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Presidência da República

Casa Civil
Subchefia para Assuntos Jurídicos
LEI N !"#$%& 'E () 'E J*L+, 'E (!!$"
Regulamento
Dispõe sobre a organização dos serviços de telecomunicações,
a criação e funcionamento de um órgão regulador e outros
aspectos institucionais, nos termos da Emenda Constitucional nº
8, de !!"#
, PRESI'EN-E 'A REP./LICA $aço saber %ue o Congresso &acional decreta e eu sanciono a seguinte 'ei(
')*R+ )
D+, -R)&C.-)+, $/&D01E&20),
0rt# 3 Compete 4 /nião, por interm5dio do órgão regulador e nos termos das pol6ticas estabelecidas pelos
-oderes E7ecutivo e 'egislativo, organizar a e7ploração dos serviços de telecomunicações#
-ar8grafo 9nico# 0 organização inclui, entre outros aspectos, o disciplinamento e a fiscalização da e7ecução,
comercialização e uso dos serviços e da implantação e funcionamento de redes de telecomunicações, bem como da
utilização dos recursos de órbita e espectro de radiofre%:;ncias#
0rt# <3 + -oder -9blico tem o dever de(
) = garantir, a toda a população, o acesso 4s telecomunicações, a tarifas e preços razo8veis, em condições
ade%uadas>
)) = estimular a e7pansão do uso de redes e serviços de telecomunicações pelos serviços de interesse p9blico em
benef6cio da população brasileira>
))) = adotar medidas %ue promovam a competição e a diversidade dos serviços, incrementem sua oferta e
propiciem padrões de %ualidade compat6veis com a e7ig;ncia dos usu8rios>
)* = fortalecer o papel regulador do Estado>
* = criar oportunidades de investimento e estimular o desenvolvimento tecnológico e industrial, em ambiente
competitivo>
*) = criar condições para %ue o desenvolvimento do setor se?a @armAnico com as metas de desenvolvimento social
do -a6s#
0rt# B3 + usu8rio de serviços de telecomunicações tem direito(
) = de acesso aos serviços de telecomunicações, com padrões de %ualidade e regularidade ade%uados 4 sua
natureza, em %ual%uer ponto do território nacional>
)) = 4 liberdade de escol@a de sua prestadora de serviço>
))) = de não ser discriminado %uanto 4s condições de acesso e fruição do serviço>
)* = 4 informação ade%uada sobre as condições de prestação dos serviços, suas tarifas e preços>
* = 4 inviolabilidade e ao segredo de sua comunicação, salvo nas @ipóteses e condições constitucional e
legalmente previstas>
*) = 4 não divulgação, caso o re%ueira, de seu código de acesso>
*)) = 4 não suspensão de serviço prestado em regime p9blico, salvo por d5bito diretamente decorrente de sua
utilização ou por descumprimento de condições contratuais>
*))) = ao pr5vio con@ecimento das condições de suspensão do serviço>
)C = ao respeito de sua privacidade nos documentos de cobrança e na utilização de seus dados pessoais pela
prestadora do serviço>
C = de resposta 4s suas reclamações pela prestadora do serviço>
C) = de peticionar contra a prestadora do serviço perante o órgão regulador e os organismos de defesa do
consumidor>
C)) = 4 reparação dos danos causados pela violação de seus direitos#
0rt# D3 + usu8rio de serviços de telecomunicações tem o dever de(
) = utilizar ade%uadamente os serviços, e%uipamentos e redes de telecomunicações>
)) = respeitar os bens p9blicos e a%ueles voltados 4 utilização do p9blico em geral>
))) = comunicar 4s autoridades irregularidades ocorridas e atos il6citos cometidos por prestadora de serviço de
telecomunicações#
0rt# "º &a disciplina das relações econAmicas no setor de telecomunicações observar=se=ão, em especial, os
princ6pios constitucionais da soberania nacional, função social da propriedade, liberdade de iniciativa, livre
concorr;ncia, defesa do consumidor, redução das desigualdades regionais e sociais, repressão ao abuso do poder
econAmico e continuidade do serviço prestado no regime p9blico#
0rt# E3 +s serviços de telecomunicações serão organizados com base no princ6pio da livre, ampla e ?usta
competição entre todas as prestadoras, devendo o -oder -9blico atuar para propici8=la, bem como para corrigir os
efeitos da competição imperfeita e reprimir as infrações da ordem econAmica#
0rt# F3 0s normas gerais de proteção 4 ordem econAmica são aplic8veis ao setor de telecomunicações, %uando
não conflitarem com o disposto nesta 'ei#
G º +s atos envolvendo prestadora de serviço de telecomunicações, no regime p9blico ou privado, %ue visem a
%ual%uer forma de concentração econAmica, inclusive mediante fusão ou incorporação de empresas, constituição de
sociedade para e7ercer o controle de empresas ou %ual%uer forma de agrupamento societ8rio, ficam submetidos aos
controles, procedimentos e condicionamentos previstos nas normas gerais de proteção 4 ordem econAmica#
G <3 +s atos de %ue trata o par8grafo anterior serão submetidos 4 apreciação do Consel@o 0dministrativo de
Defesa EconAmica = C0DE, por meio do órgão regulador#
G Bº -raticar8 infração da ordem econAmica a prestadora de serviço de telecomunicações %ue, na celebração de
contratos de fornecimento de bens e serviços, adotar pr8ticas %ue possam limitar, falsear ou, de %ual%uer forma,
pre?udicar a livre concorr;ncia ou a livre iniciativa#
')*R+ ))
D+ HRIJ+ REI/'0D+R E D0, -+'.2)C0, ,E2+R)0),
2.2/'+ )
D0 CR)0KJ+ D+ HRIJ+ REI/'0D+R
0rt# 83 $ica criada a 0g;ncia &acional de 2elecomunicações, entidade integrante da 0dministração -9blica
$ederal indireta, submetida a regime aut8r%uico especial e vinculada ao 1inist5rio das Comunicações, com a função de
órgão regulador das telecomunicações, com sede no Distrito $ederal, podendo estabelecer unidades regionais#
G º 0 0g;ncia ter8 como órgão m87imo o Consel@o Diretor, devendo contar, tamb5m, com um Consel@o
Consultivo, uma -rocuradoria, uma Corregedoria, uma Liblioteca e uma +uvidoria, al5m das unidades especializadas
incumbidas de diferentes funções#
G <º 0 natureza de autar%uia especial conferida 4 0g;ncia 5 caracterizada por independ;ncia administrativa,
aus;ncia de subordinação @ier8r%uica, mandato fi7o e estabilidade de seus dirigentes e autonomia financeira#
0rt# !3 0 0g;ncia atuar8 como autoridade administrativa independente, assegurando=se=l@e, nos termos desta 'ei,
as prerrogativas necess8rias ao e7erc6cio ade%uado de sua compet;ncia#
0rt# M# Caber8 ao -oder E7ecutivo instalar a 0g;ncia, devendo o seu regulamento, aprovado por decreto do
-residente da Rep9blica, fi7ar=l@e a estrutura organizacional#
-ar8grafo 9nico# 0 edição do regulamento marcar8 a instalação da 0g;ncia, investindo=a automaticamente no
e7erc6cio de suas atribuições#
0rt# # + -oder E7ecutivo encamin@ar8 ao Congresso &acional, no prazo de at5 noventa dias, a partir da
publicação desta 'ei, mensagem criando o %uadro efetivo de pessoal da 0g;ncia, podendo remane?ar cargos
dispon6veis na estrutura do 1inist5rio das Comunicações#
0rt# <# $icam criados os Cargos em Comissão de &atureza Especial e do Irupo=Direção e 0ssessoramento
,uperiores = D0,, com a finalidade de integrar a estrutura da 0g;ncia, relacionados no 0ne7o )# NRevogado pela 'ei nº
!#!8E, de 8#F#<MMMO
0rt# B# $icam criadas as funções de confiança denominadas $unções Comissionadas de 2elecomunicação =
$C2, de ocupação privativa por servidores do %uadro efetivo, servidores p9blicos federais ou empregados de empresas
p9blicas ou sociedades de economia mista, controladas pela /nião, em e7erc6cio na 0g;ncia &acional de
2elecomunicações, no %uantitativo e valores previstos no 0ne7o )) desta 'ei# NRevogado pela 'ei nº !#!8E, de
8#F#<MMMO
G º + servidor investido na $unção Comissionada de 2elecomunicação e7ercer8 atribuições de assessoramento
e coordenação t5cnica e perceber8 remuneração correspondente ao cargo efetivo ou emprego permanente, acrescida
do valor da $unção para a %ual foi designado#
G <3 0 designação para $unção de 0ssessoramento 5 inacumul8vel com a designação ou nomeação para
%ual%uer outra forma de comissionamento, cessando o seu pagamento durante as situações de afastamento do
servidor, inclusive a%uelas consideradas de efetivo e7erc6cio, ressalvados os per6odos a %ue se referem os incisos ), )*,
*), *))), al6neas a a e, e inciso C do art# M< da 'ei n3 8#<, de de dezembro de !!M#
G B3 + -oder E7ecutivo poder8 dispor sobre alteração dos %uantitativos e da distribuição das $unções
Comissionadas de 2elecomunicação dentro da estrutura organizacional, observados os n6veis @ier8r%uicos, os valores
de retribuição correspondentes e o respectivo custo global estabelecidos no 0ne7o ))#
0rt# D# 0 0g;ncia poder8 re%uisitar, com Anus, servidores de órgãos e entidades integrantes da administração
p9blica federal direta, indireta ou fundacional, %uais%uer %ue se?am as funções a serem e7ercidas# NRevogado pela 'ei
nº !#!8E, de 8#F#<MMMO
G º Durante os primeiros vinte e %uatro meses subse%:entes 4 instalação da 0g;ncia, as re%uisições de %ue trata
o caput deste artigo serão irrecus8veis %uando feitas a órgãos e entidades do -oder E7ecutivo, e desde %ue aprovadas
pelo 1inistro de Estado das Comunicações e pelo 1inistro de Estado C@efe da Casa Civil#
G <º Puando a re%uisição implicar redução de remuneração do servidor re%uisitado, fica a 0g;ncia autorizada a
complement8=la at5 o limite da remuneração percebida no órgão de origem#
0rt# "# 0 fi7ação das dotações orçament8rias da 0g;ncia na 'ei de +rçamento 0nual e sua programação
orçament8ria e financeira de e7ecução não sofrerão limites nos seus valores para movimentação e empen@o#
0rt# E# $ica o -oder E7ecutivo autorizado a realizar as despesas e os investimentos necess8rios 4 instalação da
0g;ncia, podendo remane?ar, transferir ou utilizar saldos orçament8rios, empregando como recursos dotações
destinadas a atividades final6sticas e administrativas do 1inist5rio das Comunicações, inclusive do $undo de
$iscalização das 2elecomunicações = $),2E'#
-ar8grafo 9nico# ,erão transferidos 4 0g;ncia os acervos t5cnico e patrimonial, bem como as obrigações e
direitos do 1inist5rio das Comunicações, correspondentes 4s atividades a ela atribu6das por esta 'ei#
0rt# F# 0 e7tinção da 0g;ncia somente ocorrer8 por lei espec6fica#
2.2/'+ ))
D0, C+1-E2Q&C)0,
0rt# 8# Cabe ao -oder E7ecutivo, observadas as disposições desta 'ei, por meio de decreto(
) = instituir ou eliminar a prestação de modalidade de serviço no regime p9blico, concomitantemente ou não com
sua prestação no regime privado>
)) = aprovar o plano geral de outorgas de serviço prestado no regime p9blico>
))) = aprovar o plano geral de metas para a progressiva universalização de serviço prestado no regime p9blico>
)* = autorizar a participação de empresa brasileira em organizações ou consórcios intergovernamentais destinados
ao provimento de meios ou 4 prestação de serviços de telecomunicações#
-ar8grafo 9nico# + -oder E7ecutivo, levando em conta os interesses do -a6s no conte7to de suas relações com os
demais pa6ses, poder8 estabelecer limites 4 participação estrangeira no capital de prestadora de serviços de
telecomunicações#
0rt# !# R 0g;ncia compete adotar as medidas necess8rias para o atendimento do interesse p9blico e para o
desenvolvimento das telecomunicações brasileiras, atuando com independ;ncia, imparcialidade, legalidade,
impessoalidade e publicidade, e especialmente(
) = implementar, em sua esfera de atribuições, a pol6tica nacional de telecomunicações>
)) = representar o Lrasil nos organismos internacionais de telecomunicações, sob a coordenação do -oder
E7ecutivo>
))) = elaborar e propor ao -residente da Rep9blica, por interm5dio do 1inistro de Estado das Comunicações, a
adoção das medidas a %ue se referem os incisos ) a )* do artigo anterior, submetendo previamente a consulta p9blica
as relativas aos incisos ) a )))>
)* = e7pedir normas %uanto 4 outorga, prestação e fruição dos serviços de telecomunicações no regime p9blico>
* = editar atos de outorga e e7tinção de direito de e7ploração do serviço no regime p9blico>
*) = celebrar e gerenciar contratos de concessão e fiscalizar a prestação do serviço no regime p9blico, aplicando
sanções e realizando intervenções>
*)) = controlar, acompan@ar e proceder 4 revisão de tarifas dos serviços prestados no regime p9blico, podendo
fi78=las nas condições previstas nesta 'ei, bem como @omologar rea?ustes>
*))) = administrar o espectro de radiofre%:;ncias e o uso de órbitas, e7pedindo as respectivas normas>
)C = editar atos de outorga e e7tinção do direito de uso de radiofre%:;ncia e de órbita, fiscalizando e aplicando
sanções>
C = e7pedir normas sobre prestação de serviços de telecomunicações no regime privado>
C) = e7pedir e e7tinguir autorização para prestação de serviço no regime privado, fiscalizando e aplicando sanções>
C)) = e7pedir normas e padrões a serem cumpridos pelas prestadoras de serviços de telecomunicações %uanto aos
e%uipamentos %ue utilizarem>
C))) = e7pedir ou recon@ecer a certificação de produtos, observados os padrões e normas por ela estabelecidos>
C)* = e7pedir normas e padrões %ue assegurem a compatibilidade, a operação integrada e a intercone7ão entre as
redes, abrangendo inclusive os e%uipamentos terminais>
C* = realizar busca e apreensão de bens no Smbito de sua compet;ncia>
C*) = deliberar na esfera administrativa %uanto 4 interpretação da legislação de telecomunicações e sobre os
casos omissos>
C*)) = compor administrativamente conflitos de interesses entre prestadoras de serviço de telecomunicações>
C*))) = reprimir infrações dos direitos dos usu8rios>
C)C = e7ercer, relativamente 4s telecomunicações, as compet;ncias legais em mat5ria de controle, prevenção e
repressão das infrações da ordem econAmica, ressalvadas as pertencentes ao Consel@o 0dministrativo de Defesa
EconAmica = C0DE>
CC = propor ao -residente da Rep9blica, por interm5dio do 1inist5rio das Comunicações, a declaração de utilidade
p9blica, para fins de desapropriação ou instituição de servidão administrativa, dos bens necess8rios 4 implantação ou
manutenção de serviço no regime p9blico>
CC) = arrecadar e aplicar suas receitas>
CC)) = resolver %uanto 4 celebração, alteração ou e7tinção de seus contratos, bem como %uanto 4 nomeação,
e7oneração e demissão de servidores, realizando os procedimentos necess8rios, na forma em %ue dispuser o
regulamento>
CC))) = contratar pessoal por prazo determinado, de acordo com o disposto na 'ei nº 8#FD", de ! de dezembro de
!!B>
CC)* = ad%uirir, administrar e alienar seus bens>
CC* = decidir em 9ltimo grau sobre as mat5rias de sua alçada, sempre admitido recurso ao Consel@o Diretor>
CC*) = formular ao 1inist5rio das Comunicações proposta de orçamento>
CC*)) = aprovar o seu regimento interno>
CC*))) = elaborar relatório anual de suas atividades, nele destacando o cumprimento da pol6tica do setor definida
nos termos do artigo anterior>
CC)C = enviar o relatório anual de suas atividades ao 1inist5rio das Comunicações e, por interm5dio da
-resid;ncia da Rep9blica, ao Congresso &acional>
CCC = rever, periodicamente, os planos enumerados nos incisos )) e ))) do artigo anterior, submetendo=os, por
interm5dio do 1inistro de Estado das Comunicações, ao -residente da Rep9blica, para aprovação>
CCC) = promover interação com administrações de telecomunicações dos pa6ses do 1ercado Comum do ,ul =
1ERC+,/', com vistas 4 consecução de ob?etivos de interesse comum#
2.2/'+ )))
D+, HRIJ+, ,/-ER)+RE,
Cap6tulo )
Do Consel@o Diretor
0rt# <M# + Consel@o Diretor ser8 composto por cinco consel@eiros e decidir8 por maioria absoluta#
-ar8grafo 9nico# Cada consel@eiro votar8 com independ;ncia, fundamentando seu voto#
0rt# <# 0s sessões do Consel@o Diretor serão registradas em atas, %ue ficarão ar%uivadas na Liblioteca,
dispon6veis para con@ecimento geral#
G º Puando a publicidade puder colocar em risco a segurança do -a6s, ou violar segredo protegido ou a
intimidade de algu5m, os registros correspondentes serão mantidos em sigilo#
G <º 0s sessões deliberativas do Consel@o Diretor %ue se destinem a resolver pend;ncias entre agentes
econAmicos e entre estes e consumidores e usu8rios de bens e serviços de telecomunicações serão p9blicas, permitida
a sua gravação por meios eletrAnicos e assegurado aos interessados o direito de delas obter transcrições#
0rt# <<# Compete ao Consel@o Diretor(
) = submeter ao -residente da Rep9blica, por interm5dio do 1inistro de Estado das Comunicações, as
modificações do regulamento da 0g;ncia>
)) = aprovar normas próprias de licitação e contratação>
))) = propor o estabelecimento e alteração das pol6ticas governamentais de telecomunicações>
)* = editar normas sobre mat5rias de compet;ncia da 0g;ncia>
* = aprovar editais de licitação, @omologar ad?udicações, bem como decidir pela prorrogação, transfer;ncia,
intervenção e e7tinção, em relação 4s outorgas para prestação de serviço no regime p9blico, obedecendo ao plano
aprovado pelo -oder E7ecutivo>
*) = aprovar o plano geral de autorizações de serviço prestado no regime privado>
*)) = aprovar editais de licitação, @omologar ad?udicações, bem como decidir pela prorrogação, transfer;ncia e
e7tinção, em relação 4s autorizações para prestação de serviço no regime privado, na forma do regimento interno>
*))) = aprovar o plano de destinação de fai7as de radiofre%:;ncia e de ocupação de órbitas>
)C = aprovar os planos estruturais das redes de telecomunicações, na forma em %ue dispuser o regimento interno>
C = aprovar o regimento interno>
C) = resolver sobre a a%uisição e a alienação de bens>
C)) = autorizar a contratação de serviços de terceiros, na forma da legislação em vigor#
-ar8grafo 9nico# $ica vedada a realização por terceiros da fiscalização de compet;ncia da 0g;ncia, ressalvadas
as atividades de apoio#
0rt# <B# +s consel@eiros serão brasileiros, de reputação ilibada, formação universit8ria e elevado conceito no
campo de sua especialidade, devendo ser escol@idos pelo -residente da Rep9blica e por ele nomeados, após
aprovação pelo ,enado $ederal, nos termos da al6nea f do inciso ))) do art# "< da Constituição $ederal#
0rt# <D# + mandato dos membros do Consel@o Diretor ser8 de cinco anos# vedada a recondução#Na parte tac@ada
foi suprimida na redação dada ao caput pelo art BE da 'ei nº !#!8E, de 8 de ?ul@o de <MMMO
-ar8grafo 9nico# Em caso de vaga no curso do mandato, este ser8 completado por sucessor investido na forma
prevista no artigo anterior, %ue o e7ercer8 pelo prazo remanescente#
0rt# <"# +s mandatos dos primeiros membros do Consel@o Diretor serão de tr;s, %uatro, cinco, seis e sete anos, a
serem estabelecidos no decreto de nomeação#
0rt# <E# +s membros do Consel@o Diretor somente perderão o mandato em virtude de ren9ncia, de condenação
?udicial transitada em ?ulgado ou de processo administrativo disciplinar# NRevogado pela 'ei nº !#!8E, de 8#F#<MMMO
G 3 ,em pre?u6zo do %ue prev;em a lei penal e a lei da improbidade administrativa, ser8 causa da perda do
mandato a inobservSncia, pelo consel@eiro, dos deveres e proibições inerentes ao cargo, inclusive no %ue se refere ao
cumprimento das pol6ticas estabelecidas para o setor pelos -oderes E7ecutivo e 'egislativo#
G <3 Cabe ao 1inistro de Estado das Comunicações instaurar o processo administrativo disciplinar, %ue ser8
conduzido por comissão especial, competindo ao -residente da Rep9blica determinar o afastamento preventivo,
%uando for o caso, e proferir o ?ulgamento#
0rt# <F# + regulamento disciplinar8 a substituição dos consel@eiros em seus impedimentos, bem como durante a
vacSncia#
0rt# <8# 0os consel@eiros 5 vedado o e7erc6cio de %ual%uer outra atividade profissional, empresarial, sindical ou
de direção pol6tico=partid8ria, salvo a de professor universit8rio, em @or8rio compat6vel# NRevogado pela 'ei nº !#!8E,
de 8#F#<MMMO
-ar8grafo 9nico# T vedado aos consel@eiros, igualmente, ter interesse significativo, direto ou indireto, em empresa
relacionada com telecomunicações, como dispuser o regulamento#
0rt# <!# Caber8 tamb5m aos consel@eiros a direção dos órgãos administrativos da 0g;ncia#
0rt# BM# 0t5 um ano após dei7ar o cargo, 5 vedado ao e7=consel@eiro representar %ual%uer pessoa ou interesse
perante a 0g;ncia#
-ar8grafo 9nico# T vedado, ainda, ao e7=consel@eiro utilizar informações privilegiadas obtidas em decorr;ncia do
cargo e7ercido, sob pena de incorrer em improbidade administrativa#
0rt# B# + -residente do Consel@o Diretor ser8 nomeado pelo -residente da Rep9blica dentre os seus integrantes
e investido na função por tr;s anos ou pelo %ue restar de seu mandato de consel@eiro, %uando inferior a esse prazo,
vedada a recondução# NRevogado pela 'ei nº !#!8E, de 8#F#<MMMO
0rt# B<# Cabe ao -residente a representação da 0g;ncia, o comando @ier8r%uico sobre o pessoal e o serviço,
e7ercendo todas as compet;ncias administrativas correspondentes, bem como a presid;ncia das sessões do Consel@o
Diretor#
-ar8grafo 9nico# 0 representação ?udicial da 0g;ncia, com prerrogativas processuais de $azenda -9blica, ser8
e7ercida pela -rocuradoria#
Cap6tulo ))
Do Consel@o Consultivo
0rt# BB# + Consel@o Consultivo 5 o órgão de participação institucionalizada da sociedade na 0g;ncia#
0rt# BD# + Consel@o ser8 integrado por representantes indicados pelo ,enado $ederal, pela CSmara dos
Deputados, pelo -oder E7ecutivo, pelas entidades de classe das prestadoras de serviços de telecomunicações, por
entidades representativas dos usu8rios e por entidades representativas da sociedade, nos termos do regulamento#
-ar8grafo 9nico# + -residente do Consel@o Consultivo ser8 eleito pelos seus membros e ter8 mandato de um ano#
0rt# B"# Cabe ao Consel@o Consultivo(
) = opinar, antes de seu encamin@amento ao 1inist5rio das Comunicações, sobre o plano geral de outorgas, o
plano geral de metas para universalização de serviços prestados no regime p9blico e demais pol6ticas governamentais
de telecomunicações>
)) = aconsel@ar %uanto 4 instituição ou eliminação da prestação de serviço no regime p9blico>
))) = apreciar os relatórios anuais do Consel@o Diretor>
)* = re%uerer informação e fazer proposição a respeito das ações referidas no art# <<#
0rt# BE# +s membros do Consel@o Consultivo, %ue não serão remunerados, terão mandato de tr;s anos, vedada a
recondução#
G 3 +s mandatos dos primeiros membros do Consel@o serão de um, dois e tr;s anos, na proporção de um terço
para cada per6odo#
G <3 + Consel@o ser8 renovado anualmente em um terço#
0rt# BF# + regulamento dispor8 sobre o funcionamento do Consel@o Consultivo#
2.2/'+ )*
D0 02)*)D0DE E D+ C+&2R+'E
0rt# B8# 0 atividade da 0g;ncia ser8 ?uridicamente condicionada pelos princ6pios da legalidade, celeridade,
finalidade, razoabilidade, proporcionalidade, impessoalidade, igualdade, devido processo legal, publicidade e
moralidade#
0rt# B!# Ressalvados os documentos e os autos cu?a divulgação possa violar a segurança do -a6s, segredo
protegido ou a intimidade de algu5m, todos os demais permanecerão abertos 4 consulta do p9blico, sem formalidades,
na Liblioteca#
-ar8grafo 9nico# 0 0g;ncia dever8 garantir o tratamento confidencial das informações t5cnicas, operacionais,
econAmico=financeiras e cont8beis %ue solicitar 4s empresas prestadoras dos serviços de telecomunicações, nos
termos do regulamento#
0rt# DM# +s atos da 0g;ncia deverão ser sempre acompan@ados da e7posição formal dos motivos %ue os
?ustifi%uem#
0rt# D# +s atos normativos somente produzirão efeito após publicação no Di8rio +ficial da /nião, e a%ueles de
alcance particular, após a correspondente notificação#
0rt# D<# 0s minutas de atos normativos serão submetidas 4 consulta p9blica, formalizada por publicação no Di8rio
+ficial da /nião, devendo as cr6ticas e sugestões merecer e7ame e permanecer 4 disposição do p9blico na Liblioteca#
0rt# DB# &a invalidação de atos e contratos, ser8 garantida previamente a manifestação dos interessados#
0rt# DD# Pual%uer pessoa ter8 o direito de peticionar ou de recorrer contra ato da 0g;ncia no prazo m87imo de
trinta dias, devendo a decisão da 0g;ncia ser con@ecida em at5 noventa dias#
0rt# D"# + +uvidor ser8 nomeado pelo -residente da Rep9blica para mandato de dois anos, admitida uma
recondução#
-ar8grafo 9nico# + +uvidor ter8 acesso a todos os assuntos e contar8 com o apoio administrativo de %ue
necessitar, competindo=l@e produzir, semestralmente ou %uando oportuno, apreciações cr6ticas sobre a atuação da
0g;ncia, encamin@ando=as ao Consel@o Diretor, ao Consel@o Consultivo, ao 1inist5rio das Comunicações, a outros
órgãos do -oder E7ecutivo e ao Congresso &acional, fazendo public8=las para con@ecimento geral#
0rt# DE# 0 Corregedoria acompan@ar8 permanentemente o desempen@o dos servidores da 0g;ncia, avaliando sua
efici;ncia e o cumprimento dos deveres funcionais e realizando os processos disciplinares#
2.2/'+ *
D0, RECE)20,
0rt# DF# + produto da arrecadação das ta7as de fiscalização de instalação e de funcionamento a %ue se refere a
'ei nº "#MFM, de F de ?ul@o de !EE, ser8 destinado ao $undo de $iscalização das 2elecomunicações = $),2E', por ela
criado#
0rt# D8# 0 concessão, permissão ou autorização para a e7ploração de serviços de telecomunicações e de uso de
radiofre%:;ncia, para %ual%uer serviço, ser8 sempre feita a t6tulo oneroso, ficando autorizada a cobrança do respectivo
preço nas condições estabelecidas nesta 'ei e na regulamentação, constituindo o produto da arrecadação receita do
$undo de $iscalização das 2elecomunicações = $),2E'#
G º Conforme dispuser a 0g;ncia, o pagamento devido pela concession8ria, permission8ria ou autorizada poder8
ser feito na forma de %uantia certa, em uma ou v8rias parcelas, ou de parcelas anuais, sendo seu valor,
alternativamente(
) = determinado pela regulamentação>
)) = determinado no edital de licitação>
))) = fi7ado em função da proposta vencedora, %uando constituir fator de ?ulgamento>
)* = fi7ado no contrato de concessão ou no ato de permissão, nos casos de ine7igibilidade de licitação#
G <º 0pós a criação do fundo de universalização dos serviços de telecomunicações mencionado no inciso )) do art#
8, parte do produto da arrecadação a %ue se refere o caput deste artigo ser8 a ele destinada, nos termos da lei
correspondente#
0rt# D!# 0 0g;ncia submeter8 anualmente ao 1inist5rio das Comunicações a sua proposta de orçamento, bem
como a do $),2E', %ue serão encamin@adas ao 1inist5rio do -lane?amento e +rçamento para inclusão no pro?eto de
lei orçament8ria anual a %ue se refere o G "º do art# E" da Constituição $ederal#
G º 0 0g;ncia far8 acompan@ar as propostas orçament8rias de um %uadro demonstrativo do plane?amento
plurianual das receitas e despesas, visando ao seu e%uil6brio orçament8rio e financeiro nos cinco e7erc6cios
subse%:entes#
G <º + plane?amento plurianual prever8 o montante a ser transferido ao fundo de universalização a %ue se refere o
inciso )) do art# 8 desta 'ei, e os saldos a serem transferidos ao 2esouro &acional#
G Bº 0 lei orçament8ria anual consignar8 as dotações para as despesas de custeio e capital da 0g;ncia, bem
como o valor das transfer;ncias de recursos do $),2E' ao 2esouro &acional e ao fundo de universalização, relativos
ao e7erc6cio a %ue ela se referir#
G Dº 0s transfer;ncias a %ue se refere o par8grafo anterior serão formalmente feitas pela 0g;ncia ao final de cada
m;s#
0rt# "M# + $undo de $iscalização das 2elecomunicações = $),2E', criado pela 'ei n3 "#MFM, de F de ?ul@o de !EE,
passar8 4 administração e7clusiva da 0g;ncia, a partir da data de sua instalação, com os saldos nele e7istentes,
inclu6das as receitas %ue se?am produto da cobrança a %ue se refere o art# D da 'ei nº !#<!", de ! de ?ul@o de !!E#
0rt# "# +s arts# <3, B3, E3 e seus par8grafos, o art# 83 e seu G <3, e o art# B, da 'ei n3 "#MFM, de F de ?ul@o de
!EE, passam a ter a seguinte redação(
U0rt# <3 + $undo de $iscalização das 2elecomunicações = $),2E' 5 constitu6do das
seguintes fontes(
aO dotações consignadas no +rçamento Ieral da /nião, cr5ditos especiais,
transfer;ncias e repasses %ue l@e forem conferidos>
bO o produto das operações de cr5dito %ue contratar, no -a6s e no e7terior, e
rendimentos de operações financeiras %ue realizar>
cO relativas ao e7erc6cio do poder concedente dos serviços de telecomunicações, no
regime p9blico, inclusive pagamentos pela outorga, multas e indenizações>
dO relativas ao e7erc6cio da atividade ordenadora da e7ploração de serviços de
telecomunicações, no regime privado, inclusive pagamentos pela e7pedição de
autorização de serviço, multas e indenizações>
eO relativas ao e7erc6cio do poder de outorga do direito de uso de radiofre%:;ncia para
%ual%uer fim, inclusive multas e indenizações>
fO ta7as de fiscalização>
gO recursos provenientes de conv;nios, acordos e contratos celebrados com entidades,
organismos e empresas, p9blicas ou privadas, nacionais ou estrangeiras>
@O doações, legados, subvenções e outros recursos %ue l@e forem destinados>
iO o produto dos emolumentos, preços ou multas, os valores apurados na venda ou
locação de bens, bem assim os decorrentes de publicações, dados e informações
t5cnicas, inclusive para fins de licitação>
?O decorrentes de %uantias recebidas pela aprovação de laudos de ensaio de produtos e
pela prestação de serviços t5cnicos por órgãos da 0g;ncia &acional de
2elecomunicações>
lO rendas eventuais#U
U0rt# B3 0l5m das transfer;ncias para o 2esouro &acional e para o fundo de
universalização das telecomunicações, os recursos do $undo de $iscalização das
2elecomunicações = $),2E' serão aplicados pela 0g;ncia &acional de
2elecomunicações e7clusivamente(
###################################################################################
dO no atendimento de outras despesas correntes e de capital por ela realizadas no
e7erc6cio de sua compet;ncia#U
U0rt# E3 0s ta7as de fiscalização a %ue se refere a al6nea f do art# <3 são a de instalação
e a de funcionamento#
G 3 2a7a de $iscalização de )nstalação 5 a devida pelas concession8rias,
permission8rias e autorizadas de serviços de telecomunicações e de uso de
radiofre%:;ncia, no momento da emissão do certificado de licença para o
funcionamento das estações#
G <3 2a7a de $iscalização de $uncionamento 5 a devida pelas concession8rias,
permission8rias e autorizadas de serviços de telecomunicações e de uso de
radiofre%:;ncia, anualmente, pela fiscalização do funcionamento das estações#U
U0rt# 83 0 2a7a de $iscalização de $uncionamento ser8 paga, anualmente, at5 o dia B
de março, e seus valores serão os correspondentes a cin%:enta por cento dos fi7ados
para a 2a7a de $iscalização de )nstalação#
#######################################################################################
G <3 + não=pagamento da 2a7a de $iscalização de $uncionamento no prazo de
sessenta dias após a notificação da 0g;ncia determinar8 a caducidade da concessão,
permissão ou autorização, sem %ue caiba ao interessado o direito a %ual%uer
indenização#
#####################################################################################U
U0rt# B# ,ão isentos do pagamento das ta7as do $),2E' a 0g;ncia &acional de
2elecomunicações, as $orças 0rmadas, a -ol6cia $ederal, as -ol6cias 1ilitares, a
-ol6cia Rodovi8ria $ederal, as -ol6cias Civis e os Corpos de Lombeiros 1ilitares#U
0rt# "<# +s valores das ta7as de fiscalização de instalação e de funcionamento, constantes do 0ne7o ) da 'ei n3
"#MFM, de F de ?ul@o de !EE, passam a ser os da 2abela do 0ne7o ))) desta 'ei#
-ar8grafo 9nico# 0 nomenclatura dos serviços relacionados na 2abela vigorar8 at5 %ue nova regulamentação se?a
editada, com base nesta 'ei#
0rt# "B# +s valores de %ue tratam as al6neas i e j do art# <3 da 'ei n3 "#MFM, de F de ?ul@o de !EE, com a redação
dada por esta 'ei, serão estabelecidos pela 0g;ncia#
2.2/'+ *)
D0, C+&2R020KVE,
0rt# "D# 0 contratação de obras e serviços de engen@aria civil est8 su?eita ao procedimento das licitações previsto
em lei geral para a 0dministração -9blica#
-ar8grafo 9nico# -ara os casos não previstos no caput, a 0g;ncia poder8 utilizar procedimentos próprios de
contratação, nas modalidades de consulta e pregão#
0rt# ""# 0 consulta e o pregão serão disciplinados pela 0g;ncia, observadas as disposições desta 'ei e,
especialmente(
) = a finalidade do procedimento licitatório 5, por meio de disputa ?usta entre interessados, obter um contrato
econAmico, satisfatório e seguro para a 0g;ncia>
)) = o instrumento convocatório identificar8 o ob?eto do certame, circunscrever8 o universo de proponentes,
estabelecer8 crit5rios para aceitação e ?ulgamento de propostas, regular8 o procedimento, indicar8 as sanções
aplic8veis e fi7ar8 as cl8usulas do contrato>
))) = o ob?eto ser8 determinado de forma precisa, suficiente e clara, sem especificações %ue, por e7cessivas,
irrelevantes ou desnecess8rias, limitem a competição>
)* = a %ualificação, e7igida indistintamente dos proponentes, dever8 ser compat6vel e proporcional ao ob?eto,
visando 4 garantia do cumprimento das futuras obrigações>
* = como condição de aceitação da proposta, o interessado declarar8 estar em situação regular perante as
$azendas -9blicas e a ,eguridade ,ocial, fornecendo seus códigos de inscrição, e7igida a comprovação como
condição indispens8vel 4 assinatura do contrato>
*) = o ?ulgamento observar8 os princ6pios de vinculação ao instrumento convocatório, comparação ob?etiva e ?usto
preço, sendo o empate resolvido por sorteio>
*)) = as regras procedimentais assegurarão ade%uada divulgação do instrumento convocatório, prazos razo8veis
para o preparo de propostas, os direitos ao contraditório e ao recurso, bem como a transpar;ncia e fiscalização>
*))) = a @abilitação e o ?ulgamento das propostas poderão ser decididos em uma 9nica fase, podendo a @abilitação,
no caso de pregão, ser verificada apenas em relação ao licitante vencedor>
)C = %uando o vencedor não celebrar o contrato, serão c@amados os demais participantes na ordem de
classificação>
C = somente serão aceitos certificados de registro cadastral e7pedidos pela 0g;ncia, %ue terão validade por dois
anos, devendo o cadastro estar sempre aberto 4 inscrição dos interessados#
0rt# "E# 0 disputa pelo fornecimento de bens e serviços comuns poder8 ser feita em licitação na modalidade de
pregão, restrita aos previamente cadastrados, %ue serão c@amados a formular lances em sessão p9blica#
-ar8grafo 9nico# Encerrada a etapa competitiva, a Comissão e7aminar8 a mel@or oferta %uanto ao ob?eto, forma e
valor#
0rt# "F# &as seguintes @ipóteses, o pregão ser8 aberto a %uais%uer interessados, independentemente de
cadastramento, verificando=se a um só tempo, após a etapa competitiva, a %ualificação sub?etiva e a aceitabilidade da
proposta(
) = para a contratação de bens e serviços comuns de alto valor, na forma do regulamento>
)) = %uando o n9mero de cadastrados na classe for inferior a cinco>
))) = para o registro de preços, %ue ter8 validade por at5 dois anos>
)* = %uando o Consel@o Diretor assim o decidir#
0rt# "8# 0 licitação na modalidade de consulta tem por ob?eto o fornecimento de bens e serviços não
compreendidos nos arts# "E e "F#
-ar8grafo 9nico# 0 decisão ponderar8 o custo e o benef6cio de cada proposta, considerando a %ualificação do
proponente#
0rt# "!# 0 0g;ncia poder8 utilizar, mediante contrato, t5cnicos ou empresas especializadas, inclusive consultores
independentes e auditores e7ternos, para e7ecutar atividades de sua compet;ncia, vedada a contratação para as
atividades de fiscalização, salvo para as correspondentes atividades de apoio#
')*R+ )))
D0 +RI0&)W0KJ+ D+, ,ER*)K+, DE 2E'EC+1/&)C0KVE,
2.2/'+ )
D),-+,)KVE, IER0),
Cap6tulo )
Das Definições
0rt# EM# ,erviço de telecomunicações 5 o con?unto de atividades %ue possibilita a oferta de telecomunicação#
G 3 2elecomunicação 5 a transmissão, emissão ou recepção, por fio, radioeletricidade, meios ópticos ou %ual%uer
outro processo eletromagn5tico, de s6mbolos, caracteres, sinais, escritos, imagens, sons ou informações de %ual%uer
natureza#
G <3 Estação de telecomunicações 5 o con?unto de e%uipamentos ou aparel@os, dispositivos e demais meios
necess8rios 4 realização de telecomunicação, seus acessórios e perif5ricos, e, %uando for o caso, as instalações %ue
os abrigam e complementam, inclusive terminais port8teis#
0rt# E# ,erviço de valor adicionado 5 a atividade %ue acrescenta, a um serviço de telecomunicações %ue l@e d8
suporte e com o %ual não se confunde, novas utilidades relacionadas ao acesso, armazenamento, apresentação,
movimentação ou recuperação de informações#
G º ,erviço de valor adicionado não constitui serviço de telecomunicações, classificando=se seu provedor como
usu8rio do serviço de telecomunicações %ue l@e d8 suporte, com os direitos e deveres inerentes a essa condição#
G <3 T assegurado aos interessados o uso das redes de serviços de telecomunicações para prestação de serviços
de valor adicionado, cabendo 4 0g;ncia, para assegurar esse direito, regular os condicionamentos, assim como o
relacionamento entre a%ueles e as prestadoras de serviço de telecomunicações#
Cap6tulo ))
Da Classificação
0rt# E<# Puanto 4 abrang;ncia dos interesses a %ue atendem, os serviços de telecomunicações classificam=se em
serviços de interesse coletivo e serviços de interesse restrito#
-ar8grafo 9nico# +s serviços de interesse restrito estarão su?eitos aos condicionamentos necess8rios para %ue
sua e7ploração não pre?udi%ue o interesse coletivo#
0rt# EB# Puanto ao regime ?ur6dico de sua prestação, os serviços de telecomunicações classificam=se em p9blicos
e privados#
-ar8grafo 9nico# ,erviço de telecomunicações em regime p9blico 5 o prestado mediante concessão ou permissão,
com atribuição a sua prestadora de obrigações de universalização e de continuidade#
0rt# ED# Comportarão prestação no regime p9blico as modalidades de serviço de telecomunicações de interesse
coletivo, cu?a e7ist;ncia, universalização e continuidade a própria /nião comprometa=se a assegurar#
-ar8grafo 9nico# )ncluem=se neste caso as diversas modalidades do serviço telefAnico fi7o comutado, de %ual%uer
Smbito, destinado ao uso do p9blico em geral#
0rt# E"# Cada modalidade de serviço ser8 destinada 4 prestação(
) = e7clusivamente no regime p9blico>
)) = e7clusivamente no regime privado> ou
))) = concomitantemente nos regimes p9blico e privado#
G 3 &ão serão dei7adas 4 e7ploração apenas em regime privado as modalidades de serviço de interesse coletivo
%ue, sendo essenciais, este?am su?eitas a deveres de universalização#
G <3 0 e7clusividade ou concomitSncia a %ue se refere o caput poder8 ocorrer em Smbito nacional, regional, local
ou em 8reas determinadas#
0rt# EE# Puando um serviço for, ao mesmo tempo, e7plorado nos regimes p9blico e privado, serão adotadas
medidas %ue impeçam a inviabilidade econAmica de sua prestação no regime p9blico#
0rt# EF# &ão comportarão prestação no regime p9blico os serviços de telecomunicações de interesse restrito#
0rt# E8# T vedada, a uma mesma pessoa ?ur6dica, a e7ploração, de forma direta ou indireta, de uma mesma
modalidade de serviço nos regimes p9blico e privado, salvo em regiões, localidades ou 8reas distintas#
Cap6tulo )))
Das Regras Comuns
0rt# E!# 0s modalidades de serviço serão definidas pela 0g;ncia em função de sua finalidade, Smbito de
prestação, forma, meio de transmissão, tecnologia empregada ou de outros atributos#
-ar8grafo 9nico# $orma de telecomunicação 5 o modo espec6fico de transmitir informação, decorrente de
caracter6sticas particulares de transdução, de transmissão, de apresentação da informação ou de combinação destas,
considerando=se formas de telecomunicação, entre outras, a telefonia, a telegrafia, a comunicação de dados e a
transmissão de imagens#
0rt# FM# ,erão coibidos os comportamentos pre?udiciais 4 competição livre, ampla e ?usta entre as prestadoras do
serviço, no regime p9blico ou privado, em especial(
) = a pr8tica de subs6dios para redução artificial de preços>
)) = o uso, ob?etivando vantagens na competição, de informações obtidas dos concorrentes, em virtude de acordos
de prestação de serviço>
))) = a omissão de informações t5cnicas e comerciais relevantes 4 prestação de serviços por outrem#
0rt# F# *isando a propiciar competição efetiva e a impedir a concentração econAmica no mercado, a 0g;ncia
poder8 estabelecer restrições, limites ou condições a empresas ou grupos empresariais %uanto 4 obtenção e
transfer;ncia de concessões, permissões e autorizações#
0rt# F<# 0penas na e7ecução de sua atividade, a prestadora poder8 valer=se de informações relativas 4 utilização
individual do serviço pelo usu8rio#
G 3 0 divulgação das informações individuais depender8 da anu;ncia e7pressa e espec6fica do usu8rio#
G <3 0 prestadora poder8 divulgar a terceiros informações agregadas sobre o uso de seus serviços, desde %ue
elas não permitam a identificação, direta ou indireta, do usu8rio, ou a violação de sua intimidade#
0rt# FB# 0s prestadoras de serviços de telecomunicações de interesse coletivo terão direito 4 utilização de postes,
dutos, condutos e servidões pertencentes ou controlados por prestadora de serviços de telecomunicações ou de outros
serviços de interesse p9blico, de forma não discriminatória e a preços e condições ?ustos e razo8veis# N*ide 'ei nº
#!BD, de <MM!O
-ar8grafo 9nico# Caber8 ao órgão regulador do cession8rio dos meios a serem utilizados definir as condições para
ade%uado atendimento do disposto no caput#
0rt# FD# 0 concessão, permissão ou autorização de serviço de telecomunicações não isenta a prestadora do
atendimento 4s normas de engen@aria e 4s leis municipais, estaduais ou do Distrito $ederal relativas 4 construção civil
e 4 instalação de cabos e e%uipamentos em logradouros p9blicos#
0rt# F"# )ndepender8 de concessão, permissão ou autorização a atividade de telecomunicações restrita aos limites
de uma mesma edificação ou propriedade móvel ou imóvel, conforme dispuser a 0g;ncia#
0rt# FE# 0s empresas prestadoras de serviços e os fabricantes de produtos de telecomunicações %ue investirem
em pro?etos de pes%uisa e desenvolvimento no Lrasil, na 8rea de telecomunicações, obterão incentivos nas condições
fi7adas em lei#
0rt# FF# + -oder E7ecutivo encamin@ar8 ao Congresso &acional, no prazo de cento e vinte dias da publicação
desta 'ei, mensagem de criação de um fundo para o desenvolvimento tecnológico das telecomunicações brasileiras,
com o ob?etivo de estimular a pes%uisa e o desenvolvimento de novas tecnologias, incentivar a capacitação dos
recursos @umanos, fomentar a geração de empregos e promover o acesso de pe%uenas e m5dias empresas a recursos
de capital, de modo a ampliar a competição na ind9stria de telecomunicações#
0rt# F8# 0 fabricação e o desenvolvimento no -a6s de produtos de telecomunicações serão estimulados mediante
adoção de instrumentos de pol6tica credit6cia, fiscal e aduaneira#
2.2/'+ ))
D+, ,ER*)K+, -RE,20D+, E1 REI)1E -XL')C+
Cap6tulo )
Das +brigações de /niversalização e de Continuidade
0rt# F!# 0 0g;ncia regular8 as obrigações de universalização e de continuidade atribu6das 4s prestadoras de
serviço no regime p9blico#
G 3 +brigações de universalização são as %ue ob?etivam possibilitar o acesso de %ual%uer pessoa ou instituição
de interesse p9blico a serviço de telecomunicações, independentemente de sua localização e condição sócio=
econAmica, bem como as destinadas a permitir a utilização das telecomunicações em serviços essenciais de interesse
p9blico#
G <3 +brigações de continuidade são as %ue ob?etivam possibilitar aos usu8rios dos serviços sua fruição de forma
ininterrupta, sem paralisações in?ustificadas, devendo os serviços estar 4 disposição dos usu8rios, em condições
ade%uadas de uso#
0rt# 8M# 0s obrigações de universalização serão ob?eto de metas periódicas, conforme plano espec6fico elaborado
pela 0g;ncia e aprovado pelo -oder E7ecutivo, %ue dever8 referir=se, entre outros aspectos, 4 disponibilidade de
instalações de uso coletivo ou individual, ao atendimento de deficientes f6sicos, de instituições de car8ter p9blico ou
social, bem como de 8reas rurais ou de urbanização prec8ria e de regiões remotas#
G º + plano detal@ar8 as fontes de financiamento das obrigações de universalização, %ue serão neutras em
relação 4 competição, no mercado nacional, entre prestadoras#
G <º +s recursos do fundo de universalização de %ue trata o inciso )) do art# 8 não poderão ser destinados 4
cobertura de custos com universalização dos serviços %ue, nos termos do contrato de concessão, a própria prestadora
deva suportar#
0rt# 8# +s recursos complementares destinados a cobrir a parcela do custo e7clusivamente atribu6vel ao
cumprimento das obrigações de universalização de prestadora de serviço de telecomunicações, %ue não possa ser
recuperada com a e7ploração eficiente do serviço, poderão ser oriundos das seguintes fontes(
) = +rçamento Ieral da /nião, dos Estados, do Distrito $ederal e dos 1unic6pios>
)) = fundo especificamente constitu6do para essa finalidade, para o %ual contribuirão prestadoras de serviço de
telecomunicações nos regimes p9blico e privado, nos termos da lei, cu?a mensagem de criação dever8 ser enviada ao
Congresso &acional, pelo -oder E7ecutivo, no prazo de cento e vinte dias após a publicação desta 'ei#
-ar8grafo 9nico# En%uanto não for constitu6do o fundo a %ue se refere o inciso )) do caput, poderão ser adotadas
tamb5m as seguintes fontes(
) = subs6dio entre modalidades de serviços de telecomunicações ou entre segmentos de usu8rios>
)) = pagamento de adicional ao valor de intercone7ão#
0rt# 8<# + descumprimento das obrigações relacionadas 4 universalização e 4 continuidade ense?ar8 a aplicação
de sanções de multa, caducidade ou decretação de intervenção, conforme o caso#
Cap6tulo ))
Da Concessão
,eção )
Da outorga
0rt# 8B# 0 e7ploração do serviço no regime p9blico depender8 de pr5via outorga, pela 0g;ncia, mediante
concessão, implicando esta o direito de uso das radiofre%:;ncias necess8rias, conforme regulamentação#
-ar8grafo 9nico# Concessão de serviço de telecomunicações 5 a delegação de sua prestação, mediante contrato,
por prazo determinado, no regime p9blico, su?eitando=se a concession8ria aos riscos empresariais, remunerando=se
pela cobrança de tarifas dos usu8rios ou por outras receitas alternativas e respondendo diretamente pelas suas
obrigações e pelos pre?u6zos %ue causar#
0rt# 8D# 0s concessões não terão car8ter de e7clusividade, devendo obedecer ao plano geral de outorgas, com
definição %uanto 4 divisão do -a6s em 8reas, ao n9mero de prestadoras para cada uma delas, seus prazos de vig;ncia
e os prazos para admissão de novas prestadoras#
G 3 0s 8reas de e7ploração, o n9mero de prestadoras, os prazos de vig;ncia das concessões e os prazos para
admissão de novas prestadoras serão definidos considerando=se o ambiente de competição, observados o princ6pio do
maior benef6cio ao usu8rio e o interesse social e econAmico do -a6s, de modo a propiciar a ?usta remuneração da
prestadora do serviço no regime p9blico#
G <3 0 oportunidade e o prazo das outorgas serão determinados de modo a evitar o vencimento concomitante das
concessões de uma mesma 8rea#
0rt# 8"# Cada modalidade de serviço ser8 ob?eto de concessão distinta, com clara determinação dos direitos e
deveres da concession8ria, dos usu8rios e da 0g;ncia#
0rt# 8E# 0 concessão somente poder8 ser outorgada a empresa constitu6da segundo as leis brasileiras, com sede e
administração no -a6s, criada para e7plorar e7clusivamente os serviços de telecomunicações ob?eto da concessão#
-ar8grafo 9nico# 0 participação, na licitação para outorga, de %uem não atenda ao disposto neste artigo, ser8
condicionada ao compromisso de, antes da celebração do contrato, adaptar=se ou constituir empresa com as
caracter6sticas ade%uadas#
0rt# 8F# 0 outorga a empresa ou grupo empresarial %ue, na mesma região, localidade ou 8rea, ?8 preste a mesma
modalidade de serviço, ser8 condicionada 4 assunção do compromisso de, no prazo m87imo de dezoito meses,
contado da data de assinatura do contrato, transferir a outrem o serviço anteriormente e7plorado, sob pena de sua
caducidade e de outras sanções previstas no processo de outorga#
0rt# 88# 0s concessões serão outorgadas mediante licitação#
0rt# 8!# 0 licitação ser8 disciplinada pela 0g;ncia, observados os princ6pios constitucionais, as disposições desta
'ei e, especialmente(
) = a finalidade do certame 5, por meio de disputa entre os interessados, escol@er %uem possa e7ecutar, e7pandir e
universalizar o serviço no regime p9blico com efici;ncia, segurança e a tarifas razo8veis>
)) = a minuta de instrumento convocatório ser8 submetida a consulta p9blica pr5via>
))) = o instrumento convocatório identificar8 o serviço ob?eto do certame e as condições de sua prestação,
e7pansão e universalização, definir8 o universo de proponentes, estabelecer8 fatores e crit5rios para aceitação e
?ulgamento de propostas, regular8 o procedimento, determinar8 a %uantidade de fases e seus ob?etivos, indicar8 as
sanções aplic8veis e fi7ar8 as cl8usulas do contrato de concessão>
)* = as %ualificações t5cnico=operacional ou profissional e econAmico=financeira, bem como as garantias da
proposta e do contrato, e7igidas indistintamente dos proponentes, deverão ser compat6veis com o ob?eto e
proporcionais a sua natureza e dimensão>
* = o interessado dever8 comprovar situação regular perante as $azendas -9blicas e a ,eguridade ,ocial>
*) = a participação de consórcio, %ue se constituir8 em empresa antes da outorga da concessão, ser8 sempre
admitida>
*)) = o ?ulgamento atender8 aos princ6pios de vinculação ao instrumento convocatório e comparação ob?etiva>
*))) = os fatores de ?ulgamento poderão ser, isolada ou con?ugadamente, os de menor tarifa, maior oferta pela
outorga, mel@or %ualidade dos serviços e mel@or atendimento da demanda, respeitado sempre o princ6pio da
ob?etividade>
)C = o empate ser8 resolvido por sorteio>
C = as regras procedimentais assegurarão a ade%uada divulgação do instrumento convocatório, prazos
compat6veis com o preparo de propostas e os direitos ao contraditório, ao recurso e 4 ampla defesa#
0rt# !M# &ão poder8 participar da licitação ou receber outorga de concessão a empresa proibida de licitar ou
contratar com o -oder -9blico ou %ue ten@a sido declarada inidAnea, bem como a%uela %ue ten@a sido punida nos dois
anos anteriores com a decretação de caducidade de concessão, permissão ou autorização de serviço de
telecomunicações, ou da caducidade de direito de uso de radiofre%:;ncia#
0rt# !# 0 licitação ser8 ine7ig6vel %uando, mediante processo administrativo conduzido pela 0g;ncia, a disputa for
considerada invi8vel ou desnecess8ria#
G 3 Considera=se invi8vel a disputa %uando apenas um interessado puder realizar o serviço, nas condições
estipuladas#
G <3 Considera=se desnecess8ria a disputa nos casos em %ue se admita a e7ploração do serviço por todos os
interessados %ue atendam 4s condições re%ueridas#
G B3 + procedimento para verificação da ine7igibilidade compreender8 c@amamento p9blico para apurar o n9mero
de interessados#
0rt# !<# &as @ipóteses de ine7igibilidade de licitação, a outorga de concessão depender8 de procedimento
administrativo su?eito aos princ6pios da publicidade, moralidade, impessoalidade e contraditório, para verificar o
preenc@imento das condições relativas 4s %ualificações t5cnico=operacional ou profissional e econAmico=financeira, 4
regularidade fiscal e 4s garantias do contrato#
-ar8grafo 9nico# 0s condições deverão ser compat6veis com o ob?eto e proporcionais a sua natureza e dimensão#
,eção ))
Do contrato
0rt# !B# + contrato de concessão indicar8(
) = ob?eto, 8rea e prazo da concessão>
)) = modo, forma e condições da prestação do serviço>
))) = regras, crit5rios, indicadores, fórmulas e parSmetros definidores da implantação, e7pansão, alteração e
modernização do serviço, bem como de sua %ualidade>
)* = deveres relativos 4 universalização e 4 continuidade do serviço>
* = o valor devido pela outorga, a forma e as condições de pagamento>
*) = as condições de prorrogação, incluindo os crit5rios para fi7ação do valor>
*)) = as tarifas a serem cobradas dos usu8rios e os crit5rios para seu rea?uste e revisão>
*))) = as poss6veis receitas alternativas, complementares ou acessórias, bem como as provenientes de pro?etos
associados>
)C = os direitos, as garantias e as obrigações dos usu8rios, da 0g;ncia e da concession8ria>
C = a forma da prestação de contas e da fiscalização>
C) = os bens revers6veis, se @ouver>
C)) = as condições gerais para intercone7ão>
C))) = a obrigação de manter, durante a e7ecução do contrato, todas as condições de @abilitação e7igidas na
licitação>
C)* = as sanções>
C* = o foro e o modo para solução e7tra?udicial das diverg;ncias contratuais#
-ar8grafo 9nico# + contrato ser8 publicado resumidamente no Di8rio +ficial da /nião, como condição de sua
efic8cia#
0rt# !D# &o cumprimento de seus deveres, a concession8ria poder8, observadas as condições e limites
estabelecidos pela 0g;ncia(
) = empregar, na e7ecução dos serviços, e%uipamentos e infra=estrutura %ue não l@e pertençam>
)) = contratar com terceiros o desenvolvimento de atividades inerentes, acessórias ou complementares ao serviço,
bem como a implementação de pro?etos associados#
G 3 Em %ual%uer caso, a concession8ria continuar8 sempre respons8vel perante a 0g;ncia e os usu8rios#
G <3 ,erão regidas pelo direito comum as relações da concession8ria com os terceiros, %ue não terão direitos
frente 4 0g;ncia, observado o disposto no art# F desta 'ei#
0rt# !"# 0 0g;ncia conceder8 prazos ade%uados para adaptação da concession8ria 4s novas obrigações %ue l@e
se?am impostas#
0rt# !E# 0 concession8ria dever8(
) = prestar informações de natureza t5cnica, operacional, econAmico=financeira e cont8bil, ou outras pertinentes
%ue a 0g;ncia solicitar>
)) = manter registros cont8beis separados por serviço, caso e7plore mais de uma modalidade de serviço de
telecomunicações>
))) = submeter 4 aprovação da 0g;ncia a minuta de contrato=padrão a ser celebrado com os usu8rios, bem como os
acordos operacionais %ue pretenda firmar com prestadoras estrangeiras>
)* = divulgar relação de assinantes, observado o disposto nos incisos *) e )C do art# B3, bem como o art# <B, desta
'ei>
* = submeter=se 4 regulamentação do serviço e 4 sua fiscalização>
*) = apresentar relatórios periódicos sobre o atendimento das metas de universalização constantes do contrato de
concessão#
0rt# !F# Dependerão de pr5via aprovação da 0g;ncia a cisão, a fusão, a transformação, a incorporação, a redução
do capital da empresa ou a transfer;ncia de seu controle societ8rio#
-ar8grafo 9nico# 0 aprovação ser8 concedida se a medida não for pre?udicial 4 competição e não colocar em risco
a e7ecução do contrato, observado o disposto no art# F3 desta 'ei#
0rt# !8# + contrato de concessão poder8 ser transferido após a aprovação da 0g;ncia desde %ue,
cumulativamente(
) = o serviço este?a em operação, @8 pelo menos tr;s anos, com o cumprimento regular das obrigações>
)) = o cession8rio preenc@a todos os re%uisitos da outorga, inclusive %uanto 4s garantias, 4 regularidade ?ur6dica e
fiscal e 4 %ualificação t5cnica e econAmico=financeira>
))) = a medida não pre?udi%ue a competição e não colo%ue em risco a e7ecução do contrato, observado o disposto
no art# F3 desta 'ei#
0rt# !!# + prazo m87imo da concessão ser8 de vinte anos, podendo ser prorrogado, uma 9nica vez, por igual
per6odo, desde %ue a concession8ria ten@a cumprido as condições da concessão e manifeste e7presso interesse na
prorrogação, pelo menos, trinta meses antes de sua e7piração#
G 3 0 prorrogação do prazo da concessão implicar8 pagamento, pela concession8ria, pelo direito de e7ploração
do serviço e pelo direito de uso das radiofre%:;ncias associadas, e poder8, a crit5rio da 0g;ncia, incluir novos
condicionamentos, tendo em vista as condições vigentes 4 5poca#
G <3 0 desist;ncia do pedido de prorrogação sem ?usta causa, após seu deferimento, su?eitar8 a concession8ria 4
pena de multa#
G B3 Em caso de comprovada necessidade de reorganização do ob?eto ou da 8rea da concessão para a?ustamento
ao plano geral de outorgas ou 4 regulamentação vigente, poder8 a 0g;ncia indeferir o pedido de prorrogação#
,eção )))
Dos bens
0rt# MM# -oder8 ser declarada a utilidade p9blica, para fins de desapropriação ou instituição de servidão, de bens
imóveis ou móveis, necess8rios 4 e7ecução do serviço, cabendo 4 concession8ria a implementação da medida e o
pagamento da indenização e das demais despesas envolvidas#
0rt# M# 0 alienação, oneração ou substituição de bens revers6veis depender8 de pr5via aprovação da 0g;ncia#
0rt# M<# 0 e7tinção da concessão transmitir8 automaticamente 4 /nião a posse dos bens revers6veis#
-ar8grafo 9nico# 0 reversão dos bens, antes de e7pirado o prazo contratual, importar8 pagamento de indenização
pelas parcelas de investimentos a eles vinculados, ainda não amortizados ou depreciados, %ue ten@am sido realizados
com o ob?etivo de garantir a continuidade e atualidade do serviço concedido#
,eção )*
Das tarifas
0rt# MB# Compete 4 0g;ncia estabelecer a estrutura tarif8ria para cada modalidade de serviço#
G 3 0 fi7ação, o rea?uste e a revisão das tarifas poderão basear=se em valor %ue corresponda 4 m5dia ponderada
dos valores dos itens tarif8rios#
G <3 ,ão vedados os subs6dios entre modalidades de serviços e segmentos de usu8rios, ressalvado o disposto no
par8grafo 9nico do art# 8 desta 'ei#
G B3 0s tarifas serão fi7adas no contrato de concessão, consoante edital ou proposta apresentada na licitação#
G D3 Em caso de outorga sem licitação, as tarifas serão fi7adas pela 0g;ncia e constarão do contrato de
concessão#
0rt# MD# 2ranscorridos ao menos tr;s anos da celebração do contrato, a 0g;ncia poder8, se e7istir ampla e efetiva
competição entre as prestadoras do serviço, submeter a concession8ria ao regime de liberdade tarif8ria#
G 3 &o regime a %ue se refere o caput, a concession8ria poder8 determinar suas próprias tarifas, devendo
comunic8=las 4 0g;ncia com anteced;ncia de sete dias de sua vig;ncia#
G <3 +correndo aumento arbitr8rio dos lucros ou pr8ticas pre?udiciais 4 competição, a 0g;ncia restabelecer8 o
regime tarif8rio anterior, sem pre?u6zo das sanções cab6veis#
0rt# M"# Puando da implantação de novas prestações, utilidades ou comodidades relativas ao ob?eto da
concessão, suas tarifas serão previamente levadas 4 0g;ncia, para aprovação, com os estudos correspondentes#
-ar8grafo 9nico# Considerados os interesses dos usu8rios, a 0g;ncia poder8 decidir por fi7ar as tarifas ou por
submet;=las ao regime de liberdade tarif8ria, sendo vedada %ual%uer cobrança antes da referida aprovação#
0rt# ME# 0 concession8ria poder8 cobrar tarifa inferior 4 fi7ada desde %ue a redução se baseie em crit5rio ob?etivo
e favoreça indistintamente todos os usu8rios, vedado o abuso do poder econAmico#
0rt# MF# +s descontos de tarifa somente serão admitidos %uando e7tens6veis a todos os usu8rios %ue se
en%uadrem nas condições, precisas e isonAmicas, para sua fruição#
0rt# M8# +s mecanismos para rea?uste e revisão das tarifas serão previstos nos contratos de concessão,
observando=se, no %ue couber, a legislação espec6fica#
G 3 0 redução ou o desconto de tarifas não ense?ar8 revisão tarif8ria#
G <3 ,erão compartil@ados com os usu8rios, nos termos regulados pela 0g;ncia, os gan@os econAmicos
decorrentes da modernização, e7pansão ou racionalização dos serviços, bem como de novas receitas alternativas#
G B3 ,erão transferidos integralmente aos usu8rios os gan@os econAmicos %ue não decorram diretamente da
efici;ncia empresarial, em casos como os de diminuição de tributos ou encargos legais e de novas regras sobre os
serviços#
G Dº 0 oneração causada por novas regras sobre os serviços, pela 8lea econAmica e7traordin8ria, bem como pelo
aumento dos encargos legais ou tributos, salvo o imposto sobre a renda, implicar8 a revisão do contrato#
0rt# M!# 0 0g;ncia estabelecer8(
) = os mecanismos para acompan@amento das tarifas praticadas pela concession8ria, inclusive a anteced;ncia a
ser observada na comunicação de suas alterações>
)) = os casos de serviço gratuito, como os de emerg;ncia>
))) = os mecanismos para garantir a publicidade das tarifas#
,eção *
Da intervenção
0rt# M# -oder8 ser decretada intervenção na concession8ria, por ato da 0g;ncia, em caso de(
) = paralisação in?ustificada dos serviços>
)) = inade%uação ou insufici;ncia dos serviços prestados, não resolvidas em prazo razo8vel>
))) = dese%uil6brio econAmico=financeiro decorrente de m8 administração %ue colo%ue em risco a continuidade dos
serviços>
)* = pr8tica de infrações graves>
* = inobservSncia de atendimento das metas de universalização>
*) = recusa in?ustificada de intercone7ão>
*)) = infração da ordem econAmica nos termos da legislação própria#
0rt# # + ato de intervenção indicar8 seu prazo, seus ob?etivos e limites, %ue serão determinados em função das
razões %ue a ense?aram, e designar8 o interventor#
G 3 0 decretação da intervenção não afetar8 o curso regular dos negócios da concession8ria nem seu normal
funcionamento e produzir8, de imediato, o afastamento de seus administradores#
G <3 0 intervenção ser8 precedida de procedimento administrativo instaurado pela 0g;ncia, em %ue se assegure a
ampla defesa da concession8ria, salvo %uando decretada cautelarmente, @ipótese em %ue o procedimento ser8
instaurado na data da intervenção e conclu6do em at5 cento e oitenta dias#
G B3 0 intervenção poder8 ser e7ercida por um colegiado ou por uma empresa, cu?a remuneração ser8 paga com
recursos da concession8ria#
G D3 Dos atos do interventor caber8 recurso 4 0g;ncia#
G "3 -ara os atos de alienação e disposição do patrimAnio da concession8ria, o interventor necessitar8 de pr5via
autorização da 0g;ncia#
G E3 + interventor prestar8 contas e responder8 pelos atos %ue praticar#
,eção *)
Da e7tinção
0rt# <# 0 concessão e7tinguir=se=8 por advento do termo contratual, encampação, caducidade, rescisão e
anulação#
-ar8grafo 9nico# 0 e7tinção devolve 4 /nião os direitos e deveres relativos 4 prestação do serviço#
0rt# B# Considera=se encampação a retomada do serviço pela /nião durante o prazo da concessão, em face de
razão e7traordin8ria de interesse p9blico, mediante lei autorizativa espec6fica e após o pagamento de pr5via
indenização#
0rt# D# 0 caducidade da concessão ser8 decretada pela 0g;ncia nas @ipóteses(
) = de infração do disposto no art# !F desta 'ei ou de dissolução ou fal;ncia da concession8ria>
)) = de transfer;ncia irregular do contrato>
))) = de não=cumprimento do compromisso de transfer;ncia a %ue se refere o art# 8F desta 'ei>
)* = em %ue a intervenção seria cab6vel, mas sua decretação for inconveniente, inócua, in?ustamente ben5fica ao
concession8rio ou desnecess8ria#
G 3 ,er8 desnecess8ria a intervenção %uando a demanda pelos serviços ob?eto da concessão puder ser atendida
por outras prestadoras de modo regular e imediato#
G <3 0 decretação da caducidade ser8 precedida de procedimento administrativo instaurado pela 0g;ncia, em %ue
se assegure a ampla defesa da concession8ria#
0rt# "# 0 concession8ria ter8 direito 4 rescisão %uando, por ação ou omissão do -oder -9blico, a e7ecução do
contrato se tornar e7cessivamente onerosa#
-ar8grafo 9nico# 0 rescisão poder8 ser realizada amig8vel ou ?udicialmente#
0rt# E# 0 anulação ser8 decretada pela 0g;ncia em caso de irregularidade insan8vel e grave do contrato de
concessão#
0rt# F# E7tinta a concessão antes do termo contratual, a 0g;ncia, sem pre?u6zo de outras medidas cab6veis,
poder8(
) = ocupar, provisoriamente, bens móveis e imóveis e valer=se de pessoal empregado na prestação dos serviços,
necess8rios a sua continuidade>
)) = manter contratos firmados pela concession8ria com terceiros, com fundamento nos incisos ) e )) do art# !D
desta 'ei, pelo prazo e nas condições inicialmente a?ustadas#
-ar8grafo 9nico# &a @ipótese do inciso )) deste artigo, os terceiros %ue não cumprirem com as obrigações
assumidas responderão pelo inadimplemento#
Cap6tulo )))
Da -ermissão
0rt# 8# ,er8 outorgada permissão, pela 0g;ncia, para prestação de serviço de telecomunicações em face de
situação e7cepcional comprometedora do funcionamento do serviço %ue, em virtude de suas peculiaridades, não possa
ser atendida, de forma conveniente ou em prazo ade%uado, mediante intervenção na empresa concession8ria ou
mediante outorga de nova concessão#
-ar8grafo 9nico# -ermissão de serviço de telecomunicações 5 o ato administrativo pelo %ual se atribui a algu5m o
dever de prestar serviço de telecomunicações no regime p9blico e em car8ter transitório, at5 %ue se?a normalizada a
situação e7cepcional %ue a ten@a ense?ado#
0rt# !# 0 permissão ser8 precedida de procedimento licitatório simplificado, instaurado pela 0g;ncia, nos termos
por ela regulados, ressalvados os casos de ine7igibilidade previstos no art# !, observado o disposto no art# !<, desta
'ei#
0rt# <M# 0 permissão ser8 formalizada mediante assinatura de termo, %ue indicar8(
) = o ob?eto e a 8rea da permissão, bem como os prazos m6nimo e m87imo de vig;ncia estimados>
)) = modo, forma e condições da prestação do serviço>
))) = as tarifas a serem cobradas dos usu8rios, crit5rios para seu rea?uste e revisão e as poss6veis fontes de
receitas alternativas>
)* = os direitos, as garantias e as obrigações dos usu8rios, do permitente e do permission8rio>
* = as condições gerais de intercone7ão>
*) = a forma da prestação de contas e da fiscalização>
*)) = os bens entregues pelo permitente 4 administração do permission8rio>
*))) = as sanções>
)C = os bens revers6veis, se @ouver>
C = o foro e o modo para solução e7tra?udicial das diverg;ncias#
-ar8grafo 9nico# + termo de permissão ser8 publicado resumidamente no Di8rio +ficial da /nião, como condição
de sua efic8cia#
0rt# <# +utorgada permissão em decorr;ncia de procedimento licitatório, a recusa in?ustificada pelo outorgado
em assinar o respectivo termo su?eit8=lo=8 4s sanções previstas no instrumento convocatório#
0rt# <<# 0 permissão e7tinguir=se=8 pelo decurso do prazo m87imo de vig;ncia estimado, observado o disposto no
art# <D desta 'ei, bem como por revogação, caducidade e anulação#
0rt# <B# 0 revogação dever8 basear=se em razões de conveni;ncia e oportunidade relevantes e supervenientes 4
permissão#
G 3 0 revogação, %ue poder8 ser feita a %ual%uer momento, não dar8 direito a indenização#
G <3 + ato revocatório fi7ar8 o prazo para o permission8rio devolver o serviço, %ue não ser8 inferior a sessenta
dias#
0rt# <D# 0 permissão poder8 ser mantida, mesmo vencido seu prazo m87imo, se persistir a situação e7cepcional
%ue a motivou#
0rt# <"# 0 0g;ncia dispor8 sobre o regime da permissão, observados os princ6pios e ob?etivos desta 'ei#
2.2/'+ )))
D+, ,ER*)K+, -RE,20D+, E1 REI)1E -R)*0D+
Cap6tulo )
Do Regime Ieral da E7ploração
0rt# <E# 0 e7ploração de serviço de telecomunicações no regime privado ser8 baseada nos princ6pios
constitucionais da atividade econAmica#
0rt# <F# 0 disciplina da e7ploração dos serviços no regime privado ter8 por ob?etivo viabilizar o cumprimento das
leis, em especial das relativas 4s telecomunicações, 4 ordem econAmica e aos direitos dos consumidores, destinando=
se a garantir(
) = a diversidade de serviços, o incremento de sua oferta e sua %ualidade>
)) = a competição livre, ampla e ?usta>
))) = o respeito aos direitos dos usu8rios>
)* = a conviv;ncia entre as modalidades de serviço e entre prestadoras em regime privado e p9blico, observada a
preval;ncia do interesse p9blico>
* = o e%uil6brio das relações entre prestadoras e usu8rios dos serviços>
*) = a isonomia de tratamento 4s prestadoras>
*)) = o uso eficiente do espectro de radiofre%:;ncias>
*))) = o cumprimento da função social do serviço de interesse coletivo, bem como dos encargos dela decorrentes>
)C = o desenvolvimento tecnológico e industrial do setor>
C = a permanente fiscalização#
0rt# <8# 0o impor condicionamentos administrativos ao direito de e7ploração das diversas modalidades de serviço
no regime privado, se?am eles limites, encargos ou su?eições, a 0g;ncia observar8 a e7ig;ncia de m6nima intervenção
na vida privada, assegurando %ue(
) = a liberdade ser8 a regra, constituindo e7ceção as proibições, restrições e interfer;ncias do -oder -9blico>
)) = nen@uma autorização ser8 negada, salvo por motivo relevante>
))) = os condicionamentos deverão ter v6nculos, tanto de necessidade como de ade%uação, com finalidades
p9blicas espec6ficas e relevantes>
)* = o proveito coletivo gerado pelo condicionamento dever8 ser proporcional 4 privação %ue ele impuser>
* = @aver8 relação de e%uil6brio entre os deveres impostos 4s prestadoras e os direitos a elas recon@ecidos#
0rt# <!# + preço dos serviços ser8 livre, ressalvado o disposto no G <3 do art# BE desta 'ei, reprimindo=se toda
pr8tica pre?udicial 4 competição, bem como o abuso do poder econAmico, nos termos da legislação própria#
0rt# BM# 0 prestadora de serviço em regime privado não ter8 direito ad%uirido 4 perman;ncia das condições
vigentes %uando da e7pedição da autorização ou do in6cio das atividades, devendo observar os novos
condicionamentos impostos por lei e pela regulamentação#
-ar8grafo 9nico# 0s normas concederão prazos suficientes para adaptação aos novos condicionamentos #
Cap6tulo ))
Da 0utorização de ,erviço de 2elecomunicações
,eção )
Da obtenção
0rt# B# 0 e7ploração de serviço no regime privado depender8 de pr5via autorização da 0g;ncia, %ue acarretar8
direito de uso das radiofre%:;ncias necess8rias#
G 3 0utorização de serviço de telecomunicações 5 o ato administrativo vinculado %ue faculta a e7ploração, no
regime privado, de modalidade de serviço de telecomunicações, %uando preenc@idas as condições ob?etivas e
sub?etivas necess8rias#
G <3 0 0g;ncia definir8 os casos %ue independerão de autorização#
G B3 0 prestadora de serviço %ue independa de autorização comunicar8 previamente 4 0g;ncia o in6cio de suas
atividades, salvo nos casos previstos nas normas correspondentes#
G D3 0 efic8cia da autorização depender8 da publicação de e7trato no Di8rio +ficial da /nião#
0rt# B<# ,ão condições ob?etivas para obtenção de autorização de serviço(
) = disponibilidade de radiofre%:;ncia necess8ria, no caso de serviços %ue a utilizem>
)) = apresentação de pro?eto vi8vel tecnicamente e compat6vel com as normas aplic8veis#
0rt# BB# ,ão condições sub?etivas para obtenção de autorização de serviço de interesse coletivo pela empresa(
) = estar constitu6da segundo as leis brasileiras, com sede e administração no -a6s>
)) = não estar proibida de licitar ou contratar com o -oder -9blico, não ter sido declarada inidAnea ou não ter sido
punida, nos dois anos anteriores, com a decretação da caducidade de concessão, permissão ou autorização de serviço
de telecomunicações, ou da caducidade de direito de uso de radiofre%:;ncia>
))) = dispor de %ualificação t5cnica para bem prestar o serviço, capacidade econAmico=financeira, regularidade
fiscal e estar em situação regular com a ,eguridade ,ocial>
)* = não ser, na mesma região, localidade ou 8rea, encarregada de prestar a mesma modalidade de serviço#
0rt# BD# 0 0g;ncia dispor8 sobre as condições sub?etivas para obtenção de autorização de serviço de interesse
restrito#
0rt# B"# 0 0g;ncia poder8, e7cepcionalmente, em face de relevantes razões de car8ter coletivo, condicionar a
e7pedição de autorização 4 aceitação, pelo interessado, de compromissos de interesse da coletividade#
-ar8grafo 9nico# +s compromissos a %ue se refere o caput serão ob?eto de regulamentação, pela 0g;ncia,
observados os princ6pios da razoabilidade, proporcionalidade e igualdade#
0rt# BE# &ão @aver8 limite ao n9mero de autorizações de serviço, salvo em caso de impossibilidade t5cnica ou,
e7cepcionalmente, %uando o e7cesso de competidores puder comprometer a prestação de uma modalidade de serviço
de interesse coletivo#
G 3 0 0g;ncia determinar8 as regiões, localidades ou 8reas abrangidas pela limitação e dispor8 sobre a
possibilidade de a prestadora atuar em mais de uma delas#
G <3 0s prestadoras serão selecionadas mediante procedimento licitatório, na forma estabelecida nos arts# 88 a !<,
su?eitando=se a transfer;ncia da autorização 4s mesmas condições estabelecidas no art# !8, desta 'ei#
G B3 Dos vencedores da licitação ser8 e7igida contrapartida proporcional 4 vantagem econAmica %ue usufru6rem,
na forma de compromissos de interesse dos usu8rios#
0rt# BF# + descumprimento de condições ou de compromissos assumidos, associados 4 autorização, su?eitar8 a
prestadora 4s sanções de multa, suspensão tempor8ria ou caducidade#
,eção ))
Da e7tinção
0rt# B8# 0 autorização de serviço de telecomunicações não ter8 sua vig;ncia su?eita a termo final, e7tinguindo=se
somente por cassação, caducidade, decaimento, ren9ncia ou anulação#
0rt# B!# Puando @ouver perda das condições indispens8veis 4 e7pedição ou manutenção da autorização, a
0g;ncia poder8 e7tingui=la mediante ato de cassação#
-ar8grafo 9nico# )mportar8 em cassação da autorização do serviço a e7tinção da autorização de uso da
radiofre%:;ncia respectiva#
0rt# DM# Em caso de pr8tica de infrações graves, de transfer;ncia irregular da autorização ou de descumprimento
reiterado de compromissos assumidos, a 0g;ncia poder8 e7tinguir a autorização decretando=l@e a caducidade#
0rt# D# + decaimento ser8 decretado pela 0g;ncia, por ato administrativo, se, em face de razões de e7cepcional
relevSncia p9blica, as normas vierem a vedar o tipo de atividade ob?eto da autorização ou a suprimir a e7ploração no
regime privado#
G 3 0 edição das normas de %ue trata o caput não ?ustificar8 o decaimento senão %uando a preservação das
autorizações ?8 e7pedidas for efetivamente incompat6vel com o interesse p9blico#
G <3 Decretado o decaimento, a prestadora ter8 o direito de manter suas próprias atividades regulares por prazo
m6nimo de cinco anos, salvo desapropriação#
0rt# D<# Ren9ncia 5 o ato formal unilateral, irrevog8vel e irretrat8vel, pelo %ual a prestadora manifesta seu
desinteresse pela autorização#
-ar8grafo 9nico# 0 ren9ncia não ser8 causa para punição do autorizado, nem o desonerar8 de suas obrigações
com terceiros#
0rt# DB# 0 anulação da autorização ser8 decretada, ?udicial ou administrativamente, em caso de irregularidade
insan8vel do ato %ue a e7pediu#
0rt# DD# 0 e7tinção da autorização mediante ato administrativo depender8 de procedimento pr5vio, garantidos o
contraditório e a ampla defesa do interessado#
2.2/'+ )*
D0, REDE, DE 2E'EC+1/&)C0KVE,
0rt# D"# 0 implantação e o funcionamento de redes de telecomunicações destinadas a dar suporte 4 prestação de
serviços de interesse coletivo, no regime p9blico ou privado, observarão o disposto neste 26tulo#
-ar8grafo 9nico# 0s redes de telecomunicações destinadas 4 prestação de serviço em regime privado poderão ser
dispensadas do disposto no caput, no todo ou em parte, na forma da regulamentação e7pedida pela 0g;ncia#
0rt# DE# 0s redes serão organizadas como vias integradas de livre circulação, nos termos seguintes(
) = 5 obrigatória a intercone7ão entre as redes, na forma da regulamentação>
)) = dever8 ser assegurada a operação integrada das redes, em Smbito nacional e internacional>
))) = o direito de propriedade sobre as redes 5 condicionado pelo dever de cumprimento de sua função social#
-ar8grafo 9nico# )ntercone7ão 5 a ligação entre redes de telecomunicações funcionalmente compat6veis, de modo
%ue os usu8rios de serviços de uma das redes possam comunicar=se com usu8rios de serviços de outra ou acessar
serviços nela dispon6veis#
0rt# DF# T obrigatória a intercone7ão 4s redes de telecomunicações a %ue se refere o art# D" desta 'ei, solicitada
por prestadora de serviço no regime privado, nos termos da regulamentação#
0rt# D8# T livre a intercone7ão entre redes de suporte 4 prestação de serviços de telecomunicações no regime
privado, observada a regulamentação#
0rt# D!# 0 regulamentação estabelecer8 as @ipóteses e condições de intercone7ão a redes internacionais#
0rt# "M# 0 implantação, o funcionamento e a intercone7ão das redes obedecerão 4 regulamentação editada pela
0g;ncia, assegurando a compatibilidade das redes das diferentes prestadoras, visando 4 sua @armonização em Smbito
nacional e internacional#
0rt# "# 0 0g;ncia dispor8 sobre os planos de numeração dos serviços, assegurando sua administração de forma
não discriminatória e em est6mulo 4 competição, garantindo o atendimento aos compromissos internacionais#
-ar8grafo 9nico# 0 0g;ncia dispor8 sobre as circunstSncias e as condições em %ue a prestadora de serviço de
telecomunicações cu?o usu8rio transferir=se para outra prestadora ser8 obrigada a, sem Anus, interceptar as ligações
dirigidas ao antigo código de acesso do usu8rio e informar o seu novo código#
0rt# "<# + provimento da intercone7ão ser8 realizado em termos não discriminatórios, sob condições t5cnicas
ade%uadas, garantindo preços isonAmicos e ?ustos, atendendo ao estritamente necess8rio 4 prestação do serviço#
0rt# "B# 0s condições para a intercone7ão de redes serão ob?eto de livre negociação entre os interessados,
mediante acordo, observado o disposto nesta 'ei e nos termos da regulamentação#
G 3 + acordo ser8 formalizado por contrato, cu?a efic8cia depender8 de @omologação pela 0g;ncia, ar%uivando=
se uma de suas vias na Liblioteca para consulta por %ual%uer interessado#
G <3 &ão @avendo acordo entre os interessados, a 0g;ncia, por provocação de um deles, arbitrar8 as condições
para a intercone7ão#
0rt# "D# 0s redes de telecomunicações poderão ser, secundariamente, utilizadas como suporte de serviço a ser
prestado por outrem, de interesse coletivo ou restrito#
0rt# ""# -ara desenvolver a competição, as empresas prestadoras de serviços de telecomunicações de interesse
coletivo deverão, nos casos e condições fi7ados pela 0g;ncia, disponibilizar suas redes a outras prestadoras de
serviços de telecomunicações de interesse coletivo#
0rt# "E# -oder8 ser vedada a cone7ão de e%uipamentos terminais sem certificação, e7pedida ou aceita pela
0g;ncia, no caso das redes referidas no art# D" desta 'ei#
G 3 2erminal de telecomunicações 5 o e%uipamento ou aparel@o %ue possibilita o acesso do usu8rio a serviço de
telecomunicações, podendo incorporar est8gio de transdução, estar incorporado a e%uipamento destinado a e7ercer
outras funções ou, ainda, incorporar funções secund8rias#
G <3 Certificação 5 o recon@ecimento da compatibilidade das especificações de determinado produto com as
caracter6sticas t5cnicas do serviço a %ue se destina#
2.2/'+ *
D+ E,-EC2R+ E D0 HRL)20
Cap6tulo )
Do Espectro de Radiofre%:;ncias
0rt# "F# + espectro de radiofre%:;ncias 5 um recurso limitado, constituindo=se em bem p9blico, administrado pela
0g;ncia#
0rt# "8# +bservadas as atribuições de fai7as segundo tratados e acordos internacionais, a 0g;ncia manter8 plano
com a atribuição, distribuição e destinação de radiofre%:;ncias, e detal@amento necess8rio ao uso das
radiofre%:;ncias associadas aos diversos serviços e atividades de telecomunicações, atendidas suas necessidades
espec6ficas e as de suas e7pansões#
G 3 + plano destinar8 fai7as de radiofre%:;ncia para(
) = fins e7clusivamente militares>
)) = serviços de telecomunicações a serem prestados em regime p9blico e em regime privado>
))) = serviços de radiodifusão>
)* = serviços de emerg;ncia e de segurança p9blica>
* = outras atividades de telecomunicações#
G <3 0 destinação de fai7as de radiofre%:;ncia para fins e7clusivamente militares ser8 feita em articulação com as
$orças 0rmadas#
0rt# "!# &a destinação de fai7as de radiofre%:;ncia serão considerados o emprego racional e econAmico do
espectro, bem como as atribuições, distribuições e consignações e7istentes, ob?etivando evitar interfer;ncias
pre?udiciais#
-ar8grafo 9nico# Considera=se interfer;ncia pre?udicial %ual%uer emissão, irradiação ou indução %ue obstrua,
degrade seriamente ou interrompa repetidamente a telecomunicação#
0rt# EM# 0 0g;ncia regular8 a utilização eficiente e ade%uada do espectro, podendo restringir o emprego de
determinadas radiofre%:;ncias ou fai7as, considerado o interesse p9blico#
-ar8grafo 9nico# + uso da radiofre%:;ncia ser8 condicionado 4 sua compatibilidade com a atividade ou o serviço a
ser prestado, particularmente no tocante 4 pot;ncia, 4 fai7a de transmissão e 4 t5cnica empregada#
0rt# E# 0 %ual%uer tempo, poder8 ser modificada a destinação de radiofre%:;ncias ou fai7as, bem como
ordenada a alteração de pot;ncias ou de outras caracter6sticas t5cnicas, desde %ue o interesse p9blico ou o
cumprimento de convenções ou tratados internacionais assim o determine#
-ar8grafo 9nico# ,er8 fi7ado prazo ade%uado e razo8vel para a efetivação da mudança#
0rt# E<# 0 operação de estação transmissora de radiocomunicação est8 su?eita 4 licença de funcionamento pr5via
e 4 fiscalização permanente, nos termos da regulamentação#
G 3 Radiocomunicação 5 a telecomunicação %ue utiliza fre%:;ncias radioel5tricas não confinadas a fios, cabos ou
outros meios f6sicos#
G <3 T vedada a utilização de e%uipamentos emissores de radiofre%:;ncia sem certificação e7pedida ou aceita
pela 0g;ncia#
G B3 0 emissão ou e7tinção da licença relativa 4 estação de apoio 4 navegação mar6tima ou aeron8utica, bem
como 4 estação de radiocomunicação mar6tima ou aeron8utica, depender8 de parecer favor8vel dos órgãos
competentes para a vistoria de embarcações e aeronaves#
Cap6tulo ))
Da 0utorização de /so de Radiofre%:;ncia
0rt# EB# + uso de radiofre%:;ncia, tendo ou não car8ter de e7clusividade, depender8 de pr5via outorga da
0g;ncia, mediante autorização, nos termos da regulamentação#
G 3 0utorização de uso de radiofre%:;ncia 5 o ato administrativo vinculado, associado 4 concessão, permissão ou
autorização para prestação de serviço de telecomunicações, %ue atribui a interessado, por prazo determinado, o direito
de uso de radiofre%:;ncia, nas condições legais e regulamentares#
G <3 )ndependerão de outorga(
) = o uso de radiofre%:;ncia por meio de e%uipamentos de radiação restrita definidos pela 0g;ncia>
)) = o uso, pelas $orças 0rmadas, de radiofre%:;ncias nas fai7as destinadas a fins e7clusivamente militares#
G B3 0 efic8cia da autorização de uso de radiofre%:;ncia depender8 de publicação de e7trato no Di8rio +ficial da
/nião#
0rt# ED# Yavendo limitação t5cnica ao uso de radiofre%:;ncia e ocorrendo o interesse na sua utilização, por parte
de mais de um interessado, para fins de e7pansão de serviço e, @avendo ou não, concomitantemente, outros
interessados em prestar a mesma modalidade de serviço, observar=se=8(
) = a autorização de uso de radiofre%:;ncia depender8 de licitação, na forma e condições estabelecidas nos arts#
88 a !M desta 'ei e ser8 sempre onerosa>
)) = o vencedor da licitação receber8, conforme o caso, a autorização para uso da radiofre%:;ncia, para fins de
e7pansão do serviço, ou a autorização para a prestação do serviço#
0rt# E"# -ara fins de verificação da necessidade de abertura ou não da licitação prevista no artigo anterior,
observar=se=8 o disposto nos arts# ! e !< desta 'ei#
0rt# EE# 0 autorização de uso de radiofre%:;ncia ter8 o mesmo prazo de vig;ncia da concessão ou permissão de
prestação de serviço de telecomunicações 4 %ual este?a vinculada#
0rt# EF# &o caso de serviços autorizados, o prazo de vig;ncia ser8 de at5 vinte anos, prorrog8vel uma 9nica vez
por igual per6odo#
G 3 0 prorrogação, sempre onerosa, poder8 ser re%uerida at5 tr;s anos antes do vencimento do prazo original,
devendo o re%uerimento ser decidido em, no m87imo, doze meses#
G <3 + indeferimento somente ocorrer8 se o interessado não estiver fazendo uso racional e ade%uado da
radiofre%:;ncia, se @ouver cometido infrações reiteradas em suas atividades ou se for necess8ria a modificação de
destinação do uso da radiofre%:;ncia#
0rt# E8# T intransfer6vel a autorização de uso de radiofre%:;ncias sem a correspondente transfer;ncia da
concessão, permissão ou autorização de prestação do serviço a elas vinculada#
0rt# E!# 0 autorização de uso de radiofre%:;ncias e7tinguir=se=8 pelo advento de seu termo final ou no caso de
sua transfer;ncia irregular, bem como por caducidade, decaimento, ren9ncia ou anulação da autorização para
prestação do serviço de telecomunicações %ue dela se utiliza#
Cap6tulo )))
Da Hrbita e dos ,at5lites
0rt# FM# 0 0g;ncia dispor8 sobre os re%uisitos e crit5rios espec6ficos para e7ecução de serviço de
telecomunicações %ue utilize sat5lite, geoestacion8rio ou não, independentemente de o acesso a ele ocorrer a partir do
território nacional ou do e7terior#
0rt# F# -ara a e7ecução de serviço de telecomunicações via sat5lite regulado por esta 'ei, dever8 ser dada
prefer;ncia ao emprego de sat5lite brasileiro, %uando este propiciar condições e%uivalentes 4s de terceiros#
G 3 + emprego de sat5lite estrangeiro somente ser8 admitido %uando sua contratação for feita com empresa
constitu6da segundo as leis brasileiras e com sede e administração no -a6s, na condição de representante legal do
operador estrangeiro#
G <3 ,at5lite brasileiro 5 o %ue utiliza recursos de órbita e espectro radioel5trico notificados pelo -a6s, ou a ele
distribu6dos ou consignados, e cu?a estação de controle e monitoração se?a instalada no território brasileiro#
0rt# F<# + direito de e7ploração de sat5lite brasileiro para transporte de sinais de telecomunicações assegura a
ocupação da órbita e o uso das radiofre%:;ncias destinadas ao controle e monitoração do sat5lite e 4 telecomunicação
via sat5lite, por prazo de at5 %uinze anos, podendo esse prazo ser prorrogado, uma 9nica vez, nos termos da
regulamentação#
G º )mediatamente após um pedido para e7ploração de sat5lite %ue impli%ue utilização de novos recursos de
órbita ou espectro, a 0g;ncia avaliar8 as informações e, considerando=as em conformidade com a regulamentação,
encamin@ar8 4 /nião )nternacional de 2elecomunicações a correspondente notificação, sem %ue isso caracterize
compromisso de outorga ao re%uerente#
G <3 ,e ine7ig6vel a licitação, conforme disposto nos arts# ! e !< desta 'ei, o direito de e7ploração ser8 conferido
mediante processo administrativo estabelecido pela 0g;ncia#
G B3 Yavendo necessidade de licitação, observar=se=8 o procedimento estabelecido nos arts# 88 a !M desta 'ei,
aplicando=se, no %ue couber, o disposto neste artigo#
G Dº + direito ser8 conferido a t6tulo oneroso, podendo o pagamento, conforme dispuser a 0g;ncia, fazer=se na
forma de %uantia certa, em uma ou v8rias parcelas, bem como de parcelas anuais ou, complementarmente, de cessão
de capacidade, conforme dispuser a regulamentação#
2.2/'+ *)
D0, ,0&KVE,
Cap6tulo )
Das ,anções 0dministrativas
0rt# FB# 0 infração desta 'ei ou das demais normas aplic8veis, bem como a inobservSncia dos deveres
decorrentes dos contratos de concessão ou dos atos de permissão, autorização de serviço ou autorização de uso de
radiofre%:;ncia, su?eitar8 os infratores 4s seguintes sanções, aplic8veis pela 0g;ncia, sem pre?u6zo das de natureza
civil e penal( N*ide 'ei nº #!FD, de <MM!O
) = advert;ncia>
)) = multa>
))) = suspensão tempor8ria>
)* = caducidade>
* = declaração de inidoneidade#
0rt# FD# 2oda acusação ser8 circunstanciada, permanecendo em sigilo at5 sua completa apuração#
0rt# F"# &en@uma sanção ser8 aplicada sem a oportunidade de pr5via e ampla defesa#
-ar8grafo 9nico# 0penas medidas cautelares urgentes poderão ser tomadas antes da defesa#
0rt# FE# &a aplicação de sanções, serão considerados a natureza e a gravidade da infração, os danos dela
resultantes para o serviço e para os usu8rios, a vantagem auferida pelo infrator, as circunstSncias agravantes, os
antecedentes do infrator e a reincid;ncia espec6fica#
-ar8grafo 9nico# Entende=se por reincid;ncia espec6fica a repetição de falta de igual natureza após o recebimento
de notificação anterior#
0rt# FF# &as infrações praticadas por pessoa ?ur6dica, tamb5m serão punidos com a sanção de multa seus
administradores ou controladores, %uando tiverem agido de m8=f5#
0rt# F8# 0 e7ist;ncia de sanção anterior ser8 considerada como agravante na aplicação de outra sanção#
0rt# F!# 0 multa poder8 ser imposta isoladamente ou em con?unto com outra sanção, não devendo ser superior a
RZ "M#MMM#MMM,MM Ncin%:enta mil@ões de reaisO para cada infração cometida#
G 3 &a aplicação de multa serão considerados a condição econAmica do infrator e o princ6pio da
proporcionalidade entre a gravidade da falta e a intensidade da sanção#
G <3 0 imposição, a prestadora de serviço de telecomunicações, de multa decorrente de infração da ordem
econAmica, observar8 os limites previstos na legislação especifica#
0rt# 8M# 0 suspensão tempor8ria ser8 imposta, em relação 4 autorização de serviço ou de uso de radiofre%:;ncia,
em caso de infração grave cu?as circunstSncias não ?ustifi%uem a decretação de caducidade#
-ar8grafo 9nico# + prazo da suspensão não ser8 superior a trinta dias#
0rt# 8# 0 caducidade importar8 na e7tinção de concessão, permissão, autorização de serviço ou autorização de
uso de radiofre%:;ncia, nos casos previstos nesta 'ei#
0rt# 8<# 0 declaração de inidoneidade ser8 aplicada a %uem ten@a praticado atos il6citos visando frustrar os
ob?etivos de licitação#
-ar8grafo 9nico# + prazo de vig;ncia da declaração de inidoneidade não ser8 superior a cinco anos#
Cap6tulo ))
Das ,anções -enais
0rt# 8B# Desenvolver clandestinamente atividades de telecomunicação(
-ena = detenção de dois a %uatro anos, aumentada da metade se @ouver dano a terceiro, e multa de RZ M#MMM,MM
Ndez mil reaisO#
-ar8grafo 9nico# )ncorre na mesma pena %uem, direta ou indiretamente, concorrer para o crime#
0rt# 8D# ,ão efeitos da condenação penal transitada em ?ulgado(
) = tornar certa a obrigação de indenizar o dano causado pelo crime>
)) = a perda, em favor da 0g;ncia, ressalvado o direito do lesado ou de terceiros de boa=f5, dos bens empregados
na atividade clandestina, sem pre?u6zo de sua apreensão cautelar#
-ar8grafo 9nico# Considera=se clandestina a atividade desenvolvida sem a competente concessão, permissão ou
autorização de serviço, de uso de radiofre%:;ncia e de e7ploração de sat5lite#
0rt# 8"# + crime definido nesta 'ei 5 de ação penal p9blica, incondicionada, cabendo ao 1inist5rio -9blico
promov;=la#
')*R+ )*
D0 REE,2R/2/R0KJ+ E D0 DE,E,202)W0KJ+
D0, E1-RE,0, $EDER0), DE 2E'EC+1/&)C0KVE,
0rt# 8E# 0 reestruturação e a desestatização das empresas federais de telecomunicações t;m como ob?etivo
conduzir ao cumprimento dos deveres constantes do art# <º desta 'ei#
0rt# 8F# $ica o -oder E7ecutivo autorizado a promover a reestruturação e a desestatização das seguintes
empresas controladas, direta ou indiretamente, pela /nião, e supervisionadas pelo 1inist5rio das Comunicações(
) = 2elecomunicações Lrasileiras ,#0# = 2E'ELR[,>
)) = Empresa Lrasileira de 2elecomunicações = E1LR02E'>
))) = 2elecomunicações do 1aran@ão ,#0# = 2E'10>
)* = 2elecomunicações do -iau6 ,#0# = 2E'E-),0>
* = 2elecomunicações do Cear8 = 2E'ECE0R[>
*) = 2elecomunicações do Rio Irande do &orte ,#0# = 2E'ER&>
*)) = 2elecomunicações da -ara6ba ,#0# = 2E'-0>
*))) = 2elecomunicações de -ernambuco ,#0# = 2E'-E>
)C = 2elecomunicações de 0lagoas ,#0# = 2E'0,0>
C = 2elecomunicações de ,ergipe ,#0# = 2E'ERI)-E>
C) = 2elecomunicações da La@ia ,#0# = 2E'EL0Y)0>
C)) = 2elecomunicações de 1ato Irosso do ,ul ,#0# = 2E'E1,>
C))) = 2elecomunicações de 1ato Irosso ,#0# = 2E'E102>
C)* = 2elecomunicações de Ioi8s ,#0# = 2E'EI+)[,>
C* = 2elecomunicações de Lras6lia ,#0# = 2E'ELR0,.')0>
C*) = 2elecomunicações de RondAnia ,#0# = 2E'ER+&>
C*)) = 2elecomunicações do 0cre ,#0# = 2E'E0CRE>
C*))) = 2elecomunicações de Roraima ,#0# = 2E'0)10>
C)C = 2elecomunicações do 0map8 ,#0# = 2E'E010-[>
CC = 2elecomunicações do 0mazonas ,#0# = 2E'010W+&>
CC) = 2elecomunicações do -ar8 ,#0# = 2E'E-0R[>
CC)) = 2elecomunicações do Rio de \aneiro ,#0# = 2E'ER\>
CC))) = 2elecomunicações de 1inas Ierais ,#0# = 2E'E1)I>
CC)* = 2elecomunicações do Esp6rito ,anto ,#0# = 2E'E,2>
CC* = 2elecomunicações de ,ão -aulo ,#0# = 2E'E,->
CC*) = Compan@ia 2elefAnica da Lorda do Campo = C2LC>
CC*)) = 2elecomunicações do -aran8 ,#0# = 2E'E-0R>
CC*))) = 2elecomunicações de ,anta Catarina ,#0# = 2E'E,C>
CC)C = Compan@ia 2elefAnica 1el@oramento e Resist;ncia = C21R#
-ar8grafo 9nico# )ncluem=se na autorização a %ue se refere o caput as empresas subsidi8rias e7ploradoras do
serviço móvel celular, constitu6das nos termos do art# "3 da 'ei n3 !#<!", de ! de ?ul@o de !!E#
0rt# 88# 0 reestruturação e a desestatização deverão compatibilizar as 8reas de atuação das empresas com o
plano geral de outorgas, o %ual dever8 ser previamente editado, na forma do art# 8D desta 'ei, bem como observar as
restrições, limites ou condições estabelecidas com base no art# F#
0rt# 8!# -ara a reestruturação das empresas enumeradas no art# 8F, fica o -oder E7ecutivo autorizado a adotar
as seguintes medidas(
) = cisão, fusão e incorporação>
)) = dissolução de sociedade ou desativação parcial de seus empreendimentos>
))) = redução de capital social#
0rt# !M# &a reestruturação e desestatização da 2elecomunicações Lrasileiras ,#0# = 2E'ELR[, deverão ser
previstos mecanismos %ue assegurem a preservação da capacidade em pes%uisa e desenvolvimento tecnológico
e7istente na empresa#
-ar8grafo 9nico# -ara o cumprimento do disposto no caput, fica o -oder E7ecutivo autorizado a criar entidade, %ue
incorporar8 o Centro de -es%uisa e Desenvolvimento da 2E'ELR[,, sob uma das seguintes formas(
) = empresa estatal de economia mista ou não, inclusive por meio da cisão a %ue se refere o inciso ) do artigo
anterior>
)) = fundação governamental, p9blica ou privada#
0rt# !# 0 desestatização caracteriza=se pela alienação onerosa de direitos %ue asseguram 4 /nião, direta ou
indiretamente, preponderSncia nas deliberações sociais e o poder de eleger a maioria dos administradores da
sociedade, podendo ser realizada mediante o emprego das seguintes modalidades operacionais(
) = alienação de ações>
)) = cessão do direito de prefer;ncia 4 subscrição de ações em aumento de capital#
-ar8grafo 9nico# 0 desestatização não afetar8 as concessões, permissões e autorizações detidas pela empresa#
0rt# !<# &a desestatização das empresas a %ue se refere o art# 8F, parte das ações poder8 ser reservada a
seus empregados e e7=empregados aposentados, a preços e condições privilegiados, inclusive com a utilização do
$undo de Iarantia por 2empo de ,erviço = $I2,#
0rt# !B# 0 desestatização de empresas ou grupo de empresas citadas no art# 8F implicar8 a imediata abertura 4
competição, na respectiva 8rea, dos serviços prestados no regime p9blico#
0rt# !D# -oderão ser ob?eto de alienação con?unta o controle acion8rio de empresas prestadoras de serviço
telefAnico fi7o comutado e o de empresas prestadoras do serviço móvel celular#
-ar8grafo 9nico# $ica vedado ao novo controlador promover a incorporação ou fusão de empresa prestadora do
serviço telefAnico fi7o comutado com empresa prestadora do serviço móvel celular#
0rt# !"# + modelo de reestruturação e desestatização das empresas enumeradas no art# 8F, após submetido a
consulta p9blica, ser8 aprovado pelo -residente da Rep9blica, ficando a coordenação e o acompan@amento dos atos e
procedimentos decorrentes a cargo de Comissão Especial de ,upervisão, a ser institu6da pelo 1inistro de Estado das
Comunicações#
G 3 0 e7ecução de procedimentos operacionais necess8rios 4 desestatização poder8 ser cometida, mediante
contrato, a instituição financeira integrante da 0dministração $ederal, de notória e7peri;ncia no assunto#
G <3 0 remuneração da contratada ser8 paga com parte do valor l6%uido apurado nas alienações#
0rt# !E# &a reestruturação e na desestatização poderão ser utilizados serviços especializados de terceiros,
contratados mediante procedimento licitatório de rito próprio, nos termos seguintes(
) = o 1inist5rio das Comunicações manter8 cadastro organizado por especialidade, aberto a empresas e
instituições nacionais ou internacionais, de notória especialização na 8rea de telecomunicações e na avaliação e
auditoria de empresas, no plane?amento e e7ecução de venda de bens e valores mobili8rios e nas %uestões ?ur6dicas
relacionadas>
)) = para inscrição no cadastro, os interessados deverão atender aos re%uisitos definidos pela Comissão Especial
de ,upervisão, com a aprovação do 1inistro de Estado das Comunicações>
))) = poderão participar das licitações apenas os cadastrados, %ue serão convocados mediante carta, com a
especificação dos serviços ob?eto do certame>
)* = os convocados, isoladamente ou em consórcio, apresentarão suas propostas em trinta dias, contados da
convocação>
* = al5m de outros re%uisitos previstos na convocação, as propostas deverão conter o detal@amento dos serviços,
a metodologia de e7ecução, a indicação do pessoal t5cnico a ser empregado e o preço pretendido>
*) = o ?ulgamento das propostas ser8 realizado pelo crit5rio de t5cnica e preço>
*)) = o contratado, sob sua e7clusiva responsabilidade e com a aprovação do contratante, poder8 subcontratar
parcialmente os serviços ob?eto do contrato>
*))) = o contratado ser8 obrigado a aceitar, nas mesmas condições contratuais, os acr5scimos ou reduções %ue se
fizerem necess8rios nos serviços, de at5 vinte e cinco por cento do valor inicial do a?uste#
0rt# !F# + processo especial de desestatização obedecer8 aos princ6pios de legalidade, impessoalidade,
moralidade e publicidade, podendo adotar a forma de leilão ou concorr;ncia ou, ainda, de venda de ações em oferta
p9blica, de acordo com o estabelecido pela Comissão Especial de ,upervisão#
-ar8grafo 9nico# + processo poder8 comportar uma etapa de pr5=%ualificação, ficando restrita aos %ualificados a
participação em etapas subse%:entes#
0rt# !8# + processo especial de desestatização ser8 iniciado com a publicação, no Di8rio +ficial da /nião e em
?ornais de grande circulação nacional, de avisos referentes ao edital, do %ual constarão, obrigatoriamente(
) = as condições para %ualificação dos pretendentes>
)) = as condições para aceitação das propostas>
))) = os crit5rios de ?ulgamento>
)* = minuta do contrato de concessão>
* = informações relativas 4s empresas ob?eto do processo, tais como seu passivo de curto e longo prazo e sua
situação econAmica e financeira, especificando=se lucros, pre?u6zos e endividamento interno e e7terno, no 9ltimo
e7erc6cio>
*) = sum8rio dos estudos de avaliação>
*)) = crit5rio de fi7ação do valor m6nimo de alienação, com base nos estudos de avaliação>
*))) = indicação, se for o caso, de %ue ser8 criada, no capital social da empresa ob?eto da desestatização, ação de
classe especial, a ser subscrita pela /nião, e dos poderes especiais %ue l@e serão conferidos, os %uais deverão ser
incorporados ao estatuto social#
G 3 + acesso 4 integralidade dos estudos de avaliação e a outras informações confidenciais poder8 ser restrito
aos %ualificados, %ue assumirão compromisso de confidencialidade#
G <3 0 alienação do controle acion8rio, se realizada mediante venda de ações em oferta p9blica, dispensar8 a
inclusão, no edital, das informações relacionadas nos incisos ) a ))) deste artigo#
0rt# !!# *isando 4 universalização dos serviços de telecomunicações, os editais de desestatização deverão
conter cl8usulas de compromisso de e7pansão do atendimento 4 população, consoantes com o disposto no art# 8M#
0rt# <MM# -ara %ualificação, ser8 e7igida dos pretendentes comprovação de capacidade t5cnica, econAmica e
financeira, podendo ainda @aver e7ig;ncias %uanto a e7peri;ncia na prestação de serviços de telecomunicações,
guardada sempre a necess8ria compatibilidade com o porte das empresas ob?eto do processo#
-ar8grafo 9nico# ,er8 admitida a participação de consórcios, nos termos do edital#
0rt# <M# $ica vedada, no decurso do processo de desestatização, a a%uisição, por um mesmo acionista ou grupo
de acionistas, do controle, direto ou indireto, de empresas atuantes em 8reas distintas do plano geral de outorgas#
0rt# <M<# 0 transfer;ncia do controle acion8rio ou da concessão, após a desestatização, somente poder8 efetuar=
se %uando transcorrido o prazo de cinco anos, observado o disposto nos incisos )) e ))) do art# !8 desta 'ei#
G 3 *encido o prazo referido no caput, a transfer;ncia de controle ou de concessão %ue resulte no controle, direto
ou indireto, por um mesmo acionista ou grupo de acionistas, de concession8rias atuantes em 8reas distintas do plano
geral de outorgas, não poder8 ser efetuada en%uanto tal impedimento for considerado, pela 0g;ncia, necess8rio ao
cumprimento do plano#
G <3 0 restrição 4 transfer;ncia da concessão não se aplica %uando efetuada entre empresas atuantes em uma
mesma 8rea do plano geral de outorgas#
0rt# <MB# +s preços de a%uisição serão pagos e7clusivamente em moeda corrente, admitido o parcelamento, nos
termos do edital#
0rt# <MD# Em at5 trinta dias após o encerramento de cada processo de desestatização, a Comissão Especial de
,upervisão publicar8 relatório circunstanciado a respeito#
0rt# <M"# Entre as obrigações da instituição financeira contratada para a e7ecução de atos e procedimentos da
desestatização, poder8 ser inclu6do o fornecimento de assist;ncia ?ur6dica integral aos membros da Comissão Especial
de ,upervisão e aos demais respons8veis pela condução da desestatização, na @ipótese de serem demandados pela
pr8tica de atos decorrentes do e7erc6cio de suas funções#
0rt# <ME# +s administradores das empresas su?eitas 4 desestatização são respons8veis pelo fornecimento, no
prazo fi7ado pela Comissão Especial de ,upervisão ou pela instituição financeira contratada, das informações
necess8rias 4 instrução dos respectivos processos#
D),-+,)KVE, $)&0), E 2R0&,)2HR)0,
0rt# <MF# &o prazo m87imo de sessenta dias a contar da publicação desta 'ei, as atuais prestadoras do serviço
telefAnico fi7o comutado destinado ao uso do p9blico em geral, inclusive as referidas no art# 8F desta 'ei, bem como
do serviço dos troncos e suas cone7ões internacionais, deverão pleitear a celebração de contrato de concessão, %ue
ser8 efetivada em at5 vinte e %uatro meses a contar da publicação desta 'ei#
G 3 0 concessão, cu?o ob?eto ser8 determinado em função do plano geral de outorgas, ser8 feita a t6tulo gratuito,
com termo final fi7ado para o dia B de dezembro de <MM", assegurado o direito 4 prorrogação 9nica por vinte anos, a
t6tulo oneroso, desde %ue observado o disposto no 26tulo )) do 'ivro ))) desta 'ei#
G <3 R prestadora %ue não atender ao disposto no caput deste artigo aplicar=se=ão as seguintes disposições(
) = se concession8ria, continuar8 su?eita ao contrato de concessão atualmente em vigor, o %ual não poder8 ser
transferido ou prorrogado>
)) = se não for concession8ria, o seu direito 4 e7ploração do serviço e7tinguir=se=8 em B de dezembro de !!!#
G B3 Em relação aos demais serviços prestados pelas entidades a %ue se refere o caput, serão e7pedidas as
respectivas autorizações ou, se for o caso, concessões, observado o disposto neste artigo, no %ue couber, e no art# <M8
desta 'ei#
0rt# <M8# 0s concessões das empresas prestadoras de serviço móvel celular abrangidas pelo art# Dº da 'ei nº
!#<!", de ! de ?ul@o de !!E, serão outorgadas na forma e condições determinadas pelo referido artigo e seu
par8grafo 9nico#
0rt# <M!# $icam autorizadas as transfer;ncias de concessão, parciais ou totais, %ue forem necess8rias para
compatibilizar as 8reas de atuação das atuais prestadoras com o plano geral de outorgas#
0rt# <M# 0s concessões, permissões e autorizações de serviço de telecomunicações e de uso de radiofre%:;ncia
e as respectivas licitações regem=se e7clusivamente por esta 'ei, a elas não se aplicando as 'eis n3 8#EEE, de < de
?un@o de !!B, n3 8#!8F, de B de fevereiro de !!", n3 !#MFD, de F de ?ul@o de l!!", e suas alterações#
0rt# <# 0 outorga dos serviços de radiodifusão sonora e de sons e imagens fica e7clu6da da ?urisdição da
0g;ncia, permanecendo no Smbito de compet;ncias do -oder E7ecutivo, devendo a 0g;ncia elaborar e manter os
respectivos planos de distribuição de canais, levando em conta, inclusive, os aspectos concernentes 4 evolução
tecnológica#
-ar8grafo 9nico# Caber8 4 0g;ncia a fiscalização, %uanto aos aspectos t5cnicos, das respectivas estações#
0rt# <<# + serviço de 2* a Cabo, inclusive %uanto aos atos, condições e procedimentos de outorga, continuar8
regido pela 'ei n3 8#!FF, de E de ?aneiro de !!", ficando transferidas 4 0g;ncia as compet;ncias atribu6das pela
referida 'ei ao -oder E7ecutivo#
0rt# <B# ,er8 livre a %ual%uer interessado a divulgação, por %ual%uer meio, de listas de assinantes do serviço
telefAnico fi7o comutado destinado ao uso do p9blico em geral#
G º +bservado o disposto nos incisos *) e )C do art# B3 desta 'ei, as prestadoras do serviço serão obrigadas a
fornecer, em prazos e a preços razo8veis e de forma não discriminatória, a relação de seus assinantes a %uem %ueira
divulg8=la#
G <º T obrigatório e gratuito o fornecimento, pela prestadora, de listas telefAnicas aos assinantes dos serviços,
diretamente ou por meio de terceiros, nos termos em %ue dispuser a 0g;ncia#
0rt# <D# &a aplicação desta 'ei, serão observadas as seguintes disposições(
) = os regulamentos, normas e demais regras em vigor serão gradativamente substitu6dos por regulamentação a
ser editada pela 0g;ncia, em cumprimento a esta 'ei>
)) = en%uanto não for editada a nova regulamentação, as concessões, permissões e autorizações continuarão
regidas pelos atuais regulamentos, normas e regras> Nvide Decreto nº B#8!E, de <B#8#<MMO
))) = at5 a edição da regulamentação decorrente desta 'ei, continuarão regidos pela 'ei nº !#<!", de ! de ?ul@o de
!!E, os serviços por ela disciplinados e os respectivos atos e procedimentos de outorga>
)* = as concessões, permissões e autorizações feitas anteriormente a esta 'ei, não reguladas no seu art# <MF,
permanecerão v8lidas pelos prazos nelas previstos>
* = com a a%uiesc;ncia do interessado, poder8 ser realizada a adaptação dos instrumentos de concessão,
permissão e autorização a %ue se referem os incisos ))) e )* deste artigo aos preceitos desta 'ei>
*) = a renovação ou prorrogação, %uando prevista nos atos a %ue se referem os incisos ))) e )* deste artigo,
somente poder8 ser feita %uando tiver @avido a adaptação prevista no inciso anterior#
0rt# <"# $icam revogados(
) = a 'ei n3 D#F, de <F de agosto de !E<, salvo %uanto a mat5ria penal não tratada nesta 'ei e %uanto aos
preceitos relativos 4 radiodifusão>
)) = a 'ei n3# E#8FD, de B de dezembro de !8M>
))) = a 'ei n3# 8#BEF, de BM de dezembro de !!>
)* = os arts# 3, <3, B3, F3, !3, M, < e D, bem como o caput e os GG 3 e D3 do art# 83 , da 'ei n3 !#<!", de ! de
?ul@o de !!E>
* = o inciso ) do art# E da 'ei nº 8#M<!, de < de abril de !!M#
0rt# <E# Esta 'ei entra em vigor na data de sua publicação#
Lras6lia, E de ?ul@o de !!F> FEº da )ndepend;ncia e M!º da Rep9blica#
$ER&0&D+ YE&R)P/E C0RD+,+
Iris Resende
Antonio Kandir
Sergio Motta
Cláudia Maria Costin
Este te7to não substitui o publicado no D#+#/# de F#F#!!F
Do]nload para ane7o
Altera01es
0ne7o ) e )) Revogado pela 'ei nº !#!8E, de 8#F#<MMM
0ne7o ))) *ide redação dada pela 'ei nº !#E!, de <<#F#!!8O