo e o segundo
gr3fico representa a curva de
#n%el com decli1idade p<Ha.
C*r(! re%+! 3"%/*$". C*r(! +e E%@e<.
C*r(! +e re%+!
3"%/*$".
C*r(! +e E%@e<.
C*r(! +e re%+!
3"%/*$".
C*r(! +e E%@e<0 com decli1idade
p<Fp=.
6.- Be%/ C"$*%/ e Be%/ +e E'88e%.
Quando o preço do bem < diminui0 a reta orçament3ria tornaEse mais horizontal. Em
outras pala1ras0 o intercepto 1ertical fica fi2o e o intercepto horizontal se mo1e para a direita. A escolha
.tima do bem < se mo1e também para a direita: a quantidade demandada do bem < aumenta.
: logicamente possí1el encontrar prefer;ncias bem comportadas para as quais uma diminuição
do preço do bem < implica uma diminuição da demanda por esse bem. Este tipo de bem é chamado de
bem de Xiffen.
(antendo constante a renda monet3ria 0 uma 1ariação no preço de um bem 1ariar3 o poder
aquisiti1o e0 por conseguinte0 a demanda.
6.5 A C*r(! Pre#" C"%/*$" e ! C*r(! +e De$!%+!.
+uponha que n.s dei2emos o preço do bem < 1ariar li1remente0 enquanto mantemos p= e a renda
fi2os0 isso equi1ale a girar a reta orçament3ria sobre o ei2o 2=. 9odemos construir a cur1a preço consumo
unindo todos os pontos .timos0 esta cur1a representa as cestas que seriam demandadas aos distintos preços
do bem <.
(antendo a renda e o preço de = fi2os0 e para cada diferente 1alor de < marcando o ní1el de
consumo .timo do bem <0 construímos a cur1a de demanda que possui uma decli1idade negati1a 6∆2<Hp<
[N7
Entretanto0 n.s 1imos também que0 no caso dos bens de Xiffen0 a demanda do bem poderia
diminuir quando o preço diminuísse. 9ortanto0 é possí1el0 embora não muito pro131el0 ha1er uma cur1a
de demanda com uma decli1idade positi1a.
#*#MP0!S$
• +ubstitutos perfeitos : a demanda do bem < pode ser igual a N quando p<[p=0 ser qualquer quantidade
sobre a reta orçament3ria quando p<Ap=0 e ser igual a mHp< quando p<4p=. A cur1a preçoEconsumo
descre1e tais possibilidades.
← )omplementares perfeitos : qualquer que seja o preço0 um consumidor demandar3 a mesma quantidade
dos bens < e =. 9ortanto0 a sua cur1a preçoEconsumo ser3 uma linha diagonal.
← $em discreto : o preço ao qual o consumidor é e2atamente indiferente entre consumir ou não consumir
o bem é chamado de .re#" +e re/er(!. & preço ao qual o consumidor é e2atamente indiferente entre
consumir N ou < unidade do bem <0 de modo que r< de1e satisfazer G equação:
u m u m r 6 0 7 6 0 7 N <
<
= − 0 u62<02=7A 162<7F2= e 16N7AN
v m m v m r 6 7 6 7 N <
<
+ = = + − 0 r< A16<7
v m r v m r 6 7 6 7 < = =
= =
+ − = + − 0 r= A16=7E16<7
& preço de reser1a mede o acréscimo de utilidade necess3rio para induzir o consumidor a
escolher uma unidade adicional do bem. &s preços de reser1a medem as utilidades marginais associadas
com distintos ní1eis do consumo do bem <.
6.A S*1/'*"/ e C"$.<e$e%!re/.
A 3*r(! .re#" 3"%/*$" e 3*r(! +e +e$!%+!: o gr3fico
um contém a cur1a preço consumo0 que representa as
escolhas .timas G medida que o preço de < 1aria. &
gr3fico = mostra a cur1a de demanda associada0 a qual
representa a escolha .tima do bem < como função do seu
preço.
Be$ C"$*$. Be$ +e E'88e%.
+e a demanda do bem < sobe quando o preço do bem = sobe0 dizemos então que o bem < é um
substituto 6∆2<H∆p=[N7. +e a demanda do bem < cai quando o preço do bem = sobe0 dizemos que o bem < é
um complement3rio6∆2<H∆p=4N7.
6.B A C*r(! +e De$!%+! I%(er/!.
A cur1a de demanda in1ersa é a cur1a de demanda quando pensamos o preço como uma função
da quantidade. -o ní1el de demanda .timo pelo bem <: p< Ap= *(+ .
9ara qualquer ní1el .timo de 2<0 a cur1a de demanda in1ersa nos diz quanto do bem = o
consumidor desejaria ter para compens3Elo por uma pequena redução do bem <. Quando 2< é muito
pequeno0 o consumidor est3 disposto a abrir mão de muito dinheiro0 isto é0 de muitos outros bens0 a fim de
obter um pouco mais do bem <. a medida que 2< se torna mais abundante0 o consumidor estar3 disposto a
dar menos dinheiro0 na margem0 para obter um pouco a mais desse bem.
CAP. 7A A Pre8er9%3'! Re(e<!+!.
-este capítulo mostraremos como usar as informaçLes sobre a demanda do consumidor para
descobrir informaçLes sobre suas prefer;ncias. Adotaremos a hip.tese de que as prefer;ncias são est31eis
durante o período de tempo no qual o comportamento de escolha do consumidor é obser1ado.
A.1 A Pre8er9%3'! Re(e<!+!.
Adotaremos a hip.tese de que as prefer;ncias subjacentes são estritamente con1e2as.
p ( p ( m
p x p x m
p x p x p ( p (
< < = =
< < = =
< < = = < < = =
+ ≤
+ =
+ ≥ +
+e a desigualdade acima é satisfeita e 6S<0S=7 é realmente uma cesta distinta de 62<02=7 é
+'re!$e%e re(e<!+! 3"$" .re8er'+! a 6S<0S=7.
A prefer;ncia re1elada é uma relação entre a cesta realmente demandada com um certo
orçamento e as cestas que poderiam ter sido demandadas dentro de tal orçamento.
A.2 D! Pre8er9%3'! Re(e<!+! H Pre8er9%3'!.
as escolhas que podiam ter feito0 mas não fizeram.
& 9rincípio da prefer;ncia re1elada: seja 62<02=7 a cesta escolhida quando os preços são 6p<0p=70 e seja
6S<0S=7 alguma outra cesta tal que p x p x p ( p (
< < = = < < = =
+ ≥ + . Então0 se o consumidor esti1er
escolhendo a cesta preferida que ele puder comprar0 de1e se ter que 6 0 7 6 0 7 x x ( (
< = < =
 .
+abemos que 6 0 7 6 0 7 x x ( (
< = < =
 e que 6 0 7 6 0 7 ( ( ) )
< = < =
 0 podemos concluir que
6 0 7 6 0 7 x x ) )
< = < =
 . -este caso0 62<02=7 é '%+'re!$e%e re(e<!+! 3"$" .re8er'+! a 6z<0z=7.
+e uma cesta é direta ou indiretamente re1elada como preferida a uma outra cesta0 diremos então
que a primeira cesta é re(e<!+! 3"$" .re8er'+! G segunda.
A.) A='"$! Fr!3" +! Pre8er9%3'! Re(e<!+!.
+e 62<02=7 é diretamente re1elada como preferida a 6S<0S=70 e se as duas cestas não são id;nticas0
então0 não pode acontecer que 6S<0S=7 seja diretamente re1elada como preferida a 62<02=7.
Pre8er9%3'! '%+'re!$e%e re(e<!+!: a
cesta 62<02=7 é indiretamente re1elada
como preferida G cesta 6z<0z=7.
V'"<!#," +" !='"$! 8r!3" +! .re8er9%3'!
re(e<!+!: um consumidor que escolhe 62<02=7 e
6S<0S=7 1iola o a2ioma fraco da prefer;ncia
re1elada.
A.- O A='"$! F"re +! Pre8er9%3'! Re(e<!+!.
+e 62<02=7 é re1elada como preferida a 6S<0S=70seja direta ou indiretamente0 e 6S<0S=7 é diferente de
62<02=70 então0 6S<0S=7 não pode ser diretamente nem indiretamente re1elada como preferida a 62<02=7.
'ado o fato de que as prefer;ncias subjacentes do consumidor de1em ser transiti1as0 segueEse que
as prefer;ncias reveladas do consumidor de1em ser transiti1as. 9ortanto0 o A,o9% é uma condição
necess"ria para o comportamento otimizador.
A.5 NI$er"/ Í%+'3e/.
CAP.7B A EF*!#," +e S<*/JK.
Quando o preço de um bem 1aria0 h3 dois tipos de efeitos:
<. Efeito +ubstituição : a 1ariação da demanda de1ido G 1ariação da ta2a G qual os dois bens são trocados.
)om a finalidade de construirmos graficamente este efeito0 1ariaremos os preços relati1os e
ajustaremos a renda monet3ria de modo que o poder aquisiti1o permaneça constante0 o que equi1ale a
girar a reta orçament3ria original em torno da cesta original.
=. Efeito %enda : a 1ariação da demanda de1ido ao aumento do poder aquisiti1o. 'esta forma
permitiremos que o poder aquisiti1o se ajuste0 enquanto mantemos constantes os preços relati1os0 o
que equi1ale deslocarmos a reta resultante do primeiro efeito até passar pela no1a cesta.

B.1 E8e'" S*1/'*'#,":
)alculemos em quanto de1emos ajustar a renda monet3ria0 para permitir que a antiga cesta possa
ser comprada. 'ado que 62<02=7 pode ser comprada com 6p<0p=0m7 e também com 6p<b0p=0mb70 obtemos:
m p x p x
c c
= +
< < = =
m p x p x = +
< < = =
m m x p p
c c
6 7 − = −
< < <
%epresentamos por ∆p< Ap<bEp< a 1ariação no preço do bem <0 e representaremos por ∆m Amb Em
a 1ariação na renda necess3ria para que a cesta original possa ser adquirida 6∆m A2<∆p<7.
%epresentamos a compra .tima com a reta girada pelo símbolo U. & mo1imento de D até U é
chamado de efeito substituição. Ele indica quando o consumidor IsubstituiJ um bem por outro quando um
preço 1aria0 porém o poder aquisiti1o permanece constante.
∆x x p m x p m
s
< < < < <
= − 6 0 7 6 0 7
c c
as 1ezes0 o efeito substituição é chamado de 1ariação na demanda compensada.
B.2 O E8e'" Re%+!.
$asta simplesmente 1ariar a renda do consumidor de mb a m0 dei2ando os preços constantes em
6p<b0p=7. (ais precisamente0 o efeito renda0 ∆2<
n
0é a 1ariação da demanda do bem < quando a renda 1aria
até m0 mantendo o preço do bem < constante no 1alor p<b:
∆x x p m x p m
n
< < < < <
= − 6 0 7 6 0 7
c c c

E'r" e +e/<"3!$e%": quando o preço do bem <
1aria e a renda permanece constante0 a reta
orçament3ria gira em torno do ei2o 1ertical.
Beremos esse ajuste ocorrer em duas etapas: gire a
reta orçament3ria em torno da escolha original e
então desloqueEa para a direita0 para a no1a cesta
demandada.
E8e'" S*1/'*'#,".
B.) O S'%!< +" E8e'" S*1/'*'#,".
& efeito renda pode ser positi1o ou negati1o dependendo se o bem for normal ou inferior. +e o
preço de um bem diminui0 a 1ariação da demanda do bem de1ido ao efeito substituição de1e ser negati1a.
&u seja0 se p<[p<b0 de1emos ter que 2<6p<b0mb7[ 2<6p<0m70 de modo que ∆2<
s
[ N. & efeito substituição
mo1eEse sempre em sentido oposto ao mo1imento dos preços.
+e o consumidor est3 sempre escolhendo a melhor cesta que seu orçamento permite comprar0
então0 D de1e ser preferida a todas as cestas na parte da reta girada que est3 dentro do conjunto
orçament3rio original.
B.- A V!r'!#," T"!< +! De$!%+!.
∆x x p m x p m
< < < < <
= − 6 0 7 6 0 7
c
0 ∆2< é a 1ariação na demanda de1ido G 1ariação dos preços.
∆ ∆ ∆ x x x
s n
< < <
= + → ∆x x p m x p m x p m x p m
< < < < < < < < <
= − + − Y 6 0 7 6 0 7Z Y 6 0 7 6 0 7Z
c c c c c
0 identidade
de Sluts-(.
+e n.s ti1ermos um bem normal0 o efeito substituição e o efeito renda trabalharão na mesma
direção 6∆2<YEZA∆2<
s
YEZF∆2<
n
YEZ7.
+e n.s ti1ermos um bem inferior0 poderia então acontecer que o efeito renda fosse maior do que o
efeito substituição0 de modo que a 1ariação total da demanda associada a um aumento de preço fosse0 na
1erdade0 positi1o 6∆2<YKZA∆2<
s
YEZF∆2<
n
YFZ7. +e o efeito renda for suficientemente grande0 a 1ariação total
da demanda poderia ser positi1a. !sso significa que um aumento do preço resulta em um aumento da
demanda. Este é o caso do bem de E'88e%.
B.5 T!=!/ +e V!r'!#,".
Quando e2pressamos a identidade de +luts]S em termos de ta2as de 1ariação0 é con1eniente
definir ∆2<
m
como negati1a do efeito renda 6∆2<
m
A E∆2<
n
7.
∆ ∆ ∆ x x x
s m
< < <
= −






x
p
x
p
x
p
s m
<
<
<
<
<
<
= − 0 sabendo que ∆m A2<∆p<0 e ∆p<A∆mH2<






x
p
x
p
x
m
x
s m
<
<
<
<
<
<
= −
→ =
− ∆
∆ ∆
x
p
x p m x p m
p
<
<
< < < <
<
6 0 7 6 0 7
c

∆ ∆
x
p
x p m x p m
p
s
<
<
< < < <
<
=
− 6 0 7 6 0 7
c c
0 e

∆ ∆
x
m
x
x p m x p m
m
x
m
<
<
< < < <
<
=
− 6 0 7 6 0 7
c c c
As equaçLes acima0 são a ta2a da 1ariação na demanda G medida que o preço se altera0 ajustandoE
se a renda 6efeito substituição7 e a ta2a de 1ariação da demanda0 mantendoEse os preços fi2os e ajustando a
renda 6efeito renda7.


∆ x
x p m x p m
m
m
m
<
< < < <
=
− 6 0 7 6 0 7
c c c
B.6 A Le' +! De$!%+!.
+e a demanda de um bem aumenta quando a renda aumenta0 então0 a demanda desse bem de1e
diminuir quando seu preço sobe.
B.A E=e$.<"/ +e E8e'" Re%+! e E8e'" S*1/'*'#,".
C"$.<e$e%!re/ .er8e'"/: o efeito
total é inteiramente decorrente do
efeito renda.
E8e'" Re%+!.
#*#MP0!$ 1econstituindo um imposto.
+uponhamos0 para simplificar0 que o imposto sobre a gasolina seja repassado por inteiro aos
consumidores. +uponha que o imposto ele1e o preço da gasolina de p até pbA pFt0 e o consumidor médio
responda reduzindo a demanda de 2 para 2b.
1 tx p p x = = −
c c c
6 7 0 se representarmos por S o gasto em todos os outros bens e fi2armos seu preço em
<0 então a restrição orçament3ria original é:
px ( m + =
. E a restrição orçament3ria ap.s a de1olução
do imposto é: 6 7 b b
c c c
p t x ( m tx px ( m + + = + → + = .
9ortanto0 62b0 Sb7 é uma cesta que podia ser comprada0 dada a restrição orçament3ria original0
mas ela foi rejeitada quando o consumidor preferiu 620 S7. 9ortanto0 de1e se ter que 620 S7 é preferida a
62b0 Sb7: o consumidor acaba piorando com o plano.
B.B E8e'" S*1/'*'#," +e :'3J/.
+uponha que0 ao in1és de girar a reta orçament3ria ao redor da cesta original0 giremos a reta
orçament3ria em torno da cur1a de indiferença que passa pela cesta original. 'este modo0 o consumidor é
colocado perante uma no1a reta orçament3ria que tem os mesmos preços relati1os que a reta orçament3ria
final0 mas corresponde a um ní1el de renda diferente0 porém sobre a mesma cur1a de indiferença. &
efeito substituição de dic]s mantém a utilidade constante. Apesar desta diferença nas definiçLes0 o efeito
substituição de dic]s de1e ser negati1o0 no sentido de que ele opera na direção contr3ria G 1ariação do
preço.
)onsidere a definição de +luts]S do efeito substituição0 na qual a renda é ajustada de modo que o
consumidor tenha dinheiro suficiente para poder comprar a cesta de consumo original0 que
representaremos por 62<02=7. +e os preços são 6p<0p=70 então0 a escolha do consumidor com tal
ajustamento da renda depender3 de 6p<0p=7 e de 62<02=7. )hamaremos essa relação de 8*%#," +e$!%+!
+e S<*/JK pelo bem <0 e representemoEla por 2<
S
6p<0p=02<02=7 e renda p<2< F p=2=.
x p p x x x p p p x p x
(
< < =
< = <
< = <
<
=
= 6 0 0 0 7 6 0 0 7 ≡ +






x p p x x
p
x p p m
p
x p p m
m
x
(
< < =
< =
<
< < =
<
< < =
<
6 0 0 0 7 6 0 0 7 6 0 0 7
= +






x p p m
p
x p p x x
p
x p p m
m
x
(
< < =
<
< < = < =
<
< < =
<
6 0 0 7 6 0 0 0 7 6 0 0 7
= −
De("<*#," +e '$."/": ta2ar os
consumidores e de1ol1er as receitas
do imposto faz com que eles piorem.
S*1/'*"/ .er8e'"/: o efeito total é
inteiramente decorrente do efeito
substituição.
Pre8er9%3'!/ F*e!/e<'%e!re/: a
1ariação da demanda é de1ido ao
efeito substituição.






x p p m
p
x p p u
p
x p p m
m
x
2
< < =
<
< < =
<
< < =
<
6 0 0 7 6 0 0 7 6 0 0 7
= − 0 onde 2<
h
6p<0p=0u7 é a 8*%#," +e$!%+!
+e :'3J/.
A pro1a dessa equação baseiaEse no fato de que:




x p p u
p
x p p x x
p
2 (
< < =
<
< < =
< =
<
6 0 0 7 6 0 0 0 7
= 0 para 1ariaçLes infinitesimais do preço. &u seja0 para tais
1ariaçLes do preço0 o efeito substituição de +luts]S e o de dic]s são id;nticos.
CAP. 7L C"$.r!%+" e Ve%+e%+".
L.1 De$!%+!/ L2F*'+!/ e Br*!/.
+uporemos agora que o consumidor inicia com uma dotação dos dois bens0 a qual denotaremos
por 6e<0e=7.
-esse momento0 de1emos fazer uma distinção entre a demanda 1r*! e a sua demanda <2F*'+!.
A demanda bruta de um bem é a quantidade que o consumidor realmente acaba consumindo. A demanda
líquida de um bem é a diferença entre o que o consumidor acaba le1ando 6demanda bruta7 e a dotação
inicial de bens. ma demanda líquida negati1a é simplesmente uma quantidade ofertada.
L.2 A Re/r'#," Or#!$e%&r'!.
p x 3 p x 3
< < < = = =
N 6 7 6 7 − + − =
+e 62<Ee<7 é positi1o0 dizemos que o consumidor é um comprador líquido ou demandante do bem
<W se for negati1o0 dizemos que o consumidor é um 1endedor líquido ou ofertante líquido.
p x p x m
< < = =
+ = 0 e m p 3 p 3 = +
< < = =
ma 1ez que os preços forem fi2ados0 o 1alor da dotação e0 portanto0 a renda monet3ria do
consumidor estarão fi2os.
A reta orçament3ria pode ser determinada simplesmente pela seguinte obser1ação: a cesta de
dotação est3 sempre na reta orçament3ria.
L.) M*+!%+" ! D"!#,".
p 3 p 3 p 3 p 3
< < = = < < = =
+ > +
c c
Essa desigualdade significa que a no1a dotação 1ale menos que a dotação anteriorW a renda
monet3ria que o consumidor poderia conseguir 1endendo sua dotação é menor agora.
+e o consumidor pode 1ender uma cesta de bens em um mercado li1re a preços constantes0 ele
sempre preferir3 uma cesta com maior 1alor a uma cesta de menor 1alor.
L.- V!r'!#6e/ +e Pre#"/.
-o caso em que o consumidor tem uma dotação0 1ariaçLes de preços implicarão automaticamente
1ariaçLes de renda. +abemos que0 se o preço do bem < diminuir0 a reta orçament3ria tornarEseE3 mais
horizontal. 'ado que a cesta da dotação pode sempre ser comprada0 isso significa que a reta orçament3ria
de1e girar ao redor da dotação.
+e o preço de um bem que o consumidor est3 1endendo diminui e o consumidor decide passar a
ser um comprador0 ele pode melhor ou piorar sua situação.
Quando o consumidor é um comprador líquido de um bem0 se o preço desse bem aumenta e se o
consumidor permanece sendo um comprador0 então ele de1e piorar de situação. -o entanto0 se o aumento
de preços induzir o consumidor tornarEse um 1endedor0 qualquer coisa poderia acontecer.
D'$'%*'#," +" .re#" +" 1e$ 1 .!r! *$ "8er!%e: a
diminuição do preço do bem < faz com que a reta
orçament3ria gire em torno da dotação. +e o consumidor
continua um ofertante0 obrigatoriamente est3 em pior
situação.
D'$'%*'%+" " .re#" +" 1e$ 1 .!r! *$
3"$.r!+"r: se uma pessoa é um comprador
e o preço do bem que ela est3 demanda
diminui0 ela continua sendo um comprador.
)onsidere o que aconteceria caso o consumidor se tornasse um 1endedor. -esse caso0 ele estaria
consumindo em algum ponto da no1a reta orçament3ria. 9orém0 essas cestas de consumo lhe esta1am
disponí1eis quando ele se defronta1a ainda com a reta orçament3ria original e mesmo assim ele preferiu
consumir 62<
5
02=
5
7. 9ortanto0 62<
5
02=
5
7 de1e ser melhor do que qualquer um daqueles pontos. E0 sob a no1a
reta orçament3ria0 62<
5
02=
5
7 é uma cesta de consumo factí1el. 9or conseguinte0 qualquer ponto sob a no1a
reta orçament3ria de1e ser melhor do que 62<
5
02=
5
7. !sto implica que o seu consumo de 2< de1e estar G
direita do seu ponto de dotação0 isto é0 o consumidor de1e continuar sendo um demandante líquido do bem
< 6Xr3fico acima7.
L.5 C*r(!/ +e Pre#" C"%/*$" e C*r(!/ +e De$!%+!.
L.6 A EF*!#," +e S<*/JK Re('/'!+!.
C*r(! +e De$!%+!: G esquerda da cur1a
de demanda o consumidor é um ofertante do
bem <0 G direita é um comprador.