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UNÌVERSÌDADE FEDERAL DE SANTA MARÌA

CENTRO DE CÌËNCÌA RURAÌS
DEPARTAMENTO DE SOLOS

















SOLOS FLORESTAÌS




Prof. José Miguel Reichert e colaboradores
























SANTA MARÌA, 2009
2
SUMÁRÌO

UNÌDADE 1: O SOLO NOS ECOSSÌSTEMAS FLORESTAÌS ........................................................................... 7
1. INTRODUÇO ...................................................................................................................................................... 7
!. "O#O NO" $%O""I"T$M&" '#OR$"T&I" .................................................................................................... (
!.1 ) 'u*+,es gerais do solo- .............................................................................................................................. (
2.1.1 – Solo como meio de desenvolvimento de plantas:......................................................................................... (
2.1.2 – Solo como reservatório de nutrientes: ............................................................................................................ .
2.1.3 – Solo como reservatório de água e transformador de materiais orgânicos:............................................... .
UNÌDADE 2 – CARACTERÍSTÌCAS MORFOLÓGÌCAS, FATORES E PROCESSOS DE FORMAÇÃO
DO SOLO .................................................................................................................................................................. 1/
1 ) O "O#O %OMO %ORPO N&TUR&#- ....................................................................................................................... 1/
! ) MOR'O#O0I& INT$RPR$T&TI1& DO "O#O.......................................................................................................... 11
!.1 ) 2ori3o*tes e ca4adas do 5erfil do solo.................................................................................................... 11
!.! 6 %aracter7sticas 4orfol8gicas i*ter*as ...................................................................................................... 19
2.2.1 – Espessura e transição entre horizontes ....................................................................................................... 19
2.2.2 – Cor do solo ....................................................................................................................................................... 19
2.2.3 – Textura .............................................................................................................................................................. 1(
2.2.4 – Estrutura ........................................................................................................................................................... 1.
2.2.5 - Consistência ...................................................................................................................................................... !/
2.2.6 – Cerosidade e superfícies de fricção (slickensides)..................................................................................... !1
2.2.7 - Cimentação e nódulos e concreções minerais............................................................................................ !1
2.2.8 – Porosidade e raízes ........................................................................................................................................ !!
!.: ) %aracter7sticas a4bie*tais ....................................................................................................................... !!
!.; ) Descri+<o do 5erfil do solo....................................................................................................................... !!
2.4.1 – Aplicação da cor para inferir sobre a drenagem do solo e definição de tipo de plantas a cultivar...... !:
2.4.2 – Aplicação da descrição morfológica para os dados sobre o uso e manejo do solo.............................. !:
2.4.3 – Aplicação do tipo de horizontes e descrição morfológica para inferir sobre processos de formação do
solo ................................................................................................................................................................................. !:
: ) PRO%$""O" $ '&TOR$" D$ 'ORM&ÇO DO "O#O- ............................................................................................... !;
:.1 6 I4te45eris4o f7sico- ................................................................................................................................. !;
:.! 6 I4te45eris4o =u74ico- ............................................................................................................................ !>
:.: ) 'atores de for4a+<o do solo .................................................................................................................... !>
3.3.1 – Material de origem ........................................................................................................................................... !9
3.3.1.1 Material de origem orgânica ..................................................................................................................... !9
3.3.1.2 Material de origem mineral ....................................................................................................................... !9
3.3.2 Relevo ................................................................................................................................................................. !(
3.3.3 Clima ..................................................................................................................................................................... :/
3.3.4 Organismos Vivos ............................................................................................................................................... :!
3.3.5 Tempo ................................................................................................................................................................. ::
:.; ) Processos gerais de for4a+<o do solo ..................................................................................................... :;
:.> ) Processos es5ec7ficos de for4a+<o do solo .............................................................................................. :>
3.5.1 – Latolização ....................................................................................................................................................... :>
3.5.2 - Podzolização ..................................................................................................................................................... :7
3.5.3 - Gleização ........................................................................................................................................................... :.
:.9 &5lica+,es ................................................................................................................................................... ;/
REFERÊNCÌAS BÌBLÌOGRÁFÌCAS ..................................................................................................................... ;!
UNÌDADE 3 – FLUXO DE NUTRÌENTES EM ECOSSÌSTEMAS FLORESTAÌS .......................................... ;:
1 ) #I?$R&ÇO D$ NUTRI$NT$" P$#&" RO%2&"...................................................................................................... ;:
1.1 ) 2idr8lise ................................................................................................................................................... ;;
1.! 6 O@ida+<o e Redu+<o.................................................................................................................................. ;>
! ) R$T$NÇO $ #I?$R&ÇO D$ NUTRI$NT$".......................................................................................................... ;>
!.1 &*Alise Bu74ica do solo e sua i*ter5reta+<o ............................................................................................... ;>
2.1.1 - Fração coloidal do solo .................................................................................................................................... ;9
3.1.2 - Área superficial específica .............................................................................................................................. ;.
3.1.3 – Grupos funcionais (reativos) da fração coloidal do solo............................................................................ >/
3.1.4 – Cargas elétricas ............................................................................................................................................... >:
3.1.5 – Retenção de íons............................................................................................................................................. >;
3.1.5.1 – Adsorção de cátions ............................................................................................................................... >>
3.1.5.2 – Adsorção de ânions ................................................................................................................................ >(
3.1.6 – Acidez do solo .................................................................................................................................................. >.
3.1.7 – Floculação e dispersão de colóides.............................................................................................................. 9>
3
:.! ) '#UCO D$ NUTRI$NT$" ................................................................................................................................... 97
3.2.1 Acidez do solo ..................................................................................................................................................... 7/
3.2.1.1 - Correção do solo ........................................................................................................................................... 7!
3.2.2 – Formas e disponibilidade de nutrientes ........................................................................................................ 7:
3.2.2.1 - Fósforo ...................................................................................................................................................... 7:
3.2.2.2 – Potássio .................................................................................................................................................... 7>
3.2.2.3 – Nitrogênio ................................................................................................................................................. 79
3.2.2.4 - Cálcio e magnésio ................................................................................................................................... 77
3.2.2.5 - Enxofre ...................................................................................................................................................... 7(
3.2.2.6 - Micronutrientes ......................................................................................................................................... 7(
3.2.3 – Considerações Finais...................................................................................................................................... (/
3.2.4 Bibliografia ........................................................................................................................................................... (/
:.: '&UN& DO "O#O ...................................................................................................................................... (1
3.3.1. ÌNTRODUÇÃO ................................................................................................................................................... (1
3.3.2 COMUNÌDADES E ECOSSÌSTEMAS ............................................................................................................. (:
3.3.3 CLASSÌFÌCAÇÃO DOS ORGANÌSMOS DO SOLO ...................................................................................... (;
3.3.4 ALGUNS PARÂMETROS PARA O ESTUDO DA FAUNA EDÁFÌCA ........................................................ (.
3.3.5. FATORES QUE DETERMÌNAM A FAUNA DO SOLO ................................................................................ ./
3.3.5.1 Quantidade de seres vivos ....................................................................................................................... ./
3.3.5.2. Umidade do solo ....................................................................................................................................... .1
3.3.5.3. Textura do solo .......................................................................................................................................... .1
3.3.5.4. Porosidade do solo ................................................................................................................................... .1
3.3.5.5. Temperatura............................................................................................................................................... .!
3.3.5.6. Qualidade do alimento .............................................................................................................................. .!
3.3.6. PRÁTÌCAS DE MANEJOS DOS SOLOS E A FAUNA EDÁFÌCA ............................................................... .!
3.3.6.1. Sistema de Preparo Convencional ......................................................................................................... .:
3.3.6.2. Sistema de plantio direto e uso de coberturas...................................................................................... .;
3.3.6.3 Aplicação de pesticidas e fertilizantes ..................................................................................................... .9
3.3.6.4. Efeito do fogo ............................................................................................................................................. .7
Bibliografia ................................................................................................................................................................ .(
:.; Microrga*is4os do solo .............................................................................................................................. .(
3.4.1 Ìntrodução ............................................................................................................................................................ .(
3.4.2 Organismos do solo: microrganismos e fauna do solo.................................................................................. ..
3.4.2.1 Microrganismos .......................................................................................................................................... ..
3.4.3 Densidade, biomassa e funções dos microrganismos do solo.................................................................. 1/!
3.4.3.1 Densidade e biomassa ............................................................................................................................ 1/!
3.4.3.2 Principais funções dos microrganismos e da fauna do solo.............................................................. 1/:
3.4.4 Micorrizas ........................................................................................................................................................... 1/>
3.4.4.1 Ìmportância das micorrizas para o ciclo do P....................................................................................... 1/9
3.4.4.2 Tipos de micorrizas .................................................................................................................................. 1/7
3.4.4.2.1 Ectomicorrizas .................................................................................................................................. 1/(
3.4.4.2.2 Endomicorrizas ................................................................................................................................ 1/.
3.4.4.3 Benefícios das micorrizas ....................................................................................................................... 1/.
3.4.4.4 Efeito dos sistemas de manejo sobre as micorrizas........................................................................... 11/
3.4.5 Bibliografia ......................................................................................................................................................... 111
:.> %iclo biogeoBu74ico do carbo*o............................................................................................................... 111
3.5.1 Ìntrodução .......................................................................................................................................................... 111
3.5.2 Objetivos ............................................................................................................................................................ 11!
3.5.3 Natureza dos materiais orgânicos adicionados ao solo.............................................................................. 11:
3.5.3.1 Resíduos de origem vegetal ................................................................................................................... 11:
3.5.3.2 Resíduos de origem animal .................................................................................................................... 11:
3.5.4 Composição (qualidade) dos materiais orgânicos....................................................................................... 11;
3.5.5 Ìmportância dos microrganismos do solo no ciclo do carbono................................................................... 11>
3.5.6 Dinâmica da decomposição de materiais orgânicos................................................................................... 11>
3.5.7 Tipos de Decomposição .................................................................................................................................. 117
3.5.8 Decomposição dos principais constituintes de resíduos vegetais............................................................. 11.
3.5.9 Avaliação da decomposição de resíduos vegetais no solo........................................................................ 1!:
3.5.10 Efeito das condições ambientais, composição bioquímica e manejo dos materiais orgânicos sobre o
processo de decomposição ....................................................................................................................................... 1!;
3.5.10 Formação e composição da matéria orgânica do solo.............................................................................. 1!9
3.5.11 Formação da matéria orgânica estável do solo (Substâncias húmicas)................................................ 1!(
3.5.12 Decomposição da matéria orgânica do solo ............................................................................................... 1!.
3.5.12.1 Metanogênese ........................................................................................................................................ 1:/
3.5.13 Bibliografia ....................................................................................................................................................... 1:!
:.9 %iclo biogeoBu74ico do *itrogD*io ........................................................................................................... 1::
3.6.1 Ìntrodução .......................................................................................................................................................... 1::
3.6.2 Objetivos ............................................................................................................................................................ 1:>
3.6.3 Natureza e metabolismo das fontes nitrogenadas....................................................................................... 1:>
3.6.3.1 Nitrogênio inorgânico ............................................................................................................................... 1:>
4
3.6.3.2 Nitrogênio orgânico .................................................................................................................................. 1:9
3.6.3.3 Nitrogênio atmosférico (N2) .................................................................................................................... 1:7
3.6.4 Principais transformações biológicas do nitrogênio..................................................................................... 1:7
3.6.4.1 Mineralização e imobilização do N ........................................................................................................ 1:7
3.6.4.1.1 Definição ........................................................................................................................................... 1:7
3.6.4.2 Microrganismos e mecanismos bioquímicos envolvidos.................................................................... 1;;
3.6.4.3 Fatores de controle .................................................................................................................................. 1;9
3.6.4.4 Ìmportância agrícola e ambiental ........................................................................................................... 1;(
3.6.5 Nitrificação ......................................................................................................................................................... 1;.
3.6.5.1 Definição .................................................................................................................................................... 1;.
3.6.5.2 Microrganismos e mecanismos bioquímicos envolvidos.................................................................... 1;.
3.6.5.4 Ìmportância agrícola e ambiental ........................................................................................................... 1>;
3.6.6.1 Definição .................................................................................................................................................... 1>>
3.6.6.2 Microrganismos e mecanismos bioquímicos envolvidos.................................................................... 1>9
3.6.6.3 Fatores de controle .................................................................................................................................. 1>7
3.6.6.4 Ìmportância agrícola e ambiental ........................................................................................................... 1>(
3.6.7 Fixação biológica de nitrogênio (FBN) ........................................................................................................... 1>.
3.6.7.1 Fixação simbiótica de N2 ......................................................................................................................... 19/
3.6.7.1.1 Microrganismos e mecanismos bioquímicos envolvidos........................................................... 19/
3.6.7.1.2 Simbiose entre leguminosas e Rizóbio ........................................................................................ 19/
3.6.7.1.3 Características e taxonomia da bactéria ...................................................................................... 191
3.6.7.1.4 Ìnfecção e formação dos nódulos ................................................................................................. 19!
3.6.7.1.5 Funcionamento do complexo fixador de N2 ................................................................................. 19;
3.6.7.1.6 O que é necessário para a nitrogenase atuar na FBN em leguminosas?............................... 197
3.6.7.1.7 Ìnoculantes e inoculação ............................................................................................................. 19(
3.6.7.1.8 Quando usar um inoculante? ......................................................................................................... 19.
3.6.7.1.9 Fatores de controle .......................................................................................................................... 19.
3.6.7.1.10 Ìmportância agrícola e ambiental ................................................................................................ 171
3.6.7.2 Sistema simbiótico Frankia x não leguminosas................................................................................... 171
3.6.8.2 Diazotróficos de vida livre ....................................................................................................................... 17;
Bibliografia ................................................................................................................................................................... 179
UNÌDADE 4. RELAÇÃO SOLO-ÁGUA-PLANTA NA PRODUÇÃO FLORESTAL .................................... 17(
1 ) T$CTUR& DO "O#O .......................................................................................................................................... 17(
1.1 ) Rela+<o da te@tura co4 o ti5o de 4a*eEo ............................................................................................... 17.
! ) PORO" DO "O#O $ %R$"%IM$NTO" D&" R&FG$"................................................................................................ 1(/
!.1 6 Rela+,es 4assa6Holu4e associados I estrutura do solo ......................................................................... 1(/
!.! 6 'or4a+<o e estabili3a+<o dos agregados ............................................................................................... 1(!
!.: ) $strutura e 4a*eEo do solo .................................................................................................................... 1(;
: ) %I%#O 2IDRO#J0I%O $ K0U& NO "O#O ............................................................................................................ 1(>
:.1 ) =ua*tidade de rete*+<o de e*ergia e Agua *o solo ............................................................................... 1(>
:.! ) Dis5o*ibilidade de Agua 5ara as 5la*tas ............................................................................................... 1((
:.: ) MoHi4e*to de Agua *o solo .................................................................................................................... 1(.
; ) 0&"$" $ T$MP$R&TUR&" DO "O#O.................................................................................................................. 1./
> ) INT$RPR$T&ÇL$" "O#O) "FTIO $ M&N$JO DO "O#O......................................................................................... 1.1
UNÌDADE 5. CLASSÌFÌCAÇÃO DE SOLO E ÌNTERPRETAÇÃO DE ANÁLÌSES E LEVANTAMENTOS
.................................................................................................................................................................................. 1.;
Ricardo "i4<o Di*i3 Dal4oli* ........................................................................................................................ 1.;
&PR$"$NT&ÇO .................................................................................................................................................... 1.;
1. PRIN%FPIO" $ $1O#UÇO D& %#&""I'I%&ÇO D$ "O#O" ................................................................. 1.>
I*trodu+<o I %lassifica+<o dos "olos.............................................................................................................. 1.>
Pri*ci5ais ter4os usados e4 %lassifica+<o dos "olos .................................................................................... 1.>
Ti5os de classifica+<o ...................................................................................................................................... 1.7
$Holu+<o da %lassifica+<o de "olos ................................................................................................................ 1.7
!. O P$R'I# DO "O#O $ "U&" %&R&%T$RF"TI%&" DI&0NJ"TI%&" ...................................................... 1..
Poli5edo*......................................................................................................................................................... !//
Perfil do solo ................................................................................................................................................... !//
"e+<o %o*trole ................................................................................................................................................ !/1
"olu4 ............................................................................................................................................................... !/1
2ori3o*tes tra*sicio*ais .................................................................................................................................. !/!
2ori3o*tes i*ter4ediArios ............................................................................................................................... !/:
Material OrgM*ico ........................................................................................................................................... !/;
Material Mi*eral ............................................................................................................................................. !/;
&tiHidade da fra+<o argila ............................................................................................................................... !/;
"atura+<o 5or bases N1alor 1OP ..................................................................................................................... !/;
5
%arAter &lu47*ico ........................................................................................................................................... !/>
%arAter &l7tico ................................................................................................................................................. !/>
Muda*+a te@tural abru5ta ............................................................................................................................... !/>
%arAter "8dico ................................................................................................................................................ !/9
%arAter "ol8dico ............................................................................................................................................. !/9
%arAter "ali*o ................................................................................................................................................. !/9
%arAter "Alico ................................................................................................................................................. !/9
%arAter %arbo*Atico ....................................................................................................................................... !/9
%arAter co4 %arbo*ato .................................................................................................................................. !/9
Pli*tita ............................................................................................................................................................. !/9
Petro5li*tita ..................................................................................................................................................... !/7
%arAter Pl7*tico ............................................................................................................................................... !/7
%arAter %o*crecio*Ario .................................................................................................................................. !/7
%arAter #ito5l7*tico ......................................................................................................................................... !/7
%arAter &rgilQHico........................................................................................................................................... !/7
%arAter PlM*ico ............................................................................................................................................... !/7
%arAter %oeso ................................................................................................................................................. !/(
%arAter DQrico ................................................................................................................................................ !/(
%arAter Rutrico ............................................................................................................................................... !/(
%arAter 1értico ................................................................................................................................................ !/(
"u5erf7cie de 'ric+<o ou "licSe*side ............................................................................................................... !/(
%o*tato l7tico ................................................................................................................................................... !/(
%o*tato #7tico 'rag4e*tArio ........................................................................................................................... !/.
Materiais sulf7dricos ........................................................................................................................................ !/.
%arAter Kcrico ................................................................................................................................................. !/.
%arAter $5iABuico ........................................................................................................................................... !/.
%or do solo ...................................................................................................................................................... !/.
%arAter %rT4ico ............................................................................................................................................. !11
%arAter $bM*ico .............................................................................................................................................. !11
%arAter RQbrico............................................................................................................................................... !11
%or e teor de 8@idos de ferro ........................................................................................................................... !11
0rau de deco45osi+<o do 4aterial orgM*ico ................................................................................................. !1!
OUTRO" &TRI?UTO" .................................................................................................................................... !1!
%erosidade ....................................................................................................................................................... !1!
"u5erf7cie de co45ress<o ................................................................................................................................ !1!
&utogra*ula+<o U"elf6Mulchi*gV ................................................................................................................... !1!
0ilgai ............................................................................................................................................................... !1:
Rela+<o silteWargila ......................................................................................................................................... !1:
Mi*erais alterAHeis .......................................................................................................................................... !1:
Regi4es de te45eratura- ................................................................................................................................. !1:
Regi4es de u4idade- ....................................................................................................................................... !1:
;. 2ORIGONT$" DI&0NJ"TI%O" DO "I?%" ................................................................................................. !1;
Horizonte Hístico ......................................................................................................................................................... !1;
Horizonte A Chernozêmico ....................................................................................................................................... !1>
Horizonte A Proeminente........................................................................................................................................... !1>
Horizonte A Húmico.................................................................................................................................................... !1>
Horizonte A Antrópico ................................................................................................................................................ !19
Horizonte A Fraco ....................................................................................................................................................... !19
Horizonte A Moderado ............................................................................................................................................... !17
2ori3o*tes diag*8sticos subsu5erficiais ......................................................................................................... !17
Horizonte B textural .................................................................................................................................................... !17
Horizonte B latossólico .............................................................................................................................................. !1(
Horizonte B incipiente ................................................................................................................................................ !1.
Horizonte B espódico ................................................................................................................................................. !1.
Horizonte plíntico ........................................................................................................................................................ !!/
Horizonte Concrecionário .......................................................................................................................................... !!/
Horizonte Litoplíntico .................................................................................................................................................. !!/
Horizonte glei .............................................................................................................................................................. !!/
Horizonte E álbico ....................................................................................................................................................... !!1
Fragipã ......................................................................................................................................................................... !!1
Duripã ........................................................................................................................................................................... !!1
Horizonte Cálcico ........................................................................................................................................................ !!1
Horizonte Petrocálcico ............................................................................................................................................... !!!
Horizonte sulfúrico ...................................................................................................................................................... !!!
Horizonte vértico ......................................................................................................................................................... !!!
6
Horizonte B plânico .................................................................................................................................................... !!!
Horizonte B nítico ....................................................................................................................................................... !!:
>. "I"T$M& ?R&"I#$IRO D$ %#&""I'I%&ÇO D$ "O#O" N"I?%"P ......................................................... !!:
0rafia do "i?%" .............................................................................................................................................. !!;
%haHe 5ara ide*tifica+<o das classes de solos ................................................................................................ !!;
%haHe 5ara as orde*s ...................................................................................................................................... !!>
Tabela resu4o 5ara o :X *7Hel categ8rico ....................................................................................................... !!7
1. &R0I""O#O" 6 P ................................................................................................................................................. !:9
%haHe 5ara classifica+<o dos &rgissolos ........................................................................................................ !:7
!. %&M?I""O#O" 6 %.............................................................................................................................................. !;/
%haHe 5ara classifica+<o dos %a4bissolos ..................................................................................................... !;!
;. $"PODO""O#O" 6 $ ............................................................................................................................................ !;>
%haHe 5ara classifica+<o dos $s5odossolos ................................................................................................... !;9
>. 0#$I""O#O" 6 0 ................................................................................................................................................ !;7
%haHe 5ara classifica+<o dos 0leissolos ........................................................................................................ !;.
9. #&TO""O#O" 6 # ................................................................................................................................................ !>/
%2&1$ P&R& %#&""I'I%&ÇO DO" #&TO""O#O"................................................................................................... !>1
7. #U1I""O#O" 6 T ................................................................................................................................................. !>;
%haHe 5ara classifica+<o dos #uHissolos ........................................................................................................ !>>
(. N$O""O#O" 6 R ................................................................................................................................................. !>9
%haHe 5ara classifica+<o dos Neossolos ......................................................................................................... !>.
.. NITO""O#O" 6 N ................................................................................................................................................ !9/
%haHe 5ara classifica+<o dos Nitossolos ........................................................................................................ !91
1/. OR0&NO""O#O" 6 O ........................................................................................................................................ !9!
%lasse de solo .................................................................................................................................................. !9!
11. P#&NO""O#O" 6 " ............................................................................................................................................ !9;
%haHe 5ara classifica+<o dos Pla*ossolos ...................................................................................................... !9>
1!. P#INTO""O#O" 6 ' ........................................................................................................................................... !99
%haHe 5ara classifica+<o dos Pli*tossolos ...................................................................................................... !97
1:. 1$RTI""O#O" 6 1 ............................................................................................................................................ !9(
%haHe 5ara classifica+<o dos 1ertissolos ....................................................................................................... !9.
7. INTRODUÇO &O #$1&NT&M$NTO D$ "O#O" .................................................................................... !7/
Os solos e sua Hariabilidade *a 5aisage4 ...................................................................................................... !7/
Rela+<o solo 6 5aisage4 .................................................................................................................................. !7/
"e*soria4e*to re4oto a5licado ao leHa*ta4e*to de solos ............................................................................. !7!
Uso de fotografias aéreas *a 5edologia .......................................................................................................... !7:
I*ter5reta+<o de fotografias aéreas ................................................................................................................ !7:
$stereosco5ia .................................................................................................................................................. !7;
Uso de i4age*s de satélites *a 5edologia ....................................................................................................... !7>
I*ter5reta+<o de i4age*s de satélites ............................................................................................................. !79
%o45ara+<o e*tre fotografias aéreas e i4age*s de satélites ......................................................................... !79
%Alculo da escala de fotografias aéreas ou i4age*s de satélites.................................................................... !79
(. #$1&NT&M$NTO D$ "O#O" ...................................................................................................................... !7(
ObEetiHos .......................................................................................................................................................... !7(
Utilidades dos leHa*ta4e*tos de solos ............................................................................................................ !7.
U*idades utili3adas e4 leHa*ta4e*tos de solos .............................................................................................. !7.
#eHa*ta4e*tos &utD*ticos de "olos ................................................................................................................. !(!
#eHa*ta4e*tos %o45ilados de "olos .............................................................................................................. !(:
N7Hel de #eHa*ta4e*to .................................................................................................................................................. !(>
Ma5a $@5lorat8rio ................................................................................................................................................... !(>
$scala do leHa*ta4e*to de solos ..................................................................................................................... !(9
$@ecu+<o de leHa*ta4e*tos de solos ............................................................................................................... !((
#eHa*ta4e*tos de "olos *o ?rasil ................................................................................................................... !(.
7
UNÌDADE 1: O solo nos ecossistemas florestais

José Miguel Reichert 6 U'"M

1. Ìntrodução
O solo é u4 4eio 5oroso co4 estrutura e biologica4e*te atiHoY Bue se dese*HolHeu Ne
co*ti*ua se dese*HolHe*doP *a crosta da su5erf7cie terrestre. O solo 5ode ser i4agi*ado co4o
se*do a 5ele Bue reHeste o 5la*eta Terra. & 5edosfera éY 5orta*toY o e*Helo5e da Terra o*de os
solos ocorre4 e sua for4a+<o é atua*te.
& 5edosfera so4e*te dese*HolHe6se Bua*do hA u4a i*tera+<o e*tre at4osfera NarPY
biosfera NHidaPY litosfera Nrochas e seus 4i*eraisP e hidrosfera NAguaP
1
. $sses ci*co co45o*e*tes
co*stitue4 a ecosferaY o*de a 5edosfera é o 5o*to ce*tral da 5rese*te disci5li*a. Poder7a4os
i4agi*ar o solo co4o a 5ele do seu cor5oY Bue o reHesteY recebe e tra*s4ite e*ergiaY i*terage
co4 a at4osfera e deli4ita fisica4e*te o obEeto cor5oral.
O solo é o co45o*e*te fu*da4e*tal dos ecossiste4as terrestresY afeta*do o bala*+o de
e*ergiaY o ciclo da AguaY a ciclage4 de *utrie*tes e a 5rodutiHidade do ecossiste4a.
O reco*heci4e*to dos solos co4o cor5os *aturais orga*i3adosY ocu5a*do su5erf7cies
es5ec7ficas *o globo terrestre e co4 caracter7sticas 4orfol8gicasY 4i*eral8gicasY Bu74icas e
f7sicas relacio*adas aos 5rocessos e fatores Bue dera4 orige4 aos 4es4osY ocorreu *a 4etade do
século ICCY 5elo trabalho reali3ado 5or DoSuchaeH
!
. O co*heci4e*to atual a res5eito de solos é
resulta*te de u4a eHolu+<o de co*heci4e*tosY co4 obserHa+,es e registros Bue fora4 efetuados
desde os 5ri48rdios da hu4a*idade até o 5rese*te.
Os co*ceitos a*tigos serHira4 e ai*da serHe4 de base 5ara o dese*HolHi4e*to de *oHos
co*heci4e*tos. & eHolu+<o do co*ceito de solo 5assou 5or diHersas fases e escolas. &s 4ais
releHa*tes s<o o solo co4o 4eio de *utri+<o de 5la*tasY u4 5roduto de altera+<o das rochas e u4
cor5o *atural orga*i3ado.

1
Na busca cie*t7ficaY o ho4e4 5rocura co*hecer o a4bie*te de outros 5la*etasY 5ara saber se hA ou houHe Hida *as
4ais Hariadas escalas de eHolu+<oY de*tre outras curiosidades. &lé4 de si*ais de li*guage4 Nso*s tra*s4itidos *o
es5a+o sideralPY o a4bie*te f7sico e biol8gico dos 5la*etas é i*Hestigado. & e@istD*cia de u4a at4osfera *<o hostil I
Hida Nco4o 5rese*+a de o@igD*ioY ausD*cia de gases 4ortais e te45eratura a4e*aP e de Agua i*dica4 a 5ossibilidade
de Hida. Para haHer for4a+<o de soloY ta4bé4 hA *ecessidade de Agua e HidaY 5ara Bue haEa tra*sfor4a+<o das
rochasY for4a+<o de 4aterial orgM*ico e atiHidade biol8gica 5ara tra*sfor4a+<o desse 4aterial.
!
1asilZ 1asili[eHich DoSuchaeH N1(;961./: &DP foi u4 ge8logo russoY Bue é co*siderado o 5ai da ciD*cia do solo.
&*tes das descobertas deste 5esBuisadorY o solo era co*siderado u4 5roduto so4e*te da tra*sfor4a+<o f7sico6
Bu74ica da rocha. 'oto de \iSi5edia The 'ree $*cZclo5edia Nhtt5-WWe*.]iSi5edia.orgW]iSiWDoSuchaeHP.

8

2. Solo nos ecossistemas florestais

2.1 – Funções gerais do solo:
O solo é o co45o*e*te fu*da4e*tal dos ecossiste4as terrestresY afeta*do o bala*+o de
e*ergiaY o ciclo da AguaY a ciclage4 de *utrie*tes e a 5rodutiHidade do ecossiste4a. "olos s<o
cor5os *aturaisY ocu5a*do 5or+,es *a su5erf7cie terrestreY su5orta*do 5la*tas e as edifica+,es do
ho4e4 e Bue a5rese*ta4 5ro5riedades resulta*tes da atua+<o i*tegrada do cli4a e dos
orga*is4osY atua*do sobre o 4aterial de orige4Y co*dicio*ado 5elo releHoY dura*te u4 5er7odo
de te45o. &lé4 da 5rodu+<o de ali4e*tosY o solo te4 gra*de i45ortM*cia ecol8gica e a4bie*tal.

2.1.1 – Solo como meio de desenvolvimento de plantas:
& fu*+<o do solo é relacio*ada co4 a sua ca5acidade e4 *utrir as 5la*tas. &rist8teles
:

co*sideraHa o solo e4 rela+<o I *utri+<o das 5la*tasY ou seEaY a Bualifica+<o das terras segu*do
sua 5rodutiHidade. Os aHa*+os dos co*heci4e*tos de Bu74ica e fisiologia Hegetal leHara4
#iebig
;
a 5ro5or e4 1(;: a teoria 5ela Bual as 5la*tas *ecessitaHa4 ele4e*tos 4i*eraisY Bue
ara4 absorHidos Eu*ta4e*te co4 a Agua. $ste co*ceito deu orige4 a Area de co*heci4e*to de
fertilidade do solo e *utri+<o de 5la*tas.
"olos est<o re5letos de HidaY e4bora HocD talHe3 *u*ca te*ha 5ercebido^ Isso aco*tece
5orBueY Hia de regraY He4os a5e*as os 4acrorga*is4osY co4o as 4i*hocas. $sti4a6se Bue haEa
4aior diHersidade de es5écies abai@o da su5erf7cie do soloY do Bue *a floresta a4a3T*ica. Isso
sur5ree*de^ "olos 5roHD4 habitat 5ara u4a gra*de ga4a de orga*is4osY desde 5la*tas ate
orga*is4os co*su4idores. O solo éY de fatoY u4 co45le@o 4icro6ecossite4a. Os orga*is4os
HiHos tD4 u4 5a5el Hital *a deco45osi+<oY ciclage4 de *utrie*tes e for4a+<o da estrutura
N5oros e agregados de 5art7culasY 4atéria orgM*ica e 7o*sP.


:
&rist8teles N:(;6:!! &%P foi u4 fil8sofo gregoY estuda*te de Plat<o e 5rofessor de &le@a*dre O 0ra*deY e u4 dos
4ais i*flue*tes *a filosofia grega a*tiga.Na a*tiguidadeY os fil8sofos estudaHa4 os 4ais disti*tos as5ectos da
*ature3a. TalHe3 HocD EA te*ha ouHido falar de &rist8telesY 4as Ea4ais i4agi*ado Bue ele tiHesse se 5reocu5ado co4
solos e *utri+<o de 5la*tas.

;
Justus Ho* #iebig N1(/:61(7: &DP foi u4 Bu74ico ale4<o Bue fe3 i*Q4eras co*tribui+,es i45orta*tes *a Bu74ica
e bioBu74ica agr7cola. _ reco*hecido co4 o 5ai da fertilidade do solo 5elas descoberta do *itrogD*io co4o *utrie*te
esse*cial Is 5la*tas e o estabeleci4e*to da lei do 47*i4o. 'oto de \iSi5edia The 'ree $*cZclo5edia
Nhtt5-WWe*.]iSi5edia.orgW]iSiWJustus`Ho*`#iebigP.

9
2.1.2 – Solo como reservatório de nutrientes:
O solo suste*ta fisica4e*te as 5la*tas
>
NatraHés das suas ra73esP e for*ece Agua e
*utrie*tes
9
dura*te o cresci4e*to e dese*HolHi4e*to Hegetal. Os orga*is4os autotr8ficos s<o
ca5a3es de reali3ar fotoss7*tese e co*Herter gAs carbT*ico *u4a diHersidade de co45ostos
orgM*icos eY 5ara issoY *ecessita4 de *utrie*tes e Agua do solo.
& libera+<o desses *utrie*tes da rocha e da 4atéria orgM*ica do solo e sua rete*+<o
5elas 5art7culas do solo ser<o abordadas *esta disci5li*aY e*Bua*to a ciclage4 e a reco4e*da+<o
de aduba+<o e calage4 serA obEeto de outra disci5li*a do curso. & Agua é u4 recurso Hital 5ara a
biosfera e a hu4a*idade. $4bora 5are+a abu*da*teY HeEa Bue a5e*as u4a 5eBue*a fra+<o N!Y>OP
é co*su47Hel 5elos ho4e*s. &lé4 dissoY hA u4a forte co45eti+<o 5elo uso da AguaY o*de
co45ete4 a agriculturaY a i*dQstria e a sociedade.

2.1.3 – Solo como reservatório de água e transformador de materiais orgânicos:
$sti4a6se Bue so4e*te /Y: O da Agua doce seEaY de fatoY re*oHAHel. & fra+<o re*oHAHel
do ciclo hidrol8gico i*clui os 5rocessos de 5reci5ita+<oY i*filtra+<oY escoa4e*to su5erficialY
ar4a3e*a4e*toY tra*s5ira+<o e eHa5ora+<o. U4a 5or+<o da Agua é ar4a3e*ada *a 3o*a *<o
saturada do solo é dis5o*7Hel Is 5la*tas. & Bua*tidade de Agua *o solo de5e*de das e*tradas
N5reci5ita+<o eY Bua*do 5rese*teY irriga+<oP e das sa7das Nescoa4e*to su5erficialY 5ercola+<oY
eHa5ora+<o e tra*s5ira+<oP.
$ co4o a Agua se 4oHe *o solo e deste 5ara a rai3 da 5la*taa O 4oHi4e*to ocorre e4
fu*+<o de difere*+a de 5ote*cialY se*do de 4aior N*or4al4e*te solo 4ais Q4idoP 5ara o 4e*or
Nsolo 4ais secoP. &s ra73es das 5la*tas tD4 u4 5ote*cial 4ais bai@o Bue solo seco e a Agua
4oHe6se do solo 5ara de*tro do siste4a radicular.
O 4oHi4e*to da Agua *o solo estA associado ta4bé4 co4 a 4igra+<o de argilasY
4atéria orgM*ica e 7o*sY for4a*do solos de difere*tes ti5os. Mais detalhes desses 5rocessos de
4igra+<o ser<o Histos *a u*idadeY Bue trata da gD*ese do solo.
O solo te4 u4a ca5acidade *atural de ciclar res7duosY desde Bue seEa4 adicio*ados e4
Bua*tidades a5ro5riadas e e4 solo co4 co*di+,es de recebD6los. & a5lica+<o de res7duos
Hegetais e de deEetos a*i4ais *<o deHeria e@ceder a ca5acidade dos orga*is4os do solo degradA6

9
Na 4aioria das 5la*tasY o solo é a 5ri*ci5al fo*te de Agua e essas absorHe46*a Hia o siste4a radicular. & eHolu+<o
da rai3 foi certa4e*te o eHe*to 4ais i45orta*te 5ara 5ossibilitar o dese*HolHi4e*to de u4a flora e fau*a terrestre
abu*da*te. U4a He3 eHolu7das e 5rese*tesY as ra73es 5roHDe4 suste*ta+<o 5ara 5la*tas arb8reas e 5er4ite4 u4
7*ti4o co*tato co4 *utrie*tes e Agua do solo.

9
& co45osi+<o 4i*eral 4édia 5ara u4 gra*de *Q4ero de 5la*tas NJu4aY 1...P é- *itrogD*io NNPY 1>Y! gWSgb f8sforo
NPPY !Y! gWSgb 5otAssio NcPY 1;Y7 gWSgb cAlcio N%aPY 7Y7 gWSgb 4ag*ésio NMgPY :Y/ gWSgb s8dio NNaPY :Y7 gWSgb cloro
N%lPY 7Y: gWSgb e*@ofre N"PY !Y9 gWSgb carbo*o N%PY ;//6>// gWSg. & Bua*tidade de *itrogD*io de 1>Y! gWSg sig*ifica
Bue hA 1>Y! g de N 5or 1 Sg de 4assa seca Hegetal. 1eEa Bue isso é eBuiHale*te a 1Y>!O e4 u*idades de 4assa.
10
loY *e4 5er4itir Bue e@cessos de ele4e*tos Bu74icos seEa4 li@iHiados 5ara ca4adas 5rofu*das
do solo ouY até 4es4oY ao aBd7fero.
Nos dias 5rese*tesY alé4 da agriculturaY o solo te4 4erecido destaBue *as %iD*cias
&4bie*taisY 5articular4e*te *os te4as de 4a*eEo de res7duos Nurba*osY i*dustriaisY etcPY
re4edia+<o de solos co*ta4i*ados Nco4 4etais 5esadosY gasoli*aY etcP e recu5era+<o de terras
degradadas.
%o4o referido a*terior4e*teY a estrutura de u4 solo é co45osta de 5oros Nes5a+os
eHa3iosfP e 5art7culas de solo arra*Eadas e4 agregados N5arte s8lidaP. Os 5oros ocu5a4
a5ro@i4ada4e*te >/O do soloY 5ode*do Hariar de ;/ a 9/O e4 fu*+<o da gra*ulo4etria e do
4a*eEo do solo. Os es5a+os Ha3ios s<o ocu5ados 5or Agua ou arY os Buais co45ete4 e*tre si.
&58s u4a chuHaY o solo 5ode saturar co4 Agua e e@5ulsar todo o ar. $4 solo 4ais secoY o ar
5redo4i*a *o es5a+o 5oroso.
Na res5ira+<o dos orga*is4os HiHos do solo hA libera+<o de gAs carbT*icoY Bua*do a
res5ira+<o 4icrobia*a é aer8biaY ou de gases co4o 4eta*o e 8@ido *itrosoY Bua*do a res5ira+<o é
a*aer8bia. $sses gases 5ode4 co*tribuir 5ara o efeito estufa e destrui+<o da ca4ada de o3T*io.
Porta*toY estratégias de 4a*eEo deHe4 ser adotadas 5ara 4i*i4i3ar estes i45actos a4bie*tais.
=ua*do a Agua flui de*tro do soloY ela *<o é 5uraY 4as u4a solu+<o co45osta de 7o*s
solQHeis co4o *itratoY 5esticidasY co45ostos orgM*icos e 4icrorga*is4os Nco4 5reocu5a+<o
4aior co4o os 5atogD*icosY e@e45lo- colifor4es fecaisP. Porta*toY o solo afeta a Bualidade da
Agua e a do ar.
O solo te4 ca5acidade de filtrar 5arte dos 5olue*tesY 4as sua ca5acidade é li4itada.


UNÌDADE 2 – Características morfológicas, fatores e processos de formação do
solo

José Miguel Reichert 6 U'"M
1 – O solo como corpo natural:
DoSuchaeH N1((:P afir4ou Bue solos s<o 5rodutos de i*tera+,es co45le@as e*tre cli4aY
5la*tas e a*i4aisY rochasY releHo e estabilidade NidadeP de su5erf7cies o*de se e*co*tra4. O autor
co*seguiu chegar a esta co*ce5+<o ao trabalhar e4 regi<o e4 Bue o 4aterial de orige4 era
co*sta*te ) loess eY haHia u4a 4uda*+a cli4Atica de *orte a sulY 5assa*do de te45erado frio
5ara subtro5ical. $Y de leste 5ara oeste obserHou 4uda*+as *a Hegeta+<oY de 4ata 5ara saHa*a.
Neste ce*Ario co*seguiu Herificar Bue sob o 4es4o 4aterial de orige4 os solos era4 4ais
dese*HolHidos *a regi<o subtro5icalY se co45arados a regi<o te45erada fria i*dica*do a
11
i*fluD*cia do cli4a *a for4a+<o dos solosY e Bue as cores escuras e a es5essura do hori3o*te
su5erficial au4e*taHa4 *a seBdD*cia da 4ata 5ara a saHa*a.
%o4 esta e@5eriD*cia DoSuchaeH reco*heceu Bue 5ara a for4a+<o e dese*HolHi4e*to
dos solos é esse*cial a atua+<o do cli4a e dos orga*is4os HiHos sobre o 4aterial de orige4 e
estA co*dicio*ada 5elo releHo e 5ela estabilidade das su5erf7cies e4 Bue o solo é e*co*trado
Nfator te45oP.
"egu*do a "oil "urHeZ Ma*ualY solos s<o cor5os *aturais orga*i3adosY ocu5a*do
5or+,es *a su5erf7cie terrestreY su5orta*do 5la*tas e as edifica+,es do ho4e* e Bue a5rese*ta4
5ro5riedades resulta*tes da atua+<o i*tegrada do cli4a e dos orga*is4osY atua*do sobre o
4aterial de orige4Y co*dicio*ado 5elo releHoY dura*te u4 5er7odo de te45o.

2 – Morfologia interpretativa do solo

José Miguel Reichert 6 U'"M
Ricardo Dal4oli* 6 U'"M

& 4orfologia trata do estudo das for4as de u4 cor5o *atural. =ua*do se fala e4
4orfologia do soloY essa se refere I descri+<o das caracter7sticas do solo diag*osticadas
geral4e*te e4 u4 5erfil de solo. & 4orfologia do solo é aHaliada atraHés da descri+<o detalhada
e 5adro*i3ada do solo e4 seu 4eio e e4 co*di+,es *aturaisY se*do a u*idade de estudo
de*o4i*ada 5erfil do solo ou 5edo*. & descri+<o da a5arD*cia do solo *o ca45o N5erfilP é feita
e45rega*do a 4etodologia 5adro*i3ada descrita 5or #e4os g "a*tos N1..9PY *o Bual se
Bua*tifica eYou Bualifica as caracter7sticas His7Heis a olho *u ou 5erce5t7Heis 5or 4a*i5ula+<o.

2.1 – Horizontes e camadas do perfil do solo
O solo a5rese*ta u4a sucess<o de ca4adas 4ais ou 4e*os 5aralelas I su5erf7cie co4
caracter7sticas difere*ciadas e*tre si as Buais cha4a4os de hori3o*tes. No 5erfil do solo
7
fa36
se a descri+<o das caracter7sticas i*ter*as do soloY co4o es5essuraY corY te@turaY estruturaY
co*sistD*ciaY 5orosidadeY tra*si+<o e hori3o*tesY 5rese*+a de ra73es e de4ais caracter7sticasY alé4
de caracter7sticas a4bie*tais do local o*de ocorre o 5erfil.

7
1eEa BueY de fatoY se fa3 a e@5osi+<o do solo da sua su5erf7cie até o 4aterial de orige4 e *u4a largura Bue 5er4ita
Hislu4brar as Haria+,es laterais. $ssa e@5osi+<o do 5erfil é feita *or4al4e*te e4 barra*cos de estrada ou
alter*atiHa4e*te e4 Haletas ou buracos abertos 5ara tal. $ssa atiHidade é feita 5or 5ed8logos eY 5roHaHel4e*teY HocD
serA so4e*te u4 usuArio de i*for4a+,es.

12
Os hori3o*tes 5edoge*éticos 5ri*ci5ais s<o- O ou 2Y &Y $Y ?Y %. hs He3esY a disti*+<o
dos hori3o*tes *<o é claraY 5ode*do e@istir hori3o*tes co4 caracter7sticas i*ter4ediArias e*tre
dois hori3o*tes 5ri*ci5ais. &ssi4Y tD46se os hori3o*tes &?Y $?Y ?%Y etcY co4o a5rese*tado *a
'igura !.1. Porta*toY te4os os hori3o*tes de tra*si+<o N4iscige*adosP e*tre &Y $Y ? e %
Ne@e45los- &?Y ?&Y $?Y ?%Y etcP e os hori3o*tes i*ter4ediArios N4escladosP Ne@e45los- &W?Y
?W&Y $W?Y ?W%Y etcP
(
.









'igura !.1. Perfil de solo co4 hori3o*tes 5ri*ci5ais e tra*sicio*ais. N'o*te- "trecS et al.!//!P.

Rece*te4e*te houHe atuali3a+,es das si4bologias utili3adas 5ara ide*tificar os
difere*tes hori3o*tes do solo. & "i4bologia e as defi*i+,es s<o descritas *a figura !.!.

O ) ocorre sobre hori3o*te 4i*eral e4 co*di+,es de boa dre*age4 e é
co*stitu7do de restos orgM*icos.





2 ) de co*stitui+<o orgM*ica e ocorre e4 co*di+,es de 4A dre*age4.




& ) hori3o*te 4i*eral e*riBuecido 5or 4atéria orgM*ica Ncolora+<o
escurecidaP.






(
=ua*do hA subdiHis,es *os hori3o*tes 5ri*ci5aisY usa6se a *o4e*clatura &1Y &!Y ?t1Y ?t!Y 5or e@e45lo. Na
5rese*+a de desco*ti*uidade litol8gica Nfor4a+<o de hori3o*te a 5artir de 4aterial de orige4 difere*tePY segue6se o
e@e45lo segui*te- &Y ?&Y !?Y !%?Y :%.

A
AB
BA
B
A
AB
BA
B
13
$ ) hori3o*te de 5erda de argilasY 8@idos ferro e alu47*io ou 4atéria
orgM*icaY co4 te@tura 4ais are*osa e cor 4ais clara.



? ) hori3o*te de i*te*sa tra*sfor4a+<o 5edoge*éticaY co4 acQ4ulo de
argilas e 8@idosY o Bue co*fere cor 4ais aHer4elhada ao hori3o*te.







% ) hori3o*te 5ouco afetado 5elos 5rocessos 5edoge*éticos.




R ) ca4ada co4 4aterial co*solidadoY co*stitui*do substrato rochoso
co*t7*uo.

'igura !.!. 'otos de 5erfis de soloY co4 a ide*tifica+<o e descri+<o dos hori3o*tes 5ri*ci5ais.
N'o*te- "trecS et al.Y !//!P

& Tabela !.1 a5rese*ta a correla+<o e*tre a si4bologia a*tiga e a adotada 5rese*te4e*te.
14

Tabela !.1. correla+<o e*tre a *o4e*clatura a*tiga de hori3o*tes do solo e a atual.

U4 solo 5ode ter a5e*as u4 hori3o*te sobre a rocha ou ter i*Q4eros hori3o*tes. Isso
Hai de5e*der do ti5o e grau de dese*HolHi4e*to do solo.
Para i*dicar 5ro5riedades ou 5rocessos es5ec7ficos
9
*u4 dado hori3o*te s<o usados
sufi@os. $4bora seEa4 4uitosY é suficie*te Bue HocDs saiba4 os segui*tesY Bue s<o os 4ais
freBde*tes e4 solos do Rio 0ra*de do "ul e do ?rasil-
c ) co*cre+,es ou *8dulos e*durecidos N?cPY
f ) 5rese*+a de 5li*tita N?fY %fPY
g ) glei N?gY %gPY
h ) acu4ula+<o iluHial de 4atéria orgM*ica N?hPY
i ) dese*HolHi4e*to i*ci5ie*te do hori3o*te ? N?iPY
S ) 5rese*+a de carbo*atos N%SPY
* ) acu4ula+<o de s8dio N?*PY
5 ) hori3o*te laHrado ou reHolHido N&5PY

.
N%o*teQdo relacio*adoP Os 5rocessos de for4a+<o do solo ser<o estudados *a U*idade ;.
15
r ) rocha bra*da ou sa5r8lito N%rPY
s ) acu4ula+<o iluHial de 4atéria orgM*ica N?sPY
t ) acu4ula+<o iluHial de argila N?tPY
H ) caracter7sticas Hérticas N?HPY
] ) i*te*so i*te45eris4o do hori3o*te ? N?]P.










'igura !.; 4ostra 5erfis de solo co4 a ocorrD*cia de hori3o*tes co4 os sufi@os gY t e ].

Na descri+<o 4orfol8gicaY dois ti5os de caracter7sticas 4orfol8gicas s<o a*alisadas- as
i*ter*as ou a*atT4icas e as e@ter*as ou a4bie*tais.


A A
R R
A A
B Bw w
A A
E E
B Bt t
E E
B Bt tg g
A A A A
Bt
C
16
2.2 - Características morfológicas internas

2.2.1 – Espessura e transição entre horizontes
10

No 5erfil de solo da 'igura !.>Y fora4 ide*tificados sete disti*tos hori3o*tes eY
5osterior4e*teY a 5rofu*didade foi 4edida co4 u4a tre*a e es5essura foi calculada.


'igura !.>. Perfil de soloY co4 ide*tifica+<o de hori3o*tesY co4 res5ectiHas 5rofu*didades e
es5essuras. N'oto de "trecS et al.Y !//!P.

2.2.2 – Cor do solo
& cor é u4a caracter7stica 4orfol8gica de fAcil Hisuali3a+<o e ide*tifica+<o. &
i45ortM*cia da cor do solo estA ligada I i*ferD*cia sobre a ocorrD*cia de 5rocessos
5edoge*éticos ou aHalia+<o de caracter7sticas i45orta*tes *o solo eY alé4 dissoY os siste4as de
classifica+<o de solos co*sidera4 a cor 5ara disti*+<o de classes. Por e@e45loY *o "iste4a

1/
&lé4 da 5rofu*didade e es5essuraY deter4i*a6se ta4bé4 a tra*si+<o N*itide3 de co*trasteP e a for4a Nou
to5ografiaP dos hori3o*tes. & tra*si+<o é classificada e4 abru5taY claraY gradual e difusaY Bua*do a fai@a de
se5ara+<o for deY res5ectiHa4e*teY 4e*or Bue !Y>c4Y e*tre !Y> e 7Y>c4Y e*tre 7Y> e 1!Y>c4 e 4aior Bue 1!Y>c4. &
for4a é classificada e4 5la*aY o*duladaY irregular e desco*t7*ua.

Seqüência de horizontes
0 - 16cm
16 - 49cm
49 - 70cm
70 - 93cm
93 - 126cm
Profundidade (cm)
16cm
33cm
21cm
23cm
33cm
Espessura (cm)
17
?rasileiro de %lassifica+<o de "olos
11
fala6se e4 #atossolo 1er4elho e &rgissolo ?ru*o6
aci*3e*tado.
&s cores do solo s<o a 4arca 4ais His7Hel e i45orta*te *a ide*tifica+<o de hori3o*tes e
5rocessos 5edoge*éticos. Os 5ri*ci5ais age*tes res5o*sAHeis 5ela cor s<o a 4atéria orgM*ica e os
8@idos de ferroY esta*do relacio*ada a 5rocessos de dre*age4Y sali*i3a+<oY eluHia+<o6iluHia+<oY
de*tre outros N'igura !.9P.
& *ota+<o da cor segue u4a 5adro*i3a+<o 4u*dialY de*o4i*ado de "iste4a Mu*sell de
%oresY fa3e*do6se uso da carta de cores Mu*sell 5ara solosY co4o 4ostrado *a 'igura ?.7.
& cor é descrita 5elo 4ati3Y Halor e cro4a. Mati3- cor do es5ectro da lu3Y esta*do
relacio*ado co4 o co45ri4e*to de o*da de lu3.
1alor ou to*alidade- refere6se a lu4i*osidade relatiHa da cor.
%ro4a- é a 5ure3a da cor e4 rela+<o ao ci*3a NHalorP.

Cores escuras: indicam
presença de matéria
orgânica e estão
relacionadas com o
horizonte A
Cores escuras: indicam
presença de matéria
orgânica e estão
relacionadas com o
horizonte A
Cores vermelhas: indicam
condições de boa drenagem
e aeração do solo. Estão
relacionadas com a presença
de hematita (tipo de óxido de
ferro).
Cores vermelhas: indicam
condições de boa drenagem
e aeração do solo. Estão
relacionadas com a presença
de hematita (tipo de óxido de
ferro).
Cores amarelas: podem indicar
condições de boa drenagem,
mas com regime mais úmido.
Estão relacionadas com a
presença de goethita(tipo de
óxido de ferro.
Cores amarelas: podem indicar
condições de boa drenagem,
mas com regime mais úmido.
Estão relacionadas com a
presença de goethita(tipo de
óxido de ferro.
Cores claras: presença de
minerais claros (caulinitae
quartzo). Pode significar a
perda de materiais corantes.
Cores claras: presença de
minerais claros (caulinitae
quartzo). Pode significar a
perda de materiais corantes.
Horizontes mosqueados:
manchas amarelas,
vermelhas, pretas, em uma
matriz ou fundo normalmente
acinzentado
Horizontes mosqueados:
manchas amarelas,
vermelhas, pretas, em uma
matriz ou fundo normalmente
acinzentado
Cores acinzentadas: indicam
condições de saturação do
solo com água (redução do
ferro)
Cores acinzentadas: indicam
condições de saturação do
solo com água (redução do
ferro)

'igura !.9. Perfis de solo co4 cores disti*tasY relacio*ados a 5rocessos de for4a+<o do solo.
N'o*te- "trecS et al.Y !//!P.

11
1ocD 5ode saber 4ais sobre o "iste4a ?rasileiro de %lassifica+<o do "olo *a 5Agi*a ]eb
htt5-WW]]].iac.s5.goH.brWO&gro*o4icoW>:1W>:1/(61/`it`solos.5dfY o*de est<o descritas as classes de solo co4 as
suas caracter7sticas.
18
'igura !.7. $scala de cores de Mu*sell NI esBuerdaPY 4ostra*do as disti*tas folhas N4ati3esP da
escalaY e a co45ara+<o de u4a a4ostra de solo co4 a escala NI direitaPY i*dica*do o Halor de
4ati3 N>iPY Halor N;P e cro4a N:PY caracteri3a*do a cor >i ;W:. Perceba Bue esta cor te4
to*alidade be4 a4arelada.

2.2.3 – Textura
& te@tura do solo refere6se ao co*teQdo 5erce*tual das fra+,es areia N5art7culas 4aiores
Bue ! 44PY silte Ne*tre ! e /Y/> 44P e argila N4e*or Bue /Y//! 44P 5rese*tes *o solo. "ua
deter4i*a+<o *o ca45o se baseia *a se*sibilidade ao tatoY o*de a areia dA a se*sa+<o de as5ere3a
Nti5o li@aPY o silte de suaHidade Nti5o talco ou rou5a de sedaP e a argila de 5egaEosidade Nti5o
barroP.
$ste 5rocedi4e*to reBuer habilidade e 5rAticaY 4as *<o desa*i4e. "e45re Bua*do
5oss7HelY 5egue u4 5u*hado de solo e u4ede+a6ob a58sY esfregue u4a 5or+<o do solo u4edecido
5ara 5erceber as disti*tas se*sa+,es Bue as 5art7culas *os d<o. _ claro BueY co4o o solo é
*or4al4e*te co45osto 5elas trDs fra+,es gra*ulo4étricas NareiaY silte e argilaP e rara4e*te 5or
a5e*as u4a delaY tere4os u4a ou duas se*sa+,es 5redo4i*a*tes.
Para classificar o solo e4 u4a classe te@tural
1!
Y utili3a6se o triM*gulo te@turalY e*tra*do
co4 os 5erce*tuais de areiaY silte e argila e assi4 acha*do o *o4e da classe do solo N'igura !.(.P

1!
& gra*ulo4etria ou a distribui+<o de ta4a*ho de 5art7culasY 5or sua He3Y é feita e4 laborat8rioY co4o Here4os *a
U*idade '. $ssas i*for4a+,es Bua*titatiHas s<o i*seridas *o triM*gulo te@tural 5ara estabelecer a classe te@tural.


19
& te@tura *os i*for4a sobre facilidade de 4eca*i3a+<oY suscetibilidade a eros<o.
'igura !.(. TriM*gulo te@tural co4 re5rese*ta+<o das classes te@turais.

2.2.4 – Estrutura
& estrutura refere6se ao agru5a4e*to das 5art7culas 4i*erais NareiaY silte e argilaP e
4atéria orgM*icaY e4 agregados ou u*idades estruturaisY se5arados e*tre si 5elas su5erf7cies de
fraBue3a. & descri+<o de estrutura é feita *o ca45oY obserHa*do6se detalhada4e*te os agregados
5or ocasi<o de sua re4o+<o *o 5erfil.
& a*ota+<o é feita Bua*to ao grau de dese*HolHi4e*toY classe de ta4a*ho e ti5o de
agregado. Dare4os 4ais D*fase ao ti5o de agregados e a4bie*te *o Bual se for4aY co4o
4ostrado *a 'igura !...
& estrutura *os i*for4a sobre a resistD*cia I co45acta+<oY a suscetibilidade I eros<oY a
5orosidade do soloY a i*filtra+<o de AguaY a 5er4eabilidade do soloY o cresci4e*to de ra73esY
de*tre outros. Por e@e45loY u4 solo co4 estrutura gra*ular ou gru4osa é 4ais 5oroso e 5er4ite
4aior i*filtra+<o de Agua e 5er4eabilidade I Agua e ao arY se co45arado co4 estrutura la4i*arY
blocosY 5ris4Atica ou colu*ar.

20

'igura !... Ti5os de estrutura NagregadosP do solo e ocorrD*cia e4 disti*tos hori3o*tes.

2.2.5 - Consistência
O estado de co*sistD*cia do solo é resulta*te das 4a*ifesta+,es das for+as f7sicas de
coes<o Nsolo6soloP e ades<o Nsolo6AguaP e*tre as 5art7culas do soloY co*for4e Haria+,es da
u4idade Nteor de AguaP do solo.
& co*sistD*cia é deter4i*ada e4 trDs estados de u4idade-
NaP e4 solo secoY aHalia*do6se a dure3aY esti4ada 5ela resistD*cia do torr<o
seco a ru5tura ou frag4e*ta+<oY Bua*do co45ri4idob
NbP e4 solo Q4idoY aHalia*do6se a friabilidadeY a Bual é feita Bua*do o solo
estA Q4ido e co*siste e4 co45ri4ir u4 torr<oY frag4e*ta*do6o e 5osterior4e*te te*tar
reco*stru76lo 5or *oHa co45ress<ob
NcP e4 solo 4olhadoY aHalia*do6se a 5lasticidade e a 5egaEosidadeY o*de a
5lasticidade refere6se I 4oldabilidade do solo e é feita 5ela for4a+<o de u4 fi*o cili*dro
de solo e 5osterior te*tatiHa de for4ar u4 c7rculo co4 o cili*droY e*Bua*to a
5egaEosidade é feita 5ela se*sa+<o de aderD*cia Bue o solo 5rodu3 e*tre os dedos.
21
& co*sistD*cia do solo é afetada 5ela u4idadeY te@turaY ti5o de argilo4i*erais e 4atéria
orgM*ica do solo.
& co*sistD*cia *os dA idéia da dure3a do solo Bua*do seco e da 5lasticidade e
5egaEosidade Bua*do 4olhado eY ta4bé4Y o 4elhor estAgio 5ara a 4eca*i3a+<o do solo
NfriabilidadeP.

2.2.6 – Cerosidade e superfícies de fricção (slickensides)
%erosidade refere6se a u4 fil4e ou 5el7cula de argila de as5ecto lustroso e brilho gra@o
Bue ocorre *a su5erf7cie das u*idades estruturais de hori3o*tes subsu5erficiais N'igura !.1/PY
decorre*te de 4aterial coloidal Nargila ou 8@ido de ferroP. "ua 5rese*+a *os agregados do
hori3o*te ? atesta a eluHia+<o Nsa7daP de argila de hori3o*tes su5erficiais e iluHia+<o Ne*trada e
acu4ula+<oP e4 hori3o*tes subsu5erficiais.
"licSe*sides s<o su5erf7cies alisadas e lustrosas deHido I e@5a*s<o e co*tra+<o de
argilo4i*erais e@5a*siHos N'igura !.1/PY 5or 5rocessos alter*ados de u4edeci4e*to e secage4.
&te*te Bue essas su5erf7cies *<o te4 *ada haHer co4 4oHi4e*to de 4aterial coloidal de*tro do
5erfil do solo.

'igura !.1/. 'otos ilustratiHas da 5rese*+a de cerosidade NI esBuerdaP e slicSe*sides NI direitaP
N'o*te- "trecS et al.Y !//!P.

2.2.7 - Cimentação e nódulos e concreções minerais
%i4e*ta+<o deHe6se I 5rese*+a de u4 age*te ci4e*ta*teY Bue 5ode ser carbo*ato de
cAlcioY s7lica ou 8@idos de ferro e de alu47*io. %o*fere ao solo u4a co*stitui+<o dura e
Buebradi+a.
N8dulos e co*cre+,es 4i*erais refere4 I co*ce*tra+<o de 4aterial e*durecidoY co4
co45osi+<o Bu74ica HariAHelY 5ode*do ser de carbo*atoY 8@idos de 4a*ga*Ds ou ferroY e s7lica.
22

2.2.8 – Porosidade e raízes
& 5orosidade do solo é o Holu4e do solo ocu5ado 5or Agua e ar. _ 4uito i45orta*te
5ara as 5la*tas e outros orga*is4os do solo e 5ode ser obserHada i*direta4e*te 5elo cresci4e*to
das ra73es *o 5erfil ou direta4e*te atraHés da obserHa+<o da e@istD*cia de 5oros e ca*ais *o solo.
& descri+<o das ra73es é i45orta*teY 5ois 5ode i*dicar algu4 i45edi4e*to ao
cresci4e*to das 4es4asY 5ode*do ser de *ature3a Bu74ica Nsolo AcidoY 5rese*+a de ele4e*tos
t8@icos- &lY 5or e@e45loP ou f7sica Nca4ada co45actadaY e@cesso de Agua ou falta de o@igD*ioY
etc.P. Ta4bé4 é u4 i*dicatiHo 5ara a sele+<o de culturas 5elo ta4a*ho do siste4a radicular das
4es4as.

2.3 – Características ambientais
&s caracter7sticas do a4bie*te *o Bual o solo estA i*serido s<o i45orta*tes 5ara
caracteri3ar o solo descrito de*tro da 5aisage4 o*de ele ocorreY o Bue irA au@iliar direta4e*te *a
to4ada de decis<o sobre o uso agr7cola do solo. 0eral4e*te s<o descritos os segui*tes as5ectos-
locali3a+<oY situa+<o e decliHeY altitudeY litologia Nti5o de rocha ou 4aterial de orige4PY
Hegeta+<oY atiHidade biol8gicaY releHo local e regio*alY 5edregosidade e rochosidadeY eros<oY
dre*age4Y cli4a e uso atual.





2.4 – Descrição do perfil do solo
& descri+<o 4orfol8gica
13
segue a 4etodologia 5adro*i3ada descrita e4 #e4os e
"a*tos N1..9P. Para ta*toY todas as HariAHeis i*ter*as e e@ter*as do solo s<o descritas de u4a
for4a 5adro*i3ada.
17
(Alerta) _ 5ouco 5roHAHel Bue HocDs He*ha a fa3er a descri+<o 4orfol8gica co45leta
*a sua Hida 5rofissio*al. %o*tudoY a Hisuali3a+<o do 5erfil e4 barra*cos ou Haletas co4 u4 olhar
educadoY a58s a a5ro5ria+<o Ni*ter*ali3a+<oP dos co*ceitos e i*ter5reta+,es a5rese*tados
a*terior4e*teY 5er4itirA fa3er u4a série de i*ferD*cias Norige4 do soloY co*di+,es de eHolu+<oY
li4ita+,es ao usoY Hoca+<o de usoP Qteis 5ara a agricultura fa4iliar e o uso 4ais suste*tAHel de
agroecossiste4as.


23
Outra utilidade ai*da 4ais freBde*te serA o uso de descri+,es 4orfol8gicas feitas 5ara
solos de sua regi<o eY a 5artir dessasY e@trair i*for4a+,es 5ara fa3er as i*ferD*cias 4e*cio*adas
*o 5arAgrafo a*terior. $ssa estratégia serA 5raticada 5osterior4e*te.
2.4.1 – Aplicação da cor para inferir sobre a drenagem do solo e definição de tipo
de plantas a cultivar
"olos e4 Areas de HAr3ea 5ossue4 cores 4ais aci*3e*tadas ou 4a*chadas N4osBueados
co4 cores aHer4elhadas ou a4areladasP resulta*tes do e@cesso de Agua e redu+<o da 5rese*+a de
o@igD*io. & falta de o@igD*io 5ode caracteri3ar u4 a4bie*te a*aer8bioY co4 rea+,es Bu74icas
de redu+<o Nle4bre das rea+,es Bu74icas o*de u4 ele4e*to Bu74ico recebe elétro*s e é
redu3idoP. U4 dos ele4e*tos 4ais afetados 5ela redu+<o é o ferro. $sseY e4 co*di+,es de
a*aerobiose 5or lo*go te45o 5ode sair co45leta4e*te do 5erfilY dei@a*do o solo co4 cor
aci*3e*tada. =ua*do hA é5ocas de redu+<o e outras de o@ida+<oY o solo fica co4 4osBueados. "e
o solo é se45re be4 aeradoY as cores s<o Her4elhas. %o4 base *issoY 5ode4os di3er Bue a cor é
a e4arca do GorrofY Bue e@5ressa a 5ossibilidade de usar4os o solo 5ara culturas disti*tas e4
fu*+<o das e@igD*cias das 4es4as Bua*to I aera+<o *o solo.

2.4.2 – Aplicação da descrição morfológica para os dados sobre o uso e manejo
do solo
O ti5oY a seBdD*cia e a es5essura de hori3o*tes i*for4a46*os sobre a 5rofu*didade
efetiHa de e@5lora+<o radicular. & te@tura aEuda a caracteri3ar a susce5tibilidade I eros<oY
rete*+<o de *utrie*tes e dre*age4 do solo. & estrutura do solo 5er4ite i*ferior Nisto éY tirar
co*clus,esP sobre a sua 5er4eabilidade e resistD*cia I eros<o e I co45acta+<o. & co*sistD*cia
au@ilia *a to4ada de decis<o sobre o 5re5aro do solo ou sobre a reali3a+<o de outras atiHidades
e4 disti*tas co*di+,es de u4idade. &s caracter7sticas a4bie*tais co*tribue4 co4 i*for4a+,es
co45le4e*taresY co4o aBuelas i45orta*tes *a ado+<o de 4eca*i3a+<o N5edregosidadeY decliHe e
releHoP e eros<o do solo N4arcas de eros<o EA e@iste*tes- sulcos ou Ho+orocasY 5or e@e45lob
decliHe e releHoP.

2.4.3 – Aplicação do tipo de horizontes e descrição morfológica para inferir sobre
processos de formação do solo
O i*cre4e*to ace*tuado do teor de argila de u4 hori3o*te 5ara o outroY associado a
cores aci*3e*tadasY caracteri3a u4 hori3o*te ?tg. &ssi4Y *esse solo houHe 4igra+<o de argilas e
forte redu+<o deHido I co*di+<o de a*aerobiose. Outro assi4Y 5ode4os di3er Bue esse solo seria
24
adeBuadoY 5ossiHel4e*teY 5ara o cultiHo de arro3 irrigado 5or i*u*da+<oY EA Bue a dre*age4
de*tro do 5erfil seria le*ta.

3 – Processos e fatores de formação do solo:
O co*Eu*to de 5rocessos Bue leHa I degrada+<o e deco45osi+<o das rochas é
de*o4i*ado de i*te45eris4o. $stes 5rocessos est<o relacio*ados co4 dois fatores- a *ature3a da
rocha e a co*di+<o a4bie*te.
& 4aioria das rochas for4a6se e4 a4bie*tes 4uito disti*tos das co*di+,es *a
su5erf7cie do 5la*eta. $*Bua*to as rochas se for4a4 e4 a4bie*tes co4 te45eratura e 5ress<o
eleHadas e co*sta*tesY e4 ausD*cia de lu3Y orga*is4os e He*toY Bua*do s<o e@5ostas *a
su5erf7cie do 5la*etaY e*co*tra4 co*di+,es be4 difere*tes- te45eraturas e 5ress,es 4e*oresY
5oré4 co4 gra*de Haria+<o ao lo*go do dia e *oite e das esta+,es do a*oY 5rese*+a de
orga*is4osY Haria+<o de u4idade e 5rese*+a de lu3. O co*Eu*to destes fatores é cha4ado de
i*te45éries. 'ace I a+<o das i*te45éries sobre as rochas e@5ostasY ocorre desagrega+<o e
desestrutura+<o das 4es4as.

3.1 - Ìmtemperismo físico:
O i*te45eris4o f7sico é co45osto 5elos 5rocessos Bue leHa4 a frag4e*ta+<o da rochaY
se4 4odifica+<o sig*ificatiHa e4 sua estrutura Bu74ica ou 4i*eral8gica. $stas Buebras 5ode4
se dar 5or HArios 5rocessosY co4o a Haria+<o de te45eraturaY cresci4e*to de ra73esY
co*gela4e*to e 5reci5ita+<o de saisY o*de os dois 5ri4eiros 5rocessos s<o os 4ais i45orta*tes
5ara as co*di+,es cli4Aticas do sul do ?rasil.
& 4aior co*tribui+<o do i*te45eris4o f7sico é o au4e*to de Area su5erficial
es5ec7fica
14
5ara o aHa*+o do i*te45eris4o Bu74ico e a 5edogD*ese.
%o4 a Haria+<o de te45eraturaY as rochasY Bue s<o co45ostas 5or diHersos 4i*eraisY se
dilata4 e co*trae4 de 4a*eira difere*ciada Ncoeficie*tes de dilata+<o e co*tra+<o disti*tosPY co4
dire+<o e co4 i*te*sidade difere*tesY gera*do te*s,es *o cor5o da rocha e leHa*do I fadiga e
fadiga e fratura do 4aterial
15
.

1;
& Area su5erficial es5ec7fica refere6se I so4at8ria da Area da su5erf7cie de u4 4i*eral diHidido 5ela sua 4assa ou
Holu4e. &ssi4Y 5ara u4a 4es4a 4assaY Bua*to 4ais fi*a4e*te diHidido o 4i*eralY 4aior a sua Area su5erficial e
4aior a 5ossibilidade de ocorrere4 fe*T4e*os de su5erf7cie. Neste casoY 4aior serA a i*tera+<o da Agua co4 os
4i*erais da rocha.

1>
O 5rocesso de fadiga leHa ao 5rocesso de esfolia+<oY *o Bual a rocha Nou 5edraP solta ca4adasY si4ilar4e*te a
u4a cebola. 1ocD 5ode e*co*trar essas rochas e4 solos 4ais rasosY 5oré4 argilosos e Her4elhos *as Areas 4ais
decliHosas do Rio 0ra*de do "ulY o*de o solo *<o é 4uito 5rofu*do.
25
$s5écies 5io*eiras arbustiHas e arb8reas 5ode4 e@ercer gra*des 5ress,es sobre as
rochasY atraHés do cresci4e*to das ra73es e*tre as fe*das. $@e45los t75icos desta for+a s<o os
da*os causados 5elas ra73es de algu4as ArHores ao cal+a4e*to e Is fu*da+,es das co*stru+,es.

3.2 - Ìmtemperismo Químico:
Na *ature3aY é 5ratica4e*te i45oss7Hel se5arar o i*te45eris4o f7sico do i*te45eris4o
Bu74icoY EA Bue ocorre4 Buase si4ulta*ea4e*te e deHido I difere*+a de a4bie*te *a for4a+<o
da rocha e4 rela+<o ao a4bie*te *a for4a+<o do solo. &s tra*sfor4a+,es e rea+,es Bue ocorre4
s<o *o se*tido do eBuil7brio co4 o a4bie*te.

3.3 – Fatores de formação do solo
Os fatores de for4a+<o de solos s<o ele4e*tos Bue estabelece4 as co*di+,es ou estado
do siste4a ouY utili3a*do os co*ceitos Bue caracteri3a4 as esferas NlitosferaY at4osfera e
biosferaP e@iste*tes *a gD*ese de deter4i*ado solo.
Os 5ri*ci5ais fatores de for4a+<o de solos s<o o 4aterial de orige4Y o releHoY o cli4aY os
orga*is4os e o te45oY os Buais s<o i*ter6relacio*ados e*tre si *a *ature3a. Por e@e45loY o releHo
afeta o cli4aY seEa altera*do o 5adr<o de chuHas ou afeta*do a te45eratura.
=ua*do u4 fator Haria de 4a*eira 4uito 4ais ace*tuada Bue os outros Nos Buais s<oY
e*t<oY co*siderados co*sta*tesPY de 4odo Bue é 5oss7Hel aHaliar seus efeitos.
&ssi4Y te4os cli4osseBdD*cias NHaria+<o cli4AticaPY to5osseBdD*cias NHaria+<o *a
to5ografia ) 'igura !.11P e litosseBdD*cias NHaria+<o *o 4aterial de orige4P de solos.

Gleissolo
Planossolo
Plintossolo
Argissolo
Argissolo
Gleissolo
Planossolo
Plintossolo
Argissolo
Argissolo
Gleissolo
Planossolo
Plintossolo
Argissolo
Argissolo

26
'igura !.11. To5osseBdD*cia de ti5os de solos *a regi<o da De5ress<o %e*tral do Rio 0ra*de do
"ul. N'o*te- "trecS et al.Y !//!P.

3.3.1 – Material de origem

3.3.1.1 Material de origem orgânica
Os solos orgM*icos est<o geral4e*te associados a a4bie*tes 4al dre*ados ou
4uito frios. 'or4a46se 5ela adi+<o 5ela su5erf7cieY resulta*do e4 4aterial 4e*os tra*sfor4ado
5r8@i4o I su5erf7cie e 4ais tra*sfor4ado e4 5rofu*didade Nco*trArio da te*dD*cia dos solos
4i*erais discutidos e4 4ais detalhe a seguirP. Os solos orgM*icos tD4 5ouca e@5ress<o *o Rio
0ra*de do "ulY e4bora dese45e*he4 u4a fu*+<o ecol8gica fu*da4e*tal *a regula+<o do ciclo
hidrol8gico e dis5o*ibilidade de AguaY fu*cio*a*do co4o u4a es5o*Ea 5ara o siste4a. O uso
19

5redo4i*a*te é co4o substrato 5ara olericultura e floricultura.


3.3.1.2 Material de origem mineral
& 4aioria dos solos co4 a5tid<o 5ara usos agro5ecuArios e florestais s<o de *ature3a
4i*eral. Os 4ateriais de orige4 4i*eral 5ode4 ser rochasY 4ateriais retrabalhados ou 4es4o
outro solo. & rocha é fo*te de 4i*erais herdados *o solo e de solutos 5ara fase l7Buida do solo eY
se a co*ce*tra+<o for alta suficie*teY 5ara a for4a+<o de 4i*erais secu*dArios.
& i*te*sidade da deco45osi+<o das rochas de5e*de da co*di+<o da rocha e da
i*te*sidade e ti5o do i*te45eris4o. &s caracter7sticas da rocha Bue 5ode4 i*flue*ciar seu
i*te45eris4o s<o- sua co45osi+<o 4i*eral8gicaY orga*i3a+<o dos 4i*erais *a 4assa da rochaY
ci4e*ta+<oY dure3aY 5er4eabilidade e a 4a*eira co4o a rocha se desagrega Ni*te45eris4o
f7sicoP.
& altera+<o ta4bé4 de5e*de da i*te*sidade do i*te45eris4oY ou seEaY do cli4a.
$sse*cial4e*teY a te45eratura e a u4idade s<o os 4ais i45orta*tesY 4as e4 certas regi,es
outros fatores co4o He*to e gelo 5ode4 ta4bé4 ser releHa*tes. Mes4o 4i*erais facil4e*te
i*te45eri3AHeis 5ode4 ser e*co*trados 5ratica4e*te i*alterados e4 a4bie*tes desérticosY 5or
e@e45lo. & 5rese*+a de fe*dasY 5oros e fraturasY 5ela 4aior i*filtra+<o de AguaY e a cor escuraY
5ela 4aior absor+<o de calor 4aior dilata+<oY 5ode4 acelerar o i*te45eris4o.

19
Os solos orgM*icos 5ode4 ser usados co4o fo*te de e*ergiaY fato 4uito co4u4 dura*te te45os de guerraY e4 Bue
*<o hA outras fo*tes de e*ergia. =ua*do usados 5ara a agriculturaY os 5roble4as 5ote*ciais dos solos orgM*icos s<o a
acidesY satura+<o co4 AguaY subsidD*cia Na58s dre*age4 e deco45osi+<o do 4aterialP e sali*idade.

27
O do47*io das rochas 4ag4Aticas e@trusiHas
17
N'or4a+<o "erra 0eralPY co4
5redo47*io do basaltoY cobre 5ratica4e*te toda 5or+<o Norte do Rio 0ra*de do "ulY ocorre*do
e4 algu4as 5or+,es o diabAsio e are*itos Ne4 Tu5a*ciret<P. Nessa regi<oY as difere*+as e*tre os
solos est<o 4ais associadas ao cli4a. &ssi4Y *a 5arte sudoeste do Rio 0ra*de do "ul o*de o
cli4a é 4ais secoY te4os solos 4e*os dese*HolHidosY e *a 5or+<o *orteY solos 5rofu*dosY
i*te45eri3ados e basta*te argilosos.
O do47*io dos 5acotes sedi4e*tares N?acia do Para*APY co*hecida co4o De5ress<o
%e*tral gaQchaY 4argeia a for4a+<o a*terior. $ssas for4a+,es 5ossue4 4uita Haria+<o e4 suas
caracter7sticas de cor N5rese*+a ou ausD*ciaY Bua*tidade e ti5o de 8@idos e outros 4i*erais
co*stitui*tesP e te@tura NargilitosY siltitosY are*itos fi*osY are*itos grosseirosY etc.PY origi*a*do
HArios ti5os de solos. %o4o é u4a regi<o geologica4e*te 4ais a*tiga Bue a a*teriorY seus Hales
fora4 suaHi3ados hA 4uito 5ela a+<o erosiHa dos riosY Bue atual4e*te corre4 ao lo*go de
e@te*sas 5la*7ciesY e*tulhadas de sedi4e*tos rece*tes NBuater*ArioPY co*hecidas regio*al4e*te
co4o HAr3easY e i*te*siHa4e*te cultiHadas co4 arro3Y base eco*T4ica de 4uitos dos 4u*ic75ios
da regi<o.
O $scudo "ul Riogra*de*seY a 5roH7*cia geol8gica 4ais a*tiga do estadoY e*co*tra6se
4ais a "udeste. DeHido I sua co*stitui+<o 5redo4i*a*te de rochas i*trusiHas Nou 5lutT*icasY
co4o o gra*itoP e suas corres5o*de*tes 4eta48rficas Nco4o o g*aissePY e@tre4a4e*te
resiste*tesY essa regi<o ai*da se 4a*té4 e4 u4 *7Hel 4ais eleHado *a 5aisage4Y e4 rela+<o I
De5ress<o %e*tral. Os solos dessa regi<o s<o geral4e*te 5obresY deHido I *ature3a acida da
4aioria das rochas e@iste*tes. $*treta*toY deHido I gra*de Hariedade e co45le@idade geol8gica
dessa regi<oY e@iste4 Harias e@ce+,es I regra.
& Pla*7cie %osteira é o do47*io dos sedi4e*tos 4ari*hos de5ositados 5elas sucessiHas
tra*sgress,es e regress,es 4ari*has e de 5ouca i45ortM*cia agr7cola.
& 'igura !.1! a5rese*ta o do47*io dos 5ri*ci5ais 4ateriais de orige4 Bue ocorre4 *o
$stado do Rio 0ra*de do "ul.


17
Rochas e@trusiHas for4a46se Bua*do o 4ag4a e@traHasa a su5erf7cie da terra e ocorre o resfria4e*to rA5ido Ne4
ter4os relatiHosPY haHe*do for4a+<o de cristais 5eBue*osY os Buais gera4 solos co4 4ais 4aterial fi*o NargilaP
Bua*do da sua i*te45eri3a+<o. Rochas i*trusiHas for4a46se Bua*do *<o ocorre e@traHasa4e*to do 4ag4a e o
resfria4e*to é le*toY haHe*do for4a+<o de cristais 4aioresY os Buais gera4 solos co4 4ais 4aterial grosseiro
NareiaP Bua*do da sua i*te45eri3a+<o.
28

'igura !.1!. Distribui+<o dos 5ri*ci5ais 4ateriais de orige4 NrochasP ocorre*tes *o $stado do
Rio 0ra*de do "ul Nhtt5-WWcoral@.ufs4.brW4srsWP

3.3.2 Relevo
O releHo afeta a for4a+<o de solos 5or redistribuir a e*ergiaY adHi*da da radia+<o solarY
e os 4ateriais Agua N4oHi4e*to *a su5erf7cie e *a subsu5erf7cieP e colQHio N4aterial
tra*s5ortado 5or graHidadeP.
&ssi4Y a i*fluD*cia do releHo ocorre e4 duas escalas. Para gra*des regi,esY o releHo
5ode afetar o cli4aY co4o foi e@e45lificado 5ara os %a45os de %i4a da "erra *o Rio 0ra*de do
"ul Nefeito orogrAficoP. Para Areas 4e*oresY a i45ortM*cia do releHo ocorre atraHés da
redistribui+<o da Agua *o cor5o do soloY a Bual é fu*da4e*tal 5ara a co*ti*uidade das rea+,es
Bu74icas BueY 5or sua He3Y co*tribue4 *a eHolu+<o dos solos.
& diHis<o do releHo do Rio 0ra*de do "ul leHa e4 co*ta a altitude e o 4aterial
geol8gico-
NaP Pla*alto é co45osto 5elo e@te*so 5la*alto basAltico Bue ocu5a a 4etade *orte
do estadoY do47*io das rochas e@trusiHas bAsicasY
NbP De5ress<o %e*tral é a regi<o situada e*tre o Pla*alto e a "erra do "udeste. &s
altitudes Haria4 de !//4 a leste até ;/4 ou 4e*os a oeste. O releHo se
co*stitui de gra*des 5la*7cies aluHiais e co@ilhas suaHesY
NcP "erra do "udeste é a regi<o co4 altitudes Haria*do de 1// a ;//4 o*de se
e*co*tra4 as rochas i*trusiHas Ncoi*cide co4 o $scudo "ul Riogra*de*seP. O
?&"&#TO
&R$NITO
0R&NITO
29
releHo é basta*te 4oHi4e*tadoY 4as e4 Area o*de a5rese*ta coberturas
sedi4e*tares é suaHi3adoY
NdP %a45a*ha é situada *a 5or+<o Oeste do estadoY é for4ada 5or releHos suaHes
e altitudes bai@as N!// a ://4P.
NeP #itoral é u4a 5la*7cie estreita Bue se este*de ao lo*go de Buase toda fai@a
litorM*ea do estadoY co4 cotas i*feriores a ;/ 4Y co4 5redo47*io das du*as.

& 'igura !.1: 4ostra u4 e@e45lo e4 Bue o 4aterial de orige4 e o releHo est<o
associados a for4as geo48rficas
18
difere*ciadasY co4 solos disti*tos.


'igura !.1: Distribui+<o geo4orfo5edol8gica das Areas do rebordo do Pla*altoY *a =uarta
%olT*ia do Rio 0ra*de do "ul N'o*te- Pedro* et al.Y !//7P.


1(
0eo4orfologia é a ciD*cia Bue estuda as for4as do releHo terrestre.
30
3.3.3 Clima
O cli4a é 4uito i45orta*te 5ara o 5rocesso de dese*HolHi4e*to do soloY atua*do EA
desde os 5rocessos de deco45osi+<o de rochas Nco4o foi Histo *o ca5itulo de i*te45eris4oP. &s
HariAHeis cli4Aticas
1.
4ais i45orta*tes s<o a te45eraturaY a 5reci5ita+<o e a eHa5otra*s5ira+<o.
&s rea+,es Bu74icas Bue ocorre4 *o solo s<o forte4e*te i*flue*ciadas 5ela te45eratura
NBua*to 4ais altasY 4ais rA5idas s<o as rea+,esP e 5ela 5rese*+a de AguaY Bue ta4bé4 é
i45orta*te sob HArios as5ectosY dos Buais destaca4os- fo*te de 5r8to*s 5ara rea+,es de
deco45osi+<o dos silicatosb 4eio 5ara ocorrD*cia de rea+,es Bu74icasb eY e4 solos be4
dre*adosY é ele4e*to tra*s5ortadorY 5ara fora do soloY dos 5rodutos das rea+,es de i*te45eris4oY
5er4iti*do Bue as rea+,es de dissolu+<o dos 4i*erais co*ti*ue4 ocorre*do.
& co4bi*a+<o de altas te45eraturas e alta 5luHiosidade caracteri3a os cli4as tro5icais.
Os solos dese*HolHidos sob estes cli4as a5rese*ta4 caracter7sticas de eHolu+<o 4uito 4ais
aHa*+adas Bue os solos e*co*trados e4 regi,es 4ais frias. Isto ocorre 5orBue essa co4bi*a+<o
faHorece as rea+,es de i*te45eris4o da rocha e do soloY de 4odo Bue estes solos se
i*te45eri3a4 4uito 4ais ra5ida4e*te do Bue aBueles Bue se e*co*tra4 sob cli4as 4ais secos
ou 4ais frios. Desse 4odoY é co4u4 e*co*trar4os referD*cias a esses solos co4o esolos
tro5icaisf. O cli4a *o solo N5edocli4aP é Bue deHe ser co*sideradoY EA Bue *e4 se45re o
5edocli4a Haria de acordo co4 o cli4a at4osférico. &s caracter7sticas tér4icas Ni*flue*ciadas
5ela corY co45osi+<o 4i*eral8gicaY etcP e h7dricas Nco4o co*dutiHidade hidrAulicaY ca5acidade
de ar4a3e*a4e*to de AguaY etcP do solo Haria4 co4 outros fatores de for4a+<o de solos Nco4o
4aterial de orige4 e releHoY 5or e@e45loPY e *<o a5e*as co4 o cli4a.
& seguir te4os u4 e@e45lo de i*tera+<o e*tre fatores- cli4a NAguaP e releHo locais.
O ciclo hidrol8gico do solo e seus co45o*e*tes Haria4 e4 fu*+<o do releHo e 5osi+<o
*a 5aisage4Y 5articular4e*te a i*filtra+<o e o escoa4e*to su5erficial N'igura !.1;P. &ssi4-
NaP e4 Areas 5la*as hA basta*te i*filtra+<o e 5ouco escoa4e*to e o solo for4ado é 5rofu*doY
NbP e4 Areas decliHosasY a eros<o 5ode ser 4aior Bue a i*filtra+<oY haHe*do 5ouca Agua 5ara
o i*te45eris4o e basta*te re4o+<o de solo for4adoY se*do os rolos rasos e
NcP e4 bai@adas 5la*asY hA acQ4ulo de Agua e sedi4e*to coluHial NgraHidadeP e aluHial
Ntra3ido 5elas e*che*tesPY se*do os solos 4edia*a4e*te dese*HolHidos.


1.
& te45eratura 4edia a*ual do $stado é de 1(j%. &s regi,es 4ais Bue*tes s<o a %a45a*haY De5ress<o %e*tral e
Miss,esY e as 4ais frias os %a45os de %i4a da "erraY $*costa "u5erior do Nordeste e Pla*alto Médio. &s
5reci5ita+,es s<o basta*te HariAHeis de a*o 5ara a*oY be4 co4o ao lo*go de u4 4es4o a*o. No Rio 0ra*de do "ulY
os 4eses 4ais chuHosos costu4a4 ser 4aioY Eu*ho e sete4broY e os 4ais secosY *oHe4broY de3e4bro e feHereiro.
Na 4aioria dos a*os e locaisY a 5reci5ita+<o su5era e eHa5otra*s5ira+<oY o Bue sig*ifica e@cede*te de Agua Bue 5ode
li@iHiar *utrie*tes e 5rodutos do i*te45eris4o. 2istorica4e*teY as regi,es da $*costa "u5erior do Nordeste e dos
%a45os de ci4a da "erra *<o a5rese*ta4 deficiD*cias h7dricasY e as de4ais regi,es 5ode4 a5rese*tar deficiD*cias
4aiores Bue 1//44Y co4 e@ce+<o da %a45a*haY De5ress<o %e*tral e #itoralY Bue 5ode4 a5rese*tar deficiD*cias
4aiores Bue !//44.
31

















'igura !.1;. I*dica+<o do flu@o de Agua *a 5aisage4Y o*de eIf re5rese*ta a i*filtra+<o e e$[ o
escoa4e*to da Agua. =ua*to 4aior a setaY 4ais i*te*so é o fe*T4e*o. N'o*te- "trecS et al.Y
!//!P.

De 4a*eira geralY Bua*to 4aior a 5luHiosidadeY 4aior é a li@iHia+<o de basesY a
atiHidade biol8gicaY o co*teQdo de argilaY a altera+<o dos 4i*erais da rocha e do solo e a
acidifica+<o dos solos.
$ssa ge*erali3a+<o 5ode ser e@e45lificada co4 a for4a+<o de solos e4 duas
regi,es disti*tas do Rio 0ra*de do "ul-
(a) *os %a45os de %i4a da "erra N4u*ic75io de 1acariaY 5or e@e45loPY o cli4a é fio e
Q4ido e os 5rocessos de for4a+<o s<o 4ais i*te*sosY gera*do solos 4ais argilososY
Acidos Nbai@o 52 e alto teor de alu47*io trocAHelPY 4i*eralogia se4 Hest7gios de
4i*erais 5ri4Arios e@ceto Buart3oY 5redo4i*a*do cauli*ita e 8@idos de ferro e de
alu47*iob
NaP *a %a45a*ha N4u*ic75io de Uruguaia*aY 5or e@e45loPY o cli4a é 4ais Bue*te e seco
e os 5rocessos de altera+<o do 4aterial de orige4 s<o 4e*os i*te*sosY gera*do solos
co4 4ais silte e areiaY o teor de bases é altoY 52 5r8@i4o I *eutralidadeY
I I
I
I
$
$
$
$
32
argilo4i*erais co4 5redo4i*M*cia de es4ectitas e co4 5rese*+a co*cre+,es de
%a%O: Y i*dica*do a 4a*ute*+<o de 4i*erais 5ri4Arios basta*te solQHeis.


3.3.4 Organismos Vivos
"e4 Hida *<o hA solo^ Os orga*is4os s<o fu*da4e*tais 5ara o 5rocesso de for4a+<o de
solos. O solo *<o deHe ser co*siderado a5e*as o 5roduto de destrui+<o das rochasY 5orBue a a+<o
dos orga*is4os cria e destr8i fei+,esY 5ro5riedades e caracter7sticas destes 4ateriaisY de5e*de*do
de sua a+<o *o es5a+o e *o te45o.
Os ciclos dos ele4e*tos Bu74icos 4ais i45orta*tes 5ara a co*ti*uidade da Hida *a
su5erf7cie terrestre Nco4o o f8sforoY o *itrogD*ioY o carbo*oY etc.P tD4 se45re u4a 5arte
associada ao 4etabolis4o de orga*is4os e4 suas 4ais difere*tes for4as e s<o co*hecidos 5or
ciclos biogeoBu74icos. & a+<o dos orga*is4os co4e+a t<o logo a rocha é e@5osta I su5erf7cie.
1ocD EA deHe ter Histo 5edras NrochasP recobertas 5or l7Bue*sY 4as talHe3 *u*ca te*ha i4agi*ado
Bue este é o i*7cio da for4a+<o de solos^
&ssi4Y i*icial4e*teY colT*ias de 4icroorga*is4os se estabelece4Y I 5rocura de
substrato Bue lhes for*e+a su5orte e ele4e*tos Bu74icos 5ara seu dese*HolHi4e*to. $sses
orga*is4os s<o 5ri*ci5al4e*te bactérias litotr8ficasY ca5a3es de o@idar ele4e*tos Bu74icos N'eY
M*P da estrutura dos 4i*eraisY desestabili3a*do6os e co*tribui*do 5ara sua altera+<o. O 5roduto
do seu 4etabolis4o co*tribui *a 5edogD*eseY *a for4a de Acidos orgM*icos ou de substM*cias
Bue for4a4 co45le@os ou Buelatos co4 os ele4e*tos Bu74icos liberados atraHés do
i*te45eris4o. h 4edida Bue a rocha Hai se altera*do e as colT*ias i*iciais H<o se e@5a*di*doY
orga*is4os 4aiores e 4ais co45le@os tD4 co*di+,es de se i*stalar e se dese*HolHerY e e*t<o
fu*gosY algasY liBue*sY 4usgosY gra47*easY arbustos e arHores 5ode4 se sucederY de5e*de*do das
co*di+,es do 4eio Ncli4a e dis5o*ibilidade de *utrie*tesY 5ri*ci5al4e*teP. Mes4o de5ois do
solo for4adoY Bua*do o siste4a solo6Hegeta+<o adBuire u4 eBuil7brioY a a+<o dos orga*is4os
co*ti*ua a ser 4arca*teY de HArias 4a*eiras- a 5rese*+a de u4a cobertura Hegetal 5rotege a
su5erf7cie do solo das agress,es do cli4aY co4o Haria+,es de te45eraturaY i45acto das gotas de
chuHaY etc.b e4 locais co4 He*tos fortesY a Hegeta+<o se destaca 5elo seu 5a5el 5rotetorY
dificulta*do o tra*s5orte de 5art7culasb de*tre outros.
Os orga*is4osY 5ri*ci5al4e*te os HegetaisY s<o ta4bé4 fo*te de 4atéria orgM*ica 5ara
o solo. & 4atéria orgM*ica do soloY a5esar de geral4e*te re5rese*tar u4a 5ro5or+<o 5eBue*a *os
solos 4i*eraisY 5ossui 5ro5riedades coloidais 4uito 4ais e@5ressas Bue os col8ides i*orgM*icos.
& 4atéria orgM*ica do solo é u4 i*dicador da fertilidade e de outras co*di+,es 5ara o
cresci4e*to das 5la*tas. $4 algu*s locais a 4esofau*a Ncu5i*sY for4igasY 4i*hocasP
33
dese45e*ha u4 5a5el fu*da4e*tal *o dese*HolHi4e*to de caracter7sticas e 5ro5riedades
Bu74icasY f7sicas e 4orfol8gicas do solo.
3.3.5 Tempo
O te45o é o se*hor do desti*o^ Na for4a+<o do solo
20
Y a idade absoluta te4 5ouco
sig*ificadoY 5ois u4 solo Helho e4 idade 5ode ser 4uito ou 5ouco dese*HolHido de5e*de*do da
i*te*sidade do i*te45eris4o. &ssi4Y o te45o co4o fator de for4a+<o de solos se refere ao
5er7odo e4 Bue os fatores atiHos Ncli4a e orga*is4osP atuara4 sobre o 4aterial de orige4Y
co*dicio*ados 5elo releHo. $4 5edologiaY é co4u4 se co45arar solos usa*do ter4os co4o
i4aturo ou EoHe4Y 4aduro e Helho ou se*il.
U4 solo é cha4ado de se*il Bua*do estA basta*te i*te45eri3adoY e i4aturo Bua*do estA
5ouco i*te45eri3ado. &ssi4 5ode4os ter solos EoHe*s o*de o i*te45eris4o e os 5rocessos de
for4a+<o de solos ocorre4 co4 u4a ta@a 5eBue*aY e solos Helhos e4 locais o*de a 5edogD*ese é
4ais aceleradaY ai*da Bue os dois solos te*ha4 a 4es4a idade.
=ua*to 4ais i*te45eri3ado é o soloY 4e*os as caracter7sticas do 4aterial de orige4 s<o
5reserHadas N'igura !.1>P.

A
R
A
Bi
C
A
Bw1
Bw2
A
R
A
Bi
C
A
Bw1
Bw2

'igura !.1>. $Holu+<o te45oral do solo e for4a+<o de hori3o*tes. 1eEa Bue o 5erfil co4
hori3o*te latoss8lico N?]P te4 as5ecto e cor be4 disti*tos do solo co4 hori3o*te ? e4
for4a+<o ou i*ci5ie*te N?iP. &o 5ri4eiro de*o4i*a4os esolo EoHe4f e ao Qlti4oY esolo se*ilf.
N'o*te- "trecS et al.Y !//!P.


!/
U4 solo se for4a 4uito le*ta4e*teY 5ode*do leHar ce*te*as de a*os 5ara for4ar 1 c4 de solo. Outrossi4Y u4a
chuHa i*te*sa 5ode re4oHer 5or eros<o 4ais de 1 c4 e4 5oucas horas. Isso de4o*stra a fragilidade da ecosfera e a
*ecessidade de 4a*eEA6lo adeBuada4e*teY 5ara suste*tar as fa47lias.
34
3.4 – Processos gerais de formação do solo
Os 5rocessos 5edoge*éticos i*dica4 a dire+<o e a i*te*sidade das tra*sfor4a+,es e s<o
co*dicio*ados 5ela co4bi*a+<o dos fatores de for4a+<o do solo. $sses 5rocessos 5ode4
i45ri4ir deter4i*adas fei+,es aos solosY obserHAHeis e4 u4 5erfil ou corteY e descritas *a
4orfologia do solo. %o4 base *as fei+,es 4orfol8gicas e os 5rocessos Bue as gerara4Y é
5oss7Hel se fa3er u4a reco*stitui+<o da hist8ria do soloY de co4o ele se for4ou e 5er4ite a sua
classifica+<o.
Todo o solo sofreY e4 4aior ou 4e*or i*te*sidadeY adi+<oY re4o+<o ou 5erdaY
tra*sfor4a+<o e tra*sloca+<o de 4ateriais N'igura !.19PY o*de-
NaP adi+<o refere6se ao a5orte de 4aterial do e@terior do 5erfil ou hori3o*te do
solo. I*clue46se 4aterial orgM*icoY Agua da chuHaY sedi4e*tosY ci*3as
HulcM*icas ou 4aterial a*tro5ogD*ico NadubosY biocidasY res7duosY aterrosY
etcPY os Buais s<o de5ositados sobre a su5erf7cie do solo e4 for4a+<ob
NbP re4o+<o ou 5erda é o co*trArio da adi+<oY ou seEaY o 4aterial é re4oHido 5ara
fora do 5erfilY seEa *atural4e*te Nli@iHia+<oY eros<oY flu@o lateral e 5ercola+<o
5rofu*daP ou acelerada 5ela a+<o a*tr85ica Neros<o aceleradaY colheitaY
Buei4aY e45résti4o de 4aterial 5ara co*stru+<o e *iHela4e*to ou
siste4ati3a+<o do soloPb
NcP tra*sfor4a+<o ocorre Bua*do o 4aterial e@iste*te *o 5erfil ou hori3o*te 4uda
sua *ature3a Bu74ica ou 4i*eral8gica. Nesse se*tidoY te4 a tra*sfor4a+<o do
4aterial orgM*ico e4 4atéria orgM*ica e dos 4i*erais 5ri4Arios e4
secu*dArios e outras tra*sfor4a+,es Bu74icasY co4o a 5reci5ita+<o e
dissolu+<o Bu74icab
NdP tra*sloca+<o refere6se ao 5rocesso *o Bual o 4aterial 5assa de u4 hori3o*te
5ara outroY se4 aba*do*ar o 5erfil. "<o e@e45los- a eluHia+<oWiluHia+<o de
col8ides orgM*icos e i*orgM*icosY o 4oHi4e*to Hertical 7o*s 5ara bai@o e 5ara
ci4a Nco4 5ossibilidade de for4a+<o de crostas sali*asY 5ela a+<o da
ca5ilaridade e 5osterior eHa5ora+<oP e a a+<o tra*s5ortadora de 5eBue*os
N4i*hocasY cu5i*sY for4igasY etcP e gra*des NtatusY lebresY etcP a*i4ais Bue
habita4 o solo.





35















'igura !.19. Processos gerais de for4a+<o do solo.

3.5 – Processos específicos de formação do solo
& co4bi*a+<o dos difere*tes 5rocessos geraisY e4 i*te*sidades HariadasY resulta *a
for4a+<o de solos co4 caracter7sticas t75icas de cada co4bi*a+<o. ?aseado *esse 5ri*c75ioY
algu*s 5rocessos ser<o descritosY 4as deHe6se se45re ter e4 4e*te Bue sua ocorrD*cia 5ode se
dar de for4a associada.
"<o HArios os 5rocessos es5ec7ficosY i*clui*do6se a latoli3a+<oY 5od3oli3a+<oY glei3a+<oY
lateri3a+<oY sali*i3a+<oY sodifica+<o ou solo*i3a+<o e outros 5rocessos de for4a+<o de solos de
ocorrD*cia 4ais locali3ada N5aludi3a+<oY carbo*ata+<oY turba+<oY ferr8liseY etc.P. No Rio 0ra*de
do "ulY assi4 co4o *o resta*te do ?rasilY os trDs 5ri4eiros 5rocessos 5redo4i*a4 eY 5orta*toY
ser<o tratados *este te@to.

3.5.1 – Latolização
& latoli3a+<o é caracteri3ada 5elo i*te45eris4o Bu74icoY es5ecial4e*te a hidr8lise e a
o@ida+<oY e li@iHia+<o 4uito i*te*sos ou Bue atuara4 dura*te u4 5er7odo basta*te lo*goY
gera*do dessilica+<o 4édia a forteY co4 for4a+<o de u4 hori3o*te ? latoss8lico N?]P.
$ste 5rocesso é t75ico *a for4a+<o de #atossolos N'igura !.17PY a Bual é u4a das classes
de solo de 4aior ocorrD*cia e i45ortM*cia agr7cola *o Rio 0ra*de do "ul.
36

A
Bw1
Bw2
A
Bw1
Bw2
A
Bw1
Bw2

'igura !.17. Perfil de u4 #atossoloY co4 a ide*tifica+<o do hori3o*te latoss8lico N?]P. 1eEa Bue
o solo ocorre e4 5osi+,es de releHo 4ais 5la*o e be4 dre*ado. N'o*te- "trecS et al.Y !//!P.

Os fatores de for4a+<o t75icos 5ara #atossolos s<o- 4aterial de orige4 ca5a3 de for4ar
argila NbasaltoY 5or e@e45loPY cli4a chuHoso e te45eraturas 4ais altasY releHo 5la*o e co4 boa
dre*age4 i*ter*aY orga*is4os HiHos a*aer8bios e te45o lo*go de a+<o do i*te45eris4o.
Os solos o*de este 5rocesso 5redo4i*a s<o ricos e4 cauli*tia eYou 8@idos de ferro e de
alu47*ioY de5e*de*do do grau Ni*te*sidadeP da dessilica+<oY e 5obres e4 s7lica e bases. Isso se
reflete e4 bai@o 52Y alto teor de &l trocAHelY bai@a satura+<o 5or base e bai@a ca5acidade de
troca de cAtio*s. $4 su4aY trata6se de solo 5obre Bui4ica4e*te^
O 5erfil do solo éY geral4e*teY 5rofu*do e ho4ogD*eo e o gradie*te te@tualY se
e@iste*teY é 5eBue*o deHido I estabili3a+<o dos argilo4i*erais 5elos 8@idos dificulta*do seu
tra*s5orte 5ara outros hori3o*tes. &5rese*ta4 boa rete*+<o de AguaY resiste4 I eros<oY s<o be4
estruturadosY *<o a5rese*ta4 falta de o@igD*io e s<o facil4e*te trabalhados. $4 su4aY trata6se
de solo fisica4e*te 4uito bo4^
O =uadro !.1. a5rese*ta os fatores de for4a+<oY as caracter7sticas do solo
for4ado e as i*ferD*cias Bue 5ode4 ser feitas sobre sua BualidadeY 5ara solos for4ados 5or
latoli3a+<oY co4o é o caso dos #atossolos.
37
=uadro !.1. 'atores de for4a+<oY caracter7sticas do solo for4ado e i*ferD*cias 5ara o 5rocesso de
latoli3a+<o.

3.5.2 - Podzolização
& 5od3oli3a+<o é u4 5rocesso caracteri3ado 5ela tra*sferD*cia Hertical de col8ides
N5ri*ci5al4e*te i*orgM*icosY 4as ta4bé4 orgM*ico e4 associa+<oP e sua de5osi+<o e4
hori3o*tes subsu5erficiais. $ste tra*s5orte ocorreY geral4e*teY e4 trDs fases- dis5ers<oY
tra*s5orte e de5osi+<o. Pode 5rodu3ir gradie*te te@tural *o 5erfil N? te@turalY ?tP e o
a5areci4e*to do hori3o*te $Y de 5erda 4ais i*te*sa de 4aterial. O hori3o*te o*de e@iste 5erda
de 4aterial Ngeral4e*te o & ou $P é cha4ado de hori3o*te eluHialY e*Bua*to o hori3o*te de
ga*ho de 4aterial N? te@turalP é cha4ado de iluHialY 4uitas He3es co4 5rese*+a de fil4es de
argila Bue reHeste4 os agregados NcerosidadeP. Os solos for4ados 5or este 5rocesso 5ode4
5erte*cer a HArias classes!1Y co4o os &rgissolos e Pla*ossolos N'igura !.1(P.
Os fatores de for4a+<o t75icos s<o- 4aterial de orige4 ca5a3 de for4ar argilaY cli4a
chuHoso e te45eraturas 4ais altasY releHo o*duladoY orga*is4os HiHos a*aer8bios e te45o 4édio
a lo*go de a+<o do i*te45eris4o. Note Bue a difere*+aY e4 rela+<o I latoli3a+<oY estA *o ti5o de
releHo N4ais o*duladoP e *o te45o de for4a+<o N5ode ser 4e*orP.

!1
$4 algu*s solosY t75ico de a4bie*tes te45erados sob florestas e4 solo 4ais are*oso e AcidoY a deco45osi+<o do
4aterial orgM*ico de5ositado *a su5erf7cie do solo é 4uito AcidaY for4a*do co45le@os co4 o alu47*io e ferroY Bue
se solubili3a4 e s<o tra*s5ortados 5ara 3o*as 4ais 5rofu*das *o 5erfilY o*de a acide3 é 4e*os ace*tuadaY
5reci5ita*do6se. O hori3o*te Bue se e45obrece co4 a sa7da do 4aterial cha4ado de AlbicoY 5orBue fica basta*te
claro deHido I ausD*cia de 4ateriais 5ig4e*ta*tes N8@idos de ferro e 4atéria orgM*icaP e o hori3o*te de acQ4ulo é
cha4ado de es58dico N?hY ?s ou ?hsP. Os solos assi4 for4ados s<o cha4ados de $s5odossolos.
Não há
minerais primários
intemperizáveis
TEMPO
Longo
Máficos:
reserva
micronutrentes
Máficos:
atração
magnética
ORGANÌSMOS
Aeróbios
Pseudo areia Pseudo areia
Bom armazena-
mento de água
Bom armazenamento de
água
Boa mecanização Mineralogia argilas:
1:1 e óxidos
MATERÌAL DE
ORÌGEM
Potencial para
formação de argila
Bem aerados
Bem drenado
Aerados Profundo
RELEVO
Suave a plano
Fertilidade natural
baixa
L
A
T
O
S
S
O
L
O
S
Estrutura
granular
maciça
porosa
L
A
T
O
L
Ì
Z
A
Ç
Ã
O
CLÌMA
Quente e
úmido
ÌNFERÊNCÌAS CLASSE CARACTERÍSTÌCAS PROCESSO FATORES
Não há
minerais primários
intemperizáveis
TEMPO
Longo
Máficos:
reserva
micronutrentes
Máficos:
atração
magnética
ORGANÌSMOS
Aeróbios
Pseudo areia Pseudo areia
Bom armazena-
mento de água
Bom armazenamento de
água
Boa mecanização Mineralogia argilas:
1:1 e óxidos
MATERÌAL DE
ORÌGEM
Potencial para
formação de argila
Bem aerados
Bem drenado
Aerados Profundo
RELEVO
Suave a plano
Fertilidade natural
baixa
L
A
T
O
S
S
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L
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S
Estrutura
granular
maciça
porosa
L
A
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Z
A
Ç
Ã
O
CLÌMA
Quente e
úmido
ÌNFERÊNCÌAS CLASSE CARACTERÍSTÌCAS PROCESSO FATORES
38

& ?

'igura !.1(. Perfil de u4 &rgissolo N&P e de u4 Pla*ossolo N?PY co4 a ide*tifica+<o do
hori3o*te te@tural N?tP. 1eEa Bue o &rgissolo é be4 dre*adoY e*Bua*to o Pla*ossolo é 4al
dre*ado. N'otos de "trecS et al.Y !//!P.

Os solos o*de este 5rocesso te4 4i*eralogia HariadaY de5e*de*do do grau Ni*te*sidadeP
de dessilica+<o. Isso se reflete e4 fertilidade Hariada. $4 su4aY trata6se de solo Bui4ica4e*te
HariAHel^ O 5erfil do solo te4 5rofu*didade HariAHel e o gradie*te te@tual é co*di+<o *ecessAria.
Pelo fato de haHer hori3o*te ?Y a dre*age4 do solo é li4itada eY Bua*doY hA hori3o*te $Y 5ode
haHer flu@o lateral de Agua co4 for4a+<o de ca*ais subterrM*eos. %o4o os hori3o*tes
su5erficiais s<o 4ais are*ososY o solo é alta4e*te suscet7Hel I degrada+<o estrutural e I eros<o
do solo. $4 su4aY trata6se de solo fisica4e*te frAgil e Bue 4erece u4a série de cuidados
es5eciais^
O =uadro !.! a5rese*ta os fatores de for4a+<oY as caracter7sticas do solo for4ado e as
i*ferD*cias Bue 5ode4 ser feitas sobre sua BualidadeY 5ara solos for4ados 5or 5od3oli3a+<oY
co4o é o caso dos &rgissolosY Pla*ossolos e #uHissolos.




=uadro !.!. 'atores de for4a+<oY caracter7sticas do solo for4ado e i*ferD*cias 5ara o
5rocesso de 5od3oli3a+<o.


Podem existir
fluxos
laterais
Medianamente
profundos a profundos
RELEVO
Suave a ondulado
Fertilidade natural
variável
Estrutura
blocos
angulares ou
subangulares
P
O
D
CLÌMA
Quente e
úmido
ÌNFERÊNCÌAS CLASSES CARACTERÍSTÌCAS PROCESSO FATORES
Podem existir
fluxos
laterais
Medianamente
profundos a profundos
RELEVO
Suave a ondulado
Fertilidade natural
variável
Estrutura
blocos
angulares ou
subangulares
P
O
D
CLÌMA
Quente e
úmido
ÌNFERÊNCÌAS CLASSES CARACTERÍSTÌCAS PROCESSO FATORES
Argissolo
A
E
Bt
Argissolo
A
E
Bt
A
E
Bt
Planossolo
A
Btg1
E
Btg2
Planossolo
A
Btg1
E
Btg2
A
Btg1
E
Btg2
39













3.5.3 - Gleização
& glei3a+<o é u4 5rocesso t75ico de a4bie*te co4 co*di+,es de redu+<oY o Bue ocorre
Bua*do hA satura+<o 5or Agua *a 4aior 5arte do te45o.
=ua*do as co*di+,es s<o aer8bicasY o ace5tor fi*al da cadeia res5irat8ria dos
4icrorga*is4os do solo é o@igD*ioY e sua eficiD*cia *a deco45osi+<o de 4ateriais orgM*icos
5ode chegar I deco45osi+<o co45leta e4 gAs carbT*ico. =ua*do as co*di+,es s<o de e@cesso
de Agua Nfalta de o@igD*ioPY as 5o5ula+,es de 4icrorga*is4os aer8bios s<o substitu7das 5or
5o5ula+,es de a*aer8biosY co4 4e*or eficiD*cia *a deco45osi+<o de 4ateriais orgM*icos e
usuArias de outros ele4e*tos co4o ace5tores fi*ais dos elétro*s da cadeia res5irat8ria.
$sse fato gera duas co*seBdD*cias i45orta*tes 5ara a gD*ese do solo- o au4e*to *a
co*ce*tra+<o de age*tes co45le@a*tes orgM*icos e 4aior abu*dM*cia de elétro*s *o 4eioY
haHe*do 5ri4eira4e*te u4a redu+<o i*te*sa de *itrogD*io eY subseBde*te4e*teY de ferro e
4a*ga*Ds.
%o4 issoY esses ele4e*tos s<o tra*s5ortados 5ara fora do 5erfilY e co4o os 5ri*ci5ais
age*tes 5ig4e*ta*tes s<o os 8@idos e 4atéria orgM*icaY os hori3o*tes su5erficiais fica4 co4
colora+<o aci*3e*tadaY Bue é a colora+<o t75ica dos outros argilo4i*erais Bue 5er4a*ece4 *o
5erfil. &ssi4Y a colora+<o aci*3e*tada *o 5erfil é u4 forte i*dicatiHo de dre*age4 le*ta ou
i45edida.
Neste 5rocessoY ocorre a for4a+<o de hori3o*te glei N?g ou %gP ou 5l7*tico N?fPY se*do
t75ico das classes de solo 0leissolos e Pli*tossolos N'igura !.1.PY res5ectiHa4e*te. "olos dessas
classes s<o *or4al4e*te usadas *o Rio 0ra*de do "ul 5ara a cultura do arro3 irrigado 5or
i*u*da+<o.
40

A
Btf
EB

A
Cg
A
Cg
A
Cg

'igura !.1.. Perfil de u4 Pli*tossolo N&P e de u4 0leissolo N?PY co4 a ide*tifica+<o do
hori3o*te 5l7*tico N?tfP e glei N%gPY res5ectiHa4e*te. 1eEa Bue a4bos solos ocorre4 e4 5osi+,es
4ais bai@as do releHo e co4 i*fluD*cia do le*+ol freAtico e i*d7cios de 4A dre*age4. N'o*te-
"trecS et al.Y !//!P.

3.6 Aplicações
$le4e*tos da 5aisage4 NreleHoY Hegeta+<oY rochasP co*tribue4 *a de4arca+<o dos
li4ites de ti5os de solos. Os 5rocessos de for4a+<o atua4 co*sta*te4e*te *o te45oY 4as e4
ta@as 4uito 4ais le*tas do Bue a degrada+<o a*tr85icaY 4ostra*do a *ecessidade do 4a*eEo
racio*al dos recursos *aturaisY i*clui*do solo e Agua.
& Hisuali3a+<o de 5ro5riedades do solo 5er4ite ide*tificar 5rocessos gerais e
es5ec7ficos de for4a+<o do solo. Isso co*tribui 5ara saber4os da hist8ria 5assada e 5reHer4os o
futuro do solo 5ara disti*tos ce*Arios a4bie*taisY be4 co4o i*ferir sobre as li4ita+,es do solo e
a Hoca+<o de uso.
& aHalia+<o das co*di+,es agr7colas das terras é reali3ada e4 fu*+<o de u4 co*Eu*to de
fatores agr7colasY se*do Bue cada u4 dos fatores é aHaliado Bua*to ao grau de li4ita+<oY 5ode*do
ser- *uloY ligeiroY 4oderadoY forteY ou 4uito forte. Os fatores agr7colas usados *esta aHalia+<o
co*sta4 *o =uadro !.:.

=uadro !.:. 'atores agr7colas utili3ados 5ara aHalia+<o das co*di+,es agr7colas das terras.
'ertilidade *atural- $stA *a de5e*dD*cia da dis5o*ibilidade de 4acro e 4icro*utrie*tesY e *a
5rese*+a ou ausD*cia de certas substM*cias t8@icasY co4o alu47*io e 4a*ga*Ds trocAHeis.
$ros<o- _ defi*ida e4 rela+<o ao desgaste Bue a su5erf7cie do solo 5oderA sofrer Bua*do
sub4etida a BualBuer ti5o de utili3a+<o se4 5rAticas co*serHacio*istas. & suscetibilidade I
eros<o estA *a de5e*dD*cia das co*di+,es cli4AticasY das co*di+,es do solo 6 te@turaY estruturaY
41
5er4eabilidadeY 5rofu*didadeY ca5acidade de rete*+<o de AguaY seBdD*cia de hori3o*tesY
5rese*+a ou ausD*cia de ca4adas co45actas e 5edregosidadeY das co*di+,es de releHo
NdecliHidadeY e@te*s<o das 5e*de*tes e 4icro releHosP e da cobertura Hegetal.
'alta dfAgua- _ defi*ida 5ela Bua*tidade de Agua ar4a3e*ada *o solo dis5o*7Hel 5ara as 5la*tas
$sta co*di+<o de5e*de do cli4a e das co*di+,es do solo Nca5acidade de rete*+<o e
ar4a3e*a4e*to de AguaPY Bue s<o de5e*de*tes da te@turaY ti5o de argilaY co*teQdo de 4atéria
orgM*icaY 5rofu*didade efetiHa.
'alta de ar- $sta caracter7stica estA *or4al4e*te relacio*ada co4 as classes de dre*age4 do
solo- 4al a 4uito 4al dre*adoY Bue 5or sua He3 s<o resulta*tes da i*tera+<o da 5reci5ita+<oY
eHa5otra*s5ira+<oY 5osi+<o *o releHo e caracter7sticas do solo.
Uso de i45le4e*tos agr7colas- Refere6se Is co*di+,es a5rese*tadas 5elas terras ao uso de
4ABui*as e i45le4e*tos agr7colas. $stA relacio*ado co4 a e@te*s<oY for4a e decliHidade das
5e*de*tesY co4 as co*di+,es de dre*age4Y co4 a es5essuraY te@tura e ti5o de argila
5redo4i*a*te *o solo e co4 a 5edregosidade e rochosidade su5erficial.

1eEa4os u4 e@e45lo^ Para o solo da 'igura !.!/Y os graus de li4ita+<o ao uso agr7cola
seria4 os segui*tes-
NaP 'ertilidade *atural- N<o 5ode4os aHaliarY 5ois *os falta4 os dados Bu74icos do solo.
NbP $ros<o- forte a 4uito forte. "olos 4uito susce5t7Heis I eros<o deHido ao releHo.
NcP 'alta dfAgua- 4oderadaY 5ossue4 bai@a ca5acidade de rete*+<o de Agua.
NdP 'alta de ar- *ula. "olos be4 dre*adosY 5orosos e 5rofu*dos.
NeP Uso de i45le4e*tos agr7colas- forte a 4uito forte. DeHido ao releHoY rochosidade e
5edregosidade.
42
'igura !.!/. Perfis de seis solos e res5ectiHas 5aisage*s do Rio 0ra*de do "ulY co4 i*dica+<o dos
ti5os de hori3o*tes. N'o*te- "trecS et al.Y !//!P.

Referências Bibliográficas

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U'"MY se4 data. 1>!5.
A
Bt1
C
Bt2
A
Bt1
C
Bt2
A
Bt1
C
Bt2
A
E
Bt
A
E
Bt
A
E
Bt
A
Bi
C
O
A
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C
O
A
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C
O
A
Bw
A
Bw
A
Bw
A
R
A
R
A
R
A
Btg
E
A
Btg
E
A
Btg
E
43
JUM&Y N. The 5edos5here a*d its dZ*a4ics- & sZste4s a55roach to soil scie*ce. 1.1.
I*troductio* to soil scie*ce a*d soil resources . $d4o*to*Y %a*adA- "al4a* Productio*sY
1....:1>5.
#$MO"Y R. %. deb "&NTO"Y R. D. Ma*ual de descri+<o e coleta de solo *o ca45o. ;
a
. ed.
1i+osa- "?%"Y !//!. (: 5.
P$DRONY '.&.b &G$1$DOY &.%. deb D&#MO#INY R.".D.b R$I%2$RTY J.M.b R$IN$RTY D.J.
Pri*ci5ais solos da regi<o da =uarta %olT*iaY Rio 0ra*de do "ul- guia de e@curs<o .
"a*ta Maria- De5arta4e*to de "olosY U'"MY !//7. ;15.
R$IN$RTY D.J.b R$I%2$RTY J.M.b D&#MO#INY R.".D.b &G$1$DOY &.%. deb P$DRONY '.&.
Pri*ci5ais solos da De5ress<o %e*tral e %a45a*ha do Rio 0ra*de do "ul- guia de
e@curs<o . !
a
. ed. "a*ta Maria- De5arta4e*to de "olos6U'"MY !//7. ;75.
"TR$%cY $.1.b ckMP'Y N.b D&#MO#INY R.".D.b c#&MTY $.b N&"%IM$NTOY P.%. dob
"%2N$ID$RY P. "olos do Rio 0ra*de do "ul . Porto &legre- $4aterWR" g U'R0"Y !//!.
1!95.













Unidade 3 – Fluxo de nutrientes em ecossistemas florestais

1 – Liberação de nutrientes pelas rochas
José Miguel Reichert
44

O i*te45eris4o Bu74ico é o co*Eu*to de rea+,es Bue leHa4 I 4odifica+<o da estrutura
dos 4i*erais Bue co45,e4 a rocha. O i*te45eris4o Bu74ico au4e*ta I 4edida Bue o
i*te45eris4o f7sico aHa*+aY deHido ao au4e*to de Area su5erficial es5ec7fica dos 4i*erais.
&s 5ri*ci5ais rea+,es Bu74icas s<o a hidrata+<oY solu+<oY co45le@a+<oY hidr8lise e o@i6
redu+<o. &s 5ri4eiras duas rea+,es s<o t75icas e4 solos 4ais EoHe*s ou a4bie*tes Bue 5ro5icia4
4e*or tra*sfor4a+<oY a terceira ocorre *a for4a+<o de hori3o*te ?hs e as Qlti4as duas rea+,es
s<o fu*da4e*tais e4 cli4a 4ais chuHoso. $ssas Qlti4as duas ser<o abordadas e4 4ais detalhe
*este te@to.

1.1 – Hidrólise
1islu4brar rea+,es Bu74icas éY 4uitas He3esY dif7cil. Isso é 5articular4e*te Herdadeiro
co4 rea+,es e*HolHe*do 4i*erais do soloY Bue tD4 estrutura basta*te co45le@a. Para o
e*te*di4e*toY a5rese*ta4os a rea+<o da hidr8lise de u4 4i*eral 5ri4Ario Nisto éY for4ado *a
rochaPY c&l"i:O(Y 5ara a for4a+<o de u4 4i*eral secu*dArio Nisto éY for4ado *o soloP-

!c&l"i:O( l 2!O &l!"i!O>NO 2P; l ;2;"iO; l ! cl l !O26
Pri4Ario NrochaP "ecu*dArio NsoloP Nutrie*te

Note Bue o 2
l
e o O2
6
s<o resulta*tes da dissocia+<o da Agua N2
!
OP. &ssi4 o 2
l
eatacaf
Nisto éY 2
l
substitui o 4etal cY *esse e@e45loP o 4i*eralY ro45e*do as liga+,es sil7cioW4etais da
sua estruturaY cola5sa*do6a e desi*tegra*do6a.
&5re*de4os *as aulas de Bu74ica Bue a rea+<o te*da I direita Bua*do au4e*ta4os os
reage*tes Nlado esBuerdoP ou di4i*u74os os 5rodutos Nlado direito das setasP. No 5rese*te casoY
Bua*to 4ais Agua 5assar 5elo soloY 4aior a Bua*tidade de 2
l
dis5o*7Hel 5ara o ataBue e 4ais
Agua dre*arA 5elo soloY leHa*do os cAtio*s bAsicos Nc
l
Y *este e@e45loP Eu*to co4 o O2
6
. Os
desti*os do c
l
5ode4 ser a li@iHia+<o NEA co4e*tadoPY a 5artici5a+<o *a for4a+<o de *oHos
4i*erais Nsecu*dAriosP do solo ou ser absorHido 5elas 5la*tas.
?aseado *a i*te*sidade desta rea+<o *o soloY associado co4 a li@iHia+<oY s<o 5ro5ostos
trDs estAgios de dessilica+<oY relacio*ados co4 o grau de i*te45eris4o-
NaP Bua*do a dessilica+<o é fracaY o Bue é t75ico de a4bie*tes e4 Bue a 5reci5ita+<o é
4e*or Bue a eHa5ora+<o Nco4o e4 regi,es se4i6AridasPY co4 dre*age4 le*ta a
i45edida ou Bua*do hA a5orte de sil7cio 5or flu@os laterais. Os argilo4i*erais
5redo4i*a*tes s<o do ti5o !-1 e@5a*siHos e *<o e@5a*siHos NHide U*idade :Y ite4
45
:.1.!P. No Rio 0ra*de do "ulY ocorre *a regi<o da ca45a*haY origi*a*do solos co4
caracter7sticas Hérticasb
NbP Bua*do a dessilica+<o é 4édiaY o Bue é 4ais freBde*te *os tr85icosY for4a46se solos
co4 argilas 1-1 Nsolos cauli*7ticosPY 5redo4i*a*tes *os solos gaQchos usados 5ara
agriculturab
NcP Bua*do a dessilica+<o é forteY a dessilica+<o e a li@iHia+<o s<o i*te*sas ou atuara4
dura*te u4 lo*go te45o se4 Bue houHesse u4 reEuHe*esci4e*to do solo 5or a5orte
de 4aterial. Os argilo4i*erais 5redo4i*a*tes s<o os 8@idos de ferro Nhe4atita e
goetitaP e de alu47*io NgibsitaP NHide U*idade :Y ite4 !.1.1P. No R"Y solos do Pla*alto
co*tD4 u4a 5ro5or+<o sig*ificatiHa desses 4i*erais.

1.2 - Oxidação e Redução
=ui4ica4e*teY refere6se ao 5rocesso de tra*sferD*cia de elétro*sY o*de o 7o* rece5tor
de elétro*s é redu3ido N5orBue tD4 seu *Q4ero de o@ida+<o di4i*u7doP e o Bue doa o elétro* é
o@idado.
$4 solosY a o@ida+<o e a redu+<o do ferro e a do 4a*ga*Ds tD4 4aior i45ortM*cia *a
gD*ese do soloY e*Bua*to a do *itrogD*ioY 5ara a fertilidade do solo
22
. &ssi4Y o 'e
!l
N7o*
ferrosoP é 4uit7ssi4o 4ais solQHel Bue o 'e
:l
N7o* férricoP e 5ode ser re4oHido do a4bie*te 5or
solu+<o. Nos 4i*erais 5ri4AriosY o ferro e*co*tra6se geral4e*te redu3ido N'e
!l
P e sua o@ida+<o
5ode causar a desestrutura+<o do 4i*eral.


2 – Retenção e liberação de nutrientes

Da*ilo Rhei*hei4er dos "a*tos
2.1 Análise química do solo e sua interpretação
O soloY co4o siste4a trifAsico Ns8lidoY aBuoso e gasosoPY co4 difere*tes co*stitui*tes *a
fase s8lidaY a5rese*ta u4 gra*de *Q4ero de 5ro5riedades Bu74icas 5r85rias. & sede dos
fe*T4e*os Bu74icos e f7sico6Bu74icos do solo é a fra+<o argilaY 5ois se trata de u4 siste4a
coloidal. & fra+<o coloidal do solo é basta*te heterogD*eaY co*stitui*do6se de 5art7culas de

!!
& for4a redu3ida N'e
!l
P é a for4a utili3ada 5elas 5la*tasY 4as 5ode ser t8@ico Bua*do e4 e@cessoY co4o e4
cultiHo de arro3 irrigado 5or i*u*da+<o e4 solo co4 alto teor de 8@idos de ferro. O 'e
!l
5ode se acu4ular *a
su5erf7cie e@ter*a da rai3Y 5ois o@ida Bua*do *a 5rese*+a de o@igD*io. Isso é obserHAHel 5ela cor Her4elha
reHesti*do ra73es de 5la*tas e4 a4bie*tes de 4A dre*age4 ou e4 5la*tas de arro3 irrigadas 5or i*u*da+<o. %o4 a
redu+<o do *itrogD*ioY hA for4a+<o de for4as gasosas de NY as Buais co*tribue4 5ara a destrui+<o da ca4ada de
o3T*ioY co*stitui*do6se *u4 graHe 5roble4a a4bie*tal.
46
difere*tes es5écies 4i*erais Nargilo4i*erais e 8@idosPY de 5art7culas orgM*icas NhQ4usP e de
co45ostos orga*o4i*erais Nassocia+<o de argilo4i*eraisY 8@idos e hQ4usP. Nos col8ides
i*orgM*icos HocD HerA Bue e@iste4 dois ti5os de cargas- NaP as 5er4a*e*tesY oriu*das da
substitui+<o iso48rfica *o 4o4e*to da for4a+<o do 4i*eral e NbP as cargas HariAHeisY Bue se
locali3a4 *as arestas Buebradas Nfi*al das lM4i*as tetraedrais e octaedraisP dos 4i*erais e 5ode4
ser carregadas 5ositiHa4e*teY *eutras ou carregadas *egatiHa4e*teY de5e*de*do da co*stitui+<o
da solu+<o Bue as circu*da4. $4 fu*+<o da 5rese*+a de cargas elétricasY o solo é u4 Herdadeiro
ar4a3é4 de 7o*s e 4oléculas. $sses 7o*s ou 4oléculas 5ode4 ou *<o sere4 liberados 5ara a
solu+<o do solo eY co*seBde*te4e*teY sere4 absorHidos 5elas 5la*tas e 4icroorga*is4os ou
4igrare4 5ara o le*+ol freAtico. Ta4bé4Y e4 fu*+<o da 5rese*+a de cargas elétricasY as
5art7culas da fra+<o argila 5ode4 se agluti*ar for4a*do agregados ou 5ode4 se 4a*ter liHres
Ndis5ersasP. %o45ree*de*do os fe*T4e*os de su5erf7cie da fra+<o argila HocD estarA a5to 5ara a
caracteri3a+<o e co45ree*s<o dos 5rocessos 5edoge*éticosY de dis5o*ibilidade de *utrie*tes e
ele4e*tos t8@icos Is 5la*tas e 4icroorga*is4osY da acide3 do solo e lhe e*ca4i*harAY i*clusiHe
5ara as alter*atiHas de corre+<o da acide3 e da deficiD*cia de *utrie*tes.

2.1.1 - Fração coloidal do solo
& fi4 de 4elhor co45ree*der os fe*T4e*os de su5erf7cie da fra+<o coloidal do soloY
fa36se *ecessArio reto4ar algu4as i*for4a+,es estudadas *a %o45osi+<o do "olo. & fra+<o
coloidal do solo N5art7culas e substM*cias 4uito 5eBue*as m fra+<o argilaP é co45osta 5or trDs
co*Eu*tos de col8ides-
aP &rgilo4i*erais N'igura :.1P- os argilo4i*erais s<o co*stitu7dos de arra*Ea4e*tos de
lM4i*as tetraedrais N"i e &lP e octaedrais N&lY 'eY MgY M* e %aP. Na for4a+<o destes 4i*erais de
argila ocorrera4 algu4as i45erfei+,es Nsubstitui+<o iso48rficaP tor*a*do6os eletrica4e*te
desba*la*+ado ) cargas elétricas *egatiHas 5er4a*e*tes NHocD HerA 4aiores i*for4a+,es *a
seBdD*cia desta u*idadeP. Nos solos brasileiros eY e4 es5ecial *os solos gaQchosY *8s 5ode4os
e*co*trar argilo4i*erais ai*da EoHe*s N!-1Y duas lM4i*as tetraedrais e u4a lM4i*a octaedral
ce*tralP e argilo4i*erais 4ais Helhos e Bue 5erdera4 u4a lM4i*a tetraedral. $4 a4bos os ti5os
de argilo4i*erias eY e4 es5ecialY *os 1-1Y a5arecer<o as cargas elétricas HariAHeis. Os solos
5ode4 a5rese*tar a45la Haria+<o *a Bua*tidade de argilo4i*erais. "olos origi*Arios de 4ateriais
are*osos dificil4e*te co*tD4 4ais de 1>O de argilo4i*eraisb solos deriHados de gra*ito
a5rese*ta4Y geral4e*teY de 1/ a :/O de argilo4i*erais e solos deriHados de basalto a5rese*ta4
altos teores de argilo4i*eraisY 5ode*do ultra5assar os ./O.

47

'igura :.1. Re5rese*ta+<o de u4a ca4ada 1-1 Noctaedral l tetraedralP *a esBuerda e da u*i<o de
duas ca4adas 1-1 for4a*do u4a cauli*ita Nhtt5-WW]eb4i*eral.co4Whel5W"tructure.sht4lP.

bP J@idos N'igura :.!P- os 8@idos s<o frutos do i*te*so i*te45eris4o do solo. 2ouHe
u4a alt7ssi4a dessilica+<o do siste4a e sobrara4 a5e*as os octaedros. Deste 4odoY 5ode4os
co*siderar Bue *<o hA carga 5er4a*e*te *os 8@idos. & su5erf7cie dos 8@idosY es5ecial4e*te os
de ferroY estA Buase se45re carregada 5ositiHa4e*te Ncargas elétricas HariAHeisP. $4 fu*+<o
dissoY os 8@idos s<o gra*des adsorHe*tes de M*io*sY co4o é o caso do fosfato e sulfato. Os
8@idos 4ais co4u*s *os solos gaQchos s<o os de ferro NgoethitaY he4atitaY ferrihidrita e
le5idocrocitaPY os de alu47*io NgibsitaP e os de 4a*ga*Ds N5irolusitaP. "olos EoHe*s a5rese*ta4
4uito bai@o teor de 8@idosY co4o é o caso do solo $scobar. %o*traria4e*teY solos 4ais
i*te45eri3adosY co4o os do Pla*alto do R"Y a5rese*ta4 gra*des Bua*tidades de 8@idosY
es5ecial4e*te os de ferro.


48
'igura :.!. Re5rese*ta+<o do 8@ido de ferro goethita
Nhtt5-WW]eb4i*eral.co4Whel5W"tructure.sht4lP. 1eEa Bue as lM4i*as de octaedros dei@a4 es5a+os
i*ter*os NtQ*eisP o*de 5ode4 ser adsorHidos M*io*s e até 4etais 5esados catiT*icos.

cP 2Q4us N'igura :.:P- o hQ4us é a 5arte coloidal da 4atéria orgM*ica e é co45osto de
substM*cias orgM*icas co4 alto grau de co45le@idade Bu74ica. _ o fruto da deco45osi+<o e
s7*tese 4icrobia*a a 5artir dos res7duos Hegetais Nfotoss7*teseP. Res7duos Hegetais ricos e4
lig*i*a s<o deco45ostos 4ais le*ta4e*te e s<o a base do hQ4usY e*Bua*to Bue res7duos ricos e4
outros ti5os de a+Qcares e e4 co45ostos *itroge*ados s<o facil4e*te deco45ostos e4 gAs
carbT*ico e AguaY libera*do *utrie*tes e e*ergia 5ara o 4eio. O hQ4us 5ode ser diHidido e4
laborat8rio 5or difere*tes téc*icas. & téc*ica 4ais usada co*siste e4 fracio*A6lo e4 Acidos
fQlHicosY Acidos hQ4icos e hu4i*as. No hQ4us e@iste4 HArios gru5os fu*cio*aisY se*do os 4ais
abu*da*tes e i45orta*tes *os fe*T4e*os de su5erf7cie s<o os carbo@7licos e fe*8licos. Todos os
gru5os fu*cio*ais 5rese*tes *o hQ4us 5ode4 estar 5ositiHa ou *egatiHa4e*te carregados. Nas
co*di+,es *or4ais de cultiHo de *ossos solosY os gru5os fu*cio*ais est<o carregados
*egatiHa4e*te e 5or issoY a 4atéria orgM*ica é res5o*sAHel 5ela 4aioria das cargas *egatiHas do
solo. Os teores de 4atéria orgM*ica do solo s<o de5e*de*tes das co*di+,es cli4AticasY das ta@as
de adi+<o e deco45osi+<o e dos teores de argila. Nos solos are*osos ocorre*tes *o Rio 0ra*de
do "ulY os teores de 4atéria orgM*ica dificil4e*te ultra5assa4 os !Ob *os solos do deriHados de
basalto Naltos teores de argilaP *atural4e*te a5rese*ta4 de ! a >O de 4atéria orgM*ica.

'igura :.:. Re5rese*ta+<o de u4a 4olécula de hQ4us Nfra+<o coloidal da 4atéria orgM*icaP
N'o*te- "chi*t3erY 1..:P. 1eEa a gra*de Bua*tidade de a*éis aro4Aticos e a e@5osi+<o de
difere*tes gru5os fu*cio*ais co*te*do o@igD*io.
49

3.1.2 - Área superficial específica
& Area su5erficial es5ec7fica é a su5erf7cie das 5art7culas 5or u*idade de 5eso Ne@5resso
e4 4
!
g
61
P. &s 5art7culas coloidais caracteri3a46se 5or a5rese*tar u4a alta su5erf7cie es5ec7fica.
& su5erf7cie es5ec7fica deter4i*a a a45litude das rea+,es e*tre a fase s8lida e as fases l7Buidas e
gasosas. & Area su5erficial es5ec7fica Haria e4 fu*+<o do ta4a*ho e ti5o dos 4i*erais.
& Tabela :.1 ilustra o au4e*to da su5erf7cie es5ec7ficaY I 4edida Bue u4 cubo de u4
gra4a é subdiHidido e4 5art7culas da 4es4a for4aY co4 arestas 4e*ores. Nota6se Bue u4
gra4a de argila 5oderA a5rese*tar su5erf7cie es5ec7fica cerca de 4il He3es 4aior Bue u4 gra4a
de areia. O e@e45lo aci4a de4o*stra Bue a su5erf7cie é i*Hersa4e*te 5ro5orcio*al ao diM4etro
das 5art7culas.

5-800* < 0,002 Minerais 2º Argila
1 0,05-0,002 Minerais 1º Silte
0,1 0,2–0,05 Quartzo Areia Fina
0,01 2,0-0,2 Quartzo Areia Grossa
A.S..
!"
2
g
-1
#
$i%"etro
!""#
&o"'osi()oMiner
al*gi+a
&lasse ,e
-a"an.o

Tabela :.1. Rela+<o e*tre ta4a*ho de 5art7culas e su5erf7cie es5ec7fica.
No solo as difere*+as s<o e4 geral 4aiores do Bue as do e@e45lo 4ostrado *o =uadro
:.1. Os argilo4i*erais !-1 e@5a*siHosY co4o a 4o*t4orilo*itaY alé4 de su5erf7cies e@ter*as
a5rese*ta4 su5erf7cies i*ter*as situadas e*tre as ca4adas desses 4i*erais N'igura :.;P. &ssi4Y
sua su5erf7cie es5ec7fica é 4aior do Bue os argilo4i*erais *<o6e@5a*siHosY co4o a cauli*itaY Bue
te4 a5e*as su5erf7cies e@ter*as. & ferrihidritaY 5or e@e45loY a5rese*ta alta Area su5erficial
es5ec7fica N!// a >// 4
!
g
61
P e sua reorga*i3a+<o e desidrata+<o dA orige4 a goethitaY cuEa for4a
é acicular e te4 4e*or Area su5erficial es5ec7fica e4 rela+<o a ferrihidrita N9/ a !// 4
!
g
61
PY 4as
é su5erior a da he4atita.

50

'igura :.;. Microsco5ia eletrT*ica de u4a 4o*t4orilo*ita co4 difere*tes teores de u4idade- NaP
saturada co4 AguaY NdP >/O da ca5acidade de rete*+<o e NcP a4ostras seca e4 estufa. 1eEa a
e*or4e Bua*tidade de su5erf7cie i*ter*a *a a4ostra Q4ida N'o*te- Tessier ) P$""&%6INR&P.

3.1.3 – Grupos funcionais (reativos) da fração coloidal do solo
& reatiHidade dos col8ides de orige4 orgM*icaY i*orgM*ica ou sua associa+<o é deHido I
5rese*+a de gru5os fu*cio*ais. 0ru5os fu*cio*ais s<o estruturas Bu74icas Bue e@5,e4 Ato4os
ou gru5os de Ato4os i*stAHeis Bui4ica4e*te eY Bua*do e4 co*tato co4 a solu+<o do soloY eles
reage4 co4 7o*s ou 4oléculas 5ara di4i*uir suas e*ergias liHres
!:
. Os gru5os fu*cio*ais s<o
for4ados dura*te a gD*ese dos argilo4i*erais Nsubstitui+<o iso48rficaPY 5ela e@5osi+<o ter4i*al
dos tetraedros e octaedros e 5elas su5erf7cies e@ter*as das substM*cias hQ4icas. Os gru5os
fu*cio*ais 5er4a*e*tes Ncargas *egatiHas 5er4a*e*tesP tD4 sua reatiHidade i*de5e*de*te da
co*di+<o geoBu74ica N'igura :.>P.


!:
N0lossArioP $*ergia liHre de 0ibbs N0P é a Bua*tidade de e*ergia ca5a3 de reali3ar trabalho dura*te u4a rea+<o a
te45eratura e 5ress<o co*sta*tes. $la deter4i*a a es5o*ta*eidade de u4a rea+<o.& eBua+<o Bue calcula a Haria+<o
da e*ergia liHre é n0 m n2 6 T.n"Y o*de n2 é a Haria+<o de e*tal5iaY T é a te45eratura absoluta e n" é a Haria+<o
de e*tro5ia. $4 siste4as o*de o n0 o /Y houHe absor+<o de e*ergia 5or isso *ao s<o es5o*ta*eos e o*de n0 p /Y
houHe libera+<oY ou seEa s<o es5o*ta*eos. Resu4i*do n0 o / rea+<o *<o es5o*ta*eaY n0 p / rea+<o es5o*ta*ea e
Bua*do n0 m / a rea+<o estA e4 eBuil7brio. & e*ergia liHre de gibbs te*de a se45re di4i*uirY ou seEaY a rea+<o te*de
a ati*gir o estado de eBuilibrioYn0 m /. U4a co45ara+<o se4elha*te é o Bue ocorre co4 os Halores da $*ergia
Pote*cialY 5or e@e45lo u4a bola cai*do de u4 5la*o i*cli*ado. & e*ergia 5ote*cial a 4edida Bue a bola Hai
5erde*do altitude Hai te*de*do a 3ero. Nhtt5-WW5t.]iSi5edia.orgW]iSiW$*ergia`liHreP


51
K
Si-Al
K,
NH
4
K
+
na cavidade
siloxana
OH
O
Grupofuncional
deprotonado
K
Si-Al
K,
NH
4
K
+
na cavidade
siloxana
OH
O
Grupofuncional
deprotonado

'igura :.>. #M4i*a tetraedral de u4a argila Hista de ci4aY 4ostra*do 7o*s de 5otAssio *a
caHidade silo@a*a.

Os outros gru5os fu*cio*ais s<o todos for4ados 5ela e@5osi+<o su5erficial dos col8ides
*o 4eio aBuoso. No caso dos argilo4i*eraisY os Ato4os das bordas Buebradas das lM4i*as
a5rese*ta4 u4 deseBuil7brio *o *Q4ero de coorde*a+<o do cAtio* N"i e &lP e *o *Q4ero de
5r8to*s ligados ao M*io* coorde*ador NOPY gera*do os dois 5ri*ci5ais ti5os de gru5os fu*cio*aisY
o sila*ol N"i6O e "i
!
6OP e alu4i*ol N&l6O e &l
!
6OP. O 4es4o 5ri*c75io é a5licado aos 8@idosY
cuEos o@igD*ios ligados aos cAtio*s N'eY &lY M* e TiPY e@5ostos su5erficial4e*teY s<o
co*siderados gru5os fu*cio*ais.
& reatiHidade desses gru5os fu*cio*ais de5e*de da rela+<o e*tre a HalD*cia do cAtio* e o
*Q4ero de coorde*a+<o N1alD*cia de Pauli*g
!;
PY do *Q4ero de 4etal Bue o o@igD*io estA ligado
N4o*oY di e tricoorde*adoPY e do 5la*o de e@5osi+<o do gru5o fu*cio*al *o 4i*eral.
Didatica4e*teY *a Tabela :.! s<o a5rese*tadas as HalD*cias de Pauli*g e a carga
residual do o@igD*io dos 5ri*ci5ais gru5os fu*cio*ais. ObserHa6seY 5or e@e45loY Bue a HalD*cia
de Pauli*g é 1Y/ 5ara o "ib /Y99 5ara o M* e Ti e /Y> 5ara o &l e 'eY resulta*do Bue o o@igD*io é
ligado 4ais e*ergetica4e*te ao "i do Bue ao 'e e &l. %o*seBde*te4e*teY a e*ergia de liga+<o do
hidrogD*io *o gru5o sila*ol é 4ais fracaY facilita*do a dissocia+<oY gera*do carga *egatiHa.
%o*traria4e*teY *os outros gru5os fu*cio*aisY o o@igD*io é fraca4e*te ligado ao 4etalY

!;
#i*us %arl Pauli*g N!( de 'eHereiro de 1./1Y Portla*d e4 Orego* *os $stados U*idos 6 1. de &gosto de 1..;b
?ig "urY %alif8r*iaP foi u4 Bu74ico *orte6a4erica*o . #i*us Pauli*g é a Q*ica 5erso*alidade a ter co*Buistado dois
5rD4ios Nobel so3i*ho NMarie %urie ta4bé4 ga*hou doisY 4as u4 deles foi 5artilhadoP. 0a*hou o 5rD4io de
=u74ica e4 1.>;Y q5or sua 5esBuisa sobre a *ature3a da liga+<o Bu74ica e sua a5lica+<o I elucida+<o da estrutura
das substM*cias co45le@asqY e o Nobel da Pa3 e4 1.9!Y 5or te*tar 5roibir o uso das ar4as *ucleares.=ua*do ga*hou
o 5rD4io Nobel de =u74icaY era 5esBuisador *o I*stituto de Tec*ologia da %alif8r*ia Y e4 Pasade*a. I*He*tou o
diagra4a Bue leHa o seu *o4eY res5o*sAHel 5or 4ostrar a distribui+<o eletrT*ica *os difere*tes *7Heis e sub*7Heis
dos Ato4os. Nhtt5-WW5t.]iSi5edia.orgW]iSiW#i*us`Pauli*gP

52
au4e*ta*do a e*ergia da liga+<o co4 o hidrogD*io eY 5or co*seBdD*ciaY se tor*a*do 4ais fAcil o
desloca4e*to de todo o gru5o fu*cio*al NO2 ou O2!
l
P 5or u4 outro M*io*Y liga*do6se
direta4e*te ao 4etal da su5erf7cie do 4i*eral. &s co*sta*tes de dissocia+<o dos 5r8to*s s<o
se45re i*feriores 5ara o gru5o fu*cio*al sila*ol N"i6OP N5c
1
p ! et 5c
!
967PY seguida do M*6O
N5c1 p :6; et 5c ! 76.P e fi*al4e*te o 'e6O et &l6O N5c 1 >67 et 5c ! (61/PY e isso Eustifica os
Halores do 5o*to de carga 3ero N5c3P dos 5ri*ci5ais 4i*erais 5ortadores desses gru5os
fu*cio*ais. &ssi4Y o 5c3 do Buart3o N"i6OP e da bir*esita NM*6OP é 4e*or do Bue ! b o da
cauli*ita N"i6O l &l6OP é de a5ro@i4ada4e*te ;Y> b o da goethita N'e6OP é 4ais ou 4e*os 9Y/ e o
do coro*do* N&l6OP é de .Y/. &lé4 das difere*tes co*sta*tes de dissocia+<oY o o@igD*io de todos
os gru5os fu*cio*ais 5ode estar ligado a u4 r'e6O2N2Ps ) 4o*ocoorde*adoY dois r'e !O2N2Ps )
bicoorde*ado ou trDs 4etais r'e
:
ON2Ps ) tricoorde*ado. 0eral4e*te *o 5c3 do 4i*eralY os
gru5os fu*cio*ais 4o*ocoorde*ados est<o 5roto*adosY e *os tricoorde*ados est<o de5roto*adosY
5ois os o@igD*ios est<o 4ais estabili3ados Bui4ica4e*te.
Os 5ri*ci5ais gru5os fu*cio*ais da 4atéria orgM*ica NHeEa 'igura :.:P s<o os
carbo@7licos NR6%OO2P e fe*8licos N&*el6O2PY 4as ta4bé4 e@iste4 os carbo*7licos NR6%mOPY
alco8licos NR)%2
!
)O2PY a47*icos NR)N2
!
PY a47dicos NR)%O6N2
!
PY alde7dicos NR)%O2PY
cetT*icos NR)%O)RPY ésteres NR)%OO)RP e ti8s NR)"2P. & Bua*tidade de gru5os fu*cio*ais
carbo@7licos é 4aior *os Acidos fQlHicos N>Y! a 11Y! 4ol Sg
61
P do Bue *os Acidos hQ4icos N1Y> a
9Y/ 4ol Sg
61
P.

Tabela :.!. 0ru5os fu*cio*aisY HalD*cia de Pauli*gY carga sobre o o@igD*io e carga residual.
Metal 0ru5o
'u*ctio*al
1alD*cia
Pauli*g
%arga sobre o
O@igD*io
%arga residual
6O 6O2 6O2!
"i "i6O ;W; m 1Y/ 1Y/ 61 / l 1
"i!6O !Y/ / l 1 l !
M* e Ti M*6O et Ti6O ;W9 m /Y99 /Y99 6 1Y:: 6 /Y:: l /Y99
M*
!
6O et Ti
!
6O 1Y:: 6 /Y99 l Y:: l 1Y::
M*
:
6O et Ti
:
6O !Y// / l 1 l !
&l e 'é &l6O et 'e6O :W9 m /Y> /Y> 6 1Y> 6 /Y> l /Y>
&l!6O et 'e!6O 1Y/ 6 1 / l 1
&l
:
6O et 'e
:
6O 1Y> 6 /Y> l /Y> l 1Y>

53
3.1.4 – Cargas elétricas
$4 geral as 5art7culas coloidais e@5,e4 seus gru5os fu*cio*ais ao 4eio l7Buido 5olar
NAgua do soloP e 5ode4 e@5ressar o desbala*+o eletrT*ico *a for4a de cargas elétricas. &s cargas
elétricas dos col8ides 5ode4 ser *egatiHas ou 5ositiHas. &s cargas *egatiHas e@iste*tes *o solo
5ode4 ser classificadas e4 cargas 5er4a*e*tes e cargas de5e*de*tes do 52.
&s cargas elétricas 5er4a*e*tes so4e*te s<o sig*ificatiHas e4 argilo4i*erais !-1
N4o*t4orilo*itaY Her4iculita e ilitaY e*tre outrosP. N8s co*sidera4os cargas elétricas
5er4a*e*tes 5orBue elas s<o origi*Arias da i45erfei+<o dura*te a for4a+<o e se locali3a4 *o
i*terior da rede cristali*a do 4i*eral N'igura :.7P. Na lM4i*a tetraedralY algu*s Ato4os de "i
l;

s<o substitu7dos 5or Ato4os de &l
l:
. O 4es4o fe*T4e*o ocorre *a lM4i*a octaédricaY cuEa
substitui+<o iso48rfica 4ais co4u4 é a do &l
l:
5elo Mg
l!
. & 4e*or HalD*cia do &l e Mg e4
rela+<o ao "i e &lY res5ectiHa4e*teY d<o orige4 ao déficit de cargas 5ositiHasY Bue se tradu3 *o
4aior *Q4ero de cargas *egatiHas *a 5art7culaY Bue se distribue4 e4 todos os Ato4os de
o@igD*io Hi3i*hos. $ste ti5o de carga é 4ais co4u4 *as argilas !-1 e@5a*siHas.
&s cargas *egatiHas de5e*de*tes de 52 e*co*tra46se *as bordas dos argilo4i*erias
Ngru5os fu*cio*ais sila*ol e alu4i*olPY *a su5erf7cie dos 8@idos e da 4atéria orgM*ica N'igura
:.(P. $las ocorre4 e4 4aior Bua*tidade e4 solos tro5icaisY solos estes BueY e4 sua 4aioriaY
5ossue4 argilas do ti5o 1-1 e 8@idos de 'e e &l *o siste4a coloidal. Nesses solosY co4o a
Bua*tidade de cargas 5er4a*e*tes é 4uito bai@aY a 4atéria orgM*ica 5assa a ser a fo*te 5ri*ci5al
de cargas *egatiHasY es5ecial4e*te Bua*do o solo for Acido N52 p >Y>P N'igura :.(P. O au4e*to
destas cargas co4 o 52 te4 gra*de i45ortM*cia 5rAtica e4 ter4os de acide3 5ote*cialY
dis5o*ibilidade de *utrie*tes e ele4e*tos t8@icos e *os fe*T4e*os de dis5ers<o e flocula+<o do
solo N'igura :..P.
Carga negativa
permanente
Substituição do Si
+4
pelo Al
+3
Cavidade
siloxana

'igura :.7. Re5rese*ta+<o da substitui+<o iso48rfica *a estrutura dos argilo4i*erais.
54

Deprotonação
Húmus
Protonação
Arestas dos argilominerais
OH
Si
OH
2
+1/2
Al
OH
+1/2
k
a
o
l
i
n
i
t
e
OH
Si
OH
Al
OH
+1/2
k
a
o
l
i
n
i
t
e
1/2
O
Si
OH
Al
O
k
a
o
l
i
n
i
t
e
1/2
1/2
O
C OH
OH
R
O
C O
OH
R
O
C O
O
R
pH

'igura :.(. Orige4 das cargas elétricas *egatiHas de5e*de*tes do 52 *o hQ4us e *os
argilo4i*erais.

%argas
Nc4ol
c
Sg
61
P
52 da solu+<o do solo
/ 1 ! : ; > 9 7 (
%argas5er4a*e*tes
dosargilo4i*erias
%argasHariAHeis
da 4atéria orgM*ica
%argas HariAHeis dos
argilo4i*erais e 8@idos
%argas
Nc4ol
c
Sg
61
P
52 da solu+<o do solo
/ 1 ! : ; > 9 7 (
%argas5er4a*e*tes
dosargilo4i*erias
%argasHariAHeis
da 4atéria orgM*ica
%argas HariAHeis dos
argilo4i*erais e 8@idos

'igura :... Rela+<o e*tre o 52 da solu+<o do solo e a Haria+<o *as cargas *egatiHas
N5er4a*e*tes e de5e*de*tes do 52P.

3.1.5 – Retenção de íons
Parte dos ele4e*tos Bu74icos 5rese*tes *o 4aterial de orige4 s<o 4a*tidos *o solo.
#ogica4e*te Bue o soloY 5or ser u4 siste4a abertoY é o ca4i*ho i*ter4ediArio e*tre o 4aterial
de orige4 e os a4bie*tes aBuAticos e a at4osfera. Os ele4e*tos Bu74icos s<o 4a*tidos *o solo
5or difere*tes 4eca*is4os-
aP fa3e*do 5arte da estrutura dos 4i*erais NOY "iY &l e 'eY 5ri*ci5al4e*tePb
bP fa3e*do 5arte da estrutura da 4atéria orgM*ica N%Y OY NY "Y 2Y ? e PY 5ri*ci5al4e*teP
ou
55
cP retidos *a for4a de 7o*s 5elo siste4a coloidal do solo Nargilo4i*eraisY 8@idos e
4atéria orgM*icaP.
& rete*+<o de 7o*s NcAtio*s e M*io*sP *o solo se dA gra+as a 5rese*+a dos gru5os
fu*cio*ais e suas cargas elétricas. Didatica4e*teY *8s diHidi4os a rete*+<o de 7o*s e4 adsor+<o
de cAtio*s e adsor+<o de M*io*s.

3.1.5.1 – Adsorção de cátions
Os cAtio*s 5ode4 ser adsorHidos 5or dois 4eca*is4os-
aP adsor+<o es5ec7fica 5or 4eio de liga+,es Bu74icas de alta e*ergia. $sse 4eca*is4o é
basta*te co45le@o e serA tratado co4 4ais detalhes *a Disci5li*a de 'ertilidade do "olo. _ o
4eca*is4o 5rese*te *a rete*+<o de cobreY 3i*co e gra*de 5arte do alu47*io e 5arte do 5otAssio
Bua*do e4 5rese*+a de argilo4i*erais !-1.
bP adsor+<o *<o es5ec7fica ou adsor+<o f7sica. Os cAtio*s 5er4a*ece4 hidratados e s<o
atra7dos 5elas cargas *egatiHas dos col8ides do solo. & gra*de 4aioria do Na
l
Y c
l
Y %a
l!
e Mg
l!

dis5o*7Heis Is 5la*tas s<o adsorHidos fisica4e*te. Por issoY eles 5ode4 ser trocados 5or outros
cAtio*s e o fe*T4e*o é tratado co4o adsor+<o e troca de cAtio*s e a Bua*tidade de cAtio*s Bue
u4 solo 5ode reter é cha4ada de ca5acidade de troca de cAtio*s.



&s 5ro5riedades de adsor+<o e troca de 7o*s do solo resulta4 basica4e*te da i*tera+<o
e*tre a fase l7Buida e a fase s8lida coloidal do solo. De*o4i*a6se adsor+<o e troca de 7o*s ao
5rocesso reHers7Hel 5elo Buais os 7o*s da solu+<o do solo s<o adsorHidos 5elas 5art7culas
coloidaisY desloca*do outros 5reHia4e*te adsorHidos e de carga elétrica de 4es4o si*al. O
fe*T4e*o de adsor+<o éY se4 dQHidaY o eHe*to f7sico6Bu74ico de 4aior i45ortM*cia *o solo.
0ra+as I adsor+<o os *utrie*tes 5ode4 5er4a*ecer *o solo e4 for4a dis5o*7Hel Is 5la*tasb 4asY
I*icial4e*teY eu gostaria Bue HocDs refletisse4 u4 5ouco sobre as trDs afir4atiHas
segui*tes-
aP & 5ro5riedade troca de cAtio*s é co*siderada Buase t<o i45orta*te 5ara
os ecossiste4as Bua*to a fotoss7*tese^
bP "e4 a 5ro5riedade de troca de cAtio*s os ecossiste4as terrestres
5roHaHel4e*te *<o e@istiria4^
cP Todo 5rofissio*al de ciD*cias agrArias e a4bie*tais deHe e*te*der co4o
ela fu*cio*aY 5ara eHitar algu*s desastres^
56
ao 4es4o te45oY essa rete*+<o é suficie*te4e*te forte 5ara i45edir de sere4 carregados 5elas
Aguas Bue se i*filtra4 *o solo. &s cargas elétricas a5rese*tadas 5elos col8ides do solo s<o
res5o*sAHeis 5ela adsor+<o de 7o*s. Nor4al4e*te 5redo4i*a4 as cargas *egatiHas *os col8ides
do solo.
Os cAtio*s da fase l7Buida Nsolu+<o do soloP est<o e4 eBuil7brio co4 os cAtio*s
adsorHidos aos col8ides. & retirada dos cAtio*s da fase l7Buida 5roHocarA u4a re5osi+<o a 5artir
da libera+<o de cAtio*s adsorHidosY te*de*do a se refa3er o eBuil7brio. Os cAtio*s da solu+<o
e@iste4 e4 Bua*tidades be4 4e*ores do Bue IBueles adsorHidos *a fase s8lida NTabela :.!P.

Tabela :.! %Atio*s trocAHeis e *a solu+<o e4 dois solos co4 difere*tes ti5os de argila.
NDisci5li*a de =u74ica do "olo ) U'"MY MorelliY 1.(1P.
"olo cAtio* cAtio* trocAHel cAtio* *a solu+<o O *a solu+<o
c4olc Sg
61

$scobar %a
l!
:7Y7; /Y/(! /Y!1
N1ertissoloP Mg
l!
>Y(1 /Y/!( /Y;(
"olo EoHe4 c
l
/Y1( /Y//> !Y77
Na
l
/Y1( /Y/:9 !/Y//
Passo 'u*do %a
l!
:Y!7 /Y/9/ 1Y(.
N#atossoloP Mg
l!
1Y(: /Y/>/ :Y!.
"olo Helho c
l
/Y1> /Y/1/ 9Y99
Na
l
/Y/> /Y//( 19Y//

Os diHersos fatores Bue i*flue4 *a adsor+<o e troca e 7o*s ser<o relatados breHe4e*teY
Hisa*do u4a 4aior co45ree*s<o do fe*T4e*o de adsor+<o e troca.
aP HalD*cia do cAtio*- Bua*to 4aior a HalD*ciaY 4ais forte4e*te adsorHido serA o cAtio*.
O 2
l
é forte4e*te adsorHidoY co45orta*do6se co4o se fosse u4 cAtio* 5oliHale*te.
bP hidrata+<o do 7o*- Bua*to 4aior o grau de hidrata+<oY 4e*os forte4e*te o cAtio* serA
adsorHido. & seguirY a5rese*ta6se a seBdD*cia de hidrata+<o de cAtio*s 4o*o e diHale*tesY o*de
se di4i*ui*do a hidrata+<o au4e*ta6se a for+a de adsor+<o. &ssi4Y o césio e o bArio s<o
os cAtio*s 4ais forte4e*te adsorHidosY co45arados aos de4ais cAtio*s 4o*o e diHale*tesY
res5ectiHa4e*te.
#i
l
o Na
l
o c
l
o N2;
l
o Rb
l
o %s
l
Mg
l!
o %a
l!
o "r
l!
o ?a
l!
cP co*ce*tra+<o da solu+<o do solo- a co*ce*tra+<o de u4 cAtio* *a solu+<o do solo
5roHocarA u4a 4aior adsor+<o do 4es4oY desloca*do os de4ais cAtio*s adsorHidos Bue esteEa4
57
e4 4e*or co*ce*tra+<o. $ste fator é 4uito usado *a reali3a+<o de a*Alises Bu74icas de solo
Na*Alise da %T%Y bases trocAHeis e alu47*io trocAHelP.
dP ta4a*ho do cAtio*- Bua*to 4aior o cAtio*Y 4ais forte4e*te o 4es4o serA adsorHido.
eP seletiHidade do col8ide- certos col8ides eHide*cia4 4aior 5referD*cia 5ara a adsor+<o
de certos cAtio*sY co*for4e a5rese*ta*do abai@o-
Ilita- &l o c o %a o Mg o Na
%auli*ita- %a o Mg o c o &l o Na
Mo*t4orilo*ita- %a o Mg o 2 o c o Na
Matéria OrgM*ica- M* o ?a o %a o Mg o N2; o c o Na
fP cAtio* co45le4e*tar- a substitui+<o de u4 deter4i*ado cAtio* adsorHido N@P 5or u4
outro NZP de5e*de ta4bé4 da Bua*tidade de outros Bue esteEa4 adsorHidos ou e4 solu+<o. &
discuss<o desse ite4 foge ao obEetiHo da disci5li*a.
Os fatores relatados e@5lica4 5orBue e@iste4 4ais %a e Mg Bue c e Na *os dados
a5rese*tados a*terior4e*te 5ara os solos $scobar e Passo 'u*do. $@5lica4 ta4bé4 5orBue as
5orce*tage*s *a solu+<o do solo s<o 4e*ores 5ara o %a e Mg Bue 5ara o c e Na. O fato de o solo
Passo 'u*do ter 4aior 5orce*tage4 de %a e Mg *a solu+<o do soloY e4 co45ara+<o co4 o
$scobarY de4o*stra a 4e*or seletiHidade do siste4a coloidal daBuele solo N8@idos e cauli*itaP
5or estes cAtio*s e4 rela+<o ao siste4a coloidal do solo $scobar N4o*t4orilo*itaP.
& ca5acidade de troca de cAtio*s N%T%P re5rese*ta a 4edida do 5oder de adsor+<o e
troca de cAtio*s do solo. & %T% é a Bua*tidade de cAtio*s Bue u4 solo é ca5a3 de reter 5or
u*idade de 5eso. %o*stitui6se *u4a 5ro5riedade fu*da4e*tal 5ara a caracteri3a+<o do solo e
aHalia+<o de sua 5ote*cialidade agr7cola.
& %T% Haria co4 o 52 do solo e4 decorrD*cia da e@istD*cia de cargas *egatiHas
de5e*de*tes do 52. & %T% deter4i*ada ao 52 do solo é de*o4i*ada %T% efetiHa ou real. &
%T% deter4i*ada co4 u4a solu+<o ta45o*ada a 52 7Y/ N4aior Bue o 52 do soloP é de*o4i*ada
%T% 5ote*cial. Porta*toY e4 solos Acidos Na 4aioria o s<oPY a %T% efetiHa é i*ferior I %T%
5ote*cial.
& deter4i*a+<o %T% é feita satura*do6se o solo co4 u4 deter4i*ado cAtio* Ne@.- N2;
l

usa*do o %2!%OON2; a 52 7Y/P. & seguirY laHa6se o e@cesso deste cAtio* co4 u4 l7Buido de
bai@a 5olaridade NAlcool iso5ro57lico ou et7licoPb desloca6se o cAtio* adsorHido NN2;
l
P %OM
OUTRO Ne@.- Na
l
usa*do Na%lP e deter4i*a6se o cAtio* deslocadoY obte*do6se assi4 a 4edida
da %T%. & %T% 5ode ser esti4ada atraHés do Halor TY Bue re5rese*ta a so4a dos segui*tes
cAtio*s trocAHeis NadsorHidosP- %a
l!
Y Mg
l!
Y c
l!
Y Na
l
Y &l
l:
e 2
l
. $@iste4 outros cAtio*s trocAHeis
*o soloY tais co4o- N2;
l
Y M*
l!
Y %u
l!
Y G*
l!
Y 'e
l!
Y etc.Y 4as se co*sidera Bue o teor dos 4es4os é
5eBue*ob 5ara 5ro58sitos 5rAticos o Halor T é aceitAHelY obte*do6se 5or so4a de cAtio*s
58
*or4al4e*te deter4i*AHeis. Do 5o*to de Hista téc*ico é discut7Hel Bual a deter4i*a+<o 4ais
i*dicada NHalor T ou %T% co*for4e e@5licado a*terior4e*tePY e4 a*Alises de leHa*ta4e*to de
solosY se*do Bue e4 trabalhos feitos *o ?rasil é *or4al4e*te usado o Halor T. %ada ti5o de
argilo4i*eral e a 4atéria orgM*ica do solo NhQ4usP 5ossue4 u4 Halor de %T% 4ais ou 4e*os
defi*idoY co4o 5ode ser Hista *a Tabela :.:.
Tabela :.: Krea su5erficial es5ec7fica e ca5acidade de troca de cAtio*s a5ro@i4ada 5ara algu*s
col8ides do solo.
%o45o*e*te &"$ %T%
4
!
g
61
c4olc Sg
61
Mo*t4orilo*ita 9// ) (// (/ ) 1>/
1er4iculita >// ) (// 1// ) 1>/
Ilita ;/ ) 1>/ 1/ ) ;/
%auli*ita 7 ) :/ / ) 1
J@idos 9/ ) !// ! ) ;
Matéria orgM*ica (// ) .// !// ) ://
.
3.1.5.2 – Adsorção de ânions
Os M*io*s 5ode4 ser adsorHidos 5or dois 4eca*is4os-
bP adsor+<o *<o es5ec7fica ou adsor+<o f7sica. Os M*io*s 5er4a*ece4 hidratados e s<o
atra7dos 5elas cargas 5ositiHas dos col8ides do solo. & Bua*tidade de cargas 5ositiHas é 4uito
5eBue*a *os solos HelhosY e 5ratica4e*te ause*tes *os solos EoHe*s. Os M*io*s NO :
6
e %l
61

5ossue4 4uito bai@o residual de carga e 5or isso s<o 4uito fraca4e*te adsorHidos 5elas cargas
*egatiHas. %o4o co*seBdD*ciaY eles *<o 5er4a*ece4 *o solo. $les 4igra4 5ara o le*+ol freAtico
e e4 seguida 5ara os rios e 4ar.
aP adsor+<o es5ec7fica 5or 4eio de liga+,es Bu74icas de alta e*ergia. $sse 4eca*is4o é
basta*te co45le@o e serA tratado co4 4ais detalhes *a Disci5li*a de 'ertilidade do "olo. Os
solos i*te45eri3ados NHelhosP a5rese*ta4 5redo4i*M*cia de argilo4i*erais do ti5o 1-1
Ncauli*itaP e 8@idosY os Buais a5rese*ta4 gru5os fu*cio*ais su5erficiais NR6O2PY Bue 5ode4 ser
trocados 5elos M*io*s. Os M*io*s fosfato N2 !PO;
6
P e sulfato N"O ;
6!
P 5ossue4 dois Ato4os de
o@igD*io 4uito reatiHo e 5or isso facil4e*te desloca4 os gru5os fu*cio*ais su5erficiais liga*do6
se direta4e*te ao 4etal dos octaedros N&l e 'eY 5ri*ci5al4e*teP N'igura :.11P. & adsor+<o
es5ec7fica de M*io*s é 4uito seHera e 5ode co45ro4eter a dis5o*ibilidade Is 5la*tas e4 solos
tro5icaisY es5ecial4e*teY Bua*do o 52 foi bai@o. Isso HocD HerA co4 4uito 4ais detalhes *a
disci5li*a de 'ertilidade do "olo.
59


'igura :.11. &dsor+<o es5ec7fica de fosfato 5or u4 8@ido de ferro

3.1.6 – Acidez do solo
$4 5ri4eiro lugarY *8s co*siderare4os Bue a acide3 do solo é fruto do i*te45eris4o do
4aterial de orige4 e da eHolu+<o do solo. $ssa acide3 serA Hista e4 lo*go 5ra3o N4ilhares ou
4ilh,es de a*osP. $4 seguidaY a5rese*tare4os co4o o 2o4e4 i*terfere *os 5rocessos de
acidifica+<o do solo eY logica4e*teY *a corre+<o da acide3 do solo.
O i*7cio da acide3 do solo estA *a rea+<o do gAs carbT*ico co4 a AguaY ai*da *a
at4osfera-

+
+ ⇔ +
! ! !
2%O 2 O 2 %O


$sta rea+<o 4ostra Bue Agua da chuHa é Acida e a5orta 2
l
5ara o 4aterial de orige4 do
solo NrochasP. "e HocD 4oer u4a rocha Nbasalto ou gra*itoY 5or e@e45loP e 4edir o 52 da
sus5e*s<o rocha ) AguaY HerA Bue o 52 é 4aior do Bue 7Y/ NbAsicoP NTabela:.;P.

Tabela :.;. &tributos Bu74icos de u4a rocha basAltica e de u4 solo for4ado a 5artir de sua
i*te45eri3a+<o N?ohe*Y !///P.
Material 52 %a Mg c Na &l 'e
666666666666666666666666666666 O 66666666666666666666666666666666
Rocha 4o7da 9Y. /Y(1 /Y17 :Y(> /Y1. 9Y/ ;Y;
#atossolo ;Y. /Y/7 /Y/( /Y1> /Y/; 1/Y9 11Y.


60


#ogica4e*te Bue o i*te45eris4o Bu74ico é acelerado 5ela a+<o f7sica e biol8gica.
#e*ta4e*teY os 4i*erais 5ri4Arios 5rese*tes *a rocha s<o destru7dos eWou tra*sfor4adosY
libera*do 5ara a fase l7BuidaY os ele4e*tos Bu74icos Bue estaHa4 5resos *o i*terior dos
4i*erais. & destrui+<o dos 4i*erais é seletiHaY destrui*do 5ri4eira4e*te os 4ais frAgeis
Bui4ica4e*te. _ 5or isso Bue *o solo te4 4uito 5ouco s8dio e cloroY 5ois o Na%l é
e@tre4a4e*te solQHel *a Agua Acida da chuHa. $sses dois 7o*s EA fora4 tra*sferidos ao 4ar. h
4edida Bue o te45o 5assa e o solo Hai se for4a*doY acu4ula6se 5r8to* *a solu+<o do solo NHai
bai@a*do a acide3 atiHa ou 52P. Ta4bé4Y H<o a5arece*do *o solo os argilo4i*erais EoHe*s N!-1P
e a 4atéria orgM*ica é i*trodu3ida Hia fotoss7*tese. $sses dois col8ides s<o 4uito ricos e4 cargas
*egatiHas.
1ocD co*segue i4agi*ar o Bue estA aco*tece*do *o *osso solo e4 for4a+<oa
& rocha estA se*do frag4e*tadaY os 4i*erais 4ais frAgeis est<o se deco45o*doY 7o*s
est<o se*do liberados 5ara a solu+<o do soloY acu4ula6se 5r8to* e surge4 as cargas *egatiHas.
Os M*io*s e cAtio*s co4 bai@a HalD*cia s<o 4igra4 *o 5erfil e ati*ge4 os 4a*a*ciais de Agua.
%o*traria4e*teY os cAtio*s co4 alta HalD*cia s<o 5refere*cial4e*te adsorHidos 5elas cargas
*egatiHas. #e*ta4e*te o 52 do solo Hai bai@a*do.
No 4o4e*to e4 Bue o 52 ati*ge 5ela 5ri4eira He3 Halores 4e*ores do Bue >Y>Y EA te4
2
l
suficie*te 5ara e@5lodir os octaedros de alu47*io. & 5artir da7 tudo 4uda *o solo. &té e*t<oY
o abai@a4e*to do 52 era le*to e *<o ti*ha &l dis5o*7Hel I Hida do solo. & 5artir do a5arece do
5ri4eiro 7o* de &l
l:
Y a acidifica+<o e destrui+<o dos 4i*erais 5ri4Arios do solo se acelera4 e EA
co4e+a haHer 5roble4as de to@ide3 de &l 5ara a Hida do solo *<o ada5tada a esse ele4e*to
Bu74ico. O &l
l:
Y Bue é co*seBdD*cia da acide3 atiHaY 5assa a atuar ta4bé4 co4o fo*te de
acide3Y deHido a segui*te rea+<o Bu74ica-
( )
: !
:
: : : O2 &l 2 O 2 &l
+ ⇔ +
+ +


& rea+<o aci4a 4ostra Bue 1 cAtio* de &l
l:
Buebra : 4oléculas da Agua Nrouba6se os O2P e
libera 5ara a solu+<o do solo : 5r8to*s. &ssi4Y os : 5r8to*s destru7ra4 4ais : octaedros de &lY
libera*do : cAtio*s &l
l:
e esses liberar<o . 5r8to*s N: @ :P. &ssi4Y a acidifica+<o e*tra *u4a fase
e@5o*e*cial. De5ois de algu*s 4ilhares ou 4ilh,es de a*osY o solo se a5rese*tarA co4 52 4uito
bai@o N*o R" é a5ro@i4ada4e*te ;Y>PY terA u4 acQ4ulo de &l
l:
*a %T% do solo 4uito eleHado e
I4agi*e algu*s 4ilh,es de a*os choHe*do sobre u4a rocha NAgua 4ole e4 5edra
duraY bate bate até Bue fura^ ) eis o ditado dos 4ais Helhos e 5rude*tesP.

61
gra*de 5arte da 4atéria orgM*ica do solo estA i45reg*ada de alu47*io. Parte do &l
l:
liberado
5ara a solu+<o do solo é adsorHido 5elas cargas *egatiHas do solob outra 5arte é co45le@ado 5ela
4atéria orgM*ica do solo co4 alta e*ergia de liga+<ob u4a 5eBue*a 5arte é tra*sferida aos
4a*a*ciais de Agua e outra 5eBue*a 5arte é absorHida 5elos orga*is4os HiHos e4bora *<o seEa
u4 ele4e*to esse*cial.



Para Bue HocD 5ossa e*te*der 4elhor a acide3 do soloY *8s didatica4e*te a diHidi4os
e4 acide3 atiHa e acide3 5ote*cial.
& acide3 atiHa é diHidida aos 7o*s 2
l
da solu+<o do solo. %o4o o 5r8to* é forte4e*te
adsorHido aos gru5os fu*cio*aisY es5ecial4e*te 5or 4eio da adsor+<o Bu74ica Nliga+<o Bu74ica
fortePY sua co*ce*tra+<o *a solu+<o é 4uito bai@a. & co*ce*tra+<o de 2
l
*a solu+<o do solo é
4edida e4 4ol #
61
e os Halores t<o bai@os co4o 1/
6;
Y 1/
6>
Y 1/
69
Y etc. Por issoY a acide3 atiHa é
e@5ressa *u4a escala logar7t4ica N52P. $*t<oY o 52 ou acide3 atiHa re5rese*ta o logarit4o
*egatiHo ou o logarit4o i*Herso da atiHidade dos 7o*s 2
l
*a solu+<o do solo.
P N
1
log P logN
2
2
52
+
+
= − =


& atiHidade re5rese*ta a co*ce*tra+<o efetiHa e 5ara co*ce*tra+,es 4uito bai@as de eletr8litos
5ode ser co*siderada igual I co*ce*tra+<o. %o*sidera*do6se Bue a atiHidade dos 7o*s 2
l
seEa
igual I co*ce*tra+<oY 5ode4os 4ostrar a eBuiHalD*cia e*tre co*ce*tra+<o e 52 5ara os Halores
Bue 4ais freBue*te4e*te ocorre4 *o solo NTabela :.>P.
Pode6se obserHar BueY 5ara cada u*idade de difere*+a de 52Y a co*ce*tra+<o dos 7o*s
2
l
difere 1/ He3esY da7 5orBue u4a 5eBue*a difere*+a de 52Y es5ecial4e*te *a fai@a de solos
AcidosY 5ode ser basta*te sig*ificatiHa. & escala de 52 Haria de 3ero a 1;b o 52 7 é co*siderado
*eutroY os Halores de 52 p 7 s<o co*siderados Acidos eY os Halores de 52 o 7 s<o alcali*os. Nos
solos a a45litude de 52 Haria de : a .Y e4bora os Halores 4ais co4u*s ocorra4 *a fai@a
i*ter4ediAria.

Tabela :.>. Rela+<o e*tre a co*ce*tra+<o de 5r8to* e a escala de 52
%o*ce*tra+,es de 2
l
Y 4ol #
61
ou g #
61
52
Deste 4odoY todo solo serA Acido u4 dia. & acide3 do solo é u4 5rocesso *atural e
irreHers7Hel.
62
/Y///1 ou 1/
6;
;Y/
/Y////1 ou 1/
6>
>Y/
/Y/////1 ou 1/
69
9Y/
/Y//////1 ou 1/
67
7Y/
/Y///////1 ou 1/
6(
(Y/

& deter4i*a+<o do 52 do solo é feitaY co4u4e*teY e4 Agua usa*do u4a rela+<o
solo-Agua de 1-1 ou 1-!Y>Y 4ede6se o 52 *a sus5e*s<o atraHés da i4ers<o de u4 eletrodo de
Hidro liga*do a u4 5ote*ciT4etro Nesse co*Eu*to co*stitui o 5264etroP. O 52 ta4bé4 5ode ser
4edido e4 solu+,es sali*as Nc%l e %a%l!P.
& acide3 5ote*cial é aBuela Bue estA adsorHida *a fase s8lidaY Bue *<o causa da*os
diretos aos seres HiHos. _ a reserHa de acide3. "e45re Bue hA co*su4o de 5r8to* *a solu+<o do
soloY ela o re5,e ra5ida4e*te e 5or isso é cha4ada de 5ote*cial.



Os gru5os fu*cio*ais su5erficiais dos argilo4i*eraisY dos 8@idos eY 5ri*ci5al4e*te da
4atéria orgM*ica s<o a 5ri4eira fo*te de acide3 5ote*cial. 2A u4 gra*de reserHat8rio de
hidrogD*io N2
o
P Bue estA ligado Bui4ica4e*te. Os gru5os fu*cio*ais 5ode4 reter o elétro* do 2
o

e liberare4 a5e*as o 5r8to* N2
l
P 5ara a solu+<o. Por issoY os gru5os fu*cio*ais s<o co*siderados
fo*tes de acide3 5ote*cial NHeEa *oHa4e*te as 'igura :.7 e :..P. 1ocD co*statarA Bue o hQ4us e
os argilo4i*erais libera4 2
l
e se tor*a4 *egatiHo. $sse 5r8to* i*do 5ara a solu+<o do solo farA
5arte da acide3 atiHa.
& segu*da fo*te de acide3 5ote*cial é &l
l:
adsorHido 5elas cargas *egatiHa do solo
N&l
l:
trocAHel 5rese*te *a %T% do soloP. %o4o Histo a*terior4e*teY o &l
l:
trocAHel 5ode e He4
5ara a solu+<o do solo. Na solu+<o do solo ele reage i4ediata4e*te co4 a Agua e libera 5r8to*Y
rouba*do da Agua o gru5a4e*to O2
6
5ara se 5reci5itar. &ssi4Y ele é co*siderado 5arte da acide3
5ote*cial. $4 algu*s te@tos o &l
l:
é cha4ado de acide3 trocAHel e o 2
o
dos gru5os fu*cio*aisY
de acide3 *<o trocAHel. Porta*toY a acide3 5ote*cial é o so4at8rio do 2
o
l&l
l:
.
1ocD HerA *a disci5li*a de 'ertilidade do "olo Bue a acide3 5ote*cial serA usada 5ara a
Bua*tifica+<o da dose de calcArio a ser adicio*ada ao solo 5ara au4e*tar a 5rodutiHidade das
culturas.
=uais s<o as fo*tes de acide3 5ote*ciala 1ocD se le4bra dos gru5os fu*cio*ais e a
cria+<o de cargas elétricasa
63
O &l
l:
ou acide3 trocAHel é e@tra7do do solo 5or u4a solu+<o de sal *eutro Nc%lP e
titulado co4 solu+<o de NaO2. & deter4i*a+<o do 2
o
ou acide3 *<o trocAHel é 4ais dif7cil e
*ecessita6se de u4a solu+<o ta45<o co4 52 5ré6deter4i*ado. O 5esBuisador deHerA 5ré6
estabelecer u4 Halor de 52Y 5ois se 4uda*do os Halores de 52 da solu+<o ta45<oY 4udar6se6<o
os Halores da acide3 *<o trocAHel. Na 5rAticaY a acide3 5ote*cial é deter4i*ada i*tegral4e*teY
Nacide3 de troca l acide3 *<o trocAHelP. & acide3 5ote*cial real NaBuela real do soloP so4e*te
5ode ser deter4i*ada 5or 4eio de i*cuba+<o de a4ostras de solo co4 u4 corretiHo de acide3
NcalcArio ou carbo*ato de cAlcio 5uroY 5or e@e45loP. $sse 4étodo é 4uito de4orado e caro e é
usado 5ara calibrar os 4étodos laboratoriais de esti4atiHa da acide3 5ote*cial. O 4étodo 4ais
corriBueira4e*te usado *o laborat8rio 5ara esti4ar a acide3 5ote*cial é o e@trator acetato de
cAlcio a 52 7Y/. & acide3 5ote*cial 5ode ser esti4adaY ta4bé4Y 5elo 4étodo "MP. Trata6se de
u4a solu+<o ta45o*ada a 52 7Y> e Bue fu*cio*a 4uito be4 5ara a4ostras de solo do hori3o*te
& NBue co*te*ha 4atéria orgM*icaP. Por issoY o 4étodo "MP é o 4étodo oficial adotado *os
estados do R" e "% 5ara a deter4i*a+<o da acide3 5ote*cial eY co*seBde*te4e*teY da
*ecessidade de calcArio.
Rele4bra*doY ao se *eutrali3ar os 2
l
Nacide3 atiHaP da solu+<o do soloY 2
l
oriu*dos dos
gru5os fu*cio*ais ou da rea+<o do &l
l:
trocAHel Nacide3 5ote*cial m 2
o
l&l
l:
P 5assa4 5ara a
solu+<oY restaura*do a acide3 atiHa. $ssa te*dD*cia de resistir I 4uda*+a do seu 52 co*stitui o
Poder Ta45<o do "olo. O 5oder ta45<o serA ta*to 4aior Bua*to 4ais eleHado for o teor de
4atéria orgM*icaY argilo4i*erais e 8@idos N4uitos gru5os fu*cio*aisP e de &l trocAHel. "olos
are*osos eWou 5obres e4 4atéria orgM*ica tD4Y 5orta*toY bai@o 5oder ta45<o. Desta for4aY
Herifica6se Bue 5ara di4i*uir a acide3 de u4 solo *<o basta eli4i*ar os 7o*s 2
l
da solu+<o do
solob é *ecessArio adicio*ar u4a Bua*tidade de corretiHos suficie*te 5ara co*su4ir a acide3
5ote*cial e alca*+ar a eleHa+<o do 52 a u4 *7Hel deseEado. Porta*toY o Halor 52 Nacide3 atiHaP é
a5e*as u4a esti4atiHa da acide3 do soloY se*do *ecessArio ta4bé4 co*hecer a acide3 5ote*cial
5ara a ado+<o de 4edidas 4ais adeBuadas I sua corre+<o.
& acide3 do solo afeta sig*ificatiHa4e*te as caracter7sticas Bu74icasY f7sicas e
biol8gicas do solo e a *utri+<o das 5la*tas. & co*ce*tra+<o de 7o*s de 2
l
5rese*te *a solu+<o dos
solos tro5icais *aturais Nse4 i*terferD*cia hu4a*aP é altaY cuEos Halores de 52 situa46se *a fai@a
de 52 ;Y/ a >Y/ NTabela :.9P. & 5rese*+a de 2
l
*<o co*stitui tra*stor*o 5ara as 5la*tas.
$*treta*toY e4 Halores de 52 i*ferior a >Y>Y a5arecerA o &l trocAHelY o Bual causarA sérios da*os
as 5la*tas cultiHadas *<o ada5tadas a solos Acidos NsoEaY 4ilhoY ceHadaY fu4oY citrusY etcP.

Tabela :.9. Dados de a*Alises de algu*s solos do Rio gra*de do "ulY co45ilados do
leHa*ta4e*to de Reco*heci4e*to de solos do $stado N?R&"I#Y 1.7:P.
64
Ti5o de solo %a4ada " &ll2 T 1 52
%4 c4ol
c
Sg
61
O
1acaria / ) 11 !Y( 1;Y! 17Y/ 19 ;Y7
$re@i4 / ) 1> /Y9 1;Y/ 1;Y9 ; ;Y>
?o4 Jesus / 617 :Y/ 17Y/ !/Y/ 1> ;Y9
Passo 'u*do / 61: 1Y( ;Y9 >Y9 !; >Y!
%ru3 &lta / ) :/ 1Y7 (Y( 1/Y> 19 ;Y(
"<o Pedro / ) !> 1Y( :Y9 >Y; :: >Y/
Tu5a*ciret< / ) !> 1Y/ !Y7 :Y7 !7 >Y/

Nas laudas de resultados de a*Alises de solo 5ara fi*s de reco4e*da+<o de aduba+<o e calage4 e
5ara fi*s de classifica+<o do solo a5arece4 algu*s 5arM4etros calculados a 5artir das a*Alises
Bu74icas. "<o elas- %T% efetiHaY %T% 52 7Y/Y satura+<o de alu47*ioY so4a de bases e satura+<o
5or bases.
& so4a de bases N"P é calculada 5ela e@5ress<oY cuEos teores de %a e Mg s<o e@5ressos
e4 c4olc Sg
61
e os de c e Na e4 4g Sg
61
-






+






+ + + =
+ +
+ + +
!:/ :./
: ! !
Na c
&l Mg %a "

& %T% efetiHa é so4at8rio de " co4 o &l
l:
trocAHel eY e@5resso e4 c4ol
c
Sg
61
.
: +
+ =
&l " %T%
efetiHa

& %T% a 52 7Y/ é o so4at8rio de " co4 a acide3 5ote*cial N2
o
l&l
l:
P eY e@5resso e4
c4ol
c
Sg
61
.
( )
:
/ Y 7
+
+ + =
&l 2 " %T%
o
52

& satura+<o 5or &l é a rela+<o e*tre o teor absoluto de &l
l:
trocAHel e a %T% efetiHa e é
e@5ressa e4 5orce*tage4-
1// O
:
@
%T%
&l
&l
efetiHa






=
+

& satura+<o 5or bases N1P é a rela+<o e*tre a so4a de bases N"P e a %T% a 52 7Y/ e é
e@5ressa e4 5orce*tage4-
1// O
/ Y 7
@
%T%
"
1
52






=


Tabela :.7. I*ter5reta+<o dos Halores de 52Y so4a 5or bases N"PY %T% a 52 7Y/Y satura+<o 5or &l
e satura+<o 5or bases N1P e e4 solos.
65
%lasse 52 e4 Agua " %T% 7Y/ &l 1
c4ol
c
Sg
61
O O
Muito bai@o t >Y/ t !Y/ t >Y/ t 1 t ;>
?ai@o >Y1 ) >Y; ! ) ; >Y1 ) 1>Y/ 1 ) 1/ ;> ) 9;
Médio >Y> ) 9Y/ ; ) 9 o 1>Y/ 1/ ) !/ 9> ) (/
&lto o 9Y/ o 9 o !/ p (/

U4 solo é co*siderado co4o edistr8ficofY Bua*do a satura+<o de bases for 4e*or Bue
>/OY e eeutr8ficofY Bua*do for 4aior ou igual a >/O.
Ta4bé4Y é 5oss7Hel esti4ar o ti5o de argilo4i*eral 5rese*te *o solo a 5artir dos dados de
a*Alise da %T% a 52 7Y/Y do teor de argila do solo e da 5erce*tage4 de 4atéria orgM*ica. Para
talY so4e*te é *ecessArio saber resolHer regras de trDs si45lesY co4o Histo abai@o.
%o*sidera*do u4 solo Bue a5rese*te %T% a 52 7Y/ m 1!Y/7 c4ol
c
Sg
61
Y 4atéria orgM*ica
m !Y: O e argila m !: O. &ssu4i*do6se Bue a %T% 4édia da 4atéria orgM*ica é !>/ c4ol c Sg
61
Y
calcula46se Bua*to os !Y: g co*tribui 5ara a %T% do solo-
1/// g de 4atéria orgM*ica !>/ c4ol
c

!Y: g de 4atéria orgM*ica @ c4ol
c
@ m >Y7> c4olc
"ubtrai*do6se esse Halor da %T% total do soloY te46se a %T% deHido aos argilo4i*erais
N1!Y/7 6 >Y7> m 9Y:! c4ol
c
P. &ssi4-
!: g de argilo4i*eral 9Y:! c4ol
c
de %T%
1// g de argilo4i*eral @
@ m !:Y1: c4olc Sg
61

$ssa Bua*tidade de carga *egatiHa a 52 7Y/ é caracter7stica da ilita Nargilo4i*eral !-1 *<o
e@5a*siHoP.

3.1.7 – Floculação e dispersão de colóides
$*tre as 5art7culas de u4a dis5ers<o coloidal e@iste4 dois ti5os fu*da4e*tais de for+as-
aP as for+as de atra+<o N1a* der \aalsPY Bue ocorre4 Bua*do as 5art7culas est<o 4uito 5r8@i4as.
& atra+<o é resulta*te da orie*ta+<o de di5olos ou da coorde*a+<o do 4oHi4e*to de elétro*s
e*tre as 5art7culasb
bP as for+as de re5uls<oY Bue s<o co*seBdD*cia da re5uls<o das cargas elétricas de 4es4o si*al.
=ua*doY e4 u4a dis5ers<o coloidal e4 4eio l7Buido 5redo4i*a4 as for+as de atra+<oY
ocorre a flocula+<o ou coagula+<o e as 5art7culas agru5a46se for4a*do 5eBue*os flocos Bue
66
deca*ta4 até o fu*do do reci5ie*te. =ua*do 5redo4i*a4 as for+as de re5uls<oY a dis5ers<o
te*de a se estabili3arY *<o ocorre*do a a5ro@i4a+<o e*tre as 5art7culasY te4os a dis5ers<o ou
flocula+<o N'igura :.1!P.
& flocula+<o dos col8ides de solo é u4 fe*T4e*o 4uito i45orta*teY ta*to sobre o as5ecto
5edoge*éticoY 5edoturba+<oY for4a+<o da estruturaY a 5r85ria difere*cia+<o dos hori3o*tesY te4
rela+<o co4 a flocula+<o e deflocula+<o dos col8ides do solo.
Dois as5ectos deHe4 ser co*siderados 5ara se e*te*der a flocula+<o-
aP *eutrali3a+<o das cargas *egatiHas Ne4 geral s<o as Bue 5redo4i*a4 *o soloP 5or u4 cAtio*Y
5er4iti*do a a5ro@i4a+<o das 5art7culas e a co*seBde*te flocula+<o 6 *este caso o 2
l
e os
cAtio*s 5oliHale*tesY co4o o &l
l:
Y %a
l!
e Mg
l!
Y s<o 4ais efetiHosb
bP e4 solos to5icais co4 5redo4i*M*cia de 8@idos de 'e e &l e de cauli*ita *o siste4a coloidalY
o 52 é u4 fator i45orta*te a ser co*sideradoY Histo Bue as cargas *egatiHas e 5ositiHas s<o
de5e*de*tes do 52. Desta for4a o au4e*to do 52 deHerA au4e*tar as cargas *egatiHasY
5roHoca*do u4a 4aior re5uls<o e*tre as 5art7culas e dificulta*do a flocula+<o ou 5roHoca*do a
desflocula+<oY Bua*do e*t<o a argila 5oderA se 4obili3arY 4igra*do 5ara o i*terior do 5erfil ou
se*do arrastada 5elo escorri4e*to su5erficial da Agua Neros<oP.

-pH acima do PCZ
-Saturadas com Na
-pH no PCZ
-Saturada com Al ou Ca
FLOCULAÇÃO
DÌSPERSÃO

'igura :.1! Re5rese*ta+<o esBue4Atica do 5rocesso de dis5ers<o e flocu+<o de u4 siste4a
coloidal.

67
3.2 – Fluxo de nutrientes

#ea*dro "ou3a da "ilHa 6 U'"M
Da*ilo Rhei*hei4er dos "a*tos 6 U'"M

U4 solo 5ara ser co*siderado fértil deHe ter a ca5acidade de su5rir as 5la*tasY e4
Bua*tidade e 5ro5or+<o adeBuadaY a Agua e os *utrie*tes Bue s<o esse*ciais 5ara o seu
cresci4e*to e dese*HolHi4e*to 5le*o. Nessas co*di+,esY hA 4aior 5rodutiHidade de gr<osY fibras
eWou frutos das culturas co4erciais cultiHadas co4 a fi*alidade de su5rir as *ecessidades
hu4a*as. $*treta*toY a 5la*ta obté4 os *utrie*tes esse*ciais 4i*erais a 5artir do 5rocesso de
absor+<o dos ele4e*tos Bue est<o e4 for4as Bu74icas solQHeisY 4oHi4e*ta*do6se *o 5erfil do
solo e 5e*etra*do *as ra73es Eu*ta4e*te co4 a Agua do solo Nsolu+<o do soloP N'igura 1P.
%o*sidera*do Bue so4e*te u4a 5arte da Bua*tidade total dos ele4e*tos 5rese*tes *o solo
e*co*tra6se solQHel *a solu+<o do soloY I 4edida Bue as 5la*tas H<o absorHe*do os *utrie*tesY as
suas co*ce*tra+,es *a solu+<o do solo H<o di4i*ui*do e u4a *oHa Bua*tidade dos ele4e*tos se
des5re*de dos col8ides do solo e re5,e a co*ce*tra+<o *a solu+<o. &ssi4Y a dis5o*ibilidade de
*utrie*tes é u4 5rocesso di*M4ico *o soloY de5e*de*do da co45osi+<o do solo Nfases s8lidaY
l7Buida e gasosaPY dos 5rocessos 4icrobiol8gicos de 4i*erali3a+<o6i4obili3a+<o6solubuli3a+<o e
das rea+,es de eBuil7brio e*tre essas fases. _Y 5orta*toY a fase s8lida do solo a gra*de reguladora
do for*eci4e*to dos *utrie*tes Is 5la*tasY atraHés de 5rocessos Bu74icosY f7sico6Bu74icos e
biol8gicos.

'igura 1 ) 'ase s8lida do solo co4o ta45o*a*te da fase l7BuidaY de o*de os *utrie*tes s<o
absorHidos 5elas 5la*tas.
%a
...%a
...Mg
....c
.....PO;
fase s8lida
4i*eral
fase
l
fase s8lida
orgM*ica
NY "Y
? e P
68

Nesse co*te@toY é i45orta*te co45ree*der as 5ro5riedades Bu74icas Bue u4 solo 5ossuiY
5ois estas 5ro5riedades é Bue H<o deter4i*ar a ca5acidades deste solo e4 reter a 4aioria dos
*utrie*tesY dis5o*ibili3A6los Is ra73es e co*trolar a dis5o*ibilidade de ele4e*tos t8@icos Is
5la*tas. De 5osse dessas i*for4a+,esY é 5oss7Hel 4a*eEar adeBuada4e*te e de 4odo 4ais
eficie*te os corretiHos e fertili3a*tes. &ssi4Y é 5oss7Hel su5rir a falta daBueles *utrie*tes Bue o
solo *<o é ca5a3 de for*ecer e4 Bua*tidade suficie*te e eli4i*ar os ele4e*tos Bue causa4 da*os
ao dese*HolHi4e*to das 5la*tas atraHés da aduba+<o e da calage4.
U4 as5ecto fu*da4e*tal4e*te i45orta*te a ser co*siderado é Bue *<o adia*ta o solo
co*ter todos os *utrie*tes *ecessArios Is 5la*tas 5ara ser co*siderado fértilY se *<o houHer
dis5o*ibilidade de Agua suficie*te *o solo 5ara Bue eles se 4oHi4e*te4 e4 dire+<o Is ra73es e
gara*ta os 5rocessos 4etab8licos das 5la*tasb se houHer 5rese*+a de i45edi4e*tos f7sicos ao
cresci4e*to radicularY dificulta*do o dese*HolHi4e*to adeBuado das 5la*tasb ou ai*da restri+,es
a atiHidade biol8gicaY fu*da4e*tais 5ara a ocorrD*cia de diHersas tra*sfor4a+,es Bue sofre4 os
*utrie*tes *o solo. & ocorrD*cia de algu4 desses e@e45los li4ita eY 5orta*toY 5reEudica a
e@5lora+<o do 5ote*cial 5rodutiHo das culturas. Dessa for4aY o co*ceito de fertilidade do solo é
4ais a45lo do Bue as suas 5ro5riedades Bu74icas. Os de4ais fatores releHa*tes ser<o abordados
*os 48dulos de 5ro5riedades f7sicas e biol8gicas do solo e ta4bé4 deHer<o ser i*ter5retados
5ara o adeBuado 4a*eEo do solo.
&s 5ri*ci5ais 5ro5riedades Bu74icas do solo abordadas *esta u*idadeY co4 refle@os
diretos sobre o cresci4e*to e dese*HolHi4e*to das 5la*tasY s<o a rete*+<o de *utrie*tesY a acide3
e a dis5o*ibilidade dos *utrie*tes *o solo.

Rete*+<o dos *utrie*tes
&lgu*s co45o*e*tes do soloY Bua*do seus ta4a*hos s<o e@tre4a4e*te 5eBue*os Np !
u4PY co4o os argilo4i*erais e 5or+,es da 4atéria orgM*ica do soloY s<o ca5a3es de reter e4 suas
su5erf7cies os ele4e*tos Bu74icos Bue est<o 5rese*tes *a solu+<o do solo. $ssa rete*+<o é
de*o4i*ada de adsor+<o e é regulada fu*da4e*tal4e*te 5or fe*T4e*os Bu74icos e f7sico6
Bu74icosY os Buais 5er4ite4 Bue os ele4e*tos retor*e4 I solu+<o do solo e4 fu*+<o de
altera+,es *as co*di+,es do 4eiob 5oré4 e4 Bua*tidades e ta@as Bue de5e*de4 de cada
co45o*e*teY dos ele4e*tos e*HolHidos e da i*te*sidade das altera+,es do 4eio. 0ra+as a essa
caracter7sticaY os solos s<o ca5a3es de Uar4a3e*arV te45oraria4e*te os *utrie*tes e UliberA6losV
5ara sere4 absorHidos 5elas 5la*tasY afeta*do sobre4a*eira o 5ote*cial 5rodutiHo do solo. Dessa
for4aY ser<o abordados algu*s as5ectos desses fe*T4e*os de adsor+<oY Bue au@iliar<o *o
e*te*di4e*to da di*M4ica dos *utrie*tes e co4o a fertilidade do solo 5ode ser i*flue*ciada.
69
$@iste4 ! ti5os 5ri*ci5ais de adsor+<o- a adsor+<o es5ec7fica e a adsor+<o *<o6es5ec7fica.
& es5ecificidade *este caso estA 4ais relacio*ada co4 a 4a*eira co4 Bue ocorre a liga+<o e*tre
a su5erf7cie do 4i*eral ou da 4atéria orgM*ica e o ele4e*to Bu74ico. =ua*to 4ais forte for a
liga+<oY hA 4aior e*ergia e*HolHida e 4ais dif7cil é a libera+<o do ele4e*to de Holta 5ara a
solu+<o do solo. Neste casoY a 5artir de u4 deter4i*ado *7Hel de e*ergiaY ocorre u4a i*tera+<o
direta e*tre os Ato4os Bue co45,e4 a estrutura da 5art7cula s8lida e o ele4e*toY 5ara o Bual se
di3 Bue a liga+<o é do ti5o es5ec7fica. No caso de liga+,es 4ais fracasY os ele4e*tos *<o
i*terage4 direta4e*te co4 a su5erf7cie NhA 4oléculas de Agua e*tre elesP e os difere*tes
ele4e*tos 5ode4 se alter*ar *a liga+<oY 5elo Bual se di3 Bue a liga+<o é *<o es5ec7fica.
$*tre os *utrie*tes esse*ciaisY a liga+<o do ti5o es5ec7fica ocorre 5ri*ci5al4e*te e*tre o
f8sforo e os 8@idos do solo. Isso e@5lica 5orBue a Bua*tidade de f8sforo total e@iste*te *o solo é
gra*de e a5e*as u4a 5eBue*a 5arte e*co*tra6se dis5o*7Hel Is culturas. Ta4bé4 estA relacio*ada
co4 o fato Bue os solos argilosos N*or4al4e*te co4 4aior Bua*tidade de 8@idosP tD4 4aior
ca5acidade de rete*+<o de f8sforo e hA *ecessidade de a5lica+<o freBde*te deste ele4e*to 5ara
suste*tar a ca5acidade 5rodutiHa dos solos agr7colas. Outros *utrie*tes co4 adsor+<o es5ec7fica
s<o os 4icro*utrie*tesY tais co4o o 4olibdD*ioY boroY ferroY 4a*ga*DsY 3i*co e cobre. $*treta*toY
esses *utrie*tes s<o absorHidos e4 5eBue*as Bua*tidades 5elas 5la*tasY o Bue deter4i*a Bue *<o
hA 4aiores *ecessidades de a5lica+<o de fertili3a*tes co*te*do esses ele4e*tosY e@ceto casos
es5ec7ficos co4o culturas e@ige*tes e4 u4 deter4i*ado *utrie*te ou solos 4uito
i*te45eri3ados.
Os de4ais *utrie*tesY tais co4o 5otAssioY *itrogD*io 4i*eral N*itrato e a4T*ioPY e*@ofre
NsulfatoPY cAlcioY 4ag*ésio e cloroY s<o adsorHidos Is su5erf7cies dos 4i*erais e 4atéria orgM*ica
5or liga+,es *<o6es5ec7ficas. $ssas liga+,es s<o oriu*das das difere*+as de cargas elétricas e*tre
as 5art7culas e os ele4e*tos e4 suas for4as iT*icas. $4 outras 5alaHrasY as su5erf7cies dos
4i*erais e da 4atéria orgM*ica a5rese*ta4 5redo47*io de cargas elétricas *egatiHas e4 suas
su5erf7cies e essas cargas s<o *eutrali3adas 5or cargas elétricas o5ostas N5ositiHasP dos ele4e*tos
Bue est<o *a solu+<o do solo NcAtio*sP. &ssi4Y Bua*to 4aior a Bua*tidade de cargas elétricas
*egatiHas u4 solo 5ossuiY 4aior é sua ca5acidade de adsorHer cAtio*s. Por sere4 liga+,es
Bu74icas 4ais fracasY Bua*do u4 deter4i*ado cAtio* é absorHido 5elas ra73es das 5la*tasY cAtio*
do 4es4o ele4e*to 5ode se des5re*der da su5erf7cie desde Bue outro cAtio* de outro ele4e*to
seEa adsorHido e4 seu lugarY e assi4 re5or a co*ce*tra+<o daBuele cAtio* *a solu+<o do solo.
$ssa caracter7stica deter4i*a u4a 5ro5riedade i45orta*te 5ara os solos Bue é a %a5acidade de
Troca de %Atio*s N%T%P Bue *ada 4ais é Bue a Bua*tidade total de cargas *egatiHas ca5a3es de
reter e trocar os ele4e*tos catiT*icos. =ua*to 4aior a %T%Y es5era6se u4a 4aior ca5acidade
5rodutiHa do solo.
70
& 5artir da %T% do solo ta4bé4 5ode4os obter outros i*dicadores da dis5o*ibilidade de
*utrie*tes. O 5ri4eiro é a satura+<o 5or basesY Bue re5rese*ta a Bua*tidade 5erce*tual da %T%
ocu5ada 5or *utrie*tes de*o4i*ados UbAsicosVY os Buais s<o o cAlcio e o 4ag*ésio
5ri*ci5al4e*teY 4as ta4bé4 5ode i*cluir o 5otAssioY o s8dio e o a4T*io. =ua*to 4aior a
satura+<o 5or basesY 4aior é a dis5o*ibilidade desses *utrie*tes e 4e*or a 5ossibilidade de
ocorrD*cia de ele4e*tos t8@icos. Ta4bé4Y é 5oss7Hel calcular a satura+<o 5or alu47*ioY Bue
re5rese*ta a Bua*tidade 5erce*tual da %T% ocu5ada 5or alu47*io trocAHel. =ua*to 4aior a
satura+<o 5or alu47*ioY 4aior é a 5robabilidade de 5roble4as co4 to@ide3 5or esse ele4e*to.
Dessa for4aY esses 7*dices s<o utili3ados co4o au@iliaresY Eu*ta4e*te co4 o 52Y *o diag*8stico
da acide3 e *ecessidade de a5lica+<o de corretiHosY co4o o calcArio.
3.2.1 Acidez do solo
& acide3 do solo estA relacio*ada co4 a Bua*tidade de 5r8to*s Bue u4 solo 5ode liberar
4edia*te a adi+<o de u4a base Nacide3 5ote*cialP e o 52 do solo refere6se a Bua*tidade de 2l
5rese*tes *a solu+<o do solo. O ter4o 52 defi*e a acide3 N2lP ou a alcali*idade NO26P relatiHa
de u4a substM*cia. & escala de 52 te4 u4a a45litude de / a 1; se*do Bue u4 Halor de 52 igual
a 7Y/ é *eutro. 1alores abai@o de 7Y/ s<o Acidos e aci4a de 7Y/ s<o bAsicos ou alcali*os. O 52 da
4aioria dos solos 5rodutiHos Haria e*tre os Halores de ;Y/ a 7Y/. Os graus de acide3 e de
alcali*idade 5ara esta a45litude de 52 s<o 4ostrados *a figura !. O 52 do solo si45les4e*te
4ede a atiHidade do 7o* hidrogD*io e é e@5resso e4 ter4os logar7t4icos. O sig*ificado 5rAtico
da rela+<o logar7t4ica é Bue cada u*idade de 4uda*+a *o 52 do solo sig*ifica u4a 4uda*+a de
de3 He3es *o grau de acide3 ou de alcali*idade. Isto Buer di3er Bue u4 solo co4 52 9Y/ te4 u4
grau de acide3 1/ He3es 4aior do Bue u4 solo co4 52 7Y/ ou 1/ He3es 4ais 2l.

o
Alcalinidade
Neutralidade
Acidez
pH
9,0
8,0
7,0
6,0
5,0
4,0
Forte
Média
Fraca
Fraca
Mode-
rada
Forte
Média
Muito
forte
o

71
'igura !. 'ai@as de acide3 e alcali*idade e*co*tradas *a 4aioria dos solos agr7colas N#o5esY
1.(.P.

O 52 do solo afeta o cresci4e*to das 5la*tas de HArias for4as. "e45re Bue o 52 é bai@o
Na acide3 é altaPY u4 ou 4ais efeitos 5ode4 afetar o cresci4e*to das culturas. O 5ri4eiro deles é
Bue as co*ce*tra+,es de algu*s ele4e*tos tais co4o o alu47*io e o 4a*ga*DsY 5ode4 ati*gir
*7Heis t8@icosY 5orBue sua solubilidade au4e*ta *os solos Acidos. & to@ide3 de alu47*io éY
5roHaHel4e*teY o fator li4ita*te 4ais i45orta*te 5ara as 5la*tas e4 4uitos solos 4uito Acidos
N52 4e*or Bue 52 >Y>PY 5ois a to@ide3 direta 5or 7o*s de hidrogD*io N2lP so4e*te ocorre e4
solos co4 52 4e*or Bue ;Y/Y o Bue é e@tre4a4e*te raro. & fi@a+<o si4bi8tica de *itrogD*io
5elas legu4i*osas é seHera4e*te redu3ida co4 a acide3 do solo. & bactéria si4bi8tica da soEa é
4ais eficie*te e4 52 ao redor de 9Y/Y e a da alfafaY e4 52 e4 tor*o de 9Y>. Outro efeito
i45orta*te da acide3 é Bue os orga*is4os res5o*sAHeis 5ela deco45osi+<o da 4atéria orgM*ica e
5ela libera+<o de *itrogD*ioY f8sforoY boro e e*@ofre 5ode4 estar e4 5eBue*o *Q4ero e co4
5ouca atiHidade. Ta4bé4 o cAlcio e o 4ag*ésio 5ode4 estar e4 *7Heis deficie*tes Bua*do a
acide3 é altaY es5ecial4e*te e4 solos co4 %T% bai@a. $4 fu*+<o dos efeitos do 52 sobre a
adsor+<o dos ele4e*tos *a fase s8lida e sobre a 4i*erali3a+<o dos res7duos orgM*icosY a
dis5o*ibilidade dos *utrie*tes NY cY %aY MgY "Y ? eY 5ri*ci5al4e*teY P e Mo é redu3ida e4 solos
Acidos. & figura : 4ostra co4o a a45litude de 52 i*flue*cia a dis5o*ibilidade de *utrie*tes e
outros ele4e*tos do solo.
o o
5,0 6,0 7,0 8,0 9,0
Molibdênio
Cloro
Fósforo
Nitrogênio
Enxofre
Boro
Potássio
Cálcio
Magnésio
Alumínio
Ferro
Cobre
Manganês
Zinco
Faixa
adequada
para a
maioria
das
culturas
pH
D
i
s
p
o
n
i
b
i
l
i
d
a
d
e

c
r
e
s
c
e
n
t
e

'igura :. &45litude de 52 e sua rela+<o co4 a dis5o*ibilidade de *utrie*tes e alu47*io
NMalaHoltaY 1.7.P.

72
& acide3 do solo 5ode ser diHidida e4 acide3 atiHa e acide3 5ote*cial e estaY 5or sua He3Y
e4 acide3 trocAHel e acide3 *<o trocAHel. De*o4i*a6se acide3 atiHa a 5arte do hidrogD*io Bue
estA dissociadaY ou seEaY *a solu+<o do soloY *a for4a de 2lY e é e@5ressa e4 Halores de 52 e4
Agua. & acide3 trocAHel refere6se aos 7o*s 2l e &l:l Bue est<o retidos *a su5erf7cie dos col8ides
5or for+as eletrostAticas. & Bua*tidade de hidrogD*io trocAHelY e4 co*di+,es *aturaisY 5arece ser
5eBue*a. & acide3 *<o trocAHel é re5rese*tada 5elo hidrogD*io de liga+<o coHale*teY associado
aos col8ides co4 carga *egatiHa HariAHel e aos co45ostos de alu47*io. & acide3 5ote*cial
corres5o*de I so4a da acide3 trocAHel e da acide3 *<o trocAHel do solo. $4 resu4o-
6 &cide3 atiHa- 2l da solu+<o do solo
6&cide3 5ote*cial- &l:l e 2l trocAHeis Nacide3 trocAHelP l 2o de liga+<o coHale*te
Nacide3 *<o trocAHelP.
& acide3 atiHa estA relacio*ada co4 a decis<o de se a5licar ou *<o o calcArio e*Bua*to a
acide3 5ote*cial estA relacio*ada co4 a Bua*tidade de calcArio a ser a5licada e4 cada solo.

3.2.1.1 - Correção do solo
=ua*do se a5lica u4 corretiHo da acide3 *o soloY *a 4aioria das He3es o calcArio agr7cola
Nco45osto de carbo*ato de cAlcio e carbo*ato de 4ag*ésioPY as rea+,es resulta*tes s<o as
segui*tes-
%a%O:NsP

%a%O:NaBP l 2!O

%al! l 2%O:6 l O26 Ndissolu+<o l dissocia+<o do
calcArioP
2%O:6 l 2l

2!%O:

2!O l %O!

N*eutrali3a+<o da acide3 atiHaP
O26 l 2l

2!O N*eutrali3a+<o da acide3 atiHaP
:O26 l &ll:

&lNO2P:

N*eutrali3a+<o do alu47*ioP
O26 l MO6%OO2

MO6%OO6 l 2!O Ncria+<o de cargas *egatiHasP
%al!

serA adsorHido 5elas cargas *egatiHas criadas

O calcArio redu3 a acide3 do solo Nau4e*ta o 52P co*Herte*do algu*s 7o*s de hidrogD*io
e4 Agua. &ci4a de 52 >Y>Y o &l 5reci5ita co4o &l NO2P: eY assi4Y sua a+<o t8@ica Is 5la*tas é
eli4i*ada. &s estratégias utili3adas 5ara u4a correta reco4e*da+<o da *ecessidade e a
Bua*tidade de calcArio a a5licar e4 difere*tes siste4as de 5rodu+<o agro5ecuAria ser<o
discutidas *a u*idade das tec*ologias a5ro5riadas.
73

3.2.2 – Formas e disponibilidade de nutrientes
&lé4 da ca5acidade de adsor+<o de ele4e*tos e da co*di+<o de acide3Y as for4as co4
Bue os *utrie*tes se e*co*tra4 *o solo e a Bua*tidade destes e4 for4as 5ass7Heis de sere4
absorHidas 5elas 5la*tas ser<o deter4i*a*tes 5ara a ca5acidade 5rodutiHa do solo. $*treta*toY as
caracter7sticas 5eculiares de cada ele4e*to deter4i*a4 Bue seEa4 estudados e4 se5arado.
O su5ri4e*to de *utrie*tes 5ara as 5la*tas é de5e*de*te de u4 5rocesso di*M4ico *o
soloY 4as as Bua*tidades e@tra7das 5elos 4étodos e45regadosY Bue é de*o4i*ada for4a lAbilY
i*clui a5e*as as for4as retidas co4 4e*or e*ergiaY *<o esti4a*do outras for4as do ele4e*to
Bue se e*co*tra4 *o solo e4 co*di+,es de co*tribuir 5ara o su5ri4e*to da 5la*ta. &ssi4Y os
4étodos de roti*a *a a*Alise de solo *<o di3e4 Bua*to de *utrie*te u4a 5la*ta Hai absorHer. Os
teores e@tra7dos a5e*as reflete4 u4a 5robabilidade de res5osta a a5lica+<o do referido *utrie*te.
?usca6se u4a correla+<o e*tre a Bua*tidade e@tra7da 5elo 4étodo a*al7tico e a 5rodutiHidade das
culturas. Desse 4odoY as solu+,es e@tratoras reflete4 so4e*te u4a situa+<o estAtica e 5o*tualY
4as serHe 5ara se to4ar decis<o e4 a5licar ou *<o u4 *utrie*te eY se calibrado I ca45oY 5ode
ser usado 5ara reco4e*dar adeBuada4e*te as doses de *utrie*tes 5ara cada cultura.

3.2.2.1 - Fósforo
O f8sforo e@iste*te *o solo e*co*tra6se *as fases s8lida e l7Buida Nsolu+<oP. Na fase
s8lidaY 4ais de ..Y.O do P totalY o P a5rese*ta6se e4 for4as orgM*icas e i*orgM*icas N'igura >P.
O P co*tido *o 4aterial de orige4 do solo e*co*tra6se *a for4a de 4i*eraisY co4 5redo47*io
dos fosfatos de cAlcio. &traHés da i*te45eri3a+<o desses 4i*erais e da atua+<o dos fatores de
for4a+<o do solo N4aterial de orige4Y releHoY cli4aY orga*is4osY te45o e ho4e4PY o P é
liberado 5ara a solu+<o. Na solu+<oY o P estA *a for4a de 2!PO;6 e 2PO;6! e as Bua*tidades
s<o 4uito 5eBue*as N4e*or Bue /Y1 4g #61P.

74

'igura ;. Di*M4ica do f8sforo *o solo co*sidera*do for4as orgM*icas NPoP e i*orgM*icas NPiP.

Na seBdD*cia do i*te45eris4oY ocorre a tra*sfor4a+<o dos 4i*erais 5ri4Arios e4
argilo4i*erais !-1 e estas e4 1-1 e 8@idos eY a 5artir da7Y o fosfato 5assa a ser adsorHido co4 alta
e*ergia N4ais estAHeis ter4odi*a4ica4e*teP. Parte do f8sforo é adsorHida 5ela su5erf7cie de
4i*erais secu*dArios e 5arte é absorHida e i*cor5orada 5ela bio4assa e 4atéria orgM*ica do soloY
au4e*ta*do a 5ro5or+<o de f8sforo e4 for4as orgM*icas. Dessa for4aY a5esar do P total da
4aioria dos solos ser relatiHa4e*te gra*de N:// a :.;// 4g #61PY os 5rocessos geoBu74icos e
biol8gicos tra*sfor4a4 os fosfatos *aturais e4 for4as i*orgM*icas e orgM*icas estAHeis. $4
fu*+<o da e*ergia Bue o P estA associado co4 a fase s8lida do soloY so4e*te u4a 5arte do P total
estA e4 eBuil7brio relatiHa4e*te rA5ido co4 o P da solu+<o e 5ode ser utili3ada 5elas 5la*tas
dura*te seu ciclo de dese*HolHi4e*to. $sta fra+<o do P total é de*o4i*ada lAbil e é esti4ada
atraHés de e@tratores *a a*Alise do solo.
O f8sforo orgM*ico acu4ulado *o solo 5ode ser diHidido e4 difere*tes gru5os de acordo
co4 sua estrutura Bu74ica. %erca de (/O do f8sforo orgM*ico total do solo é co*stitu7da 5or
fosfatos 4o*oéster Nco4o o he@afosfato de i*ositolPY Bue s<o co45ostos de alta carga residual e
alta reatiHidade co4 os col8ides i*orgM*icos do soloY fa3e*do co4 Bue estes seEa4 de alta
recalcitrM*cia e bai@a dis5o*ibilidade Is 5la*tas. Os fosfatos orgM*icos diésterY 5olifosfatos e
fosfo*atosY os Buais s<o cadeias carbo*adas de 4ais fAcil deco45osi+<o 4icrobia*a eY 5or issoY
de bai@a resistD*cia *os solosY 5erfa3e4 e4 tor*o de 1/O do f8sforo orgM*ico total do solo. &
P solução
do solo
Po rA5ido

Po Lento

'UN0O"

?&%T_RI&"

Pi rápido
Pi Lento

Pi alta energia
FÓSFORO
75
terceira fra+<o do f8sforo orgM*ico do soloY a 4ais reatiHaY é o f8sforo adBuirido 5ela bio4assa
4icrobia*a do solo da solu+<o do soloY ou o 4i*erali3ado a 5artir de co45ostos orgM*icos e
i4obili3ado *as células 4icrobia*as. %o4o os fosfatos 4o*oéster s<o de dif7cil deco45osi+<oY a
utili3a+<o do Po co4o fo*te de f8sforo Is 5la*tas estA direta4e*te relacio*ada a 4i*erali3a+<o
dos fosfatos diéster eY 5ri*ci5al4e*teY da ciclage4 do f8sforo ar4a3e*ado *a bio4assa
4icrobia*a Bua*do de sua 4orteY 5ode*do 5erfa3er de /Y> a !; O de f8sforo orgM*ico total *o
solo.

3.2.2.2 – Potássio
O 5otAssio 5rese*te *o solo se e*co*tra *as 4ais difere*tes for4asY das Buais u4as s<o
dis5o*7Heis e4 curto 5ra3o 5ara as 5la*tas e outras *<o. $*tre as difere*tes for4as e4 Bue se
e*co*tra o 5otAssio *o soloY destaca46se- NaP 5otAssio estruturalY NbP 5otAssio adsorHido *a
caHidade silo@a*a de argilo4i*eraisY NcP 5otAssio trocAHelY NdP 5otAssio *a solu+<o do solo e NeP
5otAssio co*tido *os restos culturais N'igura 9P. &s 5la*tas absorHe4 o 5otAssio da solu+<o do
soloY cuEa co*ce*tra+<o é 4a*tida 5elo eBuil7brio co4 o 5otAssio retido *os s7tios de troca
NtrocAHelP. $*treta*toY u4a He3 Bue a co*ce*tra+<o de c *a solu+<o ati*ge Halores e@tre4a4e*te
bai@osY 5ode haHer difus<o de 5arte do 5otAssio co*tido *as estruturas dos argilo4i*erais e
dissolu+<o dos 4i*erais 5ri4Arios Bue co*té4 cY i*dica*do Bue as for4as de c *<o trocAHeis
s<o 5ote*cial4e*te dis5o*7Heis Is 5la*tas. Na 5la*taY o c e*co*tra6se 5ri*ci5al4e*te *a for4a
iT*ica. Nesta for4aY gra*de 5arte do c absorHido 5elas 5la*tas retor*a ao solo a58s ela
co45letar o cicloY 5ela si45les laHage4 das folhas co4 a Agua das chuHas. & reciclage4 desse
*utrie*teY es5ecial4e*te sob siste4a 5la*tio diretoY e@erce i45orta*te 5a5el *a sua
dis5o*ibilidade.
O 5otAssio trocAHel é tido co4o u4a reserHa 5ro*ta4e*te dis5o*7Hel Is 5la*tasY e*Bua*to
Bue o 5otAssio *<o trocAHel é co*siderado u4a reserHa e4 4édio 5ra3o. No R" e "%Y o 5otAssio
dis5o*7Hel 5ara as 5la*tas é esti4ado 5elo e@trator Mehlich61 No 4es4o utili3ado 5ara esti4ar o
PPY cuEa Bua*tidade e@tra7da é 4uito 5r8@i4a da Bua*tidade trocAHel e@iste*te *o solo. Outros
locais utili3a4 outros 4étodosY co4o a resi*a trocadora de cAtio*s ou o acetato de a4T*io a 52
7Y/. O su5ri4e*to de *utrie*tes 5ara as 5la*tas é de5e*de*te de u4 5rocesso di*M4ico *o soloY
4as as Bua*tidades e@tra7das 5elos 4étodos e45regadosY Bue é de*o4i*ada for4a lAbilY i*clui
a5e*as as for4as retidas co4 4e*or e*ergiaY *<o esti4a*do outras for4as do ele4e*to Bue se
e*co*tra4 *o solo e4 co*di+,es de co*tribuir 5ara o su5ri4e*to da 5la*ta. &ssi4Y os 4étodos
de roti*aY Bue usa4 solu+,es e@tratorasY reflete4 so4e*te u4a situa+<o estAtica e 5o*tual eY
5orta*toY d<o so4e*te u4a 4edida 5arcial e a5ro@i4ada da Herdadeira dis5o*ibilidade de c *o
solo.
76

3.2.2.3 – Nitrogênio
O *itrogD*io e*co*tra6se *a for4a 4ais estAHel ter4odi*a4ica4e*te *a at4osfera NN!P.
& for4a N! *<o é dis5o*7Hel 5ara as 5la*tasY os a*i4ais e a 4aioria dos 4icroorga*is4os. 2A
duas 4a*eiras de Buebrar as liga+,es e*tre os Ato4os de *itrogD*io. & 5ri4eira delas é Hia
e*3i4Atica N*itroge*asePY e algu4as es5écies de 4icroorga*is4os si*teti3a4 essa e*3i4aY
5orta*to s<o hAbeis e4 tra*sfor4ar o N! e4 duas 4oléculas de N2:Y a Bual é i4ediata4e*te
i*cor5orada a co45ostos orgM*icosY for4a*do a4i*asY a4idasY a4i*oAcidosY etc..
Muitos desses 4icroorga*is4os HiHe4 e4 associa+,es co4 as 5la*tasY 5ode*do ser
si4bi8ticas ou *<o. Os 4ais co*hecidos s<o aBueles Bue- aP for4a4 si4biose co4 as
legu4i*osasY co4 a for4a+<o de *8dulosb bP Bue se associa4 co4 as gra47*eas Nca*a6de6a+QcarY
Pas5alu4Y 4ilhoY arro3Y etc.Pb cP Bue se associa4 co4 &3olab eP e os de Hida liHre.
$sse co*Eu*to de 4icroorga*is4os é res5o*sAHel 5elo *itrogD*io 5rese*te e4 a4bie*tes
*aturaisY o*de o ho4e4 *u*ca adicio*ou esse *utrie*teY 5ois as rochas Bue dera4 orige4 aos
solos *<o co*ti*ha4 4i*erais de *itrogD*io. Deste 4odoY todo *itrogD*io i*gressa *o solo *a
for4a orgM*ica e é co*trolado e@clusiHa4e*te 5ela atiHidade biol8gica.

K Solução
do solo

c $"TRUTUR&#
K trocável
c N<o trocAHel

POTÁSSIO
%T%

#i@iHia+<o
77
'igura >. Di*M4ica do 5otAssio *o solo co*sidera*do for4as i*orgM*icas e a ciclage4 5elos
res7duos.

& segu*da 5ossibilidade de Buebrar as liga+,es e*tre os Ato4os de *itrogD*io é atraHés do
5rocesso i*dustrialY o*de a e*ergia e os hidrogD*ios *ecessArios s<o for*ecidos 5elos deriHados
do 5etr8leo. _ u4 5rocesso dese*HolHido *o 5er7odo das gra*des guerrasb 4uito carob
e*ergetica4e*te *egatiHob co*trolado 5or 5ouBu7ssi4as e45resas e *<o é re*oHAHel.
U4a He3 e*tra*do *o siste4a soloY o *itrogD*io estarA e4 for4as 4uito i*stAHeis e estAY
5orta*toY suEeito a HArios 5rocessos de 5erda. & te*dD*cia do *itrogD*io do solo é retor*ar I
at4osfera *a for4a de N!. Mes4o Bue o *itrogD*io saia do solo *a for4a de NO:6Y ele ai*da
estA i*stAHel ter4odi*a4ica4e*te. &s tra*sfor4a+,es do *itrogD*io *o solo e*HolHe4 a
5assage4 das for4as orgM*icas NaBuelas i*cor5oradas 5elos 4icroorga*is4os e 5la*tasP 5ara as
for4as 4i*erais. $sse 5rocesso é co*trolado Q*ica e e@clusiHa4e*te 5elos 4icroorga*is4os e
gera o a5areci4e*to de N2:. $sse 5ode ser 5erdido 5or Holatili3a+<o ouY 4ais co4u4e*te reage
i*sta*ta*ea4e*te co4 o 2l da solu+<o do solo 5rodu3i*do o N2;l. O a4T*io 5ode ser retido
*as cargas *egatiHas dos col8idesY absorHido 5elas 5la*tas ou 4icroorga*is4os eY
5ri*ci5al4e*teY 5ode ser co*Hertido e4 NO:6. $ssa rea+<o é 4uito rA5ida Nu4a ou duas
se4a*asP e tor*a o *itrogD*io 4uito 48Hel *o soloY 5ois a for+a de adsor+<o do *itrato 5elos
col8ides é 4uito fraca. &ssi4Y o NO:6 5ode se *eutrali3ar co4 cAtio*s da solu+<o do solo NclY
%al!Y etc.P e ser li@iHiado 5elo 4oHi4e*to desce*de*te de Agua. $sse 5rocesso é res5o*sAHel
5ela 5erda de *itrogD*io e 5ela reacidifica+<o do solo e 5ela co*ta4i*a+<o do le*+ol freAtico. $4
a4bie*tes co4 bai@a te*s<o de o@igD*ioY o *itrogD*io *a for4a de *itrato 5ode ser co*Hertido
e4 N! Ndes*itrifica+<oP e retor*ar I at4osfera. Por isso Bue *<o se deHe4 utili3ar adubos
co*te*do *itrato *a cultura do arro3. $4 a4bie*tes 5obres e4 *itrogD*io e *a 5rese*+a de
res7duos Hegetais co4 alta rela+<o %WNY ocorre a i4obili3a+<o do *itrogD*io do solo. $sse
fe*T4e*o é co4u4e*te obserHado dura*te a deco45osi+<o da 5alhada de aHeiaY 4ilho e sorgo.

3.2.2.4 - Cálcio e magnésio
O cAlcio e o 4ag*ésioY I se4elha*+a do 5otAssioY e@iste4 co4o cAtio*s e s<o goHer*ados
5elo fe*T4e*o de troca de cAtio*s. &ssi4Y as for4as dis5o*7Heis s<o aBuelas solQHeis e retidas
*os 5o*tos de troca e4 eBuil7brio co4 a solu+<o do solo. O cAlcio e o 4ag*ésio ta4bé4 fa3e4
5arte da estrutura de diHersos 4i*erais do soloY e4 for4as i*dis5o*7Heis Is 5la*tas a *<o ser Bue
ocorra a dissolu+<o destes 4i*erais. Na realidadeY 4i*erais co4o a dolo4ita e a calcitaY Bue
78
fa3e4 5arte da co*stitui+<o do calcArio agr7colaY e a a5atitaY Bue é utili3ada co4o fosfato *aturalY
s<o as 4aiores fo*tes de cAlcio e 4ag*ésio do solo atraHés do 4a*eEo da calage4 e da aduba+<o.


3.2.2.5 - Enxofre
No soloY este *utrie*te e*co*tra6se 5ri*ci5al4e*te ar4a3e*ado *a for4a orgM*ica. &
4a*ute*+<o de teores adeBuados de 4atéria orgM*ica gara*te o su5ri4e*to gradual de " 5ara as
5la*tasY atraHés da 4i*erali3a+<o. $*treta*toY o uso do solo de for4a e@austiHaY co4 di4i*ui+,es
*o teor de 4atéria orgM*icaY associado ao uso de corretiHos e4 su5erf7cie e fertili3a*tes
co*ce*trados co4 ausD*cia de "Y e Is e@5orta+,es deste ele4e*to 5elas colheitas redu3e4 a
dis5o*ibilidade de "Y au4e*ta*do a 5robabilidade de res5osta I aduba+<o sulfatada 5elas
culturas agr7colas e 5ode*do tor*ar Areas deficie*tes e4 ".
& e*trada de " *o solo 5ode ocorrer 5elo i*te45eris4o de 4i*erais sulfatadosY 5elas
Aguas da chuHa e irriga+<oY 5ela absor+<o direta do " at4osférico e 5elas adi+,es de fertili3a*tes
4i*erais ou orgM*icos. Por outro ladoY as sa7das deste ele4e*to est<o relacio*adas Is e@5orta+,es
5elas culturasY I li@iHia+<oY a eros<o e a e4iss<o de gases sulfurados. %o4o o " at4osférico 5ode
e*trar *o siste4a soloY 5ri*ci5al4e*te atraHés das chuHasY e essa co*tribui+<o é 5ro5orcio*al aos
*7Heis de 5olui+<o at4osféricaY as Bua*tidades 5ode4 su5rir as culturas co4 " e 4ascarar a
5robabilidade de res5osta e4 rela+<o I dis5o*ibilidade *o solo.
Pelo fato do " estar 5redo4i*a*te4e*te *a fra+<o orgM*ica do soloY seus 5rocessos de
4i*erali3a+<o e i4obili3a+<o regula4 o ciclo *o solo e co*trola4 a dis5o*ibilidade deste
*utrie*te Is 5la*tasY se*do gradual4e*te 4i*erali3ado a "O;6!. Dessa for4aY o ar4a3e*a4e*to
de " orgM*ico sig*ifica su5ri4e*to co*sta*te deste ele4e*to Is 5la*tas e 5ara issoY a 4a*ute*+<o
de teores adeBuados de 4atéria orgM*ica *o solo é fu*da4e*tal 5ara u4a boa dis5o*ibilidade Is
5la*tas.

3.2.2.6 - Micronutrientes
& classifica+<o dos ele4e*tos esse*ciais e4 4acro e 4icro*utrie*tes é Q*ica e
e@clusiHa4e*te e4 fu*+<o da Bua*tidade Bue eles s<o absorHidosY *<o refleti*do o grau de
i45ortM*cia Is 5la*tas. O 3i*co NG*PY cobre N%uPY ferro N'ePY 4a*ga*Ds NM*PY 4olibdD*io NMoPY
boro N?P e cloro N%lP s<o os ele4e*tos co*siderados 4icro*utrie*tes esse*ciais. Outros
ele4e*tosY co4o o s8dio NNaPY cobalto N%oPY sil7cio N"iP e *7Buel NNiPY e4 algu*s casosY 5ode4
ser co*siderados esse*ciais ou be*éficos.
& Bua*tidade total de 4icro*utrie*tes *o solo é fu*da4e*tal4e*te de5e*de*te do
4aterial de orige4 e do grau de eHolu+<o ge*ética. "olos deriHados de basalto s<o 4ais ricos e4
79
4icro*utrie*tesY es5ecial4e*te e4 M*Y 'e e G* do Bue aBueles oriu*dos de are*itosY folhelhos e
sedi4e*tos orgM*icos. h 4edida Bue o solo e*HelheceY ocorre4 5erdas de todos os ele4e*tos
Bu74icosY 4es4o Bue 5eBue*as. &ssi4Y a 5robabilidade de res5ostas das 5la*tas a a5lica+<o de
4icro*utrie*tes é 4aior e4 solos 4ais are*osos e 4ais i*te45eri3ados co45aratiHa4e*te aos
solos co4 4aior teor de argila e 4ais EoHe*s.
& dis5o*ibilidade dos 4icro*utrie*tes de5e*deY alé4 do teor totalY dos fe*T4e*os de
su5erf7cie Bue co*trola4 sua co*ce*tra+<o *a solu+<o. &s rea+,es co4 os col8ides i*orgM*icos e
orgM*icos do solo e a co*sta*te de hidr8lise N5reci5ita+<o e altera+<o *a adsor+<oP dos cAtio*s
4etAlicos s<o as co*dicio*a*tes das suas labilidades Is 5la*tas. & e*ergia de liga+<o dos
4icro*utrie*tes co4 os col8idesY be4 co4o o grau da co*sta*te de hidr8liseY s<o de5e*de*tes
dos fatores 52Y $h N5ote*cial redo@PY teor de 4atéria orgM*icaY de argila e de 8@idos do solo. h
4edida Bue o 52 do solo au4e*taY di4i*ui6se a dis5o*ibilidade dos 4icros catiT*icos NG*Y %uY
'eY M*Y %oP 5or causar a 5reci5ita+<o *a for4a de 8@idosY e*Bua*to Bue au4e*ta a Mo e do %lY
Bue est<o *a for4a de M*io*s. & dis5o*ibilidade do ? cresce até o 52 e4 tor*o de >Y> e a58s se
estabili3aY deHido I co*tribui+<o da 4atéria orgM*ica.
& 4atéria orgM*ica estA e*HolHida *a dis5o*ibilidade de 4icro*utrie*tes 5ela for4a+<o
de Buelatos Nco45le@os orgM*icos co4 HArios 5o*tos de liga+<o co4 o 4etalP solQHeis e
i*solQHeisY 5ela cria+<o de cargas *egatiHas e 5ela Bua*tidade de 4icro co*tida *a sua estrutura
Ne4 es5ecial 5ara ?P. & alta afi*idade dos co45ostos orgM*icos 5elos ele4e*tos 4etAlicos fa3
co4 Bue haEa u4 teor adeBuado de 4atéria orgM*ica 5ara a 4A@i4a dis5o*ibilidade destes
4icros. $4 casos de solos co4 bai@os ou altos teores de 4atéria orgM*ica Nsolos orgM*icosPY é
5roHAHel Bue ocorra4 5roble4as co4 deficiD*ciasY es5ecial4e*te de %u e G*. "olos co4 bai@a
ta@a de difus<o de o@igD*io Nbai@os $hPY co4o ocorre Bua*do o solo é saturadoY au4e*ta 4uito a
dis5o*ibilidade de M* e 'eY 5ode*do ocasio*ar fitoto@ide3Y co4o ocorre 5ara o M* e4 soEa e o
'e e4 arro3 i*u*dado. =ua*to 4aior for o teor de argila e 8@idosY 4aior serA a rete*+<o dos
4icro*utrie*tesY atua*do 5or u4 lado co4o u4a reserHa e 5or outro co4o u4 e45ecilho I
dis5o*ibilidade. &s culturas a5rese*ta4 e@igD*cias 4uito diHersas Bua*to I Bua*tidade de
4icro*utrie*tes. &ssi4Y as culturas de 4ilhoY arro3Y sorgoY 4acieira e cafeeiro a5rese*ta4 altas
res5ostas ao G*b a alfaceY br8colosY girassolY batata e *abo ao ?b a ce*ouraY ceHadaY es5i*afre e
citrus ao %ub o feiE<oY 5e5i*oY beterrabaY to4ateiro e ceHada ao 'e e M*b legu4i*osas e4 geral
ao Mo e %o.
Nos solos alta4e*te i*te45eri3ados e co4 te@tura 4édia a are*osa N5ri*ci5al4e*te
aBueles locali3ados *os tr85icosPY as culturas co4erciais 5ode4 res5o*der a a5lica+<o de
4icro*utrie*tes. De*tre eles destaca46se o G* 5ara o 4ilho e arro3 de seBueiroY o M*Y Mo e %o
5ara a soEa e feiE<o. Os solos das regi,es subtro5icais a5rese*ta4Y e4 geralY 5ouca res5ostaY a
80
*<o ser Bua*do se tratar de culturas co4 gra*de e@igD*cia. Para as culturas de soEa e feiE<o é
reco4e*dadas a i*ocula+<o das se4e*tes co4 ri38bioY Eu*ta4e*te co4 Mo e %oY 4es4o Bue a
5robabilidade de res5osta seEa bai@aY o Bue é co45e*sado 5elo bai@o custo e au4e*to *a
eficiD*cia *a fi@a+<o si4bi8tica de N. Para as culturas de trigoY 4ilho e arro3Y salHo algu4as
e@ce+,esY *<o se te4 obtido res5osta I a5lica+<o de *e*hu4 4icro*utrie*te *os solos do R".
3.2.3 – Considerações Finais
O e*te*di4e*to das 5ro5riedades Bu74icas do solo é fu*da4e*tal 5ara co45ree*der o
5a5el do solo co4o for*ecedor dos *utrie*tes *ecessArios Is 5la*tas eY desse 4odoY gara*tir a
suste*tabilidade das 5rodu+,es agro5ecuArias. & 5artir desse co*heci4e*toY é 5oss7Hel a5licar
estratégias adeBuadas 5ara 4i*i4i3ar o efeito de ele4e*tos t8@icos Na calage4 5ara *eutrali3ar o
alu47*ioY 5or e@e45loP ou 5ara su5rire4 *utrie*tes Nrota+<o de gra47*eas co4 legu4i*osas 5ara
i*trodu3ir *itrogD*io Hia fi@a+<o biol8gica ou o au4e*to da 5rodu+<o de res7duos eY
co*seBue*te4e*te da 4atéria orgM*icaY 5ara au4e*tar a rete*+<o de cAtio*sY co4o e@e45losP.
Tais estratégias ser<o discutidas e4 48dulos futurosY 5ara os Buais esse 48dulo serHe de a5oio.
%abe salie*tar Bue as 5ro5riedades f7sicas e biol8gicas do solo ta4bé4 ser<o deter4i*a*tes 5ara
a ca5acidade 5rodutiHa do solo e deHe4 ser i*tegradas aos co*ceitos das 5ro5riedades Bu74icas
*o 4a*eEo do solo e da Agua *as 5ro5riedades rurais.

3.2.4 Bibliografia
?I""&NIY %.&.b 0I&N$##OY %.b T$D$"%OY M.J.b %&M&R0OY '.&.O. NedsP. 'ertilidade dos
solos e 4a*eEo da aduba+<o das culturas . Porto &legreY 0D*esisY !//;. :!(5.
%OMI""O D$ =UFMI%& $ '$RTI#ID&D$ DO "O#O ) R"W"%. Ma*ual de aduba+<o e
calage4 5ara os estados do Rio 0ra*de do "ul e "a*ta %atari*a. Porto &legreY "?%"Y !//;.
;//5.
c&MIN"cIY J.b 1O#c\$I""Y ". J.b ?$%c$RY '.%. &*ais do II "e4i*Ario sobre corretiHos
da acide3 do solo. "a*ta Maria-U'"MWDe5arta4e*to de "olosY 1.(.. !!;5.
c&MIN"cIY J. Uso de corretiHos da acide3 do solo *o 5la*tio direto. PelotasY "?%"WNQcleo
Regio*al "ul. !///. 1!: 5. N?oleti4 Téc*icoY ;P
M$UR$RY $. J. Ned.P. 'u*da4e*tos de Bu74ica do solo. : ed. Porto &legre - 0D*esisY !//9.
!(>5.
R2$IN2$IM$RY D.". et al. &cide3 do solo e co*su4o 5ote*cial de calcArio *o $stado do Rio
0ra*de do "ul. U'"MWD"Y !///. :!5. N?oleti4 Téc*icoY 1P.
R2$IN2$IM$RY D.". et al. "itua+<o da fertilidade dos solos *o $stado do Rio 0ra*de do "ul.
U'"MWD"Y !//1. ;!5. N?oleti4 Téc*icoY !P.
81
"&NTO"Y 0.&. g %&M&R0OY '.&.O. %oord. 'u*da4e*tos de Matéria OrgM*ica do "olo.
Porto &legreY 0e*esisY 1...Y >/(5.
#OP$"Y &.".b 02I#2$RM$Y #.R.0.b M&R=U$"Y R. 0uia de fertilidade do solo . 1ers<o
Multi47dia e4 %D6ROM.
R&M&#2O 'I#2OY &.b ?$$cY c. J. "iste4a de aHalia+<o da a5tid<o agr7cola das terras .
$M?R&P& ) Rio de Ja*eiroY 1..>. 9> 5.
"I=U$IR&Y et al. I*ter6rela+<o fertilidadeY biologia do solo e *utri+<o de 5la*tas. "?%".
U'#WDe5arta4e*to de "olosY #aHrasY M0. 1.... (1(5.
T$D$"%OY M. J.b 0I&N$##OY%.b ?I""&NIY %. et al. &*Alise de soloY 5la*ta e outros
4ateriais !.ed. Porto &legre-U'R0"WDe5. "olos. 1..>. ;;:5. ?oleti4 Téc*icoY >.

3.3 FAUNA DO SOLO

Gaida I*Ds &*to*iolli
0erusa Pauli cist "teffe*
&*dréa 2e*t3 De Mello

3.3.1. ÌNTRODUÇÃO
O solo é u4 recurso *aturalY le*ta4e*te re*oHAHel for4ado 5ela a+<o do cli4a e dos
orga*is4os HiHos agi*do sobre u4 4aterial de orige4 ao lo*go do te45o. O solo 5ossui ci*co
fu*+,es es5ec7ficas- NaP habilidade de absorHerY 4a*ter e for*ecer Agua Is 5la*tas Nflu@o da
AguaPb NbP habilidade de 4a*ter e for*ecer *utrie*tes Is 5la*tas Nflu@o Bu74icoPb NcP 5ro4oHer e
suste*tar o cresci4e*to de 5la*tasb NdP 4a*ter u4 a4bie*te suste*tAHel 5ara a biota do solo e NeP
res5o*der ao 4a*eEo e resistir I degrada+<o.
De*tre estas fu*+,esY algu4as 5ode4 ser alteradas e4 4aior ou 4e*or i*te*sidade 5ela
a+<o do ho4e4. $stas altera+,es 5ode4 ocasio*ar deseBuil7brios fa3e*do co4 Bue o solo fiBue
debilitado e4 algu4as de suas fu*+,es. U4 4a*eEo i*adeBuadoY 5or e@e45loY 5ode 5ro4oHer o
faHoreci4e*to de algu4as 5o5ula+,es da fau*a do solo e4 detri4e*to de outras. $ste
deseBuil7brioY 5or sua He3Y faHorece o dese*HolHi4e*to de orga*is4os fito5atogD*icos 5ela
de5reda+<o de seus i*i4igos *aturais.
&ssi4Y a biologia do solo é a ciD*cia Bue estuda os orga*is4os habita*tes do solo e suas
i*ter6rela+,es. _ u4a ciD*cia relatiHa4e*te *oHaY basta*te abra*ge*te e Bue reflete a
co45le@idade de orga*is4os co*stitui*tes do solo e de suas atiHidades *os 5rocessos
5edobiol8gicos.
82
U4a das 5ri4eiras te*tatiHas de dese*HolHer u4a 4etodologia de ca5tura da fau*a de
solo teHe co4o obEetiHo *<o o estudo das suas atiHidades *o soloY 4as a sua eli4i*a+<o. O ?ar<o
de 2us5chY e4 1779Y co*struiu u4 a5arato se4elha*te Is atuais ar4adilhas co4 o obEetiHo de
ca5turar e destruir as for4igas Bue i*Hadisse4 as 5la*ta+,es de ca*a6de6a+Qcar *a Marti*ica.
NaBuela é5ocaY a idéia e@iste*te sobre os i*setos e Her4esY de 4odo geralY era de Bue estes
orga*is4os era4 *ociHos Is 5la*tas cultiHadasY se*do ca5a3es de se rege*erar a 5artir de
4ateriais e4 deco45osi+<o. &té fi*s do século CICY a deco45osi+<o dos restos Hegetais era
atribu7daY e@clusiHa4e*te a fatores Bu74icos. DoSuchaeHY e4 1(7.Y a5rese*tou os 5ri4eiros
trabalhos dese*HolHidos e4 terras russasY destaca*do Bue os solos s<o resulta*tes da atiHidade
co4bi*ada de orga*is4os HiHos e 4ortos Na*i4ais e 5la*tasPY 4aterial de orige4Y cli4aY releHo e
te45o.
Dar]i* foi u4 dos 5ri4eiros cie*tistas a 5esBuisar o 5a5el dos orga*is4os do soloY
estuda*do a a+<o dos a*el7deos *a co*stru+<o de galerias e *a 4oHi4e*ta+<o de 4ateriais. $4
seu liHro q& for4a+<o do solo Hegetal atraHés da a+<o das 4i*hocasY co4 obserHa+,es sobre seus
hAbitosq de4o*stra a i45ortM*cia das 4i*hocas *a for4a+<o e fertilidade dos solos. Mes4o a58s
u4 séculoY Dar]i*Y e4 1((1Y fe3 u4a declara+<o e@tre4a4e*te atual- qo arado é u4a das 4ais
a*tigas e Haliosas i*He*+,es do ho4e4b 4asY 4uito a*tes Bue ele e@istisseY o solo EA era
regular4e*te aradoY e ai*da co*ti*ua se*doY 5elas 4i*hocas. Pode6se duHidar Bue e@ista4
4uitos outros a*i4ais Bue dese45e*hara4 u4 5a5el t<o i45orta*te *a hist8ria do 4u*doY co4o
o fi3era4 estas criaturas si*gela4e*te orga*i3adasV.
Dura*te 4uito te45oY a gra*de 4aioria dos trabalhos se referia a5e*as aos
4icrorga*is4os co4o res5o*sAHeis 5ela deco45osi+<o e 4i*erali3a+<o da 4atéria orgM*ica. &
5artir de 1.;/Y au4e*tou o i*teresse de 5esBuisadores 5ela a+<o de outros orga*is4os *a
di*M4ica do solo. No ?rasilY estas 5esBuisas i*iciara4 *a década de 7/.
& co4u*idade de orga*is4os do solo é 4arcada 5ela sua co45le@idade ta*to e4 ter4os
Bua*titatiHos Bua*to e4 ti5os de orga*is4os. Os dados dis5o*7Heis *a literatura i*dica4 algu4as
diHergD*cias *o *Q4ero 4édio de i*diH7duos e *a bio4assa dos a*i4ais do solo. $ssas
difere*+as s<o deHidas 5roHaHel4e*te Is 4etodologias de a4ostrage4Y Is difere*+as regio*ais e
de uso do solo e ta4bé4 5orBue as 4uda*+as e4 u4 4icross7tio do solo 5ode4 aco*tecer
ra5ida4e*te altera*do as esti4atiHas. 0e*erica4e*teY u4 4etro Buadrado de solo sob Hegeta+<o
5ode co*ter ce*te*as de 4ilhares de orga*is4os N=uadro 1P.
&tual4e*teY é be4 reco*hecida a i45ortM*cia dos i*Hertebrados do solo co4o age*tes
tra*sfor4adores das co*di+,es f7sicasY Bu74icas e biol8gicas de u4 solo. & atiHidade ali4e*tar
desses orga*is4os 5ro4oHe a ciclage4 de *utrie*tes e regula+<o de certos 5rocessos
4icrobia*os. & atiHidade de escaHa+<o do solo reali3adaY 5ri*ci5al4e*te 5or 4i*hocas e
83
tér4itasY a5rese*ta gra*de i*fluD*cia *a estrutura do soloY de*sidadeY i*filtra+<o e ca5acidade de
rete*+<o de Agua.

=uadro 1. $sti4atiHa do *Q4ero de i*diH7duos e de bio4assa de algu*s orga*is4os do solo
N&ssadY 1..7P.
Orga*is4os
do solo
=ua*tidade esti4ada
Ni*diH7duos 4
6!
P
?io4assa esti4ada
g 4
6!
Sg ha
61

?actérias 1/
1:
6 1/
1;
1/61// 1//61///
&cti*o4icetos 1/
1!
6 1/
1:
1/61// 1//61///
'u*gos 1/
1/
6 1/
11
1/61// 1//61///
Ne4at8ides 1/
(
) 1/
1/
/Y161/ 161//
Kcaros 1 ) ://./// /Y161/ 161//
%olD4bolos /Y> ) !//./// /Y>61/ >61//
#arHas de cole85teros 1/61./// 161// 1/61///
#arHas de d75teros 1/61./// /Y>61/ >61//
Mi*hocas 16>// /Y161// 161///
Tér4itas 1//61//./// /Y/>6>/ /Y>6>//

3.3.2 COMUNÌDADES E ECOSSÌSTEMAS
$*te*de6se 5or co4u*idade o co*Eu*to de 5o5ula+,es de es5écies de a*i4ais e 5la*tas
HiHe*do Eu*tas e4 u4a deter4i*ada Area. & descri+<o de u4a co4u*idade e*HolHeY
basica4e*teY trDs as5ectos- a co45osi+<o ta@o*T4icaY os li4ites es5aciais e os li4ites te45orais.
%o*hecer u4a co4u*idade éY 5orta*toY reco*hecer Buais es5écies est<o 5rese*tesY Bual e co4o é
o es5a+o 5or ela ocu5ado e e4 Bue 4o4e*to ela estA 5rese*te ao lo*go de u4 5rocesso.
& caracteri3a+<o de u4a co4u*idade Hisa deter4i*ar a co45osi+<o de orga*is4os e4
gru5os ta@o*T4icos e4 u4a deter4i*ada fra+<o do habitat. Muitos gru5osY 5articular4e*te os
i*HertebradosY s<o 5ouco estudados ta@o*o4ica4e*teY es5ecial4e*te e4 regi,es tro5icais.
&lgu4as es5écies Hegetais est<o associadas a u4a fau*a 4ais rica do Bue outras. U4
eleHado grau de tra*s5ira+<oY riBue3a e4 cAlcio ou outro 7o* i*orgM*ico 5ode faHorecer 5eBue*os
a*i4aisY seus 5redadores ou seus 5arasitas. & cadeia ali4e*tar *os agroecossiste4as é for4ada
5elos 5rodutores N5la*tasPY co*su4idores e deco45ositores. & fau*a do solo ocu5a toda a
seBdD*cia da cadeia ali4e*tar de deco45osi+<o das 5la*tas. O resultado da a+<o dos
deco45ositores 5ri4Arios 5rodu3 a base ali4e*tar dos deco45ositores secu*dArios e assi4
sucessiHa4e*te até a 4i*erali3a+<o do 4aterial orgM*ico.
O ecossiste4a desig*a o co*Eu*to for4ado 5or todos os fatores bi8ticos e abi8ticos Bue
atua4 si4ulta*ea4e*te sobre u4a deter4i*ada regi<o. %o*sidera6se co4o fatores bi8ticos as
diHersas 5o5ula+,es de a*i4aisY 5la*tas e 4icrorga*is4os eY os abi8ticosY os fatores a4bie*tais.
Todos os ecossiste4as do 4u*do for4a4 a biosferaY a Bual é co*stitu7da 5or HArios bio4as.
&ssi4Y o ecossiste4a é o co*Eu*to de seres HiHos e o seu 4eioY i*clui*do suas i*ter6rela+,es.
84
Porta*toY a fau*a edAfica éY alé4 de age*teY refle@o das co*di+,es do solo. &s
caracter7sticas do habitat Bue deter4i*a4Y e*tre outros fatoresY Buais os gru5os da fau*a est<o
5rese*tes e e4 Bue Bua*tidadesY s<o- cli4aY ti5o de soloY Hegeta+<oY Bua*tidade de sera5ilheira
acu4uladaY Bua*tidade de 4aterial orgM*ico e 4a*eEo do siste4a.

3.3.3 CLASSÌFÌCAÇÃO DOS ORGANÌSMOS DO SOLO
Desde #i**aeusY a classifica+<o dos seres HiHos te4 5assado 5or HArias 4odifica+,es
N=uadro 1&PY 5rocura*do refletir as rela+,es filoge*éticas e*tre as es5écies. Rece*te4e*teY
ferra4e*tas da biologia 4olecular tD4 5ossibilitado classificar os orga*is4os co4 4aior
segura*+a. ?aseados e4 estudos da seBuD*cia dos ge*es do RN&Y \oese N1..7P 5ro5Ts a
KrHore 'iloge*ética da 1idaY Bue a5rese*ta as rela+,es eHolutiHas de todos os orga*is4os do
5la*eta. Nesta classifica+<o todos os seres HiHos s<o agru5ados e4 trDs do47*ios- os Do47*io
&rchea e ?actérias s<o co45ostos e@clusiHa4e*te 5or 5rocariotos NbactériasP e o Do47*io
$ucarZa agru5a todos orga*is4os eucariotos. $sta 5ro5osta de4o*strou Bue a 4aioria dos
orga*is4os do Pla*eta s<o bactériasY a5rese*ta*do u4a diHersidade 4uito 4aior Bue a dos
eucariotos.
$sta classifica+<o gerou u4a gra*de 5olD4ica *a co4u*idade cie*t7ficaY se*do Bue
4uitos autores ai*da *<o a reco*hece4. ?usca*do u4a 5ro5osta Bue fosse 4ais aceitaY HArios
autores 5ro5usera4 u4 siste4a de classifica+<oY Bue co*sideraHa ta*to a 5rese*+a dos do47*iosY
Bua*to a dos rei*os e filos N=uadro 1?P.



=uadro 1&. 2ist8rico dos siste4as de classifica+<o dos seres HiHos.
"iste4a de classifica+<o Rei*os
#i**aeus N17>:P
Pla*tae
&*i4alia
2aecSel N1(9>P
Pla*tae
&*i4alia
Protista
\hittaSer N1.9.P
Pla*tae
&*i4alia
Protista
'u*gi
Mo*era
Do47*ios
\oese N1.77P &rchea
85
?acteria
$ucarZa

=uadro 1?. "iste4a de classifica+<o 4ais aceitos atual4e*te.
Do47*ios Rei*os 'ilos
$ucarZa
Pla*tae 1!
&*i4Alia :7
Protoctista N5roto3oArio l algaP :/
'u*gi ;
&rchea 6 ;
?acteria 6 >!

Os orga*is4os do solo 5ode4 ser classificados 5elo ta4a*hoY 4obilidadeY ada5ta+<oY
habitatY ciclo de Hida e*tre outras caracter7sticas. De 4odo a facilitar o estudo dos difere*tes
gru5os ta@o*T4icosY #aHelle e outros 5esBuisadores 5ro5usera4 u4a subdiHis<o da fau*a
edAfica de i*Hertebrados a5oiada *a 4obilidade e ta4a*ho dos orga*is4os N=uadro !P.
$*treta*toY 5ara ?achelier N1.7(PY a classifica+<o dos orga*is4os do solo 5or ta4a*ho e
4obilidadeY i*clui u4a Buarta classe de*o4i*ada 4egafau*a N'igura !P.
Outra classifica+<o dos orga*is4os do solo foi dese*HolHida 5or crausse N1.!.P e
co*sidera a for4a de ada5ta+<o dos orga*is4os *o solo N=uadro :P.




=uadro !- %lassifica+<o da fau*a edAfica baseada *o ta4a*ho e *a 4obilidade dos orga*is4os
N#aHelle et al.Y 1..;P.
%lassifica+<o Ta4a*ho Mobilidade Orga*is4os
Microfau*a

p /Y! 44
#igeira4e*te 4ais
48Heis Bue a 4icroflora
Proto3oArios Na4ebasY flageladosY
ciliadosP e *e4at8ides
Mesofau*a

/Y! a ; 44
MoHi4e*ta46se e4
fissurasY 5oros e *a
i*terface
sera5ilheiraWsolo
KcarosY colD4bolosY 5roturosY
di5lurosY tisa*urosY 5eBue*os
4iriA5odesY 5eBue*os i*setos e
*e4at8ides
Macrofau*a

o ; 44
%o*stroe4 *i*hosY
caHidades e galerias e
tra*s5orta4 5art7culas
de solo
&*el7deosY tér4itasY for4igasY
4oluscosY cole85terosY is85odosY
crustAceos e arac*7deos

86
















'ig.
!- %lassifica+<o da fau*a do solo Bua*to ao ta4a*ho dos orga*is4os N?achelierY 1.7(P.

=uadro :- %lassifica+<o segu*do a ada5ta+<o dos orga*is4os *o solo Ncrausse 1.!.P.
$5iedAficos
0eral4e*te 5ig4e*tadosY locali3a46se *a su5erf7cie do solo
2e4iedAficos
#ocali3a46se *a ca4ada orgM*ica do solo
$uedAficos
#ocali3a46se *a ca4ada 4i*eral do solo

& fau*a e5iedAfica do soloY é co45osta 5or orga*is4os Bue HiHe4 sob res7duos
orgM*icosY 4oHi4e*ta46se co4 agilidadeY a5rese*ta4 olhos e se*sores be4 dese*HolHidos e s<o
5ig4e*tados. & ocorrD*cia desta 5o5ula+<o fau*7stica é afetada 5ela cobertura HegetalY 4a*eEo
do solo e cli4a. &s 5o5ula+,es he4iedAficas s<o i*flue*ciadas 5elo 4a*eEo do soloY Hegeta+<o e
cli4a. $stes orga*is4os 5ode4 4oHi4e*tar6se *o solo atraHés de rachaduras ou caHidades
*aturais Nbio5orosP.
Os bio5oros s<o caHidadesY galerias ou es5a+os for4ados 5or orga*is4os HiHosY seEa4
eles a*i4ais ou Hegetais. "<o de gra*de i45ortM*cia 5or au@iliare4 *a rete*+<o de u4idadeY
estrutura+<o do solo e serHire4 co4o abrigo 5ara orga*is4os do solo.
Os orga*is4os euedAficos habita4 o i*terior do solo e rara4e*te HD4 I su5erf7cie.
&5rese*ta4 u4 co*Eu*to de hAbitos e caracter7sticas co4u*s co4o- 4oHi4e*ta+<oY His<o
restritasY se*sibilidade Bu74ica e 4ecM*ica 4uito dese*HolHidaY fotofobiaY cor5o des5ig4e*tadoY
defesa atraHés de to@i*as e resistD*cia ao gAs carbT*ico. &s a+,es cli4Aticas e de 4a*eEo do solo
tD4 5ouca i*fluD*cia sobre estes orga*is4os N=uadro ;P.
87

=uadro ;- %lassifica+<o da fau*a edAfica segu*do o hAbito ali4e*tar N?ouchéY 1.77PY baseado
*o 5a5el Bue os orga*is4os dese45e*ha4 *o ecossiste4a.
0ru5os Pa5el Orga*is4os
$5igéico
1iHe e se ali4e*ta *a
su5erf7cie do solo. 'rag4e*ta
os 4ateriais Bue i*gere e
5artici5a da deco45osi+<o da
4atéria orgM*ica do solo
PeBue*os artr85odos sa5r8fagosb
5eBue*os a*el7deos 5ig4e*tadosb
4iriA5odesY algu4as for4igas e
cole85teros


&*egéico N&*écicoP
&li4e*ta6se *a su5erf7cie e
HiHe e4 ca4adas
subsu5erficiais do solob
co*str8i galerias 5ara se
4oHi4e*tar
&*el7deos gra*des e 5ig4e*tados e
a 4aioria dos tér4itas ge8fagosY
algu4as for4igas

$*dogéico
1iHe *o i*terior do solob
co*so4e ra73es HiHas eWou
4ortasb é ge8fago e co*str8i
5eBue*as galerias
&*el7deos e tér4itas
des5ig4e*tados

O regi4e ali4e*tar co*stitui u4 ele4e*to Bue 5er4ite classificar os difere*tes ti5os de
orga*is4os. _ 5oss7HelY 5elo hAbito ali4e*tarY aHaliar as rela+,es e@iste*tes e*tre os difere*tes
orga*is4os e esti4ar sua i*fluD*cia *as caracter7sticas do solo. 'reBde*te4e*teY os regi4es
ali4e*tares s<o 4istos e 4uitos orga*is4os 5ode4 tor*ar6se 5arasitas Bua*do a 4atéria orgM*ica
faltar ou Bua*do u4 *oHo hos5edeiro for i*trodu3ido *o 4eio. $*treta*toY e@iste4 ta4bé4
orga*is4os de estreita es5eciali3a+<o ali4e*tar N=uadros ; e >P.

=uadro >- %lassifica+<o da fau*a edAfica segu*do o regi4e ali4e*tar. N?achelierY1.7(P.
Regi4e ali4e*tar Material $@e45los
"a5r8fagos
&li4e*ta46se de restos orgM*icos
ou 4atéria orgM*ica e4
deco45osi+<o
OligoBuetasY Acaros do soloY
colD4bolos e di5l85odos
'it8fagos
&li4e*ta46se de tecidos Hegetais
HiHos ou seiHa destes
Ne4at8ides e 5ulg,es
Necr8fagos &li4e*ta46se de a*i4ais 4ortos &lgu4as for4igas
%o5r8fagos
&li4e*ta46se de e@cre4e*tos de
outros a*i4ais
%ole85teros
Predadores &li4e*ta46se e@clusiHa4e*te de &ra*has e escor5i,es
88
a*i4ais HiHos

Os a*i4ais cri5to38icos s<o aBueles Bue leHa4 a Hida ocultaY est<o e4 co*sta*te 5erigo
de desseca+<o e 5recisa4 5er4a*ecer e4 4eio 4uito Q4ido. =ua*do e@5ostosY s<o esti4ulados
5ela lu3 I seca de 4odo Bue se desloca4 ra5ida4e*te até e*co*trare4 u4 lugar escuro e Q4ido.
&fasta46se direta4e*te da lu3Y 5oré4Y *<o se *ota BualBuer orie*ta+<o dirigida e dire+<o
defi*ida 5ara o ar ou su5erf7cie Q4ida.
Os orga*is4os de hAbitos *otur*os a5rese*ta4 algu4as Ha*tage*sY 5ois eHita4 os
i*i4igos *aturaisY obtD4 facil4e*te seu ali4e*to e a co45eti+<o é redu3ida. %o4o resultadoY as
for4as Hul*erAHeis e 5ri4itiHas te*de4 a serY sobretudoY *otur*as. $*tre os i*setos e*co*tra46se
as tra+asY os colD4bolosY as baratasY os bichos65aus e os grilos ti5ica4e*te *otur*os. I*setos
4ais eHolu7dosY de 4oHi4e*tos 4ais rA5idosY s<o diur*os e HiHe4 e4 a4bie*tes Bue*tes e
ilu4i*ados. O 4es4o se a5lica Is ara*has e outros arac*7deos. $scor5i,es s<o 5ri4itiHos e
esse*cial4e*te *otur*osY 5oré4 s<o e@tre4a4e*te resiste*tes I seca e outros rigores cli4Aticos.
ProHaHel4e*teY seu hAbito *otur*o esteEa correlacio*ado co4 fatores ecol8gicosY co4o 5or
e@e45loY eHitar os 5redadores Hertebrados e *<o co4o reBuisitos fisiol8gicos. Jacot N1.;/P
5ro5Ts u4a diHis<o e*tre geobio*tes e ge8filos N=uadro 9P.


=uadro 9- %lassifica+<o de orga*is4os da fau*a edAfica e4 rela+<o ao seu habitat NJacotY 1.;/P.
0ru5o
2abitat $@e45los
0eobio*tes
Orga*is4os Bue 5assa4 o ciclo co45leto de sua
Hida *o solo
OligoBuetasY di5l85odos e
colD4bolos
0e8filos
&Bueles Bue 5assa4 a5e*as 5arte de sua Hida *o
solo
D75terosY cole85teros e
le5id85teros

Os orga*is4os do solo ta4bé4 5ode4 ser classificados Bua*to Is suas e@igD*cias ou
ada5tabilidade ao teor de u4idade do habitat. & 4icrofau*a edAfica é co45osta 5or orga*is4os
hidr8filosY Bue *ecessita4 de Agua liHre *o solo e s<o a5e*as ligeira4e*te 4ais 48Heis do Bue a
4icroflora. Possue4 ta4a*ho 4icrosc85ico ou for4a 4uito alo*gada 5ara Bue 5ossa4 5e*etrar
*os ca5ilares do solo. 'reBde*te4e*teY 5ossue4 for4as de resistD*cia I secaY seEa 5assa*do 5or
5er7odos de di4i*ui+<o da atiHidade 4etab8lica NBuiescD*ciaPY seEa 5assa*do 5or estado de
desidrata+<o. %o45o*do a 4esofau*aY e*co*tra46se a*i4ais higr8filosY Bue *ecessita4 de u4a
at4osfera do solo rica e4 Ha5or de AguaY e os @er8filosY os Buais su5orta4 5er7odos lo*gos de
seca N=uadro 7P.
89

=uadro 7- %lassifica+<o dos orga*is4os segu*do o teor de u4idade do 4eio.
0ru5os U4idade $@e45los
2idrobio*tes 1iHe4 e4 solos alagados Proto3oArios
2igrobio*tes Prefere4 os solos Q4idos OligoBuetas
Cer8filos &da5tados Is co*di+,es de seca $scor5io*7deos

Outra for4a de classifica+<o dos orga*is4os do solo foi sugerida 5or \all]orS N1.7/P
Bue defi*e as categorias de orga*is4os de acordo co4 o grau de 5rese*+a *o solo N'igura :P.

3.3.4 ALGUNS PARÂMETROS PARA O ESTUDO DA FAUNA EDÁFÌCA
& co4u*idade de orga*is4os do solo é 4arcada 5ela sua co45le@idade ta*to do 5o*to de
Hista Bua*titatiHo Bua*to BualitatiHoY 5ode*do ser e*co*trada u4a gra*de diHersidade ge*ética e
fu*cio*al.





__________________________________________________



1. Transiente
2. Temporário
3. Periódico
4. Permanentes/Temporário
'igura :. %lassifica+<o dos orga*is4os segu*do o grau de 5rese*+a *o solo. N\all]orSY 1.7/P.

& fau*a edAfica é o refle@o das co*di+,es do solo. "<o as caracter7sticas do habitatY ta*to
a *7Hel 4acro Nco4o cli4a e ti5o de soloP Bua*to a *7Hel 4icro Nco4o Bua*tidade de
serra5ilheira acu4uladaY Bualidade da 4atéria orgM*ica e ti5os de 4a*eEoP Bue deter4i*a4 Buais
os gru5os da fau*a de solo estar<o 5rese*tes e e4 Bue Bua*tidades. Desta for4aY 4uda*+as *a
abu*dM*cia relatiHa e diHersidade das es5écies de i*Hertebrados do solo co*stitue46se *u4 bo4
i*dicador de 4uda*+as *o siste4a.
& fau*a de solo 5er4ite aHaliar *<o a5e*as a Bualidade de u4 soloY co4o ta4bé4 o
fu*cio*a4e*to de u4 siste4a de 5rodu+<oY EA Bue esta se e*co*tra i*ti4a4e*te associada aos

1
!
1
:
;
90
5rocessos de deco45osi+<o e ciclage4 de *utrie*tesY *a i*terface solo65la*ta. _ i45orta*te
co*hecer Buais gru5os de orga*is4os s<o ca5a3es de reali3ar co4 4ais eficiD*cia os 5rocessos
de regula+<o das co4u*idades 4icrobia*asY a ciclage4 de *utrie*tes e 4odificar estrutural4e*te
os habitats da serra5ilheira e do solo.

3.3.5. FATORES QUE DETERMÌNAM A FAUNA DO SOLO
&s esti4atiHas da diHersidade das co4u*idades de i*Hertebrados 5rese*tes *o solo *<o
corres5o*de4 I realidadeY se*do i*feriores ao Bue real4e*te ocorre *a *ature3a. No caso dos
4icroartr85odosY esti4a6se Bue seEa de 1 a ! orde*s de gra*de3a su5erior ao registrado e4
literatura N&*dré et al.Y 1..;P. & gra*de Hariedade de gru5os a*i4ais 5rese*tes *o solo i*clui
Buase Bue todas as classes de i*Hertebrados N"]ift et al.Y 1.7.P. O resultado dessa diHersidade
ta@o*T4ica é u4a i4e*sa Hariabilidade de ta4a*hos e de 4etabolis4os *o siste4a do solo.
& ra3<o 5ara essa diHersidade 5ode ser e*co*trada *a gra*de Hariedade de recursos e
4icrohabitats Bue o solo oferece. & heteroge*eidade do a4bie*te é o fator Bue estA 4ais ligado I
riBue3a de es5écies. & co4u*idade de i*Hertebrados de solo 5ode sofrer a i*fluD*cia de u4a
Haria+<o Hertical do 5erfil EA Bue o solo é u4 a4bie*te estratificadoY co4 u4a ga4a de difere*tes
4icrohabitats *o 5erfil do soloY eY 5orta*toY co4 u4 gra*de *Q4ero de gru5os fu*cio*ais
associados. & heteroge*eidade 5ode ser ta4bé4 hori3o*talY gerada 5or u4 4osaico de
co*di+,es 4icrocli4Aticas geral4e*te associadas I Hegeta+<o. & e@istD*cia de a*i4ais
co5r8fagos é co*seBdD*cia da atiHidade de frag4e*ta+<o do 4aterial orgM*ico reali3ado 5ela
fau*a sa5r8fita. & 4odifica+<o es5acial 5ro4oHida 5or 4i*hocas e tér4itas ta4bé4 abre a
5ossibilidade de *oHos 4icrohabitats 5ara a fau*a do solo.
$4 algu*s casosY a heteroge*eidade hori3o*tal 5ode atuar di4i*ui*do a diHersidade das
co4u*idades de i*Hertebrados do solo. Isto ocorre Bua*do e*tre dois 4icrohabitats faHorAHeis
e*co*trar4os u4 4icrohabitat alta4e*te desfaHorAHelY o Bue dificulta a distribui+<o e
sobreHiHD*cia das es5écies 4ais suscet7Heis.

3.3.5.1 Quantidade de seres vivos
_ deter4i*ada 5ela Bua*tidade de ali4e*to e@iste*te *o local. O ali4e*to 5ara a fau*a
edAfica e4 geral é tudo Bue i*clui carbo*oY e@ceto o di8@ido de carbo*o 5uro. & 5o5ula+<o de
u4 habitatY 5orta*toY *<o 5ode ser au4e*tadaY e*Bua*to *<o se au4e*tar e4 Bua*tidade ou
Hariedade a fo*te ali4e*t7cia. =ua*doY 5oré4Y o ali4e*to dobraY a 5o5ula+<o *<o se du5licaY 4as
se tor*a 4ais atiHa N#ei de Thie*e4a**P. Os orga*is4os 4ais faHorecidos 4odifica4 o a4bie*te
5rogressiHa4e*te a seu faHorY for4a*do u4 *oHo eBuil7brioY Bue 5ode ser 4elhor ou 5ior 5ara as
91
5la*tas cultiHadas. & falta de ali4e*to 5ode i*flue*ciar *egatiHa4e*te *a 5o5ula+<o dos
orga*is4os do solo. $@e45lo- a falta de 4aterial orgM*ico 5ara oligoBuetas e 4iriA5odesY a falta
de a*i4ais e4 deco45osi+<o 5ara certos *ecr8fagosY etc.

3.3.5.2. Umidade do solo
_ u4 fator de gra*de i*fluD*cia sobre a co4u*idade de orga*is4os do soloY cada gru5o
de orga*is4os te4 u4 teor de u4idade *o Bual seu dese*HolHi4e*to é faHorecido. "e a u4idade
for e@cessiHaY seEa causada 5or Agua estag*ada ou 5or irriga+<oY a 4aioria dos orga*is4os
aer8bicos 4orreY sobreHiHe*do so4e*te u4as 5oucas es5éciesY co4o de *e4at8ides 5or
e@e45loY Bue co*segue4 sobreHiHer e4 co*di+,es de a*aerobiose. &lgu4as es5écies de
oligoBuetas s<o resiste*tes I u4idadeY HiHe*do até >/ se4a*as e4 solos total4e*te sub4ersosY
u4a He3 Bue a Area seEa areEada. & 4aioria das es5éciesY 5oré4Y 5refere4 solos si45les4e*te
Q4idosY 4igra*do Is 5rofu*de3as Bua*do o solo desseca. $4 a4bie*tes co4o dos cerrados a
atiHidade dos orga*is4os te4 co4o fator li4ita*teY a sa3o*alidade das 5reci5ita+,es
5luHio4étricasY 5ois a Agua é o 5ri*ci5al fator li4ita*te da atiHidade dos orga*is4os do solo.

3.3.5.3. Textura do solo
_ outro fator de i45orta*te i*fluD*cia sobre os orga*is4os do soloY 5ois o ta4a*ho das
5art7culas do solo 5ode deter4i*ar o 4aior ou 4e*or dese*HolHi4e*to de gru5os da fau*a
edAfica. Ne4at8ides 5refere4 solos fra*cos e are*ososY isto éY solos e4 Bue 5ode4 se deslocar
facil4e*teY e*Bua*to Bue os cu5i*s *ecessita4Y *o 47*i4oY de !/ a :/O de argila *o solo 5ara
5odere4 co*struir suas galerias. Muitos i*setos tD4 5atas caHadorasY co4o 5or e@e45loY certos
5erceHeEosY e*Bua*to Bue orga*is4os 4ais delicados fica4 i45edidos de HiHer e4 solos
co45actos.

3.3.5.4. Porosidade do solo
I*flue*cia do 5o*to de Hista da Bua*tidade e do *Q4ero de 5orosY os Buais s<o
i45orta*tes *a ocorrD*cia de orga*is4os edAficosY ta*to 5ela a+<o direta de aera+<o co4o 5or
correla+,es co4 teor de u4idade. & gra*de 4aioria dos orga*is4os 5refere solos be4 5roHidos
de 5oros. "olos co4 bai@a 5orosidade ou co4 5oros 5ree*chidos 5elo e@cesso de AguaY
acarreta*do a falta de o@igD*ioY 5ode4 ser li4ita*tes ao dese*HolHi4e*to da fau*a do solo. &
5rese*+a de cu5i*sY *os solosY é i*dicatiHa de solos co45actados.

92
3.3.5.5. Temperatura
& te45eratura ideal 5ara cada gru5o de orga*is4os é HariadaY se*do Bue cada gru5o
5ossui fai@as de te45eraturas ideais. 'ora das fai@as ideaisY 5ara 4ais ou 5ara 4e*osY a
te45eratura do solo 5assa a ser 5reEudicial. $@e45los de a45litudes tér4icas 5ara- oligoBuetas
1/Y> a !/j % b *e4at8ides 1>Y> a :/j % b tér4itas !(Y/ a :/o %. & >/ c4 de 5rofu*didade a
te45eratura do solo te*de a estabili3ar6seY e*treta*to os orga*is4os do soloY e4 sua 4aioriaY
HiHe4 até !/ a :/ c4 de 5rofu*didade 5or *ecessitare4 de o@igD*io e 4atéria orgM*ica.

3.3.5.6. Qualidade do alimento
$stA direta4e*te associada I Hegeta+<o de u4 lugar e é u4 dos 4eios 5ara 4odificar a
fau*a do solo. & rota+<o de culturas é o 4eio 4ais efica3 de 4odificar a fau*a de u4 solo. Nos
siste4as rota+<o de culturasY co4oY 5or e@e45loY *o 4ilho e soEaY ocorre u4a sig*ificatiHa
redu+<o da i*festa+<o de larHas e da*os Is 5la*tas e4 rela+<o ao 4o*ocultiHo de soEaY deHido ao
fato da i*clus<o do 4ilho *a rota+<o Buebrar o ciclo de re5rodu+<o do i*setoY 5ois os adultos *<o
se ali4e*ta4 *e4 oHo5osita4 *essa gra47*ea.

3.3.6. PRÁTÌCAS DE MANEJOS DOS SOLOS E A FAUNA EDÁFÌCA
O solo e4 seu estado *aturalY co4 cobertura HegetalY se e*co*tra e4 eBuil7brio co4 o
a4bie*teY ta*to sob o 5o*to de Hista de fertilidadeY de co*serHa+<o e atiHidade biol8gica.
& 5rodutiHidade de u4 solo é resultado da i*tera+<o de diHersos fatores. Na co*di+<o
silHestreY e@iste u4 eBuil7brio ecol8gico Bue foi alca*+ado atraHés do te45o. O uso do solo 5ara
agricultura ou 5astage4 4odifica este eBuil7brio e 5ara 4a*ter ou au4e*tar a 5rodutiHidadeY u4
*oHo eBuil7brio ecol8gico faHorAHel ao dese*HolHi4e*to das culturas deHerA ser estabelecidoY
se*do *ecessArio co*heci4e*to dos as5ectos Bu74icosY f7sicos e biol8gicos do solo 5ara se obter
base cie*t7fica 5ara estas 4uda*+as.
& 5erda das co*di+,es deseEAHeis do soloY e4 rela+<o ao cresci4e*to de 5la*tas e ao
a4bie*teY te4 sido u4 dos fatores Bue co*tribue4 5ara sua degrada+<oY a Bual 5ode ser 4aior ou
4e*or de acordo co4 o siste4a de 5re5aro do solo e de 4a*eEo adotados 5elo ho4e4. &s
5rAticas de 4a*eEo utili3adas e4 u4 siste4a de 5rodu+<o 5ode4 afetar de for4a direta e i*direta
a fau*a do soloY o Bue se reflete *a de*sidade e diHersidade de orga*is4os.
Os i45actos diretos corres5o*de4 I a+<o 4ecM*ica da ara+<o e gradage4 e aos efeitos
t8@icos do uso de 5esticidas. Os efeitos i*diretos est<o relacio*ados I 4odifica+<o da estrutura
do habitat e dos recursos ali4e*tares. & retirada de sera5ilheira e erHas da*i*hasY be4 co4o a
co45acta+<o do solo decorre*te do uso i*te*siHo de 4ABui*as agr7colas e 4o*ocultiHos
93
5roHoca4 u4a si45lifica+<o do habitatY te*do co4o co*seBdD*cia u4a si45lifica+<o das
co4u*idades de orga*is4os do solo.
%o4 as 4odifica+,es i45ostas 5elo usoY e e4 5articular 5ela agriculturaY a fau*a e os
4icrorga*is4osY e4 difere*tes graus de i*te*sidadeY s<o afetados 5elos i45actos 5roHocados
5elas 5rAticas agr7colasY ta*to deHido Is 4odifica+,es *as 5ro5riedades do soloY co4o 5ela a+<o
direta dessas 5rAticas N5or e@e45loY o efeito de defe*siHos agr7colas e do trAfego de 4ABui*as
*as 5o5ula+,es de 4acro e de 4icrorga*is4osP. De u4 4odo geralY os orga*is4os do solo s<o
afetados 5ela co45acta+<o e seus efeitos *a 5orosidadeY *a circula+<o de Agua e de arY e *a
4obilidade dos orga*is4os *o es5a+o te45oralY 5ela di4i*ui+<o da Bualidade e da Bua*tidade
de 4aterial orgM*ico Bue co*stitui a fo*te de ali4e*to desses orga*is4osY e 5elas 4uda*+as
bruscas *as co*di+,es 5edocli4AticasY co4o stress h7drico 5rolo*gadoY i*u*da+<oY fogo e
co*gela4e*to.
& fau*a do solo estA i*ti4a4e*te associada aos 5rocessos de deco45osi+<o e ciclage4
de *utrie*tes Bue s<o de fu*da4e*tal i45ortM*cia 5ara a 4a*ute*+<o da 5rodutiHidade das
culturas. _ ao 4es4o te45o age*te tra*sfor4ador e refle@o das caracter7sticas f7sicasY Bu74icas
e biol8gicas dos solos. & se*sibilidade dos i*Hertebrados de solo aos difere*tes 4a*eEos reflete
clara4e*te Bua*to u4a deter4i*ada 5rAtica de 4a*eEo 5ode ser co*siderada ou *<o
co*serHadora do 5o*to de Hista da estrutura e fertilidade do solo.

3.3.6.1. Sistema de Preparo Convencional
Dura*te HArios a*os o siste4a de cultiHo 4ais utili3ado foi o 5la*tio co*He*cio*alY co4
ara+<oY gradage4 e se4eaduraY te*do co4o co*seBdD*cia u4 gra*de reHolHi4e*to do solo e
e@5osi+<o do 4es4o I a+<o da gota de chuHaY eros<o e e45obreci4e*to do soloY causa*do
co45acta+<o 5elo uso i*te*so de 4ABui*as. De u4 4odo geralY as 4odifica+,es do habitat
i45ostas 5ela ara+<o tD4 efeito *egatiHo sobre a fau*a do solo. O da*o 4ecM*ico deste ti5o de
téc*ica é 4aior e4 i*diH7duos da 4acrofau*a do Bue da 4esofau*a ou 4icrofau*a.
O carbo*o orgM*ico do solo é o 4ais i45orta*te i*dicador da Bualidade de u4 solo e da
suste*tabilidade agr7cola deHido ao seu i45acto e4 outros i*dicadores f7sicosY Bu74icos e
biol8gicos. O reHolHi4e*to do solo 5ela laHra+<o resulta e4 u4 au4e*to de trocas gasosasY
cria*do u4 a4bie*te o@idatiHo Bue resulta e4 u4 rA5ido decl7*io *o teor de carbo*o orgM*ico
do solo.
Os efeitos i*diretos corres5o*de4 a u4a 4uda*+a da di*M4ica da 4atéria orgM*icaY
ocorre*doY geral4e*teY u4 au4e*to *a Helocidade de deco45osi+<o. $ ta4bé4 4uda*+as
4icrocli4Aticas do habitat co4 u4 au4e*to da te45eratura e redu+<o da u4idade.
94
1Arios trabalhos 4ostra4 redu+,es sig*ificatiHas das 5o5ula+,es de 4i*hocas. &s
de*sidades de 4i*hocas chega4 a ser até : He3es 4aiores *o 5la*tio direto do Bue e4 siste4as
de cultiHo co*He*cio*al. 1Arios trabalhos dese*HolHidos de4o*stra4 Bue a5ro@i4ada4e*te
>/O da 5o5ula+<o de 4i*hocas s<o 4eca*ica4e*te afetadas 5ela ara+<o.
$4boraY os efeitos da ara+<o de u4 4odo geral seEa4 *egatiHosY algu*s trabalhos
de4o*stra4 *<o haHer altera+,es ou 5elo co*trArioY algu*s gru5os da fau*a de solo seria4
esti4ulados 5or tal 4a*eEoY ocorre*do u4 esti4ulo ao redor de !>O *o *Q4ero de ara*has e
Acaros N&stig4ataP e4 solos sub4etidos I laHra+<o e4 laHouras co4erciais. Os 4aiores ataBues
de ta4a*duA6da6soEa tD4 sido Herificados e4 regi,es o*de é feita a se4eadura direta da soEa.
$*treta*toY siste4as de 5re5aro de soloY co4 arado ou gradeY redu3e4 co*sideraHel4e*te o
*Q4ero de larHas de cole85terosY 5ela destrui+<o da cM4ara de hiber*a+<o das larHas.

3.3.6.2. Sistema de plantio direto e uso de coberturas
& 5artir da década de 7/Y i*iciou a e@5a*s<o do siste4a de 5la*tio diretoY Hisa*do
resolHer 5roble4as co4o a eros<oY 5erdas de soloY *utrie*tesY 4atéria orgM*ica e*tre outros. &
i*trodu+<o de siste4a de 5la*tio diretoY o*de o solo é 5ouco reHolHido e o a5orte de res7duos
ocorre *a su5erf7cieY causa u4 au4e*to de 4atéria orgM*icaY be4 co4oY co*du3 a u4a
recu5era+<o da estabilidade estrutural e u4a 4elhor Bualidade do solo. & adi+<o de coberturas
ao solo 5ode au4e*tar co*sideraHel4e*te a i*filtra+<o de AguaY redu3ir a eHa5otra*s5ira+<o e a
5erda de 4atéria orgM*ica do soloY alé4 de esti4ular a ocorrD*cia e a atiHidade das co4u*idades
edAficas.
O 5la*tio direto faHorece a sobreHiHD*cia de es5écies sa5r8fitas e algu4as ri38fagas Bue
*ecessita4 de 5alha 5ara a oHi5osi+<o e dese*HolHi4e*to i*icialY co4o algu4as larHas de
cole85teros.
_ i45orta*te Bue se co*sidereY *o caso do uso de coberturas 4ortasY a Bualidade do
4aterial a ser utili3ado. DeHe6se Herificar a res5ostaY e4 ter4os de de*sidadeY I a5lica+<o de
res7duos de difere*tes orige*s. $*Bua*to 4i*hocas e tér4itas res5o*de4 5ositiHa4e*te a
BualBuer ti5o de coberturaY as for4igas tD4 suas de*sidades au4e*tadas a5e*as co4 certos ti5os
de res7duos N=uadros (Y . e 1/P.

=uadro (- $feito da cobertura 4orta sobre o *Q4ero e atiHidade de 4i*hocas *o solo NMc %alla
g &r4ZY 1.91P citado 5or N1idorY 1.(;P.
ResteHa NtWhaP NX 4i*hocasWha %o5r8litos NtWhaP 0alerias
NX W 4
!
Prof. Nc4P
/ !9./// !Y9 11Y1 :/ ) ;>
! !/9./// :7Y; ((Y( !> ) :/
95
; ::(./// >!Y( 1..Y. !/ ) !>
9 >!9./// (:Y/ !77Y> 1> ) !/
=uadro .- NQ4ero de galerias reali3adas 5elas 4i*hocas e4 solos cultiHados 5elos siste4as de
5re5aro co*He*cio*al e direto N$hlersY 1.7> P citado 5or N1idorY 1.(;P.
Profu*didade Nc4P
NQ4ero de galerias
Pre5aro %o*He*cio*al Pla*tio Direto
! !7 117
!/ 7. 1;1
:/ 1(7 :/>
;/ :;( :9>

=uadro 1/- &rtr85odes 5rese*tes e4 a4ostras de solo de :// c4
:
coletadas e4 esBue4a de
sucess<o soEaWtrigo e soEaWadubo Herde NaHP *u4 #atossolo Ro@o Distr8fico N0ui4ar<es Pei@oto
et al.Y 1..7P.
Pre5aro do "olo &ra+<o Pla*tio Direto
"ucess<o "oEaWtrigo "oEaWaHeia "oEaWtrigo "oEaWaHeia
NX de artr85odes /7 !: :: 1.!

%o4 rela+<o ao uso de coberturas HiHasY é co4u4 e*co*trar u4a 4aior de*sidade e
diHersidade de Acaros 5redadores e4 5o4aresY o*de as erHas da*i*has *<o fora4 retiradas. &
4aior 5orce*tage4 de 5redadores 5ode ser u4 i*stru4e*to eficie*te 5ara o co*trole de 5ragasY
sugeri*do Bue os efeitos de u4a co4u*idade de i*Hertebrados do solo 4ais diHersa e abu*da*te
ultra5assa4 os li4ites do solo.
& ocorrD*cia do Ucor8V é u4 dos 5roble4as co*statados e4 laHouras sob 5la*tio direto
NPDP *o cerrado. &s larHas 5erte*ce4 I fa47lia Melolo*thidae e ali4e*ta46se de 5la*tas e de
res7duos orgM*icos.
No cerradoY e@iste gra*de *Q4ero de es5écies. U4a delas caracteri3a6se 5or caHar
galerias Herticais co4 ! c4 de diM4etro e até 9/ c4 de 5rofu*didade. $sse cor8 5erte*ce ao
gD*ero ?othZ*us e ocorre e4 laHouras sob 5la*tio direto e e4 5astage*sY o*de hA 5alha *a
su5erf7cie do solo. & larHa abre galerias 5rofu*dasY o*de ar4a3e*a 5alha 5ara sua ali4e*ta+<o.
N<o é co*siderada 5ragaY 5oisY a larHa *<o ataca 5la*tas *e4 co*so4e se4e*tes. _ u4 i*seto
deseEAHel *as laHouras 5or causa da abertura de galeriasY da i*cor5ora+<o e da 4i*erali3a+<o de
5alha e do tra*s5orte de *utrie*tes *o 5erfil do solo. Outra es5écie de cor8 caracteri3a6se 5or *<o
abrir galeriasY as larHas 4oHi4e*ta46se e4 busca de se4e*tes e de ra73esY co*ce*tra*do6se *a
li*ha de se4eadura das 5la*tas cultiHadas. &li4e*ta46se de se4e*tes e da 5arte subterrM*ea das
5la*tas.
96
Nas laHouras sob 5re5aro co*He*cio*al de soloY 5redo4i*a4 as 5ragasY cuEos adultos te4
boa habilidade de HTo N5ulg,esY 5erceHeEosY lagarta6da6soEa e lagarta6do6trigoP. I*festa4 a
laHoura dura*te a fase HegetatiHa e re5rodutiHa. No PDY 5or causa da ausD*cia de 5re5aro de solo
e da 5rese*+a de 5alha *a su5erf7cieY dese*HolHe46se 5o5ula+,es ereside*tesf e de ciclo
biol8gico lo*go. Nas laHouras sob PDY os i*i4igos *aturais de 5ragasY e*co*tra4 a4bie*te
faHorAHel 5ara sobreHiHD*cia e re5rodu+<o e o co*trole biol8gico *atural assu4e i45ortM*cia
4aiorY 5ode6se di3er Bue *as laHouras sob PD e abu*dM*cia de 5alha *a su5erf7cie do soloY
haHerA 4aior diHersidade de es5écies co4 te*dD*cia de eBuil7brio e*tre as 5o5ula+,es.
No PDY destaca46se as es5écies u*iHolti*as Nciclo biol8gico de u4 a*oP co4o o cor86da6
5astage4Y a larHa6ara4e e o gorgulho6do6soloY alé4 do ta4a*duA6da6soEaY 5iolho6de6cobraY
les4asY grilos e outras 4e*os freBde*tes.

3.3.6.3 Aplicação de pesticidas e fertilizantes
Os efeitos dos 5esticidas sobre a fau*a de solo Haria4 *<o s8 e4 fu*+<o dos co45ostos
utili3adosY co4o ta4bé4 co4 o 4étodo de a5lica+<o. Os fu*gicidas e4 geralY 5or sere4
a5licados e4 doses 4aiores Bue i*seticidas e herbicidasY tD4 efeitos 4uito 4ais drAsticos *a
fau*a do solo. &lé4 dissoY é i45orta*te ta4bé4 co*siderar os efeitos i*diretos da a5lica+<o. &
redu+<o da 5o5ula+<o de fu*gos leHa ta4bé4 a u4a redu+<o das 5o5ula+,es dos orga*is4os
fu*g7Horos e de seus 5ote*ciais 5redadores.
Os herbicidas e4 geral tD4 u4 efeito i*ibidor *as 5o5ula+,es da fau*a de soloY o BueY *o
e*ta*to é 4e*os 5ro*u*ciado Bue o de fu*gicidas e i*seticidas. & redu+<o *as de*sidades é
resultado 4ais da si45lifica+<o do habitatY 5ela retirada da cobertura HiHa 5ro5orcio*ada 5elas
erHas da*i*has do Bue 5ro5ria4e*te resultado da i*to@ica+<o da fau*a.
Os i*seticidas a5rese*ta4 efeitos *egatiHos ta*to sobre a 4acrofau*a Bua*to 4esofau*a.
$4 algu*s casos 5ode haHer u4a substitui+<o de gru5os de Acaros e oscila+,es das 5o5ula+,es
de colD4bolos. &ssi4Y 5ode6se ad4itir trDs 5ossibilidades de atua+<o dos agroBu74icos *o
se*tido de alterar o eBuil7brio biol8gico de u4 siste4a- aP 4orte dos orga*is4os se*s7Heis e o
uso de seu 4aterial orgM*ico co4o fo*te de *utrie*tes 5elos sobreHiHe*tesb bP uso direto de
agroBu74icos 5or orga*is4os ca5a3es de 4etaboli3A6losb e cP dese*HolHi4e*to de 5o5ula+,es
Bue de5e*de4 dos 5rodutos de deco45osi+<o do agroBu74ico.
& a5lica+<o de fertili3a*tes i*orgM*icos 5ode ter u4 efeito 5ositiHo 5ara a fau*a de soloY
EA Bue ao 5ro4oHer u4a 4aior bio4assa Hegetal 5ro4oHe ta4bé4 u4 retor*o da 4atéria
orgM*ica ao solo. & 4ag*itude desse efeito de5e*de direta4e*te da de4a*da de *utrie*tes das
5la*tas cultiHadas e da dis5o*ibilidade de *utrie*tes *o solo. =ua*to 4aior for o au4e*to *a
97
bio4assa HegetalY 4aior ta4bé4 serA a res5osta da fau*aY e4bora essa rela+<o *<o te*ha Bue ser
*ecessaria4e*te li*ear. &lgu*s fertili3a*tesY *o e*ta*toY 5ode4 ser t8@icos a algu*s
co45o*e*tes da fau*a de solo. _ o caso das 4i*hocas Bue e4 geral sofre4 i*to@ica+<o 5or
a4T*ia.
& adi+<o de adubos orgM*icosY *o e*ta*toY 5ode ter u4 efeito be*éfico sobre a fau*a de
soloY 5ois alé4 de sig*ificare4 u4a i*cor5ora+<o de *utrie*tes ao soloY re5rese*ta4 ta4bé4
u4a fo*te ali4e*tar adicio*al.
%ertos a*i4ais s<o se*s7Heis a solos Acidos e I Hegeta+<o 5obre e4 cAlcio N%aP e
*itrogD*io NN!PY algu*s co4o 4i*hocasY ce*to5éias e outros 5ossue4 glM*dulas calc7feras ou de
Morre*sY 5ode*do e*riBuecer seu ali4e*to co4 cAlcio.

3.3.6.4. Efeito do fogo
& Buei4a de Areas 5ara fi*s de 5la*tio ou colheita te4 efeitos *egatiHos drAsticos sobre
as 5o5ula+,es de a*i4ais do solo. &lé4 da eli4i*a+<o direta de 5ratica4e*te todos os a*i4ais
Bue HiHe4 *a su5erf7cie do soloY a eli4i*a+<o da serra5ilheira eli4i*a a fo*te de ali4e*to e
desestrutura o habitat. "e4 ali4e*to e se4 habitatY a recolo*i3a+<oY Bua*do ocorreY é le*ta e
restrita a 5oucos gru5os. & 5erturba+<oY e@ercida *o a4bie*teY resulta *o desa5areci4e*to ou
redu+<o de HArios gru5osY 5ri*ci5al4e*te *os 5er7odos i*iciais a58s a Buei4a.
Os orga*is4os do solo s<o se*s7Heis Is 4uda*+as de esta+<oY u4idadeY *utrie*tesY fatores
bi8ticos e te45eratura. %o4 as Buei4adasY a i*fluD*cia da te45eratura do solo 5ode ser diretaY
5elo au4e*to do calor *o 4o4e*to da Buei4aY ou i*direta 5elas flutua+,es tér4icas e4 fu*+<o
da destrui+<o da Hegeta+<o.
&s Buei4adas causa4 u4 seca4e*to su5erficial do solo di4i*ui*do a u4idadeY
tra*sfor4a o carbo*o orgM*ico e4 %O!Y di4i*ui*do o ali4e*to 5ara os orga*is4os.
O efeito do fogo é 4aior e4 florestas do Bue e4 5astage*s e as altera+,es a4bie*tais
5osteriores I Buei4aY Hia de regra a5rese*ta4 4aiores efeitos Bue o calor do fogo sobre a
redu+<o de 5o5ula+,es. & tra*si+<o 5ara co*di+,es @er8fitasY a escasse3 de ali4e*tos e o
au4e*to de flutua+<o da te45eraturaY s<o 4e*cio*ados e4 HArios trabalhosY co4o 5ri*ci5ais
altera+,es do 4eio. $*treta*to u4a Buei4ada de 5eBue*a i*te*sidade e4 florestas dei@a ilhas de
Hegeta+<o e tro*cos 4al Buei4ados Bue co*stitue4 abrigos 5ara os i*Hertebrados dura*te ou
a58s a Buei4a N=uadro 11P.

=uadro 11- De*sidade e4 *Q4ero de i*diH7duos 5or 4
!
e 5orce*tage4 do total de trDs gru5os
fu*cio*ais de 4acroartr85odos e4 5la*tios de ca*a6de6a+Qcar co4 e se4 Buei4a 5or ocasi<o da
colheita N4odificado a 5artir de Pi*heiro et al.Y1..9P.
98
&rtr85odos
Pla*tio se4 Buei4a Pla*tio co4 Buei4a
De*sidade O do total De*sidade O do total
'it8fagos 9.;11 >: !.>:; (:
Macroartr85odos edAficos :.>>; !. :/7 1/
I*setos sociais !.17; 1( !// 7
Total 1!.1:. 6 :./11 6

=uadro 1!- De*sidades e4 *Q4ero de i*diH7duos 5or 4
!
NlW6 erro 5adr<oP e4 u4a ca4ada de
solo de /6:/ c4 afetada 5elo uso de cobertura 4orta N4odificado a 5artir de Tia* et al.Y1..:P.
Res7duos Mi*hocas Tér4itas 'or4igas
Di5l85odos
Hegetais
"e4 cobertura 7. v 17 a :9/ v !;: a >>> v 1!! a ( v > a
&cioa N5odaP 1// v 1! a 1/(! v !>> c >99 v 1>> a 1! v ( a
0liricidia N5odaP 11: v :> ab >!( v !/: b 7(9 v !17 b 1! v ; a
#euce*a N5odaP 1;; v ;9 b 9!. v 1.1 b 9.! v .: ab ( v > a
Milho NsabugoP 1/7 v 11 ab .// v :/; c >;/ v ./ a ( v > a
&rro3 N5alhaP 11! v 1( ab 9(. v 1(; b >(! v 11/ a ( v > a

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U*iHersitZ of %alifor*ia.

3.4 Microrganismos do solo

%elso &ita
"a*dro José 0iaco4i*i
3.4.1 Ìntrodução
O solo é co*siderado u4 dos 4ais i45orta*tes reserHat8rios de biodiHersidade do 5la*eta
terraY deHido a e*or4e diHersidade de orga*is4os HiHos Bue habita4 esse a4bie*te. Os
orga*is4os do solo s<o classificados e4 4icrorga*is4os e 4acrorga*is4os Nfau*a do soloP.
99
$sses dois gru5os de orga*is4osY 5ri*ci5al4e*te os 4icrorga*is4osY s<o res5o*sAHeis 5ela
reali3a+<o de 5rocessos chaHes 5ara a 4a*ute*+<o da Hida *o 5la*etaY se*do a atiHidade dos
orga*is4os basta*te i*flue*ciada 5elas 5rAticas agr7colas. Nesta u*idade ser<o a5rese*tados os
difere*tes orga*is4os Bue habita4 o solo e as atiHidades Bue eles reali3a4 e 5rAticas de 4a*eEo
do solo Bue i*flue*cia4 sua atiHidade.
3.4.2 Organismos do solo: microrganismos e fauna do solo
Os orga*is4os do solo s<o diHersos e *u4erosos. $4 fu*+<o do seu ta4a*ho eles 5ode4
ser diHididos e4 4icrorga*is4os e 4acrorga*is4os. O gru5o dos 4icrorga*is4os é for4ado 5or
bactériasY fu*gosY algas e 5roto3oArios. $sse gru5o ta4bé4 é de*o4i*ado de 4icroflora!>. JA o
gru5o dos 4acrorga*is4os i*cluiY 5or e@e45loY *e4at8idesY 4i*hocas e cu5i*s. $4bora os
5roto3oArios seEa4 co*siderados 4icrorga*is4os Eu*ta4e*te co4 os 4acrorga*is4os eles
co45,e4 a fau*a do solo.
3.4.2.1 Microrganismos
?actérias
&s bactérias s<o co*sideradas os orga*is4os 4ais a*tigos da Terra. &tual4e*te elas
est<o classificadas e4 dois gra*des gru5os- ?actéria e &rchaea. O gru5o ?actéria e*globa a
4aioria das bactérias 5rese*tes *o solo e o gru5o &rchaea é co45osto 5ri*ci5al4e*te 5or
bactérias e@tre48filas e 4eta*ogD*icas. %o4 e@ce+<o das 4eta*ogD*icasY Bue est<o 5rese*tes
e4 solos cultiHados co4 arro3 irrigado 5or i*u*da+<oY os e@tre48filos *<o s<o habita*tes
co4u*s de solos agr7colas. &s bactérias e@tre48filas s<o ca5a3es de crescer sob co*di+,es
e@tre4as de te45eraturas e 52. $ssas co*di+,es s<o e*co*tradas 5ri*ci5al4e*te e4 fo*tes
ter4ais e e4 Areas de 4i*era+<o.
& 4orfologia das células bacteria*as é basta*te HariAHel N'igura ?.1P. $*tre os diHersos
ti5os 4orfol8gicos obserHadosY os 4ais freBde*tes s<o os cocos Ncélula esférica ou oHaladaPY os
bacilos Ncélula cil7*dricaP e os es5irilos Ncélula e4 for4a de es5iralP. $4bora todas as bactérias
seEa4 u*icelularesY algu4as es5écies 5er4a*ece4 agru5as a58s a diHis<o celular Ndi5lococosY
sarci*a e tétradasP Bue e4 algu*s casos for4a4 lo*gas cadeias de células.
No solo e@iste4 ta4bé4 bactérias fila4e*tosasY de*o4i*adas de acti*o4icetos. $ssas
bactérias for4a4 fila4e*tos ra4ificados Bue dar<o orige4 ao 4icélio. $4bora de di4e*s,es
bacteria*aY o 4icélio é e4 HArios as5ectosY 5arecido ao 4icélio for4ado 5or fu*gos
fila4e*tosos.

!>
"aiba 4ais-O ter4o 4icroflora é origi*ado da 5ri4eira classifica+<o dos 4icrorga*is4os
reali3ada 5or #i**aeus Bua*do esses era4 agru5ados Eu*to co4 as 5la*tas NfloraP *o Rei*o
1egetal NPla*taeP. %o*sidera*do a classifica+<o atual dos 4icrorga*is4os o ter4o 4icroflora
*<o é adeBuado 5ara re5rese*tar os 4icrorga*is4os.
100
&s bactérias s<o os 4e*ores orga*is4os e*co*trados *o soloY se*do Bue a u*idade de
4edida usada 5ara e@5ressar o ta4a*ho das células bacteria*as é o 4icrT4etro N1 u4 m
/Y//144P. &s bactérias a5rese*ta4 ta4a*hos HariAHeisY desde células 4uito 5eBue*asY co4
diM4etro de /Y16/Y! u4Y até outras co4 4ais de >/ u4 de diM4etro. &s di4e*s,es 4édias de
u4a bactéria e4 for4a de baciloY co4oY 5or e@e45loY a bactéria $schericia coliY corres5o*de4 a
cerca de 1@: u4.


'igura ?.1 . 'or4as celulares N4orfologiaP re5rese*tatiHas de 5rocariotos e arra*Eos das células
bacteria*as a58s sua diHis<o.

& 4aioria das bactérias 5rese*tes *o solo é aer8biaY ou seEaY *ecessita4 do O! 5ara seu
cresci4e*to. No solo e@iste4 ta4bé4 as bactérias Bue co*segue4 HiHer *a 5rese*+a eWou *a
ausD*cia de O! N5.e@. Pesudo4o*as aerogi*osaP. &lé4 dessas e@iste4 aBuelas Bue cresce4
so4e*te *a ausD*cia de O!Y co4o as bactérias do gD*ero %lostridiu4. U4 outro e@e45lo de
bactérias Bue *<o tolera4 o O! s<o as 4eta*ogD*icas do gru5o &rchaea. $ssas bactérias s<o as
5ri*ci5ais res5o*sAHeis 5elo 4eta*o NgAs *aturalP 5rese*te *a Terra. &s 4eta*ogD*icas ta4bé4
s<o res5o*sAHeis 5ela 5rodu+<o de 4eta*o *as laHouras de arro3 irrigado 5or i*u*da+<o. Poré4Y
*esse casoY o 4eta*o é e4itido 5ara a at4osfera co*tribui*do 5ara o efeito estufa. Na u*idade >Y
serA a5rese*tada u4a classifica+<o das bactérias e4 fu*+<o das suas e@igD*cias e4 o@igD*ioY
te45eraturaY Agua e 52.
&s cia*obactérias s<o classificadas co4o bactérias Ngru5o ?actériaP fotossi*teti3a*tesY
seu 4etabolis4o gera o@igD*io 4olecular NO!P da 4es4a 4a*eira Bue *as 5la*tas. &lgu*s
estudos de4o*strara4 Bue as cia*obactérias dese45e*hara4 5a5el i45orta*te *a eHolu+<o da
101
HidaY 5ois fora4 os 5ri4eiros orga*is4os fototr8ficos o@igD*icos a surgir *a TerraY esse eHe*to
foi i45orta*t7ssi4o 5ara o surgi4e*to da UHida aer8bicaV *a Terra.
&s cia*obactérias a5rese*ta4 e*or4e diHersidade 4orfol8gica. "<o co*hecidas ta*to
for4as u*icelulares Bua*to fila4e*tosasY co4 Haria+,es co*siderAHeis e*tre esses ti5os
4orfol8gicos. &lgu4as es5écies de cia*obactérias fila4e*tosas 5ode4 a5rese*tar heterocistosY
os Buais atua4 *a fi@a+<o de *itrogD*io. &s células de cia*obactérias Haria4 Bua*to ao ta4a*hoY
desde o t75ico ta4a*ho bacteria*o NdiM4etro de /Y>61 u4P até células gra*desY co4 diM4etro de
;/ u4 NOscillatoria 5ri*ce5sP.
&lé4 da diHersidade 4orfol8gicaY a diHersidade bioBu74ica e fisiol8gica é u4a
caracter7stica 4arca*te das bactérias. DeHido a essa caracter7sticaY esses orga*is4os s<o ca5a3es
de colo*i3ar a4bie*tes i*abitados 5elos eucariotos. & diHersidade bioBu74ica e fisiol8gica
5er4ite Bue as bactérias utili3e4 HArias fo*tes de e*ergia e utili3e4 diHersos ti5os de substrato
Nali4e*toP e tolere4 a4bie*tes co4 co*di+,es e@tre4as.

'u*gos
Os fu*gos s<o 4icrorga*is4os eucariotos Bue a5rese*ta4 habitats relatiHa4e*te
diHersosY se*do Bue a 4aioria HiHe *o solo ou sobre 4aterial Hegetal 4orto. Todos os fu*gos s<o
orga*is4os heterotr8ficos e a5rese*ta4 e@igD*cias *utricio*ais si45les. 1Arias es5écies 5ode4
crescer e4 a4bie*tes de 52 bai@o ou co4 altas te45eraturas Naté 9!j%P. $ssas caracter7sticas
associadas a sua ca5acidade de 5rodu3ir es5orosY tor*a6os orga*is4os co*ta4i*a*tesY
co4u4e*te isolados de 5rodutos ali4e*t7cios e da 4aioria das su5erf7cies.
=ua*to a for4a s<o reco*hecidos trDs 5ri*ci5ais gru5os de fu*gos- os bolores ta4bé4
co*hecidos co4o fu*gos fila4e*tosos N&s5ergillusY 'usariu4Y Pe*icciliu4PY os cogu4elos e as
leHeduras. $sse Qlti4o gru5o s<o fu*gos u*icelulares co4 células esféricasY oHais ou cil7*dricas.
&s leHeduras cresce4 abu*da*te4e*te e4 habitats o*de hA a 5rese*+a de a+QcaresY co4o frutasY
flores e cascas de ArHores. &s 5ri*ci5ais leHeduras de i45ortM*cia eco*T4ica corres5o*de4 ao
gD*ero "accharo4ZcesY utili3adas *a 5a*ifica+<o e *a 5rodu+<o de bebidas alco8licas.
Os fu*gos fila4e*tosos e*co*tra46se a45la4e*te disse4i*ados *a *ature3a. %ada
fila4e*to cresce 5ri*ci5al4e*te *a e@tre4idadeY 5ela e@te*s<o da célula ter4i*al. U4 Q*ico
fila4e*to recebe a de*o4i*a+<o de hifa. &s hifas geral4e*te cresce4 e4 co*Eu*toY ao lo*go de
u4a su5erf7cieY for4a*do tufos co45actosY se*do este co*Eu*to de*o4i*ado 4icélioY Bue 5ode
ser facil4e*te Hisuali3ado se4 o au@7lio de u4 4icrosc85io. O 4icélio surge 5orBue as hifas
i*diHiduaisY ao crescere4Y for4a4 ra4ifica+,es Bue se e*trela+a4Y resulta*do e4 u4a 4assa
co45acta.
%ogu4elos corres5o*de4 a basidio4icetos fila4e*tososY Bue for4a4 gra*des cor5os de
frutifica+<o N5.e@. %oriolusY Maras4iusP. Dura*te a 4aior 5arte de sua e@istD*ciaY o cogu4elo
102
HiHe co4o u4 si45les 4icélioY cresce*do *o soloY e4 restos de folhasY ou tro*cos e4
deco45osi+<o. No e*ta*toY Bua*do as co*di+,es a4bie*tais tor*a46se faHorAHeisY geral4e*te
a58s 5er7odos de cli4a Q4ido e frioY os cor5os de frutifica+<o se dese*HolHe4Y i*icial4e*te
co4o u4a estrutura 5eBue*aY e4 for4a de bot<oY abai@o da su5erf7cieY Bue de5ois se e@5a*deY
for4a*do o cor5o de frutifica+<o total4e*te dese*HolHidoY Bue obserHa4os aci4a do solo.
$s5oros se@uaisY de*o4i*ados basidi8s5oros s<o for4ados *a face i*ferior do cor5o de
frutifica+<oY e4 regi,es achatadasY de*o4i*adas la4elasY Bue se e*co*tra4 ligadas ao 57leo do
cogu4elo. Os basidi8s5oros dos cogu4elos s<o dis5ersos 5elo He*to.
DiHersas es5écies de fu*gos dos gru5os dos fila4e*tosos e dos cogu4elos 5ode4 for4ar
si4bioses 4utualisticas co4 5la*tasY de*o4i*adas 4icorri3as. $ssa associa+<o serA tratada co4
4ais detalhes Bua*do abordare4os o ciclo biogeoBu74ico do f8sforo.

&lgas
&s algas co45,e4 u4 gra*de e diHerso gru5o de orga*is4os eucari8ticos Bue co*tD4
clorofila e reali3a4 a fotoss7*tese Nlibera4 O!P. &s algas *<o deHe4 ser co*fu*didas co4 as
cia*obactériasY Bue ta4bé4 s<o fototr8ficasY 5erte*ce*tes ao gru5o ?acteria eY desse 4odoY
basta*te disti*tas eHolutiHa4e*te das algas. $4bora a 4aioria das algas a5rese*te ta4a*ho
4icrosc85icoY corres5o*de*do clara4e*te a 4icrorga*is4osY algu4as for4as s<o
4acrosc85icasY co4 algu4as algas 4ari*has 5ode*do ati*gir 4ais de :/4 de co45ri4e*to.
&s algas 5ode4 ser u*icelulares ou colo*iaisY se*do as Qlti4as corres5o*de*tes a
agregados celulares. =ua*do as células assu4e4 u4 arra*Eo li*earY a alga é de*o4i*ada
fila4e*tosa. De*tre as for4as fila4e*tosasY ocorre4 fila4e*tos *<o ra4ificados e ra4ificados.
&s algas co*tD4 clorofila eY co*seBde*te4e*teY e@ibe4 colora+<o Herde. No e*ta*toY algu*s
ti5os de algas co4u*s *<o s<o HerdesY e@ibi*do colora+<o 4arro4 ou Her4elha deHido I
5rese*+a de outros 5ig4e*tos tais co4o @a*tofilasY alé4 da clorofilaY os Buais 4ascara4 a
colora+<o Herde. &s células de algas co*tD4 u4 ou 4ais cloro5lastos 6 estruturas 4e4bra*osas
Bue ar4a3e*a4 os 5ig4e*tos fotossi*téticos. Os cloro5lastos 5ode4 freBde*te4e*te ser
reco*hecidos 4icrosco5ica4e*te *o i*terior das células de algas 5or sua colora+<o Herde
disti*ta.

3.4.3 Densidade, biomassa e funções dos microrganismos do solo
3.4.3.1 Densidade e biomassa
Na 'igura ?.> 5ode4os Herificar Bue os orga*is4os do solo s<o *u4erosos. =ua*to
4e*or o ta4a*ho dos orga*is4os 4aior é a sua de*sidade *o solo. ?actérias destaca46se 5ela
4aior de*sidade e Eu*ta4e*te co4 os fu*gos a5rese*ta4 ta4bé4 4aior bio4assa. $4bora os
103
co45o*e*tes da fau*a do solo a5rese*te46se e4 4e*or *Q4ero e bio4assa do Bue os
4icrorga*is4osY as atiHidades reali3adas 5or esses orga*is4os s<o de gra*de i45ortM*ciaY 5ois
afeta4 a estrutura do solo e a di*M4ica da 4atéria orgM*ica e a ciclage4 de *utrie*tes. _
i45orta*te ressaltar Bue os dados a5rese*tados *a 'igura ?.> s<o a5e*as de refere*cia e Bue os
4es4os s<o de5e*de*tes das co*di+,es edafocli4Aticas!9 5redo4i*a*tes *o a4bie*te.

0ru5o de orga*is4o

Ta4a*ho
Nu4P
NQ4ero
N*X g
61
de soloP
?io4assa Q4ida NSg
ha
61
P
?actéria /Y> @ 1 1/
(
) 1/
.
:// ) :.///
&cti*o4icetos /Y> ) !w 1/
7
) 1/
(
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'u*gos (w 1/
>
) 1/
9
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&lgas > @ 1: 1/
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9
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Proto3oArios 1> @ >/ 1/
:
) 1/
>
> ) !//
%olD4bolos /Y> a ;Y/ 19.///ww
Mi*hocas 1//./// o1/ a p!/// 1/ ) 1.///
w diM4etro da hifab ww *Q4ero 5or 4etro Buadrado.
'igura ?.> . 0ru5o de orga*is4os do solo co4 Halores re5rese*tatiHos de ta4a*hoY *Q4ero e bio4assa.

&tual4e*te 4ais de ;.7// es5écies de bactérias fora4 ide*tificadas *o solo. &lgu4as
esti4atiHas i*dica4 Bue esse *Q4ero 5ode chegar a >:.///. No caso de fu*gos s<o co*hecidas
a5ro@i4ada4e*te 7>./// es5éciesY re5rese*ta*do a5e*as >O do *Q4ero de es5écies de fu*gos
Bue se esti4a Bue esteEa4 habita*do o solo. &lgu*s gD*eros de bactérias e fu*gos e*co*trados
*o solo s<o a5rese*tados *a 'igura ?.9. O gD*ero ?acillus é u4a das bactérias 4ais co4u4e*te
e*co*trada *os solosY a Bual 5ode re5rese*tar até 97O das bactérias do solo. PossiHel4e*te isso
esteEa relacio*ado a sua ca5acidade de 5rodu3ir e*d8s5oro e4 co*di+,es adHersas de u4idade e
te45eratura.

?actéria &cti*o4icetos 'u*gos
&rthrobacterY ?acillusY Pseudo4o*asY &grobacteriu4Y
&lcalige*eY 'laHobacteriu4Y %orZ*ebacteriu4Y
Ca*to4o*as
MZcobacteriu4Y ?radZrhi3obiu4w
"tre5to4ZcesY
&cti*o4ZcesY
Nocardia
&s5ergillusY
'usariu4Y
Pe*icciliu4Y
Rhi3o5us
w 5rese*te e4 solos o*de foi reali3ado o cultiHo da soEa co4 o uso de i*ocula+<o
'igura ?.9 . Pri*ci5ais gD*eros de 4icrorga*is4os e*co*trados *o solo.

3.4.3.2 Principais funções dos microrganismos e da fauna do solo
No solo as bactérias reali3a4 diHersos 5rocessos esse*ciais *o ciclo da Hida co4o-

deco45osi+<o de res7duos orgM*icos de orige4 Hegetal e a*i4al.

!9
0lossArio- %o*di+,es edafocli4Aticas s<o as co*di+,es de solo e cli4a co4oY 5or e@e45loY
te45eratura e u4idade e 52 do solo.
104

tra*sfor4a+,es biogeoBu74icas e ciclage4 de ele4e*tos co4o *itrogD*io NNPY f8sforo
NPP e e*@ofre N"P.

s7*tese de substM*cias hQ4icas.

fi@a+<o de N
!
at4osférico.

agrega+<o do solo.

degrada+<o de @e*obi8ticos
!7


5rodu+<o de a*tibi8ticos N5.e@. "tre5to4ZcesP.


& 5ri*ci5al atiHidade da 4aioria dos fu*gos corres5o*de I deco45osi+<o de 4ateriais
Hegetais ricos e4 celulose e lig*i*a. Os fu*gos atraHés de suas hifas ta4bé4 au@ilia4 *a
agrega+<o do solo u*i*do 5art7culas 4i*erais e 4icroagregados e4 4acroragregados. &lé4
dissoY 5ode4 agir co4o age*tes de co*trole biol8gico e for4ar si4biose 4utual7stica co4
5la*tas N4icorri3asP e algas ou cia*obactérias NliBue*sP.
$4bora os 4icrorga*is4os seEa4 res5o*sAHeis 5or 4ais de ./O da atiHidade Bue ocorre
*o soloY a fau*a a5rese*ta i45orta*te fu*+<o *esse a4bie*te. & 4icrofau*a e4 fu*+<o de seu
ta4a*ho redu3ido a5rese*ta 5ouco efeito sobre altera+,es diretas *a estrutura do solo. TodaHia
eles afeta4 a dis5o*ibilidade de *utrie*tes *o solo atraHés de i*tera+,es co4 4icrorga*is4os.
Proto3oArios e algu*s *e4at8ides s<o 5redadores de bactéria e fu*gos eY de5e*de*do da
i*te*sidade de 5reda+<oY eles 5ode4 di4i*uir sig*ificatiHa4e*te o *Q4ero de 4icrorga*is4osY
i*flue*cia*do a ta@a de re*oHa+<o da bio4assa 4icrobia*a. %o4 issoY s<o afetadas a ta@a de
4i*erali3a+<o da 4atéria orgM*ica do solo e a dis5o*ibilidade de *utrie*tes.
& 4esofau*a do solo a5rese*ta u4a gra*de diHersidade de estratégias de ali4e*ta+<o e
de fu*+,es e4 5rocessos do solo. Os colD4bolos atua4 *a regula+<o das 5o5ula+,es de fu*gos e
da 4icrofau*a alé4 de atuar *a frag4e*ta+<o de res7duos orgM*icosY co4o 5or e@e45loY a
5alhada das culturas a58s a colheita. Outros co45o*e*tes atiHos da 4esofau*aY co4 destaBue
5ara os e*Buitre7deosY alé4 de 5artici5are4 atiHa4e*te da frag4e*ta+<o de res7duos orgM*icos
ta4bé4 co*tribue4 5ara a agrega+<o do soloY atraHés de e@cre+,es fecais.
=ua*to I 4acrofau*a 5artici5a *o fracio*a4e*to dos res7duos orgM*icos e *a sua
redistribui+<o ao logo do 5erfil do soloY au4e*tado a su5erf7cie de co*tato eY 5orta*to a
dis5o*ibilidade de substrato orgM*ico I atiHidade 4icrobia*a. %ertos gru5osY co4 destaBue 5ara
ter4itas e 4i*hocasY 5ode4 4odificar substa*cial4e*te a estrutura do solo 5ela for4a+<o de

!7
0lossArio m Ce*obi8ticos s<o co45ostos Bu74icos si*téticos Bue *<o ocorre4 *atural4e*te *a
Terra. $sses co45ostos s<o gerados 5ela atiHidade hu4a*a e est<o 5rese*tes e4 diHersos
4ateriais co4o deterge*tesY lubrifica*tesY 5lAsticos e agrot8@icos.
105
4acro5oros biol8gicos e agregados. Isto 5ode i*flue*ciar a i*filtra+<o de Agua e a li@iHia+<o de
solutos *o solo eY 5orta*toY a ca5acidade do solo fu*cio*ar co4o u4 ta45<o a4bie*tal.
&s 4i*hocas est<o e*tre os 5ri*ci5ais co45o*e*tes da fau*a do soloY atua*do *a
5orosidade biol8gica e *a estabilidade dos agregados. $@iste4 cada He3 4ais eHidD*cias
sugeri*do BueY alé4 do efeito 5ositiHo das 4i*hocas *a estrutura do soloY atraHés da abertura de
galeriasY elas ta4bé4 5ode4 afetar sig*ificatiHa4e*te a fertilidade do solo 5ela sua i*fluD*cia
e4 atributos biol8gicos e Bu74icos.
& 5artir do e@5osto obserHa6se Bue os orga*is4os do solo a5rese*ta4 gra*de i*fluD*cia
sobre a ciclage4 de *utrie*tes e a estrutura+<o do solo. Na 'igura ?.7 é a5rese*tada u4 resu4o
das atiHidades dos orga*is4os do solo Bue i*flue*cia4 a ciclage4 de *utrie*tes e a estrutura do
solo.


0ru5o de
orga*is4os
%iclage4 de *utrie*tes $strutura do solo
Microrga*is4os
%atabolisa a 4atéria orgM*ica
Mi*erali3a e i4obili3a *utrie*tes
Produ3 co45ostos orgM*icos Bue
u*e4 agregados
2ifas aglo4era4 5art7culas e4
agregados
Microfau*a
Regula 5o5ula+,es de bactérias e
fu*gos
&ltera a ciclage4 de *utrie*tes
Pode afetar a estrutura de agregados
5or 4eio da i*tera+<o co4 a
4icroflora
Mesofau*a
Regula 5o5ula+,es de fu*gos e da
4icrofau*a
&ltera a ciclage4 de *utrie*tes
'rag4e*ta res7duos de 5la*tas
Produ3 co5r8litos
%ria bio5oros
Pro4oHe a hu4ifica+<o
Macrofau*a
'rag4e*ta res7duos de 5la*tas
$sti4ula a atiHidade 4icrobia*a
Mistura 5art7culas orgM*icas e
4i*erais
Redistribui a MO e 4icrorga*is4os
%ria bio5oros
Pro4oHe a hu4ifica+<o
Produ3 co5r8litos
'igura ?.7. I*fluD*cia da biota e4 5rocessos do ecossiste4a solo.

3.4.4 Micorrizas
Micorri3as s<o associa+,es 4utual7sticas e*tre fu*gos e ra73es. $studos e4 ra73es
fossili3adas eHide*cia4 Bue as 4icorri3as surgira4 hA cerca de ;// 4ilh,es de a*osY 5er7odo
Bue coi*cide co4 o a5areci4e*to das 5la*tas terrestres. Nessa associa+<o a 5la*ta 5rodu3
carbo*o 5ara o fu*go e esse absorHe Agua e *utrie*tes e4 es5ecial o f8sforo 5ara as 5la*tas. "e4
106
dQHida essa i*tera+<o foi i45orta*te 5ara o au4e*to da diHersidade das es5écies e a colo*i3a+<o
do hAbitat terrestreY tor*a*do as 4icorri3as u4 fe*T4e*o ge*erali3ado *a *ature3a.
$stas associa+,es est<o 5rese*tes e4 Buase .>O das 5la*tas. &ssi4 5ode6se di3er Bue Uas
5la*tas *<o 4icorri3adas s<o u4a e@ce+<o *a *ature3aV. Isto sig*ifica Bue culturas co4o o
4ilhoY trigoY soEaY feiE<oY a3eHé4Y treHoY e outras 4aisY tD4 fu*gos be*éficos associados e4 suas
ra73es e4 *7Hel de laHoura.

3.4.4.1 Ìmportância das micorrizas para o ciclo do P
%o4o Hi4os a*terior4e*teY a5e*as u4a 5eBue*a Bua*tidade de P *o solo estA dis5o*7Hel
5ara as 5la*tas. Isso e4 fu*+<o da gra*de reatiHidade desse ele4e*to co4 os col8ides do solo.
&liado a isso o P é 5ouco 48Hel *o solo. %o4 essas co*di+,esY a absor+<o do P 5elas ra73es gera
*o solo 5r8@i4o as ra73es u4a regi<o 5obre e4 P. &s 4icrorri3as ao dese*HolHere46se das
ra73es 5ara o solo fa3e4 co4 Bue as hifas au4e*te4 o Holu4e total de solo e@5lorado e
5er4ite4 a absor+<o de P fora dessa 3o*a de esgota4e*to de *utrie*tes N'igura 2.:P. & gra*de
ca5acidade de absor+<o das hifas e as 4odifica+,es fisiol8gicas adHi*das da 4icorri3a+<o
5ossibilita4 Bue as ra73es 4icorri3adas absorHa4 *utrie*tes e4 co*ce*tra+,es 4ais bai@as Bue
as *<o 4icorri3adasY resulta*do e4 gra*de redu+<o *o reBueri4e*to e@ter*o de *utrie*tes 5ela
5la*ta. &s hifas 5ode4 absorHer e tra*sferir PY colocado até ( c4 da su5erf7cie da rai3Y 5ara a
5la*ta. &ssi4 5ercebe6se Bue as 4icorri3as a5rese*ta4 gra*de i45ortM*cia 5ara o ciclo do P *o
siste4a solo65la*ta.

107

'igura 2.: I*fluD*cia das 4icorri3as *a dis5o*ibilidade de P 5ara as 5la*tas.

3.4.4.2 Tipos de micorrizas
&tual4e*te co*sidera6se Bue e@iste4 sete ti5os de 4icrorri3as. $*tre essesY destaca46se
5ela i45ortM*cia e 5elo Holu4e de i*for4a+,es as $cto4icorri3as e as $*do4icorri3as
NMicorri3as arbusculares ) M&sP.
$ssas 4icorri3as difere4 e*tre si 5ela 5osi+<o do fu*go *a rai3 e de sua estrutura de
associa+<o co4 a 5la*ta. & seguir s<o a5rese*tadas *a 'igura 2.; as 5ri*ci5ais difere*+as e*tre
esses dois ti5os de 4icorri3as.

%aracter7stica $cto4icorri3a M1&
Pri*ci5ais hos5edeiros KrHores de cli4a te45eradoY
MZrtaceaeY Di5terocar5aceae
./O das fa47lias de 5la*tas
Hasculares
Pri*ci5ais fu*gos ?asidio4icetos e algu*s
&sco4icetos Ncogu4elosP
Gigo4icetos da orde4
0lo4ales N1;/ es5éciesP
Distribui+<o geogrAfica OcorrD*cia ge*erali3ada *as regi,es
te45eradasY 5oucos fu*gos de
ocorrD*cia *atural *os tr85icos.
%os4o5olitaY co4 4aior
i*cidD*cia *os tr85icos e e4
agrossiste4as
$s5ecificidade Prese*te e4 algu*s gru5os "e4 eHidD*cia
Dre*o de carbo*o Muito eleHadoY até :>O do % ?ai@oY e4 tor*o de 1/O do %
108
assi4ilado 5elo hos5edeiro. assi4ilado
Morfologia da rai3 &ce*tuada 4odifica+<o Hisual "e4 4odifica+<o a5are*te
&*ato4ia celular Prese*+a de 4a*toY rede de 2arti*g
e 5e*etra+<o a5e*as i*tracelular
'or4a+<o de arbQsculos
Ni*tracelularPY es5oros
caracter7sticosY hifas e@tra6
radiculares
I*terface 5la*ta6solo Ma*to ri3o4orfo e 4icélio Rai3 e 4icélio
I*terface fu*go65la*ta $@tracelular Hia rede de 2arti*g I*tracelular Hia arbQsculos
Pri*ci5al efeito
*utricio*al
&bsor+<o de N e P do soloY restos
Hegetais Ne*3i4asPY
&bsor+<o de PY %u e G* do
solo
Rela+<o co4 5at8ge*os &+<o de bioco*trole Nbarreira f7sica
e a*tibi8ticosP
&4e*i3a o ataBue de
5at8ge*os N*utricio*alP
TolerM*cia a i45acto
a4bie*tal
Muito altab 5rotege a 5la*ta de
estresses diHersos
Média a bai@ab a4e*i3a os
efeitos de fatores fitot8@icos
'igura 2.; Pri*ci5ais difere*+as e*tre as ecto4icorri3as e e*do4icorri3as.

3.4.4.2.1 Ectomicorrizas
& associa+<o ecto4icorr73ica é basta*te co4u4 e4 essD*cias florestais tais co4o 5la*tas
5erte*ce*tes Is fa47lias Pi*aceaeY ?etulaceaeY 'agaceaeY Di5terocar5aceae e MZrtaceae. Os
fu*gos Bue se associa4 a estas 5la*tas 5erte*ce4 5ri*ci5al4e*te Is subdiHis,es
?asidio4Zcoti*a e &sco4Zcoti*a. Os fu*gos ecto4icorr73icos5ode4 ser e57geosY Bua*do
frutifica4 aci4a da su5erf7cie do soloY ou hi58geosY Bua*do o cor5o de frutifica+<o é 5rodu3ido
abai@o da su5erf7cie N'igura 2.>P. &s ecto4icorri3as a5rese*ta4 es5ecificidade fu*go6
hos5edeiroY 5ri*ci5al4e*te e4 *7Hel de gD*ero e e4 algu*s casos de es5écie.


'igura 2.> &ssocia+<o ecto4icorr73ica e4 eucali5toY co4 a 5rese*+a de fu*gos e57geos e
hi58geos.

Nas ecto4icorri3as t75icasY o siste4a radicular N5ri*ci5al4e*te rad7culasP é e*HolHido 5or
u4a ca4ada relatiHa4e*te es5essa de 5seudo5arD*Bui4a fQ*gicoY de*o4i*ado 4a*to. &s
5or+,es 4ais i*ter*as do 4a*to se ra4ifica4 e*tre as células da e5ider4e e do c8rte@Y for4a*do
109
u4a rede 4icelial de*o4i*ada rede de 2arti*g. Nor4al4e*te a ca4ada e*dodér4ica *<o é
i*Hadida 5elo fu*go.

3.4.4.2.2 Endomicorrizas
&s e*do4icorri3asY 4ais rece*te4e*te de*o4i*adas de 4icorri3as arbusculares NMasP
s<o caracteri3adas 5ela 5e*etra+<o do 4icélio fQ*gico i*tercelular e i*tracelular Nfor4a4
estruturas i*te*sa4e*te e*oHeladas de*tro da célula hos5edeiraPY e ausD*cia de 4a*to N'igura
2.:P. De*tro das e*do4icorri3as o ti5o arbuscular é o ti5o 4ais disse4i*ado e*tre as 5la*tas.
&lgu4as associa+,es 5ode4 for4ar Hes7culas. &o co*trArio das ecto4icorri3asY Bue 5ode4 ser
detectadas 5elas altera+,es Hisuais das ra73es colo*i3adas e 5ela 5rese*+a dos cor5os de
frutifica+<o 4acrosc85icos dos fu*gos si4bi8ticosY as Mas *<o s<o detectadas a olho *uY se*do
os fu*gos Bue a for4a4Y 4icrosc85icos.
Os fu*gos Bue for4a4 e*do4icorri3as 5erte*ce4 a "ubdiHis<o GZgo4Zcoti*a e Orde4
$*dogo*ales. &lgu*s e@e45los de gD*eros i45orta*tes- 0lo4usY "clerocZstisY &caulos5oraY
$*tro5hos5oraY 0igas5oraY "cutellos5ora e $*dogo*e. &s M&s s<o si4biotr8ficos obrigat8riosY
5ois co45leta4 seu ciclo de Hida a5e*as se estiHere4 associados a u4a 5la*ta hos5edeiraY a Bual
lhes for*ece carboidratos e outros fatores *ecessArios ao seu dese*HolHi4e*to e es5orula+<o.

3.4.4.3 Benefícios das micorrizas
Os fu*gos 4icorr73icos faHorece4 o cresci4e*to das 5la*tas 5or fu*cio*are4 co4o
siste4as radiculares secu*dAriosY au4e*ta*do a su5erf7cie de absor+<o e o Holu4e de solo
e@5lorado 5ela 5la*ta.
& 4icorri3a+<o re5rese*ta u4 i45orta*te 4eca*is4o de 4a@i4i3a+<o do uso dos
fertili3a*tes fosfatados a5licados aos solos deficie*tes e co4 eleHada ca5acidade de fi@a+<o de
fosfatosY co4o aBueles 5redo4i*a*tes *os tr85icosY 5ode*do co*tribuir 5ara a redu+<o da
*ecessidade de P das culturas. & a5lica+<o de 5eBue*as Bua*tidades de P é be*éficaY e4 solos
co4 eleHado grau de deficiD*ciaY e o uso freBde*te de doses 4aci+as faHorece o cresci4e*to da
5la*taY 4as 5ode redu3ir a colo*i3a+<o 4icorr73ica e os be*ef7cios das 4icorri3as *atiHas ou
i*trodu3idasY to4a*do as culturas 4ais e@ige*tes e4 P e 5ossiHel4e*te outros *utrie*tesY e
4e*os tolera*tes Is deficiD*cias h7dricas e aos ataBues de 5at8ge*osY o Bue 5arece estar
relacio*ado co4 o decl7*io da 5rodutiHidade de solos 4a*eEados i*te*siHa4e*te.
1Arios estudos rece*tes 4ostra4 Bue 5la*tas 4icorri3adas utili3a4 P de for4as 4i*erais
de bai@a solubilidadeY co4o fosfatos de 'eY &I e %a e o P retido *o solo. U4 estudo co4 1(
es5écies de legu4i*osa e seis gra47*eas tro5icais 4ostrou Bue 5la*tas 4icorri3adas fora4Y e4
110
4édiaY duas a Buatro He3es 4ais eficie*tes e4 utili3ar o P Bue as *<o64icorri3adasY
res5ectiHa4e*te.
Isto causa u4 au4e*to *a absor+<o de *utrie*tesY u4 au4e*to *a *odula+<o e ca5acidade
de fi@a+<o de *itrogD*io at4osférico 5or legu4i*osas NtalHe3 5ela 4aior Bua*tidade de
*utrie*tes absorHidos 5ela 5la*taPY altera+,es *as rela+,es 5la*ta65at8ge*osY altera+,es be*éficas
*a rela+<o Agua6solo65la*taY o*de 5ode haHer au@7lio *a absor+<o de AguaY au4e*to *a 5rodu+<o
de fitohor4T*ios e 4odifica+,es de orde4 a*atT4ica e fisiol8gica *o hos5edeiro N5la*taP.
Os fu*gos 4icorr73icos ocorre4 e4 todos os ti5os de solos agr7colasY e i*fecta4 as
5la*tas *atural4e*te. &ssi4 5ode4os di3er Bue U4icorri3as s<o a regra e *<o a e@ce+<oV.
Difere*tes gD*eros e es5écies de fu*gos 5ode4 ser e*co*trados de5e*de*do das sucess,es de
culturas Bue adota4os e das co*di+,es Bu74icas dos solos. &s 4icorri3as arbusculares *<o s<o
cultiHAHeis e4 laborat8rioY até o 4o4e*toY resulta*do e4 dificuldades de sua e@5lora+<o 4ais
efetiHa 5elo ho4e4 e4 *7Hel de laHouraY co45ara*do6se ao ri38bioY Bue 5ode ser adBuirido
co4o i*ocula*te e4 coo5eratiHas ou i*dQstrias de i*ocula*tes. &tual4e*teY a utili3a+<o 5rAtica
deste gru5o de 4icr8bios li4ita6se a a5licA6los 5ara a 4elhor ada5tabilidade das 5la*tas a
co*di+,es adHersasY co4o é o caso do restabeleci4e*to de cobertura Hegetal e4 locais erodidos e
degradadosY e *o estabeleci4e*to das associa+,es 4icorr73icas dura*te a for4a+<o de 4udas e4
HiHeiros.

3.4.4.4 Efeito dos sistemas de manejo sobre as micorrizas
Os difere*tes siste4as de 4a*eEo do solo 5ode4 afetar os fu*gos 4icrorri3icos *o solo e
sua associa+<o co4 as 5la*tas. $studos reali3ados a ca45o i*dica4 Bue ra73es das 5ri*ci5ais
culturas N4ilhoY feiE<oY trigoP a4ostradas e4 5la*tio direto a5rese*ta4 4aior 5erce*tage4 de
colo*i3a+<o Bua*do co45arada co4 ra73es de 4ilho coletadas *o 5la*tio co*He*cio*al Nara+<o l
gradage4P. $sse resultado deHe6se ao efeito be*éfico do *<o reHolHi4e*to do solo sobre a
5o5ula+<o dos fu*gos 4icorri3icos *o solo. O distQrbio do soloY causado 5or 5rAticas de 4a*eEo
4ecM*ico Nco4o o siste4a co*He*cio*alPY 5ode redu3ir a colo*i3a+<o de ra73es. Os 5ri*ci5ais
4eca*is4os sugeridos s<o a redu+<o da freBdD*cia de co*tacto e*tre fo*tes 5ote*ciais de i*8culo
NBue s<o es5oros e ra73es Helhas i*fectadasP e ra73es *oHas eY ta4bé4Y a destrui+<o da rede de
hifas *o soloY Bue redu3 o 5ote*cial de i*8culo. Ta4bé4 a tra*sloca+<o dos assi4ilados 5ara a
5la*taY de*tro da hifa é i*terro45ido.
& 4a*ute*+<o do solo e4 5ousio ta4bé4 5arece ser u4a 5rAtica Bue *<o be*eficia os
fu*gos 4icorri3icos. "olos dei@ados e4 5ousio *<o for*ece4 u4a gra*de Bua*tidade de 5la*tas
hos5edeiras Bue 5er4ite4 a 4a*ute*+<o de altos *7Heis de i*8culo *o solo e u4a 4aior
111
diHersidade de es5écies. Isso 5ode ocasio*ar u4a redu+<o de i*fec+<o e4 cultiHos subseBde*tes
5or es5écies efetiHas e co4o co*seBdD*ciaY redu+<o *a absor+<o de *utrie*tes e re*di4e*tos das
culturas e4 sucess<o.

3.4.5 Bibliografia
MOR$IR&Y '.b "I=U$IR&Y J. O. Microbiologia e ?ioBu74ica do "olo . !x edi+<oY $ditora
U'#&Y !//9. 9!: 5.
M&DI0&NY M.T.Y M&RTINcOY J.M.Y P&Rc$RY J. ?rocS - Microbiologia de ?rocS . "<o
Paulo- Pre*tice62allY !//;. 9/(5.
P&U#Y $.&.b %#&RcY '.$. "oil 4icrobiologZ a*d bioche4istrZ . !. ed. %alif8r*ia- &cade4ic
PressY 1..9. :;/5.
"i#1I&Y D.M.b 'U2RM&NNY J.J.b 2&RT$#Y P.0. g GU?$R$RY D.&. Pri*ci5les a*d
a55licatio*s of soil 4icrobiologZ. Ne] JerseZ- Pre*tice 2allY 1..(. >>/ 5.

3.5 Ciclo biogeoquímico do carbono

%elso &ita
"a*dro José 0iaco4i*i
3.5.1 Ìntrodução
O ciclo do carbo*o N%P é de fu*da4e*tal i45ortM*cia ta*to 5ara a agricultura Bua*to 5ara
a Bualidade do a4bie*te. Isso 5orBue dele de5e*de4 a di*M4ica da 4atéria orgM*ica do solo
NMO"PY a Bual co*trola a ca5acidade 5rodutiHa do 4es4oY e a e4iss<o de %O! 5ara a at4osferaY
o BualY 5or ser u4 gAs de efeito estufaY co*tribui ao aBueci4e*to global.
De 5articular i45ortM*cia *o ciclo do %Y estA o bala*+o e*tre a fi@a+<o autotr8fica do
%O! Nfotoss7*teseP e a res5ira+<o. $*Bua*to a fi@a+<o de %O!Y reali3ada 5ri*ci5al4e*te 5elos
HegetaisY tra*sfere %O! da at4osfera 5ara o soloY a res5ira+<o fa3 co4 Bue o %O! retor*e
*oHa4e*te I at4osfera. Porta*toY o *7Hel de %O! at4osférico de5e*de da i*te*sidade desses
dois 5rocessosY os Buais tra*sfere4 % e4 dire+,es o5ostas.
0ra*de 5arte da atiHidade res5irat8ria da terra ocorre *o soloY se*do Bue a res5ira+<o *o
solo re5rese*ta a deco45osi+<o de res7duos orgM*icosY a res5ira+<o das ra73es e a le*ta
deco45osi+<o da MO".
$4 u4 ecossiste4a agr7colaY os res7duos das culturas co*stitue4 o 5ri*ci5al substrato
Nfo*te de carbo*o e e*ergiaP 5ara todos os orga*is4os NbiotaP do solo co*tribui*do ao au4e*to
da atiHidade res5irat8ria eY e4 co*seBdD*ciaY a libera+<o de %O! I at4osfera do referido
ecossiste4a. $4bora todos os orga*is4os do solo 5artici5e4 desse 5rocesso biol8gico da
112
deco45osi+<o dos res7duos orgM*icosY ele co*stitui6se *a 5ri*ci5al fu*+<o da Hasta 5o5ula+<o de
4icrorga*is4os do solo. Porta*toY da atiHidade res5irat8ria dos 4icrorga*is4os do soloY
de5e*de o ciclo do carbo*oY o Bual é ilustrado *a 'igura '.1.
%o*for4e ilustrado *a 'igura '.1Y os res7duos orgM*icos de orige4 Hegetal N5alhada e
ra73es das culturasP e a*i4al NdeEetos de a*i4aisP co*stitue4 a 5ri*ci5al fo*te de e*ergia do
ecossiste4aY a Bual estA estocada *os co45ostos carbo*ados desses 4ateriais. Os
4icrorga*is4os heterotr8ficos do solo *ecessita4 dessa e*ergia co*tida *esses co45ostos
orgM*icos si*teti3ados 5ela 5la*ta dura*te a fotoss7*tese 5ara sobreHiHer e crescer.
Nessa u*idadeY ser<o discutidos os 5ri*ci5ais as5ectos e*HolHidos *o ciclo do carbo*oY
desde a *ature3a dos 4ateriais orgM*icos adicio*ados ao soloY a 5artici5a+<o dos 4icrorga*is4os
*o 5rocesso de deco45osi+<o desses 4ateriais orgM*icos e as co*seBdD*cias desse 5rocesso
sobre a for4a+<o e o acQ4ulo de MO".



'igura '.1 . %iclo do %arbo*o.

3.5.2 Objetivos
&traHés dessa u*idade 5rete*de6se Bue o alu*o 5ossa co45ree*der as 5ri*ci5ais
biotra*sfor4a+,es e*HolHidas *o ciclo biogeoBu74ico do carbo*o e esteEa habilitado a res5o*der
Buestio*a4e*tos do ti5o- Por Bue os 4icrorga*is4os deco45,e4 os 4ateriais orgM*icos
adicio*ados ao solo e a 5r85ria 4atéria orgM*ica EA e@iste*te do soloa =uais os 5rodutos
resulta*tes da deco45osi+<o 4icrobia*a e4 fu*+<o das co*di+,es a4bie*tais e do ti5o de
co45ostos orgM*icosa =uais as co*seBdD*cias destes 5rodutos da deco45osi+<o *o
113
dese*HolHi4e*to das 5la*tas e4 sucess<oa Para Bue ocorra cresci4e*to 4icrobia*o eY 5orta*to a
deco45osi+<o dos 4ateriais orgM*icosY basta a 5rese*+a de carbo*o dis5o*7Hela O Bue sig*ifica
4i*erali3a+<o do carbo*o e daBueles *utrie*tes Bue est<o ligados ao carbo*oa

3.5.3 Natureza dos materiais orgânicos adicionados ao solo
&*tes de i*iciar4os o estudo sobre os 5rocessos reali3ados 5elos 4icrorga*is4os *o
ciclo do carbo*oY Ha4os Her Buais s<o as 5ri*ci5ais fo*tes de % 5ara o soloY be4 co4o suas
caracter7sticas. Nos siste4as agr7colasY essas fo*tes s<o os res7duos de orige4 Hegetal eY e4
4e*or escalaY os estercos de a*i4al e os bios8lidos Nlodo de esta+<o de trata4e*to de esgotosP.
3.5.3.1 Resíduos de origem vegetal
$4 ecossiste4as agr7colasY os res7duos suEeitos I deco45osi+<o *o solo s<o geral4e*te
deriHados de 5la*tasY ta*to daBuelas desti*adas I 5rodu+<o de gr<os co4o daBuelas utili3adas
5ara cobertura de solo 5ara 5rotegD6lo da a+<o erosiHa da chuHa. Tais res7duos co*siste4
5ri*ci5al4e*te de folhasY talos e ra73esY 5ode*do ati*gir diHersas to*eladas 5or hectare. &lé4
desses res7duos de colheitaY dura*te o dese*HolHi4e*to das 5la*tasY as ra73es e@creta4 e@udatos
e 4aterial de células e4 dege*era+<oY o Bue co*stitui u4 substrato rico e4 % e outros *utrie*tes
aos 4icrorga*is4os do solo.
Por outro ladoY e4 ecossiste4as *aturais os res7duos sub4etidos I deco45osi+<o s<o
deriHados 5ri*ci5al4e*te de ca45os *atiHos e de florestas. Nos ca45os *atiHosY u4a fra+<o dos
res7duos da 5arte aérea acu4ula6se a cada a*o *a su5erf7cie do soloY alé4 de 5arte do siste4a
radicular *os 5er7odos de dor4D*ciaY a Bual é i*du3ida 5elas Haria+,es cli4Aticas *as difere*tes
esta+,es do a*o. =ua*do os ca45os *atiHos s<o utili3ados 5ara a cria+<o e@te*siHa de a*i4aisY
5arte do % e dos *utrie*tes da Hegeta+<o retor*a ao solo co4 os deEetosY os Buais ser<o
deco45ostos 5elos 4icrorga*is4os. Nas florestasY 5or sua He3Y as folhas Bue to4ba4 *o solo e
outras 5artes das 5la*tas H<o acu4ula*do e4 ca4adas *a su5erf7cie co*stitui*do a serra5ilheiraY
a Bual Hai se*do le*ta4e*te deco45osta.

3.5.3.2 Resíduos de origem animal
Desde os 5ri48rdios da agriculturaY o uso dos estercos de a*i4ais é u4a 5rAtica co4u4Y
*<o a5e*as co4o u4a for4a de utili3ar o solo 5ara o descarte deste 4aterial orgM*icoY 4asY
5ri*ci5al4e*teY 5ara reciclar *utrie*tes. %o4 uso 4ais rece*teY a5arece4 os bios8lidosY Bue s<o
os lodos gerados a58s o trata4e*to de esgoto cloacal e4 esta+,es de trata4e*to de esgoto. Nos
Qlti4os a*osY 5ercebe6se u4 au4e*to *o i*teresse *o uso agr7cola do esterco e do bios8lido. $4
114
algu4as regi,esY es5ecial4e*te do sul do ?rasilY esses dois 4ateriais orgM*icos co*stitue4
substratos i45orta*tes aos 4icrorga*is4os do soloY 5artici5a*do atiHa4e*te do ciclo do %. Pelo
fato de a5rese*tare4 co45ostos orgM*icos si4ilares aos e*co*trados e4 5la*tasY a
deco45osi+<o do bios8lido e dos estercos *o solo segue a 4es4a ci*ética obserHada dura*te a
deco45osi+<o de res7duos Hegetais.
I*de5e*de*te do ti5o de 4aterial orgM*icoY Bua*do *os referi4os a sua deco45osi+<o
5ela biota do soloY é i45orta*te le4brar a lei de #aHoisierY 5ara a BualY U*a *ature3a *ada se
5erdeY tudo se tra*sfor4aV. Ou seEaY o carbo*o co*tido *os 4ateriais orgM*icos serA deco45osto
e tra*sfor4ado e4 bio4assa de orga*is4osY 5ri*ci5al4e*te 4icrorga*is4osY e4 hQ4us eY
5ri*ci5al4e*teY e4 %O! o Bual Bue retor*a I at4osfera.

3.5.4 Composição (qualidade) dos materiais orgânicos
Os HArios co45ostos orgM*icos si*teti3ados 5elos Hegetais dura*te a fotoss7*tese s<o de
*ature3a Bu74ica disti*ta e a5rese*ta4 difere*tes Helocidades NfacilidadesP de deco45osi+<o.
&4idoY 5rote7*as e celulose 5or e@e45loY s<o 4oléculas 5ara as Buais a gra*de 4aioria dos
4icrorga*is4os 5ossui e*3i4as Bue 5er4ite4 a sua degrada+<o e utili3a+<o co4o fo*te de
carbo*o e e*ergia. JA a lig*i*aY Bue é u4 5ol74ero co45le@oY e outros co45ostos fe*8licos s<o
4ais dif7ceis de sere4 atacados e 5er4a*ecer<o *o solo 5or 4ais te45o até sere4
co45leta4e*te 4i*erali3ados. Poucos 4icrorga*is4os s<o ca5a3es de si*teti3ar as e*3i4as
*ecessArias I degrada+<o da lig*i*a.
& co45osi+<o bioBu74ica de res7duos Hegetais afeta a sua deco45osi+<o *o solo 5orBue
esse 5rocesso 4icrobia*o *<o ocorre *o res7duo co4o se ele tiHesse u4a co*stitui+<o Q*ica. &o
i*Hés dissoY os diHersos gru5os de co45ostos orgM*icos 5rese*tes *os res7duos s<o seletiHa4e*te
atacados 5or u4a fra+<o dos 4icrorga*is4os do soloY cada u4 deles 5rodu3i*do u4 co*Eu*to
5articular de e*3i4as degradatiHas atua*tes sobre 5ol74eros i*solQHeis.
&lé4 da co45osi+<o bioBu74caY outro fator ligado ao res7duo Hegetal e Bue te4 forte
i*fluD*cia *a sua Helocidade de deco45osi+<o 5elos 4icrorga*is4os do solo é a rela+<o
e@iste*te *o res7duo e*tre carbo*o e de4ais *utrie*tesY co4 destaBue 5ara a rela+<o %WN. _
i45orta*te rele4brar Bue as células s<o feitas de %Y2YOYNY"YP etc..Y o Bue eHide*cia BueY e4
siste4as agr7colasY todos os *utrie*tes *ecessArios I s7*tese celular deHe4 ser for*ecidos aos
4icroga*is4osY seEa atraHés dos res7duos culturaisY seEa tarHés do solo. %aso essa de4a*da e4
*utrie*tes dos 4icroga*is4os *<o seEa 5le*a4e*te ate*didaY a deco45osi+<o dos res7duos
culturais 5oderA ser redu3idaY se*do Bue a 4ag*itude dessa redu+<o de5e*derA das li4ita+,es
*utricio*ais i45ostas aos 4icrorga*is4os 5elo a4bie*te.
115

3.5.5 Ìmportância dos microrganismos do solo no ciclo do carbono
& atiHidade bAsica dos 4icrorga*is4osY be4 co4o das de4ais for4as de HidaY é
sobreHiHer atraHés da re5rodu+<oY ou seEaY do cresci4e*to 4icrobia*o. Tais 4icrorga*is4os
utili3a4 co45o*e*tes dos 4ateriais orgM*icos 5ara obte*+<o de e*ergia e ta4bé4 co4o fo*te de
carbo*o e outros *utrie*tes 5ara a s7*tese de *oHas células. & e*ergia é for*ecida Is células
4icrobia*as atraHés da o@ida+<o Nretirada de elétro*sP dos co45ostos orgM*icos. O 5ri*ci5al
5roduto fi*al desse 5rocesso é o di8@ido de carbo*o N%O!PY o Bual é liberado *oHa4e*te 5ara a
at4osfera e co*stitui u4 ele4e*to esse*cial ao ciclo do % eY 5orta*toY da 4a*ute*+<o da Hida *o
5la*eta.
Pode6se afir4arY 5orta*toY Bue os orga*is4os deco45ositores 5rese*tes *o soloY co4
destaBue 5ara os 4icrorga*is4osY co*stitue4 o elo esse*cial de liga+<o *o ciclo da HidaY
co*for4e ilustrado *a 'igura '.!. Do cresci4e*to 4icrobia*o de5e*de a ca5acidade 5rodutiHa
do solo NestoBue de 4atéria orgM*ica e *utrie*tesPY a Bual irA deter4i*ar a 5rodu+<o de ali4e*tos
*a agriculturaY atraHés da fotoss7*tese Hegetal.
"e4 cresci4e*to de 4icrorga*is4os *<o haHeria deco45osi+<o dos res7duos orgM*icosY
os Buais acu4ularia4 *a su5erf7cie do solo e os ele4e*tos ligados ao carbo*oY co4o NY P e "
5er4a*eceria *a for4a de co45ostos orgM*icos eY 5orta*to i*dis5o*7Heis aos Hegetais. Por outro
ladoY o cresci4e*to e@cessiHo de 4icrorga*is4os 5oderia leHar I rA5ida o@ida+<o Ndestrui+<oP da
4atéria orgM*ica do solo e as co*seBdD*cias seria4 deHastadoras. O cultiHo de 5la*tas se faria
e4 substratos 4i*erais de areiaY argila e silte. &s eros,es e8licas e h7dricas seria4 i*eHitAHeis.

H
2
O + CO
2
PLANTAS
ALÌMENTOS
OXÌGÊNÌO
COMBUSTÍVEÌS
SOLO = ELO DE LÌGAÇÃO ESSENCÌAL NO CÌCLO DA VÌDA
SOLO
(DECOMPOSÌTORES)

'igura '.! . Microrga*is4os deco45ositores- o elo esse*cial de liga+<o *o ciclo da Hida.

3.5.6 Dinâmica da decomposição de materiais orgânicos
O 5rocesso de deco45osi+<o de u4 substrato dura*te o 4etabolis4o 4icrobia*o co*siste
*a Buebra Bu74ica de u4 co45osto orgM*ico e4 co45ostos 4ais si45les. %o4o e@e45lo 5ode6
116
se citar a degrada+<o da glicose 5elas bactérias do Acido lAtico as Buais co*Herte4 u4a 4olécula
de glicose co4 seis Ato4os de carbo*o e4 duas 4oléculas de 5iruHatoY cada u4a co4 trDs
Ato4os de carbo*o. Nesse casoY o co45osto orgM*ico glicose foi a5e*as tra*sfor4ado e4 outro
co45osto orgM*ico 4ais si45les. & 4i*erali3a+<oY 5or sua He3Y corres5o*de I co*Hers<o de u4
ele4e*to *a for4a orgM*ica 5ara u4a for4a i*orgM*icaY co4o resultado do 4etabolis4o
4icrobia*o. _ o Bue aco*teceY 5or e@e45loY dura*te a o@ida+<o da glicose N% orgM*icoP e4 %O!
N% i*orgM*icoP dura*te a res5ira+<o dos 4icrorga*is4os *o solo. 1ale destacar Bue a
4i*erali3a+<o de u4 ele4e*to é 5arte i*tegra*te do 5rocesso geral de deco45osi+<o de u4
co45osto orgM*ico.
Os 4icrorga*is4os deco45ositores caracteri3a46se 5or a5rese*tar u4 te45o de Hida
curto. &s células 4icrobia*as Bue 4orre4 s<o deco45ostas 5or 5o5ula+,es 4icrobia*as
sucessoras as Buais e*co*tra4 *as células 4ortas u4 substrato 4ais facil4e*te deco45o*7Hel do
Bue os 5r85rios co45ostos orgM*icos 5rese*tes i*icial4e*te *os res7duos culturais. Por outro
ladoY algu*s 5olissacar7deos si*teti3ados dura*te o cresci4e*to de deter4i*ados 4icrorga*is4os
s<o de dif7cil deco45osi+<oY e este fato ilustra a 5ossibilidade de ocorrer a for4a+<o de
4oléculas 4ais co45le@as Bue o 5r85rio substrato dura*te o cresci4e*to 4icrobia*o.
O 5rocesso de deco45osi+<o dos 4ateriais orgM*icos *o solo geral4e*te e*HolHe u4
a45lo es5ectro de 4icrorga*is4os co45le4e*taresY os Buais difere4 Bua*to ao ti5o de e*3i4as
5rodu3idas 5ara degradar a a45la ga4a de co45ostos orgM*icos 5rese*tes. &traHés da atua+<o
co*Eu*ta da 5o5ula+<o 4icrobia*aY o carbo*o 5rese*te *os HArios co45ostos orgM*icos é
5rogressiHa4e*te tra*sfor4ado até a sua for4a 4ais o@idada Bue é o di8@ido de carbo*o.
Paralela4e*teY ocorre a 4i*erali3a+<o daBueles ele4e*tos ligados ao carbo*oY co4 destaBue
5ara o NY P e ". &lé4 do %O! a deco45osi+<o resulta ta4bé4 *a i*cor5ora+<o de carbo*o e
*utrie*tes I bio4assa 4icrobia*a e o a5areci4e*to *o solo de u4 dos 5rodutos 4ais estAHeis e
co45le@os da tra*sfor4a+<o de 4ateriais orgM*icos Bue é a 4atéria orgM*ica do solo NMO"PY
ta4bé4 refere*ciada co4o hQ4us.
_ i45orta*te e*fati3ar Bue dura*te o 5rocesso de deco45osi+<o 4icrobia*a de u4
4aterial orgM*ico u4a fra+<o do carbo*o do substrato é usada 5ela co4u*idade de
4icrorga*is4osY 4as a 4aior 5arte é liberada *a for4a de %O! co4o resultado do 5rocesso
4etab8lico 5rodutor de e*ergiaY co*for4e 4e*cio*ado a*terior4e*te *a u*idade D
NMetabolis4oP.
$sse 5rocesso de deco45osi+<o de 4ateriais orgM*icos é ilustrado *a 'igura '.:.

117
.
'igura '.: - $sBue4a da deco45osi+<o de 5alhada 5or 4icrorga*is4os do solo.

Desde Bue o ho4e4 i*iciou o cultiHo do solo 5ara a 5rodu+<o de ali4e*tosY a 4atéria
orgM*ica te4 sido reco*hecida co4o u4 Halioso co*stitui*teY afeta*do 5ositiHa4e*te
5ro5riedades Bu74icasY f7sicas e biol8gicas do solo. & *ature3a dos 4ateriais orgM*icos e a
subseBde*te deco45osi+<o de seus co45o*e*tes resulta4 *a MO" Bue é usual4e*te relacio*ada
I Bualidade do solo.

3.5.7 Tipos de Decomposição
& deco45osi+<o dos res7duos Hegetais 5ode ocorrer e4 co*di+,es aer8bicas Ne@. 5alhada
58s colheita de culturas de seBueiroY co4o 4ilho e soEaP ou a*aer8bicas Ne@. 5alhada 58s colheita
de culturas sob i*u*da+<oY co4o o arro3PY co*for4e ilustrado *a 'igura '.;. Para a 4aioria dos
solos agr7colas a deco45osi+<o aer8bica é a Bue 5redo4i*a.
& deco45osi+<o aer8bica ocorre Bua*do *o a4bie*te houHer o@igD*ioY o Bual 5er4ite o
fu*cio*a4e*to da cadeia res5irat8ria e a o@ida+<o co45leta dos substratos até gAs carbT*ico.
Ocorre 4aior libera+<o de e*ergiaY o Bue 5ossibilita 4aior 5rodu+<o de bio4assa de
4icrorga*is4os.
& deco45osi+<o a*aer8bica ocorre Bua*do *o a4bie*te *<o houHer o@igD*io e resulta *a
o@ida+<o 5arcial do substrato. %o4o 5rodutos fi*ais do 4etabolis4o do carbo*o s<o gerados
%O!Y e4 4e*or Bua*tidade do Bue *a deco45osi+<o aer8bicaY Acidos orgM*icos e outros gases
co4o 4eta*o N%2;PY a4T*ia NN2:P e hidrogD*io N2!P.
POLÍMEROS
Celulose, amido,
proteínas,
lipídios,
lignina

CÉLULA
MÌCROBÌANA tem
uma estrutura
tridimensional
Exoenzima

A
B
C
D
E
N PN PN PN PN PN
O2
H2O
AT
P
elétro*
s
SO4
-2
CO2
CO2
NADH2
NA
D
PO4
-2
NH3

CATABOLÌSM
O
DESVÌO PARA
BÌOSÍNTESE
MONÔMERO
S
Glicos
e
Aminoácido
sAcetil-s-
Coa
Ácidos
graxos
PARTES DE
MOLÉCULAS
acúmulo de
fenóis

118

'igura '.; Rea+,es gerais dos 5rocessos 4icrobia*os de deco45osi+<o.

Ta*to e4 co*di+,es aer8bicas co4o a*aer8bicasY a eHolu+<o da deco45osi+<o dos
res7duos de 5la*tas ocorre atraHés da a+<o i*tegrada de difere*tes 4icrorga*is4os. "ubstratos
Hegetais si45lesY co4o os co45ostos solQHeis Nco*stitu7dos 5or a4i*oAcidos liHresY Acidos
orgM*icos e a+QcaresPY s<o 5ro*ta4e*te assi4ilAHeis 5ode*do ter u4a co4u*idade de
4icrorga*is4os se ali4e*ta*do e4 co45eti+<o co4 outras co4u*idades. "ubstratos 4ais
co45le@os e resiste*tesY tais co4o 5ol74eros de carboidratosY 5ode4 atrair i*icial4e*te
deter4i*ado gru5o de 4icrorga*is4os Bue Buebra4 o 5l74ero e4 co45ostos 4ais si45lesY os
Buais 5ode4 ser 4etaboli3ados *a seBdD*cia 5or outro gru5o de 4icrorga*is4os. $4
5ratica4e*te todos os casosY os co45ostos si45les N4o*T4erosP s<o utili3ados 5or diHersos
4icrorga*is4os Bue os o@ida4 5ara obter e*ergia e carbo*o 5ara a 5rodu+<o de *oHas células.
& 4edida Bue o tecido Hegetal Hai se*do biodegradadoY os co45o*e*tes 4ais resiste*tes
te*de4 a acu4ular *o solo e co45ostos aro4Aticos Nco*te*do a*el de be*3e*o *a sua estruturaP
reatiHos s<o geradosY algu*s 5or 4odifica+<o 4icrobia*a de co*stitui*tes da 5la*ta dura*te a
deco45osi+<o e outros a 5artir da s7*tese 5or 4icrorga*is4os. Os aro4Aticos reatiHosY tais co4o
co45ostos fe*8licosY 5assa4 5or rea+,es de co*de*sa+<o for4a*do *oHos 4ateriais 5oli4éricosY
4uitos dos Buais s<o 4ais resiste*tes I deco45osi+<o do Bue o tecido Hegetal origi*al. $sse
co*Eu*to de co45ostos carbo*ados co45le@os é alta4e*te resiste*te I deco45osi+<o e co*stitui
a 4atéria orgM*ica do solo. $sse 5rocessoY de*o4i*ado de hu4ifica+<o dos res7duos HegetaisY
ocorre co*co4ita*te4e*te a sua deco45osi+<o. $4 4édiaY da Bua*tidade total de % adicio*ada
ao solo co4 u4 res7duo HegetalY a5e*as 1W: desse % 5er4a*ece *o solo co4o 4atéria orgM*ica.
De 4a*eira geralY dos HArios carboidratos 5oli4éricos N5olissacar7deosP 5rodu3idos 5elos
HegetaisY a he4icelulose é degradada co4 relatiHa facilidade 5or diHersos 4icrorga*is4os do
solo. & celuloseY Bue é o 5olissacar7deo Hegetal 4ais abu*da*teY ta4bé4 é deco45osta 4ais
ra5ida4e*te do Bue o res7duo Hegetal co4o u4 todo. JA a lig*i*a é deco45osta de for4a 4uito
119
4ais le*ta do Bue os outros co*stitui*tesY se*do Bue essa estabilidade decorre de seu carAter
aro4Atico e 5oli4eri3ado. U4a das ra3,es 5ara essa dificuldade *a deco45osi+<o da lig*i*a é o
fato de Bue e*3i4as lig*ol7ticas s<o utili3adas 5ara a abertura dos a*éis aro4Aticos e 5ara isso é
e@igido o o@igD*io co4o co6substrato. Porta*toY e4 a4bie*tes a*aer8bicos a degrada+<o da
lig*i*a é li4itada e ela te*de a acu4ular6se *esses a4bie*tes.

3.5.8 Decomposição dos principais constituintes de resíduos vegetais

%o*for4e salie*tado a*terior4e*teY res7duos Hegetais s<o co45ostos 5or u4a gra*de
diHersidade de co45ostos Na4idoY 5rote7*as e celuloseY lig*i*a...P Bue s<o deco45ostos a ta@as
difere*tes. Por isso a i45ortM*cia e4 abordarY 4es4o Bue de for4a suci*taY os 5ri*ci5ais
as5ectos e*HolHidos *a deco45osi+<o dos 5ri*ci5ais co*stitui*tes Hegetais.
& co45osi+<o Bu74ica dos 4ateriais se*do deco45ostosY ou seEaY os ti5os de co45ostos
bioBu74icos Bue fa3e4 5arte do tecido Hegetal é o 5ri*ci5al fator deter4i*a*te da sua Helocidade
de deco45osi+<oY a Bual de5e*de do cresci4e*to dos 4icrorga*is4os e de suas e*3i4as. &lgu*s
co45ostos bioBu74icos s<o 4ais fAceis de sere4 atacadas 5or e*3i4as 4icrobia*as deHido I
*ature3a Bu74ica Bue u*e os carbo*os. Ta4bé4Y algu4as e*3i4as *ecessArias 5ara a
deco45osi+<oY est<o 5rese*tes e4 u4 4aior *Q4ero de es5écies 4icrobia*asY e*Bua*to Bue
outras s<o si*teti3adas NfabricadasP 5or so4e*te algu*s 4icrorga*is4os. %o4o regra geralY
Bua*to 4ais resiste*te I deco45osi+<o 4icrobia*a for u4 deter4i*ado co*stitui*te do tecido
HegetalY 4e*or a freBdD*cia da e*3i4a res5o*sAHel 5ela sua degrada+<o *a 5o5ula+<o
4icrobia*a de deco45ositores. Ou seEaY 4e*os i*tegra*tes daBuela 5o5ula+<o ser<o ca5a3es de
si*teti3ar aBuela e*3i4a.

%o45o*e*tes solQHeis
Res7duos Hegetais 5ode4 a5rese*tar Bua*tidades sig*ificatiHas de co45ostos orgM*icos
solQHeis e4 AguaY co4o a4i*oAcidos liHresY Acidos orgM*icos e a+QcaresY os Buais s<o
5ro*ta4e*te dis5o*7Heis I deco45osi+<o 4icrobia*a 5ela gra*de 4aioria dos 4icrorga*is4os
do solo. Tais co45ostos s<o ra5ida4e*te assi4ilados 5elos 4icrorga*is4os 5ara a 5rodu+<o de
e*ergia Ncatabolis4oP e 5recursores celulares Na*abolis4oP.

Prote7*as
&s 5rote7*as 5ode4 co*stituir u4a i45orta*te fo*te de carbo*oY e*ergia e *utrie*tesY
es5ecial4e*te *itrogD*io e4 diHersas 5la*tasY es5ecial4e*te *as legu4i*osas utili3adas co4o
adubos Herdes co4oY 5or e@e45loY erHilhaca e tre4o+o.
120
&s 5rote7*as co*stitue4 5ol74eros de a4i*oAcidos e s<o ra5ida4e*te deco45ostas *o
solo 5or u4a gra*de diHersidade de 4icrorga*is4os Bue 5rodu3e4 e*3i4as 5roteol7ticas
N5roteases e 5e5tidasesP as Buais hidroli3a4 5rote7*as e4 a4i*oAcidos i*diHiduais. Tais
a4i*oAcidos s<o tra*s5ortados 5ara o i*terior da célula o*de s<o utili3ados co4o fo*te de
e*ergia ou 5ara a s7*tese de *oHas 5rote7*as reBueridas 5elos 4icrorga*is4os.

%elulose
Nos res7duos Hegetais a 4aior 5arte de carbo*o e*co*tra6se *a for4a de carboidratos
co45le@os tais co4o 5olissacar7deos estruturaisY assi4 de*o4i*ados 5orBue eles s<o
*or4al4e*te res5o*sAHeis 5ela rigide3 estrutural da 5arede celular. O 5olissacar7deo estrutural
4ais co4u4 e4 res7duos Hegetais é a celuloseY a Bual co*siste de u4a cadeia li*ear de
4oléculas de glicose u*idas e*tre si 5or liga+,es y 16;. %ada 4olécula de celulose 5ode co*ter
de 1./// a 1/./// u*idades de glicose. O co*teQdo de celulose *or4al4e*te au4e*ta co4 a
idade das 5la*tasY Haria*do de 1>O e4 5la*tas EoHe*s a >/O e4 5la*tas 4aduras.
& celulose é u4 5ol74ero i*solQHel *o solo e e@tre4a4e*te gra*de 5ara e*trar *a célula
4icrobia*a. Por issoY a*tes de e*trar *a célulaY a celulose deHe ser Buebrada e4 u*idades
4e*oresY o Bue ocorre atraHés da a+<o de e*3i4as e@tracelulares. O 5rocessoY ilustrado *a 'igura
'.>Y i*icia 5ela a+<o desse gru5o co45le@o de e*3i4as e@tracelulares de*o4i*ado de celulasesY
Bue 5ro4oHe4 a des5oli4eri3a+<o da celulose fracio*a*do6a e4 u*idades 4e*ores co4 dois
carbo*os de*o4i*adas de celobiose. $ssas u*idades 4e*ores 5ode4 e*t<o e*trar *a célula
atraHés da 4e4bra*a celular e4bora ai*da *ecessite4 da a+<o de outra e*3i4a i*tracelular
de*o4i*ada de y 16; glicosidase 5ara hidroli3ar a celobiose e4 glicose. $ssas 4oléculas
i*diHiduais de glicose 5ode4 e*t<o ser 4etaboli3adas *a célula 4icrobia*a 5ara a 5rodu+<o de
e*ergia e bio4assa. $4 co*di+,es aer8bicasY a glicose é sucessiHa4e*te o@idada até o 5roduto
fi*al %O! atraHés da glic8lise e do ciclo de crebsY co4 os elétro*s se*do tra*sferidos até u4
ace5tor ter4i*al da cadeia res5irat8ria Bue é o O!. JA e4 a*aerobioseY a seBdD*cia 4etab8lica
5ode ser a 4es4aY se outro ace5tor ter4i*al de elétro*s difere*te do O! estiHer 5rese*te. Na
ausD*cia desteY o 5rocesso de degrada+<o da celulose serA fer4e*tatiHo co4 deco45osi+<o
a5e*as 5arcial do substrato e acQ4ulo *o a4bie*te de carbo*o *a for4a de Acidos orgM*icos.

121

'igura '.>. Deco45osi+<o da celulose *o solo e4 co*di+,es aer8bicas e a*aer8bicas.

&lé4 de ilustrar o co*Eu*to de tra*sfor4a+,es *ecessArias I utili3a+<o da celulose co4o
fo*te de carbo*o e e*ergia 5elos 4icrorga*is4os a 'igura '.> é 5r85ria 5ara e*fati3ar a
i45ortM*cia da a+<o e*3i4Atica *a deco45osi+<o de 4ateriais orgM*icos. "e o 4icrorga*is4o
*<o tiHer a habilidade fisiol8gica de si*teti3ar algu4a das e*3i4as *ecessArias I degrada+<o da
celulose ele *<o 5oderA utli3A6la *o seu 4etabolis4o.
'u*gos do soloY tais co4o Trichoder4aY &s5ergillusY Pe*icilliu4 e 'usariu4Y alé4 de
bactérias tais co4o "tre5to4ZcesY Pseudo4o*as e ?acillusY s<o i45orta*tes *a des5oli4eri3a+<o
e@tracelular i*icial da celulose. U4a He3 Bue a celulose é hidroli3ada até u*idades 4e*ores Bue
5ode4 ser tra*s5ortadas 5ara o i*terior da célulaY todos os 4icroga*is4os do solo ca5a3es de
4etaboli3ar a glicose irA 5artcici5ar da deco45osi+<o da celulose.

2e4iceluloses
2e4iceluloses corres5o*de4 ao segu*do carboidrato 4ais abu*da*te e4 res7duos
Hegetais e co*siste4 de 5ol74eros co*te*do he@oses Na+ucares co4 9 %PY 5e*toses Na+ucares co4
> %P e Acido urT*ico. &s he4iceluloses co*stitue4 u4 gru5o heterogD*eo de 5olissacar7deos
estruturais Bue 5ode4 5erfa3er 4ais de :/O da 4assa seca dos res7duos Hegetais. Nor4al4e*teY
as he4iceluloses de res7duos Hegetais co*tD4 de >/ a !// u*idades de a+Qcar.

#ig*i*a
& lig*i*a é o terceiro co45o*e*te 4ais co4u4 e4 res7duos Hegetais a5arece*do co4o
u4 co*stitui*te da 5arede celularY o Bual co*fere 4aior rigide3 e resistD*cia ao tecido Hascular
das 5la*tas. & lig*i*a é o 4ais recalcitra*te Nresiste*te I deco45osi+<oP de todos os co45ostos
122
Bu74icos 5rodu3idos *atural4e*teY ou seEaY atraHés da fotoss7*tese Hegetal. O co*teQdo de
lig*i*a 5ode au4e*tar de >O *a 4atéria seca de 5la*tas EoHe*s 5ara 1>O e4 5la*tas 4adurasY
se*do Bue a 4adeira de ArHores adultas a lig*i*a 5ode 5erfa3er :>O da 4assa seca.
U4a He3 Bue a co45osi+<o Bu74ica da lig*i*a Haria e*tre es5écies de 5la*tasY *<o é
5oss7Hel a5rese*tar u4a estrutura es5ec7fica Bue seEa re5rese*tatiHa de todas as lig*i*as. O bloco
bAsico Bue co*stitui a lig*i*a é a u*idade de fe*il5ro5e*oY a Bual co*siste de u4 a*el hidro@ilado
aro4Atico de be*3e*o co4 9 % Nfe*olP e u4a cadeia li*ear lateral co4 : %. & lig*i*a é
ti5ica4e*te co45osta de >// a 9// u*idades de fe*il5ro5e*o ligadas Bui4ica4e*te e*tre si de
difere*tes 4a*eiras. & 'igura '.9 ilustra o 5rocesso de s7*tese da lig*i*a dura*te a fotoss7*tese
Hegetal e 4ostra as trDs u*idades de fe*il5ro5e*o 4ais co4u4e*te e45regadas 5elas 5la*tas
5ara a s7*tese da lig*i*a.

CO
2
LÌGNÌNA
FOTOSSÍNTESE
ATP + NADH
2
GLÌCOSE
AMÌDO
GRÃOS
ALGUNS PRECURSORES PARA A BÌOSSÍNTESE DA LÌGNÌNA
E DÍMEROS DE ÀLCOOL CONÌFERÍLÌCO, OS QUAÌS SÃO
ÌNTERMEDÌÁRÌOS NA SÍNTESE E DEGRADAÇÃO DA LÌGNÌNA.
Álcool
sinapiílico
Alcol
cumarílico
Alcol
coniferílico
Guajacylglicerol
-beta-coniferilether
Pinoresinol
C
A
L
V
Ì
N

'igura '.9 Processo de bioss7*tese da lig*i*a.

&5esar da eleHada recalcitrM*cia da lig*i*aY deter4i*ada 5elo seu ta4a*ho e 5ela sua
estrutura co45le@aY algu*s 4icrorga*is4os co*segue4 degradA6la. Para issoY é *ecessAria a
cliHage4 NaberturaP dos a*éis de be*3e*o Naro4AticosPY o Bue ocorre e*3i4atica4e*te eY
5ri*ci5al4e*teY e4 co*di+,es aer8bicas. No gru5o dos fu*gos e*co*tra46se os 5ri*ci5ais
deco45ositores de lig*i*aY e4bora algu4as bactériasY co4 destaBue 5ara o gD*ero "te5to4ZcesY
ta4bé4 5ossa4 fa3D6lo.
$ssa biodegrada+<oY e4bora le*ta da lig*i*aY te4 efeitos i45orta*tes sobre a Bualidade
do solo. U4 dos 5rodutos da deco45osi+<o dos res7duos culturais *o solo é a for4a+<o do
hQ4us o Bual te4 gra*de i*fluD*cia sobre a ca5acidade 5rodutiHa do solo. ProHaHel4e*teY a
123
libera+<o de co45ostos aro4Aticos 5recursores do hQ4usY resulta*tes da degrada+<o da lig*i*aY
faHore+a esse 5rocesso de hu4ifica+<o.

3.5.9 Avaliação da decomposição de resíduos vegetais no solo
Na re5rese*ta+<o esBue4Atica da deco45osi+<o de u4 res7duo Hegetal 5or u4a célula
4icrobia*a N'igura '.:P 5ercebe6se Bue os 4o*T4eros resulta*tes da Buebra e*3i4Atica dos
5ol74eros e*tra4 *a célula 5ara serHir I 5rodu+<o de e*ergia e I 5rodu+<o de 4aterial celular.
Porta*toY I 4edida Bue aHa*+a a deco45osi+<oY 4ais co*stitui*tes carbo*ados do res7duo
Hegetal H<o se*do co*Hertidos e4 células. &ssi4Y a 5erda de 4assa Hegetal 5ode ser utili3ada
co4o u4 4étodo 5ara esti4ar a Helocidade de deco45osi+<o de res7duos Hegetais *o solo.
Nor4al4e*teY os res7duos Hegetais s<o co*fi*ados *o i*terior de sacolas de *Zlo*Y cuEa
5orosidade é redu3ida 5ara i45edir Bue o 4aterial saia atraHés dos 5oros das sacolas. &s sacolas
s<o coletadas 5eriodica4e*te do ca45o aHalia*do6se a eHolu+<o das Bua*tidades de 4assa seca
do 4aterial Hegetal colocado i*icial4e*te *o seu i*terior.
Utili3a*do esse 4étodo de aHalia+<o da deco45osi+<o e4 "a*ta MariaY *a regi<o da
de5ress<o ce*tral do Rio 0ra*de do "ulY &ita g 0iaco4i*i N!//:P co*statara4 Bue os res7duos
culturais de aHeia fora4 deco45ostos 4ais le*ta4e*te do Bue aBueles de erHilhaca e Bue o
co*s8rcio de aHeia l erHilhaca resultou e4 u4a deco45osi+<o i*ter4ediAria e4 rela+<o Is duas
culturas solteiras. &s 5roHAHeis ra3,es dessas difere*+as ser<o discutidas *a seBdD*cia desse
ca57tulo.
&traHés da 'igura '.: 5ercebe6se Bue u4 dos 5rodutos fi*ais da deco45osi+<o é o %O!Y
Bue é u4 gAs e 5ode ser ca5tado Bui4ica4e*te e4 u4a solu+<o de hidr8@ido de s8dio NNaO2P.
Nor4al4e*teY os res7duos culturais s<o adicio*ados *o ca45o *o i*terior de cili*drosY *os Buais
seEa 5oss7Hel colocar u4 reci5i*te co4 u4a Bua*tidade co*hecida de NaO2 e fechA6los
her4etica4e*te N'igura '.7P. &58s u4 5er7odo de te45o deter4i*ado coleta6se o reci5ie*te co4
NaO2Y o Bual é leHado ao laborat8rioY e coloca6se outro reci5i*te co4 *oHa solu+<o de NaO2.
No reci5ie*te leHado ao laborat8rio efetua6se a tilula+<o do e@cesso de NaO2 co4 u4a solu+<o
de Acido clor7drico N2%lP. %o4 base *a Bua*tidade de 2%l gasta 5ara titular o e@cesso de NaO2
calcula6se a Bua*tidade de % dos res7duos culturais Bue foi liberada *a for4a de %O! 5ela
res5ira+<o 4icrobia*a dura*te a deco45osi+<o dos res7duos culturais e4 co*di+,es aer8bicas.


124

'igura '.7 Dis5ositiHo utili3ado 5ara aHaliar a 4i*erali3a+<o do carbo*o e4 co*di+,es de
ca45o.

3.5.10 Efeito das condições ambientais, composição bioquímica e manejo dos
materiais orgânicos sobre o processo de decomposição

%o*di+,es a4bie*tais e co45osi+<o bioBu74ica dos res7duos culturais
& deco45osi+<o dos res7duos Hegetais das difere*tes culturas é forte4e*te i*flue*ciada
5elas co*di+,es cli4Aticas 5redo4i*a*tes e4 cada u4a das esta+,es do a*o. Isso 5orBue a
atiHidade 4icrobia*a 5ode ser redu3ida 5elas bai@as te45eraturas dura*te os 4eses de i*Her*o
ou 5ela deficiD*cia de u4idade do solo e4 algu*s 5er7odos do Her<o. Porta*toY aBueles 5er7odos
do a*o Bue co4bi*a4 Halores de te45eratura e u4idade 4ais adeBuados aos 4icrorga*is4osY
corres5o*de4 aos 5er7odos co4 4aior deco45osi+<o.
No caso de "a*ta MariaY cuEo cli4a é subtro5ical Q4idoY 5ercebe6se *a 'igura '.( Bue
dura*te o 5ri4eiro 4Ds a 5erda de 4assa *os res7duos culturais da aHeia foi de 1.O e*Bua*to *a
erHilhaca foi de ;:O. $sses Halores eleHados de deco45osi+<oY 4es4o co4 os res7duos
4a*tidos *a su5erf7cie do solo N5la*tio diretoP se deHe4Y 5orta*toY Is co*di+,es cli4Aticas
faHorAHeis I atiHidade dos 4icrorga*is4os heterotr8ficos. =ua*to I deco45osi+<o 4ais rA5ida
da erHilhaca e4 rela+<o I aHeiaY ela 5ode ser atribu7da ao fato da erHilhaca ser u4a legu4i*osa eY
5or issoY ter u4a rela+<o %WN 4e*or do Bue aHeia eY 5orta*toY ser u4 substrato 4ais faHorAHel I
deco45osi+<o 4icrobia*a.

Recipiente
com
NaOH 1M
CO
CO
CO
Câmara
fechada
para captar
o CO
2

125
!/
:/
;/
>/
9/
7/
(/
./
1//
M
a
t
é
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4
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*
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s
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*
t
e

N
O
P
/ !/ ;/ 9/ (/ 1// 1!/ 1;/ 19/ 1(/
Te45o NdiasP
1//O &Heia
1//O $rHilhaca
:!O &Heia l 9(O $rHilhaca
>1O &Heia l ;.O $rHilhaca
%WN
;/Y:
1(Y1
!/Y9
1;Y(
N Ng Sg
61
P
11Y1
!(Y(
!:Y.
!/Y.

'igura '.( Matéria seca re4a*esce*te dos res7duos culturais de 5la*tas de cobertura solteiras e
co*sorciadasY e4 aHalia+,es reali3adas *o ca45o até 1(! dias a58s a distribui+<o das bolsas de
deco45osi+<o *a su5erf7cie do solo N$@tra7do de &ita g 0iaco4i*iY !//7P

=ua*to I di*M4ica de deco45osi+<o obserHa6se *a 'igura '.( Bue a di4i*ui+<o da 4assa
dos res7duos culturais é rA5ida *a fase i*icial e de5ois ocorre de for4a 4ais le*ta e gradual. $ssa
ci*ética de deco45osi+<o é classica4e*te obserHada 5ara 5ratica4e*te todos os ti5os de
res7duos culturaisY ta*to e4 co*di+,es de ca45o co4o de laborat8rio. $la resulta do fato da
4aioria dos 4icrorga*is4os do solo 5ossuir as e*3i4as *ecessArias 5ara 4etaboli3ar
i*icial4e*te os co45ostos orgM*icos 4ais facil4e*te deco45o*7Heis. %o4 isso sobra4 os
co45ostos de 4ais dif7cil deco45osi+<oY os Buais s<o sucessiHa4e*te atacados 5or 5o5ula+,es
4icrobia*as 4ais es5eciali3adas. %o4 isso 5ercebe6se *a 'igura '.( Bue ao lo*go do te45o a
deco45osi+<oY 4edida 5ela 5erda de 4assa dos res7duos culturaisY Hai ocorre*do a ta@as cada
He3 4e*ores.

Ma*eEo dado aos res7duos
& deco45osi+<o dos res7duos culturais Haria e4 fu*+<o da 4a*eira co4o os
4es4os s<o 4a*eEados a58s sua distribui+<o *o solo. No siste4a de 5re5aro co*He*cio*al
o5era+,es co4 ara+<o e gradage*s i*cor5ora4 os res7duos Hegetais ao soloY au4e*ta*do o
co*tato dos 4icrorga*is4os co4 a u4idade e co4 os 5r85rios res7duosY o Bue faHorece a sua
deco45osi+<o. Por outro ladoY as o5era+,es reali3adas *o cultiHo 47*i4o e *o 5la*tio direto
4a*tD4 os res7duos culturais *a su5erf7cie do solo e a deco45osi+<o é 5r8@i4a daBuela
Herificada *os ecossiste4as *aturais. $4 regi,es Q4idas a atiHidade 4icrobia*a dos
deco45ositores 5ode ser basta*te i*te*sa *a ca4ada de de5osi+<o dos res7duos culturaisY
126
co*du3i*do a u4a rA5ida ta@a de deco45osi+<o 4es4o co4 a 4a*ute*+<o dos 4es4os *a
su5erf7cie do solo.
Dura*te a deco45osi+<o dos res7duos culturais *a su5erf7cie do solo 5ode ocorrer o
tra*s5orte de 4aterial 5ara o i*terior do 5erfil atraHés da a+<o de orga*is4os da fau*a edAfica.
Isso 5ode co*tribuir ao au4e*to da deco45osi+<o dos res7duos EA Bue eles ati*ge4 ca4adas
4ais 5rofu*das do solo o*de a u4idade *<o é fator li4ita*te I atiHidade da 5o5ula+<o
4icrobia*a de deco45ositores.
1aria+,es *a u4idadeY te45eraturaY su5ri4e*to de *utrie*tes e 52 4odifica4 a atiHidade
4icrobia*a eY 5or co*seBdD*ciaY a ta@a de deco45osi+<o dos res7duos culturais. #i4ita+,es
decorre*tes desses fatores 5ode4 ter 4aior i*fluD*cia sobre a deco45osi+<o dos res7duos
4a*tidos *a su5erf7cie do soloY e4 rela+<o a sua i*cor5ora+<o ao solo.

3.5.10 Formação e composição da matéria orgânica do solo
Os res7duos Hegetais co*stitue4 o 5ri*ci5al substrato 5ara a for4a+<o da 4atéria
orgM*ica do solo NMO"P. & MO" é a fra+<o orgM*ica do solo for4ada 5or todos os co45ostos
Bue co*té4 carbo*oY i*clui*do os 4icrorga*is4os HiHos e 4ortosY res7duos de 5la*tas e a*i4ais
5arcial4e*te deco45ostosY 5rodutos de sua deco45osi+<o e substM*cias orgM*icas
4icrobiologica4e*te eWou Bui4ica4e*te alteradas. $4 ter4os agro*T4icos a MO" é diHidida
e4 UatiHaV e U5assiHaV NestAHelP. 'a3e*do 5arte do co45arti4e*to atiHo da MO" est<o os
res7duos de 5la*tas e a*i4ais e4 HArios estAgios de deco45osi+<o e locali3ados *o i*terior do
solo Nfra+<o leHePY a bio4assa 4icrobia*a e as substM*cias *<o hQ4icas. & fra+<o atiHa da MO"
é co*siderada u4a fo*te 5ro*ta4e*te dis5o*7Hel de *utrie*tes 5ara as 5la*tas e4 fu*+<o da
facilidade co4 Bue os *utrie*tes 5rese*tes *essa fra+<o s<o 4i*erali3ados. O co45arti4e*to
estAHel da MO" é co45osto 5elas substM*cias hQ4icasY ta4bé4 de*o4i*adas de hQ4us. $ssa
fra+<o é co*siderada co4o u4 reserHat8rio de carbo*o e *utrie*tes *o solo. $4 fu*+<o de sua
co45le@idade Bu74ica e sua i*tera+<o co4 os 4i*erais do solo sua degrada+<o 5elos
4icrorga*is4os é le*ta.
Na 'igura '.. s<o a5rese*tadas algu4as defi*i+,es 5ara os co45o*e*tes da MO".



Ter4os Defi*i+,es
'ra+<o leHe
'ra+<o atiHa da MO" co45osta 5or res7duos de 5la*tas e a*i4ais e4
HArios estAgios de deco45osi+<o e locali3ados *o i*terior do solo.
"ubstM*cias *<o
hQ4icas
Material orgM*ico *<o alteradoY de orige4 a*i4alY Hegetal ou 4icrobia*aY
co*te*do co45ostos Bue 5erte*ce4 a classes co*hecidas de 4oléculas
bioBu74icas tais co4o a4i*oAcidosY carboidratosY gra@asY cerasY resi*as e
127
Acidos orgM*icos.
"ubstM*cias hQ4icas
NhQ4usP
%o*Eu*to de substM*cias co45le@as de cor 4arro4 a 5retaY for4adas
atraHés de rea+,es secu*dArias de s7*tese e Bue 5ossue4 5eso 4olecular
relatiHa4e*te eleHado.
2u4i*a

'ra+<o do hQ4us i*solQHel e4 solu+<o alcali*a NNaO2P dilu7da.
Kcido hQ4ico
Material orgM*ico de colora+<o 4arro4 escura a 5reta solQHel e4 solu+<o
alcali*a dilu7da Ne@. NaO2 /Y>MP e Bue 5reci5ita Ni*solQHelP 5ela
acidifica+<o e4 52 1 a !.
Kcido fQlHico
Material de colora+<o a4arela Bue 5er4a*ece e4 solu+<o N*<o 5reci5itaP
a58s a re4o+<o dos Acidos hQ4icos 5or acidifica+<o.
'igura '.. . Defi*i+,es das HArias fra+,es Bue co45,e4 a 4atéria orgM*ica do solo.

O fracio*a4e*to Nse5ara+<oP Bu74ico das substM*cias hQ4icas da 4atéria orgM*ica do
solo 5ode ser feito e4 laborat8rio co*for4e ilustrado *a 'igura '.1/.
& 4atéria orgM*ica do solo NMO"PY co*stitu7da 5ri*ci5al4e*te 5or essas difere*tes
fra+,esY dese45e*ha *o solo i45orta*tes fu*+,esY afeta*do 5ositiHa4e*te 5ro5riedades
biol8gicasY Bu74icas e f7sicas. & lista de fu*+,es abai@o relacio*adas ilustra a i45ortM*cia e4
adotar siste4as de 4a*eEo do solo tais co4o 5la*tio diretoY rota+<o de culturas e edi+<o de
estercosY os Buais 4a*tD4Y ou 5ode4 até au4e*tarY o teor de 4atéria orgM*ica *o solo.

AMOSTRA DE SOLO
(fracionamento da M.O.)
ÌNSOLÚVEL
em NaOH
HUMÌNA
NaOH 0.5 N
Solubiliza 66-70%
da Matéria Orgânica
SOLÚVEL
ÌNSOLÚVEL
ÁCÌDOS
HÚMÌCOS
Acidificar
pH 1-2
SOLÚVEL
ÁCÌDOS
FÚLVÌCOS

'igura '.1/ 'racio*a4e*to Bu74ico das substM*cias hQ4icas da 4atéria orgM*ica do solo

Pro5riedades biol8gicas

'or*ece u4a fo*te le*ta4e*te dis5o*7Hel de carbo*o e e*ergia 5ara su5rir as
*ecessidades de 5arte da 5o5ula+<o 4icrobia*a 4etabolica4e*te atiHa do solob

& MO" é fo*te de certos co45ostos Bue 5ode4 5ro4oHer o cresci4e*to das 5la*tas.

Pro5riedades Bu74icas
128

&u4e*ta a ca5acidade de troca de cAtio*s N%T%P do solo Nde !/ a (/O da %T% total do
solo é deHida I MO"Pb

$@erce co*trole de Haria+,es bruscas do 52 do solo N5oder ta45<oPb

%o*stitui u4a fo*te de le*ta libera+<o dos *utrie*tes ligados a co45ostos orgM*icosY
co4o *itrogD*ioY f8sforo e e*@ofre Na Mos é deco45osta a u4a ta@a a*ual de ! a >OPb

'or4a Buelatos co4 ele4e*tos tra+o N4icro*utrie*tesP au4e*ta*do a sua
biodis5o*ibilidade Is 5la*tasb

&celera o i4te45eris4o de 4i*erais au@ilia*do *a solubili3a+<o de *utrie*tes co4o o
f8sforo NPP Is 5la*tasY a 5artir de 4i*erais i*solQHeis.

Te4 u4a eleHada ca5acidade de adsor+<o 5ara co45ostos orgM*icosY redu3i*do a
biodis5o*ibilidade de @e*obi8ticos N4oléculas *<o *aturais resulta*tes de s7*teseP t8@icos
co4oY 5or e@e45loY HArios 5esticidas.

Pro5riedades f7sicas

& MO" co*tribui I 4elhoria da estrutura do soloY 5or facilitar a agrega+<o de suas
5art7culas. Polissacar7deos 5rodu3idos 5elas bactériasY as hifas dos fu*gos e as
substM*cias hQ4icas 5rodu3idas 5or algu*s fu*gos do soloY dura*te a deco45osi+<o da
MO"Y s<o 5ro4otores de agrega+<o. U4 solo e4 Bue as suas 5art7culas est<o u*idas e4
agregados estAHeis e4 Agua é alta4e*te deseEAHel 5or 5ro5orcio*ar- aP 4aior i*filtra+<o
da Agua das chuHasY di4i*ui*do o escoa4e*to su5erficial e a eros<ob bP 4aior facilidade
*as trocas gasosas co4 a at4osfera eY 5or issoY 4elhor aera+<o do solob cP 4aior
facilidade *as o5era+,es de cultiHo do solo e 4aior 5e*etra+<o das ra73es das 5la*tasY
u4a He3 Bue o solo oferece 4e*or resistD*cia.

Me*or de*sidade do soloY au4e*ta*do a 5orce*tage4 de es5a+o 5oroso.

3.5.11 Formação da matéria orgânica estável do solo (Substâncias húmicas)
Res7duos orgM*icos 5roHe*ie*tes de 5la*tasY a*i4ais e 4icrorga*is4os co*stitue4 os
substratos 5ara a s7*tese das substM*cias hQ4icas ouY si45les4e*teY do hQ4us do solo. 1Arias
hi58tesesY co*for4e a5rese*tado 5or "teHe*so* N1..;PY tD4 sido 5ro5ostas 5ara e@5licar os
4eca*is4os de for4a+<o do hQ4us-

Teoria da altera+<o das 5la*tas ou teoria lig*i*a65rote7*a de \aSs4a*
& lig*i*a é utili3ada de for4a i*co45leta 5or 4icrorga*is4os e os res7duos resulta*tes
tor*a46se 5arte do hQ4us do solo. & lig*i*a é 4odificada 5or hidro@ila+<o e o@ida+<oY reagi*do
co4 co45ostos *itroge*ados orgM*icos Na4i*adosP do solo gera*do Acidos hQ4icosY os Buais s<o
o@idados 5ara Acidos fQlHicos.
129


Teoria da redu+<o de a+Qcares Nrea+<o de ?ro]*i*gP
&+Qcares redutores e a4i*oAcidos s<o for4ados co4o sub5rodutos do 4etabolis4o
4icrobia*o e sofre4 co*de*sa+,es *<o e*3i4Aticas gera*do hQ4us.


Teoria dos 5olife*8is ou teoria da Bui*o*as deriHada da lig*i*a N'laigP
%o45ostos fe*8licos liberados dura*te a deco45osi+<o da lig*i*aY sofre4 co*Hers,es
e*3i4Aticas 5ara Bui*o*asY os Buais sofre4 co*de*sa+<o co4 co45ostos *itroge*ados orgM*icos
Na4i*adosP 5ara for4ar hQ4us.


Teoria da s7*tese 4icrobia*a do hQ4us NMarti* e 2aiderb co*o*oHaP
Polife*8is s<o si*teti3ados 5or fu*gos a 5artir de co45ostos orgM*icos *<o lig*7ticos
co4o a celulose. Os 5olife*8is s<o e*t<o e*3i4atica4e*te o@idados 5ara Bui*o*as Bue se
co*de*sa4 co4 a4i*oAcidos for4a*do hQ4us.

Dessas teoriasY as duas Qlti4as e*HolHe*do 5olife*8is eY 5roHaHel4e*teY u4a co4bi*a+<o
das duas s<o as 4ais aceitas 5ara e@5licar a hu4ifica+<o e4 solos aer8bicos.
Para solos 4al dre*adosY o*de se for4a4 as turfeirasY a teoria da altera+<o das 5la*tas de
\aSs4a* é 5roHaHel4e*te o ca4i*ho do4i*a*te 5ara a hu4ifica+<o.

3.5.12 Decomposição da matéria orgânica do solo
&s co*sidera+,es Bue ser<o feitas *esse ite4 refere46se I deco45osi+<o ta*to da fra+<o
atiHa e estAHel NhQ4usP da MO". Na 4aioria das situa+,es agr7colasY a deco45osi+<o da MO"
ocorre e4 solos be4 dre*adosY ou seEaY e4 solos co4 bo4 su5ri4e*to de O!. Nessa situa+<o eY
de5e*de*do das co*di+,es cli4AticasY a ta@a de deco45osi+<o do hQ4us é de a5e*as ! a >O ao
a*o. &u4e*ta*do a te45eratura do solo até u4 Halor li4ite de a5ro@i4ada4e*te ;>X% essas
ta@as a*uais de deco45osi+<o da MO".
& adeBuada aera+<o do solo faHorece a o@ida+<o dos 4ateriais orgM*icos e au4e*ta a sua
ta@a de deco45osi+<o. PrAticas de cultiHoY co4o a laHra+<o do soloY e@5,e4 a MO" I o@ida+<o
4icrobia*aY au4e*ta*do a sua deco45osi+<o. & 5rAtica do 5la*tio direto ou do cultiHo 47*i4o
do solo au4e*ta a MO" e4 rela+<o ao cultiHo co*He*cio*alY e4 fu*+<o da 4e*or i*cor5ora+<o
dos res7duos culturais.
$4 situa+,es deficie*tes e4 O! Na*aer8bicasPY co4o *as HAr3eas e 5M*ta*osY a
deco45osi+<o de res7duos Hegetais e da MO" é redu3ida sig*ificatiHa4e*te e os 4ateriais
orgM*icos se acu4ula4. %aso essas Areas seEa4 dre*adas esses 4ateriais orgM*icos acu4ulados
130
s<o ra5ida4e*te deco45ostos ocorre*do u4a di4i*ui+<o do Holu4e do solo. $sse decl7*io *o
Holu4e do soloY de*o4i*ado de subsidD*ciaY 5ode ati*gir ta@as t<o eleHadas Bua*to 1/ c4 5or
a*o.
%o*for4e EA 4e*cio*ado a*terior4e*teY *o ca57tulo relatiHo ao 4etabolis4o 4icrobia*oY
u4 dos 5rodutos fi*ais da deco45osi+<o de 4ateriais orgM*icos e4 co*di+,es a*aer8bicas é o
4eta*o N%2;P. $sse 5rocesso de*o4i*ado de 4eta*ogD*ese serA abordado breHe4e*te a seguir.

3.5.12.1 Metanogênese
& 5rodu+<o do gAs *atural 4eta*o N%2;P ou 4eta*ogD*ese é u4 5rocesso reali3ado
e@clusiHa4e*te 5or algu4as bactériasY as Buais s<o a*aer8bicas obrigat8riasY e@tre4a4e*te
se*s7Heis ao O!. &5esar da a*aerobiose obrigat8ria e do 4etabolis4o es5eciali3ado das bactérias
4eta*ogD*icasY elas est<o es5alhadas 5or todo o globo terrestre. $4bora eleHados *7Heis de
5rodu+<o de 4eta*o ocorra4 so4e*te e4 a4bie*tes a*aer8bicosY tais co4o 5M*ta*osY
esterBueiras a*aer8bicas e rQ4e4 dos a*i4aisY o 5rocesso ta4bé4 5ode ocorrer e4 a4bie*tes
co*siderados aer8bicosY tais co4o e4 florestas e 5astage*s. Nesses a4bie*tesY a 4eta*ogD*ese
ocorre e4 4icroa4bie*tes a*8@icosY 5or e@e45loY *o ce*tro dos agregados do solo ou e4
5er7odos e@cessiHa4e*te chuHosos.
$4bora o 4eta*o seEa u4 co45o*e*te relatiHa4e*te 5eBue*o do ciclo do %Y ele é de
gra*de i45ortM*cia e a 4eta*ogD*se te4 recebido ate*+<o es5ecial 5or 5arte da 5esBuisa 5or
duas ra3,es 5ri*ci5ais. & 5ri4eira se deHe ao fato da co*ce*tra+<o de %2; *a at4osfera estar
au4e*tado *os Qlti4os a*osY o Bue co*stitui 4otiHo de 5reocu5a+<o 5ara o 5oder 5Qblico EA Bue
o %2; é u4 gAs de efeito estufa co4 a5ro@i4ada4e*te !> He3es 4ais 5oder 5oluidor do Bue o
%O!. & segu*da ra3<o é Bue o %2; é u4 gAs co4bust7Hel Bue 5ode ser usado 5ara gerar e*ergia
elétrica ou 4ecM*ica *o 4eio rural. Por issoY o i*teresse cresce*te *o uso de biodigestores
N'igura '.11P *o 4eio rural 5ara ar4a3e*ar o %2; 5rodu3ido dura*te a fer4e*ta+<o de deEetos
de a*i4aisY eHita*do a sua e4iss<o 5ara a at4osfera e 5ossibilita*do o seu uso *a 5rodu+<o de
e*ergia. Porta*toY esse 5rocesso tra3 be*ef7cios eco*T4icos e ta4bé4 a4bie*tais. No caso de
esterBueiras a*aer8bicas o 5rocesso 4icrobia*o de 5rodu+<o do %2; é idD*tico ao Bue ocorre
*os biodigestores. & difere*+a é Bue *os biodigestores o %2; 5rodu3ido é ar4a3e*ado e4
ca45M*ulas ou atraHés de lo*as a5ro5riadas N'igura '.11PY e*Bua*to *as esterBueiras o %2;
5rodu3ido é e4itido 5ara a at4osfera co*tribui*do I 5olui+<o a4bie*tal.

131

'igura '.11 'oto de u4 biodigestor co4 lo*a.

& 5rodu+<o de 4eta*o N4eta*ogD*eseP co*stitui o 5asso fi*al da cadeia ali4e*tar de u4
gru5o de bactérias fer4e*tatiHas. "ubstM*cias de eleHado 5eso 4olecular co4o 5olissacar7deosY
5rote7*as e Acidos gra@os s<o co*Hertidos e4 %2; atraHés da i*tera+<o coo5eratiHa de HArios
gru5os fisiol8gicos de bactérias. & 4aioria das bactérias 4eta*ogD*icas utili3a o %O! co4o seu
ace5tor ter4i*al de elétro*s *a res5ira+<o a*aer8bicaY redu3i*do6o a 4eta*oY e*Bua*to o doador
de elétro*s utili3ado 5or essas bactérias *esse 5rocesso é o 2!Y co*for4e ilustrado *a eBua+<o
abai@o-
;2! l %O! 666666666%2; l !2!O
$sses dois 5recursores N%O! e 2!P i4ediatos do %2; s<o gerados atraHés da atHiHidade
fer4e*tatiHa de outras bactérias a*aer8bicas. &lé4 do %O! l 2! co4o 5recursores 5ri*ci5ais de
4eta*oY algu4as bactérias 4eta*ogD*icas ta4bé4 5ode4 utili3ar outros co45ostos orgM*icos
5rodu3idos dura*te a fer4e*ta+<o. Os 5ri*ci5ais s<o acetatoY 4eta*ol e Acido f8r4ico.
Para a co*Hers<o de u4 5olissacar7deo t75ico co4o a celulose e4 4eta*o e4 a4bie*tes
a*aer8bicos co4o *o rQ4e4 dos a*i4ais e e4 biodigestoresY 5elo 4e*os ci*co gru5os
fisiol8gicos de bactérias 5ode4 estar e*HolHidos *o 5rocessoY co*for4e ilustrado *a 'igura '.1!.

132

'igura '.1! Processo global da deco45osi+<o a*aer8bicaY Bue ilustra a 4a*eira 5ela Bual HArios
gru5os de a*aer8bicos fer4e*tatiHos coo5era4 *a co*Hers<o de co45ostos orgM*icos co45le@os
e4 %2; e %O!.

I*icial4e*teY bactérias celulol7ticas Buebra4 a 4olécula de celulose N5ol74eroP e4
glicose N4o*T4eroPY a Bual é tra*sfor4ada 5or bactérias fer4e*tadoras 5ri4Arias e4 u4a
Hariedade de 5rodutos fi*aisY se*do o acetatoY 5ro5io*atoY butiratoY succi*atoY AlcooisY 2! e %O!
os 5ri*ci5ais. U4 gru5o 4icrobia*o i45orta*te e esse*cial *o 5rocesso de 4eta*ogD*ese s<o as
bactérias fer4e*tadoras secu*dArias as Buais s<o res5o*sAHeis 5ela 5rodu+<o de 2! a 5artir da
o@ida+<o dos 5rodutos da a+<o das bactérias fer4e*tadoras 5ri4Arias. Todo o 2! 5rodu3ido
5elas fer4e*tadoras 5ri4Arias e secu*dArias é i4ediata4e*te co*su4ido 5elas 4eta*ogD*icas
5ara a 5rodu+<o de 4eta*oY co*for4e a rea+<o a*terior. &lé4 dissoY o acetato 5rodu3ido 5ode
ser co*Hertido a 4eta*o 5or algu4as bactérias 4eta*ogD*icas. ObserHa6se ai*da *a 'igura '.1!
Bue a 5artir de %O! l 2! u4 gru5o de bactérias de*o4i*adas de acetogD*icas 5rodu3 acetatoY o
Bual é co*Hertido a 4eta*o 5elas 4eta*ogD*icas. &traHés desse e@e45lo de degrad+<o da
celulose 5recebe6se a co45le@idade do 5rocesso biol8gico da 4eta*ogD*se.
3.5.13 Bibliografia
MOR$IR&Y '.b "I=U$IR&Y J. O. Microbiologia e ?ioBu74ica do "olo . !x edi+<oY $ditora
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&IT&Y %. 0I&%OMINIY ".J. Matéria OrgM*ica do "oloY NitrogD*io e $*@ofre *os DiHersos
"iste4as de $@5lora+<o &gr7cola- Pla*tio Direto @ Pla*tio %o*He*cio*al. I*- T"UIO"2IY ". et
al. NitrogD*io e $*@ofre *a &gricultura ?rasileira . Piracicaba- $"&#=. "<o Paulo- IPNI 6
I*ter*atio*al Pla*t Nutritio* I*stituteY !//7. 5.16;1.

3.6 Ciclo biogeoquímico do nitrogênio

%elso &ita
"a*dro José 0iaco4i*i
3.6.1 Ìntrodução
$*tre os diHersos t85icos abordados 5ela ?iologia do "oloY *e*hu4 ocu5a ta*to te45o
dos 5esBuisadores e recursos fi*a*ceiros Bua*to o ciclo biogeoBu74ico do *itrogD*io. Isso se
deHe aos segui*tes as5ectos 5ri*ci5ais- aP o *itrogD*io é u4 *utrie*te esse*cial 5ara todos os
orga*is4os da terraY EA Bue ele fa3 5arte das 5rote7*as e toda a e*3i4a é u4a 5rote7*ab bP de
todos os *utrie*tes esse*ciais I Hida *e*hu4 outro a5rese*ta6se sob ta*tas for4as difere*tes
N'igura 0.1P e as tra*sfor4a+,es e*tre essas difere*tes for4as é reali3ada 4aEoritaria4e*te 5or
4icrorga*is4osb cP o *itrogD*io é o *utrie*te Bue 4ais freBde*te4e*te li4ita o cresci4e*to das
5la*tas e4 ecossiste4as terrestresY se*do Bue a ca5acidade 5rodutiHa do ecossiste4a é regulada
5ela Helocidade co4 Bue os 4icrorga*is4os tra*sfor4a4 o N e4 for4as de N utili3AHeis 5elas
5la*tasb dP algu4as for4as de N s<o 5oluidoras eY 5orta*toY as tra*sfor4a+,es 4icrobi*as do N
*o solo ta4bé4 5ode4 cau3ar 5reEu73os I saQde do ho4e4 e I Bualidadde do a4bie*te- os
5ri*ci5ais refere46se I 5ossibilidade de au4e*tar e@cessiHa4e*te as co*ce*tra+,es de *itrato
NNO:6P *as Aguas de su5erf7cie e do le*+ol freAticoY alé4 da e4iss<o 5ara a at4osfera de 8@idos
de NY tais co4o NO e N!OY os Buais s<o gases Bue 5ode4 causar de5le+<o da ca4ada de o3T*io
e efeito estufa.



No4e '8r4ula Bu74ica $stado de o@ida+<o
Nitrato NO
:
6
l>
Di8@ido de *itrogD*io NO! l;
Nitrito NO!
6
l:
J@ido *itrico NO l!
134
J@ido *itroso N
!
O l1
NitrogD*io ele4e*tar N
!
/
&4T*ia NgP N2: 6:
&4T*io N2;
l
6:
N orgM*ico RN2: 6:
'igura 0.1 Pri*ci5ais for4as de N *o solo e seus res5ectiHos estados de o@ida+<o.

O *itrogD*io 5ode e@istir *o solo e4 oito for4as difere*tesY corres5o*de*do a difere*tes
estados o@idatiHos do ele4e*to N'igura 0.1P. O N! gasoso co*stitui a 4ais abu*da*te for4a de
N *a biosfera 4as *<o 5ode ser utili3ada 5ela 4aioria dos orga*is4osY i*clui*do as 5la*tas.
&5e*as algu*s 4icrorga*is4os s<o ca5a3es de utili3ar o N! da at4osfera atraHés do 5rocesso da
fi@a+<o biol8gica de N N'?NP e4 Bue o N! é co*Hertido e4 N orgM*ico. & '?N é o 5rocesso
do4i*a*te 5elo Bual o N e*tra *o co45le@o ciclo do N N'igura 0.!P


'igura 0.! %iclo do *itrogD*io.

&lé4 da fi@a+<o biol8gica de NY ser<o discutidos *esse ca57tulo os de4ais 5rocessos
biol8gicos de tra*sfor4a+<o do N *o soloY Buais seEa4 a 4i*erali3a+<o de NY Bue é a co*Hers<o
do N orgM*ico e4 for4as i*orgM*icas de Nb a i4obili3a+<o de NY Bue co*siste *a assi4ila+<o de
for4as i*orgM*icas de N 5or 4icrorga*is4os e outros orga*is4os heterotr8ficos do solob a
*itrifica+<oY Bue é a co*Hers<o de a4T*io NN2;lP a *itrito NNO!6P e e*t<o a *itrato NNO:6Pb e a
des*itrifica+<oY Bue corres5o*de I co*Hers<o de *itrato a 8@ido *itroso NN!OP e e*t<o a gAs
di*itrogD*io NN!P. _ i45orta*te destacar Bue essas 5ri*ci5ais tra*sfor4a+,es do ciclo do
*itrogD*io s<o co*troladas 5or 4icrorga*is4osY co4 destaBue 5ara o gru5o das bactérias. &
gra*de diHersidade de co45ostos co*te*do N N'igura 0.1P e de tra*sfor4a+,es de *ature3a
135
4icrobia*a tor*a4 o estudo do ciclo do N N'igura 0.!P u4 desafio i*telectual e@tre4a4e*te
i*teressa*te.

3.6.2 Objetivos


DescreHer as 5ri*ci5ais tra*sfor4a+,es 4icrobia*as e*HolHidas *o ciclo biogeoBu74ico
do NY caracteri3a*do os 5ri*ci5ais gru5os 4icrobia*os e*HolHidosY alé4 dos fatores de
co*trole e das co*seBdD*cias dessas tra*sfor4a+,es sobre a dis5o*ibilidade de N *o solo
e a Bualidade do a4bie*teb

Melhorar a co45ree*s<o sobre as biotra*sfor4a+,es do N de 4odo a 5reHer o i45acto de
5rAticas de 4a*eEo do solo sobre o for*eci4e*to de N e a 5rodutiHidade das culturas e a
Bualidade de deter4i*ado ecossiste4a.

3.6.3 Natureza e metabolismo das fontes nitrogenadas

No soloY as 5ri*ci5ias fo*tes de NY a 5artir das Buais as 5la*tas e os de4ais orga*is4os
si*teti3a4 co45ostos orgM*icos *itroge*ados s<o o N i*orgM*icoY o N orgM*ico e o N!
at4osférico.

3.6.3.1 Nitrogênio inorgânico
Na 4aioria dos solos a5e*as u4a 5eBue*a fra+<oY *or4al4e*te i*ferior a >O da
Bua*tidade de N totalY estA *a for4a 4i*eral Ni*orgM*icaPY co4 5redo4i*M*cia de *itrato NNO:6P
e a4T*io NN2;lPY Bue s<o as for4as de N assi4iladas 5elas 5la*tas e 5elos orga*is4os do solo.
$ssas duas for4as i*orgM*icas de *itrogD*io s<o e@tre4a4e*te di*M4icas *o soloY esta*do
suEeitas a diHersas tra*sfor4a+,es de *ature3a Bu74icaY f7sica e biol8gica.
No soloY a for4a iT*ica de N a4o*iacal NN2;lP e*co*tra6se e4 eBuil7brio co4 a for4a
gasosa NN2:P co*for4e a segui*te eBua+<o-
N2: l 2!O N2;
l
l O2
6
$4 co*di+,es de 52 alcali*oY o eBuil7brio estA deslocado 5ara a esBuerda da rea+<o
aci4aY 5redo4i*a*do a fora4 gasosa de a4T*ia NN2:P BueY de5e*de*do das co*di+,es
a4bie*taisY 5oderA ser 5erdida 5ara at4osfera. $sse 5rocessoY de*o4i*ado de Holatili3a+<o de
a4T*iaY é res5o*sAHel 5or 5erdas sig*ificatiHas de N do solo Bua*do da a5lica+<o de NY
es5ecial4e*te co4 a uréia e os deEetos de a*i4ais ricos e4 N a4o*iacal co4o os deEetos
l7Buidos de su7*os. Porta*toY esse 5rocesso de Holatili3a+<o de a4T*iaY é afetado *o solo ta*to
5or co*di+,es de *ature3a Bu74ica N52 e ca5acidade de troca de cAtio*s6%T%P co4o 5or
co*di+,es de *ature3a f7sica co4o a te45eraturaY u4idade e Helocidade dos He*tos. &
136
Holatili3a+<o de a4T*ia serA ta*to 4aior Bua*to 4ais alcali*o for o 52Y 4aiores fore4 a
te45eratura e a Helocidade dos He*tos e 4e*ores fore4 a u4idade e a %T% do solo. Redu+,es
substa*ciais de 5erdas de N 5or Holatili3a+<o de a4T*ia s<o obtidas co4 a i*cor5ora+<o
4ecM*ica da uréia e dos deEetos de a*i4ais ao soloY e4bora seEa dif7cil de co45atibili3ar essa
5rAtica co4 o siste4a de 5la*tio direto o*de esses 4ateriais s<o a5licados *a su5erf7cie do solo.
Por issoY a obserHM*cia de co*di+,es cli4Aticas faHorAHeis *o 4o4e*to de a5licar a uréia e os
deEetos. DeHe4 ser eHitadas co*di+,es de solos e@cessiHa4e*te secos ou Q4idos e te45eraturas
4uito eleHadas.
=ua*to ao *itrato NNO:6PY 5or ser u4 M*io*Y ele a5rese*ta u4a 4obilidade be4 4aior *o
solo do Bue o cAtio* a4T*io NN2;lPY o Bual 5ode ser fi@ado *as argilas ou ser adsorHido *os
s7tios de troca de cAtio*s associados co4 a 4atéria orgM*ica do solo. &ssi4Y e@ceto *aBueles
solos co4 5redo47*io de cargas 5ositiHas o*de o NO:6 5ode ser absorHidoY *os de4aisY o NO:6
a5arece liHre *a solu+<o do soloY desce*do *o 5erfil do solo Eu*ta4e*te co4 a Agua de
5ercola+<oY 5ode*do ultra5assar a 3o*a de a+<o do siste4a radicular das 5la*tas. $sse 5rocesso
f7sicoY de*o4i*ado de li@iHia+<o de *itratoY 5ode resultar e4 5erdas sig*ificatiHas de N *o solo
Bua*do as 5reci5ita+,es NchuHasP e@cede4 a eHa5otra*s5ira+<oY ou seEaY Bua*do ocorre
desloca4e*to de Agua *o 5erfil do solo. &lé4 de re5rese*tar di4i*ui+<o *a dis5o*ibilidade de N
Is culturasY a 5erda de N 5or li@iHia+<o de *itrato 5oderA co*ta4i*ar a Agua do le*+ol freAtico
co4 essa for4a de N. O li4ite ad4itido 5ara a co*ce*tra+<o de *itrato *a Agua 5otAHel é de 1/
4g de N6NO:6 5or litro.
Do 5o*to de Hista biol8gicoY o N2;l e o NO:6 5ode4 sofrer diHersas tra*sfor4a+,es *o
soloY co4 refle@os sobre a Bua*tidade de N dis5o*7Hel e sobre a 5olui+<o at4osférica. O N2;l
5assa 5elo 5rocesso de *itrifica+<o e*Bua*to o NO:6 5ela des*itrifica+<o. Ta*to o N2;l co4o o
NO:6 5ode4 ser assi4ilados 5elos 4icrorga*is4os heterotr8ficos do solo atraHés do 5rocesso
de*o4i*ado de i4obili3a+<o. & bioBu74ica de cada u4 desses trDs 5rocessosY os
4icrorga*is4os e*HolHidosY a sua de5e*dD*cia dos fatores abi8ticos e as co*seBdD*cias sobre o
a4bie*teY ser<o discutidos *esse ca57tulo.
&s 5ri*ci5ais fo*tes de N i*orgM*ico *o solo s<o os fertili3a*tes *itroge*ados NuréiaY
sulfato de a4T*io e *itrato de 5otAssioPY alé4 do N orgM*ico co*tido *os res7duos Hegetais e
a*i4ais e *a 4atéria orgM*ica do soloY o Bual é tra*sfor4ado e4 N 4i*eral 5ela 5o5ula+<o
4icrobia*a do soloY atraHés do 5rocesso de 4i*erali3a+<o.

3.6.3.2 Nitrogênio orgânico
& gra*de reserHa de N *o solo e*co*tra6se *a for4a orgM*icaY e4 u4a gra*de Hariedade
de co45ostosY dos Buais a5e*as cerca de >/O te4 sua co45osi+<o co*hecida. & orige4 desses
137
co45ostos s<o os adubos orgM*icos de *ature3a Hegetal Nadubos HerdesP e a*i4al NdeEetos os
Buais s<o co*stitu7dos 5ri*ci5al4e*te da 4istura de fe3es e uri*aPY os e@udatos radiculares das
5la*tasY os 4icrorga*is4os 4ortos e os 4etab8litos da 5o5ula+<o 4icrobia*a HiHaY alé4 da
4atéria orgM*ica estabili3ada ou hQ4us.
Os co45ostos de N orgM*ico Bue ocorre4 *atural4e*te *o solo i*clue4- 5rote7*as e
a4i*oAcidosY 5ol74eros Bue co*stitue4 a 5arede celular 4icrobia*aY a+Qcares a4i*adosY Acidos
*ucléicos e diHersas Hita4i*as e 4etab8litos i*ter4ediArios. U4a He3 Bue 4ais da 4etade do N
orgM*ico do solo te4 co45osi+<o i*defi*idaY ele te4 sido caracteri3ado atraHés do
fracio*a4e*to 5or hidr8lise Acida N'igura 0.:P

'or4a do *itrogD*io Defi*i+<o NO do N do soloP
NitrogD*io i*solQHel e4
Acido
NitrogD*io 5redo4i*a*te4e*te *a for4a de
co45ostos aro4Aticos
1/6!/
&4T*ia &4T*ia trocAHel 4ais *itrogD*io a47dico !/6:>
&4i*oAcidos Prote7*asY 5e5t7deos e a4i*o Acidos liHres :/6;>
&4i*o a+Qcares Parede celular 4icrobia*a >61/
NitrogD*io hidroli3AHel e4
Acido 4as *<o ide*tificado
_ o *itrogD*io hidroli3ado Bue *<o foi
ide*tificado co4o a4T*iaY a4i*oAcidos ou
a4i*o a+Qcares
1/6!/
'igura 0.: 'racio*a4e*to clAssico do N orgM*ico do solo baseado *a hidr8lise Acida.

3.6.3.3 Nitrogênio atmosférico (N2)
O N! at4osférico é u4 gAs relatiHa4e*te i*erte Bue co*stitui o 4aior co45arti4e*to de
N biologica4e*te atiHo e4 ecossiste4as terrestres. O N! e*tra *o ciclo do N 5ela a+<o de
4icrorga*is4osY atraHés do 5rocesso de fi@a+<o biol8gica de *itrogD*io N'?NP. $@iste4
4icrorga*is4os Bue utili3a4 o N! 5ara sua 5r85ria *utri+<o *itroge*ada Nfi@a+<o assi4bi8ticaP e
aBueles Bue fi@a4 o N! at4osférico e4 associa+<o co4 5la*tasY 5ri*ci5al4e*te as legu4i*osas
Nfi@a+<o si4bi8ticaP.

3.6.4 Principais transformações biológicas do nitrogênio

3.6.4.1 Mineralização e imobilização do N
3.6.4.1.1 Definição
U4 5rocesso cr7tico *o ciclo de BualBuer *utrie*te é a co*Hers<o das for4as orgM*icas
desse *utrie*teY 5rese*te *os 4ateriais orgM*icosY e4 for4as 4i*erais solQHeisY 4ais si45les e
Bue 5ode4 ser assi4iladas 5or 5la*tas e outros orga*is4os do solo. $ssa co*Hers<o é reali3ada
138
5elos 4icrorga*is4os Bue libera4Y ou 4i*erali3a4Y *utrie*tes co4o sub5rodutos de sua a+<o
sobre os co45ostos 5rese*tes *os 4ateriais orgM*icos. =ua*do 4icrorga*is4os ataca4 os
co45ostos orgM*icosY eles o fa3e4 co4 o obEetiHo 5ri4eiro de retirar carbo*o e e*ergia dos
co45ostos a fi4 de su5ortar o seu cresci4e*toY co*for4e discutido a*terior4e*te *a u*idade D
e '.
Para Bue o carbo*o e a e*ergia retirados do co45osto orgM*ico 5ossa4 ser co*Hertidos
e4 tecido celularY os 4icrorga*is4os *ecessita4 *utrie*tesY 5ri*ci5al4e*te *itrogD*ioY 5ara a
s7*tese de 5rote7*asY Acidos *ucléicos e outros co45o*e*tes celulares. "e e4 u4a situa+<o de
laHoura os res7duos da colheita Nres7duos culturais ou 5alhadaP fore4 ricos e4 N co4oY 5or
e@e45loY os res7duos de legu4i*osasY as *ecessidades 4icrobia*as *esse *utrie*te ser<o
facil4e*te 5ree*chidas e o N e@cede*te é liberado *a for4a 4i*eral. $sse 5rocesso e4 BueY
dura*te a deco45osi+<oY o N orgM*ico dos res7duos culturais é co*Hertido biologica4e*te e4 N
4i*eral é de*o4i*ado de 4i*erali3a+<o do N e re5rese*ta u4 au4e*to *a Bua*tidade de N
dis5o*7Hel Is 5la*tas. Tradicio*al4e*teY o a4T*io NN2;lP te4 sido co*siderado o 5roduto
i*icial da 4i*erali3a+<o eY 5or issoY esse 5rocesso de 4i*erali3a+<o de N é freBde*te4e*te
referido co4o a4o*ifica+<o.
"eY 5or outro ladoY os res7duos culturais fore4 5obres e4 N co4oY 5or e@e45loY aBueles
das gra47*easY os 4icrorga*is4os *ecessitar<o buscar N adicio*al *o solo 5ara 5oder si*teti3ar
co45ostos *itroge*ados orgM*icos a 5artir do carbo*o e da e*ergia e@tra7dos dos res7duos
culturais. Porta*toY os 4icrorga*is4os assi4ila4 N 4i*eral do soloY *as for4as de *itrato NNO:6
P eY 5ri*ci5al4e*teY de a4T*io NN2;lPY 5ara i*cor5orA6lo a co45ostos *itroge*ados orgM*icos
*a célula. Nesse 5rocessoY de*o4i*ado de i4obili3a+<o de NY ocorre u4a di4i*ui+<o do N
dis5o*7Hel Is 5la*tas.
Para 4elhor co45ree*der os 5rocessos de 4i*erali3a+<oWi4obili3a+<o de N é 5reciso
U5e*sar co4o u4 4icrorga*is4oVY cuEo i*teresse 5ri*ci5al e4 deco45or u4 4aterial orgM*ico
*o solo é tra*sfor4ar e4 célula HiHa a e*ergia e o carbo*o retirados do referido co45osto. Ou
seEaY a i4obili3a+<o 4icrobia*a do N estA i*ti4a4e*te relacio*ada ao 4etabolis4o do carbo*oY
u4a He3 Bue a e*ergia e os 5recursores celulares gerados 5elo 4etabolis4o heterotr8fico de u4
substrato carbo*ado resulta4 *o au4e*to da bio4assa 4icrobia*a eY 5or co*segui*teY *o
au4e*to da de4a*da e4 N 5or 5arte desta 5o5ula+<o de deco45ositores. &lgu*s ti5os de
4ateriais orgM*icos tD4 todo o N *ecessArio aos 4icrorga*is4os eY I 4edida Bue o carbo*o é
utili3adoY aBuele N Bue sobra é liberado N4i*erali3adoP 5ara a solu+<o do solo. Por outro ladoY
algu*s 4ateriais orgM*icos *<o tD4 *a sua co*stitui+<o Bua*tidade suficie*te de N 5ara ate*der a
de4a*da de N dos 4icrorga*is4os eY I 4edida Bue o % Hai se*do co*su4idoY todo o N
139
dis5o*7Hel dos 4ateriais é retido 5elos 4icrorga*is4os e 4ais N 5recisa ser retirado
Ni4obili3adoP da solu+<o do solo.
&traHés dessas co*sidera+,esY 5ercebe6se Bue a ocorrD*cia dos 5rocessos de
4i*erali3a+<o ou i4obili3a+<o de N dura*te a deco45osi+<o de 4ateriais orgM*icosY de5e*de
das Bua*tidades dis5o*7Heis de carbo*o e de *itrogD*io do referido 4aterialY ou seEaY da sua
rela+<o %WN. $sse efeito da rela+<o %WN sobre a 4i*erali3a+<oWi4obili3a+<o de NY ou seEaY a
estreita rela+<o e@iste*te e*tre a di*M4ica do % e do N dura*te a deco45osi+<o de res7duos
culturais *o solo é ilustrado atraHés da 'igura 0.;.

Nitrogênio
CO
2
Carbono
N mineral
mineralização
assimilação
assimilação
mineralização
imobilização
remineralização
Resíduos
orgânicos
Solo
Nitrogênio
Carbono
Biomassa
microbiana

'igura 0.; 'lu@os do % e do N dura*te a deco45osi+<o de res7duos orgM*icos. #i*has
5o*tilhadas- flu@os de %Y li*has co*t7*uas- flu@os de N. $@tra7do de MarZ et al. N1..9P.

$Hide*ciada a i45ortM*cia da rela+<o %WN dos 4ateriais orgM*icos sobre os 5rocessos
o5ostos e si4ultM*eos de 4i*erali3a+<o e i4obili3a+<o de NY u4a Buest<o i45orta*te a ser
res5o*dida é Bual a rela+<o %WN Bue deHe4 5ossuir os 4ateriais orgM*icos 5ara Bue haEa u4a
eBuiHalD*cia e*tre os 5rocessos de 4i*erali3a+<o e i4obili3a+<o de NY ou seEaY Bual a rela+<o
%WN de eBuil7brio *utricio*ala & res5osta a essa Buest<o é ilustrada atraHés da 'igura 0.>.


140

'igura 0.> %Alculo da rela+<o %WN de eBuilibrio.

U4 as5ecto i45orta*te a destacar é BueY e4bora os 5rocessos 4icrobia*os de
4i*erali3a+<o e i4obili3a+<o de N a5rese*te4 resultados o5ostos do 5o*to de Hista de
dis5o*ibilidade de N Is 5la*tasY os dois ocorre4 si4ulta*ea4e*te *o solo dura*te a
deco45osi+<o de res7duos culturais. $*Bua*to u4 gru5o de 4icrorga*is4os 5ode atacar aBueles
res7duos culturais ricos e4 N Nbai@a rela+<o %WNP co4oY 5or e@e45loY folhas de legu4i*osasY
outro gru5o 5ode atacar res7duos ricos e4 % e 5obres e4 N Nalta rela+<o %WNP. & a+<o do
5ri4eiro gru5o resulta e4 4i*erali3a+<o de N e*Bua*to a do segu*do gru5o e4 i4obili3a+<o de
N. &ssi4Y se dura*te a deco45osi+<o dos difere*tes 4ateriais orgM*icos 5rese*tes *o solo o
5ri4eiro gru5o for 5re5o*dera*te sobre o segu*do ocorrerA 4i*erali3a+<o l7Buida de N Nau4e*to
*os teores de N 4i*eralP. Na situa+<o i*Hersa ocorrerA i4obili3a+<o l7Buida de N Ndi4i*ui+<o
*os teores de N 4i*eralP.
$sse efeito difere*ciado dos ti5os de res7duos culturais sobre os 4icrorga*is4os do solo
eY co*seBde*te4e*teY sobre a i*te*sidade dos 5rocessos de 4i*erali3a+<o e i4obili3a+<o de N é
de*o4i*ado de Ufator NV do res7duo. O fator N é ilustrado atraHés das 'iguras 0.9 e 07 5ara
res7duos culturais de aHeia Nrela+<o %WN altaP e de erHilhaca Nrela+<o %WN bai@aPY
res5ectiHa4e*te. No e@e45lo a5rese*tado *a 'igura 0.9 co*siderou6se u4a adi+<o ao solo de
:./// Sg ha61de res7duos culturais de aHeia co4 ;!O de % e 1O de N N%WN de ;!P. %o4 base
*essas i*for4a+,es 5ode6se esti4ar Bue a Bua*tidade de % e N adicio*ada ao solo co4 os
res7duos culturais da aHeia foi de 1.!9/ Sg ha61 de % e :/ Sg ha61de N. No soloY assu4iu6se Bue
esses res7duos ser<o atacados 5or u4a bio4assa 4icrobia*a Bue a5rese*ta u4a %WN 4édia de
(W1 e u4 re*di4e*to de assi4ila+<o do % de ;/O N;/O do % degradado é usado *a bioss7*teseP.
Calculando a C/N de equilíbrio nutricional

Ìnformações básicas:
A biomassa microbiana do solo apresenta uma C/N média de 8
O rendimento de assimilação médio da biomassa microbiana do solo é de 40%

Passo 1. Definição da quantidade de C atacada pela biomassa microbiana.
Vamos considerar que a biomassa atacou 100 kg de C

Passo 2. Cálculo de quanto C biomassa foi formado a partir dos 100 kg de C
C biomassa = C atacado x rendimento de assimilação
C biomassa = 100 kg x 40% = 40 kg
Com isso pode-se determinar que 60 kg de C foram liberados como CO2

Passo 3. Cálculo da quantidade de N necessária para a biomassa manter a relação C/N de 8
Quantidade de N = C biomassa / C/N biomassa
Quantidade de N = 40 kg / 8 = 5

Passo 4. Cálculo da C/N de equilíbrio.
C/N = 100 kg de C / 5 kg de N = 20
141
%o*siderou6se Bue a bio4assa 4icrobia*a irA degradar 99O do % dos res7duos culturais N(:! Sg
de %P e 99O do N N!/ Sg de NP. Na célulaY u4a 5arte do % degradado é usada *a 5rodu+<o de
e*ergia N&TPPY se*do liberado co4o %O! e a outra 5arte é usada *a bioss7*tese celular.
%o*sidera*do o re*di4e*to de assi4ila+<o do % de ;/O 5ode6se esti4ar Bue ::! Sg de % ser<o
usados *a bioss7*tese e >// Sg de % sair<o da célula co4o %O!. %o4o assu4iu6se Bue a
bio4assa 4icrobia*a res5o*sAHel 5ela degrada+<o da 5alha a5rese*ta u4a %WN de (W1Y sig*ifica
Bue 5ara cada ( Sg de % utili3ados *a bioss7*tese serA *ecessArio 1 Sg de N. %o4o *o 5rese*te
e@e45loY a bio4assa 4icrobia*a irA usar ::! Sg de % 5ara a bioss7*teseY ser<o *ecessArios ;1Y>
Sg de N. $4 fu*+<o de Bue a5e*as !/ Sg de N 5rese*te *os res7duos fora4 utili3ados 5ela
bio4assaY a 4es4a *ecessitarA de u4a Bua*tidade e@tra de N de !1Y> Sg de N 5ara 5oder utili3ar
todo % dis5o*7Hel 5ara a bioss7*tese N::! Sg de %P. Para su5rir essa *ecessidade su5le4e*tar de
N a bio4assa 4icrobia*a 5ode utili3ar N 4i*eral do soloY ocasio*a*do o 5rocesso de
i4obili3a+<o l7Buida de N.
No e@e45lo da 'igura 0.7 obserHa6se Bue a degrada+<o da 5alha de erHilhaca resultou
e4 4i*erali3a+<o l7Buida de N. Isso 5orBue ao degradar o % 5rese*te *a 5alha os
4icrorga*is4os e*co*trara4 *a 4es4a u4a Bua*tidade de N su5erior IBuela reBuerida 5ara
utili3ar *a bioss7*tese. O N e@cede*te foi liberado 5elos 4icrorga*i4os 5ara a solu+<o do soloY
au4e*ta*do a Bua*tidade de N 4i*eral ou seEaY a dis5o*ibilidade de N 5ara as culturas a sere4
se4eadas a58s a erHilahaca.
$sse efeito da rela+<o %WN Herificado dura*te a deco45osi+<o de res7duos culturais de
gra47*eas é facil4e*te 5ercebido e4 co*di+,es de ca45o Bua*do a58s a aHeia é cultiHada outra
gra47*ea co4oY 5or e@e45loY o 4ilho. Na 4aioria das situa+,es o 4ilho a5rese*ta colora+<o
Herde claro e co4 bai@o dese*HolHi4e*toY eHide*cia*do a deficiD*cia de *itrogD*io *o soloY
resulta*te da i4obili3a+<o 4icrobia*a de N 5roHocada 5elos res7duos culturais da aHeia Nfator N
*egatiHoP. Os 4icrorga*is4os assi4ilara4 Ni4obili3ara4P o *itrogD*io 4i*eral do solo 5ara a
fabrica+<o de células.

142

'iguras 0.9 $feito da 5alha de aHeia N%WN altaP sobre os 5rocessos de 4i*erali3a+<o e
i4obili3a+<o de N.

No caso da erHilhacaY co*traria4e*te ao obserHado *a resteHa de aHeiaY o 4ilho
a5rese*ta6se de colora+<o Herde escuro e co4 4elhor dese*HolHi4e*toY co4o resultado do fator
N 5ositiHo dura*te a deco45osi+<o 4icrobia*a dos res7duos culturais da erHilhacaY Bue é u4a
legu4i*osa Nbai@a rela+<o %WNP.

FBN
Biomassa microbiana C/N = 8
Rendimento de assimilação do C = 40%
66% do C dos
resíduos culturais
serão degradados
pelos microrganismos
332 kg de C
ATP
Resíduo cultural
3.000 kg ha
-1
42% de C
3% de N
C/N = 14
1.260 kg ha
-1
de C
105 kg ha
-1
de N
C/N = 8
832 kg de C
41,5 kg de N
ATP
+ 28,5 kg de N
(N mineral)
Mineralização
líquida
Leguminosa
70 kg de N
500 kg
C-CO
2
FBN
Biomassa microbiana C/N = 8
Rendimento de assimilação do C = 40%
66% do C dos
resíduos culturais
serão degradados
pelos microrganismos
332 kg de C
ATP
Resíduo cultural
3.000 kg ha
-1
42% de C
3% de N
C/N = 14
1.260 kg ha
-1
de C
105 kg ha
-1
de N
C/N = 8
832 kg de C
41,5 kg de N
ATP
+ 28,5 kg de N
(N mineral)
Mineralização
líquida
Leguminosa
70 kg de N
500 kg
C-CO
2

'iguras 0.7 $feito da 5alha de erHilhaca N%WN bai@aP sobre os 5rocessos de 4i*erali3a+<o e
i4obili3a+<o de N.
& 4i*erali3a+<oWi4obili3a+<o de N Bue ocorre4 *o solo co4 e se4 a adi+<o de res7duos
culturais co4 eleHada rela+<o %WN é ilustrada 5elos resultados obtidos 5or RO?IN et al. N1..!P
143
e4 u4 trabalho co*du3ido e4 laborat8rio N'iguras 0.(P. Os 5ri*ci5ais resultados a5rese*tados
*essa figura 5ode4 ser assi4 resu4idos-
aP No solo se4 adi+<o de 5alha de trigoY a Bua*tidade de N 4i*eral NN2;l l NO:6P
au4e*tou le*ta4e*te *o solo dura*te o 5er7odo de i*cuba+<oY i*dica*do Bue a 4i*erali3a+<o de
N 5elos 4icrorga*is4os su5erou a i4obili3a+<oY resulta*do e4 4i*erali3a+<o l7Buida de N
Nau4e*to *o teor de N 4i*eralP. Nessa situa+<oY e4 Bue *<o houHe adi+<o de 5alhaY a 5o5ula+<o
4icrobia*a 4i*erali3ou o N co*tido *a 4atéria orgM*ica do solo NhQ4usP *o 5rocesso
de*o4i*ado de 4i*erali3a+<o basal . $sse 5rocesso é obserHado e4 co*di+,es de ca45o
*aBuelas Areas Bue *<o recebera4 adi+,es rece*tes de 4ateriais orgM*icos co4 eleHada rela+<o
%WN. & bai@a dis5o*ibilidade de % li4ita a atiHidade da 5o5ula+<o 4icrobia*a de hetrotr8ficosY
resulta*do e4 4i*erali3a+<o l7Buida de N.
bP & adi+<o de 5alha de trigo co4 rela+<o %WN de 1:/W1 5roHocou a rA5ida di4i*ui+<o da
Bua*tidade de N 4i*eral *o soloY cuEo Halor 47*i4o foi obtido aos ;/ dias. $ssa di4i*ui+<o do
N 4i*eral ocorreu 5elo fato de os 4icrorga*is4os tere4 assi4ilado N 4i*eral do solo 5ara
5oder utili3ar o % e a e*ergia da 5alha de trigo. Porta*toY a i4obili3a+<o 4icrobia*a de N
su5erou a 4i*erali3a+<oY caracteri3a*do o 5rocesso de i4obili3a+<o l7Buida de N. Isso ocorreu
até os ;/ dias Bua*do a 4i*erali3a+<o co4e+ou a su5erar a i4obili3a+<o e o N 4i*eral do solo
Holtou a au4e*tar. $sse co45orta4e*to se deHe I di4i*ui+<o do % e da e*ergia dis5o*7Heis *a
5alha o Bue 5roHocou a 4orte de 5arte da bio4assa 4icrobia*aY a Bual sofreu deco45osi+<o 5ela
bio4assa 4icrobia*a re4a*esce*te. O N orgM*ico i4obili3ado i*icial4e*te 5elos
4icrorga*is4os a*tes de sua 4orte foi *oHa4e*te co*Hertido e4 N 4i*eral dura*te a sua
deco45osi+<o. $sse 5rocesso é de*o4i*ado de re4i*erali3a+<o .
cP & i4obili3a+<o co*siste *a rete*+<o te45orAria do N *a for4a orgM*icaY EA Bue o N é
*oHa4e*te 4i*erali3ado Nre4i*erali3a+<oP. TodaHiaY 5ercebe6se Bue as ci*éticas da i4obili3a+<o
e da re4i*erali3a+<o s<o disti*tas. $*Bua*to a i4obili3a+<o é rA5idaY a re4i*erali3a+<o é le*ta e
5arcial. Isso ocorre 5orBue 5arte do N 4i*eral Bue é liberado do cor5o dos 4icrorga*is4os e4
deco45osi+<o é *oHa4e*te assi4ilado 5or outros 4icrorga*is4os 5assa*do 5ara a for4a
orgM*ica. $sse 5rocesso e4 Bue o N tra*sita e*tre a 5o5ula+<o 4icrobi*a HiHa e 4ortaY
alter*atiHa4e*te co4o N 4i*eral e N orgM*icoY é de*o4i*ado de reciclage4 4icrobia*a . Do
5o*to de Hista 5rAticoY isso sig*ifica Bue a5e*as u4a 5arte do N i4obili3ado serA re4i*erali3ado
e a u4a ta@a be4 4e*or do a i4obili3a+<o. &lgu*s resultados eHide*cia4 Bue *os 5ri4eiros trDs
4eses cerca de a5e*as 1>O do N i4obili3ado é re4i*erali3ado. &58s dois a*os esse Halor 5ode
au4e*tar 5ara ;/O.

144
Tempo (dias)
0 20 40 60 80 100 120 140
N

m
i
n
e
r
a
l

(
m
g

k
g
-
1

s
o
l
o
)
0
10
20
30
40
50
60
70
80
90
100
Solo nu
Mineralização basal
Ìmobilização líquida
Solo + palha de aveia
Remineralização

'iguras 0.( $Holu+<o dos teores de N 4i*eral e4 u4 solo i*cubado a 1>X% co4 e se4 a adi+<o
de 5alha de trigo. $@tra7do de RO?IN et al. N1..!P.

3.6.4.2 Microrganismos e mecanismos bioquímicos envolvidos
& deco45osi+<o dos 4ateriais orgM*icos e a 4i*erali3a+<oWi4obili3a+<o do N Bue a
aco45a*ha4 s<o 5rocessos chaHes *o ciclo i*ter*o do N *o solo. $les est<o ta4bé4 e*tre os
4ais co45le@os. Isto 5orBue a fo*te de carbo*o e e*ergia é u4a 4istura heterogD*ea de
co45ostos co4 difere*+as *a rela+<o %WNY Haria*do desde res7duos culturais rece*te4e*te
adicio*ados ao solo até substM*cias hQ4icasY resiste*tes I deco45osi+<o. & bio4assa
4icrobia*aY o age*te atiHo dessa deco45osi+<oY é ta4bé4 u4a 4istura de 4icrorga*is4os co4
*ecessidades 4etab8licas Hariadas.
Os 5rocessos de 4i*erali3a+<o e i4obili3a+<o de N s<o co*du3idos 5or u4a gra*de
diHersidade de gru5os 4icrobia*osY i*clui*do bactérias e fu*gosY ta*to aer8bicos Bua*to
a*aer8bicos. & fau*a do solo ta4bé4 te4 atua+<o i45orta*te *os dois 5rocessos 5artici5a*do
direta e i*direta4e*te de a4bos. Os orga*is4os da fau*a s<o res5o*sAHeis 5or gra*de 5arte da
deco45osi+<o i*icial dos res7duos orgM*icosY fracio*a*do6os e4 u*idades 4e*oresY o Bue facilita
o ataBue da 5o5ula+<o 4icrobia*a. &lé4 dissoY eles se ali4e*ta4 de 4icrorga*is4os 5ode*do
regular as 5o5ula+,es de bactérias e fu*gos e 5ode4 criar ou 4odificar habitats 5ara u4a a45la
ga4a de orga*is4os. %o4o e@e45lo dessa a+<o da fau*a 5ode6se citar as 4i*hocas Bue cria4
galerias *o soloY 4elhora*do a aera+<o e o co*tato dos 4icrorga*is4os co4 os res7duos
culturaisY e os tér4itas Ncu5i*sP Bue 4acera4 os tecidos Hegetais 4ais le*hososY facilita*do a sua
deco45osi+<o 5osterior 5elos 4icrorga*is4os.
145
Os 5rocessos de 4i*erali3a+<o e i4obili3a+<o de N est<o a45la4e*te distribu7dos *os
difere*tes ecossiste4as da *ature3a. Todos os orga*is4os heterotr8ficos co*so4e4 4ateriais
orgM*icos 5ara a obte*+<o de % e e*ergiaY 4i*erali3a*do ou i4obili3a*do N co4o u4
sub5roduto do seu 4etabolis4o. O i45acto da 5o5ula+<o 4icrobia*a sobre a i*te*sidade desses
dois 5rocessos de5e*de da rela+<o %WN dos 4icrorga*is4os e do re*di4e*to de assi4ila+<o do
carbo*o do substrato 5or 5arte dos 4es4os. O re*di4e*to de assi4ila+<o do %Y o Bual Haria e4
fu*+<o do ti5o de substrato e do gru5o 4icrobia*oY re5rese*ta a Bua*tidade de % do substrato
Bue é co*Hertida e4 bio4assa 4icrobia*a. Ou seEaY dura*te a deco45osi+<oY 5arte do carbo*o do
substrato é assi4ilada 5elos 4icrorga*is4os 5ara a s7*tese celular e 5arte é o@idada até %O ! 5ara
a 5rodu+<o da e*ergia *ecessAria I bioss7*tese. =ua*to 4ais eficie*te for u4 4icrorga*is4o
N4aior re*di4e*to de assi4ila+<oP 4aior serA a 5ro5or+<o de % assi4iladoY e4 rela+<o ao %
o@idado até %O
!
. =ua*to I rela+<o %WN dos 4icrorga*is4osY ela é 4aior *os fu*gos do Bue *as
bactérias.
Do 5o*to de Hista dos substratosY aBueles 4ais facil4e*te deco45o*7HeisY co4o a
glicoseY 5ode4 5ro5orcio*ar u4 re*di4e*to de assi4ila+<o do % t<o eleHado Bua*to /Y9O N9/O
do % do substrato deco45osto é tra*sfor4ado e4 células 4icrobia*as e ;/O e4 %O
!
P e*Bua*to
*aBueles substratos de 4ais dif7cil deco45osi+<o Nrecalcitra*tesPY co4o a lig*i*aY o re*di4e*to
de assi4ila+<o 5ode ser de a5e*as /Y1 N1/OP. Para a 4édia dos res7duos culturais das 5ri*ci5ais
culturas 5rodutoras de gr<os ou adubos HerdesY o re*di4e*to de assi4ila+<o do % 5elos
4icrorga*is4os fica 5r8@i4o de /Y;. TodaHiaY os 5r85rios gru5os de 4icrorga*is4os Haria4
e*tre si Bua*to ao re*di4e*to de assi4ila+<o do %Y co4 o gru5o dos fu*gos se*do 4ais eficie*te
do Bue o das bactérias.
$ssas difere*+as *a rela+<o %WN e do re*di4e*to de assi4ila+<o do % e*tre
4icrorga*is4os tD4 a segui*te re5ercuss<o 5rAtica sobre os 5rocessos de 4i*erali3a+<o e
i4obili3a+<o de N- "e dura*te a deco45osi+<o de res7duos culturais houHer 5redo47*io de
fu*gos e4 rela+<o a bactériasY haHerA 4e*or *ecessidade 4icrobia*a de NY ocorre*do 4aior
5ossibilidade de au4e*to *a dis5o*ibilidade de N *o solo Hia 4i*erali3a+<o Na4o*ifica+<oP. Da
4es4a 4a*eiraY e4 fu*+<o da 4aior rela+<o cWN dos fu*gos eles ir<o 5redo4i*ar *a
deco45osi+<o de substratos 5obres e4 N.
Do 5o*to de Hista bioBu74icoY a co*Hers<o de co45ostos orgM*icos co*te*do N 5ara
a4T*io Na4o*ifica+<oP é 4ediada 5or e*3i4as 5rodu3idas 5or 4acro e 4icrorga*is4os do solo.
& 5rodu+<o de a4T*io e*HolHe diHersas eta5as. I*icial4e*teY e*3i4as e@tracelulares co4oY 5or
e@e45loY 5rotei*asesY 5roteases e 5e5tidasesY co*Herte4 5ol74eros e4 4o*T4eros os Buais
5assa4 5ela 4e4bra*a celular e s<o 4etaboli3adosY resulta*do *a 5rodu+<o de a4T*ioY Bue é
liberado 5ela célula 5ara a solu+<o do solo.
146
No i*terior das célulasY a 5rodu+<o de a4T*io ocorre atraHés da a+<o de diHersas e*3i4as
i*tracelulares. To4a*do co4o e@e45lo os a4i*oAcidosY Bue s<o os 4o*T4eros Bue e*tra4 *a
célula a58s a Buebra das 5rote7*as 5ela a+<o de e*3i4as e@tracelulares de*o4i*adas de
5rotei*asesY 5ode4 ser e*co*trados dois ti5os de gru5os fu*cio*ais co*te*do N- a a4i*a NN2
!
6
%R:P e a a4ida NN2!6%RmOP. O N a47*ico é liberado 5ri4eira4e*te 5or e*3i4as de*o4i*adas
a4i*oAcido desidroge*asses e a4i*oAcido o@idases *o 5rocesso de*o4i*ado de desa4i*a+<o .
Na 4aioria das situa+,esY a *ecessidade dos 4icrorga*is4os hetrotr8ficos e4 carbo*o e
e*ergia dirige a degrada+<o 4icrobia*a de a4i*oAcidosY a4i*o6a+Qcares e Acidos *ucléicos.
$*t<oY o a4T*io liberado desses co45ostos orgM*icosY co4o resultado da a4o*ifica+<oY 5ode ser
co*siderado u4 sub5roduto do catabolis4o.
=ua*to I i4obili3a+<o de NY os 4icrorga*is4os 5ode4 assi4ilar as for4as i*orgM*icas
de a4T*io e de *itrato 5ara a s7*tese dos difere*tes co45ostos *itroge*ados orgM*icos Bue
co*stitue4 a célula. Para assi4ila+<o do *itrato e a sua redu+<o 5ara N orgM*ico *a célula é
*ecessAria i*icial4e*te a a+<o da e*3i4a *itrato redutase. =ua*to I assi4ila+<o de a4T*ioY os
4icrorga*is4os e outros orga*is4os o fa3e4 atraHés de duas rotas 5ri*ci5ais. $4 co*ce*tra+,es
relatiHa4e*te eleHadas de a4T*io a sua assi4ila+<o ocorre atraHés do siste4a gluta4ato
desidroge*ase. $4 bai@as co*ce*tra+,es de a4T*ioY co4o ocorre *a 4aioria dos solosY a sua
assi4ila+<o é o5erada 5elo siste4a 0O0&T Ngluta4i*a si*tetase6gluta4ato si*taseP o Bual é
basta*te co45le@o.

3.6.4.3 Fatores de controle
Os fatores abi8ticos Bue co*trola4 a atiHidade da 5o5ula+<o 4icrobia*a de
heterotr8ficosY co4o 52Y te45eratura e u4idade do solo ta4bé4 afeta4 direta4e*te os
5rocessos de 4i*erali3a+<o e i4obili3a+<o de N. De for4a si4ilar I res5ira+<o 4icrobia*aY as
ta@as de 4i*erali3a+<o e i4obili3a+<o de N au4e*ta4 co4 a te45eratura e ati*ge4 Halores
4A@i4os e4 co*teQdos i*ter4ediArios de Agua *o solo. TodaHiaY ta@as sig*ificatiHas de a4bos
os 5rocessos 5ode4 ser obserHadas 4es4o e4 co*di+,es e@tre4as de u4idade e te45eratura.
Na 4aioria dos solosY a Bua*tidade e a Bualidade dos res7duos orgM*icos s<o os 5ri*ci5ais
fatores de co*trole das ta@as e da ci*ética dos 5rocessos de 4i*erali3a+<o e i4obili3a+<o de N.
"ob co*di+,es faHorAHeis de te45eratura e de u4idadeY a adi+<o de Bua*tidades eleHadas de
4ateriais orgM*icos co*du3 a eleHadas ta@as de atiHidade 4icrobia*a e a ta@as 5ote*cial4e*te
eleHadas de 4i*erali3a+<o e i4obili3a+<o de N. & 5redo4i*M*cia de u4 ou outro 5rocesso
de5e*derA do ti5o de substrato e da co45osi+<o da 5o5ula+<o 4icrobia*a de deco45ositores.
147
=ua*to I Bualidade do substratoY a dis5o*ibilidade de % e4 rela+<o ao N dis5o*7Hel
Nrela+<o %WNP é o 5ri*ci5al fator Bue for*ece u4 bo4 i*dicatiHo sobre a 5redo4i*M*cia de
4i*erali3a+<o ou i4obili3a+<o de N dura*te a fase i*icial de deco45osi+<o. 0eral4e*teY e4
4ateriais co4 rela+<o %WN 5r8@i4a a !> ocorre u4 eBu7librio e*tre os 5rocessos de
4i*erali3a+<o ou i4obili3a+<o de NY *<o ocorre*do Haria+,es sig*ificatiHas *os teores de N
4i*eral do solo. %o4o regra geralY 4ateriais co4 rela+<o %WN 4e*or Bue !>W1 esti4ula4 a
4i*erali3a+<o e*Bua*to aBueles co4 rela+<o %WN 4aior de !>W1 esti4ula4 a i4obili3a+<o de N.
$4bora *a 4aioria dos 4ateriais orgM*icos o teor de carbo*o seEa relatiHa4e*te
co*sta*te e 5r8@i4o de ;!OY a Haria+<o *o teor de N dos 4es4os resulta e4 a45la Haria+<o da
rela+<o %WNY co*for4e ilustrado *a 'iguras 0...

Material orgM*ico Rela+<o %-N
?io4assa 4icrobia*a (-1
Matéria orgM*ica do solo 1!-1
&Heia *o floresci4e*to :9-1
$rHilhaca 1;-1
Nabo :/-1
&Heia l erHilhaca !!-1
Res7duos de colheita do girassol ;(-1
Res7duos de colheita do 4ilho (/-1
Res7duos de colheita da soEa 9:-1
'olha de soEa 1>-1
DeEetos l7Buidos de su7*os >-1
#odo de esgoto .-1
%asca de arro3 (:-1
MaraHalha !1!-1
'iguras 0.. Rela+<o %WN de diHersos 4ateriais orgM*icos.

& 5artir dos resultados da 'iguras 0..Y co*sidere o efeito es5erado sobre os 5rocessos de
4i*erali3a+<o de N ao adicio*ar ao soloY 5or e@e45loY esterco. %o4 a adi+<o desse 4aterial co4
rela+<o %WN de !/W1 os 4icrorga*is4os *<o ter<o dificuldade e4 obter N e o 5rocesso de
4i*erali3a+<o 5redo4i*a sobre a i4obili3a+<oY au4e*ta*do *o solo a dis5o*ibilidade de N Is
5la*tas. Por issoY é freBde*te o uso de estercos co4o fertili3a*tes. Por outro ladoY se for
adicio*ada serrage4 ao soloY co4 %WN de 9!>W1 os 4icrorga*is4os ser<o esti4ulados 5elo % e
e*ergia da serrage4Y 5oré4 *<o 5ode4 degradA6la se4 N adicio*al EA Bue o N da serrage4 *<o é
suficie*te 5ara 5er4itir a s7*tese de 5rote7*as 5elos 4icrorga*is4os. #ogoY os 4icrorga*is4os
deHer<o i4obili3ar N do soloY resulta*do *a di4i*ui+<o da Bua*tidade de N dis5o*7Hel Is
5la*tas.
O bala*+o e*tre os 5rocessos de 4i*erali3a+<o e i4obili3a+<o de N *<o solo *<o é
i*flue*ciado a5e*as 5elos fatores a4bie*tais e 5ela rela+<o %WN dos 4ateriais orgM*icos e dos
4icrorga*is4osY 4as ta4bé4 5or fatores bi8ticos. O 5ri*ci5al fator bi8tico refere6se ao 5a5el de
148
algu*s i*tegra*tes da 4icro e 4esofau*a co4o 5redadores dos deco45ositores 5ri4AriosY Bue
s<o as bactérias e os fu*gos. _ refere*ciado Bue cerca de :/O da 4i*erali3a+<o l7Buida de N Bue
ocorre *os estAgios i*iciais de deco45osi+<o de algu*s 4ateriais orgM*icos se deHe I a+<o
5redat8ria e@ercida 5or 5roto3oArios e *e4at8ides. %o4o os 5redadores e os 4icrorga*is4os
5ossue4 bai@a rela+<o %WNY ocorre u4 e@cesso de N *o 4etabolis4o dos 5redadoresY resulta*do
e4 libera+<o de a4T*io ao soloY ou seEaY e4 4i*erali3a+<o l7Buida de N.

3.6.4.4 Ìmportância agrícola e ambiental
Os 5rocessos de 4i*erali3a+<o e i4obili3a+<o s<o de gra*de releHM*cia ta*to 5ara a
5rodutiHidade das culturas co4o 5ara a Bualidade do a4bie*te. %o*for4e 4e*cio*ado
a*terior4e*teY o bala*+o e*tre 4i*erali3a+<o e i4obili3a+<o de N é co*trolado 5ri*ci5al4e*te
5ela rela+<o %WN dos substratos. &ssi4Y co*for4e ilustra a 'iguras 0.(Y Bua*do res7duos co4
rela+<o %WN eleHada s<o adicio*ados ao solo estabelece6se u4a co45eti+<o e*tre 5la*tas e
4icrorga*is4os 5elo N dis5o*7Hel do soloY resulta*doY *a 4aioria dos casosY e4 deficiD*cia de N
e 5reEu73o *a 5rodutiHidade das culturas. Para co45e*sar essa deficiD*cia e4 NY 5roHocada 5ela
i4obili3a+<o 4icrobia*aY 5ode6se la*+ar 4<o da a5lica+<o de fertili3a*tes *itroge*adosY os Buais
a5rese*ta4 5re+os eleHados e 5ode4 au4e*tar sig*ificatiHa4e*te os custos de 5rodu+<o.
Por outro ladoY Bua*do s<o adicio*ados ao solo res7duos orgM*icos co4 rela+<o %WN
4uito bai@a co4oY 5or e@e45loY estercos e res7duos culturais de algu4as legu4i*osasY a
4i*erali3a+<o de N é o 5rocesso do4i*a*te e o a4T*io a5arece ra5ida4e*te *o soloY o*de estarA
e4 eBuil7brio co4 a for4a gasosa de a4T*ia. $4 co*di+,es de 52 alcali*oY u4idade bai@a e
te45eraturas eleHadas as 5erdas de N 5or Holatili3a+<o de a4T*ia 5ode4 ser sig*ificatiHasY
re5rese*ta*do 5olui+<o a4bie*tal 5roHocada 5ela a4T*ia e di4i*ui+<o do 5ote*cial de
for*eci4e*to de N Is culturas co4erciais 5elos res7duos orgM*icos. &lé4 dissoY co*for4e serA
abordado a seguir *este ca57tuloY outro desti*o do a4T*io *o solo é a sua o@ida+<o 5ara *itrato
atraHés do 5rocesso 4icrobia*o de *itrifica+<o. $studos reali3ados *a U'"M de4o*stra4 Bue
esse 5rocesso é rA5ido. Porta*to o NO :
6
Y alta4e*te i*stAHel *o a4bie*teY 5oderA a5arecer
5recoce4e*te *o solo a58s a a5lica+<o dos res7duos orgM*icos Bua*do ai*da *<o hA u4a cultura
5ara absorHD6lo. Isso 5ode co*du3ir a 5erdas i45orta*tes de N 5or li@iHia+<o de NO :
6
e 5or
e4iss,es gasosas Hia des*itrifica+<o o Bue resultaY ta4bé4Y e4 5reEu73os eco*T4icos 5ela 5erda
de N e a4bie*tais 5ela 5ossibilidade de co*ta4i*a+<o da Agua 5or NO :
6
e do ar 5elo 8@ido
*itroso NN!OP
&lé4 da rela+<o %WN dos res7duos culturais o 4a*eEo adotado co4 os 4es4os ta4bé4
te4 i45lica+,es i45orta*tes sobre os 5rocessos de 4i*erali3a+<o e i4obili3a+<o de N. Para
149
aBueles res7duos co4 eleHada rela+<o %WN a sua i*cor5ora+<o ao solo esti4ula a i4obili3a+<o de
N. Isso 5or BueY alé4 de 4elhorar o co*tato do solo co4 os res7duosY a i*cor5ora+<o facilita o
desloca4e*to do N 4i*eral até os s7tios de deco45osi+<o o*de a de4a*da e4 N dos
4icrorga*is4os heterotr8ficos é eleHada. Por outro ladoY *aBueles res7duos culturais co4 bai@a
rela+<o %WNY a libera+<o de N N4i*erali3a+<oP é rA5ida 4es4o Bua*do os 4es4os s<o dei@ados
*a su5erf7cie do soloY co4o *o siste4a 5la*tio direto.
& 5artir dessas co*sidera+,es de5ree*de6se BueY do 5o*to de Hista agr7cola e a4bie*talY
ta*to a i4obili3a+<o l7Buida de NY 5roHocada 5or 4ateriais orgM*icos co4 rela+<o %WN 4uito
eleHadaY Bua*to a rA5ida 4i*erali3a+<o l7Buida de NY 5roHocada 5or 4ateriais orgM*icos de
rela+<o %WN 4uito bai@aY s<o 5reEudiciaisYta*to do 5o*to de Hista agr7cola Neco*T4icoP Bua*to
a4bie*tal. Os 4aiores desafios da 5esBuisa co*siste4 e4 buscar es5écies de 5la*tas ou
co4bi*a+,es Nco*s8rciosP de es5écies cuEa rela+<o %WN de seus res7duos culturais 5ossibilite a
4i*erali3a+<o l7Buida gradual do N 5elos 4icrorga*is4osY alé4 de buscar siste4as de 5re5aro
do solo 5ara 4a*eEar tais res7duos. O obEetiHo ce*tral é Bue o N dos res7duos culturais seEa
liberado e4 si*cro*ia co4 a de4a*da e4 N das culturas co4erciaisY co4 be*ef7cio I
5rodutiHidade destas e co4 riscos 47*i4os de 5olui+<o do a4bie*te.
3.6.5 Nitrificação
3.6.5.1 Definição
& *itrifica+<o 5ode ser defi*ida co4o a o@ida+<o 4icrobia*a de for4as redu3idas de N
4i*eral até *itrato NNO :
6
P. Na *itrifica+<o autotr8ficaY 5roHaHel4e*te a do4i*a*te *a 4aioria
dos solosY as bactérias *itrificadoras retira4 e*ergia da a4T*ia NN2 :P o@ida*do6a até *itrato e4
duas eta5asY se*do a 5ri4eira de a4T*ia até *itrito NNO
!
6
P e a segu*da de NO
!
6
até *itrato.

3.6.5.2 Microrganismos e mecanismos bioquímicos envolvidos
$4bora a *itrifica+<o autotr8ficaY reali3ada 5or bactériasY te*ha sido descoberta 5ri4eiroY
sabe6se atual4e*te Bue 4icrorga*is4os heterotr8ficos e*HolHe*do bactérias de algu*s gD*eros
Ne@.Y &lcalige*esY "tre5to4Zces e Pseudo4o*asP e fu*gos Ne@.Y &s5ergillus flaHusP ta4bé4
5ode4 o@idar a4T*io e N orgM*ico até NO !
6
e NO:
6
. TodaHiaY o 5rocesso autotr8fico 5arece ser
do4i*a*te *a 4aioria dos solos eY 5or issoY ele serA e*focado aBui.
& *itrifica+<o autotr8fica é u4 5rocesso Bue ocorre e4 duas eta5asY reali3adas 5or gru5os
se5arados de bactérias. O 5ri4eiro gru5o de bactériasY de*o4i*adas de o@ida*tes de a4T*iaY
co*Herte4 a4T*ia a *itrito. O *itrito é e*t<o o@idado a *itrato 5elas bactérias o@ida*tes de
*itrito.

150
O@ida+<o de a4T*ia
O 5ri4eiro 5asso da *itrifica+<oY Bue co*siste *a o@ida+<o de a4T*ia a *itritoY ocorre e4
diHersas eta5as e é reali3ado 5or bactérias de ci*co gD*eros NNitroso4o*asY NitrosococcusY
Nitrosos5iraY Nitrosolobus e NitrosoHibrioP se*do o gD*ero Nitroso4o*as o 4ais estudado e
4elhor carateri3adoY e4bora o gD*ero Nitrosolobus 5ossa 5redo4i*ar e4 algu*s solos e o
gD*ero Nitros5ira estA associado I o@ida+<o de a4T*ia e4 solos Acidos.
& rea+<o geral 5ara a co*Hers<o de a4T*ia até *itritoY a Bual ocorre e4 eta5as e é Is
He3es de*o4i*ada de *itrita+<oY é a segui*te-

N2: l 1Y> O! 666666666666NO!
6
l 2
l
l 2!O

O 5ri4eiro 5asso *a o@ida+<o de a4T*ia até *itritoY *<o estA aco5lado I 5rodu+<o de
e*ergia Ns7*tese de &TPP. $le é 4ediado 5ela e*3i4a a4T*ia 4o*o6o@ige*ase e co*siste *a
co*Hers<o de N2: até hidro@ila4i*a NN2!O2P-

N2
:
l !2
l
l O
!
l !e
6
6666666666666666666666666 N2
!
O2 l 2
!
O

Na seBdD*cia do 5rocesso o@idatiHoY a hidro@ila4i*a é co*Hertida e*3i4atica4e*te
Nhidro@ila4i*a 8@idoredutasePY atraHés de HArios 5assos ai*da i*defi*idosY até *itritoY co4 a
segui*te eBua+<o geral-

N2!O2 l 2!O66666666666666666666666666 NO!
6
l ;e
6
l >2
l


Dois dos ; elétro*s Ne
6
P dessa Qlti4a rea+<o s<o utili3ados *a cadeia de tra*s5orte de
elétro*s gera*do e*ergia N&TPP 5ara o cresci4e*to das bactérias. &traHés de u4a o@idase
ter4i*al os e
6
s<o e*tregues ao O ! Bue reage co4 2
l
5rodu3i*do 2 !O co*for4e a segui*te
rea+<o-
!2
l
l /Y> O
!
l !e6666666666666666666666666666 2
!
O

O@ida+<o de *itrito NNO !
6
P
Na 4aioria dos solos o NO
!
6
5rodu3ido 5elas bactérias o@ida*tes de a4T*ia *<o se
acu4ula 4as é ra5ida4e*te o@idado até *itrato *o segu*do 5asso da *itrifica+<oY co*du3ido
5elas bactérias o@ida*tes de *itrito 5erte*ce*tes aos gD*eros NitrobacterY Nitros5i*aY
Nitrococcus e Nitros5ira. O 5rocesso O gD*ero Nitrobacter é o 4ais estudado e o 5asso fi*al da
151
*itrifica+<oY Bue co*siste *a o@ida+<o de NO !
6
a NO :
6
Y

ta4bé4 de*o4i*ado de *itrata+<oY é
4ediado 5ela e*3i4a *itrito 8@idoredutase-

NO
!
6
l 2
!
O66666666666 NO
:
6
l !2
l
l !e
6


Os dois elétro*s da rea+<o aci4a s<o tra*sferidos I cadeia tra*s5ortadora de elétro*s 5ara
a 5rodu+<o de &TP Hia fosforila+<o o@idatiHaY usa*do o O
!
co4o ace5tor ter4i*al de e
6
.
&traHés das rea+,es de o@ida+<o da a4T*ia e do *itrito 5ercebe6se Bue a *itrifica+<o é u4
5rocesso estrita4e*te aer8bico. Por issoY os 4ateriais orgM*icos ar4a3e*ados e4 a4bie*tes
a*aer8bicos co4oY 5or e@e45loY os deEetos de a*i4ais ar4a3e*ados e4 esterBueirasY acu4ula4
N *a for4a a4o*iacal e *<o 5ossue4 NO
!
6
ou NO
:
6
sua co45osi+<o.
Pelo fato de as bactérias *itrificadoras o@idare4 substratos Bue *<o co*tD4 carbo*oY elas
deriHa4 o % *ecessArio I bioss7*tese do %O ! at4osférico eY 5or issoY s<o classificadas co4o
autotr8ficas. TodaHiaY 5ara fi@ar o %O ! at4osférico atraHés do ciclo de %alHi* e co*HertD6lo e4
4aterial celular é *ecessAria e*ergia N&TPP. %erca de (/O da e*ergia 5rodu3ida dura*te a
*itrifica+<o é e45regada *esse 5rocesso de fi@a+<o do %O
!
Y

o Bue tor*a as bactérias
*itrificadoras relatiHa4e*te 5ouco eficie*tes do 5o*to de Hista de eficiD*cia *o seu cresci4e*to.
Por issoY e4 4uitos solosY essas bactérias s<o 5ouco hAbeis e4 co45etir co4 os 4icrorga*is4os
heterotr8ficos e co4 as 5la*tas 5elo N2
;
l
dis5o*7Hel.

3.6.5.3 Fatores de controle
DiHersos fatoresY agi*do de for4a i*teratiHaY co*trola4 a *itrifica+<o *o solo. &
i45ortM*cia relatiHa desses fatores é ilustrada atraHés da 'iguras 0.1/Y e4 Bue os fatores 4ais
i45orta*tesY ou seEaY aBueles Bue 4ais freBde*te4e*te li4ita4 a ta@a de *itrifica+<oY est<o
situados *a 5arte su5erior da 'iguras 0.1/.

152

'iguras 0.1/ 'atores Bue regula4 a *itrifica+<o *o solo.

&traHés da 'iguras 0.1/ obserHa6se BueY 5or orde4 de hierarBuiaY os 5ri*ci5ais fatores de
co*trole da *itrifica+<o *o solo s<o a 5rese*+a de bactérias co4 ca5acidade de reali3ar a
o@ida+<o de a4T*ia até *itratoY a 5rese*+a de O !Y a dis5o*ibilidade de a4T*io e co*di+,es
abi8ticas Nte45eraturaY u4idadeY 52Y *utrie*tesY etc.P faHorAHeis. "e todos esses fatores fore4
faHorAHeisY a *itrifica+<o é 5oss7Helb se BualBuer u4 dos fatores for desfaHorAHelY a ocorrD*cia da
*itrifica+<oY e4 ta@as sig*ificatiHasY é 5ouco 5roHAHel. Isso decorre do fato desses fatores agire4
de for4a i*teratiHaY ou seEaY os fatores s<o 4ulti5licatiHos.
&s li*has 5o*tilhadas da 'iguras 0.1/ sugere4 Bue a Bua*tidade de substrato NN2 ;
l

dis5o*7HelP e as co*di+,es abi8ticas s<o os fatores Bue e@erce4 4aior efeito li4ita*te sobre a
5o5ula+<o de bactérias *itrificadoras. & ate*ua+<o da li4ita+<o i45osta 5or esses fatores
au4e*ta a ta@a de cresci4e*to eY 5orta*toY a 5o5ula+<o dos *itrificadores e as ta@as de
tra*sfor4a+<o de a4T*ia 5ara *itrato N*itrifica+<oP.
& seguir serA feita u4a breHe descri+<o sobre os 5ri*ci5ais fatores co*troladores da
*itrifica+<o.
Po5ula+<o de *itrificadores . Para Bue a *itrifica+<o ocorraY 4icrorga*is4os *itrificadores
heterotr8ficos eY 5ri*ci5al4e*teY autotr8ficos deHe4 estar 5rese*tes *o solo. Tais *itrificadores
s<o habita*tes co4u*s da 4aioria dos solosY e4bora 5ossa4 e@istir e4 5o5ula+,es 4uito bai@as
5ara Bue a *itrifica+<o ocorra e4 ta@as sig*ificatiHas. "olos se4 hist8rico de uso de fertili3a*tes
*itroge*ados 5ode4 co*ter bai@a 5o5ula+<o de *itrificadoresY *a orde4 de 1/
:
a 1/
;

*itrificadores 5or gra4a de solo. $sse *Q4ero 5ode au4e*tar 5ara 1/
9
5or gra4a de solo e4
153
solos co4 o uso freBde*te de fertili3a*tes *itroge*adosY ta*to 4i*erais Bua*to orgM*icos.
Porta*toY é de se es5erar Bue e4 Areas fertili3adas as ta@as de *itrifica+<o seEa4 faHorecidas.

&era+<o do solo . U4a He3 Bue os 4icrorga*is4os *itrificadores s<o Buase Bue e@clusiHa4e*te
aer8bicosY os solos deHe4 ter co*ce*tra+,es de O! suficie*te4e*te eleHadas 5ara Bue a
*itrifica+<o ocorra. O *7Hel de O ! é 8ti4o Bua*do a u4idade do solo estiHer 5r8@i4a da
ca5acidade de ca45o. &5esar dissoY 4es4o e4 a4bie*tes alagadosY co4o as laHouras de arro3Y
e@iste u4a 5eBue*a ca4ada aer8bica No@idadaP 5r8@i4a das ra73es e *a i*terface
AguaWsedi4e*tos o*de a *itrifica+<o 5ode ocorrerY 4es4o Bue e4 ta@as bai@as.

Dis5o*ibilidade de substrato NN2 ;
l
P. Desde Bue co*di+,es aer8bicas e@ista4Y o outro fator
i*diHidual 4ais i45orta*te sobre a *itrifica+<o *a 4aioria dos solos é a dis5o*ibilidade de
a4T*io. =ua*do a deco45osi+<o de 4ateriais orgM*icos for bai@a eY e*t<oY a 4i*erali3a+<o de N
ta4bé4 for bai@aY ou o*de a i4obili3a+<o 4icrobia*a de N2 ;
l
e a absor+<o de N2 ;
l
5elas
5la*tas fore4 eleHadasY as ta@as de *itrifica+<o ser<o redu3idas. Nessas situa+,esY as bai@as
co*ce*tra+,es do substrato N2
;
l
ir<o li4itar o cresci4e*to dos *itrificadores eY 5or
co*seBdD*cia as ta@as de *itrifica+<o. &ssi4Y logo a58s a adi+<o ao solo de res7duos culturais
co4 eleHada rela+<o %WN 5oderA ocorrer li4ita+<o da *itrifica+<o e4 fu*+<o da bai@a
dis5o*ibilidade de N2
;
l
Y decorre*te da i4obili3a+<o 5ela 5o5ula+<o 4icrobia*a de
heterotr8ficos. Por outro ladoY a *itrifica+<o serA faHorecida 5ela ado+<o de BualBuer 5rAtica
agr7cola Bue au4e*te a dis5o*ibilidade de N2;
l
*o solo co4oY 5or e@e45loY o 5re5aro
co*He*cio*al do solo co4 ara+<o e gradage*sY o uso de deEetos de a*i4ais e a fertili3a+<o co4
uréia ou sulfato de a4T*io.

52 e outros fatores abi8ticos. & atiHidade dos *itrificadores *o solo é 5ote*cial4e*te afetada
5or fatores abi8ticos co4o te45eraturaY u4idadeY sali*idade e dis5o*ibilidade de outros
*utrie*tes Bue *<o o N. $4 fu*+<o da sua bai@a ta@a de cresci4e*toY 4otiHada 5elo seu
4etabolis4o relatiHa4e*te eficie*teY os *itrificadores s<o relatiHa4e*te 4ais se*s7Heis Is
co*di+,es adHersas do Bue os heterotr8ficos do soloY es5ecial4e*te Is bai@as te45eraturas.
=ua*to ao 52 do soloY foi ad4itido 5or 4uito te45o Bue o 5rocesso de *itrifica+<o era i*ibido
e4 solos Acidos. TodaHiaY resultados 4ais rece*tes i*dica4 Bue a a4T*ia 5ode ser o@idase a
ta@as eleHadas 4es4o e4 solos de florestas co4 52 i*ferior a ;Y>. &s bases fisiol8gicas 5ara
e@5licar isso ai*da *<o s<o be4 co*hecidas.

154
3.6.5.4 Ìmportância agrícola e ambiental
& 5rese*+a e a atiHidade dos 4icrorga*is4os *itrificadores afeta4 substa*cial4e*te o
fu*cio*a4e*to de u4 ecossiste4a 5elas segui*tes ra3,es 5ri*ci5ais-
aP $4bora algu4 NO :
6
5ossa e*trar *os ecossiste4as co4 a a5lica+<o de fertili3a*tes
co4oY 5or e@e45loY o *itrato de 5otAssio NcNO :PY a 4aior 5arte de NO :
6
é 5rodu3ida i* situ Hia
*itrifica+<o. %o*for4e EA discutido a*terior4e*teY e4 fu*+<o do NO :
6
ser u4 M*io* ele é 4ais
48Hel do Bue o a4T*io NN2
;
l
P eY 5or issoY 5ode ser tra*s5ortado 5ela Agua do solo 5ara alé4 da
3o*a de a+<o do siste4a radicular das 5la*tasY Bua*do as 5reci5ita+,es e@cede4 a
eHa5otra*s5ira+<o. De5e*de*do da sua i*te*sidadeY a li@iHia+<o do NO :
6
5ode co*du3ir I
5olui+<o das Aguas do le*+ol freAtico EA Bue a Agua 5otAHel *<o deHe co*ter 4ais do Bue 1/ 4g
de N6NO
:
6
#
61
.
bP =ua*do NO:
6
li@7Hia *o 5erfil do solo ele deHe ser aco45a*hado 5or u4a Bua*tidade
eBuiHale*te de cAtio*sY co4o 5otAssio Nc
l
P e cAlcio N%a
!l
P 5ara 4a*ter o bala*+o de cargas. %o4
issoY di4i*ui a satura+<o de bases do solo e au4e*ta a acide3 de trocaY a4bos 5reEudiciais I
fertilidade do solob
cP &lé4 da 5ossibilidade de co*ta4i*a+<o das Aguas subsu5erficiaisY o NO :
6
5ode ai*da
ser tra*s5ortado aos 4a*a*ciais de su5erf7cie. $sse 5rocesso de e*riBueci4e*to da Agua co4
*utrie*tesY de*o4i*ado de eutrofica+<oY 5ode co*du3ir ao dese*HolHi4e*to e@cessiHo de algas e
algu4as 5la*tasY co45ro4ete*do a ecologia do siste4a.
dP "ob co*di+,es de aera+<o deficie*te do solo Nbai@o O!P o NO:
6
estA suEeito ao 5rocesso
de des*itrifica+<oY e4 Bue bactérias co*Herte4 o NO :
6
e4 for4as gasosas de NY e*tre as Buais o
8@ido *itroso Bue é u4 gAs de efeito estufa. $sse 5rocesso biol8gicoY Bue serA discutido co4
4ais detalhes a seguir re5rese*taY 5orta*toY 5erda de N e 5olui+<o at4osféricab
eP & *itrifica+<o é u4a das 5ri*ci5ais fo*tes de acide3 e4 4uitos solos agr7colasY u4a
He3 Bue cada 4ol de a4T*ia o@idada libera u4 4ol de 2
l
. Isso te4 4Qlti5los efeitos sobre a
Bualidade dos ecossiste4as. No soloY 5or e@e45loY a di4i*ui+<o do 52 au4e*ta a to@ide3 de
alu47*io Is 5la*tas.
&s 5la*tas 5ode4 assi4ilar ta*to N2 ;
l
Bua*to NO :
6
Y 5ara a s7*tese de co45ostos
*itroge*ados orgM*icosY e4bora 4uitas 5la*tas 5refira4 NO :
6
.

&ssi4Y co*sidera*do os HArios
5roble4as eco*T4icos e a4bie*tais resulta*tes da 5rese*+a de NO:
6
*o soloY 5ode6se di3er Bue a
*itrifica+<o é u4 5rocesso 5reEudicialY Bua*do ocorre e4 ta@as eleHadas. TodaHiaY é u4 5rocesso
4icrobia*o i*eHitAHel EA Bue as bactérias *itrificadoras e@iste4 e4 5ratica4e*te todos os
a4bie*tes da *ature3a.
U4a das 4a*eiras de co*trolar a atiHidade dos *itrificadores *o soloY redu3i*do a ta@a de
o@ida+<o de N2
;
l
a NO
:
6
a58s a a5lica+<o de fertili3a*tes *itroge*ados orgM*icos ou 4i*eraisY
155
co*siste *a utili3a+<o de 5rodutos i*ibidores da *itrifica+<o. Produtos co4erciais co4o *itra5iri*
N!6cloro69 5Zridi*aP e D%D NdicZa*dia4idaP s<o co45roHada4e*te i*ibidores da *itrifica+<o
5elo fato de i*ibire4 a s7*tese da e*3i4a a4T*ia 4o*oo@ige*aseY Bue é 5ri4eira e*3i4a
e*HolHida *a o@ida+<o da a4T*ia. &5esar dessa 5ossibilidadeY o grau de sucesso co4 o uso dos
i*ibidores da *itrifica+<o é HariAHelY o seu custo é eleHado e o efeito i*ibit8rio 5ode ser
ra5ida4e*te 5erdido. Por issoY o seu uso ai*da é basta*te li4itado.
Outra estratégia 5ara 4i*i4i3ar as 5erdas de NO
:
6
do siste4a soloW5la*ta é efetuar o
5arcela4e*to dos fertili3a*tes *itroge*ados *as culturas ao i*Hés de utili3A6los e4 dose Q*ica.
%o4 issoY busca6se si*cro*i3ar a ta@a de *itrifica+<o e o co*seBde*te a5areci4e*to do NO :
6
*o
solo co4 a absor+<o de NO :
6
5elas culturas. =ua*to 4ais NO :
6
5er4a*ecer liHre *o solo a58s a
a5lica+<o dos fertili3a*tes *itroge*adosY 4aiores as 5ossibilidade de 5erda de N e de 5olui+<o do
a4bie*te.

3.6.6 Desnitrificação
3.6.6.1 Definição
No 4etabolis4o aer8bicoY o o@igD*io atua co4o ace5tor de elétro*s *o fi*al da cadeia
res5irat8riaY 5ara a 5rodu+<o de e*ergia *a for4a de &TP. $sse é o 5ri*ci5al ti5o de
4etabolis4o e*co*trado e4 4icrorga*is4os 5rese*tes *a *ature3a e *este casoY os elétro*s
e@tra7dos dos 4ateriais orgM*icos acabar<o *a for4a+<o de Agua. &lgu4as 5o5ula+,es de
bactérias 5ode4 utili3ar o *itrato NNO :
6
P co4o rece5tor ter4i*al de elétro*sY e4 a4bie*tes
saturados ou 4al dre*adosY o*de hA falta de o@igD*io. Nesse caso hA a for4a+<o de for4as 4ais
redu3idas e HolAteis de *itrogD*ioY 5ri*ci5al4e*te o 8@ido *itroso NN !OP e o gAs *itrogD*io NN!P.
$ste 5rocesso de res5ira+<o a*aer8bica é de*o4i*ado agro*o4ica4e*te de des*itrifica+<o e e4
certos siste4as de 5rodu+<oY 5ode re5rese*tar 5erdas e@5ressiHas de *itrato do soloY Bue 5oderia
estar se*do absorHido 5ela 5la*ta.
O 5rocesso 4icrobia*o de des*itrifica+<o é aco5lado I 5rodu+<o de e*ergia N&TPP *a
cadeia de tra*s5orte de elétro*sY co*for4e ilustrado *a 'iguras 0.11. _ u4 e@e45lo de
res5ira+<o a*aer8bica e4 Bue é utili3ado u4 rece5tor ter4i*al alter*atiHo de elétro*sY difere*te
do O
!
. & eBua+<o geral da des*itrifica+<o é a segui*te-

!NO:
6
l >2! l !2
l
66666666666666666666666N! l 92!O

156
elétrons
N
2
O,
N
2
+0,73 volts
NO
3
PAR REDOX
RECEPTOR
DE ELÉTRONS
DESNÌTRÌFÌCAÇÃO

AMÌDO
SUCROSE
GLÌCOGÊNÌO
CO
2
OXALOACETATO CÌTRATO
CO
2
ACETATO
(acetil-CoA )
PROTEÌNAS
Amino ácidos
Piruvato
Glicose
FOSFOLÌPÍDEOS
Acidos graxos
CÌCLO
DE
KREBS
CO
2
DOADORES
DE
ELÉTRONS
ATP
ATP
ADP
e
-
e
-
e
-
e
-
e
-

'iguras 0.11 $sBue4a ilustra*do a 5rodu+<o de &TP *a célula bacteria*a dura*te o 5rocesso de
des*itrifica+<o.

3.6.6.2 Microrganismos e mecanismos bioquímicos envolvidos
U4a gra*de diHersidade de bactériasY 5ri*ci5al4e*te heterotr8ficasY 5ode des*itrificarY
ou seEaY utili3ar o NO :
6
*o lugar do O ! co4o rece5tor ter4i*al de elétro*s dura*te a res5ira+<o.
U4a He3 Bue o NO
:
6
é u4 rece5tor de elétro*s 4e*os eficie*te do Bue o O
!
Y a 4aioria das
bactérias so4e*te des*itrifica4 Bua*do o O ! *<o estiHer dis5o*7Hel. Porta*to a 4aioria das
bactérias des*itrificadoras A a*aer8bica facultatiHa.
De /Y1 a >O da 5o5ula+<o total de bactérias do solo te4 a ca5acidade de des*itrificarY o
Bue corres5o*de a cerca de >/ gD*eros e 1!> es5écies. TodaHiaY *o solo 5redo4i*a4 bactérias
des*itrificadoras de ci*co gD*eros NPseudo4o*asY &lcalige*esY ?acillusY &grobacteriu4 e
'laHobacteriu4P.
&s bactérias des*itrifica4 5ara gerar &TP 5or fosforila+<o o@idatiHa atraHés do siste4a
de citocro4os Ncadeia de tra*s5orte de elétro*sP. & seBdD*cia bioBu74ica da redu+<o de NO
:
6
5ara N!Y a Bual e*HolHe ; 5assos redutiHosY é a segui*te-

0As 0As 0As

157
!NO
:
6
NO
!
6
!NO N
!
O N
!

*ar *ir *or *os

%ada 5asso da des*itrifica+<o é 4ediado 5or u4a e*3i4a es5ec7fica. & e*3i4a *itrato
redutase N*arP co*Herte *itrato NNO :
6
P e4 *itrito NNO !
6
P. & redu+<o de *itrito 5ara 8@ido *7trico
NNOP é feita atraHés da e*3i4a *itrito redutase N*irP e*Bua*to o 8@ido *7trico é redu3ido até
8@ido *itroso NN !OP 5ela a+<o da e*3i4a 8@ido *7trico redutase N*orP. Na Qlti4a eta5a do
5rocessoY a e*3i4a 8@ido *itroso redutase N*osP tra*sfor4a o 8@ido *itroso e4 N
!
.
U4a 5articularidade de todas essas e*3i4as é BueY e4 4aior ou 4e*or grauY todas elas
tD4 a sua s7*tese e atiHidade i*ibidas 5elo O !. Por issoY a des*itrifica+<o é restrita a a4bie*tes
deficie*tes e4 O!.
$4 cada 5asso da des*itrifica+<o os co45ostos i*ter4ediArios do 5rocesso 5ode4 ser
e4itidos das bactérias 5ara o a4bie*te solo. Isso tor*a os des*itrificadores u4a fo*te de NO !
6
*o
soloY alé4 dos gases at4osféricos NO e N!O.

3.6.6.3 Fatores de controle
&ssi4 co4o 4e*cio*ado a*terior4e*te 5ara a *itrifica+<oY os fatores Bue regula4 a
des*itrifica+<o ta4bé4 5ode4 ser orde*ados hierarBuica4e*teY dos 4ais i45orta*tes 5ara os
4e*os i45orta*tes N'iguras 0.1!P. & 5rese*+a de des*itrificadores *<o a5arece e*tre os fatores
de co*trole da des*itrifica+<o u4a He3 Bue u4a gra*de diHersidade das bactérias do soloY Bue
e@iste *or4al4e*te co4o heterotr8ficas aer8bicasY 5ode substituir o O! 5elo NO:
6
co4o rece5tor
ter4i*al de elétro*s Bua*do o O! tor*a6se i*dis5o*7Hel.


'iguras 0.1! $scala de fatores Bue co*trola4 o 5rocesso de des*itrifica+<o *o solo.


Clima
Bioma
Textura solo
Plantas
Precipitação
H2O
MOS
Plantas
Perturbação
Física
Competição
Respiração
NH4
+
H2O
O2
NO3
-
C
Comunidade
NO3
-
N2

Global Celular
Desnitrificação
158
Na 4aioria dos solos e4 co*di+,es de ca45o a cria+<o de co*di+,es a*aer8bicasY ou
seEaY a deficiD*cia do O ! co*stitui o 5ri*ci5al fator co*trolador da des*itrifica+<oY seguido 5ela
dis5o*ibilidade de NO
:
6
e de %. O efeito i*ibidor do O
!
se deHe ao fato dele regular a s7*tese
e*3i4Atica e a atiHidade das e*3i4as e*HolHidas *a des*itrifica+<o. =ua*to ao NO
:
6
Y
ele atua
co4o rece5tor ter4i*al de elétro*s e sua 5rese*+a *o solo resultaY 5ri*ci5al4e*teY da *itrifica+<o
e da a5lica+<o de fertili3a*tes 4i*erais co*te*to NO:
6
*a sua for4ula+<o. & dis5o*ibilidade de %
é i45orta*te 5orBue a 4aioria dos des*itrificadores s<o 4icrorga*is4os heterotr8ficos Bue
reBuere4 co45ostos co*te*do % co4o doadores de elétro*s.
%o*di+,es a*aer8bicas s<o e*co*tradas e4 solos saturados ou alagados co4oY 5or
e@e45loY e4 laHouras de arro3 sob i*u*da+<o. TodaHiaY *essa situa+<o as ta@as de
des*itrifica+<o s<o freBue*te4e*te li4itadas 5elos bai@os teores de NO
:
6
u4a He3 BueY co*for4e
Histo a*terior4e*teY a *itrifica+<o Bue é o 5ri*ci5al 5rocesso de 5rodu+<o de NO
:
6 *o solo é
alta4e*te de5e*de*te de O !. &ssi4 Y a des*itrifica+<o *essas Areas estarA li4itada a Areas
5r8@i4as I ri3osfera do arro3 e I i*terface Agua6sedi4e*tos Bue s<o locais o*de hA suficie*te O !.
Nesses locais as bactérias *itrificadoras o@ida4 N2
;
l
até NO
:
6
Y o Bual 5ode difu*dir6se até
regi,es a*aer8bicas e ser redu3ido a for4as gasosas de N 5or bactérias des*itrificadoras.
&5e*as 5or Holta de 1.>/ foi descoberta a ocorrD*cia e a i45ortM*cia da des*itrifica+<o
e4 solos *<o saturados. &té e*t<oY se atribu7a i45ortM*cia ao 5rocesso a5e*as e4 escossite4as
aBuAticos e solos alagados. $4 solos *<o saturados co4oY 5or e@e45loY *os cultiHos de seBueiro
de 4ilho e soEaY a des*itrifica+<o 5oderA ocorrer de for4a locali3adaY e4 4icros7tios de
a*aerobiose. Tais 4icros7tios 5ode4 ser gerados *o ce*tro dos agregados do soloY e4 regi,es do
solo co*te*to res7duos Hegetais e4 deco45osi+<oY o*de a atiHidade dos 4icrorga*is4os
heterotr8ficos 5ode co*su4ir o O
!
dis5o*7Hel e *a ri3osfera das 5la*tasY o*de a atiHidade
4icrobia*a ta4bé4 é eleHada.
Nessa co*di+<o de solos *<o saturadosY Bue corres5o*de a 4aior 5arte das Areas
desti*adas I agriculturaY a des*itrifica+<o é li4itadaY 5ri*ci5al4e*teY 5ela dis5o*ibilidade de
carbo*o. & adi+<o de u4a fo*te de % *essas Areas 5ode esti4ular a des*itrifica+<o ta*to
direta4e*teY atraHés do for*eci4e*to de doadores de elétro*s Ne*ergiaP aos des*itrificadoresY
co4 i*direta4e*te 5elo fato de esti4ular o co*su4o de O! 5elos 4icrorga*is4os heterotr8ficos.

3.6.6.4 Ìmportância agrícola e ambiental
$4 siste4as agr7colas é deseEAHel 4i*i4i3ar a des*itrifica+<oY 5ois ela re5rese*ta 5erda
de NO :
6
do solo eY 5orta*toY di4i*ui+<o da dis5o*ibilidade de N Is 5la*tas. Resultados de
159
5esBuisa i*dica4 Bue as 5erdas de *itrogD*io 5or des*itrifica+<o e4 solos agr7colas Haria4 e4
fu*+<o dos teores de u4idade do solo e ati*ge4Y e4 4édiaY de 1/ a :/O do N a5licado.
&lgu*s estudos eHide*cia4 Bue o siste4a 5la*tio diretoY 5ode au4e*tar o 5ote*cial de
5erdas de N 5or des*itrifica+<o. Isso 5or Bue o siste4a cria co*di+,es 5ote*cial4e*te faHorAHeis
I a+<o das bactérias des*itrificadoras Buais seEa4- au4e*to do ade*sa4e*to e da
4icro5orosidade do soloY o BueY aliado ao au4e*to *a rete*+<o de u4idadeY 5ode redu3ir a
dis5o*ibilidade de O
!
*o solo. &lé4 dissoY *o 5la*tio direto aco*tece o acQ4ulo de 4ateriais
orgM*icos *a su5erf7cie do soloY o Bue au4e*ta a dis5o*ibilidade de % e e*ergia Is bactérias
des*itrificadoras. 2A relatos de au4e*to de 17/O *a 5o5ula+<o de bactérias des*itrificadoras
*essa ca4ada su5erficial do soloY i*dica*do Bue 5o5ula+,es de bactérias des*itrificadoras 5ode4
atuar seletiHa4e*te *o 5la*tio direto. TodaHiaY outros estudos *<o co*fir4ara4 esses resultadosY
i*dica*do a *ecessidade de i*te*sificar as 5esBuisas *essa Area.
Do 5o*to de Hista a4bie*talY a des*itrifica+<o ta4bé4 tra3 5reEu73os EA Bue ela é a
5ri*ci5al fo*te de N !O at4osféricoY u4 i45orta*te gAs de efeito estufa e Bue ta4bé4 afeta
*egatiHa4e*te a ca4ada de o3T*io.
Difere*te4e*te da *itrifica+<oY o*de a a+<o das bactérias *itrificadoras 5ode ser i*ibida
direta4e*te atraHés de 5rodutos Bu74icosY *<o e@iste4 tec*ologias dis5o*7Heis 5ara i*ibir a
des*itrifica+<o. O Bue e@iste4 s<o estratégias de 4a*i5ula+<o de algu*s fatores de 5rodu+<o 5ara
afetar i*direta4e*te os 4icrorga*is4os des*itrificadores co4oY 5or e@e45lo-
aP %o*trolar a Bua*tidade dfAgua a ser e45regada e4 culturas irrigadas 5ara eHitar
co*di+,es de deficiD*cia de O!b
bP $Hitar a a5lica+<o de doses eleHadas de deEetos de a*i4ais ao solo. $les 5ode4 gerar
a*aerobiose 5or faHorecer a atiHidade de heterotr8ficosY au4e*tar a dis5o*ibilidade de %
aos des*itrificadoresY alé4 de 5ro5iciar o a5areci4e*to de NO
:
6
*o solo Hia *itrifica+<ob
cP N<o a5licar fertili3a*tes *itroge*ados co*te*do NO :
6
*a sua for4ula+<o Ne@.Y cNO :P e4
co*di+,es de deficiD*cia de O! co4oY 5or e@e45loY e4 laHouras de arro3 sob i*u*da+<o.

3.6.7 Fixação biológica de nitrogênio (FBN)
& fi@a+<o biol8gica de *itrogD*io N'?NP e a fi@a+<o do %O
!
at4osférico 5ela fotoss7*tese
co*stitue4 os dois 5rocessos biol8gicos 4ais i45orta*tes da terra.
& '?N co*siste *a redu+<o do N ! at4osférico a duas 4oléculas de a4T*ia NN2 :P
co*for4e a segui*te rea+<o-
N
!
l (2
l
l (e
6
l 19 &TP 66666666666 !N2
:
l 2
!
l 19 &DP l 19 Pi
& ca5acidade de reali3ar a '?N é e@clusiHa4e*te restrita a algu*s 4icrorga*is4os
5rocari8ticos dos do47*ios &rchaea e ?actériaY i*clui*do bactériasY cia*obactérias e o
160
acti*o4iceto 'ra*Sia. Tais 4icrorga*is4osY de*o4i*ados de dia3otr8ficos Y 5ode4 e@istir co4o
i*de5e*de*tes Nfi@adores de Hida liHreP ou e4 associa+,es de difere*tes graus de co45le@idade
co4 outros orga*is4os.
I*de5e*de*te4e*te do siste4a fi@ador de N
!
Y ele s8 e@iste gra+as I habilidade fisiol8gica
de algu*s 5rocari8ticos e4 si*teti3ar o co45le@o e*3i4Atico *itroge*aseY o Bual é res5o*sAHel
5ela co*Hers<o do N! 5ara a4T*iaY co*for4e a rea+<o aci4a.
%o*sidera*do a e@istD*cia de difere*tes graus de associa+<o e*tre orga*is4os fi@adores
de NY desde aBueles de Hida liHre e fraca4e*te associados N'?N assi4bi8ticaP até aBueles
4utualistica4e*te associados N'?N si4bi8ticaPY esses dois 5rocessos de '?N ser<o a5rese*tados
se5arada4e*teY i*icia*do 5elo si4bi8tico.

3.6.7.1 Fixação simbiótica de N 2
3.6.7.1.1 Microrganismos e mecanismos bioquímicos envolvidos
& fi@a+<o si4bi8tica de N
!
co*siste *o siste4a 4ais eHolu7do de rela+<o e*tre
4icrorga*is4os 5rocari8ticos Nos 4icrosi4bio*tesP e u4 hos5edeiro eucari8ticoY *or4al4e*te
fotossi*tético. Nessa si4bioseY hA be*ef7cio 4Qtuo 5ara a4bos os orga*is4os eY 5or issoY é
ta4bé4 de*o4i*ada de si4biose 4utual7stica. Nor4al4e*teY o hos5edeiro dese*HolHe
estruturas es5eciais 5ara abrigar o 5arte*Ario. $4 legu4i*osas essas estrutura recebe4 a
de*o4i*a+<o de *8dulos.
$@iste4 trDs associa+,es si4bi8ticas de N ! co*hecidasY as Buais ser<o a5rese*tadas
se5arada4e*te-
1P #egu4i*osas @ Ri38bio
!P N<o legu4i*osas @ acti*o4iceto 'ra*Sia
:P Pterid8fita aBuAtica &3olla @ cia*obactéria &*abae*a

3.6.7.1.2 Simbiose entre leguminosas e Rizóbio
Dos trDs siste4as fi@adores de N !Y co*siderados si4bi8ticosY aBuele Bue te4 sido 4ais
estudado 5ela 5esBuisa até o 4o4e*to é o Bue e*HolHe ri38bio e legu4i*osas. Por issoY *essa
u*idadeY serA dada D*fase es5ecial a essa si4biose.
& 4aioria das 5la*tas te4 seu cresci4e*to li4itado 5ela dis5o*ibilidade de *itrogD*io *o
soloY 5ois *<o co*segue4 utili3ar o gAs N ! do ar. $ste *<o é o caso da 4aioria das legu4i*osasY
Bue i*clue4 es5écies i45orta*tes 5ara a 5rodu+<o de gr<os Ne@.Y soEaY feiE<oY erHilhaP de
forrage4 Ne@.Y treHoY cor*ich<o e alfafaP e 5ara aduba+<o Herde Ne@.Y erHilhacaY tre4o+oY
crotalAriaPY e4 esBue4as de rota+<o de culturas. &s legu4i*osas se associa4 co4 difere*tes
gD*eros de bactérias 5araY e4 co*Eu*toY reali3are4 a '?N.
161

3.6.7.1.3 Características e taxonomia da bactéria
&s bactérias associadas 4utualistica4e*te Is legu4i*osasY de*o4i*adas ge*erica4e*te
de ri38bioY s<o gra46*egatiHasY 48Heis 5or flagelos 5olaresY sub5olares ou 5er7tricos e tD4 a
for4a de basto*ete. &tual4e*te est<o descritos Buatro gD*eros 5ri*ci5ais de bactérias-
0D*ero Rhi3obiu4. %ausa a for4a+<o de *8dulos 5ri*ci5al4e*te e4 5la*tas origi*Arias de
regi,es de cli4a te45erado co4oY 5or e@e45loY treHoY erHilhaca e le*tilha. &5rese*ta4
cresci4e*to rA5ido e4 4eio de cultura Ma*itol6e@trato de leHedura6Agar. $@iste4 oito es5écies
5erte*ce*tes a este gD*eroY se*do R. legu4i*osaru4 u4a das 4ais i45orta*tes.

0D*ero ?radZrhi3obiu4. %ausa a for4a+<o de *8dulos e4 ra73es de 5la*tasY 5ri*ci5al4e*te
daBuelas origi*Arias de regi,es tro5icais. &5rese*ta4 cresci4e*to le*to e4 4eio de cultura
Ma*itol6e@trato de leHedura6Agar. De*tro deste gD*ero e*co*tra46se as bactérias res5o*sAHeis
5ela for4a+<o de *8dulos e4 soEaY co4 as es5écies ?. Ea5o*icu4 e ?. elSa*ii.

0D*ero "i*orhi3obiu4. %o4 Buatro es5éciesY 5ode *odular legu4i*osas co4oY 5or e@e45loY a
alfafa e o cor*ich<o. & es5écie ". fredii ta4bé4 5ode *odular a soEa.

0D*ero &3orhi3obiu4. %o4 a5e*as u4a es5écie N&. cauli*oda*sPY *odula o caule da sesbM*ia
Bue é u4a legu4i*osa usada 5ara aduba+<o Herde do arro3Y 5ri*ci5al4e*te e4 5a7ses da Ksia.

U4 dos siste4as 4ais estudados e*HolHe*do ri38bio e legu4i*osas é aBuele e*tre a soEa
e a bactéria do gD*ero ?radZrhi3obiu4. Isso 5elo fato da soEa ser a oleagi*osa 4ais cultiHada e
de 4aior i45ortM*cia eco*T4ica do 5la*eta. $4 co*di+,es *or4aisY *e4 a soEa e *e4 a bactéria
5ossue4Y isolada4e*teY a ca5acidade de fi@a+<o do N! at4osférico.
U4a das caracter7sticas i45orta*tes das bactérias fi@adoras si4bi8ticas é Bue e@iste4
Haria+,es ge*éticas de*tro das es5écies de ri38bioY de*o4i*adas de estir5esY ra+as ou ce5as. Tais
Haria+,es tD4 orie*tado 5esBuisadores *a sele+<o de estir5es 5ara as difere*tes legu4i*osasY Bue
resulte4 e4 au4e*to *a fi@a+<o de N
!
. No caso da soEaY 5or e@e45loY a 5esBuisa selecio*ou até
o 4o4e*to Buatro estir5es de ?radZrhi3obiu4Y se*do trDs de ?radZrhi3obiu4 elSa*ii N"$MI&
>(7Y "$MI& >/1. ou !.\ e "$MI& >/7. ou %P&% 1>P e u4a de ?radZrhi3obiu4 Ea5o*icu4
N"$MI& >/(/ ou %P&% 7PY as Buais co45,e4 o i*ocula*te co4erciali3ado *o ?rasil 5ara
4isturar Is se4e*tes da legu4i*osa Bua*do da sua se4eadura *o ca45o.
&s estir5es de u4a es5écie de ri38bio 5ode4 Hariar 4uito Bua*to a sua i*fectiHidade e
eficiD*cia 5ara u4a deter4i*ada cultiHar de soEa. I*fectiHidade refere6se ao 5ote*cial Bue u4a
162
estir5e 5ossui e4 co45etir co4 outras 5elos locais *a rai3 o*de é 5oss7Hel a for4a+<o de
*8dulos Ns7tios de for4a+<o *odularP. JA a efetiHidade ou eficiD*cia refere6se ao 5ote*cial da
estir5e e4 5rodu3ir *8dulos sadios co4 alta ca5acidade de fi@a+<o de *itrogD*io e4 si4biose
co4 a 5la*ta hos5edeira. DeHido I es5ecificidade hos5edeira cultiHar6estir5eY *or4al4e*teY u4
i*ocula*te é fabricado co4 4ais de u4a estir5e 5ara assegurar a for4a+<o de *8dulos
i*de5e*de*te4e*te do cultiHar utili3ado 5elo agricultor.
U4a 4es4a es5écie de ri38bio 5ode i*fectar e for4ar *8dulos e4 difere*tes
legu4i*osas. U4 gru5o de estir5es de ri38bio ca5a3 de i*fectar u4 gru5o de legu4es
relacio*ados é cha4ado Vgru5o de *ocula+<o cru3adaV. No caso de ?radZrhi3obiu4 Ea5o*icu4Y
5or e@e45loY suas estir5es 5ode4 for4ar *8dulos e fi@ar N! e4 legu4i*osas co4o feiE<o 4iQdoY
crotalAriaY gua*du e 4ucu*aY co*stitui*do6se este e4 u4 gru5o de i*ocula+<o cru3ada. Por outro
ladoY *e*hu4a estir5e de ?radZrhi3obiu4 Ea5o*icu4 é ca5a3 de *odular alfafaY 5or e@e45loY EA
Bue soEa e alfafa *<o 5erte*ce4 ao 4es4o gru5o de i*ocula+<o cru3ada. TodaHiaY u4 as5ecto
i*teressa*te a destacar é BueY e4bora as estir5es de ?radZrhi3obiu4 Ea5o*icu4 5ossa4 *odular
ta4bé4 outras legu4i*osasY elas fora4 selecio*adas busca*do i*fectiHidade e eficiD*cia *a soEa.
_ de se es5erarY 5orta*toY Bue elas seEa4 4e*os eficie*tes *a fi@a+<o de N *as outras
legu4i*osas do gru5o de i*ocula+<o cru3ada. Por issoY a i45ortM*cia e4 utili3ar 5ara cada
legu4i*osa o i*ocula*te co*te*do as estir5es Bue fora4 selecio*adas 5ela 5esBuisa 5ara aBuela
legu4i*osa.
& fi@a+<o si4bi8tica de N e*HolHe dois i*diH7duos *u4a rela+<o basta*te co45le@aY Bue
i*icia 5ela i*fec+<o das ra73es e for4a+<o dos *8dulosY Bue s<o as estruturas co*stru7das 5ela
5la*ta 5ara abrigar *o seu i*terior as bactérias.

3.6.7.1.4 Ìnfecção e formação dos nódulos
"olos o*de *u*ca fora4 cultiHadas legu4i*osas *<o a5rese*ta4 ri38bio. &58s o cultiHo
de legu4i*osas co4 i*ocula*tesY estas bactérias far<o 5arte da 5o5ula+<o de 4icrorga*is4os do
solo sobreHiHe*do sa5rofitica4e*te da deco45osi+<o de res7duos orgM*icos Nesta 5o5ula+<o serA
cha4ada e*t<o de 5o5ula+<o *atural ou *aturali3adaP. "eus *Q4eros ser<o 4uito HariAHeisY
de5e*de*do da *ature3a e do trata4e*to agr7cola do solo Ncaracter7sticas *aturais do soloY
4a*eEoY te45eraturaY regi4e h7drico etc..P.
&58s a se4eadura da soEaY 5or e@e45loY co4 o a5areci4e*to dos 5Dlos radiculares *a
rai3 5ri*ci5al ou ra4ifica+,esY a 5la*ta 5ro4oHe est74ulos e@5eli*do substM*cias orgM*icas
Nec@udatos radicularesP 5ara o au4e*to do *Q4ero de bactérias *a regi<o da ri3osfera N'iguras
0.1:P. &s difere*tes estir5es de ?radZrhi3obiu4 Ea5o*icu4 ou ?radZrhi3obiu4 elSa*ii Haria4
163
e4 seu 5oder de for4a+<o de *8dulos e reco*hece4 5ri*ci5al4e*te a soEaY e4bora 5ossa4
i*fectar 5la*tas do gru5o de i*ocula+<o cru3ada. & hi58tese 4ais aceita 5ara o reco*heci4e*to
e*tre as bactérias e a rai3 é de Bue 5rote7*as Nlecti*asP 5rese*tes *a su5erf7cie do 5Dlo radicular
deHer<o ser co45le4e*tares a a+Qcares 5rese*tes *a su5erf7cie da bactéria causa*do a rea+<o de
reco*heci4e*to.



'iguras 0.1: & for4a+<o de u4 *8dulo da ra73.

%ada legu4i*osa 5ossui sua lecti*a es5ec7fica e cada ri38bio seus a+Qcares. &58s a
rea+<o de reco*heci4e*toY os ri38bios 5e*etra4 *o 5Dlo radicular 5rolifera*do6se. Ocorre a
i*Hagi*a+<o da 4e4bra*a das células do 5Dlo radicular e a 5la*taY esti4ulada 5ela bactériaY
for4a u4 ca*al de i*fec+<o o*de as bactérias se 4ulti5lica4 e aHa*+a4 e4 dire+<o ao c8rte@ da
rai3Y 5assa*do atraHés das células corticais. h 4edida Bue o ca*al de i*fec+<o 5assa atraHés das
células ele 5oderA ra4ificar. &s bactérias s<o e*t<o fi*al4e*te liberadas 5ara de*tro da célulaY
fica*do e*HolHidas 5or u4a 5or+<o da 4e4bra*a da célula hos5edeira N4e4bra*a
5eribacter8idePY for4a*do o cha4ado e*Helo5e bacteria*o . "e45re e@iste *a rai3 da 5la*ta u4
*Q4ero de células tetra5l8ides de orige4 es5o*tM*ea e o dese*HolHi4e*to do *8dulo i*icia6se
Bua*do u4a destas células *o c8rte@ é i*Hadida 5ela bactériaY se*do esti4ulada a se diHidir.
DiHis,es celulares 5rogressiHas causar<o a for4a+<o dos *8dulos.
164
Os *8dulos difere4 Bua*to I sua a5arD*cia e estruturaY se*do essas caracter7sticas
deter4i*adas 5ela 5la*ta Nhos5edeiroP. N8dulos de*o4i*ados de deter4i*ados ocorre4 e4
legu4i*osas co4o a soEa e o feiE<o s<o redo*dos e *<o a5rese*ta4 u4a regi<o 4eriste4Atica
5ro*u*ciada. JA *8dulos de*o4i*ados de i*deter4i*ados s<o alo*gados e 5ossue4 u4a regi<o
4eriste4Atica 5ro*u*ciada e s<o e*co*trados e4 legu4i*osas co4o a erHilhacaY o treHo e a
alfafa N'igura 0.1;P.


'igura 0.1; 'oto de *8dulo deter4i*ado e4 soEa NesBuerdaP e i*deter4i*ado e4 treHo NdireitaP.

3.6.7.1.5 Funcionamento do complexo fixador de N
2

De*tro da célula do c8rte@ da rai3 e do e*Helo5e Bue os circu*daY os ri38bios
tra*sfor4a46se e4 estruturas se4 for4a defi*ida de*o4i*adas bacteri8ides Y se*do esta a for4a
real4e*te atiHa da bactéria 5ara a fi@a+<o de N !. "o4e*te bacter8ides 5ossue4 o co45le@o
e*3i4Atico N*itroge*aseP res5o*sAHel 5ela fi@a+<o de N!. Ri38bios 5rese*tes *o ca*al de i*fec+<o
ou for4as dor4e*tes de*tro do *8duloY Bue *<o se tra*sfor4ara4 e4 bacteri8idesY 5oder<o ser
liberados ao solo a58s o ciclo da 5la*ta 5ara for4ar *oHos *8dulos ou 4a*ter as 5o5ula+,es de
ri38bios *o solo. Isso é i45orta*teY 5ois os bacter8ides 5erde4 a ca5acidade de re5rodu+<o e
desa5arece4 a58s tere4 cu45rido a fu*+<o de fi@ar o N! at4osférico.
U4a He3 for4ado o *8duloY i*icia6se o 5rocesso de fi@a+<o de *itrogD*io Bue co*siste *a
redu+<o do gAs N ! 5ara N2 :. Para Bue isto ocorra é *ecessArio Bue as bactérias ri38bio
4odifiBue4 4orfologica4e*te suas células 5ara o cha4ado estado bacteri8ideY e 5rodu3a4 a
e*3i4a *itroge*ase res5o*sAHel 5ela fi@a+<o. %o*for4e ilustrado *a 'iguras 0.1>Y a e*3i4a
*itroge*ase é co*stitu7da 5or duas subu*idades 5rotéicas. & subu*idade 1Y a5rese*ta*do ferro
N'eP e4 sua co*stitui+<o e de*o4i*ada de di*itroge*ases redutaseY é res5o*sAHel 5ela ca5ta+<o
de elétro*s de u4 doador co4o a ferrodo@i*a N'dP e 5ela sua tra*sferD*cia I subu*idade !Y a Bual
é co*stitu7da 5or ferro e 4olibdD*io N'eMoP e de*o4i*ada de di*itroge*ase. $la é res5o*sAHel
5ela ca5ta+<o dos e
6
da subu*idade 1 e do gAs N !Y co*Herte*do6o a N2 :. "o4e*te as bactérias
fi@adoras de gAs *itrogD*io NN!P 5rodu3e4 essa e*3i4a.

165

'iguras 0.1> %o45le@o e*3i4Atico *itroge*ase.

Na eBua+<o geral da '?N obserHa6se BueY alé4 do gAs *itrogD*ioY é *ecessAria 4uita
e*ergia N19 &TPsP e elétro*s 5ara a redu+<o do gAs N !Y 5rodu3i*do N2: utili3AHel 5ela 5la*ta. O
esBue4a a5rese*tado *a figura ! te*taY de 4a*eira si45lificadaY dar u4a His<o do 5rocesso.
& 5la*taY atraHés da fotoss7*teseY 5rodu3 os a+Qcares Bue descer<o até a rai3 e tecido
*odularY 5elos Hasos do floe4a. $stes a+Qcares ser<o utili3ados ta*to 5elas células da 5la*ta be4
co4o 5elo bacteri8ide. & 5la*ta *ecessita destes fotossi*tatos 5ara 5rodu3ir esBueletos de
carbo*o Ne@.Y alfa ceto6glutarato e o@aloacetatoP 5ara co4bi*A6los ao N2
:
fi@ado 5ela bactéria
da*do orige4 a a4i*oAcidos. & bactériaY 5or sua He3Y utili3a os fotossi*tatos co4o fo*te de % e
e*ergia Nelétro*sP 5ara 5oder redu3ir gAs N
!
5ara N2
:.
Porta*toY 5la*ta e bactéria obtD4
be*ef7cios 4Qtuos *o 5rocesso si4bi8tica de '?N. $sse 5rocesso é ilustrado *a 'igura 0.19.
Os bacteri8idesY 5or sere4 aer8bicosY *ecessita4 de o@igD*io 5ara atuar co4o rece5tor
ter4i*al de elétro*s *a sua cadeia res5irat8ria e 5rodu3ir &TP. TodaHiaY a *itroge*ase é u4a
e*3i4a e@tre4a4e*te se*s7Hel ao o@igD*ioY tor*a*do6se i*atiHa *a 5rese*+a deste. Para
co*tor*ar este 5roble4aY 5la*ta e bactéria si*teti3a4 *o *8dulo u4a substM*cia de cor Her4elha
de*o4i*ada de leghe4oglobi*a Y a Bual 5reHi*e a i*ibi+<o da atiHidade da *itroge*ase 5elo
o@igD*io ao 4es4o te45o e4 Bue facilita o tra*s5orte de O ! 5ara os bacteri8ides 5rodu3ire4
&TP *a cadeia res5irat8ria. & colora+<o Her4elha do i*terior dos *8dulosY causada 5ela
leghe4oglobi*aY é u4a caracter7stica utili3ada aHaliarY e4 co*di+,es de ca45oY a eficiD*cia da
'?N e4 legu4i*osas.

166

'iguras 0.19 Re5rese*ta+<o de u4a célula do *8dulo i*fectada co4 o ri38bio *a for4a de
bacteri8ide.

O gAs N! fi@ado *a for4a de N2 : 5elo bacteri8ideY é e@cretado 5ara o citosol da célula
Hegetal hos5edeiraY o*de é assi4ilado e utili3ado *a fabrica+<o de co45ostos orgM*icos
*itroge*adosY 5ara tra*s5orte 5ara a 5arte aérea da 5la*ta. =ua*do estes co45ostos ati*gire4 a
5arte aérea ser<o 4etaboli3ados e e*tregues 5elo floe4a aos 8rg<os de cresci4e*to e 5ara a
for4a+<o de gr<os ricos e4 5rote7*as.
%o4o se obserHada *a eBua+<o geral da '?N e *as figuras 'igura 0.1> e 'igura 0.19Y
elétro*s 5ode4 ser 5erdidos *a for4a de gAs hidrogD*io N2 !P. Isso 5orBue a e*3i4a *itroge*ase
reco*hece ta*to N
!
co*Herte*do6o a N2
:
co4o ta4bé4 2
l
co*Herte*do6o a 2
!
. $sse 5rocesso
re5rese*ta u4a 5erda de a5ro@i4ada4e*te !>O da e*ergia Bue 5oderia ser usada *a fi@a+<o do
N!. %erca de !/O das estir5es de ri38bio 5ossue4 u4a e*3i4a cha4ada hidroge*aseY a Bual
5er4ite reciclar este 2! dis5o*ibili3a*do os e
6
*a redu+<o do N!. $stas estir5esY de*o4i*adas de
2UP
l
Y s<o co*sideradas 4ais eficie*tes *a fi@a+<o de N
!
Y 5ois co*serHa4 e*ergia.

167
3.6.7.1.6 O que é necessário para a nitrogenase atuar na FBN em leguminosas?
1P Poder redutorY co*tido *o N&D2 !Y 5rodu3ido *a glic8lise e *o cilco de crebs Bua*do a
bactéria

deco45o,e os fotossi*tatos for*ecidos 5ela 5la*tab
!P "ubstrato redu3ido NN!P. O N! é o substrato da e*3i4a *itroge*aseb
:P "iste4a gerador de &TP. & e*ergia N&TPP *ecessAria ao 5rocesso é 5rodu3ida 5or fosforila+<o
o@idatiHaY *a cadeia de tra*s5orte de elétro*s da bactériab
;P &4bie*te a*aer8bico 5ara 5rote+<o da *itroge*ase. Isso é co*trolado 5ela leghe4oglobi*aY
5rodu3ida co*Eu*ta4e*te 5ela legu4i*osa e 5ela bactéria.

& a4T*ia fi@ada é e@5ortada da célula bactéria 5ara a célula do hos5edeiro Nlegu4i*osaP
o*deY atraHés de difere*tes rea+,es e*3i4AticasY serA i*cor5orada a esBueletos de carbo*o
5roHe*ie*tes da glic8lise e do ciclo de crebs da 5la*ta. %o4 issoY a 5la*ta 5rodu3 os co*titui*tes
*itroge*ados *ecessArios ao seu dese*HolHi4e*to. $4 legu4i*osas essas rotas de i*cor5ora+<o
do N2: fi@adoY esBue4ati3adas abai@oY ocorre4 *o citosol da célula da 5la*ta-

I. 0luta4ato l N2: l &TP 666666666666666666666666666666o 0luta4i*a l &DP l Pi
gluta4i*a si*tetase

II. 0luta4i*a l alfa6ceto6glutaratol N&D2

l 2
l
666666666666666666666666666o ! 0luta4i*a l N&D
gluta4ato si*tase N0O0&TP

III. &lfa6ceto6glutarato l N2
:
66666666666666666666666666666666666666666666666666666o 0luta4ato
alfa6ceto6glutarato desidroge*ase

&s rotas I e II se45re fu*cio*a4 Eu*tas e co*so4e4 &TP e@tra. $las ocorre4 Bua*do a
co*ce*tra+<o de N2
:
for bai@a. =ua*do *o 4eio a co*ce*tra+<o de N2
:
for 4aior Nsu5erior a 1
4ili4olarP é utili3ada a rota IIIY co4 eco*o4ia de &TP e de 5oder redutor NN&D2

l 2
l
P.
$stas 4es4as rotas e*3i4Aticas Bue a5arece4 *o citosol da 5la*ta 5ara a for4a+<o de
a4i*oAcidos dura*te a fi@a+<o de *itrogD*io e4 si4biose co4 bactériasY ta4bé4 ocorre4 e4
bactérias de Hida liHreY as Buais fi@a4 N
!
5ara a 5r85ria s7*tese de co45ostos *itroge*ados.
Pla*tas e bactérias 5ossue4 e*3i4as si4ilares.

168
3.6.7.1.7 Ìnoculantes e inoculação
Os I*stitutos de PesBuisa selecio*a4 estir5es de ?radZrhi3obiu4 N*o caso da soEaP e as
re5assa4 5ara as fAbricas de i*ocula*tes. &s caracter7sticas Bue as estir5es deHe4 a5rese*tar s<o
as segui*tes-

&lto 5oder de fi@a+<o de *itrogD*io NefetiHidade P co4 as difere*tes cultiHares de soEa.

&lto 5oder de co45eti+<o Ni*fectiHidade P 5elos s7tios de for4a+<o *odular co4 os
ri38bios 5rese*tes *o solo.

"obreHiHD*cia *os solos a sere4 i*trodu3idas.

Nas i*dQstriasY o ri38bio é cultiHado e4 fer4e*tadores eY a58s o cresci4e*toY o caldo
bacteria*o é 4isturado ao He7culo de tra*s5orte 4ais co4u4e*te e45regado Bue é a turfa. &
turfa 5ara i*ocula*tes deHe 5ossuir alto teor de 4atéria orgM*icaY 52 corrigido e ser esterili3ada
5ara eHitar a 5rese*+a de outros 4icroga*is4os i*deseEAHeis. &58s a 4istura da cultura
bacteria*a co4 a turfaY feita *or4al4e*te e4 beto*eirasY é reali3ado o e45acota4e*to do
i*ocula*te. Pela legisla+<o Hige*te o *Q4ero de ri38bios 5or gra4a de i*ocula*te deHe ser *o
47*i4o a segui*te-

Na i*dQstria de i*ocula*tes- aci4a de 1// 4ilh,es de bactérias N1/
(
P 5or gra4a de
i*ocula*te.

No estabeleci4e*to He*dedor- aci4a de 1/ 4ilh,es de bactérias N1/
7
P 5or gra4a de
i*ocula*te.
U4 dos 4aiores 5roble4as relatiHos I Bualidade de i*ocula*tes se deHe ao bai@o *Q4ero
de bactérias 5or gra4a de i*ocula*te *os estabeleci4e*tos co4erciais os BuaisY *or4al4e*teY
*<o leHa4 e4 co*ta o fato de Bue de*tro do saco de i*ocula*te e@iste4 orga*is4os HiHos
Nri38biosP. =ua*do 4al ar4a3e*adoY o *Q4ero de células do i*ocula*te cai drastica4e*te. O
ideal é ar4a3e*ar o i*ocula*te e4 te45eraturas 5r8@i4as a ;
/
%. U4 i*ocula*te de boa Bualidade
deHe gara*tir Bue a58s a i*ocula+<o cada se4e*te co*te*ha a5ro@i4ada4e*te 1//./// células de
ri38bio 5ara u4a boa *odula+<o. &lé4 do reHe*dedorY o agricultor ta4bé4 deHerA ter todo o
cuidado e4 4a*ter o i*ocula*te e4 geladeira ou e4 cai@as de iso5or até o seu uso.
O obEetiHo da i*ocula+<o é au4e*tar Eu*to Is se4e*tes o *Q4ero de bactérias do
i*ocula*te 5ara Bue elas 5ossa4 i*fectar as ra73es t<o logo elas seEa4 e4itidas 5ela 5la*ta. Para
issoY deHe6se gara*tir Bue as se4e*tes fiBue4 u*ifor4e4e*te recobertas co4 o i*ocula*te. O
4étodo 4ais co4u4 5ara isso co*siste e4 4isturar o i*ocula*te co4 algu4 5roduto Bue
au4e*te a sua aderD*cia Is se4e*tesY co4o 5or e@e45loY o a+Qcar N!>/gWlitro de AguaP ou
4es4o go4a caseira a base de 5olHilho de araruta. De 4a*eira geralY 5ara se4e*tes do ta4a*ho
da soEa e feiE<o a Bua*tidade de i*ocula*te a ser usada é de !// g 5ara 9/ Sg de se4e*te. Nos
169
solos o*de *u*ca foi cultiHada a soEaY reco4e*da6se o au4e*to da dose de i*ocula*te 5ara 1 Sg
5ara 9/ Sg de se4e*tes. & i*ocula+<o das se4e*tes deHe ser feita se45re I so4braY 5ois os raios
solares s<o letais ao ri38bio redu3i*do sua 5o5ula+<o. &58s a i*ocula+<o e secage4Y a se4eadura
deHe ser feita o 4ais rA5ido 5oss7Hel. =ua*do utili3a4os bo*s i*ocula*tes e a i*ocula+<o for be4
feitaY a soEa a5rese*tarA *8dulos gra*desY de su5erf7cie rugosa e cor i*ter*a Her4elhaY
distribu7dos *as ra73es 5ri4Arias Eu*to ao colo da 5la*ta.

3.6.7.1.8 Quando usar um inoculante?
Os i*ocula*tes 5ara as legu4i*osas s<o 5re5arados co4 as 4elhores estir5es de ri38bioY
assu4i*do6se Bue a i*ocula+<o das se4e*tes seEa esse*cial 5ara o for*eci4e*to adeBuado de N
Is 5la*tas. TodaHiaY a res5osta das legu4i*osas Bua*to I co*tribui+<o da i*ocula+<o *<o 5ode
ser ge*erali3ada. &lgu*s trabalhos 4ostra4 efeitos alta4e*te 5ositiHos *a *odula+<o e *a
5rodutiHidade de gr<osY outros 5ouco ou *e*hu4 efeitoY 4as é 5reciso ter e4 4e*te Bue
resultados *egatiHos *<o s<o es5erados. Na 4aioria das situa+,esY a ausD*cia de i*cre4e*to *a
5rodu+<o se deHe I 5rese*+a *o solo de estir5es *aturali3adas. Muitas He3es essas estir5esY
ada5tadas ao soloY 5ossue4 alto 5oder de i*fec+<oY for4a*do *8dulos e fi@a*do *itrogD*io 5ara
a 5la*ta. Poder<o e@istir locais o*de as estir5es *aturali3adasY e4bora seEa4 i*fectiHasY s<o
5ouco eficie*tes e4 fi@ar *itrogD*io. Nesses casosY é 5roHAHel Bue a coloca+<o de estir5es
eficie*tes Eu*to I 5la*taY atraHés da i*ocula+<oY a5rese*te resultados 5ositiHos.
No caso da soEaY a reco4e*da+<o geral é BueY a58s a 5ri4eira i*ocula+<o das se4e*tes
co4 resultados 5ositiHos *a culturaY a o5era+<o seEa re5etida *a Area a58s : a ; a*os. O Bue *<o
deHe ser reco4e*dado I soEaY e4 hi58tese algu4aY é substituir a i*ocula+<o das se4e*tes 5ela
a5lica+<o de N *a cultura. No ?rasilY a reco4e*da+<o de aduba+<o 4i*eral da soEa *<o 5reHD a
a5lica+<o de NY 4as a5e*as a i*ocula+<o das se4e*tes co4 ri38bio es5ec7fico N?radZrhi3obiu4P.
No caso do feiE<o BueY a58s a soEaY é a legu4i*osa 4ais cultiHada *o ?rasilY a 5esBuisa
reco4e*da a5lica+<o de N *a cultura. Isso 5orBueY *a 4aioria das situa+,esY as estir5es Bue
co45,e4 o *ocula*te 5ara o feiE<o *<o co*segue4 su5rir i*tegral4e*te as *ecessidades e4 N
da cultura.

3.6.7.1.9 Fatores de controle
Todos os fatores *utricio*ais ou a4bie*tais Bue afeta4 o dese*HolHi4e*to *or4al da
5la*ta ter<o refle@os sobre a si4biose *odularY u4a He3 Bue ela de5e*de direta4e*te dos
5rodutos da fotoss7*tese. N<o basta a5e*as i*ocular a soEa co4 estir5es de alta eficiD*ciaY 4as é
170
5reciso 5ro5orcio*ar co*di+,es *utricio*ais faHorAHeis 5ara Bue a 5la*ta e ri38bio alca*ce4 o
4A@i4o 5ote*cial de fi@a+<o de N!.
=ua*to aos fatores *utricio*aisY te4 sido de4o*strado Bue o 52 do solo é u4 dos
5ri*ci5ais fatores li4ita*tes I eficiD*cia da si4biose e*tre ri38bio e legu4i*osas. Isso 5orBue e4
solos Acidos N52 bai@oP os teores de alu47*io 5ode4 ati*gir *7Heis 5reEudiciais ta*to Is bactérias
co4o ao siste4a radicular das 5la*tasY di4i*ui*do a absor+<o de *utrie*tes co4o f8sforoY cAlcio
e 4olibdD*io os Buais s<o fu*da4e*tais ao 5r85rio dese*HolHi4e*to da 5la*ta e ao bo4
fu*cio*a4e*to do siste4a fi@ador de N. #e4bre Bue 5ara cada N
!
fi@ado s<o *ecessArios 19
&TPs e a s7*tese de &TP de5e*de da dis5o*ibilidade de f8sforo i*orgM*icoY o 5ri*ci5al
4acro*utrie*te da '?N. &lé4 dissoY a subu*idade 5rotéica do co45le@o e*3i4Atico *itroge*aseY
Bue é res5o*sAHel 5ela ca5at+<o do N
!
Y *ecessita de 4olibdD*io NMoP co4o cofator. $@iste4
i*dica+,es de Bue os Halores de 52 4ais faHorAHeis I '?N e4 legu4i*osas situa46se *a fai@a
>Y> e 9Y>. Porta*toY 5ara solos AcidosY é 5reciso efetuar a calage4 a*tes de i45la*tar a
legu4i*osa. Outro be*ef7cio da calage4 é Bue e@iste4 eHidD*cias de Bue o cAlcio é *ecessArio
5ara a i*fec+<o e for4a+<o dos *8dulos.
Outro fator li4ita*te I '?N e*HolHe a dis5o*ibilidade de N 4i*eral NN2
;
l
e NO
:
6
P do
solo. Te4 sido de4o*strado Bue a 5rese*+a de teores eleHados de N 4i*eral *o solo 5reEudica a
*odula+<oY 5roHoca*do a dege*era+<o daBueles *8dulos EA estabelecidos e i*ibi*do a i*du+<o
i*icial I *odula+<o. Porta*toY o 5rocesso de '?N *as legu4i*osas é 5reEudicado ta*to *aBueles
solos *atural4e*te ricos e4 4atéria orgM*icaY cuEa ca5acidade de for*eci4e*to de N Hia
4i*erali3a+<o 4icrobia*a do N orgM*ico é eleHadaY co4o *aBuelas situa+,es e4 Bue s<o
a5licados fertili3a*tes *itroge*adosY ta*to si*téticos Ne@Y uréiaP Bua*to *aturais Ne@Y deEetos de
a*i4aisP.
?ai@os teores de N 4i*eral *o solo 5or ocasi<o da se4eadura das legu4*i*osas 5oder<o
ser be*éficosY 5ois 5ossibilita4 u4 bo4 dese*HolHi4e*to i*icial da 5la*ta até Bue os bacter8ides
i*icie4 a fi@a+<o de N! *o i*terior dos *8dulos. Nor4al4e*teY esse N i*icial é for*ecido 5ela
5r85ria 4i*erali3a+<o da 4atéria orgM*ica do solo. Para as legu4i*osas é 4ais UbaratoV
e*ergetica4e*te si*teti3ar 5rote7*as a 5artir da absor+<o do N 4i*eral do solo do Bue fa3D6lo
atraHés do for*eci4e*to de fotossi*tatos ao ri38bio 5ara Bue este fi@e o N ! do ar. Por issoY o
efeito *i*ibit8rio sobre a '?N e4 legu4i*osas de teores eleHados de N 4i*eral *o solo.
=ua*to aos fatores a4bie*taisY u4 dos 4ais i45orta*tes refere6se I lu4i*osidade.
Per7odos lo*gos co4 5ouca i*sola+<o di4i*ue4 a ta@a fotossi*tética das legu4i*osas eY
co*seBde*te4e*teY a Bua*tidade de fotossi*tatos Bue co*stitue4 a fo*te de e*ergia das bactérias
fi@adoras de N!.
171
U4 as5ecto i45orta*te a ser ressaltado é Bue ta*to as difere*tes cultiHares das
legu4i*osas 5rodutoras de gr<osY co4o a soEa e o feiE<oY co4o as difere*tes estir5es de ri38bio
a5rese*ta4 res5osta difere*ciada Bua*to Is co*di+,es *utricio*ais e a4bie*tais adHersas.

3.6.7.1.10 Ìmportância agrícola e ambiental
$4bora o N ! re5rese*te 7(O dos gases da at4osfera ele *<o 5ode ser utili3ado 5ela
gra*de 4aioria dos orga*is4os da terra. Os dois Ato4os de N do N! at4osférico est<o u*idos 5or
u4a liga+<o tri5laY o Bue o tor*a u4 gAs i*erte e de gra*de estabilidade. &5e*as os
4icrorga*is4os Bue 5ossue4 o co45le@o Ufi@ador de NV N*itroge*aseP co*segue4 Buebar essa
liga tri5la e co*Herter N ! e4 a4T*iaY a Bual 5ode u*ir6se co4 %Y 2Y e O 5ara for4ar os blocos
esse*ciais da Hida Bue s<o as 5rote7*as. $sse 5rocesso co*stitui a '?N Bue é res5o*sAHel 5or
a5ro@i4ada4e*te 9>O da Bua*tidade total de N usada *a agricultura 4u*dial.
$4bora a 5rodu+<o de bio4assa e de gr<os das legu4i*osas seEa eBuiHale*te Bua*do e4
si4biose co4 ri38bio ou Bua*do as 4es4as s<o adubadas co4 *itrogD*ioY a 5ri4eira Hia deHe
ser a 5referidaY ta*tos e4 ter4os eco*T4icos Bua*to a4bie*tais. %o4 o uso de fertili3a*tes
*itroge*ados co4oY 5or e@e45loY a uréiaY as 5ossibilidades de co*ta4i*a+<o a4bie*tal s<o
diHersas. & co*ta4i*a+<o do ar 5ode ocorrer atraHés da a4T*ia 5erdida 5or Holatili3a+<o e do
N!O e4itido dura*te a des*itrifica+<o. O NO:
6
Y 5or sua He3Y 5oderA ser li@iHiado e co*ta4i*ar as
Aguas do le*+ol freAtico eY ai*daY co*ta4i*ar as Aguas de su5ef7cie 5or escoa4e*to su5erficial.
Ne*hu4a dessas Hias de co*ta4i*a+<o é 5oss7Hel atraHés da '?N o*de o N circula i*ter*a4e*te
*a 5la*ta desde a sua co*Hers<o de N
!
a N2
:
5ela *itroge*ase.

3.6.7.2 Sistema simbiótico Frankia x não leguminosas
?actérias 0ra4 5ositiHas fila4e*tosas do gD*ero 'ra*SiaY 5erte*ce*tes ao gru5o dos
acti*o4icetosY associa46se si4bi8tica4e*te for4a*do *8dulos e fi@a*do N
!
co4 es5écies *<o
legu4i*osas de oito fa47lias. Tais es5éciesY de*o4i*adas de acti*or73icasY s<oY *a sua 4aioriaY
arbustiHas ou arb8reas i45orta*tes e4 siste4as agro6florestais. 0ra+as I sua ca5acidade e4 fi@ar
N!Y as es5écies acti*or73icas s<oY *or4al4e*teY as 5ri4eiras a se estabelecer e4 solos 4argi*ais
co4o aBueles e@tre4a4e*te are*osos das du*as e ta4bé4 e4 Areas Bue sofrera4 algu4
distQrbioY co4o aBuelas co*stitu7das 5or reEeito de 4i*as.
&s Bua*tidades de N ! fi@adas 5elas es5écies acti*orr73icas s<o alta4e*te HariAHeisY
5ode*do ati*gir Halores t<o eleHados Bua*to aBueles obserHados *a si4biose e*tre ri38bio e
legu4i*osas. %o*traria4e*te ao ri38bioY cuEo 5ri4eiro isola4e*to de *8dulos de legu4i*osas
172
ocorreu 5or Holta de 1(((Y so4e*te e4 1.(7 o acti*o4iceto 'ra*Sia foi isolado de *8dulos de
es5écies acti*orr73icas e cultiHado co4 sucesso e4 laborat8rio.
Os acti*o4icetos 5rese*tes *o i*terior dos *8dulos radiculares s<o co*stitu7dos de hifas
HegetatiHas alo*gadasY co*te*do *a sua 5or+<o ter4i*al estruturas se5tadas de*o4i*adas de
Hes7culas o*de ocorre a fi@a+<o do N !. &s Hes7culas est<o e*HolHidas 5or u4 e*Helo5e li57dico
Bue te4 a fu*+<o de atuar co4o u4a barreira de difus<o 5ara o O ! Y 5ortege*do a *itroge*ase do
acti*o4iceto. &5e*as as legu4i*osas 5rodu3e4 a leghe4oglobi*a 5ara 5roteger a *itroge*ase
do efeito i*ibit8rio do O
!
.

3.6.7.3 Sistema simbiótico Azolla x Anabaena
&3olla é u4a 5eBue*a 5terid8fita aBuAtica co*hecida 5or a5rese*tar u4a associa+<o
si4bi8tica co4 a cia*obactéria fila4e*tosa &*abae*a a3ollaeY a Bual cresce *o i*terior de
caHidades e@iste*tes *a face dorsal das folhas da 5terid8fita. &3olla é e*co*tradaY *or4al4e*teY
e4 Aguas 5aradas de bra+os de rios e e4 lagosY ou e4 Areas de cultiHo de arro3 i*u*dadoY
es5ecial4e*te e4 regi,es tro5icais. No ?rasil est<o ide*tificadas trDs es5écies de &3olla- &.
caroli*ia*aY &. filiculoides e &. 4icro5hZla.
=ua*do associadasY a 5terid8fita &3olla e a cia*obactéria 4icrosi4bio*te &*abae*a
a3ollae 5ode4 fi@ar N ! a ta@as de até ! Sg ha
61
dia
61
. $ssa associa+<oY a45la4e*te utili3ada
co4o aduba+<o Herde do arro3 *a KsiaY e4 5a7ses co4o a %hi*a e o 1iet*<Y é rica e4 N Nbai@a
rela+<o %WNPY se*do ra5ida4e*te 4i*erali3ada *o soloY libera*do o N ao arro3. Para uso da
associa+<o &3olla @ &*abae*a co4o adubo Herde *o arro3 é *ecessArio cultiHar a 5terid8fita e4
ta*Bues. &*tecede*do a se4eadura do arro3Y a 5terid8fita é retirada dos ta*Bues e adicio*ada ao
solo co4o adubo Herde.
Pelo fato de e@igir basta*te 4<o6de6obra 5ara o 4a*useio da associa+<o e 5ara a sua
distribui+<o *o ca45o e e4 ra3<o do cultiHo do arro3 sob i*u*da+<o ser reali3ado
e@te*siHa4e*te e e4 gra*des AreasY a associa+<o &3olla @ &*abae*a ai*da *<o é 5ratica4e*te
e45regada *o ?rasil 5elos 5rodutores de arro3Y te*do seu uso restrito a Areas e@5eri4e*tais.
&lé4 dissoY a &3olla é basta*te e@ige*te e4 f8sforo e 5ode ser atacada 5or i*setos e doe*+as.
TodaHiaY *a %hi*aY cerca de 1Y> 4ilh,es de hectares s<o cobertos a*ual4e*te co4 &3ollaY o Bue
eHide*cia o seu 5o*te*cial de uso co4o fo*te de N ao arro3.
%o4o as de4ais cia*obactériasY a &*abae*a é u4 4icrorga*is4o fotossi*tético Bue fi@a
o %O
!
e4 células HegetatiHas. $4 células es5eciali3adasY de*o4ia*das de heterocistosY a
&*abae*a reali3a a fi@a+<o de N
!
atraHés do co45le@o *itroge*ase 'igura 0.17. "ob co*di+,es
de Hida liHre so4e*te 9 a 1/O das células do fila4e*to da &*abae*a s<o heterocistos. =ua*do
associada I &3ollaY a 5ro5or+<o de heterocistos au4e*ta 5ara !/ a :/O. Isso 5orBueY Bua*do
173
associada I 5terid8fitaY a fi@a+<o de %O ! *as células HegetatiHas da &*abae*a di4i*ui e o
su5ri4e*to de fotossi*tatos é gara*tido 5ela 5terid8fita. Porta*toY *essa rela+<o si4bi8ticaY a
5terid8fita for*ece fotossi*tatos I &*abae*a e estaY e4 trocaY co*Herte o N
!
at4osférico e4
a4T*ia NN2
:
PY Bue a 5terid8fita irA i*cor5orar a esBueletos de carbo*o 5ara a s7*tese de 5rote7*as
e de outros co45ostos *itroge*ados.

'iguras 0.17 %élulas HegetatiHas e heterocisto 5rese*tes *a cia*obactéria &*abae*a.




3.6.8 Fixação assimbiótica de N 2

3.6.8.1 Microrganismos e mecanismos bioquímicos envolvidos
& fi@a+<o biol8gica de N ! é restrita aos 5rocari8ticosY i*clui*do bactérias t75icas e
bactérias es5eciali3adasY co4o cia*obactérias e acti*o4icetos. Dos cerca de 1/./// gD*eros de
bactérias EA descritosY cerca de a5e*as 1// co*tD4 es5écies ca5a3es de fi@ar N ! Ndia3otr8ficosP.
&5esar de u4 *Q4ero relatiHa4e*te 5eBue*o de 4icrorga*is4os dia3otr8ficosY esse gru5o
caracteri3a6se 5or ser e@tre4a4e*te diHerso do 5o*to de Hista fisiol8gico. Do 5o*to de Hista do
4etabolis4o do carbo*o 5ode4 e@istir bactérias heterotr8ficas e Bui4ioautotr8ficasY
fotoautotr8ficas Nbactérias e cia*obactériasP e ai*da fotoheterotr8ficas. =ua*to I sua rela+<o co4
O
!
Y e@iste4 re5rese*ta*tes Bue s<o aer8bicosY 4icroaerof7licosY a*aer8bicos facultatiHos e
a*aer8bicos obrigat8rios. $4 co*seBdD*cia dessa gra*de diHersidade 4etab8licaY re5rese*ta*tes
do gru5o dos 4icrorga*is4os dia3otr8ficos s<o e*co*trados e4 todos os ti5os de a4bie*tes da
*ature3a.
O gru5o dos dia3otr8ficos é diHidido e*tre aBueles Bue reali3a4 a '?N e4 u4a rela+<o
si4bi8tica ou co4e*sal7stica co4 u4 orga*is4o eucari8tico Nco*for4e EA a5rese*tado
a*terior4e*teP e aBueles Bue fi@a4 N
!
de for4a assi4bi8tica. $sse Qlti4o gru5o é co*stitu7do
5or bactérias fi@adoras de N ! de Hida liHre Nassi4bi8ticos Herdadeiros ou dia3otr8ficos de Hida
174
liHreP e 5or bactérias fi@adoras de N ! e4 associa+<o co4 5la*tas Ndia3otr8ficos associatiHosPY *o
5rocesso ta4bé4 de*o4i*ado de si4biose associatiHa.

3.6.8.2 Diazotróficos de vida livre
'oi *esse gru5o de bactérias Bue 5ri4eiro se descobriu a ca5acidade de 4icrorga*is4os
e4 fi@ar N!Y ou seEaY de si*teti3ar o co45le@o *itroge*ase 5ara utili3ar o *itrogD*io do ar co4o
fo*te de *itrogD*io 5ara a fabrica+<o de co45ostos *itroge*ados e 5oder crescer. DiHersos
gD*eros de bactérias s<o ca5a3es de fi@ar N
!
co4o orga*is4os de Hida liHreY co4 destaBue 5ara
bactérias dos gD*eros &3otobacterY ?eiEeri*cSia e Der@ia e cia*obactérias dos gD*eros &*abae*a
e Nostoc.
O 5ri*ci5al fator li4ita*te I '?N é o su5ri4e*to de carbo*o e e*ergia N&TP e elétro*sP.
Por isso é de se es5erar Bue dia3otr8ficos fotossi*téticos de Hida liHre fi@e4 4aiores Bua*tidades
de N
!
*o solo do Bue os dia3otr8ficos heterotr8ficosY os Buais de5e*de4 do carbo*o e da e*ergia
co*tidos e4 co45ostos orgM*icos. Porta*toY esse Qlti4o gru5o so4e*te fi@arA Bua*tidades
4e*surAHeis de N ! se *o solo houHer Bua*tidade suficie*te de % 5ro*ta4e*te dis5o*7Hel de
orige4 Hegetal co4oY 5or e@e45loY o % 5rese*te *a ri3osfera de 5la*tas e4 fase de cresci4e*to
atiHo Nec@udatos radicularesP e o % co*tido e4 res7duos culturais co4 alta rela+<o %WN.
Do 5o*to de Hista 4etodol8gico é e@tre4a4e*te dif7cil Bua*tificar a co*tribui+<o 5ara
deter4i*ado ecossiste4a da '?N 5or dia3otr8ficos de Hida liHre. $sti4atiHas desse 5rocesso *o
solo e e4 a4bie*tes e*riBuecidos e4 res7duos culturais i*dica4 Bue as Bua*tidades de N
5roHe*ie*tes da '?N situa46se *a fai@a de 1 a 1/ Sg ha
61
a*o
61
.
_ i45orta*te destacar Bue as bactérias de Hida liHre fi@a4 *itrogD*io 5ara seu 5r85rio
cresci4e*toY *<o e@cretado *itrogD*io 5ara o 4eio. O N fi@ado 5or este gru5o so4e*te ficarA
dis5o*7Hel Is 5la*tas a58s a sua 4orte e 4i*erali3a+<o dos co45ostos orgM*icos 5or outras
5o5ula+,es de 4icrorga*is4os heterotr8ficos do solo.
TrDs fatores deHe4 ser destacados co4o os 4ais li4ita*tes I '?N das bactérias de Hida
liHre- aP O N 4i*eral do solo i*ibe a s7*tese do co45le@o *itroge*ase EA Bue é e*ergetica4e*te
4ais faHorAHel Is bactérias assi4ilar direta4e*te o N do solo do Bue o fa3D6lo Hia '?Nb bP Por
ser u4 5rocesso Bue de4a*da 4uita e*ergia N&TPP ele é *or4al4e*te li4itado *o solo 5ela
dis5o*ibilidade de %b cP $4 fu*+<o da alta se*sibilidade da *itroge*ase ao O !Y as bactérias de
Hida liHre tD4 Bue dese*HolHer algu4a estratégia 5ara eHitar Bue a e*3i4a seEa i*ibida 5elo O !Y o
BueY *or4al4e*teY i45lica e4 gasto de e*ergia 5or 5arte da bactéria. &lé4 desses fatores
5ri*ci5aisY i*Q4eros outrosY co4o a dis5o*ibilidade de PY de 4icro*utrie*tes e o 52 do solo
afeta4 a sobreHiHD*cia e o cresci4e*to das bactérias dia3otr8ficas eY 5orta*toY a fi@a+<o de N!.

175
3.6.8.3 Diazotróficos Associativos
$@iste4 i*Q4eros e@e45los de associa+,es e4 Bue u4a bactéria dia3otr8fica de Hida
liHre se associa co4 u4a 5la*ta. $ssas associa+,esY ta4bé4 de*o4i*adas de si4bioses
associatiHasY *<o a5rese*ta4 altera+,es 4orfol8gicas *o hos5edeiro ou BualBuer i*tera+<o
ge*ética e*tre a 5la*ta e a bactériaY co4o ocorre *a '?N si4bi8tica 4utual7stica e*tre ri38bio e
legu4i*osasY discutida a*terior4e*teY e4 Bue a 5la*ta abriga as bactérias de*tro de *8dulos.
?actérias dia3otr8ficas tD4 sido e*co*tradas *a su5erf7cie das folhas NfilosferaPY de*tro e *a
su5erf7cie de ra73es ou *a ri3osfera de u4a gra*de Hariedade de 5la*tas. &lgu4as bactérias
5ode4 ser e*co*tradas ai*da *os es5a+os i*tercelulares do c8rte@ das ra73es e *o siste4a
Hascular N@ile4a e floe4aP de algu4as 5la*tas. De5e*de*do de o*de s<o e*co*tradosY os
dia3otr8ficos associatiHos s<o diHididos e4 dois gru5os- e*dof7ticos facultatiHos e e*dof7ticos
obrigat8rios.

3.6.8.4 Endofíticos facultativos
&s bactérias dia3otr8ficas 5erte*ce*tes a esse gru5o 5ode4 colo*i3ar ta*to a ri3osferaY
Bue co*stitui a Area de solo 5r8@i4a Is ra73esY co4o o i*terior das ra73es. O gD*ero &3os5irillu4Y
co4 seis es5éciesY co*stitui o 5ri*ci5al re5rese*ta*te desse gru5o e ta4bé4 a si4biose
associatiHa 4ais estudada 5ela 5esBuisa e*HolHe*do *u4erosas es5écies de gra47*easY co4
destaBue 5ara o trigo e o 4ilho. Os resultados desses trabalhos 4ostra4 Bue o au4e*to *o
re*di4e*to das culturas 5roHocado 5or &3os5irillu4 Haria *a fai@a de > a :/O. TodaHiaY te4
sido eHide*ciado *os Qlti4os a*os Bue o efeito 5ositiHo de &3os5irillu4 *<o se deHe a5e*as I sua
ca5acidade de reali3ar '?N 4as ta4bé4 5or ser u4a ri3obactéria 5ro4otora do cresci4e*to de
5la*tasY atraHés da 5rodu+<o de hor4T*ios de cresci4e*to Ne@Y gibereli*as e au@i*asP.

3.6.8.5 Endofíticos obrigatórios
$sse gru5o de bactérias é assi4 de*o4i*ado 5elo fato de ser e*co*trado colo*i3a*do o
i*terior da 5la*taY es5ecial4e*te das ra73es. U4 dos 5ri*ci5ais gD*eros de bactérias dia3otr8ficas
e*dof7ticas obrigat8rias é 0luco*acetobacterY o*de a es5écie 0. dia3otro5hicus Ndescoberta *o
?rasil 5or Holta de 1.(/ 5ela 5esBuisadora Joa*a Dzberei*er da $M?R&P&W&grobiologiaY RJP
e*co*trada 5ri*ci5al4e*te *a ca*a6de6a+Qcar colo*i3a*do 5ratica4e*te todos os 8rg<os da
5la*ta. &lgu*s estudos i*dica4 Bue algu*s cultiHares de ca*a6de6a+Qcar 5oderia4 obter até 9/O
do N da 5la*ta atraHés da '?N co4 0luco*acetobacter dia3otro5hicusY e4bora esses Halores
ai*da *ecessite4 de u4a co45roHa+<o defi*itiHa.
Outros gD*eros i45orta*tes de bactérias e*dof7ticas obrigat8rias s<o 2erbas5irillu4Y co4
a es5écie 2. sero5edicae colo*i3a*do 4ilhoY arro3 e sorgoY ?urSholderia Narro3 e ca*a6de6
a+QcarP e &3oarcus Narro3P.
176
%o4 e@e+<o da ca*a6de6a+ucar o*deY 5roHaHel4e*teY a '?N associatiHa co*tribua co4
Bua*tidades sig*ificatiHas de N I cultura Nde 1// a 1>/ Sg de N ha
61
PY *as de4ais es5écies de
seBueiro a co*tribui+<o desse 5rocessoY so4a*do a co*tribui+<o de todas as bactérias e*HolHidasY
deHe ficar *a fai@a de > a !> Sg de N ha
61
a*o
61
. Para as culturas a*uais de i*teresse eco*T4ico
esses Halores 5ode4 re5rese*tar 5ouco. TodaHiaY 5ara situa+,es co4o os ca45os *atiHos co4
es5écies de gra47*easY o*de 5ratica4e*te *<o hA a5orte e@ter*o de NY eles re5rese*ta4 u4a
co*tribui+<o de gra*de releHM*cia.
Outra es5écie o*de a '?NY ta*to associatiHa co4o de Hida liHreY 5ode co*tribuir
sig*ificatiHa4e*te *o for*eci4e*to de N é o arro3 cultiHado sob i*u*da+<o. O a4bie*te
5arcial4e*te a*aer8bico o*de o arro3 sob i*u*da+<o é cultiHado cria co*di+,es 5ara a '?N
atraHés de bactérias heterotr8ficas de Hida liHreY cia*obactérias fi@adoras de N
!Y
e bactérias
fototr8ficas fi@adoras de N
!
. & co*tribui+<o co*Eu*ta da '?N desses difere*tes 4icrorga*is4os
5ode resultar *o for*eci4e*to de :/ a >/ Sg de N ha
61
ao arro3Y o Bue re5rese*ta eco*o4ia de
diHisas e talHe3 e@5liBue a ausD*cia de res5osta da cultura I a5lica+<o de fertili3a*tes
*itroge*ados e4 4uitas situa+,es. _ 5roHAHel Bue o 5rocesso de '?N seEa faHorecido *o arro3
e4 fu*+<o das co*di+,es a*aer8bicas da laHoura co*stitu7re4 u4 4eca*is4o *atural de 5rote+<o
da *itroge*ase.
U4 as5ecto i45orta*te a ressaltar *a '?N assi4bi8ticaY *os seus difere*tes *7HeisY é BueY
a5esar de algu4as te*tatiHas e4 5rodu3ir e co4erciali3ar i*ocula*tes co4 bactérias desse gru5oY
*<o hA ai*da eHidD*cias Bue EustifiBue4 essa tec*ologia. Porta*toY o uso de i*ocula*tes *a
agricultura deHe ficar restrito I si4biose ri38bio @ legu4i*osas.
%o4o Hi4os o ciclo biogeoBu74ico do *itrogD*io *a *ature3a é u4 dos 4ais co45le@osY
se*do co*trolado 5or 4icrorga*is4osY co4 destaBue 5ara o gru5o das bactérias. Proble4as
futuros e*HolHe*do a redu+<o *a dis5o*ibilidade e o alto custo dos fertili3a*tes *itroge*adosY
alé4 dos 5roble4as a4bie*tais decorre*tes das a5lica+,es e@cessiHas de N tor*ar<o cada He3
4ais i*suste*tAHeis os siste4as de 5rodu+<o baseados e@clusiHa4e*te *o uso de fo*tes si*téticas
de N. Por issoY cresce e4 i45ortM*cia a '?NY e4 seus difere*tes *7HeisY Hisa*do au4e*tar o
a5orte de N ao soloY es5ecial4e*te *aBuelas situa+,es de bai@o uso de i*su4os co4oY 5or
e@e45loY *a agricultura fa4iliar.

Bibliografia
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al. NitrogD*io e $*@ofre *a &gricultura ?rasileira . Piracicaba- $"&#=. "<o Paulo- IPNI 6
I*ter*atio*al Pla*t Nutritio* I*stituteY !//7. 5.16;1.



178
UNÌDADE 4. RELAÇÃO SOLO-ÁGUA-PLANTA NA PRODUÇÃO FLORESTAL

José Miguel Reichert ) U'"M
DalHa* José Rei*ert
1 – Textura do solo
& te@turaY gra*ulo4etria ou distribui+<o de ta4a*ho de 5art7culas é a 5ro5or+<o relatiHa
das classes de ta4a*ho de 5art7culas de u4 soloY se*do u4a das 5ro5riedades 4ais estAHeis do
solo. _ afetadaY 5ri4aria4e*teY 5elo ti5o de 4aterial de orige4 e grau de i*te45eris4o. O
4a*eEo do solo *<o afeta a te@turaY e@ceto se hA re4o+<o seletiHa de argilas co4 a eros<o do
solo.
& deter4i*a+<o da te@tura 5ode ser feita *o ca45oY co4o Histo *a U*idade ?Y ou e4
laborat8rio Hia a*Alise gra*ulo4étrica. O obEetiHo é se5arar as fra+,es co*stitui*tes do solo
NareiaY silte e argilaP de acordo co4 seu diM4etro. & 4etodologia co*siste e4 dis5ers<o Bu74ica
e 4ecM*ica dos co*stitui*tes do solo e se5ara+<o 5or 5e*eira4e*to e sedi4e*ta+<o Nlei de
"toSes
!(
P.
& te@tura relacio*a6se co4 a 4i*eralogia do solo
!.
Y ca5acidade de troca de cAtio*sY Area
su5erficial es5ec7fica e 5orosidade e de*sidade do solo. %o*dicio*a todos os fatores de
cresci4e*to e4 4e*or ou 4aior grau e i*flui e4 i*Q4eras 5ro5riedades f7sicas do solo co4o-
rete*+<oY 4oHi4e*to e dis5o*ibilidade de Aguab areEa4e*to do solob dis5o*ibilidade de
*utrie*tes Is 5la*tasb resistD*cia I 5e*etra+<o de ra73esb estabilidade de agregadosb
co45actabilidade do solo e erodibilidade do solo.
& estabilidadeY a co45actabilidade e a erodibilidade est<o relacio*adas co4 a
suscetibilidade I degrada+<o do solo Bua*do cultiHado.
U4a co45ara+<o e*tre solos argilosos e are*osos é feita *a Tabela ;.1. 1ocD deHe to4ar
cuidadoY 5ois a 4i*eralogia do solo 5ode alterar este co45orta4e*to.

!(
NPerso*alidadeP "ir 0eorge 0abriel "toSes N1(1.61./:P foi u4 4ate4Atico e f7sico irla*dDsY Bue fe3 i45orta*tes
co*tribui+,es *a di*M4ica de flu7dosY 8tica e 4ate4Atica6f7sica. Nas 5esBuisas sobre 4oHi4e*to e Hiscosidade de
flu7dosY dese*HolHeu a eBua+<o 5ara o cAlculo da Helocidade ter4i*al de Bueda de u4a esfera Nco4o as 5art7culas de
soloP Bue sedi4e*ta e4 4eio HiscosoY o Bue 5assou a ser cha4ado a de #ei de "toSes. $ssa lei di3 Bue a Helocidade
de sedi4e*ta+<o é direta4e*te 5ro5orcio*al I de*sidade da 5art7cula e i*Hersa4e*te 5ro5orcio*al I Hiscosidade do
flu7do e diM4etro da 5art7cula. 'oto de \iSi5edia The 'ree $*cZclo5edia
Nhtt5-WWe*.]iSi5edia.orgW]iSiW0eorge`0abriel`"toSesP


!.
N1ocD sabiaaP & fra+<o areia do solo é co45osta basica4e*te 5or 4i*erais 5ri4AriosY i*clui*do Buart3o e outros
silicatosY e*Bua*to a fra+<o argila é co*stitu7da 5or 4i*erais secu*dArios ou 5edogD*icosY i*clui*do os
argilo4i*erais cauli*itaY ilitaY Her4iculitaY es4ectita e 8@idosY e*tre outrosP.
179



Tabela ;.1 ) %o45ara+<o e*tre solos are*osos e argilosos
Te@tura fi*a Nsolos argilososP Te@tura grosseira Nsolos are*ososP
%a5acidade rete*+<o de Agua eleHada %a5acidade rete*+<o de Agua bai@a
%ircula+<o de Agua dif7cil %ircula+<o de Agua fAcil
%oes<o eleHada %oes<o bai@a
%o*sistD*cia 5lAstica e 5egaEosa
NBua*do 4olhadoP e dura NBua*do secoP
%o*sistD*cia friAHel NBua*do seco ou
4olhadoP
De*sidade do solo 4e*or De*sidade do solo 4aior
Porosidade total 4aior Porosidade total 4e*or
Micro5orosidade 4aior Macro5orosidade 4aior
&era+<o deficie*te ?oa aera+<o
"u5erf7cie es5ec7fica eleHada "u5erf7cie es5ec7fica bai@a
"olos be4 estruturados "olos 4al estruturados
Dif7cil 5re5aro 4ecM*ico 'Acil 5re5aro 4ecM*ico
%T% eleHada %T% bai@a
Mais ricos e4 *utrie*tes Mais 5obres e4 *utrie*tes

1.1 – Relação da textura com o tipo de manejo
Para solos 4edia*a4e*te ou be4 i*te45eri3adosY hA 4elhoria da Bualidade f7sica de
solos co4 o au4e*to de argila de u4 solo. Por issoY 4uitas He3es os agricultores 5refere4 solos
argilosos ou barre*tos. Isso 5orBue hA restri+,es ao uso agr7cola i*te*so de solos are*ososY
5ri*ci5al4e*te deHido I eleHada susce5tibilidade a eros<oY bai@a ca5acidade de rete*+<o de Agua
e li4itada reserHa de *utrie*tes.
%o*tudoY co4 o co*heci4e*to dese*HolHido e as 5ossibilidades de 4a*eEo do soloY a
li4ita+<o relacio*ada I eros<o dos solos are*osos é gra*de4e*te aliHiada co4 uso de 5la*tio
direto e 5la*tas de coberturaY de*tro de u4 esBue4a eficie*te de rota+<o de culturas.
& bai@a rete*+<o de Agua 5or u*idade de Holu4e dos solos are*osos 5ode ser co45e*sadaY e4
5arteY 5ela 4aior facilidade de cresci4e*to radicular associada ao 4aior areEa4e*to e
4acro5orosidade Nes5a+os dis5o*7Heis ao cresci4e*to radicular se4 restri+<o f7sica de
resistD*ciaPY co*feri*do 4aior lM4i*a de Agua dis5o*7Hel do Bue a co*He*cio*al4e*te atribu7da.
& bai@a reserHa 4i*eral estA associada I bai@a ca5acidade de troca de cAtio*s N%T%P dos
solos are*ososY Bue 5or sua He3 5redis5,e4 esses solos ao 5rocesso de li@iHia+<o de cAtio*s. Para
180
solos de te@tura are*osaY a 4aior 5arte da %T% estA associada I 4atéria orgM*icaY Bue
*or4al4e*te ta4bé4 é bai@a. $studos e4 solos are*osos e de te@tura 4édia de4o*stra4 Bue o
teor de 4atéria orgM*ica 5ode ser recu5eradoY e até 4es4o au4e*tadoY e4 rela+<o ao ca45o
*atiHo Nco*di+<o e@iste*te a*tes da agriculturaPY de5e*de*do da ta@a de adi+<o de res7duosY
redu+<o de 4obili3a+<o e o te45o de utili3a+<o dos siste4as de 4a*eEo do solo e 5la*ta.
Porta*toY HocD 5ode Herificar BueY 4es4o solos *atural4e*te 4e*os a5tos I agriculturaY
5ode4 ser 5rodutiHos desde Bue usados e 4a*eEados racio*al4e*te.

2 – Poros do solo e crescimentos das raízes
& estrutura refere6se ao arra*Eo de agregados e 5oros do solo. &ssi4Y *este te@toY
tratare4os 5ri4eira4e*te das rela+,es 4assaWHolu4e associadas I estrutura do solo eY
5osterior4e*teY ao arra*Eo ou arBuitetura do soloY co4 D*fase *a agrega+<o do solo.
Na aHalia+<o da estruturaY s<o utili3ados dois 5o*tos de Hista- o 5edol8gicoY abordado *a
U*idade ?Y e o a5licadoY relacio*ado ao uso e 4a*eEo do solo.
& estrutura do solo relacio*a6se co4 a de*sidade e 5orosidade do soloY a aera+<oY a
resistD*cia 4ecM*ica I 5e*etra+<oY a i*filtra+<o de AguaY sela4e*to su5erficial do soloY de*tre
outros.
"olos be4 estruturados su5orta4 4elhor a 5reci5ita+<o e a a+<o de 4ABui*as e i45le4e*tos
agr7colas e ta4bé4 5er4ite4 u4a 4aior 5rodu+<o das culturas.

2.1 - Relações massa-volume associados à estrutura do solo
O Holu4e total de u4 solo Nou de u4a a4ostra de soloP 5ode ser diHidido e4 Holu4e de
5oros Ha3ios ou N15P e de s8lidos ou 5art7culas N15P e a so4at8ria é o Holu4e total. Os 5oros
5ode4 estar ocu5ados 5or ar N1aP ou Agua N1]P.
"i4ila4e4e*teY essas fra+,es tD4 4assa^ &ssi4 te4os 4assa de 5art7culas ou s8lidos NMsPY de
Agua NM]P e de ar NMaPY a Bual é des5re37HelY e a so4at8ria é a 4assa total NMtP.
1ocD 5ode Herificar esses Holu4es e 4assas *a 'igura ;.1. & 5artir delas 5ode4os
estabelecer u4a série de rela+,es ou eBua+,esY 5ara calcular i45orta*tes 5ro5riedades do solo.

181

Ar
Água
Sólido
Vt
Vn
Vs
Vw
Va Ma
Mw
Ms
Mt

'igura ;.1. Rela+<o 4assaWHolu4e das trDs fases do solo.
NaP de*sidade do solo- Ds m MsW1tY co4 u*idade de gWc4
:
ou MgW4
:
Ni.e.Y to*eladas 5or
1/// litros de soloP. & Ds Haria co4 a te@tura e estruturaY se*do basta*te afetada 5elo
4a*eEo e 5ela co45acta+<o do solo. Ta4bé4 5ossibilita a tra*sfor4a+<o do co*teQdo
graHi4étrico da Agua *o solo e4 altura de lM4i*a de irriga+<ob
NbP de*sidade de 5art7culas- D5 m M5W15Y co4 u*idades si4ilares I da eDsf. & de*sidade
de 5art7culas *<o é afetada 5elo 4a*eEoY 4as de5e*de da co*stitui+<o 4i*eral8gica e
4atéria orgM*ica do solo. O Halor 4édio é !Y9> MgWc4
:
Y 4as solos co4 8@idos de
ferro tD4 Halores 4aiores e co4 basta*te 4atéria orgM*icaY Halores 4e*ores. & D5 é
*or4al4e*te usada 5ara calcular a 5orosidade total do solob
NcP 5orosidade total do solo- Pt m 15W1t ouY alter*atiHa4e*teY Pt m r16NDsWD5Ps. &
u*idade é 4
:
W4
:
ouY Bua*do 4ulti5licado 5or 1//Y O. %o4o o Holu4e de 5oros é
afetado 5ela co45acta+<o ou 5re5aro do soloY a Pt é ta4bé4 HariAHel. O total de
5oros 5ode estar 5ree*chido 5or Agua ou 5or ar e isso Here4os abai@o. "olos argilosos
s<oY *or4al4e*teY 4e*os de*sos eY 5orta*toY 4ais 5orosos Bue solos are*osos.
%o*tudoY Hia de regraY os solos are*osos tD4 4aior Bua*tidade de 5oros gra*des
N4acro5orosPb
NdP u4idade graHi4étrica- Ug m M]WMsY co4 u*idade SgWSg ouY Bua*do 4ulti5licado 5or
1//Y O. &lgu*s solosY co4o os orgM*icosY 5ode4 ter Ug 4aior Bue 1// Ob
NeP u4idade Holu4étrica- UH m 1]W1tY co4 u*idade 4
:
W4
:
ouY Bua*do 4ulti5licado 5or
1//Y O. & UH *u*ca 5ode ser su5erior I PtY 5ois a4bos se eBuiHale4 Bua*do o solo
estA saturado Ni.e.Y todos os 5oros 5ree*chidos co4 AguaP. Para facilitar o cAlculo da
UHY 5ode4os usar a f8r4ula UH m Ug w Dsb
NfP lM4i*a de Agua ar4a3e*ada- # m UH @ 5rofu*didade do soloY co4 u*idade 4 ou c4b
NgP es5a+o aéreo- $& m 1aW1t ouY alter*atiHa4e*teY $& m Pt 6 UHY co4 u*idades
si4ilares I da PtY o*de UH é a u4idade Holu4étrica do solo. O es5a+o aéreo i*dica
Bua*to da 5orosidade estA ocu5ada 5or ar eY 5orta*toY de5e*de da u4idade do solo.

182
$ co4o s<o obtidos estes Halores *a 5rAticaa Usa*do u4 5eBue*o cili*droY se obté4 u4a
a4ostra co4 estrutura 5reserHadaY de 4odo Bue o solo 5ree*cha co45leta4e*te o Holu4e do
a*el N'igura ;.1P. Pesa6se o a*el e de5ois o a*el 4ais a a4ostra ao ar eY *oHa4e*teY de5ois de
co45leta4e*te seca e4 estufa a 1/>X%.



'igura ;.1. %oleta de u4a a4ostra de solo 5ara as deter4i*a+,es 4assa6Holu4e. &58s e@tra7da
do solo Nfoto I esBuerdaPY o e@cesso de solo Nao ce*troP é re4oHido cuidadosa4e*te NI direitaP
5ara Bue o Holu4e do a*el N1cP corres5o*da e@ata4e*te ao Holu4e de total da a4ostra de solo
N1tP.

1eEa Bue te4os os segui*tes Halores- 4assa do a*el ou cili*dro NMcPY do solo Q4ido NMuP
e seco NMsPY be4 co4o o Holu4e do a*el N1cP Bue serA igual ao da a4ostra de solo N1tP. Por
difere*+aY calcula4os a 4assa de Agua NM] m U4 ) MsP. $ a7 é s8 usar as f8r4ulas aci4aY 5ara
obter4os os Halores de Ds e Pt.

2.2 - Formação e estabilização dos agregados
& for4a+<o de agregados solo 5ode ser diHididaY 5ara fi*s didAticosY e4 dois 5rocessos-
NaP &5ro@i4a+<o e*tre as 5art7culas deHido I flocula+<o da argila N Hide U*idade $Pb I
desidrata+<o ou seca4e*to do soloY cria*do fe*das e a5ro@i4a*do 5art7culasb Is ra73esY
Bue causa4 desidrata+<o e e@erce4 5ress<o sobre as 5art7culas de solob e aos
orga*is4os HiHosY co4o as 4i*hocasY as Buais 5rodu3e4 co5r8litos de alta estabilidade.
NbP $stabili3a+<o dos agregados for4adosY co4 a+<o de age*tes ci4e*ta*tes. & estabili3a+<o
é de5e*de*te da Bua*tidade de argila e de cAtio*sb das for+as eletrostAticas e de Ha* der
\aalsb da 4atéria orgM*icaY co4 a+<o de 5olissacar7deos e Acidos orgM*icosb dos
4icrorga*is4os- a+<o 4ecM*ica Nhifas de fu*gosP e 5rodu+<o de co45ostos orgM*icosb e
da Hegeta+<oY 5ela a+<o 4ecM*ica das ra73es e co4o fo*te de 4aterial orgM*ico *a
su5erf7cie.

183
1eEa BueY *a for4a+<o de aglo4eradosY as argilasY 8@idos e cAtio*s s<o fu*da4e*tais.
%o*tudoY 5ara a for4a+<o de agregados 4aioresY a atiHidade biol8gica e ra73es s<o esse*cias.
Isso 5ode ser Hisuali3ado *a 'igura '.9. 1eEaY 5orta*toY Bu<o i45orta*te é 4a*ter o solo coberto
co4 siste4a de culturas diHersificadoY Bue esti4ule a atiHidade biol8gica do solo.
#e4bre se45re- O solo é u4 ser HiHo^

'igura ;.!. I45ortM*cia hierArBuica de 4eca*is4os for4adores de agregados.

& estabilidade de agregados refere6se I resistD*cia I desagrega+<o Bue os agregados
a5rese*ta4 Bua*do sub4etidos a for+as e@ter*as Na+<o de i45le4e*tos agr7colas e i45acto da
gota de chuHaP ou for+as i*ter*as Nco45ress<o de ar e e@5a*s<oWco*tra+<o e4 agregadosY co4 o
u4edeci4e*toP Bue te*ta4 ro45D6los.
O obEetiHo é aHaliar a estrutura do soloY 5ois a estrutura é o resultado da agrega+<o das
5art7culas 5ri4Arias NareiaY silte e argilaP e outros co45o*e*tes do solo co4o 4atéria orgM*icaY
calcArio e sais.
& 4etodologia co*siste e4 5assar os agregados 5or u4 co*Eu*to de 5e*eiras co4
diM4etros decresce*tes e Bua*tificar as fra+,es retidasY e4 Agua ou a seco N*o arP. &traHés dessa
deter4i*a+<oY 5ode4os obter a distribui+<o do ta4a*ho dos agregados e calcular sua 4édia
5o*deradaY cha4ada de diM4etro 4édio 5o*derado NDMPP ou geo4étrico NDM0P de agregados
estAHeis.

Macroagregado
composto por
muitos
microagregados,
unidos
principalmente
por uma rede de
hifas de fungos e
raízes
Microagregado
consistindo
principalmente de
partículas de areia
fina e pequenos
aglomerados de silte,
argila e substâncias
orgânicas unidas por
pêlos radiculares,
hifas de fungos e
substâncias
produzidas por
microrganismos
Submicroagregado
constituído por
partículas de silte
cobertas com matéria
orgânica e pequenos
pedaços de plantas e
microorganismos,
cobertos com
arranjamentos
menores de argila,
húmus e óxidos de
Fe ou Al
Aglomerados
de partículas
de argila
interagindo
com óxidos de
Fe ou Al e
polímeros
orgânicos na
menor escala
Macroagregado
composto por
muitos
microagregados,
unidos
principalmente
por uma rede de
hifas de fungos e
raízes
Microagregado
consistindo
principalmente de
partículas de areia
fina e pequenos
aglomerados de silte,
argila e substâncias
orgânicas unidas por
pêlos radiculares,
hifas de fungos e
substâncias
produzidas por
microrganismos
Submicroagregado
constituído por
partículas de silte
cobertas com matéria
orgânica e pequenos
pedaços de plantas e
microorganismos,
cobertos com
arranjamentos
menores de argila,
húmus e óxidos de
Fe ou Al
Aglomerados
de partículas
de argila
interagindo
com óxidos de
Fe ou Al e
polímeros
orgânicos na
menor escala
184
2.3 – Estrutura e manejo do solo
O arra*Eo es5acial das 5art7culas e os es5a+os e*tre 5art7culas N5orosP defi*e4 o a4bie*te
ecol8gico do solo.
Nos siste4as agr7colas os solos s<o sub4etidos a sucessiHas 5ress,es 5elo trAfego de
4ABui*as *a se4eaduraY tratos culturais e colheitaY agi*do *o se*tido de co45actar o solo. Por
outro ladoY o siste4a aliHia tais efeitos atraHés da redu+<o das 5ress,es efetiHas 5ela 5alha *a
su5erf7cieY au4e*to da 4atéria orgM*ica *o solo e au4e*to da atiHidade biol8gicaY Bue age *o
se*tido de 4elhorar a estrutura do solo.
& resistD*cia do solo e4 4a*ter a for4a atual ou adBuirida defi*e a estabilidade
estrutural. O au4e*to da cobertura do soloY da atiHidade 4icrobiol8gica e da 4atéria orgM*ica e a
4e*or e@5osi+<o da 4atéria orgM*ica I deco45osi+<o 5elos 4icroorga*is4os au4e*ta4 a
estabilidade estruturalY a Bual te4 rela+<o direta co4 a habilidade de u4 solo resistir I eros<o.
& 5rese*+a da 4atéria orgM*ica *o soloY *os HArios estAgios de deco45osi+<oY a atiHidade
e a *ature3a de 4icroorga*is4osY associados I a+<o de siste4a radicular de 5la*tas s<o alta4e*te
HariAHeis co*sidera*do o e*or4e *Q4ero 5oss7Hel de fo*tes de 4atéria orgM*icaY Haria+<o de
4icroorga*is4os e ti5os de siste4as radiculares. Tal fato i45,e I estrutura do solo gra*de
di*a4icidade 5ara os HArios a4bie*tes agr7colas eY 5ara u4 4es4o a4bie*teY u4a gra*de
di*a4icidade *o te45o.
&s ta@as de au4e*to de agrega+<oY *o e*ta*toY est<o relacio*adas I te@tura do soloY ao
4a*eEo e aos siste4as de cultura adotados. & degrada+<o e o 5rocesso i*Herso Bue é a
recu5era+<o da estabilidade estrutural s<oY 5elo 4e*osY duas He3es 4ais rA5idas e4 solos
are*osos do Bue e4 solos argilosos.
& estabilidade estrutural é i*Hersa4e*te relacio*ada co4 a freBdD*cia e i*te*sidade de
4obili3a+<o do solo.
O siste4a de 5la*tio direto N"PDP age *o se*tido de 4elhorar as co*di+,es da
estabilidade estrutural e seu efeito 5ode ter ta@as bai@as ou altas de 4elhora4e*toY de5e*de*do
do 4a*eEo global do solo e dos siste4as de culturas adotados.
%o4 a co45acta+<o dos solosY 5or outro ladoY hA u4 au4e*to da de*sidade e da
resistD*cia do solo e redu+<o da 5orosidadeY 5ri*ci5al4e*te 4acro5orosidade ou 5orosidade de
aera+<o N5oros 4aiores Bue >/
µ
4PY alé4 de afetar diHersos atributos do solo co4o a
co*dutiHidade hidrAulicaY 5er4eabilidade do soloY i*filtra+<o de Agua e outras caracter7sticas
ligadas I 5orosidade do solo.
$ssas altera+,es f7sicasY 5roHocadas 5ela co45acta+<oY afeta4 o flu@o ou a co*ce*tra+<o
de AguaY o@igD*ioY di8@ido de carbo*oY *utrie*tes e te45eraturaY Bue 5ode4 li4itar o
cresci4e*to e dese*HolHi4e*to das 5la*tas e causar 5roble4as a4bie*tais.
185
O 4aior estado de co45acta+<o de solos sob "PDY i*dicado 5ela de*sidade do soloY
ocorre e*tre ( a 1> c4 de 5rofu*didade. Para algu*s ti5os de solos e de 5la*tasY esse au4e*to da
de*sidade Herificado *<o é 5reEudicial ao dese*HolHi4e*to das 4es4asY deHido a u4a 4aior
co*ti*uidade dos 5orosY Bue é u4a i45orta*te caracter7stica Bue afeta a aera+<o do soloY a
i*filtra+<o de Agua e a 5e*etra+<o de ra73es. MasY e4 algu4as ocasi,esY esse fato te4 sido u4
fator li4ita*te I ado+<o do siste4a de 5la*tio direto.
& atiHidade biol8gica 5ode aliHiar os efeitos *egatiHos da co45acta+<o *a su5erf7cie do
soloY 4as *<o e4 4aiores 5rofu*didades. & 4elhor 4a*eira de aliHiar os efeitos da co45acta+<o
do solo *a agricultura é criar u4a rede estAHel de 4acro5oros co*t7*uosY 5ois esses faHorece4 o
cresci4e*to radicularY a aera+<o e a 5er4eabilidade da Agua.
Outra 5ro5riedade f7sica do soloY alterada 5elo siste4a de 4a*eEo do soloY é a sua
resistD*cia 4ecM*ica I 5e*etra+<o. $la estA estreita4e*te associada I de*sidade do solo eY 5ara o
4es4o teor de AguaY é ta*to 4aior Bua*to 4aior a de*sidade do soloY 4ostra*do ser u4 bo4
i*dicador da co45acta+<o Bua*do correta4e*te utili3ado.

3 – Ciclo hidrológico e água no solo
Kgua e ar ocu5a4 o 4es4o es5a+o e co45ete4 e*tre si. "olo seco te4 4uito ar e solo
saturado te4 aera+<o 3ero. Ne*hu4 desses dois e@tre4os é deseEado^
& Agua afeta i*Q4eras 5ro5riedades f7sicasY Bu74icas e biol8gicas e é fu*da4e*tal 5ara a
Hida *o soloY e4 es5ecial I 5rodu+<o Hegetal.
Duas 5ro5riedades da Agua s<o fu*da4e*tais 5ara o e*te*di4e*to do seu co45orta4e*to
Nrete*+<o e 4oHi4e*toP *o solo-
NaP te*s<o su5erficialY deHida Is for+as de coes<o. & atra+<o das 4oléculas de Agua 5ara
de*tro do seio do l7Buido é 4aior do Bue 5ara fora N4oléculas de Agua *o estado gasosoPY
NbP ca5ilaridadeY deHido I te*s<o su5erficial e I ades<o da Agua co4 as 5aredes de u4 5oro.
& eBua+<o da ca5ilaridade *os di3 Bue Bua*to 4e*or o diM4etro do 5oroY 4aior serA a
asce*s<o ca5ilar e 4aior serA a e*ergia de rete*+<o da Agua *o solo.

3.1 – Quantidade de retenção de energia e água no solo
Para as 5la*tasY i*teressa a Bua*tidade de Agua e a e*ergia co4 Bue estA retida. &
Bua*tidade 5ode ser deter4i*ada co4 a4ostras coletadas N Hide t85ico >.1P ou direta4e*te *o
ca45o se4 5erturbar o solo. $@e45los desses eBui5a4e*tos s<o a so*da de *Dutro*sY Bue 4ede
u4idade graHi4étricaY e o reflectT4etro de do47*io de te45o NTDRP N'igura ;.:PY Bue 4ede
186
u4idade Holu4étrica. & 4edi+<o da u4idade do solo co4 o TDR baseia6se *a co*sta*te
dielétrica
30
do solo.
O 5ote*cial total da Agua *o solo e@5ressa o grau de e*ergia liHre Nfacilidade Bue u4
deter4i*ado cor5o te4 e4 4udar de estado ou 5osi+<oP de u4a deter4i*ada 4assaY 5eso ou
Holu4eY *u4a dada situa+<o e 5osi+<o *o solo.
& e*ergia da Agua de*tro do solo é res5o*sAHel rete*+<oY 4oHi4e*toY absor+<o 5elas
5la*tas e libera+<o 5ara a at4osfera.








'igura ;.:. TDR se*do i*stalado *o ca45o 5ara a 4edi+<o da u4idade Holu4étrica do solo.

O 5ote*cial total NPtP é a so4at8ria de seus co45o*e*tesY i.e.Y Pt m Pg l P4 l P5 l Po.
$sses co45o*e*tes s<o descritos abai@o-
NaP 5ote*cial graHita*cio*al NPgP- todo cor5o Ni*clusiHe a AguaP estA suEeito I a+<o da
graHidade. Por issoY a Agua te*de a se 4oHer *o se*tido desce*de deHido ao efeito
graHitacio*alb
NbP 5ote*cial 4atricial NP4P- a 4atri3 do solo reté4 Agua Nte*s<oY suc+<oP e essa rete*+<o é a
afetada estrutura NdeHido ao 4aior efeito do es5a+o 5oroso e ca5ilaridadePY Bua*do a
bai@os P4 Nsolo 4ais Q4idoPY e 5ela te@tura e 4atéria orgM*ica NdeHido ao 4aior efeito
da Area su5erficial es5ec7ficaPY Bua*do e4 5ote*ciais 4ais bai@os Nsolo 4ais secoP. Pode
ser deter4i*ado N'igura ;.;.P co4 te*siT4etros N/61barb usado e4 irriga+<oPY 4esa de
te*s<o Nse5ara+<o da 4icro e 4acro5orosidadeP ou cM4aras de 5ress<o co4 4e4bra*as
5orosas N5ote*ciais be4 bai@osP. O 5ote*cial 4atricial e@iste e4 solo *<o saturadoY 5ois
te4os i*terface Agua6ar e for4a+<o de 4e*iscos da Agua *os 5oros.
NcP 5ote*cial de 5ress<o NP5P- este 5ote*cial s8 e@iste Bua*do o solo estA total4e*te saturado
eY sobre eleY hA u4a lM4i*a de Agua e@erce*do 5ress<o. 1eEa BueY *este casoY *<o hA
5ote*cial 4atricial.

30
N1ocD sabiaaP =ua*to 4ais Q4ido o soloY 4aior a sua co*sta*te dielétrica. Isso afeta a Helocidade de 5ro5aga+<o
da o*da eletro4ag*ética tra*s4itida e 5ro5agada *o solo atraHés de se*sores.
187
NdP 5ote*cial os48tico NPoP- refere6se ao 5ote*cial deHido I difere*+a *a co*ce*tra+<o de
sais *a 5rese*+a de 4e4bra*as se4i65er4eAHeisY co4o a rai3 de u4a 5la*ta. %o4o a
co*ce*tra+<o de sais é *or4ale4e*te bai@aY o Po é o4itido *a deter4i*a+<o do Pt.

Muitas He3esY *os i*teressa saber Bual a rela+<o e*tre teor de Agua e seu 5ote*cial. & essa
rela+<o cha4a4os de ecurHa de rete*+<o de Agua *o solof N'igura ;.>P. Te*ha e4 4e*te Bue
Bua*do a suc+<o é altaY o 5ote*cial 4atricial é bai@oY 5ois a Agua estA retida forte4e*te ao solo.












'igura ;.;. $Bui5a4e*tos usados *a deter4i*a+<o do 5ote*cial 4atricial de Agua *o solo-
te*siT4etro NI esBuerdaPY 4esa de te*s<o Nao ce*troP e cM4aras de 5ress<o NI direitaP.

&ur/a ,e reten()o ,e 0gua1
S
u
c
ç
ã
o
Soloarenoso
Soloargiloso
u
c
ç
ã
o
Soloarenoso
Soloargiloso
Teor de água
u
c
ç
ã
o
Solocompactado
Soloagregado
S
u
c
ç
ã
o
Solocompactado
Soloagregado
Solocompactado
Soloagregado
Teor de água

'igura ;.>. %urHa de rete*+<o de Agua *o soloY 4ostra*do o efeito da te@tura e da estrutura do
solo.

188
Nota4os Bue solos are*osos retD4 4e*os Agua Bua*do saturados Nsuc+<o ou 5ote*cial
4atricial 3eroPY deHido I 4e*or 5orosidade total Bue solos argilosos. =ua*do dre*a4Y hA u4a
rA5ida 5erda de Agua se4 Bue a suc+<o Harie 4uito eY fi*al4e*teY hA u4a gra*de Haria+<o *a
suc+<o se4 gra*de 4uda*+a *a u4idade. Isso *os di3 Bue hA 5redo4i*M*cia de 5oros gra*des. JA
solos argilosos tD4 u4a 4uda*+a 4e*os brusca *a curHa de rete*+<oY 5ois a distribui+<o de
ta4a*ho de 5oros é 4ais ho4ogD*ea. =ua*do 4ais secoY o solo are*oso reté4 4e*os Agua Bue o
argiloso deHido I 4e*or Area su5erficial es5ec7fica das areias.
& co45acta+<o do solo altera a estruturaY *or4al4e*te co4 di4i*ui+<o *a 5orosidade
total e altera+<o da distribui+<o de ta4a*ho de 5orosY co4 5ossibilidade de au4e*to de
4eso5oros. %o*tudoY co4o a Area su5erficial das 5art7culas do solo *<o é afetadaY as duas curHas
se e*co*tra4 Bua*do a suc+<o é alta N5ote*cial 4atricial bai@oP e a u4idade basta*te bai@a.


3.2 – Disponibilidade de água para as plantas
Ne4 toda Agua *o solo é dis5o*7Hel 5ara as 5la*tas^ U4a 5arte dre*a 4uito ra5ida4e*te
e é cha4ada de eAgua graHitacio*alf e outra forte4e*te retida *o soloY de 4odo Bue as 5la*tas
s<o i*ca5a3es de a5roHeitA6la.
Os li4ites de dis5o*ibilidade s<o diHididos e4 su5erior ou ca5acidade de ca45o N%%P e
e4 i*ferior ou 5o*to de 4urcha 5er4a*e*te.
& ca5acidade de ca45o é a Bua*tidade de Agua Bue 5er4a*ece *a 3o*a de tra*s4iss<o da
Agua dura*te a i*filtra+<o. Pode ser 4edida *o ca45oY Bue é a for4a 4ais a5ro5riadaY a58s u4a
chuHa i*te*sa Bue 5ratica4e*te satura o solo. &58s a dre*age4 do e@cessoY *or4al4e*te e4 !;
a ;( h N4as isso de5e*de do ti5o de soloPY deter4i*a6se a u4idade corres5o*de*te. De 4odo
4ais si45lificadoY 5ode ser deter4i*ado ta4bé4 *o laborat8rio usa*do colu*as de solo ou
a5lica*do u4a te*s<o Nsuc+<oP de /Y/1 bar NBue é igual a /Y/1 bar ou 1// SPaP.
O 5o*to de 4urcha 5er4a*e*te corres5o*de I u4idade do solo *o Bual a reserHa de Agua se
esgotou e a 5la*ta *<o recu5era a turgide3 4es4o e4 a4bie*te co4 1// O de u4idade relatiHa
do ar. DeHeria ser 4edida direta4e*te co4 5la*tasb 4asY co4o isso é de4oradoY é esti4ado
co4o se*do o Halor da u4idade a u4a te*s<o N5ote*cial 4atricialP de 1> bar NBue é igual a 1>
at4 ou 1>// SPaP.
Note Bue a rete*+<o de Agua a /Y/1 e 1> bar é feitaY *or4al4e*teY e4 cM4ara de 5ress<oY
4ostrada a*terior4e*te.
%o4o dito a*terior4e*teY a Agua dis5o*7Hel N&DP é a lM4i*a N4 ou c4P de Agua e*tre os
dois li4ites e é usada 5ara 5roEetos de irriga+<o. &ssi4Y &D m NUH %% 6 UH PMPP @ 5rofu*didade.
Na 5rAtica da irriga+<o *<o se dei@a a u4idade bai@ar até o PMPY 5ois a7 as 5la*tas *<o se
189
recu5era4. &ssi4Y a irriga+<o é feita Bua*do a u4idade ati*ge u4a fra+<o deste Halor ou Bua*do
ati*ge deter4i*ado 5ote*cial co*siderado cr7tico.
TalHe3 HocD EA te*ha *otado Bue as 5la*tas seca4 *<o s8 dura*te secas 5rolo*gadasY 4as
ta4bé4 e4 solo Q4ido Bua*do o ar estA 4uito seco e hA 4uito He*to. Isso se deHe I e@istD*cia
de u4 co*ti*uu4 esolo @ 5la*ta @ at4osferaf.
$*Bua*to o flu@o de Agua ate*der I de4a*da at4osférica Ni.e.Y toda a Agua 5erdida 5or
tra*s5ira+<o *as folhas é re5osta 5elo soloPY a 5la*ta se dese*HolHe adeBuada4e*teY
5er4a*ece*do tQrgida. =ua*do o flu@o de Agua *<o ate*der I de4a*da eHa5oratiHa da
at4osferaY a 5la*ta 5assa a 5erder sua 5r85ria Agua e e*tra e4 4urcha.
U4a 5eBue*a 4urcha *as horas 4ais Bue*tes do dia é co4u4 e tolerAHelY *<o afeta*do
se*siHel4e*te a 5rodutiHidade agr7cola. =ua*to 4aior a 5erda de Agua e 4ais lo*go o 5er7odo de
4urchaY ta*to 4ais irreHers7Hel o 5rocessoY fica*do a 5rodutiHidade a4ea+ada eY e4 casos
e@tre4osY a 5la*ta 4orre.

3.3 – Movimento de água no solo
& Agua se45re se 4oHe do 4aior 5ara o 4e*or 5ote*cial total. Porta*toY a for+a
res5o*sAHel 5elo flu@o de Agua *o solo é o gradie*te de 5ote*cial total N

PtP 5ela distM*cia N@P.
Mas isso *<o é o basta*te^ O solo te4 de ser 5er4eAHel ao flu@o. &ssi4Y outra HariAHel é a
co*dutiHidade hidrAulica NcNθPP do solo.
O c
NθP
é o fator Bue e@5ressa a facilidade de tra*s4iss<o de Agua *o es5a+o 5oroso.
=ua*to 4aior o c
NθP
Y 4ais facil4e*te a Agua se 4oHe *o solo. "eu Halor de5e*de da te@turaY
estruturaY co45osi+<o 4i*eral8gica e 4atéria orgM*ica do solo.
O flu@o NBPY Bue é o Holu4e de Agua Bue atraHessa u4a u*idade de Area 5or u*idade de
te45oY 5ode ser calculado 5ela eBua+<o de DarcZ
:1
- B m cNθP @

PtW

@
TalHe3 HocD esteEa se 5ergu*ta*do- 5or Bue hA u4 N
θ
P Eu*to da co*dutiHidade ca $4
li*guage4 4ate4AticaY isso Buer di3er Bue c é u4a fu*+<o Ni.e.Y seu Halor é de5e*de*teP da
u4idade
θ
Nou 5oder7a4os colocar UP.
=ua*do todos os 5oros do solo est<o 5ree*chidos co4 AguaY di36se co*dutiHidade
hidrAulica e4 solo saturado Nc
NθsatP
P e seu Halor é 4A@i4o. %o*tudoY co4 o seca4e*to do soloY os
5oros 4aiores dre*a4 5ri4eiro eY co4 issoY hA u4a 4e*or Area 5ara o flu@o e a tortuosidade do

:1
NPerso*alidadeP 2e*rZ Philibert 0as5ard DarcZ N1(/:61(>(P foi u4 e*ge*heiro e cie*tista fra*cDsY Bue fe3
i*Q4eras co*tribui+,es ao te4a ehidrAulicaf. & eBua+<o de DarcZ foi dese*HolHida e*Bua*to di4e*sio*aHa o
siste4a de trata4e*to de Aguas 5ara a cidade de DiEo*Y *a 'ra*+a. 'oto de \iSi5edia The 'ree $*cZclo5edia
Nhtt5-WWe*.]iSi5edia.orgW]iSiW2e*rZ`DarcZP.


190
flu@o au4e*ta. &ssi4Y te4os co*dutiHidade hidrAulica e4 solo *<o saturado Nc NθPP e seu HalorY
de5e*de*do da u4idadeY é 4uitas He3es 4e*or Bue o cNθsatP. %o*seBde*te4e*teY o flu@o ta4bé4
di4i*ui drastica4e*te.
O 4a*eEo do solo afeta ta*to a co*dutiHidade Bua*to o ar4a3e*a4e*to de Agua *o solo.
%o4o a Agua é u4 be4 5recisoY é 4elhor 5er4itir sua i*filtra+<o e ar4a3e*a4e*to *o soloY do
Bue o escoa4e*to su5erficial e 5erda 5ara fora da laHoura
:!
.

4 – Gases e temperaturas do solo
& dis5o*ibilidade de ar *o solo ta4bé4 i*flue*cia o cresci4e*to de 5la*tas. Pelo
5rocesso de res5ira+<oY as 5la*tas absorHe4 o@igD*io NO !P 5rese*te *o solo e libera4 di8@ido de
carbo*o N% O
!
PY a e@ce+<o s<o 5la*tas ada5tadas a a4bie*tes alagados Bue 5ossue4 a habilidade
de retirar o O
!
da at4osfera. Para Bue ocorra u4a res5ira+<o adeBuadaY o solo deHe ser be4
aerado e 5ossuir u4a boa ta@a de difusiHidade 5ara 4a*ter a rela+<o O !W%O! adeBuada 5ara o
bo4 dese*HolHi4e*to das 5la*tas. Microorga*is4os 5rese*tes *o solo ta4bé4 res5ira4 eY e4
solos co4 u4 déficit de O
!
Y eles 5ode4 co45etir co4 as 5la*tas.
"olos alagados ou Bue a5rese*ta4 i45edi4e*tos I dre*age4 e solos co45actados s<o solos Bue
5ode4 i*ibir ou até 4es4o i45edir o bo4 dese*HolHi4e*to das 5la*tas deHido I escasse3 de O!.
Pelo fato da fra+<o de ar estar i*ti4a4e*te ligada ao teor de Agua *o soloY u4 7*dice de aera+<o
s8 deHe ser utili3ado Bua*do estiHer relacio*ado a Halores es5ec7ficos de u4idade.
& te45eratura do solo é u4 fator HariAHel *o te45o e *o es5a+o assu4i*do gra*de
i45ortM*cia *os 5rocessos f7sicos do solo e *as trocas de e*ergia co4 a at4osfera. &
te45eratura deter4i*a as ta@as de eHa5ora+<o e aera+<o do soloY assi4 co4o o ti5o e a
i*te*sidade das rea+,es Bu74icas.
& Haria+<o *a te45eratura i*flue*cia direta4e*te *a ger4i*a+<oY cresci4e*to radicular e
*a absor+<o de Agua e *utrie*tes. & ta@a de cresci4e*to radicular é i*flue*ciada 5ela
te45eratura do soloY e de5e*de*te de dois 5rocessos- cresci4e*to Nelo*ga+<o das células ou
au4e*to do co45ri4e*to e diM4etroP e dese*HolHi4e*to Na5areci4e*to de *oHas ra73es e 8rg<os
de re5rodu+<oP.
&s ra73es absorHe4 4ais Agua I 4edida Bue a te45eratura au4e*taY até ati*gir o li4ite
de :>j%Y e e4 te45eraturas su5eriores hA redu+<o *a absor+<o de Agua. &ltas te45eraturas do ar
5ode4 redu3ir a 5rodutiHidade da cultura 5ela redu+<o do ciclo HegetatiHo e aborta4e*to de
floresY e*Bua*to Bue altas te45eraturas do solo i45ede4 a ger4i*a+<o das se4e*tes.

:!
N%o*teQdo relacio*adoP $stratégias de uso e 4a*eEo do solo e da Agua ser<o Histas e4 outras disci5li*as deste
curso.
191
& fo*te de calor é a radia+<o solar Bue chega a su5erf7cie do soloY 5arte desta radia+<o é
absorHida 5or u4a 5eBue*a ca4ada de soloY e 5arte é refletida 5ela su5erf7cie. & e*ergia
absorHida serHe 5ara- aBuecer o soloY aBuecer o ar do solo e 5ro5orcio*ar a eHa5ora+<o da Agua
do solo. U4a 5arte da e*ergia o solo e4ite e4 for4a de radia+<o de o*da lo*ga.
O calor utili3ado 5ara aBuecer o solo é tra*s4itido *o solo 5or co*du+<o *o co*tato
direto das 5art7culas de solo ou 5or co*Hec+<o *o i*terior da rede de 5oros e@iste*tes *o solo.
& te45eratura do solo de5e*de da sua co45osi+<oY de*sidadeY teor de Agua e da
cobertura Hegetal. O 4a*eEo do solo 5ode afetar direta4e*te a sua te45eraturaY o*de o 5re5aro
co*He*cio*al faHorece a eHa5ora+<o da Agua do solo e di4i*ui a co*dutiHidade tér4ica da
ca4ada arada. DeHido I 4aior co*dutiHidade tér4ica da AguaY u4 solo Q4ido se esfria co4
4aior i*te*sidade e4 rela+<o a u4 solo seco.

5 – Ìnterpretações solo– sítio e manejo do solo
KguaY o@igD*ioY te45eratura e i45edM*cia 4ecM*ica do solo afeta4 direta e
co45leta4e*te N'igura ;.9P o cresci4e*to de 5la*tas *os difere*tes estAdios de cresci4e*toY da
e4ergD*cia das 5lM*tulas I 5e*etra+<o das ra73es.
'igura ;.9. Pro5riedades do soloY fatores de cresci4e*to de 5la*tas e 5rodu+<o de 5la*tas.

O teor de Agua do solo co*trola aera+<oY te45eratura e i45edM*cia 4ecM*ica N'igura ;.7PY
os Buais s<o afetados 5ela de*sidade do solo e distribui+<o do ta4a*ho de 5oros. &u4e*to *o
teor de Agua redu3 a aera+<o e a resistD*cia do solo I 5e*etra+<o. O 5ri4eiro efeito é i*deseEAHelY
ao 5asso Bue o segu*do é deseEAHel N#eteZY 1.(>P. & u4idade do solo ta4bé4 di4i*ui a
te45eratura do soloY 5ois au4e*ta a co*dutiHidade tér4ica e o calor late*te. $sses fatores
f7sicos i*terage4 e regula4 o cresci4e*to e fu*cio*alidade das ra73esY baseado e4 li4ites
cr7ticos associados ao arY I Agua e I resistD*cia do soloY co4 refle@os *o cresci4e*to e
5rodutiHidade dos cultiHos.

Afetam manejo e
práticas (preparo,
irrigação, etc)
Afetam
diretamente
a produção
Estrutura, densidade do solo,
textura, poros,
perfil e horizontes do solo, etc
Água, aeração,
temperatura,
resistência mecânica
192
RESÌSTÊNCÌA MECÂNÌCA
TEMPERATURA
AERAÇÃO
ÁGUA NO SOLO
Densidade do solo
Densidade do solo
Distribuição do tamanho
de poros
Densidade do solo
Distribuição do tamanho
de poros

'igura ;.7 Rela+<o da u4idade co4 a aera+<oY a resistD*cia I 5e*etra+<o e a te45eratura do solo.

O i*terHalo h7drico 8ti4o NI2OP é co*siderado u4 7*dice de Bualidade estrutural do soloY
5ois i*tegra *u4 s8 7*dice os fatores f7sicos Bue est<o direta4e*te relacio*ados co4 o
dese*HolHi4e*to das 5la*tas. Tais fatores s<o-
NaP 5orosidade de aera+<o N&rP su5erior a 1/OY
NbP Agua *o solo a te*s,es e*tre a ca5acidade de ca45o N%%P e ao 5o*to de 4urcha
5er4a*e*te NPMPP e
NcP teor de Agua *o solo o*de a resistD*cia 4ecM*ica NRPP do solo é i*ferior a ! MPa.

O I2O fica 4ais estreito I 4edida Bue o estado de co45acta+<o au4e*ta Nau4e*to da
de*sidade do soloP e ocorre degrada+<o da estrutura N'igura ;.(P. Por e@e45loY a aera+<o do
solo 5ode restri*gir a difus<o de o@igD*io eY 5or co*seBdD*ciaY o cresci4e*to radicular I
u4idade 4ais bai@a Bue a ca5acidade de ca45oY assi4 co4o a resistD*cia do solo I 5e*etra+<o
5ode restri*gir cresci4e*to I u4idade 4aior Bue a corres5o*de*te ao 5o*to de 4urcha
5er4a*e*te. %ulturas 5rodu3idas e4 solos co4 5eBue*o I2O s<o 4ais Hul*erAHeis I Bueda de
5rodutiHidade 5or falta ou e@cesso de Agua do Bue solo co4 gra*de Halor de I2O.
Dsalta
Dsbaixa
RP PMP
ÌHO
CC Ar
ÌHO
Ar
CC
RP
PMP
Umidade do solo

'igura ;.( 1aria+<o do i*terHalo h7drico 8ti4o NI2OP co4 a co45acta+<o ou degrada+<o da
estrutura do solo. "olo estruturado corres5o*de a Ds bai@a e solo co45actadoY a Ds bai@a.

Na de*sidade do solo Bua*do o I2O é 3ero NDs I2Om/PY a 5robabilidade da u4idade do solo
estar fora do 8ti4o é 4uito gra*de eY 5orta*toY o risco Is culturas é alto. No e*ta*toY é 5oss7Hel
193
Bue esse Halor ai*da *<o seEa o cr7ticoY 5ois Halores 4aiores 5ode4 ser os cr7ticos e i45editiHos.
U4a dificuldade i*ere*te I defi*i+<o de Halor cr7tico é estabelecer se u4 dado 5rocesso Ne@.-
cresci4e*to de ra73esP ou resultado Ne@.- 5rodu+<o de gr<osP é afetado e4 deter4i*ado grau
estabelecido NrestritiHoP ou total4e*te 5aralisado Ni45editiHoP. &ssi4Y 5ercebe6se *a 'igura ;..
Bue a de*sidade do solo cr7tica ao dese*HolHi4e*to das 5la*tas au4e*ta I 4edida Bue au4e*ta o
teor de areia ouY alter*atiHa4e*teY di4i*ui o teor de argila.

'igura ;... 1aria+<o de Halores de de*sidade do solo Bua*do o I2O é 3ero NDs c e4 Mg 4
6:
PY
5ara disti*tas classes te@turais N'o*te- Reichert et al.Y !//:P.





















194
Unidade 5. Classificação de solo e interpretação de análises e levantamentos
Ricardo "i4<o Di*i3 Dal4oli*
'abr7cio de &raQEo Pedro*
Apresentação
O solo é u4 recurso *atural for4ado 5ela a+<o do i*te45eris4o sobre rochas e outros
4ateriais 4i*erais e orgM*icos. Os 5rocessos 5edoge*éticosY deter4i*ados 5ela atua+<o dos
fatores de for4a+<o do solo Ncli4aY orga*is4osY rochaY releHo e te45oPY 5er4ite4 a ocorrD*cia
da gra*de Hariabilidade de solos 5ossiHeis e4 u4a 5aisage4 BualBuer. %o*sidera*do Bue o fator
te45o é fu*da4e*tal *a 5edogD*eseY o solo é co*siderado u4 recurso Bue a5rese*ta re*oHa+<o
e@tre4a4e*te le*taY *a orde4 de 1c4 1// 6 ;// a*os
61
Y tor*a*do6o 4uito frAgil a degrada+<oY
5ri*ci5al4e*te Bua*do sob uso a*tr85ico.
O solo é u4 dos ele4e*tos 4ais i45orta*tes e4 BualBuer ecossiste4a. $ste ele4e*to
dese45e*ha fu*+,es a4bie*tais fu*da4e*tais a 4a*ute*+<o da Hida *o 5la*eta terra. Os gra*des
ciclos de ele4e*tos fu*da4e*tais a Hida co4o carbo*o e *itrogD*io s<o regulados 5elo soloY
5er4iti*do u4a 4elhor ciclage4 de *utrie*tes Bue 5er4ita a 4a*ute*+<o dos seres HiHos. &lé4
dissoY o solo atua co4o filtro *atural das Aguas su5erficiais e as 5art7culas carregadas 5or estaY
i45edi*do e4 4uitos casos Bue tais 5art7culas ati*Ea4 as Aguas subterrM*easY redu3i*do os riscos
de co*ta4i*a+<o.
Todas as gra*des sociedadesY 5ri*ci5al4e*te aBuelas agr7colasY te4 o solo co4o sua
fo*te 4aior de recursos. O uso i*te*siHo deste recurso *atural te4 5roHocado i*Q4eros casos de
degrada+<o a4bie*talY 4uitos 5ratica4e*te irreHers7Heis. Por issoY o co*heci4e*to de suas
5ro5riedades é esse*cial 5ara a deter4i*a+<o do seu 5ote*cial de uso. =ualBuer e45ree*di4e*to
dese*HolHido sobre o a4bie*te *aturalY seEa4 asse*ta4e*tos urba*os ou atiHidades agr7colasY
deHeria co*siderar i*for4a+,es refere*tes aos solos da Area e@5loradaY 5ara Bue da*os
a4bie*tais e 5reEui3os sociais fosse4 eHitados.
Tais i*for4a+,es s<o obtidas *os relat8rios e 4a5as de leHa*ta4e*tos de solos. $4bora o
Rio 0ra*de do "ul 5ossua u4 4a5a de solos e4 *7Hel de reco*heci4e*toY 4uito 5oucos
4u*ic75ios gaQchos a5rese*ta4 diag*8sticos 4ais detalhados dos solosY co45at7Heis co4 a
escala *ecessAria 5ara o 5la*eEa4e*to das suas Areas. $ssa carD*cia de leHa*ta4e*to de solos é a
4aior dificuldade Bue téc*icos e*fre*ta4 *a hora de 5la*eEare4 atiHidades a*tr85icas sobre o
a4bie*te *atural. Neste se*tidoY este 4aterial obEetiHa a4e*i3ar tal situa+<oY aborda*do téc*icas
de leHa*ta4e*tos e classifca+<o dos solos e das terrasY Hisa*do a i*stru+<o de alu*os dos cursos
de gradua+<o e4 &gro*o4ia e P8s6gradua+<o e4 %iD*cia do "olo.

1. PRÌNCÍPÌOS E EVOLUÇÃO DA CLASSÌFÌCAÇÃO DE SOLOS

Ìntrodução à Classificação dos Solos
Os ho4e*s *ecessita4 orga*i3ar os co*heci4e*tos Bue te4 a cerca dos seres e obEetos de
seu 4eio a4bie*te. Para isso dese*HolHe4 critériosY Bue 5er4ite4 reu*ir os obEetos e seres
se4elha*tes e4 gru5a4e*tos disti*tos. & for4a+<o desses gru5a4e*tos au@ilia a rele4brar as
5ro5riedades dos 4es4os e e*te*der rela+,es e*tre eles. & classifica+<o é baseada e4
deter4i*ados ter4osY cuEos sig*ificados deHe4 ser co*hecidosY 5ara e*te*dD6la.
& 5o5ula+<o é co*stitu7da 5or i*Q4eros i*diH7duos. 2A i*diH7duos 4uito se4elha*tes
e*tre si e outros co45leta4e*te disti*tos dos de4ais. %o*seBde*te4e*te a Haria+<o dos
i*diH7duos de u4a 5o5ula+<o é 4uito gra*de Bue 5ara Her se4elha*+a e e*te*der rela+,es e*tre
eles é *ecessArio arra*EA6los ou orde*a6los e4 gru5a4e*tos orde*adosY *os Buais os i*diH7duos
se4elha*tes s<o gru5ados e4 classesY atraHés de caracter7sticas selecio*adas.

Principais termos usados em Classificação dos Solos
6 I*diH7duo - é o 4e*or cor5o co45leto de u4a 5o5ula+<o.
6 Po5ula+<o - é a reu*i<o ou co*Eu*to de todos os i*diH7duos NobEetos ou seresP Bue 5ossue4
caracter7sticas e4 co4u4.
$@. 6 5o5ula+<o de 5la*tas
6 5o5ula+<o de a*i4ais
6 5o5ula+<o de rochas
6 5o5ula+<o de solos

6 %lasses- s<o 5artes ou se+,es da 5o5ula+<o Bue 5er4ite4 gru5ar os i*diH7duos se4elha*tes e
disti*gu76los das de4ais classes da 5o5ula+<o.

&s classes s<o defi*idas 5or u4 co*ceito ce*tralY 5ode*do ter u4a a45litude de Haria+<o.
O co*ceito ce*tral é defi*ido ou esti4ado 5or 4edidas de te*dD*cia ce*tral e é re5rese*tado 5elo
i*diH7duo 4odal.

Os i*diH7duos s<o classificados e4 rela+<o a u4a ou 4ais caracter7sticasY desig*adas
co4o caracter7sticas diag*8sticas. I*diH7duos se4elha*tes *essas caracter7sticas s<o colocados
*a 4es4a classe e os de4ais e4 classes disti*tas.
196
U4a classe 5ode ser subdiHidida e4 outras classesY e estas 5or sua He3Y ta4bé4 5ode4
ser subdiHididas e4 outras classes disti*tas. & cada subdiHis<oY adicio*a6se ao co*ceito da
classeY Bue foi subdiHididaY *oHas i*for4a+,es. &ssi4Y u4a 5o5ula+<o 5ode ser classificada e4
difere*tes *7Heis de i*for4a+,es. %ada u4 deles é de*o4i*ado de categoria ou *7Hel categ8rico .

6 N7Hel categ8rico- é o *Q4ero de afir4atiHas ou *7Hel de ge*erali3a+<o ou de abstra+<oY
utili3ado 5ara for4ar as classes.
U4 *7Hel categ8rico é co*siderado co4o alto Bua*do utili3a 5oucas afir4atiHas ou 4aior
ge*erali3a+<o ou abstra+<o. Neste *7HelY hA 5eBue*o *Q4ero de classes e cada u4a te4 gra*de
a45litude de Haria+<oY 5er4iti*do Bue 4aior *Q4ero de i*diH7duos fa+a4 5arte da 4es4a.
$@. #atossolos
$4 *7Hel categ8rico bai@oY ao co*trArioY s<o utili3adas 4ais afir4atiHas. &s classes s<o
4ais ho4ogD*easY e4 4aior *Q4ero e co*stitu7das de i*diH7duos co4 gra*de se4elha*+a e*tre
s7.
$@. #atossolo 1er4elho distr8fico t75ico

O "iste4a ?rasileiro de classifica+<o de "olos 6 "i?%" N$M?R&P&Y !//9PY utili3a 9
*7Heis categ8ricos Naté o 5rese*te 4o4e*to a5e*as ; *7Heis categ8ricos est<o defi*idosPY se*do
5orta*to u4 siste4a 4ulticateg8rico.

Os siste4as 4ulticateg8ricos s<o hierArBuicosY *os Buais as classes for4adas *u4a
categoria s<o subdiHididas e4 outras classes *as categorias 4ais bai@as. Isto sig*ifica Bue u4a
classe deHe ter as caracter7sticas da 4es4a e as de4ais caracter7sticas co*sideradas *as classes
a*teriores.

$@.
N7Hel categ8rico %lasse
1X 6 Orde4 #atossolo
!X 6 "uborde4 #atossolo 1er4elho
:X 6 0ra*de gru5o #atossolo 1er4elho distr8fico
;X 6 "ubgru5o #atossolo 1er4elho distr8fico t75ico
>j 6 'a47lia e4 dese*HolHi4e*to
9X 6 "érie e4 dese*HolHi4e*to



A classificação constitui-se de um artifício ou sistema multicategórico
e hierárquico, utilizado para grupar os indivíduos de uma população
em classes, em diferentes níveis categóricos.
197


ObEetiHos-
aP orga*i3ar os co*heci4e*tos sobre a 5o5ula+<ob
bP rele4brar as caracter7sticas dos i*diH7duos classificadosb
cP descobrir rela+,es e*tre i*diH7duos e classesb
dP estabelecer as classes de i*diH7duos de 4a*eira QtilY 5ara 5redi3er seu co45orta4e*toY
ide*tificar os 4elhores usosY selecio*ar i*diH7duos 5ara 5esBuisas eY e*te*der e e@tra5olar
resultados de 5esBuisas ou de obserHa+,es.

Tipos de classificação
%o*sidera6se *a %iD*cia do "olo siste4as de classifica+<o *aturais ou ta@o*T4icos e
siste4as téc*icos ou i*ter5retatiHos .

6 %lassifica+<o Natural ou Ta@o*T4ica-
%o45ree*de os siste4as de classifica+<o Bue arra*Ea4 os i*diH7duos de u4a 5o5ula+<o
e4 classesY baseado *as 5ro5riedades co*hecidasY de tal 4odo Bue o *o4e de cada classe co*du3
a re4e4ora+<o de 4uitas caracter7sticas e 4e*tal4e*te fi@arA cada gru5o e4 rela+<o a todos os
outros.
$@. "i?%"b "oil Ta@o*o4Z

6 %lassifica+<o Téc*ica ou I*ter5retatiHa-
%o45ree*de a orga*i3a+<o dos i*diH7duos de u4a 5o5ula+<o e4 gru5os Bue Hisa4 u4
obEetiHoY uso ou atiHidade es5eciali3ada.
$@. %lassifica+<o da a5tid<o agr7cola das terras NRa4alho 'ilho e ?eeSY 1..>PY
%lassifica+<o da ca5acidade de uso das terras N#e5sch et al.Y 1..1P.

Evolução da Classificação de Solos
&s 5ri4eiras classifica+,es de solos fora4 si45les e 5rAticas. No decorrer do te45oY co4
o au4e*to do co*heci4e*to sobre solosY as classifica+,es tor*ara46se 4ais cie*t7ficas e
orga*i3adas. De u4a 4a*eira geralY obserHa6se Bue cada classifica+<o estA relacio*ada ao aHa*+o
cie*t7fico da 5o5ula+<o e4 estudo. Pode6se di3er Bue u4 siste4a de classifica+<o BualBuer
reflete o co*heci4e*to da é5oca e4 Bue foi elaborado Ncubie*aY 1.;1P.




198







JA e4 é5ocas 4ais rece*tesY co4o *a segu*da 4etade do século 5assadoY os solos do
oeste da $uro5aY fora4 classificados 5or 'allou N1(9!P e Richthofe* N1((9PY e4 fu*+<o da
geologia e de seu 4aterial de orige4. &ssi4Y os solos era4 co*hecidos co4o solos de gra*itosY
basaltoY are*itoY etc.
No fi*al do século 5assadoY DoSuchaeH N1((:PY estabeleceu Bue o solo é u4 cor5o *atural
i*de5e*de*teY resulta*te da a+<o de fatores de for4a+<oY e Bue deHe ser estudado e classificado
atraHés de seu 5erfil. & 5artir desse eHe*toY res5o*sAHel 5ela 5edologia 4oder*aY DoSuchaeHY
"ibirtseH N1(9761.!7P e 0li*Sa N1((761.!.P *a RQssiaY e %ofreZ N1.1.P e Marbut N1.!!Y1.!7 e
1.:>P *os $stados U*idosY elaborara4 as 5ri4eiras classifica+,es *aturaisY baseadas *as
caracter7sticas do solo.
Posterior4e*teY ?ald]i*gY cellog e Thor5 N1.:(P dese*HolHera4 u4 siste4a de
classifica+<oY reHisto 5or Thor5 e "4ith N1.;.PY Bue 4arcou o i*7cio da classifica+<o
qco45ree*siHaq de solos *os $stados U*idosY e Bue serHiu de base 5ara outros siste4as.
Na década de 1.>/Y data Bue coi*sideY a5ro@i4ada4e*teY co4 o 5er7odo e4 Bue outros
5a7ses i*iciara4 a reHer e dese*HolHer seus siste4as de classifica+<o de solosY foi dese*HolHido
*os $stados U*idos u4 siste4a co45leta4e*te *oHoY elaborado e4 eta5as ou a5ro@i4a+,esY
te*do sido 5ublicado e4 1.9/ co4o séti4a a5ro@i4a+<o eY co4 *oHas reHis,es e su5le4e*tos
e4 1.7> co4o q"oil Ta@o*o4ZqY Bue é o siste4a atual4e*te usado *os $stados U*idos 5ara
classificar os solos. & Qlti4a Hers<o deste 4aterial é co*hecida co4o "oil Ta@o*o4Z ) a basic
sZste4 of soil classificatio* for 4aSi*g a*d i*ter5reti*g soil surHeZ Y 5ublicado e4 1...Y *a
sua !x edi+<oY 5elo U"D&.









Esta afirmativa pode ser verificada na evolução da classificação de
solos, onde os primeiros sistemas, ainda em épocas primitivas,
grupavam os solos de acordo com sua produtividade. Os chineses há
cerca de 4000 anos, por exemplo, grupavam os solos do reino da
dinastia de YAO (2261 a 2357 a.C.) em 9 (nove) classes,
aparentemente com base na produtividade e com o fim de
pagamento de taxas.
No ?rasilY a classifica+<o de solos teHe i*7cio *a década de 1.>/ dura*te
o leHa*ta4e*to de solos do estado de "<o PauloY Bua*do os solos fora4
classificados a *7Hel 4ais altoY e4-
a) solos com horizonte B latossólico;
b) solos com horizonte B textural;
c) solos hidromórficos, e
d) solos pouco desenvolvidos.
199
Nu4a eta5a segui*teY ?e**e4a e %a4argo N1.9;P elaborara4 o segu*do esbo+o 5arcial
da classifica+<o brasileira de solosY dese*HolHe*do a classifica+<o dos solos co4 hori3o*te ?
latoss8lico e solos co4 ? te@tural.












2. O PERFÌL DO SOLO E SUAS CARACTERÍSTÌCAS DÌAGNÓSTÌCAS
O solo é u4a cole+<o de cor5os *aturais da su5erf7cie da terraY co*te*do orga*is4os
HiHosY e ca5acidade de su5ortar o dese*HolHi4e*to das 5la*tas.
O i*diH7duo soloY 5oré4Y *<o é e*co*trado co4o u4 cor5o isolado clara4e*te se5arado
dos de4aisY 4as gradua lateral4e*te 5ara outros solos i*diHiduais 5or difere*+as e4 suas
caracter7sticas e 5ro5riedades. O li4ite lateral 5ode ser abru5toY 4as co4u4e*te é gradual e se
fa3 ao lo*go de algu*s 4etros de distM*cia.






Re5rese*ta+<o do 5edo* e 5oli5edo* e suas 5ri*ci5ias 5artes.
A partir de 1964, a classificação brasileira de solos vem sendo desenvolvida
através de dados de levantamentos de solos efetuados em diferentes estados do
Brasil. O CNPS - Centro Nacional de Pesquisa do Solo da EMBRAPA, coordena
o atual Sistema Brasileiro de Classificação de Solos (SiBCS)
1
. Em 1999, durante
o Congresso Brasileiro de Ciência do Solo realizado em Brasília - DF foi lançado
o SiBCS, que foi modificado e aprovado durante o XXX CBCS realizado em
Recife, PE, em 2005. A versão do SiBCS atual, de 2006, em sua segunda
edição, substitui todas as aproximações anteriores divulgadas em 1980, 1981,
1988, 1997 e 1999.
200

& 4e*or Area su5erficial de u4 solo 5oderia ser usada co4o critério 5ara re5rese*tar o
i*diH7duo soloY 5oré4 *e*hu4 ta4a*ho 47*i4o arbitrArio 5arece ser 5oss7Hel 5ara re5rese*tA6lo.
O 5edo* foi 5ro5osto 5ara co*tor*ar o 5roble4aY se*do u4a u*idade clara 5ara a descri+<o e
coleta de a4ostras.

Pedon
O 5edo* é o 4e*or Holu4e Bue 5ode ser co*siderado co4o u4 solo co45leto. Te4 trDs
di4e*s,es. O li4ite su5erior é o co*tato co4 a at4osferaY e o li4ite i*ferior *<o é be4 defi*idoY
4as arbitraria4e*teY seria o li4ite e*tre o solo e o *<o solo eY os li4ites laterais se d<o co4
outros 5edo*s Hi3i*hos ou co4 aflora4e*tos de rochasY Aguas 5rofu*dasY e outras co*di+,es Bue
*<o 5ode4 ser co*sideradas co4o solo.
O 5edo* te4 u4a Area su5erficial HariAHel de 1 a 1/ 4
!
e u4a for4a 5oliédrica e4 Bue
u4a di4e*s<o hori3o*tal *<o difere gra*de4e*te das de4ais. Na 4aioria dos solos a for4a
he@ago*al 5arece ser a 4ais aceitaY 5or aEustar6se 4elhor *a di4e*s<o hori3o*talY *o e*ta*to
outras for4as 5ode4 caracteri3ar u4 deter4i*ado ti5o de solo.
%ada 5edo* 5ode i*cluir toda a Hariabilidade Bue ocorrer Hertical4e*te ao lo*go do soloY
de*tro de u4a 5eBue*a AreaY 4as *<o a Hariabilidade total i*clu7da e4 outros 5edo*s Hi3i*hos e
se4elha*tes de*tro de u4a Area 4ais a45la. $4 solos ho4ogD*eosY o 5edo* te4 1 4
!
de Area
su5erficial e e4 solos co4 hori3o*tes i*ter4ite*tes ou c7clicosY Bue Haria4 e4 i*terHalos de ! a
7 4etrosY o 5edo* deHe i*cluir a 4etade do ciclo ou da Haria+<o.

Polipedon
%o*sidera6se co4o 5oli5edo* o co*Eu*to de 5edo*s co*t7*uos e se4elha*tesY Bue
caracteri3a4 o cor5o de u4 soloY e cuEas Haria+,es das caracter7sticas e*Buadra46se *o *7Hel de
série *o q"oil Ta@o*o4ZqY e4bora a Haria+<o 5er4itida e4 *7Hel de série seEa 4ais a45la Bue
e4 u4 5oli5edo*. O 5oli5edo* te4 u4a Area 47*i4a de 1 4
!
e u4a Area 4A@i4a *<o
es5ecificada.
Na su5erf7cie da terraY *or4al4e*teY u4 5oli5edo* é circu*dado 5or outros 5oli5edo*s.

Perfil do solo
O 5erfil do solo é a e@5osi+<o ou corte Hertical da ca4ada su5erficial da crosta terrestre e
este*de6se da su5erf7cie até a 5arte i*ferior do 5edo*. I*clui todas as ca4adas 5edologica4e*te
alteradas dura*te o 5er7odo de for4a+<o do solo Nhori3o*tes 5edogD*icosP e as ca4adas 4ais
201
5rofu*das *<o i*flue*ciadas direta4e*te 5ela 5edogD*eseY 4as Bue se difere*cia4 do 4aterial
geol8gico subEace*te.





















%o*sidera*do as co*di+,es cli4Aticas do ?rasil e seus efeitos *a 5edogD*eseY
arbitraria4e*teY 5ara fi*s de leHa*ta4e*to de solosY o li4ite i*ferior do 5erfil é fi@ado e4 !//
c4Y e@ceto Bua*do o hori3o*te & e@ceder a 1>/ c4Y se*do o li4ite fi@ado e4 :// c4b ou Bua*do
*o seBuu4 ocorrer hori3o*te $Y cuEa es5essura so4ada a do & seEa igual ou 4aior Bue !// c4.
Neste caso o li4ite arbitrado é de ;// c4.

Seção Controle
& se+<o co*trole é a 5or+<o do 5erfil do solo deli4itada e4 ter4os arbitrArios de
5rofu*didadeY Bue se utili3a 5ara estudo de deter4i*ada caracter7stica diag*ostica. &ssi4Y te46
se- se+<o co*trole de u4idadeY te45eratura e outras.

Solum
O solu4 é a 5arte do 5erfil do solo Bue é i*flue*ciada 5elas ra73esY *or4al4e*te abra*ge
os hori3o*tes & e ?.



Um perfil do solo completo expõe todos os horizontes e tem dimensão lateral
suficientemente grande para mostrar todas as variações que caracterizam um
determinado solo.
202
Principais horizontes do solo
Os hori3o*tes for4ados 5ela a+<o dos 5rocessos 5edoge*éticos s<o cha4ados de
hori3o*tes ge*éticos ou 5edoge*éticos. %orres5o*de4 ao Eulga4e*to BualitatiHo do aHaliador
Bue co*sidera altera+,es resulta*tes da for4a+<o do solo. Os 5ri*ci5ais hori3o*tes 5edoge*éticos
s<o os seguites-
2ori3o*te O ou 2 6 co*stitu7do de 4aterial orgM*ico sobre5osto a outros hori3o*tes 4i*erais ou
a rocha. O hori3o*te O é for4ado geral4e*te e4 co*di+,es de bai@a te45eraturaY e*Bua*to o
hori3o*te 2 é for4ado geral4e*te e4 situa+,es de 4A dre*age4.
2ori3o*te & 6 co*stitu7do de 4aterial 4i*eralY e*co*trado *a su5erf7cie ou e4 seBdD*cia a
hori3o*tes O ou 2. Difere6se dos hori3o*tes subseBde*tes 5elo 4aior acQ4ulo de 4atéria
orgM*ica e tra*sloca+<o de co45o*e*tes 4i*erais. &5rese*ta i*te*sa atiHidade biol8gica e
5ro5riedades Bu74icasY f7sicas e biol8gicas i*flue*ciadas 5ela 4atéria orgM*ica.
2ori3o*te $ 6 co*stitu7do de 4aterial 4i*eral co4 5redo47*io de 5art7culas grossieras co4o
areia e silteY deHido a tra*sloca+<o de argilaY ferroY alu47*io ou 4atéria orgM*ica 5ara ho3i3o*tes
subseBde*tes. %o*hecido co4o hori3o*te eluHial.
2ori3o*te ? 6 co*stitu7do de 4aterial 4i*eral e*co*trado e4 subsu5erf7cieY sob hori3o*tes &Y $
ou O. _ o hori3o*te Bue a5rese*ta 4aior e@5ress<o dos 5rocessos 5edoge*éticosY *otados 5ela
corY te@turaY 4i*eralogiaY estrutura e outros as5ectos. $4 algu*s casos caracteri3a6se co4o
hori3o*te iluHial.
2ori3o*te % 6 co*stitu7do de 4aterial 4i*eral Bue 5ode a5rese*tar 4e*or grau de
i*te45eri3a+<oY co4o ca4adas de sedi4e*tosY sa5rolitosY 4aterial de rochas *<o co*solidadoY os
Buais *<o a5rese*tal resistD*cia forte Bua*do escaHados co4 u4a 5A. O hori3o*te % seria a
ca4ada de tra*si+<o e*tre o hori3o*te ? e a rocha Nca4ada RP.
%a4ada R 6 co*stitu7da de 4aterial 4i*eral co*solidadoY co4o a rocha. N<o 5ode ser cortada
co4 u4a 5AY 4es4o Bua*do Q4ido.

Horizontes transicionais
"<o hori3o*tes Bue a5rese*ta4 caracter7sticas de dois hori3o*tes 5ri*ci5aisY situados *a
3o*a de tra*si+<o de u4 5ara o outro. =ua*to a ide*tifica+<oY aBuele hori3o*te Bue 5redo4i*ar
sobre o outro a5arece *a fre*teY 5or e@e45lo- hori3o*te &?Y a5rese*ta caracter7sticas e & e ?Y
e*treta*to 5redo4i*a aBuelas de &Y se*do co*siderado hori3o*te & 5ara fi*s de classifica+<o.
Outros e@e45los de hori3o*tes tra*sicio*ais s<o os segui*tes- ?&Y &%Y $?Y ?$Y ?%Y %?Y etc.

203
Horizontes intermediários
"<o hori3o*tes U4escladosVY 5ode*do ou *<o ser tra*sicio*aisY o*de 5or+,es de u4
hori3o*te 5e*etra4 *a Area de outro hori3o*teY se*do 5oss7Hel ide*tificar as difere*tes 5artes.
$stes hori3o*tes s<o ide*tificados da segui*te 4a*eira- &W?Y &W%Y ?W%Y ?W%WRY etc. O*de a
5ri4eira letra i*dica o hori3o*te Bue ocu5a o 4aior Holu4e.

"i4bologia atual e a*tiga dos hori3o*tes 5edoge*éticos Nada5tado de "trecS et al.Y !//!P
"i4bologia &tual N$4bra5aY 1.((P "i4bologia a*tiga
2ori3o*tes 5ri*ci5ais
OY 2 O
& &1
$ &!
? ?!
% %
2ori3o*tes de tra*si+<o
&$ 6
&?Y $? &:
&%Y %& &%
?&Y ?$ ?1
?% ?:
%? 6

"i4bologia e caracter7sticas es5ec7ficas de hori3o*tes e ca4adas subordi*adas do solo Nada5tado
de "trecS et al.Y !//! e "a*tos et al.Y !//>P
"ufi@os %aracter7stica Uso co4 23. I*dicatiHo de atributo
b hori3o*te e*terrado 2Y &Y $Y ?Y ' recobri4e*to
c co*cre+,es de 'eY &l e M* &Y $Y ?Y % 5etro5li*tita
f 5li*tita ?Y % 23. 5l7*tico
g glei &Y $Y ?Y % 23. glei
i i*ci5ie*te dese*HolHi4e*to do ? 23. ? i*ci5ie*te
E tio4orfis4o 2Y &Y ?Y % Material sulf7drico
Sw acu4ula+<o de %a%O: &Y ?Y % 6
4 e@tre4a4e*te ci4e*tado e4 l./O ?Y % duri5a*
* satura+<o co4 Na
l
trocAHel o 1>O 2Y &Y ?Y % carAter s8dico
5 reHolHido 5ela ara+<o agr7cola 2Y & uso a*tr85ico
r rocha bra*da ou sa5rolito % co*tato l7tico
t acu4ula+<o de argila iluHial ? 23. ? te@tural
u 4odifica+,es ou acu4ula+,es 2Y & 6
H caracter7sticas Hérticas ?Y % 23. Hértico
] i*te45eris4o i*te*so ? 23. ? latoss8lico
@ ci4e*ta+<o a5are*teY reHers7Hel ?Y %Y $ 'ragi5<

204
3. ATRÌBUTOS DÌAGNÓSTÌCOS DO SiBCS

Material Orgânico
%o*stitu7do 5or co45ostos orgM*icos a5rese*ta*do 5ro5or+<o HariAHel de 4aterial
4i*eral. DeHe satisfa3er o segui*te reBuisito-




Material Mineral
Material for4ado 5or co45ostos i*orgM*icosY e4 Harios estAgios de i*te45eris4o. O
4aterial solo é co*siderado 4i*eral Bua*do *<o satisfa3er os reBuisitos e@igidos 5ara 4aterial
orgM*ico.

Atividade da fração argila
Refere6se I ca5acidade de troca de cAtio*s N%T% ou Halor TP da fra+<o argilaY se*do
calculada 5ela e@5ress<o-

Targila = CTC X 100/ %argila

&rgila de atiHidade alta NTaP m Halor su5erior a !7 c4olc Sg
61
de argila
&rgila de atiHidade bai@a NTbP m Halor i*ferior a !7 c4ol
c
Sg
61
de argila






Saturação por bases (Valor V%)
Pro5or+<o Nta@a 5erce*tualP de cAtio*s bAsicos trocAHeis e4 rela+<o a %T%527.
6 bai@a satura+<o NDistr8ficosP 6 Bua*do a satura+<o 5or bases for i*ferior a >/Ob
6 alta satura+<o N$utr8ficosP 6 Bua*do a satura+<o 5or bases for igual ou su5erior a >/O.







6 a5rese*tar co*teQdo de carbo*o orgM*ico 4aior ou igual a (/ g Sg
61
Y *a fra+<o T'"&.
O Sistema brasileiro de classificação de solos considera a atividade da fração
argila no horizonte B. Caso o solo não apresente horizonte B, considera-se o
Horizonte C.
Característica avaliada para fins de classificação no horizonte diagnóstico
subsuperficial B ou C.
205
Caráter Alumínico
=ua*do os 4ateriais co*stitutiHos do solo se e*co*tra4 e4 estado dessaturado e co4 teor
de alu47*io e@tra7Hel

; c4ol c Sg
61
de solo associado I atiHidade da argila p !/ c4ol c Sg
61
de
argilaY alé4 de a5rese*tar satura+<o co4 &l
≥ ≥ ≥ ≥
>/O eWou satura+<o 5or bases p >/O.

Caráter Alítico
=ua*do os 4ateriais co*stitutiHos do solo se e*co*tra4 e4 estado dessaturado e co4 teor
de alu47*io e@tra7Hel

; c4ol
c

Sg
61
de solo associado I atiHidade da argila { !/ c4ol
c
Sg
61
de
argilaY alé4 de a5rese*tar satura+<o co4 &l
≥ ≥ ≥ ≥
>/O eWou satura+<o 5or bases p >/O.

Mudança textural abrupta
&u4e*to *o co*teQdo de argila de*tro de 5eBue*a distM*cia *a 3o*a de tra*si+<o e*tre o
hori3o*te & ou $ e o hori3o*te subEace*te ?.
6 =ua*do o & ou $ te4 4e*os do Bue !/O de argila -
O co*teQdo de argila *o ? deHe ser o dobro de argila do & ou $Y e4 u4a distM*cia

7Y> c4b Ne@.
&m19O e ?m:!OP.
6 =ua*do o & ou $ tiHer !/O ou 4ais de argila -
O co*teQdo de argila *o ? deHe ser 5elo 4e*os !/O 4aior NHalor absolutoP e4 u4a distM*cia
Hertical de 7Y> c4. Ne@. &m!>O e ?m;>OP.

& distM*cia Hertical de 7Y> c4 *a tra*si+<o e*tre os 23 & ou $ e ? deHe ser obserHada *os
dados 4orfol8gicos do 5erfil do solo e4 Buest<oY 4ais es5ecifica4e*teY *o hori3o*te
sobreEace*te ao ?Y co*sidera*do o segui*te esBue4aY sugerido 5or "a*tos et al. N!//>P-







Ou seEaY 5ara satisfa3er os critérios da 4uda*+a te@tural abru5taY a tra*si+<o Hertical e*tre
hori3o*tes deHe estar *otada co4o Uabru5taV ou UclaraV.


Para fins de classificação é levado em
consideração o horizonte B do solo.
Para fins de classificação é levado em
consideração o horizonte B do solo.
Transição vertical entre horizontes
Abrupta - < 2,5 cm
Clara - 2,5 a 7,5 cm
Gradual - 7,5 a 12,5 cm
Difusa - > 12,5 cm
206
Caráter Sódico
=ua*do hori3o*tes ou ca4adas do solo a5rese*ta4 satura+<o 5or s8dio

1>O


Caráter Solódico
=ua*do hori3o*tes ou ca4adas do solo a5rese*ta4 satura+<o 5or s8dio e*tre 961>O

Caráter Salino
Pro5riedade refere*te I 5rese*+a de sais 4ais solQHeis e4 Agua fria Bue o sulfato de
cAlcio NgessoPY e4 Bua*tidades Bue i*terfere4 *o dese*HolHi4e*to da 4aioria das culturasY
e@5ressa 5or co*dutiHidade elétrica do e@trato de satura+<o
≥ ≥ ≥ ≥
; d"W4 e p 7 d"W4 Na !>X%P e4
algu4a é5oca do a*o.

Caráter Sálico
Pro5riedade refere*te a 5rese*+a de sais 4ais solQHeis e4 Agua fria Bue o sulfato de
cAlcio NgessoP e4 Bua*tidades t8@icas 5ara a 4aioria das culturasY e@5ressa 5or co*dutiHidade
elétrica do e@trato de satura+<o
≥ ≥ ≥ ≥
7 d"W4 Na !>
°
%P e4 algu4a é5oca do a*o.

Caráter Carbonático
Prese*+a de 1>O ou 4ais de %a%O
:
eBuiHale*te NO 5or 5esoPY sob BualBuer for4a de
segrega+<oY i*clusiHe co*cre+,es.

Caráter com Carbonato
Prese*+a de %a%O
:
eBuiHale*te NO 5or 5esoPY sob BualBuer for4a de segrega+<oY
i*clusiHe co*cre+,esY su5erior a >O e i*ferior a 1>O.

Plintita
& 5li*tita é for4ada 5or u4a 4istura de argilaY 5obre e4 carbo*o orgM*ico e rica e4
ferroY co4 Buart3o e outros 4ateriaisY Bue sob ciclos alter*ados de u4edeci4e*to e secage4
e*durece4 irreHersiHel4e*teY for4a*do a 5etro5li*tita . Ocorre *or4al4e*te *a for4a de
4osBueados Her4elhoY Her4elho6a4arelado e Her4elho escuro. & 5li*tita difere dos
4osBueadosY 5orBue ela 5ode ser destacada da 4assa do soloY e *<o esboroa Bua*do i4ersa 5or
4e*os de ! horas e4 Agua. Os 4osBueados s<o de dif7cil se5ara+<o e desi*tegra46se Bua*do
5ressio*ados esboroa*do6se facil4e*te e4 Agua. & 5li*tita 5ode ocorrer *a for4a la4i*arY
%Na = 100Na/CTC
pH7
d" m deci"ie4e*s
207
*odularY esferoidal ou irregular. & 5rese*+a de 5li*tita é diag*8stica 5ara ide*tifica+<o do
hori3o*te 5l7*tico ou do carAter 5l7*tico e4 classes de solo.
Petroplintita
Material co*crecio*Ario duroY 5roHe*ie*te da 5li*titaY Bue sob o efeito de ciclos
alter*ados de u4edecie*to e secage4 sofre co*solida+<o irreHers7HelY origi*a*do co*cre+,es
ferrugi*osas de di4e*s,es e for4as HariAHeis.

Caráter Plíntico
Usado 5ara disti*guir solos Bue a5rese*ta4 5li*tita e4 Bua*tidade ou es5essura
i*suficie*tes 5ara caracteri3ar hori3o*te 5l7*tico e4 u4 ou 4ais hori3o*tesY e4 algu4 5o*to da
se+<o de co*trole Bue defi*a a classe. _ reBuerida 5li*tita e4 Bua*tidade 47*i4a de >O 5or
Holu4e.

Caráter Concrecionário
Ter4o usado 5ara defi*ir solos Bue a5rese*ta4 5etro5li*tita *a for4a de *8dulos ou
co*cre+,es e4 u4 ou 4ais hori3o*tes de*tro da se+<o de co*trole Bue defi*a a classe e4
Bua*tidade eWou es5essura i*suficie*tes 5ara caracteri3ar hori3o*te co*crecio*Ario. _ reBuerida
5etro5li*tita e4 Bua*tidade 47*i4a de >O 5or Holu4e.

Caráter Litoplíntico
Usado 5ara defi*ir solos Bue a5rese*ta4 5etro5li*tita *a for4a co*t7*ua e co*solidada
e4 u4 ou 4ais hori3o*tes e4 algu4 5o*to da se+<o de co*trole Bue defi*a a classeY e4
Bua*tidade 47*i4a de 1/O do Holu4e total doNsP hori3o*teNsP.

Caráter Argilúvico
Usado 5ara disti*guir solos Bue tD4 co*ce*tra+<o de argila *o hori3o*te ?Y e@5ressa 5or
gradie*te te@tural N?W&P igual ou 4aior Bue 1Y; eWou iluHia+<o de argila eHide*ciada 5ela
5rese*+a de cerosidade 4oderada ou forte eWou 5rese*+a *o seBuu4 de hori3o*te $ sobreEace*te
a hori3o*te ? N*<o es58dicoPY de*tro da se+<o de co*trole Bue defi*a a classe.

Caráter Plânico
Usado 5ara disti*guir solos i*ter4ediArios co4 Pla*ossolosY ou seEaY co4 hori3o*te
ade*sado e 5er4eabilidade le*ta ou 4uito le*taY cores aci*3e*tadas ou escurecidasY *eutras ou
208
5r8@i4o delasY ou co4 4osBueados de redu+<o Bue *<o satisfa3e4 os reBuisitos 5ara hori3o*te
5lM*icoY e@clusiHe hori3o*te co4 carAter 5l7*tico.

Caráter Coeso
Usado 5ara disti*guir solos co4 hori3o*tes 5edoge*éticos subsu5erficiais ade*sadosY
4uito resiste*tes I 5e*etra+<o da faca e 4uito duros a e@tre4a4e*te duros Bua*do secosY
5assa*do a friAHeis ou fir4es Bua*do Q4idos. U4a a4ostra Q4ida Bua*do sub4etida I
co45ress<oY defor4a6se le*ta4e*teY ao co*trArio do fragi5<Y Bue a5rese*ta Buebradicidade
Ndesi*tegra+<o e4 frag4e*tos 4e*oresP.

Caráter Dúrico
Utili3ado 5ara caracteri3ar hori3o*tes co4 ci4e*ta+<o forte co4o duri5< e ortstei* e
outros hori3o*tes Bue *<o se e*Buadre4 *a defi*i+<o de hori3o*tes lito5l7*ticoY co*crecio*Ario e
5etrocAlcicoY tais co4o algu*s hori3o*tes forte4e*te e*durecidos 5or a+<o de age*tes
ci4e*ta*tes alu4i*osos.

Caráter Êutrico
Usado 5ara disti*guir solos Bue a5rese*ta4 52 Ne4 2 !OP >Y7Y co*Eugado co4 Halor "
Nso4a de basesP !Y/ c4olcWSg de solo de*tro da se+<o de co*trole Bue defi*a a classe.

Caráter Vértico
Prese*+a de UslicSe*sidesV Nsu5erf7cies de fric+<oPY fe*dasY ou estruturas cu*eifor4es
eWou 5arale5i5édicasY e4 Bua*tidade e e@5ress<o i*suficie*tes 5ara caracteri3ar hori3o*te Hértico.

Superfície de Fricção ou Slickenside
"<o su5erf7cies lisas e lustrosasY co4 estrias 5aralelasY e4 agregados de solos co*stitu7dos
5or argilo4i*erais e@5a*siHos. "<o 5rodu3idas 5elo desli3a4e*to e atrito da 4assa do solo
causada 5ela e@5a*s<o e co*tra+<o 5or u4edeci4e*to. %o4u4 *os 1ertissolos e solos co4
carAter Hértico.

Contato lítico
Ide*tifica o 4aterial subEace*te ao solo *a for4a de rocha s< e rocha sedi4e*tar
5arcial4e*te co*solidada cuEa coes<o é de tal orde4 Bue 4es4o Bua*do Q4ido *<o 5ode ou é
4uito dif7cil de ser escaHado co4 5A e i45ede o liHre cresci4e*to do siste4a radicular.
209

Contato Lítico Fragmentário
Refere6se a u4 ti5o de co*tato l7tico e4 Bue o 4aterial e*durecido subEace*te ao solo
e*co*tra6se frag4e*tadoY usual4e*teY e4 fu*+<o de fraturas *aturaisY 5ossibilita*do a 5e*etra+<o
de ra73es.

Materiais sulfídricos
%o45ostos de e*@ofre o@idAHeis e4 solos 4i*erais ou orgM*icosY locali3ados e4 Areas
e*charcadasY co4 Halor de 52 4aior do Bue :Y>. =ua*do u4 solo 4al dre*ado co4 4ateriais
sulf7dricos sofre dre*age4Y ocorre o@ida+<o dos sulfetos 5rodu3i*do Acido sulfQricoY e o 52 Bue
origi*al4e*te 5ode estar 5r8@i4o da *eutralidadeY 5ode decair a Halores i*feriores a :Y/.

Caráter Ácrico
Refere6se a 4ateriais de solos co*te*do Bua*tidades 4e*ores ou iguais a 1Y> c4ol
c
WSg de
argila de bases trocAHeis N%a
!l
Y Mg
!l
Y c
l
Y Na
l
P 4ais &l
:l
e@tra7Hel 5or c%l 14ol #
61
e Bue
5ree*cha 5elo 4e*os u4a das co*di+,es-



Caráter Epiáquico
Ocorre e4 solos Bue a5rese*ta4 le*+ol freAtico su5erficial te45orArioY resulta*te de 4A
co*dutiHidade hidrAulica de hori3o*tes do soloY 5ro4oHe*do satura+<o te45orAria de Agua e
5rocessos de redu+<o e segrega+<o de ferro *os hori3o*tes Bue a*tecede4 ao ? eWou *o to5o
deste.

Cor do solo
_ u4a i45orta*te caracter7stica 4orfol8gica 5orBue sugere as5ectos relatiHos a
5edogD*ese. & cor do solo é a*otada 5ela co45ara+<o Hisual co4 a cader*eta de cores ou carta
de Mu*sell.











- ter pH em KCl 1mol L
-1


5,0 ou ter ApH (pH
KCl
- pH
H2O
) positivo ou nulo
210
O exemplo da cor encontrada na figura abaixo "5Y 4/3¨ significa o seguinte:

Matiz (5Y) - corresponde ao comprimento de onda da luz. Para solos são utilizadas as
matizes R - vermelho, YR - vermelho - amarelo e Y - amarelo.

Valor (4) - corresponde ao brilho ou tonalidade da cor. Quanto menor o valor, mais
escura é a cor.

Croma (3) - refere-se à intensidade ou pureza da cor. Quanto maior o croma, mais pura
é a cor.































Relação entre vermelho (R) e amarelo (Y) na distribuição dos matizes na escala de
Munsell usada para solos


Exemplo da caderneta de Munsell, onde se
pode observar a página referente a matiz
5Y.
211
Caráter Crômico
Ter4o utili3ado 5ara caracteri3ar as 4odalidades de solos Bue a5rese*ta4Y *a 4aior 5arte
do hori3o*te ?Y e@clu7do o ?%Y 5redo4i*M*cia de cores Na4ostra Q4idaP co*for4e defi*ido a
seguir-
1. 4ati3 >iR ou 4ais Her4elhoY co4 Halores iguais ou 4aiores Bue : e cro4as iguais ou
4aiores Bue ;b ou
!. 4ati3 4ais a4arelo Bue >iRY Halores ; a > e cro4as : a 9.

Caráter Ebânico
Ide*tifica solos de colora+<o escuraY Buase 5retaY *a 4aior 5arte do hori3o*te diag*8stico
subsu5erficialY co4 5redo4i*M*cia de cores co*for4e defi*ido a seguir-
1. 5ara 4ati3 7Y>iR ou 4ais a4arelo- cor Q4ida- Halor p ; e cro4a p : b cor seca-
Halor p 9b ou
!. 5ara 4ati3 4ais Her4elho Bue 7Y>iR- cor Q4ida- 5reto ou ci*3e*to 4uito escuro
NMd*sellPb cor seca- Halor p >.

Caráter Rúbrico
%arAter utili3ado 5ara solos das suborde*s #atossolos ?ru*os e Nitossolos ?ru*osY Bue
a5rese*ta4 e4 algu4a 5arte da se+<o de co*trole Bue defi*a a classeY cor Q4ida a4assada co4
4ati3 4ais Her4elho Bue >iRY Halores e4 a4ostra Q4ida 4e*ores Bue ; e e4 a4ostra secaY
a5e*as u4a u*idade a 4ais Bue estes.

Cor e teor de óxidos de ferro
_ utili3ado 5ara difere*ciar classes de solo. & cor reflete a 5ro5or+<o e*tre os teores de
he4atita e goethita da a4ostra. %ores bru*as ou a4arelas est<o associadas a 5rese*+a de
goethita. %ores Her4elhas est<o associadas a 4isturaY e4 difere*tes 5ro5or+,esY de he4atita e
goethita.

6 classe de solos a4arelos - 4ati3 4ais a4arelo Bue >iR N24W24l0t p /Y!Pb
6 classe de solos Her4elho6a4arelos - 4ati3 >iR ou 4ais Her4elhoY e 4ais a4arelo Bue !Y>iR
Nrelacio*ados a ra3<o 24W24l0t e*tre /Y9 e /Y!Pb
6 classe de solos Her4elhos - 4ati3 !Y> iR ou 4ais Her4elho N24W24l0t o /Y9P.

O e45rego dessas trDs classes associada ao teor de 8@idos de ferro N'e
!
O
:
do ataBue
sulfQricoP 5er4ite se5arar-
212






Grau de decomposição do material orgânico
Utili3ado 5ara discri4i*ar solos da classe OR0&NO""O#O"Y de acordo co4 o grau de
deco45osi+<o da 4atéria orgM*ica.
6 '7brico 6 4aterial orgM*ico 5ouco alteradoY co*stitu7do 5or fibrasb
6 2D4ico 6 4aterial orgM*ico e4 estAgio de deco45osi+<o i*ter4ediArio e*tre o f7brico e
o sA5rico.
6 "A5rico 6 4aterial orgM*ico e4 estAgio aHa*+ado de deco45osi+<o.

OUTROS ATRÌBUTOS
N<o difere*cia4 classes de solosY 4as s<o caracter7sticas i45orta*tes *a defi*i+<o de
hori3o*tes diag*8sticos.

Cerosidade
%o*siste *u4a fi*a 5el7cula de argila de5ositada *a su5erf7cie dos agregados co*feri*do6
lhes as5ecto lustroso e co4 brilho gra@o. _ resulta*te da 4igra+<o de argila iluHial. "erHe 5ara
ide*tificar hori3o*te ? te@tural e ? *7tico.

Superfície de compressão
"<o su5erf7cies lisas e lustrosasY se4 estriasY for4adas 5ela co45ress<o da 4assa do solo
5ela e@5a*s<o e co*tra+<o do 4aterial deHido ao u4edeci4e*to e secage4.

Autogranulação "Self-Mulching¨
Pro5riedade i*ere*te a algu*s 4ateriais argilosos 4a*ifesta 5ela for4a+<o de ca4ada
su5erficial de agregados geral4e*te gra*ulares e soltosY forte4e*te dese*HolHidosY resulta*tes de
u4edeci4e*to e secage4. =ua*do destru7dos 5elo uso de i45le4e*tos agr7colasY os agregados
se reco45,e4 *or4al4e*te 5elo efeito de a5e*as u4 ciclo de u4edeci4e*to e secage4.

- Solos hipoférricos - baixo teor de óxidos de ferro (< 8%)
- Solos mesoférricos - médio teor de óxidos de ferro (8 a 17%)
- Solos férricos - alto teor de óxidos de ferro (18 a 35%)
- Solos perférricos - muito alto teor de óxidos de ferro (

36%)
213
Gilgai
MicroreleHo t75ico de solos argilosos co4 5redo47*io de argilas e@5a*siHas N!-1P.
%o*siste e4 saliD*cias co*He@as distribu7das geral4e*te e4 Areas 5la*as resulta*tes de i*te*sa
4oHi4e*ta+<o da 4assa do solo 5or u4edeci4e*to e secage4. %o4u*s e4 1ertissolos.

Relação silte/argila
Obtida diHidi*do6se a O de silte 5ela O de argila total. "erHe co4o au@7lio *a
ide*tifica+<o do grau de i*te45eri3a+<o do solo. "olos 5ouco i*te45eri3ados a5rese*ta4 alto
co*teQdo de silte e4 rela+<o ao de argilaY resulta*do e4 alta rela+<o silteWargila.
$sta rela+<o é usada 5ara difere*ciar hori3o*te ? latoss8lico de ? i*ci5ie*te. #atossolos
deHe4 a5rese*tar rela+<o silteWargila p/Y7 5ara solos de te@tura 4édia e p/Y9 5ara os de te@tura
argilosa.

Minerais alteráveis
"<o aBueles i*stAHeis e4 cli4a Q4idoY ou seEaY s<o 5ouco resiste*tes ao i*te45eris4o.
6 e*co*trados *a fra+<o argila- argilo4i*erais do ti5o !-1.
6 e*co*trados *as fra+,es silte e areia- felds5atosY felds5at8idesY 4i*erais ferro4ag*esia*osY
Hidros HulcM*icosY frag4e*tos de co*chasY 3eolitosY a5atitas e 4icas.

Regimes de temperatura:
?aseados *as te45eraturas 4édias a*uais do solo até >/ c4 de 5rofu*didade ou até o
co*tato l7tico ou lit8ide. Reco*hece6seY 5ara fi*s de classifica+<oY os segui*tes regi4es de
te45eratura do solo-

Pergélico: quando a temperatura média anual do solo é inferior a 0 °C.
Frígido: quando a temperatura média anual é inferior a 8 °C.
Mesotérmico: quando a temperatura média anual ficar entre 8 a 15 °C.
Térmico: quando a temperatura média anual ficar entre 15 a 22 °C.
Hipertérmico: quando a temperatura média anual for superior 22 °C.

Regimes de umidade:
?aseados *a 5rese*+a ou ausD*cia de Agua *a se+<o co*trole de u4idadeY e4 rela+<o I
te*s<o 4e*or Bue 1> at4osferasY dura*te algu4a 5arte do a*o. $*tre outrosY co*sidera6se os
segui*tes regi4es de u4idade-

214
Áquico: quando o solo permanece saturado com água a maior parte do ano. Neste
regime há deficiência de oxigênio às plantas. A maioria dos solos hidromórficos
apresentam regime áquico.
Arídico: quando o solo permanece seco a maior parte do ano. Não há água disponível
às plantas em nenhuma parte da seção controle.
Údico: quando o solo permanece úmido durante todo o ano, podendo estar sujeito a
pequenos e curtos períodos secos. A maioria dos solos não hidromórficos do Rio
Grande do Sul apresentam regime údico.
Ústico: é o regime de umidade intermediário entre arídico e o údico.


4. HORÌZONTES DÌAGNÓSTÌCOS DO SiBCS

Os hori3o*tes diag*8sticos s<o hori3o*tes do 5edo*Y caracteri3ados 5or deter4i*adas
caracter7sticas diag*8sticasY Bue s<o selecio*adas e defi*idas e@clusiHa4e*te 5ara fi*s de
classifica+<o de solos. 2A dois gru5os 5ri*ci5ais de hori3o*tes diag*8sticos-
aP aBueles Bue se dese*HolHe4 *a 5arte su5erior do 5edo* e Bue s<o reco*hecidos co4o
hori3o*tes diag*8sticos su5erficiais ou e5i5edo*sb
bP aBueles Bue ocorre4 e dese*HolHe46se *o i*terior do 5edo* e Bue s<o desig*ados
co4o hori3o*tes diag*8sticos subsu5erficiais.

Os hori3o*tes diag*8sticos s<o de*o4i*ados 5or ter4os es5ec7ficos e co*ceituados de
acordo co4 o siste4a de classifica+<o de solos co*sideradoY e co*stitue4 critérios bAsicos
daBuele siste4a.

Horizontes diagnósticos superficiais
Na classifica+<o a4erica*a de solosY esses hori3o*tes s<o desig*ados ge*erica4e*teY
co4o e5i5edo*s eY *a classifica+<o brasileira co4o hori3o*te &. $les *<o s<o si*T*i4os do
hori3o*te 5edogD*ico & N& ou &?PY u4a He3 Bue 5ode4 ser 4ais estreitos Bue o &1 ou i*cluir
todo o & e 5arteNsP do ? N?&Y ?1Y ?!Y ?%P. &tual4e*te s<o reco*hecidos os segui*tes hori3o*tes
diag*8sticos su5erficiais-
Horizonte Hístico
_ u4 hori3o*te su5erficial de co*stitui+<o orgM*icaY co*te*do 5elo 4e*os (/ g Sg
61
de %6
org. resulta*te de acu4ula+,es Hegetais de5ositadas su5erficial4e*te.
0eral4e*te é for4ado e4 co*di+,es de e@cesso de Agua Nhori3o*te 2P 5or lo*gos 5er7odos do
a*oY ou for4ado e4 Areas de altitude eleHada Nhori3o*te OPY o*de a ta@a de deco45osi+<o da
4atéria orgM*ica é bai@aY 5er4iti*do gra*de acQ4ulo de co45ostos orgM*icos e4 su5erf7cie.
215
O hori3o*te h7stico deHe ate*der 5elo 4e*os u4 dos segui*tes reBuisitos-

6 es5essura 4aior ou igual a !/ c4b
6 es5essura 4aior ou igual a ;/ c4 Bua*do 7>O ou 4ais do Holu4e do hori3o*te for
co*stitu7do de restos Hegetais *a for4a de ra73es e ra4os fi*osY cascas de ArHoresY
e@clui*do as 5artes HiHasb
6 es5essura de 1/ c4 ou 4ais Bua*do asse*tado sobre u4 co*tato l7tico ou 4aterial
frag4e*tar co*stitu7do 5or ./ O ou 4ais de frag4e*tos de rochas.

Horizonte A Chernozêmico
2ori3o*te 4i*eral su5erficialY es5essoY de colora+<o escura e alta satura+<o 5or bases.
DeHe ate*der as segui*tes caracter7sticas-
6 0eral4e*te co4 estrutura gra*ular. N<o 5ode ser ao 4es4o te45o 4aci+o e duro ou
4aci+o e 4uito duro Bua*do secob
6 & cor do solo deHe a5rese*tar Halor e cro4a

: NQ4idoP e Halor

> NsecoP
6 %o*teQdo de carbo*o

/Y9O.
6 & es5essura deHe ate*der os segui*tes reBuisitos-
aP 1/ c4 ou 4aisY Bua*do i4ediata4e*te aci4a da rochab ou
bP 1( c4 *o 47*i4oY e 4ais Bue 1W: da es5essura se o solo te4 4e*os de 7>c4 de es5essurab
ou
cP !> c4 *o 47*i4oY i*clui*do os hori3. tra*sicio*aisY se o solo te4 4ais de 7> c4 de
es5essura.
6 "atura+<o de bases N1OP é de 9>O ou 4aisY co4 5redo47*io de cAlcio eWou 4ag*ésio.

Horizonte A Proeminente
%aracter7sticas se4elha*tes ao h3. & cher*o3D4ico e4 rela+<o a corY teor de carbo*oY
co*sistD*ciaY estrutura e es5essura. & difere*+a é deHido a satura+<o 5or bases N1OPY i*ferior a
9>O.

Horizonte A Húmico
2ori3o*te 4i*eral de cor escura co4 Halor e cro4a igual a ;Y/ ou 4e*or NQ4idoPY
satura+<o 5or bases i*ferior a 9>OY a5rese*ta*do es5essura e teor de carbo*o de*tro dos
segui*tes li4ites-
6 teor de carbo*o orgM*ico i*ferior ao li4ite 47*i4o 5ara caracteri3ar o hori3o*te h7sticob
216
6 es5essura 47*i4a co45arAHel I descrita 5ara o hori3o*te & cher*o3D4icob
6 o so4at8rio do 5roduto do teor de carbo*o orgM*ico de cada subhori3o*te & 5ela es5essura do
subhori3o*teY deHe ser igual ou 4aiorY e 5ro5orcio*al a 4édia 5o*derada do teor de argila dos
subori3o*tes &Y de acordo co4 a segui*te eBua+<o- N%6org NgWSgP de cada subori3o*te & @
es5essura do subori3o*te Nd4PP
>
9/ l N/Y1 @ 4édia 5o*derada de argila do hori3o*te su5erficial
e4 gWSgP
Para facilitar a co45ree*s<o dos 5rocedi4e*tos aci4aY é a5rese*tadoY a seguirY u4
e@e45lo 5rAtico dos cAlculos reali3ados e4 u4 hori3o*te &Y descrito e coletado e4 ca45o.
Horizontes
Prof.
(cm)
C – org. Argila
Cálculo da média ponderada
da argila
Cálculo do C – org. total
------------------------ g kg
-1
------------------------------
A1 0-31 20,6 200 200 x 3,1dm/6,8dm = 91,18 20,6 x 3,1dm = 63,86
A2 31-53 10,6 230 230 x 2,2 dm/6,8dm = 74,41 10,6 x 2,2dm = 23,32
AB 53-68 8,4 250 250 x 1,5 dm/6,8dm = 55,15 8,4 x 1,5dm = 12,60
Total = 220,74 Total = 99,78
%6org total 9/ l N/Y1 @ !!/Y7; P m (!Y/7 . O Halor de %6org total e@iste*te *o hori3o*te &
é de ..Y7(Y 5orta*toY 4aior Bue (!Y/7 Nco*siderado co4o o 47*i4o reBuerido 5ara Bue o
hori3o*te seEa e*Buadrado co4o & hQ4icoP e4 fu*+<o do teor 4édio 5o*derado de argila de
!!/Y7; gWSg. &ssi4Y o hori3o*te usado co4o e@e45lo é hQ4ico.
Horizonte A Antrópico
2ori3o*te for4ado ou 4odificado 5elo uso co*t7*uo do solo 5elo ho4e4Y co4o lugar de
residD*cia ou cultiHoY 5or 5er7odos 5rolo*gadosY co4 adi+,es de 4aterial orgM*ico e4 4istura ou
*<o co4 4aterial 4i*eralY 5ode*do ocorrer *ele frag4e*tos de cerM4ica e restos de ossos e
co*chas. & difere*+a 5ara os hori3o*tes & cher*o3D4ico ou hQ4icoY é deHido ao teor de P
!
O
>

solQHel e4 Acido c7trico geral4e*te 4ais eleHado Bue a 5arte i*ferior do solu4.
Horizonte A Fraco
2ori3o*te 4i*eral su5erficial fraca4e*te dese*HolHido. &5rese*ta as segui*tes
caracter7sticas-
6 cor do 4aterial de solo co4 Halor

;Y/ NQ4idoPY e

9Y/ NsecoPb
6 estrutura e4 gr<os si45lesY 4aci+aY ou co4 grau fraco de dese*HolHi4e*tob
6 teor de carbo*o i*ferior a /Y9Ob e
6 es5essura p Bue >c4Y Bua*do *<o satisfi3er ao estabelecido a*terior4e*te.

217
Horizonte A Moderado
$ste hori3o*te *<o se e*Buadra e4 *e*hu4a das defi*i+,es a*teriores. 0eral4e*te difere
do h3. & cher*o3D4icoY 5roe4i*e*te e hQ4ico 5ela es5essura eWou 5ela corY e do & fraco 5elo
teor de carbo*o e estrutura.

Horizontes diagnósticos subsuperficiais
&ssi4 co4o *os hori3o*tes diag*8sticos su5erficiaisY os hori3o*tes diag*8sticos
subsu5erficiais *<o de5e*de4 dos hori3o*tes 5edogD*icos e 5ode4 i*cluir u4 ou 4ais deles. De
4odo geralY os hori3o*tes diag*8sticos subsu5erficiais te4 seu li4ite su5erior *o to5o do
hori3o*te ? ou ?&.

Horizonte B textural
_ u4 hori3o*te 4i*eral de subsu5erf7cie Bue a5rese*ta u4 acQ4ulo de argila deHido a
5rocessos de iluHia+<oY for4a+<o i* situY herdado de 4aterial de orige4 ou ferr8lise dos
hori3o*tes su5raEace*tes. U4a das caracter7sticas 4arca*tes é a 5rese*+a de cerosidadeY Bue s<o
5el7culas de 4aterial coloidal NargilaP de5ositados orde*ada4e*te *a su5erf7cie dos agregadosY
facil4e*te 5erce5t7Heis 5elo as5ecto lustroso e brilho gra@o.
O co*teQdo de argila *o ? te@tural é se45re 4aior do Bue *o &Y 5ode*do ou *<o ser
4aior do Bue *o ?% ou *o %. O hori3o*te ? te@tural deHe satisfa3er as segui*tes co*di+,es-
6 ter 5elo 4e*os 1W1/ da es5essura dos hori3o*tes sobreEace*tesY e u4 47*i4o de 7Y>c4b ou
6 ter 1> c4 ou 4aisY Bua*do &l? tiHere4 4ais de 1>/ c4b ou
6 ter 1> c4 ou 4aisY se a te@tura do hori3o*te $ ou & for areia fra*ca ou areiab ou
6Bua*do ? te@tural é for4ado de la4elasY estas so4adas deHe4 ter l de 1> c4b ou
6 se a te@tura for 4édia ou argilosa o ? te@tural deHe ter es5essura

7Y> c4b

Além disso, o horizonte B textural deve ter um ou mais dos seguintes
requisitos:
I. Possuir u4 hori3o*te $ *o seBuu4Y aci4a do ?Y desde Bue esse *<o seEa u4 5lM*icoY
5l7*tico ou es58dicoY ou 5ree*cher u4 dos ite*s a seguir-
6 Muda*+a te@tural abru5tab ou
6 Possuir rela+<o te@tural ?W& Bue satisfa+a u4a das alter*atiHas a seguir-
6 o 1Y> 5ara solos co4 4ais de ;/ O de argila *o & ou $b
6 o 1Y7 5ara solos co4 1> 6 ;/ O de argila *o & ou $b
6 o 1Y( 5ara solos co4 4e*os de 1>O de argila *o & ou $.

218
Rela+<o te@tural m 4édia O argila *o ? Ne@ceto ?%P W 4édia O argila *o &

II. =ua*do a rela+<o te@tural for i*ferior ao es5ecificado aci4aY deHe a5rese*tar-
6 "olos de te@tura 4édiaY se4 estruturaY deHe4 ter reHesti4e*tos de argila for4a*do 5o*te
liga*do os gr<osb ou
6 =ua*do a te@tura é 4édia e a estrutura é e4 blocos ou 5ris4Atica deHe4 a5rese*tarY *os
1// c4 do to5o do hori3o*te ?Y u4 dos segui*tes reBuisitos-
6 estrutura e4 blocos 4oderada ou 4ais dese*HolHida e cerosidade *o 47*i4o
4oderadab
6 estrutura fraca co*Eugada co4 cerosidade forteb ou
6 estrutura forte co*Eugada co4 cerosidade fraca.

III. "olos co4 gradie*te te@tural 4aior Bue 1Y;Y co*Eugado co4 5rese*+a de fragi5<
de*tro de !// c4 da su5erf7cie desde Bue *<o satisfa+a os reBuisitos 5ara ? es58dicob

Horizonte B latossólico
_ u4 hori3o*te 4i*eral subsu5erficialY a5rese*ta*do u4 aHa*+ado estAgio de
i*te45eri3a+<oY i*te*sa dessilicifica+<o e li@iHia+<o de bases e co*ce*tra+<o residual de 8@idos
de 'e e &l e argilo4i*erais do ti5o 1-1 resiste*tes ao i*te45eris4o.
$ste hori3o*te deHe 5ossuir as segui*tes caracter7sticas-
6 es5essura 47*i4a de >/ c4b
6 te@tura fra*co are*osa ou 4ais fi*a Nl de 1>O de argilaPb
6 bai@a rela+<o te@turalb
6 5ouca difere*cia+<o de cor e*tre os hori3o*tesb
6 4e*os de >O do Holu4e co4 frag4e*tos de rochasb
6 eleHada estabilidade dos agregadosY se*do o grau de flocula+<o N0'P da argila igual
ou 5r8@i4o de 1//Ob
6 teores bai@os de silteY se*do a rela+<o silteWargila p /Y7 *os solos de te@tura 4édia e
p /Y9 *os de te@tura argilosab
6 rela+<o 4olecular "iO
!
W&l
!
O
:
NciP *a fra+<o argila p!Y!b
6 4e*os do Bue ;O de 4i*erais 5ri4Arios alterAHeisb
6 %T%527 p 17 c4olc Sg
61
de argila NatiHidade da argilaPb
6 Bua*do 5rese*te a cerosidadeY é *o 4A@i4o 5ouca e fraca.

219
Horizonte B incipiente
_ u4 hori3o*te 4i*eral subsu5erficialY subEace*te ao &Y &5 ou &?Y Bue a5rese*ta 5ouca
altera+<o f7sica e Bu74icaY 5oré4 suficie*te 5ara dese*HolHi4e*to de cor e estruturaY e *o Bual
4ais da 4etade do Holu4e de todos os subhori3o*tes do ? *<o deHe co*sistir e4 estrutura da
rocha origi*al.
O hori3o*te b i*ci5ie*te deHe ter *o 47*i4o 1/ c4 de es5essura e 5ossuir as segui*tes
caracter7sticas-
6 *<o satisfa3er os reBuisitos 5ara ? te@turalY ? *7ticoY ? es58dicoY ? 5lM*ico e ?
latoss8licoY *e4 caracter7sitcas de hori3o*tes fragi5a*Y duri5a*Y 5l7*tico ou
5etrocAlcicob
6 te@tura fra*co are*osa ou 4ais fi*a Nl de 1>O de argilaPb
6 dese*HolHi4e*to de estrutura de soloY co4 4e*os de >/O do Holu4e co*stitu7do de
frag4e*tos de rochab
6 eHidD*cias de altera+<o atraHés de u4a das segui*tes for4as-
6 teor de argila 4ais alto ou cro4as 4ais fortes ou 4ati3 4ais Her4elho Bue o
hori3o*te subEace*teb teor de argila 4e*orY igual ou u4 5ouco 4aior Bue o
do hori3o*te & se*do Bue o i*cre4e*to de argilaY caso ocorraY deHe ser
4e*or do Bue o do ? te@turalb
6 *o caso de haHer carbo*atosY deHe ter algu4a eHidD*cia de ter sido re4oHidoY
i*dicada 5or acQ4ulo e4 hori3o*te subEace*teb
6decrésci4o regular *o co*teQdo de carbo*o orgM*ico co4 a 5rofu*didadeY até
a base do ? i*ci5ie*te.
O hori3o*te ? i*ci5ie*te 5ode a5rese*tar caracter7sticas 4orfol8gicas se4elha*tes a u4
? latoss8licoY diferi*do6se 5or a5rese*tar u4 ou 4ais dos segui*tes reBuisitos-
6 %T% da fra+<o argilaY se4 corre+<o de carbo*oY de 17 c4ol c Sg
61
de argilab
6 ;O ou 4ais de 4i*erais alterAHeis *a fra+<o areiab
6 rela+<o 4olecular "iO!W&l
!
O
:
NciP *a fra+<o argila 4aior do Bue !Y!b
6 rela+<o silteWargila o /Y7 5ara te@tura 4édia e o /Y9 5ara te@tura argilosab
6 es5essura 4e*or Bue >/ c4b
6 >O ou 4ais do Holu4e do ? te4 estrutura da rocha origi*al.

Horizonte B espódico
_ u4 hori3o*te 4i*eral subsu5erficialY *o Bual houHe acu4ula+<o iluHial de 4atéria
orgM*ica e co45ostos de alu47*ioY co4 5rese*+a ou *<o de ferro iluHial.
220
0eral4e*te ocorre abai@o de u4 hori3o*te & ou $Y se*do facil4e*te reco*hecido a
ca45o 5elo co*traste e*tre o hori3o*te $ NclaroP e o hori3o*te es58dicoY Bue é escuro deHido ao
acQ4ulo de 4atéria orgM*ica associada ao alu47*io.

Horizonte plíntico
_ u4 hori3o*te 4i*eral ? eWou % Bue a5rese*ta u4 arra*Ea4e*to de cores Her4elhas e
aci*3e*tadas ou bra*casY co4 ou se4 cores a4areladas ou bru*adasY for4a*do u4 5adr<o
reticuladoY 5oligo*al ou la4i*ar. %aracteri3a6se 5ela 5rese*+a de 5li*tita e4 Bua*tidade igual ou
su5erior a 1>O e es5essura de 5elo 4e*os 1> c4.

Horizonte Concrecionário
2ori3o*te co*stitu7do de >/O ou 4aisY 5or Holu4eY de 4aterial grosseiro co4
5redo47*io de 5etro5li*titaY do ti5o *8dulos ou co*cre+,es de ferro ou de ferro e alu47*ioY *u4a
4atri3 terrosa de te@tura Hariada ou 4atri3 de 4aterial 4ais grosseiroY ide*tificado co4o
hori3o*te &cY $cY ?c ou %c.
O hori3o*te co*crecio*ArioY 5ara ser diag*8sticoY deHe a5rese*tar *o 47*i4o :/ c4 de
es5essura. =ua*do u4 4es4o hori3o*te satisfi3erY coi*cide*te4e*teY os reBuisitos 5ara
hori3o*te co*crecio*Ario e 5ara BualBuer u4 dos segui*tes hori3o*tes- ? te@turalY ? latoss8licoY
? *7ticoY ? i*ci5ie*teY hori3o*te ? 5lM*ico Ne@cetua*do ? 5lM*ico de carAter s8dicoPY hori3o*te
glei ou BualBuer ti5o de hori3o*te &Y serA a ele co*ferida 5recedD*cia ta@o*T4ica.

Horizonte Litoplíntico
O hori3o*te lito5l7*tico é co*stitu7do 5or 5etro5li*tita co*t7*ua ou 5ratica4e*te co*t7*ua.
$ste hori3o*te 5ode e*globar u4a se+<o do 5erfil 4uito fraturadaY 4as Bue e@iste 5redo47*io de
blocos de 5etro5li*tita co4 ta4a*ho 47*i4o de !/ c4Y ou as fe*das Bue a5arece4 s<o 5oucas e
se5aradas u4as das outras 5or 1/ c4 ou 4ais.
Para ser diag*8sticoY o hori3o*te lito5l7*tico deHe ter u4a es5essura de 1/c4 ou 4ais.
$ste hori3o*te co*stitui u4 sério i45edi4e*to 5ara 5e*etra+<o das rai3es e da Agua.
O hori3o*te lito5l7*tico difere de u4 hori3o*te ? es58dico ci4e*tado Nortstei*P 5or
co*ter 5ouca ou *e*hu4a 4atéria orgM*ica.

Horizonte glei
_ u4 hori3o*te 4i*eral subsu5erficial ou eHe*tual4e*te su5erficialY co4 es5essura de 1>
c4 ou 4aisY o*de 5redo4i*a4 rea+,es de redu+<oY deHido I 5rese*+a de Agua estag*adaY
221
causa*do a redu+<o e solubili3a+<o dos co45ostos de ferroY for4a*do hori3o*te co4 5redo47*io
de cores aci*3e*tadas claras ou escurasY co4 ou se4 4osBueados.
=ua*do u4 hori3o*te satisfi3erY coi*cide*te4e*teY os reBuisitos 5ara ser ide*tificado
co4o hori3o*te diag*8stico glei e ta4bé4 co4o ? i*ci5ie*teY ? te@tural e ? latoss8licoY serA
ide*tificado co4o hori3o*te glei.

Horizonte E álbico
_ u4 hori3o*te subsu5erficialY *o Bual a 5erda ou segrega+<o de 4aterial coloidal
orgM*ico e i*orgM*ico foi t<o i*te*sa Bue a cor do hori3o*te é claraY se*do deter4i*ada 5ela cor
das 5art7culas 5ri4Arias de areia e silte. DeHe 5ossuir *o 47*i4o 1 c4 de es5essura e u4a das
segui*tes cores-
%ro4a ! ou 4e*or Y e- 1alorY Bua*do Q4idoY : ou 4aior e HalorY Bua*do secoY 9 ou 4aiorb ou
HalorY Bua*do Q4ido ; ou 4aior e Halor Bua*do seco > ou 4ais.
%ro4a : ou 4e*or e- 1alorY Bua*do Q4idoY 9 ou 4aiorb ou HalorY Bua*do secoY 7 ou 4aior.
Fragipã
É um horizonte mineral subsuperficial, com 10 cm ou mais de espessura, que
apresenta-se cimentado quando seco, tendo por isso consistência dura, muito dura ou
extremamente dura.
Quando úmido, o fragipã tem quebradicidade fraca a moderada, e seus
elementos estruturais ou fragmentos tendem a se romper subitamente quando
pressionados. Quando imersos em água, fragmentos de fragipã tendem a desprender-
se em pedaços, esboroando em curto período de tempo.

Duripã
_ u4 hori3o*te co4 1/ c4 ou 4ais de es5essuraY forte4e*te ci4e*tado 5or s7licaY 8@ido
de ferro ou carbo*atos. O duri5< 5ossui co*sistD*cia duraY 4uito dura ou e@tre4a4e*te dura
Bua*do seco. & co*sistD*cia Q4ida é 4uito fir4e ou e@tre4a4e*te fir4e e s<o se45re
Buebradi+osY 4es4o a58s 5rolo*gado u4edeci4e*to.

Horizonte Cálcico
2ori3o*te cAlcico é for4ado 5ela acu4ula+<o de carbo*ato de cAlcio. $sta acu4ula+<o
*or4al4e*te estA *o hori3o*te %Y 4as 5ode ocorrer *o hori3o*te ? ou &. O hori3o*te cAlcico
a5rese*ta es5essura de 1>c4 ou 4aisY e*riBuecida co4 carbo*ato secu*dArio e co*té4 1>/gWSg
ou 4ais de carbo*ato de cAlcio eBuiHale*te e te*do *o 47*i4o >/gWSg a 4ais de carbo*ato Bue o
hori3o*te ou ca4ada subEace*te. $ste Qlti4o reBuisito é e@5resso e4 Holu4eY se o carbo*ato
222
secu*dArio do hori3o*te cAlcico ocorre co4o 5e*de*tes e4 cascalhosY co4o co*cre+,es ou *a
for4a 5ulHerule*ta.

Horizonte Petrocálcico
%o4 o e*riBueci4e*to e4 carbo*atosY o hori3o*te cAlcico te*de 5rogressiHa4e*te a se
tor*ar obturado co4 carbo*atos e ci4e*tadoY for4a*do hori3o*te co*t7*uoY e*durecidoY 4aci+oY
Bue 5assa a ser reco*hecido co4o hori3o*te 5etrocAlcico.

Horizonte sulfúrico
_ u4 hori3o*te co4 *o 47*i4o 1> c4 de es5essuraY se*do co45osto de 4aterial 4i*eral
ou orgM*ico Bue a5rese*ta Halor de 52 :Y> ou 4e*or. $4 co*di+,es *aturais esse hori3o*te
a5rese*ta *or4al4e*te rea+<o ligeira4e*te Acida ou *eutra. =ua*do dre*ado artificial4e*teY a
o@ida+<o dos sulfetos 5rese*te for4a Acido sulfQricoY fa3e*do o 52 decair drastica4e*te aos
Halores a*tes i*dicados. & 5rese*+a desse ti5o de hori3o*te i*Hiabili3a o uso agr7cola do solo.

Horizonte vértico
_ u4 hori3o*te BueY deHido a forte co*tra+<o e e@5a*s<o das argilasY a5rese*ta fei+,es
de*o4i*adas su5erf7cies de fric+<o NqslicSe*esidesqPY a5rese*ta*do ta4bé4 fe*das e4 algu4
5er7odo do a*o co4 5elo 4e*os 1 c4 de largura. Pode coi*cidir co4 u4 hori3o*te &%Y ? N?i ou
?tP ou %. &s cores s<o geral4e*te 5retas ou ci*3e*to escuras. $sse hori3o*te deHe 5ossuir 5elo
4e*os !/ c4 de es5essura e :/O de argila. Nesse hori3o*te *or4al4e*te e*co*tra46se
argilo4i*erais do ti5o !-1 e@5a*s7Heis do gru5o das es4ectitas.

Horizonte B plânico
_ u4 ti5o es5ecial de hori3o*te ? te@tural subEace*te ao hori3o*te & ou $Y *or4al4e*te
a5rese*ta*do 4uda*+a te@tural abru5ta. &5rese*ta estrutura 5ris4AticaY colu*arY ou e4 blocos
a*gulares e suba*gulares gra*des ou 4édiosY 5er4eabilidade 4uito bai@aY deHido ao seu
ade*sa4e*to.
&s cores *este hori3o*te s<o geral4e*te ci*3e*tas ou ci*3e*to escurasY 5ode*do ou *<o
5ossuir cores *eutras resulta*tes de 5rocessos de redu+<o. "<o hori3o*tes geral4e*te co*statados
e4 solos hidro48rficosY 5ode*do ocorrer e4 Areas de releHo 5la*o ou suaHe4e*te o*dulado.




Para fins taxonômicos, o horizonte B plânico tem precedência diagnóstica
sobre o horizonte glei, e perde em precedência para o horizonte plíntico.
223
Horizonte B nítico
_ u4 hori3o*te 4i*eral subsu5erficialY de te@tura argilosa ou 4uito argilosaY se4 ou co4
5eBue*o i*cre4e*to *o co*teQdo de argila do & 5ara o ? Np 1Y>P. Pode ter argila de atiHidade
bai@a ou carAter al7ticoY estrutura e4 blocos a*gularesY suba*gulares ou 5ris4Atica e4 grau
4oderado ou forte Y co4 cerosidade e4 grau 4oderado ou forteY *a for4a de su5erf7cies
relu3e*tes Nshi*Z 5edsP. & de*o4i*a+<o *7tico le4bra o ter4o *7tidoY relu3e*te. & tra*si+<o
e*tre os subhori3o*tes do ? é gradual ou difusa e a es5essura deHe ser de *o 47*i4o :/ c4.

5. SÌSTEMA BRASÌLEÌRO DE CLASSÌFÌCAÇÃO DE SOLOS (SiBCS)
O siste4a brasileiro de classifica+<o de solos N"i?%"P é u4 siste4a abertoY hierArBuico e
Bue ai*da estA e4 co*stru+<o. O "i?%"Y Bue foi 5ublicado e4 1...Y e sua segu*da edi+<o e4
!//9Y te4 co4o coorde*ador geral o %NP" N%e*tro Nacio*al de PesBuisa do "olo )
$M?R&P&P co4 a 5artici5a+<o de gru5os orga*i3ados e atua*tes e4 *7Hel i*teri*stitucio*al
abra*ge*do as diHersas regi,es do ?rasilY seEa4 de u*iHersidadesY 8rg<os de 5esBuisa e
i*stitui+,es 5riHadas Bue te4 trabalhado co4 leHa*ta4e*to de solos.
O "i?%" é u4 siste4a *atural ou ta@o*T4icoY ou seEaY co*sidera 5ro5riedades e
caracter7sticas 4orfol8gicas resulta*tes dos 5rocessos 5edoge*éticos 5ara a orga*i3a+<o do solo
e4 difere*tes *7Heis hierArBuicos.
& classifica+<o de u4 solo é reali3ada 5arti*do do geral 5ara o es5ec7fico. & estrutura do
"i?%" co*siste de 9 *7Heis categ8ricosY descritos a seguir-
1º nível categórico – Ordens
) "<o relacio*adas 1: orde*s Bue s<o ide*tificadas 5or atributos e hori3o*tes diag*8sticos.
e@. &rgissolo

2º nível categórico – Subordens
) "<o subdiHis,es das orde*s e relacio*a caracter7sticas Bue re5rese*ta4 5rocessos secu*dAruios
*a for4a+<o dos solos.
e@. &rgissolo 1er4elho

3º nível categórico – Grandes grupos
) "<o subdiHis,es das suborde*sY de acordo co4 a 4orfologiaY caracter7sticas Bu74icas ou
f7sicas.
e@. &rgissolo 1er4elho distr8fico




224
4º nível categórico – Subgrupos
) "<o subdiHis,es dos gra*des gru5os e est<o relacio*ados a Haria+,es e4 rela+<o ao co*ceito
ce*tral.
e@. &rgissolo 1er4elho distr8fico arD*ico

5º nível categórico – Famílias
) "<o subdiHis,es dos subgru5os baseados e4 5ro5riedades Bue reflete4 co*di+,es a4bie*tais
do solo Ne4 dese*HolHi4e*toP.

6º nível categórico - Séries
) "<o subdiHis,es das fa47lias e deHer<o ser estabelecidas e4 rela+<o ao dese*HolHi4e*to das
5la*tas. &s séries facilita4 as i*ter5reta+,es Bua*titatiHas sobre uso e 4a*eEo dos solosY seEa
agr7cola ou *<o agr7cola Ne4 dese*HolHi4e*toP.

Grafia do SiBCS
"egu*do o ?oleti4 I*for4atiHo da "ociedade ?rasileira de %iD*cia do "oloY H. (Y *. !Y
4aio 6 agosto de !//:Y 5Agi*a !9Y a i*dica+<o do co4itD res5o*sAHel 5elo "iste4a ?rasileiro de
%lassifica+<o de "olosY os 1X e os !X *7Heis categ8ricos deHe4 ser grafados co4 a i*icial
4aiQscula e as de4ais letras 4i*QsculasY e*Bua*to os de4ais *7Heis categ8ricos deHe4 ser
grafados e4 letras 4i*QsculasY co*for4e e@e45lo abai@o.


Chave para identificação das classes de solos
%o*siderar a 5reHalD*cia dos hori3o*tesY assi4Y se *a chaHe a5arecer solo co4 hori3o*te
? te@tural i45lica Bue o 4es4o *<o é coi*cide*te co4 hori3o*te glei ou 5l7*ticoY 5ois a4bos
tD4 5recedD*cia sobre eleY ou se a5arecer solo co4 hori3o*te 5lM*ico de carAter sol8dicoY
i45lica Bue o hori3o*te ? 5ode ser coi*cide*te co4 5l7*ticoY glei e assi4 5or dia*teb
%o*siderar Bue o 5ri4eiro hori3o*te diag*8stico de subsu5erf7cieY a co*tar da su5erf7cieY
te4 5reHalD*cia sobre os outros Bue 5ossa4 ocorrer. Por e@e45loY *as classes &rgissolos e
NitossolosY é co4u4 ocorrer abai@o do hori3o*te ? te@tural e do ? *7tico res5ectiHa4e*teY o
hori3o*te ? latoss8lico. $steY Bua*do siituado a58s aBuDlesY *<o te4 sig*ificado ta@o*T4ico *o
5ri4eiro *7Hel categ8ricoY *<o obsta*te 5ossa ser utili3ado co4o discri4i*a*te e4 *7Heis
categ8ricos 4ais bai@os.


Argissolo Vermelho distrófico típico
1º NC 2º NC 3ºNC 4ºNC
225
Chave para as ordens
No 1X *7Hel categ8rico Norde4P os solos s<o classificados de acordo co4 a segui*te
seBuD*cia-

6 solos Bue a5rese*ta4 hori3o*te 2 co4 ;/ c4 ou 4ais de es5essuraY co*t7*uo ou cu4ulatiHo
*os 5ri4eiros (/ c4 da su5erf7cie do solo ou co4 hori3o*te O co4 :/ c4 ou 4ais de es5essuraY
Bua*do sobreEace*te a u4 co*tato l7tico. Orga*ossolos

6 outros solos se4 hori3o*te ? diag*8stico e satisfa3e*do os segui*tes reBuisitos-
6 ausD*cia de hori3o*te glei de*tro de >/ c4 da su5erf7cie do soloY e@ceto *o caso de
solos de te@tura areia e areia fra*cab
6 ausD*cia de hori3o*te 5l7*tico de*tro de ;/ c4 da su5erf7cie do solob
6 ausD*cia de hori3o*te Hértico i4ediata4e*te abai@o do hori3o*te &b
6 & cher*o3D4icoY se 5rese*teY *<o deHe estar co*Eugado co4 o carAter carbo*Atico
eWou hori3o*te cAlcico. Neossolos

6 outros solos co4 rela+<o te@tural i*suficie*te 5ara ide*tificar u4 hori3o*te ? te@tural e Bue
a5rese*ta4 hori3o*te Hértico e*tre !> e 1// c4 de 5rofu*didade e satisfa3e*do os segui*tes
reBuisitos-
6 *os !/ c4 su5erficiaisY a58s 4isturadosY teor de argila deY *o 47*i4oY :/Ob
6 fe*das Herticais *o 5er7odo seco co4 5elo 4e*os 1 c4 de larguraY ati*gi*doY *o 47*i4oY
>/ c4 de 5rofu*didadeY e@ceto *os solos rasosY *os Buais a 5rofu*didade é de :/ c4b
6 e4 Areas irrigadas ou 4al dre*adas Nse4 fe*das a5are*tesPY o coeficie*te de e@5a*s<o
li*ear N%O#$P do solo deHe ser igual ou su5erior a /Y/9. 1ertissolos

6 outros solos Bue a5rese*ta4 hori3o*te ? es58dico i4ediata4e*te abai@o do hori3o*te & ou $.
$s5odossolos

6 outros solos a5rese*ta*do hori3o*te ? 5lM*icoY *<o coi*cide*te co4 hori3o*te 5l7*ticoY
i4ediata4e*te abai@o de hori3o*te & ou $. Pla*ossolos

6 outros solosY a5rese*ta*do hori3o*te gleiY de*tro de 1>/ c4Y i4ediata4e*te subEace*te ao
hori3o*te & ou $ ou hori3o*te h7stico co4 4e*os de ;/ c4Y se4 a 5rese*+a de hori3o*te 5l7*tico
de*tro de !// c4 da su5erf7cie do solo. 0leissolos

226
6 outros solos Bue a5rese*ta4 hori3o*te ? latoss8lico i4ediata4e*te abai@o do hori3o*te &.
#atossolos

6 outros solos Bue a5rese*ta4 hori3o*te & cher*o3D4ico seguido de- hori3o*te ? i*ci5ie*te ou ?
te@tural ou ? *7ticoY todos co4 argila de atiHidade alta e satura+<o 5or bases altaY ou de hori3o*te
? i*ci5ie*te p 1/ c4 de es5essura ou hori3o*te %Y a4bos cAlcicos ou carbo*Aticosb ou
a5rese*ta*do hori3o*te cAlcico ou carAter carbo*Atico *o hori3o*te &Y seguido de u4 co*tato
l7tico. %her*ossolos

6 outros solos Bue a5rese*ta4 hori3o*te ? i*ci5ie*te i4ediata4e*te abai@o do hori3o*te & ou de
hori3o*te h7stico co4 es5essura i*ferior a ;/ c4. %a4bissolos

6 outros solos Bue a5rese*ta4 hori3o*te 5l7*ticoY e@ceto Bua*do este for coi*cide*te co4
hori3o*te 5lM*ico de carAter s8dicoY i*icia*do *as segui*tes 5rofu*didades-
6 ;/ c4b ou
6 de*tro de !// c4 da su5erf7cie do solo se i4ediata4e*te subEace*te ao hori3o*te & ou $b
ou
6 de*tro de !// c4Y Bua*do coi*cide*te co4 outros hori3o*tes i4ediata4e*te subEace*tes
ao hori3o*te & ou $ e Bue a5rese*ta4 5ro5riedades e5iABuicas.
Pli*tossolos

6 outros solos a5rese*ta*do hori3o*te ? te@tural co4 argila de atiHidade alta e satura+<o 5or
bases altaY i4ediata4e*te abai@o do hori3o*te & ou $. #uHissolos

6 outros solos Bue a5rese*ta4 hori3o*te ? *7tico co4 argila de atiHidade bai@aY i4ediata4e*te
abai@o do hori3o*te & ou de*tro dos 5ri4eiros >/ c4 do hori3o*te ?.
Nitossolos

6 outros solos a5rese*ta*do hori3o*te ? te@tural. &rgissolos

Após achar a ordem, deve-se encontrar a subordem. Para isso é necessário
utilizar as chaves disponíveis nas páginas seguintes deste capítulo.

Para o 3º nível categórico e para o 4º nível categórico é necessário utilizar as
tabelas resumos a seguir:

227
Tabela resumo para o 3º nível categórico
Acricos Bua*do a5rese*tare4 carAter Acrico de*tro de 1>/ c4 da su5erf7cie do solo.
acriférricos
Bua*do a5rese*tare4 carAter Acrico de*tro de 1>/ c4 da su5erf7cie do solo e
teores de 'e!O: de 1(O a
<
:9O *a 4aior 5arte dos 5ri4eiros 1// c4 do
hori3o*te ? Ni*clusiHe ?&P.
al7ticos
Bua*do a5rese*tare4 carAter al7tico *a 4aior 5arte dos 5ri4eiros 1//c4 do
hori3o*te ? Ni*clusiHe ?&P.
alu47*icos
Bua*do a5rese*tare4 carAter alu47*ico *a 4aior 5arte dos 5ri4eiros 1// c4
do 23 ? Ni*clusiHe ?&P.
alu47*icos
N%a4P
Bua*do a5rese*tare4 u4 alto teor de &l e@tra7Hel *a 4aior 5arte do 23 ?Y
i*clusiHe ?& N&l
:l

; c4olccg
61
P.
alu47*icos N0leiP
Bua*do a5rese*tare4 carAter alu47*ico *a 4aior 5arte dos 5ri4eiros 1!/ c4
a 5artir da su5erf7cie do solo.
alu47*icos NPla*P Bua*do a5rese*ta4 carAter alu47*ico *a 4aior 5are do hori3o*te ?.
alu4i*oférricos
Bua*do a5rese*tare4 u4 alto teor de &l e@tra7Hel N&l
:l

; c4olccg
61
P e teor
de 'e!O: de 1( a 4e*os de :9O *a 4aior 5arte do 23 ?Y i*clusiHe ?&.
alu4i*oférricos
N#atP
Bua*do a5rese*tare4 carAter alu47*ico solo e teores de 'e!O: de 1(O a
<

:9O *a 4aior 5arte dos 5ri4eiros 1// c4 do hori3o*te ? Ni*clusiHe ?&P.
alu4i*oférricos
NNitP
Bua*do a5rese*tare4 carAter alu47*ico e teores de 'e!O: de 1> a p :9O *a
4aior 5arte dos 5ri4eiros 1// c4 do hori3o*te ? Ni*clusiHe ?&P.
argilQHicos Bua*do a5rese*tare4 23 ? te@tural.
carbo*Aticos
Bua*do tiHere4 carAter carbo*Atico ou hori3o*te cAlcico de*tro de 1// c4 da
su5erf7cie do solo.
carbo*Aticos
N0leiY Pla*Y NeoP
carAter carbo*Atico *a 4aior 5arte dos 5ri4eiros 1!/ c4 a 5artir da su5erf7cie
do solo.
carbo*Aticos
N#uHY NeoP
Bua*do a5rese*tare4 1O

>/Y se4 hori3o*te & cher*o3D4ico e co4 1>O
ou 4ais de carbo*ato de cAlcio *o 2ori3o*te & eWou %.
cher*oss8licos Bua*do a5rese*tare4 & cher4o3D4ico e ausD*cia de carbo*atos.
coesos
Bua*do a5rese*tare4 resiste*tes a 5e*etra+<o do 4artelo 5edol8gico ou trado
Bua*do secosY se*do 4aci+os *<o satisfa3e*do os critérios 5ara fragi5< e
duri5< N4aiores detalhes e4 $M?R&P&Y !//>P.
co*creci*Arios Bua*do a5rese*tare4 hori3o*te co*creci*Ario.
co*crecio*Arios
distr8ficos
Bua*do a5rese*tare4 >/O ou 4ais de 5etro5li*tita de*tro de ;/ c4 da
su5erf7cie do solo ou i4ediata4e*te abai@o do hori3o*te & ou $ e bai@a
satura+<o 5or bases *a 4aior 5arte dos 5ri4eiros 1!/ c4 a 5artir da su5erf7cie
do solo.
co*crecio*Arios
eutr8ficos
Bua*do a5rese*tare4 1 4aior Bue >/O e *<o se e*Buadra4 *as a*teriores.
distrocoesos
Bua*do a5rese*tare4 1
<
>/O e carAter coeso e teores de 'e!O: bai@os Np
(OP e ci

1Y7 *a 4aior 5arte dos 5ri4eiros 1// c4 do hori3o*te ?
Ni*clusiHe ?&P.
distroférricos
Bua*do a5rese*tare4 1 4e*or Bue >/O e teor de 'e
!
O
:
de 1( a 4e*os de
:9O *a 4aior 5arte do 23 ?Y i*clusiHe ?&.
distroférricos
N#atP
Bua*do a5rese*tare4 1O
<
>/ e teores de 'e!O: de 1(O a
<
:9O *a 4aior
5arte dos 5ri4eiros 1// c4 do hori3o*te ? Ni*clusiHe ?&P.
distr8ficos
Bua*do 1
<
>/O *a 4aior 5arte dos 5ri4eiros 1// c4 do hori3o*te ?
Ni*clusiHe ?&P.
distr8ficos N0leiP 1O
<
>/ *a 4aior 5arte dos 5ri4eiros 1!/ c4 a 5artir da su5erf7cie do solo.
distr8ficos NNeoP
Bua*do a5rese*tare4 1O
<
>/ e4 5elo 4e*os u4 hori3o*te de*tro de >/ c4
da su5erf7cie do solo.
228
distro6Q4bricos Bua*do a5rese*tare4 1O
<
>/ e hori3o*te & 5roe4i*e*te.
eutrocoesos
Bua*do a5rese*tare4 carAter coeso e eutr8ficoY *a 4aior 5arte dos 5ri4eiros
1// c4 do hori3o*te ? Ni*clusiHe ?&P.
eutroférricos
Bua*do 1

>/O e teores de 'e
!
O
:
de 1( a :9O *a 4aior 5arte dos 5ri4eiros
1// c4 do hori3o*te ? Ni*clusiHe ?&P.
eutroférricos
N%a4P
Bua*do a5rese*tare4 1

>/O e teor de 'e!O: de 1( a 4e*os de :9O *a
4aior 5arte do 23 ?Y i*clusiHe ?&.
eutr8ficos
Bua*do 1

>/O *a 4aior 5arte dos 5ri4eiros 1// c4 do hori3o*te ?
Ni*clusiHe ?&P.
eutr8ficos N0leiP Bua*do *<o se e*Buadrare4 *as a*teriores.
eutr8ficos NNeoP
Bua*do a5rese*tare4 1O

>/ e4 todos hori3o*tes de*tro de u4a
5rofu*didade de >/ c4.
eutro6Q4bricos Bua*do a5resetare4 1O

>/ e hori3o*te & 5roe4i*e*te.
férricos
6 Bua*do a5rese*tare4 teor de 'e
!
O
:


1(O *a 4aior 5arte do hori3o*te ?
Ni*clusiHe ?&P.
f7bricos
Bua*do o 4aterial orgM*ico for co*stitu7do 5redo4i*a*te4e*te de fibrasY
5ouco deco45osto até u4a 5rofu*didade de 1// c4.
hD4icos
Bua*do o 4aterial orgM*ico for 5arcial4e*te alteradoY e4 estAgio de
deco45osi+<o i*ter4ediArio e*tre o f7brico e o sA5rico até u4a 5rofu*didade
de 1// c4.
hidro48rficos
Bua*do se a5rese*tare4 saturados co4 Agua de*tro de 1// c4 da su5erf7cie
do soloY dura*te algu4 te45o *a 4aioria dos a*os e Bue te*ha4 u4a ou 4ais
das segui*tes caracter7sticas- 6 hori3o*te h7stico eWou 6 4osBueados *o
hori3o*te $ ou ? es58dico eWou 6 hori3o*te ? es58dico saturado co4 Agua *a
4aior 5arte do a*o.
hidro48rficos
NNeoP
Bua*do a5rese*ta4 hori3o*te 2Y co4 satura+<o 5er4a*e*te co4 Agua de*tro
de >/ c4 da su5erf7cie do solo. #e*+ol freAtico de*tro de 1>/ c4 da su5erf7cie
do soloY dura*te a é5oca seca. Prese*+a do le*+ol freAtico de*tro de >/ c4 de
5rofu*didade e Bue satisfa+a u4 ou 4ais dos segui*tes reBuisitos-
6 cro4a 3ero
6 4ati3 1/iR ou 4ais Her4elho co4 Halor NQ4idoP de ; ou 4aior e cro4a 1
6 4ati3 1/iR ou 4ais Her4elho co4 cro4a ! ou 4e*or e 5rese*+a de
4osBueados
6 4ati3 !Y>i ou 4ais a4arelo co4 cro4a : ou 4e*or co4 5rese*+a de
4osBueados
6 4ati3 !Y>i ou 4ais a4arelo e cro4a 1 ou 4e*or
6 4ati3es >0i ou >0 ou >?0
6 5rese*+a de ferro redu3ido e4 Bua*tidade ca5a3 de dese*HolHer u4a cor
Her4elha i*te*sa *a 5rese*+a de i*dicador Bu74ico.
hi5eres5essos Bua*do a5rese*tare4 hori3o*te ? es58dico a58s !// c4 da su5erf7cie do solo
h7sticos Bua*do a5rese*tare4 hori3o*te O co4 4e*os de ;/ c4 de es5essura.
hQ4icos Bua*do a5rese*tare4 hori3o*te & hQ4ico ou 5roe4i*e*te.
hQ4icos NNeoP Bua*do a5rese*tare4 hori3o*te & hQ4ico co4 4e*os de >/ c4 de es5essura.
l7ticos Bua*do a5rese*tare4 co*tato l7tico de*tro de >/ c4 da su5erf7cie do solo.
lito5l7*ticos
Bua*do a5rese*tare4 hori3o*te lito5l7*tico de*tro de ;/ c4 da su5erf7cie do
solo ou i4ediata4e*te abai@o do hori3o*te & ou $.
8rticos Bua*do *<o se e*Buadrare4 *a classe a*terior.
5Alicos Bua*do a5rese*tare4 so4a dos hori3o*tes & l ? Ne@ceto ?%P
>
(/ c4.
5erférricos Bua*do o teor de 'e!O: for

:9O *a 4aior 5arte do 23 ?Y i*clusiHe ?&.
5erférricos N#atP Bua*do a5rese*tare4 1O
<
>/ e teores de 'e!O:

:9O *a 4aior *a 4aior
229
5arte dos 5ri4eiros 1// c4 do hori3o*te ? Ni*clusiHe ?&P.
5sa47ticos
Bua*do a5rese*ta4 te@tura are*osa Np 1>O argilaP e4 todos hori3o*tes
de*tro de u4a 5rofu*didade de >/ c4.
5sa47ticos NNeoP
Bua*do a5rese*tare4 te@tura are*osa Np 1>O argilaP e4 todos hori3o*tes
de*tro de 1!/ c4 da su5erf7cie do solo.
sAlicos Bua*do a5rese*tare4 carAter sAlico.
sAlicos NNeoY
Pla*P
Bua*do a5rese*tare4 carAter sAlico de*tro de 1// c4 da su5erf7cie do solo.
sA5ricos
Bua*do o 4aterial orgM*ico estiHer e4 aHa*+ado estAgio de deco45osi+<o até
u4a 5rofu*didade de 1// c4.
sa5rol7ticos outros Bue *<o se e*cai@a4 *a classe a*terior.
s8dicos Bua*do a5rese*tare4 carAter s8dico.
s8dicos NNeoY
1erP
Bua*do a5rese*tare4 carAter s8dico de*tro de 1// c4 da su5erf7cie do solo.
Ta alu47*icos
N0leiP
Bua*do a5rese*tare4 argila de atiHidade alta e carAter alu47*ico *a 4aior
5arte dos 5ri4eiros 1!/ c4 da su5erf7cie do solo.
Ta carbo*Aticos
Bua*do a5rese*tare4 argila de atiHidade alta e carAter carbo*Atico *a 4aior
5arte dos 5ri4eiros 1!/ c4 da su5erf7cie do solo.
Ta distr8ficos
Bua*do a5rese*tare4 atiHidade de argila alta e 1
<
>/O *a 4aior 5arte do 23
?Y i*clusiHe ?&.
Ta distr8ficos
N0leiY NeoP
Bua*do a5rese*tare4 argila de atiHidade alta e 1O
<
>/ *a 4aior 5arte dos
5ri4eiros 1!/ c4 da su5erf7cie do solo.
Ta eutr8ficos
N%a4P
=ua*do a5rese*tare4 atiHidade de argila alta e 1

>/O *a 4aior 5arte do
23 ?Y i*clusiHe ?&.
Ta eutr8ficos
N0leiP
Bua*do a5rese*tare4 argila de atiHidade alta e 1O

>/ *a 4aior 5arte dos
5ri4eiros 1!/ c4 da su5erf7cie do solo.
Ta eutroférricos
Bua*do a5rese*tare4 atiHidade de argila alta e 1O

>/ e teor de 'e!O: de
1(/ gWcg a 4e*os de :9/ gWcg *a 4aior 5arte do hori3o*te ?Y de*tro de 1!/
c4 da su5erf7cie do solo.
Tb distr8ficos
N%a4P
Bua*do a5rese*tare4 atiHidade de argila bai@a e 1
<
>/O *a 4aior 5arte do
23 ?Y i*clusiHe ?&.
Tb distr8ficos
N0leiY NeoP
Bua*do a5rese*tare4 argila de atiHidade bai@a e 1O
<
>/ *a 4aior 5arte dos
5ri4eiros 1!/ c4 da su5erf7cie do solo.
Tb distroférrico
Bua*do a5rese*tare4 atiHidade de argila bai@aY 1 4e*or Bue >/O e teor de
'e!O: de 1(/ gWcg a 4e*os de :9/ gWcg *a 4aior 5arte do hori3o*te ?
de*tro de 1!/ c4 da su5erf7cie do solo.
Tb eutr8ficos
N%a4P
Bua*do a5rese*tare4 atiHidade de argila bai@a e 1

>/O *a 4aior 5arte do
23 ?Y i*clusiHe ?&.
Tb eutr8ficos
N0leiY NeoP
Bua*do a5rese*tare4 argila de atiHidade bai@a e 1O

>/ *a 4aior 5arte dos
5ri4eiros 1!/ c4 da su5erf7cie do solo.
Tb eutroférricos
Bua*do a5rese*tare4 atiHidade de argila bai@a e 1

>/O e teor de 'e!O: de
1( a 4e*os de :9O *a 4aior 5arte do hori3o*te ?Y i*clusiHe ?&.
Tb 5erférricos
Bua*do a5rese*tare4 atiHidade de argila bai@a e o teor de 'e!O: for

:9O *a
4aior 5arte do hori3o*te ?Y i*clusiHe ?&Y de*tro de 1!/ c4 da su5erf7cie do
solo.
hQ4icos Bua*do a5rese*tare4 23 & hQ4ico ou 5roe4i*e*te.

Tabela resumo: 4º nível categórico
abrQ5ticos Bua*do a5rese*tare4 4uda*+a te@tural abru5ta.
abrQ5ticos Bua*do a5rese*tare4 4uda*+a te@tural abru5ta co4 23 & cher*o3D4ico e T
230
cher*oss8licos argila 4aior ou igual a 1( c4olccg
61
de argila *a 4aior 5arte dos 5ri4eiros
1// c4 do h3 ? Ni*clusiHe ?&P.
abrQ5ticos
dQricos
Bua*do a5rese*tare4 4uda*+a te@tural abru5ta e carAter dQrico de*tro de 1>/
c4 da su5erf7cie do solo.
abrQ5ticos
es58dicos
Bua*do a5rese*ta4 4uda*+a te@tural abru5ta e co4 acQ4ulo iluHial de %
orgM*ico e &l.
abrQ5ticos
fragi5M*icos
Bua*do a5rese*tar 4uda*+a te@tural abru5ta e fragi5< e4 u4 ou 4ais
hori3o*tes de*tro de 1!/ c4 da su5erf7cie do solo.
abrQ5ticos
fragi5M*icos
es58dicos
Bua*do a5rese*tare4 4uda*+a te@tural abru5taY fragi5< e4 u4 ou 4ais
hori3o*tes e acQ4ulo iluHial de % orgM*ico e &lY *<o suficie*te 5ara
caracteri3ar u4 ? es58dicoY de*tro de 1>/ c4 da su5erf7cie do solo.
abrQ5ticos
lé5ticos
Bua*do a5rese*tare4 4uda*+a te@tural abru5ta e co*tato l7tico e*tre >/ e 1//
c4 da su5erf7cie do solo.
abrQ5ticos
5etro5l7*ticos
Bua*do a5rese*ta4 4uda*+a te@tural abru5ta co4 >/O ou 4ais de
5etro5li*tita.
abrQ5ticos
5la*oss8licos

Bua*do a5rese*ta4 4uda*+a te@tural abru5ta e carAter ou hori3o*te 5lM*ico
de*tro de 1>/ c4 da su5erf7cie do solo.
abrQ5tos
5l7*ticos
Bua*do a5rese*ta4 4uda*+a te@tural abru5ta e co4 >O ou 4ais de 5li*tita
eWou 5etro5li*tita.
abrQ5ticos
5l7*ticos
sol8dicos
Bua*do a5rese*tare4 4uda*+a te@tural abru5taY carAter ou hori3o*te 5l7*tico
e carAter sol8dico e4 u4 ou 4ais hori3o*tesY de*tro de 1>/ c4 da su5erf7cie
do solo.
abrQ5ticos
sa5rol7ticos
Bua*do a5rese*tare4 4uda*+a te@tural abru5ta e co4 hori3o*te % eWou %r
de*tro de 1// c4 da su5erf7cie do solo e se4 co*tato l7tico até !// c4 a
su5erf7cie do solo.
abrQ5ticos
sol8dicos
Bua*do a5rese*ta4 4uda*+a te@tural abru5ta e carAter sol8dico.
aliss8licos
Bua*do a T argila for 4aior ou igual a 1( c4olccg
61
de argila *a 4aior 5arte
dos 5ri4eiros 1// c4 do h3 ? Ni*clusiHe ?&P.
a*tr85icos Bua*do a5rese*tare4 hori3o*te & a*tr85ico.
a*tro5ogD*icos
solos resulta*tes da atiHidade hu4a*a co4o 4i*era+<o da su5erf7cie do soloY
co*stru+<o de estradasY dragage*s e outras o5era+,es Bue e*HolHa4
4oHi4e*to de solo.
arD*icos
Bua*do a te@tura for are*osa desde a su5erf7cie até o i*7cio do 23 ? te@tural.
O ?t deHe i*iciar e*tre >/ e 1// c4 de 5rofu*didade.
arD*icos N$s5P
Bua*do a te@tura for are*osa da su5erf7cie até o to5o do hori3o*te ? es58dicoY
Bue ocorre e*tre >/ e 1!/c4 de 5rofu*didade.
arD*icos NPli*P
Bua*do a te@tura for are*osa desde a su5erf7cie até o i*7cio do hori3o*te ?
5l7*ticoY Bue deHe i*iciar e*tre >/ e 1// c4 de 5rofu*didade.
arD*icos
abrQ5ticos
Bua*do a5rese*tare4 4uda*+a te@tural abru5ta e te@tura are*osa desde a
su5erf7cie até u4 47*i4o de >/ c4 e 4A@i4o 1// c4 de 5rofu*didade e ?t
de*tro de !// c4 de 5rofu*didade.
arD*ico Dutrico
Bua*do a5rese*tare4 te@tura are*osa desde a su5erf7cie do solo até u4
47*i4o de >/ c4 e 4A@i4o de 1// c4 de es5essura e co4 522!/

>Y7 e co4
so4a de bases

! c4olccg
61.

arD*icos
fragi5M*icos
Bua*do a te@tura for are*osa desde a su5erf7cie até o i*7cio do 23 ? te@tural.
O ?t deHe i*iciar e*tre >/ e 1// c4 de 5rofu*didade e co4 fragi5< e4 u4 ou
4ais hori3o*tes.
argilQHicos Bua*do a5rese*tare4 ?t abai@o do ? es58dico.
argiss8licos Bua*do a5rese*tare4 ?t e4 5osi+<o *<o diag*8stica 5ara &rgissolo ou
231
Bua*do a rela+<o te@tural for 4aior ou igual a 1Y> eWou a5rese*tare4
cerosidade *o ?.
argiss8licos
N0leiP
Bua*do a5rese*tare4 ?t se4 4uda*+a te@tural abru5ta.
argiss8licos NNitP Bua*do a5rese*tare4 rela+<o te@tural N?W&P 4aior ou igual a 1Y;.
argiss8licos
NPli*P
Bua*do a5rese*tare4 ?t de*tro de !// c4 as su5erf7cie do soloY coi*cide*te
ou *<o co4 o hori3o*te co*crecio*Ario.
argiss8licos
fragi5M*icos
Bua*do a5rese*tare4 23 ?tY se4 4uda*+a te@tural abru5ta e fragi5< de*tro
de 1!/ c4 da su5erf7cie do solo.
argiss8licos
NNeoP
solos co4 hori3o*te $ de*tro de !// c4 da su5erf7cie do solo.
cM4bicos
Bua*do a5rese*tare4 ;O ou 4ais de 4i*erais alterAHeis ou 4ais de >O do
Holu4e do 23 ? ou % co4 rocha se4i6i*te45eri3ada. %T%

!7 c4olc cg
61

de argilaY *a 4aior 5arte dos 5ri4eiros 1// c4 do 23 ?.
cM4bicos N&rgP
Bua*do a5rese*tare4 ;O ou 4ais de 4i*erais alterAHeis *o ? co4
frag4e*tos de rochas se4i*te45eri3ada de*tro de 1!/ c4 da su5. Do solo e T
argila 4aior ou igual a 17 c4olccg
61
de argila *a 4aior 5arte dos 5ri4eiros
1// c4 do h3 ? Ni*clusiHe ?&P.
cM4bicos N#atP
Bua*do a5rese*tare4 a so4a dos hori3o*tes & l ? Ni*clusiHe ?%PY co4 1>/
c4 ou 4e*os de es5essura.
cM4bicos N#uHY
NeoP
Bua*do a5rese*tare4 a so4a dos hori3o*tes & l ? Ni*clusiHe ?%P

1// c4.
cM4bicos NPli*P
Bua*do a5rese*tare4 hori3o*te i*ci5ie*te de*tro de !// c4 da su5erf7cie do
soloY coi*cide*te ou *<o co4 hori3o*te co*crecio*Ario.
cher*o3D4icos Bua*do a5rese*tare4 & cher*o3D4ico.
cher*oss8licos
Bua*do a5rese*tare4 & cher*o3D4ico e atiHidade de argila

1( c4olc cg
61

*a 4aior 5arte dos 5ri4eiros 1// c4 do hori3o*te ? Ni*clusiHe ?&P.
cher*oss8licos
Hérticos
Bua*do a5rese*tare4 & cher*o3D4ico e hori3o*te Hértico eWou caracter7sticas
Hérticas de*tro de 1!/ c4 da su5erf7cie do solo.
carbo*Aticos
Bua*do a5rese*tare4 carAter carbo*atico ou 23 cAlcico de*tro 1// c4 da
su5erf7cie do solo.
dQricos
Bua*do a5rese*tare4 duri5M ou ortstei* de*tro de 1// c4 da su5erf7cie do
solo.
duri5M*icos Bua*do a5rese*tare4 duri5< de*tro de !// c4 da su5erf7cie do solo.
duri5M*icos
N$s5P
Bua*do a5rese*tare4 duri5< de*tro de 1//c4 da su5erf7cie do solo.
D*ticos
Bua*do a5rese*tare4 hori3o*te lito5l7*tico I u4a 5rofu*didade su5erior a ;/
c4 I 5artir da su5erf7cie do solo.
e5iABuicos Bua*do a5rese*tare4 carAter e5iABuico *o to5o do ? ou logo aci4a deste.
e5iABuicos N&rgP solos co4 carAter e5iABuico.
es5essarD*icos
Bua*do a te@tura for are*osa Np 1>O argilaP desde a su5erf7cie até o i*7cio do
23 ? te@tural. O ?t deHe i*iciar a 4ais de 1// c4 de 5rofu*didade.
es5essarD*icos
N$s5P
Bua*do a te@tura for are*osa Np 1>O argilaP desde a su5erf7cie até o to5o do
23 ? es58dicoY Bue i*iciar a 4ais de 1!/ c4 de 5rofu*didade.
es5essarD*icos
NPli*P
Bua*do a te@tura for are*osa Np 1>O argilaP desde a su5erf7cie até o i*7cio do
23 ? 5l7*ticoY Bue ocorre a 4ais de 1// c4 de 5rofu*didade.
es5essarD*icos
abru5ticos
Bua*do a5rese*tare4 4uda*+a te@tural abru5ta e te@tura are*osa Np 1>O
argilaP desde a su5erf7cie até u4a 5rofu*didade su5erior a 1// c4 e hori3o*te
?t de*tro de !// c4 de 5rofu*didade.
es5essarD*icos
sol8dicos
Bua*do a te@tura for are*osa Np 1>O argilaP da su5erf7cie até o to5o do 23 ?
es58dicoY Bue ocorre a 4ais de 1!/ c4 de 5rofu*didadeY a5rese*ta ai*da
232
carAter sol8dico e4 u4 ou 4ais hori3o*tes até 1!/ c4.
es5essos NPli*P
Bua*do a5rese*tare4 hori3o*te 5l7*tico i*icia*do6se e*tre 1// c4 e !// c4
da su5erf7cie do solo.
es58dicos Bua*do a5rese*tare4 acQ4ulo iluHial de % orgM*ico e &lY co4 ou se4 'e.
es58dicos NNeoP
Bua*do ocorre acu4ula+<o de carbo*o iluHial e alu47*io co4 ou se4 ferro
de*tro de >/ c4 da su5erf7cie do solo ou até co*tato l7tico.
Dutricos Bua*do a5rese*tare4 52
2!/

>Y7 e co4 so4a de bases

! c4ol
c
cg
61
.

Dutricos NNeoP
Bua*do a5rese*tare4 522!O

9Y> e " Nso4a de basesP

!Y/ c4olc cg
61
de
solo.
férricos
cher*oss8licos
Bua*do a5rese*tare4 & cher*o3D4ico e atiHidade de argila

1( c4olc cg
61
e
teores de 'e!O: de 1> a 4e*os de :9O *a 4aior 5arte dos 1// c4 do
hori3o*te ? Ni*clusiHe ?&P.
flQHicos
Bua*do a5rese*tare4 u4 ou a4bos dos reBuisitos-
6 decrésci4o irregular do co*teQdo da carbo*o orgM*ico e4 5rofu*didade
de*tro de 1!/ c4 da su5. do solo eWou
6 ca4adas estratificadas e4 !>O ou 4ais do Holu4e do solo de*tro de 1!/
c4 da su5erf7cie do solo.
fragi5M*icos
Bua*do a5rese*tar fragi5< e4 u4 ou 4ais hori3o*tes de*tro de 1!/ c4 da
su5erf7cie do solo.
fragi5M*icos
N$s5P
Bua*do a5rese*tare4 fragi5< de*tro de 1// c4 da su5erf7cie do solo.
fragi5M*icos
es58dicos
Bua*do a5rese*tare4 fragi5< e co4 acQ4ulo iluHial de % orgM*ico e &l.
fragi5M*icos
5lAcicos
Bua*do a5rese*tare4 fragi5< e hori3o*te 5lAcico de*tro de 1>/ c4 da
su5erf7cie do solo.
fragi5M*icos
5l7*ticos
Bua*do a5rese*tare4 fragi5< e co4 >O ou 4ais de 5li*tita eWou 5etro5li*tita.
frag4e*tArios Bua*do a5rese*ta4 co*tato l7tico frag4e*tArio.
gleicos
Bua*do a5rese*tare4 hori3o*te glei ou 4osBueados de redu+<o e o@ida+<o
de*tro de 1// c4 da su5erf7cie do solo.
gleicos NNeoP Bua*do a5rese*tare4 hori3o*te glei de*tro de !// c4 da su5erf7cie do solo.
gleicos sali*os
Bua*do a5rese*tare4 a5rese*ta4 hori3o*te glei ou 4osBueados de redu+<o e
o@ida+<o e carAter sali*o de*tro de 1!/ c4 da su5erf7cie do solo.
gleicos sol8dicos
a5rese*ta4 hori3o*te glei ou 4osBueados de redu+<o e o@ida+<o e carAter
sol8dico de*tro de 1!/ c4 da su5erf7cie do solo.
gleicos sol8dicos
N1erP
Bua*do a5rese*tare4 hori3o*te gleiY 4as Bue *<o se e*Buadra co4o 0leissolo
e co4 carAter sol8dico e4 u4 ou 4ais hori3o*tesY de*tro de 1// c4 da
su5erf7cie do solo.
gleiss8lico Bua*do a5rese*tare4 hori3o*te glei de*tro de !// c4 da su5erf7cie do solo.
gleiss8licos
N%a4P
Bua*do a5rese*tare4 hori3o*te glei abai@o de ? i*ci5ie*teY de*tro de 1!/ c4
da su5erf7cie do solo.
gleiss8licos
NPla*P
Bua*do a5rese*tare4 hori3o*te glei coi*cide*te ou abai@o de ? 5lM*icoY
de*tro de 1!/ c4 da su5erf7cie do solo.
gleiss8licos
N1erP
Bua*do a5rese*tare4 hori3o*te glei ou 4osBueados de o@ida+<o e redu+<oY
de*tro de 1// c4 da su5erf7cie do solo.
h7sticos Bua*do a5rese*tare4 23 h7stico.
hQ4icos Bua*do a5rese*tare4 23 & hQ4ico.
hQ4icos
cM4bicos
Bua*do a5rese*tare4 hori3o*te & hQ4ico e Bue a5rese*te4 a so4a dos
hori3o*tes & l ? Ni*clusiHe ?%PY co4 1>/ c4 ou 4e*os de es5essura.
hQ4icos rQbricos
=ua*do a5rese*ta4 si4ulta*ea4e*te & hQ4ico e carAter rubrico Y de*tro dos
5ri4eiros 1// c4 do hori3o*te ?.
233


i*cé5ticos


Bua*do a5rese*tare4 hori3o*te ? i*ci5ie*te e*tre o 23 & e o 23 gleiY ou
coi*cide*te co4 este.
latoss8licos
Bua*do a5rese*tare4 *o ? te@tural a 4aioria dos segui*tes atributos-
6 T argila
<
17 c4olccg
61
eY
6
<
;O de 4i*erais 5ouco resiste*tes ao i*te45eris4oY eWou
6
<
!/O de argila dis5ersa e4 Agua No 23 ? deHe ter 4e*os de /Y;O de %PY
eWou
6 rela+<o silte argila
<
/Y7 Nte@tura 4édiaP e
<
/Y9 Nte@tura argilosaP eWou
6 23 ? Ni*clusiHe ?& e ?%P co4 es5essura 4aior Bue 1// c4Y ou
6 solos co4 ? latoss8licoY abai@o do ?tY de*tro de !// c4 da su5erf7cie do
solo.
latoss8licos
NNeoP
Bua*do a5rese*tare4 tra*si+<o 5ara latossolo co4 te@tura areia fra*ca *o
li4ite 5ara fra*co are*oso e Bue 5ossui cores Her4elhasY Her4elho6a4arelas e
a4arelas co4 algu4 dese*HolHi4e*to de estrutura.
latoss8licos NNitP
Bua*do a5rese*tare4 *o ? *7ticoY co4 os atributos do Ulatoss8licosV aci4aY
substitui*doY abai@o do ?t 5or- abai@o do ? *7tico.
latoss8licos
NPli*P
Bua*do a5rese*tare4 ? latoss8lico de*tro de !// c4 da su5erf7cie do soloY
coi*cide*te ou *<o co4 o hori3o*te co*crecio*Ario.
latoss8licos
5etro5l7*ticos
Bua*do a5rese*tare4 4ais de >/O de 5etro5li*tita até !// c4 de
5rofu*didade do solo e caracter7sticas 5ara latoss8licos.
lé5ticos Bua*do a5rese*tare4 co*tato l7tico e*tre >/ e 1// c4 da su5erf7cie do solo.
lé5ticos
calcAricos
Bua*do a5rese*tare4 co*tato l7tico e*tre >/ e 1// c4 da su5erf7cie do solo e
%a%O: eBuiHale*te de >O a
<
1>O até essa 5rofu*didade.
lé5ticos
fragi5M*icos
Bua*do a5rese*ta4 co*tato l7tico de*tro de 1// c4 da su5erf7cie do solo e
fragi5< e4 u4 ou 4ais hori3o*tes.
le5ticos
sol8dicos
Bua*do a5rese*ta4 co*tato l7tico de*tro de 1// c4 da su5erf7cieY e carAter
sol8dico e4 u4 ou 4ais hori3o*tes.
l7ticos Bua*do a5rese*tare4 co*tato l7tico de*tro de >/ c4 da su5erf7cie do solo.
luHiss8licos Bua*do a5rese*tare4 23 ?tY se4 4uda*+a te@tural abru5ta.
*eoss8licos
N0leiP
Bua*do a5rese*ta4 hori3o*tes ou ca4adas se4 rela+<o 5edoge*ética e*tre si
e a5rese*ta4 seBdD*cia errAtica de te@tura ou de 4atéria orgM*ica ou de
co*stitui*tes do co45le@o sortiHo.
*itoss8licos
Bua*do a5rese*tare4 23 ? *7tico co4 atiHidade de argila
<
!7 c4olc cg
61
de
argila.
*itoss8licos
N%heP
Bua*do a5rese*tare4 ? *7tico
*itoss8licos N#atP
Bua*do a5rese*tare4 hori3o*te ? *7tico abai@o do ? latoss8licoY de*tro de
!// c4 da su5erf7cie do solo
orga*oss8lico
solos i*ter4ediArio co4 orga*ossoloY caracteri3ados 5ela 5rese*+a de
hori3o*te h7stico.
orga*oss8lico
N0leiP
a5rese*ta4 hori3o*te h7stico co4 4e*os de ;/ c4 de es5essura.
5etro5l7*ticos
Bua*do a5rese*ta4 carAter co*crecio*Ario ou lito5l7*ticoY ou co4 hori3o*tes
co*crecio*Ario ou lito5l7*tico de*tro de 1!/ c4 da su5erf7cie do solo.
5la*oss8licos
Bua*do a5rese*ta4 4uda*+a te@tural abru5ta e u4 ou 4ais hori3o*tes co4
4osBueadosY cuEas cores *<o satisfa+a4 o co*ceito de ? 5lM*ico.
5la*oss8licos
N#uHP
Bua*do a5rese*tare4 4uda*+a te@tural abru5ta e colora+<o Hariegada eWou
4osBueados deHido aos 5rocessos de redu+<oWo@ida+<o.
234
5la*oss8licos
N&rgP
Bua*do a5rese*tare4 hori3o*te ? 5lM*ico ou caracter7sticas 5lM*icasY de*tro
de 1>/ c4 da su5erf7cie do solo.
5la*oss8licos
fragi5M*icos
Bua*do a5rese*ta4 4uda*+a te@tural abru5ta e u4 ou 4ais hori3o*tes co4
4osBueados e ta4bé4 co4 5rese*+a de fragi5<.
5la*oss8licos
fragi5M*icos
N&rgP
Bua*do a5rese*tare4 hori3o*te ? 5lM*ico ou caracter7sticas 5lM*icas e co4
fragi5< e4 u4 ou 4ais hori3o*tesY de*tro de 1>/ c4 da su5erf7cie do solo.
5la*oss8licos
sol8dicos
Bua*do a5rese*tare4 hori3o*te ? 5lM*ico ou caracter7sticas 5lM*icas e co4
carAter sol8dicoY de*tro de (/ c4 da su5erf7cie do solo.
5la*oss8licos
Hérticos
Bua*do a5rese*tare4 hori3o*te ? 5lM*ico ou caracter7sticas 5lM*icas e co4
hori3o*te Hértico ou caracter7sticas HérticasY de*tro de (/ c4 da su5erf7cie do
solo.
5l7*ticos
Bua*do a5rese*tare4 4ais de >O de 5li*tita ou 5etro5li*tita e4 até 1>/ c4
da su5erf7cie do solo ou 5rese*+a de hori3o*te 5l7*tico de*tro de !// c4 da
su5 do solo.
5l7*ticos N0leiP
Bua*do a5rese*tare4 hori3o*te 5l7*tico ou 4ais de >O de 5li*tita eWou
5etro5li*titaY e4 u4 ou 4ais hori3o*tesY de*tro de 1// c4 da su5erf7cie do
solo
5l7*tico
5la*oss8lico
sol8dico
Bua*do a5rese*tare4 carAter ou hori3o*te 5l7*ticoY carAter ou hori3o*te
5lM*ico e carAter sol8dicoY de*tro de 1>/ c4 da su5erf7cie do solo.
rQbricos
Bua*do a5rese*ta4 carAter rQbrico de*tro dos 5ri4eiros 1// c4 do hori3o*te
? Ni*clusiHe ?&P.
sAlicos %arAter sAlico de*tro de 1// c4 da su5erf7cie do solo.
sAlicos sol8dicos
Bua*do a5rese*tare4 carAter sAlico e sol8dico de*tro de 1// c4 da su5erf7cie
do solo.
sali*os Bua*do a5rese*tare4 carAter sali*o de*tro de 1!/ c4 da su5erf7cie do solo.
sa5rol7ticos
Bua*do a5rese*tare4 hori3o*te % eWou %r de*tro de 1// c4 da su5erf7cie do
solo e ausD*cia de co*tato l7tico de*tro de !// c4 da su5erf7cie do solo.
s8dicos Bua*do a5rese*tare4 carAter s8dico de*tro de 1// c4 da su5erf7cie do solo.
sol8dicos Bua*do a5rese*tare4 carAter sol8dico de*tro de 1// c4 da su5erf7cie do solo.
sol8dicos NOrgP Bua*do a5rese*tare4 carAter sol8dico de*tro de 1!/ c4 da su5erf7cie do solo.
sol8dico NPli*P Bua*do a5rese*tare4 carAter sol8dico de*tro de !// c4 da su5erf7cie do solo.
sT4bricos
Bua*do o hori3o*te ? for 4ais escuro Bue o &Y 4as *<o satisfa3 o co*ceito de
? es58dico.
térricos
Bua*do a5rese*ta4 4aterial 4i*eral i*co*solidado N23 &g eWou %gP co4
es5essura 4aior Bue :/c4Y de*trode 1//c4 da su5eficie do solo.
tiT*icos
Bua*do a5rese*tare4 hori3o*tre sulfQrico eWou 4ateriais sulf7dricos de*tro de
1>/ c4 da su5erf7cie do solo.
t75icos Bua*do *<o se e*Buadrare4 *a classe a*terior.
t75icos N'érricosP
Bua*do a5rese*tare4 teor de 'e!O:

1(O *a 4aior 5arte do hori3o*te ?
Ni*clusiHe ?&P.
t75icos N%he )
l7ticosP
Bua*do a5rese*tare4 co*tato l7tico de*tro de >/ c4 da su5erf7cie do solo.
t75icos N%he )
"a5rol7ticosP
Bua*do a5rese*tare4 23 % ou %r de*tro de 1// c4 da su5. do solo e ausD*cia
de co*tato l7tico de*tro de !// c4 da su5. do solo.
Q4bricos Bua*do a5rese*ta4 hori3o*te & 5roe4i*e*te.
Hérticos N0leiP
Bua*do a5rese*tare4 hori3o*te Hértico e caracacter7sticas Hérticas de*tro de
1// c4 da su5erf7cie do solo.
Hérticos NNeoP
Bua*do a5rese*tare4 hori3o*te Hértico e caracacter7sticas Hérticas de*tro de
1>/ c4 da su5erf7cie do solo.
235
Hérticos N%herY
Pla*P
Bua*do a5rese*tare4 hori3o*te Hértico e caracacter7sticas Hérticas de*tro de
1!/ c4 da su5erf7cie do solo.
Hérticos lé5ticos
Bua*do a5rese*tare4 de*tro de 1// c4 da su5erf7cie do solo hori3o*te
Hértico ou caracter7sticas Hérticas e co*tato l7tico e*tre >/ e 1// c4 da
su5erf7cie do solo.
Hérticos
sa5rol7ticos
Bua*do a5rese*tare4 hori3o*te Hértico ou caracter7sticas Hérticas e 5rese*+a
de hori3o*te % eWou %r de*tro de 1// c4 da su5. do solo e ausD*cia de
co*tato l7tico até !// c4 de 5rofu*didade.
Hérticos
sol8dicos
Bua*do a5rese*tare4 hori3o*te Hértico You Bue a5rese*tare4 carAter Hértico e
sol8dico e4 u4 ou 4ais hori3o*tesY de*tro de 1>/ c4 da su5erf7cie do solo.


236
1. Argissolos - P
"olos Bue a5rese*ta4 hori3o*te ? te@tural co4 argila de atiHidade bai@a ou bai@a
i4ediata4e*te abai@o do hori3o*te & ou $.
"e a5rese*tar hori3o*te 5l7*ticoY o 4es4o *<o estA aci4a e *e4 é coi*cide*te co4 a 5arte
su5erior do hori3o*te ? te@tural. Mes4a regra Hale se o hori3o*te glei estiHer 5rese*te.
No !X *7Hel categ8rico os &rgissolos 5ode4 ser-
&rgissolos ?ru*o6&ci*3e*tados 6 P?&%
=ua*do a5rese*tare4 cores 5ouco 4ais escurecidas e4 rela+<o aos subhori3o*tes i*ferioresY
co4 4ati3 >iR ou 4ais a4areloY Halor : ou ; e cro4a 4e*or ou igual a ; e es5essura do solu4
e*tre 9/ e 1// c4.
&rgissolos &ci*3e*tados 6 P&%
=ua*do a5rese*tare4 cores aci*3e*tadas co4 4ati3 7Y>iR ou 4ais a4areloY Halor > ou 4aior e
cro4a p ; *a 4aior 5arte dos 5ri4eiros 1// c4 do hori3o*te ? Ni*clusiHe ?&P.
&rgissolos &4arelos6 P&
"olos co4 4ati3 4ais a4arelo Bue 7Y>iR *a 4aior 5arte dos 5ri4eiros 1// c4 do h3 ?
NI*clusiHe ?&P.
&rgissolos 1er4elhos 6 P1
=ua*do a5rese*tare4 4ati3 !Y> iR ou 4ais Her4elhoY ou >iR co4 Halor e cro4a iguais ou
4e*ores Bue ; *a 4aior 5arte dos 5ri4eiros 1// c4 do hori3o*te ? Ne@clusiHe ?%P.
&rgissolos 1er4elho6&4arelos 6 P1&
Outros solos de cores Her4elho6a4areladas ou a4arelo6aHer4elhadas Bue *<o se e*Buadra4 *as
classes a*teriores.

Tabela 1. $@e45los de classes de &rgissolos e*co*tradas *o R" e 5oss7Hel eBuiHalD*cia co4
de*o4i*a+,es regio*ais do leHa*ta4e*to de reco*heci4e*to de solos do R" N?rasilY 1.7:P.

Classe de solo Unidade de Mapeamento
Argissolo Bruno - Acinzentado alítico típico Santa Maria
Argissolo Vermelho distrófico espessarênico
Argissolo Vermelho distrófico arênico
Argissolo Vermelho distrófico típico
São Pedro
Tupanciretã
Argissolo Vermelho distrófico típico São Jerônimo
Argissolo Vermelho distrófico latossólico Alto das canas
Argissolo Vermelho eutrófico latossólico Santa Tecla
Argissolo Vermelho - Amarelo típico
Tupanciretã
Santa Clara
Argissolo Vermelho - Amarelo eutrófico alissólico
Vera Cruz
Oásis
Argissolo Vermelho - alumínico típico Júlio de Castilhos

237
Chave para classificação dos Argissolos


1º nível 2º nível 3º nível 4º nível

Bruno-Acinzentado alítico (PBACal) 3 classes

distrocoeso (PACdx) 9 classes

Acinzentado distrófico (PACd) 9 classes

eutrófico (PACe) 3 classes

alítico (PAal) 4 classes

alumínico (PAa) 4 classes

Amarelo distrocoeso (PAdx) 21 classes

distrófico (PAd) 4 classes

eutrocoeso (PAex) 7 classes

eutrófico (PAe) 5 classes
Argissolo

alítico (PVal) 4 classes

alumínico (PVa) 5 classes

Vermelho Ta distrófico (PVvd) 4 classes

distrófico (PVd) 8 classes

eutroférrico (PVef) 5 classes

eutrófico PVe) 13 classes

alítico (PVAal) 4 classes

alumínico (PVAa) 5 classes

Vermelho-Amarelo Ta distrófico (PVAvd) 4 classes

distrófico (PVAd) 10 classes

eutrófico (PVAe) 7 classes






238
Para o :X e ;X N7Hel categ8ricoY as tabelas resu4os deHe4 ser co*sultadas.

Os &rgissolos ?ru*o6&ci*3e*tados al7tico 5ode4 ser-
6 abrQ5ticosb 6 Q4bricosb 6 t75icos
Os &rgissolos &ci*3e*tado distrocoeso 5ode4 ser-
6 arD*icosb 6 abrQ5ticos fragi5M*icosb 6 abrQ5ticos dQricosb 6 dQricosb 6 abrQ5ticosb 6 fragi5M*icosb 6
5li*ticosb 6 latoss8licosb 6 t75icos
Os &rgissolos &ci*3e*tados distr8ficos 5ode4 ser-
6 arD*icosb 6 abrQticos fragi5M*icosb 6 abrQ5ticos dQricosb 6 dQricosb 6 abrQ5ticosb 6 fragi5M*icosb 6
latoss8licob 6 5l7*ticosb 6 t75icos
Os &rgissolos &ci*3e*tados eutr8fico 5ode4 ser-
6 abrQ5ticosb 6 5l7*ticosb 6 t75icosb
Os &rgissolos &4arelos al7ticos 5ode4 ser-
6 abrQ5ticosb 6 5li*ticosb 6 e5iABuicosb 6 t75icos
Os &rgissolos &4arelos alu47*ico 5ode4 ser-
6 abrQ5ticosb 6 5l7*ticosb 6 e5iABuicosb 6 t75icos
Os &rgissolos &4arelos distrocoeso 5ode4 ser-
6 arD*icos fragi5M*icosb 6 arD*icosb 6 5la*oss8licos fragi5M*icosb 6 5la*oss8licosb 6 abrQ5ticos fragi5M*icos
es58dicosb 6 abrQ5ticos fragi5M*icosb 6 abrQ5ticos es58dicosb 6 abrQ5ticos 5etro5l7*ticosb 6 abrQ5ticos
5l7*ticosb 6 abrQ5ticos sol8dicosb 6 abrQ5ticosb 6 fragi5M*icos es58dicosb 6 fragi5M*icos 5l7*ticosb 6
fragi5M*icos 5lAcicosb 6 fragi5M*icosb 6 e5iABuicosb 6 es58dicosb 65l7*ticosb 6 latoss8licosb 6 Q4bricosb 6
t75icos
Os &rgissolos &4arelos distr8ficos 5ode4 ser-
6 abrQ5ticosb 6 5l7*ticosb 6 Q4bricosb 6 t75icos
Os &rgissolos &4arelos eutrocoesos 5ode4 ser-
6 abrQ5ticos 5l7*ticosb 6 abrQ5ticosb 6 5l7*ticos 5la*oss8licos sol8dicosb 6 fragi5M*icosb 6 5l7*ticosb 6
lé5ticosb 6 t75icos
Os &rgissolos &4arelos eutr8ficos 5ode4 ser-
6 5l7*ticosb 6 5la*oss8licosb 6 sol8dicosb 6 abrQ5ticosb 6 t75icos
Os &rgissolos 1er4elhos al7ticos 5ode4 ser-
6 abrQ5ticosb 6 5l7*ticosb 6 e5iABuicosb 6 t75icos
Os &rgissolos 1er4elhos alu47*icos 5ode4 ser-
6 abrQ5ticosb 6 5l7*ticosb 6 e5iABuicosb 6 Q4bricosb 6 t75icos
Os &rgissolos 1er4elhos Ta distr8fico 5ode4 ser-
6 abrQ5ticosb 6 e5iABuicosb 6 Q4bricosb 6 t75icos
Os &rgissolos 1er4elhos distr8ficos 5ode4 ser-
239
6 arD*icosb 6 5la*oss8licosb 6 abru5ticos 5l7*ticosb 6 abrQ5ticosb 6 latoss8licosb 6 5l7*ticosb 6Q4bricosb 6
t75icos
Os &rgissolos 1er4elhos eutroférricos 5ode4 ser-
6 abrQ5ticos sa5rol7ticosb 6 abrQ5ticosb 6 cher*oss8licosb 6 latoss8licosb 6 t75icos
Os &rgissolos 1er4elhos eutr8ficos 5ode4 ser-
6 es5essarD*icosb 6 arD*icosb 6 5la*oss8licosb 6 abrQ5tico cher*oss8licosb 6 abrQ5ticos 5l7*ticos sol8dicosb 6
abrQ5ticos 5l7*ticosb 6 abrQ5ticos sol8dicosb 6 abrQ5ticosb 6 lé5ticosb 6 latoss8licosb 6 cher*oss8licosb 6
sa5rol7ticosb 6 t75icos
Os &rgissolos 1er4elho6&4arelos al7ticos 5ode4 ser-
6 abrQ5ticosb 6 5l7*ticosb 6 e5iABuicosb 6 t75icos
Os &rgissolos 1er4elho6&4arelos alu47*icos 5ode4 ser-
6 abrQ5ticosb 6 5l7*ticosb 6 e5iABuicosb 6 Q4bricosb 6 t75icos
Os &rgissolos 1er4elho6&4arelos Ta distr8fico 5ode4 ser-
6 abrQ5ticosb 6 e5iABuicosb 6 Q4bricosb 6 t75icos
Os &rgissolos 1er4elho6&4arelos distr8ficos 5ode4 ser-
6 es5essarD*icos abrQ5ticosb 6 es5essarD*icosb 6 arD*icos abrQ5ticosb 6 arD*icosb 6 5la*oss8licosb 6
abrQ5ticosb 6 5l7*ticosb 6 latoss8licosb 6 Q4bricosb 6 t75icos
Os &rgissolos 1er4elho6&4arelos eutr8ficos 5ode4 ser-
6 abrQ5ticos 5la*oss8licosb 6 abrQ5ticos lé5ticosb 6 abrQ5tico 5l7*ticob 6 abrQ5ticosb 6 5la*oss8licosb 6
latoss8licosb 6 t75icos
240
2. Cambissolos - C

"olos co*stitu7dos 5or 4aterial 4i*eral co4 hori3o*te ? i*ci5ie*te i4ediata4e*te abai@o do hori3o*te &
ou hori3o*te h7stico co4 es5essura i*ferior a ;/ c4.

No !X *7Hel categ8rico os %a4bissolos 5ode4 ser-

%a4bissolos 2Q4icos 6 %2
=ua*do a5rese*tare4 hori3o*te & hQ4ico
%a4bissolo 'lQHico 6 %'
=ua*do a5rese*ta4 seBdD*cia errAtica de carbo*o e te@tura e*tre os hori3o*tes de*tro de 1!/ c4 a 5artir
da su5erf7cieY ocorre*do e4 5la*7cies aluHiais rece*tes ou *<o.
%a4bissolos 2A5licos 6 %C
=ua*do *<o se e*Buadrare4 *as a*teriores

Para o :X e ;X N7Hel categ8ricoY as tabelas resu4os deHe4 ser co*sultadas.

Os %a4bissolos 2Q4icos alu4i*oférricos 5ode4 ser- 6 lé5ticosb 6 latoss8licosb 6 es58dicosb 6 t75icos
Os ca4bissolos 2Q4icos alu47*icos 5ode4 ser- 6 lé5ticosb 6 es58dicosb 6 t75icos
Os %a4bissolos 2Q4ico distroférricos 5ode4 ser- 6 lé5ticosb 6 latoss8licosb 6 t75icos
Os %a4bissolos 2Q4icos distr8ficos 5ode4 ser- 6 lé5ticosb 6 latoss8licosb 6 t75icos
Os %a4bissolos 'lQHicos carbo*Aticos 5ode4 ser- 6 Hérticosb 6 lé5ticosb 6 t75icos
Os %a4bissolos 'lQHicos s8dicos 5ode4 ser- 6 sali*osb 6 t75icos
Os %a4bissolos 'lQHicos sAlicos 5ode4 ser- 6 gleiss8licosb 6 t75icos
Os %a4bissolos 'lQHicos alu47*icos 5ode4 ser- 6 gleiss8licosb 6 t75icos
Os %a4bissolos 'lQHicos Tb distr8ficos 5ode4 ser- 6 gleiss8licosb 6 t75icos
Os %a4bissolos 'lQHicos Tb eutr8ficos 5ode4 ser- 6 gleiss8licosb 6 t75icos
Os %a4bissolos 'lQHicos Ta distr8fico 5ode4 ser- 6 gleiss8licosb 6 t75icos
Os %a4bissolos 'lQHicos Ta eutr8ficos 5ode4 ser- 6 gleiss8licosb 6 5la*oss8licosb 6 Hérticosb 6 t75icos
Os %a4bissolos 2A5licos carbo*Aticos 5ode4 ser- 6 sa5rol7ticosb 6 Hérticosb 6 lé5ticosb 6 t75icos
Os %a4bissolos 2A5licos s8dicos 5ode4 ser- 6 Hérticosb 6 lé5ticosb 6 t75icos
Os %a4bissolos 2A5licos al7ticos 5ode4 ser- 6 lé5ticosb 6 gleiss8licosb 6 t75icos
Os %a4bissolos 2A5licos alu47*icos 5ode4 ser- 6 orga*oss8licosb 6 lé5ticosb 6 5l7*ticosb 6
5etro5l7*ticosb 6 es58dicosb 6 Q4bricosb 6 t75icos
Os %a4bissolos 2A5licos Tb distroférricos 5ode4 ser- 6 lé5ticosb 6 t75icos
Os %a4bissolos 2A5licos Tb distr8ficos 5ode4 ser- 6 lé5ticosb 6 latoss8licosb 6 5l7*ticosb 6
5etro5l7*ticosb 6 Q4bricosb 6 t75icos
241
Os %a4bissolos 2A5licos eutroférricos 5ode4 ser- 6 lé5ticosb 6 Hérticosb 6 gleiss8licosb 6 sol8dicosb 6
latoss8licosb 6 t75icos
Os %a4bissolos 2A5licos Tb eutr8ficos 5ode4 ser- 6 lé5ticosb 6 latoss8licosb 6 t75icos
Os %a4bissolos 2A5licos Tb 5erférricos 5ode4 ser- 6 latoss8licosb 6 t75icos
Os %a4bissolos hA5licos Ta eutroférrico 5ode4 ser- 6 lé5ticosb 6 t75icos
Os %a4bissolos hA5licos Ta eutr8ficos 5ode4 ser- 6 l7ticosb 6 lé5ticosb 6 Hérticosb 6 sol8dicosb 6 t75icos
Os %a4bissolos hA5licos Ta distr8fico 5ode4 ser- 6 lé5ticosb 6 Q4bricosb 6 t75icos

Tabela !. $@e45los de classes de %a4bissolos e*co*tradas *o R" e 5oss7Hel eBuiHalD*cia co4
de*o4i*a+,es regio*ais co*for4e ?rasil N1.7:P.
Classe de solo Unidade de Mapeamento
Cambissolo Háplico alumínico organossólico Rocinha
Cambissolo Húmico alumínico típico
Bom Jesus
Farroupilha

242
Chave para classificação dos Cambissolos
1º nível 2º nível 3º nível 4º nível

aluminoférrico (CHaf) 4 classes

Húmico alumínico (CHa) 3 classes

distroférrico (CHdf) 3 classes

distrófico (CHd) 3 classes

carbonático (CYk) 3 classes

sódico (CYn) 2 classes

sálico (CYz) 2 classes

Flúvico alumínico (CYa) 2 classes

Tb distrófico (CYbd) 2 classes

Tb eutrófico (CYbe) 2 classes

Cambissolo Ta distrófico (CYvd) 2 classes

Ta eutrófico (CYve) 4 classes

carbonático (CXk) 4 classes

sódico (CXn) 3 classes

alítico (CXal) 3 classes

alumínico (CXa) 7 classes

Tb distroférrico (CXbdf) 2 classes

Tb distrófico (CXbd) 6 classes

Háplico eutroférrico (CXef) 6 classes

Tb eutrófico (CXbe) 3 classes

Tb perférrico (CXbj) 2 classes

Ta eutroférrico (CXvef) 2 classes

Ta eutrófico (CXve) 5 classes

Ta distrófico (CXvd) 3 classes

243
3. Chernossolos - M
"olos co*stitu7dos 5or 4aterial 4i*eralY Bue a5rese*ta4 hori3o*te & cher*o3D4ico seguido 5or-
6 hori3o*te ? i*ci5ie*teY ou ? te@turalY ou ? *7ticoY todos co4 argila de atiHidade alta e satura+<o
5or bases altab ou
6 hori3o*te cAlcico ou carAter carbo*AticoY coi*cidi*do co4 o hori3o*te & cher*o3D4ico eWou
co4 hori3o*te %Y ad4iti*do6se e*tre os dois hori3o*tesY ? i*ci5ie*te co4 es5essura p 1/ c4b ou
5or
6 co*tato l7tico desde Bue o hori3o*te & cher*o3D4ico co*te*ha 1>O ou 4ais de carbo*ato de
cAlcio eBuiHale*te.

No !X *7Hel categ8rico os %her*ossolos 5ode4 ser-
%her*ossolos RD*d3icos 6 MD
"olos Bue a5rese*ta4 & cher*o3D4ico seguido 5or-
6 hori3o*te cAlcico ou carAter carbo*AticoY coi*cidi*do co4 o hori3o*te & cher*o3D4ico eWou
hori3o*te %Y ad4iti*do6se e*tre os doisY hori3o*te ?i co4 es5essura p 1/ c4b ou
6 co*tato l7tico desde Bue o hori3o*te & cher*o3D4ico co*te*ha 1>O ou 4ais de carbo*ato de
cAlcio eBuiHale*te.
%her*ossolos $bM*icos 6 M$
"olos Bue a5rese*ta4 o carAter ebM*ico *a 4aior 5arte do hori3o*te ? Ni*clusiHe ?&P.
%her*ossolos &rgilQHicos 6 MT
Outros solos co4 hori3o*te ? te@tural ou ? *7tico i4ediata4e*te abai@o do hori3o*te &
cher*o3D4ico.
%her*ossolos 2A5licos 6 MC
=ua*do *<o se e*Buadra4 *as classes a*teriores

Para o :X e ;X N7Hel categ8rico Y as tabelas resu4os deHe4 ser co*sultadas.


Tabela :. $@e45los de classes de %her*ossolos e*co*tradas *o R" e 5oss7Hel eBuiHalD*cia co4
de*o4i*a+,es regio*ais do leHa*ta4e*to de reco*heci4e*to de solos do R" N?rasilY 1.7:P.

Classe de solo
Unidade de Mapeamento
Chernossolo Ebânico órtico típico Vila
Chernossolo Ebânico carbonático vértico Uruguaiana
Chernossolo Argilúvico férrico típico Ciríaco
Chernossolo Háplico órtico vértico Ponche Verde
Chernossolo Háplico órtico típico Seival

244
Chave para classificação dos Chernossolos
1º nível 2º nível 3º nível 4º nível

lítico (MDl) típico
Rêndzico
órtico (MDo) saprolítico
típico

carbonático (MEk) vértico
Ebânico típico

ortico (MEo) vértico
típico

férrico (MTf) saprolítico
típico

vértico
Chernossolo Argilúvico carbonático (MTk) abruptico
saprolítico
típico

léptico
saprolítico
vértico
órtico (MTo) abruptico
solódico
epiáquico
típico

férrico (MXf) típico

vértico
léptico
Háplico carbonático (MXk) saprolítico
típico

vértico
órtico (MXo) léptico
típico

245
4. Espodossolos - E
"olos Bue a5rese*ta4 hori3o*te ? es58dicoY i4ediata4e*te abai@o de u4 hori3o*te & ou $Y de*tro de
!// c4 da su5erf7cie do soloY ou de ;// c4 de 5rofu*didadeY se a so4a do hori3o*te &l$ ou do
hori3o*te h7stico l $ ultra5assar !// c4 de 5rofu*didade.

No !X *7Hel categ8rico os $s5odossolos 5ode4 ser-
$s5odossolos 2u4ilQHicos 6 $c
"olos co4 5rese*+a de hori3o*te es58dico 5ri*ci5al4e*te do ti5o ?h eWou ?h4 isolada4e*te ou
sobre5osto a outros ti5os de hori3o*tes de*tro de !// c4 da su5erf7cie do soloY ou de ;// c4 de
5rofu*didadeY se a so4a do hori3o*te & l $Y ou hori3o*te h7stico l $ ultra5assa !// c4 de 5rofu*didade.
$s5odossolos 'errilQHicos 6 $"
"olos co4 5rese*+a de hori3o*te es58dico 5ri*ci5al4e*te do ti5o ?s eWou ?s4 isolada4e*te ou
sobre5osto a outros ti5os de hori3o*tes de*tro de !// c4 da su5erf7cie do soloY ou de ;// c4 de
5rofu*didadeY se a so4a do hori3o*te & l $Y ou hori3o*te h7stico l $ ultra5assa !// c4 de 5rofu*didade.
$s5odossolos 'errihu4ilQHicos 6 $"c
Outros es5odossolos Bue *<o se e*Buadra4 *as classes a*teriores.

Para o :X e ;X N7Hel categ8ricoY as tabelas resu4os deHe4 ser co*sultadas.

246
Chave para classificação dos Espodossolos
1º nível 2º nível 3º nível 4º nível

hístico
dúrico
hidromórfico (Ekg) arênico
típico

Humilúvicos hiperespesso (EKu) típico

dúrico
fragipânico
órtico (EKo) espessarênico
arênico
típico

hístico
hidromórfico (ESg) dúrico
arênico
típico

Espodossolo Ferrilúvicos hiperespesso (ESu) típico

dúrico
fragipânico
órtico (ESo) espessarênico
arênico
típico


hístico
hidromórfico (ESKg) dúrico
arênico
típico

Ferrihumilúvicos hiperespesso (ESKu) típico

dúrico
fragipânico
carbonático
arênico êutrico
órticos (ESKo) espessarênico
êutrico
arênico
típico
247
5. Gleissolos - G
"olos Bue a5rese*ta4 hori3o*te glei i4ediata4e*te abai@o de u4 hori3o*te &Y ou de
hori3o*te h7stico co4 4e*os de ;/ c4 de es5essuraY ou hori3o*te glei co4e+a*do de*tro de >/
c4 da su5erf7cie do solob *<o a5rese*ta4 hori3o*te 5l7*tico ou Hértico aci4a do hori3o*te glei
ou coi*cide*te co4 esteY *e4 hori3o*te ? te@tural co4 4uda*+a te@tural abru5ta coi*cide*te
co4 hori3o*te gleiY *e4 BualBuer ti5o de hori3o*te diag*8stico aci4a do hori3o*te glei.

No !X *7Hel categ8rico os 0leissolos 5ode4 ser-
6 0leissolos Tio48rficos 6 0J
=ua*do a5rese*tare4 hori3o*tes sulfQricos eWou 4ateriais sulf7dricosY de*tro de 1// c4 da
su5erf7cie do solo.
6 0leissolos "Alicos 6 0G
=ua*do a5rese*tare4 carAter sAlico N%$

7 d"W4P de*tro de 1// c4 da su5erf7cie do solo.
6 0leissolos MelM*icos 6 0M
=ua*do a5rese*tare4 hori3o*te 2 h7stico co4 4e*os de ;/ c4 de es5essuraY ou hori3o*te &
hQ4icoY 5roe4i*e*te ou cher*o3D4ico.
6 0leissolos 2A5licos 6 0C
=ua*do *<o se e*Buadra4 *as classes a*teriores.

Tabela >. $@e45los de classes de 0leissolos e*co*tradas *o R" e 5oss7Hel eBuiHalD*cia co4
de*o4i*a+,es regio*ais do leHa*ta4e*to de reco*heci4e*to de solos do R" N?rasilY 1.7:P.
Classe de solo
Unidade de Mapeamento
Gleissolo Melânico eutrófico típico
Taim
Colégio
Gleissolo Háplico Ta eutrófico vértico Banhado

Para o :X e ;X N7Hel categ8rico Y as tabelas resu4os deHe4 ser co*sultadas.

Os 0leissolos Tio48rficos hQ4icos 5ode4 ser-
6 s8dicosb 6 sAlicosb 6 sol8dicosb 6 t75icos
Os 0leissolos Tio48rficos 8rticos 5ode4 ser-
6 orga*oss8licosb 6 s8dicosb 6 sol8dicosb 6 a*tro5ogD*icosb 6 t75icos
Os 0leissolos "Alicos s8dicos 5ode4 ser-
6 tiT*icosb 6 argiss8licosb 6 t75icos
Os 0leissolos "Alicos 8rticos 5ode4 ser-
6 Hérticosb 6 sol8dicosb 6 t75icos
248
Os 0leissolos MelM*icos al7ticos 5ode4 ser-
6 orga*oss8licosb 6 cM4bicosb 6 t75icos
Os 0leissolos MelM*icos alu47*icos 5ode4 ser-
6 orga*oss8licosb 6 cM4bicosb 6 t75icos
Os 0leissolos MelM*icos Tb distr8ficos 5ode4 ser-
6 orga*oss8licosb 6 cM4bicosb 6 5l7*ticosb 6 argiss8licosb 6 *eoss8licosb 6 t75icos
Os 0leissolos MelM*icos Tb eutr8ficos 5ode4 ser-
6 orga*oss8licosb 6 lé5ticosb 6 5l7*ticob 6 cM4bicosb 6 argiss8licosb 6 *eoss8licosb 6 t75icos
Os 0leissolos MelM*icos Ta distr8ficos 5ode4 ser-
6 orga*oss8licosb 6 lé5ticosb 6 cM4bicosb 6 tiT*icob 6 *eoss8licosb 6 t75icos
Os 0leissolos MelM*icos carbo*Aticos 5ode4 ser-
6 lé5ticosb 6 sol8dicosb 6 Hérticosb 6 cM4bicosb 6 *eoss8licosb 6 t75icos
Os 0leissolos MelM*icos Ta eutr8ficos 5ode4 ser-
6 orga*oss8licosb 6 lé5ticosb 6 cM4bicosb 6 luHiss8licosb 6 sol8dicosb 6 Hérticosb 6 cher*oss8licosb 6
*eoss8licosb 6 t75icos
Os 0leissolos 2A5licos al7ticos 5ode4 ser-
6 cM4bicosb 6 argiss8licosb 6 *eoss8licosb 6 t75icos
Os 0leissolos 2A5licos alu47*icos 5ode4 ser-
6 cM4bicosb 6 argiss8licosb 6 *eoss8licosb 6 t75icos
Os 0leissolos 2A5licos Tb distr8ficos 5ode4 ser-
6 lé5ticosb 6 5l7*ticosb 6 argiss8licosb 6 cM4bicosb 6 *eoss8licosb 6 t75icos
Os 0leissolos 2A5licos Tb eutr8ficos 5ode4 ser-
6lé5ticosb 6 5l7*ticosb 6 argiss8licosb 6 cM4bicosb 6sol8dicob 6 *eoss8licosb 6 t75icos
Os 0leissolos 2A5licos Ta distr8ficos 5ode4 ser-
6 lé5ticosb 6 argiss8licosb 6 cM4bicosb 6 *eoss8licosb 6 t75icos
Os 0leissolos 2A5licos carbo*Aticos 5ode4 ser-
6 lé5ticosb 6 Hérticosb 6 cM4bicosb 6 *eoss8licosb 6 t75icos
Os 0leissolos 2A5licos Ta eutr8ficos 5ode4 ser-
6 lé5ticosb 6 luHiss8licosb 6 cM4bicosb 6 sol8dicosb 6 tiT*icosb 6 Hérticosb 6 *eoss8licob 6 t75icos

249
Chave para classificação dos Gleissolos
1º nível 2º nível 3º nível 4º nível

húmico (GJh) 4 classes
Tiomórfico
órtico (GJo) 5 classes

sódico (GZn) 3 classes
Sálico
órtico (GZo) 3 classes

alítico (GMal) 3 classes

alumínico (GMa) 3 classes

Tb distrófico (GMbd) 6 classes

Gleissolo Melânico Tb eutrófico (GMbe) 7 classes

Ta distrófico (GMvd) 6 classes

carbonático (GMk) 6 classes

Ta eutrófico (GMve) 9 classes

alítico (GXal) 4 classes

alumínico (GXa) 4 classes

Tb distrófico (GXbd) 6 classes

Háplico Tb eutrófico (GXbe) 7 classes

Ta distrófico (GXvd) 5 classes

carbonático (GXk) 5 classes

Ta eutrófico (GXve) 8 classes














250
6. Latossolos - L
"olos Bue a5rese*ta4 hori3o*te ? latoss8licoY i4ediata4e*te abai@o de BualBuer ti5o de
hori3o*te &Y de*tro de !// c4 da su5erf7cie do solo ou de*tro de :// c4Y se o hori3o*te &
a5rese*ta 4ais Bue 1>/ c4 de es5essura.

No !X *7Hel categ8rico os #atossolos 5ode4 ser-
#atossolos ?ru*os 6 #?
=ua*do a5rese*tare4 4ati3 ;iR ou 4ais a4arelo *o hori3o*te ?& ou e4 todo o hori3o*te ?Y
e4 co*co4itM*cia co4 Halor Q4ido 4e*or ou igual a ;Y e a5rese*ta*do os segui*tes reBuisitos-
6 hori3o*te & hQ4ico ou teores de carbo*o orgM*ico aci4a de 1O até 7/ c4 ou 4ais de
5rofu*didadeb
6 alta ca5acidade de retra+<o do solo co4 a 5erda de u4idade eHide*ciado 5elo fe*dilha4e*to
ace*tuado e4 cortes de barra*cosY e@5ostos ao sol 5or curto es5a+o de te45o Nu4a se4a*a ou
4aisPY for4a*do u4a estrutura do ti5o 5ris4Atica.
#atossolos &4arelos 6 #&
=ua*do a5rese*tare4 4ati3 4ais a4arelo Bue 7Y>iR *a 4aior 5arte dos 5ri4eiros 1// c4 do
hori3o*te ? Ni*clusiHe ?&P.
#atossolos 1er4elhos 6 #1
=ua*do a5rese*tare4 4ati3 !Y> iR ou 4ais Her4elhos *a 4aior 5arte dos 5ri4eiros 1// c4 do
hori3o*te ? Ni*clusiHe ?&P.
#atossolos 1er4elho6&4arelos 6 #1&
Outros solos de cores Her4elho6a4areladas e a4arelo6aHer4elhadas Bue *<o se e*Buadra4 *as
classes a*teriores.


Tabela 9. $@e45los de classes de #atossolos e*co*tradas *o R" e 5oss7Hel eBuiHalD*cia co4
de*o4i*a+,es regio*ais do leHa*ta4e*to de reco*heci4e*to de solos do R" N?rasilY 1.7:P.
Classe de solo
Unidade de Mapeamento
Latossolo Bruno aluminoférrico típico Vacaria
Latossolo Vermelho distroférrico típico Santo Ângelo
Latossolo Vermelho aluminoférrico típico Erechim
Latossolo Vermelho distrófico típico Cruz Alta; Passo Fundo
Latossolo Vermelho distrófico argissólico Cerrito


251
Chave para classificação dos Latossolos
1º nível 2º nível 3º nível 4º nível

acriférrico (LBwf) 2 classes

ácrico (LBw) 2 classes

aluminoférrico (LBaf) 2 classes

Bruno alumínico (LBa) 3 classes

distroférrico (LBdf) 2 classes

distrófico (LBd) 3 classes

alumínico (LAa) 2 classes

distrocoeso (LAdx) 6 classes

acriférrico (LAwf) 2 classes

ácrico (LAw) 4 classes
Amarelo
distroférrico (LAdf) 2 classes

distrófico (LAd) 6 classes

eutrófico (LAe) 3 classes
Latossolo
Perférrico (LVi) 3 classes

aluminoférrico (LVaf) 3 classes

acriférrico (LVwf) 3 classes

distroférrico (LVdf) 5 classes
Vermelho
eutroférrico (LVef) 3 classes

ácrico (LVw) 2 classes

distrófico (LVd) 4 classes

eutrófico (Lve) 4 classes

aluminico (LVAa) 2 classes

acriférrico (LVAwf) 2 classes

ácrico (LVAw) 2 classes

Vermelho-Amarelo distroférrico (LVAdf) 3 classes

distrófico (LVAd) 6 classes

eutrófico (LVAe) 3 classes



252
Para o :X e ;X N7Hel categ8rico Y as tabelas resu4os deHe4 ser co*sultadas.

Os #atossolos ?ru*os acriférricos 5ode4 ser- 6 rQbricosb 6 t75icos
Os #atossolos ?ru*os Acricos 5ode4 ser- 6 rQbricosb 6 t75icos
Os #atossolos ?ru*os alu4i*oférricos 5ode4 ser- 6 rQbricosb 6 t75icos
Os #atossolos ?ru*os alu47*icos 5ode4 ser-
6 rQbricosb 6 cM4bicosb 6 t75icos
Os #atossolos ?ru*os distroférricos 5ode4 ser-
6 rQbricosb 6 t75icos
Os #atossolos ?ru*os distr8ficos 5ode4 ser-
6 rQbricosb 6 cM4bicosb 6 t75icos
Os #atossolos &4arelos alu47*icos 5ode4 ser-
6 argiss8licosb 6 t75icos
Os #atossolos &4arelos distrocoesos 5ode4 ser-
6 a*tr85icosb 6 hQ4icosb 6 argiss8licosb 6 5etro5l7*ticosb 6 5l7*ticosb 6 t75icos
Os #atossolos &4arelos acriférricos 5ode4 ser-
6 hQ4icosb 6 t75icos
Os #atossolos &4arelos Acricos 5ode4 ser-
6 hQ4icosb 6 5etro5l7*ticosb 6 5l7*ticosb 6 t75icos
Os #atossolos &4arelos distroférricos 5ode4 ser-
6 hQ4icosb 6 t75icos
Os #atossolos &4arelos distr8ficos 5ode4 ser-
6 a*tr85icosb 6 hQ4icosb 6 cM4bicosb 6 argiss8licosb 6 5etro5l7*ticosb 6 t75icos
Os #atossolos &4arelos eutr8ficos 5ode4 ser-
6 cM4bicosb 6 argiss8licosb 6 t75icos
Os #atossolos 1er4elhos 5erférricos 5ode4 ser-
6 hQ4icosb 6 cM4bicosb 6 t75icos
Os #atossolos 1er4elhos alu4i*oférricos 5ode4 ser-
6 hQ4icosb 6 cM4bicosb 6 t75icos
Os #atossolos 1er4elhos acriférricos 5ode4 ser-
6 hQ4icosb 6 5etro5l7*ticosb 6 t75icos
Os #atossolos 1er4elhos distroférricos 5ode4 ser-
6 hQ4icosb 6 cM4bicosb 6 *itoss8licosb 6 5l7*ticosb 6 t75icos
Os #atossolos 1er4elhos eutroférricos 5ode4 ser-
6 cM4bicosb 6 cher*oss8licosb 6 t75icos
Os #atossolos 1er4elhos Acricos 5ode4 ser-
6 hQ4icosb 6 t75icos
Os #atossolos 1er4elhos distr8ficos 5ode4 ser-
253
6 hQ4icosb 6 cM4bicosb 6 argiss8licosb 6 t75icos
Os #atossolos 1er4elhos eutr8ficos 5ode4 ser-
6 cM4bicosb 6 argiss8licosb 6 cher*oss8licosb 6 t75icos
Os #atossolos 1er4elho6&4arelos alu47*icos 5ode4 ser-
6 argiss8licosb 6 t75icos
Os #atossolos 1er4elho6&4arelos acriférricos 5ode4 ser-
6 hQ4icosb 6 t75icos
Os #atossolos 1er4elho6&4arelos Acricos 5ode4 ser-
6 hQ4icosb 6 t75icos
Os #atossolos 1er4elho6&4arelos distroférricos 5ode4 ser-
6 cM4bicosb 6 argiss8licosb 6 t75icos
Os #atossolos 1er4elho6&4arelos distr8ficos 5ode4 ser-
6 hQ4icos 6 cM4bicosb 6 5l7*ticosb 6 *itoss8licosb 6 argiss8licosb 6 t75icos
Os #atossolos 1er4elho6&4arelos eutr8ficos 5ode4 ser-
6 cM4bicosb 6 argiss8licosb 6 t75icos
254
7. Luvissolos - T
"olos Bue a5rese*ta4 argila de atiHidade altaY alta satura+<o 5or bases e hori3o*te ? te@tural ou
*7tico i4ediata4e*te abai@o de & fracoY ou 4oderado ou 5roe4i*e*teY ou hori3o*te $Y e satisfa3e*do
ai*da os segui*tes reBuisitos-
6hori3o*te 5l7*ticoY se 5rese*teY *<o é coi*cide*te co4 a 5arte su5erficial do hori3o*te ? te@turalb
6hori3o*te gleiY se ocorrerY i*icia6se a58s >/ c4 de 5rofu*didadeY *<o coi*cidi*do co4 a 5arte su5erficial
do hori3o*te ? te@tural.

No !X *7Hel categ8rico os #uHissolos 5ode4 ser-
#uHissolos %rT4icos 6 T%
"olos co4 carAter crT4ico *a 4aior 5arte do hori3o*te ? Ni*clusiHe ?&P
#uHissolos 2A5licos ) TC
Outros solos 5ouco cro4ados *a 4aior 5arte do hori3o*te ? Ne@clusiHe Pla*ossoloP Bue *<o se
e*Buadra4 *a classe a*terior.

Para o :X e ;X N7Hel categ8ricoY as tabelas resu4os deHe4 ser co*sultadas.

Tabela 7. $@e45los de classes de #uHissolos e*co*tradas *o R" e 5oss7Hel eBuiHalD*cia co4
de*o4i*a+,es regio*ais do leHa*ta4e*to de reco*heci4e*to de solos do R" N?rasilY 1.7:P.
Classe de solo
Unidade de Mapeamento
Luvissolo Crômico órtico típico Cambai
Luvissolo Crômico pálico abrúptico Virgínia
Luvissolo Háplico órtico típico Piraí e Bexigos

255
Chave para classificação dos Luvissolos
1º nível 2º nível 3º nível 4º nível

vértico
carbonático (TCk) planossólico
típico

planossólico
arênico
abrúpticos plíntico
pálico (TCp) petroplíntico
abrúptico
Crômico câmbico
saprolítico
típico

lítico
planossólico vértico
planossólico solódico
planossólico
Luvissolo órtico (TCo) vérticos solódico
vérticos
salinos
solódico
típico

Háplico órtico (TPo) planossólico
típico

256
8. Neossolos - R
"olos 5ouco eHolu7dos e se4 hori3o*te ? diag*8stico

No !X *7Hel categ8rico os #uHissolos 5ode4 ser-
Neossolos #it8licos N"olos #it8licosP 6 R#
"olos co4 hori3o*te & ou O h7stico co4 4e*os de ;/ c4 de es5essura Bue estA sobre a
rocha ou sobre u4 hori3o*te % ou %R ou sobre 4aterial co4 ./O N5or Holu4eP ou 4ais de sua
4assa co*stitu7da 5or frag4e*tos de rocha co4 diM4etro 4aior do Bue ! 44 e Bue a5rese*ta4
u4 co*tato l7tico de*tro de >/ c4 da su5erf7cie do solo. &d4ite u4 hori3o*te ?Y e4 i*7cio de
for4a+<oY cuEa es5essura *<o satisfa3 a BualBuer ti5o de hori3o*te ? diag*8stico.
Neossolos 'lQHicos N"olos &luHiaisP 6 RU
"olos deriHados de sedi4e*tos aluHiais co4 hori3o*te & sobre hori3o*te % co*stitu7do de
ca4adas estratificadasY se4 rela+<o 5edoge*ética e*tre siY a5rese*ta*do u4 ou a4bos reBuisitos-
6 decrésci4o irregular do co*teQdo de carbo*o orgM*ico e4 5rofu*didadeY de*tro de !// c4 da
su5erf7cie do solob eWou
6 ca4adas estratificadas e4 !>O ou 4ais do Holu4e do soloY de*tro de !// c4 da su5erf7cie do
solo.
Neossolos Regol7ticos 6 RR
"olos co4 hori3o*te & sobreEace*te a hori3o*te % ou %rb ad4ite hori3o*te ?i co4 4e*os de 1/
c4 de es5essuraY e a5rese*ta co*tato l7tico a u4a 5rofu*didade 4aior do Bue >/ c4Y e a4bos ou
u4 dos segui*tes reBuisitos-
6 ;O ou 4ais de 4i*erais 5ri4Arios alterAHeis N4e*os resiste*tes ao i*te45eris4oP *a
fra+<o areia grossa ou areia fi*aY 5oré4 referidos a 1//g de T'"& e4 algu4 hori3o*te
de*tro de !// c4 a 5artir da su5erf7cieb eWou
6 >O ou 4ais do Holu4e da 4assa do hori3o*te % ou %rY de*tro de !// c4 de
5rofu*didadeY a5rese*ta*do frag4e*tos de rocha se4i6i*te45eri3adaY sa5r8lito ou
frag4e*tos for4ados 5or restos da estrutura orie*tada da rocha N5seudo4orfosP Bue deu
orige4 ao solo.
Neossolos =uart3arD*ico 6 R=
Outros solos co4 seBuD*cia de hori3o*tes &Y %. N<o a5rese*ta co*tato l7tico de*tro de >/ c4 de
5rofu*didade e 5ossui te@tura areia ou areia fra*ca atéY *o 47*i4oY 1>/ c4 de 5rofu*didade a
5artir da su5erf7cie do solo ou até u4 co*tato l7tico.


257
Tabela (. $@e45los de classes de Neossolos e*co*tradas *o R" e 5oss7Hel eBuiHalD*cia co4
de*o4i*a+,es regio*ais do leHa*ta4e*to de reco*heci4e*to de solos do R" N?rasilY 1.7:P.
Classe de solo
Unidade de Mapeamento
Neossolo Flúvico Guaíba
Neossolo Litólico eutrófico chernossólico Charrua
Neossolo Litólico eutrófico fragmentário Pedregal
Neossolo Litólico distrófico típico
Pinheiro Machado
Guassupi; Caxias; Silveiras
Neossolo Quartzarênico órtico típico Osório
Neossolo Quartzarênico hidromórfico típico Curumim


Para o :X e ;X N7Hel categ8ricoY as tabelas resu4os deHe4 ser co*sultadas.

Os Neossolos #it8licos h7sticos 5ode ser-
6 t75icos
Os Neossolos #it8licos hQ4icos 5ode ser-
6 es58dicosb 6 t75icos
Os Neossolos #it8licos distro6Q4bricos 5ode ser-
6 frag4e*tAriosb 6 t75icos
Os Neossolos #it8licos distr8ficos 5ode ser-
6 frag4e*tAriosb 6 t75icos
Os Neossolos #it8licos eutro6Q4bricos 5ode ser-
6 frag4e*tAriosb 6 t75icos
Os Neossolos #it8licos eutr8ficos 5ode ser-
6 frag4e*tAriosb 6 t75icos
Os Neossolos #it8licos cher*oss8licos 5ode ser-
6 frag4e*tAriosb 6 t75icos
Os Neossolos #it8licos carbo*Aticos 5ode ser-
6 frag4e*tAriosb 6 t75icos
Os Neossolos 'lQHicos sAlicos 5ode ser-
6 sol8dicosb 6 t75icos
Os Neossolos 'lQHicos s8dicos 5ode ser-
6 Hérticosb 6 sali*osb 6 t75icos
6 Os Neossolos 'lQHicos carbo*Aticos 5ode ser-
6 t75icos
6 Os Neossolos 'lQHicos 5sa47ticos 5ode ser-
6 a Nesta falta*do *o siste4aP
Os Neossolos 'lQHicos Tb distr8ficos 5ode ser-
6 gleiss8licosb 6 t75icos
258
Os Neossolos 'lQHicos Tb eutr8ficos 5ode ser-
6 gleiss8licosb 6 sol8dicosb 6 t75icos
Os Neossolos 'lQHicos Ta eutr8ficos 5ode ser-
6 gleiss8licosb 6 Hérticos sol8dicosb 6 Hérticosb 6 sol8dicosb 6 sali*osb 6 carbo*Aticosb 6 t75icos
Os Neossolos Regol7tico hQ4icos 5ode ser-
6 lé5ticosb 6 t75icos
Os Neossolos Regol7tico distro6Q4bricos 5ode ser-
6 lé5ticosb 6 t75icos
Os Neossolos Regol7tico distr8ficos 5ode ser-
6 lé5ticos fragi5M*icosb 6 lé5ticosb 6 fragi5M*icosb 6 t75ico
Os Neossolos Regol7tico eutro6Q4bricos 5ode ser-
6 lé5ticosb 6 t75icos
Os Neossolos Regol7tico eutr8fico 5ode ser-
6 lé5ticos fragi5M*icosb 6 le5ticos sol8dicosb 6 lé5ticosb 6 fragi5M*icosb 6 sol8dicosb 6 t75icos
Os Neossolos =uart3arD*icos hidro48rficos 5ode ser-
6 h7sticosb 6 es58dicosb 6 5l7*ticosb 6 t75icos
Os Neossolos =uart3arD*icos 8rticos 5ode ser-
6 hQ4icosb 6 fragi5M*icosb 6 sol8dicosb 6 Dutricosb 6 lé5ticosb 6 es58dicosb 6 5l7*ticosb 6 gleiss8licosb 6
latoss8licosb 6 argiss8licosb 6 t75icos


259
Chave para classificação dos Neossolos
1º nível 2º nível 3º nível 4º nível

hístico (RLi) 1 classe

húmico (RLh) 2 classes

distro-úmbrico (RLdh) 2 classes

Litólico distrófico (RLd) 2 classes

eutro-ùmbrico (RLeh) 2 classes

eutrófico (RLe) 2 classes

chernossólico (RLm) 2 classes

carbonático (RLk) 2 classes

sálico (RUz) 2 classes

sódico (RUn) 3 classes

carbonático (RUk) 1 classe

Neossolo Flúvico psamítico (RUq) ?

Tb distrófico (RUbd) 2 classes

Tb eutrófico (RUbe) 3 classes

Ta eutrófico (RUve) 7 classes

húmico (RRh) 2 classes

distro-úmbrico (RRdh) 2 classes

Regolítico distrófico (RRd) 4 classes

eutro-úmbrico (RReh) 2 classes

eutrófico (RRe) 6 classes

hidromórfico (ROg) 4 classes
Quartzarênico
órtico (ROo) 11 classes








260
9. Nitossolos - N
"olos Bue a5rese*ta4 hori3o*te ? *7ticoY co4 argila de atiHidade bai@a i4ediata4e*te abai@o do
hori3o*te & ou de*tro dos 5ri4eiros >/ c4 do hori3o*te ?.

No !X *7Hel categ8rico os Nitossolos 5ode4 ser-
Nitossolos ?ru*os 6 N?
"olos co4 4ati3es ;iR ou 4ais a4arelos *a 4aior 5arte dos 5ri4eiros 1// c4 do hori3o*te ? Ne@clusiHe
?&P.
Nitossolos 1er4elhos 6 N1
"olos co4 4ati3 !Y> iR ou 4ais Her4elho *a 4aior 5arte dos 5ri4eiros 1// c4 do hori3o*te ?
Ne@clusiHe ?&P.
Nitossolos 2A5licos 6 NC
Outros solos Bue *<o se e*Buadra4 *a classe a*terior

Para o :X e ;X N7Hel categ8rico Y as tabelas resu4os deHe4 ser co*sultadas.

Tabela .. $@e45los de classes de Nitossolos e*co*tradas *o R" e 5oss7Hel eBuiHalD*cia co4
de*o4i*a+,es regio*ais do leHa*ta4e*to de reco*heci4e*to de solos do R" N?rasilY 1.7:P.
Classe de solo
Unidade de Mapeamento
Nitossolo Vermelho distroférrico típico
Estação
São Borja


261
Chave para classificação dos Nitossolos
1º nível 2º nível 3º nível 4º nível

húmico rúbrico
húmico
aluminoférrico (NBaf) rúbrico
típico

húmico rúbrico
alumínico (Nba) húmico
rúbrico
típico

húmico rúbrico
distroférrico (NBdf) húmico
rúbrico
típico

Bruno húmico rúbrico
húmico
distrófico (NBd) rúbrico
típico

húmico
alítico (NVal) típico

húmico
alumínico (NVa) umbrico
típico

latossólico
distroférrico (NVdf) típico

Vermelho argissólico
distrófico (NVd) latossólico
úmbrico
típico

chernossólico
eutroférrico (NVef) plíntico
latossólico
típico
Nitossolo
léptico
latossólico
eutrófico (NVe) chernossólico
típico

alumínico (NXa) latossólico
úmbrico
típico

húmico
distrófico (NXd) argissólico
latossólico
úmbrico
Háplico típico

chernossólico
eutrófico (NXe) léptico
típico



262

10. Organossolos - O
"<o solos co*stitu7dos 5or 4aterial orgM*icoY Bue a5rese*ta4 hori3o*te O ou 2 h7stico
co4 teor de 4atéria orgM*ica

!// gWSg de solo N

!/O e4 4assaPY co4 es5essura 47*i4a de
;/ c4 ou co4 *o 47*i4o :/ c4 de es5essuraY Bua*do sobreEace*te a co*tato l7tico.

No !X *7Hel categ8rico os Orga*ossolos 5ode4 ser-
Orga*ossolos Tio48rficos 6 OJ
"olos Bue a5rese*ta4 hori3o*te sulfQrico eWou 4ateriais sulf7dricos de*tro de 1// c4 da
su5erf7cie do solo.
Orga*ossolos '8licos 6 OO
"olos Bue est<o saturados 5or AguaY *o 4A@i4o 5or :/ dias co*secutiHos 5or a*o e Bue
a5rese*ta4 hori3o*te O h7stico co4 acu4ula+<o de 4aterial orgM*ico co4 *o 47*i4o :/ c4 de
es5essura Bua*do sobreEace*te a co*tato l7tico ou frag4e*tos de rocha ou co4 *o 47*i4o ;/ c4
de es5essuraY Bua*do ocu5a*do os i*terst7cios de 4aterial co*stitu7do 5or frag4e*tos de rocha.
Orga*ossolos 2A5licos 6 OC
"olos Bue a5rese*ta4 teor de 4atéria orgM*ica

9>/ gWSg de solo e Ds

/Y1> MgWd4
:
.

Para o :X e ;X N7Hel categ8rico Y as tabelas resu4os deHe4 ser co*sultadas.

Tabela 1/. $@e45los de classes de Orga*ossolos e*co*tradas *o R" e 5oss7Hel eBuiHalD*cia co4
de*o4i*a+,es regio*ais do leHa*ta4e*to de solos do R" N?rasil
1
Y 1.7: e c|45f g "ch*eider
!
Y 1.(.P.
Classe de solo
Unidade de Mapeamento
Organossolo Tiomórfico sáprico salino Taim
1

Organossolo Mésico sáprico térrico Ìtapuã
1

Organossolo Háplico fíbrico típico Torres
2

Organossolo Háplico hêmico típico Barcelos
2


263

Chave para classificação dos Organossolos
1º nível 2º nível 3º nível 4º nível

salino
solódico
fíbrico (OJfi) térrico
típico

salino
solódico
Tiomórfico hêmico (OJy) térrico
típico

salino
solódico
sáprico (OJs) térrico
típico

fíbrico (OOfi) lítico
típico

Fólico hêmico (OOy) lítico
típico

sáprico (OOs) lítico
Organossolo típico

solódico
fíbrico (OXfi) térrico
típico

sálico
salino
sódico
Háplicos hêmico (OXy) solódico
carbonático
térrico
típico

sálico
salino
sáprico (OXs) sódico
solódico
carbonático
térrico
típico







264
11. Planossolos - S
"<o solos co4 hori3o*te & ou $ seguido de hori3o*te ? 5lM*ico Bue satisfa3e4 os segui*tes
reBuisitos-
6 hori3o*te 5l7*ticoY se 5rese*teY coi*cide co4 u4 destes dois hori3o*tesb
6 hori3o*te gleiY se 5rese*teY coi*cide co4 o ? 5lM*ico.

No !X *7Hel categ8rico os Pla*ossolos 5ode4 ser-
Pla*ossolos NAtricos 6 "N
=ua*do a5rese*tare4 hori3o*te 5lM*ico co4 carAter s8dicoY i4ediata4e*te abai@o de u4 hori3o*te
& ou $.
Pla*ossolos 2A5licos 6 "C
=ua*do *<o se e*Buadrare4 *as classes a*teriores

Para o :X e ;X N7Hel categ8rico Y as tabelas resu4os deHe4 ser co*sultadas.

Tabela 11. $@e45los de classes de Pla*ossolos e*co*tradas *o R" e 5oss7Hel eBuiHalD*cia co4
de*o4i*a+,es regio*ais do leHa*ta4e*to de reco*heci4e*to de solos do R" N?rasilY 1.7:P.

Classe de solo Unidade de Mapeamento
Planossolo Háplico eutrófico arênico Vacacaí
Planossolo Háplico eutrófico solódico Pelotas
Planossolo Háplico eutrófico vértico Bagé
Planossolo Háplico eutrófico típico São Gabriel




















265

Chave para classificação dos Planossolos
1º nível 2º nível 3º nível 4º nível

carbonático (SNk) vértico
típico

Nátrico arênico
sálico (SNz) dúrico
flúvico
típico

espessarênico
arênico
vértico
órtico (SNo) plíntico
dúrico
salino
gleissólico
típico
Planossolo
alítico (SXal) gleissólico
típico

gleissólico
alumínico (SXa) arênico
típico


solódico
carbonático (SXk) vértico
típico

arênico
solódico
vértico
sálico (SXz) gleissólico
típico

espessarênico
arênico
salino
Háplico eutrofico (SXe) solódico
chernossólico
vértico
gleissólico
típico

espessarênico
gleissólico
arênico
plíntico
distrófico (SXd) solódico
típico

266
12. Plintossolos - F
"olos Bue a5rese*ta4 hori3o*te 5l7*tico ou lito5l7*tico co4e+a*do de*tro de ;/ c4Y ou
de*tro de !// c4 Bua*do i4ediata4e*te abai@o do hori3o*te & ou $Y ou subEace*te a hori3o*tes
Bue a5rese*ta4 colora+<o 5Alida ou HariegadaY ou co4 4osBueados e4 Bua*tidade abu*da*te No
!/O 5or Holu4eP e satisfa3e*do u4a das segui*tes cores-
6 4ati3es !Y> i ou > ib ou
6 4ati3es 1/ iR ou 7Y> iRY co4 cro4as bai@osY *or4al4e*te igual ou i*ferior a ;Y 5ode*do
ati*gir 9Y *o caso do 4ati3 1/ iRb ou
6 os 4osBueados e4 Bua*tidade abu*da*teY se 5rese*tesY deHe4 a5rese*tar 4ati3es eWou cro4as
de acordo co4 os ite*s a ou b e a 4ati3 do solo te4 colora+<o desde aHer4elhada até a4areladab
ou
6 hori3o*tes de colora+<o 5Alida Ncores aci*3e*tadasY bra*cas ou a4arelado6clarasPY co4
4ati3es eWou cro4a de acordo co4 os ite*s a ou bY 5ode*do ou *<o ocorrer 4osBueados de
colora+<o desde aHer4elhada até a4arelada.

No !X *7Hel categ8rico os Pli*tossolos 5ode4 ser-
Pli*tossolos Pétricos 6 ''
=ua*do a5rese*tare4 hori3o*te lito5l7*ticoY co4 1/ c4 ou 4ais de es5essura ou >/O ou 4ais de
5etro5li*tita for4a*do u4a ca4ada co4 es5essura 47*i4a de 1> c4Y de*tro de ;/ c4 da su5erf7cie
do solo ou i4ediata4e*te abai@o do hori3o*te & ou $.
Pli*tossolos &rgilQHicos 6 'T
=ua*do a5rese*tare4 hori3o*te ? te@tural coi*cidi*do co4 o hori3o*te 5l7*tico.
Pli*tossolos 2A5licos 6 'C
=ua*do *<o se e*Buadrare4 *as classes a*teriores.

Tabela 1!. $@e45lo de Pli*tossolo e*co*trado *o R" e 5oss7Hel eBuiHalD*cia co4 de*o4i*a+<o
regio*al do leHa*ta4e*to de reco*heci4e*to de solos do R" N?rasilY 1.7:P.
Classe de solo Unidade de Mapeamento
Plintossolo Argilúvico eutrófico abruptico Durasnal

267
Chave para classificação dos Plintossolos
1º nível 2º nível 3º nível 4º nível

litoplíntico (FFlt) 3 classes
Pétrico
concrecionário (FFc) 9 classes

alítico (FTal) 7 classes

alumínico (FTa) 7 classes
Plintossolo Argilúvico
distrófico (FTd) 8 classes

eutrófico (FTe) 8 classes

alítico (FXal) 5 classes

alumínico (FXa) 5 classes
Háplico
distrófico (FXd) 5 classes

eutrófico (FXe) 5 classes

Para o :X e ;X N7Hel categ8rico Y as tabelas resu4os deHe4 ser co*sultadas.

Os Pli*tossolos Pétricos lito5l7*ticos 5ode4 ser- 6 D*ticosb 6 arD*icos b 6 t75icos
Os Pli*tossolos Pétricos %o*crecio*Arios 5ode4 ser- 6 D*ticosb 6 Dutricosb 6 l7ticosb 6 lé5ticosb 6
gleiss8licosb 6 cM4bicosb 6 argiss8licosb 6 latoss8licosb 6t75icos
Os Pli*tossolos &rgilQHicos &l7ticos 5ode4 ser- 6 arD*icosb 6 es5essarD*icosb 6 es5essosb 6
abrQ5ticosb 6 gleiss8licosb 6 5etro5l7*ticosb 6t75icos
Os Pli*tossolos &rgilQHicos &lu47*icos 5ode4 ser- 6 arD*icosb 6 es5essarD*icosb 6 es5essosb 6
abrQ5ticosb 6 gleiss8licosb 6 5etro5l7*ticosb 6t75icos
Os Pli*tossolos &rgilQHicos distr8ficos 5ode4 ser- 6 arD*icosb 6 es5essarD*icosb 6 es5essosb 6
abrQ5ticosb 6 sol8dicosb 6 gleiss8licosb 6 5etro5l7*ticosb 6t75icos
Os Pli*tossolos &rgilQHicos eutr8ficos 5ode4 ser- 6 arD*icosb 6 es5essarD*icosb 6 es5essosb 6
abrQ5ticosb 6 sol8dicosb 6 gleiss8licosb 6 5etro5l7*ticosb 6t75icos
Os Pli*tossolos 2A5licos al7ticos 5ode4 ser- 6 l7ticosb 6 lé5ticosb 6 sol8dicosb 6 5etro5l7*ticosb 6
t75icos
Os Pli*tossolos 2A5licos alu47*icos 5ode4 ser- 6 l7ticosb 6 lé5ticosb 6 sol8dicosb 6 5etro5l7*ticosb
6 t75ico
Os Pli*tossolos 2A5licos distr8ficos 5ode4 ser- 6 l7ticosb 6 lé5ticosb 6 sol8dicosb 6 5etro5l7*ticosb 6
t75icos
Os Pli*tossolos 2A5licos eutr8ficos 5ode4 ser- 6 l7ticosb 6 lé5ticosb 6 sol8dicosb 6 5etro5l7*ticosb 6
t75icos
268
13. Vertissolos - V
"<o solos co4 hori3o*te Hértico e*tre !> e 1// c4 de 5rofu*didade e rela+<o te@tural
i*suficie*te 5ara caracteri3ar u4 ? te@turalY e a5rese*ta*doY ai*daY os segui*tes reBuisitos-
6 teor de argila deY *o 47*i4oY :/O *os !/ c4 su5erficiaisY a58s 4isturadosb
6 fe*das Herticais *o 5er7odo secoY co4 5elo 4e*os 1 c4 de largurab
6 ausD*cia de 4aterial co4 co*tato l7ticoY ou hori3o*te 5etrocAlcicoY ou duri5< de*tro dos
5ri4eiros :/ c4 de 5rofu*didadeb
6 ausD*cia de BualBuer ti5o de hori3o*te ? diag*8stico aci4a do hori3o*te Hértico.

No !X *7Hel categ8rico os 1ertissolos 5ode4 ser-
1ertissolos 2idro48rficos 6 10
=ua*do a5rese*tare4 hori3o*te glei de*tro dos 5ri4eiros >/ c4Y ou e*tre >/ e 1// c4 desde Bue
5recedido 5or hori3o*te de cores aci*3e*tadas.
1ertissolos $bM*icos 6 1$
=ua*do a5rese*tare4 carAter ebM*icoY *a 4aior 5arte dos hori3o*tesY de*tro de 1// c4 da
su5erf7cie do solo.
1ertissolos 2A5licos 6 1C
=ua*do *<o se e*Buadrare4 *as classes a*teriores.

Para o :X e ;X N7Hel categ8ricoY as tabelas resu4os deHe4 ser co*sultadas.

Tabela 1:. $@. de classes de 1ertissolo e*co*tradas *o R" e 5oss7Hel eBuiHalD*cia co4
de*o4i*a+,es regio*ais do leHa*ta4e*to de reco*heci4e*to de solos do R" N?rasilY 1.7:P.
Classe de solo Unidade de Mapeamento
Vertissolo Ebânico órtico chernossólico Aceguá
Vertissolo Ebânico órtico típico Escobar

269

Chave para classificação dos Vertissolos
1º nível 2º nível 3º nível 4º nível

salino
sódicos(VGn) carbonático
típico

sálico (VGz) solódico
típico

Hidromórfico carbonático (VGk) solódico
típico

chernossólico
órtico (VGo) solódico
típico

sódico (VEm) salino
típico

Ebânico carbonático (VEk) chernossólico
típico

solódico
órtico (VEo) chernossólico
típico

lítico
Vertissolo sálico (VXz) gleissólico
solódico
típico

lítico
sódico (VXn) gleissólico
salino
típico

lítico
chernossólico
Háplico carbonático (VXk) gleissólico
solódico
típico

lítico
chernossólico
salino
órtico (VXo) solódico
gleissólico
típico





270
7. ÌNTRODUÇÃO AO LEVANTAMENTO DE SOLOS

Os solos e sua variabilidade na paisagem
& Hariabilidade es5acial dos solos é u4 fe*T4e*o *atural resulta*te da i*tera+<o dos
difere*tes fatores e 5rocessos de for4a+<o e suas i*ter6rela+,es co4 o a4bie*teY 5ode*do ou *<o
ser ace*tuada 5ela a+<o a*tr85ica. &s diHersas co4bi*a+,es de fatores Ncli4aY releHoY orga*is4osY
te45o e 4aterial de orige4P 5ro4oHe4 a a+<o de u4 deter4i*ado 5rocesso 5edoge*éticoY
i45ri4i*do ao solo 5ro5riedades i*tr7*secas Bue os difere*cia4. $4 a4bie*tes a*tro5ogD*icosY a
Hariabilidade 5edol8gica é ace*tuada deHido I 5ress<o a*tr85ica sobre estas Areas.
& rela+<o do leHa*ta4e*to de solos co4 a ide*tifica+<o da sua Hariabilidade es5acial é
baseada *a escala de trabalho. Os leHa*ta4e*tos de solos s<o estudos 5reHis7HeisY co*sidera*do os
solos co4o cor5os geogrAficosY deter4i*a*do a rela+<o Q*ica do arra*Eo das 5ro5riedades destes
obserHadas *a *ature3a. $@iste u4a rela+<o forte e*tre a detec+<o de Hariabilidade do solo e a escala
de 5ublica+<o fi*al do 4a5a de solos. Os leHa*ta4e*tos de solos s<o ca5a3es de detectar a5e*as
5arte da Hariabilidade 5edol8gica e@iste*te e4 u4a deter4i*ada AreaY au4e*ta*do esta ca5acidade
co*for4e au4e*ta o seu *7Hel de detalhe. "e*do assi4Y é i45orta*te co*siderar Bue os dados
a5rese*tados *os 4a5as de solos *<o s<o total4e*te 5recisosY e o seu uso 5ara as 4ais diHersas
fi*alidades é de5e*de*te da escala de trabalho.

Relação solo - paisagem
& a5recia+<o da Hariabilidade dos solos e da co*fiabilidade dos 4a5as reBuerY
5ri4eira4e*teY o e*te*di4e*to de co4o se dA o 5rocesso de 4a5ea4e*to dos solos. O 5ed8logoY ao
reali3ar o leHa*ta4e*to de solosY utili3a6se de esBue4as de 5redi+<o e Herifica+<oY se*do as
5redi+,es baseadas *o estudo cuidadoso da rela+<o solo 6 5aisage4.
Muitos co45o*e*tes da 5aisage4 s<o 5reHis7HeisY assi4 co4o os solos Bua*do associados a
esses. Nesse se*tidoY e@iste u4a rela+<o e*tre a 4orfologia da 5aisage4 e a ocorrD*cia de
deter4i*adas u*idades de solosY a Bual facilita o 5rocesso de 4a5ea4e*to e au@ilia *a 5reHis<o das
5ro5riedades de Areas *<o 4a5eadas. &o efetuar o 4a5ea4e*to de solosY o 5ed8logo co*sidera cada
co45arti4e*to da 5aisage4Y se*do estes e@5ressos 5ela co*figura+<o da Hegeta+<oY decliHidadeY
altitudeY e co*siderados co4o li4ites 5ote*ciais e*tre difere*tes u*idades de 4a5ea4e*to. U4a He3
ide*tificadas estas u*idadesY é 5la*eEada u4a sa7da de ca45o 5ara checar as 4es4as e aEustar a
lege*da 5reli4i*arY ou seEaY co*ferir e aferir a rela+<o solo 6 5aisage4. $sse 5rocesso fa3 uso da
e@5eriD*cia do 5ed8logo e4 4orfologia e gD*ese do solo e *os 5ri*c75ios bAsicos de classifica+<o e
rela+<o solo 6 5aisage4. %o*hecer a rela+<o solo65aisage4 5ara u4a Area co*siste e4 5erceber
co4o os fatores de for4a+<o se co4bi*ara4 5ara estabelecer Buais os 5rocessos de for4a+<o do
271
solo atua*tes e sua rela+<o de do4i*M*cia. $stas rela+,es s<o di*M4icas *o te45o e *o es5a+oY e
deHe4 ser co45ree*didas 5ara cada Area e escala 4a5eada.
No caso do R"Y e@iste4 diHersas co*figura+,es Bua*to I rela+<o solo 6 5aisage4Y se*do o
seu e*te*di4e*to 4uito i45orta*te *<o s8 5ara o leHa*ta4e*to dos solosY 4as ta4bé4 co4o
ferra4e*ta *o 5la*eEa4e*to de uso adeBuado das terras. & distribui+<o dos solos *a 5aisage4 é
i*flue*ciadaY 5ri*ci5al4e*teY 5elo releHoY o Bual atua *a diHersidade do regi4e h7dricoY
difere*cia*do os solos 5ela Bua*tidade de Agua Bue 5ercola *o 5erfil Ndre*age4P. & co*for4a+<o
dos solos *a 5aisage4 da regi<o da De5ress<o %e*tral do estado do R" 5ode ser Hisuali3ada co4
riBue3a de detalhes e4 "trecS et al. N!//!PY assi4 co4o as de4ais regi,es do estado e*co*tra46se
e4 ?rasil N1.7:P.
Nas figuras abai@o s<o a5rese*tadas duas to5osseBuD*cias co4 rela+<o solo 6 5aisage4
t75icas *o R"Y caracter7sticas da regi<o da %a45a*ha e De5ress<o %e*tral.
















To5osseBdD*cia da %a45a*ha do R".













272











To5osseBdD*cia da De5ress<o %e*tral do R".


Sensoriamento remoto aplicado ao levantamento de solos
Na ciD*cia do soloY 4ais es5ecifica4e*te *a 5edologiaY o se*soria4e*to re4oto é u4a
ferra4e*ta i*te*sa4e*te e@5lorada 5ara diHersas fi*alidades. "ua utili3a+<o é i45orta*te *os
leHa*ta4e*tos de solos e4 difere*tes escalasY deter4i*a+<o do 5ote*cial e dos co*flitos de uso das
terrasY caracteri3a+<o 4orfol8gicaY Bu74ica e 4i*eral8gica de a4ostras de solosY se45re facilita*do
os 5rocessos de obte*+<o de dados *ecessArios a essas atiHidadesY atraHés da redu+<o dos custos e
te45o e45regados *as 4es4as.
O se*soria4e*to re4oto 5ode ser desig*ado co4o o co*Eu*to de téc*icas utili3adas *a
obte*+<o de i*for4a+,es sobre u4 obEeto ou fe*T4e*o se4 Bue haEa co*tato f7sico co4 o 4es4oY
atraHés da radia+<o eletro4ag*ética gerada 5or fo*tes *aturais co4o o solY ou 5or fo*tes artificiaisY
co4o u4 radar ou u4a lM45ada.
Todos os 5rodutos do se*soria4e*to re4oto resulta*tes de se*sores orbitais e suborbitais
a5rese*ta4 a li4ita+<o de *<o registrare4 i*for4a+,es relacio*adas a corY te@turaY ti5o de 4aterial
de orige4 e outras caracter7sticas e4 subsu5erf7cieY as Buais s<o utili3adas *a ide*tifica+<o dos
difere*tes solos. No e*ta*toY tal fato *<o de5recia a sig*ificatiHa utilidade desses 5rodutos *a
assistD*cia de difere*tes atiHidades 5edol8gicas. Os 5rodutos 4ais usados *a 5edologia s<o as
fotografias aéreas e i4age*s de satélites.

6 'otografias aéreas- "<o geradas 5elos se*sores sub6orbitaisY ou seEaY aero*aHes co*te*do cM4eras
es5eciais 5ara esta fi*alidade. &s fotografias aéreas s<o 4uito Qteis *os leHa*ta4e*tos de solos e *a
aHalia+<o das terras.

6 I4age*s de satélites- "<o geradas 5elos se*sores orbitaisY ou seEaY abordo de satélites Bue
a5rese*ta4 esta fi*alidade. Possue4 a caracter7stica de sere4 4ulties5ectrais NHArias ba*dasPY
273
se*do 4uito Qteis e4 4a5ea4e*to de fe*T4e*os di*M4icos co4o eros<o e u4idade do soloY e
aHalia+<o das terras.

Uso de fotografias aéreas na pedologia
O 5ri*ci5al uso das fotografias aéreas *a 5edologia estA relacio*ado co4 os leHa*ta4e*tos
de solos. &s fotografias aéreas s<o e@tre4a4e*te i45orta*tesY 5ois au@ilia4 e4 difere*tes fases do
leHa*ta4e*toY se*do 4uito Qteis *a co*fec+<o do 4a5a base 5or fotogra4etriaY 5er4iti*do a
fotoi*ter5reta+<o co4 a diHis<o dos difere*tes co45arti4e*tos da 5aisage4Y 5ossibilita*do u4
5la*eEa4e*to 4ais adeBuado das o5era+,es de ca45oY tais co4o- sele+<o das rotasY sele+<o dos
5o*tos a4ostrais re5rese*tatiHos e sele+<o das to5osseBuD*cias 4ais re5rese*tatiHas. O uso das
fotografias aéreas ta4bé4 é i45orta*te *a reHis<o da fotoi*ter5reta+<o a58s as sa7das de ca45o e
*a a5rese*ta+<o fi*al dos 4a5as de solos.

Ìnterpretação de fotografias aéreas
& i*ter5reta+<o Hisual de fotografias aéreasY cha4ada de fotoi*ter5reta+<oY 5er4ite a coleta
de i*for4a+,es 5roHe*ie*tes dos dados co*sta*tes *as fotografias. & fotoi*ter5reta+<o *ada 4ais é
do Bue o reco*heci4e*to das difere*+as *a escala de ci*3a Eu*ta4e*te co4 o releHo 5ode*do ser
diHidida e4 até trDs eta5as- a fotoleituraY a fotoa*Alise e a fotoi*ter5reta+<o.
Na 5ri4eiraY reali3a6se u4a obserHa+<o su5erficial a5e*as reco*hece*do as difere*tes
fei+,es da 5aisage4. Na segu*daY o fotoi*ter5rete utili3a a téc*ica e sua e@5eriD*cia 5ara ide*tificar
e se5arar as difere*tes fei+,es co*tidas *as fotosY orde*a*do estas i*for4a+,es e4 u4a lege*da
i*ter5retatiHa. Na Qlti4a faseY ocorre a i*ter5reta+<o 5ro5ria4e*te ditaY o*de o fotoi*ter5rete utili3a
o racioc7*io l8gicoY dedutiHo e i*dutiHo 5ara co45ree*der e e@5licar o co45orta4e*to de cada
obEeto co*tido *as fotografias.
O 5rocesso de fotoi*ter5reta+<o é baseado e4 caracter7sticas do terre*o His7Heis *as
fotografiasY ou seEaY Haria+,es *a escala de ci*3a de*o4i*adas de to*alidadeY te@turaY for4aY 5adr<o
e so4bra.

Padr<o- refere6se I distribui+<o es5acial de algu4as fei+,es de deter4i*ados ele4e*tos da
5aisage4 co4o as redes de dre*age*s.

To*alidade e cor- os difere*tes alHos sobre a su5erf7cie terrestre reflete4 a e*ergia solar de
4a*eira disti*ta. & Bua*tidade de e*ergia refletida 5elos alHos é associada a to*s de ci*3aY *este
caso difere*tes alHos 5oder<o a5rese*tar to*alidades difere*tes ou se4elha*tesY co4o 5or e@e45loY
u4a laHoura de arro3 e outra de trigoY estas duas a5rese*tara4 reflectM*cia se4elha*tesY
274
co*fu*di*do6se *a foto 5elo to4 de ci*3a 4uito 5r8@i4o. No caso da corY fotografias coloridas
5ode4 facilitar a i*ter5reta+<oY 5ois os olhos hu4a*os EA est<o 4ais habituados co4 as cores e estas
facilita4 a difere*cia+<o das culturas e seus estAdios de dese*HolHi4e*to.

'or4a e ta4a*ho- estas caracter7sticas s<o i45orta*tes e deHe4 ser utili3adas e4 associa+<o
co4 outras 5ara 5er4itir a ide*tifica+<o 4ais segura de obEetos *a foto. _ co4u4 utili3ar4os a
for4a e o ta4a*ho 5ara a ide*tifica+<o de Areas agr7colasY as Buais 5ossue4 for4as regulares e
ta4a*hos HariadosY cursos de rios co4 o for4ato ser5e*teadoY etc.

Te@tura- o efeito da te@tura é resultado da Eu*+<o de HArios alHos BueY *a sua
i*diHidualidadeY *<o 5ode4 ser detectadosY *este casoY a te@tura é de5e*de*te da escala da
fotografia. Pode Hariar de lisa até rugosaY se*do as Areas agr7colas de te@tura 4ais lisa e as Areas de
floresta *atiHa 4ais rugosas deHido a difere*+a de ta4a*ho das ArHoresY o*de as 4aiores 5ro4oHe4
so4bra sobre as 4e*oresY redu3i*do sua reflectM*cia e 5roHoca*do a se*sa+<o de rugosidade.

"o4bra- é 5roHocada 5elo releHoY do lado o5osto a i*cidD*cia da lu3 solar. Dificulta a
ide*tifica+<o de alHos 5or alterar a reflectM*cia *atural dos 4es4os.

Estereoscopia
U4a das 5ri*ci5ais ferra4e*tas utili3adas *a fotoi*ter5reta+<o é a estereosco5iaY a Bual
5er4ite a Hisuali3a+<o e4 trDs di4e*s,es de 5ares estereosc85icos fotogrAficos. &s cM4eras
fotogrAficas aéreas 5rodu3e4 duas i4age*s da 4es4a ce*a Nestereo5aresP 5ela e@5osi+<o sucessiHa
*a li*ha de HTo. $sses estereo5ares ou 5ares estereosc85icos s<o fu*didos e4 u4a Q*ica i4age4
atraHés do i*stru4e*to cha4ado estereosc85ioY 5ro5orcio*a*do a 5erce5+<o de 5rofu*didadeY
5er4iti*do a Hisuali3a+<o e4 trDs di4e*s,es. $sse fe*T4e*o 85tico é e@tre4a4e*te i45orta*te *o
e*te*di4e*to da geo4orfologia e *o deli*ea4e*to dos difere*tes co45arti4e*tos da 5aisage4 da
Area estudada.
275
& ) $stereosc85io de bolsob ? ) estereosc85io de es5elhos

Uso de imagens de satélites na pedologia
&s i4age*s geradas a 5artir de se*sores orbitais NsatélitesP a5rese*ta4 gra*de utilidade e4
a*Alise a4bie*tal. & utili3a+<o de i4age*s orbitais e4 estudos 5edol8gicos estA relacio*ada co4 o
ti5o de estudoY seus obEetiHos e a resolu+<o es5acial da i4age4. &s i4age*s dis5o*7Heis
atual4e*teY e4 ter4os de custoY *os ce*tros de 5esBuisa s<o geradas 5elos satélites #a*dsat e "5otY
co4 resolu+<o es5acial de :/Y 1> e 1/ 4etros. U4a i4age4 co4 resolu+<o de :/ 4etros *<o é
adeBuada 5ara u4 leHa*ta4e*to detalhado de solos ao *7Hel de 5ro5riedades ruraisY 5ois se tor*a
i45oss7Hel deter4i*ar fei+,es da su5erf7cie terrestre i45orta*tes ao *7Hel de detalhe *ecessArio
*este caso. No e*ta*toY a 4es4a i4age4 serHe 4uito be4 5ara u4 leHa*ta4e*to se4idetalhado de
solos ao *7Hel de 4u*ic75io ou regi<o. U4a o5+<o e@iste*te é a utili3a+<o de i4age*s de satélites
co4o ISo*os e =uicS?irdY os Buais a5rese*ta4 resolu+<o es5acial de u4 e /Y91 4etros
res5ectiHa4e*te eY obHia4e*teY custo 4uito 4ais alto Bue as i4age*s EA 4e*cio*adasY li4ita*do
assi4 a sua aBuisi+<o.
Da 4es4a for4aY as i4age*s de satélites ta4bé4 5ossue4 outras caracter7sticas
i*teressa*tes I 5edologiaY co4o o registro da 4es4a ce*a e4 difere*tes fai@as es5ectraisY o Bue
5er4ite a sobre5osi+<o de i4age*s ressalta*do6se u4 deter4i*ado obEeto *a su5erf7cie terrestreY ou
a utili3a+<o de u4a fai@a es5ectral 5ara obte*+<o de u4a i*for4a+<o es5ec7ficaY co4o 5or e@e45loY
a u4idade su5erficial do solo. $ste 5ote*cial das i4age*s estA relacio*ado co4 o co45orta4e*to
es5ectral dos difere*tes alHos *a su5erf7cie terrestreY os Buais ser<o 4elhor discutidos *a seBdD*cia.

276
Ìnterpretação de imagens de satélites
Os si*ais e*Hiados 5elos se*sores orbitais as esta+,es terre*asY s<o tra*sfor4ados e4 dois
ti5os de 5rodutos- a*al8gico e digital. Os 5rodutos digitais s<o tratados 5or 4étodos es5ec7ficos de
a*Alise de dados i*for4ati3ados. No caso dos 5rodutos a*al8gicosY o trata4e*to é igual aos
5rodutos sub6orbitais Nfotografias aéreasPY se*do Bue o fotoi*ter5rete baseia6se ai*da e4 outras
caracter7sticas e fatores co4o é5oca de obte*+<o das i4age*sY ti5o de 5roduto N5a*cro4Atico ou
coloridasPY ba*das es5ectraisY escalas das i4age*s e e@5eriD*cia do fotoi*ter5rete.

Comparação entre fotografias aéreas e imagens de satélites
&i*da hoEe as fotografias aéreas a5rese*ta4 gra*de utilidade 5ara o 5la*eEa4e*to a4bie*tal
deHido a sua alta resolu+<o es5acial e a Bualidade das i*for4a+,es for*ecidas. 'otografias aéreas
s<o freBde*te4e*te utili3adas *a ide*tifica+<o e 4a5ea4e*to de solosY da cobertura HegetalY do uso
das terrasY da geo4orfologia da 5aisage4 e *o au@7lio da i*ter5reta+<o de i4age*s orbitais
NsatélitesP.

Cálculo da escala de fotografias aéreas ou imagens de satélites
?asica4e*teY a escala de u4a fotografia aéreaY i4age4 de satélite ou BualBuer 4a5a 5ode
ser calculada 5or trDs 4étodos Bue ser<o descritos *a seBdD*cia.

Método mapa - foto
?asta selecio*ar trDs 5o*tos His7Heis e ide*tificAHeis *a foto e *o 4a5aY de 5referD*cia
dista*tes e*tre si. De5ois de 4arcados os 5o*tos *a fotografiaY tra*sfira6os 5ara u4 4a5a de escala
co*hecida. Me+a as distM*cias e*tre os 5o*tos &?Y ?% e %& *a foto co4 e@atid<o de /Y>44 e fa+a
o 4es4o 5ara o 4a5aY usa*do a 4edida 5ara cada bra+o do tria*gulo for4ado e*tre os 5o*tos *a
eBua+<o a seguir-

4edida do 4a5a e4 44 @ $ $ m u*idade da escalaY o*de 1-!// $ m !//
4edida da foto e4 44

$@- 117Y> 44 @ >/./// m !;.(>> m escala a5ro@i4ada 1-!>.///
:;> 44

& escala a5ro@i4ada da foto serA a 4édia das escalas obtidas *os trDs bra+os do triM*gulo. &
Haria+<o 4A@i4a *estas trDs escalas *<o 5ode e@ceder :OY caso isso ocorra deHe6se refa3er o
277
triM*gulo. Para 4i*i4i3ar os erros deHe6se eHitar Areas o*de e@iste 4uita difere*+a de altitudeY
co4o terre*os 4o*ta*hososY 5ois a Haria+<o de escala *estes caso é 4aior.

Método foto - terreno

Os 5rocedi4e*to *este 4étodo s<o os 4es4o do a*teriorY co4 a difere*+a Bue 4edidas do
terre*o substitue4 as 4edidas do 4a5a. %uidar Bue os Halores 4edidos *o terre*o esteEa4 e4
4etrosY da segui*te for4a-

4edida do terre*o e4 4etros @ 1./// m escala
4edida da foto e4 44

$@- (.>7> 4etros @ 1./// m !;.(>> m escala a5ro@i4ada 1-!>.///
:;> 44

Da 4es4a 4a*eiraY a escala fi*al serA a 4édia das trDs obserHa+,es. $ste 4étodo *<o é
4elhor Bue o a*teriorY 5orBue e@ige 4edidas *o terre*o co*fiAHeisY deHe*do ser utili3ado so4e*te
Bua*do 4a5as adeBuados *<o e@istire4.


278
8. LEVANTAMENTO DE SOLOS
O leHa*ta4e*to de solos co*siste e4 ide*tificar e 4a5ear os solos Bue ocorre4 *u4a
deter4i*ada Areab e4 a*alisar e i*ter5retar os dados refere*tes Is caracter7sticas e 5ro5riedades dos
solosb e4 classificar os solos eY e4 co*feccio*ar e 5ublicar os resultados e4 4a5as e relat8riosY
de4o*stra*do a ocorrD*cia e distribui+<o geogrAfica dos solos das Areas leHa*tadas.
O leHa*ta4e*to de solos é co*stitu7do 5or u4 4a5a e u4 te@to e@5licatiHo Bue defi*eY
descreHe e i*ter5retaY 5ara diHersos fi*sY as classes de solos de u4a deter4i*ada Area ou regi<o
N$4bra5aY 1..>P.

Objetivos
O obEetiHo 5ri*ci5al de u4 leHa*ta4e*to 5edol8gico é subdiHidir Areas heterogD*eas e4
5arcelas 4ais ho4ogD*easY Bue a5rese*te4 a 4e*or Hariabilidade 5oss7HelY e4 fu*+<o dos
5arM4etros de classifica+<oY e das caracter7sticas utili3adas 5ara disti*+<o dos solos.
Mais es5ecifica4e*teY os leHa*ta4e*tos de solos obEetiHa4-
aP ide*tificar as classes de solos Bue ocorre4 e4 deter4i*ada Areab
bP deter4i*ar as caracter7sticas 4orfol8gicasY f7sicasY Bu74icas e 4i*eral8gicas dos solos
da Areab
cP estudar rela+,es e*tre os solos e as co*di+,es a4bie*taisY co4o- releHoY cli4aY
Hegeta+<oY 4aterial de orige4 e co*di+,es a4bie*taisb
dP classificar os solos da Area do leHa*ta4e*toY de*tro de u4 siste4a defi*ido de
classifica+<o e e4 *7Hel categ8rico adeBuadob
eP estabelecer as u*idades de solos e locar seus li4itesY 4ostra*doY e4 4a5as de solosY a
ocorrD*ciaY distribui+<o geogrAficaY Area ocu5ada e o arra*Ea4e*to das 4es4as *a
5aisage4b e
fP 5reHer e deter4i*ar sua a5tid<o de uso 5ara difere*tes fi*alidades.

Os leHa*ta4e*tos de solos 5ode4 ser utili3ados 5ara fi*s 5rAticosY co4o-

aP locali3a+<o de estradasY aero5ortosY *Qcleos reside*ciais e i*dustriaisb
bP aHalia+<o 5ara ta@a+<o de i45ostosY 5ara fi*a*cia4e*tosY desa5ro5ria+,esY urba*i3a+<o e
outros serHi+os 5Qblicosb
cP eBuacio*a4e*to de 5roble4as agr7colas locaisY regio*ais e *acio*aisY co4o- escolha de
Areas 5rioritArias I 5esBuisasY 5roEetos de colo*i3a+<o e dese*HolHi4e*toY 5rogra4as de
refloresta4e*toY co*serHa+<o dos solos e de irriga+<o e dre*age4b
dP 5la*eEa4e*to agr7cola de 5ro5riedades ruraisb
279
eP 5reHis<o de safrasb
fP co*fec+<o de 4a5as i*ter5retatiHos

Utilidades dos levantamentos de solos
Os leHa*ta4e*tos 5edol8gicos co*tD4 i*for4a+,es esse*ciais 5ara ba*cos de dados e
"iste4as de I*for4a+,es 0eogrAficas N"I0PY Hisa*do i*ter5reta+,es territoriais e 3o*ea4e*tosY e4
co4bi*a+<o co4 outros fatores ecol8gicos deter4i*a*tes do eBuil7brio e da 4a*ute*+<o da
5rodutiHidade. "<o ta4bé4Y bases ideais 5ara 5reHis<o de riscos de uso dos solosY 5ode*do eHitar
Bue Areas i*a5tas 5ara e@5lora+<o agro5ecuAria e outras atiHidades seEa4 des4atadas ou alteradas
e4 suas co*di+,es *aturais de eBuil7brioY causa*do i45actos *egatiHos a *ature3aY se4 o es5erado
retor*o eco*T4ico N$4bra5aY1..>P.

Unidades utilizadas em levantamentos de solos
$4 leHa*ta4e*tos de solosY co*sidera46se trDs ti5os bAsicos de u*idades de solo- aP u*idade
ta@o*T4icaY bP u*idade de 4a5ea4e*to e cP ti5os de terre*os.

aP U*idade Ta@o*T4ica-
& u*idade ta@o*T4ica é co*ceituada segu*do u4 co*Eu*to de caracter7sticas e 5ro5riedades
do soloY co*hecidas 5or 4eio do estudo de 5edo*s e 5oli5edo*s e corres5o*de I u*idade de
classifica+<o 4ais ho4ogD*ea e4 BualBuer *7Hel categ8rico de siste4as ta@o*T4icos
N$4bra5aY1..>P. %orres5o*de a u4a classe de solos de*tro de u4 *7Hel categ8rico do siste4a de
classifica+<o *atural utili3ado *o leHa*ta4e*to. _ i*tegrada 5or u4 co*ceito ce*tralY re5rese*tado
5or u4 5erfil 4odal Y Bue e@ibe as 5ro5riedades e caracter7sticas 4ais usuais e de outros 5erfisY
estreita4e*te relacio*adosY Bue Haria4 e4 rela+<o ao co*ceito ce*tral.

bP U*idade de Ma5ea4e*to-
$*te*de6se 5or u*idade de 4a5ea4e*toY a re5rese*ta+<o grAfica da ocorrD*cia e distribui+<o
das u*idades ta@o*T4icasY de acordo co4 o *7Hel categ8ricoY 4ostra*do e4 4a5as de solosY a
locali3a+<oY e@te*s<oY arra*EoY e distribui+<o daBuelas u*idades *a 5aisage4.
U4a u*idade de 4a5ea4e*to é estabelecida e defi*ida 5ara 5ossibilitar a re5rese*ta+<o
cartogrAfica e 4ostrar a distribui+<o es5acial de u*idades ta@o*T4icas.
&s u*idades de 4a5ea4e*to 5ode4 ser desig*adas 5elo *o4e de u4a Q*ica u*idade
ta@o*T4ica cha4ada de u*idade si45les Y ou 5or HArias u*idades ta@o*T4icas de*o4i*adas de
u*idades co4bi*adas.

280
6 U*idade Ta@o*T4ica "i45les
_ a u*idade de 4a5ea4e*to co*stitu7daY 5redo4i*a*te4e*teY 5or u4a Q*ica u*idade
ta@o*T4ica 5ode*doY *o e*ta*toY a5rese*tar ocorrD*cias de outras u*idades ta@o*T4icasY Bue
5ode4 ser i*clus,es ou Haria+,esY cuEas 5ro5or+,es de5e*de4 do ti5o de leHa*ta4e*to
co*siderado.

6 i*clus,es- u*idades ta@o*T4icas Bue ocorre4 de*tro de u4a u*idade de 4a5ea4e*to e Bue s<o
be4 disti*tas daBuela Bue co*stitui a u*idade de 4a5ea4e*to.
$@.- Neossolo #it8licoY ocorre*do e4 5eBue*as 4a*chas e4 u4a u*idade de 4a5ea4e*to
co*stitu7da 5or u4 &rgissolo 1er4elho.
_ co*siderado co4o i*clus<oY desde Bue *<o ocu5e 4ais Bue !/O da Area da u*idade de
4a5ea4e*to e4 u4 leHa*ta4e*to detalhado de solos NHeEa tabela abai@oP.

6 Haria+,es- u*idades ta@o*T4icas se4elha*tes I Bue co45,e a u*idade de 4a5ea4e*to e Bue s<o
4a5eadas Eu*tas 5or co*He*iD*cia ou 5ela 5eBue*a Area ocu5ada.
$@.- &rgissolo 1er4elho eutr8ficoY Bue ocorre e4 5eBue*as 4a*chas *a Area de u4
&rgissolo 1er4elho distr8fico.

Perce*tage*s de ocorrD*cia de u*idades ta@o*T4icas e4 u*idades de 4a5ea4e*to si45lesY de
acordo co4 o ti5o de leHa*ta4e*to de solos

Tipos de Levantamentos Unidade Taxonômica
predominante (%)
Ìnclusões e variações (%)
Detalhado 80 20
Semidetalhado 75 25
Reconhecimento 70 30

6 U*idades Ta@o*T4icas %o4bi*adas-
_ Bua*do duas ou 4ais u*idades ta@o*T4icasY Bue ocorre4 e4 5ro5or+,es se4elha*tesY s<o
4a5eadas e4 co*Eu*to. &s u*idades co4bi*adasY de acordo co4 o 5adr<o de arra*Ea4e*to das
u*idades ta@o*T4icasY 5ode4 ser reco*hecidas co4o - 6 associa+<o de solosY 6 co45le@os de solos
eY 6 gru5a4e*tos i*difere*ciados.

6 &ssocia+<o de "olos- &s associa+,es de solos co45ree*de4 duas ou 4ais u*idades
ta@o*T4icasY cada u4a ocu5a*do 4e*os de 7/O da Area da u*idade de 4a5ea4e*to Bue ocorre4
associadas geogrAfica e regular4e*teY *u4 5adr<o be4 defi*idoY 5ode*do ser 4a5eadas co4o
u*idades ta@o*T4icas si45lesY e4 leHa*ta4e*tos 4ais detalhados. &s associa+,es de solos s<o
281
desig*adas 5ela Eu*+<o dos *o4es das u*idades ta@o*T4icas co45o*e*tesY ligadas 5elo si*al lY e
5recedidas da 5alaHra associa+<o .
$@.- &ssocia+<o %her*ossolo &rgilQHico férrico t75ico l Neossolo #it8lico eutr8fico
cher*oss8lico Nassocia+<o %ir7aco l %harrua 6 ?rasil 1.7:P.

6 %o45le@os de "olos- "<o ide*tificados co4o duas ou 4ais u*idades ta@o*T4icas disti*tas
Bue ocorre4 associadas geografica4e*te *u4 5adr<o t<o i*tri*cado Bue *<o 5ode4 ser se5aradasY
4es4o e4 leHa*ta4e*tos detalhados.
$@.- %o45le@o Pla*ossolo 2A5lico l 0leissolo MelM*ico.

6 0ru5a4e*tos I*difere*ciados de "olos- "<o ide*tificados 5or duas ou 4ais u*idades
ta@o*T4icas afi*sY co4 4orfologia e 5ro5riedades 4uito se4elha*tes BueY *<o ocorre*do e4
associa+<o geogrAfica regularY s<o co4bi*adas e 4a5eadas e4 co*Eu*to.
cP Ti5os de Terre*o-
"<o Areas re5rese*tadas e4 4a5as de solosY Bue *<o 5ode4 ser reco*hecidas co4o u*idades
ta@o*T4icas ou Bue s<o i*acess7Heis 5ara u4a 5ros5ec+<o orde*ada. $ssas Areas s<o de*o4i*adas
de acordo co4 o ti5o de terre*o ou co4 a *ature3a do 4aterial Bue as co*stitue4.
$@.- aflora4e*to de rochasY terre*o 4o*ta*hosoY 5raiasY du*asY 5M*ta*osY 4a*guesY aterrosY
escaHa+,es e des5eEos.

Tipos de Levantamento de Solos
Os leHa*ta4e*tos de solosY de u4a 4a*eira geralY 5ode4 ser classificados e4 dois gru5os-
aP leHa*ta4e*tos autD*ticos e bP leHa*ta4e*tos co45ilados.
Os leHa*ta4e*tos autD*ticos ou origi*ais de solos s<o aBueles efetuados co4 trabalhos de
ca45o e baseia46se direta4e*te e4 obserHa+,es e estudos dos solos da Area leHa*tada. "<o os
leHa*ta4e*tos 4ais efetiHos e corretos *a aHalia+<o dos recursos relatiHos a solos de u4a Area ou
regi<o.
JA os leHa*ta4e*tos co45ilados s<o reali3ados e4 escrit8riosY e baseia46se e4 dados de
solos ou e4 leHa*ta4e*tos 5ré6e@iste*tes ou ai*daY e4 estudos de assu*tos correlatosY co4o-
geologiaY geo4orfologiaY releHoY Hegeta+<oY cli4a e outras i*for4a+,es da regi<o e4 estudoY Bue
leHe4 a co*clus,es acerca dos ti5os de solos e da ocorrD*cia dos 4es4os.



282
Levantamentos Autênticos de Solos
Os leHa*ta4e*tos autD*ticos de solos 5ode4 ser elaborados 5ara obEetiHos disti*tos e a
difere*tes *7Heis de i*for4a+<oY 5ros5ec+<o e 5recis<o.
Pode4 ser gru5ados de*tro dos segui*tes ti5os 5ri*ci5ais- aP leHa*ta4e*tos e@5lorat8riosb bP
leHa*ta4e*tos de reco*heci4e*tob cP leHa*ta4e*tos se4idetalhadosb e dP leHa*ta4e*tos detalhados
de solos. NHer figura *o fi*al do ca57tuloP.

aP #eHa*ta4e*to $@5lorat8rio- s<o leHa*ta4e*tos efetuados e4 gra*des Areas *<o desbraHadas
ou 4uito 5ouco utili3adas 5rese*te4e*teY o*de *<o haEa *ecessidade de se efetuar leHa*ta4e*tos
4ais caros e de4orados. Neste ti5oY as u*idades de 4a5ea4e*to s<o 5ouco ho4ogD*easY for4adas
5or associa+,es de solos e os detalhes dos 4a5as s<o 5ouco 5recisos.
Por tratar6se de leHa*ta4e*tos de *ature3a ge*érica s<o aceitAHeis escalas de 5ublica+<oY Bue
Haria4 e*tre 1-7>/./// a 1-!.>//.///. & Area 47*i4a 4a5eAHel é de !!Y> a !>/ c4
!
N$4bra5aY
1..>P.

bP #eHa*ta4e*to de Reco*heci4e*to- é u4 leHa*ta4e*to de base Bue Hisa o i*He*tArio de solos
de u4a regi<oY se*do i*dis5e*sAHel *o 5la*eEa4e*to e dese*HolHi4e*to de Areas *<o desbraHadas e
*a i*te*sifica+<o de uso e4 Areas EA utili3adas ou desbraHadas.
Os leHa*ta4e*tos de reco*heci4e*to de solos s<o elaborados e4 te45o relatiHa4e*te curto
e 5ode4 ser co*feccio*ados e4 gra*des AreasY o*de o dese*HolHi4e*to *<o 5ode es5erar 5or outros
ti5os de leHa*ta4e*tos 4ais detalhadosY Bue reBuere4 4aior te45o de e@ecu+<oY e Bue s<o
dis5e*diosos. $ste foi o ti5o de leHa*ta4e*to adotado 5elo e*t<o "N#%"Y atual %NP" *os
leHa*ta4e*tos de solos da 4aioria dos estados do ?rasilY e@ecutados *a década de 7/.
Os leHa*ta4e*tos de reco*heci4e*to s<o subdiHididos e4 trDs *7Heis de e@ecu+<o-

bai@a i*te*sidade- a escala de 5ublica+<o Haria e*tre 1-!>/./// e 1-7>/.///. & Area 47*i4a
4a5eAHel N&MMP se situa e*tre !Y> e !!Y> c4
!
. &s u*idades de 4a5ea4e*to 5ode4 ser
si45les ou associa+,es de solos.

4édia i*te*sidade- a escala de 5ublica+<o é de 1-1//./// a 1-!>/.///. & Area 47*i4a
4a5eAHel é HariAHel e*tre ;/ e !Y> ha.

alta i*te*sidade- a escala de 5ublica+<o é de 1->/./// a 1-1//.///. & Area 47*i4a 4a5eAHel
é HariAHel e*tre 1/ e ;/ ha. Pode4 substituir leHa*ta4e*tos se4idetalhados e4 Areas co4
*ecessidade i4ediata de estudos 5reli4i*ares 5ara 5la*eEa4e*to regio*al de uso e
283
co*serHa+<o de solos. &s u*idades de 4a5ea4e*to s<o co*stitu7das 5or u*idades si45les e
associa+,es de solos.

cP #eHa*ta4e*to "e4idetalhado- este leHa*ta4e*to de solosY utili3a u4 *7Hel categ8rico bai@o
5ara as u*idades ta@o*T4icas. _ co*He*ie*te 5ara Areas Bue a5rese*ta4 alto 5ote*cial agr7cola e
uso i*te*siHo das terras eY 5ara o 5la*eEa4e*to de usoY 4a*eEo e co*serHa+<o dos solos de u4a
5ro5riedade rural ou de Areas de 5roEetos regio*aisY o*de as i*for4a+,es deHe4 ser 4ais detalhadas
Bue *o *7Hel de reco*heci4e*to e obtidas e4 4e*or es5a+o de te45o Bue e4 u4 leHa*ta4e*to
detalhado. & escala de 5ublica+<o 5ode ser de até 1-1//.///Y se*do Bue escalas 4aiores s<o
5refere*ciais. No a 1->/.///P.

dP #eHa*ta4e*to Detalhado- *este leHa*ta4e*toY utili3a6se as i*for4a+,es a *7Hel de série e o
4a5ea4e*to é 4uito 5reciso. "<o de elabora+<o 4uito cara e le*taY se*do i*dicados 5ara esta+,es
ou ca45os e@5eri4e*taisY 5roEetos co*serHacio*istas e 5roEetos de irriga+<oY *os Buais os custos do
leHa*ta4e*to s<o de 4e*or i45ortM*cia. & escala fi*al ideal é o a 1-!/.///. & Area 47*i4a
4a5eAHel é 4e*or do Bue 1Y9 ha.

eP #eHa*ta4e*to Ultradetalhado- 5la*eEado 5ara ate*di4e*to de 5roble4as es5ec7ficos de Areas
4uito 5eBue*asY co4o 5arcelas e@5eri4e*tais e Areas reside*ciais ou i*dustriais. Te4 a 4es4a
estrutura bAsica dos leHa*ta4e*tos detalhadosY difere*cia*do6se Bua*to ao 4étodo de 5ros5ec+<o
N4alhas r7gidasP e 4aior 5or4e*ori3a+<o cartogrAfica. $4 geral caracteri3a6se 5or escalas gra*des
N1->.///Y 1-!.///Y 1-1./// e 1->//P e 5or detectar caracter7sticas 4uito es5eciais 5ara u4a
fi*alidade es5ec7ficaY co4o oscila+<o do le*+ol freAtico ou teores de deter4i*ados ele4e*tos *o
hori3o*te & de u4a 5arcela e@5eri4e*tal. & &MM s<o usual4e*te 4uito 5eBue*asY 4e*ores Bue
/Y1 ha.

Levantamentos Compilados de Solos
Os leHa*ta4e*tos co45ilados de solos 5ode4 ser- aP esBue4Aticos ou bP ge*erali3ados

aP #eHa*ta4e*tos $sBue4Aticos- s<o leHa*ta4e*tos elaborados *o escrit8rioY atraHés da 5reHis<o
das classes de solos e de seus li4itesY 5or correla+<o co4 dados EA e@iste*tes e 5or i*ter5reta+<o de
4a5as geol8gicosY geo4orfol8gicosY fitogeogrAficos e cli4AticosY co4bi*ados co4 algu4as
ge*erali3a+,es de leHa*ta4e*tos 5or He*tura e@iste*tes e Herifica+,es es5arsas de carAter
e@5lorat8rioY co4 ou se4 o uso de i4age*s es5aciais e fotografias aéreas

284
bP #eHa*ta4e*tos 0e*erali3ados- s<o leHa*ta4e*tos co45ilados co*feccio*ados *o escrit8rioY
co4 base e4 dados e i*for4a+,es 5edol8gicasY 5ublicadas ou *<oY de leHa*ta4e*tos autD*ticos de
solos. Nos leHa*ta4e*tos ge*erali3ados s<o eli4i*ados detalhes das i*for4a+,es de leHa*ta4e*tos
de solos EA reali3adosY 5ara ate*der a obEetiHos Bue e@iEa4 aBuela ge*erali3a+<o.

Krea M7*i4a Ma5eAHel N&MMP
_ a Area 47*i4a Bue 5ode ser re5rese*tada e4 4a5asY deHe*do esta ser de /Y;c4
!
.

Rela+<o e*tre escala de 5ublica+<o do leHa*ta4e*to de solos e a Area 47*i4a re5rese*tada *o 4a5a
Nada5tado de "trecS et al.Y !//!P.

Escala de publicação do mapa de solos Área mínima mapeável (ha)
1:1.000.000 4000
1:750.000 2250
1:500.000 1000
1:100.000 40
1:50.000 10
1:20.000 1,6
1:10.000 0,4

& &MM é obtida 5ela segui*te eBua+<o-

&MM m $
!
@ /Y; NhaP ou $
!
@ /Y; Nc4
!
PY
1/
(


1/
1/



















E = escala de publicação.
ATENÇÃO!
Não confunda área mínima mapeável (AMM) com escala de
publicação.
285
Características que diferenciam os principais tipos de levantamentos de solos
N7Hel de
#eHa*t
a4e*to
ObEetiHos
Métodos de
Pros5ec+<o
Material
%artogrAfico
U*idades de
Ma5ea4e*to
$scala de 5ublica+<o
Ma5a $@5lorat8rio
1is<o 5a*orM4ica de
distribui+<o dos
solos
0e*erali3a+,es e
a45las correla+,es
co4 o 4eio
a4bie*te
Ma5as 5la*ialti4é6
tricosY i4age*s de
radar e satélites e4
escalas 5eBue*as
&ssocia+,es de
HArios co45o*e*6
tesY eBuiHale*te I
orde4 de siste4as
hierArBuicos de
classifica+<o de
solos
p 1-1.///.///

$@5lorat8rio
I*for4a+<o ge*era6
li3ada do recurso
solo e4 gra*des
Areas
$@tra5ola+,esY ge6
*erali3a+,esY corre6
la+,es e obserHa6
+,es de ca45o
Ma5as 5la*ialti4é6
tricosY i4age*s de
radar e satélitesY fo6
to 7*dices e4 escala
5eBue*a
&ssocia+,es a45las
de até ci*co co45o6
*e*tesY corres5o*6
de*do I subdiHis,es
de orde*s
1-7>/./// a 1-!.>//.///
Reco*heci4e*to de
?ai@a I*te*sidade
$sti4atiHa Bualita6
tiHa do recurso solo
1erifica+,es de
ca45o e e@tra5ola6
+,es
Ma5as 5la*ialti4é6
tricosY i4age*s de
radarY satélitesY carta
i4age4 e4 escalas
o 1-1//.///
&ssocia+,es ou u*i6
dades si45les de
gra*des gru5os de
solos
1-!>/./// a 1-7>/.///
Reco*heci4e*to de
Média I*te*sidade
$sti4atiHa Bualita6
tiHa e se4iBua*tita6
tiHa do recurso solo
1erifica+,es de
ca45o e correla6+,es
soloW5aisage4
Ma5as 5la*ialti4é6
tricosY i4age*s de
radarY satélitesY carta
i4age4 e4 escalas
o 1-!>/./// e fotos
aéreas e4 escalas
o 1-1!/.///
U*idades si45les e
associa+,es de
gra*des gru5os de
solo
1-1//./// a 1-!>/.///
Reco*heci4e*to de &lta
I*te*sidade
&Halia+<o se4i6
Bua*titatiHa de Areas
5rioritArias
1erifica+,es de
ca45o e correla6+,es
soloW5aisage4
Ma5as 5la*ialti4é6
tricosY carta i4a 6
ge4 e4 escalas
o 1-1//.// e fotos
aéreas e4 escalas
o 1-9/.///
U*idade si45les e
associa+,es de
subgru5os de solos
1->/./// a 1-1//.///
"e4i detalhado
Pla*eEa4e*to e
i45la*ta+<o de
5roEetos agr7colas e
de e*ge*haria ciHil
1erifica+,es de
ca45o ao lo*go de
to5oseBuD*cias e
correla+,es soloWsu6
5erf7cies geo48rfi6
cas
Ma5as 5la*ialti4é6
tricos e restitui+,es
e4 escalas
o 1->/.///Y leHa*ta6
4e*tos to5ogrAfi6cos
e fotos aéreas e4
escalas
o 1-9/.///
U*idade si45lesY
associa+,es e co46
5le@os e4 *7Hel de
fa47lia *os siste4as
hierArBuicos de
classifica+<o
o 1-1//.///Y de
5referD*cia o 1->/.///.
Detalhado
$@ecu+<o de
5roEetos de uso
i*te*siHo do solo
1erifica+,es de
ca45o ao lo*go de
to5oseBuD*ciasY
Buadr7culas e cor6
rela+,es soloWsu5er6
f7cies geo48rficas
Ma5as 5la*ialti4é6
tricosY restitui+,esY
leHa*ta4e*tos to6
5ogrAficos co4
curHas de *7Hel e
fotos aéreas e4
escalas o 1-!/.///
U*idades si45lesY
associa+,es e
co45le@os de série
de solos
o 1-!/.///
Ultra detalhado
$studos es5ec7ficos
locali3ados
Malhas
Pla*tasY 4a5as to6
5ogrAficos co4
curHas de *7Hel a
5eBue*os i*terHa6
losY e4 escala
o 1->.///
'ases de séries de
solos
o 1->.///
Adaptado de Embrapa (1995)

286
Escala do levantamento de solos
& escala *u4érica é a rela+<o e*tre a distM*cia *o terre*o e a distM*cia re5rese*tada *a
fotografia ou *o 4a5aY se*do esta e@5ressa *a for4a de fra+<o. $@e45lo- 1-!>./// ) isso sig*ifica
Bue cada u*idade 4étrica *o 5a5el eBuiHale a !>./// u*idades 4étricas *o terre*oY se*do assi4Y 1
c4 *o 5a5el eBuiHale a !>./// c4 ou !>/ 4 *o terre*o.
& escala de 5ublica+<o fi*al do 4a5a de solos é defi*ida co*for4e os obEetiHos 5ara Bual o
leHa*ta4e*to serA 5rodu3ido N"trecS et al.Y !//!P. & correla+<o do *7Hel de detalha4e*to do
leHa*ta4e*to de solos e seu 5ro58sito s<o fu*da4e*tais 5ara utili3a+<o adeBuada das i*for4a+,es
geradas Ncla4t et al.Y !///P. Por e@e45loY o uso de i*for4a+,es retiradas de leHa*ta4e*tos de
reco*heci4e*to dos solosY co4 escala de 1- 7>/./// *<o é adeBuado 5ara 5la*eEa4e*to de BualBuer
atiHidade e4 *7Hel de 4u*ic75ioY o*de a escala de trabalho deHe ser 1->/./// ou 4aiorY co4
leHa*ta4e*tos de solos do ti5o se4i6detalhados N$4bra5aY 1..>b cla4t et al.Y !///b Dal4oli* et
al.Y !//;P.
Trabalho reali3ado 5or Dal4oli* et al. N!//;P co45ara*do os 4a5as de solos dos
4u*ic75ios de "<o Jo<o do PolDsi*eY *a escala 1-!/./// e de "<o Pedro do "ulY *a escala 1->/.///Y
co4 o 4a5a de reco*heci4e*to de solos do estado do R"Y *a escala 1-7>/.///Y co45roHou a gra*de
diHersidade de solos e@iste*tes *os 4u*ic75iosY os Buais *<o a5arece4 *o 4a5a de reco*heci4e*toY
de4o*stra*do sua i*adeBua+<o 5ara este fi4. No e*ta*toY é 4uito freBde*te Bue 5rofissio*ais de
ca45o e até 4es4o de 5esBuisadores se4 for4a+<o 5edol8gica fa3ere4 uso i*correto das
i*for4a+,es co*tidas *os leHa*ta4e*tos de solosY utili3a*doY 5or e@e45loY dados do 4a5a de
reco*heci4e*to do R" N1-7>/.///P 5ara estudos de 4icrobacias hidrogrAficas e4 escalas 1-!>.///
ou 4aiores.
Os leHa*ta4e*tos de reco*heci4e*to de solos re5rese*ta4 u4a eta5a i45orta*te *o
i*He*tArio do recurso solo de u4 estado. No e*ta*to i*Hesti4e*tos deHe4 ser direcio*ados 5ara
4a5ea4e*tos e4 escalas 4aioresY e4 *7Hel de se4idetalhe N{ 1->/.///PY esse*ciais 5ara fi*s de
5la*eEa4e*to de Areas 4e*ores co4o 4u*ic75iosY distritosY e*tre outras NDal4oli* et al.Y !//;P.
287






















%o45ara+<o dos ti5os de solos e*co*trados *os difere*tes leHa*ta4e*tos de solos de "JP. Dados
das u*idades de 4a5ea4e*tos corrigidas e atuali3adas 5or Pedro* et al. N!//9P.

Solos Símbolo
Áreas (hectares)
Mapa de solos ampliado
de 1/750.000
Mapa de solos
1/20.000
Planossolo Háplico eutrófico arênico SXe 2.540 0
Planossolo Háplico alítico gleissólico SXal 0 1.247
Gleissolo Háplico alítico típico GXal 0 1.361
Argissolo Acinzentado alítico típico PACal 0 514
Argissolo Bruno – Acinzentado alítico abrúptico PBACal 2.927 25
Argissolo Vermelho alumínico típico PVa 0 129
Argissolo Vermelho alítico abrúptico PVal 0 274
Argissolo Vermelho – Amarelo alítico abrúptico PVAal 76 537
Cambissolo Háplico Ta eutrófico CXve 0 6
Chernossolo Háplico órtico típico MXo 0 14
Neossolo Litólico distro – úmbrico fragmentário RLdn 0 32
Neossolo Litólico eutrófico fragmentário RLe 0 688
Associação PVal – CXve – RLe A 1 0 1.539
Associação PVal – PVa – CXve A 2 0 29
Associação PVa – PVAal A 3 0 151
Associação PBACal – RLe A 4 0 63
Associação PVal – PACal A 5 0 595
Associação PVal – RLdn A 6 0 197
Associação CXve – RLe A 7 3.432 89
Mapa de solos do município de SJP
publicado na escala 1:20.000 (A) e
ampliado do mapa de
reconhecimento na escala
1:750.000 (B).
288
Associação PACal – SXal A 8 0 21
Associação CXve - PVal A 9 0 1.005
Associação CXve e solos aluviais não
caracterizados
A 10 0 168


Conversão de medida linear para medida de área
_ 5oss7Hel se obter a rela+<o e*tre a 4edida de u4a Area *a fotografia ou 4a5a e sua
corres5o*de*te *o terre*o. Por e@e45loY *u4a escala 1-!/.///Y 1 c4 *o 4a5a eBuiHale a !//4 *o
terre*oY e*Bua*to 1c4
!
*o 4a5a eBuiHale !// @ !//4 *o terre*o. &ssi4Y se 1 ha m N1// @ 1//4 m
1/.///4
!
PY e*t<o-

!//4 @ !//4 m ; ha } Neste casoY 1c4
!
*o 4a5a eBuiHale a ; ha *o terre*o.
1/.///4
!


Execução de levantamentos de solos
& e@ecu+<o de leHa*ta4e*tos autD*ticos de solos co45ree*de diHersas o5era+,es Bue
5ode4 ser agru5adas e4 Buatro difere*tes fases- aP trabalhos 5re5arat8riosb bP trabalhos de ca45ob
cP trabalhos de laborat8riob e dP trabalhos de escrit8rio.

aP Trabalhos Pre5arat8rios- Os trabalhos 5re5arat8rios co45ree*de4-
6 estabeleci4e*to do 5la*o de trabalho do leHa*ta4e*toY o Bual deHe leHar e4 co*sidera+<o-
a es5ecifica+<o da Area do leHa*ta4e*toY o ti5o de leHa*ta4e*to a ser e@ecutado e a escala
do 4a5a base e a de 5ublica+<oY a coletM*ea de dados ou trabalhos EA reali3ados *a Area e
Bue seEa de i*teresse ao leHa*ta4e*to a ser e@ecutado. Orga*i3a+<o daNsP eBui5eNsPY a
5reHis<o e aBuisi+<o de 4ateriais e eBui5a4e*tos *ecessArios aos trabalhos de ca45o e de
escrit8rio.

bP Trabalhos de %a45o- $sta é a fase 4ais i45orta*te 5ara os leHa*ta4e*tos de solos. Nesta fase
s<o efetuados os segui*tes trabalhos-
6 i*s5e+<o 5reli4i*ar da Area do leHa*ta4e*to 5ara Herifica+,es das co*di+,es gerais de
acessoY de co4u*ica+<oY de a5oio loca e etc.
6 elabora+<o da lege*da 5reli4i*arY co45ree*de*do a co*ce5+<o i*icial das u*idades
ta@o*T4icas e de 4a5ea4e*toY Bue deHer<o ser ide*tificadasY *o leHa*ta4e*toY 5ela
Hisuali3a+<o da ocorrD*cia e distribui+<o dos solos *a 5aisage4 e das rela+,es e*tre
solos e co*di+,es a4bie*tais.
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6 4a5ea4e*toY co45ree*de*do os trabalhos de ide*tifica+<o e descri+<o das u*idades
ta@o*T4icasY Herifica+<o de seus li4ites e la*+a4e*to dos 4es4os e4 4a5as bAsicos
Nfotografias aéreasY cartas geogrAficas ou 4a5as to5ogrAficosP.
6 sele+<oY descri+<o e coleta de 5erfis de solosY 5ara caracteri3a+<o das u*idades
ta@o*T4icasb
6 coleta de a4ostras su5erficiais co45ostas 5ara aHalia+<o da fertilidade dos solosb
6 coleta de i*for4a+,es de i*teresse co4o dados de Hegeta+<oY do uso das terrasY das
co*di+,es de eros<oY e outras
6 docu4e*ta+<o fotogrAfica

cP Trabalhos de #aborat8rio- Nesta fase s<o efetuadas as deter4i*a+,es f7sicasY Bu74icas e
4i*eral8gicas dos 5erfis de soloY e as a*Alises das a4ostras su5erficiais co45ostasY e das rochasY
coletadas *a Area dura*te o 4a5ea4e*to.

dP Trabalhos de $scrit8rio- $sta fase e*HolHe 5ri*ci5al4e*te-
6 trabalhos cartogrAficos
6 elabora+<o do 4e4orial descritiHo Nrelat8rio téc*icoP.

O relat8rio téc*ico é co*stitu7do 5elo 4a5a de solos e o te@to e@5licatiHoY Bue descreHe as
u*idades ta@o*T4icas e as u*idades de 4a5ea4e*to Bue co*sta4 *o 4a5a Nco*sultar cla4t et al.Y
!///PY alé4 de-
6 descri+<o geral da Area Nlocali3a+<oY coorde*adasY Area totalY releHoY geologiaY cli4aY
Hegeta+<oPb
6 4étodos de trabalho Nde ca45oY escrit8rio e laborat8rioPb
6 e@te*s<o e distribui+<o 5erce*tual das Areas das u*idades de 4a5ea4e*to.
6 descri+<o detalhada das u*idades ta@o*T4icas e das u*idades de 4a5ea4e*toY 4ostra*do
suas caracter7sticas 4orfol8gicasY f7sicas e Bu74icas.
6 reco4e*da+,es de uso de acordo co4 I a5tid<o agr7cola e ca5acidade de uso das terras.

Levantamentos de Solos no Brasil
No ?rasilY os leHa*ta4e*tos de solos tiHera4 i*7cioY de for4a siste4AticaY *o fi4 da década
de 1.;/Y Bua*do o Mi*istério da &griculturaY atraHés de seus 8rg<os es5eciali3adosY i*iciou a
e@ecutar leHa*ta4e*tos de solos *os difere*tes estados da 'edera+<oY de*tro de u4 5rogra4aY Bue
HisaHa o reco*heci4e*to dos solos do 5a7s. 0ra*de 5arte do territ8rio *acio*al EA co*ta co4 o
leHa*ta4e*to de solos e@ecutado 5or esse 5rogra4a.
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O ?rasilY alé4 do leHa*ta4e*to esBue4Atico dos solos das regi,es NorteY Meio Norte e
%e*tro OesteY co*ta hoEe co4 o leHa*ta4e*to e@5lorat8rio dos solos de todo o 5a7sY e@ecutado 5elo
5roEeto Rada4?rasil Nescala 1-1.///.///P.
&lé4 dessesY os estados do NordesteY co*ta4 co4 o leHa*ta4e*to e@5lorat8rio 6
reco*heci4e*to de solosY e@ecutados 5ela DiHis<o de PesBuisas Pedol8gicasY do Mi*istério da
&gricultura ou 5elo "erHi+o Nacio*al de #eHa*ta4e*to e %o*serHa+<o do "olo N"N#%"PY atual
%NP" da $M?R&P&.
$4 *7Hel de reco*heci4e*to tD46se 4a5as de HArios estadosY co4o RJY $"Y "PY PRY "% e
R".
$4 *7Hel de leHa*ta4e*to se4idetalhadoY difere*tes Areas *os diHersos estados brasileiros
a5rese*ta4 estas i*for4a+,es. No R"Y 4u*ic75ios co4o IEu7Y IbirubAY &legreteY "<o 0abriel a
algu4as regi,es co4o o litoral *orte do estado e a bacia da #agoa Miri4Y s<o e@e45los de
leHa*ta4e*tos reali3ados *a década de 7/. Rece*te4e*te fora4 feitos algu*s leHa*ta4e*tos de
Mu*ic75ios da Regi<o %e*tral N"<o Jo<o do PolDsi*eY "ilHeira Marti*s e "<o Pedro do "ulY sob
res5o*sabilidade do De5arta4e*to de "olos da U'"MP e da Regi<o "ul do estado sob coorde*a+<o
da $4bra5a co4 sede e4 Pelotas.
$4 *7Hel de leHa*ta4e*to detalhadoY algu*s leHa*ta4e*tos co4 obEetiHos es5ec7ficosY
co4oY 5or e@e45loY co*hecer o solo de esta+,es e@5eri4e*taisY e@ecu+<o de 5roEetos de irriga+<o
N4uito co4u4 *a regi<o do Nordeste brasileiroPY 5roEetos de uso e co*serHa+<o dos solosY e*tre
outros. Nos leHa*ta4e*tos detalhadosY alé4 dos 8rg<os a*terior4e*te citadosY te4 atuado diHersas
e45resas 5articulares de e*ge*haria e 5la*eEa4e*to.