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UNIVERSIDADE

FEDERAL DE MINAS
GERAIS
FACULDADE DE
FILOSOFIA E CIÊNCIAS
HUMANAS
GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS SOCIAIS
" Gilgamesh e Noé” Análise e comparação do Mito
do Dilúvio em uma perspectia estrutura!ista
N"me# Ga$rie! De L"ure%&"
Discip!i%a# A%tr"p"!"'ia III
(r")ess"r# R"'*ri" Duarte

+ELO HORI,ON-E . MG
/0123 /4 SEME-RE
I%tr"5u&6"
Na análise estruturalista proposta por Levi-Strauss entende-se os mitos como
expoentes da estrutura de pensamento e formulação de sentido do “mundo”
externo, dentro da perspectiva de uma determinada cultura. O autor então
propõe uma comparação entre versões, dos mitos, elaoradas por culturas
diferentes !ue expressão as mesmas tensões e contradições. " análise
diacr#nica or$ani%a as unidades m&nimas de sentido, os denominados'
mitemas (inspiração derivada dos fonemas da lin$u&stica), de acordo com a
ordem espec&fica do mito, e a análise sincr#nica, compara diversos mitos e
suas versões de forma a entend*-los em sua complexidade. “Os mitos
conversam entre si por meio dos +omens”, afirma o autor, de forma metaf,rica,
no sentido de sofrerem influ*ncias $eo$ráfico e s,cio culturais, !ue podem
acarretar torções e modificações na forma do mito, mas conservando seu
conte-do.
Não existe portanto, uma versão ori$inal ou mais completa de um mito, todas
são válidas e complementam a comparação, !ue precisam do lastro
etno$ráfico para evitar astrações e comparações em demasia. Levi-Strauss ,
parte da ideia de !ue, para a compreensão de um mito, não . necessário uscar sua
versão mais arcaica, ou a suposta “le$&tima”, pois se usca feixes de relações de
modo a descorir a estrutura comum existente nas suas diversas funções.
/m mito di% respeito, sempre, a acontecimentos passados0 1antes da criação
do mundo1, ou 1durante os primeiros tempos1 em todo caso, 1fa% muito tempo1.
2as o valor intr&nseco atriu&do ao mito prov.m de !ue estes acontecimentos,
!ue decorrem supostamente em um momento do tempo, formam tam.m uma
estrutura permanente. 3sta se relaciona simultaneamente ao passado, ao
presente e ao futuro. (Strauss, 4567, pá$. 894)
Sendo assim, neste traal+o me dedi!uei a analise do mito do :iluvio so a
,tica de 8 diferentes versões0 a versão ;udaico-cristã, encontrada no "nti$o
testamento(livro0<*nesis), e a versão Sum.ria exposta na 3pop.ia :e
<il$ames+. "s semel+anças entre as versões . tão n&tida !uanto =
exemplificada por Levi Strauss (>dipo e ?admo) para ilustração do m.todo.
"l$uns poderiam inclinar a análise para um vi.s difusionista, más esta não . a
min+a proposta, modestamente usco pela reali%ação de um exerc&cio de
análise, não tendo eu a amição de tirar conclusões definitivas.
Vers6" 7u5aic"8crist6
O "nti$o testamento ("@)contem os livros sa$rados dos ;udeus, isto ., a
“coleção das escrituras !ue o povo +ereu foi acumulando desde o tempo de
2ois.s at. cerca de um S.culo antes de Aesus ?risto”. :entro dessa
compilação (creditada = 2oises), ac+am-se os principais fatos +ist,ricos e
outras manifestações da vida espiritual desse povo. " l&n$ua ori$inal e
predominante do "@ . o Beraico, !ue por curiosidade, l*-se da direita para a
es!uerda. :entro da proposta desse traal+o analisaremos uma parte
especifica da @ora (os primeiros 7 livros do "@), o <*nesis, mais
especificamente a parte do diluvio, a famosa arca de No.(<*nesis C-5).
“O sen+or viu !ue era $rande a maldade do +omem sore a terra, e feriu o seu
coração.
3 o sen+or disse0 exterminarei da face da terra o +omem !ue eu criei, tanto o
+omem como o animal, os repteis e as aves do c.u' por!ue me arrependo de
os +aver criado.”
(<*n-DCEF.7,C,6)
Gor ser um +omem ;usto e sem mácula, em sua $eração, No. andava com
deus, sendo assim, deus anuncia , unicamente = ele, o dil-vio e l+e instrui na
construção de uma arca. :eus sela uma aliança com No. e determina-l+e
medidas, cuidados, forma da emarcação, e l+e encarre$a da tarefa de
portar , na arca, um casal (“serão 2ac+o e H*mea”) de cada esp.cie de tudo
!ue vive (explicitamente0 $ado, aves e r.pteis) para !ue permaneçam vivos. O
“sen+or” ordena !ue No., emar!ue 6 casais de todos os animais limpos, o
mac+o e a f*mea' mas dos animais !ue não são limpos, apenas dois casais, e
anuncia !ue passados 6 dias, fará c+over sore a terra durante 9I dias.
“exterminando da face da terra todas as criaturas !ue fi%”(<*n -6EF. 9)
No. entra na arca com seus fil+os, sua mul+er, as mul+eres dos seus fil+os e
com todos os animais, se$uindo perfeitamente conforme a orientação divina.
Gassados os 6 dias0
“todas as fontes do $rande aismo se romperam, e se ariram as ;anelas do
c.u, e a c+uva caiu do c.u durante 9I dias e 9I noites”(<*n -6 EF.44)
"s á$uas avolumaram e levantaram a arca, e de taman+a intensidade as
c+uvas coriram todos os altos montes !ue +aviam emaixo do c.u.
“2orreu tudo !ue tin+a espirito de vida e tudo !ue +avia na terra seca”
(<*n 6EF.45)
Gassados os 9I dias, “deus fe% passar um vento sore a terra e as a$uas se
a!uietaram. 3 as fontes do aismo e as ;anelas do c.u se fec+aram”
(<*n -JEF.4,8).
O n&vel da á$ua foi aaixando continuamente, ap,s 47I dias, a arca no s.timo
m*s estacionou sore os montes de "rará. :epois de 9I dias No. are a
;anela, e solta um corvo !ue ia e voltava en!uanto as a$uas não +aviam
secado sore a terra. Gosteriormente ele soltou um pomo, !ue não encontrou
um lu$ar para pousar e retornou a arca. Gassados 6 dias, ele lança novamente
o pomo , !ue retorna com um $al+o de uma fol+a de oliveira. 3le esperou
mais 6 dias e soltou o pomo, ao !ual, não retornou. Sendo assim, N,e, ariu
o teto da emarcação, viu !ue a superf&cie estava seca, e desemarcou com
todos os tripulantes.
No. constr,i um altar e oferece de todo animal limpo e de toda ave limpa, o
Bolocausto sore o altar. O sen+or sente o c+eiro a$radável e di% !ue não vai
mais amaldiçoar a terra por causa do +omem. :eus sela uma aliança a No. .
aençoa ele e a sua fam&lia, assim disse-l+es “frutificai e multiplicai-vos, e
enc+ei a terra”(<*n -5)
Vers6" Sum*ria
O >pico de <il$ames+ . uma das mais importantes produções literárias da
Kail#nia. Lefere-se ao persona$em central de uma s.rie de contos !ue l+e
compõe. O .pico . con+ecido principalmente a partir de fra$mentos ac+ados
na coleção real de taletes feita por "ssuranipal, rei da "ss&ria, destinados ao
seu palácio em Ninive. ?ertas evid*ncias demostram !ue al$umas porções
desse .pico datam de 8III a.c. Nesse traal+o, tal compilação de mitos
independentes , ori$inários de tempos diferentes, será frisada unicamente a
parte direcionada ao :il-vio. 3sta passa$em se encontra no d.cimo se$undo
talete (composição total de 48 taletes).
Na sua usca pela imortalidade, <il$ames+ procura por /t-Napis+tim( “O
lon$&n!uo”), e !uando o encontra este l+e conta a famosa +ist,ria do dil-vio,
!ue será resumida a!ui0
“2il e du%entos anos não +aviam ainda se passado
!uando a terra se estendeu e o povo se multiplicou,
a terra ramia como um touro,
O tumulto dos +omens perturou os deuses.
3nlil ouviu i arul+o !ue fa%iam...”
(M.<. Lamert e ".L 2illard,Nra!,45C9,p55)
Os deuses, insatisfeitos com a raça +umana, em asseml.ia decidem por
extermina-los. 3nlil, deus dos ventos, exerce uma influ*ncia acima dos
demais(semel+ante a posição de Oeus no panteão $re$o), assim sendo,
escol+e o m.todo !ue será utili%ado0 O :il-vio. 3a, deus da á$ua e da
saedoria, se ast.m da decisão do exterm&nio e anuncia = /t-napis+tim sore
a decisão dos deuses e o orienta na maneira de proceder em prol a
soreviv*ncia' instruindo as medidas e formas da emarcação, e seu
respectivo crono$rama, selando assim uma aliança.
“"andona tuas posses, procura a vida.
"andona os deuses terrenos e mant.m a alma vivaP
" ordo da arca levarás a semente de todas as coisas vivas.
" arca construirás,
terás !ue tomar suas medidas'
deverá ser i$ual de lar$ura e comprimento”
3a, frisou !ue a not&cia não devia ser divul$ada a comunidade. /t-napis+tim
se$uiu conforme as orientações, e no s.timo dia a arca estava pronta, assim
ele a carre$ou de provisões , incluindo a sua fam&lia, os artesão do arco, sua
tripulação e as sementes de todas as esp.cies.
?om dificuldade, /t-napis+tim e a tripulação colocam a emarcação na á$ua,
fec+am as escotil+as e passa o comando do capitão Gu%ur-"murri.
No primeiro ril+o da alvorada c+e$ou do +ori%onte uma nuvem ne$ra, esta era
condu%ida por "dad, o sen+or da tempestade e intensificada por S+ullat e
Banis+, os arautos da tempestade.
“Sur$iram então os deuses do aismo' Ner$al destruiu as arra$ens !ue
representavam do inferno' Ninurta, o deus da $uerra, p#s aaixo os di!ues' e
os sete ;u&%es do outro mundo, os "nunnaQi, elevaram suas toc+as iluminando
a terra com c+amas l&vidas./m estupor de desespero suiu ao c.u, !uando o
deus da tempestade("dad) transformou o dia em noite”
(" 3pop.ia de <il$ames+,4558, editora 2artins fontes)
" f-ria do dil-vio assustou at. os deuses, !ue se refu$iaram no alto dos c.us,
encol+endo-se como “cãe a$ac+ados contra a parede externa” , no ponto mais
alto do firmamento.
" tempestade s, amainou no s.timo dia, /t-napis+tim, are a ;anela enxer$a a
sumissão total da superf&cie terrestre =s á$uas, e c+ora. 3m se$uida
apareceu o 2onte Nisir onde a arca estacionou durante 6 dias. No s.timo dia,
ele lierta uma poma, !ue retorna por não ter onde pousar, em se$uida lierta
uma andorin+a, !ue voa mais lon$e, mas não encontra um local de pouso, e
em se$uida solta um corvo, a !ual, voa pra lon$e e não retorna. Sendo assim,
/t-napis+timn, desemarca da arca, com toda a e!uipa$em, tripulação,
animais e fam&lia. Na se!u*ncia oferece um sacrif&cio aos deuses !ue sentem
o ritual pelo aroma, e se re-nem pr,ximos a ele. " primeira a c+e$ar . Ns+tar, a
deusa da fertilidade, !ue afirma !ue ;amais es!uecerá desses -ltimos dias, e
manifesta não !uerer a presença de 3nlil em torno do sacrif&cio, pois ele sem
refletir trouxe a destruição para seu povo.3nlil aparece, fica furioso com a
soreviv*ncia de /t-napis+tim, mas . apa%i$uado por 3a, e !uestionado pelos
outros deuses pelo seu peri$oso m.todo.
“inflige ao pecador o seu pecado,
inflige ao transgressor a sua transgressão
pune-o levemente quando ele escapar
Não exageres no castigo ou ele sucumbirá
antes um leão houvesse devastado a raça humana
em vez do dilúvio,
antes um lobo houvesse devastado a raça humana
em vez do dilúvio,
antes a fome houvesse assolado o mundo
em vez do dilúvio,
ntes a peste houvesse assolado o mundo,
em vez do dilúvio! "#pop$ia de %ilgamesh,&''(,p&))*
Gor fim, acaa conferindo á /t-napis+tim e a sua mul+er , selam aliança com
3nlil, se a;oel+ando e sendo tocados na testa pela entidade do vento e este os
concede a imortalidade e destina-os a viver afastado na “fo% dos rios”.
A%a!ise 5"s mit"s
" similaridade das versões colocam em desta!ue a tensão primordial do mito,
!ue dentro da nossa análise representa a esta na relação entre os seres
+umanos e o poder divino. "s torções na forma do mito, são de fácil detecção,
mas mesmo estas desencadeando al$umas diferenças n&tidas, pouco
interferem no conte-do do mito. " versão ;udaico-cristã, monote&sta, passa o
sentido de um controle maior por parte de :eus, en!uanto no polite&smo
sum.rio, a !uantidade e as personalidades dos deuses contrastam um peri$o
real de !ue os poderes do caos e da destruição escapem do controle.
3ssa torção . ainda mais evidenciada !uando /tnapis+tim e a sua tripulação,
com muito esforço colocam a arca na á$ua, e No. simplesmente entra na arca
e espera pelas á$uas !ue a levantam da terra. /tnapis+tim recee a;uda de
artesãos e conta com uma tripulação timoneira, ao contrário de No. !ue conta
unicamente com a sua fam&lia em relação a mão de ora +umana. " orientação
divina !uanto0 a construção do arco, as medidas, formato da arca, !uantidade
de andares e a a$enda e duração dos acontecimentos tam.m são diferentes
em cada mito, mas nen+uma das diferenças citadas conse$ue ofuscar a
similaridade entre No. e /tnapis+tim. O !uadro em anexo, em formato excel,
demostra o desenvolvimento da nossa análise, e evid*ncia a similaridade
!uase id*ntica das versões. " tensão essencial evidenciada durante as duas
versões do mito . referente = relação do poder divino e o Bomem, sendo
destacada a depend*ncia do +omem em relação ao poder superior. Se$ue-
se , os retal+os do !uadro de análise.
1 - Balburdia humana
incomodo o sono dos
deuses
2 - Assembléia dos
deuses concordam
em exterminar a raça
humana
1 - A CORRUPÇÃO
O !"#"RO
$U%A#O transtorna
o senhor
2 - "U& "C'"
"()"R%'#AR O
$O%"% *R"P)"'& "
A+"&
e,end-ncia entre o ,oder di.ino e a
sobre.i.-ncia humana
O,osiç/es0 Homem / divindade
Relaç1o de causa e e2eito*
desarmonia entre os homens com
o ,oder di.ino 3exterm4nio humano
3m oposição complementar aos mitemas 4 e 80
5 - "A anuncia o
dil6.io e orienta a
sobre.i.-ncia de
Utna,ishtim78human
o mais ,r9ximo de
"a8:
; - &ela-se A<'A#ÇA
"#)R" "=A= e
Utna,ishtim
5 - "U& A#U#C'A
o dil6.io " OR'"#)A
a sobre.i.-ncia de
#oé7homem >usto
,erante a eus:
;-sela-se aliança
entre #oé " "U&
"a ?deus da
sabedoria
e,end-ncia da
orientaç1o di.ina
,ara a sobre.i.-ncia
$armonia com o
di.ino Aliança entre
deus e o
homem3.eiculo de
sobre.i.-ncia
humana
o,osiç1o0 entre provedor / dependente
relaç1o de causa e e2eito e .ice
.ersa=$armonia com o di.ino
3orientaç1o 3sobre.i.-ncia
Lelação de oedi*ncia = orientação divina expostas nos mitemas Re9.
@ - construç1o da
arca con2orme a
orientaç1o di.ina
A - Utna,ishtim*sua
2am4lia* todos os
artes1os e todas as
sementes das criaturas
.i.as se abriBam na
barca=
@- construç1o da
arca con2orme a
orientaç1o di.ina
A C #oé e sua 2am4lia e
os ,ares de todas as
es,écies se abriBam na
barca=
AbriBo atra.és da
instruç1o
di.ina=Contraste0
de,end-ncia
humana D orientaç1o
di.ina=
"mbarEue dos
abriBados con2orme o
cronoBrama di.ino=
trabalho FRUTO DO TRABALHO
Relação de causa e eeito sob
mediação divina
O 9mau: ;ue a "$e5i<%cia 5ii%a !ira=
F - A cheBada do
dil6.io* rom,em os
limites das GBuas
H- "xterm4nio da .ida
e tudo Eue ha.ia na
terra seca*
encobrimento ,or
GBua de todo a terra=
F - A cheBada do
dil6.io* as 2ontes do
Brande abismo se
rom,em=
H - "xterm4nio da
.ida e tudo Eue ha.ia
na terra seca*
encobrimento ,or
GBua de todo a terra=
os limites 2irmados ,ela3s
di.indade3s é Eue ,ossibilitam
a sobre.i.-ncia humana=
!uebra dos limites delimitados pelo
poder divino" a destruição
Relação causa e eeito#rompimento dos
limites divinos/ $%term&nio
I - )érmino do
dil6.io e a diminuiç1o
das aBuas * a barca
estaciona nu monte
#isir
1J- Utna,ishtim usa
de ,Gssaros ,ara
identi2icar o estado
da )erra=
11 - Abertura das
,ortas e >anelas da
embarcaç1o e
desembarEue da
tri,ulaç1o
I - )érmino do
dil6.io e a diminuiç1o
das aBuas *a barca
estaciona no monte
de ArGrG
1J - #oe usa de
,Gssaros ,ara
identi2icar o estado
da )erra=
11 - Abertura das
,ortas e >anelas da
embarcaç1o e
desembarEue da
tri,ulaç1o
iminuiç1o das
GBuas começa do
alto ,ra
baixo=%o.imento do
barco obstruido ,or
alBo maior do Eue
ele
Auxilio do animal em
,rol a ,reser.aç1o
do homem Recomeço
Con2ormidade com o
cronoBrama di.ino
Uso auxilio animal
,ara exame da
situaç1o da )erra
)ransiç1o
12 - Utna,ishtim
derrama .inho sobre
a montanha e
,re,ara 1;caldeir/es
com murta*cedro e
bambu
15 - O cheiro doce
atrai o ,ante1o dos
deuses* destaEue a
'shtar72ertilidade:
1; - O ,ante1o dos
deuses* contesta
"nlil na escolha do
il6.io ,ara a
exterminaç1o do
homem
1@ - "nlil sela aliança
com Utna,ishtim e
sua mulher* e lhes
concede .ida eterna*
na a2astada reBi1o
da 2oK entre rios=
12 - #oé constr9i um
altar e o o2erece um
holocausto dos
animais lim,os a
deus=
15 - O cheiro
aBradG.el do sanBue
do holocausto
1; - eus a2irma Eue
n1o mais .ai
amaldiçoar a terra
,or causa do
homem=
1@ - eus sela
aliança com #oe*
abençoando a sua
2amilia e
aconselhando os a
2ruti2icar e multi,licai-
.oK
ABradecimento
atraç1o dos deuses
,elo aroma +alor do homem é
in2erior ao .alor da
terra=
Relaç1o harmLnica
entre deus3es e os
homens
'anutenção da aliança

Arre,endimento
di.inoMMMMM
exist-ncia de um
centro de dis,ers1o
das es,écies=
"trav.s da leituras das oras e dos !uadros de análise . poss&vel detectar nas
duas versões do mito do dil-vio uma relação direta com o mito da criação, essa
conexão fa% do dil-vio um poss&vel renascimento ou uma manutenção da terra e
da relação divina com a +umanidade. "s ideias de um centro de dispersão das
esp.cies, e da depend*ncia divina em prol a ordem e contra o caos, são
recorrentes no mito da criação das duas lin+as(Sum.ria e ;udaico-cristã), !uando
a partir de um caos inicial, ocupado por um “aismo de =$uas”, um deus(ou vários
deuses) fa%em a separação do c.u da terra, das a$uas superiores das inferiores,
do dia e da noite,etc, e isto !ue possiilita a criação e a soreviv*ncia do ser
+umano, em se$uida . criado o >den ou seu e!uivalente sum.rio :ilmun. No
dil-vio porem, o motivo para o exterm&nio parece ter sido o caos moral, e a !uera
das limitações morais !ue tam.m são ordenadas e orientadas pelo mesmo deus
ou deuses !ue propiciam a ordem amiental.
?oncluindo, o fundamental entre as versões dos mitos . a sua similaridade de
conte-do, marcada pela tensão e depend*ncia dos seres +umanos com ordem
divina, !ue define !uando e onde, pode em um piscar de ol+os exterminar toda a
raça +umana, palpando apenas os !ue estão conforme as leis de deusEes, estes
estarão sore $uarnição divina desde !ue andem conforme a orientação superior.
Re)er<%cias +i$!i"'ra)ia
Le>8Strauss? C. ntropologia estrutural, Lio de Aaneiro, @empo Krasileiro, 4567
Le>8Strauss? C. + cru e o cozido, -itol.gicas /, São Gaulo, ?osac S NaifT, U45C9V
8II9
Le>8Strauss? C. Wuatro mitos Xinnea$o U45CIV. Nn0 ntropologia estrutural //