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4.

PARTE EXPERIMENTAL

4.1. Materiais e reagentes
4.1.1. Vidrarias, equipamentos e outros materiais
Aparelhagem e
vidraria
Capacidade Quantidade
Tubo de ensaio --------- 10
Estante para tubo
de ensaio
--------- 1
Haste de platina --------- 1
Lamparina de
álcool
--------- 1
Béquer 50 mL 1
Caixa de fósforo --------- 1
Fonte: Elaboração própria

4.1.2. Reagentes
Reagentes Concentração Quantidade
Solução de nitrato
de estrôncio
--------- ≈ 3 mL
Solução de nitrato
de cálcio
--------- ≈ 3 mL
Solução de nitrato
de bário
--------- ≈ 3 mL
Solução de
sulfato de
cobre(II)
--------- ≈ 3 mL
Solução de iodeto
de sódio
--------- ≈ 3 mL
Solução de
cloreto de sódio
--------- ≈ 3 mL
Solução de
cloreto de
potássio
---------
≈ 3 mL
Solução de nitrato
de lítio
---------
≈ 3 mL
Solução de nitrato
de sódio
---------
≈ 3 mL
Solução de iodeto
de potássio
---------
≈ 3 mL
Solução de ácido
clorídrico
1:1 20 mL
Fonte: Elaboração própria


4.2. Procedimento Experimental

4.2.1. Mergulhar a haste de platina na solução de ácido clorídrico
4.2.2. Colocar a haste na chama de uma lâmpada de álcool até o desaparecimento
da cor. Utilizar sempre a mesma haste metálica.
4.2.3. Mergulhar a extremidade da haste em uma das soluções fornecidas, levando-
a em seguida a lâmpada de álcool.
4.2.4. Observar a coloração da chama.
4.2.5. Limpar a haste com a solução de ácido clorídrico antes de efetuar o teste com
cada uma das outras soluções.

5. RESULTADOS E DISCUSSÃO

O teste da chama executado nesta prática constitui de uma técnica qualitativa
de análise química, isto é, não tem por objetivo quantificar porém identificar espécies
envolvidas. Neste caso, estas devem ter em sua composição átomos de elementos
químicos que, ao serem excitados por uma fonte de energia, realizam transições
eletrônicas de seus elétrons de valência. Estas transições, segundo SKOOG et.al.,
consistem na transferência de um elétron de um orbital para outro onde ao retornar
ao estado fundamental, estes liberam a energia recebida anteriormente em forma de
radiação.
Para a realização do teste, a fonte energética responsável pela excitação das
amostras foi energia térmica que promoveu a passagem do elétron para uma órbita
mais energética. O mecanismo disto se dá de modo que um fóton de energia
proveniente da fonte térmica incide no átomo, promovendo a transição eletrônica
quando a energia do fóton for suficiente à energia necessária para realização desse
salto.
Utilizou-se como fonte de energia a chama de uma lamparina a qual usava
álcool como combustível e o oxigênio atmosférico como comburente. A mesma tinha
coloração amarelada em sua camada mais superior, cor levemente alaranjada logo
abaixo desta e, por último, uma cor de azul translúcido numa região mais próxima do
pavio de queima da lamparina. Isto se deve ao fato de existirem zonas de
combustão.
No interior das regiões mais quentes, azuladas, o hidrogênio está sendo
separado do combustível e queimado, formando vapor de água. A camada onde há
a formação de dióxido de carbono promove menor liberação de energia e apresenta
a coloração mais amarelada e externa da chama, de modo que tem menor potencial
para excitar o analito no teste de chama. Visto isto, a inserção da amostra na chama
se deu na camada mais energética desta, a qual tinha a cor azul.
A realização do teste se deu através da inserção da amostra de solução
aquosa dos sais com o auxílio de uma haste de platina, material escolhido devido ao
fato de ser um metal nobre altamente inerte não causando interferências no
resultado da análise. Com este mesmo propósito, antes de cada experimento, a
haste fora limpa com solução de ácido clorídrico 1:1, visando remover qualquer
impureza incrustada na haste, levando-a em seguida à chama.
A inserção da haste na chama após a imersão desta em ácido clorídrico não
promovia alteração na coloração devido ao fato dos átomos deste ácido não
emitirem radiação na região do visível (400nm a 700nm, segundo RUSSEL),
característica fundamental para a aplicação deste método.
Diante dos experimentos realizados, observaram-se os seguintes resultados,
dispostos na tabela 1.

Tabela 1. Cores observadas para diversas substâncias no teste de chama
SAL ÂNION CÁTION COR
Sr(NO
3
)
2
Sr
2+
NO
3
-
Vermelho
Ca(NO
3
)
2
Ca
2+
NO
3
-
Laranja
(vermelho-tijolo)
Ba(NO
3
)
2
Ba
2+
NO
3
-
Verde (amarelo-
esverdeado)
CuSO
4
Cu
2+
SO
4
2-
Verde
NaCl Na
+
Cl
-
Amarelo-
alaranjado
KCl K
+
Cl
-
Violeta-lilás
LiCl Li
+
Cl
-
Magenta
NaNO
3
Na
+
NO
3
-
Amarelo-
alaranjado
KI K
+
I
-
Violeta-lilás
NaI Na
+
I
-
Amarelo-
alaranjado
Fonte: Elaboração própria
A coloração emitida pelas espécies no teste da chama é reflexo da transição
eletrônica dos elétrons da camada mais externa (elétrons de valência). Essa
diferenciação nas cores é explicada pelas distintas energias associadas às órbitas
dos átomos dos elementos. Observando-se a lei de Planck (equação 1) associada
ao cálculo de frequência (equação 2), tem-se que para cada energia equivalente a
uma transição eletrônica há um comprimento de onda específico e, portanto, estes
serão diferentes para cada elemento químico.

Equação 1

Equação 2

Através da análise dos resultados constata-se como o cátion tem função
determinante na coloração emitida na queima da espécie, enquanto o ânion
apresenta efeito na mesma, visto os exemplos do cloreto, nitrato e iodeto de sódio
os quais resultaram chamas da mesma cor, bem como o cloreto e iodeto de
potássio, ao passo que os compostos com cátions distintos e mesmo ânion tinham
cores diferentes, como foi observado no caso dos nitratos de sódio, bário, cálcio e
estrôncio além dos cloretos de sódio, potássio e lítio e iodetos de sódio e potássio.
Isto ocorre porque os ânions, por possuírem um excesso eletrônico,
necessitam de maior energia para promover a transição de modo que a emissão de
luz que se dá pelo retorno do elétron é mais energética e através da lei de Planck
contata-se que esta possui menor comprimento de onda, classificando-se na região
do ultravioleta (menor que 400nm, segundo SKOOG et. al.), não sendo assim
visualizado pelo olho humano que é a ferramenta de detecção deste método.