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Materiais de Construção I

Limitar as tensões e deformações na estrutura do pavimento, por meio da
combinação de materiais e espessuras das camadas constituintes, é o objetivo da
Mecânica dos Pavimentos.
Pavimento
ESTRUTURA construída após a terraplenagem e destinada a:
 Resistir e distribuir ao subleito os esforços verticais produzidos pelo tráfego;
 Melhorar as condições de rolamento quanto a comodidade e segurança;
 Resistir aos esforços horizontais que nela atuam, tornando mais durável a
superfície de rolamento



Condicionantes de escolha dos materiais
 Distância de transporte; disponibilidade local.
 Características técnicas definidas por especificações.
 Volume de tráfego – condiciona a escolha do tipo de pavimento.
 Método de dimensionamento.
 Custo.



Norma técnica
Uma norma técnica (ou padrão) é um documento, normalmente produzido por um
órgão oficial acreditado para tal, que estabelece regras, diretrizes, ou características
acerca de um material, produto, processo ou serviço.

Asfalto
Propriedades do asfalto
 Adesivo termoplástico:
 passa do estado líquido ao sólido de maneira reversível;
 a colocação no pavimento se dá a altas temperaturas; através do
resfriamento o CAP adquire as propriedades de serviço 
comportamento visco-elástico.
 Impermeável à água.
 Quimicamente pouco reativo:
 garante boa durabilidade;
 contato com o ar acarreta oxidação lenta, que pode ser acelerada por
temperaturas altas;
 para limitar risco de envelhecimento precoce: evitar temperatura
excessiva de usinagem e espalhamento e alto teor de vazios.

Materiais asfálticos
 BETUME: mistura de hidrocarbonetos de elevado peso molecular, solúvel no
bissulfeto de carbono, que compõe o asfalto.
 ASFALTO: material cimentante, preto, sólido ou semi-sólido, que se liquefaz
quando aquecido, composto de betume e alguns outros metais. Pode ser
encontrado na natureza (CAN), mas em geral provém do refino do petróleo
(CAP).
 ALCATRÃO: líquido negro viscoso resultante da destilação destrutiva de
carvão, madeira e açúcar, constituindo um subproduto da fabricação de gás e
coque metalúrgico.
Em desuso em pavimentação.
Importância do asfalto
 A maioria das rodovias no Brasil são de revestimentos asfálticos.
 O CAP representa de 25 a 40% do custo da construção do revestimento.
 Quase sempre é o único elemento industrializado usado nas camadas do
pavimento.
Propriedades do asfalto para pavimentação
 Adesivo termoplástico:
 passa do estado líquido ao sólido de maneira reversível;
 a colocação no pavimento se dá a altas temperaturas; através do
resfriamento o CAP adquire as propriedades de serviço 
comportamento visco-elástico.
 Impermeável à água.
 Quimicamente pouco reativo:
 garante boa durabilidade;
 contato com o ar acarreta oxidação lenta, que pode ser acelerada por
temperaturas altas;
 para limitar risco de envelhecimento precoce: evitar temperatura excessiva de
usinagem e espalhamento e alto teor de vazios.
Tipos básicos de ligantes asfálticos
Cimento asfáltico:
 mistura química complexa cuja composição varia com o petróleo e
processo de produção.
 Do seu peso molecular >95% são hidrocarbonetos.
 Para ser usado deve ser aquecido.
 Cimento asfáltico de petróleo (CAP) é classificado pela penetração desde 2005.
 Antes (1992 -2005) classificado pela viscosidade ou pela penetração.

Cimento asfáltico: CAP(Cimento asfáltico de petróleo)
 Numa separação com solventes, uma composição química é:
 asfaltenos, maltenos e resinas.
 Atualmente: Método SARA
 S – hidrocarbonetos Saturados
 A - hidrocarbonetos Aromáticos
 R – Resinas
 A – Asfaltenos

Produção  No Brasil, há 9 refinarias da PETROBRAS – Autossuficiência.

Asfalto Diluído (ADP)
 Diluição de CAP em derivados de petróleo para permitir a utilização a
temperatura ambiente.
 Denominação dada segundo a velocidade de evaporação do solvente:
 Cura rápida (CR) – solvente é a gasolina ou a nafta.
 Cura média (CM) – solvente é o querosene.
 Avaliado em relação à viscosidade cinemática.
 Ex: CM 30, CR 250.

Emulsão Asfáltica (EAP)
 Dispersão do CAP em água com o uso de emulsificante e energia mecânica.
 Existem vários tipos, identificados pelo tempo de ruptura, pela carga da partícula
e pela finalidade.
 Devem ser usadas preferencialmente as catiônicas.
 Pelo tempo de ruptura podem ser:
 RR = ruptura rápida.
 RM = ruptura média.
 RL = ruptura lenta.
 Ruptura controlada.
Classificação do CAP
 Classificado por penetração a 25ºC (após 2005) em algumas refinarias:
 30/45
 50/60
 85/100
 150/200
 Classificado por viscosidade a 60°C (até 2005):
 CAP 7
 CAP 20
 CAP 40



Ensaios de Caracterização de Ligantes Asfálticos
Penetração
Profundidade, em décimo de milímetro, que uma agulha de massa padronizada
(100 g) penetra numa amostra de cimento asfáltico (por 5 segundos) à temperatura de 25
C.

Solubilidade
Em tricloroetileno
Os betumes (ligantes dos CAPs), em sua maior parte, são dissolvidos, na presença
de tricloroetileno, sulfeto de carbono ou tetracloreto de carbono.
Por intermédio deste ensaio torna-se possível a estimativa da quantidade de
betume em um dado CAP.

Ponto de amolecimento
Uma bola de aço é colocada no centro de uma amostra de asfalto, em um anel de
latão, em banho. O banho é aquecido a uma taxa controlada de 5C/minuto.
Quando o asfalto amolece, a bola e o asfalto deslocam-se em direção ao fundo.



Viscosidade Saybolt-furol;
O ensaio de viscosidade é empregado para a determinação do estado de fluidez
de um CAP em diversas temperaturas de aplicação e uso do material.
Trata-se de uma medida de consistência, definida pelo tempo em segundos em
que uma amostra de 60 ml de CAP flui totalmente através de um orifício padronizado
(Furol), a uma dada temperatura, realizado no viscosímetro de Saybolt.


Viscosidade rotacional
Em uma câmara com temperatura controlada, o asfalto é depositado, inserindo-se
nela um eixo que tem rotação com velocidade angular especificada.
Com base no torque exigido para aquela rotação, é determinada a viscosidade do
asfalto na temperatura desejada.

Ponto de fulgor
Menor temperatura, na qual os vapores emanados durante o aquecimento do
material asfáltico se inflamam quando expostos a uma fonte de ignição.

Ductilidade
A dutilidade é dada pelo alongamento em centímetros obtido antes da ruptura de
uma amostra de CAP com o menor diâmetro de 1 cm
2
, em banho de água a 25 C,
submetida pelos dois extremos à tração de 5 cm/minuto.
Ensaio realizado por meio da extensão ou alongamento.

Película delgada rotacional em estufa
 Estufa de Efeito de Calor e Ar
 Simula o envelhecimento da usinagem;
 Temperatura: 163°C;
 Tempo: 5h;
 Determina a perda ou ganho de peso

Densidade
 Picnômetro com asfalto e água
 Determinação da massa do picnômetro totalmente preenchido com água a 25°C
 Determinação da massa do picnômetro preenchido até a metade com asfalto a
25°C
 Determinação da massa do picnômetro preenchido metade com água e metade
com asfalto, a 25°C







Defeitos Associados a Temperaturas de Serviço
Deformidade Permanente
Ocorre a temperaturas altas
 No Brasil, entre 62 e 70 ºC
 Influência predominante do agregado
 Influência menor do ligante

Trincas por Fadiga
Ocorre a temperaturas intermediárias
 No Brasil, entre 25 e 40 ºC
 Nos EUA, entre 20 e 30ºC
 Efeito do agregado e do ligante

Trincas Térmicas
Ocorre somente em países frios, geralmente em temperaturas inferiores a -10 º C
 Influência predominante do ligante
 Influência menor do agregado

ENVELHECIMENTO DO LIGANTE:
TEMPO
TEMPERATURA
ESPESSURA DA PELÍCULA
AR (OXIGÊNIO)

TANQUE:
TEMPO
TEMPERATURA
USINAGEM:
TEMPERATURA
ESPESSURA DE PELÍCULA
TRANSPORTE E APLICAÇÃO DA MASSA
TEMPO
TEMPERATURA
ESPESSURA DE PELÍCULA









Agregados
A proporção de agregados em misturas asfálticas é de aproximadamente 93 a 97%
em peso.
Classificação


Tipos de britagem
Impacto
Colisão instantânea de um objeto contra outro.


Impacto + Desgaste por Atrito
No desgaste por atrito ocorre a trituração do material por uma ação de desgaste
entre duas superfícies duras




Impacto + Cisalhamento + Compressão
O cisalhamento ocorre pela ação de um aparador ou talhador tal como aquele
produzido por um simples rolo triturador.
É normalmente usado em combinação com impacto e compressão.

Britador de Mandíbulas
Impacto + Compressão


Ensaios
Massa específica Aparente
É a relação entre a massa e o volume do material sem levar em conta os vazios de ar.
Massa específica real
É a relação entre a massa e o volume do material levando em conta os vazios de
ar.

Perda por abrasão
A perda por abrasão Los Angeles consiste em submeter cerca de 5.000g de
agregado a 500 até 1.000 revoluções no interior do cilindro de uma máquina Los Angeles.
10 esferas padronizadas de aço são adicionadas ao agregado, causando um efeito danoso
a este quando a máquina é ligada. Com auxílio de uma análise granulométrica calcula-se
a perda por abrasão.

Análise granulométrica
Análise da curva granulométrica – Quantidade de agregado que passa em
determinadas peneiras.

Resistência ao Choque
O ensaio de impacto ou choque consiste em dar uma série de golpes com um
soquete padrão no agregado colocado dentro do cilindro do aparelho Treton. Calcula-se
a perda de massa após o impacto.

Esmagamento
O ensaio de esmagamento mede a resistência do agregado submetido à
compressão de uma carga variável de até 40tf, aplicada uniformemente sobre os
agregados colocados dentro de um cilindro. A razão de carga é de 4tf/min. Determina-se
a carga que conduz a uma quebra de 10% do material

Sanidade
Visa determinar a resistência do agregado à desintegração química –
intemperismo.
O ensaio consiste em atacar o agregado com uma solução saturada de MgSO4
(Sulfato de Magnésio) ou Na2SO4 (Sulfato de Sódio) por cinco ciclos de 16 a 18 horas
a 21ºC. O resultado é expresso como a perda de peso que deve ser inferior a 12%.

Adesividade
Capacidade de uma mistura de se manter coesa durante toda sua vida de serviço.