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PREFEITURA MUNICIPAL DE AGUDOS DO SUL

E S T A D O D O P A R A N Á
Avenida Brasil, n° 277, Centro, Fone/Fax 41-3624.1244, CEP 83850-000, Agudos do Sul - PR
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Republicado por incorreção
LEI N° 409/2007
19 de Dezembro de 2007
Republicado no Jornal O Regional n.º 680 de 29/02/2008



Súmula: Dispõe sobre a criação do
Estatuto dos Servidores Públicos do
Município de Agudos do Sul e regula o
regime jurídico municipal”



A Câmara Municipal de Agudos do Sul, Estado do Paraná, aprovou e eu,
Prefeito Municipal, sanciono a seguinte Lei:

Título I

Capítulo Único

Das Disposições Preliminares

Art. 1º Esta Lei cria o Estatuto dos Servidores Municipais de Agudos do Sul e
regula o Regime Jurídico dos referidos Servidores.

Parágrafo Único: Os servidores municipais contribuirão para o Regime Geral
de Previdência Social - INSS.

Art. 2º Para os efeitos desta Lei, Servidor é a pessoa legalmente investida em
cargo público de provimento efetivo ou em comissão.

Art. 3º Cargo público é o conjunto de atribuições e responsabilidades previstas na
estrutura organizacional que devem ser cometidas a um servidor.

§ 1º Os cargos públicos municipais serão criados por Lei, sob proposta do
Prefeito, no qual deverá constar além das condições previstas neste Estatuto.

§ 2º Os cargos públicos, acessíveis a todos os brasileiros, são criados por
Lei, com denominação própria e vencimento pago pelos cofres públicos, para
provimento em caráter efetivo ou em comissão.

Art. 4º Os cargos de provimento efetivo da Administração Pública serão organizados
em carreiras.

Parágrafo Único: Os cargos em provimento de comissão e as funções de
confiança destinam-se apenas às atribuições de direção, chefia e
assessoramento.
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Art. 5º As carreiras serão organizadas em classes de cargos, observadas a
escolaridade e a qualificação profissional exigidas, bem como a natureza e
complexidade das atribuições a serem exercidas por seus ocupantes, na forma
prevista na legislação específica.

Art. 6º É proibida a prestação de serviços gratuitos, salvo as hipóteses previstas
em Lei.

Título II

Do Provimento, Vacância, Remoção, Redistribuição e Substituição

Capítulo I

Do Provimento

Seção I

Disposições Gerais

Art. 7º São requisitos básicos para o ingresso no serviço público:

I A nacionalidade brasileira ou estrangeiros na forma da Lei;

II O gozo dos direitos políticos;

III A quitação com as obrigações militares e eleitorais;

IV O nível de escolaridade exigido para o exercício do cargo;

V A idade mínima de 18 (dezoito) anos;

VI Aptidão física e mental comprovada por laudo médico.

Parágrafo Único: As atribuições do cargo podem justificar a exigência de
outros requisitos estabelecidos em Lei.

Art. 8º À pessoa portadora de deficiência é assegurado o direito de se inscrever em
concurso público para provimento de cargos, cujas atribuições sejam compatíveis
com a deficiência de que são portadoras; para tais pessoas serão reservadas 10%
(dez por cento) das vagas oferecidas no concurso.

I Consideram-se deficiências aquelas conceituadas na medicina
especializada, de acordo com os padrões mundialmente estabelecidos, e que
constituam inferioridade que implique grau acentuado de deficiência para
integração social.

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II No edital de abertura do concurso deverão ser reservadas às pessoas
portadoras de deficiência 10% (dez por cento) das vagas nele oferecidas, ou
das que vierem a surgir no prazo de validade do concurso.

III O edital de abertura do concurso deverá explicitar as condições para
inscrição das pessoas portadoras de deficiência e indicar onde poderão obter
a lista de atribuições do cargo para o qual pretendem se inscrever.

§ 1º Por ocasião da inscrição, o candidato deverá declarar:

a) que tem plena ciência do conteúdo da presente Lei;

b) estar ciente das atribuições do cargo para o qual pretende se inscrever
e de que no caso de vir a exercê-lo estará sujeito a avaliação pelo
desempenho destas atribuições para fins da habilitação no estágio
probatório.

c) A ficha de inscrição deverá conter campos específicos para os
procedimentos de que tratam as alíneas anteriores.

§ 2º A necessidade de intermediários permanentes para auxiliar na
execução das atribuições do cargo ou na realização da prova pelo portador
de deficiência é obstativa à inscrição no concurso.

§ 3º Não obsta à inscrição ou ao exercício do cargo a utilização de material
tecnológico de uso habitual ou a necessidade de preparação do ambiente
físico.

§ 4º A pessoa portadora de deficiência deverá submeter-se à avaliação,
com o objetivo de ser verificada a compatibilidade ou não da deficiência de
que é portadora com o exercício do cargo que pretende ocupar.

§ 5º A avaliação de que trata o parágrafo anterior será realizada por equipe
multidisciplinar, do órgão ou por ele credenciado, antes da aprovação da
inscrição pretendida.

§ 6º Na inexistência de candidatos habilitados para todas as vagas
destinadas à pessoas portadoras de deficiência, as remanescentes serão
ocupadas pelos demais candidatos habilitados, com estrita observância da
ordem classificatória.

Art. 9º O provimento dos cargos públicos far-se-á mediante ato da autoridade
competente de cada Poder.

Art. 10 A investidura em cargo público ocorrerá com a posse.

Art. 11 São formas de provimento em cargos públicos:

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I Nomeação;

II Promoção;

III Readaptação;

IV Reversão;

V Aproveitamento;

VI Reintegração;

VII Recondução.

Seção II

Do Concurso Público

Art. 12 O concurso será de provas ou de provas e títulos, podendo ser realizado em
duas etapas, conforme dispuserem a Lei e o regulamento do respectivo plano de
carreira, condicionada à inscrição do candidato ao pagamento do valor fixado no
edital, quando indispensável ao seu custeio, e ressalvadas as hipóteses de isenção
nele expressamente previstas.

Parágrafo Único: A admissão de profissionais de ensino far-se-á
exclusivamente por concurso de provas e títulos.

Art. 13 O concurso público terá validade de até 2 (dois) anos, podendo ser
prorrogado uma única vez, por igual período.

§ 1º O prazo de validade do concurso, as condições de sua realização e os
requisitos a serem satisfeitos pelos candidatos serão objeto de edital, que
será publicado em Órgão Oficial do Município.

§ 2º Não se abrirá novo concurso enquanto houver candidato aprovado em
concurso anterior com prazo de validade não expirado.

Seção III

Da Nomeação

Art. 14 A nomeação far-se-á:

I em caráter efetivo, quando se tratar de cargo de provimento efetivo ou de
carreira;

II em comissão ou para funções de confiança, para cargos declaradamente
em Lei de livre nomeação e exoneração.
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Parágrafo Único: O servidor ocupante de cargo em comissão poderá ser
nomeado para ter exercício, interinamente, em outro cargo de confiança, sem
prejuízo das atribuições do que atualmente ocupa, hipótese em que deverá
optar pela remuneração de um deles durante o período da interinidade.

Art. 15 A nomeação para cargo de carreira ou cargo isolado de provimento efetivo
depende de prévia habilitação em concurso de provas e/ou de provas e títulos
obedecidos a ordem de classificação e o prazo de sua validade.

Parágrafo Único: Os demais requisitos para o ingresso e o desenvolvimento
do servidor na carreira, serão estabelecidos pela Lei que fixará as diretrizes
do sistema de carreira na Administração Pública Municipal e seus
regulamentos.

Seção IV

Da Posse e do Exercício

Art. 16 A posse dar-se-á pela assinatura do respectivo termo, no qual deverão
constar as atribuições, os deveres, as responsabilidades e os direitos inerentes ao
cargo ocupado, que não poderão ser alterados unilateralmente, por qualquer das
partes, ressalvados os atos de ofício previstos em Lei.

§ 1º A posse ocorrerá no prazo de trinta dias contados da publicação do ato
de provimento.

§ 2º Em se tratando de servidor que esteja, na data de publicação do ato de
provimento, em licença prevista nos incisos I a VIII do art. 23, ou afastado nas
hipóteses dos incisos I a IV do § 6º do art. 25, o prazo será contado do
término do impedimento.

§ 3º No ato da posse, o servidor apresentará obrigatoriamente declaração
de bens e valores que constituem seu patrimônio e declaração quanto ao
exercício ou não de outro cargo, emprego ou função pública.

§ 4º Será tornado sem efeito o ato de provimento se a posse não ocorrer no
prazo previsto no § 1
o
deste artigo, salvo as disposições do § 2º.

Art. 17 A posse em cargo público dependerá de prévia inspeção médica oficial.

Parágrafo único: Só poderá ser empossado aquele que for julgado apto
física e mentalmente para o exercício do cargo.

Art. 18 Exercício é o efetivo desempenho das atribuições do cargo público ou da
função de confiança.

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§ 1º O servidor será exonerado do cargo ou será tornado sem efeito o ato
de sua designação para função de confiança, se não entrar em exercício nos
prazos previstos neste artigo, observado o disposto no art. 16.

§ 2º À autoridade competente do Departamento, Secretaria Municipal ou
Divisão, para onde for nomeado ou designado o servidor compete dar-lhe
exercício.

Art. 19 O início, a suspensão, a interrupção e o reinício do exercício serão
registrados no assentamento individual do servidor.

Parágrafo Único: Ao entrar em exercício, o servidor apresentará ao
Departamento de Administração - Divisão de Pessoal, os elementos
necessários ao seu assentamento individual.

Art. 20 A promoção não interrompe o tempo de exercício, que é contado no novo
posicionamento na carreira a partir da data de publicação do ato que promover o
servidor.

Art. 21 O servidor que deva ter exercício em outro município em razão de ter sido
removido, requisitado, cedido ou posto em exercício provisório terá, no mínimo, dez
e, no máximo, trinta dias de prazo, contados da publicação do ato, para a retomada
do efetivo desempenho das atribuições do cargo, incluído nesse prazo o tempo
necessário para o deslocamento para a nova sede.

§ 1º Na hipótese de o servidor encontrar-se em licença ou afastado
legalmente, o prazo a que se refere este artigo será contado a partir do
término do impedimento.

§ 2º É facultado ao servidor declinar dos prazos estabelecidos no caput.

Art. 22 Os servidores cumprirão jornada de trabalho fixada, em razão das
atribuições pertinentes aos respectivos cargos, respeitada a duração máxima do
trabalho semanal de quarenta horas e observados os limites mínimo e máximo de
seis horas e oito horas diárias, respectivamente.

§ 1º O ocupante de cargo em comissão ou função de confiança submete-se a
regime de integral dedicação ao serviço, observado o disposto no art. 155,
podendo ser convocado sempre que houver interesse da Administração.

§ 2º Os horários dos cargos e funções existentes na estrutura, bem como as
escalas de revezamento, serão definidos no respectivo Plano de Cargos,
Carreira e Salários.





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Seção V

Do Estágio Probatório

Art. 23 Tendo tomado posse no cargo, o servidor passará a cumprir estágio
probatório de 36 (trinta e seis) meses de efetivo exercício, reduzindo todos os
afastamentos legais que venham a ocorrer, percebendo o vencimento inicial do
cargo, conforme disposto no Plano de Carreira.

Parágrafo único: São considerados afastamentos legais para fins de caput
deste artigo:

I Licença a gestante, a partir da segunda gestação;

II Licença a paternidade, a partir da segunda;

III Licença para fins de adoção, a partir da segunda.

IV Licença para tratamento de saúde e por motivo de doença em pessoa da
família, a partir de 30 (trinta) dias.

V Licença matrimônio (gala);

VI Licença falecimento;

VII Candidatura a cargo eletivo, na forma prevista em Lei;

VIII Exercício de mandato eletivo que importe em afastamento das funções
do cargo;

IX Prestação de serviços considerados obrigatórios por Lei;

X Nomeação em cargo comissionado.

Art. 24 Durante o estágio probatório serão observados requisitos para efeito de
avaliação de desempenho funcional:

I Conhecimento do trabalho: será avaliado se as habilidades e
conhecimentos técnicos do servidor estão em níveis compatíveis para o
desempenho satisfatório do cargo;

II Pontualidade: cumprimento do horário estabelecido para o
desenvolvimento das atividades;

III Assiduidade: se comparece regularmente ao trabalho, ou seja, se não
tem muitas faltas;

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IV Produtividade e qualidade: se o servidor realiza o que lhe é esperado no
prazo, em volume e com qualidade;

V Relacionamento interpessoal: com os colegas de trabalho e com o
público que atende;

VI Cuidados com materiais, equipamentos e ambiente: se utiliza
adequadamente os equipamentos e ambiente de trabalho.

VII Flexibilidade: capacidade de adaptar-se a novas situações propostas
pela instituição e equipe.

Art. 25 A avaliação de desempenho do servidor ao longo do estágio probatório far-
se-á em três etapas, a serem realizadas no décimo segundo, vigésimo e trigésimo
mês após o inicio do efetivo exercício no cargo, sem prejuízo da continuidade de
apuração dos fatores enumerados nos § 1º a 4º deste artigo.

§ 1º Os servidores já empossados receberão sua primeira avaliação dentro
de 45 (quarenta e cinco) dias após a publicação desta Lei, seguindo
normalmente a periodicidade prevista no caput deste artigo, desde que não
tenham completado mais de 32 (trinta e dois) meses de efetivo exercício.

§ 2º Os servidores com mais de 32 (trinta e dois) e menos de 34 (trinta e
quatro) meses de efetivo exercício serão avaliados dentro de 10 (dez) dias
após a publicação desta Lei e novamente ao completarem 35 (trinta e cinco)
meses de efetivo exercício.

§ 3º Os servidores com mais de 34 (trinta e quatro) meses de efetivo
exercício serão avaliados dentro de 10 (dez) dias devendo ser apresentado
relatório conclusivo sobre o merecimento à estabilidade antes de
completarem 36 (trinta e seis) meses de efetivo exercício.

§ 4º Ao servidor em estágio probatório somente poderão ser concedidos as
licenças e os afastamentos previstos nos incisos I a V do art. 93 e no art. 110
com exceção das alíneas “d” e “l".


Art. 26 A coordenação das ações relacionadas com acompanhamento e avaliação
de desempenho dos servidores em estágio probatório é de competência da Divisão
de Pessoal.

Parágrafo Único: São instrumentos de aplicação do Sistema de
Acompanhamento e Avaliação de Desempenho dos Servidores em Estágio
Probatório:

I Ficha de Avaliação de Desempenho (Anexo I);

II Ficha de Acompanhamento (Anexo II).
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Art. 27 A responsabilidade pelo acompanhamento e avaliação do servidor em
estágio probatório será da Comissão de Avaliação de Desempenho, conforme art.
34, incisos I a III.

Parágrafo Único: O Departamento onde o servidor estiver lotado deverá
participar, auxiliando no fornecimento dos subsídios necessários ao
acompanhamento e à avaliação do servidor.

Art. 28 Quando ocorrer mudança de lotação do servidor que houver permanecido
no mínimo 60 (sessenta) dias em uma Divisão ou Departamento, a chefia a que
esteve subordinado deverá proceder a sua avaliação, enviando no prazo de 10 (dez)
dias úteis à Divisão de Pessoal.

§ 1º Se, na data prevista para avaliação, tiver ocorrido mudança de chefia
no Departamento ou Divisão onde o servidor estiver lotado e não houver
superior hierárquico que possa avocar a responsabilidade pela avaliação, esta
ocorrerá após 60 (sessenta) dias do exercício da nova chefia, ou será
suprimida caso haja nova etapa a ser realizada dentro desse intervalo.

§ 2º A avaliação do servidor que houver trabalhado no período
correspondente a uma etapa, sob a direção de mais de uma chefia, será feita
pela média aritmética das avaliações realizadas por todas elas.

Art. 29 O processo de acompanhamento e avaliação de desempenho do estagio
probatório se desenvolverá de acordo com as seguintes etapas:

I Entrevista de planejamento e orientação;

II Observação do desempenho;

III Auto-avaliação do servidor, avaliação pela comissão e chefia,
levantamento de fatores intervenientes no desempenho e planejamento de
ações para o desenvolvimento do servidor;

IV Formalização da avaliação de desempenho e do acompanhamento
realizado;

V Encaminhamento dos formulários à Divisão de Pessoal.

VI Parecer Conclusivo da Comissão de Avaliação de Desempenho;

VII Decorrido prazo para interpor recurso;

VIII Homologação do resultado da avaliação pelo Prefeito Municipal;

IX Implementação de ações para a remoção de fatores intervenientes e
para o desenvolvimento do servidor.
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Art. 30 A etapa da entrevista de que trata o inciso I do artigo anterior ocorrerá na
data em que o servidor passar a exercer suas funções na unidade sob
responsabilidade do avaliador, objetivando o seguinte:

I Esclarecer a missão do Departamento ou da Divisão na qual o servidor
foi lotado;

II Informar as normas e regulamentos a que estão sujeitos o Departamento
e suas Divisões e seus integrantes;

III Indicar as tarefas do servidor referentes à etapa de avaliação,
considerando as atribuições básicas do cargo;

IV Discutir as expectativas em relação ao desempenho do servidor e
estabelecer os critérios para a avaliação de sua produtividade;

V Informar sobre o reflexo de seu desempenho nos resultados do
Departamento e suas Divisões, na imagem da Administração Pública
Municipal e até mesmo externamente;

VI Explicar o funcionamento do sistema de acompanhamento e avaliação
de desempenho dos servidores em estágio probatório;

VII Informar os recursos disponíveis para a realização do trabalho;

Art. 31 A auto-avaliação e a avaliação de que trata o artigo 29 realizar-se-ão nos
períodos estabelecidos no artigo 25 e deverão ser conduzidas pelo avaliador com os
seguintes propósitos:

I Avaliação do desempenho do servidor em cada fator e quesito
constantes da Ficha de Avaliação;

II Registro da avaliação da chefia e da auto-avaliação do servidor;

III Diagnostico de problemas e planejamento de ações, conforme Ficha de
Acompanhamento.

Parágrafo Único: O registro da auto-avaliação a que se refere o inciso II
deste artigo não conta para efeito de cálculo dos resultados.

Art. 32 Após o procedimento de que trata o artigo anterior, caberá ao avaliador
formalizar a avaliação e acompanhamento conforme disposto no inciso IV do artigo
29, devendo efetuar os cálculos necessários à obtenção dos resultados da avaliação
do servidor.

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§ 1º A chefia imediata do servidor deverá apresentar parecer
fundamentado, quando os resultados de cada etapa de avaliação estiverem
abaixo do mínimo exigido.

§ 2º O avaliador ou a Divisão de Pessoal poderá solicitar, a qualquer tempo,
se julgar necessário, o apoio técnico da Comissão de Avaliação de
Desempenho.

Art. 33 As chefias encaminharão à Divisão de Pessoal, até o décimo dia útil
subseqüente ao período avaliado, salvo justificativa de força maior, as fichas a que
se referem os incisos I e II do parágrafo único do artigo 26, com as anotações
relativas à etapa de avaliação.

Art. 34 Será instituída, no âmbito de cada Departamento de lotação do (a) servidor
(a), uma Comissão de Avaliação de Desempenho, que será composta:

I Pelo (a) Chefe da Divisão de Pessoal;

II Pelo Diretor (a) do Departamento no qual o servidor está lotado;

III Por três servidores estáveis, indicados entre seus pares- membros.

Parágrafo Único: A comissão elegerá seu presidente e secretário, no ato em
que for constituída.

Art. 35 Caberá à comissão de que trata o artigo anterior:

I Emitir parecer conclusivo acerca da avaliação do servidor com base nas
avaliações realizadas pelo avaliador;

II Solicitar formalmente, quando julgar necessário, pareceres, orientações e
intervenções técnicas de profissionais especializados relativos ao
desempenho do servidor;

III Analisar, a qualquer tempo, solicitações ou propostas relativas à
adaptação funcional do servidor quando encaminhadas pela chefia do
Departamento ou Divisão de lotação ou pela Divisão de Pessoal;

Art. 36 A comissão de avaliação de desempenho emitirá o parecer da avaliação do
servidor no prazo de 10 (dez) dias, contados a partir do recebimento das fichas.

Parágrafo Único: Após a emissão do parecer conclusivo, a comissão de
avaliação de desempenho remeterá o processo à Divisão de Pessoal.

Art. 37 Caberá à Divisão de Pessoal dar ciência do resultado de cada etapa da
avaliação de desempenho ao servidor.

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Art. 38 Do resultado da avaliação de desempenho caberá recurso, dirigido ao
Presidente da Comissão, no prazo de 5 (cinco) dias úteis, a contar da ciência do
servidor na Ficha de Avaliação de Desempenho.

§ 1º A Comissão de Avaliação de Desempenho emitirá, no prazo de 10
(dez) dias úteis, novo parecer, que será encaminhado ao Prefeito Municipal,
que decidirá o recurso no prazo de 5 (cinco) dias úteis, fazendo informar o
servidor de sua decisão.

§ 2º Será indeferido liminarmente, pela comissão, o recurso que for
interposto fora do prazo previsto, ou que não indicar o fator componente da
Ficha de Avaliação de Desempenho objeto da contestação ou de eventual
irregularidade registrada na apuração da pontuação.

Art. 39 Expirado o prazo recursal, sem interposição do recurso pelo servidor
avaliado, caberá à Divisão de Pessoal adotar as providências necessárias à
homologação do resultado final da avaliação dos servidores.

Art. 40 Compete ao Prefeito Municipal, homologar os resultados de cada etapa da
avaliação de desempenho dos servidores em estágio probatório.

Art. 41 Considerar-se-á aprovado o servidor que obtiver parecer favorável, emitido
pela Comissão de Avaliação de Desempenho, em dias das avaliações realizadas,
sendo efetivado no cargo, após a homologação do resultado.

§ 1º Não obtendo o servidor resultado satisfatório em 2 (duas) das
avaliações realizadas, deverá ser aberto processo administrativo, para
apuração dos fatos. No caso de reprovação do servidor estável no serviço
público, ou a exoneração, no caso de servidor não estável no serviço publico.

§ 2º Como referência para a comissão, serão considerados satisfatórios os
resultados finais iguais ou maiores a 7,0 (sete).

Art. 42 As Fichas de Avaliação e de Acompanhamento dos servidores em estágio
probatório serão analisadas e arquivadas no prontuário do servidor, a cada etapa,
pela Divisão de Pessoal.

Art. 43 Na aplicação do Sistema de Acompanhamento e Avaliação de Desempenho
dos servidores em estagio probatório, poderá ser instituído pela Divisão de Pessoal
um Manual de Orientações quanto ao preenchimento das Fichas de Avaliação e
Acompanhamento.

Parágrafo Único: Os casos omissos serão submetidos à Comissão de
Avaliação de Desempenho, que fará uso de pareceres para regulamentar os
procedimentos referentes ao caso.



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Seção VI

Da Estabilidade

Art. 44 O servidor habilitado em concurso publico, nomeado e empossado no cargo
respectivo, adquire estabilidade no serviço público ao completar 3 (três) anos de
efetivo exercício, se aprovado no estágio probatório.

Art. 45 O servidor público estável só perderá o cargo em virtude de sentença
judicial transitada em julgado ou mediante decisão em processo administrativo em
que lhe seja assegurada ampla defesa.

Seção VII

Da Readaptação

Art. 46 Readaptação é a investidura do cargo de atribuições e responsabilidades
compatíveis com a limitação que tenha sofrido em sua capacidade física ou mental
verificada em inspeção médica que deverá, para tanto, emitir laudo circunstanciado.

§ 1º A investidura e a definição do local de seu desempenho serão de
competência do Departamento de Administração - Divisão de Pessoal ou
autoridade que dela receba a delegação.

§ 2º O servidor readaptado submeter-se-á, semestralmente, a exame
médico realizado por órgão municipal competente, a fim de ser verificada a
permanência das condições que determinam sua readaptação, até que seja
emitido laudo médico conclusivo.

§ 3º Se julgado incapaz para o serviço público, o servidor será aposentado.

§ 4º A readaptação será efetivada em cargo de carreira de atribuições afins,
respeitada a habilitação exigida, nível de escolaridade e equivalência de
vencimentos e, na hipótese de inexistência de cargo, o servidor exercerá suas
atribuições como excedente, até a ocorrência de vaga.

§ 5º O readaptado que exercer, em outro cargo ou emprego, função
considerada pelo órgão municipal competente como incompatível com o seu
estado de saúde, será imediatamente cassada a sua readaptação e
responderá a processo administrativo.

§ 6º Em qualquer hipótese, a readaptação não acarretará aumento da
remuneração do servidor.

§ 7º Recuperado da sua limitação, o servidor retornará ao exercício das
atribuições inerentes ao cargo em que está investido.


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Seção VIII

Da Reversão

Art. 47 Reversão é o retorno à atividade de servidor aposentado:

I Por invalidez, quando junta medica oficial declarar insubsistentes os
motivos da aposentadoria;

II No interesse da administração, desde que:

a) tenha solicitado a reversão;

b) a aposentadoria tenha sido voluntária;

c) estável quando na atividade;

d) a aposentadoria tenha ocorrido nos 5 (cinco) anos anteriores à
solicitação;

e) haja cargo vago.

§ 1º A reversão far-se-á no mesmo cargo ou no cargo resultante de sua
transformação, respeitada a habilitação exigida;

§ 2º O tempo em que o servidor estiver em exercício será considerado para
concessão da aposentadoria;

§ 3º No caso do inciso I, encontrando-se provido o cargo, o servidor
exercerá suas atribuições como excedente, até a ocorrência de vaga.

§ 4º O servidor que retornar a atividade por interesse da administração,
percebera, em substituição aos proventos da aposentadoria, a remuneração
do cargo que voltar a exercer, inclusive com as vantagens de natureza
pessoal que percebia anteriormente a aposentadoria;

§ 5º Não poderá reverter o aposentado que já tiver completado 70 (setenta)
anos de idade.

Seção IX

Da Reintegração

Art. 48 A reintegração é a reinvestidura do servidor estável no cargo anteriormente
ocupado, ou no cargo resultante de sua transformação, quando invalidada a sua
demissão por decisão administrativa ou judicial, com restabelecimento de todos os
direitos.

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§ 1º Na hipótese de o cargo ter sido extinto, o servidor ficará em
disponibilidade.

§ 2º Encontrando-se provido o cargo, o seu eventual ocupante será
reconduzido a um cargo equivalente.


Seção X

Da Recondução

Art. 49 Recondução é o retorno do servidor estável ao cargo anteriormente
ocupado e decorrerá de:

I Inabilitação em estágio probatório relativo ao cargo;

II Reintegração do anterior ocupante

Parágrafo Único: Encontrando-se provido o cargo de origem, o servidor será
aproveitado em outro, observado o disposto do § 2º do artigo 48.


Seção XI

Da Disponibilidade e do Aproveitamento

Art. 50 O retorno à atividade de servidor em disponibilidade far-se-á mediante
aproveitamento obrigatório, no prazo máximo de 12 (doze) meses, em cargo de
atribuições e vencimentos compatíveis com o anteriormente ocupado.

Art. 51 O departamento de Administração - Divisão de Pessoal determinará o
imediato aproveitamento de servidor em disponibilidade em vaga que vier a ocorrer
nos Departamentos ou divisões da administração Pública Municipal.

Parágrafo Único: O servidor posto em disponibilidade poderá ser mantido
sob responsabilidade do Departamento de Administração - Divisão de
Pessoal, até o seu adequado aproveitamento em outro Departamento ou
Divisão.

Art. 52 O aproveitamento de servidor que se encontre em disponibilidade
dependerá de prévia comprovação de sua capacidade física e mental, por junta
médica oficial.

§ 1º Se julgado apto, o servidor assumirá o exercício do cargo no prazo de
30 (trinta) dias contados da publicação do ato de aproveitamento.

§ 2º Verificada a incapacidade definitiva, o servidor em disponibilidade será
aposentado.
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Art. 53 Será tornado sem efeito o aproveitamento e cassada a disponibilidade se o
servidor não entrar em exercício no prazo legal, salvo em caso de doença
comprovada por junta médica oficial ou ainda, por alguma razão, devidamente
comprovada que possa justificar a não ocorrência do exercício no prazo fixado em
Lei.

Capítulo II

Da Vacância

Art. 54 A vacância do cargo público decorrerá de:

I Exoneração;

II Demissão;

III Promoção;

IV Readaptação;

V Aposentadoria;

VI Posse em outro cargo inacumulável;

VII Falecimento.


Art. 55 A exoneração de cargo efetivo dar-se-á a pedido do servidor, ou de ofício.

Parágrafo Único: A exoneração de ofício dar-se-á:

I Quando não satisfeitas às condições do estágio probatório;

II Quando, tendo tomado posse, o servidor não entrar em exercício no
prazo estabelecido.

Art. 56 A exoneração de cargo em comissão e a dispensa de função de confiança
dar-se-á:

I A juízo da autoridade competente;

II A pedido do próprio servidor.





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Capítulo III

Da Remoção e da Redistribuição

Seção I

Da Remoção

Art. 57 Remoção é o deslocamento do servidor, à pedido ou de ofício, no âmbito do
mesmo quadro, com ou sem mudança de departamento.

§ 1º Para fins do disposto neste artigo, entende-se por modalidade de
remoção:

I De ofício, por necessidade da Administração;

II À pedido, a critério da administração.

III Por permuta, precedido de requerimento do servidor interessado, de
cargos idênticos e que não esteja em processo de readaptação.

§ 2º A escolha do servidor a ser removido de oficio observará:

a) o que manifestar interesse na remoção;

b) o de residência mais próxima e de fácil acesso à unidade administrativa
para onde haverá a remoção;

c) o de menor tempo de serviço;

d) o que for menos idoso;

§ 3º A remoção de oficio deverá ser justificada pela autoridade competente
e comprovar a desnecessidade do serviço prestado pelo servidor na área de
atividade de sua lotação, salvo se recomendada em processo disciplinar.

§ 4º Poderá haver remoção a pedido para outra área de atividade, por
motivo de saúde do servidor, condicionada a comprovação da necessidade
por junta medica oficial.

Seção II

Da Redistribuição

Art. 58 Redistribuição é o deslocamento de cargo de provimento efetivo, para outro
de igual denominação, no mesmo ou em outro departamento ou divisão da
administração pública, observada a existência de vaga.

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§ 1º A redistribuição ou transferência ocorrerá de ofício ou a pedido do
servidor, em ambos os casos de forma justificada e atendido o interesse do
serviço.

§ 2º Havendo mais de um servidor para a vaga, será dada preferência ao
que tenha melhor avaliação de desempenho e, havendo empate, ao que
tenha maior tempo de serviço, permanecendo o empate, favorecendo o
servidor de idade mais avançada.



Capítulo IV

Da Substituição

Art. 59 O servidor ocupante de cargo ou função de direção ou chefia terão
substituto indicado pelo Chefe do Poder Executivo.

§ 1º O substituto assumirá automática e cumulativamente, sem prejuízo do
cargo que ocupa, o exercício do cargo ou função de direção ou chefia e os de
Natureza Especial, nos afastamentos, impedimentos legais ou
regulamentares do titular e na vacância do cargo, hipóteses em que deverá
optar pela remuneração de um deles durante o respectivo período.

§ 2º Em caso de substituição no quadro do magistério, a ocupação da vaga
será feita por professores que atuam na respectiva unidade escolar, salvo se
não puderem ser deslocados da função que exercem.

Título III

Dos Direitos e Vantagens

Capítulo I

Do Vencimento e da Remuneração

Art. 60 O vencimento é a retribuição pecuniária pelo exercício de cargo público,
com valor fixado em Lei.

Parágrafo Único: Nenhum servidor receberá, a título de vencimento,
importância inferior ao salário-mínimo.

Art. 61 Remuneração é o vencimento do cargo efetivo, acrescido das vantagens
pecuniárias permanentes estabelecidas em Lei.

§ 1º A remuneração do servidor investido em função ou cargo em comissão
será paga na forma prevista no § Único do art. 87.

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§ 2º O vencimento do cargo efetivo, acrescido das vantagens de caráter
permanente, é irredutível.

§ 3º É assegurada a isonomia de vencimentos para cargos de atribuições
iguais ou assemelhadas do mesmo Poder, ou entre servidores dos três
Poderes, ressalvadas as vantagens de caráter individual e as relativas à
natureza ou ao local de trabalho.

Art. 62 Nenhum servidor poderá perceber, mensalmente, a título de remuneração,
importância superior à soma dos valores percebidos pelo Prefeito Municipal.

Parágrafo Único: Excluem-se do teto de remuneração as seguintes
vantagens:

I Adicional por tempo de serviço;

II Adicional de insalubridade e periculosidade;

III Adicional de férias;

IV Salário família.

Art. 63 O servidor perderá:

I A remuneração do dia em que faltar ao serviço, sem motivo justificado.

II A parcela de remuneração diária, proporcional aos atrasos, ausências
injustificadas, e saídas antecipadas, salvo na hipótese de compensação de
horário, até o mês subseqüente ao da ocorrência, a ser estabelecida pela
chefia imediata.

Parágrafo Único: As faltas justificadas decorrentes de caso fortuito ou de
força maior poderão ser compensadas a critério da chefia imediata, sendo
assim consideradas como efetivo exercício.

Art. 64 Salvo por imposição legal, ou mandado judicial, nenhum desconto incidirá
sobre a remuneração ou provento.

Parágrafo Único: Mediante autorização do servidor, poderá ser efetuado
desconto em sua remuneração ou provento a favor da fazenda pública e de
entidade sindical, associação classista e recreativa, companhia de seguros,
cooperativa e convênios.


Art. 65 As reposições e indenizações ao erário serão previamente comunicadas ao
servidor ativo, aposentado ou ao pensionista, para pagamento, no prazo máximo de
trinta dias, podendo ser parcelada, a pedido do interessado.

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§ 1º O valor de cada parcela não poderá ser inferior ao correspondente a
dez por cento da remuneração, provento ou pensão.

§ 2º Quando o pagamento indevido houver ocorrido no mês anterior ao do
processamento da folha, a reposição será feita imediatamente, em uma única
parcela.

Art. 66 O servidor em débito com o erário, que for demitido, exonerado, ou que tiver
sua aposentadoria ou disponibilidade cassada, terá o prazo de 60 (sessenta) dias
para quitar o débito.

Parágrafo Único: A não quitação do débito no prazo previsto implicará sua
inscrição em dívida ativa.

Art. 67 O vencimento, a remuneração e o provento não serão objeto de arresto,
seqüestro ou penhora, exceto nos casos de prestação de alimentos resultante de
decisão judicial.

Capítulo II

Das Vantagens

Art. 68 Além do vencimento poderão ser pagas ao servidor as seguintes vantagens:

I Diárias;

II Gratificações;

III Adicionais.

§ 1º As diárias e gratificações não se incorporam ao vencimento ou
provento para qualquer efeito.

§ 2º Os adicionais incorporam-se ao vencimento ou provento, nos casos e
condições indicados em Lei.

Art. 69 As vantagens pecuniárias não serão computadas, nem acumuladas, para
efeito de concessão de quaisquer outros acréscimos pecuniários ulteriores, sob o
mesmo título ou idêntico fundamento.

Seção I

Das Diárias

Art. 70 O servidor que, à serviço, afastar-se do município em caráter eventual ao
transitório para outro ponto do território nacional, fará jus a passagem e diárias
destinadas a indenizar as parcelas de despesas com pousada, alimentação e
locomoção.
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§ 1º Os valores a serem pagos a título de diária, serão fixados por decreto,
podendo ser revistos a qualquer tempo, a critério da administração.

§ 2º Nos casos em que o deslocamento de sede constituir-se exigência
permanente do cargo, o servidor não fará jus a diárias.

§ 3º Também não fará jus a diária o servidor que se deslocar dentro do
município, salvo se nesta ultima houver necessidade de pernoite por motivo
de participação em cursos ou eventos de interesse da administração.

Art. 71 O servidor que receber diárias e não se afastar da sede, por qualquer
motivo, fica abrigado a restituí-las integralmente, no prazo de 5 (cinco) dias.

Parágrafo Único: Na hipótese de o servidor retornar a sede em prazo menor
do que o previsto para o seu afastamento restituirá as diárias recebidas em
excesso, no prazo previsto no caput.

Seção II

Do adicional por Serviço Extraordinário

Art. 72 O serviço extraordinário será remunerado com acréscimo de 50%
(cinqüenta por cento) em relação à hora normal de trabalho.

§ 1º Em caso de serviço extraordinário prestado durante o período de
repouso semanal remunerado o acréscimo será de 100% (cem por cento) em
relação à hora normal trabalhada.

Art. 73 Somente será permitido serviço extraordinário para atender a situações
excepcionais e temporárias, devidamente autorizadas pela chefia imediata.


Seção III

Do Adicional Noturno

Art. 74 O serviço noturno, prestado em horário compreendido entre 22 (vinte e
duas) horas de um dia e 5 (cinco) horas do dia seguinte, terá o valor-hora acrescido
de 20% (vinte e por cento), computando-se cada hora como 52 (cinqüenta e dois)
minutos e 30 (trinta) segundos.

§ 1º O serviço extraordinário, prestado entre 22 (vinte e duas) horas de um
dia e 5 (cinco) horas do dia seguinte será remunerado com 100%, sem
prejuízo do adicional noturno.

§2º No caso dos servidores do magistério o serviço noturno compreenderá
das 19h (dezenove) às 22h30min (vinte e duas horas e trinta minutos).
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Seção IV

Adicional de Férias

Art. 75 Será pago ao servidor, por ocasião das férias, um adicional correspondente
a 1/3 (um terço) da remuneração do período das férias, 5 (cinco) dias antes do gozo
das férias.

§ 1º No caso de o servidor exercer função de direção, chefia ou
assessoramento, ou ocupar cargo em comissão, a respectiva vantagem será
considerada no cálculo do adicional de que trata este artigo.

§ 2º Os adicionais por trabalho extraordinário, noturno, insalubre ou
perigoso serão computados na remuneração que servirá de base ao cálculo
do adicional de férias.

Seção V

Do Décimo Terceiro Salário

Art. 76 O Décimo Terceiro Salário corresponde a 1/12 (um doze avos) da
remuneração a que o servidor fizer jus no mês de dezembro, por mês de exercício
no correspondente ano.

§ 1º A fração igual ou superior a 14 (quatorze) dias será considerada como
mês integral.

§ 2º O valor do décimo terceiro salário do servidor efetivo que, durante o
ano, tiver ocupado cargo em comissão ou exercido função gratificada, será
calculado proporcionalmente à remuneração percebida durante o período.

§ 3º A remuneração de horas extras e adicionais recebidos no ano refletirão
sobre o valor das férias e do décimo terceiro salário.

Art. 77 O décimo terceiro salário será pago até o dia 05 (cinco) do mês de
dezembro de cada ano.

Art. 78 O servidor exonerado perceberá o décimo terceiro salário,
proporcionalmente aos meses de exercício, calculada sobre a remuneração do mês
da exoneração.

Art. 79 O décimo terceiro salário não será considerado para cálculo de qualquer
vantagem pecuniária.




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Seção VI

Do Salário Família

Art. 80 O abono familiar será pago de acordo com os valores e normas do Regime
Geral de Previdência Social.

Seção VII

Dos Adicionais de Insalubridade, Periculosidade ou Atividades Penosas

Art. 81 Os servidores que trabalhem com habitualidade em locais insalubres ou em
contato permanente com substâncias tóxicas, radioativas ou com risco de vida,
fazem jus a um adicional.

§ 1º O servidor que fizer jus aos adicionais de insalubridade e de
periculosidade deverá optar por um deles.

§ 2º O direito ao adicional de insalubridade ou periculosidade cessa com a
eliminação das condições ou dos riscos que deram causa a sua concessão ou
pela interrupção da atividade.

Art. 82 O exercício do trabalho em condições insalubres assegura ao servidor a
percepção de adicional de 20% (vinte por cento), 30% (trinta por cento) ou 40%
(quarenta por cento), calculado sobre o valor do salário mínimo nacional.

§ 1º Para fins de estabelecimento do adicional a que se refere este artigo, o
grau de insalubridade será aferido por perícia medica, em conformidade com
a legislação federal sobre a matéria.

§ 2º O município é obrigado a fornecer aos servidores equipamentos de
proteção individual necessários à eliminação ou diminuição dos riscos de
insalubridade e periculosidade, instituindo normas e procedimentos para a
fiscalização das condições de trabalho.

§ 3º A não concessão dos equipamentos de proteção individual é motivo
legitimo para a cessação dos trabalhos pelo servidor.

Art. 83 O exercício das atividades ou operações perigosas assegura ao servidor um
adicional de 30% (trinta por cento) calculado sobre a sua remuneração.

Art. 84 A caracterização e classificação da insalubridade e da periculosidade far-se-
á nos termos estabelecidos em Lei específica.

Parágrafo Único: Até que haja a regulamentação municipal prevista neste
artigo, obedecer-se-á ao disposto na legislação federal vigente.

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Art. 85 Haverá permanente controle da atividade de servidores em operações ou
locais considerados penosos, insalubres ou perigosos.

Parágrafo Único: A servidora gestante ou lactante será afastada, enquanto
durar a gestação e a lactação, das operações e locais previstos neste artigo,
exercendo suas atividades em local salubre e em serviço não penoso e não
perigoso.

Seção VIII

Do Adicional por Tempo de Serviço

Art. 86 Ao servidor efetivo, será concedido um adicional por tempo de serviço de
5% (cinco por cento), denominado qüinqüênio, a cada 5 (cinco) anos de efetivo
exercício prestado ao serviço público municipal até 20 (vinte) anos, após o 21º ano
incidirá 5% a cada ano, limitado a 50% (cinqüenta por cento), incidente sobre o
vencimento.

§ 1º O limite máximo do adicional por tempo de serviço será de 50%
(cinqüenta por cento).

§ 2º O servidor fará jus ao adicional a partir do mês em que completar o
qüinqüênio.

Seção IX

Da Retribuição pelo Exercício de Função de Direção,
Chefia e Assessoramento

Art. 87 Ao servidor ocupante de cargo efetivo investido em função de direção,
chefia ou assessoramento, cargo de provimento em comissão, é devido retribuição
pelo seu exercício.

Parágrafo único: Lei específica estabelecerá a remuneração dos cargos em
comissão.

Art. 88 O exercício de função gratificada ou de cargo em comissão só assegura
direitos ao servidor durante o período em que estiver exercendo o cargo ou a função,
exceto as licenças de Lei conforme estabelecido no Art. 23, dos incisos I a VI e IX.

Capitulo III

Das Férias

Art. 89 O servidor terá direito a 30 (trinta) dias de férias por ano, que serão
gozadas de acordo com a escala organizada pela respectiva chefia imediata, sendo
seu período aquisitivo composto de 12 (doze) meses trabalhados.

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§ 1º O período concessivo deverá ser gozado em um dos 11 (onze) meses
que antecedem o próximo período, não podendo haver acúmulos de férias
vencidas.

§ 2º O início do gozo das férias deve ser iniciado, sempre, na segunda-
feira.

Art. 90 O servidor exonerado perceberá as férias proporcionais aos meses do
efetivo exercício, sendo que a fração igual ou superior a 14 (quatorze) dias será
considerada como mês integral.

Art. 91 As férias serão interrompidas durante:

I Licença Maternidade;

II Licença para adoção;

III Licença Paternidade;

IV Tratamento de saúde, limitado a 10 (dez) dias, devidamente comprovado
por junta médica oficial.

V Calamidade pública.

Parágrafo Único: O restante do período interrompido será gozado de uma
só vez.

Art. 92 O servidor fará jus ao 1/3 (um terço) de férias, 5 (cinco) dias antes do início
do período de gozo.


Capítulo IV

Das Licenças

Seção I

Disposições Gerais

Art. 93 Conceder-se-á ao servidor licença:

I Para tratamento de saúde e por acidente em serviço;

II À gestante, à adotante e a paternidade;

III Por motivo de doença em pessoa da família;

IV Para serviço militar;
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V Para capacitação;

VI Prêmio;

VII Para tratar de interesses particulares;

VIII Para desempenho de mandato classista.

Art. 94 A licença prevista no inciso I, II e III será precedida de exame por médico ou
junta médica oficial.

Seção II

Da Licença para Tratamento de Saúde e Acidente em Serviço

Art. 95 Será concedida ao servidor licença para tratamento de saúde, a pedido ou
de oficio, com base em perícia medica, sem prejuízo da remuneração a que fizer jus.

Parágrafo Único: O atestado médico ou o laudo emitido para comprovar o
estado de saúde do servidor, conterá diagnóstico na forma do Código
Internacional de Doenças - CID, não se referindo ao nome ou natureza da
doença, exceto quando se tratar de lesões produzidas por acidente em
serviço ou doença profissional.

Art. 96 A concessão de licença por prazo superior a 15 (quinze) dias no mês
dependerá obrigatoriamente de apresentação de atestado passado por médico
especialista e inspeção realizada pela junta médica oficial.

Art. 97 Não será concedida licença para tratamento de saúde por tempo superior a
180 (cento e oitenta) dias consecutivos, admitindo-se as prorrogações necessárias
atestadas pela Junta Médica Oficial em nova inspeção a que deverá o servidor se
submeter, antes do encerramento do período de licença.

Art. 98 Quando a licença atingir 02 (dois) anos consecutivos e ininterruptos sem
que o servidor readquira possibilidade ou capacidade para o trabalho deverá, a
Junta Médica oficial, após a devida inspiração, pronunciar-se sobre a natureza do
estado de saúde do servidor e concluir quanto a ser a invalidez permanente ou
provisória.

Art. 99 O servidor em licença para tratamento de saúde não exercerá qualquer
atividade, remunerada ou não, incompatível com seu estado de saúde, sob pena de
interrupção imediata da licença e ressarcimento à Administração Pública Municipal
dos valores recebidos durante o respectivo, bem como submissão a processo
administrativo disciplinar.

Art. 100 Durante o período da licença, caso se julgue em condições de reassumir o
exercício do cargo ou a de ser aposentado, o servidor poderá requerer nova
inspeção da junta médica oficial.
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Art. 101 Considerado apto em inspeção médica, o servidor reassume o exercício
do cargo, sob pena de serem computados como faltas injustificadas os dias de
ausência.

Art. 102 Será licenciado, (auxilio doença) com remuneração integral, o servidor
acidentado em serviço.


Seção III

Da Licença à Gestante, Adotante e da Licença Paternidade

Art. 103 Será concedida licença à servidora gestante, por 180 (cento e oitenta) dias
consecutivos, sem prejuízo da remuneração.

§ 1º O período de 120 (cento e vinte dias) será remunerado pelo salário
maternidade, conforme Previdência Social.

§ 2º A licença poderá ter inicio no primeiro dia do 9° (nono) mês de
gestação, salvo antecipação por prescrição médica.

§ 3º No caso de nascimento prematuro, a licença terá inicio a partir do
parto.

§ 4º No caso de natimorto, decorridos 60 (sessenta) dias do evento, a
servidora será submetida a exame médico e, se julgada apta, reassumirá o
exercício da função.

§ 5º No caso de aborto, atestado por médico oficial, a servidora terá direito
a 30 (trinta) dias de repouso remunerado.

Art. 104 Pelo nascimento do filho, o servidor terá direito à licença paternidade de
10 (dez) dias consecutivos.

Art. 105 A servidora que adotar ou obtiver guarda judicial de criança de até 01 (um)
ano de idade será concedido 120 (cento e vinte) dias de licença remunerada, para
ajustamento do adotado ao novo lar.

Parágrafo Único: No caso de adoção ou guarda judicial de criança com mais
de 01 (um) ano de idade, o prazo de que trata este artigo será de 60
(sessenta) dias.






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Seção IV

Da Licença por Motivo de Doença em Pessoa da Família

Art. 106 Poderá ser concedida licença ao servidor por motivo de doença do
cônjuge ou companheiro e dos filhos ou enteados, mediante comprovação por junta
médica oficial.

§ 1º Será concedida licença ao servidor por motivo de doença dos avós,
pais, filhos e enteados, ou dependente que viva as suas custas expensas,
mediante comprovação por junta médica oficial e declaração do programa de
assistência da família (PSF), na qual constará que não há outro membro da
família que possa fazer o acompanhamento.

§ 2º A licença somente será deferida se a assistência direta do servidor for
indispensável e não puder ser prestada simultaneamente com o exercício do
cargo ou mediante compensação de horário.

§ 3º A licença será concedida sem prejuízo da remuneração do cargo
efetivo, até 30 (trinta) dias, podendo ser prorrogada por igual período,
mediante parecer de junta médica oficial e, excedendo estes prazos, sem
remuneração, por até noventa dias.

Seção V

Da Licença para Capacitação

Art. 107 Fica assegurado a licença sem remuneração por no máximo dois anos,
para fins de estudo em nível de mestrado e doutorado, obedecendo o limite máximo
de 5% (cinco por cento) dos servidores.

Art. 108 Fica garantido também aos profissionais de nível básico e médio, o direito
a licença remunerada de até três meses, após qüinqüênio, para curso de
capacitação e aperfeiçoamento.


Seção VI

Da Licença para Serviço Militar

Art. 109 Ao servidor convocado para o serviço militar será concedida licença, sem
remuneração, na forma e condições previstas na legislação específica.

Parágrafo Único: Concluído o serviço militar, o servidor terá até 30 (trinta)
dias sem remuneração para reassumir o exercício do cargo, sob pena de
perder o cargo.


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Seção VII

Da Licença Prêmio

Art. 110 Fica assegurado o direito a uma licença especial de três ou seis meses,
por qüinqüênio ou por decênio, com vencimentos integrais ao servidor que durante o
período de 5 (cinco) ou 10 (dez) anos consecutivos, não se afastar do exercício de
suas funções na Municipalidade de Agudos do Sul.

§ 1º Para os efeitos deste artigo será computado o tempo de serviço público
considerado para todos os efeitos legais.

§ 2º O funcionário deverá aguardar em exercício a concessão da licença.

§ 3º Durante o gozo da licença, poderá a autoridade competente sobrestá-
la desde que haja motivo de interesse relevante ao serviço, devidamente
fundamentado, e para os quais se exija imediato exercício.

§ 4º Para os fins previstos neste artigo, não serão considerados como
afastamento de exercício:

a) férias;

b) casamento;

c) luto por falecimento do cônjuge, pai, mãe e irmão;

d) exercício de cargo municipal de provimento em comissão.

e) convocação para o exercício militar;

f) convocação da Justiça Eleitoral, e outros serviços obrigatórios por Lei;

g) licença para tratamento de saúde, ou por motivo de doença em pessoa
da família até no máximo três meses por qüinqüênio e seis meses por
decênio;

h) licença por acidente de serviço ou doença profissional;

i) licença maternidade;

j) moléstia devidamente comprovada, até três dias por mês;

k) licença para exercer mandato legislativo;

l) licença para exercer mandato classista.

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Art. 111 A contagem do tempo de efetivo exercício, para assegurar o direito a
licença especial será feita por um ou mais qüinqüênios completos, interrompendo-se
cada período de cinco ou dez anos, sempre que se verificar afastamento do
exercício.

Art. 112 Para efeito de contagem inicial de período de licença especial, considerar-
se-á a data da publicação da Lei nº 344/06 de 06 de junho de 2006.

Art. 113 O direito à licença prêmio, no que diz respeito ao tempo em que o
funcionário deseja gozá-la, entretanto, ficará subordinado aos motivos de
conveniência e necessidade do serviço público, à critério da administração,
garantindo-se a fruição com início dentro do período de 1 (um) ano, contado da data
do pedido formal.

§ 1º A chefia imediata do funcionário deverá oferecer 03 (três) opções de
período de fruição, sendo o inicio de cada uma delas em meses diversos.

§ 2º Não poderão gozar licença especial, simultaneamente, o funcionário e
seu substituto legal. Neste caso, terá preferência para gozo de licença quem a
requerer primeiro ou, quando a requerem ao mesmo tempo, aquele que tiver
maior tempo de serviço.

§ 3
o
A fruição da licença especial não poderá ser interrompida em nenhuma
hipótese, exceto quando houver motivo de interesse relevante ao serviço,
devidamente fundamentado e para os quais se exijam imediato exercício,
devendo obrigatoriamente constar do ato de interrupção a data de inicio do
restante da fruição.

§ 4º O período de licença prêmio não poderá coincidir com o período de
férias de qualquer natureza, hipótese em que prevalecerá a anotação de
fruição de férias, devendo a fruição do restante da licença prêmio ocorrer
imediatamente após a fruição de férias.

Art. 114 Uma vez estabelecido o período de fruição de licença prêmio, somente
poderá ser alterado pela Administração ou pelo funcionário ou ainda haver
desistência por parte do funcionário, desde que haja acordo formal das partes.

Parágrafo Único: A alteração do período de fruição será automática quando
o funcionário estiver afastado do exercício de suas funções por motivo de
licença para tratamento da própria saúde, licença gestação, licença
paternidade, licença por motivo de falecimento, licença por acidente de
trabalho e demais licenças que independam de sua vontade, hipótese em que
a fruição de licença prêmio, terá inicio imediatamente após a concessão dos
afastamentos.




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Seção VIII

Da Licença para Tratar de Interesses Particulares

Art. 115 A critério da administração, poderá ser concedida ao servidor ocupante de
cargo efetivo, desde que não esteja em estágio probatório, licença sem
remuneração, para o trato de assuntos particulares, pelo prazo de até 2 (dois) anos
consecutivos.

§ 1º Se deferida a licença pela Administração, esta será concedida somente
30 (trinta) dias após a data do protocolo do requerimento pelo servidor, junto
ao Departamento de Administração - Divisão de Pessoal.

§ 2º O Servidor deve aguardar em exercício a concessão da licença, sob
pena de ter descontado de seus vencimentos os dias de afastamento não
autorizado.

§ 3º A licença poderá ser interrompida a qualquer tempo, a pedido do
servidor ou no interesse do serviço.

§ 4º - Não se concederá nova licença antes de decorridos 2 (dois) anos de
efetivo exercício contados do término ou da ininterrupção da licença anterior.



Seção IX

Da Licença para o Desempenho de Mandato Classista

Art. 116 É assegurado ao servidor o direito à licença com remuneração para o
desempenho de mandato em sindicato representativo da categoria no âmbito
municipal e sem remuneração para desempenho em associação de classe no
âmbito estadual e federal.

§ 1º Somente poderão ser licenciados servidores eleitos para cargos de
direção ou representação nas referidas entidades, desde que legalmente
reconhecidas.

§ 2º O número de servidores para o desempenho de mandato em
associação de classe de âmbito municipal, sindicato representativo da
categoria, é de 1 (um) servidor.

§ 3º A licença terá duração igual à do mandato, podendo ser prorrogada, no
caso de reeleição.




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Capítulo V

Dos Afastamentos

Seção I

Do Afastamento para Exercício de Mandato Eletivo

Art. 117 Ao servidor público da administração direta, autárquica e fundacional, no
exercício de mandato eletivo, aplicam-se as seguintes disposições:

I Tratando-se de mandato eletivo federal, estadual ou distrital, ficará
afastado de seu cargo, emprego ou função;

II Investido no mandato de Prefeito, será afastado do cargo, emprego ou
função, sendo-lhe facultado optar pela sua remuneração;

III Investido no mandato de Vereador, havendo compatibilidade de horários,
perceberá as vantagens de seu cargo, emprego ou função, sem prejuízo da
remuneração do cargo eletivo, e, não havendo compatibilidade, será aplicada
a norma do inciso anterior;

IV Em qualquer caso que exija o afastamento para o exercício de mandato
eletivo, seu tempo de serviço será contado para todos os efeitos legais,
exceto para promoção por merecimento;

V O servidor investido em mandato eletivo ou classista não poderá ser
removido ou redistribuído de ofício para Departamento ou Divisão diversa
daquela onde exerce o mandato;

VI Para efeito de benefício previdenciário, no caso de afastamento, os
valores serão determinados como se no exercício estivesse.


Capítulo VI

Das Concessões

Art. 118 Sem qualquer prejuízo, poderá o servidor ausentar-se do serviço:

I Por 1 (um) dia para:
a) doação de sangue;
b) regularização de sua situação eleitoral.

II Por 2 (dois) dias em razão de:
a) falecimento de tios, avós, primos, cunhados, sobrinhos, genros, noras e
sogra(o).

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III Por 8 (oito) dias consecutivos em razão de:
a) casamento;
b) falecimento do cônjuge, companheiro, pais, madrasta ou padrasto, filhos,
enteados, menor sob guarda ou tutela e irmãos.

Art. 119 Será concedido horário especial ao servidor estudante, quando
comprovada a incompatibilidade entre o horário escolar e o da repartição, sem
prejuízo do exercício do cargo, na forma de regulamentação própria.

§ 1º Para efeito do disposto neste artigo, será exigida a compensação de
horário no Departamento onde tiver exercício, respeitada a duração mensal
do trabalho.

§ 2º Também será concedido horário especial ao servidor portador de
deficiência, quando comprovada a necessidade por junta médica oficial, sem
compensação de horário.

§ 3º Será concedido horário especial ao servidor que tenha cônjuge, filho(a)
ou dependente portador de deficiência, física ou mental, desconto de 01
(uma) hora por dia de jornada, sem compensação de horário, quando
comprovada a necessidade por junta médica oficial, sem compensação de
horário.

Capítulo VII

Do Tempo de Serviço

Art. 120 É contado para todos os efeitos o tempo de serviço público municipal.

Art. 121 A apuração do tempo de serviço será feita em dias, que serão convertidos
em anos, considerando o ano como de 365 (trezentos e sessenta e cinco) dias.

Art. 122 São considerados como de efetivo exercício os afastamentos em virtude
de:

I Férias;

II Exercício de cargo em comissão;

III Participação em programa de treinamento regularmente instituído,
conforme dispuser o regulamento;

IV Desempenho de mandato eletivo federal, estadual, municipal ou do
Distrito Federal, exceto para promoção por merecimento;

V Júri e outros serviços obrigatórios por Lei;

VI Licença:
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a) à gestante, à adotante e à paternidade;

b) para tratamento da própria saúde, até o limite de vinte e quatro meses,
cumulativo ao longo do tempo de serviço público prestado ao município,
em cargo de provimento efetivo;

c) para o desempenho de mandato classista;

d) por motivo de acidente em serviço ou doença profissional;

e) para capacitação, conforme dispuser o regulamento;

f) por convocação para o serviço militar;

Art. 123 Contar-se-á apenas para efeito de aposentadoria e disponibilidade:

I O tempo de serviço público prestado aos Estados, Municípios e Distrito
Federal;

II A licença para tratamento de saúde de pessoa da família do servidor,
com remuneração;

III O tempo correspondente ao desempenho de mandato eletivo federal,
estadual, municipal ou distrital;

IV O tempo de serviço em atividade privada, vinculada à Previdência
Social;

V O tempo de licença para tratamento da própria saúde.

Parágrafo Único: É vedada a contagem cumulativa de tempo de serviço
prestado concomitantemente em mais de um cargo ou função, de órgão ou
entidades dos Poderes da União, Estado, Distrito Federal e Município,
autarquia, fundação pública, sociedade de economia mista e empresa pública.

Capítulo VIII

Do Regime de Trabalho

Art. 124 A jornada de trabalho dos servidores públicos não poderá ultrapassar
08:00 horas (Oito horas) diárias, nem 40:00 horas (quarenta horas) semanais.

§ 1º A carga horário dos cargos e funções existentes na estrutura, será
definida no respectivo Plano de Carreira.

§ 2º A jornada de trabalho do quadro de pessoal do magistério será de 20
(vinte) horas semanais por padrão.
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Art. 125 Excepcionalmente a jornada de trabalho poderá ser reduzida por prazo
determinado, a requerimento do servidor, com a proporcional redução da
remuneração, sempre que essa medida for necessária para atendimento de
necessidade de servidor ou de outras situações especiais, observando o interesse
do serviço publico.

Art. 126 O servidor será obrigado a comunicar à sua chefia imediata, dentro de 48
horas, por doença ou por força maior, não puder comparecer ao serviço.

§ 1º As faltas ao serviço por motivo de doença serão justificadas através de
atestado médico oficial, para fins disciplinares e de pagamento.

§ 2º Considera-se atestado oficial aquele subscrito por profissional médico,
no exercício de suas atividades no momento de atendimento ao servidor,
emitindo sob responsabilidade profissional e funcional.

Art. 127 Os atrasos ao serviço deverão ser justificados perante a chefia imediata,
independentemente do desconto de sua remuneração.

Art. 128 As faltas ao serviço, sem justificativa, não serão abonadas para qualquer
efeito, perdendo o servidor a remuneração correspondente ao do dia da falta e à do
descanso semanal remunerado e, bem assim, à do feriado que recair na semana da
falta.

Capitulo IX

Das Consignações em Folha de Pagamento

Art. 129 Considera-se, para fins desta Lei:

I Consignatório: destinatário dos créditos resultantes das consignações
compulsória e facultativa;

II Consignante: órgão ou entidade da Administração Direta Municipal que
procede os descontos relativos às consignações compulsória e facultativa na
folha de pagamento do servidor, em forma de consignatório;

III Consignado: servidor público;

IV Consignação compulsória: desconto incidente sobre a remuneração do
servidor, efetuado por força de Lei ou mandato judicial; e

V Consignação facultativa: o desconto incidente sobre a remuneração do
servidor, mediante sua autorização previa e formal, e anuência da
Administração.

Art. 130 São consideradas consignações compulsórias:
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I Contribuição para o Plano de Saúde;

II Contribuição para a Previdência Social;

III Pensão alimentícia judicial;

IV Imposto sobre rendimento do trabalho;

V Reposição e indenização ao erário;

VI Custeio parcial de beneficio e auxílios concedidos pela Administração
Pública Municipal;

VII Decisão judicial ou administrativa;

VIII Outros descontos compulsórios instituídos por Lei.

Art. 131 São consideradas consignações facultativas:

I Mensalidade instituída para o custeio de entidade SINDICAL,
associações e clubes de servidores;

II Contribuição para planos de saúde patrocinados por entidade aberta de
previdência privada, que opere com planos de pecúlio, saúde, seguro de vida,
renda mensal e previdência complementar, bem como por entidade
administradora de planos de saúde, a critério da Administração;

III Pensão alimentícia voluntária, consignada em favor de dependente que
conste dos assentamentos funcionais do servidor;

IV Prestação referente a compra de produtos farmacêuticos e alimentares,
a critério da Administração;

V Amortização de empréstimos pessoais, contraídos junto a instituições
financeiras oficiais, a critério da Administração;

VI Outros descontos facultativos autorizados pelo servidor.

Art. 132 Podem ser mantidas, no sistema operacional da Divisão do Pessoal, as
rubricas de descontos facultativos referentes a seguro de vida e plano de saúde dos
servidores, cujo patrocínio seja de entidades sindicais e de classe, associações e
clubes constituídos exclusivamente para os servidores públicos municipais.

Art. 133 O pedido de consignação de pensão alimentícia voluntária será instituído
com a indicação do valor ou percentual de desconto sobre a remuneração do
servidor, conta bancaria em que será destinado o crédito e a autorização previa e
expressa do consignatório ou seu representante legal.
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Art. 134 O cadastro dos consignatórios será realizado na Divisão de Pessoal, após
autorização expressa do Departamento de Administração.

Parágrafo Único: Após a verificação da regularidade e deferimento da
solicitação de cadastro, a Administração Publica Municipal firmara contrato ou
convenio com o consignatório e providenciará a criação de rubrica para
aquelas modalidades de consignação ainda não cadastradas no sistema
operacional da Divisão de Pessoal.

Art. 135 A soma mensal das consignações facultativas de cada servidor não pode
exceder ao valor equivalente a 33% (trinta e três por cento) da soma dos
vencimentos com os adicionais de caráter individual e demais vantagens, nestas
compreendidas as relativas à natureza ou ao local de trabalho e a vantagem
pessoal, nominalmente identificada, ou outra paga sob o mesmo fundamento, sendo
excluídas:

I Diárias;

II Ajuda de custo;

III Indenizações;

IV Salário família;

V Adicional de férias, correspondente a um terço sobre a remuneração;

VI Adicional pela prestação de serviço extraordinário;

VII Adicional noturno;

VIII Adicional de insalubridade, periculosidade ou de atividades penosas.

Art. 136 As consignações compulsórias tem prioridade sobre as facultativas.

§ 1º Não será permitido o desconto de consignações facultativas até o limite
de trinta e três por cento, quando a soma destas com as compulsórias
exceder a setenta por cento da remuneração do servidor.

§ 2º Caso a soma das consignações compulsórias, e facultativas exceda ao
limite definido no § 1º, serão suspensas, até ficar dentro daquele limite, as
consignações facultativas, observando-se, para tanto, a seguinte prioridade
de manutenção:

I Amortização de empréstimos pessoais, contraídos junto a instituições
financeiras oficiais, a critério da Administração;

II Mensalidade instituída para o custeio de entidades de classe,
associações e clube de servidores;
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III Contribuição para planos de saúde patrocinados por entidade aberta de
previdência privada, que opere com planos de pecúlio, saúde, seguro de vida,
renda mensal e previdência complementar, bem como por entidade
administradora de planos de saúde, a critério da Administração.

IV Pensão alimentícia voluntária, consignada em favor de dependente que
conste dos assentamentos funcionais do servidor;

V Prestação referente a compra de produtos farmacêuticos e alimentares,
a critério da Administração;

VI Outros descontos facultativos autorizados pelo servidor.


Art. 137 A consignação em folha de pagamento não implica co-responsabilidade da
Administração Publica Municipal por dívidas ou compromissos de natureza
pecuniários, assumidos pelo servidor junto ao consignatório;


Art. 138 A consignação facultativa pode ser cancelada:

I Por interesse do consignatório, expresso por meio de solicitação formal
encaminhada à Administração Pública Municipal;


II A pedido do servidor consignado, mediante requerimento endereçado à
consignatória.

§ 1º No caso do inciso III deste artigo, o prazo para a consignatória cancelar
a consignação é de 30 (trinta) dias, ressalvados os casos de empréstimos e
financiamentos pessoais, quando este prazo fica estendido até a quitação do
debito do servidor.

§ 2º Caso o servidor comprove o descumprimento do prazo de que trata o §
1º, por parte da consignatória, caberá a Divisão de Pessoal promover a
exclusão da consignação requerida, independentemente da aplicação de
outras sanções cabíveis.

§ 3º Na hipótese do § 2º, os valores recebidos indevidamente pelas
consignatórias serão creditados ao servidor e deduzidos do repasse do mês
subseqüente.

Art. 139 Independentemente de contrato ou convenio entre o consignatório e o
consignante, o pedido de cancelamento da consignação por parte do servidor deve
ser atendido, com a cessação do desconto na folha de pagamento do mês em que
foi formalizado o pleito, ou na do mês imediatamente seguinte, caso já tenha sido
processada, observado ainda o seguinte:
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I A consignação de mensalidade em favor de entidade sindical e
associação de classe somente pode ser excluída após o cancelamento da
filiação do servidor; e

II A consignação relativa à amortização de empréstimo ou financiamento
pessoal somente pode ser cancelada com a aquiescência do servidor e da
consignatória.

Art. 140 O disposto neste capítulo aplica-se aos proventos de aposentadoria, aos
empregados públicos e aos servidores ativos.


Capítulo X

Do Direito de Petição


Art. 141 É assegurado ao servidor requerer aos Poderes Públicos, em defesa de
direito ou interesse legítimo.

Art. 142 O requerimento será dirigido à autoridade competente para decidi-lo e
encaminhado por intermédio daquela a que estiver imediatamente subordinado o
requerente.

Art. 143 Cabe pedido de reconsideração à autoridade que houver expedido o ato
ou proferido a primeira decisão, não podendo ser renovado.

Parágrafo Único: O requerimento e o pedido de reconsideração de que
tratam os artigos anteriores deverão ser despachados no prazo de 5 (cinco)
dias e decididos dentro de 30 (trinta) dias.

Art. 144 Caberá recurso:

I Do indeferimento do pedido de reconsideração;

II Das decisões sobre os recursos sucessivamente interpostos.

§ 1º O recurso será dirigido à autoridade imediatamente superior à que tiver
expedido o ato ou proferido a decisão, e, sucessivamente, em escala
ascendente, às demais autoridades.

§ 2º O recurso será encaminhado por intermédio da autoridade a que
estiver imediatamente subordinado o requerente.

Art. 145 O prazo para interposição de pedido de reconsideração ou de recurso é de
30 (trinta) dias, a contar da publicação ou da ciência, pelo interessado, da decisão
recorrida.
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Art. 146 O recurso poderá ser recebido com efeito suspensivo, a juízo da
autoridade competente.

Parágrafo Único: Em caso de provimento do pedido de reconsideração ou
do recurso, os efeitos da decisão retroagirão à data do ato impugnado.

Art. 147 O direito de requerer prescreve:

I Em 5 (cinco) anos, quanto aos atos de demissão e de cassação de
aposentadoria ou disponibilidade, ou que afetem interesse patrimonial e
créditos resultantes das relações de trabalho;

II Em 5 (cinco) anos, nos demais casos, salvo quando outro prazo for
fixado em Lei.

Parágrafo Único. O prazo de prescrição será contado da data da publicação
do ato impugnado ou da data da ciência pelo interessado, quando o ato não
for publicado.

Art. 148 O pedido de reconsideração e o recurso, quando cabíveis, interrompem a
prescrição.

Art. 149 A prescrição é de ordem pública, não podendo ser relevada pela
administração.

Art. 150 Para o exercício do direito de petição, é assegurada vista do processo ou
documento, na repartição, ao servidor ou a procurador por ele constituído.

Art. 151 A Administração deverá rever seus atos, a qualquer tempo, quando
eivados de ilegalidade, respeitada a prescrição qüinqüenal.

Art. 152 São fatais e improrrogáveis os prazos estabelecidos neste Capítulo, salvo
motivo de força maior, devidamente comprovado.


Título IV

Do Regime Disciplinar

Capítulo I

Dos Deveres

Art. 153 São deveres do servidor:

I Exercer com zelo e dedicação as atribuições do cargo;

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II Ser leal às instituições a que servir;

III Observar as normas legais e regulamentares;

IV Cumprir as ordens superiores, exceto quando manifestamente ilegais;

V Atender com presteza:

a) ao público em geral, prestando as informações requeridas, ressalvadas
as protegidas por sigilo;

b) à expedição de certidões requeridas para defesa de direito ou
esclarecimento de situações de interesse pessoal;

c) às requisições para a defesa da Fazenda Pública.

VI Levar ao conhecimento da autoridade superior as irregularidades de que
tiver ciência em razão do cargo;

VII Zelar pela economia do material e a conservação do patrimônio público;

VIII Manter conduta compatível com a moralidade administrativa;

IX Guardar sigilo sobre assunto da repartição que comprometa ou ameace
a segurança nacional;

X Ser assíduo e pontual ao serviço;

XI Tratar com urbanidade as pessoas;

XII Representar contra ilegalidade, omissão ou abuso de poder.

Parágrafo único. A representação de que trata o inciso XII será
encaminhada à comissão permanente de sindicância, assegurando-se ao
representado ampla defesa.

Capítulo II

Das Proibições

Art. 154 Ao servidor é proibido:

I Ausentar-se do serviço durante o expediente, sem prévia autorização do
chefe imediato;

II Retirar, sem prévia anuência da autoridade competente, qualquer
documento ou objeto da repartição;

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III Recusar fé a documentos públicos;

IV Opor resistência injustificada ao andamento de documento e processo
ou execução de serviço;

V Cometer a pessoa estranha à repartição, fora dos casos previstos em
Lei, o desempenho de atribuição que seja de sua responsabilidade ou de seu
subordinado;

VI Coagir ou aliciar subordinados no sentido de filiarem-se a associação
profissional ou sindical, ou a partido político;

VII Manter sob sua chefia imediata, em cargo ou função de confiança,
cônjuge, companheiro ou parente até o segundo grau civil;

VIII Valer-se do cargo para lograr proveito pessoal ou de outrem, em
detrimento da dignidade da função pública;

IX Participar de gerência ou de administração de empresa privada,
sociedade civil, salvo a participação nos conselhos de administração e fiscal
de empresas ou entidades em que a detenha, direta ou indiretamente,
participação no capital social, sendo-lhe vedado exercer o comércio, exceto
na qualidade de acionista, cotista ou comanditário;

X Atuar, como procurador ou intermediário, junto à repartições públicas,
salvo se tratar de benefícios previdenciários ou assistências de parentes até o
segundo grau, e de cônjuge ou companheiro;

XI Receber propina, comissão, presente ou vantagem de qualquer espécie,
em razão de suas atribuições;

XII Praticar usuras sob qualquer de suas formas;

XIII Proceder de forma desidiosa;

XIV Utilizar pessoal ou recursos materiais da repartição em serviços ou
atividades particulares;

XV Cometer a outro servidor atribuições estranhas ao cargo que ocupa,
exceto em situações de emergência e transitórias;

XVI Exercer quaisquer atividades que sejam incompatíveis com o exercício
do cargo ou função e com o horário de trabalho;

XVII Recusar-se a atualizar seus dados cadastrais quando solicitado.


Capítulo III
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Da Acumulação

Art. 155 É vedada a acumulação remunerada de cargos públicos, exceto quando
houver compatibilidade de horários, observado em qualquer caso o disposto no
inciso XI do artigo 37 da Constituição Federal:

a) a de dois cargos de professor;

b) a de um cargo de professor com outro técnico ou científico;

c) a de dois cargos ou empregos privativos de profissionais de saúde, com
profissões regulamentadas.

Parágrafo Único: A proibição de acumular estende-se a empregos e funções
e abrange autarquias, fundações, empresas públicas, sociedades de
economia mista, suas subsidiárias, e sociedades controladas, direta ou
indiretamente, pelo poder público.

Capítulo IV

Das Responsabilidades

Art. 156 O servidor responde civil, penal e administrativamente pelo exercício
irregular de suas atribuições.

Art. 157 A responsabilidade civil decorre de ato omissivo ou comissivo, doloso ou
culposo, que resulte em prejuízo ao erário ou a terceiros.

§ 1º A indenização de prejuízo dolosamente causado ao erário somente
será liquidada na forma prevista no art. 66, na falta de outros bens que
assegurem a execução do débito pela via judicial.

§ 2º Tratando-se de dano causado a terceiros, responderá o servidor
perante a Fazenda Pública, em ação regressiva.

§ 3º A obrigação de reparar o dano estende-se aos sucessores e contra
eles será executada, até o limite do valor da herança recebida.

Art. 158 A responsabilidade penal abrange os crimes e contravenções imputadas
ao servidor, nessa qualidade.

Art. 159 A responsabilidade civil-administrativa resulta de ato omissivo ou
comissivo praticado no desempenho do cargo ou função.

Art. 160 As sanções civis, penais e administrativas poderão cumular-se, sendo
independentes entre si.

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Art. 161 A responsabilidade administrativa do servidor será afastada no caso de
absolvição criminal que negue a existência do fato ou sua autoria.


Capítulo V

Das Penalidades

Art. 162 São penalidades disciplinares:

I Advertência;

II Suspensão;

III Demissão;

IV Cassação de aposentadoria ou disponibilidade;

V Destituição de cargo em comissão;

VI Destituição de função comissionada.

Art. 163 Na aplicação das penalidades serão consideradas a natureza e a
gravidade da infração cometida, os danos que dela provierem para o serviço público,
as circunstâncias agravantes ou atenuantes e os antecedentes funcionais.

Parágrafo Único: O ato de imposição da penalidade mencionará sempre o
fundamento legal e a causa da sanção disciplinar.

Art. 164 A advertência será aplicada por escrito, nos casos de violação de
proibição constante do art. 151, incisos I a VIII, e de inobservância de dever
funcional previsto em Lei, regulamentação ou normas internas, que não justifique
imposição de penalidade mais grave.

Art. 165 A suspensão será aplicada em caso de reincidência das faltas punidas
com advertência e de violação das demais proibições que não tipifiquem infração
sujeita a penalidade de demissão, não podendo exceder de 90 (noventa) dias.

Parágrafo Único Quando houver conveniência para o serviço, a penalidade
de suspensão poderá ser convertida em multa, na base de 50% (cinqüenta
por cento) por dia de vencimento ou remuneração, ficando o servidor obrigado
a permanecer em serviço.

Art. 166 As penalidades de advertência e de suspensão terão seus registros
cancelados, após o decurso de 3 (três) anos de efetivo exercício, se o servidor não
houver, nesse período, praticado nova infração disciplinar.

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Parágrafo Único: O cancelamento da penalidade não surtirá efeitos
retroativos.

Art. 167 A demissão será aplicada nos seguintes casos:

I Crime contra a administração pública;

II Abandono de cargo;

III Inassiduidade habitual;

IV Improbidade administrativa;

V Incontinência pública e conduta escandalosa, na repartição;

VI Ofensa física, em serviço, a servidor ou a particular, salvo em legítima
defesa própria ou de outrem;

VII Aplicação irregular de dinheiros públicos;

VIII Lesão aos cofres públicos e dilapidação do patrimônio municipal;

IX Corrupção;

X Acumulação ilegal de cargos, empregos ou funções públicas.

Art. 168 Detectada a qualquer tempo a acumulação ilegal de cargos, empregos ou
funções públicas, a autoridade a que se refere notificará o servidor, por intermédio
de sua chefia imediata, para apresentar opção no prazo improrrogável de dez dias,
contados da data da ciência e, na hipótese de omissão, adotará procedimento
sumário para a sua apuração e regularização imediata, cujo processo administrativo
disciplinar se desenvolverá nas seguintes fases:

I Instauração, com a publicação do ato que constituir a comissão, a ser
composta por dois servidores estáveis, e simultaneamente indicar a autoria e
a materialidade da transgressão objeto da apuração;

II Instrução sumária, que compreende indicação, defesa e relatório;

III Julgamento.

§ 1º A indicação da autoria de que trata o inciso I dar-se-á pelo nome e
matrícula do servidor, e a materialidade pela descrição dos cargos, empregos
ou funções públicas em situação de acumulação ilegal, dos órgãos ou
entidades de vinculação, das datas de ingresso, do horário de trabalho e do
correspondente regime jurídico.

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§ 2º A comissão lavrará, até três dias após a publicação do ato que a
constituiu, termo de indicação em que serão transcritas as informações de
que trata o parágrafo anterior, bem como promoverá a citação pessoal do
servidor indiciado, ou por intermédio de sua chefia imediata, para, no prazo de
cinco dias, apresentar defesa escrita, assegurando-lhe vista do processo na
repartição, observado o disposto nos arts. 207 e 208.

§ 3º Apresentada a defesa, a comissão elaborará relatório conclusivo
quanto à inocência ou à responsabilidade do servidor, em que resumirá as
peças principais dos autos, opinará sobre a licitude da acumulação em
exame, indicará o respectivo dispositivo legal e remeterá o processo à
autoridade instauradora, para julgamento.

§ 4º No prazo de cinco dias, contados do recebimento do processo, a
autoridade julgadora proferirá a sua decisão.

§ 5º A opção pelo servidor até o último dia de prazo para defesa configurará
sua boa-fé, hipótese em que se converterá automaticamente em pedido de
exoneração do outro cargo.

§ 6º Caracterizada a acumulação ilegal e provada a má-fé, aplicar-se-á a
pena de demissão, destituição ou cassação de aposentadoria ou
disponibilidade em relação aos cargos, empregos ou funções públicas em
regime de acumulação ilegal, hipótese em que os órgãos ou entidades de
vinculação serão comunicados.

§ 7º O prazo para a conclusão do processo administrativo disciplinar
submetido ao rito sumário não excederá trinta dias, contados da data de
publicação do ato que constituir a comissão, admitida a sua prorrogação por
até quinze dias, quando as circunstâncias o exigirem.

§ 8º O procedimento sumário rege-se pelas disposições deste artigo,
observando-se, no que lhe for aplicável, subsidiariamente, as disposições dos
Títulos IV e V desta Lei.

Art. 169 Será cassada a aposentadoria ou a disponibilidade do inativo que houver
praticado, na atividade, falta punível com a demissão.

Art. 170 A destituição de cargo em comissão exercido por não ocupante de cargo
efetivo será aplicada nos casos de infração sujeita às penalidades de suspensão e
de demissão.

Parágrafo Único: Constatada a hipótese de que trata este artigo, a
exoneração efetuada nos termos do art. 56 será convertida em destituição de
cargo em comissão.

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Art. 171 A demissão ou a destituição de cargo em comissão, nos casos dos incisos
IV, VII, IX e X do art. 167, implica a indisponibilidade dos bens e o ressarcimento ao
erário, sem prejuízo da ação penal cabível.

Art. 172 A demissão ou a destituição de cargo em comissão, por infringir o art. 154,
incisos VIII e X , incompatibiliza o ex-servidor para nova investidura em cargo público
municipal, pelo prazo de 5 (cinco) anos.

Parágrafo Único: Não poderá retornar ao serviço público municipal o servidor
que for demitido ou destituído do cargo em comissão por infringir o art. 167,
incisos I, IV, VII, IX e X, obedecendo o prazo de 5 (cinco) anos.

Art. 173 Configura abandono de cargo a ausência intencional do servidor ao
serviço por mais de trinta dias consecutivos.

Art. 174 Entende-se por inassiduidade habitual a falta ao serviço, sem causa
justificada, por sessenta dias interpoladamente, durante o período de doze meses.

Art. 175 Na apuração de abandono de cargo ou inassiduidade habitual, também
será adotado o procedimento sumário a que se refere o art. 168, observando-se
especialmente que:

I A indicação da materialidade dar-se-á:

a) na hipótese de abandono de cargo, pela indicação precisa do período de
ausência intencional do servidor ao serviço superior a trinta dias;

b) no caso de inassiduidade habitual, pela indicação dos dias de falta ao
serviço sem causa justificada, por período igual ou superior a sessenta dias
interpoladamente, durante o período de doze meses.

II Após a apresentação da defesa a comissão elaborará relatório
conclusivo quanto à inocência ou à responsabilidade do servidor, em que
resumirá as peças principais dos autos, indicará o respectivo dispositivo legal,
opinará, na hipótese de abandono de cargo, sobre a intencionalidade da
ausência ao serviço superior a trinta dias e remeterá o processo à autoridade
instauradora para julgamento.

Art. 176 As penalidades disciplinares serão aplicadas:

I Pelo Prefeito Municipal, quando se tratar de demissão e cassação de
aposentadoria ou disponibilidade de servidor;

II Pelas autoridades administrativas de hierarquia imediatamente inferior
àquela mencionada no inciso anterior, quando se tratar de suspensão
superior a 30 (trinta) dias;

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III Pelo chefe da Divisão de Pessoal nos casos de advertência ou de
suspensão de até 30 (trinta) dias;

IV Pela autoridade que houver feito a nomeação, quando se tratar de
destituição de cargo em comissão.

Art. 177 A ação disciplinar prescreverá:

I Em 5 (cinco) anos, quanto às infrações puníveis com demissão,
cassação de aposentadoria ou disponibilidade e destituição de cargo em
comissão;

II Em 2 (dois) anos, quanto à suspensão;

III Em 180 (cento e oitenta) dias, quanto á advertência.

§ 1º O prazo de prescrição começa a correr da data em que o fato se tornou
conhecido.

§ 2º Os prazos de prescrição, previstos em Lei penal, aplicam-se às
infrações disciplinares capituladas também como crime.


§ 3º A abertura de sindicância ou a instauração de processo disciplinar
interrompe a prescrição, até a decisão final proferida por autoridade
competente.

§ 4º Interrompido o curso da prescrição, o prazo começará a correr a partir
do dia em que cessar a interrupção.



Título V

Do Processo Administrativo Disciplinar

Capítulo I

Disposições Gerais

Art. 178 A autoridade que tiver ciência de irregularidade no serviço público é
obrigada a promover a sua apuração imediata, mediante sindicância ou processo
administrativo disciplinar, assegurada ao acusado ampla defesa.

§ 1º Compete ao Departamento de Pessoal supervisionar e fiscalizar o
cumprimento do disposto neste artigo.

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§ 2º Constatada a omissão no cumprimento da obrigação a que se refere o
caput deste artigo, o Chefe do Departamento de Pessoal designará a
comissão de que trata o art. 184.

§ 3º A apuração de que trata o caput, por solicitação da autoridade a que se
refere, poderá ser promovida por chefe de outro Departamento diverso
daquele em que tenha ocorrido a irregularidade, ou entidade adversa,
mediante competência específica para tal finalidade, delegada em caráter
permanente ou temporário pelo Prefeito Municipal, preservadas as
competências para o julgamento que se seguir à apuração.

Art. 179 As denúncias sobre irregularidades serão objeto de apuração, desde que
contenham a identificação e o endereço do denunciante e sejam formuladas por
escrito, confirmada a autenticidade.

Parágrafo Único: Quando o fato narrado não configurar evidente infração
disciplinar ou ilícito penal, a denúncia será arquivada, por falta de objeto.


Capítulo II

Da Sindicância

Art. 180 O procedimento de sindicância tem por finalidade e levantamento de todos
os dados e informações capazes de esclarecer o fato irregular e de identificar as
pessoas nele envolvidas. A sindicância constitui-se em averiguação que, concluída,
servirá de fundamento para aplicação, pela autoridade que a determinou, da pena
disciplinar prevista no âmbito de sua competência, ou para a instauração de
processo disciplinar.

Art. 181 É competente para determinar a instauração de sindicância o Chefe do
Departamento.

§ 1º Se o fato envolver a pessoa do Chefe de Departamento, a instauração
da sindicância caberá ao superior hierárquico imediato.

§ 2º Em caso de omissão ou negligência do chefe do órgão em que ocorreu
a irregularidade, deverá o superior hierárquico determinar a abertura da
sindicância exigível.

Art. 182 A instauração da sindicância não impede a comunicação imediata à
autoridade competente para adoção das medidas acautelatórias, qual seja,
suspensão preventiva, se o afastamento do funcionário se tornar necessários para
que este não venha a influir na apuração da falta.

Parágrafo Único: Se a irregularidade a ser apurada constituir também ilícito
penal, deverá ser providenciado o registro da ocorrência junto a Delegacia
Policial da Circunscrição.
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Art. 183 A sindicância será sempre instaurada por ato escrito e publicado no Diário
Oficial do município. Este ato conterá:

a) cargo da autoridade instaurada da sindicância;

b) objetivo da sindicância;

c) designação do funcionamento ou da comissão que precederá a
sindicância;

d) prazo para a conclusão da sindicância;

e) local e data do ato e assinatura da autoridade que determinou a
sindicância.

Art. 184 A sindicância será realizada por uma comissão de três servidores, sendo
indicado em primeiro lugar o nome daquele que irá presidi-la.

§ 1º A designação para realizar a sindicância recairá sempre em servidor
efetivo.

§ 2º Não poderão ser designados sindicantes ou integrar comissão de
sindicância os parentes até o terceiro grau e o cônjuge das pessoas
envolvidas no evento objeto da sindicância.

Art. 185 Ao presidente da comissão de sindicância incumbe:

a) presidir, dirigir e coordenar os trabalhos de sindicância;

b) designar os servidores integrantes da Comissão para funções auxiliares;

c) designar, dentre os membros da comissão, substituto para seus
eventuais impedimentos;

d) providenciar a convocação das pessoas envolvidas no evento objeto da
sindicância;

e) qualifica-las e inquiri-las, reduzindo a termos suas declarações;

f) determinar ou autorizar diligências, vistorias, juntada de documentos, e
quaisquer outras providencias consideradas necessárias.

g) determinar a elaboração e o encaminhamento de expedientes;

h) numerar e rubricar as folhas dos autos;

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i) encaminhar à autoridade instauradora os autos da sindicância com o
relatório final.

Art. 186 Aos dois outros membros caberá:

a) atender as determinações do presidente no tocante aos trabalhos de
sindicância;

b) assessorar os trabalhos gerais da comissão;

c) sugerir medidas no interesse da sindicância;

d) elaborar e encaminhar expedientes;

e) participar de diligencias e vistorias;

f) substituir o presidente nos eventuais impedimentos e;

g) assinar, juntamente com o presidente, os atos da sindicância.

Art. 187 Ao iniciar os trabalhos da apuração deverá o sindicante ouvir,
preliminarmente, o informante, reduzindo a termo suas declarações que deverão
conter:

a) dia, hora, local e descrição pormenorizada do evento;

b) nome e qualificação das pessoas suspeitas de sua autoria;

c) nome e qualificação das pessoas que testemunharam ou que possam,
de alguma forma, trazer esclarecimentos à sua apuração;

d) em caso de desaparecimento, desvio, danificação ou uso indevido de
bens, especificação de suas características;

e) em caso de habitualidade do evento, informação sobre se ela resulta de
deficiência de pessoal, ou precariedade de medidas de segurança ou de
controle.

Art. 188 De posse dessas informações preliminares deverá o sindicante:

a) proceder a exame visual do local do evento, lavrando o respectivo termo
de diligência;

b) ouvir as demais pessoas relacionadas com o evento: a autoridade que
ordenou a sindicância, quando conveniente; o suspeito, se houver, os
servidores; os empregados de companhias prestadores de serviços; os
estranhos eventualmente ligados ao fato.

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§ 1º A qualificação do informante e das pessoas envolvidas na
irregularidade objeto da sindicância deverá conter: nome completo, cargo
efetivo ou emprego, cargo em comissão, matricula, quadro a que pertence,
nome sigla, endereço e telefone do órgão em que estiver lotado e, se
necessário, residência, telefone e quaisquer outras referencias consideradas
de interesse pela sindicância. Em se tratando de pessoas estranhas aos
Quadros do Município deverá também conter indicação da identidade (carteira
ou título de eleitor), filiação, profissão, endereço e telefone da residência e do
local de trabalho, se houver.

§ 2º Por se tratar de apuração sumária, as declarações do servidor suspeito
serão recebidas também como defesa, dispensada a citação para tal fim,
assegurando-se de quaisquer documentos que considere úteis.

Art. 189 A sindicância, como o relatório final, não poderá exceder o prazo de 30
(trinta) dias corridos, prorrogável por igual período a critério da autoridade
instauradora.

Parágrafo Único: O pedido de prorrogação de prazo deverá ser
encaminhado à autoridade instauradora com antecedência mínima de 3 (três)
dias, justificadas por escrito os motivos determinantes da prorrogação.

Art. 190 Recebido o Relatório, caso tenha sido configurada irregularidade e
identificado seu autor, a autoridade que houver promovido a sindicância aplicará, de
imediato, a pena disciplinar cabível ou, se esta exceder a sua competência, remetera
o expediente à autoridade superior, com proposição para instauração de processo
disciplinar.

§ 1º Confirmada a ocorrência de irregularidades, sem identificação do autor,
caberá também a remessa do expediente à autoridade superior, com
proposição para instauração de processo disciplinar.

§ 2º Não tendo sido evidenciada a ocorrência de irregularidade, a
sindicância será arquivada pela autoridade que determinou.

§ 3º O arquivamento da sindicância será de responsabilidade da autoridade
que a determinou, e a superveniência de fato novo ensejará sua reabertura.


Capítulo III

Do Afastamento Preventivo

Art. 191 Como medida cautelar e a fim de que o servidor não venha a influir na
apuração da irregularidade, a autoridade instauradora do processo disciplinar poderá
determinar o seu afastamento do exercício do cargo, pelo prazo de até 60
(sessenta) dias, sem prejuízo da remuneração.

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Parágrafo Único: O afastamento poderá ser prorrogado por igual prazo, findo
o qual cessarão os seus efeitos, ainda que não concluído o processo.


Capítulo IV

Do Processo Disciplinar

Art. 192 O processo disciplinar é o instrumento destinado a apurar
responsabilidade de servidor por infração praticada no exercício de suas atribuições,
ou que tenha relação com as atribuições do cargo em que se encontre investido.

Art. 193 O processo disciplinar será conduzido por comissão composta de três
servidores estáveis designados pela autoridade competente, observado o disposto
no § 3
o
do art. 178, que indicará, dentre eles, o seu presidente, que deverá ser
ocupante de cargo efetivo superior ou de mesmo nível, ou ter nível de escolaridade
igual ou superior ao do indiciado.

§ 1º A Comissão terá como secretário servidor designado pelo seu
presidente, podendo a indicação recair em um de seus membros.

§ 2º Não poderá participar de comissão de sindicância ou de inquérito,
cônjuge, companheiro ou parente do acusado, consangüíneo ou afim, em
linha reta ou colateral, até o terceiro grau.

Art. 194 A Comissão de inquérito exercerá suas atividades com independência e
imparcialidade, assegurado o sigilo necessário à elucidação do fato ou exigido pelo
interesse da administração.

Parágrafo Único: As reuniões e as audiências das comissões terão caráter
reservado.

Art. 195 O processo disciplinar se desenvolve nas seguintes fases:

I Instauração, com a publicação do ato que constituir a comissão;

II Inquérito administrativo, que compreende instrução, defesa e relatório;

III Julgamento.

Art. 196 O prazo para a conclusão do processo disciplinar, não excederá 60
(sessenta) dias, contados da data de publicação do ato que constituir a comissão,
admitida a sua prorrogação por igual prazo, quando as circunstâncias o exigirem.

§ 1º Sempre que necessário, a comissão dedicará tempo integral aos seus
trabalhos, ficando seus membros dispensados do ponto, até a entrega do
relatório final.

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§ 2º As reuniões da comissão serão registradas em atas que deverão
detalhar as deliberações adotadas.

Seção I

Do Inquérito

Art. 197 O inquérito administrativo obedecerá ao princípio do contraditório,
assegurada ao acusado ampla defesa, com a utilização dos meios e recursos
admitidos em direito.

Art. 198 Os autos da sindicância integrarão o processo disciplinar, como peça
informativa da instrução.

Parágrafo Único: Na hipótese de o relatório da sindicância concluir que a
infração está capitulada como ilícito penal, a autoridade competente
encaminhará cópia dos autos ao Ministério Público, independentemente da
imediata instauração do processo disciplinar.

Art. 199 Na fase do inquérito, a comissão promoverá a tomada de depoimentos,
acareações, investigações e diligências cabíveis, objetivando a coleta de prova,
recorrendo, quando necessário, a técnicos e peritos, de modo a permitir a completa
elucidação dos fatos.

Art. 200 É assegurado ao servidor o direito de acompanhar o processo
pessoalmente ou por intermédio de procurador, arrolar e reinquirir testemunhas,
produzir provas e contraprovas e formular quesitos, quando se tratar de prova
pericial.

§ 1º O presidente da comissão poderá denegar pedidos considerados
impertinentes, meramente protelatórios, ou de nenhum interesse para o
esclarecimento dos fatos.

§ 2º Será indeferido o pedido de prova pericial, quando a comprovação do
fato independer de conhecimento especial de perito.

Art. 201 As testemunhas serão intimadas a depor mediante mandado expedido
pelo presidente da comissão, devendo a segunda via, com o ciente do interessado,
ser anexada aos autos.

Parágrafo Único: Se a testemunha for servidor público, a expedição do
mandado será imediatamente comunicada ao chefe da repartição onde serve,
com a indicação do dia e hora marcados para inquirição.

Art. 202 O depoimento será prestado oralmente e reduzido a termo, não sendo
lícito à testemunha trazê-lo por escrito.

§ 1º As testemunhas serão inquiridas separadamente.
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§ 2º Na hipótese de depoimentos contraditórios ou que se infirmem,
proceder-se-á à acareação entre os depoentes.

Art. 203 Concluída a inquirição das testemunhas, a comissão promoverá o
interrogatório do acusado, observados os procedimentos previstos nos arts. 201 e
202.
§ 1º No caso de mais de um acusado, cada um deles será ouvido
separadamente, e sempre que divergirem em suas declarações sobre fatos
ou circunstâncias, será promovida a acareação entre eles.

§ 2º O procurador do acusado poderá assistir ao interrogatório, bem como à
inquirição das testemunhas, sendo-lhe vedado interferir nas perguntas e
respostas, facultando-lhe, porém, reinquiri-las, por intermédio do presidente
da comissão.

Art. 204 Quando houver dúvida sobre a sanidade mental do acusado, a comissão
proporá à autoridade competente que ele seja submetido a exame por junta médica
oficial, da qual participe pelo menos um médico psiquiatra.

Parágrafo Único: O incidente de sanidade mental será processado em auto
apartado e apenso ao processo principal, após a expedição do laudo pericial.

Art. 205 Tipificada a infração disciplinar, será formulada a indicação do servidor,
com a especificação dos fatos a ele imputados e das respectivas provas.

§ 1º O indiciado será citado por mandado expedido pelo presidente da
comissão para apresentar defesa escrita, no prazo de 10 (dez) dias,
assegurando-lhe vista do processo na repartição.

§ 2º Havendo dois ou mais indiciados, o prazo será comum e de 20 (vinte)
dias.

§ 3º O prazo de defesa poderá ser prorrogado pelo dobro, para diligências
reputadas indispensáveis.

§ 4º No caso de recusa do indiciado em opor o ciente na cópia da citação, o
prazo para defesa contar-se-á da data declarada, em termo próprio, pelo
membro da comissão que fez a citação, com a assinatura de 2 (duas)
testemunhas.

Art. 206 O indiciado que mudar de residência fica obrigado a comunicar à
comissão o lugar onde poderá ser encontrado.

Art. 207 Achando-se o indiciado em lugar incerto e não sabido, será citado por
edital, publicado no Órgão Oficial do Município, para apresentar defesa.

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Parágrafo único. Na hipótese deste artigo, o prazo para defesa será de 15
(quinze) dias a partir da última publicação do edital.

Art. 208 Considerar-se-á revel o indiciado que, regularmente citado, não apresentar
defesa no prazo legal.

§ 1º A revelia será declarada, por termo, nos autos do processo e devolverá
o prazo para a defesa.

§ 2º Para defender o indiciado revel, a autoridade instauradora do processo
designará um servidor como defensor dativo, que deverá ser ocupante de
cargo efetivo superior ou de mesmo nível, ou ter nível de escolaridade igual
ou superior ao do indiciado.

Art. 209 Apreciada a defesa, a comissão elaborará relatório minucioso, onde
resumirá as peças principais dos autos e mencionará as provas em que se baseou
para formar e sua convicção.
§ 1º O relatório será sempre conclusivo quanto à inocência ou à
responsabilidade do servidor.

§ 2º Reconhecida a responsabilidade do servidor, a comissão indicará o
dispositivo legal ou regulamentar transgredido, bem como as circunstâncias
agravantes ou atenuantes.

Art. 210 O processo disciplinar, com o relatório da comissão, será remetido à
autoridade que determinou a sua instauração, para julgamento.

Seção II

Do Julgamento

Art. 211 No prazo de 20 (vinte) dias, contados do recebimento do processo, a
autoridade julgadora proferirá a sua decisão.

§ 1º Se a penalidade a ser aplicada exceder a alçada da autoridade
instauradora do processo, este será encaminhado à autoridade competente,
que decidirá em igual prazo.

§ 2º Havendo mais de um indiciado e diversidade de sanções, o julgamento
caberá à autoridade competente para a imposição da pena mais grave.

§ 3º Se a penalidade prevista for a demissão ou cassação de aposentadoria
ou disponibilidade, o julgamento caberá às autoridades de que trata o inciso I
do art. 176.

§ 4º Reconhecida pela comissão a inocência do servidor, a autoridade
instauradora do processo determinará o seu arquivamento, salvo se
flagrantemente contrária à prova dos autos.
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Art. 212 O julgamento acatará o relatório da comissão, salvo quando contrário às
provas dos autos.

Parágrafo Único: Quando o relatório da comissão contrariar as provas dos
autos, a autoridade julgadora poderá, motivadamente, agravar a penalidade
proposta, abrandá-la ou isentar o servidor de responsabilidade.

Art. 213 Verificada a ocorrência de vício insanável, a autoridade que determinou a
instauração do processo ou outra de hierarquia superior declarará a sua nulidade,
total ou parcial, e ordenará, no mesmo ato, a constituição de outra comissão para
instauração de novo processo.

§ 1º O julgamento fora do prazo legal não implica nulidade do processo.

§ 2º A autoridade julgadora que der causa à prescrição de que trata o art.
177, § 2
o
, será responsabilizada na forma do Capítulo IV do Título V.

Art. 214 Extinta a punibilidade pela prescrição, a autoridade julgadora determinará
o registro do fato nos assentamentos individuais do servidor.

Art. 215 Quando a infração estiver capitulada como crime, o processo disciplinar
será remetido ao Ministério Público para instauração da ação penal, ficando
trasladado na repartição.

Art. 216 O servidor que responder a processo disciplinar só poderá ser exonerado
a pedido, ou aposentado voluntariamente, após a conclusão do processo e o
cumprimento da penalidade, acaso aplicada.

Parágrafo Único: Ocorrida a exoneração de que trata o parágrafo único,
inciso I do art. 55, o ato será convertido em demissão, se for o caso.

Art. 217 Serão assegurados transporte e diárias aos membros da comissão e ao
secretário, quando obrigados a se deslocarem da sede dos trabalhos para realização
de missão essencial ao esclarecimento dos fatos.


Seção III

Da Revisão do Processo

Art. 218 O processo disciplinar poderá ser revisto, a qualquer tempo, a pedido ou
de ofício, quando se aduzirem fatos novos ou circunstâncias suscetíveis de
justificarem a inocência do punido ou a inadequação da penalidade aplicada.

§ 1º Em caso de falecimento, ausência ou desaparecimento do servidor,
qualquer pessoa da família poderá requerer a revisão do processo.

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§ 2º No caso de incapacidade mental do servidor, a revisão será requerida
pelo respectivo curador.

Art. 219 Do processo revisional, o ônus da prova cabe ao requerente.

Art. 220 A simples alegação de injustiça da penalidade não constitui fundamento
para a revisão, que requer elementos novos, ainda não apreciados no processo
originário.

Art. 221 O requerimento de revisão do processo será dirigido ao Ministério Público
ou autoridade equivalente, que, se autorizar a revisão, encaminhará o pedido ao
dirigente do Departamento ou Divisão onde se originou o processo disciplinar.

Parágrafo Único: Deferida a petição, a autoridade competente providenciará
a constituição de comissão, na forma do art. 193.

Art. 222 A revisão correrá em apenso ao processo originário.

Parágrafo Único: Na petição inicial, o requerente pedirá dia e hora para a
produção de provas e inquirição das testemunhas que arrolar.

Art. 223 A comissão revisora terá 60 (sessenta) dias para a conclusão dos
trabalhos.

Art. 224 Aplicam-se aos trabalhos da comissão revisora, no que couber, as normas
e procedimentos próprios da comissão do processo disciplinar.

Art. 225 O julgamento caberá à autoridade que aplicou a penalidade, nos termos
do art. 176.

Parágrafo Único: O prazo para julgamento será de 20 (vinte) dias, contados
do recebimento do processo, no curso do qual a autoridade julgadora poderá
determinar diligências.

Art. 226 Julgada procedente a revisão, será declarada sem efeito a penalidade
aplicada, restabelecendo-se todos os direitos do servidor, exceto em relação à
destituição de cargo em comissão, que será convertida em exoneração.

Parágrafo Único: Da revisão do processo não poderá resultar agravamento
de penalidade.

Título VI

Capítulo Único

Disposições Gerais

Art. 227 O Dia do Servidor Público será comemorado a vinte e oito de outubro.
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Art. 228 Os prazos previstos nesta Lei serão contados em dias corridos, excluindo-
se o dia do começo e incluindo-se o do vencimento, ficando prorrogado, para o
primeiro dia útil seguinte, o prazo vencido em dia em que não haja expediente.

Art. 229 Por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política, o
servidor não poderá ser privado de quaisquer dos seus direitos, sofrer discriminação
em sua vida funcional, nem eximir-se do cumprimento de seus deveres.

Art. 230 Ao servidor público municipal é assegurado, nos termos da Constituição
Federal, o direito à livre associação sindical e os seguintes direitos, entre outros,
dela decorrentes:

a) de ser representado pelo sindicato, inclusive como substituto processual;

b) de inamovibilidade do dirigente sindical, até um ano após o final do
mandato, exceto se a pedido;

c) de descontar em folha, sem ônus para a entidade sindical a que for
filiado, o valor das mensalidades e contribuições definidas em assembléia
geral da categoria.

Art. 231 É assegurado o direito de greve, competindo aos servidores decidir sobre
a oportunidade de exercê-lo e sobre os interesses que devam por meio dele
defender na forma da lei.

Art. 232 Consideram-se da família do servidor, além do cônjuge e filhos, quaisquer
pessoas que vivam as suas expensas e constem do seu assentamento individual.

Parágrafo Único: Equipara-se ao cônjuge a companheira ou companheiro,
que comprove união estável como entidade familiar.

Art. 233 Fica estipulado a data base para correção e reposição de perdas salariais,
o primeiro dia do mês de maio de cada ano, condicionada ao calculo prévio do
impacto da folha de pagamento respeitados os limites da lei complementar 101/00.

Parágrafo Único: O índice adotado para a correção é o INPC (Índice
Nacional de Preço ao Consumidor) ou qualquer outro que venha a substituí-
lo.


Art. 234 As disposições que tratam de Remunerações mensais, avaliação de
desempenho, bem como do quadro do Plano de Cargo, Carreira e Salário - PCCS,
serão dispostos em Lei específica.




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Título VII

Capítulo Único

Disposições Finais e Transitórias

Art. 235 Os instrumentos de procuração utilizados para recebimento de direitos ou
vantagens de servidores municipais terão validade por 2 (dois) anos devendo ser
renovados após findo este prazo.

Art. 236 Para todos os efeitos previstos nesta Lei e em Leis do Município, os
exames de sanidade física e mental serão obrigatoriamente realizados por médico
credenciado.

Parágrafo Único: Em casos especiais, atendendo a natureza da
enfermidade, a autoridade municipal poderá designar junta médica para
proceder ao exame, dela fazendo parte, obrigatoriamente, o médico do
Município ou o médico credenciado pela autoridade municipal.

Art. 237 É vedado ao servidor servir sob a chefia imediata de cônjuge ou parente
até 2º (segundo) grau, salvo em cargos de livre escolha.

Art. 238 São isentos de taxas, emolumentos ou custas os requerimentos, certidões
e outros papéis que, da esfera administrativa, interessar ao servidor municipal ativo
ou inativo, nessa qualidade.

Art. 239 O Horário de funcionamento nas repartições municipais será fixada por
Decreto do Prefeito Municipal, respeitando-se a jornada de quarenta horas
semanais.

Art. 240 O pagamento dos funcionários deverá ser realizado até o 1º (primeiro) dia
de cada mês.

Art. 241 O Prefeito Municipal baixará, por decreto, os regulamentos necessários à
execução da presente Lei.

Art. 242 O município recorrerá até a última instância judicial em processo cuja
decisão tenha sido contrária ao interesse do Município, inclusive quando decorrente
da instituição do regime instituído por esta Lei.

Art. 243 Aplica-se o presente Estatuto, naquilo que couber, ao Quadro do
Magistério Municipal.

Parágrafo Único: O Quadro de Magistério Municipal manterá seu Plano de
Cargos, Carreira e Salários em Lei específica.

Art. 244 Os casos omissos desta Lei serão resolvidos aplicando-se a Constituição
Federal, a Constituição Estadual, e a Lei Orgânica Municipal.
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Art. 245 São partes integrantes desta Lei os Anexos I e II (Ficha de Avaliação de
Desempenho e Ficha de Acompanhamento).

Art. 246 Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as
disposições em contrário.


Agudos do Sul, 19 de dezembro de 2007.








José Pires de Oliveira
PREFEITO MUNICIPAL